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Celso Januário José

Estratégias de Prevenção da Erosão na Vila de Massinga

Licenciatura em ensino de Geografia

Universidade Save

Massinga

2020
1
 
Celso Januário José

Estratégias de Prevenção da Erosão na Vila de Massinga

Trabalho de Pesquisa da cadeira de Métodos de


Estudo e Investigação Científica a ser
Apresentado no Departamento de Ciências da
Terra e Ambiente para efeito de Avaliação.
 

  Docente: MCs Jonas Manhice  

Universidade Save

Massinga

2020
2

Índice Pag .
CAPÍTULO I.........................................................................................................................5

1.1 Introdução........................................................................................................................5

1.2. Tema do Projecto............................................................................................................6

1.2.1.Estratégias de Prevenção da Erosão na Vila de Massinga...........................................6

1.3. Delimitação do Tema.....................................................................................................6

1.4. Justificativa.....................................................................................................................6

1.5. Problematização.............................................................................................................7

1.6. Hipóteses........................................................................................................................7

1.7. Objectivos.......................................................................................................................7

1.7.1 Geral.............................................................................................................................7

1.7.2. Específicos...................................................................................................................7

CAPITULO II........................................................................................................................8

2. Metodologia.......................................................................................................................8

2.1. Classificação das Pesquisas com base nos Objectivos...................................................8

2.1.1. Pesquisa Exploratória..................................................................................................8

2.2. Classificação das Pesquisas com base nos Procedimentos Técnicos.............................8

2.2.1. Pesquisa Bibliográfica.................................................................................................8

2.3. População e Amostra da Pesquisa..................................................................................9

2.4. Técnicas de Colecta de Dados........................................................................................9

2.4.1. Questionário................................................................................................................9

2.5. Tipos de Dados.............................................................................................................10

2.5.1. Dados Quantitativos..................................................................................................10


3

2.6. Análise de Colecta de Dados........................................................................................10

2.7. Métodos de Abordagem Científica...............................................................................10

2.7.1. Método Dedutivo.......................................................................................................10

CAPÍTULO III....................................................................................................................11

3.1. Revisão da Literatura....................................................................................................11

3.1.1. Estratégias de Prevenção da Erosão..........................................................................11

3.1.2. Prevenção..................................................................................................................11

3.1.3. Erosão........................................................................................................................11

3.2. Causas...........................................................................................................................12

3.3. Factores Condicionantes da Erosão..............................................................................12

3.3.1. Clima.........................................................................................................................12

3.3.2. Solo............................................................................................................................13

3.3.3. Topografia.................................................................................................................13

3.3. 4. Cobertura Vegetal.....................................................................................................13

3.3.5. Acção Antrópica........................................................................................................14

3.4. Tipos de Erosão............................................................................................................14

3.4.1. Erosão Laminar.........................................................................................................14

3.4.2. Erosão Hídrica...........................................................................................................15

3.4.3. Erosão Linear............................................................................................................15

3.4.4. Ravina........................................................................................................................16

3.4.5. Erosão Fluvial............................................................................................................16

3.4.6. Erosão Eólica.............................................................................................................16

4. Prevenção da Erosão.......................................................................................................17

5. Controle Urbano..............................................................................................................17
4

5.1. Práticas Conservacionistas...........................................................................................17

5.2. Práticas Vegetativas.....................................................................................................18

CAPÍTULO IV....................................................................................................................19

6. Caracterização da Área em Estudo..................................................................................19

6.1. Localização Geográfica................................................................................................19

6.2. Relevo de Massinga......................................................................................................19

6.2.1. Vegetação..................................................................................................................19

6.2.2. Clima.........................................................................................................................19

6.2.3. Precipitação...............................................................................................................20

6.2.4. Solos..........................................................................................................................20

CAPÍTULO V.....................................................................................................................21

7. Cronograma das Actividades...........................................................................................21

8. Orçamento.......................................................................................................................21

9.Conclusão.........................................................................................................................22

10.Bibliografia.....................................................................................................................23
5

CAPÍTULO I

1.1 Introdução

A prática da vegetação, juntamente com recursos da tecnologia, além de ser uma medida
extremamente importante contra acções erosivas em áreas urbanas e rurais, é o factor
primordial para a prevenção e contenção de Erosão e preservação do solo em encostas do
meio ambiente, aumentou-se o grau de impacto ambiental modificando a estrutura inicial do
solo.

