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Jack London

A sabedoria do caminho

Tradução
Laura Scaramussa Azevedo
Revisão
Lilian Scaramussa Azevedo
A Sabedoria do Caminho

The Wisdom of the Trail — Publicado em 1899


Sitka Charley alcançou o impossível. Outros índios poderiam saber tanto do
caminho quanto ele, mas, sozinho, ele entendia a sabedoria do homem
branco, a honra do caminho e a lei. Porém ele não aprendeu essas coisas em
um dia. No geral, a mente aborígene é lenta e a repetição dos fatos é
necessária para se chegar a um entendimento. Desde a infância, Sitka Charley
não parou de se envolver com os homens brancos e, já um homem, escolheu
seguir seu destino com eles, se expatriando de uma vez por todas de seu
próprio povo. Mesmo então, respeitando e quase venerando seu poder, ele
ainda tinha que descobrir sua essência secreta — a honra e a lei. Foi apenas
após o acúmulo de evidências no passar dos anos que ele finalmente veio a
entender. Sendo um estrangeiro, quando sabia, sabia melhor que o homem
branco, sendo um índio, ele havia alcançado o impossível.
Com esses acontecimentos, certo desprezo por seu próprio povo foi criado,
um desprezo que ele tinha o costume de esconder, mas que agora explodia
em um redemoinho de xingamentos a Kah-Chucte e Gowhee. Eles se
encolheram diante dele como um par de cães-lobo, muito covardes para
atacar e muito selvagens para esconder suas presas. Eles não eram criaturas
belas, Sitka Charley também não. Todos os três tinham uma aparência
assustadora. Não havia carne em seus rostos, suas maçãs do rosto eram
cobertas de crostas horrendas que haviam rachado e congelado em alternância
sob o gelo intenso, enquanto seus olhos ardiam com um brilho que era
originado pelo desespero e pela fome. Homens como eles, além do limite da
honra e da lei, não são confiáveis. Sitka Charley sabia disso e, por essa razão,
os forçou a abandonar suas armas e o resto de seu acampamento dez dias
atrás. O rifle de Sitka e o do Capitão Eppingwell eram os únicos restantes.
— Venham, acendam uma fogueira — ele comandou, pegando sua preciosa
caixa de fósforos com as folhas de bétula seca.
Os dois índios começaram soturnos a tarefa de colher galhos e árvores
mortas. Eles eram fracos e paravam com frequência, se recompondo com
movimentos cambaleantes e fracos ou voltando ao centro da operação com os
joelhos tremendo como chocalhos.
Depois de cada viagem, eles descansavam por um momento, como se
estivessem doentes e mortos de cansados. Às vezes seus olhos assumiam a
aceitação paciente do sofrimento tolo e novamente o ego quase explodia com
um grito selvagem: — Eu, eu, eu quero existir! — o objetivo maior de todo o
universo vivo.
Uma leve brisa soprava do sul, espetando as partes expostas de seus corpos e
levando o gelo como agulhas de fogo através da pele e da carne até os ossos.
Então, quando o fogo estava intenso, derretendo um círculo de neve ao seu
redor, Sitka Charley forçou seus relutantes companheiros a ajudá-lo a montar
o acampamento. Era algo simples, um mero cobertor esticado ao lado do
fogo, na direção do vento num ângulo de quarenta e cinco graus. Isso
enfraquecia o vento frio e esquentava aqueles que estavam se encolhendo em
seu abrigo. Depois, espalharam uma camada de ramos verdes para que seus
corpos não entrassem em contato com a neve. Quando essa tarefa foi
concluída, Kah-Chucte and Gowhee foram cuidar de seus pés. Seus calçados
de gelo estavam em um estado deplorável e o gelo frio do leito do rio já havia
os cortado.
Suas meias de lã estavam na mesma condição e quando elas descongelaram e
foram retiradas, revelaram as pontas dos dedos do pé que, num tom branco
mortífero, estavam em vários estados de decomposição e contavam a simples
história de sua caminhada.
