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Desejos

obscuros... segredos mortais... decepções tortuosas... Nada é


exatamente como parece em INSIDIOUS.

Quando um homem poderoso está disposto a arriscar tudo para sua própria
satisfação, apenas uma mulher pode vencê-lo em seu próprio jogo: sua
esposa. Ou então ela pensa...

‘Vamos começar com você me chamando de Stewart. Formalidades parecem
desnecessárias’.

Stewart Harrington é rico, lindo e um dos homens mais poderosos de Miami.
Ele sempre consegue o que quer. Qualquer coisa está disponível a ele pelo
preço certo.
Até mesmo eu.

Ser a esposa de um magnata vem com todas as regalias, mas ser Sra. Stewart

Harrington vem com algumas exigências especiais. Eu aprendi a manter uma

parte de mim trancada enquanto meu marido me observava submeter às suas

necessidades. Mas quanto mais ele exige de mim, mais iludido ele Uica e essa é
a minha vantagem. Então eu continuo cumprindo suas fantasias e seguindo

suas regras, porque ele não sabe que o jogo que ele está jogando, é realmente
o meu jogo. E ganhar é tudo, certo?
PRÓLOGO
Passado
APREENSIVA, A PACIENTE se sentou contra a mesa de exame
coberta de papel e levantou seu vestido delicado. Seus olhos foram entre a
enfermeira e seu marido, enquanto ela esperava o gel ser aplicado em sua
barriga já crescida. Arrepios percorreram sua carne exposta quando o
líquido frio escorreu para sua pele. Fazendo uma oração silenciosa, ela
fechou os olhos.

— Com casos de alto risco, nós gostamos de manter tudo


monitorado, — disse a jovem enfermeira. — É apenas rotina. Não há
nenhuma razão para se preocupar. Você teve quaisquer problemas desde a
sua última consulta?

— Não desde o último susto. Eu não tive qualquer sangramento ou


cólicas desde que eu tirei licença há mais de uma semana atrás, — a
paciente respondeu, tentando esconder o nervosismo evidente em sua voz.

Apertando sua mão, o homem ao seu lado sorriu


tranquilizadoramente. — Vai dar tudo certo. Tudo está indo bem. Nós
fizemos tudo o que o médico disse.

Aplicando o bastão na barriga do paciente, a enfermeira sorriu.

Olhando o monitor, o homem disse: — Escutem isso... — a sala se


encheu com o som reverberando de thump, thump, thump.

— Sim, isso é uma pulsação muito forte. — a enfermeira respondeu


tranquilizadoramente.

— Batimentos cardíacos? — perguntou o homem, obviamente


perplexo.

A imagem difusa começou a clarear quando o bastão encontrou o


seu local perfeito. — Sim senhor. Veja aqui mesmo... — ela apontou para
tela... — O coração do seu bebê é forte.

— Bebê? — a paciente novamente questionou, com os olhos cheios


de lágrimas. — O que quer dizer bebê? Estou grávida de gêmeos! Há dois
bebês! Nós os vimos.
O sorriso da jovem enfermeira desapareceu quando suas
sobrancelhas se juntaram. — Hum, o outro está provavelmente
escondido. Eles fazem isso. — as palavras dela desapareceram quando ela
freneticamente moveu o bastão de lado a lado.

— Cadê? Onde está o nosso outro bebê? — a voz do homem se


tornou mais alta a cada pergunta.

— Senhor, o médico virá em breve. Ele pode explicar...


— Eu sei que você sabe o que você está vendo. Nos diga. Nos diga o
que você vê!

O braço da paciente cobriu os olhos enquanto as lágrimas


continuaram a descer, se reunindo no papel branco. A imagem na tela,
embora um pouco distorcida, era clara. Um bebê dominava a tela. Quando a
varinha moveu, uma imagem fantasmagórica, menor do que a outra,
parecia flutuar imóvel por conta própria. Entre as respirações, a paciente
perguntou: — Isso aconteceu depois que eu saí do hospital? Como? O que
está acontecendo com o nosso outro bebê?
— O médico...

O homem interrompeu a enfermeira, — Me diga que o nosso filho


sobreviveu. Me diga o que você vê um menino.

— Senhor, o médico...

— Me diga! — ele perguntou.

Só então, a porta se abriu e o médico entrou. — Desculpe-me, o que


está acontecendo aqui?

Incapaz de responder, a paciente olhou para o marido. Endireitando


seus ombros, ele olhou em direção à tela. — Ela disse que o bebê é
saudável. Nós teremos dois bebês. Minha esposa está grávida de gêmeos,
gêmeos fraternos, um menino e uma menina. Na semana passada, o
hospital disse que havia uma diferenciação de tamanho, mas você disse que
não era significativo. Agora ela... — ele apontou para a enfermeira... — Está
dizendo que há apenas um bebê. O que aconteceu?
Tomando o bastão da enfermeira, o médico olhou confortavelmente
em direção a paciente. — Como você tem se sentido?

Segurando seus soluços, ela respondeu: — Cansada, mas as cólicas


pararam...

Olhando fixamente para a tela, o médico sorriu. — Isto pode ser


difícil. Mas vamos nos concentrar no positivo. Você tem uma menina forte,
saudável. Às vezes coisas como esta acontecem. O corpo entende que
ambos os fetos não podem ser suportados. Nesses casos, o mais forte
sobrevive. Sua filha...

O homem não ouviu o resto da declaração do médico. Olhando


momentaneamente para sua esposa, ele abriu a porta e foi embora. A sala
inteira ficou em silêncio enquanto a porta impotente saltava contra a
parede, enchendo a sala com apenas o som da batida ecoando e o swoosh,
swoosh, swoosh constante do batimento cardíaco fetal.


CAPÍTULO UM
Presente
O PANO DE FUNDO AZUL FEZ pouco para temperar o calor da
Flórida. Espiando através do para-brisa, eu assisti a quente ondulação do ar
abafado através de ondas indetectáveis, quando o impressionante
horizonte de Miami apareceu na curva e arco da ilusão de óptica induzida
por calor. Aumentando ao ar condicionado do carro, eu ansiava por uma
brisa, qualquer coisa para quebrar o peso opressivo da umidade fora de
época no outono. O ar úmido saturava cada vez mais enquanto meus saltos
andavam sobre as ruas de concreto e entre os castelos de vidro. Eu estava
onde outros desejavam estar. Isso era o melhor dos melhores: as casas,
escritórios, e a penca de compras para a sociedade de elite de Miami. Para
um turista, o desconhecimento, destes edifícios e monumentos de Miami
era um testemunho atraente para o poder da riqueza e influência. No
entanto, na realidade, eles eram apenas uma fachada bonita esperando
pacientemente para prender o participante relutante. Eu devia saber. Ao
mesmo tempo eu era essa participante relutante, arrastado para as
profundezas da maldade. Isso foi há anos. Eu aprendi bem a lição e fiz o
1
meu papel. Não mais disposta a ser uma vítima, hoje eu sou insidiosa .

— Obrigada, Sra. Harrington. — a voz da vendedora reverberou por


toda boutique cara.

Balançando a cabeça em resposta, eu peguei a minha sacola e


caminhei em direção à porta. Os sapatos de quinhentos dólares não eram
uma necessidade. Inferno, eles não tinham nem mesmo para um propósito:
um jantar, uma festa, ou qualquer outra desculpa para eu aparecer e
desfilar ao redor dos colegas de trabalho de Stewart. Era só porque: porque
eles eram altos e elegantes, com um salto esbelto, e uma plataforma
grossa. E porque eles eram vermelhos. Vermelhos, como a cor da emoção:
emoção que permaneceu reprimida até a sua única saída aceitável fosse um
lembrete visível mundano, uma maneira de exibir o ódio dentro de si para
o mundo exterior. Oh, eu tinha secretamente outros modos de me exibir,
mas, no momento, um par de sapatos vermelhos seria suficiente.
O cavalheiro em uniforme falou enquanto abria a porta. — Obrigado,
Sra. Harrington. Por favor, volte para nos ver novamente.
— Sim, — eu disse, minha expressão inescrutável.

— Minha senhora, estamos todos orando por seu marido.

— Obrigada. — eu olhei para baixo e mordi meu lábio antes de


voltar ao seu olhar, sorrindo bravamente, e acrescentei: — Eu tenho medo
que essa seja a nossa única esperança.
Seus olhos se fecharam quando ele assentiu tristemente, me
permitindo sair pela porta aberta. Raramente alguém não me oferecia o seu
apoio ou incentivo por Stewart, enquanto lutava contra sua batalha que não
podia ser vencida. Eu tinha ensaiado bem minhas respostas. Afinal, muito
pouco passava despercebido. Enquanto fomos manchete quando nos
casamos, principalmente por causa da nossa diferença de idade, nos
tornamos novamente quando os tabloides e revistas discutiam minha
viuvez iminente na tenra idade de vinte e oito anos.

Andando pela calçada cheia ensolarada, eu cobri os olhos com os


óculos escuros e me preparei para a onda de calor. Das profundezas do
inferno, com o fogo se espalhando pelo próprio diabo, minhas pernas
formigavam com o contraste de temperatura. Mordi o lábio novamente,
parando o sorriso genuíno que ameaçou quebrar a minha máscara de
tristeza. Supondo que o inferno era real, em breve ele teria outro
residente. Antes que os longos cabelos castanhos soltos no meu pescoço se
aderissem a minha pele, eu me sentei no banco de trás do táxi esperando.

Embora o meu carro estivesse estacionado a poucos quarteirões de


distância, eu conhecia as maravilhas da tecnologia. O GPS mostraria que eu
passei minha tarde no porto Shoppes - pelo menos até que eu estivesse
pronta para isso dizer o contrário.

— Para One Bal Harbour Resort, — eu instruí, quando o motorista


parou o carro no tráfego do meio-dia.

Depois de passar a maior parte da minha vida no sul da Flórida,


achei pouca beleza na cidade de Miami. O apelo que isso tinha estava
completamente perdido em mim enquanto eu examinava a tela do meu
telefone, lendo minhas mensagens de texto. A sensação de sufocamento
apareceu onipresente quando eu li uma de meu marido:
NÓS TEMOS UM CONVIDADO VINDO DO ARMAZÉM ESTA
TARDE. ESTEJA LÁ ÀS 04H30. NÃO SE ATRASE.

Fechei os olhos, escondi a minha expressão por trás dos meus óculos
escuros de grife, e suspirei. Felizmente, devido ao recente declínio rápido
de Stewart Harrington na saúde, nós não visitamos o armazém em algum
tempo: o texto foi enviado meses atrás. No entanto, eu me recusei a excluí-
lo. Isso servia como meu combustível e meu lembrete diário: um lembrete
de um tempo que eu me recusava a esquecer.
Eu não. Eu não podia.

Eu fiz a varredura de volta para a mensagem que eu tinha recebido


mais recentemente, uma que eu vi pela primeira vez ontem à noite:

EU PRECISO VER VOCÊ.

Eu dei mais um olhar, sorrindo para o senso comum de desespero,


antes de eu clicar em apagar. Esperei até esta manhã para responder:
HOJE?

Depois que eu enviei, sua resposta veio quase imediatamente:

AGORA.

Nós dois sabíamos que agora não era uma opção, mas um ajuste
menor da minha agenda e um ligeiro malabarismo das minhas
responsabilidades permitiria que mais tarde fosse uma
possibilidade. Alisando a seda do meu vestido de verão sobre o meu colo
enquanto tentava desesperadamente ignorar o cheiro de suor impregnado
no táxi, eu apreciava a realidade: mais tarde estava quase em cima de
mim. Apenas o carro poderia voar em vez de lutar contra o tráfego do meio-
dia.

Como o tempo de Stewart na Terra se aproximando do fim, eu me


preocupava com as legalidades do nosso acordo pré-nupcial. Com a rede de
pessoas leais de Stewart, encontrar um aliado, alguém para olhar os meus
interesses, tinha sido difícil, mas felizmente não impossível. Desde que eu
tinha feito a minha aliança com Brody Phillips, sócio minoritário da Craven
e Knowles, não havia nada que eu não faria para continuar o fluxo de
informações. Além disso, o sexo era nada mais do que uma ferramenta, uma
arma. Isso tinha sido usado contra mim, mas eu tinha aprendido a usá-lo
em meu favor. Se o sexo me ajudava a conseguir meu objetivo, não havia
razão fodida nenhuma para não usá-lo.

Minutos após minutos, o táxi parou sob uma área coberta no resort,
me permitindo sair na sombra muito apreciada. Com um sorriso fajuto, eu
entreguei o dinheiro da corrida ao motorista e uma generosa gorjeta. Eu
confiantemente coloquei minhas sandálias de salto alto na calçada quente e
caminhei em direção ao resort. Com a eficiência de um sargento, eu virei
corajosamente para meu objetivo. Apenas um aceno pretensioso da minha
cabeça e a porta foi aberta. Um cheque de cem dólares na mesa do
carregador e eu estava armada com a chave para uma suíte no décimo
oitavo andar. Andando em direção ao elevador, eu mudei meu olhar,
desafiando qualquer um que questionasse a minha presença. Ninguém o
fez. Eu sou a Sra. Stewart Harrington.

Em menos de um minuto, eu estava subindo a torre em direção ao


18º andar. Embora eu estivesse confiante de que Brody tinha escolhido a
suíte de hotel com outros objetivos em mente, isso não aconteceria hoje. Eu
me abri - um pouco - para ele por uma razão: não era sexo.

Não era como se eu sempre lhe negasse o sexo. Por uma questão de
fato, tínhamos uma série de locais espalhados por toda a cidade onde eu
não tinha negado a ele, mas, sinceramente, havia algo sobre Brody que me
deixava desconfortável. O sexo era um ato mecânico para mim, um tempo
para deixar meu corpo sair. Cada vez que Brody e eu estávamos juntos, era
cada vez mais difícil. Eu não queria enfrentar essa realidade ou até mesmo
as questões internas que suscitava.

Quando eu desembarquei do elevador e olhei para o longo corredor,


a sensação fugaz de antecipação me pegou de surpresa. Raramente me
encontrava excitada. No entanto, quando eu percebi que tinha sido quase
um mês desde que eu tinha estado sozinha com Brody, minhas entranhas
involuntariamente apertaram.

Brody Phillips, era, entre outras coisas, meu informante. Como um


parceiro júnior no Craven e Knowles, o escritório de advocacia de prestígio,
que tratava todas as necessidades jurídicas pessoais de Stewart, ele estava
a par de informações que me afetavam. A mesma atitude que ele tinha era
compartilhada pela maioria das pessoas na empresa, que eu, a esposa de
Stewart não precisava saber, ou não poderia entender, as legalidades que
me afetavam. Felizmente, eu tinha encontrado um aliado que
discordava. Afinal, era o meu nome, Victoria Conway Harrington, nos
documentos. Apesar da obstinação de meu marido, eu tinha o direito de
saber.

Nossa aliança tinha começado lentamente. Cada homem era


suspeito, especialmente qualquer um dentro de círculos de Stewart. Eu não
tinha planejado permitir que Brody me conhecesse - poucas pessoas
conheciam. No entanto, com tempo e paciência, ele me conquistou com um
sentimento de camaradagem. Ao contrário dos homens que me viam como
nada mais do que uma foda disponível, Brody falava comigo com
sinceridade. Passaram-se anos em nossa amizade clandestina antes de nós
levarmos para o próximo nível. No entanto, uma vez que fizemos, voltar
não era uma opção.

Um golpe rápido da chave e o mecanismo de bloqueio clicou. Antes


que eu pudesse abrir totalmente a porta, o cabelo loiro de Brody e olhos
sorridentes me pararam momentaneamente. Ele era o homem perfeito:
inocente e doce. No entanto, eu sabia por experiência própria que ele era
igualmente astuto e sagaz. Não havia nenhuma maneira que ele teria
sobrevivido no mundo de Craven e Knowles se ele não fosse. No entanto,
havia algo em seus olhos. Desde a primeira vez que nos conhecemos, eu
estava fascinada. Seus olhos eram diferentes de qualquer outro que eu já
vi. Eles não são azuis e nem eram verdes: eram mais de uma tonalidade
azul-marinho. Não era apenas a cor que me atraía: era a maneira como ele
olhava para mim, olhava realmente. Com um olhar, mesmo em uma sala
lotada, ele me fazia sentir vulnerável e exposta. Isso fez coisas estranhas
comigo, coisas que eu não gostava. Era como se ele pudesse ver um lado de
mim que ninguém mais poderia: ele podia ver através da minha
fachada. Observando as pequenas linhas nos cantos dos seus olhos e seu
ligeiro brilho, imploravam ao meu olhar para viajar até suas bochechas
levantadas e sorriso acolhedor. Involuntariamente, as pontas dos meus
lábios se moveram para cima.

Sem seu paletó e gravata, meus olhos percorreram sua engomada e


equipada camisa de botão até sua cintura com um cinto. Suas calças eram
cinza escura da Brooks Brothers e acentuavam suas longas pernas e corpo
firme. Ao ouvir o som de sua voz, voltei a minha atenção para seus notáveis
olhos.
— Vik-ki, — disse ele, alongando o meu apelido. — Eu estava
preocupado que você não chegaria aqui. — a temperatura da sala
aumentou quando ele estendeu a mão para o meu ombro e se inclinou para
perto. Seus lábios roçaram minha bochecha com a promessa de mais
provocações. O cheiro de sua loção pós-barba me encheu de memórias de
lençóis recém-lavados, tão diferente da colônia masculina pesada que meu
marido usava. Eu lutei contra a vontade de estender a mão e correr pelo
rosto de Brody, para sentir a ligeira barba por fazer sob meus dedos.

Tomando minha mão, ele me levou para dentro da suíte espaçosa. A


parede mais distante da porta era nada além de janelas cheias com o azul
familiar. Embora houvesse muitas coisas sobre Miami que eu detestava, a
vista da água extensa não era uma delas. Isso momentaneamente tirou meu
fôlego, assim como a minha resposta.

— Isso é impressionante.

— Não tão impressionante como você, — ele disse, tirando meus


óculos de sol e olhando profundamente em meus olhos de aço-cinza.

— Brody, eu não posso...

Seus lábios capturaram minhas palavras quando seu peito firme me


pressionou contra a parede. O formigamento de expectativa que eu tinha
sentido momentos antes cresceu como um incêndio – o vento levanto uma
faísca para a grama seca. Eu me dei ao desejo e mudei minhas mãos
pequenas para os lados de seu rosto, sentindo a barba por fazer que eu
desejava tocar. Meus dedos pousaram enquanto nossas línguas se
uniram. Eu não queria admitir que eu estava com medo de deixar ir, com
medo de não me lembrar do sentimento latente dentro de mim. O som da
nossa respiração encheu a suíte, enquanto o meu coração batendo ecoava
em meus ouvidos, abafando momentaneamente o raciocínio, me enchendo
de fome pelo que ele poderia proporcionar.

— Deus, Vikki, — Brody finalmente disse, quebrando nosso beijo e


me empurrando um pouco para longe. Seu olhar se aprofundou quando ele
perguntou: — Deus, você tem um gosto bom pra caralho. Eu senti falta de
ver você assim.

Estendi a mão para seu peito e enterrei meu rosto em sua


camisa. Com o som do seu coração firme, meu corpo derreteu. A tensão
reprimida escorreu por todos os poros até que tudo o que restava de mim
era líquido, mantido no lugar por seu abraço. Lutando contra o desejo de
assumir a nossa conexão vertical para horizontal, eu endureci meu
pescoço. — Brody, eu não posso. Não hoje.

— Está tudo bem, baby? Você parece tão... eu não sei... como se
estivesse prestes a explodir. Ou implodir?
Eu dei um passo para trás e caminhei em direção ao sofá, ajustando
meu vestido e ignorando a parte de mim que desejava ficar perdida em
seus braços.

— Por que você achou que eu não viria? — perguntei. — Nosso


acordo era para as 13h00, e mal passa das uma.

— Você não respondeu minha última mensagem. Eu estava com


medo de que alguém mais poderia ter visto.

— Não, — eu disse definitivamente. — Acredite ou não, o meu


telefone fica comigo. Eu apaguei a sua mensagem. Não há nenhum sentido
em arriscar desnecessariamente. Agora, me diga o que está acontecendo?

Sua testa franziu. — Como está Stewart?

Eu balancei a cabeça e olhei para baixo. Era o mesmo discurso, com


os mesmos sinais não verbais muito importantes que eu tinha dado a
qualquer pessoa que perguntava. — Nada bem. Os médicos parecem
pensar que ele pode ir a qualquer momento. Quando ele está acordado, ele
está lúcido, mas quando ele está fora, ele está fora! Eu acho que é a
medicação. Embora ele não se queixe, os médicos dizem que essa leucemia
de rápida progressão é extremamente dolorosa. Eles aplicam muitas drogas
com analgésicos. Eles estão fazendo tudo o que podem fazer para ajudá-lo a
ir em paz.

Brody pegou minha mão. — Bravo. Esse é um belo discurso, Sra.


Harrington. Agora me diga como o filho da puta está realmente.
Meus lábios tremeram quando meus olhos corriam em direção ao
seus. — Ele está morrendo. Ele está sofrendo. O karma é uma cadela e
embora ele mereça cada segundo maldito, eu desejo que o karma se
apressasse e acabasse com ele. Observar ele morrer está sugando a vida de
dentro de mim.
— Oh... — a água-marinha de seus olhos brilhava. — Eu ficaria feliz
em sugar alguma vida de você.

A tensão dos últimos meses escoou dos meus ombros tensos. — Não
me tente, Sr. Phillips. Eu não sou uma mulher estável.

— Não diga isso. Você é durona. Eu desejaria mais anos de


sofrimento para ele, se isso não fosse tão duro para você.

— Eu me encontrei com o oncologista dele ontem. Eles já esgotaram


todas as opções de tratamento. É realmente apenas uma questão de
tempo. Mas agora ele está discutindo sobre os remédios para dor. Eu gosto
que isso o faça dormir. Eu estou esperando que um dia ele vá ir dormir e
não acordar.

A testa de Brody franziu. — Você sabia que Parker estava em seu


apartamento ontem?

— Não. — eu me irritei. Eu não gosto da ideia de Stewart se


reunindo com seu advogado particular e um dos sócios fundadores da
Craven e Knowles sem mim. Honestamente, eu não confiava em nenhum
deles.

— Ele estava, — confirmou Brody. — Foi na manhã de ontem.

— Eu estava fora, — eu disse, pensativa, pensando nas últimas 24


horas. — A primeira e terceira quarta-feira de cada mês, eu me encontro
com a Harrington Society. Minha irmã está liderando outra viagem de
missão médica.

Brody assentiu. — A boa Doutora Conway. Não há um osso egoísta


em seu corpo.

— Não. — eu realmente sorri. Quando se trata de santos, Valerie é a


próxima na linha para a canonização.

— Eu tenho a sensação de que o tempo era tudo, — continuou


Brody. — Parker fez um comentário sobre você não deixar Stewart sair de
sua vista, ou vice-versa.
Os pequenos pelos na parte de trás do meu pescoço se eriçaram. —
Você sabe o que eles discutiram?

— Não com certeza. Ontem à noite eu o ouvi pedindo a seu


assistente para puxar alguns arquivos antigos. Quando ouvi o seu nome, eu
mandei uma mensagem para você. De toda a minha espionagem, a única
coisa que eu poderia determinar foi que envolvia a vontade de Stewart, mas
eu tenho certeza que ela também puxou o contrato.
Me levantei, andando pela sala. — Porque? Por que eles iriam olhar
esse contrato? — baixei a cabeça para as minhas mãos para pensar. —
Brody, tudo, todos os nossos investimentos, todas as suas ações,
participações, tudo está em nome de ambos. Me diga, o que ele poderia
fazer para lutar contra isso?

— Contanto que eles continuem assim, eu prevejo que nada. Talvez


ele só queria ter certeza de que tudo estava no lugar. Você sabe? Se ele está
sentindo a finalidade de sua situação, ele provavelmente não quer que
qualquer coisa esteja fora do lugar. — Brody deu de ombros. — Ser o cara
que sabe de tudo e tal.

Minha mente correu. — Meu nome foi adicionado após nosso


casamento, mais de dez anos atrás. Eu segui esse contrato maldito ao pé da
letra.

— Vik, você não quer que esse contrato vá a público. Vamos ver. Eu
queria te ver hoje para que você saiba que eu tenho meus olhos e ouvidos
abertos. Eu estou te ajudando. Você não precisa se preocupar.
— Que Deus me ajude, se ele me foder... depois de tudo.

A testa de Brody arqueou. — Eu diria que você já foi regiamente


fodida, mas o que você vai fazer, Vik? Matar ele? O homem já está
morrendo.

Ele não seria a primeira pessoa que eu tinha matado. Retardando a


minha respiração, eu disse: — Eu sei que Craven e Knowles representa
Stewart, mas, caramba, eles deveriam estar representando meus melhores
interesses também.
O sussurro de Brody roçou o meu cabelo enquanto seus braços
cercaram minha cintura por trás. — Vik, eu estou aqui. Eu estou
representando seus melhores interesses. Você nunca precisa duvidar disso.

