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Índice

Índice_____________________________________________________________1

Introdução_________________________________________________________2

1-A Teoria Cognitiva__________________________________________________3

1-2-Estádios do desenvolvimento cognitivos_______________________________4


2- Teoria de campo de Kurt___________________________________________ _7
2-1-Conceitos básicos da Teoria de Campo________________________________7
2-2-Comportamento na teoria de campo_________________________________8
Conclusão__________________________________________________________9
Bibliografia_________________________________________________________10

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Introdução
O presente trabalho, feito no âmbito da disciplina de Recursos Humanos, tem como
tema: A Teoria da Cognição e a teoria de campo de Kurt Lewin. Para uma melhor
dissertação do tempo, serviu-me de auxílio informações de sites, livros e documentos
que estavam à minha disposição. Ao longo da abordagem farei uma breve incursão em
alguns subtemas subordinados ao tema em abordagem, tais como:

 As fases do desenvolvimento cognitivo;


 O comportamento na teoria de campo de K. Lewin;
As criancinhas, quando entram em primeiro contacto com os primeiros objectos, tende
a sacudir, balançar, esfregar, como se se tratasse de os compreender pelo uso. Porque
que isso ocorre? Como a teoria cognitiva explica isso?

O que a teoria de campo de Kurt Lewin diz sobre a interpretação de um objecto? Será
que a percepção é determinada pelas características fixas dos componentes
individuais? De que depende, segundo esta teoria, o comportamento humano?

Com este trabalho pretendo responder estas e outras perguntas convergentes a estas.

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1-A teoria cognitiva
A teoria cognitiva explica o desenvolvimento cognitivo do ser humano. Essa teoria
serviu de grande contribuição para a psicologia do desenvolvimento, pois muitos
psicólogos, incluindo Piaget, tiveram a certeza de que a construção do ser humano é
um processo que vai acontecendo ao longo da vida das crianças.

A teoria cognitiva foi desenvolvida pelo suíço Jean William Fritz Piaget por meio de
observação de seus filhos, ele anotava o crescimento dia-a-dia. Piaget defende que o
conhecimento não é inato nem empirista (nem tudo provém do meio). Segundo
Piaget, a criança vai fazendo uma adaptação ao meio envolvente por meio de dois
processos:

1. Assimilação: incorporação de elementos do meio de forma a integrarem as


estruturas do sujeito (com modificação desses elementos)

2. Acomodação: transformação do sujeito sob acção dos elementos do meio


(modificação ou criação de estruturas)

Para que ocorra um desenvolvimento intelectual progressivo tem que haver um


equilíbrio entre a assimilação e a acomodação. Este equilíbrio é designado por
coordenação ou equilibração.

Para desenvolver esta teoria, Piaget propôs a existência de quatro estádios de


desenvolvimento cognitivo no ser humano: estádio sensório-motor, estádio pré-
operatório, estádio das operações concretas e estádio das operações formais.

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1-2-Estádios do desenvolvimento cognitivos

Nas fases de desenvolvimento cognitivo, as idades-limites de permanência são valores


médios, ou seja, não se transita de um estádio para o outro numa data fixa, podendo
esta variar por vários factores, nomeadamente a maturação orgânica. A ordem de
sucesso é fixa, pelo que não se atinge dado estádio sem antes terem percorrido os que
procedem.

Em sua rigorosa linha de trabalho. Tendo como base a lógica formal na construção de
seus experimentos e constatações empíricas. Piaget constrói e apresenta os estágios
sucessivos de desenvolvimento cognitivo. Nos quais se diferenciam quatro etapas
fundamentais:

1. Estádio sensório-motor:

Este estádio, que vai do nascimento aos dois anos de idade, é caracterizado pela
acção, e não pelo pensamento. De facto, a criança ainda não pensa, mas está
munida de esquemas que lhe permitem actuar no meio envolvente. Em vez de
palavras e conceitos, a criança serve-se de percepções e movimentos, organizados
em esquema de acção. Na presença de um objecto novo, o bebé incorpora-o
sucessivamente em cada um dos seus esquemas ou estruturas de acção, como, por
exemplo, sacudir, balançar, esfregar, como se se tratasse de os compreender pelo
uso.

Afirmar que a criança não tem pensamento não significa dizer que não é
inteligente. Neste período, a criança possui uma inteligência prática, assim
designada por se exercer com base na manipulação dos objectos. Trata-se de uma
inteligência diferente da nossa, dado que não actua ao nível dos conceitos

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abstractos. Por outras palavras, é uma inteligência ao serviço da acção, e não da
representação.

