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José Inojosa de Freitas Filho

Noções de
120 horas

Contabilidade Com certificado


online

Este material é parte integrante do curso online "Noções de Contabilidade" do INTRA (www.intra-
ead.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial
deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).
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SUMÁRIO

INTRODUÇÃO ................................................................................................................... 7
PRINCÍPIOS DE CONTABILIDADE .............................................................................. 9
2.1 ENTIDADE ................................................................................................................. 9
2.2 CONTINUIDADE ....................................................................................................... 9
2.3 OPORTUNIDADE .................................................................................................... 10
2.4 REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL.................................................................. 10
2.5 ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA.............................................................................. 10
2.6 COMPETÊNCIA ....................................................................................................... 11
2.7 PRUDÊNCIA ............................................................................................................ 11
NORMAS CONTÁBEIS ................................................................................................... 12
3.1 NORMAS PROFISSIONAIS .................................................................................... 12
3.2 NORMAS TÉCNICAS.............................................................................................. 12
PATRIMÔNIO .................................................................................................................. 14
4.1 CONCEITO ............................................................................................................... 14
4.2 COMPONENTES DO PATRIMÔNIO ..................................................................... 14
4.3 DIREITOS ................................................................................................................. 15
4.3.1 Passivo: Obrigações ............................................................................................ 15
4.4 PATRIMÔNIO LÍQUIDO ........................................................................................ 16
CONTAS DE RESULTADO ............................................................................................ 17
5.2 RECEITAS ................................................................................................................ 17
5.2 DESPESAS ................................................................................................................ 18
5.3 RESULTADO ........................................................................................................... 19
5.4 REGIME DE COMPETÊNCIA ................................................................................ 19
5.5 REGIME DE CAIXA ................................................................................................ 19
ATOS E FATOS ADMINISTRATIVOS ......................................................................... 20
6.1 ATOS ADMINISTRATIVOS ................................................................................... 20
6.2 FATOS PERMUTATIVOS OU COMPENSATIVOS ............................................. 20
6.3 FATOS MODIFICATIVOS ...................................................................................... 20
6.4 FATOS MISTOS ....................................................................................................... 21
TÉCNICAS CONTÁBEIS ................................................................................................ 22
7.1 ESCRITURAÇÃO..................................................................................................... 22
7.2 DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS ......................................................................... 22
7.3 AUDITORIA ............................................................................................................. 22
7.4 ANÁLISE .................................................................................................................. 23
ESCRITURAÇÃO ............................................................................................................. 24
8.1 CONCEITO ............................................................................................................... 24
8.2 MÉTODOS ................................................................................................................ 24
8.2.1 Método das Partidas Simples.............................................................................. 24
8.2.2 Método das Partidas Dobradas ........................................................................... 24
8.3 LANÇAMENTO CONTÁBIL .................................................................................. 25
8.4 LIVROS ..................................................................................................................... 26
8.4.1 Livro Diário ........................................................................................................ 26
8.4.2 Livro Razão ........................................................................................................ 27
8.4.3 Livro Contas-Correntes ...................................................................................... 27
8.4.4 Livro Caixa ......................................................................................................... 27
8.4.5 Livro de Inventário ............................................................................................. 27
8.4.6 Livro de Entrada de Mercadorias ....................................................................... 28
8.4.7 Livro de Saída de Mercadorias ........................................................................... 28
8.4.8 Livro de Registro de Prestação de Serviços ....................................................... 28
CONTAS............................................................................................................................. 29
9.1 TEORIA PERSONALISTA ...................................................................................... 29
9.2 TEORIA MATERIALISTA ...................................................................................... 29
9.3 TEORIA PATRIMONIALISTA ............................................................................... 30
9.4 DÉBITO E CRÉDITO ............................................................................................... 30
9.5 PLANO DE CONTAS............................................................................................... 31
9.6 BALANCETE DE VERIFICAÇÃO ......................................................................... 32
DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS ................................................................................ 33
10.1 CONCEITO ............................................................................................................. 33
10.2 DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS OBRIGATÓRIAS ........................................ 33
10.2.1 Balanço Patrimonial ......................................................................................... 33
10.2.2 Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) ............................................ 35
10.2.3 Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA) ........................ 37
10.2.4 Demonstrações dos Fluxos de Caixa (DFC) (NBC TG 03) ............................. 37
10.2.5 Demonstração do Valor Adicionado (DVA) (NBC TG 09) ............................. 38
10.3 COMPLEMENTAÇÃO AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS ......................... 39
10.3.1 Notas Explicativas ............................................................................................ 39
10.3.2 Relatório dos Auditores .................................................................................... 39
ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS .................................................... 40
11.1 ANÁLISE VERTICAL OU DE ESTRUTURAL ................................................... 40
11.2 ANÁLISE HORIZONTAL OU DE EVOLUÇÃO ................................................. 41
11.3 ANÁLISE POR QUOCIENTE ............................................................................... 41
11.3.1 Índices de Liquidez ........................................................................................... 41
11.3.2 Índice de Endividamento .................................................................................. 42
11.3.3 Índices de Rentabilidade ................................................................................... 42
OPERAÇÕES COM MERCADORIAS .......................................................................... 43
12.1 COMPRA ................................................................................................................ 43
12.2 VENDA ................................................................................................................... 43
12.3 FRETE ..................................................................................................................... 44
12.4 DESCONTOS .......................................................................................................... 44
12.5 DEVOLUÇÕES....................................................................................................... 45
12.6 IMPOSTOS ............................................................................................................. 45
12.6.1 ICMS ................................................................................................................ 45
12.6.2 IPI ..................................................................................................................... 46
12.6.3 ISS .................................................................................................................... 47
12.6.4 PIS .................................................................................................................... 47
12.6.5 COFINS ............................................................................................................ 47
12.7 RESULTADO DA CONTA MERCADORIAS ...................................................... 48
AVALIAÇÃO DE ESTOQUE .......................................................................................... 49
13.1 MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DOS ESTOQUES ................................................ 49
13.1.1 Preço Específico ............................................................................................... 50
13.1.2 PEPS ................................................................................................................. 50
13.1.3 UEPS ................................................................................................................ 50
13.1.4 Custo Médio Ponderado Permanente ............................................................... 50
13.1.5 Preço Médio Ponderado Mensal ....................................................................... 51
DEPRECIAÇÃO E AMORTIZAÇÃO ........................................................................... 52
NOÇÕES DE AUDITORIA CONTÁBIL ....................................................................... 53
15.1 INTRODUÇÃO ....................................................................................................... 53
ÉTICA PROFISSIONAL.................................................................................................. 54
16.1 INDEPENDÊNCIA ................................................................................................. 54
16.2 INTEGRIDADE ...................................................................................................... 55
16.3 EFICIÊNCIA ........................................................................................................... 55
16.4 CONFIDENCIALIDADE ....................................................................................... 56
CLASSIFICAÇÃO ............................................................................................................ 57
17.1 QUANTO AO CAMPO DE ATUAÇÃO ............................................................... 57
17.1.1 Governamental ou Pública................................................................................ 57
17.1.2 Privada .............................................................................................................. 57
17.2 QUANTO À FORMA DE REALIZAÇÃO ............................................................ 57
17.2.1 Interna ............................................................................................................... 57
17.2.2 Externa ou Independente .................................................................................. 58
17.3 QUANTO AO OBJETIVO DOS TRABALHOS ................................................... 58
17.3.1 Contábil ............................................................................................................ 58
17.3.2 Operacional ....................................................................................................... 59
17.3.3 Integrada ........................................................................................................... 59
NORMAS DE AUDITORIA INDEPENDENTE ............................................................ 60
18.1 NOMAS TÉCNICAS: DE EXECUÇÃO DOS TRABALHOS (NBC T11)
(VIGENTE ATÉ 31/12/2009) ......................................................................................... 60
18.1.1 Normas Técnicas: dos Trabalhos Assegurados – (NBC TA): Vigentes a partir
de 01/01/2010. ............................................................................................................. 62
18.2 NORMAS PROFISSIONAIS: NORMAS PROFISSIONAIS DE AUDITOR
INDEPENDENTE ........................................................................................................... 64
PROCESSO ........................................................................................................................ 66
19.1 ANÁLISE DA AFIRMAÇÃO ................................................................................ 66
19.1.1 Revisão Analítica .............................................................................................. 66
19.1.2 Planejamento .................................................................................................... 66
19.1.3 Conhecimento ................................................................................................... 67
19.2 AVALIAÇÃO DA AFIRMAÇÃO .......................................................................... 67
19.2.1 Nível de Controle Interno ................................................................................. 67
19.2.2 Subjetividade .................................................................................................... 67
19.2.3 Integridade dos Administradores ...................................................................... 68
19.2.4 Relevância ........................................................................................................ 68
19.2.5 Risco de Auditoria ............................................................................................ 68
PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA........................................................................... 70
20.1 INSPEÇÃO .............................................................................................................. 71
20.2 OBSERVAÇÃO ...................................................................................................... 71
20.3 INVESTIGAÇÃO E CONFIRMAÇÃO ................................................................. 71
20.4 CÁLCULO .............................................................................................................. 72
20.5 REVISÃO ANALÍTICA ......................................................................................... 73
CONTROLE INTERNO ................................................................................................... 74
21.1 CONCEITO ............................................................................................................. 74
21.2 OBJETIVOS ............................................................................................................ 74
21.3 FRAUDE E ERRO .................................................................................................. 75
PAPÉIS DE TRABALHO................................................................................................. 77
22.1 CONCEITO ............................................................................................................. 77
22.2 ASPECTOS FUNDAMENTAIS ............................................................................. 78
22.3 DIVISÃO ................................................................................................................. 78
22.4 TIQUES OU SÍMBOLOS ....................................................................................... 79
22.5 TIPOS DE PAPÉIS DE TRABALHO .................................................................... 79
PARECER - RELATÓRIO DO AUDITOR INDEPENDENTE .................................. 81
23.1 FINALIDADE ......................................................................................................... 82
23.2 DIVISÃO ................................................................................................................. 82
23.3 RESPONSABILIDADE, DATA E LOCAL ........................................................... 83
23.4 CLASSIFICAÇÃO DO RELATÓRIO ................................................................... 84
23.4.1 Relatório sem Ressalva ..................................................................................... 84
23.4.2 Relatório com Ressalva .................................................................................... 84
23.4.3 Relatório Adverso ............................................................................................. 85
23.4.4 Relatório com Abstenção de Opinião ............................................................... 85
23.5 OBSERVAÇÕES .................................................................................................... 86
INFORMAÇÃO IMPORTANTE .................................................................................... 87
24.1 HARMONIZAÇÃO DAS NORMAS INTERNACIONAIS DE AUDITORIA ..... 87
24.2 ÓRGÃOS ENVOLVIDOS ...................................................................................... 88
24.3 IMPORTÂNCIA ..................................................................................................... 89
AVALIAÇÃO..................................................................................................................... 90
REFERÊNCIAS................................................................................................................. 94
Unidade 1 – Introdução

01
INTRODUÇÃO

É a ciência que tem por objetivo observar, registrar e informar os fatos econômico-
financeiros acontecidos dentro de um patrimônio pertencente a uma entidade, mediante a
aplicação do seu conjunto de princípios, normas, técnicas e procedimentos próprios.

Têm por finalidade o fornecimento de informações sobre o Patrimônio – seu objeto


-, informações essas de ordem econômica e financeira, que facilitam assim as tomadas de
decisões, tanto por parte dos administradores ou proprietários, como também por parte
daqueles que pretendem investir na empresa.

A Informação Contábil é útil para as seguintes pessoas:

I. Sócios, Acionistas;

II. Administradores, Diretores e Executivos;

III. Bancos, Capitalistas, Financeiras;

IV. Governo e Economistas Governamentais;

V. Público em geral.

A contabilidade também possui funções, dentre as quais estão:

I. Função Administrativa: controlar o patrimônio;

II. Função econômica: nas empresas esta função consiste na apuração do lucro ou
prejuízo, ou seja, na apuração do resultado.

Dentre o diverso Ramos da Contabilidade, podemos destacar:

I. Contabilidade Agrícola,

II. Contabilidade Ambiental,

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7
Noções de Contabilidade

III. Contabilidade Comercial,

IV. Contabilidade de Custos,

V. Contabilidade Financeira,

VI. Contabilidade Fiscal,

VII. Contabilidade Geral,

VIII. Contabilidade Gerencial,

IX. Contabilidade Hospitalar,

X. Contabilidade Industrial

XI. Contabilidade Orçamentária,

XII. Contabilidade Pública,

XIII. Contabilidade Rural,

XIV. Contabilidade Tributária

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Unidade 2 – Princípios de Contabilidade

02
PRINCÍPIOS DE CONTABILIDADE

 De acordo com o artigo 1° da Resolução 1.282/2010 os “Princípios Fundamentais


de Contabilidade (PFC)”, citados na Resolução CFC n.º 750/93, passam a
denominar-se “Princípios de Contabilidade (PC)”.

 De acordo com o art. 3° da Resolução CFC n.º 1.282/2010 os artigos 5°, 6°, 7°, 9° e
o § 1° do art. 10 da Resolução CFC n.º 750/93 tiveram alterações nas suas
redações.

2.1 ENTIDADE
Este princípio reconhece o Patrimônio como objeto da Contabilidade e afirma a autonomia
patrimonial, a necessidade da diferenciação de um Patrimônio particular no universo dos
patrimônios existentes, independentemente de pertencer a uma pessoa, um conjunto de
pessoas, uma sociedade ou instituição de qualquer natureza ou finalidade, com ou sem fins
lucrativos. Por consequência, nesta acepção, o Patrimônio não se confunde com aqueles
dos seus sócios ou proprietários, no caso de sociedade ou instituição.

2.2 CONTINUIDADE
A Continuidade ou não da Entidade, bem como sua vida definida ou provável, devem ser
consideradas quando da classificação e avaliação das mutações patrimoniais, quantitativas
e qualitativas. Influencia o valor econômico dos ativos e, em muitos casos, o valor ou o
vencimento dos passivos, especialmente quando a extinção da Entidade tem prazo
determinado, previsto ou previsível.

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9
Noções de Contabilidade

Desta forma, por exemplo, bens ou direitos cujo valor contábil seja superior ao
valor econômico, por força de obsolescência ou rescisão contratual, devem ser ajustados
contabilmente.

A observância do Princípio da Continuidade é indispensável à correta aplicação do


Princípio da Competência, por efeito de se relacionar diretamente à quantificação dos
componentes patrimoniais e à formação do resultado, e de constituir dado importante para
aferir a capacidade futura de geração de resultado.

2.3 OPORTUNIDADE
Refere-se, simultaneamente, à tempestividade e à integridade do registro do patrimônio e
das suas mutações, determinando que este seja feito de imediato e com a extensão correta,
independentemente das causas que as originaram.

2.4 REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL


Os componentes do patrimônio devem ser registrados pelos valores originais das
transações com o mundo exterior, expressos o valor presente na moeda do País, que serão
mantidos na avaliação das variações patrimoniais posteriores, inclusive quando
configurarem agregações ou decomposições no interior da Entidade.

2.5 ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA


Os efeitos da alteração do poder aquisitivo da moeda nacional devem ser reconhecidos nos
registros contábeis através do ajustamento da expressão formal dos valores dos
componentes patrimoniais.

A atualização monetária não representa nova avaliação, mas, tão somente, o


ajustamento dos valores originais para determinada data, mediante a aplicação de
indexadores, ou outros elementos aptos a traduzir a variação do poder aquisitivo da moeda
nacional em um dado período.* (Revogado pela Resolução CFC 1.282/2010).

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Unidade 2 – Princípios de Contabilidade

2.6 COMPETÊNCIA
As receitas e as despesas devem ser incluídas na apuração do resultado do período em que
ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente de
recebimento ou pagamento.

O Princípio da Competência determina quando as alterações no ativo ou no passivo


resultam em aumento ou diminuição no patrimônio líquido, estabelecendo diretrizes para
classificação das mutações patrimoniais, resultantes da observância do Princípio da
Oportunidade. O reconhecimento simultâneo das receitas e despesas, quando correlatas, é
consequência natural do respeito ao período em que ocorrer sua geração.

2.7 PRUDÊNCIA
Determina a adoção do menor valor para os componentes do Ativo e do maior para os do
Passivo, sempre que se apresentem alternativas igualmente válidas para a quantificação das
mutações patrimoniais que alterem o patrimônio líquido.

Impõe a escolha da hipótese de que resulte menor patrimônio líquido, quando se


apresentarem opções igualmente aceitáveis diante dos demais Princípios Fundamentais de
Contabilidade.

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Noções de Contabilidade

03
NORMAS CONTÁBEIS

As Normas Brasileiras de Contabilidade classificam-se em Profissionais e Técnicas e estão


regulamentadas pela Resolução CFC nº. 1.328/11.

3.1 NORMAS PROFISSIONAIS


Estabelecem regras de exercício profissional e classificam-se em:

I. NBC PG - Geral

II. NBC PA - do Auditor Independente

III. NBC PI - do Auditor Interno

IV. NBC PP - do Perito

3.2 NORMAS TÉCNICAS


Estabelecem conceitos doutrinários, regras e procedimentos aplicados de Contabilidade e
classificam-se em:

I. NBC TG – Geral

 Normas completas;

 Normas simplificadas para PMEs;

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Unidade 3 – Normas Contábeis

 Normas específicas.

II. NBC TSP - do Setor Público

III. NBC TA - de Auditoria Independente de Informação Contábil Histórica

IV. NBC TR - de Revisão de Informação Contábil Histórica

V. NBC TO - de Asseguração de Informação Não Histórica

VI. NBC TSC - de Serviço Correlato

VII. NBC TI - de Auditoria Interna

VIII. NBC TP - de Perícia

IX. NBC TAG - de Auditoria Governamental

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13
Noções de Contabilidade

04
PATRIMÔNIO

4.1 CONCEITO
O Patrimônio é o conjunto de bens, direitos e obrigações de uma pessoa física ou jurídica,
que possam a ser avaliados em dinheiro.

É composto de elementos positivos e negativos. Os bens e direitos representam o


aspecto positivo patrimonial. As obrigações o aspecto negativo. Ainda que as dividas
superem os bens e direitos, o patrimônio existe. Sendo assim, bens e direitos foram o Ativo
e as obrigações o Passivo.

Pode ainda ser considerado do ponto de vista estático ou dinâmico. Do ponto de


vista estático, a Contabilidade estuda, controla, expõe e analisa os elementos que compõe o
patrimônio, já no dinâmico estuda, controla, expõe e analisa as modificações ocorridas no
patrimônio, em razão das atividades desempenhadas na sua gestão.

4.2 COMPONENTES DO PATRIMÔNIO

 Ativo

 Bens

Entende-se por bens as coisas úteis, capazes de satisfazer as necessidades das


pessoas e das empresas. Podem ser materiais ou imateriais.

Os materiais são aqueles que têm forma física, são palpáveis, servem para troca ou
consumo, denominando-se bens corpóreos ou tangíveis: veículos, imóveis, estoques de
mercadorias, dinheiro, móveis e utensílios (moveis de escritórios), ferramentas etc.

