Você está na página 1de 45

DIRECÇÃO GERAL DA DESCENTRALIZAÇÂO E ADMINISTRAÇÃO LOCAL

BREVE CARACETIZAÇÃO DOS MUNICÍPIOS CABO-VERDIANOS

MUNICÍPIO DA PRAIA
Localização geográfica

Situado a Sul da ilha, o Município da Praia confronta-se a Norte e a Nordeste com o Concelho de Santa
Catarina, a Este com o Concelho de São Domingos e a Sul com o Oceano Atlântico.
Na sequência da origem das ilhas, predominam as rochas vulcânicas. A natureza topográfica caracteriza-
se pela presença de achadas e vales, características muito peculiares do Município da Praia. Os efeitos da
erosão verificada ao longo dos tempos levaram ao surgimento de colinas.

População

Segundo os dados do INE, indicam que a população residente na cidade da Praia é de 132.317 habitantes.
Sendo 64.968 homens e 67.349 mulheres.

Um elemento que, a nível global, irá fazer manter a tendência de crescimento da população do Município
da Praia, tem a ver com as migrações internas e externas. De facto, o Município da Praia continua a ser
um pólo de atracção para as populações tanto dos municípios do interior da Ilha de Santiago, como de
outras ilhas.

De igual modo, as dificuldades de emigração e o facto de Cabo Verde em geral, e Santiago em particular,
passar a ser um país de imigração faz diminuir o saldo migratório e aumentar a população residente.
A previsão revisão oficial das tendências de evolução demográfica do país, permitirá uma visão mais
clara dos factores que irão determinar nos próximos anos a evolução demográfica da população da ilha de
Santiago e, de forma particular, o município da Praia.

Os dados estatísticos disponíveis, mostra-nos uma queda acentuada da taxa do desemprego, tanto na
Praia, como no interior da Ilha de Santiago, embora mais acentuada naquela.
Embora se possa avançar com a eventual sazonalidade na criação de empregos como factor explicativo da
queda do desemprego, verifica-se, contudo, que a economia do município da Praia tem sido muito
dinâmica e daí a geração de empregos, com particular destaque para o papel do sector privado.
Uma eventual concentração de investimentos, tanto públicos como privados no município da Praia, pode
ser considerado como um dos factores explicativos do fenómeno.

1
De um modo geral, as zonas rurais do município caracterizam-se por elevadas taxas de desemprego, baixo
nível de escolaridade e elevado número de famílias desprovidas de recursos mínimos para satisfazer as
suas necessidades básicas.

Composição actual da Câmara Municipal do círculo eleitoral da Praia


José Ulisses De Pina Correia E Silva - MPD
Óscar Humberto Évora Dos Santos - MPD
Victor Manuel Lopes Coutinho- MPD
Abailardo Monteiro Barbosa Amado- MPD
Edna Manuela Miranda De Oliveira- MPD
Gilberto Correia Carvalho Silva -MPD
António Carlos Madeira Lopes Da Silvarejo- MPD
Maria Da Glória Silva -MPD
Maria Aleluia Rodrigues Barbosa Andrade -MPD

Composição da actual Assembleia Municipal do círculo eleitoral da Praia

Filomena Maria Frederico Delgado Silva- MPD


Edeltrudes Rodrigues Pires Neves- PAICV
João Carlos Cabral Varela Semedo- MPD
Nuno De Santa Maria Martins Duarte -PAICV
Mário Socorro Barbosa- MPD
Mário Edmundo Borges Semedo -PAICV
José Aureliano Duarte Ramos- MPD
Lourença Lopes Moreno Tavares- PAICV
Luís Carlos Santos Silva -MPD
Jorge Isaías Silva Garcia -PAICV
José Joaquim Dos Santos Barbosa- MPD
Augusto Elísio Rodrigues -PAICV
Alice Alcino Soares Benchimol -MPD
Euclides Vieira Centeio- PAICV
João De Pina Fortes Tomar -MPD
Janira Isabel Fonseca Hopffer Almada- PAICV
João Manuel Lopes Cardoso -MPD
Vladmir Antero Delgado Silves Ferreira- PAICV
Maria Júlia Alves -MPD
Heidy Da Fonseca Brazão De Almeida Graça -PAICV
Manuel Fragoso Júnior -MPD

MUNICÍPIO DE S. VICENTE
Localização geográfica
A ilha de S. Vicente integra o grupo Barlavento e situa-se entre os paralelos 16º 46’ e 16º 55’ de latitude
Norte e os meridianos 24º 51’ e 25º 05’ de longitude Oeste de Greenwich.

2
Tem o seu maior comprimento na direcção Leste-Oeste entre a ponta Machado e a ponta do Calhau com
24 km. A sua largura máxima situa-se na direcção Norte-Sul entre a ponta João de Évora e a ponta
Lombinho, com 16km de extensão. A superfície total da ilha é de 227 km2, o que representa 5.6% do
território habitado do arquipélago.

População
Dados do INE mostram que a população residente na ilha de S. Vicente é de 76.107 indivíduos sendo
38.358 homens e 37.749 mulheres. Cerca de 93% da população da ilha vive no meio urbano.
Não obstante o nível da pobreza ser inferior à média nacional, o município de S. Vicente regista uma das
maiores taxas de desemprego de Cabo Verde, de acordo com as informações do I.E.F.P.

Actividade económica
O município de S. Vicente gera cerca de 17% da riqueza nacional. Estima-se que em 2006, o Produto
Interno Bruto da ilha de S. Vicente atingiu cerca de 8.840 milhões de contos.
Desde sempre a economia de S. Vicente gira à volta da actividade comercial, graças ao excelente porto
natural que possui, servido por um cais acostável. Ainda, no contexto socioeconómico é de realçar a
importância das remessas enviadas pelos emigrantes na formação do rendimento das famílias.
As actividades económicas mais importantes e dominantes na ilha são o comércio, a pesca, a pecuária, a
indústria, a hotelaria e restauração. A seguir à ilha de Santiago, S. Vicente apresenta um maior número de
empresas activas, com maior volume de negócios e consequentemente a segunda maior contribuição no
Produto Interno Bruto nacional.
Assim, para além da produção local, o abastecimento da ilha é feito de produtos importados do
estrangeiro e de outras ilhas, principalmente de Santo Antão, S. Nicolau, Santiago e Fogo.

Agricultura
A agricultura praticada localmente é bastante escassa para as necessidades da população e reduz-se
essencialmente à produção hortícola e a cultura de milho, esta praticada na época das chuvas e na grande
maioria das vezes sem qualquer resultado.

Pecuária
Quanto à criação de gado, pratica-se a bovinocultura (quase inexpressivo), caprino cultura, suinicultura e
a avicultura, sendo esta última com maior expressão na economia de S. Vicente, quer em termos de
exploração familiar, como a industrial, que responde de forma satisfatória às necessidades de consumo da
ilha e de outras, nomeadamente Santo Antão e São Nicolau.

Industria
O município tem o sector industrial mais desenvolvido em Cabo Verde. São fabricados localmente vários
produtos industriais, nomeadamente a panificação, bolachas, massas alimentícias, refrigerantes, moagem
de cereais e café, sabão, indústria hoteleira, indústria metalúrgica, construção naval, construção civil, etc.

3
Pesca
A Pesca é uma das actividades mais importantes do município, quer em termos de contribuição para o
Produto Interno Bruto, quer em termos de geração de empregos.
No que concerne à pesca artesanal, os dados estatísticos oficiais apontam para uma captura média anual
equivalente a 1200 toneladas e uma produtividade média por pescador de cerca de 1,9 t, nos últimos cinco
anos.
A pesca tanto artesanal como industrial tem um papel importante na economia da ilha através do
abastecimento para o consumo e como sector empregador.

Constituição actual da Câmara Municipal do círculo eleitoral de São Vicente

Isaura Tavares Gomes -MPD


Onésimo Silveira- PAICV
Augusto César Lima Neves- MPD
António Delgado Monteiro -UCID
João Do Carmo Brito Soares -PAICV
Benvindo Lopes Da Cruz- MPD
Humberto Elísio Lélis Sousa Duarte- MPD
Antero Lima Coelho -PAICV
Carlos Alberto Gomes Duarte Lopes -UCID

Constituição actual da Assembleia Municipal do círculo eleitoral de São Vicente


João Da Luz Gomes- MPD
Vanda Maria Lima Évora- PAICV
António Pedro Dos Santos Rodrigues -MPD
João Dos Santos Luís -UCID
Baltazar Dos Santos Ramos- PAICV
Margarete Monteiro Fernandes -MPD
João Maria Paulo Da Luz Lima -MPD
António André Lima -UCID
Graciano Emiliano Fernandes Nascimento -PAICV
Domingos De Ressurreição Lima- MPD
Marilene Do Rosário Neves Delgado -PAICV
Maria Santos Lopes Trigueiro -MPD
Paulo Jorge Do Rosário De Jesus -UCID
Alcides Lopes Da Graça -PAICV
Carlos Alberto Silva Lima -MPD
Jorge Anildo Oliveira Da Luz -MPD
Manuel Do Rosário Da Graça -UCID
Samila Évora Inocêncio -PAICV
Maria Celeste Fonseca -MPD
Maria Da Piedade Gonçalves -PAICV
João De Deus Lima Júnior -MPD

4
MUNICÍPIO DE SÃO DOMINGOS
Localização geográfica
O município de São Domingos, situado a Sudeste da Ilha de Santiago, entre os Concelhos de Santa Cruz e
da Praia, é limitado no litoral pelo mar e estende-se no sentido Este-Oeste, desde a povoação de Praia
Baixo até à zona de Loura.
Possui uma extensão territorial de 134,6 km², ocupando uma área que corresponde aproximadamente a
13,6% do território da ilha e a 3,3% do território nacional, que se alonga do litoral para o interior da ilha.
O interior é mais montanhoso com fortes pendentes, incluindo inúmeras linhas de água em vales
profundos e estreitos que se vão abrindo, formando zonas mais ou menos planas à medida que se
aproximam do litoral.

População
O município de São Domingos, com pouco mais de dez anos da sua criação, evidencia marcos indeléveis
de desenvolvimento social e económico.
A sua população absoluta, segundo o INE, é de 13.686 em que 6.651 é masculino e 7.035 feminino.

Actividades económicas

Turismo
O Turismo representa um sector que desde que promovido de forma sustentável, poderá vir a contribuir
para o desenvolvimento estratégico do município e para a melhoria da qualidade de vida das populações
locais.
Como sendo zonas de potencialidade turística, destacam-se pela sua importância, a zona de Praia Baixo,
situada no litoral a 10Km da Vila e a 20Km da Cidade da Praia, onde se pode praticar o turismo de sol e
praia, zona esta beneficiada pela existência de infra-estruturas hoteleiras e similares, a localidade de Rui
Vaz, localizada na zona alta, a 4 km da Vila, onde se pode praticar o turismo de montanha ou turismo
ecológico a que se associa um clima ameno, fresco e com uma paisagem peculiar, caracterizada pela
presença de uma vegetação exuberante.

O artesanato local traduz-se numa longa tradição, que embora sendo uma actividade pouca expressiva do
ponto de vista económico, se associa ao desenvolvimento do turismo. A sua importância advém também
da necessidade de preservação do património cultural.
Destaca-se no município a produção, recolha e comercialização de peças artesanais, como binde, pote,
vasos, produtos esses que podem vir a ganhar uma maior expressão de forem produzidos de forma semi-
industrial.
Realça-se, que o desenvolvimento do turismo no município, encontra-se na sua fase embrionária,
oferecendo, no entanto, óptimas potencialidades ambientais para o seu desenvolvimento.

Comércio

5
A actividade comercial praticada no município de São Domingos é sem dúvida bastante expressiva, uma
vez que muitos são
aqueles que se dedicam a essa actividade, de maneira formal, informal, ambulante, caseira, através de
pequenas empresas
e com grande incidência por parte das mulheres.
Essa actividade é praticada na base do auto-emprego, muitas vezes para fazer face ao problema do
desemprego.
A actividade comercial é desenvolvida nos dois mercados, localizados um em Milho Branco e outro na
Vila da Várzea da Igreja, onde as infra-estruturas foram recentemente remodeladas, carecendo, no
entanto, de matadouros municipais.
Agricultura
A agricultura constitui um dos mais importantes meios de subsistência das populações de São Domingos,
cuja população agrícola representa 91% do efectivo populacional.
O município ocupa uma área de 143 km2, da qual 16,2% é terreno arável, valor que se situa acima da
média nacional, que encontra-se à volta de 10% e dispõe ainda de um total de 1.750 explorações
agrícolas.
O regime de sequeiro é o predominante (95%), praticado tanto nas regiões montanhosas (Rui–Vaz e
Loura) como nas zonas do litoral (Baía, Moía–Moía e Praia Baixo), passando pelas planícies e vales e
pela própria sede do Concelho (Várzea Igreja e os seus espaços periféricos).
As principais culturas praticadas no sequeiro são o milho e os feijões. A batata-doce, a mandioca e a
batata comum são cultivadas nas zonas altas, mais temperadas e húmidas neste caso nas localidades de
Curralinho e Rui – Vaz.

