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Aula 06

Direito Administrativo p/ TCM-RJ - Técnico de Controle Externo (Com videoaulas)

Professor: Daniel Mesquita


Direito Administrativo p/ TCM-RJ- Técnico de
Controle Externo.
Teoria e exercícios comentados.
Prof. Daniel Mesquita Aula 06

AULA 06: Licitações: Dispensa e Inexigibilidade.


Sanções (Lei nº 8.666/1993).

SUMÁRIO

1) INTRODUÇÃO À AULA 06 2

2) DISPENSA E INEXIGIBILIDADE 2

2.1 ASPECTOS GERAIS 2


2.2 LICITAÇÃO DISPENSADA 3
2.3 LICITAÇÃO DISPENSÁVEL 9
2.4 LICITAÇÃO INEXIGÍVEL 24
2.5 PROCEDIMENTO 30

3) SANÇÕES ADMINISTRATIVAS E PENAIS 31

3.1DAS SANÇÕES ADMINISTRATIVAS 32


3.2 DOS CRIMES E DAS PENAS 34

4) RESUMO 37

5) QUESTÕES 42

6) REFERÊNCIAS 51

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1) Introdução à aula 06

Bem vindo a nossa aula 06, do curso de Direito Administrativo –


para TCM-RJ.
Abordaremos a seguinte matéria do edital “; dispensa;
inexigibilidade e vedação; motivação dos atos de declaração de
inexigibilidade e de dispensa de licitação;”
Ao final, você terá um resumo da aula e as questões tratadas ao
longo dela. Use esses dois pontos da aula na véspera da prova!
Chega de papo, vamos à luta!

2) Dispensa e inexigibilidade

2.1 Aspectos gerais

Aqui, meus amigos, você não tem 30% de chances de uma questão
desse tópico entrar na sua prova não, você tem 100% de chances de
que você vai ter uma questão de dispensa ou inexigibilidade de licitação
em sua prova.
O mesmo dispositivo constitucional que impõe a obrigatoriedade da
licitação prevê que a lei pode dispensá-la em casos específicos. Assim,
em razão da incompatibilidade da situação apresentada com a demora
do procedimento licitatório, em hipóteses em que a realização de uma
licitação não faria qualquer sentido (fornecedor único, por exemplo) ou
para a satisfação de interesses estatais específicos, o inciso XXI do art.
37 da CF possibilita à legislação ordinária prever casos em que a
contratação se dará de forma direta.
A contratação direta, contudo, é medida excepcional e as
hipóteses previstas em lei são taxativas, não se admitindo
interpretação extensiva. Nesse ponto, o administrador deve ser
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cauteloso, pois dispensar ou inexigir a licitação fora dos casos previstos


em lei é tipo penal descrito no art. 89 da Lei nº 8.666/93.
A Lei 8.666/93 traz hipóteses de dispensa (dispensável e
dispensada) e de inexigibilidade de licitação.
É inexigível a licitação quando a competição for completamente
inviável.
A licitação dispensada é aquela em que a lei veda a realização do
procedimento licitatório, ou seja, não há margem de discricionariedade
ao administrador, ele não deve fazer a licitação. São as hipóteses do
art. 17, I e II, da Lei nº 8.666/93, que tratam da alienação de bens
móveis e imóveis públicos.
Já na licitação dispensável, a competição é perfeitamente viável,
mas a lei possibilita ao administrador, valendo-se de seu critério de
conveniência e oportunidade, dispensar sua realização. Esse ato,
portanto, é um ato administrativo discricionário.
Assim, temos:
Licitação inexigível Competição inviável
Licitação dispensada A lei veda a licitação
Licitação dispensável O administrador pode não
fazer

Vamos às hipóteses legais de cada uma. FORÇA E ATENÇÃO,


guerreiro!

2.2 Licitação Dispensada

A regra geral, como visto acima, embasada no art. 37, XXI, da CF,
é de que as alienações são contratadas mediante processo de licitação
pública, ressalvados os casos previstos na legislação.
Com relação aos bens imóveis, a alienação dependerá de (a)
interesse público devidamente justificado; (b) autorização

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legislativa; (c) avaliação prévia; e (d) licitação na modalidade


concorrência ou leilão (as hipóteses em que cada modalidade pode ser
adotada serão estudadas abaixo).
Não é necessária a autorização legislativa quando o bem imóvel for
de empresa pública ou sociedade de economia mista.
Com relação aos bens móveis, a alienação dependerá de (a)
interesse público devidamente justificado; (b) avaliação prévia; e (c)
licitação na modalidade concorrência ou por leilão (este último pode ser
adotado somente se o bem, avaliado isolado ou globalmente, não for de
valor superior a R$ 650.000,00).
Essa é a regra.
Passemos agora ao estudo das exceções, ou seja, das licitações
dispensadas para a alienação de bens públicos.
Os casos em que a licitação é expressamente dispensada por lei
(art. 17, I da Lei 8.666/93) para a disposição de bens imóveis são:
(a) Dação em pagamento.
(b) Doação, permitida exclusivamente para outro órgão ou
entidade da administração pública, de qualquer esfera de governo,
ressalvado o disposto nas alíneas (f), (h) e (i).
Quanto à essa alínea, observa-se que o STF, ao apreciar a medida
cautelar na ADI 927, determinou a suspensão da eficácia do § 1º do
art. 17 da Lei Geral que determina a reversão do bem doado ao
patrimônio da pessoa jurídica doadora quando cessadas as razões que
justificaram a doação do bem.
CUIDADO! Essa situação se difere da doação com encargo. Nos
termos do § 4º do mesmo art. 17, somente será dispensada a licitação
nesse caso se houver “interesse público devidamente justificado”. Se
não houver esse interesse, deverá ser promovida a licitação e no
instrumento contratual deverá conter cláusula de reversão do bem
ao doador caso o donatário descumpra o encargo.

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(c) Permuta por outro imóvel que atenda aos requisitos


constantes do inciso X do art. 24 da Lei Geral (imóvel destinado ao
atendimento das finalidades precípuas da Administração e cujas
necessidades de instalação e localização condicionem a escolha). Essa
hipótese encontra-se com sua eficácia suspensa por força do mesmo
julgamento acima mencionado.
(d) Investidura, que quer dizer a alienação a proprietários de
imóveis vizinhos da área remanescente de obra pública inaproveitável
isoladamente ou a alienação aos legítimos possuidores de imóveis para
fins residenciais construídos em núcleos urbanos anexos a usinas
hidrelétricas. É bom observar que, no primeiro caso, não é dispensada a
licitação caso o imóvel seja de valor superior a R$ 40.000,00.
(e) Venda a outro órgão ou entidade da administração
pública, de qualquer esfera de governo. Nesse ponto, vale incluir
também a previsão do § 2º do art. 17 da Lei nº 8.666/93, que
determina a licitação dispensada para a concessão de “titulo de
propriedade ou de direito real de uso de imóveis” quando o uso
destinar-se a outro órgão ou entidade da Administração Pública.
(f) Alienação gratuita ou onerosa, aforamento, concessão de
direito real de uso, locação ou permissão de uso de bens imóveis
residenciais construídos, destinados ou efetivamente utilizados no
âmbito de programas habitacionais ou de regularização fundiária de
interesse social desenvolvidos por órgãos ou entidades da
administração pública.
Esse dispositivo fundamenta a desnecessidade de licitação para a
distribuição de casas populares e a destinação das terras
desapropriadas para a realização da reforma agrária.
(g) Procedimentos de legitimação de posse daqueles que
moram nas terras devolutas da União e que as tornaram
produtivas com o seu trabalho e de sua família. O ocupante recebe
licença de ocupação se preenchidos os requisitos dos arts. 29 e

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seguintes da Lei nº 6.383/76 e, após o prazo da licença, ele terá o


direito de preferência na aquisição do lote pelo valor histórico da terra
nua.
(h) Alienação gratuita ou onerosa, aforamento, concessão
de direito real de uso, locação ou permissão de uso de bens
imóveis de uso comercial de âmbito local com área de até 250
m² e inseridos no âmbito de programas de regularização
fundiária de interesse social desenvolvidos por órgãos ou
entidades da administração pública.
(i) Alienação e concessão de direito real de uso, gratuita ou
onerosa, de terras públicas rurais da União na Amazônia Legal onde
incidam ocupações até o limite de quinze módulos fiscais ou mil e
quinhentos hectares, para fins de regularização fundiária. Nesse caso,
além da licitação, é dispensada também a autorização legislativa, desde
que cumpridos os requisitos legais insertos nos §§ 2º-A e 2º-B do
dispositivo em comento.
Já quanto aos bens móveis, as hipóteses de licitação dispensada
são (art. 17, II da Lei 8.666/93):
(a) Doação, permitida exclusivamente para fins e uso de interesse
social, após avaliação de sua oportunidade e conveniência sócio-
econômica, relativamente à escolha de outra forma de alienação.
(b) Permuta, permitida exclusivamente entre órgãos ou entidades
da Administração Pública. No julgamento da medida cautelar na ADI
927 pelo STF, foi suspensa a eficácia da expressão “permitida
exclusivamente entre órgãos ou entidades da Administração Pública”
para os Estados, Distrito Federal e Municípios.
(c) Venda de ações, que poderão ser negociadas em bolsa,
observada a legislação específica. Nesse ponto, Gasparini (2008, p.
519) informa que a operação de venda de ações é feita por meio de
corretoras. Para a escolha dessa corretora, o autor entende que é

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obrigatória a licitação se a hipótese não se enquadrar nas situações


previstas no art. 24 da Lei nº 8.666/93.
(d) Venda de títulos, na forma da legislação pertinente.
(e) Venda de bens produzidos ou comercializados por
órgãos ou entidades da Administração Pública, em virtude de
suas finalidades. Em razão desse dispositivo, as empresas estatais
que exploram atividades econômicas não precisam licitar para vender
os bens ou serviços que produzem ou prestam.
f) Venda de materiais e equipamentos para outros órgãos ou
entidades da Administração Pública, sem utilização previsível por
quem deles dispõe, ou seja, pode um órgão ou ente vender a outro
determinado bem que está em seu estoque e não será utilizado.

