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Índice

1. Introdução ........................................................................................................................... 2
2. Objectivos do trabalho ........................................................................................................ 3
3. Gerador de corrente contínua ............................................................................................. 4
3.1. Elementos de um gerador de corrente contínua .......................................................... 4
4. Princípio de Funcionamento do Gerador ............................................................................ 7
4.1. Melhoramento da Tensão de Saída do Gerador .......................................................... 8
5. Tipos de Excitação de um Gerador CC .............................................................................. 9
5.2. Excitação Independente............................................................................................. 10
5.2.1. Característica do Gerador de Corrente Contínua Excitação Independente. ....... 11
5.3. Excitação Tipo Série ..................................................................................................... 11
5.3.1. Características do Gerador Série ........................................................................ 12
5.4. Excitação Tipo Composto ............................................................................................. 13
5.4.1. Característica do Gerador de Corrente Contínua Excitação Composto ............. 13
5.5. Excitação em Paralelo ............................................................................................... 15
5.5.1. Características do Gerador Série Shunt ............................................................. 15
6. Regulação de Tensão ........................................................................................................ 17
7. Perdas e eficiência de uma máquina de corrente continua ............................................... 18
8. Circuito equivalente ......................................................................................................... 18
9. Vantagens e desvantagens ................................................................................................ 20
10. Conclusão...................................................................................................................... 21
11. Bibliografia ................................................................................................................... 22

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1. Introdução

O presente trabalho visa no estudo de gerador de corrente continua. Como forma detalhar o
gerador de corrente continua ir-se-á abordar questões relacionadas com, os elementos
principais no gerador de corrente continua, o seu princípio de funcionamento, as diferentes
formas de excitação do gerador de corrente continua, a regulação de tensão, as perdas e
eficiências do gerador.

Para melhor percepção ilustrar-se-á o circuito equivalente do gerador para fins de cálculo das
potencias, assim como as perdas.

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2. Objectivos do trabalho

O presente trabalho tem como os seguintes objectivos:

Objectivo geral:

 Estudo dos gerador de corrente continua;

Objectivos específicos:

 Identificar os principais componentes do gerador de corrente continua


 Detalhar minuciosamente o princípio de funcionamento dos geradores de
corrente continua;
 Detalhar minuciosamente as diferentes formas de excitação do gerador.

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3. Gerador de corrente contínua

Um gerador elementar de corrente continua é idêntico ao gerador de corrente alternada


(alternador) com a diferença da tensão de saída. No alternador a saída é alternada. No gerador
CC a tensão gerada também é alternada, a diferença se localiza na saída da tensão que é
retificada mecanicamente no coletor constituído por duas lâminas seccionadas chamada de
comutador. A figura abaixo mostra um gerador de corrente continua elementar.

Figura 1: Gerador de Corrente Contínua elementar. [4]

3.1.Elementos de um gerador de corrente contínua

As partes principais de um gerador de corrente continua são: o rotor (armadura), anel


comutador, estator, escovas.

Rotor

Parte girante, montada sobre o eixo da máquina, construído de um material ferromagnético


com o enrolamento chamado de enrolamento de armadura e o anel comutador. O rotor gira
por efeito de uma força mecânica externa. A tensão gerada na armadura é então ligada a um
circuito externo, ou seja, o rotor do gerador libera corrente para o circuito externo. Este
enrolamento suporta uma alta corrente em comparação ao enrolamento de campo e é o circuito
responsável por transportar a energia proveniente da fonte de energia[1].

Partes do Rotor

Núcleo Magnético: é constituído de um pacote de chapas de aço magnético laminadas, com


ranhuras axiais para alojar o enrolamento da armadura;

Enrolamento da Armadura: é composto de um grande número de espiras em série ligadas ao


comutador. O giro da armadura faz com que seja induzida uma tensão neste enrolamento

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Comutador: é constituído de lâminas de cobre isoladas umas das outras por meio de lâminas
de mica (material isolante). Tem por função transformar a tensão alternada induzida numa
tensão continua [1].

Eixo: é o elemento que transmite a potência mecânica ao gerador

Anel Comutador

Responsável por realizar a inversão adequada do sentido das correntes que circulam no
enrolamento do rotor, constituído de um anel de material condutor, segmentado por um
material isolante de forma a fechar o circuito entre cada uma das bobinas do enrolamento de
armadura e as escovas no momento adequado. O anel é montado junto ao eixo da máquina e
gira junto com o mesmo. O movimento de rotação do eixo produz a comutação entre os
circuitos dos enrolamentos.