Este crescente desenvolvimento, tem provocado novos pontos de alagamento, que provêm da
crescente impermeabilização do solo através do aumento significativo do volume pluvial e
diminuição do amortecimento das quedas de água, aumentando o volume da vazão. Para isto,
há necessidade de aplicação de uma série de medidas, entre elas, aplicação do projecto de
técnicas de drenagem e arruamentos que possibilitam o controlo de erosão através do
escoamento mais rápido e eficaz.

Neste sentido, este trabalho visa apresentar medidas preventivas para estabelecer melhorias
na estabilidade da Erosão e propondo técnicas correctivas. Sistemas de drenagem e medidas
de conservação do solo estão sendo utilizados utilizado por empresas responsáveis pela
conservação da rodovia, com objectivo de obter bom desempenho e melhoria na qualidade
da absorção da água.
6

1.2. Tema do Projecto

1.2.1.Estratégias de Prevenção da Erosão na Vila de Massinga

1.3. Delimitação do Tema

O trabalho de pesquisa que aborda sobre Estratégias de Prevenção da Erosão na Vila de


Massinga: Caso Bairro 21 de Abril, um estudo que será realizado na Vila Municipal de
Massinga com o objectivo de estudar e compreender a acção erosiva neste local de pesquisa
e as respectivas medidas de controlo e prevenção.

1.4. Justificativa

A Erosão é o resultado do impacto sobre as propriedades físicas do solo que degrada o meio
ambiente. Observa-se uma inadequação do uso do solo em relação a acção do Homem ao
meio ambiente no que diz respeito aos impactos negativos e precisamos ou há necessidade
de minimizar.

A Erosão situa-se entre os mais sérios problemas que o Homem vem enfrentando na
actualidade, principalmente pelo aumento constante e progressivo das áreas atingidas, sejam
elas urbanas ou rurais, além das alterações nos recursos hídricos. A maior parte do território
desordenado onde causa impactos negativos através de escoamento superficial, transportes
seja da água ou do próprio solo dando origem a Erosão.

Prejudicou-se intensivamente a qualidade de absorção da água das chuvas juntamente com a


vegetação que auxiliam no reforço mecânico que geram suporte. Devido às acções
antrópicas com o uso inadequado do solo, pretende-se conscientizar para que haja correta
utilização do solo e prevenções correctivas que evitem ou minimizem as alterações
ambientais.
7

1.5. Problematização

A Erosão é um fenómeno natural de degradação, decomposição e transporte do solo, este


processo observa-se no nosso dia˗a˗dia a partir de deslizamentos, desgaste das rochas,
ravinas, também manifesta-se como um fenómeno resultante da ruptura de equilíbrio do
meio ambiente, decorrente da transformação drástica da paisagem por eliminação da
cobertura vegetal natural e introdução de novas formas de uso do solo (ALMEIDA, 2000).
Dessa maneira, o território ao longo dos anos de sua ocupação, vêm manifestando não só a
Erosão correspondente à Intensificação da actividade agrícola, mas também aquela relativa
ao uso urbano do solo. Como prevenir a Erosão do solo na Vila de Massinga?

1.6. Hipóteses

As Estratégias de Prevenção da Erosão consistem na minimização, implementação para a


realização dos problemas relacionados com a degradação do solo na Vila de Massinga.

A prevenção da Erosão começa a partir da ocupação ordenada dos territórios nas zonas
urbanas, tanto nas rurais permitindo a passagem de valas de drenagem e a preservação da
natureza com a realização de reflorestamento de áreas devastadas como o plantio de árvores,
arruamentos e pavimentação.

1.7. Objectivos

1.7.1 Geral

Identificar os factores de origem da Erosão na Vila de Massinga e os principais métodos de


prevenção.

1.7.2. Específicos

 Compreender os principais tipos de Erosão e suas consequências na Vila de


Massinga;
 Diferenciar os processos erosivos de acordo com o espaço geográfico;
 Implementar técnicas de contingenciamento da Erosão na Vila de Massinga;
 Sensibilizar a importância do cuidado de prevenção da natureza.
8

CAPITULO II

2. Metodologia

2.1. Classificação das Pesquisas com base nos Objectivos

É sabido que toda e qualquer classificação se fazem mediante algum critério. Com relação às
pesquisas, é usual a classificação com base em seus objectivos gerais. Assim, é possível
classificar as pesquisas em três grandes grupos: exploratórias, descritivas e explicativas
(GIL, 2002).

