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caderno do

FÍSICA
PROFESSOR

ensino médio

1ª SÉRIE
1º bimestre - 2008
EXECUÇÃO
COOrdEnAÇÃO dO
Coordenação Geral
dESEnvOlvImEnTO dOS
Maria Inês Fini
COnTEúdOS PrOGrAmáTICOS E

Concepção dOS CAdErnOS dOS PrOfESSOrES

Guiomar Namo de Mello Ghisleine Trigo Silveira


Lino de Macedo
Luis Carlos de Menezes COOrdEnAÇÃO dA árEA dE
Maria Inês Fini CIênCIAS dA nATUrEZA E
Ruy Berger SUAS TECnOlOGIAS
Luis Carlos de Menezes
vernador
é Serra GESTÃO
AUTOr
Fundação Carlos Alberto Vanzolini
e-Governador Marcelo de Carvalho Bonetti
erto Goldman Presidente do Conselho Curador:
Antonio Rafael Namur Muscat
EqUIPE dE PrOdUÇÃO
retária da Educação
ria Helena Guimarães de Castro Presidente da Diretoria Executiva: Coordenação Executiva: Beatriz Scavazza
Mauro Zilbovicius Assessores: Alex Barros, Beatriz Blay, Denise
retária-Adjunta Blanes, Eliane Yambanis, Heloisa Amaral Dias
a Gloria Areias Prado Diretor de Gestão de Tecnologias
de Oliveira, Luis Márcio Barbosa, Luiza Christov,
aplicadas à Educação:
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nando Padula
Coordenadoras Executivas de EqUIPE EdITOrIAl
ordenador de Estudos e Normas Pedagógicas Projetos:
é Carlos Neves Lopes Coordenação Executiva: Angela Sprenger
Beatriz Scavazza e Angela Sprenger
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Caderno do professor. Física: ensino médio 1ª série 1º bimestre / Marcelo de Carvalho Bonetti.
– São Paulo: SEE, 2008.

ISBN. 978-85-61400-52-1

1. Física (Ensino Médio) – Estudo e ensino. I. Bonetti, Marcelo de Carvalho. II. Hosoume,
Yassuko. III. Oliveira, Maurício Pietrocola Pinto de. IV. São Paulo (Estado). Secretaria da
Educação.

CDD 22ed. 530.07


Prezado(a) professor(a),

Iniciamos em 2008 uma nova jornada de trabalho para atender uma das
prioridades da área de educação neste governo: o ensino de qualidade.

Sabemos que o alcance desta meta é concretizado essencialmente na sala


de aula, pelo professor e seus alunos. Por essa razão, com o intuito de facilitar
tal trajetória, este documento foi elaborado por competentes especialistas na
área de educação. Com o conteúdo organizado por bimestre, o Caderno do
Professor oferece orientação completa para o desenvolvimento das situações
de aprendizagem propostas para cada disciplina.

Esperamos que você aproveite e implemente as orientações didático-


pedagógicas aqui contidas. Estaremos atentos e prontos para esclarecer
dúvidas ou dificuldades, e promover ajustes ou adaptações que aumentem
a eficácia deste trabalho.

Aqui está nosso novo desafio. Com determinação e competência, certa-


mente iremos vencê-lo!

Conto com você.

Maria Helena Guimarães de Castro


Secretária da Educação do Estado de São Paulo
SUMáRIO
São Paulo faz escola – Uma Proposta Curricular para o Estado 5
Ficha do Caderno 7
Orientação sobre os conteúdos do bimestre 8
Tema 1 – Grandezas do movimento: identificação,
caracterização e estimativa de valores 10
Situação de Aprendizagem 1 – Levantamento e classificação
dos movimentos do cotidiano 11
Situação de Aprendizagem 2 – Identificando as variáveis
relevantes de um movimento 14

Situação de Aprendizagem 3 – Estimando valores de grandezas dos movimentos


16 Tema 2 –
Quantidade de movimento linear: variação e conservação 23
Situação de Aprendizagem 4 – Alterando os movimentos 24
Situação de Aprendizagem 5 – A força de uma interação 25
Situação de Aprendizagem 6 – Compensando os movimentos na
ação de forças internas 30

Situação de Aprendizagem 7 – A conservação do momento linear 33


Situação de Aprendizagem 8 – Conhecimento físico ajuda a julgar
ações do nosso dia-a-dia 35

Tema 3 – Leis de Newton 41


Situação de Aprendizagem 9 – Análise das partes de um sistema de corpos42
Situação de Aprendizagem 10 – Comparando as leis de Newton e a lei
da Conservação da Quantidade de Movimento 45
Recursos para ampliar a perspectiva do professor e
do aluno para a compreensão do tema 54

Considerações finais 55
SãO PAULO FAz ESCOLA – UMA PROPOSTA
CURRICULAR PARA O ESTAdO

Prezado(a) professor(a),

Apresento-lhe os textos gerais e específicos dos Cadernos do Professor, parte


integrante da Proposta Curricular de 5ª a 8ª séries do Ensino Fundamental – Ciclo
II e do Ensino Médio do Estado de São Paulo. A Secretaria da Educação do Estado
assumiu a liderança na formulação dessa Proposta, visando aprimorar o trabalho
pedagógico e docente na rede pública de ensino, em parceria com seus professores,
coordenadores, assistentes pedagógicos, diretores e supervisores.

A Proposta não pretende ser mais uma novidade pedagógica, mas atuar como uma
retomada dos diversos caminhos curriculares que esta Secretaria já traçou e que
muitas escolas já incorporaram em suas práticas.

Nesse processo, a Secretaria da Educação já buscou identificar práticas de gestão


escolar e de sala de aula para subsidiar a implementação da Proposta. Agora se
propõe a coordenar, apoiar e avaliar o desenvolvimento curricular.

A relevância e a pertinência da aprendizagem dos conteúdos educacionais para a


formação do cidadão foram definidas na organização curricular, proposta a todas as
escolas. De acordo com elas, o sistema de ensino deve assumir a indicação de
elementos básicos para que suas escolas possam promover uma educação de
qualidade, que atenda os objetivos sociais.

Para atingir esses objetivos, o primeiro elemento construído foi a Base Curricular,
referência comum a todas as escolas da rede estadual. Ela descreve os conteúdos
disciplinares a serem desenvolvidos em cada série, bem como o que se espera dos
alunos no que diz respeito à capacidade de realização desses conteúdos. De um lado,
essa base orienta a organização dos projetos curriculares em cada escola; de outro,
esclarece a sociedade sobre seu compromisso com o desenvolvimento de crianças e
jovens.

5
Fruto do trabalho coletivo, de caráter interdisciplinar, a Proposta procura
estabelecer elos entre os conhecimentos culturais socializados pela escola e as
indicações de procedimentos organizadas didaticamente.

Para isso, foram identificados e organizados, nos Cadernos do Professor, os


conhecimentos disciplinares por série e bimestre, assim como as habilidades
e competências a serem promovidas. Trata-se de orientações para a gestão da
aprendizagem na sala de aula, para a avaliação, e também de sugestões bimestrais
de projetos para a recuperação das aprendizagens.

A sociedade exige dos indivíduos competências e habilidades específicas, que são


desenvolvidas de forma espontânea por alguns, no contexto da educação familiar,
mas que, para outros, estão atreladas ao processo de escolarização.

O compromisso de inter-relacionar as disciplinas, permitindo ao aluno


compreendê- las no sentido global da cultura, da ciência e da vida, foi um trabalho
árduo que procuramos realizar. Esperamos agora contar com o apoio da escola e de
seus educadores na implantação, no desenvolvimento e na avaliação dessa Proposta.

A Proposta desenha, ainda, ações para apoiar a escola na gestão de seus recursos,
a fim de oferecer aos alunos da rede pública de ensino uma educação à altura dos
desafios contemporâneos. Seu desenvolvimento faz com que o Governo do Estado
de São Paulo possa cumprir o compromisso de garantir a todas as crianças e jovens
uma educação básica de qualidade.

Maria Inês Fini


Coordenadora Geral da Proposta
Curricular para o Ensino Fundamental
– Ciclo II e Ensino Médio do Estado
de São Paulo

6
FICHA dO CAdERNO
Movimento: variações e medidas

Nome da disciplina: Física

área: Ciências da Natureza e suas Tecnologias

Etapa da educação básica: Ensino Médio

Série: 1ª

Período: 1º bimestre de 2008

Aulas semanais: 2

Semanas previstas: 8

Aulas no bimestre: 16

Temas desenvolvidos: Movimentos que se realizam no cotidiano e


as grandezas relevantes para sua observação;
Características comuns e formas de sistematizar
os movimentos segundo trajetórias, tempos
de duração, velocidades médias e velocidades
instantâneas; Estimativa e escolha de procedi-
mentos adequados para realização de medidas
de grandezas associados aos movimentos; Mo-
dificações nos movimentos como conseqüência
de interações; Causas da variação de movimen-
tos associadas às intensidades das forças e ao
tempo de duração das interações; Conservação
da quantidade de movimento linear e a identifi-
cação de forças para fazer análises, previsões e
avaliações de situações cotidianas que
envolvem movimentos; As leis de Newton na
análise de partes de um sistema de corpos;
Relação entre as leis de Newton e a lei da
conservação da quantidade de movimento.

Autor: Marcelo de Carvalho Bonetti

7
ORIENTAÇÃO SOBRE OS CONTEÚDOS DO BIMESTRE

Este Caderno propõe Situações de rodovias, segundo o senso comum dos alunos
Aprendiza- gem e atividades que foram apenas uma distância, uma duração ou uma
elaboradas com o pro- pósito de auxiliar o velocidade é suficiente para fazer previsões ou
professor no desenvolvimento de um curso de tecer hipóteses sobre movimentos. Embora es-
Física cada vez mais instigante aos seus alunos sas grandezas sejam insuficientes do ponto de
e que, ao mesmo tempo, ajude na formação de vista científico, em que as três grandezas estão
indivíduos capazes de participar do processo de relacionadas, a compreensão intuitiva abre es-
transformação da sociedade de forma mais paço para a construção adequada de conceitos
consciente em relação às questões sociais, e linguagem científica. A construção de
ambientais e tecnológicas. gráficos de dados experimentais reais, a
transformação de unidades de uma mesma
As atividades propostas neste Caderno re- grandeza como a velocidade e a redação de
presentam uma possibilidade de trabalho relatório de experiên- cia são também
com os temas propostos para a 1ª série do atividades que concorrem para a aquisição de
Ensino Médio. O enfoque do conteúdo linguagem científica.
disciplinar está na lei da conservação da
quantidade de movi- mento linear e nas leis Construir e aplicar conceitos para a compre-
de Newton, na solução de questões do ensão de fenômenos naturais, tomar decisões e
cotidiano que envolvem mo- vimentos e enfrentar situações-problema são a tônica das
suas variações, e não na descrição dos Situações de Aprendizagem propostas neste Ca-
movimentos representada pela cinemática. A derno. Os encaminhamentos são feitos por meio
opção foi pelo estudo das leis gerais, pois de questões que problematizam e solicitam a
são elas que permitem compreender as rela- par- ticipação do aluno nas suas soluções. O
ções causais necessárias para a compreensão desenvol- vimento da competência de relacionar
dos fenômenos. Embora estas leis tenham informações para construir argumentação
sido enunciadas no século XVIII, ainda hoje, consistente está pre- sente em vários momentos
rein- terpretadas, particularmente a da do desenvolvimento das atividades,
conservação da quantidade de movimento particularmente naquele que trata do “tribunal de
linear, são váli- das na solução de problemas pequenas causas”, no qual os alunos participam
contemporâneos relativos ao estudo dos do julgamento de causas das variações de
movimentos, desde os astronômicos até os movimentos. Atividades que procuram desen-
microscópicos, passando por aqueles do volver propostas de intervenção solidária, recor-
cotidiano. rendo aos conhecimentos desenvolvidos,
também podem ser observadas em questões
Várias atividades deste Caderno dão início como a que discute a polêmica da implantação
ao estudo de um tema fazendo um levanta- do GPS ou o airbag em carros.
mento dos conhecimentos prévios dos alunos,
em termos de conceitos e de representações As estratégias utilizadas para o desenvolvi-
linguísticas. Esse tipo de procedimento propõe mento destas competências, a partir dos conhe-
desenvolver competências no domínio da lin- cimentos específicos de física, foram
guagem através da reconstrução de conceitos e escolhidas de forma a valorizar a ação e a
da adequação da linguagem matemática e cien- autonomia do aluno, os seus conhecimentos
tífica. Por exemplo, no estudo das grandezas prévios e a interação dinâmica do aluno com o
que caracterizam o movimento, ao solicitar a professor e entre os alunos.
compreensão intuitiva das placas de trânsito de
8
Física – 1ª série, 1º bimestre

Este Caderno está dividido em duas partes: ações devem ser programadas pelo professor,
a primeira com o tema Grandezas do movimen- denominadas Encaminhamento complemen-
to: identificação, caracterização e estimativa de tar, que são fundamentais para adequação
valores é composta de três Situações de Apren- dessa proposta ao trabalho com os grupos de
dizagem e, a segunda, com o tema alunos de cada sala de aula, tão diversificados
Movimentos: variações e conservações é e com dificuldades específicas. Nessas aulas, o
desenvolvida em sete Situações de professor poderá desenvolver sua programação
Aprendizagem. Em cada Situação de específica para complementar as Situações de
Aprendizagem, inicialmente é apresentado um Aprendizagem com as definições mais formais
quadro no qual é mostrada uma síntese da dos conceitos, análises gráficas não contempla-
atividade. Após a explicitação do objetivo e do das nas atividades e a resolução de exercícios
contexto da proposta de atividade é apresentado numéricos que se encontram em qualquer livro
um roteiro, dirigido ao aluno. A seguir, é apre- didático de Física do Ensino Médio. Alguns
sentado um encaminhando a ação, em que está materiais sugeridos no decorrer do Caderno
explicitada a abordagem que deve ser dada ao são de uso livre para fins educacionais, como
desenvolvimento da atividade. é o caso dos materiais do GREF, do PEC, do
Pró-Universitário e do NuPIC, tendo acesso
Para complementar as discussões e os en- gratuito pela internet, por meio dos endereços
caminhamentos das Situações de Aprendiza- que estão no item Recursos deste Caderno.
gem, estão previstos momentos em que
outras

9
TEMA 1 – GRANdEzAS dO MOVIMENTO:
IdENTIFICAÇãO, CARACTERIzAÇãO
E ESTIMATIVA dE VALORES
A organização social do homem moderno Neste tema, busca-se reconhecer os
acentuou a importância do movimento na movimen- tos presentes em nosso dia-a-dia,
socie- dade. As aglomerações humanas em identificar sua função e organizá-los, de forma a
cidades, me- trópoles e megalópoles acabam diferenciar os que se destinam ao deslocamento
por exigir que os produtos, a energia, a água (transporte) e os que se destinam à rotação
sejam deslocados dos centros de produção, e (como o giro das pás de um ventilador ou de
trazidos até os centros de consumo, ao mesmo um liquidificador), den- tre estes últimos,
tempo em que o lixo e resí- duos precisam ser aqueles realizados para ampliar nossa força,
retirados. Assim o transporte toma papel como o giro de uma chave de fenda ou o
fundamental na organização da so- ciedade deslocamento por meio de uma alavanca ou
moderna, enquanto o deslocamento do homem roldana, e os que estão relacionados ao
passa a ser imprescindível. Nesse contex- to, o equilíbrio das coisas como o movimento da
estudo do movimento GBrock
toma grande relevân- cia
2008-08-03 17:23:47 bicicleta que auxilia o ciclista a andar sem as
social e destaca-se--------------------------------------------
para além de sua impor- mãos no guidão.
tância em Física. Máquinas
Não fala edaequipamentos
SA3 e está bem são parecido
concebidos e construídos a partir dos princípios As Situações de Aprendizagem se desenvol-
com o parágrafo seguinte vem em duas etapas: a primeira trata da iden-
da Mecânica, seja no que tange ao movimento
tificação, caracterização e organização dos
de suas partes, seja no que tange ao transporte
diferentes movimentos realizados no cotidia-
de partículas, informações e energia, como no
interior de seus componentes eletromagnéticos. no. A segunda, do estudo conceitual e formal
das grandezas que caracterizam o movimen-
Podemos afirmar que o movimento está to como velocidade, deslocamento, intervalo
presente em todos os campos de estudo da de tempo, trajetórias e percurso, estudo este
Física, sendo que a própria concepção científica realizado por meio de estimativas e medidas
de Universo vincula a existência do espaço e do experimentais dessas grandezas e pelo uso
tempo à ma- téria, de forma que se torna das relações entre elas na solução de
impossível pensá-los sem o conceito de problemas.
movimento. No entanto, o movimento tem sido
A Situação de Aprendizagem 1 trata do levan-
abordado no Ensino Mé- dio, de forma geral,
tamento e caracterização dos movimentos, como
partindo de conceitos físicos muitas vezes
estratégia para o desenvolvimento do grande tema
demasiadamente abstratos para es- tabelecer um
Movimentos: variações e conservações. A Situação
diálogo inicial com o aluno, como o conceito
de Aprendizagem 2 complementa a primeira com a
de velocidade média e o de aceleração, que são
identificação das variáveis que caracterizam o mo-
muitas vezes estudados partindo de pro- blemas
vimento, como a velocidade média, deslocamento
fictícios que tratam apenas da descrição
e tempo, enquanto a Situação de Aprendizagem 3
cinemática de um movimento hipotético e
fi- naliza o tema Grandezas do movimento:
irreal.
identifica- ção, caracterização e estimativa de
valores, estabele- cendo medidas e cálculos
Apresentação da proposta relativos a determinação dessas grandezas que
caracterizam o movimento.

