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Direito Administrativo p/ Magistratura Estadual 2018 (Curso Regular)

Renato Borelli, Equipe Renato Borelli

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Juiz de Direito – Curso Regular

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SUMÁRIO
Direito Administrativo Para Concursos ............................................................................................... 3
1 - Licitações – Breve introito........................................................................................................... 3
2 - E quais são as finalidades da licitação? ......................................................................................... 4
3 - Conceito de licitação .................................................................................................................. 6
4 - Natureza jurídica da Lei nº 8.666/1993 ........................................................................................ 8
4.1 - Competência para legislar .................................................................................................... 9
4.2 - Normatização infraconstitucional ........................................................................................... 9
4.3 - Fundamento constitucional do dever de licitar ....................................................................... 11
5 - Pressupostos da licitação .......................................................................................................... 13
6 - Extensão material do dever de licitar: objeto da licitação .............................................................. 13
7 - Extensão pessoal do dever de licitar........................................................................................... 14
7.1 - Organizações sociais .......................................................................................................... 16
7.2 - Organizações da sociedade civil de interesse público .............................................................. 16
7.3 - Entidades paraestatais ....................................................................................................... 16
7.4 - Conselhos de classe ........................................................................................................... 18
7.5 - Ordem dos Advogados do Brasil .......................................................................................... 18
7.6 - Empresas estatais exploradoras de atividade econômica ........................................................ 18
7.7 - Entidades que não se sujeitam ao dever de licitar.................................................................. 21
8 - Princípios ................................................................................................................................ 21
8.1 - Isonomia e competividade .................................................................................................. 23
8.2 - Incidência dos princípios gerais ........................................................................................... 26
9 - Tipos de licitação ..................................................................................................................... 28
10 - Dispensa e inexigibilidade ....................................................................................................... 29
10.1 - Licitação dispensável X dispensada .................................................................................... 38
11 - Modalidades de licitação ......................................................................................................... 40
11.1 - Concorrência ................................................................................................................... 43
11.2 - Tomada de preços ........................................................................................................... 45
11.3 - Convite .......................................................................................................................... 45
11.4 - Concurso ........................................................................................................................ 47
11.5 - Leilão ............................................................................................................................. 48
11.6 - Pregão (Lei nº 10.520/2002) ............................................................................................ 49
11.7 - Consulta ......................................................................................................................... 58
11.8 - Regime diferenciado de contratação ................................................................................... 58
12 - Fases da licitação ................................................................................................................... 62
12.1 - Fase interna .................................................................................................................... 62
12.2 - Fase Externa ................................................................................................................... 63
13 - Inversão das fases de habilitação e classificação ........................................................................ 65
14 - Comissão de licitação ou comissão julgadora ............................................................................. 65
15 - Instrumento convocatório ....................................................................................................... 66

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16 - Crimes na Lei nº 8.666/1993 .................................................................................................. 69


17 - Anulação e revogação da licitação ............................................................................................ 70
18 - Questões .............................................................................................................................. 72
18.1 - Lista de questões sem comentários .................................................................................... 72
18.2 - Gabarito ......................................................................................................................... 92
18.3 - Lista de questões com comentários .................................................................................... 94
19 - Destaques da legislação e da jurisprudência ............................................................................ 131
20 - Resumão da nossa aula ........................................................................................................ 133
21 - Referências bibliográficas ...................................................................................................... 138

Direito Administrativo Para Concursos


Olá, futuros Magistrados!

Hoje falaremos sobre licitação pública, especialmente quanto a Lei nº


8.666/1993 que é a “mãe” do assunto, de modo que nos ocuparemos dela na
maior parte da aula.
Mas, veremos também a Lei nº 10.520/2002, que trata do pregão, a Lei nº
12.462/2011, que cuida do Regime Diferenciado de Contratações, além de
tópicos da Lei Complementar nº 123/2006, sobre o tratamento diferenciado a
microempresas e empresas de pequeno porte.

Nesta aula não daremos tanta atenção para a jurisprudência, primeiro


porque as normas já possuem uma grande quantidade de conteúdo, e segundo
porque as questões de prova, no tema licitações, costumam cobrar mais o
conhecimento dos dispositivos legais.

Recomendo, para um melhor aproveitamento, que você acompanhe a aula


com as leis citadas e não deixe de colocar no seu cronograma o estudo da “lei
seca”.

Preparados? Aos estudos!

1 - Licitações – Breve introito


A CRFB em seu art. 37 estabelece que:

XXI - ressalvados os casos especificados na legislação, as obras,


serviços, compras e alienações serão contratados mediante
processo de licitação pública que assegure igualdade de condições
a todos os concorrentes, com cláusulas que estabeleçam

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obrigações de pagamento, mantidas as condições efetivas da


proposta, nos termos da lei, o qual somente permitirá as exigências
de qualificação técnica e econômica indispensáveis à garantia do
cumprimento das obrigações.

Em resumo, a razão de existir dessa exigência está no fato de que o Poder


Público não pode escolher livremente um fornecedor, como fazem as empresas
privadas. Os imperativos da isonomia, impessoalidade, moralidade e
indisponibilidade do interesse público, que informam a atuação da Administração,
obrigam à realização de um processo público para seleção imparcial da melhor
proposta, garantindo iguais condições a todos que queiram concorrer para a
celebração do contrato.
Ainda podemos dizer que a licitação é um procedimento obrigatório que
antecede a celebração de contratos pela Administração Pública. A razão de existir
dessa exigência reside no fato de que o Poder Público não pode escolher
livremente um fornecedor qualquer, como fazem as empresas privadas. Os
imperativos da isonomia, impessoalidade, moralidade e indisponibilidade
do interesse público, que informam a atuação da Administração, obrigam a
realização de um processo público para seleção imparcial da melhor proposta,
garantindo iguais condições a todos que queiram concorrer para a celebração do
contrato.

2 - E quais são as finalidades da licitação?


A realização do procedimento licitatório serve a duas finalidades
fundamentais: a) buscar a melhor proposta, estimulando a competitividade
entre os potenciais contratados a fim de atingir o negócio mais vantajoso para a
Administração; b) oferecer iguais condições a todos que queiram contratar
com a Administração, promovendo, em nome da isonomia, a possibilidade de
participação no certame licitatório de quaisquer interessados que preencham as
condições previamente fixadas no instrumento convocatório.
Esse duplo objetivo da licitação está enunciado no art. 3º, da Lei nº
8.666/1993: “A licitação destina-se a garantir a observância do princípio
constitucional da isonomia e a selecionar a proposta mais vantajosa para
a Administração e será processada e julgada em estrita conformidade com os

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princípios básicos da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da igualdade,


da publicidade, da probidade administrativa, da vinculação ao instrumento
convocatório, do julgamento objetivo e do que lhes são correlatos”.
O art. 3º, da Lei nº 8.666/1993 estabeleceu os três
objetivos/finalidades da licitação:1) observância do princípio
constitucional da isonomia, 2) a seleção da proposta mais vantajosa para
a administração e 3) a promoção do desenvolvimento nacional
sustentável.
Os diversos conceitos apresentados pela doutrina permitem identificar as
características fundamentais da licitação.
Celso Antônio Bandeira de Mello: “Licitação é um certame que as
entidades governamentais devem promover e no qual abrem disputa entre os
interessados em com elas travar determinadas relações de conteúdo
patrimonial, para escolher a proposta mais vantajosa às conveniências
públicas”.
Hely Lopes Meirelles: “É o procedimento administrativo mediante o
qual a administração pública seleciona a proposta mais vantajosa para o contrato
de seu interesse”.
José dos Santos Carvalho Filho: “É o procedimento administrativo
vinculado por meio do qual os entes da Administração Pública e aqueles por ela
controlados selecionam a melhor proposta entre as oferecidas pelos vários
interessados, com dois objetivos – a celebração de contrato, ou a obtenção
do melhor trabalho técnico, artístico ou científico”.
Maria Sylvia Zanella Di Pietro: “... o procedimento administrativo pelo
qual um ente público, no exercício da função administrativa, abre a todos
os interessados, que se sujeitem às condições fixadas no instrumento
convocatório, a possibilidade de formularem propostas dentre as quais
selecionará e aceitará a mais conveniente para a celebração de contrato”.
Marçal Justen Filho: “É um procedimento administrativo disciplinado por
lei e por um ato administrativo prévio, que determina critérios objetivos de
seleção da proposta de contratação mais vantajosa, com observância do
princípio da isonomia, conduzido por um órgão dotado de competência
específica”.
Reunindo os elementos fundamentais dos conceitos acima apresentados, é
possível definir licitação como “o procedimento administrativo pelo qual entidades
governamentais convocam interessados em fornecer bens ou serviços, assim

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como locar ou adquirir bens públicos, estabelecendo uma competição a fim de


celebrar contrato com quem oferecer a melhor proposta”.
O Art. 22, da CRFB estabeleceu que compete privativamente a União legislar
sobre:

XXVII – normas gerais de licitação e contratação, em todas as


modalidades, para as administrações públicas diretas, autárquicas
e fundacionais da União, Estados, Distrito Federal e Municípios,
obedecido o disposto no art. 37, XXI, e para as empresas públicas
e sociedades de economia mista, nos termos do art. 173, § 1°, III;

→UNIÃO: normas gerais sobre licitação e contratação. Evita regras


distintas de ente para ente (Lei nº 8.666/1993).
Normas gerais: veiculam princípios, regras básicas, aspectos
essenciais. Marçal Justen Filho enumera os temas gerais: requisitos mínimos
necessários e indispensáveis à validade da contratação administrativa;
hipóteses de obrigatoriedade e de não-obrigatoriedade de licitação;
requisitos de participação em licitação; modalidades de licitação; tipos de
licitação; regime jurídico da contratação administrativa.
→E/DF e Municípios: competência restrita à elaboração de suas
normas específicas – aspectos secundários e peculiaridades locais.

3 - Conceito de licitação
Licitação pública: de acordo com o professor José dos Santos Carvalho Filho,
licitação é o procedimento administrativo vinculado por meio do qual os entes da
Administração Pública e aqueles por ela controlados selecionam a melhor
proposta entre as oferecidas pelos vários interessados, com dois objetivos – a
celebração de contrato, ou a obtenção do melhor trabalho técnico,
artístico ou científico.

Para a adequada compreensão do conceito acima formulado, é conveniente


analisar os diversos elementos que o compõem:
a) procedimento: a natureza jurídica da licitação é a de uma sequência
ordenada de atos administrativos. Desse modo, é incorreto tratar da licitação
como ato administrativo isolado. Também não se trata de processo
administrativo, este um termo técnico utilizado no sentido de relação jurídica;

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b) administrativo: sob a vigência de constituições anteriores houve quem


sustentasse ser a licitação um tema afeto ao Direito Financeiro, e não ao Direito
Administrativo. Essa diferença no enquadramento do instituto implicava a
alteração dos princípios aplicáveis e a mudança da competência para editar leis
sobre a matéria. Atualmente, a unanimidade da doutrina reconhece a licitação
como instituto pertencente ao Direito Administrativo e, por isso, sujeito à
incidência dos princípios e normas desse ramo jurídico;
c) obrigatório para entidades governamentais: a realização de licitação
é um dever do Estado, não extensivo às empresas e pessoas privadas. Toda
entidade governamental, de qualquer Poder, assim como instituições privadas
mantidas com auxílio de verbas públicas devem licitar. Trata-se de exigência
ligada aos princípios da impessoalidade, isonomia, moralidade e indisponibilidade
do interesse público;
d) mediante convocação de interessados: a licitação é aberta a todos
aqueles que queiram concorrer à celebração de um contrato com o Estado, desde
que preencham as condições de participação definidas no instrumento
convocatório. A participação no procedimento licitatório é sempre facultativa para
o particular;
e) promovendo uma competição: com a isonomia, competitividade,
visando obter proposta vantajosa, é princípio básico da licitação. Por tal razão,
só pode ser exigido dos licitantes o preenchimento de condições estritamente
vinculadas ao objeto a ser contratado, sob pena de reduzir a quantidade de
participantes. Em última análise, a licitação é uma disputa entre os
interessados em contratar com o Estado. A finalidade da competição é promover
uma disputa justa entre os interessados para celebrar contrato econômico,
satisfatório e seguro para a Administração;
f) fornecer bens ou serviços, assim como locar ou adquirir bens
públicos: a realização de prévio procedimento licitatório é obrigatória para
celebração de contratos referentes a diversos objetos. Objeto da licitação é
aquilo que a Administração pretende contratar, podendo ser o fornecimento de
bens, a prestação de serviços, a locação de móveis ou imóveis privados, a locação
ou venda de imóveis públicos, a premiação de trabalho artístico ou a alienação
de determinado bem;
g) visando celebrar contrato administrativo: o objetivo final do
procedimento licitatório é a celebração de um contrato administrativo entre o
vencedor do certame e a Administração Pública. Na verdade, o ato que aperfeiçoa
o contrato (assinatura) não pertence ao procedimento licitatório propriamente
dito, à medida que ocorre após a adjudicação (fase final da licitação). Mesmo

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após a realização da licitação, a Administração Pública não é obrigada a


celebrar o contrato, de modo que o vencedor do procedimento licitatório possui
somente expectativa de direito à celebração do contrato, e não direito
adquirido;
h) com quem oferecer a melhor proposta: nem sempre o preço mais
baixo é determinante para a decretação do vencedor no certame licitatório. Cabe
ao instrumento convocatório da licitação preestabelecer o critério para definição
da melhor proposta, denominado tipo de licitação, podendo ser o menor
preço, melhor técnica, técnica e preço, maior lance ou menor oferta.

4 - Natureza jurídica da Lei nº 8.666/1993


A doutrina de Direito Tributário trouxe para o Brasil a distinção, comum no
direito estrangeiro, entre lei federal e lei nacional.
Lei federal é aquela que vale apenas para o âmbito da União, não se
aplicando às demais esferas federativas. É o caso, por exemplo, da Lei nº
8.112/1990 – Estatuto do Servidor Público Civil da União.
Ao contrário, a lei nacional é obrigatória para a União, os Estados, o Distrito
Federal e os Municípios, alcançando simultaneamente todas as esferas
federativas.
Exemplo: o Código Tributário Nacional (Lei nº 5.172/1966).
A Lei nº 8.666 tem indiscutivelmente natureza jurídica de lei nacional,
estabelecendo normas gerais obrigatórias para todas as entidades federativas. É
o que se depreende do disposto no seu art. 1º:
“Esta Lei estabelece normas gerais sobre licitações e contratos
administrativos pertinentes a obras, serviços, inclusive de
publicidade, compras, alienações e locações no âmbito dos
Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios”.

OBSERVAÇÃO: Segundo a doutrina, a Lei nº 8.666/1993 não contém somente


normas gerais, na medida em que o legislador federal terminou tratando de
muitos assuntos específicos, ultrapassando a competência que possui para criar

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apenas normas gerais. Assim, deve-se entender que os dispositivos da Lei nº


8.666/1993 veiculadores de regras excessivamente específicas, como as que
definem determinados prazos, não se aplicam fora do âmbito federal.

4.1 - Competência para legislar


Bastante controvertida é a discussão sobre a natureza da competência para
criar leis sobre licitação. O art. 22, XXVII, da Constituição Federal prescreve
que “compete privativamente à União legislar sobre: normas gerais de
licitação e contratação, em todas as modalidades, para as administrações
públicas diretas, autárquicas e fundacionais da União, Estados, Distrito Federal e
Municípios”.
A doutrina observa, entretanto, que o Texto Constitucional estabeleceu
curiosa situação ao atribuir à União a competência privativa para editar normas
gerais sobre o tema. Nos demais incisos do mesmo art. 22, o constituinte definiu
como federal a competência para legislar integralmente sobre diversos assuntos,
sem reduzir a atribuição à expedição de normas gerais. Ora, se a União cria
somente as normas gerais é porque as regras específicas competem às demais
entidades federativas. Assim, impõe-se a conclusão de que todas as entidades
federativas legislam sobre licitação. Trata-se, então, de competência
concorrente, razão pela qual o inciso XXVII foi equivocadamente incluído
no art. 22 da Constituição Federal de 1988 entre as competências privativas da
União, pois deveria ter sido alocado no rol das competências legislativas
concorrentes (art. 24).
É fundamental, portanto, atentar para essa peculiar questão nos concursos
públicos: segundo a Constituição Federal de 1988, a competência para legislar
sobre licitações é privativa da União, mas a doutrina considera que a competência
é concorrente.
O certo é que atualmente as normas gerais sobre licitações e contratos
administrativos estão na Lei federal nº 8.666/1993 – Lei Geral de Licitações.

4.2 - Normatização infraconstitucional


Além da Constituição Federal, diversos diplomas normativos disciplinam no
âmbito federal aspectos gerais do procedimento licitatório. Entre eles, merecem
destaque:
1) Lei nº 8.666, de 21-6-1993: estabeleceu as normas gerais sobre
licitações e contratos administrativos pertinentes a obras, serviços,

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inclusive de publicidade, compras, alienações e locações no âmbito dos


Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios;
2) Lei nº 8.883, de 8-6-1994: alterou diversos dispositivos da Lei nº
8.666/1993;
3) Medida Provisória nº 2.026-3, de 28-7-2000: criou, somente para o
âmbito federal, a modalidade licitatória denominada pregão;
4) Decreto nº 3.555, de 8-8-2000: regulamentou o procedimento do
pregão federal;
5) Lei nº 10.520, de 17-7-2002: estendeu a todas as esferas federativas
a modalidade licitatória denominada pregão, utilizada para contratação de bens
e serviços comuns;
6) Decreto nº 5.450, de 31-5-2005: definiu o procedimento a ser adotado
para o pregão eletrônico.
7) Lei nº 13.303, de 30-6-2016: dispõe sobre o estatuto jurídico da
empresa pública e sociedade de economia mista e suas subsidiárias, no âmbito
dos 04 entes da Federação.
Outras leis estabeleceram regras específicas sobre exigibilidade da
licitação e determinados aspectos procedimentais. Pela importância peculiar em
concursos públicos, as inovações mais significativas são:
1) Lei nº 9.472, de 16-7-1997: estabeleceu duas novas modalidades
licitatórias exclusivas para o âmbito da Agência Nacional das Telecomunicações
– Anatel: o pregão e a consulta (arts. 54 a 57, da referida lei);
2) Lei nº 9.648, de 27-5-1998: definiu como dispensável a licitação para
a celebração de contratos de prestação de serviços com as organizações sociais,
qualificadas no âmbito das respectivas esferas de governo, para atividades
contempladas no contrato de gestão;
3) Lei nº 11.107, de 6-4-2005: dobrou o limite de valor para contratação
direta por dispensa de licitação nas compras, obras e serviços contratados por
consórcios públicos;
4) Lei Complementar nº 123, de 14-12-2006: definiu como critério de
desempate nas licitações a preferência de contratação para as microempresas e
empresas de pequeno porte. Nos termos do art. 44, § 1º, da referida lei, entende-
se por empate aquelas situações em que as propostas apresentadas pelas
microempresas e empresas de pequeno porte sejam iguais ou até 10% superiores
à proposta mais bem classificada. Já no caso da modalidade pregão, o intervalo
percentual é de até 5%.

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A prova da Magistratura Catarinense (FCC-2017) considerou CORRETA a


afirmação: “As microempresas e empresas de pequeno porte, nas licitações
públicas, terão assegurada preferência de contratação, como critério de
desempate”.

4.3 - Fundamento constitucional do dever de licitar


O dever de realizar licitações está constitucionalmente disciplinado no art.
37, XXI: “ressalvados os casos especificados na legislação, as obras, serviços,
compras e alienações serão contratados mediante processo de licitação pública
que assegure igualdade de condições a todos os concorrentes, com cláusulas que
estabeleçam obrigações de pagamento, mantidas as condições efetivas da
proposta, nos termos a lei, o qual somente permitirá as exigências de qualificação
técnica e econômica indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações”.
O dispositivo transcrito merece, por sua importância, ser analisado por
partes:
a) “ressalvados os casos especificados na legislação”: o próprio Texto
Constitucional atribui competência ao legislador para definir as hipóteses em que
poderá ocorrer contratação direta sem licitação. Na Lei nº 8.666/1993, esses
casos excepcionais estão previstos nos arts. 24 e 25 constituindo as hipóteses de
inexigibilidade, dispensa, licitação dispensada e vedação;
b) “obras, serviços, compras e alienações”: a Constituição faz referência
exemplificativa a alguns bens cuja contratação exige prévia licitação. É uma
descrição panorâmica do objeto da licitação;
c) “igualdade de condições a todos os concorrentes”: seleção da proposta
mais vantajosa para a Administração (só a competitividade garante o direito de
escolha, entre várias, da proposta mais vantajosa) e atendimento ao princípio da
isonomia (todos que preencham os requisitos do instrumento convocatório têm
direito de participar do certame licitatório) são as duas finalidades da licitação;
d) “mantidas as condições efetivas da proposta”: a Constituição Federal
obriga a Administração a garantir a manutenção das condições efetivas da
proposta vencedora. Desse modo, mesmo que ocorram circunstâncias

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excepcionais que tornem mais onerosa a execução contratual, a Administração


deve, atendidos os requisitos legais, aumentar a remuneração do contratado para
preservar sua margem de lucro. A preservação do lucro contratual é denominada
equilíbrio econômico-financeiro. Portanto, a manutenção do equilíbrio econômico-
financeiro dos contratos administrativos é uma garantia constitucional
estabelecida em benefício do contratado;
e) “as exigências de qualificação técnica e econômica devem se restringir ao
estritamente indispensável para garantir o cumprimento das obrigações”: essa
parte final do dispositivo assegura a competitividade no certame licitatório.
Assim, se o instrumento convocatório exigir condições desproporcionais para
participação no certame, tais exigências desmedidas devem ser consideradas
nulas, podendo ser objeto de impugnação por qualquer cidadão (art. 41, § 1º, da
Lei nº 8.666/1993).

A prova de Procurador do Estado de Alagoas (CEBRASPE-2009) considerou


INCORRETA a afirmação: “Os editais de licitação podem prever como condição
de habilitação a existência de certificado ISO. Assim, caso a empresa interessada
em contratar com a administração não tenha essa certificação, a autoridade
responsável poderá vedar a sua participação no procedimento licitatório”.

Justificativa: nos termos da jurisprudência do TCU, a certificação ISO e outras


semelhantes não pode podem ser exigências para a habilitação ou critério de
desclassificação de propostas (Plenário, Acórdão nº 1094/2004 1 ). Fiquem
atentos, queridos alunos do Estratégia Carreiras Jurídicas, pois o próprio TCU tem

1 Parecer da SETEC, no caso, concluiu que: “É uma tendência na área de tecnologia de informação a busca

de melhoria de processos e da qualidade dos serviços prestados, o que é comprovado por meio de
certificados com credibilidade em âmbito internacional, tais como ISO, CMM, ITIL, PMI, COBIT e outros.
Estas certificações são mecanismos isentos de avaliação de qualidade dos serviços prestados pela empresa
e de sua preocupação com a melhoria dos processos de trabalho. A obtenção desses certificados implica a
submissão da empresa a um processo criterioso de avaliação e sua manutenção requer a realização de
auditorias periódicas por parte das empresas certificadoras. Embora o TCU não entenda que tais certificados
possam ser exigidos como documentos obrigatórios em processos de licitação, os mesmos são
frequentemente solicitados e admitidos como critérios de pontuação, desde que observada a compatibilidade
do certificado com a natureza do serviço contratado.
A utilização do critério de tempo de atuação no mercado, principalmente comprovado por meio de cópia de
contrato social da empresa, não representa, de forma nenhuma, garantia de qualidade. Deve-se considerar
que o contrato social possibilita, mas não garante que a empresa atue efetivamente em determinada área.
Ademais, uma empresa pode permanecer longos períodos sem obter um contrato e ser obrigada a
desmobilizar sua capacidade produtiva durante as fases recessivas, sendo que nesses períodos sua
existência não contribui para aumentar sua experiência.”

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aceitado os certificados como critério de pontuação desde que vinculado tão


somente à apresentação de certificado válido.

5 - Pressupostos da licitação
O processo licitatório demanda a existência de pressupostos.
Cuida-se, na verdade, de condições prévias imprescindíveis à sua essência.
Consoante lições do professor Celso Antônio Bandeira de Mello enumera três
pressupostos. São eles: a) pressuposto lógico; b) pressuposto jurídico; c)
pressuposto fático.
a) pressuposto lógico: consistente na pluralidade de objetos e ofertantes,
sem o que se torna inviável a competitividade inerente ao procedimento
licitatório. Ausente o pressuposto lógico, deve haver contratação direta por
inexigibilidade de licitação. Exemplo: aquisição de materiais, equipamentos,
ou gêneros que só possam ser fornecidos por produtor exclusivo (art. 25, I, da
Lei nº 8.666/1993);
b) pressuposto jurídico: caracteriza-se pela conveniência e oportunidade
na realização do procedimento licitatório. Há casos em que a instauração da
licitação não atende ao interesse público, facultando à Administração promover
a contratação direta. A falta do pressuposto jurídico pode caracterizar hipótese
de inexigibilidade ou de dispensa de licitação. Exemplo: aquisição de bens
de valor inferior a 8 mil reais (art. 24, I, da Lei nº 8.666/1993);
c) pressuposto fático: é a exigência de comparecimento de interessados
em participar da licitação. A ausência do pressuposto fático implica a autorização
para contratação direta por dispensa de licitação embasada na denominada
licitação deserta. A previsão dessa hipótese de dispensa de licitação consta do
art. 24, V, da Lei nº 8.666/1993: “É dispensável a licitação quando não acudirem
interessados à licitação anterior e esta, justificadamente, não puder ser repetida
sem prejuízo para a Administração, mantidas, neste caso, todas as condições
preestabelecidas”.

6 - Extensão material do dever de licitar: objeto da


licitação
A doutrina diferencia objeto imediato de objeto mediato da licitação.

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O objeto imediato da licitação é a busca da melhor proposta, ao passo


que o objeto mediato é aquilo que a Administração pretende contratar.
O art. 37, XXI, da Constituição Federal afirma que as obras, serviços,
compras e alienações serão contratados mediante processo de licitação
pública. Mais minucioso, o art. 2º da Lei nº 8.666/1993 exige prévia licitação
para contratações da Administração com terceiros relativas a obras, serviços,
inclusive de publicidade, compras, alienações, concessões, permissões e
locações.
É, portanto, possível concluir pela obrigatoriedade de licitação para:
a) compra de bens móveis ou imóveis;

b) contratação de serviços, inclusive de seguro e publicidade;

c) realização de obras;

d) alienação de bens públicos e daqueles adquiridos judicialmente


ou mediante dação em pagamento, doação, permuta e investidura
(art. 17 da Lei nº 8.666/1993);

e) outorga de concessão de serviço público;

f) expedição de permissão de serviço público.

7 - Extensão pessoal do dever de licitar


O dever de realizar licitação incumbe a todas as entidades e órgãos
públicos pertencentes aos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e
dos Municípios. É o que se depreende da leitura do art. 37, caput e inciso XXI, da
Constituição Federal.
O teor desse imperativo constitucional foi desdobrado pelo art. 1º, parágrafo
único, da Lei nº 8.666/1993, segundo o qual estão subordinados ao dever de
licitar: órgãos da administração direta, fundos especiais, autarquias, fundações
públicas, empresas públicas, sociedades de economia mista e demais entidades
controladas direta ou indiretamente pelas entidades federativas.
Atualizando o conteúdo dos referidos dispositivos com as novas figuras da
Administração indireta, conclui-se que estão sujeitos ao dever de licitar:
a) Poder Legislativo: incluindo órgãos e entidades ligadas às casas
legislativas, como a Caixa de Assistência Parlamentar (CAP), antiga autarquia
federal vinculada ao Congresso Nacional;

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b) Poder Judiciário;
c) Ministério Público;
d) Tribunais de Contas;
e) órgãos da Administração Pública
direta;
f) autarquias e fundações públicas;
g) agências reguladoras e agências executivas;
h) associações públicas;
i) consórcios públicos;
j) fundações governamentais;
k) empresas públicas;
l) sociedades de economia mista;
m) fundos especiais: são dotações orçamentárias de valores ou acervos
de bens destituídos de personalidade jurídica autônoma. Exemplo: Fundo de
Garantia do Tempo de Serviço (FGTS);
n) fundações de apoio;
o) serviços sociais do sistema “S”;
p) conselhos de classe.
Convém analisarmos agora a situação de algumas entidades especiais cuja
submissão ao dever de licitar desperta controvérsia.

A prova da Magistratura/PA considerou CORRETA a assertiva: “O princípio da


obrigatoriedade da licitação deve ser observado pela Administração Pública direta
e indireta, incluindo as fundações públicas e as sociedades de economia mista,
de todos os entes federativos”.

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7.1 - Organizações sociais


O art. 24, XXIV, da Lei nº 8.666/1993 dispensa a realização de procedimento
licitatório para a celebração, pela Administração Pública, de contratos de
prestação de serviços com as organizações sociais.
A autorização de dispensa é concedida à Administração Pública, e não às
organizações sociais, que, via de regra, não estão obrigadas a licitar. Quando a
organização social for contratante, não existe previsão genérica no ordenamento
jurídico de realização de procedimento licitatório.
Em princípio, portanto, organizações sociais não se sujeitam ao dever de
licitar.
O art. 1º do Decreto nº 5.504/2005 considera, entretanto, obrigatória a
realização de licitação para obras, compras, serviços e alienações contratados por
entidades com os recursos ou bens repassados voluntariamente pela
União.
A citada ressalva objetiva evitar que as entidades do terceiro setor sejam
maliciosamente utilizadas como intermediárias em contratações da União,
burlando o dever de licitação.

7.2 - Organizações da sociedade civil de interesse público


Quanto à obrigatoriedade de contratação mediante prévia licitação, a
condição das Oscips é similar à das organizações sociais, à medida que, como
regra, não precisam licitar.
Assim como ocorre com as organizações sociais, as obras, compras,
serviços e alienações a serem realizadas pelas Oscips, com os recursos
ou bens repassados voluntariamente pela União, serão, porém, contratados
mediante processo de licitação pública (art. 1º, do Decreto nº 5.504/2005).
Sendo bens e serviços comuns, torna-se obrigatória a utilização do pregão,
preferencialmente na modalidade eletrônica.

7.3 - Entidades paraestatais


Os denominados serviços sociais, instituições privadas sem fins lucrativos
ligadas ao sistema sindical, como o Sesc, o Sesi e o Senai, são designados pela
doutrina como entidades paraestatais, compondo o chamado sistema “S”. A
doutrina entende que as entidades paraestatais estão sujeitas ao dever de
realizar licitação, especialmente porque são mantidas com recursos

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provenientes de contribuições de natureza tributária arrecadadas pelas


instituições sindicais junto aos seus filiados.
A 1ª Câmara do Tribunal de Contas da União, na Decisão nº 47/2005,
entendeu, entretanto, que o procedimento licitatório a ser observado pelas
paraestatais pode ser definido nos regimentos internos de cada entidade, não
havendo obrigatoriedade de cumprimento dos preceitos definidos na Lei nº
8.666/1993.

No mesmo sentido, o STF, liminarmente, assim se manifestou:


“(...) O pedido deste mandamus aparenta encontrar fundamento
no que decidido pelo Supremo Tribunal Federal nos autos da ADI
1864, Redator Min. Joaquim Barbosa, DJe 2.5.2008, no sentido de
que as entidades do Sistema “S” têm natureza privada e não
integram a Administração Pública direta ou indireta, não se
aplicando a elas a observância do disposto o inciso XXI do art. 37
da Constituição. Confira-se, a propósito, trecho do voto condutor
do acórdão: “A Constituição Federal, no art. 37, XXI, determina a
obrigatoriedade de obediência aos procedimentos licitatórios para
a Administração Pública Direta e Indireta de qualquer um dos Poder
da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. A
mesma regra não existe para as entidades privadas que atuam em
colaboração com a Administração Pública, como é o caso do
PARANAEDUCAÇÃO. Não se verifica vício de inconstitucionalidade
na norma que impõe à entidade de natureza privada obediência a
procedimento simplificado de licitação, pois não há obrigatoriedade
constitucional de que o procedimento seja obedecido”. Na mesma
linha, decidiu esta Corte na apreciação do RE 789.874-RG, Rel. Min.
Teori Zavascki, DJe 19.11.2014, quando fixou o entendimento no
sentido de que os serviços sociais autônomos possuem natureza
jurídica de direito privado e não estão sujeitos à regra do art. 37,
II, da Constituição. Na oportunidade, ressaltou-se que as entidades
do “Sistema S” desempenham atividades privadas de interesse
coletivo, em regime de colaboração com o poder público, e
possuem patrimônio e receitas próprias, bem como a prerrogativa
de autogestão de seus recursos. São patrocinadas por recursos
recolhidos do setor produtivo beneficiado, tendo recebido inegável
autonomia administrativa, embora se submetam à fiscalização do
Tribunal de Contas da União. (...)

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Ante o exposto, defiro a liminar para determinar a suspensão dos


efeitos do item 9.2.2. do Acórdão 2.965/2011, mantido pelo
Acórdão 2.322/2014 e novamente confirmado pelo Acórdão
3.211/2014, até o julgamento de mérito do presente writ.” (MS
33442 MC, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, julgado em
10/03/2015, publicado em 13/03/2015)

7.4 - Conselhos de classe


Os conselhos de classe, como o Conselho Regional de Medicina (CRM) e o
Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea), são tradicionalmente
tratados pela doutrina como espécies de autarquias profissionais. Assim,
pertencem à Administração Pública indireta e, por isso, sujeitam-se ao dever
de realizar licitação.
Assim como ocorre com as entidades paraestatais, o procedimento licitatório
não é, porém, o definido na Lei nº 8.666/1993. Ao contrário, cabe ao regimento
interno de cada entidade estabelecer o detalhamento do rito a ser observado,
atendendo às peculiaridades e à natureza do respectivo conselho.

7.5 - Ordem dos Advogados do Brasil


Entre os conselhos de classe, bastante peculiar é a situação da Ordem dos
Advogados do Brasil. Isso porque, no julgamento da ADI 3.026/2006, o
Supremo Tribunal Federal rejeitou natureza autárquica à OAB, entendendo
que a entidade não tem nenhuma ligação com o Estado e não se sujeita aos
ditames impostos à Administração Pública direta e indireta.
Imperioso concluir, na esteira do referido entendimento do Supremo
Tribunal Federal, que a OAB não está obrigada a realizar licitação.

