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Paulo Vieira é Master Coach, escritor e conferencista inter-

nacional, criador do Método CIS e do Coaching Integral


Sistêmico. Possui mais de 22 anos de experiência
na área de consultoria e de coaching, e mais
de 10.800 horas de sessões individuais de co-
aching.

FORMAÇÃO:
• Mestre e PhD pela Florida Christian
University (FCU)
• Pós-graduado em Gestão de Pessoas
• Possui MBA internacional em Marketing (Portugal)
• Graduado em Business Administration (FCU)

Paulo Vieira é Presidente Fundador da Febracis Coaching Integral Sistêmico,


empresa que já impactou mais de 60 milhões de vidas ao longo dos anos atra-
vés de cursos, treinamentos, livros e demais produtos consolidados. Somente o
Método CIS, maior treinamento de inteligência emocional do mundo, impac-
tou mais de 200 edições.

Ao longo de todos os anos de experiência e estudos, Paulo Vieira vem aprimo-


rando a metodologia do Coaching Integral Sistêmico e tornando-a poderosa
para aqueles que têm contato com ela. “O Coaching Integral Sistêmico repre-
senta uma verdadeira revolução nos processos de coaching tradicional. Toda
essa pesquisa e aplicação me levou a identificar uma demanda emocional que
impedia as pessoas de agirem no sentido de conquistar grandes sonhos- algo
não trabalhado no coaching tradicional. Essa descoberta impactou de forma
positiva os resultados obtidos pelas pessoas, promovendo uma verdadeira
transformação”, explica Paulo Vieira.
Direitos autorais ©️ 2020 Paulo Vieira

Todos os direitos reservados

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pressa por escrito do autor.

Design da capa por: Juliana Caracas


Diagramação: Juliana Caracas
Revisão: Pedro Saraiva

febracis.com.br

e-book gestão de finanças pessoais


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CapÍTULO 1 Pág 6
DE ONDE VÊM OS SEUS PENSAMENTOS
SOBRE DINHEIRO?

CapÍTULO 2 Pág 29
ARMADILHAS DA RIQUEZA

CapÍTULO 3 Pág 50
PLANEJANDO O USO DO SEU DINHEIRO

CapÍTULO 4 Pág 76
ESTRATÉGIAS PARA ORGANIZAR SUAS
FINANÇAS

CapÍTULO 5 Pág 99
JORNADA DA RIQUEZA
A Febracis é a maior instituição de coaching do mundo. São mais de 60 mi-
lhões de vidas impactadas pela metodologia exclusiva do Coaching Integral
Sistêmico, a qual tem como objetivo desenvolver pessoas não apenas financei-
ramente, mas em todos os pilares da vida: emocional, conjugal, parental, fami-
liar, social, espiritual, profissional, social, dentre outras. Em suma, acreditamos
que a felicidade não depende apenas daquilo que o consumo torna possível
ter, mas, sim, do tempo de qualidade que você dedica ao que faz.

A trajetória inicial de quem busca a Febracis passa pelo Método CIS, o maior
treinamento de inteligência emocional do mundo. São cinco dias de imersão
que dão a você o poder de assumir o controle da própria vida, colocando ob-
jetivos em prática e construindo o caminho com os resultados que merece. E
o melhor de tudo: é uma jornada que engrandece a quem busca, bem como
aqueles que estão redor.

Cientificamente comprovado, o Método CIS já impactou mais de 700 mil vidas,


um número mais que expressivo de pessoas buscando mudança, crescendo
e contribuindo. Para além da inteligência emocional, a Febracis acompanha
você em toda a sua jornada de caminho à abundância, atendendo a todas as
esferas que compõem uma vida plena.

Aproveite este material com conteúdo exclusivo da instituição de coaching


que mais impacta no mundo, desenvolvendo pessoas e capacitando-as para
construírem sua melhor versão. Você também está convidado(a) a dar esse
passo inicial para a sua mudança.

“O melhor está por vir.”

quem somos
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e-book gestão de finanças pessoais
capítulo 1
1. DE ONDE VÊM OS SEUS
PENSAMENTOS SOBRE DINHEIRO?
Ser rico é jogo de gente grande e dinheiro ainda é um tema que, arriscamos
dizer, é polêmico. Por exemplo, você já observou sua própria postura diante
do dinheiro? Preste atenção, é uma relação de medo ou de sucesso? De arro-
gância ou de humildade? Quais as suas crenças em torno do dinheiro? Elas te
limitam ou te potencializam?

Repensar o relacionamento com o dinheiro é também trazer à tona aquelas


falsas desculpas que, alguns de nós, damos a nós mesmos quando buscamos
ser amados ou bem-queridos por todos. Para ficar mais claro, se um dia você
usou a historinha de que “dinheiro não é fácil”, há uma grande possibilidade
dessa justificativa ter sido utilizada tal qual um conforto para si próprio. Certo
ou errado? Seja honesto(a)!

1.1. Induzindo a fonte dos seus pensamentos:


Algoritmo do Enriquecimento
Um dos primeiros passos para ajudar você a fazer
essa autorreflexão sobre a relação com o dinhei-
ro é entender o Algoritmo do Enriquecimento.
Qual é a fórmula para ser abundante? Exis-
TÉCNICA
te uma fórmula para ser verdadeiramente
rico, ao ponto de satisfazer seus maiores
sonhos pessoais e, ainda, estender a TEORIAS E
prosperidade aos demais? Existe – CONCEITOS
mas cabe, aqui, ressaltar que não
é uma magia ilusionista, o algo-
ritmo nada mais é, na verda-
PRINCÍPIOS
de, que prática e exercício
da prosperidade.
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O primeiro e mais importante componente desse algoritmo são os princípios
da vida próspera. Eles são a base, a essência da construção das suas cren-
ças, inclusive as financeiras, ou seja, os princípios estão diretamente atrelados
à sua forma de pensar o dinheiro.

Autorresponsabilidade, honestidade e integridade são alguns dos exemplos


de valores que podem nortear suas crenças: e estas impactam tanto na sua
vida como na de quem vive ao seu redor. Reflita, como você pode se dizer rico
utilizando uma bolsa ou vestindo uma roupa que é fruto de pirataria? Qual
verdade alguém estará vivendo ao se apresentar utilizando um produto que
apenas parece o original, mas não é?

Princípios de prosperidade bastante poderosos também podem ser encontra-


dos em atitudes, à primeira vista, simplórias, porém íntegras e eficientes em
sua função de base para crenças financeiras positivas, tais como:

• Gastar menos que ganha.


• Amar feedback (uma forma de dar valor ao seu próprio crescimento
contando com a colaboração de outros).
• Gratidão.
• Falar a verdade, independente de tudo.

O segundo elemento do algoritmo do enriquecimento são as teorias e os con-


ceitos. Quais as suas crenças de identidade, capacidade e merecimento rela-
cionadas às ações de fazer, ter e multiplicar dinheiro?

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O terceiro passo do algoritmo é entrar em ação, é dominar as técnicas, ser um
expert no seu nicho profissionais. Aqui, as técnicas nada mais são do que ações
diretas advindas do acúmulo ou da abundância das teorias e dos conceitos
apreendidos na etapa anterior.

Segue o foco: teoria sem prática e técnica que não se aplica não são capazes de
mudar os princípios; para progredir, é preciso agir com base, ou seja, primeiro,
é necessário fortalecer e internalizar os seus princípios e valores.

Para além de fórmulas mágicas e contos de fadas, o algoritmo do enriqueci-


mento envolve e requer congruência. Conhece esse termo? O substantivo de-
nota conformidade, correspondência e uniformidade. Em outras palavras, para
uma vida próspera, é preciso que os três passos (princípios, teoria e técnica)
comuniquem entre si, sem diferença entre a intenção e o gesto.

E como manter a congruência e fortalecer suas crenças positivas? Um ponto de


partida indispensável nesse processo é mudar aquilo que amarra você a uma
mentalidade medíocre, mediana ou pobre. Mais uma vez, é necessário limpar
o seu caminho de possíveis crenças negativas de capacidade, identidade e me-
recimento. Lembre-se: teoria que não é aplicada não muda os princípios, não
muda realidade.

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1.2. Crenças financeiras: o que elas mostram
sobre a sua relação com dinheiro?

Para identificar de onde vêm os seus pensamentos em relação ao dinheiro, é


preciso reconhecer quais princípios vêm norteando a sua vida. E para chegar
até esses princípios, é preciso entender as crenças. E o que são crenças? Em
resumo, são programas mentais. No que você acredita? Qual verdade você co-
munica para si mesmo e para os demais? Reflita: quando você comunica algo,
isso também envolve suas crenças. O que você tem comunicado?

É preciso que você entenda que a forma como pensa o dinheiro passa, pri-
meiro, pelas suas crenças. As crenças podem ser limitantes ou fortalecedoras,
envolvendo questões de identidade, capacidade e merecimento em relação a
fazer, multiplicar e ter dinheiro – e todas essas modalidades podem, e devem,
ser trabalhadas como forma de construir o seu desenvolvimento integral e sis-
têmico.

Uma pessoa que tem crença de pobreza, mesmo que ganhe ou herde fortu-
nas, em pouco tempo irá perder e voltar ao mesmo patamar de vida de antes.
Da mesma forma, aqueles(as) que têm crenças financeiras de sucesso, mesmo
que sejam roubados(as) ou entrem em maus negócios, em pouco tempo são
capazes de se recuperar e de ter o mesmo padrão de antes.

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MODELOS MENTAIS FINANCEIROS

Mentalidade rica
“Eu não vim competir, vim vencer com ética e honestidade.”
As pessoas ricas, ou aquelas que se tornam ricas, jogam para ganhar e encaram
o sucesso como um jogo sério. São pessoas dispostas a pagarem o preço pela
vitória. Elas falam e comunicam prosperidade. Todo o resto é consequência.

Mentalidade mediana
“O importante é competir.”
As pessoas que trafegam pela vida financeira de modo mediano entram jogo
do dinheiro somente para jogar; quando muito, encaram pensando apenas
em não perder. Facilmente, pessoas com esse modelo mental são mais
confortáveis em manifestar frases como “se eu vencer, já está ótimo; se não,
tudo bem também”.

Mentalidade pobre
“Para quê eu vou empreender, se as pessoas não estão comprando?”
Uma pessoa com mentalidade financeira pobre é geralmente aquela para
quem o jogo do enriquecimento já está perdido antes mesmo de tentar – elas
sequer arriscam participar. São pessoas pobres em seus resultados financeiros,
pois pensam, falam e se comportam com o fracasso já dado como certo.

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“Toda crença é
autorrealizável.”
Paulo Vieira.

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Mas sabe o que é magnífico nisso tudo? A neurociência nos garante que não
precisamos sofrer sendo a mesma pessoa sempre. Somos seres capazes de re-
programar nossas crenças por meio do hábito. Portanto, é possível buscarmos
e trabalharmos na nossa melhor versão sempre: para si e para os demais. Em
outras palavras: se algumas fichas vêm caindo quanto ao seu modo de pensar
o dinheiro, não se preocupe, a mudança pode estar, literalmente, dentro de
você.

1.3. Não tenha medo de ser rico, mas não


busque riqueza por temer ser pobre

Quando alguém se torna rico motivado pelo medo de ser pobre, transforma
o dinheiro e seus bens em seu guia. Para essas pessoas, o dinheiro tornou-se
prioridade na vida, então o patrimônio e o dinheiro deixam de ser um meio e
se tornam um fim, e seu possuidor passa a ser escravo e servo de seu dinheiro.
O casamento, os filhos, a saúde e até a própria felicidade se tornam menos im-
portantes que o dinheiro e as conquistas materiais.

Exemplo disso são pessoas que já abandonaram filhos e casamento em nome


do sucesso profissional, às vezes deixar em segundo plano é bastante – você
conhece pessoas com tempo e disposição para construir um patrimônio in-
vejável, porém sem tempo ou disposição para cuidar da própria saúde? Para
essas pessoas, o medo de ser pobre ou de não ser capaz de manter a si e a sua
família adulterou seus valores primordiais.

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Pessoas assim não percebem que a vida é um todo, composto de, pelo menos,
11 áreas fundamentais para a felicidade humana. Observando o Mapa de Auto-
avaliação Sistêmico (MAAS), a seguir, você percebe que a vida financeira é uma
das 11 áreas. E, quando damos mais atenção a ela ou a qualquer outra área,
deixando outras de lado, certamente teremos problemas mais à frente. Uma
vida financeiramente rica e feliz precisa, ao longo do tempo, de equilíbrio em
todas as 11 áreas da vida. Então, seja rico pelos motivos certos.

profissional emocional

espiritual
financeiro

parentes

intelectual

conjugal
servir

filhos

saúde

social

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1.4. Existem motivos válidos para querer ser rico?

A resposta é SIM!

1. Ser rico para realizar meus sonhos.

2. Ser rico para usufruir de coisas boas da vida.

3. Ser rico para gerar riqueza e empregos.

4. Ser rico para ajudar os necessitados.

5. Ser rico como um estilo de vida abundante.

6. Ser rico para ser exemplo para outras pessoas também o serem.

7. Ser rico para contribuir para o reino de Deus na Terra.

8. Ser rico para ter uma velhice plena e saudável.

9. Ser rico para influenciar positivamente o mundo ao meu redor.

10. Ser rico e usar o dinheiro para defender uma causa humanitária/social.

11. Ser rico para cumprir o que Jesus Cristo disse: “Eu vim para que tenham

vida, e a tenham com abundância” (João, 10:10).

12. Ser rico para conhecer lugares extraordinários ao redor do mundo.

13. Ser rico para proporcionar oportunidades extraordinárias a mim e aos

meus filhos.

E quais são os falsos motivos para ser rico? Vamos agora à relação de falsos mo-
tivos para ser rico, os quais, na verdade, baseiam-se no medo de ser pobre, de-
pendente financeiro ou ainda no medo de viver as consequências da falta de
dinheiro. Então, depois de ler estes exemplos, marque aqueles que se parecem
com seus sentimentos.

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1. Ser rico para ter segurança

2. Ser rico para que eu nunca mais viva as dificuldades que

vivi.

3. Ser rico para que meus filhos não passem pelo que pas-

sei.

4. Ser rico para que eu tenha uma velhice segura.

5. Ser rico para que, sempre que precise, possa contar com

o que existe de melhor.

6. Ser rico para ser respeitado.

7. Ser rico para que as pessoas me aceitem e me amem.

8. Ser rico para dar um ambiente melhor para meus filhos,

diferente do que tive.

9. Ser rico para que ninguém pise em mim.

10. Ser rico para poder deixar meus filhos seguros financei-

ramente.

Se você observar bem, todos esses dez motivos para ser rico, na verdade, são
motivos para não ser pobre e viver as consequências da falta de dinheiro. E,
como já abordado anteriormente, quem enriquece, ou se mantém rico pelo
medo, jamais será verdadeiramente rico.

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1.3. As historinhas
que ditam o rumo Reafirmar seus princípios e se debruçar so-

entre você e o bre teorias e técnicas levam você a um ca-

dinheiro minho de prosperidade, isso você pode con-


ferir um pouco no algoritmo da felicidade.
Também já dissemos aqui que esse caminho de volta ajuda no reconhecimen-
to de padrões, nocivos ou não, no seu relacionamento com o dinheiro. Porém,
uma coisa que ainda não deixamos claro é que as historinhas que você conta
podem ser um fácil caminho de identificação de crenças financeiras limitantes.

As historinhas nada mais são que manifestações das suas crenças, dos princí-
pios, das técnicas e teorias que você vive. Já parou para pensar quais histori-
nhas estão por trás da sua relação com o dinheiro?

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“Meu concorrente tem mais sorte.”

“Tudo dá errado pra mim.”


“Não tenho dinheiro para investir.”

“A crise é muito forte.”

“A concorrência é grande.”

“Não tenho estudo, não


tenho formação acadêmica.”

“Meu pai me abandonou.” “Não tenho tempo.”

“Meu currículo é fraco.”

“Já conquistei muito.”

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Qual ou quais dessas mentirinhas mantêm você na sua zona de conforto? Qual
papel você vive? Identificando essas expressões de crença, vai ficando mais
próxima e clara a forma como você entende e posiciona o dinheiro na sua vida.
Saiba, dentro de nós, vive o pior dos perdedores, mas também o melhor dos
vencedores. Qual deles vive dentro de você? Qual deles você comunica? “Sou
feliz, forte e rico” ou “sou apenas um coitado”?

Pode doer, mas, se você tem cultivado a ideia de que dinheiro não é fácil, o
problema talvez esteja na sua falta de competência em fazer, ter e multipli-
car – mas, para isso, tem jeito: reprograme suas crenças. Comunique vitória na
fala, na postura, nas ações: internalize o vencedor diariamente. Cure sua rela-
ção com o dinheiro e transforme seu medo em ação. “A crise está difícil”, na
verdade, é difícil para todo mundo. Reverta a situação, mude seu repertório e
viva em prosperidade. Lembre-se: sua combinação é única, vista seu papel de
vitória. Seja grato.

