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PRÉ-UNIVERSITÁRIO OFICINA DO SABER Monitoria

DISCIPLINA: História PROFESSORES: Ana Carolina Rocha, Diogo Alchorne e Fabrício Sampaio.

1. (ENEM 2013) Durante a realeza, e nos primeiros anos republicanos, as leis eram transmitidas oralmente
de uma geração para outra. A ausência de uma legislação escrita permitia aos patrícios manipular a
justiça conforme seus interesses. Em 451 a.C., porém, os plebeus conseguiram eleger uma comissão de
dez pessoas – os decênviros – para escrever as leis. Dois deles viajaram a Atenas, na Grécia, para estudar
a legislação de Sólon.
COULANGES, F. A cidade antiga. São Paulo. Martins Fontes, 2000.

A superação da tradição jurídica oral no mundo antigo, descrita no texto, esteve relacionada à
a) adoção do sufrágio universal masculino.
b) extensão da cidadania aos homens livres.
c) afirmação de instituições democráticas.
d) implantação de direitos sociais.
e) tripartição dos poderes políticos.

2. (ENEM 2016) Os escravos tornam-se propriedade nossa seja em virtude da lei civil, seja da lei comum
dos povos; em virtude da lei civil, se qualquer pessoa de mais de vinte anos permitir a venda de si
própria com a finalidade de lucrar conservando uma parte do preço da compra; e em virtude da lei
comum dos povos, são nossos escravos aqueles que foram capturados na guerra e aqueles que são filhos
de nossas escravas.
CARDOSO, C. F Trabalho compulsório na Antiguidade. São Paulo: Graal, 2003.

A obra instituías, do jurista Aelius Marcianus (século III d.C.), instrui sobre a escravidão na Roma antiga. No
direito e na sociedade romana desse período, os escravos compunham uma
a) mão de obra especializada protegida pela lei.
b) força de trabalho sem a presença de ex-cidadãos.
c) categoria de trabalhadores oriundos dos mesmos povos.
d) condição legal independente da origem étnica do indivíduo.
e) comunidade criada a partir do estabelecimento das leis escritas.

3. (ENEM 2015) No início foram as cidades. O intelectual da Idade Média – no Ocidente – nasceu com
elas. Foi com o desenvolvimento urbano ligado às funções comercial e industrial – digamos
modestamente artesanal – que ele apareceu, como um desses homens de ofício que se instalavam nas
cidades nas quais se impôs a divisão do trabalho. Um homem cujo ofício é escrever ou ensinar, e de
preferência as duas coisas a um só tempo, um homem que, profissionalmente, tem uma atividade de
professor e erudito, em resumo, um intelectual – esse homem só aparecerá com as cidades.
LE GOFF, J. Os intelectuais da Idade Média. Rio de Janeiro: José Olympio, 2010.
O surgimento da categoria mencionada no período em destaque no texto evidencia o(a)
a) apoio dado pela Igreja ao trabalho abstrato.
b) relação entre desenvolvimento urbano e divisão de trabalho.
c) importância organizacional das corporações de ofício.
d) progressiva expansão da educação escolar.
e) acúmulo de trabalho dos professores e eruditos.

4. (ENEM 2015) A casa de Deus, que acreditam una, está, portanto, dividida em três: uns oram, outros
combatem, outros, enfim, trabalham. Essas três partes que coexistem não suportam ser separadas; os
serviços prestados por uma são a condição das obras das outras duas; cada uma por sua vez encarrega-se
de aliviar o conjunto… Assim a lei pode triunfar e o mundo gozar da paz.
ALDALBERON DE LAON, In: SPINOSA, F. Antologia de textos históricos medievais. Lisboa: Sá da Costa, 1981.

