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MANUAL DE APOIO

UFCD – 8354

SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO


FLORESTAL

1
Índice
ÍNDICE ................................................................................................................. 2

1. INTRODUÇÃO ............................................................................................ 4

2. AS EXPLORAÇÕES AGRÍCOLAS E FLORESTAIS EM


PORTUGAL ......................................................................................................... 5

2.1 AS ESPECIFICIDADES DO TRABALHO FLORESTAL ................................... 5


2.2 OS RISCOS DO TRABALHO FLORESTAL .................................................... 6

3. A PREVENÇÃO DE RISCOS PROFISSIONAIS .................................... 7

3.1 TRABALHO FLORESTAL-ELEVADA SINISTRALIDADE .............................. 8


3.2 DISTRIBUIÇÃO DA FREQUÊNCIA DE A.T. COM MOTOSSERRA ................. 8
3.3 A MOTOSSERRA ................................................................................. 9
3.4 DISPOSITIVOS DE SEGURANÇA.............................................................. 10
3.5 ARRANQUE DA MOTOSSERRA................................................................ 11

3.6 FERRAMENTAS ..................................................................................... 14


3.7 EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL ........................................... 15

4. OPERAÇÃO DE ABATE DE ÁRVORES .............................................. 17

4.1 REGRAS PARA O ABATE DE ÁRVORES ................................................... 17


4.2 EXECUÇÃO DO ENTALHE E DO CORTE DE QUEDA ................................. 19
4.3 OPERAÇÃO DE DESRAME ...................................................................... 20
4.5 OPERAÇÃO DE TRAÇAGEM ................................................................... 23
4.6 A EXTRAÇÃO .............................................................................................. 24

5- CARREGAMENTO E TRANSPORTE ...................................................... 26

6. A ERGONOMIA E O TRABALHO FLORESTAL ............................... 28

6.1 A ANATOMIA DA COLUNA VERTEBRAL................................................ 28


6.2 FATORES DE RISCO ............................................................................... 29
6.3 ERGONOMIA E PREVENÇÃO .................................................................. 30

2
1................................................................................... 31

7. CONCLUSÃO ............................................................................................ 32

8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..................................................... 33

3
1. Introdução
As exigências sempre acrescidas de qualidade e de competitividade, a par da
inovação tecnológica, vêm fazendo o que os ideais humanistas raramente
conseguiram, isto é: a promoção da Saúde e Segurança nos locais de trabalho,
que, deve traduzir-se numa intervenção global e integrada, envolvendo os
trabalhadores, todos os sectores e todas as dimensões da empresa.

A segurança, a par da qualidade e da competitividade, deverão necessariamente,


constituir um todo indissociável, e, como tal encarada em termos de gestão e de
cultura da empresa.

O trabalho florestal constitui entre todas as atividades do mundo rural uma das
mais perigosas, verificando-se um elevado índice de sinistralidade.

Existe um conjunto muito significativo de especificidades, que implicam a


necessidade de regras próprias, nomeadamente no que respeita à organização do
trabalho, à utilização de equipamentos de trabalho, bem como à utilização de
equipamento de proteção individual.

O presente trabalho pretende dar a conhecer os principais riscos relacionados com


as operações de abate de árvores com recurso à motosserra, procurando ilustrar e
informar sobre a importância e significado da prevenção, sensibilizando para a
necessidade da integração da prevenção na organização do trabalho florestal, e
contribuir para a diminuição da sinistralidade no sector.

4
2. As explorações agrícolas e
florestais em Portugal
O sector agrícola e florestal português encontra-se em fase de profunda mutação
face às novas realidades consequentes da adesão de Portugal à União Europeia a
que tem correspondido um esforço de modernização e uma progressiva redução da
população ativa na agricultura

Têm vindo a verificar-se um progressivo aumento das áreas de exploração florestal


em detrimento dos solos que vinham sendo objeto de aptidão agrícola.

A floresta existente apresenta uma complexidade elevada tendo em conta a


dimensão do País. De salientar os seus produtos diretos: madeira, cortiça, resinas
e frutos florestais.

A produtividade do trabalho florestal em Portugal, é baixa, face às economias


florestais dos países do norte da Europa, não sendo possível esperar melhorias a
curto e a médio prazo.

Assistiu-se já a uma redução da população ativa na agricultura e, a nível da floresta,


registam-se dificuldades na disponibilidade de mão-de-obra qualificada.

Os motosserristas são um grupo profissional muito particular considerando os


riscos profissionais associados às novas formas de trabalho, em particular o
trabalho independente e o falso trabalho independente.

Por outro lado, na exploração florestal existem uma elevada intervenção de


empresas empreiteiras e subempreiteiras que atuam nas florestas, em todos os
ciclos de produção, havendo co-responsabilização dos grandes donos de florestas,
privados e públicos, em particular as indústrias de celulose, o que determina
particulares exigências ao nível da gestão, nomeadamente quanto aos critérios de
seleção e à coordenação da sua atividade.

