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DIREITO PENAL

@deltaivomartins Prof. Ivo Martins


SEMANA ESTRATÉGICA - PCPA

Prof. Ivo Martins


NOÇÕES DE DIREITO PENAL

1. Princípios básicos do Direito Penal;


2. A lei penal no tempo e no espaço.
2.1. Tempo e lugar do crime.
2.2. Lei penal excepcional, especial e temporária.
2.3. Contagem de prazo.
2.4 Irretroatividade da lei penal.

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NOÇÕES DE DIREITO PENAL

3. Conceito analítico de crime (típico, ilícito e culpável)


3.1. Crime consumado e tentado.
3.2. Ilicitude e causas de exclusão.
3.3 Excesso punível.
4. Concurso de Pessoas.

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NOÇÕES DE DIREITO PENAL

5. Crimes contra a pessoa;


6. Crimes contra o patrimônio;
7. Crimes contra a administração pública;
8. Disposições constitucionais aplicáveis ao direito penal

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PRINCÍPIOS DO DIREITO PENAL

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PRINCÍPIOS DO DIREITO PENAL

❑ Princípios são os valores fundamentais que inspiram a criação e a manutenção


do sistema jurídico.

❑ Têm a função de orientar o legislador ordinário, e também o aplicador do


Direito Penal, no intuito de limitar o poder punitivo estatal mediante a
imposição de garantias aos cidadãos.

❑ A quantidade e a denominação dos princípios penais variam entre os


doutrinadores.

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PRINCÍPIOS DO DIREITO PENAL

❑ Princípios são os valores fundamentais que inspiram a criação e a


manutenção do sistema jurídico.

❑ Têm a função de orientar o legislador ordinário, e também o aplicador do


Direito Penal, no intuito de limitar o poder punitivo estatal mediante a
imposição de garantias aos cidadãos.

❑ A quantidade e a denominação dos princípios penais variam entre os


doutrinadores.

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PRINCÍPIOS DO DIREITO PENAL
Os princípios do direito penal dividem-se em:

❑ Princípios relacionados com a missão fundamental do direito penal

❑ Princípios relacionados com o fato praticado pelo agente

❑ Princípios relacionados com o agente que pratica o fato

❑ Princípios relacionados com a pena

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Princípios Relacionados com a Missão Fundamental do Direito Penal

• Princípio da Exclusiva Proteção a bens jurídicos

• Princípio da Intervenção Mínima

• Princípio da Insignificância

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Princípios Relacionados com o Fato praticado pelo Agente

• Princípio da Exteriorização ou Materialização do Fato;

• Princípio da Ofensividade (Lesividade);

• Princípio da Legalidade

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Princípios Relacionados com o agente que pratica o fato

• Princípio da Responsabilidade Pessoal

• Princípio da Responsabilidade Penal Subjetiva

• Princípio da Culpabilidade

• Princípio da Isonomia

• Princípio da Presunção de Inocência

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Princípios Relacionados com a pena

• Princípio da proibição da pena indigna

• Princípio da humanidade (ou humanização) das penas

• Princípio da proporcionalidade

• Princípio da Pessoalidade

• Princípio da Vedação do Bis in idem

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Outros Princípios:

• Adequação social

• Insignificância ou Bagatela

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LEI PENAL NO TEMPO

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Tempo do Crime

- Quando no tempo um crime se considera praticado? No tocante ao


tempo do crime, existem três teorias que discutem a respeito de qual seria
o tempo considerado para a pratico do delito.

1. Teoria da Atividade;
2. Teoria do Resultado;
3. Teoria Mista/Ubiquidade.

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Sucessão de Leis Penais no Tempo
Regra: irretroatividade da lei penal (art. 1º do CP).

Exceção: retroatividade benéfica da lei penal (art. 2º, parágrafo único do


CP).

