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Projecto Educ’arte

Propostas de actividades por conteúdo programático

passos
para
construir
sugestões uma peça

glossário
métodos
técnicas

Propostas de Actividades
Expressão Dramática
Educ'Arte

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Projecto Educ’arte
Propostas de actividades por conteúdo programático
Planificação do ano lectivo
Nº de aulas dedicadas a cada conteúdo

1º Período 2º Período 3º Período


Conteúdos do Plano de 9+ 12+15+6= 42 12+12+15+3=42 15+15+12= 42
Estudos
1º Ano 2º ano 3º Ano 4º Ano 1º Ano 2º Ano 3º Ano 4º Ano 1º Ano 2º Ano 3º Ano 4º Ano
Audição/Discriminação Auditiva 4 4 0 0 2 2 0 0 2 2 0 0
Prática instrumental 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4
Construção de instrumentos 2 2 2 2 1 1 1 1 1 1 1 1
Simbologia musical 3 2 2 2 2 2 2 2 1 1 1 1
Expressividade Oral/Voz 4 4 3 3 2 2 2 2 2 2 3 3
Expressividade corporal 5 4 4 4 4 4 2 2 4 4 4 4
Técnica vocal 0 2 3 3 1 1 2 2 3 3 3 3
Expressividade Emocional 3 3 2 2 2 2 1 1 4 4 5 5
Indutores de Dramatização 0 3 3 3 3 3 2 2 1 1 1 1
Improviso 2 2 3 3 1 1 2 2 1 1 1 1
Trabalho de coro 3 1 1 1 2 2 2 2 1 1 1 1
Construção de personagens 1 3 3 3 3 3 3 3 1 1 1 1
Criação de Estórias 1 2 3 3 2 2 3 3 1 1 1 1
Exploração de objectos 3 1 1 1 2 2 2 2 3 3 2 2
Exploração de espaço 4 2 2 2 3 3 2 2 2 2 2 2
Cenografia e sonoplastia 0 0 2 2 4 4 4 4 0 0 0 0
Teatro do Objecto 0 0 1 1 2 2 2 2 3 3 2 2
“Clown” (iniciação Básica) 0 0 0 0 0 0 2 2 0 0 1 1
Representação dramática 0 0 0 0 0 0 2 2 6 6 7 7
Generalidades 3 3 3 3 2 2 2 2 2 2 2 2

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Conteúdos do Plano de Objectivos Específicos


Estudos
 Identificar sons do meio ambiente e de ambientes diversificados;
Audição/Discriminação
Auditiva  Discriminar sons com timbres, alturas e intensidades semelhantes e contrastantes;
 Reconhecer sons regulares e irregulares;
 Diferenciar auditivamente diferentes padrões estéticos da música erudita;
 Distinguir auditivamente diferentes padrões estéticos de músicas do mundo;
Prática instrumental  Utilizar instrumentos musicais;
 Identificar e marcar a pulsação e o ritmo de canções;
 Expressar-se criativamente com instrumentos musicais convencionais ou não
convencionais;
 Reconhecer instrumentos de orquestra, Instrumentos étnicos e instrumentos
contemporâneos;

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Construção de instrumentos  Reutilizar materiais do quotidiano para a sua exploração artística;


 Reutilizar materiais do quotidiano para a exploração sonora;
Simbologia musical  Criar /usar simbologia não convencional para a representação de sons e de silêncios;
 Reconhecer e usar convenientemente alguns símbolos da anotação musical;
 Expressar emoções oralmente de formas criativas;
Expressividade Oral/Voz
 Reprodução de textos recorrendo a técnicas de expressão oral;
 Recriar ambientes oralmente;
 Recorrer a técnicas de expressão oral para a apreensão mnemónica;
 Melhorar a dicção e a expressão oral
Expressividade Emocional  Saber exprimir-se através do corpo
 Trabalhar as sensações e percepções
 Representar emoções, situações e espaços
 Saber comunicar com precisão e com expressividade
 Usar a voz como instrumento expressão;
Técnica vocal
 Entoar canções respeitando cadências rítmicas e melódicas;
 Proferir expressões respeitando a dicção, a métrica, e as propriedades do som;
 Utilizar a voz nas dimensões expressiva e comunicativa.
 Utilizar as linguagens corporal e dramática como meio de expressão e comunicação
Expressividade corporal
recorrendo a técnicas de: Postura; respiração e relaxação; movimentação livre;
imitação; mímica.
 Promover a expressividade corporal entre dois alunos ou ma
 Promover a auto-confiança, concentração e à-vontade com o drama, o espaço e
com os outros.
 Promover competências sociais; empatia/interacção grupal
 Aprender métodos de relaxamento
 Ganhar confiança e promoção da exposição em público
 Aprender métodos de aquecimento corporal e expressivo
Indutores de Dramatização  Usar indutores de dramatização: objecto, som, imagem, corpo e texto.
 Conhecer e perceber o que é um indutor na expressão dramática
 Encontrar diferentes formas de para a construção colectiva - encontrar e descobrir
diferentes estímulos e indutores para a construção de personagens.
 Perceber a música dentro destes indutores e recriá-la.

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Improviso  Usar mecanismos de improviso na apresentação de indutores de dramatização;


 Improvisar ritmos e melodias, canções;
 Participar em performances artísticas em ambientes não formais;
 Aprender a usar a imaginação, ser criativo e aplicar a criatividade
 Saber trabalhar em grupo
 Saber como construir uma personagem
 Ser expressivo, saber o que fazer para improvisar
 Ser capaz de construir histórias a partir de indutores e jogos.
Trabalho de coro  Ser capaz de construir uma história individualmente ou em grupo
 Ser capaz de ser criativo, respondendo de imediato numa situação de improviso
 Expressar-se através do corpo, do espaço, da voz, do texto
 Ser capaz de trabalhar em grupo
 Utilizar a música como importante meio para a criação colectiva de uma peça.
Construção de personagens  Identificar traços de personalidade como: carácter, temperamento, estados de
espírito e emoções em personagens;
 Criar personagens desenvolvendo/evidenciando padrões físicos e psicológicos
individuais.
Criação de Estórias  Criar estórias respeitando as diferentes vertentes do teatro;
 Uso da criatividade e de experiências pessoais para a criação de acção;
Exploração de objectos  Explorar criativamente materiais/objectos para a indução à dramatização;
 Explorar de potencialidades sonoras de objectos;
 Utilizar criativamente o espaço em que se insere;
Exploração de espaço
 Gerir espaços interpessoais;
 Perceber o espaço, saber explorá-lo e construir espaços com o corpo/mímica.
 Conhecer o próprio corpo.
 Deixar-se entrar em contacto com outros, expor-se.
 Trabalhar as sensações e percepções
 Criar acervo sonoro das representações, recorrendo a recursos de multimédia e/ou
Cenografia e sonoplastia
pela interpretação in loco, de efeitos sonoros;
 Criar acervo cénico através da construção de elementos de decoração cénica, bem
como do trabalho de imagem para projecção de cenário;
 Construir cenários recorrendo a tecnologias de informação;
 Registar arquivos sonoros e cenográficos em suporte digital recorrendo a

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tecnologias de informação.
Teatro do Objecto  Saber trabalhar o próprio corpo e as suas emoções e expressões, transportando para
o objecto/marioneta.
 A partir dos indutores, ser capaz de criar personagens e espaços
 Saber manipular um objecto, uma marioneta
 Utilizar a música como meio de criação artística: personagens e histórias
“Clown” (iniciação Básica)  Explorar o seu palhaço interior
 Trabalhar o seu “eu” pessoal, através dos seus defeitos e talentos construindo o seu
palhaço
 Perceber a diferença entre palhaço e clown
 Explorar as emoções, a capacidade para fazer rir e para fazer chorar.
Representação dramática  Preparar trabalhos de artes performativas com empenho e motivação, para que
sejam apresentadas em público.
Generalidades  Outras actividades extra, em contexto de auditório, concertos ou espectáculos

1º Período (1º Ano)


Conteúdos Temp Propostas de actividades
os
(45m)

1. Caixa de brinquedos
2. Passarinho Fidélio
Audição/Discriminação 4 3. Bola de Sabão
Auditiva 4. Estrelinha

1. Instrumentos Orff
2. Flauta soprano e sopranino
Prática instrumental 4 3. Voz e percussão
4. Construção de uma peça musical original
1. Vidrofone
Construção de instrumentos 2 2. Cítara

Simbologia musical 1. A cidade louca


3 2. Jogo da bola de energia

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3. Conversação corporal
4. A pauta musical humana
Expressividade Oral/Voz 1. Nomes com som
4 2. A minha barriga é um balão
3. A maratona do sopro
4. Vamos articular
Expressividade corporal 1. Mímica
2. Os objectos
5 3. Auto-descoberta
4. A maça
5. Agora nós; só nos.
Expressividade Emocional 1. Gestos
3 2. Isto é feito de…
3. Pares de mimos…
4. Trocas de bons sentimentos
Improviso 3 1. A escultura
2. Jogo de sombras
3. Os objectos
Trabalho de coro 2 1. Jogo do espelho ou da lanterna
2. Criação de espaços

Construção de personagens 2 1. O guarda-dramas


2. Uma história incompleta

Criação de Estórias 4 1. Os indutores


2. “E então..”
3. Princípio, meio e fim
4. O Caixote

Teatro do Objecto 3 1. O barco


3. O peso
4. O “empurra”

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Objectivos Gerais:
- Criar uma maior disponibilidade física e psicológica;
- Melhorar a postura corpora, flexibilidde e expressividade de movimentos e gestos;
- Desenvolver a criatividade e a expressividade;
- Desenvolver a capacidade de comunicação;
- Utilizar as linguagens corporal e dramática como meio de expressão e comunicação;
- Explorar os recursos da voz nas suas dimensões expressivas e comunicativas,
- Utilizar criativamente o espaço, a luz, as imagnes, objectos, sons;
- Gerir espaços interpessoais;
- Integrar diferentes áreas de expressão e comunicação;
- Utilizar meios tecnológicos e digitais;
- Perceber as funções pedagógicas do jogo e das técnicas dramáticas;
- Realizar dramatizações em pequeno e grande grupo.

Conteúdos:
1. Corpo: postura; respiração e relaxação; exploração de diferentes possibilidades
expressivas do corpo – movimentação livre, imitação, mímica;
2. Espaço e objectos: exploração e recriação do espaço; exploração e recriação de
objectos;
3. Voz: exploração de sons vocais; dicção; improvisação oral; leitura expressiva de
textos.
4. Dramatização: improvisação em situações específicas ou recreadas através da
imaginação e de diversos estímulos/indutores; associação entre música e drama como
meio de produção dramática;
5. Expressões integradas: expressão dramática associada a outras expressões artísticas;
6. Formas e técnica de expressão dramática: Clown, Teatro do Objecto/marionetas,
Máscara, Sombras, Musicais, Teatro de rua, Performance.
7. Experimentação e criação artística colectiva

Metolologia: Aulas essencialmente práticas com a realização de exercícios, jogos dramáticos e


dramatizações, concepção e realização de projectos e actividades interpessoais com uma
permanente ligação à teoria.