Inclinando em seu abraço, eu estiquei o pescoço até que nossos


lábios se encontraram. A emoção borbulhando dentro de mim se apressou
quando seus ainda firmes lábios aceitaram de bom grado o meu beijo e o
encorajei a exigir mais. Me girando ao redor, nossas línguas mais uma vez
lutaram pela supremacia, submetendo, degustando e saboreando. Mais
uma vez, o fogo dentro de mim despertou para a vida.

— Quanto tempo se passou desde que alguém realmente teve você e


te amou?

A pergunta de Brody trouxe uma dor muito profunda para o meu


peito. — Quanto tempo se passou desde que nós estivemos juntos? — eu
respondi. Do jeito que estávamos, eu podia ver brilhos de luz a partir do
oceano abaixo refletir em suas íris únicas.

— Jesus, Vik. Quero te pegar e te jogar na cama. — ele levantou meu


queixo e olhou profundamente em meus olhos. — Olhe para mim,
caramba. Eu não sou como os outros. Eu não quero te foder. — um
estrondo profundo veio de seu peito. — Isso não é verdade. Eu quero isso
também. Mas... — ele tocou minha bochecha com o dorso da mão. — O que
eu quero mais do que qualquer coisa é fazer amor com você, te segurar e
ver você dormir, e estar lá quando você acordar. Eu quero te amar tanto
que, quando esses belos olhos estiverem fechados, eu não tenha nenhuma
dúvida de que você está sonhando comigo. E quando você acordar, eu
quero ser o único a fazer cada um de seus sonhos.

— Brody, por favor, por favor, não faça promessas que não pretende
manter.

— Pretendo sim. Eu faria isso agora, se você me deixar. — ele puxou


meus dedos que prendi ao tapete, recusando a ceder. Sua testa enrugou
quando suas bochechas enrubesceram. — eu faço um bom dinheiro. Diga a
Stewart para ir se foder. Diga a todos os idiotas em seu conselho de
administração e Parker Craven para irem se foder. Eu sei que você disse
que poderia ser qualquer dia, mas também poderia ser uma semana, um
mês, ou mais. Não se submeta a ele e sua ideia fodida de lealdade por mais
tempo.
Eu balancei a cabeça de lado a lado. — Pare. Eu te disse que eu sou
uma bagunça agora. E você não está fazendo sentido. — sem admitir a
verdade, que ninguém nunca tinha proclamado amor eterno por mim, eu
me recompus, — Eu não dediquei dez anos de minha vida só para ir
embora quando o prêmio está à vista. Não é apenas sobre o dinheiro. É a
satisfação que eu vou ter quando eu sussurrar em seu ouvido que eu fiz
isso. Ele me subestimou, e minha capacidade de lidar com tudo o que ele
atirou em minha direção. Eu quero que seu último pensamento seja de mim
no controle de tudo o que ele tem de mais caro.

— Você merece isso, — disse Brody desanimado.


— Sim. Não estou me sentindo culpada por merecer.

Mais uma vez ele me envolveu em seus braços. — Victoria


Harrington, eu sei, sem sombra de dúvida que eu não mereço você, mas eu
serei amaldiçoado se eu me sentir culpado por querer você.

O toque do meu telefone nos acalmou. O toque diferenciado de


Stewart cortou o ar refrigerado do hotel. Apressando-me a minha bolsa, eu
coloquei meu dedo em seus lábios e disse: — Olá?

— Tori. — a voz do meu marido foi mais forte através do telefone do


que tinha sido no início da manhã. Obviamente ele tinha conseguido
diminuir a dor com remédios.

— Stewart, está tudo bem?

Os olhos de Brody se arregalaram.

— Dificilmente, — Stewart respondeu sarcasticamente. — Travis


disse que você está no Shoppes Harbour?

— Sim, você precisa de mim em casa?

— Não, — seu tom de voz ganhou força. — Eu quero você no


armazém em uma hora.
Merda! Meu estômago afundou. — Stewart... — eu poderia
argumentar, mas ele sabia que eu não iria. Apesar de seu estado debilitado,
ele já tinha provado que ele ainda poderia orquestrar. Minha única opção
era orar para que essa fosse a última vez.
Uma vez que Stewart se fosse, o armazém seria a primeira coisa que
eu venderia, ou talvez eu colocaria fogo? O pensamento trouxe um
sentimento de determinação. Engolindo minha réplica, eu respondi, — Eu
estarei lá, — e bati em desligar.

As mãos de Brody escovaram meus braços. — O que é?

Eu desviei o olhar. — Eu preciso ir. Por favor, me mantenha


informada.

Seus olhos se arregalaram quando preocupação e pânico infiltraram


em sua voz. — Por que, Vik? Aonde você precisa ir?

Eu não respondi, mas peguei minha bolsa e me dirigi para a


porta. Antes de sair, ouvi Brody, sua voz um rosnado baixo. — Eu odeio
aquele filho da puta maldito. Eu juro, se ele não estivesse morrendo... — o
fechamento da porta abafou o resto de sua sentença. Mas eu sabia o que ele
estava prestes a dizer.


CAPÍTULO DOIS
Presente
MINHAS MÃOS TREMIAM enquanto meu corpo vacilava. Por que eu
estava mesmo surpresa que ele tinha voltado atrás em sua palavra? O filho
da puta tinha prometido! Ele prometeu estar sempre comigo!
Segurando minha barriga, eu me dobrei quando a revolta tomou
conta e meu almoço foi purgado para o concreto da garagem privada. O
som da minha angústia não traria a atenção de ninguém. Não havia
ninguém lá. Eu sabia. Eu sabia que uma vez que o amigo, como Stewart
gostava de chamá-los, estivesse pronto, ele ia embora. Foi uma das
maneiras que eles tentavam proteger seu anonimato. Além disso, a voz de
Stewart tinha me dito que ele foi embora, me disse para ficar onde eu
estava, não me moveria até que ele dissesse a palavra. Eu tinha
desobedecido no passado. Eu já não considerava essa opção. Stark nu sobre
a cama de dossel enlouquecendo, eu esperei quando a maldita música veio
através dos fones de ouvido.

Às vezes eu odiava a música tanto quanto sua voz. Por quase nove
anos isso tinha sido a mesma lista sinistra. Quando eu perguntei, Stewart se
recusou a me dizer os nomes das músicas, só que elas o lembravam de um
momento há muito tempo. Conforme os anos passaram, eu acho que
encontrei nova garantia na previsibilidade da ordem. Sem o meu sentido da
visão, ele me deu algo para segurar, algo esperado. Cada vez que ele
reiniciava a música, sempre era desde o início. Eu tinha ouvido a primeira
melodia tantas vezes que assombravam meus sonhos. Um dia, eu procurei e
procurei na Internet até que eu achei: Fatal Lullaby. Sabendo o título
tornou ainda mais deprimente. Se isso fosse mesmo possível Death Dance
veio em seguida. Todas as músicas que ele escolheu foram feitos por Adrian
von Ziegler e eram música instrumentais. Nada continha palavras, somente
escuros e torturados estirpes que ressoavam através de meus ouvidos
enquanto eu lutava para dar sentido ao mundo ao meu redor.

Fechando os olhos, cheguei para o meu carro. Fugir do fedor da


garagem, do armazém, e minha vida era meu único pensamento. Sem
dúvida, eu precisava ficar longe deste lugar.
Depois de tantas visitas, de alguma forma, não ter Stewart presente
tinha deixado tudo pior. Mas, novamente, ele estava. Ele estava lá através
de um novo sistema de câmeras. Com este novo sistema, ele poderia
observar de nossa casa. Nossa casa. Em uma tarde, ele tinha tirado a
separação do armazém e da casa: um dos meus últimos refúgios.

Minhas mãos tremiam enquanto eu puxava a porta do carro. Eu lutei


com a nova realidade: o voyeurismo de Stewart não tinha acabado, não tão
longo enquanto a respiração ainda entrava em seus pulmões. Com esta
tecnologia instalada recentemente, a sua forma preferida de
entretenimento doente iria continuar. Os últimos dois meses de
prorrogação enquanto ele lutava contra o câncer era só isso, uma pausa
momentânea. O filho da puta sádico iria manter isto até o amargo fim.

Eu virei meus olhos - desprovidos de maquiagem - para o espelho


retrovisor. Graças a Deus não tinha um chuveiro no armazém. Eu odiava o
cheiro dos homens. Mais uma vez, a perda de visão aumentava meus outros
sentidos, incluindo o de cheiro. Eu não deveria saber onde
seus amigos estavam. É usado para dar a Stewart uma satisfação enquanto
nós entrávamos em uma festa ou espetáculo e ele me insultava com a ideia
de quem eu conhecia e quem me conhecia. Fechando os olhos, eu ainda
ouvi o tom sádico enquanto ele me desfilava em seu braço.

Claro, os homens nunca deixavam transparecer. Eles nunca vinham


para a frente, mas o cheiro era um sentimento poderoso: se colônia ou
loção pós-barba, uma respiração com cheiro de menta ou cheiro do
corpo. Quando eu menos esperava, um aroma me lembrava do armazém, a
música, e direções incessantes de Stewart. Então eu gostaria de
saber. Gostaria de saber que o homem sorrindo docemente para sua
esposa, ou me provocando com seu olhar era um dos amigos de Stewart.

Esta tarde, seu amigo usava colônia semelhante ao de


Stewart. Quando nos casamos, eu amei a combinação erótica de rosa e
sândalo, e madeira. Eu tinha notado o aroma único o primeiro dia em que
nos conhecemos. Lembro-me de encontrar o frasco em seu quarto e ler o
nome: Tom Ford Oud Wood. Houve até um momento em que eu coloquei
minha cabeça no travesseiro apenas para inalar o cheiro.

Isso foi antes, antes do armazém, e antes que a morte o agarrasse


pelas bolas. Ele não anda mais em uma nuvem de perfume caro. Agora, o
cheiro de morte e negação pendurava em camadas em torno dele e seu
quarto de hospital improvisado.
O grande Stewart Harrington queria morrer em casa. Ele queria
estar cercado pelo luxo e opulência de seu trabalho duro. Mentira! Stewart
Harrington queria viver. Ir para o hospital e estar ligado ao seu
equipamento seria admitir a derrota. Eu não poderia imaginá-lo admitir
que até as palavras estivessem fora de seu controle.

Esse conhecimento reabasteceu a minha força. O filho da puta ia


morrer: disso eu estava confiante.
Aumentando o rádio, eu tentei abafar as melodias escuras sem
palavras na minha cabeça. Lentamente, eu coloquei o carro em marcha à
ré. Saindo da garagem, a luz do sol quente atravessou o meu para-brisa, me
cegando enquanto eu pegava meus óculos de sol. Porra, ainda era dia. Este
maldito dia não terminava. Olhei para o relógio quando a tela no painel
mudou. STEWART piscou na tela indicando uma chamada recebida.

Engasguei de volta a bile e apertei o botão ATENDER permitindo que


a voz do meu marido substituísse a música e enchesse o carro.

— O quê? — foi a melhor saudação que eu poderia controlar.


— Você está indo para casa?

Virei o carro, não tenho certeza de onde eu estava indo, apenas para
longe da nossa cobertura. — Não.

— Não?

— Você mentiu, porra! — eu tinha desempenhado o papel tanto


tempo que minha explosão inesperada, sem dúvida, pegou Stewart de
surpresa. — Você disse que sempre estaria lá. Você não estava lá! — o
caminho diante de mim borrou pelas minhas lágrimas enquanto eu lutava
para recuperar o controle.

— Tori, — sua voz era suave, embora o nome do animal de


estimação dele para mim fez retornar bile na minha garganta. — Venha
para casa. Vamos falar sobre isso.

— Não. Não devemos falar sobre isso em casa. É suposto ficar longe
de casa. Você arruinou tudo.
— Venha para casa. — ao contrário de seu tom de voz através dos
autofalantes malditos, estas palavras foram ditas mais como um apelo. —
Os médicos querem me dar mais remédio. Eu quero ver você primeiro. Eu
quero te dizer o quão boa você foi. Quão orgulhoso estou de você.

Ele queria fazer mais do que isso, e eu sabia disso. Segurei o volante
e teci através de tráfego, nem mesmo me preocupando com o meu
destino. — Eu estarei em casa, não muito tarde.

— Você sabe, você não tem o direito de estar com raiva. Eu


verifiquei o contrato. Não havia nada lá dizendo que eu
estaria sempre presente.
— Bem, Stewart, eu não li o maldito contrato desde antes de nos
casamos. Mas ouvi você me dizer que você estaria lá, comigo. Eu odeio
isso! Eu sempre odiei. Mas, pelo menos... Merda! — eu bati em meus freios
e joguei meu peso para a buzina. Malditos turistas estúpidos, andando na
maldita rua.

— O que aconteceu?

— Nada. Tome o seu medicamento de merda. Estarei em casa mais


tarde.

— Eu quero que você volte para casa agora. Você é minha esposa.

— Eu sou sua esposa. Eu sou a Sra. Stewart Harrington e eu vou


sair. Vou chamar minha irmã ou algo assim. Eu segui as regras. Joguei como
sua prostituta. Agora eu vou fazer algo por mim. Eu posso não ter lido o
contrato recentemente, mas eu me lembro que não há nada nele restringia
minhas atividades. — antes que ele pudesse refutar o meu comentário, eu
continuei, ganhando força a cada palavra. — Eu vou te dizer o que
eu não vou fazer esta tarde. Eu não vou me sentar em uma cadeira e assistir
você morrer. — porque se eu fizesse, eu ia pegar um travesseiro e acelerar o
processo. As palavras passaram na minha cabeça. Felizmente, eu tinha
autocontrole suficiente para mordê-las de volta. — Adeus, Stewart.
Descanse um pouco. Você teve uma tarde movimentada.

Eu bati no ícone de desligar.


Quando o meu carro se encheu com a música do rádio, meu entorno
entrou em exibição. Eu estava perto dos escritórios de Craven e
Knowles. Minha mente começou a girar, as palavras de Stewart girando na
minha cabeça. Ele disse que recentemente revisou o contrato. Essa era a
abertura que eu precisava. Se ele tinha revisado, eu poderia revê-lo.

Saltando duas faixas de tráfego e ignorando os xingamentos, eu


puxei para dentro do estacionamento e encontrei um espaço. Era quase
17h00. Sem dúvida, o secretário não teria prazer em me ver tão perto da
hora de encerramento. Que pena. Eu sou a Sra. Stewart Harrington.

Eu tirei meus óculos de sol e olhei no espelho retrovisor. Eu nunca


saio sem maquiagem. Meus olhos estavam vermelhos, assim como os meus
lábios; Mas minhas bochechas estavam pálidas. Alcançando minha bolsa, eu
encontrei algum rímel, delineador, e batom. Meu cabelo úmido estava
amarrado em um nó na parte de trás da cabeça. Puxando alguns fios soltos
pelos lados, eu os deixei oscilarem ao lado de meu rosto. Deslizando os
meus óculos de volta no lugar, eu decidi que teria que fazer. Eu tinha
dirigido até o escritório de advocacia por uma razão, mesmo sem pensar
nisso. Pela primeira vez em mais de dez anos, eu queria ver o maldito
contrato.

— Sra. Harrington? D-desculpe. Será que você tem hora marcada?


— Não, Trish. Eu não tenho.

Ela se mexeu desconfortavelmente. Eu sabia que ela não queria


gastar seu tempo de lixar as unhas comigo. Honestamente, eu não sabia
como essa mulher tinha mantido seu trabalho. Ela provavelmente estava
dando boquetes embaixo de mesas. Era a única resposta possível. Suas
habilidades como um recepcionista certamente não era o mais importante:
talvez ela se destacasse em sexo oral?

— V-você quer ver alguém?

— Trish, eu quero ver alguma coisa. Eu preciso falar com a


assistente do Sr. Craven. Eu acredito que ela vai ser capaz de me ajudar.

Ela olhou em direção a seu computador. — Eu ficarei feliz em


agendar...
Eu coloquei minha mão sobre a mesa. — Eu estou aqui agora. Agora
seria um momento maravilhoso para agendar. Você não concorda?
— S-Sim. Me deixe chamá-la. Eu sei que o Sr. Craven saiu. Se ela
estiver disponível...

Minha pele se arrepiou. — Trish, eu suspeito que, mesmo que a


assistente do Sr. Craven esteja ocupada, ela pode encontrar tempo para
mim. Eu não vou embora até que eu veja o que eu vim ver.
Trish se levantou. — Se você puder me acompanhar, eu vou chamar
Maggie.
— Obrigada. — eu concordei e segui para a sala de conferências: a
sala com as persianas. Era a mesma em que eu tinha estado muitas
vezes. Em poucos segundos ela acertou o interruptor, mexendo as
persianas.

— Sra. Harrington, eu posso te trazer alguma coisa? Um café


talvez? Um com creme e dois açúcares.

— Obrigada.

Eu não era uma bebedora de café, mas seu pedido me fez sorrir. Foi
uma das minhas primeiras lições de ser Sra. Harrington. Naquela época, eu
tinha visto tanto potencial. Engraçado, eu não deveria ter. Talvez tenha
havido um tempo que eu tinha sido tão positiva como minha
irmã. Recostando na cadeira de couro de pelúcia eu bufei. Não, isso nunca
tinha sido o caso.

Minha bolsa vibrou e eu retirei o meu telefone. Havia três


mensagens de texto. A primeira era de Brody:

EU ESTOU PREOCUPADO COM VOCÊ. ONDE VOCÊ ESTÁ? VOCÊ


ESTÁ BEM?

Sorri quando eu respondi:

EM SEU ESCRITÓRIO. NO FISHBOWL.

O segundo era de Stewart.


NÃO ATENDENDO O TELEFONE? MUITO MADURA. VENHA PAARA
CASA AGORA!
Meu sorriso desapareceu rapidamente. Ele pode ter o poder de me
fazer participar de suas fantasias doentes, mas nunca durante nosso
casamento teve a capacidade de controlar minhas idas e vindas.

EU NÃO ESCUTEI TOCAR. EU ESTAREI EM CASA... MAIS TARDE.

A mensagem final era da minha irmã, Valerie.


EU ACABEI DE RECEBER UM TELEFONEMA DE STEWART. VOCÊ
ESTÁ PENSANDO EM VIR ME VER? EU ADORARIA SAIR, MAS EU ESTOU
EM UM TURNO HOJE. AMANHÃ?

Eu suspirei. Eu gostaria de encontrar outra coisa para fazer. Tudo o


que eu sabia era que eu não queria estar em casa até que Stewart estivesse
amplamente medicado e dormindo.

DEIXE-ME VER. AMANHÃ SERIA BOM.

Quando terminei minha última mensagem a porta se abriu. A jovem


assistente jurídica, provavelmente da minha idade, em seus vinte e tantos
anos, entrou. Eu não a reconheci, mas, novamente, as mulheres jovens que
trabalham para Parker Craven vinham e iam com uma certa regularidade.

— Sra. Harrington, — disse ela com um sorriso apertado. — O que


posso fazer por você?

Trish entrou pela porta e colocou a minha xícara de café sobre a


mesa. Depois que ela nos deixou sozinhas, eu respondi, — Maggie, eu
presumo?

— Sim, senhora.

— Eu gostaria de ver um contrato que o Sr. Craven preparou para


meu marido e eu antes do nosso casamento. Eu sei que está disponível: o
meu marido me disse que tinha recentemente o revisto - ontem, eu
acredito. Ele recomendou que eu também revisse. — à menção de Stewart
parecia dissipar alguma tensão. Lembrei-me de meu rosto encoberto e
removi meus óculos de sol. Obviamente, fingindo um sorriso eu continuei,
— Me desculpe não ter ligado. Como você pode ver, eu não estava
realmente preparada para sair. É só que com sua saúde... bem, Stewart
queria que eu fizesse isso imediatamente. Então aqui estou eu.
Seus ombros relaxaram. — Sim, eu sinto muito sobre seu marido. Eu
estava preocupada porque o Sr. Craven está atualmente com um cliente,
mas se o Sr. Harrington te enviou aqui...

— Ele enviou. Eu recomendaria que você ligasse para ele, mas com a
medicação, ele provavelmente está dormindo agora. Foi por isso que eu
queria fazer o que ele pediu antes que ele acordasse novamente.

Seus olhos castanhos claros brilhavam. — É claro. Me deixe pegar


isso para você. Eu não enviei o contrato de volta para a sala de arquivos
ainda. Está na minha mesa.
Eu massageei drasticamente minha testa. — Obrigada
novamente. Espero que isso não te atrase.

Ela balançou a cabeça. — De modo nenhum. Fique e avalie o tempo


que você precisar. Qualquer coisa para ajudar o Sr. Harrington em sua hora
de necessidade.

Eu dei um sorriso com os meus maxilares cerrados firmemente


juntos. Foi o melhor que pude fazer.

Poucos minutos depois, eu estava sozinha com o meu café e o


documento. Por que ele estava realmente revendo isso? Havia algo que eu
perdi há dez anos? Inferno, sem dúvida, eu perdi alguma coisa. Aos dezoito
anos, eu não tinha ideia do que todas as cláusulas e apêndices
significavam. Não até ele explicar mais tarde, quando eu percebi que eu
tinha assinado um documento legal com o próprio diabo.

Comecei a ler:

O presente acordo é celebrado de boa vontade e sem coerção entre


Stewart Allen Harrington, a seguir designado Sr. Harrington, e Victoria Ann
Conway, a seguir designada Srta. Conway. Sr. Harrington e Srta. Conway
acordam em Maio...

Os termos deste acordo vinculativo entre o Senhor e a Srta.


Harrington Conway são as seguintes:
1. O Sr. Harrington e Srta. Conway concordam que tudo o que ocorre
sob os termos deste contrato são confidenciais e consensuais.

A porta se abriu. Esperando Maggie ou até mesmo Trish, me virei


com impaciência. O brilho escuro dos olhos de Parker Craven perfurou os
meus quando ele entrou, uma nuvem de perfume pesada flutuando em
torno dele. Sua entrada paralisou meu movimento até que eu endireitei
meu pescoço e devolvi o olhar.

— Victoria, o que você está fazendo?

As pontas dos meus lábios se moveram lentamente para cima. De


jeito nenhum deixaria isso transparecer. Delírio era tudo que eu podia
sentir. A onda de sangue que enchia meus ouvidos e olhos se estreitaram a
cena para um túnel. Ninguém mais existia. Senti suas mãos suadas na
minha pele. Eu não podia permitir que ele visse meu ódio. Era o meu
combustível, a minha energia para continuar.

Recusando-me a mostrar a ele a minha reação, eu abri meus olhos


arregalados, e disse: — Parker, que bom que você veio cuidar de mim
pessoalmente. Sua assistente disse que você estava com um cliente.

Ele olhou para o documento. — Eu lhe fiz uma pergunta.

— Sim, você fez. Eu estou revendo o contrato que Stewart e eu


assinamos.

— Porque?

Eu levantei minhas sobrancelhas inocentemente. — Porque ele me


disse para fazer. Afinal de contas, ele disse que tinha revisado isso com
você e eu deveria fazer o mesmo. Ele não te disse?

— Ele disse isso? Quando?

Meus dentes doíam de tanto apertar. — Ora, esta tarde.


Ele respirou fundo. — Esta tarde. Ele disse isso esta tarde?
— Eu estou balbuciando?
Ele olhou na minha direção. Antes que ele pudesse responder, eu
suavizei meu tom. — Oh, Parker, às vezes ele não sabe exatamente o que
ele está dizendo. Estou muito preocupada com as decisões que ele está
fazendo. Por que, apenas esta tarde, eu estava com ele em casa e ele me
disse que você tinha ido ao apartamento. Me desculpe, eu senti sua falta.

Parker Craven estendeu a mão para o documento. — Eu não sei o


que você pensa que é...

Bati minha mão nas páginas. O barulho ecoou por toda a sala
pequena quando meus olhos perfuraram os dele. — Sr. Craven, eu acredito
que você e sua empresa foram contratadas pelo meu marido e eu. Se você
quiser que o arranjo continue num futuro previsível, você não vai tentar me
impedir de ver os documentos que pertencem a mim: este ou qualquer
outro.

— Eu não posso permitir isso sem a permissão de Stewart.

Meu sorriso se alargou. — Você não acredita que ele me enviou?

— Que ele te enviou esta tarde? Não.


Eu me inclinei para trás, ainda segurando o documento. —
Porque? Por que você duvida de mim?

— Sra. Harrington? Oh, Parker, — disse Brody, abrindo a porta e


interrompendo o confronto palpável. Olhando de Parker para mim, e de
volta, Brody continuou, — Maggie mencionou que a Sra. Harrington veio e
precisava de ajuda. Eu pensei que você estava com outro cliente. — Brody
fez um gesto em direção à porta. — Se você precisa voltar para o seu outro
cliente, eu ficaria feliz em ajudar a Sra. Harrington.

Parker estreitou seu olhar. — Brody, este é um assunto delicado


entre o Sr. e a Sra. Harrington. Eu acredito que seria melhor se...

