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Alergias e intolerâncias alimentares

Profª Celia Ferreira


Reações adversas

COMO DIFERENCIAR?

desencadeada por mecanismos


imunológicos e não imunológicos
Arq Asma Alerg Imunol. 2018;2(1):39-82.
Resposta imunológica do organismo à proteína
do alimento

Manifestações indesejáveis

Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia


ALERGIA ALIMENTAR: DEFINIÇÕES
• Organização Mundial de Alergia (World Allergy
Organization) 2003 - alergia alimentar:
“ grupo de distúrbios gastrointestinais com
resposta imunológica anormal ou exagerada,
que aparecem após a ingestão de
determinadas proteínas alimentares que
podem ser mediadas por IgE ou não”.

Rev Bras Nutr Clin 2012; 27 (3): 193-8


• National Institute of Allergy and Infectious
Disease (NIAID), parte do National Institutes of
Health (NIH), EUA:
• “Resposta imunológica adversa reprodutível
que ocorre à exposição de um dado alimento,
que é distinta de outras RAA, tais como
intolerância alimentar, reações farmacológicas
e reações mediadas por toxinas

Guia prático da APLV mediada pela IgE - ASBAI & SBAN Rev. bras.
alerg. imunopatol. – Vol. 35. N° 6, 2012
Classificação de acordo com o mecanismo imunológico
envolvido
• 1. Mediadas por IgE
– Hipersensibilidade imediata – tipo I
• 2. Reações Mistas
– mediadas por IgE e
– Células: linfócitos T e de citocinas pró-inflamatórias
• 3. Reações não mediadas por IgE
– Reações Tardias- Tipo IV
Reação de hipersensibilidade
imediata, ou tipo I - responsável pela maioria
das reações alérgicas a alimentos em
Rev Bras Nutr Clin
indivíduos sensíveis. 2012; 27 (3): 193-8
• Mecanismo envolvido na hipersensibilidade imediata
tipo I.

mucosa gastrointestinal

barreira física
barreira imunológica

muco, junções entre as


células epiteliais e
enzimas, secreção da imunoglobulina IgA

Após atravessarem essas barreiras, os antígenos da dieta podem


entrar na mucosa intestinal através da células M situadas na placa
de Peyer

Rev Bras Nutr Clin 2012; 27 (3): 193-8


COMO FUNCIONA?

SINTOMAS
INCIDÊNCIA E PREDISPOSIÇÃO
• últimas décadas: a prevalência tem aumentado em
todo o mundo - países industrializados.

• Desordens alérgicas induzidas por alimento:


– 6% das crianças < 3 anos de idade e

– 4% da população adulta.

• Pacientes atópicos com asma: risco aumentado

• Fatores não genéticos: quantidade de exposição,


estado nutricional do indivíduo e presença de
infecção crônica ou doenças virais agudas.
• História pessoal ou familiar de atopia, idade e
dieta: predispõem um indivíduo às reações
anafiláticas induzidas por alimentos.

• Pais alérgicos : há probabilidade superior a


50% de crianças apresentarem alergia

• Quando um dos pais é alérgico, a


probabilidade ainda é de 30%.
• Idade:
– aparece principalmente nos primeiros dois anos
de vida,
– diminui com a idade.
– Introdução durante o primeiro ano de vida de
LEITE DE VACA, OVO, SOJA, TRIGO E AMENDOIM,

maior capacidade de induzir reação anafilática.


Reações alérgicas a leite, ovo, soja, e trigo geralmente são
abandonadas com a idade,

Sensibilidade alimentar a amendoim, peixe e crustáceos,


muitas vezes, persiste na idade adulta.