Figura 2: comutador de um gerador cc [3]

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Estator

Parte estática da máquina, montada em volta do rotor, de forma que o mesmo possa girar
internamente. Também é constituído de material ferromagnético, envolta tem um enrolamento
de baixa potência chamado de enrolamento de campo que tem a função apenas de produzir um
campo magnético fixo para interagir com o campo do rotor. A fonte de corrente de campo pode
ser uma fonte separada, chamada de excitador, ou proveniente do própio rotor [3].

Figura 3: estator de um gerador de corrente continua [3]

Escovas

Os conectores de grafite fixos, montados sobre molas que permitem que eles deslizem (ou
"escovem“) sobre o comutador no eixo do rotor. Assim, as escovas servem de contato entre os
enrolamentos da armadura e a carga externa.

Figura 4: escovas de grafite e carvão para gerador cc [3]

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4. Princípio de Funcionamento do Gerador

Tendo-se uma bobina girando em um campo magnético, as variações de fluxo do pólo norte e
do pólo sul sucedem-se na rotação, isso faz com que seja gerado na bobina uma f.e.m.

Figura 5: Gerador de corrente contínua elementar. [1]

Ficou evidente que é impossível gerar f.e.m contínua diretamente por intermédio de bobinas
que giram dentro de um campo magnético. Por esse motivo usa-se um coletor formado por
lâminas de cobre isoladas entre si, para retificar a f.e.m alternada induzida. Como podemos
ver na figura abaixo, os terminais da bobina são ligados a dois semicírculos isolados entre si.
Dessa forma a escova A será sempre positiva e a escova B sempre negativa, enquanto for
mantida a rotação indicada e o sentido do campo magnético. Mesmo quando a parte branca
tocar a escova A. A figura abaixo mostra mais detalhadamente o que acontece durante uma
rotação completa do rotor.

Figura 6: Funcionamento de um gerador elementar[1]

Posição I – A força eletromotriz induzida é E = 0, pois além das escovas estarem


curtocircuitando o coletor, as duas partes da bobina recebem o mesmo efeito do campo
magnético.

Posição II – Nesse ponto a bobina girou de 90o e a parte preta que é positiva, corta
perpendicularmente o campo magnético, o contato com a escova B, esta será positiva e a fem.
induzida será máxima.

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Posição III – A bobina girou de 180°, a fem induzida é E = 0, pois além das escovas estarem
curtocircuitando o coletor, as duas partes da bobina recebem o mesmo efeito do campo
magnético, sendo, porém, o inverso da posição I.

Posição IV – A bobina girou de 270°, assumindo posição oposta a figura do ponto II, e a parte
branca que é negativa, corta perpendicularmente o campo magnético, o contato com a escova
B, esta será positiva e a fem. induzida será máxima.

Posição V – Idêntica à posição I quando o rotor completou um giro de 360°. Pelo que podemos
observar na figura acima, a força eletromotriz induzida faz com que havendo uma carga
conectada entre as escovas A e B, a corrente que circularia através da carga seria contínua,
porém, pulsativa. Um gerador desse tipo não teria aplicação prática. O que necessitamos é que
o gerador forneça uma tensão com polaridade constante e a amplitude seja aproximadamente
constante.

4.1. Melhoramento da Tensão de Saída do Gerador


Para solucionar esse problema da tensão pulsante foi colocada uma grande quantidade de
espiras, cada qual ligada a uma das lâminas do comutador fazendo com que a tensão de saída
fique constante. As figuras abaixo mostram um comutador com varias lâminas e a forma de
onda da tensão de saída linear.