Então, você entende por que é importante entender de onde vêm os seus pen-
samentos sobre dinheiro?

1.4. O escalador frustrado e impotente ou o


próspero?
Se você não está vivendo a prosperidade, então a disfunção é uma certeza.
Uma pessoa com vida disfuncional tem, em média, um repertório de quatro
historinhas como cenário para a vitimização. As desculpas que seguram você à
sua zona de conforto podem ser, em parte, verdade, mas não são irreversíveis.
Observe, a seguir, a construção da metáfora do escalador e veja como as histo-
rinhas cotidianas podem ser revertidas, conforme uma perspectiva positiva de
crescimento.

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Historinhas do escalador

“A montanha é alta”

“Não sei escalar”

“Tem muita gente escalando”

“Não tenho os equipamentos/o


conhecimento”

Solução real
para prosperidade

A altura e a crise são


fatos para além do seu
controle. Mude o que está
ao seu alcance.

Aprenda, estude, capacite-se.

Mude o local para um com menos concorrência.


Considere mudar seu nicho de mercado.

Inicia com segurança desde a base da montanha e, aos


poucos, compra equipamentos e inicia a subida.
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Comunique vitória

Personagem frustrado e
Comunicação vitoriosa e operante
impotente

“A crise é forte” “A crise é para todos e eu sei crescer na crise.”

“Não sou boa em gestão” “A cada dia sou melhor em gestão.”

“A cada dia me torno melhor do que a


“A concorrência é grande”
concorrência”
“Não tenho dinheiro para
“Tenho o suficiente para cada etapa da vida”
investir”

Comunique sucesso

Personagem arrogante e
Comunicação humilde e de sucesso
autossuficiente
“Eu tenho tudo o que preciso” “Sou abundante em tudo”
“Preciso ter dinheiro e por isso faço e tenho
“Não preciso de dinheiro”
dinheiro”
“Dinheiro me faz mais feliz ainda e um
“Dinheiro não traz felicidade”
mundo melhor”
“Ganhar dinheiro não é fácil” “Eu aprendo todo dia a ganhar mais dinheiro”

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Comunique a sua prosperidade

Agora é a sua vez, quais são as quatro historinhas que você conta para si mes-
mo? Preencha a tabela a seguir, aproveite e exercite transformá-las em uma
comunicação de sucesso e vitória.

Historinhas Comunicação de prosperidade

1.5. Como mapear seus pensamentos sobre


dinheiro e acabar com as historinhas?
Com alguns exemplos dados sobre como as historinhas podem atrasar sua
vida e, até mesmo, sumir com oportunidades que você sequer imagina, agora
é hora de praticar. Sem prática, não tem teoria que faça milagre.

3 passos para se livrar das historinhas

1. Dê notas para sua receita e patrimônio:


a) De 0 a 10, qual nota você atribui?
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b) De 0 a 10, qual nota você gostaria de ter?


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2. Identifique quatro (04) historinhas que têm permeado sua vida.
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3. Hora de transformar emoção ruim em boa. De frente para um espelho, repi-


ta as historinhas para si mesmo(a):
a) Primeiro, de forma infantilizada; logo em seguida, ridicularize essa sua
versão – não tenha vergonha, é só você e sua imagem;

b) Agora, repita novamente a mesma frase, porém em tom arrogante e


sério; após repetir, ironize a você mesmo(a) mais uma vez, diminua essa
versão arrogante que você vê no espelho;

c) Em um terceiro ato, transforme a historinha em história: repita o opos-


to da frase dita para si mesmo(a), mas agora em tom vitorioso – aprovei-
te, passe três minutos repetindo essa boa história.

d) Repita o processo com todas as historinhas que você selecionou.

Você vai fazer de verdade ou vai ficar na teoria? Transforme em técnica: emoção
ruim, emoção boa. Faça os exercícios.

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1.6. Reconheci de onde vêm meus
pensamentos sobre dinheiro, e agora?

Agora é a melhor parte: hora de se desafiar com metas! Após identificar seus
padrões de relação com o dinheiro, adote “metas desafiadoras” como mantra
pessoal e dê combustível ao seu algoritmo da felicidade. Dê sentido aos seus
princípios, às suas teorias e técnicas.

Ter uma meta desafiadora não é sinônimo de estabelecer como objetivo com-
prar um avião a jato, por exemplo. Não que você não possa, mas entenda que
sua meta precisa ser comparada ao que você tem hoje, não é para ser compa-
rada com o que você não tem.

Metas que te tiram da zona de conforto são o passaporte para o jogo de gente
grande. Se você não tem, é porque está fora do desafio e, consequentemente,
todas aquelas crenças estão provavelmente enevoando seu horizonte. Enten-
da: meta pequena não é meta. Para ser desafiador, o objetivo exige esforço,
planejamento e preparação e, muitas vezes, vai pedir, também, decisões impo-
pulares, talvez até impulsionando você a fazer o que não fazia antes. Viva esse
personagem!

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p 24
“Depois que você
perde o medo de
sonhar alto, nada
mais te para.”
Paulo Vieira

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INDICAÇÕES DE LIVROS
Fortaleça seus princípios e conceitos e
crie uma mentalidade financeira firme:

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p 26
“Estabelecer limites
é escolher um
destino de sucesso.”
Paulo Vieira

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p 27
INDICAÇÕES DE CURSOS
Prepare sua mente para crenças de identidade,
de capacidade e de merecimento:

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p 28
capítulo 2

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2.1. COMPREENDENDO O CONCEITO
DE RIQUEZA
O que é crescimento e prosperidade financeira? Por que nós buscamos esse
crescimento financeiro? Ou melhor, primeiro de tudo, o que é riqueza? Vamos
nos familiarizar mais com as definições do termo, um passo a mais no processo
de trabalhar o seu relacionamento com o dinheiro.

Certamente, você já se deparou com a seguinte realidade (talvez na sua casa


ou com alguém próximo): uma pessoa que anda de carro esportivo, relógio e
acessórios distintos, mas que dentro de casa vive em disfunção: o colégio dos
filhos atrasado, o aluguel pendente etc.

Aplicando a primeira definição de riqueza que trouxemos anteriormente, esse


é um exemplo de pessoas que vivem para além dos seus termos – vão muito
além das possibilidades. Quer um conselho? Viva nos seus termos, seja rico nos
seus termos. Na comunidade carente tem aquela pessoa que pode ser consi-
derada mais rica que outras no ambiente, na classe média tem, em todas têm.
Tenha sua casa farta, geladeira farta, contas pagas, sem pagar juros, vivendo nos
seus termos, ganhando muito mais do que você gasta, vivendo com sobrieda-
de. Esse modelo te faz crescer financeiramente. E mais: não confunda riqueza
verdadeira com riqueza aparente.

Para você ser verdadeiramente rico, você tem que cumprir seis passos. Acom-
panhe a seguir e aproveite para refletir sobre seu estado atual no que diz res-
peito o entendimento do termo riqueza.

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“Ser rico é viver
nos seus próprios
termos, segundo
suas possibilidades,
e não segundo suas
limitações.”
paul McKenna

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SEIS PASSOS PARA SER VERDADEIRAMENTE RICO

1. Fazer dinheiro ou ganhar dinheiro. Você faz dinheiro? Atribua uma nota
de 0 a 10.

____________________________________________________________________________

2. Ter ou possuir dinheiro e patrimônio. Algumas pessoas fazem muito, mas


gastam além dos rendimentos, ou seja, ficam com nada – possuem nada).
Você possui bens que são seus? Carro sem ser financiado? Casa própria?
Qual nota você atribui para o seu patrimônio?

____________________________________________________________________________

3. Investir, fazer e produzir dinheiro. Se você não sabe investir dinheiro, você
vai ter que sempre trabalhar para produzir dinheiro. Pessoas ricas de verdade
acumulam/possuem dinheiro, mas também sabem investir de maneira que
o dinheiro se reproduza de forma automática, ficando livre para tirar férias
ao mesmo tempo em que produz e multiplica. Faça o dinheiro trabalhar
para você. Atribua uma nota de 0 a 10 para o seu nível de conhecimento
sobre investimentos financeiros.

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p 32
4. Usufruir da vida. Se você cumpre tudo e não usufrui, você é um escravo,
incapaz de usufruir a vida que Deus te deu. Você está em uma vida infeliz
onde o dinheiro é seu líder, é seu guia. Uma vida de medo.

5. Abundar ou transbordar sua riqueza aos necessitados. Doar a quem


precisa, a uma instituição, a um órfão. Que rico é esse que não tem o que
doar? Se você não doa pelo menos 10% da tua renda, você é um miserável,
é um egocêntrico, inseguro, amedrontado, acovardado. Se você não faz isso,
certamente será miserável, com uma nociva mente de escassez. Atribua
uma nota, dez 0 a 10, para este patamar da sua vida: como está o seu
compromisso em ajudar os demais?

____________________________________________________________________________

6. Continuar rico: tendo, fazendo e multiplicando, depois de ter cumprido


os cinco passos.

2.2. Armadilhas para o crescimento


profissional
Jogo de gente grande exige postura conforme a indicação etária. Simplifican-
do: precisa de seriedade. Para entrar verdadeiramente no caminho do enrique-
cimento, é preciso abandonar as historinhas, as desculpas mais eficazes em
manter você no seu conforto. Acompanhe, a seguir, alguma dessas armadilhas
que impedem você de ter uma vida abundante.

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2.2.1 Armadilha #1: Guardar dinheiro para os dias
difíceis
Quando você toma a decisão de guardar dinheiro para os dias difíceis, está, em
primeiro lugar, dizendo para seu cérebro que os dias difíceis virão. A segun-
da mensagem subliminar é que você precisará desse dinheiro guardado para
gastar nesses dias difíceis. E, como já sabido, todo pensamento ou comporta-
mento repetidos insistentemente acabam virando uma crença – e crenças são
autorrealizáveis (como num passe de mágica, surge um problema e lá se vai
todo o seu dinheiro guardado).

Por ignorar os mecanismos mentais, o poupador para dias difíceis diz: “ainda
bem que venho guardando esse dinheiro há dez anos. Como estaria minha
vida agora se eu não tivesse essa quantia para resolver esse problema?”. Na ver-
dade, se não tivesse o dinheiro para os dias difíceis, provavelmente o problema
não teria acontecido. O que o poupador para os dias difíceis não percebeu foi
que ele repetiu uma autossugestão, que produziu uma realidade. Sabe como
isso acontece? Muito simples, acompanhe o ciclo a seguir:

Toda crença é
autorrealizável

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p 34
O sucesso não está apenas no que fazemos, mas também no porquê e no
como fazemos. Não há problema em ter dinheiro guardado e usá-lo, eventual-
mente, em uma emergência. O problema está em quando se estabelece uma
meta de ter dinheiro para os dias difíceis. Que tal estabelecermos objetivos de
termos 10 milhões de reais para comprar a casa dos sonhos, realizar a viagem
mais desejada, montar um negócio que sempre quis e, se for necessário, até
para resolver um problema em um dia difícil?

2.2.2. Armadilha Quando uma pessoa busca a riqueza pelos sen-


#2: Ficar rico pelo timentos certos, tanto a jornada do enriqueci-
sentimento errado
mento como a chegada até o sonhado pote de
ouro são sempre benéficas. Porém, quando alguém busca se tornar rico pela
raiva do que viveu no passado, pelo medo de viver as limitações e frustrações
da pobreza novamente ou quando busca a riqueza por autoafirmação, para
compensar o sentimento de inferioridade, não só a jornada do enriquecimen-
to é muito dura como também a conquista da riqueza não o fará nada feliz.

2.2.3. Armadilha #3: Achar que não tem muito o que


aprender (arrogância e prepotência)
Quando você diz que é capaz, está também arrogando capacidade. Pior ainda:
às vezes, você acha que pode antes de poder, cultivando um sentimento de
prepotência. Ou seja, você está se enganando. Mesmo você tendo boa vontade,
você é arrogante e prepotente. Essa é a primeira característica das pessoas que
fracassam: arrogância e prepotência.

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p 35
“fazer sozinho
é um mito.
ninguém faz nada
sozinho”
Paulo Vieira

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p 36
Humildade é sabedoria para ir mais longe. Leia, estude, consulte, aplique, dis-
cuta em grupo, escute opiniões e perspectivas, faça treinamentos, admita que
não sabe, traga pessoas, consulte experts, estude! Leia mil vezes o mesmo livro
para alcançar o método e a técnica certa. Lembre-se: todo mundo quer vencer
financeiramente, quer prosperar, mas ninguém quer se preparar.

2.2.4. Armadilha #4: Vaidade

Você faz coisas ou deixa de fazer pelo que os outros vão dizer? Isso é vaidade.
Tudo bem ter vaidade, algumas vezes pode agir tal qual o medo: como ter-
mômetro para ação impulsiva, porém, também pode ser facilmente nociva e
dominar comportamentos de fracasso financeiro.

“Não vou para esse treinamento, pois vão falar de mim”, “vou comprar essa bol-
sa, porque então vou ser melhor observada e aceita”. Esses são simples exem-
plos de pessoas mais preocupadas na opinião e validação externa que a pró-
pria prosperidade.

Muitas pessoas levam uma vida gastando o que não tem, comprando o que
não precisa, para mostrar o que não são para pessoas que não gostam. Pessoas
de sucesso financeiro estão preocupadas em construir competências cogniti-
vas, emocionais. Se não for para comprar, não compra.

Vergonha de recomeçar? De ir para os cursos? Esqueça o que estão falando de


você e vai para o treinamento, invista no seu crescimento, treine e fortaleça sua
mente com os princípios, as teorias e a prática certa. Cuidado com a vaidade.
Pessoas de sucesso fazem o que tem de ser feito, busca o que tem de buscar – e
se não for para fazer, também não faz.

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p 37
2.2.5. Armadilha #5: Atalhos

Se atalho fosse bom seria chamado caminho; e se fosse realmente bom, todo
mundo usaria. Atalho é arriscado, é perigoso, é realmente uma armadilha para
que busca um crescimento firme em direção à prosperidade financeira. Fuja
dos atalhos, das propostas para ficar multibilionários.

Não queira o dinheiro fácil, queira o dinheiro trabalhado. Queira o caminho


seguro. Construa um caminho seguro, sólido, honesto, honrado. Esse é o com-
portamento das pessoas de sucesso. Você não mantém dinheiro de atalho.
Construa sua carreira profissional. Galgue os passos certos. Entenda gestão.
Domine seu nicho de atuação profissional e lembre-se: crescimento só é con-
tínuo e constante por meio do caminho seguro, da congruência, daquilo que
é coerente e sustentável dentro da sua própria rede de crenças financeiras de
sucesso.

2.2.6. Armadilha #6: Zona de conforto

A zona de conforto é uma mentira com data de validade vencida. Fuja desse
engano. Curiosamente, essa armadilha está muito ligada a outras como arro-
gância, vaidade e atalho. Traga verdade, luz e consciência ao seu estado atual,
escancare sua situação – faça o que tem que ser feito. Faça o que você não está
habituado a fazer.
O sucesso está em fazer o que tem que ser feito, o que não te dar prazer. Apren-
da a fazer o que você não tem feito. Não te dar prazer estudar? Aí que está o teu
sucesso, estude! “Nunca vou ser bom vendedor, não gosto de vender”, aposte,
aí está o seu sucesso.

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p 38
Aprenda a fazer o que você não tem feito. Disponha-se a fazer o que não está
acostumado, o que não está na sua zona de conforto do conhecimento. Ao in-
vés de “só faço o que gosto”, diga “faço o que tem que ser feito”. Fazer o que não
gosta é rápido, é passageiro; mas fazendo apenas o que é prazeroso, você vai
eternamente fazer o que não é prazeroso”. Entende? Fuja da zona de conforto,
faça o que tem que ser feito e você vai prosperar.

2.2.7. Armadilha #7: Confundir Pessoa Física com


Pessoa Jurídica (para empreendedores!)

A mistura das contas da pessoa física com as da pessoa jurídica não apenas
gera problemas tributários, que em algum momento vão aparecer, como tam-
bém faz o empresário crer que o que está no caixa da empresa pertence a ele,
mas isso não é verdade.

O dinheiro que está no caixa da empresa pertence aos funcionários, aos forne-
cedores e ao governo. O proprietário possui mensalmente apenas o seu pró-la-
bore e, no fim do exercício fiscal, ele recebe os lucros (se houver, claro).

2.2.8. Armadilha #8: Parar no meio da jornada de


enriquecimento (esta vale para todos!)

Tenha a mentalidade de sucesso incondicional. Trabalhe sua crença de iden-


tidade, capacidade e merecimento: você pode, você é essa pessoa obstinada.
Não deixe crenças negativas amarrarem seu processo de crescimento. Lem-
bre-se: você pode mais.

