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NORMA ABNT NBR

BRASILEIRA 16651

Primeira edição
15.04.2019

Proteção contra incêndios em estabelecimentos


assistenciais de saúde (EAS) — Requisitos
Fire protection in health care facilities — Requirements
Exemplar para uso exclusivo - PORTAL ENGENHARIA LTDA - 02.363.128/0001-45 (Pedido 724925 Impresso: 20/09/2019)

ICS 13.220.20 ISBN 978-85-07-07998-9

Número de referência
ABNT NBR 16651:2019
28 páginas

© ABNT 2019
ABNT NBR 16651:2019
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ABNT NBR 16651:2019

Sumário Página

Prefácio.................................................................................................................................................v
Introdução............................................................................................................................................vi
1 Escopo.................................................................................................................................1
2 Referências normativas......................................................................................................1
3 Termos, definições e abreviaturas....................................................................................2
3.1 Termos e definições............................................................................................................2
3.2 Abreviaturas........................................................................................................................6
4 Tipos de estabelecimentos assistenciais de saúde........................................................7
4.1 Classificação.......................................................................................................................7
4.2 Sistemas de segurança contra incêndio para EAS..........................................................8
4.3 Setores específicos...........................................................................................................10
5 Sistemas básicos de segurança contra incêndio..........................................................12
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5.1 Condições de acesso para viaturas do Corpo de Bombeiros......................................12


5.2 Sinalização de emergência...............................................................................................13
5.3 Rotas de fuga e saídas de emergência...........................................................................14
5.3.1 Dimensionamento das saídas de emergência................................................................14
5.3.2 Cálculo da capacidade de lotação nos EAS...................................................................14
5.3.3 Requisitos das rotas de fuga...........................................................................................15
5.3.4 Requisitos das escadas e rampas...................................................................................15
5.3.5 Requisitos dos elevadores de emergência.....................................................................17
5.4 Isolamento de riscos.........................................................................................................17
5.5 Controle de materiais de acabamento e revestimento..................................................18
5.6 Sistema de proteção contra descargas atmosféricas – (SPDA)...................................18
5.7 Plano de emergência contra incêndios...........................................................................18
5.8 Proteção contra incêndios nas instalações elétricas....................................................18
6 Sistema passivo de segurança contra incêndio............................................................18
6.1 Resistência ao fogo dos elementos de construção.......................................................18
6.2 Compartimentação............................................................................................................19
6.2.1 Compartimentação horizontal..........................................................................................19
6.2.2 Compartimentação vertical..............................................................................................19
6.3 Requisitos de compartimentação....................................................................................20
6.4 Áreas de refúgio................................................................................................................21
7 Sistema ativo de segurança contra incêndio.................................................................22
7.1 Sistemas de detecção e alarme de incêndio..................................................................22
7.2 Iluminação de emergência...............................................................................................23
7.3 Extintores de incêndio......................................................................................................24
7.4 Sistemas de combate a incêndios com a utilização de água.......................................24
7.5 Sistema de controle de fumaça e calor...........................................................................25
8 Gases e/ou líquidos inflamáveis ou combustíveis........................................................25
9 Gases medicinais..............................................................................................................25
10 Caldeiras e vasos sob pressão........................................................................................25

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ABNT NBR 16651:2019

11 Requisitos para reforma e ampliação.............................................................................25


11.1 Requisitos gerais..............................................................................................................25
11.2 Plano de emergência temporário.....................................................................................26
12 Capacitação, treinamento e procedimento em emergências........................................26
12.1 Treinamentos.....................................................................................................................26
12.2 Níveis de treinamento contra incêndios e emergências...............................................26
12.2.1 Treinamento de nível 1......................................................................................................26
12.2.2 Treinamento de nível 2......................................................................................................26
12.3 Horário dos treinamentos.................................................................................................26
12.4 Simulações de emergências............................................................................................26
12.5 Bombeiro profissional civil..............................................................................................27
Bibliografia..........................................................................................................................................28
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Tabelas
Tabela 1 – Classificação dos EAS quanto à área da edificação......................................................7
Tabela 2 – Classificação dos EAS quanto à altura da edificação....................................................7
Tabela 3 – Classificação dos EAS quanto ao atendimento ou estrutura física..............................8
Tabela 4 – Necessidades de sistemas especiais de segurança contra incêndio.........................10
Tabela 5 – Compartimentação sugerida........................................................................................... 11
Tabela 6 – Dados para o dimensionamento das saídas de emergência.......................................14
Tabela 7 – Coeficientes de densidade de ocupação.......................................................................15
Tabela 8 – Tipo e quantidade de escadas de emergência em função da altura da edificação...16
Tabela 9 – Distâncias máximas a serem percorridas......................................................................16
Tabela 10 – Área máxima de compartimentação dos EAS em função da altura da edificação..20
Tabela 11 – Tempo de autonomia mínima do sistema de iluminação de emergência.................23

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Prefácio

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Foro Nacional de Normalização. As Normas


Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB), dos Organismos
de Normalização Setorial (ABNT/ONS) e das Comissões de Estudo Especiais (ABNT/CEE), são
elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas pelas partes interessadas no tema objeto
da normalização.

Os Documentos Técnicos ABNT são elaborados conforme as regras da ABNT Diretiva 2.

A ABNT chama a atenção para que, apesar de ter sido solicitada manifestação sobre eventuais direitos
de patentes durante a Consulta Nacional, estes podem ocorrer e devem ser comunicados à ABNT
a qualquer momento (Lei nº 9.279, de 14 de maio de 1996).

Os Documentos Técnicos ABNT, assim como as Normas Internacionais (ISO e IEC), são voluntários
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e não incluem requisitos contratuais, legais ou estatutários. Os Documentos Técnicos ABNT não
substituem Leis, Decretos ou Regulamentos, aos quais os usuários devem atender, tendo precedência
sobre qualquer Documento Técnico ABNT.

Ressalta-se que os Documentos Técnicos ABNT podem ser objeto de citação em Regulamentos
Técnicos. Nestes casos, os órgãos responsáveis pelos Regulamentos Técnicos podem determinar as
datas para exigência dos requisitos de quaisquer Documentos Técnicos ABNT.

A ABNT NBR 16651 foi elaborada no Comitê Brasileiro de Segurança contra Incêndio (ABNT/CB-024),
pela Comissão de Estudo de Proteção contra Incêndio em Hospitais (CE-024.102.001). O Projeto
circulou em Consulta Nacional conforme Edital nº 07, de 26.07.2018 a 24.09.2018.

O Escopo em inglês da ABNT NBR 16651 é o seguinte:

Scope
This Standard specifies fire protection requirements for construction and renovation projects for fire
safety in buildings and risk areas for health care facilities.

NOTE The requirements of this Standard are based on the assumption of a single source of fire.

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Introdução

Esta Norma foi elaborada com a finalidade de estabelecer para os projetistas, autoridades compe-
tentes, consumidores, inspetores, fabricantes e usuários de sistemas de proteção contra incêndio
em estabelecimentos assistenciais de saúde (EAS) os objetivos para a segurança de pessoas,
do patrimônio e do meio ambiente.

Foram estabelecidas as proteções estruturais contra incêndios, os equipamentos de detecção e


combate, bem como os treinamentos específicos a seus ocupantes, de modo a proporcionar um
ambiente para ocupantes que seja razoavelmente seguro ao fogo e produtos de combustão.
Para atingir esta meta, os objetivos são proteger os ocupantes que não estão acostumados com o
desenvolvimento inicial do fogo pelo tempo necessário para adoção das providências adequadas
e aumentar a chance de sobrevivência dos ocupantes que têm este conhecimento.

Também é objetivo desta Norma fornecer um nível razoável de uso do edifício e proteção da proprie-
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dade dos efeitos do fogo e dos produtos de combustão. Para isso, os objetivos são aumentar a proba-
bilidade de que, na ocorrência de um incêndio, funções operacionais críticas não sejam interrompidas
e que os danos à propriedade real ou pessoal sejam os menores possíveis.

Esta Norma é aplicável a todos os estabelecimentos assistenciais de saúde (EAS) do País, incluindo
aqueles que exercem ações de ensino e pesquisa, compreendendo:

 a) as construções novas de estabelecimentos assistenciais de saúde;

 b) as áreas a serem ampliadas de estabelecimentos assistenciais de saúde já existentes;

 c) as reformas de estabelecimentos assistenciais de saúde já existentes;

 d) as adequações de edificações anteriormente não destinadas aos estabelecimentos assistenciais


de saúde.

No caso de estabelecimentos assistenciais de saúde existentes, recomenda-se a realização da clas-


sificação conforme metodologia de enquadramento nas Tabelas 1 a 3 e, em seguida, a análise crítica
dos requisitos mínimos de segurança contra incêndio do EAS, confrontando os resultados com as
medidas efetivamente existentes e em funcionamento, orientando as prioridades e investimentos na
implementação de um processo de melhorias.

Nos setores específicos destinados à restrição de liberdade dentro de estabelecimentos assistenciais


de saúde, as medidas de segurança contra incêndio solicitadas nesta Norma devem ser adequadas
pelo responsável técnico, conforme as necessidades particulares, até que se tenha Norma Brasileira
que trate do assunto, conforme legislação em vigor (ver Bibliografia [1]), ou outra norma que vier a ser
publicada.