2.1 As especificidades do trabalho florestal


A floresta portuguesa é essencialmente composta por quatro espécies:

ü Pinus Pinaster;
ü Quercus Suber;
ü Quercus Rotundiofolia;
ü Eucaliptus Globulus.

Existe um conjunto de especificidades associadas à diversidade de tarefas e às


particularidades do meio ambiente em que se desenvolve o trabalho florestal, das
quais serão de destacar os seguintes aspetos:

5
v Ocorre ao ar livre, de que resulta a permanente exposição às condições
climatéricas;

v Ocorre sob a forma de “estaleiros móveis”, porquanto as frentes de trabalho


não são fixas;

v Exerce-se em locais isolados, implicando frequentemente, o percurso de


grandes distâncias em caminhos difíceis por parte dos profissionais, para
chegar ao local de trabalho;

v Exerce-se em terrenos irregulares, muitas vezes em grandes declives, húmidos


e instáveis, devido à rama e folhagem;

v Obriga, frequentemente, à utilização de considerável força muscular na


movimentação manual de cargas ( toros, plantas, adubos...);

v Obriga, ainda, à utilização de equipamentos que exigem considerável


resistência física e capacidade de concentração, associadas a posturas e gestos
determinados.

2.2 Os riscos do trabalho florestal


Para além destes aspetos relacionados com a penosidade, existe ainda um conjunto
de riscos graves de acidentes de trabalho e de doença profissional, como:

v Corte;
v Lesões dorso-lombares;
v Esmagamento;
v Surdez;
v Quedas.

Os riscos são agravados pelas seguintes razões:

ü Não observação das normas de segurança;

ü Falta de conhecimentos específicos para a execução do trabalho;

ü Ferramentas e máquinas mal utilizadas ou deficientes;

ü Ausência ou não-utilização dos equipamentos de proteção individual;

ü Falta de prática e experiência em virtude dos trabalhos serem


esporádicos;

6
ü Falta de formação/informação.

Para dar respostas adequadas a todas estas particularidades, e no novo contêxto do


mundo do trabalho marcado pela globalização das economias, pelas novas
tecnologias e até pelas expectativas individuais que vêm exigir às empresas um
reforço substancial da sua capacidade competitiva, importará:

Ø Ao nível da política de prevenção da empresa privilegiar a informação e a


formação dos profissionais, com uma especial atenção aos desafios
associados a estas novas exigências, em que serão de destacar:
- a qualidade do trabalho;
- a organização e gestão da prevenção nos locais de trabalho;
- a organização do trabalho.

3. A prevenção de riscos profissionais


A diretiva 89/391/CEE, constitui até hoje o grande quadro de referência normativa
da política europeia de segurança e saúde no trabalho, constituindo um novo
paradigma de segurança e saúde no trabalho.
No quadro desta “nova abordagem”, podem-se destacar os seguintes aspectos
principais:
- Criação de uma rede nacional de prevenção de riscos profissionais;
- Identificação dos intervenientes da rede e qual o seu papel;
- Organização e funcionamento dos serviços de segurança e saúde na empresa;
- Identificação dos princípios gerais de prevenção:
§ Eliminação do risco;
§ Avaliação dos riscos;
§ Combater os riscos na origem;
§ Adaptação do trabalho ao homem;
§ Atender ao estado de evolução da técnica;
§ Organização do Trabalho;
§ Prioridade da proteção coletiva;
§ Proteção individual;
§ Informação e Formação.

Não existe boa prevenção sem um conhecimento exacto da actividade produtiva


concreta.

A agricultura é um conjunto de atividades produtivas que se desenvolve na


produção agrícola, pecuária e florestal.

Qualquer uma destas atividades produtivas é muito exigente no domínio da


organização do trabalho, tendo em consideração as especificidades próprias do
sector:

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A organização do trabalho exige cada vez mais uma envolvente de apoio técnico
e tecnológico, para o desenvolvimento:
- da Formação de quadros;
- da Informação necessária às empresas e aos profissionais;
- da Investigação sobre as tecnologias e sobre o modo como se desenvolve
o trabalho;

3.1 Trabalho florestal-elevada sinistralidade6


O trabalho florestal é uma atividade de elevada sinistralidade, só ultrapassada a
nível de frequência na indústria de carnes e a nível de gravidade pela construção
civil.

Veja-se o seguinte gráfico:

ACIDENTES DE TRABALHO COM


MOTOSSERRA

10%
Corte de ramos
Abate
30%
60% Traçagem

As estatísticas referem que o maior número de acidentes na atividade florestal dão-


se no corte de ramos (60%), enquanto que nas operações de abate ocorrem (30%),
estes de consequências mais graves. As operações de traçagem, referem (10%) dos
acidentes.

