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em números

2020
Conselho Nacional de Justiça
Presidente Ministro José Antonio Dias Toffoli
Corregedor Nacional de Justiça Ministro Humberto Martins
Conselheiros Ministro Emmanoel Pereira
Luiz Fernando Tomasi Keppen
Rubens de Mendonça Canuto Neto
Tânia Regina Silva Reckziegel
Mário Augusto Figueiredo de Lacerda Guerreiro
Candice Lavocat Galvão Jobim
Flávia Moreira Guimarães Pessoa
Maria Cristiana Simões Amorim Ziouva
Ivana Farina Navarrete Pena
Marcos Vinícius Jardim Rodrigues
André Luis Guimarães Godinho
Maria Tereza Uille Gomes
Henrique de Almeida Ávila

S ecretário Especial de Programas,


Pesquisas e Gestão Estratégica: Richard Pae Kim
Juízes Auxiliares: Carl Olav Smith
Dayse Starling Motta
Lívia Cristina Marques Peres

Secretário-Geral: Carlos Vieira von Adamek


Diretor-Geral: Johaness Eck
Departamento
Poder de Pesquisas
Judiciário Judiciárias

em números
2020

Brasília, 2020
É permitida a reprodução parcial ou total desta obra,
desde que citada a fonte.

CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA

EXPEDIENTE
Departamento de Pesquisas Judiciárias
Diretora Executiva Gabriela de Azevedo Soares
Diretor de Projetos Igor Caires Machado
Diretor Técnico Igor Guimarães Pedreira
Pesquisadores Danielly Queirós
Elisa Colares
Igor Stemler
Rondon de Andrade
Estatísticos Filipe Pereira
Davi Borges
Jaqueline Barbão
Apoio à Pesquisa Alexander Monteiro
Cristianna Bittencourt
Pâmela Tieme Aoyama
Pedro Amorim
Ricardo Marques
Thatiane Rosa
Revisora Marlene Bezerra
Estagiário Rodrigo Ortega Tierno
Diagramação Ricardo Marques

Secretaria de Comunicação Social


Secretário de Comunicação Social Rodrigo Farhat
Capa Marcus Vinicius Carlos Rolim Póvoa

2020
CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA
SAF SUL Quadra 2 Lotes 5/6 - CEP: 70070-600
Endereço eletrônico: www.cnj.jus.br

C775j
Justiça em Números 2020: ano-base 2019/Conselho Nacio-
nal de Justiça - Brasília: CNJ, 2020.

Anual.
236 f:il.
I Poder Judiciário - estatística - Brasil. II Administração
pública - estatística - Brasil.

CDU: 342.56
Apresentação

Com a criação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), pela Emenda Constitucional nº 45/2004, o
país passou a contar com uma instituição responsável por liderar o processo de aperfeiçoamento do
Poder Judiciário brasileiro, capacitando-o para as exigências de eficiência, transparência e responsa-
bilidade que os novos tempos impõem.
É nesse sentido que o Conselho apresenta, anualmente, o Relatório Justiça em Números - uma
radiografia completa da Justiça, com informações detalhadas sobre o desempenho dos órgãos que
integram o Poder Judiciário, seus gastos e sua estrutura. Este relatório, produzido pelo Departamento
de Pesquisas Judiciárias (DPJ), apresenta onze anos de dados estatísticos coletados pelo CNJ, com uso
de metodologia de coleta de dados padronizada, consolidada e uniforme em todos os noventa tribunais.
A transparência é uma poderosa ferramenta de gestão. O conhecimento desses dados possibilita a
execução de uma política de administração judiciária fundada em dados técnicos, o que contribui para
o fortalecimento da responsabilização e da accountability no Poder Judiciário.
Em sua 16ª edição, o Relatório Justiça em Números 2020 traz informações circunstanciadas a
respeito do fluxo processual no sistema de justiça brasileiro coletadas em 2019, as quais compreendem
o tempo de tramitação dos processos, os indicadores de desempenho e produtividade, as estatísticas
por matéria do direito, além de números sobre despesas, arrecadações, estrutura e recursos humanos.
O Poder Judiciário finalizou o ano de 2019 com 77,1 milhões de processos em tramitação, que
aguardavam alguma solução definitiva. Tal número representa uma redução no estoque processual,
em relação a 2018, de aproximadamente 1,5 milhão de processos em trâmite, sendo a maior queda de
toda a série histórica contabilizada pelo CNJ, com início a partir de 2009.
A produtividade média dos magistrados também foi a maior dos últimos onze anos. O Relatório
aponta que, apesar da vacância de 77 cargos de juízes no ano de 2019, houve aumento no número
de processos baixados e, consequentemente, elevação da produtividade média dos magistrados em
13%, atingindo o maior valor da série histórica observada, com média de 2.107 processos baixados por
magistrado. Por sua vez, o índice de produtividade dos servidores da área judiciária cresceu 14,1%, o
que significa uma média de 22 casos a mais baixados por servidor em relação a 2018. O aumento da
produtividade ocorreu de forma coordenada, pois foi verificada em ambos os graus de jurisdição. Esse
esforço culminou em uma taxa de congestionamento de 68,5%, sendo o menor índice verificado em
toda a série histórica.
Importante ressaltar que tais dados são públicos e facilmente acessíveis por meio de variadas fer-
ramentas de transparência, como relatórios analíticos, painéis dinâmicos de livre navegação e base de
dados em formato aberto.
Em 2020, foi reformulado o Painel de Acompanhamento da Política Nacional de Priorização do 1º
Grau, como ferramenta de transparência e publicidade das informações que são enviadas pelos Tribu-
nais ao CNJ. No painel, é possível identificar dados sobre as ações destinadas a remanejar, de forma
mais equânime, a força de trabalho entre os órgãos do Poder Judiciário, visando à melhora dos serviços
prestados em primeira instância pelos tribunais.
Outro importante avanço na gestão judiciária ocorrido em 2020 foi o lançamento do DataJud – Base
Nacional de Dados do Poder Judiciário. Trata-se de ferramenta de captação e recebimento de dados,
que reúne informações pormenorizadas a respeito de cada processo judicial em uma base única.
A implantação do DataJud, já em fase de execução, irá permitir a extinção e simplificação de diversos
cadastros e sistemas existentes, promovendo economia de recursos públicos e alocação mais produtiva
da mão de obra existente. Com a base única, novos dados poderão ser coletados, os quais poderão
subsidiar novas análises e diagnósticos.
Essa inovação, fruto do trabalho incessante e dedicado da equipe do CNJ, permitirá um avanço
ainda maior na gestão de dados do Poder Judiciário, em direção à política de dados abertos com base
na ciência de dados e no suporte fornecido pelas novas tecnologias de informação. Assim, o Relatório
Justiça em Números, a partir desta 16ª edição, também se encontra em processo de evolução em
direção à maior transparência e eficiência, o qual culminará em melhorias em formato e conteúdo já a
partir da próxima edição.
Além dos relevantes avanços alcançados no último ano, o Relatório Justiça em Números 2020
apresenta também os gargalos da Justiça brasileira. A litigiosidade no Brasil permanece alta e a cultura
da conciliação, incentivada mediante política permanente do CNJ desde 2006, ainda apresenta lenta
evolução.
Em 2019, apenas 12,5% de processos foram solucionados via conciliação. Em relação a 2018, houve
aumento de apenas 6,3% no número de sentenças homologatórias de acordos, em que pese a disposição
do novo Código de Processo Civil (CPC), que, em vigor desde 2016, tornou obrigatória a realização de
audiência prévia de conciliação e mediação. Conforme registrado no presente Relatório, aproximada-
mente 31,5% de todos os processos que tramitaram no Poder Judiciário foram solucionados.
No entanto, as conclusões do Relatório Justiça em Números 2020 fornecem razões para otimismo,
dando novo fôlego aos magistrados, aos servidores e aos demais trabalhadores do sistema de justiça
para continuarem trabalhando com afinco em prol de um Judiciário melhor para a sociedade.
O Poder Judiciário brasileiro caminha no rumo certo, ao se aprimorar em eficiência, transparência
e responsabilidade, conforme evidenciado pela melhora sem precedentes nos seus indicadores de
desempenho e produtividade. Quem ganha é o jurisdicionado e a sociedade brasileira como um todo,
que podem contar com um Poder Judiciário cada vez mais comprometido com a realização efetiva da
justiça e da paz social.

Ministro Dias Toffoli


Presidente do Conselho Nacional de Justiça
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO 9
2 METODOLOGIA 13
2.1 Infográficos 16
2.2 Diagrama de Venn 16
2.3 Classificação dos tribunais segundo o porte 17
2.4 Mapas 18
2.5 O índice de produtividade comparada da justiça (IPC-Jus) 19
2.5.1 A construção do IPC-Jus 19
2.5.2 Gráfico de quadrante e de fronteira 21
3 O PODER JUDICIÁRIO 23
3.1 Estrutura do primeiro grau 31
3.2 Classificação dos tribunais por porte 38
3.3 Infográficos 45
4 RECURSOS FINANCEIROS E HUMANOS 74
4.1 Despesas e receitas totais 74
4.2 Despesas com pessoal 80
4.3 Quadro de pessoal 86
5 GESTÃO JUDICIÁRIA 92
5.1 Litigiosidade 93
5.1.1 Acesso à Justiça 99
5.1.2 Indicadores de produtividade 105
5.1.3 Indicadores de desempenho e de informatização 112
5.1.4 Recorribilidade interna e externa 120
5.2 O Primeiro Grau de jurisdição em números 125
5.2.1 Distribuição de recursos humanos 125
5.2.2 Indicadores de produtividade 131
5.2.3 Indicadores de desempenho e de informatização 141
5.2.4 0Recorribilidade interna e externa 146
5.3 Gargalos da execução 150
5.3.1 Execuções fiscais 155
5.3.2 Índices de produtividade nas fases de conhecimento e execução 163
5.3.3 Indicadores de desempenho nas fases de conhecimento e execução 167
6 ÍNDICE DE CONCILIAÇÃO 171
7 TEMPOS DE TRAMITAÇÃO DOS PROCESSOS 178
8 JUSTIÇA CRIMINAL 192
9 COMPETÊNCIAS DA JUSTIÇA ESTADUAL 198
9.1 Varas exclusivas de Execução Fiscal ou de Fazenda Pública 200
9.2 Varas exclusivas de Violência Doméstica 203
9.3 Varas exclusivas cíveis 207
9.4 Varas exclusivas Criminais 210
10 ÍNDICE DE PRODUTIVIDADE COMPARADA DA JUSTIÇA – IPC-JUS 215
10.1 Justiça Estadual 216
10.1.1 Resultados 216
10.1.2 Análises de cenário 219
10.2 Justiça do Trabalho 223
10.2.1 Resultados 223
10.2.2 Análises de cenário 227
10.3 Justiça Federal 230
10.3.1 Resultados 230
10.3.2 Análises de cenário 233
11 DEMANDAS MAIS RECORRENTES SEGUNDO AS CLASSES E OS ASSUNTOS 237
11.1 Assuntos mais recorrentes 237
11.2 Classes mais recorrentes 248
12 AGENDA 2030 NO ÂMBITO DO PODER JUDICIÁRIO BRASILEIRO 253
13 CONSIDERAÇÕES FINAIS 257
14 REFERÊNCIAS 260
ANEXO II - LISTA DE TABELAS E FIGURAS 262
1 Introdução
O Relatório Justiça em Números é o principal documento de publicidade e transparência do Poder Judiciário, que
consolida em uma única publicação dados gerais da atuação do Poder Judiciário e abrange informações relativas às
despesas, às receitas, acesso à justiça e uma vasta gama de indicadores processuais, com variáveis que mensuram
o nível de desempenho, de informatização, de produtividade e de recorribilidade da justiça.
O diagnóstico, anualmente elaborado pelo Departamento de Pesquisas Judiciárias (DPJ), sob a supervisão da
Secretaria Especial de Programas, Pesquisas e Gestão Estratégica (SEP) do CNJ, apresenta informações detalhadas
por tribunal e por segmento de justiça, além de uma série histórica de 11 anos, de 2009 a 2019. As informações são
apuradas desde o início da criação do CNJ e o primeiro relatório foi elaborado em 2006, com dados do ano-base
2004. Em 2009, em um processo de ampla revisão e aprimoramento dos glossários e indicadores do Sistema de Esta-
tísticas do Poder Judiciário (SIESPJ), importantes alterações de conceito foram realizadas, e, por isso, os dados aqui
apresentados adotam o recorte temporal a partir desse ano, mantido o histórico para consulta no próprio site do CNJ.
A 16º edição do Relatório Justiça em Números reúne informações dos 90 órgãos do Poder Judiciário, elenca-
dos no art. 92 da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, excluídos o Supremo Tribunal Federal e
o Conselho Nacional de Justiça. Assim, o Justiça em Números inclui: os 27 Tribunais de Justiça Estaduais (TJs); os
cinco Tribunais Regionais Federais (TRFs); os 24 Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs); os 27 Tribunais Regionais
Eleitorais (TREs); os três Tribunais de Justiça Militar Estaduais (TJMs); o Superior Tribunal de Justiça (STJ); o Tribunal
Superior do Trabalho (TST); o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Superior Tribunal Militar (STM).
Esses 15 anos de publicação do Relatório do Justiça em Números mostram grande evolução, tanto em termos
de resultado, quanto em conteúdo e forma de apresentação. Os relatórios, com informações dos anos de 2004 a
2019 mudaram bastante com o passar do tempo, evoluindo de um sintético compêndio de dados estatísticos a um
relatório completo, que possibilita visão panorâmica do Judiciário brasileiro e que utiliza conceitos de infográficos e
de métodos de análise multivariada na análise da produtividade e na classificação por portes.
O Relatório Justiça em Números é integralmente disponibilizado em versão web, na forma de Painel interativo,
que permite a consulta dinâmica aos dados de forma customizada e livre, com acesso à base de dados e em integral
consonância com a política de dados abertos.
Todas essas informações estão disponíveis no portal do Programa Justiça em Números, em https://www.cnj.jus.
br/pesquisas-judiciarias/justica-em-numeros/.
Neste ano, a principal novidade do Relatório consiste na inclusão de novos gráficos relativos aos indicadores de
acesso à justiça e às comparações entre 1º grau e 2º grau e a inclusão de um novo capítulo destinado exclusivamente
à análise dos processos relacionados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da agenda 2030.

Breve História do Justiça em Números


As primeiras edições do Justiça em Números, com dados relativos aos anos de 2004 a 2008, foram o início do
processo de conhecimento da Justiça brasileira, que tinha por intuito servir como instrumento de gestão e de aper-
feiçoamento do Poder Judiciário na prestação jurisdicional. Com base no princípio de atualização permanente, a 3ª
edição da pesquisa, com dados referentes a 2005, utilizou-se de um novo sistema de coleta de pesquisa, embora
tenha preservado as mesmas categorias de dados implantadas desde a publicação da 1ª edição. As três primeiras
edições do Justiça em Números serviram, portanto, de balizamento para aprimorar os meios de coleta de dados,
reformular o sistema de informação da pesquisa e fundamentar a Resolução nº 15, editada em 20 de abril de 2006,
que dispunha sobre a regulamentação do Sistema de Estatística do Poder Judiciário (SIESPJ). Em decorrência
dessa regulamentação, os indicadores estatísticos contidos no Justiça em Números passaram a ser obrigatórios
para os órgãos do sistema judiciário nacional.
9
Os diversos encontros realizados entre o CNJ e os tribunais para debater e sugerir melhorias nas variáveis, indi-
cadores e glossários culminaram na edição da Resolução CNJ nº 76, em 12 de maio de 2009. A referida resolução
manteve as categorias gerais estabelecidas pela Resolução CNJ nº 15/2006, e introduziu importantes modificações
nos conceitos das variáveis e dos indicadores. Uma importante alteração foi na categoria “insumos, dotações e graus
de utilização”, em que foram incluídos dados sobre despesas, pessoal, recolhimentos/receitas, informática e espa-
ços físicos ocupados. Os dados de litigiosidade passaram a ser separados entre fase de conhecimento e execução,
detalhando-os entre criminais e não criminais, execuções judiciais penais de penas privativas ou não privativas de
liberdade, demais execuções judiciais e execuções de títulos executivos extrajudiciais, com indicação das execuções
fiscais. Dados por classe e assunto das Tabelas Processuais Unificadas (TPU), instituídas pela Resolução CNJ nº
46/2006, também passaram a ser solicitados.
Em 2008 (ano-base 2007) foi feito o primeiro relatório analítico do Justiça em Números, com seleção de indica-
dores e comentários a respeito do desempenho do judiciário, por segmento de justiça. Até então o relatório apenas
reunia os indicadores em forma de tabelas, gráficos e glossários. Em 2010 (ano-base 2009), pela primeira vez pas-
sou-se a utilizar o conceito de portes, dividindo os tribunais da Justiça Estadual e Trabalhista entre pequeno, médio e
grande, método até hoje aplicado e utilizado na gestão judiciária. Também foi a primeira apresentação de estatísticas
desagregadas entre processos criminais e não criminais, fiscais e não fiscais. Em 2012 (ano-base 2011), mudou-se
o paradigma das técnicas de visualização. Foram inseridos os primeiros infográficos, que permitem uma leitura mais
direta e simples para qualquer leigo das estatísticas judiciárias. A edição também apresentou novos métodos de
análise de dados, sobretudo visando à ampliação da capacidade de auxiliar os tribunais brasileiros a se aprimorarem,
em especial quanto ao gerenciamento dos seus recursos. A principal novidade nesse ponto referiu-se à incorporação,
no relatório, de técnicas que iniciavam a aplicação no Judiciário em estudos acadêmicos, mas amplamente difundidas
na área de engenharia de produção. Trata-se de método análise de eficiência, denominado por análise envoltória de
dados (DEA). A edição de 2012 também incluiu pela primeira vez um panorama completo do judiciário, que passou
a abranger os Tribunais Regionais Eleitorais, os Tribunais Militares Estaduais, o STJ, o TSE e o STM.
Aos poucos, nos anos seguintes a qualidade da informação foi sendo aprimorada, com dados cada vez mais con-
fiáveis e seguros e com significativas melhorias no formato de apresentação dos dados do Relatório. As principais
características inauguradas nos relatórios anteriores foram mantidas, com avanços nas técnicas de visualização
das informações (infográficos e mapas) e na concepção do indicador de eficiência dos tribunais, que passou a ser
denominado por IPC-Jus (Índice de Produtividade Comparada da Justiça).
Pela primeira vez, em 2015 (ano-base 2014), foram apresentadas as informações sobre a estrutura do Poder
Judiciário, com detalhamento das comarcas e varas instaladas por unidade da federação. A partir daquele ano, o
público começou a ter condições de avaliar a distribuição das serventias judiciais no território e todas as reper-
cussões decorrentes na entrega da justiça aos cidadãos. O relatório passou a apresentar em capítulo separada, as
classes processuais e os assuntos mais frequentemente demandados, com inúmeros reflexos no modo de se pensar
a gestão da jurisdição no Brasil.
Entre os anos de 2015 e 2016 importantes avanços ocorreram no SIESPJ. Os anexos da Resolução CNJ nº 76/2009
passaram por profunda revisão, com aprimoramento e inclusão de indicadores até então não conhecidos, como por
exemplo o tempo médio de tramitação e o índice de conciliação. Foi implementação do Módulo de Produtividade
Mensal, que com a mesma parametrização do Justiça em Números detalha as informações por mês e por unidade
judiciária. Foram desenvolvidos painéis públicos, fornecendo ampla transparência à sociedade dos dados do Poder
Judiciário.
Em 2017 (ano-base 2016), os principais indicadores do SIESPJ passaram apresentados de modo consolidado, sem
separação por capítulos individualizados por segmento de justiça, o que permitiu melhor visualização global do Poder
Judiciário e facilitou as análises comparativas entre tribunais e unidades da federação, sempre com a preocupação
de manter e apresentar as séries históricas disponíveis.
Nos últimos anos, grandes avanços estão sendo feitos no Sistema de Estatísticas. A criação do Selo Justiça em
Números, que em 2019 foi reformulado como Prêmio CNJ de Qualidade, se solidificou com um importante mecanismo

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de incentivo e reconhecimento daqueles tribunais que se empenham no cotidiano com vistas à melhor a qualidade
de seus registros processuais, com normalização dos metaadados e utilização das Tabelas Processuais Unificadas.
Desde 2015, em razão do Selo Justiça em Números, o CNJ tem recebido os dados de todos os processos baixados e
em tramitação de todos os tribunais do país. Esse imenso banco, recentemente denominado por DataJud, constitui
a Base Nacional de Dados do Poder Judiciário, é baseado do Modelo Nacional de Interoperabilidade (MNI) e é fonte
riquíssima de dados processuais.
O trabalho conjunto que vem sendo realizado em parceria entre o Departamento de Pesquisas Judiciárias (DPJ)
e a Diretoria de Tecnologia de Informação (DTI) do CNJ, possibilitou que todos os tribunais enviassem ao CNJ os
metadados relativos aos processos judiciais, mesmo diante da grande diversidade de sistemas existentes.
As potencialidades e os benefícios não são poucos. A implantação em definitivo do DataJud possibilitará a elimi-
nação de diversos cadastros e sistemas existentes no CNJ, o que evitará retrabalho e permitirá maior economia de
recursos públicos. Além disso, a base de dados confere mais segurança às estatísticas que serão apresentadas, pois
todo o processamento de regras passa a ser centralizado no CNJ. As possibilidades de diagnósticos se expandem,
na medida em que passa a ser possível calcular indicadores de desempenho e de produtividade, como por exemplo,
tempo médio, congestionamento e atendimento à demanda, para qualquer tipo processual.
Passados esses quinze anos de instalação do CNJ e quatorze anos de funcionamento do DPJ, é possível verificar
que o conjunto de esforços implementados, culminou no aumento gradativo da produtividade do judiciário e a melhoria
na qualidade das informações. O Relatório Justiça em Números é cada vez mais utilizado pelo meio acadêmico e
pela sociedade, na busca de dados seguros da atuação do judiciário.
O CNJ se prepara para uma nova etapa na área de dados do Judiciário. As pesquisas realizadas pelo CNJ pas-
saram a utilizar conceitos de inteligência artificial para classificação dos processos e identificação de similaridades.
O DataJud alça a produção de informações do judiciário a outro nível de desenvolvimento e será uma importante
ferramenta para realização de estudos jurimétricos na Ciência de Dados.

O Relatório de 2020
O presente relatório está estruturado em treze capítulos. Após a introdução, o segundo capítulo detalha a meto-
dologia utilizada no relatório. O terceiro capítulo mostra o panorama da atuação do Poder Judiciário em três seções:
a primeira delineia a estrutura das unidades judiciárias de primeiro grau, com os quantitativos de varas, juizados
especiais, zonas eleitorais e auditorias militares, indicador de acesso à justiça e cartografia das unidades judiciárias;
a segunda seção mostra a classificação dos Tribunais de Justiça, dos Tribunais Regionais do Trabalho e dos Tribu-
nais Regionais Eleitorais de acordo com o porte (pequeno, médio e grande); e a terceira seção retrata os principais
indicadores por meio de infográficos.
O quarto capítulo apresenta informações relativas aos recursos financeiros e humanos do Poder Judiciário nacio-
nal, subdividindo-se em três seções: despesas e receitas totais; despesas com pessoal e quadro de pessoal.
Em “Gestão Judiciária”, quinto capítulo, são divulgados os dados relativos à movimentação processual, organizada
em três tópicos. O primeiro exibe os principais indicadores de desempenho e produtividade. O segundo tópico detalha
os indicadores por instância, como mecanismo de acompanhamento da Política Nacional de Atenção Prioritária ao
Primeiro Grau de Jurisdição instituída pela Resolução CNJ nº 194/2014. No terceiro tópico, é feita análise dos pro-
cessos de execução e seu impacto nos indicadores de produtividade, com particular atenção às execuções fiscais.
O sexto capítulo aborda os indicadores de conciliação. O sétimo apresenta análise dos tempos médios de tra-
mitação processual. O oitavo retrata a justiça criminal, descrevendo ações e execuções penais com indicadores de
tempo de tramitação.
O nono capítulo expõe os dados das varas exclusivas de execução fiscal/fazenda pública, de violência doméstica
e familiar contra a mulher, cíveis e criminais.
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No décimo capítulo, é mostrado o Índice de Produtividade Comparada da Justiça (IPC-Jus), indicador sintético que
compara a eficiência relativa dos tribunais, segundo a técnica de análise de fronteira denominada Data Envelopment
Analysis (DEA). São também apresentados estudos de cenário, com o objetivo de contrastar o desempenho atual
dos tribunais com o desempenho esperado para esses órgãos, segundo um modelo retrospectivo.
O décimo primeiro capítulo descreve dados sobre as demandas existentes no Poder Judiciário, com segmentação
dos casos novos por classe processual e por assunto.
O décimo segundo capítulo, de forma inédita mostra o quantitativo de casos novos por Objetivos de Desenvol-
vimento Sustentável (ODS) constantes na Agenda global 2030, que é coordenada pela Organização das Nações
Unidas (ONU).
Por fim, em considerações finais, estão sumarizados os principais resultados e tendências verificados no diag-
nóstico e nos anexos constam a metodologia e as listas de tabelas e figuras.
Os gráficos apresentados no relatório possibilitam leitura conjunta dos órgãos do Poder Judiciário, pois na mesma
página e na mesma figura encontram-se informações relativas aos noventa tribunais. É importante ressaltar que,
mesmo com tal metodologia de visualização gráfica, se deve evitar as comparações entre segmentos, pois as variáveis
e os indicadores podem apresentar comportamentos diversos em razão da própria natureza processual. Por essa
razão, em alguns gráficos é possível que ocorram variações nas ordens de grandeza entre os ramos de justiça. Diante
disso, optou-se por manter, na maioria dos casos, a escala do próprio segmento, para melhor visualização gráfica.
Seguindo o princípio da transparência, todos os dados reunidos neste relatório estão disponíveis aos magistrados,
servidores e cidadãos brasileiros por meio de painéis, que são ferramentas interativas on-line que permitem a livre
navegação pelas estatísticas oficiais.
Para utilizar essas ferramentas, o usuário deve acessar o link https://www.cnj.jus.br/pesquisas-judiciarias/pai-
neis-cnj/, em que as informações estão em padrão de dados abertos. A íntegra da base de dados que dá origem a
este relatório pode ser acessada pelo link: https://www.cnj.jus.br/pesquisas-judiciarias/justica-em-numeros/.

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2 Metodologia
O Relatório Justiça em Números é regido pela Resolução CNJ nº 76, de 12 de maio de 2009, e compõe o Sistema
de Estatísticas do Poder Judiciário (SIESPJ).
Os seguintes tribunais integram o SIESPJ:
• Superior Tribunal de Justiça (STJ);
• Superior Tribunal Militar (STM);
• Tribunal Superior do Trabalho (TST);
• Tribunal Superior Eleitoral (TSE);
• 5 Tribunais Regionais Federais (TRFs);
• 24 Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs);
• 27 Tribunais Regionais Eleitorais (TREs);
• 3 Tribunais de Justiça Militar Estaduais (TJMs);
• 27 Tribunais de Justiça (TJs).
Os dados do SIESPJ devem ser obrigatoriamente informados pela presidência dos tribunais, que pode delegar a
magistrado ou a serventuário especializado integrante do Núcleo de Estatística a função de gerar, conferir e transmitir
os dados estatísticos. A presidência dos tribunais é responsável pela fidedignidade das informações apresentadas
ao Conselho Nacional de Justiça.
O SIESPJ abrange os indicadores estatísticos fundamentais do Judiciário e consolida informações de receitas,
despesas, estrutura e litigiosidade de todos os órgãos.
Os dados referentes ao módulo de litigiosidade são informados semestralmente, enquanto os demais, anualmente.
Os dados estatísticos do primeiro semestre do ano-base são transmitidos no período de 10 de julho a 31 de agosto
do mesmo ano-base. Os dados anuais e do segundo semestre são transmitidos no período de 10 de janeiro a 28 de
fevereiro do ano seguinte ao ano-base. Os prazos para retificações dos dados são entre 15 de março e 15 de abril e
entre 15 de setembro e 15 de outubro. As falhas de fornecimento de dados devem ser corrigidas pelos tribunais no
prazo de dez dias, a contar da notificação.
O Departamento de Pesquisas Judiciárias recebe os dados estatísticos enviados pelos tribunais sob a supervisão
da Comissão Permanente de Gestão Estratégica, Estatística e Orçamento. A primeira edição do Relatório Justiça
em Números ocorreu no ano de 2004 e ampliou os princípios norteadores do Banco Nacional de Dados do Poder
Judiciário (BNDPJ), que serviu de balizamento para fundamentar a Resolução CNJ nº 15, editada em 20 de abril de
2006. Tal resolução representou um marco para a metodologia de coleta de dados estatísticos nos tribunais das
esferas federal, estadual e trabalhista e para a inauguração da série histórica em 2004, que perdurou até 2008.
Com o propósito de contribuir para o aperfeiçoamento do SIESPJ e dar prosseguimento ao processo de aprimo-
ramento dos dados do Relatório Justiça em Números, foi editada a Resolução CNJ nº 76/2009, regulamento que
tem norteado a coleta e a sistematização dos dados a partir do ano de 2009, ponto inicial da série histórica vigente.
Desde então, os dados de litigiosidade, quando aplicáveis a cada ramo de justiça, passaram a ser coletados na forma
do diagrama abaixo.

13
Tipologia dos dados de litigiosidade, conforme os anexos da Resolução CNJ nº 76/2009

2º Grau e Criminal
Turmas Recursais
Não criminal

Criminal
Fase de
Conhecimento
Não criminal

1º Grau Fiscais
Execuções
Extrajudiciais Não Fiscais
Fase de
Execução Não criminais

Execuções Penas Privativas


Judiciais de Liberdade

Penas não
Privativas de
Liberdade

Criminal
Fase de
Conhecimento
Não criminal

Juizados
Especiais Execuções
Extrajudiciais

Fase de
Execução
Não criminais
Execuções
Judiciais Penas não
Privativas de
Liberdade

14
Em 2011, concluiu-se a elaboração dos indicadores estatísticos do Superior Tribunal de Justiça, da Justiça Elei-
toral, da Justiça Militar da União e da Justiça Militar dos Estados, que passaram a constar nos anexos da Resolução
CNJ nº 76/2009.
Em 2015, duas grandes mudanças ocorreram no Sistema de Estatísticas do Poder Judiciário: a criação do módulo
de produtividade mensal e a revisão dos indicadores.
O módulo de produtividade mensal resultou da migração do antigo sistema Justiça Aberta, que era gerido pela
Corregedoria Nacional de Justiça, para o SIESPJ. A sistematização do envio dos dados foi reformulada, os conceitos
e a forma de apuração de dados de litigiosidade foram alterados e alinhados com os utilizados no Relatório Justiça
em Números.
A partir de 2016, com a implantação do módulo de produtividade, os tribunais passaram a transmitir as infor-
mações mensalmente e por serventia, enviadas sempre até o dia 20 do mês subsequente ao mês de referência. Os
dados, que são permanentemente atualizados, estão disponíveis para acesso público em https://www.cnj.jus.br/
pesquisas-judiciarias/paineis-cnj/.
Conduzida pela Comissão de Gestão Estratégica, Estatística e Orçamento do CNJ, a revisão dos glossários e
indicadores do Anexo I da Resolução CNJ nº 76/2009 criou indicadores e aperfeiçoou antigos. Os novos indicadores
têm suas séries históricas iniciadas em 2015.
Em 2018, o módulo de produtividade sofreu nova reformulação, quando foram incluídas variáveis com o intuito
de medir a conciliação na fase pré-processual, decisões interlocutórias e, nos órgãos colegiados, votos vencedores
e processos que aguardam vista de outro gabinete.
Apresenta-se o fluxo do Relatório Justiça em Números desde o envio dos dados e da retificação pelos tribunais
até o formato atual do relatório:
Fluxo do Relatório Justiça em Números

Envio dos Tabulação Retificação


dados dos dados dos dados

Informação de Análise
valor agregado dos dados

Visualização Tabelas e
Infográficos da informação Gráficos

Mapas Textos
Índice de Produtividade Analíticos
Comparada da Justiça
IPC-Jus

As descrições das técnicas e metodologias utilizadas neste relatório são apresentadas a seguir.

15
2.1 Infográficos
Os infográficos são, por definição, um conjunto de recursos gráficos utilizados na apresentação e na sintetiza-
ção de dados, com o objetivo de facilitar a compreensão visual das informações. Por essa forma, são expressos de
maneira clara e intuitiva os seguintes dados: orçamento; força de trabalho; tempo médio de tramitação do processo;
dados gerais de litigiosidade; indicadores de produtividade do ramo de justiça; indicadores de produtividade dos
magistrados; e indicadores de produtividade dos servidores da área judiciária.
Na primeira parte dos infográficos, encontram-se os dados para o ano-base de 2019 sobre as despesas do tribunal
e a força de trabalho subdivida entre magistrados, servidores e auxiliares (juízes leigos, conciliadores, terceirizados,
estagiários e voluntários).
São apresentados graficamente o tempo da inicial até a sentença; o tempo da inicial até a baixa e o tempo do
processo pendente, separados por grau de jurisdição; e no 1º grau, pelas fases de conhecimento e execução.
A última parte expõe os principais indicadores de cada ramo de justiça, separados por grau, tipo e fase, nas
seguintes categorias: movimentação processual, gestão do tribunal e produtividade por magistrado e por servidor.

2.2 Diagrama de Venn


O Judiciário possui característica peculiar, pois os juízes podem acumular função no juízo comum (1º grau), nos
juizados especiais e nas turmas recursais. Dessa forma, para compor o total de magistrados, é preciso separá-los
em alguns grupos: a) exclusivos de 1º grau; b) exclusivos de juizados especiais; c) exclusivos de turmas recursais; d)
acumulam 1º grau e juizados especiais; e) acumulam 1º grau e turmas recursais; e f) acumulam juizados especiais e
turmas recursais. Uma forma de apresentar esquematicamente problemas relativos aos conjuntos e suas intersecções
é o Diagrama de Venn, técnica muito utilizada na matemática.
O Diagrama de Venn consiste no uso de figuras geométricas fechadas, normalmente círculos, simbolizando con-
juntos que permitem verificar a existência ou não de intersecção. Assim, a área sobreposta de dois ou mais círculos
significa que existem elementos que fazem parte dos conjuntos simultaneamente. As figuras que não se tocam
indicam inexistência de intersecção.
No relatório, os Diagramas de Venn são utilizados para ilustrar a distribuição dos magistrados e dos servidores
entre as diversas áreas de lotação. Para aumentar a informação disponibilizada pelo diagrama, o tamanho do círculo
correspondente a cada área será proporcional à quantidade de magistrados ou servidores alocados nela. Como
exemplo, a Figura 218 apresenta a jurisdição dos magistrados nos dois primeiros graus de jurisdição.
Exemplo de uso do Diagrama de Venn

Tribunais
Superiores Juizados
Especiais
76 4.182
Turmas
Recursais
1.674
2º grau
2.463 1º grau
13.817

O gráfico indica que não existe nenhuma intersecção entre o 2º grau, formado por desembargadores e juízes subs-
titutos de 2º grau, e o conjunto do 1º grau, com juízes de direito. Observa-se que estes podem atuar simultaneamente
em áreas distintas, o que mostra que não seria possível simplesmente somar as quantidades apresentadas, devido
às intersecções existentes. A soma dos magistrados que atuam em cada área é de 19.673, enquanto a quantidade
de juízes de direito é de 15.552, o que demonstra que há 4.121 magistrados com acúmulo de atividades. As diversas
intersecções não foram mostradas devido à dificuldade de visualização das informações em tal nível de detalhe.
16
2.3 Classificação dos tribunais segundo o porte
A classificação dos tribunais em portes tem por objetivo criar agrupamentos de forma a respeitar características
distintas existentes no mesmo ramo de justiça. A separação é feita sempre em três grupos, quais sejam: grande,
médio e pequeno porte. Os ramos de Justiça com essa separação são: Justiça Estadual (27 tribunais), Justiça do
Trabalho (24 tribunais) e Justiça Eleitoral (27 tribunais). Tendo em vista que a Justiça Federal é subdivida em ape-
nas cinco regiões e que a Justiça Militar Estadual conta com apenas três tribunais, não faria sentido classificá-los
conforme tal metodologia.
Para a classificação dos tribunais em portes, utiliza-se a técnica estatística de análise multivariada denominada
análise de componentes principais.1 A partir da sua aplicação, passa a ser possível reduzir o número de dimensões
em análise. No caso específico, quatro variáveis são sintetizadas em apenas um fator (escore) obtido por meio de
uma combinação linear das variáveis originais. As cinco variáveis utilizadas no cálculo do escore foram: despesa total
da Justiça, casos novos, casos pendentes, total de magistrados e força de trabalho.2
A seguir, apresenta-se a técnica estatística de análise de componentes principais, utilizada para cálculo dos
escores, e, consequentemente, para a definição dos grupos.
Análise de Componentes Principais (ACP)
Trata-se de método de análise multivariada, utilizada para resumir grande número de variáveis em poucas dimen-
sões. É uma tentativa de compreender relações complexas impossíveis de serem trabalhadas com métodos univaria-
dos ou bivariados, permitindo, assim, visualizações gráficas e análises mais aprofundadas por parte do pesquisador.
Por meio de transformação ortogonal, um conjunto de informações possivelmente correlacionadas é reescrita
com a utilização de fatores não correlacionados e gerados por meio de combinações lineares das variáveis originais.
Segundo Johnson e Wichern (2007), seja um vetor com p variáveis aleatórias denominadas por Xʼ={x1,x2,...,xp}
com matriz de covariância dada por autovalores λ1>=λ2>=...>=λp.
Y1=a1ʼX=a11x1+a12x2+...+a1pxp
Y2=a2ʼX=a21x1+a22x2+...+a2pxp
...
Yp=apʼX=ap1x1+ap2x2+...+appxp
Com
Var(yi)=aiʼ∑ai, para i=1,2,...,p
Cov(yi,yk)=aiʼ∑ak, para i,k=1,2,...,p
As componentes principais (escores) são as combinações lineares não correlacionadas {y1,y2,...,yp}, que possuem
a maior variância possível. Dessa forma, a primeira componente principal é a que produz combinação linear com
variância máxima; a segunda componente tem a segunda maior variância e, assim, sucessivamente. Matematica-
mente, pode-se escrever:
Primeira componente principal = combinação linear a1ʼX que maximiza Var(a1ʼX), sujeito a a1ʼa1=1.
Segunda componente principal = combinação linear a2ʼX que maximiza Var(a2ʼX), sujeito a a2ʼa2=1 e
Cov(a1ʼX;a2ʼX)=0.
...

1 Técnica estatística voltada para casos em que se deseja sintetizar a informação fornecida por diversas variáveis/indicadores.
2 Por força de trabalho, devem ser entendidos os servidores efetivos, os cedidos, os requisitados e os servidores sem vínculo efetivo com a administração públi-
ca, assim como as demais categorias que integram a força de trabalho auxiliar, tais como terceirizados, estagiários, juízes leigos, conciliadores e voluntários.
17
i-ésima componente principal = combinação linear aiʼX que maximiza Var(aiʼX), sujeito a aiʼai=1 e Cov(aiʼX;akʼX)=0
para k<i.
Dessa forma, o vetor aleatório Xʼ={x1,x2,...,xp}, com matriz de covariância associada dada por ∑ e com pares
de autovalores-autovetores dados por ((λ1,e1),...,(λp,ep)), onde λ1>=λ2>=...>=λp>=0, tem a i-ésima componente
principal igual a:
Yi=eiʼX=ei1 x1+ei2 x2+...+eip xp , para i=1,2,...,p
A partir de então tem-se:
Var(yi)=eiʼ∑ei=λi, para i=1,2,...,p
Cov(yi,yk)=eiʼ∑ek=0, para i≠k
Além disso, essa combinação resulta que:

σ11+σ22+...+σpp= ∑ var(x )=λ +λ +...+λ =∑ var(y )


i 1 2 p i

Ou seja, a soma das variâncias das p componentes principais é igual à soma das variâncias das p variáveis origi-
nais. Consequentemente, a proporção de variância populacional explicada pela k-ésima componente principal é igual:
(Proporção da variância explicada pela k-ésima componente principal)=λk/(λ1+...λp), para k=1,2,...,p

Por esse resultado, pode-se concluir que, quando um número pequeno de componentes (digamos, 1, 2 ou até
3, a depender da quantidade de variáveis em análise) consegue explicar uma proporção satisfatória da variância
populacional, ou seja, cerca de 80% a 90% dos dados, o pesquisador pode utilizar os fatores para suas análises, em
vez das variáveis originais, sem perda de muita informação.
Considerando que as variáveis utilizadas nesse modelo possuem escalas bastante distintas e para que todas
pudessem ter o mesmo peso de influência no modelo, optou-se pelo uso dos dados padronizados pela distribuição
normal, que se resume à substituição da matriz de covariância pela de correlação.
Ferramenta importante na interpretação de fatores é a rotação fatorial. Nela, os eixos dos fatores (escores) são
rotacionados em torno da origem até que alguma outra posição seja alcançada. Conforme detalha Hair et al. (2005),
existem diversos métodos de rotação fatorial. Neste trabalho, optou-se pela varimax, na qual a soma de variâncias
das cargas da matriz fatorial é maximizada.3
Utilizando essa técnica, foi possível obter um escore único por ramo de justiça, capaz de resumir todo o conteúdo
das quatro variáveis, e com variância explicada de 98% nos tribunais da Justiça Estadual, de 98% nos tribunais da
Justiça do Trabalho e de 91% nos tribunais da Justiça Eleitoral. Os tribunais foram ordenados por meio do fator
(escore) resultante da análise fatorial e posteriormente classificados em 3 grupos predefinidos: pequeno, médio e
grande porte.

2.4 Mapas
Os mapas foram desenvolvidos nas Justiças Estadual, Trabalhista, Federal, Eleitoral e Militar Estadual com a
finalidade de representar, em perspectiva nacional, o número de habitantes por unidade judiciária do 1º grau.
Os dados representados em cada mapa estão dispostos em grupos com o mesmo número de divisões. Para tanto,
calculou-se a amplitude do indicador (maior valor deduzido do menor valor) e dividiu-se por cinco. Esse resultado
é o intervalo de cada grupo. Por exemplo, suponha um indicador em que o menor valor é de 1.000 e o maior, 5.000.
Assim, a amplitude é de 4.000 (igual a 5.000 – 1.000). Dividindo-se a amplitude de 4.000 por 5, obtém-se que cada
classe conterá um intervalo de 800. Dessa forma, a primeira classe abrangerá os tribunais cujo indicador está entre
1.000 (inclusive) e 1.800 (exclusive), a segunda classe de 1.800 a 2.600, e, assim, sucessivamente até a quinta classe.
3 Mais detalhes sobre tipos de rotação e o método de componentes principais podem ser encontrados em Johnson e Wichern (2007), Hair et al. (2005) e Rencher
(2002).

18
A vantagem dessa abordagem é que ela permite identificar realmente aqueles tribunais que se destacam, nos grupos
extremos, sob a ótica do indicador.

2.5 O índice de produtividade comparada da justiça (IPC-Jus)


As seções a seguir apresentam o detalhamento das fórmulas utilizadas no cálculo do IPC-Jus, bem como o
mecanismo de construção dos gráficos de fronteira de quadrantes, que auxiliam na compreensão do resultado do
modelo DEA.

2.5.1 A construção do IPC-Jus


O Sistema de Estatística do Poder Judiciário (SIESPJ) conta com 810 variáveis encaminhadas pelos tribunais e
posteriormente transformadas em indicadores pelo CNJ. São muitos os indicadores que podem mensurar a eficiência
de um tribunal, e o grande desafio da ciência estatística consiste em transformar dados em informações sintéticas,
que sejam capazes de explicar o conteúdo dos dados que se deseja analisar. Para alcançar tal objetivo, optou-se por
construir o IPC-Jus, uma medida de eficiência relativa dos tribunais, utilizando-se uma técnica de análise denominada
DEA (do inglês, Data Envelopment Analysis) ou Análise Envoltória de Dados.
O método estabelece comparações entre o que foi produzido (denominado output, ou produto) considerando-se
os recursos (ou insumos) de cada tribunal (denominados inputs). Trata-se de metodologia de análise de eficiência
que compara o resultado otimizado com a eficiência de cada unidade judiciária em questão. Dessa forma, é possível
estimar dados quantitativos sobre o quanto cada tribunal deve aumentar sua produtividade para alcançar a fronteira
de produção, observando-se os recursos que cada um dispõe, além de estabelecer um indicador de avaliação para
cada unidade.
O método DEA foi desenvolvido por Charnes et al. (1978) e aplicado inicialmente com maior frequência na área
de engenharia de produção. Recentemente, passou a ser aplicado no Brasil na área forense, com o intuito de medir
o resultado de tribunais, como nos artigos de Fochezatto (2010) e Yeung e Azevedo (2009).
Trata-se de modelo simples (com poucas variáveis de inputs e outputs) e, ao mesmo tempo, com alto poder
explicativo. Além de selecionar as variáveis de insumos e produtos que comporão a análise, é preciso escolher o tipo
de modelo a ser aplicado. Mello et al. (2005) detalham de forma bastante didática os tipos de modelos disponíveis.
Os modelos DEA clássicos são o CCR (CHARNES, COOPER e RHODES, 1978) e o BCC (BANKER, CHARNES e
COOPER, 1984). O modelo CCR, apresentado originalmente por Charnes et al. (1978), constrói uma superfície linear
por partes não paramétrica, envolvendo os dados e trabalhando com retornos constantes de escala, isto é, qualquer
variação nas entradas (inputs) produz variação proporcional nas saídas (outputs). Esse modelo também é conhecido
por Constant Returns to Scale (CRS). O modelo BCC, apresentado por Banker et al. (1984), considera retornos variáveis
de escala, isto é, substitui o axioma da proporcionalidade entre inputs e outputs pelo axioma da convexidade. Por
isso, esse modelo também é conhecido como Variable Returns to Scale (VRS). Ao tratar a fronteira de produção de
forma convexa, o modelo BCC permite que as unidades que operam com baixos valores de inputs tenham retornos
crescentes de escala, enquanto as que operam com altos valores de inputs tenham retornos decrescentes de escala.
Na análise de eficiência dos tribunais, adotou-se o modelo CCR, ou seja, com retornos constantes de escala.
Além disso, o modelo é orientado ao output, o que significa que o interesse está em identificar quanto o tribunal
pode aumentar em termos de produto (maximizando o resultado), mantendo seus recursos fixos, já que a redução
de orçamento e da força de trabalho muitas vezes não é viável.
Segundo Yeung e Azevedo (2009), o modelo CCR orientado ao output pode ser escrito como um problema de
programação linear da seguinte forma:

max((ϕ,λ,s ,s )) Z0=ϕ+ϵs++ϵs-
+ -

Sujeito a

19
ϕY0-Yλ+s+=0
Xλ+s-=X0
λ,s+,s->=0,

em que X0 é o vetor de inputs, Y0 é o vetor de outputs e ϕ representa o montante de output necessário para
transformar uma unidade (DMU4) ineficiente em eficiente. A variável s- mede o excesso de inputs de uma unidade
ineficiente e s+ mede a falta de output.
A técnica DEA foi aplicada aos dados do Relatório Justiça em Números com o objetivo de verificar a capaci-
dade produtiva de cada tribunal, considerando-se os insumos disponíveis. A seleção das variáveis para a definição
dos inputs foi feita com o intuito de contemplar a natureza dos três principais recursos utilizados pelos tribunais:
os recursos humanos, os financeiros e os próprios processos. A princípio, foram testados métodos de seleção de
variáveis, tais como o Método I - O Stepwise Exaustivo Completo, o Método Multicritério para Seleção de Variáveis
e o Método Multicritério Combinatório Inicial para Seleção de Variáveis (SENRA, 2007). Entretanto, esses modelos
favoreceram os inputs que tiveram maior correlação linear com o output (total de processos baixados), beneficiando,
em alguns casos, variáveis semelhantes, como, por exemplo, número de servidores e, logo em seguida, a despesa
com pessoal ativo. Sendo assim, o processo de seleção partiu da categorização das variáveis nos critérios definidos
a seguir, permitindo-se a utilização em parte do Método Multicritério em conjunto com critérios subjetivos.
Os inputs foram divididos em:
a) Exógeno (não controlável): relativos à própria demanda judicial. Os testes empreendidos levaram em con-
sideração tanto o quantitativo de casos pendentes, quanto o de processos baixados, revelando-se a soma
desses, ou seja, o total de processos que tramitaram como variável explicativa para os resultados de eficiência.
b) Endógeno (controlável):
• Recursos financeiros: utilizou-se a despesa total de cada tribunal desconsiderando a despesa com pessoal
inativo e as despesas com projetos de construção e obras, tendo em vista que tais recursos não contribuem
diretamente para a produção ou a produtividade dos tribunais.
• Recursos humanos: como dados de força de trabalho foram utilizados os números de magistrados e de
servidores efetivos, requisitados e comissionados sem vínculo, excluídos os cedidos a outros órgãos.
Com relação ao output, a variável total de processos baixados é aquela que melhor representa o fluxo de saída
dos processos do Judiciário sob a perspectiva do jurisdicionado que aguarda a resolução do conflito. Sendo assim,
o modelo do IPC-Jus considera o total de processos baixados com relação ao total de processos que tramitaram; o
quantitativo de magistrados e servidores (efetivos, requisitados e comissionados sem vínculo); e a despesa total do
tribunal (excluídas as despesas com pessoal inativo e com obras).
As despesas com recursos humanos separadas por grau de jurisdição permitem o cálculo do IPC-Jus do 1º grau e
2º grau, isoladamente. Dessa forma, o IPC-Jus do total abarca a área administrativa, as despesas de capital e outras
despesas correntes, e o IPC-Jus do 1º e 2º grau considera apenas a força de trabalho da área judiciária.
Como resultado da aplicação do modelo DEA, tem-se um percentual que varia de 0 (zero) a 100%, revelando
que, quanto maior o valor, melhor o desempenho da unidade, significando que ela foi capaz de produzir mais (em
baixa de processos) com menos recursos disponíveis (de pessoal, de processos e de despesas). Essa é a medida de
eficiência do tribunal, aqui denominada por IPC-Jus.
Adicionalmente, ao dividir o total de processos baixados de cada tribunal por seu respectivo percentual de efi-
ciência alcançado, tem-se a medida do baixado ideal (ou target), que representa quanto o tribunal deveria ter baixado
para alcançar a eficiência máxima (100%) no ano-base.
É importante esclarecer que o baixado ideal é uma métrica que analisa o passado e não o futuro, ou seja, sig-
nifica que, caso o tribunal tivesse conseguido baixar a quantidade de processos necessários conforme o modelo
comparativo, teria, em 2015, alcançado a curva de eficiência. Não quer dizer, entretanto, que se o tribunal baixar
4 DMU representa cada unidade de produção analisada no modelo DEA. Do inglês, Decision Making Unit.

20
essa mesma quantidade, ou até mais, no ano subsequente, o alcance da eficiência ocorreria. Dessa forma, o IPC-Jus
considera o resultado alcançado no passado com base nos recursos disponíveis naquele ano e coloca na fronteira
aqueles que conseguiram produzir mais, com menos insumos. Portanto, as mudanças dos insumos e dos produtos
dos demais tribunais no próximo ano irão realocar a curva da fronteira e, consequentemente, a posição do tribunal
em face dos demais.
A metodologia DEA foi aplicada na Justiça Estadual, na Justiça Trabalhista e também na Justiça Federal. O modelo
não contemplou a Justiça Militar Estadual porque ela conta com apenas três tribunais, e logo, inadequado do ponto
de vista metodológico.
O modelo também não foi adotado na esfera da Justiça Eleitoral, tendo em vista que, neste caso, o objetivo prin-
cipal dos tribunais regionais consiste na realização das eleições e não somente na atividade jurisdicional na forma
de baixa de processos (output do modelo).
Apesar de a Justiça Federal também conter número reduzido de tribunais (5), as informações de primeiro grau
foram desagregadas por seções judiciárias. Portanto, neste ramo de justiça, considerou-se como unidade de pro-
dução cada seção judiciária (UF), além do 2º grau de cada tribunal. Dessa forma, há 32 unidades produtivas (DMUs)
que foram comparadas por meio da aplicação do DEA. A eficiência consolidada do tribunal (TRF) foi calculada lan-
çando-se mão da divisão da soma em todas DMUs do valor baixado realizado pela soma em todas DMUs do baixado
ideal (target), ou seja:
Eficiência Totalj=(∑ Baixado Reali)/(∑ Baixado Ideali)
onde j={1,2,3,4,5}, representa cada TRF e nj representa o número de unidades produtivas de cada TRF.
Esse mesmo método também foi utilizado para mensuração da eficiência total dos ramos de Justiça Estadual,
Federal e do Trabalho.