Questões de
concurso

1. (FCC - 2012 - TCE-SP - Agente de Fiscalização Financeira)


Uma sociedade de economia mista prestadora de serviços públicos
pretende alienar participação societária minoritária que adquiriu em
empresa privada (ações). De acordo com a Lei no 8.666/93,

a) está dispensada de avaliação prévia e de procedimento


licitatório, desde que conte com autorização legislativa específica para a
alienação.
b) deverá obter autorização legislativa, realizar avaliação prévia e
licitação na modalidade leilão.
c) deverá promover avaliação prévia, sendo inexigível o
procedimento licitatório em função do regime privado a que se submete
a empresa alienante.
d) deverá promover avaliação prévia e poderá dispensar o
procedimento licitatório na hipótese de alienar as ações em bolsa,
observada a legislação específica.

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e) está obrigada a obter autorização legislativa e realizar licitação


na modalidade concorrência.

A lei nos fala que:

Art. 17. A alienação de bens da Administração Pública, subordinada à


existência de interesse público devidamente justificado, será precedida
de avaliação e obedecerá às seguintes normas:
II - quando móveis, dependerá de avaliação prévia e de licitação,
dispensada esta nos seguintes casos:
c) venda de ações, que poderão ser negociadas em bolsa, observada a

Gabarito: Letra “d”

2. (FCC -l 2012 - TRE-PR - Analista Judiciário) Determinado


Estado da Federação pretende adquirir um imóvel pertencente a União
Federal. Durante a instrução do processo administrativo autuado para
viabilizar a referida aquisição foi lançado parecer concluindo pela
necessidade de realização de prévia licitação. O parecer, de acordo com
o disposto na Lei Federal nº 8.666/93,

a) procede, na medida em que se trata de alienação de bem


público a ente público de esfera diversa.

b) procede, na medida em que o ente público interessado na


aquisição do bem tem preferência para a compra somente ao final do
procedimento de licitação.

c) procede, uma vez que o ente titular do domínio do bem integra


a administração direta, sendo dispensável apenas quando se trata de
venda entre entes públicos da administração indireta.

d) não procede, uma vez que se dispensa licitação quando se trata


de venda de imóvel a outro órgão ou entidade da administração pública,
de qualquer esfera de governo.

e) não procede, uma vez que entre entes públicos é inexigível


procedimento de licitação para aquisição de bens móveis e imóveis.
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Lembre-se: A licitação dispensada é aquela em que a lei veda a


realização do procedimento licitatório, ou seja, não há margem de
discricionariedade ao administrador, ele não deve fazer a licitação. São
as hipóteses do art. 17, I e II, da Lei nº 8.666/93, que tratam da
alienação de bens móveis e imóveis públicos. Na questão o examinador
pediu:

Art. 17. A alienação de bens da Administração Pública, subordinada à


existência de interesse público devidamente justificado, será precedida
de avaliação e obedecerá às seguintes normas:
I - quando imóveis, dependerá de autorização legislativa para órgãos
da administração direta e entidades autárquicas e fundacionais, e, para
todos, inclusive as entidades paraestatais, dependerá de avaliação
prévia e de licitação na modalidade de concorrência, dispensada esta
nos seguintes casos:
e) venda a outro órgão ou entidade da administração pública, de
qualquer esfera de governo;

Gabarito: Letra “d”.

2.3 Licitação Dispensável

As hipóteses taxativas de licitação dispensável estão no art. 24 da


Lei nº 8.666/93.
Marçal Justen Filho (2008, p. 288), tendo por parâmetro a relação
de custo/benefício na realização ou não da licitação, organiza as
hipóteses previstas no dispositivo supramencionado da seguinte
maneira: (a) custo econômico da licitação: o custo econômico de licitar
é superior ao benefício auferível (incisos I e II); (b) custo temporal da

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licitação: a demora na contratação acarretará sua ineficácia (incisos III,


IV, XII e XVIII); (c) ausência de potencial benefício em licitar (incisos V,
VII, VIII, XI, XIV, XVII, XVIII, XXVI, XXVIII e XXIX); (d) destinação da
contratação: a contratação não é norteada pelo critério da vantagem
econômica, mas por fins outros que o Estado deseja realizar (incisos VI,
IX, X, XIII, XV, XVI, XIX, XX, XXI, XXIV, XXV, XXVII e XXX); (e) inciso
que não se enquadra em qualquer categoria: XXII.
Agrupadas as hipóteses de licitação dispensável, passa-se à análise
das mais importantes.
Aquisições cujo valor não superam o limite legal (incisos I e
II);
O art. 24, I, da Lei nº 8.666/93, diz que é dispensável a realização
de licitação “para obras e serviços de engenharia de valor até 10% do
previsto para a modalidade convite (art. 23, I, ‘a’), desde que não se
refiram a parcelas de uma mesma obra ou serviço ou ainda para obras
e serviços da mesma natureza e no mesmo local que possam ser
realizadas conjunta e concomitantemente”.
O inciso II, por sua vez, dispensa a licitação “para outros serviços e
compras de valor até 10% do previsto para a modalidade convite (art.
23, II, ‘a’) e para alienações, nos casos previstos nesta Lei, desde que
não se refiram a parcelas de um mesmo serviço, compra ou alienação
de maior vulto que possa ser realizada de uma só vez”.
Desse modo, DECORE AS SEGUINTES INFORMAÇÕES E NÃO SE
ESQUEÇA DELAS NO MOMENTO DA SUA PROVA!
É dispensável a licitação quando o valor previsto para a
contratação for igual ou inferior a R$ 15.000,00 para obras e
serviços de engenharia ou R$ 8.000,00 para outros bens e serviços.
Esse valor é dobrado para as licitações realizadas por consórcios
públicos, sociedade de economia mista, empresa pública e por
autarquia ou fundação qualificadas, na forma da lei, como Agências
Executivas (comando do parágrafo único do art. 24).

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É importante observar que o administrador não pode fracionar a


sua demanda de forma a enquadrar o objeto que pretende contratar
dentro dos valores máximos definidos pela lei para a dispensa.
Situações excepcionais (incisos III, IV e IX);
Em casos de guerra (conflito que põe em risco a soberania,
declarado pelo Presidente da República com autorização ou referendo
do Congresso Nacional), grave perturbação da ordem (situações que
podem gerar o estado de defesa e o estado de sítio) e risco à segurança
nacional (nos casos estabelecidos por decreto presidencial, conforme
regulamentação do Decreto nº 2.295/97), a licitação pode ser
dispensada.
A emergência e a calamidade pública (inciso IV) também são
hipóteses de licitação dispensável “quando caracterizada urgência de
atendimento de situação que possa ocasionar prejuízo ou comprometer
a segurança de pessoas, obras, serviços, equipamentos e outros bens,
públicos ou particulares, e somente para os bens necessários ao
atendimento da situação emergencial ou calamitosa e para as parcelas
de obras e serviços que possam ser concluídas no prazo máximo de
180 (cento e oitenta) dias consecutivos e ininterruptos, contados da
ocorrência da emergência ou calamidade, vedada a prorrogação dos
respectivos contratos”.
ATENÇÃO PARA:
 Objeto: só para os bens suficientes para afastar o risco
concreto, iminente e grave;
 O prazo da obra: máximo 180 dias;
 A vedação à prorrogação dos contratos emergenciais.
IMPORTANTE: O administrador não pode fundamentar a
contratação de bem ou serviço nesse dispositivo se a situação
emergencial decorre de falta de planejamento ou de desídia da
própria administração (TCU, Acórdão 771/2005 – 2ª Câmara). Se a
contratação emergencial foi realizada com esse fundamento, deverá ser

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apurada a responsabilidade do servidor que deu causa à má gestão ou


atuou com desídia.
Licitação frustrada ou deserta (inciso V);
É dispensável a licitação quando “não acudirem interessados à
licitação anterior e esta, justificadamente, não puder ser repetida sem
prejuízo para a Administração, mantidas, neste caso, todas as
condições preestabelecidas”.
ATENÇÃO! Nesse ponto, vale destacar a Orientação
Normativa/AGU nº 12, de 01.04.2009, no sentido de que “Não se
dispensa licitação, com fundamento nos incs. V e VII do art. 24 da Lei
nº 8.666, de 1993, caso a licitação fracassada ou deserta tenha sido
realizada na modalidade convite”.
Licitação fracassada (inciso VII);
Pode a administração contratar com dispensa de licitação “quando
as propostas apresentadas consignarem preços manifestamente
superiores aos praticados no mercado nacional, ou forem incompatíveis
com os fixados pelos órgãos oficiais competentes, casos em que,
observado o parágrafo único do art. 48 desta Lei e, persistindo a
situação, será admitida a adjudicação direta dos bens ou serviços, por
valor não superior ao constante do registro de preços, ou dos serviços”.
É fracassada a licitação quando todos os licitantes que
comparecem ao certame são desclassificados (caso do inciso em
comento) ou inabilitados.
O administrador deve observar, ainda, que a aplicabilidade do
dispositivo em questão está condicionado ao atendimento do
procedimento descrito no atual § 3º do art. 48 da Lei nº 8.666/93, ou
seja, a administração deverá fixar o prazo de 8 dias úteis para que os
licitantes apresentem novos documentos ou propostas, conforme o
caso.
Aquisição de bens ou serviços de entidade que integra a
Administração Pública (inciso VIII);

