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Transtorno de percepção está ligado as funções neuropsicológicas, que sofreram lesões, prejudicando a

parte de associação sensorial. Basicamente estão ligadas aos sentidos do ser humano. Temos as
agnosias (dificuldade no reconhecimento de formas básicas) que são divididas em táteis, visuais e
auditivas. No caso de uma agnosia visual, o indivíduo não reconhece uma forma, apesar de ter um visão
normal. Então é necessário, por exemplo, que ele toque no objeto para conseguir reconhecê-lo.

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Como funciona?

Dr. Geime Rozanski

Dr. Geime Rozanski

Psicólogo, Terapeuta complementar

Porto Alegre

Além dos fatores físicos, neurológicos, há um fator muito mais importante e determinante nas
dificuldades ou transtornos de percepção: é a motivação, o estado de consciência que leva o indivíduo a
ter uma determinada percepção ou simplesmente não ter outras percepções.

Fatore emotivos, traumas, medos, impedem ou limitam nossas percepções. Um tratamento que leve a
um desbloqueio e ampliação da consciência pode levar o indivíduo a perceber além dos limites impostos
por estes limitadores.

Dr. Khristian Wilkes Drummond

Dr. Khristian Wilkes Drummond

Psicólogo

Nova Friburgo

Prezado paciente, esse transtorno pode se dar por várias causas.


Pode estar relacionado com doenças degenerativas do Sistema Nervoso Central ou traumas físicos,
como uma contusão na cabeça, um acidente de carro.

Também estão associados com situações de dificuldade de aprendizagem, onde a criança não processa
bem o que escuta e acaba não aprendendo.

A fronteira entre a psquiatria, a psicologia e a neurologia nestes casos é muito tênue.

Na psicologia temos ainda as alucinações, que fazem com que o paciente veja ou escute coisas e pessoas
que na verdade não existem. Isso não deixa de ser um transtorno que afeta a percepção.

Se você que fez a pergunta pudesse ser mais específico em relação ao caso, poderíamos dar uma
resposta mais útil, e que tipo de profissional você deveria procurar.

Dra. Karina Petroli

Dra. Karina Petroli

Psicólogo

Bento Gonçalves

Transtornos cognitivos caracterizados pela dificuldade em perceber a natureza dos objetos através do
uso dos órgãos sensoriais. Isso incluem síndromes de omissão espacial nas quais a pessoa não responde
aos estímulos visuais, auditivos ou sensoriais.

Ana Maria M. Amaro

Ana Maria M. Amaro

Psicólogo, Psicanalista

São Paulo

Afastados os fatores físicos e neurológicos, convém fazer uma avaliação psicológica para concluir sobre
a terapia mais assertiva.
Sandra Helena Oliveira

Sandra Helena Oliveira

Psicólogo, Sexólogo

Rio de Janeiro

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Então

A percepção é a capacidade de interpretar uma sensação, isso exige outras informações envolvidas
como cognição, informação sobre mundo que você tem, seu comportamento enfim o que quero dizer é
que somos únicos e percebemos de forma peculiar uma mesma informação. A percepção está associada
aos cinco sentidos e sua percepção pessoal.

A psicoterapia te ajudará no autoconhecimento e certamente se sentirá mais segura.

Abraço

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Veronica L. M. de M. Marques

Veronica L. M. de M. Marques

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Psicólogo

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O que é a Percepção?

A percepção pode definir-se como a capacidade de captar, processar e dar sentido de forma activa à
informação que alcança os nossos sentidos. Quer dizer, a percepção é o processo cognitivo que nos
permite interpretar o nosso meio-envolvente através dos estímulos que captamos através dos órgãos
sensorais. Esta capacidade cognitiva tem uma grande importância, porque a usamos diariamente. Por
sorte, podemos melhorar a percepção através do treino cognitivo. Isto é assim porque a percepção é um
processo activo. Não somos sujeitos passivos, limitados a um processamento ascendente ou Bottom-Up
(guiado pelos estímulos que chegam aos nossos estímulos).

Tipos de percepção e Neuroanatomia

A percepção é um processo complexo que nos permite nos relacionar com o mundo ao nosso redor.
Classicamente, esse recurso foi dividido em cinco sentidos:
Vista ou percepção visual : capacidade de interpretar as informações que a luz do espectro visível traz
aos nossos olhos. A área do cérebro responsável pelos estágios básicos da percepção visual é o córtex
occipital (córtex visual primário V1 e córtex visual secundário V2).

Orelha ou percepção auditiva < / a>: capacidade de receber e interpretar as informações que chegam
aos nossos ouvidos através das ondas da frequência audível transmitida pelo ar ou por outros meios
(som). A área do cérebro responsável pelos estágios básicos da percepção auditiva é o lobo temporal
(córtex auditivo primário A1 e córtex auditivo secundário A2).

Toque, percepção tátil, somatossensorial ou háptica >: Capacidade de interpretar as informações de


pressão e vibração recebidas na superfície da nossa pele. A área do cérebro responsável pelos estágios
básicos da percepção háptica é o lobo parietal (córtex somatossensorial primário S1 e córtex
somatossensorial secundário S2).

Cheiro ou percepção olfativa : Capacidade de interpretar as informações de produtos químicos


dissolvidos no ar (cheiro). As áreas cerebrais responsáveis pelos estágios básicos da percepção olfativa
são o bulbo olfativo (córtex olfativo primário) e o córtex piriforme (córtex olfativo secundário).

