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Primeiros Socorros

MODULO 1

1.0 Primeiros Socorros

É o tratamento imediato e provisório ministrado a uma vítima de trauma ou


doença, fora do ambiente hospitalar, com o objetivo de prioritariamente evitar o
agravamento das lesões ou até mesmo a morte e estender-se até que a vítima esteja
sob cuidados médicos.

2.0 Socorrista

É uma pessoa capacitada em atendimento pré-hospitalar, habilitada para com


segurança, avaliar, identificar e corrigir no local de ocorrência os problemas que
comprometem a vida de uma vítima de trauma de quem sofra de uma emergência
médica, transportando-a adequadamente ao recurso hospitalar.

2.1 Perfil de um Socorrista

 Curso na área de Primeiros Socorros;


 Asseio pessoal;
 Controle vocabulário;
 Controle de hábitos;
 Controle emocional;
 Iniciativa;
 Empatia;
 Criatividade.

3.0 Primeiros Socorros e a Legislação

O medo de processos judiciais tem levado algumas pessoas a evitarem envolver-


se em situações de emergência. Entretanto, as pessoas que prestam primeiros socorros
raramente são processadas. O estatuto do bom samaritano serve para quem está agindo
de boa fé, sem remuneração, não é culpado por má conduta intencional ou evidente
negligência para com a vítima.
*Artigo 135 do Código Penal Brasileiro
4.0 O dever de agir

Requer que um individuo preste primeiros socorros. O dever de agir pode aplicar-
se nas seguintes condições:

 Quando o emprego exigir;


 Quando há uma responsabilidade pré-existente;

Profissionais que tem o dever de agir:

 Policiais;
 Professores;
 Salva-vidas;
 Treinadores de atletismo;
 Guardas florestais;
 Profissionais da área da saúde.

5.0 Consentimento

Um socorrista deve obter a permissão de uma pessoa responsiva antes de fazer o


atendimento. A vítima pode fornecer essa permissão verbalmente ou balançando a
cabeça. Diga à vítima:

 O seu nome;
 Que você é treinado em primeiros socorros;
 E o que você gostaria de fazer para ajudar.

6.0 Consentimento Implícito

Quando a vítima não estiver reagindo (imóvel), for um adulto mentalmente


incapaz ou uma criança portadora de afecção fatal, cujos pais ou responsáveis legais não
estão presentes, o socorrista deve presumir que o consentimento implícito foi
fornecido. Isso presume que a vítima (ou os pais/guardião) gostaria que o atendimento
fosse prestado.
7.0 Abandono

Uma vez iniciados os primeiros socorros, não deixe a vítima até que outra pessoa
treinada assuma o controle da situação. Deixar a vítima sem ajuda configura abandono.

8.0 Negligência

Ocorre negligência quando a vítima sofre maior prejuízo ou dano porque o


atendimento que foi prestado não atendeu os padrões esperados.

Negligência envolve:

 Ter o dever de agir (mas não agir ou agir de forma incorreta);


 Causar lesões ou danos.

9.0 Imperícia

 Falta de profissionalismo;
 Quando o profissional sabe como e o que fazer, mas o faz de forma incorreta;
 Atua de forma errada na sua função;
 Não está habilitado.

10.0 Imprudência

 Quando o elemento assumiu o risco mesmo sabendo que é errado;


 Falta de cuidado consigo mesmo e com os outros;
 Age perigosamente.

11.0 Fatores Determinantes Dos Acidentes

Condições inseguras:
São características físicas do ambiente que se convive ou transita que contribuem
para a ocorrência de acidentes, em razão de se expor aos riscos existentes nestes locais.

12.0 Atos Inseguros

São atitudes pessoais do individuo, que independe das condições físicas do


ambiente, que provocam a exposição de terceiros ou de si próprio aos riscos de
acidentes, invariavelmente por Negligência, Imprudência ou Imperícia. Em alguns casos,
o fator psicológico é o responsável levando o indivíduo a praticar atos inseguros.

13.0 Avaliação Inicial

Antes de qualquer outra atitude no atendimento ás vítimas, deve-se obedecer a


uma sequência padronizada de procedimentos:

 Providenciar ligação para o serviço de resgate ou ambulância;


 O local da ocorrência é seguro?;
 Há mais de uma vítima?;
 Será necessário movimentar a vítima?;
 A vítima está consciente?
 As testemunhas: o socorrista deve ouvir o que dizem a respeito dos momentos
que antecederam o acidente;
 Mecanismo da lesão: há algum objeto caído próximo da vítima?;
 Deformidades e lesões;
 Sinais: há sangue nas vestes ou ao redor da vítima? Vômito? Está tendo
convulsões?

14.0 Análise Primária

Avaliação realizada sempre que a vítima está inconsciente e é necessária para se


detectar as condições que colocam em risco iminente a vida da vítima.

 Determinar inconsciência;
 Abrir as vias aéreas;
 Checar a respiração;
 Checar a circulação;
 Checar se há hemorragias.
15.0 Proteção

Na maioria dos casos, você pode controlar o risco de exposição a doenças usando:
EPI. O tipo mais comum de Proteção envolve o uso de Luvas Descartáveis.

Figura: 1.0 Luvas descartáveis

Fonte:www.dermosolution.com.br
16.0 Reações do Socorrista

Eventos estressantes podem ser psicologicamente impressionantes e resultar em


uma afecção conhecida como: Transtorno por Estresse Pós-Traumático. Seus sintomas
incluem: Depressão e Flashbacks. Discutir seus sentimentos, medos e reações dentro
de 24 a 72 horas após prestar o atendimento em uma situação de lesão traumática ajuda
a prevenir problemas emocionais posteriores. Você pode discutir seus sentimentos com
um amigo em quem confia. Extravasar rapidamente seus sentimentos ajuda a aliviar
ansiedades pessoais e estresse.

17.0 Exame Físico

Após realizar a checagem inicial, realize um rápido exame físico para reunir
informações sobre a vítima. Checar sinais e sintomas:

Sinais: condições da vítima que você pode ver;

Sintomas: Sintomas que a vítima sente e é capaz de descrever.

18.0 Anamnese

Uma vítima alerta pode fornecer informações que indiquem o problema, você
pode levantar seu histórico com a família, amigos ou as pessoas que presenciaram o
acidente.
Perguntas necessárias:

 O que aconteceu?
 Você é alérgico a alguma coisa?
 Você está tomando alguma medicação?
 Você já apresentou este problema antes?
 Você apresenta outros problemas médicos?
 Qual foi a última vez que você se alimentou ou bebeu alguma coisa?
 Lesão: como você se machucou?

19.0 Aguarde o Resgate

 Continue conversando com a vítima;


 Anote ou observe qualquer reação que ocorra com a vítima;
 Evite movimentá-la.

20.0 Anafilaxia
Essa reação ocorre quando uma substância á qual a vitima é muito sensível
penetra em seu organismo. Se não tratada, pode ser fatal em poucos minutos Ocorre a
incapacidade de respirar, porque as vias aéreas edemaciadas bloqueiam a passagem de
ar para os pulmões.

20.1 Principais Causas

 Medicamentosa;
 Alimentos;
 Picadas de insetos;
 Plantas.

20.2 Sinais

 Dificuldade respiratória;
 Reação Cutânea;
 Edema;
 Coriza;
 Tosse;
 Cianose;
 Tontura;
 Náusea e Vômito.

