Você está na página 1de 14

Disciplina: Direito Empresarial III

Professor: Me. Leonardo Ferreira Vilaça


2018/1

ARRENDAMENTO MERCANTIL

Bárbara de Oliveira Silva


Universidade do Estado de Minas Gerais- Direito
barbaraoliveira.c@hotmail.com

Daniel Guaracy Lacerda Filho


Universidade do Estado de Minas Gerais- Direito
danielguaracylacerda@gmail.com

Gustavo Brito Rabelo


Universidade do Estado de Minas Gerais- Direito
gustavobritorabelo@gmail.com

Letícia Vilarinho Bizoni de Melo


Universidade do Estado de Minas Gerais- Direito
letibizoni@gmail.com

Rídalee de Souza Carvalho


Universidade do Estado de Minas Gerais- Direito
ridaleecm@gmail.com

1
ARRENDAMENTO MERCANTIL

RESUMO

Este trabalho consiste em demonstrar informações sobre a evolução histórica, a


prática tanto nacional como também internacional, o funcionamento, os tipos, as
vantagens e desvantagens como também a jurisprudência em relação ao
arrendamento mercantil.

ABSTRACT

This paper consists in showing informations about the historic evolution, the
national and the international practice, the functioning, the tipes, the advantages
and disadvantages so as the jurisprudence related to leasing.

2
ARRENDAMENTO MERCANTIL

SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO 4
2. METODOLOGIA 4
3. EVOLUÇÃO HISTÒRICA 4
4. DESENVOLVIMENTO 6
4.1 NA PRÁTICA 6
4.2 PRÁTICA INTERNACIONAL 6
5. MODALIDADES DE ARRENDAMENTO MERCANTIL 7
5.1 FINANCEIRO 7
5.2 OPERACIONAL 8
5.3 SALE AND LEASE BACK 9
6. LEASING IMOBILIÁRIO 9
7. LEASING DE AVIÕES 10
8. EXTINÇÃO DOS CONTRATOS DE LEASING 11
9. VANTAGENS 12
10. DESVANTAGENS 12
11. JURISPRUDÊNCIA 12
12. CONSIDERAÇÕES FINAIS 13
REFERÊNCIAS 14

1. INTRODUÇÃO

Para esclarecermos os conceitos: arrendamento refere-se a um acordo contratual em


que uma das partes cede à outra a utilização de um bem, já o Mercantil significa algo que é
destinado ao comércio.
Assegura Fran Martins (2002, p. 449) que “entende-se por arrendamento mercantil ou

3
ARRENDAMENTO MERCANTIL

leasing o contrato segundo o qual uma pessoa jurídica arrenda a uma pessoa física ou jurídica,
por tempo determinado, um bem comprado pela primeira de acordo com as indicações da
segunda, cabendo ao arrendatário a opção de adquirir o bem arrendado findo o contrato,
mediante um preço residual previamente fixado”.
Desta forma, é um contrato através do qual a arrendadora ou locadora adquire um bem
escolhido por seu cliente para, em seguida, alugá-lo a este último, por um prazo determinado.
Após este prazo o cliente pode optar pela compra, ou seja, é um sistema de aluguel com opção
de compra no final do contrato.
A palavra Leasing, em seu idioma de origem, significa arrendar por um prazo mais ou
menos prolongado, ou seja, uma forma contratual de comércio que tem significação própria.
A lei brasileira usou a expressão arrendamento mercantil, pois na Constituição em seu
artigo 13 proíbe a citação de palavras estrangeiras em contratos e atos oficiais.

2. METODOLOGIA

A metodologia a ser adotada será a qualitativa, que tem como principal objetivo interpretar
o fenômeno que se observa. Para o desenvolvimento do projeto, serão utilizados os seguintes
recursos:
 Pesquisas em sites relacionados ao tema – Internet;
 Livros;
 Recursos computacionais;
 Pesquisa de material já produzido relacionado ao tema.