7.6 - Empresas estatais exploradoras de atividade econômica


Ainda que estudaremos em tópico específico, é possível adiantarmos que
empresas públicas e sociedades de economia mista são pessoas jurídicas de
direito privado pertencentes à Administração Pública indireta e, nessa condição,
encontram-se submetidas ao dever de licitar.
O § 1º do art. 173 da Constituição Federal, acrescentado pela EC nº
19/1998, afirma, entretanto, que “a lei estabelecerá o estatuto jurídico da
empresa pública, da sociedade de economia mista e de suas subsidiárias
que explorem atividade econômica de produção ou comercialização de bens

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ou de prestação de serviços, dispondo sobre: I – sua função social e formas de


fiscalização pelo Estado e pela sociedade; II – a sujeição ao regime jurídico
próprio das empresas privadas, inclusive quanto aos direitos e obrigações civis,
comerciais, trabalhistas e tributários; III – licitação e contratação de obras,
serviços, compras e alienações, observados os princípios da
administração pública; IV – a constituição e o funcionamento dos conselhos
de administração e fiscal, com a participação de acionistas minoritários; V – os
mandatos, a avaliação de desempenho e a responsabilidade dos
administradores”.
A especial preocupação da Emenda Constitucional nº 19/1998 em criar um
estatuto licitatório específico para as empresas estatais exploradoras de atividade
econômica reside no fato de que o modelo tradicional de licitação dificulta a
competitividade no mercado.
A Lei nº 13.303/2016, denominada “Lei de Responsabilidade das Estatais”,
criou regras específicas para as licitações realizadas por qualquer empresa
pública e sociedade de economia mista da União, dos Estados, do Distrito Federal
e dos Municípios.
Também se submetem a essas regras as empresas que, mesmo não fazendo
parte da Administração Indireta, são controladas por empresas estatais
(empresas públicas ou sociedades de economia mista).
As regras licitatórias constantes na “Lei de Responsabilidade das Estatais”
se constituem praticamente numa repetição das normas que compõem o Regime
Diferenciado de Contratação – Lei nº 12.462/2011, ressalvadas algumas
pequenas diferenças. Assim, da mesma forma que no RDC, o procedimento
licitatório previsto para as empresas estatais também contempla a possibilidade
de orçamento sigiloso, de habilitação posterior ao julgamento, de fase recursal
única, de modo de disputa aberto, fechado ou combinado, de critério de
julgamento de maior retorno econômico, de regime de contratação integrada,
etc.
ATENÇÃO: verdadeiras inovações, uma vez que não previstas em qualquer
outro diploma normativo, são a possibilidade do critério de julgamento de
“melhor destinação de bens alienados” e o regime de contratação “semi-
integrada” para obras e serviços de engenharia (no RDC consta apenas a
contratação integrada).
No tocante à licitação dispensável, a Lei nº 13.303/2016 traz no seu art. 29
a relação das hipóteses em que é facultado às empresas estatais dispensar a
realização de licitação. Quando comparadas com as situações de licitação

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dispensável previstas no art. 24 da Lei nº 8.666/1993, é possível observar que


boa parte das situações previstas no novel diploma legal já estavam disciplinadas
naquela antiga Lei. Todavia, o rol das hipóteses de licitação dispensável aplicável
às estatais é menos extenso do que o contido no Estatuto das Licitações.
Importante registrar, ainda, que a nova Lei estipulou valores de limites de
dispensa de licitação para as estatais mais elevados do que os da Lei nº
8.666/1993, trazendo como novidade a possibilidade desses limites serem
alterados por deliberação do Conselho de Administração de cada empresa pública
ou sociedade de economia mista, a fim de refletir a variação de seus respectivos
custos (art. 29, § 3º).
Digno de citação também que a Lei de Responsabilidade das Estatais
estabeleceu como diretriz a adoção preferencial do pregão (regido pela Lei nº
10.520/2002) para a aquisição de bens e serviços comuns (aqueles cujos padrões
de desempenho e qualidade possam ser objetivamente definidos pelo edital, por
meio de especificações usuais no mercado). Como a adoção do pregão para a
aquisição de bens e serviços comuns é apenas preferencial, tem-se por
consequência que tais bens e serviços podem ser adquiridos por meio de pregão
(preferencialmente) ou pelo procedimento licitatório disciplinado na Lei de
Responsabilidade das Estatais. Para os demais bens e serviços, que não sejam
considerados comuns, as contratações pelas estatais deverão, em regra, serem
precedidas obrigatoriamente do procedimento licitatório previsto na Lei nº
13.303/2016, salvo nos casos de dispensa e inexigibilidade de licitação.
Outro aspecto importante trazido pela Lei de Responsabilidade das Estatais
(art. 96, I e II) foi a revogação expressa dos dispositivos legais que autorizavam
a ELETROBRAS e a PETROBRAS a adotarem procedimento licitatório simplificado,
definidos em decretos do Presidente da República, cuja constitucionalidade vinha
sendo contestada judicialmente (RExt 441.280/RS). Da mesma maneira, todas
as demais estatais devem adequar seus eventuais regulamentos licitatórios à
nova disciplina legal, como é o caso da Portaria Normativa nº 935/MD, de
26/06/2009, relativa à Infraero.
Por fim, um aspecto que certamente ensejará algum debate na doutrina e
na jurisprudência é a solução a ser dada para eventuais pontos que deixaram de
ser disciplinados pela Lei nº 13.303/2016. A propósito, no caso do RDC, a Lei nº
12.462/2011 deixou expressamente registrado que a opção pelo RDC resultava
no afastamento das normas contidas na Lei nº 8.666/1993, exceto nos casos em
que a Lei do RDC determinava expressamente a aplicação daquela outra norma.
Diversamente da solução apontada pelo legislador para o RDC, a Lei de
Responsabilidade das Estatais foi silente em relação ao assunto. Assim,
entendemos que as estatais podem aplicar subsidiariamente a Lei nº 8.666/1993

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(que é norma geral) em relação aos aspectos que eventualmente não tenham
sido disciplinados pela Lei nº 13.303/2016.

7.7 - Entidades que não se sujeitam ao dever de licitar


De tudo quanto foi dito nos itens anteriores é possível concluir que não
precisam licitar:
a) empresas privadas;

b) concessionários de serviço público;

c) permissionários de serviço público;

d) organizações sociais, exceto para contratações com utilização


direta de verbas provenientes de repasses voluntários da União;

e) Organizações da sociedade civil de interesse público – Oscips,


exceto para contratações com utilização direta de verbas
provenientes de repasses voluntários da União;

f) Ordem dos Advogados do Brasil.

8 - Princípios
Art. 3º A licitação destina-se a garantir a observância do princípio
constitucional da isonomia, a seleção da proposta mais vantajosa
para a administração e a promoção do desenvolvimento nacional
sustentável e será processada e julgada em estrita conformidade
com os princípios básicos da legalidade, da impessoalidade, da
moralidade, da igualdade, da publicidade, da probidade
administrativa, da vinculação ao instrumento convocatório, do
julgamento objetivo e dos que lhes são correlatos. (Redação dada
pela Lei nº 12.349, de 2010)

Ao ordenar à Administração Pública que seus contratos sejam precedidos de


processo de licitação, a Constituição Federal enfatiza que seja assegurada
igualdade de condições a todos os concorrentes (art. 37, XXI).
O legislador infraconstitucional foi mais detalhista. Para ele, o procedimento
licitatório foi concebido para atender aos princípios da isonomia e da
competitividade. A declaração está expressa no art. 3º, da Lei nº 8.666/1993,

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que diz: “A licitação destina-se a garantir a observância do princípio constitucional


da isonomia e a selecionar a proposta mais vantajosa para a Administração”.
Constituem princípios específicos aplicáveis ao procedimento licitatório:
a) princípio da isonomia: defende a igualdade entre todos que se
encontram na mesma situação. O princípio da isonomia impõe que comissão de
licitação dispense tratamento igualitário a todos os concorrentes. Em
decorrência do princípio da isonomia, o art. 3º, § 1º, da Lei nº 8.666/1993 proíbe
preferências ou distinções em razão da naturalidade, da sede ou domicílio dos
licitantes ou de qualquer outra circunstância impertinente ou irrelevante para o
específico objeto do contrato. Além disso, é vedado também estabelecer
tratamento diferenciado de natureza comercial, legal, trabalhista, previdenciária
ou qualquer outra, entre empresas brasileiras e estrangeiras, inclusive no que se
refere a moeda, modalidade e local de pagamentos, mesmo quando envolvidos
financiamentos de agências internacionais;
b) princípio da competitividade: a busca pela melhor proposta é uma das
finalidades da licitação. Por isso, não podem ser adotadas medidas que
comprometam decisivamente o caráter competitivo do certame. Assim, as
exigências de qualificação técnica e econômica devem se restringir ao
estritamente indispensável para garantia do cumprimento das
obrigações (art. 37, XXI, da CRFB);
c) princípio da vinculação ao instrumento convocatório: a
Administração Pública e os participantes do certame, além de cumprirem as
regras legais, não podem desatender às normas e condições presentes no
instrumento convocatório (art. 41 da Lei nº 8.666/1993). Daí falar-se que o
edital é a lei da licitação;
d) princípio do julgamento objetivo: o edital deve apontar claramente o
critério de julgamento a ser adotado para determinar o licitante vencedor. Assim,
a análise de documentos e a avaliação das propostas devem se pautar por
critérios objetivos predefinidos no instrumento convocatório, e não com base
em elementos subjetivos. Segundo a doutrina, entretanto, a objetividade não
é absoluta, na medida em que especialmente a verificação da qualificação
técnica sempre envolve certo juízo subjetivo;
e) princípio da indistinção: são vedadas preferências quanto à
naturalidade, à sede e ao domicílio dos licitantes (art. 3º, § 1º, I, da Lei nº
8.666/1993);
f) princípio da inalterabilidade do edital: em regra, o edital não pode
ser modificado após sua publicação. Porém, havendo necessidade de alteração

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de algum dispositivo, tornam-se obrigatórias a garantia de ampla publicidade


e a devolução dos prazos para não prejudicar os potenciais licitantes que
eventualmente tenham deixado de participar do certame em razão da cláusula
objeto da modificação;
g) princípio do sigilo das propostas: nos termos do art. 43, § 1º, da Lei
nº 8.666/1993, os envelopes contendo as propostas dos licitantes não podem ser
abertos e seus conteúdos divulgados antes do momento processual adequado,
que é a sessão pública instaurada com essa finalidade;
h) princípio da vedação à oferta de vantagens: baseado na regra do
art. 44, § 2º, da Lei nº 8.666/1993, tal princípio proíbe a elaboração de propostas
vinculadas às ofertas de outros licitantes;
i) princípio da obrigatoriedade: trata a realização de licitação como um
dever do Estado (art. 37, XXI, da CRFB);
j) princípio do formalismo procedimental: as regras aplicáveis ao
procedimento licitatório são definidas diretamente pelo legislador, não podendo
o administrador público descumpri-las ou alterá-las livremente. Importante
enfatizar, no entanto, que o descumprimento de uma formalidade só causará
nulidade se houver comprovação de prejuízo. Desse modo, segundo a
jurisprudência, o postulado pás de nullité sans grief (não há nulidade sem
prejuízo) é aplicável ao procedimento licitatório;
k) princípio da adjudicação compulsória: obriga a Administração a
atribuir o objeto da licitação ao vencedor do certame.

8.1 - Isonomia e competividade


O princípio da igualdade ou da isonomia veda a discriminação, a
diferenciação ou o favorecimento de licitantes em razão de fatores irrelevantes
para o cumprimento do objeto licitado.
Em outras palavras, o princípio da isonomia impõe que seja dada
oportunidade de participação nas licitações a quaisquer interessados que tenham
condições de cumprir o futuro contrato a ser celebrado.
O referido princípio está previsto no art. 37, XXI da CRFB, segundo o qual
as contratações devem ser feitas “mediante processo de licitação pública que
assegure igualdade de condições a todos os concorrentes”, só sendo aceitas
exigências de qualificação “indispensáveis à garantia do cumprimento das
obrigações”. Ou seja, a Administração pode sim impor certas condições para que
a empresa possa participar da licitação (ex: comprovação de capacidade

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financeira e técnica), desde que essas exigências sejam indispensáveis ao


adequado cumprimento do contrato. Afinal, como dissemos, a licitação busca
conseguir a proposta mais vantajosa para a Administração, não necessariamente
a mais barata.
Princípio fundamental da licitação – iguais oportunidades a todos. Os
competidores devem ter o mesmo tratamento. Violação à competição (prejudicar
ou beneficiar alguém) = nulidade do procedimento licitatório.

Margem de Preferência: na licitação pode ser estabelecida margem de


preferência para produtos manufaturados e serviços nacionais que atendam a
normas técnicas brasileiras. Será definida pelo Poder Executivo Federal, limitada
a até 25% acima do preço dos produtos manufaturados e serviços estrangeiros,
com base em estudos periódicos que não ultrapassem 5 anos e levem em
consideração: 1. geração de emprego e renda; 2. efeito na arrecadação de
tributos federais, estaduais e municipais; 3. desenvolvimento e inovação
tecnológica realizados no País. 4. custo adicional dos produtos e serviços; 5. em
suas revisões, análise retrospectiva de resultados.
• Não se aplica quando não houver produção ou capacidade de
prestação de serviços suficientes no país.
• Poderá ser estendida, total ou parcialmente, a bens e serviços
originários do Mercosul;
• Pode ser mais que 25% acima, se forem produtos
manufaturados e serviços nacionais resultantes de
desenvolvimento e inovação tecnológica realizados no País.
• Os editais de licitação para a contratação de bens, serviços e
obras poderão, mediante prévia justificativa da autoridade
competente, exigir que o contratado promova, em favor de órgão
ou entidade integrante da administração pública ou daqueles por
ela indicados a partir de processo isonômico, medidas de
compensação comercial, industrial, tecnológica ou acesso a
condições vantajosas de financiamento, cumulativamente ou não,
na forma estabelecida pelo Poder Executivo federal.
• Nas contratações para implantação, manutenção e ao
aperfeiçoamento dos sistemas de tecnologia de informação e
comunicação, considerados estratégicos em ato do Poder Executivo
federal, a licitação poderá ser restrita a bens e serviços com
tecnologia desenvolvida no País e produzidos de acordo com o
processo produtivo básico – PPB.
• Será divulgada na internet, a cada exercício financeiro, a
relação de empresas favorecidas em decorrência do disposto na Lei
nº 8.666/93 sobre margem de preferência, com indicação do
volume de recursos destinados a cada uma delas.

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Tratamentos diferenciados: PODERÃO ser concedidos nas contratações


públicas de U, E/DF e M, para a promoção de desenvolvimento econômico e social
no âmbito municipal e regional, a ampliação da eficiência das políticas públicas e
o incentivo à inovação tecnológica, desde que previsto e regulamentado na
legislação do respectivo ente.

Preferência para
bens e serviços
nacionais

Empate em Bens e serviços


igualdade de de informática e
condições automoção

Promoção do
Margem de
desenvolvimento
preferência
nacional

Exceções ao Sistemas de TI e
Licitações
princípio da comunicação
sustentáveis
isonomia estratégicos

Medidas de
compensação

ME e EPP

Para cumprimento desta disposição, poderá haver licitação: 1. destinada


exclusivamente à participação de microempresas e empresas de pequeno porte
nas contratações cujo valor seja de até R$ 80.000,00. 2. em que seja exigida dos
licitantes a subcontratação de microempresa ou de empresa de pequeno porte,
desde que o percentual máximo do objeto a ser subcontratado não exceda a 30%

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do total licitado; 3. em que se estabeleça cota de até 25% (vinte e cinco por
cento) do objeto para a contratação de microempresas e empresas de pequeno
porte, em certames para a aquisição de bens e serviços de natureza divisível.
NÃO será aplicado este tratamento diferenciado: se não estiverem
expressamente previstos no instrumento convocatório; se não houver mínimo de
3 fornecedores competitivos no local, enquadrados como ME ou EPP; se não for
vantajoso para a administração pública; se a licitação for dispensável ou
inexigível.

Art. 3º, I (implícito) - Maria Sylvia Zanella Di Pietro -


Ao vedar cláusulas ou condições que comprometam, restrinjam ou frustrem o
caráter competitivo da licitação, incluindo “qualquer outra circunstância
impertinente ou irrelevante para o objeto específico do contrato”, a contrario
sensu, conclui-se que se a circunstância for pertinente ou relevante para o fim
específico do objeto do contrato, ela é razoável e, portanto, não fere a isonomia.
Exemplo: razões de ordem técnica que autorizam a indicação de determinada
marca de produto a ser adquirido (art. 7º, § 5º da Lei nº 8.666/1993).

8.2 - Incidência dos princípios gerais


Por ter natureza de procedimento administrativo, a licitação está submetida,
além dos mencionados no item anterior, à incidência de todos os princípios gerais
do Direito Administrativo, merecendo destaque:
Legalidade: os participantes da licitação têm direito público subjetivo à
fiel observância do procedimento estabelecido em lei, podendo qualquer cidadão
acompanhar o seu desenvolvimento. Assim, a licitação é um procedimento
plenamente formal e vinculado (art. 4º, da Lei n. 8.666/93);
Publicidade (art. 37, da CRFB): divulgação obrigatória dos atos pela
Administração exigência do Estado de Direito. Sinônimo de transparência pública.
Todos os atos que compõem o procedimento licitatório devem ser públicos e as
sessões realizadas de portas abertas. O princípio da publicidade se desdobra,
ainda, na obrigatoriedade de realização de audiência pública, antecedendo
licitações e envolvendo objetos de grande valor (art. 39, da Lei nº 8.666/1993),
e no dever de publicação do resumo do instrumento convocatório na imprensa
(art. 40, da Lei nº 8.666/1993). A ampla divulgação dos atos da licitação encontra

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importante exceção no dever de manutenção do sigilo das propostas. É o que


estabelece o art. 3º, § 3º, da Lei nº 8.666/1993:
“A licitação não será sigilosa, sendo públicos e acessíveis ao público
os atos de seu procedimento, salvo quanto ao conteúdo das
propostas, até a respectiva abertura”.

Moralidade administrativa (art. 37, da CRFB): impõe ao Administrador


um comportamento ético. Honestidade, probidade, lealdade, boa-fé, decoro,
decência.
Licitação como condição para a contratação moraliza os negócios da
Administração, evitando o uso critérios subjetivos. A licitação deve se
desenvolver de acordo com os princípios éticos, impondo a administração
comportamento liso e honesto.
• Tal princípio tem “mão-dupla”, pois alcança também o particular, o qual
não poderá ser desleal com a Administração.

Impessoalidade: proibição de favoritismos ou discriminações
impertinentes. Todos os licitantes devem ser tratados com absoluta neutralidade
(é forma de designar o princípio da igualdade).

Sustentabilidade da licitação ou “licitação sustentável (Maria Sylvia


Zanella Di Pietro): destaque para a inclusão da palavra “SUSTENTÁVEL” no art.
3º, Lei nº 8.666 pela redação de 2010.
É possível que o procedimento licitatório incentive a proteção do meio
ambiente.
Vinculações: art. 4º, da Lei nº 6.938/1981 (PNMA – objetivo de
compatibilização do desenvolvimento econômico com o meio ambiente); art. 170,
VI da CRFB (defesa do meio ambiente como objetivo da ordem econômica).
A promoção do desenvolvimento nacional sustentável, como objetivo da
licitação, foi incluída pela Lei nº 12.349/2010. O Decreto nº 7.746/2012, que
regulamentou o art. 3.º, da Lei 8.666/1993, estabeleceu os critérios, as práticas
e as diretrizes para a promoção do desenvolvimento nacional sustentável nas
contratações realizadas pela Administração Pública federal, bem como instituiu a
Comissão Interministerial de Sustentabilidade na Administração Pública – CISAP.
De acordo com o art. 4º do referido Decreto, são diretrizes de sustentabilidade,
entre outras: a) menor impacto sobre recursos naturais como flora, fauna, ar,

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solo e água; b) preferência para materiais, tecnologias e matérias-primas de


origem local; c) maior eficiência na utilização de recursos naturais como água e
energia; d) maior geração de empregos, preferencialmente com mão de obra
local; e) maior vida útil e menor custo de manutenção do bem e da obra; f) uso
de inovações que reduzam a pressão sobre recursos naturais; e g) origem
ambientalmente regular dos recursos naturais utilizados nos bens, serviços e
obras.
Por fim, o art. 5.º do Decreto nº 7.746/2012 dispõe que a Administração
Pública federal poderá exigir, no instrumento convocatório, para a aquisição de
bens, que estes sejam constituídos por material reciclado, atóxico ou
biodegradável, entre outros critérios de sustentabilidade.

9 - Tipos de licitação
Dá-se o nome tipos de licitação para os diferentes critérios para julgamento
das propostas.
O art. 45, da Lei nº 8.666/1993 prevê a existência de quatro tipos de
licitação:
a) menor preço: quando o critério de seleção da proposta mais vantajosa
para a Administração determinar que será vencedor o licitante que apresentar a
proposta de acordo com as especificações do edital ou convite e ofertar o menor
preço;
b) melhor técnica: tipo de licitação utilizado exclusivamente para serviços
de natureza predominantemente intelectual. O procedimento adotado para
determinação da melhor proposta são os seguintes (art. 46, § 1º, da Lei nº
8.666/1993): 1) serão abertos os envelopes contendo as propostas técnicas
exclusivamente dos licitante previamente qualificados e feita então a avaliação e
classificação dessas propostas de acordo com os critérios pertinentes e
adequados ao objeto licitado; 2) uma vez classificadas as propostas técnicas,
passa-se à abertura das propostas de preço dos licitantes que tenham atingido a
valorização mínima estabelecida no instrumento convocatório, iniciando a
negociação, com a proponente melhor classificada, das condições estabelecidas,
tendo como referência o limite representado pela proposta de menor preço entre
os licitantes que obtiveram a valorização mínima;
c) técnica e preço: utilizado exclusivamente para serviços de natureza
predominantemente intelectual. O procedimento desse tipo de licitação está
definido no art. 46, § 2º, da Lei nº 8.666/93:

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1) serão abertos os envelopes contendo as propostas técnicas


exclusivamente dos licitantes previamente qualificados e feita
então a avaliação e classificação dessas propostas de acordo com
os critérios pertinentes e adequados ao objeto licitado;

2) será feita a avaliação e a valorização das propostas de preços;

3) a classificação dos proponentes far-se-á de acordo com a média


ponderada das valorizações das propostas técnicas e de preço, de
acordo com os pesos preestabelecidos no instrumento
convocatório;

d) maior lance ou oferta: critério utilizado exclusivamente para a modalidade


leilão.
Para contratação de bens e serviços de informática, a Lei n. 8.666/93
determina a utilização obrigatória do tipo de licitação técnica e preço, permitindo
o emprego de outro tipo de licitação nos casos indicados em decreto do Poder
Executivo (art. 46, § 4º).
Na modalidade licitatória denominada concurso, o critério para julgamento
das propostas é o melhor trabalho técnico, científico ou artístico (art. 22, § 4º,
da Lei nº 8.666/93). Quanto ao pregão, a definição da proposta vencedora é
baseada no critério do menor lance ou oferta (art. 4º, X, da Lei nº 10.520/2002).
Por fim, a Lei nº 8.666/93 proíbe a utilização de qualquer outro critério para
julgamento das propostas (art. 46, § 5º).

10 - Dispensa e inexigibilidade
A regra, no direito brasileiro, é a obrigatoriedade de prévia licitação para
celebração de contratos administrativos. Entretanto, a própria Constituição
Federal atribui ao legislador a competência para definir casos excepcionais em
que a licitação não é realizada: “ressalvados os casos especificados na
legislação, as obras, serviços, compras e alienações serão contratados mediante
processo de licitação pública...” (art. 37, XXI).
Assim, excepcionalmente a legislação autoriza a realização de contratação
direta sem licitação. O direito brasileiro prevê inúmeros casos em que a
licitação não deve ser feita, ocorrendo contratação direta.

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PERGUNTA: O que é credenciamento?

RESPOSTA: A par das hipóteses em que a legislação afasta o dever de realizar


licitação, há casos de contratos administrativos que, pela sua natureza, são
celebrados sem necessidade de licitação. É a situação, por exemplo, do contrato
de credenciamento, com o qual o Poder Público habilita qualquer
interessado em realizar determinada atividade, não havendo necessidade de
estabelecer competição. Exemplo: credenciamento de hospitais para SUS.

O estudo das hipóteses de contratação direta na Lei n. 8.666/93 revela a


existência de quatro institutos diferentes: a) dispensa; b) inexigibilidade;
c) vedação; d) licitação dispensada.
Possuem o mesmo resultado prático: contratação direta, atendendo à
possibilidade de exceção legal à regra, contida no art. 37, XXI, da CRFB.
“Dispensável”: discricionariedade quanto à dispensa ou não da
licitação – licita, se quiser. Diferente do art. 17, em que a licitação é dispensada
(vinculação do administrador – proibido licitar).
- rol taxativo,
- outras leis também poderão estabelecer hipóteses de dispensa, seguindo
ditames da CRFB.
- na dispensa de licitação a disputa é possível, porém o legislador, em
determinados casos expressos em lei e visando o interesse público, optou por
não realizá-la.
HIPÓTESES DE DISPENSA (ART. 24)
QUATRO fundamentos (categorias) de dispensa:
A – Pequeno valor do contrato
Art. 24, incisos I e II c/c art. 23 (estipulação do termo “pequeno valor”)
→ Fundamento: nestes casos o custo da realização do certame pode ser
maior que o próprio objeto do contrato.
→ Casos:
Inciso I: obras e serviços de engenharia de valor até 10% (dez por cento) do
limite previsto na alínea "a", do inciso I do artigo anterior, desde que não se

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refiram a parcelas de uma mesma obra ou serviço ou ainda para obras e serviços
da mesma natureza e no mesmo local que possam ser realizadas conjunta e
concomitantemente;
Inciso II: outros serviços e compras de valor até 10% (dez por cento) do
limite previsto na alínea "a", do inciso II do artigo anterior e para alienações, nos
casos previstos nesta Lei, desde que não se refiram a parcelas de um mesmo
serviço, compra ou alienação de maior vulto que possa ser realizada de uma só
vez;
Inciso III – se as obras, serviços e compras forem contratados por sociedade
de economia mista e empresa pública, bem como por autarquia ou fundação
qualificadas por lei como agências executivas, ou por consórcios públicos, o
percentual será de vinte por cento sobre a mesma base de cálculo referida acima.
B – Situação excepcional
→ Fundamento: demora do procedimento é incompatível com
urgência; outras situações especiais.
→ Exemplos estão nos incisos III e IV:
Inciso III - nos casos de guerra ou grave perturbação da ordem;
Inciso IV - nos casos de emergência ou de calamidade pública, quando
caracterizada urgência de atendimento de situação que possa ocasionar prejuízo
ou comprometer a segurança de pessoas, obras, serviços, equipamentos e outros
bens, públicos ou particulares, e somente para os bens necessários ao
atendimento da situação emergencial ou calamitosa e para as parcelas de obras
e serviços que possam ser concluídas no prazo máximo de 180 (cento e oitenta)
dias consecutivos e ininterruptos, contados da ocorrência da emergência ou
calamidade, vedada a prorrogação dos respectivos contratos.
Cuidado: o objeto deve ser adstrito àquela situação específica -
traduz aplicação do princípio da razoabilidade.
C – Em razão do objeto a ser contratado
Há situações de licitação dispensável que se justificam pela natureza do
objeto que se pretende contratar; tais hipóteses vêm discriminadas no art. 24,
X, XII, XV, XVII, XIX, XXI, XXV, XXIX, XXX e XXXI, da Lei nº 8.666/1993.
X - para a compra ou locação de imóvel destinado ao atendimento das
finalidades precípuas da administração, cujas necessidades de instalação e
localização condicionem a sua escolha, desde que o preço seja compatível com o
valor de mercado, segundo avaliação prévia.

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A dispensa deve ser fundamentada. O bem imóvel é infungível, pois nunca


ocupa o mesmo espaço físico. Assim, quando a Administração encontra o imóvel
adequado, não precisa realizar licitação, desde que o preço seja compatível com
o valor de mercado.
XII - nas compras de hortifrutigranjeiros, pão e outros gêneros perecíveis,
no tempo necessário para a realização dos processos licitatórios correspondentes,
realizadas diretamente com base no preço do dia. Situação sujeita a todas as
regras atinentes a compras – art. 14 a 16.
XV - para a aquisição ou restauração de obras de arte e objetos históricos,
de autenticidade certificada, desde que compatíveis ou inerentes às finalidades
do órgão ou entidade. No Decreto 2.300/86 esta era uma hipótese de
inexigibilidade, passou a ser de dispensa. No caso concreto pode não haver
licitação com base em inexigibilidade, nos termos do art. 25, II, desde que se
trate de serviço de natureza singular, com profissional ou empresa de notória
especialização. Neste sentido, art. 13, VII.
XVII - para a aquisição de componentes ou peças de origem nacional ou
estrangeira, necessários à manutenção de equipamentos durante o período de
garantia técnica, junto ao fornecedor original desses equipamentos, quando tal
condição de exclusividade for indispensável para a vigência da garantia.
XIX - para as compras de material de uso pelas Forças Armadas, com
exceção de materiais de uso pessoal e administrativo, quando houver
necessidade de manter a padronização requerida pela estrutura de apoio logístico
dos meios navais, aéreos e terrestres, mediante parecer de comissão instituída
por decreto.
XXI - para a aquisição de bens e insumos destinados exclusivamente à
pesquisa científica e tecnológica com recursos concedidos pela Capes, pela Finep,
pelo CNPq ou por outras instituições de fomento a pesquisa credenciadas pelo
CNPq para esse fim específico.
XXX - na contratação de instituição ou organização, pública ou privada, com
ou sem fins lucrativos, para a prestação de serviços de assistência técnica e
extensão rural no âmbito do Programa Nacional de Assistência Técnica e Extensão
Rural na Agricultura Familiar e na Reforma Agrária, instituído por lei federal.
(Novidade: Lei 12.188/10).
XXXI - nas contratações visando ao cumprimento do disposto nos arts. 3º,
4º, 5º e 20 da Lei no 10.973, de 2 de dezembro de 2004, observados os princípios
gerais de contratação dela constantes (Lei de Incentivos à Inovação e à Pesquisa
Tecnológica no Ambiente Produtivo). (Novidade: Lei 12.188/10).

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D – Natureza jurídica da pessoa a ser contratada


VIII - para a aquisição, por pessoa jurídica de direito público interno, de bens
produzidos ou serviços prestados por órgão ou entidade que integre a
Administração Pública e que tenha sido criado para esse fim específico em data
anterior à vigência desta Lei, desde que o preço contratado seja compatível com
o praticado no mercado.
Limita-se aos entes da mesma esfera federativa.
Não alcança as sociedades de economia mista e empresas públicas
exploradoras de atividade econômica, pois competem em igualdade de condições
no mercado.
XVI - para a impressão dos diários oficiais, de formulários padronizados de
==118060==

uso da administração, e de edições técnicas oficiais, bem como para prestação


de serviços de informática a pessoa jurídica de direito público interno, por órgãos
ou entidades que integrem a Administração Pública, criados para esse fim
específico. (Não leva em consideração a data da criação do ente).
XIII - na contratação de instituição brasileira incumbida regimental ou
estatutariamente da pesquisa, do ensino ou do desenvolvimento institucional, ou
de instituição dedicada à recuperação social do preso, desde que a contratada
detenha inquestionável reputação ético-profissional e não tenha fins lucrativos.
XX - na contratação de associação de portadores de deficiência física, sem
fins lucrativos e de comprovada idoneidade, por órgãos ou entidades da
Administração Pública, para a prestação de serviços ou fornecimento de mão-de-
obra, desde que o preço contratado seja compatível com o praticado no mercado.
MSZP observa que a inclusão da contratação de “mão de obra” de que trata este
dispositivo é incompatível com o sistema constitucional brasileiro que exige
contratação por meio de concurso público para entes da administração direta e
indireta, ressalvada a hipótese de contratação temporária (art. 37, II e IX da CF).
XXII - na contratação de fornecimento ou suprimento de energia elétrica e
gás natural com concessionário, permissionário ou autorizado, segundo as
normas da legislação específica.
XXIII - na contratação realizada por empresa pública ou sociedade de
economia mista com suas subsidiárias e controladas, para a aquisição ou
alienação de bens, prestação ou obtenção de serviços, desde que o preço
contratado seja compatível com o praticado no mercado.
Atende ao princípio da economicidade. Não faz distinção entre exploradora
de atividade econômica ou prestadora de serviço público.

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XXIV - para a celebração de contratos de prestação de serviços com as


organizações sociais, qualificadas no âmbito das respectivas esferas de governo,
para atividades contempladas no contrato de gestão.

O Superior Tribunal de Justiça, no REsp 952.899/DF, firmou o entendimento


de que: “A Lei n. 8.666/93 dispensa licitação para celebração de contratos de
prestação de serviços com as organizações sociais qualificadas no âmbito das
respectivas esferas do governo, para atividades contempladas no contrato de
gestão. Portanto, tal dispensa está amparada no referido artigo da mencionada
lei.” O mesmo raciocínio é aplicável aos Termos de Parceria firmados com as
OSCIP’s. O STF indeferiu liminar em 2007, na ADI 1.923/DF que questiona a
constitucionalidade de tal dispensa.

XXVI – na celebração de contrato de programa com ente da Federação ou


com entidade de sua administração indireta, para a prestação de serviços
públicos de forma associada nos termos do autorizado em contrato de consórcio
público ou em convênio de cooperação.
O contrato programa aproxima-se a uma modalidade de convênio, por meio
do qual se produz um instrumento de conjugação de esforços e recursos por
entes federativos diversos, tendo por objeto a atribuição ao consórcio ou aos
contratantes de direitos e obrigações atinentes à gestão associada de serviços
públicos.
Art. 1º-A, da Lei nº 8.958/1994: relações entre instituições federais de
ensino superior e de pesquisa científica e tecnológica e fundações de apoio. Prevê
a possibilidade de a FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos), o CNPQ (Centro
Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico) e as Agências Financeiras
Oficiais de Fomento celebrarem convênios e contratos, com dispensa de licitação
fundada no art. 24, XIII da Lei 8.666/93, por prazo determinado, com fundações
de apoio, com a finalidade de dar apoio às IFES (Institutos Federais de Ensino
Superior) e ICTs (Instituições Científicas e Tecnológicas), inclusive na gestão
administrativa e financeira de projetos de ensino, pesquisa, extensão e
desenvolvimento institucional, científico e tecnológico.

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(é novidade trazida pela Lei nº 12.349/2010 e que não consta na Lei


nº 8.666/1993).
Inciso XXXIII - na contratação de entidades privadas sem fins lucrativos,
para a implementação de cisternas ou outras tecnologias sociais de acesso à água
para consumo humano e produção de alimentos, para beneficiar as famílias rurais
de baixa renda atingidas pela seca ou falta regular de água.

Inexigibilidade de Licitação (art. 25)

- São situações de LICITAÇÃO IMPOSSÍVEL, visto que são casos de


INVIABILIDADE DE COMPETIÇÃO. Falta o pressuposto para a licitação. Na
inexigibilidade a competição é inviável, em face da singularidade do bem ou
serviço. O bem pode ser singular em sentido absoluto, em razão do
evento externo ou por força da sua natureza intima. Já o serviço singular
são os que se revestem de determinadas características, quais sejam,
cientificas, técnicas ou artísticas.
- O art. 25, da Lei nº 8.666/1993 estabeleceu os casos em que a licitação é
inexigível. Impende destacar que esses casos não são exaustivos.

Art. 25. É inexigível a licitação quando houver inviabilidade de competição,


em especial:
I - para aquisição de materiais, equipamentos, ou gêneros que só possam
ser fornecidos por produtor, empresa ou representante comercial exclusivo,
vedada a preferência de marca, devendo a comprovação de exclusividade ser
feita através de atestado fornecido pelo órgão de registro do comércio do local
em que se realizaria a licitação ou a obra ou o serviço, pelo Sindicato, Federação
ou Confederação Patronal, ou, ainda, pelas entidades equivalentes;
→ Falta o pressuposto lógico para a realização do certame.

Observação01: se a licitação é Municipal ou Estadual, basta que a


empresa seja a única fornecedora nos limites dos respectivos territórios.
Obs2: “vedada a preferência de marca” - visa coibir o favorecimento a um
fornecedor pelo simples fato de ele conter uma marca, independentemente das
características do objeto da licitação. Exemplo: só a SONY faz produtos SONY.
Logo, ela teria exclusividade sobre esse material. Isso não é possível. A exceção
ocorre quando o produto apresenta característica peculiar.

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O TCU já admitiu a indicação da marca, desde que haja justificativa


fundamentada em razões técnicas, nos termos do Acórdão nº 62/2007-TCU: “(...)
3. A indicação de marca somente é aceitável para fins de padronização, quando
o objeto possuir características e especificações exclusivas, mediante a
apresentação de justificativa fundamentada em razões de ordem técnica. 4.
(...).”