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NORMA BRASILEIRA ABNT NBR 16651:2019

Proteção contra incêndios em estabelecimentos assistenciais


de saúde (EAS) — Requisitos

1 Escopo
Esta Norma estabelece os requisitos de proteção contra incêndios para projetos de construção e
reforma, visando à segurança contra incêndio em edificações e áreas de risco destinadas aos estabe-
lecimentos assistenciais de saúde (EAS).

Esta Norma não se aplica aos hospitais de campanha, clínicas e hospitais móveis, unidades de saúde
com restrição de liberdade e hospitais veterinários.

NOTA Os requisitos desta Norma são baseados na suposição de uma única fonte de fogo
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2 Referências normativas
Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis à aplicação deste documento. Para refe-
rências datadas, aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas, aplicam-se
as edições mais recentes do referido documento (incluindo emendas).

ABNT NBR 5410, Instalações elétricas de baixa tensão

ABNT NBR 5419-1, Proteção contra descargas atmosféricas – Parte 1: Princípios gerais

ABNT NBR 5419-2, Proteção contra descargas atmosféricas – Parte 2: Gerenciamento de risco

ABNT NBR 5419-3, Proteção contra descargas atmosféricas – Parte 3: Danos físicos a estruturas e
perigos à vida

ABNT NBR 5419-4, Proteção contra descargas atmosféricas – Parte 4: Sistemas elétricos e
eletrônicos internos na estrutura

ABNT NBR 7256, Tratamento de ar em estabelecimentos assistenciais de saúde (EAS) – Requisitos


para projeto e execução das instalações

ABNT NBR 9050, Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos

ABNT NBR 9077:2001, Saídas de emergência em edifícios

ABNT NBR 10897, Sistemas de proteção contra incêndio por chuveiros automáticos – Requisitos

ABNT NBR 10898, Sistema de iluminação de emergência

ABNT NBR 11742, Porta corta-fogo para saída de emergência

ABNT NBR 11785, Barra antipânico – Requisitos

ABNT NBR 12188, Sistemas centralizados de suprimento de gases medicinais, de gases para
dispositivos médicos e de vácuo para uso em serviços de saúde

ABNT NBR 12693, Sistemas de proteção por extintores de incêndio

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ABNT NBR 16651:2019

ABNT NBR 13434-1, Sinalização de segurança contra incêndio e pânico – Parte 1: Princípios de projeto

ABNT NBR 13434-2, Sinalização de segurança contra incêndio e pânico – Parte 2: Símbolos e suas
formas, dimensões e cores

ABNT NBR 13534, Instalações elétricas de baixa tensão - Requisitos específicos para instalação em
estabelecimentos assistenciais de saúde

ABNT NBR 13714, Sistemas de hidrantes e de mangotinhos para combate a incêndio

ABNT NBR 13994, Elevador de passageiros – elevadores para transporte de pessoa portadora
de deficiência

ABNT NBR 14276, Brigada de incêndio

ABNT NBR 14432, Exigências de resistência ao fogo de elementos construtivos de edificações –


Procedimento
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ABNT NBR 14608, Bombeiro profissional civil

ABNT NBR 14880, Saída de emergência em edifícios – Escada de segurança – Controle de fumaça
por pressurização

ABNT NBR 15219, Plano de emergência contra incêndio – Requisitos

ABNT NBR 16042, Elevadores elétricos de passageiros – Requisitos de segurança para construção
e instalação de elevadores sem casa de máquinas

ABNT NBR 17240, Sisitemas de detecção e alarme de incêndio – Projeto, instalação, comissionamento
e manutenção de sistemas de detecção e alarme de incêndio – Requisitos

ABNT NBR NM 207, Elevadores elétricos de passageiros – Requisitos de segurança para construção
e instalação

ABNT NBR NM 313, Elevadores de passageiros – Requisitos de segurança para construção e


instalação – Requisitos particulares para a acessibilidade das pessoas, incluindo pessoas com deficiência

3 Termos, definições e abreviaturas


Para os efeitos deste documento, aplicam-se os seguintes termos, definições e abreviaturas:

3.1 Termos e definições

3.1.1
acionador manual
dispositivo para a iniciação manual de um alarme

3.1.2
agente extintor
uma ou mais substâncias químicas (sólidas, líquidas ou gasosas) utilizadas na limitação ou extinção
de um incêndio, quer por abafamento, quer por resfriamento, quer por reação química ou, ainda, pela
combinação destes processos

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3.1.3
alarme
aviso sonoro e/ou luminoso, originado por uma pessoa ou por um dispositivo automático, destinado
a alertar as pessoas sobre a existência de uma emergência

3.1.4
alarme falso
aviso sonoro e/ou luminoso originado por um dispositivo automático, sem que haja uma emergência real

3.1.5
alarme geral
alarme de incêndio transmitido para todas as partes da(s) edificação(ões)

3.1.6 altura da edificação

3.1.6.1
altura da edificação para fins de exigências das medidas de segurança contra incêndio
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medida em metros do piso mais baixo ocupado ao piso do último pavimento

3.1.6.2
altura da edificação para fins de saída de emergência
medida em metros entre o ponto que caracteriza a saída final do ponto de descarga ao piso do último
pavimento, podendo ser ascendente ou descente

3.1.6.3
altura do EAS
medida em metros entre o ponto que caracteriza a saída ao nível da descarga, sob a projeção
do paramento externo da parede da edificação, e o ponto mais alto do piso do último pavimento,
excluindo-se pavimentos superiores destinados exclusivamente a áticos, casas de máquinas, barrilete,
reservatórios de água e assemelhados

3.1.7
aprovado
aceitação pela autoridade competente, devidamente evidenciada

3.1.8
área classificada
local ou ambiente sujeito à formação ou existência de uma atmosfera explosiva pela presença normal
ou eventual de gases ou vapores inflamáveis e/ou poeiras e/ou fibras combustíveis

3.1.9
compartimento contra incêndio
área de uma edificação separada horizontal e verticalmente do restante desta, por meio de lajes, pare-
des, portas, janelas, registros, selos e outros elementos de proteção passiva resistentes ao fogo, apre-
sentando determinado tempo requerido de resistência ao fogo atendendo aos critérios de integridade,
estanqueidade e isolamento térmico

3.1.10
áreas críticas
ambientes em que existe risco aumentado de transmissão de infecção, conforme legislação em vigor
(ver Bibliografia, [1]), que requer atenção específica em relação às medidas de prevenção e combate
de incêndio

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3.1.11
área da edificação
medida de todas as áreas ocupáveis e cobertas da edificação
NOTA A área da edificação é expressa em metros quadrados (m2).

3.1.12
área de refúgio
local seguro a ser utilizado temporariamente pelos ocupantes em situação de emergência, devida-
mente compartimentado por barreiras corta-fogo e fumaça, com acesso direto a pelo menos uma
escada ou rampa de emergência, ou ainda uma saída para área externa

3.1.13
autoridade competente
órgão, repartição pública ou privada, pessoa jurídica ou física, investido(a) de autoridade pela legis-
lação vigente para examinar, aprovar, autorizar ou fiscalizar as instalações de combate a incêndio,
com base em legislação específica local
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3.1.14
avisador
dispositivo sonoro e/ou visual, para alertar as pessoas sobre situações de incêndio

3.1.15
avisador audiovisual
avisador que emite simultaneamente sinais sonoros e visuais

3.1.16
avisador por voz
avisador destinado a alertar e orientar, por voz ou mensagens gravadas, as atitudes ou procedimentos
a serem tomados, como, por exemplo, o abandono da área

3.1.17
brigada de incêndio
grupo organizado de pessoas preferencialmente voluntárias ou indicadas, treinadas e capacitadas
para atuar na prevenção e no combate ao princípio de incêndio, abandono de área e primeiros
socorros, dentro de uma área preestabelecida na planta

3.1.18
compartimento contra incêndio
área de uma edificação separada horizontal e verticalmente do restante desta, por meio de lajes, pare-
des, portas, janelas, registros, selos e outros elementos de proteção passiva resistentes ao fogo, apre-
sentando determinado tempo requerido de resistência ao fogo atendendo aos critérios de integridade,
estanqueidade e isolamento térmico

3.1.19
controle de incêndio
limitação do tamanho de um incêndio pela redução de combustível, redução de comburente ou des-
carga de agente(s) extintor(es), de modo a limitar ou interromper a reação de combustão, reduzir
a taxa de liberação de calor e minimizar a temperatura dos gases

3.1.20
coordenador geral da brigada de incêndio
autoridade máxima da brigada de incêndio do estabelecimento assistencial de saúde, no caso de
ocorrência de uma situação real ou simulada de emergência

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3.1.21
estabelecimento assistencial de saúde de atenção primária
estabelecimento assistencial de saúde destinado às agências transfusionais, centros ou postos
de saúde, consultórios individualizados, laboratórios de análises clínicas, unidade básica de saúde
e unidade de saúde da família

3.1.22
estabelecimento assistencial de saúde de atenção secundária
estabelecimento assistencial de saúde destinado aos ambulatórios, hospital-dia, laboratórios de diagnós-
tico por imagens, policlínica prontos-socorros (sem internação) e unidades de pronto atendimento em saúde

