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EQI-075 – INTRODUÇÃO AOS TRATAMENTOS QUÍMICOS DE RESÍDUOS INDUSTRIAIS

Prof. Abraham Zakon


Departamento de Processos Inorgânicos - Escola de Química da UFRJ

PRIMEIRA PROVA INDIVIDUAL COM CONSULTA LIVRE


SOBRE AS ESPECIFICAÇÕES GENÉRICAS DOS
EQUIPAMENTOS E SUBSTÂNCIAS EM PROCESSOS DE DESPOLUIÇÃO
PARA SER REALIZADA EM MODO REMOTO

Remessa em 23 de outubro de 2020. Entrega recomendável das respostas em 30 de outubro.

NOME DO ALUNO(A) - MODELO 2020 PLE REVISADO ATÉ 23 DE OUTUBRO DE 2020

ASSINATURA _________________________________________________________________________

INSTRUÇÕES INICIAIS:
1ª - Escreva respostas manuscritas sucintas com lápis legível/caneta preta em folhas de papel A-4 branco.
2ª - Adote margens de 2 cm nas páginas. Evite texto muito compactado. Separe as respostas entre si.
3ª - No topo de cada página, escreva o código da disciplina, seu nome, data, numere-a e rubrique-a.
4ª - Cada questão vale 1 (um) ponto; se incorretas ou incompletas geram perda total ou de décimos.

A - QUESTÕES PARA UMA OPERAÇÃO UNITÁRIA DE UM PROCESSO QUÍMICO INDUSTRIAL

1ª – (a) Para que serve, e (b) como atua um (a) ?

2ª - Faça um desenho esquemático simples do equipamento e indique na figura:


(a) os materiais construtivos, e (b) as condições operacionais típicas.

3ª – Apresente: (a) a equação escalar de balanço material da operação do equipamento,


(b) características tecnológicas essenciais das substâncias processadas no equipamento.

4ª – Descreva um procedimento de limpeza e os agentes químicos e físicos para o equipamento acima.

B – QUESTÕES PARA UM REATOR/AMBIENTE QUÍMICO INDUSTRIAL

5ª – (a) Para que serve, e, (b) como atua um(a) . ?


c) esquematize-o; (d) indique suas partes na figura adotada, e,
(e) as possíveis condições operacionais (s) da(s) substância(s) processadas.

6ª - Quais são (a) as possíveis matérias-primas, e, (b) os insumos imprescindíveis à sua operação?

7ª - Qual é a equação escalar de balanço material* da sua operação, considerando a principal reação ou
conversão química e o possível consumo de insumos, matérias-primas, produtos e descartes?

8ª – (a) Quais são os tipos de materiais de construção dos componentes imprescindíveis ao equipamento,
(b) como seriam processadas as matérias-primas ou substâncias ou artefatos em seu interior?

9ª – Quais são os principais parâmetros operacionais**, e, (b) as características construtivas do reator?

10ª - Indique nas questões apenas a referência bibliográfica resumida: autor, página/figura/tabela, ano.

Após as respostas das 9 questões anteriores apresente as referências bibliográficas completas de


textos extraídos do “Manual de Tratamento de Minérios, 5ª Edição” (2010) do CETEM que devem incluir –
inicialmente, o(s) autor(es) e titulo do tema, seção ou volume correspondente - seguidos do(s) nome(s)
do(s) editor(es) ou coordenador(es) e do título da coleção, conforme descrito na folha seguinte.

.......Outros arquivos já enviados ou anexados à presente 1ª prova poderão ser usados e referenciados.

Caso necessário, referências bibliográficas adicionais obtidas na Internet podem ser agregadas.