❑ Abolitio criminis – art. 2º CP (≠ Continuidade normativo-típica)

❑ Novatio legis in pejus (Lei Nova Incriminadora) - art. 2, parágrafo único


- irretroativa
❑ Novatio legis in melius (Lei nova mais benéfica) – aplica-se
independentemente de qualquer situação.
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Sucessão de Lei mais grave no Crime
Continuado e no Crime Permanente

Súmula nº 711 do STF, “a lei penal mais grave


aplica-se ao crime continuado ou ao crime
permanente, se a sua vigência é anterior a
cessação da continuidade ou da
permanência”.

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Lei Excepcional ou Temporária
Art. 3º, CP – “A lei excepcional ou temporária, embora decorrido o período
de sua duração ou cessadas as circunstâncias que determinaram, aplica-se
ao fato praticado durante a vigência”.

- Lei temporária: tempo/prazo determinado;


- Lei excepcional : evento transitório (guerra, calamidade pública).

❑ são autorrevogáveis
❑ gozam de ultratividade
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LEI PENAL NO ESPAÇO

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➢ Sabendo que um fato punível pode, eventualmente, atingir os
interesses de dois ou mais Estados igualmente soberanos, o
estudo da lei penal no espaço visa:

❑ Descobrir qual é o âmbito territorial de aplicação


da lei penal brasileira.

❑ De que forma o Brasil se relaciona com outros


países em matéria penal.
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Qual o critério utilizado no Brasil para aplicação da lei penal?

• Como regra o Princípio da Territorialidade – art. 5º do CP.

No entanto, trata-se da territorialidade absoluta ou relativa?

Art. 5º - Aplica-se a lei brasileira, sem prejuízo de


convenções, tratados e regras de direito
internacional, ao crime cometido no território
nacional
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Consequência Prática:

❑ 1ª situação) local do crime (Brasil), lei a ser aplicada (brasileira) – princípio


da territorialidade;

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❑ 2ª situação) local do crime (Brasil), lei a ser aplicada
(estrangeira) – intraterritorialidade.

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❑ 3ª situação) local do crime (estrangeiro), lei a ser aplicada (brasileira) –
principio da extraterritorialidade

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❑ Se a lei brasileira está delimitada pelo território nacional, o
que seria território nacional?

ESPAÇO ESPAÇO
FÍSICO JURÍDICO

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Conclusão do art. 5º, §§ 1º e 2º do CP

I - Quando os navios ou aeronaves brasileiros forem públicos, ou


estiverem a serviço do governo brasileiro, quer se encontrem no
território nacional ou estrangeiro, são considerados parte do nosso
território.

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II - Quando os navios ou aeronaves forem privados, quando em
alto-mar ou espaço aéreo correspondente, seguem a lei da
bandeira que ostentam. Em alto-mar nenhum país exerce
soberania.

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III - Quando os navios ou aeronaves forem públicos estrangeiros,
não são considerados partes de nosso território brasileiro.

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❑ Contagem de prazo
Art. 10 - O dia do começo inclui-se no cômputo do prazo. Contam-se os dias, os
meses e os anos pelo calendário comum.

❑ Frações não computáveis da pena


Art. 11 - Desprezam-se, nas penas privativas de liberdade e nas restritivas de
direitos, as frações de dia, e, na pena de multa, as frações de cruzeiro.

❑ Legislação especial
Art. 12 - As regras gerais deste Código aplicam-se aos fatos incriminados por lei
especial, se esta não dispuser de modo diverso.
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CONCEITO ANALÍTICO DE CRIME

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Conceito analítico de crime:

Crime

Fato Típico Ilicitude Culpabilidade

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Conceito Analítico de Crime:

1º corrente) Tripartido - É um fato típico + antijurídico + culpável.


(Prevalece)

2º corrente) Bipartido - Fato (formalmente) típico + antijurídico.

A culpabilidade está fora do crime, seria um é


pressuposto da pena e juízo de reprovação do
agente. Não fazendo parte do fato em si.

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❑ Fato Típico

▪ Conceito

▪ Elementos

▪ Causas excludentes de tipicidade

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❑ Ilicitude

▪ Conceito

▪ Causas excludentes de ilicitude

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❑ Culpabilidade

▪ Conceito

▪ Elementos

▪ Causas excludentes de culpabilidade

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Excesso nas Justificantes - (art. 23, parágrafo único do CP)

A doutrina traz algumas classificações de excesso:

a) Excesso crasso: ocorre quando o agente desde o princípio já atua


completamente fora dos limites legais.