Figura: 1.1 Angioedema de lábios

Fonte:www.medfoco.com.br
20.3 Cuidados

 Chame o serviço de resgate;


 Certifique-se de que a vítima possui medicação para combater reações alérgicas
(Epinefrina);
 Mantenha a vítima responsiva e sentada para facilitar a sua respiração;
 Mantenha a vítima não responsiva deitada de lado.
20.0 Contusão e Escoriação

Denomina-se Contusão quando ocorre uma batida ou beliscão sem rompimento da


pele;
Denomina-se Escoriação quando a pele sofre arranhões em contato com a aspereza do
chão.

25.0 Cuidados

 Contusão: Aplicar compressas frias ou bolsa de gelo até alívio da dor ou do inchaço;
 Elevação da parte afetada.
 Escoriação: Lavar as mãos com água e sabão para diminuir o risco de infecção;
 Lavar a ferida com água e sabão; secar com pano limpo; verificar se existe
sangramento; proteger o local com gaze ou curativo pronto; manter o curativo limpo e seco.

Figura 1.2 Escoriação no braço

26.0 Vertigens

Essa sensação de mal estar é desagradável e pode manifestar-se por zumbidos e até por
surdez momentânea. É frequente vir acompanhada de náuseas, a pessoa acometida de
vertigem dificilmente perde os sentidos, mantendo-se consciente.

26.1 Principais Causas

 Alturas elevadas;
 Mudanças bruscas de pressão atmosférica;
 Ambientes Abafados;
 Movimentos giratórios rápidos;
 Mudanças bruscas de posição.

26.2 Cuidados
 Colocar a vítima deitada em decúbito dorsal, mantendo a cabeça baixa, sem
travesseiros;
 Não deixar que a vítima faça qualquer movimento brusco, sobretudo com a cabeça;
 Afrouxar toda a roupa da vítima para que a circulação sanguínea se restabeleça sem
dificuldades;
 Animar a vítima com palavras de conforto.

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27.0 Desmaio

Causado pela diminuição de sangue no cérebro. Isso pode ser provocado por vários
motivos. Normalmente, o desmaio não passa de um acidente leve e passageiro. É grave
quando causado por hemorragias, ferimentos e traumatismos na cabeça.

27.1 Principais Causas


 Falta de alimentação;
 Fadiga;
 Emoções fortes;
 Grande perda de sangue;
 Ambientes muito abafados.

27.2 Sinais

 Fraqueza;
 Tonturas;
 Palidez;
 Suor Frio;
 Escurecimento da vista;
 Falta de controle muscular.

27.3 Cuidados

Se a vítima estiver prestes a desmaiar: deve-se colocá-la sentada em uma cadeira, com
a cabeça abaixada para frente. Deve-se evitar aglomerações. Em seguida colocar a mão sobre
a nuca da vítima e pedir que ela force a cabeça para cima. Enquanto isso o socorrista empurra-
a levemente para baixo.
Se o desmaio já ocorreu deve-se: Deitar a vítima no chão, sem retirá-la do local do
acidente. Realizar análise primária (checar respiração). Afrouxar as roupas da vítima e elevar
as pernas de modo que facilite a chegada de sangue ao cérebro.
Caso não recupere a consciência dentro de 3 minutos deve-se: Lateralizar a vítima.
Nunca deixe uma pessoa que acabou de se recuperar de um desmaio levantar-se
imediatamente. O esforço despendido pode provocar novo desmaio. É desaconselhável tentar
acordar a vítima jogando água fria na face, sacudi- lá, dar-lhe tapas no rosto ou oferecer
substâncias para cheirar.

28.0 Crises Convulsivas

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A vítima de crise convulsiva sempre caí e fica com o seu corpo tenso e retraído. Em
seguida ela começa a debater-se violentamente e pode apresentar os olhos virados para cima,
lábios e dedos arroxeados. Em certos casos a vítima baba e urina. Essas contrações fortes
duram de 2 a 4 minutos, depois disso, os movimentos vão enfraquecendo e a vítima vai se
recuperando lentamente.

28.1 Causas

 Febre muito alta;


 Intoxicações (uso de drogas ou álcool);
 Epilepsia ou lesões cerebrais;
 Interrupção do fluxo sanguíneo cerebral (causado por AVC);
 Ansiedade, cansaço e nervosismo.

28.2 Cuidados

 Deite a vítima no chão e afaste tudo que esteja ao seu redor e possa machucá-la:
(móveis, objetos, pedras);
 Não impeça os movimentos da vítima;
 Retire próteses dentárias, óculos, colares que possam se quebrar e machucar ou
sufocar a vítima;
 Se possível coloque um pano ou lenço dobrado na boca da vítima, entre seus dentes,
para evitar que ela morda a língua; no caso da vítima já ter cerrado os dentes não tente abrir
a sua boca.
 Afrouxe suas roupas e deixe ela se debater livremente, coloque um pano debaixo de
sua cabeça para evitar que se machuque;
 A pessoa que está tendo convulsões costuma apresentar muita salivação, o estado de
inconsciência não permite que ela engula a saliva; por isso lateralize a sua cabeça e segure
para que a saliva escorra com maior facilidade;
 Não dê à vítima nenhum líquido ou medicação pela boca, pois ela poderá sufocar com
o mesmo;
 Cessada a convulsão deixe a vítima repousar até que recupere a consciência;
 Após a convulsão a pessoa dorme e esse sono pode durar segundos ou horas, deixe-a
dormir;
 Em seguida encaminhe-a à assistência médica.

29.0 Crise Histérica

É uma classe de neurose que apresenta quadros clínicos muito variados. Entre os mais
conhecidos estão às crises emocionais violentas e teatrais, ou os sintomas corporais mais
duradouros como:

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 Histeria de Conversão:

A vítima apresenta: paralisia; sensação de anestesiamento e bolo na garganta.

 Histeria de Angústia:

É aquela que se manifesta por fobias. Medo sem razão que o justifique. Pode ser
localizada a algum objeto ou elemento do mundo exterior.

29.1 Sinais

Na crise histérica a vítima responde a estímulos dolorosos e seus olhos podem ficar
virados para cima, como na crise convulsiva; as pálpebras mesmo fechadas apresentam
pequenos movimentos.

29.2 Cuidados

 Primeiramente afaste as pessoas curiosas ou leve a vítima para um lugar isolado;


 Procure falar com a pessoa, jamais a agrida com palavras ásperas ou movimentos e
gestos agressivos, que só pioraria o seu estado;
 Passado a crise, procure orientar que a vítima recorra a um tratamento adequado.

30.0 Insolação

É uma enfermidade produzida pela exposição excessiva ao sol. Pode manifestar-se de


várias maneiras: (quando a pessoa caí desacordada mantendo a pulsação e a respiração).

30.1 Sinais

 Tontura; enjoo e dor de cabeça;


 Pele seca e quente;
 Rosto avermelhado;
 Febre alta;
 Pulso rápido e respiração difícil.

30.2 Cuidados

 Enquanto aguarda socorro médico você deve colocar a vítima na sombra;

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 Por compressas frias sobre a sua cabeça e envolver o corpo em toalhas
constantemente molhadas com água fria a fim de baixar a temperatura;
 Se ela estiver consciente, dê água para beber.

31.0 Queimaduras de 1° Grau

É a mais comum dos tipos de queimaduras. Geralmente deixa a pele avermelhada


provocando ardor e ressecamento. Não é grave, porém se atingir mais da metade do corpo
pode vir a se tornar grave. É produzida por exposição prolongada à luz solar ou por contato
breve com líquidos ferventes.