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Quanto a essa hipótese, a lei deixa claro que o órgão ou entidade


prestador do serviço ou produtor do bem deve ser sido criado para esse
fim específico e em data anterior à vigência da Lei nº 8.666/93. Além
disso, o preço contratado deve ser compatível com o praticado no
mercado.
CUIDADO! Esse órgão ou entidade que venderá sem licitação não
pode ser empresa pública ou sociedade de economia mista que exerça
atividade econômica, diante da norma constitucional expressa no art.
173, § 2º, da CF, segundo a qual não é possível conceder a essas
empresas estatais benefícios não extensíveis às empresas privadas.
Compra ou locação de imóvel destinado ao atendimento das
finalidades precípuas da administração (inciso X);
Nesse caso, a dispensa é autorizada em razão das características
do imóvel que a Administração pretende ocupar. Essa dispensa somente
pode ser aceita se as condições de localização e instalação forem
essenciais para o interesse público e se o preço for compatível com o
praticado no mercado, segundo avaliação prévia.
Contratação de objeto remanescente (inciso XI);
É também expressa a possibilidade de a Administração dispensar a
licitação para a contratação de remanescente de obra, serviço ou
fornecimento. Para isso, devem ser preenchidos os seguintes requisitos:
(a) o bem anteriormente contratado não foi executado em sua
integralidade; (b) houve rescisão do primeiro contrato celebrado; (c) o
segundo licitante mais bem colocado no certame deve aceitar as
mesmas condições oferecidas pelo licitante vencedor, inclusive quanto
ao preço; (d) o preço pode ser corrigido. Destaca-se, por último, que a
Administração pode chamar o terceiro colocado no certame – e assim
sucessivamente – se o segundo colocado não concordar em aceitar as
mesmas condições do licitante vencedor.
Contratação de instituição brasileira de fim específico
(inciso XIII);

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Essa contratação somente pode ser realizada sem licitação se essa


instituição brasileira foi constituída para a pesquisa, ensino,
desenvolvimento institucional ou para a recuperação social do
preso.
Outros dois requisitos impostos pela norma são: essa instituição
deve ter reputação ético-profissional inquestionável e não pode ter fins
lucrativos.
Esse é o fundamento usado pela Administração para a contratação
direta da maioria das instituições responsáveis pela elaboração de
concursos públicos no Brasil.
Outras hipóteses que merecem ser mencionadas;
Também é dispensável a licitação na aquisição ou restauração de
obras de arte e objetos históricos, de autenticidade certificada, desde
que compatíveis ou inerentes às finalidades do órgão ou entidade
(inciso XV); na contratação de associação de portadores de deficiência
física, sem fins lucrativos e de comprovada idoneidade, para a
prestação de serviços ou fornecimento de mão-de-obra, desde que o
preço contratado seja compatível com o praticado no mercado (inciso
XX); na contratação do fornecimento ou suprimento de energia elétrica
e gás natural com concessionário, permissionário ou autorizado,
segundo as normas da legislação específica (inciso XXII); na
contratação realizada por empresa pública ou sociedade de economia
mista com suas subsidiárias e controladas, para a aquisição ou
alienação de bens, prestação ou obtenção de serviços, desde que o
preço contratado seja compatível com o praticado no mercado (inciso
XXIII); na celebração de contratos de prestação de serviços com as
organizações sociais, qualificadas no âmbito das respectivas esferas de
governo, para atividades contempladas no contrato de gestão (inciso
XXIV).
Com relação ao inciso XXIII, o TCU editou a súmula 265, no
seguinte sentido:

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A contratação de subsidiárias e controladas com fulcro no art. 24, inciso


XXIII, da Lei nº 8.666/93 somente é admitida nas hipóteses em que
houver, simultaneamente, compatibilidade com os preços de mercado e
pertinência entre o serviço a ser prestado ou os bens a serem alienados ou
adquiridos e o objeto social das mencionadas entidades.

As hipóteses mais recentes de licitação dispensável,


incluídas por outras leis a partir de 2004, merecem ser
destacadas: na contratação realizada por Instituição Científica e
Tecnológica - ICT ou por agência de fomento para a transferência de
tecnologia e para o licenciamento de direito de uso ou de exploração de
criação protegida (inciso XXV); na celebração de contrato de programa
com ente da Federação ou com entidade de sua administração indireta,
para a prestação de serviços públicos de forma associada nos termos
em que autorizado em contrato de consórcio público ou em convênio de
cooperação (inciso XXVI); na contratação da coleta, processamento e
comercialização de resíduos sólidos urbanos recicláveis ou reutilizáveis,
em áreas com sistema de coleta seletiva de lixo, efetuados por
associações ou cooperativas formadas exclusivamente por pessoas
físicas de baixa renda reconhecidas pelo poder público como catadores
de materiais recicláveis, com o uso de equipamentos compatíveis com
as normas técnicas, ambientais e de saúde pública (inciso XXVII); para
o fornecimento de bens e serviços, produzidos ou prestados no País,
que envolvam, cumulativamente, alta complexidade tecnológica e
defesa nacional, mediante parecer de comissão especialmente
designada pela autoridade máxima do órgão (inciso XXVIII); na
aquisição de bens e contratação de serviços para atender aos
contingentes militares das Forças Singulares brasileiras empregadas em
operações de paz no exterior, necessariamente justificadas quanto ao
preço e à escolha do fornecedor ou executante e ratificadas pelo
Comandante da Força (inciso XXIX).

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Os últimos dispositivos incluídos/alterados no art. 24 da Lei


nº 8.666/93 são o XXX, segundo o qual, é dispensável a licitação na
contratação de instituição ou organização, pública ou privada, com ou
sem fins lucrativos, para a prestação de serviços de assistência técnica
e extensão rural no âmbito do Programa Nacional de Assistência Técnica
e Extensão Rural na Agricultura Familiar e na Reforma Agrária,
instituído por lei federal (redação dada pela Lei nº 12.188/2.010) e o
XXI, que dispensa a licitação para a aquisição de bens e insumos
destinados exclusivamente à pesquisa científica e tecnológica com
recursos concedidos pela Capes, pela Finep, pelo CNPq ou por outras
instituições de fomento a pesquisa credenciadas pelo CNPq para esse
fim específico (redação dada pela Lei nº 12.349/2.010).
Por fim, dou uma dica relevantíssima: LEIA AO MENOS POR 3
VEZES O ROL DO ART. 24 DA LEI N. 8666/93 APÓS O ESTUDO
DESTE TÓPICO!
Veja o quanto é importante o estudo das hipóteses de licitação
dispensável para a FCC!

Questões de
concurso

3. (2014-VUNESP- SP-URBANISMO -Analista Administrativo)


Para a contratação de associação de portadores de deficiência física,
sem fins lucrativos e de comprovada idoneidade, por órgãos ou
entidades da Administração Pública, para a prestação de serviços ou
fornecimento de mão de obra, desde que o preço contratado seja
compatível com o praticado no mercado, a lei

a) exige licitação na modalidade concorrência.


b) permite a contratação direta por dispensa de licitação.
c) exige a licitação na modalidade convite.
d) autoriza a contratação direta por inexigibilidade de licitação.
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e) exige a licitação, mas esta pode ser feita na modalidade do


pregão eletrônico

Também é dispensável a licitação na aquisição ou restauração de


obras de arte e objetos históricos, de autenticidade certificada, desde
que compatíveis ou inerentes às finalidades do órgão ou entidade
(inciso XV); na contratação de associação de portadores de deficiência
física, sem fins lucrativos e de comprovada idoneidade, para a
prestação de serviços ou fornecimento de mão-de-obra, desde que o
preço contratado seja compatível com o praticado no mercado (inciso
XX);
Gabarito: Letra “b”

4. (VUNESP -2014 - SP-URBANISMO Analista Administrativo)

Determinada licitação foi aberta e apareceram intessados, mas


nenhum é selecionado, em decorrência de inabilitação ou de
desclassificação das propostas. Essa situação caracteriza o que a
doutrina denomina de licitação
a) fracassada.
b) nula.
c) deserta.
d) inútil.
e) tentada.

É fracassada a licitação quando todos os licitantes que


comparecem ao certame são desclassificados (caso do inciso em
comento) ou inabilitados.
O administrador deve observar, ainda, que a aplicabilidade do
dispositivo em questão está condicionado ao atendimento do
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procedimento descrito no atual § 3º do art. 48 da Lei nº 8.666/93, ou


seja, a administração deverá fixar o prazo de 8 dias úteis para que os
licitantes apresentem novos documentos ou propostas, conforme o
caso.
Gabarito: “a”.

