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ECI-UFMG/MUSEOLOGIA

DISCIPLINA
Tipologia de Museus

PROFESSOR
Luiz Henrique Assis Garcia

Cronograma de atividades detalhadas – adaptado ao ERE 2020

1 Apresentação do curso (síncrona)

2 Museus – conceitos e tipologias (aula assíncrona)


*HERNANDEZ HERNANDEZ, Francisca. Cap. 3. Manual de museologia. Madrid: Sintesis, 1998, p.64-
83 e notas.

Outras sugestões:
ALONSO FERNANDEZ, Luis. Cap V. Museologia: introduccion a la teoria y practica del museo.
Madrid: Istmo, 1995, p. 133-189.
CERÁVOLO, Suely Moraes. Delineamentos para uma teoria da Museologia. Anais do Museu Paulista, v.
12. São Paulo: Universidade de São Paulo, 2004, p. 237-268.

3 Museu entre história e memória (aula assíncrona)


*MENESES, Ulpiano T. Bezerra de. Do teatro da memória ao laboratório da História: a exposição
museológica e o conhecimento histórico. Anais do Museu Paulista. Nova Série, São Paulo, v.2, p. 9-42,
jan./dez. 1994.

4 Os gabinetes de curiosidades e a formação das coleções particulares –


(sem 1 – síncrona)

* JANEIRA, A. L. A configuração epistemológica do coleccionismo moderno (séculos XV-XViii).


Episteme, Porto Alegre, n.20, janeiro/junho 2005, pp 23-36.

*BLOM, Philipp. O dragão e o carneiro tártaro. In: Ter e manter. Rio de Janeiro; São Paulo: Record,
2003, p. 29-42.
OU
CERÁVOLO, Suely Moraes e RODRIGUEZ, Mariana Cerqueira. Colecionismo na Bahia oitocentista: o
Gabinete de História Natural (1835-1889). Revista Brasileira de História da Ciência, Rio de Janeiro, v.
11, n. 2, jul | dez 2018, p. 197-212.

Outras sugestões:
BRIGOLA, João Carlos Pires. O colecionismo joanino. In: Colecções, gabinetes e museus em Portugal
no século XVIII.Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2003.
FRANÇOZO, Mariana de Campos. De Olinda a Holanda: o gabinete de curiosidades de Nassau.
Campinas: Editora da Unicamp, 2014, p.169-229. [alternativa: Cap 4 da tese]
HOOPER-GREENHILL, Eilean.The cabinet of the world. In: Museums and the shaping of
knowledge.London; New York, USA: Routledge, 1992, p.105-132.
FINDLEN, Paula. Possessing Nature: Museums, Collecting and Scientific Culture in Early Modern Italy.
Berkeley: University of California, 1994.
YATES, Frances A. A memória no renascimento: o Teatro da Memória de Giulio Camillo. In: A arte da
memória. Campinas: Editora da Unicamp, 2007, p.171-204.

5 A passagem do privado ao público (aula assíncrona)


*SEMEDO, Alice L., Da invenção do museu público: tecnologias e contextos. Revista da Faculdade de
Letras, Ciências e Técnicas do Património, Universidade do Porto, vol. III, Porto, 2004, pp. 129-136.
Outras sugestões:
BENNETT, Tony. The birth of the museum. London: Routledge, 1995.
DUNCAN, Carol. Civilizing rituals: inside public art museums. London: Routledge, c1995, p.21-47.
POULOT, Dominique. Cultura, História, valores patrimoniais e museus. Varia história, Belo Horizonte,
v. 27, n. 46, Dec. 2011, p. 471-480.

6 Museus históricos, modernidade e nação (sem 2 – síncrona)


*SANTOS, Myrian Sepulveda dos. A escrita do passado em museus históricos.Rio de Janeiro: Garamond
Universitária, 2006. 142 p.
OU
JF Costa - O “Culto da Saudade” nas Comemorações do Centenário da Independência do Brasil: A
Criação do Museu Histórico Nacional, 1922. Em Tempo de Histórias Brasília: UnB, 2011 , p.49-64.

