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Radiação

Ionizantes

Ainda em Evolução

Saúde e Segurança de trabalhadores e usuários expostos ao risco não são prioridade


Após o acidente de Goiânia com exposição de 93 gramas de césio 137 que ocasionou a morte de 4
pessoas em 1987 e outras 10 no decorrer de duas décadas. Os setores hospitalares e industriais reforçaram
a preocupação com a saúde dos usuários e dos trabalhadores. Em junho de 2008 foi celebrado os 10 anos da
Portaria 453 de junho de 1998 do Ministério da Saúde que estabeleceu as diretrizes básicas de proteção
radiológica em todo o território nacional.
Apesar desses avanços ainda existem deficiências que podem comprometer a saúde e segurança dos
trabalhadores.
Após o acidente não foi registrado grandes acidentes com fontes radioativas no país. Mas o que
realmente preocupa é o duplo emprego dos trabalhadores no Brasil, mais por questões econômicas e se
submetem a níveis acima do permitido e que diretamente atuam com aparelhos radioativos. Esses
trabalhadores se assujeitam a trabalhar na informalidade e as empresas não tomam o devido cuidado em
preservar a saúde destes trabalhadores.

Medidas de proteção e de controle devem ser adotadas tanto pelo empregado como pelo próprio
trabalhador, para que não haja exposições.
Danos irreparáveis à saúde como o câncer ocupacional por exemplo, podem surgir a partir da
contaminação por radiação ionizante.

Providencias

Conforme a NR 4 o SESMT (Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do


Trabalho), prevê que toda clinica ou hospital de radioterapia e radiologia, deveram ter um supervisor de
proteção radiológica responsável pela segurança prevista na Norma NN 3.02 a CNEN com isso de
emergência. Com tudo o profissional devera considerar o PPR (Plano de proteção Radiológica na
Elaboração do PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais). O médico coordenador do PCMSO
(Programa de Controle Médico e Segurança Ocupacional) deve ter conhecimento sobre os efeitos, e a
terapeuta associada a exposição de corrente das atividades de rotina ou de acidentes com radiações
ionizantes e atender aos exames médicos citados na NR 7, e ainda atender a NR 32 que prevê uma serie de
medidas de proteção e controles adicionados com radiações ionizantes.

Novas tecnologias

A evolução dos equipamentos se tornou um grande aliado na preservação da saúde e segurança de


quem trabalha com radiologia, as fontes de radiação tiveram suas potencias reduzidas e conseqüentes
diminuíram suas dozes radiológicas.
O chefe de radioproteção de hospital de clinicas de Porto Alegre, Alexandre Bacelar, acrescenta com
esses avanços a substituição de controles lógicos por digitais “hoje o raio-X pode ser visto pelo computador
sem a necessidade do filme diminuindo a exposição do trabalho e melhorando a qualidade do serviço”.
Para o gerente de Segurança, Saúde e Qualidade de vida da CPFL e Energia e professor da
universidade de Campinas (Unicamp), Luiz Campos de Miranda Junior, houve também avanços em
industriais: “ antes os medidores que tinham fontes de césio 137 de curríe (unidades de medidas de
radiação), hoje eles utilizam a mesma medição de nível, em, 0,25 curríe”. Ele ainda aponta ampliação de
equipamentos com maior capacidade de bloqueio, além de sistema de dispositivos de alerta, para fechar a
blindagem. Miranda diz também com o passar do tempo as fontes sofrem processo natural de caimento, com
diminuição da atividade radioativa.

Na Industria

As radioativas e gamagrafias industriais ( o denominados medidores nucleares), são os tipos de


atividade freqüentes que gera preocupação da Segurança do Trabalho nas industrias. Segundo o supervisor
de radioproteção Juarez Martinez Mattos, nestes casos, o responsável pela Segurança do Trabalho das
empresa juntamente com supervisor de radio proteção prestadora do serviço, devem estabelecer horários de
trabalho, o calculo de barreiras de delimitação das áreas a serem isoladas, a orientação aos demais
trabalhadores da industria e o atendimento das normas de segurança.
Os medidores nucleares podem ser indicadores de níveis de deposito e silos, medidores de
espessuras de densidade, vazão, entre outros, mas são mais utilizados mesmo quando outros equipamentos
de medição não podem operar ou não apresentam as mesmas vantagens.
É fundamental que a sinalização destes locais sejam bem visíveis, para a orientação aos
trabalhadores em casos de emergência.
Luiz Carlos de Miranda Junior (gerente de Segurança (...) professor da Universidade de Campinas –
Unicamp), afirma que nessas indústrias precisam de trabalhadores que prestam serviço de radioproteção e
que apresenta nível superior. Já nos casos de serviços ter terceirizados a responsabilidade e da contratada.
Ela precisa de um serviço de planejamento com trabalhadores que tenham qualificação técnica para o este
tipo de serviço.
João Carlos Siervo, da Radioniza de SP, a ponto o problema como crômico devido aos
desconhecimento quase que pleno dos profissionais de Segurança, Medicina, Higiene Ocupacional sobre
radiações.

