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Manual do Processo de Alteração de Características

Técnicas de Empreendimentos de Geração

Procedimentos para alteração de características técnicas


de empreendimentos que comercializaram energia no
Ambiente de Contratação Regulado (ACR)

Versão: 01/2019
Data: 19 de fevereiro de 2019

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ALTERAÇÕES PROMOVIDAS NESTA VERSÃO

Seção Alteração
Alteração completa do Manual para alterar a sistemática do
Geral ACATI por meio da utilização da ferramenta AEGE, devido a
publicação da Portaria MME n° 481, de 26 de novembro de 2018.

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INTRODUÇÃO

As Portarias MME nº 514/2011 (Leilões de Energia Nova ou de Fontes Alternativas de Energia) e


n° 132/2013 (Leilões de Energia de Reserva) estabeleciam as condições sob as quais os
empreendedores poderiam solicitar alterações nas características técnicas de suas usinas, cujos
projetos haviam sido habilitados tecnicamente pela EPE e cujas energias foram comercializadas
no Ambiente de Contratação Regulada (ACR). Nesse contexto, a ANEEL e a EPE instruíam os
correspondentes processos de forma integrada, para posterior autorização do MME, sempre que
as modificações propostas implicassem em alterações de garantia física, de capacidade instalada,
de localização da central geradora e/ou do sistema de conexão, incluindo modificações nas
instalações de interesse restrito. Isso ocorria por meio de um sistema eletrônico denominado
ACATI – Sistema de Alterações de Características Técnicas Integrado.

Ainda que o uso do ACATI tenha sido um avanço importante para o atendimento a esse comando
legal, o Sistema de Acompanhamento de Empreendimentos Geradores de Energia Elétrica –
AEGE, da EPE, foi aprimorado para ser utilizado como ferramenta para a instrução desses
processos de alteração de características técnicas. Como o AEGE já é utilizado para fins de
cadastramento e habilitação técnica de empreendimentos de geração de energia elétrica,
entende-se que há ganhos importantes de produtividade e de qualidade de análise pelas
instituições envolvidas, representando um menor tempo total de análise entre o pleito do agente
e a publicação do ato de alteração de características técnicas, além de maior transparência do
processo como um todo.

Assim, o MME publicou a Portaria n° 481, de 26 de novembro de 2018, que estabeleceu as


diretrizes para a análise e a aprovação de alterações de características técnicas de
empreendimentos de geração de energia elétrica, outorgados em decorrência de terem
comercializado energia em Leilões de Energia Nova, de Fontes Alternativas ou de Reserva. Essa
Portaria simplificou o processo, delineou o escopo da análise por parte da ANEEL e da EPE, bem
como definiu como se dará a autorização dos processos de alteração de características técnicas
desses empreendimentos. Por fim, revogou os dispositivos que tratavam dessas alterações
previamente estabelecidos nas Portarias MME nº 514/2011 e n° 132/2013.

A partir da edição dessa Portaria, o empreendedor deverá protocolar, na ANEEL, solicitação de


alteração de características técnicas da usina que será objeto de análise, por meio de modelo de
requerimento disponível no endereço eletrônico: http://www.aneel.gov.br/outorgas/geracao,
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opção “Alteração de características técnicas de empreendimentos que comercializaram energia
no Ambiente de Contratação Regulado”. A ANEEL cadastrará essa solicitação de alteração,
classificada como Pós-Leilão, no Sistema AEGE.

Por meio dessa solicitação, a empresa declara que possui todas as informações e documentos
necessários elencados no Manual do Processo AEGE Pós-Leilão atualizados de acordo com a
alteração proposta, e que o cadastro da empresa e a titularidade do(s) empreendimento(s)
encontram-se atualizados no sistema AEGE. Ademais, declara estar ciente de que o(s) processo(s)
administrativo(s) de alteração de características técnicas desse(s) empreendimento(s) será(ão)
arquivado(s), caso se constate o não atendimento aos requisitos demandados via Sistema AEGE.

O sistema de Pós-Leilão contempla 2 modalidades de alteração de características técnicas: as


alterações Tipo A (Completo) e Tipo B (Conexão). Se a empresa requer apenas alteração que
envolva o seu sistema de transmissão de interesse restrito, deverá optar pela alteração tipo B.
Se envolver a alteração do seu projeto de geração, incluindo ou não a alteração de seu sistema
de transmissão de interesse restrito associado ou o compartilhamento de infraestrutura entre
diferentes parques, deverá optar pela alteração Tipo A.

