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INTERVENÇÃO DE ENFERMAGEM AO

CLIENTE COM DOENÇA AGUDA E/OU


CRÓNICA

2º ANO – 2º SEMESTRE

Ana Lopes Nº 5815


Ana Rita Nunes Nº 5846
Ana Rita Palma Nº 5902
Ana Silva Nº 5575
Helena Nobre Nº 5823
Escola Superior de Enfermagem de Lisboa
CLE 2013/2016
Intervenção de enfermagem ao cliente com doença aguda e/ou crónica

Intervenção de Enfermagem
Qualquer tratamento baseado no julgamento clínico que seja realizado por um
enfermeiro para melhorar os resultados do cliente.

CONCEITOS INERENTES À VISÃO SISTÉMICA


Input
Informação, matéria ou energia que o ambiente fornece ao sistema para
processamento.

Output
Informação, matéria ou energia que o sistema fornece ao ambiente como resultado
do processamento: o comportamento do sistema.

Feedback
O processo que permite ao sistema autorregular-se, envolve receber e responder ao
input que resulta do próprio output do sistema.

Stressor
Qualquer estímulo que produz stress.

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Intervenção de enfermagem ao cliente com doença aguda e/ou crónica

Stress
Qualquer resposta a um stressor que impede, frusta ou cria obstáculos à
manutenção do equilíbrio. Qualquer exigência que é colocada ao sistema e requer
uma resposta.
A tensão provocada pelo stressor (stress) pode originar:
• Desequilíbrio;
• Crise;
• Maturação.

Exemplo de um Modelo Sistémico de Enfermagem

Doença – alteração nas funções orgânicas que reduz as capacidades ou o tempo de


vida.
• Aguda – sintomas intensos de duração relativamente curta.
• Crónica – insidiosa e permanece por um período prolongado,
habitualmente 6 meses ou mais e, frequentemente, para o resto da vida;
períodos de remissão e exacerbação.

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Características Doença aguda Doença crónica


Duração Limitada Prolongada
Prognóstico Habitualmente curável Incerto
Estilo de vida Mantido Alterado
Financeiros Limitados Excessivos
Sobrecarga cuidador Autocuidado Pode estar presente
Cuidados de seguimento Poucos Muitos
Tecnologia Fase inicial Mantida
Dor Fase inicial Pode ser crónica
Isolamento social Não frequente Frequente
Impacto psicológico Depende da pessoa Mais comum
Espiritualidade Pouco alterada Perda ou luto
Ajustamento de papel Raro Grande
Coping Ajustamento Difícil
AVD Interrupção breve Normalização continua

Intervenções de enfermagem: exemplo NIC


Domínio: Fisiológico complexo
Classe: Termorregulação
Intervenções:
• Tratamento da febre
• Tratamento da hipotermia
• Indução da hipotermia
 Monitorizar sinais vitais
 Monitorizar temperatura
 Monitorizar coloração e temperatura da pele
 …

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INTERVENÇÃO DE ENFERMAGEM CENTRADA NO CLIENTE


Cliente – Pessoa (s) que experiência(m) processo(s) de transição ex:
envelhecimento, limitações cognitivas…
 Desenvolvimento: saúde-doença (dor e impacto no autocuidado); situacional
ou organizacional (ex.: um doente diabético em contexto do seu emprego)
(Meleis, 2010)
Aos enfermeiros importa facilitar as transições para aumentar a sensação de bem –
estar

Modelo de transição (a transição é diferente de mudança pois nem todas as


mudanças são transições mas as transições podem ser mudanças)
 Singular
 Múltiplas: sequenciais; simultâneas; relacionadas e não relacionadas
As enfermeiras “ (…) interessa particularmente o modo como podem facilitar as
transições para aumentar a sensação de bem-estar (…)”
Verifica-se…

Pessoa doente

Transição situacional
Transição saúde- Transição pessoa doente e
doença desenvolvimento família- ex assumir um
papel (familia)

Envelhecimen
Assunção da Assunção do
to “limitação”
Dor Impacto no situação de papel de
cognitiva e cuidador
exercício do dependente
funcional familiar
autocuidado no
autocuidado

INTERVENÇÃO TERAPÊUTICA DE ENFERMAGEM

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“Capacidade para se envolver


Um saber que…
no raciocínio de situações
DOS DADOS

É teórico
particulares (…) a compreensão
Se revela na capacidade de envolvimento
e a leitura de situações
Se torna ato:
humanas”
• Do que possibilitou
Da intencionalidade
Da capacidade de leitura e resposta
• Do que conseguiram no encontro e do encontro com os enfermeiros
(Mendes, 2014)

(IMP) A intervenção de enfermagem considera:

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Pessoa/Família Processo de Impacto no Revela-se cliente


/ Comunidade transição autocuidado de enfermagem

Código deontológico Apoio:

Facilita
do enfermeiro: Artigo Apreciação Negociaçã
 Totalmente
89º - Da humanização o de
compensatório
dos cuidados, a outcomes
;
observância da
 Parcialmente
responsabilidade
compensatório.
profissional na atenção Definição e estruturação
à pessoa, inserida Suporte e educação.
da intervenção

INTERVENÇÃO DE ENFERMAGEM

Processo de tomada de decisão  Impacto do autocuidado Revela-se cliente de


Enfermagem

As intervenções são individualizadas e não iguais!


“How an intervention is intended to work and what this is expected to have”
(importante)

A família é um recurso
fundamental pois
reconhece o cliente.

(Carneiro, 2003)

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A experiência da saúde é individual.


As intervenções de enfermagem devem ser individualizadas (IMP)
As intervenções individualizadas podem contribuir significativamente para a pessoa
alcançar resultados positivos.

“Atividade executada pelo próprio: tratar do


AUTOCUIDADO
que é necessário para se manter, manter-se
operacional e lidar com as necessidades
individuais básicas e íntimas e as atividades
de vida diária”. (CIPE 2,2011, p.41)

Considerar no autocuidado os focos específicos comprometidos:

• Alimentar-se
• Auto elevar-se
• Cuidar da higiene pessoal
• Divertir-se Entender a perspetiva do doente e família:
• Lavar-se
• Relativamente à situação de doença, tratamento e desejo de retorno
• Transferir-se
efetivo às atividades do quotidiano.

Definir planos de intervenção

• Com a pessoa doente e família no seio da equipa multiprofissional.

Envolvimento
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ANA NUNES Nº 5846 ANA PALMAeNºpluridisciplinar
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• Pelo conhecimento partilhado e colaboração empreendida
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(IMP) As condições que podem influenciar a intervenção…o processo de


transição…
Condições pessoais:
• Significados pessoais;
• Crenças culturais e atitudes;

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• Nível socioeconómico;
• Preparação e conhecimento;
• Os recursos da pessoa;
• O imposto da situação em si.

Comunitários:
• Suporte da família;
• Informação obtida na interação com os enfermeiros:
• Suficiente; adequada em conformidade
Sociais:
• Estigma;
• Marginalização.

A intervenção de enfermagem
Importa considerar a relação entre:
Da apreciação À tomada de
decisão Outputs

Cuidados efetivamente prestados

Outcomes
Output/outcome
Consequências efetivas dos cuidados
prestados 1 ou mais vezes.
Observância da responsabilidade profissional

O enfermeiro necessita de adquirir pré-requisitos: habilidades de interação


compreender-se profissionalmente.

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Interação e “…as nossas intervenções devem ser orientadas por um sentido


intencionalidades de compromisso relativamente à outra pessoa”

“Os cuidados de enfermagem são caraterizados por:


Intervenção

Encontrar com a
pessoa 1. Terem por fundamento uma interação entre
enfermeiro e utente, individuo, família (…)
Ex: O alivio da
2. Estabelecerem uma relação de ajuda com o utente…”
sintomatologia e
possibilitar conforto e A nossa intervenção só emerge se estabelecermos uma
interação inicial
bem-estar

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Intencionalidade das intervenções

“… garantir que esta possa


desenvolver as suas
potencialidades e assumir o seu
papel no processo de adaptação/
recuperação”

Artigo 89.º, da humanização dos


cuidados - CDE

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Em conclusão (IMP):
Solicita-se ao enfermeiro;
 Propor a interação;
 Revelar-se na interação;
 Perceber o que é esperado de si;
 Deixar-se ver no “agir”;
 Desvendar pela linguagem o cuidado de enfermagem;

Intervenção centrada no cliente:


• Definir o “cliente” alvo de atenção
• Identificar a razão de ser cliente de enfermagem
• Planear intervenções de enfermagem que respondam a diagnósticos claros
e respeitem os recursos humanos existentes
• Sustentar a tomada de decisão:
- Num quadro teórico consistente e congruente
- Na evidência científica produzida
- Nas normas deontológicas e leis que regem a profissão
• Revisitar a intencionalmente o exercício, a tomada de decisão e os recursos
pessoais.

INTERVENÇÃO DE ENFERMAGEM CENTRADO NO CLIENTE PEDIÁTRICO

Fatores de stress na Hospitalização:


• Separação • Dor
• Perda de controlo • Medo de lesão corporal,
• Medo da morte intrusão e mutilação
• Ambiente

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Separação (a partir dos 8/9 meses)


3 etapas ansiedade de separação:
1. Protesto Pais
Enquanto enfermeiros devemos
2. Desespero Amigos permitir, facilitar e estimular a
3. Desapego Grupo visita dos pais, amigos e grupos.

Pais: a separação tem grande impacto nas crianças a partir dos 6/8 meses.
Amigos: grande impacto na idade pré-escolar.
A ansiedade de separação dos pais é uma reação normal, esperada e saudável.
Na fase de desespero a criança deixa de conseguir manifestar o seu desagrado por
estar separada dos pais (por exaustão, etc.). Nesta fase ela deixa de mostrar
interesse pelas atividades, fica com menos vontade de se alimentar.
Não é por a criança estar mais calma que significa que ela se adaptou à ausência dos
pais.
Na fase de desapego a criança volta a brincar, forma novas relações (que são
superficiais). Esta fase demonstra a “desvinculação”.

Ambiente hospitalar
• Privação sensorial • Manipulação
• Ruídos • Densidade social
• Luminosidade • Objetos de tratamento
• Temperatura

Perda de controlo
• Autonomia
• Restrição Física
• Medo do desconhecido (imobilizar) -> é muito “stressor” nos primeiros anos
de vida.

Lactentes: necessitam de ser contidos e não reagem bem à imobilização.

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Medo da Lesão corporal, Intrusão e Mutilação


• Orifícios corporais
• Castração
• Lesão corporal
• Incapacidade -> o medo da incapacidade é extremamente elevada nos
adolescentes.

Medo da morte
• Sensibilidade aos sentimentos vividos no ambiente humano;
• Reversibilidade;
• Irreversibilidade;
• Significados atribuídos pela cultura/religião.

Dor
• Cuidados não-traumáticos

Filosofia da Enfermagem Pediátrica


• Cuidados não-traumáticos
• Cuidados centrados na família
• Enfermeiro responsável

Cuidados não traumáticos


Prestação de um cuidado terapêutico, em ambiente clinico, por profissionais de
saúde, através de uma intervenção que reduz ou elimina:
• Distress psicológico, tal como o medo, a ansiedade, a raiva, a desilusão, a
vergonha e a culpa
• Distress físico, tal como a dor, a temperatura extrema, o ruído elevado, a
escuridão e o excesso de luminosidade

Cuidados centrados no cliente (Família)


 Reconhecimento dos pais como constantes na vida da criança;
 Inclusão da família e da criança na decisão e na participação;
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 Satisfação das necessidades de cada membro da família;


 Participação dos pais antes e durante a hospitalização e no regresso a casa.

Potenciais benefícios da hospitalização


• Recuperação da saúde
• Reforço das relações entre a criança e a família
• Aprendizagem da gestão do stress
• Novas experiências de socialização

Projetos que trazem o Mundo da Criança ao Hospital


• Brincar
• Operação nariz vermelho
• Música nos hospitais

CONTINUUM DE CUIDADOS CONTEXTOS DE PRESTAÇÃO DE CUIDADOS

Nota de enquadramento
Os clientes
 Mais exigentes;
 Persistem e crescem grupos especialmente vulneráveis a exigir respostas
específicas (minorias, idosos, toxicodependentes);
 A sobrevida a situações de doença ou acidente graves e complexas, aumentou
muito face aos avanços científicos e tecnológicos;
 O número de cidadãos com algum tipo de deficiência ou incapacidade é
crescente:
- Esperança de vida à nascença 79.38 anos (2008-2010):
 Esperança de vida sem limitações à atividade: 59.3 anos (sexo feminino) e
56.6 anos (sexo masculino).

Contextos de prestação de cuidados


 A clássica distinção entre cuidados diferenciados e primários está esbatida;
 O contexto de prestação de cuidados é cada vez mais o contexto comunitário;
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 O custo de internamento hospitalar tem crescido exponencialmente:


- Fruto de cada vez maior diferenciação tecnológica que arrasta recursos
humanos em grande quantidade e leva à especialização;
- Induzido ainda pela centralidade do sistema no tratamento e nestas
unidades (particularmente nas urgências) e não na prevenção e nas
unidades de proximidade.

Sistema de saúde
 A pressão é no sentido de aumentar a qualidade e quantidade dos serviços
prestados; e reduzir os custos, em particular na estrutura e processos.
 Deve caracterizar-se por uma nova centralidade:
- No cidadão e nas suas necessidades criando as estruturas a partir delas
e não o contrário;
- Na promoção da saúde e na prevenção da doença e não no seu
tratamento;
- Em modelos de gestão baseados no rigor, participação e
coresponsabilização na decisão, autonomia e responsabilidade aos mais
diferentes níveis;
- No princípio da procura permanente da qualidade (ao nível do
desempenho dos profissionais e das instituições).

Plano Nacional de Saúde 2012-2016


• Valores
• …
• Acesso a cuidados de qualidade;
• Prestação de cuidados de saúde centrada no cidadão;
• …
• Princípios
• …
• A integração e continuidade de cuidados;
• …

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Objetivos para o Sistema de Saúde (Plano Nacional de Saúde 2012-2016)


• Obter ganhos em saúde;
• Promover contextos favoráveis à saúde ao longo ciclo de vida:
- Implica promoção, proteção e manutenção da saúde;
- Implica a prevenção, tratamento e reabilitação da doença permitindo uma
visão integrada das necessidades e oportunidades de intervenção de modo
contínuo (OMS 2002), específico de cada contexto;
- Permite sobrepor visões de articulação e de integração de esforços entre
contextos;
• Reforçar o suporte social e económico na saúde e na doença;
• Fortalecer a participação de Portugal na saúde global.

Políticas para a concretização estratégica do PNS


• …
• Cuidados de Saúde:
• Saúde Pública;
• Primários;
• Hospitalares;
• Continuados Integrados;
• Articulação e continuidade de cuidados;
• ...
• Cuidados de Saúde Primários:
- Impacto sobre os AVPP (Anos de Vida Potenciais Perdidos) 36%
- Evitáveis pela Prevenção Primária (12%): acidentes com veículos; tumores
malignos da traqueia, brônquios e pulmões;
- Evitáveis pelos Cuidados de Saúde (24%): Doenças cerebrovasculares e
isquémicas cardíacas;
- Envelhecimento e estilos de vida menos saudáveis (obesidade,
sedentarismo) acentuam o aumento de doenças crónicas: doenças cérebro e
cardiovasculares, hipertensão e diabetes.
• Cuidados de Saúde Hospitalares:

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- Resposta a situações de acidente ou doença aguda e episódios de agudização


da doença crónica - Urgência;
- Resposta a situações de maior complexidade de cuidados (internamento ou
ambulatório);
- Diferenciação de recursos (diversidade e especificidade);
- Exigência tecnológica (diagnóstico e/ou tratamento);
- Intensidade de cuidados.
• Cuidados Continuados Integrados:
- Resposta de cuidados globais a pessoas que, independentemente da idade,
se encontrem em situação de dependência;
- A RNCCI (Dec.-Lei nº 101/2006, de 6 de Junho) é definida como um conjunto
de intervenções sequenciais de saúde e ou de apoio social, decorrente de
avaliação conjunta, centrados na recuperação global, entendida como o
processo terapêutico e de apoio social, activo e contínuo, que visa promover
a autonomia melhorando a funcionalidade da pessoa em situação de
dependência, através da sua reabilitação, readaptação e reinserção familiar
e social.

Contextos de prestação de cuidados


Unidades de Saúde na Comunidade:
• ACES
• Unidades de Saúde Familiar
• Unidades de Cuidados na Comunidade
• Unidades especializadas (relacionadas com grupos-alvo)

Unidades de Saúde Hospitalares:


• Diversas tipologias: Centros Hospitalares, Hospitais, Hospitais
Especializados (Maternidades, Pediátricos, Psiquiátricos, Oncológicos,
Centros de Reabilitação, …);
• Serviço de Urgência, unidades de internamento (inc. Cuidados Intensivos ou
outras unidades do mesmo tipo), ambulatório (hospitais de dia, cirurgia de
ambulatório, consultas), bloco operatório.

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Unidades da RNCCI:
 Unidades de Internamento:
- Unidades de Convalescença;
- Unidades de Média Duração e Reabilitação;
- Unidades de Longa Duração;
- Unidades de Cuidados Paliativos.
 Unidades de Ambulatório:
- Unidades de Dia e Promoção de Autonomia.
 Equipas Hospitalares:
- Equipa de Gestão de Altas;
- Equipa Intra-Hospitalar de Suporte em Cuidados Paliativos.
 Equipas Domiciliárias:
- Equipa de Cuidados Continuados Integrados;
- Equipa Comunitária de Suporte em Cuidados Paliativos.

Outros contextos de prestação de cuidados:


- Pré Hospitalar
- Clínicas, Farmácias, Centros de Diagnóstico e/ou Tratamentos;
- Lares de Idosos, Centros de Dia;
- Casa das Pessoas (mas também as Escolas/Empresas e outros contextos de
vida)

Quanto à natureza do acesso:


- Universal
- Instituições Públicas (ex: ACES e respetivas unidades, Hospitais);
- PPP (ex: Hospital Beatriz Ângelo);
- Convencionadas (ex: Centros de Hemodiálise)
- Restrito
- Unidades Hospitalares ou outras privadas (clínicas, consultórios,
exercício liberal);
- Unidades Hospitalares ou outras do Sector Social (ex: IPSS).

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Quanto às suas características:


- Hospital (aplica-se, em medidas diferentes, aos seus diferentes serviços e a
outras instituições/unidades)
 Vulnerabilidade acrescida (vivência de uma situação de doença);
 Ambiente agressivo, desconhecido, incompreensível por vezes
(linguagem, sons);
 Poder está na organização e nos profissionais (normas e rotinas, a
tomada de decisão, negociação);
 Vida condicionada (acessos, visitas e acompanhantes, vestuário,
comunicação com o exterior).
- Casa das pessoas
 Vulnerabilidade acrescida (vivência de uma situação de doença);
 Vida condicionada (acessos, dependência de outros, comunicação
com o exterior).
 Ambiente conhecido, por vezes dificultador (difícil mudar por
várias razões: económicas, pessoais…);
 Poder é mais “dividido”, o profissional “visita”, tem que adaptar.
Exige criatividade, negociação.

Continuum de cuidados
“Um sistema de cuidados integrados, centrado no cliente, composto pelos serviços e
mecanismos de integração que guiam e localizam o cliente no tempo, através duma
ordem compreensível e articulada de serviços de saúde, de saúde mental e de
serviços sociais que abrangem todos os níveis de intensidade de cuidados.”

Mudança de contexto de cuidados – uma experiência de transição situacional


A vivência do regresso a casa após um internamento ou o internamento num lar de
idosos, por exemplo, constituem experiências de transição vividas em simultâneo,
com outras de desenvolvimento ou de doença.

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Tratam-se por isso, de situações que acrescem vulnerabilidade e exigem a


intervenção do enfermeiro e uma preparação adequada (quer o internamento, quer
a alta, ou a transferência entre instituições).

Planeamento de alta/transferência
Aspetos a considerar:
 Precocidade na avaliação e nas intervenções (é preciso sensatez…);
 Trabalho em equipa (na avaliação de todas as dimensões presentes e nos
recursos existentes e na tomada de decisão);
 Participação do cliente, família e outros significativos na tomada de decisão
(sobre o momento e circunstâncias, garantir a adequação);
 Processo educativo (muitas vezes há alteração da condição de saúde da
pessoa);
 Comunicação eficaz e eficiente entre os serviços:
- Articulação (partilha de informação, circuitos eficientes e simples);
- Qualidade da informação (quantidade e adequação);
- Garantia de que a informação chega aos seus destinatários.

O papel do enfermeiro
Padrões de qualidade dos cuidados de enfermagem (OE 2001) dão a resposta:
 A satisfação do cliente
- O respeito pelas capacidades, crenças, valores e desejos da natureza
individual do cliente;
- O estabelecimento de parcerias com o cliente no planeamento do processo
de cuidados;
- O envolvimento dos conviventes significativos do cliente individual no
processo de cuidados;
- O empenho do enfermeiro, tendo em vista minimizar o impacto negativo no
cliente, provocado pelas mudanças de ambiente forçadas pelas necessidades
do processo de assistência de saúde.
 Readaptação funcional
- A continuidade do processo de prestação de cuidados de enfermagem;

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- O planeamento da alta dos clientes internados em instituições de saúde, de


acordo com as necessidades dos clientes e os recursos da comunidade;
- O máximo aproveitamento dos diferentes recursos da comunidade;
- A otimização das capacidades do cliente e conviventes significativos para
gerir o regímen terapêutico prescrito;
- O ensino, a instrução e o treino do cliente sobre a adaptação individual
requerida face à readaptação funcional.

Aprendizagens
 Conhecer os recursos de saúde, os diferentes ambientes/contextos onde se
prestam cuidados de enfermagem a clientes com doença aguda e ou crónica
e como se articulam e complementam;
 Compreender as características dos contextos e o seu impacto na experiência
de doença vivida pelas pessoas;
 Reconhecer o impacto do continuum de cuidados e a importância da garantia
da continuidade de cuidados;
 Considerar, no desenvolvimento do papel do enfermeiro, os padrões de
qualidade dos cuidados de enfermagem.

IMPACTO DA GESTÃO DE SINTOMAS NA PROMOÇÃO DO AUTOCUIDADO,


SEGURANÇA E CONTROLO EMOCIONAL DO CLIENTE/PESSOA

Gestão

Conceito
SINTOMA

Significado
Segurança

Consequências Importância Autocuidado Controlo


emocional

Experiência
Resposta

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Gestão de sintomas
➢ Sensações ou experiências que refletem mudanças nas funções
biopsicossociais da pessoa;
➢ Perceção do cliente que indica alteração física, emocional ou cognitiva;
➢ Indicadores de mudança no normal funcionamento experienciado pelo
cliente;
➢ Experiência subjetiva que reflete alterações no funcionamento
biopsicossocial, sensações ou na cognição individual
(Doddetal.,2001;Holzemer,1999);
➢ Natureza subjetiva, experienciada pelo indivíduo;
➢ Manifestados por indicadores comportamentais (ansiedade, vómitos);
➢ Por indicadores difíceis de avaliar objetivamente (fadiga, dispneia);
➢ Nem sempre facilmente detetados por outras pessoas, nomeadamente
profissionais de saúde;
➢ É possível identificar a contribuição da intervenção de enfermagem nos
resultados alcançados na pessoa alvo dos cuidados;
➢ Modelo de eficácia do pape lde enfermagem, baseado no modelo da qualidade
dos cuidados estrutura-processo-resultados desenvolvido por Donabedian,
que defende que é possível identificar os resultados sensíveis aos cuidados
em relação aos vários tipos de funções dos enfermeiros, nomeadamente
quanto à função autónoma (Doran,2002);
➢ A gestão efetiva de sintomas é considerada uma componente essencial da
prática dos cuidados de enfermagem para diferentes condições clínicas, mas
toma um caráter particular nas doenças crónicas (Sidani,2001). A natureza
debilitante e os efeitos desagradáveis dos sintomas sublinham a importância
da sua adequada gestão;
➢ Resultados que têm sido consistentemente considerados como sensíveis aos
cuidados de enfermagem existem os chamados clínicos, os quais incluem o
controlo e gestão de sintomas (Whiteetal.,2005);
➢ Os sintomas representam a razão mais frequente pela qual as pessoas
procuram os cuidados de saúde, pois constituem a sua principal preocupação
bem como dos prestadores de cuidados;

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➢ Caso os sintomas não sejam efetivamente controlados ou geridos podem ter


consequências devastadoras na pessoa, na família e no próprio sistema de
saúde.
Os enfermeiros têm funções autónomas e interdependentes.

Quadro concetual – experiência do sintoma


• Perceção subjetiva
Características demográficas (idade, género);
Variáveis socioculturais (crenças culturais e religiosas, valores);
Fatores psicológicos (características da personalidade, capacidade
cognitiva);
Variáveis relacionadas com a saúde e doença.
• Significado do sintoma - Características
Intensidade (grau experienciado);
Frequência, duração, natureza temporal (avaliação da ocorrência em relação
a outros eventos relevantes);
Impacto (padrão de incapacidade associado).
• Resposta à experiência -Componentes
Fisiológica- exacerbação dos sintomas experienciados ou desenvolvimento
de sintomas físicos reflexo de stress;
Emocional- alterações afetivas ou cognitivas que se revelam por incerteza
ou ansiedade;
Comportamental – gestão do sintoma (uso de estratégias).
• Consequências
Diferença entre situações agudas que podem ser geridas com sucesso, num
curto espaço de tempo, especialmente quando a causa do sintoma é
claramente identificada e o tratamento é efetivo e apropriado. O resultado
será a resolução do sintoma.
Doenças crónicas – são indicadores de alteração no estado de saúde ou no
seu funcionamento ou persistência da doença. Refletem ainda a exacerbação
de tratamentos com o quimio/radioterapia, entre outros – critérios para
modificação da dose ou descontinuação do tratamento.

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Intervenção de enfermagem ao cliente com doença aguda e/ou crónica

• Avaliação
Natureza multidimensional, validação de instrumentos de medida.

Teoria da Gestão de sintomas


É essencial perceber a experiência do sintoma, tentando perceber o que o influencia
e em que é que influencia a pessoa, para atingir os outcomes necessários.

Gestão de sintomas e autocuidado


Autocuidado – conceito central em enfermagem como recurso de saúde
• Preservar a sua identidade
• Manter um sentido de normalidade na sua vida diária
• Ser capaz de gerir eficazmente:
 a sua condição física e emocional
 impacto do tratamento
 Condição física – estratégias para prevenir e tratar efeitos
indesejáveis do tratamento – profissionais assumem a gestão do
bem-estar físico.
 Condição emocional – informação sobre estratégias a usar –
procura na internet – racionalizar – estratégias para distinguir
impacto físico e emocional.

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Autocuidado – conceito central em enfermagem como capacidade para a


manutenção da saúde
 Capacidades fundamentais
 Capacidade de poder – adquirir controlo sobre os seus objetivos pessoais
- 3 Dimensões: cognitiva, fisiológica e emocional
 Capacidade de desempenho
- Autogestão e o seu papel nas relações relativamente às questões de saúde.

Gestão de sintomas e segurança do cliente


A segurança do cliente tem sido definida como a ausência de lesões acidentais (Kohn
et al., 2000).
Grande parte da literatura tem operacionalizado a segurança do paciente em relação
a ocorrências adversas, que podem ser definidas como “lesões não intencionais ou
complicações que são causadas por gestão de cuidados de saúde, e não por doença
de base do paciente, e que levam à morte, invalidez no tempo de descarga ou
hospitalizações prolongadas” (Baker et al., 2004, p. 1678).
Os eventos adversos incluem: quedas, úlceras por pressão, erros de medicação,
infeções hospitalares, erros de tratamento e de mortalidade (American Nurses
Association (ANA), 1995; Pierce, 1997).
Embora os relatórios sobre eventos adversos examinem os erros e os problemas de
sistema que contribuem para eles, eles não exploram o papel da enfermagem na
segurança do cliente.
Como profissão a enfermagem é responsável por melhorar a saúde e promover
resultados de qualidade. Os resultados de segurança no cliente são uma componente
essencial da qualidade.
Buerhaus e Norman (2002) sustentou que os esforços para melhorar a qualidade
continuarão a moldar a prestação de serviços e que os enfermeiros precisam ser
informados sobre teorias, métodos e práticas de melhoria da qualidade.
“Para atingir este objetivo, aos enfermeiros vai ser exigido bons dados sobre as
medidas de qualidade”.
Tem havido uma ampla discussão sobre ocorrências adversas relativas à segurança
do cliente, como resultados sensíveis à enfermagem.

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Intervenção de enfermagem ao cliente com doença aguda e/ou crónica

Uma pesquisa em enfermagem sobre erros de medicação, infeções hospitalares,


quedas de pacientes, e úlceras por pressão poderão ser usados para explorar a
associação entre estes resultados e Enfermagem.
Fatores que influenciam os eventos adversos, incluindo as perceções sobre as
questões de erro e de sistema, e uma revisão da pesquisa empírica sobre a relação
entre variáveis estruturais de enfermagem e os eventos adversos são apresentados.
Qual o “estado da arte” em relação à enfermagem e efeitos adversos, quais os
resultados nos clientes e que recomendações podem ser feitas para futuras
orientações nesta área?

Erros de medicação
Um erro de medicação pode ocorrer em qualquer das três etapas: quando o
medicamento é prescrito, ao ser fornecido e quando ele é administrado.
Um erro de prescrição é o resultado de um médico que ordena a droga ou dosagem
incorreta, um erro de fornecimento é um erro cometido pelo pessoal da farmácia
ao distribuir medicamentos às unidades de enfermagem.
Um erro de administração ocorre quando uma enfermeira administra a droga de
forma incorreta (ANA, 1995).
Leape et al., (2000) revelou que 39% dos erros de medicação ocorreu na fase de
prescrição, 12% durante farmácia de manipulação, e 38% na fase de administração
pela enfermeira.

ALTERAÇÕES DA TEMPERATURA E DA PRESSÃO ARTERIAL


Termorregulação
 Febre
 Hipertermia
 Hipotermia
Pressão sanguínea
 Hipertensão
- Gravidez
 Hipotensão

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Febre
Elevação da temperatura corporal como resultado e uma alteração ao nível do
centro termorregulador localizado no hipotálamo: alteração do ponto de
regulação térmica.

Hipertermia
• Elevação da temperatura corporal acima do ponto de regulação térmica, mais
frequentemente secundária à ineficiência dos mecanismos de dissipação do
calor ou, menos frequentemente, por produção excessiva de calor com
dissipação compensatória insuficiente.
• Golpe de calor
• Hipertermia Maligna

Hipotermia
• Diminuição da temperatura corporal para valores inferiores a 35°C, classificada
em acidental (primária) ou secundária, consoante a ausência ou presença de
disfunção do centro termorregulador hipotalâmico, respetivamente.

Respostas
• Sistema Nervoso Central
- Respostas voluntárias de prevenção da hipo ou hipertermia: procura de
áreas mais quentes ou mais frias; remoção ou adição de roupas; diminuição
ou aumento da atividade
• Sistema Nervoso Autónomo
- Tónus vascular:
- Vasoconstrição vs vasodilatação
- Sudorese e FR
- Metabolismo celular: termogénese química
- Lipólise da gordura castanha: termogénese química
- Piloereção
• Sistema Nervoso Somático
- Contração muscular: termogénese muscular

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• Hipófise
- Hormona neuro secretora libertadora de tirotrofina -> hormona libertadora
de tiroxina (TSH) -> tirotoxina T4

Limites extremos de temperaturas toleráveis


• 65,5°C: ambiente completamente seco
• 34,4°C: ambiente com saturação de H2O de 100%
Febre
• Pirogéneos endógenos
- Inflamação
- Tumores
• Pirogéneos exógenos
- Infeções

Gestão não-farmacológica da febre

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Gestão farmacológica da febre

JBIEBNM (2001). Management of child with Fever, Best Practice (5) 5, p.6

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Hipertermia e Hipotermia
• Etiologia das síndromes de hipertermia
- Sobrecarga excessiva de calor
- Aumento da taxa metabólica
- Ausência ou deficiência de aclimatização
- Lesões do sistema nervoso central ou periférico
- Alterações dérmicas
- Drogas
• Fatores predisponentes de hipotermia
- Relacionados com a pessoa (roupa inadequado; extremos de idade;
imobilidade)
- Drogas (álcool, anestésicos, narcóticos, etc…)
- Estado de saúde (diabetes, hipopituitarismo, choque, etc.)

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Exercício de pensamento clínico

FEBRE

A Joana de 8 meses de idade recorreu ao centro de saúde por 2 episódios febris


de 38,5ºC que resolveram com a administração de paracetamol, 120mg per os,
em cada um dos episódios. Segundo a mãe as doses de paracetamol foram
administradas com 5 horas de intervalo, a última das quais há cerca de 2 horas. A
Joana está sorridente e aparentemente bem-disposta mas segundo a mãe tem-se
alimentado com menos apetite e em menor quantidade que o habitual, ficando
“rabugenta” e menos ativa durante os episódios febris.

Descreva os pressupostos subjacentes a:

• Mecanismos fisiológicos de regulação da temperatura nas situações febris.


• Abordagem não farmacológica da febre nas crianças
• Terapêutica farmacológica da febre

Com base na evidência, que intervenções pode o enfermeiro planear neste


momento?

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Exercício de pensamento crítico

HIPOTERMIA

O Sr. Joaquim Almeida, 73 anos deidade, desapareceu subitamente de junto da


sua mulher enquanto faziam compras no supermercado. Após 5 minutos de
buscas nas proximidades, foi comunicado o desaparecimento à PSP, com
indicação de que o Sr. Almeida sofre de doença de Alzheimer. Cerca de 12 horas
após o desaparecimento, o Sr. Almeida foi encontrado aproximadamente a 3 km
de distância da sua residência, sentado num banco de jardim, onde se presume
ter passado toda a noite. Estava consciente mas desorientado no espaço e no
tempo. Foi transportado para o Serviço de urgência e dos dados da avaliação
inicial destaca-se:

TA – 150/80

P – 100 ciclos/min disrítmico

Tax – 35ºC

Descreva os pressupostos subjacentes a:

• Mecanismos fisiológicos de regulação da temperatura nas situações de


hipotermia.
• Abordagem terapêutica da hipotermia

Com base na evidência, que intervenções pode o enfermeiro planear neste


momento?

