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Batalha Espiritual - Conhecendo nossos adversários

Muitos fracassam na guerra espiritual por desconhecer nossos aliados


espirituais, nossas armas de guerra e também nossos adversários. Entenda um
pouco sobre nossos inimigos neste material!
Há uma diferença entre batalha e guerra. A batalha é um combate com um
propósito específico, em um período ou época. A guerra é um conjunto de
batalhas, com o propósito de tomada de nações, continentes, estados. No
mundo espiritual, entendemos que a guerra existe desde a fundação do
mundo, e acabará no final dos tempos, quando Satanás for totalmente
aprisionado, com todos os seus demônios. Enquanto isso, se levantam
batalhas espirituais, em todo o tempo. Os personagens deste cenário são:

• Eu e você
• Anjos e demônios
• Deus, pois é onipresente e onisciente
• Satanás

A Bíblia Sagrada nos revela algumas observações importantes acerca de


batalhas espirituais. Observe:

• Batalha Espiritual é Deus derrotando Satanás com o sopro da sua boca (2 Ts


2.8)
• Batalha Espiritual é a luta entre a carne e o espírito (Rm 8.5)
• Batalha Espiritual é a luta entre anjos e demônios (Ap 12.7)
• Batalha Espiritual é pela fé, vencer as aflições do mundo (Jo 16.33)
• Batalha Espiritual é livrar almas da morte (Pv 24.11)

Muitos crentes assumem o ministério de Batalha Espiritual como se fosse uma


responsabilidade dele mesmo. Não é, somos apenas instrumentos nas mãos de
Deus. A Batalha é do Senhor. O motivo de crentes desistirem do ministério, ou
fracassarem na fé, é justamente por isso. Eles querem ver resultados
imediatos, e querem fazer de seu jeito. Somos guerreiros, soldados, e
devemos estar sob a direção do Grande General de Guerra, para que
possamos ter grandes vitórias. E finalmente dizer como Paulo:

“Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé.” (2 Tm 4.7)

Medite nestes versículos, e entenda que a Batalha pertence ao Senhor:

• Gn 3.15
• Ex 15.3
• Ex 14.14
• Is 41.10-13

Não existe luta entre Deus e o diabo


Uma vez li uma coluna do jornal, escrita por um bruxo reconhecido
mundialmente como escritor, autor de diversos “best-sellers”. Nesta coluna ele
expôs o seguinte pensamento: “O mundo é um grande tabuleiro, e existe uma
luta entre as pedras brancas e as pedras negras. Cabe a você escolher de que
lado quer lutar”.
Neste pensamento, o autor fazia alusão à chamada “eterna luta entre Deus e o
diabo; a luta entre o bem e o mal”.
O pensamento é até bonito, interessante, mas é uma meia verdade de
Satanás, que tem confundido diversas pessoas. Muitos crentes, e até pastores,
assumem esta visão em relação a batalha espiritual, porém eu te digo: NÃO
EXISTE LUTA ENTRE DEUS E O DIABO.
Em minhas radicais palavras, posso lhe dizer que Satanás “bate continências”
na presença de Deus. Tudo o que ocorre no mundo espiritual está debaixo da
soberania de Deus, e o próprio Satanás depende da autorização de Deus para
fazer seus atos malignos.

“Ora, chegado o dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o


Senhor, veio também Satanás entre eles. O Senhor perguntou a Satanás:
Donde vens? E Satanás respondeu ao Senhor, dizendo: De rodear a terra, e de
passear por ela.” (Jó 1.6,7)

Imagine o caos que seria este planeta, se Satanás fizesse tudo o que ele
quisesse. Você acha que os aviões se manteriam no ar? Você acha que não
haveria uma violência ainda maior do que a existente?
Satanás também é criatura, e seu poder é limitado diante de Deus. Ele é tão
pequeno para Deus assim como eu e você o somos. Repito: não existe luta
entre Deus e o diabo. Porém, então porque precisamos batalhar?

Então de quem é a luta?

Eis uma boa pergunta. Se Deus não luta contra o Diabo, porque vivemos em
batalha? Porque o povo de Deus vive em guerra espiritual? Muitas perguntas,
para uma única resposta: A LUTA É ENTRE O HOMEM E SATANÁS.

“Pois a nossa luta não é contra carne e sangue, mas sim contra os principados,
contra as potestades, conta os príncipes do mundo destas trevas, contra as
hostes espirituais da iniqüidade nas regiões celestes.” (Ef 6.12)

Paulo diz que a luta espiritual é contra nós. Satanás e seus demônios sabem
que não podem lutar contra Deus, pois o Senhor tem poder para destruí-los
com o sopro de sua boca (2 Ts 2.8). Portanto eles sabem que podem afetar
diretamente ao Senhor, quando agridem sua noiva.
A igreja representa a noiva de Cristo, que está temporariamente na terra,
sendo preparada pelo Espírito Santo para o grande encontro, o dia do
casamento. Enquanto isso o diabo nos ataca, quer nos fazer desistir, ou até
nos matar. Para ele este casamento não pode acontecer.
Sim, estamos em batalha, e como bons soldados precisamos estar preparados,
devidamente treinados. Fique alerta, o diabo anda ao derredor, buscando
quem possa tragar.

Conhecendo nossos inimigos

O Antigo Testamento relata grandes batalhas e jornadas do povo de Israel.


Todos estes relatos trazem-nos profundos ensinamentos que devem ser
executados em batalha espiritual.

