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DESENHO UNIVERSAL

ARQUITETURA INCLUSIVA

ARQ. ESP. PRISCYLA ORIANE BRASILEIRO


VOCÊ SABE QUEM É O SEU CLIENTE?
VOCÊ SABE QUEM É O SEU CLIENTE?

 Você já teve seu sapato preso numa escada enquanto subia rapidamente?
 Já escorregou no banheiro?
 Teve dificuldade em encontrar o caminho do banheiro num local desconhecido?
 Se sentiu cansado ao andar por um caminho longo, sem lugar para descanso?
 Teve dificuldade em alcançar a prateleira mais alta de uma cozinha?
VOCÊ SABE QUEM É O SEU CLIENTE?

Qualquer uma dessas situações pode ser caracterizada como discriminação


pelo design.

*Essa discriminação não acontece de forma intencional


*O ser humano é visto de forma isolada ao invés de um ser universal.
*O espaços são projetados para o indivíduo único e não de forma unificada.
VOCÊ SABE QUEM É O SEU CLIENTE?

*O homem interage com o ambiente natural e com o ambiente


construído;

*Acomoda seus movimentos, estilo de vida e participação.


VOCÊ SABE QUEM É O SEU CLIENTE?

O ser humano tende a modificar o ambiente natural para


poder habitá-lo.

Tornando-o mais ADEQUADO para o USO.


VOCÊ SABE QUEM É O SEU CLIENTE?

Para ser confortável , o ambiente precisa se ajustar as


necessidades do usuário.
VOCÊ SABE QUEM É O SEU CLIENTE?

Quanto mais o usuário


se distancia das
características de um
consumidor ideal, mais
difícil é a interação entre
ele e o ambiente.
.
VOCÊ SABE QUEM É O SEU CLIENTE?

Os indivíduos são isolados pelo mesmo ambiente.


Cultura
DESTREZA da própria vida do lugar é negada.
A participação
FORÇA
ESTES TAMBÉM SÃO SEUS CLIENTES

Para ser confortável , o ambiente precisa se ajustar as


necessidades do usuário.
ESTES TAMBÉM SÃO SEUS CLIENTES
ESTES TAMBÉM SÃO SEUS CLIENTES
ESTES TAMBÉM SÃO SEUS CLIENTES
CLASSIFICAÇÃO DE DEFICIÊNCIA - OMS
Deficiência Incapacidade Desvantagem
(impairment) (disability) (handicap)
Relativa a toda Diz respeito aos prejuízos
Reflete consequências
alteração do corpo ou que o indivíduo
das deficiências em
aparência física (de um experimenta devido à
termos de desempenho e
órgão ou de uma função sua deficiência e
atividades funcionais do
com perdas ou incapacidade.
indivíduo, consideradas
alterações temporárias Representa a expressão
como componentes
ou permanentes), social de uma deficiência
essenciais de sua vida
qualquer que seja sua ou incapacidade e, como
cotidiana.
causa. tal, reflete a adaptação
Representa perturbações
Em princípio a deficiência do indivíduo e a
no nível da própria
significa perturbação no interação dele com o
pessoa.
nível orgânico. meio.
O QUE É DESENHO UNIVERSAL?

Elaboração de produtos, ambientes e serviços que possam ser usados por


maior parcela possível da população, sem segregação das suas
capacidades fisicomotoras, idade, sexo ou habilidade.
O QUE É DESENHO UNIVERSAL?

O que reflete em uma total mudança de paradigma na


arquitetura, urbanismo, engenharia e design.
O QUE É DESENHO UNIVERSAL?

O objetivo é, constantemente, buscar formas de reduzir e amenizar


as barreiras arquitetônicas enfrentadas por pessoas com deficiência
física e tornar os ambientes construídos mais acessíveis a diversidade
humana.
O QUE É DESENHO UNIVERSAL?

O conceito deve ser estabelecido tanto na arquitetura como no


urbanismo e no design de produto, proporcionando mais qualidade de
vida, conforto e segurança.
O QUE É DESENHO UNIVERSAL?
 Porque criamos ambiente que não se enquadram na real necessidade
dos usuários?
 Porque buscamos igualar o que não é igual?