2.1.1. Pesquisa Exploratória

Estas pesquisas têm como objectivo proporcionar maior familiaridade com o problema, com
vistas a torná-lo mais explícito ou a constituir hipóteses. Pode-se dizer que estas pesquisas
têm como objectivo principal o aprimoramento de ideias ou a descoberta de intuições. Seu
planejamento é, portanto, bastante flexível, de modo que possibilite a consideração dos mais
variados aspectos relativos ao facto estudado (GIL, 2002).

Quanto ao projecto recorreu-se a Pesquisa Exploratória porque fornecemos uma


contextualização do problema em estudo que são Estratégias de Prevenção da Erosão e uma
flexível localização, descoberta e resolução na construção das hipóteses sobre o
planejamento através de entrevistas ou levantamento bibliográfico (ibidem).

2.2. Classificação das Pesquisas com base nos Procedimentos Técnicos

2.2.1. Pesquisa Bibliográfica

A Pesquisa Bibliográfica é desenvolvida com base no material já elaborado constituído


principalmente de livros e artigos científicos e a partir de fontes bibliográficas como livros
de leitura corrente em obras de divulgação, livros de referência informativa ou remissiva
através de dicionários, enciclopédias, anuários (GIL, 2002).
9

Ao caso em pesquisa recorremos aos artigos científicos publicados, monografias e livros


enciclopédicos divulgados com fontes bibliográficas, de leitura corrente e livros de
referência informativa e consulta (GIL, 2002).

2.3. População e Amostra da Pesquisa

População é o conjunto de elementos que possuem as características que serão objecto do


estudo. Amostra é uma parte do universo escolhido seleccionada a partir de um critério de
representatividade (VERGARA, 1997).

O projecto de pesquisa tem como população o Bairro 21 de Abril, constituídos por todos
indivíduos do bairro seja Chefe do Bairro, cidadãos e estudantes.

Para a amostra da pesquisa baseamo-nos em amostra estratificada e não aleatória, sendo a


selecção foi feita pela acessibilidade e representatividade dos elementos e conhecimento do
problema, com uma amostra de 20 indivíduos equivalendo à 5% da população.

2.4. Técnicas de Colecta de Dados

2.4.1. Questionário

Segundo MORAIS (s/d) Questionário é um instrumento de colecta de dados, constituído por


uma série ordenada de perguntas, que devem ser respondidas por escrito e sem a presença do
entrevistador, onde as perguntas devem ser claras, objectivas e com vocabulário adequado.

O projecto em estudo usou-se Questionário porque é um procedimento mais utilizado para


obter informações e facilita respostas coerentes do entrevistado de acordo com o nosso
problema de pesquisa e apresentação de dados com indivíduo anonimato e análise
quantitativa. Constando perguntas fechadas com alternativas de respostas (ibidem).
10

2.5. Tipos de Dados

2.5.1. Dados Quantitativos

Os Dados Quantitativos representam informação resultante de características susceptíveis de


serem medidas, apresentando-se com diferentes intensidades, podendo ser de natureza
descontínua (discreta) ou contínua (MORAIS, s/d).

Quanto ao tipo de dados optamos por dados quantitativos de acordo coma realidade e
medição do instrumento de colecta de dados que é o questionário, nas perguntas feitas aos
cidadãos do bairro em estudo e experiências sobre a Erosão, aos indivíduos questionados
dando uma representatividade discreta ou anonimato.

2.6. Análise de Colecta de Dados

Segundo GIL (2002) Envolve a descrição dos procedimentos a serem adoptados tanto para
análise quantitativa (p. ex.: testes de hipótese, testes de correlação) quanto qualitativa (p. ex.:
análise de conteúdo, análise de discurso).

Para a nossa pesquisa de dados que é quantitativa recorremos a análise estatística das
respostas concordadas e discordadas dos indivíduos, seleccionadas para a correcção e suas
respectivas percentagem para a conclusão final nas medidas de mitigação.