5. (FCC - 2012 - TRE-SP - Analista Judiciário) O Departamento


de Estradas de Rodagem - DER, autarquia estadual, contratou,
mediante prévio procedimento licitatório, obras de duplicação de uma
rodovia estadual. No curso da execução das obras, viu-se obrigado a
rescindir o contrato, em face da incapacidade técnica superveniente da
contratada, restando, assim, remanescente de obras a serem
concluídas. De acordo com a Lei nº 8.666/1993, o DER

a) está obrigado a efetuar novo procedimento licitatório para a


contratação da execução do remanescente das obras, podendo,
contudo, fazê-lo sob a modalidade convite, independentemente do valor
da contratação.

b) poderá declarar a inexigibilidade de licitação, desde que por ato


fundamentado da autoridade e comprovado o interesse público
envolvido, não podendo o preço contratado superar o da licitação
anterior, devidamente corrigido

c) poderá contratar o remanescente de obra com dispensa de


licitação apenas se comprovar situação de emergência ou de
calamidade pública, bem como a compatibilidade do preço com os
praticados no mercado.

d) está obrigado a efetuar novo procedimento licitatório, que


poderá adotar a modalidade pregão eletrônico, com a participação dos
licitantes do certame que deu origem à contratação original, os quais
deverão apresentar, como primeira proposta, o preço ofertado pelo
licitante vencedor, devidamente corrigido.
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e) poderá dispensar o procedimento licitatório e contratar o


remanescente da obra com licitante habilitado na licitação anterior,
desde que atendida a ordem de classificação daquela licitação e aceitas
as mesmas condições oferecidas pelo licitante vencedor, inclusive
quanto ao preço, devidamente corrigido.

Bom pessoal, nessa questão o examinador quer saber se você tem


conhecimento de licitação dispensável.

Na hipótese tratada no caput da questão, é de Contratação de


objeto remanescente (inciso XI);
Nesse dispositivo, é expressa a possibilidade de a Administração
dispensar a licitação para a contratação de remanescente de obra,
serviço ou fornecimento.
Para isso, devem ser preenchidos os seguintes requisitos:
(a) o bem anteriormente contratado não foi executado em sua
integralidade;
(b) houve rescisão do primeiro contrato celebrado;
(c) o segundo licitante mais bem colocado no certame deve aceitar
as mesmas condições oferecidas pelo licitante vencedor, inclusive
quanto ao preço;
(d) o preço pode ser corrigido.
Destaca-se, por último, que a Administração pode chamar o
terceiro colocado no certame – e assim sucessivamente – se o segundo
colocado não concordar em aceitar as mesmas condições do licitante
vencedor.
Gabarito: Letra “e”.

6. (FCC - 2012 - TCE-AM - Analista de Controle Externo -


Auditoria de Obras Públicas) A União pretende adquirir imóvel para

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instalar órgão público, o qual, pelas suas características, necessita ser


instalado em local específico. De acordo com a Lei no 8.666/93,

a) poderá dispensar o procedimento licitatório para a escolha do


imóvel, desde que o preço seja compatível com o valor de mercado,
segundo avaliação prévia.

b) está autorizada a adquirir o imóvel que considerar adequado à


finalidade pretendida, configurando situação de inexigibilidade de
licitação.

c) deverá adquirir o imóvel mediante prévio procedimento licitatório,


do tipo menor preço, selecionando os imóveis adequados mediante
procedimento de pré-qualificação dos alienantes interessados.

d) deverá adquirir o imóvel mediante licitação, na modalidade leilão, do


tipo menor preço, admitindo-se lances de viva-voz, com, no mínimo, 3
alienantes selecionados.

e) somente poderá dispensar o procedimento licitatório se, aberta fase


de pré-qualificação precedente ao leilão, não acorrerem ao certame ao
menos 3 alienantes interessados.

Esse é um caso de licitação dispensável, presente no artigo 24, X.

Resposta: A.

7. (FCC - 2013 - Caixa - Engenheiro Civil) Nos termos da Lei


no 8.666/93, quando não acudirem interessados à licitação anterior e
esta, justificadamente, não puder ser repetida sem prejuízo para a
Administração,

a) é dispensável a licitação, mantidas, neste caso, todas as


condições preestabelecidas.
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b) deve haver, obrigatoriamente, contratação precedida de


concurso, por ser a modalidade mais simples de licitação.

c) é inexigível a licitação, mantidas, neste caso, todas as


condições preestabelecidas.

d) deve haver, obrigatoriamente, contratação precedida de


convite, por ser a modalidade mais simples de licitação.

e) é inexigível a licitação, não sendo necessário, neste caso, a


manutenção de todas as condições preestabelecidas.

Pessoal, nesse caso é DISPENSÁVEL, conforme o art. 24, V, da


Lei 8.666/93. Esse artigo é muito importante. Decore!

Resposta: A

8. (FCC - 2013 - TRT - 12ª Região (SC) - Analista Judiciário -


Área Administrativa) Determinado órgão público pretende restaurar
obras de arte e objetos históricos, de autenticidade certificada,
compatíveis com suas finalidades. Na hipótese narrada, a licitação é

a) inexigível.

b) obrigatória na modalidade convite.

c) dispensável.

d) obrigatória na modalidade concurso.

e) obrigatória na modalidade pregão.

Mais uma vez nosso querido artigo 24. Dessa vez, inciso XV,

Resposta: C

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9. (FCC - 2013 - TRT - 9ª REGIÃO (PR) - Técnico Judiciário -


Enfermagem) De acordo com a Lei no 8.666/93, é dispensável a
licitação

a) para aquisição de bens para necessidade contínua, pelo sistema


de registro de preços.

b) para alienação de imóvel, desde que desafetado do serviço


público.

c) para compra de produto de marca preferencial da


Administração.

d) para contratação de serviços comuns, de natureza contínua.

e) nos casos de guerra ou grave perturbação da ordem.

Estão sentindo a importância do art. 24, não é? Os casos de nos


casos de guerra ou grave perturbação da ordem estão previsto no inciso
III.

Resposta: E

10. (FCC/TCE-AM/2005) A dispensa de licitação, para a


aquisição de bens de valor inferior ao mínimo estipulado pela legislação
pertinente,

a) Prescinde de decisão motivada pela autoridade competente.

b) Depende de decisão motivada pela autoridade competente

c) Depende de decisão motivada pela autoridade competente e de


sua publicação em Diário Oficial mas prescinde da ratificação pela
autoridade superior.

d) Depende de decisão motivada pela autoridade competente, que


deve ser ratificada pela autoridade superior, mas não publicada
no Diário Oficial.

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e) Depende de decisão motivada pela autoridade competente, que


deve ser ratificada pela autoridade superior e publicada no Diário
Oficial.

Pessoas, apenas para que não existam erros de semântica aqui,


o termo “prescinde” significa dispensa. Perdão aos alunos que já
dominam o termo, explico aqui por que, na hora prova, lendo
nervosamente, o candidato se confunde e acaba se enrolando com o
vocabulário, por conta da tensão ou mesmo do desconhecimento do
vernáculo. Vamos a explicação. Por conta do pequeno valor, a
Administração Pública almejou dar maior celeridade a esse
procedimento. Por conta disso, dispensou a ratificação pela autoridade
superior. A publicação permanece em homenagem ao princípio da
publicidade e ao dever de transparência.

Resposta: letra B

11. (FCC - 2012 - TCE-SP - Agente de Fiscalização Financeira)


Uma sociedade de economia mista prestadora de serviços públicos
pretende alienar participação societária minoritária que adquiriu em
empresa privada (ações). De acordo com a Lei no 8.666/93,

a) está dispensada de avaliação prévia e de procedimento


licitatório, desde que conte com autorização legislativa específica para a
alienação.
b) deverá obter autorização legislativa, realizar avaliação prévia e
licitação na modalidade leilão.
c) deverá promover avaliação prévia, sendo inexigível o
procedimento licitatório em função do regime privado a que se submete
a empresa alienante.
d) deverá promover avaliação prévia e poderá dispensar o
procedimento licitatório na hipótese de alienar as ações em bolsa,
observada a legislação específica.
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e) está obrigada a obter autorização legislativa e realizar licitação


na modalidade concorrência.
A alienação de bens da Administração Pública, subordinada à
existência de interesse público devidamente justificado, será precedida
de avaliação e obedecerá às seguintes normas: quando móveis,
dependerá de avaliação prévia e de licitação, dispensada esta nos
seguintes casos: venda de ações, que poderão ser negociadas em
bolsa, observada a legislação específica (art. 17, inciso II, alínea “c”, Lei
nº 8.666/93).
Letra (A). Está dispensada apenas do procedimento licitatório e não
da avaliação prévia. A lei não exige autorização legislativa específica.
Logo, está INCORRETA.
Letra (B). A licitação é dispensada. A lei não exige autorização
legislativa. Logo, está INCORRETA.
Letra (C). A licitação é dispensada e não inexigível. Além disso, a
lei não mencionada nada sobre o regime jurídico da empresa alienante.
Logo, está INCORRETA.
Letra (D). Isso está previsto no art. 17, inciso II, alínea “c”, Lei nº
8.666/93. Logo, está CORRETA.
Letra (E). A lei não exige autorização legislativa e a licitação é
dispensada. Logo, está INCORRETA.
Resposta: letra D

