Você está na página 1de 69

Mercado de Derivativos – Resumo

Nesse mercado, a BM&FBOVESPA tem como objetivo desenvolver, organizar e operacionalizar


mercados livres e transparentes para negociação de títulos e/ou contratos que possuam como
referência ativos financeiros, índices, indicadores, taxas, mercadorias e moedas, nas
modalidades à vista e de liquidação futura . Para tanto, efetua o registro, a compensação e a
liquidação, física e financeira, das operações realizadas em pregão de viva voz ou em sistema
eletrônico.

Mercado Futuro:
em que as partes assumem compromisso de compra e/ou de venda para liquida-
ção (física e/ou financeira) em data futura, contando com o ajuste diário do valor dos
contratos, que
é o mecanismo que possibilita a liquidação financeira diária de lucros e prejuízos das
posições. Essa
modalidade também possibilita a intercambialidade de posições, ou seja, o compromisso
assumido
com uma contraparte poderá ser encerrado com outra operação com qualquer
contraparte, sem a
imposição de vínculo bilateral

Mercado de Opções sobre Disponível:


em que uma parte adquire de outra o direito de comprar
(opção de compra) ou vender (opção de venda) o instrumento-objeto de negociação, até ou em
determinada data, por preço previamente estipulado.

Mercado de Opções Flexíveis:


semelhantes às opções de pregão (sobre disponível e sobre futuro),
com a diferença de que são as partes que definem alguns de seus termos, como preço de exercício,
vencimento e tamanho do contrato. São negociadas em balcão e registradas na Bolsa via sistema
eletrônico, com as partes também determinando se o contrato de opção de compra ou de venda
terá ou não a garantia da BM&FBOVESPA.

Mercado de Swaps:
como as opções flexíveis, são contratos negociados em balcão e registrados na
BM&FBOVESPA via sistema eletrônico. Nesse caso,
as partes trocam um índice de rentabilidade por
outro, com o intuito de fazer hedge, casar posições ativas com posições passivas, equalizar pre-
ços, arbitrar mercados ou até alavancar sua exposição ao risco.
Mercado a Termo:
semelhante ao mercado futuro, em que é assumido compromisso de compra e/
ou venda para liquidação em data futura. No mercado a termo, porém, não há ajuste diário nem in-
tercambialidade de posições, ficando as partes vinculadas uma à outra até a liquidação do contrato.

Mercado sobre Disponível (à vista ou spot


): modalidade reservada apenas a alguns ativos ou com-
modities, cujos contratos têm liquidação imediata. Com isso, a Bolsa pretende, ao mesmo tempo,
fomentar os mercados futuros e de opções, por meio da formação transparente de preços que re-
sulta da negociação à vista, e colaborar para o desenvolvimen to dos mercados físicos dos produtos-
-objeto de seus contratos.

Uma das condições necessárias ao perfeito funcionamento dos mercados financeiro e de capitais
é a garantia aos seus participantes de que seus ganhos serão recebidos e de que suas operações
de compra e venda serão liquidadas nas condições e no prazo estabelecidos. Isso é proporcionado,
pelas câmaras de registro, compensação e liquidação, ou clearings, mediante um sistema de com-
pensação que chama para si a responsabilidade pela liquidação dos negócios, transformando-se no
comprador para o vendedor e no vendedor para o comprador, com estruturas adequadas ao geren-
ciamento de risco de todos os participantes.
Esse modelo é aplicado a três Clearings da BM&FBOVESPA - Derivativos, Câmbio e Ativos -, segundo
as características dos mercados para os quais oferecem serviços de registro, compensação e liquida-
ção de operações. Essas Clearings são consideradas sistemicamente importantes pelo Banco Central
do Brasil (Bacen), sendo por ele autorizadas e reguladas. (fonte: BM&FBOVESPA).

Conceito de Derivativos
Derivativos são ativos financeiros cujo valor resulta (deriva), integral ou parcialmente, do valor de ou-
tro ativo financeiro ou mercadoria negociados no mercado à vista, podendo ser caracterizados como
contratos a termo, contratos futuros, opções de compra e venda, operações de swaps, entre outros.

Os mercados derivativos principais são 4 (quatro) e são definidos como:


Mercado a Termo, Mercado de Futuros, Mercado de Opções e Mercado de Swap . A partir de agora vamos
estuda-los e entender sua estrutura e funcionamento

1 - Mercado a Termo
Operação a termo é aquela emque
as partes assumemcompromissode compra e vendade
quantidade e qualidade determinadas de umativo dito real (mercadoria). São, portanto,
acordos/contratos realizados entre as partes com preço e prazo previamente definidos.


Prazo determinado, pactuado entre as partes – mínimo 16 e máximo de 999 dias;

Liquidação física e financeira diferidas;

Venda: somente coberta (com a existência da mercadoria/ativo);

Comprado: somente opera com margem de garantia de compra
Termo flexível: poder mudar as ações objetos incialmente do contrato

Preço a termo: O preço a termo é fixado na abertura do negócio e formado pelo preço a vista do
ativo mais uma taxa de juros, que varia conforme o prazo da operação. O preço do termo é definido de
acordo com três fatores preço spot ou a vista do ativo, taxa de juros no tempo e o tempo/prazo da
operação. O vendedor a termo realiza uma operação de renda fixa, com taxa de juros pré-estabelecida.

Formas de Liquidação
a. Por decurso de prazo;
b. Antecipada (antes do final do prazo): os compradores (somente eles) podem solicitar o encerra-
mento antes do decurso do prazo, mas isso não alterará o preço/valor do termo.

Direitos e Proventos sobre o Ativo numTermo


Todos os direitos e proventos distribuídos (dividendos, por exemplo, no caso de termo em ações)
Pertencem ao comprador do termo e serão recebidos, juntamente com os ativos-objeto, na data de
liquidação da operação ou segundo normas específicas da CBLC.

Garantias Exigidas
Vendedor: É exigida a cobertura, que é o depósito da totalidade dos títulos objeto da operação.
Comprador: depositar margem, que é o depósito de numerário e/ou ativos autorizados e em
valores autorizados pela BMFBovespa e CBLC.

2 - Mercado Futuros

É aquele em que as partes assumem compromisso de compra e venda de determinadas quantidades


e qualidade padronizadas de um ativo financeiro ou dito real (mercadoria), representadas por con-
tratos padronizados para liquidação (física e/ou financeira) em data futura.

Ajuste Diário
O ajuste diário consiste na equalização de todas as posições no mercado futuro, com base no preço
de compensação do dia, e com a consequente movimentação diária de débitos e créditos nas contas
dos clientes, de acordo com a variação negativa ou positiva no valor das posições por eles detidas.
Este mecanismo possibilita a liquidação financeira diária de lucros e prejuízos das posiçõe

Entendendo o Ajuste Diário


Exemplo de ajuste de posição iniciada no dia:
Preço de negociação: R$ 112,00
Número de contratos: 10
Preço de ajuste: R$ 110,00
Valor do ajuste:
Comprador: (110,00 – 112,00) x 10 = -20,00
Vendedor: (112,00 – 110,00) x 10 = 20,00

Exemplo de ajuste de posição em aberto:


Ajuste do dia anterior: R$ 110,00
Número de contratos: 10
Preço de ajuste: 112,71
Valor do ajuste:
Comprador: (112,71 – 110,00) x 10 = 27,10
Vendedor: (110,00 – 112,71) x 10 = - 27,10
Enquanto a posição se mantiver em aberto, o participante pagará ou receberá ajustes diários, conforme
apurado acima e a acumulação destes ajustes proporcionará o resultado final da operação no
mercado futuro

Call de fechamento:
representa alternativa de definir o preço de ajuste com base no último preço praticado (no fechamento) do
mercado. O processo de fechamento de negócios tem base no registro de ofertas de
compra e venda que se cruzam, respeitando a prioridade de preço (maior preço na compra, e menor
preço na venda têm prioridade) e ordem cronológica de registro.

Funcionamento dos Túneis BM&F


túnel de rejeição é diminuir a ocorrência de erros operacionais, evitando a inclusão
de ofertas errôneas no sistema de negociação As ofertas de compra e de venda inseridas no sistema GTS
que estiverem fora do túnel de rejeição serão automaticamente recusadas pelo sistema.

túnel de leilão, em geral, é mais estreito do que o túnel de rejeição. Quando atingido, causa o
acionamento de processo de leilão de forma automática. Os túneis de leilão, por representarem apri-
moramento do mecanismo de limites de oscilação intradiária, definidos no Ofício Circular 054/2001,
de 06/04/2001, vem substituí-los operacionalmente.

GTS – Global Trading System:


Sistema operacional utilizado pela BM&F nas negociações envolvendo contratos futuros.

Funcionamento da Clearing BM&F


A clearing é o organismo responsável pelos serviços de registro, compensação e liquidação das ope-
rações realizadas e/ou registradas na bolsa.

Veja a seguir alguns filtros de segurança (salvaguardas), utilizados pela Clearing de Derivativos da
BM&FBOVESPA, para o bom andamento dos negócio

Limite de risco intradiário dos participantes com direito de liquidação


Limites de concentração de posições:
Limites de oscilação diária de preços:
Fundo especial de compensação, fundo de liquidação de operações:
Fundo de garantia:
Margem de garantia:

Derivativos Agropecuários

Indicador ESALQ/BM&FBovespa do Boi Gordo São Paulo


Indicador diário dos preços do Boi Gordo do Estado de São Paulo. Cotado em Reais por arroba, a
retirar na propriedade.
Indicador de Preços do MILHO ESALQ/BM&FBovespa
Preços médios da região de Campinas dos negócios realizados para o produto posto em armazém,
em nível de atacado. Cotado em Reais por saca de 60 quilos.

Operações Ex-pit
Operações ex-pit constituem-se negócios realizados fora do pit de negociação, ou pre-
gão, de uma bolsa, não sofrendo in uência do mercado.
Trata-se de uma técnica avançada de hedging por meio da qual o detentor de uma posição a
futuro pode precificar a mercadoria-objeto do contrato a termo
Principais contratos agropecuários negociados na bolsa

Açúcar cristal
Boi gordo
Mini boi gordo
Milho
Café Arabica
Mini café arábica
Etanol
Soja

Contratos Financeiros

DI
Dolar
Mini Dolar
Indice
Mini Idice

3 – Mercado de Opções

É aquele em que uma parte adquire de outra o direito de comprar (opção de compra) ou de vender
(opçãode venda) oobjeto de negociação, até determinada data ou em determinada data, por preço
previamente estipulado

O comprador da opção, também chamado titular, sempre terá o direito do exercício. O vendedor
da opção, também chamado lançador, terá a obrigação do exercício caso o titular opte por exercer seu
direito

O preço de exercício é o preço pelo qual o titular exerce seu direito, ou seja, é o preço pago pelo ativo
objeto no caso de exercício de uma opção de compra, ou o preço recebido pelo ativo objeto no caso de
exercício de uma opção de venda.

Já o preço da opção é chamado prêmio e representa o valor pago pelo titular para adquirir um direito
ou, em contrapartida, o valor recebido pelo vendedor para assumir uma obrigação para com o titular.

É importante destacar que, no mercado de opções, o titular pode perder no máximo o prêmio pago,
enquanto que no futuro as perdas são ilimitadas. Entretanto para o laçador de uma opção os riscos
são ilimitados

Opção de Compra
Uma opção de compra confere ao seu titular o direito de comprar as ações-objeto, ao
preço de exercício, obedecidas as condições estabelecidas pela BM&FBOVESPA.
Opção de Venda
Uma opção de venda dá ao seu titular o direito de vender as ações-objeto, ao preço de
exercício, obedecidas as condições estabelecidas pela BM&FBOVESPA.

Principais Termos utilizados no Mercado de Opções

*Prêmio - Preço da Opção


Em função dos direitos adquiridos e das obrigações assumidas no lançamento, o titular (compra-
dor) paga e o lançador recebe uma quantia denominada prêmio.
O prêmio, ou preço da opção, é negociado entre comprador e lançador

Valor Intrínseco:
É a diferença entre preço de exercício e preço do ativo‐objeto da opção.
Valor Extrínseco:
Porção do preço de uma opção (prêmio) que está além do valor da ação. Conheci-
do como “valor tempo” e é um prêmio de risco.

Cálculo:
Valor Intrínseco = VE(valor exercício) – VV(valor a vista) = mercado

(venda) VI da PUT = VV – VE
(compra) VI da CALL =VI - Prêmio

*Ativo Objeto
É o ativo sobre o qual a opção é lançada (ações e índices)

*Preço de Exercício
É o preço pelo qual será exercida a opção. Os preços de exercício das opções são determinados pela
Bolsa, segundo critérios por ela estabelecidos.

Negociações das Opções


As operações no mercado de opções somente podem ser efetuadas por sociedade corretora autori-
zada pela BM&FBOVESPA, observando-se, na sua realização, o disposto no Regulamento de Opera-
ções no Mercado de Opções.

Pode-se realizar operações de Day Trade

Exemplos:
PETRH18 – Opção de Compra sobre Petrobrás PN, com vencimento em agosto e preço de exercício
de $ 18,00 por ação.
VALEV23 – Opção de Venda sobre Vale PNA, com vencimento em outubro e preço de exercício de
$ 23,00

Ver tabela de compra e venda na apostila XP investimentos.

O Exercício da Opção
É a operação pela qual o titular de uma opção de compra exerce seu direito de comprar o lote de
ações a que se refere a opção, ao preço de exercício. Da mesma forma, o titular de uma opção de
venda exerce o seu direito de vender o lote de ações a que se refere a opção, ao preço de exercício.

O número de ações-objeto da opção e/ou o preço efetivamente pago por ação no exercício estão
sujeitos a ajustes nos casos de distribuição de dividendos, juros sobre o capital próprio, outros pro-
ventos em dinheiro, bonificações, subscrições, fracionamentos, grupamentos e reorganizações que
digam respeito à ação-objeto ou a seu emissor.

Conhecimento para Vida


Dividendos, Juros sobre o Capital Próprio e outros Proventos em Dinheiro
Se uma ação-objeto, durante o período de vigência da opção, distribuir dividendos, juros sobre o
capital próprio ou qualquer outro provento em dinheiro, o valor líquido recebido será deduzido do
preço de exercício da série, a partir do primeiro dia de negociação ex-direito.
Exemplo: se o preço de exercício é de $ 20,00, e ocorre a distribuição de juros sobre o capital próprio
no montante líquido de $ 2,00, o preço de exercício será ajustado para $ 18,00.

Opção de Compra
Aquisição – Titular da opção
Ao se decidir pela compra de uma opção, o aplicador espera beneficiar-se de uma elevação do preço
da ação-objeto, com a consequente valorização do prêmio da opção.

Pensando assim, e levando em conta seus objetivos de atuação no mercado, o aplicador pode:

1- Utilizar opções de compra para obter maior retorno, ou seja, alavancar seus ganhos
Como o prêmio de uma opção é sensivelmente menor do que o preço da ação-objeto a que se refe-re, uma
determinada quantia em dinheiro pode comprar certo número de opções correspondentesa uma
quantidade de ações muito maior do que a que seria possível adquirir no mercado à vista.

2- Utilizar as opções de compra como alternativa para adquirir uma ação-objeto


3- Utilizar opções de compra como proteção para uma venda emmargem
4- Utilizar opções de compra para xar o preço de uma futura aquisição de determinada ação
As obrigações assumidas pelo lançamento de opções somente se extinguem pelo seu exercício,
pelo seu vencimento, se não forem exercidas, ou ainda pelo fechamento da posição lançadora.

O Lançamento de Opção de Compra Coberta


Diz-se que uma opção é coberta quando o lançador (quem vende a opção) deposita, em garantia, a
totalidade das ações--objeto a que se refere a opção lançada.