Essa sistemática permitirá que o empreendedor altere as informações desejadas de seu projeto,
faça o upload dos documentos necessários e utilize um amplo canal de comunicação com a ANEEL
e com a EPE, que subsidiarão a análise e posterior autorização de características técnicas pelo
MME, da mesma forma como ocorre nos processos de cadastramento e habilitação técnica para
participação em leilões de energia.

Para a utilização do sistema AEGE, a EPE disponibiliza o “Manual para Empreendedores”, que
pode ser baixado e consultado no endereço eletrônico: http://www.epe.gov.br/pt/leiloes-de-
energia/instrucoes-para-cadastramento

Para que tudo ocorra conforme planejado, destacamos a necessidade de o empreendedor manter
atualizado o seu cadastro no sistema AEGE, que inclui seu login e senha, bem como o(s)
responsável(is) técnico(s), para fins de recebimento dos e-mails de solicitação de
complementação de informações ou de documentos por parte da ANEEL e da EPE, quando
necessário. Sem a manutenção dessas informações, a continuidade da instrução de
características técnicas do empreendimento fica comprometida, o que ensejará seu
arquivamento, o que não é desejável ao empreendedor, tampouco à administração.

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Para fins de atualização do cadastro da empresa e/ou a titularidade do(s) empreendimento(s) no
AEGE, solicita-se contatar a EPE por meio do endereço eletrônico aege@epe.gov.br, que instruirá
quanto aos procedimentos necessários para essa atualização. Nesse caso, será incluído no AEGE
um registro de processo Pós Leilão Tipo C, sob a gestão exclusiva da EPE.

Como todas as informações e documentações necessárias para a alteração das características


técnicas do empreendimento serão incluídas diretamente pelo empreendedor no AEGE, não é
necessário novo protocolo na ANEEL e na EPE durante o processo.

Se o empreendedor não atender a todas as exigências que forem solicitadas por meio do AEGE,
o processo será arquivado. Nos casos em que a ANEEL e a EPE exararem manifestação favorável,
a ANEEL publicará um Despacho no Diário Oficial da União (DOU). Caso contrário, a solicitação
será indeferida, também por meio de Despacho no DOU.

Por fim, destaca-se que a lista de documentos definida nesse manual não é exaustiva. Assim,
caso a ANEEL e/ou a EPE julguem necessário, documentos adicionais poderão ser solicitados aos
agentes, o que se dará por meio do sistema AEGE.

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DOCUMENTAÇÃO NECESSÁRIA PARA ANÁLISE DE ALTERAÇÕES DE
CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS

1. Para todas as fontes:

a) Documentação de Acesso

A Informação de Acesso ou o Parecer de Acesso são documentos que atestam a viabilidade do


escoamento da energia gerada pelo empreendimento e são emitidos pelas concessionárias de
distribuição, para conexão nas redes de distribuição; ou pelo ONS, para conexão nas instalações
de transmissão, ou ainda, excepcionalmente, pela EPE, para conexão nas instalações de
transmissão quando a data de início de operação comercial do empreendimento supera o
horizonte de análise do ONS.

É importante destacar que as Informações de Acesso ou Pareceres de Acesso emitidos pelo ONS
ou por uma empresa distribuidora devem apresentar de forma clara o nome do empreendimento,
a potência instalada, o ponto de conexão solicitado (nome da subestação e nível de tensão ou
ponto de seccionamento), a data de entrada em operação e o posicionamento do órgão
competente (ONS ou empresa distribuidora) acerca da conexão pretendida. Essas informações
são imprescindíveis para o andamento do processo de alterações de características técnicas.

Adicionalmente, cumpre notar que os empreendimentos que fazem parte de um mesmo complexo
de geração e, portanto, compartilham instalações de uso exclusivo até o ponto de conexão,
poderão apresentar um único Parecer de Acesso ou Informação de Acesso, desde que esse
documento especifique todas as informações das usinas que compõem o complexo e tenham sido
emitidos em prazos compatíveis com aqueles estabelecidos nos Procedimentos de Rede e nos
Procedimentos de Distribuição de Energia Elétrica. Desta forma, para fins de análise das
condições de acesso no âmbito do processo de alterações de característica técnicas, a Informação
de Acesso emitida pelo ONS ou por uma Distribuidora deve ser apresentada em até 60 dias da
data de emissão do documento. No caso do Parecer de Acesso, esse prazo é de 90 dias.