Hipertensão arterial: conceitos


Pressão arterial sistólica ≥ 140 mmHg e/ou Pressão arterial diastólica ≥90 mmHg

Em três ou mais medições com intervalo ≥ 4/6h

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Mecanismos fisiológicos

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Hipertensão

Pré-Hipertenso

Intervenções não Intervenções


farmacológicas farmacológicas

Educação para a saúde


Controlar o peso IMC 18.5 - 24.9
Actividade física aeróbica regular –30 min caminhada/d
Reduzir sódio < 3g/d
Limitar ingesta de álcool
Dieta pobre Gorduras rica em vegetais e fruta
Adequar consumo potássio
Monitorizar PA

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Hipotensão: conceitos
Descida significativa da pressão arterial relativamente ao valor da pressão arterial
basal
• PA < 90-60 mmHg ou
• Diminuição brusca da PA ≤ 20-10 mmHg acompanhada de
 Tontura
 Síncope

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Hipotensão

Resposta
Indução de vascular
Hipovolémia
fámacos associada à
idade

HIPOTENSÃO ORTOSTÁTICA Anti--


‐hipertensores Diminuição
Diuréticos
complacência
Diaforese excessiva Vasodilatadores vascular
Perda líquidos Psicotrópicos
Perda mecanismos homeostáticos de Diuréticos
compensação volémia - acamados …

INTERVENÇÕES NÃO- FARMACOLÓGICAS


Tratamento
Deitar MI Elevados Farmacológico
Administração líquidos Vasoconstritores
Instruir sobre levante Retenção de sódio e água
Meias compressão

Hipertensão arterial na gravidez


➢ Classificar a patologia hipertensiva na gravidez
➢ Identificar fatores de risco para a mulher desenvolver patologia hipertensiva
na gravidez
➢ Definir hipertensão induzida pela gravidez, pré-eclâmpsia, eclâmpsia e
Síndrome de HELLP;
➢ Descrever o seu diagnóstico e tratamento;
➢ Descrever a intervenção de enfermagem na prevenção, diagnóstico,
vigilância e tratamento da grávida com hipertensão associada à gravidez;

Classificação da Hipertensão arterial na gravidez


HTA gestacional (transitória da gravidez)
HTA induzida pela gravidez
➢ Pré-eclâmpsia – Moderada Grave
➢ Eclâmpsia

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HTA crónica (pré-existente à gravidez)


HTA crónica agravada pela gravidez
➢ Associação à Pré-eclâmpsia
➢ Associação à Eclâmpsia
Síndrome HELLP

Diagnóstico
Pressão Arterial sistólica ≥ 140 mmHg e diastólica ≥ 90 mmHg
Aumento da pressão arterial sistólica ≥ 30mmHg
Aumento da pressão arterial diastólica ≥ 15mmHg
(acima dos valores iniciais da gravidez)

Acima dos critérios em duas observações com intervalo ≥ 4/6h

Hipertensão transitória na gravidez

A partir das 20s IG em mulher previamente normotensa


Proteinúria – Negativa
Normaliza até 10 dias pós-parto
Quadro benigno – bom prognóstico

Intervenções de enfermagem

VIGILÂNCIA
VIGILÂNCIA MATERNA PROMOÇÃO DO BEM-ESTAR
FETAL
Sinais clínicos Promoção do repouso
AFU
Parâmetros laboratoriais Promoção do relaxamento
ABCF
Sintomas subjetivos Dieta equilibrada,
CTG diversificada, hipossalina
Ecografia

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Hipertensão crónica: essencial ou secundária


➢ Pré-existente à gravidez
➢ Manifestação antes das 20s IG
➢ Persistência no pós-parto

Prognóstico:
➢ Ligeira – Bom
➢ Grave – Reservado
➢ Com compromisso da função renal – Incompatível/ Desaconselhar

Hipertensão crónica

Intervenções de enfermagem

Vigilância Vigilância Tratamento


fetal Promoção do bem-estar
materna farmacológico

Sinais Promoção de repouso


AFU Promoção de relaxamento
clínicos Suspensão
ABCF Dieta equilibrada, diversificada
Parâmetros ou
CTG e hipossódica
laboratoriais revisão
Ecografia Controlo do peso
Eletrocardiog terapêutica*
Movimentos rama Cessação do consumo de café, tabaco
fetais e álcool
Fundoscopia

Hipertensão crónica agravada pela gravidez


➢ HTA crónica com Pré-eclâmpsia/Eclâmpsia sobreposta
➢ Define o aparecimento de Pré-eclâmpsia/Eclâmpsia em grávidas com HTA
crónica
➢ Aumento da TA
➢ Presença de proteinuria

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Hipertensão crónica induzida/agravada pela gravidez

A partir das 20s IG em mulher previamente normotensa


Normaliza até 6s pós-parto
Hipertensão arterial
Proteinúria Eclâmpsia
Pré-Eclâmpsia
Edemas

Moderada Grave
Convulsões em grávidas com
pré-eclâmpsia, antes
ou durante o parto ou nas
primeiras 48h após o parto,
desde que excluídas outras
causas neurológicas

Fatores de risco
• Nulíparas • Diabetes insulinodependente
• Baixo nível socioeconómico • Hipertensão preexistente
• Cuidados pré-natais • Doença renal crónica
deficientes • Gravidez gemelar
• Extremos da idade fértil <18 e • Hidrâmnios
> 40 anos • Hidropesia fetal
• Antecedentes familiares de PE‐ • Mola hidatiforme
E

Etiologia
 Genética: maior incidência em familiares diretas de mulheres com PE
 Imunológica: reação aos antigénios paternos do trofoblasto
 Placentária: ausência de dilatação das artérias espiraladas no decurso da
gestação

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Fisiopatologia

Ausência de Dilatação das Artérias Espiraladas

Vasos de alta resistência

Baixa Perfusão e Hipoxia Placentar

Disfunção endotelial e vaso-espasmo

Repercussão na circulação sistémica

Lesão de múltiplos órgãos (OA)

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Fisiopatologia

Cefaleias; alterações
Vasoespasmo  Hipertensão arterial
visuais; convulsões
 Diminuição da perfusão cerebral
Arteriaolar
 Diminuição da perfusão uterina RCIU; Hipoxia fetal; DPPNI
 Alterações da coagulação (consumo de plaquetas e
fibrinogénio) Redução da volémia (aumento do
Lesão endotelial hematócrito, edema)
 Lesão glomerular → proteinúria; oligúria
 Alterações hepáticas → dor no quadrante superior direito,
epigastralgia; aumento das transaminases

Síndrome de HELLP
H-hemólise
EL – elevado nível de enzimas hepáticas
LP – Baixo nível de plaquetas

Critérios de hemólise (Sibai, 1990)


 Esfregaço de sangue periférico anormal (presença de esquizócitos)
 Elevação da bilirrubinemia (≥1,2mg/dl)

Critérios de disfunção hepática (Sibai, 1990)


 SGOT> 70 U/l
 LDH> 600
 SGPT aumentado

Critérios de redução de plaquetas (Sibai, 1990)


 Plaquetas < 100.000/ml

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Manifestações
Sintomas:
 Mau estar generalizado
 Dor epigástrica ou hipocôndrio direito
 Náuseas e vómitos
 Fadiga, fraqueza, anorexia
 Aumento ponderal significativo
 Dor no ombro
Sinais:
 Trombocitopenia
 Aumento do hematócrito
 Diminuição da hemoglobina
 Hiperbilirrubinémia
 Presença de esquizócitos
 Aumento das transaminases

Tratamento (HIG)
Definitivo
Parto
Instituição de medidas de suporte:
 Gravidade do estado clínico materno
 Idade gestacional
 Bem-estar fetal
Impedir o agravamento da situação – evitar complicações graves
Melhorar a condição materna e fetal

Prevenção
Identificação de fatores de risco – Identificação manifestações precoces
Consulta de Enfermagem na Vigilância Pré-natal

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Anamnese/Entrevista:
 Identificação de fatores de risco
 Pesquisa de antecedentes familiares da HTA
 Pesquisa de antecedentes pessoais de HTA
 Pesquisa de antecedentes obstétricos de HIG
Pesquisa de sintomatologia sugestiva: cefaleias, epigastralgias, perturbações
visuais, mau estar generalizado

Exame físico:
 Avaliação do peso
 Avaliação de edemas
 Avaliação da TA
 Avaliação da proteinúria
 Avaliação da AFU
 Avaliação da FCF
Avaliação Laboratorial: hemograma, estudo da coagulação, função hepática e renal

Educação para a saúde:


 Cumprimento do esquema de vigilância
 Implementar medidas corretivas
 Conhecimento de sinais de alerta
 Indicações para recorrer aos serviços de saúde

Profilaxia nas grávidas de maior risco: (eficácia pouco demonstrada)


 AAS (1-‐‐2mg/Kg/dia)
 Carbonato de Cálcio (2g/dia)
 Magnésio

Cuidados em ambulatório
Envolvimento de uma pessoa de referência que acompanhe a grávida, capacitada e
informada sobre a situação e sobre os sinais de agravamento
 Abstinência Laboral
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 Repouso Relativo – preferir DLE


 Avaliação do Peso
 Avaliação da TA
 Recomendar dieta fracionada, normossalina, normoproteica
 Cumprimento do esquema terapêutico
 Vigilância Clínica e Laboratorial
 Vigilância do estado fetal: Ecografia, Cardiotocografia, Contagem de Cardiff
 Informação sobre os sinais de agravamento da doença e que requerem
recurso imediato à urgência hospitalar:
➢ Elevação da TA
➢ Alterações do estado de consciência
➢ Cefaleias persistentes /
➢ Alterações visuais
➢ Epigastralgias /Náuseas e Vómitos
➢ Hemorragia Vaginal
➢ Diminuição dos Movimentos Fetais
 Apoio emocional da grávida, casal e família

Cuidados hospitalares
Avaliação materna:
➢ TA ➢ Avaliação laboratorial
➢ Peso ➢ Ecografia hepática
➢ Edemas ➢ ECG
➢ Função renal ➢ Fundoscopia
➢ Sinais de trombocitopenia

Promoção do bem-estar materno:


➢ Repouso no leito ➢ Fluidoterapia
➢ Proteção de estímulos externos ➢ Profilaxia de convulsões
➢ Dieta = Suplemento de ferro

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Avaliação fetal:
➢ CTG intermitente ➢ Movimentos fetais
➢ AFU ➢ Ecografia
➢ Tónus basal

Promoção do bem-estar fetal:


➢ Administração de corticoides

Pré-Eclâmpsia grave/HELLP: Cuidados hospitalares


Avaliação materna:
➢ Rácio 1:1 ➢ Sinais de trombocitopenia
➢ Monitorização contínua SV ➢ Avaliação laboratorial
➢ Monitorização ➢ Ecografia hepática
➢ PVC ➢ ECG
➢ Função renal ➢ Fundoscopia

Promoção do bem-estar materno:


➢ Proteção de estímulos externos ➢ Manutenção do débito urinário
➢ Terapêutica anticonvulsivante ➢ Corticoterapia
➢ Terapêutica antihipertensora ➢ Derivados do sangue
➢ Fluidoterapia

Avaliação fetal:
➢ CTG contínuo
➢ Ecografia

Promoção do bem-estar fetal:


➢ Administração de corticoides

Eclâmpsia: Cuidados hospitalares


VIGILÂNCIA CONTÍNUA - Rácio de 1:1
➢ Observar as características da convulsão

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➢ Posicionamento em DLE
➢ Elevar cabeceira da cama a 30°
➢ Manter vias aéreas permeáveis:
 Aplicação de tubo Mayo
 Aspiração de secreções
➢ Oxigénio A 3L/m
➢ Esvaziamento gástrico SOS
➢ Administração de terapêutica:
 Sulfato de magnésio
 Antihipertensores
➢ Observar resposta da FCF à convulsão
➢ Observar resposta tocológica à convulsão

Sulfato de magnésio
Objetivo:
 Promove a melhoria da circulação cerebral
 Promove a descida da TA (moderado efeito vasodilatador)

Administração:
 Início após a admissão
 Términos até 24H após o parto – pode prolongar-se até 72H

Dosagem:
 Dose de impregnação: 4gr EV lento, em bólus 5/10’
 Dose de manutenção: 2gr EV/h perfusão contínua (40gr em 1000ml Dext.5%
em água a 50ml/h)

Regulação da administração:
 Níveis séricos
 Reflexo patelar – claramente presente
 Frequência respiratória

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5-10mEq/L – Alterações no ECG,


dispneia, mal-estar 10-12mEq/L – Ter disponível o antídoto
Hiporreflexia
Gluconato de cálcio 1g
> 12mEq/L – Insuficiência. Respiratória
(10ml da solução a 10%) IV lento (3’)
> 15mEq/L – Paragem cardíaca

Pós-parto
Cuidados diferenciados 12-24 horas:
➢ Monitorização TA/PVC
➢ Diurese
➢ Balança hídrico
➢ Vigilância das perdas hemáticas

Terapêutica:
➢ Perfusão sulfato de magnésio 24-48 horas
➢ Terapêutica antihipertensiva
➢ Corticoterapia 24-48 horas (inicia desmame)

Vigilância laboratorial

Alta pós-parto:
A partir do 5º dia, se:
➢ TA controlada (com terapêutica?)
➢ Trombocitopenia em regressão
➢ Vigilância de TA
➢ Consulta de Follow‐up 6 e 12 semanas

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INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM À PESSOA COM PERTURBAÇÕES DO


HUMOR – DEPRIMIDO E EUFÓRICO

Definição: São doenças cuja principal alteração é o humor, que se pode apresentar
deprimido ou elevado.

Espetro do humor: No estado de depressão, o humor vem muito abaixo daquilo que
é normal. A Distimia é um estado de irritabilidade, e a hipomania não é tão elevada
do que aquilo que é considerado mania.

Depressão: é um diagnóstico médico

Distimia: alterações do humor que oscilam acima e abaixo da linha de humor


normal num determinado intervalo de tempo.

Hipersónia: aumento da sonolência

Insónia:
 Distal – a pessoa adormece mas depois acorda não conseguindo voltar a
dormir

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 Inicial – mais relacionada com a ansiedade

Semiologia do humor
• Intensidade e duração desproporcionada ao estímulo que o provoca;
• Tristeza intensa e mantida (vital…);
• Sentimentos de desvalorização, desesperança, desespero, pessimismo,
anedonia (incapacidade de sentir prazer), lentificação psicomotora.

Elação do Humor
Hipomania:
• Elevação do humor;
• Otimismo extremo;
• Sensação de bem-estar intenso ou êxtase;
• Insónia, diminuição do apetite, comportamentos de risco para o próprio ou
outros.
Mania:
• Aumento da intensidade e duração das anteriores;
• Desorganização mental e comportamental;
• Pensamento com ideias delirantes;
• Perceção com alucinações.

Estado Misto:
• Presença de sintomas depressivos e elação do humor em simultâneo ou com
curto diferença temporal;
• Agressividade e irritabilidade marcadas.

Perturbação depressiva
Existe um conjunto de sinais que caracterizam uma pessoa com perturbação
depressiva, nomeadamente o seu comportamento não-verbal. Estas pessoas
recolhem-se sobre elas próprias muitas vezes, adotam uma postura fetal como se
estivessem numa concha, isolando-se dos demais.

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Intervenção de enfermagem ao cliente com doença aguda e/ou crónica

TRISTEZA DEPRESSÃO
Pode existir ou não um fator
Presença de um fator desencadeante
desencadeante

Resposta compreensível Resposta incompreensível ou inadequada

Duração desproporcionada em relação ao


Duração ajustada ao estímulo
estímulo
Não apresenta sintomas físicos Apresenta sintomas físicos
Rendimento pouco afetado Rendimento muito afetado

A presença de sintomas depressivos passa a ser considerada como doença no


momento em que os sintomas interferem com a vida da pessoa nos vários domínios:
profissional, intelectual e interpessoal. Implicando um progressivo isolamento
social.

Perturbação depressiva major - Critérios diagnósticos (DSM-IV-TR):


• 1 ou mais episódios depressivos major
• Humor deprimido ou anedonia
• Mais de duas semanas de duração
• + 4 outros sintomas depressivos

Sintomas depressivos: alteração peso/apetite, alteração do sono, alteração do


padrão motor, fadiga/anergia, desvalorização/culpa, alteração
concentração/decisão e pensamentos recorrentes morte/ideação suicida/tentativa
de suicídio.

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Intervenção de enfermagem ao cliente com doença aguda e/ou crónica

Depressão

Diagnósticos e Intervenções de Enfermagem

Focos de atenção

Diagnóstico Enfermagem:
 Autoestima diminuída (duvida das suas capacidades)
 Sentimentos de impotência (sente-se incapaz)
 Risco de suicídio / autoagressão (vazio e sem projeto)

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Intervenção de Enfermagem para a pessoa com humor deprimido

(foco) Auto estima (juízo) diminuída


Critérios de diagnóstico:
 Expressões de desamparo, inutilidade culpa e vergonha
 Hipersensilbilidade à crítica
 Olhar evitante
 Postura encurvada/fechada
 Isolamento social
 Postura pessimista e negativista
 Deficit autocuidado

Intervenções de enfermagem:
 Determinar metas realistas
 Estimular o exame da perceção de si próprio
Demonstrar
 Examinar o impacto das relações interpessoais disponibilidade/
 Estimular o contacto visual e toque adequado de passar tempo
com o utente
 Estimular o cuidado pessoal
 Reforçar positivamente / procurar os potenciais

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(foco) Sentimentos de Impotência (juízo) presente


Intervenções de enfermagem:
 Estimular o estabelecimento de objetivos e tomada de decisão relativa ao
autocuidado
 Assegurar metas realistas e exequíveis pelo utente (evitando a frustração)
 Encorajar a verbalização de sentimentos relativo a situações que não se
sente capaz de controlar.

Critérios de diagnóstico:
 Dependência
 Avolia – prejuízo na vontade de querer
 Expressões verbais de não ter controlo / não ser capaz
 Dificuldade em tomar decisões

(foco) Risco de suicídio / autoagressão (juízo) presente


Intervenções de enfermagem:
 Averiguar ideação suicida (procurar apurar ideias e plano eventual;
perguntar – o interdito)
Atenção à falsa
 Criar e manter ambiente seguro – retirar potenciais objetos conceção de
 Vigilância permanente, não previsível e discreta “chamada de
atenção”
 Estimular a verbalização de sentimentos de hostis / raiva
 Estimular a prática de exercício físico / atividades expressivas.

Critérios de diagnóstico:
 Sentimentos de inutilidade / vazio
 Ausência de projeto de vida
 Raiva dirigida a si
 Ideação suicida (pode ser verbalizada ou não)
 Presença de plano e meios

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Efeitos secundários antidepressivos


Dependendo do grupo
 Apetite - diminui /aumenta
 Peso - diminui/aumenta
 Tonturas
 Xerostomia
 Sonolência
 Hipotensão
 Alterações gastrointestinais
 Cefaleias

Atuação dos Antidepressivos


 Início da resposta terapêutica em 2-3 semanas
 Melhoria gradual e faseada dos sintomas
 1ª Etapa – melhoria do sono, energia e interesse (nesta etapa há mais risco
de suicido – aumentar vigilância!)
 2ª Etapa – melhoria da tristeza, desesperança, culpa e ideação suicida

Perturbações Psicopatológicas do Puerpério


Os meses que se seguem ao nascimento de um bebé, são um período de elevado risco
para a saúde mental da mulher (Parry,1999).
Isto porque a mulher tem de se adaptar a um conjunto de mudanças a nível:
BIOLÓGICO
PSICOLÓGICO
CONJUGAL
FAMILIAR
Que podem resultar em desequilíbrio, ou em desenvolvimento e aquisição de novas
competências psicológicas e sociais.

Incidência das perturbações pós-parto


 Disforia pós-parto, 26% a 85% (Stein, 1981; O´Hara et al., 1990)

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 Depressão pós-parto,10% a 20% (Wisner et al., 1994)


 Psicose pós-parto, 0.1% a 0.2% (Cohen et al., 1995)
 Perturbações de ansiedade pós-parto (Wisner et al., 1993)

Blues pós-parto
Definido como uma forma breve e moderada de perturbação do humor, que surge
em estreita relação temporal com o parto, num número muito elevado de mulheres,
em consequência de alterações hormonais decorrentes do nascimento e aleitamento
do bebé, tendo essencialmente um carácter transitório e benigno.

Características clínicas da disforia pós-parto (Blues Pós-Parto)


Carvalho, Murta, Monteiro, 1999
 Início: 1ª semana do puerpério (pico no 5º-7º dia)
 Duração: 10 a 15 dias
 Sintomas: labilidade emocional, ansiedade, choro fácil, irritabilidade,
insónia e alterações do apetite e da memória, ocorre desinteresse pelo
recém-nascido e pelo companheiro
 Fatores de risco: acontecimentos de vida recentes, antecedentes pessoais
ou familiares de depressão, sintomas depressivos na gravidez
 Evolução: 80% resolvem na 2ª semana e 20% evoluem para depressão pós-
parto

Depressão Pós-Parto (B. Figueiredo in Canavarro, 2006)


 Perturbação do humor num elevado nº de mulheres
 Incidência: 10 a 20%
 Quase sempre entre o 2º e o 3º mês pós-parto (75%)
 10ª Semana é o “pico” (maior nº de mulheres) - importância do DESPISTE
 Escala de Depressão Pós-parto de Edimburgo (EPDS).pdf
 10% justificam internamento

Características clínicas da depressão pós-parto


 Início: 50% na 1ª semana do puerpério

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 Diagnóstico: 80% entre o 3º e 9º mês


 Sintomas: sintomas de depressão major, preocupação obsessiva com a
saúde da criança e sentimentos de incapacidade de desempenho do papel de
mãe
 Fatores de risco: Sintomatologia depressiva na gravidez, história de
depressão ou de depressão pós-parto, história familiar de perturbações
afetivas, companheiro abandónico, conflito conjugal, gravidez não planeada,
perda/luto, parto prematuro

Depressão Pós-Parto (B. Figueiredo in Canavarro, 2006)


 Tristeza
 Ansiedade
 Irritabilidade ou tensão
 Retração e pessimismo
 Por vezes ideias suicidas
 Reclusão
 Perda da vitalidade
 Somatizações: anorexia, insónia, …
 Temática
 Depressão que se desenvolve em torno do papel materno e do bebé
 Diminuição do desejo sexual Normal
após o
 Alteração do padrão de atividade sexual
parto, mas
aqui é mais
intenso

Psicose Puerperal (B. Figueiredo in Canavarro, 2006)


 Situação grave
 Nº reduzido de mulheres
 Consequências graves para a mulher e criança

Características clínicas da psicose pós-parto


 Início: em geral abrupto, 2º-3º dia do puerpério
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 Duração: semanas a meses


 Sintomas: sintomatologia típica da perturbação bipolar mista ou maníaca
com sintomas psicóticos, eventualmente com ciclos rápidos, associada a
pensamentos de agredir a criança
 Fatores de risco: história psicose (> perturbação bipolar 20-50%), psicose
pós-parto (> nos últimos 2 anos), depressão, primiparidade, história familiar
de doença bipolar

Psicose Puerperal (B. Figueiredo in Canavarro, 2006)


 Surge repentinamente
 Habitualmente precedido de 1 ou 2 noites de insónia
 Estado confusional agudo

Psicose Puerperal (B. Figueiredo in Canavarro, 2006)


Sintomas mais frequentes:
 Confusão
 Insónia
 Desorientação
 Agitação
 Comportamentos bizarros
 Ideias de referência
 Alucinação

Psicose Puerperal (B. Figueiredo in Canavarro, 2006)


 Não associado com variáveis de ordem psicossocial (exceto primiparidade)
 Mais frequente em mulheres com problemas psiquiátricos prévios
(sobretudo doença bipolar)
 Grande alteração dos cuidados ao bebé
- Sérias consequências para o desenvolvimento
- Risco de infanticídio é elevado
- Em quadro delirante pode levar à morte conjunta da mãe e do bebé

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INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM NO CONTROLO EFICAZ DO REGIME


TERAPÊUTICO

Adesão Terapêutica
Grau ou extensão em que o comportamento da pessoa, em relação à toma de
medicamentos ao cumprimento da dieta e alteração de hábitos ou estilos de vida,
corresponde às instruções veiculadas por um profissional de saúde (WHO, 2003).
 Porquê? Doenças Crónicas: HTA; Hipercolesterolémia; Diabetes Mellitus;
Insuficiência Renal; Doente Transplantado; HIV/SIDA; ASMA. Doença
Infeciosa Aguda: Tuberculose; Infeção Estomago – Helicobater pylori. Ciclo
Vital - Pessoas idosas.

Importância para a Enfermagem - Estabelecer parcerias com os indivíduos e


as famílias para promover a adesão ao tratamento
Os ganhos em saúde para o cliente exigem regimes de tratamento efectivo e a adesão
a estes regimes. A adesão ao tratamento envolve actividades do cliente. Actividades
de adesão incluem:
 Tomar os medicamentos de forma apropriada;
 Marcar consultas de cuidados de saúde e comparecer às mesmas;
 Fazer mudanças no estilo de vida, incluindo na dieta, exercício, cessação do
tabagismo e gestão do stress,
 Autogestão de outros comportamentos que melhoram a saúde e os
resultados dos cuidados. (who,2003)

Taxas de Adesão
Nos países desenvolvidos, em terapias de longo prazo, na população geral, a adesão
é de cerca de 50% e muito mais baixa nos países em desenvolvimento (WHO, 2003).

 88.3% - Infeção HIV


 76.6% - Doença cardiovascular
 67.5% - Diabetes mellitus

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 58% - Doentes com psicoses


Não Adesão
 Implicações na Saúde individual
 Complicações clínicas e psicossociais
 Menor controlo na gestão da doença
 Custos sociais e económicos elevados
 Principal causa sub-optimização de resultados clínicos
 Desperdício de recursos de saúde

Se a adesão falhar!
Consequências para a Pessoa: Estimular a adesão à
 Aumento da hospitalização medicação é um dos
 Diminuição da Qualidade de Vida pilares da gestão da
 Morte do doente doença crónica.
 Aumentam os custos com a saúde

Importância da adesão nas pessoas idosas


Não adesão nos idosos é responsável pelo aumento da probabilidade do insucesso
da terapêutica por complicações evitáveis, aumento da morbilidade e mortalidade e
por aumento dos gastos com a saúde (Hughes,2004).Gestão eficaz da medicação
pode prevenir a progressão da doença e promover bem-estar.

Gestão da Medicação nas Pessoas Idosas


As pessoas idosas com múltiplas doenças crónicas requerem cuidados de suporte,
domínio de auto-cuidado, manutenção das funções vitais e prevenção de futuras
deficiências (Lubkin,1999).
Polimedicação  Gestão de medicamentos na pessoa idosa  Adesão à Terapêutica
Medicamentosa

Porque não aderem os idosos


 Não compreender ou interpretar erradamente as instruções
 Esquecer de tomar o remédio

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 Sofrer reacções adversas (o tratamento pode ser considerado pior que a


doença)
 Negar a enfermidade (rejeitando o diagnóstico ou o seu significado)
 Não acreditar que o medicamento pode ajudar
 Temer consequências adversas ou tornar-se dependente do medicamento
 Preocupar-se com as despesas
 Ser indiferente a seu estado de saúde
 Ter dificuldade em engolir comprimidos ou cápsulas, ter problemas com a
abertura de frascos, considerar o plano terapêutico inconveniente, ser
incapaz de obter o medicamento.

Fatores de Adesão

Sóciodemográficos Económico Clínicos


• Idade • Classe social •Tipo de doença
• Raça • Tipo de assistência •Gravidade e duração da
doença
• Sexo na saúde •Número de doenças
• Ocupação • Custo da medicação associadas
• Nível educação e dos cuidados de •Frequência do uso dos
saúde serviços de saúde
• Educação para Saúde •Satisfação dos doentes
• Rendimento do
com os serviços de saúde
doente
•Qualidade dos cuidados

Comportamentais

•Interacção doente-
profissional de saúde
•Conhecimento do doente
•Compreensão e crenças
face à doença ou doenças e
medicamentos
•Conhecimento e crenças do
cuidador

Fatores de Não Adesão


 Medicação
o Número de medicamentos

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o Tipo de medicamentos
o Regime de doses
o Tipo de embalagem
o Sistema de distribuição medicamentosa
o Uso de ajudas de adesão. Caixas dispensadoras
o Regime terapêutico
o Reacções adversas

Como medir a adesão


Não há um gold standart

Adesão total – 100%   Não Adesão total – 0%%


Métodos directos Métodos indirectos

• Autorrelatos
• Doseamento fármacos • Contagem de comprimidos
• Observação da terapêutica (TOMA • MEMS – (Medication-Events-
ASSISTIDA – TOD toma Monitoring-System)
observação direta) • Registos Farmacêuticos
• Diários do doente
• Registos de Enfermagem

Como aumentar a Adesão


 Sistema de cuidados
o Cuidados aos doentes
o Registos manuais e electrónicos
o Acesso aos Cuidados
o Ambiente de Cuidados
 Prestador de Cuidados
o Competências de comunicação
o Suporte comportamental
 Doente
o Literacia em saúde
o Educação

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o Nível socioeconómico

Adesão Terapêutica - Como intervir?


 Aumento de 4% a 11% nas taxas de adesão com intervenção dos
profissionais de saúde
 Intervenções multidisciplinares (médicos, enfermeiras, farmacêuticos,
assistentes sociais, dietistas/nutricionistas, psicólogos ….)
 Colaboração interdisciplinar
 Avaliar o Idoso - quem prescreve, o que tem prescrito, características
psicossociais, comportamentais e financeiras …….
 Coordenação na eficiência e segurança no uso de medicamentos pelos idosos
 A medicação não pode ser vista isoladamente
 As características da pessoa são determinantes
 No idoso os cuidadores informais são fundamentais

Intervenções Educacionais
Administração de informação
 Oral
 Escrita
 Audiovisual e ou informática
 Programas de educação individuais
 Programas educacionais em grupo

Intervenções Comportamentais
 Memorandos
o Embalagens especiais (empacotamento da medicação em embalagens
individuais com a inscrição do dia da semana e horário)
o Informação visual sobre a toma da medicação
o Caixas de contagem e distribuição de medicação
o Alertas para a adesão à medicação
o Alertas para a aquisição de receituário para manutenção do esquema
proposto (carta oral telefónico computador)

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 Promoção autocuidado
 Monitorização
 Aumento da comunicação e aconselhamento
o Direto (interação doente/profissional de Saúde)
o Seguimento direto por via telefónica
o Mensagens telefónicas automáticas
o Mensagens geradas automaticamente por computador
o Intervenção familiar
 Simplificação dos esquemas terapêuticos
o Diminuição do número de doses medicamentosas
o Diminuição do número total de medicamentos
 Envolvimento dos doentes no seu tratamento
o Auto monitorização da doença (glicemia, tensão arterial, função
respiratória)
o Autoadministração do tratamento

Literacia em saúde
O enfermeiro Educador para a saúde, a intervenção complexa no controlo eficaz do
regime terapêutico.

Intervenções de enfermagem - Ajuda na Gestão da medicação


Diagnostico: Controlo Eficaz do Regime Terapêutico Definição da Intervenção
(p.264) Facilitação/ajuda do uso seguro e eficaz dos medicamentos prescritos e
over-the-counter(OTC)/MNSRM

Atividades:
 Discussão sobre condições financeiras para adquirir os medicamentos
 Determinar quais as capacidades/habilidades para auto gestão da medicação
 Monitorizar a eficácia dos medicamentos
 Monitorizar sinais e sintomas de reações adversas
 Monitorizar interações medicamentosas
 Monitorizar adesão ao regime medicamentoso

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Intervenções de enfermagem - Reconciliação Terapêutica


Definição da Intervenção: Comparação dos medicamentos do doente na admissão,
transferência e / ou alta para assegurar a exatidão da medicação e segurança do
paciente.

Atividades:
 Obter a história da medicação completa
 Documentar o nome do medicamento, dose, frequência, via de administração
 Comparar a medicação prescrita com a medicação que o doente fazia
anteriormente
 Avaliar as razões das discrepâncias

Resultados de Enfermagem Adesão à medicação


 Satisfação do doente
 Distress psicológico
 Auto cuidado
 Comportamento de Aceitação
 Comportamento de adesão
 Conhecimento do regime terapêutico
 Controlo de sintomas
 Participação familiar no cuidado profissional
 Participação na tomada de decisões sobre os cuidados de saúde
 Autocontrole da doença cardíaca
 Autocuidado na medicação não parenteral
 Resposta á medicação

Homem adulto com doença cardíaca


Diagnósticos de Enfermagem e resultados: Não-adesão à medicação, Não-adesão ao
regime de exercício, Falta de esperança e Ansiedade.
Intervenções de Enfermagem: Avaliar a atitude relativamente ao regime, Avaliar a
atitude relativamente à doença (processo patológico), Ensinar acerca da doença –
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ansiedade, depressão e doença cardiovascular, Demonstrar técnica de relaxamento,


Avaliar a resposta psicossocial às instruções, Promover a esperança, Promover o
apoio social e Reforçar a adesão.

Mulher idosa com diabetes


Diagnósticos de Enfermagem e resultados: Rendimento inadequado, Falta de apoio
da família, Falta de apoio social, Não-adesão à medicação e Não-adesão à dieta.
Intervenções de Enfermagem: Ensinar acerca da doença – diabetes Ensinar acerca
da medicação, Ensinar acerca da nutrição, Avaliar a resposta psicossocial às
instruções acerca da medicação, Avaliar a resposta psicossocial às instruções acerca
da nutrição, Reforçar a adesão, Promover o apoio social, Colaborar com o assistente
social e Facilitar a recuperação financeira.

Avaliação das Intervenções de Enfermagem no regime terapêutico


1. Indique a definição de Adesão
2. Indique fatores de Adesão
3. Indique como se mede Adesão
4. Indique intervenções que promovam a adesão terapêutica
5. Indique resultados que promovam gestão eficaz do regime terapêutico

REABILITAÇÃO
Reabilitação
• A ciência e a arte da gestão dos obstáculos potencialmente geradores de
desvantagem. Hesbeen, 2001
• Mudança de paradigma
o Pessoa com deficiência OMS 1980

o Pessoa com incapacidade OMS 2001

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Funcionalidade
• Funções orgânicas – designam as funções fisiológicas dos sistemas orgânicos
e as funções psicológicas.
• Estruturas anatómicas – designam as partes do corpo humano, tais como os
órgãos, os membros e os seus componentes.

Atividade e participação
• Atividade – execução de uma tarefa ou aquilo que representa para a pessoas
fazer qualquer coisa.
• Participação – tomar parte numa situação da vida real.

Incapacidade
• Resulta da interação da pessoa com o meio ambiente. É influenciada positiva
ou negativamente por fatores contextuais.
• Pode traduzir-se em (desvantagens):
o Limitações de atividade;
o Restrições à participação.

Fatores contextuais
• Ambientais (externos à pessoa):
o Físico
o Social
o Comportamental
• Pessoais:
o Características individuais (género, idade, personalidade, aptidões,
outros problemas de saúde, condições físicas, estilo de vida/hábitos,
educação/instrução, profissão, experiências anteriores…)
• Podem influenciar:
o Desempenho enquanto membro da sociedade; Uma função orgânica
ou uma estrutura anatómica.
Obstáculos
• Ambiente físico:

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o O ambiente urbano;
o A arquitetura da casa;
o O posto de trabalho;
o O vestuário, equipamento…
• Ambiente humano:
o O olhar dos outros, as discriminações, comportamentos
superprotetores/infantilizantes, brincadeiras/troças…
• Ambiente administrativo:
o Burocracia, mudanças frequentes, ajudas tardias ou insuficientes,
legislação inadequada…
• Fatores pessoais:
o Motivação, esperança, autoimagem, agressividade, passividade

Reabilitação
• Materializa-se:
o Reeducação funcional
o Reinserção social
o Reintegração escolar ou profissional

Outros termos relacionados


• Adaptação
• Dependência/Independência
o Física
o Continuum no ciclo de vida
• Autonomia (tomada de decisão)

Reabilitação
• A pessoa e o seu projeto;
• Ajudar sem substituir;
• Preparar para a melhor qualidade de vida possível mesmo quando as
capacidades são reduzidas ou o horizonte não é muito alegre.

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Reabilitação – um processo de transição

Mudança Compromisso Consciência

Acontecimentos
Diferença Duração
críticos

Sinais de progresso no processo de transição (indicadores de processo)


• Padrão de resposta
o Interagindo
▪ Com os seus próximos ou cuidadores por ex.
o Sentir-se ligado
▪ Relações anteriores
▪ Novas relações
▪ Profissionais
o Situando-se no
▪ Tempo
▪ Espaço
▪ Relações
o Desenvolvendo confiança e “coping”
▪ Compreensão da situação
▪ Desenvolvimento de estratégias de gestão da situação
o Reformulação da identidade
▪ Integrando a experiência de transição

O cuidador
• Recurso e alvo de cuidados;
• Pode exigir a alteração do seu papel familiar;
• Participação na tomada de decisão.

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Aprendizagens
• Compreender o conceito de reabilitação e outros conceitos associados;
• Descrever o processo de reabilitação, identificando as suas características e
os indicadores de progresso e de resultados;
• Reconhecer o papel dos cuidadores na reabilitação das pessoas ao longo do
seu ciclo de vida.