Percepção de sabor ou sabor : capacidade de interpretar as informações de produtos químicos


dissolvidos na saliva (sabor). As áreas cerebrais responsáveis pelos estágios básicos da percepção
olfativa são as áreas gustativas primárias G1 (giro pós-central inferior, lobo parietal ventral, ínsula
anterior, opérculo fronto-parietal medial) e as áreas gustativas secundárias G2 (córtex orbitofrontal
caudolateral e córtex cingulado anterior) )

As áreas cerebrais responsáveis pelos estágios básicos da percepção olfativa são o bulbo olfativo (córtex
olfativo primário) e o córtex piriforme (córtex olfativo secundário).

percepção do paladar ou paladar : capacidade de interpretar as informações de produtos químicos


dissolvidos na saliva (sabor). As áreas cerebrais responsáveis pelos estágios básicos da percepção
olfativa são as áreas gustativas primárias G1 (giro pós-central inferior, lobo parietal ventral, ínsula
anterior, opérculo fronto-parietal medial) e as áreas gustativas secundárias G2 (córtex orbitofrontal
caudolateral e córtex cingulado anterior) )

As áreas cerebrais responsáveis pelos estágios básicos da percepção olfativa são o bulbo olfativo (córtex
olfativo primário) e o córtex piriforme (córtex olfativo secundário).

Percepção de sabor ou sabor : capacidade de interpretar as informações de produtos químicos


dissolvidos na saliva (sabor). As áreas cerebrais responsáveis pelos estágios básicos da percepção
olfativa são as áreas gustativas primárias G1 (giro pós-central inferior, lobo parietal ventral, ínsula
anterior, opérculo fronto-parietal medial) e as áreas gustativas secundárias G2 (córtex orbitofrontal
caudolateral e córtex cingulado anterior) )

Capacidade de interpretar as informações de produtos químicos dissolvidos na saliva (sabor). As áreas


cerebrais responsáveis pelos estágios básicos da percepção olfativa são as áreas gustativas primárias G1
(giro pós-central inferior, lobo parietal ventral, ínsula anterior, opérculo fronto-parietal medial) e as
áreas gustativas secundárias G2 (córtex orbitofrontal caudolateral e córtex cingulado anterior) )
Capacidade de interpretar as informações de produtos químicos dissolvidos na saliva (sabor). As áreas
cerebrais responsáveis pelos estágios básicos da percepção olfativa são as áreas gustativas primárias G1
(giro pós-central inferior, lobo parietal ventral, ínsula anterior, opérculo fronto-parietal medial) e as
áreas gustativas secundárias G2 (córtex orbitofrontal caudolateral e córtex cingulado anterior) )
opérculo fronto-parietal medial) e as áreas gustativas secundárias G2 (córtex orbitofrontal caudolateral
e córtex cingulado anterior). opérculo fronto-parietal medial) e as áreas gustativas secundárias G2
(córtex orbitofrontal caudolateral e córtex cingulado anterior).

Outro tipos de percepção

Além dos sentidos clássicos, hoje em dia sabe-se que existem outros tipos de percepção:

Percepção espacial: Capacidade para ser consciente da sua relação com o meio-envolvente no espaço
que nos rodeia. Está associada à percepção visual, háptica e kinestésica.

Percepção da forma: Capacidade para extrair informação sobre os limites e o aspecto de uma entidade
através do contorno e do contraste. Está associada à percepção visual e háptica.

Percepção vestibular ou do equilibrio: Capacidade para interpretar a força da gravidade de acordo com a
posição relativa da nossa cabeça com respeito ao chão. Ajuda-nos a manter o equilibrio e a controlar a
postura. Está associada à percepção auditiva.

Termocepção, termorrecepção ou percepção térmica: Capacidade para interpretar a temperatura sobre


a superfície da nossa pele. Está associada à percepção háptica.

Nocicepção ou percepção da dor: Capacidade para interpretar os estímulos da temperatura muito alta e
muito baixa, a presença das substâncias químicas daninas, assim como os estímulos de alta pressão. Está
associada à percepção háptica e a termocepção.

Prurito ou percepção do picor: Capacidade para interpretar os estímulos urticantes sobre a superfície
dos tecidos corporais. Está associada à percepção háptica.

Propiocepção: Capacidade para interpretar a informação da posição e estado dos nossos músculos e
tendões do nosso corpo, o que nos permite saber em que zona do espaço temos cada zona do nosso
corpo e se temos uma postura ou outra. Está associada à percepção vestibular e háptica.

Interiocepção, cenestesia ou percepção cenestésica: Capacidade para interpretar as sensações que


indicam o estado dos nossos órgãos internos.

Percepção temporal: Capacidade para interpretar as mudanças na estimulação, de maneira que se


possam organizar no tempo.

Percepção cinestésica ou kinestésica: Capacidade para interpretar a informação sobre o movimento e da


velocidade no nosso meio-envolvente ou sobre o nosso próprio corpo. Está associada à percepção
visual, espacial, temporal, háptica, interoceptiva, propioceptiva e vestibular.
Percepção quimioestésica: Capacidade para interpretar as substâncias químicas dissolvidas na saliva que
codificam sabores fortes. Está associada à percepção gostativa, mas diferencia-se de ambas porque
aplica estructuras diferentes.

Percepção do campo magnético ou magnetorrecepção: Capacidade para interpretar a informação dos


campos magnéticos. Este sentido está mais desenvolvido em alguns animais, como as pombas
mensageiras. Mesmo assim, descubriu-se que os humanos temos material magnético no etmoides (osso
do crâneo na altura do nariz), pelo que se postula que os humanos possam ter certa capacidade de
magnetocepção.

Fases da percepção

A percepção não é um processo unitário e é realizada espontaneamente, mas deve haver uma série de
fases para a captura correcta dos estímulos. Por exemplo, para perceber informações visuais, não é
suficiente que a luz refletida num objeto e estimule as células receptoras da nossa retina e envie essas
informações para as nossas áreas visuais do cérebro (embora isso precise acontecer). Como a percepção
é um processo activo, precisamos seleccionar, organizar e interpretar essas informações:

Selecção : a quantidade de estímulos aos quais estamos expostos diariamente excede a nossa
capacidade. Por esse motivo, temos que filtrar e escolher quais as informações que devemos perceber.
Essa seleção é realizada com base na nossa

Outros modelos Gestálticos

Exemplos de percepção

É importante detectar a tempo qualquer problema de percepção que um aluno possa ter. Isso permite
aplicar os meios necessários para que não perca audição (o que o professor diz) e visual (principalmente
o texto no quadro e nos livros).

