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Diferenciação de funções

DIFERENCIAÇÃO DE FUNÇÕES
A diferenciação de funções é muito importante pela sua aplicação em
diversas áreas ou funções da actividade ou trabalho.

Número de aulas previstas:15 aulas.


Objectivos de aprendizagem:
No final de módulo o estudante deve ser capaz de:

- Determinar a taxa de variação instantânea e a taxa de variação média;


- Relacionar derivada com limites e continuidade;
- Calcular derivadas usando fórmulas elementares;
- Aplicar o conceito de derivada para o estudo completo de funções e
esboço das mesmas;
- Resolver problemas de optimização aplicando derivadas;

Falaremos fundamentalmente de aspectos tais como:


1. Conceito de Derivada (diferenciação).
2. Determinação da derivada num ponto conhecido (TVI).
3. Derivada de funções elementares num ponto genérico.
4. Tabela de derivação.
4.1. Derivação por tabela.
4.2. Fórmulas de derivação.
5. Esboço de funções pela derivada.
5.1. Relação entre a derivada e a função inicial.
5.2. Funções polinomiais.
5.3. Funções homógrafas.
6. Problemas de optimização.
7. Significado geométrico da derivada.
8. Ficha de exercícios.

1. CONCEITO DE DERIVADA (DIFERENCIAÇÃO)

Consideremos qualquer curva f  x  , uma secante e uma tangente


sobre o mesmo sistema cartesiana ortogonal. Faremos um acréscimo
infinitesimal a variável x e esperamos o comportamento da função
(y).
y  y1  y0  y1  y0  y
x  x1  x0  x1  x0  x
A recta secante faz com o eixo OX um ângulo alfa   e a recta tangente
um ângulo beta    .

___________________ 1
ESFM
Diferenciação de funções

2. DETERMINAÇÃO DA DERIVADA NUM PONTO CONHECIDO


( VARIAÇÃO INSTATÂNEA) A  x0 ; y0 
A partir do raciocínio anterior consideremos a seguinte explicação:
Se aproximarmos a recta secante com o ponto fixo de A  x0 ; y0  até
encontrar a tangente. O que se espera da função ( curvas)?
Ora, a distância x tende a zero. E porque a tendência analisa-se em
limites de funções, associaremos ao limite quando x1  x0 da razão
incremental de y.
Em conformidade com os dados patentes, escolhe-se a razão tangente
para analisar o comportamento da função referido acima.
y y1  y0
tg    at  declive da recta tan gente
x x1  x0
Será a derivada da função f  x 0  , isto é, no ponto x0 a fórmula:
y y  y0 f  x   f  x0 
f /  x0   lim  lim  lim
x  x0 x x  x0 x  x x  x0 x  x0
0

f  x   f  x0 
f   x0   lim
x  x0
x  x0

Esta fórmula determina a derivada de uma função num ponto x0


conhecido.
Exemplo: Determine a derivada das funções abaixo nos pontos
indicados:

___________________ 2
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a) f  x   x 2 em x  2
b) f  x   x 3  1 em x  1
c) f  x   senx em x  
d ) f  x   3x 2  3x em x  2
e) f  x   x  1 em x  4
Resolução:
x2  f  2 x2  4  0 
f   2   lim  lim     veja que esta derivada te leva a uma
x 2 x2 x 2 x  2
0
indeterminação já por ti familiarizada. Ela elimina-se pela factorização
do numerador e do denominador e posteriormente a lei de
cancelamento. A partir desta fórmula é possível notar que a derivada é
limite. E como o conceito de limite já é sobejamente conhecido, há que
usar todos conhecimentos para que o conceito que depende de limites
não pareça difícil.
Ora vejamos:
f  2   lim
x2  4  x  2  x  2   lim x  2  2  2  4

x2 x  2
 lim  
x2 x2 x2

x3  1  f  1 x3  1  0 x3  1  0 
f   1  lim  lim  lim  
x 1 x 1 x 1 x 1 x 1 x  1
0
x3  1 
 x  1 x 2  x  1 
f   1  lim
x 1 x  1
 lim
x 1 x 1 x 1
 
 lim x 2  x  1   1  1  1  1
2

Veja que a indeterminação é similar a anterior, ela elimina-se pela


factorização dos polinómios envolvidos e posteriormente aplica-se a lei
de cancelamento.

Observação: faça o mesmo com as restantes alíneas.

3. DERIVADA DE FUNÇÕES ELEMENTARES NUM PONTO


GENÉRICO DADO (VARIAÇÃO MÉDIA) x0 =x
Pela fórmula anterior, basta considerar a o ponto x0 =x a fórmula
f  x   f  x0  f  x  x   f  x 
anterior f   x0   lim passa a ser f   x   lim
x  x0 x  x0 x 0 x
Exemplos: determine a derivada das seguintes funções elementares:
2x 1
a ) f  x   x 2  3 x  2 b) f  x   x 3  6 x 2  4 x c ) f  x   d) f x  x  2
x3
e) f  x   cos x

___________________ 3
ESFM
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Resolução: como pudeste ver na definição pela fórmula


f  x  x   f  x 
f   x   lim
x 0 x

a) f  x   x  3x  2; f   x   lim
2 f  x  x   f  x 
 lim
 x  x 
2

 3  x  x   2  x 2  3x  2 
xx 0 x 0 x
x  2.x.x  x  3 x  3x  2  x  3 x  2
2 2 2
2.x.x  x 2  3x x  2.x  x  3
f   x   lim  lim  lim
x 0 x x 0 x x 0 x

f   x   2.x  x  3  2.x  0  3  2.x  3 Afinal : f   x   x 2  3x  2   2 x  3


 
Observação: faça o mesmo com as restantes alíneas.