O lançador coberto pode fechar sua posição (veja adiante o texto sobre fechamento de posição) e
desta forma encerrar a obrigação assumida, liberando suas ações para a venda imediata ou para a
espera de maior valorização da ação-objeto

Lançamento de opção de compra descoberta


Uma opção é considerada descoberta quando o lançador não efetua o depósito da totalidade das
ações-objeto.
Opções de Venda

Aquisição – titular da opção

Ao adquirir uma opção de venda, o aplicador procura se beneficiar da queda no preço à vista da
ação-objeto e, por extensão, da valorização do prêmio da opção. Com isso ele pode:

1- Realizar operação oposta de opção de venda


2- Utilizar opções de venda como proteção para uma compra a termo
3- Utilizar opções de venda como proteção para ações de sua carteira
4- Utilizar opções de venda para atender expectativa de queda

Mercado Secundário de Opções


É no mercado secundário que ocorrem as operações de aumento e de fechamento de posição, par-
cial ou total, tanto de titular como de lançador.
4 – Mercado de Swap

Conceito
Swap pode ser definido como um contrato de derivativo por meio do qual as partes pactuam uma
troca de fluxos de caixa relativos a uma operação em um determinado período futuro sem que haja
a troca do principal. Portanto, duas partes trocam um índice de rentabilidade por outro.

Principais Características dos Contratos de Swap:



os contratos têm pouca padronização;

são negociados em balcão e registrados na CETIP via sistema eletrônico;

as partes ficam vinculadas até o final da operação – sem liquidez;

risco de crédito entre as partes;

sem desembolso no início da operação;

não há ajustes diários;

liquidação por diferença de fluxos;

qualquer vencimento.

Na operação de swap, a dívida em si não troca de lugar, mas apenas o custo total dos
juros a serem pagos é que o fazem. Não se trocam os ativos, somente as rentabilidades
dos mesmos
Imposto de Renda dos Derivativos

Mercado de Opções
Fato Gerador
Auferir ganho líquido na negociação ou no exercício da opção.
art. 45 da IN 1.022/2010
Base de Cálculo
A base de cálculo do imposto de renda é o ganho líquido auferido nas seguintes hipóteses:
1. Na negociação da opção
Pelo resultado positivo apurado no encerramento de opções da
mesma série. (art. 49, I, da IN 1.022/2010)
2. Nas operações de exercício da opção
2.1. Titular da opção de compra.
art. 49, II, “a”, da IN 1.022/2010) Pela diferença positiva entre o
valor da venda à vista do ativo na data do exercício da opção e o preço de exercício, acrescido do
valor do prêmio.
2.2. Lançador da opção de compra.
(art. 49, II, “b”, da IN 1.022/2010) Pela diferença positiva
entre o preço de exercício da opção, acrescido do valor do prêmio, e o custo de aquisição do ativo
objeto do exercício.
2.3. Titular de opção de venda
(art. 49, II, “c”, da IN 1.022/2010) Pela diferença positiva entre o
preço de exercício da opção e o valor da compra à vista do ativo, acrescido do valor do prêmio.
2.4. Lançador da opção de venda
(art. 49, II, “d”, da IN 1.022/2010) Pela diferença positiva entre o
preço da venda à vista do ativo na data do exercício da opção, acrescido do valor do prêmio, e o
preço de exercício da opção.
3. Observações
3.1.
Não ocorrendo a venda à vista do ativo na data do exercício da opção, o ativo terá como
custo de aquisição o preço de exercício da opção, acrescido ou deduzido do valor do prêmio, no
caso de titular de opção de compra e lançador da opção de venda, respectivamente. (art. 49, §1º,
da IN 1.022/2010)
3.2.
Para efeito de apuração do ganho líquido, o custo de aquisição dos ativos negociados nos
mercados de opções, bem como os valores recebidos pelo lançador da opção, serão calculados
pela média ponderada dos valores unitários pagos ou recebidos. (art. 49, §2º, da IN 1.022/2010)
3.3.
Não havendo encerramento ou exercício da opção, o valor do prêmio constituirá ganho para
o lançador e perda para o titular, na data do vencimento da opção. (art. 49, § 3º, da IN 1.022/2010)
art. 49 da IN 1.022/2010
Alíquota
15%
art. 46 da IN 1.022/2010
Regime
Tributação definitiva.
art. 55, II, da IN 1.022/2010
Recolhimento
Apurado em períodos mensais e pago, pelo investidor, até o último dia útil do mês subsequente
ao da apuração. (código DARF 6015)
art. 45, § 4º, da IN 25/01
Responsabilidade pelo Recolhimento
Do contribuinte.
art. 45, § 4º, da IN 1.022/2010
Compensação de Perdas
Para fins de apuração e pagamento do imposto mensal sobre os ganhos líquidos, as perdas
incorridas poderão ser compensadas com os ganhos auferidos, no próprio mês ou nos meses
subsequentes, em outras operações realizadas nos mercados a vista, de opções, futuro e a termo,
exceto no caso de perdas em operações de
day trade
, que somente serão compensadas com
ganhos auferidos em operações da mesma espécie.
art. 53 da IN 1.022/2010
Isenção
Não há.
Retenção (Antecipação do Imposto)
Há incidência do imposto de renda retido na fonte à alíquota de 0,005% sobre o resultado, se positivo,
da soma algébrica dos prêmios pagos e recebidos nomesmo dia, sendo a instituição intermediadora
que receber diretamente a ordemdo cliente responsável pela retenção. O imposto retido na fonte
poderá ser (i) deduzido do imposto sobre ganhos líquidos apurados nomês; (ii) compensado com
o imposto incidente sobre ganhos líquidos apurados nos meses subsequentes; (iii) compensado na
declaração de ajuste anual se, após a dedução de que tratamos itens I e II, houver saldo de imposto
retido; (iv) compensado como imposto devido sobre o ganho de capital na alienação de ações.
O imposto de renda retido na fonte deve ser recolhido até o terceiro dia útil da semana subsequente à data da retenção. (código
DARF 5557)
art. 52 da IN 1.022/2010

Mercado à Termo
Fato Gerador
Auferir ganho líquido na negociação/liquidação de contratos a termo
art. 45 da IN 1.022/2010
Base de Cálculo
Comprador
: resultado positivo entre o preço de venda das ações na data da liquidação do
contrato menos o preço nele estabelecido.
Vendedor descoberto
: resultado positivo entre o preço estabelecido no contrato a termo e o
preço da compra a vista do ativo para a liquidação daquele contrato.
Vendedor coberto:
o resultado positivo entre o preço estabelecido no contrato a termo e o
custo médio de aquisição do ativo, exceto na hipótese de operação conjugada a que se refere a
alínea “b” do inciso I do caput do artigo 38 da IN 1.022/2010.
art. 51 da IN 1.022/2010
Em qualquer hipótese, admite-se a dedução das despesas necessárias incorridas na realização
das operações (§ 3º, art. 45, IN 1.022/2010).
Alíquota
15%
art. 46 da IN 1.022/2010
Regime
Tributação definitiva.
art. 55, II, da IN 1.022/2010
Recolhimento
Apurado em períodos mensais e pago, pelo investidor, até o último dia útil do mês subseqüente.
(código DARF 6015)
art. 45, § 4º, da IN 1.022/2010
Responsabilidade pelo Recolhimento
Do contribuinte.
art. 45, § 4º, da IN 1.022/2010
Compensação de Perdas
Para fins de apuração e pagamento do imposto mensal sobre os ganhos líquidos, as perdas
incorridas poderão ser compensadas com os ganhos auferidos, no próprio mês ou nos meses
subsequentes, em outras operações realizadas nos mercados a vista, de opções, futuro e a termo,
exceto no caso de perdas em operações de day trade, que somente serão compensadas com
ganhos auferidos em operações da mesma espécie.
art. 53 da IN 1.022/2010
Isenção
Não há.
Retenção
(Antecipação do
Imposto)
Há incidência do imposto de renda retido na fonte à alíquota de 0,005% sobre (i) quando houver
a previsão de entrega do ativo objeto na data do seu vencimento, a diferença, se positiva,
entre o preço a termo e o preço a vista na data da liquidação; e (ii) nos casos de operação com
liquidação exclusivamente financeira, o valor da liquidação financeira previsto no contrato,
sendo a instituição intermediadora que receber diretamente a ordem do cliente responsável pela
retenção.
O imposto retido na fonte poderá ser (i) deduzido do imposto sobre ganhos líquidos apurados
no mês; (ii) compensado com o imposto incidente sobre ganhos líquidos apurados nos meses
subsequentes; (iii) compensado na declaração de ajuste anual se, após a dedução de que tratam
os itens I e II, houver saldo de imposto retido; e (iv) compensado com o imposto devido sobre o
ganho de capital na alienação de ações.
O imposto de renda retido na fonte deve ser recolhido até o terceiro dia útil da semana
subsequente à data da retenção. (código DARF 5557)
art. 52 da IN 1.022/2010
Mercado Futuro
Resultado positivo da soma algébrica dos ajustes diários apurados entre a data da abertura e a de
encerramento da operação. A apuração do imposto devido, portanto, ocorrerá somente no venci-
mento do contrato ou da sua liquidação antecipada.

Fato Gerador
Auferir ganho líquido na negociação/liquidação de contratos futuros.
art. 45 da IN 1.022/2010
Base de Cálculo
Resultado positivo da soma algébrica dos ajustes diários apurados na liquidação dos contratos
ou na cessão ou encerramento da posição em cada mês, admitindo-se a dedução das despesas
necessárias incorridas na realização das operações.
art. 50 da IN 1.022/2010
art. 45, § 3º, da IN 1.022/2010
Alíquota
15%
art.46 da IN 1.022/2010
Regime
Tributação definitiva.
art. 55, II, da IN 1.022/2010
Recolhimento
Apurado em períodos mensais e pago, pelo investidor, até o último dia útil do mês
subsequente. (código DARF 6015)
art. 45, § 4º, da IN 1.022/2010
Responsabilidade pelo Recolhimento
Do contribuinte.
art. 45, § 4º, da IN 1.022/2010
Compensação de Perdas
Para fins de apuração e pagamento do imposto mensal sobre os ganhos líquidos, as perdas
incorridas poderão ser compensadas com os ganhos auferidos, no próprio mês ou nos meses
subsequentes, em outras operações realizadas nos mercados a vista, de opções, futuro ou a
termo, exceto no caso de perdas em operações de day trade, que somente serão compensadas
com ganhos auferidos em operações da mesma espécie.
art. 53 da IN 1.022/2010
Isenção
Não há.
Retenção (Antecipação do Imposto)
Há incidência do imposto de renda retido na fonte à alíquota de 0,005% sobre a soma
algébrica dos ajustes diários, se positiva, apurada por ocasião do encerramento da posição,
antecipadamente ou no seu vencimento, sendo a instituição intermediadora que receber
diretamente a ordem do cliente responsável pela retenção. O imposto retido na fonte poderá
ser (i) deduzido do imposto sobre ganhos líquidos apurados no mês; (ii) compensado com o
imposto incidente sobre ganhos líquidos apurados nos meses subsequentes; (iii) compensado
na declaração de ajuste anual se, após a dedução de que tratam os itens I e II, houver saldo de
imposto retido; e (iv) compensado com o imposto devido sobre o ganho de capital na alienação
de ações.
O imposto de renda retido na fonte deve ser recolhido até o terceiro dia útil da semana
subsequente à data da retenção. (código DARF 5557)
art. 52 da IN 1.022/2010
Swap
Fato Gerador
Auferir rendimentos em operações de swap.
art. 40 da IN 1.022/2010
Base de Cálculo
Resultado positivo na liquidação ou cessão do contrato podendo ser considerados como custo da
operação os valores pagos a título de cobertura (prêmio) contra eventuais perdas incorridas em
operações de swap.
art. 40, §§ 1º e 5º, da IN 1.022/2010
Alíquota

Aplicações até 180 dias: 22,5%;

Aplicações de 181 a 360 dias: 20%;

Aplicações de 361 a 720 dias: 17,5%;

Aplicações acima de 720 dias: 15%.
art. 37 da IN 1.022/2010
Regime
Tributação definitiva.
art. 55, II, da IN 1.022/2010
Retenção e Recolhimento
O imposto será retido pela pessoa jurídica que efetuar o pagamento do rendimento, na data da
liquidação ou da cessão do contrato e
r
ecolhido até o 3º dia útil subsequente ao decêndio de
ocorrência dos fatos geradores. (código DARF 5273)
art. 40, §§ 2º e 9º, da IN 1.022/2010
Compensação de Perdas
Não é permitida a de compensação de perdas incorridas em operações de swap com os ganhos
líquidos obtidos em outras operações de renda variável.
art. 40, § 3º, da IN 1.022/2010
Isenção
Não há
Matemática Financeira
Juros (j):
valor expresso em dinheiro (por exemplo, em reais) referente a um determinado capital e
para um determinado período.

Taxa de Juro (i):


é a porcentagem aplicada ao capital inicial que resulta no montante de juros (j)

Regime de Capitalização Simples:


os juros de cada período são sempre calculados em relação ao Capital Inicial (C
o
).
Regime de Capitalização Composta:
os juros de cada período são calculados com base no Capital Inicial (C), acrescido dos juros relativos aos
períodos anteriores. A taxa de juros do Regime de Capitalização Simples é conhecida como taxa de juros
simples e na Capitalização Composta como taxa de juros compostos.

Desconto
desconto
Em finanças, chama-se a diferença entre o Valor Nominal de um título (Valor Futuro -“VF”)
e o Valor Presente ou Atual (“VP”) deste mesmo título

Portanto, define-se desconto como sendo o abatimento que o devedor faz jus quando antecipa o pago
mento de um título ou quando o mesmo é resgatado antes de seu vencimento

Valor futuro:
também conhecido como “montante”, valor a ser pago ou retirado no final de um período n de acordo com uma
determinada taxa;

Valor atual:
é o valor que será pago antes do seu vencimento;

Valor principal:
corresponde ao capital inicial, é aquele valor que é aplicado (investimento) ou
emprestado (operação de crédito);

DESCONTO RACIONAL
Conhecido também como desconto “por dentro” é a diferença entre o valor nominal e o valor atual
Esse valor atual é calculado com base na definição do valor montante dos juros simples.

DESCONTO COMERCIAL OU BANCÁRIO


Também conhecido como “por fora”, esse desconto é calculado de maneira bem simples, ou seja,
É empregado o cálculo de juros simples, sendo que o capital é o valor do montante e o período exatamente
é o que falta para o vencimento
Taxa Over
Over Selic
A taxa over é o índice nominal que o mercado utiliza para determinar ou comparar ativos financeiros. Ela
está ligada a transações de títulos públicos a curto, médio e longo prazo, e dessa forma é considerada a
taxa reguladora da política monetária nacional, pois nas transações bancárias de títulos públicos federais
surge um índice denominado taxa de juros primários, que determinará as outras taxas de juros do mercado
financeiro.

Valor Presente Liquido

OValor Presente Líquido (VPL), tambémconhecido por Valor Atual Líquido (VAL), é utilizado para
calcular a atratividade de investimentos.

Na prática trata-se em trazer para o presente, ou seja, para o tempo em que se iniciou o projeto todas as
despesas e receitas de capital esperados, a uma determinada taxa de juros que reflita os juros de mercado

Segundo CASAROTTO FILHO (1994) este método normalmente é utilizado nas análises de investi-
mentos isolados, que envolvam o curto prazo ou que tenham baixo número de períodos.

Taxa Interna de Retorno (TIR)

a taxa interna de retorno de um investimento é a taxa de juros para a qual o valor presente dos
recebimentos resultantes do projeto é exatamente igual ao valor presente dos desembolsos, ou seja, é a
obtenção de uma taxa de juros que zere o valor presente do fluxo de caixa. Assim o critério para a decisão
de investimento com base na TIR é aceitar um projeto de investimento se o custo de oportunidade do
capital for menor do que a taxa interna de retorno.

define taxa interna de retorno como aquela que torna o valor dos lucros futuros equivalente ao valor dos
gastos realizados com o projeto
Fundos Investimentos
O fundo de investimento é uma comunhão de recursos, constituída sob a forma de condomínio,
destinado à aplicação em títulos e valores mobiliários, bem como em quaisquer outros ativos disponíveis
no mercado financeiro e de capitais, observadas as disposições desta Instrução.

Fundo (condomínio) Aberto:


Os cotistas podem solicitar o resgate de suas cotas a qualquer tempo, ou

Fundo (condomínio) Fechado:


As cotas somente são resgatadas ao término do prazo de duração do fundo

O fundo será regido pelo regulamente, devendo divulgar suas principais características ao público
através de um prospecto elaborado.

Fundo de Investimento em Cotas:


É um fundo que compra cotas de outros fundos.