Uma percepção correcta facilita aos trabalhadores realizar o seu trabalho com eficiência. Os artistas são
um exemplo claro da importância da percepção no mundo profissional, mas qualquer trabalho exigirá,
em maior ou menor grau: varredores, taxistas, designers, polícias, caixas, pedreiros ... < / li>

Perceber os estímulos da estrada e os sons do carro é essencial para uma condução segura.

Essa capacidade permite desenvolver em torno do ambiente e interagir com ele. Fazer as compras, jogar
video-jogos, cozinhar ou encomendar roupas exige que utilizemos os nossos diferentes sentidos.

A Agnosia e outros transtornos associados a problemas na percepção

Em algumas circunstâncias, a percepção pode não refletir a realidade, sem implicar nenhuma patologia.
Essas "falhas" podem ser uma ilusão ou uma alucinação. A ilusão refere-se a uma interpretação errônea
de um estímulo externo real, enquanto a alucinação consiste numa percepção errôneas sem a presença
de um estímulo externo real. Esses fenômenos podem ocorrer sem patologia, causada pelas
características fisiológicas ou cognitivas do sistema ou por estados alterados (uso de substâncias ou
sono), principalmente.Um exemplo de ilusão seria conhecido < ilusões ópticas fortes (percebe duas
cores iguais de maneira diferente, percebe o movimento numa imagem estática etc.). As alucinações
mais comuns seriam as hipnagógicas (quando está adormecendo e percebe uma figura, um som ou
sensação de que está a ser tocado), as hipnopómpicas (as mesmas sensações, mas quando está
acordando) e aqueles derivados do uso de drogas alucinogênicas (como LSD ou cogumelos
alucinógenos, que geralmente causam alucinações mais elaboradas). No entanto, ilusões e alucinações
também podem ser patológicas , relacionadas à esquizofrenia , episódios de psicose , ilusões . um som
ou sensação de que lhe tocam), as hipnopómpicas (as mesmas sensações, mas quando acorda) e
aquelas derivadas do uso de drogas alucinógenas (como LSD ou cogumelos alucinogênicos , que
geralmente causam alucinações mais elaboradas). No entanto, ilusões e alucinações também podem ser
patológicas , relacionadas à esquizofrenia , episódios de psicose , ilusões . um som ou sensação de que
lhe tocam), as hipnopómpicas (as mesmas sensações, mas quando acorda) e aquelas derivadas do uso
de drogas alucinógenas (como LSD ou cogumelos alucinogênicos , que geralmente causam alucinações
mais elaboradas). No entanto, ilusões e alucinações também podem ser patológicas , relacionadas à
esquizofrenia , episódios de psicose , ilusões . que geralmente causam alucinações mais elaboradas). No
entanto, ilusões e alucinações também podem ser patológicas , relacionadas à esquizofrenia , episódios
de psicose , ilusões . que geralmente causam alucinações mais elaboradas). No entanto, ilusões e
alucinações também podem ser patológicas , relacionadas à esquizofrenia , episódios de psicose , ilusões

A percepção também pode alterar-se através do dano dos órgãos sensoriais (por exemplo, um golpe no
olho), nas vias que levam a informação sensorial ao cérebro (por exemplo, um glaucoma) ou nas áreas
cerebrais encarregues da percepção (por exemplo, uma lesão no cortéx occipital). Um dano em
qualquer destes três pontos vai alterar de alguma forma a percepção normal dos estímulos.

O transtorno mais conhecido da percepção é, provavelmente, a Agnosia. Este transtorno origina uma
dificuldade para dirigir e controlar a percepção, assim como a conducta em geral. Há diferentes tipos:
Agnosia visual perceptiva (podem ver as partes de um objecto, mas há uma incapacidade para entender
o objecto como um todo) e Agnosia visual associativa (podem entender o objecto como um todo, mas
não podem saber de que objecto se trata) É díficil entender a experiência perceptiva das pessoas com
estes transtornos porque, mesmo que "vejam", a sensação que têm é a de estar cegos. Além disso, há
transtornos ainda mais específicos, como a Acinetopsia (incapacidade de ver movimento), Acromatopsia
(incapacidade de ver cores), Prosopagnosia (incapacidade de reconhecer caras familiares), agnosia
auditiva (incapacidade de reconhecer um objecto através do ouvido, e tratando-se de informação
verbal, a pessoa com agnosia não reconheceria a linguagem como tal), amusia (incapacidade para
reconhecer ou reproduzir tons ou ritmos musicais). Estes transtornos são provocados por um dano
cerebral, quer seja por um ictos, um Traumatismo Crâneoencefálico (TCE) ou, mesmo, uma doença
neurodegenerativa.

Como medir e avaliar a percepção?

Avaliar a percepção pode ser de grande ajuda em diferentes âmbitos da vida: em âmbitos académicos
(saber se um aluno vai necessitar ajudas adicionais para captar toda a informação da aula), em âmbitos
clínicos (saber se um paciente vai apresentar dificuldades para desevolver-se no seu meio-ambiente de
maneira habitual) ou em âmbitos profissionais (saber se algum trabalhador requer apoio substitutivo
devido a algum problema perceptivo).

Através de uma completa avaliação neuropsicológica Podemos medir essa e outras habilidades
cognitivas de forma eficaz e confiável .