"Enviou-os, pois, Moisés a espiar: a terra de Canaã, e disse-lhes: Subi por aqui
para o Negebe, e penetrai nas montanhas; e vede a terra, que tal é; e o povo
que nela habita, se é forte ou fraco, se pouco ou muito; que tal é a terra em
que habita, se boa ou má; que tais são as cidades em que habita, se arraiais
ou fortalezas; e que tal é a terra, se gorda ou magra; se nela há árvores, ou
não; e esforçai-vos, e tomai do fruto da terra. Ora, a estação era a das uvas
temporãs." (Nm 13.17-20)

Doze espias foram enviados por Moisés para reconhecer a terra, por orientação
do Senhor (Nm 3.2). Deus sabia exatamente o que esperava pelo povo, na
terra prometida. Haviam pela frente muitos gigantes, povos bárbaros, porém
para a grande conquista era necessário também uma grande luta. O povo não
deveria temer, pois a guerra era de Deus, o próprio Senhor garantiria o povo,
mesmo assim Deus ordena que se enviem espias para reconhecer a terra.
Para entrar em batalha, o povo precisou reconhecer exatamente quais seriam
os tipos de ameaçar que deveriam enfrentar:

• Qual a qualidade da terra a ser tomada (que tal é)


• Qual o povo que habitava na terra e suas características como guerreiros (se
eram fortes ou fracos)
• A quantidade (pouco ou muito)
• A qualidade da terra de habitação do adversário
• Se os adversários habitavam em arraiais ou em fortalezas
• Se a terra é fértil ou não (Se há árvores ou não)

O reconhecimento antes da batalha é uma prática extremamente necessária e


essencial. Muitos crentes estão entrando em batalhas espirituais sem conhecer
seus inimigos e suas armas. Satanás é astuto, e usa de astutas ciladas.
Devemos conhecer sobre o nosso inimigo. Estudar sobre sua natureza, seus
métodos, armadilhas. Quais são seus “poderes”, e até onde vai sua força. Se
não conhecermos nosso inimigo, nos tornaremos alvos fáceis para os dardos
inflamados do maligno.
É bem verdade que muitos líderes não ensinam a igreja sobre este importante
assunto, sob o argumento que “não perdem tempo falando do diabo”, ou que
“o diabo não deve aparecer”. A questão não é essa.
Como dizia o cantor Raul Seixas: “o diabo nasceu há 10.000 anos atrás”. Os
demônios são especialistas em tudo o que você pode imaginar. Eles
acompanham o homem há centenas de gerações.
Eu diria que eles são especialistas em antropologia, geografia, história,
sociologia, psicologia, etc. Sabem tudo sobre o homem, sabem tudo sobre
você. Conheça também sobre ele, e Deus te usará como um soldado
classificado para esta batalha.

Não subestime seu adversário

Um dos grandes ensinamentos que qualquer militar aprende é: Não subestime


o inimigo. Na segunda guerra mundial, um do motivo de grande desgraça aos
norte-americanos foi subestimar os vietnamitas, crendo na sua ineficiência por
seu humilde armamento.
Mesmo sem um bom arsenal, os soldados vietnamitas usaram de inteligentes
estratégias (astutas ciladas), e se escondendo por túneis e buracos,
conseguiram durante muito tempo resistir aos ataques de seus opressores.
Deixe-me contar dois fatos, verídicos:

Caso 1:
“Um certo ministro de libertação era usado com grande poder e autoridade na
batalha espiritual. Um certo dia, ao expulsar um demônio, o inimigo olhou para
ele e disse: me aguarde, eu ainda te pego. E saiu.
Meses depois, este ministro estava na rua, e uma jovem o pediu informações...
conversa vai; conversa vem; quando se viu estavam entrelaçados em um
hotel. O ministro distraiu, deu brecha. Em determinado momento, ao beijar a
jovem, ela mordeu metade de sua língua, arrancando-a.
No mesmo instante, ela olhou para ele com voz trêmula e disse: EU NÃO
DISSE QUE TE PEGARIA!”

Caso 2:
“Certa vez, em uma igreja, um pastor, durante uma libertação, permitiu que o
demônio falasse. Então o demônio disse: - Você, pastor, é um adúltero! Estava
com uma prostituta ontem, às dez da noite e mentiu pra sua mulher que o
carro tinha quebrado. Realmente no dia anterior, esse pastor estava voltando
de uma cidade onde havia ministrado a Palavra de Deus onde muitas pessoas
haviam sido tocadas pelo Senhor, aceitando-o como Salvador de suas almas. O
demônio ficou muito irritado pelo sucesso do pastor e fez com que seu carro
“apagasse” no meio da estrada, às 22:00h, quando ele ia voltando para sua
casa. O pastor, sem vigiar, ficou irritado e esqueceu de orar repreendendo a
ação de Satanás sobre a sua vida, o que faria o carro pegar imediatamente, e
ficou tentando solucionar o problema com suas próprias mãos. Chegando em
casa uma hora depois do horário previsto, contou a sua esposa o ocorrido.
Quando o demônio falou aquilo no culto,
acendeu-se a ira da esposa, porque realmente era aquilo que ela pensava
(porque o inimigo havia implantado esse pensamento na sua mente).
Resultado: o pastor foi afastado da igreja, a sua esposa pediu o divórcio. Tudo
por causa de um demônio de terceira categoria, porém esperto, que soube
aproveitar as falhas dessas pessoas.”

Satanás e os demônios são nossos piores inimigos. Você pode crer que eles
são fracos, e que são submissos à autoridade do nome de Jesus. Eles podem
até correr quando olham para você, devido a unção que Deus colocar sobre
sua vida, mas não distraia, não subestime.
Nosso inimigo não tem pressa, ele não tem tempo para acabar com sua vida e
ministério. Entenda que ele anda ao nosso derredor, esperando uma
oportunidade para tragar-nos. Na maioria das vezes, o pecado abre esta
oportunidade, e como você sabe “todos pecaram”.
Para trabalhar em libertação, precisamos saber que estamos envolvidos com
uma grande responsabilidade, e manter-nos vigilantes, atentos, para que não
caiamos em ciladas do maligno.

01 - Guerra Espiritual
Estamos em guerra!
A guerra é uma condição de conflito aberto, armado e, freqüentemente prolongados
entre nações, Estados ou partidos. O mal da humanidade tem sido desde os tempos mais
antigos, a perseguição pela guerra quente ou fria, pelo conflito provocado ou não, pela
inimizade declarada ou não. A primeira declaração de guerra está registrada em Gênesis
3:15.

As linhas da batalha foram traçadas


O reino da Luz de Deus (Vida e Justiça) contra o reino das trevas de Satanás (morte,
roubo e destruição) - João 10:10.