Metabolismo desses alergenos:

• O próprio alimento que induz a hipersensibilidade


pode ser responsável pelo “abandono” da alergia
alimentar com a idade - tolerância.
• Características genéticas

• Falhas nos mecanismos de defesa do TGI


• imaturidade do Sistema Imune de Mucosas
• Alterações da permeabilidade da mucosa

• Introdução precoce de Alimentos Sólidos antes de 4 meses

• Infecções gastrintestinais

• Tratamento prolongado com antibióticos

• Fatores ambientais: Dieta da gestante e nutriz, Estresse, fumo,


exercício, microorganismos , *diclorofenóis, aleitamento
materno (oligossacarídeos), tipo de parto
ALERGENOS ALIMENTARES
• Os alimentos que causam reações imunológicas
– TermoESTÁVEIS, de peso molecular entre 18 e 36 KDa.

• qualquer proteína alimentar é capaz de causar uma reação


anafilática

• 80 a 90% das reações verificadas na alergia alimentar: ovo, leite,


amendoim, soja, nozes, castanhas, trigo, peixe e crustáceos.

Rev Bras Nutr Clin 2012; 27 (3): 193-8


Composição protéica dos alimentos mais comumente
responsabilizados pela alergia alimentar

Consenso Brasileiro sobre Alergia Alimentar: 2007, 2018


Composição protéica dos alimentos mais comumente
responsabilizados pela alergia alimentar

Ovo, leite e amendoim: 85% de crianças e adolescentes


• Leite de vaca: pelo menos vinte proteínas,
– apenas cinco têm importância alergênica:
– proteínas termolábeis: albumina sérica bovina,
gamaglobulina, alfa-lactalbumina
– Proteínas termoestáveis: beta-lactoglobulina e caseína.
• A beta-globulina é a mais importante:
– resistente ao aquecimento e à ação das enzimas
proteolíticas no trato gastrointestinal,
– absorção relativamente íntegra.

O cozimento do leite pode reduzir sua


alergenicidade apenas nos indivíduos
alérgicos às proteínas termolábeis
• Sensibilização também pode ocorrer no útero.
• Crianças são sensibilizadas por alimentos passados
através do leite materno durante a lactação.
• A sensibilização cruzada também pode ser observada
entre dois ou mais membros de uma mesma família de
alimento.
– Indivíduos alérgicos a amendoim também se mostram
alérgicos a outros membros da mesma família, como
ervilhas, feijão, lentilhas e soja.
Rev Bras Nutr Clin 2012; 27 (3): 193-8

MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS E ÓRGÃOS


ENVOLVIDOS

• CUTÂNEOS: urticária, angioedema, DERMATITE ATÓPICA e eczema

• APARELHO RESPIRATÓRIO: tosse, rinite, broncoespasmo, rouquidão e chiado


no peito

• TRATO GASTROINTESTINAL: diarréia, dor abdominal e vômitos. Perda de


sangue oculto nas fezes, Doença do refluxo gastroesofágico, gastroenteropatia
eosinofílica e constipação crônica; Sangramento nas fezes.

• SISTEMA CARDIOVASCULAR.

Sintomas aparecem após a ingestão ao alimento:


dentro de poucos minutos a 2 horas.
Dermatite atópica
• Após exposição subsequente - os alergenos alimentares se
ligam a moléculas IgE específicas - liberam os mediadores
químicos responsáveis pelos sintomas clássicos
• Primeiras modificações: eventos vasculares - início após 15 a
30 min.
– Vasodilatação: histamina, prostaglandina D2 (PGD2) e
fator ativador de plaquetas (PAF),
– aumento da permeabilidade vascular: histamina,
leucotrieno C4 e PAF em receptores das células
endoteliais. eritema na pele ,
edema subcutâneo, no trato
respiratório ou digestório
Após 3 a 12 horas:
• reação inflamatória celular associada com um número
aumentado de eosinófilos, basófilos e linfócitos T.
• Liberação de radicais livres gerando lesão tecidual.
• Sintomas:
– Pele: urticária, rubor, erupção prurítica eritematosa e
dermatite atópica.
– TGI: inchaço dos lábios, língua ou mucosa oral, náusea,
paralisia abdominal ou cólica, vômito ou refluxo, e diarréia.
– Trato respiratório: congestão nasal, edema laringeal,
disfonia e espirros.