Figura 1.4 Queimadura de 1 ° grau após bronzeamento artificial.

Fonte: www.em.com.br

31.1 Cuidados

 Oferecer água para hidratar a vítima;


 Tentar aliviar a dor; deixando que o local da queimadura permaneça por algum tempo
em água fria de chuveiro ou torneira; ou aplicando compressas frias.

32.0 Queimadura de 2° Grau

 São produzidas por contato ou imersão em: líquidos ferventes;


 chamuscamento por explosões (álcool, gasolina e gás);
 substâncias caústicas (ácidos, removedores, tintas, detergentes).

São mais graves que as de 1° Grau, pois a perda de água que elas podem provocar
podem levar a desidratação.

Figura 1.5 Queimadura de 2° Grau

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Fonte: www.dermatologia.net

32.1 Cuidados
 Providenciar assistência médica imediata;
 Dar líquidos por via oral;
 Aplicar compressas frias no local.

33.0 Queimadura de 3° Grau

São queimaduras que atingem todas as camadas da pele; podendo ainda atingir os
músculos e ossos. Essas queimaduras se apresentam: secas; esbranquiçadas ou de aspecto
carbonizado. A pele se assemelha ao couro. Os locais da queimadura de 3° grau não são muito
dolorosos, pois há destruição dos nervos que transmitem a sensação de dor.

Figura 1.6 Queimadura de 3° Grau

Fonte: www.mdsaude.com

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33.1 Causas

 Contato direto com chamas;


 Líquidos ou inflamáveis;
 Eletricidade.

São as mais graves e representam sério risco para a vítima sobretudo se atingirem
grande extensão do corpo.

33.2 Cuidados

 Retire da vítima roupas e anéis presentes na área queimada;


 Resfrie rapidamente o local com água ou compressas frias;
 Verifique a respiração, se necessário faça respiração artificial;
 Cubra o local com pano úmido e limpo em seguida procure ajuda médica
imediatamente.

34.0 Queimaduras por substâncias químicas

A maior parte das queimaduras químicas ocorre por contato com:

 Ácidos; removedores; tintas;


 Ocorre em laboratórios e indústrias.

34.1 Cuidados
 Lavar o local queimado com água em abundância para que não fique nenhum resíduo
da substância química;
 Proteger as feridas com gaze ou pano limpo;
 Queimaduras com soda caústica deve-se retirar a substância com pano limpo antes da
lavagem, pois em contato com água cria uma reação química que provoca calor.

Figura: 1.7 Lavagem do local queimado

Fonte: www.firstai.de
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35.0 Queimadura nos olhos

A ação deve ser rápida para evitar a perda parcial ou total da visão.

 Se for atingido por substância química como: ácidos ou gasolina o socorrista deve agir
com máxima urgência, lavando de imediato o olho.
 Na lavagem deve-se tomar o cuidado para não prejudicar o olho não afetado; após
lavar cobrir o olho afetado com pano limpo ou gaze e procurar socorro médico
imediatamente.

Figura: 1.8 Lavagem e cobertura ocular

Fonte: www.firstai.de

36.0 Choque elétrico

Num acidente com choque elétrico qualquer demora poderá ocasionar sérios
problemas. Muitas vezes a pessoa que leva o choque fica presa à corrente elétrica. Não toque
na vítima, antes de desligar a corrente elétrica, chave geral ou fusível.
Afaste a vítima do fio elétrico usando material não condutor de corrente elétrica como:
borracha, cabo de vassoura, vara de madeira, etc...

Figura 1.9 Afaste a vítima do fio elétrico


Fonte:www.enfermagemonline.com

36.1 Cuidados
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 Deite a vítima;
 Faça análise primária da vítima;
 Caso PCR inicie a massagem cardíaca;
 Verifique se houve queimadura;
 Cuide das queimaduras conforme o grau atingido;
 Quando ocorre choque elétrico em fios de alta tensão na rua só a central elétrica pode
desligá-lo. Ligue para a central elétrica; bombeiros ou polícia e indique o local do acidente.

37.0 Corpos estranhos nos olhos

Os olhos são muito delicados. Quando atingidos por poeira; areia; insetos ou outros
pequenos corpos estranhos podem sofrer irritação, inflamações e ferimentos mais sérios e
até a perda da visão.

37.1 Cuidados

 Quando um corpo estranho atinge o olho de uma pessoa, ela deve fechá-lo e esperar
algum tempo para que as lágrimas lavem-no;
 Se este processo falhar, deve-se tentar localizar o corpo estranho, virando a pálpebra
superior para cima ou a inferior para baixo;
 Quando ver o objeto tente removê-lo com ajuda de um cotonete umedecido com água
ou pano limpo;
 Se o corpo estranho estiver encravado no globo ocular não tente removê-lo;
 Basta colocar uma compressa ou pano limpo sobre o olho afetado e cobrir também o
olho não atingido para evitar qualquer movimento do olho afetado;
 Procurar socorro médico imediato;
 Não deixar que a vítima esfregue o olho, pois isso pode causar um ferimento maior.

38.0 Corpos estranhos na pele

Quando corpos estranhos ficam cravados na pele isso pode causar ferimentos e
infecções.Deve-se remover o corpo estranho com ajuda de uma pinça ou agulha (aquecida em
fogo). Nunca utilize canivete.
Caso a pele seja atingida por um anzol de pesca, não se deve tentar retirá-lo puxando-o
pelo mesmo orifício de entrada, pois isso causará um ferimento ainda maior; empurre o anzol
até que a fisga fique exteriorizada; em seguida corte a ponta do anzol com alicate; procure
socorro médico.

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39.0 Corpos estranhos no ouvido

A presença de um corpo estranho no ouvido, não caracteriza urgência, portanto não há


necessidade de afobação. A vítima sentirá um mal estar, pois estará com a audição diminuída.
Se o corpo estranho for um inseto, o ruído poderá gerar um estado de irritabilidade ou
inquietação e deve-se agir de imediato para aliviar a vítima.

39.1 Cuidados

 Se o inseto estiver se movimentando dentro do ouvido, pode-se utilizar um facho de


luz para atraí-lo;
 Puxar a orelha para trás e dirige-se o facho de luz para o canal auditivo;
 Se o inseto não sair, deve-se colocar óleo de cozinha ou azeite no ouvido, mantendo-
o voltado para cima;
 Após algum tempo, vira-se a cabeça e o óleo saíra, desalojando o inseto.
 Não tente retirar o corpo estranho do ouvido, com cotonete, pinça ou outro
instrumento qualquer, pois corre-se o risco de empurrá-lo mais para dentro podendo atingir
os tímpanos e até provocar surdez.

40.0 Corpo estranho no nariz

É comum crianças pequenas introduzirem corpos estranhos no nariz. Em nenhuma


hipótese devemos introduzir algum instrumento na narina atingida. Isso pode provocar outras
complicações.

40.1Cuidados

 Se a pequena vítima não souber assuar o nariz, o socorrista deverá colocar a própria
boca sobre o nariz da criança e tentar aspirar o corpo estranho;
 Encaminhar ao socorro médico imediato;
 Vítima adulta: peça que comprima a narina que esteja livre e com a boca fechada,
tentar expelir o ar pela narina obstruída; sem muita violência para não ferir a cavidade nasal.