AULA 1 AULA 2 AULA 3 AULA 4


10 Situação deAprendi- Situação de Aprendi- Encaminhamento com-
Situação de
zagem 2 e Encaminha- zagem 3 e Encaminha- plementar e
Aprendizagem 1
mento complementar mento complementar exercícios
Física – 1ª série, 1º bimestre

SITUAÇÃO DE APRENDIzAGEM 1 – LEVANTAMENTO E


CLASSIFICAÇÃO DOS MOVIMENTOS DO COTIDIANO

ara sua ob- servação (distância percorrida, percurso, velocidade, massa, tempo etc.).

ovimentos de situações cotidianas. Identificar a presença de movimentos no cotidiano. Classificar os movimentos identificando as grandezas que os car

m pequenos grupos, com proposta de sistematização em grande grupo.

mentos e dos elementos e grandezas que os caracterizam.

ezas e os elementos dos movimentos e sobre as formas de organizá-los em grupos a partir de suas características.

Objetivo/contexto Também é interessante colocar como questão


para debate: o que seria a vida se não existisse
Esta primeira Situação de Aprendizagem movimento?
tem início com um exercício de
sensibilização que consta de levantamento A atividade a seguir é indicada para ser
dos movimen- tos realizados pelo aluno realizada em grupo. Enquanto os estudantes
durante um dia e a identificação de seus pensam e conversam sobre as questões pro-
objetivos. A partir do reconhecimento das postas, distribua aos grupos o Roteiro 1.
finalidades e das causas que levaram a
execução desses movimentos, estes são
classificados, o que resulta em um
ia-a-dia planejamento do curso para o bimestre. A
s ou ao centro da cidade. Para deste
relevância isso, tomamos ônibus,está
procedimento trem,
nometrô
fatoou saímos de carro e chega- mos nos lugares mais rapidamente, ou vamo
de o estudo dos movimentos se iniciar com
elementos do mundo do aluno e contar com
a participação do aluno na organização das
coisas que serão estudadas.

Para iniciar a discussão sobre o


movimen- to no nosso dia-a-dia, convide os
estudantes a refletir sobre transporte,
esportes, ativida- des de lazer para instigá-
los a pensar sobre a importância do
movimento em nossa vida.
11
para se refrescar com um ventilador tam- d) É possível ampliar a força usando os
bém fazemos girar suas pás. O movimento movimentos? Veja figura abaixo.
sempre está presente em nosso dia-a-dia.
CICLISTA CICLISTA
1 Faça uma lista dos movimentos que permanece em produz
equilíbrio movimento
você realizou hoje e das coisas que
você viu em movimento desde quando GUIDÃO
acor- dou. controla
movimento

2 Pense que coisas foram necessárias para


realizar esses movimentos e qual foi a BICICLETA
se desloca
sua finalidade. Em grupo, conversem
e identifiquem as semelhanças e as di-
ferenças dos movimentos realizados, FREIO
o que é necessário para produzir esses controla
PEDA
movimento L
movimentos e para controlá-los. Ano- amplia forças
RODA
tem no caderno e, em seguida, respon- gira
dam às questões:

a) Que movimentos tiveram a 3 – Tentem classificar todas as coisas que


finalida- de de deslocamento? vocês anotaram em seu grupo: I) as que
se deslocam; II) as que giram; III) as
b) Que movimentos produzem o giro? que produzem movimentos; IV) as que
con- trolam os movimentos; V) as que
c) Que coisas foram utilizadas para am- pliam a força aplicada; VI) as que
controlar os movimentos? per- manecem em equilíbrio.

Encaminhando a ação
os auxiliem para que o conjunto das coisas
Em relação ao Item 1, cada grupo deverá identificado seja suficiente para a
apresentar aos colegas a sua lista dos classificação que será feita a seguir.
movimen- tos. À medida que os movimentos Complete o quadro da lousa com novos
são apresen- tados, eles devem ser escritos na elementos que surgiram nes- te Item 2.
lousa. No final da apresentação teremos um
quadro dos mo- vimentos reconhecidos pela Em relação ao Item 3, reorganize a sala em
classe e que serão retomados no um grande grupo e com a participação dos alu-
desenvolvimento do curso. nos classifique as coisas presentes na lousa nas
seis categorias indicadas no roteiro. Uma mes-
Em relação ao Item 2, os grupos provavel- ma coisa pode comparecer em mais de uma
mente terão dificuldades quanto às coisas que ca- tegoria, dependendo do enfoque da análise
ampliam a força ou controlam os do movimento. Todas as coisas presentes na
movimentos. A figura apresenta algumas lousa devem ser classificadas, o que pode levar
pistas. Deixe que os alunos discutam, mas a in- clusão de mais uma categoria: “outros”.
será necessário que
12
GBrock
2008-08-03 17:55:38
--------------------------------------------
Física – 1ª série, 1º bimestre
Foi pedido para retirar do corpo do
texto menções ao Gref ou Nupic

O exemplo de classificação a seguir foi do da Mecânica. Veja que a bola aparece nas
reti- rado das Leituras de Física do GREF. duas primeiras colunas, e a bicicleta poderia
Embo- ra seja possível estabelecer outras também ser incluída na coluna das coisas que
categorias de classificação, as utilizadas pelo se deslocam, ainda que no exemplo ela só
GREF têm apresentado ótimos resultados este- ja nas coisas que ficam em equilíbrio.
para o estu-

MOVIMENTO FORÇAS EQUILÍBRIO

produzem controlam ampliam ficam em


se deslocam giram
movimento movimento forças equilíbrio

avião hélices motor freio martelo ponte

bola bola vento volante alicate balança

foguete satélite gasolina trilho macaco bicicleta

A tabela assim construída apresenta uma


visão das coisas que serão estudadas neste Para casa
pri- meiro semestre: tem início com o estudo
dos deslocamentos e giros, passando pela Para contextualizar o assunto discutido na
identi- ficação das causas que produzem e próxima Situação de Aprendizagem, peça aos
controlam os movimentos, seguidos dos alunos que pesquisem, perguntando aos adul-
instrumentos que ampliam as forças e termina tos e fazendo buscas na internet, sobre tipos
com o estudo das condições que possibilitam de placas que informam velocidade, tempo e
o equilíbrio. distância na estrada e na cidade.

13
SITUAÇÃO DE APRENDIzAGEM 2 – IDENTIFICANDO AS
VARIÁVEIS RELEVANTES DE UM MOVIMENTO

Tempo previsto: 1 aula


Conteúdos/tópicos: movimentos que se realizam no cotidiano e as grandezas relevantes para sua
ob- servação. Conceituação de deslocamento, distância percorrida, intervalo de tempo, velocidade
média, velocidade média escalar e velocidade instantânea.
Competências/habilidades: utilizar modelo explicativo de movimento para compreender os
movi- mentos de translação. Utilizar terminologia científica adequada para descrever situações
cotidianas. Analisar e prever fenômenos ou resultados de experimentos científicos organizando e
sistematizando informações dadas.
Estratégias: atividade de organização de conhecimentos prévios a partir de discussão em
pequenos grupos, com proposta de sistematização em grande grupo.
Recursos: roteiro 2 de atividade em grupo visando identificação e classificação de três grandezas
que caracterizam o movimento de translação.
Avaliação: deve-se avaliar a capacidade do aluno de determinar a velocidade média de veículos,
diferen- ciar velocidade vetorial de velocidade escalar, identificar as características da velocidade
instantânea.

Objetivo/contexto instantânea. Neste desenvolvimento, partiremos


novamente dos elementos da vida cotidiana do
Esta Situação de Aprendizagem inicia o aluno, portanto uma proposta bastante diferen-
estu- do dos deslocamentos, ou seja, dos te daquela encontrada nos livros didáticos em
movimentos de translação. O primeiro passo é a que as grandezas que descrevem o movimento
identifica- ção das grandezas relevantes na são definidas matematicamente.
descrição de um movimento, como
deslocamento, tempo e velo- cidade, a partir da Para dar início a esta etapa, convide os
análise das placas de trânsito de ruas e rodovias. alu- nos a pensar nas placas de sinalização
A seguir, centrando no cálcu- lo da velocidade existen- tes nas estradas e nas vias urbanas.
de um veículo por um medidor de velocidade Organize os alunos em grupos e distribua o
fixo será conceituada a velocidade Roteiro 2.

Roteiro 2: Velocidades, variações que caracterizam os movimentos


1. Desenhe pelo menos cinco diferentes
3. O que significam as placas que indicam
pla- cas de sinalização de rodovias ou de
tempos, por exemplo: posto a 5 min ou
vias urbanas. Quais indicam distância?
restaurante a 15 min etc.? Será que você
Quais indicam tempo?
realmente chega a essas localidades no
2. O que significam as placas que indicam tempo indicado? Você pode demorar um
distâncias, por exemplo: posto a 2 km, tempo menor que esse?
restaurante a 3 km, próxima cidade a 22
4. O que significam as placas que indicam
km etc.? O posto, o restaurante ou a ci-
velocidades? Como as velocidades são
dade estão longe ou perto?
medidas nas estradas? E nas cidades?

14
Física – 1ª série, 1º bimestre

Encaminhando a ação radar eletrônico por efeito Doppler, determi-


nando a velocidade pela diferença entre a fre-
Com base nas placas desenhadas pelos alu- qüência da onda emitida pelo radar e a freqü-
nos, na pergunta 1, pode-se classificá-las ência da onda após ser refletida pelo veículo.
segun- do o que informam: I) distância, II) Nas cidades, esses radares foram apelidados de
tempo e III) velocidade. Várias placas serão “pardais”, por ficarem presos a postes de
classificadas em “outras”, como aquelas que ilumi- nação. Há também os equipamentos
indicam pista es- corregadia, animal na pista portáteis que chegam a ter o tamanho de uma
ou pista simples. garrafa pequena de refrigerante. Já as
lombadas eletrô- nicas possuem dois sensores
A segunda e a terceira perguntas trazem a de pressão locali- zados no asfalto, que
questão da velocidade. Na segunda, a distância determinam a distância percorrida pela roda do
será percorrida em mais ou menos tempo carro, e um marcador digital de tempo, que
depen- dendo da velocidade do movimento. Na identifica os infratores da mesma forma que é
terceira pergunta, a necessidade da velocidade feito na estrada. O tempo é medido entre o
fica bem mais clara: no percurso vai se gastar o disparo e o travamento do mar- cador por meio
tempo indicado na placa se a velocidade do dos sensores de pressão fixos no chão,
carro for aquela estimada pelo responsável pela ajustados para acionar quando um veícu- lo
placa, velocidade esta que é normalmente a motorizado passa sobre eles (motos peque- nas
máxima velocidade permitida naquele trecho da e as bicicletas muitas vezes não disparam o
estrada. Utilizando os dados das placas de sensor). Há lombadas eletrônicas que indicam
distâncias e as velocidades máximas estimadas, ao motorista a velocidade média do carro, que
faça cálculos do tempo que levaria para é a distância percorrida pela roda do carro
percorrer as distân- cias indicadas. Da mesma entre os dois sensores dividida pelo tempo.
forma, proponha aos alunos que utilizem os
dados das placas e os va- lores dos tempos para Dessas discussões pode-se definir a velo-
determinar as distâncias correspondentes cidade média como a razão do deslocamento
estimando valores de velocida- des máximas. no tempo e a velocidade instantânea como o
Ajude-os nessa tarefa. limite da velocidade média. A indução para
o limite pode ser feita através da diminuição
A quarta questão chama atenção para o progressiva da distância entre os dois sensores.
conceito de velocidade média e instantânea. Ao partir da velocidade média em uma estra-
Normalmente, a medida é feita da seguinte da, passando pela velocidade medida em uma
for- ma na estrada: a velocidade média de lombada eletrônica e chegando ao radar eletrô-
um veí- culo é calculada a partir da medida nico, caminhamos no sentido do entendimento
da distân- cia entre dois pontos estratégicos da velocidade instantânea, que é aquela deter-
(uma árvore próxima a pista, o início de uma minada pela legislação e cujos limites apresen-
ponte, final de uma curva etc.). Calcula-se o tados nas placas de sinalização não podem ser
tempo mínimo para se trafegar nesse trajeto superados, na estrada ou nas ruas da cidade.
com a velocidade máxima permitida: se um
veículo percorrer o trajeto em um tempo Para casa
maior que o calculado, ele está dentro dos
limites de velocidade, mas se percorrer o Peça aos alunos que façam pesquisas in-
trajeto em um tempo menor, ele in- fringiu o cluindo o código nacional de trânsito e sítios
limite de velocidade e será multado. O eletrônicos em que há informações sobre as
policial usará a medida de tempo registrada estradas para que descubram quais são os li-
e a distância medida para determinar a mites máximos de velocidade.
velocidade média do infrator. Hoje, na
maior parte das es- tradas, a velocidade
instantânea é medida com 15
SITUAÇÃO DE APRENDIzAGEM 3 – ESTIMANDO
VALORES DE GRANDEzAS DOS MOVIMENTOS

Tempo previsto: 1 aula

Conteúdos e temas: características comuns e formas de sistematizar os movimentos segundo


traje- tórias, variações de velocidade etc.; estimativas e escolha de procedimentos adequados para a
realiza- ção de medidas.

Competências: descrever e comparar características físicas e parâmetros de movimentos de


veículos e outros objetos em diferentes linguagens e formas de representação..

Estratégias: discussões em pequenos grupos para propor procedimentos com proposta de fecha-
mento em grande grupo para estabelecer um procedimento comum a todos. Atividade experimental
em dupla.

Recursos: roteiro 3 de atividades em grupo visando determinar a velocidade média dos


veículos; trena, régua, fita métrica; relógio ou cronômetro.

Avaliação: deve-se avaliar a capacidade dos alunos de propor procedimentos em que sejam reali-
zadas medidas de espaço e de tempo para determinação da velocidade média e também a capacidade
dos alunos de executar o procedimento e determinar essa velocidade.

Objetivo/contexto experimental que deve ser realizada em grupo


e com bastante cuidado por envolver ações na
Esta Situação de Aprendizagem propõe de- calçada da rua.
senvolver a habilidade de escolha de procedi-
mentos e equipamentos adequados para reali- Para iniciar esta etapa, proponha a seguinte si-
zação de medidas, através da determinação das tuação problema aos alunos: qual é a velocidade
velocidades dos veículos que trafegam em vias dos veículos que trafegam perto da escola?
próximas da escola. Trata-se de uma atividade Depois, organize-os em grupos e distribua o
Roteiro 3.

Roteiro 3:
determinando 2 Execução da experiência: Agora que já
velocidade de veículos foi definido como medir a distância e o
interva- lo de tempo, vamos à prática.
1 Com seus colegas, elabore um procedi- Com a ajuda de um colega, use a fita
mento para determinar a velocidade de métrica, trena ou passo para medir a
um veículo. O que medir e como? Com distância, em metros, de uma esquina à
que equipamentos serão feitas as medi- outra de um quarteirão (façam isso
das? Quantos veículos terão suas sobre a calçada para não cor- rer riscos
veloci- dades determinadas? Cada de atropelamentos). Marquem esse valor
grupo deve apresentar a sua proposta na tabela abaixo. Agora, mar- quem na
para a classe. tabela abaixo o tipo do veículo, se

16
Física – 1ª série, 1º bimestre

é carro, moto, caminhão, bicicleta etc. e os Distância percorrida:


tempos que cada um leva para ir de uma
esquina a outra na rua, em segundos. metros

Veículo Tempo Velocidade Velocidade Veículo Tempo Velocidade Velocidade


(tipo) (s) (m/s) (km/h) (tipo) (s) (m/s) (km/h)

3 – Cálculo das velocidades: Calculem a 5 – Elaborem um relatório descrevendo os se-


ve- locidade média de cada um dos guintes itens: a) objetivo da experiência: o
veículos e registrem na tabela. que o grupo queria medir; b)
Transformem os valores em km/h e procedimento adotado para realizá-la e os
coloque na tabela. instrumentos utilizados: como vocês
fizeram as medidas e como determinaram
4 – Respondam à questão feita pelo pro- a velocidade dos veículos; e c) suas
fessor: Qual é a velocidade dos conclusões: velocidades que foram
veículos que trafegam perto da escola? determinadas por seu grupo e pelos de
seus colegas e a velocidade média dos
veículos que trafegam perto da escola.