2.5.2 Gráfico de quadrante e de fronteira


Os gráficos de quadrantes (ou Gartner) têm por objetivo classificar os tribunais em quatro grupos, em que são
analisadas duas variáveis ou indicadores conjuntamente. Os dois eixos são cortados nos valores equivalentes à
média de cada elemento analisado.
Além de cada um dos tribunais, também consta no gráfico o valor correspondente ao total do ramo de justiça.
Nesse caso, os cálculos são produzidos com base nas consolidações do segmento, somando-se as variáveis que
compõem cada indicador para, somente depois, aplicar a respectiva fórmula. Por esse motivo, o total do ramo pode
diferir da média, que corresponde ao valor localizado no centro dos quadrantes.
Os gráficos de fronteira são utilizados para visualizar os resultados da técnica DEA quando apenas duas variáveis
ou dois indicadores são utilizados. Para efeitos deste relatório, optou-se pela apresentação de dois indicadores em
cada gráfico, compostos sempre por variáveis adotadas no modelo de DEA, a fim de facilitar a compreensão da meto-
dologia proposta para análise da eficiência, além de permitir interpretações mais detalhadas de alguns indicadores
disponíveis no Relatório Justiça em Números. Cada indicador contempla o output (quantitativo de processos bai-
xados) e um dos inputs (processos em tramitação ou número de magistrados ou número de servidores ou despesa).
Os gráficos de quadrante estão apresentados em conjunto com o gráfico de fronteira, sem perda de informação.
O gráfico é incrementado pela informação do porte dos tribunais, o que facilita a análise do seu comportamento
diante dos demais.
Dessa forma, esses gráficos mostram, simultaneamente, quatro dimensões distintas, pois, além dos dois indica-
dores e do porte, os tamanhos de cada ponto estão associados à eficiência do tribunal, sendo que quanto maior o
símbolo, maior a eficiência relativa (IPC-Jus).
Esses gráficos serão de grande utilidade para ajudar na compreensão do modelo multivariado, que considera
simultaneamente todos esses insumos e o produto. Se uma unidade de produção alcança o valor máximo de insumo/
produto, então ela é uma unidade eficiente e está localizada na linha de produção do gráfico de fronteira. Além disso,
21
cada quadrante apresenta uma interpretação singular sobre as unidades. No primeiro quadrante, estão as unidades
cujas duas variáveis estão em níveis altos. No segundo, encontram-se as unidades cuja variável representada na
horizontal está em menor nível e a variável representada na vertical está no maior. Já o terceiro quadrante detalha
unidades com ambas as variáveis em menor nível. O quarto quadrante indica as que têm maior nível na variável
representada na horizontal e menor nível na vertical. Na Figura 219, demonstra-se exemplo de gráfico de fronteira.
Os tribunais que estão na linha azul são aqueles mais eficientes (tribunais 1 a 4). O tribunal 5, apesar de possuir taxa
de congestionamento menor que a do tribunal 2, também possui menor índice de produtividade dos magistrados
(IPM). O tribunal 6 é o menos eficiente, pois se encontra mais afastado da linha de produção e combina maior con-
gestionamento com menor produtividade. As linhas pontilhadas horizontais e verticais representam, respectivamente,
a média do IPM e da taxa de congestionamento. Nesse exemplo, o segundo quadrante seria aquele que os tribunais
deveriam visar, pois representam maior IPM com menor taxa de congestionamento. Já o quarto quadrante seria o
que deveria ser evitado, pois combina menor IPM com maiores taxas de congestionamento.
Exemplo da representação de gráfico de quadrantes e de fronteira
3.500
3.000

Tribunal 1
Índice de Produtividade dos Magistrados (IPM)

2.500

Tribunal 2
2.000

Tribunal 3
Tribunal 5
1.500

Tribunal 4
1.000
500

Tribunal 6
0

0% 20% 40% 60% 80%


Taxa de congestionamento

Os gráficos de fronteira e de quadrante foram produzidos para a Justiça Estadual, Trabalhista e Federal, ramos
em que o método DEA foi aplicado. Nos Tribunais Regionais Federais, os gráficos contemplam, além dos resultados
dos cinco TRFs, também das 27 seções judiciárias e do 2º grau. Por se tratar de análise complementar à modelagem
DEA, utilizada no cálculo do IPC-Jus, os gráficos de quadrante e de fronteira não serão utilizados na Justiça Eleitoral
e na Justiça Militar Estadual.
Nas seções da Justiça Estadual, da Justiça do Trabalho e da Justiça Federal serão apresentados em detalhes os
resultados do IPC-Jus decorrentes da aplicação do método DEA, com os percentuais obtidos por tribunal.

22
3 O Poder Judiciário
O Poder Judiciário brasileiro divide-se em cinco ramos: Justiça Estadual, Justiça do Trabalho, Justiça Federal,
Justiça Eleitoral e Justiça Militar. Cada um desses ramos possui órgãos, que são organizados em instâncias. Também
fazem parte do Judiciário os tribunais superiores, o Supremo Tribunal Federal e o Conselho Nacional de Justiça, que,
como citado, por possuírem seus próprios relatórios e estatísticas e, portanto, não serão abordados neste diagnóstico.
Diante disso, segue sumário explicativo das competências e da estrutura de cada segmento de justiça e dos
quatro tribunais superiores: STJ, STM, TSE e TST.

Justiça Estadual
Integrante da justiça comum, é responsável por julgar matérias que
não sejam da competência dos demais segmentos do Judiciário, ou
seja, sua competência é residual.

Como ela se organiza


A organização da justiça é de competência de cada um dos estados,
já o Judiciário do Distrito Federal é organizado e mantido pela União.
Por essa razão, a maior parte dos casos que chegam ao Judiciário
decorre da Justiça Estadual, que é caracterizada pelas questões mais
comuns e variadas, tanto na área cível quanto na criminal.

Como é sua estrutura


Do ponto de vista administrativo, a Justiça Estadual é estruturada em duas
instâncias ou graus de jurisdição:
• 1º grau: composto pelos Juízes de Direito, pelas varas, pelos fóruns,
pelos tribunais do júri (encarregado de julgar crimes dolosos contra
a vida), pelos juizados especiais e suas turmas recursais.
• 2º grau: representado pelos Tribunais de Justiça (TJs). Nele, os
magistrados são desembargadores, que têm entre as principais atri-
buições o julgamento de demandas de competência originária e de
recursos interpostos contra decisões proferidas no primeiro grau.

Juizados especiais
Criados pela Lei nº 9.099, de 26 de setembro de 1995, têm competência
para a conciliação, o processamento, o julgamento e a execução das causas
cíveis de menor complexidade (causas cujo valor não exceda a quarenta
vezes o salário mínimo, por exemplo) e das infrações penais de menor poten-
cial ofensivo, ou seja, as contravenções penais e os crimes para os quais a lei
defina pena máxima não superior a dois anos. As turmas recursais, por sua
vez, integradas por juízes em exercício no primeiro grau, são encarregadas
de julgar recursos apresentados contra decisões dos juizados especiais.

23
Justiça do Trabalho
Concilia e julga as ações judiciais entre empregados e empregadores
avulsos e seus tomadores de serviços e outras controvérsias decor-
rentes da relação do trabalho, além das demandas que tenham origem
no cumprimento de suas próprias sentenças, inclusive as coletivas.

Como ela se organiza


São órgãos da Justiça do Trabalho: o Tribunal Superior do Trabalho
(TST), os 24 Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs) e os juízes do
trabalho, atuantes, estes últimos, nas varas do trabalho.

Como ela é formada


A jurisdição da Justiça do Trabalho é dividida em 24 regiões. Do ponto de vista
hierárquico e institucional, cada uma dessas regiões é estruturada em dois graus
de jurisdição, organizados da seguinte forma.
• 1º grau: composto pelas varas de trabalho onde atuam os juízes do trabalho.
Sua competência é determinada pela localidade em que presta serviços ao
empregador, independentemente do local da contratação (seja de caráter
nacional ou internacional).
• 2º grau: composto pelos Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs). Neles
são julgados recursos ordinários contra decisões das varas do trabalho, os
dissídios coletivos, ações originárias, ações rescisórias de suas decisões
ou das varas e os mandados de segurança contra atos de seus juízes.

24
Justiça Federal
De acordo com o disposto nos artigos 92 e 106 da Constituição Federal, a Justiça
Federal, ramo integrante da estrutura do Poder Judiciário, é constituída pelos Tribunais
Regionais Federais e pelos juízes federais.
A Justiça Federal, juntamente com a Justiça Estadual, compõe a chamada justiça
comum. Compete, especificamente, à Justiça Federal, julgar as causas em que a União,
entidades autárquicas ou empresas públicas federais sejam interessadas na condição de
autoras, rés, assistentes ou oponentes; as causas que envolvam estados estrangeiros ou
tratados internacionais; os crimes políticos ou aqueles praticados contra bens, serviços
ou interesses da União; os crimes contra a organização do trabalho; a disputa sobre os
direitos indígenas, entre outros. Exclui-se da competência da Justiça Federal as causas
de falência, as de acidente de trabalho e as de competência das justiças especializadas.
Em conformidade com a Emenda à Constituição nº 45/2004, a Justiça Federal também
passou a julgar causas relativas a graves violações de direitos humanos, desde que seja
suscitado pelo Procurador-Geral da República ao Superior Tribunal de Justiça incidente
de deslocamento de competência.

Como é sua estrutura


A organização do primeiro grau de jurisdição da Justiça Federal está disciplinada
pela Lei nº 5.010, de 30 de maio de 1966, que determina que em cada um dos esta-
dos, assim como no Distrito Federal, será constituída uma seção judiciária. Locali-
zada nas capitais das unidades da federação, as seções judiciárias são formadas
por um conjunto de varas federais, onde atuam os juízes federais. Cabe a eles
o julgamento originário da maior parte das ações submetidas à Justiça Federal.
O segundo grau de jurisdição da Justiça Federal é composto por cinco Tribunais
Regionais Federais (TRFs), com sedes em Brasília (TRF 1ª Região), Rio de Janeiro
(TRF 2ª Região), São Paulo (TRF 3ª Região), Porto Alegre (TRF 4ª Região) e Recife
(TRF 5ª Região).
Os TRFs são compostos de duas ou mais seções judiciárias, conforme apresen-
tado a seguir.
• TRF 1ª Região - Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Goiás, Mara-
nhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Piauí, Rondônia, Roraima e Tocantins;
• TRF 2ª Região - Espírito Santo e Rio de Janeiro;
• TRF 3ª Região - Mato Grosso do Sul e São Paulo;
• TRF 4ª Região - Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina;
• TRF 5ª Região - Alagoas, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte
e Sergipe.
Nas comarcas onde não houver vara federal, os juízes estaduais são compe-
tentes para processar e julgar determinados tipos de processos (art. 15, Lei nº
5.010/1966).

25
Justiça Eleitoral
Ramo especializado do Poder Judiciário brasileiro, responsável pela orga-
nização e realização de eleições, referendos e plebiscitos, pelo julgamento
de questões eleitorais e pela elaboração de normas referentes ao processo
eleitoral.

Como foi criada


Pelo Código Eleitoral de 1932 (Decreto nº 21.076, de 24 de fevereiro de 1932).
Atualmente, é regida principalmente pelo Código Eleitoral de 1965 (Lei nº
4.737, de 15 de julho de 1965) e sua existência e estrutura possuem previsão
legal nos artigos 118 a 121 da Constituição Federal de 1988, os quais, dentre
outras determinações, instituem o Tribunal Superior Eleitoral como seu órgão
máximo, de última instância, e impõem a existência de um Tribunal Regional
Eleitoral na capital de cada estado e no Distrito Federal.

Como é a sua estrutura


A Justiça Eleitoral é estruturada em dois graus de jurisdição, entretanto não possui
quadro próprio de magistrados.
• 1º Grau: composto por um juiz eleitoral em cada zona eleitoral, escolhido dentre
os juízes de direito; e pelas juntas eleitorais, de existência provisória, apenas nas
eleições, compostas por um juiz de direito e por dois ou quatro cidadãos de notória
idoneidade.
• 2º Grau: é representado pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), que possuem
em sua composição dois desembargadores do Tribunal de Justiça, dois juízes de
direito, um juiz do Tribunal Regional Federal (desembargador federal) ou um juiz
federal e dois advogados de notável saber jurídico e idoneidade moral. Os juízes
dos TREs, salvo por motivo justificado, servirão por dois anos, no mínimo, e nunca
por mais de dois biênios consecutivos.

Juntas Eleitorais
Órgãos colegiados de caráter temporário do primeiro grau da Justiça Eleitoral,
constituídos apenas no período de realização de eleições (60 dias antes do
pleito até a diplomação dos eleitos) e suas principais atribuições são de apura-
ção dos votos e expedição dos diplomas aos eleitos. As demais competências
estão elencadas no artigo 40 do Código Eleitoral.

26
Justiça Militar Estadual
Ramo especializado do Poder Judiciário brasileiro, responsável por
processar e julgar os militares dos estados (polícia militar e corpo de
bombeiros militar) nos crimes militares definidos em lei e as ações
judiciais contra atos disciplinares militares, ressalvada a competência
do júri quando a vítima for civil.

Como ela se organiza


Cada estado tem competência para criar sua Justiça Militar Estadual
por meio de lei de iniciativa dos Tribunais de Justiça. Porém, a criação
de um Tribunal de Justiça Militar Estadual só é possível se o estado
possuir um efetivo superior a vinte mil integrantes das forças militares
estaduais, dentre polícia militar e corpo de bombeiros militar (§3º do
artigo 125 da CF/88). Todas as unidades da federação possuem Jus-
tiça Militar Estadual, sendo que três estados dispõem de Tribunal de
Justiça Militar (Minas Gerais, Rio Grande do Sul e São Paulo).

Como é sua estrutura


A Justiça Militar Estadual é estruturada em duas instâncias ou graus
de jurisdição.
• 1ª Grau: constituído pelas auditorias militares, composta por um
juiz de direito, também denominado juiz auditor, responsável
pelos atos de ofício, e pelos Conselhos de Justiça, órgãos
colegiados formados por quatro juízes militares (oficiais das
armas) e o próprio juiz auditor, com a função de processar
crimes militares.
• 2º Grau: representado pelos Tribunais de Justiça Militar, nos
estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul. Nos
demais estados e no Distrito Federal, essa função cabe aos
próprios Tribunais de Justiça (TJs).

27
Justiça Militar da União
Ramo do Poder Judiciário brasileiro, a quem compete processar e julgar militares
das Forças Armadas e civis que cometerem crimes militares previstos em lei. É o
segmento de justiça mais antigo do Brasil, tendo sido o Superior Tribunal Militar
a primeira Corte do País a ser criada, em 1º de abril de 1808, pelo então Príncipe-
Regente de Portugal, Dom João VI.

Como é sua estrutura


A JMU é estruturada em dois graus de jurisdição, primeira instância e tribunal superior,
Superior Tribunal Militar (STM), além de Auditoria de Correição.
• 1ª instância: composta por 19 auditorias, divididas em 12 circunscrições judiciárias
militares (CJM). As auditorias têm jurisdição mista, ou seja, cada uma julga os feitos
relativos à Marinha, ao Exército e à Aeronáutica. O julgamento é realizado pelos
Conselhos de Justiça, formados por quatro oficiais e pelo juiz-auditor.
• Auditoria de Correição: É exercida pelo Juiz-Auditor Corregedor, com autuação em
todo o território nacional. A Auditoria de Correição é um órgão de fiscalização e
orientação judiciário-administrativa.
Os recursos às decisões de primeira instância são remetidos diretamente para o STM,
a quem cabe, também, julgar originalmente os oficiais-generais.

28
Tribunais Superiores
São os órgãos máximos de seus ramos de justiça, atuando tanto em
causas de competência originária quanto como revisores de decisões
de 1º ou 2º graus. São eles: Superior Tribunal de Justiça (STJ), Superior
Tribunal Militar (STM), Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e Tribunal Supe-
rior do Trabalho (TST). Os magistrados que compõem esses colegiados
são denominados Ministros.

Superior Tribunal de Justiça


Composto por 33 ministros, é o tribunal superior da justiça comum (esta-
dual e federal) para causas infraconstitucionais (que não se relacionam
diretamente com a Constituição Federal). Sua principal função é uniformizar
e padronizar a interpretação da legislação federal brasileira, ressalvadas
as questões de competência das justiças especializadas (Eleitoral e Tra-
balhista). Suas competências estão previstas no art. 105 da Constituição
Federal, dentre as quais está o julgamento em recurso especial de causas
decididas em última ou única instância pelos Tribunais Regionais Federais,
pelos Tribunais de Justiça ou pelos Tribunais de Justiça Militar dos estados
quando a decisão recorrida contrariar a lei federal.

Superior Tribunal Militar


Órgão da Justiça Militar da União, composto por quinze ministros
vitalícios, nomeados pelo Presidente da República depois de aprovados
pelo Senado Federal, sendo três oficiais-generais da Marinha, quatro
oficiais-generais do Exército, três oficiais-generais da Aeronáutica
— todos da ativa e do posto mais elevado da carreira — e cinco civis
escolhidos pelo Presidente da República. O STM, um dos três tribunais
superiores especializados do Brasil, tem a atribuição de julgar os recursos
oriundos da primeira instância da Justiça Militar da União, bem como
a competência originária para processar e julgar os oficiais-generais e
decretar a perda do posto e da patente dos oficiais das Forças Armadas
julgados indignos ou incompatíveis para o oficialato

29
Tribunal Superior Eleitoral
Órgão máximo da Justiça Eleitoral, o TSE é composto por 7 ministros
titulares e 7 ministros substitutos: 3 titulares e 3 substitutos provenien-
tes do STF, 2 titulares e 2 substitutos oriundos do STJ e 2 titulares e 2
substitutos da classe jurista, advogados indicados pelo STF e nomeados
pela Presidência da República. Sua principal função é zelar pela lisura
de todo o processo eleitoral. Ao TSE cabe, entre outras atribuições
previstas no Código Eleitoral, julgar os recursos decorrentes das deci-
sões dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), inclusive sobre matéria
administrativa.

Tribunal Superior do Trabalho


Órgão máximo da Justiça do Trabalho, o TST é composto por 27 minis-
tros. Sua principal função é a de uniformizar as decisões sobre ações
trabalhistas, consolidando a jurisprudência desse ramo do direito. O TST
possui competência para o julgamento de recursos de revista, recursos
ordinários e agravos de instrumento contra decisões de TRTs e dissí-
dios coletivos de categorias organizadas em nível nacional, além de
mandados de segurança e embargos opostos às suas decisões e ações
rescisórias, dentre outras constantes no art. 114 da Constituição Federal.

30
3.1 Estrutura do primeiro grau
O primeiro grau do Poder Judiciário possui 14.792 unidades judiciárias, número semelhante ao apresentado no
ano anterior. Esse quantitativo é subdividido em 10.680 varas estaduais, trabalhistas e federais (72%); 1.436 (9,7%)
juizados especiais; 2.644 (17,9%) zonas eleitorais; 19 auditorias militares da União; e 13 auditorias militares estaduais,
conforme observado nas Figuras 1, 2 e 3.
A maior parte das unidades judiciárias pertence à Justiça Estadual, que possui 9.545 varas e juizados especiais e
2.677 comarcas (48,1% dos municípios brasileiros são sede da Justiça Estadual). A Justiça do Trabalho está sediada
em 624 municípios (11,2% dos municípios) e a Justiça Federal em 278 (5% dos municípios).

Figura 1: Unidades judiciárias de 1º grau, por ramo de justiça


Justiça Estadual
9.545
64,5% Justiça Militar Estadual
13
0,1%
Auditoria Militar da União
19
0,1%
Justiça Federal
984
Justiça Eleitoral Justiça do Trabalho 6,7%
2.644 1.587
17,9% 10,7%

Figura 2: Diagrama do número de unidades judiciárias de 1º grau, por ramo de justiça

Total de unidades judiciárias


14.792

Justiça do Justiça Militar Auditorias


Justiça Estadual Justiça Federal Justiça Eleitoral
Trabalho Estadual Militares da União
9.545 (64,5%) 984 (6,7%) 2.644 (17,9%)
1.587 (10,7%) 13 (0,1%) 19 (0,1%)

Varas Varas
8.303 (87%) 790 (80,3%)

Juizados JEFs
1.242 (13%) 194 (19,7%)

31
Figura 3: Número de municípios-sede e unidades judiciárias por tribunal

Estadual Trabalho
Municípios−Sede Unidades Judiciárias Municípios−Sede Unidades Judiciárias
320 TJSP 1.536 32 TRT2 231
296 TJMG 861 65 TRT3 158
81 TJRJ 631 100 TRT15 153
165 TJRS 577 27 146
TRT1
161 TJPR 550
203 732 55 TRT4 132
TJBA
150 TJPE 512 41 TRT9 97
184 TJCE 399 32 TRT5 88
127 TJGO 392 27 TRT6 70
111 TJSC 376 30 TRT12 60
112 TJPA 318 19 TRT8 56
69 TJES 313 22 TRT18 48
79 TJMT 288 15 37
TRT7
107 TJMA 273
16 211 6 TRT10 35
TJDFT
63 TJPB 228 26 TRT23 38
58 TJRN 223 20 TRT14 32
55 TJMS 182 12 TRT11 32
55 TJAL 152 14 TRT13 27
62 TJPI 143 18 TRT24 26
61 TJAM 136 9 TRT17 24
40 TJSE 122 9 23
TRT21
41 TJTO 118
23 16 TRT16 23
TJRO 104
18 TJAC 61 11 TRT19 22
12 TJAP 54 7 TRT20 15
8 TJRR 53 11 TRT22 14

Eleitoral Federal
Municípios−Sede Unidades Judiciárias Municípios−Sede Unidades Judiciárias
240 TRE−SP 393 96 TRF1 294
254 TRE−MG 304 51 TRF3 217
158 TRE−PR 186 62 197
TRF4
140 TRE−RS 165
74 TRE−RJ 165 26 TRF2 149
165 TRE−BA 199 43 TRF5 127
97 TRE−PE 122
88 TRE−CE 109
87 TRE−MA 105 Militar Estadual
85 TRE−PA 100 TJMSP 6
77 TRE−SC 99
79 TRE−GO 92 TJMRS 4
65 TRE−PI 82
TJMMG 3
57 TRE−PB 68
45 TRE−RN 60
48 TRE−AM 60
52 TRE−MT 57
43 TRE−ES 50
40 TRE−MS 49
37 TRE−AL 42
32 TRE−TO 33
27 TRE−SE 29
20 TRE−RO 29
1 TRE−DF 19
9 TRE−AP 10
8 TRE−AC 9
7 TRE−RR 8

32
A Figura 4 mostra o percentual da população de cada unidade da Federação que se encontra em município-sede
da Justiça Estadual. Observa-se que 89,7% da população brasileira reside em município-sede da Justiça Estadual, o
que demonstra que as estruturas físicas do Poder Judiciário estão acessíveis à população. Isso significa que, apesar
das comarcas corresponderem a 48,1% dos municípios, elas estão em locais com grande abrangência populacional.
No Distrito Federal e nos estados do Rio de Janeiro, Ceará, Sergipe e Amapá, as comarcas estão localizadas de forma
que quase a totalidade da população resida em cidades providas por varas. Por outro lado, os estados de Tocantins,
Amazonas e Rondônia possuem menos de 72% da população residente em sede de comarca.

Figura 4: Percentual da população residente em municípios-sede de comarca

RJ 99,6%
SP 94,6%
RS 86,2%
PR 85,4%
MG 81,6%
DF 100,0%
CE 99,8%
ES 97,1%
PE 95,5%
PA 93,8%
GO 92,1%
MT 90,1%
BA 86,1%
SC 84,0%
MA 80,1%
SE 99,2%
AP 98,0%
AC 92,7%
MS 92,3%
AL 87,6%
RR 86,2%
RN 81,0%
PI 79,1%
PB 76,8%
TO 71,8%
AM 71,0%
RO 58,5%
Total 89,7%

0% 20% 40% 60% 80% 100%

33
As Figuras de 5 a 9 apresentam as estruturas territoriais das comarcas brasileiras, com mapeamento dos muni-
cípios que são sede de comarca. Os municípios destacados de verde são aqueles em que há comarca. Os dados
foram extraídos do sistema Módulo de Produtividade Mensal, que possui um cadastro nacional de todas as unidades
judiciárias e suas respectivas comarcas.
Figura 5: Distribuição geográfica das comarcas na região Sul

Figura 6: Distribuição geográfica das comarcas na região Sudeste

34
Figura 7: Distribuição geográfica das comarcas na região Centro-Oeste

Figura 8: Distribuição geográfica das comarcas na região Nordeste

35
Figura 9: Distribuição geográfica das comarcas na região Norte

Na Figura 10 estão a localização e concentração das unidades judiciárias no território. Percebe-se grande con-
centração na faixa litorânea do País, com distribuição mais dispersa nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do
Sul e nos estados da região Norte.

Figura 10: Localização das unidades judiciárias da Justiça Estadual, Federal, Trabalhista e Militar

36
As Figuras de 11 a 15 apresentam a distribuição populacional por unidade judiciária e por segmento de justiça,
com informações agrupadas por unidade da federação.
Na Figura 11, nota-se que os três maiores índices de habitantes por unidade judiciária de primeiro grau estão nos
estados do Pará e do Maranhão, seguidos pelo estado do Amazonas. Esses três estados possuem 9% da população
brasileira, 37% da extensão territorial do Brasil e apenas 7% das unidades judiciárias.
O Maranhão apresenta o maior índice de habitantes por unidade judiciária também na Justiça do Trabalho, 23
varas do trabalho. O confronto dessa informação com a disposta na Figura 4, em que esta UF aponta o menor índice
de população atendida pelas comarcas estaduais dentre os tribunais de médio porte, pode indicar problema de
acesso à justiça, comparativamente aos demais estados.
Figura 11: Habitantes por unidade judiciária

RR
AP

AM PA
MA CE
RN
PB
PI PE
AC AL
RO TO SE
MT BA
DF
GO

Abaixo de 2.379 MG
ES
2.379 |− 2.876 MS
2.876 |− 3.373 SP RJ
3.373 |− 3.870
Acima de 3.870 PR

SC
RS

Figura 12: Habitantes por varas e juizados especiais estaduais Figura 13: Habitantes por zona eleitoral

RR RR
AP AP

AM PA AM PA
MA CE MA CE
RN RN
PI PB PI PB
PE PE
AC AL AC AL
TO SE TO SE
RO RO
BA MT BA
MT
DFT DF
GO GO

Abaixo de 15.123 MG MG
ES Abaixo de 63.674 ES
15.123 |− 18.816 MS 63.674 |− 87.430 MS
18.816 |− 22.509 SP RJ 87.430 |− 111.186 SP RJ
22.509 |− 26.202 111.186 |− 134.942
Acima de 26.202 PR PR
Acima de 134.942
SC SC

RS RS

37
Figura 14: Habitantes por vara do trabalho Figura 15: Habitantes por vara e juizado especial federal

RR
AP

TRT11 TRT8 PA
AM
TRT16 TRT7 MA CE
TRT21 RN
TRT22 TRT13 PI PB
TRT6 AC PE
TRT19 AL
TRT14 TO SE
TRT10 TRT20 RO
TRT5 MT BA
TRT23
DF
GO
TRT18
TRT3 MG
Abaixo de 113.701 TRT17 ES
TRT24 Abaixo de 165.724 MS
113.701 |− 160.852 165.724 |− 225.731 SP RJ
160.852 |− 208.002 TRT15 TRT1
TRT2 225.731 |− 285.739
208.002 |− 255.153 TRT9 285.739 |− 345.746 PR
Acima de 255.153 Acima de 345.746 SC
TRT12
RS
TRT4

3.2 Classificação dos tribunais por porte


O Brasil é um país de vasta extensão territorial, diante disso alguns tribunais de um mesmo ramo possuem rea-
lidades muito distintas. Assim, é recomendável o uso de estatísticas comparativas, levando-se em consideração
as diferenças. Dessa forma, a classificação dos tribunais por porte tem por objetivo criar grupos que respeitem as
particularidades existentes em um mesmo ramo de justiça.
Para a categorização por porte, foram consideradas as variáveis: despesas totais; casos novos; processos pen-
dentes; número de magistrados; número de servidores (efetivos, requisitados, cedidos e comissionados sem vínculo
efetivo); e número de trabalhadores auxiliares (terceirizados, estagiários, juízes leigos e conciliadores). A consolidação
dessas informações forma um escore único, por tribunal, a partir do qual se procede ao agrupamento: tribunais de
grande, médio ou pequeno porte5. As figuras de 16 a 18 mostram a distribuição dos portes conforme os segmentos
de justiça. As Tabelas de 1 a 3 apresentam os dados utilizados para o agrupamento, os escores obtidos, o ranking e
a classificação em grupos de cada um dos tribunais da Justiça Estadual, da Justiça do Trabalho e da Justiça Eleitoral.
Os tribunais dos estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul aparecem como de
grande porte nos três ramos de Justiça, enquanto os tribunais dos estados do Acre, Roraima, Rondônia, Alagoas,
Sergipe e Mato Grosso do Sul entre os de pequeno porte.
Outro aspecto relevante é a simetria entre os portes, as regiões geográficas e os dados demográficos. Nota-se
que, na Justiça Estadual, as regiões Sul e Sudeste são compostas, basicamente, por tribunais de grande porte (com
exceção do TJSC e do TJES).
Os cinco maiores tribunais estaduais (TJRS, TJPR, TJSP, TJRJ e TJMG) concentram 64% do Produto Interno Bruto
(PIB) nacional e 51% da população brasileira, ao passo que os cinco menores tribunais estaduais (TJRR, TJAC, TJAP,
TJTO, TJAL) abarcam apenas 2% do PIB e 3% da população.

5 Detalhes técnicos estão disponíveis no anexo metodológico, que contém informações sobre a técnica estatística empregada, no caso a análise de componentes
principais.

38
Figura 16: Distribuição territorial dos Tribunais de Justiça segundo o porte

2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019
TJSP TJSP
TJRJ TJRJ
TJMG TJMG
TJRS TJPR
TJBA TJRS
TJPR TJBA
TJSC TJSC
TJPE TJGO
TJDFT TJPE
TJGO TJDFT
TJCE TJCE
TJES TJMT
TJMT TJMA
TJPA TJES
TJMA TJPA
TJPB TJMS
TJMS TJPB
TJRN TJRN
TJAM TJAM
TJRO TJPI
TJSE TJSE
TJAL TJRO
TJPI TJAL
TJTO TJTO
TJAP TJAP
TJAC TJAC
TJRR TJRR
2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019

39
Figura 17: Distribuição territorial dos Tribunais Regionais do Trabalho segundo o porte

2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019
TRT2 TRT2
TRT15 TRT15
TRT1 TRT1
TRT3 TRT3
TRT4 TRT4

TRT5 TRT9

TRT9 TRT5
TRT6 TRT6
TRT12 TRT12

TRT10 TRT18
TRT8 TRT8
TRT11 TRT10
TRT18 TRT7
TRT13 TRT11
TRT7 TRT13
TRT21 TRT17
TRT17 TRT23
TRT23 TRT14
TRT19 TRT16
TRT16 TRT24
TRT24 TRT21
TRT14 TRT19
TRT22 TRT20
TRT20 TRT22
2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019

40
Figura 18: Distribuição territorial dos Tribunais Regionais Eleitorais segundo o porte
2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019
TRE-SP TRE-SP
TRE-MG TRE-MG
TRE-RJ TRE-PR
TRE-BA TRE-RJ
TRE-RS TRE-RS
TRE-PR TRE-PI
TRE-CE TRE-CE
TRE-GO TRE-BA
TRE-AM TRE-PA
TRE-SC TRE-MA
TRE-PE TRE-SC
TRE-MA TRE-PE
TRE-PB TRE-GO
TRE-PA TRE-PB
TRE-MT TRE-RN
TRE-PI TRE-AM
TRE-RN TRE-MT
TRE-ES TRE-ES
TRE-MS TRE-MS
TRE-AL TRE-AL
TRE-TO TRE-TO
TRE-SE TRE-DF
TRE-RO TRE-SE
TRE-DF TRE-RO
TRE-AP TRE-AP
TRE-AC TRE-AC
TRE-RR TRE-RR
2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019

41
Tabela 1: Classificação dos tribunais da Justiça Estadual segundo o porte, ano-base 2019

Despesa Total da Casos Casos Número de Força de Trabalho


Grupo Tribunal Escore*
Justiça Novos Pendentes Magistrados (servidores e auxiliares)
1 TJ - São Paulo 4,330 13.116.881.764 5.622.173 19.138.363 2.650 67.512
2 TJ - Rio de Janeiro 1,192 4.236.570.724 2.029.251 9.988.598 889 26.108
1º Grupo:
3 TJ - Minas Gerais 1,034 5.790.909.062 1.649.265 3.772.400 1.083 28.037
Grande Porte
4 TJ - Paraná 0,540 2.827.494.419 1.365.021 3.760.331 922 18.377
5 TJ - Rio Grande do Sul 0,492 3.959.425.090 1.413.893 3.006.945 751 15.772
1 TJ - Bahia 0,383 3.828.881.756 1.412.185 3.398.217 578 12.518
2 TJ - Santa Catarina 0,181 2.313.120.572 1.090.499 3.437.310 507 12.546
3 TJ - Pernambuco -0,026 1.730.121.595 668.870 2.166.273 553 10.069
4 TJ - Goiás -0,080 2.249.339.914 547.665 1.486.451 379 12.059
2º Grupo: 5 TJ - Distrito Federal e Territórios -0,101 2.935.602.287 451.363 657.087 382 11.050
Médio Porte 6 TJ - Ceará -0,228 1.363.113.238 477.814 1.222.783 417 7.629
7 TJ - Mato Grosso -0,263 1.577.333.608 467.767 967.849 291 8.485
8 TJ - Maranhão -0,320 1.224.320.222 377.101 1.079.872 347 5.820
9 TJ - Espírito Santo -0,323 1.420.245.494 303.677 889.068 324 6.692
10 TJ - Pará -0,333 1.194.773.320 266.711 1.086.636 332 6.808
1 TJ - Mato Grosso do Sul -0,406 994.817.442 396.380 931.143 208 5.148
2 TJ - Paraíba -0,434 845.518.977 219.927 674.221 285 5.069
3 TJ - Rio Grande do Norte -0,446 962.845.551 275.997 499.105 241 4.737
4 TJ - Amazonas -0,505 694.570.312 250.755 654.257 205 2.986
5 TJ - Piauí -0,517 672.115.674 208.159 547.994 198 3.318
3º Grupo: 6 TJ - Sergipe -0,518 613.662.256 290.392 384.208 158 4.180
Pequeno Porte 7 TJ - Rondônia -0,535 708.144.828 262.930 334.374 139 3.533
8 TJ - Alagoas -0,546 576.927.475 206.211 488.922 160 3.149
9 TJ - Tocantins -0,555 618.058.071 211.556 373.351 143 3.055
10 TJ - Amapá -0,659 340.566.101 81.197 84.190 86 1.704
11 TJ - Acre -0,666 296.883.079 67.200 120.496 65 2.044
12 TJ - Roraima -0,691 238.684.391 55.319 58.851 56 1.298

42
Tabela 2: Classificação dos tribunais da Justiça do Trabalho segundo o porte, ano-base 2019

Despesa Total Casos Casos Número de Força de Trabalho


Grupo Tribunal Escore*
da Justiça Novos Pendentes Magistrados (servidores e auxiliares)
1 TRT 02ª Região - São Paulo 3,089 2.877.165.377 618.068 964.830 617 6.452
2 TRT 15ª Região - Campinas 1,645 1.725.289.935 483.800 566.873 391 4.313
1º Grupo:
3 TRT 01ª Região - Rio de Janeiro 1,460 2.009.038.328 357.357 516.382 302 4.924
Grande Porte
4 TRT 03ª Região - Minas Gerais 1,172 2.100.573.487 308.623 274.367 316 4.508
5 TRT 04ª Região - Rio Grande do Sul 0,988 1.756.086.476 267.036 374.526 288 3.833
1 TRT 09ª Região - Paraná 0,456 1.117.232.192 212.990 303.262 205 3.026
2 TRT 05ª Região - Bahia 0,436 1.400.658.234 172.830 276.885 205 2.853
3 TRT 06ª Região - Pernambuco 0,011 939.282.129 141.860 162.514 148 2.270
2º Grupo: 4 TRT 12ª Região - Santa Catarina -0,185 798.697.964 127.934 120.832 126 1.718
Médio Porte 5 TRT 18ª Região - Goiás -0,335 576.275.200 110.097 90.490 101 1.694
6 TRT 08ª Região - Pará e Amapá -0,346 632.353.795 90.696 73.778 117 1.622
7 TRT 10ª Região - Distrito Federal e Tocantins -0,375 639.920.463 79.823 120.531 99 1.364
8 TRT 07ª Região - Ceará -0,448 447.939.632 79.869 105.376 81 1.513
1 TRT 11ª Região - Amazonas e Roraima -0,588 499.659.004 49.853 42.782 70 1.177
2 TRT 13ª Região - Paraíba -0,602 512.287.641 43.310 46.561 68 1.101
3 TRT 17ª Região - Espírito Santo -0,610 381.964.395 56.879 65.815 68 1.039
4 TRT 23ª Região - Mato Grosso -0,627 340.428.487 46.781 58.917 77 1.051
5 TRT 14ª Região - Rondônia e Acre -0,677 367.964.942 36.357 28.494 65 1.051
3º Grupo:
6 TRT 16ª Região - Maranhão -0,684 239.587.120 57.211 83.395 56 771
Pequeno Porte
7 TRT 24ª Região - Mato Grosso do Sul -0,708 282.420.241 44.246 54.574 60 783
8 TRT 21ª Região - Rio Grande do Norte -0,711 301.777.164 36.796 44.897 54 936
9 TRT 19ª Região - Alagoas -0,738 242.831.858 35.176 67.418 50 750
10 TRT 20ª Região - Sergipe -0,803 194.336.857 30.919 50.049 37 659
11 TRT 22ª Região - Piauí -0,819 157.176.857 41.686 40.223 35 592

43
Tabela 3: Classificação dos tribunais da Justiça Eleitoral segundo o porte, ano-base 2019

Despesa Total Casos Casos Número de Força de Trabalho


Grupo Tribunal Escore*
da Justiça Novos Pendentes Magistrados (servidores e auxiliares)
1 TRE - São Paulo 3,539 851.465.657 16.241 7.147 400 6.233
2 TRE - Minas Gerais 2,464 681.941.169 13.425 3.697 311 5.247
1º Grupo:
3 TRE - Paraná 0,767 352.447.115 6.236 4.073 193 1.613
Grande porte
4 TRE - Rio de Janeiro 0,722 556.321.430 2.714 3.035 172 2.075
5 TRE - Rio Grande do Sul 0,423 337.247.859 4.660 2.124 172 1.620
1 TRE - Piauí 0,295 195.675.292 2.644 8.035 89 634
2 TRE - Ceará 0,169 239.076.016 4.091 2.907 116 1.431
3 TRE - Bahia 0,162 282.695.233 745 1.228 205 1.896
4 TRE - Pará 0,114 210.827.915 2.941 4.183 107 1.169
5 TRE - Maranhão 0,001 215.921.121 2.919 3.002 119 919
2º grupo:
6 TRE - Santa Catarina -0,003 233.303.617 3.735 2.214 106 1.096
Médio porte
7 TRE - Pernambuco -0,012 249.383.174 3.118 1.109 129 1.418
8 TRE - Goiás -0,020 210.103.009 4.195 2.275 99 1.058
9 TRE - Paraíba -0,224 166.022.885 4.306 1.876 75 688
10 TRE - Rio Grande do Norte -0,334 143.385.348 3.427 1.879 67 632
11 TRE - Amazonas -0,362 155.518.731 1.968 2.262 67 709
1 TRE - Mato Grosso -0,453 148.742.730 2.710 1.076 62 661
2 TRE - Espírito Santo -0,459 126.804.198 2.480 1.632 57 640
3 TRE - Mato Grosso do Sul -0,589 119.056.639 1.578 764 56 736
4 TRE - Alagoas -0,611 117.759.642 1.952 869 49 524
5 TRE - Tocantins -0,671 99.466.161 2.089 649 40 496
3º grupo:
6 TRE - Distrito Federal -0,711 106.399.707 269 1.556 27 587
Pequeno porte
7 TRE - Sergipe -0,735 100.373.420 1.290 709 36 429
8 TRE - Rondônia -0,747 94.731.879 1.211 831 34 392
9 TRE - Amapá -0,897 55.299.604 638 763 17 276
10 TRE - Acre -0,906 72.288.905 628 521 16 254
11 TRE - Roraima -0,922 43.894.917 1.219 378 15 234

44
3.3 Infográficos
Neste tópico são apresentados os principais indicadores para o Poder Judiciário e por segmentos de justiça, pro-
porcionando visão geral dos recursos orçamentários e humanos, dos indicadores de litigiosidade, dos tempos médios
dos processos e das demandas mais recorrentes segundo classe e assunto. Para a visualização de cada tribunal,
basta utilizar o QR-code abaixo para acessar os painéis do “Justiça em Números” e selecionar a unidade desejada.

http://paineis.cnj.jus.br/QvAJAXZfc/opendoc.htm?document=qvw_l%2FPainelCNJ.qvw&host=QVS%40neodimio03&anonymou-
s=true&sheet=shResumoDespFT

45
Poder Judiciário
Despesa Total
R$ 100.157.648.446

Despesas de
Capital
Estagiários R$ 2.139.984.023
R$ 731.331.891
(22,8%)
(0,8%)
Outras
R$ 2.156.149.470
Recursos Outras
(2,4%)
Humanos Despesas
Terceirizados
R$ 3.600.331.078 R$ 90,8 Bilhões R$ 9,4 Bilhões
(4,0%) (90,6%) (9,4%)

Benefícios
R$ 6.267.841.178 Pessoal e encargos Outras despesas correntes
(6,9%)
R$ 78.019.153.724 R$ 7.242.857.081
(85,9%) (77,2%)

magistrado e servidor 2% 14% 65% 19%


cargo em comissão 1% 30% 51% 18% Informática
função comissionada 3% 15% 56% 26% R$ 2.180.051.491 (23,2%)
Superiores 2º grau 1º grau administrativo

Força de Trabalho
Magistrados Servidores
Cargos Existentes: 22.706 Cargos Existentes: 276.331

4.615 18.091 46.196 230.135*


Vagos Providos Vagos Providos
1% 12% 66% 21%
0% 14% 86%

Total: 446.142 2º grau


Tribunais
Superiores
Turmas
Recursais
Tribunais 1.764
Superiores Juizados Magistrados: 18.091 30.902 3.383
1º grau
Especiais
76 4.182 Servidores: 276.331 160.540

-Efetivos: 227.189 Turmas Regionais


Turmas de Uniformização
Recursais -Cedidos/Requisitados: 22.211 18 Administrativa
Juizados
56.880
1.674 -Sem vínculo Efetivo: 18.775 Especiais
29.501
2º grau
2.463 1º grau Auxiliares: 159.876
13.817
Cargos em comissão
1% 23% 59% 16%
Funções comissionadas
3% 15% 58% 24%

*incluindos os servidores cedidos para outros órgãos.


46
Tempo médio do processo baixado no Poder Judiciário

Justiça Comum Juizados Especiais

2º grau Turmas Recursais


10 meses 1 ano e 2 meses

Execução Judicial Execução Judicial


1º grau Juizados Especiais
2 anos e 5 meses 1 ano e 8 meses

Conhecimento Execução Extrajudicial Conhecimento Execução Extrajudicial


1º grau 1º grau Juizados Especiais Juizados Especiais
1 ano 7 anos e 9 meses 1 ano e 7 meses 1 ano e 6 meses

Fiscal Não fiscal


8 anos 5 anos e 8 meses

Tempo da
Sentença

10 meses 11 meses
2 anos 10 meses
4 anos 9 meses 1 ano 1 mês

Tempo da
Baixa

10 meses 1 ano 2 meses


1 ano 1 ano 7 meses
6 anos 6 meses 1 ano 8 meses

Tempo do
Pendente

2 anos 1 mês 2 anos 3 meses


3 anos 11 meses 1 ano 8 meses
7 anos 1 ano 9 meses

2º Grau Turma Recursal


Conhecimento 1º Grau Conhecimento
Execução 1º Grau Execução
47
Litigiosidade
Justiça Estadual Justiça do Trabalho Justiça Federal Justiça Eleitoral

Movimentação processual

Casos novos 20.669.278  4,3% 3.530.197  2,0% 5.201.412  23,7% 93.429  -54,6%

Criminal 2.566.017  -0,2% - - 111.911  -7,0% 2.592  -3,9%

Não criminal 18.103.261  4,9% 3.530.197  2,0% 5.089.501  24,6% 90.837  -55,2%

Julgados 22.881.729  14,2% 4.026.010  -7,8% 3.963.302  -2,9% 129.325  -18,8%

Criminal 2.624.858  -6,7% - - 79.912  2,6% 3.297  6,1%

Não criminal 20.256.871  17,6% 4.026.010  -7,8% 3.883.390  -3,0% 126.028  -19,3%

Baixados 24.997.305  13,2% 4.185.708  -3,9% 5.359.157  21,6% 171.862  -15,8%

Criminal 2.958.184  8,8% - - 153.832  26,5% 3.782  14,7%

Não criminal 22.039.121  13,8% 4.185.708  -3,9% 5.205.325  21,5% 168.080  -16,3%

Casos pendentes 61.209.295  -2,7% 4.533.771  -6,7% 10.636.165  5,5% 60.794  -59,1%

Criminal 6.813.666  -0,5% - - 207.361  -3,2% 6.563  -25,9%

Não criminal 54.395.629  -3,0% 4.533.771  -6,7% 10.428.804  5,6% 54.231  -61,2%

Indicadores de produtividade

IAD (baixados/cn) 121%  9,53 p.p. 119%  -7,24 p.p. 103%  -1,77 p.p. 184%  84,66 p.p.

Taxa de congestionamento 71%  -3,01 p.p. 52%  -0,75 p.p. 66%  -3,1 p.p. 26%  -15,98 p.p.

Taxa de congest. líquida 68%  -3,4 p.p. 43%  -2,28 p.p. 54%  -1,77 p.p. 24%  -16,41 p.p.

Indicadores de gestão

Índice de conciliação 11%  -0,58 p.p. 24%  -0,31 p.p. 11%  3,28 p.p. 0,2%  -0,31 p.p.

Recorribilidade externa 7%  -0,65 p.p. 51%  0,83 p.p. 20%  0,76 p.p. 2,9%  -4,07 p.p.

Recorribilidade interna 8%  -0,49 p.p. 20%  2,81 p.p. 10%  0,04 p.p. 2,2%  -1,97 p.p.

Processos eletrônicos 88%  4,54 p.p. 99%  1,16 p.p. 94%  12,49 p.p. 8,2%  -24 p.p.

Indicadores por magistrado

Casos novos 1.571  5,8% 821  1,5% 2.146  2,7% 33  -54,6%

Carga de trabalho 7.715  3,4% 2.927  -4,8% 9.107  8,8% 84  -34,1%

Carga de trabalho líquida 6.981  3,1% 2.497  -6,7% 6.745  14,8% 82  -34,2%

Processos Julgados 1.987  16,5% 1.216  -8,0% 2.178  -4,1% 46  -18,8%

IPM (baixados) 2.171  15,5% 1.264  -4,0% 2.945  20,1% 61  -15,8%

Indicadores por servidor da área judiciária

Casos novos 132  3,4% 95  6,0% 187  7,8% 8  -44,9%

Carga de trabalho 646  1,1% 339  -0,6% 792  14,2% 21  -20,2%

Carga de trabalho líquida 585  0,8% 289  -2,6% 586  20,6% 20  -20,3%

IPS-Jud (baixados) 182  13,0% 146  0,2% 256  26,1% 15  2,0%


p.p.: postos percentuais
48
Litigiosidade
Auditorias Militares
Justiça Militar Estadual Tribunais Superiores Total
da União

Movimentação processual

Casos novos 4.523  -6,4% 1.513  -4,1% 713.994  20,3% 30.214.346  6,8%

Criminal 3.094  -8,4% 1.513  -4,1% 121.355  16,8% 2.806.482  0,2%

Não criminal 1.429  -1,7% - - 592.639  21,0% 27.407.864  7,5%

Julgados 3.410  -27,9% 1.382  -1,8% 708.480  -14,4% 31.713.638  7,6%

Criminal 2.037  -36,5% 1.382  -1,8% 125.873  9,3% 2.837.359  -5,9%

Não criminal 1.373  -9,7% - - 582.607  -18,2% 28.876.279  9,1%

Baixados 4.189  -21,0% 1.413  9,4% 665.342  4,4% 35.384.976  11,6%

Criminal 2.616  -32,3% 1.413  9,4% 125.104  11,6% 3.244.931  9,6%

Não criminal 1.573  9,4% - - 540.238  2,8% 32.140.045  11,9%

Casos pendentes 3.704  8,8% 1.913  -8,5% 651.297  8,1% 77.096.939  -1,9%

Criminal 2.603  16,6% 1.913  -8,5% 47.334  -9,1% 7.079.440  -0,7%

Não criminal 1.101  -6,0% - - 603.963  9,7% 70.017.499  -2,1%

Indicadores de produtividade

IAD (baixados/cn) 93%  -17,11 p.p. 93%  11,51 p.p. 93%  -14,2 p.p. 117%  5,1 p.p.

Taxa de congestionamento 47%  7,83 p.p. 58%  -4,28 p.p. 49%  0,86 p.p. 69%  -2,72 p.p.

Taxa de congest. líquida 46%  8,09 p.p. 55%  -5,38 p.p. 48%  3,66 p.p. 64%  -3,08 p.p.

Indicadores de gestão

Índice de conciliação - - - - 0,09%  0,06 p.p. 13%  -0,15 p.p.

Recorribilidade externa 11%  0,42 p.p. 14%  2,73 p.p. 9,08%  2,09 p.p. 11%  -0,93 p.p.

Recorribilidade interna 15%  4,99 p.p. - - 27,15%  3,07 p.p. 11%  -0,11 p.p.

Processos eletrônicos 58%  16,74 p.p. 100% 0 p.p. 86,87%  -0,09 p.p. 90%  5,39 p.p.

Indicadores por magistrado

Casos novos 97  -9,1% 27  -14,7% 9.363  17,8% 1.520  4,7%

Carga de trabalho 208  -8,0% 95  -1,7% 20.858  2,1% 6.962  3,1%

Carga de trabalho líquida 205  -7,8% 91  -3,9% 25.683  7,4% 6.115  3,2%

Processos Julgados 83  -27,9% 39  -1,8% 9.265  -16,5% 1.888  8,9%

IPM (baixados) 102  -21,0% 40  9,4% 8.735  2,2% 2.107  13,0%

Indicadores por servidor da área judiciária

Casos novos 17  -11,0% 4  -14,4% 224  28,3% 126  5,6%

Carga de trabalho 36  -10,0% 14  -1,2% 499  11,5% 579  4,0%

Carga de trabalho líquida 36  -9,7% 13  -3,5% 513  17,8% 508  4,1%

IPS-Jud (baixados) 18  -22,7% 6  9,8% 209  11,3% 175  14,1%


p.p.: postos percentuais
49
Justiça Estadual
Despesa Total
R$ 57.330.927.222

Despesas de
Capital
Estagiários R$ 1.034.895.884
R$ 562.783.675 (16,6%)
(1,1%)
Terceirizados
R$ 1.793.139.336
Recursos Outras
(3,5%) Humanos Despesas
R$ 51,1 Bilhões R$ 6,2 Bilhões
Outras (89,2%) (10,8%)
R$ 2.246.338.066
(4,4%)

Benefícios Pessoal e encargos Outras despesas correntes


R$ 4.093.794.429 R$ 42.414.724.141 R$ 5.185.251.691
(8,0%) (83,0%) (83,4%)

magistrado e servidor 13% 72% 15%


cargo em comissão 30% 54% 17% Informática
função comissionada 14% 59% 26% R$ 1.343.436.932 (21,6%)
2º grau 1º grau administrativo

Força de Trabalho

Magistrados Servidores
Cargos Existentes: 16.100 Cargos Existentes: 185.208

3.751 12.349 39.292 145.916*


Vagos Providos Vagos Providos

14% 86% 11% 72% 17%

1º Grau
Total: 302.052 1º Grau

Magistrados: 12.349
Administrativa
Servidores: 173.462 2º Grau 20.300
1.456 (Juizados Especiais)
(Turmas Recursais) -Efetivos: 145.185
2º Grau
9.367 -Cedidos/Requisitados: 10.249 18.749 29.502
112.149
(1º grau) -Sem vínculo Efetivo: 18.028 (1º grau)

1.747 Auxiliares: 116.241


907
3.204 (Turmas Recursais)
(Juizados Especiais) Cargos em comissão
22% 63% 15%
Funções comissionadas
14% 65% 22%

*incluindos os servidores cedidos para outros órgãos.