II - para a contratação de serviços técnicos enumerados no art. 13 desta Lei,


de natureza singular, com profissionais ou empresas de notória especialização,
vedada a inexigibilidade para serviços de publicidade e divulgação;
Art. 13. Para os fins desta Lei, consideram-se serviços técnicos
profissionais especializados os trabalhos relativos a:

I - estudos técnicos, planejamentos e projetos básicos ou


executivos;

II - pareceres, perícias e avaliações em geral;

III - assessorias ou consultorias técnicas e auditorias financeiras


ou tributárias;

IV - fiscalização, supervisão ou gerenciamento de obras ou


serviços;

V - patrocínio ou defesa de causas judiciais ou administrativas;

VI - treinamento e aperfeiçoamento de pessoal;

VII - restauração de obras de arte e bens de valor histórico.

Obs. 1: Serviço de natureza singular é o serviço único, fora do


comum, tendo em vista a sua complexidade e/ou importância.

Atenção: consoante lições de Celso Antônio Bandeira de Mello, a


singularidade é relevante e um serviço deve ser havido como singular quando
nele tem de interferir, como requisito de satisfatório atendimento da necessidade
administrativa, um componente criativo de seu autor, envolvendo o estilo, o
traço, a engenhosidade, a especial habilidade, a contribuição intelectual, artística,
ou a argúcia de quem o executa, atributos, estes, que são precisamente os que

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a Administração reputa convenientes e necessita para a satisfação do interesse


público em causa. O STF, em decisão datada de 2014, estabeleceu os critérios
para a contratação direta de escritório de advocacia: a) necessidade de
procedimento administrativo formal; b) notória especialização do
profissional a ser contratado; c) natureza singular do serviço; d)
demonstração da inadequação da prestação do serviço pelos integrantes
do Poder Público; e e) cobrança de preço compatível com o mercado para o
serviço.

Cuidado: notória especialização, conforme o §1º deste art. 25, pressupõe


não apenas a especialização, mas também o reconhecimento no seu meio
profissional da sua capacidade, comprovada através de estudos, desempenho
anterior, currículo, etc. A redação deste artigo quis reduzir a discricionariedade
administrativa em sua apreciação, ao exigir critérios de essencialidade e
indiscutibilidade do trabalho como sendo o mais adequado à plena satisfação do
objeto – para ser válida a inexigibilidade, o trabalho deve estar nesta zona de
certeza.

Ao mencionar a natureza singular do serviço, é evidente que a lei quis


acrescentar um requisito para deixar claro que não basta o serviço estar listado
no art. 13, é necessário que a complexidade, a relevância e o interesse públicos
em jogo tornem o serviço singular, de modo a exigir a contratação de profissional
notoriamente especializado. (M. S. Z. Di Pietro)

INEXIGIBILIDADE: SERVIÇO TÉCNICO + NATUREZA SINGULAR +


NOTÓRIA ESPECIALIZAÇÃO

Importante: Não cabe a inexigibilidade, neste caso, para serviços de


publicidade e divulgação.

III - para contratação de profissional de qualquer setor artístico, diretamente


ou através de empresário exclusivo, desde que consagrado pela crítica
especializada ou pela opinião pública.
Aqui a competição é insuscetível, pois o profissional é consagrado, o que
imprime singularidade ao objeto.

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Lembre-se pressupostos de viabilidade da licitação: o pressuposto lógico


(necessidade de pluralidade), o fático (interesse de mercado – ou seja, o objeto
da licitação deve despertar interesse) e o jurídico (proteção do interesse público).
Não se deve confundir a ausência de pressuposto fático (ocorre antes da
publicação do edital) com a licitação deserta, que não é caso de inexigibilidade,
mas sim de dispensabilidade (ocorre após a publicação do edital e do
procedimento licitatório).
Observação: PROCEDIMENTO DE JUSTIFICAÇÃO: Em casos de
inexigibilidade ou dispensabilidade da licitação, no lugar desta, ocorrerá o
“procedimento de justificação”, cujas regras se encontram previstas no art. 26,
da Lei nº 8.666/1993. O art. 50, IV, da Lei nº 9.784/1999 determina que “os atos
administrativos deverão ser motivados, com indicação dos fatos e dos
fundamentos jurídicos, quando: dispensem ou declarem a inexigibilidade de
processo licitatório”.
Oportuno registrar que configura crime, apenável com pena de
detenção e multa, “dispensar ou inexigir licitação fora das hipóteses
previstas em Le, ou deixar de observar as formalidades pertinentes à
dispensa ou à inxegibilidade”, conforme art. 89 da Lei nº 8.666/1993.

10.1 - Licitação dispensável X dispensada


Dispensável: a lei autoriza (rol taxativo do art. 24) a não realização de
licitação por critérios de conveniência ou oportunidade (ato discricionário). Na
prática, é possível a licitação.
Dispensada (vedação): a própria lei (art. 17), dispensa a licitação,
significando proibição ou vedação de licitação. Não há mérito a ser apreciado pela
Administração, tratando-se, portanto, de ato vinculado – a Administração não
poderá realizar licitação.
Art. 17. A alienação de bens da Administração Pública, subordinada
à existência de interesse público devidamente justificado, será
precedida de avaliação e obedecerá às seguintes normas:

Inciso I - alienação de bens imóveis: dependerá de autorização


legislativa para órgãos da administração direta e entidades
autárquicas e fundacionais, e, para todos, inclusive as entidades
paraestatais, dependerá de avaliação prévia e de licitação na
modalidade de concorrência, dispensada esta nos seguintes casos:

1. doação em pagamento

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2. doação a outro órgão ou entidade da Administração. Cessadas as razões


que justificaram a sua doação, reverterão ao patrimônio da pessoa jurídica
doadora, vedada a sua alienação pelo beneficiário.
3. permuta
4. investidura (alienação aos proprietários de imóveis fronteiriços)
5. venda a outro órgão ou entidade da Administração
6. alienação gratuita ou onerosa, aforamento, concessão de direito real de
uso, locação ou permissão de uso de bens imóveis residenciais âmbito de
programas habitacionais ou de regularização fundiária de interesse social
desenvolvidos por órgãos ou entidades da administração pública
7. procedimentos de legitimação de posse de que trata o art. 29 da Lei no
6.383, de 7 de dezembro de 1976 (Processo Discriminatório de Terras Devolutas
da União), mediante iniciativa e deliberação dos órgãos da Administração Pública
em cuja competência legal inclua-se tal atribuição;
8. alienação gratuita ou onerosa, aforamento, concessão de direito real de
uso, locação ou permissão de uso de bens imóveis de uso comercial de âmbito
local com área de até 250 m² e inseridos no âmbito de programas de
regularização fundiária de interesse social desenvolvidos por órgãos ou entidades
da administração pública; (Incluído pela Lei nº 11.481, de 2007)
8. alienação e concessão de direito real de uso, gratuita ou onerosa, de terras
públicas rurais da União na Amazônia Legal onde incidam ocupações até o limite
de 15 (quinze) módulos fiscais ou 1.500ha (mil e quinhentos hectares), para fins
de regularização fundiária, atendidos os requisitos legais; (Incluído pela Lei nº
11.952, de 2009).
Observação: art. 17, § 2º, da Lei nº 8.666/1993 (Incluído pela Lei nº
11.196, de 2005)
§ 2º A Administração também poderá conceder título de
propriedade ou de direito real de uso de imóveis, dispensada
licitação, quando o uso destinar-se:

I - a outro órgão ou entidade da Administração Pública, qualquer


que seja a localização do imóvel;

II - a pessoa natural que, nos termos da lei, regulamento ou ato


normativo do órgão competente, haja implementado os requisitos
mínimos de cultura, ocupação mansa e pacífica e exploração direta
sobre área rural situada na Amazônia Legal, superior a 1 (um)
módulo fiscal e limitada a 15 (quinze) módulos fiscais, desde que
não exceda 1.500ha (mil e quinhentos hectares).

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Inciso II - alienação de bens móveis: dependerá de avaliação


prévia e de licitação, dispensada esta nos seguintes casos (licitação
dispensada):

1. doação, permitida exclusivamente para fins e uso de interesse social, após


avaliação de sua oportunidade e conveniência sócio-econômica, relativamente à
escolha de outra forma de alienação;
2. permuta, permitida exclusivamente entre órgãos ou entidades da
Administração Pública;
3. venda de ações, que poderão ser negociadas em bolsa, observada a
legislação específica;
4. venda de títulos, na forma da legislação pertinente;
5. venda de bens produzidos ou comercializados por órgãos ou entidades da
Administração Pública, em virtude de suas finalidades;
6. venda de materiais e equipamentos para outros órgãos ou entidades da
Administração Pública, sem utilização previsível por quem deles dispõe.
O consórcio público celebrado entre a União, Estados, Distrito Federal e
Municípios também dispensará licitação, pois é órgão da administração indireta
de todos os entes da federação consorciados (art. 6º, § 1º da Lei 11.107/05).

11 - Modalidades de licitação
Modalidades licitatórias são os diferentes ritos previstos na legislação para
o processamento da licitação.
O art. 22, da Lei nº 8.666/1993 menciona cinco modalidades: concorrência,
tomada de preços, convite, concurso e leilão. A Lei nº 9.472/97 prevê a utilização
da consulta exclusivamente para o âmbito da Agência Nacional de
Telecomunicações – Anatel (art. 55). E a Lei nº 10.520/2002 disciplina outra
modalidade licitatória existente no direito positivo brasileiro: o pregão.
Atualmente, portanto, são sete as modalidades licitatórias:
a) concorrência (Lei n. 8.666/93);

b) tomada de preços (Lei n. 8.666/93);

c) convite (Lei n. 8.666/93);

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d) concurso (Lei n. 8.666/93);

e) leilão (Lei n. 8.666/93);

f) consulta (Lei n. 9.472/97);

g) pregão (Lei n. 10.520/2002).

O art. 22, § 8º, da Lei nº 8.666/1993 proíbe a criação de outras modalidades


de licitação ou a combinação das existentes. A vedação é dirigida à
Administração Pública, mas não impede que o legislador crie novas
modalidades. As três primeiras modalidades mencionadas – concorrência,
tomada de preços e convite – diferenciam-se basicamente em função do valor
do objeto.
Assim, para obras e serviços de engenharia, as faixas de preço são as
seguintes:
a) convite: até R$ 330.000,00 (trezentos e trinta mil reais);

b) tomada de preços: até R$ 3.300.000,00 (três milhões e


trezentos mil reais);

c) concorrência: acima de R$ 3.300.000,00 (três milhões e


trezentos mil reais).

Para contratação dos demais objetos, são utilizadas as seguintes


faixas:

a) convite: até R$ 176.000,00 (cento e setenta e seis mil reais);

b) tomada de preços: até R$ 1.430.000,00 (um milhão,


quatrocentos e trinta mil reais);

c) concorrência: acima de 1.430.000,00 (um milhão, quatrocentos


e trinta mil reais).

Em relação aos valores de contratação, algumas considerações são


importantes:
1) se houver fracionamento do objeto, cada parte deverá ser licitada
utilizando a modalidade cabível para o valor integral (art. 23, § 3º, da Lei nº
8.666/1993). Essa regra impede que a divisão do objeto funcione como
mecanismo de fuga da modalidade correta;

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2) é sempre possível utilizar modalidade mais rigorosa do que a prevista


na legislação diante do valor do objeto. Assim, por exemplo, se o serviço de
engenharia tiver o valor integral de R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais), caindo
na faixa da tomada de preços, é possível substituir esta modalidade pela
concorrência, mas não pelo convite. Esse é o sentido do art. 23, § 4º, da Lei nº
8.666/1993: “Nos casos em que couber convite, a Administração poderá
utilizar a tomada de preços e, em qualquer caso, a concorrência”;
3) admite-se que o legislador estadual ou municipal, no exercício de sua
competência para criar normas específicas sobre o tema, determine a adoção da
concorrência como única modalidade licitatória permitida na respectiva esfera
federativa;
4) para contratação de objetos com valor de até 10% da faixa máxima do
convite, a realização da licitação não é obrigatória. Assim, obras e serviços de
engenharia de até R$ 33.000,00 (trinta e três mil reais) e, nos demais casos,
para objetos de até R$ 17.600,00 (dezessete mil e seiscentos reais), a
contratação pode ser direta por dispensa de licitação (art. 24, I, da Lei nº
8.666/1993).

ATENÇÃO: Alteração datada de 2005 na Lei nº 8.666/1993 acrescentou o § 8º


ao art. 23 determinando que, no caso de consórcios públicos formados por até
três entes da Federação, aplica-se o dobro dos valores utilizados para definir
as faixas de preço das modalidades licitatórias, e o triplo, quando formados por
maior número.

Art. 22, §8º É vedada a criação de outras modalidades de


licitação ou a combinação das referidas neste artigo.

Há um tipo de ordem decrescente: nos casos em que couber convite, a


Administração poderá utilizar a modalidade de “tomada de preços” ou
“concorrência”; nos casos em que couber tomada de preços, poderá utilizar
também a modalidade de “concorrência”.

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Tabela de Utilização das Modalidades, pelo critério do valor:

Tomada de
Art. 23 Concorrência Convite
Preços
Obras e Valores acima de Até R$ Até R$ 330.000,00
serviços de R$ 3.300.000,00 3.300.000,00
engenharia

Outros Valor acima de R$ Até R$ Até R$ 176.000,00


serviços 1.430.000,00 1.430.000,00

OBSERVAÇÃO: No caso de consórcios públicos, aplicar-se-á o dobro dos


valores acima, quando formado por até 3 (três) entes da Federação, e o triplo,
quando formado por maior número. (redação do art. 23, §8° da Lei nº
8.666/1993, incluído pela Lei nº 11.107/2005).

11.1 - Concorrência
§ 1º Concorrência é a modalidade de licitação entre quaisquer
interessados que, na fase inicial de habilitação preliminar,
comprovem possuir os requisitos mínimos de qualificação exigidos
no edital para execução de seu objeto. Contratações de maior vulto
ou valor (vide tabela acima).

Princípios norteadores da concorrência: da universalidade (admite


participação de qualquer interessado), ampla publicidade, habilitação preliminar
e julgamento por comissão.
Universalidade: decorre da amplitude de participantes potenciais no certame
licitatório. Por este requisito admite-se a participação de qualquer interessado.
Ampla publicidade: requisito indispensável à validade do certame e meio
garantidor do respeito à universalidade.
Habilitação preliminar: é realizada na fase inicial do certame e por ela o
Administrador verifica se o concorrente detém condições para participar.
Julgamento da concorrência: será feito por comissão composta por 03
membros (02 servidores especializados e 01 convidado), e poderá ser especial

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ou permanente. Os membros da comissão são responsáveis solidários pelos atos


praticados, devendo as posições divergentes ser consignadas em ata.
Critério de valor: excepcionalmente, o critério que determinará a utilização
de concorrência será o objeto.
Regra: é selecionada em razão do valor. Vide tabela acima.
Exceções à regra de valor (critério do objeto): Quando se tratar de
imóvel, a modalidade será CONCORRÊNCIA para COMPRAR ou VENDER,
não importa o seu valor.
Nos termos do art. 19, da Lei nº 8.666/1993, se o imóvel for incorporado ao
Poder Público através de decisão judicial ou dação em pagamento poderá ser
ALIENADO através de CONCORRÊNCIA ou LEILÃO.
Quando o Poder Público realizar pagamento através de dação será hipótese
de dispensa de licitação.
Tratand0-se de concessão de serviço, bem ou direito real de uso a
modalidade licitatória será a concorrência, não importa o seu valor.
Caso o serviço esteja previsto no Programa Nacional de Desestatização a
modalidade licitatória será LEILÃO.
Quando se tratar de licitação internacional (participação de empresas
estrangeiras), a modalidade será CONCORRÊNCIA, não importa seu valor.
Poderá ser utilizada TOMADA DE PREÇOS quando existir cadastro
internacional e desde que o valor esteja dentro desta modalidade ou CONVITE se
não existir fornecedor no país
Concorrência Internacional: As empresas estrangeiras podem participar
do certame licitatório desde que observadas regras peculiares: (i) respeito ao
princípio da isonomia; (ii) todas as propostas devem consignar preços na mesma
moeda; (iii) nas propostas deve constar o gravame tributário a ser acrescido
sempre que a carga tributária às empresas nacionais for superior; (iv) haja
observância às diretrizes do BACEN e do MF; (v) Sempre que o objeto do contrato
incidir sobre operações externas de interesse da União, Estados, DF, territórios
ou Municípios, que conste com autorização do Senado, ouvido o Presidente da
República.

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11.2 - Tomada de preços


§ 2º Tomada de preços é a modalidade de licitação entre
interessados devidamente cadastrados ou que atenderem a todas
as condições exigidas para cadastramento até o terceiro dia
anterior à data do recebimento das propostas, observada a
necessária qualificação.

Contratações de vulto médio (vide tabela).


A modalidade tomada de preços é aquela que fica entre o limite mínimo da
concorrência e o limite máximo do convite (vide tabela).
Cadastramento prévio de interessados: interessados devem estar
previamente cadastrados no banco de dados da administração, que serve como
uma espécie de habilitação prévia. Admitem-se inscrições daqueles que
preencherem os requisitos até o 3º dia anterior à data do recebimento das
propostas, observada a qualificação necessária (qualificação prévia). O licitante
que é cadastrado recebe um certificado de registro cadastral, o que torna a
modalidade mais célere.
E quem não estiver cadastrado? Podem participar da tomada de preços
aqueles que preencherem os requisitos para o cadastramento até o 3º dia
anterior. O licitante deve provar para a Administração que preenche os requisitos
através de um requerimento a ser entregue. Assim, tem que entregar até o 3º
dia, e se a Administração não decidir, pode participar normalmente, até que a
administração decida.
INTERVALO MÍNIMO: na tomada de preços (entre a publicação do edital e
entrega dos envelopes) – em dias corridos:
30 dias se for técnica ou técnica + preços

15 dias se for preço

11.3 - Convite
§3º Convite é a modalidade de licitação entre interessados do ramo
pertinente ao seu objeto, cadastrados ou não, escolhidos e
convidados em número mínimo de 3 (três) pela unidade
administrativa, a qual afixará, em local apropriado, cópia do
instrumento convocatório e o estenderá aos demais cadastrados na
correspondente especialidade que manifestarem seu interesse com

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antecedência de até 24 (vinte e quatro) horas da apresentação das


propostas.

Contratações de menor valor (vide tabela).


É remetida “CARTA-CONVITE” a no mínimo 03 interessados, cadastrados ou
não, para apresentarem propostas no prazo de 05 dias. Além dos convidados,
qualquer interessado, desde que cadastrado, poderá manifestar interesse em
participar da licitação até 24 horas antes da apresentação das propostas. Apesar
da ausência de previsão legal de oportunidade de participação no convite de
licitante não cadastrado e não convidado, a doutrina reconhece a possibilidade
de sua participação desde que o mesmo se cadastre até 03 dias antes da entrega
dos envelopes, como se dá na tomada de preços.

Atenção: De acordo com o TCU, para que a licitação prossiga é necessário


que haja ao menos três propostas válidas, entretanto, o entendimento
majoritário é no sentido de que basta o convite a ao menos 03 interessados, não
havendo exigência de 03 propostas para o prosseguimento regular da licitação.

Observação: Na modalidade convite, a comissão de licitação, que


normalmente é formada por 03 servidores, poderá ser reduzida por um único
servidor, se a repartição for pequena e o deslocamento de três servidores puder
prejudicar o andamento do serviço.
Regra: o critério é valor (vide tabela).
A exigência da modalidade legal convite não impede que o Administrador a
substitua por tomada de preços ou concorrência.

Quem participa da modalidade convite? Os licitantes convidados


(cadastrados ou não, mas em número mínimo de 03); os cadastrados que
manifestarem o interesse em participar com 24 horas de antecedência
ao dia de entrega dos envelopes.
A doutrina defende que poderia ser utilizado o prazo da tomada de preços
(até o 3º dia anterior) para que o interessado não cadastrado pudesse se
cadastrar, pois, do contrário, o não cadastrado só poderia participar se

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convidado. (não há previsão legal neste sentido). Assim, o prazo de 24 horas não
seria o prazo de cadastramento, mas apenas para manifestação de interesse.
CARTA-CONVITE: nome do instrumento convocatório nesta modalidade.
A modalidade atente o requisito da publicidade. Apesar de não haver
publicação da carta convite na imprensa, ela será enviada aos convidados e fixada
no átrio da repartição, onde todos possam ver. Não há impedimento para que
seja feita publicação.
Intervalo mínimo no convite: 05 dias úteis. Aqui, a lei, pela primeira vez,
fala em dia útil.
Peculiaridades de procedimento:

Art. 22(...)

§6º Na hipótese do § 3o deste artigo, existindo na praça mais de 3


(três) possíveis interessados, a cada novo convite, realizado para
objeto idêntico ou assemelhado, é obrigatório o convite a, no
mínimo, mais um interessado, enquanto existirem cadastrados não
convidados nas últimas licitações.

§7º Quando, por limitações do mercado ou manifesto desinteresse


dos convidados, for impossível a obtenção do número mínimo de
licitantes exigidos no § 3o deste artigo, essas circunstâncias
deverão ser devidamente justificadas no processo, sob pena de
repetição do convite.

11.4 - Concurso
§4º Concurso é a modalidade de licitação entre quaisquer
interessados para escolha de trabalho técnico, científico ou
artístico, mediante a instituição de prêmios ou remuneração aos
vencedores, conforme critérios constantes de edital publicado na
imprensa oficial com antecedência mínima de 45 (quarenta e
cinco) dias.

Escolha de trabalhos intelectuais (técnico, científico ou artístico). Necessária


a prévia estipulação de prêmio ou remuneração, devendo o edital ser publicado
com antecedência mínima de 45 dias. O julgamento será realizado por uma
comissão especial, não necessariamente formada por servidores públicos - pode
ser formada por qualquer pessoa idônea e com conhecimento na área.

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Observação01.: Não confundir com concurso público, que tem a função de


provimento de cargos, enquanto o concurso da Lei nº 8.666/1993 tem como
contrapartida um prêmio, e não um cargo.
Observação02: Não tem procedimento previsto na Lei nº 8.666/1993, mas
em regulamento próprio, de forma que cada concurso terá seu regulamento.
Intervalo mínimo: 45 dias corridos (entre o edital até o recebimento das
propostas).

11.5 - Leilão
§ 5º Leilão é a modalidade de licitação entre quaisquer
interessados para a venda de bens móveis inservíveis para a
administração ou de produtos legalmente apreendidos ou
penhorados, ou para a alienação de bens imóveis prevista no art.
19, a quem oferecer o maior lance, igual ou superior ao valor da
avaliação.

Para alienações e não para compras. Penhorados = entender “empenhados”


(Exemplo: joias).
Exigida prévia avaliação e ampla publicidade.
O valor arrematado será pago no percentual estabelecido no edital à vista,
quando o pagamento restante será efetuado também no prazo nele previsto.
Observação01: O art. 19 trata dos bens imóveis da administração, cuja
aquisição haja derivado de procedimentos judiciais ou de dação em pagamento.
Nestes casos, requisitos: (i) avaliação dos bens alienáveis; (ii) comprovação da
necessidade ou utilidade da alienação; (iii) adoção do procedimento licitatório,
sob a modalidade de concorrência ou leilão.
Exemplos: (i) objetos de crimes, (ii) bens confiscados pela Receita Federal,
como os provenientes de descaminho, (iii) bens penhorados, os quais são
leiloados em hasta pública. Só que o juiz, na prática, faz o leilão nos termos do
CPC; e não da Lei nº 8.666/1993. Daí que se conclui que o legislador quis dizer
bens empenhados, e não penhorados (pois estes já tinham previsão no CPC).
Observação02: O art. 17, §6º da Lei nº 8.666/1993, prevê a possibilidade
de alienação de outros bens móveis até o limite de R$ 1.430.000,00, através de
leilão.

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Observação03: O procedimento do leilão não está previsto na Lei nº


8.666/1993, seguindo a praxe administrativa.

11.6 - Pregão (Lei nº 10.520/2002)


Art. 1º Para aquisição de bens e serviços comuns, poderá ser
adotada a licitação na modalidade de pregão, que será regida por
esta Lei.

Parágrafo único. Consideram-se bens e serviços comuns, para os


fins e efeitos deste artigo, aqueles cujos padrões de desempenho
e qualidade possam ser objetivamente definidos pelo edital, por
meio de especificações usuais no mercado.

Somente AQUISIÇÃO de BENS E SERVIÇOS COMUNS: aqueles cujos padrões


de desempenho e qualidade possam ser objetivamente definidos pelo edital, por
meio de especificações usuais no mercado. É dizer, poderiam ser adquiridos em
qualquer loja - para QUALQUER VALOR DE CONTRATAÇÃO.
A disputa pelo fornecimento é feita por meio de propostas e lances em sessão
pública. Obrigatório o critério do menor preço, ou seja, não pode ser usada para
o tipo “técnica” (motivo pelo qual não poderia ser utilizado para contratar serviços
de engenharia). Não há necessidade de habilitação prévia ou garantias, o que
eleva o número de concorrentes.
O procedimento é invertido (ordem dos atos é invertida) e se divide em duas
fases, sendo uma preparatória e interna (definição do objeto, justificativa da
necessidade de contratação e exigências) e outra externa (que se inicia com a
convocação dos interessados).
Como a utilização da concorrência leva em consideração basicamente o valor
do objeto e, no pregão, importa sobretudo a natureza daquilo que será
contratado, é comum comparar as duas modalidades afirmando: na
concorrência interessa a quantidade do objeto, independentemente da
qualidade; enquanto no pregão importa a qualidade, independentemente
da quantidade.
Em princípio, o uso do pregão é opcional, podendo sempre a
Administração optar pelo emprego de outra modalidade licitatória apropriada em
função do valor do objeto. Entretanto, o art. 4º, do Decreto nº 5.450/2005 tornou
obrigatório o uso do pregão para o âmbito federal, devendo ser adotada
preferencialmente a modalidade eletrônica. Assim, o uso do pregão

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presencial na esfera federal somente será permitido mediante justificativa


expressa da autoridade competente.
No pregão, o intervalo mínimo entre a publicação do instrumento
convocatório e envio de propostas é de oito dias úteis.
A característica fundamental do procedimento do pregão é a inversão
nas fases naturais da licitação. Isso porque, como visto nas regras acima
transcritas, o julgamento das propostas antecede a habilitação dos
licitantes.
Essa inversão relaciona-se com o objetivo essencial do pregão: propiciar
economia de tempo e de dinheiro para o Poder Público. Assim, após a fase dos
lances verbais decrescentes, analisa-se a documentação somente de quem
ofertou o menor lance, devolvendo-se, fechados, os envelopes com documentos
de habilitação dos demais licitantes. Importante frisar que a referida inversão de
fases agora também é permitida nas concorrências que antecedem a concessão
de serviços públicos e nas que precedem parcerias público-privadas.
Além disso, ao contrário do que ocorre com as demais modalidades, no
pregão a homologação é realizada após a adjudicação.
Portanto, as etapas do pregão são: a) instrumento convocatório; b)
julgamento (classificação); c) habilitação; d) adjudicação; e) homologação.

Bens e objetos comuns


O Decreto nº 3.555/2000, com redação dada pelo Decreto nº 3.784/2001,
estabeleceu para o âmbito da União um rol taxativo dos bens e serviços que
podem ser contratados mediante pregão:

• BENS COMUNS
1. Bens de Consumo

1.1. Água mineral

1.2. Combustível e lubrificante

1.3. Gás

1.4. Gênero alimentício

1.5. Material de expediente

1.6. Material hospitalar, médico e de laboratório

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1.7. Medicamentos, drogas e insumos farmacêuticos

1.8. Material de limpeza e conservação

1.9. Oxigênio

1.10. Uniforme

2. Bens Permanentes

2.1. Mobiliário

2.2. Equipamentos em geral, exceto bens de informática

2.3. Utensílios de uso geral, exceto bens de informática

2.4. Veículos automotivos em geral

2.5. Microcomputador de mesa ou portátil (notebook), monitor de


vídeo e impressora

• SERVIÇOS COMUNS
1. Serviços de Apoio Administrativo

2. Serviços de Apoio à Atividade de Informática

2.1. Digitação

2.2. Manutenção

3. Serviços de Assinaturas

3.1. Jornal

3.2. Periódico

3.3. Revista

3.4. Televisão via satélite

3.5. Televisão a cabo

4. Serviços de Assistência

4.1. Hospitalar

4.2. Médica

4.3. Odontológica

5. Serviços de Atividades Auxiliares

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5.1. Ascensorista

5.2. Auxiliar de escritório

5.3. Copeiro

5.4. Garçom

5.5. Jardineiro

5.6. Mensageiro

5.7. Motorista

5.8. Secretária

5.9. Telefonista

6. Serviços de Confecção de Uniformes

7. Serviços de Copeiragem

8. Serviços de Eventos

9. Serviços de Filmagem

10. Serviços de Fotografia

11. Serviços de Gás Natural

12. Serviços de Gás Liquefeito de Petróleo

13. Serviços Gráficos

14. Serviços de Hotelaria

15. Serviços de Jardinagem

16. Serviços de Lavanderia

17. Serviços de Limpeza e Conservação

18. Serviços de Locação de Bens Móveis

19. Serviços de Manutenção de Bens Imóveis

20. Serviços de Manutenção de Bens Móveis

21. Serviços de Remoção de Bens Móveis

22. Serviços de Microfilmagem

23. Serviços de Reprografia

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24. Serviços de Seguro-Saúde

25. Serviços de Degravação

26. Serviços de Tradução

27. Serviços de Telecomunicações de Dados

28. Serviços de Telecomunicações de Imagem

29. Serviços de Telecomunicações de Voz

30. Serviços de Telefonia Fixa

31. Serviços de Telefonia Móvel

32. Serviços de Transporte

33. Serviços de Vale-Refeição

34. Serviços de Vigilância e Segurança Ostensiva

35. Serviços de Fornecimento de Energia Elétrica

36. Serviços de Apoio Marítimo

37. Serviço de Aperfeiçoamento, Capacitação e Treinamento

38. Serviços topográficos”.

Hipóteses de vedação

Sendo taxativo o rol estabelecido pelo Decreto nº 3.555/2000, entende-se


vedado, no âmbito federal, o uso do pregão para contratação de bens e serviços
não indicados na referida lista.
Interpretando sistematicamente o conjunto de leis sobre licitação, conclui-
se ser proibido o uso do pregão, para todas as esferas federativas, quando
se tratar de:
a) contratação de obras e serviços de engenharia;
b) locações imobiliárias;
c) alienações em geral;
d) bens e serviços de informática e automação.

Modalidades

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O art. 2º, da Lei nº 10.520/2002 prevê duas modalidades de pregão: o


convencional (presencial) e o eletrônico.
O pregão eletrônico é aquele realizado com apoio da internet, estando
regulamentado pelo Decreto nº 5.450/2005. De acordo com o art. 4º do decreto,
deve-se observar o uso preferencial do pregão eletrônico. A autoridade
deverá justificar a opção pelo pregão presencial se o eletrônico for inviável.

Procedimento do pregão

Os arts. 3º e 4º, ambos da Lei nº 10.520/2002 dividem o procedimento do


pregão em fase preparatória e fase externa.
A fase preparatória observará as seguintes regras (art. 3º):
“I – a autoridade competente justificará a necessidade de
contratação e definirá o objeto do certame, as exigências de
habilitação, os critérios de aceitação das propostas, as sanções por
inadimplemento e as cláusulas do contrato, inclusive com fixação
dos prazos para fornecimento;

II – a definição do objeto deverá ser precisa, suficiente e clara,


vedadas especificações que, por excessivas, irrelevantes ou
desnecessárias, limitem a competição;

III – dos autos do procedimento constarão a justificativa das


definições referidas no inciso I deste artigo e os indispensáveis
elementos técnicos sobre os quais estiverem apoiados, bem como
o orçamento, elaborado pelo órgão ou entidade promotora da
licitação, dos bens ou serviços a serem licitados; e

IV – a autoridade competente designará, dentre os servidores do


órgão ou entidade promotora da licitação, o pregoeiro e respectiva
equipe de apoio, cuja atribuição inclui, dentre outras, o
recebimento das propostas e lances, a análise de sua aceitabilidade
e sua classificação, bem como a habilitação e a adjudicação do
objeto do certame ao licitante vencedor.”

Pelo disposto no § 1º do art. 3º, a equipe de apoio deverá ser integrada


em sua maioria por servidores ocupantes de cargo efetivo ou emprego da
administração, preferencialmente pertencentes ao quadro permanente do
órgão ou entidade promotora do evento.
Já a fase externa do pregão será iniciada com a convocação dos
interessados e observará as seguintes regras (art. 4º):

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I – a convocação dos interessados será efetuada por meio de


publicação de aviso em diário oficial do respectivo ente federado
ou, não existindo, em jornal de circulação local, e facultativamente,
por meios eletrônicos e conforme o vulto da licitação, em jornal de
grande circulação, nos termos do regulamento;

II – do aviso constarão a definição do objeto da licitação, a


indicação do local, dias e horários em que poderá ser lida ou obtida
a íntegra do edital;

III – do edital o objeto do certame, as normas que disciplinarem


o procedimento e a minuta do contrato, quando for o caso;

IV – cópias do edital e do respectivo aviso serão colocadas à


disposição de qualquer pessoa para consulta e divulgadas;

V – o prazo fixado para a apresentação das propostas, contado a


partir da publicação do aviso, não será inferior a 8 (oito) dias úteis;

VI – no dia, hora e local designados, será realizada sessão pública


para recebimento das propostas, devendo o interessado, ou seu
representante, identificar-se e, se for o caso, comprovar a
existência dos necessários poderes para formulação de propostas
e para a prática de todos os demais atos inerentes ao certame;

VII – aberta a sessão, os interessados ou seus representantes,


apresentarão declaração dando ciência de que cumprem
plenamente os requisitos de habilitação e entregarão os envelopes
contendo a indicação do objeto e do preço oferecidos, procedendo-
se à sua imediata abertura e à verificação da conformidade das
propostas com os requisitos estabelecidos no instrumento
convocatório;

VIII – no curso da sessão, o autor da oferta de valor mais baixo e


os das ofertas com preços até 10% (dez por cento) superiores
àquela poderão fazer novos lances verbais e sucessivos, até a
proclamação do vencedor;

IX – não havendo pelo menos 3 (três) ofertas nas condições


definidas no inciso anterior, poderão os autores das melhores
propostas, até o máximo de 3 (três), oferecer novos lances verbais
e sucessivos, quaisquer que sejam os preços oferecidos;

X – para julgamento e classificação das propostas, será adotado o


critério de menor preço, observados os prazos máximos para
fornecimento, as especificações técnicas e parâmetros mínimos de
desempenho e qualidade definidos no edital;

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XI – examinada a proposta classificada em primeiro lugar, quanto


ao objeto e valor, caberá ao pregoeiro decidir motivadamente a
respeito da sua aceitabilidade;

XII – encerrada a etapa competitiva e ordenadas as ofertas, o


pregoeiro procederá à abertura do invólucro contendo os
documentos de habilitação do licitante que apresentou a melhor
proposta, para verificação do atendimento das condições fixadas
no edital;

XIII – a habilitação far-se-á com a verificação de que o licitante


está em situação regular perante a Fazenda Nacional, a Seguridade
Social e o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS, e as
Fazendas Estaduais e Municipais, quando for o caso, com a
comprovação de que atende às exigências do edital quanto à
habilitação jurídica e qualificações técnica e econômico-financeira;

XIV – os licitantes poderão deixar de apresentar os documentos de


habilitação que já constem do Sistema de Cadastramento Unificado
de Fornecedores – Sicaf e sistemas semelhantes mantidos por
Estados, Distrito Federal ou Municípios, assegurado aos demais
licitantes o direito de acesso aos dados nele constantes;

XV – verificado o atendimento das exigências fixadas no edital, o


licitante será declarado vencedor;

XVI – se a oferta não for aceitável ou se o licitante desatender às


exigências habilitatórias, o pregoeiro examinará as ofertas
subsequentes e a qualificação dos licitantes, na ordem de
classificação, e assim sucessivamente, até a apuração de uma que
atenda ao edital, sendo o respectivo licitante declarado vencedor;

XVII – nas situações previstas nos itens XI e XVI, o pregoeiro


poderá negociar diretamente com o proponente para que seja
obtido preço melhor;

XVIII – declarado o vencedor, qualquer licitante poderá manifestar


imediata e motivadamente a intenção de recorrer, quando lhe será
concedido o prazo de 3 (três) dias para apresentação das razões
do recurso, ficando os demais licitantes desde logo intimados para
apresentar contrarrazões em igual número de dias, que começarão
a correr do término do prazo do recorrente, sendo-lhes assegurada
vista imediata dos autos;

XIX – o acolhimento de recurso importará a invalidação apenas dos


atos insuscetíveis de aproveitamento;

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XX – a falta de manifestação imediata e motivada do licitante


importará a decadência do direito de recurso e a adjudicação do
objeto da licitação pelo pregoeiro ao vencedor;

XXI – decididos os recursos, a autoridade competente fará a


adjudicação do objeto da licitação ao licitante vencedor;

XXII – homologada a licitação pela autoridade competente, o


adjudicatário será convocado para assinar o contrato no prazo
definido em edital; e

XXIII – se o licitante vencedor, convocado dentro do prazo de


validade da sua proposta, não celebrar o contrato, aplicar-se-á o
disposto no item XVI.”