3.1.23
estabelecimento assistencial de saúde de atenção terciária
estabelecimento assistencial de saúde destinado aos complexos hospitalares, radioterapia, medicina
nuclear, hospitais locais (de qualquer porte), hospitais regionais (de qualquer porte), hospitais gerais
(de qualquer porte), hospitais de base ou referência, hospitais especializados e maternidade
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3.1.24
nível da descarga
nível no qual uma porta externa conduz a um local seguro no exterior da edificação

3.1.25
obra de ampliação
acréscimo de área a uma edificação existente, ou mesmo construção de uma nova edificação para
ser agregada funcionalmente (fisicamente ou não) a um estabelecimento já existente

3.1.26
obra nova
construção de uma nova edificação, desvinculada funcionalmente ou fisicamente de algum estabele-
cimento já existente

3.1.27
obra de recuperação
substituição ou recuperação de materiais de acabamento ou instalações existentes, sem acréscimo
de área ou modificação da disposição dos ambientes existentes

3.1.28
obra de reforma
alteração em ambientes sem acréscimo de área, podendo incluir as vedações e/ou as instalações existentes

3.1.29
plano de emergência contra incêndios
documento estabelecido em função dos riscos da edificação, que apresenta um conjunto de ações
e procedimentos a serem adotados, visando à proteção da vida, do patrimônio, da continuidade de
operação e do meio ambiente, bem como à redução das consequências de sinistro de incêndio

3.1.30
porta corta-fogo
porta do tipo de abrir com eixo vertical, constituída por folha(s), batente ou marco, ferragens e, even-
tualmente, mata-juntas e bandeira, conforme a ABNT NBR 11742, impedindo ou retardando a propa-
gação do fogo, calor e gases de um ambiente para o outro

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3.1.31
profissional habilitado
pessoa técnica, com qualificação, capacitação e responsabilidade técnica reconhecida e registrada
por órgão regulador da sua atividade
3.1.32
responsável legal pelo estabelecimento
pessoa física com atribuições legais para a administração do estabelecimento assistencial de saúde
3.1.33
supervisor de segurança contra incêndio
pessoa designada pelo responsável pelo estabelecimento, que assegura o cumprimento desta Norma
em todas as suas determinações

3.1.34
unidades autônomas
para efeito desta norma, consideram-se unidades autônomas: apartamentos, salas de aula, enferma-
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rias, quartos de hospital, salas de procedimentos e assemelhados

3.1.35
via de acesso de emergência
arruamento trafegável para aproximação e operação dos veículos e equipamentos de emergência
junto às edificações ou áreas de risco

3.2 Abreviaturas

3.2.1
Anvisa
Agência Nacional de Vigilância Sanitária

3.2.2
EAS
Estabelecimento assistencial de saúde

3.2.3
EP
escada enclausurada protegida

3.2.4
PF
escada enclausurada à prova de fumaça

3.2.5
PFP
escada enclausurada à prova de fumaça pressurizada

3.2.6
SBSI
sistema básico de segurança contra incêndio

3.2.7
SESI
sistema especial de segurança contra incêndio

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3.2.8
TRRF
tempo requerido de resistência ao fogo

3.2.9
UPA
unidade de pronto atendimento em saúde

4 Tipos de estabelecimentos assistenciais de saúde


4.1 Classificação

4.1.1 As características particulares de cada edificação quanto à sua área, altura, volume e ocupa-
ções previstas são determinantes para sua utilização e influenciam diretamente os vetores de propa-
gação de um eventual sinistro de incêndio. Portanto, estas mesmas características devem ser utili-
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zadas para determinar as medidas mínimas de segurança contra incêndio a serem adotadas como base
das ações de prevenção.

4.1.2 Assim, para uniformizar a tratativa das medidas de segurança contra incêndio nos estabeleci-
mentos assistenciais de saúde, foi adotada uma metodologia de classificação para tipificar as edifica-
ções, indicadas nas Tabelas 1 a 3.

Tabela 1 – Classificação dos EAS quanto à área da edificação

Área
Tipo Denominação
m2
A-I Edificação pequena A ≤ 750
A-II Edificação média 750 ≤ A ≤ 1 500
A-III Edificação intermediária 1 500 < A ≤ 5 000
A-IV Edificação grande 5 000 < A ≤ 10 000
A-V Edificação muito grande Acima de 10 000
Fonte: (ver Bibliografia, [4]).

Tabela 2 – Classificação dos EAS quanto à altura da edificação

Altura
Tipo Denominação
m
H-I Edificação térrea Um pavimento único
H-II Edificação muito baixa 3,00 ≤ h ≤ 12,00
H-III Edificação baixa 12,00 < h ≤ 24,00
H-IV Edificação média 24,00 < h ≤ 30,00
H-V Edificação alta 30,00 < h ≤ 45,00
H-VI Edificação muito alta Acima de 45,00
Fonte: (ver Bibliografia, [4]).

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Tabela 3 – Classificação dos EAS quanto ao atendimento ou estrutura física


Exemplos
Tipo Atendimento
(estruturas físicas)
Agências transfusionais Centros ou postos de saúde
Centros de reabilitação física
Clínicas sem procedimentos cirúrgicos
E-I Atenção primária Consultórios individualizados
Laboratórios de análises clínicas
Unidade básica de saúde
Unidade de saúde da família
Ambulatórios
Hospital-dia
Laboratórios
E-II Atenção secundária
Laboratórios de diagnóstico por imagens
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Policlínica
Prontos-socorros (sem internação) UPAS
Radioterapia
Medicina nuclear
Complexos hospitalares
Hospitais locais (de qualquer porte)
E-III Atenção terciária e/ou com internação Hospitais gerais (de qualquer porte)
Hospitais regionais (de qualquer porte)
Hospitais de base ou referência
Hospitais especializados
Maternidade
Fonte: (ver Bibliografia, [4]).

4.1.3 Considerando o desenvolvimento de um novo estabelecimento assistencial de saúde, deve-se


ainda, na fase de estudo preliminar, realizar uma projeção da área necessária para atendimento
do programa de necessidades e apresentar as possíveis soluções de volumetrias decorrentes,
com o estabelecimento do número de pavimentos e do nível de descarga, e assim estabelecer as
alturas aproximadas das alternativas para o partido arquitetônico.

Com o volume preliminarmente estabelecido para cada alternativa de partido, devem então ser clas-
sificados os partidos de solução para o EAS conforme metodologia de enquadramento proposta nas
Tabelas 1 a 3 e, assim, proceder a uma análise crítica dos requisitos mínimos de segurança contra
incêndio de cada uma destas alternativas, verificando as necessidades de medidas especiais comple-
mentares, como parte do processo de análise de viabilidade técnica.

4.2 Sistemas de segurança contra incêndio para EAS

4.2.1 Todos os EAS devem possuir os seguintes requisitos de segurança contra incêndio, estabe-
lecidos como sistema básico de segurança contra incêndio (SBSI):

 a) acesso de viatura do Corpo de Bombeiros à edificação;

 b) segurança estrutural contra incêndio;

 c) controle de materiais de acabamento e revestimento;

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 d) sinalização de emergência;

 e) rotas de fuga e saídas de emergência;

 f) iluminação de emergência;

 g) alarme de incêndio;

 h) extintores;

 i) brigada de incêndio;

 j) plano de emergência contra incêndio.

4.2.2 Em função da altura, da área, dos serviços ou de outras características particulares do EAS,
é requerido que a edificação possua as instalações do sistema básico (ou SBSI) e, adicionalmente,
dos sistemas especiais de segurança contra incêndio (SESI), conforme determinados na Tabela 4,
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devendo ser observadas as ressalvas apresentadas conforme a seguir:

 a) compartimentação horizontal e vertical;

 b) sistema de detecção automática de incêndio;

 c) sistema de hidrantes e mangotinhos;

 d) sistema de chuveiros automáticos;

 e) sistema de controle de fumaça e calor.

4.2.3 Os requisitos de segurança nos EAS devem seguir os requisitos técnicos para classificação
das edificações e das áreas de risco de incêndio desta Norma, devendo atender ao estabelecido na
Tabela 4, considerando ‘X’ como medida de segurança contra incêndio obrigatória, observado as
ressalvas de cada item, conforme apresentadas na Tabela 4.

4.2.4 A compartimentação horizontal e vertical para as ocupações E-III não pode ser dispensada em
função de medidas ativas de proteção para edificações, que não seja pavimento térreo e mesmo para
os térreos o limite de área deve corresponder à classe A-III. Para altura superior a 12 m, para qualquer
ocupação, as compartimentações horizontal e vertical não devem ser dispensadas.

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Tabela 4 – Necessidades de sistemas especiais de segurança contra incêndio


Estabelecimentos assistenciais de saúde
Sistemas de segurança Classificação quanto à altura do EAS
contra incêndio m
Térreo 3 < h ≤ 12 12 < h ≤ 24 24 < h ≤ 30 30 < h ≤ 45 Acima de 45
Sistema básico X X X X X X
Compartimentação horizontal X a, b, c, d X a, d X d X X X
Compartimentação vertical – X e Xe Xe X X
Detecção de incêndio X a X X X X X
Hidrantes ou mangotinhos X a X a X X X X
Chuveiros automáticos – – – X X X
Controle de fumaça e calor – – – X f X f X
a Dispensado somente para os EAS classificados como A-I e A-II, conforme a Tabela 1.
b Requerido para os EAS com estruturas tipo E-I e E-II, conforme a Tabela 3, e classificados como A-IV e A-V, conforme
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Tabela 1.
c Requerido para os EAS com estrutura tipo E-III, conforme a Tabela 3, e classificados como A-III, A-IV e A-V, conforme
a Tabela 1.
d Pode ser substituída por sistema de chuveiros automáticos para EAS classificados como A-III.
e Pode ser substituída por sistema de controle de fumaça, detecção de incêndio e sistema de chuveiros automáticos,
mantendo-se as compartimentações das fachadas e selagens de todos os shafts e dutos de instalações.
f Dispensados para os EAS classificados como E-I e E-II, conforme Tabela 3. Já para os EAS classificados como E-III,
podem ser omitidos se apresentada justificativa técnica após avaliação de risco de incêndio realizada por profissional
legalmente habilitado, acompanhada de documento de responsabilidade técnica, mantendo as demais medidas de
segurança contra incêndio, e aprovada pela autoridade competente.