— Obrigada, Sr. Phillips. Creio que o meu marido colocou a


confiança dele em você e eu também vou. Agora, corra, Parker. Eu tenho
certeza que você tem o que fazer. Ouvi dizer que você esteve fora do
escritório.
Eu não tenho certeza se o sócio sênior tinha coisas para fazer. Mas
pelo carmesim escoando de suas bochechas para seus ouvidos, ele não
estava feliz sobre isso neste momento. Sem dizer uma palavra, ele saiu da
sala e Brody gentilmente fechou a porta.
Em um tom abafado, ele perguntou: — O que você está fazendo? Em
que posso te ajudar?

— Brody, você pode fazer uma cópia disto para mim?


— Eu suponho que sim.

— Faça isso. Então, você e eu podemos passar por isso com um


pente fino.


CAPÍTULO TRÊS
Presente
EU NÃO SABIA SE EU podia confiar Brody suficiente para
compartilhar minha revelação sobre Parker. Sinceramente, eu não tinha
certeza se eu teria estômago em dizer em voz alta. Memórias de meu
primeiro encontro com Parker Craven, pensamentos de discussões e
jantares, bem como o tempo gasto com sua esposa, jogando tênis,
atendendo funções de caridade, todos combinados trariam de volta a
minha náusea de antes. Eu sabia no fundo do meu estômago que hoje não
tinha sido o nosso primeiro encontro. O cheiro fantasmagórico de sua
colônia infiltrou através de anos de encontros sexuais até que tudo o que eu
queria fazer era enterrá-los em um profundo túmulo sem fundo.
Brody tocou meu joelho, trazendo meus pensamentos para fora dos
poços do inferno e de volta para a suíte de ONE Bal Harbour Resort. — Ei,
nós temos uma cópia do contrato. Nós não precisamos passar pela coisa
toda esta noite. Além disso, esta é uma merda doentia e você teve um dia
difícil. — seus olhos se arregalaram enquanto suas mãos se levantaram em
sinal de rendição. — Eu sinto muito, Vik. Eu não preciso saber o que você
passou, ou o que ele fez, mas apenas estar aqui, sentado ao lado de você...
você está diferente do que você estava esta tarde. Eu sinto que você está se
afastando. Não lhe dê esse poder.

Meu pescoço esticou. — Eu não. É por isso que eu fui para o


escritório de advocacia. Eu não estou dando a ele o poder. Se eu tivesse, eu
estaria em casa agora.

— Em casa com ele? Porque?

— Ele me ligou, depois... — eu pisquei desnecessariamente... — Eu


gritei para ele. Eu quase podia dizer a ele o número de vezes que eu gritei
durante todo o nosso casamento. Honestamente, não houve muitos. É só
que ele me fez uma promessa. Desde o início desta coisa doentia... — fiz um
gesto em direção ao contrato e enfatizei as palavras de Brody. — Ele me fez
uma promessa e hoje ele a quebrou.

— E você está surpresa? Um homem que fez você assinar um


contrato assim... você está surpresa que ele quebrou uma promessa?

Meu queixo caiu no meu peito. — Estúpido, não é?

Calor me envolveu quando braços fortes me puxaram para mais


perto. — Não, Vik. Isso não é estúpido e você não é estúpida. Você foi
enganada para se casar com o diabo. É apenas natural que você fosse tentar
justificar suas ações e segurar qualquer resquício de superioridade moral.

Inalando o aroma fresco e limpo de Brody, eu me permiti derreter


contra seu peito. Suas palavras, tom e as ações eram exatamente o que
qualquer mulher normal gostaria de ouvir. Mas, novamente, eu não era
normal. Como eu poderia ser? Tinham-me dito desde antes desde que eu
pude me lembrar que eu era veneno. Se houvesse mesmo uma pequena
parte de mim que tinha sentimentos por Brody, a melhor coisa que eu
poderia fazer por ele era manter minha distância. Então, novamente, eu
precisava de sua ajuda, pelo menos até que o pesadelo chamado Stewart
Harrington fosse enterrado mais profundo do que as minhas memórias.

— Pare com isso, — Brody ordenou.

Meus olhos se arregalaram. — Parar o que?

— Você ainda está fazendo isso. Você está recuando para onde quer
que vá nessa bela cabeça sua.

Ele estava certo. Era mais seguro lá. Eu poderia controlar o mundo
de lá.

— Vik? Olhe para mim.

Limpando o nevoeiro de promessas quebradas, eu olhei para a água-


marinha tranquila de seu olhar.

— É isso aí. Agora, pare de pensar sobre qualquer um ou qualquer


outra coisa: esteja no aqui e agora, comigo.

Eu balancei minha cabeça. — Eu não posso. Eu preciso ir para


casa. Tenho certeza de que Stewart está dormindo agora, mas se eu não
estiver lá quando ele acordar, ele vai fazer perguntas.
— Quando você falou, o que você disse a ele que você ia fazer?
— Eu disse que eu não estava indo para casa imediatamente. Eu lhe
disse que ia sair com Val.
As sobrancelhas de Brody atingiram o topo com expectativa. — Você
sempre passa a noite em sua irmã?

Eu não poderia parar o sorriso. — Sim, mas não


frequentemente. Stewart não aprovaria.

— Mas... você gritou com ele, certo?


Eu balancei a cabeça.

— Ele sabe que você está puta?


— Sim, eu deixei isso bem claro.

— Por que você não está com Val? — ele perguntou.

— Ela tem um turno hospital esta noite. Lembro-me dela dizendo


que ela está cobrindo para alguns outros médicos, aqueles que estarão
cobrindo para ela enquanto ela estiver em Uganda.

— Uganda? — Brody repetiu.

— Sim, esse é o seu mais recente projeto. Com a ajuda da Harrington


Society, ela tem feito e continuará a trazer o tratamento do câncer até
aldeias remotas. É bastante notável. Ela organizou uma grande rede. Há
voluntários lá o tempo todo, mas como a administradora do subsídio, ela
tem que ser a única a acompanhar e ajudar com o transporte dos
medicamentos necessários.

— Não é perigoso?

— Ela me assegurou que existem áreas mais perigosas no mundo, —


eu respondi, lembrando de como eu tinha feito a Val a mesma pergunta. —
Isso não significa que eu não me preocupo com ela. Eu perguntei por que
ela não poderia oferecer os mesmos serviços aqui nos Estados
Unidos. Ainda há milhões de pessoas aqui que não podem pagar o
tratamento necessário. Especialmente como o diagnóstico de Stewart, fazia
sentido. Por que não começar com Clínicas de Câncer Harrington nos EUA?
— Boa ideia. O que ela disse?
— Ela riu e me disse que ela iria obter uma proposta de subsídio
para mim, logo que ela pudesse.

— Eu adoro a forma como os seus belos olhos brilham quando fala


sobre sua irmã.

— Ela é a única coisa boa saindo disso.


— Não, ela não é, — disse Brody com naturalidade.

Pressionando meus lábios, eu não respondi.

— Quantas pessoas ela tem ajudado através da Harrington Society?

— Centenas, talvez milhares. Mas quem pode dizer que ela não teria
feito isso-

— Você está fazendo isso de novo, Vik. Não se venda tão baixo. Você
fez um pacto com o diabo e conseguiu se dar bem. Porra, linda, você é a
única que merece santidade.

Ele não poderia ter estado mais errado. Santidade não estava no
meu futuro. Bem, a menos que o diabo tivesse um programa de
aprendizagem. Quero dizer, ele começou como um anjo. Eu ri. Talvez o
diabo tenha um programa. Infelizmente para ele, eu tinha sido uma aluna
muito boa.

— Você está fazendo isso de novo. — seu tom era exigente quando
ele proclamou: — Fique comigo.

— Eu não posso.

— Não à noite, embora eu queira isso. Fique aqui nesta suíte, com
vista para o mar. — ele fez um gesto em direção às janelas. — Fique
aqui. Não volte para a escuridão.

Se ele entendesse: isso foi onde eu nasci e onde eu morava. Era


quem eu era. Nada que ele pudesse fazer ou dizer mudaria isso.

— Se Stewart já está dormindo, — Brody começou, — isso me dá


duas horas. Vou olhar o contrato amanhã e mando mensagem para
você. Nós vamos trabalhar em uma outra hora e lugar para discutir o
assunto. Apenas, por favor, me dê duas horas hoje essa noite.
Meus lábios se curvaram em um sorriso de um lado. — Por que, Sr.
Phillips? O que você poderia fazer em duas horas?

Levantando minha mão, Brody se levantou. — Venha comigo,


Victoria, deixa eu te mostrar.

Meu olhar se agitou em direção ao chão. — Eu não...


— Por favor, — ele implorou. — Nada de sexo. Me deixe te
abraçar. Apenas nós dois, à luz.

A torção ansiosa no meu estômago me disse o que eu já sabia: que eu


deveria ir. Eu não deveria permitir que as minhas trevas poluíssem sua
luz. No entanto, antes que eu pudesse argumentar, Brody tinha organizado
uma cama de travesseiros e me puxou para seu peito largo. O bater do seu
coração ecoou em meu vazio. Ele ressoou com uma dor mais dolorosa do
que a vergonha que eu costumava sentir a partir do armazém ou dos
comentários de Stewart.

Essa humilhação não estava mais presente. Tinha estado, mas eu


aprendi a me desligar. Era como esta tarde. Meu corpo, as atividades
instruídas pela voz através dos auscultadores, mas minha mente e meu
coração estavam protegidos. Quando Brody continuou a sussurrar coisas
amorosas, a dor dentro em mim cresceu. Eu não gostava disso? Talvez meu
coração não estivesse protegido; talvez estivesse morto? Então, novamente,
um órgão pode doer se já não existe mais?

Eu levantei meu rosto para ele e corri meus dedos pelo cabelo
macio, curto. À luz natural das janelas abertas, o tom de sua cabeça loira
era difícil distinguir. Levantando o meu queixo, eu beijei seus lábios. A
conexão inocente aprofundou enquanto nossas línguas se uniam.

— Whoa, — protestou ele, se afastando. — Eu estou sendo um


cavalheiro aqui. O que você está fazendo?

Sentando no meu calcanhar, eu alcancei a barra do meu vestido de


verão e o puxei sobre a minha cabeça. Em um gesto dramático, eu o joguei
no chão em uma pilha de seda. Vestindo nada além de minha calcinha, eu
espalmei meus seios pesados, expondo e torcendo meus mamilos tensos. —
Sr. Phillips, — eu comecei sem fôlego, — agora você tem menos de duas
horas para me fazer esquecer tudo. Eu quero que você me foda tanto que
todo o resto do mundo vá embora. Eu quero que meus únicos pensamentos
sejam você dentro de mim. — eu levantei minha sobrancelha quando eu
peguei sua mão e a colocou sobre o meu peito. Quando nossos olhos se
encontraram, eu perguntei, — Você aceita o desafio?

A partir do olhar em suas calças, a tenda crescendo mais a cada


momento, e a expressão sensual emergindo de onde momentos atrás eu
tinha visto compaixão e preocupação, eu sabia que ele tinha aceitado.

— Vik, eu quero que você saiba que eu penso de você como mais do
que uma foda-
Eu coloquei um dedo em seus lábios. — Brody, agora eu quero ser
fodida. Eu quero ser fodida por alguém que eu posso ver e ouvir. Eu quero
ser a pessoa no controle dos meus movimentos e respostas. Eu quero que
você me foda. Me foda como ninguém jamais me fodeu. — meus polegares
encontraram o cós da minha calcinha. — Será que você pode fazer isso por
mim?

Desatando seu cinto, ele sorriu minha direção e disse: — Tudo,


menos uma coisa. Apenas para o registro, eu estou no controle de suas
respostas. — antes que eu pudesse refutar, ele continuou, — Eu não vou te
dizer quem eles são, você vai saber que era eu quem os trouxe. Eu não vou
parar até conseguir o que eu quero. Foda-se o limite maldito de duas horas.
— atacando a minha calcinha, Brody me empurrou de volta contra o
colchão grande e escalou o meu corpo, chovendo beijos de meus seios em
meus lábios. — Esse é o desafio que eu aceito.

Eu poderia fazer isso. Eu poderia espalhar minhas pernas e


desaparecer. Era a minha especialidade, minha técnica de sobrevivência.
— Só mais uma coisa, — disse ele, segurando meu queixo e
movendo os olhos para ele. — Você vai ficar comigo. Eu quero ver você
gozar.

Eu precisava sair para escapar. Esta ligação não era o que eu


queria. — Eu não...
— Vik, bem aqui. — ele calmamente perguntou quando ele apontou
para seus olhos. — Olhe aqui.
Quando eu fiz, sua mão escorregou em meu estômago. O caminho
que ele tinha viajado formigava a partir do calor do toque dele e acendeu
minha pele. Estendi a mão para seus ombros, quando um, então dois dedos
deslizaram para dentro de mim. Dentro e fora. Com meu olhar definido
sobre ele e minhas mãos o segurando apertado, meus quadris se mexeram
ao seu ritmo.

— É isso aí. Fique comigo. Oh, baby, você está ficando tão molhada
para mim...

Levantando as mãos em direção à cabeceira da cama, eu me recusei


a ouvir quando Brody continuou a falar. Eu não tinha ficado molhada para
ninguém, nem mesmo Stewart, em anos. Isso era trabalho do lubrificante. A
maioria dos amigos eram estúpidos demais ou egocêntricos demais para
saber. Muito provavelmente deram a si mesmos elogios por quão
facilmente seus insignificantes paus embrulhados com preservativo
deslizavam para dentro. Mal sabiam eles que o simples pensamento da
presença deles fazia meu corpo virar pó. Às vezes eu imaginava que a
poeira explodindo...

A maneira que seu olhar água-marinha penetrou, eu sabia que isso


era diferente. Eu tinha me limpado bem armazém. Eu estava realmente
excitada.

— Vik, eu vou usar um preservativo.

Reorientando-me pelas suas palavras, eu assenti. Não importava. Eu


não iria ficar grávida. Stewart faz com que as injeções mensais de controle
de natalidade estivessem em uma das cláusulas do contrato. Eu aprendi
recentemente que elas não eram necessários, pelo menos não onde ele
estava preocupado. Em uma das suas consultas médicas, eu fiquei sabendo
acidentalmente que, anos antes de nosso casamento, ele tinha sofrido uma
vasectomia. Aparentemente, não era algo que ele sentiu a necessidade de
compartilhar. Eu presumi que as injeções foram adicionadas para proteção
contra acidentes que podiam ocorrer durante seus pequenos shows.

— Oh! — olhei para a profundidade de seu olhar quando a cabeça do


pau duro de Brody pressionou contra minha entrada. Apesar da umidade,
cada polegada que seu pau entrava empurrava os limites do meu núcleo. A
deliciosa plenitude exigiu minha atenção enquanto eu reajustava meus
quadris, encorajando-o a me enchera até o fim. Mais uma vez, eu alcancei
seus ombros, desejando essa conexão. Minhas mãos pequenas acariciaram
seus músculos que ondulavam, enquanto ele cumpria o meu pedido. O
aroma de almíscar permeou a suíte substituindo seu creme pós-barba
fresco, me puxando em direção a ele. Ele não falou, mas os sons da luxúria e
aprovação encheram meus ouvidos, capturando todos os meus sentidos.

Seus quadris empurraram mais e mais rápido quando eu cai em seu


ritmo. Alcançando a minha bunda e se apoiando nos cotovelos, ele me
puxou para mais perto, até encontrar onde um de nós começava e o outro
terminava estivesse além da compreensão. Nós éramos um. Sons
escaparam dos meus lábios enquanto suas bolas pesadas batiam contra a
minha bunda.

— Isso é tão bom. Eu... — Brody murmurou enquanto seus olhos


estavam vidrados, e ele soltou a minha bunda e encontrou o meu clitóris.

Quando ele acariciou o pacote inchado de nervos, a suíte em torno


de nós desapareceu. Fazia muito tempo desde que eu tinha tido um
orgasmo real, a sensação esmagadora me pegou de surpresa quando fogos
de artifício inflamaram e flashes de luz eletrificou meu corpo a partir de
dentro. Eu não podia deixá-lo ir, com medo de que se eu fizesse, eu ia ser
lavada por ondas de prazer caindo dos meus dedos para os dedos dos pés.

Batendo em mim, Brody encontrou o seu lançamento quando ele


soltou um rugido que ecoou pela suíte. Quando a ondulação final do prazer
desenfreado diminuiu, Brody beijou minha testa e esfregou sua bochecha
contra a minha. — Você é incrível.

Sorrindo, eu movi meus quadris, enviando mensagens para onde


ainda estávamos ligados. — Eu não acredito que este seja eu.
Sua expressão clareou quando as pequenas linhas vieram dos cantos
dos seus olhos. Em um rolar suave, me encontrei em cima dele, seu pau
ainda enterrado profundamente dentro de mim. — Tenho certeza de que
não há mais ninguém aqui. Foi tudo você. — ele levantou meus quadris
levemente e me abaixou. O atrito trouxe vida de volta para onde ele havia
começado a descer. Me mexi para ajustar quando ele esticou o meu núcleo
já satisfeito.
— É isso Vik. Continue. Eu não acredito que meu tempo acabou.

Eu me inclinei para trás, permitindo que ele acariciasse meus


seios. Habilmente, Brody torceu e apertou meus já duros mamilos, seus
amplos dedos trazendo fagulhas de dor e ondas de prazer. Cada sensação
se mudou de meus seios para o meu núcleo, ampliados com cada impulso
de seus quadris. Com a tensão se construindo, eu questionei a minha
capacidade de permanecer na posição vertical. Como se estivesse lendo
minha mente, seus dedos entrelaçaram com os meus, apoiando e me
segurando enquanto rebolava. O incêndio que tinha explodido antes
ressurgiu, queimando um caminho que ameaçava a destruição de minhas
paredes finamente construídas.
A suíte preencheu com clamor quando sons primais escaparam dos
meus lábios abertos e Brody, também rosnou acima do barulho. Nós
continuou a nos mover como um até que nossas palavras e ruídos
atingiram seu pico.

— Porra! Vik, você é tão gostosa!

Suas costas arquearam e seus dedos cavaram em minha carne


enquanto seu pau pulsava dentro de mim. Incapaz de me conter, as paredes
do meu núcleo ordenhava e contraia enquanto suspiros satisfeitos
acalmavam os nossos movimentos e sossegavam na suíte. Como uma
nuvem de paz, o quarto - o inferno, o mundo - caiu em uma calma induzida
pelo clímax.

Incapaz de enfrentar a água-marinha que olhava dentro de mim, eu


caí, quebrada além do reparo, sobre seu peito. Quando eu cambaleei com a
minha realidade, braços fortes envolveram meus ombros. Tinha sido
diferente de qualquer orgasmo que eu poderia me lembrar. Certamente, eu
não era inteira. Eu não poderia ser. Nas profundezas da minha neblina, eu
sabia que eu não era mais do que um milhão de pedaços dissociados
vulneráveis aos ventos da vida.

No entanto, antes que eu pudesse explodir, Brody novamente beijou


minha testa e escovou minha bochecha com a sua. Ele me puxou para o seu
caloroso abraço e me segurou enquanto eu derretia em seu lado. Sem
hesitar, eu coloquei minha cabeça em seu ombro e derivei para dormir.

— Vik, — a voz assustada de Brody me puxou das profundezas do


sono.

Oh merda! Apesar das cortinas abertas, a escuridão enchia a suíte. —


Porra! Que horas são?

— É mais de meia-noite.
Minha cabeça girava quando joguei as cobertas, corri da cama e
procurei as minhas roupas. — Eu preciso ir.
— Onde está seu carro?

O meu carro? — Porra! Ele está no hospital.

Brody pegou minha mão, suas palavras lentas em comparação com o


caos em minha mente com sono. — Está tudo bem. Se ele questionar você,
diga a ele que você estava no hospital com Val. — Brody pegou suas calças
e continuou, — Vocês duas estavam discutindo as novas clínicas de câncer
quando ela foi chamada para ajudar com uma emergência. Você caiu no
sono esperando por ela voltar.

Meus olhos se arregalaram enquanto eu ajeitava meu vestido. —


Isso é bom. Eu só preciso avisar a Val.

— Será que ela vai aceitar?

Eu dei de ombros. — Ela é minha irmã. Nós cuidamos uma da outra.

— Me deixe te levar para o hospital.

Balançando a cabeça, peguei minha bolsa e tirei meu telefone: duas


chamadas não atendidas de Travis. Se não fosse Stewart, era o seu
informante: seus olhos e ouvidos. Oh bem. Teria que lidar com ele de
manhã. Não havia nada que eu pudesse fazer agora.

Enquanto caminhávamos na direção do carro de Brody, eu


perguntei, — Como é que você pensou nesse álibi tão rápido?
— Ora, Sra. Harrington, eu sou seu advogado. É o meu trabalho.


CAPÍTULO QUATRO
Dez anos antes
— Srta. Conway?

Travis, o homem que tinha vindo me pegar, havia se mexido sem que
eu percebesse, caminhando em direção a um elevador. Apressadamente, eu
avancei para alcançá-lo, chegando até ele apenas como as portas se
2
abriram. O painel de controle tinha apenas um botão: PH , que eu assumi
que significava cobertura. Um milhão de perguntas giravam em minha
mente, mas a partir de minha experiência limitada, eu não acreditava que
este motorista seria aquele com as respostas.

Desde que eu tinha concordado em comparecer a esta reunião que


os meus pais tinham arranjado, eu não tinha recebido mais
informação. Tudo o que eu tinha recebido era o tipo de roupa para vestir
com uma nota a dizer que a minha presença era imperativa para todos os
nossos futuros.

Na tentativa de esconder meu mal-estar, eu fiz o meu melhor para


parecer calma e ficar parada no pequeno espaço, desconfortável, enquanto
o elevador subia em direção ao nosso destino. Quando as portas se abriram,
era a vista mais deslumbrante e primorosamente decorada de uma sala de
estar diante de mim. As janelas altas iluminavam o lugar, dominando os
móveis de cor clara com o azul intenso do céu e do mar.

— Obrigada, Travis, vou levar a senhorita Conway a partir daqui.

Eu me virei para a voz da mulher. Com a idade de minha mãe, cabelo


loiro e olhos azuis suaves, ela não me passava a mesma sensação
desconfortável que eu sentia com Travis. Antes que eu pudesse falar, ela
pegou minha mão. — Bem-vinda, senhorita Conway. Prazer em conhecê-
la. Meu nome é Lisa. Se eu puder ser de alguma ajuda, por favor não hesite
em perguntar.

— Eu sinto muito, Lisa, onde estou? A quem eu devo me encontrar?

Ela arregalou os olhos. — Senhorita Conway, você está aqui para ver
o Sr. Harrington. Estamos em sua cobertura em Miami. Certamente você
reconhece a cidade através das janelas.
Meu batimento cardíaco se aproximou de uma cadência normal com
sua honestidade e eu olhei de novo para as janelas. — Sim, eu reconheço a
cidade. Eu só não sabia onde na cidade eu tinha sido levada.

Sua expressão se suavizou quando ela perguntou: — Você gostaria


de se refrescar antes de ver o Sr. Harrington? Se não, ele está pronto para
vê-la.

Abaixando a minha voz, eu perguntei, — Lisa, quem é o Sr.


Harrington, e por que ele quer me ver?

Preocupação marcou sua expressão. — Senhorita Conway, eu não


sei por que você não foi informada. Talvez seja melhor que o Sr. Harrington
explique. — ela apertou minha mão. — Depois de falar com ele, eu vou com
prazer ajudar a esclarecer tudo o que puder para você.

Incerteza e apreensão torceu o meu estômago vazio. De repente eu


estava feliz que eu não tinha comido. Engolindo o nó aumentando em
minha garganta, eu arrumei meus ombros e respondi: — Eu acredito que
eu estou pronta para ver o Sr. Harrington.
— Você está linda, querida. Me deixe te mostrar o escritório dele.

Segui Lisa através da grande sala de visitas branca. Plantas e acentos


verdes luxuriantes de tom de azul complementavam o piso de cerâmica e
móveis de couro branco. Com a cor do oceano do lado de fora das janelas,
tudo fluía muito bem junto. O azulejo mudou de forma quando nos
aproximamos de um longo corredor. Eu não poderia evitar me perguntar o
quão grande a cobertura era; no entanto, antes que eu pudesse dar a isso
muita atenção, Lisa fez uma pausa. Me olhando no olho, ela sussurrou, —
Harrington Spas e Suites, International. Talvez você não saiba ainda, mas eu
acredito que seria benéfico para você saber com quem você está lidando.

Antes que eu pudesse responder, ela se virou e bateu na


porta. Minha mente era um borrão. É claro que eu tinha ouvido falar da
Harrington Spas e Suites: era uma das redes de hotéis mais exclusivos do
país, provavelmente do mundo, uma vez que Lisa tinha dito internacional. A
principal razão pela qual eu sabia sobre ele era que o meu padrasto Randall
era médico e tinha um contrato de exclusividade com a empresa Miami
Harrington Locação. De acordo com a minha mãe, ele foi procurado pela
empresa. O fato de que Randall tinha estado envolvido em garantir a
parceria foi uma realização que minha mãe sentiu a necessidade de exibir
em um de nossos raros jantares.