Deixando os dois secando os pés, Sitka Charley voltou-se para o caminho que
percorrera. Ele, também, tinha um grande desejo de sentar-se à fogueira e
cuidar de sua carne dolorida, mas sua honra e a lei o proibiam. Ele trabalhou
arduamente sobre o campo congelado. Cada passo era um protesto, cada
músculo estava em revolta. Em várias ocasiões, onde a água entre as margens
havia apenas congelado, ele era forçado a acelerar os passos enquanto o piso
frágil oscilava e rachava sob ele. Alguns lugares ofereciam uma morte rápida
e fácil, mas não era de seu desejo sofrer mais.
Sua ansiedade crescente cessou quando os dois índios apareceram próximos a
uma curva do rio. Eles tremiam e ofegavam como homens que carregavam
fardos pesados, apesar da carga que tinham nas costas não passar de poucos
quilos. Ele contestou a disposição impaciente, mas suas respostas pareciam
aliviá-lo. Apressou-se. Em seguida, vieram dois homens brancos, apoiando
entre eles uma mulher. Eles, também, se comportavam como bêbados e seus
membros tremiam de fraqueza. Mas a mulher não se apoiava totalmente sobre
eles, escolhendo continuar com as próprias forças. Ao vê-la, um raio de
felicidade passou pelo rosto de Sitka Charley. Ele tinha um apreço muito
grande pela Sra. Eppingwell. Conhecia muitas mulheres brancas, mas ela foi
a primeira a viajar pelo caminho com ele. Quando o Capitão Eppingwell
propôs a perigosa viagem, ele aceitou solenemente, pois seria uma jornada
desconhecida pela vastidão sombria do Norte, e sabia que seria o tipo de
jornada que testa ao máximo a alma dos homens.
Mas, quando soube que a mulher do capitão os acompanharia, ele recusou
com veemência ter o menor envolvimento com a viagem. Caso fosse uma
mulher de sua própria raça, ele não teria objeções. Mas essas mulheres do
Sul... Não, não, elas eram muito doces, muito sensíveis para tais empreitadas.
Sitka Charley não conhecia mulheres desse tipo. Cinco minutos antes, ele
nem sonhava em comandar a expedição, mas quando ela foi até ele com seu
sorriso encantador e um inglês limpo e correto, indo direto ao ponto, sem
implorar ou persuadi-lo, ele cedeu sem resistência. Se houvesse fragilidade
ou um pedido de misericórdia em seu olhar, um tremor na voz, ou um apelo à
feminilidade, ele se manteria firme como aço; mas ao invés disso, o olhar
firme e a voz clara, sua franqueza absoluta e o desejo implícito por igualdade,
tiraram sua razão. Ele sentiu, então, que essa era uma nova espécie de mulher
e, antes de serem companheiros de trilha por dias a fio, ele sabia o porquê dos
filhos de tal tipo de mulher dominarem a terra e os mares e porque os filhos
das mulheres de seu povo não podiam superá-los. Doces e sensíveis! Dia
após dia ele a observava, cansada, exausta, invencível, e essas palavras
ecoavam em um refrão ininterrupto. Doces e sensíveis! Ele sabia que ela
nascera para percorrer caminhos fáceis em terras ensolaradas, estranhas à dor
turbulenta do Norte, onde os lábios gélidos do vento frio nunca a tocariam, e
ele a observava e admirava sua força durante os dias cansativos.
Ela estava sempre sorrindo e proferindo palavras de alegria, das quais nem
mesmo o pior malfeitor escapava. Na medida em que o caminho se tornava
mais difícil, ela parecia se fortalecer e reunir forças maiores, quando Kah-
Chucte e Gowhee se gabaram de conhecer cada parte do caminho como a
palma de sua mão, ela sabia que eles não faziam ideia de onde estavam, mas
foi ela quem proferiu palavras de perdão entre os xingamentos dos homens.
Ela cantou para todos naquela noite, até que sentissem o cansaço ir embora e
que estavam prontos para encarar o destino com as esperanças renovadas.
Quando a comida estava escassa e cada porção era medida com grandes
restrições, foi ela quem se rebelou contra as medidas de seu marido e de Sitka
Charley, exigindo e recebendo uma porção nem maior nem menor que a dos
outros.
