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Introdução

Educação a Distância (EaD) é modalidade de aprendizagem formalmente inserida no contexto


educacional, apresentando rápida expansão no cenário mundial. Isso é compreendido ao se
analisarem novas demandas políticas e sociais, frente às necessidades e exigências de contínuo
aperfeiçoamento profissional no mercado de trabalho. No âmbito tecnológico, inovações
possibilitam novas situações de aprendizagem; no âmbitos pedagógicos, a fim de proporcionar
suporte nos estudos. Como na modalidade ocorre distanciamento físico entre professor e aluno, é
preciso auto motivação e disciplina, além de incentivo e investimento de professores e tutores.
Praticas Pedagógicas no Ensino à Distancia

A Educação a distância (EaD), modalidade educacional centenária, passou a ganhar mais atenção
proporcionalmente à evolução das tecnologias de comunicação. Formalmente inserida no
contexto educacional desde o século passado, a EaD, é definida como modalidade educacional
na qual a mediação didático pedagógica nos processos de ensino e aprendizagem ocorre com a
utilização de meios e tecnologias de informação e comunicação com estudantes e professores
desenvolvendo atividades educativas em lugares ou tempos diversos (BRASIL,2005,p.1)

PRATICAS PEDAGÓGICAS

Em se tratando de práticas pedagógicas, Brito e Purificação (2008, p. 45) enfatizam que a


direcção ao ensino e à aprendizagem é transmitida para os alunos pelo professor, que adquire o
nível de cultura necessário para o desempenho das suas actividades, através das práticas
pedagógicas. Para pessoas leigas em EAD a forma - padrão de pensar sobre o tópico, considera-o
somente como um estudo solitário que exige bastante auto disciplina, onde o aluno passa a ser
actor principal na busca do conhecimento, em contrapartida Alonso et al. (Preti,2005, p. 25)
considera importante as possibilidades de encontro, de interacção e de convivência, sob pena de
não realização da aprendizagem. De fato realizar momentos de troca entre os alunos na EaD, é de
fundamental importância, Faria e Lopes (apud Keegan 1996, p. 44), conceituam como um dos
elementos centraisda EaD “a possibilidade de encontros ocasionais com propósitos didácticos e
de socialização”.
Já Gottardi (2015, p. 113) acrescenta que os professores tutores podem também oportunizar aos
alunos a aprendizagem colaborativa através de acções pedagógicas, estimulando-os a
estabelecerem acções interactivas com os materiais didácticos e metodologias de ensino,
propiciando assim, a criação de comunidades de aprendizagem na busca de soluções para
problemas comuns.Com a colaboração e aprimoramento dos estudantes formando uma
comunidade que aprende junto (CORTELAZZO, 2013, p. 135). Sobretudo essas comunidades de
aprendizagem têm a criação e utilização facilitadas através do uso das redes sociais.
No tocante aos alunos é fundamental que eles tenham ambientação tecnológica e pedagógica nos
ambientes virtuais. É usual haver uma grande disparidade no acesso e domínio das tecnologias.
Por conseguinte, é indispensável que a instituição de ensino dê maior atenção para os alunos que
têm maiores dificuldades (Moran, 2007, p. 91).
Para Lopes e Faria (2013, p. 172) na EaD, o aluno não se educa sozinho, ele constrói seus
métodos de aprendizagem assumindo maior responsabilidade sobre a construção do
conhecimento, colaborando directamente para seu desenvolvimento integral.

Como resultado Alonso et al. (Preti, 2005, p. 34) observa que: “a tutória toma um novo sentido,
na medida em que uma tutória presencial difere-se em muito de uma online, quando se cria um
espaço particular para orientações”. Quando se trata de tutórias presencias remetemos aos
professores - tutores presenciais que actuam mais próximos fisicamente dos alunos. Mattar
(2012, p. 52) considera que: “a actuação do tutor como a de um professor, transportado agora
para um novo cenário em que tem que conviver com novos personagens e realizar novas
actividades”.Uma instituição que deseja avançar na utilização inovadora das tecnologias, deve
dar prioridade para a capacitação de docentes, funcionários e alunos no domínio técnico e
pedagógico (MORAN, 2007, p.90).

A relação docente e discente no ensino superior

A relação docente e discente no processo de aprendizagem é importante que o docente


desenvolva trabalhos em equipe, estimule a aprendizagem e seja um bom incentivador que
mostre os progressos desses discentes, através de críticas construtivas no decorrer de sua
formação. (MASETTO, 1998).

É essencial a parceria, com intuito de germinar o interesse e considerar que os discentes sejam
providos de maturidade para que possam ser corresponsáveis em sua própria formação
(MASETTO, 1998).

O discente precisa entender que ele também é responsável pela sua formação,
não ficando apenas essa tarefa para o docente. O docente pode sim fazer
comentários construtivos que oriente o melhor caminho a seguir. O respeito
entre ambos, um bom diálogo são essenciais para que o docente possa exprimir a
evolução do discente. Unir a questão técnica com a questão ética na carreira é
tão importante para o docente quanto para o discente (MASETTO, 1998).

Para Ricouer (1969), a questão da relação docente e discente, embora haja uma dificuldade,
destaca que o ensino seja algo comum entre docente e discente.
Enquanto que para Abud (2001), faz parte do dia-a-dia do docente e do discente ir a uma
instituição de ensino superior e isso cria uma relação de satisfação ou insatisfação. Tal relação
engloba docentes e discentes como indivíduos que fazem parte de uma realidade e colhem frutos
bons ou ruins dessa relação.

Existe uma relação docente, discente, conteúdo e instituição de ensino superior que formam os
factores - chaves, cada qual com sua importância.

Ao docente atribui-se em ter uma relação com discente, em ter conhecimentos necessários, ter
postura, criatividade e comprometimento referente ao ensino-aprendizagem. Deve-se ter um
conteúdo adequado ao discente. Quanto ao discente deve-se ter uma base de conhecimentos
adquiridos anteriormente, vontade de aprender e recursos financeiros.
Referências bibliográficas

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