41.0 Corpo estranho na garganta

Corpos estranhos na garganta (como: espinhas de peixe ou moedas) podem obstruí-la,


provocar lesões e/ou asfixia, por impedir a entrada de ar nos pulmões. Quando acontecer com
criança é mais difícil, porque nem sempre ela consegue se livrar do objeto.

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41.1 Cuidados

 Deve-se colocar a criança de cabeça para baixo ou o corpo curvado para frente e, em
seguida, aplicar palmadas secas em suas costas;
 Se não conseguir retirar o objeto com essa manobra, tente localizar o objeto e
introduza o dedo indicador junto ás paredes da boca, para alcançá-lo por trás;
 É preciso ter cuidado para não empurrar ainda o objeto, piorando ainda mais a
situação.

42.0 Manobra de Heimlich

 Verifique se a vítima está engasgada. Pergunte: Você está engasgada?


 Peça a alguém para ligar para o resgate;
 Posicione-se atrás da vítima e localize o seu umbigo;
 Coloque seu punho com a parte lateral do polegar contra o abdome da vítima
imediatamente acima do umbigo;
 Segure o punho com a outra mão e pressione para dentro e para cima;
 Continue as compressões até que o corpo estranho seja removido.

Figura: 2.0 Manobra Heimlich

Fonte: paoesaude.blogspot.com

43.0 Sangramentos e Hemorragias

Hemorragia é a perda de sangue que acontece quando há rompimento de veias ou


artérias provocadas por:
 Cortes;
 Amputações;
 Esmagamentos;
 Fraturas;
 Úlceras;
 Tumores.

44.0 Tipos de Hemorragias


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Hemorragia interna

Ocorre quando um objeto rígido não rompe a pele, mas o tecido e os vasos sanguíneos
abaixo da pele são esmagados causando sangramento interno.

Figura 2.1 Hemorragia interna

Fonte:heridasyhemorragias.wordpress.com

44.1 Sinais

 Hematoma;
 Área sensível e dolorosa à palpação;
 Vômito ou tosse com eliminação de sangue (hematêmese);
 Fezes escuras ou com sangue vermelho vivo (Melena)

44.2 Cuidados

 Ligue para o resgate;


 Evite que a vítima entre em estado de choque elevando suas pernas (15 a 30 cm);
 Cubra a vítima para manter seu calor;
 Lateralize a sua cabeça;
 Impeça a ingestão de líquidos;
 Monitorize a sua respiração.

45.0 Hemorragia externa

As lesões danificam os vasos e causam sangramento.


Os três tipos de sangramento estão relacionados ao tipo de vaso sanguíneo que é
lesado:

 Capilar;
 Venoso;
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 Arterial.

Figura 2.2 Tipos de sangramento

Fonte: resgate2005.tripod.com

46.0 Sangramento Capilar

Exsuda (caí em gotas), de um ferimento de forma constante, porém lenta. É o tipo mais
comum de sangramento e o mais fácil de se controlar.

47.0 Sangramento Venoso

Fluí continuamente. Como está sob uma pressão menor, ele não jorra sendo mais fácil
de controlar.

48.0 Sangramento Arterial

Apresenta-se em jatos com cada batimento cardíaco. A pressão que causa esse jato de
sangue também torna este tipo de sangramento difícil de controlar. É o tipo mais grave de
sangramento porque um grande volume de sangue pode ser perdido em um período de
tempo muito curto. A hemorragia abundante e não controlada pode causar a morte em 5
minutos.

49.0 Formas apresentadas

 Perfuração: causado por um objeto pontiagudo cortante como: (faca, picador de gelo,
projétil). Esses objetos podem danificar os órgãos internos, o objeto pode ficar cravado no
ferimento;

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 Avulsão: Um pedaço de pele rompido de forma traumática, que fica separado do
corpo;
 Amputação: o corte ou a remoção de uma parte do corpo;
 Incisão: um corte com bordas lisas, feitos por faca ou papel;
 Abrasão; a camada superficial da pele é removida com pouca perda de sangue
(arranhão e escoriação);
 Laceração: Cortes na pele com bordas irregulares. Lesão causada por forte ruptura do
tecido cutâneo.

49.1 Cuidados

 Proteja-se utilizando luvas descartáveis;


 Exponha o ferimento removendo ou cortando a roupa para encontrar a fonte de
sangramento;
 Coloque um curativo compressivo sobre a lesão;
 Elevar a área afetada (mmss ou mmii); para reduzir o fluxo de sangue;
 Enfaixe firmemente o curativo e a parte de cima e abaixo do ferimento com um rolo
de gaze;
 Caso as gases encharquem de sangue não remova o curativo, coloque outro curativo
por cima desse encharcado;
 Se o sangramento persistir aplique um ponto de pressão, enquanto mantém o
ferimento pressionado;

Figura: 2.3 Elevação da área afetada

Fonte: www.firstai.de

50.0 Uso de Torniquete

É uma medida extrema que só pode ser adotada em último caso ou se todos os outros
métodos falharem. Consiste em uma faixa de constrição que se aplica a um membro de
maneira tal que possa apertar até deter a passagem do sangue arterial. O material a ser
utilizado poderá ser o que houver á mão (gravata, lenço, toalha, suspensório, etc.) não
devendo ser inferior a 2,5 cm de largura para não afetar os tecidos. Deve-se usar um pequeno
rolo de gaze sobre a artéria para ajudar a compressão.

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Figura: 2.4 Instalação do torniquete

Fonte: www.isaudebahia.com.br

51.0 Complicações no uso do Torniquete

Uma vez realizado o torniquete não se deve mais afrouxá-lo. A parte do corpo que ficou
sem receber sangue libera grande quantidade de toxinas e, se o torniquete for afrouxado,
estas toxinas vão sobrecarregar os rins, podendo causar maiores danos à vítima como:

 Lesão de nervos e artérias;


 Ausência de circulação sanguínea na área abaixo da lesão;
 Formação de coágulos sanguíneos e substâncias de degeneração celular abaixo do
local de aplicação;
 Deve-se anotar a hora em que foi instalado o torniquete colocando em papel (a sigla
TQ + Horário e Local colocado), para que o serviço de emergência saiba;
 Não deve ser removido.

19.0 Hemorragia Nasal

Ocorre com maior frequência que as demais hemorragias, tanto em crianças quanto em
adultos. É causada pelo rompimento dos vasos sanguíneos do nariz. São casos sem maior
gravidade, mas que exigem atendimento imediato para que não se tornem mais sérias.

19.1 Cuidados

 Acalmar a vítima;
 Sente-a numa cadeira, com o tronco ereto e a cabeça levemente inclinada para trás;
 Apertar a narina que sangra durante 5 minutos, sem retirar a mão;
 Oriente a vítima que não assue o nariz para que não haja rompimento de novos vasos;
 Caso persista a hemorragia encaminhe a vítima ao socorro médico.

20.0 Hemorragia de Esôfago, Estômago e Duodeno

 Ocorre hematêmese (vômito vermelho vivo ou escuro como borra de café) e melena
(evacuações escuras e fétidas);
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 Náuseas;
 Mal-estar.

20.1 Cuidados

 Coloque a vítima deitada, sem travesseiro, com a cabeça lateralizada;


 Impedir ingestão de líquidos;
 Tentar evitar que a vítima entre em estado de choque elevando os membros inferiores;
 Ligar para o serviço de resgate e emergência.

21.0 Hemorragia dos Pulmões

Ocorre Hemoptise. O sangramento cor vermelho vivo e espumante saí pela boca e pelo
nariz; acompanhado de tosse.
Nesse caso deve-se levar a vítima imediatamente ao serviço de emergência.