A ideologia apresentada por Aldalberon de Laon foi produzida durante a Idade Média. Um objetivo de tal
ideologia e um processo que a ela se opôs estão indicados, respectivamente, em:
a) Justificar a dominação estamental / revoltas camponesas.
b) Subverter a hierarquia social / centralização monárquica.
c) Impedir a igualdade jurídica / revoluções burguesas.
d) Controlar a exploração econômica / unificação monetária.
e) Questionar a ordem divina / Reforma Católica.

5. (ENEM-MEC/2014) “Todo homem de bom juízo, depois que tiver realizado sua viagem, reconhecerá
que é um milagre manifesto ter podido escapar de todos os perigos que se apresentam em sua
peregrinação; tanto mais que há tantos outros acidentes que diariamente podem aí ocorrer que seria coisa
pavorosa àqueles que aí navegam querer pô-los todos diante dos olhos quando querem empreender suas
viagens.” J. P. T. Histoire de plusieurs voyages aventureux. 1600.
In: DELUMEAU, J. História do medo no Ocidente: 1300-1800. São Paulo: Companhia das Letras, 2009. (Adaptado)

Esse relato, associado ao imaginário das viagens marítimas da época moderna, expressa um sentimento de
a) gosto pela aventura.
b) fascínio pelo fantástico.
c) temor do desconhecido.
d) interesse pela natureza.
e) purgação dos pecados.

6. (ENEM-MEC/2013) “A África também já serviu como ponto de partida para comédias bem vulgares,
mas de muito sucesso, como Um príncipe em Nova York e Ace Ventura: um maluco na África; em
ambas, a África parece um lugar cheio de tribos doidas e rituais de desenho animado. A animação O rei
Leão, da Disney, o mais bem-sucedido filme americano ambientado na África, não chegava a contar com
elenco de seres humanos.”
LEIBOWITZ, E. Filmes de Hollywood sobre África ficam no clichê. Disponível em <http://noticias.uol.com.br>. Acesso em 17
abr. 2010.
A produção cinematográfica referida no texto contribui para a constituição de uma memória sobre a África e
seus habitantes. Essa memória enfatiza e negligencia, respectivamente, os seguintes aspectos do continente
africano
a) A história e a natureza.
b) O exotismo e as culturas.
c) A sociedade e a economia.
d) O comércio e o ambiente.
e) A diversidade e a política.

7. (ENEM-MEC) “Após o retorno de uma viagem a Minas Gerais, onde Pedro I fora recebido com grande
frieza, seus partidários prepararam uma série de manifestações a favor do imperador no Rio de Janeiro,
armando fogueiras e luminárias na cidade. Contudo, na noite de 11 de março, tiveram início os conflitos
que ficaram conhecidos como a Noite das Garrafadas, durante os quais os ‘brasileiros’ apagavam as
fogueiras ‘portuguesas’ e atacavam as casas iluminadas, sendo respondidos com cacos de garrafas
jogadas das janelas.”
VAINFAS, R. (Org.). Dicionário do Brasil Imperial. Rio de Janeiro: Objetiva, 2008. (Adaptado)

Os anos finais do I Reinado (1822-1831) se caracterizaram pelo aumento da tensão política. Nesse sentido, a
análise dos episódios descritos em Minas Gerais e no Rio de Janeiro revela

a) estímulos ao racismo.
b) apoio ao xenofobismo.
c) críticas ao federalismo.
d) repúdio ao republicanismo.
e) questionamentos ao autoritarismo.

8. (Enem PPL 2019) O Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) reuniu historiadores,
romancistas, poetas, administradores públicos e políticos em torno da investigação a respeito do caráter
brasileiro. Em certo sentido, a estrutura dessa instituição, pelo menos como projeto, reproduzia o modelo
centralizador imperial. Assim, enquanto na Corte localizava-se a sede, nas províncias deveria haver os
respectivos institutos regionais. Estes, por sua vez, enviariam documentos e relatos regionais para a
capital.
DEL PRIORE, M.; VENÂNCIO, R. Uma breve história do Brasil. São Paulo: Planeta do Brasil, 2010 (adaptado).