Ex.: matar criança que subtrai laranja

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b) Excesso extensivo (excesso na causa):

Ocorre quando o agente reage antes da efetiva agressão futura,


porém esperada. Não exclui a ilicitude, podendo, conforme o caso,
excluir a culpabilidade (hipótese de inexigibilidade de conduta
diversa).

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c) Excesso intensivo: ocorre quando o agente, que inicialmente agia
dentro do direito, diante de uma situação fática agressiva, intensifica
a reação justificada e ultrapassa os limites permitidos (de reação
moderada, passa para a imoderada).

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d) Excesso acidental: ocorre quando o agente, ao reagir

moderadamente, por força de acidente, causa lesão além da reação

moderada (caso fortuito ou força maior).

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CRIME TENTADO

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❑ Natureza Jurídica da Tentativa

❑ Elementos da Tentativa

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❑ Consequências de um Crime Tentado

▪ Obs: Cuidado com os crimes de atentado ou de empresa: (Ex. art. 352 do


CP e art. 309 do CE)

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Formas de Tentativa:
1) Quanto ao Iter Criminis percorrido:

1.1- TENTATIVA PERFEITA ou ACABADA (CRIME FALHO)

1.2 - TENTATIVA IMPERFEITA ou INACABADA

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2) Quanto ao Resultado produzido na Vítima:

2.1 - TENTATIVA CRUENTA ou VERMELHA

2.2 - TENTATIVA INCRUENTA ou BRANCA

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3) Quanto à Possibilidade de Alcançar o Resultado:

3.1 - TENTATIVA IDÔNEA

3.2 - TENTATIVA INIDÔNIA (CRIME IMPOSSÍVEL, QUASE CRIME ou CRIME OCO)

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INFRAÇÕES PENAIS Q NÃO ADMITEM TENTATIVA:

1) Crime CULPOSO
2) Crime PRETERDOLOSO
3) CONTRAVENÇÃO PENAL
4) Crime de ATENTADO
5) Crime HABITUAL
6) Crimes que só são puníveis quando há um determinado
RESULTADO
7) Crime UNISSUBSISTENTE
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Formas de Tentativa Qualificada ou abandonada

Previsão Legal: Art. 15 CP

Espécies: Desistência Voluntária e Arrependimento Eficaz

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❑ DIFERENÇA entre o ARREPENDIMENTO EFICAZ e a DESISTÊNCIA
VOLUNTÁRIA?

Obs: Na Desistência Voluntária não se esgotam os meios de execução. No


Arrependimento Eficaz esgotam-se os meios de execução.

ATENÇÃO!!!
➢ Arrependimento Eficaz só é possível em crimes materiais, não é
possível em crimes formais e de mera conduta, pois neste últimos os
crimes já estão consumados, não consegue-se evitar a consumação

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(Direito Penal: parte geral (arts. 1º a 120) – vol. 1 / Cleber Masson. – 13. ed. – Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 2019).
CRIME CONSUMADO

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CONSUMAÇÃO
Instante da composição plena do fato criminoso.

▪ Previsão Legal: Art 14, I, CP

Art. 14 - Diz-se o crime:


Crime consumado

I - consumado, quando nele se reúnem todos os elementos de


sua definição legal;

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▪ Considera-se crime consumado a realização do tipo penal por inteiro,
nele encerrando o iter criminis.

▪ Cuidado com a Súmula 610 do STF – críticas à consumação do latrocínio.

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CLASSIFICAÇÃO DO CRIME QUANTO AO MOMENTO CONSUMATIVO:

1) CRIME MATERIAL: Ex: Art 121, CP.

2) CRIME FORMAL (ou CRIME DE CONSUMAÇÃO ANTECIPADA): Ex: Art


158, CP – Extorsão - Súm 96 do STJ

3) CRIME DE MERA CONDUTA: Ex: 150, CP – Violação de Domicílio.