Segregação de Funções e Responsabilidades


Administrador:
é o responsável legal pelo fundo de investimento. Controla todos os prestadores de
serviço e defende os interesses dos cotistas. Também representa o fundo perante os órgãos públicos
e é responsável pela comunicação com o cotista.
Gestor:
responsável pela compra e venda dos ativos do fundo, sempre de acordo com a política de
investimento estabelecida em regulamento. Quando algum cotista aportar novos recursos no fundo
ele deve comprar mais ativos e quando alguém solicitar resgate o gestor vende ativos para fazer
caixa e devolver os recursos ao cotista.
Distribuidor:
responsável pela venda das cotas do fundo no mercado. O próprio administrador
pode atuar como distribuidor bem como delegar a terceiros esta atividade.
Custodiante:
responsável pela guarda dos ativos do fundo. Deve informar gestores e administrado-
res sobre as posições custodiadas e também pode ser responsável pela “marcação a mercado”.
Auditoria:
todo fundo deve contratar um auditor independente que audite as contas do Fundo pelo
menos uma vez por ano.
Classificação dos fundos

Fundos de Renda Fixa

Os fundos de renda-fixa podem ser de Curto Prazo, Referenciado, Divida Externa,


Simples ou de Crédito
 Os fundos classificados como “Renda Fixa” deverão possuir, no mínimo, 80% (oitenta por
cento) em títulos de renda fixa na carteira em ativos relacionados diretamente, ou
sintetizados via derivativos, ao fator de risco que dá nome à classe.

 O principal risco dos fundos de renda fixa é a variação da taxa de juros doméstica ou de
índice de preços, ou ambos. (Risco de Mercado)

Fundos de Curto Prazo (Geralmente são fundos de renda fixa)


 deverão aplicar seus recursos exclusivamente em títulos públicos federais ou privados pré-
fixados ou indexados à taxa SELIC ou a outra taxa de juros, ou títulos indexados a índices
de preços

 prazo máximo a decorrer de 375 (trezentos e setenta e cinco) dias, e prazo médio da
carteira do fundo inferior a 60 (sessenta) dias

 sendo permitida a utilização de derivativos somente para proteção da carteira e a


realização de operações compromissadas lastreadas em títulos públicos federais.

 Os títulos privados deverão ter seu emissor classificado na categoria baixo risco de crédito
ou equivalente, com certificação por agência de classificação de risco localizada no País.

Fundos Referenciados
devem identificar em sua denominação o seu indicador de desempenho, em função da estrutura dos
ativos financeiros integrantes das respectivas carteiras, desde que atendidas, cumulativamente, as
seguintes condições:

 Tenham 80% (oitenta por cento), no mínimo, de seu patrimônio líquido representado,
isolada ou cumulativamente, por:

 títulos de emissão do Tesouro Nacional e/ou do Banco Central do Brasil;


 títulos e valores mobiliários de renda fixa cujo emissor esteja classificado na categoria
baixo risco de crédito ou equivalente, com certificação por agência de classificação de risco
localizada no País;

 Estipulem que 95% (noventa e cinco por cento), no mínimo, da carteira seja composta por
ativos financeiros de forma a acompanhar, direta ou indiretamente, a variação do
indicador de desempenho (“benchmark”) escolhido;

 Não podem atuar no mercado de derivativos para proteção de carteira


Fundos da Dívida Externa

 Os fundos classificados como “Dívida Externa” deverão aplicar, no mínimo, 80% (oitenta
por cento) de seu patrimônio líquido em títulos representativos da dívida externa de
responsabilidade da União, sendo permitida a aplicação de até 20% (vinte por cento) do
patrimônio líquido em outros títulos de crédito transacionados no mercado internacional.

 Os títulos representativos da dívida externa de responsabilidade da União devem ser


mantidos, no exterior, em conta de custódia, no Sistema Euroclear ou na LuxClear -
Central Securities Depositary of Luxembourg (CEDEL)

 Os títulos integrantes da carteira do fundo devem ser custodiados em entidades habilitadas


a prestar esse serviço pela autoridade local competente

Fundos Cambiais
 Os fundos classificados como “Cambial” deverão possuir, no mínimo, 80% (oitenta por
cento) da carteira em ativos relacionados diretamente, ou sintetizados via derivativos, ao
fator de risco que dá nome à classe.

 Principal risco é a variação de preços de moeda estrangeira ou a variação do cupom


cambial. (Risco de Mercado)

Fundos de Ações
 Os fundos classificados como “Ações” deverão possuir, no mínimo, 67% (sessenta e sete
por cento) da carteira em ações admitidas à negociação no mercado à vista de bolsa de
valores ou entidade do mercado de balcão organizado.

 O principal risco é variação de preços de ações admitidas à negociação no mercado à vista


de bolsa de valores ou entidade do mercado de balcão organizado. (Risco de Mercado)

Fundos Multimercados:

 é o único fundo que pode alocar em múltiplos mercados, como


cambial, renda fixa, etc. Este aloca a porcentagem, o mercado e o PL que ele mesmo
definir para cada ativo de acordo com a estratégia que está na Política de investimento

Fundos para Investidores Qualificados

São considerados investidores qualificados



instituições financeiras;

companhias seguradoras e sociedades de capitalização;

entidades abertas e fechadas de previdência complementar;

pessoas físicas ou jurídicas que possuam investimentos financeiros em valor superior a R$
300.000,00 (trezentos mil reais) e que, adicionalmente, atestem por escrito sua condição de in-
vestidor qualificado mediante termo próprio, de acordo com o Anexo I;

fundos de investimento destinados exclusivamente a investidores qualificados; e

administradores de carteira e consultores de valores mobiliários autorizados pela CVM, em rela-
ção a seus recursos próprios.
O fundo destinado exclusivamente a investidores qualificados, desde que previsto em seu regula-
mento, pode:


admitir a utilização de títulos e valores mobiliários na integralização e resgate de cotas, com o es-
tabelecimento de critérios detalhados e precisos para adoção desses procedimentos, atendidas
ainda, quando existirem, as correspondentes obrigações fiscais;

dispensar a elaboração de prospecto, assegurando que as informações previstas nos incisos III, VI
e XI do art. 40 estejam contempladas no regulamento;

cobrar taxas de administração e de performance, conforme estabelecido em seu regulamento; e

estabelecer prazos para conversão de cota e para pagamento dos resgates diferentes daqueles
previstos nesta Instrução.

Fundo de Investimento em Cotas de Fundos de Investimento - FIC


O Fundo de Investimento em Cotas de Fundos de Investimento deverá manter, no mínimo,
95% (noventa e cinco por cento) de seu patrimônio investido em cotas de fundos de investimento de
uma mesma classe, exceto os fundos de investimento em cotas classificados como “Multimercado”,
que podem investir em cotas de fundos de classes distintas.

Os restantes 5% (cinco por cento) do patrimônio do fundo poderão ser mantidos em depósitos à
vista ou aplicados em:

títulos públicos federais;

títulos de renda fixa de emissão de instituição financeira;

operações compromissadas, de acordo com a regulação específica do Conselho Monetário Na-
cional - CMN.

Deverá constar da denominação do fundo a expressão “Fundo de Investimento em Cotas de Fundos


de Investimento”acrescida da classe dos fundos investidos de acordo com regulamentação específica

Fundos Exclusivos
Os fundos classificados como “Exclusivos” são aqueles constituídos para receber aplicações exclusi-
vamente de um único cotista.
1º - Somente investidores qualificados poderão ser cotistas de fundos exclusivos.
2º - Os fundos classificados como “Previdenciários” são os fundos exclusivos constituídos para rece-
ber aplicações exclusivamente de Fundos de Investimentos e Fundos de Aposentadoria Programada
Individual – FAPI, planos de previdência complementar aberta (PGBL e VGBL), de seguros de vida
com cobertura por sobrevivência e de entidades fechadas de previdência privada.

Fundos Restritos
São aqueles constituídos para receber investimentos de um grupo restrito e específico de cotistas ,
normalmente os membros de uma única família, empresa ou grupo econômico
Aspectos Operacionais - Conversão de Cotas - Aplicação e Resgate
As cotas do fundo correspondem a frações ideais de seu patrimônio, e serão
escriturais e nominativas.
O valor da cota do dia é resultante da divisão do valor do patrimônio líquido pelo número de cotas do
fundo, apurados, ambos, no encerramento do dia, assim entendido, o horário de fechamento dos mer-
cados em que o fundo atue .

As cotas do fundo conferirão iguais direitos e obrigações aos cotistas. A qualidade de cotista caracteriza-
se pela inscrição do nome do titular no registro de cotistas do fundo.

A cota corresponde a menor fração do patrimônio de um fundo de investimento. Sempre que algum
investidor aportar recursos o fará adquirindo um determinado número de cotas, de acordo com o
valor da cota naquela data.

Cota de Abertura
Como o próprio nome sugere, é aquela que já é conhecida no início do dia. Seu cálculo é feito com
base no valor do PL do fundo no dia anterior , acrescido da taxa do CDI. A cota de abertura é reco-
mendada apenas para fundos pouco voláteis como Curto Prazo, Referenciados e Renda Fixa não
Longo Prazo.

Cota de Fechamento
A cota de fechamento é calculada levando-se em conta o valor do PL do próprio dia. Uma das
vantagens é que ela reflete mais fielmente o PL do fundo, evitando distorções na aplicação ou resgate
do fundo. Mas tem uma desvantagem; o resultado exato da sua aplicação o investidor sempre saberá
somente no dia seguinte

A cota de fundo aberto não pode ser objeto de cessão ou transferência, salvo por decisão judicial,
execução de garantia ou sucessão universal. A cota de fundo fechado pode ser transferida, mediante
termo de cessão e transferência, assinado pelo cedente e pelo cessionário, ou através de bolsa de
valores ou entidade de balcão organizado em que as cotas do fundo sejam admitidas à negociação.

Política de Investimento

Definição
O prospecto deve conter todas as informações relevantes para o investidor relativas à política de
Investimento do fundo e aos riscos envolvidos.

O prospecto deve conter, em linguagem clara e acessível ao público alvo do fundo, informações
sobre os seguintes tópicos, assim como quaisquer outras informações consideradas relevantes como:

 metas e objetivos de gestão do fundo, bem como seu público alvo;


 política de investimento e faixas de alocação de ativos, discriminando o
processo de análise e seleção dos mesmos
 apresentação detalhada do administrador e do gestor, quando for o caso, com
informação sobre
 seu registro perante a CVM, seus departamentos técnicos e demais recursos e
serviços utilizados para gerir o fundo
 identificação dos riscos assumidos pelo fundo;
 entre outros...
O fundo que pretender realizar operações com derivativos que possam resultar em
perdas patrimoniais ou, em especial, levar à ocorrência de patrimônio líquido negativo,
deverá inserir na capa do prospecto:
 Este fundo utiliza estratégias com derivativos como parte integrante de sua política de
investimento. Tais estratégias, da forma como são adotadas, podem resultar em significativas
perdas patrimoniais para seus cotistas

Gestão Ativa
A gestão ativa refere-se ao fato do gestor atuar ativamente na montagem da carteira de ações do
Fundo. O gestor do fundo ativo, portanto, busca obter desempenho superior ao seu benchmark

Gestão Passiva
Na gestão passiva o gestor estabelece como estratégia a formação de uma carteira de ações
igual ou semelhante a carteira teórica de algum índice de ações Um fundo passivo, portanto, busca
apenas acompanhar o seu benchmark

Assembleia Geral
Compete privativamente à assembleia geral de cotistas deliberar sobre:

as demonstrações contábeis apresentadas pelo administrador;

a substituição do administrador, do gestor ou do custodiante do fundo;

a fusão, a incorporação, a cisão, a transformação ou a liquidação do fundo;

o aumento da taxa de administração;

a alteração da política de investimento do fundo;

a emissão de novas cotas, no fundo fechado;

a amortização de cotas, caso não esteja prevista no regulamento; e

a alteração do regulamento.

Anualmente a assembleia geral deverá deliberar sobre as demonstrações contábeis do fundo,


Fazendo-o até 120 (cento e vinte) dias após o término do exercício social.

Alémda assembleia prevista no artigo anterior, o administrador ou cotista ou grupo de cotistas


que detenham, no mínimo, 5% (cinco por cento) do total de cotas emitidas, poderão convocar a
qualquer tempo assembleia geral de cotistas, para deliberar sobre ordemdo dia de interesse do fundo ou
dos cotistas.
Políticas de Investimentos
A administração do fundo compreende o conjunto de serviços relacionados direta ou indiretamente
ao funcionamento e à manutenção do fundo, que podem ser prestados pelo próprio administrador
ou por terceiros por ele contratados, por escrito, em nome do fundo.

Além do serviço obrigatório de auditoria independente (art. 84), o administrador poderá contratar,
em nome do fundo, com terceiros devidamente habilitados e autorizados, os seguintes serviços,
com a exclusão de quaisquer outros não listados:

a gestão da carteira do fundo;

a consultoria de investimentos;

as atividades de tesouraria, de controle e processamento dos títulos e valores mobiliários;

a distribuição de cotas;

a escrituração da emissão e resgate de cotas;

custódia de títulos e valores mobiliários e demais ativos financeiros; e

classificação de risco por agência especializada constituída no País.

Remuneração dos Fundos


O regulamento deve dispor sobre a taxa de administração, que remunerará todos os serviços
indicados, podendo haver remuneração baseada no resultado do fundo, chamada de taxa de perfor-
Mance , nos termos desta Instrução, bem como taxa de ingresso e saída.

Taxa de performance: cobrada quando o fundo ultrapassa 100% o índice de benchmark

As taxas previstas no“caput”não podem ser aumentadas semprévia aprovação da assembleia


geral, mas podem ser reduzidas unilateralmente pelo administrador

Informações Periódicas

O administrador do fundo está obrigado a

 Divulgar, diariamente, o valor da cota e do patrimônio líquido do fundo aberto; :

 Disponibilizar as informações do fundo, inclusive as relativas à composição da carteira,


prazo e teor das informações, de forma equânime entre todos os cotistas.
Tributação Regressiva de IOF sobre Investimentos

Imposto de Renda

Fundos de Curto Prazo


Fato gerador do imposto:
resgate ou semestral
Cobrança semestral:
último dia útil dos meses de Maio e Novembro
Responsável pelo Recolhimento:
Administrador
Sistema:
Come-cotas
Alíquota semestral:
20%
Alíquota no resgate:
22,50% - aplicação de até 180 dias
20,00 % - aplicações com prazo igual ou superior a 180 dias

Fundos de Longo Prazo (renda Fixa)


Fato gerador do imposto:
resgate ou semestral
Cobrança semestral:
último dia útil dos meses de Maio e Novembro
Responsável pelo Recolhimento:
Administrador
Sistema:
Come-cotas
Alíquota semestral:
15%
Alíquota no resgate:
22,50% - aplicação de até 180 dias
20,00 % - aplicações de 181 a 360 dias
17,50% - aplicações de 361 a 720 dias
15,00% - aplicações acima de 720 dia

SÃO DUAS ALIQUOTAS, UMA NO RESGASTE E A OUTRA SEMPRE SEMESTRAL DE 15%


Fundos de Ações (renda variável)
Fato gerador do imposto:
Resgate
Sistema
Não tem come-cotas
Responsável pelo Recolhimento:
Administrador
Alíquota única no resgate
15% - somente para fundos com mais de 67% em ações

Outros Fundos de Investimentos

Índice com Cotas Negociadas em Mercado Secundário (ETF´s)

O fundo de índice é uma comunhão de recursos destinado à aplicação em carteira de títulos e


valores mobiliários que visa refletir as variações e rentabilidade de um índice de referência, por
prazo indeterminado

Denomina-se índice de referência o índice de mercado específico reconhecido pela Comissão de


Valores Mobiliários - CVM, ao qual a política de investimento do fundo esteja associada

Da denominação do fundo deve constar a expressão Fundo de Índice e a identificação do índice de


Referência

Exemplos: BOVA11, MILA11 e ECOO11.

As cotas do fundo devem ser admitidas à negociação no mercado secundário, por intermédio de
bolsa de valores ou entidade do mercado de balcão organizado.