4.2.5 Considerando a obrigatoriedade de assegurar-se a continuidade das operações dos estabele-


cimentos assistenciais de saúde de referência, bem como a necessidade de proteger os altos investi-
mentos realizados em determinados equipamentos de diagnóstico por imagem ou ainda em sistemas
de informática específicos, deve-se cogitar implementar, adicionalmente aos sistemas especiais de
segurança contra incêndio, sistemas complementares de supressão automática de incêndio por agen-
tes extintores limpos.

4.3 Setores específicos

4.3.1 Para efeitos de segurança contra incêndio, a divisão das unidades funcionais e ambientes
do EAS é estabelecida na Tabela 5, considerando as estatísticas e as necessidades operacionais
dos estabelecimentos assistenciais de saúde. Deve ser implementada a compartimentação de áreas,
serviços ou riscos específicos, conforme a Tabela 5.

4.3.2 As áreas assinaladas como “alto risco”, na última coluna da Tabela 5, devem ser adequadamente
compartimentadas contra incêndio (horizontal e verticalmente) do restante da edificação por meio de
barreiras corta-fogo com tempo requerido de resistência ao fogo (TRRF) indicado e não podem ter
comunicação direta com as rotas de fuga, devendo, assim, ser providas de antecâmaras.

4.3.3 As antecâmaras solicitadas em 4.3.2 devem ser ventiladas pelo duto de entrada (insuflamento
no terço inferior da antecâmara) e pelos dutos de saída (no forro ou terço superior deste), ou deste
alternativamente, ventiladas por sistemas mecânicos adequadamente projetados e supridos pelo
sistema de energia de emergência do EAS.

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Tabela 5 – Compartimentação sugerida (continua)


Área máxima permitida Alto
Área/ambiente a ser compartimentada(o) TRRF mínimo
m2 risco
Abrigo de resíduos sólidos N/A 60 min –
Ações básicas de saúde/ambulatório N/A igual ao TRRF do EAS –
Anfiteatro/auditório N/A igual ao TRRF do EAS –
Apoio administrativo/lojas e similares N/A 60 min –
Apoio ao diagnóstico e terapia (exames) N/A igual ao TRRF do EAS –
Área de armazenamento/arquivos/depósitos 250 60 min –
Áreas de refúgio N/A igual ao TRRF do EAS –
Casa de máquinas (elevadores, ar-condicionado etc.) N/A 60 min –
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Central de gases/depósito de gases 100 120 min X


Centro cirúrgico/centro obstétrico N/A igual ao TRRF do EAS –
Centro de material esterilizado N/A 120 min X
Cozinha/serviço de nutrição/lanchonete e restaurantes N/A 120 min X
CPD/data center/exames de imagem N/A 120 min –
Depósito de inflamáveis/depósito de combustíveis 100 120 min X
Elevadores/monta-cargas N/A 120 min X
Farmácia geral 250 120 min X

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Tabela 5 (conclusão)
Área máxima permitida Alto
Área/ambiente a ser compartimentada(o) TRRF mínimo
m2 risco
Internação geral de adultos (quartos e enfermarias) N/A 60 min –
Internação geral de recém-nascidos (neonatologia) N/A 60 min –
Laboratórios 250 120 min X
Lavanderia 300 120 min X
Medição e transformação de energia elétrica/
N/A 120 min X
oficinas
Pronto atendimento/emergência/urgência N/A igual ao TRRF do EAS –
Sala de caldeiras/oficinas mecânicas 150 120 min X
Sala de motogeradores N/A 120 min X
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Sala de segurança e/ou da brigada de incêndio N/A 120 min –


Subsolos/garagens N/A 120 min X
Unidade coronariana (UCO) N/A igual ao TRRF do EAS –
Unidade de terapia intensiva (UTI) N/A igual ao TRRF do EAS –
Unidade de tratamento de queimados (UTQ) N/A igual ao TRRF do EAS –
Legenda
N/A Não se aplica.
I Igual ao TRRF do EAS, conforme 6.3.4.
X Setor de alto risco incêndio, pelo tipo de equipamento e ou carga de incêndio, que requer compartimentação
e isolamento das rotas de fuga.
Fonte: Ver Bibliografia [1].

5 Sistemas básicos de segurança contra incêndio


5.1 Condições de acesso para viaturas do Corpo de Bombeiros

5.1.1 Já no estabelecimento do partido arquitetônico, deve-se assegurar o livre acesso de viaturas


de emergência ao EAS e a todas as suas edificações, considerando as necessidades de utilização
tanto em situação normal como também em situação de emergência.

5.1.2 Todos os estabelecimentos assistenciais de saúde devem ter pelo menos uma de suas fachadas
(com aberturas nas janelas ou portas, permitindo o acesso ao interior da edificação) com acesso
direto, livre e desimpedido, reservado aos veículos de resgate do Corpo de Bombeiros, por meio de
uma faixa de estacionamento dedicada, localizada a menos de 8,00 m da projeção da edificação.
Esta faixa de estacionamento, paralela a uma fachada acessível, deve ser alcançada preferencial-
mente pela via pública ou ainda pelo menos por uma via de acesso de emergência.

5.1.3 As faixas de estacionamento (sobre grama, piso ou laje) devem possuir comprimento mínimo
de 15,00 m, largura livre para estacionamento e operação de no mínimo 6,00 m e inclinação máxima
(longitudinal ou transversal) de 8 %, suportando um peso de 45 t. As condições de acesso devem
atender à regulamentação da pavimentação das vias urbanas do município onde estiver o EAS.

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5.1.4 A faixa de estacionamento deve ser adequadamente sinalizada por placas verticais reflexivas
(de alta intensidade), com indicação de proibido parar e estacionar, bem como por sinalização
horizontal de solo, com a demarcação de um retângulo por faixas amarelas reflexivas, com os dizeres
“RESERVADO PARA O CORPO DE BOMBEIROS”.

5.1.5 As faixas de estacionamento devem estar livres de postes, painéis, árvores ou quaisquer
outros elementos que possam obstruir a operação das viaturas, autoescadas ou autoplataformas
de intervenção ou resgate.

5.1.6 No caso de edificações classificadas como tipo H-I ou H-II, conforme a Tabela 2, a distância
da via pública à edificação deve ser inferior a 20,00 m.

5.1.7 Para as edificações classificadas como tipo H-III ou H-IV, a distância de acesso à edificação
deve ser inferior a 10,00 m. Se não for possível atender às distâncias máximas permitidas, devem ser
implementadas uma ou mais vias de acesso de emergência.
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5.1.8 Para as edificações classificadas como H-V ou H-VI, deve-se prever o acesso por pelo menos
duas fachadas distintas (preferencialmente opostas), com a distância da via pública à edificação não
superando 10,00 m.

5.1.9 O dimensionamento da via de acesso de emergência (sobre o piso ou laje) deve considerar
as necessidades determinadas pelas viaturas operacionais do Corpo de Bombeiros, possuindo
largura livre mínima de 6,00 m (não sendo permitido o estacionamento de veículos nesta faixa),
altura livre mínima de 4,50 m e capacidade de suportar um peso de 45 t (estimativa de autoescadas
e autoplataformas).

5.1.10 Deve ser consultado o Corpo de Bombeiros local sobre suas viaturas operacionais, para deter-
minar a eventual compatibilização do requisito mínimo de peso a ser suportado, conforme estabe-
lecido nesta Norma.

5.1.11 Os registros externos de recalque do sistema de chuveiros automáticos e de combate por


hidrantes devem ser preferencialmente disponibilizados junto à faixa de estacionamento mais favo-
rável, conforme estabelecido nas ABNT NBR 13714 e ABNT NBR 10897.

5.1.12 No caso dos EAS existentes, recomenda-se o estudo de viabilidade junto aos órgãos compe-
tentes para implementação de “faixa de estacionamento”, reservando-se área paralela a no mínimo
uma fachada da edificação.

5.1.13 A inviabilidade técnica de implementação de condições adequadas de acesso para viaturas do


Corpo de Bombeiros pode ser substituída por outra medida de segurança compensatória, reconheci-
damente eficaz, a ser apresentada pelo responsável técnico e aprovada pela autoridade competente.

5.2 Sinalização de emergência

5.2.1 Os EAS devem possuir um sistema de sinalização de emergência conforme a


ABNT NBR 13434 (todas as partes).

5.2.2 Os símbolos ou textos estabelecidos na ABNT NBR 13434 não podem ser alterados.

5.2.3 O projeto e a instalação de sinalização de emergência devem considerar as necessidades


específicas para portadores de necessidades especiais, privilegiando a indicação de rotas aces-
síveis e atendendo ao disposto na ABNT NBR 9050.

