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PRÉ-UNIVERSITÁRIO OFICINA DO SABER Aluno(a):

DISCIPLINA: Literatura PROFESSORA: Suéllen da Mata


Data: 21 / 09 / 2020

Intertextualidade Lista 6
QUESTÃO 1 d) “Não sou nada./ Nunca serei nada./ Não posso
querer ser nada./À parte isso, tenho em mim todos os
sonhos do mundo.” (Fernando Pessoa)

e) “Os inocentes do Leblon/ Não viram o navio entrar


(…)/ Os inocentes, definitivamente inocentes/ tudo
ignoravam,/ mas a areia é quente, e há um óleo suave
que eles passam pelas costas, e aquecem.” (Carlos
Drummond de Andrade)

GABARITO: B

QUESTÃO 2

Operários, 1933, óleo sobre tela, 150×205 cm, (P122), Ideologia


Acervo Artístico-Cultural dos Palácios do Governo do Meu partido
Estado de São Paulo É um coração partido
E as ilusões estão todas perdidas
Desiguais na fisionomia, na cor e na raça, o que lhes Os meus sonhos foram todos vendidos
assegura identidade peculiar, são iguais enquanto Tão barato que eu nem acredito
frente de trabalho. Num dos cantos, as chaminés das Eu nem acredito
indústrias se alçam verticalmente. No mais, em todo o Que aquele garoto que ia mudar o mundo
quadro, rostos colados, um ao lado do outro, em (Mudar o mundo)
pirâmide que tende a se prolongar infinitamente, Frequenta agora as festas do “Grand Monde”
como mercadoria que se acumula, pelo quadro afora. Meus heróis morreram de overdose
Meus inimigos estão no poder
Ideologia
(Nádia Gotlib. Tarsila do Amaral, a modernista.)
Eu quero uma pra viver
Ideologia
O texto aponta no quadro de Tarsila do Amaral um Eu quero uma pra viver
tema que também se encontra nos versos transcritos O meu prazer
em: Agora é risco de vida
Meu sex and drugs não tem nenhum rock ‘n’ roll
a) “Pensem nas meninas/ Cegas inexatas/ Pensem nas Eu vou pagar a conta do analista
mulheres/ Rotas alteradas.” (Vinícius de Moraes) Pra nunca mais ter que saber quem eu sou
Pois aquele garoto que ia mudar o mundo
(Mudar o mundo)
b) “Somos muitos severinos/ iguais em tudo e na
Agora assiste a tudo em cima do muro
sina:/ a de abrandar estas pedras/ suando-se muito em
Meus heróis morreram de overdose
cima.” (João Cabral de Melo Neto)
Meus inimigos estão no poder
Ideologia
c) “O funcionário público não cabe no poema/ com Eu quero uma pra viver
seu salário de fome/ sua vida fechada em arquivos.” Ideologia
(Ferreira Gullar) Eu quero uma pra viver.
(Cazuza e Roberto Frejat – 1988) Vai carregar bandeira.
E as ilusões estão todas perdidas (v. 3)
Carga muito pesada pra mulher
Esse verso pode ser lido como uma alusão a um livro
intitulado Ilusões perdidas, de Honoré de Balzac.
Esta espécie ainda envergonhada.
Tal procedimento constitui o que se chama de:
(PRADO, Adélia. Bagagem. Rio de Janeiro: Guanabara, 1986)

a) metáfora
b) pertinência Adélia Prado e Chico Buarque estabelecem
c) pressuposição intertextualidade, em relação a Carlos Drummond de
d) intertextualidade Andrade, por
e) metonímia
a) reiteração de imagens.
GABARITO: D
b) oposição de ideias.
QUESTÃO 3
c) falta de criatividade.
Quem não passou pela experiência de estar lendo um
texto e defrontar-se com passagens já lidas em outros?
Os textos conversam entre si em um diálogo d) negação dos versos.
constante. Esse fenômeno tem a denominação de
intertextualidade. Leia os seguintes textos: e) ausência de recursos.

I. Quando nasci, um anjo torto


GABARITO A

Desses que vivem na sombra


QUESTÃO 4

Disse: Vai Carlos! Ser “gauche” na vida.


Observe a capa de um livro reproduzida abaixo:

ANDRADE, Carlos Drummond de. Alguma poesia. Rio de


Janeiro: Nova Aguilar, 1964)

II. Quando nasci veio um anjo safado

O chato dum querubim

E decretou que eu tava predestinado

A ser errado assim

Já de saída a minha estrada entortou

Mas vou até o fim.