Sitka Charley tinha orgulho de conhecer essa mulher. Novos valores, novas
crenças haviam entrado em sua vida por meio da presença dela. Até então, ele
foi seu próprio mentor, virou para a direita ou para a esquerda sem a
aprovação de ninguém, se moldou de acordo com seus próprios princípios,
não alimentou sua masculinidade com nada além de sua opinião. Pela
primeira vez, sentiu que uma decisão de outro alguém era melhor que a dele.
Apenas um vislumbre de apreciação dos olhos claros, uma palavra de
agradecimento da voz firme, apenas uma leve abertura dos lábios naquele
sorriso maravilhoso o fazia caminhar como um deus por horas a fio. Era um
novo estimulante para a sua masculinidade. Pela primeira vez, ele estava
animado e consciente do orgulho que tinha de sua sabedoria do caminho e
isso sempre o fazia levantar os ânimos dos corações tristes de seus
camaradas. Os rostos dos dois homens e da mulher se iluminavam ao vê-lo,
afinal ele era o alicerce que apoiava toda a expedição. Mas Sitka Charley,
impassível como de costume, escondeu sua dor e seu prazer imparcial sob o
seu punho de ferro e perguntou-lhes sobre o bem-estar dos demais, calculou a
distância até a fogueira e continuou a viagem de volta.
Depois ele encontrou um índio sozinho, sem carga, mancando, os lábios
comprimidos e os olhos fixos na dor que vinha do pé devido a uma rápida
luta perdida com os mortos. Todos os cuidados possíveis foram dispensados a
ele, mas, em último caso, os fracos e desafortunados devem perecer e Sitka
Charley viu que eram poucos os dias que restavam para o índio. O homem
não aguentaria por muito tempo, então Charley o consolou com palavras
desajeitadas. Em seguida, vieram mais dois índios, a quem ele havia
designado a tarefa de ajudar Joe, o terceiro homem branco do grupo. Eles o
abandonaram. Sitka Charley viu de relance uma rebeldia à espreita em seus
corpos e sabia que eles haviam se rebelado. Logo, não ficou surpreso quando,
ao ordenar que voltassem para buscar a carga abandonada, viu o brilho de
seus facões de caça que tiravam das bainhas. Um espetáculo lamentável se
seguiu. Três homens fracos gastando sua força insignificante face à imensa
vastidão, mas os dois recuaram com o som dos disparos de rifle e retornaram
como cães espancados até seu dono. Duas horas depois, com Joe
cambaleando entre eles, seguidos de Sitka Charley, eles chegaram à fogueira,
onde o restante da expedição se encolhia no abrigo do vento.
— Tenho algumas coisas a dizer, camaradas, antes de dormirmos — disse
Sitka Charley depois que todos haviam devorado suas rações escassas de um
pão sem fermento. Ele falou com os índios em sua própria língua, já tendo
dado o recado aos brancos. — Algumas palavras, camaradas, para o seu
próprio bem, para que ainda possam ter uma chance de viver. Espero que
cumpram a lei, ou pagarão com a cabeça caso a quebrarem. Já passamos
pelas Colinas do Silêncio, agora seguimos em direção aos domínios dos
Stuart. Pode levar uma noite, pode levar várias, muitas noites, mas com o
tempo chegaremos até os homens de Yukon, que possuem muito alimento.
Seria bom se todos nós nos lembrássemos da lei. Hoje, Kah-Chucte e
Gowhee, a quem eu comandei que seguissem a trilha, esqueceram que eram
homens e fugiram como crianças assustadas.
É verdade, eles esqueceram, então esqueçamos também. Mas a partir de
agora, deixemos que se lembrem. Se acontecer de não lembrarem... — ele
tocou o rifle despretensioso, com um olhar severo. — Amanhã eles
carregarão a farinha e verão que o branco Joe não pertence à trilha. As
porções de farinha estão contadas, cada grama, com muita precisão... Vocês
entenderam? Também houveram outros que se esqueceram da lei hoje.