O homem é o agente do avanço temporal de um dos dois reinos. O ser humano é o ponto
central da guerra ou conflito. Tanto Deus quanto Satanás desejam a lealdade do homem.
Deus, mediante a obediência da fé, e Satanás, através de promessas enganosas de
poder, fama e riquezas.

Todos os homens pertencem a um desses dois reinos. Todos, sem exceção, desde a
queda de Adão, estão sujeitos ao reino das trevas pelo nascimento físico. Para ser liberto
do reino das trevas, o indivíduo deve experimentar novo nascimento espiritual, colocando
sua fé em Jesus Cristo como seu Salvador e Senhor, passando das trevas para luz e da
morte para vida eterna, tornando-se um cidadão do reino de Deus (Cl 1:13-14).

Reconhecer a que reino pertencemos é essencial para qualquer um de nós. Nossa


responsabilidade como cristãos é promover o Reino de Deus. Nosso Comandante nos
ordenou em Mateus 28:19 - "Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações!" - e em
Atos 26:18.

A maioria dos crentes não pensa no mundo como um campo de batalha, mas como um
parque de diversões. Por essa razão, tantos irmãos têm sua vida cristã em constante
derrota.

Assim também há crentes que, consciente ou inconscientemente, adotam a filosofia do


sistema deste mundo (nunca se envolvem com a causa da igreja de Jesus), são apenas
crentes nominais, vêm à igreja apenas quando lhes convém ou aos domingos,
contribuindo, dessa forma, para o avanço do reino das trevas de Satanás.
Estamos realmente em guerra!
Responda sinceramente: frieza de coração, indiferença, desonestidade, imoralidade,
incredulidade, falta de amor para com o próximo, falta de envolvimento com a obra de
Deus, falta de disciplina cristã, falta de leitura bíblica e oração são coisas que estão
fazendo o reino das trevas ou o de Deus avançar?

No seu estilo de vida, você age como cidadão do reino de Deus ou de Satanás?

É mentira de Satanás quando diz que nós, os crentes, somos normais. Não somos! Deus
nos encheu com o seu poder sobrenatural, através do Espirito Santo, e somos o seu
povo, temido e chamado com um propósito especial.

Não somos perfeitos, mas devemos viver no plano do Poder Sobrenatural de Deus com
um estilo de vida disciplinado e obediente ao senhorio de Jesus Cristo.

Devemos adquirir a iniciativa de ganhar a batalha, vigiar nossos pontos vulneráveis, nos
apossarmos urgentemente das promessas da palavra de Deus em II Coríntios 10:3 -
"Porque as armas da nossa milícia não são carnais, sim, poderosas em Deus para
destruir fortalezas..." e Lucas 10:19 - "Eis aí, vos dei autoridade sobre todo o poder do
inimigo".

Questão do agressivo conflito espiritual contra o mundo, a carne e o diabo estão se


tornando cada vez mais importantes

Satanás e o seu reino lutam incessantemente contra os crentes e contra todo programa
de Deus. Os crentes precisam combater o bom combate.

A doutrina bíblica sobre o mundo decaído das trevas merece um estudo dedicado. Ignorar
os ardis de Satanás deixa brechas em nossa defesa, através das quais o inimigo deseja
avançar. Tenho a convicção de que os crentes precisam saber o que fazer e como
proceder em sua responsabilidade para serem "fortalecidos no Senhor e na força do seu
poder (Ef 6:10)". E eles precisam de ferramentas úteis a sua disposição para se
libertarem da opressão dos ataques demoníacos.

A Bíblia diz que enfrentamos apenas três inimigos, os quais procuram derrotar os cristãos
na vida espiritual.

É de vital importância para nossa vitória no Senhor Jesus Cristo que saibamos como cada
um desses inimigos procura afastar-nos daquilo que é nosso e da nossa posição de
vitória. É importante que sejamos capazes de discernir que tipo de tentação ou prova
estamos enfrentando em determinada situação.

Quando uma pessoa crê no Senhor Jesus Cristo, seu relacionamento com o mundo físico,
espiritual, mental e emocional passa por uma mudança radical. Ele é uma nova criatura e
tudo passa a ser novo. Por causa desse novo relacionamento com Deus, todos os crentes
são alvos especiais do ataque dos mesmos inimigos que se opuseram e atacaram a
pessoa do Senhor Jesus Cristo.

Com tal plano de ataque contra nós, devemos conhecer tudo o que for possível sobre o
sistema de defesa disponível e nossas armas de guerra.
O crente que não se familiarizar com o combate espiritual será, logicamente, um fraco
soldado de Jesus Cristo.

Os crentes se encontram sob um ataque concentrado.

O mundo, a carne e o diabo têm de ser enfrentado e derrotado pela vitória que foi obtida
para nós através de nosso Senhor Jesus Cristo.

A palavra de Deus também precisa ser sistematicamente lida e estudada no que refere
aos nossos inimigos para que obtenhamos o discernimento bíblico sobre como Satanás
opera, de onde veio, quem é ele e como fornece fortes armas para o conflito espiritual.

O problema do mal
Antes de abordarmos o assunto sobre o mal, vamos falar um pouco sobre os temas
fundamentais que a Bíblia fala: as doutrinas.

Elas se dividem em três agrupamentos, a saber:

1- Doutrinas mais fáceis: Soteriologia (Fé, arrependimento, conversão, justificação,


santificação, regeneração, glorificação, e oração);

2- Doutrinas menos fáceis: Dons espirituais;

3- Doutrinas difíceis: Escatologia

Existem também na Bíblia três tipos de profecias:

1- Cumpriu-se: passado

2- Cumprindo-se: presente

3- Cumprirá-se: futuro

Há três povos distintos:

1- Judeu (I Co 10:32)

2- Gentio

3- Igreja

Há quatro tipos de linguagens bíblicas:

1- Literal

2- Alegórica

3- Figurada

4- Profética
Existem três céus:

1- Atmosférico

2- Estelar

3- Céu dos céus

Há nada menos que quatro termos gregos empregados no Novo Testamento que se
referem ao mundo:

1- Ge - terra, campo, chão etc. No sentido puramente físico, contraste a terra com os
céus.