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Pontos importantes a esclarecer:

- O tipo de trabalho em expressão dramática que se pretende realizar distancia-se fortemente


da aprendizagem convencional de teatro. Não existe um guião, não existe uma peça com
personagens já construídas e muito menos existe à partida uma abordagem dramática a
seguir. A peça, a construção de personagens, cenário, sonoplastia e todas as outras
componentes vão depender da relação que o professor estabelecer com os alunos e da relação
que os alunos estabelecerão com a arte. Será criado uma peça através do trabalho de criação
colectiva, original e convergente com diferentes formas artísticas.

- No final de aula de dois tempos, o professor deve deixar os últimos 15 minutos ou os


primeiros 15 minutos da aula seguinte para que discutam em conjunto o que trabalharam ao
longo da semana: o que sentiram, o que podia ser utilizado para a peça, que temática escolher,
onde sentiram mais dificuldades, etc.. Este tempo de discussão é fundamental, pois isso é o
resultado do trabalho prático e é a partir deste que chegamos à criação colectiva de uma peça.
Este diálogo permite reflectir sobre os execícios e sobre a nossa atitude face esse exercícios. É
a partir daí que surge a evolução e os primeiros “rascunhos” da peça.

- A expressão dramática é a nossa base de trabalho, pois a partir dessa área podemos utlizar
outras abordagens artísticas como ponto de partida para uma peça original.

- Os exercícios que se seguem são meras sugestões de trabalho. A ordem temática das
sugestões adequa-se ao nível de desenvolvimento do aluno como actor. Dito de outro modo,
as sugestões deverão ser seguidas de acordo com a ordem dos temas descritos, pois começam
do nível de iniciação até ao nível mais profundo de construção artística.

- A maior parte dos exercícios são acompanhados de música, sempre que possível. Devem ser
aproveitados os diferentes estilos musicais, porque criam espaços e contextos imaginários
diversos, emoções, remetem-nos para diversas personagens, etc.. Deve-se também apostar no
ritmo das peças músicas que também remetem o aluno para a construção de personagens ou
histórias, mais suaves ou mais intensas. Deve ser explorada a componente emocional da
música, possibilitando uma nova leitura das peças musicais através dos exercícios dramáticos.

- Este “manual” não sugere actividades exclusivas de expressão musical, concentra-se na


expressão dramática como meio de trabalho para a expressão musical.

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Questões importantes que devem ser sempre respeitadas:


- toda e qualquer aula de expressão dramática deve começar com aquecimento (jogos,
relaxamento, exercícios de apresentação). É necessário aquecer o corpo e ganharmos pré-
disposição para nos expormos e expressarmo-nos livremente. Estar numa sala de aula implica
determinadas regras: existe todo um conjunto de regras sociais, limites e comportamentos a
seguir. Para conseguirmos de facto trabalhar em expressão dramática é necessário
“desprendermo-nos” da pressão social que essas regras nos impõem. Dito de outra forma, os
alunos têm que se sentir livres, perder a timidez e a vergonha, sentirem-se abertos para a
imaginação, sentirem-se capazes de explorar o espaço, corpo e emoções sem restrições. Os
jogos e exercícios facilitam esse despreendimento.

- Todo e qualquer exercícios deve ser visto numa perspectiva de liberdade criativa, ou seja,
devemos deixar que os alunos descubram por si mesmos formas de resolver os exercícios, de
criar situações, personagens, meios de expressão... Somos apenas orientadores do que
observamos, podemos melhorar a sua capacidade de expressão e de criatividade, sugerindo
situações, explorando mais pormenorizadamente exercícios, desafiar… Não poderemos
ensinar através da imitação ou olhando para os exercícios de forma linear com se existisse
certo ou errado.

- Temos de estar atentos em todo e qualquer exercício para poder encontrar as


potencialidades de cada aluno, de forma a que possam ser exploradas para a peça. É também
a partir deles que surgem ideias para a criação colectiva de uma peça. É a partir dos exercícios
que se constróem histórias e personagens. Os professores são os únicos que terão a
capacidade para compreender uma deteminado comportamento, história ou personagem
como elemento potencial para a futura peça de teatro. Os professores são os encenadores,
logo são o elemento que interliga todo o processo de crescimento e exploração dramática que
foi desenvolvido.

- devemos desafiar os alunos, de forma a incentivá-los a avançarem na sua criatividade e


expressão. Se num exercício o aluno demonstra resultados interessantes devemos, sempre
que considerarmos possível, acrescentar novas regras naquele momento, ou segurir outros
indutores por forma a que se possa estender nas suas capacidades.

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Processo de construção colectiva de uma peça de teatro musical

Aprendizagens das noções básicas


musicais e dramáticas

Jogos musicias e jogos de iniciação à


expressão dramática(corpo,
movimento,relaxamento,
expressão,emoções)

Improviso, trabalho de coro, mímica,


colocação da voz, exploração de
objectos e acessórios

Escolha da temática a abordar.


Construção de história,
personagens e abordagem
dramática através dos indutores e
do trabalho associado à música.

Peça de
teatro
musical

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Glossário:

Indutor: é o meio que nos auxilia para a criatividade, é o nosso ponto de partida, que nos
influencia e nos permite explorar histórias, personagens etc… O professor sugere um novo
elemento, ou formas de exploração e partir desse e improvisam (Por exemplo, a utlização de
uma música melodiosa pode levar a nossa imaginação para uma personagem doce e timida,
contrariamente a uma música intensa, com sons graves e ritmicamente mais rápida que pode
levar a uma personagem triste e enraivecida).
Os indutores de base são o objecto, som, imagem, corpo e texto.

Improviso: funciona como um jogo entre actores - informal, espontâneo, imprevisto, sem
preparação prévia, inventado de repente, súbito e aleatório. Portanto é o resultado de uma
acção realizada no momento. Trata-se de um produto inspirado na própria ocasião e realizado
sem qualquer preparação prévia ou memorização. O professor sugere somente um tema,
contexto/situação, e os actores improvisam craindo personagens e enredo. É o resultado de
um processo voluntário e premeditado de criação, onde a espontaneidade e a intuição tem um
papel fundamental.
[Nota: A partir da improvisação teatral podemos chegar ao teatro como obra de arte. A esse processo
podemos chamar de improvisação, como algo inesperado ou inacabado, que vai surgindo no decorrer
da criação artística, aquilo que se manifesta durante os ensaios para se chegar à criação acabada.
Desta maneira, a construção da obra teatral vai acontecendo através da improvisação, até que origina
ações elaboradas e formalizadas, através da intencionalidade e da memorização da encenação, ou seja,
a marcação de palco, o gesto, a entonação vocal, a emoção desejada, etc.]

Teatro de coro – Coro significa, desde o teatro grego, um grupo homogéneo de dançarinos,
cantores e narradores, que toma a palavra colectivamente, para comentar a acção à qual são
diversamente integrados. Actualmente o mesmo se pode fazer, bem com também se pode
não utlizar a palavra: usa-se o corpo, movimento, expressão, sons… dito de outro modo
consiste num grupo que representa uma cena em colectivo, através de uma encenação quase
ou mesmo “coreografada”, podendo ser falada, cantada, coregrafada fisicamente ou criando
espaços e situações.

Teatro do Objeto - O objecto é criado pelo actor como concretização de uma idéia abstrata,
através de exercícios de exploração. O teatro do objecto conta uma história, o objecto é uma
personagem e nele o actor não interpreta exatamente, mas brinca, joga com o objecto, quase

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sempre com ironia e muito humor. O actor representa a partir de uma marioneta/fantoche, a
partir de um objecto que se transforma numa personagem com um lenço, um saco, um funil…
etc.

Clown: palavra inglesa que significa rústico, rude, que com artificiosa sabedoria faz o público
rir. É “palhaço interior” do índivíduo. O palhaço procura simplesmete rir, é uma personagem
que não parte do nosso interior, das nossas fraquezas e habilidades. O clown vem de dentro
de nós, a partir da nossa inocência e ingenuidade. O clown exprime o lado irracional do
homem, a parte do instinto, o rebelde a contestar a ordem superior que há em cada um de
nós. É uma caricatura do homem como instintivo e criança, como enganado e enganador. É um
espelho em que o homem se reflecte. Tem com base os três I’s:Ingenuidade, Inocência e
Infância. Nas crianças estes atributos estão muito mais presentes do que no adulto, que
necessita regressar à infância para ganhar as competências necessárias. É um trabalho
emocionalmente muito profundo, daí que nas crianças seja abordado de uma forma muito
básica e linear, apenas introdutório. É uma forma de as crianças puderem explorar as suas
características físicas e pessoais negativas e positivas, aceitando-as, explorando-as, sendo
capaz de se expôr ao público numa forma caricaturada, mas segura.

Performance - é uma modalidade de manifestação artística interdisciplinar que - assim como o


happening - pode combinar teatro, música, poesia ou vídeo. Difere do happening por ser mais
cuidadosamente elaborada e não envolver necessariamente a participação dos espectadores.
Em geral, segue um "roteiro" previamente definido, podendo ser reproduzida em outros
momentos ou locais. Trabalha através de fotografias, vídeos e/ou memoriais descritivos.

Artes Performativas - São todas as formas de arte cénica que se desenvolvem num palco ou
local de representação para um público. Muitas vezes estas apresentações das artes podem
ocorrer em praças e ruas. O conceito “Artes Performativas” centra-se fundamentalmente na
acção e não tanto na representação e nos princípios associadas às diferentes artes. Foca-se na
acção, sendo que a componente multidisciplinar e transdisciplinar dos objectos performativos
é um dos seus grandes motivos de interesse, mas é também a característica que impede uma
configuração definitiva dos seus conteúdos, âmbito e identidade.

Criação colectiva: é o processo de construção de um espectáculo teatral que depende da


interação e troca de ideias entre todos os elementos participantes. O texto é construído a
partir do grupo, ou constrói-se um espectáculo a partir de um texto pré-existente

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interpretando-o através de um processo improvisacional ou de um trabalho de mesa realizado


pelo próprio grupo. Para isso utiliza-se intensamente, num processo de pesquisa, o imaginário
dos actores, o repertório pessoal de cada um, os processos inconscientes e conscientes. O
resultado de um processo desses é imprevisível e tudo depende daquilo qe o actor e o grupo
vão descobrindo através do movimento, expressividade, resultados da improvisação etc… O
participante, por ser o criador, tem como meio de expressão mais fino, útil e representativo o
meio espacial e gestual. A contribuição de cada um é tão importante quanto qualquer outra,
pois num processo desses a fonte dos elementos utilizados vêm do corpo e da presença do
actor.
Trabalho de mesa – consiste no trabalho de pesquisa que o grupo realiza para trabalhar uma
peça de teatro. Tendo escolhido uma temática, deve-se explorar essa temática através de
informação contextual (imagens, texto, entrevistas, bibliografia…) e através do trabalho dos
actores em contexto de exercícios dramáticos.