4. TABELA DE DERIVAÇÃO
A derivação por definição gera a tabela de derivadas de funções
elementares e compostas.
Veja a seguir as fórmulas e os exemplos específicos:

4.1. DERIVAÇÃO POR TABELA


f  x  x   f  x 
f ´ x   lim ; esta relação mostra claramente a relação entre limites
x 0 x
e derivadas, afinal a derivada é o limite da razão incremental.

Ex1.: Efectue a derivada das funções:


a) f  x   x 2 b) f  x   x 3 c) f  x   x b) f  x   senx

Resolução:
 x  x   x2  x  x  x    x  x  x   lim x  2 x  x 
2
0
f ´
 x  lim    ; lim
a) x 0 x  0  x0 x x  0 x
f ´  x   lim 2 x  x  2 x  0  2 x; f ´  x    x 2   2 x
´

x 0

 x  x   x3
3
0 x3  3x.x 2  3x 2 .x  x 3  x 3
f ´
 x  lim    ; f ´  x  lim
x 0 x 0 x  0 x
b)
x  3x 2  3x.x  x 2 
 x   lim  lim 3x 2  3x.x  x 2  3x 2 ; f 1  x    x 3   3x 2
´ ´
f
x 0 x x 0

___________________ 4
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f ´  x   lim
x  x  x  0  ´
   ; f  x  lim
 x  x  x  x  x  x 
x 0 x 0 x 0
x.  x  x  x 
   x
2 2
x  x  x x  x  x x
c) f ´  x   lim  lim   lim 
x 0
x.  x  x  x  x 0
x  x  x  x  x 0
x  x  x  x 
f 1  x   lim
1 1 1
; f ´  x   x   21x
´
 
x 0 x  x  x x x 2 x

 x  x  x   x  x  x 
2.sen   .cos  
f  x   lim
´ sen  x   x   senx 0 ´
   ; f  x  lim  2   2 
x 0 x 0 x  0 x
x  2 x  x  x  2 x  x 
2.sen .cos   2.sen .cos  
d) f ´  x   lim
2  2   lim  2  2   lim  cos  2 x  x 
x 0 x x 0 x x  0 1
2.
2
 2x  0  2x
f ´  x   cos    cos  cos x
 2  2

Este modelo de derivação dá lugar a uma grande tabela de derivação. Logo a


seguir apresentamos as fórmulas e os exemplos específicos.

4.2. FÓRMULAS DE DERIVAÇÃO

1. k /  0 ; onde K é uma constante. Ex.1: 6/  0


/
1  1
2.  k .x   k ; Ex1.:  x  
/

4  4
x  n /
 n.x n 1 ; Ex.:  x 5   5.x 51  5.x 4
/
3.
4.  u  v   u /  v / , onde V e U são funções de X. Ex.:
/

x  3x    x    3x 
/ 2 /
 2x  3
2 /

/
5.  u.v   n.v n 1.v / ; Ex.:  7 x  11   3.  7 x  11 .  7 x  11  21 7 x  11
/ 3 31 / 2
 
6.  u.v   u / .v  u.v / ; Ex.:  x3 .x 2    x 3  .x 2  x 3  x 2   3.x 2 .x 2  x 3 .2 x  3x 4  2 x 4  5 x 4
/ / / /

v
/
/  mn  n mn 1 /
7. n m
  v   .v .v ;
  m

 
/
 2 1
 1 2 1 2
x  1   x  1   .  x  1 .  x  1   x  1 .2 x 
/ 1 / 1 2  2x
Ex.: 3 2 3 2 2 3

  3 3 3 3  x 2  1
2

___________________ 5
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a     10 .ln10.  x 2  5 x   10 x
/
.ln10.  2 x  5 
v / 5 x x 2 5 x / 5 x
8.  a v .ln .v / ; Ex.: 10 x
2 2

e     e . x   e 1
/ /
v /
9.  ev .ln e.v / ; Nota : ln a  log ea ; Ex.: e x x x
.
2 x

 log  v / 1
.v / ; Ex.: log 2  3x  7   
1
.  3x  7  
3
/
10. 
/
a
v.ln a  3x  7  .ln 2  3x  7  ln 2
.v / ; Ex.: ln  x 2  2    2  x2  2  2
1 1 2x
 ln v 
/ /
11. 
/

v.ln e  x  2 .ln e x 2

12.  senv   cos v.v / ; Ex.:  sen2 x   cos 2 x.  2 x   2.cos 2 x


/ / /

13.
x x .  x  1  x  x  1
/ / / /
 x  x  x 
 cos v   senv.v ; Ex.:  cos    sen    sen
/ /
. .
 x 1  x 1  x 1 x 1  x  1
2

x x 1 x 1 x
  sen .  .sen
x  1  x  1 2
 x  1
2
x 1
1 1 1
14.  tgv   .v / ; Ex.: tg  3  x    .3  x   
/ / /
2
cos v cos  3  x 
2
cos  3  x 
2