Serviços de publicidade prestados por agências de propaganda (Lei nº


12.232/2010)
A Lei nº 12.232, de abril de 2010, estabelece normas gerais sobre
licitações e contratações pela Administração Pública de serviços de
publicidade prestados necessariamente por intermédio de agências de
propaganda, no âmbito da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios (art. 1º).
O art. 2º conceitua serviços de publicidade como “o conjunto de atividades
realizadas integradamente que tenham por objetivo o estudo, o planejamento, a
conceituação, a concepção, a criação, a execução interna, a intermediação e a
supervisão da execução externa e a distribuição de publicidade aos veículos e
demais meios de divulgação, com o objetivo de promover a venda de bens ou
serviços de qualquer natureza, difundir ideias ou informar o público em geral”.
Fica vedada a inclusão, no conceito de contrato de publicidade, das
atividades de assessoria de imprensa, comunicação e relações públicas ou
as que tenham por finalidade a realização de eventos festivos de qualquer
natureza, as quais serão contratadas por meio de procedimentos licitatórios
próprios (art. 2º, § 2º).
“Estranhamente”, a Lei nº 12.232/2010 faculta que a Administração,
mediante justificativa no processo de licitação, realize a adjudicação do objeto
a mais de uma agência de propaganda. Essa “multiadjudicação” é promovida
para, em seguida, permitir que o órgão ou entidade contratante institua
procedimento de seleção interna entre as contratadas (art. 2º, § 4º). Trata-se de
uma licitação dentro da licitação, procedimento visivelmente inconstitucional

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por violação do princípio da isonomia e do próprio dever de licitar (arts. 5º e 37,


XXI, da CRFB).
O rito licitatório especial definido pela Lei nº 12.232/2010 deve
obrigatoriamente observar os critérios de “melhor técnica” ou “técnica e
preço”.
Assim como ocorre com o procedimento do pregão, a licitação para
contratação dos serviços de publicidade também utiliza a inversão das fases
naturais do certame, à medida que o julgamento das propostas antecede a
fase de habilitação (art. 11, X e XI, da Lei nº 12.232/2010).

11.7 - Consulta
Modalidade prevista apenas para agências reguladoras (Lei 9.472/97 Lei
Geral das Telecomunicações – criou Anatel; e Lei 9.986/2000 para demais
agências reguladoras federais)
As Leis nos 9.472/1997 e 9.986/2000, apesar de preverem o procedimento
da consulta como modalidade licitatória aplicável às agências reguladoras
federais, não detalharam como deveria se desenvolver esse procedimento.
Contudo, tais normas deixaram consignado que as agências reguladoras
editariam regulamento próprio disciplinando a modalidade licitatória consulta.
Atendendo ao comando legal, a ANATEL, disciplinou a modalidade consulta
para as suas contratações, e editou a Resolução nº 5/1998. Consoante o art. 15
dessa Resolução, “consulta é a modalidade de licitação em que ao menos cinco
pessoas, físicas ou jurídicas, de elevada qualificação, serão chamadas a
apresentar propostas para fornecimento de bens ou serviços não comuns”.
Ainda segundo aquela Resolução, as propostas apresentadas devem ser
julgadas por júri, constituído de pelo menos três pessoas de elevado padrão
profissional e moral, servidores ou não da Agência, devendo a indicação dos
jurados ser justificada nos autos. Além disso, as propostas serão classificadas de
acordo com critérios que levem em consideração, de forma ponderada, o custo e
o benefício de cada proposta. Após a classificação das propostas, o júri adjudicará
o objeto da consulta ao vencedor.

11.8 - Regime diferenciado de contratação


Modalidade de licitação instituída pela Lei nº 12.462/2011 (MP nº 527/2011)
e Regulamentada pelo Decreto nº 7.581/2011, exclusivamente para as licitações
e contratos necessários à realização dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de

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2016, constantes da Carteira de Projetos Olímpicos a ser definida pela Autoridade


Pública Olímpica (APO);
Copa das Confederações da Federação Internacional de Futebol – FIFA 2013
e Copa do Mundo FIFA 2014, definidos pelo Grupo Executivo (Comitê Gestor
instituído para definir, aprovar e supervisionar as ações previstas no Plano
Estratégico de Ações do Governo para a realização da Copa FIFA 2014: CGCCOPA
2014), restringindo-se, no caso de obras públicas, às constantes da matriz de
responsabilidade celebrada entre União, Estados, Distrito Federal e Municípios.
Obras de infraestrutura e de contratação de serviços para os aeroportos das
Capitais dos Estados distantes até 350 km das cidades sedes dos mundiais.
Ações integrantes do Programa de Aceleração do Crescimento das obras e
serviços de engenharia no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS.
• das obras e serviços de engenharia para construção,
ampliação e reforma de estabelecimentos penais e unidades de
atendimento socioeducativo.

Inovações relevantes do RDC – para licitações de contratos:


1) ampliação dos objetivos da licitação (art. 1º, § 1º da Lei nº 12.462/2011)
2) inclusão do princípio da economicidade e do desenvolvimento nacional
sustentável (art. 3º)
3) restrições à publicidade do orçamento estimado (art. 6º)
4) inversão nas fases de habilitação e julgamento (art. 12)
5) novos critérios de julgamento (art. 18)
6) previsão da possibilidade de remuneração variável vinculada ao
desempenho da contratada (art. 10)
7) previsão da contratação simultânea ou possibilidade de mais de uma
empresa realizar o mesmo serviço (art. 11)
8) previsão da contratação integrada entre os regimes de execução do
contrato (art. 8º)

Atenção: Incluídos pela Lei nº 13.190/2015:

VI - das obras e serviços de engenharia para construção, ampliação


e reforma e administração de estabelecimentos penais e de
unidades de atendimento socioeducativo;

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VII - das ações no âmbito da segurança pública;

VIII - das obras e serviços de engenharia, relacionadas a melhorias


na mobilidade urbana ou ampliação de infraestrutura logística; e

IX - dos contratos a que se refere o art. 47-A.

Observação: As normas sobre dispensa e inexigibilidade de licitação da Lei nº


8.666/1993 são aplicáveis ao RDC (art. 35, da Lei nº 12.462/2011).

→ SISTEMA DE REGISTRO DE PREÇOS (Base legal: art. 15, II da Lei nº


8.666/1993)

Sistema de Registro de Preços é o meio apto a viabilizar diversas


contratações de compras, concomitantes ou sucessivas, sem a realização de um
específico procedimento licitatório previamente para cada uma delas, por um ou
mais órgãos da Administração.
- Usado para compras frequentes de determinados bens ou serviços quando
não é conhecida a quantidade que será necessário comprar ou com previsão de
entregas parceladas, etc – isto torna mais ágeis as contratações e evita a
formação de estoques, além de proporcionar transparência quanto aos bens e
serviços frequentemente contratados (qualquer cidadão tem legitimidade para
impugnar preço constante na tabela geral, se incompatíveis com o mercado – art.
15, § 6º)
Procedimento: o órgão promove uma licitação para elaborar um cadastro de
potenciais fornecedores, no qual ficará especificado o bem, o preço e as
quantidades que cada fornecedor tem possibilidade de entregar quando
solicitado, nas condições estipuladas no edital de licitações.
- Tal licitação deve ser na modalidade “concorrência” (art. 15, § 3º, I), mas
pode ser também utilizado a modalidade “pregão” para bens e serviços comuns
(art. 11, da Lei nº 10.520).
- Órgão gerenciador: se mais de uma unidade administrativa pretende
comprar usando o mesmo registro de preços, um determinado órgão é o
encarregado de realizar a licitação, formar o cadastro, gerir o sistema, etc. (órgão
gerenciador).
Ao final, os potenciais fornecedores ficam indicados na denominada “Ata de
Registro de Preços”: “documento vinculativo, obrigacional, com característica de
compromisso para futuras contratações, onde se registram os preços,

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fornecedores, órgãos participantes e condições a serem praticadas, conforme


disposição contidas no instrumento convocatório e propostas apresentadas”,
definição do Decreto.
Contratação: dentro de determinado prazo (não superior a 12 meses) a
administração tem a faculdade de solicitar os préstimos dos fornecedores
registrados, na ordem de classificação e nas condições pré-fixadas no edital.
Exigências de Fornecimento: ao preço do primeiro colocado poderão ser
registrados tantos fornecedores quantos necessários para, em função das
propostas apresentadas, atingir a quantidade total estimada para um item ou
lote. O preço registrado será publicado na imprensa oficial, durante a vigência da
ata de registro de preços e, quando das contratações, deverá ser respeitada a
ordem de classificação constante da ata. (art. 6º do Decreto).
Acréscimos: É vedado efetuar acréscimos nos quantitativos fixados pela ata
de registro de preços, inclusive o acréscimo de que trata o § 1º do art. 65 da Lei
nº 8.666, de 1993. (art. 12, §1° do Decreto nº 7.892/2013).

→ SISTEMA DE REGISTROS CADASTRAIS

O sistema de registro de preços não se confunde com os registros cadastrais.


Estes são bancos de dados que documentam a situação jurídica, técnica,
financeira e fiscal das empresas que participam usualmente de licitações.
Feito o registro cadastral, a empresa é considerada previamente habilitada
para futuros certames.
O registro cadastral deverá ser amplamente divulgado e estar
permanentemente aberto aos interessados, obrigando-se a unidade por ele
responsável a proceder, no mínimo anualmente, por meio da imprensa oficial e
de jornal diário, a chamamento público para a atualização dos registros existentes
e para o ingresso de novos interessados (art. 34, § 1º, da Lei nº 8.666/1993).
Ao requerer inscrição ou atualização no cadastro o interessado fornecerá
documentação necessária à satisfação das exigências de habilitação
estabelecidas na lei. Os inscritos serão classificados por categorias, tendo em
vista sua especialização, subdivididas em grupos, segundo a qualificação técnica
e econômica avaliada pelos elementos constantes da documentação.
A qualquer tempo poderá ser alterado, suspenso ou cancelado o registro do
inscrito que deixar de satisfazer as exigências de habilitação, ou as estabelecidas
para classificação cadastral (art. 37 da Lei nº 8.666/1993).

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12 - Fases da licitação
Cada modalidade licitatória possui um procedimento próprio. No entanto, a
sequência de fases observa sempre o padrão empregado no procedimento da
concorrência.
Assim, o estudo das fases da concorrência permite compreender as linhas
gerais de todos os procedimentos licitatórios.
A concorrência é dividida em duas grandes etapas: fase interna e fase
externa.

12.1 - Fase interna


A fase interna compreende todos os atos anteriores à publicação do edital,
envolvendo: a) elaboração de projeto básico para obras e serviços de engenharia;
b) orçamento detalhado; c) previsão de recursos orçamentários e compatibilidade
com o Plano Plurianual (PPA); d) abertura de processo administrativo para
verificação da necessidade da contratação e designação de comissão.

IMPORTANTE: Se o objeto contratado tiver valor superior a cem


vezes o limite mínimo da concorrência, é necessária a realização
de audiência pública.

Formalização do processo:

. autuação;

. identificação da necessidade devidamente justificada;

. identificação do recurso orçamentário;

. nomeação de comissão na forma do art. 51;

. elaboração do edital observando-se os requisitos do art. 40;

. parecer jurídico (art. 38);

. remessa à autoridade superior para autorização da deflagração


formal do certame.

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12.2 - Fase Externa


A elaboração do instrumento convocatório encerra a fase interna.
A fase externa inicia-se com a publicação do edital e inclui basicamente
cinco etapas: a) instrumento convocatório; b) habilitação; c) classificação; d)
homologação; e) adjudicação.
Abertura: publicação do edital ou envio da carta-convite (abertura da fase
externa)
Habilitação: análise da documentação relativa à habilitação dos
concorrentes, e sua apreciação
Classificação (julgamento): julgamento e classificação das propostas de
acordo com os critérios de avaliação constantes do edital
Homologação: deliberação da autoridade competente quanto à homologação
e adjudicação do objeto da licitação (homologação E adjudicação)

Observações:

- Nem todas as modalidades de licitação apresentam todas estas fases; via


de regra a concorrência (mais complexa) apresenta todas;
- Nas concorrências de valor elevado exige-se audiência pública, antes da
própria publicação do edital (art. 39).
- Caso o edital venha a sofrer qualquer modificação, deverá ser republicado
(aditamento – art. 21, § 4º), reabrindo-se o prazo inicialmente estabelecido para
apresentação das propostas.
- Preços unitário e global: O edital deve estabelecer os critérios de
aceitabilidade dos preços unitário e global, conforme o caso, podendo também
trazer o preço máximo que a Administração se propõe a pagar, nunca o mínimo.
Embora a lei proíba a indicação de preços mínimos, ela determina que sejam
desclassificadas as propostas com preços “manifestamente inexequíveis”, ou
seja, “aqueles que não venham a ter demonstrada sua viabilidade através de
documentação que comprove que os custos dos insumos são coerentes com os
de mercado e que os coeficientes de produtividade são compatíveis com a
execução do objeto do contrato, condições estas necessariamente especificadas
no ato convocatório”.
Observação: para o caso de leilão, o bem leiloado deve ser avaliado pela
administração para fixação de preço mínimo de arrematação (art. 53, § 1º da Lei
nº 8.666/1993).

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- Garantia: Caso a Administração exija garantia do licitante, deverá fazer


essa exigência constar do edital, podendo o licitante optar por uma das
modalidades de garantia previstas na Lei nº 8.666/1993, quais sejam: fiança
bancária, caução em dinheiro, seguro garantia, títulos da dívida pública. O valor
da garantia não poderá ultrapassar 5% do valor do contrato, salvo nos contratos
de grande vulto, quando poderá chegar a 10%, sendo vedada a exigência de
garantia da proposta no caso de licitação na modalidade de pregão.
Carta-convite: instrumento convocatório utilizado para chamar os
interessados a participar da licitação quando adotada a modalidade “convite”.
Enviada diretamente aos interessados e não precisa ser publicada, devendo,
entretanto, ser afixada sua cópia em local apropriado.
O art. 27 apresenta um rol taxativo dos requisitos necessários para a
participação na licitação (habilitação jurídica; qualificação técnica; qualificação
econômico-financeira; regularidade fiscal; e proibição do trabalho infantil na
forma do art. 7°, XXXIII, da CRFB). É vedada a exigência supérflua ou
desnecessária, a fim de garantir maior competitividade possível.

Informativo nº 533/ STJ, 2ª T: “DIREITO ADMINISTRATIVO. EXIGÊNCIA DE


QUALIFICAÇÃO TÉCNICA EM LICITAÇÃO. É lícita cláusula em edital de licitação
exigindo que o licitante, além de contar, em seu acervo técnico, com um
profissional que tenha conduzido serviço de engenharia similar àquele em
licitação, já tenha atuado em serviço similar. RMS 39.883-MT, Rel. Min. Humberto
Martins, julgado em 17/12/2013.”

Classificação e julgamento das propostas: enquanto a habilitação restringe-


se ao proponente, a classificação atinge a proposta. O julgamento consiste no
confronto das ofertas, classificação das propostas e determinação do vencedor,
ao qual deve ser adjudicado o objeto da licitação. A classificação se dará de
acordo com os critérios de avaliação descritos no edital e, havendo empate, a
preferência será dos bens ou serviços produzidos no Brasil por empresas que
investem em pesquisa (art. 3º, §2°), mantido o empate, aplica-se o sorteio (art.
45). O julgamento deverá ser objetivo e o seu critério segue o tipo de licitação
adotado.

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A lei veda expressamente propostas inexequíveis. A inexequibilidade é uma


questão de fato, com presunção júris tantum, podendo ser afastada com a
demonstração de documentos que comprovem a exequibilidade da proposta.
Licitação fracassada: quando todos os licitantes forem inabilitados ou
desclassificados. Todas as propostas desclassificadas: Lei nº 8.666/1993, art. 48
c/c 24, VII, autoriza a Administração a conceder um prazo de 08 dias úteis para
a apresentação de documentação de habilitação ou de novas propostas, sem os
vícios anteriores (03 dias úteis, no caso de convite).
Decorrido este período sem que nenhum dos licitantes tenha apresentado
nova proposta, ou se as propostas apresentadas ainda contiverem preços
manifestamente superiores aos praticados no mercado interno ou forem
incompatíveis com aqueles fixados pelos órgãos oficiais, a Administração realizar
a contratação direta do serviço, dispensando a licitação.
Observação: a dispensa só é possível em caso de desclassificação, e não
no de inabilitação, devendo-se nesta última situação, proceder-se a uma nova
licitação.

13 - Inversão das fases de habilitação e classificação


Algumas modalidades de licitação já preveem a inversão das duas fases
acima comentadas, como é o caso do PREGÃO.

Na concorrência, tomada de preços e no convite, a homologação vem antes da


adjudicação, sendo ambas de responsabilidade da autoridade competente.

No pregão ocorre o inverso: a adjudicação é que vem antes da homologação.


Ademais, caso não haja recurso dos licitantes, a adjudicação será feita pelo
pregoeiro e, depois, haverá a homologação pela autoridade competente.

14 - Comissão de licitação ou comissão julgadora


É formada por no mínimo 03 membros, dois deles servidores permanentes
qualificados (no caso de convite, a comissão poderá ser substituída por 1 servidor
formalmente designado para a tarefa).
A Comissão é responsável pelas fases de habilitação dos licitantes e
julgamento das propostas, encerrando-se sua competência com a divulgação do
resultado desse julgamento.

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A comissão de licitação tem importância fundamental no desenvolvimento


do procedimento licitatório. Ela é responsável pela inscrição dos licitantes em
registro cadastral (inclusive a sua alteração e cancelamento) e pelas fases de
habilitação dos licitantes e julgamento das propostas. Uma vez encerrada a
participação da comissão, os autos do processo licitatório serão encaminhados à
autoridade competente para que delibere sobre a homologação e adjudicação do
objeto da licitação. A comissão de licitação pode ser permanente ou especial,
sendo composta de, no mínimo, três membros, dos quais pelo menos dois
deles servidores qualificados integrantes dos quadros.

15 - Instrumento convocatório
A publicação do edital é o primeiro evento da fase externa da licitação. No
edital estão fixadas todas as regras do procedimento e os requisitos exigidos para
participação no certame. A sua natureza vinculante e obrigatória faz do edital a
lei da licitação.
O preâmbulo do edital conterá o número de ordem em série anual, o
nome da repartição interessada, a modalidade, o regime de execução e o
tipo da licitação, a menção de que será regido pela Lei nº 8.666/1993, o local,
dia e hora para recebimento da documentação e proposta, bem como para
início da abertura dos envelopes.
Além desses elementos indispensáveis no preâmbulo, o art. 40 da Lei nº
8.666/1993 exige que o edital contenha também:
“I – objeto da licitação, em descrição sucinta e clara;

II – prazo e condições para assinatura do contrato ou retirada dos


instrumentos para execução do contrato e para entrega do objeto
da licitação;

III – sanções para o caso de inadimplemento;

IV – local onde poderá ser examinado e adquirido o projeto básico;

V – se há projeto executivo disponível na data da publicação do


edital de licitação e o local onde possa ser examinado e adquirido;

VI – condições para participação na licitação e forma de


apresentação das propostas;

VII – critério para julgamento, com disposições claras e parâmetros


objetivos;

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VIII – locais, horários e códigos de acesso dos meios de


comunicação à distância em que serão fornecidos elementos,
informações e esclarecimentos relativos à licitação e às condições
para atendimento das obrigações necessárias ao cumprimento de
seu objeto;

IX – condições equivalentes de pagamento entre empresas


brasileiras e estrangeiras, no caso de licitações internacionais;

X – o critério de aceitabilidade dos preços unitário e global,


conforme o caso, permitida a fixação de preços máximos e vedados
a fixação de preços mínimos, critérios estatísticos ou faixas de
variação em relação a preços de referência;

XI – critério de reajuste, que deverá retratar a variação efetiva do


custo de produção, admitida a adoção de índices específicos ou
setoriais, desde a data prevista para apresentação da proposta, ou
do orçamento a que essa proposta se referir, até a data do
adimplemento de cada parcela;

XII – (vetado);

XIII – limites para pagamento de instalação e mobilização para


execução de obras ou serviços que serão obrigatoriamente
previstos em separado das demais parcelas, etapas ou tarefas;

XIV – condições de pagamento, prevendo:

a) prazo de pagamento não superior a trinta dias, contado a partir


da data final do período de adimplemento de cada parcela;

b) cronograma de desembolso máximo por período, em


conformidade com a disponibilidade de recursos financeiros;

c) critério de atualização financeira dos valores a serem pagos,


desde a data final do período de adimplemento de cada parcela até
a data do efetivo pagamento;

d) compensações financeiras e penalizações, por eventuais


atrasos, e descontos, por eventuais antecipações de pagamentos;

e) exigência de seguros, quando for o caso;

XV – instruções e normas para os recursos previstos nesta Lei;

XVI – condições de recebimento do objeto da licitação;

XVII – outras indicações específicas ou peculiares da licitação”.

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O aviso de edital será publicado na imprensa oficial ou em jornal de grande


circulação indicando o local onde a íntegra do instrumento convocatório poderá
ser adquirida. O Poder Público não pode condicionar a participação no certame à
compra do edital. A Administração pode cobrar o custo das cópias reprográficas
para fornecimento do edital, vedada a obtenção de lucro com essa venda.
Qualquer cidadão é parte legítima para impugnar o edital em razão de
ilegalidade, devendo protocolar o pedido até cinco dias úteis antes da data fixada
para a abertura dos envelopes de habilitação, devendo a Administração julgar e
responder à impugnação em até três dias úteis.
Se a impugnação for rejeitada pela Comissão, o proponente dispõe de três
caminhos a seguir:

a) representar ao Tribunal de Contas;

b) representar ao Ministério Público;

c) propor ação popular ou ação civil pública.

Em regra, o edital não pode se alterado. Mas, se for preciso realizar alguma
modificação, deverá ser observado o mesmo meio de divulgação do texto
original, reabrindo o prazo para recebimento das propostas e apresentação de
documentos, exceto se a alteração não prejudicar a elaboração das propostas.
Decairá do direito de impugnação administrativa do edital o licitante que
não o fizer até o segundo dia útil que anteceder a abertura dos envelopes
de habilitação em concorrência a abertura dos envelopes com as propostas em
convite, tomada de preços ou concurso, ou a realização de leilão, as falhas ou
irregularidades que viciariam esse edital, hipótese em que tal comunicação não
terá efeito de recurso (art. 41, § 2º, da Lei nº 8.666/1993).

O instrumento convocatório vincula tanto a


Administração como os licitantes. É a lei
interna da licitação.

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16 - Crimes na Lei nº 8.666/1993


Os arts. 89 a 99 da Lei nº 8.666/1993 tipificam alguns crimes relacionados
com o procedimento licitatório e a celebração de contratos administrativos.
Podem incorrer nessas condutas tanto particulares licitantes quanto
agentes públicos. Todos os crimes são de ação penal pública
incondicionada, e seu cometimento não impede a aplicação das sanções
previstas na Lei de Improbidade Administrativa – Lei nº 8.429/1992.
As condutas definidas como crime são as seguintes:
1) dispensar ou inexigir licitação fora das hipóteses previstas em
lei, ou deixar de observar as formalidades pertinentes à dispensa
ou à inexigibilidade (art. 89);

2) frustrar ou fraudar, mediante ajuste, combinação ou qualquer


outro expediente, o caráter competitivo do procedimento
licitatório, com o intuito de obter, para si ou para outrem,
vantagem decorrente da adjudicação do objeto da licitação (art.
90);

3) patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a


Administração, dando causa à instauração de licitação ou à
celebração de contrato, cuja invalidação vier a ser decretada pelo
Poder Judiciário (art. 91);

4) admitir, possibilitar ou dar causa a qualquer modificação ou


vantagem, inclusive prorrogação contratual, em favor do
adjudicatário, durante a execução dos contratos celebrados com o
Poder Público, sem autorização em lei, no ato convocatório da
licitação ou nos respectivos instrumentos contratuais, ou, ainda,
pagar fatura com preterição da ordem cronológica de sua
exigibilidade (art. 92);

5) impedir, perturbar ou fraudar a realização de qualquer ato de


procedimento licitatório (art. 93);

6) devassar o sigilo de proposta apresentada em procedimento


licitatório, ou proporcionar a terceiro o ensejo de devassá-lo (art.
94);

7) afastar ou procurar afastar licitante, por meio de violência, grave


ameaça, fraude ou oferecimento de vantagem de qualquer tipo
(art. 95);

8) fraudar, em prejuízo da Fazenda Pública, licitação instaurada


para aquisição ou venda de bens ou mercadorias, ou contrato dela

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decorrente: a) elevando arbitrariamente os preços; b) vendendo,


como verdadeira ou perfeita, mercadoria falsificada ou deteriorada;
c) entregando uma mercadoria por outra; d) alterando substância,
qualidade ou quantidade da mercadoria fornecida; e) tornando, por
qualquer modo, injustamente, mais onerosa a proposta ou a
execução do contrato (art. 96);

9) admitir à licitação ou celebrar contrato com empresa ou


profissional declarado inidôneo (art. 97);

10) obstar, impedir ou dificultar, injustamente, a inscrição de


qualquer interessado nos registros cadastrais ou promover
indevidamente

17 - Anulação e revogação da licitação


A anulação do procedimento licitatório por motivo de ilegalidade NÃO gera
obrigação de indenizar (art. 49, § 1º).
A anulação de contrato gera o dever de indenizar o contratado até a data
em que foi declarada e por outros prejuízos comprovados, contanto que a causa
da nulidade não seja imputável ao contratado, promovendo-se a responsabilidade
de quem deu causa à nulidade (art. 50, p. único).
→ revogação – motivo de interesse público ou quando o convocado não
assinar o termo de contrato; efeitos “ex nunc” (o ato produz efeitos regularmente
até a data de sua revogação); somente cabível à Administração.
Limitações da revogação: por motivo de interesse público decorrente de fato
superveniente devidamente comprovado, pertinente e suficiente para justificar
tal conduta, com parecer escrito e devidamente fundamentado (art. 49);
Ao contrário da revogação que só pode ser efetivada até a assinatura do
contrato, a anulação da licitação pode se dar a qualquer tempo, inclusive depois
de assinado o contrato. Vale salientar que a anulação da licitação induz à
anulação do respectivo contrato, ainda que o vício não seja imputável à
contratada.
Conforme previsto na lei, a anulação do procedimento licitatório por motivo
de ilegalidade não gera, em regra, a obrigação de indenizar. Contudo, se o
contrato já estava em execução, o Poder Público deve indenizar o contratado pelo
que este houver executado até aquela data, de forma a evitar o enriquecimento
sem causa do próprio Estado. Pelo mesmo motivo, se as parcelas já pagas

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corresponderem ao que já foi cumprido do contrato, não caberá qualquer


restituição ou complemento.

Atenção: na prova para provimento de cargos de Juiz Federal Substituto do


TRF5, realizada em 2007, o CEBRASPE considerou correta a seguinte assertiva:
“Um cidadão ajuizou ação popular para anular um contrato ilegal, por ausência
de licitação. Restou demonstrado que a determinação do ressarcimento, por força
de ilegalidade de contratação, conduziria ao enriquecimento sem causa. Nessa
situação, por ter a empresa contratada prestado efetivamente à população o
serviço, a determinação de devolução ao Estado dos valores percebidos pela
contratada configuraria locupletamento indevido”.

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18 - Questões

18.1 - Lista de questões sem comentários

Q1. CEBRASPE/TJAM/2016/Juiz de Direito Substituto


No que se refere a licitação e contratos, assinale a opção correta.
a) A apresentação de documentos relativos à qualificação econômico-
financeira pode ser dispensada, desde que seja notória a solidez do
patrimônio líquido da empresa.
b) Os registros cadastrais deverão ser revisados pela administração pública
a cada cinco anos, ocasião em que se dará publicidade aos registros para
atualização.
c) O direito à revisão do contrato depende de previsão expressa no
instrumento contratual.
d) O edital de licitação pode ser alterado por qualquer meio, desde que se
garanta ampla visibilidade da alteração aos participantes.
e) Quando do pagamento de fatura, a administração pública não pode
preterir a ordem cronológica de sua exigibilidade.
Q2. CEBRASPE/TJAM/2016/Juiz de Direito Substituto
Com relação a licitação, assinale a opção correta.
a) A empreitada por preço global refere-se à contratação de um
empreendimento em sua integralidade, compreendidas todas as etapas da
obra, serviços e instalações necessários, sob inteira responsabilidade da
contratada.
b) Para fins de julgamento das propostas de preços, será computada a
atualização monetária das obrigações de pagamento como valor da obra ou
serviço.
c) O autor do projeto básico não poderá participar, ainda que indiretamente,
do fornecimento de bens necessários à execução de obra.
d) As margens de preferência por produto manufaturado e por serviços
nacionais que atendam a normas técnicas brasileiras são definidas pelo
Congresso Nacional, não podendo seu preço ultrapassar o montante de 50%
do preço dos produtos manufaturados e serviços estrangeiros.
e) Os conteúdos das propostas e todos os atos e procedimentos licitatórios
são públicos.

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Q3. CEBRASPE/TJDFT/2016/Juiz de Direito Substituto


A licitação é inexigível
a) para a contratação de fornecimento ou suprimento de energia elétrica e
gás natural com concessionário, permissionário ou autorizado.
b) quando a União tiver de intervir no domínio econômico para regular preços
ou normalizar o abastecimento.
c) se houver possibilidade de comprometimento da segurança nacional, nos
casos estabelecidos em decreto do presidente da República, ouvido o
Conselho de Defesa Nacional.
d) para a contratação de profissional de qualquer setor artístico, diretamente
ou mediante empresário exclusivo, desde que o profissional seja consagrado
pela crítica especializada ou pela opinião pública.
e) para a aquisição ou a restauração de obras de arte e objetos históricos,
de autenticidade certificada, compatíveis ou inerentes às finalidades do
órgão ou da entidade.
Q4. CEBRASPE/TJDFT/2015/Juiz de Direito Substituto
Com base no que dispõe a Lei n.º 8.666/1993, a licitação será inexigível
no caso de
(A) fornecimento de bens e serviços, produzidos ou prestados no país, que
envolvam, cumulativamente, alta complexidade tecnológica e defesa
nacional, mediante parecer de comissão especialmente designada pela
autoridade máxima do órgão.
(B) compras diretas de hortifrutigranjeiros, pães e outros gêneros perecíveis
— no tempo necessário para a realização dos processos licitatórios
correspondentes —, desde que tais compras sejam feitas com base no preço
do dia.
(C) contratação de profissional de qualquer setor artístico, diretamente ou
com a intermediação de empresário exclusivo, desde que se trate de
profissional consagrado pela crítica especializada ou pela opinião pública.
(D) aquisição ou restauração de obras de arte e objetos históricos de
autenticidade certificada, desde que sejam compatíveis com as finalidades
do órgão ou entidade ou que lhes sejam inerentes.
(E) guerra ou grave perturbação da ordem, condicionando-se a opção pela
inexigibilidade a prévia autorização do Poder Legislativo.
Q5. CEBRASPE/TJDFT/2014/Juiz de Direito Substituto/ADAPTADA
No que se refere aos conceitos e às expressões constantes na doutrina
especializada em direito administrativo, julgue a assertiva abaixo.
( ) A modalidade compulsória da adjudicação corresponde, em direito
administrativo, à última fase do processo licitatório, consistente na
transferência definitiva de determinado bem.

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Q6. CEBRASPE/TJAC/2012/Juiz de Direito Substituto


No que se refere às disposições das Leis n.º 10.520/2002 e n.º
8.666/1993, que dispõem sobre licitação, sistema de registro de preços e
contratos administrativos, assinale a opção correta.
a) Quando a administração procede à alteração unilateral do contrato
administrativo com o propósito de adequá-lo às finalidades de interesse
público, não se faz necessária a revisão das suas cláusulas econômico-
financeiras.
b) Os contratos para os quais a lei exige licitação são firmados intuitu
personae, ou seja, em razão de condições pessoais do contratado, apuradas
no procedimento da licitação, razão pela qual é vedada a cessão ou
transferência, total ou parcial, de seu objeto para outrem.
c) Para a licitação na modalidade pregão, consideram-se bens e serviços
comuns aqueles cujos padrões de desempenho e qualidade possam ser
objetivamente definidos pelo edital, por meio de especificações usuais no
mercado.
d) Organizado o sistema de registro de preços para a prestação de serviços
e aquisição de bens, a administração fica obrigada a firmar as contratações
que dele possam advir, vedada a utilização de outros meios licitatórios que
tenham idêntico objeto e finalidade.
e) Conforme previsão legal, a concorrência, a tomada de preços, o convite,
o concurso e o leilão devem adotar, obrigatoriamente, um dos seguintes
tipos de licitação: menor preço, melhor técnica, técnica e preço e maior lance
ou oferta.
Q7. CEBRASPE/TJPI/2012/Juiz de Direito Substituto
À luz do disposto na Lei n.º 8.666/1993, assinale a opção correta com
relação a licitação.
a) Os casos de inexigibilidade de licitação, por representarem inviabilidade
de competição e exceção ao princípio da licitação, estão exaustivamente
arrolados na legislação federal, não podendo, portanto, ser ampliados pela
administração pública.
b) Em qualquer caso, os membros das comissões de licitação devem
responder solidariamente pelos atos que praticarem.
c) Sob pena de nulidade, a licitação de obras e serviços somente será
possível quando, entre outras exigências, houver orçamento que detalhe a
composição de seus custos unitários e projeto básico aprovado pela
autoridade competente, disponível para exame dos interessados em
participar do processo licitatório.
d) É vedada a licitação ou contratação de obra ou serviço que inclua a
elaboração de projeto executivo como encargo do licitante ou do contratado.