* balanço material não inclui reação química nem geração de energia fornecimento de eletricidade ou calor (que são
insumos ou utilidades industriais);
** os parâmetros operacionais podem incluir dados adicionais de massa/volume/nível ocupado e concentrações,
viscosidade, estados de agregação das matérias envolvidas, pH e outros itens.
PARÂMETROS DE PROJETO E OPERAÇÃO DE
EQUIPAMENTOS FÍSICOS E QUÍMICOS INDUSTRIAIS
Prof. Abraham Zakon – EQI-071 e EQI-074 e EQI-075 – Outubro de 2018

Condições Operacionais. Parâmetros ou Variáveis de Processo = Especificações de Processamento

PARÂMETROS CARACTERÍSTICAS CONSTRUTIVAS PARÂMETROS DE


DE E MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO DO PROCESSO
PROJETO EQUIPAMENTO OU VARIÁVEIS
DO = PARA MONTAGEM E OPERAÇÃO + OPERACIONAIS
EQUIPAMENTO A CÉU ABERTO, EM GALPÃO OU SUBSOLO E
INDUSTRIAL OU E AS DEMANDAS DE ESPECIFICAÇÕES DAS
DE ESCALA PILOTO UTILIDADES INDUSTRIAIS SUBSTÂNCIAS

DESCRIÇÃO DO LOCAL DE INSTALAÇÃO DO EQUIPAMENTO:

● A céu aberto – chumbado sobre uma base de concreto com/sem estacas;


preso/chumbado sobre estacas de madeira-e/ou aço;
apoiado no chão pavimentado com argamassa ou concreto;
fixado na carroceria de um caminhão
parafusado no convés/interior dum navio, draga ou plataforma.
● Ao abrigo de um galpão sem paredes e ventilado.
● Dentro de uma edificação com paredes, portas e janela, sem vento
● Dentro de instalações subterrâneas:
- em ambiente de mineração, tipo câmaras e pilares;
- em construções de concreto

CARACTERÍSTICAS CONSTRUTIVAS PARA PROJETO DE EQUIPAMENTOS


• capacidade interna: massa ou volume
• capacidade de produção ou produtiva: quantidade/tempo (kg/h, m3/s; peças/h)
• regime operacional: batelada, batelada continua, semicontínuo, contínuo.
• dimensões: altura, largura, comprimento ou profundidade
• geometria: cilíndrica, cônica, tanque prismático, tambor, etc.
• parede (carcaça): simples, encamisado (parede oca), múltipla
composta de envoltório único, placas soldadas ou tijolos unidos
• dispositivos internos e externos de alimentação e remoção de substâncias
• apoio - no chão ou numa plataforma (de aço, concreto ou madeira)

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO PARA PROJETO DE EQUIPAMENTOS


• ferro e ligas ferrosoa: aço carbono, aço inox, aço esmaltado, ferro fundido,
• metais básicos não-ferrosos: pesados (Pb, Sn, Cu, Ni, Pt, Zn) e leves ((Mg, Be, Al, Ti)
• ligas não-ferrosas: leves (Al, Ti, Mg, Be), refratárias (Mo, Ta, W, Nb)
para altas temperaturas de Ni e Cu (bronze, latão, Cu-Ni),
de baixo ponto de fusão (Pb, Sn, Zn),
• vidros, cerâmicas, refratários e fibras respectivas,
• areias, britas, argamassas e concretos,
• madeira, polímeros, compósitos, fibra de carbono.

Consultar: Manual de Engenharia Química, Gas Handbook e outros “handbooks”,


Enciclopédias Tecnológicas Químicas,
normas técnicas ABNT, IBP, ASTM, etc., livros específicos e Internet.

PARÂMETROS DO AMBIENTE OPERACIONAL DO EQUIPAMENTO:

Via úmida - regime operacional, concentração, temperatura, pressão, viscosidade,


rotação de agitador, calor fornecido ou desprendido,
vazões mássicas ou volumétricas,
razão de redução dos tamanhos de partículas
Via seca - teor gravimétrico (peso/peso) do componente na mistura,
temperatura, pressão, calor fornecido ou desprendido,
BALANÇOS MATERIAIS PARA EQUIPAMENTOS DAS INDÚSTRIAS QUÍMICAS E AFINS
Prof. Abraham Zakon, 22 de janeiro de 2019

Um simples balanço material ou de massa possibilita ao interessado compreender e descrever o


que ocorre no interior equipamento, envolvendo sua finalidade. Inclui matérias-primas e insumos que
atuam diretamente na transformação operada pelo equipamento.