3.2 Distribuição da frequência de A.T. com motosserra


A distribuição da frequência de acidentes com motosserra, é como se pode ver na
figura seguinte:

Erro! Objetos não podem ser criados a partir dos códigos do campo de edição.
Os trabalhadores estão expostos a lesões de vários tipos. O trabalho com a
motosserra pode causar doenças profissionais:

v Problemas de coluna;

v Perda de sensibilidade no dedos das mãos e má circulação;

8
v Perda de capacidade auditiva.

Por este facto, deverão ser utilizadas as seguintes medidas de segurança:

Ø Equipamento pessoal de proteção completo;

Ø Motosserra com equipamento de proteção;

Ø Técnica segura de trabalho.

3.3 A MOTOSSERRA
A motosserra, constitui um equipamento complexo e perigoso, exigindo do seu
operador um nível elevado de formação adequada e uma boa capacidade de
compreensão da informação contida no respetivo “manual de instruções”.

Devem ter-se algumas informações gerais quanto aos seguintes aspetos:


- caraterísticas, capacidades e modo de funcionamento;
- dispositivos de segurança;
- manutenção.

Quando da aquisição duma motosserra, deve ter-se em consideração a relação


entre a potência e peso da máquina, uma vez que é possível cortar diâmetros
consideráveis com lâminas mais curtas, facilitando o corte de ramos, onde a
frequência de acidentes é mais elevada, reduzindo a fadiga.

É, portanto da maior importância, a consulta do “manual de instruções”, porque


permite uma melhor seleção do equipamento mais adequada ao trabalho a realizar,
bem como o conhecimento exato das regras a serem observadas quando da sua
utilização.

Este deve conter instruções e informações pormenorizadas sobre todos os aspetos


relacionados com a sua conservação, a boa utilização pelo operador/utilizador,
compreendendo os requisitos relativos ao vestuário e aos equipamentos de
proteção, bem como a necessidade de formação profissional quanto à sua
utilização.

A maioria das motosserras têm conceção semelhante .

Algumas partes são iguais para diferentes modelos como por exemplo, lâminas e
cadeias.

As partes principais da motosserra, são como mostra a figura seguinte:

9
Guarda-m ão dianteiro
Pega dianteira

Bloqueador de Baínha da lâmina-guia


seguranç a

Comando do
ac elerador
Pega traseira
Lâm ina-guia
Guarda-m ão
Corrente
traseiro
Retentor da c orrente

3.4 Dispositivos de segurança


O trabalho com motosserra pode ser perigoso.

Daí que as motosserras modernas tenham vários dispositivos de segurança. São


eles:

1. Guarda-mão dianteiro com travão da corrente: protege a mão


esquerda e detém a corrente ao produzir-se o ressalto;

2. Retentor da corrente: retém a corrente quando esta se parte;

3. Guarda-mão traseiro: protege a mão direita quando a correia parte;

4. Bloqueador de segurança: bloqueia o comando do acelerador;

5. Dispositivos anti-vibratórios: evitam afeções nas mãos, provocadas


pelas vibrações.

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6. Bainha da lâmina-guia: evita ferimentos na mão durante o transporte.
O quadro seguinte mostra como os dispositivos de segurança da motosserra
contribuem para a diminuição dos riscos de acidente:

DISPOSITIVOS DE SEGURANÇA DA MOTOSSERRA


DIMINUIÇÃO DOS RISCOS DE AC IDENTE

DISPOSITIVOS DE OBSERVAÇ ÕES


RISCOS QUE DIMINUI VANTAGENS
SEGURANÇA
- Dim inui a fa d ig a
Má c irc ula ç ã o nos de d os Dim inuiç ã o d e - Diminui a prob a lid a d e
AMORTECEDORES
(d o enç a d os d ed o s b ra nco s) vib ra çõ es d e a cide nte s vá rios

RETENTOR DA Golp e s o u c o rte s no s m em b ros


Re te m a c orre nte em
CADEIA DE C ORTE inferiore s, b a ixo-ventre, m ão
situa ç õe s d e rup tura
e a nte -b ra ço d ire ito
BLOQUEADOR DO Blo q ueia a c o rrente Proteg e so b retudo a
ACELERADOR E PROTECÇÃO C orte na m ã o esq ue rd a em c a so d e ressa lto fa c e nos ca sos d e
DA MÃO ESQUERDA e p ro te g e a m ã o esq ue rd a re ssa lto