Os testes que aplica a CogniFit para medir estas habilidades cognitivas, estão baseados nos testes
clássicos Teste de Stroop, Teste de Variables Of Attention (TOVA), Test of Memory Malingering (TOMM),
Continous Performance Test (CPT), Hooper Visual Organisation Task (VOT) e no teste NEPSY (de
Korkman, Kirk y Kemp, 1998). Além da percepção, estes testes também medem a denominação, a
memória contextual, o tempo de resposta, a memória do trabalho, a actualização, a memória visual, a
velocidade do processamento, a atenção dividida, a atenção focalizada, a coordenação olho-mão, a
flexibilidade cognitiva, a inibição e rastreio visual.

Teste de Identificação COM-NAM: Aparecerão objectos através de imagem ou som. Temos que dizer em
que formato (imagem ou som) apareceu o objecto pela última vez, ou se não apareceu previamente.

Teste de Indagação REST-COM: Aparecem objectos durante pouco tempo. Depois deve-se seleccionar a
palavra que correponde com as imagens apresentadas, o mais rápidamente possível.

Teste de Descodificação VIPER-NAM: Aparecem imagens de objectos no ecrã durante um curto período
de tempo e desaparece. Depois aparecem quatro letras, e apenas uma corresponderá com a primeira
letra do nome do objecto, sendo essa a letra objectivo. Tem que realizá-lo o mais rápido possível.

Teste de Programação VIPER-PLAN: Consiste em sacar uma bola de um labirinto com o menor número
de movimentos possíveis e o mais rápido que possa.

Teste de Concentração VISMEM-PLAN: Aparecerão estímulos posicionados no ecrã e distribuidos de


maneira alternativa. Seguindo uma ordem, os estímulos ir-se-ão iluminando juntamente com a aparição
do som até completar a série. Durante a apresentação, tem que prestar atenção tanto aos sentidos
como às imagens iluminadas. No seu turno, terá que recordar a ordem da apresentação dos estímulos
no momento oportuno para reproduzí-los na mesma ordem que tenham sido apresentados.

Teste de Celeridade REST-HECOOR: Aparece no ecrã um quadrado azul. Terá que clicar o mais rápido
possível no botão situado dentro do quadrado. Quantas mais vezes clique no botão, no tempo
disponível, melhor resultado conseguirá.

Teste de Reconhecimento WOM-REST: Aparecem três objectos comuns no ecrã. Em primeiro lugar terá
que recordar a ordem da apresentação dos três objectos o mais rápido possível. Posteriormente,
aparecerão quatro séries de três objectos diferentes às apresentadas e terá que detectar a sequência
inicial.

Teste de Resolução REST-SPER: Aparecem no ecrã muitos estímulos no movimento. Terá que clicar nos
estímulos objectivo o mais rápido possível como seja possível, mas evitando clicar nos estímulos
intrusos.

Componentes da Percepção

Percepção visual Percepção auditiva Percepçãp espacial Reconhecimento Campo visual

Como reabilitar ou melhorar a percepção?

Todas as habilidades cognitivas, incluidas a percepção, podem ser treinadas para melhorar o seu
rendimento. Na CogniFit oferecemos a possibilidade de fazê-lo de maneira profissional.

A plasticidade cerebral é a base da reabilitação da percepção e das outras capacidades cognitivas. O


cérebro e as suas ligações neuronais fortalecem-se com o uso das funções que dependem destas. De
modo que, se exercitamos adequadamente a percepção, as ligações cerebrais das estructuras
implicadas nesta capacidade fortalecer-se-ão.

A CogniFit está formada por uma equipa de profissionais especializados no estudo da plasticidade
sináptica e em processos de neurogenese. Isto permitiu a criação de um programa de estimulação
cognitiva personalizado para as necessidades de cada usuário. Este programa teve origem numa precisa
avaliação da percepção e outras funções cognitivas fundamentais. Com base nos resultados da
avaliação, o programa de estimulação cognitiva da CogniFit oferece de forma automática um treino
cognitivo personalizado para melhorar a percepção e outras funções cognitivas que necessitem ser
fortalecidas de acordo com a avaliação.
É imprescíndivel realizar um treino constante e apropriado para melhorar a percepção. A CogniFit
dispõe de ferramentas de avaliação e de reabilitação para optimizar estas funções cognitivas. Para uma
correcta estimulação são necessários 15 minutos por dia, dois ou três dias por semana.

Este programa está disponível via online. Há uma grande variedade de actividades interactivas, em
forma de divertidos jogos mentais que podem realizar-se através do computador. Ao finalizar cada
sessão, a CogniFit mostrará um gráfico detalhado com a evolução do estado cognitivo.

Referencias: Evelyn Shatil, Jaroslava Mikulecká, Francesco Bellotti, Vladimír Burěs - Novel Television-
Based Cognitive Training Improves Working Memory and Executive Function - PLoS ONE July 03, 2014.
10.1371/journal.pone.0101472 Korczyn AD, Peretz C, Aharonson V, et al. - Computer based cognitive
training with CogniFit improved cognitive performance above the effect of classic computer games:
prospective, randomized, double blind intervention study in the elderly. Alzheimer's & Dementia: The
Journal of the Alzheimer's Association 2007; 3(3):S171. Peretz C, Korczyn AD, Shatil E, Aharonson V,
Birnboim S, Giladi N. - Computer-Based, Personalized Cognitive Training versus Classical Computer
Games: A Randomized Double-Blind Prospective Trial of Cognitive Stimulation - Neuroepidemiology
2011; 36:91-9. Korczyn AD, Peretz C, Aharonson V, et al. - Computer based cognitive training with
CogniFit improved cognitive performance above the effect of classic computer games: prospective,
randomized, double blind intervention study in the elderly. Alzheimer's & Dementia: The Journal of the
Alzheimer's Association 2007; 3(3):S171. Shatil E, Korczyn AD, Peretzc C, et al. - Improving cognitive
performance in elderly subjects using computerized cognitive training - Alzheimer's & Dementia: The
Journal of the Alzheimer's Association 2008; 4(4):T492. Haimov I, Shatil E (2013) Cognitive Training
Improves Sleep Quality and Cognitive Function among Older Adults with Insomnia. PLoS ONE 8(4):
e61390. doi:10.1371/journal.pone.0061390 Thompson HJ, Demiris G, Rue T, Shatil E, Wilamowska K,
Zaslavsky O, Reeder B. - Telemedicine Journal and E-health Date and Volume: 2011 Dec;17(10,):794-800.
Epub 2011 Oct 19.