BALANÇO MATERIAL: Trata das correntes (ou fluxos) de massas através de um equipamento;
difere da equação estequiométrica porque usa sinal de “igual” ao invés de “seta”;
não inclui aporte nem produção/emissão de energia (calor, trabalho, eletricidade)
mesmo que existam formas de energia atuando em fenômenos no equipamento.
É útil para entender o que ocorre dentro do equipamento.
Aplica-se para utilidades que tem massa: água, ar, combustível, gases industriais.

BALANÇO MATERIAL APLICÁVEL A OPERAÇÕES UNITÁRIAS DE FRAGMENTAÇÃO

BRITADOR DE MANDÍBULAS MOINHO CONTÍNUO DE BOLAS

G
G
G F
MAc

F
Equação escalar: G=F Equação escalar: MAc = G - F

BALANÇO MATERIAL APLICÁVEL A UMA OPERAÇÃO UNITÁRIA NUMA COLUNA FECHADA

EMISSÃO DE GASES
OU VAPORES

ALIMENTAÇÃO
DE SUBSTÂNCIA(S) VOLUME DE CONTROLE (VC)
ACÚMULO E/OU REMOÇÃO DE (Fronteira, Parede ou Casco)
LEVES

MISTURA OU SEPARAÇÃO
DE FASES
OU
MUDANÇA DE ESTADO FÍSICO
E DA
INJEÇÃO DE FORMA APARENTE DA MASSA EMISSÃO OU REMOÇÃO
FORMA(S) DE ENERGIA OU DO DE FORMA(S) DE ENERGIA
CONTEÚDO TÉRMICO

ACÚMULO E/OU REMOÇÃO


DE PESADOS

DRENAGEM OU DESCARGA
DE PRODUTOS SÓLIDOS E LÍQUIDOS
Não ocorrem reações químicas.

O balanço material não inclui termos para sua injeção, emissão ou remoção de energia no equipamento.

As massas (ou volumes) sofrem ações físicas ou físico-químicas e ocorre a separação de componentes.

BALANÇO MATERIAL GENÉRICO NUMA OPERAÇÃO UNITÁRIA FÍSICA OU FÍSICO-QUÍMICA:

MASSA(S) ALIMENTAÇÃO DE REMOÇÃO DE DRENAGEM DE


ACUMULADA(S) SUBSTÂNCIA(S) PRODUTO(S) LEVE(S) PRODUTO(S) PESADO(S)
no interior do
= – –
volume de pela pela pela
controle (VC) fronteira do VC fronteira do VC fronteira do VC
BALANÇO MATERIAL APLICÁVEL A UM REATOR QUÍMICO

Se houve consumo (total) de reagente(s), então, apenas os produtos saem do volume de controle.

EMISSÃO DE GASES
OU VAPORES

ALIMENTAÇÃO VOLUME DE CONTROLE (VC)


DE REAGENTE(S) CONSUMO (Fronteira, Parede ou Casco)

CONVERSÃO OU
GERAÇÃO DE
PRODUTOS,
SUBPRODUTOS
E DESCARTES
INJEÇÃO DE FORMA(S) DE
ENERGIA TÉRMICA*, EMISSÃO OU REMOÇÃO
ELÉTRICA E MECÂNICA DE FORMA(S) DE ENERGIA
ACÚMULO
TÉRMICA, ELÉTRICA E MECÂNICA

DRENAGEM OU DESCARGA
* vapor d´água industrial ou fogo ou termoelétrica DE PRODUTOS SÓLIDOS E LÍQUIDOS

BALANÇO MATERIAL APLICÁVEL A UMA CALDEIRA AQUOTUBULAR OU FLAMOTUBULAR

Uma caldeira é um forno destinado a produzir vapor d´água e/ou gases quentes, que pode atuar como
incinerador de resíduos como folhas e bagaço de cana-de-açúcar. Sua carcaça é metálica, revestida
internamente com refratários e, opcionalmente, com isolantes fibrosos ou porosos e uma capa metálica.