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Sugestão 1:
Introdução à expressão dramática: jogos de apresentação

Conteúdos Objectivos
- trabalho de coro. - promover a expressividade corporal entre dois alunos ou na
- expressividade oral/voz turma.
- expressividade corporal - promover a auto-confiança, concentração e à-vontade com
a dramatização, o espaço e com os outros.
- promover competências sociais

Actividades:

- apresentação com nomes: todos em circulo. Um por um, cada um diz o seu nome, o que
mais gosta de fazer e o que mais detesta.
Variante a) apresentar o colega do lado depois de terem ouvido na apresentação e
acrescentarem um aspecto físico seu.
- jogo lança a bola, lança o nome: todos em círculo. Temos uma bola. Cada vez que lançamos a
bola para alguém, temos de dizer o nosso nome. A pessoa que recebe a bola, por sua vez
quando a lançar, tem de dizer o seu nome para a pessoa a quem vai largar a bola e assim
sucessivamente.
Variante a) temos uma bola. Cada vez que lançamos a bola para alguém, temos de
dizer o nome dessa pessoa, e esta por sua vez quando lançar a bola, tem de dizer o nome para
quem vai largar a bola e assim sucessivamente.
Variante b) agora temos duas bolas uma pessoa fica com uma bola e outra com outra.
Lançam ao mesmo tempo, estando assim as duas bolas em funcionamento no jogo . Cada vez
que lançamos a bola para alguém, temos de dizer o nome dessa pessoa, e esta por sua vez
quando lançar a bola, tem de dizer o nome para quem vai largar a bola e assim
sucessivamente.
- nomes com som:todos em círculo. No sentido dos ponteiros do relógio, um por um vão gritar
o seu nome. Uma pessoa grita, e todos repetem o seu nome. Logo depois, a pessoa seguinte
grita e todos repetem e assim sucessivamente.
- dizer o nome com entoação: todos em circulo. Vamos todos dizer o nosso nome como
quisermos: gritar, baixinho, com uma voz caricata, com voz suave… um aluno diz o nome e os

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outros repetem imitando-o; e a pessoa que está ao seu lado logo a seguir diz o seu nome e
todos repetem,imitando-o e assim sucessivamente.

- variante a) fazemos o mesmo, mas acrescentamos ao nome um movimento/expressão que


nos defina. Por exemplo, dizer: ”jooãooo (movimento como se estivesse a tocar guitarra ao
mesmo tempo que diz o nome)”
- jogo do olhar concentrado: Todos em círculo. Usamos apenas o olhar para falarmos uns com
os outros. O objectivo é conseguirmos chamar outra pessoa com o olhar por forma a trocarem
de lugar.
- jogo da mão-nome,nome-mão: circular pelo espaço sem parar. Consiste em passar o nome,
passando assim o jogo para a pessoa a quem chamamos o nome. Mas há uma regra muito
importante: uma pessoa chama o nome de outra, e chama a seguinte mas desta vez tocando,
ao invés de chamar. Portanto: 1.nome, 2.toca sem falar, 3.nome, 4.toca sem falar, e assim
sucessivamente.
[Nota: É necessária muita concentração, é normal que nos primeiros exercícios o jogo aconeteça de
forma muito lenta, mas à medida que o tempo vai passando o professor deve aumentar a velocidade do
jogo.]

- O pé-leve: Com os alunos deitados no chão de barriga para baixo e de olhos fechados, o
professor caminha silenciosamente por entre eles e escolhe um tocando-lhe numa parte do
corpo. O aluno escolhido abre os olhos, levanta-se e descolca-se silenciosamente, acordando
do mesmo modo, outro aluno e assim sucessivamente, até ficar um aluno deitado no chão.
Forma-se então um círculo em torno do último dorminhoco e todos gritam o nome dele em
conjunto.
[Nota: os alunos devem conseguir o máximo de silêncio até ao final. É importante que os alunos
deitados no chão tenham os olhos efectivamente fechados.]

- Os lasers: Um ladrão quer roubar um quadro precioso num museu de arte. No entanto tem
de passar numa sala repleta de lasers infravermelhos. O ladrão é um dos alunos. Os restante
são os lasers. Dois a dois farão de lasers sendo que os seus olhos são os infravermelhos. Cada
equipa de lasers tem que escolher e se manter numa posição fixa, em contacto com o olhar do
colega da equipa. Forma-se duas filas, uma do lado esquerdo e outra do lado direito. Fica um
membro de cada equipa em cada um dos lados. Podem colocar-se na posição que entenderem
mais difícil para o ladrão passar, não esquecendo que é o olhar que manda e que têm que fixar
a sua posição. Fixando o olhar e posição mantêm-se assim até o ladrão passar. Se o ladrão

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tocar na linha de infravermelhos imaginária, ou seja, se o “laser” vir que o ladrão está a “tocar”
no seu campo de visão, então os lasers apitam e o ladrão tem de fugir. Todos correm para o
prender. Se ele pisar e for apanhado perde o Jogo.

- Jogo do lenço: o jogo do lenço é axecatamente igual ao jogo das cadeiras, mas com lenços.
Percorrem o espaço e quando a música pára todos têm que apanhar o lenço. Aquele que não
apanhar o lenço, perde. Como “castigo”, tem que fazer do lenço uma nova utilidade.

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Sugestão 2:
Introdução à expressão dramática: exercícios de relaxamento

Conteúdos Objectivos
- expressividade corporal: - conhecer o prórpio corpo
aquecimento, leveza do corpo - deixar-se entrar em contacto com outros, expôr-se
- expressividade emocional - trabalhar as sensações e percepções

Actividades:

Relaxamento 2 a 2: um faz a massagem e o outro recebe. Depois troca. Professor pode dar
indicações. Deve-se relaxar o corpo suavemente dos pés à cabeça:
- massajar
- amassar como massa de plasticina nos braços, mãos e pernas.
- sacudir levemente na zona dos reflexos

Auto-descoberta: circular pelo espaço. O grupo caminha pela sala, libertando as tensões do
corpo e diminuindo o ritmo do andar, sem verbalização.
- Depois cada um escolhe um local para se deitar confortavelmente, com espaço à sua volta;
fecha os olhos e “descobrem” as suas próprias mãos através do tacto, explorando a forma,
tamanho, textura, temperatura…
- Depois, com as mãos, exploram o rosto, detalhadamente, seguindo o procedimento anterior.
Após a descoberta, exploram a cabeça, o pescoço, o tórax, abdómen, as pernas e os pés;
[Nota: O professor deve dar as ordens respeitando o ritmo de cada um e deve dar preferência a um
ambiente com pouca claridade, evitando, assim, possíveis exposições.]

- Flexão e extensão (relaxamento indutivo): As pessoas ficam deitadas, de forma confortável,


com espaço adequado à sua volta; devem fazer o que o professor propõe (trabalha-se com
todo o corpo dos pés a cabeça, principalmente as articulações). São dois movimentos básicos:
- expansão (três vezes) dos músculos:inicia-se com o pé direito. Pede-se para contrair o pé,
depois, relaxá-lo, voltando a posição natural (três vezes). Em seguida, com o pé esquerdo,
repete-se o mesmo processo; retorna-se ao pé direito e pede-se para estica-lo (expansão) e
depois, relaxá-lo. Repete-se o processo anterior;

17
Projecto Educ’arte
Propostas de actividades por conteúdo programático

- Sequência: pés, joelhos, quadris, respiração (abdómen), tórax, braços e mãos, ombros,
pescoço e cabeça.

Jogo, “a Chuva”: cada pessoa procura um lugar confortável da sala para se deitar e fecha os
olhos permanecendo relaxado. Deve seguir as instruções dadas pelo professor.
Professor diz:
“Procura relaxar o teu corpo, acalmar, respirar fundo… Pouco a pouco, o teu corpo começa a
ficar leve... Muito leve, transformas-te numa nuvem... Começas a levitar, atravessas a sala, de
encontro ao céu... Transformas-te numa nuvem... Vê como é a tua forma, a tua cor, a tua
textura... (respeitar o ritmo e o tempo de cada um).
“podes abrir os olhos: verifica como deslizas pelo céu, olha para a terra lá em baixo... estás
perto de outras nuvens, juntas-te a elas, formam-se nuvens de chuva...”
“Os pingos começaram a cair, vagarosamente, ao estalar os dedos de uma das mãos. Depois,
com as duas mãos, ouvindo-se o som mais forte dos pingos...”
“Aproximam-se das árvores, caiem sobre as folhas, quando esfregas as mãos... Delicadamente
no início, intensificando-se em seguida...
De repente, a chuva fica mais forte, batendo as mãos nas pernas. Ela aumenta mais e
mais... e aos poucos vai diminuindo...;

Depois o professor conta novamente a história, mas invertindo a ordem das propostas até
cessar a chuva. A nuvem desfaz-se vagarosamente, transformando-se numa pessoa
novamente.

Percepção de objectos: tem que haver venda para os olhos e vários objectos: cortiça, isopor,
metal, borracha, vidro, papel, pedra, tecido… Joga-se dois a dois.
São distribuidos materiais diferentes para cada grupo de dois. Um coloca a venda e o outro
apresenta os objectos:
- Em relação à forma, textura, temperatura etc.
- Depois tenta identifica-o.
- Solicita-se ainda que “visualize” mentalmente, o tamanho de cada objecto;
- Tirar a venda e mostrar o objecto
- Dizer quais as diferenças entre o que viu mentalmente e o que vê.

Em seguida, aquele que apresentou os objetos deverá fechar os olhos (ou colocar a venda) e
trocar de dupla. Volta a fazer-se o mesmo.

18
Projecto Educ’arte
Propostas de actividades por conteúdo programático

- A bola imaginária: o grupo está deitado de costas no chão, confortavelmente, e de olhos


fechados; professor sugere:
- “imagina um imenso painel colorido que ocupa todo o teu olhar. Aos poucos aparece nesse
painel um pequenino ponto, como uma cabeça de alfinete, que vai aumentando de tamanho,
lentamente. Cada vez se aproxima mais e cada vez mais se transforma numa bola colorida.
Começa a aumentar de tamanho e aproxima-se cada vez mais. Torna-se uma bola enorme, que
toca numa parte do teu corpo e rebenta.. sai um líquido colorido... Esse líquido começa a
colorir todo o teu corpo, lentamente. Aos poucos, o líquido vai escorrendo pelo chão e
desaparece, deixando uma agradável sensação no teu corpo. Experimenta-a. Vagarosamente
vai despertando o teu corpo, apalpando-o através das mãos. espreguiça-te... Finalmente, abre
os olhos, lentamente.”

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Projecto Educ’arte
Propostas de actividades por conteúdo programático

Sugestão 3
Introdução à expressão dramática – Pontos de partida: Jogos

Conteúdos Objectivos
- expressividade emocional e - empatia/interação grupal
corporal - relaxamento
- improviso - confiança e promoção da exposição em público
- exploração do espaço - aquecimento corporal e expressivo

Actividades:

Imitar o chefe: Organiza-se uma roda e escolhe-se um aluno para ser o primeiro a começar o
jogo. Este é o chefe e propõe uma maneira de andar: aos saltos, a mancar, de gatas… Todos na
roda o imitam, reproduzindo o movimento proposto e, a um sinal do professor, previamente
estabelecido, o aluno seguinte na roda passa a ser o chefe, propondo uma nova maneira de
andar. O jogo só termina quando todos tiverem passado pelo papel de chefe.
Variante: em vez de procurar novas formas de andar, podem explorar tiques, emoções, formas
de falar, etc.

O que estás a fazer?: Com a turma organizada em círculo, um par de alunos vai para o centro e
o primeiro elemento do par mima uma acção, por exemplo, varrer o chão. O outro elemento
pergunta-lhe: “o que estás a fazer?” ao que ele deve responder , por exemplo, “estou a lavar
loiça”, isto é, a resposta não pode coincidir com a acção que se está a mimar. O aluno que fez a
pergunta tem então de mimar a resposta do parceiro (mimar “lavar a loiça”). A seguir é a vez
do primeiro a perguntar “O que estás a fazer?” respondendo o outro uma accção diferente da
que mima, por ex, “estou a escrever”. O primeiro mima então essa acção. O jogo prossegue
até que um dos elementos do par se engane, respondendo à acção que mima ou mimando o
que responde. Nesse caso, o jogador que perdeu dá a sua vez a um dos colegas do circulo.