1
15.  cot v   
/
.v /
sen 2 v
1
16.  arcsenv  
/
.v /
1 v 2

1
17.  arccos v  
/
.v /
1 v 2

1
18.  arctgv  
/
.v /
1 v 2

1
19.  arc cot gv    2 .v /
/

1 v
 v  v .u  v.u
/ / /
20.   
u u2

5. ESBOÇO DE FUNÇÕES PELA DERIVADA

5.1. Relação entre a derivada e a função inicial

 Se f /  x   0  f  x  é crescente
 Se f /  x   0  f  x  é decrescente
 Se f /  x   0  f  x  tem um extremo (máximo ou mínimo)
A derivada ajuda o estudo de funções.

___________________ 6
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Diferenciação de funções

Todas funções do grau superior facilmente podem ser esboçadas a partir


da derivada. A derivada ajuda fundamentalmente na determinação de
extremos (máximos e mínimos), a variação da função (monotonia) e
pontos de inflexão.

Agora vamos observar os procedimentos principais para o estudo


completo de funções.

Procedimento:
1º - Achar a derivada: f /  x 
2º - Achar os zeros da derivada: f /  x   0
3º - Substituir zeros da f /  x  em f x 
4º - Tabela de variação e extremos:

X → Colocam-se zeros da f /  x ou
assímptotas verticais
f  x
/
→ Estuda-se o sinal da derivada
f x  → Estuda-se a variação da função f x 
inicial

Exemplos:

5.2. FUNÇÕES POLINOMIAIS:


* f x   x 3  6x 2
  0 x. : y  0  x 3  6 x 2  0  x 2 . x  6   0  x 2  0  x  6  0  x12  0  x3  6
  0 y. : x  0  y  f 0  03  6.0 2  0
Veja que: para esboçar qualquer função é necessário determinar alguns pontos principais, as
intersecções com o eixo dos xx (zeros da função) ou o eixo dos yy (ordenada na origem) e
posteriormente assímptotas e coordenadas de vértices (extremos).

Extremos:
 f /  x    x3  6 x 2   3x 2  12 x
1

 f /  x   0  3 x 2  12 x  0 
3
 x 2  4 x  0  x  x  4   0  x  0  x  4  0  x  0  x2  4
 Para x=0; f 0  03  6.0 2  0 ; Para x=4; f 4  43  6.4 2  46  96  32
 Tabela de variação de extremos
x 0 4
f x  +
´
 0 - 0  +
f x  0 -32
Máx. Min.

Esboço

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Estudo Completo
a) Df . : x  R; D´ f . : y  R
b) Bijectividade:
 não é injectiva porque tem coordenadas de vértice.
 é sobrejectiva porque o contra-domínio coincide com o conjunto
de chegada
 f x   x 3  6 x 2    
c) Paridade:    - não é igual a função
 f  x    x 3  6 x 2 
 f  x    x  6 x
2 2

inicial logo não é par nem ímpar

d) Extremos: M (0;0) ; m (4;-32)

Ex2.: f x   2 x 3  3x 2  12x  7
x1  1
7
  0 x : y  0  2 x 3  3x 2  12 x  7  0 x 2  
2
x3  1
  0 y. : x  0  y  f 0  7

Extremos

___________________ 8
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  
f ´ x   2 x 3  3x 2  12 x  7  6 x 2  6 x  12
1

x x  2
 f ´x   0  6 x 2  6 x  12  0 
2
x2  x  2  0
x2  1
Para x  2  f  2   2. 2   3. 2   12 . 2   7  16  12  24  7  27
3 2

Para x  1  f 1  0

 Tabela de variação de extremos


x -2 4
f x  +
´
 0 - 0  +
f x  27 0
Máx. Min

Esboço

Estudo Completo
a) Df . : x  R; D´ f . : y  R
b) Bijectividade:
 não é injectiva
 é sobrejectiva
c) Paridade: não é par nem ímpar
d) Zeros  0 x  : x1    x 2  x3  1
7
2
e) Ordenada na origem: y=7
f) Extremos: M(-2;27) e m(1;0)

___________________ 9
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Diferenciação de funções

Obs.: Em funções polinomiais o estudo do domínio e contra-domínio é


fácil e geralmente é sempre R.

5.3. FUNÇÕES HOMÓGRAFAS


x2
Ex.: f  x  
x 1
x2
 0 x.: y  0   0  x  2
x 1
02
 0 y.: x  0  y  f  0    2
0 1
 AV .: Deno min ador  0; x  1  0  x  1

  2
x 1  
 Assímptotas:  x  2 
   ; lim 
x
 AH .: lim 1
x  x  1   1
  x 
x 1  
  x
 Extremos
 x  2   x  2   x  1   x  2  x  1
1 1
x 1  x  2 3
1

o f  x  
1
   
 x 1   x  1  x  1  x  1
2 2 2

3
o f 1  x  0    0  3  0 — impossível.
 x  1
2

o Atenção: a impossibilidade, está na determinação de zeros da


derivada logo, a função não tem extremos, e vai-se directamente a
tabela levando a AV.