Encaminhando a ação
Não deixe de discutir o problema que
Qualquer atividade experimental deve ser ocor- re se a distância a ser considerada for
apresentada ao aluno como uma “situação peque- na (erro associado à medida da
problema” a ser solucionada experimental- distância e do tempo) e sugira aos alunos uma
mente. quadra como a distância a ser medida, para
que o erro asso- ciado à medida do intervalo
É importante que o aluno elabore um de tempo seja pe- queno. No procedimento
proce- dimento para o problema proposto ser devem também estar presentes a escolha dos
compre- endido. No final da discussão dos equipamentos a serem utilizados (trena,
procedimen- tos propostos pelos alunos deve régua, fita métrica, passos, cronômetro,
ficar explícito que a velocidade será relógio etc.) e a discussão sobre sua
determinada pela medida de uma distância e adequação. Por que a trena é melhor que a
de um intervalo de tempo. régua e a fita métrica? A régua é melhor do
que o passo? Mostrar que o equipamento es-

17
colhido depende da precisão que se quer e a aula, o aluno poderá realizá-lo como ati-
que se pode obter. Também é importante vidade extraclasse. Nesse caso, o professor
escolher a quantidade de veículos para estipulará, a seu critério, o prazo de entrega
responder a questão colocada e verificar a para uma das próximas aulas sem prejuízo à
pertinência de discriminação entre eles. Situação de Aprendizagem.
Afinal, uma moto terá velocidade média
maior que um cami- nhão se ambos partirem Encaminhamento complementar
do repouso, mas se eles já estiverem em
movimento suas veloci- dades médias podem O conceito de velocidade deve ser genera-
ser iguais ao limite de velocidade da rua. lizado como taxa de variação temporal, uti-
lizando outros exemplos, como determinar a
A resposta à questão apresentada poderá velocidade de crescimento de cabelos, unhas,
ser feita de várias formas, por exemplo, altura ou peso de uma pessoa, perímetro
tiran- do a média das velocidades dos ence- fálico de uma criança etc., ou a
veículos (em média, a velocidade dos velocidade de consumo de produtos como o
veículos é...), apresen- tando um histograma xampu, creme dental, saco de arroz, pó de
ou, ainda, relatando os resultados de uma café etc.
forma geral. Esta retoma- da é bastante
importante, pois normalmente o aluno faz a Use mais uma aula para obter a função
experiência por fazer e não a enca- ra como matemática que melhor representa a “curva”
um problema a ser resolvido. de movimento em gráficos da distância pelo
tempo. A idéia é trabalhar um pouco as for-
O relatório deve ser entendido como um mas de representação do movimento, por
exercício inicial para o desenvolvimento da gráfico e funções algébricas. A maioria dos
habilidade de organizar e apresentar os pro- livros apresenta como obter a função horária
cedimentos científicos na forma de a partir do gráfico. Note, no entanto, que os
linguagem escrita. Nesse momento, não deve gráficos aqui realizados não são ideais como
ser avalia- do com o rigor que um relatório na maioria dos livros, o que implicará o de-
científico deve ter em relação à precisão de senvolvimento da habilidade de elaboração e
medidas, ou propagação de erros, ou normas, de leitura de gráfico condizente com a ciência
enfim coisas que se espera desenvolver ao experimental. No decorrer do curso, o pro-
longo de todo o Ensino Médio. Devemos fessor deverá desenvolver gradualmente com
observar se o objetivo está claro para o os alunos a habilidade de elaboração e leitura
aluno, se o pro- cedimento realizado está de gráficos, promovendo a capacidade de le-
devidamente carac- terizado com explicações vantar informações como os erros experimen-
que possibilitem ao leitor a reprodução do tais, as variações de velocidade do carro etc.
experimento, se os da- dos são apresentados Os textos sobre a modelização matemática
de forma organizada, se o aluno consegue de fenômenos físicos de Terezinha Pinheiro1
determinar a velocidade média e que podem auxiliar o professor a aprofundar essa
conclusões ele conseguiu orga- nizar por questão, dando subsídios para que ele possa
meio de todo esse processo. Caso o elaborar estratégias que possibilitem ao aluno
professor entenda que não há tempo sufi- desenvolver essa habilidade.
ciente para elaboração do relatório durante
1
PINHEIRO, T. F. et al. Atividades Experimentais – Transposição Didática – Modelização na Alfetização Científica
e Técnica. In: VII Encontro de Pesquisa em Ensino de Física – VII EPEF. Florianópolis, 2000. (Atas VII
Encontro de Pesquisa em Ensino de Física); PINHEIRO, T. F. Modelos e Modelização: da Física ao ensino de
Física no 2º grau. In: Modelos e Modelização: da Física ao ensino de Física no 2º grau. VI EPEF. Florianópolis,
1998. (Atas VI EPEF).

18
Física – 1ª série, 1º bimestre

GRADE DE AVALIAÇÃO DOS PRODUTOS DO TEMA


GRANDEzAS DO MOVIMENTO: IDENTIFICAÇÃO,
CARACTERIzAÇÃO E ESTIMATIVA DE VALORES DO
MOVIMENTO

Competências e Habilidades Indicadores de Aprendizagem

• Utilizar terminologia científica ade-


• Identificar a presença dos movimentos
quada para descrever movimentos de
no dia-a-dia, tanto nas translações como
situações cotidianas.
nas rotações, nos diversos equipamen-
• Identificar a presença de movimentos
Situação de tos e máquinas e em atividades físicas e
no cotidiano.
Aprendizagem 1 esportivas.
• Classificar os movimentos identificando
• Identificar grandezas que caracterizam
as grandezas que os caracterizam.
o movimento.
• Planejar o estudo dos movimentos con-
• Classificar os movimentos em categorias.
templando as classificações efetuadas.

• Reconhecer variáveis que caracterizam


• Utilizar modelo explicativo de movi- movimentos de translação.
mento para compreender os movimentos • Reconhecer a velocidade como taxa
de translação. de variação temporal das posições no
• Utilizar terminologia científica adequada espaço.
Situação de
para descrever situações cotidianas. • Identificar distância (ou deslocamento)
Aprendizagem 2
• Analisar e prever fenômenos ou resulta- e tempo como variáveis que caracterizam
dos de experimentos científicos orga- o movimento de translação.
nizando e sistematizando informações • Estimar o tempo ou a distância (ou des-
dadas. locamento) ou a velocidade, determinan-
do um deles a partir dos dois outros.

• Executar o procedimento e determinar


a velocidade.
• Identificar diferentes unidades de medi-
da de uma mesma grandeza.
• Compreender características comuns
• Organizar informações em tabelas e
e formas de sistematizar os movimentos
histogramas.
segundo trajetórias, variações de veloci-
Situação de • Realizar relatórios de atividades experi-
dade etc.
Aprendizagem 3 mentais.
• Fazer estimativas e escolha de procedi-
• Identificar diferentes formas de repre-
mentos adequados para a realização de
sentar o movimento, com trajetórias,
medidas.
gráficos, funções etc.
• Generalizar o conceito de velocidade
como taxa de variação em relação ao
tempo.

19
PROPOSTAS DE QUESTõES PARA APLICAÇÃO EM
AVALIAÇÃO RELATIVAS AO TEMA – GRANDEzAS
DO MOVIMENTO: IDENTIFICAÇÃO,
CARACTERIzAÇÃO E ESTIMATIVA DE VALORES

1) (Concurso PEBII SP 2007) A tradicional 3) Num shopping, usando a escada rolante,


corrida de São Silvestre, no Brasil, ocor- leva-se 10 s para descer de um piso ao
re no dia 31 de dezembro desde 1925. Ao outro. Uma criança brincando de subir a
longo desses anos, o percurso foi escada rolante corre no sentido contrário ao
modifica- do inúmeras vezes, tendo tido movi- mento dos degraus e leva 15 s para
no mínimo 5 500 metros e no máximo 15 subir de um piso ao outro. Chegando ao
000 metros. A maior velocidade média topo da esca- da, a criança desce correndo
desenvolvida nessa corrida foi de, pela escada ro- lante, com a mesma
aproximadamente, 6,3 metros por velocidade em relação aos degraus
segundo, em uma prova em que o desenvolvida ao subir. Quanto tempo ela
vencedor obteve a marca de 23 minutos e leva para descer de um piso ao outro?
26 segundos em um percurso com
(A) 2,00 s (B) 3,75 s (C) 5,00 s
(A) 6 200 metros. (B) 7 000 metros. (D) 7,50 s (E) 9,50 s
(C) 7 600 metros. (D) 8 900 metros.
(E) 9 200 metros. 4) Usando elementos presentes nas figuras
abaixo complete a tabela com dois elemen-
2) (Concurso PEBII SP 2007) No Estado de tos em cada uma das seis categorias.
São Paulo, é comum que as estradas apre-
sentem dois diferentes limites de
velocidade; um para caminhões e ônibus e
outro, para automóveis. Na Rodovia dos
Bandeirantes, por exemplo, essas
velocidades são, respecti- vamente, 90 km/h
e 120 km/h. Um automó- vel entra nessa
rodovia 10 minutos depois de um
caminhão, sendo que ambos trafegam com
a velocidade máxima permitida. Pode- se
prever que o automóvel irá ultrapassar o
caminhão em, aproximadamente,
(A) 5 minutos. (B) 10 minutos.
(C) 20 minutos. (D) 30 minutos.
(E) 40 minutos.

Movimento Força Equilíbrio


Produzem Controlam Ampliam Ficam em equilí-
Deslocam Giram
movimento movimento força brio

20
Física – 1ª série, 1º bimestre

5) Podemos determinar a velocidade com que V = 6,3 m/s; ∆t = 23 min e 26 s = 23 x 60 + 26 =


as unhas ou os cabelos crescem. 1 380 + 26 = 1 406 s
A) Que procedimento você sugere para
obter estas informações efetivamente? ∆s = V x ∆t ∆s = 6,3 x 1406 = 8857,8 metros.
B) Que coisas ou equipamentos você utili-
2) Resposta: alternativa d 30 minutos
zaria para realizar as medições?
C) Em que unidade você apresentaria os Na ultrapassagem, a posição é a mesma
resultados? para as duas funções horárias:

10 minutos = 1/6 hora


Grades de correção das questões:
90 (∆t + 1/6) = 120 ∆t; 90∆t + 15 = 120 ∆t;
As três primeiras Questões (1, 2 e 3) 15 = 30∆t, portanto ∆t = 0,5 hora.
avaliam habilidadesGBrock de utilizar modelo
2008-08-03para
explicativo de movimento 19:04:42
compreender
-------------------------------------------- 3) Resposta: alternativa d 7,5 segundos
os movimentos de translação; utilizar
Resolução errada... resposta é 3,75
terminologia científica adequada para
descrever situações cotidianas; analisar e (descendo a escada sem andar) ∆S = Vescada x ∆t
prever fenômenos ou resultados de
experimentos científicos organizando e siste- ∆S = Vescada x 10 = 10Vescada
matizando informações dadas.
(subindo pela escada, correndo no sentido
A Questão 4 avalia habilidades de re- oposto aos degraus)
conhecer, identificar e classificar os movi-
mentos presentes no cotidiano que fazem ∆S = (Vescada – Vcriança) x ∆t
parte do estudo da Mecânica; reconhecer a
produção de movimento e as alterações no ∆S = (Vescada – Vcriança) x 15 = 15Vescada – 15
movimento; identificar formas de controle de
movimentos. Vcriança Como os dois ∆S são iguais

A Questão 5 avalia habilidades de propor (mesma esca-


procedimentos para medir distância (tama- da), 15Vescada – 15 Vcriança = 10Vescada, então
nho), tempo e velocidade; efetuar medidas 5Ves- cada = 15 Vcriança e, portanto, Vcriança = 1/3
de intervalos de tempo e distâncias; determi- Vescada
nar a velocidade média; identificar diferentes
unidades de medida de uma mesma grande- (descendo a escada correndo no mesmo
za; organizar informações em tabelas e histo- sentido dos degraus)
gramas; generalizar o conceito de velocidade
como taxa de variação em relação ao tempo. ∆S = (Vescada + Vcriança) x ∆t∆
∆S = (Vescada + Vcriança) x ∆t
Resolução e comentários: ∆S = (4/3) Vescada x ∆t
1) Resposta: alternativa d 8 900 metros tomando a primeira igualdade ∆S = 10Vescada

teremos 10Vcriança = (4/3) Vescada x ∆ t e, por-


tanto, ∆t = 30/4 = 7,5 segundos.

21
Nesse exercício, os alunos podem confun-
dir a velocidade Vescada estipulada pelo água etc. Giram: hélices do helicóptero, he-
primeiro caso com a velocidade real do licóptero, bailarina, pás do ventilador, ro-
GBrock
deslocamento: das, engrenagens,
2008-08-03 19:06:50 hélice do avião, senha e
V1 = Vescada em um caso, V2 = (Vescada – maçaneta do cofre, volante da direção do
--------------------------------------------
Nãocarro,
constapartes móveis do alicate, borboleta
no quadro
Vcriança)
da torneira, maçaneta de porta (do carro,
no outro e V3 = (Vescada + Vcriança). É preciso
do avião, do navio etc.), saca-rolha, chave
tomar cuidado para deixar claro que a ve- de fenda etc. Produzem movimentos:
locidade em que ocorre o deslocamento da motor, vento, combustíveis, rodas, animais,
criança ao descer a escada não é igual nesses ondas do mar, engrenagens, hélices etc.
três casos. É justamente por isso que, apesar Contro- lam movimentos: direção, freio,
de a escada ter o mesmo tamanho, ela demo- motor, asas do pássaro, atrito com o chão
ra tempos diferentes para percorrê-la. Outra etc. Ampliam força: engrenagens, direção
dificuldade que os alunos devem encontrar é hidráulica, ali- cate, carrinho de mão (para
a substituição de ∆S = 10V escada, para encon- carregar obje- tos), tesoura, chave de fenda,
trar o tempo de 7,5 segundos. Eles provavel- chave de boca, saca-rolha, borboleta da
mente entenderão isso como um subterfúgio
torneira, chave etc. Ficam em equilíbrio:
matemático, por isso é interessante discutir
detalhadamente por que se pode realizar helicóptero, avião, bar- co, navio, pessoa,
essa substituição, ou seja, discutir que a bailarina etc.
distância (tamanho da escada) é a mesma
nos três casos e é através dessa comparação 5) Resposta: O que é determinante para o
que podemos entender como a variação da acer- to dessa questão é a proposição da
velocidade trará uma variação do tempo. medida da variação do tamanho e do
tempo, para determinação da velocidade.
4) Os critérios: Nesse procedimento de A utilização de réguas, trenas, fita métrica
clas- sificação, as figuras podem ser dependerão do tamanho do cabelo, já para
interpre- tadas de formas diferentes. É a unha o mais comum seria o uso da
importante que o professor esteja atento régua. É rele- vante que a menor divisão
às idéias que estiveram presentes na do instrumento seja em milímetros, já que
Situação de Aprendizagem 1, pois uma o crescimento
GBrock mensal é dessa ordem de
GBrock
classificação que inicialmente possa grandeza.
2008-08-03Medi-
19:10:12das de tempo em
2008-08-03 19:07:27
parecer inadequa- da pode estar --------------------------------------------
segundos são despropo- sitadas, assim
--------------------------------------------
adequada, Nãoporconsta
exemplo,
no quadro
a figura da comoMarcelo,
medidas só uma curiosidade.
de tamanho em .Será
metros,
bailarina está colocada para indicar seus que para as unhas mm/mês
ainda que essas medidas não estejam é o mais
rodopios, mas pode também ser adequado?
erradas, devem ser Pergunto isso pq discutidas
devidamente não
ficamos meses sem cortar, daí fica
interpretada como um deslocamento dela com os alunos caso apareçam nas
mais difícil inferir o que se pede.
durante sua apresentação, ou ainda o respostas. O procedimento adequado é
Pensei em mm/dia, mas não sei se é
rotor do helicóptero gira para transla- dar aquele em
possível que a unidade
medir utilizada seja de
a olho nú...
o helicóptero. Abaixo apresentamos milímetros por mês. Alguns alunos in-
algumas das possíveis respostas: correrão no erro de determinar velocida-
de usando o tamanho do cabelo e não sua
deslocam: helicóptero, carro, pessoa, variação, isso precisa ser diagnosticado e
surfista, avião, pássaro, barco, navio, carro- corrigido através da ação do docente.
ça, carrinho de mão (para carregar objetos),

22
Física – 1ª série, 1º bimestre

TEMA 2 – QUANTIdAdE dE MOVIMENTO LINEAR:


VARIAÇãO E CONSERVAÇãO

O estudo dos movimentos pela análise As Situações de Aprendizagem que compõem


da quantidade de movimento, ao invés do este tema se desenvolvem em duas etapas: a pri-
tratamento usual pelas leis de Newton, se meira trata das mudanças nos movimentos por
dá pelo entendimento de que neste caso meio da variação da quantidade de movimento,
trata-se de uma lei geral, que introduz a reconhecendo as interações como causas dessas
análise do sistema físico inteiro. Isso variações. A segunda parte trata da aplicação da
signi- fica dizer que a variação do conservação da quantidade de movimento para
movimento em uma das partes do sistema entender os sistemas físicos presentes no cotidiano
necessariamen- te implica na variação em e para prever valores de grandezas do movimento.
outra parte do sistema. As interações
identificam as varia- ções do movimento As Leituras de Física 3, 4, 5, 6 e 7 do GREF
nas partes do sistema, enquanto o de Mecânica disponíveis no sitio eletrônico do
tratamento usual dado pelas leis de IFUSP2 e presentes em muitas escolas da rede
Newton, põe o foco da discussão do que es- tadual são ótimos guias e trazem subsídios
acontece nas partes isoladas do siste- ma, para o professor sistematizar a conservação do
descolada do que ocorre no restante do momento e praticar os exercícios propostos
sistema. com os alunos.