Só nós- Com a classe organizada em pares, lado a lado, o professor dá a cada par um pedaço
de corda ou fio. Um elemento do par segura uma ponta do fio com a mão direita e outro
segura uma ponta do fio com a mão esquerda. As mãos livres são passadas para trás das costas
do parceiro ficando o par abraçado.

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Projecto Educ’arte
Propostas de actividades por conteúdo programático

O par é agora uma espécie de ser de duas cabeças que tem de dar o nó à corda. Mais tarde, o
professor pode dar dois fios a cada par e pedir que os unam, firmemente, com um nó.

Mais nós – Com os mesmos pares, abraçados em seres de duas cabeças, o professor pede que
mimem uma acção ou uma sequência de acções (por exemplo, vestir o casaco, apanhar o
autocarro…) As sequências podem ser propostas sob a forma de tarefas, por exemplo, fazer
uma omoleta, limpar a casa, lavar a loiça…

Agora nós – Mantendo ainda os pares, o professor pede a cada ser e duas cabeças que diga
uma frase. Para isso, cada elemento do par tem que dizer as palavras, alternadamente,
tentando falar, fluentemente, de maneira a parecerem uma só voz. Quando os seres de duas
cabeças tiverem prática para falar, podem encontrar-se com outro e criar com ele um diálogo.

A maçã – Com a clase em roda, o professor propõe uma tarefa, por exemplo, descascar uma
maçã. A tarefa vai sendo mimada por cada aluno, à vez, numa sequência ordenada de gestos,
com a particularidade de a maçã ir variando de tamanho ao longo da roda. Assim, o primeiro
jogador passa a maçã para o colega da direita e diz: “dobrar”. O segundo jogador então tem de
mimar uma maçã a dobrar de tamanho cada vez que é passada na roda, até que o seu
tamanho seja tal que o jogador tem que a descascar decida que já não é possível continuar.
Neste caso, passa a maçã e diz: “Metade” e a maçã passa a diminuir de tamanho à medida que
vai circulando, até que fique demasiado pequena e também precise de a fazer, de novo,
crescer.
[Nota: o professor deve variar os objectos e as tarefas (escrever com um lápis, comer a sopa com uma
colher, coser com uma agulha) com o objetivo de explorar diferentes gestos mímicos.]

Isto é – numa roda, o professor põe a circular um objecto imaginário (p ex, a bola, lápis, copo
cheio de água, bebé…) dizendo “isto é…”. Cada aluno, em silêncio recebe o objecto de maneira
a que lhe pareça a mais adequada e mantém-no o tempo suficiente para se compenetrar nele
e sentir que de facto, tem aquele objecto nas mãos.
Variante a) em vez de o objecto ser passado em silêncio cada jogador reage de maneiras
diferentes (com curiosidade, prazer, nojo, embaraço, etc).
Variante b) Numa segunda volta de jogo, o professor pode pôr a passar coisas diferentes em
sentidos opostos, por exemplo, um gato e um rato. O que acontecerá quando os dois se
encontrarem? Vai depender da imaginação dos alunos.

21
Projecto Educ’arte
Propostas de actividades por conteúdo programático

O sol solitário – formam-se grupos de dois, faz-se um círculo e um dos elementos da turma
fica sozinho. Cada grupo tem uma cadeira a sua frente formando assim um círculo com as
cadeiras com o assento virado para o seu interior. Um dos elementos de cada grupo senta-se
na cadeira e outra fica atrás da cadeira. O que está sentado é a nuvem. O que está em pé
encostado às costas da cadeira é o sol. O aluno que está sem companheiro tem também uma
cadeira á sua frente, vazia. Ficará então no lugar de sol, ou seja, atrás da cadeira sendo por isso
o sol solitário. Deste modo, o sol solitário tem que apanhar uma nuvem para não ficar sozinho
e se assim o fizer, o sol que perder a sua nuvem passará a ser o sol solitário. Como é que se
pesca uma nuvem? Através do piscar de olhos. O sol solitário tem que piscar o olho a uma
nuvem e se esta perceber esse piscar deverá imediatamente passar para a cadeira vazia do sol
solitário. Mas o sol que tem a nuvem pode prendê-la se estiver atento e for capaz de ver o
piscar de olhos do sol solitário. Tudo dependerá da perspicácia e atenção dos jogadores.
[Nota: Este jogo é muito bom para criar união e simultaneamente para treinar a expressividade facil e
corporal. É importante que o professor ajude, explicando que têm de ser discretos, têm que ser capazes
de “enganar” e de, simultaneamente, estarem concentrados e atentos.]

O assassino piscador: os alunos formam um círculo e fecham os olhos. O professor escolhe um


assassíno, tocando num dos alunos. Depois diz à classe, já de olhos abertos, quem vai ser o
detective. Todos os alunos movimentam-se em passo rápido pela sala, evitando estar em
círculo. O detective pode ocupar a posição que achar mais conveniente. O assassíno que
circula incógnito por entre o grupo pisca o olho às vítimas, que morrem com grande aparato,
depois saem do jogo. O detective dispõe apenas de duas tentativas para descobrir o assassíno
e tem de o fazer antes de ficarem só quatro pessoas em jogo.
Variante a) para dificultar o jogo, pode introduzir-se uma morte retardada, ou seja, a vítima
morre 4 segundos após a piscadela fatal.

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Projecto Educ’arte
Propostas de actividades por conteúdo programático

Sugestão 4

Expressão Dramática e Musical

Conteúdos Objectivos
- exploração corporal - criar empatia entre alunos: confiança, contacto físico,
- exploração da voz e do espaço movimento, ligação de grupo
- expressividade emocional - promover a criatividade, à-vontade e expressividade
- prática instrumental - Usar o som e drama em interação
- discriminação auditiva

Actividades:

- aquecer o corpo: desde a cabeça até aos pés (aquecimento físico).


- esfregar as mãos, bater palmas

- jogo da “bola de energia”: alunos dispõem-se em círculo. Nas mãos têm uma bola imaginária
que tem de ser passada de mão em mão. Mas essa “bola” só pode ser passada se batermos
uma palma, virando-nos para o colega do lado. Este recebe-a, vira-se para o colega do lado e
bate uma palma para passar a bola e assim sucessivamente. Tem de passar a bola o mais
rapidamente possível sem parar e poderá inverter o sentido da passagem da bola através da
palavra “vira!”
- Percurssão corporal: professor começa com um ritmo e os alunos copiam a seguir. Fazem
isso cerca de 3, a 4 vezes. Depois, o aluno que se voluntariar faz uma nova sequência rítmica e
alunos repetem. Poderá fazer-se isto com mais alguns alunos até o professor achar pertinente.
Variante a) Professor faz um ritmo de base(quaternário ou binário, podendo usar
palma e pés por ex) e cada aluno um a um no sentido dos ponteiros do relógio, vai
completando o som livremente, procurando um ritmo que “encaixe” com o que ouve.
Variante b) Professor faz um ritmo de base e cada aluno tem que entrar no jogo
rítmico através do seu nome isto é, marcando um ritmo de acordo om a quantidade de sílabas
e depois canta o seu nome, podendo brincar com ele. Professor deve dar exemplo cantando o
eu próprio nome. (ex: Palma+peito+estalar+dedos – maaaa-nu-EL!

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Projecto Educ’arte
Propostas de actividades por conteúdo programático

- circular pelo espaço:


-variante a) explorar andamento: rápido, devagar lentamente ao longo do espaço.
Depois o professor deve sugeirir espaços, espessuras e contextos: propôr que imaginem que
estão no campo, na água, na rua; andar como uma pessoa tímida, destemida, fraca,
apressada… andar docemente, em segredo, andar com a ponta dos pés, com a curva dos
cotovelos, com os joelhos…
- variante b) explorar contacto: circulam pelo espaço normalmente. O professor de
vez em quando vai sugeir situalções que impliquem contacto com outro colega: encontraram
um amigo que já não viam há muito tempo; discutir; um abraço apaixonado; um funeral; o
início de um jogo de futebol em que se estão a cumprimentar; dançar tango num concurso de
dança… e assim sucessivamente.
-variante c) explorar música: colocar músicas com diferentes tonalidades e
andamentos para explorarem chão, parede, contacto com outros, correr, saltar, rebolar,
dependendo do que a músicas lhes diz…

- Jogo do espelho: As crianças organizam-se dois a dois e colocam-se a frente um do outro. Um


é o espelho o outro é o que realiza os movimentos.
Variante a): fazer em grupo. Um é o que faz movimento e todos os outros imitam o
comportamento.

- Conversação corporal: As crianças organizam-se dois a dois e colocam-se a frente um do


outro. O professor marca oito tempos utilizando uma pandeireta ou um bombo e um dos
membros do grupo realiza movimentos contínuos, como se falasse com o corpo. Durante o
silêncio a criança fica imóvel. Seguidamente, o professor marca mais oito tempos e a criança
que estava a observar realiza uma movimento como se fosse a resposta. Quando o professor
parar de tocar ele pára também.
Variante a) O professor percute quatro tempos, quatro tempos , dois tempos, dois
tempos, um tempo, um tempo, enquanto as crianças realizam um diálogo corporal,
respeitando o turno e o silêncio de cada um.
Variante b) Uma vez realizada uma sequência, troca-se de par.

Observação: é conveniente que as crianças tomem consciência da importância do modo


de olhar. É uma conversação, a criança que está a observar deverá olhar para outra para
demonstrar interesse.

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Projecto Educ’arte
Propostas de actividades por conteúdo programático

“Lá vai uma, lá vão duas”: Em circulo, sentados com as pernas cruzadas e com um pé
descalço, cada aluno fica com o seu sapato na mão. Vão cantar: “lá vai uma, lá vão duas,
três pombinhas a voar, uma é minha outra é tua, outra é de quem a apanhar”. Os alunos
fazem circular os sapatos da seguinte maneira:
- na frase “lá vai uma”, passam o sapato para o colega da esquerda, pondo-o à frente
dele e batendo com ele no chão (e fica com o sapato que lhe foi colocado pelo colega da
direita);
- Na frase: “lá vão duas”: procedem exactamente da mesma forma
- na frase: “três pombinhas a voar”: divide-se em três movimentos, com as respectivas
palavras - “pombinhas” batem com o sapato no chão à frente do colega da esquerda, “a”
batem de novo com o sapato no chão à sua frente, “voar” batem com o sapato à frente do
colega da direita.
Todo o procedimento vai-se repetindo com a sua segunda parte da canção. O jogo
prossegue, repetindo-se a canção tentando acelarar o tempo.
[Nota: podem usar este jogo para cena ou situação numa peça de teatro. Os alunos poderão criar
uma música e fazer o acompanhamento ritmico seguindo o método deste jogo. Aproveitando os
exercícios anteriores pode-se utilizar um objecto ou percurssão corporal de forma original, isto é
criada por eles.]

