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Português

Felizmente há luar! – Teste 01

1. Lê o texto e classifica as seguintes afirmações em verdadeiras (V) ou falsas (F).

Sousa Falcão - Talvez ainda haja esperança...


Matilde - Obrigado, meu amigo. Obrigado por ma querer dar, mas não: nesta terra, a
esperança é uma palavra vã.
(Pausa)
Eu é que tenho de continuar como se a tivesse. Sou a mulher dele, António... e ele... é o
meu homem.
Enquanto nos não matar em, aquele de nós que estiver livre tem de lutar.
Sousa Falcão - Mas como, Matilde? Como é que se pode lutar contra a noite?
Matilde - Vamos falar com o D. Miguel Forjaz.
Com a energia possível a quem chegou ao fim das suas forças.
Sousa Falcão - Nem nos receberá! Conheço-o há muitos anos. É frio, desumano e
calculista. Odeia Gomes Freire com um ódio que vem de longe, um ódio total, que não perdoa,
nada! Lembre-se de que são primos, e antigos camaradas de armas... Um é franco, aberto, leal.
O outro é a personificação de mediocridade consciente e rancorosa.
Gomes Freire perdoaria a D. Miguel Forjaz, mas D. Miguel Forjaz vai enforcar Gomes
Freire.
É inútil bater-lhe à porta.
Matilde - Um cristão não fecha assim a porta a uma desgraçada que lhe vem pedir pela
vida do seu homem... tem de me ouvir.
Sousa Falcão (Com azedume) – D. Miguel é um cristão de domingo, Matilde. Pode estar
certa de que todos os dias dá, a um pobre, pão que lhe baste para se conservar vivo até morrer
de fome...
Matilde - Mas temos de ir, António.
Sousa Falcão - Não nos receberá.
Matilde - Nesse caso iremos para que não nos receba.
(Como quem faz uma descoberta)
É isso mesmo, António! Iremos para que não nos receba.
(Pega no braço de Sousa Falcão e dirigem-se ambos para o centro do palco. Detêm-se a
meio caminho.
(Vindo do fundo, surge um criado, de libré, que se coloca à frente deles)
Diga ao Sr. Governador que lhe pedem audiência Matilde de Melo e António de Sousa
Falcão.
MONTEIRO, Luís de Sttau - Felizmente há Luar. Areal Editores, 2011

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Português

V F Este excerto insere-se no ato I.


V F Matilde está determinada a ir falar com o Governador.
V F Sousa Falcão conhece a crueldade dos governadores e sente-se indignado.
V F Gomes Freire e D. Miguel são irmãos.
V F Segundo Sousa Falcão, D. Miguel é interesseiro e desumano.
V F Gomes Freire é considerado um homem franco e capaz de perdoar.
V F Matilde apesar dos avisos de Sousa Falcão tem confiança que D. Miguel os receba.
V F Neste excerto há três personagens em cena.

2. Responde à seguinte questão.

Em Felizmente há luar! quem são os governadores do reino?

____________________________________________

3. Indica com uma cruz a resposta correta.

Quem dá conhecimento da conspiração ao marechal Beresford?

Sousa Falcão
Andrade Corvo
Manuel
D. Miguel

4. Com as opções:
 detentores
 ameaça
 luar
 governadores
 mudança
 admirado
 amor
 ódio
 escuridão
 oralidade
 peça
 claridade
 simbolismo
 populares
 idolatrado

completa corretamente as frases:

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Português

O título da ______________ Felizmente Há Luar! possui um forte _________________ .Por se


tratar de uma peça, é povoada por diversas marcas de __________________ . O ___________
representa nesta peça a passagem da _____________________ para a ________________.
Gomes Freire de Andrade desperta __________________ e _______________. Por um lado, é
_____________ e __________________ pelos _____________________ e pelo Antigo
Soldado. Veem nele a possibilidade de ______________. Por outro, é odiado pelos __________
do poder. Para os três ______________________, o general constitui uma _______________.

5. Estabelece a correspondência correta.

Associa a cada uma das personagens de Felizmente Há Luar! as razões que sustentam a sua
atitude perante o general Gomes Freire de Andrade.

Sousa Falcão sente ódio pelo medo de ser substituído pelo general no
comando do exército.
Principal Sousa é um amigo fiel, tem pelo general grande admiração
devido aos princípios que defende.
Marechal Beresford idolatram o general porque veem nele a esperança de que
algo pode mudar.
D. Miguel Pereira odeia Gomes Freire pelo facto do general ser um
Forjaz representante da Maçonaria Portuguesa.
O Antigo Soldado e odeia o general pelo medo de perder o seu lugar na
os populares Regência.

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