AULA 5 AULA 6 AULA 7 AULA 8

Situação de Apren- Encaminhamento Situação de Apren- Situação de Apren-


dizagem 4 complementar dizagem 5 dizagem 6

AULA 9 AULA 10 AULA 11 AULA 12

Situação de Apren-
Encaminhamento dizagem 7 e Encami- Encaminhamento Situação de Apren-
complementar nhamento comple- complementar dizagem 8
mentar

2
Grupo de Reelaboração do Ensino de Física – GREF. Disponível em: http://www.if.usp.br/profis/gref_leituras.html

23
SITUAÇÃO DE APRENDIzAGEM 4 –
ALTERANDO OS MOVIMENTOS

visto: 1 aula

e temas: modificações nos movimentos como conseqüência de interações.

ias: reconhecer as variações no movimento com variações na quantidade de movimento nas partes do sistema juntamente com sua conservação no sis

atividade de organização de conhecimentos prévios a partir de discussão em pequenos grupos, com proposta de sistematização em grande grupo.

oteiro 4 de atividade em grupo visando identificação e classificação dos movimentos, dos elementos e das grandezas que o caracterizam.

deve-se avaliar o entendimento dos alunos sobre a produção e a alteração dos movimen- tos, além de verificar a necessidade de ocorrer uma interação

GBrock
2008-08-03 19:13:28
Objetivo/contexto --------------------------------------------
Achei esta
Visando fraseaum
iniciar pouco estranha...
discussão sobre as alte-
Esta Situação de Aprendizagem tem iní- serádos
rações que ao invés de "quando"
movimentos não e jogos,
nos esportes
ficaria melhor algo como: "uma
convide os estudantes a refletirem vez sobre
cio com um exercício que consta de um le-
que estejam paradas" ?
vantamento de como os movimentos são al- como é que nos jogos e esportes competitivos
terados nas diversas modalidades de esporte as bolas ou objetos modificam suas trajetórias,
e de jogos. A partir do reconhecimento da indo de um lado para o outro das quadras.
interação como a causa que leva a alteração Ou, ainda, como passam a se mover quando
desses movimentos, são analisados: os cho- estão paradas. A atividade a seguir é proposta
ques mecânicos em que a alteração pode ser para ser realizada em grupo. Enquanto os estu-
pensada como a transferência da quantidade dantes pensam e conversam sobre as questões
de movimento de algo que já estava em mo- propostas, distribua aos grupos o Roteiro 4.
vimento para algo parado; a ação de campo Os alunos devem fazer um levantamento de
de forças como ação a distância, no caso da que coisas promovem a mudança de um
atração gravitacional, e as modificações dos movi- mento; ao final, o professor deve
movimentos na interação por atrito e forças sistematizar junto com os alunos que, em
de contato. Portanto, esta é uma proposta todos os casos, há uma interação com outro
bastante diferente daquela encontrada nos corpo para que ocorra alteração do
livros didáticos, em que as grandezas que movimento. Se necessá- rio, o professor deve
descrevem as variações das quantidades de apontar as interações nos casos em que os
movimento são definidas matematicamente. alunos não as identificarem, ou seja, se o
movimento se modifica é porque há interação
com outro corpo.

24
Física – 1ª série, 1º bimestre

Roteiro 4: descobrindo o que


produz a mudança no movimento 6 O que é preciso para um veículo como a
bicicleta fazer uma curva modificando a
1 O que é necessário para a bola de trajetória e o movimento? Com um car-
futebol parada começar a se mover? E ro é a mesma coisa? E com um avião?
as bolas de vôlei, tênis e pingue-
pongue? Como é que nesses jogos as 7 A pedra que rola de um barranco, a bola
bolas inicialmente paradas começam a que desce a ladeira, o pingo de chuva
se movimentar? que cai do céu, como é que eles
começam a se mover?
2 Por que jogos com raquetes utilizam bo-
las pequenas e leves e não utilizam 8 Existe algum tipo de movimento que
bolas grandes e pesadas? pode iniciar ou ser alterado sem que o
objeto in- teraja com alguma outra coisa
3 Como é possível no jogo de tênis a bo- (ou empur- re, ou bata, ou puxe outro
linha ter velocidade de 180 km/h, como objeto)?
indicam medidores de velocidade no sa-
que do tenista? É possível que o jogador 9 Façam uma lista com coisas que vocês
seja tão rápido assim com os braços? conhecem e que modificam seu
movimen- to, ou começam a se mover,
4 O que é necessário para um veículo ou param de se mover, ou mudam sua
parado começar a se mover? Pense em trajetória, sua velocidade etc. Tentem
uma bicicle- ta, um carro, um avião e um explicar o que causa essas mudanças
barco. Todos esses veículos fazem a nos movimen- tos, classificando-as em
mesma coisa? função do tipo de interação que
promove a alteração no movimento: I)
5 Por que é mais fácil empurrar uma bici- interações por coli- sões (batidas); II)
cleta do que empurrar um carro ou um interações por atrito (contato sem
ônibus ou um caminhão? batida); III) interações a distância; IV)
outros.

Encaminhando a ação
sofrer variação na quantidade de movimento
Em relação aos Itens 1, 2 e 3, o choque en- por efeito do impacto com a raquete, a bola
tre um objeto e a bola é o fator que altera as (cuja massa é bastante inferior ao conjunto do
características do movimento, e por isso é re- braço do tenista e da raquete) atinge essa ve-
levante o conceito de quantidade de movimen- locidade tão alta devidamente registrada pelos
to, pois tanto a velocidade como a massa dos equipamentos. Os grupos provavelmente deter-
objetos devem ser avaliadas. É por isso mesmo minarão a colisão como causa da variação da
que nos jogos com raquetes as bolas devem ter quantidade de movimento. Explore e reforce a
massa pequena para sofrer grande variação de importância da interação.
sua velocidade, pois caso a massa da bola seja
grande a variação da velocidade será pequena, Em relação aos Itens 4, 5 e 6, os grupos
podendo quebrar a raquete. É também por isso provavelmente determinarão a interação por
que, embora os braços do tenista não tenham força de atrito com o chão, que caracteriza a
como atingir a velocidade de 180 km/h, após variação da quantidade de movimento. É pela
interação entre o chão e o veículo que se altera

25
o movimento. Uma pista lisa, sem aderência podem estar presentes forças de interação
do veículo ao chão, como em um como empuxo, deformação elástica de molas
derramamento de óleo na pista, ou uma grossa etc.
lâmina de água de uma chuva forte, faz o
veículo deslizar em li- nha reta sem alterar o Encaminhamento complementar
movimento até que volte a ter atrito com o
chão. Eles terão dificuldade para explicar o O professor terá uma aula para sistemati-
caso do avião, em que é a resis- tência do ar zar e desenvolver com os alunos a concepção
que faz o papel do atrito, ou seja, sem o de quantidade de movimento. O exemplo do
deslocamento do ar não há alteração no tenista pode ser um bom início para a siste-
movimento do avião; já para um barco, é a in- matização da quantidade de movimento, ao
teração com a água que faz este papel. estimar a velocidade em que o braço do tenis-
GBrock
2008-08-03 19:15:35 ta se move. Também pode-se pensar em uma
Em relação ao Item 7, os grupos provavel-
-------------------------------------------- continuidade, utilizando colisões entre bolas
mente terão Deve
dificuldades quanto
ser retirado a identificar
do corpo do texto de diferentes tamanhos, massas e materiais.
a interação com o planeta, ou seja, é por atrair Promova choques entre elas, iniciando, por
o planeta que as gotas entram em movimen- exemplo, com o jogo de bolas de gude, jogo
to, e tanto a pedra como a bola começam a de bocha, entre outros que utilizam as
se mover rampa abaixo. Para que elas caiam, colisões como forma de modificar o
necessariamente o planeta sobe, o que é im- movimento. Veja nas páginas 28 a 38 do livro
perceptível e por isso difícil de entender. Física 1: Mecâni- ca do GREF, editora da
Universidade de São Paulo, uma forma de
Em relação ao Item 8 é importante que fi- discutir a quantidade de movimento, sua
que claro que é impossível qualquer alteração conservação e variação. Tam- bém sugerimos
do movimento sem sua compensação por ou- o Caderno 5 do Pró-Universi- tário3 que
tra alteração em outra parte do sistema físico. apresenta textos e exercícios sobre
Fisicamente, nem mesmo o Super-Homem quantidade de movimento da página 28 até a
pode voar sem interagir com outro objeto al- 46. No sítio eletrônico do Pró-Universitário
terando-lhe também o movimento. você também encontrará a lista de exercícios
do módulo 5. Peça aos alunos que façam al-
Para o Item 9, cada grupo deverá apresen- guns exercícios sobre determinação da
tar aos colegas a sua lista das alterações de quanti- dade de movimento, que podem ser
movimento encontradas. Assim como ocorreu facilmente encontrados em qualquer livro
na Situação de Aprendizagem 1, à medida didático.
que elas são apresentadas, devem ser escritas
na lousa e, ao final da apresentação, teremos Para casa
um quadro das alterações dos movimentos
reco- nhecidas pela classe e que serão Na próxima Situação de Aprendizagem,
classificadas nas quatro categorias indicadas discutiremos a variação do momento linear.
no roteiro: Peça para os alunos pesquisarem para que
I) interações por colisões (batidas), II) intera- ser- vem os airbags dos carros. Por que os
ções por atrito (contato sem batida), III) inte- carros modernos usam freios que não travam
rações a distância, IV) outros. Em “outros”, a rodas dos veículos? Por que os carros de
corrida não cantam pneus na largada?

3
Pró-Universitário. Disponível em: http://naeg.prg.usp.br/puni/disciplinas/fisica/homedefisica/index.htm
26
Física – 1ª série, 1º bimestre

SITUAÇÃO DE APRENDIzAGEM 5 –
A FORÇA DE UMA INTERAÇÃO

idades das forças e ao tempo de duração das interações.

ção de um movimento.

s e cálculos matemáticos envolvidos na variação da quantidade de movimento, com proposta de fechamento da discussão em grande grupo para estabele

o do momento por ação de uma força.

a produção e a altera- ção dos movimentos e a ação de uma força aplicada durante um intervalo de tempo, assim como a influência da variação da inte

Objetivo/contexto
As variações do momento linear de uma O estudo das freadas dos veículos e a
parte do sistema também podem ser intera- ção pela força de atrito entre o veículo e
entendi- das pela atuação de uma força, o chão constituem partes de um sistema físico
definida como a razão entre a variação da em que essa variação é o foco principal dos
quantidade de mo- dispositivos e das pesquisas e reflexões.
 dP
vimento e o tempo de interação, F = Afinal, é necessário propor formas de
que frenagem mais seguras e efi- cientes, para o
dt que é necessário entender como se dá a
deixa claro o papel fundamental do tempo de variação da quantidade de movimento dos
interação quando pensamos na variação do veículos em função das forças de frenagem
mo- mento, já que quanto menor o tempo, deles. Sistemas como ABS, que impedem o
maior será a força de interação. Assim tra- vamento de rodas evitando o deslizamento
passamos a ter um novo entendimento da dos pneus, compostos macios feitos para
dureza de um martelo, entendido agora como aumen- tar a aderência do pneu, airbags e
necessidade de um impac- to muito rápido carrocerias com sistemas de deformações
para o surgimento de uma força bastante progressivas são também pensados para nos
intensa. Já em uma borracharia, o mar- telo proteger quan- do a frenagem falha. Assim, as
de borracha composto de material elástico de variações da quantidade de movimento por
deformação prolongada é a ferramenta forças ganham materialidade em nosso
adequada para colocação de pneus nas rodas, cotidiano, com uma relevância muito grande,
pois quando se aumenta o tempo de impacto, afinal, hoje, até as bi- cicletas têm freios a
diminui a força de interação e, assim, o disco!
martelo não deforma a roda na qual o pneu 27
está sendo montado.
Após a introdução acima, separe os alunos em grupos e entregue o Roteiro 5.

Roteiro 5: Breca! Vai!! Breca!!! a) A variação total da quantidade de


1 O que um motorista faz para parar um movimento é alterada em função de
veículo em movimento? Certamente que tipo de freada?
ele vai acionar o freio, mas o jeito que b) A unidade de quantidade de movi-
ele vai frear depende do quê? mento kg.m/s é equivalente a unida-
2 Classifiquem os tipos de freada em I) de N.s?
freada repentina, II) freada suave, III) c) Comparem a força de atrito
freio motor e IV) outros. necessá- ria para realizar cada
3 A fim de parar um carro com massa de freada: o que faz aumentar ou
800 kg e velocidade de 17 m/s ( km/h), diminuir a força?
será necessário que uma força varie a d) Comparem o tempo de cada
quantidade de movimento do veículo freada: o que faz aumentar ou
diminuir o tempo?
∆Q = m.∆v
∆Q = 800 . (0 – 17) e) Qual freada é mais confortável para
o motorista? Por quê?
GBrock ∆Q = – 13 600 kg.m/s.
2008-08-03 19:17:10 4 Calculem o quanto diminui a força
Completem a tabela estimando valores
-------------------------------------------- que atua em um motorista durante
Curiosidade:para a Fata surge
força do F nada
(força de atrito). E, para o uma co- lisão, admitindo que o tempo
mesmo aqui? tempo da freada, pense nos três tipos, ten- da intera- ção sem airbag seja de 0,05
do percebido no texto que ∆Q = F. ∆t. s e com air- bag passe a ser 0,5 s.
5 Em julho de 2007, o Contran aprovou a
resolução 245 que obriga os novos veí-
culos a ter equipamento antifurto com
Força bloqueio e rastreamento do veículo, para
Tempo da ∆Q
Freada de poderem ser comercializados no Brasil,
freada (s) (N.s)
atrito mas não há resolução que obrigue os
(N) veí- culos a ter airbag ou freios
4 – 13 600 “inteligentes”,
I − 3 400 x = como o ABS. Realizem um debate
II envol- vendo essas prioridades e, ao
final, escre-
III x = vam uma carta endereçada ao Contran
com o posicionamento de vocês sobre as
x =
prioridades adotadas.