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CONCURSO DE PESSOAS

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▪ Conceito

▪ Classificação do crime quanto ao concurso de pessoas:

a) Monossubjetivo

b) Plurissubjetivo

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PERSONAGENS DO DELITO
a) Autor

b) Coautor

c) partícipe

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CONCURSO DE AGENTES Pluralidade de condutas
e agentes

Relevância causal das


REQUISITOS condutas

Liame Subjetivo entre


os agentes

Identidade de infrações

Art. 29 - Quem, de qualquer modo, concorre para o crime


incide nas penas a este cominadas, na medida de sua
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culpabilidade.
CONCURSO DE AGENTES
Art. 29 - Quem, de qualquer modo, concorre para o crime
incide nas penas a este cominadas, na medida de sua
culpabilidade.

Teoria Monista

§ 1º - Se a participação for de menor importância, a pena


pode ser diminuída de um sexto a um terço.
§ 2º - Se algum dos concorrentes quis participar de crime
menos grave, ser-lhe-á aplicada a pena deste; essa pena
será aumentada até metade, na hipótese de ter sido
previsível o resultado mais grave.

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Prof. Delta Ivo Martins Exceção a Teoria Monista
CUIDADO:

▪ Autoria Mediata

▪ Autoria Colateral

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CRIMES CONTRA A PESSOA

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ESPÉCIES DE HOMICÍDIO

SIMPLES PRIVILEGIADO QUALIFICADO CULPOSO MAJORADO


(art. 121, caput) (art. 121, § 1º) (art. 121, § 2º) (art. 121, § 3º) (art. 121, § 4º,
§6ºe §7º)

• Motivo de relevante valor social;


• Motivo de relevante valor moral;
• Sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a
injusta provação da vítima Pode admitir
↓ 1/6 a 1/3 perdão judicial
(Art. 121 § 5º)
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Qualificadora
de caráter • Paga, promessa de recompensa ou outro
subjetivo. 1. QUANTO AOS motivo torpe, motivo fútil, e homicídio contra
MOTIVOS integrantes das Forças Armadas ou policiais no
exercício ou em razão da função.

• Veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou


2. QUANTO AO MEIO
outro meio insidioso ou cruel, ou de que possa
EMPREGADO resultar perigo comum.

• Traição, emboscada, dissimulação ou outro


3. QUANTO AO MODO
recurso que dificulte ou torne impossível a
DE EXECUÇÃO defesa do ofendido.

• Para assegurar a execução, a ocultação, a


4. POR CONEXÃO impunidade ou a vantagem de outro crime.

5. EM RAZÃO DA
CONDIÇÃO DO SEXO • Feminicídio.
FEMININO
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Matar, sob a influência do estado puerperal, o Bem Jurídico é a Vida Extrauterina
próprio filho, durante o parto ou logo após.
Legislador criou nova figura típica
CONCEITO Forma Privilegiada de homicídio
Pena sensivelmente menor
Crime bipróprio
INFANTICÍDIO
CLASSIFICAÇÃO Crime material e instantâneo
ART. 123
Crime unissubjetivo (em regra)

Sujeito ativo próprio


Sujeito passivo próprio
ESTRUTURA DO TIPO
Elemento cronológico
Não se admite culpa Elemento Psíquico
DIREITO PENAL Admite-se a tentativa
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PROVOCADO PELA GESTANTE OU COM SEU
CONSENTIMENTO – ART. 124.

PROVOCADO POR TERCEIRO SEM O


ABORTO CONSENTIMENTO DA GESTANTE – ART. 125

PROVOCADO POR TERCEIRO COM O


CONSENTIMENTO DA GESTANTE – ART. 126

NA FORMA QUALIFICADA – ART. 127.