Pecuária
A pecuária é um sector de actividade de importância socioeconómica a nível do município, praticada por
quase todas as famílias rurais e urbanas, cuja prática tem reflexos favoráveis sobre a segurança financeira
e alimentar de muitos agregados familiares.
As principais condicionantes no domínio da pecuária são de ordem estrutural, socioeconómica, climática
e física, a saber a falta de água e de pontos de abeberamento nas zonas com alguma vocação para a
pastorícia, a limitada base forrageira, a má gestão das áreas silvopastoris e a predominância de sistemas
tradicionais de criação.
Pesca
A pesca constitui uma actividade económica de importância para o concelho e particularmente para as
populações de Praia Baixo, Baia, Moía-Moía e Val da Custa povoadas do litoral do concelho, situados na
freguesia de Nossa Senhora da Luz.
Essa actividade representa a base económica de cerca de 65% de famílias desses povoados e contribui
significativamente para a melhoria da dieta alimentar da população do município.
Os recursos pesqueiros constituem um dos poucos recursos naturais importantes do município,
contribuindo para a dieta
alimentar da população e com potencial para a criação de riqueza através de exportações.

6
A redução da captura, a inexistência de equipamentos no mercado local e nacional, a deficiente segurança
no mar, a falta de formação para os pescadores e peixeiras e a falta de incentivos vêm desestimulando as
iniciativas nesse sector.

Constituição actual da Câmara Municipal do círculo eleitoral de São Domingos


Fernando Jorge Lopes Tavares Borges -MPD
Milton Nascimento De Sena Paiva -MPD
Emanuel Jesus Correia Lopes -MPD
Francisco Rocha Moreira -MPD
Rui Manuel Da Veiga Pereira -MPD
Francisco Correia Fernandes Moreno- MPD
Moisés Pereira Semedo- MPD

Constituição actual da Assembleia Municipal do círculo eleitoral de São Domingos

Bernardo Silva Da Fonseca -MPD


Lourenço Furtado Lopes -PAICV
José Carlos Tavares Gonçalves -MPD
Manuel Lopes De Brito -PAICV
Teodora Isidora Afonseca Lopes -MPD
Isa Filomena Pereira Soares Da Costa -MPD
Ana Celestina Andrade De Sena -PAICV
Mário Luís Gonçalves Cardoso- MPD
José Honorato Mendonça Fernandes -PAICV
Jeremias Ferreira Correia -MPD
César Lino Lopes Da Luz -MPD
José Rui Freire De Carvalho -PAICV
Marise Helena Silva Oliveira-MPD

MUNICÍPIO DE SANTA CATARINA DE SANTIAGO


Localização geográfica e dimensão territorial

O município de Santa Catarina situa-se na parte central e litoral da ilha de Santiago. É o segundo maior
município da ilha, abarcando uma superfície de 274 Km2.
A sede do município é a Cidade de Assomada, a qual dista cerca de 44 km da cidade da Praia, capital do
país.

Demografia
A ilha do Santiago, considerando a dinâmica populacional dos últimos trinta anos, apresenta uma nítida
tendência para um crescimento continuado de sua população, embora de uma forma não muito intensa, tal
como consta da projecção estimada pelo INE para a Ilha do Santiago.
Conta com uma população de 43.297 habitantes (dados INE), nos quais 20.263 são homens e 23.034 são
mulheres.

7
Esta taxa de crescimento prevê uma acentuada migração interna e internacional em direcção à ilha,
resultado do prosseguimento da política de incentivo aos investimentos privados e do aumento do fluxo
turístico. De igual modo, prevê-se uma diminuição da saída dos habitantes em direcção a outras ilhas e
para o exterior.
Em todo o caso, a tendência aponta para a continuação do crescimento demográfico da população de
Santiago, não obstante alguns indicadores apontarem para o facto de se estar a viver um período de
transição demográfica. De facto, a taxa de fecundidade tem vindo globalmente a diminuir, embora ela
seja elevada entre as mulheres das zonas rurais e entre aquelas com mais baixos níveis de escolaridade.

Actividades económicas:
Localizado estrategicamente no centro da ilha de Santiago e sendo um município essencialmente rural, a
actividade produtiva de Santa Catarina baseia-se no tradicional sector agrícola, com destaque para a
agricultura de sequeiro, no comércio, na silvicultura e na pesca.
Relativamente à actividade pecuária, o município evidencia-se pela excelência dos seus efectivos bovinos
e caprinos o que lhe outorgam a primazia no contexto nacional.
Também relevante para a sua base económica tem sido, nos últimos anos a crescente importância do
sector do comércio e serviços no tecido empresarial do município.
Em matéria de crescimento das actividades económicas, merece destaque a evolução registada no sector
da prestação de serviços.

Agricultura e Pecuária
O município de Santa Catarina detém o maior potencial agrícola de sequeiro e de regadio a nível da ilha
de Santiago, com um elevado peso a nível nacional.
As principais culturas praticadas são a batata comum, a cebola, a batata doce, a mandioca e as hortaliças,
com rendimentos significantes para os produtores.
A utilização do sistema de micro-irrigação, essencialmente gota-gota, que vem substituindo
paulatinamente o sistema por alagamento, tem contribuído para reduzir as perdas de água, levando a um
aumento da área irrigada e consequentemente ao aumento da produção agrícola.
Pecuária
Segundo o Recenseamento Pecuário de 1994/95, Santa Catarina é a nível nacional, o detentor do maior
efectivo de caprinos e bovinos e o segundo de suínos.
Para o desenvolvimento do sector da pecuária existem boas potencialidades, sobretudo no que diz respeito
à produção de pasto principalmente em anos de boas precipitações, à utilização de restos da agricultura de
regadio e sequeiro e ainda ao fornecimento a partir de várias unidades de fabrico de alimentos
concentrados. Quanto à água para abeberamento, existem muitos estrangulamentos, quer seja em termos
de qualidade, quer seja em termos de quantidade.
Pesca
A pesca praticada em Santa Catarina é de carácter artesanal, limitando-se à zona costeira e praticada
principalmente em dois povoados, Ribeira da Barca e Rincão. Ela é um pouco aleatória, dependendo das
condições climáticas e dos barcos mal equipados.

8
Tanto em Rincão como em Ribeira da Barca, os pescadores dispõem de poucos recursos em termos de
materiais e equipamentos de pesca e carecem de assistência diversa. Os botes são de pequeno porte
equipados com motores e alguns sem motores e sem garantia para a pesca do alto mar. Os materiais mais
utilizados são os engenhos de linha, rede de praia e rede de emalhar.
A redução do número de botes tem sido acompanhada de uma redução drástica do número de pescadores,
tanto em exclusivo, como em regime de ocupação a tempo parcial (43,3%). Esta diminuição teve
influência directa nos rendimentos que, também, tiveram uma redução substancial.

Comércio
O sector do comércio é de particular importância para o município de Santa Catarina, ocupando o
segundo lugar no cômputo geral da ilha de Santiago.
O comércio retalhista expande a um ritmo intenso, com efeitos positivos na geração de auto-emprego.
Porém, esta expansão não tem sido acompanhada pela criação de novos espaços dedicados ao comércio,
provocando alguns prejuízos à imagem da cidade. O sector do comércio carece de uma abordagem
integrada, seja a nível institucional, seja a nível de formulação de políticas para o sector.

Turismo
O concelho detém excelentes potencialidades para o desenvolvimento do turismo, mas não devidamente
aproveitadas, pelo que o sector não constitui ainda um sector dinamizador do desenvolvimento da
economia local. Em termos de potencialidades, é de referir que o município apresenta um conjunto de
pontos fortes referenciados a nível nacional.

Constituição da actual Câmara Municipal do círculo eleitoral de Santa Catarina

Francisco Fernandes Tavares -MPD


António Tavares De Jesus- MPD
Carlos Landim Monteiro- MPD
Felizberto Varela Robalo- MPD
Jorge Mendes Brito -MPD
Ana Maria Gomes Carvalho -MPD
Cláudio Silva Fernandes -MPD
Isa Maria Gomes Miranda- MPD
Augusto Fernandes Silva -MPD

Constituição da actual Assembleia Municipal Círculo Eleitoral de Santa Catarina


José Maria Dos Reis Martins- MPD
David Hopffer De Cordeiro Almada- PAICV
António Varela Semedo -MPD
Horácio Moreira Semedo- PAICV
Américo Brito Tavares -MPD
Ernestina Almada Varela Da Veiga- PAICV
Virgílio Moreno Sousa Graça- MPD
Carlos Borges Moreira- PAICV
Maria Antónia Dos Reis Mascarenhas -MPD
Maria Ivone Dos Reis Fortes Correia- PAICV

9
Jacinto Landim Horta- MPD
Sílvio Varela Moreira -PAICV
Nataniel Varela Ribeiro- MPD
Lamine António Marizus Dos Santos Tavares- PAICV
Sandra Maria Moniz Tavares -MPD
Olívio Pereira- PAICV
Felisberto Furtado- MPD
António Da Veiga -MPD
Maria Das Dores De Pina Araújo Dos Reis Pereira Lima -PAICV
Amândio Alcides De Pina Furtado- MPD
Joaquim Mendes Furtado- PAICV

MUNICÍPIO DE SÃO FILIPE

Localização geográfica
O município de São Filipe situa-se na parte sul da ilha do Fogo e localiza-se no sul do arquipélago de
Cabo Verde. Fogo faz parte do grupo das ilhas de Sotavento conjuntamente com as de Santiago, Maio e
Brava. Situa-se a 60 milhas marítimas da Cidade da Praia, o que corresponde a 25 minutos de voo e a 9
milhas da Ilha Brava.
A ilha do Fogo era constituída apenas por um município, o de São Filipe. Em 1995 ela foi dividida em
dois municípios: São Filipe e Mosteiros e partir de 2005 foi criado mais um município, Santa Catarina.
O município de São Filipe tem uma área de 391 Km2, o que corresponde a mais de ¾ dos 476 Km2 da
área total da Ilha, correspondente a 9% da área total de Cabo Verde.

População

A população da ilha do Fogo, considerando a dinâmica populacional dos últimos trinta anos, apresenta
uma tendência para um crescimento lento, embora continuado.
Segundo os dados do INE, a população residente no município de São Filipe é de 22.228 habitantes.

ACTIVIDADES ECONÓMICAS

Agricultura e Pecuária

Sendo um concelho rural, mais de 70% da população vive no campo dependendo da agricultura e
pecuária e dos trabalhos públicos. Uma parte significativa da população encontra-se emigrada nos
Estados Unidos, Portugal e Angola, contribuindo assim para o desenvolvimento do município.
Das actividades económicas existentes no município, destacamos a agricultura, incluindo silvicultura e
pecuária, ocupando 38,6% da população residente.

Turismo
O município de São Filipe dispõe de grandes potencialidades turísticas consubstanciadas na existência:
• do vulcão e lavas criando uma paisagem mágica e agradável,

10
• de uma diversidade de plantas endémicas de Cabo Verde e do Fogo,
• da linda arquitectura da cidade de São Filipe ilustrando a história e a cultura dos povos do município
• de micro climas agradáveis, sobretudo nas zonas altas,
• de uma variedade culinária e artesanal impressionante.
O conjunto dessas condições e factores fazem com que se verifique o crescimento do número de turistas
no município e na ilha.
A valorização das oportunidades turísticas permitirá aumentar o rendimento da população local e a
protecção e conservação dos recursos ambientais que estão na base da atracção dos turistas. Essa
valorização passa pela resolução de vários problemas actuais, tais como a escassez de estruturas de
acolhimento, a fraca cultura de prestação de serviços no meio rural e urbano, a dificuldade na ligação
aérea (voos insuficientes nas épocas altas).

Constituição da actual Câmara Municipal do círculo eleitoral de São Filipe

Eugénio Miranda Da Veiga- PAICV


Jorge Arcanjo Livramento Nogueira- MPD
Manuel Da Luz Alves -PAICV
Luís Joaquim Gonçalves Pires -GIGA
Luísa Francisca L.Jorgesen- MPD
José António Mendes- PAICV
João Dos Santos Gonçalves- PAICV

Constituição da actual Assembleia Municipal do círculo eleitoral de São Filipe

Nuias Mendes Barbosa Da Silva -PAICV


Amadeu Luís António Barbosa -MPD
Alindo De Pina Teixeira Brandão -PAICV
Eneida Silva Dias Da Fonseca- GIGA
Benur Graça De Jesus Andrade -MPD
Artur Pina Cardoso Júnior -PAICV
Manuel António Andrade Gomes -PAICV
Jorge Rodrigues Pires -GIGA
José Emiliano Ferreira- MPD
Eva Verona Teixeira Andrade Gomes- PAICV
Mário De Pina Cabral -MPD
Filipe Teixeira Rodrigues Pereira- PAICV
José Silva Lima Lopes Araújo- GIGA
José Sebastião Vieira De Andrade -MPD
Joanilda Lúcia Da Silva Alves -PAICV
Amílcar António Silva Brandão Lopes- PAICV
Pedro Fernandes Pires- GIGA

MUNICÍPIO DOS MOSTEIROS

Localização geográfica
11
Situado a norte da Ilha do Fogo, o Concelho dos Mosteiros estende-se por uma área de 85 Km2,
representando cerca de 17% do total da Ilha e cerca de 2% do território nacional.

População
Conta com uma população de 9.524 habitantes (dados INE), nos quais 4.666 são homens e 4.895 são
mulheres.
À semelhança do que regista no país, a população do município é extremamente jovem em que cerca de
70% possui menos de trinta anos de idade.

Actividades económicas

Comércio
Uma das actividades mais procuradas para ser exercida neste município é precisamente o de comércio,
nos ramos retalhistas, ambulante, bares e restaurantes.