Obs.: Quando a derivada não tem zeros o sinal da derivada


depende inteiramente do sinal que precede a expressão ou ainda
depende do sinal do x de maior expoente no numerador.

 Extremos
x 1
f ´ x  -  -
f x  
.

___________________ 10
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Estudo Completo
 Df .: x  \  AV 
Domínio: 
 x  \ 1

 D´ f .: y  \  AH 
Contra-domínio: 
 y  \ 1
 Bijectividade: é injectiva porque objectos diferentes
correspondem a imagens também diferentes; não é sobrejectiva
porque o contra-domínio exclui valor da assímptota horizontal
 Paridade: não é par nem ímpar porque a função acima não é
simétrica em relação ao eixo dos yy nem é simétrica em relação a
origem do sistema cartesiano ortogonal.
 Zeros: x=-2
 Ordenada na origem: y=-2

Obs.: Todas funções em que a derivada não tem zeros, não têm
coordenadas de vértice e são de monotonia uniforme.

4x
Ex2.: f  x  
x 1
2

4x
 0 x.: y  0  0 x0
x 1
2

4.0
 0 y.: x  0  y  f  0   2 0
0 1

___________________ 11
ESFM
Diferenciação de funções

 AV .: x 2  1  0  x12   1  x12  1


 Assímptotas:  AH .: lim 4 x     ; lim 4x 4x 4 4
 lim 2  lim   0
x  x 2  1    x  2  1  x 
 x 1  2 
x  x x 

  x 
Afinal a função tem duas assímptotas verticais e uma assímptota horizontal
que coincide com o eixo 0x.

 Extremos
 4 x   4 x   x  1  4 x  x  1 4.  x  1  4 x  2 x  4 x  4  8 x
1 2 2 1 2
4 x2  4
1 2 2
f ´ x    2      
 x 1   x2  1  x2  1  x2  1  x2  1
2 2 2 2

Obs.: Nunca desenvolver o denominador porque permite estudar o


seu sinal facilmente.
4 x2  4
 f ´ x   0    0  4x2  4  0  x2  1  0
 x  1
2 2

Como a expressão x2  1  0 não tem zeros reais, logo a derivada não admite
zeros, a função f  x  não tem extremos. O sinal da derivada depende do
sinal que a precede e único. A função inicial terá a monotonia uniforme.

 Tabela de variação de extremos


x -1 1
f x  -
´
 -  -
f x 
 

 Como é de notar trata-se de um quociente de partículas positivas


precedidas do sinal negativo, então a expressão terá o sinal negativo.

Esboço
O esboço depende inteiramente do comportamento da função ilustrado na
tabela. É preciso seguir a relação patente na tabela entre os intervalos do
sinal da derivada e os da monotonia da função primitiva.

___________________ 12
ESFM
Diferenciação de funções

Estudo Completo
 Df .: x  \ 1
 D´ f .: y 
 Bijectividade: não é injectiva;
 Paridade: não é par mas é ímpar;
 Zeros: x=0;
 Ordenada na origem: y=0;
4 x 4x
 Paridade: f   x   2  2  f  x    f  x   é ímpar
x 1 x 1

4x
Ex.2: f  x  
x 1
2

4x 4.0
 0 x.: y  0   0; 0 y.: x  0  y  2 0
x 1 2
0 1
 AV .: x 2  1  0

 Assímptotas:  4x — não tem raízes reais logo, não há
 AH .: y  lim  0
 x  x 2  1

assímptota vertical

___________________ 13
ESFM
Diferenciação de funções

 Extremos
 4 x   4 x ´.  x  1  4 x  x  1´ 4  x  1  4 x  2 x  4 x  4  8 x
2 2 2 2 2
f ´ x    2 ´  
 x 1   x2  1  x2  1  x2  1
2 2 2

o
4 x 2  4 4 x2  4
  f ´ x   
x  1 x  1
2 2 2 2

4 x2  4
o f ´ x   0    0  4 x 2  4  0 
:4
 x 2  1  0  x12  1  1
x  1
2 2

4 4
o Para x  1  f  1   2 ; Para x  1  f 1   2
11 2
 Tabela de variação de extremos
x -1 1
f x  -
 
´
 0 + 0  -
-2 2
f x 
m M

Obs.: O sinal que precede a derivada afecta os sinais nos espaços de


variação por isso, parece ter uma ambiguidade dos sinais. Observe
atentamente o esboço:

Esboço

Obs.: Procure fazer analogias com o gráfico anterior

6. PROBLEMAS DE OPTIMIZAÇÃO

___________________ 14
ESFM
Diferenciação de funções

A aplicação da derivada é ampliada aos problemas de optimização, isto


é, problemas que abordam os conectores máximos ou mínimos
(extremos).

No nosso quotidiano é usual ouvir-se dizer que se pretende determinar


máximos ou mínimos de variações funcionais (aplicações).

O empregue da palavra máxima ou mínima ilustra directamente a


aplicação da derivada.