Anafilaxia grave: ingestão de crustáceos, peixes, amendoim


e nozes
ANAFILAXIA
HIPOTENSÃO resulta em perda da consciência
e choque.

Amendoim e nozes – maiores causadores de óbitos


Anafilaxia induzida pelo exercício
ASSOCIACAO BRASILEIRA DE ALERGIA E IMUNOPATOLOGIA. Sociedade Brasileira de
Anestesiologia. Anafilaxia: diagnóstico.Rev. Assoc. Med. Bras. [online]. 2013, vol.59, n.1, pp. 7-17. ISSN 0104-
4230.
DIAGNÓSTICO:
– anamnese e exame físico;
– dieta de restrição ou de eliminação;
– testes para detecção de IgE específica
in vivo: Testes cutâneos de hipersensibilidade
imediata
in vitro: IgE sérica específica
– teste de provocação oral
ANAMNESE E EXAME FÍSICO

• História clínica

DIETA DE ELIMINAÇÃO
• Exclusão por 6 a 8 semanas
• Desaparecimento dos sintomas
• Recuperação do quadro
TESTE CUTANEO

PRICK TEST Patch Test


Desencadeamento oral
•Aberto
• Simples cego
• Duplo Cego Placebo Controlado

MENDONCA, Raquel Bicudo; COCCO, Renata Rodrigues; SARNI, Roseli Oselka S and SOLE, Dirceu. Teste
de provocação oral aberto na confirmação de alergia ao leite de vaca mediada por IgE: qual seu
valor na prática clínica?. Rev. paul. pediatr. [online]. 2011, vol.29, n.3, pp. 415-422. ISSN 0103-0582.
Exames complementares
• Biopsia de esôfago, estômago, intestino
delgado e colon

• Processos inflamatórios
• Esofagite eosinofílica
• colite alérgica
• RAST PARA ALIMENTOS (RAST = RADIO ALLERG SORBENT
TESTING): sangue
• IgE múltipla para alimentos mix FX5E.
• Clara de ovo; Leite de vaca; Bacalhau, Trigo ,Amendoim, Soja ,
Farináceos. Aveia Milho, Gergelim, Trigo sarraceno, Avelã,
Castanha do Pará , Camarão; Atum, Salmão
não é um bom método para a identificação de alérgenos alimentares- tardio

•RAST para alergia por IgG - (IgG – 93 alimentos):


•Alergias por IgG se manifestam acima de 1 dia após a
ingestão, geralmente 2 a 3 dias, podendo chegar até 4 dias
após a ingestão.

aprovado pela Sociedade Brasileira de Alergologia e Imunologia.