2- Oikoumene - é um particípio derivado das palavras casa, habitar; significa, portanto, a


terra habitada (Mt 24:14, Is 2:1 - onde se refere ao império romano como o mundo
conhecido, em Hebreus 2:5 - refere-se ao mundo vindouro que será habitado).

3- Aion - significa essencialmente "Tempo", mas por extensão inclui também o espaço.
Indica tudo que existe sob o condicionamento do tempo e do espaço. Nada deixa de ter
também um aspecto ético-espiritual debaixo do poder do príncipe das trevas (Ef 2:2, Gl
1:4, II Co 4:4).

4- Kosmos - originalmente, significa o mundo físico apontando de modo especial para a


sua ordem ou arranjo (I Pe 3:3, onde significa uma aparência agradável por estar
arrumada, uma boa combinação de vestuário - Himation Kosmos). Aponta para o universo
material como um sistema que Deus criou segundo os seus propósitos (Mt 13:35 - Jo 17:5
- At 17:24 - Fp 2:15). Também transmite a idéia do universo como habitação dos homens
(Jo 16:21 - Jo 3:17) daí veio a significar a humanidade em sua totalidade (Jo 1:29 - 3:16 -
4:42).

A tentação de Jesus
A tentação de Jesus leva-nos a pensar sobre um tema básico na Bíblia, o problema do
mal.

Antes de analisar mais o esboço acima, vejamos várias escrituras e meditemos sobre o
problema.

Mt 6:1-13 - O Pai Nosso se divide em 5 pontos:

1-A Santidade do nome de Deus (v 9);

2- A realização da vontade de Deus na terra (v 10);

3- Nossa necessidade material - o pão diário (v 11);

4- Nossa necessidade espiritual - perdão (v 12);

5- O problema do mal ( v 13).


Então, essa oração, que Jesus ensinou e que é tão curta, não deixa de concluir esse
ponto sobre o problema do mal. O que é o mal? É uma pessoa, a pessoa do maligno.

O problema do mal
Foi a glória e o poder do mundo que o diabo ofereceu a Jesus após ter lhe mostrado
"todos os reinos do mundo" (Lc 4:5). O fato de Satanás poder dizer: "toda esta autoridade
e a glória destes reinos dou a quem quiser" (v 6) mostra como o mundo se tornou o
instrumento de sua rebelião contra Deus. Por ser o deus deste século (II Cr 4:4),
entendemos que os que se recusam a ter Deus como soberano se submetem, consciente
ou inconsciente, aos desígnios do demônio. João afirma que "O mundo inteiro jaz no
maligno" (I Jo 5:19); como príncipe deste mundo, Satanás espalha nele sua influência (Jo
12:31 - 14:30 - 16:11); ele anima o espírito do anticristo... presentemente já está o mundo
(I Jo 4:3), de maneira que, na realidade, o reino das trevas composto dos súditos
humanos e espirituais do demônio, organiza e sustenta a oposição contra Cristo e sua
Igreja.

II Sm 24:1 - "tornou-se a ira do Senhor a acender-se contra os israelitas e incitou a Davi


contra ele". I Cr 21:1 - "então Satanás se levantou contra Israel e incitou a Davi a levantar
o censo de Israel". Compare esses dois versículos e decifre este mistério: Deus ou
Satanás incitou a Davi a levantar o censo de Israel?

I Sm 16:23 - "E sucedia que, quando o espírito maligno da parte de Deus vinha sobre
Saul...", temos outro enigma aqui: Deus ou Satanás enviou o espírito maligno sobre Saul?

Is 14:12-15 - "como caíste do céu ó estrela da manhã", Ap 22:16 - "Eu sou a raiz e a
geração de Davi, a brilhante estrela da manhã", temos aqui um terceiro exemplo que
mostra o mistério; a primeira passagem chama Satanás de estrela da manhã e a segunda
dá essa designação a Jesus.

Quando se referiu a Jesus como "Advogado" e ao Espírito como "Consolador", João usou
a mesma palavra "paracleto" no original; então enquanto Jesus é nosso advogado e
consolador (pois Jesus é o Espírito). Satanás é nosso acusador e adversário.

O problema do mal começa em Gênesis e termina no Apocalipse. O mal, propriamente


dito, aparece só no capitulo 3 de Gênesis (Gn 1:1 -2:3 descreve a história sobre a criação
do mundo em sete dias, e o restante do capítulo 2 fala sobre a formação do homem e da
mulher e as duas árvores: da vida e do conhecimento do bem e do mal. Dessa forma,
tudo está preparado para o aparecimento desse personagem misterioso do mal.

Em Gn 3, o mal está ligado com a pessoa de Satanás; astutamente ele apareceu em


forma de serpente para enganar o primeiro casal. Ele não é o primeiro animal, mas um
espírito sem corpo para se manifestar. Depois da tentação de Satanás ao primeiro casal,
começaram todos os problemas do homem; o mal entrou neste mundo causando mentira,
ódio, homicídio e guerra (Jo 8:44). Então o problema do mal é um problema fundamental.

Vimos o problema do mal no início e no fim da Bíblia, mas, curiosamente, no meio dela há
um livro que trata especialmente desse assunto - o livro de Jó. Nele temos a história de
um homem justo, temente a Deus, que precisou passar por tremendas tentações e
sofrimentos. Logo no início do livro, a personagem misteriosa do mal se apresenta junto
com os anjos diante do Senhor; ele recebe a permissão de Deus para provar Jó de todas
as maneiras, menos com a morte; e no resto do livro temos a história da provação e de
como Jó venceu.

A psicologia da tentação
Este assunto da tentação é muito vasto e torna difícil a organização deste estudo de
forma resumida. A presença do mal, a personagem do mal, permeia a Bíblia inteira, todo
o plano de Deus. Nem sabemos exatamente como o mal surgiu (Is 14 e Ez 28), mas é
uma personagem real que precisamos enfrentar.