Numa caldeira entram combustível e ar mais água, e saem vapor e gases da combustão (fumos).
Os fumos produzidos pela queima saem continua e rapidamente da fornalha e pela chaminé.
A temperatura da chama pode ser maior que 1300ºC e a pressão dos gases é maior que a atmosférica.

Água não-vaporizada e vapor d´água acumulam-se dentro dos tubulões e tubos de uma caldeira tipo
aquotubular ou do casco de um modelo flamotubular (pois os fumos passam dentro dos tubos).

Em termos reais, pode ocorrer (lentamente) o acúmulo de lamas ou incrustações (impurezas) precipitadas
se a água da alimentação não for previamente tratada. As lamas podem ser descartadas regularmente.
Por isso é necessário fazer manutenção (limpeza) preventiva dos tubos.

O volume de controle (da carcaça) é representado pelas linhas externas de cada figura.
EMISSÕES
GASOSAS

Admitindo a formação desprezível de lamas ou incrustações, o balanço material da caldeira será:

Conversão Química: combustão


ACÚMULO DE
ÁGUA QUENTE E ALIMENTAÇÃO ALIMENTAÇÃO ALIMENTAÇÃO
DRENAGEM DESCARGA DE
VAPOR D´ÁGUA DE DE VAPOR DE ÓLEO/GÁS DE GASES DA
NOS TUBULÕES, = ÁGUA TRATADA – D´ÁGUA
+ CARVÃO + AR – COMBUSTÃO
TUBOS OU
CASCO

Se o combustível for sólido, pode ocorrer a formação de cinzas (resíduos sólidos industriais) e acúmulo.
MODELO SIMPLIFICADO PARA REPRESENTAÇÃO ESQUEMÁTICA DE FORNOS

A figura abaixo apresenta um desenho esquemático de um forno estático (de câmara simples) para
laboratório ou indústria, contendo diversos elementos construtivos e operacionais análogos ou válidos
para incineradores, caldeiras aquotubulares e flamotubulares, autoclaves, fornos rotativos horizontais
inclinados e verticais e secadores de minérios/sólidos.

Todos os equipamentos termoquímicos possuem:

(1º) uma fonte de aquecimento que pode ser oriunda de um queimador de combustíveis ou resíduos
sólidos industriais selecionados (e previamente “blendados”), de um elemento resistor elétrico, ou da
injeção de um fluido quente como um vapor superaquecido numa parede dupla;

(2º) sistemas de isolamento refratário e/ou térmico para manter o calor gerado dentro da câmara de
queima, secagem ou autoclavação (muito usada para esterilização de meios de cultivo microbiano);

(3º) uma chaminé ou saída de gases, vapores ou fumos quentes para um sistema de tratamento de
emissões gasosas ou para o ar livre; caso não exista alguma saída ou ocorra alguma obstrução para o
escoamento dos gases, o equipamento explodirá devido à pressão crescente no seu interior.

Os fornos rotativos empregados na fabricação de cimentos Portland podem possuir um queimador de


fluido combustível e outro para carvões britados, e, até mesmo um terceiro queimador para resíduos
industriais previamente preparados.

Referência: ZAKON, A. – Analogias em tratamentos gerais de minérios para a produção de materiais


cerâmicos e metalúrgicos - Revista de Química Industrial, No. 688 – Abril/Jun, págs. 15 – 20, 1992.
Referência: ZAKON, A. – Aspectos Positivos da Incineração - Palestra no 1º Seminário Brasileiro de
Incineração - Porto Alegre, RS, em 5 de dezembro de 2005.
BALANÇOS DE MASSA EM FORNOS DE SECAGEM E DE REAÇÕES QUÍMICAS DE DECOMPOSIÇÃO E SÍNTESE

A - O balanço de massa simples visa representar matematicamente o que ocorre no equipamento de


acordo com sua finalidade. A equação escalar utiliza apenas letras ou nomenclaturas simples.

B - Em todos os casos, não se incluem os termos de "calor" perdido ou ganho ou gerado, porque isso está
vinculado com balanço de energia do equipamento.