Como foi abordado no tema anterior, a determinação de máximos ou


mínimos (extremos = pontos críticos) é feita pela substituição dos zeros
da derivada na função primitiva.

Este estudo é feito na tabela de variação e extremos.

6.1. ESQUEMA DE VARIAÇÃO E EXTREMOS


A tabela comporta os seguintes aspectos:

x → Colocam-se em ordem zeros da f ´ x  ou


assímptotas verticais
f ´ x  → Estuda-se o sinal da derivada
f x  → Estuda-se a variação da função f x 
inicial
Lembre-se: a ligação da derivada com a função primitiva é:
 Se f ´ x   0  f x  é crescente
 Se f ´  x   0  f  x  é decrescente
 Se f ´  x   0  f  x  tem um extremo (máximo ou mínimo)

Ex1.: Um agricultor na Província de Manica, produz milho usando


fertilizantes (adubos). A relação da quantidade de milho em toneladas
por hectare e o adubo aplicado em quilogramas por hectare é dada pela
1
expressão y  1000  20 x  x 2 .
10
a) Determine a quantidade de adubo para que a produção seja
máxima.
Resolução:
1º passo: determinar a derivada:
/
 1 2 1
y  1000  20 x  x   20  x
 10  5
2º passo: determinar zeros da derivada
1 1
20  x  0   x  20  x  100
5 5
3º passo: substituir zero da derivada na função primitiva:
___________________ 15
ESFM
Diferenciação de funções

1
f 100   1000  20.100 
1002  1000  2000  1000  2000
10
4º Tabela de variação e extremos:

x 100
f ´ x 
+ 0 -
f x  2000
máx
Resposta: o agricultor em destaque para produzir um máximo de 2000
toneladas por hectare aplicou 100 quilogramas por de fertilizantes.

Atenção: o sinal da tabela acima, estuda-se substituindo valores no


intervalo antes de zero da derivada na derivada e observa-se o sinal e
posteriormente e a mesma situação para o intervalo depois do zero da
derivada.

No caso concreto da tabela acima, por preferência, faz-se uma análise


lógica no seguinte:
- veja o zero na fila da derivada. Imaginemos que antes seja negativo
e depois positivo, considerando o zero como a origem do sistema
cartesiano (ponto de origem), daí a primeira fila de sinais.
A segunda fila de sinais é o sinal que precede a derivada ou o sinal do x
de maior grau na derivada, por isso é o mesmo de um lado ao outro.

Ex2.: O Senhor Fernando tem quinhentos metros de rede e pretende


vedar uma área com o formato rectangular para sua capoeira.
Determine as medidas para que consiga vedar a máxima área possível?
Consideremos o formato da capoeira:

O consideremos o comprimento do rectângulo y e a largura do


rectângulo x.

Analogias: como o senhor possui 500 metros de rede, então será o


perímetro do rectângulo e é dado pela fórmula
P  2 x  2 y  2 x  2 y  500  x  y  250
2x  corresponde as duas larguras
2y  corresponde os dois comprimentos
Como é de notar esta relação linear não é suficiente para determinar as
medidas em questão. Há que recorrer ao problema para extrair mais

___________________ 16
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Diferenciação de funções

uma relação mas que seja abordada. Neste caso aborda-se a questão
de área porque pretende-se que seja a maior área possível.
Tratando-se de rectângulo teremos. A  c.l  A  x. y .

Feita da segunda relação, a questão que se coloca é a seguinte:


Como relacionar as duas expressões?

Como o pedido faz a menção de área então a função que deve figurar é
de área. Deste modo teremos:

2 x  2 y  500  x  y  250  y  250  x    


   
 A  x. y  A  x. y  A  x.  250  x   A  250 x  x
2

A  250 x  x 2
Como é de notar a função em causa é de área. Os procedimentos para
determinar um extremo são os mesmos.
Ora vejamos:
1º passo: determinar a derivada:
 
/
A  250 x  x 2  250  2 x
2º passo: determinar zeros da derivada
250  2x  0  2x  250  x  125
3º passo: substituir zero da derivada na função primitiva:
A 125   250.125  1252  31250  15625  15625
4º Tabela de variação e extremos:

x 125
f ´ x 
+ 0 -
f x  1565
máx
Como x  125  y  250 125  125
Afinal a figura em causa é um quadrado.

Atenção: um quadrado é um rectângulo mas o recíproco é falso.


Resposta: para que o senhor António consiga vedar uma área máxima
com 500 metros de rede é necessário que seja um quadrado de lado
125 metros e com uma área de 15625m2 .

Ex3.: Suponha que a função demanda P, de uma certa mercadoria, é


uma função da sua produção diária Q e é dada pela forma analítica
P  Q2  16 . Qual deve ser a produção diária para que a demanda seja
máxima.
Resolução:
1º passo: determinar a derivada:
___________________ 17
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Diferenciação de funções

 
/
P  Q 2  16  2Q
2º passo: determinar zeros da derivada
2Q  0  Q  0
3º passo: substituir zero da derivada na função primitiva:
P  0   .02  16  16
4º Tabela de variação e extremos:

x 0
P´  Q  + 0 -
P Q  16

Resposta: para que a demanda seja máxima a produção deve ser nula.