Cada usuário tem suas necessidades e expectativas específicas

 Como atender demandas específicas de todos?

SENDO O MAIS GERAL POSSÍVEL


O QUE É DESENHO UNIVERSAL?

As edificações e espaços devem se adaptar às pessoas ou as pessoas devem se


adaptar às edificações e espaços?
O QUE É DESENHO UNIVERSAL?
Consiste na criação de produtos, serviços, ambientes e interfaces que possam ser
usadas pelo maior número de pessoas possível,
1 independentemente de suas
capacidades físicomotoras, idade ou habilidades.
O QUE É DESENHO UNIVERSAL?

O desenho universal é uma


disciplina criada nos anos 80
por Ronald L. Mace,
pesquisador da Universidade
da Carolina do Norte, Estados
Unidos.
O QUE É DESENHO UNIVERSAL?

A Universidade possui um centro de estudos


chamado The Center for Universal Design
(CUD), que tem como missão ser um centro de
pesquisa, análise, desenvolvimento e
promoção do Design Universal, tanto em
produtos quanto em espaços públicos e
domésticos.
O QUE É DESENHO UNIVERSAL?

Ao se pensar a necessidade
de projetar o espaço para
todos, e não diferenciá-lo
para pessoas com deficiência
ou incapacidade, o Design
Universal insere uma nova
visão para a concepção da
inclusão
O QUE É DESENHO UNIVERSAL?
O QUE É DESENHO UNIVERSAL?
O QUE É DESENHO UNIVERSAL?
O QUE É DESENHO UNIVERSAL?
O QUE É DESENHO UNIVERSAL?

E se alguém te dissesse:

- A partir daqui, você não


pode passar!
COMO SURGIU?
Reivindicações de dois segmentos sociais:
1. Pessoas com deficiência que não sentiam suas
necessidades contempladas nos espaços projetados e
construídos.
2. Arquitetos, engenheiros, urbanistas e designers que
desejavam maior democratização do uso dos
espaços e que tinham uma visão mais abrangente da
atividade projetual.
CONCEPÇÃO DO DESENHO UNIVERSAL

Ambientes que pudessem ser utilizados por todos, na sua máxima extensão possível, sem
depender, por exemplo, da necessidade de adaptação ou elaboração de projeto especializado
para pessoas com deficiência, favorecendo a biodiversidade humana e proporcionando uma
melhor ergonomia para todos.
DESENHO UNIVERSAL
O mundo pertence a quem
pensa de novas formas!
CONCEPÇÃO DO DESENHO UNIVESAL

Embora já houvesse normas técnicas de acessibilidade em vigência, antes do advento do Desenho


Universal os espaços projetados e construídos não eram pensados para serem usados por
todas as pessoas, com deficiência ou não.

Havia somente locais alternativos ou reservados para indivíduos com apresentavam algum tipo
de limitação de mobilidade, de sentidos ou cognição.
OS 7 PRINCÍPIOS DO DESENHO UNIVERSAL

1. Uso equitativo

• Propor espaços, objetos e produtos


que possam ser utilizados por
usuários com capacidades diferentes;
• Evitar segregação ou estigmatização
de qualquer usuário;
• Oferecer privacidade, segurança e
proteção para todos os usuários;
• Desenvolver e fornecer produtos Acesso seguro a um edifício por meio de
atraentes para todos os usuários. rampas com corrimãos e guarda-corpo.
OS 7 PRINCÍPIOS DO DESENHO UNIVERSAL

2. Uso flexível
• Criar ambientes ou sistemas
construtivos que permitam atender às
necessidades de usuários com
diferentes habilidades e preferências
diversificadas, admitindo adequações e
transformações;
• Possibilitar adaptabilidade às
necessidades do usuário, de forma que
Projetos devem prever a possibilidade
as dimensões dos ambientes das
de deslocamento de paredes
construções possam ser alteradas.
ou divisórias para ampliar dormitórios
.
ou outros ambientes
OS 7 PRINCÍPIOS DO DESENHO UNIVERSAL