50
Tempo médio do processo baixado na Justiça Estadual

Justiça Comum Juizados Especiais

2º grau Turmas Recursais


1 ano 8 meses

Execução Judicial Execução Judicial


1º grau Juizados Especiais
4 anos e 2 meses 1 ano e 7 meses

Conhecimento Execução Extrajudicial Conhecimento Execução Extrajudicial


1º grau 1º grau Juizados Especiais Juizados Especiais
3 anos e 7 meses 7 anos e 7 meses 1 ano e 6 meses 1 ano e 6 meses

Fiscal Não fiscal


7 anos e 10 meses 5 anos e 11 meses

Tempo da
Sentença

0 ano 8 meses 0 ano 7 meses


2 anos 5 meses 0 ano 9 meses
4 anos 9 meses 1 ano 2 meses

Tempo da
Baixa

0 ano 12 meses 0 ano 8 meses


3 anos 7 meses 1 ano 6 meses
7 anos 0 mês 1 ano 7 meses

Tempo do
Pendente

2 anos 6 meses 1 ano 10 meses


4 anos 2 meses 1 ano 10 meses
6 anos 11 meses 2 anos 3 meses

2º Grau Turma Recursal


Conhecimento 1º Grau Conhecimento
Execução 1º Grau Execução
51
Movimentação Processual
Criminal: 602.856
Não Criminal: 1.894.316
Criminal: 1.363.988
2º Grau: 2.497.172
Não Criminal: 5.837.356
Conhecimento: 7.201.344
1º Grau: 12.155.205 Criminal: 377.582
Casos Novos:
20.669.278 Execução: 4.953.861 Não Criminal: 4.576.279
Juizados Especiais: 5.193.140 Criminal: 197.210
Conhecimento: 4.013.150
Não Criminal: 3.815.940
Turmas Recursais: 823.761 Execução: 1.179.990
Criminal: 6.501
Não Criminal: 1.173.489
Criminal: 17.880
Não Criminal: 805.881

Criminal: 614.874
Não Criminal: 1.937.765
Criminal: 1.467.274
2º Grau: 2.552.639
Não Criminal: 6.189.243
Conhecimento: 7.656.517
1º Grau: 13.983.396 Criminal: 233.408
Sentenças:
22.881.729 Execução: 6.326.879 Não Criminal: 6.093.471
Juizados Especiais: 5.559.177 Criminal: 270.258
Conhecimento: 4.485.836
Turmas Recursais: 786.517 Não Criminal: 4.215.578
Execução: 1.073.341
Criminal: 21.289
Não Criminal: 1.052.052
Criminal: 17.755
Não Criminal: 768.762

Criminal: 613.015
Não Criminal: 1.956.645
Criminal: 1.732.850
2º Grau: 2.569.660
Não Criminal: 7.766.410
Conhecimento: 9.499.260
1º Grau: 15.778.455 Criminal: 364.907
Baixados:
24.997.305 Execução: 6.279.195 Não Criminal: 5.914.288
Juizados Especiais: 5.794.461 Criminal: 222.825
Conhecimento: 4.617.425
Não Criminal: 4.394.600
Turmas Recursais: 854.729 Execução: 1.177.036
Criminal: 6.742
Não Criminal: 1.170.294
Criminal: 17.845
Não Criminal: 836.884

Criminal: 323.675
Não Criminal: 1.778.880
Criminal: 4.397.619
2º Grau: 2.102.555
Não Criminal: 15.045.830
Conhecimento: 19.443.449
Criminal: 1.767.798
Pendentes: 1º Grau: 52.893.618
61.209.295 Execução: 33.450.169 Não Criminal: 31.682.371

Juizados Especiais: 5.498.856 Conhecimento: 4.183.193 Criminal: 290.782


Turmas Recursais: 714.266 Execução: 1.315.663 Não Criminal: 3.892.411
Criminal: 21.809
Não Criminal: 1.293.854
Criminal: 11.983
Não Criminal: 702.283

52
2º Grau 1º Grau Turmas Recursais Juizados Especiais Total
Força de Trabalho
Magistrados 1.747 9.367 1.456 3.204 12.349
Servidores Jud. 18.749 112.149 907 20.300 143.960
Movimentação Processual
Estoque 2.102.555 52.893.618 714.266 5.498.856 61.209.295
Casos Novos 2.497.172 12.155.205 12.155.205 5.193.140 20.669.278
Julgados 2.552.639 13.983.396 786.517 5.559.177 22.881.729
Baixados 2.569.660 15.778.455 5.193.140 5.794.461 24.997.305

Indicadores de Produtividade
IAD
102,9% 129,8% 103,8% 111,6% 120,9%
Taxa Congest.
45,0% 77,0% 45,5% 48,7% 71,0%
Conhecimento
não se aplica 67,2% não se aplica 47,5% 62,6%
Execução
não se aplica 84,2% não se aplica 52,8% 82,3%
Indicadores por Magistrado
Casos Novos
1.429 1.203 569 1.407 1.571
Carga de Trab.
3.056 8.140 1.180 3.738 7.715
Proc. Julgados 1.461 1.625 543 1.772 1.987
Proc. Baixados 1.471 1.833 590 1.847 2.171
Indicadores por Servidor
Casos Novos 138 97 940 228 132
Carga de Trab. 295 655 1.950 605 646
Proc. Baixados 142 148 976 299 182

53
Justiça do Trabalho
Despesa Total
R$ 20.540.947.778

Estagiários
R$ 45.937.527
(0,2%) Despesas de
Outras Capital
R$ 166.535.812 R$ 573.001.783
(0,9%) Recursos Outras
(40,2%)
Humanos Despesas
Terceirizados
R$ 19,1 Bilhões R$ 1,4 Bilhão
R$ 406.621.408
(93,1%) (6,9%)
(2,1%)
Benefícios
R$ 945.196.133 Pessoal e encargos Outras despesas correntes
(4,9%) R$ 17.549.615.145 R$ 854.039.970
(91,8%) (59,8%)

magistrado e servidor 21% 59% 20%


cargo em comissão 36% 45% 19% Informática
função comissionada 22% 58% 20% R$ 190.943.889 (13,4%)
2º grau 1º grau administrativo

Força de Trabalho
Magistrados Servidores
Cargos Existentes: 3.928 Cargos Existentes: 41.036

292 3.636 3.747 37.289*


Vagos Providos Vagos Providos
15% 85% 18% 59% 23%

1º Grau Total: 53.636 1º Grau


Magistrados: 3.636 2º Grau Administrativa
Servidores: 38.517
2º Grau -Efetivos: 36.356
-Cedidos/Requisitados: 1.939 6.911 22.785 8.821

559 3.077
-Sem vínculo Efetivo: 222
Auxiliares: 11.483

Cargos em comissão
34% 46% 20%
Funções comissionadas
21% 59% 20%

*incluindos os servidores cedidos para outros órgãos.


54
Tempo médio do processo baixado na Justiça do Trabalho

2º grau
10 meses

Execução Judicial
1º grau
2 anos e 5 meses

Conhecimento Execução Extrajudicial


1º grau 1º grau
1 ano 6 anos e 5 meses

Fiscal Não fiscal


7 anos e 1 mês 5 anos e 6 meses

Tempo da Sentença Tempo da Baixa

5 meses 10 meses
8 meses 1 ano
3 anos 11 meses 2 anos 6 meses

Tempo do Pendente

1 ano
1 ano 1 mês
4 anos 10 meses

2º Grau Conhecimento 1º Grau Execução 1º Grau

55
Movimentação Processual

2º Grau: 898.104

Casos Novos: Conhecimento: 1.814.400


3.530.197 1º Grau: 2.632.093

Execução: 817.693

2º Grau: 989.324

Sentenças: Conhecimento: 2.198.363


4.026.010 1º Grau: 3.036.686

Execução: 838.323

2º Grau: 941.356

Baixados: Conhecimento: 2.304.063


4.185.708 1º Grau: 3.244.352

Execução: 940.289

2º Grau: 792.223

Conhecimento: 1.243.785

Pendentes:
4.533.771 1º Grau: 3.741.548

Execução: 2.497.763

56
2º Grau 1º Grau Total
Força de Trabalho
Magistrados 559 3.077 3.636
Servidores Jud. 6.911 22.785 29.696

Movimentação Processual
Estoque 792.223 3.741.548 4.533.771
Casos Novos 898.104 2.632.093 3.530.197
Julgados 989.324 3.036.686 4.026.010
Baixados 941.356 3.244.352 4.185.708

Indicadores de Produtividade
IAD 104,8% 123,3% 118,6%
Taxa Congest. 45,7% 53,6% 52,0%
Conhecimento não se aplica 35,1% 35,1%
Execução não se aplica 72,7% 72,7%

Indicadores por Magistrado


Casos Novos 1.607 662 821
Carga de Trab. 3.583 2.794 2.927
Proc. Julgados 1.770 1.103 1.216
Proc. Baixados 1.684 1.179 1.264

Indicadores por Servidor


Casos Novos 135 83 95
Carga de Trab. 300 351 339
Proc. Baixados 141 148 146

57
Justiça Federal
Despesa Total
R$ 12.136.304.726

Estagiários
R$ 67.100.322
(0,6%) Despesas de
Outras Capital
R$ 93.591.055 R$ 272.380.816
(0,8%) (36,6%)
Terceirizados Recursos Outras
R$ 411.126.504 Humanos Despesas
(3,6%) R$ 11,4 Bilhões R$ 0,7 Bilhão
(93,9%) (6,1 %)
Benefícios
R$ 670.039.322
(5,9%)
Pessoal e encargos Outras despesas correntes
R$ 10.150.681.272 R$ 471.385.434
(89,1%) (63,4%)

magistrado e servidor 11% 66% 23%


cargo em comissão Informática
30% 55% 16%
R$ 249.081.244 (33,5%)
função comissionada 13% 62% 24%
2º grau 1º grau administrativo

Força de Trabalho

Magistrados Servidores
Cargos Existentes: 2.511 Cargos Existentes: 28.073

560 1.951 2.019 26.054*


Vagos Providos Vagos Providos

7% 93% 13% 66% 21%

1º Grau Total: 44.590


1º Grau
Magistrados: 1.951
Administrativa
Servidores: 27.505 2º Grau
2º Grau 1.315 -Efetivos: 25.268
(1º grau) -Cedidos/Requisitados: 2.032 3.460 14.785 5.852
136 978 -Sem vínculo Efetivo: 205 (1º grau)

(Juizados Especiais)
Auxiliares: 15.134
9.201
18 (Juizados Especiais)

(Turmas Regionais de Uniformização)


857
218 (Turmas Recursais)
(Turmas
Recursais)
Cargos em comissão
32% 52% 16%
Funções comissionadas
14% 61% 25%

*incluindos os servidores cedidos para outros órgãos.


58
Tempo médio do processo baixado na Justiça Federal

Justiça Comum Juizados Especiais

2º grau Turmas Recursais


2 anos e 5 meses 1 ano e 9 meses

Execução Judicial Execução Judicial


1º grau Juizados Especiais
4 anos e 6 meses 1 ano e 10 meses

Conhecimento Execução Extrajudicial Conhecimento


1º grau 1º grau Juizados Especiais
2 anos e 10 meses 9 anos e 2 meses 1 ano e 9 meses

Fiscal Não fiscal


10 anos 3 anos e 1 mês

Tempo da
Sentença

2 anos 1 ano 3 meses


1 ano 7 meses 1 ano
7 anos 10 meses 7 meses

Tempo da
Baixa

2 anos 5 meses 1 ano 9 meses


2 anos 10 meses 1 ano 9 meses
8 anos 3 meses 1 ano 10 meses

Tempo do
Pendente

2 anos 4 meses 2 anos 8 meses


3 anos 9 meses 1 ano 5 meses
8 anos 4 meses 11 meses

2º Grau Turma Recursal


Conhecimento 1º Grau Conhecimento
Execução 1º Grau Execução
59
Movimentação Processual
Criminal: 23.891
Não Criminal: 518.110
Criminal: 75.614
2º Grau: 542.001 Não Criminal: 572.685
Conhecimento: 648.299 Criminal: 10.377
1º Grau: 1.115.582 Não Criminal: 456.906
Execução: 467.283
Casos Novos: Execução: 1.194.839 Criminal: 1.793
5.201.412 Juizados Especiais: 3.003.387
Conhecimento: 1.808.548 Não Criminal: 1.806.755
Turmas Recursais: 536.048
Criminal: 236
Turma Regional de Uniformização: 4.394 Não Criminal: 535.812

Criminal: 24.140
Não Criminal: 531.119
Criminal: 47.691
2º Grau: 555.259 Não Criminal: 451.448
Conhecimento: 499.139 Criminal: 6.395
1º Grau: 912.874 Execução: 413.735 Não Criminal: 407.340
Sentenças: Execução: 9.393 Criminal: 1.437
3.963.302 Juizados Especiais: 1.965.789 Conhecimento: 1.956.396
Não Criminal: 1.954.959
Turmas Recursais: 523.713
Criminal: 249
Turma Regional de Uniformização: 5.667 Não Criminal: 523.464

Criminal: 23.800
Não Criminal: 627.562
Criminal: 110.468
2º Grau: 651.362 Não Criminal: 622.458
Conhecimento: 732.926 Criminal: 15.455
1º Grau: 1.287.753 Não Criminal: 539.372
Execução: 554.827
Baixados: Execução: 268.389 Criminal: 3.837
5.359.157 Juizados Especiais: 2.739.052 Conhecimento: 2.470.663 Não Criminal: 2.466.826
Turmas Recursais: 674.641 Criminal: 272
Turma Regional de Uniformização: 6.349 Não Criminal: 674.369

Criminal: 33.635
Não Criminal: 1.137.159
Criminal: 143.763
2º Grau: 1.170.794 Não Criminal: 1.014.807
Conhecimento: 1.158.570 Criminal: 26.895

1º Grau: 6.430.391 Não Criminal: 5.244.926


Pendentes: Execução: 5.271.821
10.636.165
Execução: 508.099
Juizados Especiais: 2.306.683 Conhecimento: 1.798.584 Criminal: 2.979
Turmas Recursais: 725.353 Não Criminal: 1.795.605
Turma Regional de Uniformização: 2.944 Criminal: 89
Não Criminal: 725.264

60
2º Grau 1º Grau Turmas Recursais Juizados Especiais Total
Força de Trabalho
Magistrados 136 1.315 218 978 1.951
Servidores Jud. 3.460 14.785 857 9.201 21.653

Movimentação Processual
Estoque 1.170.794 6.430.391 725.353 2.306.683 10.636.165
Casos Novos 542.001 1.115.582 1.115.582 3.003.387 5.201.412
Julgados 555.259 912.874 523.713 1.965.789 3.963.302
Baixados 651.362 1.287.753 3.003.387 2.739.052 5.359.157

Indicadores de Produtividade
IAD 120,2% 115,4% 125,9% 91,2% 103,0%
Taxa Congest. 64,3% 83,3% 51,8% 45,7% 66,5%
Conhecimento não se aplica 61,3% não se aplica 42,1% 48,0%
Execução não se aplica 90,5% não se aplica 65,4% 87,5%

Indicadores por Magistrado


Casos Novos 3.985 836 2.641 1.878 2.146
Carga de Trab. 15.585 6.460 7.331 5.312 9.107
Proc. Julgados 4.083 752 2.580 2.041 2.178
Proc. Baixados 4.789 1.061 3.323 2.844 2.945
Indicadores por Servidor
Casos Novos 161 71 649 204 187
Carga de Trab. 629 550 1.802 576 792
Proc. Baixados 193 90 817 308 256

61
Justiça Eleitoral
Despesa Total
R$ 6.166.153.371

Despesas de
Estagiários
Capital
R$ 41.504.833
(0,7%) R$ 155.707.659
Outras (26,7%)
R$ 55.862.909
(1,0%)
Terceirizados Recursos Outras
R$ 230.955.011 Humanos Despesas
(4,1%) R$ 5,6 Bilhões R$ 0,6 Bilhão
Benefícios (90,5%) (9,5%)
R$ 312.559.369
(5,6%)
Pessoal e encargos Outras despesas correntes
R$ 4.941.257.124 R$ 428.306.465
(88,5%) (73,3%)

magistrado e servidor 13% 43% 44%


cargo em comissão 28% 1% 72% Informática
função comissionada 11% 56% 33% R$ 191.239.344 (32,7%)
2º grau 1º grau administrativo

Força de Trabalho
Magistrados Servidores
Cargos Existentes: 2.836 Cargos Existentes: 14.897

2.836 433 14.464*


Providos Vagos Providos
8% 48% 44%

1º Grau Total: 36.503 1º Grau Administrativa


Magistrados: 2.836
Servidores: 21.679 2º Grau
2º Grau
-Efetivos: 14.148
-Cedidos/Requisitados: 7.430 1.688 10.421 9.570
191 2.645 -Sem vínculo Efetivo: 101
-Requisitados extraordinariamente
para realização de eleições: 602
Auxiliares: 11.988
Cargos em comissão
28% 1% 71%
Funções comissionadas
9% 58% 33%

*incluindos os servidores cedidos para outros órgãos.


62
Tempo médio do processo baixado na Justiça Eleitoral

2º grau
12 meses

Conhecimento Execução Fiscal


1º grau 1º grau
10 meses 4 anos e 7 meses

Tempo da Sentença Tempo da Baixa

0 ano 11 meses 0 ano 12 meses


0 ano 10 meses
4 anos 7 meses

Tempo do Pendente

1 ano 7 meses

2º Grau Conhecimento 1º Grau Execução 1º Grau

63
Movimentação Processual
Criminal: 605
Não Criminal: 6.732
2º Grau: 7.337
Criminal: 1.987

Casos Novos:
93.429 1º Grau: 86.092 Conhecimento: 85.999 Não Criminal: 84.012

Execução: 93
Criminal: 631
Não Criminal: 24.368
2º Grau: 24.999 Criminal: 2.666

Sentenças: Conhecimento: 104.011 Não Criminal: 101.345


129.325 1º Grau: 104.326

Execução: 315

Criminal: 613
Não Criminal: 26.944
2º Grau: 27.557 Criminal: 3.169

Baixados: Conhecimento: 143.825 Não Criminal: 140.656


1º Grau: 144.305
171.862

Execução: 480

Criminal: 472
Não Criminal: 20.144
2º Grau: 20.616
Criminal: 6.091

Pendentes:
1º Grau: 40.178 Conhecimento: 38.255 Não Criminal: 32.164
60.794

Execução: 1.923

64
2º Grau 1º Grau Total
Força de Trabalho
Magistrados 2.836
Servidores Jud. 1.688 10.421 12.109

Movimentação Processual
Estoque 20.616 40.178 60.794
Casos Novos 7.337 86.092 93.429
Julgados 24.999 104.326 129.325
Baixados 27.557 144.305 171.862

Indicadores de Produtividade
IAD 375,6% 167,6% 183,9%
Taxa Congest. 42,8% 21,8% 26,1%
Conhecimento não se aplica 21,0% 21,0%
Execução não se aplica 80,0% 80,0%

Indicadores por Magistrado


Casos Novos 38 33 33
Carga de Trab. 272 70 84
Proc. Julgados 131 39 46
Proc. Baixados 144 55 61

Indicadores por Servidor


Casos Novos 5 9 8
Carga de Trab. 33 19 21
Proc. Baixados 17 15 15

65
Justiça Militar Estadual
Despesa Total
R$ 161.946.711

Estagiários
R$ 752.877,3
(0,5%) Despesas de
Terceirizados Capital
R$ 3.291.989,0 R$ 2.459.582
(2,2%) (20,2%)
Outras
R$ 4.820.250,2 Recursos
(3,2%)
Outras
Benefícios Humanos Despesas
R$ 12.967.315,2 R$ 149,8 Milhões R$ 12,2 Milhões
(8,7%) (92,5%) (7,5%)

Pessoal e encargos Outras despesas correntes


R$ 127.922.272,6 R$ 9.732.425
(85,4%) (79,8%)

magistrado e servidor 28% 39% 33%


cargo em comissão 39% 20% 41% Informática
função comissionada 15% 31% 55% R$ 2.648.954 (21,7%)
2º grau 1º grau administrativo

Força de Trabalho
Magistrados Servidores
Cargos Existentes: 53 Cargos Existentes: 406

12 41 90 316*
Vagos Providos Vagos Providos

51% 49% 23% 37% 40%

2º Grau 1º Grau
Total: 583
1º grau Administrativa
Magistrados: 41 2º grau
Servidores: 406
-Efetivos: 314
-Cedidos/Requisitados: 40 94 150 162
21 20 -Sem vínculo Efetivo: 52
Auxiliares: 136

Cargos em comissão
39% 26% 35%
Funções comissionadas
45% 36% 18%

*incluindos os servidores cedidos para outros órgãos.


66
Tempo médio do processo baixado na Justiça Militar Estadual

2º grau
7 meses

Conhecimento Execução Fiscal


1º grau 1º grau
1 ano e 4 meses 1 ano 4 meses

Tempo da Sentença Tempo da Baixa

4 meses 7 meses
1 ano 1 mês 1 ano 4 meses
1 ano 8 meses 1 ano 4 meses

Tempo do Pendente

6 meses
11 meses
2 anos 2 meses

2º Grau Conhecimento 1º Grau Execução 1º Grau

67
Movimentação Processual

Criminal: 1.006
2º Grau: 1.692

Não Criminal: 686


Casos Novos:
4.523
Criminal: 1.663
Conhecimento: 2.293
1º Grau: 2.831
Não Criminal: 630
Execução: 538
Criminal: 425
Não Criminal: 113

Criminal: 1.015
2º Grau: 1.725

Sentenças:
3.410 Não Criminal: 710

Criminal: 1.022
1º Grau: 1.685 Conhecimento: 1.612

Criminal: 590
Execução: 73
Não Criminal: 73

Criminal: 1.004
2º Grau: 1.744

Baixados:
4.189 Não Criminal: 740

Criminal: 1.612
1º Grau: 2.445 Conhecimento: 2.363

Não Criminal: 751


Execução: 82
Não Criminal: 82

Criminal: 516

2º Grau: 977 Não Criminal: 461

Criminal: 1.204
Pendentes: Conhecimento: 1.640
3.704
1º Grau: 2.727 Não Criminal: 436

Execução: 1.087 Criminal: 883

Não Criminal: 204

68
2º Grau 1º Grau Total
Força de Trabalho
Magistrados 21 20 41
Servidores Jud. 94 150 244

Movimentação Processual
Estoque 977 2.727 3.704
Casos Novos 1.692 2.831 4.523
Julgados 1.725 1.685 3.410
Baixados 1.744 2.445 4.189

Indicadores de Produtividade
IAD 103,1% 86,4% 92,6%
Taxa Congest. 35,9% 52,7% 46,9%
Conhecimento não se aplica 41,0% 41,0%
Execução não se aplica 93,0% 93,0%

Indicadores por Magistrado


Casos Novos 81 115 97
Carga de Trab. 156 262 208
Proc. Julgados 82 84 83
Proc. Baixados 83 122 102

Indicadores por Servidor


Casos Novos 19 16 17
Carga de Trab. 36 37 36
Proc. Baixados 19 17 18

69
Superior Tribunal de Justiça
Despesa Total
R$ 1.535.755.800

Estagiários
R$ 6.118.506 Despesas de
(0,4%) Capital
Outras R$ 21.232.077
R$ 14.889.775 (24,8%)
(1,0%)
Terceirizados Recursos Outras
R$ 115.171.623 Humanos Despesas
(7,9%)
R$ 1,4 Bilhão R$ 85,5 Milhões
Benefícios
(94,4%) (5,6%)
R$ 118.129.142
(8,1%)

Pessoal e encargos
Outras despesas correntes
R$ 1.195.969.864
R$ 64.244.814
(82,5%)
(75,2%)

Informática
R$ 60.229.078 (70,5%)

Força de Trabalho
Ministros Servidores
Cargos Existentes: 33 Cargos Existentes: 2.922

33 222 2.700*
Providos Vagos Providos

Total: 4.971
Ministros: 33
Servidores: 2.808
-Efetivos: 2.545
-Cedidos/Requisitados: 189
-Sem vínculo Efetivo: 74
Auxiliares: 2.130

*incluindos os servidores cedidos para outros órgãos.


70
Tribunal Superior do Trabalho
Despesa Total
R$ 1.160.002.414

Estagiários
R$ 4.005.985
(0,4%)
Outras
R$ 18.520.143 Outras despesas
(1,7%) correntes
Terceirizados R$ 30.724.834
R$ 74.177.034 Recursos (34,5%) Outras
(6,9%) Humanos Despesas
R$ 1,1 Bilhão R$ 89 Milhões
Benefícios (7,7%)
(92,3%)
R$ 76.882.406
(7,2%)
Pessoal e encargos Despesas de Capital
R$ 58.295.676
R$ 897.396.336
(65,5%)
(83,8%)

Informática
R$ 19.557.089 (22%)

Força de Trabalho
Ministros Servidores
Cargos Existentes: 27 Cargos Existentes: 2.123

27 175 1.948
Providos Vagos Providos

Total: 3.417
Magistrados: 27
Servidores: 2.119
-Efetivos: 1.799
-Cedidos/Requisitados: 275
-Sem vínculo Efetivo: 45
Auxiliares: 1.271

71
Tribunal Superior Eleitoral
Despesa Total
R$ 581.506.711

Estagiários
Despesas de
R$ 953.293,8 Capital
(0,2%)
Outras R$ 14.925.373
R$ 2.950.092,6 (9,1%)
(0,7%)
Benefícios
R$ 28.570.811,2
(6,8%) Recursos Outras
Humanos Despesas
R$ 417,1 Millhões R$ 164 Milhões
Terceirizados (71,7%) (28,3%)
R$ 80.885.643,7
(19,4%)
Pessoal e encargos Outras despesas correntes
R$ 303.736.688,0
R$ 149.484.809
(72,8%)
(90,9%)

Informática
R$ 115.126.471 (70%)

Força de Trabalho
Ministros Servidores
Cargos Existentes: 14 Cargos Existentes: 897

14 0 897
Providos Vagos Providos

Total: 1.945
Ministros: 14
Servidores: 854
-Efetivos: 792
-Cedidos/Requisitados: 48
-Sem vínculo Efetivo: 14
Auxiliares: 1.077

72
Justiça Militar da União
Despesa Total
R$ 544.103.712

Despesas de
Estagiários Capital
R$ 2.174.872 R$ 7.085.174
(0,4%) (12,5%)
Outras
R$ 5.840.097
(1,2%) Recursos Outras
Benefícios Humanos Despesas
R$ 15.365.141
R$ 487 Milhões
(3,2%) R$ 56,8 Milhões
(89,6%)
Terceirizados (10,4%)
R$ 26.100.909
(5,4%)
Pessoal e encargos
R$ 437.850.881 Outras despesas correntes
(89,8%) R$ 49.686.639
(87,5%)

magistrado e servidor 54% 46%


cargo em comissão
Informática
66% 34%
R$ 7.788.490 (13,7%)
função comissionada 42% 58%
2º grau administrativo

Força de Trabalho
Magistrados Servidores
Cargos Existentes: 54 Cargos Existentes: 769

54 218 551
Providos Vagos Providos

30% 70% 21% 30% 48%

Total: 1.295
Auditorias Militares Administrativa
Ministros: 16
STM Juízes: 38 Autitorias Militares
STM
Servidores: 825
-Efetivos: 782 399
250
16 38 -Cedidos/Requisitados: 9 176
-Sem vínculo Efetivo: 34
Auxiliares: 416

Cargos em comissão
40% 20% 40%
Funções comissionadas
41% 3% 56%

73
4 Recursos financeiros e humanos
Este capítulo apresenta dados sobre recursos orçamentários e humanos do Poder Judiciário, com informações
sobre despesas, receitas e força de trabalho.

4.1 Despesas e receitas totais


Em 2019, as despesas totais do Poder Judiciário somaram R$ 100,2 bilhões, aumento de 2,6% em relação a
2018. As despesas referentes aos anos anteriores foram corrigidas conforme o índice de inflação IPCA, o que elimina
o efeito da inflação. Esse crescimento foi ocasionado, especialmente, em razão da variação na rubrica das despesas
com recursos humanos, que cresceram em 2,2%, e das outras despesas correntes, que cresceram em 7,4%.
É importante destacar que, nos últimos 8 anos (2011-2019), o volume processual cresceu em proporção às
despesas, com elevação média anual de 4,7% ao ano na quantidade de processos baixados e de 2,5% no volume do
acervo, acompanhando a variação de 3,4% das despesas.
As despesas totais do Poder Judiciário correspondem a 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, ou a 2,7% dos
gastos totais da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. Em 2019, o custo pelo serviço de Justiça foi
de R$ 479,16 por habitante, R$ 10,7 a mais, por pessoa, do que no ano de 2018, conforme apresentado na Figura 196.
Cabe informar que 18,5% das despesas são referentes a gastos com inativos, dessa forma pode-se afirmar que o
Judiciário cumpre o papel previdenciário no pagamento de aposentadorias e pensões7. Descontadas tais despesas,
o gasto efetivo para o funcionamento do Poder Judiciário é de R$ 81,6 bilhões, a despesa por habitante é de R$
390,38, e consome-se 1,2% do PIB.
A despesa da Justiça Estadual, segmento que abrange 79% dos processos em tramitação, corresponde a 57,2%
da despesa total do Poder Judiciário (Figura 22). Na Justiça Federal, a relação é de 14% dos processos para 12% das
despesas, e na Justiça Trabalhista, 6% dos processos e 21% das despesas.
Figura 19: Série histórica das despesas por habitante
479,16
480 459,08 457,96 472,54 468,42
436,01 427,46 441,66
409,98
390,38
367,45 367,95
384 351,52 364,13 349,36
333,72
294,46
288 257,63 267,34
227,84
191,38
173,58
192

96

0
2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019
Despesas por habitante (total)
Despesas por habitante (sem inativos)

6 Todas as variáveis de recursos financeiros calculadas neste Relatório estão deflacionadas segundo o IPCA, na data-base de 31/12/2019.
7 Em alguns tribunais os inativos são pagos por fundos e não compõem o orçamento do tribunal. Nesse caso, os gastos não estão computados.

74
Figura 20: Séries históricas das despesas por habitante, por ramo de justiça.

Estadual Superior
280 270,68 274,27 20 19,22 19,86
259,48 19,00 19,03
18,34 18,28
235,71 260,57 267,57 18,42
230,34 18,27
224 214,48 242,96 218,27 16 17,44
238,83
194,81 193,97 215,62 13,77
208,51 12,77 13,19
204,92 12,52 12,76
168 153,58 12 11,36
168,81 10,09
124,22 9,43 9,45
146,53
112 99,66 8
113,66

56 4

0 0
2009 2011 2013 2015 2017 2019 2011 2013 2015 2017 2019

100 Trabalho 95,50


98,27 40 Eleitoral
93,90 96,14
91,22 91,30
93,15 92,46 95,71
91,41 91,78
80 32 31,43 30,67
72,60 29,30 28,42 28,61 29,50
64,14 66,57 28,26
29,83
24,58
68,81 26,46
60 64,39 24 22,17
52,09 20,14
55,32 24,04
46,36 18,29 17,20 21,72
42,14 49,21 15,78
40 16 18,80
44,29

20 8

0 0
2009 2011 2013 2015 2017 2019 2011 2013 2015 2017 2019

Federal 2,19 Militar Estadual


60 56,66 58,68 58,06 2,20 2,12 2,11
55,24 54,48 56,28 57,82 2,05 2,02 2,05 2,04 2,06
1,99
56,62 55,88 56,18
53,97 49,10
47,39
48 1,76
43,55
46,18 1,50
38,38 44,06 1,42 1,45
1,31 1,31
36 33,07 1,32 1,20
30,57 1,16 1,15
34,59
31,70 0,94
28,87
24 0,88

12 0,44

0 0,00
2009 2011 2013 2015 2017 2019 2011 2013 2015 2017 2019

Despesas por habitante (total)


Despesas por habitante (sem inativos)

75
Figura 21: Despesas por habitante, por tribunal.
Estadual Eleitoral
Sem inativos Total Sem inativos Total
269,4 TJRS 348,0 22,9 TRE−RJ 32,2
248,1 TJSP 285,7 26,8 TRE−MG 32,2
200,1 TJMG 273,6 26,2 TRE−PR 30,9
206,0 TJPR 247,5 25,1 TRE−RS 29,6
169,1 TJRJ 245,4 14,6 TRE−SP 18,5
788,5 TJDFT 973,6 51,3 TRE−PI 59,8
387,9 TJMT 453,9 34,6 TRE−RN 42,1
274,7 TJES 353,4 36,3 TRE−PB 41,3
282,3 TJSC 322,8 36,4 TRE−AM 38,3
265,6 TJGO 320,5 26,6 TRE−SC 32,6
201,7 TJBA 261,6 28,0 TRE−MA 31,1
181,0 TJPE 181,3 26,3 TRE−GO 29,9
176,1 TJMA 176,1 21,9 TRE−CE 26,2
130,9 TJCE 149,3 20,6 TRE−PE 26,1
136,9 TJPA 139,0 21,2 TRE−PA 24,5
474,2 TJRO 567,6 16,4 TRE−BA 19,3
393,5 TJAP 402,7 75,9 TRE−AC 82,0
389,5 TJRR 394,0 69,6 TRE−RO 75,9
386,9 TJTO 393,0 63,8 TRE−RR 72,5
358,0 TJMS 358,0 62,4 TRE−AP 65,4
301,1 TJAC 336,6 59,1 TRE−TO 63,2
282,8 TJRN 282,8 37,7 TRE−SE 43,7
264,2 TJSE 267,0 36,1 TRE−MS 42,8
210,4 TJPB 210,4 37,8 TRE−MT 42,8
195,2 TJPI 205,3 25,5 TRE−DF 35,3
149,6 TJAL 172,9 32,1 TRE−AL 35,3
148,8 TJAM 171,2 27,7 TRE−ES 31,6
230,3 Estadual 274,3 24,6 Eleitoral 29,5

Trabalho Superiores
Sem inativos Total Sem inativos Total
102,5 TRT4 154,4 5,3 STJ 7,3
92,6 TRT2 123,8 3,9 TST 5,5
74,3 TRT1 116,4 2,5 TSE 2,8
69,9 TRT3 99,2 1,5 STM 2,6
57,8 TRT15 76,1 13,2 Superior 18,3
93,8 TRT10 139,5
71,0 TRT12 111,5 Federal
73,6 TRT6 98,4 76,4 TRF2 92,9
77,0 TRT9 97,8 67,1 TRF4 77,9
75,7 TRT5 95,7 47,5 TRF3 55,9
72,1 TRT18 82,1 40,2 TRF5 47,8
45,8 TRT8 67,0 39,3 TRF1 46,4
36,5 TRT7 49,1 49,1 Federal 58,1
126,6 TRT14 172,8
101,1 TRT13 127,5
72,5 TRT11 107,1 Militar Estadual
86,7 TRT24 101,6 1,9 TJMMG 2,7
87,3 TRT23 98,0 1,8 TJMRS 2,7
84,4 TRT17 95,0 1,2 TJMSP 1,6
72,3 TRT21 88,6 1,5 Militar Estadual 2,1
73,0 TRT20 84,5
64,3 TRT19 72,8
44,7 TRT22 48,0
30,6 TRT16 34,5 Poder Judiciário
72,6 Trabalho 98,3 390,4 Poder Judiciário 479,2

76
Figura 22: Despesa total por ramo de justiça
Justiça Estadual
57.330.927.222
57,2% Justiça Militar Estadual
161.946.711
0,2%

Tribunais Superiores
3.821.368.637
3,8%

Justiça Eleitoral
Justiça do Trabalho Justiça Federal 6.166.153.371
20.540.947.778 12.136.304.726 6,2%
20,5% 12,1%

Os gastos com recursos humanos são responsáveis por 90,6% da despesa total e compreendem, além da remu-
neração com magistrados, servidores, inativos, terceirizados e estagiários, todos os demais auxílios e assistências
devidos, tais como auxílio-alimentação, diárias, passagens, entre outros. Devido ao alto montante dessas despesas,
elas serão detalhadas na próxima seção. Os 9% de gastos restantes referem-se às despesas de capital (2,1%) e outras
despesas correntes (7,2%), que somam R$ 2,1 bilhões e R$ 7,2 bilhões, respectivamente.
A série histórica de gastos com informática apresentou tendência de crescimento entre os anos de 2009 e 2014
e se manteve estável, com sutis oscilações, nos últimos 5 anos. As despesas de capital apresentaram comporta-
mento crescente entre os anos de 2009 a 2012, quando iniciou a tendência de queda, observada até 2015. Desde
então, tais despesas têm se mantido relativamente estáveis, com elevação de 0,04% no último ano (Figura 23). Essas
despesas abrangem a aquisição de veículos, de equipamentos e de programas de informática, de imóveis e outros
bens permanentes, além das inversões financeiras.
Figura 23: Série histórica das despesas com informática e com capital
R$ 3,66
R$ 3,70
R$ 3,22 R$ 3,12
R$ 3,10
R$ 2,96 R$ 2,76
R$ 2,50
R$ 2,39 R$ 2,38
R$ 2,27 R$ 2,37 R$ 2,26 R$ 2,18
R$ 2,06 R$ 2,08
Bilhões de R$

R$ 2,22
R$ 2,35
R$ 1,70 R$ 2,11 R$ 2,09 R$ 2,14 R$ 2,14

R$ 1,48 R$ 1,26
R$ 1,14

R$ 0,74

R$ 0,00
2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019
Despesas com informática
Despesas de capital

Apesar da expressiva despesa do Poder Judiciário, os cofres públicos receberam durante o ano de 2019, em
decorrência da atividade jurisdicional, cerca de R$ 76,43 bilhões, um retorno da ordem de 76% das despesas efetua-
das. Esse foi o maior montante auferido na série histórica. Somente em 2009 e 2018, a arrecadação havia superado
o patamar de 60% (Figura 24).
Calculam-se na arrecadação os recolhimentos com custas, fase de execução, emolumentos e eventuais taxas (R$
13,1 bilhões, 17,2% da arrecadação), as receitas decorrentes do imposto causa mortis nos inventários/arrolamentos
judiciais (R$ 7,5 bilhões, 9,9%), a atividade de execução fiscal (R$ 47,9 bilhões, 62,7%), a execução previdenciária (R$
77
3,1 bilhões, 4,1%), a execução das penalidades impostas pelos órgãos de fiscalização das relações de trabalho (R$
21,7 milhões, 0,03%) e a receita de imposto de renda (R$ 4.665,2 milhões, 6,1%). O acréscimo de 2019 nas receitas
deve-se, predominantemente, às receitas de execução fiscal que cresceram em quase R$ 10 bilhões em um ano
(26%), em particular, na Justiça Estadual.
Em razão da própria natureza de sua atividade jurisdicional, a Justiça Federal é a responsável pela maior parte
das arrecadações: 42% do total recebido pelo Poder Judiciário (Figura 25), sendo o único ramo que retornou aos
cofres públicos valor superior às suas despesas (Figura 26). Tratam-se, majoritariamente, de receitas oriundas da
atividade de execução fiscal, ou seja, dívidas pagas pelos devedores em decorrência de ação judicial. Dos R$ 47,9
bilhões arrecadados em execuções fiscais, R$ 31,9 bilhões (66,5%) são provenientes da Justiça Federal e R$ 15,8
bilhões (33%) da Justiça Estadual.
Parte dessas arrecadações é motivada por cobrança do Poder Executivo, como ocorre, por exemplo, em impostos
causa mortis, que podem, inclusive, incorrer extrajudicialmente, em valores não computados neste Relatório.
Figura 24: Série histórica das arrecadações
R$ 85 R$ 76,4 160%

R$ 68 R$ 61,2 134%
R$ 52,9 R$ 52,7
Bilhões de R$

R$ 51 R$ 43,8 R$ 43,1 108%


R$ 36,5
R$ 43,5
R$ 34 76,3% 82%
R$ 34,4 R$ 35,4
65,3% R$ 33,1 62,7%
56,4% 53,7%
R$ 17 47,7% 46,3% 50,1% 56%
46,1%
40,7% 39,6%
R$ 0 30%
2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019

Percentual de receitas em relação às despesas


Total de receitas

Figura 25: Arrecadações por ramo de justiça


Justiça Estadual
35.931.946.234
47,0%
Justiça Militar Estadual
1.254.709
0,0%

Tribunais Superiores
46.694.265
0,1%
Justiça do Trabalho
Justiça Federal 8.458.230.965
31.994.894.203 11,1%
41,9%

78
Figura 26: Percentual de receitas em relação às despesas, por ramo de justiça

Justiça Federal 264%


Justiça Estadual 63%
Justiça do Trabalho 41%
Tribunais Superiores 2%
Militar Estadual 1%
Poder Judiciário 76%

0% 50% 100% 150% 200% 250% 300%

A relação entre o total arrecadado com custas e emolumentos e o número de processos (exceto criminais e jui-
zados especiais, já que não estão sujeitos às custas) pode ser verificada na Figura 27, em que é possível observar
o impacto médio dos valores praticados com custas e emolumentos, em conjunto com as concessões de AJG nos
tribunais. Os Tribunais de Justiça dos estados de Minas Gerais, São Paulo, Goiás e Mato Grosso arrecadaram, no
ano de 2019, maior volume financeiro em decorrência de suas tabelas de custas proporcionalmente ao número de
processos, com arrecadação superior a R$ 1.600,00 por processo ingressado.
O TJDFT é o de menor arrecadação dentre os Tribunais de Justiça (R$ 209,38), com indicador semelhante aos
Tribunais Regionais do Trabalho (média de R$ 230). A Justiça Federal apresenta a menor média de valor arrecadado
com custas e emolumentos, com R$ 139,01 por processo ingressado.

79
Figura 27: Valores arrecadados em relação ao número de processos ingressados sujeitos a cobrança de custas

Estadual Trabalho
TJMG R$ 2.360,09 TRT3 R$ 297,07
TJSP R$ 2.119,37 TRT4 R$ 205,27
TJPR R$ 1.527,89 TRT1 R$ 170,96
TJRJ R$ 940,96 TRT15 R$ 151,60
TJRS R$ 524,59
TRT2 R$ 137,43
TJGO R$ 1.740,22
TRT6 R$ 415,85
TJMT R$ 1.602,14
TJPA R$ 1.183,77 TRT5 R$ 346,73
TJMA R$ 1.101,83 TRT10 R$ 342,11
TJBA R$ 1.057,81 TRT9 R$ 341,70
TJES R$ 890,24 TRT18 R$ 289,41
TJSC R$ 710,20 TRT8 R$ 212,28
TJCE R$ 636,91 TRT12 R$ 154,47
TJPE R$ 526,33 TRT7 R$ 109,96
TJDFT R$ 209,38
TRT24 R$ 1.386,01
TJRO R$ 1.104,19
TJPI R$ 991,23 TRT23 R$ 445,52
TJAM R$ 885,85 TRT21 R$ 408,29
TJTO R$ 797,30 TRT17 R$ 333,22
TJMS R$ 743,69 TRT20 R$ 282,57
TJPB R$ 707,61 TRT14 R$ 188,03
TJRR R$ 568,70 TRT13 R$ 185,20
TJAC R$ 567,29 TRT11 R$ 176,68
TJAP R$ 474,35
TRT16 R$ 72,43
TJSE R$ 386,07
TRT22 R$ 49,30
TJRN R$ 295,50
TJAL R$ 281,00 TRT19 R$ 48,85
Estadual R$ 1.396,02 Trabalho R$ 230,00
R$ 0,00 R$ 1.000,00 R$ 2.000,00 R$ 3.000,00 R$ 0,00 R$ 500,00 R$ 1.500,00

Federal Superiores
TRF2 R$ 198,55 STJ R$ 167,34
TRF3 R$ 146,11 TST R$ 7
TRF1 R$ 134,60
R$ 0,00 R$ 400,00 R$ 1.000,00
TRF4 R$ 126,73
TRF5 R$ 105,19 Poder Judiciáio
Federal R$ 139,01
Poder judiciário R$ 1.110,88
R$ 0,00 R$ 400,00 R$ 1.000,00
R$ 0,00 R$ 400,00 R$ 1.000,00

4.2 Despesas com pessoal


As despesas com recursos humanos são responsáveis por 90,6% do gasto total do Poder Judiciário. Observa-se,
a partir da Figura 28, que esses gastos crescem proporcionalmente ao gasto total do Poder Judiciário. O percentual
gasto com pessoal permaneceu relativamente estável ao longo dos 11 anos da série histórica, com o menor valor
aferido em 2012 (88,8%) e o maior, em 2018 (90,9%).
As séries históricas por ramo de justiça (Figura 30) indicam queda no último ano do percentual na Justiça Esta-
dual e Militar Estadual, com crescimento nas demais. O segmento com maior proporção de recursos destinados ao
pagamento de pessoal é o Federal — 93,9% — e as menores proporções estão nos Tribunais Superiores e na Justiça
Estadual, 89,6% e 89,2%, respectivamente.
O detalhamento dessa rubrica mostra que 85,9% dos gastos destinam-se ao pagamento de subsídios e remune-
rações dos magistrados e servidores ativos e inativos, que incluem também pensões, impostos de renda e encargos
sociais; 6,9% são referentes ao pagamento de benefícios (ex.: auxílio-alimentação, auxílio-saúde); 2,4% correspondem
ao pagamento de despesas em caráter eventual e indenizatório, como diárias, passagens e auxílio-moradia; 4% são
gastos com terceirizados e 0,8% com estagiários (Figura 29).
80
Figura 28: Série histórica das despesas

R$ 98,1 R$ 100,2
R$ 93,9 R$ 97,7
R$ 94,4
R$ 89,6
R$ 91,0 R$ 84,6 R$ 85,9 110%
R$ 78,9 R$ 88,7 R$ 90,8
R$ 69,5 R$ 84,1 R$ 85,1 R$ 88,8
R$ 72,8 R$ 67,1 102%
R$ 75,1 R$ 77,2 R$ 80,2
R$ 70,8
Bilhões de R$

R$ 54,6 R$ 60,4 R$ 62,2 94%


90,1% 89,5% 89,7% 88,8% 89,8% 89,5% 89,5% 90,1% 90,4% 90,9% 90,6%
R$ 36,4 86%

R$ 18,2 78%

R$ 0,0 70%
2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019

Percentual de gasto com RH


Despesa Total
Despesa com RH

Figura 29: Despesas com recursos humanos


Pessoal e encargos
78.019.153.724
85,9%
Outras
2.156.149.470
2,4%
Estagiários
731.331.891
0,8%
Terceirizados
3.600.331.078
Benefícios
4,0%
6.267.841.178
6,9%

81
Figura 30: Série histórica das despesas com recursos humanos, por ramo de justiça

96% Estadual 96% 95% Superior

91% 90% 91% 90%


89% 89% 89%
88% 88% 88% 88%
89% 89%
88% 86%
86% 86%
86% 83% 84%
83%
84%
80% 80%
79%
75% 75%

70% 70%
2009 2011 2013 2015 2017 2019 2011 2013 2015 2017 2019

96% 95% 95% Trabalho 94% 94% 96% Eleitoral


95% 93% 93%

92% 93% 92% 93% 90% 91%


91% 91% 89% 89% 89%
89%
88%
86% 86%
85%

80% 82%
80%

75% 75%

70% 70%
2009 2011 2013 2015 2017 2019 2011 2013 2015 2017 2019

96% Federal 96% Militar Estadual 95%


94% 94% 94%
93% 93% 92% 92%
91% 92%
91%
91% 90% 92% 91% 92%
91% 91% 89%
89%
88%
86% 86%

83%
80% 80%

75% 75%

70% 70%
2009 2011 2013 2015 2017 2019 2011 2013 2015 2017 2019

82
As despesas com cargos em comissão e funções comissionadas representaram 13,1% do total de gastos com pes-
soal no Poder Judiciário, sendo o percentual gasto com cargos em comissão de 9,9% e com funções comissionadas
de 3,1%. Os percentuais por tribunal podem ser visualizados na Figura 31, eles variam de 5%, no TRE-RJ, a 33%, no
TJSC. Na Justiça Eleitoral, o TRE-RR apresenta o maior percentual de despesas com cargos e funções comissionadas
(15,6%). Na Justiça do Trabalho, o maior percentual está no TRT1 (10,3%). As diferenças nos valores dos cargos em
comissão irão depender não somente da estrutura de níveis e quantidades de cargos e funções disponíveis, como
também da forma de provimento, ou seja, se ocupante de quadro efetivo ou se comissionado sem vínculo, hipótese
em que recebe 100% da gratificação.
Na Figura 32, estão apresentadas as despesas médias mensais da Justiça com pagamento de magistrados e
servidores. É importante esclarecer que os valores incluem os pagamentos de remunerações, indenizações, encar-
gos sociais, previdenciários, impostos de renda, despesas com viagens a serviço (passagens aéreas e diárias8), não
correspondendo, portanto, aos salários, tampouco aos valores recebidos pelos servidores públicos. Desse modo,
observa-se que as despesas representam uma média mensal de aproximadamente R$ 50,9 mil por magistrado; de
R$ 16,3 mil por servidor; de R$ 4,1 mil por terceirizado; e de R$ 930,04 por estagiário.
Frise-se, ainda, que no cálculo estão considerados os pagamentos com inativos e pensionistas, o que pode
acarretar diferenças quando feita a comparação entre tribunais, uma vez que a modalidade de tais vencimentos
pode ocorrer às expensas do órgão ou por meio de fundos de pensão, nesse caso não computados. Ademais, por
se tratar de valor médio, é importante esclarecer que eventuais indenizações recebidas em razão de decisão judicial
destinadas a um pequeno grupo de indivíduos podem impactar de sobremaneira as médias apresentadas na Figura
32, especialmente em órgãos de pequeno ou médio porte, que possuem menor quantitativo de funcionários. Dessa
forma, e pelas razões explicitadas, há diferenças entre os segmentos de justiça custeados pela União, nos quais os
vencimentos são uniformes.
Reitera-se, portanto, que os valores apresentados não correspondem ao salário dos magistrados e servidores,
mas tão somente ao custo da justiça. Registra-se, ainda, que a soma do imposto de renda (até 27,5%) com a previ-
dência social (11%), ambos incidentes sobre a remuneração total, a depender da data de ingresso no funcionalismo
público, podem gerar impactos de quase 40% na folha de pagamento.
No âmbito da Justiça Eleitoral, o subsídio é pago pelo órgão de origem, restando apenas gratificações e despe-
sas eventuais a cargo dos TREs. O custo com promotores eleitorais foi computado nas despesas com magistrados.