2. Estádio pré-operatório:

O que marca a entrada no período pré-operatório, que ocorre entre os dois e os sete
anos deidade, é o aparecimento da função simbólica, que é a capacidade de criar
símbolos para representar os objectos e lidar mentalmente com eles. Como exemplo
de manifestações desta função simbólica temos a linguagem, a imagem mental e o
jogo simbólico.

Com o domínio do símbolo, os esquema de acção começam a ser substituídos por


esquemas de representação, o que significa o início da inteligência representativa ou
pensamento. Porém, o pensamento não é ainda reversível, o que só iria acontecer no
período seguinte.

Este estádio engloba dois subestádios:

 Pensamento pré-conceptual (2 – 4 anos): Neste subestádio domina o


pensamento mágico, onde todos os desejos se tornam realidade; o
pensamento da criança é global e confuso. As principais características deste
subestádio são o animismo, o realismo, o finalismo e o artificialismo.

 Intuitivo (4 –7 anos): Neste subestádio a criança já consegue solucionar alguns


problemas mas ainda não tem noção da conservação de substância.

3. Estádio da operações concretas: (7 –11 anos) Neste estádio a criança já é


capaz de operar, ou seja, está apta para executar interior e mentalmente as
acções. A partir deste estádio, a criança já consegue ordenar objectos segundo

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critérios de diferença (seriação), organizar objectos segundo um critério de
semelhança (classificação), já tem a noção de número (enumeração) e já
compreendem a conservação da matéria.

A característica essencial das operações é a reversibilidade. Nesta fase o pensamento


ainda não é capaz de se exercer sobre situações traduzidas por enunciados verbais.

4. Estádio das operações formais: (11 –15 anos) Este estádio caracteriza-se pelo
aparecimento de um pensamento abstracto, lógico e formal e pelo exercício de
raciocínios hipotético-dedutivos.

A partir deste estádio, o adolescente já é capaz de raciocinar sobre hipóteses


abstractas, ou seja, sobre preposições enunciadas verbalmente ou por meio de outros
símbolos, sendo também capaz de formular hipóteses para resolver problemas,
começa a exercitar ideias no campo do possível e pensa no pensamento. São estas
capacidades que vão permitir definir conceitos e valores, assim como estudar
determinados conteúdos escolares.

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2- Teoria de campo de Kurt
A primeira manifestação importante da influência da teoria de campo apareceu no
movimento gestaltista lançado por três grandes psicólogos alemães: Max Wertheimer,
Wolfgang Köhler e Kurt Koffka, pouco antes da primeira guerra mundial. O dogma
principal da psicologia gestaltista sustenta que a maneira pela qual um objecto é
percebido é determinada pelo contexto ou configuração total em que o objecto está
envolvido. A percepção é determinada pelas relações entre os componentes de um
campo perceptivo, e não pelas características fixas dos componentes individuais.

Kurt Lewin associou-se a Wertheimer e a Köhler, na Universidade de Berlim, nos anos


que se seguiram à primeira guerra mundial. Nascido na Prússia em 1890, Lewin
estudou nas Universidades de Freiberg, Munich e Berlim, tendo recebido nesta última
o grau de doutor, em 1914. Serviu ao exército alemão durante quatro anos,
regressando depois à Universidade de Berlim como instrutor e pesquisador assistente
no Instituto de Psicologia.

Segundo Hall e Lindzey (1973), os trabalhos teóricos de Kurt Lewin e sua obra
experimental deixaram marca indelével no desenvolvimento da psicologia. Lewin
sustentou, sobre tudo, a aplicação da teoria de campo a todos os ramos da psicologia.
Para Lewin, a teoria de campo não é um novo sistema de psicologia, limitado a um
conteúdo específico; é um conjunto de conceitos por meio dos quais se pode
representar a realidade psicológica. Esses conceitos devem ser bastante amplos para
serem aplicáveis a todas as formas de comportamento e, ao mesmo tempo, bastante
específicos para representarem uma pessoa definida em sua situação concreta.

Segundo Lewin, sua teoria de campo se baseia em duas suposições fundamentais:


a) O comportamento humano é derivado da totalidade de factos coexistentes;
b) Esse factos coexistentes têm o carácter de um campo dinâmic, no qual cada
parte do campo depende de uma inter-relação com as demais outras partes.
O comportamento humano não depende somente do passado, ou do futuro, mas do
campo dinâmico actual e presente. Esse campo dinâmico é “o espaço de vida que
contém a pessoa e o seu ambiente psicológico”.

2-1-Conceitos básicos da Teoria de Campo


Espaço de vida: Ele é constituído pelo que Lewin denominou “pessoa” (necessidades,
valores, emoções), e pelo ambiente (factores psicologicamente significativos para o
indivíduo em dado momento).
Relação pessoa x ambiente
Os processos psicológicos são sempre uma consequência do que ocorre nesse espaço
vital.