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p 39
“Nunca pararei de
aprender e me esforçar
em ser melhor. Mesmo
se me sentir derrotado
ou se estiver cansado e
impotente, continuarei
obstinadamente seguindo
em frente, sabendo que o
tempo é de Deus”
Paulo Vieira

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p 40
Escrever é também um processo de tornar metas tangíveis. Paulo Vieira, antes
de ser o master coach mais bem remunerado do Brasil, também teve de cum-
prir etapas em sua jornada de enriquecimento – um caminho que o mesmo
descreve como sendo de dificuldades. Para manter-se focado, com uma co-
municação positiva, congruente e poderosa, Paulo Vieira escreveu um discurso
da vitória, baseando-se nas palavras de vitória que Winston Churchill comparti-
lhou com o mundo em meados de 1940, no auge da Segunda Guerra Mundial.
Acompanhe, a seguir, o discurso de Paulo Vieira, em 30 de agosto de 2006.
Como exercício próprio, escreva seu discurso da vitória financeira e leia até que
se torne uma verdade absoluta de conduta e de realização na sua vida.

Assista ao discurso de Paulo Vieira

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p 41
Agora que você conhece as armadilhas que podem frear seu crescimento fi-
nanceiro e impedir sua prosperidade, cabe a você fazer um exame de consci-
ência e refletir. Preencha a tabela a seguir com as possíveis armadilhas contra
o enriquecimento que você já se deparou, ou ainda se depara. Atribua pontu-
ação de 0 a 10 para cada uma dessas armadilhas que está ou estão presente(s)
na sua maneira de pensar e agir.

Armadilhas Pontuação

Total de pontos

Se você é empreendedor, considere a pontuação total 80; se não, o total será


de 70 pontos. Quanto mais próximo desses valores estiver a sua autoavaliação,
mais preocupante é o feedback e mais fatores impeditivos você tem no con-
texto financeiro. Do contrário, quando mais perto de 0, mais livre de armadi-
lhas e mais próximo(a) de um contexto financeiro próspero você estará.

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p 42
2.3. DRIBLANDO AS ARMADILHAS:
COMO OBTER SUCESSO NA VIDA
FINANCEIRA?
Sucesso não acontece por acaso, sucesso permanente não é um esbarro, não é
um tropeço. O sucesso financeiro deixa pistas. Quais pistas? O que essas pesso-
as que alcançaram a abundância fazem e dizem? Como se comportam? Quais
são as crenças cultivadas? Como é a comunicação delas - é de prosperidade,
de vitória?
Para jogar luz a esse caminho, compilamos alguns passos essenciais para o re-
conhecimento dessas armadilhas. Acredite, identificar esse padrão nocivo vai
limpar a sua visão de futuro para que o planejamento do uso do seu dinheiro
seja eficaz e tangível, e não apenas na teoria, no seu caderno ou no seu apli-
cativo móvel de tarefas mais completo. Leia os passos a seguir. Aproveite o
momento e reflita sobre seu estado atual, quando possível, escrevendo e exer-
citando a consciência sobre a sua vida.

2.3.1. Passo #1: Consciência – Jogando luz ao seu


estado atual

Seu sucesso financeiro começa com consciência. Tenha consciência, tenha hu-
mildade de verdade e se pergunte: “como está minha vida financeira?”. Esse é
o primeiro ponto, consciência de como está sua vida financeira. É entender pe-
quenas coisas como: você tem dinheiro no banco? Você tem dívidas? As pesso-
as estão batendo à sua porta? Você está pagando as suas contas e ainda sobra
dinheiro?

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p 43
Antigamente, seres humanos moravam em cavernas, assim como possíveis
outros animais, porém irracionais. Hoje, moramos em prédios gigantescos, di-
ferentemente dos tatus, por exemplo. A diferença? Consciência é uma prerro-
gativa humana. Utilize isso como uma chave para te tirar do buraco financeiro.
Olha pra tua vida. Escreve no papel: como está minha vida hoje? Tenha cons-
ciência disso. Você tem pago suas contas? Você tem dinheiro sobrando? Você
tem paz financeira hoje? Você tem paz financeira sobre o seu futuro? Quando
envelhecemos, nossa capacidade produtiva cai, é fato, mas você tem consciên-
cia disso?

Esse é o início, ter consciência. Mas não é apenas consciente sobre como você
está hoje, mas consciência de onde você acredita que pode chegar, o que você
mudar? Olha para as pessoas que estão ao seu redor, olhe para você: alguém
ao seu redor ganhou dinheiro e prosperou? Alguém saiu da condição negativa
financeira e, hoje, está em uma condição positiva superavitária?

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2.3.2. Passo #2: Estabelecendo uma visão positiva
de futuro

Seu sonho “é difícil”, ou pior: “é impossível”. Não importa o que dizem. Pode
parecer utópico, mas antes da realização vem o sonho. Escreva, traga consci-
ência: qual é o seu alvo financeiro? Qual é o seu rendimento mensal? Qual é a
sua meta? A sua visão de futuro, de patrimônio financeiro? Faça esse exercício.

Por mais distante que seja, por mais improvável que seja, estabeleça onde você
quer chegar – quais são as possibilidades? Considere todas. Lembre, sucesso
não acontece por acaso. Quem tem sucesso pensa e age de um jeito especí-
fico. Tem método. O fracassado, o limitado também pensa e age de um jeito,
eles também têm método.

Portanto, qual a sua visão positiva de futuro? O que você sonha para si? Como
você se imagina? Quais são as suas possibilidades, aqueles sonhos esquecidos
ou deixados no canto? Quais foram as historinhas para deixá-los no canto?

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2.3.3. Passo #3: Reconhecimento do livre arbítrio

Nada é mais poderoso que o livre arbítrio. Crença, ferramentas e conceitos,


nada contém mais força. Liberdade para agir, fazer, incansavelmente caminhar
em uma direção, ou até mesmo mudar essa direção, rumo a um caminho di-
ferente da que está incomodando hoje, na direção de uma vida abundante.
O livre arbítrio permite que o indivíduo se mexa e quebre a zona de conforto
– esse é o terceiro passo, o desejo livre juntamente ao poder da ação para ir no
caminho da prosperidade.

Difícil? Pensa um pouco: para quem teve uma vida permeada por dificuldades,
o livre arbítrio age quando a pessoa decide se libertar daquele peso, que tam-
bém é fonte para as historinhas, e que também dão suporte para a zona de
conforto. É possível mudar. É possível se libertar de padrões nocivos e de vícios
emocionais que levam a vida para o nível do fracasso, quando na verdade é
algo tão abundante para ser grato.

2.3.4. Passo #4: Utilizando as ferramentas certas

Ferramentas certas, conceitos certos, métrica certa, o método certo. Imagina:


você tem consciência do que quer mudar, estabelece onde quer chegar, onde
quer passar futuro, começa a agir, a tentar, mas está utilizando as ferramentas
incorretas, um conceito ineficaz, talvez métodos falidos – que sequer levaram
alguma outra pessoa ao sucesso.

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p 46
Princípios, teorias e técnicas precisam andar alinhadas. Métodos que ficam
apenas no papel não levam ninguém ao sucesso. Por isso, é importante contar
com experiência de quem contribui verdadeiramente com os demais: mais
de 10.800 horas de coaching individual é excelência alcançada e firmada por
meio da prática, é método replicado, testado e confirmado por meio da mu-
dança extraordinária na vida de mais de 60 milhões de pessoas.

Considere investir em você, como faz ao se dedicar a uma leitura como essa,
quando cuida da sua saúde financeira. Não à toa, a Febracis alavancou seu
impacto no Brasil e, agora, expande também para outros países: entenden-
do diferentes culturas, analisando e impulsionando pessoas ao sucesso de for-
ma plena. A consistência do método exclusivo do Coaching Integral Sistêmico
mantém-se quando o método é capaz de observar, de forma simultânea, os 11
pilares necessários uma vida próspera, pois sem congruência não há princípio
capaz de se sustentar.

A Febracis possui duas certificações, que disponibilizam aos participantes fer-


ramentas, conceitos e estratégias capazes de impulsionar todas as áreas da
vida e dos negócios, mudando a forma de ver e se comportar diante dos desa-
fios.

Indicação de leitura

fonte: Fobes

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p 47
A Febracis possui duas certificações, que disponibilizam aos participantes
ferramentas, conceitos e estratégias capazes de impulsionar todas as
áreas da vida, de forma equilibrada, e contribuindo de forma assertiva para a
mudança comportamental diante dos desafios.

A certificação Green Belt contempla áreas de coaching Life, Business e


Financeiro. A jornada oferece, aproximadamente, 452 horas de conteúdo,
contribuindo com uma metodologia exclusiva, a qual é fruto de um trabalho
de 22 anos direcionados ao desenvolvimento humano. São princípios e teorias
aliados a ferramentas comprovadas cientificamente, impactando diretamente
na capacidade de realizar metas e de desenvolver equilíbrio e inteligência
emocionais.

As áreas de coaching Life, Business e Financeiro são trabalhadas por da


respectiva grade, com uma etapa a ser cumprida por vez:
• Método CIS;
• Formação em Coaching;
• Business High Performance;
• Formação de Palestrantes;
• CIS Assessment;
• Coaching For Money ou Criação de Riqueza.

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p 48
Já com a certificação Golden Belt, a Febracis oferece uma capacitação ainda
mais intensiva, com, aproximadamente, 683 horas de treinamento. Além de
toda a grade Green Belt, composta pelos cursos listados anteriormente. A
jornada Golden inclui, ainda, três treinamentos exclusivos: Advanced Executive
Coaching, Master Coaching e Mindfulness, ferramentas de empoderamento e
com total capacidade de ajudar você a ser dono(a) do próprio(a) destino, com
serenidade e na velocidade certa. Construa seu network e tenha experiências
de crescimento intenso por meio da imersão que a grade Golden Belt oferece.

• Dobre seu faturamento e o da sua empresa em tempo recorde.


• Tenha as ferramentas, os conceitos e as estratégias certas para impulsionar
seu negócio e todas as áreas da sua vida.
• Seja um profissional e coach de alta performance, com certificação
internacional, enquanto se torna uma pessoa verdadeiramente feliz e
confiante.
• Seja um palestrante de sucesso, encante multidões e transmita
credibilidade.

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p 49
capítulo 3

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p 50
PLANEJANDO O USO DO SEU
DINHEIRO
O hábito é o caminho para a excelência. O algoritmo do enriquecimento, com-
posto por princípios, teorias e técnica, reforça a necessidade de congruência
para aqueles que buscam uma vida próspera e abundante – e congruência
pressupõe constância. Por que iniciamos um tópico sobre planejamento fi-
nanceiro abordando hábitos? Pois ambos andam lado a lado: planejamento,
para ser executado, necessita de crença, de repetição, de constância – de há-
bito.

Congruência entre princípios, teorias


e técnica + Aplicação do algoritmo do
enriquecimento de forma habitual na
vida = Planejamento que realmente
funciona
Um(a) fisiculturista trabalha de forma constante e dedicada para ganhar e
manter músculos, sua imagem é sua fonte de riqueza. Da mesma forma, caso
ele(a) opte por um atalho em seu percurso profissional, é bem possível que
consequências, como problemas de saúde, apareçam.

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“Somos o
que fazemos
repetidamente.
Porém, excelência
não é um ato, mas um
hábito.”
Aristóteles

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p 52
As diversas modalidades de atletismo são exemplos que podem ser aplicados
a qualquer outra profissão: é necessário exercitar os músculos corretos e seguir
os treinos específicos para cada objetivo, de forma regular e constante – tal
qual um hábito – para o alcance do sucesso e da vitória ao final do jogo.

Não se ache distante da realidade de um atleta. Se você chegou até aqui, é


porque busca ler mais sobre planejamento do seu dinheiro, é porque existe,
pelo menos, um mínimo interesse em cuidar ou fomentar suas crenças em
relação a fazer, ter e multiplicar dinheiro.

Ou seja, para chegar até esta leitura, o seu contex-


to, muito provavelmente, é de jogo de gente grande
– o mesmo do(a) fisiculturista campeã(o), do(a) na-
Acredite na
dador(a) medalhista, de muitos outros vencedores. sua versão
Lembre-se, sua crença financeira positiva envolve
comunicação: comunique sua versão próspera para
de sucesso.
você mesmo e para o mundo. Acredite na sua versão
de sucesso.

Desde que a ciência da mente humana nos mostrou ser possível dar adeus
aos hábitos nocivos, mesmo após adultos, sofrer e buscar desculpas para sus-
tentar esse vício emocional é opção. É por isso que reprogramar crenças é um
caminho essencial para aqueles que querem ter uma vida verdadeiramente
abundante, principalmente as relacionadas a identidade, capacidade e mere-
cimento financeiro.

Exercícios emocionais – como os realizados durante o Método CISTM – e mu-


danças cognitivas são dois meios de interferir positivamente nesse processo. O
segundo meio, porém, não é simplesmente mudar. É praticar a mudança de
comportamento até esse novo modelo se tornar um hábito poderoso.

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p 53
Paulo Vieira, presidente da Febracis e coach mais bem remunerado do Brasil,
já passou das 10.800 horas de coaching individual. Por meio de sua experi-
ência, ele conheceu pessoas de vários perfis, incluindo muitos de alto poder
financeiro – deste público, o master coach destaca que, pelo menos, 50% já se
encontrou em situação de apuros financeiramente.

O contato com essas pessoas, em um contexto de ter acesso ao conjunto de


hábitos e crenças de cada um(a), trouxe consigo uma série de benefícios para
o mapeamento da alta performance humana – parece complexo, mas não é.
A experiência de contribuir para o crescimento desses clientes permitiu, ainda,
a identificação de seis comportamentos fundamentais para enriquecimento.
A identificação dos padrões de comportamento foi realizada partir do histórico
de pessoas que enriqueceram, mas não conseguiram manter; de outras que
eram ricas por herança e assim se mantiveram; e, ainda, as que também her-
daram, mas perderam tudo.

Listaremos os seis passos mais a frente, antes, atente-se ao fato de que eles
não atuarão como ferramenta de mudança na sua vida se você não os encarar
como comportamentos poderosos – exercite-os sempre. Juntos, eles são o pla-
no de ação mais eficaz e capaz de produzir as mudanças extraordinárias que
você precisa na sua vida.

É bom lembrar que, sem planejamento, ninguém vai a lugar algum. Aproveite
esta oportunidade e reflita: “Eu preciso mesmo tentar sozinho? Preciso ser vai-
doso, tentar seguidas vezes sem olhar ao redor, e acabar não acertando uma?”.
Modele. Inspire-se. Melhor ainda: lembre que sua fórmula é única e, crescendo,
você é ainda mais capaz de colaborar com o mundo. Portanto, mais uma vez,
internalize este planejamento e o faça como seu.

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Planejamento: ações poderosas para você
direcionar o seu dinheiro

1º Pagar-se primeiro.

2º Doar.

3º Investir para ser rico.

4º Pagar todas as contas.

5º Poupar para os sonhos.

6º Abundar: gastar, investir ou doar.

3.1. Ação #01: pague-se primeiro


É possível que exista um sentimento no qual a crença de merecimento finan-
ceiro sobre si mesmo(a) seja deplorável, ao ponto do indivíduo não se achar
merecedor de ter dinheiro. Quer um exemplo? Para algumas pessoas, receber
o pró-labore é desafiador pois, primeiro, vêm as contas, “pagando as contas, já
estou satisfeito(a)”. Em outros termos, elas estão se colocando como coadju-
vantes em sua própria vida – “caso sobre algum dinheiro, guardo para mim e
minhas necessidades”.

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p 55
Tal repetição de pagar primeiro os outros reforça uma nociva crença de que
“eu não mereço o melhor, não mereço ter dinheiro ou ser rico”. Se você acredita
que “dinheiro na mão é vendaval”, e considerando que toda crença é autorre-
alizável, então certamente seu resultado ao final do mês será de “que não viu
nem a cor do dinheiro”. Fichas caindo?

Expressões populares, como aquelas acima, são exemplos claros de padrões


medíocres alastrados na sociedade, e que, nocivamente, justificam a adoção
de práticas financeiras também medíocres. Entenda: comunicação negativa,
perpetuada por crenças de sofrimento e de dificuldade, gera fracasso, não é
nada mais que o sintoma de uma relação disfuncional com o dinheiro.

3.1.1. E como se pagar primeiro?

Há alguns passos para que você consiga realizar essa ação com sucesso, pois,
logicamente, estamos em um jogo de gente grande. Não há utopia. Há reali-
zação. Em primeiro lugar, defina um percentual para retirar do seu salário ou
pró-labore: recomendamos 5% inicialmente. Um montante que deve ser sepa-
rado em espécie e ficar com você, uma ação para estimular sua relação com o
dinheiro.