Me lembrei também de ouvir algo sobre Harrington Suítes em uma


das minhas aulas. A escola que eu participei se orgulhava de suas aulas da
faculdade preparatória. Uma introdução ao negócio era essencial para os
filhos da elite. Em uma dessas classes eu recordo uma discussão sobre as
transições nos negócios e as repercussões quando uma empresa familiar foi
passada de um membro para o próximo. Como recordei, o pai do Sr.
Harrington começou a Harrington Suítes há muito tempo, mas quando ele
faleceu, seu filho - o homem por trás da porta - herdou as ações de controle
da empresa. Ele criou um alvoroço por querer modernizar a cadeia
hoteleira já bem sucedida. Havia mais do que um pouco de receio por parte
do conselho de administração. No entanto, o mais jovem Sr. Harrington
inovou e incluiu spas em todas as instalações. Do que eu tinha lido, eles
eram notáveis spas top de linha.

Quando eu ouvi a saudação de entre de trás da porta, eu tentei


lembrar as notícias que eu tinha visto e a biografia que eu tinha sido
obrigada a ler. Engraçado, no momento não parece importante. Agora eu
daria qualquer coisa para ter retido mais. Eu me lembrava de ter lido que o
jovem Sr. Harrington cresceu com o mundo na ponta dos dedos e tinha a
reputação de viver a vida em sua plenitude. Eu também pensei que eu me
lembrei que sua esposa faleceu em uma idade relativamente jovem. No
entanto, pelos padrões de hoje, eles tinham estado casados por um tempo.

Quando a porta abriu, eu fiquei pasma. Esse é o Sr. Harrington? Eu


esperava que ele fosse mais velho. Não que ele era jovem, como eu, mas eu
estava esperando alguém mais velho. Parecia que ele tinha, talvez,
quarenta, ou mais alguns anos. Ele definitivamente parecia mais jovem do
que os meus pais e minha mãe passou um monte de dinheiro e tempo com
seu cirurgião plástico para parecer tão jovem quanto ela
podia. Imediatamente, seu olhar foi para mim e um sorriso veio aos seus
lábios. — Senhorita Conway, Victoria ... — ele estendeu a mão quando ele
veio ao redor da mesa... Eu estou tão feliz que fomos capazes de fazer este
trabalho.
Eu olhei em seu traje casual - jeans e camiseta branca - e de repente
senti muita exagerada na minha roupa. Embora os saltos me dessem altura,
com cada passo que ele dava em direção a mim, eu me sentia cada vez
menor. Próximo a ele, minha estrutura com mais quinze centímetros com o
salto foi ofuscado. Ele tinha todos os sinais de um homem que vivia em
Miami, a pele bronzeada e cabelos loiros.

No entanto, tudo que eu poderia querer saber era porque na terra


este empresário bem conhecido queria me ver?

Lentamente, eu aceitei a sua mão e olhei para baixo. Em vez de


balançar a minha mão como eu esperava, seu aperto demorou. O calor de
seu toque estava em forte contraste com o ar refrigerado dentro do
escritório na cobertura. Quando eu levantei meu olhar, seus profundos
olhos azuis me devoravam, enquanto seu sorriso se alargava. Minhas
entranhas torceram novamente quando os cabelos finos na parte de trás do
meu pescoço se levantaram em posição de sentido. Imperturbável pela
minha trepidação óbvia, ele se inclinou para trás e me examinou de cima a
baixo.

Meu desconforto crescia a cada segundo que passava Com a minha


mão ainda na sua, eu me virei por ajuda, procurando Lisa. Talvez ela me
mostrasse algum sinal de apoio ou confiança. No entanto, quando me virei,
tudo o que eu vi foi a porta fechada, me deixando completamente sozinha
com esse homem que eu não conhecia. Convocando qualquer força que eu
poderia encontrar, eu trabalhei para falar sem desmaiar. —
Senhor. Harrington, eu receio que eu não sei por que estou aqui.

Sua boca se contorceu quando ele levantou uma sobrancelha. —


Senhorita Conway, é habitual para você frequentar lugares desconhecidos
por razões desconhecidas?

Ele se divertiu com meu desconforto?


Libertando minha mão, agarrei minha bolsa e meus ombros. — Não,
Sr. Harrington, não é. Por uma questão de fato, eu estou um pouco
desconfortável. Por favor, me diga do que se trata ou eu vou sair.

— Eu acredito que você deve ouvir. — ele fez um gesto em direção a


mim. — Quero dizer, olhe o quão bonita você está. Você está toda
arrumada.
O sangue correu para meu rosto.
Ele deu um passo para trás e casualmente se encostou em sua
mesa. — Vamos começar com você me chamando de Stewart. Formalidades
parecem desnecessárias.

Inconscientemente, eu fechei os olhos e chupei meu lábio


inferior. Meu corpo tremia de mal-estar enquanto eu tentava entender o
que estava acontecendo. Antes que eu pudesse falar, Stewart segurou meu
queixo e eu ergui os olhos para os dele.

Seu toque me fez ainda mais desconfortável. Eu dei um passo para


trás e respondi: — Stewart, eu não sei-

Sua voz mudou. — Victoria, seus pais e eu temos discutido um


acordo para resolver uma situação que parece que eles se meteram. Eu
acho interessante eles aparentemente não terem te contado qual era a sua
posição necessária neste problema.

Eu fiz o meu melhor para permanecer estoica, acreditando


equivocadamente que eu não podia mais ser surpreendida pelas ações de
meus pais.

Ele continuou: — Eles têm arranjado para que você resolva e liquide
a dívida deles.

Liquidar a dívida deles? — Eu não sei o que dizer... Eu não tenho


dinheiro...

Minhas palavras sumiram quando ele, mais uma vez pegou a minha
mão e me levou para um sofá: um que eu não tinha notado até aquele
momento. Uma vez que estávamos sentados, ele disse: — Victoria, iremos
nos casar.

— O quê?! — eu puxei minha mão. — Eu não vou casar com


ninguém. Eu ainda nem me formei no colegial. — Stewart era quase tão
velho quanto meus pais. Não havia nenhuma maneira no inferno que eu iria
me casar com ele ou fazer qualquer outra coisa com ele.

Sorrindo, ele continuou, — Eu percebo que não é exatamente uma


proposta romântica. Vou ser sincero: eu não estou querendo romance. Você
pode ou não saber que sua família é um pouco disfuncional.
Disfuncional? Ele não tinha ideia do caralho.
Embora os meus nervos fossem esticados ao ponto de desgaste, eu
tentei acalmar a histeria em minha mente, enquanto eu compreendia a
ideia de que eu nunca poderia ter previsto isso ou que, mais uma vez, eu
subestimei a capacidade dos meus pais de arruinarem a minha
vida. Lutando por uma resposta, eu dei a Stewart Harrington minha total
atenção e voz mais calma. Era um truque que eu tinha aprendido quando
criança, uma maneira de parecer calma para os outros quando, na
realidade, todo o inferno estava se soltando no interior.

— Stewart, eu tenho dezoito anos. Eu não tenho que fazer qualquer


coisa que meus pais dizem. Eu faço minhas próprias decisões.

— Sim, você faz. Você não será obrigada a aceitar este acordo, mas
antes de decidir, eu recomendo que você ouça toda a história.

Tudo bem, eu vou ouvi-lo. Anos de ensino particular e escola de


etiqueta me ensinaram boas maneiras. Eu vou ouvir tudo, e, em seguida,
educadamente dizer para ele ir se foder.

— Seu padrasto tem uma afinidade para jogo. Ele fez algumas
escolhas ruins.
Sim, como pensar que eu estaria disposta a me vender para salvar a
bunda dele. O cenário era obsceno demais para compreender. — Eu
realmente não me importo com o que Randall-

— Victoria, não interrompa até que os fatos estejam expostos.

Respirando fundo, eu assenti.


— Como eu estava dizendo, Randall gosta de apostar em cavalos e
cães e bem, em qualquer lugar que ele pode fazer uma aposta, ele faz. Sua
mãe tem um segredo, também. Ela adora uma bebida alcoólica, mas sua
nova droga de escolha pode ser tão igualmente destrutiva. É compras. Ela é
conhecida por gastar cem mil em uma tarde. Os dois abastecem um ao
outro. Ela precisa dos ganhos dele para sustentar seu vício. Isso tudo
funciona bem, desde que Randall ganha. Quando sua aposta terminou em
primeiro lugar, ele pensou que poderia jogar do jeito dele. Isso é o que
acontece com o vício. Cada próxima aposta tem o potencial de salvar tanto
quanto sua reputação. No entanto, como você pode imaginar, uma vez que
estamos sentados aqui, isso não tem funcionado. Cada aposta o cavou mais
profundo e mais profundo em dívida-
— Randall é um médico. Ele recebe um bom dinheiro.

O olhar de Stewart escureceu em minha interrupção.

Eu não me importava se ele aprovava a minha fala ou não. Esta era a


minha vida e meu futuro que estávamos discutindo casualmente como um
filme ou livro. Eu precisava de esclarecimento. — Eu ainda não entendo...

— Talvez você deva tentar ouvir? — disse ele, um pouco


condescendente.

Pressionando meus lábios, eu o olhava, levantando minhas


sobrancelhas para ele continuar.

— Como eu estava dizendo, a dívida da Randall cresceu. Ele tentou


fazer um acordo com o cavalheiro que lhe emprestou o dinheiro. Estes
tipos de senhores não estão interessados em descontos e eles não têm a
amabilidade de dívidas não pagas.

— Randall veio me pedir ajuda. Tenho dinheiro que posso


emprestar. A coisa é... — ele fez uma pausa. — Eu não preciso
disso. Portanto, eu decidi que em troca do dinheiro, eu queria algo mais... —
ele estendeu a mão para o meu joelho. — Algo menos convencional em
troca. Você vê, uma vez que minha esposa morreu, eu me encontrei na
necessidade de companheirismo. Eu tenho uma reputação e não há nada
como uma coisa nova sexy bonita como você enviar o mundo de idiotas
arrogantes em um frenesi. Eu quero que eles comentem e observem; no
entanto, eu não quero alimentar os paparazzi. Uma jovem esposa é melhor
do que a sequência de encontros ou lidar com as mulheres contratadas
para preencher os papéis que desejo.

Será que ele comparou os dois? Uma esposa ou uma prostituta? Minha
voz aumenta o tom. — Eu não sou uma prostituta. Eu não posso ser
comprada.

— Você não é uma prostituta e eu não quero insinuar que você é. No


entanto, qualquer um pode ser comprado. Você vem de uma família
socialmente aceitável e apesar de jovem, você pode ser ensinada a lidar
com esses idiotas arrogantes. E, porque você é jovem, você pode ser
treinada a cumprir minhas necessidades.
Não consegui ficar sentada, eu estava de pé e andando pelo
escritório grande. — Isso é ridículo. Eu não estou para a venda e eu não sou
um cachorro. Eu não vou ser treinada.

— Victoria, eu te asseguro, você não é um cão. Bestialidade não é a


minha coisa. Como eu disse, você não é uma prostituta, mas uma vez que
você concordar com este casamento, você será minha prostituta.
— Eu não entendo. Eu não estou vendendo a mim mesma para
salvar Randall ou Marilyn. Eles não levantam um dedo para mim. Por que
eu faria isso por eles?

— Você não quer saber por que eles não estavam dispostos a pagar
por sua educação continuada?

— Não, — eu respondi de forma inequívoca. — Eu sei por quê.

Stewart levantou a sobrancelha em questão.

— Eles me odeiam e tudo sobre mim. Isso é bom, eu não preciso


deles. Eu tenho um emprego arranjado.

— Em uma pequena companhia de seguros, como recepcionista,


ganhando um pouco mais de um salário mínimo.

Minha boca se abriu. Eu não tinha compartilhado meu trabalho com


ninguém - ninguém, exceto Val. — Como você sabe sobre isso? Como é que
você sabe tanto sobre a minha família?

— Vic-to-ria, — disse ele, em pé e acentuando as três sílabas. — Eu


não estaria te oferecendo esta oportunidade se eu não tivesse
exaustivamente estudado você. Eu sei tudo que há para saber sobre
você. Eu não posso ter uma esposa com esqueletos em seu armário.

— Eu não vou me casar com você.

Chegando mais perto, suas palavras desaceleraram. — Porque um


escritório e salário mínimo é melhor do que viver entre esta cobertura e
minha propriedade perto dos limites da cidade? Ou é porque você não quer
ajudar a sua irmã?
O que ele sabia sobre a minha irmã? Val significa tudo para mim. Eu
faria qualquer coisa para minha irmã mais nova. Afinal, não era como se os
nossos pais se importassem. Nós éramos tudo uma para a outra. Mantendo
meus olhos longe de expressão presunçosa de Stewart, eu perguntei, — O
que você sabe sobre a minha irmã? — antes que ele pudesse responder, eu
andei em direção às janelas; o mar estava agitado com ondas brancas
brilhando em direção ao horizonte.

A voz de Stewart veio atrás de mim, seu tom firme em seu


conhecimento. — Eu sei tudo sobre vocês duas. Eu sei tudo sobre o seu
nada bonzinho padrasto, sua mãe e seus meninos mimados. Eu até mesmo
sei sobre seu pai biológico.

Lágrimas encheram meus olhos de forma inesperada. Apesar do


meu melhor julgamento, me virei em direção a esse homem que tinha
muitas respostas do que eu imaginava. — Eu não tenho notícias dele,
nunca. Minha mãe disse que ele não entrou em contato com ela desde que
Val era pequena. O que você sabe sobre ele?

Agarrando meus ombros, suas mãos grandes inflamaram minha pele


quando o seu conhecimento e poder fluíram através de seu toque. Por
apenas uma fração de segundo, a preocupação apareceu nas profundezas
de seus olhos azuis. — Eu sei que ele não precisa ser sua preocupação. —
mantendo seu aperto, ele continuou: — Agora, a suas outras perguntas. Eu
sei que Valerie não será capaz de ficar na escola para seu último ano do
ensino médio nem a sua educação pós-ensino médio vai ser pago. Eu sei
que você tem todos os motivos para odiar seus pais e talvez você até deva,
mas você não odeia seus meninos, seus meio-irmãos. Eu sei que você não
quer que eles percam a sua casa e muito provavelmente seus pais.

— O que você quer dizer?

— Esses homens a quem Randall deve dinheiro - eles não vão aceitar
menos do que o pagamento integral. Se eles não receberem em breve, a
vida de Randall vai acalmá-los por um tempo curto. Isso vai parecer como
um acidente, mas isso vai acontecer. Como você acha que sua mãe vai lidar
com isso? Você realmente quer ser responsável pela vida dele?
Será que eu quero? Não seria a primeira vida que eu tinha sido
acusada de tomar, mas a de Randall? Será que eu me importo? Será que eu
me importo se minha mãe beba até o esquecimento? Eu não sabia. Então,
novamente, o que aconteceria com Marcus e Lyle? E sobre Val? O que
aconteceria com eles?

— Stewart, eu não te conheço... — minhas palavras sumiram quando


me virei de volta para a janela. Randall e minha mãe poderiam mergulhar
no oceano, tanto quanto eu estava preocupada, mas os meninos? Eles ainda
somos tão jovens... e Val? Tinha mais de um ano antes de seu futuro poder
começar. Era demais - demais para compreender.

Lutando contra a sobrecarga emocional, fechei os olhos e tentei


entender o que tinha acontecido. Quando eu fiz, o calor de Stewart me
alertou que ele estava diretamente atrás de mim. Com os meus nervos
disparados, eu me assustei quando suas mãos escovaram meus braços.
— Victoria... — a voz de Stewart ressoou mais profunda, mais
ofegante. — Você é linda. Eu tive tempo para considerar este acordo. Eu
tenho que admitir, enquanto eu observava você nas últimas semanas, a
minha expectativa em conhecer você aumentou. Você é verdadeiramente
espantosa: tão forte, apesar da falta de apoio que te foi oferecida. — suas
mãos continuaram a escovar meus braços em uma carícia fantasmagórica.
— Mas eu não te conheço. Eu não te amo.

Sua voz ecoou perto da minha orelha, cada palavra mais perto que a
última. — Você vai me conhecer.

Eu comecei a virar em direção a ele, parar os sentimentos


desconfortáveis que sua proximidade tinha estimulando, quando ele me
parou, sua voz de tenor não deixando espaço para concessões. — Não se
vire.

Estremeci involuntariamente em seu comando.

— Ponha as mãos na janela. Me deixe ver esses belos pequenos


dedos.

Eu nunca tinha ouvido um homem falar com tanta autoridade


inquestionável. Obediente, eu espalmei os dedos no vidro, grata que eu
tinha deixado minha bolsa no sofá. Me prendendo dentro de seus braços,
suas mãos vieram a descansar ao lado da minha. O contraste em tamanho
era tão surpreendente quanto sua voz profunda quando ele exalou ofegante
no meu pescoço.
— Tenho certeza que você está preocupada com a nossa diferença
de idade. Me deixe tranquilizá-la, eu tenho cuidado bem de mim. Essa é a
coisa: a maioria das mulheres da minha idade não têm. Como eu disse
antes, tenho preferências, coisas que eu gosto e que não gosto.

Uma mão desapareceu de vista e logo roçou o lado do meu seio


direito. Sugando um suspiro, eu fechei os olhos. Por que eu estava
permitindo isso? Eu deveria gritar ou correr.

Sua cabeça caiu para o meu ombro quando um arrepio passou por
mim e uma nova sensação agitou dentro de mim. — Victoria, eu gosto dessa
força que eu mencionei. Eu gosto que mesmo você não me conhecendo,
você foi honesta comigo sobre sua família. Eu gostaria que você não fugisse
destas negociações e considerasse este acordo. Eu gosto que a partir dessa
visão eu possa ver o arredondado de seus mamilos duros sob esse vestido
preto. Eu gosto que você não se virou quando eu lhe disse que não e eu
gostaria de saber se você está excitada.

— Eu não estou, — eu menti, quando os sentimentos incomuns


fizeram o meu núcleo apertar. Não fazia sentido. Eu não conhecia este
homem, não queria este homem, mas suas meras palavras estavam fazendo
algo para mim.

A mão que tinha escovado meu peito se voltou e deslizou para baixo,
na frente do meu vestido. Quando eu engasguei e comecei a me mover, sua
voz profunda parou o meu movimento. — Eu disse para manter as mãos na
janela. Eu não dei permissão para se mover. Ou dei?

Quando eu não respondi, seus dedos encontraram meu mamilo e


rolaram o cerne duro em uma torção dolorosa. — Victoria, fiz uma
pergunta. Responda, ou eu vou ter de chamar sua atenção de outra
maneira.

Levou toda a minha concentração para formar as palavras e não


pensar sobre o que suas mãos estavam fazendo. Eu não sabia se eu gostava
ou odiava. Minha mente e meu corpo estavam em guerra e eu fui apanhada
no meio. Enquanto seus dedos procuravam o outro mamilo, lembrei como
falar. — Não. Você não me deu permissão.
— Boa garota. Agora, não mova suas mãos e me diga a verdade. Isto
está mexendo com você, não é?

— E-eu não sei... Eu estou com medo.

Seus lábios roçaram meu pescoço. Em vez de lutar, eu inclinei minha


cabeça contra seu peito para lhe dar melhor acesso.
Suspirando, ele gemeu. — Droga, garota, você é mais sexy de perto
do que eu imaginava. Você sabe o quão quente está resposta foi? — seus
dedos que tinha acabado dolorosamente de torcer minha protuberância
dura acariciou meu peito. De repente, seu toque era quente e elétrico. —
Você pode estar com medo, mas não é de mim: é do que você está
sentindo. Seus mamilos estão me dizendo que você está sentindo a mesma
coisa que eu. Eles estão dizendo que você gosta disto. — com as duas mãos
sobre meus seios, ele baixou a parte superior do meu vestido, me expondo
totalmente à janela. Felizmente, estávamos andares acima da cidade. —
Você sabe de que outra forma eu sei que você está excitada?

Formar palavras tinha se tornado cada vez mais difícil. Portanto, eu


balancei minha cabeça.

— Eu sinto o cheiro e querida, você cheira fantástico. Eu aposto que


você tem um sabor fantástico. — acariciando meu pescoço exposto e
ombro, ele continuou: — Alguma vez você já deixou um garoto ir aí
embaixo em você?

— N-não, eu nunca...

— Há muitas coisas que eu posso te mostrar, tanta coisa


boa. Querida, só você e eu podemos fazer este acordo acontecer, eu
prometo a você coisas boas como você nunca imaginou.

— Isso-isso não está certo.

— A sensação é errada?

Eu queria dizer que sim, me senti mal, mas isso não aconteceu. —
Meus pais não podem fazer isso comigo. Não é justo.
Continuando o seu tormento em meus seios, Stewart continuou: —
Eles não são os primeiros. Pense nisso como um casamento arranjado do
velho mundo. Você acha que aqueles senhores e senhoras não pensaram
em suas filhas como uma mercadoria, como um meio para um fim? Suas
filhas não eram nada mais do que uma maneira de se infiltrar em uma
família melhor, um modo de vida melhor. Assim como uma jovem virgem
casada com um rei, se considere um pagamento para salvar a posição de
sua família. Se você concorda com isso, eles podem continuar fingindo ser
da alta sociedade esnobe.
— M-mas eu não me importo com eles-

— Não? E a sua irmã? Você quer a Val tenha a educação que ela
merece? Você gostaria de ter tanto dinheiro e influência que você poderia
mandar a sua mãe ir se foder?

Eu nunca tinha sonhado isso, nunca sequer considerado. Era essa a


oportunidade me olhando na cara? Será que eu quero isso? Calma aí! Não, eu
não estava me vendendo por eles - mas Val?

Meu debate interno chegou ao fim imediato quando outra mão


torceu dolorosa do meu mamilo. — Ai.

— Eu perguntei se você queria ajudar a sua irmã e mandar sua mãe


ir se foder ao mesmo tempo.

— Eu quero ajudar Val. — uma vez que eu falei, a torção se


transformou em uma carícia agradável. — Eu não sei sobre o meu... Oh! —
os quadris do Stewart inclinaram para frente, parando os pensamentos da
minha família. Ele me puxou contra seu peito e introduziu a minha parte
inferior das costas para o que eu tinha certeza que era uma enorme ereção.
— Victoria, eu só posso imaginar o quão apertada e molhada você
está agora. Eu sei que meu pau vai esticar essa buceta apertada da maneira
mais incrível.

Eu nunca ouvi ninguém falar dessa maneira. Por mais que eu queria
que isso me desse nojo, isso não aconteceu. Poderosamente, ele puxou
minha bunda contra ele.

— Você está preocupada com a minha idade. Eu gosto da sua


idade. Eu gosto que você não seja virgem, mas que você tem muito mais
para aprender. Eu garanto que não sou como aquele garoto de Kinsley: eu
sou um homem real que sabe o que está fazendo. Vou fazer coisas para você
que você nunca imaginou.
— C-como você sabe o que eu imaginava? E como é que você sabe
sobre Wesley? — ele era de Kinsley e o único garoto que eu já estive. A
nossa primeira vez foi desajeitado demais. Nenhum de nós sabia o que
fazer ou como fazer. A próxima vez não doeu tanto, mas estar com ele
nunca tinha sido tão erótico como aqui de pé contra uma janela com as
minhas mãos sendo a única coisa que eu podia ver, além da vista
deslumbrante do oceano azul.

— Eu já te disse, eu tenho observado você e estive fazendo minha


pesquisa, — com um braço acima dos meus seios expostos e os outros em
volta da minha cintura, ele puxou minha bunda mais apertado contra sua
ereção e balançou seus quadris. — E como eu disse, eu estou feliz que você
não é virgem. Eu não quero essa responsabilidade. Dito isso, além do fato
de que você teve o pau de um cara dentro de você, eu prometo, quando se
trata do que eu planejei, você nunca viu nada como isso.

Suas palavras e quadris criaram um delicioso ritmo balançando


contra seu peito sólido, bem como outras partes dele. Sem pensar, meu
corpo se movia em sincronia.

— Por favor... — eu precisava que isso parasse. A tensão dolorosa


dentro de mim fez minhas entranhas doerem. — Por favor, Stewart.

Seu braço apertou em volta da minha cintura. — Sim, Victoria, por


favor, o quê? O que você quer que eu faça? Você quer que eu acaricie seu
seio deliciosamente e que eu novamente belisque seu mamilo duro ou você
quer mais do que isso?

— Eu quero...

— Se eu levantar este vestido, eu posso expor suas coxas lisas. Você


está molhada para mim, não é?

— S-Stewart, você está certo, eu não sou virgem, mas eu nunca me


senti assim. Eu não sei o que fazer.
Sua mão baixou para a barra do meu vestido e começou a
levantar. — Me deixe ver como você está molhada.
Era uma pergunta? Ele estava me perguntando ou me dizendo o que
ele ia fazer? Eu não conseguia pensar direito. Acariciando a minha coxa, eu
sabia que ele iria encontrar o que queria. Eu já estava molhada e quente.