BLOQUEADOR DO Diversa s lesõ es em tod o Im p ed e a ac e leraç ã o


ACELERADOR E PROTECÇÃO o co rp o ind e vid a e p ro te g e
DA MÃO DIREITA Pro te cç ã o à m ã o d ire ita a m ã o d ire ita
- Dim inui a fa d ig a
Dim inuiç ã o d a vib ra ç ã o
CADEIA DE - Co m me no r e sfo rço
Dive rsos Me lho r pre c isã o nos co rte s e
SEGURANÇA d o m otor, co nseg ue-se
m aior d ura çã o d a afia ç ão
uma p rod utivid a d e ma ior
Pro te g e a c orre nte de
BAÍNHA DE PROTECÇ ÃO Proteg e o o p era d o r e a
Co rte s e lesõ es múltip la s co rte, se m p e rd a d e
DA CADEIA DE CORTE ca d eia, q ua nd o e m tra nsp orte
a fia ç ã o

3.5 arranque da motosserra

O arranque da motosserra comporta riscos para o operador, nomeadamente:


• Dificuldade no arranque a frio do motor da motosserra;
• Ressalto da motosserra sobre as pernas do operador.

As medidas de prevenção e proteção nesta operação, são as seguintes:

• Manutenção e limpeza da parte elétrica para que o motor arranque


facilmente;

• Utilização das três posições de arranque tecnicamente correctas:

- Motosserra assente no chão


- Motosserra entre os joelhos
-Motosserra suspensa entre as mãos

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Arranque da motosserra

É Qualquer dos três métodos são seguros, ficando à escolha do operador


utilizar aquele a que melhor se adapte.

muito importante manter a motosserra em boas condições de funcionamento


Conservação e manutenção corretas da motosserra significam:
- menos paragens, e menos irritação;
- maior rendimento da motosserra.

A parte mais importante da manutenção da motosserra é a que diz respeito à


limpeza.

Limpar com especial cuidado as áreas em volta de:


- Arrancador ( entrada de ar);
- Entrada de ar no filtro de ar;
- Grelha refrigeradora do cilindro.
Deve realizar-se uma manutenção diária e semanal:

Manutenção diária: (10 a 15 minutos por dia)


O operador deve verificar:
1. Corrente
- Revisão e afiação;

2. Lâmina-guia
- Revisão, limpeza da ranhura e dos orifícios de lubrificação;
- Inspeções das porcas da tampa do órgão de corte;
- Inversão da lâmina-guia;

3. Motor da motosserra
- Limpeza cuidadosa e inspeção dos orifícios de entrada de ar, os quais
devem estar sempre limpos;

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4. Guarda-mão dianteiro com travão da corrente

- Revisão, limpeza e ensaio;

5. Filtro de ar

- Revisão e limpeza;

6. Parafusos, porcas e pernes


- Ajustamento.

Manutenção semanal: (1-2 horas por semana)

1. Corrente
- Revisão e afiação cuidadosa. Uniformizar o tamanho dos dentes de corte;

2. Lâmina-guia
- Eliminação de rebarbas;

3. Pinhão de ataque
- Revisão e lubrificação do rolamento do pinhão;

4. Embraiagem
- Revisão e limpeza;

5. Volante e placas de cilindro


- Limpeza;

6. Vela
- Limpeza, revisão e regulação. Se necessário, ajuste da folga;

7. Sistema de arranque
- Desmontagem e limpeza, lubrificação do rolamento do carreto,
substituição da corda do arrancador (se estiver gasta), com
ajustamento da tensão da corda, se necessário;

8. Filtros de óleo e combustível

- Limpeza e verificação da chegada de óleo à lâmina;

9. Silenciador
- Limpeza.

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3.6 Ferramentas
Para trabalhar eficientemente com a motosserra são necessárias algumas
ferramentas.

As ferramentas manuais diferem de forma, tamanho e material, sendo usadas com


diferentes propósitos. Devem estar em boas condições, para fazer os trabalhos mais
facilmente, evitando a fadiga e aumentando a produtividade.

Vejamos alguns exemplos:

1-Catana c/ baínha de 2-Cunhas 3-Machado


Protecção. 4-Marreta

6-Suta ou Régua de
cubicagem e Fita 7-Alavanca de abate
5-Gancho com argola
métrica

8-Ganchos ou tenazes

1. Catanas com bainha de proteção que se fixam no cinto do operador, para


trabalhos de limpeza;

2. Cunhas para manter aberto o corte e dirigir a queda da árvore. As cunhas


devem ser de metal brando ou de madeira. Não devem usar-se cunhas de
aço porque podem danificar a cadeia e os fragmentos de aço, podem ferir o
operador;

3. Um machado para trabalhos de limpeza, desrrama de pequenas árvores e


introdução das cunhas. O machado deve ter cerca de 1000gr, sendo o
comprimento do cabo de 70 a 80 cm. O gume deve estar protegido;

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4. Uma marreta para introduzir as cunhas nas árvores de maiores dimensões,
com um peso aproximado de 300gr, com cabo direito e comprimento à volta
de 80 cm;

5. Um gancho com argola e vara para soltar ou dar a volta a árvores médias;

6. Uma suta ou régua de cubicagem e fita métrica (de acordo com as


necessidades;

7. Uma alavanca de abate com gancho;

8. Ganchos ou tenazes para manipulação de toros;

3.7 Equipamento de proteção individual


O operador da motosserra deverá usar Equipamento de Proteção Individual
apropriado, a fim de reduzir o risco de lesões.