*BREFE, Ana Cláudia Fonseca. História nacional em São Paulo: o Museu Paulista em 1922. An. mus.
paul.,  São Paulo ,  v. 10-11, n. 1, 2003, p. 79-103.  

Outras sugestões:
BREFE, Ana Cláudia Fonseca. O Museu Paulista: Affonso de Taunay e a memória nacional 1917-1945 .
São Paulo; Ed. da UNESP, 2005, 333 p.
BENNETT, Tony. The birth of the museum.London: Routledge. 1995.
L`ESTOILE, Benoît de. Museus nacionais como paradigma. In: NACIONAL (BRASIL). Museus
nacionais e os desafios do contemporâneo. Rio de Janeiro: Museu Historico Nacional, 2011, p. 32-51.
SCHWARCZ, Lilia Moritz  e  DANTAS, Regina. O Museu do Imperador: quando colecionar é
representar a nação.Rev. Inst. Estud. Bras.. 2008, n.46 , pp. 123-164.

7 Museus de história natural e a organização do campo museológico


(sem 3 – síncrona)

*LOPES, Maria Margaret. O Brasil descobre a pesquisa cientifica: os museus e as ciências naturais no
século XIX. São Paulo: Hucitec, 1997, p. 11-83 (intro e cap1); 323-335 (cap 5 opcional)
OU
LOPES, Maria Margaret. A mesma fé e o mesmo empenho em suas Missões Científicas e civilizadoras:
os museus brasileiros e argentinos do século XIX. Rev.bras. Hist. , São Paulo, v. 21, n. 41, 2001, p.55-76;

*CHELINI, Maria-Júlia Estefânia; LOPES, Sônia Godoy Bueno de Carvalho. Exposições em museus de
ciências: reflexões e critérios para análise. Anais do Museu Paulista. São Paulo. N. Sér. v.16. n.2. jul.- dez
2008, p. 205-238.

Outras sugestões:
GROLA, Diego Amorim. Coleções de História Natural no Museu Paulista, 1894-1916. Dissertação
(mestrado). PPGHIS/USP, 2014, 190p.
FERREIRA, Maria de Simone. Museus imperiais: uma viagem às imagens do Brasil na narrativa de
Carl von Koseritz. 1ª.ed. Rio de Janeiro: Cassará, 2012.
SANJAD, Nelson. Cap 3 - Agenda de pesquisa e autoridade científica. In: A Coruja de Minerva: o Museu
Paraense entre o Império e a República, 1866-1907. 1. ed. Brasília: Instituto Brasileiro
de Museus; Belém: Museu Paraense Emílio Goeldi; Rio de Janeiro: Fundação Oswaldo Cruz, 2010. v. 1.
496 p.

8 Avaliação

9 Tradição, modernidade, museus: o porvir do passado (aula assíncrona)


*CANCLINI, Néstor García. O Porvir do passado. In. Culturas híbridas: estratégias para entrar e sair
da modernidade. São Paulo: Edusp, 1997. p.159-204.

10 Museus, identidade e poder (sem 4 – síncrona)


*DURAND, Jean-Yves. Este obscuro objecto do desejo etnográfico: o museu. in: Etnográfica, 2 (11).
Revista do Centro de Estudos de Antropologia. Lisboa: CEAS / ISCTE. pp 373-385.
*GOLDSTEIN, Ilana. Reflexões sobre a arte "primitiva": o caso do Musée Branly. Horiz.antropol.
[online]. 2008, vol.14, n.29 [cited  2013-08-27], pp. 279-314.