Sua voz era baixa enquanto seus dedos deslizaram sobre minhas
coxas, tão perto, ainda não tocar, onde meu corpo o queria. Eu queria isso?
— Victoria, você é uma garota malvada. Se eu colocar meus dedos
dentro de você, você iria transar com eles se eu te dissesse pra fazer isso?
— O-o que você está fazendo comigo? Eu não quero isso. — jogando
a precaução para o vento, reuni o pouco de força que eu tinha, empurrando
para fora da janela e girando em seu peito. — Pare. Você é um pervertido e
eu te disse que eu não sou uma prostituta.

Seus olhos azuis eram da cor da água, profundos e escuros. Com um


sorriso, ele levantou o dedo aos lábios e chupou. Depois de fazer um show,
ele sorriu. — Uma vez que você for minha esposa, eu posso fazer isso
sempre que eu quiser. Permitir que o seu marido a foda com os dedos, você
não está sendo uma prostituta. Como eu disse, você será minha prostituta.
Ajeitando meu vestido, eu me mexi em torno dele. O som de sua
risada encheu o escritório de forma tranquila quando eu fiz meu caminho
para uma cadeira e sentei. — Eu sinto muito que Randall fez más decisões,
mas isso não é minha preocupação. Eu tenho um trabalho. Vou apoiar
Val. Nós vamos superar isso.

Stewart caminhou até sua mesa, sua ereção visivelmente dura em


seus jeans enquanto se sentava. Levantando duas pastas de papel, ele
deslizou ambas em minha direção. — Victoria Conway, esta oferta não foi
tomada de ânimo leve. Eu pensei e considerei muito. Eu mesmo tive a
minha equipe legal trabalhando nas legalidades necessárias. Nesta pasta...
— ele tocou a primeira a minha esquerda. — É um acordo para fazer o que
nós discutimos. Isso inclui uma declaração de não divulgação sobre o que
aconteceu hoje, bem como um acordo nos casarmos na próxima quinta-
feira. Junto com isso está um contrato que eu assino. Um que vai garantir o
pagamento de fundos necessários para pagar a dívida atual do seu
padrasto, bem como dar acesso a quaisquer verbas necessárias para
financiar a educação de sua irmã na faculdade e qualquer estudo de
graduação e pós-graduação que ela escolher. Eu acredito que ela está
interessada em medicina. — ele levantou as sobrancelhas. — A faculdade
de medicina pode ser cara.
Engoli em seco. Como é que ele sabe tanto? Isso era muito a
oferecer. Eu poderia realmente fazer seus sonhos se tornarem realidade?

Stewart continuou: — E nessa pasta... — ele tocou a da minha


direita. — É um acordo de confidencialidade para o que aconteceu hoje e
um cheque para você no valor de cinquenta mil dólares. Eu quero você. Eu
quero que você seja minha esposa; no entanto, se você optar por ir embora
hoje, eu não quero que você esteja em dívida com os gostos de Randall e
Marilyn. Você merece coisa melhor do que isso. Este dinheiro irá te ajudar
na pós-graduação ou você pode usar para ajudar a sua irmã, sua mãe, quem
você quiser. A escolha é sua.
— Cinquenta mil? Tudo o que tenho que fazer é assinar e eu tenho
cinquenta mil dólares? A única condição é que eu não posso dizer a
ninguém o que aconteceu aqui hoje?

Ele se inclinou para trás e acenou com a cabeça. — Querida, o


problema das compras secretas da sua mãe não seria nada para você se
você assinasse esse outro contrato. Dentro da razão, seu acesso à minha
fortuna não será restrito. Você não só vai viver no melhor dos melhores,
férias em spas mais exclusivos e Suítes, mas você vai ter o que você deseja.
Cinquenta mil não seriam nem mesmo um limite em um de seus cartões de
crédito.

— Mas por que eu? E o que eu vou ter que fazer por tudo isso? —
minha voz estava ganhando confiança com cada pergunta.

— Por que você? Randall. Mas isso foi só o começo. Eu observei


você; eu vi o quão incrível você é. Eu esperei você se tornar maior de
idade. Então, hoje, eu vi que você é tudo que eu imaginava e muito mais: tão
sexual e tão gostosa. Eu poderia ter tanta diversão com você. Isso seria o
que você precisa fazer: me deixar fazer o que eu quero com esse corpo sexy

Arrepios passaram por mim. — O que isso significa? Você vai me


machucar?
Ele se inclinou para frente. — Quando eu torci seus mamilos, doeu?
Olhei para baixo e de volta para seus olhos. Eu me recusei a deixar
que ele me intimidasse com o tema do meu próprio corpo. — Sim, doeu.

— Você gostou?

O sangue correu em direção às minhas bochechas. — Doeu, mas


depois você fez sentir melhor.
— E?

— Eu acho que eu gostei.

— Como Sra. Harrington, o seu prazer, bem como a sua dor, irão
trabalhar em conjunto para o meu prazer. Você vai ser minha esposa e
minha puta. Sra. Madison será responsável por você ficar pronta para o
papel de minha esposa. Ela vai te ensinar como agir, reagir e como lidar
com algumas das questões que irão surgir. Eu vou assumir a
responsabilidade de te ensinar sobre o seu papel sexual.

Meu papel sexual? Que diabos? Uma coisa de cada vez. —


Sra. Madison? — perguntei.

— Você a conheceu quando você chegou.

— Lisa? — perguntei.

— Bem, sim, Lisa. Interessante que ela lhe deu seu primeiro nome.

— E se eu tentar fazer isso e eu não puder fazer?

— Olhe os documentos. Tudo está soletrado e enunciado: o que


acontecerá se eu escolher rescindir o contrato, o que vai acontecer
se você escolher rescindir, bem como outras opções. Você deve ler tudo
cuidadosamente antes de decidir.

Eu não podia acreditar que estava realmente considerando isso. —


Quando você precisa de uma resposta?

— Amanhã de manhã, às sete e meia. Se você optar por assinar a


declaração de confidencialidade, então você tem escola para ir. Se você
optar por cumprir pelo contrato, temos um casamento em menos de uma
semana.
— M-mas o que dizer da minha formatura?

— Você vai se formar. Eu sou um dos maiores doadores na


escola. Eles não vão recusar a formatura da minha esposa.

Eu fiquei de pé. — Eu acho que preciso de seu número para que eu


possa te ligar manhã.
— Não. — ele sorriu.

— Não?

— Você vai ficar aqui esta noite. Durante esse tempo, você pode falar
com a Sra. Madison e fazer a ela todas as perguntas. Se na parte da manhã
você optar por sair, Travis vai te levar para a aula.

— Eu não vou dormir com você. Eu não estou concordando com isso
como parte do processo de deliberação.

Brincando, Stewart colocou as mãos no ar. — Meu pau não vai


entrar nessa buceta pequena e apertada até você pedir por ele. Até você
implorar por ele.

Idiota! — Bem, então o nosso casamento arranjado será bastante


fácil da minha parte. Eu não tenho nenhuma intenção de estar implorando
por qualquer coisa.

— Sério? Eu mal toquei em você hoje e você ficou excitada nesta


linda e pequena calcinha sua. Estou confiante de que você vai implorar para
ter meu pau dentro de você antes de amarrar o nó.

De repente eu pensei em Val e seu sorvete, esperando pelo meu


retorno. — Eu preciso ligar para Val.

— É claro. Ela vai se preocupar; no entanto, neste momento, a


confidencialidade ainda está de pé, uma vez que ambas as opções incluem
essa cláusula.

Segurei a parte de trás da cadeira. Como foi que isso aconteceu? — Eu


tenho que falar com ela. O que posso dizer a ela?
Stewart sorriu. — Victoria, você é verdadeiramente o meu sonho. Se
houver qualquer mais que eu possa fazer para te seduzir a assinar esse
contrato, não se acanhe sobre uma contraproposta.
Ele não sabia a verdade. Toda a sua pesquisa não lhe disse que eu
não era um sonho: eu era um pesadelo. Tinham me dito isso a minha vida
inteira. Empurrando esses pensamentos, eu respondi: — Isso não
respondeu à minha pergunta. Eu não minto para minha irmã.

— Você contou a ela sobre Wesley? Contou a ela sobre o trabalho


com a companhia de seguros ou o depósito que você colocou nesse
pequeno apartamento?

Seu conhecimento íntimo da minha vida pessoal estava começando a


me irritar. — Eu finalmente disse a ela sobre Wesley. Vou contar a ela sobre
o apartamento e trabalho. Eu não queria preocupá-la agora. Ela ainda
pensa que eu estou indo para a Universidade de Miami.

— Então, querida, o meu ponto é que você tem de fato mentido para
sua irmã. — suas sobrancelhas loiras arquearam e seus olhos piscaram. —
Você não pode mentir para mim. Como você pode ver, eu tenho maneiras
de descobrir as coisas.

— Eu posso dizer que era uma reunião sobre uma possível


oportunidade e desde que era complicado, vou ficar na cidade em um hotel
chique. Ela vai ficar animada por mim. — isso não era uma mentira. Minha
irmã pode tomar qualquer cenário e torná-lo otimista. Eu, por outro lado,
não tinha certeza se era possível girar essa coisa toda para o lado
positivo. — Agora, onde eu posso ficar?

— Sra. Madison irá te mostrar um quarto, mas saiba que uma vez
que estivermos casados, você vai ficar em um quarto comigo.

— Se nos casarmos, — o corrigi.

Outra risada. Stewart olhou para o relógio. — Você tem quase doze
horas para pensar nisso. Em menos de uma hora você foi de jeito
nenhum para talvez. Talvez eu vá ter minha mendicância antes que a noite
termine?

Bastardo presunçoso. Esse foi um desafio que eu não me importava


em aceitar. — Não vai acontecer. — eu me virei na direção da porta. —
Onde posso encontrar Lisa?

CAPÍTULO CINCO
Dez anos antes
Lisa me levou num passeio pela cobertura. Era composta por dois
pisos superiores do edifício - os andares inteiros. Era enorme. Como
poderia um homem viver em todo esse espaço? Havia salas de estar, bem
como a grande sala de estar que eu tinha visto na minha chegada. Havia
vários escritórios; aparentemente, os menores eram para os seus
funcionários. Havia uma bela cozinha, sala de jantar, pátio exterior e
piscina, bem como uma sala de exercícios. Eu perdi a conta do número de
quartos, ou mais precisamente, suítes. O único que importava para mim era
o que eu iria chamar de meu. Embora Stewart tenha deixado claro que
depois de nos casarmos eu estaria dormindo em seu quarto todas as noites,
eu encontrei refúgio em meu próprio espaço. Era tudo demais para
processar. Lisa me perguntou várias vezes se eu queria comida. Comer não
estava na minha curta lista. Quanto mais a minha mente se agitava sobre a
proposta diante de mim, mais meu estômago revirava com confusão e
dúvida.

Eu sabia que eu precisava falar com Val. Sinceramente, eu deveria


ter ligado para meus pais e perguntado o que diabos eles estavam
pensando. Eu deveria ter exigido que eles me dissessem a verdade sobre a
situação e por que diabos eles acharam que eu tinha vindo em seu
socorro. No entanto, só de pensar em falar com qualquer um deles me fazia
tremer, que era algo que eu não queria fazer. Conversar com minha irmã
sim. Éramos tão próximas que eu me preocupei que ela percebesse a minha
decepção. Se eu realmente estivesse em um hotel chique, eu teria ligado e
conversado vagarosamente. Então eu fiz. Eu coloquei na minha fachada de
uma irmã em entrevista para um emprego e conversei com ela no telefone
por mais de uma hora. Minhas preocupações eram infundadas: ela passou a
maior parte da conversa falando sobre a minha graduação e do programa
de TV que estávamos assistindo simultaneamente. Foi um que assistimos
todo domingo à noite. Juntas nós podemos rir sobre a maneira ridícula que
as mulheres se tratavam entre si. As situações que elas entravam pareciam
ridículas. Isso foi até que eu assisti o reality show, deitada em uma cama
king-size, em um enorme quarto opulento, com uma TV do tamanho do
nosso quarto do dormitório. De repente, a vida do reality show não parecia
tão absurda. Por alguns minutos eu mesmo considerei o fato de que talvez
eu fosse um concorrente. Talvez essa coisa toda não fosse nada mais do que
um novo reality show.
A este ponto, eu procurei por câmeras enquanto eu e Val
conversávamos. Mesmo sabendo que o meu conhecimento de câmeras
escondidas era inexistente; eu estava grata que eu não encontrei.

Assim que nos despedimos, eu desliguei a TV e ataquei os papeis nas


pastas. Desde que eu tinha uma boa ideia do que o acordo de
confidencialidade diria, eu só abri a pasta opção B para confirmar a
existência do cheque de cinquenta mil dólares. Eu só tinha planejado olhar
para ele, ver se estava lá, mas então eu vi. Victoria Conway digitado na linha
do beneficiário, US$50.000 especificado embaixo do meu nome, nome e
informações de Stewart Harrington acima e sua assinatura esparramada no
canto inferior direito.

Por mais do que eu gostaria de admitir, eu segurei o cheque e


contemplei as possibilidades. Eu posso não ser capaz de mandar minha
mãe ir se foder com apenas cinquenta mil dólares, mas eu poderia passar
pela minha formatura com confiança no meu futuro. Marilyn pode precisar
de coisas caras, mas eu não. Eu poderia fazer essa quantidade de dinheiro
durar um bom tempo.

Mas a que custo?

Stewart estava me dizendo à verdade? Randall era verdadeiramente


uma grande parte da dívida? O que aconteceria se eu dissesse não? Será que
eu posso viver com outra morte em minhas mãos?

Cada momento que eu segurava o cheque, a minha culpa


diminuía. Afinal, o que Randall ou Marilyn já fizeram por mim? E cinquenta
mil poderia ajudar Val também... mas e sobre nossos meios-irmãos? E sobre
Marcus e Lyle?

Com os dedos trêmulos, eu coloquei o cheque de volta para a pasta e


estendi a mão para a outra pasta: a com um contrato para a minha
vida. Aquela com um contrato para me comprar, para me fazer - como
Stewart tinha chamado com tanta eloquência - sua prostituta. Eu não iria
me deixar pensar nas possibilidades. Inferno, eu não podia pensar nas
possibilidades. Minha vida sexual era muito inexistente. Eu nem sequer lia
os livros que algumas das outras meninas na escola liam. Elas coravam e
riam quando elas enviavam partes dos livros destacados para as outras, o
tempo todo se mexendo em seus assentos. Eu sempre achei difícil acreditar
que meras palavras poderiam ter muito efeito sobre a libido de alguém,
mas, novamente, isso era tudo que Stewart tinha usado. Com palavras e a
proximidade tinha me deixado mais molhada e úmida do que eu já tinha
estado.

Lentamente, eu abri a segunda pasta. Merda! Por que eu estava


mesmo considerando isso? Por que não eu dei risada na cara dele no início
da tarde e disse para enfiar no cú?

Meu pescoço esticou enquanto lutava com a minha resposta. Eu


realmente não quero mandar a minha mãe e seu marido idiota se foder; eu
queria que ela soubesse que eu tinha essa capacidade. Eu queria, apenas
uma vez, que ela olhasse para mim como se eu não fosse um monstro
horrível. Eu queria que ela me olhasse como ela olhava para Marcus e
Lyle. Eu queria o que eu nunca tive. A questão era como agora eu estaria
disposta a ir conseguir isso?

Fiquei olhando para o documento de várias páginas na minha mão. O


que eu sabia sobre linguagem jurídica poderia ser resumido em uma linha
de assunto de um e-mail e ainda ter espaço para mais. Lendo o nome do
escritório de advocacia na parte superior da página, eu sabia que estava em
cima da minha cabeça. Craven e Knowles soavam não apenas
impressionante, mas ameaçador. Comecei a ler:

O presente Acordo é celebrado de boa vontade e sem coerção entre


Stewart Allen Harrington, a seguir designado como Sr. Harrington, e Victoria
Ann Conway, a seguir designada como Sra. Conway. Sr. Harrington e Sra.
Conway acordam em maio -

Eu balancei a cabeça em descrença. Isso era datado para


amanhã. Stewart era ou extremamente confiante ou arrogante. Quando eu
continuei lendo, comecei a decifrar qual.

Os termos deste acordo vinculativo entre o Sr. e a Sra. Harrington
Conway são as seguintes:
1. O Sr. Harrington e Sra. Conway concordam que tudo o que ocorre
sob os termos deste contrato são confidenciais e consensuais.

Os cabelos na parte de trás do meu pescoço ficaram em posição de


sentido. Eu posso não saber muito sobre contratos, mas ele realmente
poderia contratar o meu consentimento? Não era algo que eu precisaria dar
em cada instância que ocorresse?

2. Informações específicas sobre a atividade pessoal e sexual do Sr.


Harrington e Sra. Conway não podem ser divulgadas por qualquer das partes
a qualquer pessoa fora da experiência. O não cumprimento deste prazo
resultará em quebra imediata do contrato e sem efeito de compensações
financeiras.

Que diabos fora da experiência significava?

Eu fui para a mesa no do quarto e procurei nas gavetas. Encontrei


papel e uma caneta, voltei para o contrato e comecei a fazer anotações. Se
eu estivesse realmente considerando esta proposta ridícula, eu queria as
minhas perguntas respondidas.

Duas horas mais tarde, com duas páginas de perguntas, incluindo


números de cláusula e citações, minha cabeça girava. A batida na porta do
quarto me tirou da minha concentração. Eriçada, me sentei em linha reta e
olhei na direção do som. De alguma forma, eu havia me tornado segura
dentro do casulo das quatro paredes. Era verdade: eu estava absorta pelo
contrato, cláusulas e apêndices que poderiam muito bem definir a minha
vida, mas em cima do sofá de seda macio com uma vista maravilhosa, eu
tinha encontrado a segurança.

Stewart tinha prometido que não faria sexo antes que eu fizesse a
minha decisão. Não, ele disse até que eu pedisse - ou implorasse. Isso
parecia impossível, mas, novamente, que parte deste cenário era
possível? E se fosse ele batendo na porta? Eu quero que seja ele? Vê-lo
novamente me ajudaria a tomar uma decisão?
Eu não tinha visto ninguém, exceto Lisa desde que eu tinha saído do
seu escritório - eu olhei para o relógio: 22h00 - cinco horas atrás. A batida
veio novamente.

— Só um momento, — eu respondi quando eu fiz meu caminho em


direção à porta. Abrindo-a apenas uma fresta, eu olhei ao redor da
abertura.

— Srta. Conway?
Eu exalei a respiração que eu não sabia que eu estava segurando. —
Lisa, é você. — eu abri a porta.

Sorrindo, a mulher disse: — Sim, senhorita. Eu estou pronta para ir


para o meu quarto dormir. No entanto, primeiro eu queria ter certeza de
que você está confortável. Existe algo que eu possa fazer por você?

— Lisa, você poderia entrar por um minuto?


— Certamente. — ela cruzou o limiar. Seu sorriso se alargou,
fazendo seus olhos azuis brilharem. — Vejo que você encontrou as
roupas. Fico feliz que elas se encaixaram.

Eu olhei para os meus pés descalços que espreitavam para fora a


partir do final das calças de ioga e da camiseta incrivelmente suave que
pendia de um ombro. Era exatamente o tipo de coisa que eu gostava de
usar para dormir, muito mais confortável do que os saltos e vestido que
meus pais haviam me instruído a usar para o meu encontro misterioso.
— Sim, eu encontrei, bem como algumas outras coisas. Obrigada.

— De nada. No entanto, não fui eu. Foi o Sr. Harrington. Ele quer que
você esteja o mais confortável possível.

Eu olhei para a janela e fiz um gesto em direção ao sofá e cadeira. —


Você se importaria de sentar por alguns minutos? Estive lendo este
contrato por horas e eu tenho tantas perguntas. — de repente eu pensei
sobre a cláusula de confidencialidade. Falar com ela seria uma violação da
referida cláusula? Será que tudo isso tem sido por nada, mesmo que eu
optasse pelo acordo de desistência?
A preocupação deve ter sido evidente. Lisa pegou minha mão e
usando um tom tranquilizador, disse: — Está tudo bem. Você pode falar
comigo sobre isso. Sr. Harrington me mostrou os documentos. Ele assumiu
que você pode ser mais confortável falando para mim do que para ele.

— E-então... Se nós falarmos sobre isso, não constitui a minha


quebra da cláusula ou acordo da não-divulgação?
— Não. — Lisa se sentou e olhou para a mesa onde eu tinha deixado
o contrato e as minhas notas. — Estou feliz que você está levando isso a
sério. Eu estava preocupada com a sua...

— A minha idade? — perguntei, terminando a frase.

— Sim. Eu não quero dizer nenhum desrespeito, minha querida. É


apenas que o Sr. Harrington é um homem intenso. Ele não fez suas ofertas
de ânimo leve. Este arranjo tem sido exaustivamente pesquisado e
dissecado. Eu estava preocupada, antes de te conhecer... — ela acrescentou
com um aceno de cabeça em minha direção. — Que você acharia que fosse
uma oferta irreverente.

Fechei os olhos. Minha cabeça doía de tanto deliberar. — Eu lhe


asseguro, Lisa, eu não sou uma criança boba. Apesar de ter apenas dezoito
anos, eu tenho feito decisões marcantes na minha vida por muito mais
tempo do que deveria. Eu não tive muito o apoio dos pais.

— Dadas as circunstâncias, eu presumo. Como posso ajudar?

Depois de tentar entender todo o palavreado de uma forma


puramente técnica, as palavras e expressões de Lisa trouxeram uma
emoção que eu tinha trabalhado para manter afastado. Eu não queria
emoção. Mesmo na minha idade jovem, eu sabia que a minha cabeça fazia
melhores decisões do que o meu coração.

Eu abruptamente levantei da cadeira perto de Lisa e fui até a


janela. Com o céu noturno, o oceano abaixo estava escuro: as únicas
exceções foram às luzes espalhadas aqui e ali por navios, iates, ou barcos. A
partir da altura da cobertura, a extensão era enorme. Eu procurei pelo
horizonte: o lugar onde a água negra encontrava o céu escuro. A noite sem
estrelas fez a diferenciação difícil.
Mantendo meus olhos fixos em direção ao oceano, perguntei: —
Você usou a palavra oferta duas vezes. Você realmente vê isso como uma
oferta?

— O que mais poderia ser?

Dei de ombros, me virando para ela e lutando contra as lágrimas


iminentes. — Eu acho que, tecnicamente, é uma oferta. Mas eu sinto que
estou concordando em uma venda, não uma proposta. Quero dizer, se eu
entendi tudo o que eu li e eu concordo. — eu reformulei. — Se eu
concordar, eu estou aceitando dinheiro em essência, habitação, pagamento
da dívida dos meus pais e o nome de Stewart em troca de minha vida. M-
meu corpo... m-meu futuro. — eu perdi a luta com as emoções quando
algumas lágrimas caíram dos meus olhos ainda maquiados.

— Em essência, essa não é como qualquer proposta de casamento?


— perguntou Lisa. — No casamento, a mulher não se entrega ao marido em
troca de sua proteção? Quando ela faz isso, ela não costuma optar por tirar
o nome do marido e apoio financeiro.

Eu balancei a cabeça. — Sim, mas... — as palavras seguintes se


sentaram pesadamente no meu peito. — a maioria das mulheres se casam
por amor. Eu nunca imaginei casando com alguém, mas se eu entro nessas
fantasias, eu imagino velas, jantares e passeios na praia. Eu achava que eu
conheceria - realmente conheceria - o meu marido, e ele me conheceria. Eu
nunca, em um milhão de anos, imaginei um contrato de quinze páginas e
um prazo de doze horas.

Lisa olhou para baixo. Não há realmente uma resposta. Ninguém


imaginava que sua vida seria orquestrada do jeito que a minha seria. Bem,
ninguém no século XXI. Talvez, como disse Stewart, reis, rainhas, nobreza
do século XVI, mas não hoje.

Eu continuei: — Isto não é nem mesmo como um serviço de namoro


online. Mas é como se eu olhasse para o perfil dele.

Uma faísca de emoção veio à luz nos olhos azuis de Lisa. — Você
pesquisou ele online?
Meu nariz amassou. — Não. Eu acho que eu estive um pouco
ocupada com esses contratos.
— Faça isso, querida. Pesquise ele. Descubra tudo o que puder.

— O que você pode me dizer?

Ela se mexeu em seu assento. — Eu trabalhei para ele por mais de


dez anos. — ela não ofereceu nada mais.
— E? — eu perguntei quando o silêncio começou a aparecer.

— A morte do pai de Sr. Harrington foi muito difícil para ele em


muitos níveis. Quando eu fui empregada, seu pai tinha morrido e ele tinha
assumido Harrington Spas e Suítes, Internacional; no entanto, eu ouvi
coisas. Eu sabia que assumir a responsabilidade para o negócio de seu pai
lhe presenteou com muitos desafios. Durante esse tempo, a Sra. Harrington
era a luz de sua vida e ele era um marido dedicado. — uma sombra foi
lançada sobre características de Lisa quando ela olhou para seu colo. — A
morte dela o mudou em mais maneiras do que eu posso dizer. Depois disso
ele ficou diferente.