3. Uso simples e intuitivo


• Permitir fácil compreensão e
apreensão do espaço, independente
daexperiência do usuário, de seu grau
de conhecimento, habilidade de
linguagem ou nível de concentração;
• Eliminar complexidades desnecessárias
e ser coerente com as expectativas e
intuição do usuário;
• Disponibilizar as informações segundo
a ordem de importância.
OS 7 PRINCÍPIOS DO DESENHO UNIVERSAL

3. Uso simples e intuitivo


• Permitir fácil compreensão e
apreensão do espaço, independente
daexperiência do usuário, de seu grau
de conhecimento, habilidade de
linguagem ou nível de concentração;
• Eliminar complexidades desnecessárias
e ser coerente com as expectativas e
intuição do usuário;
• Disponibilizar as informações segundo
a ordem de importância.
OS 7 PRINCÍPIOS DO DESENHO UNIVERSAL
4. Informação de fácil percepção

• Utilizar diferentes meios de comunicação,


como: símbolos, informa-
ções sonoras, táteis, entre outras, para
compreensão de usuários;
• Disponibilizar formas e objetos de
comunicação com contraste
adequado;
• Maximizar com clareza as informações
essenciais;
• Tornar fácil o uso do espaço ou
equipamento.
OS 7 PRINCÍPIOS DO DESENHO UNIVERSAL

5.Tolerância ao erro (segurança)

• Considerar a segurança na concepção de


ambientes e a escolha dos materiais de
acabamento e demais produtos.

• Como corrimãos, equipamentos


eletromecânicos, entre outros a serem
utilizados nas obras, visando minimizar
os riscos de acidentes.
OS 7 PRINCÍPIOS DO DESENHO UNIVERSAL
6. Informação de fácil percepção

• Dimensionar elementos e equipamentos


para que sejam utilizados
de maneira eficiente, segura, confortável
e com o mínimo de fadiga;

• Minimizar ações repetitivas e esforços


físicos que não podem ser
evitados.
OS 7 PRINCÍPIOS DO DESENHO UNIVERSAL
7. Dimensionamento de espaços para
acesso e uso abrangente
• Permitir acesso e uso confortáveis para os usuários,
tanto sentados quanto em pé;
• Possibilitar o alcance visual dos ambientes e
produtos a todos os usuários, sentados ou em pé;
• Acomodar variações ergonômicas, oferecendo
condições de manuseio e contato para usuários com
dificuldades de manipulação, toque e pegada;
• Possibilitar a utilização dos espaços por usuários
com órteses, como
cadeira de rodas, muletas, entre outras, de acordo
com suas necessidades para atividades cotidianas.
SIMULAÇÃO
O PÚBLICO - ALVO
*A totalidade da população, contemplando sua diversidade e dificuldades permanentes
e/ou provisórias.

*Caracterização: Os tipos de restrição de mobilidade e as dificuldades mais significativas.


O PÚBLICO - ALVO
1. Pessoa com mobilidade reduzida ou com deficiência.
Gestantes, obesos, crianças, idosos, usuários de próteses e órteses, pessoas carregando
pacotes, entre outros.
Dificuldades:
*Vencer desníveis, principalmente subir escadas sem
corrimãos;
*Manter o equilíbrio;
*Passar por locais estreitos, percorrer longos percursos,
atravessar pisos escorregadios;
*Abrir e fechar portas;
*Manipular objetos;
*Acionar mecanismos redondos ou que necessitem do
uso das duas mãos simultaneamente.
O PÚBLICO - ALVO
2. Usuário de cadeira de rodas
Paraplégico, tetraplégico, hemiplégico, pessoas que tiveram membros amputados, idosos,
entre outros.
Dificuldades:
*Vencer desníveis isolados, escadas e rampas muito íngremes;
*Ter alcance visual limitado;
*Manusear comandos de janelas e metais sanitários muito
altos;
*Não ter espaços amplos para girar;
*Abrir portas;
*Não passar por locais estreitos, como portas de 60 e 70 cm;
*Utilizar banheiros que não permitem a aproximação a vasos
sanitários, pias e chuveiros, entre outras.
O PÚBLICO - ALVO
3. Pessoas com deficiências sensoriais:
Usuários com limitação de capacidade visual, auditiva e da fala.