22.0 Hemorragia Vaginal

Consiste na perda anormal de sangue pela vagina, fora dos períodos menstruais. Ocorre
Metrorragia.

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51.1 Causas

 Abortamento;
 Gravidez ectópica;
 Estupro;
 Acidentes;
 Tumores;
 Ruptura uterina no parto.

51.2 Cuidados

 Providenciar socorro médico imediato;


 Ligar para o resgate;
 Manter a vítima deitada em repouso, com as pernas elevadas.

52.0 Amputações

No caso de amputações nos dedos ou membros, a hemorragia deve ser estancada o


mais rápido possível, até mesmo com a utilização de torniquete.

Após vem a sequência a seguir:

 A parte amputada deve ser enrolada em gaze ou pano limpo e depois colocada em
saco plástico com soro fisiológico ou com água e uma pitada de sal;
 O saco plástico deve ser colocado em um recipiente cheio de gelo e levado ao hospital
junto com a vítima;
 Em muitos casos existe a possibilidade de reimplante.

Figura: 2.5 Amputação de dedos

Fonte:www.radioclubemt.com.br

26
MODULO 2

53.0 Ferimentos

Os ferimentos podem ser causados por:

Instrumentos cortantes:

 Facas e Lâminas;

Instrumentos perfurantes:

 Pregos, Garfos, Arames, Projéteis de arma de fogo ou ainda por: Queimaduras ou


Mordedura de animais.

53.1 Cuidados

 Proteger o local com uma compressa de gaze ou curativo pronto, fixando-o com um
esparadrapo;
 Caso não tenha gaze utilize um lençol ou qualquer pedaço de pano limpo;
Nunca utilizar algodão ou lenço de papel, pois estes aderem no corte e são de difícil
remoção.

54.0 Ferimentos no Tórax

Os ferimentos no tórax podem ser muito graves, principalmente se os pulmões forem


atingidos. O agente causa um orifício maior na parede do tórax, o socorrista pode ouvir o ar
saindo borbulhando por esse mesmo orifício.

54.1Cuidados

 Nesse caso só há uma coisa a fazer: cobrir o ferimento com pano limpo, plástico ou
gaze, como uma compressa grande fixada por meio de faixas ou ataduras, para vedá-lo
totalmente;
 Depois se deve observar a respiração da vítima. Se houver piora da respiração, deve-
se descobrir parcialmente a ferida.
 Outra forma é fazer um curativo preso em 3 lados, que permite na expiração, a
expulsão do ar através do seu lado solto.

55.0 Ferimentos no Abdome

27
Os ferimentos profundos no abdome costumam ser perigosos porque algum órgão
interno pode ter sido atingido, devido a perfuração da parede. Partes de algum órgão podem
vir para o exterior, como o intestino. Nesses casos não tente recolocá-los no lugar.

55.1Cuidados

 Cubra as partes expostas com panos limpos, umedecidos com água e mantenha-os
constantemente úmidos;
 Não se deve cobrir os órgãos expostos com materiais aderentes (papel toalha, papel
higiênico, algodão), que deixam resíduos e levam muito tempo para serem removidos.

56.0 Ferimentos com Objeto Cravado

Quando houver ferimento causado por: faca, canivete, lasca de madeira, cacos de vidro,
e o objeto estiverem cravados nunca o retire, pois assim pode ocorrer hemorragias graves ou
lesão de nervos e músculos próximos à região afetada.

Figura 2.6 Objeto cravado em crânio

Fonte:www.rota83.com

56.1Cuidados

 Manter o objeto no lugar;


 Fazer um curativo volumoso para estabilizar o objeto;
 Providenciar serviço de Emergência e Resgate;
 Objeto cravado muito longo pode ser cortado sem movimentá-lo;
 Ferimentos por arma de fogo é necessário localizar nas lesões provocadas pela entrada
e saída da bala;
 Se houver hemorragia deve-se estancá-la através de compressão, e encaminhar ao
serviço de emergência médica.

28
57.0 Fratura

É um tipo de lesão em que ocorre a quebra de um osso. Essas lesões podem ser de dois
tipos:

 Fratura Interna ou Fechada;


 Fratura Exposta ou aberta.

Quedas, pancadas, encontrões podem lesar nosso sistema osteoarticular, provocando:

 Fraturas;
 Entorses;
 Luxações.

Figura: 2.7 Fratura aberta e fechada

Fonte:drcarlosreyblogspot.com

58.0 Fratura interna

Ocorre quando não há rompimento da pele.

58.1 Sinais e sintomas

 Dor intensa;
 Deformação do local afetado se comparado com a parte normal do corpo;
 Incapacidade ou limitação de movimentos;
 Edema e hematoma no local;
 Crepitação.

58.2 Cuidados

Imobilização impedindo o deslocamento dos ossos fraturados evitando maiores danos.

29
Como imobilizar:

 Não tente colocar o osso no lugar; movimente o menos possível;


 Movimente-o o menos possível;
 Mantenha o membro numa posição mais natural possível, sem causar desconforto
para a vítima;
 Improvise talas com o material disponível no momento: (revistas grossas, madeira,
galhos de árvores, guarda-chuva, jornal grosso dobrado, etc.).

59.2 Cuidados

 Acolchoe as talas com panos ou qualquer outro material macio, a fim de não ferir a
pele;
 Utilize talas que ultrapassem as articulações acima e abaixo da fratura e sustentem o
membro atingido;
 Amarre as talas com tiras de pano em torno do membro fraturado;
 Não amarre no local da fratura

59.3 Orientações

 Sempre que imobilizar um membro fraturado, deixe os dedos de fora, para verificar
qualquer alteração, se estiverem inchados, roxos ou adormecidos, as tiras devem ser
afrouxadas;
 Se a vítima estiver calçada não tente retirar o calçado para não mexer no local da
fratura. Nessa situação o calçado deve ser desapertado, e o cardaço pode ser utilizado na
imobilização do pé;
 Fratura de antebraço deve-se utilizar uma tipoia, para fazer a tipoia, dobre um lenço
em triângulo e, envolvendo o antebraço no lenço, prenda as pontas atrás do pescoço;
 Vítima com perna fraturada não deixe que ela tente andar, se for necessário
transportá-la, improvise uma maca e solicite a ajuda de alguém para carregá-la;
 Fraturas de clavícula, escápula ou braço, lesões nas articulações do ombro ou do
cotovelo, deve-se imobilizar o osso afetado colocando o braço na frente do peito e
sustentando-o com uma atadura triangular dobrada, e duas circulares.

60.0 Fratura aberta

A fratura é aberta ou exposta quando o osso perfura a pele;


Nesse caso, proteja o ferimento com gaze ou pano limpo antes de imobilizar, a fim de
evitar a penetração de poeira ou qualquer outra substância que favoreça uma infecção.

30
60.1 Cuidados
Não tente colocar o osso no lugar;
Evite qualquer movimento da vítima;
Após cobrir e imobilizar a fratura, procure socorro médico;
Se não for palpado pulso no membro abaixo da fratura, a necessidade de assistência
médica é ainda maior.

61.0 Fraturas especiais

Fratura de Crânio: dor local; êmese; inconsciência; apnéia; epistaxe; sangramento pela
boca e ouvido;

Fratura de Coluna:dor local; perda da sensibilidade; formigamento e perda de


movimentos dos mmss e mmii;

Fratura de costelas: respiração difícil, dor a cada movimento respiratório;

Fratura de bacia ou fêmur:dor no local; dificuldade de movimentar-se e de ficar em pé.