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INTERVENÇÃO DE ENFERMAGEM À PESSOA COM HUMOR EUFÓRICO

Situação/Problema
João, 20 anos, solteiro, natural do Brasil, estudante do 12º ano profissionalizante.
Está internado por insónia total há 3 dias e heteroagressividade. Inicio das
queixas depressivas aos 12 anos, altura em que veio para Portugal e teve muitas
dificuldades na integração escolar e social.
1º internamento por ter sido resgatado em linha férrea por querer fazer parar o
comboio.
Novo internamento aos 16 anos, altura em que passou período de 1 ano no Brasil,
em casa de familiares, mas sem a família nuclear, por problemas financeiros
graves e enfarte agudo do miocárdio do pai. Nesta altura, grande agressividade,
elação do humor, hipersexualidade, insónia total.
Há 3 meses, após paragem por iniciativa própria da medicação habitual,
irritabilidade, insónia progressiva, elação do humor com ideias delirantes
megalómanas, heteroagressividade contra os familiares. Tem por hábito subir ao
telhado afirmando conseguir voar.
Sinais e sintomas:
• Querer fazer parar o comboio
• Irritabilidade
• Insónia progressiva
• Elação do humor com ideias delirantes megalómanas
• Heteroagressividade
• Conseguir voar
Diagnóstico:
• Não adesão à terapêutica
• O risco de autoagressão
• Elação do humor
• Insónia
• Perturbações do pensamento (ideia delirantes)
• Heteroagressividade

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Diagnósticos e Intervenções de Enfermagem


Focos de atenção
Perturbações do humor

Diagnóstico Enfermagem
• Risco de Lesão presente (ideias megalómanas de superpoderes)
• Nutrição alterada (perda peso)
• Interação Social comprometida (heteroagressividade)

Intervenção de Enfermagem para a pessoa com elação do humor


Gestão de sintomas:
• Controlo da agitação e impulsos

Impacto no autocuidado:
• Promoção do cuidado pessoal (nutrição e sono)
• Promoção da interação social

Segurança e controlo emocional:


• Prevenção do risco de lesão
• Capacidade de se responsabilizar e prever consequências

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(foco) Risco de Lesão (juízo) presente


Critérios de diagnóstico
 Agitação psicomotora /excitação
 Incapacidade de permanecer sentado
 Capacidade de atenção diminuída
 Falar alto
 Incapacidade de autocontrolo
 Incapacidade de avaliar riscos e consequências
dos atos

Intervenção de Enfermagem
 Reduzir ao máximo a estimulação ambiental (pouca luz, pouco ruído, poucas
pessoas, decoração simples)
 Observar de forma permanente o comportamento
 Restringir áreas, acessos, ou contacto com objetos perigosos
 Em caso de agressividade, obter ajuda de outros técnicos
 Transmitir uma atitude calma, assertiva, com tom de voz sereno, utilizando
frases curtas e simples
 Administrar terapêutica, ansiolítica e/ou antipsicótica e monitorizar efeito
 Contenção mecânica se necessário (caso a contenção ambiental e/ou química
não resulte)
 Vigilância dos parâmetros vitais e estado de consciência 15/15 minutos

(foco) Nutrição (juízo) alterada


Critérios de diagnóstico
 Perda de peso
 Recusa em se alimentar
 Amenorreia

Intervenção de Enfermagem
 Providenciar alimentos hipernutritivos e de consumo rápido
 Identificar preferências alimentares
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 Disponibilizar sumos e bolachas no intervalo de refeições


 Vigiar valores analíticos (potássio, magnésio, …)
 Permanecer junto do doente enquanto este se alimenta

(foco) Interação Social (juízo) prejudicada


Critérios de diagnóstico
 Comportamento provocador /manipulativo: querelante; argumentativo;
desafiador; exagerado; hipersensível
 Discurso megalómano

Intervenção de Enfermagem
 Reconhecer que o comportamento manipulativo tenta combater a
insegurança na medida em que aumenta o sentimento de controlo
 Estabelecer limites para os comportamentos manipuladores (coerência na
equipa)
 Não quebrar as regras estabelecidas; resistir à manipulação/ sedução;
tentativas de clivagem
 Reforçar o comportamento não manipulador
 Estar atento à interação com os outros utentes e mediar sempre que
necessário

Estabilizadores de Lítio
Mecanismo de ação?
 Ação sobre a tiroide e rim
 Neuroprotetor

Características farmacológicas:
 Via de absorção – PO
 Não se une às proteínas e não é metabolizado
 Semivida de 20-24h
 Equilíbrio de 4-7d
 Excreção renal (95%)
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Efeitos secundários:
 Cefaleias, vertigens  Diabetes insipidus
 Tremor, ataxia, disartria  Aumento do peso
 Agitação, confusão  Alopécia
 Náuseas, vómitos, diarreia  Acne

Intoxicação:
 >2 meEq/L
 Apatia, sonolência
 Hipotonia, tremor, atáxia
 Náuseas, vómitos, diarreia
 Confusão, coma
 Mioclonias, convulsões
 Insuficiência renal aguda, insuficiência cardíaca e edema pulmonar

Cuidados a ter:
 Parar imediato LI+
 Lavagem gástrica
 Soros Na+
 Hemodiálise

Contraindicações e grupos de risco:


 Insuficiência renal, desidratação, hiponatrémia, diuréticos e insuficiência
cardíaca
 Grávidas, amamentação, idosos, febris, vómitos/diarreia

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GESTÃO DE COMPORTAMENTO AGRESSIVO


Comportamento agressivo: Fases de intervenção

Fase 1 - Medidas Preventivas


Autoconhecimento
A - Utilização do Self
 Exercícios de autoperceção, autoconfiança, exploração dos medos,
consciência do comportamento não-verbal e verbal

B - Gerir o estado mental


 Técnicas de Relaxamento rápidas, programadas
 Reflexão de situações de zanga, irritação
 Reexperiência de situações

C - Respostas Comportamentais
 Análise das capacidades de comportamento passivo, assertivo e agressivo
(verbal e não-verbal)
 Treino de assertividade (fichas de autodiagnóstico e dramatização de
situações)

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Monitorização
D - Observação do comportamento utente e contexto
 Uso instrumentos de observação (grelha de fatores de risco, hierarquia dos
comportamentos agressivos, sinais de alarme), em 4 pontos fulcrais:
o Postura
o Discurso
o Atividade Motora
o História prévia de agressão

E – Educação
 Ensino sobre expressão adequada da zanga
o Ajudar a identificar a zanga (dramatização da expressão verbal e não-
verbal);
o Controle em frente ao espelho da postura e expressões faciais;
o Controle da voz;
o Estabelecer contacto visual
o Identificar estratégias alternativas de expressão da zanga
(Relaxamento, exercício físico, atividades de distração, treino de
assertividade)

Fase 2 – Medidas Antecipatórias


1 – Comunicacionais Avaliação do risco
o A- De-escalation techniques
o B- Sincronização (Slow-down)
2 – Ambientais
o C – Estimulação
o D – Normas e regras
3 – Comportamentais
o E – Estabelecimento de limites
o F – Contratos
o G – Afastamento
o H – Sistema de recompensas

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4 – Psicofarmacológicas
o I – Adesão
o J – Gestão

1 - Comunicacionais

A – De-escalation techniques
(Uso de competências específicas que permitam diminuir ou evitar a escalada de
agressividade e redução de tensão).

Dar Suporte:
o Aceitar a zanga do utente, e compreensão pelas suas preocupações
o Empatizar com sentimentos e não com comportamentos
o Perguntar como se sente? Como pode ajudar a resolver a situação?
o Perguntar o que causa a sua zanga
o Responder a gestos conciliatórios
o Usar orientação para a realidade (local, horas espaço)
o Ajudar o utente a compreender o seu comportamento
o Relembrar o utente das consequências do comportamento inapropriado
o Oferecer alternativas

Dar Tempo:
o Para utente pensar sobre a situação
o Para rever a intervenção
o Para responder sem o apressar
o Para escutar e verificar os sinais não-verbais

A – De-escalation techniques
o Não retaliar, não provocar nem criticar
o Não prometer mais do que pode oferecer
o Não punir pela sua zanga
o Não ser agressivo ou gritar

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o Não cercar o utente ou tentar tocar


o Não sorrir
o Não usar gestos ameaçadores, nervosos ou súbitos
o Não se inclinar
o Não cruzar os braços, não colocar mãos escondidas ou nas ancas.
o Não intervir sem apoio

A – De-escalation techniques
Tom de voz:
o Baixo e calmo

Linguagem:
o Simples, frases curtas e concretas, referindo comportamento esperado

Postura:
o Firme, sem assumir posição autoritária
o Calma, tranquila e assertiva
o Mãos devem estar abertas e fora dos bolsos

Posição:
o Equilíbrio (pé à frente 90º)
o 1 m de distância mínima
o Alterar a posição de forma a que os olhos do enfermeiro fiquem ao mesmo
nível dos do utente

Observação de comportamento verbal/não verbal de utente


o Punhos, tensão músculos faciais, movimentos corporais
Facilitação do discurso do utente
o Escutar, evitando interpretações

B – Sincronização (slow-down)
o Separação física de outros utentes

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o Encontro com utente, assumindo proxémia adequada


o Modulação de:
 Entoação de voz
SINTONIA
 Postura corporal
 Gestos

2 – Ambientais

C – Estimulação
1. Visual: luz natural, dispersa paredes e quadro; se artificial evitar
fluorescente;
2. Auditiva: música relaxante, som de rádios, TV, ventilação barulho externo
3. Decorativa/arquitectónica
Diferentes temas decorativos, hospitalar vs caseira, mobiliário resistente fixo
e não inflamável, sofás confortáveis, áreas de observação, compartimentação,
salas de espera, de estar e lazer

D – Normas e Regras
1- Ambiente estruturante,
2- Atividades em grupo

3 - Comportamentais

1. Estabelecimento de limites - Referir o que é aceitável e não as


consequências de comportamento inaceitável. Clareza, firmeza e não
punitivo.
2. Contratos- Contratos comportamentais (p.ex, saídas, leituras, etc)
3. Afastamento - Remoção de estímulo
4. Sistema de Recompensas - reforço positivo
5. Adesão Terapêutica - Estratégias educativas, acto não punitivo ou
manipulador
6. Gestão Terapêutica - Tomada decisão

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4- Psicofarmacológicas

1. Adesão e Gestão do plano farmacológico

Fase 3 - Medidas de Contenção


Contenção Ambiental
 C – Quarto de Isolamento
 D – Alternativas ao quarto de isolamento
Contenção Química
 H – Psicofarmacologia
Contenção Física
 A – Técnicas de autodefesa
 B – Técnicas de imobilização
Contenção Mecânica
 E – Cintos de contenção
 F – Imobilizadores
 G – Coletes de contenção
A contenção terapêutica inclui a contenção mecânica, física, química e ambiental.

INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM À PESSOA COM PERTURBAÇÕES DO


PENSAMENTO E/OU PERCEÇÃO

Perturbação do pensamento Delírios

Perturbação da perceção Alucinações

Perturbações do Pensamento e Perceção


 Esquizofrenia
 Consumo de substâncias
 Distúrbios do humor – perturbação bipolar
 Síndromes e perturbações mentais orgânicas (exemplo, demências)

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Pensamento
 Pensamos com palavras e com imagens
Incapacidade de distinguir a fantasia da realidade, pensamento mágico intenso,
fusão da realidade interna com a realidade externa.
 Forma: modo como o sujeito organiza e manifesta o seu pensamento
(discurso)
 Conteúdo: significado específico expressado na comunicação do sujeito.
(substância do pensamento)

Perturbações formais:
 Circunstâncialidade
 Tangêncialidade
 Fuga de ideias
 Afrouxamento das associações
 Salada de palavras Alteração da conexão
 Incoerência do pensamento e organização
- Ecolalia
- Neologismos
- Perseveração
- Bloqueio do pensamento

Perturbações do conteúdo
Delírio
 Uma ideia delirante é uma falsa crença inabalável.
 É sustentada com firmeza apesar das evidências em contrário e não está
relacionada com o estatuto cultural ou religioso do paciente.
 Refletem fenómenos que não aconteceram ou deformações do real.
 São vividas com convicção subjetiva de verdade.
 São conteúdos mais ou menos inverosímeis e não partilhados pelos outros.
 Não são ideias modificáveis pela experiência nem pela argumentação
lógica.

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 O sujeito não tem crítica para esses pensamentos.

Perturbações do conteúdo (Pio Abreu, 2009)

Perceção
Tomada de consciência dos dados sensoriais concretos e manifestos do mundo
externo e interno.

Tipos:
 Ilusões
 Alucinações
 Despersonalização
 Desrealização
Ilusão ≠ Alucinação

Alucinação
 É uma perceção considerada real na ausência de um estímulo. Por exemplo
ouvir uma voz no fundo do quarto quando ninguém lá está. Podem ocorrer
em qualquer modalidade sensorial: visão, audição, tato, paladar, olfato.
 Podem ser simples ou complexas
 Permanentes ou episódicas
 Não são controladas pelo sujeito

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 Alucinações parciais ou pseudo-alucinações – são sentidas no interior da


cabeça. Têm reduzido significado diagnóstico.
 Alucinações “normais”
- Alucinações hipnagógicas - sentidas ao adormecer
- Alucinações hipnopômpicas – sentidas ao acordar

Tipos de alucinações:
 Visual - imagens com forma, sem forma, pessoas, objetos; animais, etc;
- Autoscópicas (ver-se a si próprio);
- Liliputianas (ver objetos mais pequenos);
- Macrópsias (ver obj >)
- Escotomas (feixes de luz).
 Auditiva - sons, ruídos, musica. Vozes : a) dialogantes; b) na terceira pessoa.
Podem ser de comando e/ou depreciativas. Acufenos (zumbidos nos
ouvidos).
 Olfativa - Falsas perceções do sentido do olfato (ex: cheiro a rosas, sulfato,
etc, quando isso não é possível naquele contexto).
 Gustativa - Falsa perceção do paladar, geralmente sabores desagradáveis.
 Táteis - Falsa perceção de algo sobre ou sob a pele (formigueiro, sensação de
que algo está a rastejar sobre ou sob a pele).

Diagnóstico Enfermagem
 Perceção alterada (AV- vozes de comando)
 Pensamento alterado (delírio persecutório)
 Autocuidado diminuído
- Nutrição alterada (perdeu 15 kg)
- Sono alterado (insónia)
 Agitação (presente)

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INTERVENÇÃO DE ENFERMAGEM PARA A PESSOA COM ALTERAÇÃO DO


PENSAMENTO

• Orientação para a realidade


Gestão de sintomas
• Diferenciação do pensamento real do pensamento
delirante (apresenta crítica)

• Promoção da realização das suas atividades de vida


no exercício das suas capacidades
Impacto no
• Diminuição do comprometimento da interação
autocuidado
social
• Estabelece relações de confiança

Segurança e
• Promoção do sentimento de segurança
controlo emocional

(foco) Pensamento (juízo) alterado


Critérios de diagnóstico:
 Presença de alterações do conteúdo do pensamento (delírio)
 Presença de alterações formais do pensamento (p.e. fuga ideias)
 Alterações da capacidade de atenção
 Deficiente interpretação da realidade
 Dificuldade na resolução de problemas cognitivos (cálculo,
conceptualizações, abstrações, etc)

Intervenções de enfermagem alteração do pensamento:


 Transmitir aceitação do vivido pela pessoa
 Não argumentar ou negar a convicção, centrando-se nos sentimentos que
esta provoca à pessoa
 Dar ênfase à realidade e aos acontecimentos

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 Em caso de desconfiança:
- Manter enfermeiro de referência
- Especial atenção para os compromissos assumidos
- Manter uma relação cordial e tranquila que transmita confiança
- Adotar um comportamento claro e discreto que diminua o risco de falsas
interpretações (não rir ou sussurrar)
- Assegurar que a pessoa realiza as refeições (oferecer alimentos tapados que
esta possa abrir)
 Assegurar a toma efetiva da terapêutica farmacológica e monitorizar efeito
 Apurar gostos pessoais e interesses
 Privilegiar atividade lúdica a dois e progressivamente integrar no grupo
 Privilegiar momentos de partilha da história de vida da pessoa,
demonstrando interesse genuíno
Atenção: Não subestimar as capacidades da pessoa

(foco) Perceção (juízo) alterada


Critérios de diagnóstico:
 Falar e rir para si mesmo (risos imotivados)
 Atitude de escuta (inclina a cabeça para o lado como se estivesse a ouvir)
 Deixa de falar no meio de uma conversação, para escutar
 Desorientação, dificuldade de concentração e atenção
 Oscilações rápidas do humor
 Ideias desorganizadas
 Respostas inapropriadas

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INTERVENÇÃO DE ENFERMAGEM PARA A PESSOA COM ALTERAÇÃO DA


PERCEÇÃO

Gestão de sintomas • Promoção da gestão da atividade alucinatória

• Promoção da realização das suas atividades de vida


Impacto no
no exercício das suas capacidades
autocuidado
• Diminuição do isolamento social

Segurança e controlo
• Prevenção do risco de auto e hetero agressão
emocional

Intervenções de enfermagem alteração da perceção:


 Despistar sinais de atividade alucinatória: (postura de escuta, risos
imotivados, falar sozinho, interromper diálogo)
 Despistar a presença de vozes de comando (vozes que mandam executar
determinadas ações: homicídio, suicídio, etc).
 Usar o termo “vozes” em vez de “ela/ele, elas/eles” para não reforçar a
alucinação
 Manter ambiente seguro (livre de objetos)
 Promover a verbalização sentimentos de ansiedade, medo e insegurança,
associados à alucinação
 Apurar em que situação a alucinação foi desencadeada (tentar estabelecer
correlação entre acontecimento e episódio alucinatório)
 Anunciar a chegada; não tocar na pessoa sem avisar; não se aproximar pelas
costas; não virar as costas.
 Utilizar frases curtas e simples
 Promover a confiança adotando uma postura de aceitação do que está a ser
sentido pela pessoa por mais bizarro que pareça
 Permanecer junto da pessoa
 Promover o desfoque da alucinação através de uma atividade terapêutica

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 Após o episódio trabalhar com a pessoa estratégias para lidar com as vozes
(ouvir música, televisão, realizar uma atividade que goste, falar com um
técnico, …)
 Assegurar a toma efetiva da terapêutica farmacológica e monitorizar efeito
Promover a adesão à terapêutica farmacológica e não farmacológica

PREPARAÇÃO E ADMINISTRAÇÃO DE TERAPÊUTICA


Prescrição da terapêutica medicamentosa
Antes de a terapêutica ser preparada ou administrada é necessário que a mesma
esteja prescrita. Esta prescrição deve ser realizada pelo médico, datada e assinada
de forma legível e com o número mecanográfico ou número de cédula profissional,
podendo ser apresentada em suporte papel ou eletrónico.

Numa prescrição é obrigatório constar:


 Nome completo do cliente;
 Data e hora da prescrição;
 Nome do fármaco (substância ativa, DCI, genérico / farmacológico);
 Dose do fármaco;
 Via de administração;
 Frequência de administração;
 Assinatura legível do prescritor

O registo eletrónico é o método que apresenta mais vantagens, sendo elas:


 Prescrição por substância ativa (DCI – Denominação Comum Internacional);
 Simplicidade e eficácia;
 Facilidade de acesso à informação;
 Redução do erro – prescrição mais legível, compreensível e planificada

Existem ainda três tipos de prescrição terapêutica medicamentosa:


1. Autolimitada: Prescrição que indica a data ou nº de dias/doses até à qual se
mantem válida. Ex: Valaciclovir 500mg PO 2x dia durante 5 dias.

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2. Permanente: Prescrição que se mantem válida até ser suspensa pelo


médico. Ex: Varfarina 10mg PO, diário.
3. SOS: Prescrição de um medicamento apenas quando o cliente dele necessite.
O enfermeiro deve decidir a sua administração após avaliação objetiva e
mediante a situação clínica/sintomatologia apresentada. Ex: Paracetamol –
1g, IV, SOS, se °C axilar ≥ 38.7°C

Princípios da administração terapêutica


A principal finalidade é garantir a segurança no processo de administração da
terapêutica através da regra dos “9 certos”.

“9 CERTOS”:
 Medicamento certo
 Fórmula certa (comprimido, drageia, supositório,…)
 Dose certa (ex: 40 mg)
 Via de administração certa (ex: PO)
 Horário certo (ex: 8:00)
 Doente certo (ex: Jacinta Almeida, cama 22)
 Razão da administração (ex: retenção de líquidos)
 Resultado/resposta da eficácia (ex: aumento do débito urinário)
 Registo certo (assinar/rubricar no local certo, administrado)

Unidades de medida dos medicamentos


A administração correta da terapêutica implica calcular corretamente as doses e
medidas dos fármacos. As principais unidades de medida:
 Grama
 Litro
 Colher medida
 Gotas

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Cálculo das doses


Quando a dose prescrita é diferente da disponível, torna-se necessário realizar o seu
cálculo. O método mais fácil e comum é através da regra de três simples.
Ex:

Dose pediátrica -> Método de superfície corporal


Ex: x dose habitual no adulto = dose da criança
x 1000mg 0.158x1000=158mg

Nomograma de West -> Latentes e crianças


Orientações:
1. Encontrar a estatura
2. Encontrar o peso
3. Traçar uma linha reta a unir a estatura e o peso
4. Anotar o valor onde a linha interseta a coluna da superfície corporal (m2)

Nomograma de West -> Adulto


Orientações:
5. Encontrar a estatura

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6. Encontrar o peso
7. Traçar uma linha reta a unir a estatura e o peso
8. Anotar o valor onde a linha interseta a coluna da superfície corporal (m2)

Cálculo para soluções I.V


No respeitante a esta temática temos diversos sistemas, entre eles:
 Sistema gota
 Sistema microgota
 Bombas/seringas infusoras
 Conversão de 1ml em unidades (divisão da escala de uma seringa de 1ml em
100 partes ou unidades (U)

Sistema de gota
Cálculo de gota por hora
𝑽𝒐𝒍𝒖𝒎𝒆
Gotas = x3
𝑻𝒆𝒎𝒑𝒐

Ex: Dextrose 5% em H2O – 500ml para correr em 8h


500
Gotas = x 3 = 20.8 = 21 gotas/h
8

Sistema de microgota
Cálculo de microgotas por hora
𝑽𝒐𝒍𝒖𝒎𝒆
Microgotas = 𝑻𝒆𝒎𝒑𝒐

Ex: Dextrose 5% em H2O – 500ml para correr em 8h


500
Microgotas = = 62.5 = 63 microgotas/h
8

Cálculo das doses

1ml = 20 gotas

1 gota = 3 microgotas

1ml = 100 U

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Erros na intervenção terapêutica medicamentosa


Causas mais comuns:
 Desconhecimento sobre: fármaco, dose adequada, indicações, vias,
compatibilidades;
 Prescrição sem atender às condições do doente, por exemplo: KCl em níveis
acima do valor normal em doente com IRA ou IRC;
 Violação de regras, erros com desvio do estabelecido, por exemplo: KCl em
bólus;
 Lapsos resultantes de falhas de atenção: trocar miligramas (mg) por gramas
(g); microgramas (µg) por miligramas (mg); erros de transcrição;
 Incorreta identificação e/ou verificação dos “9 certos”, por exemplo: não
verificação do nome, dose ou via de administração do fármaco;
 Erros na preparação dos medicamentos, quer pela farmácia, quer pelos
enfermeiros: concentração de fármacos a administrar, erro de cálculo;
diluição incorreta por desatenção ou por ausência de protocolo de
preparação ou de administração do medicamento.

Aspetos ético-legais:
 Direitos do doente
 Direitos dos enfermeiros
 Deveres dos enfermeiros

Quanto aos Direitos do doente:


 Informação sobre nome, ações e efeitos secundários;
 Consentimento informado escrito para medicação experimental;
 Administração segura, o menos dolorosa possível (cuidados não-
traumáticos);
 Prescrição de medicamentos com utilidade terapêutica para a sua situação;
 Recusar medicamentos.

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Quanto aos Direitos do enfermeiro:


 Recusa de administração de terapêutica, desde que fundamentada a ação
perante o médico, superior hierárquico ou Ordem do Enfermeiros.

Quanto aos Deveres do enfermeiro:


 Conhecimentos atualizados acerca do medicamento a administrar;
 Elaboração da história do cliente;
 Planeamento e avaliação dos cuidados;
 Demonstração de habilidade;
 Monitorização e avaliação da resposta individual;
 Administração da terapêutica que é preparada pelo próprio -> diminui a
possibilidade de erro;
 Prevenção dos erros na administração, cumprindo os princípios da
preparação e administração terapêutica;
 Administração de narcóticos e barbitúricos no meio hospitalar
- Acesso aos medicamentos, segundo protocolo Institucional;
- Dispensa ilegal de drogas.

Casos práticos
Caso 1
O Sr. Joaquim está internado no serviço de Medicina 2 A do Hospital de Aljustrel.
Tem prescrito soro fisiológico com adição de 20mEqs de KCl 7,5% por cada 300ml
de soro.
Nota: (1 mEqs = 1 ml)
1. Qual o volume (em ml) de KCL 7,5% a adicionar ao balão de 500 ml de soro
fisiológico?
20 mEqs __________ 300 ml
20 𝑚𝐸𝑞𝑠 ×500 𝑚𝑙
x __________ 500 ml x= = 33,3 mEqs = 33,3 ml
300 𝑚𝑙

2. Sabendo que 500 ml de soro fisiológico composto deverá perfundir em 12


horas, calcule o ritmo da perfusão por hora.
20 mEqs __________ 300 ml
x __________ 500 ml

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500𝑚𝑙
Ritmo perfusão = =41,7 = 42 ml/h
12ℎ

Caso 2
A Dª Rosa tem prescrita Vancomicina 825mg, EV, 12/12h. Cada ampola de
Vancomicina contém 1000 mg de pó para solução injetável e a quantidade de água
esterilizada para preparação de injetáveis preconizada para a sua reconstituição é
de 20 ml.
1. Calcule o volume (ml) de Vancomicina a administrar, correspondente à dose
prescrita.
A nossa ampola tem 1000 mg de pó, e temos que a reconstituir com 20 ml de água
esterilizada. Se a prescrição é de 825 mg, temos que calcular que quantidade, em ml,
vamos retirar da ampola reconstituída.
825 𝑚𝑔 ×20 𝑚𝑙
1000 mg ________ 20 ml x= = 16.5ml
1000 𝑚𝑔

825 mg ________ x
2. Calcule a dose diária de administração do fármaco.
Dose diária = 825 mg x 2 = 1650 mg/dia

Caso 3
A Mafalda é uma criança com 3 anos e pesa 13Kg. Foi-lhe prescrito Paracetamol, 250
mg, solução oral de 6/6h.
1. Sabendo que a dose recomendada é de 10-20mg/Kg/ dose, indique se a dose
prescrita é adequada para a Mafalda.
1ª maneira:
10 𝑚𝑔 ×13 𝑘𝑔
10 mg _________ 1 kg Dose mínima = = 130 mg
1 𝑘𝑔

Dmínima ________ 13 kg

20 𝑚𝑔 ×13 𝑘𝑔
20 mg ________ 1kg Dose máxima = = 260 mg
1 𝑘𝑔

Dmáxima _____ 13 kg

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Portanto, as 250 mg estão dentro do intervalo de dose recomendada.


2ª maneira:
250 𝑚𝑔
Dprescrita= = 19,2 mg/kg/dose
13 𝑘𝑔

2. Sabendo que a apresentação do medicamento é em suspensão oral de 200


mg/5ml, indique qual o volume a administrar.

250 𝑚𝑔 ×5 𝑚𝑙
200 mg ________ 5 ml x= = 6,25 ml
200 𝑚𝑔

250 mg ________ x

Caso 4
O Jorge de 30 anos recorreu ao Centro de Saúde e foi-lhe diagnosticada uma
amigdalite bacteriana. Tem prescrita Penicilina G Benzatínica 1 200 000 UI, IM, toma
diária durante 2 dias. De momento apenas estão disponíveis frascos de 2 400 000 UI
de Penicilina G Benzatínica, ao qual deve adicionar 6ml de a.p.i. (água para
injetáveis) ao frasco para reconstituir o medicamento. Indique qual o volume a
administrar.
Os frascos que estão disponíveis contêm o dobro do que o Sr. Jorge necessita, pelo
que o volume a administrar será metade daquele que o frasco leva, ou seja, 3 ml.

Caso 5
O Sr. João está internado no Serviço de Gastroenterologia e pesa 64 Kg. Foi-lhe
prescrito Alimentação Parentérica constituída por uma única solução com 1250ml
de volume, heparinizado a 1UI/ml.
1. Sabendo que a Alimentação Parentérica deverá perfundir durante as
24horas, qual o ritmo a que deve ficar?

1250 𝑚𝑙
Ritmo de perfusão = = 52 ml/h
24 ℎ

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2. Sabendo que à Alimentação Parentérica deveremos adicionar heparina numa


concentração de 1UI/ml e que o frasco de heparina contém 25 000UI/5ml,
qual será o volume (ml) de heparina a adicionar?

1 UI _________ 1 ml x = 1250 UI
x _________ 1250 ml
1250 𝑈𝐼 ×5 𝑚𝑙
25 000 UI _____ 5 ml x= = 0,25 ml
25 000 𝑈𝐼

1250 UI _____ x

NÁUSEAS E VÓMITOS
Náusea
Fenómeno subjetivo de uma sensação desagradável, tipo onda, localizada atrás da
garganta e/ou no epigastro que pode culminar em vómito (emese).
É acompanhada de perda de tonicidade gástrica e contrações do duodeno, com
refluxo do conteúdo intestinal para o estômago.
Retching são contrações espasmódicas rítmicas dos músculos respiratórios, parede
torácica e músculos abdominais, sem a expulsão de conteúdo gástrico. A glote está
encerrada. O conteúdo gástrico movimenta-se entre o estômago e o esófago até que
o antro do estômago se contrai e a porção proximal relaxa. A pressão intra-
abdominal aumenta e a pressão intratorácica diminui.

Vómito
Processo reflexo, altamente coordenado, que pode ser precedido de salivação e que
se inicia com esforço involuntário. A descida violenta do diafragma e a contração dos
músculos abdominais com relaxamento do cárdia forçam o conteúdo gástrico para
o esófago de forma ativa. Este processo é coordenado pelo centro medular do
vómito, o qual é diretamente influenciado pela inervação aferente e indiretamente
pela zona quimiorecetora de gatilho e sistema nervoso central.
Vários processos agudos ou crónicos podem provocar o vómito.
É a expulsão forçada do conteúdo gástrico através da boca. O vómito é levado a cabo
por alterações motoras coordenadas que envolvem os músculos dos sistemas
respiratório e gastrointestinal. A distensão excessiva ou irritação do duodeno

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fornece um estímulo particularmente forte para o vómito. Os impulsos são


transmitidos por aferentes vagais e simpáticos para o centro do vómito medular,
desencadeando as reações motoras automáticas que causam o vómito. Os impulsos
motores são transmitidos do centro do vómito através do 5º, 7º, 9º e 12º nervos
cranianos para o trato gastrointestinal superior e através dos nervos espinhais para
o diafragma e os músculos abdominais. A porção do hiato do diafragma relaxa e a
pressão intra-abdominal é transferida para o tórax. Os músculos retos abdominais
e os músculos oblíquos externos da parede abdominal anterior contraem, o esfíncter
esofágico relaxa, ocorrendo peristaltismo reverso e a glote e a boca abrem-se ao
mesmo tempo que o conteúdo gástrico é expelido.

A emese pode ser dividida em 3 fases:


1. Fase pré-ejeção – sensação de náusea e de sinais autonómicos de aumento
de salivação, deglutição, palidez, diaforese e taquicardia.
2. A fase de ejeção – “retching” e vómito.
3. A fase pós-ejeção - relaxamento dos músculos respiratórios e abdominais e
fim da náusea.

Fisiologia
O centro do vómito pode ser estimulado por diferentes vias. Estas incluem os
neurónios aferentes da faringe, trato gastrointestinal e mediastino, assim como
pelos neurónios aferentes dos centros corticais superiores (incluindo o centro visual
e a porção vestibular do 8º nervo craniano). As mudanças de posição rápidas e o
movimento em pessoas com distúrbios vestibulares podem desencadear vómito.
Outra causa de vómito é a zona quimiorrecetora de gatilho (CTZ) na base do 4º
ventrículo na área postrema, uma estrutura medular no cérebro. A zona CTZ é
extremamente vascularizada e os vasos terminam em capilares fenestrados
rodeados por grandes espaços perivasculares. Sem uma barreira hemato-encefálica
eficaz, esta zona pode ser estimulada por químicos presentes no sangue (tais como
fármacos e drogas) e no líquido cefalorraquidiano. O centro do vómito pode ser
indiretamente ativado quando as vias aferentes são estimuladas por
neurotransmissores específicos – dopamina, serotonina, acetilcolina e histamina –

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que ativam a CTZ. Os fármacos antieméticos que bloqueiam os recetores de


neurotransmissores específicos são utilizados para prevenir ou tratar as náuseas e
vómitos pós-operatórios (PONV).

Fatores que iniciam o vómito:


• Reflexo do vómito protege o organismo de toxinas ingeridas através dos
alimentos e que não foram detetadas pelo cheiro ou paladar. A irritação ou
distensão do trato gastrointestinal superior pode induzir o vómito; a
distensão duodenal é contudo um estímulo muito forte. Assim, os impulsos
vagais aferentes (e de forma menos importante, os impulsos simpáticos)
provenientes do trato gastrointestinal atingem a medula cerebral induzindo
o vómito. Os recetores que detetam a distensão ou os quimiorrecetores da
mucosa iniciam estes estímulos aferentes.
• A indução do vómito por fármacos citotóxicos está associada à lesão da
mucosa com libertação de 5-hidroxitriptamina (5-HT) a partir das células
enterocromafinas. A 5-HT libertada estimula os nervos aferentes vagais por
interação com o recetor 5-HT3. A substância P libertada pela mucosa gástrica
atua nos recetores NK1 e pode funcionar cooperativamente com a 5-HT no
trato gastrointestinal superior para induzir o vómito.
• O vómito pode também ser induzido por químicos transportados pela
corrente sanguínea e que são detetados pela CTZ (funcionalmente for a da
barreira hemato-encefálica).
• As náuseas e vómitos induzidos pelo movimento envolvem o sistema
vestibular. São geralmente atribuídos a um equilíbrio anormal entre os seus
inputs (acelerações angulares e posição relativamente a um campo
gravitacional) e os dos olhos. Estes desequilíbrios podem ser produzidos pela
agitação marítima, pela gravidade zero ou leitura num carro ou comboio em
movimento. A estimulação labiríntica aumenta os efeitos eméticos
provocados por outras vias.
• O vómito pode também ocorrer por estimulação dos centros cerebrais
superiores tais como o sistema límbico, embora os mecanismos não sejam
totalmente conhecidos.

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Intervenções genéricas
História e exame clínico para identificação da possível causa.
As intervenções disponíveis para a prevenção e tratamento das náuseas e dos
vómitos partem da identificação da causa.
Intervenções genéricas:
• Prevenção da desidratação e malnutrição
o Solução de glucose e eletrólitos
o Hidratos de carbono (prevenção da cetose)
o Prevenção da aspiração
- Crianças pequenas/alterações da consciência – adoção de decúbito
lateral
Como medidas genéricas é importante prevenir a desidratação e a cetose com
líquidos, glicose e eletrólitos.

Vómito na doença oncológica – Classificação


 Agudo – nas primeiras 24 horas após quimioterapia
 Tardio ou persistente – após 24 horas após o início da quimioterapia
 Antecipatório – antes do início de um novo ciclo de quimioterapia em
respostas a estímulos condicionados tais como visuais, olfativos e acústicos
relacionados com o ambiente da quimioterapia
 Crónico – etiologias variáveis
Os fármacos antieméticos são a intervenção mais comum e eficaz na gestão das
náuseas e dos vómitos associados às situações oncológicas e ao tratamento com
citostáticos. A base da terapêutica antiemética é o controlo neuroquímico do vómito.
Embora os mecanismos exatos não sejam completamente conhecidos, sabe-se que
os neurorecetores periféricos e a CTZ contêm recetores para a serotonina,
histamina, dopamina, acetilcolina, opióides e vários outros neurotransmissores
endógenos. Muitos antieméticos atuam bloqueando os recetores destas substâncias,
e desta forma inibem a estimulação dos nervos periféricos na CTZ e possivelmente
no centro do vómito.
A náusea crónica nos estádios avançados de cancro tem frequentemente uma
origem multifatorial. Os fármacos, tais como opióides, anti-inflamatórios não

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esteroides e anti depressores inibidores seletivos de serotonina podem ser


responsáveis por esta situação. A náusea pode ainda decorrer de dimensões
psicológicas que permitem a sua exacerbação.

Critérios para efeitos indesejados:


 Náuseas
o Grau 1 – perda de apetite sem alteração dos hábitos alimentares
o Grau 2 – diminuição da ingestão oral sem perda significativa de peso,
desidratação ou malnutrição
o Grau 3 – ingestão líquida ou calórica inadequada, indicação para
alimentação entérica, APT ou hospitalização
 Vómitos
o Grau 1 – 1 a 3 episódios (separados por 5 minutos) em 24 horas
o Grau 2 – 3 a 5 episódios (separados por 5 minutos) em 24 horas
o Grau 3 – 6 ou mais episódios (separados por 5 minutos) em 24 horas,
indicação para alimentação entérica, APT ou hospitalização
o Grau 4 – consequências de risco de vida, necessidade de intervenção
urgente
o Grau 5 – morte

Prevenção: antieméticos
Administração segundo protocolo:
 Em função do potencial emético do(s) agente(s) quimioterapêuticos
 Administração pré e pós quimioterapia mesmo na ausência de
sintomatologia
A American Society of Clinical Oncology desenvolveu um sistema sobre o potencial
emético dos agentes quimioterapêuticos. Este sistema inclui o potencial para o
vómito agudo e para o vómito tardio ou persistente. Em função do potencial emético
destes agentes é estabelecido um protocolo de prevenção que inclui a seleção dos
fármacos antieméticos e o seu regime de administração. O objetivo é prevenir o
vómito.