Turismo
O turismo rural é uma potencialidade que poderia ser explorada com algum proveito para o município.
Contudo, a sua promoção tem de passar, forçosamente, por algum investimento público, nomeadamente
na formação de uma classe empreendedora ligada ao sector, formação, concessão de créditos e orientação
dos investimentos.
O município conta com alguns pontos turísticos interessantes, designadamente:
• O Vulcão com cerca de 2.829 metros de altitude.
• Monte Velha, que se localiza perto do vulcão, considerado o maior perímetro florestal de Cabo Verde.
Eucalipto e diversos tipos de acácia são as variedades mais salientes.

Agricultura
A agricultura desenvolvida no município é predominantemente de sequeiro, mais virada à sobrevivência
do que uma actividade económica na verdadeira acepção do termo.
A agricultura no município possui como potencialidades, designadamente terreno fértil, com a existência
de microclimas, sobretudo vocacionados para o desenvolvimento de fruteiras e algum conhecimento no
domínio de práticas agrícolas e de pecuária.
Um forte potencial nesse sector é a qualidade das frutas produzidas no município, nomeadamente,
goiabas, papaias, uvas, marmelos, mangas, bananas e citrinos. De salientar que são frutos de épocas e a
sua produção na maioria das vezes é acompanhada de grandes excedentes que não são consumidos nem
comercializados no mercado local.

Pecuária
A pecuária aliada à agricultura é também uma actividade que tem merecido alguma atenção nos
Mosteiros. O gado bovino, caprino, suíno bem como as aves de capoeira são as espécies cujos criadores
dispensam maior atenção.

12
Pesca
O sector da pesca é de importância vital para o desenvolvimento do município. Para além de ser um
sector que gera outros empregos, vem dando um contributo valioso a nível de segurança e qualidade
alimentar da nossa população.
Este sector padece de uma atenção especial no que se refere a melhoramentos das embarcações,
equipamentos com redes e motores de popa e da própria conservação do pescado. A pesca no município
abrange essencialmente, a pesca de grandes pelágicos com a utilização da técnica de linha (pesca de
fundo), e de pequenos pelágicos.

Constituição da actual Câmara Municipal do círculo eleitoral dos Mosteiros

Carlos Fernandinho Teixeira -PAICV


Jaime José Monteiro Júnior- PAICV
José De Pina Fernandes- PAICV
Domingos Vaz Mendes -PAICV
Maria Amélia Gonçalves Gomes -PAICV

Constituição da actual Assembleia Municipal do círculo eleitoral dos Mosteiros

Júlio Lopes Correia- PAICV


Enio Lanuvio Francisco De Oliveira Fontes- MPD
Antero Teixeira- PAICV
Manuel Paulino Barbosa Amado- PAICV
Leão Domingos Jesus Lopes De Pina -MPD
Isildo Gonçalves Gomes -PAICV
Joaquim De Jesus Correia Rodrigues -PAICV
Sabino André Galvão Baptista -MPD
Marlene De Fátima Miranda Fernandes -PAICV
Hermínio Lopes Cruz -PAICV
Maria Antónia Barbosa Lopes Évora -MPD
Pedro Freire Andrade -PAICV
Fábio Humberto Da Rosa Alves Vieira -PAICV

MUNICÍPIO DE SANTA CATARINA DO FOGO

Localização geográfica
O município de Santa Catarina está situado no sudeste da ilha do Fogo na freguesia do mesmo nome,
ocupando uma área aproximadamente de 125 Km2 e uma população residente de 5.299 habitantes
segundo o CENSO 2010.
A sede do Concelho é a Vila de Cova Figueira, situada ao longo da via principal que liga a cidade de S.
Filipe, capital da ilha e a Vila de Igreja, capital do concelho dos Mosteiros.

13
População
Segundo o CENSO 2010, a população de Santa Catarina do Fogo é de 5.299 habitantes, sendo 2.596
masculino e 2.702 feminino. Esta população está repartida em 930 famílias.

Actividades económicas
Santa Catarina é um município predominantemente rural, embora sua localização mais ou menos no
litoral, atrai as populações para a pesca. O litoral é escarpado e de difícil acesso.
A maioria da população está empregue no sector primário, nomeadamente na agricultura de sequeiro,
pecuária extensiva, e pesca. Em algumas localidades, começam a aparecer pequenos focos de agricultura
de regadio, com recurso a micro-irrigação.
O sector secundário é ainda incipiente, embora começa a aparecer algumas indústrias familiares, nas áreas
de carpintaria, reparações e artesanato.
Com a criação do município o sector terciário, nomeadamente os serviços públicos, encontra ainda em
fase de implementação. Os serviços de restauração praticamente são inexistentes salvo um ou outro
bar/restaurante que em situação pontual poderão prestar este tipo de serviço.

Turismo
O município de Santa Catarina do Fogo é uma das mais belas regiões do Fogo, possuindo uma
diversidade de cores naturais - característica da sua vegetação - e imponentes montanhas que lhe atribuem
uma beleza singular.
Aliadas às suas potencialidades naturais, nomeadamente agrícolas, o município encerra em si um enorme
potencial turístico que está ainda por descobrir, não só na beleza do seu Vulcão, dos seus recantos, na
cultura e tradições do seu povo.
De entre os variadíssimos pontos turísticos, podem-se destacar os seguintes: o Vulcão e a sua cratera, o
parque natural e a floresta de Monte Velha.

Comércio
A nível do comércio a retalho o município está servido com uma rede de pequenos estabelecimentos no
total de 64, segundo dados dos serviços de fiscalização comercial da Comissão Instaladora.

Agricultura
O recém-criado município apresenta algumas potencialidades, tanto a nível da agricultura, na localidade
de Chã de Caldeiras, área aliás única em Cabo Verde, onde se cultiva videiras e outras culturas
mediterrâneas, como a nível da pecuária e, principalmente turismo, nas suas diversas vertentes cultural,
de montanha e científico.
A agricultura praticada é predominantemente de sequeiro, sendo o milho, os feijões as culturas
predominantes.
A área total ocupada pelo regadio, ainda em fase incipiente ronda aproximadamente 1,5 hectares. As
áreas mais importantes são Pintadinha, Achada Poio, Fonte Aleixo, Dacabalaio, Monte Dizimo, no total
de oito famílias.

14
Pesca
A actividade piscatória é constituída maioritariamente por pesca artesanal. A pesca é depois da agricultura
e pecuária a actividade do sector primário que ocupa um grande número de munícipes.
O necessário desenvolvimento no sector das pescas passa pela melhoria dos factores de produção,
conservação e distribuição do pescado.
A pesca do alto mar é quase inexistente e a pesca artesanal torna-se cada vez menos produtiva.
O incremento do turismo e a demanda acrescida de produtos do mar, a pesca poderá vir a ter um novo
dinamismo, aumentando o rendimento do sector e contribuindo, desta forma, para a melhoria das
condições de vida das populações deste sector de actividade.

Constituição da actual Câmara Municipal do círculo eleitoral de Santa Catarina do Fogo

João Aquileu Jenner Barbosa Amado -PAICV


Silvestre Pina Ribeiro -PAICV
João Francisco Nunes Monteiro -PAICV
Leolinda Teixeira -PAICV
Joaquim Dos Reis Alves - PAICV

Constituição da actual Assembleia Municipal do círculo eleitoral de Santa Catarina do Fogo


Alexandre Vieira Fontes -PAICV
Henrique José Fernandes -PAICV
Valdemiro Alves- GIST
André Pires -PAICV
Elda Eunice Oliveira Gomes- PAICV
Euclides António Monteiro Fontes -GIST
Sebastião Filipe Alves- PAICV
Manuel Socorro Andrade -PAICV
Manuel Soares Rosa- GIST
Rose Ângelo Fernandes -PAICV
Cristiano Rodrigues Barbosa Da Silva -PAICV
Fernanda Faustina Fernandes Fontes -GIST
Socorro Adelino Fonseca Alves -PAICV

MUNICÍPIO DE SANTA CRUZ


Localização geográfica
Localizado na parte leste da Ilha de Santiago, Santa Cruz é um dos nove concelhos da Ilha, cobrindo uma
superfície total de 149,30 Km², correspondente a 15,1% dos 991 Km² que constitui a área total da ilha.
Faz fronteira a Norte com o concelho de São Miguel, Oeste com o de Santa Catarina, a Sudeste com o
concelho da Praia e a Sul com o de São Domingos. O Este é delimitado pelo mar.

15
População
Segundo o INE, o município possui uma população de 26.609 habitantes, sendo 13.012 do sexo
masculino e 13.730 do sexo feminino.

Actividades económicas
O município de Santa Cruz apresenta uma das maiores taxas de desemprego do país. As principais
actividades económicas do município são a agricultura de regadio e sequeiro (o município possui uma das
maiores áreas em agricultura de regadio do país em que as culturas de hortícolas e bananeiras ocupam um
lugar importante), a pecuária e a pesca artesanal, pecuária, pequenas e médias empresas, sobretudo a nível
marcenaria e carpintaria, mecânica, serralharia e outros.

Agricultura
A agricultura de regadio é praticada com maior expressão nas principais bacias hidrográficas do
município. Possui uma das maiores áreas em agricultura de regadio do país, onde as culturas de banana e
hortícola ocupam um lugar muito importante. No entanto, devido as últimas secas, a actividade agrícola
tem vindo a degradar-se pelo facto dos poços e ribeiras estarem a diminuir o seu caudal de água e,
consequentemente, a gradual salinização dos solos. Este facto não está somente ligado à seca mas
também, devido a sobre-exploração da água subterrânea (poços e furos), extracção de inertes
nas praias e prática do sistema de rega por alagamento.

Na área agrícola do regadio há a necessidade de se implementar mais projectos de micro-irrigação,


potencializar e agilizar o acesso ao crédito bancário. A introdução de novas culturas hortícolas e fruteiras
pode incentivar a abertura de novos postos de emprego na área de transformação desses produtos.

Pesca
A pesca artesanal representa a base de subsistência de muitas famílias dos arredores da vila de Pedra
Badejo, nomeadamente de Achada Ponta, Monte Negro, Baía Curta, Areia Branca e Achada Laja. Nessas
comunidades, as actividades económicas da pesca e da agricultura têm sido praticadas em paralelo.
Devido às baixas capturas nessas localidades, muitos dos pescadores principalmente os de Achada Ponta
e Pedra Badejo migram para as ilhas de Boavista e Maio onde existe um potencial haliêutico maior.

Comércio
É de salientar a existência de actividades comerciais significativas, com destaque para as pequenas casas
comerciais, minimercados, venda a retalho, serviços de restauração, etc.
Turismo
O turismo, apesar de, pouco explorado ainda, pode ser uma saída para o desenvolvimento socio-
económico do município, por possuir condições geográficas e naturais atraentes para a prática tanto de
montanha, como de praias de areias negras.

16
As potencialidades turísticas (plantas endémicas, montanha, microclima, praias, paisagens, aspectos
culturais, históricos e arquitectónicos, etc.) devem ser aproveitadas de forma a criar ou aumentar os
rendimentos das populações sobretudo rurais.

Pecuária
É uma das actividades económicas com maior índice dos activos no município de Santa Cruz.
Na pecuária é necessário formar os criadores na produção, recolha e conservação do pasto para animal. A
introdução de animais de raças melhoradas e construção de curais e pocilgas é uma das formas de
minimizar a degradação dos solos e da cobertura vegetal.

Constituição da actual Câmara Municipal do círculo eleitoral de Santa Cruz

Orlando Fernandes Lopes Sanches PAICV


Carlos Alberto Gonçalves Silva PAICV
Silvino Pires Amador PAICV
Emílio Gomes Sanches PAICV
Maria Da Cruz Dos Reis Brito Pires PAICV
José António Vaz Fernandes PAICV
José Benvindo Tavares Varela PAICV

Constituição da actual Assembleia Municipal do círculo eleitoral de Santa Cruz

José Jorge Monteiro Silva- PAICV


Benvindo Tavares Rodrigues- MPD
João Pereira De Carvalho- PAICV
Adilson Celestino Fernandes Semedo -PAICV
Salomé Tavares Garcia -MPD
Joaquina Lopes Correia -PAICV
Maurício Monteiro Tavares- MPD
Antonino Brito Andrade- PAICV
Silvina Correia Varela Andrade- PAICV
Aniceto Vaz Fernandes -MPD
Anastácio Mendes Alves- PAICV
João Ramos Moreira -MPD
Albino Silva Moreira- PAICV
José Belmiro Dos Santos Fonseca- PAICV
Ricardo Lopes Gonçalves- MPD
Maria Dulcelina Landim Cardoso Gonçalves- PAICV
João Gomes Pereira- MPD

MUNICÍPIO DE TARRAFAL DE SANTIAGO


População
Segundo o INE , a população do Tarrafal é de 18.565, sendo 8.391 do sexo masculino e 10.171 do sexo
feminino.

17
Turismo
O município do Tarrafal possui condições favoráveis ao desenvolvimento do turismo. O turismo é a
actividade económica prioritária, atendendo ao potencial do município.

Agricultura
A agricultura mais praticada é a de sequeiro, sendo o milho, os feijões (pedra, bongolon e congo), a
batata-doce e a mandioca as culturas predominantes.
Condicionada principalmente pela quantidade de precipitação, no sequeiro, os rendimentos são baixos e
as produções bastante aleatórias. A agricultura de regadio é praticada em Colonato, Ribeira Prata e em
pequena escala em Lagoa, Achada Lagoa, Fazenda e Porto Formoso.
A área total ocupada pelo regadio ronda os 70 hectares. As áreas mais importantes são junto à foz de
Ribeira da Prata e o Colonato de Chão Bom. Esta última, beneficiando de um solo de elevado valor
agrícola (aluvião antigo) e de uma localização favorável em termos de acesso, e distância dos centros
urbanos e semiurbanos. Ribeira Prata e Chão Bom constituem as áreas mais produtivas de todo o
concelho.
As culturas mais comuns são: a mandioca; as crucíferas (couve e repolho); a cana sacarina; a batata-doce;
a batata comum; as fruteiras (principalmente mangueiras e papaieiras); o pimentão.