2.7. Métodos de Abordagem Científica

São os métodos que possuem carácter mais geral. São responsáveis pelo raciocínio utilizado
no desenvolvimento da pesquisa, ou seja, procedimentos gerais que norteiam o
desenvolvimento das etapas fundamentais de uma pesquisa científica (GIL, 2002).

2.7.1. Método Dedutivo

O método dedutivo é o oposto do indutivo. Ele parte de uma generalização para uma questão
particular (GIL, 2002). Para a pesquisa em estudo o método dedutivo proporciona uma
conclusão de respostas corretas sem margem de erro.
11

CAPÍTULO III

3.1. Revisão da Literatura

3.1.1. Estratégias de Prevenção da Erosão

Estratégias é o plano de acção que determina a alocação de recursos e outras actividades


que ajudam a organização a atingir os seus objectivos (VERGARA, 2000).

3.1.2. Prevenção

A prevenção envolve gestão, previsão, planeamento e empenho, para prevenir acidentes,


avaliar riscos e implementar acções antes que aconteçam (IPT, 1989).

3.1.3. Erosão

Erosão provém do Latim "erodere1", o termo erosão pode ser definido como um conjunto de
processos pelos quais os materiais terrosos e rochosos da crosta terrestre são degradados,
desgastados ou dissolvidos e transportados pela acção dos agentes erosivos como água,
chuva e gelo (IPT, 1989).

Define-se Erosão como a desagregação e remoção do solo ou fragmentos e partículas de


rochas, pela acção combinada da gravidade com a água, vento e gelo. Destaca-se a água
como agente erosivo, cujo início do processo se dá através do desprendimento das partículas
do solo pelo impacto das gotas de chuva na superfície e pelo escoamento superficial
(ALMEIDA, 1995).

O Escoamento Superficial é o processo de desagregação da estrutura do solo, produzidos


pelas gotas de chuva, constituem dois principais causadores da erosão pluvial. Esses dois
processos são causa directa da precipitação pluviométrica que ocorre em um determinado
local, assim, essa é considerada o elemento do clima mais importante no processo de erosão
(EMBRAPA, 2004).

1
Erodere é uma palavra Latina que significa degradação do solo através do transporte, deposição do material
rochoso.
12

O Processo Erosivo é uma acção natural do meio ambiente ou antropológica, gerada de


forma gradativa, ocasionando mudanças no relevo e na vegetação. (SILVA, 2011, p.55). A
Erosão do solo é um processo praticamente impossível de ser controlado e facilmente
acelerado pelo homem.

3.2. Causas

A Erosão constitui um processo natural no desenvolvimento da paisagem. A actuação lenta e


contínua dos processos erosivos modifica a forma do relevo, normalmente após longos
períodos de tempo. Com a interferência antrópica, esse processo natural pode ser acelerado
com o tempo ou, como é mais frequente, ter aumentado sua intensidade. Os condicionantes
que influenciam na aceleração dos processos erosivos são determinados por quatro factores
naturais básicos e pela ocupação humana que determinam a intensidade dos depósitos de
sedimentos no córrego, proveniente do processo de erosão (idem).

3.3. Factores Condicionantes da Erosão

 Clima
 Solo
 Topografia
 Cobertura Vegetal
 Acção Antrópica

3.3.1. Clima

A água de chuva provoca a erosão através do impacto das gotas sobre a superfície do solo,
caindo com velocidade e energia variáveis, e através da acção da enxurrada. A chuva é
reconhecidamente o principal elemento climático de importância directa no desenvolvimento
dos processos erosivos (ALMEIDA, 1995):

 Volume de precipitação;
 Intensidade da precipitação;
 Duração da precipitação;
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 Frequência da precipitação;
 Variações de temperatura.

3.3.2. Solo

A influência da topografia do terreno na intensidade erosiva verifica-se principalmente pela


declividade e comprimento de rampa (comprimento da encosta ou da vertente). Estes
factores interferem directamente na velocidade do escoamento das águas pluviais
(enxurradas) (ALMEIDA, 1995).

 Estrutura
 Permeabilidade
 Densidade
 Propriedades químicas, biológicas e mineralógicas

3.3.3. Topografia

ALMEIDA (1995) Regiões com solos arenosos que possuem baixa proporção de partículas
argilosas apresentam maior facilidade para a erosão, mesmo em pequenas enxurradas. A
ocupação desordenada do meio ambiente, a concentração de chuvas em determinados meses
do ano e as formações arenosas, são factores que contribuem na geração dos processos
erosivos.