Estamos falando sobre tudo isso por causa da tentação de Jesus. A tentação de Jesus foi
essencial para a libertação do seu ministério, foi um drama que envolveu grandes
conseqüências para toda a humanidade, porque Ele venceu o inimigo. Precisamos
entender o problema do mal, porque a tentação de Jesus envolveu a luta com esse
problema.

Lucas fala que o diabo se afastou de Jesus até uma ocasião oportuna (Lc 4:13). Quando
ele voltou? Talvez em Getsêmani, quando Jesus suou gotas como de sangue e onde sua
vontade como homem entrou em choque com a vontade do Pai. Lá, Jesus falou com os
discípulos para orarem e vigiarem para não entrarem em tentação (Lc 22:46).

Dt 6:16 - "não tentarás ao Senhor teu Deus como o tentaste em Massá". Jesus citou esta
passagem para Satanás quando ele o mandou atirar-se do pináculo do templo para
provar que era Filho de Deus (Lc 4:9-12). Mas o que aconteceu em Massá?

Êx 17:1,2,7 - Massá significava provação, porque quando não tinham água no deserto, os
filhos de Israel contenderam ou tentaram ao Senhor. Eles duvidaram da presença de
Deus no meio deles dizendo: "está o Senhor no meio de nós ou não?" (v 7). Dessa forma,
eles desafiaram a Deus.

Hb 3:7-12 - "... não endureçais os vossos corações como foi na provocação do dia da
tentação no deserto...". Note que as palavras "provocação" e "tentação" vêm juntas, pois
são ligadas. Tentar a Deus, duvidar, desafiar, discutir com Ele é provocá-lo. Essa
passagem dá dois motivos por que os filhos de Israel tentaram a Deus: "não conheceram
os caminhos de Deus (v 10)", não confiaram nEle por terem "um coração perverso de
incredulidade (v 12)"; então, se provocamos a Deus, é porque não o conhecemos e nem
cremos nEle.

Em Tg 1:2-4 uma tradução fala "tentação" e outra fala "provocação", mas no original é a
mesma palavra. Tiago diz que devemos encarar a tentação com alegria. Ele tem um
ponto de vista diferente de Pedro, que diz que as tentações nos trazem tristezas (I Pe 1:5-
7 - tradução corrigida). Talvez seja a questão do temperamento, uns se alegram e outros
se entristecem, mas no final do processo há júbilo e glória. Porém, por que Tiago nos
exorta a ter alegria na provação? Porque através dela nossa fé é provada (cremos ou
duvidamos de Deus) e, se passamos no teste, a perseverança é formada em nós. Então,
o oposto de tentação ou incredulidade é a fé que persevera.

Tiago descreve o processo ou a psicologia da tentação (Tg 1:12-17), dizendo que Deus
não tenta ninguém, mas é a concupiscência do coração do homem que o tenta e o leva a
pecar. Isso contradiz Gênesis 22:1, que diz que Deus tentou Abraão. Afinal, Deus tenta ou
não?. Podemos resolver essa controvérsia entendendo que em Gênesis 22 a palavra
"tentar" foi usada numa conotação diferente, enquanto que, nos exemplos que temos visto
(Adão e Eva, Davi, Jó, os filhos de Israel), a tentação está ligada à presença de Satanás
ou do pecado; isso não acontece com Abraão. Deus não provou Abraão por causa do
pecado, mas para testar sua confiança nEle. Abraão passou na prova com nota 100 e,
dessa forma, se tornou exemplo para nós. Tiago diz que Deus não tenta ninguém, nem é
tentado pelo mal, porque Deus não mexe com pecado. Ele é o Pai das Luzes que não
mexe com sombras (v 17). Quando a tentação envolve pecado, Deus usa Satanás como
seu agente e este usa a cobiça do homem para tentá-lo.

Em Ap 3:10, o problema da tentação não é individual e nem só da igreja, mas é algo que
começou lá no Éden, permeia toda a história e alcançará um clímax no fim, quando chega
a hora da tentação sobre o mundo inteiro. O problema do mal está incluído no propósito
eterno de Deus. Uma personagem misteriosa apareceu no início para tentar ao homem e
provocar a sua queda. Deus enviou Jesus para morrer por nossos pecados e nos levar de
volta a Ele. Se perseverarmos na palavra de Cristo, seremos guardados dessa tentação
final que virá sobre toda a terra.

II Pe 2:9 - essa tentação que virá sobre toda a terra vai determinar o destino de cada um,
vai separar as ovelhas e os cabritos. Deus vai livrar os que são seus e vai reservar os
injustos para o dia do juízo. Temos de ter uma visão geral do problema e entender que,
através da história, o maligno vem preparando suas armas para tentar o mundo inteiro. A
televisão , por exemplo, é uma arma que trabalha a mente das pessoas, levantando a
"aldeia global" de Satanás de acordo com seus princípios. A Igreja do Senhor precisa
entender o plano de Deus e se preparar para esse dia, fugindo do sistema deste mundo e
armando também sua estratégia para enfrentar neste dia a tentação mundial.

I Cr 10:1-13 - medite nessa passagem, especialmente nos versículos 12 e 13 (Rm 6:12-13


e Ef 10:13).

Mt 6:9-13 - vimos que essa oração tem cinco pontos, que o último ponto é sobre o
problema do mal e que precisamos estar preparados para enfrentá-lo. Bob Munford deu a
seguinte versão para o versículo 6: "que não haja nada no seu coração que precise ser
posto à prova, e, se houver, guarda-me do maligno"; então se nosso coração precisa ser
provado (e geralmente precisa), Deus vai permitir que entremos em tentação. Nesse
caso, precisamos orar para sermos guardados do maligno.