Necessário
LEGAL OU PERMITITDO – ART.
128, I E II. Caso de Gravidez
DIREITO PENAL Resultante de Estupro
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CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO

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SIMPLES
(Art. 155)
MAJORADO OU CIRCUNSTANCIADO
(art. § 155, 1º)

PRIVILEGIADO OU MINIMO
(art. § 155, 2º)
PACOTE
CLAUSULA DE EQUIPARACAO ANTICRIME
(art. § 155, 3º)
QUALIFICADO
(art. 155, §§ 4º, 4º-A, 5º, 6º e 7º)

SUJEITO ATIVO SUJEITO PASSIVO


Qualquer pessoa, salvo o proprietário, possuidor ou É o proprietário, possuidor ou
detentor da coisa. Veja-se, porém, que na figura qualificada mero detentor da coisa.
relativa ao abuso de confiança a lei prevê um crime próprio
ou especial, pois somente pode ser praticado pela pessoa em
quem a vítima depositava uma especial confiança.
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Súmula n.º 567 - STJ: “Sistema de vigilância realizado por
monitoramento eletrônico ou por existência de segurança
no interior de estabelecimento comercial, por si só, não
torna impossível a configuração do crime de furto”.

Súmula n.º 511: “É possível o reconhecimento do privilégio previsto no §


2.ᵒ do art. 155 do CP nos casos de crime de furto qualificado, se
estiverem presentes a primariedade do agente, o pequeno valor da coisa
e a qualificadora for de ordem objetiva”.

Funcionário Público que subtrai → Peculato Impróprio

Famulato → o furto cometido por pessoas que têm a detenção da coisa


alheia móvel, especialmente os empregados domésticos, razão pela qual
este crime é também rotulado de furto doméstico.
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SIMPLES (Art. 157)

IMPRÓPRIO (art. 157, § 1º)

PACOTE
MAJORADO OU CIRCUNSTANCIADO ANTICRIME
(Art. 157, § 2º, § 2º-A, § 2º-B)

QUALIFICADO(Art. 157, § 3º)

SUJEITO ATIVO SUJEITO PASSIVO


Qualquer pessoa, salvo o proprietário, É o proprietário, possuidor ou mero
possuidor ou detentor da coisa. Se o detentor da coisa, bem como a pessoa
proprietário rouba coisa sua em poder contra quem se dirige a violência ou
de outrem, pratica exercício arbitrário grave ameaça.
DIREITO PENAL das próprias razões.
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ROUBO MEDIANTE EMPREGO DE ARMA BRANCA

Antes do Pacote Anticrime Atualmente

Arma BRANCA

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ROUBO MEDIANTE EMPREGO DE ARMA DE FOGO

Antes do Pacote Atualmente


Anticrime

Arma FOGO

Arma de FOGO O Pacote Anticrime acrescentou o §2º-B no art. 157, dispondo que a pena
de uso restrito será dobrada quando a arma de fogo empregada na prática do delito for
ou proibido de uso restrito ou proibido.

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Estelionato

Legislação Penal Especial


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Alteração da natureza da ação penal

Legislação Penal Especial


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Art.171..........................................................................................................

§ 5º Somente se procede mediante representação, salvo se a vítima for:

I - a Administração Pública, direta ou indireta;


II - criança ou adolescente;
III - pessoa com deficiência mental; ou
IV - maior de 70 (setenta) anos de idade ou incapaz.”

Legislação Penal Especial


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❑ Inclusão do §5º ao art. 171 do CP.

Estelionato passa a ser, como regra, crime de ação penal pública CONDICIONADA À
REPRESENTAÇÃO.

Todavia, a ação penal pública CONTINUARÁ incondicionada se a vítima for:

a) Administração Pública (direta ou indireta)


b) Criança ou adolescente
c) Pessoa com deficiência mental
d) Maior de 70 (setenta) anos de idade
e) Incapaz ***

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❑ Estelionato contra o idoso

Art. 171 - Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo


alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil,
ou qualquer outro meio fraudulento:
Pena - reclusão, de um a cinco anos, e multa, de quinhentos mil réis a dez
contos de réis.
...
Estelionato contra idoso
§ 4o Aplica-se a pena em dobro se o crime for cometido contra idoso.

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Observação Importante:

▪ Aplicação da majorante (§4º) basta que a vítima tenha 60 anos ou mais.

▪ Ação penal pública incondicionada a vítima deve ter mais de 70 anos de


idade.

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OBRIGADO
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