ü
ü
ü
ü
ü
ü
ü
ü
ü

Ø Fato adequado (nem muito justo, nem muito folgado);

Ø Botas com caneleira, biqueira e aço e sola anti-deslizante;

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Ø Capacete de segurança com orifícios de ventilação e viseira para proteger o
operador contra a serradura e outras partículas,

Ø Protetores de ouvidos para o operador que trabalhe continuamente durante


várias horas por dia ou por um período de vários anos;

Ø Luvas para proteger contra cortes, contusões, queimaduras e sujidade,

Ø Pacote de primeiros socorros de bolso, com ligaduras e compressas para


feridas abertas.

As calças com entretela de segurança têm a propriedade de bloquear muito


rapidamente a corrente da motosserra (14 centésimos de segundo), conforme
testado pelo INRS- Institut Nacional de Recherche et de Sécurité francês.

O quadro seguinte releva-se de grande importância indicando qual a parte do corpo


a proteger e o equipamento de proteção apropriado de acordo com a operações a
realizar:

16
Fonte: TEIXEIRA,Filomena;GARDETE, José,Trabalho Florestal, Manual de Prevenção, 2ª Edição Lisboa:
IDICT,2001.

4. Operação de Abate de Árvores


O abate é o trabalho mais perigoso das operações florestais. Requer trabalhadores
bem treinados e com uma correta organização do trabalho.

Antes de iniciar o trabalho, o operador deverá fazer um reconhecimento do terreno,


a fim de verificar da existência ou não de buracos, declives acentuados, rochas,
risco de desmoronamentos, árvores mortas (em pé ou caídas), linhas elétricas,
muros, casas, etc.
Este reconhecimento, além de contribuir para a sua própria segurança, poderá
evitar danos pessoais e materiais a terceiros.

4.1 Regras para o abate de árvores


A equipa de abate deve manter-se a uma distância mínima equivalente a duas
alturas de árvores dos outros trabalhadores.

17
Distância de segurança= 2 alturas de árvores

A direção da queda deve ser determinada cuidadosamente, pela observação da


direção da queda natural da árvore, sentido da extração, inclinação da árvore,
vento, obstáculos na direção da queda ou no solo, assim como da possibilidades
de afastamento com toda a segurança.

Quando a direção da queda é determinada, as ferramentas devem ser colocadas em


sentido oposto.

Deve limpar-se a área de trabalho à volta da árvore. Libertam-se dois caminhos de


saída para os lados, fazendo um ângulo de 45º no sentido da retaguarda.
A base da árvore deve ficar bem limpa usando para tal a catana ou um machado,
para evitar que a cadeia perca o fio com demasiada rapidez.

18
4.2 Execução do entalhe e do corte de queda
Depois de fixar a direção da queda e limpar a base da árvore, assim como os
caminhos de saída, o corte começa fazendo-se o entalhe, o qual deverá penetrar até
cerca de 1/4 ou 1/5 do diâmetro da árvore.

O entalhe deve corresponder exatamente à direção da queda.

O ângulo de abertura deve ter cerca de 45º.

Começa-se pelo corte oblíquo (3). O corte horizontal deve encontrar o corte
oblíquo segundo uma linha perpendicular à direção da queda.
Se as árvores tiverem tendências para o aparecimento de falhas, o entalhe deverá
ser concluído com pequenos cortes laterais (5) e (6).
O corte oblíquo (a), o corte horizontal (b) e o corte de queda (c), não devem ser
demasiadamente aprofundados, como e vê na figura.

Antes de iniciar o corte de queda o operador deve dar um forte grito de


advertência.

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O corte de queda (charneira) deverá ser feito horizontalmente 2,5 a 5cm do traço
horizontal do entalhe. Este não deve ser demasiadamente aprofundado, uma vez
que a charneira permite manter o controlo da árvore.

Uma cunha (a) ou uma alavanca (b), permitem empurrar a árvore na direcção da
queda.

Uma vez iniciada a queda da árvore, o operador deve afastar-se por um dos
caminhos de saída.

4.3 Operação de desrame


A desramação com motosserra requer operadores bem treinados.
Em primeiro lugar deve fazer-se a operação de desrame na parte superior do
tronco, de modo a que os ramos de baixo façam de suporte e só depois é que se
cortam os de baixo, tendo em atenção o facto do tronco ter de ficar sempre entre o
operador e a motosserra.

