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Programação

e
Resumos

APUCARANA
PARANÁ

15, 16 e 17
de
Setembro de 2011
Apresentação

O XI Encontro Paranaense de Educação Matemática, XI EPREM, é um evento


promovido pela Sociedade Brasileira de Educação Matemática do Paraná (SBEM-PR). Em 2011,
realizado em Apucarana, a responsabilidade pela sua organização é de uma comissão formada
por professores e alunos de Matemática da Faculdade de Apucarana (FAP) e da Faculdade de
Ciências Econômicas de Apucarana (FECEA).

O XI EPREM tem os seguintes objetivos: propiciar a interação entre pesquisadores em


Educação Matemática, professores que lecionam Matemática e acadêmicos dos vários cursos de
Licenciatura em Matemática do Estado; discutir ações para a melhoria da qualidade do ensino de
Matemática nos diferentes níveis de escolaridade; socializar experiências e possibilitar discussões
concernentes à Educação Matemática no âmbito da Educação Básica e Superior; estimular a
produção do conhecimento em Educação Matemática por meio da criação de grupos de estudo e
pesquisa.

A realização desse evento no norte do Paraná atende à política da SBEM Regional que
propõe a descentralização de suas atividades para promover a aproximação de professores de
Matemática que atuam nas diferentes regiões do Paraná. Além disso, a realização do XI EPREM
em Apucarana oportuniza à FAP e a FECEA, instituições que oferecem cursos de licenciatura em
Matemática, participar da divulgação de pesquisas e produção em Educação Matemática.

A relevância do evento reside justamente na reunião dessas múltiplas intencionalidades,


mas especialmente na aproximação da produção científica com a Educação Básica, um dos
grandes desafios da academia e dos sistemas educacionais.

A SBEM-PR considera que a realização desses encontros periódicos favorece à


necessária aproximação e integração dos diferentes atores da área de Educação Matemática,
visando o crescimento e fortalecimento tanto da área da Educação Matemática quanto do Ensino
da Matemática.

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Sumário

Comissão Organizadora 4

Comissão Científica 5

Programação 6

Comunicações orais - locais e horários 8

Palestra de abertura 18

Resumos dos Minicursos 26

Resumos das Comunicações Científicas 32

Resumos dos relatos de Experiência 53

Resumo dos Pôsteres 74

Anotações 79

Sumário

Os textos que compõem o Caderno de Resumos e os Anais são de


inteira responsabilidade dos autores, tanto no conteúdo quanto na
correção ortográfica e gramatical.

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Comissão Organizadora

Coordenadores
Profª. Ms. Loreni Aparecida Ferreira Baldini
Prof. Ms. Sérgio Carrazedo Dantas

Comissão de Organização Local


Prof. Esp. Damarli Guarnieri
Prof. Esp. Danilo Capelari
Prof. Esp. Edimar Izidoro Novaes
Prof. Esp. Fábio Luís Baccarin
Prof. Ms. Flávio Navarro Fernandes
Prof. Ms. José Ricardo dos Santos
Profª. Ms. Karina Alessandra Pêssoa da Silva
Profª. Ms. Letícia Barcaro Celeste Omodei
Profª. Ms. Marcele Tavares Mendes
Profª. Ms. Marilda Trecenti Gomes
Prof. Esp. Merline Cristina Faustino
Prof. Esp. Renato Francisco Merli

Colaboradores
Adelmo Vidal de Mattos Jamile Naiara Strada Mendonça
Adriana Paulo Silva Jean.Vinicius Argentão
Airan Priscila de Farias Joice Caroline Sander Pierobon
Alessandra Bellafonte Leite Juliane Balbina Gonçalves
Alessandra Cristina do Nascimento Julio Cézar Rodrigues
Ana Paula Lucas Karina Manuella Carneiro
Anderson José Lourenço da Silva Leila Jesiane de Oliveira Camargo
Andréa Aparecida de Lima Leilane Silva Reis
Angélica Siqueira dos Santos Leontino Antonio dos Santos Filho
Aniele Giacomini Campos Linara Caroline de Paula Araujo
Antonia Macedo Pereira Loyane Thais de Souza Krominski
Camila de Oliveira Santos Lucas gustavo Fagundes
Charles Baltazar Marcelo de Melo Silva
Deiviane Dias Margarete de Siqueira Martins
Edcléber Carvalho dos Santos Mauricio Barbosa da Silva
Érica Gambaroto Mayara Claudia Boro
Erickson Thiag o dos Santos Patrícia Juliana Martins
Francine Kely Cazarim Paulo Ferreira
Gedeão Carvalho Poliane Aparecida de Souza
Geisebel Viana Ribeiro Rodrigues Robson Aparecido Ramos Rocha
Gisele Starusch Moraes Rogerio da Silva Luiz
GislaineKruspinK Rosiane da Silva Luiz
Graziele Angélica Leonel Sabina Kopczinsk Costa
Greice Kelli dos Santos Shirley Franciele de Freitas
Guilherme Francisco Ferreira Simone Aparecida Alves da Silva
Heide Maria Franciscon Sirlei Lopes da Silva

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Comissão Científica
Coordenadora
Profª. Dr. Regina Luzia de Corio Buriasco

Pareceristas
Profª. Dr. Ana Márcia Fernandes Tucci de Carvalho
Prof. Ms. André Luis Trevisan
Profª. Dr. Angela Marta Pereira das Dores Savioli
Profª. Dr. Célia Finck Brandt
Profª. Dr. Clélia Maria Ignatius Nogueira
Prof. Dr. Dionísio Burak
Profª. Ms. Edilaine Regina dos Santos
Prof. Dr. Edilson Roberto Pacheco
Profª. Dr. Elaine Cristina Ferruzzi
Profª. Ms. Karina Alessandra Pessoa da Silva
Profª. Dr. Lourdes Maria Werle de Almeida
Profª. Ms. Magna Natalia Marin Pires
Profª. Ms. Marcele Tavares Mendes
Profª. Dr. Márcia Cristina de C. T. Cyrino
Profª. Dr. Maria Lucia Faria Moro
Profª. Dr. Maria Tereza Carneiro Soares
Profª. Dr. Marie-Claire Ribeiro Pola
Profª. Ms. Marilda Trecenti Gomes
Profª. Ms. Michele Regiane Dias Veroneze
Profª. Ms. Pamela Emanueli Alves Ferreira
Profª. Dr. Regina Célia Guapo Pasquini
Profª. Dr. Regina Maria Pavanello
Prof. Ms. Rodolfo Eduardo Vertuan
Profª. Dr. Sandra Malta Barbosa
Profª. Dr. Simone Luccas
Prof. Ms. Sérgio Carrazedo Dantas
Profª. Dr. Tânia Stella Bassói
Profª. Ms. Tânia Marli Rocha Garcia
Prof. Dr. Valdeni Soliani Franco

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Programação
DATA HORÁRIO PROGRAMAÇÃO
14h - 19h30 Recepção dos Participantes e Credenciamento
15 de Setembro

19h30 - 20h Atividade Cultural

20h - 20h30 Solenidade de Abertura


20h30 - 21h30 Palestra de Abertura
Prof. Dr. Carlos Roberto Vianna
Educação Matemática – Conhecimento, Cultura e Humanismo
22h Confraternização

DATA HORÁRIO PROGRAMAÇÃO


8h - 10h Minicursos (1a parte) - ver resumos nas páginas 26 à 31
(1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15)
10h - 10h20 Intervalo e Exposição de pôsteres
10h20 - 12h Minicursos (2a parte)
(1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15)
12h - 14h Almoço
14h - 15h30 Comunicações Orais I
15h30 - 15h50 Intervalo e Exposição de pôsteres
15h50 - 17h30 Comunicações Orais II
17h30 Assembléia Extraordinária da SBEM-PR
19h - 21h30 Grupos de trabalho
Grupo 1 - Modelagem Matemática
Karina Alessandra Pessoa da Silva – UEL
Lilian Akemi Kato – UEM
16 de Setembro

Lourdes Werle de Almeida – UEL


Grupo 2 - Tecnologia no ensino de Matemática
Adriana Passos Quimentão – UNOPAR
Sandra Malta Barbosa – UEL
Tânia Marli Rocha Garcia – FAFIPA
Grupo 3 - Resolução de Problemas e Investigações Matemáticas
Magna Natalia Marin Pires – UEL
Maria Tereza Carneiro Soares - UFPR
Rodolfo Eduardo Vertuan – UTFP
Grupo 4 - História da Educação Matemática e usos da História na
Educação Matemática
Carlos Roberto Vianna – UFPR
Clélia Maria Ignatius Nogueira - UEM
Simone Luccas – UENP
Grupo 5 - O Estágio Supervisionado nos cursos de Licenciatura em
Matemática
Ana Marcia Fernandes Tucci de Carvalho – UEL
Loreni Aparecida Ferreira Baldini – FAP
Marilda Trecenti Gomes – FAP
Grupo 6 - Formação de professores para a Educação Básica e o
Ensino Superior
Ettiène Cordeiro Guérios – UFPR
Romulo Campos Lins – UNESP
Wilian Beline - FECILCAM
Grupo 7 - Avaliação em Educação Matemática
Letícia Barcaro Celeste Omodei – FAP
Pamela Emanueli Alves Ferreira – UEL
Regina Luzia Corio de Buriasco – UEL

22h Jantar por adesão

6
DATA HORÁRIO PROGRAMAÇÃO
8h - 9h45 Mesas Temáticas

Mesa temática 1
As várias modalidades da Pós-Graduação stricto sensu
Romulo Campos Lins UNESP – Rio Claro (mediador)
Lourdes Werle de Almeida – UEL
Guataçara de Santos Junior – UTFPR

Mesa temática 2
As perspectivas da Educação Matemática e a ascensão da Educa-
ção à Distância
Sérgio Carrazedo Dantas - FAP/FECEA (mediador)
Valdeni Soliani Franco – UEM
Marie–Clarie Ribeiro Póla – UNIVALE
17 de Setembro

Mesa temática 3
Avaliação na perspectiva da Matemática Realística
Maria Tereza Carneiro Soares – UFPR (mediadora)
Regina Luzia Corio de Buriasco – UEL
Antonio José Lopes (BIGODE)

Mesa temática 4
O desafio de ensinar e aprender Matemática na Educação Básica
Emerson Rolkouski – UFPR (mediador)
André Luis Trevisan – UTFPR
João Francisco Morgado – FECEA

9h45 - 10h Intervalo


Exposição de pôsteres
10h - 11h30 Palestra de Encerramento
O Legado de Hans Freudenthal para a Educação Matemática –
A experiência de fazer e aprender matemática na perspectiva da
Matemática Realística
Prof. Ms. Antonio José Lopes (Bigode)
11h30 - 12h Assembléia Geral
12h Almoço

7
Comunicações Orais I
Local: Bloco I – Piso Inferior – Sala 1
Coordenador: Lucilene Adorno
Linha de pesquisa 1 - História, Cultura e Epistemologia da Matemática
Título / Autores Página

1CC A presença feminina nas ciências matemáticas: da resistência no final do século


XX ao discreto reconhecimento científico e tecnológico no início do século XXI
Flávia Aparecida Reitz Cardoso 32
Thelma Pretel Brandão Vecchi
Claudete Cargnin

2CC Interfaces entre educação matemática, contexto e educação financeira


Ruth Margareth Hofmann 32
Maria Lucia Faria Moro

3CC Geometrias no Ensino Fundamental: um estudo apoiado na epistemologia


genética
João Debastiani Neto 33
Clélia Maria Ignatius Nogueira
Valdeni Soliani Franco

Local: Bloco I – Piso Inferior – Sala 2


Coordenadora: Rosana Viomar de Lima
Linha de pesquisa 2 - Formação de Professores que ensinam Matemática
Título / Autores Página

13CC A CADES no cenário educacional brasileiro: traçando alguns aspectos


constitutivos dessa campanha 33
Juliana Aparecida Rissardi Finato
Ivete Maria Baraldi

19CC O Programa de Desenvolvimento Educacional (PDE) - Paraná: uma possibilidade


de articulação entre teoria e prática na formação continuada de professores
Tania Marli Rocha Garcia 34
Marcia Cristina Nagy Silva
Bruno Rodrigo Teixeira
Márcia Cristina de Costa Trindade Cyrino

20CC Formação de professores de matemática e inclusão: um estudo das diretrizes


curriculares
Joyce Jaquelinne Caetano 34
Leoni Malinoski Fillos
Izabel Passos Bonete
Gilmar Carvalho Cruz

Local: Bloco I – Piso Inferior – Sala 3


Coordenadora: Clélia Maria Ignatius Nogueira
Linha de pesquisa 2 - Formação de Professores que ensinam Matemática
Título / Autores Página

9RE Materiais manipuláveis no ensino de matemática e a formação de professores 53


Simone de Souza

12CC O conhecimento de licenciados sobre a matemática dos anos iniciais 35


Clélia Maria Ignatius Nogueira

16CC A pedagogia e a formação em matemática dos professores das séries iniciais


Joanice Zuber Bednarchuk 35
Dionísio Burak

8
Local: Bloco I – Piso Inferior – Sala 4
Coordenadora: Lilian Akemi Kato
Linha de pesquisa 3 - Modelagem Matemática
Título / Autores Página
4RE O uso de vídeos como instrumento pedagógico de apoio às atividades de
modelagem matemática
Valdinei Cezar Cardoso 57
Margarida Kimie Watanabe
Lilian Akemi Kato

Linha de pesquisa 2 - Formação de Professores que ensinam Matemática


Título / Autores Página

4RE As geometrias não euclidianas no ensino básico: uma experiência na formação


de professores
Diego Fogaça Carvalho 53
Bruno Kerber de Oliveira
Ednei Leite de Araújo

11RE Função exponencial – uma experiência com alunos da educação de jovens e


adultos 54
Jamile Naiara Strada Mendonça
Loreni Aparecida Ferreira Baldini

Local: Bloco I – Piso Inferior – Sala 5


Coordenadora: Gabriele Granada Veleda
Linha de pesquisa 3 - Modelagem Matemática
Título / Autores Página

3RE Modelagem matemática: uma experiência no curso de formação de professores


para as séries iniciais de escolarização
Josiéle Maria Daneliu 58
Eliane Márcia Mudrei
Leoni Malinoski Fillos

12CC Modelagem Matemática e meio ambiente: uma proposta de conscientização nas


aulas de matemática
Gislaine Ferreira Gomes 39
Paulo Henrique da Silva Kazulle
Karina Alessandra Pessôa da Silva

14CC A “realidade” em uma atividade de modelagem


Gabriele Granada Veleda 39
Michele Regiane Dias Veronez

Local: Bloco I – Piso Inferior – Sala 6


Coordenador: Emerson Tortola
Linha de pesquisa 3 - Modelagem Matemática
Título / Autores Página

1RE Uma nota sobre modelagem matemática no ensino de matemática


Angela Mognon
Sônia Artero Fracassi
58
Doherty Andrade

7CC Modelagem Matemática na sala de aula: a questão do currículo


Carlos Roberto Ferreira 40
Dionísio Burak

13CC Aspectos epistemológicos da previsão de fenômenos: um estudo usando


Modelagem Matemática 40
Camila Fogaça de Oliveira
Lourdes Maria Werle de Almeida

9
Local: Bloco I – Piso Inferior – Sala 7
Coordenadora: Mariana Moran Barroso
Linha de pesquisa 4 - Educação Matemática: novas tecnologias e educação à distância
Título / Autores Página
15CC A integração dos recursos de ambientes virtuais ao ensino presencial: possibili-
dades de interação 43
Sandra Sausen
Ettiène Guérios

16CC Licenciatura em matemática a distância: um olhar sobre os entornos do ensino


de vetores 43
Silvana Gogolla de Mattos

17CC Aulas de matemática e a TV multimídia nas escolas da rede estadual de educação 44


Renata Cristina Lopes

Local: Bloco I – Piso Inferior – Sala 8


Coordenador: Willian Beline
Linha de pesquisa 4 - Educação Matemática: novas tecnologias e educação à distância
Título / Autores Página

9RE Uso do software educativo GEOGEBRA – recurso inovador nas aulas de


matemática da Educação Básica 60
Renato Fiorin
Adriano Vitor

10RE Educação Matemática e informática: uma proposta da utilização do GEOGEBRA


nas aulas de matemática do Ensino Médio
Cássia Regina Iwahara 61
Danielli Carrião Canhan Ferreira
Rui Marcos de Oliveira Barros

11RE Incorporação de novas tecnologias na educação WEBQUEST


Beatriz Rudek 61
Franciele Moro Toledo

Local: Bloco I – Piso Inferior – Sala 9


Coordenadora: Edilaine Regina dos Santos
Linha de pesquisa 5 - Avaliação em Educação Matemática
Título / Autores Página

2RE Um estudo da produção escrita: informações obtidas em uma questão discursiva


de matemática
Edilaine Regina Dos Santos 66
Osmar Pedrochi Junior
Rodrigo Camarinho de Oliveira
Regina Luzia Corio de Buriasco

5CC Reflexões sobre o desempenho de alunos da Educação Básica em matemática


Alexandra de Oliveira Abdala Cousin 44
Diego Barros Caparroz

3RE Análise de respostas de questões abertas sobre o conteúdo de funções afim no


1º ano do Ensino Médio 66
Paula Patrícia Ferreira
Wellington Hermann

10
Local: Bloco I – Piso Inferior – Sala 10
Coordenador: Luciano Ferreira
Linha de pesquisa 9 - Educação Matemática nas Séries Iniciais e Finais dos Ensinos
Fundamental e Médio
Título / Autores Página

18CC Um exemplo da dialética entre ostensivo e não-ostensivo: o ensino de geometria


com o software GEOGEBRA
Luciano Ferreira 48
Rui Marcos de Oliveira Barros
Talita Secorun dos Santos

17RE Contribuições da Resolução de Problemas para o ensino da geometria


Ana Cristina Schirlo 68
Sani De Carvalho Rutz da Silva

10RE Análise combinatória: aspectos teóricos e pedagógicos


Diego Das Neves de Souza
Larissa Vanessa
69
Michele Pilato

Local: Bloco I – Piso Inferior – Sala 11


Coordenadora: Ivnna Gurniski Carniel
Linha de pesquisa 9 - Educação Matemática nas Séries Iniciais e Finais dos Ensinos
Fundamental e Médio
Título / Autores Página

12RE Perspectivas no ensino de trigonometria para uma aprendizagem significativa


Ivnna Gurniski Carniel 69
Márcio Roberto da Rocha

15RE O soroban utilizado na aprendizagem de número e do sistema de numeração


decimal
Camila Xavier de Oliveira 69
Vinicius Arthur dos Santos Guissi
Dalva Maria de Oliveira Villarreal
Tânia Maria Quintino Milhan

20CC Uma proposta de ensino na perspectiva de letramento estatístico para alunos da


5ª série do Ensino Fundamental de 8 anos
Marta Burda Schastai 49
Guataçara dos Santos Junior
Sani de Carvalho Rutz da Silva

Local: Bloco I – Piso Superior – Sala 14


Coordenadora: Veridiana Rezende
Linha de pesquisa 9 - Educação Matemática nas Séries Iniciais e Finais dos Ensinos
Fundamental e Médio
Título / Autores Página

11CC Elaboração de um caderno de atividades para a educação básica sobre geometrias


não-euclidianas 49
Karolina Barone Ribeiro da Silva

19CC As quatro operações aritméticas: ensino e aprendizagem numa perspectiva con-


ceitual 50
Fernanda Fetzer
Mary Ângela Teixeira Brandalise

11
Local: Bloco I – Piso Superior – Sala 15
Coordenador: Rodolfo Eduardo Vertuan
Linha de pesquisa 9 - Educação Matemática nas Séries Iniciais e Finais dos Ensinos
Fundamental e Médio
Título / Autores Página

22CC Propostas curriculares paranaenses de matemática elaboradas entre 1970 e 1990 50


Silvana Matucheski

13RE Um olhar para a matemática e a educação de surdos


Clélia Maria Ignatius Nogueira
Maria Emília Melo Tamanini Zanquetta
70
Doherty Andrade

14RE Educação formal: jogos como atividade de ensino da matemática


Denis Rogério Sanches Alves
Vilma Rinaldi Bisconsini
Willer de Oliveira Cabral 70
Adan Santos Martens
Wellington Piveta Oliveira
Rafael de Souza Parrales

Local: Bloco I – Piso Superior – Sala 16


Coordenador: André Luis Trevisan
Linha de pesquisa 9 - Educação Matemática nas Séries Iniciais e Finais dos Ensinos
Fundamental e Médio
Título / Autores Página

16RE Software régua e compasso: uma proposta diferenciada no ensino de geometria


Juliana Martins
Giovana Higinio de Souza
71
Doroteya Gavanski

21CC A Investigação matemática no desenvolvimento do pensamento algébrico


Elisangela Cristina Perugini Mazaro 51
Magna Natalia Marin Pires

5RE A contribuição dos jogos aos processos de ensino e de aprendizagem da


matemática
Rui Marcos de Oliveira Barros 71
Marli Schmitt
Edeilson de Moraes Couto

Local: Bloco I – Piso Superior – Sala 17


Coordenadora: Angela Fontana Marques
Linha de pesquisa 9 - Educação Matemática nas Séries Iniciais e Finais dos Ensinos
Fundamental e Médio
Título / Autores Página

7RE Ensinando frações à luz da investigação matemática


Angela Fontana Marques
Luciana Defendi 71
Hugo Murilo Rodrigues
Gustavo Henrique Van Dal Oliveira

9RE Resolução de Problemas e a literatura de Malba Tahan: relato de uma experiência


didática 72
Clodogil Fabiano Ribeiro Dos Santos
Débora Pauluk

6RE Jogos: uma maneira divertida de resolver divisões


Marcia Cristina Nagy Silva 72
Camila Rosolen

12
Comunicações Orais II
Local: Bloco I – Piso Inferior – Sala 1
Coordenador: Lucilene Adorno
Linha de pesquisa 1 - História, Cultura e Epistemologia da Matemática
Título / Autores Página

4CC Do paradigma pitagórico ao paradigma euclidiano: um estudo histórico sob a ótica


epistemológia kuhniana 37
João Henrique Lorin
Clélia Maria Ignátius Nogueira

5CC Uma atividade articulando História da Matemática e Resolução de Problemas


Vanessa Verbanek
Bruna Gisele Rodrigues
38
Celine Maria Paulek

Linha de pesquisa 7 - Filosofia da Educação Matemática


Título / Autores Página

1CC Nem tudo é tão certo como parece ser: a matemática Fuzzy como linguagem
Renato Francisco Merli 48
Lourdes Maria Werle de Almeida

Local: Bloco I – Piso Inferior – Sala 2


Coordenador: Evelyn Rosana Cardoso
Linha de pesquisa 2 - Formação de Professores que ensinam Matemática
Título / Autores Página

5RE Blocos Lógicos: relato de um minicurso com professores em formação inicial e


continuada
Mariana Moran Barroso 54
Evelyn Rosana Cardoso
Karla Aparecida Lovis

6RE Matemática e arte na formação de professores: Relato de experiencia


Marcia Cristina Nagy Silva
Andréa Haddad Barbosa
54
Márcia Cristina de Costa Trindade Cyrino

8RE Laboratório de ensino de matemática - histórico e atividades


Loreni Aparecida Ferreira Baldini 55
Marilda Trecenti Gomes

Local: Bloco I – Piso Inferior – Sala 3


Coordenador: Edilaine Regina dos Santos
Linha de pesquisa 2 - Formação de Professores que ensinam Matemática
Título / Autores Página

3RE O estágio supervisionado na formação inicial de professores: o primeiro contato


com a realidade escolar
Carla Melli Tambarussi 55
Franciele Taís De Oliveira
Francieli Cristina Agostinetto Antunes

18CC O PRÓ-LETRAMENTO e a prática pedagógica nas aulas de matemática 36


Adriane Elisa Dombrowski

7RE Pró-Matemática na formação do professor: a produção escrita como fonte de in-


formações para aprendizagem
Rodrigo Camarinho De Oliveira 56
Vinícius Alfredo Bassetto Hirano
Edilaine Regina Dos Santos
Pamela Emanueli Alves Ferreira