8 As diárias têm por objetivo o custeio de viagens e destinam-se ao pagamento de hospedagem, alimentação e transporte durante o período de trânsito.
83
Figura 31: Percentual de despesas com cargos e funções comissionadas em relação à despesa total com pessoal, por tribunal
Estadual Eleitoral
Funções comissionadas Cargos em comissão Funções comissionadas Cargos em comissão
0,0% TJSP 31,6% 5,3% TRE−RS 1,6%
3,6% TJRS 11,3% 5,8% TRE−PR 1,6%
0,1% TJMG 11,2% 4,0% TRE−RJ 1,4%
2,4% TJPR 9,6% 5,1% TRE−MG 0,9%
6,1% TJRJ 3,0% 4,7% TRE−SP 0,8%
2,2% TJSC 30,9% 6,9% TRE−RN 3,4%
4,1% TJMT 22,4% 7,0% TRE−PE 3,2%
0,0% TJCE 18,8% 6,1% TRE−AM 2,9%
0,2% TJPA 14,7% 6,8% TRE−CE 2,7%
0,8% TJMA 13,4% 5,8% TRE−MA 2,4%
1,7% TJES 8,8% 8,0% TRE−PI 2,4%
0,0% TJBA 6,7% 6,3% TRE−PA 2,3%
2,8% TJGO 5,5% 5,8% TRE−PB 2,3%
4,8% TJPE 3,8% 6,0% TRE−SC 2,2%
2,8% TJDFT 2,8% 6,5% TRE−GO 2,2%
0,0% TJTO 25,2% 7,6% TRE−BA 2,2%
1,0% TJAM 22,8% 8,4% TRE−RR 7,2%
3,7% TJRO 13,6% 6,8% TRE−AC 5,6%
1,3% TJAL 12,8% 6,8% TRE−AP 5,4%
0,6% TJAP 10,8% 8,3% TRE−DF 5,3%
2,9% TJAC 9,5% 6,4% TRE−TO 4,1%
0,0% TJRN 9,3% 8,9% TRE−MS 4,0%
2,6% TJRR 8,9% 6,4% TRE−SE 3,9%
4,2% TJPI 6,4% 6,4% TRE−RO 3,8%
1,0% TJSE 6,4% 7,4% TRE−ES 3,7%
0,6% TJPB 5,4% 6,5% TRE−AL 3,5%
3,0% TJMS 3,4% 6,5% TRE−MT 2,9%
1,8% Estadual 15,1% 5,9% Eleitoral 2,2%

Trabalho Superiores
Funções comissionadas Cargos em comissão Funções comissionadas Cargos em comissão
3,0% TRT2 5,0% 4,1% STJ 6,7%
5,7% TRT1 4,6% 3,3% STM 5,2%
4,4% TRT15 3,2% 6,8% TST 4,9%
3,6% TRT4 3,2% 6,3% TSE 4,8%
5,4% TRT3 2,9% 5,2% Superior 5,7%
4,4% TRT12 4,8%
4,4% TRT9 3,9%
4,4% 3,5%
Federal
TRT7
4,6% TRF2 2,5%
4,5% TRT8 3,4%
4,8% TRF3 2,3%
4,6% TRT6 2,9%
7,4% TRF5 2,1%
4,6% TRT10 2,9%
5,3% TRF4 2,0%
4,0% TRT18 2,6%
5,4% TRF1 2,0%
4,8% TRT5 2,3%
5,3% Federal 2,2%
3,8% TRT22 3,7%
4,4% TRT20 3,7%
4,9% TRT19 3,4%
Militar Estadual
3,8% TRT23 3,2%
0,0% TJMSP 23,5%
5,2% TRT14 3,1%
2,9% TJMRS 17,9%
4,4% TRT24 3,1%
0,0% TJMMG 15,4%
3,6% TRT21 3,0%
Militar
5,7% TRT11 2,9% 0,6% Estadual 19,9%
5,4% TRT13 2,7%
4,7% TRT17 2,6%
3,6% TRT16 2,5% Poder Judiciário
4,4% Trabalho 3,5% 3,1% Poder Judiciário 9,9%

84
Figura 32: Custo médio mensal dos tribunais com magistrados e servidores, incluindo benefícios, encargos,
previdência social, diárias, passagens, indenizações judiciais e demais indenizações eventuais e não eventuais
Estadual Eleitoral
Servidores Magistrados Servidores Magistrados
16.229 TJMG 63.158 12.133 TRE−SP 10.625
13.141 TJPR 52.241 16.852 TRE−RS 10.529
11.524 TJRJ 51.805 20.910 TRE−RJ 10.275
11.775 TJSP 45.932 14.616 TRE−MG 9.894
12.903 TJRS 43.515 21.489 TRE−PR 5.094
14.092 TJSC 76.787 18.953 TRE−SC 10.673
12.193 TJGO 74.231 13.285 TRE−PE 10.238
12.138 TJPE 60.463 11.382 TRE−BA 10.018
18.553 TJBA 56.958 17.410 TRE−MA 9.300
15.936 TJES 54.907 17.521 TRE−AM 8.152
22.610 TJDFT 54.592 22.870 TRE−PB 5.589
14.164 TJMA 54.138 16.112 TRE−PA 5.427
14.511 TJMT 49.850 20.718 TRE−RN 5.330
12.257 TJCE 42.617 17.444 TRE−GO 5.143
11.733 TJPA 35.634 24.806 TRE−PI 5.030
16.212 TJMS 75.966 9.369 TRE−CE 4.937
17.058 TJTO 71.338 19.750 TRE−RR 10.893
11.784 TJSE 58.659 20.320 TRE−AC 10.828
8.105 TJAC 54.551 16.570 TRE−MT 10.131
16.049 TJAP 54.073 23.848 TRE−SE 10.054
15.496 TJRN 52.028 19.024 TRE−ES 10.037
16.637 TJRR 49.755 20.137 TRE−TO 9.872
10.096 TJPB 47.942 25.810 TRE−AP 9.189
16.279 TJAM 44.956 14.514 TRE−DF 9.097
10.529 TJAL 41.238 16.851 TRE−RO 7.404
11.895 TJPI 40.049 17.663 TRE−AL 5.752
11.377 TJRO 37.709 13.672 TRE−MS 5.482
13.492 Estadual 52.445 15.919 Eleitoral 8.628

Trabalho Superiores
Servidores Magistrados Servidores Magistrados
25.382 TRT1 46.967 22.074 TST 75.397
21.710 TRT4 46.472 24.029 STJ 48.261
22.997 TRT15 42.043 25.900 STM 42.785
22.253 TRT2 40.181 22.871 TSE 7.477
22.347 TRT3 39.118 23.515 Superior 51.028
22.196 TRT8 52.333
18.995 TRT7 50.462 Federal
23.040 TRT9 49.321 53.118
22.821 TRF1
26.284 TRT12 45.690 21.955 TRF5 52.813
23.189 TRT18 36.910 22.177 TRF3 52.060
23.113 TRT5 35.918 21.939 TRF2 51.110
26.498 TRT10 35.372 24.267 TRF4 50.616
21.634 TRT6 34.961 22.660 Federal 52.001
21.288 TRT22 53.207
20.187 TRT19 52.703
21.647 TRT17 51.042 Militar Estadual
21.344 TRT24 48.707 15.847 TJMSP 53.202
25.057 TRT16 48.480 20.889 TJMMG 51.995
23.331 TRT20 46.256 10.664 TJMRS 39.214
22.154 TRT14 41.124 15.942 Militar 47.963
Estadual
22.332 TRT23 40.483
22.188 TRT21 39.507
24.901 TRT11 39.396
22.406 TRT13 39.307
Poder Judiciário
Poder
22.956 Trabalho 42.480 16.344 Judiciário 50.868

85
4.3 Quadro de pessoal
O quadro de pessoal é apresentado considerando três categorias: a) magistrados, que abrange os juízes, os
desembargadores e os ministros; b) servidores, incluindo o quadro efetivo, os requisitados e os cedidos de outros
órgãos pertencentes ou não à estrutura do Poder Judiciário, além dos comissionados sem vínculo efetivo, excluindo-se
os servidores do quadro efetivo que estão requisitados ou cedidos para outros órgãos; e c) trabalhadores auxiliares,
compreendendo os terceirizados, os estagiários, os juízes leigos, os conciliadores e os colaboradores voluntários.
Em 2019, o Poder Judiciário contava com um total de 446.142 pessoas em sua força de trabalho, sendo 18.091
magistrados (4,1%), 268.175 servidores (60,1%), 73.944 terceirizados (16,6%), 65.529 estagiários (14,7%) e 20.403
conciliadores, juízes leigos e voluntários (4,57%). Dentre os servidores, 78,8% estão lotados na área judiciária e 21,2%
atuam na área administrativa. O diagrama da Figura 33 mostra a estrutura da força do trabalho do Poder Judiciário
em relação aos cargos e às instâncias.
Na Justiça Estadual, estão 68,3% dos magistrados, 64,7% dos servidores e 79,4% dos processos em trâmite. Na
Justiça Federal, encontram-se 10,8% dos magistrados, 10,3% dos servidores e 13,8% dos processos em trâmite. Na
Justiça Trabalhista, 20,1% dos magistrados, 14,4% dos servidores e 5,9% dos processos (Figuras 34 e 39).
Figura 33: Diagrama da força de trabalho

Força de trabalho total


446.142

Servidores efetivos, Força de trabalho


Magistrados:
requisitados e comissionados: auxiliar:
18.091 (4,1%)
268.175 (60,1%) 159.876 (35,8%)

Tribunais Área judiciária: Área administrativa:


Superiores: 211.295 (78,8%) 56.880 (21,2%)
76 (0,4%)
Tribunais
2º grau:
Superiores:
2.463 (13,6%)
3.383 (1,6%)
1º Grau (varas,
juizados especiais e 2º grau:
turmas recursais): 30.920 (14,6%)
15.552 (86%)
1º grau, juizados
especiais e turmas:
176.992 (83,8%)

Figura 34: Total de magistrados por ramo de justiça


Justiça Estadual
12.349
68,3%
Auditoria Militar da União
38 ( 0,2%)
Justiça Militar Estadual
41 ( 0,2%)

Tribunais Superiores
76 ( 0,4%)
Justiça Federal
Justiça do Trabalho 1.951
3.636 10,8%
20,1%

86
Figura 35: Cargos de magistrados providos por 100.000 habitantes, por ramo de justiça

Justiça Estadual 5,91


Justiça do Trabalho 1,74
Justiça Federal 0,93
Justiça Estadual Estadual 0,05
Tribunais Superiores 0,04
Poder Judiciário 8,65

0 2 4 6 8 10

Ao final de 2019, havia 22.706 cargos criados por lei, sendo 18.091 providos e 4.615 cargos vagos (20,3%),
conforme Figura 36.
Dentre os 18.091 magistrados, 76 são ministros (0,4%)9; 15.552 são juízes de direito (86%); 2.313 são desembar-
gadores (13%); e 150 são juízes substitutos de 2º grau (0,8%). Existem, nos Tribunais Superiores, 35 magistrados
convocados fora da jurisdição (7 no TST, 10 no TSE e 18 no STJ), e, nos demais tribunais, 327 juízes em tal situação.
Ao todo 2% dos magistrados exercem atividade administrativa nos tribunais, afastados da jurisdição de origem.
Em 2019 os números de cargos existentes, providos e vagos permaneceram próximos aos verificados no ano
anterior, fazendo com que o percentual de cargos vagos aumentasse em 0,6 ponto percentual, patamar próximo
aos anos de 2009 e 2011. O maior percentual de cargos não providos está na Justiça Estadual e na Justiça Militar
Estadual, com 23% (Figura 37). Nos tribunais, o maior percentual de cargos de magistrados existentes e não providos
está no TJAC, com 69%.
Os cargos vagos são, em sua maioria, de juízes — enquanto no 2º grau existem 75 cargos de desembargadores
criados por lei e não providos (3%), no 1º grau há 4.540 cargos não providos (22,6%).
Considerando a soma de todos os dias de afastamento, obtém-se média de 1.294 magistrados que permaneceram
afastados da jurisdição durante todo o exercício de 2019, representando absenteísmo de 7,2%. Tais afastamentos
podem ocorrer em razão de licenças, convocações para instância superior, entre outros motivos. Para esse cálculo,
não foram computados períodos de férias e recessos. Isso significa que, em média, 16.797 magistrados efetivamente
atuaram na jurisdição durante todo o ano.
Além do número total de cargos de magistrados existentes e providos, outro indicador relevante é a média de
cargos de magistrados providos a cada cem mil habitantes: 8,7 em 2019. No período de 2009 a 2019 esse índice
variou pouco: a menor média foi observada em 2009 (8,4) e a maior em 2010 (8,9).
Figura 36: Série histórica dos cargos de magistrados
25.000 36%
22.314 21.761 21.688 22.525 22.706
21.210
20.003 20.722 22.421 22.639
20.000 21.829 31%
16.908 16.686 17.088 17.589 17.914 18.162 18.091
15.946
17.404 18.168
15.000 16.883 26%
23,6% 23,4%
22,4%
20,3% 20,3% 20,3%
10.000
18,5% 19,2% 19,4% 19,7% 20%
17,4%
5.000 15%

0 10%
2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019

Percentual de cargos vagos


Cargos efetivos existentes
Cargos efetivos providos

87
Figura 37: Percentual de cargos vagos de magistrado, por tribunal

Estadual Trabalho
TJMG 34,4% TRT1 12,7%
TJSP 24,8% TRT2 11,5%
TJRS 24,3% TRT15 8,2%
TJRJ 16,1% 8,1%
TRT3
TJPR 2,4%
TRT4 2,4%
TJPA 28,9%
TJPE 27,7% TRT18 8,2%
TJES 26,7% TRT6 6,9%
TJCE 26,6% TRT12 6,0%
TJDFT 25,1% TRT10 5,7%
TJGO 24,8% TRT8 5,6%
TJBA 23,2% TRT9 4,2%
TJMA 19,9% 4,2%
TRT5
TJSC 18,1%
TRT7 2,4%
TJMT 2,7%
68,6% TRT23 10,5%
TJAC
TJAL 45,4% TRT11 10,3%
TJRO 32,9% TRT14 8,5%
TJMS 30,7% TRT24 6,2%
TJRN 27,6% TRT22 5,4%
TJPI 20,2% TRT19 3,8%
TJRR 13,8% TRT21 3,6%
TJAP 7,5%
TRT16 3,4%
TJSE 5,4%
5,0% TRT13 2,9%
TJPB
TJTO 3,4% TRT20 0,0%
TJAM 2,4% TRT17 0,0%
Estadual 23,3% Trabalho 7,4%

0% 20% 40% 60% 80% 0% 5% 10% 15%

Federal Militar Estadual


TRF1 34,2% TJMMG 31,6%
TRF5 24,1% TJMSP 26,3%
TRF3 19,0% TJMRS 6,7%
TRF2 16,1% Militar Estadual 22,6%
TRF4 7,2%
TRF 22,3% 0% 10% 20% 30% 40%

0% 10% 20% 30% 40%

9 Incluídos os 33 ministros do STJ, os 27 ministros do TST e os 16 ministros do STM

88
A Figura 38 permite visualizar as intersecções existentes na jurisdição dos magistrados. Dos 15.552 juízes de
direito, 13.817 atuam no juízo comum, sendo 9.894 (71,6%) de forma exclusiva, 2.808 (20,3%) com acúmulo de
função em juizados especiais e 1.115 (8,1%) em conjunto com turmas recursais. Magistrados exclusivos em juizados
especiais são apenas 1.176, ou seja, correspondem a 7,6% dos juízes e a 28,1% daqueles que atuam em juizados
cumulativamente ou não (4.182), enquanto 198 (4,7%) acumulam com as turmas recursais. Dos que exercem juris-
dição em turmas recursais (1.674), 2,3% o fazem de forma exclusiva. Na Justiça Federal, 100% dos magistrados de
turma recursal são exclusivos e, na Justiça Estadual, apenas 9,8%.
Figura 38: Jurisdição dos magistrados

Tribunais
Superiores Juizados
Especiais
76 4.182
Turmas
Recursais
1.674
2º grau
2.463 1º grau
13.817

Ao final de 2019, o Poder Judiciário possuía um total de 268.175 servidores, sendo 227.189 do quadro efetivo
(84,7%), 21.609 requisitados e cedidos de outros órgãos (8,1%) e 18.775 comissionados sem vínculo efetivo (7%).
Considerando o tempo total de afastamento, aproximadamente 12.385 servidores (4,6%) permaneceram afastados
durante todo o exercício de 2019.
Do total de servidores, 211.295 (78,8%) estavam lotados na área judiciária e 56.880 (21,2%) na área administrativa.
Entre os que atuam diretamente com a tramitação de processos, 176.992 (83,8%) estão no primeiro grau de jurisdição
(Figura 41), que concentra 84,6% dos processos ingressados e 93,9% do acervo processual. É importante ressaltar
que a Resolução CNJ nº 219/2016 estabelece que a área administrativa deve ser composta por, no máximo, 30% da
força de trabalho. A Figura 40 demonstra essa distribuição por segmento de justiça, na qual é possível observar que
as Justiças Estadual, Federal e Trabalhista estão dentro do limite de 30%.
Do total de servidores efetivos, cumpre informar a existência de 46.196 cargos criados por lei e ainda não providos,
que representam 16,7% dos cargos efetivos existentes. Observa-se, na Figura 42, grande redução desse percentual
no ano de 2018 e posterior aumento em 2019.
Cerca de 67% dos cargos existentes estão na Justiça Estadual. O segmento com maior percentual de cargos de
servidores vagos é o da Justiça Militar Estadual, com 22%. O menor está na Justiça Eleitoral, com 3% (Figura 43).
Figura 39: Total de servidores por ramo de justiça
Justiça Estadual
173.462
64,7% Auditoria Militar da União
250
0,1%
Justiça Militar Estadual
406 ( 0,2%)
Tribunais Superiores
6.356 ( 2,4%)
Justiça Eleitoral
21.679 ( 8,1%)
Justiça do Trabalho Justiça Federal
38.517 27.505
14,4% 10,3%

89
Figura 40: Percentual de servidores lotados na área administrativa, por ramo de justiça

Tribunais Superiores 47%

Justiça Eleitoral 44%

Militar Estadual 40%

Justiça do Trabalho 23%

Justiça Federal 21%

Justiça Estadual 17%

Poder Judiciário 21%

0% 10% 20% 30% 40% 50% 60%

Figura 41: Lotação dos servidores

Turmas
Tribunais Recursais
2º grau Superiores
1.764
30.902 3.383
1º grau
160.540

Turmas Regionais
de Uniformização
18 Administrativa
Juizados
56.880 Especiais
29.501

Figura 42: Série histórica dos cargos de servidores efetivos

340.000 31%
291.956 298.784 300.992 296.557
277.593 276.331
272.000 294.468 300.629 300.890 27%
240.711 245.279 232.575 242.496 245.007 238.335 230.135
193.180 199.729 236.848 245.335 241.956
204.000 236.362 23%
19,7% 20,3%
19,6% 19,6% 19,6%
18,6% 18,8% 18,4% 18,6%
136.000 18%
16,7%
14,9%
68.000 14%

0 10%
2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019
Percentual de cargos vagos
Cargos efetivos existentes
Cargos efetivos providos

90
Figura 43: Percentual de cargos vagos de servidores, por ramo de justiça

Justiça Militar Estadual 22%


Justiça Estadual 21%
Tribunais Superiores 9%
Justiça do Trabalho 9%
Justiça Federal 7%
Justiça Eleitoral 3%
Poder Judiciário 17%

0% 5% 10% 15% 20% 25%

Em 2019, houve redução tanto no número de servidores quanto no número de magistrados, registrando queda
de, respectivamente, 2% e 0,4% entre os anos de 2018 e 2019. Nesses 11 anos da série histórica, houve crescimento
acumulado do número de servidores em 17,9% e do número de magistrados em 13,5%.
O Poder Judiciário conta, ainda, com o apoio de 159.876 trabalhadores auxiliares, especialmente na forma de
terceirizados (46,3%) e estagiários (41%), conforme observado na Figura 44. Em 2019, houve aumento tanto do
número de funcionários terceirizados, em 0,02%, quanto do de estagiários, 1,4%. No período 2009-2019, houve
aumento nas duas formas de contratação, sendo de 89,3% entre os terceirizados e de 84,3% entre os estagiários.
Figura 44: Força de trabalho auxiliar
1,6%
2,5% 1,4%
Auxiliares
7,2%
Conciliadores
Estagiários
Juízes leigos
159.876 Terceirizados
Trabalhadores de serventias privatizadas
Voluntários
41,0%
46,3%

91
5 Gestão judiciária
Neste capítulo, são apresentados os dados gerais de movimentação processual e litigiosidade e os resultados
dos principais indicadores de desempenho por segmento de justiça. Ele está dividido em três tópicos: 1) litigiosidade,
que mostra o fluxo processual da justiça e os indicadores de produtividade; desempenho; percentual de processos
eletrônicos; e recorribilidade consolidados por tribunal e por segmento de justiça; 2) política de priorização do pri-
meiro grau, comparando os dados do 1º grau com os do 2º grau de jurisdição — considerando como 1º grau a justiça
comum, os juizados especiais e as turmas recursais e incluindo no 2º grau as turmas regionais de uniformização da
justiça federal; e 3) gargalos da execução, que compara as fases de conhecimento e execução do 1º grau.
No decorrer desses tópicos são expostos os seguintes indicadores, por grau de jurisdição e por fase (conheci-
mento e execução):
a) Casos Novos por Magistrado: indicador que relaciona o total de processos ingressados de conhecimento e
de execução extrajudicial com o número de magistrados em atuação, não computadas as execuções judiciais.
b) Casos Novos por Servidor: indicador que relaciona o total de processos ingressados de conhecimento e de
execução extrajudicial com o número de servidores da área judiciária, não computadas as execuções judiciais.
c) Carga de Trabalho por Magistrado: este indicador calcula a média de trabalho de cada magistrado durante
o ano de 2019. É dado pela soma dos processos baixados, dos casos pendentes, dos recursos internos jul-
gados, dos recursos internos pendentes, dos incidentes em execução julgados e dos incidentes em execução
pendentes. Em seguida, divide-se pelo número de magistrados em atuação. Cabe esclarecer que, na carga
de trabalho, todos os processos são considerados, inclusive as execuções judiciais.10
d) Carga de Trabalho por Servidor: mesmo procedimento do indicador anterior, porém com a divisão pelo
número de servidores da área judiciária.
e) IPM (índice de produtividade dos magistrados): indicador que computa a média de processos baixados por
magistrado em atuação.
f) IPS-Jud (índice de produtividade dos servidores da área judiciária): indicador que computa a média de pro-
cessos baixados por servidor da área judiciária.
g) IAD (índice de atendimento à demanda): indicador que verifica se o tribunal foi capaz de baixar processos
pelo menos em número equivalente ao quantitativo de casos novos. O ideal é que esse indicador permaneça
superior a 100% para evitar aumento dos casos pendentes.
h) Taxa de congestionamento: indicador que mede o percentual de casos que permaneceram pendentes de
solução ao final do ano-base, em relação ao que tramitou (soma dos pendentes e dos baixados). Cumpre
informar que, de todo o acervo, nem todos os processos podem ser baixados no mesmo ano, devido à exis-
tência de prazos legais a serem cumpridos, especialmente nos casos em que o processo ingressou no final
do ano-base.
i) Índice de processos eletrônicos: indicador que computa o percentual de processos ingressados eletronica-
mente (divisão do total de casos novos eletrônicos pelo total de casos novos, exceto as execuções judiciais).
j) Recorribilidade interna: indicador que computa o número de recursos internos interpostos em relação ao
número de decisões terminativas e de sentenças proferidas.
k) Recorribilidade externa: indicador que computa o número de recursos encaminhados aos tribunais em relação
ao número de acórdãos e de decisões publicadas.

Nos indicadores IPM, IPS-Jud, carga de trabalho, casos novos por magistrado e por servidor não são considerados,
na base de cálculo, a soma de todos os dias de afastamento. Dessa forma, o denominador utiliza o número médio de
magistrados e servidores que permaneceu ativo durante todo o exercício de cada ano de referência. Cumpre informar

10 Ao contrário dos casos novos por magistrado, em que somente as execuções extrajudiciais e os casos novos de conhecimento são computados.
92
que tal metodologia entrou em vigor no ano-base 2015 e que, até 2014, somente os afastamentos de magistrados
por mais de seis meses eram descontados na apuração dos indicadores. Para os servidores, utilizava-se o quantita-
tivo em efetivo exercício no final de cada ano-base. Tais mudanças podem impactar na série histórica e devem ser
levadas em consideração na leitura dos dados.

5.1 Litigiosidade
O Poder Judiciário finalizou o ano de 2019 com 77,1 milhões de processos em tramitação, que aguardavam
alguma solução definitiva. Desses, 14,2 milhões, ou seja, 18,5%, estavam suspensos, sobrestados ou em arquivo
provisório, e esperavam alguma situação jurídica futura. Dessa forma, desconsiderados tais processos, tem-se que,
em andamento, ao final do ano de 2019 existiam 62,9 milhões ações judiciais.
O ano de 2017 foi marcado pelo primeiro ano da série histórica em que se constatou freio no acervo, que vinha
crescendo desde 2009 e manteve-se relativamente constante em 2017. Em 2018, pela primeira vez na última década,
houve de fato redução no volume de casos pendentes, com queda de quase um milhão de processos judiciais. Em
2019, a redução foi ainda maior, com aproximadamente um milhão e meio de processos a menos em tramitação no
Poder Judiciário. A variação acumulada nesses dois últimos anos foi na ordem de -3%. Esse resultado deriva do cres-
cente aumento do total de processos baixados, que atingiu o maior valor da série histórica no ano de 2019, valor bem
superior ao quantitativo de novos processos no Poder Judiciário, conforme observado nas figuras 45 e 46. Assim,
o IAD, que mede a relação entre o que se baixou e o que ingressou, no ano de 2019, foi de 117,1%. Os resultados
positivos mostram reflexo das políticas que vem sendo adotadas pelo CNJ, como Metas Nacionais e Prêmio CNJ de
Qualidade, como ferramentas de gestão, de controle e incentivo ao aprimoramento da prestação jurisdicional. Em
2019 o acervo retornou ao patamar do ano de 2015, quando, na época, a tendência era unicamente pelo crescimento.
O resultado decorre, em especial, dos desempenhos da Justiça Estadual, que reduziu o estoque em cerca de 1,7
milhão de processos no último ano, e da Justiça do Trabalho, que reduziu o estoque em 1 milhão de processos nos
dois últimos anos (Figura 51). Há de se destacar que a redução dos processos ingressados na Justiça do Trabalho
pode estar relacionada à reforma trabalhista aprovada em julho de 2017, a qual entrou em vigor em novembro daquele
ano. Na Justiça Federal, ao contrário, permanece apresentando tendência de crescimento.
Durante o ano de 2019, em todo o Poder Judiciário, ingressaram 30,2 milhões de processos e foram baixados
35,4 milhões. Houve crescimento dos casos novos em 6,8%, com aumento dos casos solucionados em 11,6%. Tanto
a demanda pelos serviços de justiça como o volume de processos baixados atingiram, no último ano, o maior valor
da série histórica. Se forem consideradas apenas as ações judiciais efetivamente ajuizadas pela primeira vez em
2019, sem computar os casos em grau de recurso e as execuções judiciais (que decorrem do término da fase de
conhecimento ou do resultado do recurso), tem-se que ingressaram 20,2 milhões ações originárias em 2019, 3,3%
a mais que no ano anterior.
A redução do estoque não foi ainda maior devido aos processos que retornam à tramitação (casos pendentes) sem
previamente figurarem como casos novos. São, por exemplo, os casos de sentenças anuladas na instância superior;
ou de remessas e retornos de autos entre tribunais em razão de questões relativas à competência; ou de devolução
dos processos à instância inferior para aguardar julgamento em matéria de recursos repetitivos ou de repercussão
geral; ou de mudança de classe processual. Somente em 2019 foram reativados 1,8 milhão de processos. Outros
fatores que contribuem para o crescimento do estoque são os problemas na autuação e na apuração dos dados. O
projeto Prêmio CNJ de Qualidade, pelo DataJud, visa corrigir esse tipo de inconsistência, uma vez que o DPJ tem
recebido os dados detalhados por processo, o que substituirá a partir de 2021 a remessa de informações agregadas.
É oportuno esclarecer que, conforme o glossário da Resolução CNJ nº 76/2009, consideram-se baixados os
processos:
• Remetidos para outros órgãos judiciais competentes, desde que vinculados a tribunais diferentes;
• Remetidos para as instâncias superiores ou inferiores;
• Arquivados definitivamente;
• Em que houve decisões que transitaram em julgado e iniciou-se a liquidação, o cumprimento ou a execução.
93
É importante esclarecer que é computada apenas uma baixa por processo e por fase/instância (conhecimento ou
execução, 1º ou 2º grau); os casos pendentes são todos aqueles que não receberam movimento de baixa em nenhuma
das fases analisadas; para contabilização do número de casos novos, também são considerados os ingressos na
dimensão fase/instância. Assim, um processo que inicia a fase de execução pode ser, ao mesmo tempo, um caso
novo de execução e um baixado de conhecimento.
Os dados por segmento de justiça demonstram que o resultado global do Poder Judiciário reflete quase direta-
mente o desempenho da Justiça Estadual, com 79,4% dos processos pendentes. A Justiça Federal concentra 13,8%
dos processos e a Justiça Trabalhista, 5,9%. Os demais segmentos juntos acumulam 0,9% dos casos pendentes. A
Justiça Eleitoral apresenta sazonalidade de movimentos processuais, com altas especialmente nos anos eleitorais
(2012, 2014, 2016, 2018), e de forma mais acentuada nos anos de eleições municipais (2012 e 2016). Pelos motivos
expostos, a avaliação por segmento de justiça é de suma importância.
Durante o ano de 2019, 32 milhões de sentenças e decisões terminativas foram proferidas, com aumento de
2.230 mil casos (7,6%) em relação a 2018. Registra-se, também, crescimento acumulado de 33,9% da produtividade
em 11 anos.
Destaca-se a diferença entre o volume de processos pendentes e o volume que ingressa a cada ano, conforme
Figura 51. Na Justiça Estadual, o estoque equivale a 3 vezes a demanda e na Justiça Federal, a 2 vezes. Nos demais
segmentos, os processos pendentes são mais próximos do volume ingressado. Em 2019, seguiram a razão de 1,3
pendente por caso novo na Justiça do Trabalho e a 0,9 pendente por caso novo nos Tribunais Superiores. Na Justiça
Eleitoral e na Justiça Militar Estadual ocorre o inverso: o acervo é menor que a demanda.
Tais diferenças significam que, mesmo que não houvesse ingresso de novas demandas e fosse mantida a produ-
tividade dos magistrados e dos servidores, seriam necessários aproximadamente 2 anos e 2 meses de trabalho para
zerar o estoque. Esse indicador pode ser denominado como “tempo de giro do acervo”. O tempo de giro do acervo
na Justiça Estadual é de 2 anos e 5 meses, na Justiça Federal é de 2 anos, na Justiça do Trabalho é de 1 ano e 1 mês,
na Justiça Militar Estadual é de 11 meses e nos Tribunais Superiores é de 1 ano, conforme observado na Figura 50.
Figura 45: Série histórica dos casos novos e processos baixados
35,4
36,0
31,7
30,4 30,2
29,0 28,6 29,1
28,0 28,5 28,3
28,8
25,3 26,1
24,1 28,1 28,4 28,9 28,8
27,7 27,8
24,6 25,8
21,6 24,0
Milhões

14,4

7,2

0,0
2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019
Processos baixados
Casos novos

94
Figura 46: Série histórica dos casos pendentes
79,9 79,5 78,6
80 77,1 77,1
71,6 72,0
67,1
64,4
60,7 61,9
64

48
Milhões

32

12,8 14,2 14,1 14,2


16 9,8

0,8 1,8 1,8


0
2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019

Casos pendentes
Processos suspensos
Processos reativados

Figura 47: Série histórica das sentenças e decisões


31,7
32,0 29,5
27,5 27,7 28,3
27,0
25,9 26,9
24,8
25,6 23,7 23,1 23,6 23,8 24,6
22,6 22,9 23,2
21,9
20,7 20,0 20,7
19,8
19,2
Milhões

12,8

6,4 3,6 3,8 4,0 3,8 3,9 4,1 4,1


2,7 3,0 3,4 3,5

0,0
2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019

Total
Sentenças de 1º Grau
Decisões Terminativas no 2º grau

Figura 48: Casos novos, por ramo de justiça Figura 49: Casos pendentes, por ramo de justiça
Justiça Estadual Justiça Estadual
20.669.278 61.209.295
68,4% 79,4% Auditoria Militar da União
Auditoria Militar da União 1.913 Justiça Militar Estadual
1.513 0,0%
3.704 ( 0,1%)
0,0% Justiça Militar Estadual
4.523 ( 0,0%) Justiça Eleitoral
60.794 ( 0,0%)
Justiça Eleitoral
Tribunais Superiores
93.429 ( 0,3%)
651.297 ( 0,8%)
Tribunais Superiores
Justiça do Trabalho
713.994 ( 2,4%)
Justiça Federal 4.533.771
Justiça do Trabalho
Justiça Federal 10.636.165 5,9%
3.530.197
5.201.412 13,8%
17,2% 11,7%

95
Figura 50: Tempo médio de giro do acervo, por tribunal

Estadual Eleitoral
TJRJ 2a e 10m TRE−RJ 5m
TJSP 2a e 10m TRE−PR 4m
TJPR 2a e 10m TRE−SP 3m
TJRS 2a e 3m TRE−RS 3m
TJMG 2a TRE−MG 2m
TJPA 2a e 10m TRE−PI 1a e 8m
TJPE 2a e 7m TRE−PA 1a e 1m
TJCE 2a e 4m TRE−AM 8m
TJSC 2a e 4m TRE−BA 7m
TJMA 2a e 3m TRE−MA 5m
TJGO 2a TRE−CE 5m
TJBA 2a TRE−SC 4m
TJES 1a e 11m TRE−GO 4m
TJMT 1a e 10m TRE−PB 3m
TJDFT 1a e 7m TRE−RN 3m
TJPI 3a e 1m TRE−PE 2m
TJPB 2a e 9m TRE−DF 5a e 2m
TJMS 2a e 5m TRE−AP 7m
TJAM 2a e 4m TRE−ES 5m
TJTO 2a e 3m TRE−AC 5m
TJAL 1a e 11m TRE−RO 4m
TJRN 1a e 8m TRE−SE 4m
TJAC 1a e 7m TRE−MS 4m
TJRO 1a e 2m TRE−RR 3m
TJAP 1a e 2m TRE−AL 3m
TJSE 1a e 1m TRE−MT 3m
TJRR 1a TRE−TO 2m
Estadual 2a e 5m Eleitoral 4m
0 1 2 3 0 1 2 3 4 5 6

Trabalho Superiores
TRT1 1a e 4m TST 1a e 6m
TRT4 1a e 3m TSE 1a e 5m
TRT2 1a e 3m STJ 8m
STM 4m
TRT15 1a e 1m
Superior 1a
TRT3 8m
TRT5 1a e 5m 0 0 1 2 2 2 3
TRT10 1a e 5m
Federal
TRT7 1a e 3m TRF3 2a e 9m
TRT9 1a e 2m TRF2 2a e 1m
TRT6 1a TRF4 1a e 9m
TRT12 9m TRF1 1a e 9m
TRT18 9m TRF5 1a e 5m
TRT8 9m Federal 2a
TRT19 1a e 6m
TRT20 1a e 2m 0 0 1 2 2 2 3
TRT16 1a e 1m Militar Estadual
TRT23 1a e 1m
TJMRS 1a e 2m
TRT24 1a
TJMMG 1a
TRT17 1a
TJMSP 9m
TRT13 1a
TRT21 1a
Militar Estadual 11m
TRT22 9m 0 0 1 2 2 2 3
TRT14 9m
TRT11 6m Poder Judiciário
Trabalho 1a e 1m Poder Judiciário 2a e 2m
0 0 1 2 0 0 1 2 2 2 3

96
Figura 51: Séries históricas da movimentação processual, por ramo de justiça

Estadual 63,4 62,9 61,2 Superior 0,7


64,0 0,7 0,7
58,057,3 62,9 0,7
62,1 0,6 0,6 0,7 0,6 0,6
54,1 0,6
52,3 0,6 0,6 0,7
51,2 49,450,3 0,6 0,5 0,5 0,6 0,6
0,5 0,5
0,5 0,5 0,5 0,5
0,5
0,5 0,5
38,4 0,4 0,5
Milhões

Milhões
0,4

25,0
25,6 22,1 0,3
20,520,3 20,1 20,221,0 20,7
18,3 17,5 18,6 19,8
19,5 19,9 19,8
17,8 17,1 18,1 19,1 19,4 19,9 19,5
12,8 0,1

0,0 0,0
2009 2011 2013 2015 2017 2019 2011 2013 2015 2017 2019

5,6 Trabalho 5,4 5,5 1,0 Eleitoral 1,0


5,1
4,9
0,8
4,5 4,6 4,5 4,5
4,5 4,2 4,3 4,3 4,3 4,4 4,2
4,2 0,8
4,1
3,9 4,0 4,0
4,0
3,7 3,8
3,4 3,4
3,4 3,5 3,5
3,4 3,3 3,3 3,4 0,6
0,6
Milhões

Milhões

0,5
0,5 0,4
0,4
2,2 0,4 0,4

0,2
1,1 0,2 0,2 0,2 0,2
0,1 0,1 0,1
0,1 0,1 0,1
0,1 0,1 0,1 0,1 0,1
0,1 0,1 0,1 0,1
0,0 0,0
2009 2011 2013 2015 2017 2019 2011 2013 2015 2017 2019

11,0 Federal 10,6 7,3 7,2


6,9
Militar Estadual
10,0 10,3 10,1
9,4 6,5 6,4
9,1 6,0
8,8 8,5 5,8 6,3 5,6
8,1 8,1
7,8 8,0 5,1 5,2 5,3
4,8
5,2 4,3 5,0 4,8 4,5
6,6 4,4 4,4
Milhões

Milhões

4,2 3,8 4,2


5,4
4,0 3,7
4,4 5,2 3,4
4,4 3,9 3,8 4,1 3,7 3,8 3,8 2,9 3,3
3,5 3,4 3,6 3,0 3,1 3,1
4,2
3,4 3,7 3,6 3,3 3,7
3,3 3,0 3,3 3,1
2,2 1,5

0,0 0,0
2009 2011 2013 2015 2017 2019 2011 2013 2015 2017 2019

Casos pendentes
Processos baixados
Casos novos

97
Figura 52: Séries históricas das sentenças e decisões, por ramo de justiça

23,0 Estadual 22,9


0,8 Superior 0,8

20,0 20,3 0,7


19,1 19,5 19,0 19,4
18,1 17,7 0,6 0,6
18,4 17,5 0,7 0,6 0,6
16,6 16,3 17,0 16,7 16,9 16,7 17,1
15,8 15,9
14,8 14,3 14,8 0,5
0,5
13,8 0,5
Milhões

Milhões
0,4

9,2 0,3

4,6 0,2
2,4 2,6 2,4 2,3 2,4 2,6
1,7 1,8 2,1 2,2 2,2
0 0 0 0 0 0 0 0 0
0,0 0,0
2009 2011 2013 2015 2017 2019 2011 2013 2015 2017 2019

4,7 Trabalho 4,6 0,6 Eleitoral 0,6


4,4 0,6
4,2 4,3
4,0 4,1 4,0
3,8 3,8 0,5
3,8 3,6 0,5
3,5 3,4 3,5
3,3 3,2 3,3 3,3
3,1 3,1 3,0 0,4
0,4
2,8 2,7 2,8 0,4 0,4 0,4
Milhões

Milhões

0,4
1,9 0,3

1,0 1,1 1,0 0,2 0,1


0,8 0,8 0,8 0,9 0,1
0,9 0,1
0,6 0,7 0,7 0,7 0,1
0,1 0,1
0,1
0,1
0,1 0,1
0,1 0,0 0,0 0,0
0,0 0,0 0,0 0,0
0,0
0,0 0,0
2009 2011 2013 2015 2017 2019 2011 2013 2015 2017 2019

Federal 4,1 6,1 6,1 6,0 Militar Estadual


4,1 4,0 6,1
3,5
3,4
3,3 4,9 4,9 4,7
3,3 3,0 3,0 2,9 3,0 3,1 3,0 4,9
2,9 4,6 4,3
2,7 2,7
2,5 2,5 2,5
2,5 2,4 2,4 2,4 2,4 3,7 3,4
2,3 3,3
Milhões

Milhões

3,1 3,1 3,2 3,1 3,0


2,7
3,0 3,0 2,6
1,6 2,4 2,4
1,7 1,7 1,7 1,7
2,1 1,9
0,8 1,2 1,7
0,6 0,6 0,5 0,5 0,6 0,5 0,5 0,5 0,6
0,5 0,5

0,0 0,0
2009 2011 2013 2015 2017 2019 2011 2013 2015 2017 2019

Total
Sentenças de 1º Grau
Decisões Terminativas no 2º grau

98
5.1.1 Acesso à Justiça
Esta seção trata da demanda da população pelos serviços da justiça e das concessões de assistência judiciária
gratuita nos tribunais.
Em média, a cada grupo de 100.000 habitantes, 12.211 ingressaram com uma ação judicial no ano de 2019. Nesse
indicador, são considerados somente os processos de conhecimento e de execução de títulos extrajudiciais, excluindo,
portanto, da base de cálculo as execuções judiciais iniciadas. O indicador de cada tribunal é apresentado na Figura 54.
O estado de Minas Gerais, apesar de figurar como tribunal de grande porte em todos os segmentos (TJMG, TRT3
e TRE-MG), é, dentre os de grande porte, o que apresenta a menor demanda por habitante. Na Justiça Estadual, o
tribunal mais demandado é o TJRO (17.454) e o menos demandado é o TJPA (2.963). Na Justiça trabalhista, os índices
variam de 597 (TRT16) a 2.101 (TRT2). Na Justiça Federal, o único com demanda acima do patamar de 2.500 casos
por cem mil habitantes é o TRF da 4ª Região, que abrange os estados da Região Sul do País.
A Figura 55 relaciona os processos arquivados com assistência judiciária gratuita com o número de habitantes.
Verifica-se aumento na série histórica, atingindo o maior indicador no ano de 2019, com 3.065 arquivados com
assistência judiciária gratuita por cem mil habitantes. As informações por tribunal constam na Figura 56.
Figura 53: Série histórica do número de casos novos por mil habitantes

140 133 130


129 127
124 122 123 122
119 116 118
Casos novos por 1.000 habitantes

112

84

56

28

0
2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019

99
Figura 54: Casos novos por cem mil habitantes, por Tribunal
Estadual Eleitoral
TJRJ 11.086 TRE−MG 63
TJRS 10.824 TRE−PR 55
TJSP 10.335 TRE−RS 41
TJPR 10.169 TRE−SP 35
TJMG 7.027 TRE−RJ 16
TJSC 13.053 TRE−PB 107
TJDFT 12.663 TRE−RN 101
TJMT 11.528 TRE−PI 81
TJBA 7.916 TRE−GO 60
TJGO 7.363 TRE−SC 52
TJES 7.008 TRE−AM 49
TJPE 6.573 TRE−CE 45
TJMA 5.106 TRE−MA 42
TJCE 4.757 TRE−PA 34
TJPA 2.963 TRE−PE 33
TJRO 17.454 TRE−BA 5
TJMS 12.433 TRE−RR 201
TJTO 11.791 TRE−TO 133
TJSE 9.630 TRE−RO 97
TJAP 8.731 TRE−MT 78
TJRR 7.269 TRE−AP 75
TJRN 6.771 TRE−AC 71
TJAC 6.215 TRE−ES 62
TJPI 6.063 TRE−AL 58
TJAL 5.820 TRE−MS 57
TJAM 5.564 TRE−SE 56
TJPB 5.206 TRE−DF 9
Estadual 8.653 Eleitoral 45
0 5.000 10.000 15.000 20.000 0 50 100 150 200 250

Trabalho Superior
STJ 184
TRT2 2.101
TST 156
TRT4 1.830
1.691 TSE 1
TRT15
TRT1 1.574 STM 0
TRT3 1.201 Superior 342
TRT12 1.363 0 5.000 10.000 15.000
TRT9 1.355
1.254
Federal
TRT10 3.103
TRF4
TRT18 1.235
TRF5 1.900
TRT6 1.062
TRF2 1.749
TRT5 896
TRF1 1.600
TRT8 716
TRF3 1.568
TRT7 649
Federal 1.869
TRT14 1.312
TRT24 1.215 0 5.000 10.000 15.000
TRT17 1.078
TRT23 1.035 Militar Estadual
TJMRS 1.869
TRT20 1.021
TJMSP 1.538
TRT22 891
TJMMG 1.249
TRT11 842
800 Militar Estadual 1.497
TRT13
TRT19 766 0 5.000 10.000 15.000
TRT21 734
TRT16 597 Poder Judiciário
Trabalho 1.301 Poder Judiciário 12.211
0 500 1.000 1.500 2.000 0 5.000 10.000 15.000

100
Figura 55: Série histórica do número de processos arquivados com assistência judiciária gratuita por cem mil
habitantes

3.065
3.100
2.615 2.535
2.492
2.480

1.860 1.699

1.240

620

0
2015 2016 2017 2018 2019

101
Figura 56: Número de processos arquivados com assistência judiciária gratuita por cem mil habitantes, por tribunal

Estadual Trabalho
TJRJ 2.698 TRT2 1.899
TJSP 1.840 TRT1 1.021
TJRS 1.764 TRT4 903
TJMG 1.729 780
TRT3
TJPR 1.314
TRT15 0
TJMT 9.088
TJDFT 3.114 TRT18 837
TJMA 2.176 TRT10 763
TJPA 1.972 TRT9 522
TJSC 1.671 TRT7 520
TJCE 1.396 TRT8 476
TJPE 1.287 TRT12 215
TJBA 917 20
TRT6
TJES 351
TRT5 5
TJGO 221
9.388 TRT14 987
TJRO
TJMS 4.946 TRT24 861
TJAC 4.741 TRT19 630
TJAP 4.302 TRT21 610
TJAM 1.883 TRT17 478
TJAL 1.681 TRT22 441
TJPB 1.053 TRT16 407
TJSE 338
TRT11 173
TJTO 300
294 TRT20 38
TJRR
TJPI 105 TRT13 28
TJRN 88 TRT23 0
Estadual 1.828 Trabalho 626
0 2.000 6.000 10.000 0 500 1.000 1.500 2.000

Federal
TRF4 1.165
TRF5 1.135
TRF3 572
TRF1 347
TRF2 88 Poder Judiciário
Federal 610 Poder Judiciário 3.065

0 1.000 2.000 3.000 0 1.000 2.000 3.000

Para obter o índice de processos que tiveram concessão de assistência judiciária gratuita (AJG), retiram-se as
ações criminais e os processos de juizado especial da base e calcula-se a razão entre o número de processos arqui-
vados definitivamente com o AJG dividido e o total de feitos arquivados. O percentual de casos solucionados com o
benefício foi de 31% no ano de 2019. Em comparação aos demais segmentos, a Justiça Militar Estadual é a de maior
percentual (Figura 58). A concessão da AJG havia crescido entre os anos de 2015 e 2018, porém reduziu em 2019.
O índice foi de 27% em 2015, atingiu 34% em 2018 e caiu para 31% em 2019.

102
Figura 57: Série histórica do percentual de processos de justiça gratuita arquivados definitivamente

33,0% 33,6%
34,0% 31,7% 31,4%

26,9%
27,2%

20,4%

13,6%

6,8%

0,0%
2015 2016 2017 2018 2019

103
Figura 58: Percentual de processos de justiça gratuita arquivados definitivamente por tribunal

Estadual Trabalho
TJRS 50% TRT2 94%
TJSP 40% TRT1 82%
TJMG 29% TRT3 72%
TJPR 26% 67%
TRT4
TJRJ 14%
TRT15 0%
TJMT 77%
TJMA 65% TRT7 89%
TJPA 55% TRT18 80%
TJDFT 32% TRT8 70%
TJCE 32% TRT10 52%
TJES 24% TRT9 42%
TJPE 18% TRT12 17%
TJSC 17% 2%
TRT6
TJBA 13%
TRT5 1%
TJGO 3%
63% TRT14 81%
TJAC
TJAP 63% TRT24 77%
TJRO 57% TRT19 73%
TJAM 43% TRT21 71%
TJMS 42% TRT16 68%
TJPB 24% TRT17 56%
TJAL 24% TRT22 53%
TJTO 4%
TRT11 19%
TJRR 4%
3% TRT20 4%
TJSE
TJPI 2% TRT13 4%
TJRN 2% TRT23 0%
Estadual 27% Trabalho 56%
0% 20% 40% 60% 80% 0% 20% 40% 60% 80% 100%

Superiores Federal
STJ 13%
TRF5 78%
TST 0%
TRF4 46%
TSE
TRF3 36%
STM
TRF1 19%
Superior 13%
TRF2 5%
0% 20% 40% 60% 80% 100% Federal 34%
0% 20% 40% 60% 80% 100%
Militar Estadual
TJMSP 89%
TJMMG 63% Poder judiciário
TJMRS 50%
Poder judiciário 31%
Militar Estadual 80%
0% 20% 40% 60% 80% 100%
0% 20% 40% 60% 80% 100%

104
5.1.2 Indicadores de produtividade
Neste tópico, são apresentados os índices de produtividade e a carga de trabalho dos magistrados e dos servi-
dores da área judiciária.
Os índices de produtividade dos magistrados (IPM) e dos servidores (IPS-Jud) são calculados pela relação entre o
volume de casos baixados e o número de magistrados e servidores que atuaram durante o ano na jurisdição. A carga
de trabalho indica o número de procedimentos pendentes e resolvidos no ano, incluindo não somente os processos
principais como também os recursos internos e os incidentes em execução julgados e em trâmite.
O IPM e o IPS-Jud variaram positivamente no último ano, em 13% e 14,1%, respectivamente. Registre-se que é a
maior produtividade dos últimos 11 anos para ambos os indicadores. As cargas de trabalho também cresceram, embora
em menor escala. O volume de processos médio sob a gestão dos magistrados foi de 6.962 em 2019 (aumento de
13%). Houve crescimento na ordem de 4% para os servidores.
A Figura 59 apresenta a série histórica do indicador de produtividade por magistrado. Esse indicador tem cres-
cido desde 2014 e atingiu o maior valor da série histórica no ano de 2019. Nesse período de 5 anos, a produtividade
aumentou em 24,2%, alcançando a média de 2.107 processos baixados por magistrado em 2019, ou seja, uma média
de 8,4 casos solucionados por dia útil do ano, sem descontar períodos de férias e recessos. O aumento do IPM foi
verificado na Justiça Estadual, na Justiça Federal e nos Tribunais Superiores. Nas Justiças Trabalhista, Eleitoral e
Militar ocorreu o oposto, com redução.
A Figura 60 mostra a carga de trabalho do magistrado em sua versão bruta e líquida, ou seja, com e sem a inclu-
são dos processos suspensos, sobrestados ou em arquivo provisório como parte do acervo, respectivamente. Tais
processos somam 14,2 milhões (18,5% dos casos pendentes). Assim como carga de trabalho bruta, a carga líquida
também cresceu (3,2%).
A Figura 61 indica a série histórica do IPM e da carga de trabalho por segmento de justiça em um mesmo gráfico.
O distanciamento entre as duas linhas deve-se à contagem do acervo na carga de trabalho que, a depender do seg-
mento de justiça, pode corresponder até ao triplo do fluxo de entrada e saída processual.
A Figura 62 exibe o detalhamento de tais indicadores por tribunal. São notáveis as diferenças de produtividade
dentro de cada ramo de justiça. Na Justiça Estadual, a maior produtividade está no TJRJ, com 4.281, enquanto a
menor, no TJPB, com 886, ou seja, diferença de 3.395 casos baixados por magistrado. Diferenças significativas
também são encontradas na Justiça Federal: a variação entre o TRF mais produtivo e menos produtivo é de 1.928
processos. Na Justiça do Trabalho, existem diferenças, mas em menor magnitude. Nesse segmento, o maior valor
foi alcançado no TRT22 (1.685), e o menor, no TRT14 (601).

105
Figura 59: Série histórica do índice de produtividade dos magistrados

2.200 2.107

1.864
1.748 1.727 1.783
1.715 1.705 1.696
1.760 1.590 1.571
1.471

1.320

880

440

0
2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019

Figura 60: Série histórica da carga de trabalho dos magistrados


6.962
7.000 6.671 6.701 6.667 6.752
6.055 6.232 6.168
6.072 6.115
5.650 5.934 5.831 5.925
5.525 5.371
5.600

4.200

2.800

1.400

0
2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019
Carga de trabalho
Carga de trabalho líquida

106
Figura 61: Séries históricas do índice de produtividade e da carga de trabalho dos magistrados, por ramo de justiça

Estadual 7.464 7.715 Superior


7.800 7.474 7.384 7.322 21.000 20.43420.858
19.630
6.927 19.03019.196
6.788 6.769 20.387
6.151 6.292 6.874 7.078 6.981 16.55317.06318.512 19.244
6.240 6.666 6.630 16.800 17.878 18.177
5.970 13.862
12.408
4.680 12.600

8.735
3.120 8.400 7.703 7.939
6.448 8.544
2.171 7.224
1.635 1.585 1.703 1.781 1.790 4.509 6.438
1.560 4.200 5.719
1.701 1.733 1.747 1.879
1.491

0 0
2009 2011 2013 2015 2017 2019 2011 2013 2015 2017 2019

3.300 Trabalho 3.207 330 Eleitoral


3.075 322
3.053 3.073 2.927 308
2.837
2.708
2.640 2.780 2.497 264 252
2.403 2.632 2.691 2.677
2.258 2.594 225
2.359 223
1.980 198 182 176
165
1.287 1.328 138 129
1.320 1.176 1.264 132 127
1.156
1.048 1.250 1.317 124
1.239
1.104 1.165 84
73 63
660 66 54 82
62 72
31 44 37 61

0 0
2009 2011 2013 2015 2017 2019 2011 2013 2015 2017 2019

Federal 9.107 340 Militar Estadual


9.200 340 324
8.272 8.207 8.011 8.307
7.505 8.397 8.370 281
7.360 7.741 6.745 272
7.274
6.625 219 226
5.674 5.591 212 213 208
5.520 5.873 204 191 223
5.671 177 207 209 205
161 164
185
3.680 136 127 124 121 129
2.945 105
2.565 102
2.266 2.452
2.122 2.112 2.021
1.840 2.435 68
1.906 2.168 2.130

0 0
2009 2011 2013 2015 2017 2019 2011 2013 2015 2017 2019

Carga de trabalho
Carga de trabalho líquida
Índice de produtividade

107
Figura 62: Índice de produtividade dos magistrados, por tribunal
Estadual Eleitoral
TJRJ 4.281 TRE−MG 87
TJSP 2.663 TRE−SP 66
TJMG 2.019 TRE−PR 59
TJRS 1.891 TRE−RS 59
TJPR 1.631 TRE−RJ 46
TJSC 3.170 TRE−RN 110
TJBA 3.096 TRE−PB 91
TJGO 2.010 TRE−GO 75
TJMT 2.005 TRE−SC 66
TJPE 1.675 TRE−CE 57
TJES 1.505 TRE−MA 57
TJMA 1.433 TRE−PI 55
TJCE 1.341 TRE−AM 53
TJPA 1.267 TRE−PE 42
TJDFT 1.165 TRE−PA 36
TJRO 2.261 TRE−BA 10
TJSE 2.233 TRE−TO 94
TJMS 1.922 TRE−RR 88
TJAL 1.611 TRE−MT 82
TJAM 1.436 TRE−AC 78
TJRN 1.315 TRE−RO 75
TJAC 1.292 TRE−AP 74
TJTO 1.212 TRE−ES 64
TJRR 1.171 TRE−AL 63
TJPI 971 TRE−SE 62
TJAP 952 TRE−MS 44
TJPB 886 TRE−DF 11
Estadual 2.171 Eleitoral 61
0 1.000 2.000 3.000 4.000 5.000 0 20 40 60 80 100 120 140

Trabalho Superiores
TRT15 1.541 STJ 12.325
TRT2 1.443 TST 9.492
1.420 TSE 105
TRT1
STM 54
TRT3 1.415
Superior 8.735
TRT4 1.150
TRT9 1.411 0 5.000 10.000 15.000
TRT12 1.399
TRT18 1.226 Federal
TRT6 1.195 TRF1 3.596
TRF5 3.182
TRT7 1.149
TRF3 2.974
TRT5 1.018 TRF4 2.757
TRT8 957 TRF2 1.668
TRT10 913 Federal 2.945
TRT22 1.685
0 5.000 10.000 15.000
TRT16 1.462
TRT20 1.186
TRT11 1.173 Militar Estadual
TJMSP 171
TRT17 1.062
TJMMG 83
TRT24 989 TJMRS 51
TRT19 931 Militar Estadual 102
TRT21 925
0 5.000 10.000 15.000
TRT23 749
TRT13 749
TRT14 601 Poder Judiciário
Trabalho 1.264 Poder Judiciário 2.107

0 500 1.000 1.500 2.000 0 5.000 10.000 15.000

108
No ano de 2019 cada servidor baixou, em média, 175 processos — aumento de 14,1% na produtividade. A carga
de trabalho foi de 579 casos, computados o acervo, os recursos internos e os incidentes em execução. Ao descon-
siderar os casos pendentes, que estavam suspensos ou sobrestados ou em arquivo provisório, a carga de trabalho
dos servidores foi de 508 casos, ou seja, houve aumento em relação aos anos anteriores.
A produtividade por servidor aumentou em 13% na Justiça Estadual, em 0,2% na Justiça do Trabalho, em 26,1%
na Justiça Federal e em 11,3% nos Tribunais Superiores. Considerando as peculiaridades da Justiça Eleitoral, com
realização de eleições municipais e presidenciais a cada dois anos de forma intercalada, não faz sentido analisar a
variação anual de seus indicadores, mas apenas cada ciclo de quatro anos. Nesse sentido, comparativamente ao
ano de 2015, a produtividade aumentou em 63,4%.
Figura 63: Série histórica do índice de produtividade dos servidores da área judiciária no Poder Judiciário

175
180
154
148
141 138 139
144 131 129 130
129 126

108

72

36

0
2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019

Figura 64: Série histórica da carga de trabalho dos servidores da área judiciária no Poder Judiciário
579
580 555 556
526 539
490 508
470 464 472 474 479 478 486 488
452
464

348

232

116

0
2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019
Carga de trabalho
Carga de trabalho líquida

109
Figura 65: Séries históricas do índice de produtividade e da carga de trabalho dos servidores da área judiciária, por ramo de justiça

650 Estadual 632 639 646 520 Superior 513


603 619
451 448 499
538 530 432 445
517
495 508 513 571 569 573 580 585 402
520 416 382 397 435
418
435 435
360

390 312

209
260 208 177 184 187
157 155 152 164
182 131
161
137 124 128 131 132 134 144 146 155
130 104

0 0
2009 2011 2013 2015 2017 2019 2011 2013 2015 2017 2019

Trabalho 359 Eleitoral


360 341 339 80 77
328 336
318
291 300 283 294 297 289
288 275 64 61 73
261 254 257

49
216 48 43 49
40
149 146 146 34 32 38
144 134 138 137 32
121 119 123 124 126 26
21
25
17 16
15
72 16 14 20
8 10 9 15 15

0 0
2009 2011 2013 2015 2017 2019 2011 2013 2015 2017 2019

800 Federal 792


60 57 57 Militar Estadual
714
657 677 693
631 652 652 644 639
640 48 46
571 586
40
486 37 36 37 36
456 456 36 40
480 432 36
31 37 36
35 35
27 27
320 24 22 23
21 21
256 20 18
221 203
198 181 190
169 178 174 154 174
160 12

0 0
2009 2011 2013 2015 2017 2019 2011 2013 2015 2017 2019

Carga de trabalho
Carga de trabalho líquida
Índice de produtividade

110
Figura 66: Índice de produtividade dos servidores da área judiciária, por tribunal

Estadual Eleitoral
TJRJ 294 TRE−SP 24
TJRS 213 TRE−PR 18
TJSP 196 TRE−MG 16
TJPR 196 TRE−RS 14
TJMG 154 TRE−RJ 9
TJSC 272 TRE−RN 54
TJBA 269 TRE−PB 32
TJES 174 TRE−PI 26
TJMT 157 TRE−CE 23
TJPE 150 TRE−MA 18
TJMA 139 TRE−SC 16
TJGO 136 TRE−GO 15
TJCE 115 TRE−AM 12
TJPA 111 TRE−PE 8
TJDFT 84 TRE−PA 8
TJAM 218 TRE−BA 2
TJMS 167 TRE−RR 24
TJSE 166 TRE−SE 24
TJRO 160 TRE−AP 22
TJAL 145 TRE−TO 20
TJRN 126 TRE−AC 16
TJTO 112 TRE−MT 16
TJPI 97 TRE−RO 15
TJRR 97 TRE−ES 15
TJPB 91 TRE−AL 12
TJAP 83 TRE−MS 10
TJAC 57 TRE−DF 1
Estadual 182 Eleitoral 15
0 50 100 150 200 250 300 0 10 20 30 40 50 60

Trabalho Superior
TRT15 206 STJ 251
TRT2 190 TST 203
143 TSE 11
TRT1
STM 5
TRT3 142
Superior 209
TRT4 121
TRT12 153 0 100 200 300 400
TRT9 151
TRT7 137 Federal
TRF1 324
TRT6 129
TRF3 269
TRT18 128
TRF4 255
TRT5 121
TRF5 219
TRT8 112
TRF2 143
TRT10 110
Federal 256
TRT16 218
TRT22 204 100 200 300 400
0
TRT20 151
TRT11 144 Militar Estadual
131 TJMMG 20
TRT24
TJMSP 19
TRT17 122
TJMRS 14
TRT19 109
Militar Estadual 18
TRT21 104
TRT23 89 0 100 200 300 400
TRT14 85
TRT13 77 Poder Judiciário
Trabalho 146 Poder Judiciário 175
0 50 100 150 200 0 100 200 300 400

111
5.1.3 Indicadores de desempenho e de informatização
Neste item são apresentados os indicadores de desempenho do Poder Judiciário, incluindo a taxa de conges-
tionamento e o índice de atendimento à demanda (IAD), além do percentual de processos eletrônicos nos tribunais.
A taxa de congestionamento mede o percentual de processos que ficaram represados sem solução, compara-
tivamente ao total tramitado no período de um ano. Quanto maior o índice, maior a dificuldade do tribunal em lidar
com seu estoque de processos. A taxa de congestionamento líquida, por sua vez, é calculada retirando do acervo
os processos suspensos, sobrestados ou em arquivo provisório. Cumpre informar que nem todos os processos em
tramitação estão aptos a serem baixados. É o caso, por exemplo, das execuções penais, que precisam permanecer no
acervo enquanto o cumprimento da pena estiver em andamento. O IAD, por sua vez, reflete a capacidade das cortes
em dar vazão ao volume de casos ingressados. O nível de informatização dos tribunais é calculado considerando
o total de casos novos ingressados eletronicamente em relação ao total de casos novos físicos e eletrônicos, des-
consideradas as execuções judiciais iniciadas. A Figura 67 apresenta a série histórica para esses quatro indicadores
simultaneamente, no período de 2009 a 2019.
A taxa de congestionamento do Poder Judiciário oscilou entre 70,6%, no ano de 2009, e 73,4%, em 2016. A partir
deste ano, a taxa cai gradativamente até atingir o menor índice da série histórica no ano de 2019, com taxa de 68,5%.
Em 2019, houve redução na taxa de congestionamento de 2,7 pontos percentuais, fato bastante positivo e, até então,
nunca observado. Ao longo de 10 anos, a maior variação na taxa de congestionamento havia ocorrido entre os anos
de 2009 e 2010, com aumento em 1,4 ponto percentual.
A taxa de congestionamento varia bastante entre os tribunais (Figura 71). Na Justiça Estadual, com taxa de
congestionamento de 71%, os índices vão de 49,1% (TJRR) a 75,4% (TJPI). Na Justiça do Trabalho, com taxa de
congestionamento de 52%, os índices partem de 34,9% (TRT11) e chegam a 60,6% (TRT19), e na Justiça Federal,
com 66,5% de congestionamento, a menor taxa está no TRF5 (58,8%) e a maior, no TRF3 (73,6%). Os segmentos
da Justiça Estadual, Federal, Eleitoral e do Trabalho conseguiram reduzir suas taxas de congestionamento. A maior
redução foi na Justiça Federal (3,1 pontos percentuais). Esses resultados mostram que, apesar dos números positi-
vos, ainda há margem para melhora.
A taxa de congestionamento líquida é calculada excluindo-se os processos suspensos, sobrestados ou em arquivo
provisório. Em 2019, ela foi de 64%, ou seja, 4,6 pontos percentuais a menos que a taxa total (68,5%). O índice na
taxa líquida reduziu na mesma escala que a bruta, 3 pontos percentuais em relação ao ano de 2018, atingindo o
menor valor da série histórica. Os segmentos de Justiça mais impactados pelo volume de processos suspensos são
a Justiça Federal, com redução na taxa de congestionamento bruta para líquida em 12,3 pontos percentuais, e a
Justiça do Trabalho, com redução de 9,4 pontos percentuais, conforme as Figuras 68 e 71.
Quanto ao índice de atendimento à demanda (IAD), o indicador global no Poder Judiciário alcançou 117,1% no ano
de 2019, culminando em redução do estoque em 1.515 mil processos. Os segmentos da Justiça Estadual, Federal,
Eleitoral e do Trabalho superaram o patamar mínimo desejável de 100% no IAD, com destaque para a Justiça do
Trabalho, que baixou 118,6% dos casos novos, com todos os 24 TRTs registrando índices acima de 100%. Todos os
tribunais da Justiça Eleitoral também apresentaram indicador superior a 100%.
Durante o ano de 2019, apenas 10% do total de processos novos ingressaram fisicamente. Em apenas um ano,
entraram 23 milhões de casos novos eletrônicos (Figura 69). Nem todos esses processos tramitam no PJe, pois a
Resolução CNJ nº 185/2013, que instituiu o PJe, abriu a possibilidade de utilização de outro sistema de tramitação
eletrônica em caso de aprovação de requerimento proposto pelo tribunal, em plenário. A exigência, no caso de auto-
rização, é que os tribunais adotem o Modelo Nacional de Interoperabilidade (MNI).
Nos 11 anos cobertos pela série histórica, foram protocolados, no Poder Judiciário, 131,5 milhões de casos novos
em formato eletrônico. É notória a curva de crescimento do percentual de casos novos eletrônicos, sendo que no
último ano o incremento foi de 5,4 pontos percentuais. O percentual de adesão já atinge 90%.