Vejamos algumas regras principais a seguir nesta operação:

Desramações - Regras principais


1.

2.

1. Manter posição de trabalho segura e evitar obstáculos;

2. Assentar o peso da motosserra na coxa;

3. Ajustar a forma de pegar à posição de trabalho da motosserra;

20
4. Na medida do possível deixar que a árvore suporte o peso da
motosserra;

5. Utilizar a motosserra como se fosse uma alavanca, usando as garras


como ponto de apoio.

Deve-se adotar uma sequência de trabalho regular, seguindo os andares dos ramos,
como mostram as figuras seguintes:

A desramação com motosserra requer


operadores bem treinados.

O operador coloca-se no lado esquerdo da árvore e avança


da base desta para a copa. A motosserra deve rodar da di-
reita para a esquerda no primeiro andar (1) (2) e (3), deslo-
cando-se depois para o próximo andar de inserção dos ra-
mos, cortando agora da esquerda para a direita (4) (5) e
(6).
Esta técnica implica que parte do corte de ramos se faça
com a parte de cima da corrente (1) (2) (4) (5) e o restante
com a parte de baixo da corrente (3) (6).

Havendo espaço por baixo da árvore, cortam-se os ramos da parte inferior num
único movimento e só depois o operador avança em direção ao topo (7).
Quando o operador chega ao topo do tronco, este deve ser rodado e então cortam-
se os ramos que ficaram (8).

21
7 8

Um toro bem limpo, facilita as operações posteriores

22
4.5 Operação de traçagem
Esta operação consiste no seccionamento transversal dos troncos abatidos,
efetuado por cortes verticais ao seu eixo a distâncias variáveis.

As operações de abate, de desramação e de traçagem devem ser efetuadas, árvore


por árvore, pela mesma equipa numa operação contínua.

Eis algumas regras quando se efetuam traçagens:

Árvores pequenas são traçadas num


movimento contínuo a partir de um dos lados
(a).

A introdução de uma cunha é suficiente para


evitar que a lâmina fique entalada.

Árvores de grandes dimensões, o traçamento


faz-se de ambos os lados.

Muda-se a posição da motosserra várias vezes


(a) (b) (c) (d).

Utilizar cunhas logo que o corte tenha profundidade


suficiente (e).

O operador deve estar sempre no lado seguro,


especialmente se o terreno for inclinado.

23
4.6 A extração
A extração é uma operação que envolve uma grande variedade de processos e
equipamentos, consoante o tipo de material lenhoso a movimentar, o local e as
condições em que o mesmo se encontra, natureza dos acessos, etc..

Extracção
-Extracção de árvores inteiras, não
desramadas, até ao local do carregadouro;

-Extracção de troncos, com o corte de ramos


SISTEMAS:
e desponta no local de abate;

-Extracção de toros, com o corte de ramos,


desponta e toragem no local de abate.

MECÂNICA
EXTRACÇÃO

MANUAL

- A rechega manual;
- A extracção com tractor arrastador e guincho;
PROCESSOS: - A extracção com tractor transportador;
- A extracção por meio de um cabo-grua;
- O empilhamento em carregadouro.

No que respeita à rechega1 manual deverão seguir-se as boas regras da


organização do trabalho e da movimentação manual de cargas, tais como:

Princípios de segurança: - Manter o dorso direito;


- Procurar o melhor equilíbrio;
- Posicionamento correto dos apoios;
- Utilizar a força das pernas.

Princípios de economia
de esforço e cooperação
no trabalho coletivo: - Utilizar os braços estendidos;
- Eixo de impulsão;
- Utilizar a reação dos objetos;
- Colocar-se rapidamente debaixo da carga;
- Utilizar o peso do corpo;
- Coordenar os esforços com o parceiro.

24
Eis alguns exemplos:

Respeitar as cargas máximas admitidas:


- 30 Kg trabalhos ocasionais
- 20 Kg operações frequentes

25
5- Carregamento e transporte
Nas operações de carregamento e transporte é muito importante ter em conta
alguns aspetos de que serão de destacar:

• A delimitação de zonas destinadas ao parqueamento e à circulação de


veículos e máquinas;

• Os acessos tanto quanto possível devem ser pavimentados, e se forem


utilizados em tempo húmido, serem bem drenados;

• As viaturas e os equipamentos utilizados, devem ser adequados ao


trabalho florestal e ser objeto de inspeção diária;

• Ao selecionar-se equipamento constituído por trator agrícola e semi-


reboque florestal para atuar em terrenos declivosos este deve:

Ø Possuir cabine de segurança


Ø Ter 4 rodas motoras
Ø O semi-reboque deverá ter tração

O tratorista deve respeitar a capacidade de


carga do semi-reboque

Ø Antes de iniciar uma descida


acentuada com o conjunto carregado, deve ligar a tração dianteira.

Ø Se necessário a tração do semi-reboque.