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June 18, 2016

INCLUSÃO: TIPOS DE TRANSTORNOS NA PERCEPÇÃO

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IMAGEM DE TRÊS CENAS ONDE AS PESSOAS QUE SÃO MAGRAS E SE VEEM GORDAS

TIPOS DE TRANSTORNOS NA PERCEPÇÃO

TRANSTORNOS NA ORIENTAÇÃO ESPACIAL

Os problemas na orientação espacial referem-se a possibilidade de manter a localização constante do


próprio corpo tanto em função dos objetos no espaço, como para posicionar estes objetos em função da
sua própria localização .

Na escrita ocasiona a confusão entre letras similares e no cálculo pode confundir, tanto na leitura como
na escrita, números de grafia similar.

TRANSTORNOS NA ESTRUTURAÇÃO ESPACIAL:

Os transtornos na estruturação espacial se referem a capacidade de estabelecer uma relação entre os


elementos escolhidos.

Estas incapacidades causam dificuldades para classificar, ordenar, seriar e para utilizar medidas de
comprimento e de capacidade.

TRANSTORNOS NA ORGANIZAÇÃO ESPACIAL:

Os transtornos na organização espacial referem-se a capacidade de organizar adequadamente


elementos no espaço ou tempo, ou ainda, nos dois ao mesmo tempo.
Na sala de aula, pode causar dificuldades na ordenação de letras de uma palavra ou em números. ASCA
– CASA, SACA – ASCA

325 – 532, 218 – 821

TRANSTORNOS NA PERCEPÇÃO VISUAL:

O aluno demonstra as seguintes características:

1. Perde-se na leitura ou quando copia;

2. Não gosta de olhar livros com imagens;

3. Não nota coisas novas na sala de aula ou o que está a mais ou faltando;

4. Não vê detalhes;

5. Não consegue realizar tarefas de agrupamento;

6. Evita brincadeiras visuais pois perde-se em espaços mais amplos;

7. Busca ajuda para tarefas visuais;

8. Tem dificuldades em distinguir formas, letras ou palavras, inverte letras;

9. Não é atraído por desenhos, livros e filmes;


10. Pode apresentar olhos vermelhos, incômodo ou lacrimejar muito, trabalha devagar, tem vocabulário
pobre e copia mal do quadro;

11. Pede a ajuda de outras pessoas para se localizar nas dependências da escola;

12. Dificuldade em distinguir formas de letras (u,n,a,e,p,b,q,d,v);

FALHAS NA CONSTÂNCIA VISUAL E NA MEMÓRIA VISUAL

Constância visual – percebe as formas de maneira diferente dependendo de onde ela se encontra;

Memória visual – tem dificuldades de reconhecer rapidamente o material visual apresentado, sua
capacidade de retenção é pobre.

TRANSTORNOS VISUAIS NA PERCEPÇÃO DA FIGURA-FUNDO

O aluno pode apresentar as seguintes características:

1. Olha direto para o objeto mas não o vê;

2. É lento no processo visual, estuda imagens e palavras por um longo período;

3. Dificuldades com quebra-cabeças;

4. Dificuldades em trabalhar em locais desorganizados;

5. Dificuldade em ler escritos ligeiramente diferentes;


6. Gosta de livros com letras grandes;

7. Perde a linha quando lê e quando copia desenhos segue com o dedo para não se perder, coloca
círculos na volta das perguntas;

8. Não encontra as partes em um todo;

9. Não reconhece bem rostos;

10. Perde-se em palavras semelhantes, omite ou coloca em locais errados letras em palavras, reconhece
a palavra em uma página e na outra não e comete erros constantes nos cálculos e ao escrever omitindo
letras e palavras;

11. Não consegue encontrar os objetos desejados entre outros objetos;

12. Distrai-se com estímulos visuais estranhos;

TRANSTORNOS NA PERCEPÇÃO AUDITIVA:

Os alunos apresentam as seguintes características:

1. Tem dificuldades para distinguir sons (t,d);

2. Volta a cabeça para o professor para ouvir melhor, observa o rosto e o lábio do professor
atentamente enquanto conversa;
3. Freqüentemente diz: Hã?;

4. Dificuldades em compreender e seguir ordens e instruções orais dadas ao grupo;

5. Não presta atenção em histórias lidas em voz alta e discussões;

6. Tem dificuldades em instruções gerais;

7. Prefere olhar imagens a ler;

8. Dificuldades em compreender gravações e em soletrar;

9. Interage mais pelo esporte que pela conversa;

10. Aprende visualmente por isso olha para os outros e imita;

11. Dificuldade em distinguiu (mas, mais);

12.Não tem interesse por livros infantis, distrai-se com vozes, capacidade receptiva pobre e repete
orações dirigidas a ele, não gosta de música e atividades rítmicas.

Atenção auditiva – é a capacidade de fixar a atenção num estímulo percebido auditivamente;

Discriminação auditiva – é a habilidade para diferenciar a similaridade ou diferença entre os sons que
formam a linguagem oral;

Discriminação da figura-fundo – diferenciar o essencial e o periférico com a finalidade de focar a atenção


num estímulo concreto;
Memória auditiva – possibilidade de recordar estímulos auditivos de maneira que são reconhecidos
quando são apresentados de novo.