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Mecanismos Fisiopatológicos

Gravidez
 Ocorrência comum no início da gestação; a partir da 5ª ou 6ª semana
 Geralmente não se prolonga para além da 12ª semana; Mas existem situações
em que se prolongam durante toda a gravidez
 Mais frequente matinais, mas podem ter duração ao longo do dia.
 Podem também relacionar-se com diminuição da motilidade gástrica – por
ação da Progesterona e Relaxina

Náuseas e vómitos: intervenção


 Promover dieta fracionada, evitando alimentos com alto teor de gordura
(fritos, condimentos e gorduras)
 Aconselhar a ingestão de bolachas 30 a 60 minutos antes do levante
 Levantar-se lentamente
 Ingestão noturna (ao deitar) de alimento rico em hidratos de carbono
 Incentivar a ingesta de alimentos de fácil digestão e ingestão de líquidos em
pequenas quantidades

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 Aconselhar a evicção de alimentos que causem intolerância e odores


desagradáveis e bebidas carbonatadas
 Aconselhar higiene oral após cada episódio de vómito
 Informar a grávida/casal
 Promover um ambiente tranquilo

Hiperémese Gravídica
Forma grave de náuseas e vómitos no 1º trimestre, e é caracterizada por vómitos
persistentes com emagrecimento superior a 5% do peso anterior à gravidez e
cetonúria moderada e persistente (++).
A hiperémese gravídica é um diagnóstico clínico baseado na sua apresentação típica
após exclusão de outras causas para as náuseas e os vómitos numa mulher grávida.
É classicamente definida por náuseas e vómitos persistentes, sinais de desidratação,
cetonúria e perda de peso superior a 5%. O início dos sintomas ocorre tipicamente
entre as 6 e as 8 semanas de gestação com um pico às 12 semanas. Na maioria das
grávidas os sintomas aliviam por volta das 20 semanas. A hiperémese gravídica é a
indicação mais frequente para a hospitalização durante a primeira metade da
gravidez.

Etiologia
 Fatores hormonais: aumento da HCG (gonadotrofina coriónica)
o Mola hidatiforme
o Gravidez gemelar
 Fatores de motilidade gástrica
o Diminuição da motilidade gástrica
o Aumento do tempo de esvaziamento gástrico
 Fatores psíquicos
o Perturbações alimentares anteriores (anorexia, bulimia)
o Depressão
o Labilidade emocional

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Fatores de risco
 Hiperémese em gestação anterior
 Obesidade
 Nuliparidade
 Gravidez múltipla
 Doença neoplásica do trofoblasto
 Aneuploidia (nº anormal de cromossomas)
 Alterações da tiroide

Sintomatologia
 Náuseas e vómitos incoercíveis
 Distúrbios nutricionais
 Distúrbios eletrolíticos
 Astenia
 Em alguns casos:
o Perda de peso> 5%
o Cetose (estadio no catabolismo que ocorre quando o fígado converte
gorduras em ácidos gordos e corpos cetónicos que podem ser usados
pelo corpo para energia, é considerada uma situação biocelular anormal
causada pela presença de corpos cetónicos no sangue)
o Cetonúria
o Alterações neurológicas
o Alterações hepáticas
o Alterações renais

Diagnóstico e Vigilância
 Sintomatologia/história de saúde da cliente
 Pesquisa de cetonúria
 Analisar resultados de:
o Ionograma
o Hemograma
o Função hepática e bilirrubinemia
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o Função tiroideia
 Ultrassonografia obstétrica

Diagnóstico diferencial
 Sintomatologia/história de saúde
 Início dos vómitos após as 9 semanas de IG
 Agravamento súbito do quadro clínico
 Persistência de sintomatologia sem resposta à terapêutica

No diagnóstico diferencial é também necessário excluir outras situações clínicas que


apresentem quadro de vómitos no início da gravidez: infeção urinária,
gastroenterite, hipertiroidismo, hepatite.

Tratamento e Cuidados de Enfermagem


 Internamento em unidade de MMF
 Ambiente tranquilo (mínimo de ruídos e odores)
 Apoio psicológico
 Alimentação fracionada/maior aporte calórico
 Se necessário alimentação parentérica
 Aporte hídrico com fluidos isotónicos e reposição dos eletrólitos (Na, K, Cl)
 Antieméticos (metoclopramida, prometazina)
 Antiácidos
 Corticosteroides (metilprednisolona, hidrocortisona)
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 Tiamina (vitamina B1) e ácido fólico


 Em último caso, interrupção médica da gravidez

Complicações
 Maternas
o Encefalopatia de Wernicke e Síndrome de Korsakoff devidas ao défice de
tiamina
▪ A encefalopatia de Wernicke (EW) é uma doença neurológica severa
causada por um deficit de vitamina B1 (tiamina), mas que é
potencialmente tratável se diagnosticada precocemente. A síndrome
é caracterizada por ataxia, oftalmoplegia, confusão e prejuízo da
memória de curto prazo.
▪ Ataxia ou distaxia é um transtorno neurológico caracterizado pela
falta de coordenação de movimentos musculares voluntários e o
equilíbrio de um animal. É normalmente associada a uma
degeneração ou bloqueio de áreas específicas do cérebro e cerebelo.
▪ Síndrome de Korsakoff -amnésia, delírio, capacidade de
aprendizagem diminuída
o Síndrome de Mallory-Weiss
▪ Hemorragia do trato gastrointestinal superior decorrente de uma
laceração do esófago
o Rotura esofágica
o Neuropatia periférica
o Pneumotórax
 Fetais
o Aborto
o RCIU (restrição do crescimento intra-uterino)
o Morte fetal

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ALTERAÇÕES DA MOBILIDADE E DA SENSIBILIDADE


Mobilidade
“Capacidade para mobilizar-se” (CIPE, 2011); “realização das AVD e AIVD e o
movimento a função neuromuscular” (Hoeman, Liszner & Alverzo, 2011)

Sensibilidade
“Sentido do tacto (…) funções sensitivas (…) dor, vibração, tacto, proprioceção e
temperatura” (Duchene, P, 2011); “Sensibilidade superficial e
profunda”(Huffstutler, S.,2010); “Percepção das sensações e reagir”

Alteração mobilidade sensibilidade


Identificar
• A causa e tipo de lesão, região cerebral afetada e características
• A fase de evolução dessa lesão

Central 1º Neurónio motor


Foco/problema/sintomatologia
• Alteração da mobilidade, tipo de alteração e características
• Alteração da sensibilidade, tipo de alteração e características
• Alteração percepto-sensorial

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AÇÃO: O cliente com Acidente Vascular Cerebral


Intervenção de enfermagem

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Alteração Mobilidade Sensibilidade


Identificar
• A causa e tipo de lesão, região afetada e características
• A fase de evolução dessa lesão

Periférico 2º Neurónio Motor


Foco/problema/sintomatologia
• Alteração da mobilidade, tipo de alteração e características

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• Alteração da sensibilidade, tipo de alteração e características

AÇÃO: o cliente com Lesão vertebro medular (nível de lesão)


Intervenção de enfermagem

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Princípios Gerais na Execução dos Posicionamentos na Pessoa com TVM (OE,


2009)
• Organizar o espaço;
• Disponibilizar no mínimo 2 enfermeiros para posicionar / alternar
decúbitos;
• Explicar o procedimento e informar sobre as vantagens e a hora planeada
para a mudança de decúbito
• Pedir a colaboração nas atividades que possa executar;
• Personalizar, atendendo as necessidades individuais;
• Observar cuidadosamente o revestimento cutâneo; não realizar um dado
decúbito sempre que na presença de alterações cutâneas, estas se
mantenham, entre esse decúbito e o seguinte;
• Promover o conforto da pessoa, estimulando-a a comunicar se sentir
desconforto;
• Alternar, em media, de 3 em 3 horas ou de acordo com a especificidade de
cada pessoa;
• Manter superfície de apoio íntegra (cama, plano inclinado, cadeira), sem
rugosidades, humidade ou artefactos;

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• Utilizar superfícies redutoras de pressão adaptadas a condição da pessoa e


presença de défices neurológicos;
• Utilizar almofadas de apoio;
• Posicionar cateteres de modo a manter a sua funcionalidade, sem que sejam
agentes agressores;
• Manter o alinhamento de todos os segmentos do corpo e articulações em
posição neutra e funcional;
• Distribuir equitativamente o peso corporal pelas superfícies de apoio;
• Permitir adequada estimulação motora e sensorial;
• Confirmar que se sente confortável e segura;

Considerações dos Posicionamentos na Pessoa com TVM (OE, 2009)


 Todas as pessoas com TVM podem alternar decúbitos, exceto os casos com
indicação clinica expressa geralmente em presença de fratura muito instável;
ou fratura com luxação instável
 As pessoas com TVM não submetidas a fixação da coluna são posicionadas
em decúbitos de estabilidade: decúbito dorsal e lateral esquerdo ou direito.
Devem ser mobilizadas em bloco;
 As pessoas com TVM submetidas a fixação definitiva da coluna e com
estabilidade
 Progressivamente alternar em outros decúbitos; semi-dorsal e semi-ventral
e ventral;
 Nas pessoas com paraplegia ou paresia estável e consolidada/fixada os
membros superiores e cabeça devem ficar “livres” em posicionamento
permitindo a liberdade de movimentos;

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Disreflexia Autónoma ou Hiperreflexia Autónoma (após o período de remissão


de choque medular)
Uma resposta simpática exacerbada que ocorre nos clientes com lesão medular a
nível ou acima da D6, estimulando somente abaixo do nível da lesão.
Um estímulo gerado abaixo do nível de lesão gera impulsos aferentes para o cérebro
ficando bloqueados ao nível da lesão provocando uma vasoconstrição maciça com
manifestações clinicas que não são iguais para todos os clientes.

Estímulos
 Distensão vesical (80%)
 Distensão abdominal
 Pressão ou irritação loca, soluções de continuidade/feridas
 Algaliação, estimulação digital do reto ou ânus

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Intervenção de enfermagem ao cliente com doença aguda e/ou crónica

 Roupa justa
 Estimulação ou infeção abdominal pélvica
o Menstruação
o Infeção urinária, intestinal, gastrite, colecistite…
o Atividade sexual, ejaculação
o Contrações uterinas….

Resposta/Sintomas
 Hipertensão
 Bradicardia ou arritmia
 Cefaleias intensas e contínua
 Congestão nasal
 Sudorese, rubor cutâneo ou arrepios acima da lesão
 Pele fria, pálida ou marmórea, abaixo do nível da lesão

Disreflexia Autónoma
Intervenção de enfermagem
• Manter a cabeceira da cama elevada acima dos 45º;
• Aliviar a roupa, principalmente abaixo do nível de lesão para diminuir a PA
e melhorar a circulação;
• Avaliar a presença de distensão vesical e abdominal
o Verificar a permeabilidade da algália;
o Algaliação de esvaziamento caso haja retenção urinária;
o Verificar se presença de obstipação; manipulação digital para
remoção das fezes prévia aplicação de pomada anestésica no ânus e
reto;
• Avaliar a integridade cutânea;
• Alternar decúbito
• Monitorizar os sinais vitais, PA, pulso e temperatura em intervaloos curtos
até à remissão
• Caso a disreflexia autónoma se mantenha

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o Contactar o médico
o Despistar sinais de infeção. Proceder à recolha de especimes para
cultura, p.e. urocultura

O Cliente com Osteoartrose/ Artrite Reumatóide


Situação clinica 1
Uma mulher de 71 anos de idade com doença inflamatória
Alteração da
degenerativa articular tem tumefação articular ao nível da mão e mobilidade
sensibilidade
joelho, rigidez matinal e dor quando faz carga.

Situação clinica 2
Uma mulher de 46 anos de idade com doença inflamatória não Sistema
infeciosa tem sensibilidade articular, edema articular simétrico Músculo
Esquelético
dos punhos, e dedos da mão, nódulos subcutâneos e impotência
funcional acompanhada de dor.

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Intervenção de enfermagem ao cliente com doença aguda e/ou crónica

AÇÃO:O Cliente com Osteoartrose/ Artrite Reumatóide


Intervenção de Enfermagem

Impacto Seguranç
Gestão ae
de no
autocuida controlo
sintomas
- Promover do do emociona
conforto - Reduzir da l
- Aliviar a dor fadiga - Prevenção de
artrítica aguda e - Promover da lesões
ou crónica atividade vida - Evitar quedas
(regime
terapêutico) diária e - Promover de
instrumentais exercício físico
- Promover do
padrão de sono e - Promover da - Promover a
repouso autonomia autoimagem
- Promover da
Nutrição

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Osteoartrose
Dor Artrítica
• Degenerescência articular
• Espasmo Muscular
• Atividade física
• Deformidade articular
• Fadiga
• Sono comprometido
• Autoestima
• Autocuidado comprometido
• Risco de Lesão
• Estado de Conhecimentos

Intervenção de enfermagem
• Ensino de exercícios isométricos, osteotendinosos ativos e passivos de todas
as extremidades
• Estimular a aumentar as atividades dentro das possibilidades
• Planeamento das atividades ao longo do dia e adequar o tempo às atividades
a desenvolver
• Promover períodos de repouso ao longo do dia
• Ensino de estratégias para executar algumas atividades como:
o Sair e entrar na cama
o Sentar na cadeira
o Apanhar e segurar objetos …
o Perda de peso
o Programa de reabilitação – ENSINO ao doente e à família
• Promoção do conforto
• Alívio da dor
• Redução da fadiga
• Promoção de padrão de sono, eficaz
• Promoção da Nutrição

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• Promoção da atividade
• Prevenção de Lesões
• Promoção da independência
• Promoção do auto conceito

Artrite reumatóide
Dor articular
• Processo inflamatório
• Alterações degenerativas
• Fadiga
o Aumento da atividade articular
o Anemia Secundária (cronicidade da doença terapêutica anti
inflamatória)
• Mobilidade física comprometida
o Dor
o Rigidez articular
o Fadiga
o Fatores psicológicos
o Alteração da função articular
o Debilidade muscular

Intervenção de enfermagem
• Repouso articular em posição funcional e correto alinhamento (período de
crise/agudização)
• Uso de talas imobilizadoras, splints
• Uso de dispositivos de ajuda quando a dor está relacionada com o peso
• Uso de sacos térmicos, quente ou frio, aplicar no local de inflamação articular
• Administração de terapêutica prescrita
• Uso de métodos alternativos para controlo da dor, relaxamento, visualização,
distração

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• Saber se a fadiga surge no início ou final do dia, relacionado com as


atividades, se interfere com o período de sono
• Alternar períodos de repouso com actividades
• Planeamento das atividades ao longo do dia
• Banho quente antes de dormir
• Mudar frequentemente de decúbito
• Administração de analgésicos ou anti inflamatórios antes de dormir
• Uso de técnicas de relaxamento
• Programa de Reabilitação e de Fisioterapia – ENSINO
• Terapêutica analgésica antes das actividades
• Providenciar dispositivos de ajuda
• Planeamento das atividades ao longo do dia e adequar o tempo às atividades
a desenvolver
• Ajuda no auto cuidado, se necessário
• Alinhamento corporal e correção da postura a andar, sentado e deitado
• Promover a autonomia
• Programa de terapia ocupacional

Imobilização articular: talas, splints e biosKin


Produtos de apoio
Terapia Ocupacional
Agentes físicos: parafina, calor húmido, crioterapia, ultra-sons
Hidroterapia

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INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM À PESSOA COM PERTURBAÇÕES DA


ANSIEDADE

Situação – problema

Rui, 21 anos, solteiro, estudante do 1º ano psicologia.

Inicio das queixas há cerca de 1 ano, altura em que mudou de residência e de


escola, tendo dificuldades da integração escolar e social.

Descreve-se como uma pessoa que sempre foi perfecionista. Desde há 1 ano
intensificou as necessidades de ordem, passando algum tempo a organizar livros
por ordem alfabética, verificando cada grupo 3 vezes, pois “ficava ansioso com a
ideia de ma faltar algum” (sic). Contudo, não ocorreu alterações no padrão
funcional.

Alguns meses depois refere que se começou a sentir sujo, lavando de forma
compulsiva o seu corpo especialmente as mãos e cara, e o seu quarto.

“Passei a ocupar-me destas atividades e não tinha tempo de ir à faculdade ou sair


com os meus amigos. A namorada…também se foi.” (sic)

Inicialmente egodistónicos, atualmente encara os rituais como normais e não os


contraria. Atualmente evita andar de transportes públicos por receio de
contaminação infeciosa.

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Observação

Apresenta-se ansioso, consciente e vígil, colaborando na entrevista de forma


lacónica. Contato reservado, com alguma ansiedade visível face à necessidade de
cumprimentar o outro. Fáceis expressivos, com mímica concordante com o
conteúdo do discurso. Postura corporal tensa, sentando-se em frente do
entrevistador, olhando de forma indireta para o mesmo. A gesticulação é contida
e pobre. Orientado em todas as referências, com atenção captável. O discurso não
apresenta alterações do débito, curso com conteúdo que denota ideias
obsessivas. Comportamento com rituais compulsivos, superiores a 1h/d. Não se
apuram alterações da perceção. Humor ansioso. Sem alterações do sono, apetite
ou da sexualidade. Sem ideação suicida. Com crítica para a sua situação de doença.

Ansiedade
Apreensão antecipatória de um perigo ou ameaça acompanhada por uma sensação
de disforia (mal-estar psíquico; descontentamento) ou sintomas somáticos de
tensão. O foco do perigo antecipado pode ser interno ou externo (DSM IV)

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A ansiedade é um sinal emitido ao Ego para o uso de mecanismos de defesa.


Manifestações físicas Manifestações psíquicas
Sudorese Inquietação
Tremores musculares Tensão
Náuseas Irritabilidade
Palpitações Dificuldade concentração
Midríase Fadiga
Xerostomia Dificuldades no sono
Taquicárdia Preocupação
Perturbações gastrointestinais Pensamentos persistentes
Micção frequente ...

Perturbações de ansiedade
• Doenças cuja principal alteração é a ansiedade, que se apresenta aumentada,
de forma contínua ou por picos, frequentemente incapacitantes
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 Perturbação Obsessivo-compulsiva

 Perturbação ansiedade generalizada


 Perturbação de pânico
 Perturbação Stress pós traumático

Perturbações que espelham bem a complexa relação mente-corpo pois comportam


manifestações emocionais e fisiológicas.

Outras Perturbações Ansiedade:


• Perturbação Aguda de Stress
• Perturbação da Ansiedade Secundária a um estado Físico Geral
• Perturbação da Ansiedade Induzida por Substâncias
• Perturbação da Ansiedade SOE

Espectro da Ansiedade

Semiologia da ansiedade

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•Pensamentos, impulsos ou imagens recorrentes,


intrusivos e que provocam ansiedade que se mantêm
Obcessões
apesar do esforço em exclui-los. Causam profundo
desconforto e ansiedade.

•Comportamentos ou atos mentais repetitivos que a


pessoa se sente compelida a realizar em resposta a
Compulsões uma obsessão, com o objetivo de diminuir a ansiedade
(p.e lavagem; verificação; ordenar; contagem,
repetição palavras, …)

•Sentimento de ansiedade patológica dirigida em


Fobia relação a uma situação (social) ou objeto particular
(específica), levando o indivíduo a evitá-los.

•Período de tempo curto, que se inicia de forma súbita,


de intensa apreensão, medo ou terror, associados a
Ataque de Pânico sensação de catástrofe iminente. Associa-se a sensação
de dispneia, palpitações, precordialgia, medo de
enlouquecer ou perder o controlo.

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Perturbação Ansiedade Generalizada

Critérios Diagnósticos (DSM-IV-TR)

• Ansiedade e preocupação constante com diversas atividades ou acontecimentos


• > 6 meses
• Dificuldade em controlar a preocupação
• >>3 outros sintomas ansiosos

Sintomas Ansiosos:

• Agitação, nervosismo ou tensão interior


• Fadiga fácil
• Alteração concentração/cabeça vazia
• Irritabilidade
• Tensão Muscular
• Perturbação do sono

Perturbação de Pânico

Critérios Diagnósticos (DSM-IV-TR)

• Ataques de Pânico inesperados e recorrentes


• 1 deles seguido por
• > 1 mês de um sintoma

Sintomas Adicionais:

• Preocupação persistente em ter novos ataques


• Preocupação acerca das implicações dos ataques e suas consequências
• Alteração significativa do comportamento relacionada com os ataques

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Perturbação Obsessivo-Compulsiva

Critérios Diagnósticos (DSM-IV-TR)

• Obsessões (pensamentos persistentes, intrusivos)


• Compulsões (rituais)
• Existe um período em que as obsessões e compulsões são reconhecidas
como excessivas ou irracionais
• Provocam intenso mal-estar
• Consomem >1h/dia
• Interferem com o funcionamento normal da pessoa

Perturbações fóbicas
• Fobia específica
• Fobia Social

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Intervenção de enfermagem

• Alívio da ansiedade; controlo do medo; estratégias


Gestão de sintomas
de coping

• Diminuição do sofrimento mental


• Diminuição do comprometimento das funções
Impacto no
cognitivas (atenção, memória e raciocínio)
autocuidado
• Diminuição do comprometimento das relações
interpessoais

• A pessoa reconhece sinais e intervém prevenindo a


escalada de ansiedade
Segurança e
• Controla a ansiedade dentro de limites suportáveis
controlo emocional
• Controla pensamentos e rituais
• Demonstra estratégias de coping adaptativas

(foco) ansiedade (juízo) presente


Intervenções de enfermagem:
 Disponibilizar presença junto da pessoa (promover a segurança e reduzir o
medo)
 Explicar intervenções e sensações relacionadas (informação fatual do
tratamento e prognóstico)
 Informar a pessoa sobre expectativas da situação (de acordo com
comportamento e dúvidas)
 Promover a participação em atividades lúdicas (que levem à distração,
sobretudo crianças)
 Promover a utilização de objetos que simbolizem segurança
 Ficar com a pessoa, transmitindo-lhe segurança

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 Manter-se calmo (ansiedade pode ser contagiosa!)


 Utilizar explicações simples
 Reduzir os estímulos ambientais
 Encorajar a verbalização
 Administrar terapêutica, cf prescrito e controlo de efeitos
 Ensinar modos de interromper o aumento de ansiedade (reconhecer
sintomas e executar exercícios para evitar escalada)

Critérios de diagnóstico:
 Preocupação excessiva
 Alterações memória, atenção, …
 Agitação, tensão interior
 Tensão muscular
 Irritabilidade
 Perturbações do sono

(foco) medo (juízo) presente


Intervenções de enfermagem:
 Assegurar à pessoa que está segura
 Encorajar a verbalização do medo
 Discutir a factualidade da situação (apelar à razão)
 Ajudar a pessoa a selecionar estratégias de coping alternativas
 Ajudar a pessoa a lidar com sentimentos subjacentes que podem contribuir
para os medos irracionais

Critérios de diagnóstico:
 Comportamento dirigido para o evitamento de uma situação ou objeto
temidos
 Taquicardia
 Sudação

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(foco) coping (juízo) ineficaz


Intervenções de enfermagem:
 Identificar o que desencadeia rituais
 Atender as necessidades de dependência da pessoa
 Inicialmente permitir tempo para os rituais
 Proporcionar um horário estruturado de atividades
 Gradualmente delimitar o tempo dos rituais
 Reforçar positivamente os progressos

Critérios de diagnóstico:
 Pensamentos intrusivos e persistentes
 Rituais
 Ansiedade
 Alteração do padrão funcional com comprometimento das AVD

Benzodiazepinas
Efeitos Terapêuticos:
 Ansiolítico (Alprazolam, bromazepan, clarazepoxido)
 Hipnoinductor (Temazepan, Flurazepan, Midazolam, Estazolam)
 Miorelaxante (Diazepan)
Potência:
 Elevada – Midazolam e Triazolam
 Média – Alprazolam, Bromazepam, Lorazepam, Oxazepam e Temazepam
 Baixa – Clonazepam, Diazepam, Estazolam, Flurazepam e Clorazepóxido
Risco de:
 Tolerância
 Dependência – Física ou Psíquica
 Alterações da memória
Especialmente nos de potência média/elevada.

Cuidados específicos
 Usar na menor dose possível e pelo mínimo período de tempo possível
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 Se possível, usar de forma não permanente


 Descontinuar gradualmente
 Estar atento para sintomas “rebound”
 Avisar sobre interação com álcool
 Evitar BDZ em doentes com patologia respiratória ou hepática e, à noite, em
doentes com apneia do sono
Evitar em doentes com história de dependência de substâncias

FADIGA
Conceito
• Expressa níveis variados de uma sensação subjetiva caracterizada por falta
de energia e de capacidade para se empenhar no trabalho físico e mental.
• É o tipo de repouso com as características específicas: diminuição da força ou
resistência, sensação de lassidão, de cansaço, bocejo frequente, pouca
atenção, nunca se sentir bem repousado, diminuição da capacidade dos
tecidos para responderem a estímulos que provocam normalmente a
contração muscular, frequentemente associado a atividade física extenuante
ou exposição a pressão psicológica.

Atributos Essenciais
• É um sentimento subjetivo que é percebido pelo individuo. É reconhecido, é
variável em intensidade, frequência e duração.
• É expressa em termos de experiências físicas, afetivas ou emocionais,
cognitivas, atituidinais e comportamentais.
• É caracterizada por falta de energia, diminuição da capacidade para realizar
atividades físicas ou trabalho físico e mental.
• A experiência física é manifestada por sensação de cansaço de todo o corpo,
apatia, desgaste, ausência de energia, mau estar ou desconforto, sensação de
peso dos braços, pernas ou olhos, tremores ou dormência das extremidades,
tensão ocular, fraqueza ou falta de forças.

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• A experiência emocional é manifestada por sentimentos desagradáveis,


aumento da irritabilidade e falta de paciência.
• A experiência cognitiva é manifestada por dificuldade no pensamento, ou de
pensar com clareza, diminuição da atenção, dificuldade de concentração,
perceção lenta e debilitada dos estímulos / informação do ambiente,
julgamento pobre e esquecimento.
• A experiência atitudinal é manifestada por diminuição do interesse e da
motivação, apatia e indiferença ao que o rodeia.
• A experiência comportamental é manifestada por sentimento de ser capaz de
fazer pouco, e ser necessário mais esforço para fazer as coisas, desejo de se
deitar, ter um forte desejo de dormir e exibir alterações na aparência geral e
no padrão de comunicação.

Antecedentes
• Os fatores fisiológicos relacionados com a natureza da doença ou do seu
tratamento.
• Os fatores físicos representam a experiência dos sintomas do próprio e/ou
as alterações nos padrões de atividade, descanso e sono e a ingestão
alimentos e líquidos.
• Os fatores psicossociais são relacionados com o aumento das necessidades
desencadeados pela doença e a necessidade de adaptar ou ajustar a
alterações em variados aspetos do dia-a-dia. Está também relacionada com a
resposta emocional à doença e/ou tratamento com a utilização de estratégia
de coping ineficazes e stress prolongado.
• Os fatores ambientais ou situacionais que são o ruído, a temperatura, os
padrões sociais e os acontecimentos da vida, a privação sensorial e a
sobrecarga de informação.
• Os fatores inatos que são a idade, o sexo, e a genética.

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Consequências
• As consequências físicas: diminuição da performance das atividades físicas,
implicações na realização das atividades habituais, na modificação das
atividades recreativas e no comprometimento das atividades de
autocuidado.
• As consequências psicossociais: os sentimentos de desesperança e incerteza,
ajustamento psicológico pobre, a perda do emprego, a diminuição das
atividades sociais, diminuição do autoconceito e isolamento social.
• As consequências cognitivas: a alteração dos processos de pensamento, e
diminuição da performance no trabalho mental.

Avaliação Fadiga
• Escala Visual Analógica
• Escala de Impacto da Fadiga (validada população portuguesa Esclerose
múltipla)
• Questionário qualidade de vida
• ….
• Fatores preditivos da fadiga
 Domínio pessoal Idade, a perceção da autoeficácia, a preparação, a
qualidade do sono, classe socioeconómica
 Domínio do Ambiente Dificuldade percebida na prestação de
cuidados, o sofrimento, as exigências de horários, impacto no horário
da pessoa, a exigência dos cuidados
 Domínio da doença

Intervenções enfermagem
• Intervenções principais: Educação, terapia cognitivo comportamental,
relaxamento, técnicas de conservação de energia, planeamento de atividades
e o exercício.
• Intervenções complementares: restauração da atenção (perito), acupressão
/ acupunctura.

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• Tratamento Farmacológico: Psicoestimulantes; transfusão sanguínea;


estimulantes da eritropoetina, antidepressivos, benzodiazepinas, protetores
gástricos, analgésicos, relaxantes musculares, hormonal
• Tratamento não Farmacológico: Técnicas de conservação da energia;
organização das atividades de vida; exercício físico; terapia do sono;
alimentação adequada; terapias complementares; atividades de lazer…

De: fadiga presente Resultado esperado: Fadiga Ausente


Intervenções enfermagem (CIPE)
Intolerância à Atividade
• Validar conhecimento sobre atividade física
• Monitorizar frequência cardíaca antes da atividade
• Monitorizar frequência cardíaca depois da atividade
• Monitorizar frequência respiratória antes da atividade
• Monitorizar frequência respiratória depois da atividade
• Planear atividade física
• Planear repouso
• Incentivar hábitos de exercício
• Ensinar sobre estratégias de conservação de energia
• Instruir sobre atividade física
• Instruir sobre estratégias de conservação de energia
• Executar técnicas respiratórias
• Monitorizar fadiga
• Vigiar Fadiga
Sono
• Vigiar o sono
• Gerir ambiente físico
• Gerir regime medicamentoso
• Planear sono
• Otimizar posicionamento
• Otimizar roupa da cama
• Limitar a ingestão de líquidos antes do sono
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• Restringir o sono durante o dia


• Executar técnica de relaxamento
• Posicionar a pessoa
• Massajar partes do corpo
• Promover hábitos de mobilidade
• Incentivar o repouso
• Ensinar sobre técnica de relaxamento
• Instruir sobre técnica de relaxamento
• Treinar técnica de relaxamento
Ingestão nutricional
• Incentivar a pessoa a alimentar-se
• Requerer serviço de nutrição
• Vigiar o apetite
• Monitorizar peso corporal
• Promover envolvimento da família
• Gerir a dieta
Conforto
• Estabelecer relação com pessoa
• Escutar a pessoa
• Encorajar a comunicação expressiva das emoções
• Facilitar suporte familiar
• Confortar a pessoa
• Executar técnica de relaxamento
• Aplicar estratégias não farmacológicas
• Ensinar sobre estratégias não farmacológicas
• Ensinar sobre técnica de relaxamento
• Estimular técnica de distração
• Ensinar o prestador de cuidados sobre estratégias não farmacológicas
• Gerir regime medicamentoso

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Caso Prático
O Sr. José Silva, de 66 anos de idade, com o diagnóstico de neoplasia do pulmão,
terminou o 6º ciclo de QT há 2 semanas. Recorre à consulta e refere à Enfª Isabel
“sinto-me tão cansado! Não sei o que vai ser de mim? Mal consigo dormir, não me
apetece fazer nada!”
• Que intervenções de enfermagem planearia para o Sr. José?

DISPNEIA
Experiência subjetiva de desconforto a respirar que consiste em sensação
qualitativamente distintas que variam em intensidade.
“Processo do sistema respiratório comprometido: movimento laborioso de entrada
e saída de ar nos pulmões, com desconforto e esforço crescente, falta de ar, associado
a insuficiência de oxigénio no sangue circulante, sensações de desconforto e
ansiedade.” (CIPE, 2011)

Tipos de dispneia:
 Dispneia funcional – falta de ar associada com a atividade física, tal como
exercício e marcha.
 Dispneia em repouso – falta de ar quando em repouso e em posição
confortável.
Respiratory distress (sintomas)

Possível ver:
 Adejo nasal – importante nas crianças. No adulto já está numa fase muito
importante da infeção respiratória.
 Tiragem respiratória – infracostal, intercostal e supraclavicular. Os músculos
acessórios da respiração tentam compensar o que os músculos principais da
respiração não são capazes de fazer.
 Cianose
 Aumento da frequência respiratória

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 Dificuldade em respirar na posição de deitado

Possível ouvir:
 Sons respiratórios

FLEBOTOMIA/PUNÇÃO&VENOSA/VENOPUNÇÃO&PERIFÉRICA
Definição
Introdução de agulha/cateter numa veia periférica.
Requer prática especializada com conhecimento da anatomia vascular e medidas de
controlo de infeção que promovam a segurança do cliente.

Finalidades
 Infusão de líquidos
 Administração de fármacos
 Soroterapia
 Alimentação parentérica
 Administração de hemoderivados
 Colheita de sangue para provas laboratoriais/meios de cultura

Seleção da veia
Critérios:
 Tempo de cateterização da veia;
 Estado e localização das veias;
 Objetivo da punção;
 Idade do cliente;
 Situação de saúde do cliente, a sua colaboração e preferência.

Zonas a evitar:
 Áreas com grandes cicatrizes (por ex: queimaduras);
 Veias com aterosclerose;
 Enxerto vascular/Fistulas Arteriovenosas ou Próteses para Hemodiálise;

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 Compromisso da circulação venosa e/ou linfática (mastectomia radical,


hemiplegia);
 Hematoma/edema;
 Infeção/inflamação localizada;
 Presença de outros acessos vasculares/fluidoterapia em curso;
 Articulações ou proeminências ósseas;
 Membros inferiores com risco de desenvolvimento de trombos e êmbolos.

Locais mais frequentes


Colheitas de amostras de sangue:
 Veia cubital mediana
 Veia basílica
 Veia cefálica

Infusões intravenosas:
 Cateterizar preferencialmente o membro não dominante da região distal
para a proximal;
 Evitar veias tortuosas ou utilizadas recentemente;
 Considerar o tamanho do cateter.

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Dispositivos

Cuidados na manipulação/utilização de obturadores ou pontos de injeção:


 Desinfetar o obturador/ponto de injeção/torneira& de 3 vias com álcool a
70% vol;
 Verificar a permeabilidade e posicionamento do cateter, aspirando;
 Fazer lavagem do cateter com soro fisiológico;
 Administrar o medicamento;
 Fazer lavagem do cateter com soro fisiológico.

Registar:
 Data de colocação do cateter;
 Objetivo;
 Calibre;
 Local de punção;
 Reação do utente;
 Intercorrências.

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MEIOS COMPLEMENTARES DE DIAGNÓSTICO


Meios complementar de diagnóstico e terapêutica (mcdt)
Definição
Designação genérica que engloba exames laboratoriais, imagiológicos, colheita de
amostras por meios mais ou menos invasivos, e ainda atos de tratamento variados,
realizados em regime ambulatório ou em internamento hospitalar, que têm sido
objeto de estatísticas e de comparações para medir a produção dos serviços, e de
faturação a terceiros.

Exame Complementar de Diagnóstico: Exame ou teste que fornece resultados


necessários ao estabelecimento de um diagnóstico.

Exame Complementar de Terapêutica: Prestação de cuidados curativos após


diagnóstico e prescrição terapêutica.

Procedimentos: diagnósticos de enfermagem


Diagnósticos antes do procedimento
 Défice de conhecimento relacionado com o procedimento
 Ansiedade relacionada com desconhecimento das sensações provocadas
pelo procedimento
 Ansiedade relacionada com possíveis achados decorrentes do procedimento
 Risco de défice de líquido relacionado com a necessidade de jejum
 Alteração do padrão de eliminação relacionado com preparação intestinal
 Risco de lesão relacionado com reação alérgica a meio de
 Contraste

Risco de lesão relacionado com o uso de meio de contraste


 Dor relacionada com o procedimento
 Ansiedade relacionada com o resultado do teste

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Preparação das crianças para procedimentos


• Determinar os detalhes do procedimento a ser realizado.
• Analisar o nível atual de compreensão dos pais e da criança.
• Basear o ensino de acordo com a idade de desenvolvimento e o conhecimento
existente.
• Integrar os pais no ensino se eles o desejarem, especialmente se planeiam
participar nos cuidados.
• Informar os pais acerca do seu papel de apoio durante o procedimento, como
ficar de pé próximo da cabeça ou na linha de visão da criança e falar
suavemente com a mesma, bem como acerca das respostas típicas de
crianças submetidas a procedimento.
• Permitir uma discussão ampla para evitar a sobrecarga de informação e
garantir um feedback adequado.
• Utilizar termos concretos, não abstratos, e recursos visuais para descrever o
procedimento. Por exemplo, utilize um desenho de linha simples de um
menino ou menina e marque a parte do corpo que será envolvida no
procedimento. Utilize modelos não ameaçadores, mas realistas. Enfatizar que
nenhuma outra parte do corpo estará envolvida.
• Se a parte do corpo está associada a uma função específica, salientar a
alteração ou o não envolvimento dessa capacidade (e.g., após
amigdalectomia, a criança pode ainda falar).
• Utilizar palavras e frases de extensão apropriada ao nível de compreensão da
criança (uma regra de ouro: o número de palavras a utilizar na frase dirigida
a uma criança é igual à sua idade em anos mais 1).
• Evitar palavras e frases com duplo significado, a menos que a criança entenda
tais palavras.
• Esclarecer todas as palavras desconhecidas (e.g., “A anestesia é um sono
especial”).
• Enfatizar os aspetos sensoriais do procedimento - o que a criança vai sentir,
ver, ouvir, cheirar, tocar e o que pode fazer durante o procedimento (e.g.,
ficar quieta, contar em voz alta, apertar a mão, abraçar uma boneca).