Cumpre notar que caso o empreendimento já possua Parecer de Acesso, emitido pelo ONS ou
por uma empresa distribuidora, para o ponto de conexão desejado e compatível com a nova
configuração proposta, esse documento deverá ser disponibilizado no sistema AEGE em lugar do

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documento de Informação de Acesso. O mesmo entendimento deve ser aplicado no caso de haver
Contrato de Uso do Sistema de Distribuição ou Transmissão (CUST/CUSD) assinados.

No caso específico do documento de acesso equivalente emitido pela EPE, é importante destacar
que poderá ser solicitado ao empreendedor a realização de um estudo de comparação de
alternativas de conexão para definição da alternativa de mínimo custo global, que deverá ser
encaminhado à EPE por meio do sistema AEGE e deverá contemplar: (i) análises de fluxo de
potência; (ii) análises dos níveis de curto-circuito do sistema; (iii) as características futuras dos
empreendimentos, incluindo todas as usinas que compartilharão as instalações de interesse
restrito; e (iv) as usinas do ACL que já constam do planejamento do empreendedor e que
porventura venham a compartilhar a infraestrutura de conexão.

Após avaliar o estudo encaminhado pelo empreendedor a EPE emitirá, por meio do sistema AEGE,
um Parecer Técnico sobre os resultados apresentados no relatório final do estudo. Esse Parecer
Técnico, que é um Documento Equivalente de Acesso, irá compor o processo de alteração de
características técnicas junto à ANEEL.

Ressalta-se que o referido Documento de Acesso Equivalente não substitui a Solicitação de


Acesso, que deve ser encaminhada normalmente ao ONS quando o horizonte do operador for
finalmente alcançado. Em qualquer circunstância, a verificação da viabilidade física de conexão
do empreendimento é de inteira responsabilidade do empreendedor, devendo também ser
averiguada e detalhada com a proprietária da instalação a ser acessada.

Por fim, no caso das alterações de características técnicas de projetos dentro do horizonte de
análise da EPE com o objetivo único de explicitar o compartilhamento das instalações de interesse
restrito, ou seja, sem alteração do ponto de conexão, de potência instalada e sem antecipação
da data de início de suprimento, não requerem a formalização de uma Consulta de Acesso. Para
essa situação, a Informação de Acesso emitida pela EPE por ocasião da habilitação técnica do
leilão permanece válida.

b) Resumo das Características Técnicas do Sistema de Transmissão e


Interesse Restrito do Empreendimento (Anexo I)

Anexo I - Ficha de Dados do Sistema de Integração: documento que resume as características


do sistema de integração do empreendimento (linhas de transmissão, transformadores
elevadores, rede coletora de média tensão), bem como evidencia o compartilhamento da

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infraestrutura entre diferentes parques geradores. Deverá ser apresentada uma única versão do
Anexo I por empreendimento, conforme definido no arquivo padrão disponibilizado em
http://www.aneel.gov.br/outorgas/geracao, englobando as informações de todos os parques que
compartilham a infraestrutura da subestação elevadora. As informações apresentadas nesta ficha
deverão ser preenchidas em conformidade com o novo projeto (projeto proposto).

c) Diagrama Elétrico Unifilar da Subestação Elevadora

O diagrama unifilar geral simplificado é um documento que deverá conter, conforme especificado
no Anexo I, uma representação gráfica das instalações de interesse restrito da(s) central(is)
geradora(s) evidenciando, onde couber, o compartilhamento da infraestrutura de integração
entre diferentes empreendimentos, permitindo uma completa descrição das instalações de
conexão da central geradora.

O diagrama elétrico unifilar geral deverá evidenciar, no mínimo, as seguintes características do


sistema de integração:

• Conexões dos parques que compartilham a infraestrutura de integração;


• Quantidade de transformadores;
• Potência nominal dos transformadores;
• Potências dos transformadores com ventilação forçada;
• Separação dos circuitos em diferentes barramentos (quando aplicável) e sua conexão com
os transformadores.

O diagrama unifilar deverá permitir a descrição técnica do sistema de conexão da central geradora
e, também, as instalações compartilhadas.

d) Diagrama Elétrico Unifilar da Rede Coletora

O diagrama unifilar da rede coletora deverá representar graficamente a rede de média tensão
que realiza a interligação das unidades geradoras com a subestação elevadora. Deverá evidenciar,
no mínimo, as seguintes características do sistema:

• Conexão entre o cubículo de média tensão de cada gerador e as unidades geradoras;


• Conexão ao barramento de média tensão da subestação elevadora;

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• Comprimento de cada trecho de linha;
• Bitola do condutor utilizado em cada trecho (MCM ou mm²);
• Potência dos transformadores das unidades geradoras;
• Tensão da rede.

