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Índice

Introdução..........................................................................................................................2

1. As proteínas...................................................................................................................3

2. O ADN...........................................................................................................................6

3. O ARN...........................................................................................................................8

Conclusão........................................................................................................................11

Bibliografia......................................................................................................................12

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Introdução

O presente trabalho cinge-se no estudo das proteínas que são constituintes de diversos
componentes estruturais da maioria dos tecidos; participam activamente do controle do
metabolismo celular, actuando como enzimas; actuam como moléculas de defesa do
organismo, os anticorpos; transportam substâncias, como a hemoglobina; entre outras.
O objectivo central do trabalho é fazer uma análise sobre a importância das proteínas,
assim como trazer a luz da razão a essência do ADN e o ARN.

Todo o estudante do curso de biologia tem a necessidade de conhecer sobre as


proteínas, logo urge a necessidade de conhecer como se formam as proteínas, o DNA e
o ARN para estabelecer a relação existente entre eles.

Logo, este trabalho reveste-se de grande importância porque é a base para o


conhecimento da biologia celular e molecular. Para a materialização deste trabalho, fez-
se o estudo do módulo de biologia celular e molecular e a internet foi também
importante para a obtenção de informações., assim como a consulta de outros diversos
autores.

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1. As proteínas

Conceito

Proteínas são moléculas de natureza heteropolimérica, de ocorrência universal na célula


viva, constituindo cerca de 50% do seu peso seco. Exercem várias funções, sendo as
mais frequentes a de catalisadores biológicos e componentes estruturais das células. As
leguminosas, as sementes oleaginosas e as nozes, constituem os produtos vegetais mais
ricos em proteínas (Leandro, 2014, p.33).

Síntese

Proteínas são componentes essenciais a todas as células vivas e estão relacionadas


praticamente a todas as funções fisiológicas. São utilizadas na regeneração de tecidos;
funcionam como catalisadores nas reações químicas que se dão nos organismos vivos e
que envolvem enzimas ou hormônios, são necessárias nas reações imunológicas e,
juntamente com os ácidos nucléicos, são indispensáveis nos fenômenos de crescimento
e reprodução. Segundo Leandro (2014),

Quimicamente, as proteínas são polímeros de alto peso molecular (acima de


10.000), cujas unidades básicas são os aminoácidos, ligados entre si por
ligações peptídicas. As propriedades de uma proteína são determinadas pelo
número e espécie dos resíduos de aminoácidos, bem como pela sequência
desses compostos na molécula (p.34).

Composição das proteínas

As proteínas estão presentes em todas as células vivas e são polímeros naturais


formados pela reacção de polimerização por condensação entre aminoácidos (α-aa - em
que o grupo amina está no segundo carbono contando a partir do grupo carboxila)
unidos por ligações peptídicas. Isso significa que ocorre a ligação entre um grupo amino
(RNH2) de uma molécula do grupo amina com o grupo carboxila (R1CO2H) de outra
molécula do grupo dos ácidos carboxílicos. O resultado é a formação de um grupo
amida (RNHCOR1) e a liberação de uma molécula de água (H2O):

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Esses α-aa se unem formando as proteínas com mais de 100 ligações peptídicas. Abaixo
temos um exemplo de dois α-aa genéricos:

Estrutura das proteínas

Embora as proteínas variem muito em peso molecular e forma, a maioria desses


compostos, nos líquidos existentes no organismo, tem peso molecular de mesma ordem
de grandeza e suas formas não se desviam muito da forma de uma esfera ou de um
elipsóide. Para que uma molécula de proteína adquira e mantenha essas formas, são
necessárias várias e complexas interligações.

Quatro tipos de estrutura devem ser considerados para a definição da estrutura das
proteínas: estrutura primária, secundária, terciária e quaternária.

Funções

Elas têm inúmeras funções em nosso organismo, entre elas, temos:

a) Estrutural

As proteínas são os constituintes básicos das fibras musculares, cabelo, ossos, dentes e
pele;

b) Catalisadores

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As enzimas catalisam as reacções bioquímicas (reacções intra ou extracelulares
importantes que ocorrem nos animais e vegetais). Sem as enzimas, essas reacções não
ocorreriam num tempo hábil e a vida acabaria.

c) Reguladores do metabolismo (Hormônios)

Exemplo: A insulina é uma proteína sintetizada em nosso organismo e possui como


principal função o controle dos níveis de glicose no sangue. Sua carência é um dos
fatores que resultam no desenvolvimento do diabetes tipo 1 e 2.

d) Sistema imunológico (Anticorpos)

Exemplo: Uma classe de proteínas encontradas no plasma sanguíneo são as


gamaglobulinas e entre elas estão as imunoglobulinas que ajudam a prevenir e combater
infecções importantes e doenças. Em casos específicos, alguns médicos receitam
injeções de gamaglobulina extraída do plasma de pessoas que já adquiriram imunidade à
doença que o paciente está exposto.