Figura 7: Geração de corrente contínua com comutador de várias lâminas. [4]

Figura 8: Saída de tensão nas escovas [4]

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Figura 9: Rotor de um gerador de corrente contínua. [4]

5. Tipos de Excitação de um Gerador CC

Até o momento o campo magnético do estator foi considerado um imã permanente, ou seja,
sua intensidade não pode ser modificada. Na prática, os geradores alimentam cargas variáveis,
e à medida que a carga aumenta a tendência da tensão é cair. Vimos que a tensão gerada é
proporcional a velocidade do giro do rotor e a intensidade do campo magnético aplicado as
bobinas, no entanto não é possível variar a velocidade de giro do rotor indefinidamente, pois o
controle da velocidade é definida pela máquina primária. Como é impossível variar as partes
físicas do gerador a única forma de variar a tensão de saída é aumentando a intensidade do
campo magnético. Por isso o campo de imã permanente é substituído por um eletroímã, sendo
agora possível variar a intensidade do campo variando a corrente da bobina que compõe este
eletroímã. Esta bobina é chamada de bobina de campo. A figura abaixo mostra essa
substituição.

Figura 10: Gerador de Corrente Contínua com enrolamento de campo. [5]

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Esta bobina de campo pode ser alimentada de varias formas formando assim os tipos de
excitação do gerador de corrente continua. Estes tipos de excitação são: Excitação
independente e auto-excitação. Os auto-excitação podem ser:
 Série
 Paralelo
 Composto
Quando o campo do gerador é fornecido ou “excitado” por uma fonte CC independente
(separada), como por exemplo, uma bateria, ele é chamado de gerador de excitação
independente. Quando o gerador fornece a sua própria excitação, ele é chamado de gerador
auto-excitado. Se o seu campo estiver ligado em paralelo com a armadura, ele é chamado de
gerador shunt ou em paralelo. Quando o campo está em série com a armadura, o gerador é
chamado de gerador série. Se forem usados os dois campos, shunt e série, o gerador é chamado
de gerador composto. Os geradores compostos podem ser ligados em derivação curta com o
campo-shunt em paralelo somente com a armadura, ou formando uma derivação longa, com o
campo-shunt em paralelo com a armadura e com o campo-série. Num gerador composto, o
campo-shunt predomina e é o mais forte dos dois. Quando a fem do campo-série auxilia a fem
do campo-shunt, o gerador é denominado de composto cumulativo (ou aditivo). Quando a fem
do campo-série se opõe à fem do campo-shunt, o gerador é denominado de composto
diferencial (ou subtrativo).
Os reostatos de campo são resistências ajustáveis colocadas nos circuitos de campo para variar
o fluxo do campo e, portanto a fem gerada pelo gerador. No campo-shunt o controle do fluxo
magnético (através do controle da corrente) é realizado com um reostato colocado em série
com o enrolamento de campo-shunt, já no campo-série o reostato deve ser colocado no circuito
em paralelo com o enrolamento de campo-série[4].

5.2. Excitação Independente


Nos geradores com excitação independente o enrolamento de campo não depende da tensão
gerada. A figura a seguir mostra o circuito de um gerador de corrente contínua com excitação
independente.

Figura 11: circuito da excitação Independente [2].

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5.2.1. Característica do Gerador de Corrente Contínua Excitação Independente.

A Máquina é excitada externamente pelo circuito de campo com velocidade praticamente


constante e velocidade ajustável por variação da tensão de armadura e também por
enfraquecimento de campo.
Aplicações mais comuns: máquinas de papel, extrusoras, fornos de cimento, etc. Enrolamento
de campo independente e apresenta um fluxo mínimo mesmo com o motor a vazio.

Curva do Gerador Independente

Figura 11.1: Curva gerador


de corrente contínua cxcitação tipo Série [1]

A tensão V diminui com o aumento de Ia porque a reação do induzido aumenta com Ia


diminuindo a Eg (fem gerada), a tensão V é sempre menor que Eg devido a queda de tensão em
RaIa que só aumenta com o aumento de Ia.

5.3. Excitação Tipo Série

Figura 12: circuito da excitação tipo série [2]

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5.3.1. Características do Gerador Série

1- O enrolamento de campo série é constituído de poucas espiras de fio grosso


- ligado em série com a armadura transporta toda a corrente de carga;
- dever ter baixa resistência;
- com baixa resistência tem-se baixa queda de tensão.
2- O gerador tipo série não gera tensão nominal a vazio porque não tem como se magnetizar.
3- Com carga nominal gera tensão nominal.
4- Com sobrecarga tende a aumentar as quedas internas e a tensão na carga diminui.
5- O gerador série na sua forma pura não se encontra muita aplicação prática.

Curva Gerador de Corrente Contínua Excitação- Tipo Série.