1o - Num forno túnel elétrico de secagem, a fonte térmica é a eletricidade: então, o sólido entra úmido e
sai seco.

Então: o balanço material é:

corpo úmido frio na entrada = corpo seco quente na saída + umidade evaporada (quente) na saída
(oposta) + (massa acumulada de corpos úmidos secando no interior do forno túnel).

2o - Num forno de secagem ocorrendo a queima de combustíveis:

sólidos úmidos frios + combustível frio + ar comburente frio = sólidos secos quentes + fumos quentes
(mesclando gases da reação de queima e vapor evaporado) + massa acumulada de (sólidos secando +
fumos em movimento, mesmo que sejam muito rápidos).

No segundo caso, numa caldeira, houve uma reação química acessória.

3º - No caso do secador pulverizador (flash dryer), existem partículas sólidas úmidas frias que entram na
câmara de secagem do equipamento (ou volume de controle) junto com ar ou gás quente.

Na saída, saem as partículas sólidas secas e quentes e o vapor d´água, porque não ocorre queima de
combustível no seu interior, porém, há uma massa de pó que se acumula no interior da câmara prestes a
sair, mesmo que fique pouco tempo lá dentro.

Exemplo 3.5 - Se o equipamento tem um filtro interno, é para deixar passar apenas as partículas secas
finas, e o termo da massa acumulada irá incluir as partículas retidas.

Numa equação de balanço material, as substâncias que entram (somadas) igualam-se às substâncias que
saem (somadas) acrescidas da massa de substâncias acumuladas.

4º - Se um forno atua como reator químico, além de uma queima de combustível, podem ocorrer:

4.1 - uma decomposição da matéria prima sólida, e/ou,

4.2 - uma reação de síntese entre os sólidos e um pode fluidificar para envolver o outro.

Exemplo 4.1 - Numa retorta de coqueria, que é um forno intermitente, ocorre a decomposição do carvão,
que gera coque e carboquímicos voláteis (nos estados vapor e gasoso).

Essa retorta pode ser aquecida externamente por um sistema elétrico (pouco comum) ou pela queima de
um combustível.

Então o balanço de massa ou material será: carvão + combustível (externo) + ar comburente = coque +
carboquímicos (voláteis ou fapores+ fumos (externos)

Exemplo 4.2 - Num forno de cerâmica, ocorre geralmente uma decomposição de sólidos com perda de
gases e/ou vapor d´água e uma microfusão das partículas finas que se ligam e que enrijecem com o
resfriamento na saída.

Exemplo 4.3 - Num forno de cimento Portland ou de vidro, as matérias-primas (calcário, argila e óxidos ou
hidróxidos de ferro) perdem a umidade na entrada do forno, decompõem-se e perdem óxidos voláteis, e
depois formam os silicatos e aluminatos de cálcio.

Na vida prática laboratorial ou industrial, as substâncias acumuladas dentro de um equipamento são


retiradas de tempos em tempos, para evitar entupimentos ou explosões.
MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO E LIMPEZA DE EQUIPAMENTOS

1º - Para materiais de construção, consulte inicialmente, PERRY, R.H. e CHILTON, C.H. Manual de
Engenharia Química, 5a, Guanabara Dois, RJ, 1980, para as duas questões.:

- consulte a Seção 6 para materiais de construção de tubos, tanques, vasos de pressão e afins.
- consulte a Seção 8 para mat. construção de moinhos com tambor rotativo e corpos moedores.
- materiais de trocadores de calor das páginas 11-4 a 11-25 são úteis em equipamentos aquecidos.
- os materiais dos recheios de colunas (Tabelas 18.5 a 18.7) servem para carcaças em geral.

3º - Folheie as demais páginas e Seções, além da 23, para selecionar materiais de construção.

4o - Para limpezas industrial e laboratorial consulte os exemplos que podem ser encontrados em:

1 - DREW - Princípios de Tratamento de Águas Industriais - Drew Produtos Químicos Ltda, SP, 1979 .
2 - KOLTHOFF, I.M. e SANDELL, E.B. - Textbook of Quantitative Inorganic Analysis
The Macmillan Company, Collier-Macmillan e Maruzen Company, Tokyo, 1952.