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• Permitir que a criança pratique os procedimentos que requerem a sua


cooperação (e.g., mudar de posição, respirar profundamente, usar um
espirómetro de incentivo).
• Introduzir por último as informações indutoras de ansiedade (e.g., colocação
de acesso intravenoso).
• Ser honesto com a criança quanto aos aspetos desagradáveis de um
procedimento mas evitar criar preocupações desnecessárias. Quando referir
que um procedimento pode ser desconfortável, referir que ele é sentido de
forma diferente por pessoas diferentes.
• Enfatizar o final do procedimento e os eventos agradáveis posteriores (e.g.,
ir para casa, ver os pais).
• Enfatizar os benefícios positivos do procedimento (e.g., “Depois das tuas
amígdala serem tratadas, não vais ter tantas dores de garganta”).
• Proporcionar um final positivo, elogiando os esforços de cooperação e de
coping.

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Escolha de Palavras corretas para substituir as ameaçadoras

Preparação da criança para procedimentos


LACTENTE – Desenvolvimento da Confiança e do Pensamento
Sensório-Motor
• Vinculação aos Pais
• Envolver os pais no procedimento se eles assim o desejarem.
• Manter os pais no campo visual do lactente.
• Se os pais não podem ficar com o bebé, colocar um objeto familiar junto deste
(e.g., um brinquedo de pano)
• Ansiedade a Estranhos
• Permitir que os cuidadores habituais possam realizar ou colaborar no
procedimento.
• Avançar lentamente e de forma não ameaçadora.
• Limitar o número de pessoas estranhas a entrar na sala durante o
procedimento.

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Aprendizagem Sensório-motor
• Durante o procedimento utilizar medidas sensoriais de conforto (e.g.,
acariciar a pele, falar suavemente, oferecer a chupeta).
• Administrar analgésicos (e.g., anestésico tópico, opióides intravenoso) para
controlar o desconforto
• Acariciar e abraçar a criança após um procedimento stressante; incentivar os
pais a confortarem a criança.
• Controlo Muscular Aumentado
• Esperar resistência por parte de lactentes mais velhos.
• Conter adequadamente.
• Manter objetos perigosos fora do alcance.
• Memória de Experiências passadas
• Perceber que os lactentes mais velhos podem associar objetos, lugares ou
pessoas a experiências dolorosas anteriores e vão chorar e resistir ao vê-las.
• Manter objetos assustadores fora do campo de visão da criança. *
• Realizar os procedimentos dolorosos numa sala própria, e não no berço (ou
cama). *
• Usar sempre que possível procedimentos não invasivos (e.g., temperatura
axilar ou timpânica, medicamentos orais). *
• Imitação de Gestos
• Demonstrar o comportamento desejado (e.g., abrir a boca).

TODDLER – Desenvolvimento da Autonomia e do Pensamento Sensório-


Motor e Pré-Operatório
Utilizar as mesmas abordagens que para o lactente, acrescentando as orientações
que se seguem:
• Pensamento Egocêntrico
• Explicar o procedimento relativamente ao que a criança vai ver, ouvir,
provar, cheirar e sentir.
• Enfatizar os aspetos do procedimento que requerem cooperação (e.g.,
permanecer quieto).

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• Dizer à criança que ela pode chorar, gritar ou usar outros meios verbais para
expressar o seu desconforto.
• Comportamentos Negativos
• Esperar resistência aos tratamentos; a criança pode tentar fugir.
• Utilizar uma abordagem firme e direta.
• Ignorar as birras.
• Utilizar técnicas de distração (e.g., cantar uma música com a criança).
• Conter adequadamente.
• Animismo
• Manter objetos ameaçadores fora do campo de visão (as crianças mais jovens
acreditam que os objetos têm qualidades reais e que podem magoá-las).
• Habilidades de Linguagem Limitadas
• Comunicar através de gestos ou demonstrações.
• Utilizar frases curtas e termos simples e familiares para a criança.
• Fornecer à criança uma orientação de cada vez (e.g., “Deita-te”, depois
“Segura a minha mão”).
• Utilizar pequenas réplicas de equipamentos; permitir que a criança manuseie
os equipamentos.
• Utilizar a brincadeira; demonstrar num boneco, mas evitar o boneco
preferido da criança, uma vez que a criança pode pensar que o boneco pode
realmente “sentir” o procedimento.
• Preparar os pais separadamente para evitar que a criança interprete
erroneamente as palavras.
• Conceito Limitado de Tempo
• Preparar a criança pouco tempo antes, ou imediatamente antes, do
procedimento.
• Realizar sessões de ensino de cur ta duração (cerca de 5 a 10 minutos).
• Finalizar a preparação da criança antes de envolver a criança no
procedimento.
• Dispor de equipamento extra nas proximidades (e.g., compressas com álcool,
agulha extra, bandas adesivas para evitar atrasos.

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• Informar a criança quando o procedimento estiver concluído.


• Procura de Independência
• Permitir escolhas sempre que possível, mas perceber que a criança pode
ainda ser resistente e negativa.
• Permitir que a criança participe nos cuidados e ajudar sempre que possível
(e.g., tomar o medicamento através do copo, segurar um penso).
• Egocêntrico
• Explicar o procedimento utilizando termos simples e em relação à forma
como ele afeta a criança (tal como nos toddlers, evidenciar os aspetos
sensoriais).
• Demonstrar a utilização de equipamentos.
• Permitir que a criança brinque com o equipamento em miniatura ou real.
• Incentivar a representação da experiência num boneco, quer antes quer
depois do procedimento, para esclarecer equívocos
• Utilizar palavras neutras para descrever o procedimento (ver Orientações
para a Prática de Enfermagem, p. 1067).
• Competências de Linguagem Aumentadas
• Utilizar a explicação verbal, mas evitar sobrestimar a compreensão das
palavras pela criança.
• Incentivar a criança a verbalizar ideias e sentimentos.
• Conceito de Tempo e Tolerância à Frustração Limitados
• Implementar as mesmas abordagens utilizadas nos toddlers, mas pode
planear uma sessão de ensino mais prolongada (10 a 15 minutos); pode
dividir a informação em mais do que uma sessão.
• Doença e Hospitalização Percebidos como Punição
• Esclarecer o motivo pelo qual cada procedimento é realizado; uma criança
vai achar difícil entender como a medicina pode fazê-la senti r - se melhor e
pode ao mesmo tempo fazê-la senti r - se mal
• Perguntar à criança quais são as suas explicações acerca do motivo da real do
procedimento.

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• Afirmar de forma direta que os procedimentos não são uma forma de


punição.
• Animismo
• Manter o equipamento fora do campo de visão da criança, exceto quando este
é demonstrado ou utilizado na criança.
• Medo da Lesão Corporal, Invasão e Castração
• Apontar no desenho, num boneco ou na própria criança o local onde o
procedimento será realizado.
• Enfatizar que nenhuma outra parte do corpo será envolvida.
• Utilizar sempre que possível procedimentos não invasivos (e.g. , temperatura
axilar, medicação oral).
• Aplicar um penso adesivo sobre o local da punção.
• Incentivar a presença dos pais.
• Perceber que os procedimentos que envolvem os genitais podem provocar
ansiedade.
• Permitir que a criança utilize cuecas quando veste uma bata.
• Explicar as situações desconhecidas, especialmente os ruídos ou luzes.
• Esforço pela Iniciativa
• Envolver a criança nos cuidados sempre que possível (e.g., segurar o
equipamento, remover o penso).
• Oferecer escolhas sempre que possível, mas evitar atrasos excessivos.
• Elogiar a criança pela ajuda e cooperação; nunca envergonhar a criança por
falta de cooperação

ESCOLAR – Desenvolvimento da Indústria e do Pensamento Concreto


• Conhecimento
• Explicar os procedimentos utilizando a terminologia científica e médica
correta.
• Explicar o procedimento utilizando diagramas simples e fotografias.
• Discutir a necessidade do procedimento; os conceitos de doença e as funções
corporais são muitas vezes vagos.

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• Explicar a função e o funcionamento dos equipamentos em termos concretos.


• Permitir que a criança manipule os equipamentos; utilizar sempre que
possível um boneco ou uma outra pessoa como modelo para praticar a
utilização do equipamento (brincar com bonecos pode ser considerado pela
criança em idade escolar mais velha como uma atividade infantil).
• Dar tempo antes e após o procedimento para perguntas e discussão.
• Conceito de Tempo Aperfeiçoado
• Planear sessões de ensino mais longas (cerca de 20 minutos).
• Preparar até 1 dia antes do procedimento para permitir o processamento da
informação.
• Autocontrolo Aumentado
• Dizer à criança o que é esperado.
• Sugerir várias formas de manter o controlo a par tir das quais a criança pode
selecionar (e.g., a respiração profunda, o relaxamento, a contagem).
• Esforço pela Indústria
• Permitir a responsabilização da criança por tarefas simples (e.g., colheita de
amostras).
• Incluir a criança na tomada de decisão (e.g., a hora do dia para realizar o
procedimento, o local preferido).
• Incentivar a participação ativa (e.g., a remoção de pensos, a manipulação de
equipamentos, a abertura de pacotes).
• Desenvolvimento das Relações com os Pares
• Preparar duas ou mais crianças para o mesmo procedimento ou incentivar
uma a ajudar a preparar o outro.
• Proporcionar privacidade dos pares durante o procedimento de forma a
manter a autoestima.

ADOLESCENTE – Desenvolvimento da Identidade do Pensamento Abstrato


• Maior Capacidade de Pensamento Abstrato e de Raciocínio
• Discutir os motivos pelos quais o procedimento é necessário ou benéfico.

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• Explicar as consequências a longo prazo dos procedimentos; incluir


informações acerca do trabalho em conjunto dos sistemas do corpo.
• Ter presente que o adolescente pode temer a mor te, a deficiência ou outros
riscos potenciais.
• Incentivar o questionamento relativamente a medos, opções e alternativas.
• Consciência da Aparência
• Proporcionar privacidade; descrever como o corpo será coberto e o que será
exposto.
• Discutir como o procedimento pode afetar a aparência (e.g., cicatriz) e o que
pode ser feito para minimizá-la.
• Enfatizar os benefícios físicos do procedimento.
• Maior Preocupação com o Presente do que com o Passado
• Perceber que para o adolescente os efeitos imediatos do procedimento são
mais significativos do que os benefícios futuros.
• Procura de Independência
• Envolver o adolescente na tomada de decisão e no planeamento (e.g., a
escolha da hora, do local, das pessoas que estarão presentes durante o
procedimento, das roupas, se eles vão observar o procedimento).
• Impor o mínimo possível de restrições.
• Explorar quais as estratégias de coping que funcionaram no passado; eles
podem precisar de sugestões de várias técnicas.
• Aceitar desde a regressão a métodos de coping mais infantis.
• Compreender que o adolescente pode ter dificuldade em aceitar novas
figuras de autoridade e pode resistir a aderir aos procedimentos.
• Desenvolvimento das Relações com os Pares e da Identidade de grupo
• O mesmo que para a criança em idade escolar, mas assume um significado
ainda maior.
• Permitir que o adolescente fale com outros adolescentes que foram
submetidos ao mesmo procedimento.

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AMNIOCENTESE
Definição
O líquido amniótico envolve o bebê durante a gravidez. A amniocentese é a remoção
de uma pequena quantidade de fluido para teste.

Razões para o procedimento


A amniocentese é mais frequentemente
feita para ver se há alguma anormalidade
nos genes do bebê (DNA). Também pode
ser feita para ver se o bebê está a
desenvolver-se corretamente. Mais tarde,
durante a gravidez, pode ser feita para
determinar a maturidade dos pulmões do
bebê.

Fatores que indicam que pode precisar deste procedimento incluem:


 Idade: mais de 35 anos, no momento do parto;
 A história familiar de anomalia cromossômica;
 A história familiar de doença hereditária;
 A história familiar de defeitos do tubo neural - problemas na coluna e
crescimento do cérebro, como a espinha bífida e anencefalia;
 Resultados anormais de exames de diagnóstico precoce de anomalias
cromossômicas.

Dependendo dos seus fatores de risco, as células do fluido amniótico são testadas
para:
 Anormalidades cromossômicas. Os resultados estão geralmente prontos
dentro de 14 dias. Cromossomos a mais ou em falta levam a defeitos
congênitos físicos e a deficiência intelectual. O Síndrome de Down é um
exemplo.
 Doenças genéticas hereditárias - os resultados dos testes estão normalmente
prontos em 1-5 semanas. Os exemplos incluem:
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 Doença de Tay-Sachs - mais frequente na população judaica Ashkenazi.


 A fibrose cística - Mais frequente na raça branca de ascendência do Norte
da Europa.
 A doença falciforme - Mais frequente na raça negra.

A amniocentese também pode ser feita:


 Em gestações de alto risco que podem exigir parto prematuro;
 Há preocupação com Rh-sensibilidade gravidez.

Possíveis complicações
Os problemas do procedimento são raros, mas todos os procedimentos têm algum
risco. O seu médico irá avaliar possíveis problemas, como:
 Sangramento, cólicas, e vazamento de líquido pela vagina
 Infeção
 A mistura de sangue, se você e seu bebê tiverem diferentes tipos de sangue
 Necessidade de repetição do teste
 Dano ao feto pela agulha - Raro
 Aborto - Raro

Os fatores que podem aumentar o risco de complicações incluem:


 A obesidade materna
 Cirurgia abdominal anterior
Certifique-se de discutir estes riscos com seu médico antes do procedimento.

O que esperar?
Anestesia: Pode ser dada uma anestesia local numa pequena área no abdômen onde
a agulha será inserida.

Descrição do procedimento
Em primeiro lugar, um ultrassom será feito. Isto vai ajudar a escolher um local
seguro para inserir a agulha. O abdômen será limpo. Em seguida, uma agulha muito
fina será inserida através do abdômen até ao útero. Algumas colheres de chá de
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líquido amniótico serão removidas. Após a agulha ser removida, o médico irá
certificar-se de que o batimento cardíaco do bebê se encontra normal. Na maioria
dos casos, um ultrassom será usado em todo o processo.

Quanto tempo vai demorar?


Cerca de 45 minutos.

Vai doer?
Pode sentir cólicas quando a agulha entra no seu abdômen. Também pode sentir
pressão quando o fluido é retirado.

Cuidados pós-procedimento
Um teste que mostra um bebê saudável é ideal, mas terá que estar preparado, se os
resultados mostrarem o contrário. Se o teste mostra que o seu bebê pode ter uma
doença genética, pode precisar de tomar decisões difíceis a respeito da sua gravidez.
Se continuar com a gravidez, então terá de lidar com as necessidades especiais do
seu filho. O seu médico pode ajudá-lo a entender os prós e contras de ter este teste.
O seu médico irá trabalhar com você sobre as opções que são melhores para você
depois de conhecer os resultados.

Chame o seu médico


É importante monitorizar a sua recuperação. Alertar o seu médico para todos os
problemas. Se alguma das seguintes situações ocorrer, contate-o:
 Sinais de infeção, como febre e calafrios
 Náuseas ou vómitos
 Dor ou cólicas no seu abdómen ou ombro
 Sangramento vaginal ou perda de fluido a partir da vagina
 Vermelhidão, inchaço, dor aumentando ao longo do tempo, sangramento
excessivo, ou corrimento do local da amniocentese

Novos, sintomas inexplicáveis


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Se acha que tem uma emergência, pedir ajuda médica imediatamente!

BIOPSIA DO FÍGADO
Definição
Procedimento para obter uma amostra de tecido do fígado.

Razões para o procedimento


As biopsias do fígado realizam-se para avaliar:
 Testes sanguíneos anormais, tais como elevação das enzimas hepáticas,
bilirrubina, cobre ou ferro no sangue;
 Um aumento do fígado;
 A gravidade das doenças hepáticas;
 O progresso da terapia para doenças hepáticas;
 Uma massa de fígado;
 O fígado depois de um transplante de fígado.

Possíveis complicações
Se está a planear fazer uma biópsia do fígado, o seu médico irá analisar uma lista de
possíveis complicações, que podem incluir:
 Dor
 Sangramento
 Infeção
 Perfuração da vesícula biliar ou intestinos
 Punção do pulmão
Os fatores que podem aumentar o risco de complicações incluem:
 Fumador
 Doença crônica
 Alcoolismo
 Subnutrição

O que esperar?
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Antes do processo
O seu médico pode fazer o seguinte:
 Exame físico
 Exames de sangue
 Ultrassom

Antes de sua biópsia:


 Evite comer ou beber por 8-12 horas.
 Converse com o seu médico sobre os seus medicamentos. Pode ser solicitado
a parar de tomar alguns medicamentos até uma semana antes do
procedimento, como:
 Anti-inflamatórios, como o ibuprofeno
 Diluentes de sangue
 Medicamentos anti-plaquetários

Mandar alguém para te levar para casa após a biópsia.


Anestesia: se a anestesia local é usada, então, apenas a área que está a ser operada é
anestesiada. É administrada como uma injeção e também pode ser dada como um
sedativo.

Descrição do procedimento
Existem diferentes técnicas utilizadas para fazer uma biópsia do fígado, incluindo:
 Biópsia do fígado convencional
 Biópsia do fígado laparoscópica - feito quando a biópsia tem de ser feita a
partir de uma área específica do fígado
 Biópsia hepática transvenosa - feito se o sangue coagula mal ou se tem uma
grande quantidade de líquido no abdómen

Biópsia hepática convencional

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Deita-se de costas com a mão direita atrás da cabeça. A ultrassonografia ou


tomografia computadorizada pode ser usada para ajudar a guiar a colocação da
agulha. A pele será limpa. Em seguida, o medicamento será injetado para entorpecer
a área. Uma pequena incisão será feita. Terá que expirar e segurar a respiração
enquanto a agulha é inserida. Por vezes, a agulha terá que ser inserido várias vezes.
Após o procedimento, a área será enfaixado.

Biópsia hepática laparoscópica


O seu médico irá fazer uma pequena incisão. Um longo instrumento com uma
câmara na extremidade será passado no seu abdômen na área do fígado. Este
instrumento vai enviar imagens do fígado para uma tela de TV. Incisões adicionais
serão feitas para passar outros instrumentos. Estes instrumentos irão ser utilizados
para recolher amostras de fígado.

Biópsia hepática transvenosa


Um pequeno tubo flexível será inserido na veia do pescoço ou na virilha. Este tubo
será enfiado todo o caminho para as veias até ao seu fígado. Uma agulha de biópsia
será passada através do tubo para obter uma amostra de biópsia.

Imediatamente após o procedimento


Você vai mentir (?) sobre o seu lado direito, pelo menos, duas horas.

Quanto tempo vai demorar?


Cerca de 15-20 minutos

Vai doer?
Irá sentir dor leve ou cólicas no local da biópsia. Também pode ter dor no ombro
direito. A dor deve durar menos de 30 minutos.

Cuidados pós-operatórios
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Quando voltar para casa após o procedimento, faça o seguinte para ajudar a garantir
uma recuperação suave:
 Se um sedativo foi dado, não conduza por pelo menos 24 horas.
 Descansar o resto do dia.
 Não exercer ou levantar objetos pesados por pelo menos uma semana.
 Pergunte ao seu médico quando pode retomar suas atividades normais.
 Continue com a sua dieta normal.
 Pergunte ao seu médico quando pode retomar a toma dos seus
medicamentos.
 Pergunte ao seu médico sobre quando é seguro tomar banho ou mergulhar
na água.
Certifique-se de seguir as instruções do seu médico.
Os resultados da biópsia vão demorar 1-4 semanas. Você e o seu médico irão discutir
os resultados.

Chame o seu médico


Depois de chegar a casa, contacte o seu médico se alguma das seguintes situações:
 Sinais de infeção, como febre e calafrios;
 Vermelhidão, inchaço, dor a aumentar, sangramento excessivo, ou alguma
descarga no local da incisão;
 Dor abdominal severa, náuseas ou vómitos;
 Tontura;
 Dor no ombro grave;
 Problemas na respiração, tosse ou dor no peito.
Em caso de emergência, pedir ajuda médica imediatamente!

Tomografia Computorizada (TAC)


Definição: uma TAC usa tecnologia raio-x para criar múltiplas imagens do interior
do corpo. Comparada com os raio-x, a TAC consegue fornecer imagens mais
detalhadas e nítidas dos ossos, órgãos, tecidos moles, vasos sanguíneos e outras
partes do corpo.

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Intervenção de enfermagem ao cliente com doença aguda e/ou crónica

Razões para a realização do exame:


✓ Pesquisa de hemorragias internas, especialmente dentro do crânio
✓ Estudar o peito e abdómen
✓ Determinar o tamanho e localização de um tumor
✓ Diagnosticar e tratar problemas esqueléticos
✓ Diagnosticar doenças dos vasos sanguíneos
✓ Planear radioterapia para o cancro
✓ Guiar biópsias e outros tratamentos
✓ Planear cirurgias
✓ Identificar lesões provocadas por trauma

Possíveis complicações: as complicações são raras, mas podem incluir reação


alérgica ao contraste e lesões renais provocadas pelo contraste. A exposição à
radiação pode aumentar o risco de desenvolver cancro. Quanto mais vezes uma
pessoa é exposta à radiação, maior será o risco. A radiação é mais perigosa nas
grávidas e crianças, e desaconselha-se a realização deste exame às mulheres
grávidas.

O que esperar
Antes do exame
o Vai ser perguntado o seguinte:
▪ Antecedentes pessoais (história médica e cirúrgica)
▪ Medicação atual
▪ Alergias
▪ Se está grávida ou a tentar engravidar
o Devem-se seguir as instruções do médico relativamente a mudanças
na dieta ou medicação
o Vai ser pedido para remover brincos, óculos, aparelhos auditivos e
dentaduras
o Vai também ser pedido para remover a roupa e vestir uma bata
o Um profissional de saúde virá explicar o exame e responder a
quaisquer perguntas que a pessoa possa ter
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Descrição do exame
o Se for utilizado contraste, insere-se uma pequena agulha IV no braço
ou mão
o A pessoa vai ficar deitada, imóvel numa mesa deslizante. A mesa vai
deslizar para dentro de um cilindro estreito.
o O técnico sai da sala e dá instruções através de um intercomunicador.
A pessoa pode falar com o técnico também através do
intercomunicador. Quando o exame acaba, a mesa desliza para fora da
máquina. Se houver uma agulha IV, será removida
Após o exame
o Pede-se à pessoa que espere enquanto as imagens são analisadas,
porque pode haver necessidade de repetir o exame.
Quanto tempo vai durar?
o Entre 10-15 minutos
Vai doer?
o Este exame é indolor
o A pessoa pode-se sentir quente com a injeção do contraste
Resultados
o Após o exame um radiologista vai analisar as imagens e escrever um
relatório. O médico transmite à pessoa os resultados do exame e a
necessidade de futuros exames ou tratamentos

Deve-se contatar o médico caso haja:


Alergias ou sintomas anormais.

Ressonância Magnética (RM)


Definição: uma RM usa ondas magnéticas e computadores para criar imagens do
interior do corpo, que podem ser bidimensionais (2D) ou tridimensionais (3D).

Razões para a realização do exame: uma pessoa pode ser submetida a RM para
diagnosticar uma doença ou procurar lesões internas. Qualquer parte do corpo pode

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ser testada. Também se pode usar a RM para verificar se a medicação ou tratamento


está a ser eficaz numa doença específica, como o cancro.

Possíveis complicações: a RM pode ser prejudicial se houver metal dentro do


corpo, incluindo:
➢ Dispositivos médicos, como pacemakers, implantes auditivos, bombas de
insulina ou shunts
➢ Próteses articulares, placas ou pinos de metal
➢ Objetos de metal ou fragmentos – pode-se fazer um raio-x antes da RM
Pode ser necessário utilizar contraste para melhorar a visualização das imagens.
Algumas pessoas reagem mal a esta substância. A pessoa deve falar com o médico
sobre quaisquer alergias ou problemas hepáticos e renais, que podem dificultar a
eliminação do contraste.

O que esperar
Antes do exame
o Devem-se seguir as instruções do médico sobre o tipo de alimentos e
bebidas a ingerir
o O médico pode administrar medicação sedativa se a pessoa estiver
ansiosa em relação ao exame. Se isto acontecer, é necessário um
acompanhante que leve a pessoa a casa. Pode ser tomado 1-2 horas
antes do exame
o Vai ser perguntado o seguinte:
▪ Antecedentes pessoais (história médica e cirúrgica)
▪ Gravidez
▪ Alergias
▪ Se tem algo no corpo que possa interferir com a RM, como:
• Pacemaker ou implante desfibrilhador
• Neuro estimulador
• Implante auditivo
• Fragmentos metálicos

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• Dispositivos implantados, como bombas de insulina


• Placas e pinos, parafusos ou agrafos cirúrgicos
• Próteses articulares
• Clips de metal provenientes de reparação de aneurisma
• Balas retidas
o Vai ser pedido para remover brincos, óculos, aparelhos auditivos e
quaisquer pensos de medicação transdérmica.
o Pode ser fornecido: tampões auditivos ou headphones por causa do
barulho da máquina; contraste
Descrição do exame
o Se for utilizado contraste, insere-se uma pequena agulha IV no braço
ou mão
o A pessoa vai ficar deitada, imóvel numa mesa deslizante. Dependendo
da condição, pode também estar ligada a aparelhos que controlem a
frequência cardíaca e a respiração. A mesa vai deslizar para dentro de
um cilindro estreito. Em algumas máquinas os lados são abertos, para
se poder olhar para fora da sala
o O técnico sai da sala e dá instruções através de um intercomunicador.
A pessoa pode falar com o técnico também através do
intercomunicador. Quando o exame acaba, a mesa desliza para fora da
máquina. Se houver uma agulha IV, será removida
o Se a pessoa sofre de claustrofobia, há máquinas abertas. Também há
máquinas que permitem à pessoa ficar numa posição sentada.
Após o exame
o Pede-se à pessoa que espere enquanto as imagens são analisadas,
porque pode haver necessidade de repetir o exame
o Se a pessoa foi sedada dão-se instruções para não conduzir, manusear
máquinas ou tomar decisões importantes até o efeito do sedativo
passar completamente
o Se uma mulher estiver a amamentar e receber contraste, deve-se
discutir com o médico quando voltar a amamentar.

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Quanto tempo vai durar?


o Entre 40-90 minutos
Vai doer?
o Este exame é indolor
o Se for introduzido contraste, e pessoa pode sentir uma picada quando
a agulha é inserida e uma sensação fresca conforme a substância é
injetada
Resultados
o Após o exame um radiologista vai analisar as imagens e escrever um
relatório. O médico transmite à pessoa os resultados do exame e a
necessidade de futuros exames ou tratamentos

Deve-se contactar o médico caso haja:


o Agravamento dos sintomas
o Alergias ou sintomas anormais, como rash cutâneo ou inchaço no caso da
administração de contraste

Biopsia da medula óssea


Definição
Uma biópsia de medula óssea é a remoção de uma amostra de medula óssea para o
teste. O procedimento é feito com mais frequência no osso pélvico. Também pode
ser feito sobre o esterno.

Razões para Procedimento


A biópsia da medula óssea pode ser feito para:
• Avaliar uma baixa contagem de glóbulos vermelhos (anemia), baixa
contagem de glóbulos brancos (leucopenia) e baixa contagem de plaquetas
(trombocitopenia)
• Diagnosticar e estágio do linfoma ou tumores sólidos
• Diagnosticar, monitorizar e avaliar as leucemias
• Avaliar problemas de nível de ferro

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• Avaliar as causas de inexplicável aumento do baço - esplenomegalia


• Avaliar outras doenças do sangue ou doenças que podem afetar a medula
óssea

Possíveis complicações:
As complicações são raras, mas nenhum procedimento é completamente livre de
risco. Se está a planear fazer este procedimento, o médico irá analisar uma lista de
possíveis complicações que podem incluir:
• Infeção
• Sangramento

Alguns fatores de risco para complicações durante o procedimento incluem:


• Distúrbios hemorrágicos
• Infeção da pele no local da biópsia
• Infeção na corrente sanguínea
• O tratamento prévio de radiação no local da biópsia
• Osteoporose severa

O que esperar
Antes do processo
O seu médico pode fazer um exame físico e um exame ao sangue.
Converse com o seu médico sobre os seus medicamentos. Pode ser solicitado a parar
de tomar alguns até uma semana antes do procedimento, como:
• Anti-inflamatórios
• Diluentes do sangue
• Medicamentos antiplaquetários
• Anestesia
A anestesia local será utilizada.

Descrição do Processo

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Pode ser dado um sedativo leve. Ele irá ajudá-lo a relaxar. A área de biópsia será
limpa e anestesiada.
Uma agulha de biópsia será inseridano osso. A agulha vai ser “torcida” e movida para
a frente. Este movimento vai permitir que uma amostra de medula óssea seja
inserida no núcleo da agulha. Uma quantidade justa ou pressão pode ser utilizada. A
agulha pode precisar de ser embalada. A agulha irá depois ser removida. A amostra
de medula óssea estará no interior da agulha. A pressão será aplicada à área de
punção. Uma ligadura será aplicada.

Imediatamente após o procedimento:


A amostra de medula óssea será examinada por um patologista. Pergunte ao seu
médico quando pode esperar os resultados.

Quanto tempo vai demorar?


Cerca de 30 minutos.

Vai doer?
A injeção de anestesia pode doer ou queimar. Pode notar uma sensação de pressão
e dor quando a agulha de biópsia é agitada. Após a biópsia, pode sentir dor na área
por algumas horas.

Pós-procedimento Cuidados
Em Casa
Deve ser capaz de retomar as suas atividades normais após a sua biópsia. Se tiver
sido sedado, evitar a condução ou utilização de equipamentos até os efeitos do
medicamento terem passado.
Siga todas as instruções do seu médico.

Chame o seu médico


Depois de estar em casa, entre em contato com o seu médico em qualquer uma das
seguintes situações:
• Sinais de infeção, como febre e calafrios
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• Vermelhidão, inchaço, dor aumentada, sangramento excessivo, ou qualquer


descarga do local da biópsia
• Náuseas e/ou vómitos
• Tosse, falta de ar, dor no peito ou
• Dor nas articulações, fadiga, rigidez, erupção cutânea, ou outros sintomas
novos
Em caso de emergência, pedir ajuda médica imediatamente!

INTERVENÇÃO DE ENFERMAGEM NO CLIENTE COM DOR

Controlo da dor
• Colaborar dentro da equipa multidisciplinar na definição de um plano de
intervenção
 Contribuir com dados relevantes para a seleção mais adequada dos
analgésicos e das vias de administração
 Envolver a pessoa/cuidador na definição e reajustamento do plano
terapêutico
 Ajustar o plano terapêutico de acordo com os resultados da
reavaliação
 Conhecer as indicações, as contraindicações e os efeitos colaterais dos
fármacos utilizados no controlo da dor e as interações
medicamentosas
 Prevenir e controlar os efeitos colaterais da terapêutica analgésica
(Anexo III)
 Vigiar a segurança da terapêutica analgésica
 Prevenir e tratar a dor decorrente de intervenções e procedimentos
 Conhecer as indicações, as contraindicações e os efeitos colaterais das
intervenções não farmacológicas (Anexo IV)
 Utilizar intervenções não farmacológicas em complementaridade e
não em substituição da terapêutica farmacológica.

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Tipos de analgésicos

Medidas Farmacológicas no Controlo da Dor


• Princípios
 Abordagem de intervenção por degraus.
 Doses em intervalos regulares.
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 Via e método de administração apropriado.


 Individualização do tratamento.

Abordagem por Degraus: Adulto

Abordagem por Degraus: Criança

Medidas Farmacológicas no Controlo da Dor


Quando a dor está constantemente presente os analgésicos devem ser
administrados em intervalos regulares
A administração deve ser decidida pelo relógio e não com base na necessidade

Vias e Métodos de Administração dos Fármacos Analgésicos


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A via oral é a via recomendada para a administração de opioides.


A escolha de uma via alternativa deve ser baseada na avaliação clínica,
disponibilidade, exequibilidade e preferência do cliente.
A administração intramuscular deve ser evitada nas crianças.

Analgesia Controlada pelo Paciente


O seu uso implica uma bomba infusora computorizada com controlo à distância, pelo
paciente.
Administração por via IV, epidural ou SC de um analgésico opiáceo (geralmente
morfina).
O computador permite fixar a dose individual, a frequência máxima e a frequência
cumulativa dos bólus administrados

Analgesia Controlada pelo Paciente


• Variações
 Analgesia controlada pela família
 Analgesia ativada pelo enfermeiro
 Taxa basal de infusão contínua.
• Limitações
 Capacidade para entender o conceito
 Capacidade para operar o sistema
 Tolerância aos opioides

Analgesia Epidural ou Intratecal


Implica a colocação de um cateter num espaço epidural ou intratecal, para
administração continua, única ou intermitente de opioides com ou sem anestésico
de longa duração.

Analgesia Transdérmica

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Esta via produz um depósito subcutâneo que resulta numa libertação lenta com
início da ação de 8-16h e semivida cerca de 24 h, após a remoção do penso. A duração
da ação é de 72h.

Anestésicos Tópicos
Importante no cuidado não traumático às crianças.
• EMLA®(pomada)
 Analgesia tópica antes de procedimentos dolorosos.
 Aplicado na pele integra, com penso oclusivo
 Início de ação 60’
 Pico de ação 120’
 Duração de ação 240’

EMLA: Posologia
Creme sob penso oclusivo
• 0-3 M: o,5g; Max. 1g/dia
• 4-12 M: 0,5g; Max. 2g/dia
• 1-6 A: 1-2g; Max. 10g/dia
• 7-11 A: 1-2g; Max. 20g/dia
• ≥12 A: 2-3g; Max. 50g/dia

Monitorização dos Efeitos Secundários


• Opioides
 Gerais (obstipação, depressão respiratória, sedação, vómitos,
agitação, euforia, confusão mental, alucinações, hipotensão
ortostática, prurido, urticária...)
 Sinais de tolerância (diminuição do alívio da dor e da duração do
alívio)
 Sinais de abstinência em clientes com dependência física (iniciais e
tardios)

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Medidas Não Farmacológicas


• Relaxamento
• Brincar
• Sacarose
• Contacto pele a pele
• Exercício
• TENS
• Massagem
• Distração
• Acupuntura
• Aplicação de frio/calor

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Medidas Não Farmacológicas na Criança

Medidas não farmacológicas

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Estimulação Elétrica Nervosa Transcutânea (TENS)


A TENS consiste no uso de um aparelho que gera uma onda elétrica e a transmite
através de elétrodos condutores para a pele. Os estímulos podem ser contínuos ou
em impulsos. Tem como objetivo relaxar os músculos hiperativos e promover o
alívio da dor

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Sucção não Nutritiva e Administração de Sacarose

Contenção e contacto pele a pele

Aplicação de calor e frio

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Contraindicações Uso de Calor e Frio


• Calor
 Lesões traumáticas (1ªs 24 horas)
 Hemorragias ativas
 Edema não inflamatório
 Tumor maligno localizado
 Alterações cutâneas com vermelhidão ou flictenas
• Frio
 Feridas abertas

Evidência Científica no Uso do Calor e Frio


Aplicação de gelo reduz a administração de opioides na cirurgia ortopédico (Nível
II) 4
Efetividade limitada na aplicação de gelo no trauma perineal no pós-parto (Nível I).
Evidência moderada sobre o uso de emplastro quente na dor lombar subaguda e
(Nível I)

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INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM À PESSOA COM FERIDA CIRÚRGICA E


DRENAGENS
Diagnóstico
Ferida cirúrgica - corte de tecido produzido por um instrumento cirúrgico
cortante, de modo a criar uma abertura num espaço do corpo ou num órgão,
produzindo drenagem de soro e de sangue, que se espera que seja limpa, ou seja,
sem mostra de quaisquer sinais de infeção ou pus.

Foco
 Cicatrização da ferida cirúrgica

Intervenção

Categorizar a ferida Avaliar a cicatrização Cuidados à ferida


cirúrgica da ferida cirúrgica

Resultado esperado
 Cicatrização da ferida cirúrgica
 Gestão de sintomas – dor; fadiga;
 Impacto no autocuidado – limitação funcional; capacidade para o exercício
do papel
 Segurança e controlo emocional – Transição saúde-doença / situacional;
segurança da pessoa doente e família; controlo de fatores de risco de
compromisso da cicatrização.
Categorizar a ferida cirúrgica

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Com aproximação dos bordos da ferida


O método selecionado depende de fatores como:
 Tipo de tecido
 Localização da ferida
 Estado de saúde do indivíduo
 Efeito estético pretendido (...)

