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Ano letivo 2019/2020

Cursos de Educação e Formação de Adultos (Secundário) – EFA-A 2


Cidadania e Profissionalidade
UFCD 4 - “Processos Identitários”
2019/2020

RESULTADO DE APRENDIZAGEM: Participa na construção dos objetivos profissionais à luz de uma


cultura de rigor (DR2)

Nome:_________________________________________________________Nº______
A docente:__________________________ Data:___/___/___

PROPOSTA DE TRABALHO Nº 3

Doc. 1:
As associações e os organismos governamentais na defesa da multiculturalidade

Por toda a Europa têm vindo a multiplicar-se os atos de violência contra as minorias étnicas e, sobretudo, contra
as comunidades de imigrantes.
Em reação a este fenómeno preocupante, uma diversidade de associações e movimentos cívicos tem-se
empenhado na defesa dos direitos dos imigrantes e da convivência intercultural, A par destas, outras associações,
estas criadas pelos próprios imigrantes já integrados nos países de acolhimento, procuram auxiliar os seus
compatriotas recém-chegados,
Na esfera do Estado, por outro lado, existem vários organismos governamentais com a função de
supervisionar a entrada dos emigrantes em Portugal, bem como de facilitar a sua integração social.

1. Identifique os motivos que justificam a existência de entidades de defesa da multiculturalidade.

Doc. 2:
O SOS Racismo
«O SOS RACISMO foi criado em 10 de Dezembro de 1990. A sua criação partiu da iniciativa de um
grupo de pessoas que, assim, se propôs lutar contra o Racismo e a Xenofobia em Portugal, contribuindo
para a formação de uma sociedade em que todos tenham os mesmos direitos. (...)
Há igualmente um esforço no sentido de colaborar com outras associações anti-racistas e de imigrantes a
nível nacional, 0 SOS RACISMO desenvolve, igualmente, actividades e acções em conjunto com outras
associações de países europeus, estando actualmente activamente envolvido na criação de uma rede anti-
racista europeia, em conjunto com vários países da Europa.»
2. Refira os principas objetivos da associação SOS Racismo.

Doc. 3:
As associações de imigrantes
«Podemos distinguir três grandes fases no movimento associativo de origem imigrante em Portugal:
- Uma primeira fase de intervenção de emergência, que marcou toda a década de 1980, mas que se inicia
em meados dos anos 70 com a vinda de um grande contingente de cidadãos africanos das antigas colónias
portuguesas. É uma fase caracterizada pela criação de associações informais nos locais da Área
Metropolitana de Lisboa que foram acolhendo os recém-chegados e onde a população imigrante se foi
concentrando,
- Uma fase de impulso da intervenção das associações como agentes da integração socioeconómica dos
imigrantes, que marcou a primeira metade da década de 1990, assistindo-se a um rápido aumento do
número de associações.

A Docente: Helena Fernando Pág nº1


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Cursos de Educação e Formação de Adultos (Secundário) – EFA-A 2
- Uma fase de maturação do movimento associativo, a partir de meados da década de 1990, onde as
associações alcançam o reconhecimento formal, pelas instituições políticas, nacionais e locais, do seu papel
enquanto agentes de desenvolvimento das comunidades de origem imigrante.»
Rosana Albuquerque e outros, O Associativismo dos Imigrantes em Portuga in Janus 2001,
Público/Universidade Autónoma de Lisboa, 2000 (adaptado)

3. Elabore uma lista das associações de imigrantes existentes no nosso país.

Doc. 4:
O Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural
«São atribuições do ACIDI, I. P.:
a) Promover o acolhimento e a integração dos imigrantes e das minorias étnicas através da parti-
cipação na concepção, desenvolvimento e coordenação de políticas públicas transversais, integradas e
coerentes;
b) Incentivar a participação cívica e cultural dos imigrantes e das minorias étnicas nas instituições
portuguesas, bem como através das suas associações representativas para um exercício pleno da sua
cidadania;
c) Garantir o acesso dos cidadãos imigrantes e minorias étnicas a informação relevante, designada-
mente, direitos e deveres de cidadania;
d) Combater todas as formas de discriminação em função da raça, cor, nacionalidade, origem étnica ou
religião, através de acções positivas de sensibilização, educação e formação, bem como através do
processamento das contra-ordenações previstas na lei;
e) Promover a interculturalidade, através do diálogo intercultural e inter-religioso, com base no res-
peito pela Constituição, pelas leis e valorizando a diversidade cultural num quadro de respeito mútuo;
f) Dinamizar centros de apoio ao imigrante, de âmbito nacional, regional e local, que proporcionem
uma resposta integrada dos vários serviços públicos às suas necessidades de acolhimento e integração.»
4. Resuma as funções do Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural.

Doc. 5:
O Centro Nacional de Apoio ao Imigrante
«À maneira de uma Loja do Cidadão especializada, o CNAI (Centro Nacional de Apoio ao Imigrante)
congrega vários serviços e permite que o imigrante seja atendido por alguém que o compreende melhor do
que ninguém: outro imigrante.
No CNAI, a informação é logo digitalizada, para que o utente não precise de a repetir andares acima, nos
gabinetes de Reagrupamento Familiar, de Apoio Jurídico, de Apoio Social ou na UNIVA (Unidade de
Inserção na Vida Activa), secções criadas pelo Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural,
do qual o CNAI no seu todo depende. Porém, a grande vantagem deste centro reside no facto de congregar
as diferentes entidades que o estrangeiro terá de visitar se pretende legalizar-se, renovar a documentação
ou apenas informar-se acerca dos seus direitos, como o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), a
Inspecção Geral do Trabalho (IGT), a Segurança Social, o Ministério da Educação e o da Saúde.»

5. Em que medida o CNAI pode facilitar a integração dos imigrantes no nosso país?

A Docente: Helena Fernando Pág nº2

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