Pecuária
A pecuária é uma actividade complementar à agricultura e é exercida praticamente por todas as famílias.
No município predomina o sistema de criação familiar e de subsistência.

Pesca
A actividade piscatória é desenvolvida fundamentalmente na Vila do Tarrafal e em Chão Bom, sendo
constituída maioritariamente por pesca artesanal.
A pesca é depois da agricultura a actividade do sector primário mais importante.
O necessário desenvolvimento no sector das pescas passa pela melhoria dos factores de produção,
conservação e distribuição do pescado. A pesca do alto mar é quase inexistente e a pesca artesanal torna-
se cada vez menos produtiva.
A construção de um cais de pesca em Chão Bom poderá vir a contribuir para o desenvolvimento da pesca
artesanal e industrial no município.
De igual modo, com o incremento do turismo e a demanda acrescida de produtos do mar, a pesca poderá
vir a ter um novo dinamismo, aumentando o rendimento do sector e contribuindo, desta forma, para a
melhoria das condições de vida das populações deste sector de actividade.

Constituição da actual Câmara Municipal do círculo eleitoral do Tarrafal

João Domingos De Barros Correia -MPD


José Pedro Nunes Soares- MPD
Austelino Borges Moreira- MPD
Eveline Nair Dos Santos Soares Tavares -MPD
José Manuel Soares Tavares- MPD

18
Hermígio Eurico Lopes Da Costa -MPD
Júlia Silva Da Veiga- MPD

Constituição da actual Assembleia Municipal do círculo eleitoral do Tarrafal

António Gomes- MPD


Maria Correia e Silva Cardoso -MPD
Florenço Mendes Varela- PAICV
José Furtado Brito -MPD
Ivone Varela Gomes- MPD
Pedro Amante Ramiro Furtado- PAICV
Pedro da Silva Gomes- MPD
José Orlando Lopes Garcia- MPD
Luis Monteiro Da Costa- PAICV
Ana Mafalda Gomes -MPD
Pedro da Costa de Pina- MPD
Maria Celeste da Costa- MPD
Maria Isabel Alexandra Soares Silva- PAICV

MUNICÍPIO DE SÃO LOURENÇO DOS ÓRGÃOS


Actividades económicas
São Lourenço dos Órgãos é um dos municípios mais pobres da Ilha de Santiago e de Cabo Verde. Este
facto deve-se ao fraco desenvolvimento ao longo dos anos transactos e por ser um município rural e de
escassos recursos.
Muito embora tenha em 2000, a proporção da população que constitui força de trabalho (69,6%)
ligeiramente superior à média nacional (69,3%) em São Lourenço dos Órgãos, o desemprego é
particularmente elevado.
Na área de urbanização, devido às características predominantemente rurais, tudo se encontra por fazer
em matéria de planeamento e desenvolvimento urbano.
Sendo um município rural, tem como uma das grandes oportunidades, a principal estrada nacional que o
atravessa em toda a extensão.
O município conta, ainda, com importantes pontos potenciais de atracção de actividades económicas e do
turismo, como a barragem de Poilon (agricultura, pecuária, comércio e turismo) e o Pico de Antónia
(turismo de Montanha), a maior elevação da Ilha de Santiago, a terceira maior elevação do País, o
perímetro florestal e o Jardim Botânico de São Jorge (Turismo ecológico e de montanha), pontos esses
que podem atrair grandes investimentos para a região nas áreas de turismos e comércio.

Comércio
O comércio, por sua vez, é a terceira actividade económica do município com 11% da população que o
ocupa. Grande parte da população tem uma ocupação diferenciada atendendo aos sectores de serviços e
outros.

19
Contudo, existem oportunidades de crescimento desta actividade económica, tendo em conta que a sua
posição geoestratégica no centro da ilha e de fácil acesso aos outros concelhos; a barragem e os recursos
naturais de atracção turística poderão contribuir grandemente para o desenvolvimento deste sector.

Turismo
São Lourenço faz parte de um roteiro turístico sobretudo pelo seu encanto natural, as paisagens exóticas,
as montanhas, o clima, a cultura e algumas infra-estruturas de atracção turística.
Todavia, muito trabalho deve ser feito partindo da sensibilização da população a criação de infra-
estruturas turísticas e maior investimento na atracção turística.
O turismo e o ambiente devem andar de mãos dadas em qualquer parte do mundo. Neste concelho a
protecção ambiental como o reconhecimento e o enquadramento do perímetro florestal de São Jorge nas
zonas protegidas do País, e o uso de diversos recursos ambientais naturais poderão ser uma estratégia para
o desenvolvimento turístico. De outro modo, o turismo não compactua com um ambiente degradado. O
seu desenvolvimento deve, de antemão, ao desenvolvimento ambiental.

Agricultura
Com ênfase no estudo do último QUIBB, as terras cultiváveis correspondem a 53% do território regional,
apenas 10% destinam-se à construção e 37% são montanhas e florestas.
O município dispõe de 2.873 hectares de área cultivável e, a maior parte (87%), é destinada à cultura de
sequeiro, isto é, de cereais (milho e feijões). Apenas 13% destina-se à cultura hortícola. Esta divisão
parcelar remete à necessidade evidente e urgente de pensar e aplicar nova dinâmica agrícola nos Órgãos.
A implementação das novas técnicas de produção, mais eficiente em termos de recursos, é ainda uma
novidade para os produtores locais que vêem poucas parcelas de terras instaladas, como por exemplo, o
sistema de rega gota-a-gota.

Pecuária
A pecuária, com excepção da criação no INIDA, é essencialmente doméstica à mercê das possibilidades
de cada família.

Constituição da actual Câmara Municipal do círculo eleitoral de São Lourenço dos Órgãos
Victor Moreno Baessa -PAICV
Leão José Mendes -B PAICV
Carlos Dos Reis Borges- PAICV
lido Albertino Varela -PAICV
Lúcia De Jesus Alves Garcia- PAICV

Constituição da actual Assembleia Municipal do círculo eleitoral de São Lourenço dos Órgãos
Paulino Lopes Moreira -PAICV
Emanuel Dias Semedo -PAICV
Adriano Andrade Freire- MPD
António Alberto Mendes Fernandes- PAICV

20
Saturnina Tavares Costa Cardoso -PAICV
João Semedo Silva- PAICV
Amarildo Marques Baessa -MPD
Suzete Soares Moniz- PAICV
José Hermínio Barros -PAICV
José Carlos Monteiro Teixeira- PAICV
José Augusto Pereira Fernandes- MPD
Ângelo António Neves Correia -PAICV
Maria Paula Lopes Semedo -PAICV

MUNICÍPIO DE SÃO SALVADOR DO MUNDO


Localização geográfica
O município de São Salvador do Mundo é um município recém-criado. Trata-se de uma das antigas juntas
de freguesia pertencente ao município de Santa Catarina e fica situado no coração da Ilha de Santiago.
Passou à categoria de município a partir do dia 19 de Julho de 2005. Trata-se por outro lado de um
município essencialmente rural e um dos mais pobres de Cabo Verde. No município concentra uma
população de 10.310 habitantes e tem uma área de 30 Km2 de superfície.

População
São Salvador do Mundo, segundo dados do INE, tem uma população que ronda os 8.677 habitantes.
4.070 são do sexo masculino e 4.607 são mulheres.

Actividades económicas
Localizado estrategicamente e sendo um município essencialmente rural e recém-criado, a actividade
económica de São Salvador do Mundo baseia-se fundamentalmente no tradicional sector da agricultura,
com destaque para a agricultura de sequeiro, na pecuária e no comércio de artesanato.
A dinâmica do desenvolvimento do município passa essencialmente pelo investimento e modernização no
sector agropecuário, não descorando a vertente do turismo rural e/ou ecológico.
O comércio está concentrado em estabelecimentos situados na sua maioria na vila de Achada Igreja, com
prevalência para o comércio de produtos alimentares e bebidas em pequenas lojas.
São Salvador do Mundo, à semelhança de outros municípios recém-criados, tem que desenvolver os
sectores da agro-indústria e da prestação de serviços.

Agricultura
São Salvador do mundo é um município essencialmente agrícola e apresenta fortes potencialidades neste
sector. Os vários vales e encostas que constituem a Bacia Hidrográfica dos Picos e um clima propício
para a prática de várias culturas, faz de São Salvador do Mundo um dos locais de Santiago com maior
potencial agrícola a nível da Ilha e do País, representando um peso significativo a nível nacional.

21
A agricultura mais praticada é a de sequeiro, sendo o milho e os feijões as culturas predominantes
condicionada principalmente pela quantidade de precipitação, no sequeiro, os rendimentos são baixos e as
produções bastante aleatórias.
Calcula-se que perto de 95% dos terrenos agrícolas de São Salvador do Mundo são cultivados em regime
de sequeiro e apenas 4% o são em regime de regadio em que desses 4%, 3% são em regime permanente
contra 1% em regime temporário.
Em termos de superfície, as culturas de sequeiro cobrem nas zonas que constituem a Bacia dos Picos em
cerca de 70.198 litros e as culturas irrigadas em cerca de 3.355 litros.

Pecuária
Os dados relativos à pecuária de São Salvador do Mundo estão relacionados com os do município de
Santa Catarina. No entanto, a nível da pecuária, continuam as formas de exploração e os sistemas de
criação baseados em técnicas mais rudimentares e predominantemente do tipo tradicional, variando
conforme a espécie considerada e as condições climáticas da zona.

Turismo
O município tem potencialidades no domínio do turismo rural e de montanha mas não dispõe de infra-
estrutura mínima de alojamento dos turistas.

Constituição da actual Câmara Municipal do círculo eleitoral de São Salvador do Mundo

João Baptista Correia Pereira -PAICV


Octávio Tavares Varela- PAICV
João Alberto Teixeira De Barros- PAICV
Celestina Gomes Mendes Varela- PAICV
António Carlos Horta Tavares- PAICV
Raimundo Gomes Tavares- PAICV
Gerson Paulo Ramos Pereira- PAICV

Constituição da actual Assembleia Municipal do circuito eleitoral de São Salvador do Mundo

Pedro Moreno De Brito -PAICV


Daniel Moreira De Carvalho -MPD
José Emanuel Tavares Moreira- PAICV
Joaquim Da Graça Correia Almada -PAICV
Gil Albino Amílcar Costa Vaz- MPD
Maria Vieira Fernandes- PAICV
Manuel António Torres Lopes -PAICV
José Eduardo Mendes Moreno- MPD
Manuel Graciano Moreno Rocha- PAICV
Pedro Eugénio Gonçalves -MPD
Maria Deolinda Silva Ramos Pereira -PAICV
Emanuel De Jesus Monteiro Vaz Fernandes- PAICV
Maria Do Rosário Monteiro Vaz -MPD
José Maria Gomes Lopes- PAICV

22
Cezino Tomás Lopes Da Veiga- PAICV
Maria Da Conceição Semedo Da Silva- MPD
Antonino Fernandes Sousa -PAICV

MUNICÍPIO DE SÃO MIGUEL

Localização geográfica
O município de S. Miguel estende-se por uma área de 90km2. Situa-se na parte oriental da ilha de
Santiago e confronta-se a Norte com Tarrafal, a Sul com Santa Cruz, a Oeste com Santa Catarina e a Este
com o mar. A vila da Calheta (sede do município) encontra-se a uma distância de 46 km da cidade da
Praia (capital do país).

População
De acordo com dados de INE da população e habitação, a população do concelho de S. Miguel é de
15.648 habitantes sendo 7.026 do sexo masculino e 8.622 do sexo feminino.

Actividades económicas

Comércio
O comércio é uma actividade do sector terciário expressivo em São Miguel ocupando um número
significativo de famílias. Existem dois sistemas o formal e o informal.
No sistema formal predominam os pequenos comerciantes (retalhistas) e no informal as rabidantes. No
sistema informal predomina a presença de mulheres chefe de família.

Turismo, Indústria e Artesanato


São Miguel, em termos de desenvolvimento industrial é considerado incipiente no contexto nacional.
Entretanto, regista-se a produção, por processos tradicionais e em pequenas unidades familiares, de
aguardente e mel da cana sacarina, queijo, licores e doçarias. Destaca-se também pequenas unidades
ligados aos subsectores de carpintaria e marcenaria, serralharia e mecânica.
O turismo é uma actividade económica ainda de fraca expressão neste município, não obstante as
condições naturais para o seu desenvolvimento na vertente rural. Em termos de infra-estruturas de
acolhimento existem apenas um pequeno hotel e uma pensão com doze e cinco quartos, respectivamente.
O artesanato é uma actividade ainda pouco expressiva, resumindo-se á confecção de balaios, objectos em
coco, madeira e pedra. São confeccionados ainda panos, cestos e esteiras.

Agricultura e Pecuária
Sendo um município de vocação agrícola, a agricultura é a sua principal actividade económica, apesar dos
constrangimentos de ordem natural e tecnológico. Trata-se, com efeito, de uma actividade que depende
grandemente da pluviometria que é habitualmente escassa e irregular. Essa aleatoriedade tem levado a
que a produção agrícola oscile anualmente consoante o regime das chuvas, sua quantidade e distribuição
espácio-temporal.