Rev Paul Pediatr 2007;25(3):258-65


• IgG Food Allergy Test: Alergia completa a alimentos (IgG – 93 alimentos): Amêndoa,
maçã, abacate, banana, cevada, manjericão, folha de louro, feijão verde, feijão, lima,
feijão, pinto,, carne de boi, espécie de mirtilo, farelo de trigo, brócolos, repolho, melão
cantalupo, cenoura, castanha-de-cajú, couve-flor, aipo, queijo cheddar, queijo cabana,
queijo suíço, galinha, canela, molusco, cacau, bacalhau, café, noz de cola, milho,
caranguejo, pepino, endro, clara do ovo, alho, gengibre, glúten, uva, toronja
(grapefruit), haddock, mel, limão, alface iceberg, alface-orelha-de-mula, lagosta, malte,
leite, vaca, cogumelos, mostarda, nutra doce TM, aveias, azeitona verde, cebola, laranja,
orégano, ervilha, amendoim, pimenta-do-reino, pimenta, pimenta-malagueta,
pimentão, abacaxi, porco, batata-doce, batatinha, arroz integral, farinha de centeio,
salmão, pentéola (tipo ostra, conhecido no Brasil como vieira), gergelim, camarão, soja,
feijão-soja, espinafre, broto, feijão de mungi, abobrinha, morango, açúcar, cana-de-
açúcar, girassol, peixe espada, chá preto, tabaco, Peixe truta, tomate, atum, peru, noz,
trigo, levedura, fermento, a levedura de cerveja, iogurte.
• Food Detective
• 59 alimentos - uma gota de sangue.
• produção de anticorpos IgG - intolerância a alimentos,
equizema e artrite.
• Angioedema (inchaço), dores de cabeça, problemas de
peso, obstipação, depressão, síndrome do intestino
irritável, fadiga crônica, enxaquecas, insônias, problemas de
pele, diarreias, ansiedade, síndrome pré menstrual.
LISTA DE ALIMENTOS:
Aipo,Alho,Alho Francês,Amêndoa,Amendoim
Arroz,Atum,Aveia,Azeitona,Bacalhau
Batata,Borrego,Brócolos
Cacau,Caju,Camarão,Caranguejo,Cenoura,Centeio
,Chá,Cogumelos,Couve
Ervilha,Feijão Branco,Frango
Gamba,Gengibre, Glúten Amêndoa,Groselha
Preta
Lagosta,Laranja,Leite de Vaca,Lentilha,Leveduras
Limão,Maçã,Melancia,Melão Cantalupe
Mexilhão,Milho,Morango,Noz,Noz do Brasil
Ovo,Peixe Hadoque,Pepino,Pimentos Amarelos
Pimentos Verdes,Pimentos Vermelhos
Porco,Salmão,Soja,Solha,Tomate
Toranja,Trigo,Trigo Duro,Truta,Vaca
ImmunoCAP ISAC

Teste de diagnóstico in vitro que permite a medição simultânea de


anticorpos IgE específicos de um largo espectro de componentes
alergénicos.

plataforma de imunoensaios em miniatura onde os componentes alergénicos


são imobilizados num microarray.

R$ 1.200
• VEGATEST - bioressonância eletromagnética - 130 alérgenos
• Podem ser detectadas:
• Infestações parasitológicas que na maioria das vezes não aparecem
no exame de fezes tradicional e que merecem ser eliminados por
medicamentos específicos e na dose adequada;
• Alergias ambientais, como ácaros, mofo, tintas, etc…
• Alergias a alimentos (glúten, leite, camarão, etc.), corantes e
aditivos químicos, responsáveis por boa parte dos distúrbios
gastrointestinais e outros sintomas.
• Intoxicação por metais pesados (Chumbo, Mercúrio, Níquel, etc.),
responsáveis por graves doenças degenerativas (Câncer, Alzheimer,
Alergias, Doenças Auto-imunes, etc.).
• Deficiência de vitaminas e sais minerais (Cálcio, Ferro, Vitamina C,
etc.).
• Condições vitais dos órgãos e vísceras, além da presença de
tumores e metástases.

passagem de uma corrente elétrica


REATIVIDADE CRUZADA ENTRE
ALÉRGENOS
• Ocorre quando anticorpos IgE, originalmente dirigido a um alérgeno,
liga ou reconhece uma proteína similar de outra fonte.
SÍNDROME LÁTEX-FRUTA
Consenso Brasileiro sobre Alergia Alimentar

Academia Americana de Pediatria (AAP)


Sociedade Européia de Gastroenterologia e Nutrição (ESPGHAN).
Academia Americana de Pediatria (AAP)
Sociedade Européia de Gastroenterologia e Nutrição (ESPGHAN).
Estratégia de intervenção durante o aleitamento
materno para a mãe

• Beta-lactoglobulina, caseína, gamaglobulina, ovalbumina,


gliadina e antígeno ao amendoim

• detectados em pequenas quantidades no leite materno entre


1 a 6 horas após a ingestão desses alimentos,
independentemente do status materno de atopia