13
Local: Bloco I – Piso Inferior – Sala 4
Coordenadora: Gabriele Granada Veleda
Linha de pesquisa 2 - Formação de Professores que ensinam Matemática
Título / Autores Página

10RE A importância do projeto PIBID na escola e o papel do professor supervisor no seu


desenvolvimento 56
Arleni Elise Sella
Maria Julia de Carvalho

17CC A prática como componente curricular na licenciatura em matemática: múltiplos


contextos, sujeitos e saberes 36
Mary Ângela Teixeira Brandalise
Jose Trobia

21CC Teoria da aprendizagem significativa de Ausubel: um diálogo colaborativo para o


ensino de geometria 37
Ana Cristina Schirlo
Sani De Carvalho Rutz da Silva

Local: Bloco I – Piso Inferior – Sala 5


Coordenadora: Michele Regiane Dias Veronez
Linha de pesquisa 3 - Modelagem Matemática
Título / Autores Página

2RE O tabagismo: uma abordagem por meio da modelagem matemática


Vanderlei Lavaqui
Edilza Martins da Silva
59
Valdicléia Preti

6RE Modelagem Matemática empregada na obtenção de alturas inacessíveis: relato


de tarefa aplicada aos alunos do Ensino Médio
Diego Fogaça Carvalho 59
Tatyane Késia de Rocco Laverde
Fabio Alexandre Borges

8CC Modelagem Matemática e perspectiva sócio-crítica: uma proposta de atividade


Bruna Gisele Rodrigues
Michele Regiane Dias Veronez
41
Vanessa Michele Boasczik

Local: Bloco I – Piso Inferior – Sala 6


Coordenadora: Rosana Viomar de Lima
Linha de pesquisa 3 - Modelagem Matemática
Título / Autores Página

10CC Modelagem Matemática e interdisciplinaridade na Educação Básica: relações


possíveis 41
Vanesca Toledo Karpinski Borgo
Dionísio Burak

5RE Contribuições da modelagem matemática no ensino e aprendizagem de funções


Denise Fabiana Figueiredo
Rosana Viomar de Lima
60
Lilian Akemi Kato

11CC A Modelagem Matemática nos anos iniciais do Ensino Fundamental


Marinês Avila de Chaves Kaviatkovski 42
Dionísio Burak

14
Local: Bloco I – Piso Inferior – Sala 7
Coordenadora: Angela Fontana Marques
Linha de pesquisa 4 - Educação Matemática: novas tecnologias e educação à distância
Título / Autores Página
7RE Investigações matemáticas em sala de aula com o GEOGEBRA
Carmem Lucia Dionisio Rocha Navasconi 62
Wellington Hermann

8RE A utilização do software GEOGEBRA na formação de futuros educadores de


matemática 62
Suelem Daiane Ferreira
Julhane A. Thomas Schulz

12RE O uso da calculadora nos anos finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio
Jacqueline Gabriela Cantu
Aline Kieskoski 62
Marizete Laufer
Francieli Agostinetto Antunes

Local: Bloco I – Piso Inferior – Sala 8


Coordenador: Osmar Pedrochi Junior
Linha de pesquisa 4 - Educação Matemática: novas tecnologias e educação à distância
Título / Autores Página

13RE Blog em sala de aula: uma experiência no ensino da matemática


Ana Paula Brizola 63
Lincoln Calixto da Silva Junior

14RE A planificação de poliedros de Platão com o uso de um software educacional


Elvis Márcio Barbosa 63
Raquel Gomes de Oliveira

18RE A álgebra presente na análise da etapa tarefas de uma WEBQUEST


Gilian Cristina Barros 64
Suely Scherer

Local: Bloco I – Piso Inferior – Sala 9


Coordenador: Letícia Barcaro Celeste Omodei
Linha de pesquisa 5 - Avaliação em Educação Matemática
Título / Autores Página

1RE Entra em cena um novo saber escolar: o erro


André Gustavo Oliveira Da Silva 67
Rosana Salvi; Meire dos Reis Oliveira

4CC A produção escrita de alunos do Ensino Fundamental em uma questão do PISA


Letícia Barcaro Celeste Omodei 45
Regina Luzia Corio de Buriasco

Linha de pesquisa 9 - Educação Matemática nas Séries Iniciais e Finais dos Ensinos
Fundamental e Médio
Título / Autores Página

18RE A investigação matemática como favorecedora de habilidades relacionadas ao


pensamento lógico matemático
Weslley Cabral de Oliveira 73
Lilian Akemi Kato
Margarida Kimie Watanabe

15
Local: Bloco I – Piso Inferior – Sala 10
Coordenador: Luciano Ferreira
Linha de pesquisa 6 - Processos Cognitivos e Linguísticos em Educação Matemática
Título / Autores Página
6CC Uma avaliação diagnóstica da linguagem algébrica com alunos surdos fluentes em
LIBRAS (língua brasileira de sinais) 45
Silvia Teresinha Frizzarni Valenzuela
Clélia Maria Ignatius Nogueira

7CC “Radiografando” em notas de campo as aulas de matemática para alunos surdos


intermediadas pelo intérprete de língua de sinais 46
Fábio Alexandre Borges
Clélia Maria Ignatius Nogueira

5CC Da correspondência qualitativa à correspondência quantificante: a psicogênese


da noção de valor econômico no contexto da educação matemática 46
Ruth Margareth Hofmann

Local: Bloco I – Piso Inferior – Sala 11


Coordenadora: Ivnna Gurniski Carniel
Linha de pesquisa 6 - Processos Cognitivos e Linguísticos em Educação Matemática
Título / Autores Página

4CC Estudo sobre as formas do discurso utilizadas na resolução de problemas


matemáticos
Célia Finck Brandt 47
Gabriela Teixeira Kluppel
Tânia Stella Bassoi

2RE A linguagem e a comunicação no ensino das frações


Adan Santos Martens 67
Vilma Rinaldi Bisconsini

8CC Linguagem comum, língua de sinais e linguagem matemática: possíveis implica-


ções na educação de surdos 47
Clélia Maria Ignatius Nogueira

Local: Bloco I – Piso Superior – Sala 14


Coordenadora: Veridiana Rezende
Linha de pesquisa 9 - Educação Matemática nas Séries Iniciais e Finais dos Ensinos
Fundamental e Médio
Título / Autores Página

4RE A utilização de uma questão de prova na prática de sala de aula


Marco Antonio Gonzalez Moraes 73
Regina Luzia Corio de Buriasco

23RE A geometria no Ensino Fundamental: investigando o uso do teatro na abordagem


de conceitos geométricos 73
Jucelly Sheila Chaves
Izabel Passos Bonete

Local: Bloco I – Piso Superior – Sala 15


Coordenador: Emerson Tortola
Linha de pesquisa 3 - Modelagem Matemática
Título / Autores Página

9CC Um olhar sobre os trabalhos do IV EPMEM à luz das perspectivas de Kaiser e Srira-
man para a Modelagem Matemática
Emerson Tortola 41
Heloísa Cristina da Silva
Lourdes Maria Werle de Almeida

16
Linha de pesquisa 2 - Formação de Professores que ensinam Matemática
Título / Autores Página

14CC Arte e Matemática na formação continuada de professores de matemática e suas


implicações na sala de aula 38
Lucimar Donizete Gusmão

15RE Um projeto de formação continuada: espaço de reflexões e crescimento


profissional 57
José Roberto Costa
Doroteya Gavanski

Local: Bloco I – Piso Superior – Sala 16


Coordenador: André Luis Trevisan
Linha de pesquisa 4 - Educação Matemática: novas tecnologias e educação à distância
Título / Autores Página

4RE Função polinomial por meio da teoria das situações didáticas: uma experiência
com o Cabri Géomètre 64
Juliana Aparecida Alves da Costa
Adriana Quimentão Passos

5RE As possibilidades de abordagens do ciclo trigonométrico e discussão das funções


trigonométricas por meio da mídia informática software GEOGEBRA 65
Donizete Gonçalves da Cruz

6RE Matemática e novas tecnologias: o uso de um software livre em uma investigação


com triângulos
Arleni Elise Sella Langer 65
Paulo Wichnoski
Yin Lung Chen

Local: Bloco I – Piso Superior – Sala 17


Coordenador: Pamela Emanueli Alves Ferreira
Linha de pesquisa 6 - Processos Cognitivos e Linguísticos em Educação Matemática
Título / Autores Página

3RE Construção do conhecimento em uma tarefa de álgebra – o problema “dos


armários”
Pamela Emanueli Alves Ferreira
Marcele Tavares Mendes 68
Magna Natalia Marin Pires
Rodolfo Eduardo Vertuan
Karina Alessandra Pessôa da Silva

Linha de pesquisa 10 - Educação Matemática no ensino superior


Título / Autores Página

1CC Considerações sobre a aprendizagem significativa em relação ao cálculo de área,


por meio do conteúdo de “integrais”
Adriana Helena Borssoi 51
Reginaldo Fidelis
Lourdes Maria Werle de Almeida

2CC As concepções de ensino e aprendizagem em testes de hipóteses no desenvolvi-


mento do pensamento inferencial 52
Claudinei Aparecido da Costa

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Palestra de Abertura

Educação Matemática – Conhecimento, Cultura e Humanismo

Carlos Roberto Vianna


Departamento de Matemática - UFPR
e-mail: carlos_r2v@yahoo.com.br

A criança aprende acreditando no adulto. A dúvida


vem depois da crença.
Wittgenstein, Da certeza, 160

Esta é uma conferência dedicada a todos aqueles que gostam de matemática, em particular
aos professores de matemática que não sendo “matemáticos” se esforçam por ampliar o número de
pessoas que sabem um pouco mais de matemática sem que para isso estas pessoas precisem sofrer.
Escrevi este texto porque acredito que é possível uma Matemática e uma Educação Matemática
sem lágrimas ou dores e porque lamento que existam professores de matemática que confundam
o esforço necessário em qualquer atividade que nos tire de situações habituais e rotineiras com
a angústia que resulta da opressão que usam como método de ensino peculiar da sua relação
com a matemática. Infelizmente muitos destes algozes-professores se dizem “matemáticos” e
contribuem para impregnar a cultura escolar com um estereótipo de que só há matemática se
houver rigor, se houver exatidão e se houver esse sentido doentio de “disciplina” que implica
em sofrimento. Estas pessoas são dignas de pena em vista da extrema modéstia como pensam
a educação e a matemática, mas devem ser denunciadas quanto a suas práticas profissionais.
E cumpre dizer a eles que, coitados, não são “matemáticos”, são mesmo professores... e, “mal
professores”; tanto piores quanto mais desconheçam as questões teóricas e políticas que envolvem
a dia a dia de trabalho de educadores, e ainda mais medíocres se da matemática da qual se acham
profissionais souberem apenas a parte formal que lhes foi ditada por algum orientador em suas
graduações, mestrados e até doutorados!
Então, sem qualquer preocupação com “rigor”, esta conferência é um convite para
algumas práticas de matemática, algumas reflexões sobre a matemática e como podemos pensá-la
na antesala de nossas salas de aula.
No que segue, o texto foi construído com uma característica de oralidade própria a
exposições públicas e ele complementa coisas que serão discutidas durante sua apresentação.
De qualquer modo espera-se que seja útil tanto para o leitor que não terá participado do evento,
quanto para aquele que apenas tem contato com esta versão escrita.

Cultura
A maneira de resolver o problema que vês na vida é
viver de um modo que faça que o que é problemático desapareça.
Wittgenstein, Cultura e Valor em 1937

Creio que todas as pessoas já ouviram falar ou brincaram com códigos. Um dos mais
simples é aquele que atribui a cada letra um valor numérico. Pensemos então em um código que
pode atribuir um número de três algarismos para cada símbolo usado na escrita, de modo que as
primeiras letras teriam a seguinte correspondência:

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Usamos 000 para designar um espaço em branco, 111 para designar “pontos” e 222
para designar “vírgulas”... Claro que todos os outros símbolos estariam representados também
por algum número e precisaríamos de números diferentes para a, á, à e assim por diante... Mas
podemos com certa tranquilidade abolir a acentuação, mesmo em língua portuguesa,... de modo
que proponho a vocês que traduzam o que está escrito abaixo:

014001004001000005019020001000005019003018009020015111

Até aqui nada usamos de matemática a não ser os números. Não foi necessário fazer uma
só continha...

Podemos complicar um pouquinho? Pensemos que o número acima é um número decimal,


é o que fica depois da vírgula em um número que começa com 0, Ou seja, o número que tenho
em mente é exatamente:

0,014001004001000005019020001000005019003018009020015111

Como este número é menor do que a unidade eu sei que posso escrevê-lo como o resultado
de uma divisão de um número por outro, um número menor dividido por outro maior. Vamos
começar a usar a nossa imaginação agora. Estão vendo este cabo de vassoura aqui na minha mão?
Não? Forcem a vista! Concentrem-se... Ah! Então agora estão vendo o cabo de vassoura na minha
mão?
Muito bem! Este é um cabo de vassoura muito especial, visto que vocês o estão vendo com
sua imaginação. Vou chamar duas pessoas da platéia para que possamos fazer aqui um número de
mágica! Cada uma irá segurar uma das pontas do cabo de vassoura enquanto eu faço uma pequena
marca nele... Acompanhem... Agora que fiz a marca vou serrar o cabo de vassoura perfeitamente
sobre a marca feita. Vou serrar de tal maneira que o cabo de vassoura ficará dividido em duas
partes, uma maior, e outra menor. De tal maneira que quando medirmos perfeitamente as partes
obteremos números tais que ao dividir o menor pelo maior obteremos exatamente:

0,014001004001000005019020001000005019003018009020015111

Agora, reparem bem o que tenho na minha mão! Não pensem que tenho aqui dois pedaços
de cabo de vassoura de tamanhos diferentes!!! Na minha mão eu tenho a frase “Nada esta escrito.”
E, como vocês mesmos podem ver, isto é absolutamente verdade! (Não só nada está escrito, como

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eu nada tenho em minhas mãos!)

Alguém há de se perguntar onde está a “cultura” nisso? Quantos de vocês gostariam de


fazer esta pergunta? Vejamos...

Assim como me foi possível codificar esta simples frase transformando-a em um número,
na parte decimal de um número, eu poderia transformar também uma carta, uma letra de música...
Na verdade, contando com o auxílio de um computador eu poderia transformar um livro e até uma
enciclopédia... De modo que se eu tivesse um super-super-computador eu poderia transformar
em um só número todas as bibliotecas e tudo o que estiver escrito no planeta Terra. E bastaria
ter um cabo de vassoura, ou um palito de dentes para armazenar toda essa informação! Tudo,
absolutamente tudo o que já foi escrito ficaria reduzido a UM palito de dentes convenientemente
dividido em duas partes diferentes!

Mas se isso já é uma coisa fascinante... o que dirão vocês se eu afirmar que podemos não
só armazenar tudo o que FOI escrito, mas também tudo o que ainda SERÁ escrito? Parece história
de ficção? Um conto do Jorge Luís Borges?

O número π é conhecido até por políticos norte americanos que pretenderam fixar, por
decreto, um valor para ele. Nesta platéia, com certeza, todos saberão me dizer o valor de π com
algumas casas decimais. Todos devem saber que a expansão decimal de π não comporta uma
previsão... e isso significa - com algum trabalho para pensar sobre isso! - que se procurarmos com
infinita paciência encontraremos a nossa sequência numérica, seja aquela simples que significa
“nada esta escrito”, seja aquela outra que imaginamos para representar tudo o que já foi escrito em
todos os tempos. Então, diriam alguns praticantes da religião dos números, “tudo está escrito”, e
basta consultarmos o valor de π para sabermos tudo o que será!

Há quem pense que cultura é sinônimo de civilização. Povos cultos contra povos incultos...
Mas esta talvez seja a perspectiva mais antiga e ultrapassada de entendimento da cultura. Se não
sabemos dizer o que é “cultura”, talvez a gente possa indagar: o que caracteriza a “cultura”? Uma
das respostas para esta questão consiste em enumerar “traços culturais” tais como as técnicas
(de construção, de pintura, de fazer sexo, de executar músicas...), as crenças, as normas legais,
os sistemas de parentesco... Eu gostaria de propor a vocês que pensassem que para cada uma
destas coisas que chamei de “traços culturais”, quanto mais você achar que só existe “A” forma
que você conhece, ou que esta forma que você conhece é, de alguma maneira ou por alguma
razão, “melhor” que formas de outras pessoas ou povos... Bem, considere que este é um problema
provocado pela sua - ou pela NOSSA - ignorância! A cultura também pode ser compreendida
no espaço da comunicação que os povos estabelecem entre si, de modo que cultura e linguagem
são coisas muito próximas... Em meio a tudo isso é de se destacar que cada povo, cada tempo e
cada espaço desenvolveu, criou e recriou a matemática de que necessitava de modo que embora
seja possível falar da Matemática, como uma coisa única e universal... esta é uma visão muito
restritiva daquilo a que chamamos de Matemáticas...

Conhecimento

O que é o conhecimento? Talvez pudéssemos nos contentar em assumir uma resposta


como a sugerida por Ortega y Gasset: é o esforço que fazemos para chegar ao “o que é”. Mas, por
que razão faríamos tal esforço?

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Aqui faço uma consideração sobre algo que eu disse no início. Há aqueles professores de
matemática que creem que é necessário sofrer, sentir dor, angustiar-se nas aulas de matemática.
Coitados, confundem algo de suas experiências pessoais e talvez tenham em excesso no caráter
algo que lhes traga a satisfação a partir do sofrimento de outros... Na verdade, nem “dor”, nem
“angústia”, nem “sofrimentos” são necessários no processo de aquisição do conhecimento, a não
ser um certo esforço, às vezes um grande esforço... Mas que será que terão passado em suas vidas
estes professores que os fazem confundir “angústia” com “esforço”?
Quando um professor de matemática indaga ao seu aluno: - mas você não está vendo?
Este professor partilha com uma ampla comunidade a “visão de mundo” de que Conhecer é Ver,
Ensinar é Iluminar... Na verdade, OLHAR é recorrer aos olhos para ver o que está “aí”... entretanto,
CONHECER se trata de buscar algo mais - e isto é o que exige certo esforço! - CONHECER se
trata de tentar perceber algo que não está imediatamente aí. Nas palavras de Ortega y Gasset,
conhecer é dar como insuficiente o que se vê e postular o invisível! E por que é que os homens se
entretêm em “conhecer”? A resposta de Ortega é: por que são curiosos!
Mas, permita-me testar um pouco da curiosidade de vocês meus colegas professores de
matemática. E pretendo testar essa curiosidade não pelo que vocês possam me responder, portanto
não se preocupem com as respostas... eu gostaria de avaliar a curiosidade de vocês no modo como
ela foi tratada pelos seus professores de matemática ao longo dos seus anos de escolaridade...
talvez principalmente pelos seus professores de matemática nas universidades, aqueles seus
professores que talvez se refiram a si próprios como “matemáticos”.
Farei algumas afirmações e perguntas associadas a elas;
1. Todos nós estudamos com certo cuidado, na faixa etária dos 15 anos (oitava série) as equações
do segundo grau. Fizemos estudos das funções quadráticas, os esboços das possíveis posições da
parábola em função dos coeficientes da equação. Seguramente todos aqui saberão me dizer o que
ocorre quando a>0 e quando a<0.

- Sabem vocês me dizer quais as formas possíveis de uma cúbica?


- Como seria a “discussão” de uma quártica?
2. Nos livros de história da matemática encontramos informações sobre os antigos problemas
gregos de construção com régua e compasso. Estes problemas eram chamados de problemas de
“construtibilidade”. Um dos mais famosos era o da tentativa de construir um quadrado equivalente
a um círculo. O famoso problema da “quadratura do círculo”. Não por acaso este é um problema
que nos leva novamente ao valor de π. Mas há também o problema da “duplicação do cubo” e
tantos outros.

Na graduação muitos de nós cursamos as disciplinas de Álgebra. Ouvimos falar de Gauss,


de Galois... e nos contaram que Gauss solucionou problemas sobre construção de polígonos e que
Galois morreu em um famoso duelo. Entretanto...
- Será que nosso professor de Álgebra conseguiria explicar como resolver estes problemas
de construtibilidade?
- E como usaríamos toda aquela “avançada” teoria de anéis, grupos e toda a parafernália
da álgebra para chegar a um modo de resolver algum destes problemas antigos?

Caros colegas professores, vocês já tentaram desenhar gráficos das raízes da equação
xn - 1 = 0 ?
Sabemos que Euler mostrou que qualquer número tem n raízes n-ésimas. De modo que
sabemos que para n=2 a equação acima tem raízes 1 e -1. E para n=3? Que tal tentarmos fazer um

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gráfico das seis raízes que obteremos quando n=6? E o desafio de obter as raízes para n=7 ?

Lembrando:
Quando n=6 as raízes são:

Colocando as soluções em um plano: (Qual o nome deste plano?)

Quantos de vocês fizeram gráficos como estes? Percebem que há uma ambiguidade
implícita na forma como eu conduzi o desenho da figura? O plano cartesiano não comporta
números imaginários. Será que é por isso, para evitar essa “confusão”, que tal gráfico nunca foi
desenhado pela maioria de vocês?
Perceberam a simetria dos números e da figura?
E então? Quais seriam as sete raízes da equação x7 - 1 = 0 ? Em que posição ficaria o
heptágono no plano?
3. Há anos eu brinco em cursos para professores com o pedido para que tracem o gráfico de
algumas exponenciais bem simples. Peço que façam o gráfico caprichosamente atribuindo
diversos valores para a variável x, a saber (no mínimo): 0, 1/2, 1/3, 1/4, 1 (todos eles positivos e
negativos!). As exponenciais que peço que calculem são:

Elas estão aqui apresentadas em uma ordem que sugere o que vai acontecer... Ainda
assim, muitos professores ficam paralisados com a tarefa. As calculadoras mais antigas não lhes
permitiam chegar aos resultados, pois davam como “não existente” os gráficos quando o “a” da
função exponencial era negativo ou igual a 1.
Então é isso? O fato da definição que conhecemos para a exponencial nos dizer que para

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y = ax devemos ter “a” positivo e diferente da unidade nos impede de traçar estes gráficos? Mas
não terá sido exatamente pela dificuldade real que os primeiros matemáticos a lidar com isso
tiveram para traçar estes gráficos que a definição os excluiu?

Acho que eu poderia prosseguir indefinidamente propondo atividades simples que


levariam ao questionamento das definições que nos apresentaram como “definitivas”. E, ao
questionar cada uma destas “regras” ou “definições” eu abriria uma nova possibilidade para o
enfrentamento de questões matemáticas que poderíamos ter visto na escola se não estivéssemos
tão preocupados em ensinar “exatamente” igual ao que fizeram conosco! Uma atividade como
esta da exponencial poderia ser tratada com certa tranquilidade no ensino médio, e levaria a
discussões que sequer são feitas nas licenciaturas quando nos falam sobre conjuntos densos, sobre
limites de funções e sobre números racionais e irracionais. Os cálculos para achar os valores e
marcar pontos no gráfico exigem o uso de praticamente todas as propriedades de potenciação e
radiciação, e substituiriam com muitas vantagens semanas das mal fadadas aulas de “revisão”...
Conhecimento? Há muitas coisas “novas” que podemos descobrir no interior daquelas
velhas coisas que nos ensinaram... desde que deixemos portas abertas para o exercício da
curiosidade. Afinal, somos humanos por ser curiosos, ou não?

Humanismo
Os sonhos de um homem praticamente nunca
se realizam.
Wittgenstein, Cultura e Valor, 1947

O primeiro risco que se corre ao falar de humanismo é o de cairmos em uma discussão


“moral”. Aqui eu estou denunciando a prática de professores de matemática que consiste em
provocar “dor”. Algumas pessoas podem se horrorizar com isso, outras talvez se sintam tentadas
a testar o método. Não estou denunciando esta prática por uma questão “moral”, embora esta
seja uma leitura plausível do meu discurso. Minha denúncia tem como foco uma perspectiva
de conhecimento... eu poderia dizer que minha denúncia visa a problematizar uma posição
epistemológica. Querem ver?