De acordo com o texto, durante o reinado de D. Pedro II, o referido instituto objetivava
a) construir uma narrativa de nação.
b) debater as desigualdades sociais.
c) combater as injustiças coloniais.
d) defender a retórica do abolicionismo.
e) evidenciar uma diversidade étnica.

9. (Enem 2013)
As imagens, que retratam D. Pedro I e D. Pedro II, procuram transmitir determinadas representações
políticas acerca dos dois monarcas e seus contextos de atuação. A ideia que cada imagem evoca é,
respectivamente:

a) Habilidade militar – riqueza pessoal.


b) Liderança popular – estabilidade política.
c) Instabilidade econômica – herança europeia.
d) Isolamento político – centralização do poder.
e) Nacionalismo exacerbado – inovação administrativa.

10. (Enem 2013)


Democracia: “regime político no qual a soberania é exercida pelo povo, pertence ao conjunto dos cidadãos.”
JAPIASSÚ, H.; MARCONDES, D. Dicionário Básico de Filosofia. Rio de Janeiro: Zahar, 2006.

Uma suposta “vacina” contra o despotismo, em um contexto democrático, tem por objetivo:

a) Impedir a contratação de familiares para o serviço público.


b) Reduzir a ação das instituições constitucionais.
c) Combater a distribuição equilibrada de poder.
d) Evitar a escolha de governantes autoritários.
e) Restringir a atuação do Parlamento.

11. (ENEM 2010)

I — Para consolidar-se como governo, a República precisava eliminar as arestas, conciliar-se com o
passado monarquista, incorporar distintas vertentes do republicanismo. Tiradentes não deveria ser visto como
herói republicano radical, mas sim como herói cívico-religioso, como mártir, integrador, portador da imagem
do povo inteiro.
CARVALHO, J. M. C. A formação das almas: O imaginário da República no Brasil.
São Paulo: Companhia das Letras, 1990.

I — Ei-lo, o gigante da praça, / O Cristo da multidão!

É Tiradentes quem passa / Deixem passar o Titão.

ALVES, C. Gonzaga ou a revolução de Minas. In: CARVALHO, J. M. C. A formação das almas.


O imaginário da República no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.

A 1ª República brasileira, nos seus primórdios, precisava constituir uma figura heroica capaz de congregar
diferenças e sustentar simbolicamente o novo regime. Optando pela figura de Tiradentes, deixou de lado
figuras como Frei Caneca ou Bento Gonçalves. A transformação do inconfidente em herói nacional
evidencia que o esforço de construção de um simbolismo por parte da República estava relacionado:

a) À identificação da Conjuração Mineira como o movimento precursor do positivismo brasileiro.


b) À semelhança física entre Tiradentes e Jesus, que proporcionaria, a um povo católico como o
brasileiro, uma fácil identificação.
c) Ao caráter nacionalista e republicano da Inconfidência, evidenciado nas ideias e na atuação de
Tiradentes.
d) Ao fato de a proclamação da República ter sido um movimento de poucas raízes populares, que
precisava de legitimação.
e) Ao fato de Frei Caneca e Bento Gonçalves terem liderado movimentos separatistas no Nordeste e no
Sul do país.

12. (ENEM 2011)

Texto I

A escravidão não é algo que permaneça apesar do sucesso das três revoluções liberais, a inglesa, a norte-
americana e a francesa; ao contrário, ela conhece o seu máximo desenvolvimento em virtude desse sucesso.
O que contribui de forma decisiva para o crescimento dessa instituição, que é sinônimo de poder absoluto do
homem sobre o homem, é o mundo liberal.

LOSURDO, D. Contra-história do liberalismo. Aparecida: Ideias & Letras, 2006 (adaptado).