Crie intimidade com o dinheiro. Principalmente se você não foi uma daquelas
pessoas acostumadas a terem mesadas, esse hábito vai te ensinar a se relacio-
nar e a perder o medo do dinheiro. Quer mais uma dica? Experimente trocar o
valor retirado em moedas como dólar ou euro.

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Para aqueles que se perguntam como colocar essa
ação em prática, se não sobra dinheiro sequer para
a determinação
pagar as contas, há um passo extra e fundamental: e a constância
repensar o orçamento familiar, e isso, certamente, são elementos
significará abrir mão de algum prazer temporaria-
essenciais do
mente – mas a determinação e a constância são ele-
mentos essenciais do sucesso.
sucesso

Portanto: refaça ou planeje seu orçamento e busque maneiras de reduzir dras-


ticamente seus gastos. Roupa, cigarro, almoço fora de casa, festas, barzinhos
– todos esses são gastos possíveis de serem pensados e adiados. O ideal é que
você elimine o supérfluo já no início, isso vai tornar o planejamento real e tan-
gível.

Para além dos gastos desnecessários, considere também pensar sobre opções
mais radicais, por exemplo: avalie vender seu carro, comprar outro mais barato,
com uma taxa de juros menor. Lembre-se que o carro traz consigo custos para
além das prestações: quanto mais luxuoso o modelo, mais caro o IPVA, o segu-
ro, as revisões, o consumo do combustível, as manutenções, e maior também a
perda financeira ao trocá-lo.

Após quatro a seis meses acumulando os 5% do seu salário (guardando literal-


mente com você, esqueça banco neste momento), separe, deste valor poupa-
do, um montante que equivale a 10% do seu rendimento mensal. Por exemplo:
se você ganha R$ 10 mil por mês, após seis meses pagando a si mesmo(a) com
5%, teria acumulado R$ 3 mil na gaveta. Ao final deste período, você guardará
mil reais (10% do seu rendimento). O restante do valor, destine a uma de suas
contas.

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p 57
Quais crenças você impacta pagando-se
primeiro?
“Eu mereço ter dinheiro.”

“Não sou escravo do dinheiro, afinal eu o possuo.”

“Eu tenho intimidade com o dinheiro e a presença


dele na minha vida não me assusta.”

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Mantenha esse comportamento até acumular seu primeiro milhão em espé-
cie. Isso mesmo: não é utopia, é planejamento e realização. Fichas caem? Se
você pensa estar muito distante, que não é uma meta tangível, saiba que, cum-
prindo os seis comportamentos, o alvo é consequência.

3.2. Ação #02: doe

Doar é um hábito capaz de elevar a mente de um estado de escassez para


a abundância. Pessoas verdadeiramente ricas são abundantes e fartas. Elas
não se apegam ao medo de investir por simplesmente não querer mexer no
próprio bolso. Elas têm sobras em sua vida financeira – são pessoas que trans-
bordam recursos com sabedoria, e no lugar certo.

Afinal de contas, como alguém incapaz de contribuir para o mundo de forma


material pode se dizer abundante? Pode ser alguém rico(a), pode ter bastante
dinheiro, mas jamais será abundante, pois o contribuir não está presente no
seu cotidiano. Aquele(a) cuja vida é próspera, quer ver não apenas ele(a) mes-
mo(a) tendo, fazendo e multiplicando dinheiro, mas também outras pessoas
alcançando o sucesso – inclusive, por meio dele/dela mesmo(a).

Vamos ser práticos, o que o mundo precisa para prosperar é de uma mentali-
dade de fatura: quanto mais pessoas prósperas, possivelmente, mais consumo
e mais poder de compra; consequentemente, mais empresas produzem ri-
queza também, promovendo mais empregos e circulando mais dinheiro. Nes-
te ciclo, cada vez mais indivíduos tornam-se capazes de doar: é sustentável e
completamente possível de ser atingido, não fosse a mentalidade de escassez.

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Dentre os benefícios de doar está a interferência direta no senso de capacidade
pessoal: à medida que você doa com honestidade, sem faltar aos seus, com sa-
tisfação e alegria, seu cérebro recebe uma comunicação de abundância – “sou
capaz de produzir abundantemente mais”, gerando também autoconfiança.
Sensos de identidade e de capacidade ganham o mesmo reforço positivo do
cérebro, pois, ao doar, você reafirma que tem o suficiente para si e para trans-
bordar (“sou verdadeiramente rico” e “sou capaz de fazer mais dinheiro rique-
za”).

Merecimento também vem ao jogo quando você doa. Doar como estilo de
vida, verdadeiramente, é para pessoas que, pelo senso comum, merecem coi-
sas boas. Faz sentido? Portanto, quanto mais as pessoas doam de coração, mais
merecedoras de ter e alcançar bons frutos são.

3.2.1. Como começar a doar?

Colocando a doação na rota do planejamento, duas perguntas são geralmen-


te feitas por aqueles que chegam até este assunto: quanto e como começar
a doar? A resposta é simples: o ideal é doar 10% de tudo que se ganha. É um
percentual bíblico, lembra do dízimo? Da décima parte?

Que razão para melhor motivar uma ação do que a fé naquilo que é certo? Para
se motivar honestamente, com prazer e satisfação, utiliza esse valor como refe-
rência – acredite e o efeito será de abundância; do contrário, se a ambição for
maior que sua vontade de doar verdadeiramente, a mentalidade pobre estará
sempre ao redor, pois é de sua essência olhar e agir por esse viés. Lembre-se de
ser congruente em suas ações.

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p 60
Orfanatos, lares para idosos, instituições de assistência em geral, organizações
sem fins lucrativos, igrejas, projetos para auxílio em situações de emergência –
como pandemias – todos esses são exemplos de locais ou destinos que podem
receber sua contribuição.

Após conseguir reservar 5% dos seus ganhos para se pagar, naquele primeiro
passo, se achar que reservar 10% para doar pode gerar problemas para pa-
gar as contas, ajuste novamente seu orçamento: faça caber, exercite eliminar a
mentalidade de escassez.

Lembre que a sensação de aperto é passageira, quando se está dedicado à jor-


nada do enriquecimento, e se achar que é um sacrifício, pergunte-se: é melhor
experimentar a adversidade e, depois, apenas bonança; ou de vez em quando
bonança e sempre adversidade?

Ousando mais, uma dica ainda mais infalível para esta etapa é, caso enfrente
o desconforto de achar 10% muito, ao invés de apenas reduzir os gastos, tente
também aumentar sua renda.

Pergunte-se: quanto a mais posso produzir, contando com os mesmos recur-


sos? Como posso aumentar a qualidade do meu trabalho com esses mesmos
recursos ao dispor? Tente combinar os dois atributos e, certamente, aumentará
de 20% a 40% os seus resultados financeiros. Como fazer isso? Caminho infalí-
vel: capacite-se. Lembre-se: “tem poder quem age”.

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p 61

Para mim, nem sempre foi fácil doar, muito menos doar
10% de todos os meus rendimentos. Como cristão, sempre
entendi a importância de dizimar, ou seja, doar 10% de
tudo o que ganho como pessoa física para minha igreja
se manter, crescer e ainda promover ações consistentes
de assistência aos carentes e necessitados. Passei por
todas as fases. Enfrentei momentos em que não doava
porque de fato vivia como pobre. Momentos que doava
uma pequena esmola para Deus, como se ele precisasse
de esmolas de uma pessoa escassa. No entanto, à medida
que aprendi com Deus e agi contra minha natureza pobre
e egoísta, fui me tornando um dizimador constante e
consistente. Quando me tornei um verdadeiro doador,
tudo foi melhorando rápida e extraordinariamente na


minha vida financeira.

Paulo Vieira, no livro Criação de Riqueza.

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p 62
Quais crenças você impacta doando?
“Sou abundante.”
“Sou capaz de ganhar mais.”
“Existe mais que o suficiente para todos.”
“Sou generoso e grato.”
“O mundo é um lugar bom de se viver.”
“Sou importante para pessoas e para um mundo melhor.”
“Sou merecedor de ter mais, afinal, contribuo e ajudo quem precisa.”

“Agrado a Deus, pois ajudo o desvalido e o necessitado.”

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p 63
O CAMINHO PARA A LIBERDADE
FINANCEIRA – BODO SCHAFER

SINOPSE: Aos 26 anos, falido e cheio de


dívidas, Bodo Schäfer decidiu que estava na
hora de revolucionar suas finanças. Com a
ajuda de um mentor, em menos de quatro
anos conseguiu reequilibrar as contas e
adquirir um patrimônio respeitável. Bodo
criou um conjunto de técnicas não só para
enriquecer, mas também para estabelecer
uma convivência equilibrada com o
dinheiro.

3.3. Ação #03: invista para ser rico

Não diferente dos demais, este passo de investir também requer e estabelece
um percentual mínimo para ser eficaz: 10%. Investir não é um caminho para
ir sozinho, é essencial buscar ajuda profissional antes de iniciar – investimento
não é aventura.

Contudo, não tenha medo de investir. Questione-se sobre a capacitação e o co-


nhecimento no assunto, mas jamais sobre a possibilidade. Deve-se minimizar
os riscos, como forma de cuidado e prudência, mas não desistir de aprender
sobre. Perca seu preconceito com o dinheiro.

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Os três fundamentos para investir é atentar-se para o: nível de segurança, o
retorno sobre o investimento e menor tempo de retorno do capital investido.
Você deve se perguntar, “mas investir em quê?”. Para quem está começando,
provavelmente o primeiro passo deve ser juntar dinheiro suficiente para com-
prar ou dar entrada em um imóvel, essa talvez seja a opção mais segura.

O segundo passo é ter um corretor confiável, que possa orientar você em aqui-
sições que preencham ou que acompanhem os três fundamentos anteriores,
sendo a segurança do investimento o mais importante pilar a ser considerado.
Mas é possível, com tão poucos recursos, tornar-se um investidor imobiliário,
por exemplo? A resposta é sim. Primeiro, você precisa querer investir, mobilizar
sua atenção e intenção para este objetivo; depois, busque informações de cre-
dibilidade de pessoas com perfil parecido com o seu, que estão investindo e,
obviamente, tendo sucesso.

O terceiro passo para investir em imóveis é agir na direção certa. Sempre exis-
tirá um loteamento, apartamento ou a prestação de um imóvel que caiba no
seu bolso. Depois de meses ou anos, esse imóvel será valorizado e, então, é hora
de realizar seu lucro e, com ele, fazer novos e maiores investimentos. Pense
grande.

De todos as armadilhas e obstáculos para investir, os piores são impaciência


e desorganização financeira. A primeira age na pressa, fazendo pessoas ven-
derem imóveis antes da hora e por motivos fúteis, por exemplo. Trocar investi-
mento pela realização de uma viagem ou comprar um carro se encaixa nesse
cenário.

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A segunda armadilha que atrapalha a hora de investir diz respeito a dois hábi-
tos em conjunto: não conseguir produzir mais renda e não diminuir o orçamen-
to. Este é um cenário no qual, certamente, as dívidas vão crescer novamente
– aqui, é quando o investidor se desfaz dos bens para quitar parcelamentos etc.
Portanto, lembre-se da importância da sustentabilidade nos seus atos, é ela
quem vai trazer a congruência necessária para que você se mantenha no jogo,
de olho na repetição de padrões benéficos.

3.4. Ação #04: pague todas as contas

Pagar as contas significa: quitar todas, pagá-las em dia, e com certa facilidade
ou conforto ao ponto de sobrar. Os benefícios emocionais colaboram para a
autoimagem do indivíduo, que é visto como alguém honesto(a), próspero(a) e
digno(a) de confiança. Ser um bom pagador é um comportamento que atua
diretamente na sua crença de identidade. Entenda nos parágrafos a seguir.

Parece básico repetir, porém é necessário, tendo em vista a quantidade de


pessoas que encontram problemas com inadimplência: comprar carro que
não pode pagar com facilidade, roupas de marca, fazer viagens ou frequentar
ambientes que não condiz com a respectiva realidade, bem como ostentar
materialmente um cenário que não é real, são claramente atitudes para se
sentir rico ou próspero – porém, é algo que fica apenas no sentimento. Na ver-
dade, o desconforto toma espaço na vida de quem opta por tais fugas, mas
não a prosperidade.

Nesta etapa, o percentual que demonstra saúde financeira é aquele que não
passa de 60%. Ou seja, faça suas dívidas e parcelas mensais caberem em um
valor que não ultrapasse 60% do seu rendimento mensal. Mais que isso in-
dica disfunção: novamente, em situações onde as contas não fechem, repense
seu orçamento familiar.

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Com os rendimentos crescendo mais que os gastos, indivíduos podem redire-
cionar recursos antes gastos com quitação de dívidas para investimento e cres-
cimento. Novamente, a autoimagem está em jogo neste processo: é fato, pagar
as contas da maneira correta interfere em toda a cadeia de crenças financeiras.
Pense um pouco: como é a autoimagem de uma pessoa cujo carro esbanja
elegância e poder, mas a vida encontra-se em um contexto de dívidas e de
contas atrasadas? Qual a paz que alguém com tal estilo de vida, baseado ape-
nas na aparência, e não na essência, tem?

No lado prático, quem tem melhor autoimagem financeira: quem anda em


carro esportivo e caro, porém com prestações vencidas e pontuação de crédi-
to negativa em instituições financeiras, ou aquele(a) que trocou o carro para
um mais popular para ajustar o orçamento, pagou-se primeiro, doou 10% para
quem precisa e, ainda por cima, honrou todas as contas corretamente?

3.5. Ação #05: poupe para os sonhos

Você vive ou sobrevive? Essa pergunta pode parecer sem sentido, mas, na práti-
ca, as pessoas que não usufruem da própria vida se tornam sobreviventes, ape-
nas sobrecarregando-se com a própria história. Não dificilmente, apresentam
uma rotina de vida estressada, cansativa e, de algum modo, sem sentido.

Além de necessidades primárias como comer, beber e se aquecer, é bem se-


guro afirmar que o ser humano também precisa ter amor e se sentir feliz. Não
é menos necessário, mas pode-se dizer que é um requisito secundário. Porém,
sem atender às essas duas dimensões, o ser humano estará longe de ter uma
vida plena e feliz.

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Por incrível que pareça, para algumas pessoas,
o dinheiro, quando bem utilizado, pode ajudar “sou
quem quer que seja a realizar essas duas catego-
rias de necessidades. Com recursos ao dispor, um
vitorioso, sou
indivíduo pode se alimentar, ter uma moradia e merecedor de
proteção, bem como se divertir, compartilhar mo-
mentos com pessoas que ama – no todo, ser feliz.
coisas boas”.

O dinheiro sozinho não é capaz de fazer bem ou mal, são as decisões de quem
o tem que farão toda diferença. Pode parecer algo como luxúria, mas na verda-
de é sua crença de merecimento sendo reconstruída a seu favor. Afinal, a cada
mês que você poupa para realizar sonhos ou paga a prestação de um bem
material que trouxe conforto e prazer, é como reafirmar para si e para o mundo
“sou vitorioso, sou merecedor de coisas boas”.

Quando alguém se prestigia com algo benéfico para si, internamente é refor-
çado os sensos de importância e valor que a pessoa tem sobre ela mesma.
Afinal, por que ele ou ela se prestigiaria se não fosse um indivíduo valoroso ou
importante? O momento magistral é quando chega a hora de realizar seus
sonhos e vivenciar os momentos mágicos para os quais poupou. Assim, sua au-
toimagem é elevada a um novo patamar de valor próprio. Isso é merecimento.

Entenda, para cada meta pessoal ou profissional realizada, suas crenças de


identidade são expandidas, e uma mente que cresce, não volta mais ao mes-
mo lugar. Quando um indivíduo se vê em algo novo, nunca antes experimen-
tado – tal qual um sonho sendo realizado – a autoimagem é elevada.

Lembra da comparação com o atleta, que precisa de planejamento, congruên-


cia e constância para alcançar o sucesso? Cumprir esta e todas as quatro eta-
pas anteriores é como fazer uma musculação – é treinar sua mente financeira
para a aquisição de comportamentos prósperos.

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Será necessário repetir esses comportamentos nocivos para criar novos e pro-
fundos hábitos e, com eles, novas crenças de identidade, capacidade e mereci-
mento. Repetir cada uma das etapas, mês a mês, produzirá mudanças em sua
maneira de pensar e de sentir. Essas mudanças são capazes de produzir um
nível de prosperidade nunca imaginado por você.

Nesta etapa, você separará 10% do seu rendimento mensal para poupar ou
para pagar a prestação de um sonho importante. Não importa qual é o sonho,
o importante é que ele aqueça seu coração e gere expectativas positivas ao
longo do processo.