Mt 26:41 - "vigiai e orai para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade está
pronto, mas a carne é fraca". A tentação é uma área perigosa, pois podemos cair nas
mãos do maligno. Por que Jesus nos exortou a orar e vigiar para não cairmos em
tentação? Por que devemos orar e vigiar? Porque pela oração entramos em comunhão
com Deus e recebemos fé e confiança, que são o contrário de tentação e incredulidade.
Vigiar é ter discernimento do que está acontecendo. Muitas vezes, precisamos discernir
se estamos orando certo, ou se é hora de parar de orar e começar a agir. Orando e
vigiando, entramos no Espírito e, andando no Espírito, não vamos dar lugar à carne e
nem entrar em tentação.

A tentação ocorreu em três cenas: no deserto, num lugar elevado e no pináculo do


templo. Ao que parece, Jesus ficou no deserto, mas foi levado aos outros lugares no
espírito. Em nenhuma ocasião, Jesus argumentou com Satanás usando recurso próprio,
apenas citou a palavra escrita (o livro de Deuteronômio) e só. No fim, Satanás, como
louco que é, tentou usar a mesma arma citando uma passagem do Salmo 91, quis
mostrar que também sabia a Bíblia de Co. Mesmo assim, Jesus não perdeu tempo
discutindo com ele sobre o uso errado do versículo no contexto ou coisa semelhante, mas
citou um outro versículo de Deuteronômio e encerrou o assunto.

A primeira tentação foi na área do corpo; ao oferecer pão (algo material), Satanás apelou
para uma necessidade física de Jesus. Há uma filosofia, predominante hoje, que afirma
que tudo será resolvido se não faltar pão, emprego ou dinheiro para ninguém. Esse era o
alvo do socialismo (igualdade de pão para todos), mas o capitalismo é materialista
também. O capitalismo é melhor no sentido que dá mais liberdade para buscar a Deus,
mas nenhum dos dois sistemas é a solução para o homem; ambos buscam as coisas
materiais em primeiro lugar. Então essa tentação envolvia todo esse sistema materialista
e também a idéia de que o homem é basicamente um animal e só precisa comer. Mas ao
citar Deuteronômio 8:3, Jesus estava dizendo: "não, o homem não é animal, é espiritual e
precisa em primeiro lugar do reino de Deus, e todas as outras coisas vos serão
acrescentada" (Mt 6:33). Portanto, ao vencer essa tentação, Jesus negou o materialismo
e afirmou a necessidade de viver pela palavra de Deus.

A segunda tentação foi na área da alma: O diabo mostrou-lhe todos os reinos do mundo e
disse: "dar-te-ei toda esta autoridade e a glória destes reinos porque ele me foi entregue e
dou a quem quiser" (v 6). Somente no evangelho de Lucas encontramos essas palavras.
Aqui ele foi mais completo que Mateus. Por outro lado, o versículo 6 mostra a extensão do
domínio de Satanás como príncipe deste mundo e como pode dar autoridade a quem ele
quiser.

Essa tentação envolvia a ordem política, social e cultural da humanidade. Satanás


ofereceu a Jesus autoridade sobre os reinos do mundo, mas Jesus teria que entrar em
acordo com ele, fazendo certas concessões e transigências. Ele disse: "se você trair seu
Pai e for leal a mim, vou deixar você governar sobre todos esses reinos". Satanás queria
que Jesus passasse para o seu lado para estabelecer uma ordem política e social sobre a
terra de acordo com os seus princípios. Na verdade, Satanás queria que Jesus se unisse
a ele para formar um sistema mundial que fosse contra a soberania de Deus na terra. O
plano de Deus é governar a terra através do homem e Jesus veio para demonstrar o reino
de Deus na prática. Satanás lhe ofereceu autoridade e poder, visando conseguir sua
lealdade e, assim, frustar o plano de Deus de formar seu reino na terra. Jesus recusou
sete tipos de união sem Deus, pois sua lealdade, adoração e serviço eram totalmente
para Ele.

A terceira tentação foi na área do espírito: Falando a Jesus para atirar-se do pináculo do
templo, Satanás o tentou a conseguir domínio, influência e fama através do
sensacionalismo e poder sobrenatural. Isso é a base da religião falsa. Hoje há muitos
movimentos que enfatizam sinais e milagres para atrair multidões. Imagine o que
aconteceria se Jesus saltasse do templo, as pessoas ficariam maravilhadas ao vê-lo
sendo sustentado por anjos e iriam aclamá-lo Deus, o rei. Mas Jesus recusou esse
caminho "fácil" de conseguir posição e poder, para passar pelo caminho da cruz.

Além de tentar Jesus a formar uma religião falsa na base das coisas espetaculares,
Satanás o tentou provar seu relacionamento com Deus. Se saltasse do templo, Jesus
estaria mostrando que sua confiança em Deus não era perfeita, por isso a resposta de
Jesus foi: "não tentarás ao Senhor teu Deus". Jesus sabia que Deus era seu Pai e que
não precisava ser colocado à prova. Se colocamos Deus à prova, estamos provando que
não confiamos nEle e estamos abertos para sermos tentados.
Então Jesus venceu a tentação nas três áreas do seu ser - corpo, alma e espírito. Essa
vitória de Jesus não foi pessoal, mas estamos incluídos nela, porque Ele venceu sobre o
mal. Agora nós podemos vencer também.

O mundo, a carne e o diabo


A Igreja se confronta com um desafio de proporções gigantescas. O mundanismo, a
carnalidade e o demônio conquistam a Igreja de forma tão sutil e paulatina que as defesas
são incapazes. Para vencer tais forças do mal, os cristãos precisam conhecer
profundamente esses inimigos e criar planos para se manterem incontaminados.

Vencer o mundo apenas pela fuga não resolve o problema, uma vez que a defesa sem
ataque implica em derrota final.

Os vícios carnais se limitam ao sexo, bebidas e drogas. A estratégia que conduz à vitória
está concentrada no vocabulário "não" fumo, "não" bebo e "não" me associo com os que
assim procedem.

À luz da Bíblia, nenhuma dessas linhas de defesa resistirá à Tríplice investida das trevas;
além do mais, o exército de Deus deve avançar atacando, encerrar-se atrás das
barricadas seria apenas um paliativo e nunca uma estratégia única.