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Aproximação dos bordos da ferida

As linhas de sutura são numeradas de acordo com o seu diâmetro; quanto maior o
número, menor o diâmetro.

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Pode existir um ou mais planos de sutura.

Suturas de contenção

São utilizadas se uma grande tensão for exercida sobre a ferida.


Normalmente as porções de fio de sutura que assentam sobre a pele são protegidas
por uma placa para evitar o corte da pele.

Deixencia – ferida cirúrgica aberta

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Cinta de bandas múltiplas

Objetivos:

 Suportar a musculatura abdominal


 Evitar a deiscência e evisceração após cirurgia
abdominal
 Segurar pensos

Agrafos

Dispositivos metálicos usados para unir as extremidades da


ferida.

Dada a sua grande resistência, são usados frequentemente para


unir tecidos sujeitos a grande tensão.

Tiras adesivas para encerramento da pele

Dispositivos utilizados para aproximar extremidades


de feridas em áreas sujeitas a pressões mínimas.

Por vezes utilizados após a remoção de fios de sutura


para manter unidos os bordos da ferida.

Avaliação e Cuidados à Ferida Cirúrgica

Considerações Gerais

 O primeiro penso, no pós-operatório, é habitualmente realizado pelo


Cirurgião

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 Se no pós-operatório imediato o penso operatório “repassar”, deve medir-se


e/ou delinear-se a área de forma a avaliar a progressão do repasse.
 Em algumas situações pode ser necessário reforçar o penso externamente.
 O local do penso operatório deve ser vigiado frequentemente e as queixas da
pessoa devem ser valorizadas, mesmo que inespecíficas.

“Repassar” – o penso fica sujo do lado que não está em contato com a pele.

Avaliação inicial da ferida


 Dimensão e profundidade (se for o caso)
 Localização
 Aspeto (união dos bordos, edema ou tensão na sutura, sinais inflamatórios...)
 Tipo de sutura e material utilizado para unir os bordos
 Presença de hemorragia ou drenagem (quantidade, odor, cor)
 Manifestações do utente (dor, ardor, limitação de movimentos, alteração de
sensibilidade)
 Pele circundante (edema, escoriações, maceração, rubor...)

Avaliação inicial da ferida – localização

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Avaliação e Cuidados à Ferida Cirúrgica


Pensos
A principal função do penso é proteger a ferida de microrganismos e agressão local.
Contribuir para o conforto do utente, estimular a cicatrização e absorver o exsudado,
se existir.

Substituição de Pensos (esterilizados secos)


Objetivos:
 Observar a ferida e zona circundante
 Avaliar o estado de cicatrização
 Proteger a ferida de contaminação ambiental
 Promover o conforto da pessoa

Prévio à realização do penso:


 Verificar a necessidade de substituir o penso
 Verificar a existência de prescrição relativa à substituição do penso
 Explicar os objetivos da substituição do penso
 Avaliar a necessidade de analgesia prévia
 Planear o procedimento para uma hora adequada
 Organizar o material necessário para a execução do penso

Limpeza de feridas cirúrgicas; princípios gerais:


 Do menos contaminado para o mais contaminado
 Do mais seco para o mais húmido
 De cima para baixo
 Do centro para a periferia

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Irrigação de Feridas
Objetivos:
 Remover exsudado e fragmentos da superfície da ferida
 Permitir a limpeza profunda ou trajetos que não são atingidos pelos métodos
de limpeza referidos

Drenos
Objetivos:
 Constituir um trajeto para a drenagem de conteúdo existente em locais onde
é esperada a acumulação de transudados
 Obliterar “espaço morto”

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Tipo de Drenos
Drenagem passiva
Penrose / Rubberdam– serve de condutor à drenagem (ex. drenagem de abcesso)
Tubo em T – abertura para drenagem de bílis (colecistectomia com exploração de
canal biliar comum)

Drenagem ativa
Hemovac – aspiração a baixa pressão nas feridas em que se espera drenagem
moderada (ex. mastectomia)
Jackson-Pratt – aspiração a baixa pressão nas feridas em que se espera drenagem
moderada (ex. mastectomia)
Ventrol – dreno ligado a aspirador para maior aspiração (ex. ressecção
abdominoperineal)

Cuidados Gerais a pessoas com drenos cirúrgicos


 Avaliar características e quantidade de drenado;
 Verificar o local de inserção e pele circundante
 Verificar a integridade e permeabilidade do sistema
 Manter o vácuo nos drenos aspirativos
 Promover a drenagem de conteúdo através do posicionamento do sistema de
drenagem; colocação do saco/ frasco num plano inferior e prevenir
angulações
 Individualizar e identificar drenos (mais do que um dreno)
 Registar o volume(s) drenado(s)
 Informar o utente sobre os cuidados a ter com o(s) dreno(s)

Pensos com Drenos


 Os pensos em drenos com sistema de drenagem aberta devem ser
substituídos frequentemente, sempre que necessário
 O registo da quantidade drenada pode basear-se no número e tamanho de
compressas saturadas, ou pela pesagem da diferença das compressas secas e
molhadas após retiradas da ferida (pouco utilizado)
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 Verificar a integridade do ponto de fixação do dreno


 Na colocação de compressas deve ter-se em atenção que o dreno não deve
ficar encostado à pele, mas sim entre compressas (técnica de colocação de
compressas em janela)
 A aplicação do penso deve prevenir a angulação do sistema

Alívio de Dreno Passivo


Drenos – objetivo - Permitir a cicatrização da base da ferida para a superfície

Remoção de suturas e agrafos


A data de remoção de suturas não absorvíveis depende da localização da ferida,
efeitos estéticos pretendidos
 Suturas das mãos ou pés cerca de 10 dias
 Suturas na face, removidas entre 3º e 5º dia
 Tórax e abdómen 5 a 7 dias

A pessoa com ferida cirúrgica e drenagens

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DISPNEIA (Continuação)

Apreciação da Função Respiratória

• Respiração
 Cavidade nasal (permeabilidade, adejo nasal)
 Padrão respiratório (frequência, qualidade, profundidade, esforço)
 Caixa torácica (simetria, uso dos músculos assessórios)
 Pele (coloração, leitos ungueais e região peribucal)
• Testes
 Gasometria arterial
 pH [7.35-745]
 PaCO2 [35-45]mmHg > doença pulmonar crónica
 PaO2 [90-110] mmHg <doentes críticos
 HCO3 [22-26] mEq/L
 Oximetria de pulso
 Medida não-invasiva da saturação do oxigénio arterial
 Espirometria
 Pico do fluxo expiratório

Intervenção: Alívio e Controlo

 Correção dos fatores causais


 Ex: Remoção de alérgenos
 Medidas farmacológicas
 Opióides; broncodilatadores; corticoides; xantinas; diuréticos;
benzodiazepinas; anti muscarínicos e psicóticos
 Oxigénio e suporte ventilatório
 Medidas não farmacológicas
 Posicionamento; exercícios respiratórios; limpeza das vias aéreas,
técnicas de relaxamento

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Intervenção farmacológica

Atuam no tónus da musculatura lisa brônquica e reduzem as


resistências ao fluxo expiratório. Estimulantes dos recetores
Broncodilatadores
respiratórios. Usados no broncospasmo e fundamentais para o
 Agonistas β2
controlo da asma, DPOC e co-morbilidades comuns. Podem ser de
adrenérgicos
média e longa duração (e.g. salbutamol,
 Anticolinérgicos
albuterol, procaterol)
 Xantinas
Atuam nos recetores muscarínicos (e.g. brometo de ipatrópio.
Maior ação anti-inflamatória (e.g. teofilina e aminofilina)
Bloqueiam a resposta aos alérgenos inalados e reduzem a
inflamação.
Corticoides
Broncospasmo, obstrução alta, linfangite carcinomatosa, obstrução
da veia cava superior, pneumonias e DPOC (e.g. Dexametasona)
Diuréticos Excesso de volume de líquidos
Anti-muscarínicos Estertor ou secreções em grande quantidade. Asma DPOC
Psicotrópicos Ansiedade, ataques de pânico (e.g. diazepan,)
Alívio da dispneia, pois alteram a perceção de falta de ar, reduzindo
Opióides a ansiedade . Diminuição do consumo de oxigénio.
Situações de Fim de vida (e.g. Morfina)
Antibióticos Situações infeciosas

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Oxigénio
Dispositivo Fluxo Concentração O2 (FiO2)
Cânula/sonda nasal/ óculos nasais 1-6 L/min 24%-44%
Máscara 5-10L/min 30%-50%
CPAP Nasal - (pressão expiratória
positiva e oxigénio humidificado 1-40l/min 24%-100%
aquecido)-Ex. Infant Flow
Mascara facial com reservatório e
10-15 L/min > 60%
válvula de fluxo unidirecional
Mascara Venturi (arrastamento do
6 -12 L/min 24%-50%
ar)

Complicações na Administração de Oxigénio

Toxicidade

Toxicidade Direta - Lesão dos peumócitos tipo I, proliferação dos pneumócitos tipo
II com espessamento da membrana alvéolo-capilar. Pode evoluir para fibrose
pulmonar.

Toxicidade Indireta –Depressão do centro respiratório em doentes com hipercapnia


crónica em que o estímulo do centro respiratório depende fundamentalmente da
hipoxemia. Atelectasias de absorção.

Monitorização na Administração de Oxigénio

 Oximetria de pulso
 Método não invasivo, contínuo
 Pouco fiável para níveis StO2<80% ou má perfusão dos tecidos.
 Gasometria arterial
 Método invasivo, descontínuo
 Fornece dados relativos à ventilação e ao equilíbrio ácido base. A utilizar
de acordo com o parecer médico sempre que a situação clínica o
justifique.

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Ventilação Mecânica

 Reverter a hipoxemia
 Tratar acidose respiratória
 Aliviar o desconforto respiratório
 Prevenir e tratar atelectasias
 Permitir a sedação ou o bloqueio neuromuscular
 Diminuir o consumo de oxigénio sistémico ou miocárdio
 Reduzir a Pressão intracraniana
 Estabilizar a parede torácica

Vias Aéreas Artificiais

 Orofaringea e Nasofaringea
 Endotraqueal
 Traqueostomias

Drenagem Torácica

Drenagem Torácica

 Pneumotórax
 Derrame Pleural: consiste na colocação de um dreno no espaço intra pleural,
para permitir a drenagem do ar ou fluidos acumulados, através da gravidade
ou aspiração usando um selo de água.
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Drenagem Torácica

Intervenções no Cliente com Drenagem Torácica

 Assistir na toracocentese (preparar material e posicionamento do cliente)


 Manter uma fonte de oxigénio disponível
 Vigiar o local de inserção do dreno (penso e fugas de ar)
 Monitorizar sinais vitais
 Monitorizar e registar episódios de diminuição da saturação de oxigénio
 Avaliar a dor
 Monitorizar mudanças no padrão respiratório ou hemorragias
 Preparar e manter a drenagem torácica

Posicionamento

 Posição Fowler
 Otimiza a oxigenação e diminui o esforço respiratório através da
diminuição da pressão torácica pela gravidade.
 Posição de cocheiro ou tripé

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Exercícios respiratórios

 Respiração diafragmática

 Expiração prolongada com os lábios semicerrados:


 Incentive/ajude o cliente a adotar uma posição confortável em Fowler ou
semi-fowler, na cama ou cadeira;
 Ensine o cliente a inspirar pelo nariz e depois expirar lentamente
franzindo os lábios como se estivesse prestes a assobiar, fazendo um
ligeiro “assobio”.

Respirar com os lábios semicerrados cria uma resistência na saída do ar dos


pulmões, o que aumenta a pressão nos brônquios (durante a passagem do ar) e
minimiza o colapso das vias aéreas mais pequenas

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Limpeza das Vias Aéreas

 Tosse
 Aspiração
 Nas crianças mais pequenas pode ser feita lavagem nasal com soro
fisiológico.
 Nos idosos com doenças cardíacas ou pulmonares existe uma maior
suscetibilidade para a hipoxemia relacionada com a aspiração.

Nota: Aspiração com sonda – usar apenas em último recurso ou em doentes


ventilados.

Encorajar a Cessação Tabágica

 Deve ser oferecida ajuda às pessoas que querem deixar de fumar (Ex.
terapêutica de substituição da nicotina...)
 Reduzir a exposição secundária das crianças ao fumo do tabaco

Monitorizar a Tolerância à Atividade

A pessoa pode ter dificuldade fisiológica/ psicológica na realização das suas


atividades de vida diárias.

Deve ser ajudado a programar os períodos de atividade alternando com períodos de


repouso.

Reforço Nutricional

 Necessidade de reforço calórico


 Seleção de alimentos e suplementos
 Dieta polifracionada.
 Reforço Hídrico

Gerir a Ansiedade

 Administrar a terapêutica prescrita


 Mobilizar técnicas de distração e relaxamento
 Manter ambiente calmo

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No caso das crianças permitir brincar e incentivar a presença dos pais ou pessoas
significativa.

PROCESSO CIRÚRGICO
Problemática inerente à cirurgia
Responsabilidade do enfermeiro no período peri-operatório

A Cirurgia como Modalidade Terapêutica


• “Cirurgia Convencional”
• “Cirurgia Endoscópica“

Finalidade/Objetivo da Cirurgia:
• Diagnóstico
• Curativa
• Reparadora
• Estética / reconstrutiva
• Paliativa

Classificação da Cirurgia, de acordo com:


• Âmbito (p. ex: ortopédica; cardíaca…)
• Objetivo
• “Local do corpo”
• Pressupostos de tempo e contexto

Situações Patológicas que podem necessitar de tratamento cirúrgico:


• Obstrução
• Perfuração
• Erosão ou corrosão
• Tumores

Fatores que afetam a reação do Cliente à Cirurgia (alguns exemplos):


 Idade

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 Experiências prévias
 Doenças associadas
 Conhecimento sobre a situação
 Recursos internos e externos
 Tipo de cirurgia

Reações “frequentes”:
✓ Neuroendócrinas – que se podem manifestar por vasoconstrição,
aumento do débito cardíaco, aumento da secreção de glucocorticóides,
aumento da secreção de ADH, diminuição da atividade do sistema
gastrointestinal, etc…;
✓ Metabólicas – que se podem manifestar por: perda de peso, maior
suscetibilidade às infeções, demora na cicatrização, etc….;
✓ “Emocionais” (ansiedade; medo/medos).

Fatores que influenciam o risco cirúrgico do Cliente:


❖ Fisiológicos
❖ Psico - Sociais
❖ Extensão da doença
❖ Extensão da intervenção cirúrgica
❖ Recursos da Instituição/Preparação da Equipe de Saúde

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Fatores Fisiológicos que influenciam o risco cirúrgico do Cliente:

Estado de Equilibrio Presença de


Idade
nutrição electrólico dor

Presença de Função Função


Função renal
infeção cardiovascular pulmonar

Função gastro- Função Função Função


intestinal hepática endócrina hematológica

Função
neurológica

Período pré-operatório
 Assume grande relevância a identificação dos problemas reais e/ou
potenciais, do Cliente/ família, os quais podem interferir no sucesso do
processo cirúrgico.
 O Consentimento Informado.
 Exames pré-operatórios / Objetivos.

Alguns exemplos de problemas, reais e/ou potenciais, frequentemente


identificados:
▪ Alteração na resposta ao stress;
▪ Ansiedade relacionada com…
▪ Deficit de conhecimentos relacionados com…
▪ Alteração na resistência à infeção;
▪ Alterações na função de órgãos e/ou sistemas;
▪ Alterações ao nível económico e profissional;

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▪ Alterações na autoimagem e autoconceito;


▪ Risco de….

Periodo
pré- Periodo
operatóri Intra-
o operatório
-Preparação do Cliente/ Família
para a Cirurgia (de acordo com a
intervenção proposta/prevista): -Relevância dos recursos
-Validar compreensão da humanos;
situação; -Relevância dos recursos
-Preparação psicológica; técnicos / equipamentos;
-Preparação física; -Importância da
articulação dos cuidados;
-Ensino/ orientação sobre o pós-
operatório imediato e mediato;
-Visita pré - operatória
-Acompanhamento ao B.O.//
Processo Clínico

Período pós-operatório
Objetivos dos Cuidados
 Promover o conforto e o repouso - controlando a dor/outros sintomas e o
“ambiente”;
 Promover a cicatrização;
 Promover o levante precoce;
 Promover a máxima e rápida recuperação.
 Promover a função cardiovascular;
 Promover a função respiratória;
 Promover a função renal;
 Promover a nutrição e a eliminação;
 Promover o equilíbrio hidroeletrolítico;

Período pós-operatório imediato


Apreciação /observação / avaliação/- geral do Cliente:

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 Estado consciência;
 Coloração e temperatura da pele e extremidades;
 Penso operatório;
 Drenagens;
 Sinais vitais (os 5);
 Acessos venosos / perfusões
 Prestação dos cuidados decorrentes da especificidade da intervenção
cirúrgica e da situação do Cliente;
 Registos – importância para a continuidade dos cuidados;
 Importância da prevenção, deteção precoce e tratamento adequado das
complicações mais frequentes.

Complicações mais frequentes:


 Infeções (p.ex: respiratórias; urinárias; da sutura operatória/local operado;
tromboflebites; etc….);
 Hemorragia;
 Deiscência / evisceração;
 Alterações gastrointestinais;
 Alterações cardiovasculares;
 Alterações renais;
 Choque (p ex.:hipovolémico; séptico);

Responsabilidade do Enfermeiro no apoio, acompanhamento, ensino e orientação


do Cliente e família, ajudando-os na gestão da situação – recuperação aos diferentes
níveis, de modo a atingir um nível ótimo de funcionamento.
Responsabilidade do Enfermeiro em se preparar/ documentar, para ser capaz de
dar as respostas mais adequadas, às necessidades de cuidados que decorrem da
especificidade das cirurgias e das situações dos Clientes que a elas são submetidas

Cirurgia endoscópica

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Ato cirúrgico que consiste na introdução de um cateter de fibra ótica (frio), nas
cavidades orgânicas – para diagnóstico, estabelecimento de prognóstico ou
tratamento de uma afeção. Nota: exige treino de toda a equipe e equipamento
específico. Exemplos de cirurgias:
Torácica (pleura);
Abdominal:
Biliar; hepato-pancreática;
Gástrica; intestinal;
Ginecológica;
Ortopédica

Contra Indicações Absolutas – Contra Indicações Relativas –


Clientes com: Clientes com:

• Hipertensão intra-craneana; • Patologia coronária,


• Glaucoma; cardiopatia / insuficiência
cardíaca;
• Antecedentes de pneumotórax
espontâneo; • Insuficiência respiratória
crónica;
• Estado de choque, sobretudo
hipovolémico; • Obesidade (em especial a
mórbida);
• Peritonite
• Gravidez;
• Cirrose Hepática e Hipertensão
portal;
• Oclusão intestinal.

Vantagens para o Cliente:


• Cirurgia minimamente invasiva (permite no mesmo momento operatório,
diagnóstico/avaliação e tratamento);
• Diminuição da dor, do desconforto e dos riscos de infecção no pós-
operatório;
• Rápida recuperação – diminuição do tempo de internamento;
• Possibilidade de retomar mais rapidamente o ritmo de vida habitual.

Vantagens para a Instituição:

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• Maior rentabilidade das camas/ listas de espera


• Diminuição dos custos (sem considerar o investimento inicial necessário, em
equipamento e treino da equipe).

Complicações:
 “Gerais” – hemorragia; digestivas; infeção.
 Específicas:
o Embolia gasosa;
o Pneumotórax
o Enfizema subcutâneo
o Pneumomediastino

O ERRO EM ENFERMAGEM
Falta de atenção:
• À condição clínica, resposta à terapêutica, efeitos indesejados.
• Importa distinguir entre:
 Não detetar uma complicação previsível (por ex. uma hemorragia
pós-operatória); e
 Não detetar precocemente uma condição não previsível (por ex. EAM
ou AVC num serviço de Cirurgia)
• Podem estar ligados á falta de monitorização ou de comunicação da
avaliação.
• Podem estar ligados a inadequação das dotações de pessoal (baixa ou não
adaptada a circunstâncias especiais) e turn-over elevado, por exemplo.
• Formação contínua e existência de protocolos estão entre as medidas
corretivas.
• Está ligado à confiança que o cliente/família tem sobre os conhecimentos,
capacidades e cuidados dos enfermeiros e à legitimidade conferida pela
organização profissional (ser advogado do doente, a confidencialidade, por
exemplo).
• As falhas a este nível têm como consequência más práticas/sem qualidade.

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Juízos inadequados:
• Estão ligados à má identificação da situação e consequente mau planeamento
das intervenções (por ex. falsa diarreia).
• Estão ligados à inexperiência/menor competência

Erros terapêuticos:
• Mais frequentes: doses erradas, frequência errada, diluição errada, ritmo de
perfusão errado em terapêutica IV, medicamentos ou via de administração
errada, administração em doente errado.
• Estão ligados a nomes similares, embalagens similares, pouco contacto com
o medicamento, uso frequente de medicamentos que provocam reações
adversas ou exigem testes (JCAHO).
• Podem ter muitas causas e estar ligados também a distração ou sobrecarga
de trabalho.
• O relato do erro para análise da causa é fundamental.
• As novas tecnologias podem ser uma ajuda preciosa.

Omissão de cuidado na perspetiva do doente:


• Podem estar relacionados com a não deteção precoce de complicações, a não
administração de terapêutica prescrita, a não comunicação de informação.

Falta de prevenção:
• É difícil avaliar o sucesso da prevenção por exemplo na ausência de
complicações.
• Podem identificar-se algumas áreas (infeção nosocomial, consequências da
imobilidade, segurança no ambiente – quedas da cama ou outras,
queimaduras).

Falta ou erro no cumprimento de prescrições:

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• Erros de registo (relacionados quer com a terapêutica – por ex. fecho do


Kardex, quer com a condição do doente)
• Passar duma abordagem individual para uma abordagem de sistema.
• Os erros e os acidentes são o resultado de uma longa cadeia de causas, uma
sequência de falhas, latentes e ativas que se alinham, provocando danos nos
doentes (Reason, 1990).

O que fazer? - MODELO STREAM ANALYSIS


• Diagnóstico
 Formação de equipa de melhoria
 Colheita de informação
 Identificação dos problemas e da relação entre eles
 Análise
• Plano de intervenção
• Monitorização/Acompanhamento

Aprendizagens
• Identificar os diferentes tipos de erro no exercício de cuidados de
enfermagem;
• Compreender a abordagem adequada para a prevenção do erro em
enfermagem.

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ALTERAÇÃO DO EQUILÍBRIO HIDRO-ELECTROLÍTICO

Homeostase

O organismo humano é composto por vários espaços que, em situação de saúde,


mantêm o volume e a composição constante.

Homeostase - A manutenção deste ambiente perante as alterações permanentes de


entrega e remoção de substâncias celulares.

Solvente
transportador Componente
de sais, primário –
nutrientes e 60%
desperdícios peso corporal
celulares.

Quantidade
varia com
género, massa
corporal, idade. • ♂ > ♀ - 45% a 55% da massa
corporal
• Tecido adiposo < músculo

ÁGUA • Criança cerca de 70% a 90% do


peso corporal

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Compartimentos

1º Espaço:

• Espaço major
constituído pelos espaços intra e extra celular.
• 2/3 da água está localizada nas células – intracelular
42% do peso corporal
Ex: peso de 70Kg = 30Lt nas células
• 1/3 é extracelular composto pelo espaço intersticial (entre células); Vascular
e linfático (linfa e plasma)
17% do peso corporal
Ex: peso de 70Kg = 11 Lt____9Lt no interstício (2/3) e 3Lt no plasma (1/3)
• Volémia – volume de plasma (soro+colóides) ao qual são adicionadas as
células sanguíneas;
Circula nos vasos sanguíneos (volume circulatório).
Volume que permite a perfusão dos tecidos e é monitorizado por recetores
de volume

2º Espaço:

• Quando há acumulação anormal de fluido intersticial


Edema

3º Espaço:

• Importante espaço transcelular


cerca de 1l de fluido que é segregado e reabsorvido pelas células epiteliais:
trato GI, pleural, sinovial e peritoneal - pouco ou nenhum fluido
• Se acumula (derrame, ascite) ou perde/não reabsorve líquido (vómito) pode
provocar sérios distúrbios hidro- electrolíticos.
• Perda e ganho de fluidos podem ser calculados através das alterações do peso
corporal (indicador major)
1l de água = 1Kg

Ingesta de 250 ml = aumento de 0,25Kg (250 gr)

Perda de 2 Kg = perda de 2l (ex: diuréticos)


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Eletrólitos
Substâncias cujas moléculas se dissociam na água -> Partículas com carga elétrica:
Catiões – carga positiva -> Na+; K+; Ca2+; Mg2+
Aniões – carga negativa -> Cl-; HCO3-; PO43- Muitas proteínas são aniões.

Carga determina a valência positiva e negativa, as partículas combinam-se de acordo


com o poder da sua valência (+ / -).

As concentrações de iões podem ser expressas por miligramas por decilitro (mg/dl)
ou milequivalente por litro (mEq/l).
medida standard internacional é a de mínimol por litro (mmol/l)
mEq/l = mmol/l x valência

Composição eletrolítica dos compartimentos


A composição varia entre o espaço IC e o EC__ a concentração é aproximadamente a
mesma.
IC - intra celular EC - extra celular

Catião prevalente Na+


Pequenas quantidades de K+, Ca++ e Mg++
Catião prevalente – K+
Anião prevalente – Cl-
Pequenas quantidades de Na+ e Mg++
Pequenas quantidades de HCO3-, sulfato e
Anião prevalente – fosfato (PO43-)
fosfato
Proteínas
Quantidade substancial de proteínas no
Pequenas quantidades de bicarbonato
plasma mas menos do que no IC
(HCO3-)
Muito pouca quantidade de proteínas no
interstício.

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Os processos de regulação do movimento da água e iões


Movimento entre o espaço Intracelular e Extracelular.
Os eletrólitos movem-se:
• de acordo com as suas concentrações e gradiente elétrico;
• de áreas com alta concentração para as de baixa concentração.
Estes processos incluem:
• Difusão, difusão facilitada e transporte ativo.
A água move-se através de duas forças de pressão:
• Pressão hidrostática e pressão osmótica

Movimento HE
Difusão
• Movimento de moléculas de local com alta concentração para baixa,
membrana permeável e sem gasto de energia.
A membrana celular permite a difusão de O2, CO2, ureia e nitrogénio.
Difusão Facilitada
• Moléculas de difusão lenta aceleram o movimento quando combinadas com
outras transportadoras específicas;
• Da alta para baixa concentração.
• Movimento passivo sem gasto de energia
glicose é difundida através de molécula transportadora – aumenta ou facilita
a velocidade de difusão
Transporte ativo
• Movimento na ausência de condições de difusão,
• Necessário consumo de energia,
• Moléculas movidas contra o gradiente de concentração.
Na e K têm concentrações muito diferentes no IC e EC.
Pelo transporte ativo o Na move-se para fora da célula e K para dentro.
A energia para a bomba sódio/potássio é o ATP.

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Osmose
• Movimento da água entre dois compartimentos separados por uma
membrana permeável à água mas não a solutos.
• Esta move-se do espaço com menor concentração de solutos para a maior
(esponja).
• A osmose pára quando as diferenças de concentração desaparecem.

Pressão osmótica
• Pressão necessária para parar o fluxo osmótico da água.
• Determinada pela concentração de solutos numa solução.
• Medida em minimoles e expressa em osmolaridade (mmol/kg;
mOsm/kg)

Difusão e osmose
• Manutenção do volume de fluidos nas células
• ESPAÇOS IC e EC isotónicos entre si

Pressão hidrostática
• Força presente num compartimento.
• Nos vasos relaciona-se com a dinâmica criada entre força da bomba cardíaca
e a altura da coluna de fluido nos vasos.
• No sistema vascular esta pressão vai diminuindo gradualmente até
aproximadamente aos 40mmHg nos capilares arteriais.
• Dado o tamanho do leito capilar e movimento de fluidos para o interstício, a
pressão desce cerca de 10mmHg nos capilares venosos.
• P. hidrostática é a força major que move a água para fora do sistema vascular
ao nível capilar

Pressão oncótica
• Pressão osmótica coloidal
exercida pelos colóides numa solução.

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• No sangue as moléculas proteicas atraem a água e contribuem para a P.


Osmótica total nos vasos sanguíneos.
• Dado o seu volume não passam a membrana vascular.
• A pressão plasmática é de cerca de 25mmHg; no EIC de cerca de 1mmHg

Regulação do
Trocas – plasma e interstício
Equilíbrio Hídrico
Pressões alteradas induzem trocas anormais entre

compartimentos.
Hipotálamo
 (Clinicamente) se o movimento se faz do plasma
 balanço osmolar/ para o interstício temos uma situação de edema;
hormona anti-  o inverso de desidratação.
diurética Trocas – Extra Celular e Intra Celular

Hipófise Mudanças na osmolaridade do fluido EC alteram o volume

Adeno-cortical das células:

 quando aumenta a osmolaridade, défice de água, é


Renal
absorvida água das células, até a osmolaridade se
Cardíaca equilibrar.
 Em caso de excesso de água, diminuição da
Gastrointestinal
osmolaridade do EC, há retenção nas células
Perdas insensíveis (‘incham’)

Desequilíbrio hidro-electrolítico

Classificados em excessos ou deficits : vários iões - só de água - ambos.

 Desequilíbrios de volume,
 Na – hipo e hipernatrémia
 K – hipo e hipercaliémia;
 Ca – hipo e hipercalcémia
 Alteração do volume extracelular

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Exercício

Correlacione as diferentes descrições com os mecanismos de movimento


hidro-eletrolíticos:

Diagnóstico de enfermagem

 Alteração do volume de fluidos relacionada com ganho ou perda excessivos,


extra celular; Ingestão inadequada
 Défice de segurança relacionado com défice de conhecimentos sobre a
terapêutica medicamentosa e medidas preventivas
 Risco de trauma relacionado com confusão e fraqueza muscular
 Risco de alteração da integridade cutânea relacionado com a desidratação

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Intervenção de enfermagem ao cliente com doença aguda e/ou crónica

Situação problema

D. Emília B., 74 anos, vive só. Internada por fraqueza generalizada e confusão.

Tem história de insuficiência cardíaca; terapêutica crónica com diuréticos.

Exame objectivo:

- Confusão, resposta oral lentificada e fraqueza muscular generalizada

- SV: FC=112ppm, pulso arrítmico e pouco cheio. Taquicardia sinusal (monitor)

- TA= 90/62 mmHg

- R=12 cpm, superficial

- Diminuição do turgor cutâneo, mucosas desidratadas

EAD: Na+ = 141 mEq/l Gasimetria: pH = 7,52

K+ = 2,5 mEq/l PaCO2 = 55 mmHg

Cl- = 85 mEq/l PaO2 = 88 mmHg

HCO3- = 43 mEq/l HCO3- = 42 mEq/l

Htc = 49%

Apreciação

Avaliação:

• Estado de consciência

• Estado de hidratação e eletrolítico

O que suporta a sua análise?

Qual parece ser a causa provável deste desequilíbrio?

Défice/excesso de volume de fluidos/electrólitos

- Dados, história; observação, EAD

- ……
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- Terapêutica diurética

- Diminuição mecanismo da sede

- Menor quantidade de armazenagem hídrica pela idade

Intervenção

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EQUILIBRIO ÁCIDO-BASE

Regulação ácido-base

Os processos metabólicos orgânicos produzem constantemente ácidos

Ácidos devem ser neutralizados e excretados de modo a conseguir um equilíbrio


ácido-base

3 mecanismos de regulação.

Sistemas tampão

Manutenção do pH sérico arterial entre 7,35 e 7,45, necessário à função Celular:

• Sistemas tampão do sangue


- tamponamento do excesso de ácido ou base – eritrócitos e plasma.
- Convertem ácidos e bases fortes em formas mais fracas. Principal linha de
defesa.
• Pulmão
- excreção de ácido – ácido carbónico (H2CO3 – CO2+ H2O) e dióxido de
carbono (CO2)
• Rim

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- recuperação de bases – sistema bicarbonato

Três mecanismos para controlo

Mecanismos de controlo

O equilíbrio ácido - base do sangue é controlado com precisão: um pequeno desvio


da escala pode afetar gravemente muitos órgãos.

1º excesso de ácido é excretado pelo rim, sob a forma de amoníaco.

2º utilização de soluções-tampão

Um tampão atua quimicamente para minimizar as alterações do pH, amortecendo


alterações bruscas da acidez,

• O mais importante é o bicarbonato - composto básico em equilíbrio com


• O composto ácido, o dióxido de carbono.
• Mais ácido em circulação - mais bicarbonato e menos dióxido de carbono
produzidos;
• Mais base em circulação - mais dióxido de carbono e menos bicarbonato
produzidos

3º- excreção do dióxido de carbono.

• O dióxido de carbono, subproduto importante do metabolismo oxidativo, é


produzido constantemente pelas células.
Transportado no sangue é expelido maioritariamente nos pulmões.
• Os centros de controlo respiratório no cérebro regulam a quantidade de
dióxido de carbono a ser expelido pelo controlo da frequência e da amplitude
da ventilação.

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Gasimetria arterial

 Exame invasivo que mede as


concentrações de oxigénio, a ventilação e
o estado ácido-base.
 Normalmente, a amostra é coletada na
artéria radial, perto do punho, mas
também poderá ser na artéria braquial ou
femoral.
 Permite determinar as concentrações de oxigénio, de dióxido de carbono, ião
bicarbonato e a acidez do sangue, (não pode ser mensurada em sangue
venoso).

Desequilíbrio ácido-base
 Alterações no equilíbrio ácido-base: acidose ou alcalose
- Falência de um ou mais mecanismos de controlo do pH
 A acidose ocorre quando a concentração ácida no sangue é alta (ou base
muito baixa), dando como resultado uma diminuição do pH.
 A alcalose é uma situação em que há concentração demasiada de bases em
circulação (ou muito pouco ácido), resultando no aumento do pH.
 A acidose e a alcalose não são doenças, mas o resultado de ampla variedade
de perturbações. Fornecem indício importante de problema metabólico
grave.

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 A acidose e a alcalose podem ser metabólicas ou respiratórias

Acidose Respiratória (Aumento da PaCO2)

Hipoventilação - Hipercapnia (PaCO2 > 45mmHg) - Acidose respiratória

 Lesão no Centro Respiratório (AVE, TCE, tumor);


 Depressão no Centro Respiratório (intoxicações, anestésicos, sedativos,
lesões, narcóticos);
 Obstrução de Vias Aéreas (Asma, DPOC, secreção, corpo estranho);
 Infeções agudas (Pneumonias);
 Edema Pulmonar;
 SDRA, Atelectasias, Pneumotórax, Fibrose Pulmonar;
 Trauma torácico, deformidades torácicas severas;
 P.O. cirurgia abdominal alta, toracotomias;
 Distensão abdominal severa;
 Doenças Neuromusculares (Poliomielite, Polirradiculoneurite, ELA …);

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 Trombo-embolia Pulmonar;
 Fadiga e falência da musculatura respiratória.

Alcalose Respiratória (Diminuição da PaCO2)

Hiperventilação - Hipocapnia (PaCO2 < 45mmHg) - Alcalose respiratória

 Hiperventilação por ansiedade, dor, hipertermia, hipóxia, grandes


altitudes;
 Hiperventilação por Ventilação Mecânica;
 Lesões do SNC, tumores, encefalites, hipertensão intracraniana;
 Salicilatos e sulfonamidas (efeitos colaterais + intoxicação);
 Alcalose pós acidose.

Acidose Metabólica (Aumento de H+ e queda de HCO3-)


Acumulação de ácidos
 Acidose lática
 Cetoacidose (diabética, alcoólica)
 Intoxicação por metanol, salicilato

Insuficiência renal
 Perda direta de NaHCO3-
- Gastro intestinal (diarreia, íleo paralítico, fístulas)
- Urinária (acidose tubular renal proximal, uso de acetazolamida)
 Perda indireta de NaHCO3-
- Cetoacidose com cetonúria excessiva
- Inalação de cola (intoxicação por tolueno)
 Ingestão de HCl, sais, cloretos …
 Administração intravenosa de grandes volumes de NaCl

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Alcalose Metabólica (Aumento de HCO3-)

Intervenção terapêutica

Permeabilizar as vias aéreas, garantir oxigenação e


ventilação;
Restabelecer a circulação.
Acidose Metabólica Tratar causa subjacente - diminuir a produção de H+
Uso de bicarbonato de sódio (NaHCO3) é controverso,
utilizado na maioria dos serviços em situações de
acidose metabólica grave (pH < 7,20)
Reposição do défice de sais de Cl- (HCl, NaCl ou KCl)
Induzir a perda de NaHCO3 (causa – intoxicação).
Alcalose Metabólica Realização de diálise
Administração de NaCl: restaura o volume do EC e
diminui a concentração de HCO3 por diluição.
Acidose Respiratória Ventilação, mecânica se necessário,

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Tratamento da causa subjacente.