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Unidade 4 – Patrimônio

Os imateriais, isto é, não constituídos de matérias, denominam-se bens incorpóreos


ou intangíveis. Embora não possam ser visíveis ou palpáveis, eles podem ser traduzidos em
moeda. Normalmente são as marcas (ex.: Lojas Americanas), patentes de invenção, ponto
comercial, propriedade literária, entre outros.

O Código Civil brasileiro distingue os bens em:

I. Bens imóveis: são aqueles vinculados ao solo, que não podem ser retirados sem
destruição ou danos: edifícios, construções, árvores etc.

II. Bens móveis: são aqueles que podem ser removidos por si próprios ou por outras
pessoas: animais, máquinas, equipamentos, estoques de mercadorias etc.

4.3 DIREITOS
Em Contabilidade os Direitos representam Créditos. Ou seja, o direito a receber ou
recuperar, o poder de exigir alguma coisa. São valores a receber, títulos a receber, contas a
receber que são representados por títulos ou documentos, tais como: Nota Fiscal, Fatura,
Duplicata, Nota Promissória ou Cheque.

O direito a receber mais comum decorre das vendas a prazo, ou seja, quando se
vendem mercadorias a outras empresas, o pagamento não é efetuado no ato, mas no futuro.
A empresa vendedora emite uma duplica como um documento comprobatório. Esse direito
denomina-se duplicatas a receber. São exemplos de direitos: aluguéis a receber,
promissórias a receber, ações a receber etc.

4.3.1 Passivo: Obrigações

São representadas por contas a pagar ou a compensar nas transações com terceiros. Em
Contabilidade tais dívidas são denominadas obrigações exigíveis, isto é, compromissos que
serão reclamados, exigidos: pagamento na data do vencimento. Em caso de um empréstimo
bancário, você fica devendo ao banco (empréstimo a pagar). Se a dívida não for liquidada
na data do vencimento, o banco exigirá o pagamento.

Uma obrigação exigível bastante comum nas empresas é a compra de mercadorias a


prazo (exatamente o contrário de duplicatas a receber): ao comprar a prazo, a empresa fica
devendo para o fornecedor da mercadoria; por essa razão, essa dívida é conhecida
como fornecedores (ou duplicatas a pagar). Como exemplo de outras obrigações temos:
salários a pagar, impostos a pagar, financiamento, encargos sociais a pagar etc.

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15
Noções de Contabilidade

4.4 PATRIMÔNIO LÍQUIDO


O Patrimônio Líquido corresponde à parcela do patrimônio que pertence ao proprietário do
negócio. Os seus elementos são constituídos pelo Capital, representados pela soma de
investimentos realizados pelos sócios; pelas Reservas e pelos lucros não distribuídos.
Representa, na equação patrimonial, a diferença entre Ativo e Passivo. Logo, as fontes do
Patrimônio Líquido são os investimentos dos proprietários e os lucros obtidos.

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Unidade 5 – Contas de Resultado

05
CONTAS DE RESULTADO

5.2 RECEITAS
Para José Carlos Marion e Sérgio de Iudícibus, Receita:

É o “Valor monetário, em determinado período, da produção de


bens e serviços da entidade, em sentido lato, para o mercado, no
mesmo período, validada, mediata ou imediatamente pelo
mercado, provocando acréscimo de Patrimônio Líquido e
simultâneo acréscimo de ativo, sem necessariamente provocar, ao
mesmo tempo, um decréscimo do ativo ou do patrimônio líquido,
caracterizado pela despesa”.

As receitas podem ser classificadas ou denominadas como:

I. Receita operacional - corresponde ao evento econômico relacionado com a


atividade ou atividades principais da empresa independentemente da sua
frequência. Neste contexto, consequentemente, o conceito de receita é de elemento
"bruto", e não "líquido", correspondendo em última análise ao valor pelo qual a
empresa procura se ressarcir dos custos e despesas e auferir lucro;

II. Receita não operacional - corresponde aos eventos econômicos aditivos ao


patrimônio líquido, não associados com a atividade ou atividades principais da
empresa, independentemente da sua frequência. O conceito de receita não
operacional é de elemento líquido, ou seja, ela é considerada pelo líquido dos
correspondentes custos. Como casos comuns desse tipo de receita temos os ganhos
de capital, correspondentes a transações com imobilizados ou com investimentos de
natureza permanente, desde que não relacionadas com a atividade principal da
empresa;

III. Ganho - corresponde ao evento econômico, aditivo ao patrimônio liquido não


associado com atividades relacionadas com a cessão ou empréstimo ou aluguel de
bens ou direitos;

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17
Noções de Contabilidade

IV. Receita extraordinária - é o evento econômico, aditivo ao patrimônio líquido, que


não resulta das operações típicas da empresa no período contábil, sendo,
consequentemente, de natureza inusitada e apresentando alto grau de anormalidade.
O conceito de receita extraordinária também é de elemento liquido, excluindo
também a correspondente parcela de impostos aplicáveis.

5.2 DESPESAS
Na Contabilidade os conceitos de Gasto, Custo e Despesa não é a mesma coisa.

Gasto é todo dispêndio financeiro, todo sacrifício que uma entidade arca para a
aquisição de um bem ou serviço. O conceito de gasto é bastante amplo. Entre alguns
exemplos de gastos, podemos citar a aquisição de máquinas, equipamentos, veículos,
móveis, ferramentas, etc. Um gasto pode se transformar num investimento que,
sucessivamente, se torna um custo e uma despesa.

Custo é o gasto, ou seja, o sacrifício financeiro que a entidade arca no momento da


utilização dos fatores de produção para a realização de um bem ou serviço. Os custos
podem ser entendidos conforme o segmento da entidade. No comércio, a aquisição de
mercadorias é o custo, já na indústria, ele é entendido como a aquisição de matérias-
primas, insumos e mão-de-obra na produção de um bem.

Despesas, de acordo com a teoria da contabilidade, são gastos necessários para a


empresa e que têm função de gerar receita. Em outras palavras, são gastos necessários para
vender produtos, administrar a empresa e financiar as operações. Estes gastos contribuem
para a manutenção da atividade operacional da empresa. As Despesas dividem-se em:

I. Despesas com Vendas: todos aqueles gastos que estão relacionados às vendas.
Comissões sobre venda, propaganda e publicidade, marketing, hotéis, aluguéis de
veículos, provisão para devedores duvidosos;

II. Despesas Administrativas: o gasto necessário para se administrar e empresa. Folha


de pagamento do pessoal administrativo, aluguéis de salas, material de expediente,
seguros, combustíveis, manutenção de veículos, assinatura de jornais, depreciação;

III. Despesas Financeiras: são as remunerações aos capitais de terceiros, tais como
juros pagos, comissões bancárias, correção monetária pré-fixada, descontos
concedidos, juros de mora pagos, etc. As despesas financeiras devem ser
compensadas com as Receitas Financeiras, isto é, estas receitas serão deduzidas
daquelas despesas. As receitas financeiras são derivadas de aplicações financeiras,
juros de mora recebidos, descontos obtidos, etc. Se o montante da Receita
Financeira for maior que a Despesa Financeira, a Receita Financeira será deduzida
das Despesas Operacionais.

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18 (Artigo 29).
Unidade 5 – Contas de Resultado

5.3 RESULTADO
O conceito de resultado é bem simples: representa a diferença entre as despesas e receitas
de um período determinado.

Resultado = Receitas - Despesas

Existem dois tipos de resultados entre despesas e receitas:

Lucro: total de receitas é superior ao total de despesas;

Prejuízo: total de despesas é maior que a soma de receitas.

5.4 REGIME DE COMPETÊNCIA


O registro do documento se dá na data do fato gerador (ou seja, na data do documento, não
importando quando vou pagar ou receber).

São contabilizados como Receita ou Despesa, os valores dentro do mês de


Competência (quando Gerados), na data onde ocorreu o fato Gerador, na data da realização
do serviço, material, da venda, do desconto, não importando para a Contabilidade quando
será o pagamento ou recebimento, mas sim quando for realizado o ato.

5.5 REGIME DE CAIXA


Diferente do regime de competência o Regime de Caixa, considera o registro dos
documentos quando estes foram pagos, liquidados, ou recebidos, como se fosse uma conta
bancária.

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19
Noções de Contabilidade

06
ATOS E FATOS ADMINISTRATIVOS

6.1 ATOS ADMINISTRATIVOS


Ato realizado pela administração da empresa que não provoca alteração no Patrimônio. Ou
seja, não precisam ser contabilizados.

6.2 FATOS PERMUTATIVOS OU COMPENSATIVOS


São os que não provocam alterações no valor do Patrimônio Líquido ou na Situação
Líquida, mas podem modificar a composição dos demais elementos patrimoniais,
determinam uma variação específica do patrimônio (Variação Patrimonial Qualitativa). Ou
seja, ocorrem somente trocas entre os elementos do patrimônio, tais como: bens por bens,
bens por obrigações, direitos por bens, etc. Exemplos:

I. Compra de mercadorias a vista (bens por bens);

II. Compra de mercadorias a prazo (bens por obrigações);

III. Recebimento de uma duplicata (direitos por bens).

6.3 FATOS MODIFICATIVOS


São os que provocam alterações no valor do Patrimônio Líquido ou Situação Líquida
determinando uma variação quantitativa do patrimônio (Variação Patrimonial
Quantitativa). Pode ser: diminutivo aumentativo. Exemplos:

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20 (Artigo 29).
Unidade 6 – Atos e Fatos Administrativos

I. Receitas de aluguel- fato modificativo aumentativo

II. Receitas de juros - fato modificativo aumentativo

III. Despesas de salários - fato modificativo diminutivo

IV. Despesas financeiras - fato modificativo diminutivo

6.4 FATOS MISTOS


São os que combinam fatos permutativos com fatos modificativos, determinando variação
qualitativa e quantitativa do patrimônio, ou Variação Patrimonial Mista. Exemplos:

I. Venda de mercadorias com lucro - Fato Misto Aumentativo

II. Venda de mercadorias com prejuízo - Fato Misto Diminutivo

III. Pagamento de uma duplicata com juros - Fato Misto Diminutivo

IV. Recebimento de uma duplicata com juros - Fato Misto Aumentativo

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(Artigo 29).
21
Noções de Contabilidade

07
TÉCNICAS CONTÁBEIS

7.1 ESCRITURAÇÃO
Consiste em efetuar, de forma sistematizada, os registros das ocorrências que influenciam a
evolução patrimonial. A escrituração, portanto, é realizada levando em consideração a
ordem cronológica de todos os acontecimentos. A técnica contábil da escrituração é
baseada em documentos comprobatórios, ou seja, todos os acontecimentos a serem
escriturados devem corresponder a um documento legalizado que comprove a sua
veracidade.

7.2 DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS


Consiste em apresentar todos os registros efetuados em uma forma condensada, que
apresente os resultados atingidos pela empresa em um determinado período. Os fatos
registrados devem constar em demonstrações expositivas, que, segundo a Lei nº 6.404/76,
são denominadas demonstrações financeiras.

7.3 AUDITORIA
Técnica que busca ratificar a exatidão dos registros já efetuados e apresentados nas
demonstrações contábeis. Consiste em um exame pormenorizado de todos os dados
escriturados pela contabilidade, verificando se todos foram efetuados seguindo os
princípios fundamentais da contabilidade. Essa técnica pode ser aplicada de duas formas
distintas: auditoria interna e auditoria externa.

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22 (Artigo 29).
Unidade 7 – Técnicas Contábeis

7.4 ANÁLISE
Levando em consideração que as demonstrações contábeis representam dados
sistematizados, que apresentam de forma sintética os resultados da empresa, nem sempre
os usuários têm condições de interpretá-los. Assim, cabe à própria contabilidade decompor,
comparar e interpretar os demonstrativos contábeis, com a finalidade de fornecer
informações mais ágeis para os usuários.

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23
Noções de Contabilidade

08
ESCRITURAÇÃO

8.1 CONCEITO
A Escrituração é o registro do fato contábil. Segundo Art. 177 da Lei 6.404/76.

“à escrituração da companhia será mantida em registros


permanentes, com obediência aos preceitos da legislação
comercial e desta Lei e aos princípios de contabilidade geralmente
aceitos, devendo observar métodos ou critérios contábeis
uniformes no tempo e registrar as mutações patrimoniais segundo
o regime de competência”.

8.2 MÉTODOS

8.2.1 Método das Partidas Simples

É um método unilateral que registra apenas a causa ou efeito do fenômeno patrimonial.

 Somente para registro de direitos e obrigações.

8.2.2 Método das Partidas Dobradas

Método universalmente utilizado pela contabilidade usa como princípio fundamental de


que “para cada débito corresponde um crédito de igual valor”, ou “para cada aplicação de

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24 (Artigo 29).
Unidade 8 – Escrituração

recursos, há uma origem de igual valor”. Portanto, não há débito sem crédito
correspondente, de forma que a soma dos débitos será sempre igual à soma dos créditos.

8.3 LANÇAMENTO CONTÁBIL


Lançamento é o meio pelo qual se processa a escrituração contábil. É a forma de se efetuar
o lançamento contábil no Livro Diário. Seus elementos essenciais são:

I. Local e data de ocorrência do fato;

II. Conta a ser debitada (aplicação dos recursos);

III. Conta a ser creditada (origem dos recursos);

IV. Histórico;

V. Valor.

Exemplo:

Santo Ângelo, 15 de Abril de 2004.

D – 111.1 – Caixa

C – 111.2 – Bancos c/ Disposição

Hist. – Cheque nº 111.111 do Banco do Brasil – 20.000,00

Fórmulas de Lançamento Contábil:

I. Primeira Fórmula – Uma conta de débito e uma de crédito;

II. Segunda Fórmula – Uma conta de débito e mais de uma de crédito;

III. Terceira Fórmula – Mais de uma conta de débito e somente uma de crédito;

IV. Quarta Fórmula – Mais de uma conta de débito e mais de uma conta de crédito.

 Razonete: Nada mais é que um Razão simplificado. Denominado de Conta “T”,


corresponde a uma forma didática de ensinar a variação das contas Razão.

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25
Noções de Contabilidade

Nome da Conta

Débitos(D) Créditos(C)

Devedor Credor

Saldo

8.4 LIVROS
Os livros contábeis podem ser divididos da seguinte forma:

I. Quanto à Utilidade

 Principais – Utilizados no dia-a-dia da entidade. Livros Diário e Razão.

 Auxiliares – De utilização específica e que sirvam de suporte à escrituração


contábil. Exemplos: Livro Caixa, Contas-Correntes, etc.

II. Quanto à Natureza

 Cronológicos – registros em ordem cronológica (dia-mês-ano)

 Sistemáticos – registros de eventos de mesma natureza

III. Quanto à Finalidade:

 Obrigatórios

 Facultativos

8.4.1 Livro Diário

O Livro Diário registra todos os fatos que afetam o patrimônio, em ordem cronológica de
dia, mês e ano, podendo contar com livros auxiliares para registrar operações específicas
ou a movimentação de determinadas contas. É um livro obrigatório pela legislação
comercial (Código Civil). E por conta disso está sujeito às formalidades legais extrínsecas
e intrínsecas.

 Formalidades extrínsecas (ou externas): o livro Diário deve ser encadernado com
folhas numeradas em sequência, tipograficamente. Deve conter, ainda, os termos de
abertura e de encerramento e ser submetido à autenticação do órgão competente do
Registro do Comércio. Formalidades intrínsecas (ou internas): a escrituração do

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26 (Artigo 29).
Unidade 8 – Escrituração

Diário deve ser completa, em idioma e moedas nacionais, em forma mercantil, com
individuação e clareza, por ordem cronológica de dia, mês e ano, sem intervalos em
branco nem entrelinhas, borraduras, rasuras, emendas e transportes para as
margens.

O livro Diário tradicional pode ser substituído por fichas (contínuas, em forma de
sanfona, soltas ou avulsas). Porém, a adoção desse sistema não exclui a empresa de
obediência aos requisitos intrínsecos, previstos na lei fiscal e comercial para o livro Diário.
As empresas que utilizam fichas são obrigadas a adotar o livro próprio para a inscrição das
demonstrações financeiras.

Os Termos de Abertura e de Encerramento devem ser transcritos na primeira e na


última página do livro Diário, respectivamente.

8.4.2 Livro Razão

O Razão é um livro de grande utilidade para contabilidade porque registra o movimento de


todas as contas.

Na Contabilidade moderna, o Razão é escriturado em fichas. Essa escrituração


deverá ser individualizada, obedecendo à ordem cronológica das operações.

A escrituração do livro Razão passou a ser obrigatória a partir de 1991 (para


empresas tributadas pelo Lucro Real). A não manutenção do livro razão, nas condições
determinadas, implicará o arbitramento do lucro da pessoa jurídica (Lei 8.218/91, art. 14,
parágrafo único, e Lei 8.383/91, art. 62).

8.4.3 Livro Contas-Correntes

As Contas - Corrente é o livro auxiliar do Razão. Serve para controlar as contas que
representam Direitos e Obrigações para a empresa.

8.4.4 Livro Caixa

O livro Caixa também é auxiliar. Nele são registrados todos os fatos administrativos que
envolvam entradas e saídas de dinheiro.

8.4.5 Livro de Inventário

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(Artigo 29).
27
Noções de Contabilidade

Têm a finalidade de registrar os bens de consumo, as mercadorias, as matérias - primas e


outros materiais que se achem estocados nas datas em que forem levantados os balanços.
As empresas optantes pelo SIMPLES também estão obrigadas a escriturar este Livro.

8.4.6 Livro de Entrada de Mercadorias

Destina-se ao registro, em ordem cronológica, das mercadorias adquiridas e recebidas


pelas empresas. Nele também são registradas as entradas de bens de qualquer espécie,
inclusive os que se destinam ao uso ou consumo.

8.4.7 Livro de Saída de Mercadorias

Neste livro registram-se, em ordem cronológica, as vendas de mercadorias ou de produtos,


bem como toda e qualquer saída, inclusive de bens móveis da empresa.

8.4.8 Livro de Registro de Prestação de Serviços

Esse livro é obrigatório perante o fisco municipal, podendo ser utilizado como auxiliar do
Diário, pois nele registram-se todas as operações de serviços, individualizando as
respectivas Notas Fiscais em ordem cronológica.

 Escrituração Contábil Digital (ECD) – Instituída pela Instrução Normativa RFB


nº 787/2007(Revogada pela Instrução Normativa RFB nº 1420, de 19 de dezembro
de 2013), deverá ser transmitida, pelas pessoas jurídicas a ela obrigadas, ao Sistema
Público de Escrituração Digital (Sped), instituído pelo Decreto nº 6.022/2007, e
será considerada válida após a confirmação de recebimento do arquivo que a
contém e, quando for o caso, após a autenticação pelos órgãos de registro. Art. 2º A
ECD compreenderá a versão digital dos seguintes livros: I - livro Diário e seus
auxiliares se houver; II - livro Razão e seus auxiliares, se houver; III - livro
Balancetes Diários, Balanços e fichas de lançamento comprobatórias dos
assentamentos neles transcritos.

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28 (Artigo 29).
Unidade 9 – Contas

09
CONTAS

É a representação gráfica que identifica os elementos patrimoniais, também chamada de


rubrica contábil.