2.4 Licitação Inexigível

Atenção para essa parte inicial da explicação, meu caro aluno. Se


você entender a razão de ser da licitação inexigível, você estará com a
faca e o queijo na mão.
Para a realização da licitação, alguns pressupostos são exigidos. A
pluralidade de fornecedores no mercado é o pressuposto essencial
(pressuposto lógico), se não houver um número mínimo de dois
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fornecedores para um mesmo bem ou serviço, não há razão para


se instaurar o procedimento licitatório. Por isso, nas hipóteses em que o
bem tiver natureza singular ou o fornecedor for exclusivo, não se
deve realizar a licitação.
Noutro giro, a licitação não é um fim em si mesmo, mas um
instrumento para se adquirir bens ou serviços atendendo ao interesse
público (pressuposto jurídico). Assim, não se deve promover a licitação
quando ela significar afronta ao interesse público. Por essa razão, é
inexigível a realização da licitação para a aquisição de insumos ou
alienação dos produtos produzidos pelas empresas estatais no
exercício da sua atividade-fim, uma vez que a realização desse
procedimento tiraria essas empresas do mercado competitivo na qual
estão inseridas.
Por fim, se não há licitantes interessadas em disputar uma
licitação, não há como realizá-la (inexistência de pressuposto fático).
A Lei 8.666/93, ao tratar das hipóteses de inexigibilidade de
licitação, não abordou a questão sob o enfoque dos pressupostos acima
indicados, disse, simplesmente, que é inexigível a licitação quando a
competição for inviável, apresentando um rol exemplificativo para
ilustrar hipóteses em que há essa inviabilidade.
Os pressupostos lógico, jurídico e fáticos servem como
parâmetros para que o intérprete preencha o rol aberto
apresentado no art. 25 da referida lei.
Esse rol, em essência, diz que é inexigível a licitação nos seguintes
casos.
(a) Quando o objeto é fornecido por produtor, empresa ou
representante comercial exclusivo, vedada a preferência de
marca.
Nesse caso, a comprovação da exclusividade deve ser feita através
de atestado fornecido pelo órgão de registro do comércio do local em
que se realizaria a licitação ou a obra ou o serviço, pelo Sindicato,

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Federação ou Confederação Patronal, ou, ainda, por entidades


equivalentes.
ATENÇÃO! A contratação direta com esse fundamento somente
pode ocorrer para a compra de bens. Assim, os serviços não podem ser
contratados sem licitação com a justificativa de que são prestados por
fornecedor exclusivo. A contratação de serviço sem licitação em razão
da inviabilidade de competição somente se sustenta quando esse
serviço tem natureza singular. É a hipótese do inciso II do art. 25.
(b) Quando os serviços, de natureza singular, são prestados
por profissionais ou empresas de notória especialização, vedada
a inexigibilidade para os serviços de publicidade.
Os serviços técnicos especializados estão enumerados no art. 13 da
Lei 8.666/93. À guisa de exemplo, destacam-se os incisos I, II, V e VI:
estudos técnicos, planejamentos e projetos básicos ou executivos;
pareceres, perícias e avaliações em geral; patrocínio ou defesa de
causas judiciais ou administrativas; treinamento e aperfeiçoamento de
pessoal.
Isso não quer dizer, contudo, que todos os serviços especializados
arrolados no art. 13 podem ser contratados de forma direta. A regra é a
licitação e a contratação desses serviços, preferencialmente, na
modalidade concurso, com estipulação prévia de prêmio ou
remuneração (art. 13, § 1º).
Professor, há algum serviço que não está no rol do art. 13, mas
que pode ser contratado por inexigibilidade?
Sim, meus caros, os serviços que não estão no rol do art. 13
também podem ser contratados diretamente, desde que preencham os
requisitos do caput do art. 25.
Então qual é o critério para eu saber se posso usar ou não a
inexigibilidade para contratar, professor?
A licitação só será inexigível se a competição for inviável no
caso concreto, ou seja, se o serviço possuir natureza singular –

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visivelmente diferenciado dos demais profissionais do ramo – e for


prestado por profissional ou empresa de notória especialização.
Essa notória especialização é assim auferida:

§ 1o Considera-se de notória especialização o profissional ou empresa


cujo conceito no campo de sua especialidade, decorrente de desempenho
anterior, estudos, experiências, publicações, organização, aparelhamento,
equipe técnica, ou de outros requisitos relacionados com suas atividades,
permita inferir que o seu trabalho é essencial e indiscutivelmente o mais
adequado à plena satisfação do objeto do contrato.

Por fim, ATENÇÃO MÁXIMA para a vedação expressa constante do


trecho final da redação do inciso II do art. 25:

Os serviços de publicidade e divulgação não podem ser


contratados de forma direta.

(c) Quando a contratação envolve profissional de qualquer


setor artístico, desde que consagrado pela crítica especializada
ou opinião pública.
Nessa hipótese, a licitação torna-se especialmente difícil diante da
impossibilidade de se fixar critérios objetivos para a escolha da melhor
proposta. As características dos artistas são personalíssimas e únicas.
Não podemos encerrar o estudo das inexigibilidades sem
apresentar o disposto no art. 25, § 2º, da Lei nº 8.666/93:

§ 2o Na hipótese deste artigo e em qualquer dos casos de dispensa, se


comprovado superfaturamento, respondem solidariamente pelo dano
causado à Fazenda Pública o fornecedor ou o prestador de serviços e o
agente público responsável, sem prejuízo de outras sanções legais cabíveis.

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Haverá também crime se o agente dispensar ou inexigir licitação


fora das hipóteses previstas em lei, ou deixar de observar as
formalidades pertinentes à dispensa ou à inexigibilidade (art. 89 da
mesma lei). A infração penal alcança todos que se beneficiaram do ato
ilegal.

Questões de
concurso

12. (FCC/APOFP-SP/2010) De acordo com a Lei 8666/93, a


licitação é inexigível para

a) Situações de emergência ou grave comoção social, devidamente


comprovadas.

b) Contratação de qualquer profissional do setor artístico, desde


que consagrado pela crítica especializada ou pela opinao
pública.

c) Alienação e aquisição de obras de arte.

d) Compra ou aquisição de imóveis destinados às atividades da


Administração.

e) Contratação de serviços de publicidade, desde que comprovada


a notória especialização do contratado.

Pessoal, lembre-se sempre que, ao responderem uma pergunta


questionando a vocês se é caso de inexigibilidade ou dispensa, lembre-
se das hipóteses de inexigibilidade, pois são mais restritas e portanto,
mais fáceis de serem memorizadas.

A resposta desse artigo é letra de lei. É o caso do artigo 25, III,


8666. Veja: “II - para contratação de profissional de qualquer setor
artístico, diretamente ou através de empresário exclusivo, desde que
consagrado pela crítica especializada ou pela opinião pública.” Para

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quem ficou na dúvida com relação a letra E, lembre-se de que serviços


e divulgação e publicidade nunca podem estar sob regime de
inexigibilidade.

Resposta: letra B

13. (FCC/CEAL/2005) Dentre outros casos, é inexigível a


licitação

a) Para a contratação de serviços técnicos profissionais, de natureza


singular, especializados em trabalhos relativos a treinamento e
aperfeiçoamento de pessoal.
b) Quando não acudirem interessados à licitação anterior e esta
justificadamente não puder ser repetida sem prejuízo para a
administração
c) Nos casos de grave perturbação da ordem ou quando houver
possibilidade de comprometimento da segurança nacional
d) Na contratação do fornecimento ou suprimento de energia
elétrica, com concessionário, permissionário ou autoritário
e) Na contratação de associação de portadores de deficiência física,
sem fins lucrativos, por órgão da Administração Pública.

Mais uma vez, pessoal, artigo 25, II da lei em estudo. Esse inciso
é muito importante. Está vendo como ele é cobrado? Dispensando
maiores comentários, resposta: letra A

14. (CESGRANRIO - 2012 - Chesf - Profissional de Nível


Superior – Administração) A Lei no 8.666/1993 trata dos aspectos
relacionados ao processo de licitação e aos contratos da administração
pública.

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Nessa lei, existe a previsão de situações em que a licitação é


inexigível, como em
a) aquisição de bens ou de serviços nos termos de acordo
internacional específico, aprovado pelo Congresso Nacional, quando as
condições ofertadas forem manifestamente vantajosas para o Poder
Público.
b) contratação de profissional de qualquer setor artístico,
diretamente ou através de empresário exclusivo, desde que consagrado
pela crítica especializada ou pela opinião pública.
c) situação em que a União tiver de intervir no domínio econômico
para regular preços ou normalizar o abastecimento.
d) situação em que não acudirem interessados à licitação anterior e
esta, justificadamente, não puder ser repetida sem prejuízo para a
Administração, mantidas, nesse caso, todas as condições
preestabelecidas.
e) casos de guerra ou de grave perturbação da ordem.

Uma das hipóteses em que a licitação é inexigível é quando a


contratação envolve profissional de qualquer setor artístico, desde que
consagrado pela crítica especializada ou opinião pública.
Gabarito: Letra “b”.

2.5 Procedimento

A contratação direta, seja pela licitação dispensável, pela


dispensada ou pela inexigível, deve ser precedida de processo
administrativo. Como bem ressalta Marçal Justen Filho (2008, p. 368),
no geral, a etapa interna desse processo não se diferenciará dos
procedimentos em que há a licitação. A Administração deve definir o
objeto e as condições da contratação e os requisitos de habilitação
deverão ser exigidos. A motivação para a contratação direta também
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deve constar do processo (art. 50, IV, da Lei nº 9.784/99). Além disso,
deve-se sempre justificar o preço do bem a ser contratado.
Não podemos fechar esse tópico sem apresentarmos os requisitos
do art. 26, parágrafo único, da Lei nº 8.666/93:

Art. 26. (...)


Parágrafo único. O processo de dispensa, de inexigibilidade ou de
retardamento, previsto neste artigo, será instruído, no que couber, com
os seguintes elementos:
I - caracterização da situação emergencial ou calamitosa que justifique a
dispensa, quando for o caso;
II - razão da escolha do fornecedor ou executante;
III - justificativa do preço.

