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9º ano e ensino secundário

1 Para qualquer amante de livros e apaixonado cultor do nobre vício da leitura, a Biblioteca
de Alexandria (a “Grande Biblioteca”) faz as vezes de mito fundador de um culto. Almejada por
Alexandre, foi criada no século IV a. C. por Ptolomeu, o primeiro dos reis do Egito após a
desintegração do império alexandrino, na cidade que leva o nome do seu fundador. A Biblioteca
5 de Alexandria sobreviveu a ataques e depredações talvez uns sete séculos para se eclipsar
durante o longo declínio do Império romano e ser completamente destruída, já no período de
domínio muçulmano. Chegou a reunir dezenas de milhares de rolos de papiro e a lenda diz-nos
que foi devorada por um incêndio ateado pelas tropas de Júlio César, no século I antes da nossa
era, embora os testemunhos coevos sejam omissos e haja notícia de que, possivelmente
10 danificada, sobreviveu mais quatro ou cinco séculos. Tornou-se modelo e referente de todas as
bibliotecas que se alastraram nos séculos seguintes pelo mundo helenístico e romano.
Não admira, por isso, que a classicista e escritora espanhola Irene Vallejo a tenha tomado como
eixo narrativo da sua investigação sobre as origens dos hábitos de leitura no mundo ocidental (O
infinito num junco, 2020), esboçadas nos vestígios que nos ficaram da Grécia arcaica, mas que só
15 adquirem consistência institucional com a criação da Biblioteca de Alexandria. O relato é
vertiginoso e não poucas vezes arrebatador, a prosa elegante e profundamente documentada,
salpicada por episódios e anedotas que nos falam tanto das técnicas de reprodução dos textos
originais quanto das aventuras em que se envolvem os agentes de disseminação do livro e da
leitura. Além de investigadora aplicada, Irene Vallejo é também uma exímia contadora de
20 histórias, talvez porque nela palpita a centelha da ficcionista que também é.
O começo do livro é paradigmático da “maneira” da autora: conta-nos os trabalhos e
adversidades por que passavam os emissários de Ptolomeu (na realidade, dos sucessivos
Ptolomeus), para encontrarem livros (rolos de papiro) que pudessem adquirir a qualquer preço
para a biblioteca real de Alexandria. Vallejo chama-lhes “caçadores de livros” e a descrição das
25 suas viagens lembra as sucessivas devassas de Indiana Jones à procura de absolutos. No fundo,
talvez a acumulação fosse a principal preocupação dos mecenas reais do Egipto: no mundo
helenístico, a cultura e as artes tinham-se tornado um símbolo de poder e de prestígio. Conta-se
que, de visita à Biblioteca, Ptolomeu II interrompeu a exposição de Demétrio de Faleros sobre o
conteúdo reunido nos rolos de papiro, perguntando: “Mas quantos rolos é que já temos?”
30 Palpitava nele, está claro, a compulsão ilimitada do colecionador, na qual muitos amantes de
livros se reconhecem.[…]

https://visao.sapo.pt/jornaldeletras/ideiasjl/2020-12-30-a-biblioteca-desaparecida/ (cons. dia


14/01/2021)

1. Refere a função sintática desempenhada pelo constituinte “de livros” (l. 1).
a) Modificador restritivo do nome.
b) Modificador apositivo do nome.
c) Complemento do adjectivo.
d) Complemento do nome.

2. A que subclasse pertence a forma verbal “foi” (l. 3)?


A Professora: Lucinda Cunha http://textosintegrais.blogspot.com
a) Verbo auxiliar.
b) Verbo principal transitivo direto.
c) Verbo principal transitivo indireto.
d) Verbo principal intransitivo.

3. O constituinte “por Ptolomeu” (l. 3) exerce a função sintática de


a) Complemento direto.
b) Complemento agente da passiva.
c) Modificador.
d) Complemento oblíquo.

4. Identifica o processo de formação da palavra “desintegração” (l. 4).


a) Derivação por prefixação.
b) Derivação por sufixação.
c) Derivação por prefixação e sufixação.
d) Derivação por parassíntese.

5. Como classificas a oração “que leva o nome do seu fundador” (l. 4)?
a) Oração subordinada adverbial final.
b) Oração subordinada adjetiva relativa explicativa.
c) Oração subordinada adjetiva relativa restritiva.
d) Oração subordinada substantiva completiva.

6. As palavras “Alexandria” (l. 2), “Alexandre” (l. 3) e “alexandrino” (l. 4) pertencem


a) ao mesmo campo semântico.
b) à mesma família de palavras.
c) ao mesmo campo lexical.
d) ao mesmo processo de formação.

7. A forma verbal “sobreviveu” (l. 5) seleciona


a) um sujeito e um complemento direto.
b) um sujeito e um complemento indireto.
c) um sujeito e um complemento oblíquo.
d) um sujeito e um complemento agente da passiva.

8. Qual é o processo de formação da palavra “ataques” (l. 5)?


a) Derivação não afixal.
b) Derivação por conversão.
c) Composição morfológica.
d) Derivação por parassíntese.

9. Classifica o sujeito da forma verbal “Chegou” (l. 7).


a) Sujeito sulo subentendido.
b) Sujeito nulo indeterminado.
c) Sujeito simples.
d) Sujeito composto.