Ex4.: A procura de cortes de cabelo CC, numa determinada barbearia,


depende do preço p (em centenas de meticais) e pode ser representada
pela função procura, CC  p   144  p 2 . Calcule:
a. A taxa de variação média da procura de cortes de cabelo
TVMCC resultante da subida de preço de p=6 (600,oomt)
para p=8 (800,oomt).
b. A taxa medida de variação na procura TVMCC, dada uma
pequena alteração no preço a partir de p=6.
c. A taxa instantânea de variação na procura de cortes de
cabelo TVICC em p=6.

Sol.:a) -14 b) 12  p . Considerando p=6, se p  1 ,


TVMCC=-12-1=-13 (A procura decresce de 108 para 95
unidades). E, se p  2 TVMCC=-12-2=-14 ( A procura decresce
de 108 para 80 unidades, isto é, 28 unidades em média por cada
aumento de 100,oomt em p. C) TVICC=-12.

Ex5.: Na biologia, encontramos a fórmula   V . A , onde  é o fluxo de


ar na traqueia, V é a velocidade do ar e A a área do círculo formado ao
seccionarmos a traqueia.
Quando tossimos, raio diminui afectando a velocidade do ar na traqueia.
Sendo r0 o raio normal da traqueia, a relação entre a velocidade V e o
raio r da traqueia durante a tosse é dado por V  r   a.r 2 .  r0  r  , onde a é
uma constante positiva.
a) Calcular o raio r em que é maior a velocidade do ar.
b) Calcular o valor de r co o qual teremos o maior fluxo possível.

Resolução:

___________________ 18
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Diferenciação de funções

a) O raio r da traqueia contraída não pode se maior que o raio normal


r0 , nem menor que zero, ou seja, 0  r  r0 . Neste item vamos
encontrar o máximo absoluto da função V(r) em 0  r  r0 .
V  r   a.r 2 .  r0  r 
Temos:
V   r    a.r 2 .  r0  r    2ar0 r  3ar 2
Fazendo V   r   0  2ar0 r  3ar 3  0 , obtemos os pontos críticos
2
r1  r0 e r2  0 .
3
2
r 0 r0
3
V ´  x -

 0 + 0  -
4a 3
V  x 0 r0
27
m
M
Resposta: deste resultado afirmamos que a velocidade do ar na
traqueia é maior quando o raio r da mesma é dois terços do raio r0
da traqueia não contraída.

b) Podemos escrever a função   V . A em função do raio r da


traqueia:   r   ar 2  r0  r   r 2 .
Queremos encontrar o máximo absoluto da função   r  em 0  r  r0
.
Temos,   r   4a r0 r 3  5a r 4 .
4
Fazendo   r   0  4a r0 r 3  5a r 4  0 , obtemos r1  0 e r2  r0 como
5
pontos críticos de   r  .
4
r 0 r0
5
´  x  -

 0 + 0  -
256
0 a r05
  x 3125
m
M
4
Resposta: o maior fluxo possível é obtido quando r  r0 .
5

Ex6.: Uma rede de água potável ligará uma central de abastecimento


situada à margem de um rio de 500 metros de largura a um conjunto
habitacional situado na outra margem do rio, 2000 metros abaixo da
central. O custo da obra através do rio é de 640USD por metro,

___________________ 19
ESFM
Diferenciação de funções

enquanto, em terra,, custa 312USD. Qual é a forma mais económica


de se instalar a rede de água potável?
Solução: a função custo da obra será:
f  x    2000  x  .312  x 2  5002 .640
Nosso objectivo será calcular o mínimo absoluto dessa função para
0  x  2000 .
640 x
Temos: a função derivada f   x   312  , resolvendo a
x  5002
2

640 x
equação 312   0  x 279,17 , ponto crítico.
x  5002
2

Resposta: a obra poderá ser realizada com o menor custo possível se


a canalização de água alcançar o outro lado do rio 279,19 m abaixo
da central de abastecimento.

7. SIGNIFICADO GEOMÉTRICO DA DERIVADA

Geralmente quando se fala do significado geométrico da derivada,


refere-se a relação entre a derivada num ponto e a possível equação da
recta tangente ao gráfico no ponto considerado.

A derivada de uma função f  x  num ponto x0 conhecido é o declive da


recta tangente ao gráfico neste ponto.

Lembre-se: o declive de recta determina a inclinação da recta em


relação ao plano horizontal ou simplesmente ao eixo ox.
y
Na geometria analítica o declive foi dado pela fórmula a  .
x
Agora este mesmo declive pode ser determinado recorrendo a derivada.
a  f   x0 
Para encontrar a equação da recta basta recorrer a fórmula já estudada
no módulo 01: y  y0  a.  x  x0  .
Substituindo o valor de a por f   x0  teremos: y  y0  f   x0  .  x  x0 
Exemplo1: Determine a equação da recta tangente a curva f  x   x 2  4
no ponto x  1 .
Resolução: 1º Determinar o valor de y0 substituindo o x dado na função
dada. y0  f 1  12  4  3
2º Derivar a função dada e substituir por x=1 para encontrar o declive.
f   x0    x 2  4   2 x; f  1  2.1  2  a  2 , ( o declive é igual a 2)
3º Compor a equação da recta a partir da fórmula: y  y0  f   x0  .  x  x0 