112
Destaca-se a Justiça Trabalhista, segmento com maior índice de virtualização dos processos, com 100% dos
casos novos eletrônicos no TST e 98,9% nos Tribunais Regionais do Trabalho, sendo 96,8% no 2º grau e 100% no 1º
grau e com índices muito semelhantes em todos os Tribunais Regionais do Trabalho, mostrando a existência de um
trabalho coordenado e uniforme nesse segmento (Figura 73). Na Justiça Eleitoral, o PJe passou a ser adotado em
2017 apenas em alguns poucos tribunais. Esse segmento possui o menor percentual de casos novos eletrônicos,
tendo somente três tribunais apresentado mais de 30% dos processos ingressados de forma eletrônica. A Justiça
Militar Estadual começou a implantação do Processo Judicial Eletrônico (PJe) ao final de 2014, mas ainda abarca
57,9% dos casos novos, talvez em razão de seus processos de natureza criminal. Na Justiça Federal, 94,3%, e na
Justiça Estadual, 88,3%.
Outros onze tribunais se destacam positivamente por terem alcançado 100% de processos eletrônicos nos dois
graus de jurisdição: TJAC, TJAL, TJAM, TJMS, TJPR, TJSE, TJTO, TRF4, TJMRS, STM, TRT10, TRT11, TRT13, TRT16,
TRT18, TRT24, TRT7, TRT9.
Na Justiça Eleitoral, chama a atenção o resultado do TRE-BA. Com 81,7%, é o único a superar a marca de 80%
de casos novos eletrônicos. Na Justiça Estadual, constata-se que o Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo
ainda está em processo de implementação da política de entrada de casos novos por meio eletrônico, com índice
inferior a 40%.
Levantamento realizado pelo CNJ em maio de 2020 para avaliar o impacto da pandemia COVID-19 nos Tribunais
revelou que 27% do acervo ainda é físico, mas que uma parcela significativa dos tribunais já está atuando com 100%
dos processos em andamento na forma eletrônica. Apenas 13 de 62 tribunais (19%) declararam possuir menos de
90% de acervo eletrônico. São eles: TJES (21% do acervo eletrônico), TJRS (23% eletrônico), TJMG (31% eletrônico),
TJPA (38% eletrônico), TJSP (53% eletrônico), TJPE (62% eletrônico), TJCE (79% eletrônico), TJSC (84% eletrônico),
TRF-1 (37% eletrônico), TRF-5 (86% eletrônico), TJM-SP (30% eletrônico), TJM-MG (57% eletrônico) e TRT 10 (83%
eletrônico). A Justiça Eleitoral não participou da pesquisa, pela inaplicabilidade da Resoluções CNJ nºs 313/2020
e 322/2020, que estabelecem medidas de funcionamento do Poder Judiciário para prevenção ao contágio do novo
Coronavírus.
Os dados detalhados por sistema revelaram que 20% do acervo tramita no PJe, 19% no SAJ, 9% no ProJud, 7%
no E-Proc, 2% no Themis, 17% em outros sistemas eletrônicos e 27% no em autos físicos.
Figura 67: Série histórica da taxa de congestionamento e do índice de atendimento à demanda

117,1%
120% 112,0%
102,9% 100,5% 102,9% 105,5%
98,9% 98,8% 98,4% 98,0% 99,3%
96%

70,6% 72,0% 71,4% 70,8% 71,8% 71,7% 72,9% 73,4% 72,4% 71,3%
72% 68,5%
70,1% 69,9% 68,2% 67,1%
64,0%
48%

24%

0%
2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019

Índice de Atendimento à Demanda


Taxa de Congestionamento bruta
Taxa de Congestionamento líquida

113
Figura 68: Séries históricas da taxa de congestionamento e do índice de atendimento à demanda, por ramo de justiça

130% Estadual 120% Superior


120,9% 108,8% 110,4%107,4%
102,3% 104,7%
105,8%
102,8% 103,2% 111,4%
104% 97,3% 96% 91,1%
94,6% 103,5% 85,6%
97,8% 96,6% 98,1% 93,2%
78,8%
75,8% 74,0%
78% 73,0% 74,3% 74,9% 75,6% 74,9% 72%
71,0%
74,6% 73,9% 74,2% 74,2% 72,2% 59,0% 55,7% 54,5% 55,7% 51,0%
73,6% 71,3% 67,8% 56,3% 48,6% 49,5%
52% 48% 53,3% 50,9% 51,8%
47,3% 44,1%47,8%

26% 24%

0% 0%
2009 2011 2013 2015 2017 2019 2011 2013 2015 2017 2019

130% Trabalho 125,8% 300% 289,1% Eleitoral 298,0%

105,5% 104,9% 118,6%


103,4%100,4%
104% 240%
103,7%
100,1% 98,7%
96,7% 98,0% 183,9%
78% 180%
56,2% 52,8%
53,0% 54,7% 55,2% 52,0% 122,9%
49,7% 47,7% 115,5%
52% 120% 128,0%
51,1% 52,1%
49,4% 46,8% 48,8%
49,4% 44,9% 42,6% 60,5%
99,3%
26% 60% 55,5%
36,5% 40,4% 42,8% 42,1%
26,1%
42,4% 44,2% 38,6%40,3%21,2% 40,8%
20,7% 20,3% 24,4%
0% 0%
2009 2011 2013 2015 2017 2019 2011 2013 2015 2017 2019

Federal Militar Estadual


130% 124,4% 130% 126,0%
112,4% 112,5% 115,0% 114,8%
108,0% 109,7%
104,8% 114,4%
104% 108,5% 98,2% 97,1% 104%
103,0% 101,7%
87,9% 87,0% 96,5%
91,3% 92,6%
78% 75,0% 73,4% 78%
68,9% 69,6% 69,2% 71,6% 66,5%
70,2% 71,7% 62,3%
67,7% 69,6%
59,1% 59,7% 50,9%
52% 52% 46,9%
56,0% 54,2% 41,9%
38,3% 39,1% 40,0% 39,1%
42,8% 46,3%
37,4% 39,9% 37,7% 38,8% 38,2%
26% 26%

0% 0%
2009 2011 2013 2015 2017 2019 2011 2013 2015 2017 2019

Índice de Atendimento à Demanda


Taxa de Congestionamento bruta
Taxa de Congestionamento líquida

114
Figura 69: Série histórica do percentual de processos eletrônicos
90,0%
90% 84,6%
79,7%

69,8%
72%

56,3%
54%
45,3%

36% 30,4%

18,4% 20,3%
18% 11,2% 13,2%

0%
2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019

115
Figura 70: Séries históricas do percentual de processos eletrônicos, por ramo de justiça

110% Estadual 110% Superior

88,3% 85,3% 87,0% 86,9%


88% 83,7% 88%
77,9% 80,1% 82,2% 81,2%
85,1%
69,5% 70,3% 77,6%
66% 66%
50,7%
44% 36,8% 44%

22,3%
22% 13,8% 22%
10,9%
4,2% 5,7%
0% 0%
2009 2011 2013 2015 2017 2019 2011 2013 2015 2017 2019

110% Trabalho 110% Eleitoral


96,3% 97,7% 98,9%
92,1%
88% 88%
77,0%

66% 66%
56,9%

44% 44%
33,3% 32,2%

22% 22%
13,4% 11,4%
5,4%
2,8% 2,1% 0,8% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 0,1% 8,2%
0% 0%
2009 2011 2013 2015 2017 2019 2011 2013 2015 2017 2019

110% Federal 110% Militar Estadual


94,3%
88% 81,8% 88%
73,2% 74,6%
65,3% 65,3% 65,9%
66% 59,5% 66%
64,6% 68,4% 57,9%
63,6%

44% 44%
33,4% 41,1%
34,0%
22% 22%
13,7%

0,0% 0,0% 0,0% 0,2%


0% 0%
2009 2011 2013 2015 2017 2019 2011 2013 2015 2017 2019

116
Figura 71: Taxa de congestionamento total e líquida, por tribunal
Estadual Eleitoral
Tx. de congestionamento líquida Tx. de congestionamento total
TJRJ 73,8% 74,2% TRE−PR 25,5% 26,3%
TJPR 68,8% 74,0% TRE−RJ 24,6% 27,8%
TJSP 68,7% 74,2% TRE−SP 18,9% 21,3%
TJRS 65,1% 68,9% TRE−RS 17,1% 17,4%
TJMG 64,4% 66,2% TRE−MG 10,2% 12,0%
TJPE 71,3% 71,8% TRE−PI 61,9% 62,2%
TJPA 70,3% 73,7% TRE−PA 49,1% 52,4%
TJCE 68,6% 69,9% TRE−AM 37,9% 38,7%
TJMA 68,0% 69,6% TRE−BA 35,4% 36,9%
TJSC 66,2% 69,8% TRE−MA 30,2% 30,7%
TJGO 66,0% 66,6% TRE−CE 28,3% 30,5%
TJBA 65,8% 66,5% TRE−SC 23,2% 24,1%
TJES 63,2% 65,4% TRE−PB 20,5% 21,5%
TJMT 62,1% 64,6% TRE−RN 19,1% 20,3%
TJDFT 54,2% 61,1% TRE−GO 18,5% 23,3%
TJPI 74,4% 75,4% TRE−PE 16,6% 16,8%
TJPB 72,5% 73,1% TRE−DF 83,2% 83,7%
TJMS 64,9% 70,7% TRE−AP 37,6% 37,8%
TJTO 64,3% 68,9% TRE−AC 29,3% 29,4%
TJAL 63,9% 65,9% TRE−ES 25,6% 31,0%
TJRN 61,5% 62,0% TRE−RO 24,6% 24,6%
TJAM 58,4% 69,8% TRE−MS 23,1% 23,7%
TJAC 58,0% 61,7% TRE−SE 22,1% 24,0%
TJRO 51,8% 54,6% TRE−RR 20,9% 22,2%
TJAP 50,5% 53,8% TRE−AL 20,3% 21,9%
TJSE 50,2% 52,8% TRE−MT 14,6% 17,5%
TJRR 42,5% 49,1% TRE−TO 12,3% 14,7%
Estadual 67,8% 71,0% Eleitoral 24,4% 26,1%
0% 18% 36% 54% 72% 90% 0% 18% 36% 54% 72% 90%

Trabalho Superiores
Tx. de congestionamento líquida Tx. de congestionamento total
TRT15 45,8% 51,7% STM 25,6%
TRT2 45,1% 54,8% TSE 57,5% 58,3%
TRT4 43,8% 55,0% TST 57,2% 59,7%
TRT1 42,3% 56,8% STJ 39,3% 39,8%
TRT3 33,1% 40,7% Superior 47,8% 49,5%
TRT5 55,0% 58,9%
0% 16% 32% 48% 64% 80%
TRT10 44,0% 58,7%
TRT7 43,2% 55,0% Federal
TRT6 41,1% 49,8% TRF3 59,8% 73,6%
TRT9 40,1% 54,0% TRF5 54,6% 58,8%
TRT12 37,2% 43,5% TRF1 52,7% 63,9%
TRT18 31,0% 43,2% TRF2 52,1% 67,3%
TRT8 20,0% 42,6% TRF4 49,7% 64,0%
TRT19 57,5% 60,6% Federal 54,2% 66,5%
TRT16 48,5% 52,8% 0% 16% 32% 48% 64% 80%
TRT20 48,0% 54,7%
TRT21 45,9% 49,2% Militar Estadual
TRT24 45,6% 50,5% TJMRS 53,0% 53,2%
TRT17 41,0% 50,0% TJMMG 47,7% 49,7%
TRT22 40,2% 42,7% TJMSP 43,2% 43,2%
TRT13 38,8% 49,7% Militar Estadual 46,3% 46,9%
TRT23 37,6% 52,2%
0% 16% 32% 48% 64% 80%
TRT11 33,5% 34,9%
TRT14 30,9% 42,2% Poder Judiciário
Trabalho 42,6% 52,0% Poder Judiciário 64,0% 68,5%
0% 14% 28% 42% 56% 70% 0% 16% 32% 48% 64% 80%

117
Figura 72: Índice de atendimento à demanda, por tribunal
Estadual Eleitoral
TJRJ 171,3% TRE−RJ 291,0%
TJSP 118,6% TRE−RS 216,9%
TJMG 116,5% TRE−MG 201,7%
TJPR 97,0% TRE−PR 182,8%
TJRS 96,1% TRE−SP 163,0%
TJES 154,6% TRE−BA 282,4%
TJPA 145,3% TRE−MA 231,7%
TJSC 136,6% TRE−RN 215,6%
TJGO 136,2% TRE−SC 187,2%
TJPE 127,0% TRE−PI 185,0%
TJMA 125,0% TRE−AM 181,9%
TJBA 121,0% TRE−GO 178,1%
TJMT 113,1% TRE−PE 175,8%
TJCE 110,0% TRE−CE 162,0%
TJDFT 92,7% TRE−PB 158,8%
TJAL 122,6% TRE−PA 129,2%
TJSE 118,4% TRE−RO 210,8%
TJAM 112,8% TRE−AC 199,2%
TJPB 112,8% TRE−AP 196,7%
TJAC 111,5% TRE−MT 187,5%
TJRN 111,0% TRE−TO 180,0%
TJRR 110,1% TRE−SE 173,9%
TJRO 105,8% TRE−AL 159,1%
TJMS 97,4% TRE−MS 155,9%
TJAP 89,1% TRE−ES 146,5%
TJPI 85,9% TRE−DF 112,3%
TJTO 79,7% TRE−RR 108,6%
Estadual 120,9% Eleitoral 183,9%
0% 50% 100% 150% 200% 0% 100% 200% 300%

Trabalho Superiores
TRT3 129,8% STJ 105,7%
TRT2 128,9% STM 88,5%
TST 78,7%
TRT4 115,0%
TSE 62,0%
TRT1 109,7%
Superior 93,2%
TRT15 109,3%
TRT12 122,5% 0% 50% 100% 150%
TRT9 121,2%
TRT6 115,4% Federal
TRT5 111,9% TRF3 150,9%
TRT8 109,7% TRF2 99,5%
TRT18 108,0% TRF4 95,5%
TRF1 93,4%
TRT7 107,9%
TRF5 91,6%
TRT10 106,4% Federal 103,0%
TRT11 160,0%
TRT20 134,2% 0% 50% 100% 150%
TRT16 130,3%
TRT22 129,3% Militar Estadual
TRT21 125,7% TJMMG 99,4%
TRT19 124,4% TJMRS 91,3%
120,7% TJMSP 90,2%
TRT24
Militar Estadual 92,6%
TRT17 115,8%
TRT23 115,2% 0% 50% 100% 150%
TRT13 108,9%
TRT14 107,5% Poder Judiciário
118,6% Poder Judiciário 117,1%
Trabalho
0% 50% 100% 150% 200% 0% 50% 100% 150%

118
Figura 73: Percentual de casos novos eletrônicos, por tribunal

Estadual Eleitoral
TJPR 100,0% TRE−SP 6,6%
TJSP 98,4% TRE−RJ 6,3%
TJRJ 92,4% TRE−RS 4,7%
TJMG 64,5% TRE−PR 3,1%
TJRS 58,3% TRE−MG 2,8%
TJSC 98,4% TRE−BA 81,7%
TJGO 95,7% TRE−RN 17,8%
TJBA 93,6% TRE−PA 13,1%
TJMT 87,1% TRE−SC 9,4%
TJPE 84,9% TRE−PE 7,3%
TJMA 83,6% TRE−CE 6,6%
TJCE 82,3% TRE−PI 6,6%
TJDFT 81,9% TRE−GO 4,9%
TJPA 71,2% TRE−AM 3,5%
TJES 37,5% TRE−MA 1,8%
TJTO 100,0% TRE−PB 1,4%
TJMS 100,0% TRE−RR 71,0%
TJAM 100,0% TRE−DF 69,5%
TJAL 100,0% TRE−AP 27,4%
TJAC 100,0% TRE−AC 24,8%
TJSE 100,0% TRE−RO 19,7%
TJRR 99,8% TRE−ES 14,6%
TJRN 91,2% TRE−SE 12,6%
TJPB 89,4% TRE−AL 8,2%
TJRO 81,5% TRE−MS 5,4%
TJPI 75,9% TRE−MT 4,7%
TJAP 74,9% TRE−TO 4,2%
Estadual 88,3% Eleitoral 8,2%
0% 20% 40% 60% 80% 100% 0% 20% 40% 60% 80% 100%

Trabalho Superiores
TRT4 99,9% TST 100,0%
TRT15 99,3% STM 100,0%
TRT1 98,4% STJ 76,0%
TRT3 98,4% TSE 40,0%
TRT2 97,9% Superior 86,9%
TRT9 100,0%
0% 20% 40% 60% 80% 100%
TRT18 100,0%
TRT7 100,0%
Federal
TRT10 99,9% TRF4 100,0%
TRT6 99,3% TRF5 99,8%
TRT8 98,8% TRF2 99,2%
TRT5 98,4% TRF3 96,8%
TRT12 97,9% TRF1 84,3%
TRT16 100,1% Federal 94,3%
TRT13 100,0%
0% 20% 40% 60% 80% 100%
TRT11 100,0%
TRT24 99,9% Militar Estadual
TRT20 99,8% TJMRS 100,0%
TRT14 99,7% TJMMG 67,6%
TRT21 99,6% TJMSP 40,6%
TRT19 99,4% Militar Estadual 57,9%
TRT22 99,3%
0% 20% 40% 60% 80% 100%
TRT23 98,6%
TRT17 98,2% Poder Judiciário
Trabalho 98,9% Poder Judiciário 90,0%
0% 20% 40% 60% 80% 100% 0% 20% 40% 60% 80% 100%

119
5.1.4 Recorribilidade interna e externa
A recorribilidade externa é calculada pela proporção entre o número de recursos dirigidos a órgãos jurisdicionais
de instância superior ou com competência revisora em relação ao órgão prolator da decisão e o número de decisões
passíveis de recursos dessa natureza. São computados, por exemplo, recursos como a apelação, o agravo de ins-
trumento, os recursos especiais e extraordinários.
Já a recorribilidade interna é dada pela relação entre o número de recursos endereçados ao mesmo órgão juris-
dicional prolator da decisão recorrida e o número de decisões por ele proferidas, no período de apuração. Nesse
índice são considerados, por exemplo, os embargos declaratórios e infringentes, os agravos internos e regimentais.
O diagrama apresentado na Figura 74 ilustra o fluxo de funcionamento do sistema recursal do Poder Judiciário. Os
círculos correspondem às instâncias e aos tribunais que recebem processos judiciais. As linhas e suas respectivas
setas indicam os caminhos possíveis que um processo pode percorrer na hipótese de recurso. Em cada instância/
tribunal, é demonstrado o número de casos novos originários e recursais, bem como os percentuais de recorribili-
dade interna e externa.
Nota-se que quanto maior a instância, maior o índice de recorribilidade, tanto externa quanto interna. Os Tribunais
Superiores acabam se ocupando, predominantemente, de casos eminentemente recursais, os quais correspondem
a 87,5% de suas cargas de trabalho. Situação similar ocorre no 2º grau. A Justiça do Trabalho e a Justiça Federal
correspondem aos segmentos com maior proporção de casos novos de 2º grau em grau de recursos: 96,8% e 97%,
respectivamente. Nos Tribunais Estaduais, a proporção é de 79,7%, nos Tribunais Regionais Eleitorais, 35,7%, e nos
Tribunais de Justiça Militar, 69,9%.
Os índices de recorribilidade externa tendem a ser maiores entre o 2º grau e os tribunais superiores, do que entre
o 1º e 2º grau. Chegam aos Tribunais de 2º grau 8% das decisões de 1º grau, e chegam aos tribunais superiores
25% das decisões de 2º grau. Mas os números variam significativamente entre os segmentos de justiça. A justiça
trabalhista é a única que apresenta comportamento inverso, pois a recorribilidade do 1º para o 2º grau (57%) supera
a do 2º grau para o TST (41%). Em ambas as instâncias, trata-se do segmento com maior recorribilidade externa no
Poder Judiciário.
A recorribilidade dos juizados especiais para as turmas recursais é maior do que da justiça comum para o 2º
grau, tanto na Justiça Estadual quanto na Justiça Federal. Das decisões proferidas nos JEFs, 25% chegam às turmas
recursais e das decisões proferidas nas varas federais, 13% chegam aos TRFs. Na Justiça Estadual, a recorribilidade
externa é de 11% nos Juizados Especiais e de 5% nas varas estaduais.

120
Figura 74: Diagrama da recorribilidade e demanda processual

Supremo Tribunal Federal

Casos Novos originários


Casos Novos recursais Superior Tribunal Tribunal Superior Tribunal Superior Superior Tribunal
Recorribilidade interna de Justiça do Trabalho Eleitoral Militar
88.045 (23%) 675 (0,2%) 487 (21%) 239 (25%)
Recorribilidade externa
296.855 (77%) 325.080 (99,8%) 1.883 (79%) 730 (75%)
32% 9% 20% 46% 20% 39% 15%

Superiores

Tribunais de Tribunais Regionais Tribunais de Justiça Tribunais Regionais Tribunais Regionais


Justiça Federais Militar do Trabalho Eleitorais
507.465 (20%) 16.501 (3%) 509 (30%) 28.683 (3%) 4.721 (64%)
1.989.707 (80%) 525.500 (97%) 1.183 (70%) 869.421 (97%) 2.616 (36%)
18% 18% 33% 25% 26% 41% 24% 41% 10% 13%
2º grau

Varas Estaduais Varas Federais Auditorias Militares Varas do Trabalho Cartórios Eleitorais Auditorias
12.155.205 1.115.582 2.831 2.632.093 86.092 1.513
6% 5% 14% 13% 3% 7% 18% 57% 0,3% 1% - 14%

1º grau

Turmas Recursais Turmas Recursais


(Estadual) (Federal)
28.075 (3%) 9.153 (2%)
795.686 (97%) 526.895 (98%)
13% 10%

Juizados Especiais Juizados Especiais


(Estadual) (Federal)
5.193.140 3.003.387
4% 11% 2% 25%

121
Os dados apresentados na Figura 75 consideram tanto os recursos internos como os do 1º grau para o 2º grau e
do 2º grau para os Tribunais Superiores. Observa-se que há oscilação em ambas as séries históricas de recorribili-
dade. Em 2019 a taxa de recorribilidade externa foi de 10,8% e de recorribilidade interna de 10,5%. Ambas as taxas
apresentaram redução em relação ao ano de 2018.
A Figura 76 apresenta os indicadores de recorribilidade por segmento de justiça, destacando-se a taxa de recor-
ribilidade externa da Justiça do Trabalho no ano de 2019, com 51% e aumento de 0,8 ponto percentual em relação
ao ano anterior.
Na Figura 77, os índices de recorribilidade por tribunal indicam como são grandes as variações entre os tribunais.
O TRT23 apresentou o maior índice de recorribilidade externa do Poder Judiciário (61%), enquanto o TSE apresentou
a maior taxa de recorribilidade interna (46%).

Figura 75: Série histórica dos índices de recorribilidade interna e externa


15,8%
16,0% 14,6% 14,5%

12,6%
12,8% 12,0% 11,8%
11,3% 11,1%
10,9% 10,8%
10,3% 10,4%
9,9% 9,9% 9,8% 9,5%
9,6% 9,3% 10,6% 10,5%
8,5%
7,9%
7,3%
6,4%

3,2%

0,0%
2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019
Recorribilidade externa
Recorribilidade interna

122
Figura 76: Séries históricas dos índices de recorribilidade interna e externa, por ramo de justiça

58,0% Estadual 58,0% Superior

46,4% 46,4%

34,8% 34,8%
30,4%
28,5% 27,2%
26,7% 26,1%
23,2% 23,2% 26,7% 25,6%
23,9% 24,1%

11,6% 10,3%9,6%9,5% 11,6% 9,3% 9,4% 9,9% 9,2% 7,9% 9,1%


8,1% 7,4%8,5% 8,0%
6,0% 6,6%7,2%7,2% 6,8% 6,0% 7,0%

5,3% 5,7%7,4%8,0%7,7% 7,5%7,2%6,3% 7,2%7,6% 6,9%


0,0% 0,0%
2009 2011 2013 2015 2017 2019 2011 2013 2015 2017 2019

58,0%
57,4% Trabalho 58,0% Eleitoral
53,0%
55,6% 50,2% 50,2% 51,1%
46,4% 49,8% 50,4% 50,8% 44,8% 46,4%

42,2%
34,8% 34,8%

23,2% 19,9% 23,2%


17,1% 17,0%
14,3% 14,5% 15,7% 13,9% 13,0%
11,6% 14,0% 14,8% 13,7% 13,6% 11,6% 8,6%
5,5% 6,2% 5,0% 7,0%
5,0% 2,8% 1,8% 4,4% 2,9%
7,8%
0,0% 0,0%
2,7% 3,6% 1,1% 1,0% 4,1% 2,2%
2009 2011 2013 2015 2017 2019 2011 2013 2015 2017 2019

58,0% Federal 58,0% Militar Estadual

46,4% 46,4%

34,2%
34,8% 30,8% 34,8%
30,4%
27,5% 28,3%
25,4%
23,2% 26,3% 26,7% 23,2% 21,9% 21,3%
20,5% 19,5% 18,9%
16,1% 21,4% 17,2%
14,1% 14,0% 18,8% 14,9%
13,2% 11,6% 12,1% 18,1% 10,9%
11,6% 9,9% 15,0% 13,8% 9,8% 11,6% 9,3% 7,9%
11,9% 12,0% 6,8% 7,6% 9,9% 11,3%
9,8% 10,5%
6,7%
0,0% 0,0%
2009 2011 2013 2015 2017 2019 2011 2013 2015 2017 2019

Recorribilidade externa
Recorribilidade interna

123
Figura 77: Índices de recorribilidade interna e externa, por tribunal
Estadual Eleitoral
Recorribilidade Interna Recorribilidade Externa Recorribilidade Interna Recorribilidade Externa
8,6% TJRS 20,7% 3,4% TRE−RJ 5,5%
10,3% TJPR 7,7% 13,2% TRE−MG 4,3%
9,6% TJMG 7,0% 1,8% TRE−SP 3,1%
3,0% TJRJ 6,7% 1,1% TRE−RS 2,2%
12,8% TJSP 5,3% 0,8% TRE−PR 1,2%
4,2% TJCE 20,3% 0,9% TRE−RN 21,4%
1,2% TJGO 13,3% 14,6% TRE−BA 14,6%
3,8% TJSC 13,3% 2,9% TRE−MA 3,9%
5,4% TJMA 10,1% 2,3% TRE−AM 3,5%
9,4% TJDFT 9,5% 4,7% TRE−GO 3,4%
5,4% TJES 8,7% 1,5% TRE−CE 3,2%
6,7% TJPE 7,4% 3,1% TRE−PA 2,5%
3,3% TJPA 6,3% 2,1% TRE−PE 2,3%
11,6% TJBA 5,2% 0,5% TRE−SC 2,0%
5,5% TJMT 0,0% 0,3% TRE−PB 1,7%
3,6% TJMS 14,5% 0,9% TRE−PI 1,5%
6,1% TJTO 12,6% 16,8% TRE−DF 7,8%
1,1% TJAP 11,6% 2,3% TRE−ES 6,8%
6,8% TJPB 10,5% 2,4% TRE−SE 2,8%
4,0% TJAC 5,6% 2,5% TRE−MT 2,8%
6,9% TJAL 5,5% 3,5% TRE−AP 2,6%
3,2% TJSE 4,9% 1,6% TRE−MS 2,6%
5,7% TJRN 4,9% 1,2% TRE−RO 1,7%
5,5% TJRR 4,9% 1,4% TRE−AC 1,5%
7,2% TJAM 4,4% 1,8% TRE−AL 1,2%
1,1% TJPI 4,2% 0,4% TRE−TO 1,2%
4,3% TJRO 4,2% 1,4% TRE−RR 1,2%
8,0% Estadual 6,9% 2,2% Eleitoral 2,9%

Trabalho Superiores
Recorribilidade Interna Recorribilidade Externa Recorribilidade Interna Recorribilidade Externa
18,0% TRT4 60,8% 46,3% TSE 20,5%
21,8% TRT2 56,4% 39,2% STM 15,1%
23,8% TRT1 56,0% 31,8% STJ 8,9%
16,8% TRT15 55,3% 19,8% TST
20,6% TRT3 50,9% 27,2% Superior 9,1%
25,0% TRT9 52,6%
25,3% TRT5 49,3%
17,7% TRT12 47,1% Federal
13,6% TRT18 45,3% 4,6% TRF1 23,6%
24,2% TRT10 44,6% 13,4% TRF4 23,2%
13,6% TRT8 39,1% 13,0% TRF3 21,0%
19,6% TRT6 38,1% 7,4% TRF5 15,6%
12,7% TRT7 35,8% 12,5% TRF2 10,8%
19,2% TRT23 61,2% 9,8% Federal 19,5%
31,1% TRT17 52,5%
14,3% TRT19 49,2%
27,2% TRT20 47,1% Militar Estadual
24,6% TRT13 46,4% 9,8% TJMMG 34,5%
20,4% TRT24 44,7% 21,6% TJMSP 9,8%
12,4% TRT11 40,2% 4,8% TJMRS 9,2%
10,3% TRT16 37,5% 14,9% Militar 11,3%
Estadual
15,4% TRT14 35,1%
19,5% TRT21 35,0%
11,5% TRT22 32,3% 10,5% Poder 10,8%
19,9% Trabalho 51,1% Judiciário

124
5.2 O Primeiro Grau de jurisdição em números
O Conselho Nacional de Justiça instituiu a Política Nacional de Atenção Prioritária ao Primeiro Grau de Jurisdição
pela Resolução CNJ nº 194, de 26 de maio de 2014, com o objetivo de desenvolver, em caráter permanente, iniciativas
voltadas ao aperfeiçoamento da qualidade, da celeridade, da eficiência, da eficácia e da efetividade dos serviços
judiciários da primeira instância dos tribunais brasileiros.
Na mesma linha, o CNJ publicou, na sequência, outras duas resoluções:
• Resolução CNJ nº 195, de 3 de junho de 2014, a qual determina que a distribuição do orçamento nos órgãos do
Poder Judiciário de primeiro e segundo grau seja proporcional à demanda e ao acervo processual;
• Resolução CNJ nº 219, de 26 de abril de 2016, a qual determina que a distribuição de servidores, de cargos em
comissão e de funções de confiança nos órgãos do Poder Judiciário de primeiro e segundo grau seja propor-
cional à demanda e cria critérios objetivos para cálculo da lotação paradigma das unidades judiciárias.
Em 2019, o CNJ lançou o Painel de Acompanhamento da Política, que permitiu o monitoramento da aplicação
da Resolução nº 219/2016 de forma dinâmica, com dados expostos por tribunal. Em 2020 o painel foi aprimorado
e passou a exibir mais detalhes das informações, como a série histórica, as médias de casos novos no triênio, o
número de servidores, dos valores dos cargos em comissão e dos valores das funções comissionadas que devem
ser alocados em cada grau de jurisdição e a adequação do limite de 30% na área administrativa para servidores,
funções de confiança e cargos em comissão.
Esta seção tem como objetivo comparar os resultados do 1º grau11 e do 2º grau a partir dos principais indicadores
de desempenho, segmentados de acordo com o porte de cada tribunal, buscando compreender como os recursos
humanos estão distribuídos nos tribunais e, ainda, como tal distribuição impacta os resultados globais.

5.2.1 Distribuição de recursos humanos


Os artigos 3º e 12 da Resolução CNJ nº 219/2016 determinam que a quantidade total de servidores das áreas de
apoio direto à atividade judicante e a alocação de cargos em comissão e de funções de confiança de 1º e de 2º graus
devem ser proporcionais à quantidade média de processos (casos novos) distribuídos a cada grau de jurisdição no
último triênio. Desde 1º de julho de 2017, a redistribuição proporcional da força de trabalho entre instâncias passou
a ser obrigatória.
Neste item, verifica-se como os cargos e as funções estão distribuídos, comparando-se os percentuais do 1º
grau de jurisdição em relação aos percentuais do 2º grau nos seguintes aspectos: número de servidores lotados nas
áreas judiciárias; processos novos e em trâmite; despesas realizadas; cargos em comissão e funções comissionadas.
O Poder Judiciário concentra, no 1º grau de jurisdição, 94% do acervo processual; 85% dos processos ingres-
sados no último triênio; 84% dos servidores lotados na área judiciária; 71% do quantitativo de cargos em comissão;
62% em valores pagos aos cargos em comissão, 77% do número de funções comissionadas e 75% dos valores pagos
pelo exercício das funções de confiança. Na Justiça Eleitoral, não há cargos em comissão no 1º grau, pois todos
estão alocados na área administrativa ou na área judiciária de 2º grau. Na Justiça Militar Estadual, apenas o TJM-RS
declarou possuir funções comissionadas.
Constata-se na Figura 78 que os segmentos da Justiça Eleitoral, Militar Estadual e do Trabalho possuem, pro-
porcionalmente, mais servidores lotados na área judiciária do que a demanda processual no 1º grau de jurisdição,
demonstrando assim cumprimento mais efetivo da Resolução CNJ nº 219/2016. Com relação aos cargos em comissão,
há grande diferença em relação à demanda processual em todos os ramos de justiça.
Em 2016, ano de publicação da Resolução, havia no 1º grau de jurisdição do Poder Judiciário cerca de 87,1% do
total de processos ingressados e 84,9% do total de servidores lotados na área judiciária de 1º grau. Em 2019, a pro-

11 Em consonância com o conceito da Resolução CNJ nº 219/2006, nesta seção, o 1º grau será considerado como a soma do juízo comum, dos juizados especiais
e das turmas recursais.
125
porção de servidores no 1º grau subiu sutilmente, para 85,1%, entretanto a média trienal de novos processos reduziu
para 86,6% (Figura 79). Dessa forma, ainda resta 1,5 ponto percentual para atingir a equivalência.
As informações detalhadas por tribunal estão disponíveis nos painéis da Política, em: https://paineisanalytics.cnj.
jus.br/single/?appid=5903cd99-fb51-4e0a-902c-69a1ccc927f2&sheet=66ff6851-b32f-4090-bf18-9c5da393378
7&lang=pt-BR&opt=ctxmenu,currsel.
Figura 78: Proporção de casos novos, servidores da área judiciária, cargos em comissão e funções comissionadas no
primeiro grau de jurisdição, por ramo de justiça
Funções comissionadas Cargos em comissão Servidores da área judiciária Média de Casos novos no triênio

82%
62%
Federal
84%
89%

83%
74%
Estadual
87%
88%

86%
2%
Eleitoral
86%
77%

74%
57%
Trabalho
77%
76%

44%
40%
Militar Estadual
61%
57%

0% 20% 40% 60% 80% 100%

126
Figura 79: Série histórica do percentual de servidores na área administrativa, de servidores na área judiciária de 1º grau
e de cargos e funções no 1º grau

84,7% 84,9% 85,2% 85,5% 85,1%


86,0%
74,8% 76,0% 76,3%
71,6% 73,0%
68,8%

51,6%

34,4%

18,4% 18,6% 18,1% 17,7% 18,2%


17,2%

0,0%
2015 2016 2017 2018 2019
Servidores na área administrativa
Servidores na área judiciária de 1º grau
Cargos e funções comissionadas no 1º grau

O artigo 11 da Resolução CNJ nº 219/2016 determina que a quantidade total de servidores lotados nas áreas de
apoio indireto à atividade judicante (apoio administrativo) deve corresponder a, no máximo, 30% (trinta por cento)
do total de servidores, devendo ser excluídos da base de cálculo os servidores lotados nas escolas judiciais e da
magistratura e nas áreas de tecnologia da informação. Verifica-se na Figura 80 que somente os Tribunais de Justiça
Militar dos estados de Minas Gerais e Rio Grande do Sul apresentam mais de 30% dos servidores lotados na área
administrativa. Destaca-se que esse critério não se aplica aos tribunais superiores e à Justiça Eleitoral, devido à sua
peculiaridade.
Observa-se na Figura 81 que somente o Tribunal de Justiça Militar do Estado do Rio Grande do Sul e o Tribunal
Regional Eleitoral do Amapá apresentaram menos da metade dos servidores lotados na área judiciária de 1º grau,
tendo a maioria dos tribunais (54 de 90) apresentado percentual superior a 80%. Já em relação aos cargos e funções
comissionadas no 1º grau (Figura 82), somente 30 tribunais apresentaram percentual acima de 80%.
Apesar da Resolução CNJ nº 219/2006 não se aplicar aos tribunais superiores (TST, TSE e STM), e se aplicar no
que couber à JMU e à Justiça Eleitoral, os gráficos serão apresentados também para tais órgãos, pelo princípio da
transparência.

127
Figura 80: Percentual de servidores na área administrativa por tribunal

Estadual Eleitoral
TJSP 15% TRE−SP 67%
TJRS 13% TRE−MG 35%
TJPR 12% TRE−RJ 29%
TJRJ 9% TRE−RS 28%
TJMG 9% TRE−PR 25%
TJMT 21% TRE−CE 61%
TJMA 21% TRE−RN 52%
TJPA 20% TRE−PI 41%
TJPE 19% TRE−PB 36%
TJDFT 16% TRE−AM 29%
TJSC 16% TRE−PE 28%
TJES 14% TRE−GO 25%
TJGO 10% TRE−PA 25%
TJCE 10% TRE−MA 24%
TJBA 9% TRE−BA 21%
TJRO 29% TRE−SC 20%
TJPB 29% TRE−RR 47%
TJSE 25% TRE−AP 47%
TJMS 24% TRE−SE 45%
TJAP 22% TRE−AC 40%
TJTO 21% TRE−DF 34%
TJRR 20% TRE−MS 33%
TJAC 18% TRE−RO 31%
TJPI 18% TRE−ES 30%
TJAL 18% TRE−AL 26%
TJAM 15% TRE−MT 25%
TJRN 12% TRE−TO 22%
Estadual 15% Eleitoral 38%
0% 5% 10% 20% 30% 0% 20% 40% 60% 80%

Trabalho Superior
TRT1 19% TSE 64%
TRT2 15% STM 61%
STJ 32%
TRT3 14%
TST 28%
TRT4 12% Superior 38%
TRT15 12%
28% 0% 20% 40% 60% 80% 100%
TRT7
TRT5 22%
TRT6 21% Federal
TRT18 21% TRF2 22%
TRT12 20% TRF5 21%
TRT8 19% TRF3 20%
18% TRF1 19%
TRT10
TRF4 12%
TRT9 15% Federal 19%
TRT11 28%
TRT22 26% 0% 20% 40% 60% 80% 100%
TRT13 26%
TRT14 26% Militar Estadual
TRT20 24%
TJMMG 38%
TRT19 24% TJMRS 35%
TRT21 24% TJMSP 25%
21% Militar Estadual 31%
TRT23
TRT24 20% 0% 20% 40% 60% 80% 100%
TRT17 19%
TRT16 18%
Poder Judiciário 18%
Trabalho 18%
0% 20% 40% 60% 80% 100%
0% 5% 10% 20% 30%

128
Figura 81: Percentual de servidores lotados na área judiciária de 1º grau em relação ao total de servidores da área
judiciária, por tribunal
Estadual Eleitoral
TJSP 89% TRE−RJ 91%
TJMG 88% TRE−RS 91%
TJRJ 87% TRE−PR 90%
TJRS 85% TRE−SP 88%
TJPR 81% TRE−MG 87%
TJCE 92% TRE−BA 92%
TJPA 91% TRE−PE 89%
TJBA 90% TRE−PA 89%
TJES 89% TRE−AM 89%
TJPE 87% TRE−SC 87%
TJMA 86% TRE−GO 86%
TJMT 85% TRE−MA 80%
TJGO 84% TRE−CE 76%
TJSC 81% TRE−PB 74%
TJDFT 78% TRE−RN 72%
TJAC 90% TRE−PI 64%
TJSE 89% TRE−MS 90%
TJRN 89% TRE−ES 88%
TJRR 89% TRE−MT 86%
TJAP 89% TRE−DF 83%
TJPB 89% TRE−RO 81%
TJMS 87% TRE−AL 80%
TJPI 87% TRE−TO 75%
TJRO 86% TRE−AC 71%
TJAL 86% TRE−SE 67%
TJTO 80% TRE−RR 64%
TJAM 79% TRE−AP 49%
Estadual 87% Eleitoral 86%
0% 20% 40% 60% 80% 100% 0% 20% 40% 60% 80% 100%

Trabalho Federal
TRT3 79% TRF1 89%
TRT15 77% TRF5 87%
TRT2 76% TRF4 86%
TRT1 75% TRF2 78%
TRT4 74% TRF3 76%
TRT8 86% Federal 84%
TRT18 82%
0% 20% 40% 60% 80% 100%
TRT6 80%
TRT5 78%
TRT12 76% Militar Estadual
TJMMG 69%
TRT7 75%
TRT9 75% TJMSP 63%
TRT10 72% TJMRS 48%
TRT19 83% Militar Estadual 61%
TRT23 81%
0% 20% 40% 60% 80% 100%
TRT14 79%
TRT20 79%
TRT24 77% Poder judiciário
TRT16 76% Poder judiciário 85%
TRT21 76%
0% 20% 40% 60% 80% 100%
TRT11 75%
TRT13 74%
TRT17 68%
TRT22 63%
Trabalho 77%
0% 20% 40% 60% 80% 100%

129
Figura 82: Percentual de cargos em comissão e funções comissionadas alocadas para o 1º grau, em relação ao total
destinado para a área judiciária, por tribunal
Estadual Eleitoral
TJSP 84% TRE−SP 93%
TJRJ 77% TRE−RS 90%
TJMG 73% TRE−PR 89%
TJRS 67% TRE−MG 88%
TJPR 67% TRE−RJ 87%
TJCE 85% TRE−BA 91%
TJPE 79% TRE−PE 86%
TJGO 74% TRE−AM 85%
TJBA 74% TRE−CE 85%
TJPA 73% TRE−PA 83%
TJES 73% TRE−SC 81%
TJDFT 73% TRE−RN 77%
TJMT 72% TRE−MA 75%
TJMA 70% TRE−GO 74%
TJSC 67% TRE−PI 73%
TJSE 91% TRE−PB 72%
TJPI 87% TRE−ES 79%
TJTO 86% TRE−MS 78%
TJAC 86% TRE−MT 73%
TJAP 84% TRE−AL 73%
TJRR 83% TRE−DF 68%
TJRO 82% TRE−RO 64%
TJPB 79% TRE−SE 61%
TJRN 76% TRE−TO 61%
TJAL 74% TRE−AP 57%
TJMS 72% TRE−AC 46%
TJAM 65% TRE−RR 43%
Estadual 77% Eleitoral 83%
0% 20% 40% 60% 80% 100% 0% 20% 40% 60% 80% 100%

Trabalho Federal
TRT3 77% TRF1 87%
TRT15 72% TRF5 83%
TRT1 71% TRF4 82%
TRT2 66%
TRF3 71%
TRT4 64%
TRT18 85% TRF2 70%
TRT8 81% Federal 80%
TRT6 76%
0% 20% 40% 60% 80% 100%
TRT5 73%
TRT10 72%
TRT7 71% Militar Estadual
TRT12 70% TJMSP 55%
TRT9 68%
TJMMG 35%
TRT19 79%
TRT14 75% TJMRS 14%
TRT21 73% Militar Estadual 40%
TRT20 73%
0% 20% 40% 60% 80% 100%
TRT24 73%
TRT23 73%
TRT16 71%
TRT11 71% Poder Judiciário
TRT13 66% Poder Judiciário 76%
TRT17 64%
TRT22 56% 0% 20% 40% 60% 80% 100%
Trabalho 71%
0% 20% 40% 60% 80% 100%

130
5.2.2 Indicadores de produtividade
O 1º grau de jurisdição possui as maiores cargas de trabalho e produtividade por magistrado e por servidor da
área judiciária. Já em relação aos casos novos por magistrado e por servidor, os indicadores do 2º grau superaram
os do 1º grau no ano de 2019. É importante destacar que a Justiça Federal e a Justiça do Trabalho apresentaram
maiores cargas de trabalho e produtividade por magistrado no 2º grau do que no 1º grau.
Os indicadores de casos novos por servidor e por magistrado, apresentados nas Figuras de 83 a 86, desconsi-
deram as execuções judiciais iniciadas, consoante com os critérios da Resolução CNJ nº 76/2009, mas diferente da
Resolução CNJ nº 219, que considera para a distribuição de servidores tanto os casos de conhecimento quanto os
de execução.
Os casos novos por servidor, que entre os anos de 2009 a 2016 eram menores no 2º grau, praticamente se
igualaram em 2017 e, pela primeira vez, em 2018, a demanda processual por servidor lotado no 2º grau superou
a demanda do 1º grau. Isso significa que houve avanços, mas não se pode concluir que há total cumprimento da
política. Além das informações variarem bastante por tribunal, ao analisar a carga de trabalho, que inclui o acervo na
base de cálculo, observa-se que ainda existem diferenças significativas entre os graus de jurisdição, sendo a taxa
do 1º grau quase o dobro da de 2º grau (Figura 85).
Na figura 88, é possível observar que o índice da carga de trabalho dos magistrados, que considera os processos
em tramitação, recursos internos e incidentes em execução, subiu no 1º e 2º graus, tanto na versão bruta quanto na
líquida (Figura 88). Esses indicadores atingiram os maiores valores da série histórica, sendo o indicador de 1º grau
quase o dobro do de 2º grau.
A figura 92 mostra a tendência de crescimento da produtividade dos magistrados e servidores (IPM e IPS) ao
longo dos anos, que melhorou nas duas instâncias, e também atingiu o maior valor da série histórica. No 1º grau, o
IPM aumentou em 14,1% e, no 2º grau, em 7,3%.

