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Os seres autotróficos possuem a capacidade de produzir compostos orgânicos a partir de substâncias minerais.

A autotrofia compreende 2 etapas:

1- a primeira, durante a qual electrões (e-) são transportados ao longo de uma cadeia, sintetizando-se ATP,
(molécula transportadora de energia), acabando por, juntamente com protões (H+), reduzir o NADP+ a NADPH
(molécula transportadora de hidrogénio);

2- a segunda, durante a qual se fixa o CO2 e se utiliza a energia química contida no ATP e o poder redutor do
NADPH para formar compostos orgânicos, num processo denominado Ciclo de Calvin ou das pentoses.

Quando os e- e os H+ resultam da quebra de


moléculas de água pela luz (fotólise), o processo
de autotrofia denomina-se fotossíntese, sendo o
subproduto formado o O2.

Na fotossíntese, a 1ª fase, dependente directamente


da luz, diz-se fotoquímica, enquanto que a 2ª, não
dependente directamente da luz, química.

A fotossíntese é o processo de autotrofia mais comum,


e requer a presença de pigmentos (fotossintéticos) que
são as clorofilas (verdes), os carotenóides (carotenos –
alaranjados, e xantófilas - amarelas) e as ficobilinas
(ficoeritrina – vermelha, e ficocianina azul).

Quando os e- e os H+ resultam da oxidação de


compostos minerais (no exemplo da figura o
NH2), o processo de autotrofia denomina-se
quimiossíntese, variando o subproduto final em
função destes compostos (no exemplo da figura o
N2).

Ao contrário da fotossíntese, na quimiossíntese


não há recurso à energia solar, sendo usada a
energia proveniente da oxidação de compostos
minerais. Estes são os dadores primários de
electrões e não a água.

As plantas, as algas e algumas bactérias (cianobactérias) são seres fotossintéticos (fotoautotróficos), enquanto que
outras bactérias (nitrificantes, sulfurosas, ferrosas, etc.) são seres quimiossintéticos (quimioautotróficos).