3. EVOLUÇÃO HISTÓRICA

O Leasing não possui uma origem exata pois, devido às suas similaridades com outros
institutos, é possível encontrar algumas de suas características presentes nas mais remotas
épocas do direito.

4
ARRENDAMENTO MERCANTIL

Talvez no Egito alguns elementos tenham feito surgir a ideia de Leasing. Havia uma
norma, por volta do ano 3.000 a.C, permitindo a um homem rico alugar seus
instrumentos de trabalho ou se escravo a outra pessoa de mesma condição
econômica. (RIZZARDO. 2000, P.23)

Contudo, é na Idade Moderna que surgem relações obrigacionais com traços


característicos do leasing. Um importante acontecimento da época está relacionado à história
das ferrovias estadunidenses, onde foram realizados vários negócios equivalentes ao leasing
que conhecemos nos dias de hoje.
O surgimento do leasing, entretanto, ocorreu efetivamente nos Estados Unidos da
América, através do LEND AND LEASE ACT, em 1941, que objetivava criar um sistema de
empréstimo de material bélico a seus aliados, na luta contra o Eixo. Findo o empréstimo,
todos os equipamentos seriam devolvidos ou, então, adquiridos ao término dos combates.
O grande marco ocorreu mesmo em 1952, quando o norte-americano Boothe Jr. deu o
passo fundamental para o surgimento do leasing, com a celebração de um contrato em que ele
próprio, titular do bem, passou a locá-lo diretamente ao arrendatário. Este negócio jurídico é
hoje conhecido como self leasing.
Boothe Jr. firmou um contrato pelo qual fornecia produtos alimentícios ao exército
americano. Para isso ele locou o maquinário de que necessitava para a satisfação da demanda
do Exército, sendo esta a solução encontrada para renovar seus equipamentos e suprir a
indisponibilidade financeira, que impedia progressos em sua situação econômica.
Com o sucesso da experiência, Boothe Jr. tornou-se locador de bens, fundando a US
Leasing e a Boothe Leasing Corporation, esta, ulteriormente, convertida na Greyhound
Corporation.
Rapidamente o contrato de leasing se expandiu pela Europa e posteriormente por todo
o mundo no início da década de 60. No Brasil, os contratos de leasing começaram a ser
celebrados a partir de meados de 1960, especialmente nos grandes centros, como Rio de
Janeiro e São Paulo.
Conforme afirma Celso Benjó, a primeira empresa a operar com o leasing no Brasil
foi a RENT-A-MAQ, de propriedade de Carlos Maria Monteiro, em 1967, sendo
posteriormente fundada a Associação Brasileira das Empresas de Leasing (ABEL), que tinha
como objetivos a divulgação do instituto, a formação de um lobby para sua regulamentação
pelo legislador e coordenar uma atuação conjunta dos operadores.

5
ARRENDAMENTO MERCANTIL

Com o surgimento da Lei 6.099, de 13 de setembro de 1974, o contrato de leasing


passou a ser regulamentado, ganhando conceituação jurídica. Além disso, suas operações
também receberam tratamento tributário.
Atualmente as operações de leasing estão amplamente difundidas em todos os setores
da sociedade, sendo utilizadas até mesmo na aquisição de bens de tamanho menor, como
carros e, até mesmo, aparelhos eltrônicos.

4. DESENVOLVIMENTO

4.1 NA PRÁTICA

Quando a pessoa tem um negócio próprio como, por exemplo, uma floricultura, logo,
pela grande quantidade de clientes você precisa de um veículo para levar os arranjos de flores
que eles encomendam.
Neste momento você ainda não tem certeza de que você quer ficar com o carro para
fazer as entregas, porém você precisa dele.
Com o Leasing ou contrato de arrendamento mercantil, você pode usar o carro, já que
o arrendador, neste caso uma instituição financeira, dá para você o direito de usá-lo por um
período de tempo determinado e em troca recebe o pagamento do aluguel.
Ao terminar o contrato você terá que tomar uma decisão, seja ela a de comprar o
veículo, devolvê-lo ou renovar o contrato de arrendamento mercantil.
Para comprar o veículo, você deve pagar o valor residual, que é calculado subtraindo
do preço original mais os juros e as comissões, aquilo que você já pagou.