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e) Para o resguardo da lisura e da isonomia entre os concorrentes, todos os


atos do procedimento licitatório devem permanecer sigilosos até a fase de
abertura das propostas.
Q8. CEBRASPE/TJAL/2008/Juiz Estadual Substituto
Licitação entre interessados prévia e devidamente cadastrados ou
interessados que atendam a todas as condições exigidas para
cadastramento até o terceiro dia anterior à data do recebimento das
propostas, observada a necessária qualificação, enquadra-se na
modalidade de
a) tomada de preços.
b) convite.
c) A concorrência.
d) pregão.
e) concurso.
Q9. CEBRASPE/TJSE/2015/Juiz Estadual Substituto
Em relação à lei de licitações, assinale a opção correta.
a) a alienação de bens imóveis da administração depende de prévia licitação
na modalidade tomada de preços.
b) a alienação de bens imóveis de propriedade de empresas públicas
depende de autorização legislativa.
c)a alienação de bens imóveis públicos permite dispensa de licitação quando
os imóveis forem destinados a programas habitacionais de interesse social.
d) No âmbito da competência de editar normas específicas de licitação, os
estados podem editar leis com hipóteses fáticas de dispensa de licitação.
e) É dispensável licitação para contratação de artista para apresentação em
festa de comemoração do aniversário da cidade.
Q10. CEBRASPE/TJTO/2015/Juiz Estadual Substituto
O prefeito de um município de determinado estado pretende contratar
uma sociedade de advogados para desempenhar as atividades de
contencioso judicial geral e de consultoria geral do respectivo município.
Com tal fim, abriu a licitação na modalidade de convite, para a qual não
compareceram interessados. Assim, houve por bem contratar um
escritório em função da sua notória especialidade.
Acerca dessa licitação, assinale a opção correta.
a) A legítima contratação na espécie poderia ser feita inicialmente com
inexigibilidade de licitação, diante da notória especialização do contratado.
b) Na modalidade convite, não há a possibilidade de outros interessados se
habilitarem e apresentarem a sua proposta.

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c) Uma vez que na espécie houve licitação deserta, é possível a contratação


do escritório com a dispensa de licitação.
d) A contratação na espécie poderia ser feita legalmente na modalidade
pregão.
Q11. CEBRASPE/MPE-RR/2017/Promotor de Justiça Substituto
Com referência aos crimes, às penas e ao processo judicial previstos na
Lei de Licitações e Contratos, julgue os seguintes itens.
I Dispensa de licitação em situação estranha às hipóteses taxativas
previstas em lei constitui crime passível de punição com pena de detenção
e multa fixada na sentença a ser revertida à fazenda federal, distrital,
estadual ou municipal, conforme o caso.
II Em casos de crimes previstos na lei em apreço, a ação penal é pública
incondicionada e a sua promoção cabe ao MP.
III Em relação aos crimes previstos na lei em questão, não será admitida
ação penal privada subsidiária da pública.
IV Quando os autores dos crimes previstos na referida lei forem ocupantes
de cargo em comissão ou exercerem função de confiança em órgão da
administração pública direta ou indireta, a pena imposta será acrescida da
terça parte.
Assinale a opção correta.
a) Apenas os itens III e IV estão certos.
b) Apenas os itens I, II e III estão certos.
c) Apenas os itens I, II e IV estão certos.
d) Todos os itens estão certos.
Q12. CEBRASPE/MPE-AC/2014/Promotor de Justiça Substituto
No que concerne à licitação e aos contratos administrativos, assinale a
opção correta.
a) A penalidade de suspensão e a de declaração de inidoneidade, em caso
de irregularidades na execução do contrato administrativo, aplicadas pela
União não produzem efeitos perante estado da Federação.
b) Para fim de habilitação nas licitações, a administração pública não deve
exigir dos licitantes a apresentação de certidão de quitação de obrigações
fiscais, mas a mera prova de sua regularidade.
c) No que se refere à documentação relativa à qualificação econômico-
financeira para compras para entrega futura e execução de obras e serviços,
a administração não pode exigir das licitantes capital social mínimo,
patrimônio líquido mínimo ou garantias que assegurem o adimplemento do
contrato a ser celebrado.
d) Segundo entendimento do STJ, deve-se reconhecer a nulidade, em
processo licitatório, do julgamento de recurso administrativo por autoridade

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incompetente, ainda que tenha havido posterior homologação do certame


pela autoridade competente.
e) A CF autoriza a gestão associada de serviços públicos por meio de
convênios, mas não a transferência total ou parcial de serviços, de pessoal
e de bens essenciais à continuidade dos serviços transferidos.
Q13. CEBRASPE/MPTCDF/2013/Procurador

Nos casos de desfazimento do processo licitatório, mesmo quando o


procedimento não tiver sido concluído nem gerado direitos subjetivos a
qualquer dos licitantes, dá-se aplicabilidade ao dispositivo da Lei no 8.666/1993
que garante a observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa.

Q14. CEBRASPE/DPE-DF/2013/Defensor Público


Julgue os itens que se seguem, relativos a licitação e ajustes administrativos.
Nos termos da Lei n.º 8.666/1993, a realização do procedimento licitatório
serve-se de três finalidades fundamentais: a busca da proposta mais
vantajosa, o oferecimento de igualdade de oportunidade a todos os
interessados e a promoção do desenvolvimento nacional sustentável.
Q15. FCC/TJ-SC/2017/Juiz Substituto
As microempresas e empresas de pequeno porte, nas licitações públicas,
a) são dispensadas, em qualquer fase, da apresentação de documento
comprobatório de regularidade fiscal.
b) terão assegurada preferência de contratação, como critério de
desempate.
c) não gozarão de qualquer vantagem em relação às demais empresas
participantes do certame.
d) terão assegurada preferência como critério de desempate, somente na
modalidade de pregão.
e) só poderão participar do certame se os demais licitantes também forem
aderentes ao Simples Nacional.
Q16. MPE-PR/MPE-PR/2017/Promotor Substituto/Adaptada
Conforme a normativa da Lei nº 8.666/93 (Lei de Licitações e Contratos),
assinale a alternativa incorreta:
a) Frustrada a contratação do licitante convocado, em virtude da sua
negativa em assinar o contrato, é facultado à Administração convocar os
licitantes remanescentes, na ordem de classificação, para fazê-lo em igual
prazo e nas mesmas condições propostas pelo primeiro classificado, inclusive
quanto aos preços atualizados de conformidade com o ato convocatório.
b) Em caso de exigência de garantia pela Administração Pública nas
contratações de obras, serviços e compras, o valor desta, em regra, não
excederá a cinco por cento do valor do contrato.

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c) Caberá ao contratado optar por uma das seguintes garantias: caução,


seguro-garantia e fiança bancária.
d) Constitui motivo para a rescisão do contrato o atraso superior a 60
(sessenta) dias dos pagamentos devidos pela Administração, decorrentes de
obras, serviços ou fornecimento, ou parcelas destes, já recebidos ou
executados, salvo em caso de calamidade pública, grave perturbação da
ordem interna ou guerra, assegurado ao contratado o direito de optar pela
suspensão do cumprimento de suas obrigações até que seja normalizada a
situação.
e) A Lei nº 8.666/93 estabelece a possibilidade de alteração contratual por
acordo entre as partes, com as devidas justificativas, tanto para fatos
decorrentes da teoria da imprevisão como resultantes de fato do príncipe.
Q17. CEBRASPE/PGE-SE/2017/Procurador do Estado
Acerca do regime de licitações e contratações na administração pública,
assinale a opção correta.
a) Se o TJ/SE adquirir computadores por meio de ata de registro de preços,
com bons preços de mercado, o estado de Sergipe poderá fazer aquisição
semelhante, mediante adesão à referida ata. Nesse caso, em atenção aos
princípios da eficiência e economicidade, será desnecessária a anuência do
TJ/SE.
b) Caso opte pelo regime diferenciado de contratação para a contratação de
determinado serviço de engenharia, a administração pública poderá,
mediante a devida justificativa formal, selecionar licitantes pela marca dos
produtos a serem utilizados no serviço, mas não poderá exigir requisitos de
sustentabilidade ambiental.
c) Se o estado de Sergipe e o governo federal pretenderem firmar um
contrato de programa para a gestão associada de serviço de saúde nas
regiões carentes desse estado, ter-se-á, nesse caso, uma hipótese de
inexigibilidade de licitação.
d) Caso um estado da Federação realize um pregão para a aquisição de
material de expediente, a classificação das propostas, nesse caso, poderá
ser feita pelo critério de melhor técnica.
e) É hipótese de inexigibilidade de licitação a contratação de serviço técnico
especializado, de natureza singular, executado por profissional de notória
especialização, sendo imprescindível a justificativa dos preços contratados.
Q18. FCC/TJ-SC/2017/Juiz Substituto
A empresa Canário & Sabiá Construções Ltda. foi contratada, após regular
procedimento licitatório, para contrato de obra pública, consistente na
construção de um edifício destinado ao uso de órgão estadual. Todavia,
executada metade da obra contratada, a empresa simplesmente abandonou
a execução, sem justo motivo, inadimplindo também as obrigações
trabalhistas e previdenciárias relativas ao mês em curso. Após regular
processo administrativo, o Diretor do órgão estadual rescinde o contrato e

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aplica à empresa a pena de declaração de inidoneidade para licitar ou


contratar com a Administração Pública.
Diante de tal circunstância, é correto concluir que:
a) a penalidade em questão foi aplicada por autoridade incompetente.
b) a Administração contratante responderá solidariamente pelas dívidas
trabalhistas remanescentes da execução contratual.
c) a rescisão do contrato em questão provocará, por consequência, a
rescisão imediata de todos os demais contratos celebrados pela empresa
com o ente contratante.
d) a Administração contratante não responde pelos encargos previdenciários
decorrentes da execução do contrato, visto que são de responsabilidade
exclusiva da empresa contratada.
e) é necessária a realização de novo processo licitatório para a conclusão da
obra.
Q19. CEBRASPE/Prefeitura de Belo Horizonte-MG/2017/Procurador Municipal
Tendo como referência as disposições da Lei n.º 8.666/1993 e a legislação
referente ao RDC, assinale a opção correta.
a) No âmbito do RDC, definido o resultado do julgamento, a administração
pública poderá negociar com o primeiro colocado condições mais vantajosas.
b) Os contratos administrativos celebrados com base no RDC regem-se pelas
regras específicas previstas na Lei n.º 12.462/2011, sendo-lhes inaplicáveis,
por disposição expressa dessa lei, as regras da Lei n.º 8.666/1993.
c) A legislação referente ao RDC, assim como a Lei n.º 8.666/1993, veda a
indicação de marca ou modelo nas aquisições de bens.
d) Em se tratando de contratação de obras e serviços, inclusive os de
engenharia, a remuneração utilizada será a fixa, vinculada ao desempenho
da contratada, e respeitará o limite orçamentário fixado pela administração
pública para a contratação.
Q20. FUNDATEC/Prefeitura de Porto Alegre-RS/2016/Procurador Municipal
Em relação aos bens públicos, é possível identificar uma espécie de regime
jurídico geral, que eventualmente coloca sob tensão o direito público e o
direito privado. De qualquer maneira, observando-se com cuidado a
legislação existente, com incidência direta e/ou indireta, assinale a
alternativa INCORRETA.
a) Admitindo-se algumas exceções, a aquisição dos bens móveis e imóveis
pelo Poder Público se submete à exigência de prévia licitação.
b) Como regra geral, a alienação de bens imóveis públicos exige a
identificação do interesse público, a avaliação do patrimônio, uma
autorização legislativa e a licitação na modalidade concorrência, como, por
exemplo, no âmbito da Administração Direta.

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c) Na concorrência para a venda de bens imóveis, a fase de habilitação


limitar-se-á à comprovação do recolhimento de quantia corresponde a 10%
(dez por cento) da avaliação.
d) Os bens imóveis da Administração Direta, cuja aquisição haja derivado de
procedimentos judiciais ou de dação em pagamento, poderão ser alienados
por ato da autoridade competente depois da avaliação dos bens, a
comprovação de interesse público e a adoção de procedimento licitatório,
mais especificamente, a concorrência ou o leilão.
e) A rigor, os bens públicos não estão sujeitos a um regime de
inalienabilidade, mas, sim, a um regime de alineabilidade condicionada,
submetida ao cumprimento de um conjunto de requisitos formais
estabelecidos em lei.
Q21. FCC/SEGEP-MA/2017/Procurador do Estado
Em uma licitação na modalidade concorrência, do tipo menor preço, apenas
um licitante restou habilitado. Nesse caso, deve a comissão de licitação
Parte superior do formulário
a) abrir prazo de oito dias úteis para que os licitantes inabilitados possam
apresentar nova documentação, escoimada dos vícios que levara à
inabilitação.
b) revogar a licitação, em vista da ausência de competitividade e promover
nova licitação, no prazo de trinta dias.
c) anular a licitação, alegando lesividade ao interesse público e promover
nova licitação, no prazo de sessenta dias.
d) dar prosseguimento ao certame, apenas com o licitante habilitado,
passando-se à fase seguinte, com o exame da proposta por ele ofertada.
e) em despacho fundamentado, ancorado no princípio da competitividade,
dispensar as exigências de habilitação, permitindo que todos os licitantes
participem da fase de julgamento.
Q22. FCC/SEGEP-MA/2016/Procurador do Estado
No tocante à participação das empresas em consórcio nas licitações, a Lei nº
8.666/93 VEDA:
a) a participação de consórcio composto exclusivamente de micro ou
pequenas empresas.
b) a participação de empresa consorciada, na mesma licitação, através de
mais de um consórcio ou isoladamente.
c) o estabelecimento, pelo edital, de exigências de qualificação econômico-
financeira distintas das impostas aos licitantes individuais.
d) a celebração de compromisso particular de constituição do consórcio,
impondo-se o uso de instrumento público.

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e) a participação de consórcio composto exclusivamente de empresas


estrangeiras.
Q23. FCC/TJ-SC/2017/Juiz Substituto
No âmbito da Administração Pública, questionou-se a possibilidade de se
dispensar licitação para a compra de materiais para a manutenção de fogão
industrial. Isso seria juridicamente possível se
a) não houvesse no mercado quantidade suficiente de fornecedores, o que
impossibilitaria a competição.
b) houvesse aquisição de materiais que só pudessem ser fornecidos por
empresa ou representante comercial exclusivo, vedada a preferência de
marca, devendo a comprovação de exclusividade ser feita através de
atestado fornecido pelo órgão de registro do comércio do local em que se
realizaria a licitação.
c) a aquisição desses componentes ou peças de origem nacional ou
estrangeira fosse necessária à manutenção desse equipamento durante o
período de garantia técnica, junto ao fornecedor original, sendo essa
condição de exclusividade indispensável para a vigência da garantia.
d) a contratação desse serviço técnico resultasse em restauro para bem de
valor histórico, de natureza singular, com profissionais ou empresas de
notória especialização.
e) houvesse autorização do setor municipal responsável pela autorização e
liberação da dispensa de licitação.
Q24. FCC/PGE-MT/2016/Procurador do Estado
A Diretoria Regional de Educação pretende realizar licitação para aquisição
de uniforme escolar destinado ao uso de dez mil alunos pertencentes à rede
local de ensino, sendo que o preço estimado da contratação equivale a
quinhentos mil reais. Nessa hipótese, a Diretoria
a) não pode adotar o pregão, pois esta modalidade licitatória só pode ser
utilizada quando o valor estimado da contratação for igual ou inferior a
oitenta mil reais.
b) deve dividir a compra em quatro ou mais lotes, possibilitando assim o uso
de modalidade convite, para propiciar maior celeridade e competitividade na
contratação.
c) pode utilizar o pregão presencial, mas não o pregão eletrônico,
modalidade licitatória que somente é empregada pelas entidades e órgãos
da Administração Pública Federal.
d) deverá obrigatoriamente utilizar a concorrência-pregão, compatível com
a aquisição de bens considerados comuns, mas cujo valor estimado da
contratação exceda o valor da tomada de preços.
e) pode utilizar a modalidade licitatória tomada de preço ou, se entender
mais conveniente, adotar a concorrência.

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Q25. VUNESP/Prefeitura de Suzano-SP/2015/Procurador Jurídico


A respeito da licitação na modalidade pregão, é correto afirmar que
a) o prazo de validade das propostas será de 30 dias, se outro não estiver
fixado no edital.
b) é permitida a exigência de aquisição do edital pelos licitantes, como
condição para participação no certame.
c) a fase externa do pregão será iniciada com a convocação dos interessados,
observadas as regras estabelecidas em lei.
d) no âmbito do Ministério da Defesa, as funções de pregoeiro e de membro
da equipe de apoio poderão ser desempenhadas, exclusivamente, por
policiais federais.
e) é expressamente vedada a participação de bolsas de mercadorias no apoio
técnico e operacionais aos órgãos e entidades promotores da modalidade
pregão.
Q.26 UEPA/PGE-PA/2015/Procurador do Estado
A respeito de licitação, é correto afirmar que:
I. Cabe mandado de segurança contra ato praticado em licitação
promovida por sociedade de economia mista ou empresa pública.
II. Segundo a Lei n. 8666/93, art. 23, §1º é regra geral a realização de
licitação por lote único na qual a proposta dos licitantes engloba toda a
execução do objeto.
III. Na modalidade de licitação por Convite, em não se obtendo o número
legal mínimo de três propostas aptas à seleção, impõe-se a repetição do
ato, com a convocação de outros possíveis interessados, ressalvados
algumas hipóteses como a de limitação do mercado.
IV. A contratação de instituição sem fins lucrativos, com dispensa de
licitação, com fulcro no art. 24, inciso XIII, da Lei n.º 8.666/93, é admitida
mesmo inexistente o nexo efetivo entre o mencionado dispositivo, a
natureza da instituição e o objeto contratado.
A alternativa que contém todas as afirmativas corretas é:
a)I e II
b)I e III
c)II e IV
d)II e III
e)I, II, III e IV
Q.27 PUC-PR/PGE-PR/2015/Procurador do Estado
A respeito do Regime Diferenciado de Contratação – RDC (Lei
12.462/2011), é CORRETO afirmar que:

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a) A aplicação do RDC é ato de competência vinculada da autoridade


competente, uma vez observadas as hipóteses fáticas previstas na lei de
regência, e deve constar expressamente do instrumento convocatório.
b) Como a Lei 12.462/2011 preceitua que o RDC é aplicável às licitações
e contratos necessários a obras de determinados eventos esportivos
(Copas e Olimpíadas), bem como os respectivos aeroportos das cidades-
sede, este regime diferenciado tem prazo certo de validade.
c) A contratação integrada do RDC proíbe a celebração de termos aditivos
contratuais, exceção feita para a recomposição do equilíbrio econômico-
financeiro decorrente de caso fortuito ou força maior, por erros ou
omissões no projeto básico e por necessidade de adequação do projeto ou
de suas especificações.
d) As licitações do RDC exigem que o orçamento e seus quantitativos
sejam mantidos em sigilo até a homologação do resultado da licitação,
mas, como exceção, ele deve ser disponibilizado irrestrita e
permanentemente ao órgão de controle externo.
e) Tal como em hipóteses semelhantes da Lei 8.666/1993 e da Lei
10.520/2002, no RDC é válida a instalação de negociação de condições
mais vantajosas depois de definido o resultado do julgamento.
Q.28 CEBRASPE/TRF-5ª REGIÃO/2017/Juiz Federal Substituto
Acerca de licitações e contratações na administração pública, assinale a
opção correta.
a) No processo de licitação, a classificação é ato administrativo vinculado
mediante o qual a comissão acolhe as propostas apresentadas nos termos
e nas condições do edital e, se for constatada fraude nessa etapa, os
membros da comissão respondem solidariamente, independentemente de
posições individuais divergentes registradas em ata.
b) Situação hipotética: Uma autarquia federal vinculada à área de
educação pretende contratar pessoa jurídica de direito privado, sem fins
lucrativos, para a prestação de serviços de educação. Assertiva: Nessa
situação, a qualificação da futura contratada como organização social para
as atividades de ensino contempladas no contrato de gestão possibilita a
contratação com dispensa de licitação.
c) Situação hipotética: Uma autarquia federal publicou edital para a
contratação, pelo regime diferenciado de contratação (RDC), de empresa
fornecedora de canetas da marca X. No entanto, um fornecedor de canetas
similares, mas de outra marca, solicitou que o instrumento convocatório
fosse impugnado. Assertiva: Nessa situação, a impugnação é indevida, já
que a indicação da marca é legal, por se tratar de RDC.
d) Situação hipotética: Lei estadual fixou normas para regular os
procedimentos licitatórios em seu âmbito de atuação. Adotou os
parâmetros gerais da Lei de Licitações e, de forma específica, estabeleceu
que, para a aquisição de bens ou serviços, a empresa licitante deva ter

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fábrica no respectivo estado da Federação. Assertiva: Conforme


entendimento do STF, tem caráter constitucional a referida exigência,
devido às singularidades existentes no estado e ao interesse de fomentar
o desenvolvimento industrial local.
e) Na hipótese de uma empresa pública pretender vender imóvel
desafetado a entidade pertencente ao terceiro setor, configura-se
dispensa de licitação, considerando-se o interesse público presente na
alienação e as características do imóvel.
Q.29 FCC/SEGEP-MA/2016/Procurador do Estado
Selecionada por meio de licitação, na modalidade tomada de preços, a
empresa Tudolimpo Ltda. foi contratada para prestação de serviços
contínuos de limpeza em determinada repartição estadual, sendo que o
contrato tem prazo de vigência de doze meses, iniciado em 1º de fevereiro
de 2016. Todavia, em virtude de constantes falhas na execução
contratual, a Administração decidiu, após regular processo administrativo,
rescindir o contrato, a contar de 1º de maio. Nesse ínterim, convidou a
empresa Limpabem Ltda., segunda colocada no certame, para assumir a
execução do serviço, mediante a formalização de novo contrato. A
propósito de tal situação,
a) a assunção da relação contratual pela empresa Limpabem Ltda. é
facultativa, pois não está ela vinculada às condições oferecidas pela
empresa vencedora do certame.
b) a Administração não poderia ter convidado a empresa Limpabem Ltda.,
ao contrário, deveria ter realizado nova licitação antes de promover nova
contratação.
c) a Administração deve determinar a requisição dos recursos humanos e
materiais, que ficarão à disposição da nova contratada durante o restante
da vigência contratual.
d) deveria ter sido reaberta a fase de julgamento da licitação, para que as
demais empresas habilitadas pudessem oferecer lances, visando a
assunção da relação contratual de forma mais econômica para a
Administração.
e) em vista do caráter emergencial da contratação, o novo contrato deverá
ter sua vigência limitada a cento e oitenta dias, vedada a prorrogação.
Q.30 CEBRASPE/PG-DF/2013/Procurador
Dada a necessidade de aumento da rede pública de ensino do estado Y, o
secretário de educação, com o intuito de construir uma nova escola
pública, resolveu consultar a procuradoria do estado para que esta
esclarecesse algumas dúvidas relacionadas ao modelo licitatório e às
normas contratuais aplicáveis à espécie.
Com referência a essa situação hipotética, julgue os itens a seguir:

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No caso de a obra ser qualificada como de natureza comum, admitir-se-á


a utilização do pregão eletrônico com o critério de julgamento do menor
preço global.
Q31. FCC/TJ-SC/2017/Juiz Substituto
A União pretende transferir as instalações do Ministério do Trabalho e
Emprego na cidade de Cuiabá para uma nova sede, recém-construída. O
antigo edifício será alienado para o Estado de Mato Grosso, que lá irá
alocar a Secretaria de Estado de Saúde.
Nesse caso, considerando a legislação de regência, assinale a afirmativa
correta.
a) Tal alienação depende, unicamente, de licitação, na modalidade de
concorrência.
b) Tal alienação depende, unicamente, de avaliação prévia e de licitação,
na modalidade de concorrência.
c) Tal alienação depende de autorização legislativa, além de avaliação
prévia e de licitação, na modalidade de concorrência.
d) Tal alienação depende de autorização legislativa, além de avaliação
prévia e de licitação, em qualquer modalidade.
e) Tal alienação depende de autorização legislativa, além de avaliação
prévia, dispensada a licitação.
Q32. FCC/SEGEP-MA/2016/Procurador do Estado
Nos crimes de licitações,
a) a pena de multa consiste no pagamento de quantia calculada em índices
percentuais, sempre tendo por base o valor da vantagem efetivamente
obtida pelo agente.
b) a pena de multa reverte em favor do Fundo Penitenciário Nacional.
c) admissível ação penal privada subsidiária da pública.
d) a pena será acrescida da terça parte apenas quando o autor for
ocupante de função de confiança.
e) equipara-se a servidor público quem exerce cargo, emprego ou função
em entidade paraestatal, assim consideradas tão-somente as empresas
públicas e as sociedades de economia mista.
Q33. CEBRASPE/PGE-BA/2014/Procurador do Estado
Considerando as regras aplicáveis às licitações e aos contratos
administrativos, julgue os itens que se seguem.
Desde que o preço contratado seja compatível com o praticado no
mercado, é possível a dispensa de licitação para a aquisição, por secretaria
estadual de planejamento, de bens produzidos por autarquia estadual que
tenha sido criada para esse fim específico em data anterior à vigência da
Lei n.º 8.666/1993.

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Q34. CEBRASPE/PGE/2014/Procurador do Estado


Considerando as regras aplicáveis às licitações e aos contratos
administrativos, julgue os itens que se seguem.
Secretário estadual de saúde pretende construir hospital para atuar no
âmbito do SUS. No caso, pode realizar licitação no regime diferenciado de
contratação e utilizar a empreitada por preço global.
Q35. CEBRASPE/AGU/2009/Advogado da União
Relativamente às licitações, contratos administrativos e
convênios, julgue os itens a seguir.
A Lei n.º 8.666, de 21 de junho de 1993, prevê modalidades diversas de
licitação, conforme o valor da contratação a ser feita pela administração
pública. Apenas no caso de consórcios formados por mais de três entes da
Federação, a referida lei toma por base valores diferentes de contratação
para definir a modalidade de licitação cabível.
Q36. CEBRASPE/AGU/2009/Advogado da União
Relativamente às licitações, contratos administrativos e
convênios, julgue os itens a seguir.
As hipóteses de dispensa de licitação previstas na Lei n.º 8.666, de 21 de
junho de 1993, são taxativas, não comportando ampliação, segundo
entendimento de Maria Sylvia Zanella Di Pietro. Já em relação à
inexigibilidade, a referida lei não prevê um numerus clausus. No caso de
doação com encargo, estabelece o mencionado diploma legal que deverá
a administração pública realizar licitação, dispensada no caso de interesse
público devidamente justificado.
Q37. CEBRASPE/AGU/2009/Advogado da União
Acerca dos crimes relativos à licitação, julgue os itens que se segue:
Os crimes definidos na lei de licitações sujeitam os seus autores, quando
servidores públicos, à perda de cargo, emprego, função ou mandato eletivo,
ainda que o crime não tenha sido consumado.
Q38. CEBRASPE/PGE-ES/2008/Procurador do Estado
Em relação às licitações, aos contratos administrativos e às
concessões de serviços públicos, julgue os itens subsequentes:
É abusivo exigir, em edital de licitação, que, na fase de habilitação, as
empresas participantes comprovem capital mínimo circulante ou patrimônio
líquido de 10% do valor da contratação.
Q39. CEBRASPE/PGE-PI/2014/Procurador do Estado Substituto
Em relação a licitações, contratos administrativos e bens públicos, cada uma
das próximas opções apresenta uma situação hipotética, seguida de uma
assertiva a ser julgada. Assinale a opção que apresenta a assertiva correta.

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a) A PGE/PI, em razão da posse de novos procuradores, fato que demandou


aumento do seu espaço físico, comprou um prédio mais amplo e, com a
mudança de sede, o prédio antigo foi desativado. Nessa situação, o prédio
antigo desativado será classificado como bem de uso especial.
b) O governo do estado do Piauí pretende construir, no centro da cidade de
Teresina, um novo prédio para a PGE/PI, e a única área ali disponível é uma
praça, considerada bem de uso comum do povo. Nessa situação, a
administração deverá procurar outro local, devido à impossibilidade de
desafetação desse tipo de bem.
c) Uma secretaria de estado do Piauí, para contratar determinado serviço
por meio de convite, convocou quinze empresas para a disputa; entretanto,
por dificuldades do próprio mercado, apenas uma empresa apresentou
proposta. Nessa situação, poder-se-á prosseguir com o certame, desde que
tal fato seja devidamente justificado nos autos do processo licitatório.
d) Devido a explosão ocorrida em um navio petroleiro no litoral de um estado
da Federação, grande quantidade de óleo se espalhou pelo mar, causando a
morte de vários animais e pondo em risco a saúde da população, fato que
levou o governo local a decretar estado de calamidade pública. Nessa
situação, para a realização dos serviços de contenção do óleo, poderá haver
a contratação de empresa(s) mediante inexigibilidade de licitação.
e) Determinada empresa foi contratada, mediante licitação, após regular
procedimento e cumprimento de todas as exigências legais. Todavia, no
decorrer da execução do contrato, essa empresa se tornou irregular perante
o fisco. Nessa situação, será lícita a retenção, pela administração, do
pagamento à empresa até que esta proceda à regularização da sua situação
fiscal.
Q40. FCC/PGE-SP/2012/Procurador do Estado
A Lei no 12.462/11 institui o regime diferenciado de contratações para o
poder público. Dentre as peculiaridades ou características para a contratação
das obras e serviços previstas na lei está:
a) a unicidade recursal, com a apresentação de peça única pelo interessado,
a ser apreciada após o encerramento da licitação e que, se provida, ensejará
o retorno do certame à fase objeto da impugnação.
b) a possibilidade de negociação entre licitantes e administração, aplicando-
se, nesse ponto, as disposições legais que regulamentam o pregão.
c) o sigilo dos valores de referência até a fase da negociação entre licitantes
e administração pública, quando é obrigatória a divulgação, pela
Administração Pública, do valor do orçamento previamente estimado para a
contratação.
d) o regime de contratação integrada, com licitação abreviada e contrato
único para a elaboração dos projetos e para execução das obras, desde que
tecnicamente recomendado para entrega em menor prazo,

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independentemente de análise de variação de custo para a administração


pública.
e) a possibilidade de estabelecer, motivadamente e respeitado o limite
orçamentário, remuneração variável do contratado, vinculando-a ao
desempenho do mesmo, nos termos da lei e na forma definida no edital e
no contrato.
Q41. FCC/PGE-SP/2012/Procurador do Estado
Sociedade de economia mista realizou regular licitação internacional para
aquisição de vagões de trem destinados a prestação de serviços de
transporte coletivo, do qual é delegatária. Foi vencedora uma empresa
estrangeira, com a qual a empresa estatal celebrou o contrato administrativo
que integrou o edital. Durante a execução do contrato adveio relevante
oscilação cambial e foram promovidas alterações na legislação alfandegária,
o que suscitou controvérsia sobre os valores efetivamente devidos e a
alegação por parte da referida empresa da ocorrência de desequilíbrio
econômico-financeiro. A empresa contratada requereu a solução do conflito
por meio de arbitragem, conforme autorizado no edital e no contrato
administrativo celebrado. A utilização do instituto é
a) admissível, na medida em que, por se tratar de sociedade de economia
mista, aplica-se o regime jurídico típico das empresas privadas, ainda que
com parcial derrogação por normas de direito público.
b) admissível, na medida em que se tratou de licitação internacional, o que
altera o regime jurídico aplicável à empresa estatal, antes público, agora
privado, e, portanto, também altera a natureza dos recursos envolvidos de
públicos para privados.
c) inadmissível, porque inconstitucional, ainda que previsto no edital e no
contrato administrativo, na medida em que embora a empresa estatal esteja
submetida ao regime jurídico típico das empresas privadas, seu acionista
controlador é ente público, o que torna públicos e indisponíveis os recursos
direcionados para a compra e impede que se transacione a respeito de
questões contratuais patrimoniais.
d) inadmissível, porque não cabe arbitragem no regime jurídico de direito
público ou privado quando envolver integrantes da Administração Indireta,
ainda que empresas estatais ou concessionárias de serviço público, em face
da indisponibilidade do interesse público envolvido.
e) admissível, desde que a decisão do tribunal arbitral, se desfavorável à
empresa estatal, seja submetida à revisão pelo Tribunal de Justiça
competente, em procedimento administrativo de competência originária, em
face da indisponibilidade dos interesses envolvidos.
Q42. FCC/PGE-SP/2012/Procurador do Estado
O Poder Público instaurou regular procedimento de licitação para alienação
onerosa de um terreno em área urbana residencial. Antes da homologação
do resultado e da adjudicação do objeto do certame ao licitante já declarado

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vencedor, a Administração Pública teve notícia de que, em data posterior à


avaliação do terreno, houve alteração do zoneamento da área que o
abrangia, ampliando os usos possíveis, o que ocasionou substancial
valorização do imóvel. Diante dessa situação, o administrador
a) não pode anular ou revogar a licitação, possuindo o licitante vencedor
direito subjetivo à adjudicação do objeto.
b) deve anular a licitação, determinando nova avaliação do imóvel e a
instauração de procedimento para apurar responsabilidade pelo trabalho
técnico anteriormente realizado.
c) pode aditar o certame, para que prossiga com base no valor apurado em
nova avaliação do imóvel.
d) pode revogar a licitação, determinando nova avaliação do imóvel, em face
do fato superveniente e do interesse público demonstrado.
e) não pode aditar ou anular o certame, salvo se a valorização do imóvel for
superior a 25% (vinte e cinco por cento) do valor anteriormente apurado.
Q43. UEPA/PGE-PA/2012/Procurador do Estado
Analise as proposições a seguir:
I – A Lei 8.666/93 não é clara quanto à ordem dos atos de adjudicação e
homologação, o que tem causado divergências, especialmente na doutrina,
quanto ao momento desses atos bem como à competência para a sua
prática. Essa falha foi resolvida pela Lei do Pregão, cuja sistemática é
precisa: o ato de adjudicação do objeto antecede a homologação da licitação,
sendo, em qualquer hipótese, o pregoeiro competente para a adjudicação e
a autoridade superior para a homologação.
II – O TCU pacificou, por meio de súmula, o entendimento segundo o qual o
uso do pregão nas contratações de obras e serviços comuns de engenharia
encontra amparo na Lei nº 10.520/02. Com essa interpretação, o TCU
encerrou divergência até então existente acerca do cabimento do pregão
nessas hipóteses.
III - Segundo as normas federais que regem o pregão, as Organizações
Sociais e as Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público são
obrigadas a utilizar o pregão eletrônico nas contratações de obras, compras,
serviços e alienações quando utilizarem recursos ou bens repassados
voluntariamente pela União, em razão dos respectivos contratos de gestão
ou termos de parceria.
IV - Ainda que o contrato firmado com base na lei 8.666/93 seja silente
sobre a aplicação de multa pela sua inexecução total ou parcial, a penalidade
é aplicável por força da lei. Se o contrato não fixar percentuais ou valor da
multa, o administrador deve se socorrer dos percentuais mínimos legalmente
estabelecidos, sempre observando o devido processo legal.
De acordo com as proposições apresentadas, assinale a alternativa
CORRETA:

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Aula 08

a) apenas uma proposição está correta


b) apenas duas proposições estão corretas
c) apenas três proposições estão corretas
d) todas as proposições estão corretas
e) todas as proposições estão incorretas
Q44. FMP Concursos/PGE-AC/2012/Procurador do Estado
Nos termos da Lei nº 10.520, de 17 de julho de 2002, avalie se as assertivas
abaixo estão de acordo com o caput do art. 4º, com o seguinte teor: “A fase
externa do pregão será iniciada com a convocação dos interessados e
observará as seguintes regras:”
I - No curso da sessão do pregão, o autor da oferta de valor mais baixo e os
das ofertas com preços até cinco por cento superiores àquela poderão fazer
novos lances verbais e sucessivos, até a proclamação do vencedor.
II - Para julgamento e classificação das propostas, será adotado o critério de
menor preço, observados os prazos máximos para fornecimento, as
especificações técnicas e parâmetros mínimos de desempenho e qualidade
definidos no edital.
III - Os licitantes poderão deixar de apresentar os documentos de habilitação
que já constem do Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores –
Sicaf e sistemas semelhantes mantidos por Estados, Distrito Federal ou
Municípios, assegurado aos demais licitantes o direito de acesso aos dados
nele constantes.