1. Declividade
2. Comprimento de rampa

3.3. 4. Cobertura Vegetal

É o factor mais importante de defesa natural do solo que funciona como uma manta
protectora, evitando a desagregação das partículas de solo que é a primeira fase da erosão.
Entre os principais efeitos da cobertura vegetal destacam-se a protecção contra o impacto
directo das gotas de chuva, a dispersão e quebra da energia das águas de escoamento
superficial, o aumento da infiltração pela produção de poros no solo por acção das raízes e o
14

aumento da capacidade de retenção de água pela estruturação do solo por efeito da produção
e incorporação de matéria orgânica (ALMEIDA, 1995).

3.3.5. Acção Antrópica

SENA (2008) afirma que a acção humana é, geralmente, o principal factor desencadeado do
processo erosivo acelerado, seja ele rural ou urbano. As interferências provocadas pelas
acções de uso e ocupação do solo costumam se reflectir em desequilíbrios nos processos
naturais que ocasionam o início do processo ou potencializam processos pré-existentes.

Dentre as actividades antrópicas que podem interferir na erosão, encontram-se alterações


hidrológicas como a construção de barragens; modificações do relevo e no solo através obras
de corte e aterro; alterações na cobertura vegetal através do desmatamento e consequente
exposição do solo à erosão, entre outros (SENA, 2008).

As principais agressões causadas pela acção antrópica decorrentes são:

1. Retirada da cobertura vegetal, seguida pela queimada;


2. Agricultura praticada sem conservação do solo, tais como plantio, sem rotação de
cultura etc.;
3. Divisa de propriedades, de culturas perpendiculares às curvas de nível;
4. Abertura de estradas e carregadores sem o devido cuidado na execução de obras de
drenagem para colectar e transportar águas pluviais;
5. Execução de loteamentos sem implantação da infra-estrutura (idem).

3.4. Tipos de Erosão

3.4.1. Erosão Laminar

A Erosão Laminar caracteriza-se pelo escoamento difuso das águas das chuvas. Esse tipo de
erosão retira a camada superficial do solo de maneira quase homogénea. Trata-se de um tipo
de erosão quase imperceptível quando se encontra no início, levando o solo a uma coloração
clara e ao descobrimento das raízes das árvores com o seu avanço (OLIVEIRA, 2011).
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Esse tipo de erosão é extremamente actuante em áreas de uso agrícola, onde os solos
apresentam-se desnudos em determinadas épocas do ano, antecedendo o período de plantio.
Na área urbana, também, ocorre esse tipo de processo na expansão da cidade por meio de
abertura de novos loteamentos e bairros sem infra-estrutura (OLIVEIRA, 2011).

3.4.2. Erosão Hídrica

Erosão Hídrica é um processo contínuo de remoção, transporte e deposição de sedimentos


do solo, de um local mais elevado para um relevo mais baixo, por meio de agentes de
intemperismo como água e vento. A erosão é um processo natural e necessário para a
formação do solo. Entretanto, a erosão tem-se acelerado, pois é influenciada por práticas não
conservacionistas, que sobrecarregam a capacidade de suporte do solo (OLIVEIRA, 2011).

3.4.3. Erosão Linear

Erosão Linear corresponde às formas de erosão causadas por escoamento superficial


concentrado, que comanda o desprendimento das partículas do solo e o transporte dessas
partículas (desprendidas), segundo as condições hidráulicas desse escoamento. Pode haver
também a acção combinada entre o escoamento superficial concentrado e o escoamento
subsuperficial (ALMEIDA, 1995).

Erosão por Escoamento: concentrado pode causar grandes incisões lineares na forma de
sulcos, ravina e voçorocas. Ela corresponde a um avançado estágio de degradação do solo,
cujo poder destrutivo local é superior ao das outras formas, e, portanto, de difícil contenção
(ibidem).

Sulcos são pequenas incisões em forma de filetes muito rasos, representados por áreas onde
ocorrem erosão laminar muito intensa. Este processo ocorre nas linhas de maior
concentração das águas de escoamento superficiais, resultando em pequenas incisões no
terreno (ALMEIDA, 1995).