Cabeça de Alce e Três Salmões deixaram o branco Joe para morrer na neve.
Não deixemos que eles se esqueçam novamente. Com o raiar do dia eles
seguirão na trilha. Vocês ouviram a lei. Vigiem para não quebrá-la. — Sitka
Charley achou que não era decisão dele manter os infratores por perto. De
Cabeça de Alce e Três Salmões, que partiram com antecedência, até Kah-
Chucte, Gowhee, e Joe, a expedição se dispersou por mais de um quilômetro.
Cada um tremeu, caiu ou descansou como bem entendeu.
A expedição se organizava em fila numa sequência de intervalos irregulares.
Cada um reunia o último resquício de força e cambaleava na medida em que
ele era gasto, mas por algum milagre, sempre havia mais e mais resquícios.
Cada vez que um homem caía, era com a convicção absoluta de que não se
levantaria novamente, ainda assim, ele se levantava de novo e de novo. A
carne sucumbiu, a vontade levou à conquista, mas cada triunfo era uma
tragédia. O índio com o pé congelado, não mais de pé, se rastejava em frente
se apoiando em suas mãos e seus joelhos. Ele mal descansava, pois sabia o
preço cobrado pelo gelo.
Até mesmo os lábios da Sra. Eppingwell estavam paralisados em um sorriso
pétreo e seus olhos abertos nada enxergavam. Muitas vezes ela parava,
pressionando a mão protegida por uma luva no coração, ofegante e tonta.
Joe, o homem branco, ultrapassou o estágio de sofrimento. Ele deixou de
implorar que o deixassem para trás, orava para morrer, mas era a anestesia do
delírio que o acalmava e satisfazia. Kah-Chucte e Gowhee o arrastavam
bruscamente, direcionando a ele olhares e suspiros selvagens. Para eles,
aquilo era o ápice da injustiça.
Seus corações estavam amargurados com o ódio e carregados de medo. Por
que eles deveriam dispensar sua força com a fraqueza do branco? Fazer isso
os levaria à morte, não fazer... Eles se lembraram da lei de Sitka Charley e do
rifle.
Joe sucumbia mais e mais enquanto a luz do sol diminuía, era tão difícil
levantá-lo novamente que eles ficavam cada vez mais para trás. Às vezes, os
três caíam na neve juntos de tão fracos que os índios estavam. No entanto,
eles estavam carregando sua vida, sua força e calor.
Todas as chances de sobrevivência que existiam estavam nos sacos de
farinha. Eles não podiam evitar pensar nisso e o que aconteceu depois não foi
estranho. Eles caíram ao lado de um grande aglomerado de madeira, onde
milhares de tocos de lenha aguardavam o fósforo. Próximo dali, uma corrente
de ar atravessava o gelo. Kah-Chucte olhou a madeira e a água, assim como
Gowhee, então os dois se entreolharam.
Palavra alguma foi dita. Gowhee acendeu uma fogueira. Kah-Chucte encheu
um copo de estanho com água e a aqueceu. Joe balbuciava coisas de outro
mundo, numa língua que eles não entendiam.
Eles misturaram o trigo com a água quente até que formaram uma pasta rala,
bebendo muitos copos desse líquido. Eles não ofereceram a mistura a Joe,
mas ele não se importou. Não se importava com nada, nem com seus sapatos,
que queimavam e fumegavam entre a brasa.
Uma neblina cristalina de neve caiu sobre eles suave, vestindo-os de mantos
brancos. E seus pés ainda teriam que trilhar muitos caminhos se o destino não
tivesse afastado as nuvens, limpando o céu. Dez minutos de atraso teriam os
salvado.
Sitka Charley, olhando para trás, viu a fumaça da fogueira e teve um palpite.
Ele olhou para aqueles que eram fieis e para a Sra. Eppingwell.
— Então, meus bons camaradas, vocês se esqueceram novamente de que são
homens? Bom! Muito bom. Menos bocas para comer!