Não sei se há índios na platéia. Mas que achariam vocês se eu indagasse:


- Os índios são humanos?
Ou, ainda:
- Os negros são humanos?
- As mulheres são humanas?
- Os homossexuais são humanos?

Hoje, como antigamente, os parâmetros adotados para a determinação dos “limites” do


humano são a aparência física (sobretudo a cor!), a inteligência (sobretudo o uso da linguagem!)
e a religião (a “nossa”!). Índios levados a França, em 1506, foram assim descritos: “cor de
fuligem, de cabelos negros, dotados de linguagem mas sem religião”. Na Inglaterra, outro grupo
de prisioneiros foi assim descrito, em 1502, “vestidos com peles de animais, comendo carne crua
e falando uma língua ininteligível”. Frequentemente a definição do que consideramos “humano”
nos permite eliminar fisicamente aquilo que não consideramos no nosso nível de similaridade,
assim fazemos - por exemplo - com insetos (aranhas, formigas, baratas, ...) e historicamente assim
se fez com seres que convenientemente eram considerados como sub-humanos ou animais. De

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modo que, as mulheres não tinham o status de “humano” na antiguidade, o mesmo status que
foi negado a negros e índios enquanto se podia utiliza-los convenientemente na escravidão. Isso
era diferente da escravidão de soldados derrotados, estes eram considerados humanos, mas não-
nobres...
Desde modo, olhando para a cultura, o conhecimento e o humanismo podemos
questionar a relação com o conhecimento que tem um professor de matemática que não se vê
como “professor” e sim como “matemático”, a relação com o conhecimento matemático que
este professor tem quando não é capaz de questionar as verdades que lhe foram ditas por um
outro professor a quem ele atribuiu um conhecimento superior... e aí chegamos ao que eu acho
o máximo da problematização que coloquei acima: este professor de matemática se coloca na
posição do escravo, ele se coloca na situação do inferior. Este auto-preconceito - criado ou
fortemente estimulado no seu processo de formação inicial - faz deste professor de matemática
um propagador da crença de que a matemática é, realmente, algo muito difícil e que somente
umas poucas pessoas são capazes de apreendê-la.

Para concluir, mais uma brincadeira com a matemática, mais uma diversão que pode
nos fazer transpirar um pouco. Vou retornar a uma função quadrática, uma coisa que todos
nós estudamos. Entretanto vou fazer que esta expressão - tão nossa conhecida - assuma uma
característica que infelizmente nos é pouco usual. Ela vai se tornar recursiva. Como?

Conhecemos expressões do tipo: y = 1 - a . x2

Vamos agora “adaptar” essa expressão para uma forma com a qual a maioria dos
professores tem pouca intimidade:

xn+1 = 1 - a (xn)2

Para esta expressão a brincadeira consiste em escolher um valor para a e, em seguida,


um valor inicial para x. Daí, faz-se os cálculos, obtém-se novo valor para x, e assim por diante.
Desnecessário dizer que aqueles que não tiverem calculadora vão ter muitas dificuldades para
brincar!
Aqui não vou detalhar as coisas que acontecem... Mas posso sugerir algumas:
a) Para a = 0,5 e primeiro valor de x = 0
... o valor de x converge para 0,732050807
Assim é para valores de a entre 0 e 0,75, quaisquer que sejam os valores arbitrados para
primeiro valor de x.

b) Para a entre 0,75 e 1,25 temos um outro tipo de comportamento:


Os valores de x vão se aproximando, mais ou menos, rapidamente de uma sucessão que
alterna valores 0 e 1.
c) Para valores de a entre 1,25 e 1,368 um tipo de comportamento, outro tipo para valores
entre 1,368 e 1,401...

E estas brincadeiras numéricas nos levariam a novas discussões sobre constantes


universais, sobre convergência, sobre “caos”, sobre equilíbrios estáveis e instáveis, sobre
catástrofes... e, curiosamente, tendo como ponto de partida uma expressão que alunos de oitava
série são capazes de manipular. E estas brincadeiras - pois é isso o que elas são! - nos levariam a
questionar definições estabelecidas e a propor novas definições, elas nos levariam a precisar de

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conceitos que ainda não temos e que, apesar disso, somos capazes de “operar”. Acho que esta é
uma boa maneira de terminar de falar sobre o humanismo, lembrando que o melhor do homem
é o espanto!

Referências

A primeira referência para este texto pode ser todo o conjunto de leituras que fiz das
obras dele e ainda as oportunidades que tive de presenciar conferências do professor Ubiratan
D’Ambrosio. Creio que sempre o ouvi falar das coisas muito antes de lê-las em textos os mais
variados, desde a época em que ele defendia o uso de calculadoras nas aulas quando quase
todos achavam que isso era absurdo e o criticavam por isso, até quando ele começou a falar de
matemática e literatura, ou matemática e paz, matemática e humanismo, matemática e ética. Se
não menciono especificamente um dos seus textos, indico-os todos como fonte de inspiração e
permanente desafio a reflexão.
Outra fonte a que sempre recorro, a Enciclopedia EINAUDI, cuja abordagem dos mais
diversos assuntos sempre envolve uma mistura de história, matemática, filosofia e todos os outros
campos de saberes que couberem. Aqui o verbete Cultura foi fundamental.
Ortega y Gasset tem sido um companheiro desde que iniciei o meu mestrado. O
perspectivismo histórico e a constante cortesia deste filósofo sempre me levaram a novas buscas.
Em particular para esta conferência reli “que es conocimiento?” e “La idea de principio en Leibniz
y la evolucion de la teoria deductiva”
Minhas mágicas foram inspiradas por Martin Gardner, que criava e re-escrevia de modo
extraordinário problemas novos e antigos. Dele recomendo todos os livros e deixo o desafio de
que encontrem em qual deles está, na página 77, o Dr. Zeta que é quem faz a operação de codificar
em um bastão todo o conhecimento existente.
A bifurcação de Feigenbaum está no livro de Ivar Ekeland cujo título não lhes conto para
que o encontrem.
Finalmente, como inspiração a ser percorrida, a leitura dos textos de Jorge Luis Borges
e de Ítalo Calvino, o primeiro pelas profundas impressões matemáticas que transpõe para os
seus contos, o segundo por ter levado a alguns extremos a arte de usar a matemática na criação e
motivação de algumas de suas histórias!

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Resumo dos Minicursos

Minicurso 1
JOGOS AFRICANOS: POSSIBILIDADES DE EXPLORAÇÃO NAS AULAS DE MATEMÁTICA
Ana Maria Teresa Benevides-Pereira
Evelyn Rosana Cardoso
O objetivo deste minicurso é expor possibilidades do uso dos jogos africanos em sala de aula.
Destacamos que esses jogos podem ser utilizados nas aulas de matemática, tanto do Ensino
Fundamental, quanto do Ensino Médio. Sendo uma característica inata da criança a inclinação para
jogar, a escola deve usufruir deste aspecto e assim tornar as aulas mais agradáveis, interessantes
e acessíveis para todos os alunos. Os jogos africanos se destacam pela simplicidade e facilidade
de acesso ao material, pelas questões matemáticas envolvidas, além de permitir a abordagem da
História e Cultura Afro-Brasileira.

Minicurso 2
USO DO COMPUTADOR NO ENSINO-APRENDIZAGEM DE MATEMÁTICA: UMA
PROPOSTA COM O SOFTWARE GRAPH
Carlos Roberto Ferreira
O objetivo deste minicurso é apresentar uma abordagem metodológica diferenciada para o
ensino-aprendizagem de Matemática quando da utilização de softwares matemáticos. A utilização
de métodos que privilegiem a participação ativa do educando na construção de sua aprendizagem,
como a Resolução de Problemas e as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), podem
contribuir para uma melhor compreensão de conceitos e conteúdos matemáticos. Como exemplo,
desenvolvemos diversas atividades a partir do Software Graph que, nesta abordagem, cumpre o
papel de auxiliar o educando a conceitualizar, identificar e aplicar funções em diversas situações.
O uso do computador permite fazer simulações e relacionar as descobertas empíricas com as
representações matemáticas algébricas, tornando-se um poderoso recurso quando associado
à Resolução de Problemas. Mas, para que não ocorra a reprodução de velhos erros e vícios é
necessário adequar o uso das TICs, pois dependendo do enfoque e da falta de preparo docente, o
uso de softwares educacionais pode contribuir pouco para o processo de ensino-aprendizagem.

Minicurso 3
UMA TEMÁTICA HISTÓRICA PARA AULA DE MATEMÁTICA
Edilson Roberto Pacheco
A utilização da história da Matemática no âmbito do ensino é justificada por possibilitar o acesso
a conhecimentos referentes às origens e construção do conhecimento matemático em diferentes
contextos e aplicá-los em sala de aula. No minicurso, o foco se pauta sobre como algumas fontes
apresentam informações históricas referentes a um tópico específico em Matemática, a fim de se
verificar como diferentes referenciais tratam o tema. As informações contidas nessas fontes serão
discutidas, em termos de conteúdo e formas de utilização em aula.

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Minicurso 4
AS DEMONSTRAÇÕES EM MATEMÁTICA DO PONTO DE VISTA DA EDUCAÇÃO
MATEMÁTICA: POSSIBILIDADES A PARTIR DO USO DA GEOMETRIA DINÂMICA
Emerson Rolkouski
O objetivo deste mini curso é apresentar algumas potencialidades da Geometria Dinâmica, em
particular do software Geogebra para o ensino de demonstrações em Geometria do ponto de vista
da Educação Matemática. Para cumprir tal objetivo, primeiramente tecerei considerações sobre
os papeis da demonstração para o matemático e para o educador matemático, pautado nas minhas
reflexões e em pesquisadores da área da filosofia da Matemática e da Educação Matemática. A
partir destas considerações apresentarei alguns problemas geométricos que requerem a realização
de demonstrações. O formato de apresentação destes problemas, é parte de uma metodologia
que considero potencial para um efetivo aprendizado do ato de demonstrar e é viabilizado pela
utilização de softwares de Geometria Dinâmica. De acordo com as vivencias dos participantes
promoveremos um breve debate sobre os limites e as possibilidades de experiências similares nas
salas de aula de Matemática da Educação Básica.

Minicurso 5
LABORATÓRIO DE MATEMÁTICA: UM RECURSO PARA ENRIQUECER A PRÁTICA
DOCENTE
João Cesar Guirado
O presente mini curso pretende tecer considerações sobre a utilização de Laboratório de Ensino
de Matemática (LEM) na ação docente. Discutir-se-á as diferentes concepções de LEM, adotando
aquela que o considera uma situação de aprendizagem em que o uso de materiais não é apenas no
sentido de transmitir uma informação, mas o de provocar, por meio de desafios, o uso da intuição,
para que o aluno passe a questionar, a tomar decisões e ter coragem de resolver problemas.
Nesse sentido, pretende-se apresentar os objetivos do LEM e algumas atividades que podem ser
exploradas, de modo a propiciar condições facilitadoras da aprendizagem, propiciando aos alunos
condições de criar, manipular, explorar situações, discutir resultados, construir instrumentos e, aos
professores, indicar caminhos para a realização de pesquisas, reflexões e adoção de metodologias
que facilitem o ensinar e o aprender Matemática. Pretende-se, ainda, tecer comentários relativos
às precauções ao utilizar materiais manipuláveis, pois, muitas vezes, pode-se perder o rigor e a
abstração inerentes à matemática, imprescindíveis no processo de inovações e descobertas.

Minicurso 6
RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS: ALTERNATIVA PEDAGÓGICA QUE POSSIBILITA O USO
DE DIFERENTES REGISTROS DE REPRESENTAÇÃO
Karina Alessandra Pessôa da Silva
Marcele Tavares Mendes
Este Minicurso apresenta a Resolução de Problemas como possível metodologia na abordagem
de conteúdos matemáticos, na qual se defende o uso de diferentes registros de representação, pelo
fato de que priorizar um determinado registro pode não propiciar ao estudante o desenvolvimento
da capacidade de discernir entre conteúdo da representação e o objeto representado. Por
conseguinte, propõe-se a utilização da análise da produção escrita das resoluções de problemas
dos participantes como instrumento que transparece e fornece informação relevante para uma
compreensão do processo de ensino e aprendizagem e do objeto matemático.

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Minicurso 7
JOGOS AFRICANOS: POSSIBILIDADES DE EXPLORAÇÃO NAS AULAS DE MATEMÁTICA
Karla Aparecida Lovis
Mariana Moran Barroso
O objetivo deste minicurso é expor possibilidades do uso dos jogos africanos em sala de aula.
Destacamos que esses jogos podem ser utilizados nas aulas de matemática, tanto do Ensino
Fundamental, quanto do Ensino Médio. Sendo uma característica inata da criança a inclinação para
jogar, a escola deve usufruir deste aspecto e assim tornar as aulas mais agradáveis, interessantes
e acessíveis para todos os alunos. Os jogos africanos se destacam pela simplicidade e facilidade
de acesso ao material, pelas questões matemáticas envolvidas, além de permitir a abordagem da
História e Cultura Afro-Brasileira.

Minicurso 8
TOPOLOGIA GEOMÉTRICA – CONSIDERAÇÕES TEÓRICAS E PRÁTICAS PARA A
EDUCAÇÃO BÁSICA
Anna Flavia Magnoni
Loreni Aparecida Ferreira Baldini
O objetivo deste minicurso é apresentar atividades de Topologia Geométrica que podem colaborar
com o processo ensino e aprendizagem de Matemática na Educação Básica. Neste minicurso
serão contemplados alguns aspectos históricos e teóricos da Geometria Euclidiana e da Topologia
Geométrica a fim de desencadear um debate sobre a geometria que está relacionada à quantidade
e a que está relacionada à qualidade do objeto e assim formalizar os conceitos envolvidos em
cada uma destas geometrias. Visando uma melhor visualização e compreensão das propriedades
da Topologia Geométrica, serão utilizados alguns materiais manipuláveis para a exploração das
atividades que serão propostas por meio de problemas diversos.

Minicurso 9
RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS NAS SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL -
ABORDANDO A EARLY ÁLGEBRA
Magna Natália Marin Pires
O pensamento algébrico pode ser desenvolvido desde as primeiras séries de escolaridade. Para isso
é preciso submeter o aluno a atividades que façam com que ele: perceba e expresse regularidades;
desenvolva algum tipo de processo de generalização; estabeleça relações; faça comparações
entre padrões geométricos, numéricos, e situações que apresentem regularidades; desenvolva
uma linguagem que o torna capaz de expressar-se matematicamente. Esse Minicurso pretende
vivenciar a Resolução de Problemas como uma estratégia no processo do desenvolvimento do
pensamento algébrico.

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Minicurso 10
TEODOLITO E CICLO TRIGONOMÉTRICO, PROPOSTA PARA UMA APRENDIZAGEM
SIGNIFICATIVA
Ivnna Gurniski Carniel
Márcio Roberto da Rocha
A forma com a qual o estudo de Trigonometria é proposto pode ser um fator decisivo para sua
aprendizagem significativa. A utilização de material manipulável, como estratégia metodológica,
para uma aula de Trigonometria pode contribuir para aprendizagem desse conceito. Não temos
a pretensão de que essa estratégia permitirá ultrapassar todas as dificuldades. Este Minicurso
tem dois objetivos centrais. O primeiro deles é construir os materiais manipuláveis: teodolito e
ciclo trigonométrico, e apresentar alguns aspectos com relação ao ensino e a aprendizagem de
Trigonometria, que fomente uma reflexão junto aos participantes sobre esses pontos. O segundo
objetivo é apresentar uma proposta do estudo de Trigonometria com o auxílio do software
GeoGebra. A utilização de softwares permite ao professor promover a aprendizagem de modo
inovador, em um cenário de investigação no qual o aluno participa com uma atitude não passiva
e como agente de transformação de um estado pessoal de conhecimento.

Minicurso 11
JOGANDO E APRENDENDO A PENSAR MATEMATICAMENTE
Marie-Claire Ribeiro Póla
Ednéia Poli
Para a criança, brincar é uma coisa séria e nessa brincadeira estão incluídos os jogos. Macedo et
al. (2000) defendem a ideia de que “... jogar favorece e enriquece o processo de aprendizagem,
na medida em que o sujeito é levado a refletir, fazer previsões e inter-relacionar objetos e eventos,
bem como contribuir para fornecer informações a respeito do pensamento infantil,...” O objetivo
desse mini curso é dar aos professores um embasamento para elaborar um projeto que inclua
jogos nas aulas de matemática. Ao fazer esse planejamento, o professor deve responder algumas
perguntas importantes, cujas respostas definirão as partes importantes do projeto. Algumas dessas
perguntas estão relacionadas a seguir: Por quê? Para quem? Com o que? De que modo? Quando
e quanto tempo? Onde? Como? Qual a função do professor? Qual o impacto produzido? Como
continuar? Os participantes da oficina experimentarão alguns jogos para terem uma ideia de
situações que venham a viver na prática da sala de aula.

29
Minicurso 12
MODELAGEM MATEMÁTICA: INTEGRAÇÃO CURRICULAR E A PARTICIPAÇÃO DOS
ALUNOS
Michele Regiane Dias Veronez
Embora os argumentos para a implementação da Modelagem Matemática nas salas de aulas
sejam convincentes e apontam para uma visão dinâmica do processo de ensino e aprendizagem,
sua efetivação, ainda, pouco aparece nos relatos dos professores. Além disso, não há consenso
quanto às formas de encaminhamento de uma atividade de modelagem, bem como às ações do
professor e dos alunos neste tipo de atividade. Sendo assim, neste mini-curso, a partir de algumas
atividades de modelagem, discutiremos sobre possíveis encaminhamentos metodológicos e
sobre os conteúdos matemáticos presentes nessas atividades, bem como as interrelações entre
esses conteúdos e sua importância na descrição e interpretação das situações analisadas. Nesse
momento questões sobre a organização do currículo e a participação dos alunos nas aulas serão
abordadas. Um olhar para o envolvimento dos alunos numa prática de sala de aula pautada em
pressupostos da Modelagem Matemática será apresentado para que a partir dele se possa delinear
outros aspectos referente ao aluno e ao processo de ensino e aprendizagem da matemática.
Pretende-se também fazer alguns apontamentos quanto à efetivação dessa prática nas aulas de
matemática.

Minicurso 13
INVESTIGAÇÕES NAS SALAS DE AULA DO ENSINO FUNDAMENTAL
Rodolfo Eduardo Vertuan
O que acontece se...? Por que é que faço...? Será que...? Perguntas como estas são, por vezes,
negligenciadas no ambiente escolar em que tradições escolares enfatizam o exercício algorítmico
e onde há pouco espaço para reflexão. Em contrapartida, o movimento da Educação Matemática
aponta contribuições de ambientes de aprendizagem como o possibilitado pela Investigação
Matemática, no qual perguntas como estas são comuns e necessárias. Este minicurso propõe-se
a discutir a Investigação Matemática em termos das teorias que a fundamentam e de atividades
que podem ser realizadas no âmbito dos anos iniciais e finais do Ensino Fundamental. Para além
da apresentação de conceitos e discussão de atividades, propõe-se estabelecer, no minicurso, um
espaço de diálogo entre professores da Educação Básica e professores em formação inicial, sobre
as experiências, as contribuições e limitações das atividades de investigação trabalhadas frente ao

30
nível de escolaridade considerado.

Minicurso 14
ENCAMINHAMENTOS DIDÁTICO-PEDAGÓGICOS NO CONTEXTO DE UMA ATIVIDADE
DE MODELAGEM MATEMÁTICA PARA EDUCAÇÃO BÁSICA
Dionísio Burak
Tiago Emanuel Klüber
No momento em que o professor de matemática vai realizar uma atividade de Modelagem
Matemática no âmbito da Educação Básica, surge o seguinte questionamento: como posso
tratar os conteúdos matemáticos que emergem dos temas? A partir dessa indagação, pensamos
em sistematizar uma contribuição com encaminhamentos didático-pedagógicos sobre um tema
em modelagem matemática. Assim, esse minicurso tem como objetivo mostrar, no contexto de
uma atividade de Modelagem Matemática na Educação Matemática, alguns encaminhamentos
didático-pedagógicos usados para o desenvolvimento do tema: indústria cerâmica. Professores
de Matemática em formação inicial e continuada constituem-se no público alvo. As atividades
apresentadas estão de acordo com a perspectiva de Modelagem Matemática na Educação
Matemática proposta por Burak (1992, 1998, 2004 e 2010). Espera-se com esse minicurso sanar
algumas dúvidas acerca de questões práticas, bem como, motivar mais professores para a adoção
da Modelagem Matemática na Educação Matemática para o trabalho na Educação Básica.

Minicurso 15
UTILIZANDO O GEOGEBRA PARA CONSTRUÇÃO DE MODELOS PLANOS PARA A
GEOMETRIA HIPERBÓLICA E PARA GEOMETRIA ELÍPTICA
Valdeni Soliani Franco
A geometria Euclidiana e as geometrias Hiperbólica e Elíptica diferem não somente em seu
conteúdo, mas diferem também no modo em que foram construídas. Enquanto a primeira foi
desenvolvida a partir da percepção tátil e visual e posteriormente axiomatizada, as outras duas
foram construídas a partir de suas axiomatizações. Provavelmente é por esse motivo, que as
publicações de Bolyai e Lobachevski (sobre o que hoje denominamos Geometria Hiperbólica) não
foram suficientes para convencer o mundo matemático da época, da possibilidade de existir outras
geometrias diferentes da estabelecida por Euclides nos Elementos. Nesses trabalhos que negavam
o postulado das paralelas desenvolviam-se uma série de resultados sem chegar a uma contradição.
Mas o que isso significava? Isso não garantia que não existiam teoremas contraditórios ainda não
formulados. A construção de modelos para tais geometrias auxiliou o convencimento das suas
existências. No minicurso construiremos alguns desses modelos utilizando para isso o software
GeoGebra.

31
Resumo das Comunicações Científicas
LINHA DE PESQUISA 1
HISTÓRIA, CULTURA E EPISTEMOLOGIA DA MATEMÁTICA

A PRESENÇA FEMININA NAS CIÊNCIAS MATEMÁTICAS: DA RESISTÊNCIA NO FINAL


DO SÉCULO XX AO DISCRETO RECONHECIMENTO CIENTÍFICO E TECNOLÓGICO NO
INÍCIO DO SÉCULO XXI
Flávia Aparecida Reitz Cardoso - reitz@utfpr.edu.br
Thelma Pretel Brandão Vecchi - thelma@utfpr.edu.br
Claudete Cargnin - claudete@utfpr.edu.br
Este estudo propõe-se investigar a participação das mulheres no mundo da ciência e na produção
do conhecimento, partindo de uma perspectiva dos estudos de gênero inseridos em um contexto
histórico. As análises sobre a inserção das mulheres nas ciências matemáticas e a trajetória destas
no final do século XX e início do século XXI, atuantes em universidades e institutos de pesquisa,
que constituem o corpus deste estudo, serão realizadas com base em dados obtidos por meio de
entrevistas que englobem tanto o contexto histórico acadêmico como as áreas da matemática nas
quais as cientistas se sobressaíram. Assim, procurar-se-á compreender como se dá a inserção
e a participação feminina na ciência moderna, constituída em bases quase exclusivamente
masculinas, entendendo a ciência como um construto sócio-histórico que institui e regulamenta
normas, saberes e verdades. Dessas análises pretende-se criar um sistema estruturado, ou seja,
um catálogo que, além de divulgar em sala de aula as cientistas matemáticas do período citado,
também pronuncie as suas contribuições para os campos científicos e tecnológicos.

Palavras-Chave: mulheres cientistas. gênero na ciência. divulgação científica.

INTERFACES ENTRE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, CONTEXTO E EDUCAÇÃO FINANCEIRA


Ruth M. Hofmann - ruthofmann@gmail.com
Maria Lucia Faria Moro - mlfmoro@sul.com.br
Este trabalho tem por objetivo promover uma reflexão acerca das potenciais interfaces didáticas
e conceituais entre Educação Matemática (EM) e Educação Financeira (EF) à luz das discussões
acerca da resolução de problemas matemáticos contextualizados dentro e fora do ambiente
escolar. Para tanto, parte-se da caracterização da relação antagônica entre a matemática do
cotidiano e a matemática escolar, explora-se a dicotomia aprendizagem escolar e extra-escolar,
avalia-se a relação entre contexto, conceitos e solução de problemas matemáticos e passa-se à
caracterização de um desdobramento recente da EM, a EF. Depreende-se, por fim, que uma das
possíveis formas de promover a (re)conciliação entre escola e cotidiano no âmbito da EM poderia
incluir o estreitamento e aprimoramento de sua relação com a EF, uma estratégia particularmente
relevante no desenvolvimento de competências matemáticas aplicadas às práticas corriqueiras
dos alunos.