É necessário apresentar os diagramas de todos os empreendimentos que compartilham o sistema


de integração.

O diagrama unifilar deverá permitir a descrição técnica das instalações e dos compartilhamentos
até o ponto de conexão.

e) Certificado de Registro de Regularidade do Responsável Técnico

Toda a documentação técnica produzida pela empresa deverá ser assinada por um Engenheiro
Responsável Técnico, e o pedido de alteração de características técnicas deverá ser acompanhado
de certidão de registro e regularidade perante o Conselho Regional de Arquitetura e Agronomia
– CREA (válida na data do protocolo).

f) Licença Ambiental

Deverá ser observada a necessidade de atualização de Licença Ambiental, caso a alteração de


características técnicas requerida implique em alteração de potência, de layout, arranjo e/ou de
localização do empreendimento.

g) Cronograma

Caso a alteração de características técnicas represente alteração do número de unidades


geradoras, o cronograma de implantação da usina estabelecido por meio de Portaria do MME ou
de Resolução Autorizativa da ANEEL deverá ser atualizado, que ocorrerá diretamente no sistema
AEGE nas abas vinculadas à aba Leilão.

h) Atualização da Garantia de Fiel Cumprimento

Caso a alteração de características técnicas represente postergação do cronograma de


implantação do empreendimento, a Garantia de Fiel Cumprimento deverá ser atualizada e enviada
por meio do sistema AEGE, conforme o Edital do Leilão vinculado.

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i) Sumário Executivo

Informações consolidadas sobre os dados técnicos do empreendimento, referentes aos Anexos


da Resolução Normativa nº 390/2009, Resolução Normativa nº 391/2009, da Resolução
Normativa nº 673/2015 ou da Resolução Normativa nº 676/2015, assinada pelo responsável
técnico e pelo Diretor da empresa autorizada. Modelo disponível na página da ANEEL, na internet,
no link: http://www.aneel.gov.br/outorgas/geracao.

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2. Informações específicas para Centrais Geradoras Eólicas (EOL)

a) Memorial descritivo

O Memorial Descritivo deverá seguir as recomendações das Instruções para Solicitação de


Cadastramento e Habilitação Técnica com vistas à participação nos Leilões de Energia Elétrica
para empreendimentos eólicos (EPE-DEE-017/2009), disponíveis no endereço eletrônico
http://epe.gov.br/pt/leiloes-de-energia/instrucoes-para-cadastramento.

b) Consumo interno e perdas elétricas até o Ponto de Medição Individual


(PMI)

O consumo interno de cada empreendimento está intrinsicamente ligado às características e à


quantidade de unidades geradoras, dos equipamentos auxiliares e seus respectivos fatores de
utilização durante a operação e manutenção. Esse valor deve ser apresentado em MWh/ano e,
mesmo que haja compartilhamento das instalações de interesse restrito, o valor apresentado
deve ser individualizado por empreendimento. Esse valor deve ser declarado no AEGE.

As perdas elétricas até o PMI – Ponto de Medição Individual devem ser apresentados em
MWh/ano e devem considerar a definição estabelecida na Portaria MME n° 101 de 22/03/2016
onde se lê: “o ponto de medição individual - PMI corresponde ao primeiro ponto do sistema de
interesse restrito onde é possível identificar, de forma individualizada, a geração e o consumo
interno de uma usina. O PMI deve levar em consideração as possíveis expansões no sistema de
interesse restrito, inclusive a possibilidade de compartilhamento de infraestrutura com futuros
empreendimentos, de modo que quaisquer expansões não impliquem na necessidade de
alteração do PMI. Dessa forma, mesmo em instalações de interesse restrito que possuam
característica predominantemente radial, na sua configuração inicial, o PMI já considera a
possibilidade de compartilhamento e, portanto, em geral, não haverá coincidência entre o PMI e
o Ponto de Conexão do empreendimento”. Esse valor deve ser declarado no AEGE.

c) Dados georreferenciados

Arquivos digitais vetoriais, georreferenciados, do contorno da área do parque em polígono


fechado, contendo as curvas de nível, a localização dos aerogeradores e torres de medição,
conforme orientação do site da ANEEL no endereço eletrônico:
http://www.aneel.gov.br/outorgas/geracao.