• implementação de uma dieta materna restritiva durante a


lactação somente após a avaliação do risco atópico e
circunstâncias individuais de cada família
• American Academy of Pediatrics: controle de ingestão de
amendoim e em mães com dieta restritiva – suplementação
com cálcio e uso de um complexo multivitamínico
TRATAMENTO NUTRICIONAL
Evitar:
• desencadeamento dos sintomas,
• progressão da doença
• piora das manifestações alérgicas
Proporcionar crescimento e desenvolvimento
adequados.
TRATAMENTO NUTRICIONAL
• Exclusão dietética do alérgeno
– Derivados e preparações
– Evitar restrições desnecessárias
• Utilização de fórmulas ou dietas
hipoalergênicas
• leitura de rótulos,
• situações de risco (p. ex: alimentação em
aniversários, festas e buffets),
ALERGIA AO LEITE DE VACA
• Principal responsável pelos casos de AA
• Tratamento:
– Aleitamento materno exclusivo até seis meses
– alimentação complementar posterior a esta idade.
– alergia alimentar isolada ou múltipla, submete-se
a mãe a dieta de exclusão com orientação
nutricional adequada
– Dieta de exclusão- minimo de 6 a 12 meses
seguida da dieta de desencadeamento
FÓRMULAS INFANTIS INDICADAS EM LACTENTES
ALÉRGICOS:
1) fórmulas à base de proteína isolada de soja,
– com proteínas purificadas e suplementadas para atingir as
recomendações nutricionais;

2) fórmulas e dietas à base de proteína extensamente


hidrolisada
– compostas por peptídeos, e aminoácidos obtidos por
hidrólise enzimática e/ou térmica ou por ultrafiltragem;

3) dietas à base de aminoácidos


- verdadeiramente não alergênicas
.
• Fórmulas à base de proteína de soja: controvérsias.
Não se aconselha introduzir um novo alimento, como soja,
em pacientes com barreira da mucosa ativamente
inflamada, lesada e hiperpermeável por pelos menos 1
mês, para não torná-los sensíveis a outro alérgeno potente

• Alergias concomitantes: intolerância à soja em


lactentes com alergia ao leite de vaca varia (0-60%)
• Duração do tratamento: depende do tipo de
alergia.
• Alergia a nozes: permanente,
• Alergia ao leite de vaca: desaparece nos três
primeiros anos de vida
• Lactentes com intolerância à proteína do leite
de vaca que se tornaram tolerantes ao leite
após 1, 2, e 3 anos de dieta de exclusão foram
30%, 54%, e 70%, respectivamente.
• Período de eliminação é de pelo menos 1 ano.
Tratamentos com medicamentos:
– antihistamínicos
– estabilizadores de mastócitos
• Normalmente desempenham um papel
insignificante no tratamento das manifestações
gastrintestinais da AA.
– corticosteróides :casos excepcionais com
manifestações gastrintestinais acentuadas refratárias
à dieta de exclusão.
• Medicamentos tópicos: fluticasona e
montelukast demonstraram ser eficazes no
tratamento de esofagite eosinofílica
• Pacientes com sintomas mais graves de
anafilaxia, ou com sintomas respiratórios ou
cardiovasculares: adrenalina
Guia prático da APLV mediada pela IgE - ASBAI & SBANRev.
bras. alerg. imunopatol. – Vol. 35. N° 6, 2012
FÓRMULAS INFANTIS EXTENSAMENTE
HIDROLISADAS
FÓRMULAS À BASE DE AMINOÁCIDOS

