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4º PERÍDO A – DIREITO NOITE

Sobre os assuntos abordados na segunda unidade de direito penal II:

A imputabilidade é principalmente o entendimento, a consciência de saber


que o ato praticado foi ilícito, e assim a pessoa que entende também sofre os efeitos
para tais condutas, aqueles que não tem entendimento acerca de suas condutas são
chamados de inimputáveis e alguns requisitos são levados em consideração para
considerar tal característica, são eles: A doença mental, umas das principais causas
que prejudica que a pessoa entenda as consequências dos atos praticados. Como
também o desenvolvimento mental incompleto, incapacita o agente de entender a
ilicitude do ato e o desenvolvimento mental retardado, deve ser observado em
diferentes níveis, para saber se prejudica seu entendimento. Essas três causas
excluem a imputabilidade do ato. Outra causa, ainda em divergência doutrinária é a
presença de álcool no organismo, ou seja, a embriaguez, que tem algumas
espécies, as não acidentais quando se tem a intenção de mudar seu
comportamento, ou quando não se tem a intenção de chegar ao estágio da
embriaguez, como também a embriaguez completa, e a incompleta; alguns
entendem como causa para exclusão de imputabilidade, outros jamais classificariam
como tal. E as acidentais podendo ser fortuita, de força maior e também completa e
incompleta, estas sim podem ser causas da exclusão da imputabilidade ou
diminuição da pena.

A consciência da ilicitude, onde se leva em consideração se a pena foi justa e


legitima já que se deve ter o entendimento da ilicitude do ato praticado, por isso o
critério formal é analisado e aceito, pois consideram um juízo de forma geral a
respeito do ato, para se ter a consciência da ilicitude.

Ainda temos o erro de proibição, quando a pessoa conhece a leis, mas


desconhece a sua interpretação correta, isto atrapalha o seu real entendimento para
saber sobre a ilicitude do ato praticado. Esses erros de proibição podem ser
inescusáveis, vencível ou evitável que poderiam ser evitados, onde existem uma
forma de saber a verdadeira ilicitude do ato, mas o agente deixou de saber
propositalmente. Também os erros escusável, inevitável ou invencível, o agente não
pode evitar a concretização deste, pois não tem consciência da ilicitude do ato. Os
erros ainda podem ser diretos, indiretos e mandamentais sendo o desconhecimento
da norma, o entendimento de uma exclusão de ilicitude e pensar ter autorização
para tal ação respectivamente.

Outras causas de exclusão de ilicitude do ato são as descriminantes putativas


que estão diretamente relacionadas com erro de tipo e de proibição pois retiram o
caráter de ilicitude do ato praticado. Ainda se tem as causas supralegais da exclusão
de culpabilidade, ou seja, formas de exclusão de culpabilidade ainda não previstas
na lei e tem sua base fundamental em inadmissão de responsabilizar uma conduta
que não se tem como evitar.

CRIMES CONSUMADO, CRIME TENTADO E CRIME EXAURIDO

Crime consumado é aquele praticado que tem todos os requisitos, elementos


para sua classificação legal, ou seja, sua concretização, materialização encaixa-se
perfeitamente num modelo de conduta proibitiva. É tipificado.

Crime de tentativa ou crime tentado é aquele que não foi consumado, é uma
conduta que está tipificada em lei, mas não foi realizada de forma completa, sendo
uma conduta tipificada incompleta. Esta classificação traz uma ampliação as
normas, pois todos os crimes tentados passam a ser abrangidos mesmo antes de
sua consumação. Ainda se tem os fundamentos para punir os crimes de tentativa
sendo subjetiva, para justificar a punição, aqui pensa-se na punição desde o
momento da preparação do agente. Objetiva, adotada também no código brasileiro é
aquela que considera a diminuição da pena, já que o crime foi tentado e não
consumado. A subjetivo- objetiva também chamada de teoria da impressão esta leva
em consideração a vontade e os efeitos causados e cabe apenas ao juiz a opção de
reduzir a pena ou não. Ainda temos a teoria sintomática que entende apenas crime
caso se tenha periculosidade.

O crime exaurido é aquele em que mesmo após a tentativa e a consumação


do ato considerado ilícito ainda há insistência na agressão ao bem jurídico, no
entanto o crime exaurido não vem a ser considerado uma nova espécie, mas um
desdobramento, uma continuação do que já foi praticado até aqui, passando a
considerar uma conduta perfeita e finalizada. Assim este crime é aquele que após
sua consumação, o agente alcançou os efeitos, as consequências ou a
materialização almejada desde o planejamento deste, mas essa consumação não
era necessária para configurar uma infração penal. Este tipo não se confunde com o
crime consumado, pois este é o que ocorre posteriormente a consumação, ou seja,
os efeitos e consequências gerados pela consumação, um exemplo é o crime de
extorsão no art. 158 do CP.

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