4.2 PRÁTICA INTERNACIONAL

Em termos financeiros a operação de Leasing internacional é igual as de Leasing


nacional, a diferença está na origem dos recursos financeiros. No Leasing nacional a
arrendadora está no Brasil e no Leasing internacional a arrendadora está no exterior, sendo
que esta é a proprietária do bem.

6
ARRENDAMENTO MERCANTIL

O leasing internacional diz respeito a estruturas sofisticadas de arrendamento. Em


geral, são bens com alto valor unitário e que envolvem agentes de diferentes nacionalidades.
Assim, é possível que uma empresa arrendadora seja de origem holandesa e sua arrendatária
portuguesa, por exemplo. O arrendamento mercantil internacional pode ser utilizado pela
comunidade internacional de duas formas diferentes.
Cross Border Leasing: modalidade na qual a empresa arrendadora, também chamada
“lessor”, se encontra fora do país da empresa arrendatária (lessee).
Foreing Leasing (Sub-Lease): modalidade na qual a arrendadora se encontra no
mesmo país da arrendatária, mas quem exerce o controle sobre ela é uma arrendadora
internacional. Nesse caso, estamos diante de uma situação mais complexa, em que o bem é
arrendado pela empresa internacional para a arrendadora que trabalha com a empresa
arrendatária em um mesmo país.
Essas modalidades permitem uma série de estruturas financeiras possíveis, o que dá ao
arrendatário condições de realizar o processo da maneira que julgar melhor para seus
interesses.

5. MODALIDADES DE ARRENDAMENTO MERCANTIL

As modalidades mais comuns de arrendamento mercantil ou leasing são três: leasing


financeiro, lease back e leasing operacional.

5.1 FINANCEIRO

Leasing Financeiro é genuinamente a forma tradicional do Leasing, esta também é


uma das formas mais utilizadas dos contratos de leasing no nosso país, “É uma operação
financeira em que uma empresa, chamada arrendante, adquire bens de capital segundo as
especificações e para uso de outra, chamada arrendatária”, (SAMANEZ, 1991, p. 17). Neste
tipo de acordo existem três participantes: a empresa de leasing (arrendadora), o cliente
(arrendatário) e o fornecedor do bem. O objetivo do Leasing financeiro não é vender os bens e
sim prestar um serviço financeiro.
A empresa de Leasing assume apenas o risco financeiro, e transfere todos os demais
ricos (obsolescência, tecnologia, mercado de venda e todos os direitos e obrigações
relacionados com o bem) para o cliente.

7
ARRENDAMENTO MERCANTIL

Também tem o Self Leasing que é outra variação do Leasing Financeiro, excluído
expressamente pela Lei 6.099.

Self leasing: basicamente consite em operação entre empresas ligadas ou coligadas.


Distinguem-se duas formas: uma, em que as empresas vinculadas assumem as
posições de arrendador, arrendatário e vendedor, outra, em que o arrendador é o
mesmo fabricante e cede o bem em arrendamento – lessor manufcature. Essa
modalidade foi excluída da Lei nº 6.099/74, art. 2º. (BULGARELLI, 1999, P. 383).

5.2 OPERACIONAL

Este tipo de arrendamento é um acordo direto entre o cliente e o fornecedor. Aqui o


fornecedor será responsável pelos riscos decorrentes do direito de propriedade, além disso,
também prestará assistência técnica ao cliente, através de revisões e reparos no equipamento,
treinamento de pessoal, entre outras coisas.