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d) Certificação de Medições Anemométricas e Certificação de Produção
Anual de Energia

A Certificação de Medições Anemométricas e Certificação de Produção Anual de Energia deverá


seguir as recomendações das Instruções para Solicitação de Cadastramento e Habilitação Técnica
com vistas à participação nos Leilões de Energia Elétrica – Empreendimentos Eólicos (EPE-DEE-
017/2009) vigente, disponível no endereço eletrônico http://epe.gov.br/pt/leiloes-de-
energia/instrucoes-para-cadastramento.

e) Dados Anemométricos

Os dados anemométricos brutos e tratados também deverão seguir as recomendações das


Instruções para Solicitação de Cadastramento e Habilitação Técnica com vistas à participação nos
Leilões de Energia Elétrica – Empreendimentos Eólicos (EPE-DEE-017/2009) vigente.

f) Declaração Interferência entre Parques Eólicos

Declaração, em meio digital – conforme instruções no sítio oficial da ANEEL na internet, emitida
pelo(s) titular(es) de parque(s) eólico(s) já autorizado(s), ou que possua(m) Despacho de
Registro de Requerimento de Outorga vigente, ou que já tenha(m) comercializado energia nos
leilões previstos na Lei nº 10.848, de 2004, de Ciência de Proposta de Implantação de Novo
Parque Eólico, cuja região de interferência (região que dista de 20 vezes a altura máxima da pá,
considerando-se todas as direções do vento com permanência superior a 10% (dez por cento))
abranja área do parque eólico outorgado, ao(s) declarante(s).

g) Ficha Técnica ANEEL - EOL

Informações consolidadas sobre os dados técnicos do empreendimento, conforme documento


constante dos Anexos da Resolução Normativa nº 391/2009, o qual deve ser assinado pelo
responsável técnico, pelo representante legal e pelo Diretor da empresa autorizada. Modelo
disponível na página da ANEEL, na internet, no link: http://www.aneel.gov.br/outorgas/geracao.

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3. Informações específicas para Usinas Fotovoltaicas (UFV)

a) Memorial descritivo

O Memorial Descritivo deverá seguir as recomendações das Instruções para Solicitação de


Cadastramento e Habilitação Técnica com vistas à participação nos Leilões de Energia Elétrica
para empreendimentos fotovoltaicos (EPE-DEE-065/2013), disponíveis no endereço eletrônico
http://epe.gov.br/pt/leiloes-de-energia/instrucoes-para-cadastramento.

b) Consumo interno e perdas elétricas até o Ponto de Medição Individual


(PMI)

O consumo interno de cada empreendimento está intrinsicamente ligado às características e à


quantidade de unidades geradoras, dos equipamentos auxiliares e seus respectivos fatores de
utilização durante a operação e manutenção. Esse valor deve ser apresentado em MWh/ano e,
mesmo que haja compartilhamento das instalações de interesse restrito, o valor apresentado
deve ser individualizado por empreendimento. Esse valor deve ser declarado no AEGE.

As perdas elétricas até o PMI – Ponto de Medição Individual devem ser apresentados em
MWh/ano e devem considerar a definição estabelecida na Portaria MME n° 101 de 22/03/2016
onde se lê: “o ponto de medição individual - PMI corresponde ao primeiro ponto do sistema de
interesse restrito onde é possível identificar, de forma individualizada, a geração e o consumo
interno de uma usina. O PMI deve levar em consideração as possíveis expansões no sistema de
interesse restrito, inclusive a possibilidade de compartilhamento de infraestrutura com futuros
empreendimentos, de modo que quaisquer expansões não impliquem na necessidade de
alteração do PMI. Dessa forma, mesmo em instalações de interesse restrito que possuam
característica predominantemente radial, na sua configuração inicial, o PMI já considera a
possibilidade de compartilhamento e, portanto, em geral, não haverá coincidência entre o PMI e
o Ponto de Conexão do empreendimento”. Esse valor deve ser declarado no AEGE.

c) Certificação de Dados Solarimétricos e Certificação de Produção Anual


de Energia

A Certificação de Dados Solarimétricos e Certificação de Produção Anual de Energia deverá seguir


as recomendações das Instruções para Solicitação de Cadastramento e Habilitação Técnica com
vistas à participação nos Leilões de Energia Elétrica – Empreendimentos Fotovoltaicos (EPE-DEE-
RE-065/2013), disponível no endereço eletrônico http://www.epe.gov.br/leiloes.