Encaminhando a ação não podem dirigir veículos motorizados,


em- bora todos conheçam as freadas dos
A primeira pergunta refere-se a um tipo carros ou dos ônibus.
de levantamento em que os alunos trarão ele-
mentos que conhecem e que são importantes A segunda pergunta resulta em uma classi-
quando se usam os freios dos veículos. ficação: freadas repentinas são bruscas, como
Alguns deles trarão elementos das freadas de as que cantam pneus, fruto de imprevistos e
bicicle- tas, principalmente os alunos mais da necessidade de frear imediatamente.
28 novos, que Freadas
Física – 1ª série, 1º bimestre

suaves são freadas programadas e realizadas para o passageiro, em uma batida.


normalmente nos veículos pelo acionamento
progressivo do freio. Freio motor é a frenagem A quinta pergunta possibilita a reflexão so-
em que não se pisa no freio e é utilizada em bre problemas reais e a tomada de decisão,
veículos motorizados. Nessa frenagem, as ro- bus- cando relacionar informações disponíveis
das de tração do veículo que estão ligadas ao em situações concretas para construir
motor pelos eixos, homocinéticas, bielas etc. argumenta- ção consistente, recorrendo aos
permanecem engrenadas ao motor que, quase conhecimentos desenvolvidos para elaboração
sem injeção de combustível, realiza o trabalho de propostas de intervenção solidária na
de frenagem pela compressão dos gases no realidade. Assim, o de- bate sobre as
mo- tor e pela redução na rotação do eixo do prioridades deve ser encaminhado de forma a
mo- tor devido aos trabalhos e atritos destacar a obrigatoriedade do siste- ma
internos. Isso poupa os freios e impede que antifurto de interesse comercial, em contra-
eles se aqueçam demais, deixando de posição à segurança dos ocupantes de interesse
funcionar, em longas des- cidas. Por isso, as social. Isto porque a segurança dos passageiros
placas de sinalização: Use o freio motor. Em permanece em segundo plano, já que os mo-
“outros” devem estar presen- tes as frenagens dernos sistemas de segurança como airbag ou
sem uso dos freios ou motor, mas por atrito freios “inteligentes” são disponibilizados ape-
dos pneus e resistência do ar, muito comuns nas como artigo de luxo nos veículos.
nas bicicletas, as quais param se você não
pedalar, mesmo em uma reta. Encaminhamento complementar
A terceira pergunta possibilita os cálculos Outras situações em que é relevante a va-
da variação da quantidade de movimento e riação do momento pela ação de forças
das forças de atrito a partir da estimativa dos podem ser desenvolvidas em pesquisas ou
tempos de frenagem. É importante, nesse atividades que tragam elementos de natureza
caso, ressaltar que, no Item a, não há vetorial. Trabalhos de pesquisa sobre ciência
mudança no valor da variação. No Item b, as de mate- riais, desenvolvimento de novos
duas unidades são equivalentes; faça uma compostos, e de física do estado sólido
análise dimensional ou mostre a podem ser bastante estimulantes ao estudante.
equivalência transformando-as em unidades
elementares do Sistema Internacio- nal. Nos
itens c e d, o relevante é a comparação entre Para casa
as forças e os tempos e, no item e, o que é
desconfortável para o motorista é uma força
Para problematizar o assunto tratado na
de intensidade elevada.
próxima Situação de Aprendizagem, peça aos
alunos que pesquisem, perguntando aos adul-
A quarta pergunta generaliza o fenôme- no
tos e fazendo buscas na internet, por que é tão
tratado na pergunta 3, também para um
difícil ficar em pé em um chão muito liso,
dispositivo de segurança. Repare que nesse
como na patinação no gelo, em um chão liso e
caso com o airbag, a força será dez vezes
ensa- boado, em um chão cheio de óleo ou
menor que sem ele, o que faz toda diferença
graxa etc.

29
SITUAÇÃO DE APRENDIzAGEM 6 – COMPENSANDO
OS MOVIMENTOS NA AÇÃO DE FORÇAS INTERNAS

Tempo previsto: 1 aula

Conteúdos e temas: modificações nos movimentos como conseqüência de interações.

Competências: utilizar modelo explicativo de movimento para compreender a variação e a compen-


sação dos movimentos de translação. Utilizar terminologia científica adequada para descrever situações
cotidianas. Analisar e prever fenômenos ou resultados de experimentos científicos organizando e
sistema- tizando informações dadas.

Estratégias: atividade de organização de conhecimentos prévios a partir de discussão em


pequenos grupos, com proposta de atividades experimentais.

Recursos: roteiro 6 de atividade em grupo visando identificação das interações na alteração dos
movi- mentos; lápis roliços, prancha de isopor ou pedaço de cartolina, carrinho movido a corda ou
fricção.

Avaliação: deve-se avaliar o entendimento dos alunos sobre a produção e a alteração dos
movimen- tos além da necessidade de ocorrer a interação.

Objetivo/contexto
essa discussão partindo da análise de como é
Esta Situação de Aprendizagem propõe que possível iniciar o movimento com todos os
a discussão da produção do movimento seja cor- pos parados. Depois, divida a classe em
realizada por meio das variações das quantida- grupos e distribua o Roteiro 6.
des de movimento nas partes do sistema e de
Ab
sua conservação no sistema todo. Observando les
casos em que o sistema todo é considerado, há toc
k
atuação apenas de forças internas, portanto,
sua somatória é nula. Assim uma alteração no
movimento é compreendida pela alteração do
movimento de outra parte do sistema. Se o sis-
tema é observado apenas em suas partes, iden-
tificamos a variação do movimento e a força
de interação, mas o resultado final de todas as
in- terações tem resultante nula. Propomos
iniciar

30
Física – 1ª série, 1º bimestre

Roteiro 6: Produzindo movimentos


1. Quando vocês jogam suas mochilas para 4. Repitam a atividade sem usar os lápis,
frente, vocês vão para trás? Quando vo- coloquem o isopor sobre o chão da sala.
cês andam para frente (a pé ou de O que acontece?
patins), vocês provocam o movimento de
alguma coisa para trás? Podemos 5. Por que, enquanto o carrinho permane-
produzir ou alterar o nosso movimento ce na sua mão, mesmo que a roda dele
quando joga- mos alguma coisa para esteja girando, ele não faz força para
longe? frente? Por que o carrinho vai para fren-
te e o “chão” se move para trás quando
2. Com seus colegas, façam o seguinte vocês soltam o carrinho no chão?
expe- rimento: usando um carrinho
movido a mola (ou de fricção), alguns 6. Discutam a importância do atrito para
lápis e uma cartolina ou um pedaço de conseguir ficar em pé parado, para co-
isopor, como está indicado na figura, meçar a andar e para modificar o
respondam: Será que o “chão” vai se movi- mento durante uma caminhada.
mover para compen- sar o movimento do
carrinho? 7. Vocês já ouviram falar que os astro-
Carrinho nautas fazem a “caminhada espacial”
de ficção

Prancha
Lápis
de isopor quando eles se movem do lado de fora
da nave espacial? Como é possível
que o astronauta “ande” do lado de
fora da nave espacial?
3. Repitam a atividade acrescentando mais
placas de isopor sobre os lápis ou mais 8. Escrevam uma síntese das observações
pedaços de cartolina, uns em cima dos ou- realizadas: Contem o que fizeram e o
tros, para aumentar a massa do “chão” por que foi observado, organizem os resul-
onde o carrinho anda. O que acontece? tados das observações em uma tabela.

Encaminhando a ação
mento. Apenas indique situações em que a
A primeira pergunta faz emergir elementos com- pensação fique clara: recuo do canhão,
do senso comum que reforçam a concepção de pneu de moto ou carro jogando lama ou
que o movimento é gerado espontaneamente, pedrisco para trás para o carro começar a andar.
sem a necessidade de compensação, visão que
se contrapõe às teorias científicas. Ainda que os As Perguntas 2, 3 e 4 referem-se ao fato
alunos aceitem a visão científica, eles terão de a quantidade de movimento depender
mui- ta dificuldade em entender que tanto da velocidade como da massa dos
empurramos o chão para trás ao andar, ou que cor- pos. Na Pergunta 2, o professor deve
somos lançados para trás ao jogar a mochila escolher adequadamente o tamanho da
para frente. Essas concepções serão cartolina ou do isopor, selecionando o
reinterpretadas após o experi- mento, mas não tamanho das pla- cas em função do
se preocupe com isso nesse mo- carrinho que for usado no experimento.
Assim, por exemplo, para car-

31
rinhos pequenos, placas com 20 cm x 60 cm meio de cabos de segurança, sapatos magné-
são suficientes; para carrinhos pouco maio- ticos, ou estar preso a ela por braços mecâ-
res, placas com 40 cm x 100 cm etc. Faça um nicos; ou então o astronauta deverá interagir
teste antes de realizar a atividade: é adequa- com um equipamento de propulsão, que pode
do que o carro saia com menor velocidade e ser a gás ou outro fluido, que o impulsiona
o chão, com a maior velocidade. No experi- em uma direção e em um determinado
mento da terceira pergunta, o chão sairá com sentido, enquanto o fluido é impelido na
velocidades cada vez menores até no limite mesma dire- ção e no sentido contrário.
apresentado na quarta questão, pois comGBrock a
massa do “chão” muito maior que a do car- 2008-08-03 19:19:39
A síntese deve ser entendida como um
--------------------------------------------
rinho, o deslocamento passa a ser impercep- exercício de identificação dos aspectos mais
Não deveria ser na razão entre as
tível. Também é possível aumentar a massa relevantes da atividade e dos resultados ob-
velocidades e as massas?
do “chão” colocando objetos, como estojos, tidos; sua organização e apresentação devem
sobre a prancha de isopor ou de cartolina ao ser na forma de linguagem escrita. Deve-se
lado ou atrás do carrinho. Nessa atividade, o observar se o procedimento está devidamente
professor deve ressaltar a conservação focan- caracterizado e se os dados são apresentados
do no fato de que o “chão” saiu para o outro de forma organizada; para isso, a tabela é
lado e na razão entre as velocidades: Quanto uma forma bastante apropriada de apresen-
menor for a massa do chão, maior a velocida- tação. Verifique, ainda, se os alunos deixaram
de que sai para trás, para igualar à quantida- de apresentar elementos importantes, o que
de de movimento do carrinho que tem maior ocorre muitas vezes, pois é comum os alunos
massa e menor velocidade para frente. Não acreditarem que podem suprimir tudo o que
utilize essa atividade para tentar determinar entendam estar implícito no procedimento
o valor da quantidade de movimento; para realizado. Esse procedimento, muitas vezes,
isso esse aparato não é adequado. não é o correto, pois há muitas formas de rea-
lizar uma atividade. Discuta isso com eles.
Nas Perguntas 5 e 6 deve-se evidenciar a
compensação do movimento do carrinho ou Encaminhamento complementar
do nosso andar pelo movimento do “chão”,
com o foco na importância da interação en- Recupere com os alunos os elementos
tre os objetos para a variação da quantidade clas- sificados no Item 9 da Situação de
de movimento. Enquanto o carrinho ficar no Aprendi- zagem 4 como “outros” e que
ar mantido pela mão, ele não estará intera- correspondem à compensação. Discuta com
gindo de forma perceptível, a não ser pelo eles situações como a explosão de uma
peso dele. Já para permanecer em pé, o atrito granada (bomba) ou os fogos de artifícios,
com o chão é fundamental para permanecer sempre focando a importância da interação
estático com os pés firmes; se o chão estiver para a alteração do movimento, e realize as
GBrock
recoberto por óleo, não conseguimos firmar
2008-08-03 19:21:39 atividades sugeridas nas Leituras de Física 3
nosso pé no chão e não conseguimos perma-
-------------------------------------------- do GREF de Mecâni- ca. Você pode também
necer
Já paraemuma pé. pessoa permanecer em identificar problemas e exercícios sobre
pé? Ou seja, faltou "uma pessoa"? compensação em materiais didáticos do
Na Pergunta 7, para “andar” no espaço o Ensino Médio, na discussão de choques
astronauta precisa interagir com a nave por mecânicos ou na discussão de quan- tidade de
movimento.

32
Física – 1ª série, 1º bimestre

SITUAÇÃO DE APRENDIzAGEM 7 –
A CONSERVAÇÃO DO MOMENTO LINEAR

Tempo previsto: 1 aula

Conteúdos e temas: modificações nos movimentos das partes de um sistema físico como
conseqüência da conservação do movimento total do sistema.

Competências: utilizar modelo explicativo de movimento para compreender a conservação nos


mo- vimentos de translação. Utilizar terminologia científica adequada para descrever situações
cotidianas. Analisar e prever fenômenos ou resultados de experimentos científicos organizando e
sistematizando informações dadas.

Estratégias: atividade de organização de conhecimentos prévios a partir de discussão em pequenos


gru- pos, com proposta de desenvolver atividades teóricas para prever resultados de atividades
experimentais.

Recursos: roteiro 7 de atividade em grupo, visando estimar valores de grandezas físicas e


solucionar problemas utilizando-se a lei de conservação da quantidade de movimento.

Avaliação: deve-se avaliar a variedade e a qualidade das manifestações dos alunos sobre as ques-
tões físicas envolvidas em cada caso apresentado e a capacidade de solucionar os problemas
propostos utilizando-se a lei de conservação da quantidade de movimento.

Objetivo/contexto
Esta Situação de Aprendizagem finaliza a movimento como forma de caracterizar a
dis- cussão sobre a conservação da quantidade conser- vação. O que diferencia essa Situação de
de mo- vimento no sistema todo e de suas Apren- dizagem é o fato de seu foco estar na
variações nas partes do sistema. Sistematiza o concepção de conservação para caracterizar a
que já foi tratado anteriormente nas Situações variação. Para prosseguir com a Situação de
de Aprendizagem 5 e 6, com o foco na variação Aprendizagem, di- vida a classe em grupos e
da quantidade de entregue o Roteiro 7.

GBrock
2008-08-03 19:27:14
movimento usando a lei de con- servação. Faça um desenho para cada uma das colisões, representando os veículos, a direção e o sentido dos m
--------------------------------------------
TOTAL
Acha interessante falar que no
desenho deveriam colocar umaCarro
flecha+
Colisão e que1 seu
simbolizando a velocidade? Carro
=
+ =
2
tamanho indicaria a intensidade? 2
Antes 100 -100

TOTAL Depois -60 TOTAL


Colisão 1 Carro 1 Carro 2 Colisão 3 Carro 1 Carro 2
100
+ = + =
Antes 100 0 g.cm/s Antes 30 -100
+ = + =
Depois 40 Depois 10

33
Colisão 2 Jamanta Carro
TOTAL
o da quantidade de movimento para calcular o valor das quantidades de movimento (Q), da velocidade (V) e da massa (M). Faça um desenho para
100 x 0 40 x 100
Antes
=0 = 4 000
+ =
M x 50 = 40 x V
Depois
5 000 =Q g.cm/s
+ =

Colisão 3 Jamanta Carro 2


TOTAL
Colisão 1 Jamanta Carro 100 x
TOTAL 40 x 20
Antes (-8) =
= 800
M x 20 40 x 0 -800
Antes + =
=Q =0
Mx
+ =
2 000 100 x 10
100 x V 40 x 25 Depois (-25) =
Depois = 1 000 g.cm/s
= 1 000 = 1 000 g.cm/s -1 000
+ =
+ =

Encaminhando a ação
A primeira pergunta proporciona a reali-
zação do cálculo da quantidade de movimen- volvidas. O foco está no fato de que, por meio
to total do sistema, a partir dos valores de da conservação da quantidade de movimento,
suas partes, e pede ao aluno que determine podemos identificar características específi-
o valor envolvido em uma de suas partes, cas das partes do sistema como velocidades
após ter o conhecimento do valor total. O e massas envolvidas. Como já comentamos,
foco está na conservação da quantidade de o desenho auxilia o professor a identificar a
movimento. No desenho, o professor poderá interpretação que o aluno teve do fenômeno
identificar se os alunos estão interpretando físico proposto.
corretamente o fenômeno físico proposto,
verificando o sentido dos movimentos para Encaminhamento complementar
que a colisão promova as variações indica-
das na tabela. É importante lembrar que a É necessário que o professor dedique mais
convenção de sinais nesse caso é escolha do uma aula para reforçar os elementos trata-
aluno. dos até o momento, com foco na conservação
da quantidade de movimento e nas suas va-
A segunda pergunta proporciona a realiza- riações nas partes do sistema. A proposição
ção do cálculo da quantidade de movimento de exercícios de fixação ou desenvolvimento
total do sistema a partir dos valores de suas e aprofundamento dos conceitos envolvidos
partes, e pede ao aluno que determine, após dependerão do diagnóstico que o professor
ter o conhecimento do valor total, o valor realizar em cada sala de aula. A Situação de
envolvido em uma de suas partes e, em cada Aprendizagem 8, que dá fechamento ao tema,
parte, os valores das velocidades e massas en- envolve um bom entendimento dos elementos
discutidos ao longo desse tema.

34
Física – 1ª série, 1º bimestre

SITUAÇÃO DE APRENDIzAGEM 8 – CONHECIMENTO


FíSICO AJUDA A JULGAR AÇõES DO NOSSO DIA-A-DIA

Tempo previsto: 1 aula

Conteúdos e temas: conservação da quantidade de movimento e a identificação de forças para


fazer análises, previsões e avaliações de situações cotidianas que envolvem movimentos.

Competências: utilizar modelo explicativo de movimento para compreender a variação e a com-


pensação dos movimentos de translação. Utilizar terminologia científica adequada para descrever
situações cotidianas. Analisar e prever fenômenos ou resultados de experimentos científicos organi-
zando e sistematizando informações dadas.