23
Segundo dados do Inquérito Anual sobre Agricultura, a área total cultivada no sequeiro na campanha
agrícola 99/2000 foi de 2.910 hectares. As principais culturas de sequeiro são milho, feijões, mandioca e
batata-doce enquanto no regadio são cultivados a cana-de-açúcar, mandioca batata comum e hortaliças
diversas.
A pecuária é uma actividade complementar á agricultura e é exercida praticamente por todas as famílias.
No município predomina o sistema de criação familiar e de subsistência. De acordo com os dados do
recenseamento pecuário de 1995, São Miguel é um dos concelhos do País onde se encontra o maior
efectivo pecuário.

Pesca
Apesar de uma extensa linha de costa que envolve o território municipal, a pesca é uma actividade
económica de baixa expressão face as potencialidades que o sector encerra. Apesar de se tratar de uma
actividade pouco desenvolvida (do tipo artesanal e de baixo rendimento financeiro), emprega um número
significativo de famílias tanto a nível da produção como a nível da comercialização do pescado
(peixeiras).
Normalmente a pesca é praticada em pequenas embarcações de quatro metros ou menos equipados na sua
maioria com pequenos motores de popa. A captura é normalmente baixa sendo o pescado insuficiente
para o abastecimento do mercado local.

Constituição da actual Câmara Municipal do círculo eleitoral de São Miguel

João Gomes Duarte -MPD


Anildo Gomes Furtado -MPD
João Evangelista Garcia Andrade- MPD
Maria De Fátima Silva Gonçalves- MPD
Ilce Mafalda De Carvalho Amarante -MPD
Norberto Lopes Rodrigues- MPD
Euclides Varela Lopes -MPD

Constituição da actual Assembleia Municipal do círculo eleitoral de São Miguel


Emanuel Miranda Furtado- MPD
Humberto Dos Santos Brito- PAICV
Victor Manuel Mendes Varela -MPD
Osvaldino Humberto Furtado Correia -PAICV
Adilson Moreno Brito Zêgo- MPD
Alcides Tavares Furtado- PAICV
Hélio De Jesus Silva Lopes- MPD
Viriato Gomes Furtado -MPD
João Lopes Tavares- PAICV
Simão Aqueleu Lopes Da Costa -MPD
Luis Mendes Barbosa -PAICV
Cladino Gomes Miranda -MPD
Maria De Jesus Rodrigues Varela- PAICV
Natalino Sanches Tavares- MPD

24
Aldino Pereira Tavares- PAICV
Pedro Pereira De Pina -MPD
Maria Gorrete Tavares Furtado -MPD

MUNICÍPIO DE RIBEIRA GRANDE DE SANTIAGO


Localização geográfica
O município da Ribeira Grande de Santiago, criado pela lei nº 63/VI/2005 de 9 de Maio, tem uma
superfície territorial de 164 km2, sendo um dos maiores municípios do país. Localiza-se a cerca de 15 km
a Oeste da capital do país, Praia, ao longo da costa meridional e tem como territórios limítrofes as
freguesias de Nossa Senhora da Graça, São Nicolau Tolentino, São Lourenço dos Órgãos e Santa
Catarina. O território é enquadrado pelas freguesias de Santíssimo Nome de Jesus e São João Baptista.

População
É difícil estimar a população da Ribeira Grande, visto ser um município novo e o último censo
populacional (Censo 2000) não tratar especialmente deste território extenso de cerca de 164 km2. Até
2005, grande parte deste Concelho era englobado na chamada Praia Rural, contudo a Praia Rural também
não se esgota ao território do município. O estudo sobre a cartografia da pobreza realizado pelo INE
estima que este município conta com uma população de cerca de 7.732 habitantes.

Actividades económicas
Localizado estrategicamente e sendo um município essencialmente rural e recém-criado, a actividade
económica baseia-se fundamentalmente no tradicional sector da agricultura, com destaque para a
agricultura de sequeiro, pecuária e no pequeno comércio de artesanato.
A dinâmica do desenvolvimento do município passa essencialmente pelo investimento e modernização no
sector agropecuário, não descurando a vertente do turismo rural e/ou histórico e de montanha.
O município de Ribeira Grande de Santiago é um dos mais pobres da Ilha de Santiago e de Cabo Verde.
Este facto deve-se ao fraco desenvolvimento ao longo dos anos transactos e por ser um município rural e
de escassos recursos.
A população do município apresenta características similares ao meio rurais em Cabo Verde,
nomeadamente: elevadas taxas de desemprego, sobretudo nas mulheres e nos jovens, baixo nível de
escolaridade e elevado número de famílias desprovidas de recursos mínimos para satisfazer as suas
necessidades básicas. Os dados demonstram que o Estado é um importante empregador, espelhando a
falta de alternativas ao emprego no domínio do sector privado. Contudo, estes números demonstram que,
do ponto de vista económico, o município não é exclusivamente rural e devido a proximidade com a
Cidade da Praia, tende também a urbanizar-se. Futuramente, com o incremento do desenvolvimento no
sector turístico, as actividades ligadas a prestação de serviços tenderão a aumentar consideravelmente
pelo que será igualmente importante, valorizar e manter uma percentagem de actividades ligadas a
agricultura, pecuária e pesca.

25
Turismo
O município de Ribeira Grande de Santiago apresenta grandes potencialidades turísticas no domínio do
turismo rural e histórico, tendo em consideração a importância da Cidade Velha como berço da cabo-
verdianidade.
Ribeira Grande de Santiago faz parte dum roteiro turístico sobretudo pelo seu encanto natural, as
paisagens exóticas, as montanhas, o clima, a cultura e algumas infra-estruturas de atracção turística.
Todavia, muito trabalho deve ser feito partindo da sensibilização da população, a criação de infra-
estruturas básicas, e maior investimento no sector do turismo.

Agricultura
A agricultura é a principal actividade económica deste município, constituindo o sustento da maior parte
das famílias.
A implementação das novas técnicas de produção mais eficiente e preconizante em termos de recursos é
ainda uma novidade para os produtores locais que se vêem poucas parcelas de terras instaladas como, por
exemplo o sistema de rega gota-gota.

Pecuária
A pecuária é uma das actividades mais importantes do município, sendo a base do sustento da maior parte
das famílias deste município.

Comércio
O comércio está concentrado em estabelecimentos situados na sua maioria na Cidade Velha e as
diferentes localidade do município, com prevalência para o comércio de produtos alimentares e bebidas
em pequenas lojas.

Constituição da actual Câmara Municipal do círculo eleitoral de Ribeira Grande de Santiago

Manuel Monteiro De Pina -MPD


Alcides Monteiro De Pina -MPD
Carlos Alberto Lopes- MPD
João Vitorino Gomes Correia- MPD
Sónia Vaz De Brito Gomes Pereira- MPD

Constituição da actual Assembleia Municipal do círculo eleitoral de Ribeira Grande de Santiago

José António Dos Santos Semedo- MPD


Justiniano Jorge Lopes Sena- PAICV
Adelaide De Jesus Barreto Da Moura -MPD
Franklim Ramos- PAICV
António Tavares Monteiro- MPD
Cármen De Jesus Borges De Almeida -PAICV
José Emílio De Jesus Moura Varela -MPD

26
Venceslau Vieira Sanches- PAICV
Heleno De Jesus Almeida Tavares- MPD
Gerson Solovânio Ribeiro Soares -PAICV
José Xavier Gomes- MPD
Ana Bela Ramos De Barros- MPD
íris Djamila Da Moura Varela -PAICV

MUNICÍPIO DE RIBEIRA GRANDE DE SANTO ANTÃO

Localização geográfica
O município da Ribeira Grande com uma superfície de 166 Km2 ocupa a parte setentrional da ilha de
Santo Antão, desde Ponta de Saudade (fronteira com o Concelho do Paul) a Ribeira dos Paus (fronteira
com o Concelho do Porto Novo), no sentido Este/Oeste, até Ponta do Sol a Lagoa, no sentido Norte/Sul,
representando este espaço 21% da superfície total da Ilha de Santo Antão.
Dominam, no município, as ribeiras, sendo estas, bacias hidrográficas muito bem definidas, a saber:
Ribeira da Torre; Vale da Ribeira Grande que inclui as sub-bacias de Ribeira de Duque, Figueiral, João
Afonso, Chã de Pedras, Caibros e Despenhadeiro; Ribeira da Garça; Figueiras e Ribeira Alta.

População
A população residente no Concelho da Ribeira Grande é actualmente de 18.890 habitantes, de entre eles
9.860 são homens e 9.029 mulheres.

Agricultura
A economia da ilha e do município é caracterizada fundamentalmente por disfunções de ordem estrutural
que se prendem essencialmente com a escassez de espaço e de recursos naturais, fraca concentração de
capital e baixa valorização dos recursos humanos.
No domínio da produção esta é fortemente dominada pelo sector primário, com incidência nas actividades
da agricultura, pesca e pecuária. Todas essas actividades são exploradas em regime de subsistência e de
acentuada fragilidade. Dos 5164 hectares de sequeiro cultiváveis, 46% localizam-se neste município dos
quais 95% são explorados com culturas do milho e feijão. Por outro lado, 48% do regadio da ilha está
localizado no município da Ribeira Grande. Do regadio disponível cerca de 80% é dedicada a cana
sacarina e a produção da aguardente.
Pecuária
O município tem potencialidades no domínio da pecuária mas apenas uma pequena parte dos criadores
dedicam-se a ela de forma exclusiva; 60% das famílias exploram pequenas criações de (1-2 cabeças) e
apenas 5% exploram mais de 10 cabeças.

Pesca
A pesca não obstante as potencialidades é explorada de forma artesanal. O rendimento é fraco e emprega
pouca gente.
A indústria é incipiente sendo de realçar para além da produção da aguardente algumas iniciativas no
domínio do engarrafamento da água e panificação.

27
Predomina essencialmente o comércio a retalho com forte dependência do mercado de S. Vicente, quer no
domínio do abastecimento de mercadorias (produtos importados) quer como mercado consumidor dos
produtos agrícolas produzidos em Santo Antão.
Nos últimos vinte anos têm sido fortemente marcados pela intervenção do estado na estrutura
socioeconómica do Município, participando na criação das condições infra-estruturais, gerando emprego
e garantindo a manutenção do nível de vida das populações.
A pobreza acentuada de muitas comunidades do município reflecte nas más condições de habitabilidade,
e numa inadequada nutrição. Estes factores condicionam a prevalência de doenças respiratórias e de
natureza nutricional.

Constituição da actual Câmara Municipal do círculo eleitoral de Ribeira Grande Santo Antão
Orlando Rocha Delgado -MPD
Arlindo Domingos Fortes- MPD
Armindo João Da Luz- MPD
Arsénio Cassiano Dos Reis Gomes- MPD
Paulo Luis Rodrigues- MPD
Orlando Jesus Delgado -MPD
Licínia Maria Leite Fortes -MPD

Constituição da actual Assembleia Municipal do círculo eleitoral de Ribeira Grande Ribeira


Grande Santo Antão

Anísio Da Circuncisão Nobre Rodrigues -MPD


António Augusto Coutinho -MPD
Amadeu Fortes Oliveira -PAICV
Nely Aline Fonseca Silva -MPD
Hinalito Do Rosário Ferreira Martins- MPD
Maria Alcinda Brito Monteiro Sousa- PAICV
Aristides Rodrigo Costa -MPD
Silvino Mário Da Conceição Fonseca- MPD
António De Campos Monteiro- PAICV
António Pedro Melo Gomes- MPD
Adalberto De Aquino Alexandre -MPD
Humberto Elias Freitas -PAICV
Alírio Fernando Rocha- MPD
Maria Osvaldina Lima Santos -MPD
Humberto Delgado Alves -PAICV
Júlio Nestor Lima Medina- MPD
Josélito David Monteiro Vitória- MPD

MUNICÍPIO DE PORTO NOVO


Localização geográfica
Situado no sul da ilha de Santo Antão o município do Porto Novo é o maior município da ilha com uma
área de total de 557 quilómetros quadrados, correspondendo a 2/3 (67%) da superfície da ilha, com duas

28
freguesias: A de São João Baptista - a mais extensa e árida, com uma área de 439 quilómetros quadrados
e uma população de 13.565 habitantes, com sede na Vila do Porto Novo e a freguesia de Santo André que
apresenta uma área de 118 quilómetros quadrados com uma população de 3 674 habitantes.

População:
O município do Porto Novo é o único da ilha de Santo Antão que apresenta um crescimento significativo
da população ao longo dos últimos anos.
A população total do concelho é de 17.993 segundo dados estatístico do INE, 9.410 masculino e 8.583
feminino.

Actividade sócio – económica


Comércio
O comércio representa um sector importante para o município, dada a sua posição geo-estratégica
privilegiada em relação aos demais municípios da ilha e em relação a ilha de São Vicente, abrangendo o
sector público, privado, cooperativo e informal.