Fundo de Investimento Imobiliário


O Fundo de Investimento Imobiliário, constituído sob a forma de condomínio fechado
cujo resgate de quotas não é permitido, é uma comunhão de recursos, captados através do sistema de
distribuição de valores mobiliários e destinados à aplicação em empreendimentos imobiliários. 

O FII deverá manter, no mínimo, 75% do patrimônio investido permanentemente em ativos imobiliários.

O Fundo de Investimento Imobiliário destinar-se-á ao desenvolvimento de empreendimentos imo-


biliários, tais como construção de imóveis, aquisição de imóveis prontos, ou investimentos em proje-
tos visando viabilizar o acesso à habitação e serviços urbanos, inclusive em áreas rurais, para poste-
rior alienação, locação ou arrendamento

Os FII estariam obrigados a distribuir a seus cotistas, no mínimo, 95% dos lucros


auferidos,

Fundo Mútuo de Investimento em Empresas Emergentes

O Fundo Mútuo de Investimento em Empresas Emergentes, constituído sob a forma de condomínio


Fechado , é uma comunhão de recursos destinados à aplicação em carteira diversificada de valores
mobiliários de emissão de empresas emergentes , e de sua denominação deverá constar a expressão
“Fundo Mútuo de Investimento em Empresas Emergentes”.

Entende-se por empresas emergentes as companhias que apresentem faturamento líquido anual in-
ferior a R$100.000.000,00 (cemmilhões)

O Fundo terá prazo máximo de duração de 10 (dez) anos , contados a partir da data da autorização
para funcionamento pela Comissão de Valores Mobiliários.

O prazo de duração será prorrogável, uma única vez, por até mais 5 (cinco) anos
, por aprovação da maioria das quotas emitidas, emAssembleia Geral especialmente convocada com esta finalidade.

Fundo de Investimento em Participações

O Fundo de Investimento em Participações (fundo), constituído sob a forma de condomínio fecha-


Do , é uma comunhão de recursos destinados à aquisição de ações, debêntures, bônus de subscrição,
ou outros títulos e valores mobiliários conversíveis ou permutáveis em ações de emissão de com-
panhias, abertas ou fechadas, participando do processo decisório da companhia investida, com
efetiva influência na definição de sua política estratégica e na sua gestão, notadamente através
da indicação de membros do Conselho de Administração

Somente poderão investir no fundo investidores qualificados, nos termos da regulamentação editada
pela CVM relativamente aos fundos de investimento em títulos e valores mobiliários, comvalor mínimo
de subscrição de R$ 100.000,00 (cemmil reais).

Fundo de Investimento em Direitos Creditórios

A presente Instrução dispõe sobre normas gerais que regem a constituição, a administração, o funcio-
namento e a divulgação de informações de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios – FIDC e
de Fundos de Investimento em Cotas de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios - FICFIDC

FIDIC:fundos de investimentos em direitos creditórios

FIC-FIDC: fundos de investimentos que compram cotas de fundos de investimentos em direitos


creditórios

Direitos Creditórios: títulos de operações realizadas nos segmentos financeiro, comercial,


industrial, imobiliário, de hipotecas, de arrendamento mercantil e de prestação de serviços, bem
como em outros ativos financeiros e modalidades de investimento admitidos nos termos desta
instrução;

FIDIC; fundos que investem no mínimo 50% em direitos creditórios

FIC-FIDIC: uma comunhão de recursos que destina no mínimo 95% (noventa e cinco por cento)
do respectivo patrimônio líquido para a aplicação em cotas de FIDC;

terão valor mínimo para realização de aplicações de R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais)
Mercado de Capitais

Renda Variável
São considerados instrumentos de renda variável aqueles ativos cujos rendimentos não são conhecidos ou
não podem ser previamente determinados pois dependem de eventos futuros

O mercado de capitais é o conjunto de mercados, instituições e ativos que viabiliza a transferên-


cia de recursos financeiros entre tomadores (companhias abertas) e aplicadores (investidores)
destes recursos.

mercado primário, onde as ações e/ou debêntures, por exemplo, são vendidas pela primeira vez e os
recursos financeiros da venda dos ativos são direcionados para o caixa da companhia.

A Oferta Pública Inicial IPO


ocorre quando são ofertadas ações (ou ativos) emitidas por companhia estreante na Bolsa de Valores

Oferta Primária:
é caracterizada quando a empresa está oferecendo novas ações ao mercado

Oferta Secundária:
esta modalidade é caracteriza pela disponibilização de ações já existentes

Road Show
A partir da comunicação ao mercado, levanta‐se as intenções de investimento junto ao público (poten-
ciais investidores como grandes investidores, fundos, etc.) em processo conhecido como
road‐show
.
Due Dilligence
O coordenador líder junto com especialistas (advogados e auditores) analisam e definem o estado
atual e perspectivas da empresa, bem como os riscos associados a sua atividade.

Underwriting de Ações

Agentes underwriting: instituições financeiras intermediadoras

Underwriting Firme:
Se compromete a vender todas as ações da empresa e as que não conseguir vender ela compra e mantem
em sua carteira.
.
Melhor Esforço ou “Best-Effort Underwriting”:
Vai fazer de tudos para vender o máximo de ações nas melhores condições possíveis em uma quantidade
de tempo determinado.

Residual ou “Stand-By Underwriting”:


Uma parte das ações ela garante em vender. Mas a outra parte ela vai se “esforçar” para vender, ouse já,
vai vender nas melhores condições possíveis em determinado quantidade de tempo.
Bookbuilding
É como se fosse uma espécie de leilão, onde todos investidores lançam o preço disposto a pagar e através da uma
análise desses preços é chegado no preço final;

Block Trade:
oferta de um grande lote de ações antigas (de posse de algum acionista) com coloca-
ção junto ao público através da Bolsa de Valores ou Mercado de Balcão.

Mercado secundário

Os investidores que adquiriram títulos ou valores mobiliários no mercado primário podem revendê-los
no chamado mercado secundário, onde ocorre a compra e venda desses ativos entre os investidores.

Balcão organizado (fica dentro do mercado secundário)

É um ambiente administrado por instituições autor reguladoras que propiciam sistemas informatizados e
regras para a negociação de títulos e valores mobiliários. No mercado de balcão os valores mobiliários são
negociados entre as instituições financeiras sem local físico definido, por meios eletrônicos ou por telefone

“Organizado”, é dado este nome por ter um sistema de negociações de títulos e valores mobiliários
interligado com todas as instituições financeiras do pais. Não tem estrutura física

Todas as instituições integrantes do sistema de distribuição de valores mobiliários podem ser membros do
mercado de balcão organizado. Para se tornar membro precisa cumprir todos os requisitos necessários.

Títulos Negociados no Mercado de Balcão

O mercado de balcão organizado pode admitir à negociação somente as ações de companhias abertas com
registro para negociação em mercado de balcão organizado. As debêntures de emissão de companhias
abertas podem ser negociadas simultaneamente em bolsa de valores e mercado de balcão
organizado desde que cumpram os requisitos de ambos os mercados.

antes de ter seus títulos negociados no mercado primário, a companhia deverá requerer o registro
de companhia aberta junto à CVM e neste momento deverá especificar onde seus títulos serão
negociados no mercado secundário: se em bolsa de valores ou mercado de balcão organizado.

Títulos negócios no mercado de balcão organizado


 Ações
 Debentures
 bônus de subscrição;
 índices representativos de carteira de ações;
 opções de compra e venda de valores mobiliários;
 direitos de subscrição;
 recibos de subscrição;
 quotas de fundos fechados de investimento, incluindo os fundos imobiliários e os fundos de
investimento em direitos creditórios;
 certificados de investimento audiovisual;
 certificados de recebíveis imobiliários.

Bolsa de valores

A principal bolsa de valores do pais é B3


A principal função de uma bolsa de valores é proporcionar um ambiente transparente e líquido,
adequado à realização de negócios com valores mobiliários. Somente através das corretoras, os
investidores têm acesso aos sistemas de negociação para efetuarem suas transações de compra
e venda desses valores.

MEGABOLSA: sistema de negociação da b3 de títulos e valores mobiliários

Sistema CBLC
A CBLC é um sistema que tem como objeto social a prestação de serviços de compensação e liquida
ção física e financeira de operações realizadas nos mercados à vista e à prazo da Bolsa de Valores
de São Paulo (BMFBOVESPA) e de outros mercados, bem como a administração do sistema de
custódia de títulos e de valores mobiliários.

Formador de Mercado é o intermediário especial, credenciado para promover a liquidez de um


determinado título. Para isso, esse intermediário irá manter e executar ordens de compra e venda
para esse título observando as condições estabelecidas pela entidade administradora do
mercado. Ele pode estar presente no mercado de Balcão Organizado

Deverá utilizar seus recursos próprios para executar ordens de compra e de venda para
investidores interessados no ativo em que for credenciado. Esses investidores podem ser seus
clientes ou clientes de outro intermediário financeiro autorizado a operar no mercado

Ações

A ação é a fração negociável em que se divide o capital social de uma sociedade anônima, repre-
sentativa dos direitos e obrigações do acionista.

Tipos de Ações

Ações Ordinárias:
tem por principal característica conferir o direito de voto a seus titulares;

Ações Preferenciais:
não dão direito de voto nas Assembleias, apresentando, entretanto, salvo raras exceções, outras vantagens,
como: recebimento de dividendos e reembolso de capital

Quanto à Forma:

Ações Nominativas
são aquelas emitidas em nome de seu titular, o qual estará inscrito no Livro de Registro de Ações Nominativas;

Ações Escriturais:
são ações nominativas, cujo controle da posição dos titulares é feito por instituições financeiras
especificamente autorizadas pela Comissão de Valores Mobiliários – CVM para a prestação do serviço de
ações escriturais.
Proventos e Direitos sobre Ações
As ações conferem a seus titulares os seguintes direitos:

Dividendos;
É a parcela do lucro distribuída em dinheiro aos acionistas de companhias abertas. O investidor recebe livre
de IR.

O investido tem direito a receber um dividendo obrigatório em que a parcela mínima de dividendo
estabelecida pela mesma lei é de 25% do lucro total do período.

Juros sobre Capital Próprio
São proventos pagos em dinheiro, assim como os dividendos, sendo, porém dedutíveis do
lucro tributável da empresa. O investidor paga (na fonte) imposto de renda de 15%


Bonificações;
Através de bonificações as empresas distribuem gratuitamente novas ações a seus acionistas.(Aqui a
empresa distribui de forma gratuita)


Subscrições de novas emissões de ações.
É o ato de adquirir novas ações emitidas em decorrência de aumento de capital da Companhia.(Aqui é o
direto de adquirir novas ações, ou seja, comprar)

Direito de Subscrição
Os direitos de subscrição conferem aos seus detentores a possibilidade de exercer o direito de compra de
novas ações e podem ser negociados no mercado, isoladamente das ações

Eventos Sobre Ações


Desdobramento:
processo também denominado Split.
Aumenta a quantidade de ações reduzindo o valor nominal individual de cada ação. Objetivo: dar maior liquidez
ao ativo.
Grupamento:
também conhecido como Inplit. Este processo reduz a quantidade de ações da Cia, aumentando seu valor
individual. Objetivo: Reduzir risco e dar maior liquidez aos ativos.

Importante: Inplits e Splits alteram a quantidade de ações que o investidor possui mas não seu valor
financeiro

Tag Along
O Tag Along concede aos investidores minoritários, na Cia de capital aberto, o direito de receber o
mesmo valor ou, no mínimo, 80% do valor recebido pelos controladores na venda do controle da
empresa.

Novo Mercado
Empresas que se comprometem voluntariamente a a praticar boas práticas de governança corporativa
A principal característica do Novo Mercado é a existência de somente ações ordinárias e com 100%
De Tag Along.

Bovespa Mais
idealizado para empresas que desejam acessar o mercado de forma gradual, esse
segmento tem como objetivo fomentar o crescimento de pequenas e médias empresas
via mercado de capitais. As negociações são realizadas no mercado de balcão
organizado e as operações são mais flexíveis
Tipos de Ordem BM&FBovespa
I.
Ordem Administrada
é aquela que especifica somente a quantidade e as características dos ativos a serem comprados ou vendidos,
cabendo ao Intermediário, a seu critério, determinar o momento e o Sistema de Negociação em que ela será
executada;
II. Ordem Casada
é aquela cuja execução está vinculada à execução de outra Ordem do mesmo Comitente, podendo ser emitida
com ou sem limite de preço;
III. Ordem Discricionária
é aquela dada por administrador de carteira ou por quem quer que represente mais de um Comitente, cabendo
ao emitente estabelecer as condições de execução e, no prazo estabelecido neste regulamento, indicar os nomes
dos clientes finais a serem especificados, atribuindo-lhes os negócios realizados;
IV. Ordem Limitada:
é aquela a ser executada somente ao preço igual ou melhor do que o indicado pelo cliente;
V. Ordem a Mercado
é aquela que especifica somente a quantidade e as características dos Ativos ou Contratos, sem que seja fixado
o preço, devendo-se executá-la a partir do momento
em que for recebida;
VI. Ordem Monitorada
é aquela em que o Comitente, em tempo real, decide e determina ao Intermediário as condições de execução;
VII. Ordem“Stop”:
é aquela em que se indica o preço a partir do qual ela deverá ser executada.

After Market
O after Bovespa, também conhecido como “pregão noturno” nada mais é do que um horário extra
de funcionamento da bolsa. Ele possibilita a investidores que não têm como acompanhar o mercado
durante o horário comercial, investir na bolsa neste horário extra.

******Opções não negociam no after market

Mercado Integral e Mercado Fracionário

Mercado Integral - Lote Padrão


Também denominado de integral, no mercado de lote padrão as ações são negociadas em lotes unitários
ou de quantidades mínimas de 100 (cem), 1.000 (mil), 10.000 (dez mil) ou 100.000 (cemmil) ações,
conforme especificação feita pela BOVESPA. Mas o lote padrão é 100

Mercado Fracionário
No mercado fracionário são negociadas quantidades inferiores aos lotes padrão estabelecidos. Portanto,
neste mercado podem ser negociadas pequenas quantidades em múltiplos de apenas 1 ação.

Índices Bursáteis
Os índices de Bolsas de Valores procuram medir a lucratividade média de uma carteira de ações, num
Determinado período de tempo
Índice Bovespa
A função do Ibovespa é ser um indicador de desempenho médio das cotações das ações
negociadas na BM&FBOVESPA.
O número de ações que compõem esta carteira se altera quadrimestralmente em função da participação
relativa de cada ação nos últimos 12 meses, atualmente em torno de 70 papéis.

IBrX
é composto pelas 100 empresas com o maior número de operações e volume negociado na
Bovespa nos últimos 12 meses.
*Participação em 70% dos pregões em 12 meses.
IBrX – 50
adota os mesmos critérios do índice IBrX, mas é composto apenas pelas 50 ações de maior
liquidez.
*Participação em 80% dos pregões em 12 meses.
ISE - Índice de Sustentabilidade Empresarial:
ferramenta para análise comparativa de performance das empresas listadas na BM&FBovespa sob o
aspecto da sustentabilidade corporativa, baseada na eficiência econômica, no equilíbrio ambiental, na
justiça social e na governança corporativa.

DR’s – Depositary Receipts


São recibos negociados em um país que tem como lastro ações de uma empresa que está instalada
fora deste país.

Tipos de DR’s
ADR’s (American Depositary Receipts):
recibos sobre ações de empresas brasileiras ou de outras nacionalidades negociados no mercado
americano; São empresas brasileiras ou de outros países negociados no Down Jones

BDR ’s (Brazilian Depositary Receipts):


são recibos brasileiros que possuem como lastro ações de empresas estrangeiras. Portanto, empresas sediadas fora do
Brasil que possuem negociações na bolsa brasileira; (São empresas americanas que são negociadas na
B3)
GDR ’s (Global Depositary Receipts):
recibos (DR’s) que são negociados em dois ou mais centros financeiros, fora do país de origem de seu
emissor.

Tributação
Day trade 20%
Operações +1 um dia 15%
Cobrança: no resgaste
Responsável por recolher o IR: o próprio investidor via DARF

ETF’s - Exchange Traded Funds


São cotas de fundos negociados no pregão da Bolsa de Valores também denominados de “Fundos
de Índice”.
As principais vantagens para o investidor desta modalidade são: diversificação,
transparência, flexibilidade de negociação e custos mais competitivos.

