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PRÉ-UNIVERSITÁRIO OFICINA DO SABER Aluno(a):

DISCIPLINA: História PROFESSORES: Ana Carolina Rocha, Diogo Alchorne e Fabrício Sampaio.
Data: / / 2020

QUESTÕES

1- (ENEM 2019) Os pesquisadores que trabalham com sociedades indígenas centram sua atenção em
documentos do tipo jurídico-administrativo (visitas, testamentos, processos) ou em relações e informes e têm
deixado em segundo plano as crônicas. Quando as utilizam, dão maior importância àquelas que foram escritas
primeiro e que têm caráter menos teórico e intelectualizado, por acharem que estas podem oferecer
informações menos deformadas. Contrariamos esse posicionamento, pois as crônicas são importantes fontes
etnográficas, independentemente de serem contemporâneas ao momento da conquista ou de terem sido
redigidas em período posterior. O fato de seus autores serem verdadeiros humanistas ou pouco letrados não
desvaloriza o conteúdo dessas crônicas. PORTUGAL, A. R. O ayllu andino nas crônicas quinhentistas: um
polígrafo na literatura brasileira do século XIX (1885-1897). São Paulo: Cultura Acadêmica, 2009.

As fontes valorizadas no texto são relevantes para a reconstrução da história das sociedades pré-colombianas por que:

(A) sintetizam os ensinamentos da catequese.


(B) enfatizam os esforços de colonização.
(C) tipificam os sítios arqueológicos.
(D) relativizam os registros oficiais.
(E) substituem as narrativas orais.

2- (ENEM 2004) Constituição de 1824:

“Art. 98. O Poder Moderador é a chave de toda a organização política, e é delegado privativamente ao Imperador (…)
para que incessantemente vele sobre a manutenção da Independência, equilíbrio, e harmonia dos demais poderes
políticos (...) dissolvendo a Câmara dos Deputados nos casos em que o exigir a salvação do Estado.” Frei Caneca: “O
Poder Moderador da nova invenção maquiavélica é a chave mestra da opressão da nação brasileira e o garrote mais
forte da liberdade dos povos. Por ele, o imperador pode dissolver a Câmara dos Deputados, que é a representante do
povo, ficando sempre no gozo de seus direitos o Senado, que é o representante dos apaniguados do imperador.” (Voto
sobre o juramento do projeto de Constituição).

Para Frei Caneca, o Poder Moderador definido pela Constituição outorgada pelo Imperador em 1824 era

(A) adequado ao funcionamento de uma monarquia constitucional, pois os senadores eram escolhidos pelo
Imperador.
(B) eficaz e responsável pela liberdade dos povos, porque garantia a representação da sociedade nas duas
esferas do poder legislativo.
(C) arbitrário, porque permitia ao Imperador dissolver a Câmara dos Deputados, o poder representativo da
sociedade.
(D) neutro e fraco, especialmente nos momentos de crise, pois era incapaz de controlar os deputados
representantes da Nação.
(E) capaz de responder às exigências políticas da nação, pois supria as deficiências da representação política

3- (ENEM 2007)

Considerando a linha do tempo acima e o processo de abolição da escravatura no Brasil, assinale a opção correta.
(A) O processo abolicionista foi rápido porque recebeu a adesão de todas as correntes políticas do país.
(B) O primeiro passo para a abolição da escravatura foi a proibição do uso dos serviços das crianças nascidas em
cativeiro.
(C) Antes que a compra de escravos no exterior fosse proibida, decidiu-se pela libertação dos cativos mais velhos.
(D) Assinada pela princesa Isabel, a Lei Áurea concluiu o processo abolicionista, tornando ilegal a escravidão no
Brasil.
(E) Ao abolir o tráfico negreiro, a Lei Eusébio de Queirós bloqueou a formulação de novas leis antiescravidão no
Brasil.

4- (UERJ 2020)

O artista Belmonte, por meio de seu personagem Juca Pato, retratou episódios importantes da história brasileira e
internacional entre as décadas de 1920 e 1940. A charge acima, por exemplo, tematiza de forma irônica a entrada do
governo brasileiro em 1942 na Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A atitude de Juca Pato, ao decidir ir à guerra, está associada à seguinte conjuntura do governo varguista:

(A) crise militar


(B) caráter ditatorial
(C) pressão eleitoral
(D) soberania diplomática

5- (UERJ 2020) APÓS 70 ANOS, SIMONE DE BEAUVOIR AINDA MOSTRA CAMINHO DA LIBERDADE
FEMININA

“Ninguém nasce mulher: torna-se mulher”. A célebre frase que abre o segundo volume de O segundo sexo, de 1949,
sintetiza as teses apresentadas por Simone de Beauvoir nas mais de 900 páginas de um estudo fascinante sobre a
condição feminina. Beauvoir admite que as diferenças biológicas desempenham algum papel na construção da
inferioridade feminina, mas defende que a importância social dada a essas diferenças é muito mais determinante para a
opressão. Ser mulher não é nascer com determinado sexo, mas, principalmente, ser classificada de uma forma negativa
pela sociedade. É ser educada, desde o nascimento, a ser frágil, passiva, dependente, apagada, delicada, discreta,
submissa e invisível. MIRIAN GOLDENBERG. Adaptado de www1.folha.uol.com.br, 10/03/2019.

As reflexões de Simone de Beauvoir na obra O segundo sexo continuam presentes nos debates atuais referentes ao
feminismo e às condições de vida das mulheres, em diversas sociedades.

De acordo com o texto de Mirian Goldenberg, a abordagem realizada por Simone de Beauvoir valoriza princípios do
seguinte tipo:

(A) étnico-raciais
(B) político-religiosos
(C) histórico-culturais
(D) econômico-científicos

GABARITO
1- D
2- C
3- D
4- B
5- C