Palavras-chave: educação matemática, contexto, educação financeira, enef.

32
  GEOMETRIAS NO ENSINO FUNDAMENTAL: UM ESTUDO APOIADO NA
EPISTEMOLOGIA GENÉTICA
João Debastiani Neto - netto.jdn@hotmail.com
Clélia Maria Ignatius Nogueira - clelia@wnet.com.br
Valdeni Soliani Franco - vsfranco@uem.br
A respeito da construção do espaço pela criança, incluindo como ela o percebe e o representa, a
teoria de Piaget se destaca pelo esforço na investigação deste problema. Segundo Piaget e Inhelder
(1993), no domínio das geometrias, a criança estabelece primeiro as relações topológicas para,
posteriormente, construir as relações projetivas e euclidianas, que ocorrem simultaneamente.
Contudo, de acordo com as Diretrizes Curriculares da Educação Básica de Matemática do Estado
do Paraná, o Conteúdo Estruturante de Geometria se desdobra em: geometria plana, geometria
espacial, geometria analítica e noções básicas de geometrias não-euclidianas, sendo apresentadas
aos alunos na ordem descrita. Assim, o presente projeto tem como objetivo investigar se crianças
com idades entre oito e doze anos estabelecem relações entre situações-problemas de estruturas
geométricas com as ideias básicas envolvidas nos conteúdos das geometrias que devem ser
apresentadas no Ensino Fundamental.

Palavras-chave: construção do espaço, relações euclidianas, conteúdo estruturante de geometria.

Linha de pesquisa 2
Formação de Professores que ensinam Matemática
A CADES NO CENÁRIO EDUCACIONAL BRASILEIRO: TRAÇANDO ALGUNS ASPECTOS
CONSTITUTIVOS DESSA CAMPANHA
Juliana A. Rissardi Finato – não disponível
Ivete Maria Baraldi - ivete.baraldi@fc.unesp.br
Este trabalho tem por objetivo apresentar análises parciais da pesquisa em desenvolvimento “A
CADES no interior de São Paulo: reflexões sobre a formação de professores em Duartina” sob
o financiamento do PIBIC/Reitoria. A CADES tinha como objetivo difundir e elevar o nível do
ensino secundário, tendo como uma de suas finalidades a promoção de cursos para a formação
de professores, estes últimos em número insuficiente diante da grande demanda de alunos. Ao
final desse curso era necessária a aprovação no Exame de Suficiência que concedia aos aprovados
o direito de lecionar em escolas em que não houvesse professores formados por Faculdades de
Filosofia. Dada a importância dessa campanha, este trabalho busca traçar alguns de seus aspectos
constitutivos através da revisão da literatura existente e de depoimentos presentes no trabalho de
Baraldi (2003), a fim de esboçar uma compreensão dessa campanha de formação de professores
tão esquecida pela historiografia da Educação (Matemática).

Palavras-Chave: cades, formação de professores, educação matemática.

33
O PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO EDUCACIONAL (PDE) - PARANÁ: UMA
POSSIBILIDADE DE ARTICULAÇÃO ENTRE TEORIA E PRÁTICA NA FORMAÇÃO
CONTINUADA DE PROFESSORES
Tânia Marli Rocha Garcia - taniamarli@hotmail.com
Marcia Cristina Nagy Silva - marcianagy@yahoo.com.br
Bruno Rodrigo Teixeira - bruno_matuel@yahoo.com.br
Márcia Cristina de Costa Trindade Cyrino - marciacyrino@uel.br
Neste artigo discutimos a articulação entre teoria e prática na formação continuada de professores
no contexto do Programa de Desenvolvimento Educacional - PDE. Para isso, discorremos acerca
da formação continuada de professores e da articulação teoria e prática na formação desses
profissionais, e apresentamos informações sobre o Programa de Desenvolvimento Educacional
(PDE). Em seguida, buscamos indícios de articulação entre teoria e prática na proposta de
algumas ações desse programa a partir de uma análise no Documento Síntese do PDE de 2007.
Mediante nossas análises foi possível evidenciar que ações formativas desenvolvidas no âmbito
desse programa possibilitam articulação entre teoria e prática, uma vez que o Professor PDE
precisa identificar uma problemática no espaço escolar em que atua, refletir sobre ela, buscar
apoio teórico para compreender essa problemática e alternativas para agir sobre essa por meio da
elaboração e implementação de uma intervenção pedagógica.

Palavras-chave: formação continuada de professores de matemática; articulação entre teoria e


prática; programa de desenvolvimento educacional (pde).


FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA E INCLUSÃO: UM ESTUDO DAS
DIRETRIZES CURRICULARES
Joyce Jaquelinne Caetano - joyce.tardo@yahoo.com.br
Leoni Malinoski Fillos - leoni@irati.unicentro.br
Izabel Passos Bonete - ipbonete@irati.unicentro.br
Gilmar Carvalho Cruz – não disponível
Este artigo busca discutir como a inclusão é apresentada e definida nas Diretrizes Curriculares
Nacionais da Educação Básica e da Formação de Professores, por meio da análise dos referidos
documentos, à luz dos aportes teóricos das áreas em foco. Traz, para tanto, algumas reflexões sobre
educação matemática e educação inclusiva e a legislação vigente no que se refere à formação de
professores. Também aponta para a importância de que sejam redimensionadas ações nas escolas,
ressignificando a prática pedagógica e o conhecimento matemático.

Palavras Chaves: educação inclusiva, diretrizes curriculares, educação matemática.

34
O CONHECIMENTO DE LICENCIADOS SOBRE A MATEMÁTICA DOS ANOS INICIAIS
Clélia Maria Ignatius Nogueira - voclelia@gmail.com
Atuando como docentes de cursos de formação continuada para professores da Sala de Apoio
percebemos que, mesmo os licenciados em Matemática, apresentavam as dificuldades que
apontavam como sendo de seus alunos. Como a função desses docentes é auxiliar os alunos
do quinto ano do Ensino Fundamental a superar as lacunas no conhecimento matemático dos
anos iniciais, consideramos pertinente investigar, em maior profundidade, o conhecimento
de licenciados em Matemática sobre os conteúdos dos anos iniciais. Isso nos levou a propor
uma pesquisa, cujo cenário foi um curso de formação continuada oferecido a 23 licenciados
em Matemática ligados ao Núcleo Regional de Educação de Maringá atuantes, em 2010, em
Salas de Apoio. A pesquisa, de natureza qualitativa, utilizou como instrumentos para a coleta
de informações os diários de bordo das pesquisadoras, um questionário em que os professores
descreviam seu perfil e sua motivação para participarem do curso, o material produzido por
eles e uma entrevista coletiva realizada no último encontro do curso. A pesquisa mostrou que
o conhecimento dos licenciados sobre a Matemática dos anos iniciais é procedimental, o que os
leva a reduzi-la ao cálculo ou à execução de algoritmos. A falta de conhecimento fundamentado
do conteúdo da disciplina não permite ao professor diagnosticar as causas dos erros das crianças e
criar metodologias alternativas quando a habitualmente utilizada não é acessível a um determinado
aluno.

Palavras-chave: educação matemática, conhecimento do conteúdo disciplinar, matemática dos


anos iniciais.

A PEDAGOGIA E A FORMAÇÃO EM MATEMÁTICA DOS PROFESSORES DAS SÉRIES


INICIAIS
Joanice Zuber Bednarchuk - joanicezuber@gmail.com
Dionísio Burak - dioburak@yahoo.com.br
Este estudo objetiva analisar de que maneira os professores dos anos iniciais percebem as
contribuições da formação inicial do curso de Licenciatura em Pedagogia em relação ao ensino
e a aprendizagem dos conteúdos matemáticos e da Modelagem Matemática na prática docente.
Também é parte de uma investigação de Mestrado em fase de desenvolvimento. Como aportes
teóricos, as contribuições de Baumann e Bicudo (2009a, 2010), Baumann (2009b), ainda
Curi (2004, 2006) e nas pesquisas de Burak (1992, 2010) sobre Modelagem Matemática. De
abordagem qualitativa, sob a ótica de (BOGDAN e BIKLEN, 1994), a investigação foca as
manifestações de um grupo de egressos do curso de Pedagogia, que ensinam matemática nos
primeiros anos, da rede Municipal de Educação de Irati. Os resultados revelam que é necessário
aprofundar estudos sobre a formação inicial em matemática, de professores dos anos iniciais, nos
cursos de Pedagogia.

Palavras-Chave: não disponibilizado pelo autor

35
O PRÓ-LETRAMENTO E A PRÁTICA PEDAGÓGICA NAS AULAS DE MATEMÁTICA
Adriane Elisa Dombrowski - dombrowski.adri@gmail.com
Esta comunicação apresenta as ideias de uma dissertação, em fase inicial de elaboração, que tem
por objetivo constituir fontes históricas a partir de narrativas de professores que participaram
do Programa de Formação Continuada Pró-Letramento em Matemática. Trata-se de uma
pesquisa a ser realizada com um grupo de professores da rede municipal de ensino de União da
Vitória, Paraná, atuantes na Educação Básica (Séries Iniciais). Para a coleta de informações e
composição dos textos realizar-se-ão entrevistas com o uso de palavras-chave e entrevistas semi-
estruturadas seguindo a metodologia da História Oral. As entrevistas passarão por um processo
de interpretação e análise considerando aspectos referentes à formação dos professores, à sua
prática pedagógica e a sua constituição como participantes ativos no processo de ensino e de
aprendizagem na Educação Matemática.

Palavras-chave: educação matemática, história oral, formação continuada.

A PRÁTICA COMO COMPONENTE CURRICULAR NA LICENCIATURA EM MATEMÁTICA:


MÚLTIPLOS CONTEXTOS, SUJEITOS E SABERES
Jose Trobia - jtrobia@uepg.br
Mary Ângela Teixeira Brandalise - marybrandalise@uol.com.br
Esta comunicação discute os resultados de uma pesquisa qualitativa que investigou as principais
contribuições das disciplinas de Instrumentação para o Ensino de Matemática que integram o atual
currículo do Projeto Pedagógico do Curso de Licenciatura em Matemática de uma universidade
pública paranaense. Essas disciplinas foram criadas a partir da obrigatoriedade de alterações nos
projetos pedagógicos dos cursos de Licenciatura em Matemática, pelo Conselho Nacional de
Educação, na Resolução nº 2/2002, a qual instituiu para os cursos de Formação de Professores
da Educação Básica em nível superior o mínimo de 2800 (duas mil e oitocentas) horas, dentre
as quais 400 (quatrocentas) horas devem ser usadas como componente curricular voltado à
articulação teoria-prática. A investigação objetivou realizar um levantamento do processo de
reformulação curricular do curso em questão e analisar suas contribuições para a formação inicial.
Combinou três instrumentos de coleta de dados: análise documental, entrevista com professores
de Instrumentação para o Ensino da Matemática e questionário com acadêmicos concluintes em
2010. Para análise dos depoimentos utilizou-se a metodologia do Discurso do Sujeito Coletivo –
DSC, de Lefevre, Lefevre (2005). Os discursos construídos revelam significativas contribuições
das disciplinas responsáveis para desenvolver a prática como componente curricular na
Licenciatura em Matemática.

Palavras-chave: formação de professores de matemática. licenciatura em matemática. prática


como componente curricular.

36
TEORIA DA APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA DE AUSUBEL: UM DIÁLOGO
COLABORATIVO PARA O ENSINO DE GEOMETRIA
Ana Cristina Schirlo - acschirlo@gmail.com
Sani de Carvalho Rutz da Silva - sani@utfpr.edu.br
A sociedade tem atribuído à escola o desafio de preparar com qualidade o cidadão para resolver os
problemas que a cada dia a ele se apresentam. Assim, para auxiliar as pessoas no entendimento do
mundo físico e social, o presente trabalho foi realizado em uma escola pública da cidade de Ponta
Grossa, Paraná, Brasil. Os sujeitos foram 32 (trinta e dois) alunos regularmente matriculados no
6º ano do Ensino Fundamental. Para a coleta dos dados empíricos foi aplicado um questionário
com 04 (quatro) questões que objetivavam verificar o nível de conhecimentos geométricos que
esses alunos internalizaram durante as séries iniciais do Ensino Fundamental à luz da Teoria
da Aprendizagem Significativa de Ausubel. Os dados revelaram que a maioria dos alunos não
apresentou conhecimentos prévios a respeito do assunto geometría, o que permitiu detectar
que não houve a internalização dos subsunçores relacionados aos conhecimentos geométricos
estudados.

Palavras-Chave: ensino, aprendizagem significativa, geometria.

DO PARADIGMA PITAGÓRICO AO PARADIGMA EUCLIDIANO: UM ESTUDO


HISTÓRICO SOB A ÓTICA EPISTEMOLÓGIA KUHNIANA
João Henrique Lorin - jlorin@bol.com.br
Clélia Maria Ignátius Nogueira - voclelia@gmail.com
Este artigo relata pesquisa que teve como objeto de estudo a análise da constituição das medidas
incomensuráveis - ou números irracionais - pela teoria da ciência elaborada por Thomas Kuhn. O
problema se delimitou na compreensão da constituição do paradigma pitagórico e do paradigma
euclidiano. O principal objetivo deste trabalho foi identificar se a descoberta das medidas
incomensuráveis causou ruptura no desenvolvimento da ciência matemática, identificando
na elaboração histórica desta teoria, uma descontinuidade no processo de construção do
conhecimento matemático. O procedimento metodológico adotado foi a pesquisa documental e
bibliográfica para levantamento e análise dos textos históricos. Como resultado, obtivemos que a
teoria kunhniana pode ser aplicada em seus aspectos centrais ao estudo histórico e epistemológico
da matemática, em específico, na mudança da matemática pitagórica para a geometria euclidiana.

Palavras chave: medidas incomensuráveis, paradigmas, revolução científica.

37
UMA ATIVIDADE ARTICULANDO HISTÓRIA DA MATEMÁTICA E RESOLUÇÃO DE
PROBLEMAS
Bruna Gisele Rodrigues - bruninhagr@yahoo.com
Celine Maria Paulek - celemaria@yahoo.com.br
Vanessa Verbanek - vanessaverbanek@hotmail.com
Este trabalho aborda a descrição de uma pesquisa, que objetivou analisar possíveis relações entre
a História da Matemática e a Resolução de Problemas. O estudo foi realizado a partir de uma
analise qualitativa, com alunos de duas turmas de 1ª série do ensino médio, de uma escola pública
da rede estadual de ensino, da cidade de União da Vitória-PR. Foi trabalhado um problema,
seguindo o critério que para a turma “A” o problema foi referenciado historicamente, enquanto
para a turma “B” não houve quaisquer referenciais históricos. Concluímos que de certa forma
a história da matemática vinculada á resolução de problemas na aula de matemática desperta o
interesse dos alunos, tornando significativo o ensino, podendo contribuir para a aprendizagem
dessa disciplina.

Palavras-chave: história da matemática, resolução de problemas, aula de matemática.

ARTE E MATEMÁTICA NA FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DE


MATEMÁTICA E SUAS IMPLICAÇÕES NA SALA DE AULA
Lucimar Donizete Gusmão - lucimar.gusmao@gmail.com
Este artigo apresenta o escopo de uma pesquisa que está se iniciando no Programa de Pós-
Graduação em Educação em Ciências e em Matemática da Universidade Federal do Paraná, na
linha de pesquisa: Educação Matemática e Interdisciplinaridade. A pesquisa visa: investigar e
identificar vestígios dos cursos de formação continuada, propiciados pela Secretaria de Estado
da Educação do Paraná, na prática do professor de Matemática, especialmente das abordagens
que envolvem a relação Matemática e Arte e investigar como e em que medida a Arte pode ser
importante para o ensino e aprendizagem da Matemática. A pesquisa terá caráter qualitativo e os
sujeitos da pesquisa serão os Técnicos Pedagógicos da disciplina de Matemática, que exercem
função nos 32 Núcleos Regionais da Educação de todo o Paraná e alguns professores da rede
pública estadual que ministram aulas de matemática na rede e que participaram desses cursos
ofertados pela SEED/PR, principalmente, os que focaram na relação Matemática e Arte.

Palavras-chave: matemática, arte, formação.

38
Linha de pesquisa 3
Modelagem Matemática
MODELAGEM MATEMÁTICA E MEIO AMBIENTE: UMA PROPOSTA DE
CONSCIENTIZAÇÃO NAS AULAS DE MATEMÁTICA
Paulo Henrique da Silva Kazulle - Paulo_kazulle@hotmail.com
Gislaine Ferreira Gomes - gisfg@hotmail.com
Karina Alessandra Pessôa da Silva - karinapessoa@gmail.com
No presente trabalho apresentamos uma proposta de ensino em que a Modelagem Matemática,
entendida aqui como alternativa pedagógica para o ensino e a aprendizagem da Matemática, possa
contribuir para a conscientização dos alunos com relação a alguns problemas ambientais, além de
propor o desenvolvimento de alguns conteúdos matemáticos do Ensino Médio. Visto que para a
compreensão dos fenômenos ocorridos no ambiente podemos utilizar conceitos e procedimentos
matemáticos, pretendemos investigar quais os benefícios que se tem em utilizar a Modelagem
Matemática para uma educação voltada à conscientização dos problemas ambientais atuais.
Ressaltando o fato de que por se tratar de uma proposta de ensino os resultados para tal trabalho
dependerão da sala de aula em que este for desenvolvido. Para tanto, o trabalho se desenvolveu
por meio de uma pesquisa teórica sobre a Modelagem Matemática bem como sobre as questões
ambientais, e assim é apresentada uma proposta de atividade envolvendo o tema meio ambiente.

Palavras-chave: modelagem matemática, educação matemática, meio ambiente.

A “REALIDADE” EM UMA ATIVIDADE DE MODELAGEM


Gabriele Granada Veleda - gabi.granada@gmail.com
Michele Regiane Dias Veronez - miredias@uol.com.br
Discutir sobre Modelagem Matemática e sobre realidade em Modelagem Matemática é um dos
nossos objetivos nesse trabalho. Sendo assim, abordamos algumas considerações a respeito das
caracterizações da Modelagem Matemática na Educação Matemática e sobre realidade inicial e
realidade intermediária. Apresentamos uma atividade de modelagem desenvolvida por um grupo
de alunos do 4º ano de Licenciatura em Matemática e identificamos nela aspectos referentes
à realidade inicial, à realidade intermediária e ao modelo matemático. Uma análise sobre o
encaminhamento adotado pelos alunos e sobre a forma como a atividade por eles desenvolvida
pode ser caracterizada também se insere como objetivos nesse trabalho. Tal análise nos leva à
conclusão de que o interesse dos alunos não estava pautado na discussão sobre a matemática
envolvida e na possibilidade de trabalhar com situações desse tipo em contexto de ensino, mas
em encontrar uma solução para o problema que eles enunciaram.

Palavras-chave: modelagem matemática, realidade, modelo matemático.

39
 MODELAGEM MATEMÁTICA NA SALA DE AULA: A QUESTÃO DO CURRÍCULO
Carlos Roberto Ferreira prof.carlosferreira@yahoo.com.br
Dionísio Burak - dioburak@yahoo.com.br
Este trabalho tem por objetivo trazer à discussão a questão do currículo escolar no
desenvolvimento das atividades de Modelagem Matemática no âmbito da Educação Matemática.
Este tema é resultado da investigação realizada com professores que participaram de um Curso
de Modelagem com Professores da Educação Básica. As questões contemplaram entre outras a
concepção de currículo dos participantes e a vigente no âmbito escolar. O referencial teórico trata
da Modelagem Matemática na perspectiva de Educação Matemática em uma visão que envolve
além da Matemática outras áreas do conhecimento e a questão do currículo, que de alguma forma
rompe com o paradigma vigente. O tratamento dos dados dá-se pela análise indutiva, tendo no
método da triangulação elementos da interpretação. Os resultados evidenciam a necessidade de
avanços de um currículo ainda vinculado a uma concepção de ciência já superada, ao menos no
discurso.

Palavras-Chave: educação matemática, modelagem matemática, currículo.

ASPECTOS EPISTEMOLÓGICOS DA PREVISÃO DE FENÔMENOS: UM ESTUDO


USANDO MODELAGEM MATEMÁTICA
Camila Fogaça de Oliveira - ca_fogaca@yahoo.com.br
Lourdes Maria Werle de Almeida - lourdes@uel.br
De modo geral, a abordagem que se apresenta em livros didáticos, no que se refere ao estudo
da série de Taylor, está ligada à representação de funções particulares como somas de séries
de potências. Epistemologicamente, tal estudo está relacionado à previsão de fenômenos com o
respaldo matemático. Considerando este paradigma para o estudo da série de Taylor, a previsão de
fenômenos em atividades de Modelagem Matemática pode ser associada à busca da série de Taylor
relacionada ao fenômeno. Uma perspectiva teórica, que se apoia na recuperação dos significados
do conceito é conhecida na literatura como perspectiva Socioepistemológica. Sendo assim,
neste trabalho, abordamos aspectos epistemológicos da perspectiva Socioepistemológica para a
previsão de fenômenos por meio de uma atividade de Modelagem Matemática. Concluímos que a
previsão de fenômenos pode ser abordada por meio de atividades de Modelagem Matemática em
sala de aula e permite acessar à raiz do conceito.

Palavras-chave: perspectiva socioepistemológica, modelagem matemática, série de Taylor.

40
 MODELAGEM MATEMÁTICA E PERSPECTIVA SÓCIO-CRÍTICA: UMA PROPOSTA DE
ATIVIDADE
Bruna Gisele Rodrigues - bruninhagr@yahoo.com
Michele Regiane Dias Veronez - miredias@uol.com.br
Vanessa Michele Boasczik - vanessamicheleb@gmail.com
No presente trabalho abordamos a Modelagem Matemática como alternativa de ensino com ênfase
na Perspectiva Sócio-Crítica. Nesse contexto fomentamos discussões acerca de uma atividade
de modelagem que envolve conteúdos do Ensino Médio e possibilita uma ação interpretativa
perante uma análise da situação. Apresentamos um modelo matemático envolvendo o consumo
de água levando em consideração a quantidade de água presente no mundo. Este modelo viabiliza
a abordagem tanto do conteúdo de função do segundo grau quanto de função exponencial,
assim como, possibilita o diálogo e reflexões sobre questões sociais, políticas e econômicas que
envolvem o tema sugerido.

Palavras-chave: modelagem matemática, perspectiva sócio-crítica, modelo matemático.

MODELAGEM MATEMÁTICA E INTERDISCIPLINARIDADE NA EDUCAÇÃO BÁSICA:


RELAÇÕES POSSÍVEIS
Vanesca Toledo Karpinski Borgo - vanescatkb@yahoo.com.br
Dionísio Burak - dioburak@yahoo.com.br
Neste estudo buscamos compreender, explicitar e estabelecer algumas relações entre a
Modelagem Matemática e Interdisciplinaridade. Busca responder a questão: Que contribuições a
Modelagem e a Interdisciplinaridade oferecem à Educação Básica, para uma aprendizagem mais
global? A Interdisciplinaridade é tratada sobre os pontos de vista de: Fazenda (1995), Japiassú
(1976), Lenoir (1998) e Morin (2006). A Modelagem Matemática tem como foco o ensino e a
aprendizagem e, é tratada na perspectiva da Educação Matemática na visão das Ciências Sociais
e Humanas, à luz de Rius (1989), Burak (2008) Burak e Klüber (2010). O delineamento desta
pesquisa é bibliográfico. Do estudo pode-se considerar que a Modelagem como metodologia de
ensino apresenta potencial à reorganização curricular com o objetivo de tratar os conteúdos numa
perspectiva de interdisciplinaridade e contextualização que permite estabelecer relações.