Figura 13: Curva gerador de corrente contínua cxcitação tipo Série [1]

Nessa ligação a corrente de carga Ic é a mesma Ie e Ia também. Sem carga, a tensão nos
terminais se deve somente ao magnetismo residual (Ic=Ie=Ia=0).
Se não houvesse reação do induzido nem Ra e Rs a tensão de saída seria proporcional à corrente
puxada.

É possível observar que no gerador com auto-excitação série toda a corrente necessária para
alimentação da carga passa pelo enrolamento de campo. Por este fato a bobina de campo série
é composta por um pequeno número de espira e um condutor de grande secção para suportar a
corrente da carga. A aplicação mais comum desse tipo de gerador é como máquina de solda
elétrica. Nesse tipo de gerador, quanto mais se aumenta a carga maior será a tensão gerada. O
limite dessa tensão é determinado pela saturação do núcleo.

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5.4. Excitação Tipo Composto

Figura 15: circuito equivalente da excitação tipo compost [2]

5.4.1. Característica do Gerador de Corrente Contínua Excitação Composto


O gerador composta apresenta-se as características do gerador shunt e do gerador série.
- gera tensão nominal a vazio (shunt);
- aumenta a tensão gerada com carga (série).

O gerador composto possibilita três formas diferentes de excitação para alimentar cargas
diferentes, essas excitações são:
 Subcomposto
 Normal
 Hipercomposto

- subcomposto: a tensão de saída do gerador sem carga é maior que a tensão do gerador
a plena carga. Se o número de espira do campo série não é o suficiente para aumentar a tensão
gerada na armadura, para compensar as quedas internas, de tal forma que a tensão na carga é
melhor que a tensão a vazio.
- normal: a tensão de saída do gerador sem carga é igual a tensão a plena carga. Quando
o número de espiras é suficiente para aumentar a tensão gerada para compensar as quedas
internas, de forma que a tensão com carga é exatamente igual à tensão a vazio.
- super composto ou hiper-excitado: a tensão de saída sem carga é menor que a tensão de
saída à plena carga. Quando o número de espiras do campo série é capaz de aumentar a tensão

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gerada de forma a superar as quedas internas, e a tensão com carga é maior do que a tensão a
vazio.

Curva do Gerador Composto

Figura 16: curva do gerador composto [1]

Quando tensão V cai a corrente Ie tende a cair conforme visto. Diminuindo a resistência no
reostato tem-se aumento em Ie aumentando o campo e assim a tensão V. Quando Ic passa por
este enrolamento ele gera um campo complementar ao enrolamento já existente e assim quando
Ic aumenta, a tensão V se mantém praticamente constante (se as espiras do novo enrolamento
forem bem dimensionadas) porque a queda que se observaria é compensada pelo crescimento
do fluxo (diretamente proporcional à corrente) do segundo enrolamento compensando.

Figura 16.1: Características do Gerador Composto. [5]

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5.5. Excitação em Paralelo

No gerador com auto-excitação em paralelo, enrolamento de campo é colocado em paralelo


com o rotor. No inicio a rotação do rotor gera uma pequena tensão devido o magnetismo
residual, esta tensão alimenta o enrolamento de campo aumentando sua intensidade,
aumentando a intensidade de campo aumenta-se a tensão gerada, essa tensão alimenta
novamente o enrolamento de campo criando um campo ainda maior, e consequentemente
gerando mais tensão, esse processo é limitado pela saturação.

Figura 17: circuito equivalente da excitação em paralelo [2]

5.5.1. Características do Gerador Série Shunt

O enrolamento de campo deste gerador é ligado em paralelo com a armadura.


Uma parte da corrente gerada na armadura (Ia), é destinada a corrente de magnetização (If) para
criar o fluxo.

O enrolamento Shunt (Paralelo) é constituído de muitas espiras de fio fino. O fio fino apresenta
alto valor de resistência. Com alta resistência, tem-se baixa corrente. Baixa corrente com
muitas espiras tem-se alto valor de fluxo, com alto valor de fluxo tem-se alto valor de tensão
gerada. O gerador Shunt gera tensão nominal à vazio (sem carga), com carga apresenta quedas
internas fazendo com que a tensão na carga reduz seu valor. [2]

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Curva Gerador de Corrente Contínua - Tipo Shunt

Figura 17.1: curva do gerador com ligação shunt [1]

