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UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA Faculdade de Engenharia

UNISANTA Industrial Mecânica


Turma 1047
DISCIPLINA: Laboratório de Engenharia Mecânica I Sigla: LEM I
: N5G

MÓDULO: Resistência dos Materiais – Extensometria Pág: 1

Objetivo:

Demonstrar a existência de concentração de tensões e alongamento próximo a uma


descontinuidade geométrica em uma barra engastada.

Introdução Teórica:

No desenvolvimento das equações básicas da resistência por tração, compressão, flexão


e torção espera-se que não haja nenhuma irregularidade na peças. No entanto é muito
difícil projetar uma máquina que não tenha nenhuma variação da seção. Eixos rotativos
geralmente têm rasgos de chaveta, que possibilitam a fixação de engrenagens e polias.
Qualquer variação na seção das peças das máquinas altera a distribuição de tensão nos
arredores da descontinuidade. Estas descontinuidades são chamadas de criadores de
tensão, e a região na qual ela ocorre é chamada de área de concentração de tensão. Um
fator teórico ou geométrico de concentração de tensão é usado para definir o aumento da
tensão na descontinuidade.

Descrição do Experimento:

-Fixar a barra de Aço com um Strain Gagede 2,070 e três Strain Gage de 2,000 na face
superior no cavalete de engastamento;

- Conectar os cabos do Strain Gage nos terminais do cavalete (de acordo com o esquema
elétrico);

-Ligar os cabos do cavalete ao Indicador de Alongamento P-3500, de acordo com o


esquema elétrico, atentando que o fio 2, deve ser conectado ao terminal D-120, pois a
resistência marcada na barra é de 120 Ω, o fio 3 deve ser utilizado para fazer a medida
do 1(o alongamento a uma distancia de 3,68mm), o fio 4 é utilizado para determinar a
medida do 2(o alongamento a uma distancia de 4,70mm), o fio 5 é utilizado para
determinar o 3(o alongamento a uma distancia de 8,26mm)e o fio 6 para o 4(o
alongamento na horizontal);
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-Calibrar o Indicador de Alongamento para o valor referencial ser igual a zero.


Não foi possível deixar o valor do “run” em zero, então deixamos
outro valor de referencia (1000), caracterizando um erro padrão
proveniente da má calibração do aparelho.

- Calcular o CAL 5000, considerando que 2,00 é o fator gage encontrado na barra:

5000 ×2
CAL 5000=
2,00

CAL 5000=5000,00 µε

- Colocar a haste de suporte de cargas para zerar o equipamento novamente;

- Realizar ensaio de flexão, aumentando a carga, a fim de verificar o alongamento da


barra;

Dados Obtidos:

O experimento encontrou os seguintes dados:

  Leitura Inicial (Li) Leitura Final (Lf) Alongamento ()


1 0 159 159
2 1507 1645 138
3 152 285 133
4 -8458 -8330 128

Cálculos / Resultados / Tabelas:

Foram utilizadas as seguintes equações para poder encontrar o valor do alongamento na


barra:
C=5,86 (❑1−❑2 ) −5,44 (❑2−❑3 )
C=95,86

B=3,49 (❑1−❑2) −1,20C


B=−41,74

A=❑1−0,743 B−0,552 C
A=137,10

❑0= A+ B+C
❑0=191,22
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( fatorgagederegulagem )
' 4=❑4 ×
( fatorgagecorrigido )
2,000
' 4=128 ×
2,070
' 4=123,67

❑0
Ks=
'4
Ks=1,55

165
159
160
155
150
Alongamento

145
140 138

135 133

130
125
120
3 4 5 6 7 8 9
Distancia do centro do furo

Erros Relativos / Comparações:

Não foi possível deixar o valor do “run” em zero, então deixamos outro valor de referencia
(1000), caracterizando um erro padrão proveniente da má calibração do aparelho.

Conclusão:

Observa se a curva obtida com o experimento e compara com a curva do instituto de


Bragança, mesmo não utilizando os mesmo valores e medidas, a curva é semelhante,
assim é possível comprovar a existência de concentrações de tensões em
descontinuidades. Quando mais próximo do furo, maior é a concentração de tensões, e
com forme se afasta do furo, menor é a concentração das tensões.
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Bibliografia:

Biblioteca digital do instituto politécnico de Bragança – 27 de março de 2013


https://bibliotecadigital.ipb.pt/bitstream/10198/2035/1/Rep%20paper%2002.PDF

Universidade federal de Goiás – 27 de março de 2013


http://www.catalao.ufg.br/mat/simmi/simmi2009/arquivos/ST2.pdf

Apostila de laboratório de engenharia mecânica, Eng. João José De Souza – 27 de março


de 2013
http://cursos.unisanta.br/mecanica/labmec/joaojose.html