___________________ 20
ESFM
Diferenciação de funções

y   3  2.  x  1  y  3  2 x  2  y  2 x  2  3  y  2 x  5 equação
reduzida. E, a geral será: 2 x  y  5  0

x2
Exemplo2: Determine a equação da recta tangente a cura f  x  
x 1
no ponto x  0 .
Resolução: 1º Determinar o valor de y0 substituindo o x dado na função
02
dada. y0  f  0    2
0 1
2º Derivar a função dada e substituir por x=1 para encontrar o declive.
  x 1 x  2
 x  2   x  2  .  x  1   x  2  x  1 3
f   x0        ;
 x 1   x  1  x  1  x  1 , ( o
2 2 2

3
f   0   3 a  3
 0  1
2

declive é igual a 3)
3º Compor a equação da recta a partir da fórmula: y  y0  f   x0  .  x  x0 
y   2   3.  x  0   y  2  3 x  y  3 x  2 equação reduzida. E, a geral
será: 3x  y  2  0

Exemplo4: Determine as coordenadas do ponto de tangência da recta


tangente com o declive igual a -4 e a curva é f  x   x 2  4 .
Resolução: a recta tangente e a curva f  x   x 2  4 têm os pontos em
comum justamente no ponto de tangência.
Para determinar as coordenadas no ponto de tangência basta comparar
a derivada da f  x  dada como declive dado.
Lembre-se: se substituirmos a abcissa do ponto de tangência da
derivada da curva dada obtém-se o declive da recta tangente a curva
neste ponto dado.

f   x   x 2  4   2 x; 2 x  4  x  2; x0  2
 
Ora vejamos:
f  2    2   4  0  P  2;0 
2

___________________ 21
ESFM
Diferenciação de funções

8. FICHA DE EXERCÍCIOS
1. Determine as variações x e y nas funções indicadas abaixo e
nas abcissas dadas:
a) x0  1 e x1  3 ; f  x   x 2  3 x
b) x0  0,3 e x1  0,6 ; f  x   log 2  x 
x 3
c) x0  0,3 e x1  0,6 ; f  x  
2x 1
2. Calcule a derivada das seguintes funções:
a) f  x   2 x 4  x 3  4 x 2  11x  14
b) f  x    x  4  .  x 2  1
3

2x  6
c) f  x  
4x  3
x2  1
d) f  x   2
x 1
e) f  x   103 x  4
f) f  x   log 2  4  x 2 
g) f  x   e x 3 x
2

h) f  x   ln  x 3  2 x 
i) f  x   x 2 .e 2 x 3
j) f  x   senx
k) f  x   sen  2 x  5 
l) f  x   sen 2  4 x  2 
m) f  x   cos3 1  x 
n) f  x   4  x 2
2x  3
o) f  x   4
x 1
p) f  x   tg  x 2 
1
q) f  x   cot g  
 x
r) f  x   arcsen  2 x  3
x
s) f  x   arccos  
2
t) f  x   arctg  x
u) f  x   arc cot g 1  x 
v) f  x   x 3 .3x

___________________ 22
ESFM
Diferenciação de funções

w) f  x   x 4 .log 3  2 x 
x) f  x   arcsen  x
x.ln x
y) f  x  
tgx
z) f  x   2 sen 3 x. 4 3 x  6

3. Considere a seguinte função f  x   x 3  x 2 :


a) Determine os zeros da função.
b) Faça o estudo da variação e extremos da função.
c) Estude a paridade.
d) Estude a Bijectividade.

4. Considere a seguinte função f  x   x 4  5 x 2  4


a) Determine os zeros da função.
b) Faça o estudo da variação e extremos da função.
c) Estude a paridade.
d) Estude a Bijectividade.
e) Escreva a equação da recta tangente a curva no ponto de abcissa
x=2.

2x  2
5. Da função f  x   ,determine:
x 3
a) O domínio e o contradomínio da função.
b) As equações das assímptotas caso existam.
c) Determine os intervalos de variação e extremos.

4x
6.Considere a função f  x  
x 4 2

a) O domínio e o contradomínio da função.


b) As equações das assímptotas caso existam.
c) Determine os intervalos de variação e extremos.
d) Determine a equação da recta à curva no ponto x=-2.

10 x
7. Da função f  x   , determine:
x2  1
a) O domínio e o contradomínio da função.
b) As equações das assímptotas caso existam.
c) Determine os intervalos de variação e extremos.

8. O Sr. Fernando deseja ter um jardim de forma rectangular no seu


quintal. Ele tem 500 metros do material para cercar o seu jardim.
___________________ 23
ESFM
Diferenciação de funções

Encontre as dimensões do maior jardim que o Sr. Fernando pode ter


se usar todo o material.

9. Cortando quadradinhos idênticos de cada canto de um pedaço


rectangular de papelão e dobrando as abas resultantes, o papelão
pode ser transformado numa caixa aberta. Se o papelão tem 16
metros de comprimento e 10 de largura, encontre as dimensões da
caixa com o máximo volume.