Propriedades

a) Especificidade: cada espécie sintetiza suas próprias proteínas, as quais


apresentam estruturas primárias características. Mesmo dentro de uma espécie,
pode haver variações entre indivíduos;
b) Solubilidade: esta propriedade diz respeito às interações com a água (ambiente
aquoso). Proteínas globulares tendem a expor os grupos R hidrofílicos e a
interiorizar grupos R hidrofóbicos. Proteínas fibrosas tendem a apresentar R
hidrofóbicos expostos, o que torna possível sua função estrutural.
c) Tamponamento: em função do caráter anfótero (ácido-básico) dos aminoácidos
constituintes, algumas proteínas têm a capacidade de controlar variações de pH
do meio.
d) d) Desnaturação e renaturação: proteína nativa é aquela que se apresenta numa
conformação espacial que permite a sua funcionalidade. A desnaturação protéica
é a perda da funcionalidade em decorrência de uma alteração conformacional;
e) Ponto isoelétrico (pI): A carga elétrica total de uma proteína é dada pelo
somatório das cargas dos R dos aminoácidos, as quais dependem, por sua vez,
dos pkas e do pH do meio.

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Factores que influenciam no seu funcionamento

Diante de tamanha importância, é fundamental que as proteínas sejam obtidas por meio
de uma boa alimentação. Entre os alimentos que se destacam pela grande quantidade
desse nutriente, podemos citar as carnes, leite, ovos, cereais integrais, feijão, legumes e
vegetais folhosos.

2. O ADN

O ADN é a pedra angular da vida. Ele é o material genético que contém a informação
crucial para a hereditariedade, determinando o fenótipo dos indivíduos. A descoberta da
sua estrutura representa um marco no desenvolvimento da biologia dos últimos dois
séculos, que começou com a descoberta das leis da herança por Mendel contribuindo
para avanços significativos no melhoramento de organismos vivos e no entendimento de
processos biológicos.

Estrutura do ADN

 DNA é formado por duas cadeias de polinucleotídeos (fita), que são constituídas por
vários nucleotídeos. Os nucleotídeos são unidos uns aos outros por ligações
denominadas fosfodiéster (grupo fosfato ligando dois açúcares de dois nucleotídeos).
Nessas ligações, um grupo fosfato conecta o carbono 3’ de um açúcar ao carbono 5’ do
próximo açúcar.

Essa junção dos nucleotídeos forma um padrão típico de repetição de unidade de


açúcar-fosfato, que forma a cadeia principal. A essa cadeia principal estão ligadas as
bases nitrogenadas.

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Propriedades físicas e Químicas do ADN

O ADN é um longo polímero formado por unidades repetidas chamadas nucleotídeos. A


cadeia de ADN tem 2,2 a 2,4 nanómetros de largura, e um nucleotídeo possui
aproximadamente 0,33 nanómetros de comprimento. Embora os monômeros
(nucleotídeos) que constituem o ADN sejam muito pequenos, os polímeros de ADN
podem ser moléculas enormes, com milhões de nucleotídeos. Por exemplo, o maior
cromossomo humano (cromossomo 1), possui 220 milhões de pares de bases de
comprimento. Uma molécula de ADN do ser humano possui aproximadamente dois
metros de comprimento, encapsulada em um núcleo celular de 6 µm, o equivalente a
acomodar uma linha de 40 km de comprimento em uma bola de ténis (Garner &
Snustad, 1986, p.32).

Em organismos vivos, o ADN não existe como uma molécula única (cadeia simples),
mas sim como um par de moléculas firmemente associadas. As duas longas cadeias de
ADN enrolam-se como uma trepadeira formando uma dupla hélice. Os nucleotídeos
estão presentes em ambas as cadeias da dupla hélice, unidos com nucleótidos da mesma
cadeia por ligações fosfodiéster e à cadeia complementar através de pontes de
hidrogénio formadas pelas suas bases. Em geral, uma base ligada a um açúcar é
chamada nucleosídeo e uma base ligada a um açúcar e um ou mais fosfatos é chamada
nucleotídeo. Portanto, o ADN pode ser referido como um polinucleotídeo.

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Modelo da Dupla Hélice

Ao olhar a estrutura, Watson e o Crick encontraram que o ADN é uma hélice encalhada
dobro ou uma escada que fosse torcida. Aqui as bases formam os degraus da escada e os
fosfatos do açúcar estão na parte externa.

Há umas ligações de hidrogénio entre uma grande base da purina (A ou C) em uma


costa e em uma base pequena da pirimidina (T ou C) na outra corrente. A sequência dos
base-pares é referida geralmente como a estrutura preliminar do ADN. Esta sequência
determina a estrutura real do ADN.