9.1 TEORIA PERSONALISTA


Para esta escola as contas representam pessoas que se relacionam com a entidade em
termos de débito e crédito, classificando-as em:

I. Contas dos agentes consignatários: que representam os bens;

II. Contas dos agentes correspondentes: representam os direitos e as obrigações;

III. Contas do proprietário: que representam o Patrimônio Líquido, as receitas e as


despesas.

9.2 TEORIA MATERIALISTA


Por essa teoria, também conhecida como “teoria econômica”, as contas representam
valores materiais; são representadas como:

I. Contas Integrais: são as representativas dos bens, dos direitos e das obrigações da
entidade;

II. Contas Diferenciais: são as representativas do Patrimônio Líquido, das receitas e


das despesas da entidade.

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(Artigo 29).
29
Noções de Contabilidade

9.3 TEORIA PATRIMONIALISTA


É a teoria usualmente adotada no Brasil. Considera o patrimônio como objeto da
contabilidade. Classifica as contas como:

I. Contas Patrimoniais: representam os Bens, os Direitos, as Obrigações e o


Patrimônio Líquido. Dividem-se em Ativas e Passivas e são elas que representam o
Patrimônio;

II. Contas de Resultado: demonstram as variações quantitativas do patrimônio,


dividindo-se em Contas de Despesas e Contas de Receitas. Aparecem durante o
exercício social*, encerrando-se no final do mesmo. Não fazem parte do Balanço
Patrimonial, mas permitem apurar o resultado do exercício.

 Exercício social ou exercício contábil compreende períodos de igual duração em


que a empresa opera; geralmente tem duração de um ano. No final desses períodos,
as empresas apuram os seus resultados e elaboram as demonstrações contábeis.

9.4 DÉBITO E CRÉDITO


Na terminologia contábil, essas palavras (Débito e Crédito) possuem vários significados,
os quais raramente correspondem aos da linguagem comum.

Débito na linguagem comum significa dívida, situação negativa, estar em débito ou


devendo a alguém etc. Já para a Contabilidade Débito é o lado do Ativo, porque as contas
que o compõem são da natureza devoradora. Na representação gráfica em forma de T, que
usamos para representar as contas que compõem o Patrimônio (Balanço Patrimonial) e as
Contas de Resultado, o lado esquerdo é o lado do Débito, com exceção das Contas
Retificadoras*.

O Crédito na linguagem comum significa ter crédito com alguém, em uma loja,
situação positiva ou poder comprar a prazo etc. Mas para a Contabilidade o Crédito é o
lado do Passivo, isso porque as contas que o compõem são de natureza credora. No gráfico

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30 (Artigo 29).
Unidade 9 – Contas

das Contas Patrimoniais e das Contas de Resultado, o lado direito é o lado do Crédito,
exceto para as Contas Retificadoras.

 Também chamadas de redutoras, são contas que, embora apareçam num


determinado grupo patrimonial (Ativo ou Passivo) têm saldo contrário em relação
às demais contas desse grupo. Desse modo, uma conta retificadora do Ativo terá
natureza credora, bem como uma conta retificadora do Passivo terá natureza
devedora. As contas retificadoras reduzem o saldo total do grupo em que aparecem.

Débito - é uma situação de dívida ou de responsabilidade da conta para com


entidade;

Crédito - é uma situação de direito ou de haver da conta em relação à entidade;

Saldo - é a diferença entre o total dos débitos e o total dos créditos efetuados numa
conta; O saldo pode ser:

I. Devedor - quando a soma dos débitos for maior do que a soma dos créditos;

II. Credor - quando a soma dos débitos for menor do que a soma dos créditos;

III. Nulo - quando a soma dos débitos for igual à soma dos créditos.

9.5 PLANO DE CONTAS


É o conjunto de contas, previamente estabelecido, que norteia os trabalhos contábeis de
registro de fatos e atos inerentes à entidade, além de servir de parâmetro para a elaboração
das demonstrações contábeis.

Cada empresa deverá elaborar seu Plano de Contas, tendo em vista suas
particularidades e observando:

I. Atender às necessidades de informação da administração da empresa;

II. Observar formato compatível com os princípios de contabilidade e com a norma


legal de elaboração do balanço patrimonial e das demais demonstrações contábeis
(Lei 6.404/76, a chamada "Lei das S/A”);

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(Artigo 29).
31
Noções de Contabilidade

III. Adaptar-se tanto quanto possível às exigências dos agentes externos,


principalmente às da legislação do Imposto de Renda.

9.6 BALANCETE DE VERIFICAÇÃO


O balancete de verificação é um demonstrativo auxiliar de caráter não obrigatório, que
relaciona os saldos das contas remanescentes no diário.

Imprescindível para verificar se o método de partidas dobradas está sendo


observado pela escrituração da empresa. Por este método cada débito deverá corresponder
a um crédito de mesmo valor, cabendo ao balancete verificar se a soma dos saldos
devedores é igual à soma dos saldos credores.

Este demonstrativo deve ser levantado mensalmente segundo a NBCT 2.7,


unicamente para fins operacionais, não tendo obrigatoriedade fiscal, com suas informações
extraídas dos registros contábeis mais atualizados. O grau de detalhamento do balancete de
verificação deverá estar adequado a finalidade do mesmo. Caso o demonstrativo seja
destinado a usuários externos o documento deverá ser assinado por contador habilitado
pelo conselho regional de contabilidade (CRC).

Geralmente o balancete é levantado antes do início de um novo exercício, servindo


também como suporte aos gestores para visualizar a situação da empresa diante dos saldos
mensurados, sendo um demonstrativo de fácil entendimento e de grande relevância.

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32 (Artigo 29).
Unidade 10 – Demonstração

10
DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

10.1 CONCEITO
As demonstrações contábeis são uma representação monetária estruturada da posição
patrimonial e financeira em determinada data e das transações realizadas por uma entidade
no período findo nessa data. O objetivo das demonstrações contábeis de uso geral é
fornecer informações sobre a posição patrimonial e financeira, o resultado e o fluxo
financeiro de uma entidade, que são úteis para uma ampla variedade de usuários na tomada
de decisões. As demonstrações contábeis também mostram os resultados do
gerenciamento, pela Administração, dos recursos que lhe são confiados.

Para atingir esse objetivo, as demonstrações contábeis fornecem informações sobre


os seguintes aspectos de uma entidade: ativos; passivos; patrimônio líquido;
receitas, despesas, ganhos e perdas; e fluxo financeiro (fluxos de caixa ou das origens e
aplicações de recursos).

Essas informações, juntamente com outras constantes das notas explicativas às


demonstrações contábeis, auxiliam os usuários a estimar os resultados futuros e os fluxos
financeiros futuros da entidade.

10.2 DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS OBRIGATÓRIAS

10.2.1 Balanço Patrimonial

O Balanço tem por finalidade apresentar a posição financeira e patrimonial da empresa em


determinada data, representando, portanto, uma posição estática.

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33
Noções de Contabilidade

Conforme art. 178 da Lei n° 6.404/76, “no balanço, as contas serão classificadas
segundo os elementos do patrimônio que registrem, e agrupadas de modo a facilitar o
conhecimento e a análise da situação financeira da companhia”.

Balanço Patrimonial é constituído pelo Ativo, pelo Passivo e pelo Patrimônio


Líquido.

O Ativo compreende os bens, os direitos e as demais aplicações de recursos


controlados pela entidade, capazes de gerar benefícios econômicos futuros, originados de
eventos ocorridos. As contas serão dispostas em ordem decrescente de grau de liquidez dos
elementos nelas registrados, nos seguintes grupos:

I. Ativo Circulante - as disponibilidades, os direitos realizáveis no curso do exercício


social subsequente e as aplicações de recursos em despesas do exercício seguinte;

II. Ativo Não-Circulante

 Ativo realizável a longo prazo - os direitos realizáveis após o término do exercício


seguinte, assim como os derivados de vendas, adiantamentos ou empréstimos a
sociedades coligadas ou controladas (artigo 243), diretores, acionistas ou
participantes no lucro da companhia, que não constituírem negócios usuais na
exploração do objeto da companhia;

 Investimentos - as participações permanentes em outras sociedades e os direitos de


qualquer natureza, não classificáveis no ativo circulante, e que não se destinem à
manutenção da atividade da companhia ou da empresa;

 Imobilizado - os direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à


manutenção das atividades da companhia ou da empresa ou exercidos com essa
finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram à companhia os
benefícios, riscos e controle desses bens;

 Intangível - os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à


manutenção da companhia ou exercidos com essa finalidade, inclusive o fundo de
comércio adquirido.

O Passivo compreende as origens de recursos representados pelas obrigações para


com terceiros, resultantes de eventos ocorridos que exigirão ativos para a sua liquidação.
No passivo, as contas serão classificadas nos seguintes grupos:

I. Passivo Circulante – obrigações da companhia, quando tiverem vencimento até o


final do exercício seguinte;

II. Passivo Não-Circulante - obrigações da companhia, quando tiverem vencimento


após o final do exercício seguinte e receita de exercícios futuros, diminuídas dos
custos e despesas a elas correspondentes;

III. Patrimônio Liquido

 Capital Social – representa valores recebidos pela empresa, ou gerados por ela, e
que estão formalmente incorporados ao Capital;

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34 (Artigo 29).
Unidade 10 – Demonstração

 Reservas de Capital - são constituídas com valores recebidos pela empresa e que
não transitam pelo resultado, por não se referirem à entrega de bens ou serviços
pela empresa;

 Ajustes de avaliação patrimonial - Serão classificadas como ajustes de avaliação


patrimonial, enquanto não computadas no resultado do exercício em obediência ao
regime de competência, as contrapartidas de aumentos ou diminuições de valores
atribuídos a elementos do ativo e do passivo, em decorrência da sua avaliação a
valor justo, nos casos previstos na Lei 6.404/76 ou, em normas expedidas pela
Comissão de Valores Mobiliários;

 Reservas de lucros – representam lucros obtidos pela mesma empresa, retidos com
finalidade especifica;

 Ações em tesouraria - deverão ser destacadas no balanço como dedução da conta


do patrimônio líquido que registrar a origem dos recursos aplicados na sua
aquisição;

 Prejuízos acumulados

A posição dos elementos do Ativo e do Passivo especificados e representados pelos


valores monetários dá origem à chamada Equação Fundamental do Patrimônio,
representada:

ATIVO = PASSIVO + PATRIMONIO LIQUIDO

Situação Líquida é a diferença entre Ativo e Passivo. É também igual ao Patrimônio


Líquido.

ATIVO - PASSIVO = PATRIMONIO LIQUIDO

Esta equação é também chamada de Situação Estática, por que mostra a posição do
patrimônio num determinado momento, de forma estática, através do Balanço Patrimonial.

Quando a equação dos elementos componentes envolve todos os elementos da


relação contábil é chamada de Situação Dinâmica e que pode ser demonstrada da seguinte
forma:

ATIVO+ DESPESAS + CUSTOS = PASSIVO + PATRIMONIO LIQUIDO +


RECEITAS

10.2.2 Demonstração do Resultado do Exercício (DRE)

Trata-se de uma demonstração dos aumentos e reduções causados no Patrimônio Líquido


pelas operações da empresa. As receitas representam normalmente aumento do Ativo,
através do ingresso de novos elementos, como duplicatas a receber ou dinheiro proveniente
das transações. Aumentando o Ativo, aumenta o Patrimônio Líquido. As despesas

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35
Noções de Contabilidade

representam redução do Patrimônio Líquido, através da redução do Ativo ou aumento do


Passivo Exigível.

Enfim, todas as receitas e despesas se acham compreendidas na Demonstração do


Resultado, segundo uma forma de apresentação que as ordena de acordo com a sua
natureza; fornecendo informações significativas sobre a empresa.

A Demonstração do Resultado é, pois, o resumo do movimento de certas entradas e


saídas no balanço, entre duas datas. Ela retrata apenas o fluxo econômico e não o fluxo de
dinheiro. Para essa demonstração não importa se uma receita ou despesa tem reflexos em
dinheiro, basta apenas que afete o Patrimônio Líquido.

Exemplo de DRE:

Receita Bruta de Vendas e Serviços

(-) Devoluções

(-) Abatimentos

(-) Impostos

(=) Receita Liquida das Vendas e Serviços

(-) Custo das Mercadorias e Serviços Vendidos

(=) Lucro Bruto

(-) Despesas com Vendas

(-) Despesas Financeiras (deduzidas das Receitas Financeiras)

(-) Despesas Gerais e Administrativas

(-) Outras Despesas Operacionais

(+) Outras Receitas Operacionais

(=) Lucro ou Prejuízo Operacional

(+) Receitas não Operacionais

(-) Despesas não Operacionais

(+) Saldo da Correção Monetária

(=) Resultado do Exercício antes do Imposto de Renda

(-) Provisão para o Imposto de Renda

(-) Participações de Debêntures

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36 (Artigo 29).
Unidade 10 – Demonstração

(-) Participação dos Empregados

(-) Participação dos Administradores e Partes Beneficiárias

(-) Contribuições p/ Instituições, Fundo de Assist. ou Previdência de Empregados

(=) Lucro ou Prejuízo Líquido do Exercício

(=) Lucro ou Prejuízo por Ação

10.2.3 Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados


(DLPA)

A DLPA evidencia as alterações ocorridas no saldo da conta de lucros ou prejuízos


acumulados, no Patrimônio Líquido.

"A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados deverá


indicar o montante do dividendo por ação do capital social e
poderá ser incluída na demonstração das mutações do patrimônio
líquido, se elaborada e publicada pela companhia."

A DLPA é obrigatória para as sociedades limitadas e outros tipos de empresas,


conforme a legislação do Imposto de Renda (art. 274 do RIR/99). Deverá discriminar:

I. O saldo do início do período e os ajustes de exercícios anteriores - Como ajustes de


exercícios serão considerados apenas os decorrentes de efeitos da mudança de
critério contábil, ou da retificação de erro imputável a determinado exercício
anterior, e que não possam ser atribuídos a fatos subsequentes;

II. As reversões de reservas e o lucro líquido do exercício - Corresponde às alterações


ocorridas nas contas que registram as reservas, mediante a reversão de valores para
a conta Lucros Acumulados, em virtude daqueles valores não serem mais
utilizados; Já o Lucro Líquido do Exercício é o resultado líquido do ano apurado na
Demonstração do Resultado do Exercício, cujo valor é transferido para a conta de
Lucros Acumulados.

III. As transferências para reservas, os dividendos, a parcela dos lucros incorporada ao


capital e o saldo ao fim do período - São as apropriações do lucro feitas para a
constituição das reservas patrimoniais, tais como: reserva legal, reserva estatutária,
reserva de lucros a realizar, reserva para contingências.

10.2.4 Demonstrações dos Fluxos de Caixa (DFC) (NBC TG 03)

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(Artigo 29).
37
Noções de Contabilidade

A Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC), por força da Lei 11.638/2007, passou a ser um
relatório obrigatório pela contabilidade para todas as sociedades de capital aberto ou com
patrimônio líquido superior a R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais).

Esta demonstração indica a origem de todo o dinheiro que entrou no caixa em


determinado período e, ainda, o Resultado do Fluxo Financeiro. Assim como a
Demonstração de Resultados de Exercícios, a DFC é uma demonstração dinâmica e
também está contida no balanço patrimonial.

Seguindo as tendências internacionais, o fluxo de caixa pode ser incorporado às


demonstrações contábeis tradicionalmente publicadas pelas empresas. Basicamente, o
relatório de fluxo de caixa deve ser segmentado em três grandes áreas:

I. Atividades Operacionais - são explicadas pelas receitas e gastos decorrentes da


industrialização, comercialização ou prestação de serviços da empresa. Estas
atividades têm ligação com o capital circulante líquido da empresa;

II. Atividades de Investimento - são os gastos efetuados no Realizável a Longo Prazo,


em Investimentos, no Imobilizado ou no Intangível, bem como as entradas por
venda dos ativos registrados nos referidos subgrupos de contas;

III. Atividades de Financiamento - são os recursos obtidos do Passivo Não Circulante e


do Patrimônio Líquido. Devem ser incluídos aqui os empréstimos e financiamentos
de curto prazo. As saídas correspondem à amortização destas dívidas e os valores
pagos aos acionistas a título de dividendos, distribuição de lucros.

10.2.5 Demonstração do Valor Adicionado (DVA) (NBC TG 09)

 Essa demonstração é exigida exclusivamente para Companhias Abertas.

A Demonstração do Valor Adicionado tem a função de identificar e divulgar o


valor da riqueza gerada por uma entidade e como essa riqueza foi distribuída entre os
diversos setores que contribuíram, direta ou indiretamente, para a sua geração.

A DVA é destinada a evidenciar, de forma concisa, os dados e as informações do


valor da riqueza gerada pela entidade em determinado período e a sua distribuição. As
informações devem ser extraídas da contabilidade e os valores informados devem ter como
base o princípio contábil da competência.

O valor adicionado (ou valor agregado) constitui-se das receitas obtidas pela
empresa em razão de suas atividades deduzidas dos custos dos bens e serviços adquiridos
de terceiros para a geração dessas receitas. É, portanto, o quanto a entidade contribuiu para
a formação do Produto Interno Bruto – PIB do país. O valor adicionado demonstra a
contribuição da empresa para a geração de riqueza da economia, resultado do esforço
conjugado de todos os seus fatores de produção.

A DVA evidencia os aspectos econômico e social do valor adicionado. Sob a ótica


econômica, expressa o desempenho da entidade na geração da riqueza e a sua eficiência na

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38 (Artigo 29).
Unidade 10 – Demonstração

utilização dos fatores de produção, comparando os valores de saída com os valores de


entrada. Sob o ponto de vista social, demonstra a forma de distribuição da riqueza gerada:
a participação dos empregados, do governo, dos agentes financiadores e dos acionistas,
além da parcela retida pela empresa. Trata-se, desse modo, de uma importante fonte de
informações, à medida que apresenta elementos que permitem a análise do desempenho
econômico da empresa, evidenciando a geração de riqueza, bem como dos efeitos sociais
oriundos da distribuição dessa riqueza.

10.3 COMPLEMENTAÇÃO AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

10.3.1 Notas Explicativas

As demonstrações contábeis devem ser complementadas por notas explicativas, quadros


analíticos e outras demonstrações contábeis necessárias para uma plena avaliação da
situação e da evolução patrimonial de uma empresa. Tem por objetivo complementar as
demonstrações contábeis mostrando os critérios contábeis utilizados pelas organizações,
inclusive a composição do saldo de determinadas contas, os métodos de depreciação e
critérios de avaliação dos elementos patrimoniais.

As notas devem conter no mínimo a descrição dos critérios de avaliação dos


elementos patrimoniais e das práticas contábeis adotadas, dos ajustes dos exercícios
anteriores, reavaliações, ônus sobre ativos, detalhamento das dívidas de longo prazo, do
capital e dos investimentos relevantes em outras empresas etc.

10.3.2 Relatório dos Auditores

O “Relatório dos Auditores Independentes” é o documento mediante o qual o auditor


expressa sua opinião, de forma clara e objetiva, sobre as demonstrações contábeis nele
indicadas. Como o auditor assume, através do relatório, responsabilidade técnico-
profissional definida, é indispensável que tal documento obedeça às características
intrínsecas e extrínsecas, estabelecidas nas presentes normas.