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d) Dados Solarimétricos

Os dados solarimétricos brutos e tratados também deverão seguir as recomendações das


Instruções para Solicitação de Cadastramento e Habilitação Técnica com vistas à participação nos
Leilões de Energia Elétrica – Empreendimentos Fotovoltaicos (EPE-DEE-RE-065/2013) vigente.

e) Ano Meteorológico Típico (Typical Meteorological Year – TMY)

Ano Meteorológico Típico (TMY) conforme recomendações das Instruções para Solicitação de
Cadastramento e Habilitação Técnica com vistas à participação nos Leilões de Energia Elétrica –
Empreendimentos Fotovoltaicos (EPE-DEE-RE-065/2013) vigente.

f) Relatório de saída padrão do programa de simulação

Relatório de saída padrão do programa de simulação utilizado para estimar a produção de energia
do empreendimento.

g) Ficha técnica dos componentes

Deverão ser apresentadas as fichas técnicas dos módulos fotovoltaicos, inversores e rastreadores.

h) Formulário Para Requerimento de Outorga ANEEL

Documento constante dos Anexos da Resolução Normativa nº 676/2015, o qual deve ser assinado
pelo Diretor da empresa autorizada e o representante legal. Modelo disponível na página da
ANEEL, na internet, no link: http://www.aneel.gov.br/outorgas/geracao

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4. Informações específicas para Usinas Termelétricas - UTE

a) Memorial descritivo

O Memorial Descritivo deverá seguir as recomendações das Instruções para Solicitação de


Cadastramento e Habilitação Técnica com vistas à participação nos Leilões de Energia Elétrica
para empreendimentos termelétricos (EPE-DEE-159/2007), disponíveis no endereço eletrônico
http://epe.gov.br/pt/leiloes-de-energia/instrucoes-para-cadastramento. Eventuais alterações no
Memorial Descritivo, decorrentes das alterações de características técnicas, comparadas ao
projeto original vencedor do Leilão, devem ser enfatizadas.

b) Comprovação de disponibilidade de combustível

Deverá ser apresentado documento que demonstre a disponibilidade de combustível na usina


termelétrica em quantidade suficiente para a geração contratada, em prazo compatível com o
definido em Portaria ou durante todo o período do Contrato de Comercialização de Energia
Elétrica no Ambiente de Contratação Regulada (CCEAR), considerando as novas características
técnicas da usina. A comprovação de disponibilidade de combustível deve atender aos critérios
estabelecidos nas referidas Instruções para empreendimentos termelétricos (EPE-DEE-
159/2007). Eventuais alterações na comprovação de disponibilidade de combustível, decorrentes
das alterações de características técnicas, comparadas ao projeto original vencedor do Leilão,
devem ser enfatizadas.

c) Comprovação da geração de energia

A comprovação da geração de energia destina-se a demonstrar que, dada a disponibilidade do


combustível, a configuração do projeto da usina termelétrica com sua potência final instalada
deverá ter condições de disponibilizar energia ao Sistema Interligado Nacional (SIN) nos termos
pré-estabelecidos, considerando as novas características técnicas da usina. A comprovação da
geração de energia deve atender aos critérios estabelecidos nas referidas Instruções para
empreendimentos termelétricos (EPE-DEE-159/2007). Eventuais alterações na comprovação de
disponibilidade de combustível, decorrentes das alterações de características técnicas,
comparadas ao projeto original vencedor do Leilão, devem ser enfatizadas.

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d) Ficha técnica ANEEL - UTE

Informações consolidadas sobre os dados técnicos do empreendimento, conforme documento


constante dos Anexos da Resolução Normativa nº 390/2009, o qual deve ser assinado pelo
responsável técnico, pelo representante legal e pelo Diretor da empresa autorizada. Modelo
disponível na página da ANEEL, na internet, no link: http://www.aneel.gov.br/outorgas/geracao.

e) Declaração de energia e consumo interno associados exclusivamente à


parcela alterada de capacidade instalada

Aplicável somente para empreendimentos a biomassa com CVU nulo e que estejam propondo
alteração de potência instalada. Deve ser apresentada declaração mensal do consumo interno e
perdas elétricas até o ponto de medição individual (ou ponto de conexão, quando aplicável), e
da disponibilidade mensal de energia para o SIN, ambos associados exclusivamente à parcela a
ser alterada da capacidade instalada, nos termos da Portaria MME nº 484, de 24 de agosto de
2012.