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5.2.4 A instalação da sinalização de emergência não pode interferir nas outras medidas de proteção
instaladas na edificação. Especial atenção deve ser dada à não obstrução de bicos de chuveiros
automáticos.

5.2.5 Deve ser assegurada a correta excitação das placas fotoluminescentes pelo sistema de
iluminação normal da edificação. Devem ser tomados os cuidados necessários quanto à instalação de
sensores de presença da iluminação, de forma tal que não desliguem as luminárias responsáveis pela
sensibilização da sinalização de emergência.

5.3 Rotas de fuga e saídas de emergência

5.3.1 Dimensionamento das saídas de emergência

Os acessos às saídas de um pavimento devem ser dimensionados exclusivamente em função


da população deste pavimento, enquanto as escadas, rampas e descargas devem ser dimensio-
nadas em função do pavimento de maior população.
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A largura das saídas de emergência (acessos, escadas e descarga) é dada pela equação:

N = P/C.

onde

N é o número de unidades de passagem, arredondado para número inteiro imediatamente superior;

P é a população calculada, conforme coeficientes da Tabela 7;

C é a capacidade da unidade de passagem, conforme a Tabela 6.

Tabela 6 – Dados para o dimensionamento das saídas de emergência


Capacidade da unidade de passagem a
Acessos/descarga Escadas/rampas Portas
30 22 30
a Unidade de passagem é a largura mínima para passagem de um fluxo de pessoas, fixado em 0,55 m,
representando o número de pessoas que passa por esta unidade em 1 min, conforme a ABNT NBR 9077.
NOTA ABNT NBR 9077:2001, Tabela 5 do Anexo A.

5.3.2 Cálculo da capacidade de lotação nos EAS

A capacidade de lotação de cada pavimento deve ser calculada utilizando as áreas úteis dos pavi-
mentos, divididas pelos coeficientes de densidade apresentados na Tabela 7.

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Tabela 7 – Coeficientes de densidade de ocupação


Densidade
Área da edificação assistencial de saúde
pessoa/m2
Administrativo/consultórios 0,25
Cuidados de saúde em ambulatório/enfermarias 0,12
Leitos 0,10
Pronto-socorro/tratamento e exames de paciente externo 0,20
Salas de espera/recepção 0,40
Tratamentos e exames de pacientes internos 0,05
Demais áreas do EAS 0,15
Fonte: (ver Bibliografia, [4]).
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5.3.3 Requisitos das rotas de fuga

5.3.3.1 A largura das rotas de fuga e saídas de emergência deve ser dimensionada em função do
número de pessoas que por ela transitem na eventualidade da ocorrência de um sinistro, desde que
atenda ao mínimo de:

 a) 1,20 m, para corredores destinados exclusivamente à circulação de setores administrativos,


serviços ou técnicos, sem possibilidade de circulação de pacientes, quer seja em utilização
normal ou em emergência;

 b) 2,20 m, para as demais áreas.

5.3.3.2 As rotas de fuga e saídas de emergência devem sempre permanecer desobstruídas,


não sendo permitidas quaisquer obstruções superiores a 10 cm de profundidade. A utilização de áreas
ou corredores integrantes das rotas de fuga, como recepção ou salas de espera, bem como para
instalação de telefones, bebedouros, extintores ou quaisquer objetos que possam reduzir a largura
mínima necessária à evasão enseja a demarcação permanente e fotoluminescente do piso, de forma
a indicar a faixa livre para circulação.

5.3.3.3 As rotas de fuga devem ser protegidas contra o fogo e seus efeitos, isolando o caminhamento
das áreas de alto risco de incêndio (maior que o risco médio da edificação), entre as quais, mas não
limitada a: subestações e salas elétricas, quaisquer casas de máquinas, centrais de gás e outras
áreas de alto risco, conforme a Tabela 5.

5.3.3.4 Devem ser asseguradas as condições adequadas de acessibilidade em todo o percurso das
rotas de fuga, acessos e descarga nos EAS, garantindo que pessoas portadoras de necessidades
especiais tenham possibilidade de alcançar o espaço livre exterior ou a área de refúgio em segurança,
conforme a ABNT NBR 9050.

5.3.4 Requisitos das escadas e rampas

5.3.4.1 A construção de escadas e rampas de emergência deve atender à ABNT NBR 9050 e aos
demais critérios estabelecidos na ABNT NBR 9077, ao código de obras do município (se mais restritivo
que as Normas Brasileiras), bem como a outras exigências legais supervenientes, e possuir a largura
mínima de:

 a) 1,65 m para as escadas, os acessos (corredores e passagens) e descarga;

 b) 2,20 m para as rampas, acesso às rampas (corredores e passagens) e descarga das rampas.

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Os tipos de escada de emergência a serem implementados no EAS devem ser determinados em


função da altura da edificação, como consta na Tabela 8.

Tabela 8 – Tipo e quantidade de escadas de emergência em função da altura da edificação


Altura Quantidade
Tipo Denominação Tipo de escada
m de escadas
H-II Edificação muito baixa 3,00 ≤ h ≤ 12,00 2 EP
H-III Edificação baixa 12,00 < h ≤ 24,00 2 PF
H-IV Edificação média 24,00 < h ≤ 30,00 2 PF
H-V Edificação alta 30,00 < h ≤ 45,00 3 PF
H-VI Edificação muito alta Acima de 45,00 3 PFP
NOTA Adaptada da ABNT NBR 9077:2001, Tabela 5 do Anexo único.
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Legenda:

EP escada enclausurada, protegida, adequada e permanentemente ventilada, situada em ambiente


protegido, envolvida por paredes corta-fogo com TRRF de 120 min e dotada de portas corta-fogo tipo
P-90, conforme ABNT NBR 11742.
PF escada enclausurada à prova de fumaça, cuja caixa é envolvida por paredes corta-fogo com TRRF de
120 min, dotada de portas corta-fogo tipo P-90, conforme a ABNT NBR 11742, cujo acesso ocorre por
antecâmara igualmente enclausurada e ventilada ou em local aberto, de modo a evitar a entrada de fogo
e fumaça.
PFP escada enclausurada à prova de fumaça pressurizada, cuja caixa é envolvida por paredes corta-
fogo com TRRF de 120 min e dotada de portas corta-fogo tipo P-90, conforme a ABNT NBR 11742,
com acesso por antecâmara igualmente enclausurada e cuja condição de estanqueidade à fumaça
é obtida por método de pressurização, conforme a ABNT NBR 14880.

5.3.4.2 Quando requerida(s) escada(s) enclausurada(s) à prova de fumaça (PF), havendo opção
pela escada enclausurada à prova de fumaça pressurizada (PFP), deve ser atendido o disposto
na ABNT NBR 14880.

5.3.4.3 As distâncias máximas a serem percorridas devem considerar os critérios estabelecidos no


código de obras do município (se mais restritivo que as Normas Brasileiras), bem como as outras
exigências legais supervenientes, atendendo no mínimo, ao estabelecido na Tabela 9.

Tabela 9 – Distâncias máximas a serem percorridas


No pavimento de descarga Nos demais pavimentos
Saída única Mais de uma saída Saída única Mais de uma saída
40 m 50 m 30 m 40 m
NOTA 1 Para os EAS com sistema de chuveiros automáticos em conformidade com a ABNT NBR 10897,
admite-se acrescentar 5,00 m nos valores apresentados nesta Tabela.
NOTA 2 Para EAS com sistema de controle de fumaça e calor conforme respectiva norma técnica, admite-
se acrescentar 15,00 m nos valores apresentados acima nesta Tabela.
Fonte: Adaptado da ITCBPMESP N° 11/2011 – Saídas de Emergência.

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5.3.4.4 As portas de acesso às escadas ou saídas de emergência devem possuir afastamento


mínimo de 10,00 m entre si.

5.3.4.5 Quando, em obras de reforma, for constatada a impossibilidade técnica de adequação de


escada existente para que atenda a todas as características técnicas de uma escada enclausurada
protegida conforme especificação constante na ABNT NBR 9077, deve ser implementada escada,
rampa ou passagem igualmente segura, atendendo aos parâmetros técnicos estabelecidos na refe-
rida norma. Para tanto, deve ser elaborado, por profissional legalmente habilitado, um relatório técnico
detalhado apresentando as devidas justificativas a serem submetidas à aprovação da autoridade
competente.

5.3.5 Requisitos dos elevadores de emergência

5.3.5.1 É obrigatória a instalação de no mínimo um elevador de emergência por eixo de comparti-


mentação para os EAS classificados como E-III, com altura H-II ou superior.
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5.3.5.2 Os elevadores de emergência devem ser construídos de acordo com as ABNT NBR 14712,
ABNT NBR 16042, ABNT NBR NM 207 e a ABNT NBR NM 313, e devem ter cabines com dimensões
livres mínimas de 2,20 m × 1,50 m, permitindo o transporte de leitos e/ou macas.

5.3.5.3 Os elevadores de emergência devem ser independentes dos demais elevadores de uso
comum da edificação e ter suas casas de máquinas e caixas enclausuradas protegidas por paredes
resistentes ao fogo por no mínimo 2 h.

5.3.5.4 Os elevadores de emergência devem atender a todos os pavimentos da edificação passí-


veis de ocupação por pacientes, mesmo que transitória, possuindo portas metálicas que abram para
o hall enclausurado e pressurizado em conformidade com a ABNT NBR 14880.