“Normalmente, o Leasing operacional envolve bens que o arrendatário não tem


interesse de adquirir, em função, por exemplo, da rápida obsolescência ou da sua
necessidade apenas pelo período de locação. Rege-se pelas regras da locação.
(FERREIRA, 2004, p.380).”

As suas principais características estabelecem que nas prestações devam ser incluídos
o custo do arrendamento do bem e os serviços referentes a sua colocação à disposição do
arrendatário, mas devem ser limitadas em até 75% do custo do bem arrendado e o preço para
a compra após o término do contrato deve ser, necessariamente, o valor do mercado do bem
arrendado.
Além dessas diferenças básicas, cabe destacar que, no leasing financeiro, a empresa
que atua como arrendatária arca com todos os valores previstos contratualmente, sendo a
responsável por tudo aquilo que envolva a operacionalidade e manutenção do bem arrendado.

“[...] o arrendamento operacional não envolve o locatário em compromissos


irrecusáveis, forçando-o a continuar a arrendar um equipamento que não mais lhe
interessa, o arrendador arca com os riscos decorrentes do direito de propriedade,
sobretudo no que diz respeito à obsolescência tecnológica.”
(SAMANEZ, 1991, p. 17).

8
ARRENDAMENTO MERCANTIL

Nessa modalidade, a arrendadora recebe a totalidade do valor do bem. Enquanto isso,


no leasing operacional a manutenção e qualquer outro serviço operacional do bem ficam sob
responsabilidade da arrendadora ou da arrendatária.

5.3 SALE AND LEASE BACK

Outra forma de arrendamento mercantil admitida pela Lei 6.099 é o lease back. É o
contrato pelo qual o proprietário do bem (móvel ou imóvel) o vende à sociedade de leasing
(sempre uma instituição financeira) que, o adquirindo, o arrenda à primeira.
Este tipo de operação é realizada para levantar dinheiro em pouco tempo, e
normalmente, a ex-proprietária compra de volta o bem no fim do contrato.
No lease back, a tradição do bem é fictícia, ou seja, o bem não é entregue -- pois, ao
mesmo tempo, é entregue (pela venda) e devolvido (pelo arrendamento).

6. LEASING IMOBILIÁRIO

O leasing imobiliário é uma forma de financiamento a médio e longo prazo, em que a


empresa arrendadora, coloca à disposição do arrendatário, mediante o pagamento periódico de
um determinado valor, o uso temporário de um imóvel, construído ou a construir escolhido
pelo locatário. No final do contrato, existe opção de compra, por um valor pré-estabelecido
chamado de valor residual que é o valor que um bem terá no final da sua vida útil. Há alguns
tipos básicos de arrendamento imobiliário, todos com pessoa jurídica, pois o imóvel deve,
obrigatoriamente, destinar-se à atividade da empresa.
O arrendamento imobiliário normal consiste na compra de um imóvel inteiro, pronto e
acabado. A arrendadora compra o imóvel especificado pela arrendatária, à atividade da
compra, pré-determinada em contrato.
O cliente pagará, no prazo contratado, uma contraprestação equivalente à parcela do
principal, mais juros. Ao término do contrato, restará um valor residual do total do
financiamento.
No arrendamento imobiliário de construção de edifícios, o terreno pode ser comprado
de terceiros ou ser feito o lease back do terreno da arrendatária. Durante a fase de construção,

9
ARRENDAMENTO MERCANTIL

a operação fica sob o regime de pré-leasing. Neste período, a arrendatária paga à arrendadora
apenas a taxa de compromisso, que cairá sobre as importâncias desembolsadas no decorrer da
construção.
O acerto de contas entre arrendadora e contratante ocorre, geralmente, uma vez por
mês. A arrendatária examina estes números e o pagamento só é liberado depois de sua
autorização. Quando a obra termina, inicia-se o contrato de Leasing propriamente dito,
calculado sobre o valor da obra concluída.
O lease back imobiliário normalmente, é utilizado por empresas que desejam mudar o
perfil de seu passivo com uma operação saneadora.
Em síntese, consiste na venda do imóvel pela empresa proprietária à empresa de
leasing. A ex-proprietária contratada recompra o imóvel, através do arrendamento mercantil.
O próprio imóvel é dado em garantia de pagamento.
Para a arrendatária, a vantagem é grande, pois continua na posse do bem e pode abater
integralmente do imposto de renda as contraprestações referentes ao arrendamento, como
despesas operacionais.