A tensão V cai com o aumento de Ic porque: a redução do fluxo devido a reação do Induzido;
A queda de tensão do induzido RaIa; A corrente de campo Ie é dada por V/Rs. Sendo Rs
constante, quando tensão V cai devido aos fatores anteriores,a corrente Ie cai diminuindo ainda
mais o fluxo e consequentemente fazendo tensão V ficar menor ainda.
Quanto mais carga em paralelo, menor a resistência equivalente das cargas todas, percebida
pelo gerador. Com resistência menor e mesma tensão V (a princípio) tem-se aumento na
corrente Ic. Quanto maior Ic menor é a tensão V. Quando Ic for tal que tensão V alcance o
ponto “d” na figura, havera um aumento adicional de Ic e causa redução alta da tensão V de
modo que a corrente Ie diminui a um ponto em que a corrente Ic acaba caindo abaixo de seu
valor prévio.
No caso de um curto-circuito nos terminais do gerador (baixíssima resistência e altíssima
corrente) a tensão nos terminais será quase nula sendo a única corrente e tensão percebidos,
aqueles criados pelo magnetismo residual do campo.
Isso caracteriza uma proteção para o gerador uma vez que um aumento grande na corrente de
carga leva a diminuição da tensão e consequentemente da corrente fornecida impedindo a
queima do gerador. [1]
A corrente que é produzida no gerador é dividida para a carga e para o enrolamento de campo,
assim quanto maior for a carga, maior será a corrente gerada e maior será a corrente que
alimentará o enrolamento de campo. Desta forma podemos dizer que o gerador com excitação
em paralelo é um gerador de tensão aproximadamente constante. A figura a seguir mostra um
gráfico da tensão de saída a vazio e a plena carga no gerador paralelo.

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Figura 18: Tensão a Vazio e com carga nominal de um gerador CC auto-excitação em
paralelo

O enrolamento de campo de excitação em paralelo possui pequena secção do condutor e um


grande número de espiras para que a reatância desse enrolamento seja alta e ele não consuma
grandes quantidades de corrente.

6. Regulação de Tensão
A regulação de tensão porcentual é diferença em entre a tensão gerada sem carga e a tensão a
plena carga. A regulação de tensão é definida pela seguinte equação.
VSC −VPC
R(%) = × 100 eq.(1)
VPC

Onde:

VSC – Tensão sem carga


VPC- Tensão a plena carga

Exemplo: Um gerador de corrente contínua composto alimenta uma determinada carga,


a tensão do gerador sem carga é de 220V e a plena carga é de 235V. Determine a regulação
de tensão desse gerador e informe qual o tipo de excitação

Solução:
220−235
R(%) = × 100
235

R(%) = −6,68%

Como a tensão a plena carga é maior que a tensão sem carga, este gerador é do tipo
hipercomposto.

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7. Perdas e eficiência de uma máquina de corrente continua

O rendimento dos geradores DC assim como qualquer máquina não é 100%, ou seja,
sempre há quedas e no caso das máquinas DC estas quedas ocorrem devido as perdas
mecânicas e no cobre.

Perdas de potência no cobre

 𝑃𝑒𝑟𝑑𝑎𝑠 𝑛𝑎 𝑎𝑟𝑚𝑎𝑑𝑢𝑟𝑎 = 𝑅𝐴 × 𝐼𝐴2 eq.(2)


 𝑃𝑒𝑟𝑑𝑎𝑠 𝑛𝑜 𝑐𝑎𝑚𝑝𝑜 𝑠𝑟𝑖𝑒 = 𝑅𝑆 × 𝐼𝑆2 eq.(3)
 𝑃𝑒𝑟𝑑𝑎𝑠 𝑛𝑎 𝑎𝑟𝑚𝑎𝑑𝑢𝑟𝑎 = 𝑅𝐹 × 𝐼𝐹2 eq.(4)

Perdas mecânicas ou rotacionais

 Perdas no ferro – correntes parasitas


- Histerese magnética
 Perdas por atritos – Atrito no mancal (rolamento)
- Atrito nas escovas

8. Circuito equivalente

As relações entre tensão e corrente em um circuito equivalente de um gerador CC, de acordo


com a lei de Ohm e as leis de Kirchhoff:

𝑉𝑡𝑎 = 𝑉𝑔 − 𝑟𝑎 × 𝐼𝑎 eq.(4)

𝑉𝑡 = 𝑉𝑔 − (𝑟𝑎 + 𝑟𝑠 ) × 𝐼𝑎 eq.(5)

𝐼𝐿 = 𝐼𝑎 − 𝐼𝑓 eq.(6)

Onde: 𝑉𝑡𝑎 → tensão nos terminas da armadura, 𝑉.