5.3.5.5 Os elevadores de emergência devem possuir alimentação elétrica por meio de infraestrutura
e circuitos elétricos independentes dos demais circuitos elétricos normais da edificação, possuindo
resistência mínima de 2 h contra os efeitos do fogo, conforme ABNT NBR NM 207

5.3.5.6 Os elevadores de emergência devem ser energizados pelo sistema elétrico de emergência
e por grupo motogerador da edificação.

5.3.5.7 O painel de comando deve atender ao disposto nas ABNT NBR NM 207, ABNT NBR NM 313,
ABNT NBR 16042 e ABNT NBR 9077.

5.3.5.8 Os elevadores de emergência devem ser sinalizados conforme a ABNT NBR 13434.

5.3.5.9 Quando, em obras de reforma, for constatada a impossibilidade técnica de adequação de


elevador existente para que atenda a todas as características técnicas de um elevador de emergência
conforme especificado em 5.3.5.1, 5.3.5.2, 5.3.5.3, 5.3.5.4, 5.3.5.5, 5.3.5.6, 5.3.5.7 e 5.3.5.8, devem
ser implementadas medidas de segurança compensatórias. Para tanto, deve ser elaborado, por profis-
sional legalmente habilitado, um relatório técnico detalhado, apresentando as devidas justificativas
a serem submetidas à aprovação da autoridade competente.

5.4 Isolamento de riscos

O isolamento de riscos de incêndio entre edificações adjacentes deve seguir o disposto na legislação
em vigor.

NOTA Adicionalmente recomenda-se a adoção do disposto na Bibliografia [12].

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5.5 Controle de materiais de acabamento e revestimento

O controle das características técnicas de desempenho e de reação ao fogo dos materiais de acaba-
mento e revestimento empregados em EAS, deve seguir o disposto na legislação de segurança contra
incêndio em vigor, (ver Bibliografia,[7]), até que se tenha Norma Brasileira que trate do assunto.

5.6 Sistema de proteção contra descargas atmosféricas – (SPDA)

Deve atender ao disposto nas ABNT NBR 5419-1, ABNT NBR 5419-2, ABNT NBR 5419-3 e
ABNT NBR 5419-4.

5.7 Plano de emergência contra incêndios

5.7.1 Todo EAS deve ter um plano de emergência contra incêndios, atendendo à ABNT NBR 15219,
e com um responsável técnico pela edição inicial e pelas posteriores versões de atualização. O plano
de emergência contra incêndio deve incluir a atuação da brigada de incêndio e de grupos de funcio-
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nários treinados, para controlar outros tipos de emergências dentro do EAS.

5.7.2 O plano de emergência contra incêndios deve ser coerente com os planos de contingência
do EAS.

5.8 Proteção contra incêndios nas instalações elétricas

A proteção contra incêndio nas Instalações elétricas de baixa tensão deve atender ao disposto nas
ABNT NBR 5410 e a ABNT NBR 13543.

6 Sistema passivo de segurança contra incêndio


Os sistemas passivos de segurança contra incêndio são elementos de proteção contra o fogo,
sem necessidade de ativação mecânica, formando ou complementando barreiras com classificação
horária de resistência ao fogo, projetadas para controlar a expansão e a propagação do fogo,
da fumaça e dos gases quentes.

6.1 Resistência ao fogo dos elementos de construção

6.1.1 Elemento corta-fogo é aquele que apresenta, por um período determinado de tempo, as
seguintes propriedades determinadas nos ensaios de resistência ao fogo: integridade (resistência
mecânica e estanqueidade a passagem das chamas e da fumaça), isolamento térmico e, no caso de
ter função estrutural, capacidade portante.

6.1.2 Elemento para-chamas é aquele que apresenta, por um período determinado de tempo, as
seguintes propriedades determinadas nos ensaios de resistência ao fogo: integridade (resistência
mecânica e estanqueidade a passagem das chamas e da fumaça) e, no caso de ter função estrutural,
capacidade portante.

6.1.3 Para determinação dos TRRF, devem ser seguidos os parâmetros citados na ABNT NBR 14432.

6.1.4 Nos municípios nos quais não exista Corpo de Bombeiros, devem ser seguidos os tempos
mínimos estabelecidos na ABNT NBR 14432 acrescidos de 30 min.

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6.2 Compartimentação

As compartimentações horizontal e vertical têm o objetivo de aumentar a segurança contra incêndio


das edificações e áreas de risco de EAS contra o fogo e seus efeitos. Enquanto a compartimentação
horizontal é destinada a impedir a propagação de incêndio no pavimento de origem para outros
ambientes no plano horizontal, a compartimentação vertical é destinada a impedir a propagação
de incêndio entre pavimentos elevados consecutivos.

6.2.1 Compartimentação horizontal

A compartimentação horizontal tem por objetivo impedir a propagação de incêndio do compartimento


de origem para outros compartimentos adjacentes, no plano horizontal, podendo ser composta pelos
seguintes elementos construtivos ou de vedação, entre outros:

 a) paredes corta-fogo;


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 b) portas corta-fogo;

 c) vedadores corta-fogo;

 d) registros corta-fogo (dampers);

 e) selos corta-fogo;

 f) cortina corta-fogo;

 g) afastamento horizontal entre aberturas;

 h) anéis intumescentes;

 i) calhas e caixas com selo intumescente;

 j) painéis, placas e tecidos corta-fogo.

6.2.2 Compartimentação vertical

 A compartimentação vertical é destinada a impedir a propagação de incêndio no sentido vertical,


ou seja, entre compartimentos em pavimentos consecutivos, sendo constituída dos seguintes ele-
mentos construtivos ou de vedação, entre outros:

 a) entrepisos corta-fogo;

 b) enclausuramento de escadas por meio de parede de compartimentação;

 c) enclausuramento de poços de elevador e de monta-carga por meio de parede de compartimentação;

 d) selos corta-fogo;

 e) registros corta-fogo (dampers);

 f) vedadores corta-fogo;

 g) elementos construtivos corta-fogo de separação vertical entre pavimentos consecutivos;

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 h) selagem perimetral corta-fogo;

 i) cortina corta-fogo;

 j) sistema intumescente corta-fogo na tubulação hidrossanitária;

 k) selos corta-fogo na infraestrutura elétrica e lógica.

6.3 Requisitos de compartimentação

6.3.1 Em função da classificação dos EAS quanto às suas dimensões, segundo a Tabela 1, devem ser
providas medidas especiais de segurança contra incêndio por meio da compartimentação horizontal,
conforme a Tabela 10.

Tabela 10 – Área máxima de compartimentação dos EAS em função da altura da edificação


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Altura Área máxima


Tipo Denominação
m m2
H-I Edificação térrea Um pavimento único 5 000
H-II Edificação muito baixa 3,00 ≤ h ≤ 12,00 2 500
H-III Edificação baixa 12,00 < h ≤ 24,00 2 000
H-IV Edificação média 24,00 < h ≤ 30,00 1 500
H-V Edificação alta 30,00 < h ≤ 45,00 1 000
H-VI Edificação muito alta Acima de 45,00 750
Fonte: (ver Bibliografia, [4]).

6.3.2 Deve-se eleger um eixo para implantação da compartimentação horizontal, devendo ser
mantido em todos os pavimentos, minimizando a possibilidade de que o fogo se alastre na diagonal
de um andar para o outro.

6.3.3 Áreas compartimentadas devem ser implementadas prevendo a possibilidade de desloca-


mento horizontal (principalmente de pacientes) em um mesmo pavimento, bem como a transferência
vertical da população entre compartimentos contra incêndio em diferentes pavimentos. Todos os compar-
timentos contra incêndio devem ter acesso direto a no mínimo duas saídas, preferencialmente
localizadas em lados diametralmente opostos, sendo uma obrigatoriamente uma saída de emergência.

6.3.4 Para a determinação dos TRRF das barreiras de compartimentação, deve ser atendida a
ABNT NBR 14432.

6.3.5 As portas corta-fogo instaladas em barreiras de compartimentação corta-fogo podem apresentar


tempo requerido de resistência ao fogo de 30 min inferior ao tempo de resistência solicitado nestas
barreiras de compartimentação, porém nunca inferior a 60 min.

6.3.6 Todos os pontos onde existirem penetrações nas barreiras corta-fogo e fumaça das áreas
compartimentadas, como aberturas destinadas à passagem de canalizações elétricas e hidrossanitárias,
passagem de dutos do sistema de condicionamento de ar e outros que permitam a ligação direta
entre áreas compartimentadas, quer horizontal ou vertical, devem receber um sistema de selagem,
de forma a promover a vedação corta-fogo e fumaça, com utilização de materiais certificados e método
de instalação homologado, conforme legislação em vigor.

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Os sistemas de selagem devem apresentar o mesmo TRRF da barreira corta-fogo em que se encon-
tram instalados.

6.3.7 As medidas de segurança contra incêndio do sistema de ar-condicionado nos EAS devem
atender à ABNT NBR 7256.

6.3.8 Os sistemas de selagem corta-fogo e fumaça devem ser representados em documentação


“como construído”, de forma a apresentar localização, dimensões, método de vedação/selagem,
tempo de resistência e norma ou legislação em vigor adotada para a execução de cada penetração
protegida. A referida documentação deve ser elaborada por profissional habilitado.