A radiologia teve um grande desenvolvimento pois começou a existir cursos para que os profissionais
se aperfeiçoe e se atualizem.
Mas segundo Juarez Martinez Mattos, supervisor de radioproteção, os profissionais desta área estão
mais preocupados em obter uma melhor qualidade de resultados, do que com a proteção radiológica de si
própria e dos pacientes.

Precarização: Os cursos de radiologia aumentaram em quantidade, mas qualidade ainda é péssima e o


campo de estagio para grande numero de alunos, esta em falta.
Atualmente as escolas de radiologia nem laboratórios não tem, formando péssimos
profissionais que querem simplesmente um emprego, pois ate a carga horário de estagio foi diminuída.

Marcas do passado
Grandes acidentes mataram e adoeceram comunidades inteiras
A contaminação por matérias radioativas deixou marcas na historia mundial inclusive brasileira.
Acidentes relacionados ou não ao trabalho mataram e adoeceram comunidades, trabalhadores vítimas
de exposição à radiação.
Vários acontecimentos como Hiroshima e Nagasaki, dizimadas pela a bomba atômica a explosão na
usina nuclear Chernobyl e o famoso césio-137 que ocorreu no Brasil estes são casos de extrema importância
que nos deixa lições.
Não são só nas grandes catástrofes que acontece as contaminações e adoecimento, mas também a
radiação esta presente em muitos estabelecimentos de saúde precários e também em algumas industrias que
utilizam destes recurso em seu processo produtivo e não tomam as devidas precauções!

O pior do mundo

O acidente nuclear de Chernobil ocorreu dia 26 de abril de 1986, na Usina Nuclear de Chernobil na
Ucrânia (então parte da União Soviética).
Mais de 200 mil pessoas foram evacuadas da área da Ucrânia, Bielorrússia e Rússia e cerca de 60%
de radiatividade caiu em território bielorrusso.
Agora separados países de Rússia, Ucrânia e Bielorrússia tem suportado um contínuo e substancial
custo de descontaminação e cuidados de saúde devidos ao acidente de Chernobyl.
È difícil dizer com precisão o numero de óbitos devido as mortes esperadas por câncer, que ainda não
ocorreram. Um relatório da ONU de 2005 atribui 56 mortes ate aquela data, 47 trabalhadores acidentados e 9
crianças com câncer da tireóide e estimou que cerca de 4.000 pessoas morrerão de doenças relacionadas
com o acidente.

Hiroshima e Nagasaki devastadas


Em agosto de 1945, duas bombas atômicas puseram fim à Segunda Guerra Mundial. Jogadas pela
Força Aérea dos Estados Unidos nas cidades de Hiroshima e Nagasaki no Japão as bombas tiveram efeitos
de arrasadores. Entre 100 e 200 mil pessoas em decorrência da explosão e outros milhares em razão da
radiação.
As duas bombas tinham alguns quilos de urânio e plutônio, que transformaram um volume incalculável
de minerais em matérias radioativas ambientais contendo todos tipos de radiação com agravante de ainda ter
sido aplicada sobre altíssimas temperaturas.
Na cidade de Hiroshima, o numero total de mortos informado ate agosto de 2005 era 242.437
pessoas. E Nagasaki cerca de 40.000 dos 240.000 habitantes foram mortos instantaneamente.

O maior acidente do País

Em 13 de setembro de 1987, uma cápsula de césio-137, abandona há 2 anos no antigo instituto


goiano de radiologia desativado após sofrer uma ação de despejo foi retirada pelos sucateiros, violada e
vendida como ferro velho. Com a remoção da cápsula da clinica, a descoberta de Goiânia conviveram com
um material radioativo cuja periculosidade era desconhecida. Atraído pela intensa luminescência do sol do
césio-137, adultos e crianças o manipularam e distribuíram entre outras pessoas.
Após o contato com o material devido a contaminação surgiram alguns sintomas como náuseas,
vômitos, tonturas e diarréia. O maior acidente radioativo do pais foi a morte de quatro pessoas, a amputação
do braço e a contaminação em maior ou menor grau, de mais de 200 pessoas. Em conseqüência dos fatos,
resultou na contaminação de três depósitos de ferro velho, residências e locais públicos. As pessoas
contaminadas procuram farmácias e hospitais, e são medicadas como vitima de alguma doença infecto-
contagiosa.