Devidamente justificados, a dispensa, a inexigibilidade ou o


retardamento devem ser comunicados em três dias à autoridade
superior, e a esta caberá ratificá-los e publicá-los na imprensa oficial
em cinco dias, como condição de eficácia do ato.

3) Sanções Administrativas e Penais

Ânimo, caro aluno, vamos vencer mais um tema de nossa aula!


Sabemos que na atividade de acompanhamento e fiscalização dos
contratos administrativos, o agente poderá ser responsabilizado na
esfera administrativa, civil e penal, pelo ato praticado que não condiz
com a sua função.
É prerrogativa da Administração aplicar sanções pelo
descumprimento total ou parcial do que foi acordado entre as partes.

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A lei 8.666/93 diz que a recusa de injustificada do adjudicatário em


assinar o contrato, aceitar ou retirar o instrumento equivalente, dentro
do prazo estabelecido pela Administração, caracteriza o
descumprimento total da obrigação assumida.
Ainda que os crimes sejam tão somente tentados, os autores
quando servidores públicos (para Lei 8.666 é aquele que exerce,
mesmo que transitoriamente e sem remuneração, cargo, função ou
emprego público), além de sujeitarem as sanções penais poderão
ainda perder o cargo, emprego, função ou mandato eletivo.
ATENÇÃO: Há um aumento na pena quando os autores dos
crimes previstos na Lei 8.666 forem ocupantes de cargo em
comissão ou de função de confiança em órgão da Administração
direta, autarquia, empresa pública, sociedade de economia mista,
fundação pública, ou outra entidade controlada direta ou indiretamente
pelo Poder Público (art.84, §2º, da lei).
Professor, as infrações penais cabem em qualquer contrato?
Meu caro, essas infrações serão pertinentes aos contratos
celebrados pela União, Estados, Distrito Federal, Municípios, e
respectivas autarquias, empresas públicas, sociedades de economia
mista, fundações públicas, e quaisquer outras entidades sob seu
controle direto ou indireto.

3.1Das Sanções Administrativas

Quando o contratado atrasar injustificadamente a execução do


contrato, ficará sujeito a multa de mora. Essa multa não impossibilitará
a Administração de rescindir unilateralmente e nem de aplicar outras
sanções.
É importante lembrar que, pelo art. 87 da Lei 8.666/93, podem ser
aplicadas as seguintes sanções:
 advertência;
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 multa;
 suspensão temporária; (Prazo não superior a 2 anos)
 declaração de inidoneidade.
Na hipótese em que a multa supere a garantia prestada, além de
perder a garantia, a contratada deverá pagar a diferença, que será
descontada de eventuais pagamentos Administração ou cobrada
judicialmente.
A multa poderá ser aplicada cumulativamente com qualquer uma
das demais sanções, podendo o interessado apresentar a sua defesa no
período de 5 dias.
Somente o Ministro de Estado, o Secretário Estadual ou Municipal,
tem competência para sancionar com declaração de inidoneidade. A
lei nos fala que essa sanção será aplicada somente após a autoridade
conferir vista ao contratado, no prazo de 10 (dez) dias, para se
defender.
Aplicada a declaração de idoneidade para licitar ou contratar, esta
durará enquanto perdurarem os motivos da declaração ou até que seja
promovida a reabilitação perante a própria autoridade que aplicou a
penalidade, ou seja, até que a empresa promova o ressarcimento dos
prejuízos causados aos cofres públicos.
Entretanto, mesmo que ressarcido o erário, a declaração de
idoneidade somente se extinguirá quando decorrido o prazo da
suspensão eventualmente aplicada e somente poderá ser requerida
após 2 (dois) anos de sua aplicação.
As penas de suspensão temporária e de declaração de inidoneidade
de contratar com a Administração Pública, poderão ser aplicadas às
empresas ou aos profissionais que:

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I - tenham sofrido condenação definitiva por praticarem, por meios dolosos,


fraude fiscal no recolhimento de quaisquer tributos;
II - tenham praticado atos ilícitos visando a frustrar os objetivos da licitação;
III - demonstrem não possuir idoneidade para contratar com a Administração
em virtude de atos ilícitos praticados.

Esse é um rol exemplificativo. Muitos outros atos podem ensejar a


suspensão ou a declaração de inidoneidade das empresas ou
profissionais contratados.

3.2 Dos Crimes e das Penas

Uma das sanções penais são as multas. As multas penais são


fixadas na sentença e calculadas em percentuais, a base para esse
cálculo será a vantagem efetivamente ou potencialmente auferível pelo
agente, não podendo ser inferior a 2% e nem superior a 5%, do valor
do contrato licitado com dispensa ou inexigibilidade de licitação, art.99
da L.8.666/93.
Os crimes da Lei nº 8.666/93 são de ação penal pública
incondicionada. Isso quer dizer que cabe ao Ministério Público promovê-
la.
Saiba que qualquer pessoa pode provocar a iniciativa do Ministério
Público e, quando a comunicação for verbal, o funcionário responsável
irá reduzir a termo devendo ser assinado pelo apresentante e mais
duas.
E se o Ministério Público não promover a ação penal, professor? O
empresário criminoso sairá ileso?
Não, meus caros, veja o que diz o art. 103.
Art. 103. Será admitida ação penal privada subsidiária da pública, se esta não
for ajuizada no prazo legal, aplicando-se, no que couber, o disposto nos arts. 29
e 30 do Código de Processo Penal.

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Quanto ao procedimento, depois de recebida as denuncias e o réu


for citado, este terá 10 dias para apresentar a defesa escrita, podendo
juntar documentos, arrolar as testemunhas que tiver, em número não
superior a 5 (cinco), e indicar as demais provas que pretenda produzir.
Da sentença proferida pelo juiz caberá apelação, que deverá ser
interposta no prazo de 5 dias.
A lei foi bem clara ao afirmar que no processamento e julgamento
das infrações penais definidas na Lei nº 8.666/93, assim como nos
recursos e nas execuções que lhes digam respeito, aplicar-se-ão,
subsidiariamente, o Código de Processo Penal e a Lei de Execução
Penal (art. 108).
Só está faltando uma coisa: Os crimes e as penas. Vamos lá?

CRIME PENA

Dispensar ou inexigir licitação fora das detenção, de 3 (três) a 5 (cinco) anos, e


hipóteses previstas em lei, ou deixar de multa.
observar as formalidades pertinentes à
dispensa ou à inexigibilidade
Frustrar ou fraudar, mediante ajuste, detenção, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e
combinação ou qualquer outro multa.
expediente, o caráter competitivo do
procedimento licitatório, com o intuito de
obter, para si ou para outrem, vantagem
decorrente da adjudicação do objeto da
licitação
Patrocinar, direta ou indiretamente, detenção, de 6 (seis) meses a 2
interesse privado perante a (dois) anos, e multa
Administração, dando causa à instauração
de licitação ou à celebração de contrato,

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cuja invalidação vier a ser decretada pelo


Poder Judiciário

Admitir, possibilitar ou dar causa a Detenção, de dois a quatro anos, e multa


qualquer modificação ou vantagem,
inclusive prorrogação contratual, em
favor do adjudicatário, durante a
execução dos contratos celebrados com o
Poder Público, sem autorização em lei, no
ato convocatório da licitação ou nos
respectivos instrumentos contratuais, ou,
ainda, pagar fatura com preterição da
ordem cronológica de sua exigibilidade
Impedir, perturbar ou fraudar a detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois)
realização de qualquer ato de anos, e multa
procedimento licitatório

Devassar o sigilo de proposta detenção, de 2 (dois) a 3 (três) anos, e


apresentada em procedimento licitatório, multa
ou proporcionar a terceiro o ensejo de
devassá-lo
Afastar ou procura afastar licitante, por detenção, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e
meio de violência, grave ameaça, fraude multa, além da pena correspondente à
ou oferecimento de vantagem de violência
qualquer tipo
Fraudar, em prejuízo da Fazenda Pública, detenção, de 3 (três) a 6 (seis) anos, e
licitação instaurada para aquisição ou multa.
venda de bens ou mercadorias, ou
contrato dela decorrente:
I - elevando arbitrariamente os preços;
II - vendendo, como verdadeira ou
perfeita, mercadoria falsificada ou
deteriorada;
III - entregando uma mercadoria por
outra;
IV - alterando substância, qualidade ou
quantidade da mercadoria fornecida;

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V - tornando, por qualquer modo,


injustamente, mais onerosa a proposta ou
a execução do contrato

Admitir à licitação ou celebrar contrato detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois)


com empresa ou profissional declarado anos, e multa
inidôneo

Obstar, impedir ou dificultar, detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois)


injustamente, a inscrição de qualquer anos, e multa
interessado nos registros cadastrais ou
promover indevidamente a alteração,
suspensão ou cancelamento de registro
do inscrito.