Palavras-Chave: interdisciplinaridade, modelagem matemática, educação básica.

UM OLHAR SOBRE OS TRABALHOS DO IV EPMEM À LUZ DAS PERSPECTIVAS DE


KAISER E SRIRAMAN PARA A MODELAGEM MATEMÁTICA
Emerson Tortola - emersontortola@hotmail.com
Heloísa Cristina da Silva - helo_silva@hotmail.com
Lourdes Maria Werle de Almeida - lourdes@uel.br
Este trabalho tem como objetivo fazer uma análise das comunicações científicas e dos relatos
de experiência publicados nos anais do IV EPMEM – Encontro Paranaense de Modelagem em
Educação Matemática visando uma classificação em relação às perspectivas de Modelagem
Matemática enunciadas por Kaiser e Sriraman (2006). Considerando as características dessas
perspectivas, inicialmente classificamos os trabalhos em relação à presença de uma discussão

41
teórica sobre Modelagem Matemática ou somente a descrição de uma atividade. A seguir
investigamos os trabalhos em relação à classificação como proposta de trabalho ou de relato de
uma experiência com Modelagem Matemática na sala de aula. A partir das análises dos trabalhos,
notamos a preocupação dos autores em propor atividades ou discutir questões que possam
contribuir com o desenvolvimento da Modelagem Matemática como área de pesquisa bem como
seu uso na sala de aula.

Palavras-Chave: educação matemática. epmem. modelagem matemática. perspectivas.

A MODELAGEM MATEMÁTICA NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL


Marinês Avila de Chaves Kaviatkovski - marineschaves@brturbo.com.br
Dionísio Burak- dioburak@yahoo.com.br
O presente trabalho tem por objetivo explicitar dificuldades relativas à efetivação da Modelagem
Matemática enquanto uma metodologia de ensino e aprendizagem da Matemática, no âmbito
dos anos iniciais do Ensino Fundamental, a partir da manifestação de professores. A questão
norteadora é: O que evidenciam os depoimentos de professores, participantes de cursos de
formação continuada em Modelagem Matemática no que diz respeito à inserção dela, enquanto
metodologia de ensino e aprendizagem, nos anos iniciais da Educação Básica. O referencial
teórico aborda a Modelagem Matemática na perspectiva de diversos autores, bem como trata da
Educação Matemática e da legislação do Ensino Fundamental de nove anos. O delineamento é
bibliográfico e a análise dos dados obtidos possibilita identificar fragilidades na práxis, bem como
expressa a relevância da realização de cursos de formação continuada envolvendo a Modelagem,
de modo a superá-las.

Palavras-chave: modelagem matemática; anos iniciais; formação continuada.

UM OLHAR SOBRE OS TRABALHOS DO IV EPMEM À LUZ DAS PERSPECTIVAS DE


KAISER E SRIRAMAN PARA A MODELAGEM MATEMÁTICA
Emerson Tortola - emersontortola@hotmail.com
Heloísa Cristina da Silva - helo_silva@hotmail.com
Lourdes Maria Werle de Almeida - lourdes@uel.br
Este trabalho tem como objetivo fazer uma análise das comunicações científicas e dos relatos
de experiência publicados nos anais do IV EPMEM – Encontro Paranaense de Modelagem em
Educação Matemática visando uma classificação em relação às perspectivas de Modelagem
Matemática enunciadas por Kaiser e Sriraman (2006). Considerando as características dessas
perspectivas, inicialmente classificamos os trabalhos em relação à presença de uma discussão
teórica sobre Modelagem Matemática ou somente a descrição de uma atividade. A seguir
investigamos os trabalhos em relação à classificação como proposta de trabalho ou de relato de
uma experiência com Modelagem Matemática na sala de aula. A partir das análises dos trabalhos,
notamos a preocupação dos autores em propor atividades ou discutir questões que possam
contribuir com o desenvolvimento da Modelagem Matemática como área de pesquisa bem como
seu uso na sala de aula.

Palavras-Chave: educação matemática. epmem. modelagem matemática. perspectivas.

42
Linha de pesquisa 4
EDUCAÇÃO MATEMÁTICA: NOVAS TECNOLOGIAS E EDUCAÇÃO À
DISTÂNCIA
A INTEGRAÇÃO DOS RECURSOS DE AMBIENTES VIRTUAIS AO ENSINO PRESENCIAL:
POSSIBILIDADES DE INTERAÇÃO
Sandra Sausen - sansausen@gmail.com
Ettiène Guérios - ettiene@ufpr.br
Esta pesquisa investigou e analisou possibilidades de interação e de mobilização de
conhecimentos matemáticos que podem ser identificadas em alunos de um curso presencial de
Licenciatura em Matemática a partir da Resolução de Problemas, usando recursos de ambientes
virtuais de aprendizagem nas aulas de Metodologia do Ensino de Matemática. Inscreve-se em
uma abordagem qualitativa e a metodologia adotada é a exploratório-interpretativa. Os dados
foram coletados a partir de gravações de áudio com respectivas transcrições e a partir de registros
escritos nos recursos Chat e Diário, sendo analisados e interpretados à luz de referenciais teóricos
no campo da Metodologia de Ensino com foco na Resolução de Problemas e na utilização de
recursos disponíveis em ambientes virtuais no Ensino Presencial. Alicerçada em um conceito de
interação entrelaçado ao de mobilização de conhecimentos, a pesquisa evidenciou, no contexto
dos resultados obtidos, que mediante interações os alunos mobilizaram-se, colocaram-se em
movimento para aprender, ocorrendo a mobilização de conhecimentos do conteúdo Resolução de
Problemas, tornando-se perceptível a aprendizagem dos alunos.

Palavras-chave: licenciatura em matemática, ambientes virtuais [de aprendizagem], resolução de


problemas.

LICENCIATURA EM MATEMÁTICA À DISTÂNCIA: UM OLHAR SOBRE OS ENTORNOS


DO ENSINO DE VETORES

Silvana Gogolla de Mattos - syl.mattos@gmail.com

O presente trabalho, em fase de desenvolvimento, tem como objetivo a compreensão sobre


o ensino de vetores na disciplina de Geometria Analítica em um curso de licenciatura em
matemática a distância, considerando os entornos e especificidades desta modalidade de ensino.
Este estudo está sendo realizado em uma instituição pública, e para atingir o objetivo da pesquisa
foram realizadas entrevistas com um dos professores responsáveis pela disciplina em questão,
uma tutora a distância e com um tutor presencial. Além disso, foi elaborado e aplicado um
questionário aos alunos que estão cursando essa disciplina, bem como, feito um breve estudo
sobre a plataforma, o material didático, as videoaulas e videoconferências referentes ao tema.
Dentre as possibilidades de foco no estudo optei por abordar a questão da interação. As primeiras
impressões apontam divergências entre o preconizado pelos teóricos e o que ocorre de fato, e
também entre os atores envolvidos.

Palavras-chave: educação a distância, educação matemática a distância, interação.

43
AULAS DE MATEMÁTICA E A TV MULTIMÍDIA NAS ESCOLAS DA REDE ESTADUAL DE
EDUCAÇÃO
Renata Cristina Lopes - renatac_lopes@yahoo.com.br
Esta pesquisa de mestrado, em fase de desenvolvimento, tem como objetivo investigar a relação
existente entre mídia e educação. Para tanto serão analisadas as políticas públicas do Estado do
Paraná, que investiu na instalação de TVs multimídias nas salas de aula, com vistas à inclusão de
alunos e professores da rede pública estadual às novas tecnologias. A presente investigação, de
caráter qualitativo, procurou pesquisar as orientações dadas aos professores em relação ao uso da
TV Multimídia, bem como a produção de material didático elaborado por esses professores, que
são sugestões de Práticas Pedagógicas com o uso da TV.

Palavras-chave: educação matemática, políticas públicas, tv multimídia.

Linha de pesquisa 5
Avaliação em Educação Matemática
REFLEXÕES SOBRE O DESEMPENHO DE ALUNOS DA EDUCAÇÃO BÁSICA EM
MATEMÁTICA
Alexandra de Oliveira Abdala Cousin - aoacousin@uem.br
Diego Barros Caparroz - ra53684@uem.br
A proposta deste trabalho é promover reflexões sobre o desempenho dos alunos nas avaliações,
em Matemática, e oferecer indicações de propostas de trabalho frente ao panorama apresentado
em duas Escolas Estaduais de Maringá/PR onde está sendo desenvolvido o Programa Institucional
de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID). O interesse em discutir o tema surgiu no momento em
que fomos estudar o processo educacional de alunos da Educação Básica no Brasil, por meio dos
índices disponibilizados pelos órgãos oficiais. A trajetória percorrida propiciou a elaboração de um
plano de trabalho para atuarmos nas escolas parceiras que teve como objetivo inicial a colaboração
nos processos de ensino e aprendizagem da Matemática; visto que uma das finalidades do PIBID
é antecipar o vínculo entre os futuros professores e as salas de aula. Desta forma, destacamos que
entre os objetivos do PIBID, está o fomento de experiências metodológicas e práticas docentes
de caráter inovador.

Palavras-chave: avaliação; programa institucional de bolsa de iniciação à docência; matemática.

44
A PRODUÇÃO ESCRITA DE ALUNOS DO ENSINO FUNDAMENTAL EM UMA QUESTÃO
DO PISA
Letícia Barcaro Celeste Omodei - leticiaceleste@hotmail.com
Regina Luzia Corio de Buriasco - reginaburiasco@hasner.com.br
Este artigo consiste em um estudo da produção escrita de alunos do Ensino Fundamental em uma
questão de Matemática do PISA. Com base na interpretação da produção dos alunos, por meio da
Análise de Conteúdo, esta investigação de cunho qualitativo, teve intenção de conhecer como os
estudantes lidam com as informações de um problema não rotineiro para construir uma solução
no contexto ou na situação na qual esse problema foi apresentado e evidenciar a relevância da
avaliação da aprendizagem escolar como prática de investigação de modo a subsidiar tanto a
prática do professor em sala de aula como a aprendizagem dos alunos. A partir das resoluções
apresentadas, formamos grupos de resolução, por meio dos quais foi possível identificar:
interpretações que fizeram dos enunciados das questões; algumas das estratégias e procedimentos
utilizados nas resoluções mesmo quando diferentes das consideradas corretas.

Palavras-chave: educação matemática, avaliação da aprendizagem escolar, análise da produção


escrita em matemática.

Linha de pesquisa 6
Processos Cognitivos e Linguísticos em Educação
Matemática
UMA AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA DA LINGUAGEM ALGÉBRICA COM ALUNOS SURDOS
FLUENTES EM LIBRAS (LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS)
Silvia Teresinha Frizzarini Valenzuela - steresini@ig.com.br
Clélia Maria Ignatius Nogueira - cminogueira@uem.br
A presente investigação tem como objetivo indagar como influem a pluralidade dos Registros
de Representação Semiótica para alunos surdos fluentes em Libras e sua coordenação entre
diferentes registros que se complementam, segundo a teoria de Duval. Acredita-se que esta
favoreça na aquisição de conhecimentos, em particular da Álgebra, uma vez que, para os sujeitos
da pesquisa, a apreensão de conhecimento e percepção de mundo se dá exclusivamente pela
visão com uma comunicação visual-gestual diferente dos ouvintes. A metodologia utilizada, a
Engenharia Didática de Artigue, conta com uma avaliação diagnóstica realizada com alunos
surdos fluentes em Libras. Apesar das línguas orais e a línguas de sinais serem similares em seus
níveis estruturais, as segundas, no entanto, deixam entrever propriedades de alguns conceitos
matemáticos inacessíveis às primeiras.

Palavras-chave: surdos fluentes em libras, representações semióticas, álgebra.

45
“RADIOGRAFANDO” EM NOTAS DE CAMPO AS AULAS DE MATEMÁTICA PARA
ALUNOS SURDOS INTERMEDIADAS PELO INTÉRPRETE DE LÍNGUA DE SINAIS
Fábio Alexandre Borges - fabioborges.mga@hotmail.com
Clélia Maria Ignatius Nogueira - cminogueira@uem.br
O ideal amplamente divulgado e discutido da Inclusão Social, e, mais especificamente,
redirecionando as reflexões para uma Inclusão Educacional, é inicialmente discutido neste
trabalho, com destaque para o ensino de Matemática para surdos em uma escola inclusiva. Por
meio da observação de quinze encontros de duas aulas geminadas de Matemática, foram redigidas
Notas de Campo numa tentativa de investigar as diversas situações comuns no cotidiano escolar
de uma sala de 8ª série do Ensino Fundamental, em uma escola pública do Estado do Paraná.
São levantadas questões importantes que se opõem a uma verdadeira inclusão de alunos surdos,
como: troca/incompreensão dos papéis entre o Intérprete de Língua de Sinais e o professor de
Matemática, influência das ideias do Intérprete no ensino do professor e no aprendizado dos
alunos surdos, dificuldades de comunicação entre surdos e demais sujeitos ouvintes, aprendizado
insatisfatório dos alunos surdos em aulas de Matemática de escolas inclusivas.

Palavras-chave: educação matemática, inclusão educacional, intérprete de libras.

DA CORRESPONDÊNCIA QUALITATIVA À CORRESPONDÊNCIA QUANTIFICANTE: A


PSICOGÊNESE DA NOÇÃO DE VALOR ECONÔMICO NO CONTEXTO DA EDUCAÇÃO
MATEMÁTICA
Ruth M. Hofmann - ruthofmann@gmail.com
A valorização do conhecimento construído fora da escola tem encontrado respaldo, no âmbito
da psicologia da educação matemática, em abordagens psicogenéticas freqüentemente evocadas
para a fundamentação de práticas didáticas. Muitos conceitos do cotidiano extra-escolar têm sido
empregados contextualmente em sala de aula sem a devida preocupação com sua complexidade
ontológica, como no caso dos enunciados econômicos de problemas matemáticos. Diante
disso, este trabalho analisa a psicogênese da noção de valor econômico – um conceito de
natureza simultaneamente social, matemática e econômica – a partir de um arcabouço teórico-
metodológico piagetiano. Utiliza-se o método clínico-crítico piagetiano para interrogar uma
amostra de 24 crianças de 6 a 9 anos, de primeira à terceira série de uma escola municipal da
Região Metropolitana de Curitiba. Tendo como referência os critérios que definiram os diferentes
estágios de construção da noção, em cada uma das suas dimensões, os dados são analisados
qualitativa e quantitativamente. Os resultados são discutidos segundo o significado psicogenético
dos estágios.

Palavras-chave: psicogênese, noção de valor econômico, educação matemática, número.

46
 ESTUDO SOBRE AS FORMAS DO DISCURSO UTILIZADAS NA RESOLUÇÃO DE
PROBLEMAS MATEMÁTICOS
Célia Finck Brandt - brandt@bighost.com.br
Gabriela Teixeira Kluppel - gabrielakluppel@yahoo.com.br
Tânia Stella Bassoi - taniastella@ibest.com.br
Na presente pesquisa buscamos identificar as operações discursivas recorrentes pelos alunos
na resolução de problemas matemáticos. Procuramos identificar diferenças de discurso na
resolução de problemas segundo o grau de escolaridade e também a validade do ponto de vista de
argumentação matemática. Procuramos respostas para as perguntas: Que operações discursivas
são mais recorrentes pelos alunos na resolução de problemas matemáticos? Há diferenças de
discurso na resolução de problemas segundo o grau de escolaridade? O discurso utilizado na
resolução do problema matemático é válido do ponto de vista de argumentação matemática?
As reflexões analíticas foram fundamentadas na Teoria de Representações Semióticas segundo
Raymond Duval que se mostrou adequada para encontrar explicações sobre as diferentes formas
de resolver problemas e de validá-las do ponto de vista da argumentação matemática. Avançamos
com algumas análises e nos aproximamos de algumas respostas que puderam ser expostas neste
texto.

Palavras-chave: representações semióticas, resolução de problemas, operações discursivas.

LINGUAGEM COMUM, LÍNGUA DE SINAIS E LINGUAGEM MATEMÁTICA: POSSÍVEIS


IMPLICAÇÕES NA EDUCAÇÃO DE SURDOS
Clélia Maria Ignatius Nogueira - voclelia@gmail.com
Somente a partir da década de 1980 é que os estudos sobre os sistemas de numeração são tratados
sob um prisma linguístico, não estando ainda, absolutamente esgotados. Neste trabalho, buscamos
o entrelaçamento entre a linguagem comum e a linguagem matemática, fazendo uma releitura de
informações e de resultados de pesquisa anteriormente realizada acerca do processo de aquisição
de escrita numérica em crianças surdas mediado pela libras. Utilizamos como referenciais teóricos
alguns estudiosos da linguagem e os estudos sobre a construção da escrita numérica de crianças
ouvintes, finalizando com considerações acerca das implicações pedagógicas para a educação em
geral e a de surdos, em particular.

Palavras-chave: surdez, escrita numérica, linguagem comum.

47
Linha De Pesquisa 7
Filosofia Da Educação Matemática
NEM TUDO É TÃO CERTO COMO PARECE SER: A MATEMÁTICA FUZZY COMO
LINGUAGEM
Renato Francisco Merli - renatomerli@yahoo.com.br
Lourdes Maria Werle de Almeida - lourdes@uel.com.br
Nesse texto apresentamos um ensaio de articulação entre matemática fuzzy e Educação Matemática
utilizando como metodologia a revisão bibliográfica. Iniciamos com breves considerações
históricas sobre conjuntos fuzzy, a partir de textos de Kosko (1993). Com a finalidade de
ilustrar ideias e conceitos importantes na matemática fuzzy, apresentamos inicialmente, algumas
concepções fundamentais e exemplos ilustrativos. Com a perspectiva de trazer a discussão sobre a
importância da inclusão desta linguagem matemática para o âmbito escolar, enunciamos algumas
possíveis relações com a Educação Matemática. Com esta finalidade buscamos em Gottschalk
(2004/2008) e Vilela (2007) elementos dos estudos de Wittgenstein para pensar em “matemática
fuzzy” como um tipo de jogo de linguagem.

Palavras-chave: conjuntos fuzzy, linguagem, educação matemática.

Linha de pesquisa 9
Educação Matemática nas Séries Iniciais e Finais dos Ensinos
Fundamental e Médio
 UM EXEMPLO DA DIALÉTICA ENTRE OSTENSIVO E NÃO-OSTENSIVO: O ENSINO DE
GEOMETRIA COM O SOFTWARE GEOGEBRA
Luciano Ferreira
Rui Marcos De Oliveira Barros
Talita Secorun Dos Santos
Este artigo surgiu de duas atividades aplicadas a 13 alunos do 2° ano do Ensino Médio de um
Colégio Estadual na cidade de Maringá no Paraná, com objetivo de verificarmos a possibilidade
de aparecimento de conceitos não científicos (equivocados) advindos dos objetos ostensivos
mostrados na tela do computador ao usar o software Geogebra. Nossa intervenção tem como
fundamentação teórica a Teoria Antroplogica do Didático e a Dialética do policiamento ostensivo
e não-ostensivo. Mostraremos que o estudo de Geometria Euclidiana quando feito mediante o
uso de software dinâmico, como o Geogebra, pode ocasionar dúvidas a respeito de princípios
geométricos e até erros primários difíceis de serem cometidos.

Palavras-chave: educação matemática, geometria dinâmica, tad, geogebra.

48
UMA PROPOSTA DE ENSINO NA PERSPECTIVA DE LETRAMENTO ESTATÍSTICO PARA
ALUNOS DA 5ª SÉRIE DO ENSINO FUNDAMENTAL DE 8 ANOS
Marta Burda Schastai - martaschastai@gmail.com
Guataçara dos Santos Junior -ppgect-pg@utfpr.edu.br
Sani de Carvalho Rutz da Silva - sani@utfpr.edu.br
Este artigo tem como objetivo discutir a proposta de ensino na perspectiva de letramento estatístico,
a partir de uma atividade de pesquisa, tabulação e construção de tabela e gráfico desenvolvida
com 20 alunos da 5ª série do Ensino Fundamental de 8 anos, no período noturno, em uma escola
pública do município de Ponta Grossa – PR, no ano de 2010. Primeiramente discorre-se sobre a
etimologia, o conceito e a trajetória da Estatística, o ensino de Estatística no Ensino Fundamental
e a relevância da leitura e escrita a partir de gráficos e tabelas e, posteriormente, apresenta-se o
universo pesquisado, a descrição e a discussão dos resultados obtidos. Conclui-se que o ensino
na perspectiva de letramento estatístico contribui para o aluno desenvolver habilidades que
habilidades que o levam a questionar a realidade; fazer comparativos em diferentes situações
para uma mesma questão e, também, para a construção de significados.

Palavras chave: letramento, estatística, ensino.

ELABORAÇÃO DE UM CADERNO DE ATIVIDADES PARA A EDUCAÇÃO BÁSICA SOBRE


GEOMETRIAS NÃO-EUCLIDIANAS
Karolina Barone Ribeiro Da Silva
Este trabalho trata de uma pesquisa concluída, que teve como um dos objetivos a elaboração de um
caderno de atividades para a Educação Básica, contendo noções de geometrias não-euclidianas,
especificamente a geometria hiperbólica, a elíptica e a fractal. A inclusão do tema nas orientações
das Diretrizes Curriculares da Educação Básica do Estado do Paraná e a escassez de material
específico foram alguns dos motivos que levaram à pesquisa aqui relatada. São apresentadas
algumas das atividades propostas no caderno, desenvolvidas à luz das Diretrizes. Espera-se que
o material venha preencher a lacuna deixada pela carência de bibliografia sobre geometrias não-
euclidianas voltada para a Educação Básica.

Palavras chave: Educação Básica, Geometrias Não-Euclidianas.

49
AS QUATRO OPERAÇÕES ARITMÉTICAS: ENSINO E APRENDIZAGEM NUMA
PERSPECTIVA CONCEITUAL
Fernanda Fetzer - ferfetzer@gmail.com
Mary Ângela Teixeira Brandalise - marybrandalise@uol.com.br
O processo de aprendizagem das quatro operações aritméticas - adição, subtração, multiplicação e
divisão - no 6º ano do Ensino Fundamental é o objeto de estudo de uma investigação que integra
o Programa de Iniciação Científica-PIBIC, tendo a seguinte questão norteadora: há melhoria na
compreensão do aluno no que se refere às operações matemáticas elementares, quando ele é
considerado sujeito ativo no processo de ensino e aprendizagem? Para o desenvolvimento do
estudo foi escolhida a abordagem qualitativa, sob enfoque de pesquisa-ação, com os seguintes
procedimentos metodológicos: observação, registros escritos e grupo focal. A pesquisa é realizada
com uma turma de 6º ano de uma escola pública de um município paranaense e fundamenta-
se na engenharia didática. Almeja-se, ao final desta investigação contribuir para a melhoria da
compreensão dos alunos com relação às operações aritméticas, principalmente com base nas
estruturas conceituais referentes a elas.

Palavras-chave: educação matemática, engenharia didática, operações aritméticas.

PROPOSTAS CURRICULARES PARANAENSES DE MATEMÁTICA PARA A SEGUNDA


FASE DO ENSINO FUNDAMENTAL ELABORADAS ENTRE 1970 E 1990
Silvana Matucheski - silmatucheski@yahoo.com.br
Esta pesquisa de mestrado, em fase de desenvolvimento, tem como objetivo investigar parte da
história do ensino de Matemática do Estado do Paraná, no período de 1970 a 1990. Para alcançar
tal objetivo, estudou-se os textos curriculares paranaenses elaborados neste período e fez-se
entrevistas com algumas pessoas que trabalharam na elaboração dos referidos documentos. A
partir disso foi possível delinear algumas das formas como o contexto político, histórico e social
influenciou na elaboração destes documentos curriculares. No caso específico da Matemática, é
possível identificar influências do Movimento da Matemática Moderna.

Palavras-chave: educação matemática, história da educação matemática, ensino de matemática.