6.3.9 Os compartimentos contra incêndio devem ser autossuficientes em relação à segurança contra
fogo e fumaça, isto é, devem ser compartimentados horizontal e verticalmente, de modo a impedir a
propagação do incêndio para outro compartimento e resistir ao fogo do compartimento adjacente.

6.3.10 As paredes e portas divisórias entre as unidades autônomas, e entre as unidades autônomas
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e as áreas de circulação dos EAS, devem possuir TRRF mínimo de 30 min.

6.3.11 Subsolos são os pavimentos de uma edificação situados abaixo do pavimento térreo, que,
quando não destinados exclusivamente ao estacionamento de veículos, devem estar comparti-
mentados em áreas de no máximo 750 m2.

6.4 Áreas de refúgio

6.4.1 É obrigatória a existência de áreas de refúgio em EAS para atendimento de todos os pavi-
mentos com áreas de diagnóstico, tratamento ou internação, exceto no nível de descarga, nos seguintes
casos:

 a) nas edificações E-I e E-II, conforme a Tabela 3, com altura H-III ou superior;

 b) nas edificações E-III, conforme a Tabela 3, com altura H-II ou superior.

6.4.2 A área de refúgio deve ser alocada em um pavimento específico ou em parte de um pavimento,
separada horizontal e verticalmente por barreiras corta-fogo e fumaça, formando assim um setor de
incêndio ou compartimento com no mínimo o mesmo TRRF da edificação e com acesso direto a pelo
menos uma escada ou rampa de emergência ou ainda uma saída para área externa.

6.4.3 Em acessos às áreas de refúgio, é obrigatória a utilização de rampa(s) de emergência,


garantindo condições adequadas de acessibilidade, conforme a ABNT NBR 9050, quando:

 a) a área de refúgio atende a pavimento(s) distinto(s) do pavimento em que está localizada;

 b) une dois níveis distintos de um mesmo pavimento atendido por esta área.
6.4.4 As portas corta-fogo dos acessos às áreas de refúgio devem ser do tipo P-60 para edificações
com altura H-II ou inferior, e P-90 para edificações com altura H-III ou superior, conforme a Tabela 9.
Em todos os casos, estas portas devem ser dotadas de barras antipânico no sentido de acesso,
conforme a ABNT NBR 11785.
6.4.5 As áreas de refúgio podem ser obtidas por meio de áreas seguras, adequadamente compar-
timentadas do restante da edificação e destinadas exclusivamente a esta finalidade, permanecendo
livres, desimpedidas e desocupadas durante a operação normal do EAS, com capacidade para aco-
modar todos os pacientes do setor de incêndio atendidos, incluindo todos os equipamentos de suporte
à vida necessários.

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6.4.6 Alternativamente, as áreas de refúgio podem ser obtidas por meio da adequada comparti-
mentação horizontal corta-fogo e fumaça de um pavimento, subdividindo-a em dois ou mais setores
de incêndio utilizados normalmente durante a operação do EAS, mas possuindo capacidade de
acomodar os pacientes originais do próprio setor e os demais pacientes do setor de incêndio adjacente
de maior lotação, incluindo também todos os equipamentos de suporte à vida necessários.

6.4.7 O dimensionamento das áreas de refúgio deve ainda considerar:

 a) a utilização de espaço não técnico, seguro e acessível dedicado exclusivamente a este fim,
ou computar o somatório de espaços livres do respectivo setor de incêndio, com área livre mínima
igual ou superior a 2,80 m2 cada;

 b) para áreas de internação em geral em que no mínimo:

 1) 50 % dos pacientes estarão em macas ou leitos, ocupando 2,80 m2/paciente;

 2) 50 % dos pacientes estarão em cadeiras de rodas, ocupando 2,80 m2/2 pacientes;
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 c) áreas de internação de alta complexidade em que:

 1) 100 % dos pacientes estarão em macas ou leitos, ocupando 2,80 m2/paciente.

6.4.8 Uma faixa de até 1,20 m dos corredores de rota de fuga pode ser computada no cálculo
de áreas de refúgio de um setor de incêndio, para acomodar cadeiras de rodas, macas ou leitos,
desde que o corredor possua largura mínima de 2,60 m.

6.4.9 A dimensão da área de refúgio não pode superar a área máxima de compartimentação hori-
zontal determinada na Tabela 10, devendo ser adotada a solução de compartimentação, considerando
um número maior de compartimentos por pavimento, tantos quanto forem necessários.

6.4.10 A estrutura dos prédios dotados de áreas de refúgio deve ter resistência mínima ao fogo,
conforme 6.1.

7 Sistema ativo de segurança contra incêndio


7.1 Sistemas de detecção e alarme de incêndio

7.1.1 O sistema de detecção e alarme de incêndio deve ser projetado, instalado e mantido conforme
ABNT NBR 17240, e ao disposto na ABNT NBR 9050, no que for aplicável.

7.1.2 A ativação de qualquer dispositivo de inicialização de alarme deve disparar a sinalização visual
e sonora do evento na central do sistema e, adicionalmente, a sinalização visual no painel repetidor
e/ou sinóptico do setor atingido, se existente.

7.1.3 O reconhecimento do evento na central de alarme ou no painel repetidor (se existente) deve
ser realizado em até 30 seg. Caso contrário, deve ser automaticamente disparado o alarme geral da
edificação para início do processo de abandono organizado, uma vez que a central de alarme não se
encontra sob supervisão humana.

7.1.4 Após o reconhecimento do evento na central de alarme ou no painel repetidor (se existente),
deve ser seguido o protocolo de verificação estabelecido no plano de emergência para confirmação
ou não do sinistro e sua magnitude, para tomada de decisão adequada.

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Após análise da situação, deve-se optar por um dos seguintes procedimentos: não disparar o alarme,
disparar o alarme no local sinistrado ou de forma setorizada ou, ainda, disparar o alarme geral.

Decorridos 2 min do primeiro reconhecimento do alarme, caso nenhum dos procedimentos acima
tenha sido adotado, deve-se proceder ao disparo automático do alarme geral para início do abandono
organizado.

7.1.5 A central de alarme deve permitir o disparo manual do alarme geral a qualquer tempo.

7.2 Iluminação de emergência

7.2.1 Todos os EAS devem possuir um sistema de iluminação de emergência conforme a


ABNT NBR 10898.

7.2.2 O sistema de iluminação de emergência deve assegurar o funcionamento das luminárias de


emergência, independentemente do funcionamento do sistema de iluminação normal da edificação.
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7.2.3 Os circuitos de iluminação normal não podem ser utilizados para iluminação de emergência,
a não ser que estejam adequadamente protegidos contra a ação do fogo, pelo tempo requerido
de funcionamento do sistema de iluminação de emergência, conforme a Tabela 10.

7.2.4 Deve ser implementada iluminação de aclaramento nas áreas críticas do EAS em que haja
necessidade de continuidade dos procedimentos de atenção à saúde e nas áreas técnicas essenciais
na proteção contra incêndio, sala de gerador, subestação elétrica, casa de bombas, salas de pressu-
rização, central de segurança, sala de brigada de incêndio e assemelhados.

7.2.5 As luminárias de emergência devem ser adequadamente distribuídas, conforme a


ABNT NBR 10898, de maneira tal que, em todos os ambientes destinados à presença humana perma-
nente, haja condições de abandono. Deve haver iluminação ao longo das rotas de fuga que conduzem
às saídas de emergência e/ou às áreas de refúgio, bem como nestas, possibilitando, se necessário,
o deslocamento seguro da população.

7.2.6 A iluminação de emergência deve possuir fonte de energia própria que assegure o funciona-
mento conforme a Tabela 11.

Tabela 11 – Tempo de autonomia mínima do sistema de iluminação de emergência


Tempo de funcionamento
Altura do EAS
h
H-I e H-II 2
H-III, H-IV e H-V 3
H-VI 4

7.2.7 Nos EAS em que o plano de emergência contra incêndio tenha previsão de que as ações
de emergência necessitem de maior autonomia do que o constante na Tabela 11, em razão das
características estruturais e das limitações das mobilidades dos pacientes, a autonomia do sistema
de iluminação deve ser majorada conforme a necessidade.

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7.3 Extintores de incêndio


7.3.1 Todos os EAS devem possuir sistema de proteção por extintores portáteis conforme a
ABNT NBR 12693.

7.3.2 A instalação de extintores portáteis deve também atender ao disposto na ABNT NBR 9050.

7.3.3 Nos compartimentos contra incêndio em que existam equipamentos que gerem campos
eletromagnéticos de alta intensidade (por exemplo, salas de ressonância magnética), devem ser
previstos extintores fabricados em material não ferroso, que utilizem agentes extintores não condutivos
e que, ao serem aplicados nos equipamentos eletrônicos, não deixem resíduos.

7.3.4 Em áreas com equipamentos que gerem campos eletromagnéticos, devem ser previstos extin-
tores fabricados com material apropriado ao risco ou especificidade requerida pelo equipamento,
em conformidade com a legislação em vigor.

7.4 Sistemas de combate a incêndios com a utilização de água


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7.4.1 O sistema de combate a incêndios por hidrantes e mangotinhos deve atender ao disposto
na ABNT NBR 13714.