131
Figura 83: Casos novos por magistrado, de acordo com tribunal
Estadual Eleitoral
2º grau 1º grau 2º grau 1º grau
1.064 TJRJ 2.749 82 TRE−MG 42
1.865 TJSP 1.903 138 TRE−SP 39
1.561 TJRS 1.750 24 TRE−PR 33
1.602 TJMG 1.556 46 TRE−RS 26
1.346 TJPR 1.445 44 TRE−RJ 15
785 TJBA 2.341 17 TRE−PB 62
1.424 TJSC 2.133 107 TRE−RN 45
1.634 TJMT 1.502 35 TRE−GO 43
1.070 TJGO 1.446 41 TRE−CE 35
1.165 TJPE 1.246 45 TRE−SC 35
1.145 TJCE 1.104 16 TRE−AM 31
1.007 TJDFT 1.075 24 TRE−PI 30
1.569 TJMA 1.030 24 TRE−PA 28
1.072 TJES 886 13 TRE−MA 26
1.017 TJPA 812 37 TRE−PE 23
912 TJRO 1.947 81 TRE−BA 1
1.641 TJMS 1.737 98 TRE−RR 66
2.428 TJSE 1.346 11 TRE−TO 61
2.396 TJTO 1.243 14 TRE−AC 59
580 TJAM 1.232 17 TRE−ES 47
1.715 TJAL 1.187 25 TRE−AP 46
458 TJAC 1.072 32 TRE−MT 45
1.188 TJPI 1.065 21 TRE−AL 43
541 TJAP 1.029 12 TRE−SE 41
1.647 TJRN 944 23 TRE−RO 38
614 TJRR 902 16 TRE−MS 30
1.668 TJPB 680 17 TRE−DF 7
1.429 Estadual 1.596 38 Eleitoral 33

Trabalho Federal
2º grau 1º grau
2.555 TRT15 843 2.660 TRF5 3.010
1.737 TRT1 801 6.070 TRF4 2.187
1.678 TRT2 726 5.215 TRF1 2.079
1.831 TRT3 703 3.928 TRF3 1.635
1.630 TRT4 598 1.782 TRF2 1.307
1.491 TRT18 793 4.018 Federal 1.995
949 TRT7 753
1.643 TRT12 724
1.788 TRT9 654
Militar Estadual
1.519 TRT6 614
2º grau 1º grau
799 TRT8 612
138 TJMSP 187
1.017 TRT10 530
1.682 511 59 TJMMG 99
TRT5
1.150 TRT22 844 45 TJMRS 55
1.955 TRT16 602 81 Militar 115
Estadual
675 TRT11 552
1.135 TRT20 533
1.445 TRT17 520 Poder judiciário
670 TRT19 518
453 1.604 Poder 1.463
1.783 TRT24 Judiciário
811 TRT21 432
1.009 TRT13 416
1.333 TRT23 395
847 TRT14 371
1.607 Trabalho 662

132
Figura 84: Série histórica de casos novos por magistrado

1.700 1.594 1.571 1.553 1.604


1.527 1.546 1.577
1.428 1.445 1.501
1.351 1.536
1.360 1.485 1.515 1.492
1.423 1.469 1.463
1.397
1.321 1.364
1.301
1.020

680

340

0
2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019
1º Grau
2º Grau

Figura 85: Série histórica de casos novos por servidor da área judiciária

140 131 130 132


125 127 124
121 120 122 122 120

112 122 123


120 117
115
105 108
100 102 101
84 95

56

28

0
2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019
1º Grau
2º Grau

133
Figura 86: Casos novos por servidor da área judiciária, por tribunal.
Estadual Eleitoral
2º grau 1º grau 2º grau 1º grau
223 TJRS 187 7 TRE−SP 16
124 TJPR 183 2 TRE−PR 10
134 TJRJ 166 3 TRE−MG 9
223 TJSP 129 5 TRE−RS 7
145 TJMG 116 4 TRE−RJ 3
111 TJBA 190 20 TRE−RN 27
130 TJSC 180 2 TRE−PB 27
95 TJMT 123 2 TRE−PI 20
83 TJPE 115 4 TRE−CE 17
100 TJMA 106 4 TRE−GO 9
101 TJES 105 6 TRE−SC 9
62 TJGO 101 2 TRE−MA 9
129 TJCE 92 3 TRE−AM 7
53 TJDFT 83 3 TRE−PA 6
92 TJPA 71 3 TRE−PE 5
55 TJAM 207 7 TRE−BA 0
215 TJMS 140 3 TRE−SE 19
87 TJTO 133 6 TRE−AP 16
80 TJRO 132 34 TRE−RR 15
106 TJAL 112 2 TRE−TO 14
102 TJPI 109 4 TRE−ES 11
142 TJSE 102 4 TRE−AC 9
94 TJRN 95 3 TRE−MT 9
50 TJAP 90 3 TRE−AL 9
102 TJPB 73 4 TRE−RO 8
86 TJRR 68 4 TRE−MS 6
41 TJAC 42 3 TRE−DF 1
138 Estadual 131 5 Eleitoral 9

Trabalho Federal
2º grau 1º grau 2º grau 1º grau
236 TRT15 123 102 TRF5 221
155 TRT2 105
283 TRF4 218
137 TRT1 87
153 TRT3 74 205 TRF1 200
116 TRT4 70 155 TRF3 173
83 TRT7 98 67 TRF2 130
122 TRT12 87
161 Federal 191
126 TRT18 86
127 TRT9 78
81 TRT10 72
113 TRT6 72 Militar Estadual
130 TRT8 67 2º grau 1º grau
137 TRT5 66
21 TJMSP 16
83 TRT22 126
193 TRT16 99 24 TJMMG 16
68 TRT11 71 12 TJMRS 15
101 TRT17 70 Militar
19 Estadual 16
133 TRT24 68
157 TRT20 67
79 TRT19 61 Poder Judiciário
71 TRT14 58
2º grau 1º grau
67 TRT21 52 Poder
91 TRT23 51 132 Judiciário 123
62 TRT13 49
135 Trabalho 83

134
Figura 87: Carga de trabalho do magistrado, por tribunal

Estadual Eleitoral
2º grau 1º grau 2º grau 1º grau
1.990 TJRJ 21.269 847 TRE−MG 83
3.617 TJSP 12.140 846 TRE−SP 72
3.188 TJRS 7.134 499 TRE−PR 65
3.060 TJPR 7.126 297 TRE−RS 62
4.169 TJMG 6.583 661 TRE−RJ 40
2.962 TJSC 12.563 163 TRE−RN 136
2.094 TJBA 10.843 299 TRE−PI 135
2.049 TJGO 6.732 135 TRE−PB 115
3.257 TJPE 6.377 306 TRE−GO 86
3.367 TJMT 6.195 178 TRE−SC 81
2.911 TJCE 5.352 133 TRE−MA 77
2.939 TJPA 5.116 190 TRE−AM 77
3.182 TJMA 4.917 316 TRE−CE 68
2.788 TJES 4.857 426 TRE−PA 52
1.935 TJDFT 3.340 219 TRE−PE 43
2.795 TJMS 7.592 302 TRE−BA 9
2.713 TJAM 5.698 93 TRE−TO 115
2.283 TJRO 5.664 112 TRE−AC 112
3.871 TJAL 5.004 131 TRE−RR 101
4.898 TJSE 4.800 41 TRE−ES 101
844 TJAC 4.151 164 TRE−AP 98
2.688 TJPI 4.133 261 TRE−MT 89
4.681 TJTO 3.946 95 TRE−AL 80
4.337 TJRN 3.586 122 TRE−SE 76
3.597 TJPB 3.365 256 TRE−RO 74
1.363 TJRR 2.618 113 TRE−MS 51
950 TJAP 2.222 272 TRE−DF 12
3.056 Estadual 8.548 272 Eleitoral 70

Trabalho Federal
2º grau 1º grau 2º grau 1º grau
4.339 TRT1 3.625 14.477 11.440
TRF3
3.892 TRT2 3.405
5.613 3.141 32.403 TRF1 9.115
TRT15
4.008 TRT4 2.578 9.260 TRF5 7.851
3.531 TRT3 2.495
15.090 TRF4 7.500
3.955 TRT9 3.321
1.873 TRT7 2.928 5.449 TRF2 5.291
3.152 TRT12 2.689 15.653 Federal 8.578
2.636 TRT6 2.625
2.179 TRT10 2.528
4.984 TRT5 2.484 Militar Estadual
2.651 TRT18 2.306
2º grau 1º grau
1.530 TRT8 1.883
2.523 TRT22 3.394 293 TJMSP 372
4.266 TRT16 3.093 101 TJMMG 260
3.001 TRT20 2.982
74 TJMRS 154
1.566 TRT19 2.702
3.055 TRT17 2.395 156 Militar 262
Estadual
1.624 TRT11 2.244
1.602 TRT21 2.046
2.947 TRT24 2.037 Poder Judiciário
2.465 TRT23 1.644 2º grau 1º grau
3.868 Poder 7.422
1.984 TRT13 1.605 Judiciário
1.413 TRT14 1.098
3.583 Trabalho 2.794

135
Figura 88: Série histórica da carga de trabalho do magistrado
7.422
7.500 7.149 7.202 7.132 7.181
6.731 6.620
6.522
5.916 6.058
5.747
6.000 6.501 6.364 6.213 6.477
6.274

4.500 3.868
3.797
3.426 3.464 3.380 3.520
2.912 2.953 3.099 3.269 3.218
3.000 3.454 3.580
3.170 3.048 3.185

1.500

0
2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019
1º Grau (carga bruta) 2º Grau (carga bruta)
1º Grau (carga líquida) 2º grau (carga líquida)

Figura 89: Série histórica da carga de trabalho do servidor da área judiciária


626
630 591 604 600
576
543
516 512 522 521
501
504 546
524 522 527 524

378
313 319
287
261 263
232 231 229 245
252 221 216 284 296
259
239 238
126

0
2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019
1º Grau (carga bruta) 2º Grau (carga bruta)
1º Grau (carga líquida) 2º grau (carga líquida)

136
Figura 90: Carga de trabalho do servidor da área judiciária, por tribunal

Estadual Eleitoral
2º grau 1º grau 2º grau 1º grau
251 TJRJ 1.284 44 TRE−SP 29
282 TJPR 901 51 TRE−PR 21
433 TJSP 823 28 TRE−MG 17
456 TJRS 764 33 TRE−RS 16
376 TJMG 490 65 TRE−RJ 9
271 TJSC 1.060 31 TRE−PI 91
296 TJBA 881 30 TRE−RN 84
233 TJPE 587 17 TRE−PB 49
262 TJES 576 31 TRE−CE 33
196 TJMT 507 24 TRE−MA 26
202 TJMA 504 22 TRE−SC 22
119 TJGO 468 31 TRE−GO 19
327 TJCE 446 39 TRE−AM 17
267 TJPA 446 53 TRE−PA 12
103 TJDFT 259 20 TRE−PE 9
256 TJAM 955 27 TRE−BA 2
366 TJMS 610 40 TRE−AP 35
240 TJAL 474 28 TRE−SE 34
170 TJTO 422 14 TRE−TO 26
230 TJPI 421 9 TRE−ES 23
201 TJRO 385 46 TRE−RR 22
287 TJSE 365 28 TRE−MT 18
220 TJPB 363 34 TRE−AC 18
247 TJRN 362 12 TRE−AL 16
192 TJRR 197 39 TRE−RO 15
87 TJAP 194 31 TRE−MS 11
76 TJAC 162 50 TRE−DF 1
295 Estadual 699 33 Eleitoral 19

Trabalho Federal
2º grau 1º grau 2º grau 1º grau
359 TRT2 491 573 TRF3 1.212
518 TRT15 458
1.273 TRF1 876
343 TRT1 392
286 TRT4 303 703 TRF4 746
294 TRT3 261 355 577
TRF5
281 TRT9 396
164 TRT7 379 205 TRF2 528
173 TRT10 346 628 Federal 823
234 TRT12 323
405 TRT5 323
196 TRT6 306
225 TRT18 250 Militar Estadual
249 TRT8 205 2º grau 1º grau
421 TRT16 510
19 TJMRS 43
182 TRT22 508
414 TRT20 373 41 TJMMG 42
214 TRT17 324 44 TJMSP 32
184 TRT19 316
219 304 Militar
36 Estadual 37
TRT24
164 TRT11 291
132 TRT21 248
169 TRT23 214 Poder Judiciário
122 TRT13 188 2º grau 1º grau
119 172 Poder
TRT14 319 Judiciário 626
300 Trabalho 351

137
Figura 91: Índice de produtividade dos magistrados (IPM), por tribunal
Estadual Eleitoral
2º grau 1º grau 2º grau 1º grau
1.122 TJRJ 5.239 591 TRE−MG 75
1.992 TJSP 2.810 50 TRE−PR 59
1.669 TJMG 2.079 488 TRE−SP 59
1.906 TJRS 1.887 197 TRE−RS 53
1.477 TJPR 1.657 509 TRE−RJ 26
1.374 TJSC 3.624 135 TRE−RN 107
788 TJBA 3.522 71 TRE−PB 93
1.343 TJGO 2.119 151 TRE−GO 70
1.520 TJMT 2.067 69 TRE−SC 66
888 TJPE 1.765 50 TRE−MA 58
1.145 TJES 1.541 73 TRE−PI 53
1.144 TJMA 1.461 107 TRE−AM 47
998 TJCE 1.382 227 TRE−CE 46
995 TJPA 1.296 130 TRE−PE 37
944 TJDFT 1.208 79 TRE−PA 32
1.063 TJRO 2.507 217 TRE−BA 4
2.623 TJSE 2.197 61 TRE−TO 101
1.535 TJMS 2.012 73 TRE−AC 82
1.199 TJAL 1.654 97 TRE−RR 80
577 TJAM 1.567 113 TRE−MT 79
467 TJAC 1.507 76 TRE−AP 72
1.366 TJRN 1.311 13 TRE−ES 71
602 TJRR 1.307 65 TRE−AL 63
1.931 TJTO 1.151 162 TRE−RO 60
425 TJAP 1.023 81 TRE−SE 58
629 TJPI 1.013 80 TRE−MS 39
1.057 TJPB 873 34 TRE−DF 3
1.471 Estadual 2.296 144 Eleitoral 55

Trabalho Federal
2º grau 1º grau 2º grau 1º grau
2.387 TRT15 1.380 9.606 TRF1 3.301
1.639 TRT1 1.367
2.641 TRF5 3.226
2.130 TRT2 1.306
2.063 TRT3 1.280 3.558 TRF3 2.906
1.666 TRT4 1.040 6.579 TRF4 2.476
1.750 TRT9 1.342
1.772 TRF2 1.656
1.799 TRT12 1.323
913 TRT7 1.203 4.836 Federal 2.792
1.525 TRT18 1.176
1.643 TRT6 1.122
775 TRT8 1.003 Militar Estadual
1.514 TRT5 929 2º grau 1º grau
1.054 TRT10 882
144 TJMSP 198
1.336 TRT22 1.782
1.490 TRT16 1.457 52 TJMMG 120
787 TRT11 1.274 53 TJMRS 49
1.447 TRT20 1.109
Militar
1.371 TRT17 988 83 Estadual 122
1.382 TRT24 931
944 TRT21 921
983 TRT19 920
1.280 TRT23 682 Poder Judiciário
1.257 TRT13 653 2º grau 1º grau
879 562 Poder
TRT14 1.704 Judiciário 2.141
1.684 Trabalho 1.179

138
Figura 92: Série histórica do índice de produtividade dos magistrados (IPM)
2.141
2.200
1.876
1.758 1.763 1.811
1.730 1.725 1.717
1.760 1.630 1.704
1.590 1.589
1.497 1.498
1.480 1.427
1.418 1.407
1.342 1.347
1.320 1.245 1.242

880

440

0
2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019
1º Grau
2º Grau

Figura 93: Série histórica do índice de produtividade dos servidores da área judiciária (IPS-Jud)
190 181

153 157
150 145
152 142 141
134 132 136 134 135
131
113 116
114 105 101 105
98 101
94 94

76

38

0
2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019

1º Grau
2º Grau

139
Figura 94: Índice de produtividade dos servidores da área judiciária (IPS-Jud), por tribunal

Estadual Eleitoral
2º grau 1º grau 2º grau 1º grau
142 TJRJ 316 25 TRE−SP 24
136 TJPR 209 5 TRE−PR 19
273 TJRS 202 20 TRE−MG 16
238 TJSP 190 22 TRE−RS 14
151 TJMG 155 50 TRE−RJ 6
126 TJSC 306 25 TRE−RN 66
111 TJBA 286 9 TRE−PB 40
108 TJES 183 8 TRE−PI 36
89 TJMT 169 22 TRE−CE 23
63 TJPE 163 9 TRE−MA 20
73 TJMA 150 9 TRE−SC 18
78 TJGO 147 15 TRE−GO 15
112 TJCE 115 22 TRE−AM 11
90 TJPA 113 12 TRE−PE 8
50 TJDFT 94 10 TRE−PA 7
54 TJAM 263 19 TRE−BA 1
94 TJRO 170 18 TRE−SE 26
154 TJSE 167 18 TRE−AP 26
201 TJMS 162 9 TRE−TO 23
74 TJAL 157 34 TRE−RR 18
78 TJRN 132 12 TRE−MT 16
70 TJTO 123 3 TRE−ES 16
54 TJPI 103 22 TRE−AC 13
85 TJRR 98 8 TRE−AL 12
65 TJPB 94 24 TRE−RO 12
39 TJAP 89 21 TRE−MS 8
42 TJAC 59 6 TRE−DF 0
142 Estadual 188 17 Eleitoral 15

Trabalho Federal
2º grau 1º grau 2º grau 1º grau
220 TRT15 201 377 TRF1 317
196 TRT2 188
141 TRF3 308
129 TRT1 148
172 TRT3 134 307 TRF4 246
119 TRT4 122 101 TRF5 237
124 TRT9 160
67 TRF2 165
134 TRT12 159
80 TRT7 156 194 Federal 268
122 TRT6 131
129 TRT18 127
123 TRT5 121 Militar Estadual
84 TRT10 121 2º grau 1º grau
126 TRT8 109 21 TJMMG 19
96 TRT22 267
22 TJMSP 17
147 TRT16 240
79 TRT11 165 14 TJMRS 14
103 TRT24 139
19 Militar 17
200 TRT20 139 Estadual
96 TRT17 134
78 TRT21 112
116 TRT19 108 Poder Judiciário
88 TRT23 89 2º grau 1º grau
74 TRT14 88 Poder
141 Judiciário
181
78 TRT13 76
141 Trabalho 148

140
5.2.3 Indicadores de desempenho e de informatização
Desde 2012, o percentual de processos que ingressa eletronicamente no Poder Judiciário tem crescido linear-
mente, em curva acentuada. Na série histórica apresentada na Figura 95, é possível constatar que a curva do 1º
grau está acima da do 2º grau em todo o período, havendo maior aproximação entre os indicadores em 2019 devido
à grande evolução quanto à virtualização dos processos de 2º grau. A avaliação detalhada por tribunal e instância
está disposta na Figura 96.
A Justiça do Trabalho se destaca de forma positiva por apresentar 100% dos processos de 1º grau ingressados
eletronicamente. A Justiça Eleitoral foi a única que deu início ao processo de informatização pelo 2º grau, sendo
que somente o TRE-BA apresentou indicador superior a 50% no 1º grau. Fora esse segmento, apenas em catorze
tribunais se verifica informatização mais avançada no 2º do que no 1º grau: TJAP, TJCE, TJDFT, TJMT, TJPA, TJPI,
TJRJ, TJRR, TJSC, TRF1, TRF2, TJMSP, TRT13, TRT16 (Figura 95).
Na Figura 98 consta a comparação do índice de atendimento à demanda (IAD) entre o 1º e 2º grau. Observa-se
que o indicador do 2º grau superou o do 1º grau somente nos anos de 2012 e 2013. Em 2019, o IAD no 2º grau foi
de 106%, enquanto no 1º grau, foi de 119%. Esse foi o segundo ano que o 2º grau conseguiu baixar mais processos
que o total distribuído (IAD maior que 100%).
A Figura 99 apresenta os dados comparativos para a taxa de congestionamento, com diferenças significativas
entre as duas instâncias, tanto na taxa bruta quanto na taxa líquida. No congestionamento bruto, a diferença entre as
instâncias é de 21 pontos percentuais e na versão líquida, de 21,3 pontos percentuais. A queda na taxa de conges-
tionamento em 2019 se deu em todas as dimensões analisadas, ou seja, no 1º e no 2º grau e com ou sem computar
os casos suspensos/sobrestados (bruta e líquida).
O 2º grau, com melhor resultado, possui taxa de congestionamento líquida de 45% e um estoque próximo à
demanda. No 1º grau o estoque equivale a 2,8 vezes o quantitativo de casos novos. Em uma situação hipotética, sem
ingresso de novas demandas e mantida a produtividade atual, seriam necessários 1 ano para zerar o estoque do 2º
grau e 2 anos e 5 meses para zerar o estoque do 1º grau (tempo de giro do acervo).
Figura 95: Série histórica do índice de casos novos eletrônicos
90,7%
91,0% 85,8%
82,2%
73,0% 78,0% 86,8%
72,8%
63,8%
58,5%
54,6% 46,9% 48,5%
39,8%
36,4% 31,1%
29,8%
19,0% 21,0%
14,6% 17,3%
18,2% 12,8%
5,9% 7,6%
0,2% 2,5%
0,0%
2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019
1º Grau
2º Grau

141
Figura 96: Índice de casos novos eletrônicos, por tribunal

Estadual Eleitoral
2º grau 1º grau 2º grau 1º grau
91% TJSP 100% 62% TRE−SP 3%
100% TJPR 100% 40% TRE−RS 2%
100% TJRJ 92% 44% TRE−PR 2%
53% TJMG 66% 55% TRE−RJ 0%
38% TJRS 63% 66% TRE−MG 0%
99% TJSC 98% 97% TRE−BA 54%
81% TJGO 97% 57% TRE−PA 11%
39% TJBA 97% 69% TRE−RN 3%
60% TJPE 88% 52% TRE−CE 3%
58% TJMA 88% 40% TRE−GO 3%
99% TJMT 85% 58% TRE−PE 3%
86% TJDFT 81% 0% TRE−MA 2%
100% TJCE 80% 96% TRE−SC 1%
80% TJPA 70% 103% TRE−PI 0%
0% TJES 42% 53% TRE−PB 0%
100% TJTO 100% 62% TRE−AM 0%
100% TJSE 100% 100% TRE−DF 45%
100% TJMS 100% 102% TRE−RR 30%
100% TJAM 100% 48% TRE−ES 13%
100% TJAL 100% 99% TRE−RO 11%
100% TJAC 100% 100% TRE−AC 11%
100% TJRR 100% 71% TRE−SE 8%
86% TJRN 92% 42% TRE−MT 2%
81% TJPB 91% 48% TRE−MS 2%
72% TJRO 82% 94% TRE−AP 2%
97% TJAP 73% 69% TRE−TO 2%
100% TJPI 73% 92% TRE−AL 1%
81% Estadual 89% 69% Eleitoral 3%

Trabalho Federal
2º grau 1º grau 2º grau 1º grau
95% TRT3 100% 97% TRF5 100%
98% TRT15 100% 100% TRF4 100%
95% TRT1 100% 100% 99%
TRF2
93% TRT2 100%
94% TRF3 98%
100% TRT4 100%
95% TRF1 83%
100% TRT9 100%
100% 100% 97% Federal 94%
TRT18
95% TRT8 100%
96% TRT5 100%
100% TRT7 100%
97% TRT6 100% Militar Estadual
93% TRT12 100% 2º grau 1º grau
100% TRT10 100% 100% TJMRS 100%
95% TRT23 100% 57% TJMMG 75%
100% TRT16 100% 53% 32%
TJMSP
100% TRT11 100% Militar
63% 54%
100% TRT24 100% Estadual
100% TRT13 100%
100% TRT20 100%
99% TRT14 100%
95% TRT17 100% Poder Judiciário
97% TRT19 100% 2º grau 1º grau
Poder
99% TRT21 100% 87% Judiciário 91%
99% TRT22 99%
97% Trabalho 100%

142
Figura 97: Índice de atendimento à demanda (IAD), por tribunal

Estadual Eleitoral
2º grau 1º grau 2º grau 1º grau
106% TJRJ 179% 423% TRE−RS 201%
107% TJSP 121% 208% TRE−PR 182%
104% TJMG 118% 1.149% TRE−RJ 180%
110% TJPR 95% 724% TRE−MG 179%
122% TJRS 91% 353% TRE−SP 151%
107% TJES 160% 269% TRE−BA 308%
98% TJPA 151% 126% TRE−RN 241%
97% TJSC 142% 371% TRE−MA 222%
126% TJGO 137% 154% TRE−SC 190%
73% TJMA 132% 304% TRE−PI 177%
76% TJPE 132% 434% TRE−GO 162%
100% TJBA 122% 348% TRE−PE 160%
93% TJMT 115% 668% TRE−AM 153%
87% TJCE 113% 422% TRE−PB 151%
94% TJDFT 93% 552% TRE−CE 132%
70% TJAL 130% 333% TRE−PA 117%
63% TJPB 121% 355% TRE−MT 177%
108% TJSE 120% 555% TRE−TO 166%
83% TJRN 114% 691% TRE−RO 160%
99% TJAM 114% 298% TRE−AP 158%
102% TJAC 112% 75% TRE−ES 150%
98% TJRR 112% 307% TRE−AL 147%
117% TJRO 105% 651% TRE−SE 139%
94% TJMS 98% 523% TRE−AC 139%
53% TJPI 90% 502% TRE−MS 130%
79% TJAP 90% 99% TRE−RR 121%
81% TJTO 80% 200% TRE−DF 42%
103% Estadual 123% 376% Eleitoral 168%

Trabalho Federal
2º grau 1º grau 2º grau 1º grau
113% TRT3 137% 91% TRF3 166%
127% TRT2 130% 99% TRF2 99%
102% TRT4 120% 108% TRF4 93%
93% TRT15 116%
99% TRF5 91%
94% TRT1 115%
184% TRF1 87%
98% TRT9 129%
109% TRT12 126% 120% Federal 101%
90% TRT5 121%
108% TRT6 117%
97% TRT8 113% Militar Estadual
96% TRT7 110% 2º grau 1º grau
102% 109% 87% TJMMG 107%
TRT18
104% TRT10 107% 105% TJMSP 82%
117% TRT11 170% 118% TJMRS 73%
76% TRT16 151% 103% Militar
86%
Estadual
78% TRT24 138%
127% TRT20 137%
116% TRT22 132%
116% TRT21 128%
95% 125%
Poder Judiciário
TRT17 2º grau 1º grau
96% TRT23 121% Poder
106% Judiciário 119%
147% TRT19 120%
104% TRT14 108%
125% TRT13 104%
105% Trabalho 123%

143
Figura 98: Série histórica do índice de atendimento à demanda

119%
120% 114%
107%
104% 101% 104% 101%
99% 100% 100% 99%
96% 106%
98% 99% 98% 98% 101%
94% 95% 93% 95%
88%
72%

48%

24%

0%
2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019

1º Grau
2º Grau

Figura 99: Série histórica da taxa de congestionamento


74,9% 75,0% 74,0% 73,1%
76,0% 72,0% 73,5% 73,1% 72,7% 73,6% 73,3%
70,3%
72,3% 71,6%
70,1% 69,1%
60,8% 65,9%
54,6% 53,7%
51,2% 51,9% 52,3% 52,1%
49,7% 49,7% 49,3%
47,0% 48,3%
45,6% 48,9% 48,1%
46,6% 44,6%
44,2%

30,4%

15,2%

0,0%
2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019
1º Grau (taxa bruta) 2º Grau (taxa bruta)
1º grau (taxa líquida) 2º Grau (taxa líquida)

144
Figura 100: Taxa de congestionamento, por tribunal

Estadual Eleitoral
2º grau 1º grau 2º grau 1º grau
38% TJSP 76% 19% TRE−RJ 34%
45% TJPR 76% 37% TRE−SP 18%
36% TJRJ 75% 30% TRE−RS 15%
31% TJRS 73% 25% TRE−MG 9%
53% TJMG 68% 90% TRE−PR 9%
64% TJPA 74% 72% TRE−PI 60%
69% TJPE 72% 19% TRE−BA 54%
47% TJSC 71% 39% TRE−AM 39%
62% TJCE 70% 80% TRE−PA 37%
61% TJMA 70% 24% TRE−CE 32%
34% TJGO 68% 58% TRE−MA 25%
57% TJBA 67% 13% TRE−RN 21%
50% TJES 66% 46% TRE−PB 19%
46% TJMT 66% 43% TRE−GO 19%
44% TJDFT 63% 60% TRE−SC 19%
74% TJPI 75% 35% TRE−PE 12%
67% TJPB 74% 85% TRE−DF 73%
37% TJMS 73% 64% TRE−ES 29%
56% TJAM 70% 33% TRE−AC 27%
55% TJTO 70% 49% TRE−AP 26%
65% TJAL 66% 25% TRE−MS 23%
36% TJAC 63% 27% TRE−SE 23%
64% TJRN 62% 26% TRE−AL 21%
49% TJRO 55% 25% TRE−RR 19%
38% TJSE 54% 34% TRE−RO 19%
52% TJAP 54% 32% TRE−TO 12%
49% TJRR 49% 52% TRE−MT 9%
45% Estadual 72% 43% Eleitoral 22%

Trabalho Federal
2º grau 1º grau 2º grau 1º grau
36% TRT2 59% 70% TRF3 74%
56% TRT1 57% 62% 68%
TRF2
53% TRT4 56%
49% TRF4 66%
53% TRT15 51%
31% TRT3 43% 67% TRF1 63%
42% TRT10 62% 64% TRF5 58%
63% TRT5 57% 64% Federal 67%
45% TRT7 56%
48% TRT9 55%
26% TRT6 53%
32% TRT12 46% Militar Estadual
35% TRT18 45% 2º grau 1º grau
41% TRT8 43% 21% TJMRS 68%
28% TRT19 64% 40% TJMMG 54%
42% TRT20 58% 39% 46%
TJMSP
22% TRT13 55%
36% Militar 53%
38% TRT23 55% Estadual
33% TRT21 52%
46% TRT24 51%
45% TRT17 51% Poder Judiciário
62% TRT16 50% 2º grau 1º grau
28% 45% Poder
TRT14 49% Judiciário 70%
39% TRT22 43%
45% TRT11 33%
46% Trabalho 54%

145
5.2.4 0Recorribilidade interna e externa
A recorribilidade no Poder Judiciário é mais usual na 2ª instância e nos Tribunais Superiores, do que quando
comparada com a 1ª instância. A recorribilidade interna do 2º grau chega a ser 3 vezes mais frequente que a do 1º
grau (Figura 102).
Os embargos de declaração interpostos no 1º grau representam 7,3% das decisões, sendo mais aplicado na Justiça
Trabalhista (17,9%). No 2º grau, são os recursos internos: os agravos, os embargos de declaração, as arguições de
inconstitucionalidade e os incidentes de uniformização de jurisprudência. A recorribilidade interna no 2º grau supera
significativamente a do 1º, sendo de 21,7% no total do Poder Judiciário. Nos TRFs está a maior recorribilidade interna
de 2º grau, com percentual de 32,6% (Figura 101).
Das decisões de 2º grau, 25,3% são endereçadas como recursos aos Tribunais Superiores e, das decisões de
1º grau, 9,7% delas são remetidas aos tribunais na forma de recurso. Ou seja, a chance de recorrer do 2º grau para
um Tribunal Superior é o equivalente a 2,6 vezes a recorribilidade do 1º grau para o respectivo Tribunal, conforme
demonstram as Figuras 103 e 104. A série histórica mostra que os índices de recorribilidade interna no 1º e 2º graus
reduziram no período de 2012 a 2016, mas posteriormente voltou a subir. Na recorribilidade externa, em ambas as
instâncias, houve redução no último ano.

146
Figura 101: Recorribilidade interna, por tribunal

Estadual Eleitoral
2º grau 1º grau 2º grau 1º grau
18,9% TJSP 10,8% 12,9% TRE−MG 14,4%
18,7% TJMG 7,9% 5,7% TRE−RJ 1,1%
40,0% TJPR 6,0% 9,5% TRE−SP 0,2%
20,5% TJRS 5,1% 8,3% TRE−PR 0,0%
16,4% TJRJ 0,7% 7,6% TRE−RS 0,0%
14,1% TJBA 11,5% 18,7% TRE−GO 1,5%
17,0% TJDFT 7,4% 22,0% TRE−BA 0,4%
1,8% TJMT 6,5% 26,4% TRE−SC 0,3%
19,7% TJPE 5,1% 16,8% TRE−MA 0,2%
15,0% TJMA 4,4% 8,6% TRE−PE 0,1%
20,5% TJES 4,1% 21,5% TRE−PI 0,0%
16,4% TJCE 2,8% 8,2% TRE−RN 0,0%
8,1% TJPA 2,6% 4,0% TRE−PB 0,0%
3,0% TJGO 0,9% 13,3% TRE−PA 0,0%
17,7% TJSC 0,3% 9,2% TRE−CE 0,0%
7,5% TJAM 7,2% 7,4% TRE−AM 0,0%
24,8% TJPB 5,3% 19,0% TRE−DF 2,0%
11,9% TJRN 4,8% 12,2% TRE−ES 1,0%
22,9% TJAL 4,8% 11,4% TRE−MT 0,9%
12,1% TJTO 4,7% 9,8% TRE−SE 0,3%
12,4% TJAC 3,3% 10,0% TRE−AL 0,3%
13,9% TJRO 2,9% 7,3% TRE−MS 0,3%
20,6% TJRR 2,9% 2,5% TRE−RR 0,2%
10,7% TJAP 0,7% 8,2% TRE−TO 0,0%
16,1% TJMS 0,5% 4,4% TRE−RO 0,0%
11,1% TJPI 0,0% 10,4% TRE−AP 0,0%
23,7% TJSE 0,0% 3,2% TRE−AC 0,0%
18,4% Estadual 6,0% 9,9% Eleitoral 0,3%

Trabalho Federal
2º grau 1º grau 2º grau 1º grau
25,4% TRT1 23,1% 30,8% TRF2 8,6%
28,7% TRT2 19,1% 31,6% TRF3 8,6%
15,7% TRT15 17,4% 37,5% 8,0%
TRF4
19,6% TRT4 17,2%
52,6% TRF5 3,8%
29,1% TRT3 16,7%
23,8% TRF1 1,4%
27,5% TRT10 22,7%
32,0% TRT9 21,8% 32,6% Federal 5,6%
37,5% TRT5 19,4%
26,7% TRT6 17,5%
22,3% TRT12 15,7% Militar Estadual
20,3% TRT18 11,6% 2º grau 1º grau
21,1% TRT8 10,6% 5,6% TJMRS 3,9%
21,6% TRT7 10,5%
34,4% TJMSP 3,0%
38,6% TRT17 27,1%
22,1% TJMMG 1,9%
37,6% TRT20 22,7%
26,1% Militar 2,8%
34,1% TRT13 20,4% Estadual
22,3% TRT21 18,3%
27,6% TRT24 17,6%
26,0% TRT23 16,5% Poder Judiciário
24,1% TRT14 12,7%
2º grau 1º grau
12,7% TRT11 12,2% Poder
21,7% Judiciário 7,3%
23,6% TRT19 11,4%
13,5% TRT22 10,6%
15,5% TRT16 8,6%
24,5% Trabalho 17,9%

147
Figura 102: Série histórica da recorribilidade interna

24,3% 24,6%
25% 23,6% 23,7% 24,3% 23,4% 23,8%
21,5% 21,7%
20,7%
19,7%
20%

15%

10%
7,5% 7,3%
6,0% 6,6% 6,2% 6,1% 6,2%
5,4% 5,4%
4,2% 4,5%
5%

0%
2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019

1º Grau
2º Grau

Figura 103: Série histórica da recorribilidade externa

36,4% 36,6% 35,9%


37,0% 34,4% 35,0% 35,4%

29,6% 30,9% 27,5% 28,1%


25,3%
28,6%
22,2%

13,6%
14,8% 12,5% 12,5%
10,3% 11,1% 10,4%
9,0% 9,4% 9,7% 9,7%
8,5%
7,4%

0,0%
2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019
1º Grau
2º Grau

148
Figura 104: Recorribilidade externa, por tribunal

Estadual Eleitoral
2º grau 1º grau 2º grau 1º grau
10% TJRS 23% 6% TRE−MG 3%
11% TJPR 8% 18% TRE−RJ 2%
18% TJRJ 6% 25% TRE−SP 1%
22% TJMG 6% 44% TRE−PR 1%
25% TJSP 4% 13% TRE−RS 0%
17% TJCE 21% 29% TRE−BA 9%
20% TJSC 13% 11% TRE−GO 2%
90% TJGO 12% 14% TRE−MA 2%
12% TJMA 10% 3% TRE−SC 2%
0% TJES 9% 13% TRE−AM 2%
22% TJDFT 9% 5% TRE−PE 2%
43% TJPE 7% 2% TRE−PI 1%
8% TJPA 6% 23% TRE−CE 1%
2% TJBA 5% 34% TRE−PA 1%
0% TJMT 0% 19% TRE−PB 1%
15% TJMS 14% 14% TRE−RN
10% TJTO 13% 11% TRE−ES 6%
17% TJAP 11% 21% TRE−DF 4%
27% TJPB 10% 0% TRE−RR 2%
13% TJAC 5% 10% TRE−MT 2%
100% TJAL 5% 4% TRE−AP 2%
3% TJAM 5% TRE−SE 1%
15% TJSE 5% 4% TRE−AL 1%
13% TJRR 4% 7% TRE−RO 0%
12% TJRN 4% 9% TRE−TO 0%
29% TJRO 4% 24% TRE−MS 0%
35% TJPI 4% 3% TRE−AC 0%
18% Estadual 6% 13% Eleitoral 1%

Trabalho Federal
2º grau 1º grau 2º grau 1º grau
44% TRT4 71% 8% TRF1 26%
40% TRT2 67% 19% TRF4 24%
41% TRT1 65% 45% TRF3 18%
41% TRT15 63%
37% TRF5 15%
44% TRT3 54%
28% TRF2 10%
36% TRT9 63%
40% TRT5 54% 25% Federal 19%
43% TRT12 49%
40% TRT18 48%
39% TRT10 48%
42% TRT8 38% Militar Estadual
39% TRT6 38% 2º grau 1º grau
31% TRT7 38% 30% TJMMG 37%
37% TRT17 62% 4% TJMRS 10%
37% TRT19 58% 50% TJMSP 5%
71% TRT23 56% Militar
34% TRT13 54% 41% Estadual 7%
36% TRT20 54%
40% TRT24 47%
30% TRT16 40%
42% TRT11 40% Poder Judiciário
32% TRT21 36% 2º grau 1º grau
38% TRT14 34% Poder
25% Judiciário 10%
51% TRT22 26%
41% Trabalho 57%

149
5.3 Gargalos da execução
As informações aqui apresentadas se referem unicamente ao 1º grau (justiça comum e juizados especiais),
excluídas as turmas recursais. Esta seção se destina à análise dos processos em fase de execução, que constituem
grande parte dos casos em trâmite e etapa de maior morosidade.
O Poder Judiciário contava com acervo de 77 milhões de processos pendentes de baixa no final do ano de 2019,
sendo que mais da metade desses processos (55,8%) se referia à fase de execução.
As Figuras 105 e 106 exibem as séries históricas dos casos novos, pendentes e baixados diferenciados entre
processos de conhecimento e de execução. Os dados mostram que, apesar de ingressar no Poder Judiciário quase
duas vezes mais casos em conhecimento do que em execução, no acervo a situação é inversa: a execução é 54,5%
maior. Na execução, as curvas de processos baixados e novos seguem quase paralelas, tendo, pela primeira vez
na série histórica, o quantitativo de processos baixados superado o número de casos novos no ano de 2019. Já no
conhecimento, as curvas se mantiveram semelhantes até 2014 e depois disso observa-se descolamento, com incre-
mento anual na produtividade e com redução dos litígios.
Os casos pendentes na fase de execução apresentaram clara tendência de crescimento do estoque entre os anos
de 2009 e 2017 e permanece quase que estável até 2019 (Figura 106). Já os casos pendentes na fase de conheci-
mento oscilam mais, tendo havido incremento do estoque em 2015 e 2016 e queda entre 2017 e 2019. Tais reduções
culminaram em um estoque atual nos mesmos patamares de sete anos atrás.
Na Figura 107 estão os casos novos, pendentes e baixados de execução, incluindo execuções judiciais criminais
(de pena privativa de liberdade e pena não privativa de liberdade), execuções judiciais não criminais e execuções de
títulos executivos extrajudiciais, discriminadas entre fiscais e não fiscais.
A maior parte dos processos de execução é composta pelas execuções fiscais, que representam 70% do estoque
em execução. Esses processos são os principais responsáveis pela alta taxa de congestionamento do Poder Judiciário,
representando aproximadamente 39% do total de casos pendentes e congestionamento de 87% em 2019. Há de se
destacar, no entanto, que há casos em que o Judiciário esgotou os meios previstos em lei e ainda assim não houve
localização de patrimônio capaz de satisfazer o crédito, permanecendo o processo pendente. Ademais, as dívidas
chegam ao judiciário após esgotados os meios de cobrança administrativos — daí a difícil recuperação.
O impacto da execução é significativo principalmente nos segmentos da Justiça Estadual, Federal e Trabalhista,
correspondendo, respectivamente, a 56,8%, 54,3%, e 55,1% do acervo total de cada ramo, conforme consta na Figura
108. Em alguns tribunais, a execução chega a consumir mais de 60% do acervo. É o caso do: TJDFT, TJPE, TJRJ, TJSP
na Justiça Estadual; TRF3 na Justiça Federal; e TRT10, TRT13, TRT14, TRT18, TRT19, TRT2, TRT21, TRT22, TRT23,
TRT7, TRT8, TRT9 na Justiça do Trabalho.
A Figura 109 apresenta a comparação da taxa de congestionamento na execução e no conhecimento de 1º grau
por tribunal e ramo de justiça. Verifica-se que a taxa na execução supera a do conhecimento na maioria dos casos.
A maior taxa na execução de cada segmento está no TJAM, com congestionamento de 88,8% na execução e 59,8%
no conhecimento; TRF1 – congestionamento de 91,1% na execução e 41,4% no conhecimento; e TRT2 – congestio-
namento de 83,8% na execução e 30,3% no conhecimento.

150
Figura 105: Série histórica dos casos novos e baixados nas fases de conhecimento e execução
19,8
20 18,5
17,9 18,3
17,0 17,1 17,5 17,3
15,9 15,8 15,9
16 16,9 17,1 16,7
16,6 16,1 15,7 15,6
14,9 14,6 15,0 14,7
Milhões

12
9,2
7,6 7,7
8 6,6 6,6 6,8 6,7 7,0 8,6
6,0 6,5
5,5 7,5
5,9 6,0 6,3 6,1 6,0 6,0 6,4
4 5,7
4,8

0
2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019

Caso Novo Conhecimento Baixados Conhecimento


Caso Novo Execução Baixados Execução

Figura 106: Série histórica dos casos pendentes nas fases de conhecimento e execução
42,8 42,8 43,0
44,0 41,5
39,7
36,2 37,3
35,1
35,2 33,7
32,4 32,0
30,2 31,5 30,5
30,1 28,9 29,3
27,3 27,9
26,8 25,4 26,1
26,4
Milhões

17,6

8,8

0,0
2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019
Pendentes Conhecimento
Pendentes Execução

151
Figura 107: Dados processuais do Poder Judiciário

Processos baixados Casos novos Pendentes Suspensos


665.342 42.897
Tribunais Superiores 713.994 651.297
4.191.679 709.638
2º Grau 3.946.306 4.087.165
1.529.370 558.025
Turmas Recursais 1.359.809 1.439.619
6.349
Turmas Regionais de Uniformização 4.394
2.944

Conhecimento
2.075.729 4.843.344
Criminal 1.643.183
17.695.764
Não criminal 23.025.038
13.931.778
19.771.493
Total Conhecimento 2.760.804 27.868.382
15.574.961

Execução
4.566.353 7.600.169 30.179.276
Execução fiscal 3.059.486
Extrajudicial

975.127 3.138.385
Execução não fiscal 865.406
5.541.480 7.600.169 33.317.661
Total Execução Extrajudicial 3.924.892
174.937 1.209.162
Pena privativa de liberdade
228.242
212.612 609.230
Pena não privativa de liberdade 167.228
Judicial

3.291.714
Não criminal 7.911.479
4.294.520
3.679.263 9.729.871
Total Execução Judicial 4.689.990
9.220.743 10.157.407 43.047.532
Total Execução 8.614.882

152
Figura 108: Percentual de casos pendentes de execução em relação ao estoque total de processos, por tribunal

Estadual Eleitoral
TJSP 75,1% TRE−RJ 7,4%
TJRJ 66,7% TRE−MG 3,7%
TJPR 48,5% TRE−SP 3,0%
TJRS 43,0% TRE−PR 2,5%
TJMG 31,6% TRE−RS 1,5%
TJPE 61,5% TRE−CE 6,5%
TJDFT 60,9% TRE−BA 4,5%
TJSC 56,5% TRE−GO 3,3%
TJMT 43,7% TRE−PB 3,0%
TJBA 43,4% TRE−AM 2,0%
TJGO 41,7% TRE−PA 1,9%
TJPA 34,4% TRE−MA 1,9%
TJES 30,0% TRE−PE 1,7%
TJCE 27,8% TRE−RN 1,1%
TJMA 26,2% TRE−PI 0,7%
TJMS 51,5% TRE−SC 0,4%
TJAM 46,9% TRE−MT 16,4%
TJAC 45,8% TRE−TO 10,6%
TJTO 44,4% TRE−AP 10,2%
TJSE 40,8% TRE−ES 5,6%
TJRO 39,4% TRE−AC 4,6%
TJRN 39,0% TRE−RR 4,5%
TJRR 38,3% TRE−RO 3,1%
TJAL 35,3% TRE−MS 2,9%
TJAP 28,4% TRE−DF 2,2%
TJPB 26,5% TRE−AL 2,1%
TJPI 14,1% TRE−SE 0,7%
Estadual 56,8% Eleitoral 3,2%

0% 20% 40% 60% 80% 0% 5% 10% 15% 20%

Trabalho Federal
TRT2 66,9% TRF3 61,4%
TRT3 51,3% TRF2 59,9%
TRT4 47,9% TRF5 51,6%
TRT1 45,0% TRF1 50,5%
TRT15 36,8%
TRF4 47,3%
TRT10 69,7% Federal 54,3%
TRT7 67,9%
TRT8 63,7% 0% 20% 40% 60%
TRT18 62,0%
TRT9 61,2%
TRT6 59,3% Militar Estadual
TRT12 53,8% TJMSP 40,0%
TRT5 45,3% TJMRS 26,7%
TRT19 79,2% TJMMG 13,3%
TRT21 73,9% Militar Estadual 29,3%
TRT13 71,8%
TRT14 68,0% 0% 20% 40% 60%
TRT23 65,6%
TRT22 61,3%
TRT16 55,9%
TRT20 54,2% Poder Judiciário
Poder Judiciário 55,8%
TRT17 52,9%
TRT24 50,8% 0% 20% 40% 60%
TRT11 49,4%
Trabalho 55,1%
0% 20% 40% 60% 80% 100%

153
Figura 109: Taxa de congestionamento nas fases de execução e conhecimento, na 1ª instância, por tribunal

Estadual Eleitoral
Conhecimento Execução Conhecimento Execução
54% TJSP 87% 31% TRE−RJ 93%
71% TJPR 84% 8% TRE−PR 78%
65% TJRJ 82% 9% TRE−MG 75%
68% TJRS 82% 15% TRE−RS 69%
66% TJMG 72% 18% TRE−SP 66%
66% TJMA 85% 60% TRE−PI 98%
70% TJPA 84% 21% TRE−RN 95%
43% TJDFT 82% 52% TRE−BA 89%
61% TJSC 80% 38% TRE−AM 88%
67% TJCE 79% 31% TRE−CE 87%
65% TJPE 77% 36% TRE−PA 81%
61% TJMT 76% 25% TRE−MA 80%
63% TJES 76% 18% TRE−PB 78%
64% TJBA 74% 11% TRE−PE 76%
65% TJGO 73% 18% TRE−GO 69%
60% TJAM 89% 18% TRE−SC 47%
69% TJPB 85% 10% TRE−TO 100%
64% TJMS 85% 25% TRE−AC 96%
62% TJTO 83% 28% TRE−ES 85%
74% TJPI 83% 20% TRE−AP 84%
54% TJAC 77% 6% TRE−MT 83%
55% TJRN 76% 71% TRE−DF 81%
52% TJAP 68% 23% TRE−MS 76%
65% TJAL 68% 18% TRE−RR 71%
48% TJSE 66% 18% TRE−RO 63%
51% TJRO 63% 21% TRE−AL 60%
43% TJRR 61% 23% TRE−SE 45%
63% Estadual 82% 21% Eleitoral 80%

Trabalho Federal
Conhecimento Execução Conhecimento Execução
30% TRT2 84% 41% TRF1 91%
42% TRT1 77% 53% TRF3 90%
40% TRT15 73% 42% TRF5 84%
41% TRT4 70% 55% TRF4 83%
31% TRT3 57% 55% 79%
TRF2
32% TRT10 83%
48% Federal 88%
32% TRT7 75%
43% TRT5 72%
34% TRT9 71% Militar Estadual
37% TRT6 70% Conhecimento Execução
25% TRT18 67% 60% TJMRS 98%
32% TRT12 63% 25% TJMSP 93%
22% TRT8 62%
50% TJMMG 85%
32% TRT19 81%
41% Militar 93%
41% TRT20 75% Estadual
30% TRT13 74%
32% TRT23 73%
28% TRT16 71% Poder Judiciário
35% TRT17 67% Conhecimento Execução
Poder
39% TRT24 65% 58% Judiciário 82%
28% TRT21 65%
24% TRT14 63%
27% TRT22 57%
26% TRT11 39%
35% Trabalho 73%

154
Ao serem detalhadas as taxas de congestionamento no conhecimento e na execução no 1º grau, constata-se
que, dentre as segmentações apresentadas na Tabela 4, a taxa de congestionamento na fase de conhecimento não
criminal (casos cíveis, atos infracionais, empresariais etc.) é a menor — destaca-se que ela é também a de maior
demanda. Na execução fiscal está a segunda maior taxa de congestionamento e, por isso, a próxima seção detalha
os dados dos processos de tal natureza.
É importante esclarecer que a taxa de congestionamento na execução penal deve ser lida com cautela, pois
os altos valores alcançados não caracterizam baixa eficiência do Poder Judiciário; significam tão somente que as
execuções estão sendo cumpridas, uma vez que, enquanto a pena do condenado estiver em execução, o processo
deve permanecer no acervo. Dessa forma, a taxa de congestionamento dessa fase não pode ser avaliada como um
indicador de desempenho. Cumpre informar, ainda, que o número de processos em execução penal difere do total
de presos, já que um mesmo indivíduo pode ser réu em mais de um processo, assim como um mesmo processo pode
ter mais de um réu preso.
Tabela 4: Taxa de congestionamento por tipo de processo, ano 2019
Taxa de
Classificação
Congestionamento
Conhecimento Criminal 70%
Conhecimento Não Criminal 56,5%
Total Conhecimento 58,5%
Execução Fiscal 86,9%
Execução Extrajudicial não fiscal 82,4%
Execução Judicial Não-Criminal 70,6%
Execução Penal Não Privativa de Liberdade 76,4%
Execução Penal Privativa de Liberdade 87,4%
Total Execução 82,4%

Total Geral 68,5%

5.3.1 Execuções fiscais


Historicamente as execuções fiscais têm sido apontadas como o principal fator de morosidade do Poder Judi-
ciário. O executivo fiscal chega a juízo depois que as tentativas de recuperação do crédito tributário se frustraram
na via administrativa, provocando sua inscrição na dívida ativa. Dessa forma, o processo judicial acaba por repetir
etapas e providências de localização do devedor ou patrimônio capaz de satisfazer o crédito tributário já adotadas,
sem sucesso, pela administração fazendária ou pelo conselho de fiscalização profissional. Desse modo, acabam
chegando ao Judiciário títulos de dívidas antigas e, por consequência, com menor probabilidade de recuperação.
Os processos de execução fiscal representam 39% do total de casos pendentes e 70% das execuções pendentes
no Poder Judiciário, com taxa de congestionamento de 87%. Ou seja, de cada cem processos de execução fiscal que
tramitaram no ano de 2019, apenas 13 foram baixados. Desconsiderando esses processos, a taxa de congestiona-
mento do Poder Judiciário cairia em 8,1 pontos percentuais, passando de 68,5% para 60,4% em 2019.
O maior impacto das execuções fiscais está na Justiça Estadual, que concentra 85% dos processos. A Justiça
Federal responde por 15%; a Justiça do Trabalho por 0,27%; e a Justiça Eleitoral por apenas 0,01%.
O impacto desses processos nos acervos é mais significativo na Justiça Federal e Estadual. Na Justiça Federal,
os processos de execução fiscal correspondem a 48% do seu acervo total de 1º grau (conhecimento e execução);
na Justiça Estadual, a 43%; na Justiça do Trabalho, a 2%; e na Justiça Eleitoral, a 5%.

155
Apesar das execuções fiscais representarem cerca de 43% do acervo de 1º grau na Justiça Estadual, verifica-se,
na Figura 111, que somente três tribunais possuem percentual superior a essa média: TJSP (63,5%), TJRJ (59,7%)
e TJPE (54,2%). Nesses três tribunais aproximadamente 62,4% do total de processos de execução fiscal estão em
trâmite no Poder Judiciário. Esse montante representa 26% do total de processos em trâmite no 1º grau do Poder
Judiciário. Cabe lembrar que o art. 40 da Lei de Execução Fiscal, Lei nº 6.830, de 22 de setembro de 1980, diz que
se não forem localizados bens penhoráveis do devedor, o juiz determinará a suspensão da execução fiscal pelo prazo
máximo de um ano, e após decorrido este prazo, sem a localização do devedor ou bens penhoráveis, o juiz ordenará
o arquivamento dos autos, mas sem baixa na distribuição (§ 2o). As diferenças vistas na Figura 111 podem decorrer
da aplicação ou não desse item da norma, no âmbito dos tribunais, com protocolo de arquivar sem baixa.
A maior taxa de congestionamento de execução fiscal está na Justiça Federal (93%), seguida da Justiça Estadual
(86%) e da Justiça do Trabalho (84%). A menor é a da Justiça Eleitoral (80%), conforme se verifica na Figura 114.
Assim como verificado no total de casos pendentes, houve redução dos processos pendentes de execução fis-
cal pelo segundo ano consecutivo (-3,3%). Os casos novos também reduziram no último ano (-5,1%). A redução do
acervo, aliada ao aumento do número de baixados (28,2%), fez com que a taxa de congestionamento reduzisse em
2,9 pontos percentuais em 2019 (Figura 112). O tempo de giro do acervo desses processos é de 6 anos e 7 meses,
ou seja, mesmo que o Judiciário parasse de receber novas execuções fiscais, ainda seria necessário todo esse tempo
para liquidar o acervo existente.