61.1 Cuidados

Se houver suspeita de uma dessas fraturas é necessário:

 Manter a vítima imóvel e agasalhada; não mexer e nem permitir que alguém mexa na
posição da vítima até a chegada de pessoal habilitado;
 Se não for possível contar com pessoal habilitado, transportar a vítima sem curvá-la,
erguendo-a horizontalmente com a ajuda de 3 pessoas;
 Coloque a vítima deitada de costas sobre uma superfície dura (maca, tábua, porta);
 Observe a respiração e verifique o pulso se necessário, faça RCP;
 Se suspeitar de lesão na coluna cervical (pescoço), muito cuidado para não movimentar
a cabeça da vítima;
 Transportar a vítima deitada e com o pescoço imobilizado;
 Evitar freadas bruscas ou buracos ao dirigir para não agravar o estado da vítima.

62.0 Entorses

Os ossos do esqueleto humano estão unidos uns aos outros através dos músculos, e as
superfícies de contato são mantidas umas ao encontro das outras por meio de ligamentos.

31
Quando há um movimento brusco além do normal pode ocorrer estiramento e até ruptura
dos ligamentos (Entorses).

Figura: 2.8 Entorse de Tornozelo

Fonte:plus.google.com

62.1 Sinais e Sintomas

A vítima de entorse sente:

 Dor intensa Na articulação afetada;


 Edema;
 Hematomas e Equimoses.

62.2 Tipos

As entorses mais comuns são:

 Punho;
 Joelho;
 Pé.

62.3 Cuidados

 Deve-se colocar gelo ou compressas frias no local;


 Imobilizar a articulação afetada, como no caso de uma fratura;
 Não se deve permitir que a vítima utilize a articulação machucada;
 Continuar a aplicação de gelo sempre com a pele protegida por toalha nos dias
seguintes ao acidente;
 A articulação atingida geralmente se recupera em uma semana, em alguns casos mais
graves, pode haver derrame interno; ruptura de ligamentos ou mesmo fratura sendo mais
difícil de curar.

32
64.0 Luxação

Na luxação as superfícies articulares deixam de se tocar de forma permanente.

Figura: 2.9 Luxação do cotovelo

Fonte:www.leticiadeortopedie.ro

64.1 Sinais e Sintomas

 Dor;
 Deformação no nível da articulação;
 Impossibilidade de movimentos;
 Hematomas;
 É comum ocorrer ao mesmo tempo com a luxação uma fratura.

64.2 Cuidados

 Imobilizar a articulação luxada;


 Não tentar colocá-la no lugar;
 Procurar socorro médico;
 Não se deve fazer aplicação quente nem massagem no lugar afetado.

65.0 Intoxicação

Uma substância tóxica também conhecida como toxina é qualquer substância que
prejudique a saúde ou cause a morte devido à sua ação química ao ser ingerida ou entrar em
contato com a pele. A intoxicação ou envenenamento pode resultar em doença grave e morte
em poucas horas, se a vítima não for socorrida em tempo hábil.

33
Figura: 3.0 Substâncias químicas

Fonte: www.firstai.de

66.0 Intoxicação por substância ingerida

Ocorre quando a vítima ingere uma substância tóxica como:

 Produtos de limpeza;
 Remédios;
 Tintas;
 Inseticidas;
 Água sanitária;
 Amoníaco;
 Álcool.

66.1 Sinais e sintomas

 Dor ou cólica abdominal;


 Náusea ou vômito;
 Diarréia;
 Queimação, odor ou manchas ao redor e dentro da boca;
 Sonolência ou falta de responsividade;
 Confusão mental;
 Alucinações;
 Alteração no tamanho das pupilas;
 Frasco da substância tóxica próximo da vítima.

66.2 Cuidados

Para cuidar de vítimas que ingeriram substâncias tóxicas é preciso determinar o


seguinte:
Figura: 3.1 Intoxicações

34
Fonte: www.firstai.de

 Idade e tamanho da vítima;


 O que foi ingerido;
 A quantidade ingerida;
 Há quanto tempo ingeriu a substância.

 Vítima responsiva: ligue para o resgate a siga as orientações do funcionário;


 Mantenha a vítima deitada;
 Não dê remédio para cessar diarréia, leite, água ou café para inibir a ação da substância
tóxica.

 Vítima inconsciente: Abrir as vias aéreas;


 Verifique a respiração;
 Ligue para o resgate e siga as orientações do funcionário;
 Procure socorro médico imediato.

67.0 Intoxicação por monóxido de carbono

As vítimas frequentemente não percebem a presença de gás no ambiente. O gás é


invisível, insípido, inodoro e não irritante. É produzido pela combustão incompleta de material
orgânico como: gasolina, madeira, papel, carvão vegetal, carvão mineral e gás natural.

67.1 Sinais e sintomas

 Dor de cabeça;
 Zumbido nos ouvidos;
 Dor no peito;
 Astenia;
 Náusea e vômito;
 Tontura e alterações visuais;
 Inconsciência;
 Parada cardíaca e respiratória.

68.2 Cuidados
35
 Retire a vítima do ambiente tóxico e leve-a para o ar fresco;
 Ligue para o serviço de emergência;
 Monitorize respiração da vítima;

69.0 Intoxicação por plantas

Cerca de 50% das pessoas expostas a hera venenosa, carvalho venenoso e sumagre
venenoso são alérgicos a planta e irão reagir a ela. Mais de 60 plantas podem causar reações
alérgicas, mas a hera, o carvalho e o sumagre venenosos são muito mais comuns.

69.1 Sinais e sintomas

 Erupção cutânea
 Prurido;
 Vermelhidão;
 Bolhas;
 Edema.

69.2 Cuidados

 Lavar a área afetada o mais rápido possível para remover a resina oleosa ou devem
esfregar o local com grande quantidade de álcool (sem compressas);
 Aplicar loção de calamina;
 Aplicar pasta de bicarbonato de sódio;
 Casos mais graves devem procurar o atendimento médico imediato.

70.0 Mordida de animais

Os cães são responsáveis por cerca de 80% de todas as lesões causadas por mordida de
animais. Se a vítima for mordida por um animal selvagem, o incidente deve ser considerado
uma possível exposição à raiva, devendo ser procurado atendimento médico imediato.

36
Figura: 3.2 Cão

Fonte:vidasaudavel.powerminas.com

70.0 Raiva

É causada por um vírus encontrado nos animais sendo transmitido de um animal a outro
através da saliva, em geral através de uma mordida ou lambida. Um animal deve ser
considerado possivelmente rábico se:

 Atacou sem provocação;


 Agiu de modo estranho ou de forma não característica;
 Apresenta boca espumante com baba;
 Apresentar repelência à claridade;
 Se houver morte do cão no prazo de 5 a 7 dias.

70.1 Cuidados

 Se o ferimento não estiver sangrando intensamente lave-o com água e sabão sob
pressão;
 Evite esfregar para não lesionar os tecidos;
 Cubra o ferimento com um curativo estéril ou limpo;
 Procure atendimento médico imediato para fechamento dos ferimentos e para
possível profilaxia antitetânica ou antirrábica.

71.0 Picadas de cobras

As cobras podem ser classificadas em venenosas e não venenosas. A picada das não
venenosas não provoca manifestações gerais, mas pode causar alterações locais, como dor
moderada e, eventualmente, discreto edema. É importante que o socorrista e a própria vítima
tenham informações suficientes para permitir identificá-las.