Eu não gosto do pressentimento que eu senti de suas palavras. — O


que quer dizer mais maneiras do que você pode dizer? Há restrições sobre o
que você pode me dizer?

Seus olhos brilhantes olharam para cima. — Não mesmo. Sr.


Harrington me implorou para ser honesta com você e eu estou sendo
honesta. Ele é um homem reservado. Mesmo depois de todos esses anos, eu
sei que existem lados nele que eu não sei nada.

— Como em seu trabalho?

Ela balançou a cabeça. — Isso, mas outra coisa. Eu sei que ele tem
outro apartamento, que ele às vezes frequenta. Eu não sei por que ele tem
ou o que ele faz lá. Eu só sei que ele não fala sobre isso. Eu investiguei
algumas vezes, mas foi dito que não é da minha conta.

Me sentei com um bufo. — Eu sou louca! Sou absolutamente louca


por sequer considerar isso.

— Senhorita Conway, eu sempre serei honesta com você. Eu não sei


o que eu faria em sua situação. Eu sei que poderia haver ofertas piores de
pessoas muito piores. Eu acredito que o Sr. Harrington está vendo sua
juventude passando. Acredito que em você, ele espera recuperar um pouco
disso. Eu também acredito que a pessoa com quem você deveria estar
discutindo isso é ele.

Ela continuou: — Você está certa, não é amor, mas ainda pode haver
respeito. A melhor maneira de facilitar isso é a honestidade. Eu sei que o Sr.
Harrington espera e respeita honestidade. Em troca, ele vai ser honesto
com você.

Você não vai ser uma prostituta, mas você vai ser a
minha prostituta. Se essas palavras foram ditas em honestidade, o que elas
significam?
Enquanto eu contemplava, Lisa se levantou. — Está ficando
tarde. Existe algo que eu possa fazer por você?

— Não obrigada. Obrigada por falar comigo.

Ela apertou minha mão. — A qualquer hora. Eu vou admitir, por


razões egoístas, espero que você concorde.

Eu não respondi, mas levantei minha sobrancelha.

— Desde que a Sra. Harrington morreu, a casa ficou quieta e muitas


vezes chata. Estou animada para ter alguém para cuidar e poder conversar.

Seu sorriso me aqueceu. Quando alguém queria cuidar de mim? Foi


outra questão emocional que eu não me permitiria contemplar.

— Obrigada, Lisa. Eu vou começar a minha pesquisa no Google


imediatamente.

— Se você quer alguma coisa para comer, há muito na


geladeira. Sirva-se. — com isso, ela se foi e eu desmoronei na cama com o
meu telefone. Abrindo o navegador, digitei Stewart Harrington no motor de
busca. A maior parte das descobertas recentes foram negócios
relacionados. Não foi até que eu procurei mais para trás que eu encontrei
algo pessoal. Parecia que antes de se casar com Lindsey Harrington e
depois de sua morte, ele passou por um momento bastante selvagem. Havia
fotos e artigos sobre suas escapadas. Conforme o tempo passava, eu tirei as
calças de yoga, lavei o rosto, escovei os dentes e subi debaixo das cobertas
incrivelmente suaves.
Com o relógio se aproximando da meia-noite, o meu quarto
cavernoso foi preenchido com o som do meu estômago roncando. Talvez eu
estivesse com fome?

Ainda com os pés descalços, eu calmamente fiz meu caminho pelo


corredor, descendo as escadas e para a cozinha. Tenho certeza de que não
havia uma rota mais direta, mas com a iluminação controlada, eu não tinha
certeza do que me rodeava. Uma vez que meus pés tocaram o piso da
cozinha, eu procurei a geladeira. Havia muitas coisas preenchendo a
cozinha. Tudo era de aço inoxidável e grande.

Eu tinha vivido a maior parte da minha vida em internatos. Eu não


sabia muito sobre culinária, mas esta cozinha não era nada como a da
minha mãe e da casa de Randall. Sem acender as luzes, eu vi fornos de
parede e vários fogões. Perto de uma fileira de armários havia uma
geladeira. Eu decidi dar uma olhada lá primeiro.

Quando eu abri a porta, a luz brilhante inundou a cozinha. Assim que


meus olhos se ajustaram, minhas bochechas aumentaram, revelando o meu
sorriso. Na primeira prateleira estavam vários potes com notas que se
liam Victoria. Puxando o primeiro de seu lugar, eu o abri e descobri uma
salada completa com um recipiente de molho. O segundo estava preenchido
com frutas frescas. Cada um era um presente, feito especialmente para
mim, por alguém que realmente queria me ajudar.

Quando cheguei ao último recipiente, a energia da cozinha


mudou. Não era que eu ouvi ou fisicamente senti alguém, mas eu sabia. Eu
sabia que não estava mais sozinha. Antes que eu pudesse falar, uma grande
mão veio de trás e abriu a porta da geladeira. Eu não precisava me virar
para saber que Stewart estava lá.


CAPÍTULO SEIS
Dez anos antes
O hálito quente Stewart passou através do meu cabelo, um forte
contraste com a frieza vindo da geladeira. Arrepio se materializou em meus
braços e pernas quando eu me tornei hipersensível a sua proximidade, bem
com a plena consciência da minha roupa. Eu estava em pé na cozinha de
Stewart em nada mais do que uma camiseta e calcinha.
— Posso ajudar? — ele sussurrou perto da minha orelha.

Baralhando meus pés, eu alcancei o recipiente final. Com uma volta


rápida e um sorriso confiante, eu respondi: — Não, obrigada. Eu acho que
Lisa tomou conta de tudo.

Agora, quase nariz com nariz, Stewart deu um passo para trás e me
olhou da cabeça aos pés. — Que pena.

Eu arquei a sobrancelha.

— Eu esperava que houvesse algo que você precisasse, algo que a


Sra. Madison não era capaz de te dar.

— Eu não comi mais cedo. Ela disse que eu poderia pegar alguma
coisa...

Ele se aproximou, seu peito firme pastando em meus mamilos


eretos. Tomando o recipiente, ele pegou minha mão. — Venha, senhorita
Conway, me deixe mostrar a vista.

Como um animal indo para o seu abate, eu o segui, os pés descalços


silenciosamente preenchendo a superfície até que o nosso destino veio à
tona. Vendo a pequena mesa com uma vela bruxuleante, eu engasguei. Uma
vez ele me levou através das portas de vidro, a umidade com aroma de sal
agrediu os meus sentidos quando o calor trouxe de volta os sentidos das
minhas mãos e pés gelados. Olhando de relance para a mesa, eu assisti
quando a pequena chama protegida dentro de uma chaminé de vidro
iluminou a bela varanda, criando um contraste com o oceano escuro.
— Stewart, isto é bonito. Você falou com Lisa?
Sua expressão estava em branco. — Sim, mas não recentemente. Por
quê?

Ele era um homem honesto? Será que eu poderia tomar sua reação
em dizer que ele tinha planejado isso, talvez, sobre o comentário com ela
sobre jantares à luz de velas?

Eu balancei minha cabeça, meu cabelo escuro caindo ao redor dos


meus ombros. — Não importa. Foi apenas algo que eu disse a ela.

— Você não gosta da brisa do mar?

— Não, eu gosto. Eu gosto muito. Eu sempre quis passar o tempo na


praia, mas mesmo crescendo perto de Miami, eu raramente fazia.

Stewart pegou minha mão. — Hoje eu não quero falar sobre a sua
decisão ou dos contratos. Se você tiver dúvidas, pergunte
amanhã. Falaremos mais cedo. Hoje à noite, eu quero saber mais sobre
você, e se você quiser, eu posso te dizer mais sobre mim.
Meus lábios franziram. — Você jura que você não falou com a Lisa?

— Eu juro. — ele atravessou seu coração com o dedo. — Nossa


última conversa foi sobre o café da manhã. Vai ser às seis. — ele olhou para
o relógio. — O que está chegando mais perto a cada minuto. — com uma
sobrancelha levantada, ele perguntou: — Você quer aumentar a
temperatura? Eu mando aumentar.

— Não. — eu ri. — Não há necessidade de ter todo esse problema. —


eu olhei para a água, a mesma água que eu poderia ver no meu quarto um
andar acima. — Isso é lindo.

— É, — ele concordou, embora seus olhos não estivessem na água,


mas em mim. — Mais bonito do que eu ousei imaginar.

O sangue correu para minhas bochechas enquanto olhava para o


meu colo. Antes que eu pudesse responder, ele estendeu a mão para o meu
queixo. — Tori, não desvie o olhar. Nunca desvie o olhar. Você é muito
bonita para isso.
— Tori? — eu questionei. Ninguém nunca tinha me chamado de
Tori.
— Eu gosto disso. Eu gosto que esse é o meu nome para você e só
meu. Quando eu chamar você de Tori, você saberá que é a nossa conexão.

Eu não sabia o que dizer. Nossa conexão? Será que temos uma
conexão? — Stewart, por favor, me diga mais sobre você. Eu sei que você
perdeu a sua esposa - você mencionou isso. Vocês dois tem filhos? Você tem
algum filho?

Ele balançou a cabeça. — Não. Nós tentamos. Lindsey ainda tentou


in-vitro. Algumas coisas até mesmo o dinheiro não pode comprar. — uma
nuvem de tristeza tirou sua fachada autoconfiante.
— Eu sei que você não disse para falar sobre os contratos, mas há
uma cláusula longa sobre crianças, de não tê-las. Você pode me dizer por
quê?

Stewart abriu o recipiente que continha uvas e colocou um em sua


boca. — Eu posso, e eu quero, mas não esta noite. Minha vez de fazer
perguntas. Por que você não fugiu? Por que você ficou aqui esta noite?

— Eu não sei. Estou com medo e intrigada. Estou tentando não fazer
uma decisão precipitada. Afinal, esta será a maior decisão da minha vida. —
eu me sentei reta. — Posso acreditar em você?

— Implicitamente.

— Então, tudo o que você me contou sobre Randall e sobre a dívida


é verdade? A vida dele está verdadeiramente em perigo?
— Essa é a razão do curto prazo. Se ele não levar o dinheiro até
amanhã à tarde... bem, acho que tecnicamente é esta tarde. Ele precisa do
dinheiro esta tarde.

Estendi a mão para as uvas, sentindo fome. Quando eu fiz, Stewart


tirou o recipiente do meu alcance. — Deixe-me, — ele ofereceu.

— Eu sou capaz-
— Shush, me deixe... — pegando uma uva a partir do recipiente, ele a
segurou perto de meus lábios.
Obediente, eu abri minha boca. A uva era doce e suculenta quando
eu fechei os meus lábios e mordi através da pele. Até o momento que eu
engoli, ele tinha outra a espera.

Quando abri minha boca, ele falou, — Tori, eu não sabia como isso
iria funcionar. Eu ainda não sei. Eu não tinha planos de realmente querer
você, mas desde que você saiu do meu escritório esta tarde, você é tudo que
eu posso pensar.

Quando fechei a minha boca na próxima uva, o seu indicador e o


polegar permaneceram entre meus lábios. Em vez de me afastar, eu os
chupei, puxando em minha boca e lambendo. O gemido que veio do fundo
da garganta de Stewart me disse o que eu suspeitava: que eu tinha
poder. Com este homem rico, mais velho, eu tinha poder. A realização me
deu força.

— Você não esperava me querer? — eu questionei. — Então por que


você iria oferecer casar comigo?

Ele passou o dedo sobre meus lábios. — Eu esperava eu quisesse te


foder. Quem não gostaria? Mas isso era tudo, como eu disse, ter você
disponível, para não ter que mexer com a incerteza da conquista de
companheirismo, ou o incómodo do namoro.

Balançando a cabeça, eu tentei compreender. — Você iria escolher


casamento sobre namoro?

— Eu disse a você que eu não quero falar sobre especificidades do


contrato, mas você leu os dois, não é?

Eu balancei a cabeça.

— Namoro exige tempo e compromisso. Eu não quero fazer isso. Se


você assinar o contrato, o nosso futuro está seguro durante pelo menos os
próximos dez anos. Você pode ficar com raiva de mim, eu posso te chatear,
ou... — suas palavras desaceleraram. — Você pode ser feliz e contente. O
ponto é, por dez anos, não importa.

— Havia uma cláusula de anula-


— Sim, há uma cláusula que dá a qualquer um de nós o direito de
anular o contrato e nosso casamento. No entanto, como eu tenho certeza
que você leu, ele vem com graves repercussões. Enquanto nós somos
casados, você terá acesso a minha riqueza, mais acesso a mais riqueza do
que você pode imaginar. Se você decidir anular o nosso contrato até a data
de referência de dez anos, você perde tudo: tudo que você acumulou
durante nosso casamento, tudo o que têm a ganhar em um divórcio e
qualquer outra pessoa que se beneficia pessoalmente de sua generosidade,
como resultado de nosso casamento estará sujeito a condições de
reembolso.

Eu tinha lido essa parte. — Como Randall? — perguntei.

— Sim e sua irmã, se você optar por pagar por sua educação.
Meus olhos se arregalaram. — Eu posso fazer isso?

Stewart trouxe outra uva para os meus lábios. — Como a Sra.


Stewart Harrington você pode fazer quase qualquer coisa que você deseja.

A palavra quase flutuava no ar quando eu engoli o suco doce e aceitei


outra.

Stewart continuou: — Depois de dez anos, você pode reivindicar um


quarto de minha fortuna com nenhuma cláusula de reembolso por
qualquer um dos benfeitores da sua generosidade.

— Você continua dizendo que minha generosidade. É o seu dinheiro.

— Enquanto nós somos casados, será o nosso dinheiro. Não tenho


nenhum desejo profundo de ajudar a sua família. Se ajudar te faz feliz, isso
me beneficia. A decisão de ajudá-los será exclusivamente de você. — outra
uva escovou meus lábios. — Depois de vinte anos de casamento, você terá
direito a metade da nossa fortuna acumulada. Se eu cancelar o contrato
antes de dez anos, você receberá automaticamente cinquenta por cento. —
Stewart se inclinou para frente. — Minha querida, isso é mais dinheiro do
que você pode até compreender. Garanto que não vou anular o contrato.

— Diga mais sobre Val, Marcus e Lyle - principalmente sobre


Val. Contanto que nós formos casados, posso pagar a graduação e pós-
graduação?
— Tori, já passou mais tempo do que eu queria discutir o
contrato. No entanto, se isso facilita a sua mente, eu vou repetir: uma vez
que estejamos casados, você terá acesso a riqueza suficiente para permitir
que seus irmãos entrem em qualquer universidade que desejam. Agora... —
a vela bruxuleante refletia o brilho de seu pesado olhar enquanto seu dedo
permanecia em meus lábios. — Esta noite eu quero aprender mais sobre a
minha possível futura esposa.

Seu toque era frio e sabor doce a partir das uvas. Enquanto a suave
brisa soprava do oceano mechas do meu cabelo em volta do meu rosto, eu
assisti os olhos de Stewart ficarem pesados, como se ele estivesse me
vendo, ainda imaginando mais do que estava diante dele. Como ele espera
saber mais se ele não quer que eu fale?

Com apenas o zumbido das ondas andares abaixo, o silêncio na


varanda ficou mais alto até que o único som que eu ouvia era o farfalhar de
minha pulsação ressoando na minha cabeça. Sem que eu percebesse,
Stewart tinha se mudado de sua cadeira e estava a meros centímetros de
distância: sua colônia permanecia em uma nuvem em torno de nós com o
perfume masculino. Movendo o dedo dos meus lábios, ele traçou minha
bochecha e uma linha ao longo do meu queixo. Sem pensar, eu inclinei o
rosto para seu toque macio.

— Venha aqui, — disse ele, me oferecendo sua mão. Embora seu


comando fosse suave, foi um comando.

Obedeci.

— Tori, tudo o que posso pensar é empurrá-la contra a parede,


arrancar suas calcinhas e mostrar como é estar com um homem de
verdade.

Com cada palavra, eu de repente fiquei ciente de que minha


camiseta pouco fazia para esconder meus mamilos sensíveis,
desleais. Tentando não fugir, eu lutei para manter meus olhos nos dele. Não
funcionou.

Olhando para baixo, um sorriso de satisfação veio aos seus lábios. —


Você quer isso também, não é?

— Você disse que você não iria... que nós não...


— E eu quis dizer isso. Isso não significa que eu não quero isso.
Tomando minha mão, ele esfregou sobre sua ereção evidente. O que
ele ofereceu atrás de sua calça jeans era grande e duro. Fiquei imaginando
como seu pau se pareceria se fosse libertado de seu jeans. A imagem dele
dentro de mim me deixou com medo, assim como me fascinou, o tempo
todo me deixando molhada com desejo. Seu olhar azul me bebeu enquanto
eu continuava a permitir que a minha mão esfregasse acima e abaixo do
volume.

Cantarolando, ele continuou, — Você não tem ideia do quanto eu


quero me libertar desses jeans. Basta ter a sua mão lá... — ele acariciou
minha nuca. — Sabendo que você está tão perto. Você me tem pronto para
gozar agora. — sua respiração estava quente na minha clavícula e ele
ronronou, — Diga que você não quer a mesma coisa. Diga que você não
quer ser fodida aqui, contra esta parede. Diga você não quer que eu
preencha esse vazio que você está sentindo e satisfazer o aumento da
tensão dentro de você.

Deus! Ele estava tão certo. Minhas entranhas doíam com a


necessidade.

— Você já está molhada para mim sem eu sequer tocar você, não é?

— S-sim, eu estou molhada. — parte do meu cérebro me disse que


isso era errado, e mesmo ter essa conversa era errado. O problema era que
eu mal podia ouvir essa parte do meu cérebro: o sangue trovejando em
minhas veias, bem como o som de sua respiração pesada prevalecia tudo o
resto. Quando sua barba por fazer roçou contra a minha, ele me puxou para
mais perto, me pressionando contra a parede.

Antes que eu registrasse o senso de decoro, eu fiquei na ponta dos


pés e beijei seu pescoço.

— Porra, — ele rosnou, empurrando o joelho entre minhas pernas,


afastando-as.

Apesar da minha posição, meu senso de apoderamento retornou. Eu


alcancei novamente sua ereção, não soltando, mas esfregando sozinha, sem
a sua orientação. Sua calça jeans tencionou quando seu pau se contorceu
abaixo do material.
— Você se lembra da pergunta que fiz esta tarde? — ele sussurrou,
sua respiração quente banhando a minha pele.
Inferno, eu não conseguia me lembrar meu próprio nome. — Que
pergunta? — eu perguntei através da respiração ofegante.

— Se você quiser foder com os meus dedos... eu te prometi nada de


sexo até que você esteja pronta, mas porra, garota, você está tão
pronta. Você simplesmente não sabe disso. Me deixe te dar o melhor
orgasmo de sua vida. Se eu posso fazer isso com apenas meus dedos, então
você pode apenas imaginar o que eu posso fazer com meu pau.
— S-Stewart, eu não-

Ele estendeu a mão sob minha camisa, parando minhas palavras


com a carícia no meu peito, provocando o cerne tenso, duro de meu
mamilo. — Você não quer que eu pare? Você não acha que você deve dizer
sim, mas você quer? Você não sabe o que é ter um orgasmo?

Eu enterrei meu rosto contra seu peito largo, escondendo o meu


embaraço em sua camisa de algodão. Tudo o que ele apenas havia dito era
verdade. Não foi como eu planejava terminar a frase, mas, no entanto, era
verdade. Mais uma vez, o cheiro incrível de sua colônia dominou meus
sentidos já sobrecarregados.

Continuando a acariciar meu peito, ele estendeu a mão para o meu


queixo e trouxe meus olhos para ele. — Não se esconda de mim. Eu quero
ver todas as emoções por trás desses olhos incríveis. Isso é o que eu quero
ter deste acordo. Eu quero ver esses olhos como eu lhe levar a lugares que
você nunca foi.

Eu balancei a cabeça.

— Palavras, Victoria, eu preciso ouvir isso.

— Eu quero o que você acabou de dizer.

Seu nariz quase tocou o meu, enquanto ele sondava, — O que eu


acabei de dizer?

Maldito! Ele ia me faça dizer isso. — Eu quero sentir seus dedos. Eu


quero ter um orgasmo.
Deixando de lado o meu rosto, ele estendeu a mão para o cós da
minha calcinha e brincou o elástico. — Alguma vez você já teve um
orgasmo?
Eu dei de ombros. — Eu acho que sim. Não tenho certeza.

Uma risada baixa retumbou no fundo de sua garganta. — Querida, se


você não tem certeza, você não teve. Agora, eu ainda não ouvi exatamente o
que você quer.
A tensão continuou a construir quando sua mão encontrou minhas
coxas.
— Merda, garota, você está tão molhada, você molhou estas
calcinhas.

Mais uma vez, meu rosto corou. — Eu devia estar usando as calças
de yoga. É só que... — eu timidamente admiti: — Eu estava quase pronta
para ir dormir-

Ele estendeu a mão e mexeu em sua ereção crescente. — Porra! —


ele interrompeu. — Diga o que você quer antes de eu rasgar estas calcinhas
de você.
Reunindo forças, cheguei para a minha calcinha e empurrei o cetim e
renda para baixo sobre meus quadris. — Stewart, eu quero que você me
foda com os dedos. Eu quero um orgasmo.

Seu sorriso aumentou, enquanto seus olhos brilhavam com


sedução. — Tori, minha querida, isso é um pedido que eu nunca vou negar.

A textura áspera da parede mordeu minhas costas quando seu corpo


mais uma vez me pressionou contra a parede do prédio. Quando ele
levantou uma das minhas pernas com o joelho, eu alcancei seus
ombros. Antes da minha exposição registrada, seus dedos abriram meus
lábios inchados e espalharam minha umidade. Eu fiquei tensa com a
intrusão até que um dos seus dedos deslizou entre minhas dobras quentes
e dentro de mim. Simultaneamente, um silvo longo encheu meus
ouvidos. Levei um momento para perceber que o som estava vindo de
mim. Tudo o que ele estava fazendo era incrível. Não era estranho ou
desconfortável como se tivesse sido com Wesley.
— Oh, porra! Você é tão apertada.
Saltando sobre as solas de meus pés, eu caí no ritmo de suas
estocadas quando, sem aviso prévio, ele acrescentou outro dedo. — Oh,
Deus! — eu respirei contra seu peito. Nunca nada pareceu tão bom. Eu
nunca tinha estado tão apertada. Cada vez que seus dedos sondavam cada
vez mais fundo, eu tinha a sensação de escalar uma montanha: mais e mais
alto. Minha respiração ficou ofegante quando me aproximei do
precipício. Quando o pico apareceu na distância, ele habilmente escovou
meu clitóris e acendeu uma tempestade de fogo dentro de mim. Um gemido
incontrolável escapou dos meus lábios enquanto esfregava o feixe de
nervos sensíveis.

— Relaxa, baby, me deixe dar isso para você. Não lute contra isso.
Eu estava lutando? Com certeza não se parecia que estava lutando.

Eu balancei a cabeça, fechei os olhos e flutuei contra seu peito. Seu


joelho saltou, me levantando e me trazendo para baixo. Dentro e fora seus
dedos deslizavam. Foi tudo em ritmo perfeito, uma harmonia de sensação
quando minha mente e corpo atingiu a subida que ele tinha
orquestrado. Então, no tempo perfeito, em uníssono, ele beliscou meu
clitóris e meu mamilo. Meu mundo explodiu. Flashes de luz como eu nunca
tinha conhecido brilharam atrás de meus olhos fechados. Cada músculo do
meu corpo apertou e implodiu. Embora isso veio em cima de mim rápido,
não terminou da mesma maneira. Não. Eu segurei firmemente a seus
ombros enquanto ondas de prazer percorriam meu corpo. Não foi até que
eu caí frouxa contra seu peito que eu percebi que eu estava gritando.

Minhas pernas cederam quando constrangimento tomou conta de


mim. Stewart me pegou e me sentei na cadeira. Meio sem jeito, eu percebi
que ainda estava nua. Ele se ajoelhou diante de mim, levantou meu queixo e
colocou os dedos sobre os seus lábios. Inalando profundamente, ele disse,
— Tori, você é incrível.

Lentamente, ele chupou minha essência de seus dedos e lambeu os


lábios. Enquanto ele se divertia com a sua exibição, a mortificação me
ultrapassou. Tentei novamente desviar o olhar, mas suas palavras me
pararam.

— Não, eu quero que você observe. Você não pode ver o quão bom é
o seu gosto? Eu poderia ir aí embaixo em você o dia todo. Tori, você não
tem ideia o quão quente você é, o quão sexual. Há tantas coisas que eu
posso te ensinar, mas eu não posso ensinar isso. Você é fodidamente
perfeita.
Lentamente, minha mente processava meu sexo ainda exposto, e
meu rosto corou mais uma vez. — Eu acho que eu preciso me vestir, — eu
murmurei enquanto eu pegava a minha calcinha.

Elas estavam muito longe e meus músculos estavam


moles. Cavalheiro, Stewart pegou minha roupa de baixo. Com um sorriso,
ele a colocou perto de seu nariz, fechou os olhos e inalou.