Deve identificar as Demonstrações Contábeis sobre as quais o auditor está


expressando sua opinião, indicando, o nome da entidade, as datas e os períodos a que
correspondem. Tem que ser datado e assinado pelo contador responsável pelos trabalhos, e
conter seu número de registro no CRC. A data do relatório deverá corresponder ao dia do
encerramento dos trabalhos de auditoria na entidade.

O relatório deve expressar, clara e objetivamente, se as demonstrações contábeis


auditadas, em todos os aspectos relevantes, na opinião do auditor, estão adequadamente
representadas ou não.

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(Artigo 29).
39
Noções de Contabilidade

11
ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES
CONTÁBEIS

A análise das demonstrações contábeis, amplamente aceita no meio acadêmico e


empresarial, é dividida em duas categorias distintas:

I. Análise Financeira - possibilita a interpretação da saúde financeira da empresa, seu


grau de liquidez e capacidade se solvência.

II. Análise Econômica - é a interpretação das variações do patrimônio e da riqueza


gerada por sua movimentação.

Ambas são elaboradas e avaliadas sob vários pontos de vistas distintos, conforme a
necessidade e amplitude de cada usuário.

11.1 ANÁLISE VERTICAL OU DE ESTRUTURAL


A análise vertical também é conhecida por análise de estrutura. Sua técnica é bastante
simples, pois consiste em dividir todos os elementos do ativo pelo valor do total desse
mesmo ativo e todos os valores do passivo pelo total desse passivo, obtendo-se assim, o
percentual que cada elemento representa do todo.

Na demonstração de resultados, o elemento que será o divisor dos demais itens é a


receita líquida, e os percentuais vão indicar o quanto cada elemento do resultado representa
em relação a essa receita líquida. Este tipo de análise é importante para avaliar a estrutura
de composição de itens e sua evolução no tempo.

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40 (Artigo 29).
Unidade 11 – Análise das Demonstrações Contábeis

O exemplo da análise vertical, ela possui uma sistemática de cálculo bastante


simples, uma vez que consiste em fixar um período contábil como 100% e dividir os itens
patrimoniais e de resultado dos demais períodos por esse período-base.

11.2 ANÁLISE HORIZONTAL OU DE EVOLUÇÃO


A finalidade principal da análise horizontal é apontar a variação de itens das
Demonstrações Contábeis através de períodos, a fim de caracterizar tendências. Trata-se de
discernir o ritmo de crescimento dos vários itens. Este tipo de análise é importante para
avaliar a estrutura de composição de itens e sua evolução no tempo.

11.3 ANÁLISE POR QUOCIENTE

11.3.1 Índices de Liquidez

Esses índices servem para avaliar a capacidade financeira da empresa, para satisfazer
compromissos de pagamentos com terceiros. Ou seja, quanto maior, melhor.

I. Índice de Liquidez Absoluta ou Instantânea - Indica o quanto a empresa dispõe,


imediatamente, para honrar suas dívidas de curto prazo.

II. Disponibilidades / Passivo Circulante

III. Índice de Liquidez Corrente ou Comum - Identifica o quanto a empresa dispõe de


recursos no curto prazo, para honrar suas dívidas, também, de curto prazo.

IV. Ativo Circulante /Passivo Circulante

V. Índice de Liquidez Seca ou Teste Ácido – Indica quanto a empresa dispõe em bens
e direitos de curto prazo, menos estoques, para pagar suas dívidas a curto prazo.

VI. (Ativo Circulante - Estoques) / Passivo Circulante

 Se o quociente for igual a 1, indica que os estoques da empresa estão totalmente


livres de dividas com terceiros, ou seja, se a empresa negociasse o Ativo Circulante
(sem os estoques), pagaria as dívidas de curto prazo e restaria todo o estoque livre
de dívidas, para que a empresa pudesse trabalhar.

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41
Noções de Contabilidade

I. Índice de Liquidez Geral ou Total – Este índice faz um comparativo do que a


empresa dispõe no curto e longo prazos, contra suas dívidas, igualmente de curto e
longo prazos.

II. (Ativo Circulante + Realizável a Longo Prazo) / (Passivo Circulante + Exigível a


longo Prazo)

11.3.2 Índice de Endividamento

Endividamento Total - determina a proporção de ativos totais fornecida pelos credores da


empresa. Quanto maior for este índice, maior será o montante de dinheiro de terceiros que
está sendo empregado para gerar lucros.

= (Passivo Circulante + Exigível a Longo Prazo) / Ativo total

11.3.3 Índices de Rentabilidade

Estes índices servem para medir a capacidade econômica da empresa, isto é, evidenciam o
grau de êxito econômico obtido pelo capital investido na empresa.

I. Rentabilidade do Capital Próprio - Este índice quer mostrar o quanto representa o


lucro líquido obtido através das operações que a empresa realizou no exercício, em
comparação ao investimento feito na empresa. = Lucro Líquido / Patrimônio
Líquido

II. Rentabilidade do Ativo Total - faz um comparativo do resultado obtido pela


empresa, o lucro, através de suas operações, com os ativos que estão disponíveis à
administração para conseguir tal êxito. = Lucro Líquido / Ativo Total

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Unidade 12 – Operações com Mercadorias

12
OPERAÇÕES COM MERCADORIAS

As mercadorias são os produtos adquiridos por uma empresa comercial, mediante


pagamento a vista ou a prazo, como o objetivo de auferir lucro com a venda. As
mercadorias podem ser conceituadas como qualquer objeto destinado ao comércio.

As operações com mercadorias representam a principal atividade de uma empresa


comercial, pois ela sobrevive e gera lucro com a compra e a venda de mercadorias.
Destarte, de um bom sistema de apuração de resultados das operações com mercadorias,
bem como dos controles físicos paralelos mantidos, depende, em grande parte, o sucesso
operacional da empresa. O resultado com mercadorias – RCM (Lucro Bruto) é o fator mais
importante para o resultado líquido (Lucro Líquido) das empresas.

12.1 COMPRA
Servindo de intermediarias nas trocas, as empresa comerciais compram as mercadorias
para depois revende-las. As empresas que fornecem essas mercadorias são conhecidas
como empresas fornecedoras (fornecedores).

A compra pode ser à vista, quando o pagamento é feito no ato; ou a prazo, neste
caso cria-se a obrigação para pagamento futuro.

12.2 VENDA
As vendas de mercadorias constituem a principal fonte de receita das empresas comerciais.
As pessoas que compram as mercadorias são conhecidas como clientes.

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43
Noções de Contabilidade

As vendas podem ser efetuadas à vista, onde a empresa recebe no ato da venda o
valor das mercadorias; ou a prazo, quando a empresa passa a ter o direito de receber,
futuramente, o valor da mercadoria.

12.3 FRETE
Na Contabilidade há dois tipos de Frete, são eles:

I. CIF (Cost Insurance Freight) – Custo, seguro e frete – Nas operações mercantis de
compra e venda, a Cláusula CIF inclui no preço da mercadoria vendida, as despesas
com seguro e frete até o local de destino. A Cláusula CIF estabelece o princípio de
que cabe ao vendedor a obrigação de entregar a mercadoria ao comprador, no local
em que este tem seu estabelecimento, ou local que indicar, ou no porto de destino,
correndo por conta do vendedor as despesas com frete e seguro.

II. FOB (Free On Board) - significa “Posto a Bordo”. Nas operações mercantis de
compra e venda, a Cláusula FOB atribui ao vendedor o encargo de entregar a
mercadoria a bordo, pelo preço estabelecido, ficando as despesas decorrentes do
transporte (frete e seguro) por conta do comprador, bem como os riscos, até o porto
de destino. Destaca-se que a responsabilidade do vendedor cessa no momento em
que coloca a mercadoria a bordo do navio, no porto de embarque.

12.4 DESCONTOS
I. Descontos Comerciais – ocorrem no momento da compra (obtidos) ou da venda
(concedidos) e são destacados na própria Nota Fiscal. São também denominados
Descontos Incondicionais. A intitulação mais adequada para seus registros é
Descontos Incondicionais Obtidos (quando a empresa ganha do fornecedor) ou
Descontos Incondicionais Concedidos (quando a empresa concede ao cliente).

II. Descontos Financeiros – ocorre no momento da liquidação de uma dívida ou do


recebimento de um direito, fato posterior ao da compra ou da venda. A intitulação
mais adequada para esses descontos é Descontos Obtidos (quando a empresa ganha
do fornecedor no momento da liquidação de uma obrigação) ou Descontos
Concedidos (quando a empresa oferece ao cliente no momento da quitação de um
direito).

A palavra “incondicional” é utilizada para indicar que não foi imposta ao cliente
nenhuma condição para que tivesse direito ao referido desconto, que é um ato de
espontânea vontade do fornecedor. O desconto financeiro, obtido ou concedido no
momento da quitação de uma duplicata, só ocorre mediante condição imposta ao devedor;
normalmente, quitação antes do vencimento.

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Unidade 12 – Operações com Mercadorias

Observações:

I. A conta Descontos Incondicionais Obtidos é uma redutora do Custo das


Mercadorias Adquiridas, integrando a fórmula do CMV (Custo das Mercadorias
Vendidas).

II. A conta Descontos Incondicionais Concedidos é redutora da Receita Bruta de


Vendas e integra a fórmula do RCM (Resultado da Conta Mercadorias).

III. A conta Descontos Obtidos é conta de Receita Operacional, do grupo das Receitas
Financeiras.

IV. A conta Descontos Concedidos é conta de Despesa Operacional e integra o grupo


das Despesas Financeiras.

12.5 DEVOLUÇÕES
I. Devolução de Compras - Representa uma saída de mercadorias e, nesse caso,
haverá o débito (dívida do imposto correspondente).

II. Devolução de Venda - Representa uma entrada de mercadorias e, nesse caso,


haverá crédito (direito de recuperar) do imposto correspondente.

12.6 IMPOSTOS

12.6.1 ICMS

Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de


Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação, de competência
estadual. É considerado imposto por dentro, o que significa dizer que seu valor está incluso
no valor das mercadorias. Não cumulativo, isto é, o valor incidente em uma operação
(compra) será compensado do valor incidente em uma operação subsequente (venda). Sua
alíquota poderá variar em função do tipo da mercadoria, do destino ou origem, etc.

Nem todas as mercadorias ou operações estão sujeitas ao ICMS: há casos de


isenção e de não-incidência previstos na legislação específica (Regulamento do ICMS de
cada Estado brasileiro).

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45
Noções de Contabilidade

I. ICMS sobre Compras - representa direito da empresa. Na linguagem contábil, esse


direito representa débito na conta ICMS a Recuperar; na linguagem fiscal, crédito
da empresa junto ao Governo do Estado;

II. ICMS sobre Vendas - corresponde à obrigação da empresa. Na linguagem contábil,


essa obrigação representa crédito na conta ICMS a Recuperar ou na conta ICMS a
Recolher; na linguagem fiscal, débito da empresa para com o Governo do Estado;

III. ICMS a Recolher ou a Compensar - Quando a empresa compra mercadorias, paga


ao fornecedor, juntamente com o custo dessas mercadorias, uma parcela
correspondente ao ICMS; quando a empresa vende mercadorias, recebe do cliente,
juntamente com o valor da venda, uma parcela correspondente ao ICMS, que terá
de ser repassada ao Governo do Estado. Antes de repassar ao Governo do Estado a
parcela do ICMS recebida do cliente (constante da Nota Fiscal de Venda), a
empresa poderá compensar, desse total, o valor do ICMS que pagou ao fornecedor
(constante da Nota Fiscal de Compra), por ocasião da compra da mercadoria que
está sendo vendida.

Para exemplificar:

Vamos supor que a empresa tenha adquirido um determinado lote de mercadorias


de um fornecedor, pagando R$ 100, com ICMS incluso no valor de R$ 17. Seu fornecedor,
ao receber os R$ 100, deverá repassar R$ 17 ao Governo do Estado. Dessa forma, você
pagou ao fornecedor R$ 83 pelo lote de mercadorias e R$ 17 de imposto. Suponhamos,
agora, que você tenha vendido o mesmo lote de mercadorias a um cliente por R$ 200, com
ICMS incluso no valor de R$ 34. Dos R$ 200 que você recebeu (Receita Bruta de Vendas),
R$ 166 correspondem à Receita Líquida de Vendas e R$ 34, ao ICMS que você deveria
recolher ao Governo do Estado. Deveria recolher, pois, sendo o ICMS um imposto não
cumulativo, você poderá compensar (abater), desses R$ 34 devidos em função da venda do
lote de mercadorias, os R$ 17 que pagou pelo mesmo lote quando o comprou de seu
fornecedor. Assim, você recolherá ao governo apenas R$ 17, ou seja, R$ 34 – R$ 17.

Diante do exposto, podemos concluir:

O valor do ICMS que é pago ao fornecedor por ocasião da compra representa


direito para empresa junto ao Governo do Estado;

O valor do ICMS recebido do cliente por ocasião da venda representa obrigação da


empresa junto ao Governo do Estado.

 Cuidado: débito e crédito na linguagem contábil são exatamente o oposto de débito


e crédito na linguagem fiscal.

12.6.2 IPI

O Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) é um imposto de competência federal,


exigido principalmente nas empresas industriais. É considerado imposto por fora, pois seu
cálculo é feito sobre o valor dos produtos a ele adicionado.

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Unidade 12 – Operações com Mercadorias

É calculado mediante aplicação de uma alíquota – que varia de acordo com o


produto – sobre o valor dos mesmos.

É considerado imposto não-cumulativo, pois o valor do imposto pago na compra de


matérias-primas ou de outros materiais aplicados na produção é compensado do imposto a
pagar das operações subsequentes.

12.6.3 ISS

O Imposto sobre Serviço de Qualquer Natureza (ISS) é de competência municipal, cobrado


sobre o valor dos serviços prestados pela empresa.

É próprio de empresas de prestação de serviços, entretanto, algumas empresas


comerciais também podem prestar algum tipo de serviço pagando ISS sobre a receita desse
serviço.

A sua alíquota e base de cálculo podem ser diferentes em cada cidade do país, pois
dependem da legislação municipal.

12.6.4 PIS

O Plano de Integração Social é uma contribuição que as empresas comerciais devem


efetuar mensalmente ao Governo Federal, com base em seu faturamento, e destina-se ao
pagamento do seguro-desemprego e do abono anual que a Caixa Econômica Federal paga
aos trabalhadores cadastrados.

Atualmente, a alíquota é de 0,65% (regime cumulativo), calculada sobre o


faturamento.

Segundo a legislação pertinente ao PIS, considera-se como faturamento a receita


bruta proveniente da venda de bens nas operações de conta própria, do preço dos serviços
prestados e do resultado auferido nas operações de conta alheia diminuída das vendas de
bens ou serviços cancelados, dos descontos incondicionais concedidos, e do IPI e ICMS
retidos pelo vendedor dos bens ou prestador dos serviços na condição de substituto
tributário. Entretanto, não podem ser excluídos da receita bruta, o ICMS e o ISS incidentes
sobre as vendas ou sobre os serviços prestados.

Essa contribuição, calculada sobe o faturamento do mês, deve ser recolhida aos
cofres públicos sempre nos primeiros dias do mês seguinte.

12.6.5 COFINS

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Noções de Contabilidade

A Contribuição Social sobre o Faturamento — COFINS — é também uma contribuição


que as empresas comerciais devem efetuar mensalmente ao Governo Federal, com base no
faturamento, e destina-se ao financiamento da seguridade social.

Atualmente, a alíquota é de 3% (regime cumulativo), calculada sobre o valor da


receita bruta das vendas de mercadorias, de mercadorias e serviços e de serviços de
qualquer natureza diminuída das deduções e abatimentos incidentes sobre as vendas.

12.7 RESULTADO DA CONTA MERCADORIAS


É obtido pela diferença entre o valor das Vendas Efetuadas num determinado período e o
valor do Custo das Mercadorias Vendidas incorrido nesse mesmo período:

RCM  Resultado com Mercadorias = LUCRO BRUTO

RCM = V – CMV

Onde:

V  Vendas Líquidas - representa o total faturado contra o cliente, que a vista,


quer a prazo. Todavia, a esse valor podem ocorrer deduções.

CMV  Custo das Mercadorias Vendidas - Representa o valor atribuído às


mercadorias negociadas pelo comerciante com seus clientes. O CMV, como o nome indica,
é um valor de custo para o comerciante.

CMV  Custo das Mercadorias Vendidas

CMV = Ei + C – Ef

Onde:

Ei  Estoque Inicial

C  Compras Líquidas

EF Estoque Final

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Unidade 13 – Avaliação de Estoque

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AVALIAÇÃO DE ESTOQUE

I. Inventário Periódico – é chamado de Inventário Periódico porque, a partir de sua


adoção, as empresas passam a elaborar o inventário físico das mercadorias
existentes em estoque somente no final de um período que normalmente
corresponde a um ano. Assim, o Resultado da Conta Mercadorias (Resultado Bruto
do Exercício) só será conhecido no final desse período.

II. Inventário Permanente – consiste em controlar permanentemente o estoque de


mercadorias efetuando as respectivas anotações a cada compra ou devolução. Dessa
forma, como os estoques de mercadorias são mantidos atualizados constantemente,
as empresas podem apurar o resultado da Conta Mercadorias no momento em que
desejarem.

13.1 MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DOS ESTOQUES


De acordo com os artigos 261 e 292 do RIR/99 as pessoas jurídicas submetidas à
tributação com base no lucro real, devem, ao final de cada período de apuração, proceder o
levantamento e à avaliação dos estoques existentes de mercadorias para revenda, nas
empresas comerciais e matérias-primas, materiais auxiliares (e outros materiais
empregados na produção) e produtos acabados e em elaboração, bem como outros bens
existentes em almoxarifado.

O custo das mercadorias estocadas é determinado com base no valor de aquisição


constante das Notas Fiscais de compra, acrescido das despesas acessórias e dos impostos,
taxas e contribuições que não forem recuperados pela empresa no momento da venda das
mercadorias.

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(Artigo 29).
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Noções de Contabilidade

A empresa poderá adquirir os mesmos tipos de mercadorias em datas diferentes,


pagando por eles preços variados. Assim, para determinar o custo dessas mercadorias
estocadas e das mercadorias que foram vendidas, precisamos adotar algum critério.

Os critérios mais conhecidos para a avaliação dos estoques, segundo o artigo 295
do RIR/99, são:

13.1.1 Preço Específico

Consiste em atribuir a cada unidade do estoque o preço efetivamente pago por ela. É um
critério que só pode ser utilizado para mercadorias de fácil identificação física, como
imóveis para revenda, veículos novos e usados, etc.

13.1.2 PEPS

A sigla PEPS significa Primeiro que Entra, Primeiro que Sai, e é também conhecida por
FIFO, iniciais da frase inglesa First In, First Out. Adotando esse critério para valoração
dos estoques, a empresa atribuirá às mercadorias estocadas os custos mais recentes.

13.1.3 UEPS

A sigla UEPS significa Último que Entra, Primeiro que Sai, e é também conhecida por
LIFO, iniciais da frase inglesa Last In, First Out. Adotando este critério para valoração
dos seus estoques, a empresa sempre atribuirá às suas mercadorias em estoque os custos
mais antigos, guardadas as devidas proporções com as mercadorias que entraram e saíram
do estabelecimento.