37
71.1 Principais características

Nas Cobras Venenosas:

 A cauda é curta e grossa, com afinamento brusco;


 A cabeça das cobras venenosas em geral se destaca do corpo e tem forma triangular
com escamas semelhantes as do corpo;
 Normalmente as cobras venenosas não são agressivas, picando apenas quando
molestadas, numa atitude mais de defesa do que de ataque;
 Em presença de outro animal podem tomar atitude mais agressiva, ficando em posição
de bote.

Nas Cobras Não Venenosas:

 A extremidade da cauda é fina, o afinamento é progressivo;


 A cabeça é oval e as escamas mais alargadas, diferentes das do corpo (com exceção da
coral verdadeira, que também apresenta a cabeça recoberta por escamas grandes, em placas);
 As cobras não venenosas em geral fogem.

71.2 Veneno

O veneno é um líquido pouco viscoso, transparente, levemente leitoso ou amarelo, que


é inoculado, sob pressão.

Que pode provocar:

 Toxicidade para o SNC;


 Destruição de proteínas (necrose tecidual);
 Destruição de glóbulos vermelhos;
 Interferência na coagulação do sangue;
 A ação do veneno é diferenciado de acordo com o tipo de cobra.

Figura: 3.3 Picada de cobra

Fonte: cabuloso.xpg.uol.com.br
38
71.3Principais cobras venenosas

 Jararaca;
 Surucucu;
 Cascavél;
 Corais.

A cobra coral é a cobra mais peçonhenta da América, porém ela raramente ataca as
pessoas. A cobra coral tem presas curtas e tende a ficar grudada à vítima para inocular seu
veneno que tem ação muito rápida no organismo; de grande potência e mortal.

Figura 3.4 Cobra Coral

Fonte: saudetotal.org.br

71.4 As cobras venenosas apresentam sempre:

 Um par de dentes em forma de agulha;


 Fosseta Loreal (orifício de cada lado da cabeça, situado entre os olhos e a narina);

Figura 3.5 Cobra venenosa

Fonte: milintatublogspot.com

39
71.5 Sinais e sintomas

 Dor intensa com queimação;


 Lesões com dois furos;
 Edema;
 Diplopia ou dificuldade em abrir os olhos;
 Alteração da cor da pele e bolhas com sangue possivelmente desenvolvendo horas
após a picada necrose teciduais;
 Náusea, vômito, sudorese, dor ao engolir e ao falar e fraqueza.

71.6 Cuidados em picada de cobra venenosa

 A ação do socorrista deve ser rápida, nos primeiros 30 minutos o veneno se difunde
para os tecidos;
 Leve a vítima calma e limite o seu movimento, se possível carregue a vítima ou faça-a
caminhar muito lentamente para ajudar a minimizar o esforço físico ou deite a vítima;
 Retire anéis e aliança do dedo atingido, pois o edema pode tornar-se intenso e produzir
garroteamento;
 Lave delicadamente a área picada com água e sabão;
 Aplique leve pressão (enrolando uma bandagem em torno do local picado e em toda a
extensão do braço ou da perna);
 Ligue para o serviço de emergência.

71.7 NUNCA

 Corte a pele da vítima;


 Tente chupar o veneno;
 Amarrar ou fazer Torniquete

Figura: 3.6 Nunca corte a pele da vítima

Fonte: www.webcamping.com.br

71.8 Cuidados em picada de cobra não venenosa

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 Uma cobra não peçonhenta deixa as marcas das presas em forma de ferradura na pele
da vítima;
 Se você não tiver certeza do tipo de cobra, presuma que ela seja peçonhenta;
 Leve a vítima e as pessoas próximas para longe da cobra ;
 Lave delicadamente a área picada com água e sabão;
 Procure um atendimento médico.

72.0 Picadas de escorpião

Os escorpiões assemelham-se a pequenas lagostas, com garras semelhantes aos de uma


lagosta e uma longa “cauda” curvada com um ferrão de onde saí o veneno.

Figura: 3.7 Escorpião

Fonte:www.kafkacp.com.br

72.1 Sinais e sintomas

O sinal mais frequente de picada de escorpião, especialmente em uma vítima adulta, é


dor local imediata e queimação em torno do local da picada com posterior adormecimento ou
formigamento.

72.2 Vítimas potenciais

 Idosos;
 Crianças;
 Pessoas alérgicas.

72.3 Cuidados

 Lave delicadamente o local da picada com sabão e água ou esfregando álcool;


 Aplique uma bolsa de gelo ou compressa fria sobre a área;
 Procure atendimento médico.

41
73.0 Picadas de aranhas

As aranhas em sua maioria são peçonhentas. Entretanto a maioria delas não possui um
sistema de inoculação eficiente (presas longas e mandíbulas poderosas) para picar um ser
humano. Raramente ocorre morte por picadas de aranhas. Uma picada de aranha é difícil de
diagnosticar especialmente quando a aranha não foi vista nem capturada, porque em geral as
picadas causam pouca dor imediatamente.

73.1 Sinais da picada de uma Aranha Viúva Negra

 Dor aguda no momento da picada ou dentro de 15 minutos após a picada com perda
da sensação da área picada;
 Duas pequenas marcas podem ser vistas como minúsculos pontos vermelhos;
 Dor abdominal intensa (uma picada no braço pode causar dor torácica intensa,
simulando um ataque cardíaco);
 Cefaleia, calafrios, febre, sudorese intensa, tontura, náusea e vômito.

Figura: 3.8 viúva negra

Fonte:gaiabiodicas.webnode.com.br

73.2 Sinais da picada de uma Aranha Reclusa Castanha

 Uma reação local que ocorre em geral nas horas seguintes; como dor e prurido leves e
intensos;
 Forma-se uma bolha vários dias depois, ficando vermelha e estourando a seguir;
 Durante os primeiros estágios a área afetada em geral adquire uma aparência de olho
de boi, com uma área central branca circundada por uma área avermelhada e anéis com
bordas esbranquiçadas;
 Forma-se uma casca que caí em poucos dias, deixando uma grande Úlcera. Este
processo de destruição tecidual lenta pode continuar durante semanas ou meses. A úlcera por
vezes requer enxerto de pele.
42
 A vítima sente ainda: cefaleia, febre, fraqueza, náusea e vômito.

Figura: 3.9 aranha castanha marrom

Fonte:animais.culturamix.com

Figura: 4.0 Lesões pós picada da aranha castanha

Fonte:acidentes com animais


peçonhentos. Butantã

73.3 Sinais de uma picada de aranha Tarântula

As tarântulas picam apenas quando provocadas ou tocadas de forma rude. A picada


varia de quase indolor a uma dor pulsátil profunda com duração de até 1hora.

Figura: 4.1 Tarântula

Fonte: www.orkin.com
43
73.4 Cuidados em todas as picadas de aranhas

 Se possível, capture a aranha para identificação;


 Lave a área picada com água e sabão ou esfregando álcool;
 Aplique bolsa de gelo ou compressa fria sobre a picada para aliviar a dor e retardar os
efeitos do veneno;
 Procure socorro médico imediato.