TRANSTORNOS DE DISCRIMINAÇÃO AUDITIVA:

Os alunos apresentam as seguintes características:

1. Ouve e pronuncia mal as palavras;

2. Não percebe as diferenças entre sons;

3. Tem pouca competência fônica na escrita;

4. Pode apresentar problemas de articulação da linguagem;

5. Não discrimina sons familiares;

6. Diz muito: “pensei que tinha dito isso!”;

7. Perde o fio da leitura rapidamente e tem dificuldade em perceber a diferença das letras.

8. A aprendizagem da fonética é muito difícil para elas pois tem dificuldades para perceber a diferença
entre (d,p,b);

TRANSTORNOS DE PERCEPÇÃO AUDITIVA DA FIGURA-FUNDO


Os alunos apresentam as seguintes características:

1. Observa muito o rosto e a boca do professor;

2. Perde a informação se o professor fala em um local diferente da sala;

3. Se está caminhando e se fala baixo, pergunta aos colegas o que o professor disse e pede para copiar
as anotações dos outros;

4. Não conseguem entender pessoas que tem algum sotaque;

Falam baixo ou muito rápido;

6. Não presta atenção a matéria verbal e evita conversas com fundo barulhento preferindo conversas
individuais;

7. Sempre pergunta o que foi dito na televisão;

8. Pode parecer distraído e volta-se para olhar a cada som novo ou voz da sala de aula;

9. Não presta atenção na matéria dada verbalmente;

10. Evita conversas com fundo barulhento e prefere conversar individualmente;

11. Volta-se para cada som novo ou voz na sala de aula e olha ao seu redor para ver de onde veio o som.
TRANSTORNOS NA MÉMORIA AUDITIVA:

1. Esquece a informação automaticamente depois de ter ouvido;

2. Freqüentemente diz “me esqueci”;

3. Não lembra números telefônicos, endereços e aniversários;

4. Não chama o professor e outros colegas pelo nome;

5. Não processa bem orações longas, interrompe discussões e conversas para não esquecer o que ia
dizer;

6. Não recorda problemas matemáticos,

7. Diz muito “essa coisa” para palavras esquecidas;

8. Perde o fio das histórias;

9. Depende dos outros para lembrá-lo das coisas;

10. Vai mal em testes de retenção e não consegue lembrar de mais de três ou quatro dígitos.

FALTA DE MEMÓRIA SEQUENCIAL AUDITIVA:

Os alunos apresentam as seguintes características:


1. Tem que repassar a série completa para lembrar de uma letra ou número;

2. Recorda os números mas esquece da ordem ou da seqüência;

3. Lembra de eventos mas não sabe a seqüência;

4. Tem que dizer o alfabeto completo quando usa o dicionário;

5. Confunde os dias da semana e meses do ano;

6. Não recorda a ordem e a seqüência em tarefas como computação e matemática e confunde a ordem
das sílabas ou das palavras.

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Aprenda Semiologia com Dr. Joubert Barbosa (1942)

"Maneiras de examinar as funções mentais"

PERCEPÇÃO

Percepção é a faculdade pela qual conhecemos um objeto que, por algumas de suas qualidades, nos
causou uma impressão sensorial. É o conhecimento do mundo sensível pelos sentidos.

Aproximando-se da sensação, é a percepção, entretanto, o conhecimento mais complexo das


coisas, enquanto a sensação seria a consciência amorfa e indiferenciada pela pura presença do objeto.
Ver a cor branca é uma sensação; ver a folha de papel branco, é uma percepção (Dunan).

Divide-se em:

a) Percepção simples: é a sensação representativa que cada sentido pode experimentar por si mesmo,
independentemente do concurso de outros sentidos. Temos assim os odores, os sabores, os sons,
objetos próprios respectivamente do olfato, do paladar, da audição, etc.

b) Percepção composta: é tudo aquilo que um sentido parece perceber fora e além do seu objeto
próprio. Alguém pode dizer que ouve um grande sino que toca na vizinhança, tendo assim a percepção
conjunta do som, do tamanho e de distância, baseado apenas no som que percebe, som que é objeto
próprio do ouvido. As outras percepções (tamanho e distância) foram conseqüências de educação,
hábito e associação.
A percepção simples, limitando-se a traduzir em linguagem psicológica a ação dos agentes externos
sobre os órgãos dos sentidos, está pouco exposta à alteração (ilusões, alucinações, etc.)

As percepções compostas, por serem resultados de induções ou associações mais ou menos


apressadas, nos expõem mais facilmente ao erro e às falsas interpretações.

A percepção simples cansa mais que a composta.

PATOLOGIA DA PERCEPÇÃO

TRANSTORNOS QUANTITATIVOS – Podem resultar de alterações dos órgãos dos sentidos ou de


desordem do funcionamento psíquico. No primeiro caso estariam, por exemplo, alterações por lesões
do aparelho auditivo. No segundo caso, os transtornos da percepção observados durante as crises
maníacas.

Hiperpercepção – Caracteriza-se pela multiplicidade e intensidade das impressões recebidas.


Coincide, geralmente, com o aumento global da atividade psíquica. Em alguns casos, como nos estados
maníacos, síndromes de hipertireoidismo, embriaguez leve, a hiperpercepção se acompanha de euforia.
Outras vezes, como em certas neuroses, a capacidade exagerada de ver, ouvir, sentir, constitui um
sofrimento para o doente.

Hipopercepção – Caracteriza-se pela debilidade e diminuição de impressões. Coincide com o


retardamento do ritmo psíquico. Algumas vezes a hipopercepção é tão acentuada que chega ao limite
de ausência. Observa-se nos estados confunsionais, psicastênicos, síndromes depressivas, nas fases
iniciais da esquizofrenia, etc.