5º - Se necessário, consulte outros livros, “handbooks”, enciclopédias e dicionários enciclopédicos.

6º - Use a Internet em último caso, indicando o “site”, a data e hora de extração dos dados.

7º - Se tiver dúvidas sobre como consultar, então, pergunte ou peça ajuda ao docente e bibliotecários.

8º - Use dicionários para redigir ou traduzir textos impressos, pois seu aprendizado depende deles.

ESPECIFICAÇÕES MÍNIMAS*
PARA
MINÉRIOS, REAGENTES, PRODUTOS, DESCARTES E POLUENTES
EM
FLUXOGRAMAS DE PROCESSO
(adaptado de Zakon (2003, 2010, 2011, 2014 e 2016) e de Paula, 1984)

* Dependem dos tipos de equipamentos de processo e dos locais e formas de estocagem,


no momento da determinação experimental.

Exemplo: carvão estocado ao ar livre tende a oxidar-se e formar CO2 antes da queima;
sua britagem fina exige ausência de oxigênio antes do consumo num queimador.

SÓLIDO LÍQUIDO GAS, VAPOR, GÁS INDUSTRIAL,


DURO, MACIO, PARTICULADO, PURO, GASEIFICADO, UMIDADE EVAPORADA,
COM TEXTURA FIBROSA, COM SÓLIDOS EM SUSPENSÃO, FUMOS, FUMAÇA, NÉVOA, NEBLINA
POROSA, RUGOSA, LISA VISCOSO, GRAXO

Cor Cor Cor

% de pureza (p/p) ou concentração % de pureza (v/v) ou concentração % de pureza (v/v) ou concentração

T = temperatura ou ponto de fusão T = temperatura ou ponto de ebulição T = temperatura de condensação

% de porosidade % sólidos em suspensão % sólidos e/ou líquidos suspensos

dp = diâmetro de partícula típico dp = diâmetro de partícula suspensa dp = diâmetro de partícula suspensa

D = dureza v = viscosidade e = coeficiente de expansividade

Resistência mecânica pH** e/ou pressão de vapor P = pressão ou vácuo de operação

d = densidade absoluta ou relativa, d = densidade absoluta ou relativa, d = densidade absoluta ou relativa


massa específica aparente massa específica aparente*

Teor e solubilidade em líquido a misturar Solubilidade em outro fluido a misturar Solubilidade em outro fluido

Indicação de periculosidade: Indicação de periculosidade: Indicação de periculosidade:


combustível (carvão ou similar), volátil, combustível, volátil, inflamável, combustível, inflamável, explosivo,
tóxico, cortante, abrasivo corrosivo, tóxico corrosivo, ou tóxico

** O pH é um indicador de corrosividade para alguns ambientes.


CARACTERÍSTICAS TECNOLÓGICAS COMPLETAS DE UMA SUBSTÂNCIA

Análises Químicas (AQ) +


Análises Mineralógicas (AM) +
Análises Biológicas (AB) +
Propriedades ou Determinações Físicas (DF) +
Ensaios de Desempenho (ED) +
Indicações de Periculosidade (IP) +
Instruções de Manuseio Seguro (IMS)

MODALIDADES DE CONTROLE DE PROCESSAMENTO E DA QUALIDADE DE


MATÉRIAS-PRIMAS, INSUMOS, PRODUTOS E DESCARTES (POLUENTES OU INÓCUOS)
EM
TECNOLOGIAS QUÍMICAS MINERAIS E BIOLÓGICAS - FABRIS E DESPOLUIDORAS

Prof. Abraham Zakon, 26 de julho de 2016 e 06 de julho de 2017

TIPO DE CONTROLE OBJETIVO

QUÍMICO (CQ) Analisar e identificar a composição química das fases minerais e


reagentes químicos e utilidades químicas consumidas
via análises qualitativas e quantitativas clássicas e instrumentais.

MINERALÓGICO (CM) Identificar a composição mineralógica das fases minerais de minérios.