Assinale a alternativa CORRETA.


a) Apenas I e II são verdadeiras.
b) Apenas I e III são verdadeiras.
c) Apenas II e III são verdadeiras.
d) I, II e III são verdadeiras.
Q45. FGV/DPE-MT/2015/Advogado
Em relação às hipóteses de dispensa e inexigibilidade de licitação, assinale
V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa.

( ) É inexigível a licitação para contratação de profissional de qualquer setor


artístico, diretamente ou por meio de empresário exclusivo, desde que
consagrado pela crítica especializada ou pela opinião pública.
( ) É dispensável a licitação para a contratação de serviços técnicos
profissionais especializados, de natureza singular, com profissionais ou
empresas de notória especialização.

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( ) É dispensável a licitação para a realização de obra nos casos de


emergência ou calamidade pública, quando caracterizada urgência de
atendimento, desde que as parcelas de obras e serviços possam ser
concluídas no prazo máximo de 180 (cento e oitenta) dias consecutivos e
ininterruptos, contados da ocorrência da emergência ou calamidade.
As afirmativas são, respectivamente,
a) V, V e F.
b) F, F e V.
c) F, V e F.
d) V, F e V.
e) V, F e F.
Q46. FGV/DPE-MT/2015/Advogado
Em relação à licitação para a aquisição de bens e serviços comuns, assinale
a afirmativa correta.
a) Os contratos celebrados pela União para a aquisição de bens e serviços
comuns serão precedidos, prioritariamente, de licitação pública na
modalidade de tomada de preços.
b) Os contratos celebrados pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios
para a aquisição de bens e serviços comuns serão precedidos,
obrigatoriamente, de licitação pública na modalidade concorrência.
c) Os contratos celebrados pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios
para a aquisição de bens e serviços comuns serão precedidos,
obrigatoriamente, de licitação pública na modalidade pregão eletrônico.
d) Para a aquisição de bens e serviços comuns pela União será obrigatória a
modalidade pregão, sendo preferencial a utilização da sua forma eletrônica.
e) A modalidade de licitação a ser adotada para a aquisição de bens e
serviços comuns pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios
dependerá do valor do objeto da licitação.
Q47. FUNDEP (Gestão de Concursos)/DPE-MG/2014/Defensor Público
Sobre as licitações no âmbito da Administração Pública, é INCORRETO
afirmar que
a) a licitação se destina a garantir, além do princípio da isonomia e a seleção
da proposta mais vantajosa para a administração, também a promoção do
desenvolvimento nacional sustentável.
b) o Sistema de Registro de Preço (SRP) se destina ao registro formal de
preços de serviços e bens, para contratações futuras, por meio de licitação
realizada na modalidade de concorrência ou pregão, sendo admitida a
utilização da ata de registro de preço por qualquer órgão ou entidade da
administração que não tenha participado do certame licitatório.

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c) a autoridade competente para a aprovação do procedimento somente


poderá revogar a licitação por razões de interesse público decorrente de fato
superveniente devidamente comprovado, pertinente e suficiente para
justificar tal conduta, devendo anulá-la por ilegalidade, de ofício ou por
provocação de terceiros, mediante parecer escrito e devidamente
fundamentado.
d) o pregão é modalidade de licitação em que há inversão das fases de
classificação das propostas e habilitação dos licitantes; uma vez conhecidos
os valores ofertados, são admitidos lances verbais e sucessivos a serem
apresentados por todos os licitantes habilitados até a proclamação do
vencedor.
Q48. CEBRASPE/PG-DF/2013/Procurador
Dada a necessidade de aumento da rede pública de ensino do estado Y, o
secretário de educação, com o intuito de construir uma nova escola pública,
resolveu consultar a procuradoria do estado para que esta esclarecesse
algumas dúvidas relacionadas ao modelo licitatório e às normas contratuais
aplicáveis à espécie.
Com referência a essa situação hipotética, julgue os itens a seguir.
( ) Na hipótese descrita, é possível utilizar o regime diferenciado de
contratações como modalidade licitatória, sendo aplicável o regime de
contratação integrada, desde que técnica e economicamente justificada.
Q49. CEBRASPE/AGU/2013/Procurador Federal
No que se refere aos institutos das licitações e dos contratos administrativos,
julgue os itens subsecutivos.

( ) Entre as peculiaridades do regime diferenciado de contratações públicas,


figuram a possibilidade de a administração pública contratar mais de uma
empresa para executar o mesmo serviço (multiadjudicação) e a vedação ao
sigilo de orçamentos.
Q50. CEBRASPE/DPE-CE/2008/Defensor Público
Em relação a licitação e contratos administrativos, julgue os itens
a seguir.
As obras e serviços que são objetos de licitação não admitem a execução
indireta no regime de empreitada por preço global.

18.2 - Gabarito

1) E 2) C 3) D 4) E 5) C

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7) C 8) A 9) C 10) C
6) C
12) B 13) E 14) C 15) B
11) C
17) E 18) A 19) A 20) C
16) D
22) B 23) C 24) E 25) C
21) D
27) E 28) B 29) A 30) E
26) B
32) C 33) C 34) C 35) E
31) E
37) C 38) E 39) C 40) E
36) C
42) D 43) E 44) C 45) D
41) A
47) D 48) C 49) E 50) E
46) D

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18.3 - Lista de questões com comentários


Q1. CEBRASPE/TJAM/2017/Juiz de Direito Substituto
No que se refere a licitação e contratos, assinale a opção correta.
a) A apresentação de documentos relativos à qualificação econômico-
financeira pode ser dispensada, desde que seja notória a solidez do
patrimônio líquido da empresa.
b) Os registros cadastrais deverão ser revisados pela administração
pública a cada cinco anos, ocasião em que se dará publicidade aos
registros para atualização.
c) O direito à revisão do contrato depende de previsão expressa no
instrumento contratual.
d) O edital de licitação pode ser alterado por qualquer meio, desde que
se garanta ampla visibilidade da alteração aos participantes.
e) Quando do pagamento de fatura, a administração pública não pode
preterir a ordem cronológica de sua exigibilidade.
Comentários
A alternativa A está incorreta.

Nos termos do art. 32, da Lei nº 8.666/1993, a documentação poderá


ser dispensada, no todo ou em parte, nos casos de convite, concurso,
fornecimento de bens para pronta entrega e leilão.

A alternativa B está incorreta. Consoante o art. 34, da Lei nº 8.666/1993,


os órgãos e entidades da Administração Pública que realizem
frequentemente licitações manterão registros cadastrais para efeito de
habilitação, na forma regulamentar, válidos por, no máximo, um ano.

A alternativa C está incorreta, pois o direito à revisão contratual está


previsto na Lei nº 8.666/1993 (art. 65) e dispensa previsão contratual.

A alternativa D está incorreta. De acordo com o art. 21, §4º, da Lei nº


8.666/1993, qualquer modificação no edital exige divulgação pela
mesma forma que se deu o texto original, reabrindo-se o prazo
inicialmente estabelecido, exceto quando, inquestionavelmente, a alteração
não afetar a formulação das propostas.

A alternativa E está correta e é o gabarito da questão. O art. 5º, da Lei nº


8.666/1993 é explícito ao determinar que “todos os valores, preços e custos
utilizados nas licitações terão como expressão monetária a moeda corrente
nacional, ressalvado o disposto no art. 42 desta Lei, devendo cada unidade
da Administração, no pagamento das obrigações relativas ao fornecimento
de bens, locações, realização de obras e prestação de serviços, obedecer,
para cada fonte diferenciada de recursos, a estrita ordem
cronológica das datas de suas exigibilidades, salvo quando

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presentes relevantes razões de interesse público e mediante prévia


justificativa da autoridade competente, devidamente publicada.” (sem
grifos no original)

Q2. CEBRASPE/TJAM/2016/Juiz de Direito Substituto


Com relação a licitação, assinale a opção correta.
a) A empreitada por preço global refere-se à contratação de um
empreendimento em sua integralidade, compreendidas todas as etapas
da obra, serviços e instalações necessários, sob inteira
responsabilidade da contratada.
b) Para fins de julgamento das propostas de preços, será computada a
atualização monetária das obrigações de pagamento como valor da
obra ou serviço.
c) O autor do projeto básico não poderá participar, ainda que
indiretamente, do fornecimento de bens necessários à execução de
obra.
d) As margens de preferência por produto manufaturado e por serviços
nacionais que atendam a normas técnicas brasileiras são definidas pelo
Congresso Nacional, não podendo seu preço ultrapassar o montante de
50% do preço dos produtos manufaturados e serviços estrangeiros.
e) Os conteúdos das propostas e de todos os atos e procedimentos
licitatórios são públicos.
Comentários
A alternativa A está incorreta, pois nos termos do art. 6º, VIII, alínea ‘e’,
da Lei nº 8.666/1993, é a empreitada por preço integral (e não global) que
se refere à contratação de um empreendimento em sua integralidade,
compreendidas todas as etapas da obra, serviços e instalações necessários,
sob inteira responsabilidade da contratada.

Já a alternativa B está incorreta, uma vez que para fins de julgamento das
propostas de preços NÃO será computada a atualização monetária de
pagamento como valor da obra ou serviço (art. 7], §7º, da Lei nº
8.666/1993).

A alternativa C é correta e corresponde ao gabarito da questão (art. 9º, I,


da Lei nº 8.666/1993).

A alternativa D está incorreta, nos termos do art. 3º, §8º, da Lei nº


8.666/1993.

As margens de preferência por produto manufaturado e por serviços


nacionais que atendam a normas técnicas brasileiras são definidas pelo
Congresso Nacional, não podendo seu preço ultrapassar o montante

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de 50% (25%) do preço dos produtos manufaturados e serviços


estrangeiros.

Em relação à alternativa E, o art. 3º, §3º, da Lei de Licitações determina


que a licitação não será sigilosa, sendo públicos e acessíveis ao público os
atos de seu procedimento.

Q3. CEBRASPE/TJDFT/2016/Juiz de Direito Substituto


A licitação é inexigível
a) para a contratação de fornecimento ou suprimento de energia
elétrica e gás natural com concessionário, permissionário ou
autorizado.
b) quando a União tiver de intervir no domínio econômico para regular
preços ou normalizar o abastecimento.
c) se houver possibilidade de comprometimento da segurança nacional,
nos casos estabelecidos em decreto do presidente da República, ouvido
o Conselho de Defesa Nacional.
d) para a contratação de profissional de qualquer setor artístico,
diretamente ou mediante empresário exclusivo, desde que o
profissional seja consagrado pela crítica especializada ou pela opinião
pública.
e) para a aquisição ou a restauração de obras de arte e objetos
históricos, de autenticidade certificada, compatíveis ou inerentes às
finalidades do órgão ou da entidade.
Comentários
A alternativa A está incorreta, pois para a contratação de fornecimento ou
suprimento de energia elétrica e gás natural com concessionário,
permissionário ou autorizado, tem-se uma situação de dispensa de licitação.

A alternativa B também se encontra incorreta, pois é caso de dispensa de


licitação.

A alternativa C está incorreta, uma vez que se trata de dispensa de


licitação, e não inexigibilidade.

A alternativa D está correta, conforme se extrai da leitura do art. 25, inciso


III, da Lei nº 8.666/1993.

A alternativa E está incorreta, por se tratar de caso de dispensa de


licitação (da mesma forma que as demais assertivas).

Q4. CEBRASPE/TJDFT/2015/Juiz de Direito Substituto


Com base no que dispõe a Lei n.º 8.666/1993, a licitação será
inexigível no caso de

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(A) fornecimento de bens e serviços, produzidos ou prestados no país,


que envolvam, cumulativamente, alta complexidade tecnológica e
defesa nacional, mediante parecer de comissão especialmente
designada pela autoridade máxima do órgão.
(B) compras diretas de hortifrutigranjeiros, pães e outros gêneros
perecíveis — no tempo necessário para a realização dos processos
licitatórios correspondentes —, desde que tais compras sejam feitas
com base no preço do dia.
(C) contratação de profissional de qualquer setor artístico, diretamente
ou com a intermediação de empresário exclusivo, desde que se trate
de profissional consagrado pela crítica especializada ou pela opinião
pública.
(D) aquisição ou restauração de obras de arte e objetos históricos de
autenticidade certificada, desde que sejam compatíveis com as
finalidades do órgão ou entidade ou que lhes sejam inerentes.
(E) guerra ou grave perturbação da ordem, condicionando-se a opção
pela inexigibilidade a prévia autorização do Poder Legislativo.
Comentários
Questão tranquila, bastante semelhante à anterior. Nos termos do art. 25,
inciso I, da Lei nº 8.666/1993, a licitação é inexigível para os casos de
contratação de profissional de qualquer setor artístico, diretamente ou com
a intermediação de empresário exclusivo, desde que se trate de profissional
consagrado pela crítica especializada ou pela opinião pública.

Desse modo, a alternativa C é a correta e gabarito da questão.

Q5. CEBRASPE/TJDFT/2014/Juiz de Direito Substituto/ADAPTADA


No que se refere aos conceitos e às expressões constantes na
doutrina especializada em direito administrativo, julgue a assertiva
abaixo.

( ) A modalidade compulsória da adjudicação corresponde, em direito


administrativo, à última fase do processo licitatório, consistente na
transferência definitiva de determinado bem.
Comentários
Questão teórica! A assertiva encontra-se incorreta, pois a adjudicação é a
última fase do procedimento licitatório, que dá o título de vencedor da
licitação. Nos termos do art. 50, da Lei nº 8.666/1993, se a Administração
atribuir o objeto licitado a alguém, deverá fazê-lo ao vencedor da licitação.

Q6. CEBRASPE/TJAC/2012/Juiz de Direito Substituto

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No que se refere às disposições das Leis n.º 10.520/2002 e n.º


8.666/1993, que dispõem sobre licitação, sistema de registro de
preços e contratos administrativos, assinale a opção correta.
a) Quando a administração procede à alteração unilateral do contrato
administrativo com o propósito de adequá-lo às finalidades de
interesse público, não se faz necessária a revisão das suas cláusulas
econômico-financeiras.
b) Os contratos para os quais a lei exige licitação são firmados intuitu
personae, ou seja, em razão de condições pessoais do contratado,
apuradas no procedimento da licitação, razão pela qual é vedada a
cessão ou transferência, total ou parcial, de seu objeto para outrem.
c) Para a licitação na modalidade pregão, consideram-se bens e
serviços comuns aqueles cujos padrões de desempenho e qualidade
possam ser objetivamente definidos pelo edital, por meio de
especificações usuais no mercado.
d) Organizado o sistema de registro de preços para a prestação de
serviços e aquisição de bens, a administração fica obrigada a firmar as
contratações que dele possam advir, vedada a utilização de outros
meios licitatórios que tenham idêntico objeto e finalidade.
e) Conforme previsão legal, a concorrência, a tomada de preços, o
convite, o concurso e o leilão devem adotar, obrigatoriamente, um dos
seguintes tipos de licitação: menor preço, melhor técnica, técnica e
preço e maior lance ou oferta.
Comentário
Essa é uma questão curiosa sobre fontes.

A alternativa A foi considerada incorreta, pois como se sabe a revisão é


necessária para manter o equilíbrio contratual, nos termos do art. 58, §2º,
da Lei nº 8.666/1993.

A alternativa B também está incorreta, pois há previsão legal (art. 72, da


Lei nº 8.666/1993) para que o contratado possa subcontratar partes da
obra.

A alternativa C foi considerada correta e é o gabarito da questão, nos


termos do art. 1º, da Lei nº 10.520/2002.

A alternativa D foi considerada incorreta, pois a Administração não fica


obrigada a firmar contratações com a existência de registro de preços. Aliás,
é esse o disposto no §4º do art. 15 da Lei nº 8.666/1993.

A alternativa E está incorreta, nos termos do art. 45, §1º, da Lei nº


8.666/1993.

Q7. CEBRASPE/TJPI/2012/Juiz Estadual Substituto

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À luz do disposto na Lei n.º 8.666/1993, assinale a opção correta


com relação a licitação.
a) Os casos de inexigibilidade de licitação, por representarem
inviabilidade de competição e exceção ao princípio da licitação, estão
exaustivamente arrolados na legislação federal, não podendo,
portanto, ser ampliados pela administração pública.
b) Em qualquer caso, os membros das comissões de licitação devem
responder solidariamente pelos atos que praticarem.
c) Sob pena de nulidade, a licitação de obras e serviços somente será
possível quando, entre outras exigências, houver orçamento que
detalhe a composição de seus custos unitários e projeto básico
aprovado pela autoridade competente, disponível para exame dos
interessados em participar do processo licitatório.
d) É vedada a licitação ou contratação de obra ou serviço que inclua a
elaboração de projeto executivo como encargo do licitante ou do
contratado.
e) Para o resguardo da lisura e da isonomia entre os concorrentes,
todos os atos do procedimento licitatório devem permanecer sigilosos
até a fase de abertura das propostas.
Comentários
A alternativa A está incorreta, pois os casos de inexigibilidade, dispostos
no art. 25, da Lei nº 8.666/1993, são meramente exemplificativos
(numerus apertus).

A alternativa B também está incorreta, pois nos termos do art. 51, §3º,
da Lei nº 8.666/1993, os membros da Comissão de licitação não
responderão solidariamente se houver posição individual divergente
devidamente fundamentada e registrada em ata.

A alternativa C está correta e é a literalidade do §2º do art. 7º da Lei nº


8.666/1993.

A alternativa D está incorreta, pois consoante disposição do art. 9º, §1º,


da Lei nº 8.666/1993, é permitida a participação do autor do projeto na
contratação.

A alternativa E está incorreta, pois a licitação não será sigilosa, nos termos
do art. 3º, §3º, da Lei nº 8.666/1993.

Q8. CEBRASPE/TJAL/2008/Juiz Estadual Substituto


Licitação entre interessados prévia e devidamente cadastrados ou
interessados que atendam a todas as condições exigidas para
cadastramento até o terceiro dia anterior à data do recebimento das
propostas, observada a necessária qualificação, enquadra-se na
modalidade de

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a) tomada de preços.
b) convite.
c) A concorrência.
d) pregão.
e) concurso.
Comentários
Questão bem tranquila, pois cobrou a literalidade do art. 22, §4º, da Lei nº
8.666/1993, que determina que tomada de preços é a modalidade de
licitação entre interessados prévia e devidamente cadastrados ou
interessados que atendam a todas as condições exigidas para
cadastramento até o terceiro dia anterior à data do recebimento das
propostas, observada a necessária qualificação. Gabarito, portanto, é a
alternativa A.

Q9. CEBRASPE/TJSE/2015/Juiz Estadual Substituto


Em relação à lei de licitações, assinale a opção correta.
a) a alienação de bens imóveis da administração depende de prévia
licitação na modalidade tomada de preços.
b) a alienação de bens imóveis de propriedade de empresas públicas
depende de autorização legislativa.
c) a alienação de bens imóveis públicos permite dispensa de licitação
quando os imóveis forem destinados a programas habitacionais de
interesse social.
d) No âmbito da competência de editar normas específicas de licitação,
os estados podem editar leis com hipóteses fáticas de dispensa de
licitação.
e) É dispensável licitação para contratação de artista para
apresentação em festa de comemoração do aniversário da cidade.
Comentários
A assertiva A está incorreta. A alienação de bens imóveis da Administração
depende de autorização legislativa, bem como de avaliação prévia e
licitação na modalidade concorrência (art. 17, inciso I, da Lei nº
8.666/1993).

A assertiva B está incorreta. Conforme o dispositivo legal apontado na


assertiva acima, para as empresas públicas não há necessidade de
autorização legislativa para a alienação de bens imóveis.

A assertiva C está correta, pois nos termos do art. 17, I, ‘f’, da Lei nº
8.666/1993, a alienação de bens imóveis públicos permite dispensa de
licitação quando os imóveis forem destinados a programas habitacionais de
interesse social.

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A assertiva D está incorreta, nos termos do art. 22, da CRFB.

A assertiva E está incorreta, pois o caso é de inexigibilidade de licitação


(art. 25, I, da Lei nº 8.666/1993).

Q10. CEBRASPE/TJTO/2015/Juiz Estadual Substituto


O prefeito de um município de determinado estado pretende
contratar uma sociedade de advogados para desempenhar as
atividades de contencioso judicial geral e de consultoria geral do
respectivo município. Com tal fim, abriu a licitação na modalidade de
convite, para a qual não compareceram interessados. Assim, houve
por bem contratar um escritório em função da sua notória
especialidade.
Acerca dessa licitação, assinale a opção correta.
a) A legítima contratação na espécie poderia ser feita inicialmente com
inexigibilidade de licitação, diante da notória especialização do
contratado.
b) Na modalidade convite, não há a possibilidade de outros
interessados se habilitarem e apresentarem a sua proposta.
c) Uma vez que na espécie houve licitação deserta, é possível a
contratação do escritório com a dispensa de licitação.
d) A contratação na espécie poderia ser feita legalmente na modalidade
pregão.
Comentários
Licitação deserta é aquela que mesmo havendo convocação não aparece
nenhum interessado. Assim, torna-se dispensável a licitação, e a
Administração pode contratar diretamente. Portanto, a alternativa C é a
correta e gabarito da questão.

Q11. CEBRASPE/MPE-RR/2017/Promotor de Justiça Substituto


Com referência aos crimes, às penas e ao processo judicial previstos
na Lei de Licitações e Contratos, julgue os seguintes itens.
I Dispensa de licitação em situação estranha às hipóteses taxativas
previstas em lei constitui crime passível de punição com pena de
detenção e multa fixada na sentença a ser revertida à fazenda
federal, distrital, estadual ou municipal, conforme o caso.
II Em casos de crimes previstos na lei em apreço, a ação penal é
pública incondicionada e a sua promoção cabe ao MP.
III Em relação aos crimes previstos na lei em questão, não será
admitida ação penal privada subsidiária da pública.
IV Quando os autores dos crimes previstos na referida lei forem
ocupantes de cargo em comissão ou exercerem função de confiança

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em órgão da administração pública direta ou indireta, a pena imposta


será acrescida da terça parte.
Assinale a opção correta.
a) Apenas os itens III e IV estão certos.
b) Apenas os itens I, II e III estão certos.
c) Apenas os itens I, II e IV estão certos.
d) Todos os itens estão certos.
Comentários
A assertiva I está correta, pois as hipóteses de dispensa de licitação fora
daquelas tratadas em lei são consideradas crimes (art. 89, da Lei de
Licitações). Além disso, nos termos do art. 99, §2º, da referida lei, a multa
será revertida para a Fazenda Pública.

A assertiva II também está correta, pois os crimes previstos na Lei nº


8.666/1993 são de ação penal pública incondicionada, cabendo ao
Ministério Público a sua promoção (art. 100).

A assertiva III está incorreta, consoante disposição do art. 103, da Lei nº


8.666/1993, que dispõe que é cabível ação penal privada subsidiária da
pública nos crime da Lei de Licitações.

A assertiva IV está correta, pois as hipóteses de dispensa de licitação fora


daquelas tratadas em lei são consideradas crimes (art. 89, da Lei de
Licitações). Além disso, nos termos do art. 99, §2º, da referida lei, a multa
será revertida para a Fazenda Pública.

Q12. CEBRASPE/MPE-AC/2014/Promotor de Justiça Substituto


No que concerne à licitação e aos contratos administrativos, assinale
a opção correta.
a) A penalidade de suspensão e a de declaração de inidoneidade, em
caso de irregularidades na execução do contrato administrativo,
aplicadas pela União não produzem efeitos perante estado da
Federação.
b) Para fim de habilitação nas licitações, a administração pública não
deve exigir dos licitantes a apresentação de certidão de quitação de
obrigações fiscais, mas a mera prova de sua regularidade.
c) No que se refere à documentação relativa à qualificação econômico-
financeira para compras para entrega futura e execução de obras e
serviços, a administração não pode exigir das licitantes capital social
mínimo, patrimônio líquido mínimo ou garantias que assegurem o
adimplemento do contrato a ser celebrado.
d) Segundo entendimento do STJ, deve-se reconhecer a nulidade, em
processo licitatório, do julgamento de recurso administrativo por

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autoridade incompetente, ainda que tenha havido posterior


homologação do certame pela autoridade competente.
e) A CF autoriza a gestão associada de serviços públicos por meio de
convênios, mas não a transferência total ou parcial de serviços, de
pessoal e de bens essenciais à continuidade dos serviços transferidos.
Comentários
A alternativa a está incorreta, pois a declaração de inidoneidade repercute
em todas as contratações realizadas com os demais entes, nos termos do
art. 87, da Lei de Licitações.

A alternativa b está correta, e é o gabarito, conforme previsão do art. 29,


inciso III, da Lei nº 8.666/1993.

Do mesmo modo, é o entendimento sumular do TCU (Súmula nº 283 – Para


fins de habilitação, a administração pública não deve exigir dos licitantes a
apresentação da certidão de quitação de obrigações fiscais, e sim a prova
de sua regularidade).

A alternativa c está incorreta, pois como condição de qualificação


econômico-financeira (habilitação), a entidade licitante pode exigir o capital
social mínimo, bem como patrimônio mínimo ou garantias (seguro) do
adimplemento.

A alternativa d está incorreta, pois a Corte Cidadão entende que a


autoridade competente poderá convalidar, no momento da homologação, o
julgamento realizado pela autoridade incompetente (REsp 1348472/RS).

Por fim, a alternativa e está incorreta, pois a CRFB (art. 241) autoriza a
transferência total e parcial de encargos, serviços, pessoal e bens essenciais
à continuidade dos serviços transferidos.

Q13. CEBRASPE/MPTCDF/2013/Procurador
Nos casos de desfazimento do processo licitatório, mesmo quando o
procedimento não tiver sido concluído nem gerado direitos subjetivos
a qualquer dos licitantes, dá-se aplicabilidade ao dispositivo da Lei
n.o 8.666/1993 que garante a observância dos princípios do
contraditório e da ampla defesa.
A assertiva está incorreta, pois segundo a Lei de Licitações, a anulação
e a revogação – hipóteses de desfazimento da licitação – exigem o
contraditório e a ampla defesa. Todavia, a jurisprudência do STJ e do STF
é no sentido de que, no caso de revogação, o contraditório é desnecessário
quando a licitação ainda está em andamento, pois ainda não gerou direitos
subjetivos aos licitantes. O direito de defesa só é imprescindível no caso de
a licitação já ter sido homologada (STF no AI 228.554-4).

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Q14. CEBRASPE/DPE-DF/2013/Defensor Público


Julgue os itens que se seguem, relativos a licitação e ajustes
administrativos.
( ) Nos termos da Lei n.º 8.666/1993, a realização do procedimento
licitatório serve-se de três finalidades fundamentais: a busca da
proposta mais vantajosa, o oferecimento de igualdade de
oportunidade a todos os interessados e a promoção do
desenvolvimento nacional sustentável.
Comentários
Questão tranquila, sendo cobrado a ideia inscrita no do art. 3º da Lei nº
8.666/90, que aponta que a licitação destina-se a garantir a observância do
princípio constitucional da isonomia, a seleção da proposta mais vantajosa
para a administração e a promoção do desenvolvimento nacional
sustentável, processada e julgada em estrita conformidade com os
princípios básicos da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da
igualdade, da publicidade, da probidade administrativa, da vinculação ao
instrumento convocatório, do julgamento objetivo e dos que lhes são
correlatos. Gabarito do item, portanto, é correto.

Q15. FCC/TJ-SC/2017/Juiz Substituto


As microempresas e empresas de pequeno porte, nas licitações
públicas,
a) são dispensadas, em qualquer fase, da apresentação de documento
comprobatório de regularidade fiscal.
b) terão assegurada preferência de contratação, como critério de
desempate.
c) não gozarão de qualquer vantagem em relação às demais empresas
participantes do certame.
d) terão assegurada preferência como critério de desempate, somente
na modalidade de pregão.
e) só poderão participar do certame se os demais licitantes também
forem aderentes ao Simples Nacional.
Comentários
A alternativa A está incorreta, pois deve haver comprovação da
regularidade fiscal antes da assinatura do contrato, sendo dispensada
somente na fase de habilitação (Art. 42, "caput", da LC 123).

A alternativa B está correta, por ser o caso dispensa de licitação, conforme


art. 44 da LC 123.

A alternativa C também está incorreta, uma vez que o art. 3, § 14 da lei


8.666/93, prescreve que vantagens às microempresas e empresas de
pequeno porte.

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A alternativa D está incorreta, pois o tratamento favorecido às


microempresas e empresas de pequeno porte não se restringe à modalidade
de pregão, conforme art. 44, LC 123.

A alternativa E está incorreta.

Q16. MPE-PR/MPE-PR/2017/Promotor Substituto/Adaptada


Conforme a normativa da Lei nº 8.666/93 (Lei de Licitações e
Contratos), assinale a alternativa incorreta:
a) Frustrada a contratação do licitante convocado, em virtude da sua
negativa em assinar o contrato, é facultado à Administração convocar
os licitantes remanescentes, na ordem de classificação, para fazê-lo
em igual prazo e nas mesmas condições propostas pelo primeiro
classificado, inclusive quanto aos preços atualizados de conformidade
com o ato convocatório.
b) Em caso de exigência de garantia pela Administração Pública nas
contratações de obras, serviços e compras, o valor desta, em regra,
não excederá a cinco por cento do valor do contrato.
c) Caberá ao contratado optar por uma das seguintes garantias:
caução, seguro-garantia e fiança bancária.
d) Constitui motivo para a rescisão do contrato o atraso superior a 60
(sessenta) dias dos pagamentos devidos pela Administração,
decorrentes de obras, serviços ou fornecimento, ou parcelas destes, já
recebidos ou executados, salvo em caso de calamidade pública, grave
perturbação da ordem interna ou guerra, assegurado ao contratado o
direito de optar pela suspensão do cumprimento de suas obrigações
até que seja normalizada a situação.
e) A Lei nº 8.666/93 estabelece a possibilidade de alteração contratual
por acordo entre as partes, com as devidas justificativas, tanto para
fatos decorrentes da teoria da imprevisão como resultantes de fato do
príncipe.
Comentários
A alternativa A está correta, art. 64, § 2° da Lei nº 8.666/93.

A alternativa B está correta, art. 56, § 2° da Lei nº 8.666/93, cabendo


lembrar que a exceção se encontra inscrita no § 3°, o qual indica que o
valor da garantia poderá ser de até 10% do valor da contratação quando
esta for de grande vulto envolvendo alta complexidade técnica e riscos
financeiros consideráveis.

A alternativa C também está correta, art. 56, § 1° da Lei nº 8.666/93.

A alternativa D está incorreta, pois a referência correta é o atraso superior


a 90 (noventa) dias, conforme art. 78, inciso XV da Lei nº 8.666/93.

A alternativa E está correta, art. 65, inciso II, alínea d da Lei nº .666/93.
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Q17. CEBRASPE/PGE-SE/2017/Procurador do Estado


Acerca do regime de licitações e contratações na administração
pública, assinale a opção correta.
a) Se o TJ/SE adquirir computadores por meio de ata de registro de
preços, com bons preços de mercado, o estado de Sergipe poderá fazer
aquisição semelhante, mediante adesão à referida ata. Nesse caso, em
atenção aos princípios da eficiência e economicidade, será
desnecessária a anuência do TJ/SE.
b) Caso opte pelo regime diferenciado de contratação para a
contratação de determinado serviço de engenharia, a administração
pública poderá, mediante a devida justificativa formal, selecionar
licitantes pela marca dos produtos a serem utilizados no serviço, mas
não poderá exigir requisitos de sustentabilidade ambiental.
c) Se o estado de Sergipe e o governo federal pretenderem firmar um
contrato de programa para a gestão associada de serviço de saúde nas
regiões carentes desse estado, ter-se-á, nesse caso, uma hipótese de
inexigibilidade de licitação.
d) Caso um estado da Federação realize um pregão para a aquisição
de material de expediente, a classificação das propostas, nesse caso,
poderá ser feita pelo critério de melhor técnica.
e) É hipótese de inexigibilidade de licitação a contratação de serviço
técnico especializado, de natureza singular, executado por profissional
de notória especialização, sendo imprescindível a justificativa dos
preços contratados.
Comentários
A alternativa A está incorreta, há necessidade de anuência do órgão
gerenciador, conforme art. 22, do Decreto nº 7.892/13.

A alternativa B está incorreta, conforme art. 10 e inciso II do § único do


art. 14, da Lei nº 12.462/11, é uma faculdade da Administração exigir
requisitos de sustentabilidade ambiental.

A alternativa C também está incorreta, pois é hipótese de dispensa de


licitação, inciso XXVI do art. 24 da Lei nº 8.666/93.

A alternativa D está incorreta, pois no pregão sempre utiliza-se o critério


de menor preço para julgamento e classificação das propostas, conforme
inciso X do art. 4º da Lei nº 10.520.

A alternativa E está correta, as hipóteses de dispensa e inexigibilidade


devem sempre ser justificadas, sendo que a inexigibilidade ocorre quando
há inviabilidade de competição, conforme art. 25 e 26 da Lei nº 8.666/93.

Q18. FCC/TJ-SC/2017/Juiz Substituto

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A empresa Canário & Sabiá Construções Ltda. foi contratada, após


regular procedimento licitatório, para contrato de obra pública,
consistente na construção de um edifício destinado ao uso de órgão
estadual. Todavia, executada metade da obra contratada, a empresa
simplesmente abandonou a execução, sem justo motivo, inadimplindo
também as obrigações trabalhistas e previdenciárias relativas ao mês
em curso. Após regular processo administrativo, o Diretor do órgão
estadual rescinde o contrato e aplica à empresa a pena de declaração
de inidoneidade para licitar ou contratar com a Administração Pública.
Diante de tal circunstância, é correto concluir que:
a) a penalidade em questão foi aplicada por autoridade incompetente.
b) a Administração contratante responderá solidariamente pelas
dívidas trabalhistas remanescentes da execução contratual.
c) a rescisão do contrato em questão provocará, por consequência, a
rescisão imediata de todos os demais contratos celebrados pela
empresa com o ente contratante.
d) a Administração contratante não responde pelos encargos
previdenciários decorrentes da execução do contrato, visto que são de
responsabilidade exclusiva da empresa contratada.
e) é necessária a realização de novo processo licitatório para a
conclusão da obra.
Comentários
A alternativa A está correta, pois a autoridade competente para aplicar a
penalidade de declaração de inidoneidade para licitar ou contratar com a
Administração Pública é os Ministros de Estado ou Secretários Estaduais ou
Municipais, conforme art. 87, § 3º da Lei 8.666.

A alternativa B está incorreta. Quanto aos encargos previdenciários


resultantes da execução do contrato haverá responsabilidade solidaria, nos
termos do § 2º do art. 71 da Lei 8.666/1993, sendo o inadimplemento
quanto aos demais encargos trabalhistas dos empregados do contratado o
Poder Público somente responderá de modo subsidiário nos casos em que
haja efetiva comprovação da ausência de fiscalização.

A alternativa C também está incorreta, pois as sanções de declaração de


inidoneidade e da suspensão temporária para contratar e licitar com a
Administração Pública só produzem efeitos para o futuro (efeito ex nunc).

A alternativa D está incorreta, conforme justificativa apresentada na


alternativa B.