Estratégias: debate entre três grupos de alunos com finalidade de organização dos conhecimentos
científicos adquiridos, para subsidiar argumentação em atividade lúdica de jogo, em que é simulado
um julgamento.

Recursos: roteiro 8 de atividade em grupo, visando a conservação da quantidade de movimento e


a identificação de forças para fazer análises, previsões e avaliações de situações cotidianas que
envolvem movimentos.

Avaliação: deve-se avaliar o entendimento do aluno sobre a conservação da quantidade de movi-


mento e sua capacidade de realizar previsões e avaliações de situações cotidianas que envolvem pro-
dução e a alteração dos movimentos pautado na variação da quantidade de movimento na parte do
sistema mediante a interação. Realizar estimativas de força e de tempo nas interações.

Objetivo/contexto
Esta Situação de Aprendizagem finaliza
a discussão sobre as variações das quantida- dar um fechamento para a discussão sobre
des de movimento nas partes do sistema e de a produção e alteração nos movimentos no
sua conservação no sistema todo, visando nosso dia-a-dia. Leia no Encaminhando a
ação como proceder.

Roteiro 8: Tribunal de pequenas Autos x00xx0x0x.1 – Um borracheiro é


causas físicas acusado de danificar a roda de liga leve Me-
Vocês vão promover um debate em sala gastreetflatpró de um carro importado, por
de aula e, no final da aula, devem pronun- ter usado uma marreta de ferro de 10 kg para
ciar o veredicto para os casos apresentados colocar o pneu na roda. Ele alega em sua
abaixo (vocês devem escolher um deles por defesa que é muito mais fácil fazer o serviço
vez) que tramitam no tribunal de pequenas com a marreta e que com o martelo de
causas físicas neste ano. Façam as acusa- borra- cha não dá para pôr o pneu em uma
ções, defesas e julgamentos usando os con- roda.
ceitos científicos discutidos nas aulas.
Processo x00xx0x0x.2 – Um astronauta é
acusado de jogar fora um conjunto de pro-

35
pulsão Me Empurra da Agência Nacional Baixos x00xx0x0x.4 – A Associação dos
de Empurrões Espaciais, devendo indenizar Pneus Cantores de São Paulo acusa o cantor
a Agência em cinco zilhões. A acusação Luccchhhianno Espivarotti de calúnia, por
alega que o simples fato de o referido ter afirmado, em entrevista, que os pneus
conjunto de propulsão não estar funcionando cantores brasileiros ainda não atingiram
não é moti- vo aceitável para o astronauta padrão internacional, pois ele (Espivarotti)
jogá-lo fora; o astronauta deveria ter andado consegue cantar pneu mesmo em freadas
até a nave es- pacial para consertar o suaves e manter o som das freadas bruscas
equipamento. A defe- sa alega que o por muito mais tempo. A defesa alega que a
astronauta não estava na Terra nesse dia, ele carteira profissional internacional de cantor
estava em órbita e do lado de fora da nave; permite cantar pneu nas freadas por quanto
em legítima defesa de sua vida, teve que tempo quiser e que o canto dos pneus não
jogar o equipamento na direção contrária à tem nenhuma relação com o tipo de freada,
nave, para que ele, o astronauta, passasse a pois acontece até com o freio motor.
se mover em direção à nave.
SuperAutos x00xx0x0x .5 – A Associa-
Recesso x00xx0x0x.3 – Um pregador ção Conservadora da Quantidade de Movi-
pro- fissional de pregos retos em paredes mento pede ao Super-Homem que indenize
lisas e de pé é acusado de ter deixado um a cidade, acusando-o de poluir o ar durante
prego frou- xo na parede e, com isso, ter seus vôos. A acusação alega que o Super-
danificado um quadro raríssimo do pintor Ho- mem não pode voar sem empurrar ou
Quadrolângelo, que caiu da parede. A puxar alguma coisa; como não há nenhum
acusação alega que o réu é culpado por ter objeto ou propulsor ligado ao corpo dele
usado um martelo de borracha para martelar que com- pense seu movimento, e o campo
o prego na parede da casa do Sr. Dr. Prof. gravitacio- nal faz ele cair, fica evidente que
Diretor do Museu de Quadros Pendurados ele dispara superbufas no ar, impelindo-o
de São Paulo. A defesa alega que essa para o alto e avante, o que contribui para
acusação é preconceituosa e que todos os poluição do ar da cidade. O réu de
martelos e marretas podem ser usados, sem identidade desconhecida e sem residência
distinção, para pregar pregos de qualquer fixa não constituiu defesa.
tamanho em qualquer parede.

Encaminhando a ação
de ação, consultar suas anotações, apostilas,
O professor deve organizar a sala em três cadernos e livros.
gru- pos: um grupo dos juízes, outro dos
advogados de acusação (promotores) e outro dos Inicie o debate entre os grupos, que deverá
advogados de defesa (defensores). Essa divisão ser mediado pelo grupo dos juízes, dando igual
pode ser fei- ta por meio de sorteio, escolha do tem- po para a acusação e para a defesa.
professor ou os alunos já podem ser orientados a
escolher em que grupo gostariam de participar. Ao final da aula, o grupo de juízes deve
Assim que os grupos estiverem formados, proferir a sentença final amparado pelos
distribua o Roteiro 8 e peça que escolham um conceitos científi- cos estudados nesse bimestre.
dos casos apresentados para realizar o O professor poderá ser acionado como instância
julgamento em sala de aula. de julgamento supe- rior, caso seja feito “pedido
de apelação” ao final do julgamento por uma
Determinado o julgamento que ocorrerá das partes interessadas ou, ainda, se o professor
na aula e o papel que cada um desses grupos entender que seja necessário.
vai desempenhar na atividade, estipule o
36 tempo que os grupos terão para discutir sua Se houver tempo, escolham outro caso e
estratégia repitam os procedimentos sugeridos.
Física – 1ª série, 1º bimestre

GRADE DE AVALIAÇÃO DOS PRODUTOS DO TEMA –


QUANTIDADE DE MOVIMENTO LINEAR: VARIAÇÃO
E CONSERVAÇÃO

Competências e Habilidades Indicadores de Aprendizagem

f Reconhecer as variações nos


movimentos de translação.
f Reconhecer a produção do movimento.
f Reconhecer as variações no
f Reconhecer as interações com outra
mo- vimento com variações
Situação de parte do sistema físico como causa das
na quan- tidade de movimento
Aprendizagem 4 alterações no movimento.
nas partes do sistema
f Identificar as interações nas formas de
juntamente com sua
con- trole das alterações no
conservação no sistema todo.
movimento.
f Classificar as alterações do movimento
em categorias.

f Reconhecer relações em uma


interação entre as variáveis que a
caracterizam: a
f Utilizar terminologia científica variação da quantidade d e
adequada para descrever as varia- movimento, a  
 dP
Situação de ções no movimento. força e o tempo. F =
Aprendizagem 5 f Identificar a relação entre dt
força e tempo de interação na f Identificar características e
alteração de um movimento. propriedades de materiais, tecnologias
e procedimen- tos, necessários para
privilegiar uma característica
desejada nessas variáveis durante a
interação.
f Realizar transformações de unidades.

f Identificar procedimentos em que


f Utilizar modelo explicativo
sejam realizadas medidas
de movimento para
qualitativas de es- paço e de tempo
compreender a variação e a
para determinação da variação da
compensação dos
quantidade de movimento.
movimentos de translação.
Situação de f Executar um procedimento que
f Utilizar terminologia
Aprendizagem 6 evidencie a compensação na produção
científica adequada para
do movimento.
descrever situa- ções
f Reconhecer a importância da
cotidianas.
interação na produção do
f Analisar e prever fenômenos
movimento.
ou resultados de experimentos
f Identificar as diferentes características
cientí- ficos organizando e
do movimento adquiridas pelas partes
sistematizan- do informações
do sis- tema físico em interações,
dadas.
relacionando-as com as massas de seus 37
componentes.
Atividade Competências e Habilidades Indicadores de Aprendizagem

• Utilizar modelo explicativo de mo- • Utilizar a conservação da quantidade de


vimento para compreender a conser- movimento no sistema todo e a variação da
Situação de vação da quantidade de movimento quantidade de movimento em suas partes para
Aprendizagem 7 e prever valores das grandezas dos determinar valores característicos das gran-
movimentos no cotidiano antes e após dezas relacionadas ao movimento tanto antes
interações. como após uma interação.

• Utilizar terminologia científica • Utilizar a conservação da quantidade de


adequada para descrever as variações movimento no sistema todo e a variação da
Situação de no movimento. quantidade de movimento em suas partes
Aprendizagem 8 • Identificar a relação entre força e para emitir juízo sobre eventos ligados à
tempo de interação na alteração de produção e à alteração nos movimentos no
um movimento. nosso dia-a-dia.

38
Física – 1ª série, 1º bimestre

PROPOSTAS DE QUESTõES PARA APLICAÇÃO EM AVALIAÇÃO


RELATIVAS AO TEMA – QUANTIDADE DE MOVIMENTO LINEAR:
VARIAÇÃO E CONSERVAÇÃO

1) Um automóvel pára quase que instantanea- Resolva de uma vez por todas essa antiga
mente ao bater frontalmente em uma grande pendência judicial!
árvore. Explique que benefícios traria aos
seus passageiros o fato de ele ter airbags.

2) (Concurso PEBII SP 2007) Uma astronau-


ta de 60 kg pode se mover fora de sua nave,
fazendo uso de um minifoguete de 3 kg,
pre- so à sua cintura. Devido a um defeito
nesse equipamento, ela permanece parada a
120 metros da nave. Ocorre-lhe, então,
lançar o foguete em direção oposta à nave Retirado de Leituras de Física, do GREF.
para conse- guir alcançá-la a tempo, pois
deve partir em dois minutos. Para que tenha 5) Podemos determinar a variação da quanti-
sucesso, a me- nor velocidade (relativa à dade de movimento nas colisões entre as
nave) que deveria ser dada ao minifoguete bo- las de vidro no jogo de bolinhas de
seria de gude.
(A) 0,05 m/s. (B) 1,0 m/s. (C) 10 m/s. A) Que procedimento você sugere para
(D) 20 m/s. (E) 120 m/s. obter estas informações efetivamente?
B) Que coisas você utilizaria para realizar
3) Um patinador de 75 kg empurra uma caixa as medições?
com 50 kg, estando ambos inicialmente em
repouso numa pista de gelo em que podemos Grades de correção das questões
considerar o atrito desprezível. Após o
empur- rão, o patinador se move para trás A primeira questão avalia a habilidade de
com velo- cidade de 0,3 m/s em relação ao utilizar modelo explicativo de movimento para
gelo. Após cinco segundos, qual será a compreender as variações do movimento, rela-
separação entre a caixa e o patinador, cionando a variação,
 o tempo de interação e a
supondo que suas veloci- dades permanecem 
praticamente constantes?
dP
(A) 0,75 m (B) 1,5 m (C) 2,25 m força: F = dt

(D) 2,75 m (E) 3,75 m As questões 2, 3 e 4 avaliam habilidades


de reconhecer, identificar e utilizar a
4) 1909 Colisão fatal – Numa alameda em Paris, conservação da quantidade de movimento no
o conde Amassadini dirigia a 6 km/h seu sistema todo e a variação da quantidade de
veloz automóvel Alfa Morreo 1906 de movimento em suas partes para determinar
massa igual a 1,2 t. No sentido contrário, sir valores caracte- rísticos das grandezas
Hard Arm coli- de de frente com seu Fort relacionadas ao movi- mento, tanto antes
XT 1909, de 800 kg. Testemunhas relatam a como após uma interação. Além disso, avalia
o reconhecimento da com- pensação na
parada imediata dos veículos ao colidirem,
produção de movimento e nas alterações no
mas até hoje a justiça não sabe se sir Hard movimento e a identificação de formas de 39
Arm conduzia seu veícu- lo acima dos 10 controle de movimentos.
km/h permitidos por lei.
A questão 5 avalia habilidades de propor Então o patinador se desloca com velo-
procedimentos para medir distância (tama- cidade de 0,30 m/s em um sentido e a caixa
nho), tempo, velocidade, massa e determinar com velocidade de 0,45 m/s no sentido
a quantidade de movimento antes e depois da oposto. Após 5 segundos, a distância entre
interação; efetuar medidas de intervalos de eles será a soma do módulo dos dois
massa, tempo e distância; determinar a deslocamentos:
velocidade média e quantidade de movimento;
identificar diferentes unidades de medida de
∆S = ∆s1 + ∆s2
uma mesma grandeza; organizar informações ∆S = 0,30 m/s x 5 s + 0,45 m/s x 5 s
em tabelas. ∆S = 3,75 m
Resolução e comentários 4) Pendência entre o conde Amassadini e sir
Hard Arm:
1) Resposta: terá menor força durante maior
período de tempo
Colisão 1 Alfa Morreo Ford XT TOTAL
A proteção oferecida pelo airbag é defi-
nida pela relação entre a variação da quan- 1,2t x 6 km/h =
Antes + 0,8t x Y = Q =
tidade de movimento e o tempo, dados pela 7,2 t.km/h
 dP 0
expressão F = ou F = ∆Q/∆t, portanto Depois
1,2 t x 0 km/h = 0,8t x 0 km/h =
t.km/h
0 t.km/h 0 t.km/h
dt + =
quanto maior o tempo da interação, menor
a força; assim, com menor força, menor é o
perigo para os passageiros.
Pela conservação da quantidade de movi-
mento Q = 7,2 t.km/h, já que a soma delas
2) Resposta: alternativa d: 20 m/s deve ser zero (total), portanto Y = 9 km/h,
o sinal negativo indica que a velocidade do
Como o foguete parte em 2 minutos = 120 Ford XT tem sentido contrário à velocida-
segundos e o deslocamento é de 120 metros, a de do Alfa Morreo e intensidade de 9 km/h,
velocidade v = ∆S/∆t = 120/120 = 1 m/s. Como portanto inferior ao limite de velocidade na
a astronauta está parada, o impulso necessário rua. Caso encerrado!
para que parta com essa velocidade é I = 60 kg
. 1 m/s = 60 kg.m/s. Para obter esse impulso, 5) Resposta: O que é determinante para o
ela lança o minifoguete na direção oposta ao acerto dessa questão é a proposição da me-
fogue- te; como o minifoguete está parado, o dida da distância percorrida pela bola e do
impulso pode ser calculado como I = m.v ou tempo, determinação da velocidade, medi-
seja v = I/m, portanto o minifoguete deve ser da da massa e, em seguida, a determinação
lançado com velocidade v = 60 kg.m/s / 3 kg = da quantidade de movimento de cada bola
20 m/s. antes e depois da batida. A escolha de ré-
guas, trenas, fita métrica, balança e cronô-
3) Resposta: alternativa e: 3,75 m metro dependerá das massas das bolas e da
Q antes = Q depois = 0, ou seja, MV + mv intensidade da batida.
= 0 75 kg . 0,3 m/s + 50 kg . Xm/s = 0,
portanto
X = (-22,5) / 50, ou seja, X = -0,45m/s.

40
Física – 1ª série, 1º bimestre

TEMA 3 – LEIS dE NEWTON


Nesse momento, vamos nos dedicar às
definida no Ensino Médio como Impulso
leis de Newton estudando as partes dos sis- deu- ma força, Q  F .t .
temas, identificando nelas os princípios que
Newton postulou em sua obra. A primeira A terceira lei, da ação e reação, correspon-
lei, a Inércia, apresenta a concepção de es- de à interação entre duas partes de um siste-
paço para Newton, um espaço idêntico em ma físico que ocorre da mesma maneira para
toda parte e, por isso, o movimento só é al- ambas as partes. Portanto, as forças existen-
terado por interações. Não há propriedades tes entre as duas partes são exatamente iguais
do espaço, como deformações ou campos, em intensidade e direção, mas em cada parte
ou variação de densidade4 que alterem ca- a força tem sentido contrário à outra parte6.
racterísticas do movimento e somente forças
podem realizar tal alteração. Por isso, um Apresentação da proposta
corpo em repouso permanece em repouso
e um corpo em movimento permanece em Entendemos que esse tema é o mais co-
movimento retilíneo uniforme. A primeira mum para o professor do Ensino Médio, pois
lei também pode ser entendida como outra trata de utilizar diagramas de forças, também
forma de enunciar a lei de conservação da conhecidos como diagramas de corpo livre,
quantidade de movimento5. para determinar grandezas do movimento
como aceleração e velocidade, partindo da
A segunda lei determina a força como a análise das forças presentes em cada parte
razão entre a quantidade de movimento do sistema. Assim, esta proposta insere ape-
em nas duas Situações de Aprendizagem, uma

dP bastante comum ao professor que discute o
relação ao tempo, como já vimos, F
 na
dt diagrama de forças e, outra, que relaciona as
leis de Newton (que tratam das partes do sis-
forma diferencial de representar a segunda lei tema durante a interação) com as leis gerais
de Newton, que  é mais conhecida no Ensino de conservação da quantidade de movimento
Médio como F  m.a . Entretanto, essa
simpli- que tratam do sistema todo e de suas partes
ficação só corresponde à lei de Newton para após a interação. Sugerimos que as Situações
sistemas em que não há variação da massa de Aprendizagem sejam propostas nas aulas
em nenhuma de suas partes; caso ocorra 14 e 15, após o encaminhamento do profes-
variação de massas, como nas explosões, nos sor na aula 13, em que as Leis de Newton
GBrock
fogos de ar- tifício ou lançamento de devem ser apresentadas aos alunos
2008-08-03 e, assim,
19:28:35
foguetes, a lei precisa --------------------------------------------
as Situações de Aprendizagem podem siste-
matizar o conhecimento. retirar do texto
ser utilizada na forma original. A segunda
lei também pode ser expressa como dP  
Fdt na
forma integral de representá-la, normalmente

4
Professor, você já reparou que não há força atuando quando um feixe de luz é refratado? Nesse caso, a variação
do movimento é pensada pela variação do índice de refração do meio, ou seja, por diferentes propriedades do
meio em que a luz propaga. Num espaço que não seja homogêneo, ou seja, igual em todas as partes, também
ocorreria esse tipo de desvio no movimento.
5
Veja página 44 do livro Física 1: Mecânica do GREF, Edusp, 2002.
6
Veja páginas 45 e 46 do livro Física 1: Mecânica do GREF, Edusp, 2002.