50
A INVESTIGAÇÃO MATEMÁTICA NO DESENVOLVIMENTO DO PENSAMENTO
ALGÉBRICO
Elisangela Cristina Perugini Mazaro - elisangelacpm@gmail.com
Magna Natalia Marin Pires - magnapires@yahoo.com.br
O Estado do Paraná elaborou um programa de formação continuada para professores da rede
pública, denominado PDE – Programa de Desenvolvimento Educacional, no qual o professor
elabora e aplica um projeto com vistas à melhoria na qualidade da educação. Neste trabalho,
para superar a aprendizagem mecânica e proporcionar um melhor entendimento da Matemática,
especificamente com relação à Álgebra, foram aplicadas atividades de Investigação Matemática
numa turma de quinta série com o objetivo de desenvolver o pensamento algébrico dos alunos,
preparando-os para uma futura apropriação da linguagem algébrica.

Palavras-chave: álgebra, pensamento algébrico, investigação matemática, educação matemática.

Linha de pesquisa 10
Educação Matemática no ensino superior
CONSIDERAÇÕES SOBRE A APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA EM RELAÇÃO AO
CÁLCULO DE ÁREA, POR MEIO DO CONTEÚDO DE “INTEGRAIS”
Adriana Helena Borssoi - adrianaborssoi@utfpr.edu.br
Reginaldo Fidelis - reginaldof@utfpr.edu.br
Lourdes Maria Werle de Almeida - lourdes.maria@sercomtel.com.br
As Engenharias possuem em sua grade curricular as disciplinas de Cálculo Integral e Diferencial
I e II, que trabalham de forma sistemática e conceitual o uso de Integrais; uma importante
aplicação deste conceito, sempre destacada, é no cálculo de áreas. De forma geral, para obter
uma maior precisão nos cálculos de área de secção transversal, utilizamos as Integrais. Assim,
procuramos neste trabalho, averiguar se os alunos relacionam de forma significativa o cálculo de
áreas por meio de integrais. Escolhemos como contexto de estudo uma atividade desenvolvida na
disciplina de Cálculo Numérico, disciplina oferecida em um momento do curso em que os alunos
já cursaram disciplinas de Cálculo Diferencial e Integral. Nesta investigação, de abordagem
qualitativa, foram analisadas produções escritas de um grupo de alunos e uma entrevista semi-
estruturada. Para finalizar, apresentamos algumas reflexões em relação à atividade desenvolvida,
à luz da Aprendizagem Significativa.

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Palavras-chave: ensino de matemática, aprendizagem significativa, integrais.

AS CONCEPÇÕES DE ENSINO E APRENDIZAGEM EM TESTES DE HIPÓTESES NO


DESENVOLVIMENTO DO PENSAMENTO INFERENCIAL
Claudinei Aparecido da Costa - claudineicosta@yahoo.com.br
Este artigo propõe a compreensão sobre a aquisição conceitual ou procedimental de conhecimentos
para a formação de competências em alunos de graduação utilizando Testes de Hipóteses.
Partiremos de pesquisas realizadas em outros países, confrontando com nossos resultados
obtidos numa instituição de nível superior, para o entendimento da formação do pensamento
necessário a competência em Estatística. O objetivo é o de inferir como os graduandos formulam
suas concepções e constroem os Testes de Hipóteses, a partir da observação, entrevistas e
acompanhamento de atividades realizadas na disciplina Estatística. Desta pesquisa, concluímos
que há uma relação entre o desempenho do aluno com o empenho do professor em elaborar
material contextualizado com a sua realidade profissional.

Palavras-chave: inferência - pensamento estatístico – teste de hipóteses.

52
Resumo dos Relatos de Experiência

LINHA DE PESQUISA 2
FORMAÇÃO DE PROFESSORES QUE ENSINAM MATEMÁTICA

MATERIAIS MANIPULÁVEIS NO ENSINO DE MATEMÁTICA E A FORMAÇÃO DE
PROFESSORES
Simone de Souza - simoneejordao@hotmail.com
Em um contexto educacional voltado para a aprendizagem significativa no qual os métodos
ativos proporcionam reflexões quanto a não aprendizagem da matemática, problematizamos a
utilização dos materiais manipuláveis com o objetivo de auxiliar na construção de uma visão
crítica sobre as aulas de matemática e, principalmente, sobre os conceitos e noções veiculados
pelo mau uso de determinados materiais. Partimos de uma experiência com acadêmicos do
segundo ano de Pedagogia, no qual registraram num questionário a importância que dão ao uso
de materiais manipuláveis, bem como, manusearam alguns materiais e planejaram por escrito
uma aula de matemática. No segundo momento, realizamos uma reflexão sobre cada material e
suas especificidades relacionando-os a aula planejada. Concluímos que é marcante a ideia de que
a manipulação de materiais motiva e conduz ao conceito matemático, bem como, identificou-se a
defasagem teórica amarrada às propostas de futuras práticas.

Palavras-chave: matemática; materiais manipuláveis; ensino.

AS GEOMETRIAS NÃO EUCLIDIANAS NO ENSINO BÁSICO: UMA EXPERIÊNCIA NA


FORMAÇÃO DE PROFESSORES
Bruno Kerber de Oliveira - brkerber@gmail.com
Diego Fogaça Carvalho - diegofcarva@yahoo.com.br
Ednei Leite de Araújo - edlear89@gmail.com
A partir de 2008, as Diretrizes Curriculares da Educação Básica do Paraná indicam noções
de Geometrias Não-Euclidianas (GNE) como conteúdos que devem ser abordados no Ensino
Fundamental e Médio. Porém, para que isso seja ensinado, é necessário que os docentes
compreendam o conteúdo e conheçam possíveis metodologias para o ensino, além de que os
livros didáticos contemplem essa temática. Pensando-se nisso, no início de 2011, ofertou-se um
minicurso a futuros e atuais professores de Matemática, com o objetivo de apresentar as GNE
e possíveis atividades a serem desenvolvidas em sala de aula. Aqui, neste trabalho, é relatada a
experiência desse minicurso, apresentando as atividades e discussões realizadas nos seis encontros.
Pode-se perceber que os participantes possuíam pouco conhecimento sobre as Geometrias Não-
Euclidianas e, assim, o minicurso instigou-os a buscarem outras fontes de informações sobre este
tipo de geometria.

Palavras-Chave: educação matemática; formação de professores; geometrias não-euclidianas.

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FUNÇÃO EXPONENCIAL – UMA EXPERIÊNCIA COM ALUNOS DA EDUCAÇÃO DE
JOVENS E ADULTOS
Jamile Naiara Strada Mendonça - jamile_naiara@hotmail.com.br
Loreni Aparecida Ferreira Baldini - loreni@ibest.com.br
Neste artigo relatamos alguns procedimentos, argumentos e algumas dificuldades dos alunos da
Educação de Jovens e Adultos que foram observadas durante a realização do Estágio de Regência,
no qual foi abordado o conteúdo de Função Exponencial. Para introduzi-lo utilizamos um jogo
denominado Torre de Hanói. Nesta experiência, são descritos os fatores e os conceitos matemáticos
envolvidos na aprendizagem deste conteúdo. Destacamos que as atividades realizadas durante
estágio foram na perspectiva das Tendências Metodológicas da Educação Matemática.

Palavras-chave: educação de jovens e adultos, torre de Hanói e educação matemática.


BLOCOS LÓGICOS: RELATO DE UM MINICURSO COM PROFESSORES EM FORMAÇÃO
INICIAL E CONTINUADA
Evelyn Rosana Cardoso - prof_evelyn@hotmail.com
Karla Aparecida Lovis - karlalovis@hotmail.com
Mariana Moran Barroso - marianamoranbar@hotmail.com
O relato descreve uma experiência com professores em formação inicial e continuada dos cursos
de Pedagogia e Matemática em uma Faculdade do Norte do Paraná. Os resultados dizem respeito
a um minicurso sobre Blocos Lógicos, oferecido para um grupo dezessete professores e dez
acadêmicos. Ao longo do relato expomos considerações teóricas e práticas sobre a utilização dos
Blocos Lógicos em sala de aula. Por fim, descrevermos atividades e resultados obtidos durante
a realização do minicurso. Percebemos no discurso dos professores que a questão do ensino
de formas geométricas com os blocos é constante; alguns professores evidenciaram em alguns
professores ficou evidente a dificuldade de desenvolver as atividades propostas, principalmente
pelas questões de lógicas envolvidas. Também observamos que alguns professores demonstraram
conhecer possibilidades de uso do material.

Palavras-chave: educação matemática, blocos lógicos, formação de professores.


MATEMÁTICA E ARTE NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES: RELATO DE EXPERIÊNCIA
Marcia Cristina Nagy Silva - marcianagy@yahoo.com.br
Andréa Haddad Barbosa - andrea.hbarbosa@hotmail.com
Márcia Cristina de Costa Trindade Cyrino - marciacyrino@uel.br
O presente artigo é um relato de experiência realizado com alunos do segundo ano de um curso de
Pedagogia de uma instituição de ensino superior de Londrina/PR. As professoras de Fundamentos
Metodológicos do Ensino da Matemática e de Artes Visuais desses alunos elaboraram e aplicaram
duas tarefas com a intenção de propiciar a eles alguma vivência interdisciplinar durante o curso
de formação inicial. Conforme proposto, os alunos produziram duas releituras da obra “Gato
Feliz”, de Romero Brito – uma delas incluindo as peças do tangram, construídas por eles, e a
outra, apenas com desenhos de polígonos. Verificou-se que os alunos tiveram a oportunidade
de relembrar ou aprender conceitos matemáticos, puderam utilizar elementos matemáticos na

54
constituição de uma imagem, além de vivenciar possíveis relações entre arte e matemática.
Trabalhos como esse podem colaborar na formação de professores ao contribuir para superação
de uma visão fragmentada das diferentes áreas do conhecimento.

Palavras-chave: formação de professores, matemática e arte, interdisciplinaridade.


LABORATÓRIO DE ENSINO DE MATEMÁTICA - HISTÓRICO E ATIVIDADES
Loreni Aparecida Ferreira Baldini - loreni@ibest.com.br
Marilda Trecenti Gomes - trecenti@sercomtel.com.br
O presente artigo aborda o processo de construção do Laboratório de Ensino de Matemática
(LEM-FAP) do Curso de Matemática com Ênfase em Informática da Faculdade de Apucarana
criado no ano de 2004 e parte das atividades desenvolvidas até o momento. Destaca também a
importância de uma IES que tem um curso de Licenciatura em Matemática ter ambiente adequado
para utilização de materiais didáticos manipuláveis, tanto para o processo de ensino como para
o processo de aprendizagem, que ficaram evidenciadas durante este tempo. O laboratório recebe
graduandos da instituição para atividades diversas como preparação de aulas de seus estágios;
professores e alunos da comunidade para cursos de capacitação; e ainda, alunos para a confecção
de material manipulável. Destaca-se também “visitas” do LEM-FAP ao outros estabelecimentos.

Palavras-chave: laboratório de ensino de matemática, materiais didáticos manipuláveis, educação


matemática.

O ESTÁGIO SUPERVISIONADO NA FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES: O


PRIMEIRO CONTATO COM A REALIDADE ESCOLAR
Carla Melli Tambarussi - carlinha_melli@hotmail.com
Franciele Taís de Oliveira - francieleoliveiira@gmail.com
Francieli Cristina Agostinetto Antunes - francieliantunes@gmail.com
O trabalho tem como objetivo contribuir com reflexões sobre o papel do Estágio Supervisionado
na formação inicial de professores de matemática, além de apresentá-lo, não somente como
componente curricular, mas também como campo de conhecimento. Apresenta-se, ainda, a
estrutura e o funcionamento das disciplinas de Estágio do Curso de Licenciatura em Matemática
da Universidade Estadual do Oeste do Paraná – Unioeste / Campus de Cascavel. A partir das
experiências vivenciadas durante o período de estágio foi possível perceber a importância de
assumir uma postura não somente crítica, mas também reflexiva da nossa própria prática diante
da realidade escolar. Ressaltamos que a decisão de escrever sobre este assunto se deu devido ao
impacto positivo que o Estágio representou em nossa formação.

Palavras-chave: estágio supervisionado, formação inicial de professores, prática pedagógica.

55
PRÓ-MATEMÁTICA NA FORMAÇÃO DO PROFESSOR: A PRODUÇÃO ESCRITA COMO
FONTE DE INFORMAÇÕES PARA APRENDIZAGEM
Rodrigo Camarinho de Oliveira - rodrigo_camarinho@terra.com.br
Vinícius Alfredo Bassetto Hirano - v_hirano@hotmail.com
Edilaine Regina dos Santos - edilaine.santos@yahoo.com.br
Pamela Emanueli Alves Ferreira - pamelauel@gmail.com
Neste trabalho apresentamos uma parte do que foi discutido durante alguns encontros do Pró-
Matemática, projeto de extensão que visa a formação inicial e continuada de professores, a respeito
da resolução de uma questão de matemática. Essas discussões proporcionaram momentos de
reflexão sobre as várias maneiras de resolver uma questão de matemática, como os alunos lidariam
com essa questão e como encaminhar suas possíveis resoluções. Esse trabalho possibilitou aos
professores refletir também sobre as dificuldades em expressar as ideias envolvidas em uma
resolução, assim, agora, buscar-se-á olhar para os registros escritos dos estudantes, com vistas
à atribuir caráter qualitativo aos processos de ensino (sua própria prática como professor) e de
aprendizagem (à formação dos seus alunos).

Palavras-chave: educação matemática, formação de professores, resolução de problemas.


A IMPORTÂNCIA DO PROJETO PIBID NA ESCOLA E A FUNÇÃO DO PROFESSOR
SUPERVISOR NO SEU DESENVOLVIMENTO
Arleni Elise Sella Langer - arlenisella@hotmail.com.
Maria Julia de Carvalho - mjkarvalho@uol.com.br
Este artigo apresenta um relato de experiência relacionado ao projeto PIBID (Programa
Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência) promovido pela CAPES (Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) e pela UNIOESTE (Universidade Estadual do
Oeste do Paraná) desenvolvido em uma escola estadual no município de Cascavel-Pr, pretende
discutir o papel do professor supervisor na escola e visa expor parte dos desafios encontrados
no desenvolvimento do projeto, trata sobre as principais dificuldades encontradas, os pontos
positivos, os pontos negativos detectados, a gestão das tensões e conflitos, refletindo sobre
algumas hipóteses do porque algumas situações ocorreram, procurando buscar alternativas ao
que se apresenta e relata situações vivenciadas no decorrer do ano de dois mil e dez.

Palavras-Chave: não disponibilizado pelo autor.

56
UM PROJETO DE FORMAÇÃO CONTINUADA: ESPAÇO DE REFLEXÕES E CRESCIMENTO
PROFISSIONAL
José Roberto Costa - jrc@unicentro.br
Doroteya Gavanski - doroteyagavanski@yahoo.com.br
Este artigo apresenta os resultados obtidos com o desenvolvimento de um projeto de extensão. Na
perspectiva de valorizar a formação continuada, objetivou-se dar suporte à prática do professor
por meio da atualização e aprofundamento de conteúdos matemáticos, mediados por estratégias
didáticas e sugestões metodológicas do manual do professor. A apresentação dos temas
matemáticos relativos aos anos finais do ensino fundamental deu-se na forma de minicursos para
professores de Matemática da rede pública de ensino das regiões de Guarapuava, Laranjeiras do
Sul e Pitanga. Os professores foram desafiados a desenvolverem intervenções no contexto de seu
desempenho profissional, aplicando os conhecimentos adquiridos nos encontros. Os resultados
foram considerados satisfatórios e, segundo os professores participantes dos minicursos, as práticas
desenvolvidas contribuíram com reflexões de como potencializar as sugestões apresentadas, a fim
de tornar as aulas mais atraentes e dinâmicas.

Palavras-chave: formação continuada; manual do professor; estratégia didática.

Linha de pesquisa 3
Modelagem Matemática

O USO DE VÍDEOS COMO INSTRUMENTO PEDAGÓGICO DE APOIO ÀS ATIVIDADES
DE MODELAGEM MATEMÁTICA
Valdinei Cezar Cardoso - v13dinei@gmail.com
Margarida Kimie Watanabe - margaridakimie@brturbo.com.br
Lilian Akemi Kato - lilianakato@hotmail.com
Este trabalho apresenta alguns resultados de uma pesquisa, com abordagem qualitativa e
quantitativa, realizada com 19 alunos do nono ano do Ensino Fundamental, em uma escola
particular da cidade de Goioerê-Pr, no ano de 2011. Nosso objetivo foi investigar algumas das
potencialidades da utilização de vídeos educativos, como instrumento de apoio às atividades
de Modelagem Matemática, com vistas à atribuição de significados envolvidos no conceito
matemático de função afim. Pautados na Teoria da Aprendizagem Significativa de David Ausubel,
buscamos algumas situações potencialmente significativas para o aprendizado do conceito de
função afim. Os resultados preliminares, encontrados, apontam que os alunos que participaram
das aulas mediadas pela utilização de vídeos construíram modelos matemáticos partindo das
informações apresentadas nos vídeos, isso pode sinalizar para pesquisas futuras que possam
esclarecer a relação entre a Modelagem Matemática e a utilização de vídeos educativos.

Palavras-chave: modelagem matemática, aprendizagem significativa, vídeo.

57
MODELAGEM MATEMÁTICA: UMA EXPERIÊNCIA NO CURSO DE FORMAÇÃO DE
PROFESSORES PARA AS SÉRIES INICIAIS DE ESCOLARIZAÇÃO
Josiéle Maria Daneliu - jodaneliu@gmail.com
Eliane Márcia Mudrei - lylyka_18@hotmail.com
Leoni Malinoski Fillos - leonimfillos@hotmail.com
Este artigo relata uma experiência com Modelagem Matemática, realizada numa turma do Curso
de Formação de Docentes para a Educação Infantil e Séries Iniciais do Ensino Fundamental. O
objetivo do estudo foi investigar possíveis contribuições que atividades organizadas na perspectiva
da Modelagem Matemática podem oferecer na formação inicial de futuros professores das séries
iniciais. O referencial teórico enfatiza a necessidade da incorporação de diferenciadas alternativas
metodológicas no ensino e aprendizagem da Matemática e a importância da Modelagem
Matemática no estabelecimento de vínculos entre os conteúdos matemáticos e o cotidiano. O
tema trabalhado nas aulas foi especialmente o cálculo de áreas a partir de uma problemática
envolvendo a reforma de uma cozinha. Foi possível perceber, por meio desta experiência,
motivação das alunas para o aprendizado dos conteúdos e mudanças na concepção de ensino da
Matemática das futuras professoras.

Palavras-chaves: educação matemática, modelagem matemática, reforma de uma cozinha.

UMA NOTA SOBRE MODELAGEM MATEMÁTICA NO ENSINO DE MATEMÁTICA


Angela Mognon - amognon@utfpr.edu.br
Sônia Artero Fracassi - saf2005@seed.pr.gov.br
Doherty Andrade - doherty@uem.br
A modelagem matemática é um conjunto de procedimentos que tem por objetivo “construir um
paralelo para tentar explicar, matematicamente, os fenômenos presentes no cotidiano do ser
humano, ajudando-o a fazer predições e a tomar decisões” Burak (1992, pg.62). No presente
trabalho discutimos a utilização da modelagem no ensino de sistemas de equações lineares. Com
objetivo de relacionar a realidade dos alunos com o conteúdo estudado, por meio de pesquisas
realizadas por eles buscaram-se situações reais vividas na região, onde se localiza a escola. Tais
situações foram selecionadas e com a orientação da professora foram modeladas com base nas
informações obtidas. Descrevemos uma experiência em sala de aula com sistemas de equações
lineares e apresentamos outras situações relacionadas. Observamos que os alunos perceberam que
muitas situações do seu cotidiano podem ser representadas por meio de um modelo matemático,
que permitem predições e auxiliam nas tomadas de decisões.

Palavras-chave: educação matemática; modelagem matemática; sistemas de equações lineares.

58
O TABAGISMO: UMA ABORDAGEM POR MEIO DA MODELAGEM MATEMÁTICA
Vanderlei Lavaqui - vlavaqui@yahoo.com.br
Edilza Martins da Silva - edilza_martins@hotmail.com
Valdicléia Preti - valdicleiapreti@yahoo.com.br
Neste trabalho, abordamos uma ação educativa que envolve o conteúdo matemático funções
por meio da utilização da Modelagem Matemática a partir de uma questão de saúde pública: o
tabagismo. Inicialmente, discorre-se sobre a Modelagem Matemática e suas características no
processo de ensino e de aprendizagem da matemática escolar e, posteriormente, apresenta-se as
etapas da Modelagem Matemática descrito a partir do referencial teórico de Biembengut e Hein
(2005). Objetivou-se desenvolver um modelo matemático voltado para a Educação Básica que
permitisse explicar a situação problema, levantada a partir do tema, e que pudesse ser utilizada em
sala de aula. Os resultados obtidos mostram que é possível desenvolver uma atividade de ensino
a partir da Modelagem Matemática como estratégia de ensino, possibilitando ao aluno utilizar-se
da matemática como instrumento na resolução de problemas originários da realidade.

Palavras-chave: modelagem matemática, ensino de matemática, tabagismo.


MODELAGEM MATEMÁTICA EMPREGADA NA OBTENÇÃO DE ALTURAS
INACESSÍVEIS: RELATO DE TAREFA APLICADA AOS ALUNOS DO ENSINO MÉDIO
Diego Fogaça Carvalho - diegofcarva@yahoo.com.br
Tatyane Késia de Rocco Laverde - tatykesia@hotmail.com
Fabio Alexandre Borges - phablemga@hotmail.com
Neste trabalho, objetiva-se relatar a aplicação de uma tarefa desenvolvida com estudantes
convidados do segundo ano do Ensino Médio de uma escola pública localizada na região Centro-
Oeste do estado do Paraná. A tarefa consistiu em uma situação de Modelagem Matemática no
ensino, segundo a perspectiva apresentada por Barbosa (2001) e (2004) e Almeida e Dias (2004),
na qual os convidados são mobilizados a escolher qualquer objeto com altura inacessível na
escola e determinar a sua altura, usando ou não o kit de sobrevivência entregue no início da
tarefa. Diante das conclusões por eles apresentadas, apresentou-se, por meio da problematização,
a trigonometria presente no triângulo retângulo, focando-se, principalmente, na definição
da tangente, a qual poderia ser utilizada como um dos métodos para se determinar alturas
inacessíveis. Ao término, os alunos descreveram as suas considerações acerca da realização da
tarefa, mostrando terem construído reais significados matemáticos.

Palavras-chave: educação matemática, modelagem matemática, trigonometria

59
CONTRIBUIÇÕES DA MODELAGEM MATEMÁTICA NO ENSINO E APRENDIZAGEM DE
FUNÇÕES
Denise Fabiana Figueiredo - denise-fab@hotmail.com
Rosana Viomar de Lima - rosanalima@unicentro.br
Lilian Akemi Kato - lilianakato@hotmail.com
O objetivo desse trabalho foi investigar as dificuldades apresentadas pelos professores
relacionadas ao conceito de função, com base no estudo realizado por Zuffi (1999), e as possíveis
contribuições da Modelagem Matemática na superação dessas dificuldades. Para isso, foi aplicado
um questionário investigativo sobre o tema função a um grupo de professores de matemática do
ensino básico, num curso de extensão do qual estavam participando. Com base nas respostas
dos professores ao questionário, desenvolvemos uma atividade de Modelagem Matemática com
o tema “O índice de motorização no Estado do Paraná”. Os resultados desse trabalho indicam
que a atividade de Modelagem Matemática possibilita o desencadeamento de diversos aspectos
envolvidos no conceito de função, o que permite uma articulação entre o conceito formal,
matemático, e as diversas situações pelas quais esse conceito é requerido, bem como as diferentes
formas de representação e compreensão desse conceito.

Palavras-Chave: ensino de função, dificuldades, modelagem matemática.