Sem a renovação do "primeiro amor", a conservação das tradições e costumes manterá a


casaca sem revelar a nojenta decomposição atrás dos bastidores. Se deixamos de
reconhecer os sinais do mundo dentro da igreja e a carnalidade envenenando nosso
próprio caráter, como pretendemos conquistá-lo? Se as ciladas penetram facilmente nos
corações e afetam as decisões dos membros do Corpo de Cristo, assim como um gato
que prende o ratinho, como escaparemos no dia mau que vem chegando (Ef 6:13)?

A igreja e os seus congregados serão "mais que vencedores" se deixarem que o Espírito
Santo os encha. O Espírito Santo foi concedido para transformar discípulos medrosos em
testemunhas invencíveis (At 1:8). Cheios Dele, nenhum inimigo foi capaz de vencê-los (At
2:4). O paracleto divino não se engana nem deixa de reconhecer as células cancerosas
do mundanismo que infectam os órgãos vitais da igreja. O Espírito Santo não luta apenas
contra a carne (Gl 5:17), mas identifica as marcas da natureza adâmica para que
possamos mortificá-la. O antagonista do diabo é o Espírito de Deus, porque Ele é o maior
(I Jo 4:4) e não suscetível ao engano.

A história espiritual do Brasil - a nossa herança


religiosa
C. S. Lewis nos adverte contra dois extremos: uma preocupação exagerada como o
demônio e sua força e uma ignorância total. Evitemos ignorá-lo na descrença que
interpreta sua influência maléfica como um acaso natural, ou explicar tudo que é
desagradável ou ruim como conseqüências direta da sua atividade.

Sempre alerta e nunca abaixar a guarda, só assim o lutador poderá evitar o golpe fatal.
Ninguém poderá esperar que Satanás tire folga ou que se afaste num feriado.
A partir de agora, vamos considerar um sistema mundano: o sistema religioso. A religião
pretende religar o homem a Deus, mas, na realidade, é o sistema que afasta o homem,
pois o engana dizendo que todos os caminhos levam a Deus.

A nossa luta é contra o mundo, a carne e o diabo - Efésios 2:1-3

1- O Catolicismo Medieval Português: os portugueses trouxeram consigo a sua religião,


misturada com magia, feitiçaria, satanismo e lirismo dos mouros.

2- O Culto aos antepassados: o indígena brasileiro convivia com os espíritos dos que
haviam partido nos seus afazeres do dia a dia. Deles recebiam orientação, inspiração e
conselhos. Ele vivia atormentado por esses espíritos inescrupulosos.

3- Os Orixás Africanos: chegaram ao Brasil através dos escravos. Muitos deles eram
descendentes da nobreza e de família sacerdotal. O sincretismo entre o Catolicismo e as
religiões africanas: devido às semelhanças entre as duas práticas religiosas no que se
refere à sua pompa, colorido, celebração, muita música e muita dança, o resultado dele
são as religiões afro-brasileiras, dentre as quais destaca-se o Candomblé.

4- O Kardecismo da França: com facilidade o brasileiro adotou o alto Espiritismo, sendo a


França modelo para tudo no Brasil, na sua racionalidade e iluminismo. Os governantes e
os intelectuais foram os primeiros a adotarem esse tipo de espiritismo. O kardecismo no
meio intelectual e o candomblé na classe pobre e desprezada finalmente se encontram e
surge a Umbanda. Ela é considerada uma religião endógena, própria da terra. Por isso,
ela é considerada também uma religião nacional.

As práticas religiosas no Brasil


1- 65% da população brasileira é considerada, praticamente, de algum tipo de espiritismo:
leitura de mãos, adivinhação, consulta aos mortos, leitura das nuvens, de folhas de chá,
leitura de vísceras de animais, horóscopo, jogo dos búzios, cartas, umbanda, candomblé,
kardecismo, pajelança, incorporação de espíritos, consultar cambono, receber
defumação, oferecer sacrifício e oferendas às entidades (nas águas, nas cachoeiras, nas
matas e nas encruzilhadas), acender velas aos santos e aos mortos.

2- Poder da mente, curso de Parapsicologia, Pró-Vida, Silva Mind, Seicho-no-iê, viagem


astral, estado mental alfa, chacras, yoga, sintonia, numerologia, astrologia, cristais,
pirâmides, varetas, mandala, I-ching, massagem energética, maçonaria, rosacrucianismo,
grupo dos bruxos de Hilarion, Nova Era, etc.

O que diz a Palavra de Deus para tais coisas?

Deus condena tais coisas veementemente (Dt 20:16-18). Deus condena o espiritismo com
a pena de morte (Lv 20:6).

Com tais práticas, o homem dá direito legal ao diabo de tomar conta de sua vida.
Exemplos: 1- casamentos ilícitos; 2- destruição da sorte do outro; 3- roubo da felicidade
ou da fortuna do outro; 4- no meio dos crentes: o uso poder para manipular e fazer
politicagens, "assumindo" o lugar do Espírito Santo.
Exemplo: Os apóstolos jejuavam e oravam antes de realizar a eleição dos presbíteros
(Atos 14) - Jesus e a vigília (Lc 6:12). Temos de aprender a fazer as coisas no nível do
espírito e não da alma. Outra prática, não menos comprometida com os poderes das
trevas, é a idolatria.

Idolatria

O homem necessita ter a quem adorar. Deus o criou para Sua própria adoração. Negando
a Deus, ele se torna idólatra com todas as outras conseqüências. A idolatria pode ser
expressa através das religiões, pessoas, materialismo (em várias dimensões), Ministério,
o Eu e seus desdobramentos.

Deus condena a idolatria

1- Nos dez mandamentos (Êx 20:2 - Dt 4:12-20);

2- Deus proíbe esculpir imagens, proíbe levantar os olhos para os céus, para não ser
seduzido pelo exército dos céus (Dt 7:1-11);

3- Deus proíbe aliança com o povo da terra de Canaã;

4- Proíbe casamentos mistos, para evitar idolatria;

5- Os livros de Crônicas e Reis são relatos da luta de Deus com o seu povo ao longo da
sua história, versando sobre a questão da idolatria e do espiritismo (os reis que faziam o
que era reto e os reis que faziam o que era mau - os deuses estrangeiros não passavam
de ídolos: ídolos são demônios Sl 96:5 (LXX - Septuaginta);

6- Fugi da idolatria (I Cr 10:14 em diante);

7- Aqueles que levantam o ídolo no coração (Ez 14:1-11).