10. Uma companhia exige que os recipientes tenham uma


capacidade de 50m3 e tenha uma forma cilíndrica e cobertos de
estanho. Determine o raio e a altura do recipiente que requer menor
quantidade de metal.

11. Uma caixa sem tampa, de base quadrada, deve ser construída
de forma que o seu volume seja 25000m3 . O material da base vai
custar 1200,ooMT por m2 e o material dos lados 980,ooMT por m2 .
Encontre as dimensões da caixa de modo que o custo do material
seja mínimo.

12. Um grupo de biólogos marinhos do Instituto Netuno de


Oceanografia recomendou que uma série de medidas de preservação
fossem implementadas durante a próxima década para salvar da
extinção uma certa espécie de baleias. Depois da implementação das
medidas de preservação, espera-se que a população desta espécie
seja igual a N  t   3t 3  2t 2  10t  600  0  t  10  , onde N  t  denota a
população no fim do ano t. Determine a taxa de crescimento da
população de baleias quando t=2 e t=6. Qual será o tamanho da
população de baleias 8 anos após a implementação das medidas de
preservação?

13. O custo total para produzir x unidades por dia do produto A é


x2
uma função de quantidade de produção dada por c  x    20 x  15 .
2
Determine o custo marginal ao produzir 40 unidades ou 100
unidades.

14. Se uma fabrica de ração produz x toneladas por dia de uma ração
x 3
A e y toneladas de uma ração B sendo y  , determine a função
x 1
da receita total sabendo que os preços são respectivamente p1 e p2

___________________ 24
ESFM
Diferenciação de funções

3
em que p2  p1 , considere p1 e p2 constantes. Determine a receita
4
marginal.

15. Numa Fabrica, o custo total de produção mensal de 900 peças


expressos em milhares de meticais é dada por
c  q   q  12q  32q  1000 .
3 2

a) Determine a função marginal e calcule o seu valor para 600 peças.


b) Estude a variação da função.
c) Qual é o número de peças que aconselharias ao fabricante para
que o custo seja mínimo?

16. Uma Companhia de viação não permite que se transporte pacotes


de forma cilíndrica em que a soma da altura com o perímetro da base
ultrapasse 162cm. Quais devem ser as medidas da altura e do raio
da base, para que o pacote que tenha maior volume seja aceite pela
Companhia?

17. Numa empresa de distribuição de leite, os pacotes são de base


quadrada e a altura adicionada com o perímetro da base é igual a
60cm. Que dimensões deverão ter cada pacote de modo que o seu
volume seja máximo?

18. O custo mensal da Cerveja de Moçambique, na fabricação de x


unidades de cerveja em média é dado por c  x   0.0025 x 2  8 x  10000 .
a) Determine ao custo marginal.
b) Determine o nível de produção para que o custo mensal seja
mínimo.

19. O complexo residencial Kaya – Kwanga tem 100 unidades de 2


dormitórios. O lucro mensal em meticais obtido no arrendamento de
x apartamentos é dado por L  x   10 x 2  1760 x  50000 .
a) Quantas unidades devem ser arrendadas para maximizar o lucro?
b) Qual é o lucro máximo mensal realizado?

20. O custo médio em meticais obtido pela gravadora Vidisco, por


semana, na fabricação de CD’s, é dada por
2000
c  x   0.000 x  2   0  x  600  .
x
a) Mostre que o custo médio é decrescente no intervalo dado.

21. Suponha que a quantidade demandada por semana, de um certo


vestido é relacionada ao preço unitário P pela equação demanda
___________________ 25
ESFM
Diferenciação de funções

P  800  x , onde P é dado em meticais e x é o número de vestidos


fabricados. Quantos vestidos devem ser feitos por semana para
maximizar a receita, sabendo que a receita é dada por R  x   P.x .

22. A subsidiária mexicana da Companhia Thermo-Master produz um


termómetro de uso interno e externo. A gerência estima que o lucro
realizável (em dólares) pela Companhia pela produção e venda de x
unidades de termómetros por semana é P  x   0, 001x 2  8 x  5000 .
Encontre o sinal e os intervalos de variação da função.

23. A altura (em pés) atingida por um foguete após t segundos de


1
voo é dada pela função h  t    t 3  16t 2  33t  10 . Quando o foguete
3
está subindo? E quando está caindo?

24. Seguindo o exemplo da Federação Nacional de Vida Selvagem, o


Departamento do Interior de um país sul-americano começou a
registrar um índice de qualidade ambiental que mede o progresso e
o declínio da qualidade ambiental de suas florestas. O índice para os
anos de 1984 a 1994 é aproximado pela função
1 3 5 2
I  t   t  t  80 ;0  t  10 , onde t=0 corresponde ao ano de 1984.
3 2
Encontre os intervalos onde a função I é crescente e os intervalos
onde é decrescente.

25. Baseado nos dados do Fundo de fomento de habitação, o saldo


estimado do fundo em 1995 é dado por
A  t   9.6t  403, 6t  660,9t  250 e com 0  t  5 , sendo A  t  é medido
4 3 2

em dólares e t em décadas, com t=0 correspondendo ao ano de


1995. Encontre o intervalo onde A é crescente e o intervalo onde A é
decrescente.

___________________ 26
ESFM

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