156
Figura 110: Total de execuções fiscais pendentes, por tribunal

Estadual Eleitoral
TJSP 11.814.621 TRE−RJ 224
TJRJ 5.886.159 TRE−SP 213
TJPR 916.936 TRE−MG 136
TJRS 613.599 TRE−PR 100
TJMG 423.882 TRE−RS 31
TJBA 1.215.592 TRE−CE 189
TJPE 1.117.629 TRE−PA 81
TJSC 1.082.837 TRE−GO 74
TJGO 381.158 TRE−PB 57
TJPA 256.063 TRE−MA 56
TJDFT 224.468 TRE−BA 55
TJMT 216.357 TRE−PI 53
TJCE 149.717 TRE−AM 45
TJES 140.433 TRE−RN 20
TJMA 68.797 TRE−PE 19
TJMS 252.574 TRE−SC 9
TJAM 241.008 TRE−MT 176
TJPB 109.412 TRE−ES 91
TJAL 109.405 TRE−AP 78
TJRN 91.220 TRE−TO 69
TJTO 91.101 TRE−DF 35
TJSE 40.278 TRE−RO 26
TJRO 32.972 TRE−AC 24
TJPI 26.558 TRE−MS 22
TJAC 12.341 TRE−AL 18
TJRR 3.365 TRE−RR 17
TJAP 2.313 TRE−SE 5

0 4.000.000 10.000.000 0 50 100 150 200 250

Trabalho Federal
TRT2 13.973 TRF3 1.803.630
TRT3 7.134
TRF1 1.266.264
TRT1 5.753
TRT15 4.805 TRF4 689.493
TRT4 4.103
TRF2 448.487
TRT10 7.605
TRT9 6.500 TRF5 367.825
TRT7 4.412
TRT5 2.959 0 500.000 1.500.000
TRT18 2.850
TRT12 2.341
TRT8 1.957
TRT6 1.161
TRT23 2.072
TRT16 2.070
TRT19 1.963
TRT17 1.663
TRT22 1.548
TRT24 1.225
TRT20 1.114
TRT14 1.062
TRT13 927
TRT11 870
TRT21 792
0 5.000 10.000 15.000

157
Figura 111: Total de execuções fiscais pendentes em relação ao total de processos pendentes no 1º grau, por tribunal

Estadual Eleitoral
TJSP 64% TRE−RJ 10%
TJRJ 60% TRE−PR 10%
TJPR 25% TRE−MG 6%
TJRS 21% TRE−SP 4%
TJMG 12% TRE−RS 2%
TJPE 54% TRE−CE 8%
TJBA 37% TRE−BA 6%
TJDFT 37% TRE−GO 5%
TJSC 33% TRE−PA 4%
TJGO 26% TRE−PB 4%
TJPA 25% TRE−PE 3%
TJMT 23% TRE−MA 3%
TJES 16% TRE−AM 3%
TJCE 13% TRE−RN 1%
TJMA 7% TRE−PI 1%
TJAM 38% TRE−SC 1%
TJMS 28% TRE−MT 38%
TJTO 26% TRE−AP 31%
TJAL 24% TRE−DF 21%
TJRN 20% TRE−TO 15%
TJPB 17% TRE−RR 11%
TJSE 11% TRE−AC 9%
TJRO 11% TRE−RO 6%
TJAC 11% TRE−ES 6%
TJRR 6% TRE−MS 4%
TJPI 5% TRE−AL 3%
TJAP 3% TRE−SE 1%
Estadual 43% Eleitoral 5%

0% 20% 40% 60% 80% 0% 10% 20% 30% 40%

Trabalho Federal
TRT3 3% TRF3 59%
TRT2 2%
TRF2 52%
TRT4 1%
TRT1 1% TRF5 43%
TRT15 1% TRF1 42%
TRT10 7% TRF4 41%
TRT7 5%
Federal 48%
TRT18 4%
TRT8 3% 0% 20% 40% 60%
TRT9 3%
TRT12 2%
TRT5 1%
TRT6 1%
TRT22 5%
Poder Judiciário
TRT14 4%
TRT23 4% Poder Judiciário 42%
TRT16 3% 0% 20% 40% 60%
TRT17 3%
TRT19 3%
TRT20 3%
TRT24 3%
TRT11 3%
TRT13 2%
TRT21 2%
Trabalho 2%
0% 2% 4% 6% 8%

158
Figura 112: Série histórica do impacto da execução fiscal nos processos novos e pendentes

31,0 31,5 31,2


32,0 30,1 30,2
28,4
26,5 27,3
25,7
25,6 24,0 24,5
Milhões

19,2

12,9
12,8 11,2 11,6
10,6
8,9 8,8 9,6
7,8 8,0 8,7
6,2 5,6
6,4 3,7 3,6 3,7 4,2 4,5
3,5 3,1 3,8 3,6 3,4

2,6 2,3 2,8 2,9 3,3 3,2 2,9 3,2 3,5 3,2 3,1
0,0
2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019

Execuções Fiscais Pendentes Execuções Fiscais Novas


Demais Execuções Pendentes Demais Execuções Novas

Figura 113: Série histórica do impacto da execução fiscal na taxa de congestionamento total

91,3% 89,7% 89,6% 90,1% 91,3% 92,1% 91,8% 91,7% 89,8%


93,0% 86,8% 86,9%

74,4%
62,9% 63,2% 62,9% 62,3% 63,9% 62,9% 64,4% 65,2% 63,5% 62,8%
60,4%
55,8%

37,2%

18,6%

0,0%
2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019

Sem Execução Fiscal


Execuçao Fiscal

159
Figura 114: Taxa de congestionamento na execução fiscal, por tribunal

Estadual Eleitoral
TJSP 89% TRE−RJ 93%
TJRS 87% TRE−PR 78%
TJPR 87% TRE−MG 75%
TJRJ 82% TRE−RS 69%
TJMG 78% TRE−SP 66%
TJDFT 95% TRE−PI 98%
TJPA 93% TRE−RN 95%
TJMA 91% TRE−BA 89%
TJBA 85% TRE−AM 88%
TJMT 83% TRE−CE 87%
TJES 82% TRE−PA 81%
TJSC 82% TRE−MA 80%
TJCE 82% TRE−PB 78%
TJGO 80% TRE−PE 76%
TJPE 78% TRE−GO 69%
TJAM 96% TRE−SC 47%
TJAC 93% TRE−TO 100%
TJMS 91% TRE−AC 96%
TJTO 90% TRE−ES 85%
TJPI 90% TRE−AP 84%
TJPB 90% TRE−MT 83%
TJSE 85% TRE−DF 81%
TJRN 85% TRE−MS 76%
TJRR 77% TRE−RR 71%
TJAP 71% TRE−RO 63%
TJAL 66% TRE−AL 60%
TJRO 65% TRE−SE 45%
Estadual 86% Eleitoral 80%
0% 20% 40% 60% 80% 100% 0% 20% 40% 60% 80% 100%

Trabalho Federal
TRT2 98% TRF3 96%
TRT1 91% TRF5 92%
TRT4 89% 92%
TRF1
TRT15 82%
TRF2 90%
TRT3 64%
TRT10 95% TRF4 89%
TRT7 92% Federal 93%
TRT8 88%
0% 20% 40% 60% 80% 100%
TRT5 86%
TRT6 81%
TRT9 80%
TRT18 75%
TRT12 62%
Poder Judiciário
TRT19 94%
TRT13 90% Poder Judiciário 87%
TRT14 89% 0% 20% 40% 60% 80% 100%
TRT20 88%
TRT23 85%
TRT16 84%
TRT17 82%
TRT24 79%
TRT22 74%
TRT21 70%
TRT11 56%
Trabalho 84%
0% 20% 40% 60% 80% 100%

160
O tempo médio de tramitação do processo de execução fiscal baixado no Poder Judiciário é de 8 anos. Verifica-se
na Figura 115 que houve redução no tempo de baixa em relação ao ano anterior.
Ao desconsiderar os processos de execução fiscal, o tempo médio de tramitação do processo baixado na fase
de execução passaria de 5 anos e 11 meses para 3 anos e 3 meses no ano de 2019.
Os tribunais da Justiça Federal apresentam os maiores tempos de tramitação dos processos de execução fiscal,
em média 10 anos (Figura 116). A Justiça Estadual leva, em média, 7 anos e 10 meses para baixar um processo de
execução fiscal, enquanto a Justiça do Trabalho 7 anos e 1 mês e a Justiça Eleitoral 4 anos e 7 meses.
Figura 115: Série histórica do impacto da execução fiscal no tempo de tramitação do processo baixado na fase de
execução
9a e 4m 9a e 1m
8a e 3m 8a
7a e 4m
7a e 5m
6a e 9m
Tempo (anos)

5a e 11m 5a e 11m
5a e 6m
5a e 7m 5a e 2m
4a e 9m

3a e 9m
3a e 9m 3a e 2m 3a 3a e 3m
2a e 11m

1a e 10m

0a
2015 2016 2017 2018 2019

Execução com processos fiscais


Execução sem processos fiscais
Execuçao Fiscal

161
Figura 116: Tempo de tramitação do processo baixado na execução fiscal, por tribunal.

Estadual Eleitoral
TJPR 9a e 2m TRE−MG 5a e 5m
TJSP 8a e 11m TRE−SP 3a e 7m
TJRJ 7a e 8m TRE−RS 3a e 5m
TJRS 6a e 1m TRE−RJ 1a
TJMG 11m TRE−PR 9m
TJMA 10a e 9m TRE−PA 6a e 3m
TJPA 9a e 3m TRE−PE 5a e 11m
TJES 9a TRE−RN 5a e 10m
TJMT 7a e 3m TRE−CE 4a e 2m
TJBA 7a TRE−AM 4a e 1m
TJGO 6a e 11m TRE−PI 3a e 11m
TJCE 6a e 11m TRE−SC 3a e 9m
TJSC 6a e 6m TRE−GO 3a e 9m
TJPE 6a e 5m TRE−BA 3a e 4m
TJDFT 6a e 1m TRE−MA 2a e 10m
TJPB 10a e 2m TRE−PB 0a
TJAM 10a TRE−MT 6a e 8m
TJPI 9a e 8m TRE−RR 6a e 3m
TJMS 7a TRE−AC 5a e 5m
TJAC 6a e 9m TRE−AL 5a e 5m
TJRR 6a e 3m TRE−RO 5a e 1m
TJRN 6a e 2m TRE−AP 5a
TJSE 5a e 5m TRE−SE 4a e 4m
TJRO 4a e 8m TRE−DF 4a e 2m
TJTO 4a e 2m TRE−ES 3a e 6m
TJAP 3a e 4m TRE−MS 3a e 3m
TJAL 1a e 4m TRE−TO 0a
Estadual 7a e 10m Eleitoral 4a e 7m

0 2 4 6 8 10 12 0 2 4 6 8

Trabalho Federal
TRT3 8a TRF2 11a
TRT4 4a e 8m TRF4 10a e 10m
TRT1 4a e 6m 10a
TRF5
TRT15 3a e 10m
TRF3 9a e 6m
TRT2 1a e 10m
TRT12 11a e 4m TRF1 9a e 3m
TRT18 10a e 9m Federal 10a
TRT10 10a e 6m
0 2 4 6 8 10 12
TRT5 5a e 10m
TRT8 4a e 5m
TRT6 2a e 10m
Poder Judiciário
TRT9 2a e 2m
Poder Judiciário 8a
TRT7 2a
TRT13 11a e 2m 0 2 4 6 8 10 12
TRT24 10a e 4m
TRT19 10a e 2m
TRT17 10a e 2m
TRT16 8a e 5m
TRT22 7a e 9m
TRT21 7a e 6m
TRT14 6a e 10m
TRT11 5a e 5m
TRT23 3a e 2m
TRT20 2a e 3m
Trabalho 7a e 1m

0 2 4 6 8 10 12 14

162
5.3.2 Índices de produtividade nas fases de conhecimento e execução
Este tópico destina-se à comparação de indicadores de produtividade entre as fases de conhecimento e de
execução no primeiro grau, considerando apenas os juizados especiais e as varas, excluídas as turmas recursais.
Como o mesmo magistrado pode atuar no processo tanto na fase de conhecimento quanto na de execução, não é
possível calcular a real produtividade em cada fase. Sendo assim, a produtividade na fase de conhecimento corres-
ponde ao total de processos baixados nessa fase em relação ao total de magistrados de 1º grau; e a produtividade
na fase de execução diz respeito ao número de processos baixados nessa fase em relação aos mesmos magistrados
de 1º grau. Dessa forma, o indicador total sempre corresponderá à soma das duas fases.
Verifica-se que o quantitativo de processos baixados é sempre maior na fase de conhecimento do que na de
execução, tanto na série histórica (Figura 118) quanto por tribunal (Figura 117). O IPM e o IPS-Jud na fase de conhe-
cimento equivalem a mais que o dobro do valor desses indicadores na fase de execução.

163
Figura 117: Índice de produtividade do magistrado nas fases de execução e conhecimento, no primeiro grau, por tribunal

Estadual Eleitoral
Execução Conhecimento Execução Conhecimento
2.328 TJRJ 2.772 0 TRE−MG 75
1.089 TJSP 1.663 0 TRE−PR 59
565 TJMG 1.438 0 TRE−SP 58
504 TJRS 1.219 0 TRE−RS 53
528 TJPR 1.030 0 TRE−RJ 26
1.307 TJSC 2.270 0 TRE−RN 107
1.169 TJBA 2.129 0 TRE−PB 93
733 TJGO 1.359 0 TRE−GO 69
580 TJMT 1.335 0 TRE−SC 66
170 TJMA 1.223 0 TRE−MA 58
289 TJES 1.166 0 TRE−PI 53
258 TJCE 1.101 0 TRE−AM 47
264 TJPA 1.014 0 TRE−CE 46
293 TJDFT 888 0 TRE−PE 37
865 TJPE 867 0 TRE−PA 32
790 TJRO 1.593 0 TRE−BA 4
584 TJSE 1.505 0 TRE−TO 101
524 TJMS 1.446 0 TRE−AC 82
226 TJAM 1.243 1 TRE−RR 80
569 TJAL 1.056 1 TRE−MT 79
357 TJAC 1.055 2 TRE−AP 71
276 TJRN 961 0 TRE−ES 70
345 TJRR 938 0 TRE−AL 63
99 TJPI 908 1 TRE−RO 60
264 TJTO 836 0 TRE−SE 58
175 TJAP 759 0 TRE−MS 39
123 TJPB 746 0 TRE−DF 3
774 Estadual 1.445 0 Eleitoral 54

Trabalho Federal
Execução Conhecimento Execução Conhecimento
274 TRT15 1.106 376 TRF1 2.601
319 TRT1 1.048 547 TRF5 2.126
272 TRT2 1.034
746 TRF3 1.801
460 TRT3 819
544 TRF4 1.592
352 TRT4 688
684 TRF2 832
408 TRT12 915
556 Federal 1.902
491 TRT9 850
338 TRT18 838
383 TRT7 820
344 TRT6 779 Militar Estadual
344 TRT8 659
Execução Conhecimento
225 TRT10 657 7 TJMSP 190
307 TRT5 621
4 TJMMG 116
735 TRT22 1.048
1 TJMRS 48
450 TRT16 1.007
342 TRT20 767 4 Militar 118
Estadual
604 TRT11 670
347 TRT17 641
320 TRT24 611
324 TRT19 596
442 480
Poder Judiciário
TRT21
224 TRT23 458 Execução Conhecimento
662 Poder 1.387
218 TRT13 435 Judiciário
203 TRT14 359
342 Trabalho 837

164
Figura 118: Série histórica do índice de produtividade dos magistrados (IPM)

2.200 2.141

1.876
1.758 1.763 1.811
1.730 1.725 1.717
1.760 1.630 1.590
1.497
1.387
1.234 1.215 1.220 1.239 1.255 1.275 1.267
1.320 1.155 1.113 1.132

880
662
529
434 412 437 455 434 440 434 455
440 340

0
2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019

Conhecimento
Execução
1º grau

Figura 119: Série histórica do índice de produtividade dos servidores da área judiciária (IPS-Jud)
190 181

153 157
150 145
152 142
134 132 136 134 135
117
114 106 103 108 106
100 97 96 100
94 94

76
55
39 43
34 34 35 33 35 35 38
38 30

0
2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019

Conhecimento
Execução
1º grau

165
Figura 120: Índice de produtividade do servidor da área judiciária nas fases de execução e conhecimento, no primeiro
grau, por tribunal

Estadual Eleitoral
Execução Conhecimento Execução Conhecimento
139 TJRJ 167 0 TRE−SP 24
52 TJRS 131 0 TRE−PR 19
65 TJPR 130 0 TRE−MG 16
74 TJSP 113 0 TRE−RS 14
42 TJMG 107 0 TRE−RJ 6
110 TJSC 192 0 TRE−RN 66
92 TJBA 173 0 TRE−PB 40
34 TJES 138 0 TRE−PI 36
17 TJMA 125 0 TRE−CE 23
46 TJMT 109 0 TRE−MA 20
49 TJGO 95 0 TRE−SC 18
21 TJCE 92 0 TRE−GO 15
23 TJPA 88 0 TRE−AM 11
80 TJPE 80 0 TRE−PE 8
22 TJDFT 69 0 TRE−PA 7
38 TJAM 208 0 TRE−BA 1
42 TJMS 116 0 TRE−SE 26
43 TJSE 114 1 TRE−AP 25
52 TJRO 108 0 TRE−TO 23
54 TJAL 100 0 TRE−RR 18
28 TJRN 97 0 TRE−MT 16
10 TJPI 92 0 TRE−ES 16
28 TJTO 89 0 TRE−AC 13
13 TJPB 80 0 TRE−AL 12
26 TJRR 71 0 TRE−RO 12
14 TJAP 66 0 TRE−MS 8
14 TJAC 41 0 TRE−DF 0
62 Estadual 118 0 Eleitoral 15

Trabalho Federal
Execução Conhecimento Execução Conhecimento
40 TRT15 161 32 TRF1 250
39 TRT2 149 69 TRF3 191
35 TRT1 113 49 TRF4 158
48 TRT3 86
34 TRF5 156
41 TRT4 81
49 110 60 TRF2 83
TRT12
50 TRT7 106 47 Federal 183
59 TRT9 101
40 TRT6 91
37 TRT18 91
31 TRT10 90 Militar Estadual
40 TRT5 81 Execução Conhecimento
37 TRT8 72 1 TJMMG 19
74 TRT16 166 1 TJMSP 16
110 TRT22 157 0 TJMRS 13
43 TRT20 96 Militar
1 17
48 TRT24 91 Estadual
78 TRT11 87
47 TRT17 87
38 TRT19 70
29 TRT23 60 Poder Judiciário
54 TRT21 58 Execução Conhecimento
32 TRT14 56 Poder
55 Judiciário 117
25 TRT13 51
43 Trabalho 105

166
5.3.3 Indicadores de desempenho nas fases de conhecimento e execução
Neste tópico são comparados os indicadores de desempenho entre as fases de conhecimento e de execução no
primeiro grau, considerando a taxa de congestionamento e o índice de atendimento à demanda (IAD).
A Figura 121 mostra que o índice de atendimento à demanda na fase de conhecimento foi superior a 100% ao longo
de toda série histórica e obteve alta significativa, em 2019, atingindo o maior valor: 127%. Na fase de execução, o
IAD superou pela primeira vez na série histórica o patamar mínimo necessário de 100%, com significativo avanço em
2019, passando de 96,9% para 107%. Esse fator propiciou a redução verificada nos casos pendentes de execução,
uma vez que o quantitativo de processos baixados foi superior ao montante de casos novos. Os indicadores por
tribunal podem ser visualizados na Figura 122.

Figura 121: Série histórica do índice de atendimento à demanda

125% 127%
130%
118%
107% 108% 106% 107% 107% 119%
102% 101% 102% 114%
104% 104%
104% 107% 107%
99% 101% 99% 99% 98% 99% 101%
97%
90% 92% 92% 93%
78% 87% 87% 87% 85%

52%

26%

0%
2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019

Conhecimento
Execução
1º grau

167
Figura 122: Índice de Atendimento à Demanda nas fases de execução e conhecimento, no primeiro grau, por tribunal

Estadual Eleitoral
Execução Conhecimento Execução Conhecimento
245% TJRJ 150% TRE−RS 201%
95% TJSP 147% 55% TRE−RJ 182%
137% TJMG 114% 580% TRE−PR 182%
95% TJPR 95% 1.533% TRE−MG 178%
85% TJRS 89% 779% TRE−SP 150%
193% TJES 150% 175% TRE−BA 310%
145% TJSC 146% 50% TRE−RN 241%
173% TJPA 145% TRE−MA 222%
129% TJMA 134% 333% TRE−SC 190%
161% TJGO 129% 33% TRE−PI 177%
120% TJBA 128% 680% TRE−GO 162%
109% TJMT 121% 600% TRE−PE 160%
98% TJCE 118% 600% TRE−AM 152%
157% TJPE 116% 1.600% TRE−PB 151%
78% TJDFT 99% 322% TRE−CE 132%
123% TJAL 140% 950% TRE−PA 116%
95% TJSE 132% 1.200% TRE−MT 176%
112% TJPB 126% TRE−TO 166%
97% TJAC 122% 1.500% TRE−RO 158%
99% TJRN 121% 1.500% TRE−AP 155%
118% TJAM 115% 1.600% TRE−ES 150%
109% TJRR 113% TRE−AL 146%
108% TJRO 104% 200% TRE−SE 139%
93% TJMS 101% TRE−AC 139%
86% TJPI 94% TRE−MS 129%
84% TJAP 87% 700% TRE−RR 120%
65% TJTO 86% 800% TRE−DF 36%
122% Estadual 126% 516% Eleitoral 167%

Trabalho Federal
Execução Conhecimento Execução Conhecimento
95% TRT2 143% 17% TRF1 163%
78% TRT15 131% 169% TRF3 162%
82% TRT1 131% 73% TRF4 105%
196% TRT3 117% 63% TRF5 94%
131% TRT4 115% 121% TRF2 85%
127% TRT9 131% 50% Federal 130%
100% TRT6 127%
126% TRT12 127%
75% TRT10 125%
118% TRT5 122%
Militar Estadual
113% TRT7 109% Execução Conhecimento
123% TRT8 108%
31% TJMMG 117%
119% TRT18 106%
14% TJMSP 102%
123% TRT16 168%
6% TJMRS 87%
123% TRT20 144%
143% TRT24 135% 15% Militar 103%
Estadual
145% TRT22 125%
127% TRT17 124%
303% TRT11 122%
131% TRT23 117%
130% TRT19 116%
Poder Judiciário
Execução Conhecimento
153% TRT21 111% 107% Poder 127%
102% TRT13 105% Judiciário
137% TRT14 97%
115% Trabalho 127%

168
A série histórica da taxa de congestionamento apresentada na Figura 123 aponta para valores relativamente
estáveis ao longo dos anos, com decréscimo em 2019. Desconsiderados os processos de execução, a taxa de con-
gestionamento do 1º grau do Judiciário cairia dos atuais 70% para 58%. Retirando também os processos suspensos,
sobrestados e em arquivo provisório, a taxa líquida de congestionamento chegaria a 56% na fase de conhecimento.
Em todos os segmentos de justiça, a taxa de congestionamento da fase de execução supera a da fase de conheci-
mento, com diferença que chega a 24 pontos percentuais no total e que varia bastante por tribunal. Desconsideradas
as justiças Eleitoral e Militar Estadual, a maior diferença é de 53 pontos percentuais, no TRT2.

Figura 123: Série histórica da taxa de congestionamento


87,2% 85,4% 85,5% 85,2% 85,9% 86,8% 87,3% 86,9% 85,1%
88,0% 83,6% 82,4%
85,8% 83,8% 83,7% 84,2% 84,9% 84,7% 83,8%
81,8% 83,4% 81,6%
74,9% 75,0% 74,0% 73,1% 78,1%
70,4%
72,0% 73,5% 73,1% 72,7% 73,6% 73,3% 64,6% 64,2% 62,3% 61,5%70,3%
58,5%
62,7% 61,7% 62,1% 61,6% 63,7% 62,3% 62,5% 61,7%
52,8% 59,6% 59,0%
55,9%

35,2%

17,6%

0,0%
2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019

Conhecimento Execução 1º grau


Conhecimento líquida Execução líquida

169
Figura 124: Taxa de congestionamento nas fases de execução e conhecimento, no primeiro grau, por tribunal

Estadual Eleitoral
Execução Conhecimento Execução Conhecimento
84% TJPR 71% 93% TRE−RJ 31%
82% TJRS 68% 66% TRE−SP 18%
72% TJMG 66% 69% TRE−RS 15%
82% TJRJ 65% 75% TRE−MG 9%
87% TJSP 54% 78% TRE−PR 8%
84% TJPA 70% 98% TRE−PI 60%
79% TJCE 67% 89% TRE−BA 52%
85% TJMA 66% 88% TRE−AM 38%
73% TJGO 65% 81% TRE−PA 36%
77% TJPE 65% 87% TRE−CE 31%
74% TJBA 64% 80% TRE−MA 25%
76% TJES 63% 95% TRE−RN 21%
76% TJMT 61% 47% TRE−SC 18%
80% TJSC 61% 78% TRE−PB 18%
82% TJDFT 43% 69% TRE−GO 18%
83% TJPI 74% 76% TRE−PE 11%
85% TJPB 69% 81% TRE−DF 71%
68% TJAL 65% 85% TRE−ES 28%
85% TJMS 64% 96% TRE−AC 25%
83% TJTO 62% 45% TRE−SE 23%
89% TJAM 60% 76% TRE−MS 23%
76% TJRN 55% 60% TRE−AL 21%
77% TJAC 54% 84% TRE−AP 20%
68% TJAP 52% 63% TRE−RO 18%
63% TJRO 51% 71% TRE−RR 18%
66% TJSE 48% 100% TRE−TO 10%
61% TJRR 43% 83% TRE−MT 6%
82% Estadual 63% 80% Eleitoral 21%

Trabalho Federal
Execução Conhecimento Execução Conhecimento
77% TRT1 42% 83% TRF4 55%
70% TRT4 41% 79% TRF2 55%
73% TRT15 40% 90% TRF3 53%
57% TRT3 31% 84% TRF5 42%
84% TRT2 30% 91% TRF1 41%
72% TRT5 43% 88% Federal 48%
70% TRT6 37%
71% TRT9 34%
83% TRT10 32%
75% TRT7 32% Militar Estadual
63% TRT12 32% Execução Conhecimento
67% TRT18 25% 98% TJMRS 60%
62% TRT8 22% 85% TJMMG 50%
75% TRT20 41% 93% TJMSP 25%
65% TRT24 39% 93% Militar 41%
67% TRT17 35% Estadual
73% TRT23 32%
81% TRT19 32%
74% TRT13 30%
71% TRT16 28%
65% TRT21 28% Poder Judiciário
Execução Conhecimento
57% TRT22 27% Poder
39% TRT11 26% 82% Judiciário 58%
63% TRT14 24%
73% Trabalho 35%

170
6 Índice de conciliação
O índice de conciliação é dado pelo percentual de sentenças e decisões resolvidas por homologação de acordo
em relação ao total de sentenças e decisões terminativas proferidas. A conciliação é uma política adotada pelo CNJ
desde 2006, com a implantação do Movimento pela Conciliação, em agosto daquele ano. Anualmente, o Conselho
promove as Semanas Nacionais pela Conciliação, em que os tribunais são incentivados a juntar as partes e promover
acordos nas fases pré-processual e processual.
Por intermédio da Resolução CNJ nº 125/2010, foram criados os Centros Judiciários de Solução de Conflitos e
Cidadania (CEJUSCs) e os Núcleos Permanentes de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (NUPEMEC), que
visam fortalecer e estruturar unidades destinadas ao atendimento dos casos de conciliação. No fim de 2018 e início
de 2019, importantes avanços ocorreram na área, com fortalecimento do programa “Resolve”, que visa a realização
de projetos e de ações que incentivem a autocomposição de litígios e a pacificação social por meio da conciliação e
da mediação12; além da classificação dos CEJUSCs no conceito de unidade judiciária, pela edição da Resolução CNJ
nº 219/2016, tornando obrigatório o cálculo da lotação paradigma em tais unidades.
O Regulamento da Semana da Conciliação de 2020 traz importantes inovações na área de estatística para o
tema. Pela primeira vez a premiação será calculada com a utilização do DataJud. Além disso, as Tabelas Processuais
Unificadas foram adaptadas para permitir a medição de itens até então indisponíveis. O Regulamento criou um novo
índice composto, denominado por ICoC – Índice de Composição de Conflitos, que por segmento de justiça analisará
a efetividade da conciliação em seis etapas: a) remessa de processos aos CEJUSCs ou Câmaras de Conciliação/
Medição, como incentivo a promover a conciliação nestas unidades específicas; b) realização de audiências nos
CEJUSC ou nas Câmaras de Conciliação/Mediação; c) índice de realização da audiências previstas no art. 334 do
Código de Processo Civil – CPC; d) audiências (exceto as do art. 334) realizadas nas varas, juizados especiais, tri-
bunais e turmas recursais; e) percentual de sentenças homologatórias de acordo em relação ao total de sentenças
(não criminais); e f) índice de transação penal, composição civil e de acordos de não persecução penal.
No fim de 2019, havia na Justiça Estadual 1.284 CEJUSCs instalados. A Figura 126 indica o número de CEJUSCs
em cada Tribunal de Justiça. Esse número tem crescido ano após ano. Em 2014, eram 362 CEJUSCs, em 2015 a
estrutura cresceu em 80,7% e avançou para 654 centros. Em 2016, o número de unidades aumentou para 808, em
2017 para 982 e em 2018 para 1.088.
Na Figura 125 está exposto o percentual de sentenças homologatórias de acordo, comparativamente ao total de
sentenças e decisões terminativas proferidas. Em 2019, 12,5% dos julgados foram por meio de sentenças homologa-
tórias de acordo, índice que aponta para redução pelo terceiro ano consecutivo. Na fase de execução, as sentenças
homologatórias de acordo corresponderam, em 2019, a 6,1% do total de sentenças, e na fase de conhecimento, a
19,6%.
Há de se destacar o impacto do novo Código de Processo Civil (CPC), que entrou em vigor em março de 2016 e
tornou obrigatória a realização de audiência prévia de conciliação e mediação. Em três anos, o número de sentenças
homologatórias de acordo cresceu 5,6%, passando de 3.680.138 no ano de 2016 para 3.887.226 em 2019. Em relação
ao ano anterior, houve aumento de 228.782 sentenças homologatórias de acordo (6,3%).

12 Informações disponíveis no relatório de atividades do CNJ no primeiro semestre de 2019 http://www.cnj.jus.br/files/conteudo/arquivo/2019/07/eeed-


4439ca6ed4cbc59ea885da5f2269.pdf.
171
Figura 125: Série histórica do índice de conciliação
20,5% 20,1%
21,0% 19,5% 19,6%

17,2%
16,8%
13,6% 13,5%
12,7% 12,5%
12,6% 11,1%

8,4%
6,2% 6,0% 6,1%
5,0%
4,2% 3,5%

0,9% 1,3%
0,3% 0,4% 0,7%
0,0%
2015 2016 2017 2018 2019

Conhecimento 2º grau
Execução Total

Figura 126: Centros Judiciários de Solução de Conflitos na Justiça Estadual, por tribunal
TJSP 231
TJMG 166
TJPR 135
TJRS 46
TJRJ 33
TJBA 150
TJGO 83
TJMT 43
TJCE 41
TJSC 36
TJDFT 29
TJMA 23
TJPE 22
TJPA 13
TJES 12
TJTO 41
TJPB 34
TJRO 26
TJAC 24
TJPI 20
TJSE 16
TJAP 14
TJRN 12
TJAL 10
TJMS 9
TJRR 8
TJAM 7

0 50 100 150 200 250

A Justiça que mais faz conciliação é a Trabalhista, que solucionou 24% de seus casos por meio de acordo — valor
que aumenta para 39% quando apenas a fase de conhecimento de primeiro grau é considerada. O TRT18 apresentou
172
o maior índice de conciliação do Poder Judiciário, com 31% de sentenças homologatórias de acordo. Ao considerar
apenas a fase de conhecimento do 1º grau, o maior percentual é verificado no TRT19, com 46%.
Na fase de conhecimento dos juizados especiais, o índice de conciliação foi de 20%, sendo de 23% na Justiça
Estadual e de 12% na Justiça Federal. Na execução dos juizados especiais, os índices são menores e alcançam 21%.
No 1º grau, a conciliação foi de 14,3%. No 2º grau, a conciliação é praticamente inexistente, apresentando índices
muito baixos em todos os segmentos de justiça (Figura 128). As sentenças homologatórias de acordo representaram,
em 2019, apenas 1,3% do total de processos julgados. O tribunal com maior índice de acordos no 2º grau é o TRT11,
com 9,8%.
Não houve variações significativas no indicador de conciliação no 2º e 1º graus em relação ao ano anterior, obser-
vando-se aumento de 0,4 ponto percentual no 2º grau e aumento de 0,4 ponto percentual no 1º grau.
A Figura 129 apresenta o indicador de conciliação por tribunal, distinguindo as fases de conhecimento e de
execução. As maiores diferenças entre as fases são observadas na Justiça Trabalhista, que possui 39% no conhe-
cimento e 10% na execução, ou seja, diferença de quase 30 pontos percentuais. Na Justiça Estadual, os índices são
de 18% no conhecimento e de 4% na execução. A Justiça Federal apresenta situação diversa, uma vez que o índice
de conciliação na fase de execução (31%) é superior à de conhecimento (11%), reflexo especialmente dos valores
informados pelos TRFs da 3ª e 5ª Regiões.
Ao considerar o índice de conciliação total, incluindo os procedimentos pré-processuais e as classes processuais
que não são contabilizadas neste relatório (por exemplo, inquéritos, reclamação pré-processual, termos circuns-
tanciados, cartas precatórias, precatórios, requisições de pequeno valor, entre outros), há redução no índice de
conciliação de 12,5% para 9,6%. A maior redução ocorre na Justiça Estadual quanto ao total do segmento (de 11,3%
para 8,2%), mas os números mudam nas avaliações por tribunal. A Justiça do Trabalho também apresentou redução,
passando de 23,7% para 22,8%. Na Justiça Federal, os indicadores aumentam de 10,6% para 10,9% (Figura 130).

173
Figura 127: Índice de conciliação, por tribunal

Estadual Eleitoral
TJMG 16,1% TRE−MG 2,5%
TJRJ 13,7% TRE−SP 0,2%
TJPR 13,0% TRE−PR 0,0%
TJRS 11,5% TRE−RJ 0,0%
TJSP 7,9% TRE−RS 0,0%
TJDFT 14,6% TRE−BA 0,7%
TJPA 13,6% TRE−PI 0,4%
TJES 12,7% TRE−GO 0,3%
TJPE 12,7% TRE−PA 0,3%
TJCE 12,3% TRE−PE 0,2%
TJMA 11,6% TRE−SC 0,1%
TJSC 10,1% TRE−PB 0,1%
TJMT 10,1% TRE−AM 0,0%
TJBA 6,9% TRE−RN 0,0%
TJGO 2,4% TRE−MA 0,0%
TJSE 24,8% TRE−CE 0,0%
TJMS 21,5% TRE−AP 4,1%
TJAP 15,8% TRE−RR 2,1%
TJRR 15,7% TRE−ES 1,2%
TJAC 13,3% TRE−AL 0,8%
TJRN 12,9% TRE−MT 0,1%
TJAL 12,8% TRE−RO 0,1%
TJAM 12,7% TRE−MS 0,1%
TJPI 12,7% TRE−TO 0,0%
TJTO 12,2% TRE−SE 0,0%
TJRO 11,3% TRE−DF 0,0%
TJPB 6,4% TRE−AC 0,0%
Estadual 11,3% Eleitoral 0,2%

0% 5% 10% 15% 20% 25% 30% 0% 1% 2% 3% 4% 5%

Trabalho Federal
TRT2 26,8% TRF3 15,2%
TRT4 23,8%
TRF5 13,3%
TRT3 22,6%
TRT15 22,3% TRF1 11,0%
TRT1 22,2% TRF4 6,6%
TRT18 31,0% TRF2 4,9%
TRT7 27,9% 10,6%
Federal
TRT9 27,3%
TRT12 26,0% 0% 5% 10% 15%
TRT6 24,6%
TRT8 22,5% Poder Judiciário
TRT10 21,1%
Poder Judiciário 12,5%
TRT5 17,5%
TRT23 27,2% 0% 5% 10% 15%
TRT19 27,2%
TRT24 26,5%
TRT14 24,5%
TRT13 20,7%
TRT21 19,9%
TRT11 19,9%
TRT20 19,5%
TRT17 18,7%
TRT22 17,2%
TRT16 16,0%
Trabalho 23,7%

0% 10% 20% 30% 40%

174
Figura 128: Índice de conciliação por grau de jurisdição, por tribunal

Estadual Eleitoral
2º grau 1º grau 2º grau 1º grau
0,2% TJMG 17,7% 0,0% TRE−MG 13,3%
0,2% TJRJ 14,4% 0,0% TRE−SP 0,2%
0,7% TJPR 13,9% 0,0% TRE−PR 0,0%
0,5% TJRS 13,3% 0,1% TRE−RS 0,0%
0,9% TJSP 8,9% 0,0% TRE−RJ 0,0%
0,9% TJDFT 16,6% 0,0% TRE−BA 1,9%
0,4% TJPA 14,6% 0,0% TRE−PI 0,4%
1,8% TJPE 13,4% 0,0% TRE−GO 0,3%
1,4% TJES 13,3% 0,0% TRE−PE 0,3%
1,2% TJCE 13,0% 0,2% TRE−PA 0,3%
0,3% TJMA 12,5% 2,5% TRE−SC 0,1%
0,0% TJMT 11,7% 0,0% TRE−PB 0,1%
0,0% TJSC 11,4% 0,0% TRE−AM 0,1%
0,5% TJBA 7,1% 0,0% TRE−RN 0,0%
0,0% TJGO 2,5% 0,0% TRE−MA 0,0%
0,6% TJSE 27,0% 0,0% TRE−CE 0,0%
0,0% TJMS 24,5% 0,0% TRE−AP 6,2%
0,6% TJRR 17,3% 0,0% TRE−RR 4,5%
4,0% TJAP 15,9% 0,0% TRE−ES 1,3%
0,7% TJRN 14,1% 0,0% TRE−AL 0,9%
0,2% TJTO 14,0% 0,0% TRE−MT 0,2%
1,0% TJAC 13,8% 0,2% TRE−RO 0,1%
0,5% TJPI 13,7% 0,0% TRE−TO 0,0%
1,0% TJAL 13,6% 0,0% TRE−SE 0,0%
0,1% TJAM 13,2% 0,4% TRE−MS 0,0%
0,7% TJRO 12,1% 0,0% TRE−DF 0,0%
0,8% TJPB 6,7% 0,0% TRE−AC 0,0%
0,6% Estadual 12,3% 0,0% Eleitoral 0,3%

Trabalho Federal
2º grau 1º grau 2º grau 1º grau
0,1% TRT2 34,9% 5,5% TRF3 17,1%
0,8% TRT15 32,2% 2,9% TRF5 14,0%
3,2% TRT4 30,9%
7,1% TRF1 11,6%
1,0% TRT1 30,1%
1,5% 28,9% 1,4% TRF4 7,6%
TRT3
0,0% TRT18 38,1% 0,4% TRF2 5,7%
0,4% TRT9 35,6% 4,0% Federal 11,7%
1,3% TRT12 33,7%
8,0% TRT7 31,3%
1,7% TRT6 29,4%
0,2% TRT8 28,4% Poder Judiciário
0,4% TRT10 27,8% 2º grau 1º grau
1,0% TRT5 22,9% Poder
1,3% Judiciário 14,3%
0,0% TRT23 35,6%
0,5% TRT19 32,6%
5,0% TRT24 31,9%
0,1% TRT14 29,3%
0,4% TRT13 27,4%
0,0% TRT20 27,4%
0,4% TRT17 25,7%
9,8% TRT11 25,1%
0,8% TRT21 24,9%
0,1% TRT22 21,7%
0,0% TRT16 19,8%
1,3% Trabalho 31,0%

175
Figura 129: Índice de conciliação nas fases de execução e de conhecimento, no primeiro grau, por tribunal

Estadual Trabalho
Execução Conhecimento Execução Conhecimento
0,6% TJRJ 35,5% 10,6% TRT2 42,2%
12,4% TJMG 20,1% 6,9% TRT4 42,0%
7,0% TJPR 19,0% 7,2% TRT3 40,7%
2,7% TJSP 15,0% 11,7% 39,3%
TRT15
13,3% TJRS 14,8%
9,2% TRT1 34,4%
3,1% TJPE 19,3%
12,1% TJDFT 18,9% 13,5% TRT9 46,0%
3,3% TJSC 16,4% 7,2% TRT12 45,1%
13,3% TJPA 15,4% 17,8% TRT18 44,7%
8,0% TJES 15,1% 5,5% TRT6 40,3%
0,0%
TJMA 15,0% 11,4% TRT7 39,9%
5,5% TJCE 15,0% 8,1% TRT8 38,1%
11,2% TJMT 12,0% 14,6% 32,9%
TRT10
0,0%
TJBA 11,4%
9,6% TRT5 29,0%
1,1%TJGO 3,1%
14,3% 28,7% 5,8% TRT19 46,3%
TJMS
49,3% TJSE 19,8% 9,7% TRT24 43,2%
10,2% TJRR 19,4% 18,8% TRT23 39,8%
4,3% TJAL 18,7% 12,9% TRT14 38,3%
12,6% TJAP 18,4% 6,3% TRT22 34,9%
1,6% TJTO 18,2% 5,1% TRT13 34,2%
2,5% TJRO 17,3% 8,9% TRT21 32,9%
8,6% TJAC 16,9%
15,5% TRT17 29,9%
11,7% TJRN 15,8%
8,0% TRT11 29,2%
6,9% TJAM 15,2%
0,0% TJPI 15,0% 73,5% TRT20 24,7%
0,3% TJPB 8,3% 7,8% TRT16 23,9%
4,2% Estadual 18,1% 9,8% Trabalho 39,0%

Federal Poder Judiciário


Execução Conhecimento Execução Conhecimento
8,8% TRF1 14,7% Poder
6,1% Judiciário 19,6%
7,0% TRF4 10,1%
73,1% TRF3 8,8%
63,1% TRF5 8,5%
1,5% TRF2 8,4%
31,4% Federal 10,7%

176
Figura 130: Índice de conciliação total, incluída a fase pré-processual, por tribunal

Estadual Trabalho
TJMG 15,4% TRT2 26,8%
TJPR 10,9% TRT4 23,8%
TJRS 10,0% TRT15 20,6%
TJSP 7,6% TRT3 19,9%
TJRJ 4,8%
TRT1 19,1%
TJDFT 13,4%
TRT18 31,3%
TJPA 12,9%
TJPE 12,5% TRT9 27,3%
TJCE 12,2% TRT7 26,9%
TJES 12,1% TRT12 26,6%
TJMA 11,9% TRT6 24,3%
TJBA 10,6% TRT8 22,5%
TJSC 9,9% TRT10 21,1%
TJMT 8,9% 17,2%
TRT5
TJGO 2,7%
TRT24 26,5%
TJSE 24,3%
TJAP 22,6% TRT23 25,9%
TJMS 19,0% TRT19 25,5%
TJRR 16,7% TRT11 24,4%
TJAC 16,6% TRT14 22,4%
TJPI 14,4% TRT13 20,5%
TJTO 13,4% TRT21 19,9%
TJRN 13,0% 19,5%
TRT20
TJAM 12,6%
TRT17 18,7%
TJAL 12,3%
TJRO 12,1% TRT22 17,2%
TJPB 6,1% TRT16 16,0%
Estadual 8,2% Trabalho 22,8%

0% 5% 10% 15% 20% 25% 30% 0% 10% 20% 30%

Federal
TRF5 16,2%
TRF3 14,8%
TRF1 10,8%
TRF4 6,5% Poder Judiciário
TRF2 4,9%
Poder Judiciário 9,6%
Federal 10,9%
0% 5% 10% 15%
0% 5% 10% 15% 20%

177
7 Tempos de tramitação dos processos
Os tempos de tramitação dos processos são apresentados a partir de três indicadores: o tempo médio da inicial
até a sentença, o tempo médio da inicial até a baixa e a duração média dos processos que ainda estavam pendentes
em 31/12/2019.
Essas estimativas guardam limitações metodológicas. A principal delas está no uso da média como medida esta-
tística para representar o tempo. A média é fortemente influenciada por valores extremos, por isso pode apresentar
distorções quando são resumidos em um único indicador os resultados de informações extremamente heterogê-
neas. Para que a análise de tempo fosse mais adequada, seria importante recorrer aos quantis, boxplots e curvas de
sobrevivência, considerando, por exemplo, o agrupamento de processos semelhantes, segundo classe e assunto,
de forma a diminuir a heterogeneidade e a dispersão. Desse modo, seria imprescindível recorrer aos dados de cada
processo e não de forma agregada.
O diagrama apresentado na Figura 131 demonstra o tempo em cada fase do processo e em cada instância do Poder
Judiciário. Nota-se que nem todos os processos seguem a mesma trajetória e, portanto, os tempos não podem ser
somados. Por exemplo, alguns casos ingressam no primeiro grau e são finalizados nessa mesma instância. Outros,
recorrem até a última instância possível. Alguns processos se findam na fase de conhecimento, outros seguem até
a fase de execução.
Em geral, o tempo médio do acervo (processos pendentes) é maior que o tempo da baixa, com poucos casos de
inversão desse resultado. As maiores faixas de duração estão concentradas no tempo do processo pendente, em
específico na fase de execução da Justiça Federal (7 anos e 8 meses) e da Justiça Estadual (6 anos e 9 meses). As
execuções penais foram excluídas do cômputo, uma vez que os processos desse tipo são mantidos no acervo até
que as penas sejam cumpridas.

178
Figura 131: Diagrama do tempo de tramitação do processo

Tribunais Superiores
Superior Tribunal de Justiça sentença baixa pendente
9m 1a e 6m

Anos 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9

Tribunal Superior do Trabalho


1a e 4m 1a e 6m 2a e 1m

Anos 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9

Tribunal Superior Eleitoral


7m 1a e 1m 1a e 4m

Anos 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9
Superior Tribunal Militar
8m 1a 2m 1a 3m

Anos 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9

2º Grau
Tribunais de Justiça Estaduais sentença baixa pendente

8m 1a 2a 6m

Anos 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9
Tribunais Regionais Federais
2a 2a e 4m 2a e 5m

Anos 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9

Tribunais Regionais do Trabalho


5m 10m 1a

Anos 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9

Tribunais Regionais Eleitorais

11m 1a 1a e 7m

Anos 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9

Tribunais de Justiça Militares

4m 6m 7m

Anos 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9

Turmas Recursais
Turma Recursal Estadual sentença baixa pendente

7m 8m 1a e 10m

Anos 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9

Turma Recursal Federal

1a e 3m 1a e 9m 2a e 8m
179
Anos 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9

1º Grau
Turmas Recursais
Turma Recursal Estadual sentença baixa pendente

7m 8m 1a e 10m

Anos 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9

Turma Recursal Federal

1a e 3m 1a e 9m 2a e 8m

Anos 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9

1º Grau
sentença baixa pendente
Varas Estaduais

Execução 4a e 9m 6a e 11m 7a

Conhecimento 2a e 5m 3a e 7m 4a e 2m

Anos 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9

Varas Federais

Execução 7a 10m 8a 3m 8a e 4m

Conhecimento 1a 7m 2a e 10m 3a e 9m

Anos 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9

Varas do Trabalho

Execução 2a e 6m 3a e 11m 4a e 10m

Conhecimento 8m 1a 1a e 1m

Anos 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9

Zonas Eleitorais

8m 10m 1a e 10m
Anos 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9

Auditorias Militares Estaduais

Execução 1a e 4m 1a e 8m 2a e 2m

Conhecimento 1a e 1m 11m 1a e 4m

Anos 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9

Juizados Especiais
Juizados Especiais Estaduais sentença baixa pendente

Execução 1a e 2m 1a e 7m 2a e 3m

Conhecimento 9m 1a e 6m 1a e 10m

Anos 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9

Juizados Especiais Federais

Execução 7m 11m 1a e 10m

Conhecimento 1a 1a e 5m 1a e 9m

Anos 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9

180
Na Figura 132 é indicada a série histórica do tempo médio de duração dos processos. Observa-se que o tempo
da inicial até a baixa e o tempo do processo pendente aumentaram no último ano, enquanto o tempo da inicial até a
sentença permanece constante nos últimos dois anos.
As séries históricas por ramo de justiça constam na Figura 134. Os tribunais superiores e as Justiças Eleitoral e
Militar Estadual se destacam por apresentar tempo médio do acervo inferior a 2 anos. O tempo médio do acervo da
Justiça do Trabalho aumentou no último ano e pela primeira vez na série histórica foi superior a 3 anos. Já a Justiças
Estadual e Federal apresentam acervo de, em média, 5 anos e 4 meses. A Figura 133 mostra essa mesma informação
detalhada por ramo de justiça no ano de 2019.
Figura 132: Série histórica do tempo médio de duração dos processos

5a e 9m 5a e 6m 5a e 5m
5a e 2m
5a 4a e 10m
4a e 7m

3a e 5m 3a e 3m
3a
2a e 7m 2a e 9m
2a e 5m
2a e 2m 2a e 2m 2a e 2m
2a e 4m
1a e 10m
1a e 6m

1a e 2m

0a
2015 2016 2017 2018 2019
Sentença
Baixado
Acervo

181
Figura 133: Série histórica do tempo médio de duração dos processos, por justiça

6a 5a e 11m Estadual 6a Superior


5a e 10m 5a e 4m

4a e 10m 5a e 2m 4a e 10m
4a e 11m

3a e 8m
3a e 9m 3a e 5m 3a e 6m 3a e 9m
3a 2a e 11m
2a e 7m 2a e 6m 2a e 5m
2a e 7m 2a e 7m
2a e 1m 2a 2a e 1m 2a e 1m
1a e 10m 1a e 10m
1a e 9m
1a e 3m 1a e 4m 1a e 3m 1a e 6m
1a e 5m 1a e 5m 1a e 2m
11m
11m 1a 1a 1a
3m 3m
2015 2016 2017 2018 2019 2015 2016 2017 2018 2019

6a Trabalho 6a Eleitoral

4a e 10m 4a e 10m

3a e 9m 3a e 9m
3a e 1m
2a e 6m 2a e 6m 2a e 4m 2a e 6m
2a e 7m 2a e 7m
1a e 11m 1a e 9m
1a e 4m 1a e 4m 1a e 6m 1a e 6m
1a e 5m 1a e 3m 1a e 3m 1a e 5m 1a e 1m 1a e 1m
1a e 4m 10m 10m
1a e 1m 7m 8m
11m 11m 11m 9m 4m 9m
3m 7m 8m
3m 3m
2015 2016 2017 2018 2019 2015 2016 2017 2018 2019

6a Federal 6a Militar Estadual


5a e 5m 5a e 6m 5a e 4m
5a
4a e 10m 4a e 9m 4a e 10m

3a e 9m 3a e 9m

2a e 7m 2a e 8m
2a e 7m 2a e 3m 2a e 3m 2a e 5m 2a e 7m
2a 2a e 1m 2a
1a e 7m 1a e 9m
1a e 5m 1a e 5m 1a e 1m 1a e 1m
1a 1a e 1m 11m
11m 10m
11m 11m 9m
9m 8m 8m 8m
3m 3m 5m
2015 2016 2017 2018 2019 2015 2016 2017 2018 2019

Sentença
Baixado
Acervo

182
Figura 134: Tempo médio de tramitação dos processos pendentes e baixados, por tribunal

Estadual Eleitoral
Baixados Pendentes Baixados Pendentes
5a TJSP 7a 1a TRE−MG 2a e 3m
5a e 4m TJRJ 6a e 7m 8m TRE−SP 1a e 7m
2a e 11m TJPR 5a e 8m 8m TRE−RS 1a e 6m
2a e 5m TJMG 3a e 2m 5m TRE−PR 1a e 3m
2a e 3m TJRS 3a e 1m 10m TRE−RJ 1a e 2m
3a e 2m TJSC 5a e 2m 1a e 9m TRE−MA 3a e 5m
3a e 9m TJPA 5a e 2m 1a e 3m TRE−BA 2a e 6m
3a e 9m TJCE 4a e 3m 10m TRE−GO 2a e 5m
4a e 2m TJPE 4a e 3m 1a e 6m TRE−RN 1a e 10m
4a TJES 4a e 3m 11m TRE−CE 1a e 10m
2a e 6m TJGO 4a 1a e 6m TRE−PI 1a e 8m
4a e 6m TJBA 3a e 11m 1a e 1m TRE−PA 1a e 8m
3a TJMA 3a e 5m 10m TRE−PE 1a e 7m
2a e 5m TJMT 3a e 3m 7m TRE−SC 1a e 6m
1a TJDFT 1a e 5m 10m TRE−AM 11m
2a e 4m TJAM 6a e 2m 7m TRE−PB 11m
2a e 1m TJMS 4a e 11m 1a TRE−AP 2a e 9m
2a e 4m TJAL 4a e 5m 1a e 1m TRE−MT 2a e 4m
3a e 1m TJPB 4a e 2m 1a e 1m TRE−RO 2a e 1m
3a e 2m TJPI 3a 1a e 3m TRE−RR 1a e 11m
1a e 9m TJTO 2a e 11m 9m TRE−AC 1a e 11m
1a e 3m TJAC 2a e 9m 7m TRE−TO 1a e 10m
2a e 5m TJRN 2a e 8m 11m TRE−AL 1a e 8m
1a e 9m TJRR 2a e 7m 8m TRE−MS 1a e 7m
1a e 6m TJRO 1a e 9m 1a e 4m TRE−ES 1a e 7m
1a e 5m TJSE 1a e 8m 1a e 5m TRE−DF 1a e 6m
1a e 1m TJAP 1a e 5m 8m TRE−SE 1a e 5m
3a e 8m Estadual 5a e 4m 10m Eleitoral 1a e 9m

Trabalho Superiores
Baixados Pendentes Baixados Pendentes
9m TRT2 5a e 6m 1a e 6m TST 2a e 1m
1a e 4m TRT4 3a e 9m STJ 1a e 6m
1a e 2m TRT1 2a e 4m 1a e 3m STM 1a e 2m
1a e 1m TSE 7m
1a e 8m TRT3 1a e 8m
1a e 6m Superior 1a e 10m
1a e 2m TRT15 1a e 4m
1a e 1m TRT8 4a e 4m
1a e 2m TRT9 3a e 11m Federal
1a e 1m TRT10 3a e 2m Baixados Pendentes
1a e 2m TRT18 2a e 10m 3a e 9m TRF3 7a e 5m
1a e 6m TRT5 2a e 3m 2a e 5m TRF2 5a e 3m
10m 1a e 8m 2a e 4m TRF1 4a e 3m
TRT7
1a e 6m TRF5 4a e 2m
1a e 2m TRT6 1a e 6m
2a e 7m TRF4 4a e 2m
2a e 3m TRT12 1a 2a e 8m Federal 5a e 4m
2a e 8m TRT19 5a e 8m
9m TRT23 4a e 1m
1a e 11m TRT16 2a e 10m Militar Estadual
Baixados Pendentes
1a e 1m TRT14 2a e 9m
1a e 3m TJMMG 1a e 7m
2a e 3m TRT24 2a e 6m 1a e 8m TJMRS 8m
1a e 6m TRT20 2a e 6m 9m TJMSP 6m
2a e 9m TRT17 2a e 3m Militar
1a e 1m 10m
1a e 8m TRT22 2a Estadual
1a TRT11 2a
1a e 3m TRT21 1a Poder Judiciário
1a e 4m TRT13 10m Baixados Pendentes
Poder
1a e 4m Trabalho 3a e 1m 3a e 3m Judiciário 5a e 2m

183
Na Figura 135, compara-se o tempo do recebimento da ação até o julgamento da sentença entre o 1º grau e o
2º grau. Enquanto no 1º grau a média é de 3 anos e 2 meses, no 2º grau esse tempo é reduzido para menos de um
terço: 10 meses.
A fase de conhecimento, na qual o juiz tem de vencer a postulação das partes e a dilação probatória para chegar
à sentença, é mais célere que a fase de execução, que não envolve atividade de cognição, somente de concretização
do direito reconhecido na sentença ou no título extrajudicial.
A Figura 136 ilustra esse aspecto observável para a maior parte dos tribunais. Para receber uma sentença, o pro-
cesso leva, desde a data de ingresso, quase o triplo de tempo na fase de execução (4 anos e 3 meses) comparada
à fase de conhecimento (1 ano e 7 meses). Esse dado é coerente com o observado na taxa de congestionamento,
82% na fase de execução e 58% na fase de conhecimento.