41
GBrock
2008-08-03 19:28:59
--------------------------------------------
retirar do texto
O Caderno 3 do Pró-Universitário7 apresenta tos com os alunos. Os textos e atividades apresen-
textos que subsidiam o professor para introduzir tados nas Leituras de Física 18, 19 e 20 do GREF
as leis de Newton e praticar os exercícios de Mecânica também podem ajudá-lo.
propos-

AULA 13 AULA 14 AULA 15 AULA 16

Situação de Situação de
Encaminhamento Aprendizagem 9 e Aprendizagem 10 e
Avaliação
complementar Encaminhamento Encaminhamento
complementar complementar

SITUAÇÃO DE APRENDIzAGEM 9 –
ANÁLISE DAS PARTES DE UM SISTEMA DE
CORPOS

ula

as leis de Newton na análise de partes de um sistema de corpos.

tificar as forças presentes nos sistemas físicos e em suas partes. Determinar valores das grandezas que caracterizam sistemas físicos estáticos e dinâmicos (forç

m discussão em grande grupo, resolução de atividades e exercícios em peque- nos grupos.

e atividade em grupo com problemas físicos de sistemas de corpos e diagrama de forças.

avaliar a variedade e a qualidade das manifestações dos alunos sobre as ques- tões físicas envolvidas em cada caso apresentado.

Objetivo/contexto ção possibilita o entendimento de alterações no


movimento, tanto em sistemas dinâmicos como
Esta Situação de Aprendizagem tem início nos estáticos, em função das forças
com um diagrama de força (ou diagrama de identificadas. A segunda parte propõe a
cor- po livre) e propõe um levantamento das previsão das altera- ções no movimento como
forças presentes em um sistema físico. Essa uma possível aplica- ção das leis de Newton do
identifica- movimento.

7
Pró-Universitário. Disponível em: http://naeg.prg.usp.br/puni/disciplinas/fisica/homedefisica/index.htm.
42
Física – 1ª série, 1º bimestre

Roteiro 9: Leis de Newton identificando forças e


construindo diagramas de corpo livre
O ladrão ao lado não conseguiu abrir o cofre
e decidiu “levar serviço para casa”. O
GBrock
diagrama2008-08-03
de forças abaixo indica as várias
19:30:16
interações presentes nesta delicada operação.
--------------------------------------------
Tenho a impressão de que as setas
Atrito do pé no chão
não são proporcionais aos módulos... o
Atrito do chão no pé que acha?
8
Normal ladrão no cofre 5
Normal cofre no ladrão 4
Atrito do cofre no chão 10
0
Atrito do chão no cofre 3
Peso do cofre
6 9
Normal do chão no cofre 2
Peso do ladrão 7
1
Normal chão no ladrão
1) Complete a tabela desse quadro com os números corretos das forças.
2) Indique quais as forças que possuem a mesma intensidade.
3) Que forças constituem pares de ação e reação?
A situação
Uma locomotiva de 30.000 kg é utilizada para mo-
vimentar dois vagões, um de combustível de 5 000 kg e
outro de passageiros de 25 000 kg, conforme mostra a
figura. Sabe-se que a força de tração sobre a locomotiva
é de 30 000 N.
M
G B
L
H F C A
N
I D
O JE

1. Encontre o valor de todas as forças. Considere que o coeficiente de atrito é igual 0,008.
2. Encontre a força resultante.
3. Encontre a aceleração.
4. Calcule o tempo que ele leva para atingir 21 m/s.
Atividades extraídas das Leituras de Física do GREF, com adaptação das imagens.

Agora, faça no seu caderno uma tabela que organize os dados e os cálculos de cada força.

43
Encaminhando a ação da atividade, e como determinaram a acele-
GBrock
ração do trem na segunda parte da
2008-08-03 19:31:21
Temos como pressuposto que a aula anterior atividade. Sistematize essas informações.
--------------------------------------------
foi destinada a introduzir as leis de Newton e
devem ser retiradas do texto
que nesse momento faremos um Discuta a importância da elaboração dos
aprofundamento e uma sistematização da diagramas de força (também chamados de dia-
segunda e da terceira lei. As referências para gramas de corpo livre) para o entendimento dos
essa introdução podem ser encontradas nas movimentos e das interações que promovem a
páginas 42 a 51 do livro Física 1: Mecânica do alteração do movimento, e se houver condições,
GREF, editora da Universidade de São Paulo, mostre outras atividades sugeridas nas Leituras
2002. Também podem ser encontra- das de Física 18, 19 e 20 do GREF de Mecânica9,
referências para essa aula nas páginas 18 a 45 bem como atividades e exercícios comuns em
do módulo 3 de Física do Pró-Universitário8. materiais e livros didáticos do Ensino Médio.
O professor pode iniciar a aula com a Encaminhamento complementar
retoma- da da discussão das leis de Newton do
movimen- to e como se determina a força de O par de ação e reação com o peso estão au-
atrito, que será necessária para solucionar a sentes nos dois casos apresentados na atividade,
situação proposta para o trem na Situação de pois trata-se da força de atração no centro da
Aprendizagem 9. Terra. Para elucidar essa questão pode ser feita
uma breve apresentação da força peso, de intera-
Organize os alunos em grupos de no máxi- ção da massa com o campo gravitacional, mos-
mo três alunos; distribua aos grupos o Rotei- trando como determiná-la, indicando que o par
ro 9. Algumas dicas podem ajudar os alunos de reação está no centro da Terra e que,
a realizar a atividade: para achar o peso, use portanto, se algo é atraído para baixo pela Terra
P = m.g. Discuta que nem sempre é assim, é porque a Terra é atraída para cima por esse
mas o valor da Normal N deverá ser igual ao objeto.
do peso neste caso. O atrito nesse caso será
calculado pela fórmula Fat = µ.N. Diga aos Para casa
alunos que eles devem achar a força resultante
e a aceleração do trem, para depois obter as Peça aos alunos que pratiquem exercícios
demais forças, a velocidade e o tempo etc.
que podem ser respondidos com as leis de
Newton, faça listas de exercícios para eles.
Ao término do tempo estipulado para a
Há muitos exercícios tanto em livros
atividade nos pequenos grupos, peça aos alu- didáticos de Ensino Médio como em questões
nos dos grupos que falem sobre os pares de
para vesti- bulares e nos materiais aqui
ação e reação identificados na primeira parte indicados.

8
Pró-Universitário. Disponível em: http://naeg.prg.usp.br/puni/disciplinas/fisica/homedefisica/index.htm.
9
Grupo de Reelaboração do Ensino de Física – GREF. Disponível em: http://www.if.usp.br/profis/gref_leituras.html.
44
Física – 1ª série, 1º bimestre

SITUAÇÃO DE APRENDIzAGEM 10 – COMPARANDO


AS LEIS DE NEWTON E A LEI DA CONSERVAÇÃO DA
QUANTIDADE DE MOVIMENTO

ão da quantidade de movimento.

servação da quantidade de movimento. reconhecer as leis de Newton como determinação das variações na partes do sistema e lei de conservação como dete

des e exercícios em peque- nos grupos.

stemas de corpos com varia- ção da quantidade de movimento de suas partes.

s dos alunos sobre as questões físicas envolvidas em cada caso apresentado e sua capacidade de solucionar os problemas propostos tanto pela lei de co

Objetivo/contexto
Comparar as leis de conservação da determinadas antes e após a interação pela
quantidade de movimento que propiciam conservação; e durante a interação pelas
a compreensão de um sistema físico como variações descritas tanto pela variação da
um todo, identificando as variações da quantidade de movimento como também
quantidade de movimento em suas partes, pelas leis de Newton.

Roteiro 10: Comparando leis de


Newton e variação da 1. A fim de parar um carro com massa
quantidade de movimento de 800 kg e velocidade de 17 m/s
(61,2 km/h), será necessário que uma
Na Situação de Aprendizagem 5, depara- mo-nos força varie a quantidade de
com um problema que resolvemos pela variação da movimento do veículo ∆Q = m.∆v ∆Q
quantidade de movimento. Vamos revê-lo com a = 800 . (0 – 17)
segunda lei de Newton. = –13 600 kg.m/s, tendo percebido que
∆Q = F . ∆t
FREAdA Força de atrito (N)

I -3 400 x Tempo da freada (s) ∆Q (N.s)

4 = -13 600

45
Agora, use a segunda lei de Newton e Newton. Use a segunda lei de Newton
determine a força de atrito. Partindo da como foi feito anteriormente para de-
aceleração do sistema, use a estimativa terminar a variação da velocidade da
de 4 segundos para a freada, a função ja- manta, estimando o tempo de
horária do movimento e determine a interação; depois utilize a terceira lei
aceleração. Lembre-se de que a de Newton e determine a velocidade
velocidade final após 4 segundos deve do carro. Com- pare os resultados com
ser zero e a força de atrito necessária os obtidos na Si- tuação de
será igual à que foi determinada Aprendizagem 7. Será neces- sário
anteriormente. Verifique! estimar o tempo de interação, pois a
lei de Newton é baseada no conceito
2. Também podemos determinar a variação de força, que só existe durante a
de uma parte do sistema a partir da interação: na ausência de uma
determina- ção da variação da outra, interação não há for- ça, como vimos
usando as leis de anteriormente.

COLISãO 2 Jamanta Carro

ANTES 100 x 0 = 0 40 x 100 = 4 000

DEPOIS 100 x 50 = 5 000 40 x V = Q

Encaminhando a ação
A segunda questão explicita a necessidade
O professor deve resgatar o trabalho realiza- de estimar o tempo de interação para a
do na Situação de Aprendizagem 5 e na Situa- resolução por meio da lei de Newton, pois
ção de Aprendizagem 7, nas quais foram resol- ela trata do que ocorre no intervalo de uma
vidos os problemas propostos na Situação de interação. Uma vez estimado o tempo da
Aprendizagem 10 para discuti-los a partir das interação, deve-se deter- minar a aceleração
leis de Newton. da jamanta para chegar à força de interação
durante a batida; posterior- mente, usando a
Na Questão 1, determinaremos a força de terceira lei de Newton. Deve-se determinar a
atrito pela aplicação da segunda lei de Newton. força que será utilizada para en- contrar a
A partir dos valores estimados para o tempo da aceleração do carro e, finalmente, sua
freada, pode-se determinar a aceleração pela velocidade final., após o tempo de interação,
fun- ção horária da velocidade ou pela que coincidirá com a velocidade
determinação da aceleração média. Com a determinada pela variação da quantidade de
aceleração média e a massa, usando a segunda movimento. Os alunos devem ser ajudados e
lei, obtemos o mesmo valor para força de atrito orientados a pro- ceder todas essas etapas.
anteriormente obtido pela variação da
quantidade de movimento. Os alunos podem Encaminhamento complementar
encontrar dificuldade em resol- ver esse
problema por meio das leis de Newton, pois é Deve ser ressaltado o entendimento de que as
mais complicado e eles já o resolveram de uma leis de Newton tratam o momento da interação,
forma mais simples, mas ainda precisam en- enquanto que as leis de conservação da
tender as duas formas para poder compará-las. quantidade de movimento e de sua variação
Assim, oriente-os a realizar essa atividade e, em tratam do sistema todo. Deve ser ressaltado,
46 seguida, comparar as duas resoluções. ainda, que as duas for- mas podem trazer
soluções para os sistemas físicos clássicos antes,
durante e depois das interações.
Física – 1ª série, 1º bimestre

GRADE DE AVALIAÇÃO DOS PRODUTOS DO TEMA:


LEIS DE NEWTON

Competências e Habilidades Indicadores de Aprendizagem

• Identificar as forças presentes nos • O aluno deverá ser capaz de: identificar
sistemas físicos e em suas partes. a presença das forças de interação nas
Situação de • Determinar valores das grandezas varia- ções dos movimentos nos sistemas
Aprendizagem 9 que caracterizam sistemas físicos físicos.
estáticos e dinâmicos (forças, • Determinar valores de grandezas do
acelera- ções etc.). movimento e sua variação pela atuação de
força em interações físicas.
• Comparar modelos explicativos das
variações no movimento pelas leis
de Newton e pela lei da conservação
da quantidade de movimento.
• Identificar relações entre as leis • Identificar o caráter geral da lei de
de Newton e a lei da conservação con- servação e o caráter particular das
da quantidade de movimento. leis de Newton.
Situação de
• Reconhecer as leis de Newton • Identificar que tanto a lei de conserva-
Aprendizagem 10
como determinação das variações ção da quantidade de movimento (antes,
nas par- tes do sistema e lei de durante e depois da interação) quanto
conservação como determinação do as leis de Newton (durante a interação)
sistema todo. determinam valores das grandezas e ca-
racterísticas dos movimentos em
sistemas físicos clássicos, desde que
estejam dispo- níveis as informações
necessárias.

47
PROPOSTAS DE QUESTõES PARA APLICAÇÃO EM
AVALIAÇÃO RELATIVAS AO TEMA – LEIS DE
NEWTON

1) Num dia de calmaria no mar, o capitão de 3) Dois blocos A e B com massas A = 15 kg


um barco a vela pede que os marinheiros e B = 30 kg, são colocados sobre uma su-
abanem as velas para que o barco comece perfície plana horizontal quase sem atrito,
a andar. O marinheiro João se recusa a aba- e são ligados por um fio inextensível e
nar a vela e utiliza o seguinte argumento: com massa desprezível. O bloco B é
“De acordo com a terceira lei de Newton, puxado para a direita por uma forca
qualquer força que eu exerça sobre a vela, horizontal F com módulo igual a 90 N.
também exercerá sobre mim uma força
igual e oposta e como ambos estamos pre-
sos ao barco, a força resultante no barco
será zero e eu não teria nenhuma chance
de contribuir para acelerar o nosso barco”. fio F = 90 N
Assim, podemos afirmar que A B

(A) João está errado, uma vez que o par


ação e reação somente é igual se os
objetos estão em movimento.
(B) João está errado, pois o par ação e
Nessa situação o módulo da aceleração
reação somente é igual se os objetos
estão acelerados. horizontal do sistema e o módulo da força
tensora no fio, valem, respectivamente,
(C) João está errado, uma vez que a força
exercida sobre a vela não é o par de A) 2m/s2 e 30N
reação da força de seu abano. B) 2 m/s2 e 20 N
(D) João está correto, pois o barco não C) 3 m/s2 e 5 N
está acelerando portanto nenhuma
força pode estar atuando sobre ele. D) 3 m/s2 e 10 N
(E)João está correto, uma vez que o E) 2 m/s2 e 10 N
par ação e reação só atua sobre o
mesmo objeto quando ele está em 4) A máquina de Atwood consiste numa po-
repouso. lia presa ao teto, um fio e duas massas
presas como é indicado na figura. Usan-
2) Dois carros A e B, com movimentos de do massas m1 = 2 kg e m2 = 3 kg, uma
mes- ma direção e sentidos opostos, se polia ideal e um fio ideal e inextensível,
chocam. Durante a colisão, em valor
num local em que a aceleração da gravi-
absoluto, a acele- ração média do carro A é
dade é 10 m/s2, faça o diagrama de forças
igual a 1,0 cm/s2 e a do carro B é igual a
de cada um dos blocos e da polia, deter-
0,8 cm/s2. Sendo 800 kg a massa do carro
minando todas as forças que atuam em
A, a massa do carro B é de
cada parte do sistema com as massas em
A) 600 kg B) 800 kg. C) 1 000 kg movimento, e responda:
D) 1 600 kg E) 2 000 kg

48
Física – 1ª série, 1º bimestre

existentes entre as duas partes são


exatamente iguais em intensidade e direção,
mas em cada parte a força tem sentido
Polia contrário à outra par- te; logo, quando João
abana ele promove o mo- vimento do ar;
portanto seu par ação e reação é com o ar e
g não com a vela.

