Você está na página 1de 6

I​NSTITUTO​ F​EDERAL​ ​DE​ E​DUCA O​, C​I NCIA​ ​E​ T​ECNOLOGIA​ ​DA​ P​ARA BA​.

C​AMPUS​ C​AMPINA​ G​RANDE​.


C​URSO​ T​ CNICO​ E​ M​ ​IN
​ FORM TICA​ I​NTEGRADO​ ​AO​ ​ENSINO​ ​M DIO​ - 2​ ​ A​NO
D​ISCIPLINA​: L​ NGUA​ P​ ORTUGUESA​ E​ ​ L​ ITERATURA​ B​ RASILEIRA​ II
P​ROFESSORA​: R​OSA​ L​ CIA​ V​IEIRA​ S​OUZA

Atividade - Repertório poético no Romantismo no Brasil

Orientaç es:

● Ne a a i idade er o anali ado e o repre en a i o do reper rio po ico no


Roman i mo no Bra il.
● A a i idade pode er reali ada ​individualmente o em ​duplas​. Se reali ada em
d pla , o ​dois componentes​ do gr po ​devem postar​ cada m a ​sua atividade​.
● Ser o po ado doi arq i o , m em ​pdf o ro em ​word​. A re po a
a i idade de em er po ada em m ​arquivo completo com o e o e a
q e e propo a . ​Não​ er o acei a ​respostas soltas​, i olada do e o .
● A a i idade ficar di pon el de ​19​ de ​novembro​ a ​27​ de ​novembro​.
● O alor a rib do a i idade er ​60 pontos​.

O grande nome da primeira gera o rom n ica bra ileira foi An nio Gon al e Dia . A
e pre o do en imen o indi id ai , da ideali a o, da religi o e da na re a
mo ram a inc la o do poe a ao arreba amen o rom n ico. Leia doi e o
repre en a i o de a gera o rom n ica e re ponda a q e e propo a .
GRUPO:​ Gabriell Lima e Lara Rocha.

Questão 1

O can o do g erreiro

I II III

Aq i na flore a Valen e na g erra Q em g ia no are

Do en o ba ida, Q em h , como e o ? A frecha impr mada,

Fa anha de bra o Q em ibra o acape Ferindo ma pre a,


N o geram e cra o , Com mai alen ia? Com an a cer e a,

Q e e imem a ida Q em golpe daria Na al ra arrojada


Sem g erra e lidar. Fa ai , como e do ? Onde e a mandar?
O i-me, G erreiro . G erreiro , o i-me; G erreiro , o i-me,
O i me can ar. Q em h , como e O i me can ar.
o ?
(Di pon el em: ​h p://p . iki o rce.org/ iki/O_ Can o_do_G erreiro​. Ace o em no embro
2020)

a) A perg n a fei a pelo g erreiro Q em h , como e o ? e pre a q al


i o da realidade ind gena bra ileira? (10)
-
RESPOSTA:
Expressa uma concepção de valorização do indigena, sua valentia, força e
determinação, resistente a escravidão mesmo com as consequências da
mesma.

b) Q e habilidade do g erreiro o enal ecida ? Compro e a re po a com er o


do e o. (10)

RESPOSTA:
Sua persistência, sua valentia, sua habilidade e a sua bravura.
Sem guerra e lidar.
Ouvi-me, Guerreiros.

Ouvi meu cantar.​


Valente na guerra
Quem vibra o tacape
Com mais valentia?
Quem golpes daria

Fatais, como eu dou?


A frecha imprumada,
Ferindo uma presa,

Com tanta certeza,


Na altura arrojada

Questão 2

Can o do E lio

Kenn d da Land, o die Ci ronen bl hen,


Im d nkeln die Gold-Orangen gl hen,
Kenn d e ohl? - Dahin, dahin!
M ch ich... iehn.

Goe he

Minha erra em palmeira No a r ea m mai Mai pra er encon ro e l ;


flore ,
Onde can a o abi Minha erra em palmeira ,
No o bo q e m mai
A a e , q e aq i gorjeiam, ida, Onde can a o abi .
N o gorjeiam como l . No a ida mai amore . (...)
Em ci mar o inho, noi e,

No o c em mai e rela ,

 
a) A ep grafe do poema de Gon al e Dia m recho de ma obra de Goe he
(1749-1832), m e cri or alem o do roman i mo amb m com for e i
nacionali a.