184
Figura 135: Tempo médio da inicial até a sentença no 2º grau e 1º grau, por Tribunal

Estadual Trabalho
2º grau 1º grau 2º grau 1º grau
TJSP 4a e 11m 5m TRT2 3a e 6m
7m TJPR 4a e 4m 3m TRT3 2a e 4m
8m TJMG 3a e 4m 7m TRT15 1a e 1m
5m TJRJ 1a e 8m 6m 1a e 1m
TRT4
4m TJRS 2m
5m TRT1 1a e 1m
11m TJSC 5a e 5m
10m 10m TRT5 1a e 6m
TJBA 4a e 7m
1a e 1m TJPE 4a e 5m 6m TRT10 1a e 2m
1a e 6m TJCE 4a e 1m 3m TRT12 1a e 2m
7m TJMT 3a e 9m 3m TRT8 1a e 1m
1a e 10m TJPA 3a e 5m 3m TRT6 1a
6m TJES 3a e 2m 7m TRT9 1a
4m TJGO 3a e 1m 5m 8m
TRT7
9m TJMA 2a e 9m 4m TRT18 6m
5m TJDFT 1a e 3m
1a e 2m 3m TRT19 1a e 10m
TJRO 3a e 7m
1a e 7m TJPI 3a e 5m 5m TRT17 1a e 9m
8m TJPB 3a e 5m 2m TRT14 1a e 6m
8m TJAM 3a 8m TRT16 1a e 5m
10m TJRN 3a 4m TRT21 1a e 4m
6m TJMS 2a e 5m 3m TRT22 1a e 2m
7m TJAL 2a e 2m 5m TRT20 1a e 1m
7m TJTO 1a e 8m 2m TRT13 1a
6m TJRR 1a e 6m
4m TRT24 11m
4m TJAC 1a e 5m
6m 7m TRT11 11m
TJAP 1a e 4m
3m TJSE 1a e 2m 4m TRT23 7m
8m Estadual 3a e 6m 5m Trabalho 1a e 10m

Eleitoral Federal
2º grau 1º grau 2º grau 1º grau
10m TRE−RJ 7m 1a e 6m TRF2 6a
1a e 1m TRE−MG 7m 2a TRF3 4a e 10m
1a TRE−RS 6m 3a e 3m TRF1 4a e 5m
11m TRE−SP 5m 10m TRF5 4a
1a TRE−PR 4m
1a e 5m TRF4 3a e 3m
6m TRE−BA 2a e 3m
2a Federal 4a e 5m
1a TRE−MA 2a e 1m
9m TRE−PI 1a e 4m
1a e 2m TRE−RN 1a e 4m Militar Estadual
11m TRE−GO 1a e 2m
2º grau 1º grau
11m TRE−CE 10m
3m TJMMG 2a e 2m
9m TRE−AM 8m
1a e 3m TRE−PA 7m 4m TJMRS 1a e 5m
11m TRE−PE 7m 4m TJMSP 6m
9m TRE−SC 7m Militar
4m Estadual 1a e 1m
10m TRE−PB 5m
1a e 4m TRE−DF 11m
9m TRE−AC 11m Poder Judiciário
2a TRE−AP 11m 2º grau 1º grau
10m TRE−RO 10m 10m Poder
3a e 2m
1m TRE−AL 10m Judiciário
1a e 4m TRE−ES 9m
9m TRE−RR 9m
1a e 1m TRE−MT 7m
8m TRE−SE 7m
11m TRE−MS 5m
1a TRE−TO 5m
11m Eleitoral 8m

185
Figura 136: Tempo médio da inicial até a sentença nas fases de execução e conhecimento, no 1º grau, por Tribunal

Estadual Trabalho
Execução Conhecimento Execução Conhecimento
3a e 3m TJMG 2a e 2m 1a e 9m TRT15 1a
5a TJPR 1a e 10m 1a e 9m TRT1 10m
1a e 4m TJRJ 1a e 8m 1a e 11m TRT4 10m
8a e 3m TJSP 1a e 7m 5a e 5m 8m
TRT3
9m TJRS 7m
5a e 9m TRT2 6m
4a e 5m TJCE 3a e 4m
4a e 6m TJSC 2a e 9m 1a e 3m TRT6 11m
4a e 1m TJPA 2a e 8m 3a e 1m TRT5 10m
3a e 3m TJBA 2a e 5m 1a e 4m TRT9 9m
6a e 6m TJPE 2a e 3m 1a e 11m TRT10 9m
3a e 3m TJMT 2a e 2m 2a e 6m TRT12 8m
5a e 2m TJES 2a 1a e 2m TRT7 5m
3a e 6m TJMA 1a e 11m 1a e 11m 3m
TRT18
3a e 8m TJGO 1a e 8m
2a e 9m TRT8 3m
1a e 7m TJDFT 8m
3a e 8m 2a e 5m 1a e 11m TRT17 1a e 8m
TJPI
5a e 8m TJPB 2a e 5m 2a e 1m TRT20 11m
1a e 4m TJAL 2a e 3m 3a e 2m TRT16 9m
3a e 6m TJRN 1a e 10m 1a e 3m TRT23 6m
4a e 7m TJAM 1a e 9m 2a e 1m TRT22 5m
3a e 6m TJMS 1a e 4m 4a e 5m TRT19 4m
2a e 5m TJTO 1a e 2m 2a e 8m TRT11 4m
2a e 10m TJRR 1a
2a e 1m TRT13 4m
1a e 5m TJAP 1a
2a e 11m TRT21 4m
1a e 3m TJAC 1a
1a e 2m TJSE 10m 3a e 9m TRT14 3m
3a e 5m TJRO 9m 2a e 6m TRT24 0a
4a e 2m Estadual 1a e 10m 3a e 11m Trabalho 8m

Federal Militar Estadual


Execução Conhecimento Execução Conhecimento
6a e 7m TRF4 1a e 5m 2a e 4m 2a e 2m
TJMMG
5a e 6m TRF3 1a e 2m 1a e 10m TJMRS 1a e 5m
8a e 6m TRF1 1a e 2m 5m
1a e 3m TJMSP
8a e 10m TRF2 1a Militar
1a e 8m Estadual
1a e 1m
4a e 1m TRF5 6m
6a e 6m Federal 1a e 2m
Poder Judiciário
Execução Conhecimento
Poder
4a e 3m Judiciário 1a e 7m

186
O indicador do tempo de baixa apura o tempo efetivamente despendido entre o início do processo e o primeiro
movimento de baixa, em cada fase. Também, aqui, verifica-se desproporção entre os processos nas fases de conhe-
cimento e execução. Quando um processo tem o início da execução ou da liquidação, caracteriza-se a baixa na fase
de conhecimento, ao mesmo tempo que se inicia o cômputo do processo como um caso novo de execução. A baixa
na execução, por sua vez, ocorre somente quando o jurisdicionado tem seu conflito totalmente solucionado perante
a Justiça, por exemplo, quando os precatórios são pagos ou as dívidas liquidadas.
É possível que o tempo da inicial até a baixa seja inferior ao tempo até a sentença. Isso acontece porque os dados
são representados por médias de eventos ocorridos em um ano específico, nesse caso 2019. Dessa forma, nem
todos os processos baixados em 2019 foram necessariamente sentenciados no mesmo ano, ou seja, o universo de
processos objeto de análise do tempo médio até a sentença não é, de forma alguma, o mesmo universo daqueles
considerados até a baixa. A proximidade entre as médias significa, apenas, que a baixa ocorre logo após a sentença,
sem grandes delongas.
O tempo do processo baixado no Poder Judiciário é de 1 ano e 5 meses na fase de conhecimento, de 5 anos e 11
meses na fase de execução no 1º grau de jurisdição e de 10 meses no 2º grau e Tribunais Superiores.
No que se refere ao tempo de duração dos processos que ainda estão pendentes de baixa, o termo final de cál-
culo foi 31 de dezembro de 2019. Observa-se que o Poder Judiciário apresentou tempo de estoque superior ao de
baixa tanto no 2º grau quanto no 1º grau, nas fases de conhecimento e execução. O tempo médio de duração dos
processos em tramitação no 2º grau é de 2 anos e 1 mês (2,6 vezes superior ao tempo de baixa); o tempo médio de
duração dos processos em tramitação na fase de conhecimento de 1º grau é de 3 anos e 6 meses (2,4 vezes superior
ao tempo de baixa); e o tempo médio de duração dos processos em tramitação na fase de execução do 1º grau é de
6 anos e 9 meses (1,2 vez superior ao tempo de baixa).
O tempo médio do acervo do Poder Judiciário foi de 5 anos e 2 meses. Ao desconsiderar os processos suspensos
por Repercussão Geral ou Recursos Repetitivos, ou seja, computado o tempo médio entre a distribuição e a data do
sobrestamento/suspensão dos autos, o tempo médio reduz para 4 anos (Figura 140).

187
Figura 137: Tempo médio de tramitação dos processos pendentes e baixados no 2º grau e nos Tribunais Superiores

Estadual Eleitoral
Baixados Pendentes Baixados Pendentes
10m TJPR 6a e 5m 1a TRE−MG 1a e 8m
11m TJMG 3a e 3m 1a e 1m TRE−PR 1a e 4m
7m TJRJ 1a e 2m 1a e 1m TRE−RS 1a e 4m
7m TJRS 6m 11m TRE−RJ 1a e 4m
TJSP 1a TRE−SP 1a e 3m
1a e 2m TJES 3a e 6m 1a e 4m TRE−MA 3a e 10m
2a e 9m TJPA 2a e 6m 10m TRE−SC 1a e 11m
1a e 2m TJSC 2a e 1m 1a e 1m TRE−PI 1a e 10m
1a e 9m TJPE 2a 2a TRE−RN 1a e 6m
1a e 5m TJBA 1a e 10m 1a e 5m TRE−PA 1a e 6m
2a e 1m TJCE 1a e 8m 11m TRE−GO 1a e 6m
10m TJGO 1a e 2m 9m TRE−AM 1a e 4m
7m TJDFT 1a e 2m 11m TRE−PE 1a e 3m
1a e 1m TJMA 1a e 1m 10m TRE−PB 1a e 3m
9m TJMT 1a 7m TRE−BA 1a e 2m
1a TJRR 2a e 7m 8m TRE−CE 1a
11m TJMS 2a 9m TRE−RO 2a e 11m
1a e 2m TJAL 1a e 9m 1a e 9m TRE−ES 1a e 11m
11m TJPB 1a e 8m 1a e 4m TRE−MT 1a e 11m
2a TJPI 1a e 7m 1a e 6m TRE−RR 1a e 9m
2a e 6m TJAM 1a e 6m 1a e 2m TRE−TO 1a e 8m
11m TJSE 1a e 5m 1a e 4m TRE−MS 1a e 7m
1a e 7m TJRN 1a e 4m 1a e 5m TRE−DF 1a e 5m
1a e 5m TJRO 1a e 2m 9m TRE−SE 1a e 3m
1a TJAC 11m 1a e 1m TRE−AP 1a e 3m
10m TJTO 11m 9m TRE−AC 1a e 1m
8m TJAP 7m 5m TRE−AL 5m
1a Estadual 2a e 6m 1a Eleitoral 1a e 7m

Trabalho Superiores
Baixados Pendentes Baixados Pendentes
1a e 1m TRT4 2a e 3m 1a e 6m TST 2a e 1m
10m TRT1 11m STJ 1a e 6m
1a TRT15 11m 1a e 3m STM 1a e 2m
9m TRT2 9m 1a e 1m TSE 7m
7m TRT3 8m 1a e 6m Superior 1a e 10m
1a e 3m TRT5 1a e 3m
10m TRT9 9m Federal
5m TRT8 8m Baixados Pendentes
9m TRT7 7m 3a e 1m TRF3 3a
8m 7m 3a e 1m TRF1 2a e 4m
TRT10
1a e 6m TRF5 1a e 11m
6m TRT18 7m
1a e 10m TRF2 1a e 10m
7m TRT12 6m
1a e 10m TRF4 1a e 4m
5m TRT6 4m 2a e 5m 2a e 4m
Federal
7m TRT23 11m
10m TRT11 11m
1a e 6m TRT20 11m Militar Estadual
9m TRT19 10m Baixados Pendentes
1a 8m 5m TJMMG 9m
TRT16
9m TJMSP 5m
7m TRT21 8m
5m TJMRS 2m
9m TRT17 7m
7m Militar 6m
8m TRT22 7m Estadual
7m TRT24 6m
1m TRT13 5m
Poder Judiciário
5m TRT14 4m Baixados Pendentes
10m 1a Poder
Trabalho 10m Judiciário 2a e 1m

188
Figura 138: Tempo médio de tramitação dos processos pendentes e baixados na fase de conhecimento de 1º grau

Estadual Trabalho
Baixados Pendentes Baixados Pendentes
4a e 1m TJRJ 5a e 6m 1a e 1m TRT1 1a e 8m
3a e 2m TJSP 4a e 7m 10m TRT3 1a e 4m
2a e 1m TJPR 3a e 9m 1a e 2m TRT15 1a
2a e 4m TJMG 2a e 9m 1a e 1m 11m
TRT4
2a e 6m TJRS 2a e 6m
9m TRT2 10m
3a e 5m TJPA 4a e 7m
2a e 8m TJSC 4a e 3m 11m TRT10 1a e 11m
4a e 7m TJBA 3a e 10m 1a e 3m TRT6 1a e 2m
3a e 6m TJCE 3a e 8m 1a e 2m TRT5 1a
3a e 9m TJES 3a e 7m 1a e 1m TRT9 10m
2a e 9m TJPE 3a e 4m 8m TRT7 9m
2a e 3m TJGO 3a e 3m 1a e 3m TRT12 8m
3a TJMA 3a e 2m 5m 7m
TRT18
2a e 3m TJMT 2a e 7m
5m TRT8 5m
10m TJDFT 11m
3a e 1m 4a e 1m 1a e 4m TRT20 1a e 6m
TJPB
2a e 1m TJAM 4a e 1m 3a e 1m TRT17 1a e 2m
2a e 11m TJAL 3a e 10m 1a e 4m TRT24 1a
1a e 11m TJMS 2a e 11m 1a e 4m TRT16 10m
3a e 2m TJPI 2a e 9m 1a e 6m TRT19 10m
2a e 5m TJRN 2a e 4m 8m TRT23 9m
1a e 6m TJRR 2a e 3m 1a e 5m TRT22 7m
1a e 7m TJTO 2a e 1m
1a e 7m TRT13 7m
1a e 3m TJAC 2a
10m TRT21 7m
1a e 2m TJRO 1a e 7m
1a e 1m TJAP 1a e 5m 6m TRT11 7m
1a e 6m TJSE 1a e 2m 5m TRT14 4m
2a e 11m Estadual 3a e 9m 1a Trabalho 1a e 1m

Eleitoral Federal
Baixados Pendentes Baixados Pendentes
1a TRE−MG 2a e 11m 3a e 7m TRF3 4a e 1m
7m TRE−SP 1a e 8m 1a e 10m TRF4 2a e 3m
7m TRE−RS 1a e 7m 1a e 5m TRF1 1a e 7m
9m TRE−RJ 1a e 1m 1a e 1m TRF2 1a e 5m
5m TRE−PR 11m 8m TRF5 1a e 3m
2a e 4m TRE−MA 3a 2a Federal 2a e 4m
9m TRE−GO 3a
2a e 5m TRE−BA 2a e 10m
1a TRE−PA 1a e 11m
1a e 5m TRE−RN 1a e 11m Militar Estadual
1a TRE−CE 1a e 11m Baixados Pendentes
10m TRE−PE 1a e 9m 1a e 9m TJMMG 1a e 7m
1a e 6m TRE−PI 1a e 8m 2a e 5m TJMRS 8m
6m TRE−SC 1a e 3m
9m TJMSP 5m
10m TRE−AM 10m
1a e 4m Militar 11m
7m TRE−PB 9m Estadual
11m TRE−AP 3a e 3m
9m TRE−AC 2a e 8m
1a TRE−MT 2a e 7m
1a TRE−RR 2a e 3m Poder Judiciário
11m 1a e 11m Baixados Pendentes
TRE−AL Poder
6m TRE−TO 1a e 10m 1a e 5m Judiciário 3a e 6m
1a TRE−DF 1a e 9m
7m TRE−MS 1a e 7m
1a e 4m TRE−ES 1a e 6m
7m TRE−SE 1a e 6m
1a e 2m TRE−RO 1a e 3m
10m Eleitoral 1a e 10m

189
Figura 139: Tempo médio de tramitação dos processos pendentes e baixados na fase de execução de 1º grau

Estadual Trabalho
Baixados Pendentes Baixados Pendentes
8a e 3m TJSP 7a e 9m 11m TRT2 7a e 7m
5a e 10m TJPR 7a e 2m 2a e 3m TRT4 6a e 1m
7a e 5m TJRJ 7a e 1m 1a e 9m TRT1 3a e 5m
3a e 10m TJRS 4a e 3m 4a e 3m 2a e 2m
TRT3
4a e 2m TJMG 4a e 1m
1a e 10m TRT15 2a
5a e 3m TJSC 6a e 10m
6a TJPA 6a e 9m 2a e 9m TRT8 6a e 6m
7a e 1m TJES 6a e 3m 1a e 6m TRT9 5a e 11m
5a e 9m TJCE 6a e 3m 1a e 11m TRT10 5a e 2m
4a e 7m TJGO 5a e 5m 3a e 7m TRT18 4a e 3m
6a e 9m TJBA 5a e 5m 2a e 10m TRT5 3a e 8m
6a TJPE 5a 1a e 4m TRT7 2a e 3m
4a e 3m TJMA 4a e 9m 1a e 4m 1a e 9m
TRT6
4a TJMT 4a e 4m
5a e 11m TRT12 1a e 3m
2a TJDFT 1a e 8m
4a e 10m 9a 5a e 10m TRT19 6a e 10m
TJAM
3a e 7m TJMS 7a 1a e 5m TRT23 5a e 10m
1a e 9m TJAL 6a 3a e 8m TRT16 4a e 5m
5a e 8m TJPB 5a e 8m 5a e 2m TRT24 4a e 2m
4a e 6m TJPI 4a e 10m 1a e 10m TRT20 3a e 11m
3a e 2m TJTO 4a e 4m 2a e 8m TRT14 3a e 11m
1a e 9m TJAC 4a e 1m 3a e 10m TRT17 3a e 6m
3a e 2m TJRR 3a e 11m
2a e 10m TRT11 3a e 5m
3a e 4m TJRN 3a e 7m
2a e 6m TRT22 2a e 11m
1a e 7m TJSE 2a e 9m
2a e 5m TJRO 2a e 2m 2a e 4m TRT21 1a e 8m
1a e 7m TJAP 2a e 1m 2a e 2m TRT13 1a
6a e 4m Estadual 6a e 9m 2a e 6m Trabalho 4a e 10m

Federal Militar Estadual


Baixados Pendentes Baixados Pendentes
5a e 6m TRF3 9a e 11m 10m TJMMG 4a e 2m
4a e 3m TRF2 7a e 8m 6m TJMRS 1a e 3m
6a e 4m TRF5 6a e 7m 1a e 8m TJMSP 1a e 3m
7a TRF4 6a e 4m Militar
1a e 4m Estadual 2a e 2m
8a TRF1 6a e 2m
6a e 1m Federal 7a e 8m
Poder Judiciário
Baixados Pendentes
Poder
5a e 11m Judiciário 6a e 9m

190
Figura 140: Tempo médio de tramitação dos processos pendentes (bruto) e tempo médio líquido, excluídos os
processos suspensos por Repercussão Geral ou Recursos Repetitivos
Estadual Eleitoral
Tempo bruto Tempo líquido Tempo bruto Tempo líquido
7a TJSP 5a e 3m 2a e 3m TRE−MG 1a e 6m
6a e 7m TJRJ 5a 1a e 7m TRE−SP 1a e 1m
5a e 8m TJPR 4a e 3m 1a e 6m TRE−RS 1a
3a e 2m TJMG 2a e 5m 1a e 3m TRE−PR 10m
3a e 1m TJRS 2a e 5m 1a e 2m TRE−RJ 9m
5a e 2m TJSC 4a 3a e 5m TRE−MA 2a e 3m
5a e 2m TJPA 3a e 11m 2a e 6m TRE−BA 1a e 8m
4a e 3m TJCE 3a e 3m 2a e 5m TRE−GO 1a e 7m
4a e 3m TJES 3a e 3m 1a e 10m TRE−RN 1a e 3m
4a e 3m TJPE 3a e 3m 1a e 10m TRE−CE 1a e 2m
4a TJGO 3a e 1m 1a e 8m TRE−PI 1a e 2m
3a e 11m TJBA 3a e 1m 1a e 8m TRE−PA 1a e 2m
3a e 5m TJMA 2a e 7m 1a e 7m TRE−PE 1a
3a e 3m TJMT 2a e 6m 1a e 6m TRE−SC 1a
1a e 5m TJDFT 1a 11m TRE−AM 7m
6a e 2m TJAM 4a e 8m 11m TRE−PB 7m
4a e 11m TJMS 3a e 9m 2a e 9m TRE−AP 1a e 10m
4a e 5m TJAL 3a e 4m 2a e 4m TRE−MT 1a e 7m
4a e 2m TJPB 3a e 2m 2a e 1m TRE−RO 1a e 5m
2a e 11m TJTO 2a e 3m 1a e 11m TRE−RR 1a e 4m
3a TJPI 2a e 3m 1a e 11m TRE−AC 1a e 3m
2a e 9m TJAC 2a e 2m 1a e 10m TRE−TO 1a e 2m
2a e 8m TJRN 2a e 1m 1a e 8m TRE−AL 1a e 1m
2a e 7m TJRR 2a 1a e 7m TRE−MS 1a e 1m
1a e 8m TJSE 1a e 3m 1a e 7m TRE−ES 1a e 1m
1a e 9m TJRO 1a e 3m 1a e 6m TRE−DF 1a
1a e 5m TJAP 1a e 2m 1a e 5m TRE−SE 8m
5a e 4m Estadual 4a e 1m 1a e 9m Eleitoral 1a e 2m

Trabalho Superiores
Tempo bruto Tempo líquido Tempo bruto Tempo líquido
5a e 6m TRT2 4a e 3m 2a e 1m TST 1a e 1m
3a e 9m TRT4 2a e 10m 1a e 2m STM 11m
2a e 4m TRT1 1a e 9m 1a e 6m STJ 9m
1a e 8m TRT3 1a e 3m 7m TSE 4m
1a e 4m TRT15 1a 1a e 10m Superior 11m
4a e 4m TRT8 3a e 4m
3a e 11m TRT9 3a
3a e 2m TRT10 2a e 5m Federal
2a e 10m 2a e 3m Tempo bruto Tempo líquido
TRT18
2a e 3m TRT5 1a e 9m 7a e 5m TRF3 5a e 10m
1a e 8m 1a e 3m 5a e 3m TRF2 4a e 3m
TRT7
1a e 6m 1a e 1m 4a e 3m TRF1 3a e 4m
TRT6
9m 4a e 2m TRF5 3a e 4m
1a TRT12
4a e 2m TRF4 3a e 3m
5a e 8m TRT19 4a e 3m
5a e 4m Federal 4a e 3m
4a e 1m TRT23 3a e 2m
2a e 10m TRT16 2a e 3m
2a e 9m TRT14 2a e 1m Militar Estadual
2a e 6m TRT24 2a Tempo bruto Tempo líquido
2a e 6m TRT20 1a e 11m 1a e 7m TJMMG 1a e 3m
2a e 3m TRT17 1a e 9m 8m TJMRS 6m
2a TRT22 1a e 7m 6m TJMSP 5m
2a TRT11 1a e 6m Militar
10m Estadual 8m
1a TRT21 9m
10m TRT13 8m
3a e 1m 2a e 5m
Poder Judiciário
Trabalho
Tempo bruto Tempo líquido
Poder
5a e 2m Judiciário 4a

191
8 Justiça criminal
Em 2019, ingressaram no Poder Judiciário 2,4 milhões de casos novos criminais, sendo 1,6 milhão (58,5%) na fase
de conhecimento de 1º grau, 18,1 mil (0,6%) nas turmas recursais, 628,4 mil (22,4%) no 2º grau e 121,4 mil (4,3%) nos
Tribunais Superiores. Além desses casos, foram iniciadas 395,5 mil (14,1%) execuções penais no 1º grau.
A Justiça Estadual é o segmento com maior representatividade de litígios no Poder Judiciário, com 68,4% da
demanda. Na área criminal essa representatividade aumenta para 91,4%.
A Figura 141 mostra que em 2019 o quantitativo de processos novos criminais se manteve constante em relação
ao ano de 2018, com redução no acervo de 5%, atingindo o menor quantitativo de processos criminais em tramitação
de toda a série histórica. Os casos pendentes equivalem a 2,5 vezes a demanda. O número de baixados cresceu pelo
terceiro ano consecutivo, superando novamente o quantitativo de casos novos e resultando em redução do acervo. As
informações sobre os quantitativos de casos novos e pendentes por tribunal podem ser visualizadas na Figura 142.
Figura 141: Série histórica dos casos novos e pendentes criminais no 1º grau, no 2º grau e nos tribunais superiores,
excluídas as execuções penais

6,1 6,2
6,3 5,8
5,4 5,4 5,4 5,5 5,5 5,4 5,5
5,3
5,0

3,8
Milhões

3,2 3,2 3,3 3,2


2,8 2,9 2,8 2,9
2,6 2,6 2,7
3,1 3,1 3,0 3,1
2,5 2,8
2,5 2,6 2,5 2,4 2,4
2,3
1,3

0,0
2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019
Casos pendentes criminais
Casos novos criminais
Processos baixados criminais

192
Figura 142: Casos novos e pendentes criminais, excluídas as execuções penais, por tribunal

Estadual Eleitoral
Novos Pendentes Novos Pendentes
469.991 TJSP 1.030.525 269 TRE−MG 812
257.645 TJMG 494.353 133 TRE−RJ 510
190.577 TJPR 368.628 162 TRE−SP 346
152.400 TJRJ 300.902 169 TRE−PR 304
130.984 TJRS 247.322 168 TRE−RS 270
86.150 TJBA 328.084 325 TRE−GO 753
151.272 TJSC 311.427 57 TRE−MA 460
72.681 TJCE 208.151 42 TRE−PI 372
36.085 TJPA 202.675 111 TRE−CE 275
64.303 TJPE 184.759 110 TRE−SC 224
49.546 TJGO 181.940 48 TRE−PB 217
45.838 TJES 158.275 92 TRE−PE 200
58.044 TJMT 145.212 107 TRE−BA 197
43.120 TJMA 140.997 88 TRE−RN 187
86.945 TJDFT 64.646 92 TRE−PA 187
58.873 TJMS 130.009 42 TRE−AM 131
35.906 TJAM 101.996 77 TRE−MT 237
27.905 TJPI 83.725 69 TRE−MS 151
11.857 TJAL 59.085 55 TRE−SE 138
21.154 TJPB 58.095 88 TRE−ES 116
20.267 TJRN 53.416 62 TRE−AL 114
31.810 TJRO 45.474 81 TRE−DF 80
24.193 TJTO 40.860 35 TRE−RO 67
19.792 TJSE 33.707 49 TRE−TO 65
10.795 TJAC 19.080 13 TRE−AC 59
14.928 TJAP 15.837 23 TRE−AP 48
8.873 TJRR 14.879 25 TRE−RR 43

Superiores Federal
Novos Pendentes Novos Pendentes
120.325 STJ 46.990 48.808 TRF1 73.109
969 STM 295 14.421 TRF3 43.396
61 TSE 49 20.160 TRF4 27.772
13.842 TRF2 23.481
Militar Estadual 4.303 TRF5 12.708
Novos Pendentes
1.552 TJMSP 612
635 TJMMG 610
482 TJMRS 498

193
Ao final de 2019, havia 1,8 milhão de execuções penais pendentes, com 395 mil execuções iniciadas em 2019.
A maioria das penas aplicadas em 2019 foram privativas de liberdade, um total de 228,2 mil execuções, 57,7% do
total. Entre as penas não privativas de liberdade, 7 mil (3,9%) ingressaram nos juizados especiais e 161 mil (96,1%)
no juízo comum.
Figura 143: Série histórica das execuções penais
1,30 1,21

1,06 1,09
1,04
1,04
0,87 0,88
0,83
0,78 0,71 0,71 0,73
0,65
Milhões

0,61
0,49
0,52 0,44 0,42 0,43
0,36 0,38
0,32 0,32 0,30
0,25 0,29
0,25 0,25 0,25 0,25 0,23
0,26 0,22
0,15 0,17 0,18 0,18

0,16 0,18 0,16 0,17


0,10 0,11 0,13 0,11 0,12 0,13 0,14
0,00
2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019

Pendente de Pena Privativa de Liberdade Iniciada de Pena Privativa de Liberdade


Pendente de Pena Não Privativa de Liberdade Iniciada de Pena Não Privativa de Liberdade

De acordo com a Figura 144, os resultados dos tempos médios dos processos baixados no ano de 2019, por tribu-
nal, indicam cenários distintos no 2º grau e nos tribunais superiores. A Justiça Eleitoral é a única em que o processo
criminal demora mais que o não criminal. Nos Tribunais Regionais Federais, o processo baixado não criminal durou,
em média, o dobro do tempo do criminal em 2019. Na Justiça Estadual, os casos criminais duraram uma média de 4
meses a menos que os não criminais.
Na fase de conhecimento de 1º grau ocorre o inverso do observado no 2º grau: o tempo do processo criminal
é maior que o do não criminal (Figura 145). Os processos criminais duraram, em média, 1 ano e 3 meses a mais do
que os não criminais, sendo essa realidade verificada em todos os segmentos de justiça. Esses dados estão em
consonância com o observado na Tabela 4, em que a taxa de congestionamento criminal (70%) supera a não criminal
(56,5%), para essa fase/instância.
No capítulo destinado à análise do tempo do processo, as execuções penais não estão contabilizadas nas esta-
tísticas, uma vez que o processo permanece em tramitação até o término do cumprimento da pena e, por isso, são
analisadas à parte, neste capítulo.
Os processos referentes às execuções judiciais criminais privativas de liberdade baixados no ano de 2019 possuem
tempo médio de baixa de 4 anos e 9 meses na Justiça Estadual e de 1 ano e 10 meses na Justiça Federal (Figura
146). Esses tempos são maiores que a média até a baixa do processo na fase de conhecimento, ou seja, até o início
da execução penal ou até a remessa do processo em grau de recurso para o 2º grau, que foi de 4 anos e 1 mês na
Justiça Estadual e de 2 anos e 1 mês na Justiça Federal.

194
Figura 144: Tempo médio de tramitação dos processos criminais e não criminais baixados no 2º grau e nos Tribunais
Superiores, por tribunal
Estadual Eleitoral
Não criminal Criminal Não criminal Criminal
1a TJMG 7m 1a TRE−RS 2a e 6m
7m TJRJ 7m 11m TRE−MG 1a e 9m
1a TJPR 6m 1a e 1m TRE−PR 1a e 6m
7m TJRS 6m 11m TRE−RJ 9m
TJSP 1a TRE−SP 5m
3a TJPA 2a e 4m 1a e 5m TRE−PA 3a
2a e 2m TJCE 1a e 11m 2a TRE−RN 1a e 11m
1a e 10m TJPE 1a e 6m 10m TRE−SC 1a e 11m
1a e 5m TJBA 1a e 3m 1a e 4m TRE−MA 1a e 2m
1a e 2m TJMA 11m 8m TRE−CE 11m
1a e 4m TJES 10m 11m TRE−GO 11m
1a e 3m TJSC 8m 9m TRE−AM 11m
1a TJGO 7m 10m TRE−PB 10m
8m TJDFT 5m 11m TRE−PE 9m
10m TJMT 4m 1a e 1m TRE−PI 8m
2a e 11m TJAM 1a e 4m 7m TRE−BA 7m
1a e 2m TJAL 1a e 1m 1a TRE−TO 5a e 3m
11m TJMS 11m 1a e 5m TRE−RR 2a e 9m
1a TJPB 10m 1a e 2m TRE−MS 2a e 9m
2a e 6m TJPI 8m 9m TRE−RO 2a
1a e 1m TJRR 7m 1a e 10m TRE−ES 1a e 5m
1a e 9m TJRN 7m 5m TRE−AL 1a e 3m
11m TJTO 7m 1a e 4m TRE−MT 10m
1a TJSE 7m 1a e 2m TRE−AP 9m
1a e 3m TJAC 6m 1a e 6m TRE−DF 4m
1a e 8m TJRO 6m 9m TRE−AC 4m
10m TJAP 5m 9m TRE−SE 3m
1a e 1m Estadual 9m 1a Eleitoral 1a e 4m

Superiores Federal
Não criminal Criminal Não criminal Criminal
1a e 6m TST 3a e 2m TRF1 1a e 9m
STM 9m 1a e 7m TRF5 1a e 5m
1a e 1m TSE 11m 1a e 10m TRF2 1a e 4m
3a e 1m TRF3 1a e 3m
Militar Estadual 1a e 11m TRF4 1a
Não criminal Criminal 2a e 6m Federal 1a e 3m
10m TJMSP 7m
6m TJMRS 5m
TJMMG
Poder Judiciário
6m 4m
Militar
Não criminal Criminal
9m 6m Poder
Estadual 1a e 6m Judiciário 9m

195
Figura 145: Tempo médio de tramitação dos processos criminais e não criminais baixados na fase de conhecimento do
1º grau, por tribunal
Estadual Eleitoral
Não criminal Criminal Não criminal Criminal
1a e 9m TJRS 9a e 6m 7m TRE−SP 3a
2a e 6m TJSP 6a e 8m 7m TRE−MG 2a e 5m
4a e 3m TJRJ 3a e 4m 7m TRE−RS 2a e 3m
2a TJMG 3a e 1m 9m TRE−RJ 1a e 4m
2a e 1m TJPR 2a e 4m 5m TRE−PR 1a e 4m
4a e 8m TJBA 4a e 6m 1a e 4m TRE−RN 3a e 11m
3a e 8m TJES 4a e 6m 11m TRE−CE 3a e 6m
3a e 2m TJPA 4a e 2m 9m TRE−PE 3a e 5m
3a e 4m TJCE 4a e 1m 2a TRE−MA 3a
2a e 11m TJMA 3a e 9m 7m TRE−GO 2a e 11m
2a e 7m TJPE 3a e 9m 2a e 3m TRE−BA 2a e 10m
2a TJMT 3a e 6m 11m TRE−PA 2a e 10m
2a e 1m TJGO 3a e 5m 6m TRE−SC 1a e 10m
2a e 9m TJSC 2a e 4m 1a e 6m TRE−PI 1a e 9m
9m TJDFT 11m 7m TRE−PB 1a e 8m
2a e 8m TJAL 5a e 6m 10m TRE−AM 1a e 3m
2a e 11m TJPI 4a e 10m 1a e 1m TRE−RO 4a e 5m
1a e 8m TJAM 3a e 6m 6m TRE−SE 3a e 6m
2a e 4m TJRN 3a e 2m 10m TRE−RR 3a e 4m
3a e 2m TJPB 3a 1a e 3m TRE−ES 3a e 2m
1a e 3m TJRR 2a e 8m 11m TRE−MT 3a e 1m
1a e 4m TJSE 2a e 5m 8m TRE−AC 3a
1a e 10m TJMS 2a e 5m 7m TRE−MS 2a e 9m
1a TJAC 2a 11m TRE−AL 2a e 7m
1a e 1m TJRO 2a 5m TRE−TO 2a e 6m
1a e 7m TJTO 1a e 9m 8m TRE−DF 1a e 9m
1a TJAP 1a e 5m 11m TRE−AP 1a e 7m
2a e 8m Estadual 4a e 1m 9m Eleitoral 2a e 9m

Federal Militar Estadual


Não criminal Criminal Não criminal Criminal
3a e 7m TRF3 4a e 10m 1a e 3m TJMRS 2a e 7m
8m TRF5 2a e 8m 11m TJMMG 2a e 4m
1a e 10m 7m TJMSP 9m
TRF4 2a e 4m
Militar
1a e 5m TRF1 1a e 6m 9m Estadual 1a e 7m
1a TRF2 1a e 5m
2a Federal 2a e 1m
Poder Judiciário
Não criminal Criminal
Poder
2a e 7m Judiciário 4a

196
Figura 146: Tempo médio de tramitação dos processos de execução penal baixados do 1º grau, por tribunal

Estadual Federal
Não privativa de liberdade Privativa de liberdade Não privativa de liberdade Privativa de liberdade
9a e 9m TJRS 8a e 5m 2a e 11m TRF4 2a e 4m
5a e 5m TJMG 6a e 6m
2a e 5m TRF5 2a e 1m
2a e 8m TJPR 3a
2a TJSP 2a e 1m 11m TRF1 1a e 4m
TJRJ 2a e 9m TRF3 10m
0a TJDFT 11a e 2m 3a TRF2 3m
7a e 11m TJES 8a 1a e 10m
2a e 9m TRF
6a e 1m TJBA 6a e 11m
2a e 10m TJPE 6a e 2m
4a e 1m TJMT 5a e 6m
4a e 2m TJMA 4a e 10m Poder Judiciário
3a e 3m TJGO 4a e 9m Não privativa de liberdade Privativa de liberdade
4a e 6m TJCE 4a Poder 4a e 8m
4a e 7m Judiciário
3a e 1m TJPA 3a e 10m
2a e 3m TJSC 2a e 3m
7a e 7m TJAC 7a e 3m
2a TJRR 6a e 11m
3a e 3m TJMS 6a e 9m
4a e 7m TJAM 4a e 7m
1a e 9m TJAP 4a e 3m
5a TJPB 4a e 2m
3a e 7m TJSE 4a
3a e 5m TJPI 4a
3a TJRO 3a e 5m
2a e 3m TJTO 2a e 7m
2a e 5m TJRN 2a e 2m
3a e 8m TJAL 1a e 7m
4a e 9m Estadual 4a e 9m

197
9 Competências da Justiça Estadual
A Justiça Estadual lida com grande diversidade de assuntos processuais, portanto há muitas varas especializadas
que são responsáveis pelo julgamento de demandas específicas. Este capítulo visa à comparação dos indicadores
de desempenho das varas exclusivas, as quais atuam somente em um tipo de competência (ex.: vara empresarial,
de tribunal do júri, de violência doméstica, juizado especial da fazenda pública, entre outras).
Para cálculo dos indicadores, foram utilizados os dados provenientes do sistema Módulo de Produtividade Mensal13.
Nesse sistema, as informações são enviadas pelos tribunais mensalmente e são detalhadas por unidade judiciária e
magistrado, com os mesmos parâmetros das variáveis que compõem o Relatório Justiça em Números. São recebidas
informações a respeito das competências de cada unidade, número de processos novos, pendentes, baixados, sen-
tenças proferidas por magistrado, além da localização geográfica das unidades e outras informações. Os dados são
publicados no portal do CNJ, em http://www.cnj.jus.br/pesquisas-judiciarias/paineis, e são atualizados diariamente14.
Observa-se na Figura 147 grande quantidade de juízos únicos, que são unidades de jurisdição plena com atribui-
ção para processar todos os tipos de feitos. Significa que 67,7% das comarcas brasileiras são providas com apenas
uma vara. Aproximadamente 66% das unidades judiciárias são de juízo único ou de competência exclusiva cível ou
criminal. As demais unidades possuem competências específicas que atuam ou na forma exclusiva ou cumulativa
com outras especializações.
Figura 147: Unidades judiciárias de 1º grau da Justiça Estadual, por competência

Varas Exclusivas Cíveis 2.347


Varas Exclusivas Criminais 1.230
Outras Varas, não adjuntas a Juizados Especiais 1.415
Juízo Comum

Varas Cíveis e Criminais 317

Varas Exclusivas de Infância e Juventude 168

Varas Exclusivas de Execução Penal 129

Varas Exclusivas de Violência Doméstica 139

Varas de Infância e Juventude que acumulam idoso e/ou família 73

Juizados Especiais que acumulem mais de uma competência 640


Juizado Juizado Especial

Juizados Especiais Cíveis 454

Juizados Especiais Criminais 94

Juizados Especiais da Fazenda Pública 54


Varas com

Varas de Juízo Único 1.813

Outras Varas com Juizado Especial Adjunto 672

0 500 1500 2500

O Módulo de Produtividade Mensal apresenta 38 tipos de competência, sendo que 9 competências constam em
mais de 27 unidades judiciárias. Mais de 3.500 unidades judiciárias de primeiro grau apresentam competência exclu-
siva cível ou criminal; 485 são exclusivas de execução fiscal ou fazenda pública; 279 são exclusivas de família; 168
são exclusivas de infância e juventude; 139 são exclusivas de violência doméstica; 129 são exclusivas de execução
penal; 78 são exclusivas de Tribunal do Júri; e 43 são exclusivas de órfãos e sucessões.

13 Sistema instituído pelo Provimento nº 49, de 18 de agosto de 2015, da Corregedoria Nacional de Justiça e regulamentado pela Comissão Permanente de Ges-
tão Estratégica, Estatística e Orçamento, por meio da publicação do Anexo II da Resolução CNJ nº 76/2009.
14 Os dados utilizados nesse relatório foram extraídos em 15 de julho de 2019.

198
A Figura 148 apresenta as médias de processos pendentes e baixados nas unidades judiciárias de competência
exclusiva. Verifica-se que as varas exclusivas de execução fiscal ou de fazenda pública apresentam os maiores
quantitativos, com 8 mil processos baixados e 49 mil processos em tramitação por vara, totalizando 93% do total de
processos de execução fiscal em tramitação na Justiça Estadual. São também as varas de maior taxa de congestio-
namento, dentre as competências analisadas (Figura 149) — o que confirma os dados já apresentados nos capítulos
anteriores. Ou seja, independentemente de tramitar em varas exclusivas ou não, a taxa de congestionamento na
execução fiscal é alta, em ambos os casos alcançando patamares um pouco abaixo de 90%. Na execução penal, o
congestionamento é alto, pelos motivos já explicitados neste relatório.
As varas exclusivas com menores taxas de congestionamento são aquelas com competência nas áreas da infância
e juventude (47%), violência doméstica (57%) e família (59%), em todos os casos, com índices inferiores às taxas
aferidas nas varas exclusivas cíveis (67%) ou criminais (72%), de competência mais generalista.
Figura 148: Média de processos baixados e em tramitação nas varas exclusivas por unidade judiciária e competência
Baixados por vara Pendentes por vara
Execução Fiscal / Fazenda Pública 8.284 49.191
Execução Penal 971 5.620
Órfãos e Sucessões 1.338 5.590
Família 1.831 2.598
Violência Doméstica 1.930 2.555
Cível 1.215 2.442
Criminal 457 1.183
Infância e Juventude 1.212 1.074
Tribunal do Júri 350 721

20.000 0 20.000

Figura 149: Taxa de congestionamento nas varas exclusivas, por tipo de competência

Execução Fiscal / Fazenda Pública 86%


Execução Penal 85%
Órfãos e Sucessões 81%
Criminal 72%
Tribunal do Júri 67%
Cível 67%
Família 59%
Violência Doméstica 57%
Infância e Juventude 47%

0% 20% 40% 60% 80%

A Figura 150 mostra os percentuais de processos pendentes e baixados nas varas exclusivas em relação ao total
de processos de violência doméstica; de execução penal; de execução fiscal; criminais na fase de conhecimento; e
não criminais, exceto execuções fiscais. Observa-se que na competência Execução Fiscal, a maioria dos processos
(tanto baixados, 96%, quanto em trâmite, 93%) estão nas varas exclusivas. Nas outras competências acontece o
oposto, pois as varas exclusivas concentram menos de 40% dos processos. Mesmo com todo incentivo à especia-
lização das unidades judiciárias, na violência doméstica, por exemplo, 69% do acervo tramita em varas cumulativas
(não exclusivas).
199
Figura 150: Percentual de processos pendentes e baixados nas varas exclusivas em relação ao total de processos, por
competência
Baixados Pendentes
Execução Fiscal / Fazenda Pública 96% 93%

Execução Penal 28% 33%

Violência Doméstica 34% 31%

Criminal 21% 22%

Cível 23% 21%

200% 100% 0% 100%

Nas seções a seguir estão ausentes informações de alguns tribunais que não possuem varas especializadas ou
que não alimentaram completamente o sistema Módulo de Produtividade Mensal. Para cada tipo de competência são
calculados três indicadores: percentual de processos pendentes e baixados nas varas exclusivas; média de processos
pendentes e baixados por unidade judiciária e taxas de congestionamento das varas exclusivas.

9.1 Varas exclusivas de Execução Fiscal ou de Fazenda Pública


Os dados gerais sobre as execuções fiscais estão detalhados na seção “Gargalos da execução”, do capítulo
“Gestão judiciária”. Esses processos representam 39% do total de casos pendentes e 70% das execuções pendentes
no Poder Judiciário.
Ressalta-se que 93,5% dos processos pendentes de execução fiscal estão nas varas exclusivas (Figura 151).
Entretanto, esse não é um padrão em todos os tribunais, pois enquanto no TJRS e no TJSC apenas 14% e 19%, res-
pectivamente, dos processos tramitam em varas exclusivas, nos tribunais TJRJ, TJSP, TJPE, TJDFT, TJRR, TJRN,
TJAM e TJBA, os percentuais superam 90% (Figura 152).
Conforme visto na seção “Execuções Fiscais”, tramitam nos Tribunais de Justiça de São Paulo, Rio de Janeiro e
Pernambuco 62,4% do total de processos de execução fiscal em trâmite no Poder Judiciário, sendo que 99% dos
processos tramitam em varas exclusivas. Esses processos tramitam em 261 varas, ou seja, 78.589 processos em
tramitação por vara.
O Tribunal de Justiça de Alagoas se destaca por apresentar 83,4% dos processos de execução fiscal nas varas
exclusivas e por possuir a menor taxa de congestionamento da Justiça Estadual, 63%.

200
Figura 151: Percentual de processos de execução fiscal que tramitam nas varas exclusivas, segundo o tribunal
TJRJ 100%
TJSP 98%
TJPR 52%
TJMG 34%
TJRS 14%
TJPE 100%
TJDFT 100%
TJBA 90%
TJPA 87%
TJMT 45%
TJMA 37%
TJSC 19%
TJGO
TJES
TJCE
TJRR 100%
TJRN 100%
TJAM 99%
TJAL 83%
TJPB 80%
TJAC 74%
TJSE 73%
TJMS 72%
TJPI 60%
TJTO
TJRO
TJAP
Estadual 93%

0% 20% 40% 60% 80% 100%

201
Figura 152: Total de processos de execução fiscal baixados e pendentes por vara exclusiva, segundo o tribunal

Baixados por vara Em tramitação por vara


22.950 TJRJ 92.437
8.318 TJSP 74.429
2.962 TJPR 21.642
1.421 TJRS 12.501
1.425 TJMG 4.660
14.537 TJPE 58.141
6.257 TJBA 45.718
1.878 TJPA 27.770
1.301 TJDFT 22.446
3.239 TJSC 12.649
1.643 TJMT 8.181
344 TJMA 2.564
TJGO
1.286 TJES
TJCE
4.697 TJMS 60.234
1.090 TJAM 26.403
7.665 TJAL 13.030
649 TJPB 7.915
1.300 TJRN 6.904
781 TJSE 5.913
434 TJPI 3.972
977 TJRR 3.207
198 TJAC 3.029
TJTO
TJRO
TJAP
8.284 Estadual 49.191

202
Figura 153: Taxa de congestionamento das varas exclusivas de execução fiscal ou fazenda pública
TJSP 89,9%
TJRS 89,8%
TJPR 88,0%
TJRJ 80,1%
TJMG 76,6%
TJDFT 94,5%
TJPA 93,7%
TJMA 88,2%
TJBA 88,0%
TJMT 83,3%
TJPE 80,0%
TJSC 79,6%
TJES
TJGO
TJCE
TJAM 96,0%
TJAC 93,9%
TJMS 92,8%
TJPB 92,4%
TJPI 90,1%
TJSE 88,3%
TJRN 84,2%
TJRR 76,6%
TJAL 63,0%
TJTO
TJRO
TJAP
Estadual 85,6%

0% 20% 40% 60% 80% 100%

9.2 Varas exclusivas de Violência Doméstica


A Figura 154 mostra o percentual de processos em trâmite nas varas exclusivas de violência doméstica e familiar
contra a mulher. O TJDFT é o único a apresentar mais de 80% dos processos em unidades destinadas a julgar exclu-
sivamente tais ações (98%). Tal resultado é possível em razão da estrutura criada em uma localidade de pequena
dimensão territorial, com 15 unidades exclusivas. As varas exclusivas do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná
e do Ceará abarcam, respectivamente, 22% e 39% do total de processos de violência doméstica em tramitação e o
maior acúmulo de processos baixados e em tramitação por unidade judiciária, com 7.696 casos pendentes por vara
e 9.280 processos baixados por vara (Figura 155).
Verifica-se, na Figura 156, que a taxa de congestionamento das varas exclusivas de violência doméstica é de
57%, com destaque para TJRJ, TJAP e TJDFT, que apresentam mais de 45% dos processos de violência doméstica
nas varas exclusivas e taxas de congestionamento inferiores a 50%.

203
Figura 154: Percentual de processos que tramitam nas varas exclusivas de violência doméstica contra a mulher,
segundo o tribunal

TJRJ 46%
TJSP 33%
TJPR 22%
TJMG 18%
TJRS 12%
TJDFT 98%
TJBA 73%
TJPE 48%
TJCE 39%
TJMA 32%
TJMT 30%
TJPA 24%
TJSC 16%
TJGO
TJES
TJAM 78%
TJPB 77%
TJRN 73%
TJRO 66%
TJAC 63%
TJTO 53%
TJAP 51%
TJAL 48%
TJMS 36%
TJSE
TJRR
TJPI
Estadual 31%

0% 20% 40% 60% 80% 100%

204
Figura 155: Total de processos de violência doméstica baixados e pendentes por vara exclusiva, segundo o tribunal

Baixados por vara Em tramitação por vara


4.076 TJPR 7.696
4.184 TJRJ 3.715
573 TJSP 3.598
1.830 TJMG 2.126
443 TJRS 1.053
9.280 TJCE 7.154
2.110 TJMA 3.105
1.580 TJBA 2.896
2.174 TJMT 2.841
1.825 TJPE 2.266
1.782 TJPA 2.184
790 TJSC 1.315
1.282 TJDFT 866
TJGO
3.704 TJES
4.973 TJRO 7.240
4.886 TJAM 5.076
2.406 TJMS 4.266
1.458 TJAL 3.068
2.356 TJPB 2.851
2.619 TJAC 2.756
228 TJRN 2.120
1.254 TJTO 1.796
2.675 TJAP 1.243
TJSE
TJRR
TJPI
1.930 Estadual 2.555

205
Figura 156: Taxa de congestionamento das varas exclusivas de violência doméstica e familiar contra a mulher, segundo
o tribunal

TJSP 86,3%
TJRS 70,4%
TJPR 65,4%
TJMG 53,7%
TJRJ 47,0%
TJBA 64,7%
TJSC 62,5%
TJMA 59,5%
TJMT 56,6%
TJPE 55,4%
TJPA 55,1%
TJCE 43,5%
TJDFT 40,3%
TJES 0,0%
TJGO
TJRN 90,3%
TJAL 67,8%
TJMS 63,9%
TJRO 59,3%
TJTO 58,9%
TJPB 54,8%
TJAC 51,3%
TJAM 51,0%
TJAP 31,7%
TJSE
TJRR
TJPI
Estadual 57,0%

0% 20% 40% 60% 80% 100%

206
9.3 Varas exclusivas cíveis
Tramitaram nas varas exclusivas cíveis da Justiça Estadual, ao final do ano de 2019, em média 2.442 processos e
foram baixados 1.215 por unidade judiciária (Figura 158). Os tribunais TJDFT e TJGO se destacam por apresentarem
mais de 60% dos processos em tramitação nas varas exclusivas cíveis (Figura 159). Nesse agrupamento de compe-
tências estão as varas e juizados especiais que tratam de matéria cível de forma genérica ou de forma exclusiva nas
áreas de direito empresarial, direito do consumidor, direito previdenciário, entre outros.

Figura 157: Percentual de processos não criminais que tramitam nas varas exclusivas cíveis, segundo o tribunal

TJSP 38%
TJPR 28%
TJMG 0%
TJRS
TJRJ
TJGO 77%
TJDFT 64%
TJPA 36%
TJSC 35%
TJCE 30%
TJPE 24%
TJMT 22%
TJMA 13%
TJBA 3%
TJES 1%
TJRR 42%
TJAL 39%
TJSE 33%
TJTO 33%
TJRN 31%
TJMS 28%
TJPB 25%
TJPI 15%
TJAC 9%
TJAM 0%
TJRO
TJAP
Estadual 21%

0% 20% 40% 60% 80% 100%

207
Figura 158: Total de processos não criminais baixados e pendentes por vara exclusiva cível, segundo o tribunal
Baixados por vara Em tramitação por vara
1.774 TJPR 7.233
2.776 TJSP 4.096
17 TJRS
TJRJ
12 TJMG
1.272 TJSC 5.269
1.667 TJMA 4.428
1.352 TJPA 3.939
1.421 TJMT 3.674
1.126 TJCE 2.205
1.188 TJDFT 1.810
545 TJPE 1.317
525 TJGO 1.171
839 TJBA 933
1.370 TJES 119
1.616 TJPI 5.806
1.350 TJAL 3.635
2.047 TJSE 3.232
978 TJPB 3.127
804 TJMS 3.069
1.191 TJTO 2.942
829 TJRN 1.859
1.587 TJRR 1.669
96 TJAC 170
TJAM 2
TJRO
TJAP
1.215 Estadual 2.442

208
Figura 159: Taxa de congestionamento dos processos não criminais nas varas exclusivas de competência cível,
segundo o tribunal
TJPR 80,3%
TJSP 59,6%
TJMG 1,1%
TJRS 0,0%
TJRJ
TJSC 80,6%
TJPA 74,5%
TJMA 72,6%
TJMT 72,1%
TJPE 70,7%
TJGO 69,0%
TJCE 66,2%
TJDFT 60,4%
TJBA 52,7%
TJES 8,0%
TJAM 100,0%
TJMS 79,2%
TJPI 78,2%
TJPB 76,2%
TJAL 72,9%
TJTO 71,2%
TJRN 69,2%
TJAC 64,0%
TJSE 61,2%
TJRR 51,3%
TJRO
TJAP
Estadual 66,8%

0% 20% 40% 60% 80% 100%

209
9.4 Varas exclusivas Criminais
Apenas o TJPA possui mais da metade dos processos criminais em tramitação nas varas exclusivas. O acervo
médio por unidade foi de 1.183 processos, com baixa de 457 por vara. Os valores variam significativamente entre
os tribunais (Figura 161).
As taxas de congestionamento dos processos de conhecimento nas varas criminais exclusivas são maiores do
que nas demais competências avaliadas neste capítulo, o que confirma as informações trazidas no capítulo Justiça
Criminal. Os menores congestionamentos de varas criminais exclusivas constam nos tribunais TJES, TJAC e TJDFT.

Figura 160: Percentual de processos de conhecimento criminais que tramitam nas varas exclusivas, se