Linha de pesquisa 4
Educação Matemática: novas tecnologias e educação à
distância

USO DO SOFTWARE EDUCATIVO GEOGEBRA: RECURSO INOVADOR NAS AULAS DE
MATEMÁTICA DA EDUCAÇÃO BÁSICA
Renato Fiorin - renato.fiorin@gmail.com
Adriano Vitor - profadrianovitor@gmail.com
Esse artigo aborda a capacitação de professores oportunizada por um curso de extensão em
parceria com a Faculdade Estadual de Ciências e Letras de Campo Mourão – FECILCAM. O
curso em questão envolveu o programa GeoGebra, que se encontra instalado nos laboratórios
de informática em todas as escolas estaduais do Paraná. A metodologia adotada teve como base
a pesquisa qualitativa. Evidenciou-se que se o recurso GeoGebra não for explorado, tende a
ficar ocioso e por conta disto a proposta foi capacitar professores para que o conhecimento seja
melhor apropriado pelos alunos, uma vez que se trata de um programa de geometria e funções,
o qual envolve conteúdos bastante discutidos nas aulas de matemática da educação básica. Com
a aplicação do projeto foi constatado a necessidade permanente da formação de professores
para as atividades que envolvem o recurso tecnológico, uma vez que alguns docentes oferecem
resistência a trabalhar com mídias por serem inseguros no domínio das mesmas e sentirem que
precisam aprender mais e, em contrapartida os alunos ainda não incorporam as tecnologias de
informação e comunicação (TICs) como aliadas no processo de aprendizagem. Por conta disso
a finalidade é oportunizar aulas contextualizadas e mais criativas aos professores de Matemática
da educação básica com o auxílio de uma ferramenta que potencialize a aprendizagem dos
conteúdos, o software GeoGebra.

Palavras-chave: formação de professores, recursos midiáticos, software geogebra.

60
EDUCAÇÃO MATEMÁTICA E INFORMÁTICA: UMA PROPOSTA DA UTILIZAÇÃO DO
GEOGEBRA NAS AULAS DE MATEMÁTICA DO ENSINO MÉDIO
Cássia Regina Iwahara - iwahara_cassia@hotmail.com
Danielli Carrião Canhan Ferreira - daniellicarriao@gmail.com
Rui Marcos de Oliveira Barros - rmobarros@uem.br
Este trabalho teve por objetivo mostrar a um grupo de alunos do primeiro ano do Ensino
Médio de uma Escola Particular do Município de Campo Mourão – PR, o conceito de ângulos
na circunferência, utilizando-se de um software de geometria dinâmica – Geogebra. Para isto,
foram propostas algumas atividades no laboratório de informática, o que criou um ambiente de
aprendizagem diferente do que estavam habituados, no qual puderam realizar conjecturas, análises
e perceber a relação existente entre ângulo inscrito e ângulo central. Sendo assim, acreditamos
que o uso do Geogebra foi um incentivo para a aprendizagem dos alunos, pois as atividades
estimularam o estudo e o gosto pela matemática.

Palavras-chave: educação matemática, tecnologia, geogebra


INCORPORAÇÃO DE NOVAS TECNOLOGIAS NA EDUCAÇÃO WEBQUEST
Beatriz Rudek - b.yarudek2010@hotmail.com
Franciele Moro Toledo - francimorot@yahoo.com.br
Este trabalho trata-se de um relato de experiência desenvolvido no Projeto Institucional de Bolsa
de Iniciação à Docência do curso de Matemática da Universidade Estadual do Centro-Oeste –
UNICENTRO. O mesmo consistiu na aplicação de uma ferramenta metodológica de pesquisa
na internet - a Webquest (WQ) - para abordar operações com números inteiros numa turma de
7ºano, numa escola do município de Guarapuava. O objetivo deste relato é expor as atividades
realizadas em sala de aula, as dificuldades e as vantagens na aplicação da WQ. Este trabalho
baseou-se no método empírico-analítico, ou seja, realizamos as atividades com os alunos em uma
sala de informática da escola e observamos que por mais interessados que os alunos estivessem
por realizar uma atividade diversificada houve uma dispersão por se tratar de uma ferramenta de
pesquisa na internet. Alem disso, a utilização da WQ, nos permitiu como futuros professores,
prever problemas que poderão ocorrer quando formos para a sala de aula.

Palavras-chave: Webquest, recursos midiáticos, educação matemática.

61
INVESTIGAÇÕES MATEMÁTICAS EM SALA DE AULA COM O GEOGEBRA
Carmem Lucia Dionisio Rocha Navasconi - kalu-navasconi@hotmail.com
Wellington Hermann - eitohermann@gmail.com
Neste trabalho relatamos o primeiro contato de professores de matemática da rede estadual
de ensino do estado do Paraná que participaram de um curso de extensão sobre Investigações
Matemáticas (IM) em sala de aula com esta tendência. A proposta do curso era o desenvolvimento
e realização de tarefas investigativas tendo como ferramenta para investigação o software
GeoGebra. Após o curso foi proposto aos professores cursistas que desenvolvessem atividades
investigativas em suas respectivas salas de aula e que apresentassem relatos das observações
sobre o desenvolvimento desta tarefa. Assim, os dados coletados por meio da observação e de
questionários nos proporcionaram reflexões a respeito do uso de tarefas exploratório-investigativas
em sala de aula, as quais compartilhamos neste relato.

Palavras-chave: educação matemática, investigações matemáticas, geogebra.

A UTILIZAÇÃO DO SOFTWARE GEOGEBRA NA FORMAÇÃO DE FUTUROS


EDUCADORES DE MATEMÁTICA
Suelem Daiane Ferreira - suelemferreira2006@yahoo.com.br
Julhane A. Thomas Schulz - julhane.schulz@bento.ifrs.edu.br
Neste trabalho, utilizamos o software GeoGebra como ferramenta para o ensino de Geometria
Plana para professores em formação inicial do curso de Licenciatura em Matemática do Instituto
Federal do Rio Grande do Sul e bolsistas do PET Matemática do IFRS. As atividades propostas
neste trabalho foram aplicadas na disciplina de Geometria Plana, com o objetivo de mostrar
como os recursos tecnológicos podem ser incluídos em sala de aula como ferramenta de ensino,
contemplando uma aprendizagem significativa, dinâmica e com qualidade.

Palavras-chave: software geogebra, formação de professores, geometria plana.

O USO DA CALCULADORA NOS ANOS FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL E NO


ENSINO MÉDIO
Aline Kieskoski - alinekieskoski@hotmail.com
Jacqueline Gabriela Cantú - jacquecantu15@hotmail.com
Marizete Laufer - marylaufer@hotmail.com
Francieli Agostinetto Antunes - francieliantunes@gmail.com
Nesse trabalho propusemos uma discussão sobre o uso de mídias tecnológicas em sala de aula,
em especial o uso da calculadora como um recurso didático, apresentando aspectos favoráveis
e desfavoráveis mencionados pelos professores entrevistados. Para esse estudo nos detemos
a dois colégios estaduais que ofertam os anos finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio,
localizados na cidade de Cascavel – PR. Esses colégios foram escolhidos por apresentarem
diferentes realidades socioculturais e também por sermos bolsistas do projeto PIBID nos dois
locais. Entrevistamos 11 professores de matemática que atuam nesses colégios, questionando-os
sobre a utilização da calculadora desde os cursos de formação inicial que frequentaram até as

62
aulas ministradas por eles atualmente.

Palavras-chave: calculadora, anos finais do ensino fundamental e ensino médio, professores.


BLOG EM SALA DE AULA: UMA EXPERIÊNCIA NO ENSINO DA MATEMÁTICA


Ana Paula Brizola - aninhabrizola_@hotmail.com
Lincoln Calixto da Silva Jr. - calixtodasilvajr@hotmail.com
O presente trabalho relata uma experiência pedagógica, que foi realizada no curso de Licenciatura
em Matemática da Universidade Estadual do Centro-Oeste (UNICENTRO), no Programa
Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), com os alunos da 5ª série de um colégio
estadual da cidade. Tal experiência teve como objetivo trazer o blog para dentro da sala de aula,
e assim criar mais dinamismo para a realização e apresentação de trabalhos, facilitar o dia-a-dia
de professores e estudantes que têm no ambiente virtual uma espécie de arquivo de documentos,
além de aproximar os alunos. Criamos um ambiente de discussão, de ideias e opiniões assíncronas,
ou seja, sem a necessidade de que todos os envolvidos estejam presentes no mesmo horário.
Dessa maneira, nossas intenções ao vivenciar esta experiência alinham-se ao desejo de produzir
novos sentidos para as situações vividas, potencializar diferentes formas de pensamento e gerar
possibilidades pedagógicas para as tecnologias da informação e comunicação em sala.

Palavras-chave: blog, ensino, matemática.

A PLANIFICAÇÃO DE POLIEDROS DE PLATÃO COM O USO DE UM SOFTWARE


EDUCACIONAL
Elvis Márcio Barbosa - elvis@portaldoprofessor.unesp.br
Raquel Gomes de Oliveira - raqueloliveira@fct.unesp.br
O objetivo deste relato é apresentar os resultados de um plano de aula de Matemática, que utilizou
um software educacional para simular a planificação dos Poliedros de Platão. Nesse sentido, foi
dada ao aluno a oportunidade de refletir sobre as planificações dos Poliedros e suas características,
por meio do registro e organização de dados em um roteiro a fim de realizar inferências. Essa
dinâmica permitiu a formalização de um conceito matemático, a partir de caminhos indutivos
marcados pela investigação de informações quanto aos conceitos geométricos trabalhados. Como
resultado, ressaltamos a participação dos alunos, por meio de intervenções e questionamentos
que permitiram ao professor mediar concepções prévias dos mesmos em relação à compreensão
sistematizada dos conceitos de aresta, face e vértice. Os resultados mostraram que um recurso
digital unido a pressupostos e a ações que compõem uma atividade de investigação matemática é
potencializador de efetivas mediações docentesPalavras - chave: Software Educacional; Ensino e
Aprendizagem de Matemática; Currículo de Matemática.

Palavras-chave: não fornecido pelo autor.

63
A ÁLGEBRA PRESENTE NA ANÁLISE DA ETAPA TAREFAS DE UMA WEBQUEST
Gílian Cristina Barros - giliancris@gmail.com
Suely Scherer - susche@gmail.com
Os questionamentos que pautaram a pesquisa desenvolvida referem-se a etapa tarefas de uma
WebQuest de Álgebra selecionada para análise: “A etapa tarefas da WebQuest leva: ao pensar
algebricamente? a construção de regularidades? a constituição relações entre as grandezas?
a expressão das ideias em linguagem algébrica durante a resolução de problemas?”. Sendo a
WebQuest uma metodologia de pesquisa realizada na e para a internet, buscou-se analisar
apenas uma de suas etapas. A construção teórica da Álgebra se estabelece a partir de Lins e
Gimenez (1997), Usiskin (1995), Lee (2001) e Fiorentini e Miorim (1993). Dentre os resultados
e as conclusões descritas na análise, que são pautadas nos questionamentos já apresentados,
destacamos que a WebQuest analisada foi criada com o intuito não apenas de utilizar mais um
recurso da internet, mas com a intenção de romper com a visão da matemática desfocada da
realidade e das necessidades concretas.

Palavras-chave: matemática, álgebra, webquest.


FUNÇÃO POLINOMIAL POR MEIO DA TEORIA DAS SITUAÇÕES DIDÁTICAS: UMA
EXPERIÊNCIA COM O CABRI GÉOMÈTRE
Juliana Aparecida Alves da Costa - julian.mat@homail.com
Adriana Quimentão Passos - adrianaqpassos@gmail.com
O presente trabalho consiste no relato de uma experiência envolvendo a Teoria das Situações
Didáticas e as Tecnologias de Informação e Comunicação. A Teoria das Situações Didáticas foi
desenvolvida por Brousseau, em 1986, na França. Nela, existem conceitos essenciais, como:
contrato didático, situações didáticas, situações a-didáticas e transposição didática, os quais são
comentados brevemente. Na sequência, apresenta-se um estudo sobre a Informática na Educação
e o Software de Geometria Dinâmica, sendo o primeiro um estudo do uso da tecnologia no
ambiente educacional e o segundo a inserção da informática na escola. Em seguida relatam-se
os procedimentos desenvolvidos pelos alunos durante a realização de uma atividade na aula de
matemática, assim como os questionamentos levantados por eles. Para finalizar este trabalho,
faz-se uma reflexão em torno da teoria das Situações Didáticas e das Tecnologias de Informação
e Comunicação com base no relato da experiência.

Palavras-chaves: educação matemática, teoria das situações didáticas, tecnologias de informação


e comunicação.

64
AS POSSIBILIDADES DE ABORDAGENS DO CICLO TRIGONOMÉTRICO E DISCUSSÃO
DAS FUNÇÕES TRIGONOMÉTRICAS POR MEIO DA MÍDIA INFORMÁTICA SOFTWARE
GEOGEBRA.
Donizete Gonçalves da Cruz - donizetegcruz1@gmail.com
Relato um trabalho realizado no Núcleo Regional da Educação de Curitiba - NREC com
professores (as) de Matemática no segundo semestre do ano de 2009. Foram minicursos
realizados sobre conceitos do ciclo trigonométrico e as funções trigonométricas por meio do
software geogebra. Foi utilizado a sala do Paraná digital e, também, a TV laranja. Teve como
objetivo apresentar aos professores (as) possibilidades de abordagens do ciclo trigonométrico e
das funções trigonométricas no ambiente computacional com uma metodologia que se diferencia
da tradicional abordagem por meio do quadro negro e giz. Parti do pressuposto que os recursos
tecnológicos são ferramentas e a base teórica foi e são os estudos sistematizados que amparam o
uso das mídias tecnológicas no campo da educação matemática. Concluí que os resultados foram
satisfatórios e, por meio de contatos com professores, vejo que muitos trabalham com as idéias
apresentadas nos minicursos em questão.

Palavras-chave: software geogebra, educação matemática, ciclo trigonométrico e funções


trigonométricas.


MATEMÁTICA E NOVAS TECNOLOGIAS: O USO DE UM SOFTWARE LIVRE EM UMA
INVESTIGAÇÃO COM TRIÂNGULOS
Arleni Elise Sella Langer - arlenisella@hotmail.com
Paulo Wichnoski - msn.paulo.mat@hotmail.com
Yin Lung Chen - eightpairs@livemail.tw
A falta de compreensão de alguns princípios fundamentais da matemática é uma realidade que
vem sendo enfrentada atualmente. A maioria dos alunos apresenta dificuldades de abstração
dos conceitos bem como a rejeição pela disciplina. Tais dificuldades podem ser minimizadas
utilizando-se de experimentos virtuais com o auxílio de softwares. Neste artigo é apresentado um
relato de experiência escrito por alunos da UNIOESTE, Campus Cascavel, participantes do PIBID
– Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência. A experiência resulta da aplicação de
uma atividade desenvolvida com alunos do segundo ano do ensino médio do Colégio Marilis
Faria Pirotelli, localizado na cidade de Cascavel. Para tal foi utilizado o software GeoGebra
para abordar conceitos de geometria plana, particularmente a soma dos ângulos internos de um
triângulo. Os dados obtidos revelam que a iniciativa foi bem recebida pelos estudantes que se
mostraram animados e motivados pelo uso de programas computacionais como ferramenta de
ensino embora algumas dificuldades tenham sido encontradas.

Palavras-chave: não disponibilizado pelo autor.

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Linha de pesquisa 5
Avaliação em Educação Matemática

UM ESTUDO DA PRODUÇÃO ESCRITA: INFORMAÇÕES OBTIDAS EM UMA QUESTÃO
DISCURSIVA DE MATEMÁTICA
Edilaine Regina dos Santos - edilaine.santos@yaho.com.br
Osmar Pedrochi Junior - ojpedrochi@yahoo.com.br
Rodrigo Camarinho de Oliveira - rodrigo_camarinho@terra.com.br
Regina Luzia Corio de Buriasco - reginaburiasco@hasner.com.br
Neste trabalho, apresentamos um estudo da produção escrita de ingressantes em um curso de
especialização em Educação Matemática, com o objetivo de compreender como estes lidam com
questões abertas de matemática em situações de avaliação. O estudo permitiu obter informações
a respeito da interpretação que fizeram do enunciado, das estratégias que utilizaram para resolvê-
la. Além disso, permitiu identificar que apenas algumas das informações contidas nos enunciados
foram levadas em consideração para resolução da questão.

Palavras-chave: educação matemática, avaliação da aprendizagem escolar, análise da produção


escrita em matemática.


ANÁLISE DE RESPOSTAS DE QUESTÕES ABERTAS SOBRE O CONTEÚDO DE FUNÇÕES
AFIM NO 1º ANO DO ENSINO MÉDIO
Paula Patrícia Ferreira - paullapatricia@hotmail.com
Wellington Hermann - eitohermann@gmail.com
O presente trabalho teve como principal objetivo analisar a produção escrita dos alunos na
disciplina de matemática, envolvendo questões abertas sobre o conteúdo de função afim, em
situação de avaliação. Para atingir o nosso objetivo trabalhamos com alunos do primeiro ano do
Ensino Médio de uma escola da rede Estadual do município de Campo Mourão - PR. Elaboramos
uma prova contendo duas questões abertas envolvendo o conteúdo de função afim e, após a
resolução pelos alunos, fizemos uma análise da produção escrita. Para isso separamos as provas
que apresentaram respostas parecidas em categorias.

Palavras-chave: educação matemática, avaliação, análise da produção escrita.

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ENTRA EM CENA UM NOVO SABER ESCOLAR: O ERRO
André Gustavo Oliveira da Silva - andregutoiap@yahoo.com.br
Rosana Salvi - salvi@uel.br
Meire dos Reis Oliveira - meirereis2004@yahoo.com.br
Neste artigo discutimos a possibilidade de aproveitar o erro cometido pelos estudantes em provas
escritas de matemática para deflagrar situações de aprendizagem do conteúdo matemático. Na
perspectiva de explorar o erro como recurso didático para aprendizagem oportunizamos aos
estudantes uma atividade proposta imediatamente após a entrega do resultado da prova escrita
a fim de pensarem sobre os erros cometidos e a (re) construírem seu conhecimento do conteúdo
matemático por meio do preenchimento do relatório de reflexão sobre os erros e aplicarem os
conhecimentos obtidos em situações análogas. Apresentamos alguns resultados desta investigação
desenvolvida com uma turma do nono ano do Ensino Fundamental no ano de 2011. Os resultados
preliminares nos permitem inferir que pode ser frutífero investir no erro e inseri-lo como recurso
pedagógico para o aprendizado do conteúdo matemático.

Palavras-chave: erro, relatório de reflexão sobre os erros, aprendizagem.

Linha de pesquisa 6
Processos Cognitivos e Linguísticos em Educação
Matemática

A LINGUAGEM E A COMUNICAÇÃO NO ENSINO DAS FRAÇÕES


Adan Santos Martens - adan-m18@hotmail.com
Vilma Rinaldi Bisconsini- vrinaldi@seed.pr.gov.br
Este trabalho relata uma experiência realizada pela observação de sala de aula de matemática.
Busca entendimento e fundamentos sobre como acontece a comunicação no ensino de frações.
Inicialmente faz uma revisão bibliográfica sobre a importância da comunicação clara e objetiva
como forma para tornar esse conteúdo melhor compreendido. Defende a situações-problema e o
uso de recursos didáticos como estratégias de ensino e aprendizagem dos números fracionários.
Traz o relato de experiência de alguns momentos de observação de aulas de matemática em
que foram abordadas as operações com frações e em outros momentos de observação durante
o estágio de coparticipação. Por fim, descreve e analisa brevemente a linguagem adotada em
sala e sua interferência na aprendizagem, sendo que esta pode ser uma das principais causas das
dificuldades enfrentadas por professores e por alunos no trabalho com esse conteúdo.

Palavras-chave: linguagem, comunicação, matemática, ensino.

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CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO EM UMA TAREFA DE ÁLGEBRA – O PROBLEMA
“DOS ARMÁRIOS”
Pamela Emanueli Alves Ferreira - pamelauel@gmail.com
Marcele Tavares Mendes - marceletavares@yahoo.com.br
Magna Natalia Marin Pires - magna.pires@yahoo.com.br
Rodolfo Eduardo Vertuan - rodolfovertuan@yahoo.com.br
Karina Alessandra Pessôa da Silva - karinapessoa@gmail.com
O presente trabalho é um resultado de discussões realizadas na disciplina “Tópicos especiais
em Educação Matemática: Educação Matemática e Construção do Conhecimento” para alunos
de doutorado do curso de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Educação Matemática da
Universidade Estadual de Londrina. O objetivo deste trabalho é apresentar uma reflexão sobre uma
tarefa de Matemática realizada em sala de aula, no que diz respeito à aprendizagem dos conceitos
matemáticos envolvidos, à luz do conceito de “Contextualização e Descontextualização”. A tarefa
matemática utilizada como objeto de estudo e reflexão contempla conceitos de números inteiros
positivos, divisores de um número, números primos e números pares e ímpares – é o caso do
“problema dos armários”.

Palavras-chave: educação matemática, álgebra escolar, contextualização.

Linha de pesquisa 9
Educação Matemática nas Séries Iniciais e Finais dos Ensinos
Fundamental e Médio 

CONTRIBUIÇÕES DA RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS PARA O ENSINO DA GEOMETRIA


Ana Cristina Schirlo - acschirlo@gmail.com
Sani de Carvalho Rutz da Silva - sani@utfpr.edu.br
Este trabalho objetiva analisar as contribuições da Resolução de Problemas para o processo
de ensino de Geometria nos dias atuais. Para tanto, optou-se por realizar uma experiência de
abordagem qualitativa, por meio de aulas práticas e entrevistas com alunos de 5ª série ou 6º ano
do Ensino Fundamental de uma escola estadual, localizada em Ponta Grossa, Paraná. Entendeu-
se, após a análise dos dados encontrados nesse trabalho, que é relevante o professor utilizar,
em suas aulas, o recurso metodológico da resolução de problemas como estratégia, pois essa
contribuir para o aluno construir seu conhecimento matemático.

Palavras-Chave: resolução de problemas, matemática.

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ANÁLISE COMBINATÓRIA: ASPECTOS TEÓRICOS E PEDAGÓGICOS
Diego das Neves de Souza - dasneves1990@yahoo.com.br
Larissa Vanessa Domingues - laridomingues19@yahoo.com
Michele Pilato - mihpilato@yahoo.com.br
O conteúdo de Análise Combinatória tem sido lecionado com maior ênfase no ensino médio. Seus
aspectos teóricos podem ser aplicados por meio de materiais que possam ser manipulados pelos
estudantes, juntamente com a construção de esquemas e resoluções de problemas, possibilitando
o desenvolvimento do raciocínio criativo do educando. Mostra-se que é possível conduzir o aluno
ao entendimento de conceitos que são tidos como abstratos, de maneira que ele possa eliminar o
hábito de adivinhar a fórmula adequada para resolver um problema de combinatória. Portanto,
com o intuito de apresentar uma proposta metodológica diferenciada, trabalhamos uma seqüência
de ensino da Análise Combinatória, através do Jogo Senha, este servirá como introdução ao
conteúdo, mas também pode ser apresentado como tema para uma atividade de modelagem
matemática.

Palavras-chave: análise combinatória, aprendizagem, jogos.

PERSPECTIVA NO ENSINO DE TRIGONOMETRIA PARA UMA APRENDIZAGEM


SIGNIFICATIVA
Ivnna Gurniski Carniel - ivnnagurniski@hotmail.com
Márcio Roberto da Rocha - profdarocha@hotmail.com
Neste trabalho apresentamos o relato e algumas reflexões desencadeadas durante as atividades
realizadas na oitava série do Colégio Objetivo de Maringá e no segundo ano de Ensino Médio do
Colégio Nobel de Paranavaí. Essas atividades consistiram em construir, junto com os alunos, o
teodolito alternativo e o ciclo trigonométrico, nas respectivas séries mencionadas, para que estes
pudessem refletir sobre os conceitos de Trigonometria e também melhor entender as fórmulas que
estão relacionadas com estes.

Palavras-chave: aprendizagem significativa, teodolito alternativo, ciclo trigonométrico.