— Por favor... — eu disse, autoconsciente da umidade da minha


calcinha.

— Por favor?

— Eu sou... — eu realmente não sabia o que dizer.

— Você é perfeita. Isso é o que eu disse e eu não digo o que eu não


quero dizer. — ele levantou meus pés, um por um, colocando-os nos
buracos das pernas de minha calcinha. Seus olhos azuis me atravessaram
como se ele pudesse ver algo que os outros não podiam. Eu fiquei em
silêncio enquanto ele deslizava o material macio até as minhas pernas.
Quando eles estavam quase no lugar, ele disse, — Tori, nunca fique
envergonhada com a sua reação. Foi bonita e honesta. Isso é o que eu quero
de você: honestidade. Agora, me diga o que você está pensando.

Minha mente estava embaralhada. — Eu não tenho ideia, — eu


respondi honestamente com uma risadinha. — Estou envergonhada, mas
eu não sei por que. — baixei os olhos. — Foi inacreditável. Eu nunca...

Me ajudando a ficar de pé, ele ajeitou minha calcinha sobre meus


quadris e sussurrou perto da minha orelha. — Lembra do que eu disse. Meu
pau é muito melhor. Você não viu nada ainda.

O céu escuro além da nossa bolha me lembrou da hora tarde. — Eu


acho que é melhor eu dormir um pouco.

— Sim. — ele sorriu. — Amanhã é um grande dia. Você pode


encontrar o seu caminho de volta para seu quarto?
Balançando a cabeça, eu respondi: — Sim. Vejo você na parte da
manhã.
— Boa noite.


CAPÍTULO SETE
Presente
— Onde diabos você estava?

As palavras ecoaram através da minha suíte, saltando das paredes e


janelas quando pisquei os olhos. A enxurrada de luz solar agrediu meus
olhos, queimando minha visão, em que momentos antes eu tinha visto
apenas sonhos pacíficos. Eu tinha estado dormindo, sozinha na minha
cama. Com minhas cortinas abrindo de repente, eu lutava com a
realidade. O que estava acontecendo?
Antes que eu pudesse me aclimatar, o cobertor macio no meu corpo
mudou e o ar frio atingiu a minha pele quente, de repente
exposta. Felizmente, eu ainda tinha a proteção da minha camisola e
calcinha, quando eu apertei os olhos contra a luz e foquei nos rostos diante
de mim.

— Que diabos?

Quando a névoa desapareceu, tanto o meu marido e seu braço


direito ficaram à vista. Stewart estava ao lado da minha cama, na cadeira de
rodas e Travis estava em pé perto as cortinas abertas. Eu não tinha dúvida
de que Travis tinha sido o único a levar Stewart do seu quarto no térreo
para minha suíte.

Stewart continuou seu brilho. — Onde diabos você estava na noite


passada?

Alcançando para os cobertores, me cobri e fiz uma careta para


Travis. — Caia fora do meu quarto.

Tomou cada parte de minha energia para não saltar da minha cama
e tirar a expressão presunçosa de seu rosto arrogante. Em vez disso, ele fez
uma careta na direção Stewart com meus lábios franzidos em
desobediência silenciosa. Finalmente, ele se virou para Travis. — Deixe-
nos. Vou ligar para você quando eu estiver pronto para ser levado de volta
para o meu quarto, ou... — ele olhou para mim. — Sra. Harrington pode
atender a seu marido. Afinal, não é isso que boas esposas fazem? — Stewart
deu de ombros. — Mas, novamente, boas esposas não ficam fora até altas
horas da noite. — ele balançou a cabeça. — Vá agora.
— Sim, senhor, — respondeu Travis, o tempo todo com os olhos
fixos em mim.

Lutando contra o sentimento doentio que eu sempre tive na


presença de Travis, eu zombei: — Sim, Travis, fuja. Eu tenho certeza que há
alguém que você pode fazer miserável por alguns minutos.

— É sempre um prazer, Sra. Harrington.


Olhei em sua direção enquanto ele andava o pela minha suíte
tomando, antes dele finalmente fechar a porta e nos deixar
sozinhos. Virando para Stewart, eu perguntei, — Que porra é essa? Você o
deixou entrar aqui enquanto eu estou dormindo?

Apesar de seu corpo repleto de doença, seus olhos eram rápidos,


escuros e responsivos. — Eu fiz, minha esposa, a porra de uma pergunta -
duas vezes. Onde você estava ontem à noite?

Jogando as cobertas, saí da cama e caminhei em direção ao


banheiro. — Com a Val; eu disse que ia sair com ela.

— No maldito hospital? — sua voz abafada veio da suíte, ecoando


quando ele foi para o banheiro. — Você saiu com sua irmã no Memorial
Hospital a noite inteira?

Depois de fazer o meu negócio, eu lavei minhas mãos e joguei água


no meu rosto. Ao fazer Stewart esperar, eu amarrei meu longo cabelo para
trás em um rabo de cavalo baixo, agarrei meu roupão e casualmente
reentrei no quarto. — Sim, — eu disse, quando eu amarrei a corda em volta
da minha cintura. — Nós não fomos para fora. Ela teve uma
emergência. Como você pode ter inferido a partir da nossa conversa, eu
estava chateada, e eu não quero estar aqui.

— Victoria, você ficou fora até uma da manhã. Você é a senhora


Stewart-

— Eu sei o meu maldito nome! Eu estava no hospital com a minha


irmã. Nós estávamos discutindo um novo projeto para a Sociedade
Harrington, uma série de clínicas de câncer aqui nos EUA. Me diga, Sr.
Harrington, que parte disso era inadequado para sua esposa?
— A parte de uma-da-madrugada.

— Verifique os malditos registros hospitalares: cerca de dez horas


houve uma grande emergência, um engavetamento na I95 ou algo
assim. Eles precisavam de Val no pronto socorro. Eu esperei por ela na sala
dos médicos. Honestamente, eu adormeci. — meus olhos cinzentos se
estreitaram. — Eu tive um dia bastante emocional.

Sem um pingo de remorso, seu olhar azul nublado permaneceu fixo.


Felizmente, tinha havido um grande acidente de carro. Eu tinha
ouvido falar sobre isso no rádio a caminho de casa. Uma chamada rápida
para o telefone celular de Val e minha história foi solidificada.

Eu continuei: — Ela me acordou quando ela voltou para a sala de


estar e eu vim para casa. É uma história fodidamente tórrida. Quero dizer,
sério, eu odiaria que sua esposa fizesse algo sem você souber, oh, como
seria fodido.

Seu olhar inabalável combinava com seu tom firme. — O que foi que
você disse para Travis?

Minha mente girava. — Eu não me lembro. Eu disse a ele para dar o


fora do meu quarto.

— Não. Você disse a ele para fugir. Como alguma criança maldita.

Minha respiração acelerou quando eu olhei em volta do meu


quarto. Merda! Isto não era tudo sobre a hora de atraso. Isto foi sobre a
minha visita à Craven e Knowles. — Travis não tem direito; você não tem
direito permitir que ele entre no meu quarto.

— Este não é o seu quarto. O seu quarto é no meu quarto - o nosso


quarto. Sempre foi. Eu não gosto de você dormindo aqui e isto vai parar.

Eu pisquei lentamente e respirei fundo. — Bem, eu posso ter


prometido dormir em seu quarto, mas você me fez prometer muito.
Os olhos azuis de Stewart empalideceram e seu rosto pálido caiu em
direção ao seu peito. — Me leve de volta para o nosso quarto. Eu não estou
me sentindo bem e nós vamos falar sobre isso lá.
Um senso de dever cutucou a minha consciência enquanto eu olhava
para os restos do homem que eu tinha me casado. Não era mais o magnata
maior que a vida. O câncer tinha tomado a sua força e seu orgulho.

— Quando foi à última vez que você tomou o seu medicamento para
dor? — perguntei, com menos de um tom de preocupação e mais de um
desejo de tê-lo medicado.

— Ontem à noite, depois que eu finalmente desisti de esperar você


voltar para casa.

— Já é hora de tomar mais, você não acha?

Ele fez uma careta quando ele levantou os olhos. — Não. Eu quero
falar sobre isso.

Eu virei à cadeira para mim e me sentei na beira da cama. — Então


fale. Eu não estou tendo essa conversa na frente de Travis ou qualquer um
do seu harém de enfermeiros. Você quer conversar, vamos conversar.

— Eu estava lá. Tori, eu nunca menti para você.

— Presença virtual não é o mesmo que estar lá. — eu lutei contra o


absurdo da nossa conversa.

— Eu não posso estar fisicamente mais lá. Você sabe disso. Há tão
poucas coisas agradáveis que ficaram na minha vida. Há tão pouco tempo...
você não pode me culpar por querer prazer onde posso encontrá-lo? Eu
ainda sou um homem com necessidades. Eu quero isso. — ele levantou a
mão para mim. — Isto.

Se tivéssemos falado sobre quase qualquer coisa além do tema em


questão, eu poderia ter sentido uma pontada de simpatia. Mas não
estávamos e não senti isso. — Sim, eu posso culpá-lo. Você é o único que eu
posso culpar.

— Isso não é verdade. Ouvi dizer que você foi ao escritório de


Parker. — claro que ele fez. — Você olhou o contrato. Me diga cuja
assinatura estava sobre ele?
— A sua e a minha-
— E você, — ele afirmou o assunto com naturalidade. — Você
concordou com isso antes de nos casarmos. Como eu disse, em nenhum
lugar nesse documento diz que devo estar fisicamente presente. Ele afirma
que você vai cumprir. Você ainda podia ouvir minha voz. Eu ainda podia te
ver.

Eu levantei abruptamente, ajeitando o robe em volta da minha


cintura e lutei contra a canção escura ameaçando repetir nos recessos de
minha mente. — Eu cumpri essa porra!
Sua fria, úmida mão estendeu para a minha. — Tori, você estava
perfeita, como de costume. Me dê um espetáculo privado agora. Me deixe
ver a minha sexy esposa na vida real. Eu a queria a noite passada
também. Você sabe o quanto eu gosto de ter você depois de eu assistir. Não
voltando para casa, você me negou esse prazer.

Meu coração afundou. — Stewart, eu tenho um compromisso com a


Maura hoje... — olhei para o relógio no criado-mudo. Era quase onze
horas. Merda! Eu tinha dormido demais. — Em cerca de uma hora.

Seus olhos nublados estreitaram. — Tenho recebido muitos pedidos


de nossos amigos. Como você sabe, não temos sido capazes de acomodá-
los, mas agora nós podemos. É isso o que você preferiria? Diga a palavra,
Sra. Harrington: um show privado para o seu marido ou outra visita ao
armazém.

Fechei os olhos e inalei. O cheiro fantasmagórico da colônia de


Parker chegou inequivocamente através da minha suíte. Eu abri meus olhos
abruptamente. Ele não estava com a gente. Nós ainda estávamos
sozinhos; foi só minha imaginação. Eu lutei contra a náusea crescendo
quando eu me assegurei que eu não estava perdendo. — Por favor...

Um sorriso sádico saiu de sua tez acinzentada. — Tudo isso é por


sua livre vontade, minha Tori, completamente consensual. Agora, me diga,
o que você prefere, aqui ou no armazém? Talvez as duas coisas? Temos o
dia inteiro.

— Stewart, o que eu digo para a Maura?


Ele balançou a cabeça em direção ao meu criado-mudo. — O telefone
está piscando. Talvez ela tenha deixado uma mensagem. Talvez ela esteja
impossibilitada de comparecer. Se não, você pode ligar e cancelar ou adiar.
Debatendo as minhas opções, eu caminhei em direção ao meu
telefone. Cada passo no tapete macio parecia como se estivesse pisando em
areia movediça: o próximo passo mais difícil do que o anterior. Pegando
meu telefone, eu li a tela. Havia três mensagens de texto. Não demorou
muito tempo para ver que nenhum deles eram de Maura. Fechei o
aplicativo. Eu sabia que pelo menos de quem uma era e eu não tinha
estômago para as palavras amáveis de Brody com o endurecido olhar azul
de Stewart observando cada movimento meu. Eu mantive as minhas costas
para o meu marido quando eu disse, — As mensagens são de Val. Ela estava
preocupada comigo dirigindo para casa tão tarde.

Eu me virei para suas sobrancelhas levantadas.


— Qual é a sua decisão, Sra. Harrington?

Respirando, me virei para longe e procurei meus contatos. Encontrei


o nome de Maura Craven, eu cliquei em ligar.

Travando sua voz, eu fiz o meu tom mais leve possível. — Maura, eu
sinto muito ter que fazer isso com você em tão curto prazo. Stewart está
tendo uma manhã difícil. Eu não acho que eu deveria deixá-lo hoje. Por
favor, querida, vamos reagendar.
Desliguei a chamada e voltei para o meu marido. Meu peito se
tornou pesado quando eu vi seu pênis flácido. Ele obviamente abaixou a
borda de suas calças e se expôs enquanto eu falava.

Não escondendo o meu tom cruel, eu perguntei. — Queria bater uma


punheta enquanto você assistia ontem? — eu sabia a resposta. Ele não
podia fazer isso. A doença e a medicina tinha tirado mais do que sua
capacidade de andar.

— Venha aqui.

Resignada, eu me mexi para frente. Minha nova preocupação era


chegar ao banheiro em busca de lubrificante. Sem ele, não havia nenhuma
maneira que o pau dele iria ficar dentro de mim. Momentaneamente me
lembrei de minha excitação da noite anterior. Se eu pudesse saborear a
ideia de Brody estar lá com o pau de Stewart. Talvez, apenas talvez, eu
pudesse encontrar uma maneira de apreciar a ironia. Sedutoramente, eu
inclinei e beijei seus lábios. Convocando a minha voz mais acalma, eu disse:
— Me deixe ir me preparar para você. Eu já volto.

Ele pegou minha mão e a colocou no seu pau. — Não. Você pode se
preparar bem aqui. — sua mão puxou a corda em volta da minha cintura,
abrindo meu robe e expondo minha camisola. — Sra. Harrington, você está
agasalhada para este show. Eu acredito que você conhece as minhas regras.

Permitindo que o robe caísse dos meus ombros, eu puxei a camisola


pela minha cabeça.

— Calcinha. Tsk tsk. Isto não era necessário quando você dorme
onde você deveria estar dormindo.

— Eu não consigo dormir com as enfermeiras verificando você toda


a noite. Você sabe disso.

— Calcinha. Fora.

A renda caiu aos meus tornozelos.


— Agora, eu quero sentir esses lábios maravilhosos. O que eu assisti
chupar o nosso amigo ontem à tarde. Me deixe sentir esta bela boca no meu
pau.

Eu caí de joelhos quando o cheiro esmagador da doença infiltrou


meus sentidos. Lutando contra a bile que ameaçava minha garganta, eu
estendi a mão para seu pênis flácido. Ele chegou ao meu alcance. Enquanto
eu tentava direcioná-lo para os meus lábios, revolta estimulou meu
estômago vazio.

— Essa é minha garota. É tão boa em seguir instruções. — os cabelos


na parte de trás do meu pescoço se eriçaram. Foi uma frase que ele usou no
armazém: sua ideia de louvor. Na realidade, cada vez que ele dizia isso, eu
me sentia mais como uma cadela bem treinada.

Para cima e para baixo minha cabeça balançava, os meus lábios


rachando enquanto o tempo passou sem nenhum resultado.
Ousado, Stewart pegou meu cabelo e puxou a minha cabeça para
cima. — Você está perdendo seu toque, querida. Eu acho que você pode
precisar de mais prática.
Estendi a mão para suas bolas caídas em desespero.

— Oh, sim, eu sinto isso.

Eu estava feliz que ele fez. Eu não. Talvez eu pudesse convencê-lo de


uma ejaculação que ele realmente não tem. Apressei o passo, saliva aonde a
moleza permaneceu. Dramaticamente, eu mudei meu ritmo, engasgando
com o som de deglutição forçada.
— É isso aí! — ele exclamou enquanto balançava a cabeça para trás
e ele exalou um suspiro etéreo. Me empurrando, ele exigiu, — Agora me
mostre esta buceta sexy. Ela costumava ser tão apertada, tão molhada.

Eu me inclinei para trás em minha bunda, espalhando as minhas


pernas e dedilhado meus lábios.

— Você costumava ser tão apertada. — seus olhos brilhavam. — Eu


sei que é ainda apertada. Nós podemos nos divertir com isso.

Meu coração disparou quando eu me inclinei mais para trás, me


expondo completamente.

— Mova minha cadeira para a borda da cama e se debruce sobre o


colchão. Quero preencher esse buraco apertado.

Meus pés se moveram, mas assim como no armazém, minha mente


foi embora. Quando seus dedos foram para dentro de mim, um silvo deixou
seus lábios. — O que há de errado com você? Onde está minha buceta
molhada?

Eu me pergunto? Talvez você não me excite em tudo ?!

Quando eu não respondi, ele continuou, — Vá pegar um pouco de


lubrificante. Porra, você está mais seca do que a porra do Deserto do Saara.

Não brinca, seu idiota. Eu teria feito isso antes, se você não fosse um
babaca! Claro, eu não disse isso. No entanto, a ideia de dizer isso trouxe um
sorriso privado para meus pensamentos.
Uma vez que ele me situou na cama, ele espalhou o lubrificante,
primeiro dedilhando minha bunda e, em seguida, empurrando para o
destino que ele tinha procurado. — Oh, sim, querida... assim é o que eu
gosto. Não admira que muitos dos nossos amigos gostam de empurrar seus
paus dentro de sua bunda. Você ainda é bem apertada.

Ele enfiou o dedo para dentro e fora. Quando eu estava me


acostumando com isso, ele me disse para encontrar o plug anal. Apesar de
ser muito mais grosso e mais longo do que seus dedos, a superfície lisa
combinado com o lubrificante deu pouca resistência.

Obedeci, me movendo de forma adequada e fazendo os sons que


para ele era necessário. No entanto, o tempo todo com os olhos fechados,
eu ansiava pela venda do armazém, e sem os fones de ouvido, eu tinha que
imaginar a melodia Dark Lullaby na minha cabeça.

Felizmente, sua energia foi rapidamente acabando. Batendo minha


bunda, ele declarou: — Estamos satisfeitos agora. Me leve para o
banheiro. Você pode continuar o show lá: um pouco de dança no
chuveiro. Eu posso assistir a espuma ensaboando esta buceta.

Como uma boa esposa, eu cumpri, repugnância borbulhando sob a


superfície e um sorriso sereno no meu rosto. Depois de tudo que ele tinha
feito, tê-lo observando enquanto eu tomava banho era realmente
nada. Quando o banheiro ficou cheio de ar úmido, eu levei o meu tempo e
abracei o calor, apliquei o spray de limpeza. Pelo menos eu não tinha o
cheiro de seu gozo para lavar, apenas o cheiro de sua morte iminente.

Quando eu abri a porta de vidro, eu encontrei Stewart com os olhos


fechados, o queixo no peito e os braços caídos em sua cadeira de
rodas. Apesar de sua testa brilhando de suor, eu tinha esperança quando eu
toquei o seu pulso e rezei.

Porra! Ele ainda tinha pulso.


CAPÍTULO OITO
Presente
Apesar o que tinha acontecido no andar de cima, o nível mais baixo
de nosso apartamento estava como sempre esteve: perfeito. Sendo apenas
um pouco depois das uma, a neblina da tarde ainda não tinha chegado,
permitindo que o sol da Flórida brilhasse como ondas espumantes e céu
cristalino enchia nossa sala de estar com luz.
— Sra. Harrington? — Travis chamou por trás de mim enquanto eu
estava momentaneamente observando a vista.
Sem me virar, eu respondi. — Sr. Harrington está dormindo. Ele está
em sua suíte. Os enfermeiros estão cuidando dele.

— E... você está saindo? — ele perguntou. Quando me virei, vi que


ele me observava da cabeça aos pés, sem dúvida tentando avaliar meus
planos por minha roupa.

— Travis, fique aqui e faça o que você faz. Vigie mais o Stewart. Nós
não queremos que ele acorde e nós dois não estamos.

Travis era alto, parecendo o guarda-costas intimidante que ele


realmente era. — Minha senhora, depois que fomos incapazes de chegar a
você na noite passada, o Sr. Harrington pediu que a partir de agora eu
dirigir para você. Ele preferiria que você não ficasse sozinha.

Meus lábios apertaram quando meu pescoço esticou em rebelião. —


Posso te assegurar que eu sou capaz de dirigir sozinha. Os seus serviços
não são necessários nem bem-vindos. — quando Travis começou a
responder, eu inclinei e baixei a minha voz. — Faça alguma merda e se
lembre de quem você vai estar no comando quando Stewart não estiver
mais aqui.

A voz da Lisa cortou a tensão aumentando. — Sra. Harrington?

Travis e eu nos viramos.

— Sim, Lisa? Estou saindo.


— Sim, eu queria pegá-la antes que você saísse. Sua mãe ligou, mais
uma vez. Ela disse que ela não consegue falar com você em seu celular e ela
precisa desesperadamente falar com você.
Fechei os olhos. Eu tinha merda o suficiente para lidar, sem
acrescentar o grande Sra. Sound ao meu prato. — Lisa, por favor, informe a
Sra. Sound que eu estou terrivelmente ocupada e preocupada com meu
marido. Eu não sei quando eu vou ter a oportunidade de retornar a sua
chamada.

Travis obviamente bufou em minha preocupação com Stewart e


recebi outro brilho torto de seus olhos cinzentos de mim.

— Eu vou deixá-la saber. — Lisa inclinou a cabeça para o lado e


franziu os lábios com conhecimento de causa. — Ela não aceita a rejeição
muito bem.

— Isso é ruim; ela sempre se comporta como uma profissional. —


protegendo minha bolsa, eu bati o botão do elevador. — Eu pretendo estar
de volta antes que o Sr. Harrington acorde. Se eu não estiver, bem, Travis,
eu sei que você tem meu número.

— E para onde eu vou dizer ao Sr. Harrington que você foi? —


perguntou Travis.

— Verifique GPS o meu carro, — eu disse quando as portas se


fecharam.

Eu sabia que isto iria deixar Travis louco não conseguir acesso ao
meu paradeiro com o meu telefone. Ele tentou várias vezes. Felizmente, o
dinheiro trabalhava em ambas as direções. Stewart poderia arcar com os
meios para me acompanhar e eu poderia ter recursos e os meios de pará-
lo. Varreduras contínuas de meu número e conta pela empresa de
privacidade que eu tinha contratado pararam todos e quaisquer aplicativos
de GPS que misteriosamente encontraram o seu caminho para o meu
dispositivo pessoal.

Stewart tinha me dito antes de nos casarmos que ele não iria
acompanhar meus movimentos. Sempre que ele questionou o GPS do meu
telefone, eu inocentemente o lembrei de sua promessa. Uma vez, quando
ele perseguia com o assunto, eu dei duas opções: A – me deixar sozinha e o
meu telefone e eu vou atender, ou B – monitorar o celular e eu vou deixá-lo
em casa. A contragosto, ele escolheu A.
Ligando meu carro, eu pensei sobre o seu GPS. A firma de
privacidade ofereceu desativá-lo e eu considerei isso por um tempo. Então
eu decidi que eu gostei da falsa sensação de poder que dava a ambos,
Travis e Stewart. Deixar o meu carro e pegar táxis não era minha atividade
favorita, mas até agora tinha funcionado bem.

Olhei para a mensagem de texto que ainda não tinha lido mais cedo
em minha suíte. Era de Brody, as 6h54. Eu fiz uma careta. Como se eu já
estaria acordada tão cedo?

Correu tudo bem?


Houve uma segunda, enviada posteriormente.

Estou preocupado que você não respondeu. A propósito, acho que


encontrei algo que é importante. Vou investigar mais e eu vou voltar
para você.

A terceira era de Val. Eu já tinha acessado e respondido.

Desculpe sobre a emergência? Espero que você tenha chegado


bem em casa. Precisamos de um tempo para nós.

Minha resposta:

Estarei aí esta tarde. Se você estiver ocupada mande uma


mensagem.

Desde que eu não tinha ouvido falar dela, ela foi minha primeira
parada.

Meus dedos bateram na porta do apartamento pequeno não muito


longe do centro médico do Memorial. Dentro de poucos segundos, a porta
se abriu e eu fui cumprimentada pelos mesmos olhos cinzentos que eu via
todos os dias no espelho.
— Oi, irmã, venha, — disse Val, com um sorriso de boas-vindas.
Nossos olhos cinzentos era nossa característica familiar. Fora isso,
nós erámos completamente diferentes. Muitas pessoas não percebem que
somos irmãs. Val tinha cabelos castanhos claros, curto e espetado que era
tão diferente do meu cabelo comprido e castanho escuro o mais possível. O
dela era grosso e assumia uma vida própria: o estilo absolutamente
perfeito para a vida agitada de uma médica, enquanto o meu era lustroso e
brilhante. Muitas vezes eu usava o meu puxado para trás, mas se eu o
deixasse solto, facilmente alcançava no meio das minhas costas. Nós
também variávamos em tamanho. Val era menor e mais delicada do que eu.
Sua forma era mais como a de nossa mãe. Embora nós duas estivéssemos
em forma, eu era mais alta uns quinze centímetros e tinha mais curvas do
que ela. Quando eu usava os meus habituais saltos altos, a diferença ficava
enorme.