(BUARQUE, Chico. Letra e Música.


São Paulo: Cia das Letras, 1989)
III. Quando nasci um anjo esbelto

A imagem é capa do livro Memórias Desmortas de


Desses que tocam trombeta, anunciou:
Brás Cubas, de Pedro Vieira. Editora Tarja Editorial
Trata-se de: d) Ironizar o culto ao cientificismo da sociedade
burguesa.
a) uma metonímia.
e) Reconhecer a importância da espiritualidade na
b) uma transcrição literal. formação da sociedade burguesa do século XIX.

c) uma paráfrase direta. GABARITO: D

d) um procedimento paródico. QUESTÃO 6

Texto I
e) um plágio explícito. Peixinho sem água, floresta sem mata

GABARITO: D É o planeta assim sem você

QUESTÃO 5 Rios poluídos, indústria do inimigo

Hamlet observa a Horácio que há mais cousas no céu É o planeta assim sem você
e na terra do que sonha a nossa filosofia. Era a mesma
explicação que dava a bela Rita ao moço Camilo,
http://mataatlantica-pangea.blogspot.com. br/2009/10/parodia-meio-
numa sexta-feira de Novembro de 1869, quando este ambiente_02.html
ria dela, por ter ido na véspera consultar uma
cartomante; a diferença é que o fazia por outras
Texto II
palavras.
Avião sem asa
— Ria, ria. Os homens são assim; não acreditam em
nada. Pois saiba que fui, e que ela adivinhou o motivo
Fogueira sem brasa
da consulta, antes mesmo que eu lhe dissesse o que
era. Apenas começou a botar as cartas, disse-me: “A
senhora gosta de uma pessoa…” Confessei que sim, e Sou eu assim, sem você
então ela continuou a botar as cartas, combinou-as, e
no fim declarou-me que eu tinha medo de que você Futebol sem bola
me esquecesse, mas que não era verdade…
Piu-Piu sem Frajola
A Cartomante (Machado de Assis)
Sou eu assim, sem você
A intertextualidade é um recurso criativo utilizado na
produção do texto. No conto, Machado de Assis (Claudinho e Buchecha)
dialoga com o clássico “Hamlet” de Shakespeare com
o fito de:
Os textos I e II apresentam intertextualidade, que,
para Julia Kristeva, é um conjunto de enunciados,
a) Reafirmar a crença no conhecimento científico para tomados de outros textos, que se cruzam e se
explicar as situações da vida humana. relacionam. Dessa forma, pode-se dizer que o tipo de
intertextualidade do texto I em relação ao texto II é
b) Discutir o conhecimento científico e o
conhecimento místico na sociedade burguesa do a) epígrafe, pois o texto I recorre a trecho do texto II
século XX. Reconhecer a importância da para introduzir o seu texto.
espiritualidade na formação da sociedade burguesa do
século XIX.
b) citação, porque há transcrição de um trecho do
texto II ao longo do texto I.
c) Revelar a ambiguidade própria da obra machadiana
em Hamlet de William Shakespeare.
c) paródia, pois a voz do texto II é retomada no texto I Num indo e vindo infinito
para transformar seu sentido, levando a uma reflexão
crítica. Tudo que se vê não é

d) paráfrase, porque apesar das mudanças das palavras Igual ao que a gente
no texto I, a ideia do texto II é confirmada pelo novo
texto.
Viu há um segundo
e) alusão, porque faz referência, de modo implícito, ao
texto II para servir de termo de comparação. Tudo muda o tempo todo

GABARITO C No mundo

QUESTÃO 7 (Como Uma Onda – Lulu Santos / Nelson Motta)

A intertextualidade evidente entre o pensamento de


Mais de 25 séculos após Heráclito de Éfeso dizer Heráclito e as letras das músicas de Raul Seixas e
que Lulu Santos se realiza por:
Não se toma banho duas vezes no mesmo rio,
a) Paródia.
Raul Seixas declarou
b) Citação
Prefiro ser

c) Alusão.
Essa metamorfose ambulante

d) Paráfrase.
Eu prefiro ser

e) Pastiche.
Essa metamorfose ambulante

GABARITO: D
Do que ter aquela velha opinião

Formada sobre tudo

(Metamorfose ambulante – Raul Seixas)

E Lulu Santos comparou a vida a uma onda:

Nada do que foi será

De novo do jeito que já foi um dia

Tudo passa

Tudo sempre passará

A vida vem em ondas

Como um mar