7. LEASING DE AVIÕES

O avião é espécie de gênero aeronave. Movendo-se de per si ou por força alheia,


arrola-se entre os bens móveis. Tem uma situação jurídica que se assemelha ao do navio. Não
a imobiliza a circunstância de ser tratada, no concorrente às mudanças de sua situação
jurídica, como se imóvel fosse. Tampouco a de estar sujeita a hipoteca, direito real de
garantia, imobiliário por excelência. É bem móvel, por natureza e por finalidade.
No leasing, o equipamento é alugado pela sociedade financeira. Em se tratando de
aeronaves, a instituição financeira, sendo de nacionalidade brasileira, adquirindo uma
aeronave para alugá-la por certo tempo a uma empresa de transporte aéreo, será ela
proprietária da referida aeronave, e, consequentemente, a aeronave será em seu nome
matriculada no Registro Aeronáutico, e não na da empresa de transporte aéreo, mera locatária.
O contrato de leasing será averbado no Registro Aeronáutico Brasileiro, ficando desse modo a
aeronave como destinada à exploração pela empresa arrendatária, conforme dispõe o artigo 1º
do Registro Aeronáutico Brasileiro e o artigo 15, parágrafo único, do Código Brasileiro de
Aeronáutica.

10
ARRENDAMENTO MERCANTIL

O contrato de arrendamento mercantil de aeronaves deve ser inscrito no Registro


Aeronáutico e para tal deve conter cláusulas de opção de compra ou de renovação contratual,
com faculdade do arrendatário.

8. EXTINÇÃO DOS CONTRATOS DE LEASING

O contrato de arrendamento mercantil ou leasing extingue-se sem maiores


peculiaridades, conforme os contratos em geral. Logo, poderá o contrato de Leasing extinguir-
se pela morte das partes, visto ser este contrato intuiu personae. Pelo decurso do lapso
temporal, ou seja, pelo fim natural. Ainda, extingue-se pela rescisão, por inadimplemento de
qualquer das partes, dependendo de intervenção judicial, ou nas hipóteses em que as partes
entenderem por bem fazer a resilição unilateral. Sem dúvida, a maioria dos contratos se
extingue pelo decurso do lapso temporal. Mas, a rescisão por inadimplemento da arrendatária
é muito comum, motivo pelo qual esta forma de extinção deva ter o seu estudo mais
aprofundado.
Uma vez realizado o contrato de leasing, a arrendatária deverá realizar o pagamento
das contraprestações à arrendante, para que o contrato de leasing seja integralmente cumprido,
extinguindo-se este ao final do pagamento da última contraprestação. Se, por algum motivo,
houver o inadimplemento da arrendatária, a arrendante deverá constituir aquela em mora,
realizando para tal a devida notificação, seja judicial ou extrajudicial.
No momento em que a arrendatária for constituída em mora, passará a ser considerada
devedora e estará sujeita as penalidades da lei. Tendo em vista que o contrato de leasing fora
realizado para que a arrendante concedesse à arrendatária um determinado bem, para que esta
a utilizasse por um período de tempo mediante o pagamento de um aluguel, este bem é
propriedade da arrendante, tendo a arrendatária apenas a sua posse. Assim, quando há o
inadimplemento da arrendatária e, sendo esta considerada devedora, poderá a arrendante
ingressar com a devida ação de reintegração de posse, no juízo competente, solicitando ao juiz
que defira a tutela antecipada de reintegração de posse, para que o bem descrito no contrato de
leasing seja retirado da posse da arrendatária e devolvido à posse da arrendante. Neste caso, a
rescisão do contrato dependerá da intervenção judicial e será decretada por sentença,
condenando a devedora aos ônus sucumbenciais.