Operadores que participam nas negociações do ETF: Bolsa de valores,


administradores, gestores, custodiantes, formadores de mercado, agente
autorizado
Tributação
Day trade 20%
Operações +1 um dia 15%
Cobrança: no resgaste
Responsável por recolher o IR: o próprio investidor via DARF

Debentures
Valores mobiliários representativos de dívida de médio e longo prazos que asseguram a seus de-
tentores (debenturistas) direito de crédito contra a companhia emissora

Emissores
Sociedades por Ações (S.A.), de capital fechado ou aberto. As emissões públicas somente podem ser
realizadas por cias de capital aberto.

Tipos de Emissão

Emissão Pública:
direcionada ao público em geral, feita por companhia aberta com registro na CVM;

EmissãoPrivada:
voltada a um grupo restrito de investidores, não sendo necessário o registro na CVM.

Prazo
Deve estar definido na escritura, mas o prazo mínimo é de 12 meses e não há prazo máximo pois
uma companhia pode emitir títulos perpétuos (sem vencimento).

Formas de Emissão
Nominativa:
registro e controle das transferências são realizados pela companhia emissora no Livro de
Registro de Debêntures Nominativas. Precificação do mercado;

****o registro e o controle são feitos pela própria emissora das debentures . O mercado
precifica.

Escritural:
custódia e escrituração são feitas por instituição financeira autorizada pela CVM. Preço
registrado pela empresa

**** uma instituição financeira fica responsável pela custódia (controle) e a escrituração
(emissão).
Garantias das Debentures

Real
garantida por bens integrantes do ativo da companhia emissora ou de terceiros
(hipoteca, penhor ou anticrese)

Flutuante
assegura privilégio geral sobre o ativo da emissora, mas não impede a
negociação dos bens que compõem este ativo

Quirografária ou sem preferência:


não oferece privilégio algum sobre o ativo da companhia;

Subordinada:
oferece preferência somente para os acionistas.

Remuneração das debentures

1- Taxa prefixada ou Taxa pós fixada


Taxa prefixa
 Sem prazo

Taxa pós fixada

 Taxa TR ou TJLP
 TBF
 Taxa flutuante
 Coeficiente de correção de títulos públicos, índice de preços e variação
cambial

2- Prêmios
Tem como base a variação da receita ou do lucro da companhia emissora

3 - Participação nos lucros


Participação nos lucros

Tipos de debentures

Conversibilidade:
Debêntures conversíveis podem ser trocadas por ações da companhia emissora, conforme estiver definido
na escritura. As debêntures simples serão resgatadas normalmente ao final do prazo pactuado.

Permutabilidade:
a escritura de emissão pode conter cláusulas prevendo a permuta por outros ativos ou por ações de
emissão de terceiros. (Pode se trocar por prédios da empresa, maquinários, terras, ou ações de outras
empresa que a empresa emissora possuir)

Repactuação:
a escritura de emissão pode prever este mecanismo, permitindo a adequação das condições do título às
vigentes no mercado. (Adequar seus títulos, periodicamente, às condições vigentes no mercado.)
SND
Principal sistema de custódia, registro e liquidação financeira das operações com debêntures no
Brasil, englobando mais de 98% das debêntures registradas.

Notas Promissórias
A nota promissória nada mais é do que uma promessa de pagamento, e para seu
nascimento são necessárias duas partes: o emitente ou subscritor (devedor), criador
da promissória no mundo jurídico, e o beneficiário ou tomador, que é o credor do
título.

Caso a nota promissória não seja paga em seu vencimento poderá ser protestada
, como ainda será possível ao beneficiário efetuar a cobrança judicial, a qual ocorre por meio da ação cambial 

Podem emitir empresa SA Aberta e SA Fechada, sociedade de arrendamento


mercantil, companhias hipotecarias e BNDES

Não podem emitir notas promissórias corretoras e


distribuidores de valores mobiliários e instituições financeiras

A venda da NP comercial necessita obrigatoriamente de uma instituição financeira


atuando como agente colocador, podendo ser uma distribuidora ou corretora.

Prazo da NP:

 o prazo mínimo da NP é de 30 dias;


 o prazo máximo da NP é de 180 dias para SA de capital
fechado e 360 dias para SA de capital aberto

Rentabilidade:
pré-fixada ou pós- fixada; estabelecida pelo emissor.

Tributação de Debêntures e Notas Promissórias


Alíquota de IR:

22,5% - aplicações de até 180 dias

20,0% - aplicações de 181 a 360 dias

17,5% - aplicações de 361 até 720 dias

15,0% - aplicações superiores a 720 dias
Cobrança do IR:
somente no resgate ou pagamento de cupons.
Responsável pelo recolhimento:
a instituição financeira ou pessoa jurídica que efetuar o pagamento dos rendimentos
Fundamentos de Economia

Política Monetária
Representa a atuação do governo e das autoridades monetárias para controlar a liquidez da
economia, com um efeito mais direto na quantidade de moeda em circulação, na disponibilidade de
crédito e na taxa de juros praticada na economia.

O principal objetivo da Política Monetária é manter a quantidade de moeda no mercado em equilíbrio


para manter o nível dos preços estável e, ao mesmo tempo, incentivar a produção e a garantir
a estabilidade cambial.

O governo utiliza 4 instrumentos para aplicar o equilíbrio da economia


 operações no mercado aberto – open Market;

 alterações nas taxas de depósito compulsório;

 a taxa de redesconto;

 o controle e seleção de crédito

Política de Renda
O principal objetivo da Política de Renda é a redistribuição de renda entre a população de um país
e a justiça social, com um efeito direto no nível de preços

Política Fiscal
A Política Fiscal representa o conjunto de medidas com o objetivo de equilibrar os gastos e as recei-
tas dos governos.

Há dois tipos principais de política fiscal realizada pelo Governo:

Expansionista e Contracionista.
Na Expansionista o Governo visa principalmente elevar a demanda através de seus gastos e do seu déficit
de forma a estimular a economia. O maior problema gerado por essa política é a inflação. Já na política
Contracionista a meta é reduzir a demanda agregada para controlar a inflação.

Política Cambial
Com relação à Política Cambial ou Política Externa, o objetivo do Governo é equilibrar suas contas
externas e principalmente a taxa de câmbio do país

Índices de Preços
Os índices de preços são números agregados que refletem os preços de uma dada cesta de produtos
A oscilação de um determinado índice representa a variação média dos preços dos produtos dessa
cesta.
IPCA - Índice de Preços ao Consumidor Amplo

O objetivo do IPCA é calcular as variações dos custos com os gastos de famílias com rendimento
monetário de 1 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte.

O IPCA vem sendo utilizado como índice oficial do governo no regime de metas de inflação desde
julho/99.

IGP - Índice Geral de Preços


O IGP foi criado em 1947, sendo mensurado mensalmente pela FGV - Fundação Getúlio Vargas.O IGP
possui 3 versões:

 IPG-M
 É medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e registra a inflação de preços desde matérias-
primas agrícolas e industriais até bens e serviços finais

 IGP-10
 O IGP-10 (Índice Geral de Preços 10) é um indicador inflacionário de abrangência nacional, que
mede a variação dos preços no período compreendido entre os dias 11 (onze) do mês anterior e
10 (dez) do mês de referência. 

 IGP-DI (Disponibilidade Interna)


 Mesmo calculo e finalidade utilizada pelo IGP-M, a diferença está no período de divulgação

Os IGPs são compostos pelos índices IPA (Índice de Preços por Atacado), o IPC
(Índice de Preços ao Consumidor) e o INCC (Ínice Nacional de Custos da Construção).

IPA - Índice de Preços por Atacado


O IPA é um índice de preços no atacado de abrangência nacional. O sistema de ponderações do IPA está
estruturado na ponderação das séries Produtos Agropecuários, Indústria Extrativa Mineral e Indústria de
Transformação

IPC - Índice de Preços ao Consumidor


O IPC é composto por sete grupos: alimentação; habitação; vestuário; saúde e cuidados pessoais;
educação; leitura e recreação; transportes e despesas diversas

INCC - Índice Nacional de Custos da Construção


O INCC mede a evolução mensal de custos de construções habitacionais, a partir da Soma 100,00 da
média dos índices de sete capitais (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Porto
Alegre e Brasília)
Indicadores da Atividade Econômica
PIB - Produto Interno Bruto
A medida individual de produção mais importante numa economia é o Produto Interno Bruto (PIB)
uma estatística que visa medir o valor total de bens e serviços finais gerados dentro dos limites
geográficos de uma economia, em um determinado período de tempo.

Y=C+I+G+X–M
Onde:
C= consumo privado
I = investimento
G= gastos do governo
X= exportações
M = importações

PNB - Produto Nacional Bruto


Representa o total da produção de uma nacionalidade, independentemente do país que ocorreu a
produção. PNB mede tudo o que é produzido pelos brasileiros (PF, PJ e Governo) em qualquer
lugar do Mundo

Renda Líquida Enviada ao Exterior – RLEE


 De maneira simplificada, tem-se que RLEE = Renda Enviada ao Exterior - Renda Recebida do Exterior.

Na prática, países cujas empresas apresentam alto grau de internacionalização e pouca


presença de empresas estrangeiras em seu território tendem a ter resultado negativo na
Renda Líquida Enviada ao Exterior, uma vez que, em princípio, esses países recebem
mais renda do exterior do que enviam. Por outro lado, países com elevada presença de
empresas estrangeiras e cujas companhias nacionais são pouco internacionalizadas
tendem a ser exportadoras de renda, tendo resultado da RLEE positivo.

Países com mais empresas nacionais fora e pouca empresa estrangeira em seu
território = RLEE Negativo(recebem pouco dinheiro de fora

Países com mais empresas estrangeiras em território nacional e poucas empresa


nacionais fora do seu território = RLEE Positivo (pois mandam mais dinheiro
para fora)

****A Renda Líquida Enviada ao Exterior é incluída no cálculo do Produto


Nacional Bruto

Produção Industrial
Calculado pelo IBGE, mede o total da produção física de bens em determinado mês em diversas regiões
do país. Abrange bens de consumo (duráveis e não duráveis), bens intermediários e bens de capital.

Nível de Desemprego
Também é calculado pelo IBGE e mede o total de pessoas desempregadas como percentagem da
PEA (População Economicamente Ativa). Com abrangência nacional, esse é o índice de desemprego
oficial do Brasil.
Indicadores do Setor Externo

Balança Comercial
A Balança Comercial mensura o resultado das transações de bens entre o Brasil e o resto do mundo
O resultado líquido da diferença entre exportações menos as importações é o saldo da balança
comercial

 Exportações maiores que as Importações = Superávit na Balança Comercial


 Importações são maiores que as Exportações = Déficit na Balança Comercial

Balança de Serviços (Serviços e Rendas)


Mede o resultado das transações de serviços entre o Brasil e o resto do mundo. Nessa conta é computado
o saldo entre nossas remessas de lucros, juros, royalties, seguros, viagens internacionais e aquilo
que recebemos do exterior nessas mesmas categorias.

Transações Correntes
Mede o resultado de todas as nossas transações com o exterior, tanto de bens quanto de serviços.
É, na prática, a soma dos saldos da balança comercial e da balança de serviços.

TC = BC + BS

Saldos negativos na conta corrente têm de ser financiados, pois indicam que o país
gastou mais do que recebeu do exterior.

Transferências Unilaterais
Contabilizam o saldo líquido das remessas de recursos ou doações feitas entre residentes no Brasil e
Residentes no exterior

Conta Corrente (CC)


A Conta Corrente (CC) é resultado do registro de 3 outras contas:
Balança Comercial, Balança de Serviços e Rendas e as Transferências Unilaterais.

CC = BC+ BS + TU

Conta de Capital e Financeira


Essa conta registra todo o fluxo de capitais que entram e saem do país. Passam também por essa
conta os investimentos estrangeiros diretos.

Balanço de Pagamentos (BP)


É o registro das transações do país com o resto do mundo e os seus valores são expressos em dólares
americanos

Formulas

 Balança comercial = Importação – Exportações


 Conta Corrente = BC + BS + Transações Unilaterais
 Balanço de Pagamentos = Conta Corrente + Conta de Capital
Reservas Internacionais
Correspondem ao total de reservas em moeda estrangeira detidas pelo BACEN

Dívida Externa
Total dos passivos externos tanto privados quanto públicos

Indicadores Fiscais
Resultado de toda a arrecadação de tributos e contribuições federais de um mês medidos pela STN
(Secretaria do Tesouro Nacional) e Receita Federal.

Mais importantes:

IPI - Imposto sobre Produtos Industrializados



IR - Imposto de Renda

CSLL - Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido

IOF - Imposto sobre Operações Financeiras.

Resultado Primário
Engloba todas as esferas do governo: Gov Central, estados, municípios e estatais.O resultado primário
representa o total das arrecadações de impostos e contribuições menos os gastos destes mesmos órgãos,
sem levar em conta as despesas e receitas financeiras. Quando as receitas excedem
as despesas fala-se em superávit primário e, quando as despesas superam as receitas fala-se em
déficit primário

Resultado Nominal
É a soma do resultado primário como resultado do pagamento e recebimento de juros. Como o Brasil é um
pagador líquido de juros, fala-se que o resultado nominal é o resultado primário mais os gastos com juros. Se
a soma dos dois for positiva, fala-se em superávit nominal e se negativa, fala-se em déficit nominal.

Resultado Nominal = Resultado primário + gasto com juros

Taxa de Juros
O governo controla a taxa de juros através do depósito compulsório, das operações com títulos
públicos e das taxas de redesconto.

A taxa de juros pode ser a expressão de tudo aquilo que pode ser acrescido ao valor principal, podendo
ser pós-fixada no caso do percentual ser atrelado a uma taxa futura ou pré-fixada caso a taxa
seja fixada no momento da transação.

Taxa Nominal
Denomina-se taxa de juros nominal, a taxa contratada que irá atualizar certa aplicação financeira ou
dívida, sem descontada a inflação

Taxa Real
A taxa de juros real, por sua vez, é a taxa nominal descontada da variação da inflação no mesmo
Período. A taxa real expurga, portanto, o efeito da inflação sobre os juros pagos ou recebidos.
FORMUALAS

M = P(1 + in). – formula para achar o montante final sabendo a taxa nominal

M = P (1 + if) - formula para encontrar o montante sabendo a taxa da inflação

(1 + in) = (1+ir). (1 + if) – fórmula para descobrir a taxa real descontada com a inflação

M – montante
P- capital
In - taxa nominal
If – taxa inflação
Ir –taxa de juros real

TJLP - Taxa de Juros de Longo Prazo


A Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e divulgada
até o último dia útil do trimestre imediatamente anterior ao de sua vigência. Tem período de vigência de
um trimestre-calendário

Taxa de Juros Selic


SELIC (Sistema Especial de Liquidação e Custódia) OVER
taxa apurada no Selic, obtida mediante o cálculo da taxa média ponderada e ajustada das operações de
financiamento diários lastreados em títulos públicos federais. 

Taxa Referencial - TR
Taxa referencial de juros calculada e divulgada diariamente pelo BACEN. É a taxa que define o rendi-
mento das Cadernetas de Poupança e dos empréstimos do Crédito Rural e do SFH (Sistema
Financeiro de Habitação). É usada, também, como referência de vários contratos, entre eles os de
pagamento a prazo e de seguros em geral.
***É apurada com base na TBF (Taxa Básica Financeira).

Taxa DI ou Certificados de Depósito Interbancário (CDI)


são os títulos de emissão das instituições financeiras, que lastreiam as operações do mercado
interbancário. A taxa DI é a média dos empréstimos feitos entre os bancos para um dia. É divulgada
anualizada diariamente pela CETIP.

Prime Rate
Taxa de juros básica utilizada por bancos comerciais norte-americanos em empréstimos para clientes
preferenciais.

Taxa de Juros Libor (London Interbank O ered Rate)


É a taxa de juros praticada no mercado interbancário londrino.
A Libor é normalmente utilizada no Brasil nas operações financeiras internacionais e nas operações
de comércio internacional (trade finance) envolvendo importação e exportação de bens e serviços.

