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UNIVERSIDADE LÚRIO

FACULDADE DE ARQUITECTURA E PLANEAMENTO FISICO


CURSO DE URBANISMO E ORDENAMENTO DO TERRITORIO
TÉCNICAS DE REPRESENTACAO GRÁFICA
Milena Adalberto Moulinho
Resumo

DESENHO LIVRE PARA ARQUITECTOS

Este livro aborda sobre o desenho livre ou à mão levantada, apresenta estratégias e
métodos, e introduz conceitos fundamentais do desenho e da geometria, do espaço
e da forma arquitectónica. Nele também pode-se encontrar os elementos
necessários a quem o pratica, de modo a adquirir recursos suficientes e
intencionalidade gráfica.

APONTAMENTO
Torna-se evidente que existe uma grande liberdade na utilização e aplicação dos
traços, dos gestos e das estratégias. Esse fato implica, forçosamente, a necessidade
de si possuir já num certo adestramento e alguma experiencia. Não é, pois, por
acaso que o apontamento soe e abordado neste capitulo, com ultimo estádio das
representações analisadas no presente trabalho. Porque as ideias arquitetónicas
deverão ser mais importantes do que o desenho, convirá aprofundar ou, pelo
menos, enunciar alguns aspectos específicos da forma e da organização do espaço
arquitetónico, de modo a propiciar uma melhor compreensão dos apontamentos
abordados mais a frente.

Quando deparamos com as dificuldades inerentes a descrição de uma forma


arquitetónica, a partir de apontamentos, a situação mais frequente consiste em
centrar a nossa atenção nos seus valores visuais, mais do que na sua estrutura
interna ou em outros parâmetros geométricos, algo que exige, na verdade, uma
certa formação específica na disciplina de arquitetura.
Na definição de um Espaço exterior, isto é, da área envolvente exterior imediata a
estrutura arquitetónica, os elementos que lhe estão mais próximo adquirem,
naturalmente, uma importância especial. Elementos como a vegetação, o
pavimento e respetiva textura, os diversos desníveis, as valas ou muros
perimétricos e as fachadas que envolvem esse Espaço, a par da paisagem distante
ou emprestada que completa a cenografia. O ponto do observador constitui o
primeiro elemento a ter em linha de conta, porquanto denota a acessibilidade do
espaço, a naturalidade do lugar de onde se observa e para onde se centra a atenção
do espectador.

OS APONTAMENTOS DE VIAGEM
Os apontamentos executados no discurso de uma viagem revelam-se um tipo
excepcional de desenho, resultando a sua elaboração da iniciativa de alguém com
gosto pela arquitectura e vontade de representar uma cena.
Assim, é necessário possuir mais conhecimentos no campo da arquitectura para se
conseguir distinguir os elementos interessantes daqueles que não o são, ao menos
tempo que é preciso haver disponibilidade para reconhecer lentamente o lugar,
enquanto ele é desenhado. Com isso, pode-se fixar as suas características, escolher
sempre um ponto de vista arquitectónico.

CROQUIS
As sucessíveis interacções entre desenhar, ver, reinterpretar o que foi feito e
redesenhar faz com que o arquitecto acumule um entendimento sobre aquilo que
esta trabalhando. Esse “diálogo” com os registos gráficos é essencial para se
desenvolver a ideia. Uma das principais habilidades desses profissionais deve ser a
capacidade de reconhecer qualidades no desenho que não tinham sido previstas.

O croqui é uma forma particularmente poderosa de pensar, que permite expressar,


sem escala nem instrumentos. É importante notar como essas tentativas pulsantes
auxiliam na procura de algo sem ainda que se tenha um objectivo claro e preciso.

O croqui de concepção é um tipo espacial desenho inicial preparatório,


embrionário, ambíguo e inacabado. Esse tipo especial de desenho é algo íntimo,
testemunho de um mundo secreto, em que nem mesmo o próprio autor pode
reconhecer todos os seus significados. Expressivos, esses Croquis tem um grande
poder de síntese e de estímulo a imaginação.
O ESQUISSO
O esquisso e utilizado na fase de criação, e pode ter dois tipos: de criação e
apresentação de projecto
O esquisso primeiros traços de um desenho, uma obra. Proposta apartir de uma
ideia Nesta proposta é para ilustrar o processo de trabalho de um profissional do
desenho e da arquitectura na fase em que mais elabora diferentes propostas ou
EQUISSOS, isto é, na realização de um projecto.
Tem por centrar a nossa atenção no estudo de um sistema construtivo original.

Para o visualizar e verificar graficamente o resultado obtido com essas variações,


executaram-se diversos esquissos rápidos com um marcador, representando
diferentes níveis de acabamento, com linha, textura, sombras e ambientação.

O ESBOÇO

O esboço tem sido utilizado tradicionalmente no levantamento e na obtenção de


dados referentes a edifícios já existentes, ou na transmissão de instruções a outras
pessoas, possibilitando-lhes a elaboração de planos ou a execução de obras.

Nesse sentido, o esboço consiste num desenho que se aproxima bastante do


processo manual de construção em virtude da sua forma de execução
habitualmente de rigor e da precisão a olho nu, a par da sua metodologia. Trata-se,
portanto de um desenho de instrução. Começa-se por executar uma coisa, passando
se depois para outra que se relacione com a primeira, explicando a se necessário,
com palavras, cotas ou alguns pormenores. Para tanto, segue-se um trajecto que vai
do geral para o particular, mas sem deixar margens para duvidas e configurando
um todo que não permita muitas interrupções. Consiste num desenho caligráfico e
narrativo.
No campo profissional, o esboço continua efectivamente a ser essencial nas
primeiras fases de um projecto, nos passos iniciais, precisamente no momento em
que se começa a tirar a medida intuitiva aos espaços, bem como a registar dados de
edifícios existentes.

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