Agricultura
A agricultura, ao lado da pecuária, continua sendo a actividade mais importante do município não
obstante o processo de desertificação a que este município se vem sujeitando desde há muitas décadas.
As actividades agrícolas de sequeiro e regadio no município do Porto Novo, apresentam geralmente, uma
produtividade baixa se comparar com a produtividade a nível da ilha, em virtude das condições climáticas
na região.
As culturas com mais expressão são o milho nos terrenos de sequeiro e a cana sacarina no regadio.
Pecuária
A pecuária é um sector com grande importância no município derivado da existência de extensos campos
de pastagem aliada a uma cultura de criação de gado enraizada nas famílias rurais.
As zonas do Planalto Norte, Sul, Lagoa no Planalto Leste bem como as áreas a montante da Vila com
altitudes inferiores a 100 metros apresentam vocação pastoril e silvo pastoril por excelência, com
destaque para a caprinicultura.
Contudo, a fraca pluviosidade dos últimos anos e o sobre pastoreio ao longo dos tempos, contribuíram
para a desertificação destas zonas e do município em geral apresentando actualmente uma cobertura
vegetal escassa e constituída, essencialmente, por espécies anuais de fraco valor nutritivo.
Pesca
A pesca, no município do Porto Novo tem evoluído muito pouco ao longo dos anos. É ainda de carácter
artesanal, limitando-se a zonas costeiras até 2 milhas de afastamento da linha da costa, utilizando
engenhos nomeadamente, linhas, rede de cerco e rede de praia.
Turismo
Hoje pode-se dizer que Santo Antão tem um grande potencial turístico que carece de infra-estruturas
compatíveis para um bom serviço. A Ilha oferece uma riqueza paisagística atractiva com um jogo de
contraste entre o verde e a paisagem lunar, as praias balneários e a natureza das montanhas.

29
A sua actividade turística decorre da qualidade do ambiente, da riqueza do património cultural, da
gastronomia, da disponibilidade de áreas com baixa densidade populacional; desenvolvimento de grandes
áreas de lazer, como sendo campismo balneários, campismo de montanha e outros.

A falta de recursos humanos, nomeadamente guias turísticos com formação, a falta de planos específicos
para o sector, criação de serviços personalizados dentro das estruturas da câmara municipal, constituem
factores que influenciam o mau comportamento dos recursos turísticos.

Constituição da actual Câmara Municipal do círculo eleitoral de Porto Novo

Amadeu João Da Cruz -MPD


Azevedo Fonseca -MPD
Manuel Jesus Baptista -MPD
João Natalino Ramos Guilherme Rocha -MPD
Rildo De Espirito Santo Pires Lopes Tavares- MPD
Anilda Maria Nascimento Delgado Brandão- MPD
Leonildo Nascimento Gomes De Oliveira- MPD

Constituição da actual Assembleia Municipal do círculo eleitoral de Porto Novo

Mário Alberto Dos Reis Rodrigues -MPD


Carlos Alberto Delgado -PAICV
Carlos Alberto Dos Reis- MPD
Elisio Lopes Rocha- PAICV
Osvaldino Silva Lopes -MPD
Ana Paula Ferreira Santos Vera-Cruz- PAICV
Armindo Cosme Duarte -MPD
Lizângela Costa Vitória- MPD
Cipriano Quirino Barbosa- PAICV
José Salomão -MPD
João Fonseca Fernandes Ferreira -PAICV
Alcindo Francisco Rocha -MPD
Jorge Alberto Delgado Do Rosário -PAICV
Sidnei Eloi Santos -MPD
Miguel Autinho Gomes -PAICV
Zelinda De Fátima Delgado Santos Monteiro- MPD
José Mário Brito -MPD

MUNICÍPIO DO PAÚL

Localização geográfica
O Município do Paul está situado na costa nordeste da ilha de Santo Antão, entre a Ponta da Tumba
(Latitude 17° 07’ N, Longitude 24° 58’W) e a Ponta de Saudade (Lat. 17° 10’N, Long.25° 01’W). Da
Ponta da Tumba a W/NW e a cerca de 2 km é muito visível a Pontinha. A cerca de 4 km, em direcção a

30
NW da Pontinha, estende-se o Vale da Ribeira do Paul, com o seu afluente principal, a Ribeira do
Figueiral. A área total do município é de 54,3 Km2.

População
A população residente no Concelho do Paúl, segundo os dados do INE é 7.032 habitantes, dos quais
3.846 são homens e 3.185 são mulheres.

Actividades económicas
Comércio
O sector do comércio é de suma importância para o município. Actualmente quase todas as zonas do
município encontram-se cobertas de pequenas unidades de comercialização de bens, principalmente
géneros de primeira necessidade. O fraco poder de compra da população do município condiciona o
volume de negócios do sector. Por esta razão a rotação de stocks é baixa.

Turismo
Paul é uma das mais belas regiões de Cabo Verde, possuindo uma diversidade de cores naturais -
característica da sua vegetação - e imponentes montanhas que lhe atribuem uma beleza singular. Aliadas
às suas potencialidades naturais, nomeadamente agrícolas, o município do Paul encerra em si um enorme
potencial turístico que está ainda por descobrir, não só na beleza dos seus recantos, na cultura e tradições
do seu povo, mas também na forma como os visitantes são acolhidos pela população local.

Agricultura
As potencialidades do município em recursos hídricos, sob o ponto de vista de águas subterrâneas, estão
calculadas em cerca de 4.200.000 m3 (recurso tecnicamente explorável em ano médio) sendo a superfície
irrigada estimada em 243ha.
No tocante às infra-estruturas hidroagrícolas, o município dispõe de uma rede considerável de
dispositivos, nomeadamente: diques de retenção e de captação, reservatórios e levadas que, aliados às
obras de conservação de solos e água (banquetas, muretes, caldeiras) constituem um agregado de
protecção ambiental, por todo o território do município.
A agricultura do município do Paul é predominantemente dominada pela monocultura da cana sacarina
que ocupa mais de 2/3 de toda a área irrigada do município.

Pecuária
A pecuária no município, apesar de não ter uma expressão muito significativa é praticada na sua maior
parte em regime familiar e em complementaridade com a agricultura. Cerca de 35% das famílias no
Concelho do Paul são considerados pequenos criadores de animais, tanto de suínos, bovinos, caprinos e
aves. A criação de animais tem como objectivo melhorar a dieta alimentar bem como a resolução de
problemas socioeconómicos principalmente nas famílias no meio rural.

31
Pesca
O sector das pescas no Paul apresenta um impacto pouco relativo e é caracterizado por um sistema misto,
de artesanal e semi-industrial, embora o maior peso de envolvimento de pessoas seja na pesca artesanal.
O pescado tem como destino, na sua maior parte, o mercado interno sendo uma pequena parte destinada a
outros mercados fora do município.
Esta actividade é praticada nas localidades de Paço e Penedo de Janela, onde existem cais de embarque e
desembarque, limitando-se às zonas costeiras, até duas milhas da costa.

Constituição da actual Câmara Municipal do círculo eleitoral do Paul

Vera Helena Pires Almeida- PAICV


José António Silva Branco -PAICV
Edna Helena De Pina Silva -PAICV
João António Delgado -PAICV
João Fortes Rodrigues- PAICV

Constituição da actual Assembleia Municipal do círculo eleitoral do Paul

Ilídio Alexandre da Cruz- PAICV


Octávio Manuel Santos Tolentino -MPD
Zoraima Rosaline Pires Santos -PAICV
Adriano Pedro Sousa Cardoso -MPD
Carlos António Lopes Rodrigues -PAICV
Nilton César Lopes Gomes -MPD
Jorge Gomes Andrade -PAICV
Vartolomeu Ramos da Cruz- MPD
Alcides João da Luz -PAICV
Maria Roberto Nascimento -MPD
Miguel Aleixo Delgado -PAICV
António João Rodrigues Delgado- PAICV
António do Rosário Delgado Sousa -MPD

MUNICÍPIO DA BRAVA
Localização geográfica
A Ilha Brava com uma superfície total de 64 km2, é a mais pequena ilha habitada do arquipélago e a mais
ocidental do grupo de Sotavento, encontrando-se situada ao sul do Arquipélago, representando cerca de
1,58% do território nacional.
População
A Ilha Brava em 2010 conta com uma população de 5.995 habitantes, dos quais 2.973 são homens e 3.021
são mulheres.
Actividades económicas

32
Comércio
O sector do comércio é de extrema importância para o município. Actualmente quase todas as zonas do
município encontram-se cobertas de pequenas unidades de comercialização de bens, principalmente
géneros de primeira necessidade.
A carência de pessoal qualificado e o fraco poder de compra da população do município, condicionam o
volume de negócios do sector.

Transporte
Um outro factor que impede o desenvolvimento socioeconómico desta ilha, é a questão dos transportes,
sobretudo o marítimo que se manifesta muito deficiente e irregular, fazendo com que a Brava se torne a
ilha mais isolada do País.
Turismo
A Ilha Brava é dotada de recursos naturais turísticos que permitem um desenvolvimento turístico
apreciável, se forem tomadas algumas medidas em outros sectores, como por exemplo, no sector dos
transportes marítimos.
Potencialidades Naturais
a) Uma linha costeira com várias enseadas com potencialidades de realização de cabotagens;
b) Paisagens diversas e contrastantes, servidas de miradouros estrategicamente colocados.
c) Uma flora marinha e terrestre diversificada;
d) Sítios históricos ou de interesse pessoal.

Agricultura
Na ilha Brava, estima-se que cerca de 20% das terras de sequeiro são cultivadas por conta própria, 22%
em regime de parceria, 14% por arrendamento e 45% por comodato (exploração que o agricultor faz da
terra que não lhe pertence), sendo esta última, uma forma semidirecta de exploração e muito importante
na ilha.
Pecuária
A criação de gado constitui uma actividade complementar à de agricultura e tem tido grande importância
para a economia familiar, apesar da sua forma de exploração ser do tipo tradicional.
Pesca
A pesca representa um sector de elevada importância para o desenvolvimento socioeconómico da ilha
Brava, não só pela sua contribuição na segurança alimentar das populações, mas também pela criação de
empregos. O sector é caracterizado por um sistema de exploração do tipo artesanal. A pesca é feita
fundamentalmente através de linhas e redes e a comercialização é feita localmente através de peixeiras
enquanto que para fora da ilha a comercialização é assegurada pelos rabidantes que muitas vezes
recorrem à conservação em gelo e salmoura.
As localidades com vocação para a pesca são Tantum, Furna Fajã D’ Água, Pedrinha e Incião. Os tipos de
pescado que predomina são os grandes e pequenos pelágicos e os crustáceos.

CAPÍTULO III

33
A pesca, enquanto sector prioritário para o desenvolvimento da ilha, não cumpre cabalmente o seu papel,
tendo em conta que o processo de captura e comercialização é executado de forma bastante incipiente,
verificando-se que mais de 50% do pescado de melhor qualidade que é capturado nas águas bravenses
não são consumidos localmente.

Constituição da actual Câmara Municipal do círculo eleitoral da Brava

Camilo Andrade Gonçalves -PAICV


Ernesto Do Nazareno Rodrigues Machado -PAICV
Reinaldo Andrade Martins- PAICV
Anita De Andrade Correia- PAICV
Helena Eugenia Rodrigues Lopes Gonçalves- PAICV

Constituição da actual Assembleia Municipal do círculo eleitoral da Brava

Francisco Pinto Coelho- PAICV


José Maria Gonçalves De Barros- MPD
João Manuel De Sousa Baptista Tavares- PAICV
Emanuel Orlando Vale De Burgo- MPD
Vanda De Oliveira Fernandes -PAICV
Joselito Rodrigues Andrade- PAICV
Daniel Gomes Miranda- MPD
Jorge Gonçalves Reverdes -PAICV
José Henrique Gomes Ramos -MPD
Vasco Manuel Gonçalves Spínola -PAICV
Matilde Monteiro Ascenção Monteiro- MPD
Samuel Da Conceição Santiago -PAICV
João Baptista Santos Ramos -PAICV

MUNICÍPIO DA BOA VISTA


Localização geográfica
De todas as ilhas cabo-verdianas a da Boa Vista é a que se situa mais a Leste, sendo assim a ilha mais
próxima do Continente Africano. A sua superfície é de 620 Km2. O seu maior comprimento é de 31 Km e
a sua maior largura é de 29 Km. Ela é deste modo, depois das ilhas de Santiago e Santo Antão a terceira
maior ilha do arquipélago.
População
A sua população absoluta, segundo o INE, é de 9.162 habitantes, em que 5.424 são do sexo masculino e
3.738 do sexo feminino.
Actividades económicas
Turismo

34
Em 2007, os turistas gastaram cerca de 270 milhões de euros em Cabo Verde. Cerca de dois terços desta
procura total foram satisfeitos pela oferta interna, sendo o restante um terço satisfeito por importações
geradas pela procura dos turistas.
Os dois terços da procura turística satisfeita localmente são equivalentes a 19.1% do PIB ou CVE 49.000
(€ 446) por pessoa residente em Cabo Verde.
Os benefícios locais resultantes do turismo verificam-se através de impactos indirectos, isto é, através dos
fornecedores da indústria turística (como alimentos, artesanato, etc.). Isto é particularmente evidente em
termos de emprego. O INE calcula que 3.450 pessoas trabalhavam em hotéis em 2007, mas as contas do
turismo indicam que há 9.200 postos de trabalho directos criados pelo turismo (representando cerca de
10% do emprego no sector formal).
O sector do turismo vem ganhando nos últimos anos uma importância expressiva na Boavista,
evidenciando uma tendência para se transformar num sector estratégico que poderá vir a contribuir para
dinamizar a economia da ilha.
Os avultados investimentos realizados nos últimos anos, totalizam mais de 400 milhões de euros e irão
contribuir para a criação de postos de trabalho, provocando deste modo o êxodo das populações das
outras ilhas e dos imigrantes da Costa ocidental africana.
O problema do desemprego não se coloca, assumindo níveis extremamente baixos, tendo em
consideração os investimentos realizados no sector do turismo, não obstante os efeitos da crise
internacional.