R$173,9
https://www.portalped.com.br/especialidades-da-
pediatria/alergia-e-imunologia/formulas-infantis-
para-alergia-a-proteina-do-leite-de-vaca/
http://selfcenter.com.br/alergia-alimentar-e-autismo/
INTOLERÂNCIA ALIMENTAR
• Mais comum em crianças
• lactose, corantes, conservantes e
intensificadores de sabores
• Estima-se que 70% da população mundial
tenham um certo grau de deficiência da
enzima lactase Intolerância a Lactose
O QUE SÃO?
Resposta exagerada do organismo causada
pelo consumo de determinado alimento

Manifestações indesejáveis
Aditivos alimentares
• Antioxidantes, flavorizantes, corantes, conservantes e
espessantes, sulfetos, etc.
• Manifestações são raras
• relatos de reações anafiláticas:
– sulfitos,
– eritritol (adoçante fermentativo presente em cervejas, vinhos, soja,
queijos e cogumelo),
– anato (coloração amarelada em lácteos, pipoca, cereais e sorvete),
– açafrão e colorau ou carmim (corante vermelho)
• correlação: glutamato monossódico, nitratos, benzoatos,
parabenzóicos, sulfitos, butil-hidroxi-anisol (BHA), butil-
hidroxi-tolueno (BHT) e tartrazina

Diagnóstico: teste de provocação oral


Pedialyte do Laboratório Abbott: sabores maçã, cereja,
guaraná, uva, tutti-frutti e natural – COM CORANTE

Floralyte do Laboratório Merck: laranja, guaraná, tutti-frutti e


abacaxi - COM CONSERVANTES
TRATAMENTO
• Exclusão dos alimentos aos quais há intolerância
• Reposição dos nutrientes mais importantes através
da substituição dos mesmos na dieta
• Ler nos rótulos: composição do produto e verificar
• Deficiência de lactase
– congênita– dieta isenta de lactose.
– ontogenética – redução na quantidade de leite e derivados
de acordo com a tolerância individual.
• Administração exógena de Lactase
• Intolerância secundária – após enterite – é
transitória
• Sintomas: dor e flatulência, fezes líquidas e
ácidas
• Diagnóstico: sitomas, pH fecal ( ácido), teste
de tolerância ( sobrecarga na ingestão), teste
expirado de H
CONTEÚDO DE LACTOSE NOS
ALIMENTOS

MATTAR, R; MAZO, D.F.C. Rev Assoc. Med 2010:56 (2): 230-6.


Aptamil Soja 1, fórmula infantil à base de
proteína isolada de soja enriquecida com ferro
e adicionada de L-metionina. Isenta de
sacarose, lactose e proteínas lácteas. Indicado
para lactentes desde o nascimento até os 06
meses com intolerância à lactose ou em
situações nas quais for indicado retirar o leite
de vaca da dieta.

Aptamil Soja 2 é uma fórmula infantil à base de


proteína isolada de soja enriquecida com ferro
e adicionada de L-metionina. Isenta de
sacarose, lactose e proteínas lácteas. Indicado
para lactentes a partir do 06 meses com
intolerância à lactose ou em situações nas quais
for indicado retirar o leite de vaca da dieta.

R$ 44,95
CONCLUSÃO....
QUESTÕES NORTEADORAS
• A Intolerância à Lactose é uma reação
alérgica?
• Quais os fatores de risco para o
desenvolvimento da alergia Alimentar?
• Qual o tratamento da alergia Alimentar?
• Como prevenir a alergia alimentar?
• Um paciente que apresenta reação a
determinado alimento poderá um dia voltar a
ingeri-lo?
• Criança do sexo feminino de 7 meses de idade com eczema
grave, dor abdominal, distensão abdominal, diarreia, náusea e
flatulência, e crises respiratórias desde os quatro meses de
vida, quando foi introduzida alimentação complementar.
Tinha feito aleitamento materno exclusivo até então. Mãe
relata que as crises se intensificam após consumo de gelatina,
biscoito “fandangos”, leite de vaca com achocolatado e leite
de vaca batido com frutas e cereais.

• QUAL A SUA CONDUTA NESTE CASO???

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