Dificuldades:
* Identificar sinalização visual, como placas de orientação, advertência
e numeração de imóveis;
*Localizar comandos e aparelhos, como botoeiras e interfones;
*Localizar imóveis pela numeração;
* Detectar obstáculos, como telefones públicos, caixas de correio e
desníveis não sinalizados de forma podotátil;
*Determinar direção a seguir (pessoas com deficiência visual);
*Utilizar comandos sonoros, como campainhas e interfones (pessoas
com deficiência auditiva e/ou da fala);
*Ter sensação de isolamento em relação ao entorno, entre outras.
O PÚBLICO - ALVO
4. Pessoas com deficiências cognitiva:
Usuários com dificuldades em habilidades adaptativas

Dificuldades:
* Compreender símbolos e sinais em placas
informativas, entre outras.
COMO SOLUCIONAR?

Faça um projeto para todas as fases da vida.


COMO SOLUCIONAR?

Limite as escadas

Subir escadas é mais difícil à medida que envelhecemos


• Ambientes rebaixados ou elevados
• Degraus “disfarçados”
COMO SOLUCIONAR?

Sistemas automatizados de iluminação

Mais opções de personalização do ambiente


• Facilidade de uso
• Mais segurança
• Eliminação das limitações de uso do sistema
COMO SOLUCIONAR?

Trazer o exterior para o interior

Se sair é impossível ou complicado, traga a luz natural, a paisagem,


a vegetação para o interior.
COMO SOLUCIONAR?

Considerar várias opções de banho

Estaturas, pesos, idades, habilidades distintas pedem uma maior


diversidade de opções.
COMO SOLUCIONAR?

Fazer um banheiro sem degraus

Um centímetro de altura já se torna um obstáculo para idosos,


crianças ou qualquer desavisado.
COMO SOLUCIONAR?

Atenção aos detalhes

Se procurar uma toalha ou um roupão ao sair do box já é ruim


para você, imagine para um idoso, cadeirante ou criança?
COMO SOLUCIONAR?

Faça o teste do punho fechado

Se você pode abrir uma torneira com um punho fechado, qualquer


pessoa pode. O mesmo vale para maçanetas e puxadores de
armário e gaveta.
COMO SOLUCIONAR?

Cuidado com pisos escorregadios

O piso pode ser belo, harmonizado e seguro: Anti-derrapante,


confortável, adequado ao ambiente.
Estética não é tudo!
COMO SOLUCIONAR?

Crie áreas de trabalho na cozinha

Colocar o fogão, pia e geladeira próximos um do outro (sempre


que possível) elimina a necessidade de movimentos “extras” com
pratos, travessas e panelas.
COMO SOLUCIONAR?

Armários para baixo da bancada

Mas se houver espaço, considere colocar alguns armários


diretamente em cima do balcão.
Sempre em áreas limitadas, nunca deve ser feito por todo o
ambiente.
COMO SOLUCIONAR?

Abra espaço

Observar as distâncias mínimas para circulação, mesmo em


espaços reduzidos
ARQUITETURA INCLUSIVA
ARQUITETURA INCLUSIVA
ARQUITETURA INCLUSIVA
ARQUITETURA INCLUSIVA
ARQUITETURA INCLUSIVA
ARQUITETURA INCLUSIVA
ARQUITETURA INCLUSIVA
DESIGN UNIVERSAL
DESIGN UNIVERSAL
DESIGN UNIVERSAL
DESIGN UNIVERSAL
A INCLUSÃO SOCIAL É URGENTE E INEVITÁVEL

É fundamental e de grande importância


refletir e discutir acerca da acessibilidade
de todos os ambientes construídos e
produtos desenvolvidos, para que a
edificação de uma sociedade e
urbanização de espaços consiga se
tornar menos injusta e mais inclusiva e
democrática.
A INCLUSÃO SOCIAL É URGENTE E INEVITÁVEL

É fundamental e de grande importância


refletir e discutir acerca da acessibilidade
de todos os ambientes construídos e
produtos desenvolvidos, para que a
edificação de uma sociedade e
urbanização de espaços consiga se
tornar menos injusta e mais inclusiva e
democrática.