A alternativa E está incorreta, pois é dispensável a licitação na contratação


de remanescente de obra em consequência de rescisão contratual,
conforme inciso XI do art. 24 da Lei 8.666/93.

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Q19. CEBRASPE/Prefeitura de Belo Horizonte-MG/2017/Procurado


Municipal
Tendo como referência as disposições da Lei n.º 8.666/1993 e a
legislação referente ao RDC, assinale a opção correta.
a) No âmbito do RDC, definido o resultado do julgamento, a
administração pública poderá negociar com o primeiro colocado
condições mais vantajosas.
b) Os contratos administrativos celebrados com base no RDC regem-
se pelas regras específicas previstas na Lei n.º 12.462/2011, sendo-
lhes inaplicáveis, por disposição expressa dessa lei, as regras da Lei
n.º 8.666/1993.
c) A legislação referente ao RDC, assim como a Lei n.º 8.666/1993,
veda a indicação de marca ou modelo nas aquisições de bens.
d) Em se tratando de contratação de obras e serviços, inclusive os de
engenharia, a remuneração utilizada será a fixa, vinculada ao
desempenho da contratada, e respeitará o limite orçamentário fixado
pela administração pública para a contratação.
Comentários
A alternativa A está correta, pois a Administração Pública poderá negociar
condições mais vantajosas com o primeiro colocado, art. 26 da Lei nº
12.462/2011.

A alternativa B está incorreta. Conforme o § 2º do art. 1º da Lei nº


12.462/2011, nas contratações regidas pelo RDC somente haverá aplicação
das normas contidas na Lei nº 8.666/93 nos casos expressamente
previstos.

A alternativa C também está incorreta, pois há hipóteses em que se


permite a indicação de marca ou modelo, desde que formalmente
justificado, conforme inciso I do art. 7º da Lei nº 12.462/2011.

A alternativa D está incorreta. Há permissão para utilização da


remuneração variável, conforme art. 10 da Lei 12.462/2011.

Q20. FUNDATEC/Prefeitura de Porto Alegre-RS/2016/Procurador Municipa


Em relação aos bens públicos, é possível identificar uma espécie de
regime jurídico geral, que eventualmente coloca sob tensão o direito
público e o direito privado. De qualquer maneira, observando-se com
cuidado a legislação existente, com incidência direta e/ou indireta,
assinale a alternativa INCORRETA.
a) Admitindo-se algumas exceções, a aquisição dos bens móveis e
imóveis pelo Poder Público se submete à exigência de prévia licitação.
b) Como regra geral, a alienação de bens imóveis públicos exige a
identificação do interesse público, a avaliação do patrimônio, uma

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autorização legislativa e a licitação na modalidade concorrência, como,


por exemplo, no âmbito da Administração Direta.
c) Na concorrência para a venda de bens imóveis, a fase de habilitação
limitar-se-á à comprovação do recolhimento de quantia corresponde a
10% (dez por cento) da avaliação.
d) Os bens imóveis da Administração Direta, cuja aquisição haja
derivado de procedimentos judiciais ou de dação em pagamento,
poderão ser alienados por ato da autoridade competente depois da
avaliação dos bens, a comprovação de interesse público e a adoção de
procedimento licitatório, mais especificamente, a concorrência ou o
leilão.
e) A rigor, os bens públicos não estão sujeitos a um regime de
inalienabilidade, mas, sim, a um regime de alineabilidade
condicionada, submetida ao cumprimento de um conjunto de requisitos
formais estabelecidos em lei.
Comentários
A alternativa A está correta, como exemplo as hipóteses de licitação
dispensável previstas no art. 24 da Lei 8.666/93.

A alternativa B está correta, conforme inciso I do art. 17 da Lei 8.666/93.

A alternativa C está incorreta, pois o percentual é de 5% (cinco por cento)


conforme art. 18 da Lei 8.666/93.

A alternativa D está correta. Letra da Lei (Art. 19, incisos I, II, III).

A alternativa E está correta, pois justamente a Lei 8.666/93 estabelece as


formas de alienação.
Q21. FCC/SEGEP-MA/2017/Procurador do Estado
Em uma licitação na modalidade concorrência, do tipo menor preço,
apenas um licitante restou habilitado. Nesse caso, deve a comissão de
licitação
Parte superior do formulário
a) abrir prazo de oito dias úteis para que os licitantes inabilitados
possam apresentar nova documentação, escoimada dos vícios que
levara à inabilitação.
b) revogar a licitação, em vista da ausência de competitividade e
promover nova licitação, no prazo de trinta dias.
c) anular a licitação, alegando lesividade ao interesse público e
promover nova licitação, no prazo de sessenta dias.
d) dar prosseguimento ao certame, apenas com o licitante habilitado,
passando-se à fase seguinte, com o exame da proposta por ele
ofertada.

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e) em despacho fundamentado, ancorado no princípio da


competitividade, dispensar as exigências de habilitação, permitindo
que todos os licitantes participem da fase de julgamento.
Comentários
A alternativa A está incorreta, pois somente estaria correta a afirmativa
se todos os licitantes forem inabilitados ou todas as propostas forem
desclassificadas, conforme § 3º do art. 48 da Lei 8.666/93. Acrescento que
se fosse na modalidade convite é facultado a redução deste prazo para 3
(três) dias.

A alternativa B está incorreta, dado que as hipóteses de revogação


presente na Lei nº 8.666/93, art. 49 e § 2º do art. 64, não abrange a
situação apresentada.

A alternativa C está incorreta, pois não há ilegalidade a justificar a


anulação, conforme art. 49 da Lei 8.666/93.

A alternativa D está correta. A competitividade encontra-se assegurada


na fase de habilitação, sendo que a concorrência é modalidade de licitação
entre quaisquer interessados, devendo ter prosseguimento se apenas um
licitante restar habilitado, nesse sentido o art. 23 da Lei nº 8.666/93.

A alternativa E está incorreta, posto que a habilitação é fase obrigatória


do processo licitatório, ocorrendo no início ou no final de acordo com a
modalidade utilizada.
Q22. FCC/SEGEP-MA/2016/Procurador do Estado
No tocante à participação das empresas em consórcio nas licitações, a
Lei nº 8.666/93 VEDA:
a) a participação de consórcio composto exclusivamente de micro ou
pequenas empresas.
b) a participação de empresa consorciada, na mesma licitação, através
de mais de um consórcio ou isoladamente.
c) o estabelecimento, pelo edital, de exigências de qualificação
econômico-financeira distintas das impostas aos licitantes individuais.
d) a celebração de compromisso particular de constituição do
consórcio, impondo-se o uso de instrumento público.
e) a participação de consórcio composto exclusivamente de empresas
estrangeiras.
Comentários
A alternativa A está incorreta, pois na hipótese há inclusive privilégio,
conforme parte final do inciso III do art. 33 da Lei 8.666/93.

A alternativa B está correta, nos termos do inciso IV do art. 33 da Lei nº


8.666/93.

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A alternativa C está incorreta, posto que não há previsão na legislação


desde tratamento diferenciado, devendo cada consorciado apresentar a
documentação exigida par qualificação econômico-financeira.

A alternativa D está incorreta, visto que é permitido a celebração de


compromisso particular de constituição de consórcio, nesse sentido o inciso
I do art. 33 da Lei nº 8.666/93.

A alternativa E está incorreta, porque não há essa vedação na lei.


Q23. FCC/TJ-SC/2017/Juiz Substituto
No âmbito da Administração Pública, questionou-se a possibilidade de
se dispensar licitação para a compra de materiais para a manutenção
de fogão industrial. Isso seria juridicamente possível se
a) não houvesse no mercado quantidade suficiente de fornecedores, o
que impossibilitaria a competição.
b) houvesse aquisição de materiais que só pudessem ser fornecidos
por empresa ou representante comercial exclusivo, vedada a
preferência de marca, devendo a comprovação de exclusividade ser
feita através de atestado fornecido pelo órgão de registro do comércio
do local em que se realizaria a licitação.
c) a aquisição desses componentes ou peças de origem nacional ou
estrangeira fosse necessária à manutenção desse equipamento
durante o período de garantia técnica, junto ao fornecedor original,
sendo essa condição de exclusividade indispensável para a vigência da
garantia.
d) a contratação desse serviço técnico resultasse em restauro para
bem de valor histórico, de natureza singular, com profissionais ou
empresas de notória especialização.
e) houvesse autorização do setor municipal responsável pela
autorização e liberação da dispensa de licitação.
Comentários
A alternativa A está incorreta, visto ser inexigível a licitação quando
houver inviabilidade de competição, nos termos do art. 25 da Lei 8.666/93.

A alternativa B está incorreta, uma vez que apresenta hipótese de


inexigibilidade nos termos do inciso I do art. 25 da Lei 8.666/93.

A alternativa C está correta, uma vez que apresenta hipótese de


inexigibilidade nos termos do inciso I do art. 25 da Lei 8.666/93.

A alternativa D está incorreta, por também apresentar hipótese de


inexigibilidade nos termos do inciso II do art. 25 da Lei 8.666/93.

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A alternativa E está incorreta, as hipóteses de licitação dispensável


constitui rol taxativo, não havendo possibilidade de autorização para
liberação da dispensa.
Q24. FCC/PGE-MT/2016/Procurador do Estado (DESATUALIZADA)
A Diretoria Regional de Educação pretende realizar licitação para
aquisição de uniforme escolar destinado ao uso de dez mil alunos
pertencentes à rede local de ensino, sendo que o preço estimado da
contratação equivale a quinhentos mil reais. Nessa hipótese, a
Diretoria
a) não pode adotar o pregão, pois esta modalidade licitatória só pode
ser utilizada quando o valor estimado da contratação for igual ou
inferior a oitenta mil reais.
b) deve dividir a compra em quatro ou mais lotes, possibilitando assim
o uso de modalidade convite, para propiciar maior celeridade e
competitividade na contratação.
c) pode utilizar o pregão presencial, mas não o pregão eletrônico,
modalidade licitatória que somente é empregada pelas entidades e
órgãos da Administração Pública Federal.
d) deverá obrigatoriamente utilizar a concorrência-pregão, compatível
com a aquisição de bens considerados comuns, mas cujo valor
estimado da contratação exceda o valor da tomada de preços.
e) pode utilizar a modalidade licitatória tomada de preço ou, se
entender mais conveniente, adotar a concorrência.
Comentários
A alternativa A está incorreta, visto que o pregão é modalidade licitatória
utilizada para aquisição de bens e serviços comuns, cujos padrões de
desempenho e qualidade possam ser objetivamente definidos pelo edital,
por meio de especificações usuais no mercado, nos termos do art. 1 e §
único da Lei 10.520/02.

A alternativa B está incorreta, uma vez que na compra de bens ou


execução de obras e serviços de modo parcelado deve-se preservar a
modalidade pertinente para a execução do objeto como um todo, nos
termos do art. 23, §2º Lei 8.666/93.

A alternativa C está incorreta, uma vez que deve ser dado preferência
para a forma eletrônica do pregão, bem como que os órgãos dos demais
entes da Federação também podem usar o pregão conforme art. 4º e art.
13 do Decreto 5450/05.

A alternativa D está incorreta, pois não existe a modalidade concorrência-


pregão, devendo-se ser utilizada uma modalidade ou outra, sendo que
ainda é permitido a utilização da modalidade tomada de preços tendo em

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vista o valor para esta modalidade ser de até 650.000,00 (valor relativo à
época da questão, anterior ao Decreto nº 9.412/2018).

A alternativa E está correta, ciente dos valores para cada modalidade de


licitação utilizamos para avaliação da assertiva a velha regra de quem pode
mais, pode menos.

Q25. VUNESP/Prefeitura de Suzano-SP/2015/Procurador Jurídico


A respeito da licitação na modalidade pregão, é correto afirmar que
a) o prazo de validade das propostas será de 30 dias, se outro não
estiver fixado no edital.
b) é permitida a exigência de aquisição do edital pelos licitantes, como
condição para participação no certame.
c) a fase externa do pregão será iniciada com a convocação dos
interessados, observadas as regras estabelecidas em lei.
d) no âmbito do Ministério da Defesa, as funções de pregoeiro e de
membro da equipe de apoio poderão ser desempenhadas,
exclusivamente, por policiais federais.
e) é expressamente vedada a participação de bolsas de mercadorias
no apoio técnico e operacionais aos órgãos e entidades promotores da
modalidade pregão.
Comentários
A alternativa A está incorreta, visto que o prazo de validade das propostas
será de 60 (sessenta) dias caso não haja disposição em contrário, nos
termos do art. 27, §4º do Decreto nº 5450/2005.

A alternativa B está incorreta, uma vez que é vedada a exigência de


aquisição do edital, nos termos do art. 5, inciso II da Lei nº 10.520/2002.

A alternativa C está correta, conforme expressamente previsto no art. 4


da Lei nº 10.520/2002.

A alternativa D está incorreta em razão da expressão “exclusivamente”,


nos termos do §2º do art. 3 da Lei 10.520/2002.

A alternativa E está incorreta, uma vez que o §2º do art. 2º da Lei nº


10.520/2002 faculta a participação de bolsas de mercadorias no apoio
técnico e operacionais aos órgãos e entidades promotores da modalidade
pregão.

Q.26 UEPA/PGE-PA/2015/Procurador do Estado


A respeito de licitação, é correto afirmar que:
I. Cabe mandado de segurança contra ato praticado em licitação
promovida por sociedade de economia mista ou empresa pública.

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II. Segundo a Lei n. 8666/93, art. 23, §1º é regra geral a realização
de licitação por lote único na qual a proposta dos licitantes engloba
toda a execução do objeto.
III. Na modalidade de licitação por Convite, em não se obtendo o
número legal mínimo de três propostas aptas à seleção, impõe-se a
repetição do ato, com a convocação de outros possíveis interessados,
ressalvados algumas hipóteses como a de limitação do mercado.
IV. A contratação de instituição sem fins lucrativos, com dispensa de
licitação, com fulcro no art. 24, inciso XIII, da Lei n.º 8.666/93, é
admitida mesmo inexistente o nexo efetivo entre o mencionado
dispositivo, a natureza da instituição e o objeto contratado.
A alternativa que contém todas as afirmativas corretas é:
a)I e II
b)I e III
c)II e IV
d)II e III
e)I, II, III e IV
Comentários
A assertiva I está correta, pois cabe mandado de segurança contra ato
praticado em licitação promovida por sociedade de economia mista ou
empresa pública, nos termos da súmula 333 do STJ.

A assertiva II está errada, pois a regra é justamente a divisão do objeto


da licitação com vistas ao melhor aproveitamento dos recursos disponíveis
no mercado e ampliação da competitividade, conforme art. 23, 1º da Lei
8.666/1993.

A assertiva III está correta, consoante súmula 248 do TCU, que dispõe
que quando não se obtém o número legal mínimo de três propostas aptas
à seleção, na licitação sob a modalidade Convite, impõe-se a repetição do
ato, com a convocação de outros possíveis interessados, ressalvadas as
hipóteses previstas no parágrafo 7º, do artigo 22, da Lei 8.666/93.

A assertiva IV também está errada, pois a contratação de instituição sem


fins lucrativos, com dispensa de licitação, com fulcro no art. 24, inciso XIII,
da Lei nº 8.666/93, somente é admitida nas hipóteses em que houver nexo
efetivo entre o mencionado dispositivo, a natureza da instituição e o objeto
contratado, além de comprovada a compatibilidade com os preços de
mercado, súmula 250 do TCU.

Q.27 PUC-PR/PGE-PR/2015/Procurador do Estado


A respeito do Regime Diferenciado de Contratação – RDC (Lei
12.462/2011), é CORRETO afirmar que:

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a) A aplicação do RDC é ato de competência vinculada da autoridade


competente, uma vez observadas as hipóteses fáticas previstas na
lei de regência, e deve constar expressamente do instrumento
convocatório.
b) Como a Lei 12.462/2011 preceitua que o RDC é aplicável às
licitações e contratos necessários a obras de determinados eventos
esportivos (Copas e Olimpíadas), bem como os respectivos
aeroportos das cidades-sede, este regime diferenciado tem prazo
certo de validade.
c) A contratação integrada do RDC proíbe a celebração de termos
aditivos contratuais, exceção feita para a recomposição do equilíbrio
econômico-financeiro decorrente de caso fortuito ou força maior, por
erros ou omissões no projeto básico e por necessidade de adequação
do projeto ou de suas especificações.
d) As licitações do RDC exigem que o orçamento e seus quantitativos
sejam mantidos em sigilo até a homologação do resultado da
licitação, mas, como exceção, ele deve ser disponibilizado irrestrita
e permanentemente ao órgão de controle externo.
e) Tal como em hipóteses semelhantes da Lei 8.666/1993 e da Lei
10.520/2002, no RDC é válida a instalação de negociação de
condições mais vantajosas depois de definido o resultado do
julgamento.
Comentários

A alternativa A está incorreta, pois a utilização do RDC é ato discricionário


e não vinculado, conforme art. 1º, 2º da Lei nº 12.462/2011.

A alternativa B está incorreta, pois a lei não faz menção em prazo certo
de validade para aplicação do Regime Diferenciado de Contratações
Públicas.

A alternativa C está incorreta, pois nos termos do art. 09, 2º, inciso II, da
Lei nº 12.462/2011, há exclusão de erros ou omissões por parte do
contratado.

A alternativa D está incorreta, pois somente o orçamento previamente


estimado possui sigilo até o encerramento da licitação, sendo divulgado o
detalhamento dos quantitativos e das demais informações necessárias para
a elaboração das propostas. Caso não haja divulgação destes dados,
considerar-se-ão sigilosos, sendo disponibilizado estrita e
permanentemente aos órgãos de controle externo e interno, nos termos do
art. 6º, da Lei nº 12.462/2011.

A assertiva E está correta, pois em conformidade com o art. 26 da Lei nº


12.426/2011.

Q.28 CEBRASPE/TRF-5ª REGIÃO/2017/Juiz Federal Substituto


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Acerca de licitações e contratações na administração pública,


assinale a opção correta.
a) No processo de licitação, a classificação é ato administrativo
vinculado mediante o qual a comissão acolhe as propostas
apresentadas nos termos e nas condições do edital e, se for
constatada fraude nessa etapa, os membros da comissão respondem
solidariamente, independentemente de posições individuais
divergentes registradas em ata.
b) Situação hipotética: Uma autarquia federal vinculada à área de
educação pretende contratar pessoa jurídica de direito privado, sem
fins lucrativos, para a prestação de serviços de educação. Assertiva:
Nessa situação, a qualificação da futura contratada como
organização social para as atividades de ensino contempladas no
contrato de gestão possibilita a contratação com dispensa de
licitação.
c) Situação hipotética: Uma autarquia federal publicou edital para a
contratação, pelo regime diferenciado de contratação (RDC), de
empresa fornecedora de canetas da marca X. No entanto, um
fornecedor de canetas similares, mas de outra marca, solicitou que
o instrumento convocatório fosse impugnado. Assertiva: Nessa
situação, a impugnação é indevida, já que a indicação da marca é
legal, por se tratar de RDC.
d) Situação hipotética: Lei estadual fixou normas para regular os
procedimentos licitatórios em seu âmbito de atuação. Adotou os
parâmetros gerais da Lei de Licitações e, de forma específica,
estabeleceu que, para a aquisição de bens ou serviços, a empresa
licitante deva ter fábrica no respectivo estado da Federação.
Assertiva: Conforme entendimento do STF, tem caráter
constitucional a referida exigência, devido às singularidades
existentes no estado e ao interesse de fomentar o desenvolvimento
industrial local.
e) Na hipótese de uma empresa pública pretender vender imóvel
desafetado a entidade pertencente ao terceiro setor, configura-se
dispensa de licitação, considerando-se o interesse público presente
na alienação e as características do imóvel.
Comentários
A alternativa A está incorreta, pois não haverá responsabilização da
posição individual divergente devidamente fundamentada e registrada em
ata lavrada na reunião em que tiver sido tomada a decisão, conforme art.
51, §3º da Lei nº 8.666/93.

A alternativa B está correta, posto que o inciso XXIV do art. 24 da Lei nº


8.666/93, que prevê a hipótese narrada como possibilidade de licitação
dispensada.

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A alternativa C está incorreta, pois a indicação de marca deve ser utilizada


somente quando houver necessidade de padronização do objeto, ser a única
capaz de atender às necessidades da entidade contratante ou para melhor
compreender a identificação do objeto, o que não é o caso para um objeto
tão comum como uma caneta.

A alternativa D está incorreta. Legislar sobre normas gerais de licitação é


competência privativa da União, somente podendo os Estados legislar sobre
questões específicas e mediante lei complementar autorizativa, conforme
inciso art. 22, XXVII CF. Ademais, a jurisprudência do STF é no sentido de
ser inconstitucional a lei estadual que estabeleça como condição de acesso
a licitação pública que a empresa licitante tenha a fábrica ou sede no
Estado-membro. (ADI nº 3583)

A alternativa E está incorreta. Como regra, para que o Poder Público


aliene bens imóveis é necessário autorização legislativa e licitação na
modalidade concorrência. Sendo de interesse do Poder Público utilizar um
imóvel como dação em pagamento a licitação será dispensada, conforme
art. art. 17, I, "a", Lei 8.666. Tendo sido o bem imóvel oriundo de dação
em pagamento ou de procedimento judicial a licitação poderá ser feita
também na modalidade leilão.

Q.29 FCC/SEGEP-MA/2016/Procurador do Estado


Selecionada por meio de licitação, na modalidade tomada de preços,
a empresa Tudolimpo Ltda. foi contratada para prestação de serviços
contínuos de limpeza em determinada repartição estadual, sendo
que o contrato tem prazo de vigência de doze meses, iniciado em 1º
de fevereiro de 2016. Todavia, em virtude de constantes falhas na
execução contratual, a Administração decidiu, após regular processo
administrativo, rescindir o contrato, a contar de 1º de maio. Nesse
ínterim, convidou a empresa Limpabem Ltda., segunda colocada no
certame, para assumir a execução do serviço, mediante a
formalização de novo contrato. A propósito de tal situação,
a) a assunção da relação contratual pela empresa Limpabem Ltda. é
facultativa, pois não está ela vinculada às condições oferecidas pela
empresa vencedora do certame.
b) a Administração não poderia ter convidado a empresa Limpabem
Ltda., ao contrário, deveria ter realizado nova licitação antes de
promover nova contratação.
c) a Administração deve determinar a requisição dos recursos
humanos e materiais, que ficarão à disposição da nova contratada
durante o restante da vigência contratual.
d) deveria ter sido reaberta a fase de julgamento da licitação, para
que as demais empresas habilitadas pudessem oferecer lances,
visando a assunção da relação contratual de forma mais econômica
para a Administração.
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e) em vista do caráter emergencial da contratação, o novo contrato


deverá ter sua vigência limitada a cento e oitenta dias, vedada a
prorrogação.
Comentários

Na hipótese narrada a Administração pode realizar uma nova licitação ou,


mediante dispensa, convidar os demais classificados, na ordem de
classificação, para se manifestar se aceita assumir o remanescente do
serviço nas mesmas condições oferecidas pelo licitante vencedor, nos
termos do art. 24, XI da Lei 8.666/90. Portanto, a alternativa A é a correta
e gabarito da questão.

Q.30 CEBRASPE/PG-DF/2013/Procurador
Dada a necessidade de aumento da rede pública de ensino do estado
Y, o secretário de educação, com o intuito de construir uma nova
escola pública, resolveu consultar a procuradoria do estado para que
esta esclarecesse algumas dúvidas relacionadas ao modelo licitatório
e às normas contratuais aplicáveis à espécie.
Com referência a essa situação hipotética, julgue os itens a seguir.

( ) No caso de a obra ser qualificada como de natureza comum,


admitir-se-á a utilização do pregão eletrônico com o critério de
julgamento do menor preço global.
Comentários
A assertiva está incorreta, posto que a Lei nº 10.520/2002, que instituiu
o pregão, determina ser ele modalidade para aquisição de bens e serviços
comuns, não havendo referência à realização de obras. Ademais, é vedada
a utilização da modalidade pregão para execução de obras de engenharia,
nos termos do art. 6º Decreto 5450/2005, que regulamenta o pregão
eletrônico.

Q31. FCC/TJ-SC/2017/Juiz Substituto


A União pretende transferir as instalações do Ministério do Trabalho
e Emprego na cidade de Cuiabá para uma nova sede, recém-
construída. O antigo edifício será alienado para o Estado de Mato
Grosso, que lá irá alocar a Secretaria de Estado de Saúde.

Nesse caso, considerando a legislação de regência, assinale a


afirmativa correta.
a) Tal alienação depende, unicamente, de licitação, na modalidade
de concorrência.
b) Tal alienação depende, unicamente, de avaliação prévia e de
licitação, na modalidade de concorrência.

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c) Tal alienação depende de autorização legislativa, além de


avaliação prévia e de licitação, na modalidade de concorrência.
d) Tal alienação depende de autorização legislativa, além de
avaliação prévia e de licitação, em qualquer modalidade.
e) Tal alienação depende de autorização legislativa, além de
avaliação prévia, dispensada a licitação.
Comentários
Conforme art. 17, I, e, da Lei 8.666/90, para que o Poder Público aliene
bens imóveis é necessário prévia avaliação, autorização legislativa e
licitação na modalidade concorrência, sendo dispensada a modalidade
licitatória quando envolver a venda a outro órgão ou entidade da
administração pública. Portanto, correta a alternativa E.
Q32. FCC/SEGEP-MA/2016/Procurador do Estado
Nos crimes de licitações,
a) a pena de multa consiste no pagamento de quantia calculada em
índices percentuais, sempre tendo por base o valor da vantagem
efetivamente obtida pelo agente.
b) a pena de multa reverte em favor do Fundo Penitenciário Nacional.
c) admissível ação penal privada subsidiária da pública.
d) a pena será acrescida da terça parte apenas quando o autor for
ocupante de função de confiança.
e) equipara-se a servidor público quem exerce cargo, emprego ou
função em entidade paraestatal, assim consideradas tão-somente as
empresas públicas e as sociedades de economia mista.
Comentários
A alternativa A está incorreta, pois a base da pena corresponderá ao valor
da vantagem efetivamente obtida ou potencialmente auferível pelo agente,
nos termos do art. 99 da Lei 8.666/93.

A alternativa B está incorreta, posto que a pena de multa reverte em favor


da Fazenda Federal, Distrital, Estadual ou Municipal, art. 98 §2º da Lei
8.666/93.

A alternativa C está correta, nos termos do art. 103 da Lei 8.666/93.

A alternativa D está incorreta, pois haverá o acréscimo da terça parte da


pena quando os autores forem ocupantes de cargo em comissão ou função
de confiança em órgão da Administração direta, autarquia, empresa pública,
sociedade de economia mista, fundação pública, ou outra entidade
controlada direta ou indiretamente pelo Poder Público, conforme art. 84,
§2º da Lei 8.666/93.

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A alternativa E está incorreta, pois deveria a assertiva indicar também as


fundações Públicas e demais entidades sob controle, direto ou indireto, do
Poder Público.

Q33. CEBRASPE/PGE-BA/2014/Procurador do Estado


Considerando as regras aplicáveis às licitações e aos contratos
administrativos, julgue os itens que se seguem.
( ) Desde que o preço contratado seja compatível com o praticado
no mercado, é possível a dispensa de licitação para a aquisição, por
secretaria estadual de planejamento, de bens produzidos por
autarquia estadual que tenha sido criada para esse fim específico em
data anterior à vigência da Lei n.º 8.666/1993.
Comentários
A assertiva encontra-se correta, visto que em sintonia com o inciso VIII do
art. 24 da Lei nº 8.666/93, o qual dispões que é dispensável a licitação para
a aquisição, por pessoa jurídica de direito público interno, de bens
produzidos ou serviços prestados por órgão ou entidade que integre a
Administração Pública e que tenha sido criado para esse fim específico em
data anterior à vigência da Lei 8.666/93, desde que o preço contratado seja
compatível com o praticado no mercado.
Q34. CEBRASPE/PGE/2014/Procurador do Estado
Considerando as regras aplicáveis às licitações e aos contratos
administrativos, julgue os itens que se seguem.
( ) Secretário estadual de saúde pretende construir hospital para
atuar no âmbito do SUS. No caso, pode realizar licitação no regime
diferenciado de contratação e utilizar a empreitada por preço global.
Comentários
O Regime Diferenciado de Contratações Públicas pode ser aplicado para
obras e serviços de engenharia no âmbito do Sistema Único de Saúde –
SUS, nos termos do inciso V do art. 1º da Lei nº 12.462/211, o qual também
se utiliza da empreitada por preço global, inciso II do art. 2º do mesmo
diploma legal. Portanto a assertiva encontra-se correta.
Q35. CEBRASPE/AGU/2009/Advogado da União
Relativamente às licitações, contratos administrativos e
convênios, julgue os itens a seguir.
A Lei n.º 8.666, de 21 de junho de 1993, prevê modalidades diversas
de licitação, conforme o valor da contratação a ser feita pela
administração pública. Apenas no caso de consórcios formados por
mais de três entes da Federação, a referida lei toma por base valores
diferentes de contratação para definir a modalidade de licitação
cabível.
Comentários

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A assertiva encontra-se incorreta. Quando o consórcio público for formado


por até 3 membros será aplicado o dobro dos valores do caput do art. 23
para definir a modalidade de licitação, sendo o triplo quando superior a três
membros, nos termos do § 8º do citado artigo da Lei nº 8.666/93.
Q36. CEBRASPE/AGU/2009/Advogado da União
Relativamente às licitações, contratos administrativos e
convênios, julgue os itens a seguir.
( ) As hipóteses de dispensa de licitação previstas na Lei n.º 8.666,
de 21 de junho de 1993, são taxativas, não comportando ampliação,
segundo entendimento de Maria Sylvia Zanella Di Pietro. Já em
relação à inexigibilidade, a referida lei não prevê um numerus
clausus. No caso de doação com encargo, estabelece o mencionado
diploma legal que deverá a administração pública realizar licitação,
dispensada no caso de interesse público devidamente justificado.
Comentários
A assertiva está correta. Realmente as hipóteses de dispensa de licitação
são taxativas e em relação à inexigibilidade as hipóteses descritas são
genéricas e meramente exemplificativas. Quanto a doação com encargo,
temos no art. 17, §4º da Lei nº 8.666/93, a doação com encargo é
precedida de licitação e obrigatoriamente deve indicar os encargos, o prazo
de seu cumprimento e cláusula de reversão, sob pena de nulidade do ato,
sendo dispensada a licitação no caso de interesse público devidamente
justificado.
Q37. CEBRASPE/AGU/2009/Advogado da União
Acerca dos crimes relativos à licitação, julgue os itens que se segue:
( ) Os crimes definidos na lei de licitações sujeitam os seus autores,
quando servidores públicos, à perda de cargo, emprego, função ou
mandato eletivo, ainda que o crime não tenha sido consumado.
Comentários
Nos termos do Art. 83 da Lei nº8.666/93 “Os crimes definidos nesta Lei,
ainda que simplesmente tentados, sujeitam os seus autores, quando
servidores públicos, além das sanções penais, à perda do cargo, emprego,
função ou mandato eletivo. Portanto, correta a assertiva.
Q38. CEBRASPE/PGE-ES/2008/Procurador do Estado
Em relação às licitações, aos contratos administrativos e às
concessões de serviços públicos, julgue os itens subsequentes:
É abusivo exigir, em edital de licitação, que, na fase de habilitação, as
empresas participantes comprovem capital mínimo circulante ou
patrimônio líquido de 10% do valor da contratação.
Comentários

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A assertiva está incorreta, posto que somente haveria abusividade se


exigido percentual superior à 10% (dez por cento), tal limite encontra
previsão no § 3º do art. 31 da Lei nº 8.666/93.
Q39. CEBRASPE/PGE-PI/2014/Procurador do Estado Substituto
Em relação a licitações, contratos administrativos e bens públicos, cada
uma das próximas opções apresenta uma situação hipotética, seguida
de uma assertiva a ser julgada. Assinale a opção que apresenta a
assertiva correta.
a) A PGE/PI, em razão da posse de novos procuradores, fato que
demandou aumento do seu espaço físico, comprou um prédio mais
amplo e, com a mudança de sede, o prédio antigo foi desativado. Nessa
situação, o prédio antigo desativado será classificado como bem de uso
especial.
b) O governo do estado do Piauí pretende construir, no centro da
cidade de Teresina, um novo prédio para a PGE/PI, e a única área ali
disponível é uma praça, considerada bem de uso comum do povo.
Nessa situação, a administração deverá procurar outro local, devido à
impossibilidade de desafetação desse tipo de bem.
c) Uma secretaria de estado do Piauí, para contratar determinado
serviço por meio de convite, convocou quinze empresas para a disputa;
entretanto, por dificuldades do próprio mercado, apenas uma empresa
apresentou proposta. Nessa situação, poder-se-á prosseguir com o
certame, desde que tal fato seja devidamente justificado nos autos do
processo licitatório.
d) Devido a explosão ocorrida em um navio petroleiro no litoral de um
estado da Federação, grande quantidade de óleo se espalhou pelo mar,
causando a morte de vários animais e pondo em risco a saúde da
população, fato que levou o governo local a decretar estado de
calamidade pública. Nessa situação, para a realização dos serviços de
contenção do óleo, poderá haver a contratação de empresa(s)
mediante inexigibilidade de licitação.
e) Determinada empresa foi contratada, mediante licitação, após
regular procedimento e cumprimento de todas as exigências legais.
Todavia, no decorrer da execução do contrato, essa empresa se tornou
irregular perante o fisco. Nessa situação, será lícita a retenção, pela
administração, do pagamento à empresa até que esta proceda à
regularização da sua situação fiscal.
Comentários
A alternativa A está incorreta, pois bem de uso especial é aquele que
possui uma destinação pública determinada, fim administrativo específico,
perdendo esta característica passa a ser bem dominical.

A alternativa B está incorreta, posto que é admissível a desafetação


mediante lei.

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A alternativa C está correta. A hipótese narrada está em conformidade


com o art. 22, § 7º da Lei 8.666/93, devendo tal ato ser justificado expondo
a limitação de mercado ou manifesto desinteresse dos convidados.

Ademais, a súmula 248 do TCU aponta que “Não se obtendo o número legal
mínimo de três propostas aptas à seleção, na licitação sob a modalidade
Convite, impõe-se a repetição do ato, com a convocação de outros possíveis
interessados, ressalvadas as hipóteses previstas no parágrafo 7º, do art.
22, da Lei no. 8.666/1993.”

A alternativa D está incorreta, visto que não é hipótese de inexigibilidade,


mas de licitação dispensável, conforme art. 24, IV, Lei 8666/93.

A alternativa E está incorreta. O STJ possui entendimento de que a


retenção de pagamentos por serviços efetivamente prestados configura
ofensa os princípios da legalidade e da moralidade.

Q40. FCC/PGE-SP/2012/Procurador do Estado


A Lei no 12.462/11 institui o regime diferenciado de contratações para
o poder público. Dentre as peculiaridades ou características para a
contratação das obras e serviços previstas na lei está:
a) a unicidade recursal, com a apresentação de peça única pelo
interessado, a ser apreciada após o encerramento da licitação e que,
se provida, ensejará o retorno do certame à fase objeto da
impugnação.
b) a possibilidade de negociação entre licitantes e administração,
aplicando-se, nesse ponto, as disposições legais que regulamentam o
pregão.
c) o sigilo dos valores de referência até a fase da negociação entre
licitantes e administração pública, quando é obrigatória a divulgação,
pela Administração Pública, do valor do orçamento previamente
estimado para a contratação.
d) o regime de contratação integrada, com licitação abreviada e
contrato único para a elaboração dos projetos e para execução das
obras, desde que tecnicamente recomendado para entrega em menor
prazo, independentemente de análise de variação de custo para a
administração pública.
e) a possibilidade de estabelecer, motivadamente e respeitado o limite
orçamentário, remuneração variável do contratado, vinculando-a ao
desempenho do mesmo, nos termos da lei e na forma definida no edital
e no contrato.
Comentários
A alternativa A está incorreta. Conforme art. 27 e art 28 da Lei nº
12.462/2011 há no RDC uma fase recursal única após a fase de habilitação,
salvo nos casos de inversão de fases, da qual poderá resultar no retorno

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dos autos para saneamento das irregularidades supríveis; anulação do


procedimento, no todo ou em parte, por vício insanável; revogação por
conveniência e oportunidade; ou, ainda, adjudicar e homologar a licitação.