Jogo do andamento - para explorar os vários tipos de andamento, os alunos começam por
circular livremente pelo espaço. Depois, quando o professor considerar pertinente, grita
“derreter em!”. Quando isso acontecer os alunos começam a derreter, de acordo com a
contagem e o andamento que o professor sugere. Portanto, poderá fazer uma contagem
decrescente de 10 a 0 em andamento adágio, como pode contar de 5 a 0 em andamento
moderato. Quando o professor chegar a 0, os alunos têm também que chegar ao chão, ou
seja, têm que seguir o ritmo do professor, tendo em conta o tempo e o andamento,
sentindo assim no corpo, a velocidade do som. Depois, quando os alunos estiverem no
chão, o professor deverá gritar “acordar em!” utilizando o mesmo método, mas desta vez
em ordem crescente, sendo que 10 é o número máximo para ficarem levantados
totalmente.

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Projecto Educ’arte
Propostas de actividades por conteúdo programático

Sugestão 5
Expressividade emocional, facial e corporal
Conteúdos Objectivos
- expressividade corporal - saber exprimir-se através do corpo
- expressividade emocional - trabalhar as sensações e percepções
- representação dramática - representar emoções, situações e espaços
- criatividade, concentração - saber comunicar com precisão e com expressividade

Sorrisos e caretas: Com a classe sentada numa roda, o professor escolhe um aluno para
começar o jogo, fazendo um sorriso e fingindo que o retira com a mão (como se fose uma
máscara). Com o sorriso na mão e com a expressão facial neutra, o aluno passa-o a um colega.
Aquele que o apanha, coloca-o na cara e transforma-o numa careta, que retira e passa, por sua
vez, a outro colega. Este recebe a careta, coloca-a e transforma-a num sorriso, que a seguir
retira e atira ao jogador seguinte. O jogo prolonga-se numa sequência alternada de sorrisos e
caretas.
Nota: os alunos devem mater-se sérios duante o jogo e fazer uma pequena pausa entre o
sorriso e a careta, para que todos efectivamente possam ver a sua expressão.

Gestos: organizar a classe numa fila, com os alunos virados para a parede. O professor ensina
ao primeiro aluno da fila, sem que os outros vejam, uma sequência de gestos (por ex, esfregar
o nariz, bater palmas e cruzar os braços).
O aluno aprende os gestos e vai buscar o colega seguinte, da fila, a quem ensina os gestos, que
aquele ensinará, por sua vez, a outro colega. O jogo segue até que o último aluno da fila
conheça a sequência de gestos, altura em que esta é comparada com a sequência que o
primeiro aluno aprendeu. Num segundo jogo, a sequência é inventada por um aluno. Cada
aluno só pode fazer a sequência de gestos uma vez, para a ensinar.

Isto é feito de… - com a classe organizada numa roda, o primeiro a jogar diz: “isto é feito de…”
(cola, geleia, penas, ar, água...) e passa o objecto imaginário ao colega da direita. Este recebe o
objecto, reagindo de acordo com as características deste (por exemplo, se o objecto for feito
de cola, os jogadores podem ter dificuldades em libertar-se do objecto). O segundo jogador
passa, por sua vez, o objecto ao colega seguinte, mas primeiro muda-lhe a propriedadde,

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Propostas de actividades por conteúdo programático

dizendo também: “isto é feito de…”. O jogo prossegue, até que todos os jogadores recebam e
passem o objecto imaginário.
[Nota: o professor deve insistir para que os alunos mimem com precisão a maneira como recebem e
passam o objecto e variem muito as propriedades deste.]

Pares de mimos- ver ficha 1 em anexo.

Cenas mimadas – ver ficha 2 em anexo.

Mimar à vez – ver ficha 3 em anexo.

Alegre ou triste – ver ficha 7 em anexo.

Troca de bons sentimentos- ver ficha 8 do anexo

O que é?
a. o grupo senta-se em circulo; o jogo dá início com um voluntário “esculpindo” com as
próprias mãos algo que considera significativo (ou alguma característica que o identifique)
e “entrega” para o participante à sua direita e assim por diante; cada pessoa recebe e
repassa a “escultura” ao seguinte, prosseguindo até passar pelo último aluno; depois faz-
se um comentário breve sobre o que cada um considera que recebeu, sendo que o
“escuto” confirma ou não; de seguida, repete-se o mesmo procedimento a partir do
segundo participante, e assim por diante, até todos passarem pela experiênci; fazem um
debate final sobrre o exercício..

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Projecto Educ’arte
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Sugestão 6
Trabalho vocal/oral e respiração
Conteúdos Objectivos
- expressividade oral/vocal - Desenvolver a dicção e treinar vocabulário
- técnicas de respiração - Ser criativo e expressivo na leitura de um texto
- Aprender a respirar adequadamente para a colocação de
voz e para o canto.

Fichas 22,23,24, 25, 26,27, 28 e 29 do anexo.

- Exercícios de respiração: utilizando um instrumento, utiliza-se uma escala maior diatónica


para trabalhar afinação. O instrumento faz a escola e os alunos repetem, utilizando o
vocábulo: “ma-me-mi-mo-mu”. Vão subindo na escala de meio em meio tom e depois descem
até à escala inicial.

- “fsst,ssst,shht”: num compasso ternário, fazer os sons “Fsst, ssst, shht”, respeitando o ritmo
e fazendo a respiração correcta. Podem fazê-lo em marcha, imitando um comboio, de forma a
haver movimento e som ao mesmo tempo.

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Projecto Educ’arte
Propostas de actividades por conteúdo programático

Sugestão 7
Exploração de objectos

Conteúdos Objectivos
- construção de personagens - saber utilizar o corpo, a voz, a expressão para se
- criação de histórias “transformar” em várias personagens.
- expressividade corporal, oral e - cirar personagens a partir de estímulos e indutores
dramática - improvisar através de uma personagem
- indutores de dramatização - entender as necessidades para a carcterização e
construção de uma personagem

Actividades
“O guarda-dramas”: [A existência de roupas e acessórios é fundamental para a criação de
personagens e estórias, uma vez que funciona como um bom estímulo para a criatividade. Se possível
deve existir um espaço/uma mala/báu/cabide, onde se possam colocar acessórios e roupas para que se
possam usar nas aulas de expressão dramática. Podemos pedir aos alunos para trazerem o que
quiserem, por forma a poderem depois utilizar para a criação de personagens e situações de improviso.
Por isso se chama o guarda-dramas, ou seja, o lugar onde se colocam acessórios e roupas que escondem
dentro de si múltiplas personagens e estórias]

- De um conjunto de roupa, cada aluno escolhe uma ou duas peças para vestir. Vestido com
aquelas roupas, cada um procura imaginar quem as vestiria.
[Nota: Para facilitar, se necessário, o professor pode sugerir que cada um responda a perguntas como:
“Homem ou mulher”?; “De que idade?”; “Com que profissão”; “Tem tiques?”, “Um defeito?”, “Uma
qualidade”, “tímido ou extrovertido?”.]
Posteriormente:
- criada a personagem, podem começar a circular no espaço aleatoriamente e devem tentar
interagir com os restantes colegas/personagens criando situações de improviso.

Chapéus, Cabeleiras e acessórios (cachecóis, pulseiras, colares, botas…): Organizada a classe


em pequenos grupos, o professor pede a cada aluno que escolha um chapéu, que o explore, e
que imagine quem poderia ser o seu dono. Cada aluno apresenta-se à classe, mas utilizando
uma língua que não existe ou utilizando sons que imagina que pudessem ser ditos pelo dono
do chapéu. No momento da apresentação ele tem de se transformar totalmente na

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Projecto Educ’arte
Propostas de actividades por conteúdo programático

personagem de modo a que se perceba o que pretende transmitir com o “novo dialecto”.
Variante a) Professor pode pedir a duas personagens que se encontrem em determinado local
(rua, futebol, numa festa…) e troquem palavras entre si (que se percebam ou não).

Malas ou Sacos: Organizando a classe em grupos, o professor dá a cada um, duas ou três
imagens e/ou exemplares de sacos. Observando bem os sacos, os grupos têm de imaginar uma
personagem para eles e o que está dentro destes, relacionando sacos e personagens.
Depois de cada grupo apresentar à classe os seus sacos e respectivos donos e conteúdos, cada
aluno transforma um saco de papel, de acordo com a sua personagem que imagina. Quando
todos os sacos estiverem prontos, os alunos, em pequenos grupos, passeiam com o seu saco
para os outros adivinharem as suas personagens.
[Nota: a utilização de malas é diferente dos sacos pela sua textura e grossura. Com as malas é possível
construir cenários, movimentar-se dentro delas, subir para cima delas criando novos contextos. O saco
permite principalmente criar personagens]

Objectos: Com a classe em roda, o professor oferece um objecto e cada aluno demonstra uma
forma de utilizá-lo, um de cada vez. Porém, cada aluno tem que inventar uma nova forma de
utilizá-lo, sem nunca poder passar pelo seu uso convencional. Por exemplo, se for uma
vassoura pode ser uma cana de pesca, se for um lenço pode ser uma cobra… O jogo contínua
descobrindo-se sempre novas formas de utilização do objecto.
Posteriormente:
Cada aluno escolhe um objecto e explora-o das mais diversas maneiras possíveis,
experimentando todas as suas utilizações possíveis e imaginárias. A um sinal do professor,
trocam de objecto entre si, para que cada um possa explorar o maior número possível de
objectos diferentes.
[Nota: os objectos escolhidos são muito importantes porque uns são mais sugestionáveis para a criação
de personagens (como por exemplo, funil, almofada, lenço, chapéu…) ou para a criação de contextos
(como por exemplo, cadeira, caixa, biombo…]

Variante a) o mesmo se pode fazer com instrumentos musicais, individualmente ou em grupo.


Podem-se explorar os instrumentos para depois utilizá-los numa das cenas da peça de teatro
musical.

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Projecto Educ’arte
Propostas de actividades por conteúdo programático

Sugestão 8

Trabalho de criação colectiva: construção de história/trabalho de coro


Conteúdos Objectivos
- Trabalho de coro - ser capaz de construir uma história individualmente ou em
- Construção de histórias grupo
- Expressividade emocional - ser capaz de ser criativo, respondendo de imediato numa
- Expressividade corporal situação de improviso
- Improviso - expressar-se através do corpo, do espaço, da voz, do texto
- Exploração do espaço - ser capaz de trabalhar em grupo
- Expressão Musical e - gerir espaços interpessoais
Dramática - utilizar a música como importante meio para a criação
coelctiva de uma peça.

Actividades:

- Jogo “a cidade louca”: fazem-se grupos de 4,5 pessoas. Cada um dos grupos fixa-se num
ponto, funcionando esse como meta de um percurso que irão percorrer. Depois terão que
fixar outros 3 pontos no espaço. Professor toca ou coloca uma música. Esta música é
importante, pois irá depender dela a expressividade do percurso que irão percorrer.
Variante a) Ao colocar a música os grupos tem que fazer o caminho percorrendo os
pontos delimitados por eles, sendo que em cada percurso tem que encontrar um modo de
estar e de andar diferente. Esse movimento tem que respeitar o andamento e o ritmo da
música que está a tocar.
[Muito Importante: a música pode ser apresentada em cd audio, pode ser com um instrumento
melódico ou com percurssão. Importa ter em conta o tipo de música que irá ser utilizada, o seu
andamento e intensidade sonora… Como sabemos a música permite imensas interpretações a partir do
seu som, quer corporais como emocionais. Aquilo que tocamos reflecte o que os alunos irão
desempenhar, isto é, tudo depende se queremos uma cidade louca e sinistra, uma cidade louca e
mecânica, uma cidade calma…]
Ex: prof diz – “a cidade está louca está toda a gente assustada, estão esconder-se das
tropas de platão que invadirão o planeta! O nosso caminho leva-nos ao local seguro mas até lá
temos de nos esconder e passar despercebidos. Cada grupo descubra a sua forma de se
esconder, tem que encontrar 4 formas de se esconderem em grupo!”
Meta ao ponto 1- escondem-se em bicos de pés.
Ponto 2 ao ponto 3 – escondem-se como se estivessem atrás de um muro.