Taxa de Risco do País


A grosso modo indica o quanto a mais de juros anuais (em relação às taxas básicas de juros dos países
desenvolvidos) está sendo exigido das captações de recursos feitas pelos países emergentes, em função da percepção
do mercado em relação ao risco desses empréstimos não serem honrados pelo emissor dos títulos.
Agente Autônomo de Investimento
O agente autônomo de investimento é a pessoa natural que obtém registro na Comissão de Valo-
res Mobiliários – CVM, para exercer, sob a responsabilidade e como preposto de instituição
integrante do sistema de distribuição de valores mobiliários, a atividade de distribuição e mediação
de valores mobiliários.

Por sua vez, os agentes autônomos de investimento podem constituir pessoa jurídica para o exercício
da sua atividade.

Autorização do Agente Autônomo – Pessoa Física


A autorização para o exercício da atividade de agente autônomo de investimento somente será concedida
à pessoa física, domiciliada no País, que preencha os seguintes requisitos:

 tenha concluído o ensino médio no País ou equivalente no exterior;

 tenha sido aprovada em exame técnico específico para agente autônomo de investimento, organizado
por entidade certificadora autorizada pela CVM (ANCORD);

 tenha aderido ao código de conduta profissional da atividade;

 não esteja inabilitada ou suspensa para o exercício de cargo em instituições financeiras e demais
entidades autorizadas a funcionar pela CVM, pelo Banco Central do Brasil, pela Superintendência de Seguros
Privados – SUSEP ou pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar – PREVIC;

 não tenha sido condenada criminalmente por crimes contra o sistema financeiro nacional ou outros,
ressalvada a hipótese de reabilitação; e

 não esteja impedida de administrar seus bens ou deles dispor em razão de decisão judicial

Autorização do Agente Autônomo – Pessoa Jurídica


A autorização para o exercício da atividade de agente autônomo de investimento somente será concedida
à pessoa jurídica domiciliada no País que preencha os seguintes requisitos:

 Sejam constituídas como sociedades simples, adotando qualquer uma das formas permitidas para tal
de acordo com a legislação em vigor;

 Tenha como objeto social exclusivo o exercício da atividade de agente autônomo de investimento;

 É vedada a participação em outras sociedades e necessário que esteja regularmente constituída e


registrada no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica - CNPJ; e

 Tenha como sócios unicamente agentes autônomos autorizados pela CVM e a eles seja atribuído, com
exclusividade, o exercício das atividades, sendo todos os sócios responsáveis perante a CVM pelas
atividades da sociedade;

 Um mesmo Agente Autônomo Pessoa Natural não poderá ser sócio de mais de um Agente Autônomo
Pessoa Jurídica
Suspensão da Autorização
A ANCORD poderá, por solicitação do Agente Autônomo Pessoa Natural, suspender a autorização para o
exercício de sua atividade por um período contínuo de até 12 (doze) meses, não renovável, mediante a
apresentação de:

 comprovante de sua retirada da sociedade de agentes autônomos de investimento de que seja sócio, se
for o caso; e

 comprovante de rescisão ou suspensão do contrato de distribuição e mediação de valores mobiliários


ou declaração de que não mantém contrato de distribuição e mediação de valores mobiliários com
instituição integrante do sistema de distribuição.

Cancelamento da Autorização
A autorização para o exercício da atividade de agente autônomo de investimento pode ser cancelada:

 se constatada a falsidade dos documentos ou de declaração apresentada para obter a autorização;

 se, em razão de fato superveniente devidamente comprovado, ficar evidenciado que a pessoa
autorizada pela CVM não mais atende a quaisquer dos requisitos e condições estabelecidos para a
concessão da autorização; e

 a pedido do agente autônomo

A CVM comunicará previamente ao agente autônomo a decisão de cancelar o seu registro


concedendo-lhe o prazo de 15 (quinze) dias, contados da data do recebimento da comunicação, para
apresentar as suas razões de defesa ou regularizar o seu registro.

Contrato de Agenciamento/Remuneração, Responsabilidade e


Co-Responsabilidade dos AAI e das Instituições

A instituição contratante deverá conservar à disposição da CVM, enquanto vigorar o contrato, e pelo
prazo de 5 (cinco) anos a partir de sua rescisão, todos os documentos relacionados à contratação e à
prestação de serviços de cada agente autônomo por ela contratado.

Normas de Conduta
O agente autônomo de investimento deve observar as seguintes regras de conduta:

 empregar, no exercício de sua atividade, o cuidado e a diligência que todo homem ativo e probo
costuma dispensar à administração de seus próprios negócios;

 abster-se da prática de atos que possam ferir a relação fiduciária entre investidores e a
instituição intermediária à qual estiver vinculado; e

 zelar pelo sigilo de informações confidenciais a que tenha acesso no exercício de sua função.
Práticas Vedadas
É vedado ao agente autônomo de investimento:

 receber ou entregar a investidores, por qualquer razão, numerário, títulos ou valores mobiliários, ou
quaisquer outros valores, que devem ser movimentados através de instituições financeiras ou
integrantes do sistema de distribuição;

 ser procurador de investidores para quaisquer fins;

 contratar com investidores a prestação de serviços ou realizar ainda que a título gratuito:
 – análise ou consultoria de valores mobiliários; e
 – administração de carteira de títulos e valores mobiliários,

 atuar como preposto de instituição com a qual não tenha contrato; e

 delegar a terceiros, total ou parcialmente, a execução dos serviços que constituam objeto do contrato
celebrado com a instituição intermediária;

 a adoção de logotipos ou sinais distintivos do próprio agende autônomo, desacompanhados da


identificação da instituição pela qual tenha sido contratado. Estes devem ter, no mínimo, igual
destaque. Esta regra aplica-se a sites, materiais publicitários, e-mails bem como a apostilas e
apresentações utilizadas em cursos e palestras;

 a utilização de expressões que dificultem a natureza do vínculo existente, como “parceira”, “asso
ciada” ou “afiliada”;

 manter contrato de prestação de serviços com mais de uma instituição do sistema de distribui ção de
valores mobiliários;

 usar senhas ou assinaturas eletrônicas de uso exclusivo do cliente para transmissão de ordens
por meio de sistema eletrônico; e

 confeccionar e enviar para os clientes extratos contendo informações sobre operações realizadas
e posições em aberto.

Responsabilidade do Agente Autônomo de Investimento


O AAI é responsável, civil e administrativamente, no exercício de suas atividades, pelos prejuízos
resultantes de seus atos dolosos ou culposos e pelos atos que infringirem normas legais ou
regulamentares, sem prejuízo de sua eventual responsabilidade penal.

Penalidades e Multa Cominatória

Constituem infração grave, para efeito do disposto no § 3º do art. 11 da Lei nº 6.385, de 1976:

 o exercício da atividade de agente autônomo de investimento por pessoa não autorizada ou autorizada
com base em declaração ou documentos falsos;

 o descumprimento dos deveres estabelecidos nas normas de conduta; e

 aconselhar clientes da instituição intermediária à qual o agente autônomo esteja vinculado a realizar
negócio com a finalidade de obter, para si ou para outrem, vantagem indevida.

Sujeitam-se à multa cominatória diária de R$ 200,00 (duzentos reais), incidente a partir do dia
seguinte ao término do prazo estabelecido para o cumprimento da obrigação, e sem prejuízo da aplicação
das penalidades previstas no art. 11 da Lei nº 6.385, de 1976:, O agente autônomo de investimento que:

 não encaminhar à ANCORD/CVM as informações previstas na autorização do agente autônomo; ou

 não mantiver seu cadastro atualizado.


Ética Profissional e Aspectos Comportamentais
Código de Conduta do AA

Integridade
Um Agente Autônomo de Investimento (AAI) deve oferecer e proporcionar serviços com integridade,
devendo ser considerado por seus clientes como uma pessoa merecedora de confiança plena.

 Ao decidir o que é correto e justo, o AAI deve atuar com integridade, como condição essencial.

Competência
O AAI deve prestar serviços aos clientes de maneira competente, mantendo os necessários conhecimentos
e habilidades para continuar a fazê-lo nas atividades em que estiver envolvido

Profissionalismo
É importante que o AAI coopere com outros profissionais para melhorar a qualidade dos serviços e
manter a imagem pública da profissão.

Confidencialidade
Um profissional não deve revelar nenhuma informação confidencial do cliente sem o seu específico conhecimento, a
menos que em resposta a qualquer procedimento judicial, inclusive, mas não limitado a defender-se contra acusações
de má prática de sua parte e/ou em relação a uma disputa civil entre o profissional o cliente

Probidade
O AAI deve realizar os serviços de maneira íntegra e justa para os clientes, diretores e sócios, devendo
revelar conflitos de interesses surgidos em razão da prestação dos serviços.

Diligência
Diligência é a prestação de serviços realizada em um prazo adequado ao normalmente demandado para
sua execução. Diligência também pressupõe um planejamento adequado e sua supervisão.

Conhecimento do cliente
O AAI deve tomar todas as medidas para conhecer os clientes e suas necessidades, devendo
especialmente: documentar e confirmar a verdadeira identidade dos clientes com quem mantenha
qualquer tipo de relação profissional e qualquer informação nova também
Conceito de Crime de Lavagem ou
Ocultação de Bens, Direitos e Valores
Segundo o COAF, lavagem de dinheiro é: primeiro, o distanciamento dos fundos de sua origem,
evitando uma associação direta deles com o crime; segundo, o disfarce de suas várias
movimentações para dificultar o rastreamento desses recursos; e terceiro, a disponibilização do
dinheiro novamente para os criminosos depois de ter sido suficientemente movimentado no ciclo de
lavagem e poder ser considerado “limpo”.

Ocultar ou dissimular a natureza, origem, localização, disposição, movimentação


ou propriedade de bens, direitos ou valores provenientes, direta ou indiretamente,
de infração penal.
Pena:
reclusão de três a dez anos e multa.

Multa Pecuniária
 ao dobro do valor da operação;
 ao dobro do lucro real obtido ou que presumivelmente seria obtido pela realização da operação; ou
 ao valor de R$ 20.000.000,00 (vinte milhões de reais).

Incorre na mesma pena quem, para ocultar ou dissimular a utilização de bens,


direitos ou valores Provenientes de quaisquer crimes de infração penal:
 os converte em ativos lícitos;

 os adquire, recebe, troca, negocia, dá ou recebe em garantia, guarda, tem em depósito, movimenta ou
transfere;

 Importa ou exporta bens com valores não correspondentes aos verdadeiros.

 utiliza, na atividade econômica ou financeira, bens, direitos ou valores que sabe serem provenientes
de qualquer dos crimes antecedentes;

 participa de grupo, associação ou escritório tendo conhecimento de que sua atividade principal ou
secundária é dirigida à prática de crimes e infrações penais.

**** AS PENAS OCORREM TANTOA PARA QUEM PARTICIPA DE GRUPOS OU


ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA DE LAVAGEM DE DINEIRO QUANTO PARA QUEM
O AJUDA A “LAVAR” O DINHEIRO

Além dos bancos e demais instituições financeiras, devem combater a lavagem de dinheiro
empresas e instituições que trabalham com a comercialização de joias, metais preciosos e
obras de arte.
Etapas no Processo de Lavagem de Dinheiro

1-Colocação
Objetivando ocultar sua origem, os criminosos procura movimentar o dinheiro em países com regras mais
permissivas e naqueles que possuem um sistema financeiro liberal. A colocação se efetua por meio de
depósitos, compra de instrumentos negociáveis ou compra de bens.

2-Ocultação
O objetivo é quebrar a cadeia de evidências ante a possibilidade da realização de investigações
sobre a origem do dinheiro. Os criminosos buscam movimentá-lo de forma eletrônica, transferindo os
ativos para contas anônimas – preferencialmente, em países amparados por lei de sigilo bancário – ou
realizando depósitos em contas “fantasmas”.

3-Integração
Os criminosos procuram fazer com que os ativos sejam incorporados formalmente ao sistema econômico.

Principais Operações que são Indícios de Crimes de Lavagem de


Dinheiro
 Aumentos substanciais no volume de depósitos de qualquer pessoa física ou jurídica, sem causa
aparente

 Troca de grandes quantidades de notas de pequeno valor por notas de grande valor.

 Movimentação de recursos em praças localizadas em fronteiras

 Movimentação de recursos incompatível com o patrimônio

 Utilização de cartão de crédito em valor não compatível com a capacidade financeira do usuário.

Ações Preventivas: Princípio do “Conheça seu Cliente”


O conceito do “Conheça seu Cliente” está diretamente relacionado a identificação do cliente. O
Significado do “Conheça seu Cliente” é abrangente e expressa conhecer suas atividades e negócios, o
mercado onde atua, as perspectivas desse mercado e, se possível, quem são seus clientes e fornecedores. 

Cadastro de Cliente: Informações e Atualizações Cadastrais


A lei de Lavagem de Dinheiro estabelece que as instituições financeiras:

 identificarão seus clientes e manterão cadastro atualizado, nos termos de instruções emanadas das
autoridades competentes;

 manterão registro de toda transação em moeda nacional ou estrangeira, títulos e valores


mobiliários, títulos de crédito, metais, ou qualquer ativo passível de ser convertido em dinheiro, que
ultrapassar limite fixado pela autoridade competente e nos termos de instruções por esta expedidas;

 deverão atender, no prazo fixado pelo órgão judicial competente, as requisições formuladas pelo
COAF, que se processarão em segredo de justiça.
***Os cadastros e registros deverão ser conservados durante o período mínimo de
cinco anos a partir do encerramento da conta ou da conclusão da transação, prazo
este que poderá ser ampliado pela autoridade competente

Comunicação ao Bacen
De acordo com a circular 2852/98, carta-circular 2826/98 e a complementação da carta-circular
3098/03, as instituições financeiras deverão comunicar ao Banco Central:

 As operações suspeitas envolvendo moeda nacional ou estrangeira, títulos e valores mobiliários,


metais ou qualquer outro ativo passível de ser convertido em dinheiro de valor acima de R$ 10.000,00

 As operações suspeitas que, realizadas com uma mesma pessoa, conglomerado ou grupo, e m um
mesmo mês calendário, superem, por instituição ou entidade, em seu conjunto, o valor de R$
10.000.000,00 (dez milhões)

 Depósito em espécie, retirada em espécie ou pedido de provisionamento para saque, de valor igual ou
superior a R$ 100.000,00 (cem mil reais), independentemente de serem suspeitas ou não.

 Toda operação realizada por uma instituição financeira acima de R$ 10.000.000,00 (dez milhões)
deve ficar registrada no Banco. A operação que for igual ou acima desse valor e SUSPEITA deve ser
reportada ao BACEN, através do Sisbacen.

COAF – Conselho de Controle de Atividades Financeiras


Disciplinar, aplicar penas administrativas, receber, examinar e identificar as ocorrências suspeitas de
atividades ilícitas previstas na lei, sem prejuízo da competência de outros órgãos e entidades.

Comunicar com Prioridade ao COAF


Dar especial atenção às seguintes operações envolvendo títulos ou valores mobiliários:

 Operações cujos valores se afigurem objetivamente incompatíveis com a ocupação professional


 Operações realizadas , repetidamente, entre as mesmas partes
 Operações que evidenciem oscilação significativa
 Operações cujos desdobramentos contemplem características que possam constituir artifício para
burla a identificação
 Operações que evidenciem mudança repentina de modalidades operacionais

PPE - Pessoas Politicamente Expostas


Consideram-se pessoas politicamente expostas os agentes públicos que desempenham ou tenham
Desempenhado, nos últimos cinco anos, no Brasil ou em países, territórios e dependências estrangeiros,
cargos, empregos ou funções públicas relevantes, assim como seus representantes, familiares e
outras pessoas de seu relacionamento próximo.

***Pessoas do governo central (executivo, legislativo e judiciário),


governadores de estados, ministros, presidentes e vice-presidentes de empresas
públicas, procuradores de todas as espécies, conselheiros.

São considerados também PPE, familiares os parentes, na linha reta, até o


primeiro grau, o cônjuge, o companheiro, a companheira, o enteado e a enteada
das pessoas listadas acima
Acompanhamento das Operações
As instituições devem manter registros de todos os serviços financeiros prestados e de todas as opera ções
financeiras realizadas com os clientes ou em seu nome.

