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Anemia

Palidez nas mucosas, fadiga e cansaço excessivo sem causa aparente, palpitação,
fraqueza e, em casos extremos, desmaio e falta de ar. O conjunto destes sintomas - ou a
presença insistente de alguns deles - pode indicar uma síndrome bastante conhecida dos
médicos e profissionais de saúde: a anemia. Segundo a Organização Mundial de Saúde,
este problema atinge aproximadamente um terço da população mundial, o que significa
cerca de 2 bilhões de pessoas no mundo todo. Mas ele pode ser combatido!
A anemia se caracteriza pela baixa concentração de hemoglobina no sangue. A
hemoglobina é um pigmento existente nos glóbulos vermelhos que tem a função vital de
transportar o oxigênio dos pulmões para os demais órgãos e tecidos do corpo humano.
Com a baixa deste pigmento, os tecidos ficam com deficiência de oxigênio.
E é exatamente esta deficiência que acarreta os sintomas descritos acima. É importante
lembrar que há várias causas para a anemia. Porém, a mais comum e que atinge um
maior número de pessoas é aquela causada pela carência de ferro.

A importância do ferro em nosso organismo

A produção de hemoglobina no sangue está intimamente ligada ao consumo e


absorção de ferro pelo organismo. Por isso mesmo, é imprescindível que seu corpo
tenha uma taxa significativa de ferro no sangue.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, a concentração de hemoglobina no sangue é
considerada normal quando é igual ou maior que 13g/100ml de sangue nos homens,
12g/100ml de sangue nas mulheres, e 11g/100ml de sangue para gestantes e crianças
entre seis meses e seis anos.
Crianças e grávidas, aliás, são as grandes vítimas da anemia: no mundo todo o mundo,
39% das crianças em idade pré-escolar e 52% das gestantes são anêmicas.
Esta deficiência de ferro que resulta em anemia também prejudica o desenvolvimento
psicomotor, a coordenação e o aproveitamento escolar das crianças, além de diminuir a
atividade física e a capacidade de trabalho nos adultos.
Nas gestantes, é preciso um rígido acompanhamento médico para elevar as taxas de
ferro no organismo, pois esta carência é associada a maiores riscos de mortalidade -
tanto da mãe quanto do bebê -, além de problemas de desenvolvimento e crescimento do
feto.

Prevenindo e tratando o problema

A anemia é uma síndrome facilmente diagnosticada. Com um simples exame de


sangue o especialista é capaz de identificar as baixas taxas de hemoglobina. Quando
relacionadas à carência de ferro, é preciso verificar: o problema é causado por uma dieta
pobre deste metal ou pela perda intensa de sangue?
Em alguns casos, como em traumas que resultem em perda excessiva de sangue ou até
mesmo em mulheres que têm um fluxo menstrual muito intenso, o problema está
mesmo na perda de sangue.
No entanto, quando a dieta é a culpada, além de eventual medicação recomendada pelo
médico especializado, é preciso repensar os hábitos alimentares e partir para refeições
ricas em ferro. E é muito fácil encontrar este mineral!
O ferro está presente principalmente em carnes, peixes e frangos, na gema do
ovo, nas leguminosas como feijão, lentilha e ervilha, e nas verduras com folhas verde-
escuras, como o espinafre e a couve.
Além disso, para ajudar o corpo a reter melhor o ferro que consome, é importante
consumir vitamina C, que auxilia na absorção desta substância. Esta vitamina é
facilmente encontrada em frutas como laranja, limão, abacaxi e acerola.
Um cardápio diversificado e enriquecido com alimentos saudáveis é a chave para
prevenir não só a anemia como diversos outros tipos de males.
Em caso de dúvidas sobre anemia ou sobre seus sintomas e tratamentos, procure um
profissional especializado.