Na erosão em Sulcos o material é transportado pelo escoamento e desgaste do solo


formando “cortes” aumentando no decorrer do tempo (GALETI, 1979).
16

3.4.4. Ravina

Ravina2 é um sulco profundo no solo provocado pela acção erosiva da água de escoamento
superficial concentrado, e que não pode ser combatida pelos métodos mais simples de
conservação de solo. Geralmente tem um formato em “V”, rectilínea, alongada e estreita.

São raras as ramificações e não chega a atingir o lençol freático. O desenvolvimento lateral
se dá pelo escoamento das águas pluviais no seu interior, provocando erosão no pé do talude
e consequentemente resultando em um deslizamento. O desenvolvimento da ravina evolui de
montante para jusante e o escoamento das águas pluviais no seu interior e nos taludes só
ocorre quando chove (ALMEIDA, 1995).

3.4.5. Erosão Fluvial

A Erosão Fluvial é causada pelas águas dos rios, principalmente na época das cheias, sendo
muitas vezes responsável pelo desmoronamento ou escorregamento das margens, que
arrastam uma grande quantidade de solo, contribuindo, assim, para a diminuição da
fertilidade agrícola, poluição e assoreamento dos cursos de água, canais, lagos e represas.
A erosão marginal, como componente da erosão fluvial, é uma variável da dinâmica dos
cursos de água, definida como o “recuo linear das margens”, devido à remoção dos
materiais do barranco (talude) pela acção fluvial (correntes, ondas) ou por forças de origem
externa (precipitação) (BANDEIRA, 2005).

3.4.6. Erosão Eólica

Erosão Eólica é provocada pela acção do vento e será mais intensa quanto maior a sua
velocidade e a área livre de vegetação ou obstáculos naturais. A erosão eólica está mais
relacionada às grandes planícies sem cobertura vegetal. Nessas regiões, a energia cinética do
vento desloca as partículas do solo. Dependendo da força e da velocidade do vento, são
removidas as partículas mais finas (argila e silte) e, posteriormente, as partículas mais
grosseiras (areia). A distância de deposição está directamente relacionada à intensidade e à
duração do processo (ibidem).
2
Ravina é um tipo de Erosão linear causada pelos canais com profundidades e comprimentos na superfície do
solo, também são denominados de voçorocas.
17

4. Prevenção da Erosão

As medidas de prevenção de erosão consistem fundamentalmente na adopção de


planejamento prévio em qualquer actividade ligada ao uso do solo. Segundo OLIVEIRA et
al. (1987) sugere orientações voltadas a nível preventivo tais como: priorização das áreas de
investimento em obras correctivas, orientação das expansões urbanas e a definição das
adequações necessárias à implantação de obras viárias que atravessem áreas de alta
susceptibilidade à erosão.

ALMEIDA (1995) Para prevenir os efeitos dos processos erosivos deve-se definir e
implantar adequadamente práticas de prevenção. Iniciado o processo erosivo, todas as
alternativas de contenção são caras e de difícil execução. Os projectos de loteamentos ou
conjuntos habitacionais devem ser concebidos a partir de um planejamento urbanístico
integrado que contemple de forma eficiente um sistema de drenagem.

Dentre as questões técnicas, destaca-se a utilização adequada de práticas agrícolas de


conservação do solo, podendo agrupá-las em vegetativas, edáficas e mecânicas. O plano
de prevenção da erosão urbana consiste basicamente no ordenamento do assentamento
urbano, que estabelece as normas básicas para evitar problemas futuros, além de planejar
situações que favorecem o desencadeamento do processo erosivo, e no caso de espaços já
ocupados, reduz ou elimina os possíveis efeitos negativos dessa ocupação (ibidem).

5. Controle Urbano

Conhecendo-se as características da bacia de contribuição e dos processos erosivos, passa a


ser realizada a concepção das obras de contenção e a elaboração do projecto executivo, de
maneira a garantir a eliminação das causas activas do desenvolvimento (ibidem).

5.1. Práticas Conservacionistas


18

Segundo BERTONI e LOMBARDI NETO (2008), as práticas conservacionistas


compreendem todas as tecnologias que visam o aumento da cobertura vegetal e à infiltração
da água no solo, com a intenção de protegê-lo contra o impacto das gotas da chuva, de
diminuir o volume e a velocidade do escoamento superficial, proporcionando o tempo
necessário para que a água possa infiltrar antes de seu escoamento. As práticas
conservacionistas são classificadas em vegetativas, edáficas e mecânicas (BERTONI;
LOMBARDI NETO, 2008).