Ø Engrenar uma mudança lenta para descer

Ø Durante a descida travar com o motor. Usar os travões apenas


quando for em linha recta e nunca bruscamente.

26
Ø Não confiar na rotina. Uma descida pode ficar perigosa de um
momento para o outro.

Importa concluir que a operação de carregamento implica a movimentação de


materiais cujo peso, forma e dimensão, implica perigos assinaláveis, pelo que se
deve optar pela movimentação mecânica, acompanhada por uma adequada
organização do trabalho, formação e informação que suscitem uma atitude nova
face às circunstâncias ou práticas que podem afectar a segurança e saúde dos
trabalhadores e de um permanente enquadramento dos trabalhos.

Trabalho Florestal

TRACTOR BEM ADAPTADO. TRABALHO SEGURO.

27
6. A Ergonomia e o trabalho florestal
A maioria dos trabalhos florestais impõem uma carga física pesada.

Ao segurar e transportar cargas existe um risco acrescido de lesões nas vértebras


superiores e nas costas.

Estima-se que muitos dos acidentes estejam ligados à movimentação manual de


cargas, e que em resultado dessas situações surgem dores nas costas permanentes
que são a causa de ausências prolongadas ao trabalho, tornando-se por vezes em
incapacidade crónica para trabalhar.

É importante tomar consciência do impacto que o trabalho pesado tem sobre o


corpo, para manter um a boa saúde que permita trabalhar de forma eficiente.

6.1 A Anatomia da coluna Vertebral


As costas são constituídas pela coluna vertebral e por músculos e tecidos que os
sustentam.
A coluna vertebral é em si uma coluna flexível, que cumpre as quatro funções
seguintes:

• Sustentação
• Mobilidade
• Proteção (da espinal medula e dos tecidos nervosos)
• Controle

Compõe-se de 33 corpos vertebrais, dos quais nove são fixos e formam o sacro e
o cóccix. O volume das restantes 24 vértebras aumenta a partir da nuca, a sua
mobilidade é variável (as vértebras cervicais são as de maior mobilidade e as
lombares as de menor mobilidade), e estão dispostas numa série de curvaturas que
permitem uma sustentação acrescida.

As vértebras estão separadas uma das outras por um disco e por uma cartilagem
intervertebral, e estão ligadas por articulações facetadas que dão uma estabilidade
suplementar e amortecem as cargas que pesam sobre as vértebras lombares. Em
caso de danos, podem deslocar-se, aparecendo dores.

Os discos são capazes de suportar um peso importante, mas degeneram e tornam-


se fibrosos com a idade. Elevar um peso na vertical, fazendo ao mesmo tempo um
movimento de rotação ( como por exemplo inclinar-se em rotação) dará origem,
com toda a probabilidade a uma lesão. O disco pode sair da coluna dando origem
à chamada deslocação de vértebra. A pressão atuando sobre o disco pode ser
calculada. Ela aumenta com a flexão da nuca ou com a elevação da carga se as
costas estão curvadas e as pernas esticadas.

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6.2 Fatores de risco
Alguns fatores de risco que provocam dores dorsais foram já referidos. São:
• A elevação de cargas pesadas;

• Flexões e rotações excessivas frequentes.

Existem ainda outros fatores:

• Condições climatéricas desfavoráveis à movimentação manual de


cargas, como por exemplo o frio;
• Uma má conceção da carga (ex: ausência de pegas ou deslocação do
centro de gravidade)

• Quando o corpo está sujeito a vibrações., como é o caso do trabalho


com motosserras e na condução de viaturas, tratores, etc..

No Homem as vibrações transmitidas dividem-se em dois grandes grupos: a


vibração transmitida à mão, devida à utilização de ferramentas manuais (ex.:
motocultivadores, motosserras) e a vibração comunicada a todo o corpo, que afeta
os operadores dos tratores agrícolas.

O posto de trabalho do operador do trator agrícola deve visar o seu conforto,


segurança e o aumento de produtividade, ou seja, o mesmo deverá ser ergonómico.

As vibrações mecânicas, além de indesejáveis e perigosas para a saúde e


segurança, influenciam o desempenho do operador do trator agrícola e provocam
ruído, desgaste e fadiga dos materiais.

A maioria dos tratores agrícolas do parque nacional encontram-se envelhecidos e,


apenas, uma pequena parte, os chamados tratores de gama alta, estão equipados
com bancos pneumáticos de auto-regulação (regulação automática do êmbolo -
eletrónica).

Existem ainda fatores de risco associados a cada pessoa que devem ser tidos em
consideração: Idade, sexo, altura e peso, classe social, grau de atividade, consumo
de tabaco, são fatores que nalguns casos não podem ser modificados. É por isso
que uma abordagem ergonómica tendente à prevenção das lesões dorso-lombares
é aconselhada, bem como reduzir as cargas.