f) Outorga de uso dos recursos hídricos

Quando aplicável, deverá ser apresentada a Outorga de Uso da Água, emitida pelo órgão
competente, com prazo de validade vigente, devendo indicar a localização geográfica do ponto
de captação, o volume de água diário outorgado e o vínculo com o empreendimento (nome do
empreendimento, nome do empreendedor ou CNPJ), conforme estabelecido nas Instruções para
empreendimentos termelétricos (EPE-DEE-159/2007). Cabe ressaltar que os valores outorgados
ou licenciados devem estar compatíveis com o requerido pelo projeto, em conformidade com o
balanço hídrico apresentado. Em casos de recursos hídricos oriundos de abastecimento público,
carros-pipa, poço ou água do mar, ou em outros casos específicos, devem ser seguidas as
orientações disponíveis nas supracitadas Instruções.

g) Arranjo geral

Arranjo Geral, conforme Resolução Normativa ANEEL nº 390/2009.

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5. Informações específicas para Pequenas Centrais Hidrelétricas – PCH

a) DRS-PCH

Para solicitação de alteração e características técnicas de PCH, o Despacho de Registro de


Adequabilidade do Sumário Executivo – DRS-PCH vigente deverá considerar a nova configuração
proposta.

b) Projeto Básico

O Projeto Básico do aproveitamento deve considerar a nova configuração proposta, identificando


explicitamente as alterações realizadas em relação ao Projeto Básico original, acompanhado dos
memoriais de cálculo e/ou das comprovações das alterações dos parâmetros, quando cabível.

A elaboração do Projeto Básico deve estar de acordo com as recomendações das Instruções para
Solicitação de Cadastramento e Habilitação Técnica com vistas à participação nos Leilões de
Energia Elétrica – Empreendimentos Hidrelétricos (EPE-DEE-158/2007) vigente, disponível no
endereço eletrônico http://www.epe.gov.br/pt/leiloes-de-energia/instrucoes-para-
cadastramento.

c) Licença ambiental e Declaração de Reserva de Disponibilidade Hídrica –


DRDH

Deverão ser obrigatoriamente apresentadas a Licença Ambiental pertinente e a DRDH(ou a


Outorga de Uso da Água ou o ato administrativo que ateste a disponibilidade hídrica), emitidos
pelos órgãos competentes. Os prazos de validade dos diplomas ambientais deverão estar vigente
na data em que for solicitada a alteração das características técnicas.

d) Série de Vazões Médias Mensais

A série histórica de vazões médias mensais deverá abranger um período não inferior a 30 (trinta)
anos, gerado de maneira que esse seja o mais extenso e atualizado possível, devendo estar em
conformidade com o Histórico de Vazões apresentado no Projeto Básico aprovado, no DRS-PCH
e/ou no Despacho de Homologação da ANEEL, atualizados em conformidade com a DRDH (ou
ato administrativo que ateste a disponibilidade hídrica) e a Licença Ambiental.

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e) Série de usos consuntivos

A série de usos consuntivos deverá seguir as recomendações das Instruções para Solicitação de
Cadastramento e Habilitação Técnica com vistas à participação nos Leilões de Energia Elétrica –
Empreendimentos Hidrelétricos (EPE-DEE-158/2007) vigente, disponível no endereço eletrônico
http://www.epe.gov.br/pt/leiloes-de-energia/instrucoes-para-cadastramento. No caso da
declaração de mais um valor entre os diplomas ambientais, será considerado para fins de cálculo
de garantia física o valor mais restritivo.

f) Série de vazões remanescentes

A série de vazões remanescentes também deverá seguir as recomendações das Instruções para
Solicitação de Cadastramento e Habilitação Técnica com vistas à participação nos Leilões de
Energia Elétrica – Empreendimentos Hidrelétricos (EPE-DEE-158/2007) vigente. No caso da
declaração de mais um valor entre os diplomas ambientais, será considerado para fins de cálculo
de garantia física o valor mais restritivo.

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6. Informações específicas para Centrais Geradoras Hidrelétricas de
Capacidade Reduzida – CGH

a) Memorial Descritivo

O Memorial Descritivo do projeto deve considerar a nova configuração proposta, identificando


explicitamente as alterações realizadas em relação ao Memorial Descritivo original, acompanhado
dos memoriais de cálculo e/ou das comprovações das alterações dos parâmetros, quando cabível.
Além disso, devem ser apresentados os dados necessários para o cálculo de garantia física de
acordo com o art. 3º da Portaria MME nº 463/2009.