5.2. Práticas Vegetativas

As práticas de carácter vegetativo são aquelas em que se utiliza a vegetação para defender o
solo contra a erosão. Estas podem ser consideradas tanto práticas de prevenção quanto de
controlo ou recuperação de erosão, dependendo do estágio evolutivo da feição erosiva que se
pretende combater. Dentre as diversas práticas vegetativas, encontram-se o reflorestamento e
as pastagens (ibidem).

CAPÍTULO IV
19

6. Caracterização da Área em Estudo

6.1. Localização Geográfica

Distrito de Massinga está situado na zona central da província de Inhambane, tendo como
limites, a Sul o distrito de Morrumbene, a Oeste o distrito de Funhalouro, a Norte e
Nordeste o distrito de Vilankulo, e a Este o oceano Índico (MAE, 2012).

O território do Distrito de Massinga situa-se entre os paralelos 22° 39’ e 23º 31’ de latitude
sul e dos meridianos 34º 54’ e 35º 36’ de Longitude Este. É atravessado pelos paralelos 23º
de Latitude Sul e 35º de Longitude Este (MAE, 2012).

A superfície do distrito é de 7.426 km2 e a sua população está estimada em 199 mil
habitantes à data de 1/7/2012. Com uma densidade populacional aproximada de 26,8
hab/km2, prevê-se que o distrito em 2020 venha a atingir os 211 mil habitantes (MAE,
2012).

6.2. Relevo de Massinga

6.2.1. Vegetação

O Distrito de Massinga é marcadamente caracterizado por planícies no interior e com


ocorrência de pequenas elevações do tipo dunas que variam de 100 a 200 metros ao longo da
Costa (MAE, 2012).

6.2.2. Clima

O clima do distrito é dominado por zonas do tipo tropical seco, no interior, e húmido, à
medida que se caminha para a costa, com duas estações: a quente ou chuvosa que vai de
Outubro a Março e a fresca ou seca de Abril a Setembro (ibidem).

6.2.3. Precipitação
20

A zona litoral, com solos acidentados e permeáveis, é favorável para a agricultura e pecuária,
apresentando temperaturas médias entre os 18° e os 30° C. A precipitação média anual na
época das chuvas (Outubro a Março) é de 1200mm, com maior incidência nos meses de
Fevereiro e Março, em que chegam a ocorrer inundações (MAE, 2012).

6.2.4. Solos

A zona interior do distrito apresenta solos franco-arenosos e areno-argilosos e uma


precipitação média anual de 650 a 750mm, com temperaturas elevadas, que provocam
deficiências de água. O distrito do Massinga é banhado pelo Oceano Índico a Leste, não
sendo atravessado por nenhum rio de caudal permanente (ibidem).

CAPÍTULO V
21

7. Cronograma das Actividades

Actividades Março Abri Maio Junho


l
Formulação do Problema, Tema e Hipóteses. X

Revisão da Literatura X

Escolha da área em estudo X

Aprovação de Instrumentos de Recolha de Dados X

8. Orçamento

Descrição das Actividades Quantidade Valor (mts) Total


Computador 1 15000mts 15000mts
Papéis A4 30 1.5mts 45mts
Impressão 33 3mts 99mts
Encadernação 1 40mts 40mts
Lápis e esferográfica 2 20mts 40mts
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9.Conclusão

O Projecto de pesquisa sobre as Estratégias de prevenção da Erosão na Vila de Massinga.


Erosão afirma que é um processo que pode ocorrer tanto nas camadas superficiais como nas
mais profundas. Caracteriza-se na desagregação, decomposição e transporte de partículas de
solo ou rochas. O sistema de desagregação das rochas é ocasionado pela acção natural pelo
intemperismo (conjunto de processos químicos, físicos e biológicos que provocam o
desgaste dos solos e rochas).

Para prevenir os efeitos dos processos erosivos deve-se definir e implantar adequadamente
práticas de prevenção. O controlo da Erosão, as práticas de carácter vegetativo são aquelas
em que se utiliza a vegetação para defender o solo contra a erosão. O manejo das pastagens
afecta directamente seu valor como revestimento do solo contra a erosão.
23

10.Bibliografia

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