4) RESUMO

A doutrina (Bandeira de Mello, 2007, p. 558), usualmente, divide o


procedimento licitatório em duas etapas, a interna e a externa. A
primeira é aquela em que os servidores responsáveis pelo certame
praticam todos os atos necessários à sua abertura, anteriores à
convocação dos interessados. Já a etapa externa inicia-se com a
publicação do edital ou o envio dos convites, sendo constituída da
fase subjetiva e da fase objetiva.
Na fase subjetiva ocorre a análise da condição dos interessados
por meio da habilitação ou da qualificação dos proponentes, quando é
verificado o preenchimento dos requisitos constantes do art. 27 da Lei
8.666/1993. Na fase objetiva, dois importantes estágios são
percorridos: a análise e o julgamento das propostas.
Os tipos de licitação estão definidos no § 1.º do art. 45 da Lei
Geral de forma taxativa e constituem-se em critérios de julgamento
para a escolha do fornecedor que melhor atenda a Administração. São
eles:

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(a) menor preço – quando o critério de seleção da proposta mais


vantajosa para a Administração determinar que será vencedor o
licitante que apresentar a proposta de acordo com as especificações do
edital ou convite e ofertar o menor preço;
(b) melhor técnica – a Administração fixa o preço máximo que
pretende pagar, os fornecedores apresentam um envelope com a
proposta técnica e outro com o preço, as propostas técnicas são
classificadas conforme os critérios do edital, são abertos os envelopes
das propostas de preço dos fornecedores que alcançaram a valorização
mínima, a Administração negocia, primeiramente, com aquele que
apresentou a melhor proposta técnica tendo como referência o limite
apresentado pela proposta de melhor preço, se o primeiro colocado não
concordar em pagar esse preço, a Administração passa a negociar com
a segunda melhor técnica e assim sucessivamente;
(c) técnica e preço – o mesmo procedimento da melhor técnica é
adotado, acrescentando a previsão no instrumento convocatório de que
haverá valorização das propostas de preço de acordo com as técnicas
adotadas, de modo que os proponentes serão classificados segundo a
média das valorizações entre a técnica e o preço, conforme pesos
previamente estabelecidos no edital;
(d) maior lance ou oferta – nos casos de alienação de bens ou
concessão de direito real de uso.

A Lei 8.666/1993, em atenção ao princípio da transparência e, em


última análise, da soberania popular, que constitui um dos fundamentos
da democracia, impõe à Administração que inicie o processo licitatório
com uma audiência pública sempre que o valor estimado para uma
licitação ou para um conjunto de licitações simultâneas ou
sucessivas for superior a cem vezes o limite previsto para a
contratação de obras e serviços de engenharia por meio da
concorrência (100 x R$ 1.500.000,00 = 150.000.000,00).

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Como regra, a habilitação ocorre previamente à análise das


propostas. Nesse caso, o licitante inabilitado (desqualificado) é excluído
do procedimento e a proposta que havia formulado nem chega a ser
conhecida (devolve-se a ele o envelope ainda lacrado). Há casos,
contudo, em que o edital de uma concorrência pode prever a
inversão das fases de habilitação e julgamento. Essa
possibilidade está presente nas PPPs e nas concessões de
serviço público em geral.
No pregão a inversão dessas fases é a regra.
Em relação a anulação e revogação:
Se ocorrer algum vício de legalidade nos atos praticados no
processo de licitação, todos os efeitos e etapas decorrentes desse ato
viciado também estarão viciados devendo igualmente ser anulados.

§ 2o A nulidade do procedimento licitatório induz à do contrato,


ressalvado o disposto no parágrafo único do art. 59 desta Lei.

A autoridade competente, para a aprovação do procedimento


licitatório, deverá anular o ato de ofício ou por provocação de terceiros,
mediante devida fundamentação.
A regra é a não indenização, salvo no que a empresa já houver
executado até a data da anulação. A empresa só não receberá essa
parcela se ela concorreu para a nulidade do contrato.
Na licitação, a revogação só pode acontecer diante de duas
hipóteses:
 Por razões de interesse público decorrente de fato
superveniente devidamente comprovado e fundamentado para
justificar tal conduta.

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Art. 49. A autoridade competente para a aprovação do


procedimento somente poderá revogar a licitação por razões de
interesse público decorrente de fato superveniente devidamente
comprovado, pertinente e suficiente para justificar tal conduta,
devendo anulá-la por ilegalidade, de ofício ou por provocação de
terceiros, mediante parecer escrito e devidamente fundamentado.

 A critério da administração, quando convocado, o interessado


(adjudicatário) não aparecer para assinar o termo de contrato
aceitar ou retirar o instrumento equivalente, dentro do prazo e
condições estabelecidos

Art. 64. A Administração convocará regularmente o interessado


para assinar o termo de contrato, aceitar ou retirar o instrumento
equivalente, dentro do prazo e condições estabelecidos, sob pena de
decair o direito à contratação, sem prejuízo das sanções previstas
no art. 81 desta Lei.

Saiba esse artigo, mas lembre-se que sua aplicação só ocorre após
o fim do processo licitatório, quando haverá um legítimo interessado
(STJ):

§ 3o No caso de desfazimento do processo licitatório, fica


assegurado o contraditório e a ampla defesa.

É importante que você saiba que pelo art. 87, da Lei 8.666/93
podem ser aplicadas as seguintes sanções:

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 advertência;
 multa;
 suspensão temporária; (Prazo não superior a 2 anos)
 declaração de inidoneidade.
Na hipótese em que a multa supere a garantia prestada, além de
perder a garantia, a contratada deverá pagar a diferença, que será
descontada de eventuais pagamentos Administração ou cobrada
judicialmente.
Somente o Ministro de Estado, do Secretário Estadual ou Municipal,
tem competência para sancionar com declaração de inidoneidade. A lei
nos fala que no prazo de 10 (dez) dias da abertura de vista, podendo a
reabilitação ser requerida após 2 (dois) anos de sua aplicação.
Depois de recebida as denuncias e o réu for citado, este terá 10
dias para apresentar a defesa escrita, podendo juntar documentos,
arrolar as testemunhas que tiver, em número não superior a 5 (cinco),
e indicar as demais provas que pretenda produzir.
Da sentença proferida pelo juiz caberá apelação, que deverá ser
interposta no prazo de 5 dias.
A lei foi bem clara ao afirmar que no processamento e julgamento
das infrações penais definidas nesta Lei, assim como nos recursos e nas
execuções que lhes digam respeito, aplicar-se-ão, subsidiariamente,
o Código de Processo Penal e a Lei de Execução Penal, art. 108.

Vamos agora às questões comentadas ao longo da aula.

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5) Questões

1. (FCC - 2012 - TCE-SP - Agente de Fiscalização Financeira)


Uma sociedade de economia mista prestadora de serviços públicos
pretende alienar participação societária minoritária que adquiriu em
empresa privada (ações). De acordo com a Lei no 8.666/93,

a) está dispensada de avaliação prévia e de procedimento


licitatório, desde que conte com autorização legislativa específica para a
alienação.
b) deverá obter autorização legislativa, realizar avaliação prévia e
licitação na modalidade leilão.
c) deverá promover avaliação prévia, sendo inexigível o
procedimento licitatório em função do regime privado a que se submete
a empresa alienante.
d) deverá promover avaliação prévia e poderá dispensar o
procedimento licitatório na hipótese de alienar as ações em bolsa,
observada a legislação específica.
e) está obrigada a obter autorização legislativa e realizar licitação
na modalidade concorrência.

2. (FCC - 2012 - TRE-PR - Analista Judiciário) Determinado


Estado da Federação pretende adquirir um imóvel pertencente a União
Federal. Durante a instrução do processo administrativo autuado para
viabilizar a referida aquisição foi lançado parecer concluindo pela
necessidade de realização de prévia licitação. O parecer, de acordo com
o disposto na Lei Federal nº 8.666/93,

a) procede, na medida em que se trata de alienação de bem


público a ente público de esfera diversa.

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b) procede, na medida em que o ente público interessado na


aquisição do bem tem preferência para a compra somente ao final do
procedimento de licitação.

c) procede, uma vez que o ente titular do domínio do bem integra


a administração direta, sendo dispensável apenas quando se trata de
venda entre entes públicos da administração indireta.

d) não procede, uma vez que se dispensa licitação quando se


trata de venda de imóvel a outro órgão ou entidade da administração
pública, de qualquer esfera de governo.

e) não procede, uma vez que entre entes públicos é inexigível


procedimento de licitação para aquisição de bens móveis e imóveis.

3. (2014-VUNESP- SP-URBANISMO -Analista Administrativo)


Para a contratação de associação de portadores de deficiência física,
sem fins lucrativos e de comprovada idoneidade, por órgãos ou
entidades da Administração Pública, para a prestação de serviços ou
fornecimento de mão de obra, desde que o preço contratado seja
compatível com o praticado no mercado, a lei

a) exige licitação na modalidade concorrência.


b) permite a contratação direta por dispensa de licitação.
c) exige a licitação na modalidade convite.
d) autoriza a contratação direta por inexigibilidade de licitação.
e) exige a licitação, mas esta pode ser feita na modalidade do
pregão eletrônico

4. (VUNESP -2014 - SP-URBANISMO Analista Administrativo)

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Determinada licitação foi aberta e apareceram intessados, mas


nenhum é selecionado, em decorrência de inabilitação ou de
desclassificação das propostas. Essa situação caracteriza o que a
doutrina denomina de licitação
a) fracassada.
b) nula.
c) deserta.
d) inútil.
e) tentada.