A elaboração do Memorial Descritivo deve estar de acordo com as recomendações das Instruções
para Solicitação de Cadastramento e Habilitação Técnica com vistas à participação nos Leilões de
Energia Elétrica – Empreendimentos de Geração Hidráulica (EPE-DEE-158/2007) vigente,
disponível no endereço eletrônico http://www.epe.gov.br/pt/leiloes-de-energia/instrucoes-para-
cadastramento.

b) Direito de Usar ou Dispor do Local da CGH

Deverá ser apresentada a prova do direito de usar ou dispor do local a ser destinado à
implantação do empreendimento de acordo com as recomendações das Instruções para
Solicitação de Cadastramento e Habilitação Técnica com vistas à participação nos Leilões de
Energia Elétrica – Empreendimentos de Geração Hidráulica (EPE-DEE-158/2007) vigente.

c) Licença ambiental pertinente e a Declaração de Reserva de


Disponibilidade Hídrica – DRDH

Deverão ser obrigatoriamente apresentadas a Licença Ambiental pertinente e a DRDH(ou a


Outorga de Uso da Água ou o ato administrativo que ateste a disponibilidade hídrica), emitidas
pelos órgãos competentes. Os prazos de validade dos diplomas ambientais deverão estar vigente
na data em que for solicitada a alteração das características técnicas.

d) Série de Vazões Médias Mensais

A série histórica de vazões médias mensais deverá abranger um período não inferior a 30 (trinta)
anos, devendo estar em conformidade com o Histórico de Vazões apresentado no Memorial
Descritivo, em conformidade com a DRDH (ou ato administrativo que ateste a disponibilidade
hídrica) e a Licença Ambiental.
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e) Série de usos consuntivos

A série de usos consuntivos deverá seguir as recomendações das Instruções para Solicitação de
Cadastramento e Habilitação Técnica com vistas à participação nos Leilões de Energia Elétrica –
Empreendimentos Hidrelétricos (EPE-DEE-158/2007) vigente. No caso da declaração de mais um
valor entre os diplomas ambientais, será considerado para fins de cálculo de garantia física o
valor mais restritivo.

f) Série de vazões remanescentes

A série de vazões remanescentes também deverá seguir as recomendações das Instruções para
Solicitação de Cadastramento e Habilitação Técnica com vistas à participação nos Leilões de
Energia Elétrica – Empreendimentos Hidrelétricos (EPE-DEE-158/2007) vigente. No caso da
declaração de mais um valor entre os diplomas ambientais, será considerado para fins de cálculo
de garantia física o valor mais restritivo.

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7. Outros requisitos técnicos e legais

O pedido de alteração de características técnicas deverá atender aos critérios estabelecidos no


respectivo Edital do Leilão em que o empreendimento tenha se sagrado vencedor, bem como à
Portaria de aprovação das diretrizes do leilão em questão. Exemplos de pré-requisitos:
atendimento aos lotes contratados, conformidade com o Licenciamento Ambiental, dentre outros.

Caso os requisitos estabelecidos em futuros Editais sejam alterados (como a exigência de maior
tempo de medição do recurso eólico para fins de habilitação de centrais geradoras eólicas),
prevalecerá o requisito estabelecido no Edital vinculado ao Leilão em que o empreendimento
tenha se sagrado vencedor.

Para empreendimentos de fonte eólica, em virtude da possibilidade de interferência mútua, será


adotada a análise dos empreendimentos por complexo. Assim, somente serão alteradas as
características técnicas desses parques quando for possível avaliar todo o complexo. Por exemplo,
se o complexo for composto de 5 empreendimentos, e todos forem alterados, a empresa deverá
solicitar a alteração de todos eles. Se algum desses empreendimentos não for objeto de alteração,
essa informação deverá acompanhar a solicitação de alteração de características técnicas das
demais usinas.

Em casos de alteração de sistema de transmissão de interesse restrito que impliquem em


compartilhamento de instalações, deverá ser solicitada a alteração de características técnicas de
forma conjunta para todos os empreendimentos. Nos casos onde há o compartilhamento de
instalações com projetos de Agentes diferentes, não será obrigatória a solicitação conjunta,
porém, a informação sobre o compartilhamento deverá ser apresentada no Anexo I – Ficha de
Dados do Sistema de Integração (http://www.aneel.gov.br/outorgas/geracao).

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