Diminuir a hiperventilação, pelo uso de sedativos se
Alcalose Respiratória necessário
Tratar a causa subjacente

Exercício

Correlacione os desequilíbrios ácido-base com os seus mecanismos

Nos valores de gasimetria identifique os desequilíbrios Acido – Base

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Desequilíbrio HE e AB

Hidro-electrolítico Ácido-base

 Desidratação Acidose
 Hipervolémia
• Respiratória
 Edema
• Metabólica

 Hipo Alcalose

 Hiper • Respiratória
- Natrémia • Metabólica
- Caliémia
- Calcémia

INTERVENÇÃO DE ENFERMAGEM EM CLIENTES COM ALTERAÇÕES DA


ELIMINAÇÃO VESICAL

Capacidade da bexiga
• Adulto (500 a 1000 ml);
• Criança: (idade em anos + 2) X 30 Ml

Ciclo Miccional
• Enchimento
 A distensão da bexiga induz ativação progressiva dos nervos aferentes
vesicais, a qual é acompanhada pela inibição reflexa da bexiga e
simultânea estimulação do esfíncter externo.
• Esvaziamento
 Após alcançar um nível crítico de enchimento, o CPM interrompe a
inibição sobre o centro sagrado da micção (parassimpático), o que ativa a
contração vesical, simultaneamente com a interrupção da influência

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inibitória (simpático) do esfíncter, relaxando-o e garantindo a


coordenação da micção.

1 – Inibição dos reflexos da micção (inibição vesical por meio da estimulação


simpática e inibição parassimpática) e ativação dos reflexos de enchimento vesical
(estimulação esfincteriana pudenda)
2 – Ativação dos reflexos de micção (estimulação vesical parassimpática) e inibição
dos reflexos de enchimento (inibição da ativação esfincteriana)

Micção

Controlo voluntário de urina


• Controlo do esfíncter vesical
 18-24 Meses (pode ir até aos 5 anos);
 Depende de fatores psicofisiológicos complexos que permitem ser capaz
de:
✓ Reconhecer os estímulos de urgência para urinar;

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✓ Reter a urina;
✓ Comunicar a sensação ao adulto;
✓ Ter motivação para desejar agradar aos pais por conseguir conter a
urina, mais do que satisfazer-se por realizar a eliminação

Incontinência urinária
Fluxo involuntário de urina, incapacidade de controlo dos esfíncteres vesical e
uretral (CIPE, 2011).

Enurese
Perda involuntária de urina, durante o sono (CIPE, 2011)
Na criança define-se como a passagem involuntária de urina para a cama (noite) ou
para roupa (dia) em crianças que estão para além da idade, na qual o controlo
voluntário deve ter sido adquirido (a partir dos 5 anos, no mínimo 2 vezes por
semana, por um período mínimo de 3 meses).
• Alteração benigna e auto limitada - que cessa entre os 6 e os 8 anos (mas pode
prolongar-se até à adolescência).
• Causas orgânicas (infeção, problemas neurológicos ou estruturais, diabetes,
…).
• Influenciada por fatores emocionais.
• O sintoma predominante é a urgência com desconforto e agitação e, por
vezes, aumento da frequência.

Incontinência de esforço
Perda involuntária de pequenas quantidades de urina ou gotejamento de urina que
ocorre em relação ao aumento da pressão abdominal, associada ao espirro, riso,
levantar pesos, saltar, correr ou fazer exercício (CIPE, 2011)
• Mais frequente na mulher;
• Após prostatectomia, no homem

Incontinência de urgência

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• Perda involuntária de urina logo após uma forte sensação de urgência para
urinar (CIPE, 2011)
• Moderadas a graves - refere não conseguir chegar a tempo à casa de banho
ou usar um dispositivo de recolha;
• Muitas vezes polaquiúria e noctúria;

Incontinência funcional
• Contrações vesicais suficientemente fortes para provocar perda de urina
antes de atingir o recetáculo apropriado (CIPE, 2011)
• Compromissos da função cognitiva ou física;
• Falta de motivação;
• Barreiras arquitetónicas;
• Função vesico-uretral normal

Incontinência de refluxo
• Perda involuntária de urina quando a pressão intravesical excede a pressão
uretral máxima, mas na ausência de atividade do detrusor:
• Gotejamento contínuo de pequenas quantidades de urina e micções
frequentes em quantidades mínimas devidas à sobredistensão da bexiga;
• Obstrução do fluxo uretral; ou
• Compromisso da contratilidade vesical;
• Causa mais comum: hipertrofia da próstata.

Disfunção vesico-esfincteriana neurogénica - desinibida


• Resulta de uma lesão central
• Capacidade vesical normal ou diminuída;
• Ausência de controlo voluntário da micção
• Volume residual
• Enchimento e esvaziamento espontâneos

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Disfunção vesico-esfincteriana neurogénica - reflexa


• Relacionada com lesão do 1º neurónio motor (acima do centro sagrado);
• Arco reflexo da micção intacto, embora a micção seja involuntária (por falta
de controlo cerebral) e possa ser incompleta (por contrações vesicais
descoordenadas);
• Contrações vesicais descoordenadas com o relaxamento do esfíncter
(dissinergia detrusor-esfincteriana), podem aumentar a pressão intra-
vesical e causar refluxo vesicoureteral, hidronefrose e lesão renal
permanente;
• Não há sensação de bexiga cheia e portanto não há possibilidade de iniciar
ou suspender normalmente a micção (<300ml)

Disfunção vesico-esfincteriana neurogénica - autónoma


• Relacionada com lesão do 2º neurónio motor;
• Arco reflexo comprometido, a sensibilidade e o controlo motor estão
afetados;
• A micção, involuntária ocorre quando a urina excede a capacidade da bexiga
(que está aumentada);
• Pressão intra-vesical diminuída e presença de volume elevado de urina
residual.
• Não há sensação de bexiga cheia nem a possibilidade de iniciar ou suspender
normalmente a micção.

Retenção urinária
• Acumulação involuntária de urina na bexiga, esvaziamento incompleto da
bexiga associado a perda da sua função muscular, efeitos secundários da
medicação narcótica ou lesão da bexiga (CIPE).

Clientes com alterações da Eliminação vesical


É preciso avaliar, objetivamente, através da apreciação de enfermagem:
• História
• Exame físico
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• Exames adicionais

História
• Evitar o embaraço (tipo de perguntas);
• Características da incontinência (início, duração, frequência, quantidade e
fatores precipitantes);
• Outros fatores associados (disúria, incontinência intestinal, sensação de
plenitude, capacidade de adiar a micção, hematúria);
• Gestão da incontinência;
• Tentativas anteriores de a resolver;
• Problemas sexuais.
• Doenças associadas:
• Diabetes ou lesões neurológicas;
• Terapêutica;
 Anti colinérgicos: Retenção urinária e incontinência de refluxo
 Bloqueadores alfa adrenérgicos: Diminuição da resistência à saída da
urina e do tónus uretral
 Sedativos e hipnóticos: Diminuem a sensação de necessidade de
urinar
 Diuréticos: Aumentam a quantidade de urina e frequência da micção
• Impacto na vida diária (do próprio e dos outros significativos);
• Expectativas.

Exame físico
• Geral (ex: edema)
• Abdómen – observação, palpação e percussão
• Órgãos genitais – observação da pele, contractilidade da musculatura,
características da urina
• Exame neurológico (sensibilidade, motora)
• Avaliação funcional- mobilidade e destreza
• Prova de resposta ao esforço (tosse)

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Avaliação cognitiva
• Capacidade para:
 Identificar a necessidade de urinar, compreender como chega ao WC
e usá-lo (ou dispositivos de recolha), participar no programa de
reabilitação

Exames complementares
• Urina tipo II
• Urina asséptica
• Urológicos (ex: determinação do volume residual pósmiccional)

INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM

Intervenções promotoras do Controlo de esfíncteres nas crianças


• Uso de bacio/ assento portátil para sanita
 Nos rapazes pode usar-se a posição de pé (imitar o pai é importante fonte
de motivação);
 Sessões curtas (5 a 10 minutos) com a presença dos pais, seguida de
cuidados de higiene;
• Reforço positivo
• Não penalizar os “acidentes”
• Vestuário facilitador
• Relembrar a criança

Intervenções promotoras do controlo urinário na enurese


• Terapia através do condicionamento
 Treinar a criança a despertar para urinar associada a alarme de urina
 Treino do controlo de retenção
 Criança ingere líquidos e atrasa a micção até conseguir tolerar Para
aumentar a capacidade de tolerância da bexiga
 Exercícios de Kegel – músculos pélvicos

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 Suporte e encorajamento no processo de tratamento (que por vezes é


inconsistente e imprevisível);
• Restrição ou eliminação de ingestão de líquidos após o jantar;
• Terapêutica farmacológica: - (Causa)
• Anti depressivo triciclico - Imipramina ação anticolinérgica na bexiga
• Anticolinérgicos(oxibutinina) reduz as contrações vesicais não-inibidas
(diurna);
• Antidiurético -Desmopressina (spray nasal) reduz o débito urinário noturno;

Intervenções promotoras da continência urinária

Técnicas comportamentais
• Controlo da eliminação intestinal é importante;
• Treino vesical;
• Treino de hábitos (horários definidos);
• Micção imediata;
• Exercícios do pavimento pélvico;
• Acessórios (Contrelle® Activgard, clamp peniano)
• Reforço positivo.

Treino vesical
• Uso da distração ou técnicas de relaxamento para inibir a vontade de urinar
e assim adiar a micção.
• Usa-se em situações de polaquiúria, urgência ou incontinência funcional, em
indivíduos mental e fisicamente aptos;
• Três componentes:
• Programa educacional;
• Estabelecimento de horário para micções;
• Reforço positivo (objetivos, registos)

Treino de hábitos
• Uso de um horário para ir ao WC/usar arrastadeira ou urinol.
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• É estabelecido após um período de observação e registo - estimular a urinar


antes de a bexiga estar suficientemente cheia para desencadear o reflexo da
micção;
• Programar a ingestão de líquidos a fim de antecipar a micção (avaliação e
registo da eliminação é fundamental).
• Diminui a ocorrência de episódios de incontinência (incontinência funcional,
bexiga desinibida).
• O sucesso depende do prestador.
• O objetivo é adequar o horário das micções com o horário natural da pessoa.

Micção imediata
• Usa-se em pessoas com problemas cognitivos;
• O objetivo é ensinar a pessoa a assumir a responsabilidade pelos acidentes e
pelas idas ao WC;
• Uso o reforço positivo se a pessoa permanece seca e urina no WC.
• Tem três passos:
1. Pergunta se tem o vestuário seco;
2. Perante a resposta sugere a ida ao WC;
3. Se está seco e urina recebe um elogio, se não, uma resposta neutra.

Exercícios da musculatura pélvica (exercícios de Kegel)


• Usam-se para aumentar a resistência da uretra através de contrações ativas
do músculo coccígeo, o que provoca o encerramento da uretra e aumenta o
suporte muscular das estruturas pélvicas;
• Tem três aspetos importantes:
 Identificar e localizar os músculos;
 Realizar regular e ativamente os exercícios; e
 Usar os músculos para controlar a continência.
• Consiste em:
 Contrair os músculos peri vaginais e o esfíncter anal (como quando se
tenta controlar a micção e a defecação);

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 Não contrair os músculos do abdómen, nádegas e face interna das


coxas.
• Exige concentração;
• Contrair enquanto se conta até 10 e depois relaxar;
• Repetir 10 vezes, três vezes por dia;
• Resultados percebidos em 4-6 semanas e mais evidentes aos 3 meses.

Bexiga Neurogénica Desinibida


• Ingestão hídrica (1,8l/dia)
• Identificação dos horários de esvaziamento
• Proporcionar condições (urinol, arrastadeira, WC)
• Administração de anticolinérgicos – para adiar o esvaziamento vesical
reflexo e aumentando a capacidade vesical

Bexiga Neurogénica Reflexa


• Ingestão Hidríca 2 l a 2,4 l/d
• Cateterismo vesical intermitente 3/3h (enfº e cliente)
• Estimulação reflexa - 15 a 20 min. antes do horário previsto
• Educação sobre importância do volume eliminado espontaneamente e do
volume residual
• Cateterismo diário – até VR>50ml
• Cateterismo 2x/sem. – se VR diário <50 ml
• Suspender cateterismo se VR<80ml (2x/sem.)

Bexiga Neurogénica Autónoma


• Adequada ingestão hídrica
• Desencadear esvaziamento em horários regulares (3/3h)
• Pode conseguir o esvaziamento aumentando a pressão intra-vesical por
manobra de Valsalva, ou de Credé);
• Cateterismo intermitente se o esvaziamento não for completo;
• Registo da urina eliminada, volume residual e sensações desencadeadas

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• Cateterismos - suspender se VR<80ml; 100-200ml – 2x/sem.; >250ml -


diário
• Fortalecimento da musculatura do pavimento pélvico

ALTERAÇÕES DA ELIMINAÇÃO INTESTINAL

Eliminação intestinal:
❖ Processo pelo qual o organismo excreta os produtos de degradação;
❖ Padrão de eliminação depende da dieta, padrão de ingestão hídrica, estilo de
vida, exercício, estado emocional;
❖ Refeições irregulares, alterações de horários, de condições de eliminação,
aumento de stress são outros fatores que a influenciam.

Defecação
A progressão das fezes no intestino grosso faz-se através de:
 Movimentos de mistura e contrações segmentares (absorção da H2O)
 Peristaltismo (movimentos de massa)
 O reto habitualmente está vazio de fezes até ao momento da defecação;
 Os movimentos de massa (contrações propulsivas) forçam as fezes para o
reto e  Distensão da parede rectal e Estimulação nervosa e Tomada de
consciência da necessidade de defecar.
 Ondas peristálticas empurram as fezes em direção ao ânus;
 Os esfíncteres anais interno e externo relaxam (habitualmente estão
contraídos para evitar perdas ocasionais);
 O reflexo da defecação é fortificado a partir do centro sagrado, intensificando
as ondas peristálticas;
 Iniciam-se outras atividades: respirações profundas, encerramento da glote,
contração dos músculos abdominais (manobra de Valsalva); elevação dos
músculos levantadores do reto.
 Em simultâneo, existe controlo somático. A consciência controla o esfíncter
externo:

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o Inibindo-o e assim permitindo a defecação; ou Aumenta a sua


contração, adiando a defecação (o reflexo desaparece, até que mais
fezes entrem no reto);
o Novos reflexos de defecação podem ser iniciados, mais tarde,
voluntariamente: Manobra de Valsalva; São menos eficazes.
 Este adiamento pode provocar:
o Dilatação anormal do reto e Perda de sensibilidade rectal e
obstipação.

Incontinência intestinal
Fluxo involuntário e defecação incontrolada de fezes, associada a um relaxamento
inadequado, pouco ou nenhum exercício físico, fraca nutrição, tensão
neuromuscular relacionada com esforço ou défices musculosqueléticas ou doenças.
(CIPE, 2011)
Quando uma doença ou incapacidade provoca incontinência, esta pode tornar-se um
problema tão dramático como a própria incapacidade.

Intestino neurogénico Intestino neurogénico Intestino neurogénico


desinibido reflexo autónomo
•Acontece quando há lesão •Por lesão medular acima •Acontece quando há lesão
cerebral cortical ou sub- dos segmentos sagrados medular ao nível dos
cortical; (vias nervosas completa segmentos sagrados ou
•A sensibilidade e os ou incompletamente abaixo;
reflexos estão mantidos; interrompidas); •Sensibilidade diminuída
•Incapacidade para •Sensibilidade diminuída ou abolida, ausência de
interpretar os impulsos; ou abolida e ausência de controlo voluntário;
•Eliminação involuntária: controlo voluntário; •Ausência de arco reflexo
Arco reflexo da defecação •É possível provocar o (não é possível o
ativado; Diminuição do esvaziamento reflexo do esvaziamento reflexo do
controlo voluntário do intestino (o arco reflexo intestino);
esfíncter anal; sensação de está integro); •A tonicidade dos
urgência. •A tonicidade do esfíncter esfíncteres interno e
anal está mantida (evita externo está diminuída;
perdas nos intervalos). Perdas são frequentes.

Obstipação
Diminuição na frequência da defecação acompanhada por dificuldade ou passagem
incompleta das fezes, passagem de fezes excessivamente duras e secas. (CIPE, 2011)

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Definições pessoais variáveis:


• Dejeções menos frequentes;
• Dejeções difíceis e que exigem esforço excessivo.
• 98 % da população evacua entre 3 vezes por dia e 3 vezes por semana;
• Obstipação existe quando há duas ou menos dejeções por semana (White &
Williams, 1992)
• Irregularidade dos hábitos intestinais: o Inibição dos reflexos de defecação
normais, por impossibilidade de defecar quando o reflexo é desencadeado;
• Uso excessivo de laxantes para substituir a função intestinal normal.
• Enfraquecimento progressivo dos reflexos e  cólon torna-se atónico;
Imobilidade (o movimento físico é indispensável aos movimentos de massa):
Atividade física escassa;
• Dependência de outro para satisfazer a necessidade.
• Hábitos alimentares pobres em resíduos (fibras): Progressão mais lenta;
Diminui o teor de água das fezes;
• Associada a doenças (hipotiroidismo, depressão) ou gravidez (aumento da
progesterona)
• Medicamentos (analgésicos, antidepressivos, anticonvulsionantes,
antiparkinsónicos, diuréticos, opiáceos, ferro)

Avaliação da eliminação intestinal


 Padrão de eliminação intestinal anterior
 Exame físico
 Hábitos alimentares
 Terapêutica
 Estilo de vida futuro

Padrão de eliminação intestinal anterior


 Frequência e hábitos pessoais para estimular a defecação, (hora e dias)
 Perturbações anteriores
 Uso de laxantes

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 Doença atual, problemas intestinais sentidos


 Última dejeção

Exame físico
o Causa provável
o Capacidade para participar num programa de reabilitação (cognitiva e de
comunicação)
o Abdómen (observação, palpação, percussão)
o Presença de fezes na ampola rectal/Perdas (falsa diarreia)
o Capacidade de mastigação e deglutição
o Mobilidade

Hábitos alimentares
o Preferências alimentares, apetite, Padrão alimentar e hídrico
o Capacidade para alterar hábitos

Terapêutica
• Medicamentos prescritos (emolientes)
• Outros medicamentos que podem interferir na eliminação.

Estilo de vida futura


o Participação do utente/família
o Como vai ser: volta a trabalhar/estudar?
o Qual o horário? Precisa de ajuda?
o O programa iniciado no internamento tem que ser exequível em casa.

Intervenções de enfermagem
Obstipação
Exercício
• Alimentos ricos em fibras;
• Reforço hídrico;

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• Sumo de laranja (alta osmolaridade e  trânsito mais rápido), ameixa


compactada, kiwis (jejum ou às refeições);
• Administração de terapêutica emoliente e/ou laxante
Decisão da intervenção inclui os fatores modificáveis

Incontinência Intestinal
Objetivos:
➢ Alcançar um controlo regular, numa hora e local adequado sem necessidade
de laxantes ou enemas;
➢ Eliminar ou minimizar as dejeções involuntárias;
➢ Evitar complicações (diarreia, obstipação, fecalomas) mantendo nutrição,
hidratação e atividade adequadas;
➢ Regular a ingestão de alimentos e líquidos:
o Ter em conta preferências numa dieta equilibrada em termos
nutricionais;
o Dieta rica em fibras (retém água, consistência mole, tempo de trânsito
adequado) – cereais, pão integral, vegetais de folhas verde, legumes,
fruta com casca);
o Ingestão hídrica adequada para manter as fezes moles (2 a 3 litros por
dia) – variar qualidades dos líquidos;
o Café, água quente, sumo de laranja ou ameixa, ameixas – estimulam a
motilidade intestinal.
➢ Promover o exercício físico:
o Levante precoce;
o Estímular à realização das AVDs;
o Estímular/ Exercícios ativos e realizar exercícios passivos (se
acamado)
➢ Treino do controlo intestinal
o Cumprir horário:
▪ Ter em conta hábitos anteriores e o estilo de vida futuro;
▪ Ter em conta os horários da escola/trabalho;
▪ Promover uma hora habitual;
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▪ Ter em conta o reflexo gastro e orto-cólico


▪ Assegurar privacidade
o Posicionamento:
▪ Sempre que possível, sentado (elevar os joelhos, fletir o tronco,
massagem abdominal) - se não for possível dec. Lateral
esquerdo
▪ Se tiver que usar arrastadeira, elevar a cabeceira
▪ Em qualquer caso, no máximo 30 minutos
▪ Estimulação digital

Incontinência não desinibida


Ajudar a planear e regular a eliminação intestinal para uma hora a que o êxito seja
provável  Selecionar a hora (hábitos anteriores e conveniência futura);
 Auxiliar o doente a ir ao WC, 30 minutos após as refeições (aproveitar o
reflexo gastro-cólico). Aumentar a periodicidade progressivamente;
 Dieta equilibrada e com a quantidade de fibras adequada;
 Líquidos em quantidade adequada;
 Esvaziar o cólon antes de iniciar o programa;
 Associar emolientes numa fase inicial;
 Administrar diariamente um supositório para estimular o reflexo da
defecação.

Incontinência não reflexa


 Ajudar a estimular a atividade reflexa para que haja uma dejeção previsível
 Administrar diariamente e depois de dois em dois dias, um supositório para
estimular o reflexo da defecação
 Levar o doente à casa de banho (inclinação anterior, massagem, estimulação
digital)
 Líquidos em quantidade adequada;
 Dieta equilibrada e com a quantidade de fibras adequada;
 Associar emolientes numa fase inicial;

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Incontinência não autónoma


❖ Ajudar a manter as fezes consistentes e o cólon distal vazio
❖ Administrar diariamente e depois de dois em dois dias, um supositório para
estimular o reflexo da defecação
❖ Levar o doente à casa de banho (inclinação anterior, massagem, estimulação
digital)
❖ Líquidos em quantidade adequada;
❖ Dieta equilibrada e com a quantidade de fibras adequada;
❖ Associar emolientes numa fase inicial;

Encoprese
Caracteriza-se por perdas fecais repetidas, voluntárias ou involuntárias, em locais
inapropriados, por crianças com mais de 4 anos de idade, que já deveriam ter
adquirido o controlo dos esfíncteres (DSM-IV 1994). Estima-se que a encoprese
afete 1 a 4% das crianças em todo o mundo (4,1% aos 5-6 anos, 1,6% aos 11-12
anos), sendo cerca de 3 vezes mais comum no sexo masculino

Classificação
▪ Quanto à presença ou ausência de obstipação – encoprese retentiva
(associada à obstipação)
▪ Encoprese não retentiva (sem evidência de obstipação), sendo que a
primeira é responsável por mais de 80% dos casos.

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▪ Em ambos os casos a causa pode ser funcional ou orgânica, sendo a causa


orgânica responsável por uma pequena percentagem dos casos (5% da forma
retentiva e 1% da não retentiva)
▪ Quanto à evolução temporal:
o Encoprese primária (a criança nunca adquiriu controlo de
esfíncteres) e secundária (a criança perdeu o controlo anteriormente
adquirido dos esfíncteres)

Fisiopatologia

RETENTIVA NÃO-RETENTIVA
Funcional Não-Orgânica
Orgânica Orgânica

-->Anais (fissuras; estenose/atrésia com


fístula -->Colite ulcerosa severa
-->Neurológicas: pseudo-obstrução intestinal, -->Doenças adquiridas da
doenças de
paralisia/hipotonia
espinhal
cerebral,
medula,
massas
medula espinhal lipoma
pélvicas). sagrado, tumor da medula)

-->Endócrinas/metabólicas: hipotiroidismo,
hipercalcemia, intoxicação por chumbo,
diabetes insipidus) -->Fístulas rectoperineais
-->Medicamentosas (codeína, antiácidos, com anús imperfurado
outros)
-->Psicossociais (atraso mental, autismo,
-->Lesão pós-cirúrgica do
depressão, abuso sexual, distúrbio da esfíncter anal
atenção)

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Abordagem Terapêutica
▪ RETENTIVA
o Terapia comportamental
o Medidas dietéticas
o Laxantes
o Biofeedback

▪ NÃO-RETENTIVA
o Terapia comportamental
o Educação
o Treino do bacio com recompensas
o Registo das dejecções
o Loperamida (agonista do receptor opioide)

Recomendações para a Prática

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Diarreia

Aguda- início súbito e <14 dias


Persistente ->14 dias
Crónica - >3 semanas

Diarreia aguda

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O CLIENTE COM ESTOMA/OSTOMIA


Estoma-ostomia

Construção cirúrgica de uma comunicação entre um órgão interno e o exterior,


originando uma nova abertura que se denomina estoma.

Principais Tipos de Estomas - Ostomias


Função Segmento exteriorizado
Ostomias respiratórias Traqueostomia
Gastrostomia Faringostomia
Ostomias de alimentação
jejunostomia Esofagostomia
Ureterostomias Nefrostomia
Ostomias de eliminação
Urostomias (utilização de Cistostomia
urinária
segamento de intestino)

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Ostomias de eliminação Ileostomias


intestinal Colostomias

Estoma – ostomia respiratória


• Estomas respiratórios
• Traqueostomia – é uma abertura feita por incisão cirúrgica da traqueia, com
o propósito de estabelecer uma via respiratória, que pode ser definitiva,
como acontece nos casos da cirurgia de laringectomia total, ou temporária,
que é muito comum nos pacientes com entubação orotraqueal prolongada.

Estoma - ostomia de alimentação


• Estomas de alimentação
➢ Gastrostomia é um procedimento cirúrgico que estabelece o acesso ao
estômago através da parede abdominal
➢ Jejunostomia é um procedimento cirúrgico que establece o acesso ao
jejuno proximal através da parede abdominal

- tanto as gastrostomias como as jejunostomias são realizadas com a


finalidade de administrar alimentos e líquidos.

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Eliminação urinária

• Estomas urinários
➢ Toda forma de drenagem de urina fora dos condutos naturais, que
envolve a pelve renal, ureteres, bexiga e uretra, pode ser considerada uma
derivação urinária. O estoma urinário é a exteriorização de condutos
urinários, que se justifica, em alguns casos clínicos, para a manutenção da
filtração renal.

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Intervenção de enfermagem ao cliente com doença aguda e/ou crónica

• Estomas intestinais
➢ Colostomia e ileostomia são definidas, respetivamente, como
intervenções cirúrgicas realizadas para abertura de segmento cólico ou
ileal na parede abdominal, visando o desvio do conteúdo fecal para o meio
externo.

Caraterização de enterostomias:

Localização:

- Ileostomias  fezes líquidas e dejeções frequentes

- Colostomias:

▪ Ascendente: fezes líquidas e dejeções frequentes


▪ Transverso: fezes pastosas
▪ Descendente: fezes moldadas, padrão normal

Duração: Função:

- Temporária - Continente

- Permanente - Não continente

Ileostomia

▪ Mais comuns na colite ulcerosa, doença de crohn e no cancro do cólon e reto


▪ Há risco de desidratação (perdas hídricas abundantes e falta de absorção no
cólon)
▪ Situa-se habitualmente no lado direito do abdómen

Colostomia

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▪ Temporária: mais comum na diverticulite, na doença inflamatória,


obstrução intestinal e no trauma do cólon e reto
▪ Definitiva: mais comum no carcinoma anal, no cancro do reto e sigmóide, na
amputação e na lesão medular.

Aspetos psicológicos da pessoa com enterostomia:

▪ Compreender o significado que atribui à situação


▪ Incentivar a expressão de sentimentos e emoções
▪ Prestar cuidados à pessoa, confortando-a e respeitando a sua dignidade
▪ Estimular/promover a transição para o autocuidado
▪ Acreditar no potencial da pessoa para o autocuidado
▪ Envolver família/pessoas significativas

Diagnóstico de enfermagem a considerar:


▪ Diminuição de autoestima
▪ Ansiedade
▪ Angústia espriritual
▪ Défice de conhecimento sobre a doença
▪ Alteração da auto-imagem

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Intervenção de enfermagem ao cliente com doença aguda e/ou crónica

▪ Défice no auto-cuidado
▪ Coping ineficaz
▪ Padrão da sexualidade ineficaz

Intervenções de enfermagem no período pré-operatório

Avaliar

• Estado físico e mental


• Magnitude da cirurgia
• Recursos sociais e económicos
• Condição psicológica e fisiológica
• Crenças
• Encorajar a expressão de receios, preocupações e dúvidas
• Identificar o significado atribuídos à situação
• Envolver a pessoa significativa
• Discutir o efeito sobre a vida sexual
• Discutir a dinâmica social
• Promover o contacto com pessoas com evolução favorável
• Facilitar o contacto com sistemas de apoio/associações
• Registos/documentação de enfermagem
• Avaliar a dor e desconforto
• Promover apoio espiritual
• Monitorizar estado nutricional e de hidratação
• Assegurar consentimento informado
• Informar (cirurgia, medidas terapêuticas como drenagem vesical ou
nasogástrica, ostomia, percurso esperado)
• Administrar medicação
• Preparação física (tricotomia)
• Marcação do estoma (área plana do abdómen de fácil visualização e abaixo
da cintura; evitar cristas ilíacas, rebordo costal, pregas profundas, cicatrizes
anteriores, umbigo e púbis)

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Preparação intestinal

• Dieta (pobre em resíduos, hiperproteica)

No dia da cirurgia
• Higiene completa
• Medicação pré-anestésica
• Remover próteses e ortóteses
• Vestir bata e meias de contenção
• Preparar processo com análises e outros exames auxiliares de diagnóstico
• Organizar a unidade
• Avaliar sinais vitais; sinais de infeção; sinais de alergia
• Registos/documentação de enfermagem

Intervenções de enfermagem no período pós-operatório


Imediato
• Avaliação sensório-motora
• Temperatura, cor de pele e mucosas
• Monitorizar sinais vitais e oxigenoterapia
• Manter permeabilidade vias aéreas
• Avaliar balanço hídrico
• Administrar terapêutica
• Vigiar o débito urinário e drenagem gástrica (X dias?, dieta zero?)
• Pesquisar ruídos intestinais (geralmente depois das 72h)
• Cuidados às feridas cirúrgicas e às drenagens (individualizar as diferentes
suturas – mediana e da ostomia)
• Manutenção da drenagem vesical
• Mobilização precoce
• Controlar a dor

Cuidados ao estoma

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• Avaliar cor, brilho, proeminência e tamanho (só vai estabilizar ao fim de +- 2


meses)
• Saco de duas peças, aberto e transparente
• Vigiar características do drenado
• Explicar e demonstrar os cuidados
• Envolver o doente e pessoa significativa
• Manter a pele circundante limpa e seca
• Eliminar odores, esvaziando o saco

Particularidades na pessoa ileostomizada


• Manter BH e equilíbrio ácido-base (risco de acidose)
• Aumentar ingestão de líquidos (risco desidratação)
• Antidiarreicos quando necessário
• Monitorizar o equlíbrio eletrolitico
• Prevenir a irritação cutânea (fazer liquidas e alcalinas)
• Risco de litíase renal
• Especificidade dos materiais

RISCO LITIASE URINÁRIA Desidratação que Aumentar a


(cálculos renais) aumenta a formação de administração de
RISCO ACIDOSE/DESIDRATAÇÃO cristais de urato devido líquidos.
à perda de bicarbonato Corrigir com a
no intestino. administração de
Aumenta a absorção de líquidos e eletrólitos.
oxalatos.
Eliminação intestinal +/-
1250/1500 (se
aumentar diarreia)

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RISCO DE NÃO Trânsito intestinal As funções do intestino


ABSORÇÃO alterado. estão diminuídas ou
Terapêutica Não administrar anuladas.
Medicamentosa/carência comprimidos ou Cápsulas/comprimidos
vitamina cápsulas de ação não reabsorvidos podem
retardada. ser diluídos em sumos.
Administrar vit. B12
subcutânea, quando se
removeu iloe distal.
Vigiar aparecimento de complicações

• Infeção
• Hemorragia
• Tomboembolismo
• Retenção urinária
• Distúrbios urológicos e sexuais: incontinência ou retenção urinária,
disfunção erétil, ausência de ejaculação e dispareunia
• Complicações do estoma (necrose, hérnia, períestomal, prolapso, retração)

Capacitar para o autocuidado

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Intervenção de enfermagem

Intervenções de enfermagem no pós-operatório

Ostomia

• Material de enterostomia
• Características e complicações do estoma
• Proteção da pele
• Procedimento de troca de saco
• Alimentação
• Vestuário

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Retorno à vida ativa

Salienta-se que o retorno à vida e às atividades anteriormente desenvolvidas é


desejável. O ensino e apoio desde o período pré-operatório são fatores que
influenciam a adaptação à nova realidade.

Atividade profissional: evitar esforços violento

Viagens: disponibilidade do material no destino

Sexualidade/vida afetiva: autoimagem, coping, complicações da cirurgia

Atividade desportiva e de lazer: proteger o estoma de lesões


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Direitos das pessoas ostomizadas

Consideradas pessoas com deficiência (lei nº 9/89, 2 de maio)

Transportes: facilidades no estacionamento, isenção do uso de cinto de segurança.

Habitação: facilidades no acesso ao crédito, arrendamento urbano.

Saúde: isenção de pagamento de taxas moderadoras, comparticipação em próteses


e ortóteses, acompanhamento por familiar durante o internamento.

Emprego e formação profissional: programas de reabilitação e integração


profissional, subsídios, flexibilidade de horário, mobilidade dos professores.

Educação: equipas de ensino especial, subsídio para educação especial particular.

Fiscalidade: deduções no cálculo do IR, isenção de IVA na importação de automóveis


ligeiros de passageiros.

Segurança social: bonificação no subsídio familiar até aos 24 anos, subsídio mensal
vitalício a pessoas com deficiência com mais de 24 anos de idade.

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DOCUMENTAÇÃO DA INTERVENÇÃO DE ENFERMAGEM

Qualquer cuidado com intencionalidade terapêutica que o enfermeiro realiza em


benefício de um cliente.
Autónomo
Interdependente
Metodologia de tomada de decisão

Intervenção de Enfermagem
“A nursing intervention is any direct care treatment that a nurse performs on behalf
of a client. These treatments include nurse-initiated treatments resulting from
nursing diagnoses, physician-initiated treatments resulting from medical diagnoses,
and performance of the daily essential functions for the client who cannot do these”
McCloskey and Bulecheck (1996)

Regulamento do Exercício Profissional dos Enfermeiros


Artigo 5.º : Caracterização dos cuidados de enfermagem
Os cuidados de enfermagem são caracterizados por:

3) Utilizarem metodologia científica, que inclui:

b) A recolha e apreciação de dados sobre cada situação que se apresenta;
c) A formulação do diagnóstico de enfermagem;
d) A elaboração e realização de planos para a prestação de cuidados de
enfermagem;
e) A execução correta e adequada dos cuidados de enfermagem
necessários;
f) A avaliação dos cuidados de enfermagem prestados e a reformulação
das intervenções;
4) Englobarem, de acordo com o grau de dependência do utente, as
seguintes formas de atuação:

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e) Avaliar, verificando os resultados das intervenções de enfermagem


através da observação, resposta do utente, familiares ou outros e dos
registos efetuados.

Padrões de Qualidade dos Cuidados de Enfermagem


3.4. O bem-estar e o autocuidado
Na procura permanente da excelência no exercício profissional, o enfermeiro
maximiza o bem-estar dos clientes e suplementa/complementa as atividades de vida
relativamente às quais o cliente é dependente.
São elementos importantes face ao bem-estar e ao autocuidado, entre outros:
a identificação, tão rápida quanto possível, dos problemas do cliente, relativamente
aos quais o enfermeiro tem conhecimento e está preparado para prescrever,
implementar e avaliar intervenções que contribuam para aumentar o bem-estar e
suplementar / complementar atividades de vida relativamente às quais o cliente é
dependente;
a prescrição das intervenções de enfermagem face aos problemas identificados;
o rigor técnico/científico na implementação das intervenções de enfermagem;
a referenciação das situações problemáticas identificadas para outros profissionais,
de acordo com os mandatos sociais dos diferentes profissionais envolvidos no
processo dos cuidados de saúde;
a supervisão das atividades que concretizam as intervenções de enfermagem e que
foram delegadas pelo enfermeiro;
a responsabilização do enfermeiro pelas decisões.