Agricultura
A ilha da Boavista sempre viveu dependente da agro-pecuária e da pesca. A economia da ilha assentava-
se na actividade pecuária, na indústria de conservas de peixe, nas actividades de colecta como a apanha e
a comercialização do sal, da urzela e da purgueira, na indústria artesanal de transformação da argila, na
indústria extractiva de rochas calcárias, actividades artesanais de fabricação de cal e olaria e ainda na
actividade agrícola de subsistência.
Tais actividades foram sempre desenvolvidas de forma artesanal, sem uma óptica de desenvolvimento
sustentável do território.
A área irrigada vem aumentando de ano para ano, situando-se à volta de 50ha. Uma área de apenas
11.004.94 m2 encontra-se coberta pelo sistema de micro-irrigação gota-gota.
A agricultura de sequeiro não tem muita expressão na ilha devido às fracas precipitações registadas.

Pecuária
A pecuária é caracterizada pela exploração familiar e constitui um complemento importante para o
rendimento dos agregados familiares.
A produção forrageira é insuficiente, devido essencialmente ao elevado número de efectivo, razão por que
mesmo em anos de boas precipitações verifica-se uma certa penúria alimentar. Portanto, constata-se um
défice entre a capacidade de produção forrageira e as reais necessidades.

35
Pesca
O sector caracteriza-se pela prática da pesca artesanal com recurso a botes de 4 a 6.5 metros de boca
aberta em madeira e utilizando como meio de propulsão os remos, a vela e motores fora de borda.
A ilha detém uma enorme plataforma pesqueira, pois conjuntamente com as ilhas do Sal e Maio integra a
maior extensão de plataforma do País.
Apesar de se verificar períodos de difícil captura devido às condições do mar, os produtos da pesca
contribuem de forma significativa para a segurança alimentar das populações, verificando-se ainda a
comercialização do pescado local em outras ilhas do País.
Não existe na ilha nenhuma unidade de transformação do pescado. A maior parte dos produtos da pesca
são consumidos localmente pela população residente, hotéis e restaurantes, e uma boa parte encaminhada
para as outras ilhas, principalmente Santiago e Sal.

Constituição da actual Câmara Municipal do círculo eleitoral da Boa Vista

José Pinto Almeida- MPD


Dália de Anunciação Delgado Vieira de Andrade Benholiel -MPD
lido Adalberto Lima- MPD
Geraldo Sousa Pinto- MPD
Osvaldo Andrade Pires -MPD

Constituição da actual Assembleia Municipal do círculo eleitoral da Boa Vista

José Luis Santos -MPD


Severo Estrela Lima -PAICV
Valentim Almeida Pinto -MPD
José Pedro Baptista Marques- MPD
Elida Maria Mendes Mosso- PAICV
Jorge Tomar Fortes- MPD
Amilcar Ramos da Costa- MPD
Walter Emanuel da Silva Évora- PAICV
Herculano Nascimento da Cruz- MPD
Aristides Mosso Brito -MPD
Silvestre Ramos Brito -PAICV
Valnir Oliveira Rocha Morais- MPD
Zenaida Paixão Mendes -MPD

MUNICÍPIO DO SAL
Localização geográfica

A ilha do Sal está localizada entre os paralelos 16º 36’ N e 16º 31’ N e os meridianos 22º 53´ W e 23º 00’
W de Greenwich, ocupando uma superfície de 216 km2 (5.5% do território nacional) de fisionomia

36
alongada, sendo que o maior cumprimento vai das pontas do Norte e do Sino, a Sul, medindo 29.770m, e
a maior largura de 11.800m entre o Rabo de Junco e os Ilhéus de Chano.
No conjunto das ilhas de Cabo Verde, a ilha do Sal está localizada no extremo nordeste do arquipélago,
tendo como vizinha, a sul, a Boa Vista e a Oeste a ilha de São Nicolau. Quanto à divisão administrativa, a
ilha constitui um único município e uma única freguesia.
A ilha, bem como o arquipélago, encontra-se englobada na região da África subsaariana, conhecida como
Sahel, caracterizada por condições climáticas áridas, chuvas irregulares, cobertura vegetal parca e escassa
e com uma rede
hidrográfica irrelevante. A fauna é composta por algumas espécies de pássaros, insectos, répteis, peixes e
tartarugas.
População
Segundo os dados do INE, indicam uma população residente para a ilha do Sal de 25.657 habitantes,
sendo 13.803 homens e 11.853 mulheres.

Actividades económicas
Turismo
Em termos de diversificação económica, a ilha do Sal ocupa uma posição intermédia a seguir a Santiago e
São Vicente, sendo que 96% das actividades se concentram nos centros urbanos de Espargos e Santa
Maria.
Estas actividades desenvolvem-se à volta do aeroporto: companhias aéreas, aeroportos e segurança,
agências de viagens, abastecimento à aviação, entre outras.
Assim, as principais fontes de rendimento familiar são os transportes aéreos e serviços conexos, a
hotelaria/restauração, o comércio e os serviços locais.
O turismo é a actividade económica prioritária, atendendo ao potencial da ilha. Nos últimos anos
conheceu um forte crescimento com a construção de novos hotéis em Santa Maria. O emprego na
hotelaria e actividades conexas está estimado em cerca de 2031 postos de trabalho. A entrada de turistas
tem registado um crescimento positivo, sendo os principais mercados emissores os países europeus,
nomeadamente Itália, Portugal, França e Alemanha.
Os estabelecimentos hoteleiros da ilha do Sal acolhem 65,2 por cento do total das entradas, seguido das
de Santiago com 15,9 por cento e de S. Vicente com 10,3 por cento, recebendo aproximadamente 146.000
turistas por ano. Com a abertura de mais hotéis em Santa Maria em mais 1.200 camas, representa um
aumento de 30% da capacidade receptiva. O esforço na captação de investimentos, externos e locais, no
sector do turismo deve permitir chegar a uma capacidade de 15.000 camas e um fluxo, no período de 15
anos, de 550.000 turistas por ano, acompanhado de um crescimento populacional de 25.657 para cerca de
50.000 habitantes.
A par do turismo, surgem outras actividades em franco crescimento como por exemplo, a pesca
desportiva, Jet Sky, windsurf, body board, encontrando-se instalados na ilha alguns centros ligados ao
desporto náutico.
O turismo é um sector em expansão, sendo uma fonte geradora de receitas para a economia da ilha, não
obstante os efeitos da crise financeira internacional.

37
No entanto, para que o sector se desenvolva de forma estruturada e sustentável, há que se priorizar
intervenções importantes, nomeadamente: revisão/criação de leis que regulam as actividades turística e
conexas; formação dos recursos humanos; promoção das condições de segurança; promoção das
condições de saúde e de saneamento, entre outras.
Contudo, a evolução dos dados do tráfego aeroportuário, tendo sido satisfatório, tendo-se registado alguns
incrementos relativos no movimento de aeronaves, passageiros e carga/correios. O Aeroporto
Internacional Amílcar Cabral continua a ser o mais frequentado do País, tendo-se registado 16.103
movimentos de aeronaves, 708.711 passageiros (60% nacional) e 3.956.694 quilos de carga e correios
(64% do nacional).
Sendo uma das maiores empresas do país, a ASA contribui grandemente para a formação do PIB da Ilha.

No que respeita às instalações, a ASA tem apostado no apetrechamento do aeroporto em materiais e


equipamentos modernos, por forma a acompanhar as exigências impostas pelo avanço tecnológico no
campo da Aeronáutica Civil, a par da formação dos recursos humanos.
A ilha do Sal concentra o grosso da população da ASA (75,08%), tendo em conta que, para além de
acolher a sede da empresa, é onde se encontra o Centro de Controlo da FIR Oceânica.

Agricultura e Pecuária
Devido às condições climáticas e dos solos, a agricultura e a pecuária têm pouca expressão na economia
local.
O potencial em recursos hídricos subterrâneos é fraco, aliado à má qualidade da água, daí que não se pode
falar, com propriedade, em agricultura irrigada com utilização desses recursos.
A pecuária, tal como a agricultura, têm reduzida expressão no Sal, cingindo-se à criação de porcos. No
entanto, o seu peso como sector complementar da economia familiar é incontestável.
A pecuária industrial, no dizer dos próprios empresários, está severamente limitada pelas condicionantes
impostas pelo isolamento da ilha em relação ao fornecimento de factores essenciais, como sejam os pintos
e as rações, bem como pela concorrência que sofrem dos produtos similares importados.
Pesca
A pesca já chegou a constituir o principal sector de actividade económica após a indústria do sal.
Actualmente, situa-se num plano bem distante dos transportes (aeroporto), do comércio e do turismo.
Embora a ilha tenha um grande potencial de pesca, vários factores têm dificultado o seu desenvolvimento,
quais sejam, o baixo nível de qualificação do pessoal em técnicas de tratamento, conservação e higiene,
fracos incentivos ao investimento e ao pescador artesanal, insuficiência de infra-estruturas de apoio
(produção de gelo, degradação do cais de pesca, entre outros).
O sector das pescas é composto por um segmento de captura que utiliza, maioritariamente, botes
artesanais, um segmento de produção de conservas e um segmento de transformação para a exportação de
pescado fresco ou congelado e crustáceos.

Constituição da actual Câmara Municipal do círculo eleitoral do Sal


Jorge Eduardo de Figueiredo -GIMS
Gilda Marinha Brito dos Santos Monteiro- GIMS

38
Antero Meio Alfama- GIMS
Lucete Baptista Moreira dos Santos -GIMS
Judite Neves Santos -GIMS
Mário Alberto Lopes- GIMS
Gilson de Jesus Semedo Araújo Lima -GIMS
Constituição da actual Assembleia Municipal do círculo eleitoral do Sal
José Santos de Oliveira -GIMS
José António Moreno- PAICV
Janine Tatiana Santos Lélis de Carvalho- GIMS
Dircilena Lodovina Évora Almeida Évora -GIMS
André da Mota Cruz -PAICV
Etelina dos Santos Évora- GIMS
Aniceto de Jesus Lopes Cardoso Barbosa -GIMS
Albino Nelson Silva Lopes- PAICV
José Carlos Araújo dos Santos -GIMS
Maria João Delgado Brito Lima- GIMS
Maria Madalena Barros dos Santos Ramos- PAICV
César Augusto de Barbosa Almeida -GIMS
Luisa Maria Silva Ramos Rocha Fortes -GIMS
Américo Faria Medina -PAICV
Diva Maria dos Reis de Meio Andrade- GIMS
Felisberto Cardoso Rodrigues Alves- GIMS
Paulino Izabel Gabriel- PAICV

MUNICÍPIO DE RIBEIRA BRAVA DE SÃO NICOLAU


Localização geográfica
Localizada a Norte do arquipélago de Cabo Verde, a ilha de São Nicolau faz parte do grupo das ilhas de
Barlavento. Está situada entre os paralelos 16º 40, 16º 29 N e os meridianos de 24º 00 e 24º 30W.
Ladeiam-na as ilhas de São Vicente e Sal, as duas mais abertas ao mundo, o primeiro, devido ao seu porto
e o segundo, devido ao seu aeroporto internacional, quebrando assim o isolamento dos seus habitantes.
São Nicolau é a quinta ilha em termos de superfície, ocupando uma área de cerca de 343 Km², tendo 45
km no maior comprimento (sentido E-W) e a largura máxima de 25 km (sentido N-S).

População
Em termos administrativos a ilha de São Nicolau está estruturada em torno de 2 municípios: Tarrafal e
Ribeira Brava, constituída por 25 localidades.
Os dados disponíveis indicam, a população de Ribeira Brava de S. Nicolau ascende a um total de 7.580
habitantes.
Actividades económicas
A economia de Ribeira Brava é caracterizada essencialmente por disfunções de carácter estrutural que
estão intimamente ligadas a escassez de recursos naturais, ausência de definição da real vocação da ilha
em matéria de desenvolvimento, a fraca concentração de capital, falta de recursos humanos qualificados
que está intimamente ligado à sua condição de ilha periférica e fenómeno migratório e imigratório.

39
O domínio produtivo da Ilha está fortemente dominado pelo sector primário, assumindo a agricultura, a
pesca e a pecuária papel de destaque, embora em termos de distribuição do emprego o sector terciário
ocupa a primeira posição, com cerca de 48%.
Segundo os dados do QUIBB, o tamanho médio dos agregados familiares é de 4,3 pessoas para
Município da Ribeira Brava e 4,9 para município do Tarrafal. Cerca de 65,5% da população do município
da Ribeira Brava tem casa própria, e 71,9% no município do Tarrafal.

Turismo
O município de Ribeira Brava de S. Nicolau apresenta grandes potencialidades turísticas nos mais
variados domínios, caso forem bem aproveitadas poderão constituir num dinamizador do seu
desenvolvimento. Refere-se por exemplo, na beleza e diversidade das suas paisagens, no seu vasto
património histórico e cultural, o saber receber das suas gentes, a tranquilidade, o clima ameno, etc.
Um bom aproveitamento dessas vantagens comparativas, propicia o município possibilidades para o
desenvolvimento de uma grande variedade de modalidades turística, (montanha, rural, histórico e cultural,
pesca desportiva, medicinal, etc.), que poderão constituir pacote turístico complementar e alternativo a
aquele que vem sendo desenvolvido nas ilhas mais planas do país, cujo a base principal de
sustentabilidade e atracção assenta basicamente no binómio sol e mar.