3. O ARN

3.1. Tipos de ARN

 RNA mensageiro - O RNA mensageiro de procariotos, ou mRNA, é


policistrônico, isto é, uma molécula possui informações de mais de um gene
controlado pelo mesmo promotor. Também existem sequências, denominadas
sequências líderes, que são transcritas, mas não traduzidas. São sequências
importantes no momento do reconhecimento do mRNA pelo ribossomo. Esse
mecanismo de transcrição é fundamental nas bactérias por aumentar a
velocidade da transcrição, com várias proteínas podendo ser sintetizadas ao
mesmo tempo. Geralmente os RNAs traduzem várias cópias da mesma proteína
ou de proteínas diferentes que participam de uma mesma via metabólica. Em

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procariotos, o mRNA tem vida curta, não é processado, mas é transcrito,
traduzido e logo degradado.
 RNA ribossômico - O RNA ribossômico, ou rRNA, é um tipo de RNA que
participa da estrutura do ribossomo. Os ribossomos são estruturas mistas de
rRNA e proteínas nas quais ocorre a síntese de proteínas. Nos procariotos, o
gene que codifica o rRNA se encontra em sequência, e os genes são transcritos
em tandem. Os três tipos de rRNA são 16S, 23S e 5S. Logo após a sua
transcrição, os RNAs são processados pela enzima Rnase II – responsável por
uma série de clivagens –, resultando na liberação dos rRNAs. O processamento
até a forma madura dos rRNAs é feito por outras ribonucleases.
 RNA transportador - nos procariotos, os genes que codificam os RNAs
transportadores, ou tRNAs, podem ou não estar agrupados e podem codificar o
mesmo tRNA ou tRNAs diferentes. Quando estão unidos, são separados no
processamento. O gene do tRNA não é policistrônico, e esses genes até podem
ser transcritos juntos, mas a ação de nucleases altamente específicas os separa, e
eles geram extremidades 5’ e 3’. A molécula de tRNA é transcrita ao mesmo
tempo, sendo metilada e adquirindo estrutura secundária, muito importante no
seu processamento. Na extremidade 3’, sempre há a adição da sequência de
nucleotídeos ACC, que irá formar o primeiro braço do tRNA – no total, o tRNA
apresenta cincos braços, sendo quatro deles fixos e um variável.

3.2. Critérios de combinação entre as bases azotadas de ARN e ADN.

Bases azotadassão constituentes por nucleotídeosque se ligam à pentose. As quatro


bases azotadas são: Adenina, Guanina, Citosina, Timina.

A denominação dos nucleotídeos depende da base azotada (nitrogenada) que os


compõem. Os quatro nucleotídeos do ADN são: adenina, guanina, citosina e timina.
Eles serãoreferidos como A, G, C, e T respectivamente. Adenina e timina ligam-se uma
à outra para formar um par de bases A-T. Igualmente, guanina ecitosina ligam-se uma à
outra para formar um par de bases G-C. As bases permanecem unidaspor fracas
ligações chamadas pontes de hidrogénio, e são estas pontes de hidrogénio
asresponsáveis pela manutenção da estrutura do ADN. A imagem seguinte ilustra como
os pares debases se unem por pontes de hidrogénio (Amabis & Martho, G. 1995).

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3.3. As diferenças entre as bases azotadas de ADN e ARN

A diferença importante entre as moléculas de DNA e a de RNA diz respeito às bases


nitrogenadas: no DNA, as bases são citosina, guanina, adenina e timina; no RNA, no
lugar da timina, encontra-se a uracila. A importância e o funcionamento dos ácidos
nucléicos.

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Conclusão

Após a pesquisa sobre as proteínas, o ADN e ARN, chegamos a conclusão de que as


proteínas são formadas pelo encadeamento de unidades especiais denominadas de
aminoácidos, ligados entre si por ligações peptídicas e que estas são de extrema
importância porque As proteínas apresentam inúmeras funções nos organismos, sendo a
principal delas a estrutural. Por exemplo, a queratina presente na estrutura do cabelo e
das unhas e o colágeno, na estrutura da pele. Algumas proteínas actuam como
transportadoras; a hemoglobina, por exemplo, conduz oxigénio dos órgãos respiratórios
para os outros tecidos do corpo. A mioglobina tem papel semelhante, porém nos
músculos.

Por outra, o ADN constitui um biopolímero que compõe o material genético que
albergam as células. O ADN tem a informação genética que os seres vivos usam para o
seu funcionamiento e permite que essa informação seja transmitida através da herança.
Portanto, a diferença importante entre as moléculas de DNA e a de RNA diz respeito às
bases nitrogenadas: no DNA, as bases são citosina, guanina, adenina e timina; no RNA,
no lugar da timina, encontra-se a uracila.

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Bibliografia

https://www.infoescola.com/genetica/estrutura-do-dna/

SANTOS, Vanessa Sardinha dos (2020). “DNA”; Brasil Escola. Disponível em:
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/dna.htm. Acesso em 05 de julho de 2020.

Garner, E. e Snustad, P (1986). Genética, 7ª Edição, Editora Guanabara Koogan S. A.,


Rio de Janeiro, Brasil;

Amabis, J. e Martho, G. (1995), Biologia das células, Vol. 3, 1ª edição, Editora


Moderna, Lda, São Paulo, Brasil.

Leandro, R. Introdução à Genética, 7ª. Edição, 2014, Editora Guanabara Koogan S. A.,
Rio de Janeiro, Brasil

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