3.5. A readaptação funcional


Na procura permanente da excelência no exercício profissional, o enfermeiro
conjuntamente com o cliente desenvolve processos eficazes de adaptação aos
problemas de saúde.
A continuidade do processo de prestação de cuidados de enfermagem;
O planeamento da alta dos clientes internados em instituições de saúde, de acordo
com as necessidades dos clientes e os recursos da comunidade.
3.6. A organização dos cuidados de enfermagem profissional dos enfermeiros;
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Intervenção de enfermagem ao cliente com doença aguda e/ou crónica

a existência de um sistema de registos de enfermagem que incorpore


sistematicamente, entre outros dados, as necessidades de cuidados de enfermagem
do cliente, as intervenções de enfermagem e os resultados sensíveis às intervenções
de enfermagem obtidos pelo cliente.

Documentação
Qualquer informação escrita ou gerada eletronicamente, sobre um cliente, que
descreve o seu estado de saúde ou os cuidados ou serviços que lhe foram prestados.

Finalidades:
Comunicação e garantia da continuidade de cuidados
Responsabilidade profissional
Implicações legais
Melhoria da qualidade e gestão do risco
Contributo para a prática baseada na evidência

Características:
Objetiva
Atualizada
Segura

Desenho da Intervenção
Definir o diagnóstico
Decidir a orientação conceptual
Determinar o resultado (decidir a unidade de medida)
Sintoma
Status funcional
Segurança
Distress psicológico
Económico
Decidir o conteúdo da intervenção
Relação entre o diagnóstico e o resultado
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Intervenção de enfermagem ao cliente com doença aguda e/ou crónica

Individualização

NA CIPE…
Área de atenção relevante
para a enfermagem

Considerar os eixos principais para


a formulação do diagnóstico e da
intervenção.

Intervenção

Processo intencional

Síntese
A documentação no processo individual facilita a comunicação entre profissionais
de diferentes disciplinas e entre turnos. Fornece informação que permite coordenar
a prestação de cuidados.
É uma fonte de dados para os programas de garantia da qualidade e de revisão por
pares.
O reembolso por terceiros pagadores pode depender da documentação dos
cuidados prestados.
A documentação no processo individual serve como documento legal que pode ser
utilizado como prova em tribunal.
A documentação deve mostrar que a apreciação de enfermagem foi realizada em
tempo útil e regularmente.
A documentação deve mostrar que a avaliação do estado de saúde decorre da
informação colhida e analisada a partir da apreciação de enfermagem.
A documentação deve refletir que o plano de cuidados foi desenvolvido com base na
apreciação e no raciocínio clínico (diagnóstico).
A documentação deve refletir que o plano de cuidados para resolver os problemas
de saúde foi implementado.
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Intervenção de enfermagem ao cliente com doença aguda e/ou crónica

A documentação deve refletir que os resultados das intervenções de enfermagem


foram cuidadosamente avaliados.

Quando registar:
Registar as intervenções de enfermagem e as respostas do cliente imediatamente
após terem ocorrido.

O que registar:
Sintomas: utilizar expressões verbais e não-verbais ou gestos, tanto quanto possível.
Observações do enfermeiro: a ausência de registo cria lacunas que podem ser
interpretadas como negligência
Todas as lesões, e situações de saúde desviantes até serem resolvidas. Deve haver
registos regulares que descrevem a situação até ao registo da sua resolução.
Todos os contactos com o médico, observações ou prescrições, incluindo contato
telefónico.
Resposta a medicamentos ou tratamentos: efeitos terapêuticos e/ou secundários
Novos sintomas ou condições.

Situações a documentar obrigatoriamente no momento da ocorrência,


acompanhadas com a intervenção e a resposta (notas ou impresso próprio):
Abrasões, lacerações e marcas de pressão
Quedas e cabeçadas, com ou sem lesão aparente
Temperatura elevada
Úlceras de pressão incluindo a descrição e tratamento até à resolução
Convulsões com descrição completa
Reações secundárias a alimentos e medicamentos
Recusa de alimentos ou medicamentos
Vómitos incluindo tipo, quantidade
Medicação de urgência incluindo a hora de prescrição e de administração
Comportamento ou condição não habitual
Diarreia ou qualquer alteração do padrão de eliminação
Aumento ou diminuição súbita no peso
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Alterações ou dificuldade não habitual na obtenção dos sinais vitais

DOENÇA ONCOLÓGICA
Problemática da doença oncológica:
Na Europa em cada ano:
60% dos novos casos de cancro diagnosticados;
75% das mortes por cancro;
Acontecem em doentes com ≥ 65 anos
Em Portugal - 2013:
24,3% das mortes foram por doenças oncológicas;
9% do PIB – despesas em Saúde

Distribuição dos Doentes Oncológicos por grupo Etário e Sexo:


Mulher:
26,4% - 45 aos 59 anos
35,2% - 60 aos 74 anos
23,7% - ≥ 75 anos
Homem:
20,5% - 45 aos 59 anos
47,7% - 60 aos 74 anos
23,7% - ≥ 75 anos

Tumores mais frequentes:


Homem/Mulher:
Cólon e reto (1 em cada 6 tumores)
Mama
Estômago
Próstata
Pulmão

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Homem Mulher
Próstata Mama
Pulmão Cólon
Cólon Estômago
Colo útero

Cuidar nas diferentes etapas:


Diagnóstico
Tratamento
Vigilância da saúde e sobrevivência
Progressão da doença
Fim de vida

Modalidades terapêuticas:
Cirurgia
Quimioterapia
Radioterapia
Hormonoterapia
Bioterapia
Transplantes
*Terapias complementares

Responsabilidade do enfermeiro
Pessoas e famílias confrontadas com as diferentes fases da doença oncológica.

Lidar com a doença oncológica:


sentimentos /reações psicossociais;
tratamentos//efeitos secundários;
» "Coping" e fatores que o influenciam;
» Envolver o doente e família;
» Recursos…

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"Pilares" da Intervenção:
Conhecimentos
Capacidades desempenho COMPETENTE
Atitudes

Autoconceito Características definidoras


Imagem corporal

Sentimentos, atitudes e valores da Autoestima


pessoa afetam a sua reação às Desempenho de papéis
experiências Identidade pessoal
Autoidealização
Influenciado pela interação com os outros, meio sócio cultural e etapas de
desenvolvimento.

Autoconceito – constituintes
Autoestima
Processo avaliativo que a pessoa faz das suas qualidades desempenhos;
Constituinte afetivo, associação da identidade a aspetos valorativos (“bom” e
“mau”);
Representa o sentido de competência e valor pessoal;
Positiva ou negativa, revela ponto de satisfação da pessoa com ela própria;
Influencia fortemente a estruturação do auto conceito.

Autoimagens
Resultados da auto-observação; baseadas fortemente na forma como se é tratado
pelas pessoas significativas;
Imagem corporal – relação estabelecida com o corpo, aparência física e integridade.
Relação com os outros e com o estereotipo social.

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Autoeficácia
Auto-percepções em que a pessoa acredita e confia na sua capacidade e eficácia para
enfrentar o meio ambiente, levando a consequências desejadas.

Alteração do autoconceito:
O indivíduo apresenta, ou está em risco de apresentar, uma mudança negativa na
maneira de sentir, pensar ou ver-se a si mesmo.
Pode incluir uma mudança em qualquer um dos seus componentes.

Alterações nos componentes do autoconceito – Autoimagem


A imagem mental do corpo (e pessoa) é violentada após um traumatismo físico.
Esse traumatismo ou perda inclui o processo de pesar (maior parte das mudanças
na imagem corporal e no autoconceito).
Dois incidentes críticos (Bergamasco e al (2002) :
constatação das mudanças no próprio corpo (p. ex. espelho);
constatação de que os outros percebem as cicatrizes.

Fatores que influenciam o sucesso da recomposição da imagem


a perspetiva pessoal do valor da função perdida;
a natureza da modificação;
as experiências anteriores de vida;
a autoestima;
o apoio social e as atitudes dos outros.

O processo de pesar
Choque-negação
Nega o traumatismo ou a sua gravidade;
Permite a si mesmo o mínimo pensamento sobre a perda (auto proteção);
Intelectualmente aceita a perda, mas nega emocionalmente.
Controlo da perda da função orgânica
Começa a lidar com o impacto da perda;
Liberta-se lentamente da limitação da perda;
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Readapta-se ao ambiente modificado;


Investe em novos relacionamentos.
Desenvolvimento da consciencialização
Compreende o impacto da perda sobre si próprio;
Apresenta sentimentos somáticos agudos de perda;
Desloca a raiva;
Preocupa-se com a culpa e o remorso;
Lamenta a perda e retrai-se;
Evita a mudança e reforça rotinas.

Alteração da imagem-corporal
Alterações Menores (podem estar presentes): Fatores relacionados
Sentimentos negativos sobre o corpo como
Fisiopatológicos
desamparo, impotência, desesperança,
vulnerabilidade; Doença crónica, perda de parte e/ou
Preocupação com a mudança ou a perda; função do corpo, traumatismo grave,
Recusa em verificar a mudança real: envelhecimento.
despersonalização da parte ou da perda;
Relacionados com o Tratamento
Comportamentos autodestrutivos.
Hospitalização, cirurgia,
quimioterapia, radioterapia…

Intervenção de enfermagem – Relacional


Relacionamento de confiança com o doente. Reconhecer os sentimentos de
hostilidade, pesar, medo e dependência (negação, choque, raiva e depressão). Evitar
juízo de valor.
Encorajar a pessoa a expressar sentimentos e questões sobre seu problema de
saúde, tratamento, evolução e prognóstico.
Compreender o sistema de crenças (p. ex., dor, sofrimento e perda significam
punição?).
Oferecer e reforçar informação confiável e esclarecer interpretações erróneas.
Proporcionar privacidade e ambiente seguro.
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Intervenção de enfermagem ao cliente com doença aguda e/ou crónica

Usar toque terapêutico (com o consentimento da pessoa) e encorajar o movimento.


Evitar a superproteção, mas limitar as exigências.

Intervenção de enfermagem – Gestão de recursos


Encorajar a pessoa a aceitar ajuda, pertinente, dos outros;
Reforçar mecanismos de coping;
Preparar as pessoas significativas para as mudanças físicas e emocionais;
Oportunidades para compartilhar vivências com pessoas com experiências
similares;
Auxiliar na resolução da alteração cirurgicamente criada na imagem corporal;
O processo de reconstrução … por exemplo após mastectomia, leva pelo menos um
ano.

Mecanismos de coping, resiliência familiar e comunitária


Controlo eficaz das tarefas adaptativas, também por membro da família envolvido
no desafio de saúde da mulher.
Padrão de atividades para adaptação e resolução de problemas que é satisfatório e
pode ser melhorado.

Fatores relacionados:
Membro da família orientado para a promoção de saúde.
Suportes sociais.
Recursos para a resolução de problemas de saúde e apoio ao follow up.

Intervenção – Aconselhamento e orientação antecipada:


Mobilização de pessoa (s) significativa (s) e envolvimento no processo terapêutico;
Estabelecimento de metas mútuas;
Promoção da normalidade quotidiana.

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PROCESSO DO SISTEMA REGULADOR COMPROMETIDO:


HIPOGLICEMIA/HIPERGLICEMIA

Identificar:
Focos
Glicémia, Hiperglicémia, Hipoglicémia, nível de glicémia adequada
Diagnósticos/Resultados
Hiperglicémia, hipoglicémia, nível de glicémia adequada
Principais complicações
Intervenções de Enfermagem

Hipoglicémia/hiperglicemia
Variações nos níveis de glicose no sangue em relação aos parâmetros normais.

Diabetes Mellitus
Conceito
Termo “diabetes” designa as várias doenças que se caracterizam por uma
produção excessiva de urina, cuja origem é distinta.
Termo latino “mellitus”, que significa “doce como o mel”, é aplicado
especificamente à diabetes em que a urina é doce devido ao seu elevado
conteúdo em glicose, como contataram os antigos “provadores de urina”
(método utilizado no assado para diagnosticar a doença).
Caso não se especifique o contrário, o termo “diabetes” refere-se à
diabetes mellitus.

Fatores de risco
Excesso de peso (IMC≥25) e Obesidade (IMC≥30)
Obesidade central ou visceral, H ≥94 cm e M ≥80 cm de perímetro abdominal
Idade ≥45 anos se europeus e ≥35 anos se de outra origem/região do mundo
Vida sedentária, definida pela prática de atividade física em menos de 30
minutos por dia
História familiar de diabetes, em primeiro grau
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Diabetes gestacional prévia


Existência de outras condições habitualmente associadas à diabetes tipo 2
como a hipertensão arterial ou a dislipidemia
História de doença cardiovascular prévia: doença cardíaca isquémica, doença
cerebrovascular e doença arterial periférica
Anomalia da glicemia em jejum e tolerância diminuída à glicose, prévias
Consumo de fármacos que predisponha à diabetes
Conhecimento deficiente sobre o controlo da diabetes
Falta de adesão ao controlo da diabetes
Desconhecimento/dificuldade em controlar os medicamentos
Monitorização inadequada da glicemia
Estado de saúde física/mental
Stresse

Situação Portuguesa:
Causa de morte que registou dos mais importantes acréscimos na última década
Mantém-se a tendência de aumento das complicações da diabetes, mas de redução
no número de episódios de cetoacidose diabética (eventual melhoria do
autocontrolo da população diabética)
O Programa Nacional de Controlo da Diabetes aglutina orientações estratégicas e
intervenções para a prevenção e controlo da doença em Portugal
Os recursos humanos e organizacionais para uma adequada gestão da doença
ainda são escassos
Na continuidade da avaliação do PNS 2004-2010, e analisando o perfil de saúde da
população portuguesa, foram identificadas nove áreas de intervenção prioritária
(ex.: alimentação e nutrição, controlo da diabetes)

Definição e etiologia:
Distúrbio do metabolismo da glicose relacionado com ausência ou
deficiência na secreção da insulina pelo pâncreas endócrino e/ou utilização
inadequada da insulina produzida.
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A etiologia é múltipla: Genética, Viral, Idiopática e Ambiental


Hiperglicémia

Regulação da glicémia - fisiologia


pancreática:
Exócrina – secreção de enzimas digestivas
Endócrina – secreção de insulina e glucagon

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Eventos fisiopatológicos que levam à Hiperglicémia:

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Tipos de Diabetes Mellitus:


DM Tipo 1
DM autoimune
Predisposição genética ou viral
Progressão lenta: os sintomas surgem quando já foi perdida 80 a 90% da função
das células beta (crianças/adultos)
Início rápido dos sintomas
DM idiopática
Mais comum nos indivíduos oriundos de África e Ásia

DM Tipo 2
Secreção deficiente e/ou insuficiente de insulina para compensar
A resistência à insulina ou a secreção deficiente com ação normal

Outros
Diabete gestacional
Etc.

Diabetes Mellitus tipo 1


Causa imunológica: Processos autoimunes em que há destruição das células beta
e suscetibilidade para a cetoacidose (secreção de insulina muito diminuída ou
inexistente).
Causa não imunológica ou idiopática: destruição das células beta dos ilhéus
pancreáticos, sem etiologia nem patogénese conhecida.

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Sintomas clássicos (3P)


Poliúria
Polidipsia
Polifagia
Astenia (falta de vitalidade)
Emagrecimento

Diabetes Mellitus tipo 2


Distúrbios na ação e/ou na secreção da insulina, podendo qualquer uma ser
predominante, quase sempre acompanhados de insulinorresistência.

Fatores de risco:
Medicação
Raça
Hipertensão
Stress
Idade
Imobilidade
Gravidez
Colestrol elevado
História familiar

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Mecanismo de ação da insulina

Diabetes tipo 1 e diabetes tipo 2 – produção e ação da insulina

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Diagnóstico
Uma pessoa pode ser diabética se tiver…

Glicémia ocasional de 200 mg/dl ou superior com sintomas

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Glicémia em jejum (8horas) de 126 mg/dl ou superior em 2 ocasiões separadas de


curto espaço de tempo

Diabetes mellitus – diagnóstico


Glicemia em jejum > 126 mg/dl (RISCO - >110-126)
TDG – Glicemia 2h apos 75gr de glicose - >140-200
Glicosúria (presente se glicemia > 180 mg/dl))
Cetonúria (presente se houver degradação dos ácidos gordos)
Proteinúria – indicador de nefropatia
Hb glicada (Hb A1c) >6,5 %.
A glicosilação não enzimática da hemoglobina aumenta com o aumento da glicemia.

Hemoglobina Glicada (Hb A1c)


Hb A1c: indicador do valor médio da glicémia nos 120 dias anteriores.
Representativo da glucose ligada à Hb nos GV durante 120 dias.
Controlo bom < 6,5%
Controlo aceitável 7,0 – 7,5%
Controlo mau > 7,5%

Hiperlipidemia
Hipercolesterolemia Alteração do metabolismo lipídico
Hipertrigliceridemia

Diabetes na Gravidez
Diagnóstico
Glicemia em jejum ≥ 126 mg/dl (≥ 7 mmol/l)
ou
Sintomas clássicos + glicemia ocasional ≥ 200mg/dl (≥ 11,1mmol/l)
ou
Glicemia ocasional ≥ 200mg/dl (≥ 11,1mmol/l) às 2 h
(PTGO com 75g de glicose) - PTGO - Prova toletância de glicose oral
ou
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Hemoglobina glicada A1c (HbA1c) ≥ 6,5%

Gravidez:
Alterações no metabolismo materno da glicose
Alterações da produção de insulina
Alterações da homeostase metabólica
Proporcionar um ambiente adequado ao normal desenvolvimento do embrião/feto

Produção de efeito diabetogénico:


Resistência periférica à insulina – hiperinsulinemia compensadora
Hiperglicemia pós-prandial
Hipoglicémia em jejum

A ação hormonal
Promove a diminuição do consumo da glicose e aminoácidos pelo organismo
materno
Promove o seu fornecimento adequado e ininterrupto ao embrião/feto
Assegura o metabolismo energético materno à custa dos ácidos gordos

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No Feto:
Uso da glucose maternal como principal fonte de energia
Níveis de glicémia proporcionais aos níveis de glicémia maternal
Segregação de insulina pelo pâncreas fetal às 10-12 semanas

Diabetes Gestacional:
Intolerância aos hidratos de carbono que é reconhecida ou diagnosticada pela
primeira vez na gravidez, independentemente:
Do grau
Da necessidade (ou não) de insulina
Da sua persistência (ou não) após o parto
Da suspeita de diabetes prévia mas não diagnosticada

Fatores de Risco:
Familiares em 1º grau diabéticos
História de macrossomia fetal (>4 Kg)
Idade materna > a 35 anos
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Obesidade – IMC > 30 kg/m2


Dois ou mais abortos espontâneos anteriores
Antecedentes de diabetes gestacional
Multiparidade (>4 partos)
Glicosúria

Diagnóstico:
Determinação da glicémia plasmática em jejum – 1º consulta de vigilância pré-natal
Realização da PTGO – 24 a 28 semanas de gestação
3 dias antes - dieta não restritiva e atividade física regular
Realização de manhã com jejum não inferior a 8h e não superior a 14h
Ingestão lenta (5 a 10’) de 75g de glucose dissolvida em 300ml de água
(adicionar sumo de limão ou gelo)
Repouso durante a prova
Prova de tolerância à glicose

*Diagnóstico de DG com 1 ou mais valores alterados

1º consulta de vigilância pré-natal após 28 semanas


Determinação da glicémia plasmática em jejum

Se < 92 mg/dl
PTGO com 75 mg de glicose
Pré-natal
Manutenção da glicemia em níveis normais e estáveis
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Medidas Comportamentais:
Adequação do regime alimentar
200gr de HC/dia
6-7 refeições, intervalo noturno não superior a 7h
Programa de exercicio fisico adequado
Monitorização da glicémia capilar
Jejum e 1 a 2h após as refeições principais
Medidas Terapêuticas:
Insulina
Antidiabéticos Orais
Vigilância do estado fetal
CTG periódico
Controlo metabólico
Aparecimento de intercorrências materno e/ou fetais

Pós-natal

Suspender terapêutica se indicado


Avaliação 6-8 semanas após o parto ou após suspender a amamentação
Informar sobre a possibilidade de vir a desenvolver DG numa gravidez futura (30
a 50%)
Informar sobre o risco de desenvolver DM após 5 a 15 anos após DG – manter
vigilância de saúde
Prevenir DM na descendência

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Controlo da diabetes
Intervenção de Enfermagem
Normalização
Glicemia
Colesterol e triglicéridos
TA

Terapêutica
Regime alimentar
Exercício físico
Prevenção de complicações agudas e crónicas

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A PESSOA COM CARDIOPATIA ISQUÉMICA


Angor e enfarte agudo do miocárdio

Função elétrica e fisiologia cardíaca


O coração possui tecido especializado para a condução de estímulos elétricos:
O nódulo sinusal ou sino-auricular
O nódulo aurículo-ventricular
O feixe de His
Rede de fibras de Purkinje
O impulso elétrico tem origem no nódulo sinusal
Frequência de 60 a 100 impulsos por minuto (FC)

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Traçado cardíaco

Função elétrica

Cardiopatia isquémica
Desequilíbrio entre a disponibilidade e as necessidades de O2 no miocárdio.
Desenvolvimento de isquémia miocárdica
Reversível (angor/angina de peito)
Irreversível necrose (enfarte agudo do miocárdio)

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Fatores de risco:

Aterosclerose (artérias coronárias)


Alterações da frequência cardíaca
Hipertensão Arterial

Fatores que influenciam as necessidades do miocárdio em oxigénio

Doença aterosclerótica
História natural
da doença

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Fatores de risco para a doença da artéria coronária

Modificável
Contribuem para o risco:
Glicose ≥ 100 mg/dL
Fatores de risco Psicossocial (ex: depressão, hostilidade, raiva, stress,)
Tabagismo; Sedentarismo
Níveis elevados de homocisteina
(pode lesionar o revestimento endotelial das artérias e promover a formação de
trombos. Associados a fatores genéticos e dieta pobre em ácido fólico, vitaminas B6
e B12)

Cardiopatia isquémica - Angor/Angina de peito


Dor transitória, ou desconforto, causada por isquémia miocárdica
Ocorre tipicamente na região pré cordial e retro esternal
Tem habitualmente a duração de 3 a 5 minutos
Cede:
Ao alívio do fator precipitante (esforço)
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Administração de vasodilatador coronário (nitroglicerina)


Dor anginosa

Características – Tipo etiológico


Angina Estável (crónica)
Isquémia do miocárdio habitualmente secundária a doença coronária
(ateroesclerose)
dor episódica com duração de 5-15 min
percipitada por esforço
alivia com repouso e administração de nitroglicerina

Angina Instável
Rutura de placa de ateroma, expondo superfície trombogénica (trombo)
inicio insidioso
angina estável que aumenta a frequência, duração e severidade
ocorre em repouso ou a mínimos esforços
a dor é refratária à nitroglicerina

Angina de Prinzmetal
Vasoespasmo Coronário
Ocorre primáriamente em repouso

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Desencadeado por fumar e/ou níveis aumentados de substancias como histamina


ou epinefrina)
Pode ocorrer com ou sem presença de doença coronária
Angina Microvascular
Isquémia secundária a doença microvascular, afetando os pequenos ramos distais
das artérias coronárias.
Mais comum nas mulheres
Desencadeada por AVD (trabalho, compras) vs. exercício físico (cansaço)
Tratamento pode incluir nitroglicerina

Angor/Agina do peito
Fatores de risco
Desenvolvido algum tipo de angina anteriormente
Níveis elevados de colesterol LDL e baixos de HDL
Tabagismo - Fazer uso de qualquer forma de tabaco
‘Tensão nervosa’ e ansiedade
Vida sedentária
Ser homem > 45 anos (maioria) ou mulher > 55 anos
Diabetes
Histórico familiar de doenças cardíacas
Obesidade
Hipertensão Arterial
Hiperuricémia
Fatores precipitantes
Aumento da necessidade de O2 no miocárdio
Esforço físico
- Aumento da FC - redução do tempo de diástole (tempo do fluxo coronário)
- Exercícios isométricos com os braços (levantar objetos pesados)
Temperaturas extremas
- Aumento do trabalho cardíaco; vasoconstrição e vasodilatação
Emoções fortes
- Estimulação do SN Simpático ativando stress; aumento do trabalho cardíaco
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Intervenção de enfermagem ao cliente com doença aguda e/ou crónica

Refeição pesada
- Aumento do trabalho cardíaco; fluxo direcionado para sistema GI
Uso de tabaco
- Vasoconstrição e aumento da FC; retenção de CO2
Atividade sexual
- Estimulação do SN Simpático ativando stress; aumento do trabalho cardíaco
Drogas estimulantes
- Aumento da FC
Ritmo circadiano
- Relacionado com a angina estável e de Prinzmetal; EAM e morte súbita
- Sintomatologia tende a ocorrer no acordar matinal

Intervenção terapêutica
Controlo de fatores de risco e precipitantes - medidas higiénico-dietéticas
Controlo da TA e glicémia; avaliação de predisposição hereditária
Modificação do estilo de vida (Fundação Portuguesa de Cardiologia):
- Cessação tabágica
- Evitar gordura saturada e colesterol
- Prática de atividade física adequada Pode ficar assintomático
- Controlo de peso corporal
- Redução de níveis de stress
Intervenção coronária invasiva: angioplastia (dilatação coronária) ou cirurgia
(by-pass coronário)
Terapêutica medicamentosa:
- Nitroglicerina sublingual em episódio de dor
Dor persiste após 3 comprimidos, com intervalo de 5 minutos, dirigir ao SU
Hospitalar
Nitratos – dilatador arterial -> prevenir dor ou administração regular
Betabloqueantes – Diminuição da FC -> prevenir ou retardar episódio de
angina
Bloqueadores dos canais de cálcio – relaxamento arterial; redução de TA
IECA – redução da sobrecarga cardíaca e TA
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Intervenção de enfermagem ao cliente com doença aguda e/ou crónica

Anti-agregantes plaquetários
Estatina – anti-dislipidémico

Diagnóstico de enfermagem
Não adesão ao plano terapêutico relacionado com:
Défice de conhecimento sobre o processo de doença, redução de fatores de risco e
predisponentes.
Gestão da terapêutica medicamentosa
Resultados esperados:
Compreensão do processo de doença
Utilização medidas de redução dos fatores de risco
Desenvolva atividades necessárias para a gestão da terapêutica medicamentosa
Avaliar:
Motivos do não cumprimento do plano terapêutica
Consequências
Promover expetativas e decisão realistas. Esclarecer dúvidas e motivos

Identificar com o doente os fatores desencadeantes de crise anginosa e


medidas de controlo
Orientação para:
Autoavaliação da TA
Dieta
Exercício físico
Gestão de stress
Recursos

A PESSOA COM CARDIOPATIA ISQUÉMICA ANGOR E ENFARTE AGUDO DO


MIOCÁRDIO
Enfarte agudo do miocárdio

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Intervenção de enfermagem ao cliente com doença aguda e/ou crónica

O enfarte agudo do miocárdio ocorre quando as alterações da isquemia intracelular


(decorrentes de trombo-embolia coronária) se tornam irreversíveis, resultando na
necrose dos tecidos.

Evolução
Células miocárdicas toleram isquémia por cerca de 20 ‘, antes de se iniciar a morte
celular (necrose).
A função contrátil desaparece nas zonas de necrose miocárdica.
Há alteração da função mecânica, dependendo da área hipoperfundida (extensão do
enfarte).
O EAM é descrito de acordo com a área da circulação coronária envolvida. A
capacidade da circulação colateral também influencia a severidade do enfarte e
posteriormente concorre para a limitação da lesão.

Artéria Coronária Esquerda – Ramo descendente anterior


Artéria Coronária Esquerda – Ramo circunflexo
Artéria Coronária Direita

Pela libertação de mediadores lipídicos e glucídicos no sentido de permitir a


utilização de glicose e ácidos gordos livres em metabolismo anaeróbico, é frequente
encontrar níveis de glicémia altos.
A zona necrosada é identificável no ECG
O tecido cicatricial organiza-se entre o 10º e 14º dia após o EAM.
Miocárdio especialmente vulnerável ao stress, devido à instabilidade da parede
Necessária atenção para atividade psicomotora controlada.
Às 6 semanas o tecido fibroso (cicatricial) substitui o tecido necrosado. Há perda de
motilidade local
Sujeito a complicações como descoordenação inter cavitária, disfunção ventricular
ou falência da ‘bomba’
Hipertrofia ou dilatação cardíaca

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Intervenção de enfermagem ao cliente com doença aguda e/ou crónica

A resposta inflamatória à morte celular, desencadeia, nas primeiras 24 horas, a


infiltração celular de leucócitos e libertação de enzimas pelas células cardíacas
necrosadas (LDH; TROPONINA T E CPK-MB).
As enzimas proteolíticas (neutrófilos e macrófagos) removem o tecido necrosado
pelo 2º/3º dia.
A parede muscular torna-se mais fina durante este processo.
Verde – CPK-MB
Azul – Troponina T
Amarelo – LDH

Meios complementar de diagnóstico

Electrocardiograma – ECG: Define a localização, extensão e prognóstico do enfarte


Elevação do segmento ST é diagnóstico de oclusão coronária
As ondas Q NÃO significam enfarte estabelecido

Enzimologia:

CK-MB

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Aumenta em 3-6 h. após dor pré-cordial; pico entre 12-18 h; regressa ao valor
normal em 3-4 dias
Troponina T
Aumenta em 3-6 h, pico às 14-18 h., mantém-se elevado durante 14-21 dias
LDH
Aumenta em 14-24 h.
Pico tardio (48-72h.)

Leucocitose: Surge ao 2º dia após-EAM, desaparece numa semana

Angiografia Coronária:
Pode ser necessária perante sintomas ou ECG inconclusivos
Ex: doente com “by-pass” anterior, EAM anterior, miocardite com alterações difusas
do ECG ou alterações não-características no ECG
Permite a detecção de vasos muito recentemente ocluídos
Permite a reperfusão mecânica

Sintomas clássicos
Dor torácica severa; imobilizante; tipicamente com irradiação ao braço esquerdo
Persistente, diferente de qualquer outra dor
Não cede ao repouso, à mudança de posição ou administração de nitroglicerina
Habitualmente descrita como pressão torácica intensa, opressiva, constritiva, peso
no tórax ou sensação de queimadura
Localização:
Subesternal, retroesternal ou epigástrica
Irradiação para a mandíbula, pescoço, ombro, dorso, braços
Pode ocorrer em periodo ativo, repouso ou durante o sono

Algumas pessoas não apresentam os sintomas clássicos, mas:


Desconforto, fraqueza ou dispneia
Pessoas com diabetes podem fazer enfartes assintomáticos (neuropatia)
Idosos podem apresentar confusão, dispneia, EAP, tonturas ou uma disritmia
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Intervenção de enfermagem ao cliente com doença aguda e/ou crónica

Estimulação do Sistema Nervoso Simpático


Libertação de catecolaminas – libertação de glicogénio e vasoconstrição periférica
Sudorese profusa, pele fria e viscosa

Manifestações cardiovasculares (resposta à libertação de cotecolaminas)


Elevação inicial da TA e da FC
Queda da TA devido a diminuição do débito cardíaco
Disfunção cardica esquerda/direita

Náuseas, vómitos
Estimulação do reflexo do vómito relacionado com a severidade da dor
Estimulação vagal desencadeada na área do miocárdio enfartada

Febre
Decorrente do processo inflamatório causado pela morte celular. A temperatura
pode subir nas primeiras 24 h até aos 38ºC; Pode manter-se por uma semana

Abordagem terapêutica
FASE AGUDA
Objectivos:
Controlar a dor
Manter oxigenação /perfusão - minimizar a extensão de tecido enfartado
Controlar repercussões cardiovasculares, vagais e inflamatórias
Evitar/tratar arritmias
Evitar/tratar complicações

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Intervenção de enfermagem ao cliente com doença aguda e/ou crónica

Intervenções de enfermagem
Monitorização do traçado cardíaco com observação dirigida
Monitorização contínua dos Sinais vitais – TA, FC, PULSO, FR. Sat. periférica de O2
(oximetria de pulso)
Controlo da dor
Avaliação do estado geral: palidez, cansaço, cianose (eventualmente)
Canalização de acesso(s) venoso(s) periférico(s)
Recolha de sangue para marcadores séricos, cardíacos
Repouso absoluto (leito) - Actividade limitada durante 12 horas, controlada a partir
das24 h (monitor)
Posicionamento do doente em Semi-fowler – promoção da ventilação;

Administração e controlo de terapêutica medicamentosa prescrita


Analgesia: morfina fraccionada se necessário (2-4 mg)
Ácido acetil salicilico - 165-325 mg/dia – dose/ efeito anti agregante plaquetário
Perfusão endovenosa contínua Heparina ou
Heparina baixo peso molecular via SC
NTG EV durante 24-48 hrs se não houver /¯ FC ou ¯ TA ou

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Intervenção de enfermagem ao cliente com doença aguda e/ou crónica

NITRATOS/NTG Sublingual a não ser que PAS <90 ou FC <50 ou > 100
β-bloqueador EV se não houver contra-indicação
IECA se não houver hipotensão

FASE MEDIATA
Diminuição do débito cardíaco
Dor aguda, precordial … (regresso)
Ansiedade
Intolerância à atividade
Gestão de saúde ineficaz
Défice de conhecimentos
Não adesão ao regime terapêutico

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Intervenção de enfermagem ao cliente com doença aguda e/ou crónica

Monitorização Sinais Vitais e Saturação periférica de O2


Monitorização de sinais de edema pulmonar e periférico
Gestão de oxigenoterapia
Controlo dos marcadores cardíacos (Troponina e CPK-MB)
Monitorização de sinais de hipo perfusão e falência orgânica
Neurológico, hepático, renal
Monitorização das características da dor e gestão de analgesia
Observação de sinais não verbais de ansiedade
Aumenta necessidades de O2
Usar técnicas de relaxamento
Encorajar verbalização de sentimentos, percepções e medos. Estar presente.
Alternar períodos de atividade e repouso

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Intervenção de enfermagem ao cliente com doença aguda e/ou crónica

Orientar para os princípios de conservação de energia (restrito/permitido) e


minimização do gasto de O2

Fase Mediata – Resultados Sensíveis aos Cuidados de Enfermagem


Proporcionar ambiente calmo, seguro e repousante;
Promover adequado padrão alimentar (evitar alimentos excessivamente quentes ou
frios);
Administração de emolientes fecais ou laxantes;
Orientação ao doente e à família;
Garantir suporte/apoio ao doente e família
Articular recursos institucionais e da comunidade

Angioplastia coronária - Tratamento cirúrgico


Situação clínica: Sr. Silva durante a tarde referiu novamente queixas - dor pré cordial
intensa com irradiação para os membros superiores. Apresenta-se suado, com pele
fria e hipotenso; a FC é 124bpm. Está muito inquieto, apesar de fatigado e dispneico.
Verbaliza preocupação com a suspensão da actividade laboral. A mulher, que o
acompanha, está muito preocupada com a situação do marido e deseja muito que ele
possa ser transferido para o hospital da área de residência – Lisboa. Como interpreta
estes dados? Que cuidados teria de implementar? Como organizaria a informação a
dar à mulher?

Plano de alta e follow up


Orientações ao doente e família:
Satisfação das NHF de acordo com:
As capacidades funcionais (físicas, psicológicas, sociais e espirituais);
Planeamento das actividades mediante as prioridades da Pessoa;
Avaliar rede de suporte informal e sua mobilização;
Analisar necessidade de apoio de rede de suporte formal e encaminhar;

Capacitação para a gestão do regime medicamentoso: administração; efeitos


secundários e actuação; procedimentos de vigilância/controlo:
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Intervenção de enfermagem ao cliente com doença aguda e/ou crónica

Anti-agregantes plaquetários
Anti-coagulantes
Vasodilatadores
Beta bloqueantes (durante pelo menos 2-3 anos)
IECAs se ICC ou enfarte de grandes dimensões
Fármacos Hipolipemiantes (estatinas)

Exercício físico
Avaliar e conhecer níveis de tolerância ao esforço
Progressão das actividades – auto cuidado, rotina doméstica …
Planeamento de exercícios – caminhar, passear o cão …
Informação sobre sinais e sintomas de descompensação cardíaca
Formas de actuação – terapêutica; O2; controlo da ansiedade
Controlo e diminuição de factores de risco
Adopção de comportamentos saudáveis
Retorno à actividade profissional
Retorno da atividade sexual

Follow up
Diagnóstico de enfermagem
Adoção de comportamentos de vida saudáveis
Capacidade de coping, ineficaz
Alteração dos padrões familiares
Alteração de papel
Défice de autocuidado
Intolerância à atividade
Fadiga
Défice de conhecimento
Cumprimento terapêutica, ineficaz

Adoção de comportamentos Saudáveis


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Intervenção de enfermagem ao cliente com doença aguda e/ou crónica

Intervenção de enfermagem

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