 Não aceito pela legislação do Imposto sobre a Renda brasileira, pois distorce
completamente os resultados, apresentando Custo maior, Lucro menor e Estoque
Final diverso da realidade. A empresa poderá adotar o critério que achar mais
conveniente, mas se ao usar o UEPS deverá apresentar a diferença para tributação
no LALUR.

13.1.4 Custo Médio Ponderado Permanente

Adotando este critério, as mercadorias estocadas serão sempre valoradas pela média dos
custos de aquisição, atualizados a cada compra efetuada.

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50 (Artigo 29).
Unidade 13 – Avaliação de Estoque

13.1.5 Preço Médio Ponderado Mensal

Esse método é aceito pelo fisco (PN CST nº 6/79) que as saídas sejam registradas somente
ao final de cada mês, desde que avaliadas ao custo médio que, sem considerar o
lançamento de baixa, se verificar no mês.

Qual dos critérios deve ser utilizado? O mais aconselhável dos três critérios é o
custo médio permanente ou mensal, pois eles espelham maior realidade nos Custos, no
Lucro e no Estoque Final. Convém ressaltar que no momento da elaboração do Balanço a
avaliação dos estoques obedecerá aos critérios estabelecidos no artigo 183 da Lei n°
6.404/76, ou seja, custo de aquisição deduzido da provisão para ajustá-lo ao valor do
mercado, quando este for inferior.

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(Artigo 29).
51
Noções de Contabilidade

14
DEPRECIAÇÃO E AMORTIZAÇÃO

A depreciação dos Bens materiais do Ativo Imobilizado corresponde à diminuição do valor


dos elementos ali classificáveis, resultante do desgaste pelo uso, ação da natureza ou
obsolescência normal.

Os bens materiais que comumente aparecem no Ativo Imobilizado e estão sujeitos à


depreciação são: Computadores, Imóveis (construções), Instalações, Móveis e Utensílios,
Veículos.

Quando a empresa compra bens para o uso próprio, ela efetua um gasto. Esse gasto,
por ser considerado investimento, não pode ser contabilizado como despesa. Entretanto,
esses bens, sendo utilizados pela empresa, desgastam-se e perdem o valor. Por esse motivo
é feito a depreciação. Através dela, a empresa pode considerar como despesa o valor gasto
na aquisição dos seus bens de uso.

É evidente que para se depreciar o valor gasto na aquisição de um bem é preciso


atender a algumas exigências legais, tendo em vista, principalmente, o tempo de vida útil
do bem. Os bens não duram eternamente; eles têm um tempo de vida útil o qual,
desgastados pelo uso ou em função da natureza ou mesmo pela obsolescência, deixam de
ser convenientes para a empresa.

Amortização é a diminuição do valor dos Bens imateriais em razão do tempo.


Enquanto a depreciação é usada para os bens materiais (tangíveis), a amortização é usada
para os Bens imateriais (intangíveis), como Benfeitorias em Imóveis de Terceiros, Marcas
e Patentes, Despesas de Organização etc.

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52 (Artigo 29).
Unidade 15 – Noções de Auditoria Contábil

15
NOÇÕES DE AUDITORIA CONTÁBIL

15.1 INTRODUÇÃO
Segundo a Organização Internacional de Entidades Fiscalizadoras Superiores (Intosai),
Auditoria.

“É o exame das operações, atividades e sistemas de determinada


entidade, com vistas a verificar se são executados ou funcionam em
conformidade com determinados objetivos, orçamentos, regras e
normas”.

Sendo assim a Auditoria é uma espécie de investigação através de procedimentos


estabelecidos com o objetivo de formar opinião em relação à determinada situação ou
objeto. A auditoria das demonstrações contábeis constitui o conjunto de procedimentos
técnicos que tem por objetivo a emissão de parecer sobre a sua adequação, consoante os
Princípios Fundamentais de Contabilidade e as Normas Brasileiras de Contabilidade e, no
que for pertinente, a legislação específica.

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(Artigo 29).
53
Noções de Contabilidade

16
ÉTICA PROFISSIONAL

16.1 INDEPENDÊNCIA
A independência é condição primordial do trabalho de auditoria, para a obtenção dos
elementos de prova e exercício de seu julgamento. O condicionamento de seus atos, para
exercício de sua função, constitui-se elemento restritivo e, portanto, impeditivo de executar
o que de fato é necessário.

O auditor deve ser absolutamente independente e imparcial na interpretação de tudo


que for apresentado. Essa independência necessita orientar o trabalho do auditor no sentido
da verdade, evitando interesses, conflitos, vantagens, sendo factual em suas afirmações.

De acordo com a NBC P1, são motivos de impedimento ao exercício da auditoria


independente o auditor que no período a que se refere à auditoria ou durante a execução
dos serviços, tiver em relação à entidade auditada, suas coligadas, controladas,
controladoras ou integrantes do mesmo grupo econômico:

I. Vínculo conjugal ou de parentesco consanguíneo em linha reta, sem limites de


grau, em linha colateral até o 3º grau e por afinidade até o 2º grau, com
administradores, acionistas, sócios ou com empregados que tenham ingerência na
sua administração ou nos negócios ou sejam responsáveis por sua contabilidade;

II. Relação de trabalho como empregado, administrador ou colaborador assalariado,


ainda que esta relação seja indireta, nos dois últimos anos;

III. Participação direta ou indireta como acionista ou sócio;

IV. Interesse financeiro direto, imediato ou mediato, ou substancial,


interesse financeiro indireto, compreendida a intermediação de negócios
de qualquer tipo e a realização de empreendimentos conjuntos;

V. Função ou cargo incompatível com a atividade de auditoria independente;

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54 (Artigo 29).
Unidade 16 – Ética Profissional

VI. Fixado honorários condicionais ou incompatíveis com a natureza do trabalho


contratado;

VII. Qualquer outra situação de conflito de interesses no exercício da auditoria


independente, na forma que vier a ser definida pelos órgãos reguladores e
fiscalizadores.

16.2 INTEGRIDADE
O auditor independente deve ser íntegro em todos os seus compromissos que envolvam:

I. A empresa auditada quanto as suas exposições e opiniões, exercício de seu trabalho


e os serviços e honorários profissionais;

II. O público em geral e pessoas interessadas na opinião emitida pelo auditor


independente, transmitido validade e certificando a veracidade das informações
contidas nas demonstrações financeiras ou de exposições quando não refletidas a
realidade em tais demonstrações;

III. A entidade de classe à qual pertença, sendo leal quanto à concorrência dos serviços
junto a terceiros, não concessão de benefícios financeiros ou aviltando honorários,
colocando em risco os objetivos do trabalho.

O auditor será culpado em ato de descrédito quando, no desempenho de suas funções:

I. Deixar de expressar um fato importante que conheça não exposto nas


demonstrações financeiras, mas cuja exposição seja indispensável;

II. Deixar de informar acerca de uma exposição errônea importante que conheça;

III. For culpado de negligência importante em seu exame ou relatório;

IV. Não reunir evidências suficientes para justificar a expressão de sua opinião;

V. Não relatar qualquer desvio importante, ou não expor qualquer omissão importante
dos princípios contábeis.

16.3 EFICIÊNCIA
O exercício da auditoria independente é individual e intransferível, agindo o auditor em seu
nome pessoal, assumindo inteira responsabilidade técnica pelos serviços executados.

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(Artigo 29).
55
Noções de Contabilidade

O serviço da auditoria independente precisa ser estabelecido mediante uma


abrangência técnica adequada, estimando-se dentro do possível, perspectivas de sua
concretização quanto a prazos, extensão e momento de obtenção das provas.

O auditor só deve emitir sua opinião ou dar informações quando o exame assim o
permitir e houver condições para fazê-lo. Seu parecer precisa ser redigido com
objetividade e clareza, em qualquer circunstância, seja em condições favoráveis ou não, e
apresentar as razões que motivaram o auditor a tal conclusão.

16.4 CONFIDENCIALIDADE
O trabalho de auditoria permite que a pessoa do auditor e seus assistentes tenham livre e
irrestrito acesso a informação estratégicas importantes, assim como a característica de
produção, distribuição etc. Estes são elementos de significativa importância, uma vez que
também permitem conhecer os elementos patrimoniais e o resultado, não só das operações
em curso, mas também da estratégia montada pela organização, que pode redundar em
variações patrimoniais significativas presentes ou futuras.

Em virtude disso, a confidencialidade torna-se elementar na atividade da auditoria e


as informações obtidas somente podem ser usadas na execução do serviço para o qual o
auditor foi contratado, não devendo ele, em nenhuma hipótese, divulgar fatos que conheça
e/ou utilizar-se dessas informações em seu próprio benefício ou de terceiros.

Informações sobre o trabalho realizado pelo auditor somente poderão ser dadas a
terceiros se houver determinação legal, como por autorização judicial ou formalmente
expressa pela empresa auditada.

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56 (Artigo 29).
Unidade 17 – Classificação

17
CLASSIFICAÇÃO

17.1 QUANTO AO CAMPO DE ATUAÇÃO

17.1.1 Governamental ou Pública

Esse tipo de auditoria atua diretamente sobre a administração do setor público, por isso
também denominada auditoria pública. Ela está relacionada com o acompanhamento das
ações empreendidas pelos órgãos e entidades que compõem as administrações direta e
indireta das três esferas do governo. Normalmente é realizada por entidades superiores de
fiscalização, instituídas sobre a forma de Tribunais de Conta e de Controladorias.

17.1.2 Privada
É a auditoria cujo campo de atuação se dá no âmbito da iniciativa particular, que objetiva o
lucro, de maneira geral. Pode ser realizada por auditores internos ou externos.

17.2 QUANTO À FORMA DE REALIZAÇÃO

17.2.1 Interna

A auditoria interna constitui o conjunto de procedimentos técnicos que tem por objetivo
examinar a integridade, adequação e eficácia dos controles internos e das informações

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(Artigo 29).
57
Noções de Contabilidade

físicas, contábeis, financeiras e operacionais da Entidade. Deve ser entendida como uma
atividade de assessoramento à administração quanto ao desempenho das atribuições
definidas para cada área da empresa, mediante as diretrizes políticas e objetivos por aquela
determinados.

A auditoria interna é realizada por profissionais empregados da própria entidade


auditada e cumpre um papel fundamental na empresa: subsidia o administrador com dados
e informações tecnicamente elaborados, relativos às atividades para cujo acompanhamento
e supervisão este não tem condições de realizar.

É de competência exclusiva de Contador registrado em Conselho Regional de


Contabilidade, denominado auditor interno.

17.2.2 Externa ou Independente

Consiste no exame das demonstrações financeiras feitas com o propósito de expressar uma
opinião sobre a propriedade com que elas apresentam a situação patrimonial e financeira
da empresa e o resultado das operações no período do exame.

Os objetivos da Auditoria Externa são: Comprovar a exatidão dos registros


contábeis; Propor soluções para o aperfeiçoamento do controle interno e do sistema
contábil da entidade; Verificar a correta apresentação e divulgação das demonstrações
contábeis; Emitir parecer (opinião) sobre as demonstrações contábeis auditadas.

A auditoria compreende o exame de documentos, de livros e registros contábeis,


execução de inspeções e confirmações, internas e externas, relacionados com o controle do
patrimônio.

 Diferença entre auditoria interna e externa - Auditor Externo, profissional


contratado pela organização para a realização do trabalho de forma independente,
sem vínculo empregatício, e o do Auditor Interno, funcionário integrante dos
quadros da empresa. O Auditor Interno preocupa-se com o desenvolvimento do
empreendimento da entidade e o Auditor Externo, com a confiabilidade dos
registros. A auditoria externa, em virtude de sua função garantidora no exame de
fidedignidade das Demonstrações Financeiras, pode utilizar-se de parte dos
serviços da auditoria interna, sem, contudo deixar de cumprir o seu objetivo.

17.3 QUANTO AO OBJETIVO DOS TRABALHOS

17.3.1 Contábil

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58 (Artigo 29).
Unidade 17 – Classificação

Representa o conjunto de procedimentos técnicos, aplicados de forma independente por um


profissional certificado, segundo princípios e normas preestabelecidos, com o objetivo de
emitir uma opinião acerca das demonstrações contábeis tomadas em seu conjunto, bem
como no que diz respeito aos assuntos financeiros relacionados.

17.3.2 Operacional

Esta auditoria coincide com todos os níveis de gestão, nas fases de programação, execução
e supervisão, sob o ponto de vista da economia, eficiência e eficácia. É também conhecida
como auditoria de gestão, de eficiência, de resultados ou de práticas de gestão, onde são
auditados todos os sistemas e métodos utilizados pelo gestor para tomar decisões.

O objetivo maior da Auditoria Operacional é assessorar a administração no


desempenho efetivo de suas funções e responsabilidades, avaliando se a organização,
departamento, sistemas, funções, operações e programas auditados estão atingindo os
objetivos propostos com identificação de falhas e irregularidades no sistema operacional.

17.3.3 Integrada

Segundo a Organização Latino-Americana e do Caribe de Entidades de Fiscalização


Superiores (OLACEFS),o objetivo da Auditoria Integrada.

“é o de revisar sistematicamente e emitir relatórios sobre as


relações de responsabilidade de prestar contas sobre as atividades
de apoio, os sistemas e controles utilizados pela administração no
cumprimento dos seus deveres e obrigações”.

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59
Noções de Contabilidade

18
NORMAS DE AUDITORIA
INDEPENDENTE

As Normas brasileiras de auditoria são regras ditadas pelos órgãos reguladores da profissão
contábil do Brasil e tem por objetivo a regulação da profissão e atividades bem como
estabelecer diretrizes a serem seguidas pelos profissionais no desenvolver de seus
trabalhos. Estão divididas em:

18.1 NOMAS TÉCNICAS: DE EXECUÇÃO DOS TRABALHOS (NBC


T11) (VIGENTE ATÉ 31/12/2009)
I. Planejamento - O auditor deve planejar seu trabalho consoante as Normas
Profissionais de Auditor Independente e NBC T11, e de acordo com os prazos e
demais compromissos contratualmente assumidos com a entidade. Pressupõe
adequado nível de conhecimento sobre as atividades, as práticas operacionais da
entidade e devem considerar todos os fatores relevantes na execução dos trabalhos,
especialmente os seguintes: o conhecimento detalhado das práticas contábeis
adotadas pela entidade; o conhecimento detalhado do sistema contábil e de
controles internos da entidade; os riscos de auditoria entre outros;

II. Relevância - Os exames de auditoria devem ser planejados e executados na


expectativa de que os eventos relevantes relacionados com as demonstrações
contábeis sejam identificados;

III. Risco de auditoria - é a possibilidade de o auditor vir a emitir uma opinião


tecnicamente inadequada sobre as demonstrações contábeis significativamente
incorretas;

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Unidade 18 – Normas de Auditoria Independente

IV. Supervisão e controle de qualidade - o auditor deve avaliar o cumprimento do


planejamento e do programa de trabalho; avaliar se as tarefas distribuídas estão
sendo cumpridas no grau de competência exigido; resolver questões significativas
quanto à aplicação dos princípios e normas de Contabilidade; avaliar se os
trabalhos foram adequadamente documentados e os objetivos dos procedimentos
técnicos alcançados; avaliar se as conclusões obtidas são resultantes dos trabalhos
executados e permitem ao auditor fundamentar sua opinião sobre as demonstrações
contábeis;

V. Estudo e avaliação do sistema contábil e de controles internos - compreende o


plano de organização e o conjunto integrado de método e procedimentos adotados
pela entidade na proteção do seu patrimônio, e tempestividade dos seus registros e
demonstrações contábeis, e da sua eficácia operacional. Esses estudos são como
base para determinar a natureza, oportunidade e extensão da aplicação dos
procedimentos de auditoria;

VI. Aplicação dos procedimentos de auditoria - deve ser realizada, em razão da


complexidade e volume das operações, por meio de provas seletivas, testes e
amostragens e determinar a amplitude dos exames necessários à obtenção dos
elementos de convicção que sejam válidos para o todo. Na aplicação dos testes de
observância e substantivos, o auditor deve considerar os seguintes procedimentos
técnicos básicos: a) inspeção – exame de registros, documentos; b) observação –
acompanhamento; c) investigação e confirmação – obtenção de informações, dentro
ou fora da entidade; d) cálculo – conferência da exatidão aritmética; e) revisão
analítica (fluxo; Tendência) – verificação do comportamento de valores
significativos;

VII. Documentação de auditoria - O auditor deve documentar, através de papéis de


trabalho, todos os elementos significativos dos exames realizados e que evidenciam
ter sido a auditoria executada de acordo com as normas aplicáveis.

VIII. Continuidade normal dos negócios da entidade - A evidência de normalidade pelo


prazo de um ano após a data das demonstrações contábeis é suficiente para a
caracterização dessa continuidade;

IX. Amostragem estatística - Ao usar métodos de amostragem estatística ou não


estatística, o auditor deve projetar e selecionar uma amostra de auditoria, aplicar a
essa amostra procedimentos de auditoria e avaliar os resultados da amostra, de
forma a proporcionar evidência de auditoria suficiente e apropriada;

X. PED (Processamento Eletrônico de Dados) - O uso do PED modifica a forma de


processamento e armazenamento de informações. O auditor deve dispor de
compreensão suficiente dos recursos do PED e dos sistemas de processamento
existentes, a fim de avaliá-los e planejar adequadamente seu trabalho;

XI. Estimativas contábeis - são de responsabilidade da administração da entidade e se


baseiam em fatores objetivos e subjetivos, requerendo o seu julgamento na
determinação do valor adequado a ser registrado nas demonstrações contábeis;

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61
Noções de Contabilidade

XII. Transações com partes relacionadas - O auditor deve obter evidências suficientes
para identificar partes relacionadas na fase de planejamento;

XIII. Transações e eventos subsequentes - O auditor deve aplicar procedimentos


específicos em relação aos eventos ocorridos entre as datas do balanço e a do seu
parecer, que possam demandar ajustes nas demonstrações contábeis ou a
divulgação de informações nas notas explicativas;

XIV. Carta de responsabilidade da administração - O auditor deve obter carta que


evidencie a responsabilidade da administração quanto às informações e dados, e à
preparação e apresentação das demonstrações contábeis submetidas aos exames de
auditoria;

XV. Contingências - O auditor deve adotar procedimentos para assegurar-se que todas
as contingências passivas relevantes foram identificadas e consideradas pela
administração da entidade na elaboração das demonstrações contábeis.

18.1.1 Normas Técnicas: dos Trabalhos Assegurados – (NBC


TA): Vigentes a partir de 01/01/2010.

“Trabalho de asseguração” significa um trabalho no qual o auditor independente expressa


uma conclusão com a finalidade de aumentar o grau de confiança dos outros usuários
previstos, que não seja a parte responsável, acerca do resultado da avaliação ou
mensuração de determinado objeto de acordo com os critérios aplicáveis. Eis algumas
normas:

I. Concordância com os termos do trabalho de Auditoria – trata da responsabilidade


do auditor independente em estabelecer os termos de um trabalho de auditoria com
a administração e, quando apropriado, com os responsáveis pela governança. Isso
inclui considerar que existem certas condições prévias a um trabalho de auditoria,
que são de responsabilidade da administração e, quando apropriado, dos
responsáveis pela governança.