É fundamental que você se sinta como uma


criança entusiasmada esperando pela noite
de Natal para ganhar seus presentes.
Quer uma dica de como alimentar os sonhos? Cientistas mostram que pessoas
que realizam sonhos no campo do fazer são bem mais felizes do que pessoas
que realizam sonhos em ter algo. Por exemplo, fazer uma viagem seria mais
satisfatório do que comprar um jet-ski; gastar dinheiro passeando com amigos
traz mais felicidade que comprar um relógio ou uma televisão moderna.

De certa forma, seguindo esta teoria, a felicidade humana está firmada no


compartilhar as coisas simples da vida com outras pessoas. Não é o carro es-
portivo que torna o momento importante, mas quem está ao redor naquela
hora de alegria e de conexão.

Mediante essa abordagem sobre a realização de sonhos, fique atento para que
sempre existam pessoas importantes em seus sonhos, afinal é a presença delas
que os faz valerem a pena. Essa é uma dica preciosa.

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Não importa quão difícil esteja a sua vida neste momento: se realmente qui-
ser mudar, é preciso, antes, repensar suas crenças de merecimento e de valor
próprio. Nada como investir na sua felicidade e alegria para produzir crenças
financeiras fortalecedoras sobre si mesmo(a).

Tudo bem se, para ter o suficiente para destinar 10% aos seus sonhos, seja ne-
cessário reduzir novamente seus gastos e seu padrão aparente de vida. Faça o
que tem de ser feito, por mais desafiador que seja.

Pessoas fracassadas fazem apenas o que dá prazer imediato ou o que é fácil, as


de sucesso fazem o que a maioria não está disposta a fazer. Você vai se dedicar
a assumir qual identidade? Você cumprirá as fases anteriores e direcionará 10%
dos seus rendimentos para realizar seus sonhos?

Alguém que busca essa proporcionalidade de gastos alcança uma vida equi-
librada financeiramente, torna-se uma pessoa próspera em seus próprios ter-
mos, dentro de suas possibilidades. Não importa se o rendimento mensal é
de R$ 3 mil ou de R$ 200 mil reais, pois quem atinge esse equilíbrio cul-
tiva a prosperidade, a paz de espírito e o valor próprio. Não tem como ser
diferente.

Quais são os sonhos para os quais você começará a poupar? A quais realiza-
ções pessoais você vai dedicar 10% de seus rendimentos? Quais vão mudar
suas crenças sobre si mesmo? Quais experiências de prazer e conquista pessoal
serão inesquecíveis em sua vida e na dos seus? Quais você pode proporcionar
para si e aos seus parentes, que vão deixá-los ainda mais unidos? Quais sonhos
o(a) tornarão uma pessoa com mais crenças de merecimento e sentimento de
capacidade?

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Aproveitando este momento de planejar, dê vida aos seus sonhos. Escreva, a
seguir, cinco conquistas pessoais ou experiências que você quer alcançar no
futuro:

____________________________________________________________________

____________________________________________________________________

____________________________________________________________________

____________________________________________________________________

____________________________________________________________________

3.6. Ação #06: abunde – gaste, invista ou doe

Se você notou, até agora, todas as etapas de planejamento são interligadas. De


certa forma, além de manter a linearidade, a congruência também pede limite
em nossos atos, ela regula nossos princípios para que nenhuma área essencial
de existência fique desamparada – ou seja, é uma forma de ter plenitude em
todas as áreas da vida.

Esta é a última etapa e a coroação de uma vida repleta de sabedoria financei-


ra. Para chegar até aqui, você primeiro se pagou e, hoje, ter dinheiro deixou de
ser algo estranho e distante. Em seguida, você doou – uma atitude dos verda-
deiramente ricos.

Após essas duas etapas, você exercitou a sua honra e dignidade pagando todas
as suas contas em dia e com certa facilidade. Cumprindo e executando essas
três primeiras fases, você já é outra pessoa, você se comporta, sente e pensa
como alguém rico.

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Você também se dedicou à quarta etapa e ao compromisso de fazer o dinheiro
trabalhar ao seu favor (investir). A quinta etapa trata de usufruir de seu trabalho
e suor, realizando seus sonhos. A sexta e derradeira etapa é, finalmente, abun-
dar.

Mesmo depois de ter cumprido as cinco etapas anteriores, ainda sobra dinhei-
ro e você pode olhar todas as possibilidades, escolher e decidir livremente o
que fazer com o dinheiro que sobrou.

Doar mais? Aumentar o percentual de investimento para ficar rico? Quem sabe,
realizar o sonho do marido, da esposa, do pai ou da mãe? Jantar em um res-
taurante novo? Uma viagem surpresa pra si mesmo(a)? Não importa: sobrou e
é possível. Isso é viver em seus termos segundo suas possibilidades, e não se-
gundo suas limitações.

Métrica de enriquecimento: direcionando seu


dinheiro mensalmente (%)
1º. Pagar-se primeiro: 5%
60 10
50 20
2º. Doar, com sabedoria, a quem
precisa: 10%
30
3º. Investir para ficar rico: 10%

4º. Pagar todas as contas: 60%

5º. Poupar para os sonhos: 10%


40

6º. Abundar em qualquer área: 5%

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Observe como fica nossa métrica na prática:

Rendimento mensal: R$ 10.000,00

Percentual do
Ação Valor destinado em R$
rendimento

Pagar-se primeiro 5% R$ 500

Doar 10% R$ 1.000

Investir 10% R$ 1.000

Pagar as contas 60% R$ 6.000

Poupar 10% R$ 1.000

Abundar 5% R$ 500

Segurança financeira, liberdade e prosperidade

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“VIVO NOS MEUS TERMOS E ME SINTO PRÓSPERO”

Era muito comum ouvir de um cliente, durante uma sessão


de coaching, na Febracis, um engenheiro de 40 anos:
“Parece que o dinheiro queima a minha mão. É só pegar
em dinheiro que logo dou um jeito de me livrar dele”, pois o
mesmo sempre se encontrou em uma situação de dívidas.

Quando começamos o processo de coaching, seus


problemas eram muitos, indo da total desorganização
financeira até à consequente falta de dinheiro para pagar as
contas mais básicas. Empréstimos de diversas fontes eram
uma das causas do endividamento. Com isso, problemas
conjugais e familiares, além de depressão também viraram
rotina

Ao conseguir adequar seu orçamento e viver na proporção


mínima por indicada no processo de coaching, o engenheiro
recuperou a credibilidade com a esposa e já não pedia
dinheiro emprestado à família para quitar dívidas. Ele se
sentia bem, feliz, seguro e próspero com seu novo estilo de
vida financeiro.

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Certamente, não foi fácil trocar seu carro por um mais
barato e com prestações menores no valor e na taxa de
juros. Como também não foi fácil fazer cálculos e anotar
tudo o que gastava, fazendo ajustes como trocar a ida
para o trabalho de carro por metrô. E, ainda, se privar de
pequenos gastos constantes que lhe davam uma falsa
sensação de riqueza.

Almoços em restaurante foram cortados, três dos quatro


cartões de crédito foram cancelados e viagens como a ida
a uma corrida de Fórmula 1, no Rio de Janeiro, também
foram adiadas. Não era hora de gastar, mas de voltar e
planejar.

Foram muitas decisões importantes tomadas durante


o processo de coaching. Em uma das últimas sessões,
ele confidenciou: “Não foi fácil, mas agora, além de ver
alternativas para formar um patrimônio, tenho paz de
espírito e o respeito da minha família. E isso, sim, não tem
preço. Antes eu vivia como se fosse rico, mas não era. Hoje,
vivo nos meus termos e me sinto próspero”.

Relato de Paulo Vieira, no treinamento Jogo de Gente Grande.

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capítulo 4

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JÁ FEZ O SEU ORÇAMENTO?

Como você vai saber para onde ir e o que fazer, se não sabe sequer quanto tem
e com o que gasta? Primeiro de tudo, para qualquer desafio, é preciso obter
um mapa, ou então as chances de você dar com o muro são altas. Na jornada
do enriquecimento, o primeiro mapa a ser dominado é a planilha do orçamen-
to familiar.

Inicie seu planejamento com um mapeamento orgânico de suas finanças.


Com base na métrica de enriquecimento e seus seis fundamentos, a Febra-
cis oferece uma planilha exclusiva, por meio da qual você vai dispor de uma
organização funcional e poderosa, pensada para auxiliar pessoas a criarem e
manterem hábitos financeiros positivos.

Organizando suas finanças com a Febracis: clique aqui e


obtenha sua planilha de orçamento familiar.[GASdC1]

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4.1. Evite ganhos gigantescos e rápidos
Seguramente, considere aplicar esse direcionamento a todos os contextos da
sua vida. Mas, em suma, não busque ficar rico rápido. Vamos lá: em geral, quan-
do se fala em ganhar mais, quanto maior a possibilidade de ganho, mais risco
você corre. Utilizando um exemplo de impacto para melhor ilustrar na sua ca-
beça, se alguém decide assaltar ao banco, é certeza que, se der certo, o ganho
será bastante alto. Por outro lado, nesse caso, a chance de ser preso é propor-
cional ao bônus. Ou seja, vale mesmo a pena alcançar grande fortuna rápido,
se talvez sequer possa desfrutar disso ao final?

Por arrogância ou afeição a atalhos, há quem invista muito e de forma errada


– às vezes, porque foi prometido alto retorno em pouco tempo. Ou seja, movi-
mento de grande risco. Resultado? Em momentos de adversidade, como uma
pandemia ou demais emergências capazes de afetar a economia, ações de
alto risco na bolsa tornam-se ainda mais voláteis. Entende a diferença entre
consultar quem sabe e ser prepotente?

Além de maior chance de se ver sem a fortuna em pouco tempo, ganhos rápi-
dos e gigantescos também trazem riscos ao ego. Pense bem, quantas pessoas
você conhece que ganharam dinheiro muito rápido, mas que o ego se man-
teve intacto? Sem necessidade de abandonar família, por exemplo? Artistas,
jogadores de futebol, quantos mantiveram casamento e filhos, após fortuna e
fama?

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É fácil perder o caráter após a independência que o dinheiro imediato traz, in-
dependência expressa por egoísmo, para para aqueles(as) que cultivam cren-
ças fracassas em torno do dinheiro. Será que você sabe gerir, manter esse di-
nheiro que chegou “de repente”? Fuja disso e busque fortalecer sua estrutura
emocional, agindo, mas também respeitando o tempo de crescimento sem
risco, aquele capaz de elevar você e sua família juntos: lembre sempre da con-
gruência.

Dinheiro é meio, é ferramenta. Não tenha medo de mexer com ele – também
esqueça a historinha de que “dinheiro domina”. Não se limite a isso. Quebre
paradigmas em torno do assunto e crie intimidade com as suas finanças, faz
parte também autocuidado. Lembra da prática? Familiarize-se cada vez mais
com a ideia, com o fato de que dinheiro é importante, sim. E, aqui, o ponto não
é ter suficiente, é ter ao ponto de abundar – ter para si e para os demais.

Inicie repensando suas crenças sobre o dinheiro. Considere essa repetição so-
bre as crenças, tão fomentada em nossos conteúdos, um método para que
você seja capaz de acessar a própria essência. Já pensou ser capaz de realizar
mudanças extraordinárias na sua vida por meio da própria força de vontade?

4.2. Como se gera riqueza?


Aqui na Febracis, com as mais de 60 milhões de vidas impactadas, o método
é certo. Se você quer verdadeiramente ficar rico, gerar riqueza, então não tem
como fugir destes três fundamentos:

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1. Fazer dinheiro. Fazer quanto dinheiro? E, aqui, não vale o saldo que você
obtém após cortar o cafezinho, também não diz respeito a cair nos atalhos do
dinheiro fácil, pois, lembre-se: ambos não são sustentáveis.

2. Poupar. Não adianta fazer dinheiro, aumentar os rendimentos, se o que


você gasta é o mesmo valor do seu salário, ou até mais. Então, preste atenção,
não é só produzir muito dinheiro, isso não é riqueza. Você pode? Pode. Mas não
é riqueza, não é abundância. Tenha mais que o suficiente para pagar as contas.
Em suma, faça dinheiro e repense orçamentos até conseguir poupar.

3. Investir. Como você investe faz completa diferença para enriquecer – é


passo fundamental. Como você rentabiliza a o que poupa? É neste passo que
o valor destinado à poupança, em parte, vai ser direcionado a trabalhar para
você. Acredite, é possível. Pare de se limitar. Mas também não esqueça: é jogo
de gente grande, entre para ganhar – procure especialistas e se capacite de
informações o máximo que puder.

Em síntese, neste jogo de gente grande, primeiro de tudo, faça dinheiro. Tem
rendimento alinhado ao orçamento? Poupe. Após quatro a seis meses, ren-
tabilize um percentual desse valor. Mas lembre: você não vai ficar rico rápido.
Enriquecer é um processo, uma jornada que deve acontecer em consonância
com crenças que permeiam toda sua vida. Não há prosperidade se os 11 pilares
que sustentam sua existência não crescem juntos.

Não há sustentabilidade em um cenário


disfuncional.

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4.2.1. Empreendedores, como definir o pró-labore?

Organizar as finanças, seja para Pessoa Física ou Jurídica, requer uma ação bá-
sica e fundamental: ter consciência sobre os seus rendimentos. Qual o seu sa-
lário? Qual o seu pró-labore? Para pessoas sob regime da Consolidação das Leis
do Trabalho (CLT), é fácil saber ou mensurar quanto vale a função que exerce.
Porém, pode acontecer de empreendedores não terem noção sobre o real va-
lor do trabalham que fazem dentro da própria empresa. Está nessa situação?
Pergunte-se:

Qual o faturamento? Qual o lucro da sua empresa?


Quantos funcionários sua empresa tem?
Quantas unidades tem o seu negócio?
Qual nível de competência é preciso para exercer a função na empresa?
Qual o nível de complexidade?

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Uma dica preciosa é buscar consultorias de recursos humanos. São serviços
capazes de mensurar quanto vale a função no mercado – em suma, eles são os
capazes de responder à pergunta “quanto o mercado paga para pessoas com
as mesmas atividades que você faz na sua própria empresa?”.

O maior erro que um empresário pode cometer é confundir todo o dinheiro


que entra na caixa registrado como sendo próprio – pró-labore, lucro, despesas,
se todos são mantidos juntos, sem um limite, o negócio não se manterá. Não
faça o jogo do “é meu, eu posso tirar quanto quiser”. Pergunte-se: a empresa
pode? Tem caixa? Caso haja lucro, distribua.

4.2.2. Livre-se dos juros

Em um cenário de constante uso de recursos como cartão de crédito e limite


de cheque especial, é fácil também haver problemas como dívidas fora de
controle. Juros, quando não são ao seu favor, só trazem problema, levando você
a uma vida indigna e, trazendo realidade, também miserável.

Quer resolver uma situação de dívida com cheque especial ou cartão de crédi-
to? Negocie os juros junto à instituição financeira e, após chegar ao menor valor
possível, pergunte-se: eu consigo quitar essa dívida entre 3 e 4 meses? Se a res-
posta for não, então esqueça. Busque consultoria advocatícia e, após conseguir
quitar esse passo, poupe pelo menos 10% dos seus rendimentos.

Nos tópicos a seguir, quando você entender o poder do Fator de Enriqueci-


mento, também será capaz de enxergar como ter os juros trabalhando para si
mesmo(a) é a chave para produzir riqueza.

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4.2.3. Aproveite-se das ferramentas certas e crie
consciência

Pense um pouco: quantas vezes você foi capaz de admitir que agiu de forma
errada? Quando foi a última vez que se perguntou se estava errado ou onde
pode melhorar? Essa dica é sobre mentalidade. Como você vai organizar suas
finanças se não tem consciência do seu estado atual? Ajuste sua mentalidade
financeira, mas para isso, é preciso antes conhecer a si mesmo(a), simples.

O princípio da autorresponsabilidade nada mais é que a sua consciência em


pleno funcionamento. A partir do momento que você para de transferir o erro
para os demais; que para de criar um cenário onde todos ao seu redor erram,
menos você; que passa a se perguntar onde pode melhorar, uma consciência,
uma visão lúcida sobre o seu estado atual é acessado. Isso abre portas.

Ferramentas são o caminho para acessar autoconsciência, e são eficazes em


seus resultados, quando praticadas com honestidade, afinco e dedicação. Faça
seu caminho até elas e aplique-as da maneira correta no seu planejamento
financeiro. Ferramentas são método, são recursos poderosos para aqueles que
querem deixar as historinhas de lado para criarem histórias de vitória.

Ferramenta #1: Mensurando sua mentalidade


financeira em 32 passos 1
Qual a posição da sua mentalidade financeira neste momento? É um estilo de
vida cuja crenças financeiras levam você a um universo pobre, medíocre ou
rico? Para você recordar, os modelos mentais são combinações de atos, pen-
samentos e sentimentos, e eles podem corresponder a mentalidades pobres,
neutras ou ricas.