Deve-se dar preferência à instalação de mangotinhos (mangueiras semirrígidas) com válvula de aber-
tura rápida e esguicho regulável, em razão da facilidade de utilização. Cada ponto deve também
dispor de uma tomada de água complementar, com engate tipo “Storz” com diâmetro de 38 mm e
válvula-globo angular.

7.4.2 Os estabelecimentos assistenciais de saúde devem ser protegidos por sistema de combate
a incêndios por chuveiros automáticos segundo a ABNT NBR 10897, conforme as características da
edificação apresentada na Tabela 4.

7.4.2.1 Salas cirúrgicas, unidades de terapia intensiva e outras áreas passíveis de abrigar pacientes
imunodeprimidos devem ser protegidas pela utilização de bicos de chuveiro automático ocultos,
selados com anel de vedação apropriado a este uso específico, ou outra medida de segurança contra
incêndio compensatória, reconhecidamente eficaz e aprovada pela autoridade competente.

7.4.2.2 Áreas de diagnóstico por imagens sujeitas a campos eletromagnéticos de alta intensidade
devem ser protegidas pela utilização de bicos de chuveiros automáticos ocultos não ferrosos, selados
com anel de vedação, apropriados a este uso específico, ou outra medida de segurança contra
incêndio compensatória, reconhecidamente eficaz e aprovada pela autoridade competente.

7.4.2.3 As áreas referidas em 7.4.2.1 e 7.4.2.2, as áreas críticas e as áreas técnicas essenciais à
continuidade das operações do EAS podem ser protegidas por sistema automático de combate do tipo
ação prévia, em conformidade com a ABNT NBR 10897, adequadamente intertravado com o sistema
de detecção automática de fumaça destas áreas.

7.4.2.4 Cada compartimento de incêndio deve ter seu ramal do sistema de combate por chuveiros
automáticos adequadamente supervisionado por chave de fluxo.

7.4.3 As casas de bombas dos sistemas hidráulicos de combate a incêndio devem atender ao dis-
posto na ABNT NBR 16704.

Em edificações com altura H-IV ou superior, conforme a Tabela 2, a casa de bombas dos sistemas
de combate a incêndio deve preferencialmente ser localizada no pavimento térreo. Caso contrário,
todo o percurso de acesso a este recinto deve atender aos mesmos requisitos solicitados de resis-
tência ao fogo, ou seja, TRRF de 120 min.

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7.5 Sistema de controle de fumaça e calor

7.5.1 Os EAS classificados como H-VI ou superior devem ser dotados de sistema de controle de
fumaça e calor em incêndios que promovam a extração (mecânica ou natural) dos produtos de com-
bustão do incêndio.

7.5.2 Os EAS classificados como E-III, com altura H-IV ou H-V, devem ser dotados de sistema de
controle de fumaça e calor em incêndios, podendo ser dispensados, se for apresentada justificativa
técnica após avaliação de risco de incêndio realizada por profissional legalmente habilitado,
acompanhada de documento de responsabilidade técnica, mantendo as demais medidas de segurança
contra incêndio, e aprovada pela autoridade competente.

7.5.3 O sistema de controle de fumaça e calor em incêndio deve seguir o disposto na legislação em vigor.

NOTA Adicionalmente, recomenda-se a adoção do disposto nas Bibliografias [13] e [14].


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8 Gases e/ou líquidos inflamáveis ou combustíveis


As instalações, o armazenamento, a transferência, o manuseio, bem como a utilização de gases
e/ou líquidos inflamáveis ou combustíveis, devem atender à legislação em vigor (ver Bibliografia,[9]).

9 Gases medicinais
As instalações de gases medicinais devem atender ao disposto na ABNT NBR 12188.

10 Caldeiras e vasos sob pressão


As caldeiras e vasos sob pressão devem obedecer à à legislação em vigor (ver Bibliografia,[10]).

11 Requisitos para reforma e ampliação


11.1 Requisitos gerais

11.1.1 As áreas do EAS sob intervenção, com atividades de demolição, renovação e/ou construção,
devem ser separadas das demais áreas por partições temporárias à prova de fogo e de fumaça.
Estas partições devem ter altura total desde a laje do piso até a laje superior, apresentando tempo
de resistência requerido ao fogo mínimo de 2 h, a não ser que o sistema de chuveiros automáticos,
conforme a ABNT NBR 10897, esteja instalado e operacional nos dois lados das partições, quando
então o tempo de resistência requerido ao fogo pode ser reduzido para 1 h.

11.1.2 De maneira análoga ao realizado na proteção de penetrações de instalações nas barreiras


fixas corta-fogo e fumaça, as aberturas, penetrações e juntas destas partições temporárias devem ser
adequadamente seladas, mantendo o tempo de resistência requerido ao fogo das partições.

11.1.3 As fases de intervenção devem ser adequadamente planejadas, de forma a evitar a obstrução
de saídas de emergência. Se as saídas de emergência originais forem obstruídas temporariamente
durante a intervenção, devem ser providas rotas de fuga e saídas alternativas para cada fase da
intervenção.

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11.1.4 Mesmo que temporários, todas as rotas de fuga, saídas de emergência e equipamentos de
salvamento e combate devem ser sinalizados em conformidade com a ABNT NBR 13434.

11.2 Plano de emergência temporário

Deve ser elaborado um plano de emergência específico para prover as medidas adequadas de segu-
rança contra incêndio durante a fase de intervenção.

12 Capacitação, treinamento e procedimento em emergências


12.1 Treinamentos

Todos os funcionários de um EAS devem ter conhecimento sobre os sistemas de proteção contra
incêndios e da administração de emergências no prédio em que exercem suas atividades. Para isso,
todos devem participar de cursos de capacitação e treinamento, bem como dos exercícios práticos
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periódicos de simulações de emergências.

12.2 Níveis de treinamento contra incêndios e emergências

12.2.1 Treinamento de nível 1

12.2.1.1 Este treinamento é obrigatório para todos os funcionários do EAS.

12.2.1.2 Treinamento inicial, por ocasião da admissão e integração do funcionário no EAS, com carga
horária mínima de 4 h por aula.

12.2.1.3 Treinamento periódico, obrigatório, realizado no mínimo uma vez por ano, com carga horária
de 4 h por aula.

12.2.1.4 Treinamento de atualização, realizado sempre que ocorrer modificação significativa no EAS,
ou em algum setor do EAS, como, por exemplo, reforma, ampliação, instalação de novos equipa-
mentos, que alterem as condições dos sistemas de detecção e combate a incêndios. Este treinamento
é determinado pelo supervisor de segurança contra incêndio do EAS.

12.2.1.5 Os conteúdos dos cursos devem ser organizados pelo supervisor de proteção contra
incêndio, ou pelo administrador do EAS.

12.2.2 Treinamento de nível 2

12.2.2.1 A brigada de incêndio do EAS deve ser organizada conforme a ABNT NBR 14276.

12.2.2.2 O treinamento da brigada de incêndio deve atender à carga horária e aos conteúdos previstos
na ABNT NBR 14276.

12.3 Horário dos treinamentos

Os treinamentos devem ser realizados dentro do horário de trabalho dos funcionários participantes.

12.4 Simulações de emergências

Todos os EAS devem realizar simulações de emergências, podendo ser setoriais, conforme calendário
e nos locais determinados pelo coordenador geral da brigada de incêndio, ou pelo administrador do EAS.

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É obrigatória a realização de no mínimo uma simulação anual.

12.5 Bombeiro profissional civil

12.5.1 Os EAS devem ter um ou mais bombeiros profissionais civis, conforme a ABNT NBR 14608.

12.5.2 Considerando as dificuldades inerentes ao deslocamento ou à retirada da população nesta


ocupação específica, os EAS classificados como E-III, os EAS com área A-IV ou superior, ou ainda os
EAS com altura H-IV ou superior devem possuir no mínimo dois postos com funcionamento de 24 h
ao dia de bombeiros profissionais civis.
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Bibliografia

[1]  Resolução RDC 50 de 21 de fevereiro de 2002 – Anvisa do Ministério da Saúde

[2]  Manual Brasileiro de Acreditação Hospitalar 2008 do Ministério da Saúde

[3]  Resolução RDC 51 Anvisa de 6 de Outubro de 2010 – Anvisa do Ministério da Saúde

[4]  Manual de Segurança contra incêndios em estabelecimentos assistenciais de saúde/Agência


Nacional de Vigilância Sanitária - Brasília: Agência Nacional de Vigilância Sanitária, 2014.

[5]  NFPA, Fire Code 101 – Life Safety Code

[6]  Instrução Técnica nº 39 do Corpo de Bombeiros da Policia Militar do Estado de São Paulo
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[7]  Instrução Técnica nº 10 do Corpo de Bombeiros da Policia Militar do Estado de São Paulo

[8]  Instrução Técnica nº 11 do Corpo de Bombeiros da Policia Militar do Estado de São Paulo

[9]  Norma Regulamentadora nº 20 do Ministério do Trabalho e Emprego

[10]  Norma Regulamentadora nº 13 do Ministério do Trabalho e Emprego

[11]  Instrução Técnica nº 15 do Corpo de Bombeiros da Policia Militar do Estado de São Paulo

[12]  NFPA 80A Recommended Practice for Protection of Buildings from Exterior Fire Exposures

[13]  NFPA 92A Recommended Practice for Smoke-Control Systems

[14]  NFPA 92B Guide for Smoke Management Systems in Malls, Atria, and Large Areas

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