Para os clientes permanentes, devem deixar registrado a compatibilidades de seus recurso, origem e
beneficiários

O sistema deve permitir a identificação:

 Operações de mesma pessoa ou empresa, no mesmo mês calendário, nos valores de R$


10.000,00 (dez mil reais).
 Ou operações que tentem burlar a identificação

As instituições devem manter registros específicos das operações de transferência de


recursos.

 TED
 DOC
 Cheques
 Todos acima de R$ 1.000,00 (mil reais)

Em se tratando de operações de transferência de recursos envolvendo pessoa física residente no


exterior desobrigada de inscrição no CPF, na forma definida pela Secretaria da Receita Federal do
Brasil (RFB), a identificação pode ser efetuada pelo número do respectivo passaporte,
complementada com a nacionalidade da referida pessoa e, quando for o caso, o organismo internacional
de que seja representante para o exercício de funções específicas no País.

Os bancos comerciais, a Caixa Econômica Federal, os bancos múltiplos com carteira


comercial ou de crédito imobiliário, as sociedades de crédito imobiliário, as sociedades de
poupança e empréstimo e as cooperativas de crédito devem manter registros
específicos das operações de depósito em espécie, saque em espécie, saque em
espécie por meio de cartão pré-pago ou pedido de provisionamento para saque.
Sistema Financeiro Nacional
A lei nº 4.595 de 1964 dividiu a estrutura funcional do Sistema Financeiro Nacional
(SFN) nos seguintes moldes:

primeiro, uma esfera normativa, que congrega os órgãos normativos e de supervisão; e segundo, a
esfera operativa, que é constituída por instituições financeiras, administradoras de consórcios,
demais instituições autorizadas a funcionar ou operar pelo Banco Central do Brasil, en tidades auxiliares e
empresas regulamentadas e fiscalizadas por outras autoridades supervisoras

Subsistema Normativo
O subsistema normativo é constituído por:

órgãos normativos,
responsáveis pelo estabelecimento de políticas e normas aplicáveis ao SFN; e

entidades supervisoras,
responsáveis pela execução das políticas e normas estabelecidas pelos órgãos normativos, bem como pela
fiscalização das instituições participantes do SFN.

Os
órgãos normativos do SFN

Conselho Monetário Nacional (CMN),
que é órgão responsável pela definição das diretrizes das políticas monetária, creditícia e cambial;

Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP),
que é o órgão responsável por fixar as diretrizes e normas da política de seguros privados; e

Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC),
que é o órgão responsável pela regulação do regime de previdência complementar operado pelas entidades
fechadas de previdência complementar (fundos de pensão).

A cada órgão normativo, estão vinculadas as seguintes entidades supervisoras



Da CMN:
Banco Central do Brasil (Bacen) e Comissão de Valores Mobiliários (CVM);

Da CNSP:
Superintendência de Seguros Privados (Susep); e

Da CNPC:
Superintendência Nacional de Previdência Complementar (PREVIC)

Subsistema Operativo (operadores)


 Instituições financeiras bancárias
 instituições financeiras não bancárias:
 instituições que operam no mercado de capitais
 instituições que operam no mercado de câmbio
 sociedades seguradoras e de capitalização e entidades de previdência privada
 entidades prestadoras de serviços financeiros regulamentados
Conselho Monetário Nacional – CMN
Suas principais funções são:

adaptar o volume dos meios de pagamento às reais necessidades da economia;

regular o valor interno e externo da moeda e o equilíbrio do balanço de pagamentos;

orientar a aplicação dos recursos das instituições financeiras;

propiciar o aperfeiçoamento das instituições e dos instrumentos financeiros;

zelar pela liquidez e solvência das instituições financeiras;

coordenar as políticas monetária, creditícia, orçamentária e da dívida pública interna e externa.

Banco Central do Brasil – BACEN

É o principal executor das orientações do Conselho Monetário Nacional e responsável por garantir
o poder de compra da moeda nacional


manter as reservas internacionais em nível adequado;

estimular a formação de poupança;

zelar pela estabilidade; e

promover o permanente aperfeiçoamento do sistema financeiro.

emitir papel-moeda e moeda metálica;

executar os serviços do meio circulante;

receber recolhimentos compulsórios e voluntários das instituições financeiras e bancárias;

realizar operações de redesconto e empréstimo às instituições financeiras;

regular a execução dos serviços de compensação de cheques e outros papéis;

efetuar operações de compra e venda de títulos públicos federais;

exercer o controle de crédito; exercer a fiscalização das instituições financeiras;

autorizar o funcionamento das instituições financeiras;

estabelecer as condições para o exercício de quaisquer cargos de direção nas instituições financeiras;

vigiar a interferência de outras empresas nos mercados financeiros e de capitais e controlar o
fluxo de capitais estrangeiros no país

Secretaria do Tesouro Nacional – STN


O Tesouro Nacional tem como missão defender o cidadão contribuinte, de hoje e de amanhã, por
meio da busca permanente do equilíbrio dinâmico entre receitas e despesas e da transparência
do gasto público. De certa forma, pode ser definido como a caixa do governo federal pois capta
recursos no mercado, via emissão primária de títulos, para financiamento da dívida interna do governo
(LFT, NTN, LTN), através do Bacen
Comissão de Valores Mobiliários – CVM

A responsabilidade da CVM é regulamentar, desenvolver, controlar e fiscalizar o mercado de valores


mobiliários do país.

Para este fim, a CVM exerce as funções de:



assegurar o funcionamento eficiente e regular dos mercados de bolsa e de balcão;

proteger os titulares de valores mobiliários;

evitar ou coibir modalidades de fraude ou manipulação no mercado;

assegurar o acesso do público a informações sobre valores mobiliários negociados e sobre as
companhias que os tenham emitido;

assegurar a observância de práticas comerciais equitativas no mercado de valores mobiliários;

estimular a formação de poupança e sua aplicação em valores mobiliários;

promover a expansão e o funcionamento eficiente e regular do mercado de ações e estimular as
aplicações permanentes em ações do capital social das companhias abertas.

De acordo com FORTUNA (2011, p.24), os objetivos fundamentais da CVM ficam


caracterizados como o do fortalecimento do mercado de ações e dos demais valores
mobiliários

Competências da CVM
Compete à Comissão de Valores Mobiliários:


emissão e distribuição de valores mobiliários no mercado;

negociação e intermediação no mercado de valores mobiliários;

negociação e intermediação no mercado de derivativos;

organização, funcionamento e operações das Bolsas de Valores;

organização, funcionamento e operações das Bolsa de Mercadorias e Futuros;

administração de carteiras e custodias de valores mobiliários;

auditoria das companhias abertas;

serviços de consultor e analista de valores mobiliários.

Poder de Polícia
A CVM também tem “poder de polícia” no sentido do definido pelo artigo 78 do Código Tributário
Nacional, segundo o qual esse poder é “atividade da administração pública que, limitando ou
disciplinando direito, interesse ou liberdade, regula a prática de ato ou a obtenção de fato, em razão de
interesse público concernente à segurança, à higiene, à ordem, aos costumes, à disciplina da produção e
do mercado, ao exercício de atividades econômicas dependentes da concessão ou autorização do Poder
Público, à tranquilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos”
É instituída a Comissão de Valores Mobiliários, entidade autárquica em regime
especial, vinculada ao Ministério da Fazenda, com personalidade jurídica e
patrimônio próprios, dotada de autoridade administrativa independente, ausência
de subordinação hierárquica, mandato fixo e estabilidade de seus dirigentes, e
autonomia financeira e orçamentária.

Conselho Nacional de Seguros Privados – CNSP


O Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) é o órgão normativo das atividades securitárias do país
sendo, portanto, o órgão responsável por fixar as diretrizes e normas da política de seguros privados.

Atribuições
Dentre as funções do CNSP estão:


regular a constituição, organização, funcionamento e fiscalização dos que exercem atividades
subordinadas ao SNSP, bem como a aplicação das penalidades previstas;

fixar as características gerais dos contratos de seguro, previdência privada aberta, capitalização
e resseguro

estabelecer as diretrizes gerais das operações de resseguro;

prescrever os critérios de constituição das Sociedades Seguradoras, de Capitalização, Entidades
de Previdência Privada Aberta e Resseguradores, com fixação dos limites legais e técnicos das
respectivas operações; e

disciplinar a corretagem de seguros e a profissão de correto

Conselho Nacional de Previdência Complementar – CNPC


Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC) é um órgão colegiado que integra a estrutura
do Ministério da Previdência Social e cuja competência é regular o regime de previdência
complementar operado pelas entidades fechadas de previdência complementar (fundos de pensão)

Entidades de Apoio e Auto Regulação

BSM - BM&FBovespa Supervisão de Mercado

(BSM) atua na fiscalização do mercado de valores mobiliários, cuja integridade busca fortalecer. A
BSM foi desenhada à luz dos melhores padrões internacionais de supervisão e fiscalização privada dos
mercados de bolsa; e dos marcos de excelência regulatória pública dos mercados de valores mobiliários,
mundialmente reconhecidos Desta maneira, a BSM atua como órgão auxiliar da CVM no que concerne à
regulação dos mercados
da bolsa.
Em suma, as responsabilidades da BSM são:

fiscalizar e supervisionar os participantes do mercado e a própria BM&FBOVESPA;

identificar violações à legislação e à regulamentação vigentes, condições anormais de negociação ou
comportamentos que possam colocar em risco a regularidade de funcionamento, a transparência e a
credibilidade do mercado;

instaurar e conduzir processos administrativos disciplinares; penalizar os que cometem
irregularidades; e

administrar o Mecanismo de Ressarcimento de Prejuízos (MRP)

O MRP, Administrado pela BSM, trata-se de um ágil meio de cobertura dos prejuízos
sofridos por investidores em razão de ações ou omissões dos intermediários
Um dos múltiplos instrumentos que permitem que a BSM possa cumprir suas funções de autor regulação
é a administração do Mecanismo de Ressarcimento de Prejuízos,
Instituições e Intermediadores Financeiros
Públicas

Federais:
constituídas com sede no país, com controle direto ou indireto pela União;

Estaduais:
instituições cuja maioria do capital votante seja detida, de forma direta ou indireta, por um ou mais estados da
federação.
Privadas

Nacionais:
caracterizadas pelo fato de a maioria do capital votante ser de titularidade de pessoas
físicas e/ou jurídicas domiciliadas e residentes no Brasil;

Nacionais com participação estrangeira:
instituições que tenham direta e/ou indiretamente, participação estrangeira superiora 10% e até 50% de seu
capital votante;

Nacionais com controle estrangeiro:
instituições cuja maioria do capital votante tenha, direta ou indiretamente, controle estrangeiro;

Estrangeiras:
filiais instaladas no Brasil de bancos com sede no exterior.

Bancos Comerciais
Os bancos comerciais são instituições financeiras privadas ou públicas que têm como objetivo principal
proporcionar suprimento de recursos necessários para financiar, a curto e a médio prazos, o
comércio, a indústria, as empresas prestadoras de serviços, as pessoas físicas e terceiros em geral

Esses bancos podem: descontar títulos, realizar operações de abertura de crédito simples ou em
conta corrente, realizar operações especiais, inclusive de crédito rural, de câmbio e comércio
internacional, captar depósitos à vista e a prazo, emitir CDB e RDB, efetuar cobrança de títulos,
arrecadar tributos e
tarifas públicas, realizar empréstimos para giro da atividade produtiva (capital de giro, salários, etc.), obter
recursos junto a instituições oficiais para repasse aos clientes, obter recursos externos para repasses, efetuar
apresentação de serviços diretamente ou em convênio com outras instituições

Bancos de Investimento
Os bancos de investimento são instituições financeiras privadas especializadas em operações de
participação societária

Captam recursos via depósitos a prazo, repasses de recursos externos, internos e venda de cotas de fun dos de
investimento por eles administrados. As principais operações ativas são financiamento de capital de
giro e capital fixo, subscrição ou aquisição de títulos e valores mobiliários, depósitos
interfinanceiros e repasses de empréstimos externos

Os bancos de investimento podem empregar em suas atividades, além de recursos


próprios, os provenientes de:
 depósitos a prazo, com ou sem emissão de certificado;
 recursos oriundos do exterior, inclusive por meio de repasses interbancários;
 repasse de recursos oficiais;
 depósitos interfinanceiros;
 outras formas de captação autorizadas pelo Banco Central do Brasil.
Bancos Múltiplos
Os bancos múltiplos são instituições financeiras privadas ou públicas que realizam as operações ativas,
passivas e acessórias das diversas instituições financeiras, por intermédio das seguintes
carteiras: comercial, de investimento e/ou de desenvolvimento, de crédito imobiliário, de
arrendamento mercantil e de crédito, financiamento e investimento.

O banco múltiplo deve ser constituído com, no mínimo, duas carteiras, sendo uma
delas, obrigatoriamente, comercial ou de investimento e ser organizado sob a
forma de sociedade anônima.

É vedado ao banco múltiplo emitir debêntures.

Caixa Econômica Federal


Uma característica distintiva da Caixa é que ela prioriza a concessão de empréstimos e financiamentos a
programas e projetos nas áreas de assistência social, saúde, educação, trabalho, transportes urbanos e
esporte.

Além de centralizar o recolhimento e posterior aplicação de todos os recursos oriundos do Fundo de


Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) , integra o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) e
o Sistema Financeiro da Habitação (SFH)

Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)


O BNDES é um órgão vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e
tem como objetivo apoiar empreendimentos que contribuam para o desenvolvimento do país .
Suas linhas de apoio contemplam financiamentos de longo prazo e custos competitivos, para o
desenvolvimento de projetos de investimentos e para a comercialização de máquinas e
equipamentos novos, fabricados no país, bem como para o incremento das exportações brasileiras.

A BNDESPAR, subsidiária integral, investe em empresas nacionais através da subscrição de ações e


debêntures conversíveis.

Cooperativas de Crédito
Singulares:
aquelas que prestam serviços financeiros de captação e de crédito apenas aos respectivos associados,
podendo receber repasses de outras instituições financeiras e realizar aplicações no mercado financeiro;

Centrais
prestam serviços às singulares filiadas, e são também responsáveis auxiliares por sua supervisão;

Confederações de cooperativas centrais:
prestam serviços a centrais e suas filiadas. Observam, além da legislação e normas gerais aplicáveis ao
sistema financeiro: a Lei Complementar nº 130,
de 17 de abril de 2009, que institui o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo; a Lei nº 5.764, de
16 de dezembro de 1971, que institui o regime jurídico das sociedades cooperativas; e a Resolução nº 3.859, de
27 de maio de 2010, que disciplina sua constituição e funcionamento.
Estão autorizados a realizar operações de captação por meio de depósito à vista e
a prazo (sem emissão de certificados - os RDB’s), somente a associados, por meio
de desconto de títulos, empréstimos, financiamentos, e realizar aplicação de
ecursos no mercado financeiro

*Também podem atuar na distribuição de cotas de fundos de investimento abertos

Sociedades de Crédito Imobiliário


Para atuar no financiamento habitacional. Constituem em:

Operações Passivas:
depósitos de poupança, a emissão de letras e cédulas hipotecárias e depósitos
interfinanceiros.

Operações Ativas
financiamento para construção de habitações, abertura de crédito para compra ou
construção de casa própria, financiamento de capital de giro a empresas incorporadoras,
produtoras e distribuidoras de material de construção.

As SCI’s, em suas atividades, podem empregar recursos próprios e os provenientes de:


depósitos de poupança; letras hipotecárias; letras de crédito imobiliário; repasses e
refinanciamentos contraídos no país; empréstimos e financiamentos contraídos no
exterior; depósitos interfinanceiros e outras formas de captação de recursos autorizadas
pelo BACEN.

Sociedades de Crédito, Financiamento e Investimento


(Financeiras)
São instituições financeiras privadas que têm como objetivo básico a realização de financiamento para a
aquisição de bens, serviços e capital de giro.

Tais entidades captam recursos por meio de aceite e colocação de Letras de Câmbio - LC
(Resolução CMN 45, de 1966) e Recibos de Depósitos Bancários - RDB (Resolução CMN 3454, de
2007).

Sociedades Corretoras de Títulos e Valores Mobiliários - CTVM


As sociedades corretoras de títulos e valores mobiliários são constituídas sob a forma de sociedade
anônima ou por quotas de responsabilidade limitada.