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O comportamento do indivíduo não pode ser estudado isoladamente sem levar em
consideração o meio em que ele vive. Com base nesse conceito Lewin propõe a
seguinte equação:
C= f(P,M)
Onde o comportamento (c) é a função (F) ou resultado da interacção entre a pessoa
(P) e o meio ambiente (M) que a rodeia.

2-2-Comportamento na teoria de campo


A explicação psicológica do comportamento segundo Lewim implica a identificação das
características direccionais, isto é o todo comportamento tem propósito subjacentes e
objectivos para os quais é dirigido, quer tentado alcançar esses objectivos quer
tentando evitá-los.

A organização da acção do indivíduo em campos matematicamente estruturados


permite descrever a situação em que, para atingir determinado objectivo, a pessoa
deve passar por objectivos secundários.

Nesse contexto Lewin utiliza o termo “trilha” ou “caminho”, indicando assim a direcção
do comportamento. O comportamento pode, assim, se referir a apenas uma situação
ou a mais situações, e pode conduzir para dentro da situação ou para fora dela. Esse
esquema gera quatro tipos de comportamento:

1. Comportamento consuma-tório: que conduz a uma situação, em que o


imdivíduo permanece. Ex. a pessoa vai à praia e permanece lá, pois esse era o
objectivo;
2. Comportamento de aproximação instrumental: que conduz o indivíduo de
uma situação à outra; uma das situações é, assim, meio oo instrumental para
aoutra. Ex. antes de ir à praia a pessoa passa pela farmácia para comprar
protector solar;
3. Comportamento de fuga: que conduz o indivíduo para longe de uma situação.
Ex. As pessoas que fogem de edifício em chamas;
4. Comportamento de evitar: em que o indivíduo se encontra em uma situação, e
evita ir para outra. Ex. um assaltante de bancos que, depois do asssalto, se
esconde e ele evita retornar ao local do crime.

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Conclusão
Depois de todas as pesquisas feitas, concluo que A teoria cognitiva explica o
desenvolvimento cognitivo do ser humano. Essa teoria foi desenvolvida pelo suíço Jean
William Fritz Piaget por meio de observação de seus filhos, ele anotava o crescimento
dia-a-dia. De acordo com esta teoria, o desenvolvimento cognitivo humano é divido
em quatro (4) estágios:

1. Estágio sensório-motor: Este estádio, que vai do nascimento aos dois anos de
idade, é caracterizado pela acção, e não pelo pensamento.

2. Estágio pré-operatório: ocorre entre os dois e os sete anos deidade. Com o


domínio do símbolo, os esquemas de acção começam a ser substituídos por
esquemas de representação, o que significa o início da inteligência
representativa ou pensamento.

3. Estádio da operações concretas: ocorre dos sete aos 11 anos de idade. Neste
estádio a criança já é capaz de operar, ou seja, está apta para executar interior
e mentalmente as acções.

4. Estádio das operações formais: (11 –15 anos de idade) Este estádio caracteriza-
se pelo aparecimento de um pensamento abstracto, lógico e formal e pelo
exercício de raciocínios hipotético-dedutivos.

Concluí também que a teoria de campo é um conjunto de conceitos por meio dos
quais se pode representar a realidade psicológica. Segundo esta teoria, o
comportamento humano não depende somente do passado, ou do futuro, mas do
campo dinâmico actual e presente.

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Bibliografia
Documentos digitais:

 3.2_AprendHumana_Cognitiv_PDA-1ES
 04_20_21_1079-7375-1-PB
 Desenvolvimento%20Cognitivo%20-%20Power%20Point
 Contribuicao_teorias_aprendizagem
 Piaget
 V3_artigo09_desenvolvimento
 Teoria+de+Campo+e+comportamento+organizacional+ (+Aguiar)
 TeoriaCampo_ProfSandra

Sites:

 Htt://psicologado.com/psicologia-geral/desenvolvimento-humano/introdução-
aos-estagios-de-desenvolvimento-de-jean-piaget

Sexta-feira 22/04/2016, 20h

 http://www.unicamp.br/iel/site/alunos/pblicacoes/textos/d000005,htm

Sexta-feira 22/04/2016, 22h

 http://psicofadeup.blogspot.nl/2011/05/estadios-do-desenvolvimento-
cognitivo.html?m=1

Domingo 24/04/2016, 7h

 https://pt.m.wikipedia.or/wiki/Teoria_de_campo_de_Lewim

Domingo 24/04/2017, 20h

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