Os ídolos se tornam em moradas incontestáveis de demônios (o homem se assemelha ao


objeto da sua adoração) - Romanos 1:18.

Exemplos na história da civilização:

1- O Antigo Egito (Gn 7: 10-12);

2- Os Citas;

3- Os Efésios (Atos 19 - Diana);

4- Os Japoneses - Buda e seus diversos nomes de deuses.

Quem são os deuses no povo brasileiro?

1- Vivemos um caos econômico com milhares de pessoas passando fome, apesar de


sermos o quarto produtor de alimentos no mundo e a nona economia;

2- Convivemos com pobreza e com miséria, apesar de sermos a sétima potência


econômica no mundo;
3- Moloque sobrevive como deus que exige extermínio e sacrifício de crianças. (Paraná);

4- 32 milhões de crianças em miséria e abandonadas;

5- O nosso País é campeão de aborto, adultério e sexo antes do casamento.

A realidade da guerra espiritual pessoal

Texto Básico: Daniel 1:1-19

INTRODUÇÃO:
Vivemos num conflito espiritual sem tréguas. Satanás não tira férias, nem
folga nos finais de semana. Ele sempre está planejando contra nós,mesmo
quando sofremos alguma perda. Ele não respeita o nosso luto ou
sofrimento, é neste estágio de maior vulnerabilidade emocional e
psicológica, que ele desfere os seus golpes malígnos. Satanás não conhece
o que é luta limpa. Ele é mau, perverso e destruidor. Precisamos, portanto,
conhecer os seus desígnios para que ele não leve vantagem sobre nós. (2
Co. 2:10b-11)
Escolhemos o livro de Daniel para mostrar com clareza as estratégias
sinistras do diabo, a fim de varrer de sua memória à LEI DE DEUS,
contextualizando-o à cultura babilônica.
.
1. PARTE HISTÓRICA: .
AUTOR: Daniel, membro da família real, nascido em Jerusalém, em 623
a.C., aproximadamente durante a reforma do Rei Josias e no princípio do
Ministério de Jeremias. Foi levado à Babilônia, por ocasião do 1 exílio, em
605 a.C. pelo monarca Nabucodonozor que não dispunha de número
suficiente de cultos para a cúpula governamental. Por isso o Rei levou
jovens saudáveis, de boa aparência e de alto nível cultural. .
.
1. CENÁRIO RELIGIOSO DE JUDÁ: .
Época mais sombria do judaísmo. Todos os alicerces da sua fé pareciam ter
desaparecido. A cidade escolhida por Deus fora arrasada, o Templo
projetado e habitado pelo Senhor, tornara-se um montão de cinzas e o
povo fora levado cativo à terra idólatra da Babilônia. Foi nesse período que
surgiram as sinagogas onde os judeus adoravam e liam a TORÄ. Da fé
judaica só restavam as Escrituras com as promessas da aliança do Senhor
para com os antepassados. .
.
1. CENÁRIO RELIGIOSO DA BABILÔNIA: .
A religião da Babilônia centralizou-se em Bel Merodaque (Marduque) num
grande templo. Ele era o senhor ou Bel (cognato de Baal), do panteão dos
deuses da Babilônia. Anualmente, os sacerdotes traziam todos os deuses
ou estátuas por ocasião da festa de Nisã, ao templo de Merodaque (deus
supremo). .
Nabucodonozor não se mostrou apenas um gênio militar, amante do luxo,
edificador de monumentos,jardins e canais, mas também um homem
muito religioso. .
.
1. ESTRATÉGIAS SINISTRAS E DESTRUIDORAS DE SATANÁS: .
1. MUDANÇA DE NOMES: (Vs.7) .
Sutileza maligna: Eles precisavam de cidadania babilônica. Propósito:
Varrer da memória deles o nome de "Jeová" , e consagrá-los aos deuses
da Babilônia. .
DANIEL: "Deus é meu juiz" = Betessazar: "Bel proteja a sua vida" .
HANANIAS: : Jeová é gracioso" = Sadraque: "Servo de Aku" (deus lua) .
MISAEL: "Quem é igual a Deus?" = Mesaque: "Quem é igual a Aku?" .
AZARIAS: "Jeová ajuda" = Abede-Nego: "Servo de Nego = deus da
sabedoria ou estrela da manhã. .
.
1. ALIMENTAÇÃO: (Vs.5-6) .
Sutileza maligna: alimentá-los com a comida do Rei .
Propósito: Fazê-los pecar contra à Lei de Deus e entorpecer a mente
(Oz.4:11). .
.
1. EDUCAÇÃO: .
Sutileza maligna: Ensiná-los a cultura e a língua dos caldeus. .
Propósito: Contradizer os retos ensinos da Lei de Deus e construir sofismas
(argumentos, teorias e razões da mente). .
(2 Co.10:4-5) "As armas da nossa batalha espiritual não físicas (armas de
carne e sangue), mas elas são poderosas em Deus, para demolição de
fortalezas, refutando argumentos, teorias e razões, e todo orgulho que se
levanta contra a verdade e conhecimento de Deus, levando todo
pensamento e propósito cativo a obediência de Cristo" (Amp.) .
.
1. PASSOS PARA A VITÓRIA: .
1. DETERMINAÇÃO (resolução, decisão, coragem, afoiteza): (Vs.8-13) .
Resultado: Saúde e robustez (Vs.15) .
.
1. PRUDÊNCIA (virtude que faz prever e procura evitar as
inconveniências e os perigos: cautela, precaução): .
Resultado: Sabedoria e inteligência 10 vezes mais (Vs.17-20) .
.
1. FIDELIDADE (mesmo em face à morte): (Dn.3 e 6) .
Resultado: A exaltação de Deus e livramento.