31
Projecto Educ’arte
Propostas de actividades por conteúdo programático

Ponto 3 ao ponto 4 – fazem de cobras.


Ponto 4 ao ponto 5 – escondem-se em fila, esgueirando-se uns nos outros.

Variante b) contar a história da cidade louca mas implicando outros tipo de


expressividade/situação como por exemplo a “cidade está louca está tudo atrasado para o
trabalho!”
Variante c) fazer o mesmo mas contando compassos entre cada percurso.
Ex: Esta música tem 12 compassos, em cada percurso tem que fazer 4 compassos. Os alunos
terão de usar colcheias, mínimas e semíninas para se manter dentro dos compassos sem
ultrapassar os tempos e o espaço. É uma boa forma de trabalhar a componente musical

- Jogo “a escultura”: Existe um grupo de observadores e o grupo da escultura. O grupo da


escultura vai pintar um quadro/escultura/fotografia. Os observadores vão olhar para esse
quadro e dar-lhe um título no final da “pintura”.
Para se fazer essa escultura há um modo especial para entrar nela. Tem que entrar uma
pessoa de cada vez que vai começar a “pintar” a imagem utilizando o seu corpo com o que
pretende transmitir. Tem de manter em estátua. Depois uma segunda pessoa entra e
completa essa imagem podendo seguir ou não aquilo que a primeira pessoa quer transmitir. O
mais importante é que tem de estar tudo relacionado.
Ex: 1 pessoa – coloca-se em posição como se estivesse a tocar guitarra
2 pessoa – coloca-se em posição como se tapasse os ouvidos para não ouvir a música
3 pessoa – coloca-se em posição como se desligasse a ficha do amplificador de som
4 pessoa – coloca-se como público, imitando um fã frenética
5 pessoa – coloca-se ao pé do guitarrista imitando um cantor.
- A imagem deve sempre contar uma história por forma a promover a criatividade, a implicar a
expressão e criar contextos e conflitos. São o ponto de partida para o improviso para a
construção de histórias, bem como interligação entre os actores que é fundamental.

- criar contextos: divide-se a turmas de grupos (10/8 pessoas por grupo). Cada grupo tem que
criar um contexto, ou seja, um espaço, como por exemplo, um café, um aeroporto, um jardim,
etc. O outro grupo tem que adivinhar. Depois trocam. Este jogo pode ser explorado para
construção de cenários e de cenas, partindo de uma exploração anterior de personagens ou
criando através deste mesmo jogo, as personagens.

32
Projecto Educ’arte
Propostas de actividades por conteúdo programático

Variante a) ao invés de propôr ou proporem espaços, coloca-se música com diferentes


intensidades e melodias que poderão relembrar espaços diferentes. Os alunos terão que
expontaneamente criar um contexto a partir da música.
Variante b) Cada aluno tem um instrumento. A partir do material que têm, vão criar um
contexto.

Brincar com a própria sombra: consiste em brincar com a nossa sombra, perceber o que
podemos fazer com o nosso corpo, o que podemos criar através de nós; explorar espaços e
distâncias com a sombra, jogar com ela, imaginar que ela existe de facto, queremos estar perto
dela, longe dela, são exercícios que o professor pode propôr. Poderá também explorar
emoções: ter medo da própria sombra, fugir dela, dançar com a sombra, abraçar a sombra,
esconder-se da sombra… depois aos poucos o professor deve sugerir que as sombras se
encontrem com os restantes colegas, que se comprimentem, que conversem, etc.
[Nota: pode-se utililizar lanternas ou então adaptarmo-nos as condições ambientais na sala de aula.]

Jogo com sombras: cada aluno deve ter uma lanterna consigo. A sala fica às escuras com
janelas fechadas. É necessário uma parede branca, por forma a jogar com as sombras e com os
corpos. Os alunos explorarão o jogo de sombras através da luz e do corpo criando situações
em grupo, espaços imaginários, situações fantasiosas. É importante que o professor dê
algumas instruções sobre como explorar as sombras (jogos de luz permitem criar direntes
alturas e tamanhos do corpo, dimensões, desenhos do escuro/luz, etc… ). É um jogo
execelente para utilizar música, pois com ela podermos para além de trabalhar ritmos e
intensidades sonoras utlizando a luz, podemos também criar diferentes espaços e contextos a
partir daquilo que a música nos diz. Deverá ser utilizada música erudita, pois é óptima para
explorar emoções e espaços. Se usarmos uma música sinistra, podemos explorar o medo, se
usarmos uma música melodiosa, podemos explorar emoções ou espaços suaves e lentos como
a gravidade ou o mar, por exemplo...

Jogo do espelho com lanterna: Professor pode sugerir aos alunos determinados contexto ou
personagens como, por exemplo, dizer a palavra “animais” e todos têm de representar um
animal improvisando e interagindo, circulando no espaço. Vai sugerindo novos contextos ou
personagens continuamente. Porém, entre algumas sugestões, algo acontece. Todos têm uma
lanterna consigo. Quando o aluno decidir, liga a lanterna e explorar o espaço com entender.
Todos terão que estar atentos, pois quando alguém acender a lanterna, terão de seguir essa
pessoa imitando-a, como “sombras colectivas”. Quando a aluno da lanterna decidir, desliga a

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Projecto Educ’arte
Propostas de actividades por conteúdo programático

lanterna e voltam à sugestão indicada pelo professor. Cada aluno só pode acender a lanterna
uma vez. Acaba quando todos tiverem acendido a lanterna.

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Sugestão 9
Os indutores: objecto, som, imagem, corpo e texto

Objectivos:

Conteúdos Objectivos
- Trabalho de coro - conhecer e perceber o que é um indutor na expressão
- Expressividade oral/voz dramática
- Expressividade corporal - encontrar diferentes formas de para a construção colectiva
- Os indutores de expressão - encontrar e descobrir diferentes estímulos e indutores para
dramática a construção de personagens.

O indutor Imagem
- Trazer uma imagem para cada um, ou o professor pode trazer um conjunto pode imagens.
IMPORTANTE: sendo os alunos ou o professor a trazer as imagens, é importante escolher a(s)
temáticas(s), para que exista um denominador comum entre elas.
- Trocam imagens entre si e reflectem sobre elas mentalmente.
- Deitam-se e o professor sugere que fechem os olhos e relembrem as imagens, escolhendo
depois a mais significatica para si. Pede depois para pensarem sobre ela, os seus pormenores e
até onde ela pode evoluir no mundo da imaginação. É importante estarem relaxados e
confortáveis, de olhos fechados por forma a deixarem-se levar pelas sugestões da imagem e
do imaginário.
- Depois, cada um irá falar um pouco sobre a imagem escolhida, justificando a sua escolha.
Neste momento, o professor poderá avançar um pouco mais, colocando outras questões para
trabalhar a imagem.
-As imagens regressam ao dono, se tiverem sido os alunos a trazê-las. Nesse caso, cada um fala
da sua imagem e partilha porque é que a escolheu.
- Depois, misturam-se novamente as imagens e cada um fica com uma.
-Posteriormente, cada um vai transpor a imagem para a realidade através da sua
representação. Deverá ser a imagem com que ficaram aleatoriamente. Dá-se algum tempo
para trabalharem a imagem, tendo uma condição: têm que representar a imagem, tendo em
conta três momentos: o que terá acontecido antes até chegar a imagem estática; a pausa na
imagem tal e qual como a vemos;e o que terá acontecido após a fotografia.
- Cada um vai apresentar a “sua imagem”, um a um, sem paragens entre cada aluno.

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Projecto Educ’arte
Propostas de actividades por conteúdo programático

- Depois, irão fazer grupos de três pessoas, juntando assim três imagens, que terão de unir e
contar uma história em conjunto. A apresentação faz-se da mesma forma que
individualmente.
- no final, sentam-se todos e conversam/partilham a experiência, as dificuldades, o que
sentiram, o que foi fácil…

Indutor Texto
- material: folha e papel, ou então folha de papel-cenário com tamanho relativamente grande.
- livre associação de ideias – cada um tem um papel e lápis.
- escolhe-se um tema que se pretende trabalhar. Imaginemos por exemplo que a peça que
vamos contruir/trabalhar é sobre o “sonho” e “viagens”.
- A partir das palavras ”sonho” começam, um por um a escrever a palavra que lhe vem mais
rapidamente à cabeça. Por exemplo, se um aluno disser “sonho”, o aluno do lado poderá
sugerir imediatamente “avião” o seguinte poderá sugerir “céu” e assim sucessivamente.
Quando a fluência das palavras estiverem enfraquecidas, inicia-se com uma nova palavra,
como por exemplo ”viagens.”
- Quando o professor constatar que tem uma boa lista de palavras termina o jogo e pede a
cada um dos alunos que escolha 5 palavras.
- Cada uma das pessoas do grupo contam uma história a partir dessas 5 palavras. No caso de
serem muito alunos, podem dividir-se em grupos de 5, cada um escolhe uma palavra,
perfazendo 5 palavras por grupo. Terão que reuní-las numa história criada em conjunto.
Deverá ser contada verbalmente. Caso seja em grupo o professor deve dar apenas 5 minutos
para conversação entre o grupo. O objectivo é criar uma história expontaneanente, tendo
como referência as 5 palavras, ou seja, improvisar.
- Representar essa história individual ou em grupo, depende da forma como se trabalhou na
tarefa anterior.

- ficha n.º20 do anexo

Indutor Desenho/Música
- Música: deslocação livre pelo espaço, procirando expressar a música através do corpo,
movimento e interação com os outros.
- Voltam a ouvir a música, mas vão “expressá-la” com papel e caneta. Ouvem a música e
desenham o que a música lhes transmite.

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Projecto Educ’arte
Propostas de actividades por conteúdo programático

- Depois do desenho sentam-se em roda e trocam os desenhos entre si. Cada um fica com um
desenho, observa-o durante algum tempo e depois procura conta a história que vê no seu
desenho.
- Pede-se a cada um que tentem adivinhar quem poderá ser o dono do desenho com que
ficaram.
- O dono do desenho confirma se a interpretação feita da história desenhada está certa ou
errada e caso não esteja, explica o que procurou desenhar. Desta forma perceberão as
diversas perspectivas que um mesmo desenho pode comunicar bem como permitirá uma
abertura para a criatividade.
- Depois juntam-se em grupos de 3,4 pessoas.
- Realizam um exercício de improviso através da história.