Sitka Charley recolhia os sacos de farinha enquanto falava, prendendo-os em
suas costas. Ele chutou Joe até que a dor rompeu através do êxtase do pobre
diabo e fez seus pés tremerem. Então ele o empurrou para a trilha e fez com
que seguisse. Os dois índios tentaram escapar.
— Espere, Gowhee! E tu, também, Kah-Chucte! Teria a farinha os dado tanta
força que vocês podem ultrapassar a linha de frente como pássaros velozes?
Não pensem duas vezes ao enganar a lei. Sejam homens pela última vez e
agradeçam se ao menos morrerem com o estômago cheio.
Venham, voltem para cá, ombro a ombro. Venham! — os dois obedeceram
em silêncio, sem medo, pois é o futuro que amedronta o homem, não o
presente.
— Tu, Gowhee, tens esposa e filhos e uma criação de cervos em Chipewyan.
O que ganhas com isso? Dê a ela os bens que são meus pelo título de capitão;
os cobertores, as joias, o tabaco, a caixa que faz os sons estranhos do homem
branco. Diga que eu morri no caminho, mas não diga como. E tu, Kah-
Chucte, que não tens esposa e nem filhos? Eu tenho uma irmã, a esposa do
negociante em Koshim. Ele a agride e ela não é feliz. Dê a ela os bens que
são meus pelo título e diga que seria bom que retornasse para seu próprio
povo. Se encontrares o homem e assim desejar, um bom destino para ele seria
a morte. Ele a agride e ela esta com medo. Vocês estarão satisfeitos em
desertar pela lei?
— Estaremos.
— Então adeus, meus bons camaradas. Que vocês se sentem diante de pratos
bem cheios em abrigos aquecidos antes que o dia termine.
Enquanto falava, ele pegou o rifle e muitos ecos romperam o silêncio. Por
fim, cessaram quando outros rifles berraram à distância. Sitka Charley foi
quem começou.
Houve mais de um tiro, mas só havia outro rifle no grupo.
Ele olhou rapidamente os homens que se debruçavam silenciosos, deu um
sorriso malicioso pensando em sua sabedoria e correu para encontrar os
homens de Yukon.
Sobre o autor

Jack London (pseudônimo de John Griffith Chaney) foi um escritor e


jornalista americano nascido no dia 12 de janeiro de 1876 em São Francisco,
Califórnia. Ele foi uma das primeiras pessoas a lucrar como escritor, e é
considerado um grande inovador do gênero de ficção científica. As obras de
London possuem muitas características do realismo e do naturalismo; entre
seus romances mais famosos estão “Caninos Brancos” e “Chamado
Selvagem”.
Filho de Flora Wellman, o escritor nunca teve a figura do pai, cuja identidade
não é conhecida, presente em sua vida. Desde a adolescência, London
trabalhou em diversas funções, e seu hábito de leitura era uma parte
importante de sua rotina.
Sua carreira como escritor começou em 1893, quando contou histórias de
suas viagens para sua mãe, que ao ver um anúncio de um concurso de escrita
convenceu o filho a se inscrever. O concurso o levou a dedicar sua vida à
escrita de histórias curtas, no entanto, não teve sucesso ao procurar editoras
que aceitassem publicar seus trabalhos. Finalmente, em 1899, London
começou a publicar suas histórias no jornal Overland Monthly.
Em 1903, London publica o romance “Chamado Selvagem”, o que lhe
confere grande reconhecimento em sua carreira como escritor e um bom
retorno financeiro. O sucesso não prejudicou a produtividade do autor, visto
que nos últimos dezesseis anos de sua vida ele escreveu mais de cinquenta
livros.
No ano de 1900, o escritor se casa com Bess Maddern, com quem teve suas
duas filhas Joan e Bess. No entanto, o casamento terminou em 1905. Logo
após o divórcio, London casou-se com Charmian Kittredge, com quem
permaneceu até o fim de sua vida.
Nos últimos anos de sua vida, London sofreu com fortes dores comumente
causadas por cálculos renais. Apesar de essa ser considerada a causa de sua
morte, muito se discute sobre a possibilidade de o escritor ter cometido
suicídio. Jack London faleceu no dia 22 de novembro de 1916.
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