Agricultura
Apesar das secas cíclicas e prolongadas que têm assolado a ilha de São Nicolau, uma das mais fustigadas
pelas secas, ela continua sendo uma ilha com uma forte vocação agrícola. Segundo dados do
recenseamento agrícola de 1988, cerca de 60% da sua população dedica-se ou depende desta actividade
para sobreviver.
As culturas irrigadas caracterizam-se pela sua pequena superfície, bem como a sua dispersão nos espaços
hortícolas.
A área irrigada de maior expressividade na ilha é o perímetro irrigado de Fajã (com aproximadamente 26
hectares de regadio), onde existe uma galeria com um caudal diário de cerca de 400 m3/dia.
No regadio cultiva-se a cana sacarina (que de uma forma geral ocupa cerca de 2/3 da área cultivada),
banana, hortícolas raízes e tubérculos. Apesar da fraca tradição do cultivo de hortícolas na ilha, a sua
produção vem aumentando nos últimos anos. Com intuito de aumentar a produção e diversificar este tipo
de produto, está sendo introduzido nas zonas húmidas o cultivo de hortícolas de sequeiro.
Pesca
A distribuição da população no município foi fortemente influenciada por factores de ordem geográfica
ou económica. Sendo a actividade piscatória uma forma de subsistência, faz com que tal como acontece
com as zonas onde existem condições para a prática da agricultura, encontremos concentrações da
população em algumas zonas do litoral de São Nicolau.

De entre as actividades que têm vindo a assumir um papel cada vez maior, no desenvolvimento
socioeconómico de São Nicolau, destaca-se a pesca, não só pelo número de pessoas que depende dela,
mas também pela sua contribuição no tocante ao enriquecimento da dieta alimentar da população.

40
As principais comunidades piscatórias da ilha são: Tarrafal (onde se localiza uma das fábricas de
conserva de pescado) e Preguiça (comunidade relativamente próxima da Vila da Ribeira Brava). A
localidade de Carriçal também constitui uma das fortes comunidades piscatórias da ilha, mas vem
perdendo alguma importância no que toca a sua contribuição para o sector de pesca, por um lado, devido
à inoperância da unidade conserveira aí localizada.

Constituição da actual Câmara Municipal do círculo eleitoral de Ribeira Brava

Américo Sabino Soares Nascimento- PAICV


Carlos Manuel Soares Centeio Barbosa -PAICV
Adilson César Fortes Dias Melício- PAICV
Carlos Raimundo Eusébio Gomes -PAICV
Verónica De Freitas Dos Santos- PAICV

Constituição da actual Assembleia Municipal do círculo eleitoral de Ribeira Brava


Carlos António Silva Ramos -PAICV
Orlando Do Rosário Lopes Andrade -MPD
Mário Do Rosário Tolentino- PAICV
António José Roque- MPD
António Pedro Dos Santos- PAICV
Aguinaldo Santos Cabral Silva -MPD
José Pedro Vinícula Dos Santos PAICV
Bernardino Alexandre De Brito -MPD

MUNICÍPIO TARRAFAL DE S.NICOLAU


Localização geográfica
Criado em 2005, através da lei n.º 67/VI/2005, resultou da desanexação de parte do território do
município de São Nicolau, que passou a denominar-se município da Ribeira Brava.
Ocupa a região Sudoeste da Ilha de São Nicolau, integrado por sete zonas – Fragata, Ribeira Prata, Praia
Branca, Tarrafal, Cabeçalinho, Hortelã, Palhal, e Ribeira dos Calhaus, com uma superfície total estimada
de 120 Km2.
Ocupa a parte Sudoeste da ilha de São Nicolau, com cerca de 42 km de costa, e o maior comprimento de
cerca de 22,5 km, no sentido Sul/Norte.

População
Desde muito cedo, a falta de alternativas na ilha de São Nicolau principalmente para os jovens, traduziu-
se num forte fenómeno migratório, nomeadamente para as ilhas do Sal e São Vicente, fenómeno esse que
tem contribuído para a redução da população, tendência que atinge a ilha por inteiro.
O município do Tarrafal possuía em 2010 uma população residente de cerca de 5.237 habitantes,
distribuídos por cerca de 1.209 famílias. Cerca de 72% da população encontra-se no meio urbano,
enquanto apenas 28% habita o meio rural. Está distribuída da seguinte forma: 52,2% do sexo masculino e
48,8% do sexo feminino, se bem que a maioria dos lares seja chefiada por homens (56,1%).

41
Actividades económicas
Turismo
O município de Tarrafal apresenta grandes potencialidades turísticas nos mais variados domínios, ainda
que pouco exploradas. Refere-se por exemplo, à beleza e diversidade das suas paisagens, às qualidades
medicinais das areias, à pesca desportiva e desportos náutico e, ao Parque natural de Monte Gordo.

Agricultura
Apesar das secas cíclicas e prolongadas que têm assolado a ilha de São Nicolau, e consequentemente o
município de Tarrafal, este continua a deter uma forte vocação agrícola. Considera-se que cerca de 28%
dos seus habitantes, correspondente à população rural dedica-se ou depende essencialmente desta
actividade para sobreviver. Das áreas cultiváveis, significativa maioria situa-se em encostas, e pequenas
parcelas em achadas e leitos de ribeiras.
Não obstante tratar-se de agricultura de auto-suficiência, continua-se a praticar na ilha dois tipos de
exploração agrícola: a de regadio e a de sequeiro.
As culturas irrigadas caracterizam-se pela sua pequena superfície, bem como a sua dispersão nos espaços
hortícolas. O vale de Fragata/Ribeira Prata é onde esse tipo de agricultura é praticado com maior
expressão a nível do Concelho, a par de pequenas explorações em Espigão (Hortelã) Palhal e Ribeira dos
Calhaus, e um pequeno perímetro em Tarrafal.

Pescas
A distribuição da população na ilha foi fortemente influenciada por factores de ordem geográfica, mas
também económica.
Sendo a pesca uma actividade económica, ela terá contribuído certamente para a fixação da população no
litoral do Tarrafal.
De entre as actividades que têm vindo a assumir um papel cada vez maior no desenvolvimento
socioeconómico do município, destaca-se a pesca, não só pelo número de pessoas que emprega directa e
indirectamente, mas também pela sua contribuição no tocante ao enriquecimento da dieta alimentar da
população.
É na vila do Tarrafal, que se localiza a fábrica de conservas de pescado. Pratica-se, a pesca artesanal e
semi-industrial, essencialmente por métodos artesanais.

Constituição da actual Câmara Municipal do círculo eleitoral de Tarrafal de São Nicolau

António Lopes Soares -PAICV


José António Soares Gomes- PAICV
Samira Ineida Morais Gomes- PAICV
Elcides Rufino Ramos Da Cruz -PAICV
Hiliriano Almeida Spencer -PAICV
Constituição da actual Assembleia Municipal do círculo eleitoral de Tarrafal de São Nicolau
Emanuel Almeida Spencer -PAICV
Raimundo Ramos Francês Lopes -MPD

42
José Do Rosário Araújo -PAICV
Elton Martiniano Cabral Sequeira- MPD
Eneida Maria Ramos Dos Santos- PAICV
Alberto Francisco Cabral -MPD
Edson Jorge Dos Santos Fernandes- PAICV
Viviana Almeida Gonçalves -PAICV
Amadeu Soares Gomes -MPD
José Francisco Soares- PAICV
João Joaquim Soares -MPD
Paulina Virgínia Ramalho Lopes -PAICV
Danusa Maria De Brito Cardoso- MPD

MUNICÍPIO DO MAIO
Localização geográfica
A ilha do Maio faz parte do grupo de Sotavento do Arquipélago de Cabo Verde e é a mais meridional do
conjunto das ilhas rasas situadas na parte oriental do País. Tem forma elíptica, cujo eixo maior se dispõe
no sentido Norte-Sul ao longo do meridiano de 23º 10’. Abarca uma superfície de 275 Km2,
representando 6,8 % do território nacional. Tem cerca de 24,5Km de comprimento, por 16 Km de largura.
A altitude máxima é de 437 metros.

População
A população residente triplicou de 1940 a 2010, passando de 2.237 para 6.952 habitantes. O tamanho
médio das famílias estima-se em 4.1 elementos. Nas últimas décadas (80 e 90) constatou-se um
incremento da população, na ordem dos 2%, resultante essencialmente da migração da população de
Santiago.
Segundo os dados do INE, a população residente no município do Maio é de 6.952 habitantes. Sendo que
3.365 são homens e 3.358 são mulheres.
Actividades económicas
Actualmente, a pesca, a pecuária, a agricultura e a exploração florestal são as actividades económicas
com maior expressão.
O comércio tem de igual modo uma certa importância enquanto ramo de actividade económica. De entre
as famílias com um nível de vida mais estável constam aquelas que recebem remessas de emigrantes, um
pequeno número de funcionários públicos e os comerciantes.
Tratando-se de uma ilha com vocação turística, o turismo vem ganhando alguma importância, revelando-
se ser, no entanto, um sector ainda incipiente, mas com boas potencialidades de desenvolvimento nos
próximos anos, tendo em vista os projectos turísticos em carteira.

Agricultura
De entre as ilhas planas do país, a ilha do Maio figura como aquela que possui as maiores potencialidades
agrícolas, devido às condições climáticas menos áridas e a solos com maior vocação agrícola.
A área agrícola vocacionada para a agricultura de sequeiro é de cerca de 900ha, sendo, no entanto, devido
às precipitações registadas nos últimos anos, apenas aproximadamente 200ha efectivamente cultivados,

43
tendo sido esta área no ano transacto de apenas 118 ha. As principais culturas cultivadas em regime de
sequeiro são o milho, os feijões, a melancia, a abóbora e a batata-doce.
É de evidenciar a produção expressiva da cebola, cujos excedentes de produção chegam inclusive a ser
exportados para outras ilhas.
Devido à irregularidade e escassez das precipitações, a produção agrícola não consegue satisfazer as
necessidades da população local.

Pecuária
A actividade pecuária é praticada na ilha desde a sua ocupação, constituindo um sector importante para a
população local, revestindo-se de particular interesse económico. Tradicionalmente produzia-se peles de
cabras, carne seca e salgada para o consumo local e para a exportação.
O desenvolvimento do sector pecuário está fortemente condicionado pela presença de recursos
forrageiros, muito dependentes das precipitações e da disponibilidade de rações alimentares importadas.

Silvicultura
Das três ilhas planas do país, Maio é aquela que tem desenvolvido programas de florestação mais
intensos. Esse maior interesse silvícola se deve ao facto da ilha possuir melhores solos e um regime de
precipitação algo mais favorável.

De acordo com dados oficiais, actualmente a área florestal da ilha é cerca de 4400ha, sendo
aproximadamente 1.192.108 de plantas fixadas. As plantações à volta da comunidade de Calheta foram
instaladas pelos portugueses em 1974 (574ha), constituindo o maior perímetro florestal do arquipélago.

Pesca
A pesca na ilha do Maio, praticada de forma artesanal constitui uma actividade importante para a
população local. O mar da ilha é rico em recursos haliêuticos. A plataforma da ilha é estimada em 2.450
Km2, formando juntamente com a ilha da Boavista, a maior plataforma insular do País (6.450 Km2), a
qual possui um importante stock de recursos pesqueiros, especialmente espécies demersais, pelágicos
costeiros, pelágicos oceânicos e lagostas costeiras.
Muito embora o sector da pesca conste como um dos mais promissores, tanto para a economia da ilha
como para a economia nacional, ela está a enfrentar constrangimentos de certo modo semelhantes a outras
ilhas do País, sendo as principais dificuldades ligadas à captura, ao escoamento e aos aspectos
relacionados com a comercialização. De enfatizar, no entanto, o papel do sector no fornecimento de
proteína animal e na melhoria da dieta alimentar da população local.

Turismo
As condições naturais da ilha constituem um grande atractivo para o turismo. Os valores ambientais
associados à tranquilidade da ilha e à sua riqueza cultural e etnográfica são potencialidades que começam
por ser exploradas, encontrando-se o sector na sua fase inicial de desenvolvimento.

44
Os recursos ambientais de suporte ao desenvolvimento do sector são as praias de areia branca e águas
cristalinas e o clima agradável durante todo o ano. Existem grandes potencialidades para a prática dos
desportos náuticos (windsurf, pesca desportiva, etc.).
Existem condições favoráveis para a prática do ecoturismo, pela via do devido aproveitamento dos
recursos naturais (paisagens naturais, flora, fauna).

Constituição da actual Câmara Municipal do círculo eleitoral do Maio


Manuel Jesus Jorge Ribeiro -MPD
Teresa Silva Tavares Fortes -MPD
António Emílio Reis Agúes- MPD
Miguel Silva Rosa -MPD
Fernando Jorge Neves Da Graça- MPD

Constituição da actual Assembleia Municipal do círculo eleitoral do Maio

Joana Gomes Rosa- MPD


Maria Guilhermina Teixeira Marques Tavares -PAICV
Amílcar Cupertino Andrade- MPD
José Maria Rocha Barbosa -MPD
Zé Augusto Fortes Tavares -PAICV
José Carlos Pina Dos Santos- MPD
Francisco Adriano Contina Inês -MPD
Venulda Helena Dos Santos Mendes- PAICV
Adriano Ribeiro Silva -MPD
Roberto Da Luz Ferreira -MPD
Edmilson Domingos Tavares Soares -PAICV
Jacinto Spencer Dos Santos -MPD
Agnelo Santos Rosa -MPD

45

Você também pode gostar