A alternativa B está incorreta, posto que não há previsão na Lei 12.462


nesse sentido.

A alternativa C está incorreta. Os valores do orçamento estimado somente


serão tornados público após o encerramento da licitação, e não após a fase
de negociação, conforme art. 6º Lei nº 12.462/2011.

A alternativa D está incorreta, visto que todas as operações necessárias e


para a entrega do objeto são consideradas na contratação integrada,
portanto se há variação de custos estes devem ser considerada, conforme
art. 9º, § 1º da Lei nº 12.462/2011.

A alternativa E está correta, conforme art. 10 da Lei nº 12.462/2011.

Q41. FCC/PGE-SP/2012/Procurador do Estado


Sociedade de economia mista realizou regular licitação internacional
para aquisição de vagões de trem destinados a prestação de serviços
de transporte coletivo, do qual é delegatária. Foi vencedora uma
empresa estrangeira, com a qual a empresa estatal celebrou o contrato
administrativo que integrou o edital. Durante a execução do contrato
adveio relevante oscilação cambial e foram promovidas alterações na
legislação alfandegária, o que suscitou controvérsia sobre os valores
efetivamente devidos e a alegação por parte da referida empresa da
ocorrência de desequilíbrio econômico-financeiro. A empresa
contratada requereu a solução do conflito por meio de arbitragem,
conforme autorizado no edital e no contrato administrativo celebrado.
A utilização do instituto é
a) admissível, na medida em que, por se tratar de sociedade de
economia mista, aplica-se o regime jurídico típico das empresas
privadas, ainda que com parcial derrogação por normas de direito
público.
b) admissível, na medida em que se tratou de licitação internacional,
o que altera o regime jurídico aplicável à empresa estatal, antes
público, agora privado, e, portanto, também altera a natureza dos
recursos envolvidos de públicos para privados.
c) inadmissível, porque inconstitucional, ainda que previsto no edital e
no contrato administrativo, na medida em que embora a empresa
estatal esteja submetida ao regime jurídico típico das empresas
privadas, seu acionista controlador é ente público, o que torna públicos
e indisponíveis os recursos direcionados para a compra e impede que
se transacione a respeito de questões contratuais patrimoniais.
d) inadmissível, porque não cabe arbitragem no regime jurídico de
direito público ou privado quando envolver integrantes da
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Administração Indireta, ainda que empresas estatais ou


concessionárias de serviço público, em face da indisponibilidade do
interesse público envolvido.
e) admissível, desde que a decisão do tribunal arbitral, se desfavorável
à empresa estatal, seja submetida à revisão pelo Tribunal de Justiça
competente, em procedimento administrativo de competência
originária, em face da indisponibilidade dos interesses envolvidos.
Comentários
É possível o uso da arbitragem pela Administração Pública para solução de
conflitos que envolvam direitos patrimoniais disponíveis, conforme art. 1º
da Lei n.° 9.307/96, que dispõe sobre a arbitragem. Portanto, correta a
alternativa a.

Q42. FCC/PGE-SP/2012/Procurador do Estado


O Poder Público instaurou regular procedimento de licitação para
alienação onerosa de um terreno em área urbana residencial. Antes da
homologação do resultado e da adjudicação do objeto do certame ao
licitante já declarado vencedor, a Administração Pública teve notícia de
que, em data posterior à avaliação do terreno, houve alteração do
zoneamento da área que o abrangia, ampliando os usos possíveis, o
que ocasionou substancial valorização do imóvel. Diante dessa
situação, o administrador
a) não pode anular ou revogar a licitação, possuindo o licitante
vencedor direito subjetivo à adjudicação do objeto.
b) deve anular a licitação, determinando nova avaliação do imóvel e a
instauração de procedimento para apurar responsabilidade pelo
trabalho técnico anteriormente realizado.
c) pode aditar o certame, para que prossiga com base no valor apurado
em nova avaliação do imóvel.
d) pode revogar a licitação, determinando nova avaliação do imóvel,
em face do fato superveniente e do interesse público demonstrado.
e) não pode aditar ou anular o certame, salvo se a valorização do
imóvel for superior a 25% (vinte e cinco por cento) do valor
anteriormente apurado.
Comentários
Enquanto não ocorrer a adjudicação do objeto ao licitante vencedor há mera
expectativa de celebração do contrato. Vale lembrar que a anulação
somente possui espaço quando existente ilegalidade, já a revogação ocorre
por interesse público. Aditar o certame e prosseguir com base no novo valor
apurado pode não ser do interesse dos participantes do certame, portanto
deve-se revogar a licitação e, conforme nova avaliação do imóvel, iniciar
novo procedimento licitatório em face do fato superveniente, conforme art.
49 da Lei 8.666/93. Correta a alternativa d.

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Q43. UEPA/PGE-PA/2012/Procurador do Estado


Analise as proposições a seguir:

I – A Lei 8.666/93 não é clara quanto à ordem dos atos de adjudicação


e homologação, o que tem causado divergências, especialmente na
doutrina, quanto ao momento desses atos bem como à competência
para a sua prática. Essa falha foi resolvida pela Lei do Pregão, cuja
sistemática é precisa: o ato de adjudicação do objeto antecede a
homologação da licitação, sendo, em qualquer hipótese, o pregoeiro
competente para a adjudicação e a autoridade superior para a
homologação.
II – O TCU pacificou, por meio de súmula, o entendimento segundo o
qual o uso do pregão nas contratações de obras e serviços comuns de
engenharia encontra amparo na Lei nº 10.520/02. Com essa
interpretação, o TCU encerrou divergência até então existente acerca
do cabimento do pregão nessas hipóteses.
III - Segundo as normas federais que regem o pregão, as Organizações
Sociais e as Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público são
obrigadas a utilizar o pregão eletrônico nas contratações de obras,
compras, serviços e alienações quando utilizarem recursos ou bens
repassados voluntariamente pela União, em razão dos respectivos
contratos de gestão ou termos de parceria.
IV - Ainda que o contrato firmado com base na lei 8.666/93 seja silente
sobre a aplicação de multa pela sua inexecução total ou parcial, a
penalidade é aplicável por força da lei. Se o contrato não fixar
percentuais ou valor da multa, o administrador deve se socorrer dos
percentuais mínimos legalmente estabelecidos, sempre observando o
devido processo legal.
De acordo com as proposições apresentadas, assinale a alternativa
CORRETA:

a) apenas uma proposição está correta


b) apenas duas proposições estão corretas
c) apenas três proposições estão corretas
d) todas as proposições estão corretas
e) todas as proposições estão incorretas
Comentários
A assertiva I está incorreta, visto que o art. 43 da lei 8.666/93 é claro
quanto à ordem dos atos, sendo que homologação precede a adjudicação
e, de modo inverso quanto ao pregão, conforme Lei nº 10.520/2002.

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A assertiva II está incorreta. A súmula em questão é a 257/2010, a qual


não faz referência ao uso do pregão para a execução de obra.

A assertiva III está incorreta, pois o art. 6º do Decreto 5.450/05 veda


expressamente o pregão eletrônico para obras de engenharia.

A assertiva IV está incorreta, em razão de ser cláusula necessária nos


contratos a previsão dos direitos e as responsabilidades das partes, as
penalidades cabíveis e os valores das multas.

Q44. FMP Concursos/PGE-AC/2012/Procurador do Estado


Nos termos da Lei nº 10.520, de 17 de julho de 2002, avalie se as
assertivas abaixo estão de acordo com o caput do art. 4º, com o
seguinte teor: “A fase externa do pregão será iniciada com a
convocação dos interessados e observará as seguintes regras:”
I - No curso da sessão do pregão, o autor da oferta de valor mais baixo
e os das ofertas com preços até cinco por cento superiores àquela
poderão fazer novos lances verbais e sucessivos, até a proclamação do
vencedor.
II - Para julgamento e classificação das propostas, será adotado o
critério de menor preço, observados os prazos máximos para
fornecimento, as especificações técnicas e parâmetros mínimos de
desempenho e qualidade definidos no edital.
III - Os licitantes poderão deixar de apresentar os documentos de
habilitação que já constem do Sistema de Cadastramento Unificado de
Fornecedores – Sicaf e sistemas semelhantes mantidos por Estados,
Distrito Federal ou Municípios, assegurado aos demais licitantes o
direito de acesso aos dados nele constantes.

Assinale a alternativa CORRETA.


a) Apenas I e II são verdadeiras.
b) Apenas I e III são verdadeiras.
c) Apenas II e III são verdadeiras.
d) I, II e III são verdadeiras.
Comentários
A assertiva I está incorreta. Pois conforme inciso IV, do art. 4º da Lei
10.520/2002, poderão fazer novos lances o autor da oferta de valor mais
baixo e os das ofertas com preços até dez por cento superiores.

A assertiva II está correta, consoante o inciso art. 4º, inciso X da Lei


10.520/2002.
A assertiva III está correta, nos termos do art. 4º, inciso XIV da Lei
10.520/2002.

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Q45. FGV/DPE-MT/2015/Advogado
Em relação às hipóteses de dispensa e inexigibilidade de licitação,
assinale V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa.

( ) É inexigível a licitação para contratação de profissional de qualquer


setor artístico, diretamente ou por meio de empresário exclusivo,
desde que consagrado pela crítica especializada ou pela opinião
pública.
( ) É dispensável a licitação para a contratação de serviços técnicos
profissionais especializados, de natureza singular, com profissionais ou
empresas de notória especialização.
( ) É dispensável a licitação para a realização de obra nos casos de
emergência ou calamidade pública, quando caracterizada urgência de
atendimento, desde que as parcelas de obras e serviços possam ser
concluídas no prazo máximo de 180 (cento e oitenta) dias consecutivos
e ininterruptos, contados da ocorrência da emergência ou calamidade.
As afirmativas são, respectivamente,
a) V, V e F.
b) F, F e V.
c) F, V e F.
d) V, F e V.
e) V, F e F.
Comentários
A primeira assertiva está correta, pois se encontra em consonância com
o art. 25, III da Lei 8.666/93.

A segunda assertiva está incorreta. A hipótese narrada é de


inexigibilidade, conforme art. 25, II da Lei 8.666/93.

A terceira assertiva também está correta, conforme art. art. 24, II da Lei
8.666/93.

Q46. FGV/DPE-MT/2015/Advogado
Em relação à licitação para a aquisição de bens e serviços comuns,
assinale a afirmativa correta.
a) Os contratos celebrados pela União para a aquisição de bens e
serviços comuns serão precedidos, prioritariamente, de licitação
pública na modalidade de tomada de preços.
b) Os contratos celebrados pela União, Estados, Distrito Federal e
Municípios para a aquisição de bens e serviços comuns serão
precedidos, obrigatoriamente, de licitação pública na modalidade
concorrência.
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c) Os contratos celebrados pela União, Estados, Distrito Federal e


Municípios para a aquisição de bens e serviços comuns serão
precedidos, obrigatoriamente, de licitação pública na modalidade
pregão eletrônico.
d) Para a aquisição de bens e serviços comuns pela União será
obrigatória a modalidade pregão, sendo preferencial a utilização da sua
forma eletrônica.
e) A modalidade de licitação a ser adotada para a aquisição de bens e
serviços comuns pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios
dependerá do valor do objeto da licitação.
Comentários
Foi cobrado a literalidade do art. 4º do Decreto 5.450/05. Gabarito
alternativa D.

Q47. FUNDEP (Gestão de Concursos)/DPE-MG/2014/Defensor Público


Sobre as licitações no âmbito da Administração Pública, é INCORRETO
afirmar que
a) a licitação se destina a garantir, além do princípio da isonomia e a
seleção da proposta mais vantajosa para a administração, também a
promoção do desenvolvimento nacional sustentável.
b) o Sistema de Registro de Preço (SRP) se destina ao registro formal
de preços de serviços e bens, para contratações futuras, por meio de
licitação realizada na modalidade de concorrência ou pregão, sendo
admitida a utilização da ata de registro de preço por qualquer órgão ou
entidade da administração que não tenha participado do certame
licitatório.
c) a autoridade competente para a aprovação do procedimento
somente poderá revogar a licitação por razões de interesse público
decorrente de fato superveniente devidamente comprovado,
pertinente e suficiente para justificar tal conduta, devendo anulá-la por
ilegalidade, de ofício ou por provocação de terceiros, mediante parecer
escrito e devidamente fundamentado.
d) o pregão é modalidade de licitação em que há inversão das fases
de classificação das propostas e habilitação dos licitantes; uma vez
conhecidos os valores ofertados, são admitidos lances verbais e
sucessivos a serem apresentados por todos os licitantes habilitados até
a proclamação do vencedor.
Comentários
A alternativa A está correta, nos termos do art. 3º da Lei nº 8.666/93.

A alternativa B está correta, nos termos dos artigos Art. 2º, 7º e 22, do
Decreto 7.892/2013.

A alternativa C está correta, nos termos do art. 49 da Lei nº 8.666/93.

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A alternativa D está incorreta, visto que aqueles que apresentam lances


ainda não estão habilitados, haja vista que no pregão a fase de habilitação
ocorre após a escolha do lance vencedor. Ainda, só os licitantes que
apresentaram propostas até 10% superiores à primeira poderão ofertar
lances verbais, conforme art. 4º, VIII da Lei 10.520/2002.

Q48. CEBRASPE/PG-DF/2013/Procurador
Dada a necessidade de aumento da rede pública de ensino do estado
Y, o secretário de educação, com o intuito de construir uma nova escola
pública, resolveu consultar a procuradoria do estado para que esta
esclarecesse algumas dúvidas relacionadas ao modelo licitatório e às
normas contratuais aplicáveis à espécie.
Com referência a essa situação hipotética, julgue os itens a seguir.
( ) Na hipótese descrita, é possível utilizar o regime diferenciado de
contratações como modalidade licitatória, sendo aplicável o regime de
contratação integrada, desde que técnica e economicamente
justificada.
Comentários
Conforme §3º do art. 1˚ da Lei nº 12.462/11, o RDC também é aplicável
às licitações e contratos necessários à realização de obras e serviços de
engenharia no âmbito dos sistemas públicos de ensino. Portanto, correta
a assertiva.

Q49. CEBRASPE/AGU/2013/Procurador Federal


No que se refere aos institutos das licitações e dos contratos
administrativos, julgue os itens subsecutivos.

( ) Entre as peculiaridades do regime diferenciado de contratações


públicas, figuram a possibilidade de a administração pública contratar
mais de uma empresa para executar o mesmo serviço
(multiadjudicação) e a vedação ao sigilo de orçamentos.
Comentários
Conforme o art. 6° da lei 12.462/11 a regra é o sigilo do orçamento
previamente estipulado até o encerramento da licitação, portanto
incorreta a assertiva.

CEBRASPE/DPE-CE/2008/Defensor Público
Em relação a licitação e contratos administrativos, julgue os itens
a seguir.
As obras e serviços que são objetos de licitação não admitem a
execução indireta no regime de empreitada por preço global.
Comentários

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A assertiva está incorreta, pois a execução indireta pode ocorrer por meio
do regime de empreitada por preço global, conforme art. 10 da Lei nº
8.666/93.

19 - Destaques da legislação e da jurisprudência


Neste ponto da aula, citamos alguns julgados da jurisprudência e
dispositivos de lei que podem fazer a diferença na hora da prova. Lembre-
se de revisá-los!

--

“RECURSO ESPECIAL. ART. 89, CAPUT, E PARÁGRAFO ÚNICO


DA LEI 8.666/1993. DISPENSA INDEVIDA DE LICITAÇÃO
PARA ELABORAÇÃO DE TERMO DE PERMISSÃO DE USO.
DOLO ESPECÍFICO DE CAUSAR PREJUÍZO AO ERÁRIO NÃO
DEMONSTRADO. ATIPICIDADE DA CONDUTA. PRECEDENTES
DO STJ E DO STF. RECURSO ESPECIAL DOS ACUSADOS
PROVIDO E RECURSO ESPECIAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO
PREJUDICADO. RESTABELECIMENTO DA SENTENÇA
ABSOLUTÓRIA.

1. Esta Corte, após inicial divergência, pacificou o


entendimento de que, para a configuração do crime previsto
no art. 89 da Lei n. 8.666/1993 exige-se a presença do dolo
específico de causar dano ao erário e a caracterização do
efetivo prejuízo. Precedentes do STF e do STJ.

(...)

3. Não havendo menção, na denúncia de intenção deliberada


de causar prejuízo à Administração ou de obter favorecimento
pessoal, a celebração do Termo de Permissão de Uso, a título
precário, sem a devida licitação configura irregularidade

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formal, fato que é insuficiente para demonstrar, per si, o


elemento subjetivo indispensável à configuração do crime do
art. 89 da Lei 8.666/2003, que exige a prova do dolo
específico de causar dano ao erário e a administração pública.

4. Recurso Especial provido, para restabelecer a sentença


absolutória, prejudicado o recurso do Ministério Público que
versava sobre a dosimetria da pena e pretendia a condenação
de réu cuja absolvição foi mantida pelo Tribunal a quo.” (REsp
1485384/SP, Rel. Ministro REYNALDO SOARES DA FONSECA,
QUINTA TURMA, julgado em 26/09/2017, DJe 02/10/2017)

“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL.


PREFEITO MUNICIPAL. DISPENSA DE LICITAÇÃO. ART. 89 DA
LEI N. 8.666/1993. IMPRESCINDIBILIDADE DA
DEMONSTRAÇÃO DO PREJUÍZO E DO DOLO. AGRAVO
REGIMENTAL NÃO PROVIDO.

1. A jurisprudência dominante deste Superior Tribunal orienta


que "Os crimes previstos nos artigos 89 da Lei n. 8.666/1993
(dispensa de licitação mediante, no caso concreto,
fracionamento da contratação) e 1º, inciso V, do Decreto-lei
n. 201/1967 (pagamento realizado antes da entrega do
respectivo serviço pelo particular) exigem, para que sejam
tipificados, a presença do dolo específico de causar dano ao
erário e da caracterização do efetivo prejuízo" (APn n.
480/MG, Rel. Ministra Maria Thereza de Assis Moura, Rel. p/
acórdão Ministro Cesar Asfor Rocha, Corte Especial, DJe
15/6/2012).

(...).

3. Agravo regimental não provido.” (AgRg no AREsp


1104577/RN, Rel. Ministro ROGERIO SCHIETTI CRUZ, SEXTA
TURMA, julgado em 21/09/2017, DJe 02/10/2017)

Em outubro do presente ano foi publicada mais uma novidade legislativa


relativa à Lei de Licitações. Trata-se da Lei nº 13.500/2017, que tem como
objetivo principal dispor sobre o Fundo Penitenciário Nacional (Funpen).

Nova hipótese de dispensa de licitação (novo inciso XXXV do art.


24)

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No art. 24 da Lei nº 8.666/1993 existem diversos incisos que espelham


situações nas quais o administrador pode ou não realizar a licitação. Como
abordamos na presente aula, tal rol de situações do art. 24 é taxativo
(exaustivo), ou seja, somente são dispensáveis as hipóteses
expressamente previstas ali. A Lei nº 13.500/2017 acrescentou mais um
inciso ao art. 24, criando uma nova hipótese de licitação dispensável, para
os casos de construção, ampliação, reforma e aprimoramento de
estabelecimentos penais, desde que configurada situação de grave e
iminente risco à segurança pública.

A alteração teve como objetivo estimular a contratação de ex-detentos,


prevendo que a Administração Pública possa exigir que as sociedades
empresárias contratadas pelo Poder Público tenham um mínimo de
funcionários que sejam oriundos do sistema prisional.

*****

Bem, por hoje é só. Em seguida ainda tem o “Resumão” da aula, para
ajudar na revisão da matéria.
Bons estudos!

Renato Borelli

20 - Resumão da nossa aula


Para finalizar o estudo da matéria, trazemos um breve
resumo do assunto Licitações .

Sugerimos que esse resumo seja estudado sempre


previamente ao início da aula seguinte, como forma de
refrescar a memória

Importante: trata-se apenas de apertada síntese do que foi visto, não servindo como meio de
estudos!

• Conceito: licitação é o procedimento administrativo vinculado por meio do qual os entes da


Administração Pública e aqueles por ela controlados selecionam a melhor proposta entre as

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oferecidas pelos vários interessados, com dois objetivos a celebração de contrato, ou a


obtenção do melhor trabalho técnico, artístico ou científico.

• Objetivo da licitação: oferecer igualdade de condições aos interessados em contratar com


a Administração Pública, estimular a competitividade e promover o desenvolvimento nacional
sustentável, garantindo isonomia aos interessados.

• Objeto da licitação: A doutrina distingue objeto imediato como sendo a busca da proposta
mais vantajosa e objeto mediato aquilo materialmente desejado pela Administração.

• Natureza jurídica: A lei 8.6666/93 é uma lei nacional que estabelece normas gerais
obrigatórias para todas as entidades federativas. A licitação em si cuida-se de procedimento
administrativo, ou seja, sequência ordenada de atos administrativos.

• Competência legislativa: segundo a Constituição Federal de 1988, a competência para


legislar sobre licitações é privativa da União, mas a doutrina considera que a competência é
concorrente.

• Pressupostos da licitação: conforme Celso Antônio Bandeira de Mello há três condições


imprescindíveis:

o Lógico: pluralidade de objeto e ofertantes;


o Jurídico: conveniência e oportunidade;
o Fático: comparecimento de interessados em contratar com a Administração
Pública.

• Tipos de licitação: São os diferentes critérios para julgamento das propostas.


A Lei nº 8.666/93 proíbe a utilização de outros critérios e estipula os seguintes:

o Menor preço: ponderado pela exequibilidade.


o Melhor técnica: exclusivo para serviços de natureza exclusivamente intelectual;
o Técnica e preço: exclusivo para serviços de natureza exclusivamente intelectual,
sendo obrigatório para contratação de bens e serviços de informática.
o Maior lance ou oferta: exclusivo para a modalidade leilão;
o Melhor trabalho técnico, científico ou artístico: empregado na modalidade
concurso.

A Lei nº 10.520/93, lei do pregão, define o critério menor lance ou oferta.

A Lei n permite as empresas estatais utilizar o critério de melhor


destinação de bens alienados

• Fases da licitação: A doutrina aponta duas fases dentro dos procedimentos específicos
apontados nas legislações correlatas, a fase interna, a qual compreende todos os atos anteriores à
publicação do edital, e a fase externa que se inicia com a publicação do edital.

o Pela Lei nº 8.666/93 temos: abertura do processo administrativo -> elaboração do


instrumento convocatório -> publicidade -> recebimento e julgamento das
propostas -> homologação -> adjudicação.
o Pela Lei nº 10.520/93, pregão, temos: a) instrumento convocatório; b) julgamento
(classificação); c) habilitação; d) adjudicação; e) homologação.

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• Exceções ao dever de licitar: relacionado o assunto quanto à extensão pessoal do dever


de licitar, verifica-se que a Constituição federal determina observância obrigatória do
procedimento licitatório para haver contratação pela Administração Pública Direta e Indireta de
qualquer dos entes político-administrativos, não sendo extensível essa exigência às entidades
privadas que atuam em colaboração com a Administração Pública como os Serviços Sociais
Autônomos Sistema S
Entidades paraestatais e autarquias profissionais, estes últimos pertencem à
Administração Pública indireta, possuem regramento específico quanto ao procedimento
licitatório a ser observado. Importante lembrar que a OAB possui natureza jurídica sui generis,
não estando obrigada a realizar licitação.
As Organizações Sociais OS e as Organizações da Sociedade Civil de )nteresse Público
OSC)P como regra não precisam licitar A exceção encontra-se quando envolver recursos ou
bens repassados voluntariamente pela União.
Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista integram a Administração Pública
indireta e, portanto, submetem-se ao dever de licitar, devendo seu estatuto dispor sobre o
procedimento licitatório a ser observado.
A Lei nº 13.303/2016, denominada Lei de Responsabilidade das Estatais, dispõe sobre
regras específicas a serem observadas em licitações realizadas por Empresas estatais
exploradoras de atividades econômicas, com regramento muito próximo daquele definido no
Regime Diferenciado de Contratação RDC Lei nº 12.462/2011. As empresas estatais podem
utilizar o critério de melhor destinação de bens alienados e o regime de contratação semi-
integrada para obras e serviços de engenharia inovação da Quando comparado
com a Lei nº 8.666/93, verifica-se que há um rol para licitação dispensável menor, bem como que
os valores limites de dispensa são mais elevados, podendo ainda tais valores serem alterados pelo
Conselho de Administração.
Ainda quanto às exceções ao dever de licitar temos hipóteses de contratação direta por:

o Inexigibilidade: quando há inviabilidade de competição, rol exemplificativo do art.


25 da lei 8.666/93;
o Licitação dispensada: quando é proibido licitar, art. 17 da lei 8.666/93;
o Licitação dispensável: licita se quiser porque a competição é viável, mas
excepcionada pelo legislador, conforme art. 24 da lei 8.666/93. As hipóteses são
taxativas e se observa (I) ter relação com a natureza jurídica da pessoa a ser
contratada, (II) face a uma situação excepcional e, (III) frente ao pequeno valor do
contrato;
o Credenciamento: contrato em que se habilita um interessado em realizar certa
atividade, não havendo necessidade de estabelecer competição, como o
credenciamento de hospitais para o SUS;

Denomina-se licitação fracassada quando todos os licitantes forem inabilitados ou


desclassificados, podendo a Administração proceder a contratação direta por dispensa, mas tão
somente em caso de desclassificação, e não no de inabilitação, devendo-se nesta última situação
proceder-se a uma nova licitação.

Licitação deserta é aquela em que há ausência de interessados em participar da licitação.

• Princípios específicos aplicáveis ao procedimento licitatório:

o Isonomia: fundamental para assegurar a competição, devendo ser evitado


tratamento diferenciado em razão de fatores irrelevantes ao cumprimento do
contrato. A legislação estabelece preferências, bem como tratamentos
diferenciados com a finalidade de assegurar a concretização deste princípio;

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o Competitividade: impõe que a adoção de restrições se limita àquelas estritamente


necessárias para garantia do cumprimento das obrigações (habilitação jurídica,
qualificação técnica, qualificação econômico-financeira, regularidade fiscal e
proibição do trabalho infantil na forma do art. 7°, XXXIII, da CRFB).
o Vinculação ao instrumento convocatório: o edital é a lei interna da licitação,
vinculando-se a ele tanto a administração quanto os licitantes;
o Julgamento objetivo: é aquele em acordo com o edital e nos termos específicos das
propostas. A doutrina aponta ser dotado de relatividade este princípio quando da
análise da qualificação técnica, pois sempre envolve um mínimo de juízo subjetivo;
o Indistinção: veda preferências quanto à naturalidade, sede e domicílio dos
licitantes;
o Inalterabilidade do edital: o edital não pode ser modificado sem ampla
publicidade e devolução de prazos;
o Sigilo das propostas: somente serão conhecidas pelas partes envolvidas em sessão
pública instaurada com essa finalidade;
o Vedação à oferta de vantagens: veda propostas vinculadas àquelas ofertadas por
outros licitantes;
o Princípio da obrigatoriedade: licitar é um dever do Estado;
o Formalismo procedimental: não cabe ao administrador definir ou alterar
livremente as regras definidas pelo legislador. Destacando-se que não há nulidade
sem prejuízo, pás de nullité sans grief;
o Adjudicação compulsória: consiste na atribuição do objeto ao vencedor da
licitação. Enquanto dependente de adjudicação válida, a administração não poderá
abrir nova licitação para mesmo objeto. Ainda não é a celebração do contrato. Não
há o que se falar em direito subjetivo do vencedor à adjudicação quanto a
possibilidade de anulação ou revogação da licitação.

• Princípios gerais também incidem sobre a licitação por ela ter natureza de procedimento
administrativo, merecendo realce:

o Legalidade: procedimento plenamente formal e vinculado;


o Publicidade: a administração deve atuar de forma transparente, sendo a regra a
acessibilidade ao público dos atos que compõe o procedimento licitatório, salvo
quanto ao conteúdo das propostas até a respectiva sessão.
o Moralidade possui mão dupla pois impõe ao particular e ao Administrador um
comportamento ético, liso e honesto.
o Impessoalidade: a atuação da administração deve visar o bem comum, proíbe-se
favoritismos ou discriminações impertinentes.
o Sustentabilidade: dever de proteção do meio ambiente.

• Modalidades de licitação:

o Concorrência (Lei n. 8.666/93);


o Tomada de preços (Lei n. 8.666/93);
o Convite (Lei n. 8.666/93);
o Concurso (Lei n. 8.666/93);
o Leilão (Lei n. 8.666/93);
o Consulta (Lei n. 9.472/97);
o Pregão (Lei n. 10.520/2002).

A concorrência é modalidade destinada para contratos de grande vulto. Nas licitações


internacionais será adotada a modalidade concorrência, admitindo-se a tomada de preços quando
o órgão ou entidade dispuser de cadastro internacional de fornecedores, ou ainda o convite,

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quando não houverem fornecedores do bem ou serviço no país. Na aquisição e alienação de Bens
imóveis exige-se a modalidade concorrência, porém quando a aquisição desses bens procederem
de dação em pagamento ou processo judicial, a administração poderá utilizar a modalidade leilão.
Tomada de preços é modalidade de licitação destinada para contratações de médio vulto
entre interessados devidamente cadastrados ou que atenderem todas as condições exigidas para
cadastramento até o terceiro dia anterior a data de recebimento das propostas.
A modalidade convite ocorre para contratações de menor valor em que a administração
convoca, por carta-convite, no mínimo 3 pessoas do ramo pertinente ao objeto
independentemente de serem cadastrados ou não. Os interessados possuem o prazo de até 24
horas antes da apresentação das propostas para demonstrarem interesse em participar. A cada
novo convite, para objeto idêntico ou semelhante, é obrigatório o convite a pelo menos um
interessado que não tenha participado da licitação imediatamente anterior, enquanto não
existirem cadastrados não convidados nas últimas licitações. Conforme o TCU, para o
prosseguimento da licitação não é exigido três propostas e sim o convite a ao menos três
interessados. A comissão licitante pode, excepcionalmente, ser constituída por um único servidor.
O concurso é destinado para escolha de trabalho intelectual mediante a instituição de
prêmio ou remuneração aos vencedores, conforme critérios constantes de edital publicado na
imprensa oficial com antecedência mínima de 45 dias. O julgamento das propostas pode ser
realizado por comissão constituída por pessoas que não são servidores públicos.
O leilão destina-se a venda de bens móveis inservíveis para a administração ou de
produtos legalmente apreendidos ou empenhados, ou para a alienação de bens imóveis, cuja
aquisição haja derivado de procedimento judicial ou dação em pagamento.
O pregão destina-se à aquisição de bens e serviços comuns, sendo vedado seu uso para a
contratação de obras e serviços de engenharia, locações imobiliárias, alienações em geral, bens e
serviços de informática e automação. O Decreto nº 3.555/2000, com redação dada pelo Decreto
nº 3.784/2001, estabeleceu para o âmbito da União um rol taxativo dos bens e serviços que podem
ser contratados mediante pregão. É obrigatório o critério de menor preço, não exige prévia
habilitação ou garantia, devendo ser observar o uso preferencial do modo eletrônico. No âmbito
federal é de uso obrigatório, nas demais esferas é facultativo. O julgamento das propostas
antecede a habilitação dos licitantes. A fase de homologação é realizada após a adjudicação.
A contratação pelo serviço público de serviços de publicidade é regida pela Lei nº
12.232/2010, a qual estabelece normas gerais, sendo a Lei nº 8.666/1993 aplicada de forma
subsidiária. A Lei nº 12.232/2010 faculta o objeto da licitação ser adjudicado a mais de uma
agência de propaganda, multiadjudicação, obriga o uso do tipo melhor técnica ou técnica e preço
dentre as modalidades concorrência, tomada de preços ou convite.
Há previsão para as agências reguladoras de modalidade de licitação denominada
consulta Leis nos 9.472/1997 e 9.986/2000, aplicável para aquisição de bens e serviços que não
sejam classificados como comuns, excetuados obras e serviços de engenharia civil, na qual as
propostas são julgadas por um júri, segundo critérios que levem em consideração,
preponderantemente, custo e benefício.
No regime diferenciado de contratação houve a ampliação dos objetivos da licitação (art.
1º, § 1º da Lei nº 12.462/2011), a inclusão do princípio da economicidade e do desenvolvimento
nacional sustentável (art. 3º), restrições à publicidade do orçamento estimado (art. 6º), inversão
nas fases de habilitação e julgamento (art. 12), novos critérios de julgamento (art. 18), previsão
da possibilidade de remuneração variável vinculada ao desempenho da contratada (art. 10),
previsão da contratação simultânea ou possibilidade de mais de uma empresa realizar o mesmo
serviço (art. 11) e previsão da contratação integrada entre os regimes de execução do contrato
(art. 8º).
O Sistema de Registro de Preços é um procedimento especial de licitação e contratação
que pode ser adotado para compras cujos objetos consistam em produtos de consumo frequente
pelo poder público. Em regra, será do tipo menor preço sob a modalidade concorrência ou pregão.

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Qualquer cidadão é parte legítima para impugnar preço constante do quadro geral em razão de
incompatibilidade deste com o preço vigente.

• Crimes na Lei nº 8.666/1993: são de ação penal pública incondicionada e não impede a
aplicação das sanções previstas na Lei de Improbidade Administrativa Lei nº 8.429/1992.

• Anulação ou revogação da licitação: a anulação do procedimento licitatório ocorre por


ilegalidade e não gera, em regra, a obrigação de indenizar. Contudo, se o contrato já estava em
execução, o Poder Público deve indenizar o contratado pelo que este houver executado até aquela
data, de forma a evitar o enriquecimento sem causa do próprio Estado.

21 - Referências bibliográficas
Alexandrino, M. Paulo, V. Direito Administrativo Descomplicado. 22ª
ed. São Paulo: Método, 2014.

Baltazar Junior, José Paulo. Crimes Federais. 10ª ed. rev., atual. e ampl.
São Paulo: Saraiva, 2015.

Bandeira de Mello, C. A. Curso de Direito Administrativo. 32ª ed. São


Paulo: Malheiros, 2015.

Bandeira de Mello, Oswaldo Aranha. Princípios gerais de direito


administrativo. 3ª ed. São Paulo: Malheiros, 2007. v. 1.

Carvalho Filho, J. S. Manual de Direito Administrativo. 27ª ed. São


Paulo: Atlas, 2014.

Di Pietro, M. S. Z. Direito Administrativo. 28ª ed. São Paulo: Editora


Atlas, 2014.

Furtado, L. R. Curso de Direito Administrativo. 4ª ed. Belo Horizonte:


Fórum, 2013.

Justen Filho, Marçal. Curso de direito administrativo. 10ª ed. São Paulo:
Revista dos Tribunais, 2014.

Lenza, Pedro. Direito constitucional esquematizado. 16ª ed., rev.,


atual. e ampl. São Paulo: Saraiva, 2012.

Mazza, Alexandre. Manual de direito administrativo. São Paulo: Saraiva,


2011.

Meirelles, H. L. Direito administrativo brasileiro. 41ª ed. São Paulo:


Malheiros, 2015.

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