A corretora se responsabiliza pelo controle da conta do cliente junto à bolsa e à clearing


house, ou seja, mantém registro das posições de cada cliente, coleta as garantias exigidas pela
clearing, recebe e paga as perdas e os ganhos incorridos pelos clientes, controla as ordens exe-
cutadas e à executar, liquida as operações quando do vencimento dos contratos e assessora o
cliente em suas decisões.

São supervisionadas pelo Banco Central do Brasil (Resolução CMN 1.655, de 1989)
Sociedades Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários - DTVM
As sociedades distribuidoras de títulos e valores mobiliários são constituídas sob a forma de sociedade
anônima ou por quotas de responsabilidade limitada, devendo constar na sua denominação social a
expressão “Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários”.

São supervisionadas pelo Banco Central do Brasil (Resolução CMN 1.120, de 1986).

Corretoras de Câmbio
Têm por objeto social exclusivo a intermediação em operações de câmbio e a prática de operações no
mercado de câmbio de taxas flutuantes

São supervisionadas pelo Banco Central do Brasil (Resolução CMN 1.770, de 1990).
Administração de Risco

Marcação a Mercado
A “marcação a mercado” é uma regra que obriga o fundo de investimento a divulgar diariamente o
valor exato de mercado dos títulos que compõem o fundo. Se os ativos da carteira não forem corres pondentes ao
valor de mercado, as cotas podem não estar refletindo o patrimônio real do fundo.

A marcação a mercado tem como principal objetivo evitar a transferência de riqueza entre diversos
cotistas

Rentabilidade Absoluta versus Relativa


A Rentabilidade é a medida de ganho financeiro nominal sobre o total do investimento, expressa em
termos percentuais

Rentabilidade Absoluta:
é o índice de rentabilidade apresentado por um determinado investimento num período de tempo

Rentabilidade Relativa:
é a capacidade de comparação da rentabilidade proporcionada por um determinado investimento em
relação a um benchmark (referencial)

Rentabilidade Esperada versus Rentabilidade Observada


Rentabilidade Esperada:
representa quanto o cliente pretende ter de retorno ao final do período de investimento. É calculado a
partir de uma média da rentabilidade passada. Portanto, é uma expectativa de taxa futura

Rentabilidade Observada
é quanto rendeu, quanto o investidor obteve de ganhos durante o período de investimento.

Riscos e Retorno dos Investimentos


O risco de uma operação é representado pela parcela inesperada de retorno, resultante de surpresa e eventos
inesperados.

Normalmente o risco tem relação direta com a rentabilidade do investimento; quanto maior o risco,
maior o potencial de rentabilidade de um investimento.

Risco de Crédito
A probabilidade de o devedor não gerar fluxos de caixa suficientes para resgatar suas obrigações junto ao
credor, dentro das condições previamente combinadas (prazo, juros, periodicidade dos pagamentos, etc.).

Investimentos em ações não possuem risco de crédito.


Risco de Mercado
O risco de mercado, também chamado de risco de preço, origina-se de qualquer mudança de valor nos
ativos e passivos detidos pela instituição financeira ou investidor

O risco de mercado depende do comportamento do preço do ativo diante das condições de


negociação

Risco de Liquidez
Para os investidores o risco de liquidez caracteriza-se como sendo a impossibilidade de vender
um determinado ativo pelo preço e no momento desejado. Isto ocorre quando um ativo possui
um número de vendedores desproporcional (maior) ao de compradores.

O risco de liquidez pode ser dividido em duas formas distintas:



risco de liquidez de ativos
, que ocorre quando uma transação não pode ser efetuada aos preços
de mercado prevalecentes, em razão do tamanho da posição quando comparada ao volume
normalmente transacionado; e

risco de liquidez de financiamento
, que se refere à incapacidade de honrar pagamentos, o que
pode obrigar a uma liquidação antecipada, transformando perdas escriturais em perdas reais.

Risco Operacional
O risco operacional é aquele oriundo de erros humanos, tecnológicos ou de acidentes.

Para Saunders e Cornett (2003), existem pelo menos cinco fontes de risco operacional:

falhas tecnológicas e deterioração de sistemas;

erros humanos e falhas internas;

disputas contratuais;

destruição por fogo ou outras catástrofes; e

fraudes externas.

Duarte Júnior (1996) divide o risco operacional em risco organizacional, risco de operações e risco
de pessoal. Segundo o autor, o primeiro refere-se à ineficiência da organização, responsabilidades
mal definidas, fraudes, fluxo de informações deficientes; o segundo diz respeito às falhas de
sistemas computadorizados, telefonia, elétricos, etc; enquanto o terceiro está relacionado a
problemas com empregados não qualificados, desmotivados ou desonestos.

Risco Sistemático (mercado, conjuntural ou não diversificável):


é o risco imposto ao ativo pelos sistema político, econômico e social (recessão, crise política, greves etc.).
Esse risco atinge a todos os ativos indistintamente, ainda que cada ativo responda de maneira diferente a
mudanças na conjuntura. Este risco é distinto do risco individual de cada um dos valores cotados e por
isso chama-se também de risco não diversificável pois não é possível reduzi-lo ou cobri-lo através da
diversificação de carteira.
Risco Não-Sistemático (próprio, específico, diversificável):
é o risco intrínseco e específico de um determinado ativo. É gerado por fatos que atingem diretamente
o ativo (ou o subsistema ao qual está ligado) e não atingem os demais ativos - riscos financeiro,
administrativo e setorial.

A Decisão de Investimento
Alguns fatores determinam a escolha de um investimento por parte do investidor.
São eles:

Objetivo do investidor
Por objetivo entenda-se finalidade: como comprar uma casa, um carro ou outro bem. Este objetivo, no
entanto, está ligado diretamente à um prazo para realizar-se, chamado de horizonte de investimento

Horizonte de investimento,
O horizonte é um fator determinante para a escolha do investimento mais adequado.
Se o investidor tem objetivos de longo prazo, pode optar por investimentos cujo prazo de
maturação seja maior. Flutuações de curto prazo são pouco relevantes, pois o que mais importa é a
tendência de longo prazo.

Risco-retorno
Cada investidor tem uma determinada tolerância a riscos. Há investidores arrojados que suportam
altos riscos em busca de maior retorno e há também os conservadores que desejam o mínimo de risco

Diversificação.
A compra de uma variedade de papéis e títulos faz com que o risco associado a cada um desses
componentes individuais da carteira seja atenuado pelo conjunto

Índice Basiléia - Basiléia III


O Índice de Liquidez de Curto Prazo
-Liquidity Coverage Ratio - (LCR) tem por finalidade evidenciar que as instituições contem com
recursos de alta liquidez para resistir a um cenário de estresse financeiro agudo com duração de
um mês. Seu cálculo segue a seguinte fórmula:

LCR = Estoque de ativos de alta liquidez / Saídas liquidas no prazo de até 30 dias.

O Índice de Liquidez de Longo Prazo


- Net Stable Funding Ratio - (NSFR), que busca incentivar as instituições a financiarem suas
atividades com fontes mais estáveis de captação, é calculado mediante a seguinte fórmula:
NSFR = Total de captações estáveis disponíveis / Total de captações estáveis necessárias

Value at Risk – VAR


O VaR de uma carteira de investimentos é uma medida de quanto esta poderá depreciar durante um certo horizonte de
tempo, com certa probabilidade

Assim,
o VaR é uma medida estatística da variação máxima potencial, no valor de uma carteira de
instrumentos financeiros, dado determinado nível de probabilidade, para um intervalo de tempo
predefinido.
Duration de uma Carteira de Investimentos
Duration mede qual o prazo médio no qual o detentor do título terá recebido o pagamento total.

Limite de Oscilação Diário (Circuit Break)


A oscilação máxima diária estabelece o intervalo máximo de oscilação/variação positiva ou negativa do
preço por um dia para determinado ativo negociado na Bolsa de Valores

Túneis de Negociação
O módulo de túneis de negociação do sistema de negociação é composto de túneis de rejeição e túneis
de leilão

Os túneis de rejeição:
assim como os atuais limites de oscilação de preços, determinam a região de preços considerada aceitável
para fins de negociação.

Os túneis de leilão:
Os túneis de leilão são um aprimoramento dos limites de oscilação intradiária. acionam, na iminência de
fechamento do negócio, um leilão automático no sistema de negociação, caso o preço da operação não
pertença ao intervalo de preços definido pelo túnel.
esse novo processo aumenta a agilidade e a transparência no ambiente de negociação.
Mercado Financeiro

Títulos Públicos Federais

LTN - Letra do Tesouro Nacional (pre fixada)



Objetivo:
Título emitido pelo Tesouro Nacional para cobertura de déficit orçamentário, déficit orçamentário,
desequilíbrio no orçamento das contas públicas, resultando em despesa maior do que
a arrecadação; bem como para realização de operações de crédito por antecipação da receita.

Taxa de juros:
Possui rentabilidade definida no momento da compra –
pré-fixada
.
– Título negociado com deságio (desconto) sobre o valor de face.

Forma de pagamento:
no vencimento.

NTN-F - Nota do Tesouro Nacional - Série F (pre fixada)


Objetivo:
Título emitido pelo Tesouro Nacional para cobertura de déficit orçamentário, bem como
para realização de operações de crédito por antecipação da receita.
Taxa de juros:
rentabilidade pré-fixada
, acrescida de juros definidos no momento da compra.
Forma de Pagamento:
semestralmente (juros) e no vencimento (principal).
Modalidade:
escritural, nominativa e negociável.
Observe o fluxo de pagamentos de uma NTN-F:

LFT - Letra Financeira do Tesouro (pos fixada)



Objetivo:
Título emitido para prover recursos necessários à cobertura de déficit orçamentário,
ou para realização de operações crédito por antecipação da receita orçamentária.

Taxa de Juros:
rentabilidade diária vinculada à taxa de juros básica da economia taxa Selic.

Forma de pagamento:
no vencimento.

Modalidade:
escritural, nominativa e negociável.
NTN-B - Nota do Tesouro Nacional série B (pos fixada)

Objetivo:
Título emitido pelo Tesouro Nacional para cobertura de déficit orçamentário, bem
como para realização de operações de crédito por antecipação da receita.

Taxa de Juros:
possui rentabilidade vinculada à variação do
IPCA.

*
IPCA: Índice de Preços ao Consumidor Amplo: calculado pelo IBGE, mede a variação nos preços
de produtos e serviços consumidos pelas famílias com rendas entre 1 e 40 salários mínimos. A
taxa do IPCA são acrescidos juros definidos no momento da compra.

Forma de Pagamento:
semestralmente (juros) e no vencimento (principal).

NTN-B Principal - Nota do Tesouro Nacional série B – Principal (Pos


fixada)

Taxa de Juros:
rentabilidade vinculada à variação do IPCA , acrescida de juros definidos no momento da compra.

Forma de Pagamento:
no vencimento.

Modalidade:
escritural, nominativa e negociável

Open Market
É o mercado secundário privativo das instituições financeiras, onde se negociam títulos já emitidos
Anteriormente e onde ocorre a troca de recursos bancários lastreados em títulos públicos federais.

O Banco Central utiliza o open Market como instrumento de política monetária, vendendo títulos
quando há excesso de recursos e na economia e resgatando-os quando há falta de recursos e é necessário
aumentar a liquidez.
Títulos Privados
Depósitos a Prazo (CDB/RDB)

Definição

Promessa de pagamento à ordem, da importância depositada acrescida do valor da remuneração


convencionada.
Tipos

CDB -
Certificado de Depósito Bancário, que deve ser nominativo endossável; e

RDB
- Recibo de Depósito Bancário, que é nominativo e inegociável.
Emissores

Bancos múltiplos (com carteira comercial, de investimento e/ou de desenvolvimento);

Bancos comerciais;

Bancos de investimento;

Bancos de desenvolvimento; e

Caixas econômicas.
Condições de Remuneração

Taxas e prazos:
a. Pré-fixada (sem prazo);
b. Flutuante (sem prazo);
c. TR e TJLP, prazo mínimo de 1 mês para vencimento ou repactuação;
d. TBF, prazo mínimo de 2 meses para vencimento ou repactuação;
e. Índices de preços, prazo mínimo de 1 ano.
– Permitida mais de uma base de remuneração, desde que prevaleça o que proporcionar
maior remuneração ao depositante;
– Facultado o pagamento periódico de rendimentos.
Resgate Antecipado
Para RDB, tem que haver concordância da instituição emissora, não podendo ser abonada qualquer
remuneração desde a data do contrato, cabendo-lhe abater do principal a devolver quaisquer parcelas
eventualmente pagas àquele título;

No caso do CDB, tem que ser respeitado o prazo de carência, conforme a remuneração do título.

Registro/ Negociação
Devem estar registrados na CETIP ou em outro sistema de custódia e de liquidação autorizado pelo
BC, até três dias úteis após a contratação da operação
CDI – Certificado de Depósito Interfinanceiro
CDIs são aplicações com prazos de 1 dia útil, com objetivo de melhorar a liquidez de uma determinada
instituição financeira e do mercado financeiro como um todo

A taxa média diária do CDI de um dia é utilizada como referencial para o custo do dinheiro (juros)

As características de um CDI são semelhantes àquelas de um CDB, porém os CDIs somente são
negociados no mercado interbancário, transferindo recursos de uma instituição financeira para
outra.

LC – Letra de Câmbio
Letra de Câmbio é um título emitido por financeiras (Sociedades de Crédito, Financiamento e
investimento), ou seja, instituições que não são classificadas como bancos

LI – Letra Imobiliária
As letras imobiliárias são promessas de pagamento emitidas pelas sociedades de crédito imobiliário, que
conferem aos seus titulares o direito ao recebimento do valor prometido, acrescido de juros e correção
monetária

São captações permitidas para Sociedades de Créditos Imobiliários ou Bancos Múltiplos,


com carteira imobiliária.

Pagamento de Juros - Tipos


a. Tipo C
: pagamento trimestral de juros, até o máximo de 8% ao ano, mais correção monetária;
b. Tipo D:
juros e correção monetária somente no vencimento.

Prazo
Deve ser superior a 12 (doze) meses.

LH – Letra Hipotecária
As letras hipotecárias são títulos emitidos pelas instituições financeiras autorizadas a atuar na concessão
de créditos hipotecários com o objetivo de financiar essas linhas de crédito.

Estão autorizados a emitir as Letras Hipotecárias, os Bancos Múltiplos com carteira de


crédito imobiliário, as Caixas Econômicas, as Sociedades de Crédito Imobiliário e as
Associações de Poupança e Empréstimo que atuem na concessão de financiamentos com
recursos do Sistema Financeiro de Habitação – SFH, e ainda, as Companhias
Hipotecárias.

As Letras Hipotecárias podem ser emitidas com taxa de juros pré-fixada ou taxa flutuante referência-
da em TR, TJLP ou TBF, no prazo mínimo de180
LF – Letra Financeira
É um título de crédito que consiste em promessa de pagamento em dinheiro, nominativo, transferível e de
livre negociação.

Letras Financeiras podem ser emitidas por bancos múltiplos, bancos comerciais, bancos de
investimento, sociedades de crédito, financiamento e investimento, caixas econômicas, companhias
hipotecárias e sociedades de crédito imobiliário

Prazo:
O prazo mínimo é de 24 (vinte e quatro) meses (dois anos), vedado o resgate, total ou parcial, antes
do vencimento pactuado, e com valor nominal mínimo de R$ 300 mil

Remuneração

A LF pode ter como remuneração taxa de juros pré-fixada, combinada ou não com taxas flutuantes,

Liquidez

As instituições financeiras podem adquirir LF de sua emissão, a qualquer tempo, desde que por
meio de bolsas ou de mercados organizados de balcão, para efeito de permanência em tesouraria e
venda posterior.

Tributação para Títulos Públicos e Privados


Títulos Privados: CDB/RDB/CDI/LI/LC/LF
Títulos Públicos Federais: LFT/LTN/NTN

Alíquota
22,5% aplicações de até 180 dias
20,0% aplicações de 181 a 360 dias
17,5% aplicações de 361 até 720 dias
15,0 % aplicações acima de 720 dias
Cobrança:
no resgate
Isenções de IR:
aplicações em LH, CRI, CPR, CRA, LCA, LCI e Cadernetas de Poupança para Pessoa Física

Você também pode gostar