Nos casos de histeria é comum os pacientes acusarem diminuição ou ausência de sensibilidade tátil,
diminuição de visão, etc. sem que exista propriamente uma perturbação da percepção.

TRANSTORNOS QUALITATIVOS – Entre outros distinguimos:


Micropsia – É o fenômeno segundo o qual os objetos são percebidos reduzidos em seu tamanho.
Observa-se, muitas vezes nas psicoses auto e heterotóxicas.

Macropsia – Os objetos parecem bem grandes.

Dismegalopsia – Os objetos apresentam partes bastante aumentadas e outras extraordinariamente


reduzidas.

Multipsia – Percebe-se um objeto multiplicado várias vezes.

Discromopsia – As cores proporcionadas pela percepção não coincidem com as do objeto.

Ilusão – É uma desordem da percepção em virtude da qual o objeto é deformado. O paciente diz,
por exemplo, ver um gato onde existe um coelho. Pode resultar da aplicação insuficiente da atenção ou
de intervenção enérgica da afetividade e, finalmente, de influência da imaginação.

A pareidolia é uma variedade de ilusão. A exaltação da imaginação dota um objeto qualquer de


novos atributos, levando a que seja percebido como outro.

A ilusão nem sempre é patológica e é muito comum nos estados toxinfecciosos, estados maníacos,
alcoolismo, demência senil, etc.

Estado Alucinatório

ALUCINAÇÃO – Segundo a definição clássica de Bell, alucinação é a percepção sem objeto.


Enquanto, graças à ilusão, se deforma a realidade percebida, mediante a alucinação se acredita
perceber o que realmente não existe.
Dividem-se as alucinações em fisiogenéticas e psicogenéticas. As primeiras decorrem de alterações
dos órgãos dos sentidos ou do sistema nervoso, as segundas resultam do mecanismo psíquico puro.

A alucinação pode ser primitiva ou secundária. Algumas vezes constitui elemento essencial de uma
perturbação mental, outras vezes secundário.

a) Alucinações auditivas – Denomina-se acusma a falsa percepção de ruídos (sibilos, tiros, etc.). Fonema
é a falsa percepção de palavras. Estas podem ser de pessoas conhecidas ou desconhecidas, dirigidas ao
doente ou não, bem compreensíveis, às vezes, ouvidas apenas por um ouvido ou por ambos ao mesmo
tempo. É possível ouvir também várias pessoas simultaneamente.

Diz-se que há alucinações bilaterais antagonistas quando, por exemplo, o ouvido direito ouve
elogios e o esquerdo, insultos.

Consiste o eco do pensamento em “ouvir” o paciente seus próprios pensamentos.

O conteúdo das alucinações auditivas varia geralmente com o estado afetivo.

São comuns nas psicoses agudas, no delírio alucinatório sistematizado crônico, na parafrenia, na
esquizofrenia, etc.

b) Alucinações visuais – Denomina-se elementares quando a falsa percepção se refere a sombras ou


cores. E diferenciadas se se trata de pessoas ou coisas.

Ainda podem as alucinações visuais ser:

1) verbais, quando o paciente vê letras ou palavras;

2) oníricas, quando as visões desfilam como no sonho;


3) liliputianas, quando entre as imagens normais, o paciente distingue figuras minúsculas, geralmente
coloridas e dotadas de movimentos; são comuns no alcoolismo;

4) extra-campinas, em que o paciente distingue figuras fora do campo visual, isto é, atrás, acima ou
abaixo de si próprio;

5) autoscópicas, segundo as quais o paciente vê a si próprio dentro de seu corpo, ou vê projetada fora
de seu corpo sua própria imagem;

6) hemiopsicas, quando se refere apenas à metade do campo visual;

7) mistas, em que se combinam vários tipos de alucinações;

8) terroríficas, quando o conteúdo é de forte carga afetiva (incêndios, assassinatos, etc.).

Quanto ao conteúdo, as alucinações podem ser zoopsicas (animais) ou antropsicas (homens), etc.

As alucinações visuais são relativamente freqüentes nas psicoses toxinfecciosas e raras na


esquizofrenia.

c) Alucinações táteis – Podem ser:

1) ativas, quando o paciente acredita que toca em alguma coisa que não existe, observando-se nas
psicoses tóxicas e nos delírios místicos;

2) passivas, quando o paciente é tocado por alguma coisa estranha, pessoa, animal ou objeto. Não é
raro que estas sensações se realizem nos órgãos genitais.

Observam-se, sobretudo, na parafrenia e na psicose alcoólica.

Nos casos de cocainomania verifica-se com freqüência a alucinação tátil ativo-passiva.

d) Alucinações gustativas e olfativas – O doente queixa-se, por exemplo, de que sente veneno na comida
ou que puseram remédios para lhe roubar a potência. Observam-se na esquizofrenia e na parafrenia,
acompanhando-se, geralmente, de delírio de perseguição e de influência.
e) Alucinações cenestésicas – Os pacientes têm sensação de que coisas anormais se passam com seus
órgãos. O coração não tem sangue, o estomago está perfurado, a medula foi torcida, o cérebro está
cheio de areia, o fígado passou para o lado esquerdo, etc. São comuns nos estados neurastênicos,
depressivos, nos delírios de negação, hipocondríaco, esquizofrenia, etc.

f) Alucinações cinésicas – O paciente tem a impressão que seus braços se movem continuamente ou que
está voando. Outras vezes há sensação de que não pode andar. Na “alucinação verbal e gráfica”,
embora calado e parado, o doente tem a sensação dos movimentos necessários à articulação da palavra
ou à execução da atividade gráfica.

g) Alucinações do sentido muscular – Experimenta-se a sensação de que o solo se levanta ou de que o


corpo, leve como uma pena, voa. Também há impressão falsa da posição do nariz ou do tamanho do
braço. Outras vezes não sabe o paciente informar se está de pé ou deitado. São fenômenos que se
observam nos esquizofrênicos e histéricos.

h) Pseudo-alucinações – Resultam de atividade muito intensa da imaginação, em virtude da qual a


imagem adquire o aspecto de percepção real. É comum, normalmente, depois de uma viagem a bordo,
nos sentirmos, em terra, como se estivessemos navegando. Observa-se, por exemplo, como sintoma
patológico, no delírio espírita episódico.