II. Controle de qualidade da Auditoria das Demonstrações Contábeis – O objetivo do


auditor é implementar procedimentos de controle de qualidade no nível do trabalho
que forneçam ao auditor segurança razoável de que: a auditoria está de acordo com
normas profissionais e técnicas e exigências legais e regulatórias aplicáveis; e que
os relatórios emitidos pelo auditor são apropriados nas circunstâncias.

III. Documentação de Auditoria – O objetivo do auditor é preparar documentação que


forneça: registro suficiente e apropriado do embasamento do relatório do auditor; e
evidências de que a auditoria foi planejada e executada em conformidade com as
normas e as exigências legais e regulamentares aplicáveis.

IV. Responsabilidade do Auditor em relação a Fraude – Os objetivos do auditor são:

a. Identificar e avaliar os riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis


decorrente de fraude;

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62 (Artigo 29).
Unidade 18 – Normas de Auditoria Independente

b. Obter evidências de auditoria suficientes e apropriadas sobre os riscos identificados


de distorção relevante decorrente de fraude, por meio da definição e implantação de
respostas apropriadas; e

c. Responder adequadamente face à fraude ou à suspeita de fraudes identificada


durante a auditoria.

I. Planejamento da Auditoria das Demonstrações Contábeis – O planejamento da


auditoria envolve a definição de estratégia global para o trabalho e o
desenvolvimento de plano de auditoria. Um planejamento adequado é benéfico para
a auditoria das demonstrações contábeis de várias maneiras de forma a realizá-la de
maneira eficaz.

II. Evidência de Auditoria – O objetivo do auditor é definir e executar procedimentos


de auditoria que permitam ao auditor conseguir evidência de auditoria apropriada e
suficiente que lhe possibilitem obter conclusões razoáveis para fundamentar a sua
opinião.

III. Confirmações externas – Indica que a confiabilidade da evidência de auditoria é


influenciada pela fonte e por sua natureza e depende das circunstâncias individuais
em que é obtida. Inclui, também, as seguintes generalizações aplicáveis à evidência
de auditoria:

a. A evidência de auditoria é mais confiável quando é obtida de fontes independentes


externas à entidade;

b. A evidência de auditoria obtida diretamente pelo auditor é mais confiável que a


evidência de auditoria obtida indiretamente ou por inferência;

c. A evidência de auditoria é mais confiável quando está na forma de documento, seja


em papel, no formato eletrônico ou outro meio.

I. Trabalhos iniciais – Saldos iniciais – Ao conduzir um trabalho de auditoria inicial,


o objetivo do auditor com relação a saldos iniciais é obter evidência de auditoria
apropriada e suficiente sobre se:

a. Os saldos iniciais contêm distorções que afetam de forma relevante as


demonstrações contábeis do período corrente; e

b. As políticas contábeis apropriadas refletidas nos saldos iniciais foram aplicadas de


maneira uniforme nas demonstrações contábeis do período corrente, ou as
mudanças nessas políticas contábeis estão devidamente registradas e
adequadamente apresentadas e divulgadas de acordo com a estrutura de relatório
financeiro aplicável.

II. Amostragem em Auditoria – O objetivo do auditor, ao usar a amostragem em


auditoria, é o de proporcionar uma base razoável para o auditor concluir quanto à
população da qual a amostra é selecionada.

III. Continuidade operacional – De acordo com o pressuposto de continuidade


operacional, a entidade é vista como continuando em operação em futuro

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63
Noções de Contabilidade

previsível. As demonstrações contábeis, para fins gerais, são elaboradas com base
na continuidade operacional, a menos que a administração pretenda liquidar a
entidade ou interromper as operações, ou não tenha nenhuma alternativa realista
além dessas. Os objetivos do auditor são:

a. Obter evidência de auditoria suficiente sobre a adequação do uso, pela


administração, do pressuposto de continuidade operacional na elaboração das
demonstrações contábeis;

b. Concluir, baseado na evidência de auditoria obtida, sobre a existência de incerteza


significativa em relação a eventos ou condições que podem levantar dúvida
significativa quanto à capacidade de continuidade operacional; e

c. Determinar as implicações para o relatório do auditor independente.

18.2 NORMAS PROFISSIONAIS: NORMAS PROFISSIONAIS DE


AUDITOR INDEPENDENTE
I. Competência técnico-profissional - O contador, na função de auditor independente,
deve manter seu nível de competência profissional pelo conhecimento atualizado
dos princípios, normas e das técnicas contábeis, especialmente na área de auditoria,
da legislação inerente à profissão, dos conceitos e técnicas administrativas e da
legislação específica aplicável à entidade auditada. Além disso, deve ter
conhecimento da atividade da entidade auditada;

II. Independência - A condição de independência é fundamental e óbvia para o


exercício da atividade de auditoria independente. É a capacidade que a entidade de
auditoria tem de julgar e atuar com integridade e objetividade, permitindo a
emissão de relatórios ou pareceres imparciais em relação à entidade auditada, aos
acionistas, aos sócios, aos quotistas, aos cooperados e a todas as demais partes que
possam estar relacionadas com o seu trabalho. Exige: independência de pensamento
– postura que permite expressar uma opinião sem ser afetado por influências que
comprometem o julgamento profissional; aparência de independência;

III. Responsabilidades do auditor na execução dos trabalhos - O auditor deve aplicar o


máximo de cuidado e zelo na realização dos trabalhos e na exposição de suas
conclusões. O auditor deve ser imparcial;

IV. Honorários – O auditor deve estabelecer e documentar seus honorários mediante


avaliação dos serviços. Ao determinar os honorários a serem pagos, que não podem
ser condicionais ou incompatíveis com a complexidade do trabalho;

V. Guarda da documentação – O auditor, para fins de fiscalização do exercício


profissional, deve conservar a boa guarda, pelo prazo de 5 (cinco) anos, a partir da
data da emissão de seu parecer, toda a documentação, papéis de trabalho, relatórios
e pareceres relacionados com os serviços realizados;

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Unidade 18 – Normas de Auditoria Independente

VI. Sigilo -a obrigatoriedade do Auditor Independente não revelar, em nenhuma


hipótese, salvo as contempladas neste documento, as informações que obteve e tem
conhecimento em função de seu trabalho na entidade auditada. Tem o dever de
respeitar e assegurar o sigilo relativamente às informações obtidas durante o seu
trabalho na entidade auditada, não as divulgando, sob nenhuma circunstância, salvo
as contempladas na legislação vigente, bem como nas Normas Brasileiras de
Contabilidade;

VII. Responsabilidade pela utilização do trabalho do auditor interno-A responsabilidade


do auditor não será modificada, mesmo quando o contador, na função de auditor
interno, contribuir para a realização dos trabalhos;

VIII. Responsabilidade pela utilização do trabalho de especialistas - A responsabilidade


do auditor fica restrita à sua competência profissional, quando o especialista
legalmente habilitado for contratado pela entidade auditada, sem vínculo
empregatício, para executar serviços que tenham efeitos relevantes nas
demonstrações contábeis, quando tal fato for mencionado em seu parecer.

IX. Manutenção dos líderes de equipe de auditoria - A utilização dos mesmos


profissionais de liderança (sócio, diretor e gerente) na equipe de auditoria, numa
mesma entidade auditada, por longo período, pode criar a perda da objetividade e
do ceticismo, necessários na auditoria. O risco dessa perda deve ser eliminado
adotando-se a rotação, a cada intervalo menor ou igual a cinco anos consecutivos,
das lideranças da equipe de trabalho de auditoria, que somente devem retornar à
referida equipe no intervalo mínimo de três anos.

X. Controle de qualidade para firmas de Auditores Independentes – trata do controle


de qualidade para auditores (pessoas jurídicas e físicas) que executam exames de
auditoria e revisões de informação financeira histórica, outros trabalhos de
asseguração e serviços correlatos, devendo ser lida juntamente com a NBC TA 200.

XI. Revisão externa de qualidade pelos pares – constitui-se em processo de


acompanhamento e controle, que visa alcançar desempenho profissional da mais
alta qualidade. Seu objetivo é a avaliação dos procedimentos adotados pelo
Auditor, com vistas a assegurar a qualidade dos trabalhos desenvolvidos.

XII. Independência – Trabalhos de Auditoria e Revisão – trata dos requisitos de


independência para trabalhos de auditoria e trabalhos de revisão limitada ou
especial, que são trabalhos de asseguração em que o auditor expressa conclusão
sobre as demonstrações contábeis. (Esses trabalhos compreendem trabalhos de
auditoria e de revisão para emitir relatórios de auditoria ou de revisão sobre um
conjunto completo de demonstrações contábeis ou parte delas. Os requisitos de
independência para trabalho de asseguração que não são trabalhos de auditoria ou
de revisão são tratados na NBC PA 291).

XIII. Independência – Outros trabalhos de asseguração – trata dos requisitos de


independência para trabalho de asseguração que não são trabalhos de auditoria ou
de revisão. Os requisitos de independência para trabalhos de auditoria e de revisão
são tratados na NBC PA 290.

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(Artigo 29).
65
Noções de Contabilidade

19
PROCESSO

19.1 ANÁLISE DA AFIRMAÇÃO


Este é o primeiro passo em um processo de auditoria e, por seu intermédio, é possível
identificar o significado da afirmação e traçar um plano estratégico de levantamento dos
pontos básicos fundamentais que visem auxiliar os processos seguintes da auditoria.

19.1.1 Revisão Analítica

É usada para estabelecer a abrangência da auditoria. Inicialmente pode mostrar ao auditor a


existência de um risco de maior importância que mereça atenção e profundidade em seu
exame, contraposto a outros riscos que possam ter menor significado em todo o trabalho.

Nesta fase é importante questionar cada dado para obtenção do maior número de
informações e assim dar continuidade a fase de planejamento do trabalho.

19.1.2 Planejamento

O Planejamento é o alicerce sobre o qual todo trabalho deve ser fundamentado e funciona
como um mapa estrategicamente montado para atingir o alvo. Estabelece o que deve ser
feito, como, onde, quando e por quem e deve se basear em previsões e estimativas do que
ora ocorrer.

Pressupõe adequado nível de conhecimento sobre o ramo de atividade, negócios e


práticas operacionais da entidade auditada. Além disso, é aconselhado o planejamento do
exame de auditoria antes de iniciar qualquer trabalho.

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66 (Artigo 29).
Unidade 19 – Processo

Não se deve iniciar um trabalho sem que o auditor responsável tenha examinado o
planejamento, pois sua experiência poderá contribuir para um melhor rendimento em todo
o processo.

19.1.3 Conhecimento

O conhecimento da empresa em sua totalidade, das operações e atividades por ela


praticadas, do como e por que a empresa faz o que faz é essencial para realizar uma
auditoria eficiente e eficaz.

Quanto melhor o auditor compreender o dado, maior a possibilidade de o exame ser


eficiente e mais valioso será o serviço do auditor.

Desta forma o auditor deverá ter conhecimento sobre diversos aspectos, tais como:
nível organizacional, as atividades, os sistemas de informação e os princípios, normas e
métodos contábeis.

19.2 AVALIAÇÃO DA AFIRMAÇÃO


O objetivo desta fase é determinar os métodos e medidas compatíveis e suficientes de
serem seguidos para a colheita de provas. Para tal, torna-se importante também se
examinar as circunstâncias que influenciam na determinação da suficiência.

19.2.1 Nível de Controle Interno

O controle interno é essencial para efeito de todo o trabalho de auditoria e assim, a


existência de um satisfatório sistema de controle interno reduz a possibilidade de erros e
irregularidades.

Ou seja, mede-se a credibilidade dos controles mantidos pela empresa.

19.2.2 Subjetividade

Corresponde a cada um dos fatores e segmentos da empresa. Ou seja, até que ponto seu
trabalho poderá ser afetado com os fatores não palpáveis da empresa. Para atividades mais
objetivas, podem-se utilizar auditores menos experientes. Já para empresas e atividades
que envolvam mais subjetividade, será necessário alocar profissionais mais experientes.

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67
Noções de Contabilidade

19.2.3 Integridade dos Administradores

A gerência pode negligenciar controles internos capazes de evitar riscos, ou ainda ordenar
funcionários que ocultem transações ou informações, ou que fornecer dados falsos, etc.
Isto influencia no critério de determinação do risco relativo à auditoria e no escopo
necessário.

19.2.4 Relevância

Ao projetar o plano de auditoria, o auditor estabelece um nível acessível de relevância, de


forma a detectar distorções quantitativamente relevantes. Tanto o montante (quantidade)
quanto a natureza (qualidade) das distorções precisam ser considerados.

Existe uma relação inversa entre a relevância e o nível de risco de auditoria, isto é,
quanto mais alto o nível de relevância, menor o risco de auditoria e vice-versa. O auditor
leva em conta a relação inversa entre relevância e risco de auditoria quando determina a
época, natureza e extensão dos procedimentos de auditoria.

Por exemplo, se, depois de planejar procedimentos de auditoria específicos, o


auditor determina que o nível de relevância aceitável é menor, o risco de auditoria é
aumentado, ou:

I. Reduzindo o nível de risco do controle avaliado quando isto for possível, e


amparando a redução de nível com ampliação ou adição de testes de controle;

II. Reduzindo o risco de detecção pela modificação da natureza, época de aplicação e


extensão dos procedimentos de comprovação planejados.

19.2.5 Risco de Auditoria

É a possibilidade de o auditor emitir uma opinião equivocada sobre as demonstrações


contábeis incorretas, ou seja, concordar com as demonstrações erradas, emitindo um
parecer sem ressalva.

O risco de auditoria pode ser considerado relativo, pois ele não é padronizado, não
se manifesta de forma idêntica, diferente disto, se manifesta das mais variadas formas
dependendo das transações da empresa. Após a identificação e a classificação dos riscos,
ainda no planejamento da auditoria, é necessário avaliar a probabilidade da ocorrência e o
impacto econômico-financeiro do risco nas demonstrações contábeis. Devido a essa
situação o auditor, em regra, direciona seus testes para as áreas de maior relevância nas
demonstrações.

O risco de auditoria para fins de análise divide-se em três componentes:

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68 (Artigo 29).
Unidade 19 – Processo

I. Risco Inerente - Está relacionado com as atividade operacionais da empresa,


normalmente este risco já existe, é intrínseco da natureza das ações e negócios da
empresa. É o erro ou irregularidade que ocorreu nas demonstrações ou registros em
função da suscetibilidade dos saldos ou da transação a uma distorção que poderia
ser relevante individualmente ou em conjunto com outras distorções na mesma
conta, presumindo-se a falta de um controle específico por parte da empresa. Este
risco se dá na parte operacional da empresa sendo difícil a sua mensuração.

II. Risco de Controle - Ocorre quando um erro ou uma fraude não foi detectada pelo
sistema de controle interno. Este deixou de prevenir e corrigir em tempo uma
distorção no saldo de uma conta, sendo que era responsabilidade dos controles a
sua detecção. O risco pode ser relevante individualmente ou em conjunto com
outras distorções; o nível deste risco é em função da efetividade dos procedimentos
de controle interno da empresa auditada.

III. Risco de Detecção - É a possibilidade do saldo de uma conta ou de uma informação


estar errada e não ser detectada ou ainda levar o auditor a concluir pela sua
inexistência em função de um erro de avaliação próprio ou da sua equipe.

Risco de Auditoria = Risco Inerente x Risco de Controle x Risco de Detecção.

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69
Noções de Contabilidade

20
PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA

Os procedimentos de auditoria são o conjunto de procedimentos técnicos com base nos


quais o auditor obtém evidências ou provas que sejam suficientes e adequadas para
fundamentar o seu parecer sobre as demonstrações contábeis auditadas. Eles são adotados:
antes do encerramento do exercício; na data de seu término; após o encerramento do
exercício e antes da elaboração das demonstrações; depois da elaboração das
demonstrações. O fundamental é descrever o que se deve fazer, ou seja, como deve ser o
exame. Dividem-se em:

I. Testes de observância - visam à obtenção de razoável segurança de que os


procedimentos de controle interno estabelecidos pela Administração estão em
efetivo funcionamento e cumprimento. Determinam à correção dos registros das
transações e classificam-se em: testes de detalhes; testes globais; e revisões
analíticas.

II. Testes substantivos: visam à obtenção de evidências quanto à suficiência, exatidão


e validação dos dados produzidos pelos sistemas contábil e administrativos da
entidade, dividindo - se em testes de transações e saldos e procedimentos de revisão
analítica.

As informações que fundamentam os resultados da auditoria interna são


denominadas de "evidências", que devem ser suficientes, fidedignas, relevantes e úteis, de
modo a fornecerem base sólida para as conclusões e recomendações.

Na aplicação dos testes de observância e substantivos, o auditor deve considerar os


seguintes procedimentos técnicos básicos:

I. Inspeção - exame de registros, documentos e de ativos tangíveis;

II. Observação - acompanhamento de processo ou de procedimento quando de sua


execução;

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70 (Artigo 29).
Unidade 20 – Procedimentos de Auditoria

III. Investigação e confirmação - obtenção de informações junto a pessoas ou entidades


conhecedoras da transação, dentro ou fora da entidade;

IV. Cálculo - conferência da exatidão aritmética de documentos comprobatórios,


registros e demonstrações contábeis e outras circunstâncias;

V. Revisão analítica - verificação do comportamento de valores significativos,


mediante índices, quocientes, quantidades absolutas ou outros meios, com vistas à
identificação de situação ou tendências atípicas.

20.1 INSPEÇÃO
A inspeção consiste no exame de registros, como é o caso da verificação dos lançamentos
nos Livros Diário e Razão; no exame de documentos, tais como notas fiscais, faturas,
títulos de créditos e extratos bancários que tenham servido como base para os lançamentos;
e no exame de ativos tangíveis (corpóreos), como a constatação da existência física de
máquinas, equipamentos, móveis e utensílios, registrados contabilmente.

20.2 OBSERVAÇÃO
A observação consiste no acompanhamento de processo ou procedimento quando de sua
execução. Ao avaliar a possibilidade de mercadorias saírem de um estabelecimento
industrial sem a devida documentação, por exemplo, o auditor pode observar se os
procedimentos de controle interno previstos estão sendo cumpridos, no sentido de se
identificar a circulação de mercadorias, mediante a conferência das mercadorias e da
documentação exigida, no momento da saída. Trata - se de um teste de observância
flagrante.

20.3 INVESTIGAÇÃO E CONFIRMAÇÃO


O procedimento técnico de investigação e confirmação consiste na obtenção de
informações com pessoas ou entidades conhecedoras da transação, dentro ou fora da
entidade, tais como empregados, administradores, fornecedores, clientes e bancos.

A informação de fonte externa tende a ser mais confiável do que a obtida na


entidade auditada. Normalmente, quando esse procedimento é aplicado a pessoas
conhecedoras da transação dentro da entidade auditada, o auditor realiza entrevistas.

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(Artigo 29).
71
Noções de Contabilidade

Quando o procedimento técnico de investigação e confirmação é aplicado a pessoas


de fora da entidade auditada, como fornecedores, clientes, bancos, o auditor utiliza a
circularização.