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Na tabela a seguir, você irá conferir 32 modelos mentais que ajudarão a ma-
pear e posicionar suas crenças financeiras. Leia com atenção cada uma das
perguntas, reflita e atribua uma nota – durante a ferramenta, busque registrar
suas reflexões, deixando explícito quais fichas caem a partir de cada questio-
namento. Mantenha-se aberto a mudanças.

Como parâmetro para a ferramenta, considere atribuir uma nota de 0 a 10 em


uma escala onde 0 corresponde uma mentalidade pobre, 5 é neutra e 10 é rica.

Mensurando sua mentalidade financeira Nota

1. Pessoas ricas acreditam que podem moldar o próprio destino;


pobres acreditam que o destino simplesmente acontece. O quanto
você acredita que pode moldar o seu destino?
2. Pessoas ricas assumem o compromisso de serem ricas, enquan-
to pobres apenas gostam de serem ricos(as). O quanto você está re-
almente comprometido?
3. Aquele(a) que é rico(a) entra no jogo do dinheiro para ganhar; o
pobre, querendo apenas não perder. E você, participa antecipada-
mente conformado em fracassar ou começa focado na vitória?
4. Ricos usam juros a seu favor, por meio de investimentos. Pobres
utilizam contra si mesmos, em dívidas, parcelamentos e financia-
mentos, pois geralmente querem imediatismo quer. Olhando para
as suas finanças, avalie o posicionamento dos juros no seu cotidiano,
o quanto você utiliza-os a seu favor?
5. Ricos admiram pessoas prósperas e as segue como exemplo.
Para o pobre, elas são, geralmente, exemplos de mau caráter ou de-
mais traços negativos. O quanto você tem deixado o preconceito de
lado e passado a admirar aqueles com sucesso?
6. Pessoas ricas aproximam-se de indivíduos bem-sucedidos. O po-
bre prefere amigos que, como ele, passam dificuldades financeiras.
Como está o seu ciclo, o seu networking? Quanto você se relaciona e
se conecta com pessoas bem-sucedidas?

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p 84
Mensurando sua mentalidade financeira Nota

7. Ricos se perguntam “como posso ter/fazer isso”. Pessoas de men-


talidade pobre se limitam ao “não posso ter/fazer isso”. O quanto
você acredita que pode conquistar o que quiser?
8. Aqueles(as) que possuem uma mente rica, estuda e faz pla-
nos. Pessoas com crenças pobres criam a historinha de “não tenho
tempo para essas coisas”. O quanto você estuda investimentos e faz
planos financeiros?
9. O rico é um ótimo recebedor. Feedbacks e validações por meio
de elogios são exemplos de como contribuir para o crescimento de
alguém, mas para isso, o(a) outro(a) precisa receber. Pessoas com
mentalidade pobre não sabem como fazer isso. O quanto você sabe
receber coisas boas dos outros?
10. Ricos pagam-se a si primeiro, não tem tabu com dinheiro. O po-
bre paga aos outros antes de tudo. Com que frequência você paga
a si mesmo primeiro? Para compreender melhor, volte ao conteúdo
onde abordamos planejamentos para uso do dinheiro.
11. Pessoas ricas são remuneradas pelos resultados. Pobres preferem
ser remunerados pelo tempo dispensado. O quanto você valoriza a
remuneração pelos seus resultados?
12. Patrimônio líquido é foco de pessoas com mentalidade rica. Po-
bres focam no rendimento mensal. Quão relevante é seu patrimônio
para você?
13. Quando o rico sofre alguma adversidade, pergunta-se “como
posso aprender com isso?”. Pobres não se questionam, apenas se
lamentam. O quanto você olha para os obstáculos como fonte de
aprendizado?
14. Ricos identificam semelhantes pela educação financeira. Pes-
soas de mentalidade pobre identificam alguém rico pelo bem ma-
terial que este exibe. O quanto você enxerga e valoriza a educação
financeira das pessoas?
15. Prosperidade financeira é o objetivo final de quem cultiva uma
mentalidade de riqueza. O pobre julga essa finalidade como falta de
espiritualidade. O quanto você busca prosperidade financeira sem
esquecer a espiritualidade?
16. Solução é foco de pessoas ricas. O pobre detém-se no problema.
O quanto você destina sua força para a resolução de entraves, ao in-
vés de apenas pensar nos obstáculos?

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p 85
Mensurando sua mentalidade financeira Nota

17. Pessoas de mentalidade rica evitam, ao máximo, uma compra


parcelada, calculam juros embutidos e fazem contas para decidir se
a compra vale mesmo a pena. Uma mentalidade pobre foca apenas
no tamanho da parcela. Levando para o seu contexto, quanto você
analisa os juros antes de decidir uma compra? É um hábito que tem
espaço no seu planejamento?
18. Ricos sabem investir e, dessa maneira, têm o dinheiro trabalhan-
do para si. Pobres trabalham duro pelo dinheiro. O quanto você vem
fazendo o dinheiro trabalhar para você?
19. Pessoas ricas administram bem seus gastos e rendimentos, pois
dedicam tempo a isso. Pobres odeiam dedicar-se ao planejamento
e à organização das finanças. Quanto tempo você dedica para admi-
nistrar seu dinheiro?
20. Aprender sobre os investimentos é necessário para saber quan-
do e quanto esperar de uma aplicação, essa é uma visão realista e
um hábito de pessoas ricas. Uma mentalidade pobre leva a investir
com foco no curto prazo e em lucros absurdos, mesmo sem ter co-
nhecimento necessário. O quanto você tem uma visão realista dos
investimentos?
21. O rico não despreza um rendimento passivo, mesmo que peque-
no. O pobre nem sabe o que é renda passiva, por isso não a busca,
nem a tem. O quanto você aproveita a renda passiva, mesmo quan-
do pequena?
22. Ricos agem, apesar do medo. Pessoas de mentalidade pobre
ficam paralisadas diante do temor. O quanto você age, mesmo em
situação temerosa?
23. Criar e aproveitar oportunidades são hábitos de uma mentalida-
de rica; pobres não as percebem, quando muito, não aproveitam. O
quanto você vem cultivando e experimentando as chances, abrindo
portas para novas possibilidades?
24. O rico pensa grande e da mesma forma reage sua expectativa
sobre seu desempenho e resultados. O pobre pensa pequeno e es-
pera pouco de si, dos seus resultados e do mundo. O quanto você
vem pensando grande e com altas expectativas sobre suas conquis-
tas?

e-book gestão de finanças pessoais


p 86
Mensurando sua mentalidade financeira Nota

25. O rico foca em aumentar seu patrimônio e gerar dividendos e


lucros. O pobre sempre foca em aumentar seus passivos e despesas
mensais, comprando coisas desnecessárias. Você tem aumentado
constantemente seu patrimônio e seus lucros?
26. Para o rico, tudo é motivo para prosperar e enriquecer. Para o
pobre, a própria vida é uma grande explicação para não conseguir
ter o suficiente. O quanto você é automotivado para produzir rique-
za?
27. Pessoas ricas têm um plano de independência para o futuro. O
pobre trabalha até o fim da vida, dependendo de programas públi-
cos e família. Como estão os seus planos de independência financei-
ra para o futuro?
28. Uma mentalidade rica acredita poder prosperar em todas
as áreas. O pobre acredita em “sorte no amor, azar no dinheiro”.
O quanto você tem um pensamento de abundância e não de
escassez?
29. Aprimorar-se sempre é um hábito de pessoas ricas de verdade.
Aqueles(as) de mentalidade pobre acreditam já saber de tudo e,
por isso, não procuram aprender novos conceitos, ferramentas e
técnicas. O quanto você busca se aprimorar diariamente?
30. Pessoas de mentalidade rica olham para um acontecimento e
encontram oportunidades. O pobre olha para o desafio e diz “não
tem jeito”. O quanto você vê o lado bom dos acontecimentos?
31. O rico encara o fracasso como aprendizagem. O pobre encara
um fracasso como um alerta para nunca mais se arriscar. O quanto
você vem enxergando seus fracassos como forma de aprendizado,
ao invés de desistência?
32. Aqueles que são verdadeiramente ricos encontram meios de
ajudar pessoas em condições mais difíceis. O pobre não tem nem
pra ele mesmo. Você doa para necessitados e carentes de forma
constante?

Pontuação total

e-book gestão de finanças pessoais


p 87
Após atribuir as notas, some-as. É hora de saber em qual posição, diante do
jogo do enriquecimento, a sua mentalidade tem deixado você.

Conforme a minha mentalidade, onde estou na


Jornada do Enriquecimento?

0 a 30 pontos – Morto(a) ou perdido(a)


31 a 60 pontos – Sobrevivendo
61 a 90 pontos – Não serei rico(a)
91 a 120 pontos – Zona de conforto
121 a 145 pontos – Estou começando a jornada
146 a 170 pontos – Na jornada e focado(a)
171 a 195 pontos – Estou focado(a)
196 a 220 pontos – Milionário(a)
221 a 245 pontos – Multimilionário(a)
246 a 270 pontos – Megamilionário(a)
271 a 295 pontos – Ultramilionário(a)
296 a 320 pontos – Bilionário(a)

e-book gestão de finanças pessoais


p 88
Ferramenta #02: Calcule seu Fator de
Enriquecimento 2
Mais uma vez, na busca por estimular sua consciência, entenda em qual posi-
ção o comportamento financeiro adotado por você o coloca. O Fator de Enri-
quecimento (FE) é uma ferramenta poderosa para quem precisa – e quer – jo-
gar luz sobre o estado atual.

Conhecer a si mesmo(a), buscando honestidade nesse processo interno, deve


ser um fundamento para quem se dispõe à utilizar uma ferramenta de mu-
dança extraordinária, como é a fórmula para se conhecer o Fator de Enrique-
cimento.

E o que é o Fator de Enriquecimento? Primeiro, entenda que este não é um


conceito de um termo só – ele envolve quatro variáveis em sua composição.
São elas:

· Receita total mensal.


· Percentual poupado para investir.
· Rentabilidade dos investimentos efetuados a partir da poupança.
· Tempo de investimento da receita poupada mensalmente.

e-book gestão de finanças pessoais


p 89
Essencialmente, são apenas esses quatro elementos os encarregados de cons-
truir seu caminho para o enriquecimento, sendo, ainda, variáveis capazes de
ditar a velocidade e a quantidade da sua produção de riqueza. Atente-se a
isso. Não é a primeira vez que falamos em investimento, lembre de perder o
preconceito com o dinheiro, aproxime-se dele como forma de crescimento e
entenda que, para isso, para ser sustentável, você precisar investir.

O Fator de Enriquecimento é uma equação encontrada após experiência de


mais de 10 mil horas de coaching individual, na busca por compreender e pro-
jetar matematicamente o comportamento financeiro de diferentes perfis de
clientes. Projetar é passo essencial no planejamento e na organização das fi-
nanças – uma ferramenta poderosa para ajudar você a alcançar resultados con-
sistentes.
Finalmente, o Fator de enriquecimento se expressa por meio desta fórmula:

FE = R x P x I

Nesta equação, rendimento mensal (R) é a primeira variável e se refere à soma


de todas as entradas financeiras que você tem, todos os recebimentos. Quan-
do mais você ganha, maior será a chance de se tornar um milionário. Imagine
alguém que ganha mil reais por mês, certamente será desafiador para essa
pessoa poupar; o mesmo não deve ser para quem tem um recebimento de 100
mil reais mensais, por exemplo.

e-book gestão de finanças pessoais


p 90
Porém, mesmo que você tenha um rendimento mensal de pequeno valor, não
deixe a ansiedade ser um obstáculo para o seu planejamento. É importante
que você continue a montar seriamente seu Fator de Enriquecimento, com-
preendendo de forma clara e direta quais comportamentos precisam ser mu-
dados, quais crenças precisam ser reprogramadas e, ainda, quais são os concei-
tos e as técnicas que você precisa colocar em prática.

A segunda variável diz respeito à sua poupança (P). Em síntese, à sua capaci-
dade de guardar para investir e, então, enriquecer. Não é sobre direcionar o in-
vestimento para uma viagem, um carro novo ou um curso – é investir para ficar
rico. Poupar com intuito de multiplicar sua riqueza.

Há pessoas que, mesmo ganhando altos valores mensalmente, não são capa-
zes de poupar. Entenda: quando não há poupança, não há sustentabilidade,
não há independência financeira. E reconheça também a diferença entre re-
servar dinheiro para um prazer temporário ou para investir. Portanto, o P cor-
responde ao valor poupado sobre o rendimento. Até agora, nossa equação fica
assim:

FE = R x P x ___

A terceira variável é a chave para o sucesso, ela trata da rentabilidade sobre o


investimento (I). Para entender esse elemento, é preciso saber que ele envolve
dois comportamentos financeiros fundamentais: investir em algo que traga
retorno acima da inflação; e conseguir o maior retorno possível sobre o inves-
timento.

e-book gestão de finanças pessoais


p 91
Compreenda que, além de aplicar o dinheiro, você precisa também que ele
produza lucro. Rentabilidade é importante e faz a diferença na hora de multi-
plicar seu dinheiro. Quer ver de forma mais clara? Acompanhe a tabela a seguir:

Montante inicial: R$ 100.000,00

Baixa Média Alta


Tempo de
rentabilidade rentabilidade rentabilidade
investimento
(2%) (5%) (10%)

1º ano R$ 102.000,00 R$ 105.000,00 R$ 110.000,00

2º ano R$ 104.040,00 R$ 110.250,00 R$ 121.000,00

3º ano R$ 106.120,80 R$ 115.762,50 R$ 133.100,00

4º ano R$ 108.243,21 R$ 121.550,63 R$ 146.410,00

5º ano R$ 110.408,08 R$ 127.628,16 R$ 161.051,00

6º ano R$ 112.616,24 R$ 134.009,56 R$ 177.156,10

7º ano R$ 114.868,56 R$ 140.710,04 R$ 194.871,71

8º ano R$ 117.165,93 R$ 147.745,54 R$ 214.358,88

9º ano R$ 119.509,25 R$ 155.132,82 R$ 235.794,77

10º ano R$ 121.899,44 R$ 162.889,46 R$ 259.374,25

e-book gestão de finanças pessoais


p 92
A quarta variável do Fator de Enriquecimento® não está em sua fórmula, mas
é tão fundamental quanto: é a repetição dos investimentos ao longo do tem-
po. Ou seja, não é investir uma vez e parar, é investir para ficar rico e, certamen-
te, em uma só ação você não vai conseguir. A não ser que você opte por um
atalho, mas sobre isso já foi falado: não é um caminho sustentável.

Encare o Fator de Enriquecimento como uma radiografia da sua saúde finan-


ceira. Ele vai mapear suas crenças de riqueza e apontar suas possíveis fraque-
zas. Já pensou ir direto ao ponto e desfazer os obstáculos que impedem o
alcance da prosperidade na sua vida?

Imagine carregar um espinho dentro de si, sentir dor, mas não saber de onde
parte. Quão eficaz seria ter uma ferramenta que permitisse localizar o espinho?
Indo mais longe: quão ruim seria ter de revirar todo o corpo, lidar com dores e,
ainda por cima, esperar até que encontrasse a causa do mal?

O mesmo vale para outros aspectos da sua vida, como a saúde financeira. É ne-
cessário diagnosticar as crenças que fomentam comportamentos nocivos no
seu dia a dia, que distanciam você de um caminho de prosperidade.

Como aplicar as variáveis no Fator de


Enriquecimento (FE)®?

Primeiro, saiba que a tabela de conversão é essencial neste momento. Portan-


to, para substituir as variáveis na equação, utilize os parâmetros a seguir:

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p 93
Rendimento Rendimento do
Poupança (P)
mensal (R) Investimento (I)

Valor
Fator % Fator % Fator
(R$)

2 mil 0,2 0,2 0 0,2 0

5 mil 0,5 0,5 0,5 0,5 0,5

10 mil 1 1 1 1 1

20 mil 2 2 2 2 2

30 mil 3 3 3 3 3

40 mil 4 4 4 4 4

50 mil 5 5 5 5 5

60 mil 6 6 6 6 6

70 mil 7 7 7 7 7

80 mil 8 8 8 8 8

90 mil 9 9 9 9 9

100 mil 10 10 10 10 10

Sabendo disso, agora observe alguns exemplos de aplicação dos parâmetros


na fórmula e seus respectivos resultados:

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p 94
Informações Valores reais Parâmetros

Renda (R): R$ 5.000,00 0,5

Poupança (P): 30% 3

Rentabilidade do
3% 3
Investimento (I):

Equação: FE = 0,5 x 3 x 3 = 4,5

Classificação Não serei rico.