SEMIOLOGIA DA PERCEPÇÃO

O estudo da conduta pode nos orientar sobre a existência de desordem da percepção. Algumas
vezes a atitude, a expressão fisionômica, a linguagem espontânea, são suficientes para denunciar a
presença de uma alucinação. Esta, entretanto, só se revela, geralmente, no curso de uma conversação
conduzida com habilidade.

Algumas vezes é na ausência do médico que as desordens se tornam mais interessantes. Aqui é um
doente que sente gosto de veneno na comida, ali é outro que prefere ficar no “quarto onde não é
possível ouvir os inimigos”.
Não raro se faz surgir com facilidade uma desordem latente da percepção. Assim, em certos casos
de alcoolismo, basta passar a mão sobre a cabeça para que o doente sinta uma enorme quantidade de
bichinhos.

Durante a conversação deixa-se entender que se ouve alguma voz estranha, ou se vê alguma coisa
de extraordinário. Outras vezes pergunta-se ao doente que está vendo ou que está ouvindo. A tarefa
pode ser aliviada com o uso do questionário de Cimbal-Nágera.

QUESTIONÁRIO DE CIMBAL-NÁGERA

ALUCINAÇÕES AUDITIVAS

1. Você observou alguma coisa que não pode explicar?

2. Você se sente intranqüilo?

3. Ouviu vozes de pessoas estranhas ou desconhecidas?

4. Ouve vozes sem saber donde vêm?

5. São ruídos ou vozes bem nítidas?

6. Entende o que dizem? Falam perto ou longe?

7. Chamam pelo nome ou por apelidos? Em voz baixa ou alta?

8. São vozes misteriosas?

9. São pessoas conhecidas? Homens, mulheres ou crianças?

10. As vozes vêm de sua cabeça ou nota que vêm de estranhos?

11. Por qual dos ouvidos ouve as vozes?

12. Você vê ou sente as pessoas que falam?

13. Ouviu algo enquanto falavam comigo?

14. Os outros doentes lhe disseram algo a respeito das vozes?

15. As vozes lhe desagradam? Por que?


16. Que dizem as vozes? Injuriam, insultam, ameaçam?

17. As vozes se dirigem a você ou se referem a você?

18. As vozes ordenam ou proíbem alguma coisa?

19. As vozes se referem aos seus pensamentos ou os repetem?

20. As vozes reproduzem os pensamentos antes ou depois que você pensa?

21. Outras pessoas ouvem o que você pensa?

22. Ouve palavras de desprezo, determinadas frases?

23. Dirigem censuras a você? Você cometeu algum delito?

24. Repita-me exatamente o que dizem as vozes.

25. São vozes isoladas, frases ou discursos?

26. Diga-me se ouve agora as vozes (tapam-se os ouvidos do paciente com as mãos, coloca-se um
relógio sobre o conduto auditivo externo ou se põe em movimento o motor do pantostato).

27. São vozes mesmo ou produto de sua enfermidade?

28. Você julga que eu também possa ouvir as vozes?

ALUCINAÇÕES VISUAIS

1. Você viu alguma coisa estranha ou que lhe tenha chamado a atenção?

2. Você viu fantasmas, visões, homens, animais, fogo, chispas, sombras, fios, dinheiro, massas humanas?

3. Os fantasmas se moviam ou estavam fixos à parede?

4. Você se assustou muito com as visões?

5. Os fantasmas eram de tamanho natural?

6. A visão se aproximava ou se distanciava de você?

7. As visões se moviam se você fechava os olhos?

8. As visões eram escuras ou coloridas? De que cor?

9. Posso segurar alguns dos fantasmas?


10. Você viu coisas parecidas no sonho?

11. Tem visões somente à noite, ou também durante o dia?

12. Que você está vendo? (manda-se o paciente fechar os olhos e faz-se ligeira pressão sobre os globos
oculares; mostra-lhe uma folha de papel branca, ou leva-se o paciente à janela).

13. Leia o que está no papel (entrega-se uma folha de papel branco).

ALUCINAÇÕES OLFATIVAS E GUSTATIVAS

1. Você sentiu sabor ou odor desagradável na comida?

2. Quiseram envenená-lo?

3. Os odores são agradáveis ou desagradáveis?

4. De onde vem o odor ou o sabor desagradável?

5. O odor desaparece rapidamente ou demora muito tempo?

6. O odor ou o sabor desagradável prejudica-o?

ALUCINAÇÕES TÁTEIS

1. Você sente alguma coisa estranha em seu corpo?

2. Acha que o hipnotizam?

3. Sente que o atormentam com influências estranhas ou correntes elétricas?

4. Sente como se o atingissem? (beijos, beliscões, cócegas, etc.)

5. As sensações são agradáveis ou desagradáveis?

6. Sente que alguém lhe atinge os órgãos genitais?

7. Masturbaram-no contra sua vontade?

ALUCINAÇÕES CINÉSICAS
1. Você realizou movimento contra vontade?

2. Sente que partes de seu corpo mudaram de posição?

ALUCINAÇÕES DE LOCALIZAÇÃO ESPECIAL

1. Você sente como se o levantassem no espaço?

2. Sente fortes empurrões?

3. Sente que as paredes balançam?

4. O solo oscila?

5. A cama ficou em posição vertical?

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