Outras sugestões:
ABREU, Regina .M.R.M. Tal antropologia qual museu? Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia, v
S7, p.121-143, 2008.
AMES, Michael M. Cannibal tours and glass boxes: the anthropology of museums . Vancouver: UBC
Press, 1992.
CLIFFORD, James. Quatro museus da costa norocidental: reflexões de viagem. In: Itinerarios
transculturales.Barcelona: Gedisa, 1999.
MACKENZIE, JohnM. Museums and empire: natural history, human cultures and colonial identities
.Manchester: Manchester University Press, New York: distributed exclusively in the USA by Palgrave
Macmillan, 2009, 286 p.

11 Tipologias de museus e os olhares do Império/ entrega dos relatórios de


pesquisa (aula assíncrona)
*SCHWARCZ, Lilia Moritz. Os museus etnográficos brasileiros: “Polvo é povo, molusco também é
gente”. In: O espetáculo das raças: cientistas, instituições e questão racial no Brasil, 1870-1930. São
Paulo: Companhia das Letras, 1993, p.67-98.
KURY, Lorelai B. A sereia Amazônica dos Agassiz: Zoologia e Racismo na Viagem ao
Brasil. Rev. bras. Hist. , São Paulo, v. 21, n. 41, 2001, p.157-172.

12 Museus de arte e formação de coleções no século XX (sem 5 – síncrona)


*LOURENÇO, Maria Cecilia França. Museus acolhem moderno.São Paulo: EDUSP, 1999, p.11-81.
OU
MACHADO, Fernanda Tozzo. Os museus de arte no Brasil moderno: os acervos entre a formação e a
preservação.  Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Filosofia e
Ciências Humanas. 2009, 187 p.

*NICHOLAS, Lynn H. Europa saqueada: o destino dos tesouros artísticos europeus no


Terceiro Reich e na Segunda Guerra Mundial. Cap 1 e 3. São Paulo: Companhia das Letras,
1996, p.13-36, 70-95.
OU
SANTOS, LP; PELEGRINI, SCA. NS-RAUBKUNST: o saque nazista de obras de arte e suas
representações nas narrativas midiáticas VIII CIH. 2649 – 2656

Outras sugestões:
BALDASSARRE, Maria Isabel. As origens do colecionismo de arte pública e privada em Buenos Aires.
In: SOUZA, Eneida Maria de; MIRANDA, Wander Melo(Orgs.). Crítica e coleção. Belo Horizonte:
UFMG, 2011. pp. 308-326.
COSTA, Helouise. Da fotografia como arte à arte como fotografia: a experiência do Museu de Arte
Contemporânea da USP na década de 1970. An. mus. paul. [online]. 2008, vol.16, n.2 [citado  2013-08-
28], pp. 131-173 .
SANTOS, Myrian Sepúlveda. As megaexposições no Brasil: democratização ou banalização da arte?.
Cadernos de Sociomuseologia, [S.l.], v. 19, n. 19, june 2009, pp.83-114.

13 Tipologias problematizadas - o impacto da Nova Museologia (aula


assíncrona)

* SANTOS, Myriam Sepúlveda.  Museus brasileiros e política cultural. Revista Brasileira de Ciências
Sociais. Vol: 19, n.55.  São Paulo: Anpocs, 2004, pp. 55, 53-73.

Outras sugestões:
HUYSSEN, Andreas. “Escapando da amnésia: o museu como cultura de massa”. In: Memórias do
modernismo. Rio de Janeiro: Editora da UFRJ, 1996, p. 222-255.
DUARTE Candido, Manuelina Maria. Ondas do Pensamento Museológico Brasileiro. Cadernos de
Sociomuseologia, 20. Lisboa: ULHT, 2003, p. 163-206.