Informações Valores reais Parâmetros

Renda (R): R$ 100.000,00 10

Poupança (P): 0% 0

Rentabilidade do
0% 0
Investimento (I):

Equação: FE = 10 x 0 x 0 = 0

Classificação Morto ou perdido.

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p 95
Agora, confira os parâmetros na tabela, substitua as variáveis e calcule seu Fator
de Enriquecimento (FE = R x P x I):

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p 96
Conforme a minha mentalidade,
onde estou na Jornada do
Enriquecimento?

0 – Morto(a) ou perdido(a)
0 < FE < 1 – Sobrevivendo
1 < FE < 5 – Não serei rico(a)
5 < FE < 15 – Zona de conforto
15 < FE < 30 – Estou começando a jornada
30 < FE < 60 – Na jornada e focado(a)
60 < FE < 100 – Estou focado(a)
100 < FE < 240 – Milionário(a)
221 a 245 pontos – Multimilionário(a)
240 < FE < 500 – Megamilionário(a)
500 < FE < 1000 – Ultramilionário(a)
1000 < FE < 5000 – Bilionário(a)

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p 97
FAÇA SEU DIAGNÓSTICO FINANCEIRO COM O
LIVRO CRIAÇÃO DE RIQUEZA

A obra completa do Criação de Riqueza é um mapa para aqueles que preci-


sam se nutrir de hábitos financeiros saudáveis. O livro não apenas detalha o
desenvolvimento da fórmula do Fator de Enriquecimento®, bem como explica
todas as camadas e posições da jornada do enriquecimento. Você não ape-
nas tem acesso a ferramentas extraordinárias de organização do seu dinheiro,
como também tem passa a ter fácil acesso a um diagnóstico essencial do seu
estado atual.

O que significa estar “morto ou perdido” na jornada do enriquecimento? Qual


é a solução para ser capaz de criar riqueza nesse cenário? E se o resultado foi
“estou focado”, quais crenças ainda precisam ser trabalhadas? No livro, Paulo
Vieira traz sua experiência de impacto em milhares de atendimentos de co-
aching individual, aplicando conhecimento empírico e teórico para dissecar
estágios do caminho para se tornar rico e próspero.

Para aqueles que não sabem por onde começar e aos que já têm, mas querem
manter e abundar: o livro Criação de Riqueza contribuirá na sua jornada de
forma completa, do princípio ao caminho para a técnica. Invista em você.

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p 98
capítulo 5

e-book gestão de finanças pessoais


p 99
5. COMO CHEGUEI ATÉ AQUI?
Toda maratona pode ser caracterizada como um desafio de longa duração, a
qual exige grande resistência de quem se compromete a ganhar. Por analogia,
a maratona do resgate da riqueza também requer dedicação, comprometi-
mento, humildade e resiliência daqueles(as) que decidem corrê-la.

Para correr uma maratona, você precisa, definitivamente, se preparar. Isso se


quiser ganhar e chegar até o final do percurso. O preparo ideal vai exigir ferra-
mentas – como esta que está lendo.

A Febracis, por meio do master coach Paulo Vieira, é ponte de acesso para uma
gama de ferramentas, todas desenvolvidas a partir da síntese de 22 anos de
estudos de princípios, conceitos e métodos de sucesso. A expertise do coa-
ching individual tornou possível condensar a metodologia em algoritmos fun-
damentais para determinar, de forma lógica, a estrutura para a riqueza.
Pessoas de baixo, médio e alto desempenho, todas elas foram essenciais para
a construção dessa metodologia, bem como continuam sendo fundamentais
para o aprimoramento:

· O que elas têm de diferente?


· O que as levou a atingirem tal padrão financeiro?
· O que fizeram para ganhar, manter ou perder tudo?
· Quais são os comportamentos que levam ao movimento de gangorra fi-
nanceira?

e-book gestão de finanças pessoais


p 100
Se você chegou até aqui, é porque certamente está disposto a mudar ou, pelo
menos, interessado em mudança. Portanto, exercite sua humildade, admita
que não sabe tudo e se pergunte: você está disposto a aprender? a progra-
mar novos conceitos linguísticos e comportamentais, ao ponto de mudar cren-
ças? Esteja aberto ao novo.

O processo de mudança pode acontecer por diversos


meios: em média, 5% das pessoas que escutam algo
inovador, são impactadas pelo conteúdo; 15% das que
tomam nota de um conhecimento o absorvem; 55%
das que praticam os exercícios relativos ao tema sendo
estudado internalizam o aprendizado; e 85% das que o
compartilham e ensinam para os demais é porque já
transformaram em mudança.

Por isso, aproveite todas as oportunidades


de aprender, comunicar e praticar novas
crenças financeiras: contagie quem está
ao seu redor, torne sua mudança
consistente com o seu cenário.

ouvir = 5%

conhecimento anotar = 15%

praticar = 55%

compartilhar = 85%

e-book gestão de finanças pessoais


p 101
5.1. DESPERTE PARA A MARATONA
O que você não tem é pelo que não sabe, pois se soubesse, já teria. Quando
Paulo Vieira evoca tal frase, a intenção é clara: fazer você acordar para a força
interna. Mais ainda: tornar você uma pessoa atenta ao fato de que não sabe
tudo e que, portanto, precisa aprender. Novamente: se alguém busca mudan-
ça, tem que estar apto(a) a novas experiências, princípios, conceitos, formas de
pensar e de comunicar.

O livre arbítrio é uma das ações para se livrar das armadilhas que impedem o
alcance da riqueza. Dito isto, é válido lembrar também que você é o dono do
seu destino. Portanto, desate-se-se dos traumas e demais entraves que roubam
seus sonhos e sequestram sua vida. Entenda que você está aqui para o resgate
da riqueza – a disfunção existe no seu caminho, algo precisa ser equilibrado
para que haja prosperidade. Mas se aconteceu de você topar com esta leitura,
alguma escolha no caminho para a mudança também ocorreu. Percebeu?

Pensando mais adiante, autorresponsabilidade também trouxe você até aqui,


ao desejo de resgatar a riqueza, a prosperidade e, por consequência, uma vida
digna. Certamente, o(a) leitor(a) deste conteúdo não está no aguardo de al-
guém o salvar milagrosamente de uma situação financeira, é mais possível que
esteja tentando aprender a salvar a si mesmo(a). E isso já é um ótimo começo.

Resgate riqueza, dignidade, respeito e amor próprios, família, casamento, so-


nhos. Seja capaz de se posicionar no jogo de gente grande. Aceite que a re-
alidade de contas a pagar virá mensalmente: aluguel, parcela do imóvel, carro,
supermercado e muito mais. Não tem o que mudar em relação a isso, mas tem
muito o que aprimorar internamente para ser sua melhor versão.

e-book gestão de finanças pessoais


p 102
5.2. OUSE: SERÁ QUE SEUS
PENSAMENTOS ESTÃO UM CATIVEIRO
DE TRAUMAS?
Imagine estar em uma batalha financeira, uma maratona que você precisa cor-
rer mensalmente para ser capaz de pagar escola, carro, aluguel, condomínio,
supermercado etc. Encare essa realidade, mas também queira vencê-la.

Às vezes, a corrida é atrapalhada já desde o momento de preparo: por pen-


samentos limitantes, que diminuem a performance. Há pessoas exatamente
nessa situação, onde crenças financeiras abundantes foram sequestradas pelo
medo, por traumas, e as impedem de ousar, mudar e crescer – mas elas sequer
sabem disso.

Atitudes e comunicações de pessoas em sequestro financeiro


· Trabalha bastante, mas só ganha para sobreviver.
· “Conseguir pagar as contas já é lucro”.
· Não tem tempo para a família, saúde ou lazer, apenas para trabalhar.
· Carrega a empresa nas costas, e é mal remunerado por isso.
· Trabalha muito e ganha pouco.
· Quando ganha algo, perde logo em seguida.
· Tem dinheiro, mas não usufrui.
· “Quando as coisas estão melhorando, algo acontece e vai tudo por água
abaixo”.
· Não gosta do trabalho que faz, mas não tem coragem de mudar.
· Sonha com coisas materiais, porém distantes e intangíveis.
· Acredita que quem tem dinheiro é porque tem sorte, herdou ou roubou.
· Sente rancor ou inveja de alguém que tem.

e-book gestão de finanças pessoais


p 103
5.3. PREPARE-SE: O QUE TE CUSTA
APRENDER MAIS?

A falta de conhecimento e de sabedoria, que aqui remete ao saber fazer, é


problema recorrente quando o assunto é fracasso. Essa lacuna gera descone-
xão. Não conhecer as regras do ambiente ao redor, de gestão, de negócios, as
técnicas, os princípios, as ferramentas, os métodos, os caminhos espirituais, a si
mesmo(a): tudo isso é falta.

Para aquecer sua mente, pergunte-se: quais os princípios de enriquecimento,


as estratégias para ter independência que você utiliza hoje? O que você tem
feito para ter renda passiva? Não tem um plano para nada disso? Tudo bem:
busque. A fórmula é bem simples:
· Curso
· Livro
· Vídeo
· Repete os três.

Essa é a concepção: “sim, eu posso aprender algo novo”. Entenda que você não
é autossuficiente, pergunte-se o que precisa aprender para alcançar o próximo
nível na maratona. Busque reconhecer qual a sua jornada.

e-book gestão de finanças pessoais


p 104
OGA!
O gigante acordou: esse é o movimento!

e-book gestão de finanças pessoais


p 105
5.4. QUAL MARATONA VOCÊ QUER
CORRER?
Qual é a sua meta? Já perguntamos isso anteriormente, mas desculpe, aqui
nós trabalhamos com objetivos claros. Mas, no geral, não importa se você quer
apenas uma confortável independência financeira ou se almeja ser multimilio-
nário. De um jeito ou de outro, a Febracis tem a jornada certa, com a prepara-
ção correta, para que você chegue lá. Acompanhe.

Imagine ter um funil, com pessoas no topo se candidatando à prosperidade,


conforme o caminho percorrido, elas chegam a específicos níveis na pirâmide
do enriquecimento. O primeiro trajeto é o conhecimento, ele é permeado pe-
los 15 princípios do povo judeu, que são o seu sustento; o segundo contém os
conceitos e as ferramentas de fazer, ter e multiplicar e leva você ao status de
alta renda ou milionário.

Indo além, pois é possível, há, ainda, o trajeto das habilidades de fazer, ter e
multiplicar dinheiro. Ou seja, além de ter uma essência que sustenta todas as
suas escolhas, as ferramentas para praticar, você aprende também a transfor-
mar isso em habilidade, ou seja, a tornar-se multimilionário. Mas lembre-se, só
tem ter sabedoria, você já alcança o primeiro nível; mas sem ela, não chega a
lugar algum.

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p 106
Decida sua jornada

15 PRINCÍPIOS DE
PROSPERIDADE INDEPENDÊNCIA
FINANCEIRA

CONCEITOS DE
ALTA RENDA OU
ENRIQUECIMENTO
MILIONÁRIO

HABILIDADES DE
ENRIQUECIMENTO MULTIMILIONÁRIO

5.5. INICIANDO DESAFIO


Quem motiva você a entrar nessa maratona? Qual seu nível de comprometi-
mento em ficar rico? Por que você entra no jogo? O que motiva a entrar e ven-
cer? Levar sua família a um outro padrão social? Resgatar a própria dignidade?
Garantir um futuro? Ter independência financeira?

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p 107
“Libertei mil
escravos, poderia
ter libertado
outros mil se eles
soubessem que eram
escravos.”
Harriet Tubman

e-book gestão de finanças pessoais


p 108
Conhecimento é porta de entrada para todo sucesso e é seguro dizer que isso
vale para tudo. Quando se diz que riqueza não tem a ver com dinheiro é porque
o caminho para tal tem como base algo simples, porém essencial: sabedoria.

Após 22 anos de estudos, práticas e trabalho diligente, o master coach Paulo


Vieira, o qual contornou a própria adversidade financeira por meio tão somen-
te do aprendizado, e agora contribui para o crescimento de mais de 1 milhão
de pessoas, tem segurança ao afirmar que os princípios judeus foram e são
base para o enriquecimento verdadeiro.

Doutrinas e princípios contribuem para que o ser humano seja capaz de tomar
decisões certas diariamente, elas são a chave para um conjunto de comporta-
mentos capazes de levar você à prosperidade, ou ao fracasso, se forem feitas
para tal. Portanto, ter acesso aos fundamentos certos é indispensável nesta
maratona.

5.5.1. Algoritmos de resgate da prosperidade

Algoritmos são estruturas linguísticas e comportamentais de formação de


crenças. Eles podem levar você a prosperar, mas também podem enclausurar.
Em nossa metáfora, eles sequestram sua paz e seu sucesso financeiros. Fique
atento a algumas composições que atuam como fórmulas para a sua prospe-
ridade, e, novamente: anote, pratique e compartilhe. Internalize essas chaves
para levar aos que precisam.

e-book gestão de finanças pessoais


p 109
Sua vida está calma? Cuidado para não confundir o silêncio entre bata-
lhas com o de paz. Em outros termos: desconfie da calmaria e questione-se
sobre a zona de conforto. O caos, na medida necessária, é sinal de movimento
e mudança.

Tenha pavor de sonhadores. Parece absurdo, pois o sonho leva você a gran-
des metas, mas o sonhador não chega até lá: ele para no meio do caminho.
Portanto, vá além. Busque objetivos tangíveis e possíveis de alcançar por meio
de planos de ações.

Riqueza não tem nada a ver com dinheiro. É simples entender isso, mas
depois que você compreende e internaliza, também abre a mente para mu-
danças extraordinárias. Ser rico é ser próspero em princípios que fazem você e
quem está ao seu redor crescer, é ser capaz de ser ponte para o sucesso alheio.

Você precisa chocar as pessoas. Lembra da parte do caos? Disperse o silêncio


que impede sua liberdade. Quem não está impactando por suas ações, certa-
mente está na zona de conforto, ou seja, não está indo a lugar algum. É para
isso que você chegou até aqui? Para se manter inerte diante da vida?

Seu passado não define o futuro. Lembre-se: você está autorizado a prospe-
rar. Recorde seu livre arbítrio, proclame a autorresponsabilidade na sua vida e
deixe para trás todos os traumas e momentos difíceis: torne seu caminho maior
que isso, seja dono(a) do seu próprio destino.

e-book gestão de finanças pessoais


p 110
O que todo mundo está fazendo nos negócios, na sua profissão? Faça
diferente, busque inovação. Observe o padrão de serviços oferecidos e ten-
te oferecer o que falta. Mantenha a mente aberta para se reinventar quando
preciso e fique sempre atento às tendências tecnológicas do seu trabalho, não
fique para trás.

Cresça e contribua. O enriquecimento não é um acontecimento, é uma jor-


nada na qual não se deve ir só, portanto: compartilhe seus aprendizados com
quem você acha necessário, impacte vidas por meio do seu próprio cresci-
mento. Recorde que, ao compartilhar, 85% das pessoas atingem o ponto da
mudança: fazem acontecer o sonho.

Identifique problemas e dores. Há um passo a passo bastante simples para


ajudar você a desenvolver este pensamento de forma objetiva:
1º Solucionar os problemas das pessoas com seu produto ou serviço.
2º Solucionar profundamente os problemas das pessoas.
3º Solucionar profundamente os problemas de muitas pessoas.
4º Solucionar profundamente os problemas de muitas pessoas por muito tem-
po.

Utilize a Métrica do Enriquecimento. Com esse algoritmo extraordinário,


você é capaz de dar atenção a cada camada da sua vida, ao mesmo tempo em
que organiza suas finanças. Foram 22 anos de estudos e práticas que levaram
à excelência dessa ferramenta. Confira:

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p 111
Métrica de enriquecimento:
1º. Pagar-se primeiro: 5%
2º. Doar, com sabedoria, a quem precisa: 10%
3º. Investir para ficar rico: 10%
4º. Pagar todas as contas: 60%
5º. Poupar para os sonhos: 10%
6º. Abundar em qualquer área: 5%

Dica poderosa! Após alguma experiência e conforme o nível do seu compro-


metimento com sua jornada, é possível ajustar os percentuais da métrica para
potencializar seus ganhos e rendimentos. Por exemplo: você pode unir os acu-
mulados em “pagar-se primeiro”, “investir para ser rico” e “poupar para os so-
nhos” em um só investimento; ou mesmo reduzir o total destinado a pagar
todas as contas, de 60% para 55%, por exemplo – e, preste atenção, isso não
significa que você deixará de cumprir dívidas, pelo contrário, é um estímulo
para fazer as contas caberem neste percentual.

Tenha conhecimento sobre os três capitais da riqueza: emocional, intelec-


tual e financeiro. Novamente: sabedoria abre portas, tenha humildade para
reconhecer que algo você precisa aprender para sair da situação de sequestro
das suas finanças.