Texto II

E, sendo uma economia de exploração do homem, o capitalismo tanto comercializou escravos para o Brasil,
o Caribe e o sul dos Estados Unidos, nas décadas de 30, 40, 50 e 60 do século XIX, como estabeleceu o
comércio de trabalhadores chineses para Cuba e o fluxo de emigrantes europeus para os Estados Unidos e o
Canadá. O tráfico negreiro se manteve para o Brasil depois de sua proibição, pela lei de 1831, porque ainda
ofereceu respostas ao capitalismo.

TAVARES, L. H. D. Comércio proibido de escravos. São Paulo: Ática, 1988 (adaptado).

Ambos os textos apontam para uma relação entre escravidão e capitalismo no século XIX. Que relação é
essa?

a) A imposição da escravidão à América pelo capitalismo.


b) A escravidão na América levou à superação do capitalismo.
c) A contribuição da escravidão para o desenvolvimento do sistema capitalista.
d) A superação do ideário capitalista em razão do regime escravocrata.
e) A fusão dos sistemas escravocrata e capitalista, originando um novo sistema.

13. (ENEM 2009) Os regimes totalitários da primeira metade do século XX apoiaram-se fortemente na
mobilização da juventude em torno da defesa de ideias grandiosas para o futuro da nação. Nesses
projetos, os jovens deveriam entender que só havia uma pessoa digna de ser amada e obedecida, que era
o líder. Tais movimentos sociais juvenis contribuíram para a implantação e a sustentação do nazismo, na
Alemanha, e do fascismo, na Itália, Espanha e Portugal.

A atuação desses movimentos juvenis caracterizava-se:

a) Pelo sectarismo e pela forma violenta e radical com que enfrentavam os opositores ao regime.
b) Pelas propostas de conscientização da população acerca dos seus direitos como cidadãos.
c) Pela promoção de um modo de vida saudável, que mostrava os jovens como exemplos a seguir.
d) Pelo diálogo, ao organizar debates que opunham jovens idealistas e velhas lideranças conservadoras.
e) Pelos métodos políticos populistas e pela organização de comícios multitudinários.
14. (ENEM 2009)

Colhe o Brasil, após esforço contínuo dilatado no tempo, o que plantou no esforço da construção de sua
inserção internacional. Há dois séculos formularam-se os pilares da política externa. Teve o país inteligência
de longo prazo e cálculo de oportunidade no mundo difuso da transição da hegemonia britânica para o
século americano. Engendrou concepções, conceitos e teoria própria no século XIX, de José Bonifácio ao
Visconde do Rio Branco. Buscou autonomia decisória no século XX. As elites se interessaram, por meio de
calorosos debates, pelo destino do Brasil. O país emergiu, de Vargas aos militares, como ator responsável e
previsível nas ações externas do Estado. A mudança de regime político para a democracia não alterou o
pragmatismo externo, mas o aperfeiçoou.

SARAIVA, J. F. S. O lugar do Brasil e o silêncio do parlamento. Correio Braziliense, Brasília, 28 maio 2009 (adaptado).

Sob o ponto de vista da política externa brasileira no século XX, conclui-se que

a) O Brasil é um país periférico na ordem mundial, devido às diferentes conjunturas de inserção


internacional.
b) As possibilidades de fazer prevalecer ideias e conceitos próprios, no que tange aos temas do
comércio internacional e dos países em desenvolvimento, são mínimas.
c) As brechas do sistema internacional não foram bem aproveitadas para avançar posições
voltadas para a criação de uma área de cooperação e associação integrada a seu entorno
geográfico.
d) Os grandes debates nacionais acerca da inserção internacional do Brasil foram embasados
pelas elites do Império e da República por meio de consultas aos diversos setores da
população.
e) A atuação do Brasil em termos de política externa evidencia que o país tem capacidade
decisória própria.

Gabarito:

1 – B; 2 – D; 3 – B; 4 – A; 5 – C; 6 – B; 7 – E; 8 – A; 9 – B; 10 – D; 11 – D; 12 – C; 13 – A; 14 – E