O SOROBAN UTILIZADO NA APRENDIZAGEM DE NÚMERO E DO SISTEMA DE
NUMERAÇÃO DECIMAL
Camila Xavier de Oliveira - camilaxo@hotmail.com
Vinicius Arthur dos Santos Guissi - vinnyguissi@hotmail.com
Dalva Maria de Oliveira Villarreal - dalva@mat.feis.unesp.br
Tânia Maria Quintino Milhan - tania_milhan@hotmail.com
O Subprojeto de Matemática do PIBID (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência)
da UNESP tem atuado junto à escola parceira em atividades, previstas em seu Projeto Pedagógico,
e que abrangem as superações de defasagens de aprendizagem dos alunos. O subprojeto está sendo
realizado na Escola Municipal de Ensino Fundamental Aparecida Benedita Brito da Silva (ABBS)
em Ilha Solteira (SP). As atividades desenvolvidas pelos bolsistas têm como principal foco suprir

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as defasagens de aprendizagem de conceitos matemáticos das crianças, em intervenções regulares
que contemplem atividades lúdicas e/ou digitais. As defasagens identificadas nas avaliações
dos professores envolvem o conceito de número, sistema de numeração e operações básicas. As
atividades iniciais com o Soroban, descritas neste trabalho, objetivaram que os alunos do 2º ao
5º ano compreendessem a estrutura do sistema de numeração decimal e, utilizando o Soroban,
fossem capazes de efetuar somas.

Palavras-chave: sistema de numeração decimal, número.


UM OLHAR PARA A MATEMÁTICA E A EDUCAÇÃO DE SURDOS
Clélia Maria Ignatius Nogueira - cminogueira@uem.br
Maria Emília Melo Tamanini Zanquetta - zanquettamaria@gmail.com
Doherty Andrade - doherty@uem.br
O objetivo deste trabalho é apontar olhares para a matemática e o ensino de matemática para
estudantes surdos. Iniciamos apresentando algumas considerações sobre o porquê dos educadores
de surdos terem como única preocupação o ensino da língua portuguesa como segunda língua,
deixando de lado a matemática e as demais disciplinas. Em seguida, compartilhamos uma
sequência de atividades sobre medidas de comprimento, que foram elaboradas para auxiliar na
construção do conceito de medida, parte de um projeto em desenvolvimento com quatro alunos
surdos de uma escola especial de Maringá. Este trabalho terá continuidade no segundo bimestre,
numa perspectiva que tem como pressuposto a Teoria das Situações, proposta por Brousseau, que
considera a tríade professor, aluno e saber, não deixando, no entanto, de considerar o meio ao qual
pertencem o aluno e o professor.

Palavras-chave: matemática, alunos surdos, grandezas e medidas.


EDUCAÇÃO FORMAL: JOGOS COMO ATIVIDADE DE ENSINO DA MATEMÁTICA
Denis Rogério Sanches Alves - drsa6@hotmail.com
Vilma Rinaldi Bisconsini - vrinaldi@seed.pr.gov.br
Willer de Oliveira Cabral - wilbral@hotmail.com
Adan Santos Martens - adan-m18@hotmail.com
Wellington Piveta Oliveira -wellingtonmat09@hotmail.com
Rafael de Souza Parrales -rafael_parrales@hotmail.com
Este trabalho relata a experiência resultante da observação de um grupo de alunos da sétima
série do Ensino Fundamental, da rede pública de ensino, envolvidos em atividades de jogos em
matemática. Buscamos analisar como eles se comportam diante de novas maneiras de trabalho
com o ensino da matemática e compreender o processo de elaboração das estratégias usadas
para vencer um jogo resolvendo os cálculos matemáticos. Os resultados dessa observação
mostram um comportamento diferenciado, por parte desses alunos, daquele apresentado no
ambiente escolar. Fora dele, buscaram, nessas atividades, através de seu próprio raciocínio,
vencer o jogo expressando os modos como entendem os conceitos matemáticos envolvidos. Foi
possível perceber que os tipos de erros cometidos por eles durante as partidas estão diretamente
relacionados ao nível de aprendizagem do conteúdo desenvolvido em sala de aula.

Palavras-chave: jogos matemáticos, laboratório de ensino da matemática, educação formal.

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SOFTWARE RÉGUA E COMPASSO: UMA PROPOSTA PARA O ENSINO DE GEOMETRIA
Juliana Martins - juliana.mat19@yahoo.com.br
Giovana Higinio de Souza - giovanahiginio@hotmail.com.br
Doroteya Gavanski - doroteyagavanski@yahoo.com.br
No intuito de relatar algumas atividades que foram aplicadas à alunos do Ensino Fundamental
de uma escola da rede pública em Guarapuava - PR, este trabalho busca explanar, de maneira
geral, a organização e o desenvolvimento do projeto “Oficinas de geometria: entre descobertas e
conquistas” da Universidade Estadual do Centro-Oeste – UNICENTRO, cujo papel foi essencial
para a efetivação dessas atividades. Em seguida, por meio de referenciais teóricos em Educação
Matemática, contextualizar como o software Régua e Compasso pode ser usado em propostas que
abordem a investigação matemática, de modo que, ela seja ferramenta metodológica no ensino
de matemática. Conclui-se, ainda, do ponto de vista dos acadêmicos que participaram do projeto,
quais foram as contribuições que esse tipo de atividade proporcionou ao grupo, e aos alunos
beneficiados pela proposta.

Palavras-Chave: investigação matemática, geometria, software régua e compasso.


A CONTRIBUIÇÃO DOS JOGOS AOS PROCESSOS DE ENSINO E DE APRENDIZAGEM DA
MATEMÁTICA
Rui Marcos de oliveira Barros - professorrui@gmail.com
Marli Schmitt - marlischmitt@hotmail.com
Edeilson de Moraes Couto - edeilson_de_moraes@hotmail.com
Quando falamos sobre a disciplina escolar Matemática percebemos diversas reações, nem
sempre favoráveis a esta. Para reverter tais concepções, é necessário que pensemos alternativas
metodológicas que resultem no desenvolvimento do ato de pensar em sala de aula de forma lúdica.
Objetivou-se com este trabalho verificar a possibilidade do uso de jogos no ambiente de ensino
e aprendizagem da Matemática e analisar a produção escrita em questões de Matemática quando
se utiliza jogos. Utilizou-se como referencial teórico a Análise da Produção Escrita proposta por
Cury (2007). Obteve-se menor percentual de erros nas respostas apresentadas pelos alunos após
a utilização dos jogos.

Palavras-chave: jogos matemáticos, análise de erros.


ENSINANDO FRAÇÕES À LUZ DA INVESTIGAÇÃO MATEMÁTICA
Angela Fontana Marques - fontanamarques@gmail.com
Luciana Defendi - lu_defendi@msn.com
Hugo Murilo Rodrigues - hugo_murilo@hotmail.com
Gustavo Henrique Van Dal Oliveira - henrryke_vann@yahoo.com.br
O presente trabalho consiste em uma aula alternativa à luz da Metodologia da Investigação
Matemática, desenvolvida por um grupo constituído por três estudantes que se preparam para o
exercício do magistério nas séries do ensino fundamental e médio e uma professora que já atua
no Ensino Básico e no ensino Superior na formação de professores. O estudo tem como objetivo
a elaboração de uma aula que proporcione aos alunos um contato com o conteúdo de frações

71
de forma mais dinâmica, por meio de tarefas investigativas, no qual os alunos mediados pela
ação docente fizeram uso do Quadro Fracionário que os auxiliaram na formulação de hipóteses,
argumentações e elaboração de conjecturas na construção dos conhecimentos matemáticos sobre
fração.

Palavras-chave: educação matemática, investigação matemática, frações.


RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS E A LITERATURA DE MALBA TAHAN: RELATO DE UMA
EXPERIÊNCIA DIDÁTICA
Débora Pauluk - debora.luk@hotmail.com
Clodogil Fabiano Ribeiro dos Santos - professorgil@uol.com.br
A resolução de problemas é uma estratégia importante para o desenvolvimento intelectual do
aluno e para o ensino da matemática. Porém, no ambiente escolar, verifica-se um uso exagerado
de regras, resoluções por meio de algoritmos padronizados, desinteressantes para professores e
alunos, empregando-se problemas que não desenvolvem a criatividade e autonomia. Este artigo
relata uma experiência de resolução de problemas, aliada à literatura, como estratégia didática
para o ensino da matemática. O caminho escolhido para esta pesquisa foi à utilização do livro “O
Homem que Calculava” de Malba Tahan, que este aborda desafios interessantes, que despertam
no aluno a curiosidade estimulando o raciocínio matemático. A metodologia utilizada foi
qualitativa. Foram aplicados problemas do livro com uma abordagem tradicional. Em seguida,
foram reaplicados os mesmos problemas com enunciados em forma de histórias do livro. Os
resultados apontam para a proficuidade da utilização da estratégia.

Palavras-chave: resolução de problemas, literatura, educação matemática.


JOGOS: UMA MANEIRA DIVERTIDA DE RESOLVER DIVISÕES
Camila Rosolen - camilarosolen@yahoo.com.br
Marcia Cristina Nagy Silva - marcianagy@yahoo.com.br
Nesse artigo, apresentamos o relato de uma experiência vivenciada com 24 estudantes de 5ª série
de uma escola particular de Londrina-PR, ao trabalharmos com um jogo envolvendo divisão, no
ano de 2010. Para isso, entre outras coisas, discorremos sobre a indicação do recurso aos jogos
nas aulas de matemática e suas potencialidades para a aprendizagem. Em seguida, apresentamos
as etapas sugeridas por Grando (2004) para a realização de jogos em sala de aula, e, por fim,
relatamos a experiência vivenciada. A partir dessa experiência foi possível verificar que o trabalho
com jogos, tendo como objetivo a aprendizagem, e não somente o jogo pelo jogo, pode colaborar
com o estudo de conceitos matemáticos, bem como do algoritmo da divisão. Incluindo-se a isso,
esse tipo de trabalho pode deixar as aulas de matemática mais dinâmicas, atrativas e desafiadoras.

Palavras-chave: educação matemática, jogos, divisão.

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A INVESTIGAÇÃO MATEMÁTICA COMO FAVORECEDORA DE HABILIDADES
RELACIONADAS AO PENSAMENTO LÓGICO-MATEMÁTICO
Lilian Akemi Kato - lakato@uem.br
Margarida Kimie Watanabe - margaridakimie@brturbo.com.br
Weslley Cabral de Oliveira - wesbral@hotmail.com
Este trabalho descreve os resultados de um estudo visando identificar diferentes estratégias
utilizadas pelos alunos do Ensino Fundamental de quinta série (sexto ano) do Colégio Estadual
IV Centenário, Quarto Centenário, PR e, oitava série (nono ano), do Colégio Pedro Viriato
Parigot de Souza, Marialva, PR, em uma atividade de investigação matemática, baseando-se
essencialmente no trabalho de Ponte et al. (2009), Paraná (2008) e Brasil (1998). Tal tendência
tem sido recomendada por diversos autores como uma forma de desenvolver habilidades lógico-
matemáticas nos alunos, ao decorrer do processo de ensino aprendizagem. Para tanto, decidiu-
se investigar como esses alunos se mobilizariam para desenvolver uma atividade investigativa
com problemas envolvendo a construção de quadrados mágicos de ordem três, onde constatou-se
que há diferenças entre o conhecimento matemático que possuem e as estratégias que ambos os
alunos das referidas séries utilizam.

Palavras-chave: investigação matemática, quadrado mágico, ensino de matemática.

A UTILIZAÇÃO DE UMA QUESTÃO DE PROVA NA PRÁTICA DE SALA DE AULA


Marco Antonio Gonzalez Moraes - fapmagom@yahoo.com.br
Regina Luzia Corio de Buriasco - reginaburiasco@hasner.com.br
Este trabalho foi desenvolvido em uma escola particular de pequeno porte, localizada na região
central da cidade de Londrina, estado do Paraná, com alunos de duas turmas da 3ª série do Ensino
Médio e teve como propósito analisar e discutir a produção escrita de alunos referente à resolução
de uma questão de uma prova escrita de matemática. Essa análise pode servir para indicar alguma
oportunidade de aprendizagem nas aulas de matemática, bem como provocar alguma reflexão
sobre o papel do professor nessas mesmas aulas.

Palavras-chave: educação matemática, análise da produção escrita, resolução de problemas.

A geometria no Ensino Fundamental: investigando o uso do teatro na


abordagem de conceitos geométricos
Jucelly Sheila Chaves - jucellysheila@hotmail.com
Izabel Passos Bonete - ipbonete@irati.unicentro.br
O presente estudo investigou o uso da linguagem teatral na abordagem da geometria. Tal
oportunidade surgiu durante o desenvolvimento de um projeto inserido no Programa Universidade
Sem Fronteiras cujo objetivo era desenvolver oficinas itinerantes de Matemática em escolas da
região de Irati, com a participação de professores e licenciandos do curso de Matemática da
UNICENTRO, Campus Irati. Entre as oficinas realizadas, duas foram planejadas para abordar a
geometria através de apresentação teatral. Para verificar o aproveitamento dos alunos e a validade
da proposta realizou-se uma investigação por meio da aplicação de questionários, antes e após
a apresentação, a cem alunos do ensino fundamental que participaram de uma dessas oficinas.
Percebeu-se que embora tal recurso didático exija tempo, preparação e organização por parte do
professor, trata-se de uma alternativa inovadora e fascinante, que proporciona, de forma divertida
e prazerosa, um melhor aprendizado nos alunos.

Palavras-chave: Geometria, teatro, Educação Matemática.

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Resumo dos Pôsteres

LINHA DE PESQUISA 2
FORMAÇÃO DE PROFESSORES QUE ENSINAM MATEMÁTICA

O PIBID-MATEMÁTICA COMO COLABORADOR NA FORMAÇÃO DOS PROFESSORES
SUPERVISORES
James Cloy Leite Cordeiro - decloy@hotmail.com
Rita Cinéia Meneses Silva - ritacineia@hotmail.com
Sandra Pereira de Souza - sandrapfsa@ig.com.br

A experiência aqui explicitada trata do nosso processo de formação enquanto educadores através
da implementação do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência – PIBID em três
escolas da rede estadual em Feira de Santana-BA. Com isso, buscamos um aprimoramento na
nossa formação através do diálogo com a universidade, participando de diversos eventos que nos
são apresentados pelo programa e atuando também como professores pesquisadores. O PIBID
busca auxiliar a formação dos licenciandos em Matemática da Universidade Estadual de Feira
de Santana - UEFS, através do vínculo entre a Universidade e a Escola Básica, desenvolvendo
atividades de ensino, pesquisa e extensão. Enquanto supervisores, desenvolvemos a função de,
inicialmente, divulgar o objetivo do projeto e sua aplicação nas escolas, orientar os bolsistas
dentro do ambiente escolar e sensibilizar os colegas de trabalho para que incentivem os alunos a
participarem das ações.

Palavras-chave: PIBID; escola básica; formação profissional.

PIBID-MATEMÁTICA: CONTRIBUIÇÕES PARA A FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES


DE MATEMÁTICA
Eliane Prokopovicz - elianejufem@gmail.com
O tema apresentado neste trabalho, tem como objetivo principal relatar a importância dos
licenciandos em vincular-se a sala de aula para adquirirem experiência em sua área profissional,
antes mesmo de estarem formados. Assim, o presente trabalho direcionou-se ao subprojeto do
PIBID (Projeto de Bolsa de Iniciação à Docência) do curso de Licenciatura em Matemática da
Universidade Estadual do Centro-Oeste da cidade de Guarapuava-PR. Foi descrito brevemente
como funciona o projeto PIBID, relatando algumas das atividades desenvolvidas, dentre as quais
pode-se citar: participação em sala de aula, desenvolvimento de pré-projetos, auxílio e preparação
dos alunos para a Olimpíada Brasileira de Matemática, exploração de TIC (Tecnologias de
Informação e Comunicação), 3º Salão de Extensão da UNICENTRO, além de descrever sua
grande contribuição para a formação inicial de professores.

Palavras-chave: PIBID, formação inicial, vínculo à escola.

74
LINHA DE PESQUISA 4
Educação Matemática: novas tecnologias e educação à
distância
AS MÍDIAS TECNOLÓGICAS MEDIANDO O ENSINO E A APRENDIZAGEM DA
MATEMÁTICA
Lucimar Donizete Gusmão - lucimar.gusmao@gmail.com
O presente pôster é resultado de uma pesquisa desenvolvida para elaboração do trabalho final do
curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Mídias Integradas na Educação – UFPR/PR. O trabalho
apresenta o resultado da investigação realizada sobre o uso pedagógico das mídias tecnológicas
disponíveis no ambiente escolar, pelos professores de Matemática da rede pública estadual
do Paraná. Foram, também, verificadas as dificuldades encontradas quanto à utilização destes
recursos e identificadas possíveis aproximações e abordagens didáticas relacionadas ao trabalho
desenvolvido na formação continuada oferecidas pela SEED/PR. A pesquisa foi realizada, com
60 professores que atuavam em escolas estaduais da cidade de Curitiba, Paraná, que participaram
de eventos oferecidos pelo Departamento de Educação Básica (DEB) da Secretaria Estadual da
Educação (SEED).

Palavras-chave: mídias tecnológicas, matemática, formação.

OS DESAFIOS ATUAIS DA PROFISSÃO PROFESSOR


Talita Mireli Zamboni - talita_mirelizamboni@hotmail.com
Adriana Sbardeloto Di Domenico - domenico@utfpr.edu.br
Elaine Martins Moreira - elamoreira@yahoo.com.br
As mudanças constantes pelas quais vem passando a sociedade, provocam grandes reflexões
sobre como se deve gerir a educação, no sentido de discernir qual será o papel do professor diante
desse contexto, onde é necessário que o professor esteja engajado no conhecimento da realidade
dos alunos, ao mesmo tempo em que deve suprir os déficits educacionais dos mesmos. Este atual
cenário traz a necessidade de discutir o processo educacional como um todo. Visando contribuir
com essa problemática, este artigo busca analisar as perspectivas e desafios de ser professor,
considerando as especificidades desse contexto, visto que a educação forma a sociedade, ao
passo que também é formada por essa, sendo inegável esta indissociabilidade, onde a educação é
reprodutora da estrutura social vigente, mas também é uma ferramenta crítica de mudança. Nesse
contexto, as inovações exigidas por parte dos professores das diversas áreas do conhecimento,
possuem duas características atualmente em foco, a formação docente em suas especificidades e
a estrutura hoje vigente no sistema de ensino.

Palavras-Chave: não disponibilizado pelo autor.

75
EXPLORANDO O SOFTWARE JCLIC NO PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM DE
MATEMÁTICA
Aline Daiane Didur Veiga - aline_ddv@yahoo.com.br
Monik Souza Dourado - douradomonik@yahoo.com.br
Esse trabalho visa relatar uma experiência desenvolvida com turmas de apoio de 5ª série/ 6º
ano utilizando o software Jclic, que se caracteriza como um software de autoria. As atividades
propostas tinham o objetivo de estimular o raciocínio lógico dos alunos, e envolveram as
operações fundamentais com números inteiros e decimais, a leitura de números decimais e
operações inversas.

Palavras- chaves: JClic, ensino de matemática.

LINHA DE PESQUISA 6
Processos Cognitivos e Linguísticos em Educação
Matemática

CONTRIBUIÇÕES DA TEORIA DOS CAMPOS CONCEITUAIS PARA PESQUISAS E AÇÕES


PEDAGÓGICAS DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA
Veridiana Rezende - rezendeveridiana@gmail.com
Clélia Maria Ignatius Nogueira - cminogueira@uem.br
A teoria dos campos conceituais é uma teoria cognitivista que oferece subsídios para compreender
os desenvolvimentos dos conceitos no decorrer da aprendizagem. Em pesquisa ainda em
andamento, pretendemos analisar a ampliação conceitual dos Números Irracionais em alunos
de 9º ano do Ensino Fundamental, 3º ano do Ensino Médio e 4º ano de curso de Licenciatura
em Matemática. Neste artigo apresentamos quatro pesquisas fundamentadas na teoria dos
campos conceituais de Gérard Vergnaud, realizadas no exterior, que consideramos que podem
contribuir para as pesquisas e ações em sala de professores e pesquisadores brasileiros, tanto pelo
modo como utilizam a teoria quanto pelas suas estratégias metodológicas. Encerramos o artigo
mostrando as contribuições que estas quatro pesquisas oferecem para nossa pesquisa.

Palavras-Chave: não disponibilizado pelo autor.

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LINHA DE PESQUISA 9
Educação Matemática nas Séries Iniciais e Finais dos Ensinos
Fundamental e Médio
O GEOPLANO COM PROPOSTA PARA O AUXÍLIO DO APRENDIZADO DE GEOMETRIA
Beatriz Pereira dos Santos - bya_ps@hotmail.com
Cintia Mariana da Silva - cintia.cva@hotmail.com
Nilton Roberto Cremasco - niltoncremasco27@gmail.com
Atualmente, o pensar pedagógico valoriza a importância de ampliar a experiência do aluno,
proporcionando momentos de atividades criadoras, ampliando assim sua percepção da realidade
para um saber matematizado. Os materiais metodológicos manipuláveis permitem ao aluno o
aprendizado partindo do sentido do tato e da visão. O uso destas ferramentas pode colaborar
no processo de assimilação do conteúdo. Neste contexto, o uso do geoplano como ferramenta
metodológica pode auxiliar o aluno e professor no processo de assimilação, compreensão e
aprendizado dos conceitos básicos da geometria plana, possibilitado o desenvolvimento das
capacidades cognoscitivas. Este trabalho visa propor uma metodologia por meio da utilização do
geoplano como ferramenta de apoio ao processo de ensino-aprendizagem das figuras planas no
ensino fundamental.

Palavras-Chave: não disponibilizado pelo autor.

RELATO DE UMA EXPERIÊNCIA NO PIBID – MATEMÁTICA: MMC E MDC PELA


METODOLOGIA DE RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS
Daniela Guerra - danielaguerra24@yahoo.com.br
Hannah Dora de Garcia e Lacerda - hannahdora@hotmail.com
Willian Valverde - willian_valverde@hotmail.com
O presente trabalho aborda o processo de elaboração de um material didático de apoio a professores
de Matemática, referente aos conteúdos de MMC e MDC, contendo também uma sugestão de
plano de aula, que foi aplicado em turmas de 7ª série do Ensino Fundamental da Rede Estadual
de Educação do Paraná. Para a elaboração desse material, foi realizado um estudo dirigido desses
conceitos, através do aprofundamento do tema baseado em pesquisas bibliográficas. O referencial
teórico baseia-se em SMOLE E DINIZ (2001) e nas DCE do Paraná. O plano de aula, por sua vez,
foi elaborado a partir da metodologia de Resolução de Problemas. Esse trabalho tem por objetivo
refletir sobre as contribuições desse processo em nossa formação acadêmica. Por fim, mostrará
que a metodologia utilizada na execução da aula pode ser uma boa alternativa a ser trabalhada em
sala com os alunos, pois resgata a necessidade da compreensão de problemas, além de apresentar
os conteúdos de uma forma contextualizada.

Palavras-chave: iniciação à docência, m.m.c. e m.d.c., resolução de problemas.

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CONHECENDO NOVOS NÚMEROS
Geralda De Fatima Neri Santana - geraldaneri@seed.pr.gov.br
Este trabalho relata o resultado de atividades desenvolvidas com alunos de 6ª série do Ensino
Fundamental do Colégio Lúcia Alves de Oliveira Schoffen, em Altônia, Estado do Paraná, desde
2008, tendo como suporte o tema Números Inteiros, pois embora este conteúdo seja abstrato do
ponto de vista matemático, é possível ser trabalhado de forma contextualizada, uma vez que,
no cotidiano, muitas situações são representadas por esses números. Dessa forma, perguntas
até então não formuladas levam os alunos a reverem paradigmas: “Será que existem números
menores que zero?”. Para que a Educação Matemática se efetive, garantindo a construção de
conhecimentos a partir de conceitos elaborados pelos alunos, apresenta-se o conteúdo Números
Inteiros de forma dialética, contextualizando o conhecimento científico a partir da sua realidade e
fatos da atualidade. Essa experiência foi registrada no projeto FOLHAS da Secretaria de Estado
e Educação do Paraná, selando o conhecimento construído por meio de um selo personalizado,
contendo informações relativas ao tema em questão.

Palavras-chave: números inteiros, projeto folhas, selo personalizado.

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