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10. O pronome pessoal “nos” (l. 7) desempenha a função sintática de
a) Sujeito.
b) Complemento direto.
c) Complemento oblíquo.
d) Complemento indireto.

11. Como classificas a oração subordinada “que foi devorada por um incêndio ateado pelas tropas de
Júlio César” (l. 8)?
a) Oração subordinada adverbial causal.
b) Oração subordinada adjetiva relativa restritiva.
c) Oração subordinada substantiva completiva.
d) Oração subordinada substantiva relativa.

12. Entre a palavra “era” (l. 9) e a forma verbal “era” do verbo “ser”, estabelece-se uma relação de
a) paronímia.
b) homografia.
c) homofonia.
d) homonímia.

13. A oração “embora os testemunhos coevos sejam omissos” (l. 9) é uma oração subordinada
adverbial
a) causal.
b) concessiva.
c) consecutiva.
d) condicional.

14. A expressão “modelo e referente de todas as bibliotecas” (l. 10) desempenha a função sintática de
a) predicativo do sujeito.
b) complemento direto.
c) modificador.
d) predicativo do complemento direto.

15. Na linha 11, a palavra “que” é


a) uma conjunção subordinativa completiva.
b) uma conjunção subordinativa concessiva
c) um pronome relativo.
d) uma conjunção subordinativa condicional.

16. O conector “por isso” (l. 12) possui valor


a) conclusivo.
b) adversativo.
c) disjuntivo.
d) explicativo.

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17. O complexo verbal “tenha tomado” (l. 12) encontra-se conjugado em que tempo e modo?
a) Presente do conjuntivo.
b) Pretérito perfeito do conjuntivo.
c) Pretérito perfeito do indicativo.
d) Pretérito imperfeito do indicativo.

18. Como classificas a oração subordinada “que a classicista e escritora espanhola Irene Vallejo a tenha
tomado como eixo narrativo da sua investigação sobre as origens dos hábitos de leitura no mundo
ocidental” (ll. 12-13).
a) Substantiva completiva.
b) Adjetiva relativa restritiva.
c) Adverbial consecutiva.
d) Adverbial concessiva.

19. O pronome pessoal “nos” (l. 14) exerce a função sintática de


a) Sujeito.
b) Complemento direto.
c) Complemento oblíquo.
d) Complemento indireto.

20. O constituinte “não poucas vezes” (l. 16) exerce a função sintática de
a) Modificador.
b) Modificador do nome.
c) Complemento do adjetivo.
d) Vocativo.

21. Podemos considerar que a expressão “prosa elegante” (l. 16) se trata de uma
a) antítese.
b) comparação.
c) metáfora.
d) apóstrofe.

22. O sujeito da forma verbal “falam” (l. 17) classifica-se como


a) simples.
b) composto.
c) nulo indeterminado.
d) nulo subentendido.

23. A palavra “maneira” (l. 21), surge entre parênteses porque, no contexto em que ocorre, significa
a) “aparência; aspeto exterior; feitio”.
b) “situação específica; circunstância; condição”.
c) “forma de ser ou atuar; modo; jeito”.
d) “costume; hábito”.

24. A forma verbal “pudessem” (l. 23) encontra-se conjugada no


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a) presente do conjuntivo.
b) imperfeito do indicativo.
c) futuro do conjuntivo.
d) imperfeito do conjuntivo.

25. A palavra “para” surge repetida nas linhas 23 e 24.


a) A palavra pertence à classe das preposições, nas duas situações.
b) A palavra pertence à classe das conjunções, nas duas situações.
c) Trata-se de uma preposição e de uma conjunção, respetivamente.
d) Trata-se de uma conjunção e de uma preposição, respetivamente.

26. Qual é o antecedente do constituinte “caçadores de livros” (l. 24)?


a) “os trabalhos” (l. 21).
b) “adversidades” (l. 22).
c) “emissários de Ptolomeu” (l. 22).
d) “rolos de papiro” (l. 23).

27. O sujeito da forma verbal “Conta-se “ (l. 27) designa-se como sujeito
a) simples.
b) composto.
c) nulo subentendido.
d) nulo indeterminado.

28. O nome “visita” (l. 28) formou-se através do processo de


a) Derivação por prefixação.
b) Derivação não afixal.
c) Derivação por conversão.
d) Derivação por sufixação.

29. Coloca no discurso indireto a fala “Mas quantos rolos é que já temos?” (l. 29).
a) Ptolomeu II perguntou quantos rolos é que já tinham.
b) Ptolomeu II perguntou quantos rolos é que já temos.
c) Ptolomeu II perguntou quantos rolos já têm.
d) Ptolomeu II perguntou quantos rolos é que já tem.

30. Qual é a subclasse do pronome “na qual” (l. 30)?


a) Demonstrativo.
b) Relativo.
c) Indefinido.
d) Pessoal.
Correção

1) d 2) a 3) b 4) b 5) c 6) b 7) c 8) a 9) a 10) d 11) c 12) d 13) b 14) a 15) c


16) d 17) b 18) a 19) d 20) a 21) c 22) b 23) c 24) d 25) d 26) c 27) d 28) b 29) a 30) b

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