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O capital emocional está ligado aos seguintes atributos:
• Saber dizer não.
• Ter uma visão positiva de futuro.
• Não procrastinar.
• Não se autossabotar.
• Adiar o prazer imediato.
• Eliminar vícios.
• Liderar pessoas.
• Ter foco total nas metas.
• Ter inteligência emocional.

O capital intelectual está relacionado às técnicas. Quando comparamos à pirâ-


mide do enriquecimento, ele é quem leva ao patamar da alta renda, dos milio-
nários. Em outras palavras, se você tem domínio sobre as ferramentas, é capaz
também de alcançar mais um nível na jornada da prosperidade.

O terceiro e último é o financeiro, literalmente, o dinheiro que tem guardado.


Tem nada no banco? Não tem problema, se você alcança os capitais emocional
e intelectual, o financeiro é apenas consequência.

Outra composição linguística e de estrutura comportamental que contribui


para crenças de prosperidade é “ser rico é viver nos seus próprios termos,
segundo suas próprias possibilidades, e não segundo suas limitações”.
Uma definição extraordinária por Paul McKenna, a qual atesta que ser próspe-
ro não é viver correndo atrás do próprio rabo, ultrapassando o próprio limite ao
ponto de sacrificar a paz para sustentar uma realidade inverídica.

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Junto a isso, a jornada do herói desenhada por Ray Dalio transfigura-se em
algoritmo essencial para o enriquecimento. O diagrama descreve o caminho
para o alcance da abundância, destacando que, para isso, é necessário passar
pelas adversidades.

E, muitas vezes, para se chegar ao abismo que leva à transformação, é necessá-


rio outro algoritmo, que é adiar o prazer imediato. Reduzir orçamento, trocar
para um carro de menor custo, diminuir as idas aos restaurantes e às festas –
pequenas coisas que, no momento, parecem insignificante, mas que, juntas,
fazem grande diferença ao final do mês.

O algoritmo de crescer e contribuir se expande quando você internaliza ou-


tra composição linguística: “A quem tem lhes será acrescentado e a quem não
tem até o que não tem lhe será tirado”, Mateus 25:14,30. A passagem destaca,
de forma clara, como o pensamento escasso não é ponte de crescimento, pelo
contrário. Portanto, cultive uma mentalidade de abundância, queira ser fonte
de crescimento para outros.

Acabe com juros de dívidas, internalize esse algoritmo como chave para a
sua paz financeira. Busque entender isso e, se necessário, negocie desde já
seus parcelamentos. Troque para juros mais baixos. Não sabe como fazer? Pro-
cure ajuda de quem sabe, mas entenda: você só conseguirá prosperar se tirar
esse obstáculo do caminho.

Por último, mas não menos importante, mantenha em mente que pessoas
vitoriosas aproveitam crises e adversidades para prosperar. É difícil não
se lamentar em meio à dificuldade, mas tente entender que você só tem um
caminho: para frente. Mais uma vez: não seja arrogante, pense – o que você
precisa aprender para chegar ao próximo nível?

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Algoritmos do
Enriquecimento

- Busque o caos, na medida necessária.


- Tenha pavor ao sonhador
- Riqueza não tem nada a ver com dinheiro.
- Você precisa chocar as pessoas
- Seu passado não define o seu futuro.
- Para onde vai a manada? Faça o que não estão fazendo.
- Crescer e contribuir.
- Identificar problemas e dores.
- Métrica do enriquecimento.
- Os 3 capitais da riqueza (emocional, intelectual e financeiro).
- “Ser rico é viver nos seus próprios termos, segundo suas próprias
possibilidades, e não segundo suas limitações.” Paul McKenna
- “A quem tem lhes será acrescentado e a quem não tem até o que não
tem lhe será tirado.” Mateus 25:14, 30
- Internalizar a jornada do herói de Ray Dalio.
- Adiar o prazer imediato.
- Aproveitar momentos de a crise para prosperar.
- Acabar com juros de dívidas.

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5.5.2. Os 15 princípios judeus

1. Humildade
2. Contágio social
3. Gostar de feedback
4. Perseverança
5. Honestidade, integridade e verdade
6. Trabalho diligente
7. Visão e foco
8. Ter uma multidão de conselheiros (fiéis e capazes)
9. Perícia
10. Generosidade
11. Fazer alianças com honra e respeito
12. Planejamento e estratégia
13. Ação
14. Sabedoria
15. Não existem atalhos

5.6. ATENÇÃO ÀS POSSÍVEIS


ARMADILHAS DURANTE O CAMINHO!
Tenha cuidado com alguns comportamentos, motivações e crenças que po-
dem levar você ao caminho incorreto na maratona do enriquecimento. Aten-
te-se para querer ficar rico pelo motivo certo, jamais pelo errado. Por exemplo,
“quero ficar rico para não passar isso nunca mais”, ao cultivar essa mentalidade,
você foca no passado. Busque querer enriquecer simplesmente porque quer
abundar, ser farto em recursos para si e para os demais.

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Outro comportamento de risco, que pode ser uma armadilha durante o cami-
nho, é querer poupar para enfrentar possíveis dias difíceis. Não mentalize a di-
ficuldade, inspire prosperidade. Queira guardar para realizar sonhos, não para
apagar incêndios. Se acontecer, tudo bem, você terá se preparado de um jeito
ou de outro, mas poupe querendo ser feliz – atente-se às suas crenças.

Empreender pode ser desafiador em momentos de desorganização financeira,


pois empresários tendem a confundir o caixa da empresa como próprio ren-
dimento. Um erro para quem busca firmeza na trajetória financeira. Elaborar
média salarial com base em picos sazonais também se configura como arma-
dilha para autônomos.

Funcionários públicos, por se sentirem seguros com rendimento fixo e estabi-


lidade profissional, tendem a perder o controle sobre gastos. A falsa segurança
impacta na falta de administração do orçamento, ocasionando uma bola de
neve nas finanças dessas pessoas. Uma grande armadilha para quem não tem
controle.

Por último, ganhar mais e não cuidar dos gastos também é um grande descui-
do no caminho do enriquecimento. Não adianta se ludibriar com altos ganhos
mensais, se o que sai do seu rendimento para pagar contas é ainda maior.

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Armadilhas que sequestram sua
liberdade financeira:

Ficar rico pelo motivo errado.

Poupar para os dias difíceis.

Sequestrar a própria empresa.

Acreditar em segurança financeira de

emprego público.

ganhar muito e gastar mais ainda.

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5.7. PREPARANDO-SE PARA A
MARATONA: FERRAMENTAS E
EXERCÍCIOS

Tornando sonhos tangíveis


Pessoas de mentalidade rica possuem uma clara visão de futuro, com sonhos
possíveis. Você precisa estimular sua vontade de sonhar, mão é sobre ser um
sonhador, pois esse é um algoritmo essencial no caminho para o enriqueci-
mento. Não é sobre “no dia em que eu ganhar na loteria...”, mas sobre o que
você pode planejar. Exercite: faça seu mural da vida extraordinária. Escreva suas
metas e objetivos. Cabe a você transformar potencial em potência. A visão de
futuro é um exercício que você precisa estimular, outra forma você estará sem
norte.

Humildade
Para conquistar a humildade, seu comportamento e suas emoções precisam
se despir do orgulho. Em nossa jornada, o deserto é local de aprendizado. Te-
nha humildade para reconhecer essa adversidade: reconheça-se na maratona.

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“Aquele que confia
nas suas riquezas
cairá, mas os justos
reverdecerão como a
folhagem.”
Provérbios 11:28

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p 120
Saiba também que você só chega ao final sendo humilde o suficiente para
mudar conforme a situação pedir. Isso também é sinônimo de aprender. O
orgulho gera autossuficiência e impede que você mude. Enquanto você for
orgulhoso, não existe mudança.

Situações e comportamentos do orgulhoso


· Arrogância.
· Prepotência.
· Vaidade.
· Zona de conforto.
· Falta de perdão.
· Autossuficiência.
· Ingenuidade.
· Insatisfação/ingratidão.
· Desonra/desrespeito.
· Inveja.

Reflita e coloque em prática: a quem você vai pedir perdão e a quem você vai
perdoar a partir de hoje? Assuma o compromisso.

Contágio social
Cerque-se de pessoas que o(a) levam para cima. Dois pesquisadores norte-a-
mericanos Nicholas Christakis e James Fowler, utilizaram 32 anos de dados
sobre pessoas e grupos sociais de uma cidade e comprovaram que: um indi-
víduo se sente 15% feliz quando próximo de outro alguém no mesmo estado
emocional. Ou seja: pessoas impactam outras mesmo sem querer.

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“Aquele que anda
com os sábios será
cada vez mais sábio.”
Provérbios 13:20

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p 122
Você deve se aproximar das pessoas que partilham dos seus objetivos. Não é
para abandonar quem está do seu lado, cresceu e o(a) amou. Mantenha o prin-
cípio da honra. Mas escolha quem você vai trazer para o seu time.
Reflita:
1. Quais pessoas ou ambientes estão te prendendo ou te empobrecendo?
2. Qual será sua ação em relação a isso?
3. Quais pessoas ou ambientes são parecidos com seus objetivos?
4. Qual será sua ação em relação a isso?

Feedback
As pessoas mais despreparadas pensam que sabem DAR feedback, mas o que
faz a diferença é RECEBER. Peça esse retorno sobre seu produto, comporta-
mento ou serviço e transforme a dor em inovação.
Aprenda a ouvir conselhos, ter humildade o suficiente para apenas escutar.
Mesmo que sejam devaneios, as chances de você aprender algo extraordinário
ou captar uma isca para algo a mais são grandes. Vá além, utilize o contágio
social e cerque-se de orientações para a sua prosperidade.

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p 123
“Quem ouve a repreensão
construtiva terá lugar
permanente entre os
sábios. Quem recusa a
disciplina faz pouco caso
de si mesmo, mas quem
ouve a repreensão obtém
entendimento.”
Provérbios 15:31:32

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p 124
Reflita e responda:
1. Quais foram os feedbacks mais importantes que você já recebeu?
2. A quais feedbacks você não deu ouvidos e, hoje, paga o preço por isso?
3. Quais decisões você toma para ser um especialista em receber, processar
e aplicar feedbacks em sua vida?

Dica poderosa! Escolha estar ao lado das pessoas certas para ouvir o feedback
das pessoas certas, saiba de quem você vai pedir os feedbacks.

Perseverança
Resiliência e força de vontade são sinônimas para o princípio judeu da perseve-
rança. Preste atenção e observe: pessoas ricas já quebraram; porém as media-
nas, certamente, nunca tiveram problemas financeiros. Faz sentido?

Perseverança tem relação com a zona de conforto e com o quanto você fica
pelo meio do caminho, o quanto não faz questão de ter paz financeira, pois
desiste – se quisesse vencer, é simples: continuava.

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p 125
“Pois ainda que um justo
caia sete vezes, sete vezes
tornará a se erguer;
os ímpios, todavia,
são arrastados para a
desgraça.”
Provérbios 24:16

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p 126
Lembre-se, fracassar não é errado, o incorreto é desistir. Encare cada adversi-
dade como um movimento para refletir, crescer e agir novamente, com mais
sabedoria e mais estratégia.
Reflita e responda:
1. Qual foi a última vez que pensou em desistir?
2. Escreva cinco situações em que faltou perseverança, que você não con-
tinuou.
3. Em que você decide perseverar a partir de agora? Escreva cinco deci-
sões.

Honestidade, integridade e verdade


Honestidade não é apenas praticar comportamentos éticos, mas também
cumprir promessas e palavra. O que você entrega a seu chefe, cliente, fornece-
dor, sócio etc. é aquilo que foi prometido?

Para manter parceiros de longa data, é preciso que todos os compromissos


estabelecidos sejam honrados. Esse é um princípio básico de prosperidade ju-
daica, o qual atesta que a qualidade das suas alianças está diretamente ligada
à sua credibilidade.
Reflita e responda:
1. Quais foram as alianças ruins que você já fez por não ter caráter como
filtro?
2. O que você precisa mudar no contrato de integridade e honestidade?

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p 127
Trabalho diligente
Paulo Vieira define a diligência como um trabalho focado na execução e no
resultado da tarefa, um atributo capaz de gerar respeito e admiração a quem o
tem. É a habilidade de ser eficaz e de entregar o produto com esmero.

O estudo desenvolvido pelo master coach sobre a cultura de enriquecimento


judeu caracterizou o trabalho diligente como um princípio de prosperidade.
Reflita e responda:
1. De 0 a 10, qual nota para sua diligência?
2. Onde você estaria se fosse 100% diligente em tudo que faz?
3. Qual a pessoa mais diligente que você conhece e quais são os seus re-
sultados?
4. Cite as cinco coisas que mais estão impedindo você de agir de forma
diligente.
5. De que maneira você irá superar esses impedimentos?
6. Quais ações de grande impacto, capazes de conduzi-lo(a) ao enriqueci-
mento, você fará nas próximas 24 horas?

Visão e foco
Faça um mural com sua visão positiva de futuro, no qual seus sonhos mais
ousados se realizam: a casa dos sonhos, a viagem, o casamento, a formatura,
o momento especial com o qual você sonha. Utilize imagens, colagem, pense
sobre seu futuro com carinho e acredite neste resultado. Você precisa exercitar
trazer suas metas ao papel, faz parte do processo de ser íntimo dos seus sonhos.

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p 128
Tenha uma multidão de conselheiros
Busque conselheiros fiéis, aqueles com conhecimento, experiência e resulta-
dos comprovados; capazes de ajudar a resolver problemas e a conquistar me-
tas. Utilize-se do princípio da humildade e do contágio social, mantenha-se
sempre pronto a aprender, esse é o modo de não tomar decisões erradas.
Reflita e responda:
1. Que prejuízo você teve por não buscar uma multidão de conselheiros?
2. Quais áreas você precisa de consultoria?
3. Quem serão esses conselheiros?

Perícia
Para ser um perito, o caminho é simples, porém não é rápido, muito menos
mágico: uma hora de estudo aplicado; oito horas de trabalho diligente. Todos
os dias. Mas não é apenas na sua área. É preciso que você domine quatro níveis:
inteligência e performance emocional; marketing digital; business e finanças;
seu próprio ofício.
Reflita e responda:
1. Como está sua performance emocional? O que você tem feito para
aprender sobre?
2. O que você já perdeu por não ter inteligência emocional?
3. Quais ações você irá tomar para mudar isso nas próximas 24 horas?
4. Como está seu conhecimento sobre marketing digital? O que você tem
feito para aprender sobre?
5. O que você já perdeu por não entender sobre marketing digital?
6. Quais ações você irá tomar para mudar isso nas próximas 24 horas?
7. Quanto você domina de business e finanças? O que você tem feito para
aprender sobre?

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8. O que você já perdeu por não ter conhecimento sobre finanças?
9. Quais ações você irá tomar para mudar isso nas próximas 24 horas?
10. Como está seu conhecimento sobre seu próprio ofício? O que você tem
feito para aprender sobre?
11. O que você já perdeu por não se capacitar mais no seu emprego?
12. Quais ações você irá tomar para mudar isso nas próximas 24 horas?

Generosidade
O princípio judaico de prosperidade que tem como base o olhar ao próximo
é essencial dentro da Febracis. Não à toa, a empresa apresenta crescimento
exponencial durante anos em sequência. Crescer e contribuir é fundamental
para construir um mundo possível para todos. Se riqueza não inclui esse poder
de abundar aos demais, então não é prosperidade, é escassez.
Reflita e responda:
1. O quanto você doou este mês? E no passado?
2. Qual percentual de sua renda você passará a destinar a doações?
3. Para quem será destinado esse dinheiro?
4. Quando você vai começar?

Faça alianças com honra e respeito


Se você quer alcançar grandes metas, precisará de alianças na mesma propor-
ção, com pessoas íntegras, honestas, competentes e que estejam dispostas a
acompanhá-lo(a), orientá-lo(a), dar feedbacks e que tenham objetivos em co-
mum com você.

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Reflita e responda:
1. Com quais pessoas você fará alianças?
2. Com qual instituição você fará aliança?
3. Quais pessoas e instituições você deve repensar alianças?

Ação
Reflita e responda:
1. Cite as cinco coisas que estão impedindo você de agir.
2. De que maneira você irá superar esses impedimentos?
3. Quais ações massivas, ou de grande impacto vão conduzi-lo ao enrique-
cimento, você fará nas próximas 24 horas?

Sabedoria
Reflita e responda:
1. O que você já perdeu por não buscar a sabedoria?
2. O que você vai fazer para obter a sabedoria que ainda te falta?

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E agora? Em qual posição da jornada do herói você está? Ignorando o
chamado para a aventura ou buscando meios de se preparar?

retorno com chamada para a


o elixir aventura

aventura ultrapassando o limite

recompensa
es
aç õ
ro v
sp
da
ho

metamorfose i n
a m
oc
abismo

Fonte: Ray Dalio, no livro Princípios (2017).

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