Indutor Objecto
- Escolher um objecto. Por exemplo: uma mala, continuando a seguir o exemplo da temática
“viagem”.
- explorar andamentos com mala ao som de música, os diferentes níveis e espaços (chão, salto,
rastejar, subir, empurrar..), formas de andar…
- Individualmente explorar:
- pesos com a mala
- espaço com a mala
- contextos com a mala
- sons com a mala
- o conteúdo
- personagens com a mala
- personagens dentro da mala
- explorar depois em conjunto
- improvisar em conjunto enquanto circulam pelo espaço. Professor pode ajudar dizendo uma
palavra como “feira, lua, guerra,” por forma a sugerir conceitos obrigando os alunos a
modificaram a sua representação e improvisando em conjunto no imediato.
- Usar histórias dos exercícios anteriores e criar uma história individual ou em coro.

- Num segundo exercício para trabalhar em conjunto, o professor forma grupos de 4 e cria 4
espaços diferentes no espaço com 4 objectos em cada um desses espaços. Esses objectos
podem ser aleatórios ou previamente seleccionados pelo professor se tiver já a partida uma
temática específica para trabalhar. Os alunos vão circular pelo espaço livre e quando o

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Projecto Educ’arte
Propostas de actividades por conteúdo programático

professor fizer sinal, cada grupo escolhe um espaço. Dentro do espaço cada aluno escolhe um
objecto. Depois do espaço e objecto escolhido começam a improvisar.
Variante a) podem fazer o mesmo mas os objectos deverão ser instrumentos musicais.

Indutor Musica:
Colocam-se todos em círculo. Cada aluno sentado numa cadeira tem consigo um intrumento
musical. Quatro alunos ficam no inteirior do círculo, deitados e imóveis. Os “alunos músicos”
vão começando a criar som e os “alunos actores” irão nascer com a música, começando a
reagir através da música que a turma vai construindo, O professor pode inicialmente dar
indicações, relembrando a questão da dinâmica, sons fortes e fracos, melodias e ritmos
diferentes que criam emoções, movimentoss, contextos... É necessário que a turma funcione
como uma banda respeitando o espaço e o som de cada um criando momentos musicais
diferentes para que os actores possam interagir e representar o som.

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Sugestão 9:
Dramatização com Máscara
Conteúdos Objectivos
- Trabalho de coro - conhecer e perceber o que é um indutor na expressão
- Expressividade oral/voz dramática
- Expressividade corporal - encontrar e descobrir diferentes estímulos e indutores para
- Os indutores de expressão a construção de personagens.
dramática - perceber a importância da máscara
- saber “esculpir” uma personagem através da música e da
máscara

Criação colectiva de uma máscara:


Todos circulam pela sala:
- cada participante (um de cada vez) apresenta uma característica da sua personalidade (livre
escolha);
- o grupo observa e reproduz (ex.: esfregar as mãos, piscar os olhos etc.);
- repete-se o processo com os seguintes. Compete ao reproduzir a primeira característica e a
segunda, isto é, vão se acumulando as mímicas, de acordo com a apresentação de cada um;
- segue-se o mesmo procedimento até que o grupo consiga “incorporar” as características de
todos;
[Nota: pode-se adaptar este jogo para a apresentação de cada um.]

Construção de uma máscara: poderá ser feita com pequenos rectângulos, quadradros,
círculos, semicírculos, diferentes cores e tamanhos e com elas compor máscaras, que podem
ser sorridentes, zangadas, tristes, surpresas, utilizando as formas que representam linhas
curvas, rectas, etc.. Chamar a atenção para os tamanhos e proporções, importante para a
construção. A máscara deverá ocupar apenas metade da cara, ou seja, deve tapar da cabeça
até ao nariz, ficando a zona da boca exposta. Desta forma poderão trabalhar a expressão facial
e criar um personagem com maior liberdade expressiva. A máscara deve ser pensada como um
mero acessório para a personagem que vai ser criado. É necessário que o aluno entenda que
todo o corpo tem e ser convergente com a máscara. O corpo e a boca são também máscara.
[Nota: pode funcionar como indutor para a criação de personagens e da peça de teatro. Pode associar-
se a máscara à temática que querem trabalhar.]

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Propostas de actividades por conteúdo programático

Expressão/comunicação: o professor deve procurar organizar os alunos por conjuntos iguais,


por diferenças, semelhanças ou por oposições, conforma a dinâmica do grupo o permitir, e
organizar um quadro expressivo. Depois devem construir um quadro vivo onde cada aluno
tenta fazer com que o rosto a expressão da máscara se transforme numa persaongem que se
relaciona com as restantes.
Variante a) Com os grupos organizados, podem elaborar uma pequena dramatização que
apresentarão grupo a grupo. Cada grupo deverá ter um título e identificar-se com o mais
possível e com o que foi construído, atribuindo assim um papel/personagem de
máscara/puzzle.

Música e máscara: a máscara pode ser construída a partir de peças musicais que o professor
possa colocar para os alunos ouvirem. Fecham-se as luzes e as janelas. Sobra apenas uma luz,
que poderá ser uma lanterna ou candeeiro, caso não existam luzes de palco. Professor deve
ter uma música para cada aluno, que depois são colocadas aleatoriamente. Um a um, vão
explorar nesse espaço com luz a sua máscara de acordo com a música. Se ainda não tiverem
construído a máscara, fazem o contrário: a partir da música, criam a máscara. Cada aluno deve
ter para si pelo menos um minuto. Passado essse tempo, pára a música e começa outra
entrando um novo aluno. As músicas devem manifestar vários tipos de emoções, e devem ser
selecionadas aleatoriamente.

Posteriormente poderão fazer exercícios anteriores como os apontados no teatro de coro,


na construção de personagens ou mesmo nos exercícios de interação entre drama e música.

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Sugestão 10
Improviso e criação de histórias
[Nota: muitas das actividades anteriores e principalmente na sugestão de actividades dos indutores, o
improviso está inerente e é fundamental. Estas propostas são mais concretas e pretendem um maior
trabalho de grupo convergindo também com a construcção de histórias. São como uma exploração
mais aprofundada após o trabalho exploratório nas sugestões anteriores. Para desenvolver a temática
que o professor e os alunos querem abordar na peça de teatro ou na curta, estes exercícios são muito
bons, basta adaptarem para a temática de interesse.]

Conteúdos Objectivos
- Construção de histórias - aprender a usar a imaginação, ser cirativo e aplicar a
- Construção de personagens criatividade
-Expressividade,corporal, - saber trabalhar em grupo
emocional, oral/vocal - saber como construir uma personagem
- Improviso - ser expressivo, saber o que fazer para improvisar
- ser capaz de construir histórias a partir de indutores e
jogos.

- ver ficha 31, 31 a) do anexo


- Ver ficha 10a) e 10 b)

“E então…” - sentam-se em círculo. O professor começa por narrar uma história, depois passa
a vez, com as palavras “e então”. À vez, em roda, cada aluno conta um pouco da história que o
professor começou,passando-se sempre a vez com “e então.”

Princípio Meio e fim – Para cada par de alunos (2 a 2), dá-se uma folha com o início de uma
história. O professor começa por ler à classe o início de uma história. Posteriormente, pede aos
alunos sugestões para darem seguimento à história, selecionando e aceitando aquelas que
permitam o seu desenvolvimento. Será altura de dar um final á história. Por fim, o professor lê
a sua história, na íntegra. Depois desta demosntração prática, o professor divide a classe em
pares, dando a cada par um ínicio de história, escrito, que os alunos têm de desenvolver e
concluir. Assim que todos tenham concluído o trabalho, cada par apresenta a sua história à
classe.

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Projecto Educ’arte
Propostas de actividades por conteúdo programático

[Nota: os ínicio das histórias devem ser breves, podendo resumir-se a uma ou dias frases (por exemplo:
o Pedro queria ir até à lua, então fugiu pela janela por volta da meia noite à procura do caminho mágico
para chegar às escadas lunares. Foi ter com seu fiel companheiro, o aprendiz de feiticeiro Juane).]

Variante a) Cada grupo pode fazer uma nova história e dar a outro grupo, não sendo
necessária a sugestão do professor. No final discutem os resultados.

- O caixote: tem que haver um caixote grande de papelão (tipo caixa de frigorífico ou máquina
de lavar) para cada grupo ou para toda a turma. O professor apresenta aos grupos os caixotes
mágicos: “com um simples estalar de dedos, estes caixotes vão transfomar-se no que
quisermos!”. Cada grupo transforma o caixote no que quiser (barco, nave espacial, barril…) e
representa uma situação em que este objecto seja utilizado. O professor pode também propôr
um ambiente comum a todos os objectos em que os caixotes se vão transformar. (selva,
cidade, aeroporto, etc.).
Variante a) cada grupo transforma o seu caixote num objecto extraordinário e faz uma
demonstração das qualidades deste. O objecto deve ter um nome e a sua utilidade deve ser
evidente. O professor pode pedir que esse objecto seja criado para resolver um problema
(desratizar uma cidade, transportar um elefante de um rés-do-chão para um quinto andar num
prédio sem elevador, etc) ou satisfazer uma necessidade.
[Nota: apelar para a variedade das posições do caixote e da utilização das abas que o abrem e fecham.
Não impedir que o caixote seja desmontado, mesmo que eventualmente, já não sirva para a próxima
sessão.]

-Ver ficha “o assalto” em anexo.

- Fotonovela: O professor propõe em trabalho de grupo, que preparem uma história


(conhecida ou inventada para o efeito) que será apresentada numa sequência de fotogramas,
isto é, de imagens congeladas. Após a apresentação das histórias, cada aluno escolhe a história
que gostou mais e depois reproduzem em banda desenhada.

-E.T’s no Jardim – aos pares, deitados no chão, de olhos fechados, o professor toca um dos
alunos do par, transformando-o em E.T. O E.T levanta-se e afasta-se do terráqueo que dorme a
seu lado. À voz do professor - “Acordar” -, ou ao toque de um despertador, os terráqueos
levantam-se. O que acontecerá quando o terráqueo e E.T se encontrarem um com o outro?
[Nota: podem usar outras personagens que não o ET e o terráqueo, desde que estas sejam divergentes.]

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Projecto Educ’arte
Propostas de actividades por conteúdo programático

- Uma história incompleta-. O professor apresenta esta história e cada grupo de alunos terá de
trabalhá-la, dramatizando-a desde o princípio até ao fim, em improviso.

Título: “Amigos que vivem às escondidas nos sonhos de cada menino”


História: Quando cai a noite, os meninos dormem e sonham. Nos seus sonhos, têm novos
amigos. Com imaginação, as crianças dão-lhe um nome e conversam com eles.
Nina Passeia com o passarinho:
- Voa comigo! Vamos visitar o menino da Lua.
- Boa! Gosto do aluado. A lua é o seu baloiço e ele vê tudo de cima.
- O Búbu está com eles e conhece as suas brincadeiras.
- O cão Béu é um bom companheiro e joga dentro dos sonhos. Lambe as mãos de Lucas e diz:
Yupi! Vem aí o menino da casa às costas! As crianças voam, planam e ouvem a voz da senhora
guarda-chuva.
É uma história incompleta que tem muita informação um pouco ambígua. Os alunos terão que
criar uma história a partir desta, tendo ainda como informação adicional outras personagens
que podem ainda entrar na história:
- Mami, a mãe de Lucas e Nina.
- Papi, o pai de Lucas e Nina.
- Fffff, O gato da família.
Numa aula de 2 tempos, dá-se um tempo para trabalhar a história e outro tempo para a
apresentação.