Kenn d da Land, o die Ci ronen bl hen,


Im d nkeln die Gold-Orangen gl hen,
Kenn d e ohl? - Dahin, dahin!
M ch ich... iehn​.

Conhece o pa onde o lim e flore cem


E laranja de o ro acendem a folhagem?
[...] Conhece o pa ?
onde, para onde
E q i era ir con igo, amado! Longe! Longe!

(Trad o Haroldo de Campo )

a) No er o do poe a alem o (Goe he) h m imp l o para lo ar a p ria​ ​e a


a par ic laridade . Gon al e Dia eg e o me mo mo imen o do e
an ece or rom n ico ran a l n ico e comp e o e er o de modo a
angloriar a bele a da a erra.
Q e imagem da p ria e al ada na ep grafe e re omada no poema? (10)

RESPOSTA:
Ambos poemas trazem a imagem de uma pátria bela, harmoniosa,
vangloriando as belezas da sua terra e exaltando a natureza.

b) Em ​Can o do Ex lio​ o e -l rico inicia falando de i ("Minha erra em


palmeira ") e depoi m da o pronome po e i o para o pl ral ("No o c em
mai e rela "). H a al era o de ma per pec i a indi id al para m olhar
cole i o. Q al a in en o do e l rico com e a m dan a? (10)

RESPOSTA:
A princípio, ele refere-se a sua terra como um local distante dele.
Quando muda o pronome possessivo para o plural ele começa a passar para
o leitor a ideia de quem fala sobre sua terra de perto, de quem mora lá, trás
pra si uma coisa que, antes, estava distante.

Questão 3
​Na io Negreiro​, ​poema di idido em ei par e e encon ra na obra ​Os Escravos​.
E cri o por Ca ro Al e , em 1870, na cidade de S o Pa lo, rela a a i a o ofrida
pelo africano ima do r fico de e cra o na iagen de na io da frica para o
Bra il. repre en a i o da erceira gera o rom n ica a q al prop nha ma poe ia de
c nho ocial.

Quinta parte

Senhor De do de gra ado ! On em a Serra Leoa,

Di ei-me , Senhor De , A g erra, a ca a ao le o,


Se e deliro... o e erdade O ono dormido oa
Tan o horror peran e o c ?!... Sob a enda d'amplid o!

mar, por q e n o apaga Hoje... o por o negro, f ndo,


Co'a e ponja de a aga Infec o, aper ado, im ndo,

Do e man o e e borr o? Tendo a pe e por jag ar...


A ro ! noi e ! empe ade ! E o ono empre cor ado

Rolai da imen idade ! Pelo arranco de m finado,

Varrei o mare , f o​! E o baq e de m corpo ao mar

a) O e l rico mo ra a a indigna o peran e o na io negreiro. Q e


q e ionamen o fei o a De e q e pedido dirigido f ria do mar? Il re a
re po a com er o do e o. (10)

RESPOSTA:

O eu lírico expressa sua tamanha ang stia pelas monstruosidades


vividas por aquelas pessoas no Navio Negreiro, ao ponto de se questionar
que de fato aquelas monstruosidades eram capazes de certamente existirem.

Senhor Deus dos desgraçados!


Dizei-me vós, Senhor Deus,
Se eu deliro... ou se é verdade
Tanto horror perante os céus?!...

Expressa tamanho sofrimento, no qual ele preferia que o mar lhe apagasse
do que continuar a viver nessa situação.
mar, por que não apagas
Co'a esponja de tuas vagas
Do teu manto este borrão?

b) Ne a par e do poema, a imagen da liberdade no con inen e africano o


in ercalada com a pri o no na io negreiro. Q e compara o fei a? (10)

RESPOSTA:
O eu lirico compara a vida cotiada antes da escravidão com a vida
precaria em que eles se encotravam no Navio Negreiro, exemplificando a
forma em que eram tratado como objetos, no qual a partir do momento que
não servissem mais eram descartados, literalmente, no mar, vivenciando
um verdadeiro inferno na terra.