2) Resposta: alternativa c: 1 000 kg.


1 fio
Do princípio de Ação e Reação, temos que
as intensidades das forças no momento da in-
teração são iguais, Fa = Fb, portanto:
2 ma ⋅  a = mb b
800 kg.1cm/s2 = mb.0,8 cm/s2 assim, mb = 1 000 kg.
Qual seria a velocidade de cada um dos
blo- cos, 15 segundos após serem 3) Resposta: alternativa a: 2 m/s2 e 30 N
abandonados em repouso. Elas poderiam ser
diferentes entre si? Pela 2ª lei, se inicialmente consideramos
os dois blocos unidos, teremos massa total de
45 kg sendo puxada por uma força resultante
Grades de correção das questões de 90 N, teremos

As Perguntas 1 e 2 tratam da 3ª lei de F = m.a , ou seja 90 N = 45 kg. a


Newton e avaliam o entendimento do aluno portanto a = 2m/s2.
sobre quan- do o par ação e reação está em
corpos distintos e por isso não se anula, tendo Para determinar a tração utilizaremos o
mesma intensida- de, mesma direção e diagrama de forças do bloco A que só tem a
sentidos opostos. resultante das forças agindo sobre ele igual a
tração, já que o peso e a normal se cancelam.
As questões 3, 4 e 5 avaliam habilidades
Normal (150N)
de resolver problemas típicos na literatura so-
bre a 2ª lei de Newton, determinando valores
característicos das grandezas relacionadas à
variação do movimento nas partes do sistema M = 15 kg Ftração = ? N
tanto antes como após uma interação.

Resolução e comentários
1) Resposta: alternativa c: João está errado, (Diagrama de forças) Peso (150N) a = 2m/s2
uma vez que a força exercida sobre a vela
não é o
par de reação da força de seu abano. Portanto pela 2ª lei de Newton:

A terceira lei, da Ação e Reação, correspon- F = m.a, ou seja, Ftração = 15 kg . 2 m/s2 = 30 N.


de à interação entre duas partes de um sistema
físico. Essa interação ocorre da mesma manei- Professor, vale a pena insistir na técnica de
ra para ambas as partes; portanto as forças representação das forças em cada corpo separa-

49
damente; mostrando tratar-se de um poderoso Força exercida pelo Teto
instrumento de análise de situações deste tipo.
A identificação correta dos pares de ação e re-
ação também é fundamental, já que é bastante
comum a confusão que leva a pensar nas
forças normal e peso como um par de ação e
reação.
 
NA NB
A B
  
PA T T′ 
PB
Tração no fio Tração no fio
′ ′
NA NB

Tração no fio
′ ′
PA Terra PB

4) Resposta

Os diagramas de forças devem se


parecer com as figuras apresentadas abaixo,
os tama- nhos não estão em escala, apenas
são esboços, como devem ser as figuras dos
alunos. Lem- bre-se: a polia (roldana) e o
fio são ideais por isso não têm peso (P =
m.g). Peso 30 N

Tração no fio
É importante o entendimento de que: a) to-
das as trações no fio são exatamente iguais
pois se trata do mesmo fio que é ideal,
portanto não sofre nenhum tipo de variação
ao longo dele;
b) a força exercida na polia pelo Teto é o
dobro dessa tração e isso não corresponderá
à soma dos pesos dos dois corpos, como
ocorreria no caso estático.

Determinando a aceleração dos corpos:


Mas- sa total = 5 kg; Força resultante = 10 N.
Peso 20 N Pela 2ª lei teremos F = m.a , ou seja 10 N =
5 kg . a; a = 2 m/s2.
50
Física – 1ª série, 1º bimestre

Usando os diagramas de força, determina- exerce conforme a situação descrita. É


se a força de tração, veja que se pode utilizar comum pensar que para o teto segurar algo
o diagrama de qualquer um dos dois corpos, parado (es- tático) ou em movimento
o resultado será o mesmo, pois se trata do (dinâmico), a força será a mesma e
mes- mo fio ideal que liga os dois corpos, por corresponde à soma dos pesos dos corpos, o
isso a tração é idêntica. que é correto para os casos em que não há
aceleração, tanto no caso estático como no
O corpo 1 à esquerda sobe; portanto a tração movimento uniforme. Discuta isso com os
é maior que ao peso de 20 N, pela 2ª lei alunos e use outros exemplos em que há
teremos F = m.a, ou seja (T - 20) N = 2 kg . 2 aceleração: lembre-se que o relevante aqui é a
m/s2; por- tanto T = 24 N. presença da aceleração no movimento.
O corpo 2 à direita desce, portanto o peso A velocidade deles necessariamente é igual,
de 30 N é maior que a tração, pela 2ª lei pois o fio não altera seu comprimento, nem
tere- mos F = m.a, ou seja (30 - T) N = 3 esti- ca nem contrai; assim a velocidade que
kg. 2 m/s2; portanto T = 24 N, resultado um corpo tiver o outro também a terá.
idêntico ao ante- rior, certo! Determine-a usan- do a aceleração encontrada
pela lei de Newton a = 2 m/s2 e o conceito de
A Força exercida pelo Teto para segurar a aceleração média ou a função horária do
polia, portanto é de 48 N com os blocos em movimento.
movimento, e não os 50 N que ocorreria no
caso estático. a = ∆V/∆t 2 m/s2 = (Vf – 0) / 15 s
Os alunos terão dificuldade em entender portanto Vf = 30 m/s = 108 km/h.
os motivos que fazem variar a força que o
teto Imagine o tamanho do fio para isso acon-
tecer... só se usar um despenhadeiro...

51
PROPOSTAS dE SITUAÇõES dE RECUPERAÇãO
Em caso de defasagens, para encaminhar os Física do GREF ou no livro de Mecânica, volu-
alunos para uma recuperação é necessário que me 1 do GREF, atividades que discutam essas
o professor tenha claro quais as competências/ competências/habilidades.
habilidades que não se desenvolveram adequa-
damente. Uma avaliação construída de forma a Além dessas, as competências/habilidades a
explicitar tanto para o professor quanto para o seguir devem ser atingidas durante o bimestre:
aluno quais foram as competências/habilidades
atingidas ou não atingidas é muito importante f Utilizar modelo explicativo de
em todo este processo. Os limites para dar con- movi- mento para compreender a
tinuidade aos estudos no final do 1º bimestre, conser- vação da quantidade de
da 1ª série do Ensino Médio, foram movimento, e prever valores das
reorganiza- dos em quatro grupos de grandezas dos
competências/habili- dades a serem atingidas: movimentos no cotidiano antes e após
interações.
f Identificar a presença de f Reconhecer as variações no
movimentos no cotidiano. movi- mento com variações na
f Classificar os movimentos, quantidade de movimento nas
identifican- do as grandezas que os partes do sistema juntamente com
caracterizam. sua conservação no sistema todo.
f Planejar o estudo dos movimentos f Identificar as forças presentes nos
con- templando as classificações siste- mas físicos e em suas partes,
efetuadas. estabelecer a relação entre força e
f Fazer estimativas e escolher tempo de intera- ção na alteração de
procedi- mentos adequados para a um movimento.
realização de medidas. f Utilizar terminologia científica
f Utilizar terminologia científica ade- quada para descrever as
adequa- da para descrever situações variações no movimento.
cotidianas.
f Oferecer características comuns e Para preparar a recuperação dessas com-
formas de sistematizar os petências/habilidades, busque organizar, re-
movimentos segundo trajetórias, lacionar e interpretar as características do
variações de velo- cidade etc. modelo explicativo de movimento para com-
preender as variações no movimento como
Para preparar a recuperação objetivando es- variações na quantidade de movimento em
sas competências/habilidades, busque partes do sistema juntamente com sua conser-
selecionar, organizar, relacionar e interpretar vação no sistema todo. Para isso, reformule e
dados e, para isso, reformule e retome a retome os itens 8 e 9 do Roteiro 4, perguntas 3
pergunta 3 do Roteiro 1, a pergunta 4 do e 4 do Roteiro 5, os Itens 2 e 5 do Roteiro 6 e
Roteiro 2 e as perguntas 1, 2 e 3 do Roteiro 3. o Roteiro 7 completo. Discuta as informações
Discuta as informações represen- tadas de apresentadas e determine os cálculos necessá-
diferentes formas, determine procedi- mentos e rios para o estudo dos movimentos, utilizando
cálculos necessários para o estudo dos a terminologia científica adequada para descre-
movimentos, utilizando a terminologia ver as situações propostas. Outra possibilidade
52 científica adequada para descrever situações
cotidianas. Outra possibilidade é identificar nas
Leituras de
Física – 1ª série, 1º bimestre

é identificar nas Leituras de Física do GREF Há, ainda, a seguinte competência/habili-


ou no livro de Mecânica, volume 1 do GREF, dade a ser trabalhada:
atividades que discutam essas competências/
habilidades. f Analisar e prever fenômenos ou re-
sultados de experimentos
O aluno também pode apresentar defasagem científicos organizando e
com relação a estas competências/habilidades: sistematizando informa- ções dadas.
f Determinar valores das grandezas Essa competência/habilidade tem estrita
que caracterizam sistemas físicos relação com a escrita, relacionando os co-
estáticos e dinâmicos (forças, nhecimentos específicos da Física para cons-
acelerações etc.). truir argumentação consistente, assim como
f Identificar relações entre as construir e aplicar conceitos de várias áreas
leis de Newton e a lei da do conhecimento para a compreensão de fe-
conservação da quantidade de nômenos naturais, possibilitando emitir juí-
movimento. zo sobre eventos ligados à produção e à al-
f Reconhecer as leis de Newton teração nos movimentos no nosso dia-a-dia.
como determinação das variações É preciso, para tanto, selecionar, organizar,
nas partes do sistema e a lei de relacionar, interpretar dados e informações
conservação como determinação do representados de diferentes formas, para to-
sistema todo. mar decisões e enfrentar situações-problema,
por exemplo, na forma de sínteses e relató-
Para preparar a recuperação dessas compe- rios que relacionam informações represen-
tências/habilidades, busque organizar, relacionar tadas em diferentes formas e conhecimentos
e interpretar as características do modelo expli- disponíveis em situações concretas, com os
cativo de movimento para levar o aluno a com- conhecimentos desenvolvidos. Reformule e
preender as variações no movimento por meio retome as situações apresentadas na pergun-
das interações caracterizadas por dois fatores: a ta 5 do Roteiro 3, na pergunta 5 do Roteiro
força e a duração. A variação na quantidade de 5, e na pergunta 8 do Roteiro 6. Discuta as
movimento nas partes do sistema, assim enten- questões relacionadas às diversas formas de
dida, trata-se de caso particular que explicita o escrita utilizadas em ciência, e a proposição
que está ocorrendo no sistema durante intervalo de ações solidárias, com base nos conheci-
de tempo em que há a interação. Para isso, mentos científicos.
refor- mule e retome a situação com o trem do
Roteiro 9 e o Roteiro 10 completo. Discuta as As questões de interpretação e releitura
informa- ções apresentadas e determine os dos textos dos roteiros de atividade aborda-
cálculos neces- sários para o estudo dos dos na recuperação devem ser elaboradas de
movimentos, utilizando a terminologia forma a permitir verificação destas competên-
científica adequada para descre- ver as cias/habilidades e, para isso, tome como base
situações propostas. Outra possibilidade é as questões usadas nas diversas Situações de
identificar nos materiais didáticos de Ensino Aprendizagem propostas nesse Caderno.
Médio atividades e textos que discutam as leis
de Newton, sendo necessário que o professor
realize as adaptações necessárias para ressaltar
essas competências/habilidades.

53
RECURSOS PARA AMPLIAR A PERSPECTIVA
dO PROFESSOR E dO ALUNO PARA A
COMPREENSãO dO TEMA

Os temas tratados neste Caderno podem encontrados na maioria dos livros didáticos,
ser aprofundados e estendidos com o uso pois cada atividade apresentada cumpre uma
das referências abaixo, citadas no corpo das função no aprendizado. Ao final de cada
Situações de Aprendizagem. capítulo são apresentados vários exercícios que
tratam de maneira inteligente os pontos centrais.
f NuPIC – Disponível em: Há um grande número de experimentos de
http://nupic. baixo custo que podem ser feitos pelos alunos,
incubadora.fapesp.br/portal além de ótimas sugestões de atividades.
f GREF – Disponível em: Veja os filmes Armageddon e Impacto
http://www. profundo, que podem ser utilizados nas
if.usp.br/profis/gref_leituras.html discussões desse bimestre.
f Pró-Universitário – Disponível em: Armageddon, 1998. Direção: Michael Bay.
http://naeg.prg.usp.br/puni/disciplinas/ EUA. O filme inicia com uma chuva de
fisica/homedefisica/index.htm pequenos meteoros que atingem a Terra
(incluindo Nova York) e a Nasa então
f PEC – Construindo sempre – localiza um asteróide gigantesco que irá
Dispo- nível em: colidir com a Terra. O filme retrata a
http://paje.fe.usp.br/estrutu- ra/pec/ preparação de um grupo para tentar evitar a
colisão tentando modificar a trajetória do
Outras leituras e sugestões de atividades asteróide.
podem ser obtidas em:
Impacto profundo (Deep Impact), 1998.
Grupo de Reelaboração do Ensino de Física Direção: Mimi Leder. EUA. Um astrônomo-
– GREF. Física 1 – Mecânica. 3ª ed. São mirim acidentalmente descobre um cometa
Paulo: Edusp, 1998. com 11 mil metros de diâmetro. Esse cometa
passa a ser monitorado e algum tempo depois
Nesse livro do GREF, dirigido ao professor de o cometa está prestes a se chocar com a Terra.
Física, o estudo dos movimentos é Uma equipe formada por americanos e russos
desenvolvido de uma forma totalmente planeja colocar detonadores nucleares para
diferenciada da maioria dos outros livros fragmentar o cometa e salvar a Terra, o que
didáticos. Os temas são apresentados de forma funciona em parte, mas fragmentos dele ainda
contextualizada e com rigor formal da Física, atingem a Terra, causando grande destruição.
com enfoque conceitual e não apresenta os
repetitivos exercícios

54
Física – 1ª série, 1º bimestre

CONSIdERAÇõES FINAIS
As atividades propostas neste Caderno fo- situações específicas de cada grupo de
ram pautadas em conteúdos específicos da alunos, resgatando a importância da
Física que priorizam o desenvolvimento das especificidade da formação discente.
capacidades de leitura e de escrita, construí-
da da reflexão e da tomada de decisão, que As questões de interpretação e releitura
propiciam uma argumentação consistente e dos textos dos roteiros de atividade abordados
científica acerca do mundo em que vivemos. na recuperação devem ser elaboradas de
Outra prioridade dos textos é a valorização forma a permitir a verificação destas
do trabalho prático, bem como a resolução de competências/ habilidades. É importante
problemas. Desta forma, procuramos tornar identificar que o de- senvolvimento destas
o cotidiano das aulas de Física mais interes- competências relaciona- das à formação de
sante, tanto ao estudante como ao professor, um leitor competente não pode ser apartado
por estimular a criatividade e a iniciativa à do estudo dos conhecimen- tos de áreas
superação de desafios. específicas.

Procuramos também preservar o espaço Por fim, este material possibilita que o pro-
do professor requisitando um grande traba- fessor ofereça um repertório diversificado de
lho de sua parte, seja na organização, escolha Situações de Aprendizagem para os seus alu-
e encaminhamento do trabalho prático, tendo nos, permitindo a eles que desempenhem um
como referência os procedimentos apresenta- papel tão ativo quanto ao do professor no pro-
dos neste Caderno. O maior desafio está na cesso de construção dos conhecimentos. Com
articulação entre as atividades propostas e a os recursos didáticos e metodológicos aqui
formalização matemática, proposta pelo “en- sugeridos, juntamente com os que o professor
caminhamento complementar” que é o mo- incrementará em seu planejamento bimestral,
mento de criação, de iniciativa, de autoria do ele poderá promover uma educação mais dia-
professor. E são esses encaminhamentos que logada e aumentar consideravelmente as
darão corpo e realidade à proposta. Nesse possi- bilidades de aprendizagem.
trabalho, o professor adequará a proposta às
Bom trabalho!

55