O telejornal: a turma pode ser dividida em grupos de 3. O objectivo é representar o telejornal


das 20h00, de forma a trabalhar três importantes componentes de uma peça de treatro. O
conflito, a acção e as personagens. Uns irão fazer o acontecimento. O outro grupo será a
equipa do telejornal, e a última equipa serão os jornalistas do exterior e os pivots. Desta forma
terão que, na prática e através do improviso, criar uma história, tendo em conta as três
componentes referidas anteroirmente. O professor pode ajudar dizendo, por exemplo, que a
equipa ou os jornalistas vão discutir ou ter um problema em directo, de modo a criar novos
conflitos e novas soluções. No entanto isso só deve acontecer em último recurso, caso os
alunos sintam dificuldades em continuar a história.

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Sugestão 11
Teatro do Objecto
Conteúdos Objectivos
- expressividade corporal: - saber trabalhar o próprio corpoe as suas emoções e
aquecimento, leveza do corpo expressões, transportando para o objecto/marioneta.
- expressividade emocional - a partir dios indutores, ser capaz de criar personagens e
- Mímica expaços
- representação dramática - saber manipular um objecto, uma marioneta
- teatro do objecto - utilizar a música como meio de criação artística:
- Música e expressão personagens e histórias

- Exercício “o barco”: todos em círculo. Este exercício serve para aquecer o corpo e explorar a
expressividade bem como alargar o diafragma. Pode ser acompanhado com música, calma e
melódica, principalmente se estiver associada a sons do mar. O professor dá as instruções:
- movimento de levantar as amarras (movimento circular de desamarrar a corda).
- puxar o barco imaginando o seu peso, fazendo força como se fosse real, e simultaneamente,
fazer um som de puxar, como “ou!” por exemplo.
- içar a vela representando a força, o tamanho…
- movimento de braços: remar fazendo o som (aberto e com força)

- exercício do peso: os alunos dispõem-se em círculo. Memorizam o colega da esquerda e


quando o professor bater duas palmas, começam a movimentar-se aleatoriamente pelo
espaço. Usar uma bola, uma garrafa de água, caneta, carteira, ou outros objectos desde que
tenham pesos diferentes: o objectivo é explorar o peso, o movimento e a velocidade. O
Professor lança a caneta e os participantes têm que lançar o objecto para o colega que
fixaram. Passado algum tempo, insere um novo objecto no jogo e deixa passar mais um tempo.
Depois entra um novo objecto e assim sucessivamente. Importante: vai-se acrescentando os
objectos com pesos diferentes, o jogo nunca termina até chegar ao último objecto.

- exercício do “empurra”: dois a dois. Cada grupo tem um trajecto a percorrer, uma linha,
como, por exemplo, de um canto da sala até à cadeira do outro canto da sala. Essa pessoa
limita-se a andar para a frente. A outra pessoa tem que o impedir de chegar à cadeira
exercendo força sobre ele, em diferentes níveis. A força não pode ser exagerada; aquele que

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se move no percurso tem que fazer uma força média que seja possível mover e empurrar sem
violência.

- trabalho dois a dois:


- explorar movimentos dois a dois como o jogo do espelho, mas circulando no espaço.
- jogo do espelho em diferentes alturas e intensidades: saltar, chão, rastejar, rápido,
devagar...
- usar o corpo do outro como marioneta: fazem grupo de dois. Um é a marioneta e o
outro é o manipulador. Se necessário poderão ser 3 pessoas em cada grupo, dois manipulam:
- perceber pesos, movimentos, saber mover cabeça, tronco, braços, pernas.
- andar com a “marioneta”
- mostrar emoções com a “marioneta” através do corpo

- escolher um objecto que tenham trazido para explorá-lo:


- individualmente cada um irá descobrir a personagem do seu objecto:
- Postura
- Forma de andar
- Expressão
- Explorar um som para a sua personagem
- Contacto com outros objectos

- transformar-se na marioneta:
- depois, cada actor passa a ser o objecto que criou
- explorar um tique
- explorar individualmente e depois em contacto com outros
- explorar uma doença que o seu objecto possa ter. P ex: camisa - doença: traças
- interagir com as restantes marionetas.

Sketch com marionetas:


[Professor deverá ter depois algumas marionetas consigo ou deverá já ter construido com eles,
marionetas. Depois de todo este trabalho, podem já começar a explorar as marionetas. Devem
existir marionetas que são utilizadas por uma pessoa, mas também marionetas manipuladas
por duas, por forma ea conhecerem diferentes tipos de marionetas e métodos de trabalho.]
Exercício de improviso 1- Colocam-se duas mesas na vertical fazendo de biombos. Uma faz de
início da história e outra faz de fim da história. Entre elas estão duas mesas. Em cada uma das

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mesas fica um aluno. A história começa quando uma das marionetas decidir, dando início ao
improviso. Param apenas quando o professor considerar pertinente. Seguem depois dois
alunos e assim sucessivamente.

Exercício de improviso 2- o espaço mantem-se igual. Mas desta vez a turmas irá treinar apenas
a entrada e a saída da marioneta. Os alunos irao entrando um a um, sucessivamente, ficando
sozinhos no ”espaço mágico” tendo que improvisar. Requer um trabalho maior, implica
encontrar formas de entrar com a sua personagem num lugar novo, encontrar uma pequena
acção/história para manter o público interessado e simultaneamente encontrar uma forma de
se despedir.

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Sugestão 12
Clown: Iniciação Básica

Importante:
Este tipo de abordagem não é normalmente utilizada para crianças. Logo deve ser vista como uma
leve iniciação ao clown, tendo um objectivo maioritariamente emocional e corporal do que
propriamente um objectivo pedagógico em termos de expressão dramática. Dito de outro modo, o
clown permite que os alunos ganhem maior liberdade de movimentos e de aceitação do seu próprio
“eu” como um elemento indutor para a criação artística, para a caricatura, para a ironia. É preciso
brincar connosco mesmos, com os nossos defeitos e características para descobrir o nosso palhaço
interior. É também preciso deixar que os outros brinquem com os nossos defeitos.~
O nariz vermelho é também uma máscara, um meio que permite que o aluno ganhe mais confiança e
que senta mais à vontade e mais confortável, porque está por detrás de uma máscara. É também
importante explicar ao aluno que ser palhaço é diferente de ser clown, mostrando-lhes alguns jogos e
algumas regras, experimentando através de si mesmos. Poderia ser pertinente demosntrar um vídeo
de clown, contrastanto com outros vídeos de palhaço de circo, permitindo ver a diferença. Um vídeo
do cirque do soleil pode ser um óptimo exemplo de clown.

Deixam-se aqui algumas ideias/regras relativas ao clown, que podem ser sugeridas aos
alunos como meio de contextualização e de trabalho futuro:
- O clown é o nosso “palhaço interior” e não uma personagem
- implica três componentes essenciais: ingenuidade, inocência e curiosidade.
- faça o que o clown fizer, ele deve fazer sempre com a atitude de que é o melhor a fazer
aquilo no mundo inteiro. Por isso podemos aproveitar os nossos defeitos e transformá-los em
“qualidades”. Mesmo que erre quando está a fazer, para ele está a fazer perfeitamenre e com
grande espectáculo.
- O clown não procura fazer rir, procura principalmente que o público sinta e que se emocione.
- Se fizer uma acção e as pessoas se rirem o clown deve repetir constantemente essa acção até
as pessoas continuarem a rir.
- quando o público se ri, o clown deve olhar para o público como se não entendesse porque
estão a rir.
- O clown somos nós, mas mais livres e mais brincalhões.

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- exploração do espaço: os alunos vão percorrendo o espaço num andamento mais rápido ou
mais lento, dependendo do que o professor sugerir, explorando diferentes formas de andar.
Pode ainda sugerir tiques ou personagens por forma a explroar diferentes andamentos e
formas de andar.
Depois o professor sugere situações: passear na rua e encontrar um amigo que não vê há
muito tempo, encontrar um inimigo a passar na rua ao seu lado, estar num funeral,
cumprimentar a adulto muito sério, cumprimentar um amigo... Os alunos percorrem a sala,
quando o professor sugerir uma situação, param de andar e vão para junto do colega mais
próximo representar a situação.

- “imita-tu!”: Percorrendo o espaço aleatoriamente, cada um dos alunos terá que fixar um
colega e imitá-lo. No entanto nenhum deles sabe quem imita quem. O professor deve manter
este exercício durante 10, 15 min. Depois deve pedir aos alunos para reterem aquilo que
imitaram. No final da aula iriam mostrar os resultados. Diz também que devem continuar a
observar o colega escolhido para acresentarem mais aspectos na apresentação no final da
aula. Professor diz ainda que esta imitação deve ser exeagerada, ou seja, o objectivo não é
gozar, mas aprender a caricaturizar personagens e ao mesmo tempo, brincar connosco
mesmos e deixarem também que birnquem connosco.
Variante a) professor pode ainda pedir para que a turma de divida em grupos. Dentro de cada
grupo escolhe-se um aluno que irá caminhar pelo espaço. Os restantes serão a sua sombra que
irão atrás de si, imitando-o e caricaturizando-o. Passado algum tempo professor pede ao aluno
que ficou a ser imitado para se sentar e ver o que as suas sombras fizeram. Deve ser feito isto
grupo a grupo. Os restantes ficam a assistir até chegar a sua vez. Podem fazer também dois
grupos ao mesmo tempo, se a turma for grande.

- Biombo: Professor pode utilizar duas mesas que servirão de biombos. Num lado dos biombos
ficam os narizes de palhaço. O outro lado serve de entrada. Entre os biombos fica o palco. É o
momento em que vão experimentar o nariz. Do lado da entrada (biombo 1), o aluno/actor
prepara-se para entrar em palco. Toda a turma deve permanecer nessa local. O aluno entra e
ali fica durante algum tempo. Professor deve deixar o aluno a olhar para o público durante
algum tempo. O objectivo é enfrentar o público, em silêncio. Depois pede ao aluno/actor para
entrar no biombo seguinte colocar o nariz e regressar, quando se sentir preparado, ao palco.
Deve permanecer aí até se sentir muito desconfortável. Até esse momento o silêncio mantém-

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se. Depois o professor manda-o sair pelo biombo 1. Entra o próximo aluno e assim
sucessivamente.

- improviso: depois de todos terem experimentado o nariz, um por um vão voltar a entrar no
palco. Mas desta vez o professor sugere situações. Uma dela poderá ser, por exemplo: “um
elefante que é muito garanhão e que entra numa café e lá só encontra “elefantas” muito
bonitas por todo o lado! Fica completamente doido e depois…”
Variante a) Um é o elefante e os restantes são “elefantas”. A história terá de se deserolar.
[Nota: esta sugestão é só um ponto de partida, poderão criar outra história qualquer. Não esquecer que
a partir do momento em que se colocam os narizes eles não devem ser retirados até ao final da aula.]

- Jogo do cumprimento: formam-se grupos dois a dois. Cada um dos grupos tem que inventar
um cumprimento muito absurdo, que tenha 3 momento. Esse cumprimento deve ser repetido
várias vezes. Depois devem trocar os momentos do cumprimento, mas sem comunicar essas
aleterações ao colega do grupo. Estas trocas e o próprio cumprimento tornar-se-á muito
cómico e poderá ser um ponto de partida para um improviso.

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