29
6.3 Ergonomia e Prevenção
Os trabalhadores agrícolas e florestais deveriam poder avaliar o risco potencial do
acidente. Deveriam ter formação em manipulação correta de cargas e saber evitar
posturas perigosas.

É importante criar fichas de procedimentos que indiquem os riscos associados a


determinada operação ou equipamento e as medidas de prevenção, e distribuí-las
por todos os operadores florestais, com indicação de diretivas simples e claras
sublinhando aspetos essenciais, como por exemplo:

Ø Não movimentar pesos se não for absolutamente indispensável;

Ø Apelar à ajuda mecânica ou elevar a carga com ajuda;

Ø Assegurar-se que o caminho está livre de obstáculos, antes de elevar


a carga;

Ø Reduzir a distância de transporte da carga;

Ø Verificar se a carga está bem equilibrada e a solidez das pegas;

Ø Transportar a carga o mais possível junto ao corpo, à altura da


cintura;

Ø Elevar a carga dobrando os joelhos e mantendo o corpo direito (esta


é a posição menos exigente para a coluna vertebral).

A prevenção pode ser assegurada através da avaliação ergonómica do posto de


trabalho e pela introdução de medidas que reduzam os riscos.

Só conhecendo o processo produtivo, os equipamentos, os materiais e os riscos,


poderemos aferir da adequabilidade dos procedimentos de segurança, do domínio
dos gestos profissionais dos trabalhadores, bem como da implementação de
medidas tendentes a reduzir ou eliminar o risco no ciclo produtivo.

Eis alguns exemplos de posturas incorretas e posturas corretas, na atividade


florestal:

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Postura incorreta Postura correta

Posição correta:
Dorso direito;
Carga próxima do corpo.

O transporte de cargas pesadas impõe à coluna vertebral um esforço importante,


constituindo um fator de risco de lesões músculo-esqueléticas (sobretudo se as
cargas são levantadas com posições incorretas). Por exemplo:

-Levantar uma carga pesada;


-Levantar repetidamente cargas ligeiras.

Postura incorreta Postura correta Postura incorreta Postura correta

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7. CONCLUSÃO
Na elaboração do presente trabalho, o objetivo principal foi dar a conhecer os
principais riscos relacionados com as operações de abate de árvores com recurso
à motosserra, procurando de alguma forma contribuir para a diminuição da
sinistralidade no sector.

Importa referir, que no plano da Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho Florestal,


surgem duas linhas prioritárias de atuação:

- Sensibilização dos empresários florestais para as técnicas elementares, com


especial atenção no emprego de equipamentos florestais, onde a adaptação do
trator agrícola a operações florestais e o uso de equipamento de proteção individual
adequado, são essenciais;

- Formação de mão-de-obra qualificada, uma vez que esta atividade recorre a


subcontratação de empresas prestadoras de serviços, que utilizam a mão-de-obra
disponível, composta por trabalhadores não qualificados nem sensibilizados para
os riscos inerentes à utilização do equipamento e do ambiente de trabalho
envolvente.

Muito mais haveria para dizer. No entanto, não foi possível um maior
aprofundamento do tema, devido ao tempo disponível para a apresentação do
mesmo. Este trabalho deve ser considerado um ponto de partida, para
conhecermos melhor os problemas do sector e tomarmos consciência de que as
questões ligadas à Prevenção, à Segurança no Trabalho, são questões com as quais
nos devemos preocupar sempre, porque todos somos responsáveis, e porque têm a
ver com o nosso presente e com o nosso futuro...

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8. Referências bibliográficas
MACEDO, Ricardo, Manual de Higiene do Trabalho na Indústria, Lisboa,
Fundação Calouste Gulbenkian,1988.

MIGUEL, Alberto Sérgio. Manual de Higiene e Segurança. Porto Editora, Porto,


2000.

BRIOSA, Fausto. Trabalho Agrícola. Tractores e Máquinas Agrícolas. Instituto


de Desenvolvimento e Inspecção da Condições de Trabalho (IDICT) Lisboa, 1ª
Edição, 1998.

C.O.T.F., Centro de Operações e Técnicas Florestais, Técnica de Abate. Direcção


Geral das Florestas, Lisboa, 1998.

C.O.T.F., Centro de Operações e Técnicas Florestais, Conservação e Manutenção


da Motosserra. Direcção Geral das Florestas, Lisboa, 1998.

TEIXEIRA, Filomena; GARDETE,. Trabalho Florestal , Manual de Prevenção,


Instituto de Desenvolvimento e Inspecção das Condições de Trabalho, (IDICT),
Lisboa, 2001.

VEIGA, Rui et alii, Higiene, Segurança, Saúde e Prevenção de Acidentes de


Trabalho, Lisboa, Verlag Dashofer, 2000.

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