14 Ecomuseus /museus comunitários (sem 6 – síncrona)


*BARBUY, Heloísa. A conformação dos ecomuseus: elementos para compreensão e análise . Anais do
Museu Paulista. São Paulo. N. Ser. v.3 p.209.236 jan./dez. 1995.
RIVIERE, Georges Henri. La museologia: curso de museologia / textos y testimonios. Madrid: Akal,
1993. 533 p.
*PRIOSTI, Odalice Miranda. A dimensão político - cultural dos processos museológicos gestados por
comunidades e populações autóctones. SEMINÁRIO DE IMPLANTAÇÃO DO ECOMUSEU DA
AMAZÔNIA E DO PÓLO MUSEOLÓGICO DE BELÉM/ PA, 8-10 de junho de 2007, 26p.
Outras sugestões:
CAMERON, Duncan F. The museum: a temple or the forum. Curator, New York:
American Museum of Natural History, v. 14, n. 1, p. 11-24, mar. 1970.
VARINE, Hugues de. O museu comunitário como processo continuado. Cadernos do CEOM - Ano 27, n.
41, 2014, p.25-35.

15 Entrega trabalho final (assíncrona)

Metodologia dos seminários

Os textos principais indicados por (*) devem ser lidos por toda a turma a cada
seminário. Caso necessário poderá ser disponibilizado após o seminário material
assíncrono complementar. Qualquer membro de grupo que perder o seminário de que
estiver encarregado poderá compensar com uma atividade escrita de reposição.

Serão formados 6 grupos (4-6 integrantes), cada um responsável por uma


apresentação, de acordo com a data do seminário. Cada grupo também será
responsável por assumir a posição de comentário em outro dos seminários, de acordo
com o esquema disposto na planilha:
https://docs.google.com/document/d/1QbSWBlQrlBBbt6nMoA0O2WTMXtAyxRNbc_
gqEY1Z-qQ/edit?usp=sharing

Forma de apresentação (valor: 10pts):


O grupo estuda os temas a partir da bibliografia indicada, podendo acrescentar ainda
outras referências. O título do seminário define o tema geral, a partir do qual o grupo
deve discorrer articulando as leituras. Não deve ser feita uma apresentação
fragmentada de cada texto. Antes do seminário o grupo responsável vai encaminhar
para pasta no gdrive da discilplina
https://drive.google.com/drive/folders/1jpbtn9qt_ZGXjKaheaYzTyaTB2THG20P?
usp=sharing ao professor e aos colegas um esquema sintético, de uma a duas páginas,
organizando em tópicos, conceitos centrais e pequenas descrições referentes ao
conteúdo apresentado, bem como o PPT que será utilizado na apresentação.
Após a apresentação (em torno de 60 min) abre-se o debate, com palavra aberta a todos
os participantes. O objetivo é aprofundar a discussão do tema, e não inquirir
especificamente ao grupo que apresentou.

Forma de comentário (valor: 5pts):


O grupo responsável pelo comentário é encarregado de dinamizar a discussão, propondo
questões e tomando a palavra caso se forme um silêncio, mas não tem que monopolizar
o debate. Deverá encaminhar à mesma pasta um esquema simples contendo as
principais questões que deseja colocar em discussão.
Relatório individual (30pts):
Consiste em leitura crítica de matéria referente às temáticas da disciplina encontrada nos
meios de comunicação escritos acessíveis (jornais, boletins, portais, blogs, etc.),
dialogando com uma leitura constante da bibliografia, facultativamente correlacionada
ao trabalho final. O texto deve ser de autoria própria e não conter citações curtas ou
longas, apenas referências e paráfrases. Times ou arial 12, espaço simples, cabeçalho
completo e comentário 400-600 palavras à matéria, que deve vir anexada ou linkada ao
trabalho entregue na tarefa específica criada no moodle.

Trabalho final (15 pts):


Produção de material sobre o mesmo tema do seminário para ser disponibilizado no
blog Metamuseu (editado pelo professor), incluindo texto, imagens, hiperlinks, etc. em
arquivo .doc, arial 12, espaço simples, texto entre 1-2 pgs, incluindo links, legendas,
bibliografia. As imagens tb devem vir separadas em arquivo .jpeg e vídeos, apenas os
links. 

Avaliação (40 pts): individual, escrita, dissertativa, a ser encaminhada via moodle.