A Circularização ou pedido de confirmação é o procedimento de auditoria que


consiste em fazer com que a entidade auditada expeça cartas dirigidas a empresas ou a
pessoas com as quais mantém relações de negócios, solicitando que confirmem, por meio
de carta dirigida diretamente ao auditor, a situação desses negócios, em data determinada.
Consiste na obtenção de declaração formal de pessoas não ligadas à entidade auditada, de
fatos relativos a operações realizadas pela entidade. O fato de as pessoas de quem as
declarações são obtidas não serem ligadas, isto é, não terem interesses a proteger perante a
entidade auditada, permite que as informações sejam fornecidas com isenção e
possibilitem, portanto, um maior grau de confiança.

O pedido de confirmação pode ser:

I. Positivo - é usado quando, por intermédio da entidade, o auditor solicita uma


resposta à pessoa de quem deseja a confirmação de informações. Pode ser dividido
em:

II. Branco - quando não são indicados no pedido valores ou saldos a serem
confirmados;

III. Preto - quando são indicados no pedido valores ou saldos, de um determinado


período, a serem confirmados.

IV. Negativo - na falta de confirmação por parte da pessoa consultada, entende-se que
ela concorda com os valores ou saldos a serem confirmados. A falta de resposta
significa a confirmação dos valores ou saldos consultados.

Normalmente, o pedido negativo é usado como complementação do pedido


positivo. O uso de carta registrada garante que a pessoa de quem se deseja obter a
confirmação recebeu o pedido.

20.4 CÁLCULO
Por meio do procedimento de cálculo, o auditor revisa as operações aritméticas realizadas
na elaboração dos registros contábeis. São exemplos: a revisão dos cálculos de provisões,
depreciação, amortização, apuração de estoques.

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72 (Artigo 29).
Unidade 20 – Procedimentos de Auditoria

20.5 REVISÃO ANALÍTICA


Por meio de revisão analítica, o auditor verifica o comportamento de valores significativos,
mediante índices, quocientes, quantidades absolutas ou outros meios, com vista à
identificação de situação ou tendências atípicas. Nesse procedimento o auditor utiliza a
técnica de análise contábil.

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73
Noções de Contabilidade

21
CONTROLE INTERNO

21.1 CONCEITO
É o conjunto de todos os planos operacionais e organizacionais, sistemas, políticas,
procedimento e práticas assim como as atividades e comportamento dos executivos e o
corpo de funcionários da corporação assim de atingir o objetivo básico de assegurar a
disciplina e a conduta eficiente dos negócios da corporação em geral. Podem ser:

I. Controles Contábeis: o plano de organização e todos os métodos e procedimentos


diretamente relacionados com a salvaguarda do patrimônio e a fidedignidade dos
registros contábeis. Seguintes controles: sistema de autorização e aprovação,
separação das funções de escrituração e elaboração dos relatórios contábeis e
controles físicos.

II. Controles Administrativos: dizem respeito a eficiência operacional e a decisão


política traçada pela administração. Abrangem analises estatísticas, estudo de
tempo e movimento, relatórios de desempenho, programa de treinamento e
controles de qualidade.

21.2 OBJETIVOS
Segundo a definição do AICPA (apud Conselho Regional de Contabilidade do Estado de
São Paulo, 1988), os objetivos do controle interno são quatro:

I. Proteção dos ativos;

II. Obtenção de informação adequada;

III. Promoção da eficiência operacional; e

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74 (Artigo 29).
Unidade 21 – Controle Interno

IV. Estimulação da obediência e do respeito às políticas da administração.

Portanto, o controle interno faz parte das atividades normais da Administração,


tendo como função acompanhar a execução dos atos, indicando em caráter opinativo,
preventivo ou corretivo, as ações a serem desempenhadas com vistas a atender o controle
da execução financeira, contábil e patrimonial, bem como os controles administrativos de
um modo geral.

21.3 FRAUDE E ERRO


Fraude é o ato intencional de omissão ou manipulação de transações, adulteração de
documentos, registros e demonstrações contábeis. Classificam-se em:

I. Não encobertas (controle interno fraco);

II. Encobertas temporariamente (registros auxiliares alterados);

III. Encobertas permanentemente (registros auxiliares e contábeis alterados).

Erro é o ato não intencional resultante de omissão, desatenção ou má interpretação


de fatos na elaboração de registros e demonstrações contábeis. Esses erros podem ser:

I. De interpretação;

II. De omissão;

III. De má aplicação de norma ou procedimento.

Ao realizarem seus exames, os auditores internos devem estar conscientes da


possibilidade de existirem fraudes ou erros nos registros que examinam. Devem, portanto,
examinar com zelo profissional os meios usados para proteger o patrimônio contra os
diversos tipos de danos decorrentes de roubo, fraude, atividades ilegais ou atentatórias a
esse patrimônio, assim como sua segurança contra mau uso, intempéries, incêndios e
situações similares.

Os auditores internos devem ter conhecimentos técnicos sobre os sistemas e


procedimentos da organização, bem como sobre os tipos e características básicas de fraude
ou erros possíveis de ocorrerem na área de atividades de seus exames. Devem, ainda, ser
capazes de identificar os indícios de possíveis ocorrências de fraudes ou riscos de atos
atentatórios, aqui incluídos os erros, ao patrimônio da organização.

A prevenção desses riscos compreende as medidas tomadas pela administração por


meio de um sistema contábil adequado e um controle interno eficaz, a fim de desencorajar
sua perpetração e limitar sua possibilidade de ocorrência. A adoção de controles que
previnam a ocorrência de fraudes contra o patrimônio, ou permitam detectá-las quando
ocorrem, é responsabilidade tanto gerencial quanto diretiva. A constatação da existência de

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(Artigo 29).
75
Noções de Contabilidade

fraudes contra o patrimônio é responsabilidade da administração, mediante a estrutura de


controle por ela determinada.

Os exames da Auditoria Interna têm, entre outros, o escopo de assessorar a


administração na prevenção de fraudes, porquanto são efetuados com bases em testes, de
tamanho e periodicidade apropriados. Se o auditor tivesse a responsabilidade específica de
descobrir todas as fraudes, teria de ampliar seu trabalho a tal ponto que seu custo poderia
vir a se tornar proibitivo. Assim mesmo, ele não poderia garantir que todos os tipos de
fraude teriam sido descobertos, ou que nenhuma outra existisse, porque as transações não
contabilizadas, as fraudes em custeio e as falsificações não seriam necessariamente
descobertas.

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76 (Artigo 29).
Unidade 22 – Papéis de Trabalho

22
PAPÉIS DE TRABALHO

22.1 CONCEITO
É o conjunto de documentos e apontamentos com informações e provas coligidas pelo
auditor, preparados de forma manual, por meios eletrônicos ou por outros meios, que
constituem a evidência do trabalho executado e o fundamento de sua opinião. É de
propriedade exclusiva do auditor, responsável por sua guarda e sigilo.

Os Papéis de Trabalho destinam-se:

I. Ajudar, pela análise dos documentos de auditorias anteriores;

II. Facilitar a revisão do trabalho de auditoria;

III. Registrar as evidências do trabalho executado, para fundamentar o parecer do


auditor independente.

O auditor deve registra nos papéis de trabalho informações ao planejamento de


auditoria, a oportunidade e a extensão dos procedimentos aplicados, os resultados obtidos e
suas conclusões da evidência da auditoria.

A extensão dos papéis de trabalho é assunto de julgamento profissional, qualquer


matéria que, por ser relevante, possa influir sobre seu parecer, deve gerar papéis de
trabalho que apresentem as indagações e as conclusões do auditor.

O auditor pode usar quaisquer documentos e demonstrações preparados ou


fornecidos pela entidade, desde que avalie sua consistência e sua satisfação com sua forma
e conteúdo.

Os papéis de trabalho, além de outros mais específicos, incluem:

I. Informações sobre a estrutura organizacional e legal da entidade;

II. Cópias de documentos legais, contratos e atas;

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(Artigo 29).
77
Noções de Contabilidade

III. Informações sobre o setor de atividades, ambiente econômico e legal em que a


entidade opera;

IV. Evidências do processo de planejamento, incluindo programas de auditoria e


quaisquer mudanças nesses programas.

22.2 ASPECTOS FUNDAMENTAIS


A elaboração dos papéis de trabalho relata o exame praticado pelo auditor, propiciando um
registro escrito, de forma permanente, quanto às informações obtidas e o julgamento
profissional, por ele adotado, na execução e identificação de seus objetivos. Sendo assim,
quando da elaboração dos papéis de trabalho, o auditor deve levar em consideração alguns
pontos:

I. Completabilidade - os papéis de trabalho devem ser completos por si só; precisam


relatar o começo, meio e fim do trabalho praticado;

II. Objetividade - devem ser objetivos, de forma que se entenda onde o auditor
pretende chegar;

III. Concisão - os papéis de trabalho devem ser concisos, de forma que todos entendam
sem a necessidade de explicações da pessoa que os elaborou;

IV. Lógica - a elaboração deve ser de forma lógica de raciocínio, na seqüência natural
do objetivo a ser atingido;

V. Limpeza - sempre devem estar limpos, de forma a não prejudicar o entendimento


destes.

A elaboração dos papéis de trabalho deve seguir um padrão definido e claro. Todos
os procedimentos efetuados devem estar mencionados, demonstrando a profundidade dos
testes em relação a cada montante.

22.3 DIVISÃO
Os papéis de trabalho devem ser organizados conforme sua finalidade. A forma mais
prática é mantê-los em pastas apropriadas de acordo com o assunto a que se referem:

I. Pasta Permanente - inclui todos os papéis de trabalho que são de importância diária
e contínua, ano após ano. O conteúdo da pasta de papéis permanentes necessita ser
examinado e atualizado antecipadamente à execução do trabalho em curso,
removendo e eliminando todo o material obsoleto ou separado. De modo geral,

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78 (Artigo 29).
Unidade 22 – Papéis de Trabalho

deve conter os assuntos importantes que tenham interesse permanente e podem ser
utilizados em bases recorrentes.

II. Pasta Corrente - é composta de todos os papéis do exercício em curso: Exemplo:


planejamento do trabalho, balancetes e outras demonstrações contábeis. Esta pasta
contém todos os dados, informações, documentos e exames praticados para a tarefa
em evidência. A pasta de papéis em curso reúne a ordem de tarefa e autoriza o
trabalho em si; o controle de horas despendidas na execução; o programa de
trabalho detalhado; todas as informações obtidas; documentos examinados e
confirmações praticadas que constituem a base da opinião formada pelo auditor.

22.4 TIQUES OU SÍMBOLOS


São apostos ao lado do número auditado e devem ser explicados na parte inferior do papel
de trabalho, servindo como evidência do trabalho realizado. Os tiques são marcações que
servem para mostrar que os trabalhos foram executados e de onde estão vindo às
informações. Estas marcações agilizam a indicação do que efetivamente foi analisado, e
facilitam a revisão dos trabalhos, considerando que o revisor conseguirá identificar que
tipo de exame foi procedido pela auditoria.

O auditor deve evitar o excesso de tiques em uma mesma folha, pois pode “poluir”
o documento e dificultar consultas e revisões dos papéis de trabalho. Os tiques devem ser
anotados com lápis de cor (normalmente vermelho), de modo a identificar claramente o
trabalho executado e também a fim de facilitar as revisões dos papéis de trabalho.

Os tiques de auditoria não podem ser iguais para explicações diferentes, pois
perderia a função de agilidade e clareza da informação, assim como não podem ser
excessivamente extensos, de modo a ter muitos dados na mesma explicação.

Existe uma codificação dos papéis de trabalho para que as informações anotadas
pelo auditor sejam facilmente encontradas. Essa codificação pode ser feita através de
sistema numérico ou alfabético ou pela combinação dos dois. Todos os papéis devem ser
codificados.

22.5 TIPOS DE PAPÉIS DE TRABALHO


Há uma padronização dos papéis de trabalho para que facilite o seu uso, entendimento,
arquivo e sobre tudo para demonstrar a evidência do exame praticado. Embora hajam
diferenças entre os papéis de trabalho, existem tipos comuns, tais como:

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79
Noções de Contabilidade

I. Memorando – é utilizado para subsidiar trabalhos realizados pelo auditor, dando a


estes uma sequência mais longa ou um breve resumo, dependendo das
circunstancias;

II. Análise – é preparada para explicação da composição do saldo da conta examinada


com o objetivo de um exame de profundidade dos lançamentos ou valores que a
compõe;

III. Conciliação – preparada para explicar diferenças existentes entre duas ou mais
fontes de informação;

IV. Programa de auditoria – serve como roteiro básico de todas as etapas que o auditor
tem que cumprir para a realização do seu trabalho.

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80 (Artigo 29).
Unidade 23 – Parecer – Relatório do Auditor Independente

23
PARECER - RELATÓRIO DO AUDITOR
INDEPENDENTE

O “Parecer dos Auditores Independentes”, ou “Parecer do Auditor Independente”, é o


documento mediante o qual o auditor expressa sua opinião, de forma clara e objetiva, sobre
as demonstrações contábeis nele indicadas. (NBC T 11.18). Conforme Attie:

“o parecer de auditoria é o instrumento pelo qual o auditor


expressa sua opinião, em obediência às normas de auditoria após
a realização de todo o trabalho de campo, reunindo provas e
evidências sobre as demonstrações financeiras”.

O parecer representa o produto final do trabalho do auditor, ele é o instrumento


pelo qual o auditor dá conhecimento aos usuários da informação contábil, do resultado do
seu trabalho expresso, por meio da opinião contida no parecer.

 De acordo com a NBC TA 700 algumas alterações foram feitas em relação a esse
assunto, eis as mudanças:

I. Parágrafos: Até 2009 o Parecer dos Auditores tinha três parágrafos (identificação
da entidade e demonstrações contábeis auditadas, extensão dos exames e opinião do
auditor). Agora passam a ter cinco parágrafos, além dos itens como título,
destinatário, assinatura, data do relatório e localidade em que o relatório foi
emitido, todos já constantes nas normas vigentes até 2009.

II. Título: A troca do termo Parecer do(s) Auditor(es) Independente(s) para Relatório
do(s) Auditor(es) Independente(s). Ocorre que internacionalmente houve a troca do
termo “Auditor’s Opinion” por “Auditor’s Report” ou “Auditor’s Independent
Report”. O título do relatório deve ser então: Relatório do(s) Auditor (es)
Independente(s), dependendo se é auditor pessoa física ou firma de auditores.

III. Destinatário: O destinatário mudou. Antes o conceito era de que o parecer do


auditor deveria ser endereçado a quem o contratou. O conceito agora é destinar o

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81
Noções de Contabilidade

Relatório do Auditor às pessoas para quem o mesmo é elaborado, no caso,


acionistas e conselho de administração, ou assemelhados.

23.1 FINALIDADE
O Relatório de Auditoria tem a finalidade de informar aos seus usuários o seguinte:

I. O trabalho realizado;

II. A extensão abrangida pelo trabalho;

III. A forma de sua realização;

IV. Os fatos relevantes observados;

V. As conclusões chegadas.

Para atingir esta finalidade, a opinião final do auditor deve estar baseada em fatos
concretos, devidamente comprováveis, através dos papéis de trabalho, e em uma
consubstanciada análise desses fatos, com total imparcialidade e independência.

23.2 DIVISÃO
O relatório emitido pelo auditor independente compõe-se, basicamente, de cinco
parágrafos:

I. 1º parágrafo (parágrafo de introdução): Neste primeiro parágrafo auditor deve


afirmar que examinou as demonstrações contábeis; identificar a entidade auditada;
identificar o título de cada demonstração que compõe as demonstrações contábeis
auditadas; fazer referência ao resumo das principais práticas contábeis e demais
notas explicativas; especificar a data ou o período de cada demonstração que
compõe as demonstrações contábeis auditadas.

II. 2º parágrafo (Responsabilidade da Administração sobre as Demonstrações


Contábeis): Deve incluir uma seção com o título “Responsabilidade da
administração pelas demonstrações contábeis” e descrever a responsabilidade da
administração pela elaboração das demonstrações contábeis. A descrição deve
incluir uma explicação de que a administração é responsável pela elaboração das
demonstrações contábeis de acordo com a estrutura de relatório financeiro aplicável
e pelos controles internos que a administração determinar serem necessários para
permitir a elaboração de demonstrações contábeis que não apresentem distorção
relevante, independentemente se causadas por fraude ou erro.

Este material é parte integrante do curso online "Noções de Contabilidade" do INTRA (www.intra-ead.com.br) conforme a lei nº
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82 (Artigo 29).
Unidade 23 – Parecer – Relatório do Auditor Independente

III. 3º parágrafo (Responsabilidade dos Auditores Independentes): O relatório do


auditor independente deve incluir uma seção com o título “Responsabilidade do
auditor”. Deve ainda especificar que a responsabilidade do auditor é expressar uma
opinião sobre as demonstrações contábeis com base na auditoria. Especifica que a
auditoria foi conduzida em conformidade com as normas de auditoria indicando
sempre a nacionalidade das mesmas. Como no Brasil as normas de auditoria estão
sendo integralmente convergida com as normas internacionais de auditoria emitidas
pela Federação Internacional de Contadores, a referência deve ser às normas
brasileiras e internacionais de auditoria. O relatório do auditor independente deve
explicar, também, que essas normas requerem que o auditor cumpra as exigências
éticas, planeje e realize a auditoria para obter segurança razoável de que as
demonstrações contábeis não apresentem distorção relevante.

IV. 4º parágrafo (Opinião do Auditor): O relatório do auditor independente deve incluir


uma seção com o título “Opinião”. Ao expressar uma opinião não modificada sobre
as demonstrações contábeis elaboradas de acordo com a estrutura de apresentação
adequada, a opinião do auditor deve, utilizar uma das seguintes frases, que são
consideradas equivalentes: (a) as demonstrações contábeis apresentam
adequadamente, em todos os aspectos relevantes, … de acordo com [a estrutura de
relatório financeiro aplicável]; ou (b) as demonstrações contábeis apresentam uma
visão correta e adequada … de acordo com [a estrutura de relatório financeiro
aplicável].

V. 5º parágrafo (Outras responsabilidades relativas à emissão do relatório de


auditoria): Se for requerido ao auditor tratar no seu relatório de auditoria de outras
responsabilidades em relação as demonstrações contábeis que são complementares
à sua responsabilidade, de acordo com as normas de auditoria, para emissão de seu
relatório sobre as demonstrações contábeis, essas outras responsabilidades devem
ser tratadas em uma seção separada no relatório do auditor com o subtítulo
“Relatório do auditor independente sobre outros requisitos legais e regulatórios” ou
de outra forma, conforme apropriado ao conteúdo da seção.

23.3 RESPONSABILIDADE, DATA E LOCAL


O auditor deve mencionar, no seu relatório, as responsabilidades da administração e as
suas, evidenciando que a administração é a responsável pela preparação e pelo conteúdo
das demonstrações contábeis, cabendo ao contabilista que as assina a responsabilidade
técnica.

O auditor é o responsável pela opinião que expressa sobre as demonstrações


contábeis objeto dos seus exames e deve, no seu relatório, declarar se o exame foi efetuado
de acordo com as normas de auditoria.