5. (FCC - 2012 - TRE-SP - Analista Judiciário) O Departamento


de Estradas de Rodagem - DER, autarquia estadual, contratou,
mediante prévio procedimento licitatório, obras de duplicação de uma
rodovia estadual. No curso da execução das obras, viu-se obrigado a
rescindir o contrato, em face da incapacidade técnica superveniente da
contratada, restando, assim, remanescente de obras a serem
concluídas. De acordo com a Lei nº 8.666/1993, o DER

a) está obrigado a efetuar novo procedimento licitatório para a


contratação da execução do remanescente das obras, podendo,
contudo, fazê-lo sob a modalidade convite, independentemente do valor
da contratação.

b) poderá declarar a inexigibilidade de licitação, desde que por ato


fundamentado da autoridade e comprovado o interesse público
envolvido, não podendo o preço contratado superar o da licitação
anterior, devidamente corrigido

c) poderá contratar o remanescente de obra com dispensa de


licitação apenas se comprovar situação de emergência ou de

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calamidade pública, bem como a compatibilidade do preço com os


praticados no mercado.

d) está obrigado a efetuar novo procedimento licitatório, que


poderá adotar a modalidade pregão eletrônico, com a participação dos
licitantes do certame que deu origem à contratação original, os quais
deverão apresentar, como primeira proposta, o preço ofertado pelo
licitante vencedor, devidamente corrigido.

e) poderá dispensar o procedimento licitatório e contratar o


remanescente da obra com licitante habilitado na licitação anterior,
desde que atendida a ordem de classificação daquela licitação e aceitas
as mesmas condições oferecidas pelo licitante vencedor, inclusive
quanto ao preço, devidamente corrigido.

6. (FCC - 2012 - TCE-AM - Analista de Controle Externo -


Auditoria de Obras Públicas) A União pretende adquirir imóvel para
instalar órgão público, o qual, pelas suas características, necessita ser
instalado em local específico. De acordo com a Lei no 8.666/93,

a) poderá dispensar o procedimento licitatório para a escolha do


imóvel, desde que o preço seja compatível com o valor de mercado,
segundo avaliação prévia.

b) está autorizada a adquirir o imóvel que considerar adequado à


finalidade pretendida, configurando situação de inexigibilidade de
licitação.

c) deverá adquirir o imóvel mediante prévio procedimento licitatório,


do tipo menor preço, selecionando os imóveis adequados mediante
procedimento de pré-qualificação dos alienantes interessados.

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d) deverá adquirir o imóvel mediante licitação, na modalidade leilão, do


tipo menor preço, admitindo-se lances de viva-voz, com, no mínimo, 3
alienantes selecionados.

e) somente poderá dispensar o procedimento licitatório se, aberta fase


de pré-qualificação precedente ao leilão, não acorrerem ao certame ao
menos 3 alienantes interessados.

7. (FCC - 2013 - Caixa - Engenheiro Civil) Nos termos da Lei


no 8.666/93, quando não acudirem interessados à licitação anterior e
esta, justificadamente, não puder ser repetida sem prejuízo para a
Administração,

a) é dispensável a licitação, mantidas, neste caso, todas as


condições preestabelecidas.

b) deve haver, obrigatoriamente, contratação precedida de


concurso, por ser a modalidade mais simples de licitação.

c) é inexigível a licitação, mantidas, neste caso, todas as


condições preestabelecidas.

d) deve haver, obrigatoriamente, contratação precedida de


convite, por ser a modalidade mais simples de licitação.

e) é inexigível a licitação, não sendo necessário, neste caso, a


manutenção de todas as condições preestabelecidas.

8. (FCC - 2013 - TRT - 12ª Região (SC) - Analista Judiciário -


Área Administrativa) Determinado órgão público pretende restaurar
obras de arte e objetos históricos, de autenticidade certificada,
compatíveis com suas finalidades. Na hipótese narrada, a licitação é

a) inexigível.
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b) obrigatória na modalidade convite.

c) dispensável.

d) obrigatória na modalidade concurso.

e) obrigatória na modalidade pregão.

9. (FCC - 2013 - TRT - 9ª REGIÃO (PR) - Técnico Judiciário -


Enfermagem) De acordo com a Lei no 8.666/93, é dispensável a
licitação

a) para aquisição de bens para necessidade contínua, pelo sistema


de registro de preços.

b) para alienação de imóvel, desde que desafetado do serviço


público.

c) para compra de produto de marca preferencial da


Administração.

d) para contratação de serviços comuns, de natureza contínua.

e) nos casos de guerra ou grave perturbação da ordem.

10. (FCC/TCE-AM/2005) A dispensa de licitação, para a


aquisição de bens de valor inferior ao mínimo estipulado pela legislação
pertinente,

a) Prescinde de decisão motivada pela autoridade competente.

b) Depende de decisão motivada pela autoridade competente

c) Depende de decisão motivada pela autoridade competente e


de sua publicação em Diário Oficial mas prescinde da ratificação pela
autoridade superior.

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d) Depende de decisão motivada pela autoridade competente,


que deve ser ratificada pela autoridade superior, mas não publicada no
Diário Oficial.

e) Depende de decisão motivada pela autoridade competente,


que deve ser ratificada pela autoridade superior e publicada no Diário
Oficial.

11. (FCC - 2012 - TCE-SP - Agente de Fiscalização Financeira)


Uma sociedade de economia mista prestadora de serviços públicos
pretende alienar participação societária minoritária que adquiriu em
empresa privada (ações). De acordo com a Lei no 8.666/93,

a) está dispensada de avaliação prévia e de procedimento


licitatório, desde que conte com autorização legislativa específica para a
alienação.
b) deverá obter autorização legislativa, realizar avaliação prévia e
licitação na modalidade leilão.
c) deverá promover avaliação prévia, sendo inexigível o
procedimento licitatório em função do regime privado a que se submete
a empresa alienante.
d) deverá promover avaliação prévia e poderá dispensar o
procedimento licitatório na hipótese de alienar as ações em bolsa,
observada a legislação específica.
e) está obrigada a obter autorização legislativa e realizar licitação
na modalidade concorrência.

12. (FCC/APOFP-SP/2010) De acordo com a Lei 8666/93, a


licitação é inexigível para

a) Situações de emergência ou grave comoção social, devidamente


comprovadas.

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b) Contratação de qualquer profissional do setor artístico,


desde que consagrado pela crítica especializada ou pela opinao pública.

c) Alienação e aquisição de obras de arte.

d) Compra ou aquisição de imóveis destinados às atividades da


Administração.

e) Contratação de serviços de publicidade, desde que


comprovada a notória especialização do contratado.

13. (FCC/CEAL/2005) Dentre outros casos, é inexigível a


licitação

a) Para a contratação de serviços técnicos profissionais, de natureza


singular, especializados em trabalhos relativos a treinamento e
aperfeiçoamento de pessoal.
b) Quando não acudirem interessados à licitação anterior e
esta justificadamente não puder ser repetida sem prejuízo para a
administração
c) Nos casos de grave perturbação da ordem ou quando
houver possibilidade de comprometimento da segurança nacional
d) Na contratação do fornecimento ou suprimento de energia
elétrica, com concessionário, permissionário ou autoritário
e) Na contratação de associação de portadores de deficiência
física, sem fins lucrativos, por órgão da Administração Pública.

14. (CESGRANRIO - 2012 - Chesf - Profissional de Nível


Superior – Administração) A Lei no 8.666/1993 trata dos aspectos
relacionados ao processo de licitação e aos contratos da administração
pública.

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Nessa lei, existe a previsão de situações em que a licitação é


inexigível, como em
a) aquisição de bens ou de serviços nos termos de acordo
internacional específico, aprovado pelo Congresso Nacional, quando as
condições ofertadas forem manifestamente vantajosas para o Poder
Público.
b) contratação de profissional de qualquer setor artístico,
diretamente ou através de empresário exclusivo, desde que consagrado
pela crítica especializada ou pela opinião pública.
c) situação em que a União tiver de intervir no domínio econômico
para regular preços ou normalizar o abastecimento.
d) situação em que não acudirem interessados à licitação anterior e
esta, justificadamente, não puder ser repetida sem prejuízo para a
Administração, mantidas, nesse caso, todas as condições
preestabelecidas.

e) casos de guerra ou de grave perturbação da ordem.

Gabarito:

1. D 8. C
2. D 9. E
3. B 10. B
4. A 11. D
5. E 12. B
6. A 13. A
7. A 14. B

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6) Referências

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Descomplicado. 18ª Ed., São Paulo, Método, 2010.

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orientações básicas / Tribunal de Contas da União. 3. ed. rev. atual. e
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do Estado. Rio de Janeiro, 1º. de outubro de 2007.

CAETANO, Marcelo. Princípios Fundamentais de Direito Administrativo.


Ed. Forense, Rio de Janeiro, 1977.

CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de Direito Administrativo,


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DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito Administrativo. 22ª Ed. Editora


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FERNANDES, J. U. Jacoby. Sistema de registro de preços e pregão


presencial e eletrônico. 3. ed. Belo Horizonte: Fórum, 2008.

GASPARINI, Diogenes. Direito Administrativo, 13ª Ed., Editora Saraiva,


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JUSTEN FILHO, Marçal. Comentários à lei de licitações e contratos


administrativos. 12. ed. São Paulo: Dialética, 2008.

MARINELA, Fernanda. Direito Administrativo, Tomo I, 3ª Edição,


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MELLO, Celso Antônio Bandeira de. Curso de Direito Administrativo, 27ª


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MUKAI, Toshio. Estatutos jurídicos das licitações. 3. ed. São Paulo:


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Direito Administrativo – ESAF – Ed. Método, 2011.

TALAMINI, Daniele Coutinho. Revogação do Ato Administrativo,


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SILVA, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional Positivo – 24ª


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ZANCANER, Weida. Da Convalidação e da Invalidação dos Atos


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ZANNONI, Leandro. Direito Administrativo – Série Advocacia Pública,


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Informativos de jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, em


www.stf.jus.br, e do Superior Tribunal de Justiça, em www.stj.jus.br.

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