𝑉𝑔 → tensão gerada na armadura ou força electromotriz fem, 𝑉

𝑉𝑡 → tensão nos terminas do gerador, 𝑉.

𝑟𝑎 → resistencia do circuito da armadura (incluindo a resistência de contato nas


escovas), 𝛺.

𝑟𝑠 → resistencia do campo em série, 𝛺.

𝑟𝑓 → resistencia do campo em derivação, 𝛺.

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𝐼𝑎 → corrente da armadura, 𝐴.

𝐼𝑠 → corrente do campo em série (𝐼𝑆 = 𝐼𝑎 𝑜𝑢 𝐼𝑆 = 𝐼𝐿 ), 𝐴.

𝐼𝑓 → corrente do campo em derivação, 𝐴.

𝐼𝐿 → corrente da carga (ou corrente na linha) armadura, 𝐴.

Figura 19; circuito equivalente

Circuito equivalente de um gerador CC ( excitação composta com derivação longa)

Equação da tensão no gerador cc

A tensão média Vg gerada por um gerador pode ser calculada através da fórmula:

𝑃×𝑍×𝜙×𝑛
𝑉𝑔 = eq.(7)
60×𝑏×108

Onde: 𝑉𝑔 → tensão média gerada por um gerador CC, V.

𝑃 → número de polos.

𝑍 → número total de condutores da armadura.

𝜙 → fluxo por pόlos, 𝑊𝑏. .

𝑛→ velocidade da armadura (ou rotor), rpm.

𝑏 → número de caminhos paralelos através da armadura, dependendo do tipo de


enrolamento da armadura.

Para qualquer gerador, todos os factores da são fixos, exceto 𝜙 𝑒 𝑛. portanto, pode ser
simplificada assumindo a formula:
𝑉𝑔 = 𝑘 × 𝜙 × 𝑛 eq.(8)
𝑃×𝑍
Onde : 𝑉𝑔 = 60×𝑏×108 eq.(9)

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A Eq. (8) revela que o valor de uma fem induzida em qualquer circuito é proporcional á
razão com que o fluxo está sendo interceptado. Assim, se 𝜙 duplicar e 𝑛 permanecer o
mesmo, o valor de 𝑉𝑔 também é duplicado. Analogamente , se 𝑛 dobrar de valor,
permanecendo 𝜙 constante, 𝑉𝑔 também dobra.

9. Vantagens e desvantagens

Vantagens

 Facilidade em controlar velocidade;


 Alto torque na partida em baixas rotações;
 Flexibilidade (excitações);
 Simplicidade, baixo custo e pequeno porte dos conversores CA/CC.

Desvantagens
 Maiores e mais caros que os CA;
 Maior manutenção (comutadores e escovas);
 Arcos eléctricos e faíscas (não pode ser usado perto de inflamáveis);
 Tensão entre lâminas (Anel de fogo);
 Medidas especiais de partida

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10. Conclusão

Ao fim do trabalho o grupo pode concluir que os geradores de corrente continua tem uma
composição semelhante aos geradores de corrente alternada, e que a principal diferença entre
eles esta na adição do comutador que tem como função transformar a tensão alternada induzida
numa tensão continua. E que para se obter uma tensão linear nos terminas do gerador deve-se
colocar uma grande quantidade de espiras, cada qual ligada a uma das lâminas do comutador
fazendo com que a tensão de saída fique constante.

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11. Bibliografia

[1] <http://www.faatsp.edu.br/publicacoes/maquina_CC.pdf> acessado no dia 10/03/2018

[2] Carvalho, Geraldo. Máquinas elétricas, Teoria e ensaios – São Paulo: Érica, 2012.

[3] VINCENT, Del Toro. Fundamentos de maquinas elétricas, New Jersey Prentice-hall,
1990

[4] Fitzgerard, A. E. Máquinas elétricas de grande porte. São Paulo: McGraw-Hill, 1975.

[5] <http://pt.wikipedia.org/wiki/maquina_de_corrente_continua> Acessado no dia


15/04/2118

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