11
ARRENDAMENTO MERCANTIL

9. VANTAGENS

 O processamento dos documentos é rápido e fácil;


 Oferece benefícios tributários como a diminuição no valor dos impostos a pagar;
 Financiamento do valor total do investimento;
 Pode financiar bens nacionais e importados;
 Amplia a capacidade produtiva mediante a aquisição de um equipamento moderno e pode
quitar as prestações com o lucro operacional obtido;
 Usar o bem durante o tempo que está vigente o contrato, assim você evita o acúmulo de
bens obsoletos;
 O Leasing é flexível nos prazos, nas quantidades e acesso a serviços;
 Operações de Leasing não se encontram sujeitas a incidência de Imposto de Operações
Financeiras (IOF).

10. DESVANTAGENS

 Pode ser o proprietário do bem só no final do contrato;


 Não pode entregar ou devolver o bem até que termine o contrato;
 Existem cláusulas penais, caso você não cumpra com as suas obrigações contratuais;
 Tem um custo financeiro mais alto comparado com outras opções de financiamento;
 É um compromisso que não pode ser interrompido por qualquer uma das partes;
 Não se obtém os benefícios e poderes que proporciona a propriedade de um bem.

11. JURISPRUDÊNCIA

O Arrendamento Mercantil foi inicialmente regulado pela Lei n° 6.099/1974,


posteriormente alterada pela Lei n° 7.132/1983, ambas as leis estabelecem o tratamento
tributário a ser dedicado a esses contratos. Nesse sentido, importante esclarecer que o Imposto
sobre Operação de Crédito (IOF) não incide nessa operação, sendo o imposto a ser pago por
parte da arrendatária apenas o ISS (Imposto Sobre Serviços). Também, verifica-se que o

12
ARRENDAMENTO MERCANTIL

contrato de arrendamento tem duração de dois anos para bens com vida útil de até cinco anos
e de três anos para os demais.
As operações de Leasing internacional são regulamentadas basicamente pela Lei
6099/74, pela Resolução nº 1969, publicada pelo Banco Central em 30 de setembro de 1992 e
pela Circular do Banco Central nº 2731, de 13 de Dezembro de 1996. A Resolução 2309/96,
aplica-se subsidiariamente às operações de Leasing Internacional.
Dispõe a Resolução do Banco Central nº 2.309, de 28 de agosto de 1996, em seu artigo
5º:
Art. 5º Considera-se arrendamento mercantil financeiro a modalidade que:
I. As contraprestações e demais pagamentos previstos no contrato, devidos pela
arrendatária, sejam normalmente suficientes para que a arrendadora recupere o custo
do bem arrendado durante o prazo contratual da operação e, adicionalmente, obtenha
um retorno sobre os recursos investidos;
II. As despesas de manutenção, assistência técnica e serviços correlatos à
operacionalidade do bem arrendado sejam de responsabilidade da arrendatária;
III. O preço para o exercício da opção de compra seja livremente pactuado, podendo ser,
inclusive, o valor de mercado do bem arrendado.

12. CONSIDERAÇÕES FINAIS

O leasing ou arredamento mercantil é uma boa alternativa para empresas que não tem
uma grande capacidade econômica e querem crescer e melhorar. É uma possibilidade de
negócio entre empresas diferentes e que permite uma série de benefícios, como maior
agilidade na contratação. Para o profissional contábil, saber mais sobre o assunto é uma
maneira de se diferenciar no mercado e oferecer soluções interessantes para seus clientes.

13
ARRENDAMENTO MERCANTIL

REFERÊNCIAS

14

Você também pode gostar