Na data do relatório, o dia deve corresponder ao de conclusão dos trabalhos na


entidade auditada, objetivando informar ao usuário que foi considerado o efeito, sobre as
demonstrações contábeis e sobre o relatório, de transações e eventos ocorridos entre a data

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(Artigo 29).
83
Noções de Contabilidade

de encerramento do período a que se referem às demonstrações contábeis e a data do


relatório.

O relatório deve ser datado e assinado pelo contador responsável pelos trabalhos, e
conter seu número de registro no Conselho Regional de Contabilidade. Caso o trabalho
tenha sido realizado por empresa de auditoria, o nome e o número de registro cadastral no
Conselho Regional de Contabilidade também devem constar do relatório.

23.4 CLASSIFICAÇÃO DO RELATÓRIO

23.4.1 Relatório sem Ressalva

O relatório sem ressalva indica que o auditor está convencido de que as demonstrações
contábeis foram elaboradas consoante aos Princípios Fundamentais da Contabilidade, as
Normas Brasileiras de Contabilidade e em legislação especifica em todos os aspectos
relevantes.

23.4.2 Relatório com Ressalva

É emitido quando o auditor conclui que o efeito de qualquer discordância ou restrição na


extensão de um trabalho não é de tal magnitude que requeira relatório adverso ou
abstenção de opinião

O relatório com ressalva deve obedecer ao modelo do relatório sem ressalva, com a
utilização das expressões, "exceto por", "exceto quando" ou "com exceção de" referindo-se
aos efeitos do assunto objeto de ressalva.

“Em nossa opinião, exceto pela insuficiência de divulgação


referente ao assunto descrito no parágrafo Base para opinião com
ressalva, as demonstrações contábeis individuais acima referidas
apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a
posição patrimonial e financeira da Companhia ABC em 31 de
dezembro de 20X1, o desempenho de suas operações e os seus
fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com
as práticas contábeis adotadas no Brasil.”.

Algumas condições que exigem relatório com ressalvas:

I. Quebra de consistência - Quando o cliente não emprega consistentemente os


princípios contábeis e isso tem consequências materiais para as demonstrações.

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84 (Artigo 29).
Unidade 23 – Parecer – Relatório do Auditor Independente

II. Inobservância de princípios contábeis - Aplicação de princípios contábeis que


diferem daqueles promulgados por entidades normativas designadas.

III. Divulgação inadequada - Deve - se incluir nas demonstrações financeiras, ou em


notas às mesmas, todas as informações necessárias a uma apresentação fidedigna.

IV. Limitação do escopo - Se, por qualquer motivo, o auditor for impedido de aplicar
todos os procedimentos ou de reunir todas as evidências consideradas necessárias,
talvez, seja o caso de emitir parecer com ressalva.

V. Contingência ou incerteza material - Nas atividades de negócios, surgem muitas


situações cujo desfecho é imprevisível; exemplo; processos legais, resultado de
renegociação de contrato e apelação contra glosa no imposto. Nesse caso o tipo de
parecer mais adequado é aquele com ressalva e que faz constar à expressão sujeito
a.

VI. Controle interno deficiente - Para que o auditor possa emitir relatório sem ressalva,
precisa dispor de dados contábeis dignos de confiança e outras evidências. Se em
certas áreas, o controle interno da empresa do cliente for ruim, o auditor pode
emitir relatório com ressalva.

VII. Registros contábeis incompletos ou inadequados - Uma circunstância intimamente


relacionada com a deficiência de controles internos é a de registros contábeis
incompletos ou inadequados. Se o motivo for por insuficiência ou má qualidade dos
registros, o auditor pode emitir relatório com ressalva.

23.4.3 Relatório Adverso

O auditor emite opinião de que as demonstrações contábeis não estão adequadamente


representadas, nas datas e períodos indicados, de acordo com os princípios e normas
contábeis.

“Em nossa opinião, devido à relevância das divulgações não


efetuadas descritas no parágrafo Base para opinião adversa, as
demonstrações contábeis individuais acima referidas não
apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a
posição patrimonial e financeira da Cia. ABC em 31 de dezembro
de 20X1, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa
para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas
contábeis adotadas no Brasil”.

23.4.4 Relatório com Abstenção de Opinião

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(Artigo 29).
85
Noções de Contabilidade

Acontece quando o auditor não consegue obter comprovação suficiente para fundamentar
sua opinião sobre as demonstrações financeiras tomadas em conjunto, ele deve declarar
que está impossibilitado de expressar sua opinião sobre estas.

A abstenção de opinião em relação às demonstrações contábeis tomadas em


conjunto não elimina a responsabilidade do auditor de mencionar, no relatório, qualquer
desvio relevante que possa influenciar a decisão do usuário dessas demonstrações.

Eis alguns fatores para emissão de relatório com abstenção de opinião:

I. Falta de independência

II. Limitação ao objetivo do exame

III. Contingência ou incerteza material

IV. Controle interno deficiente

V. Registros contábeis incompletos ou inadequados

“Devido à relevância dos procedimentos omitidos, conforme


mencionado no parágrafo 2º, a extensão do nosso exame não foi
suficiente para nos possibilitar expressar, e, por isso, não
expressamos opinião sobre as demonstrações contáveis da
Empresa XXXXXXXXX, em 31 de dezembro de XXXX, referidas no
parágrafo 1º”.

23.5 OBSERVAÇÕES
O auditor não deve emitir relatório sem ressalva quando existirem quaisquer circunstancia
que tenham efeito relevante nas demonstrações financeira e que comprometam as
afirmações nelas contidas geralmente representadas por discordância a respeito do
conteúdo e da forma de apresentação das demonstrações (Relatório com ressalva ou
adverso) e limitações na extensão do seu trabalho (Relatório com ressalva ou abstenção de
opinião).

Quando ocorrer incerteza em relação a fatos relevantes, os quais ainda não estão
claramente identificados, quanto a sucesso ou insucesso, decorrentes de sua finalização, é
preciso que o auditor determine qual o tipo de relatório é mais apropriado, uma vez que
estes eventos podem afetar significativamente a posição patrimonial e financeira da
entidade, dado o exame e o resultado de suas operações.

Quando nenhuma auditoria foi executada ou quando os procedimentos de auditoria


realizados foram insignificantes nas demonstrações financeiras, com as quais o auditor
esteja de alguma forma ligada, é necessária a aposição em cada página, de forma clara e
inequívoca, de que as mesmas não foram auditadas, independentemente de serem ou não
acompanhadas de comentários do auditor.

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Unidade 23 – Parecer – Relatório do Auditor Independente

24
INFORMAÇÃO IMPORTANTE

24.1 HARMONIZAÇÃO DAS NORMAS INTERNACIONAIS DE


AUDITORIA
O atual cenário mundial é marcado pela elevada internacionalização da economia e
ampliação das relações socioculturais, havendo necessidade de uma economia aberta, ao
mesmo tempo protegida, e com um bom nível de fortalecimento para enfrentar a
competitividade num âmbito global.

As empresas estão cada vez mais se inserindo no mercado internacional na busca


pelo desenvolvimento de novas oportunidades de negócios e para que consigam se
mantiver atuantes no mercado. Essa realidade traz exigências para a Contabilidade no
sentido de serem necessárias informações rápidas e confiáveis que possam dar subsídios
para a tomada de decisões na realização das mais variadas transações.

Neste sentido, órgão internacional vem mostrando o quão necessária é a


harmonização das práticas de contabilidade e auditoria, a nível mundial, para que existam
parâmetros satisfatoriamente ágeis para a interpretação dos relatórios que são elaborados
em qualquer país e para que a Contabilidade seja definitivamente considerada a linguagem
universal dos negócios.

O que se busca é a harmonização dos padrões contábeis de empresas que


demandam capitais internacionalmente, sem que haja imposição de nenhum país em
particular sobre como esses padrões serão estabelecidos. Para os investidores, essa
harmonização trará consequentemente uma melhor orientação para a adequada alocação de
capital e facilitará o cumprimento dessas práticas.

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87
Noções de Contabilidade

24.2 ÓRGÃOS ENVOLVIDOS


Em nível internacional, alguns órgãos tem se destacado no processo de harmonização
dessas normas internacionais, como a IFAC - (Federação Internacional de Contadores) e o
IASB (International Accounting Standards Boards) que são os órgãos mundiais
responsáveis pela elaboração e divulgação destas normas internacionais. A principal
diferença entre o trabalho dessas duas instituições é a de que a IFAC opera basicamente em
relação a normas de Auditoria, enquanto que o IASB, em relação a normas de
Contabilidade.

Alguns acontecimentos nos últimos anos vêm favorecendo o processo de


harmonização das normas, destacando-se entre eles:

I. Redefinição dos objetivos para a busca de uma uniformidade efetiva com normas
mais abrangentes e detalhadas;

II. Decisão do Congresso Americano, em 1996, de encarregar a SEC (Securities and


Exchange Commission) de oferecer suporte ao desenvolvimento dos padrões
contábeis internacionais;

III. Compromisso, em 1998, dos presidentes dos bancos centrais e ministros da área
econômica do Grupo dos 7 (G7) de assegurar o cumprimento de práticas contábeis
aprovadas internacionalmente;

IV. Proposta de Comissão Européia, aprovada em junho de 2000, para que todas as
companhias com registro em bolsa na União Européia preparem suas
demonstrações financeiras consolidadas usando os padrões do IASB.

Além da IFAC e do IASB, existem outros órgãos a nível internacional que estão
ligados a essa questão da harmonização das normas, como o FASB (Financial Accounting
Standards Board), a SEC (Securities and Exchange Commission), aComissão Européia, e a
Organização Mundial para o Comércio, a OMC.

No Brasil, existe o Projeto Brasileiro de Harmonização Internacional de Normas


Contábeis e de Auditoria. O Brasil está encarregado de criar dois comitês: o
multiprofissional, que objetiva promover a harmonização das normas contábeis,
valorizando os impactos pretendidos; e o profissional, formado por representantes da
profissão contábil, que vai trabalhar as normas de auditoria e contabilidade, o código de
ética e os aspectos regulatórios.

O Comitê de Pronunciamentos Contábeis, constituído pela Resolução n.º 1.055 de


07 de outubro de 2005, do Conselho Federal de Contabilidade é uma iniciativa de seis
entidades e reúne desde profissionais da área contábil, até usuários e acadêmicos. São elas:
Associação Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca), Associação dos Analistas e
Profissionais de Investimento do Mercado de capitais (Apimec Nacional), BOVESPA,
Conselho Federal de Contabilidade (CFC), Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e
Financeiras (FIPECAFI). Conta ainda com o apoio de importantes órgãos reguladores,
como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e o Banco Central do Brasil.

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Unidade 23 – Parecer – Relatório do Auditor Independente

O CPC surgiu em função das necessidades de convergência internacional das


normas contábeis (redução de custos de elaboração de relatórios contábeis, redução de
riscos e custos nas análises e decisões, redução de custo de capital); da centralização na
emissão de normas dessa natureza; e da representação e processo democrático na produção
das informações (produtores da informação contábil, auditor, usuário, governo).

A ação da CVM, Comissão de Valores Mobiliários, no processo de harmonização


está ligada a dois aspectos. O primeiro é a revisão dos seus atos normativos, que tratam de
procedimentos contábeis, de forma a aproximá-los o máximo possível das normas
internacionais, e o segundo é a revisão da Lei das Sociedades por Ações. É importante que
se saiba que as práticas contábeis adotadas no Brasil não estão fortemente distanciadas das
práticas contábeis internacionais. De uma forma geral, existe grande proximidade na
maioria dos temas.

24.3 IMPORTÂNCIA
A harmonização das normas de contabilidade e de auditoria assegura que todos se
pronunciem numa mesma linguagem num âmbito internacional. Um conjunto consistente
de padrões (normas), se utilizados nos relatórios contábeis, facilita as tomadas de decisões
e contribui para operações com maior eficiência nos mercados de capitais. Desta maneira,
o Banco Mundial, a Organização das Nações Unidas, e outros organismos representativos
estão usando e exigindo cada vez mais a utilização das normas internacionais, como base
de seu trabalho.

A utilização, por parte dos Auditores e Contadores, dos padrões internacionais,


pode auxiliar a construir a confiança pública em seu trabalho e na credibilidade maior dos
relatórios contábeis. Isso é de extrema importância quando são levados em consideração o
elevado nível de globalização e a grande competitividade existente na economia. Uma vez
que esses profissionais estejam aptos a utilizar essas normas internacionais, poderão
também adapta-las à sua necessidade, criando um novo modo de utilização.

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89
Noções de Contabilidade

AVALIAÇÃO

Responda a avaliação abaixo em sua conta, no site www.intra-ead.com.br.


Você precisa atingir um aproveitamento igual ou superior a 60% para poder emitir o
seu certificado.

1. O patrimônio que a contabilidade estuda e controla, registrando todas as


ocorrências nele verificadas. “Estudar e controlar o patrimônio, para fornecer informações
sobre sua composição e variações, bem como sobre o resultado econômico decorrente da
gestão da riqueza patrimonial.”

As proposições indicam, respectivamente:

a. Campo de aplicação e conceito da Contabilidade

b. A finalidade e as técnicas contábeis.

c. O objeto e a finalidade da Contabilidade.

d. A finalidade e o conceito da Contabilidade.

2. Considerando o que dispõe a Resolução CFC n.º 750/93, que trata dos Princípios de
Contabilidade, no que se refere ao Princípio do Registro pelo Valor Original, julgue os
itens abaixo como Verdadeiros (V) ou Falsos (F) e, em seguida, assinale a opção correta.

I. A moeda, embora aceita universalmente como medida de valor, não representa


unidade constante em termos do poder aquisitivo.

II. Para que a avaliação do patrimônio possa manter os valores das transações
originais, é necessário atualizar sua expressão formal em moeda nacional, a fim de
que permaneçam substantivamente corretos os valores dos componentes
patrimoniais e, por consequência, o do Patrimônio Líquido.

III. A atualização monetária fere o Princípio do Registro pelo Valor Original por
representar uma nova avaliação, mediante a aplicação de indexadores ou outros

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90 (Artigo 29).
Avaliação

elementos aptos a traduzir a variação do poder aquisitivo da moeda nacional em um


dado período.

A alternativa correta é:

a. V, V, V.

b. V, V, F.

c. F, F, F.

d. F, F, V.

3. Assinale a alternativa incorreta:

a. Do ponto de vista estático, a Contabilidade estuda, controla, expõe e analisa os


elementos que compõe o patrimônio.

b. As fontes do Patrimônio Líquido são os investimentos dos proprietários e os lucros


obtidos.

c. Os Bens podem ser materiais ou imateriais, móveis ou imóveis.

d. São exemplos de obrigações: aluguéis a receber, promissórias a receber, ações a


receber etc.

4. O Patrimônio Líquido apresenta as seguintes contas, exceto:

a. Dividendos Obrigatórios a Distribuir.

b. Ajustes de Avaliação Patrimonial.

c. Reservas de Capital e Capital Social.

d. Reservas de Lucros e Ações em Tesouraria.

5. Em relação à classificação das contas no Balanço Patrimonial, assinale a opção


correta.

a. Ações de Emissão Própria em Tesouraria é uma conta de ativo

b. Depreciação Acumulada é uma conta de resultado.

c. Despesa Paga Antecipadamente é uma conta de resultado.

d. Reserva de Incentivos Fiscais é uma conta de Reserva de Lucros.

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(Artigo 29).
91
Noções de Contabilidade

6. Na execução do trabalho de auditoria, o auditor deve atender aos seguintes


princípios éticos profissionais:

a. Integridade, Eficiência, Confidencialidade e Dependência.

b. Independência, Integridade, Eficiência e Confidencialidade.

c. Dependência, Integridade, Imparcialidade e Ineficiência.

d. Confidencialidade, Integridade, Eficiência, e Negligência.

7. Analise as afirmativas a seguir e assinale a opção correta:

I. A auditoria interna deve assessorar a administração na prevenção de fraudes e


erros.

II. O objetivo da auditoria contábil é a emissão de parecer sobre as demonstrações


contábeis.

III. Certificar a idoneidade dos gestores públicos por meio de testes substantivos é
característica da auditoria governamental.

IV. Na auditoria externa o auditor se certifica se as demonstrações financeiras


representam adequadamente a posição patrimonial da entidade.

a. As alternativas I, II e III estão corretas.

b. As alternativas I, II e IV estão corretas.

c. As alternativas II, III e IV estão corretas.

d. Todas as alternativas estão corretas.

8. Sobre as Normas de auditoria:

a. A condição de dependência é fundamental e óbvia para o exercício da atividade de


auditoria independente.

b. O auditor deve conservar a boa guarda toda documentação, correspondência,


relatórios e pareceres pelo prazo de 5 anos, a partir da data da publicação de seu
parecer.

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92 (Artigo 29).
Avaliação

c. O planejamento pressupõe adequado nível de conhecimento sobre as atividades e


práticas operacionais da entidade, devendo considerar os fatores irrelevantes na
execução dos trabalhos.

d. São procedimentos técnicos básicos: inspeção, observação, investigação,


confirmação cálculo e revisão analítica.

9. Assinale a alternativa incorreta:

I. O planejamento representa a fase inicial e basilar de todo o processo de auditoria e


onde o auditor define as finalidades da ação a ser realizada.

II. O auditor deverá ter conhecimento sobre diversos aspectos, tais como: nível
organizacional, as atividades, os sistemas de informação e os princípios, normas e
métodos contábeis.

III. Existe uma relação entre a relevância e o nível de risco de auditoria, ou seja, quanto
maior for o nível de relevância, maior é o risco de auditoria.

IV. A existência de um satisfatório sistema de controle interno aumenta a possibilidade


de erros e irregularidades.

a. Os itens I, II e IV estão incorretos.

b. Os itens II e III estão incorretos.

c. Os itens III e IV estão incorretos.

d. Apenas o item II está incorreto.

10. Na aplicação dos testes de observância e substantivos, o auditor deve considerar os


seguintes procedimentos, exceto:

a. Exame de registros, documentos e ativos intangíveis.

b. Acompanhamento de processo ou procedimento quando de sua execução.

c. Obtenção de informações com pessoas ou entidades conhecedoras da transação,


dentro ou fora da entidade.

d. Conferencia da exatidão aritmética de documentos comprobatórios.

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(Artigo 29).
93
Noções de Contabilidade

REFERÊNCIAS

Aproveite para estudar também as referências bibliográficas e ampliar ainda


mais o seu conhecimento.

Centro de Orientação Fiscal. Material do Cenofisco. Disponível em <


http://www.cenofisco.com.br>

Informanet. Disponível em < http://www.informanet.com.br/>

Ministério da Fazenda. Receita Federal. Disponível em <


http://idg.receita.fazenda.gov.br/>

Palácio do Planalto. Presidência/Legislação. Disponível em <


http://www4.planalto.gov.br/legislacao>

Portal de Auditoria. Disponível em < https://portaldeauditoria.com.br/>

Portal de Contabilidade. Disponível em < http://www.portaldecontabilidade.com.br/>

Portal Tributário. Disponível em < http://www.portaltributario.com.br>

Prática Contábil. Disponível em < http://www.praticacontabil.com.br/>

Previdência Social. Disponível em < http://www.previdencia.gov.br/>

Sindicato dos Contabilistas de São Paulo. Disponível em < http://www.sindcontsp.org.br>

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