FÍSICO (DF) Determinar as propriedades físicas das fases minerais,


reagentes e produtos químicos consumidos e produzidos
antes, durante e após cada etapa de processamento.

ENSAIOS Avaliar a adequação das matérias-primas para o consumo numa etapa de


DE processamento mineral ou industrial
DESEMPENHO (ED) e/ou para a aplicação comercial

INDICAÇÕES Avaliar e identificar via ensaios específicos ou na literatura técnica de


DE as substâncias inócuas e os produtos perigosos,
PERICULOSIDADE as características de
(IPSQ) inflamabilidade, combustibilidade, explosividade, poder corrosivo e toxicidade,
DE poder cortante ou abrasivo
SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS para gerar/fundamentar as instruções de manuseio seguro (IMS).

INSTRUÇÕES Orientar a manipulação de substâncias perigosas e não-perigosas


DE em instalações industriais, laboratoriais, comerciais, incluindo:
MANUSEIO
SEGURO (IMS) (1º) as estocagens de matérias-primas, insumos químicos, produtos
intermediários e finais, e resíduos, efluentes e emissões gasosas, e
MANUAL (2º) o uso de máquinas, equipamentos, aparatos e ferramentas manuais,
E/OU embalagens, edificações, vasos e veículos armazenadores e
MECANIZADO dutos ou canais de transferência de massas;
(3º) o uso de equipamentos de proteção individual (EPI´s).

Vários aspectos da caracterização tecnológica de um sólido são abordados nos seguintes textos:

1 - LEPREVOST, A. - Química Analítica dos Minerais – LTC - Livros Técnicos e Científicos Editora S.A., Rio de Janeiro e Universidade
Federal do Paraná, Curitiba, 1975.

2 - PORPHIRIO, N.H.; BARBOSA, M.I.M. e BERTOLINO, L.C. - Capítulo 3: Caracterização Mineralógica de Minérios, Parte I - in:
LUZ, A.B.; SAMPAIO, J.A.; FRANÇA, S.C.A. (Editores) - Tratamento de Minérios, 5a Edição - CETEM/MCT, Rio de Janeiro, 2010.

3 - O´NEIL, M.J.; HECKELMAN, P.E.; KOCH, C.B.; ROMAN, K.J.; KENNY, C.M. e D´ARECCA, M.R. (Editors) – The Merck Índex,
Fourteenth Edition – Merck & Co. Inc., NJ, USA, 2006.

4 - SAX, N.I - Handbook of Dangerous Materials - Reinhold Publishing Corporation, New York, 1951 (ou edições mais recentes)

É habitualmente vantajoso e importante consultar os verbetes de cada tema analítico químico industrial existentes nas
enciclopédias tecnológicas químicas disponíveis na Biblioteca Paulo Geyer e similares.
Referências disponíveis nas Bibliotecas Reais e Virtuais da EQ, CT e CCMN-UFRJ e CETEM/MCT:
1 - LUZ, A.B. e LINS, F.A.F. (Editores.) – Rochas & Minerais Industriais, Usos e Especificações – CETEM-MCT, RJ, 2005.
2 - SAMPAIO, J.A.; LUZ, A.B.; LINS, F.F. (Editores) – Usinas de Beneficiamento de Minérios do Brasil, CETEM-MCT, RJ, 2001.
3 - LUZ, A.B. e ALMEIDA, S.L.M. (Editores) – Manual de Usinas de Beneficiamento – CETEM/CNPq/DNPM/FINEP, RJ, 1989.