74.0 Parada Cardíaca

Um ataque cardíaco ocorre quando o tecido muscular do coração morre porque seu
suprimento de sangue encontra-se gravemente reduzido ou foi interrompido. Se o dano ao
músculo cardíaco for muito grave, o coração da vítima pode parar de bater. É uma afecção
conhecida como Parada Cardíaca. A parada cardíaca súbita é uma das principais causas de
morte que afeta cerca de 250 mil pessoas anualmente em locais fora de o ambiente hospitalar.
Poucas vítimas que sofrem uma parada cardíaca súbita fora do hospital sobrevivem, a menos
que ocorra uma sequência ideal de cuidados. Quando o coração de uma pessoa para de bater,
ela necessita rapidamente de:

 RCP,
 Um DEA e
 Profissionais Treinados.

A RCP consiste em soprar oxigênio para o pulmão da vítima e enviar sangue para o
coração e o cérebro por meio de compressões torácicas.

74.1Fatores de risco que Não se pode alterar

 Hereditariedade;
 Sexo (o homem está sob maior risco);
 Idade (80% têm mais de 65 anos de idade);

74.2 Fatores de risco que se pode alterar

 Tabagismo;
 Pressão Arterial Alta;

44
 Colesterol;
 Diabetes;
 Soprebeso;
 Vida sedentária;
 Estresse.

75.0 Os 4 Elos da cadeia de sobrevivência

1- Atendimento Precoce: Reconhecer os sinais indicadores de PCR e ligar


imediatamente para o resgate.

2- RCP Precoce: A ressuscitação cardiopulmonar envia uma quantidade mínima de


sangue para o coração e o cérebro, ganha tempo até que um DEA e uma equipe treinada
entrem em ação;

3- Desfibrilação Precoce: administrar choque no coração pode restaurar os


batimentos cardíacos em algumas vítimas;

4- Atendimento Avançado Precoce: Isso inclui medidas terapêuticas como:


administração de medicamentos e soros.

Figura 4.2 Corrente da sobrevivência

Fonte: Curso em Proteção e segurança


Marítima: Shelte\r

76.0 ABCD

Verifique a Responsividade:

 Bata de leve no ombro da vítima, perguntado você está bem?


 Se a vítima não responder, peça à uma pessoa próxima que ligue para o Resgate.

Abra as vias aéreas

 Incline a cabeça da vítima para trás levantando o queixo; isso faz com que a língua se
afaste da parte de trás da garganta, permitindo que o ar entre e saia dos pulmões.
45
Figura: 4.3 Abrindo as vias aéreas

Fonte:www.concursoefisioterapia.com

Verifique a Respiração

 Enquanto estiver realizando a manobra (inclinação da cabeça e elevação do queixo),


verifique a respiração colocando o seu ouvido próximo da boca da vítima;
 Verifique se o peito dela está subindo e descendo, e observe outros sinais de
respiração normal.

Figura: 4.4Ver, ouvir e sentir

Fonte:pcrprotocolos.blogspot.com.br

Respiração

 Se a vítima não estiver respirando, você deve realizar respiração de resgate;


 Com as vias aéreas desobstruídas, tampe o nariz da vítima e cubra a boca da pessoa
com sua própria boca de forma bem firme;
 Sopre o ar através da boca durante 1 segundo, inspire normalmente e, a seguir sopre
novamente como da primeira vez;
 Cada respiração de resgate deve fazer o peito da vítima se expandir.

46
Circulação

 Após certificar que a vítima está respirando adequadamente, o socorrista deverá


verificar se a circulação da vítima está eficiente. Dessa forma, o socorrista deverá checar o
pulso carotídeo e o pulso radial, sudorese, temperatura e coloração da pele e o enchimento
capilar.
 OBS.: Na ausência de pulso, a vítima encontra-se em parada cardiorrespiratória e
deverão ser iniciados os procedimentos para reanimação cardiopulmonar.

Figura: 4.5 Checar a circulação

Fonte: curso em proteção e segurança marítima shelter

77.0 PCR

Parada Cardiorrespiratória:

É definida como a ausência da respiração e dos batimentos cardíacos.

Causas:

 Choque elétrico;
 Gases venenosos;
 Afogamento;
 Asfixia ou sufocamento;
 Trauma;
 Reação a medicamentos
 Intoxicação;
 Infartos.

Os diversos sinais que caracterizam uma parada cardíaca são:

 Inconsciência;
 Palidez excessiva;
47
 Ausência de pulsação e de batimentos cardíacos;
 Dilatação de pupilas;
 Pele e lábios arroxeados.

78.0 Outros métodos de respiração de Resgate

 Boca - dispositivo de barreira;


 Boca - nariz;
 Boca - estoma.

79.0 Distensão do Estômago

As respirações de resgate podem causar distensão do estômago. Evite inflar


excessivamente os pulmões da vítima, inspirando normalmente antes de soprar o ar dentro
da boca da vítima. A distensão gástrica pode causar regurgitação dos conteúdos do estômago
e complicar o atendimento.

80.0 Compressões Torácicas

As compressões torácicas enviam uma quantidade mínima de sangue para o coração e


o cérebro. Realize compressões torácicas com:

 2 mãos para um adulto;


 1 mão para uma criança;
 2 dedos para um bebê.

A compressão deve ser rápida e firme. O peito de um adulto deve ser comprimido 4 a 5
centímetros e o de uma criança ou bebê, de um terço à metade de sua profundidade. A
posição desejada para as compressões torácicas em adultos e crianças é no meio do peito
entre os mamilos. Para os bebês é imediatamente abaixo da linha do mamilo.

Figura 4.6 Região Torácica

Fonte: curso proteção e segurança marítima shelter


48
Fonte:curso proteção e segurança marítima shelter

Aplique:

 30 Compressões a um ritmo de 100 compressões por minuto;

Para adultos, crianças e bebês. Após 30 compressões, realize:

 2 respirações;

Num total de: 5 ciclos (2 minutos)

Continue os ciclos de RCP até que:

 Um DEA esteja disponível;


 A vítima mostre sinais de vida;
 O resgate assuma o controle da situação.

Figura: 4.7 Desfibrilador externo automático

Fonte: www.cetescfire.com.br

80.1 Procedimento RCP em Adulto

 Coloque a parte de trás da palma da mão (região hipotênar) no centro do peito entre
os mamilos (2 a 3 cm acima do apêndice xifoide);
49
 Coloque a outra mão sobre a primeira;
 Pressione o peito por 4 a 5 centímetros;
 Aplique 30 compressões torácicas a um ritmo de 100 por minuto;
 Abra as vias aéreas da vítima e aplique 2 respirações (com duração de 1 segundo cada
uma).

Figura:4.7 posicionamento das mãos

Fonte: curso proteção e segurança marítima shelter

Figura: 4.8 Procedimento RCP adulto

81.2 Procedimento RCP em bebês

 Coloque 2 dedos sobre o esterno imediatamente abaixo da linha do mamilo;


 Pressione o peito de um terço à metade da profundidade do tórax;
 Aplique 30 compressões torácicas a um ritmo de 100 por minuto;
 Abra as vias aéreas da vítima e aplique 2 respirações (com duração de 1 segundo cada
uma).

Figura: 4.9 Usem dois dedos / Cubra o nariz e a boca na ventilação do bebê

Fonte: www.firstai.de

50
82.0 Quando parar a RCP?

Os procedimentos para RCP só poderão ser interrompidos se ocorrem ao menos um dos


seguintes casos:

 Ordem médica;
 A vítima apresentar movimentos;
 Cansaço extremo dos socorrista;
 A cena tornar-se insegura.

Figura: 5.0 Lembrem sempre desses números

51

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