4 - SANTOS, P. S. - Ciência e Tecnologia de Argilas (3 vol.) - 2a Ed., Editora Edgard Blücher Ltda., São Paulo, 1992
5 - LEPREVOST, A - Minerais para a Indústria – Univ. Fed. Paraná e Livros Técnicos e Científicos Editora S.A., Rio de Janeiro, 1978.
6 - SHREVE, R.N. e BRINK, Jr., J.A. - Indústrias de Processos Químicos - Guanabara Dois, Rio de Janeiro, 1980.
7 - SCHOBBENHAUS, C. e COELHO, C.E.S. (Coordenadores) – Principais Depósitos Minerais do Brasil, Volumes I (Recursos
Minerais Energéticos), II (Ferro e Metais da Indústria do Aço), III (Metais Básicos Não-Ferrosos, Ouro e Alumínio),
Departamento Nacional da Produção Mineral e Companhia Vale do Rio Doce, Brasília, 1985, 1986, 1988. Volumes IV - Parte A
(Gemas e Rochas Ornamentais), Parte B (Rochas e Minerais Industriais) e Parte C (Rochas e Minerais Industriais), DNPM -
Departamento Nacional da Produção Mineral, CPRM - Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais, Brasília, 1991, 1997 e 1997.
8 – DNPM - MME (vários autores por boletim) - Perfis Analíticos de Minerais – Boletins – Departamento Nacional da Produção
Mineral, Ministério das Minas e Energia, Governo Federal do Brasil.
9 – LAPIDO-LOUREIRO, F.E.; MELAMED, R. e FIGUEIREDO NETO, J. (Editores) – Fertiizantes: Agroindústria e Sustentabilidade -
CETEM-MCT, Rio de Janeiro, 2009.
10 – FERNANDES, F.R.C.; Luz, A.B.; CASTILHOS, Z.C. (Editores) – Agrominerais para o Brasil – CETEM-MCT, 2010.
11 – ESPÍNOLA, A. – Ouro Negro – Petróleo no Brasil – Editora Interciência, Rio de Janeiro, 2013.
12 - GUIMARÃES, A. P. – Betumes – Publicação No 479 da Imprensa da Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 1968.
13 – FERNANDES, F. R. C. e SCHNEIDER, C. (Editores) - Anais do Seminário Resíduos: Tecnologia e Sustentabilidade –
CETEM/MCT, Rio de Janeiro, 2011; acessível em http://www.cetem.gov.br/publicacao/livros/residuos_tecnologias_sustentabilidade.pdf
LUZ, A.B.; SAMPAIO, J.A.; FRANÇA, S.C.A. (Editores) –– Tratamento de Minérios 5ª Edição – CETEM- MCT, RJ, 2018..
15 – SAMPAIO, J.A.; FRANÇA, S.C.A.; BRAGA, P.F.A. (Editores) – Tratamento de Minérios: Práticas Laboratoriais - CETEM-MCT,
Rio de Janeiro, 2018.
16 – TAGGART, A.F. – Handbook of Mineral Dressing, Ores and Industrial Minerals – John Wiley & Sons, Inc., New York.
17 – TAGGART, A.F. – Elements of Ore Dressing – John Wiley & Sons, Inc., New York,
18 – LIDDEL, D.M. (Editor-in-chief) – Handbook of Nonferrous Metallurgy, Principles and Processes, 2nd Edition (2 vol. –
McGraw-Hill Book Company, Inc., New York, 1945.
19 – DANA, J.D. e HURBULT, Jr., C.S. - Manual de Mineralogia - Livros Técnicos e Científicos Editora S.A., RJ, 1969.
20 - PETRUCCI, E.G.R. - Materiais de Construção - Editora Globo, Porto Alegre, 1979.
21 – MAIA, S.B. - O Vidro e sua Fabricação - Editora Interciência, Rio de Janeiro, 2003.
22 - PERRY, R.H. e CHILTON, C.H. - Manual de Engenharia Química, 5a - Guanabara Dois, Rio de Janeiro, 1980.
23 – MACINTYRE, A.J. – Equipamentos Industriais e de Processo – LTC – Livros Téc. Científicos Editora, RJ, 2008.
24 – TELLES, P.C.S. – Materiais para Equipamentos e Processo - 3a Edição – Editoria Interciência, RJ, 1986.
25 – COUPER, J.R.; PENNEY, W.R.; FAIR, J.R.; WALAS, S.M. – Chemical Process Equipment, Selection and Design – Revised
Second Edition, Butterworth, Heinemann, Elsevier, Amsterdam, 2010.
26 – GONZALEZ, G.M. – Teoria e Problemas de Materiais de Construção – Coleção Schaum – Tradução: Celso Paciornik, Revisor
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