— Oi, — eu a cumprimentei, olhando-a com desconfiança. — Você


dormiu? Que horas você chegou em casa do hospital?

— Sim, — ela me dispensou. — Estou bem. Eu não queria deixar


passar a chance de te ver. Além disso, eu me senti mal por te decepcionar
ontem e eu queria ouvir mais sobre essa mensagem enigmática. — suas
sobrancelhas subiram em questão. — Umm, então nós estávamos juntas na
noite passada?

— Sim, — eu confirmei. — Alguém ligou para questionar?

— Seu marido ou aquela aberração, Travis? Não, mas se tivessem


feito, estava tudo bem. Eu acho que eu tenho a história completa. Nós
estávamos falando sobre as clínicas de câncer dos Estados Unidos e devido
ao engavetamento na I95, que, por sinal, realmente nos bateu duro na noite
passada, fui chamada com urgência.

— Sim. — eu assenti. — E eu adormeci na sala dos médicos


esperando por você. Você me encontrou, me acordou e eu finalmente saí
depois da meia-noite.

A cabeça de Val balançou de um lado para o outro. — Eu sei que


Stewart tem sido um idiota, mas, caramba, os seus dias são
limitados. Mantenha suas coisas mais em ordem. Você não quer estragar
tudo agora.
Eu caí em seu sofá estofado. — É complicado. Eu não queria estar
fora tão tarde. Eu estava louca, me encontrei com um amigo e acredite ou
não, adormeci.
Seus olhos se arregalaram. — Puxa, eu sei que sou uma companhia
emocionante, e cair no sono na sala do médico é totalmente viável, mas o
seu amigo deve ser muito chato se você realmente adormeceu. A menos
que... — seus olhos se arregalaram. — É um amigo que você acabou ficando
em uma posição horizontal. O que torna muito mais fácil dormir, — ela
acrescentou com um sorriso.

Dei de ombros e estendo a mão para o copo de chá gelado que Val
ofereceu. — Obrigada. Quando você viaja para Uganda?

— Duas semanas. Então, veja, eu teria sido acordada de qualquer


maneira. Eu tenho uma tonelada coisas para fazer. Agora... — ela apontou
para a mesa perto do lado da sala coberta de papéis, pastas e seu laptop. —
Eu estou preenchendo todos os formulários. Eu vou encontrar com o
representante dos Médicos Sem Fronteiras na próxima semana.

— Porque? Seu projeto é totalmente financiado através da


Sociedade Harrington. Você não precisa responder a ninguém.

— Eu não vou respondo a ninguém. Eles estão me ajudando. Vik,


você não entende. Não é como se eu estivesse transportando antibióticos
em todo o mundo. As drogas que eu estou transportando poderia começar
uma epidemia, ou talvez até mesmo uma pandemia se caíssem em mãos
erradas.

— Eu pensei que suas clínicas fossem sobre o tratamento de câncer.

Ela sorriu. — São, mas as drogas usadas em quimioterapia e


radioterapia poderiam concebivelmente ser usadas de forma mais
tortuosas. Você sabe que os Centros de tratamento do câncer Harrington
recebem doações de todo o país. Não são todos financiados através de
você. Se fosse, eu duvido que Stewart seria tão aberto e estivesse doando.
— ela colocou as mãos no ar. — Não sei ao certo. Chame de intuição, mas
estes medicamentos são caros. De qualquer forma, hospitais, consultórios
médicos, clínicas de uma forma legítima se livram das drogas vencidas ou
quase vencidas, bem como equipamentos e outros recursos. Eles querem
uma forma de amortizar a despesa para efeitos fiscais e não comer a perda.
Há uma instalação inteira aqui em Miami dedicada a nada além de receber
e catalogar essas doações. Eu preciso combinar essas doações com as
necessidades em nossa clínica em Uganda. Alguns itens são mais fáceis de
obter. Quero dizer, como um todo, medicamentos como Cytoxan, um agente
de quimioterapia comum, são frequentemente doados. No entanto, os
granulados radioativos de césio, como o que desapareceu um par de anos
atrás, não eram. Com a facilidade de doar esses peletes, eles esperam e
merecem a redução de impostos que deveriam ter recebido a partir das
doações.
Eu balancei a cabeça. Eu tinha ouvido a história de outros membros
da fundação. Inferno, eu passei horas no telefone com o representante da
clínica que fez a doação. Eu, obviamente, sabia mais sobre isso do que ela
pensava. Depois de tomar um gole de chá, eu disse: — É por isso que nós
temos agora os freios e contrapesos. Para ser honesta, não há nenhuma
maneira de saber com certeza se essa clínica realmente doou os granulados
ou se apenas alegou que eles fizeram. Para sua informação, eu sou a única
que liderou a nova instalação. Agora, as doações são aceitas, catalogadas e
os recibos são emitidos imediatamente. Todo mundo sabe exatamente o
que está acontecendo. — eu inclinei minha cabeça. — Infelizmente, há um
grande potencial para o abuso com tantos voluntários. Acredite ou não, eu
sou um pouco afeiçoada ao que você realizou com a Sociedade
Harrington. Eu amo o que você começou ainda na escola de medicina. E eu
sei o que está acontecendo, tanto de você e do conselho. Eles relatam a
mim. Eles sempre fazem. Stewart nunca se importou com o dinheiro da
Sociedade Harrington; ele realmente nunca deu a mínima para a
fundação. No entanto, ele fez como a publicidade. E... — eu me inclinei para
frente. — Ele não estava feliz quando isso foi manchado. Desde aquele
incidente com os granulados, tenho a certeza nada disso pode acontecer
novamente.

— Vikki, eu não estava querendo dizer...

— Sim, você estava e eu entendo. Eu sei que não sou médica, mas eu
sei o meu caminho ao redor do mundo do dinheiro, os impostos e as
organizações filantrópicas. Fui jogada até o pescoço na profundidade nesta
sujeira mais de dez anos atrás. Eu acho que no geral eu tenho feito muito
bem.

Val pegou minha mão. — Pare. Claro que você fez bem. Você
arrebenta. Eu não estou de jeito nenhum insinuando sua falta de
conhecimento ou a sua capacidade de supervisionar. Eu só quero dizer com
tudo o que está acontecendo com o Stewart, bem, eu sei que você tem
outras coisas com que se preocupar do que uma remessa de adriamicina ou
que um frasco ou dois de pó Cytoxan desapareceram.

— Essas coisas estão faltando?

— Não. Não estão. Eles são apenas drogas que poderiam ser usadas
como um exemplo.

Ponderando sua escolha de drogas, eu vi meu copo com gelo


derreter e flutuar perto do topo. — Teoricamente, — eu perguntei, — por
que alguém iria tomar um desses medicamentos?
Val se inclinou para trás e suspirou. — Bem, se nós estamos falando
de proporções epidêmicas ou pandêmicas, levaria mais de um frasco ou um
carregamento de doze garrafas. Você vê, Cytoxan é comumente usado para
tratar câncer de mama. Uma vez que tem vencimento relativamente curto,
isso é transportado na forma de pó. Antes de se administrar a um paciente,
ela é feita em uma solução. Um líquido

Revirei os olhos. — Eu não posso ter ido para a faculdade, mas eu sei
que uma solução é um líquido; muito obrigada.

— Bem, não é o líquido que é a questão. É o pó. Leva apenas uma


pequena quantidade do pó para criar a dose terapêutica. No entanto,
quando nessa forma, este produto químico é realmente tóxico. Se essa
mesma quantidade pequena, ou até mesmo menos, do Cytoxan pulverizado
é absorvido através da pele, isso pode ser tóxico. Em um período muito
curto de tempo, a exposição resultaria em uma diminuição dramática nas
células brancas do sangue. — ela assentiu com a cabeça. — O que você sabe
abre as comportas para a infecção. Infecção não apenas como a gripe ou um
resfriado: com a exposição a este produto químico, o sistema imunológico
de uma pessoa iria encerrar. Seria como HIV amplificado. Em apenas uma
questão de dias, talvez horas, a sepse poderia ocorrer. Imaginem se o
suficiente for estocado? Pode ser lançado em uma população desavisada e
todos estariam mortos antes que qualquer um soubesse o que aconteceu.

— Adriamicina é conhecido como o diabo vermelho. É um agente de


quimioterapia usada para tratar vários tipos de câncer, incluindo câncer de
mama, pulmão, ovário e bexiga. É comumente usado como parte de um
regime de três partes. É administrada ao longo de um período de tempo
por via intravenosa. Ele tem sérios efeitos colaterais: baixa contagem de
glóbulos brancos e de glóbulos vermelhos, plaquetas baixas, queda de
cabelo e feridas na boca. Isso é quando ele é dado como indicado. Se fosse
para ser absorvido através da pele ou ingerido em doses mais elevadas,
estes efeitos secundários seriam amplificados. Os efeitos seria semelhantes
à ciclofosfamida, mas os sintomas viriam mais lentos.

— Será que estas pessoas sabem que eles estavam tendo sintomas?

Val moveu a cabeça pensativamente de lado a lado. —


Provavelmente. Eles sabem que algo estava diferente, mas eles não sabem a
causa. Quero dizer, um sintoma como a perda de cabelo pode ser causada
por algo tão benigno como uma mudança nos hormônios. Honestamente, a
maioria dos médicos não iria levar isso a sério, tomado por si só. Além
disso, não teria importância. Até o momento que a droga está no sistema de
alguém, nada poderia detê-lo. — ela encolheu os ombros. — Adriamycin
também tem se mostrado ter um efeito tóxico sobre o músculo cardíaco.

— Então, poderia causar um ataque cardíaco? — perguntei.

— Essencialmente.

— Porra, você é como um cartão-postal do fim do mundo.

Val riu. — Ei! Eu não estou tentando prever o dia do juízo final. É
que um dos meus professores na Universidade Johns Hopkins era ótimo em
hematologia e da falta de conhecimento real sobre câncer do sangue. Ele
despertou meu interesse.

— Câncer do sangue, como a leucemia que Stewart tem.

— Sim, bem como linfoma de não-Hodgkin, muitos outros linfomas,


mielomas múltiplos até. Meu professor iria falar sobre as incidências de
cada etiologia e como o CDC estava observando a metástase

— Eles encontraram alguma coisa? Metástase?

No último ano da escola, eu estava estudando biologia avançada. Eu


sempre amei esse tipo de coisa. Eu tinha até mesmo sido aceita na
Universidade de Miami antes que minha vida tomasse um rumo
abrupto. Com esse tipo de conversa ou shows particulares de Stewart como
um potencial uso do meu tempo, eu preferia muito mais estar com Val e
ouvir suas discussões terríveis.
— Sim, — respondeu ela, pensativa. — Eles descobriram grupos de
diagnósticos concentrados em áreas como a de Chernobyl, bem como
Hiroshima. A queda em ambos os casos foi extensa. No entanto, mesmo
com Chernobyl sendo tão recente quanto 1986, a falta de tecnologia, em
comparação com os dias atuais, limita os dados.

A expressão da Val era iluminada quando ela estava animada. — Na


verdade, meu professor está entre um grupo de pesquisadores que
estudam a população em torno de Fukushima, no Japão. Eles têm tantos
recursos hoje. Uma vez que os reatores foram derretidos em 2011, os
resultados não serão encontrados por um longo tempo, mas com este
incidente, eles têm uma ideia melhor que tipo de base de dados
recuperarem. — ela olhou ansiosamente para seu chá. — Eu adoraria saber
o que aprenderam. É tudo tão excitante.

— Mas esses casos não são alguma forma de bioterrorismo como se


você esteve insinuando mais cedo.

— Não. Aqueles eram todas as incidências de exposição à


radiação. Nós todos sabemos que a radiação é um conhecido agente
cancerígeno. Assim, com base na exposição, eles podem aprender muito. No
entanto, é claro, o CDC também está à procura de metástase de etiologia
desconhecida.

— Ha! Como alguns medicamentos em falta a partir de nossas


clínicas poderia causar isso.

A expressão de Val escureceu. — Bem, Vikki, aí é como começa:


alguns medicamentos de uma clínica, alguns de outra. Tudo isso
aumenta. De repente, as coisas estão acontecendo sem justa causa. As
pessoas estão perdendo seus cabelos e adoecendo. Pense nisso: um pouco
de Cytoxan em forma de pó distribuído através de um sistema de
climatização em um edifício de casas e um lugar onde emprega milhares de
pessoas poderiam fazer uma marca real para uma organização terrorista.

— Seria realmente assim tão fácil?


— Não. Algo como isso poderia causar resíduos. Os autores seriam
pegos ou acabariam se matando. Onde isso iria funcionar melhor e ser
menos propenso a causar bandeiras vermelhas é em uma escala
menor. Para assassino medíocre, isso poderia funcionar bem. Isso faz com
que um assassinato pegue interesse.

— Deus, Val, esta é uma merda pesada. Talvez você deva decidir
escrever um romance policial?

— É pesado. É por isso que existem tantas formas para preencher e


aros para verificar.
Eu balancei minha cabeça. — Sinto muito incomodá-la com o meu
álibi. Eu sei que você tem preocupações maiores.
Um sorriso sincero veio aos seus lábios. — Honestamente, Vik, eu
estou lá para você a qualquer hora. Eu sei que Stewart não é o amor de sua
vida. Também sei que você fez tudo o que você pode fazer para fazer ele
melhor. Eu não quero preocupá-la com a merda das clínicas todos os dias.

— Mas, — eu perguntei, — se você fosse começar clínicas norte-


americanas, haveria ainda muito exame minucioso?

Ela balançou a cabeça. — Não... e sim. Não importa onde a clínica


está localizada, tudo precisa ser contabilizado. No entanto, há uma
quantidade normal, aceitável de desgaste natural. Quero dizer, merda
acontece. As soluções são misturadas de forma incorretas e frascos são
descartados. Claro, tudo deve ser documentado, mas às vezes as
enfermeiras ficam sobrecarregadas e as coisas acontecem. Isso tudo é
levado em consideração durante as auditorias. — ela estendeu a mão e
agarrou meu joelho. — Além disso, não importa. Eu não tive tempo para
montar a proposta para as clínicas norte-americanas ainda.

— Querida, eu gosto dessa ideia muito mais do que ter você por aí
em todo o mundo. Quero dizer, se os grupos terroristas estão procurando
essas drogas, eu não gosto da ideia de você viajando com eles. — mudando
de assunto, eu levantei e caminhei para a prateleira de fotos de Val. Eu
levantei a imagem no meio; era uma fotografia de nós duas, tirada durante
meu último ano do ensino médio. Nós duas parecíamos tão jovens, tão
inocentes. Havia também fotos de Marcus e Lyle e uma de nossa mãe e
Randall. Isso me lembrou de algo. — Adivinha quem está tentando entrar
em contato comigo?

Val olhou para baixo. — Eu sei. Ela me ligou também.

Girei. — Por quê? Por que diabos ela estaria te incomodando?

— Porque ela não pode chegar até você. Ela me pediu para pedir
para você ligar para ela.
Eu belisquei a ponte do meu nariz. — Você sabe o que ela quer?

— Não, — Val respondeu secamente. — Eu posso adivinhar.


— Diga que ela não pediu dinheiro.

— Ela não pediu. Bem, não desde quando você a colocou para fora e
explicou a diferença entre o meu trabalho como médica e o de Randall.

— Ótimo, — eu disse o assunto com naturalidade.

— Eu acredito que isso tem a ver com dinheiro para a educação do


Marcus. — Val ofereceu. — Ela está muito animada que ele está
frequentando a Universidade de Miami. É muito difícil entrar.

— Eu sei, — eu disse secamente.

— Sim, eu sei. Você foi aceita lá também. Bem, eu estou supondo que
as ligações constantes dela têm a ver com a taxa de matrícula. O segundo
semestre irá vencer em breve. Mãe acabou com o dinheiro do seguro de
vida de Randall bastante rápido.

Eu balancei minha cabeça. — Que tipo de mãe acaba com milhões de


dólares, quando ela tem dois filhos que precisam de uma educação?

Val deu de ombros. — Eu estou arriscando aqui, mas eu diria que


quem tem uma filha que poderia comprar a universidade se ela quisesse.

— Porra, — eu murmurei sob a minha respiração. Por mais que eu


não queria salvar sua bunda magra, eu também não queria que Marcus ou
Lyle sofressem. Quero dizer, caramba, ele foi aceito pelo seu próprio
mérito.

Minha mãe me culpou pela morte precoce de seu segundo


marido. Outro corpo na minha contagem, como ela de forma tão eloquente
me disse no funeral. Eu tinha sido a única a recusar o pedido de Randall por
dinheiro. Não foi o suficiente eu vender o meu corpo e alma para eles uma
vez. Ele teve a audácia de cair na mesma armadilha: mais de um milhão em
dívida para um apostador profissional.

Stewart deixou a escolha para mim. Tudo o que eu precisava fazer


era dizer sim e a dívida de Randall teria sido paga. Mas, caramba! Eu tinha
feito isso uma vez, assim como garantir a educação da Val. E que
agradecimento que eu recebi? Marilyn e Randall bancaram os pais perfeitos
fingindo serem os únicos a ajudar sua filha através da escola de medicina.

Então, quando confrontada com a decisão de novo, eu decidi ser a


única a fazer a aposta. Afinal, talvez fosse hora de que eu fosse a única a
desfrutar da alegria de jogos de azar. Além disso, havia uma parte de mim
que duvidava que a incapacidade de pagar uma dívida realmente resultaria
em uma morte. Este não era o Wild West, era?

Dois dias depois de eu ter colocado a aposta, eu perdi. O carro de


Randall bateu. O inquérito revelou um mau funcionamento do acelerador, o
que permitiu a minha mãe receber o dinheiro do seguro de vida. Uma
parcela significativa foi para pagar a dívida de Randall; no entanto, ainda a
deixou com mais do que suficiente para poupar e investir.
Marilyn Sound e eu só temos nos falado ocasionalmente desde o
funeral de Randall; no entanto, de acordo com Lisa e agora Val, ela ainda
sentia o direito de se aproximar de mim pelo dinheiro. Tenho certeza que
se você perguntasse a ela, ela diria que ela tinha direito.

Parando esses pensamentos, eu olhei para o meu relógio. — Eu


preciso chegar em casa antes de Stewart acordar. Ele não foi agradável esta
manhã.

Sua expressão suavizou. — Muitos pacientes, Vikki, eu assisti ir pelo


mesmo caminho que Stewart. Seu diagnóstico foi especialmente difícil para
ele. É compreensível. Estatisticamente, ele é muito jovem para o tipo
agressivo de câncer que ele tem. Tenho certeza de que isso tem sido ainda
mais difícil para ele. Ele é um homem que estava acostumado a conseguir o
que queria; no entanto, nem o dinheiro nem o poder poderia salvá-lo.

— O que eu aprendi na minha prática é que, com um diagnóstico


como o Stewart, ele não apenas tinha que chegar a termos com a morte. Ele
também teve de enfrentar a perda de controle. Não importa se alguém é
uma avó de setenta anos de idade, ou tem cinquenta anos, ou é o CEO da
Harrington Spas e Suites - é difícil.
— Não é incomum para os pacientes em sua posição tentar exercer o
controle de qualquer forma que puderem. Tenho certeza de que as coisas
como ele querendo saber o seu paradeiro é irritante. Mas agora, é tudo que
ele tem.

Eu permaneci estoica. Não havia nenhuma maneira que eu poderia


deixá-la saber as maneiras que ele gostava de exercer o seu controle.

— De muitas maneiras, — ela continuou, — O que aconteceu com


Randall foi mais humano do que o que está acontecendo com Stewart.

Karma.

Quando eu não respondi, ela pegou minha mão e continuou, — Eu


também assisti os cônjuges dos pacientes. Sei que isso é difícil para
você. Eu gostaria que você considerasse o aconselhamento. Mágoa e
aconselhamento de luto não precisam esperar até que ele esteja
morto. Você merece apoio.
Me inclinei, deu a ela um abraço e disse: — Eu sei que você está
ocupada, mas eu amo ficar juntas. Esperançosamente nós podemos fazer
novamente, apenas nós duas, antes de você ir. Me deixe saber sobre sua
agenda, e nós vamos trabalhar em algo.

— Claro, qualquer coisa, mana. Não se preocupe com qualquer uma


das coisas da fundação. Eu tenho todos os medicamentos manipulados.

Eu sorri, balançando a cabeça quando recordei uma conversa


semelhante há alguns anos atrás, que se revelou muito útil.

— Val, — eu perguntei, — o que são esses granulados e para que eles


são utilizados? Quero dizer, por que você tem granulados radioativos em
primeiro lugar?

— Eles estão implantados em tumores cancerígenos, geralmente não


permanentemente. No entanto, quando implantado, a sua radiação mata as
células cancerosas.
— Eles podem causar danos às células saudáveis?
Ela encolheu os ombros. — Quando existe multiplicação de células
mortas, essa é a nossa prioridade número um.

— E se não houvesse?

Sua testa franziu. — Então você não iria implantá-los. Sério, a


exposição a esse nível de radiação pode resultar na mutação de células
saudáveis. Seria apenas como Chernobyl em escala individual.
Val tocou meu ombro. — Vik, pense sobre isso.

Meus olhos se arregalaram. — Pensar sobre o que?


— O aconselhamento. Está tudo bem sobre isso. Você é muito jovem
para estar passando por isso. Enfrentando a morte de seu esposo é difícil. É
por isso que eles têm conselheiros. Às vezes ajuda falar com alguém que
não é tão próximo de você.

Eu balancei minha cabeça. O que eu precisava era dele morto. — Me


ligue. Da próxima vez vamos falar sobre algo um pouco menos mórbido.

— Ei, eu não uso estas drogas para fins mórbidos. Eu uso para o
bem. Lembre-se disso.

Eu dei a ela um último abraço. — Oh, eu sei.


CAPÍTULO NOVE
Presente
A contragosto, eu varri a tela do meu telefone. Embora eu tenha me
recusado a reconhecer as vibrações enquanto estava com Val, eu não pude
deixar de notar o celular vibrando de novo vindo na minha bolsa. O ícone
para mensagens de texto praticamente pulou para fora da tela com o
número oito piscando descontroladamente. Oito fodidas mensagens. Eu
tinha saído de casa por menos de duas horas. Continuei lendo: duas eram
da minha mãe, duas eram de Brody, um era da Harrington Society Clinic e
três eram de Travis.
Tocar no número de Travis era como arrancar um Band-Aid. Se eu
fizesse isso rápido, eu poderia acabar com isso e seguir em frente para
coisas melhores. Um sorriso de lábios fechados veio para o meu
rosto. Minha mãe não ficaria contente em saber que eu a considerava um mal
melhor?

Mensagem 01: Sr. Harrington gostaria de lembrar que ele espera


você em casa após a conclusão da sua visita com sua irmã.

Sério? Minha mandíbula apertou. Desde a primeira vez que eu


conheci Travis, ele me esfregou o caminho errado.
Mensagem 02: Sr. Harrington acordou e quer você em casa agora.

De jeito nenhum Stewart estava acordado. Eu assisti os


medicamentos sendo injetados em sua IV pela enfermeira depois de eu ter
assegurado a elas que era o que ele queria. Porque mais do que eu queria
parecia irrelevante.

Eu não tinha certeza que tipo de poder Travis achou que ele estava
pressionando, mas eu não tinha planos de participar. Eu já tinha sido
sugada para um conjunto de jogos fodidos. Minha quota tinha sido
preenchida. Cada pensamento do braço-direito de Stewart fez meu sangue
ferver, assim como meu estômago apertar. Não era nenhum segredo que eu
detestava tudo sobre Travis: muito sinceramente, o sentimento continua a
ser mútuo. Foi durante o período de treinamento no armazém de Stewart
que ele finalmente colocou as cartas na mesa. Os olhares e os sorrisos que
ele tinha me dado durante o primeiro ano do meu casamento finalmente
fez sentido a primeira e única vez que fui confrontada com ele como um
amigo. Bem, não confrontada. Eu estava com os olhos vendados. Eu não
tinha certeza de como qualquer um deles pensou que eu não iria
reconhecer o homem que, ao longo do último ano da minha vida, passou
cada hora de vigília a meras polegadas do meu marido.

Embora eu tenha lidado com a situação completamente errado, eu


aprendi com ele. Aprendi também que em algumas maneiras eu ainda
poderia influenciar o meu marido.

Acomodando-se no assento de couro do meu carro, pensei: se aquele


idiota foi estúpido o suficiente de pensar que eu o manteria contratado
após Stewart morrer, ele era mais burro do que parecia. Tinha sido quase
nove anos desde que o braço direito de Stewart colocou seu pau perto de
mim, mas sempre que eu via seu olhar de desdém pelo canto do meu olho,
meu estômago embrulhava. Me lembrei desse dia como se fosse
ontem. Lembrei com a clareza da primeira vez.

— Este é o grande teste, Tori. Nós não queremos que você decepcione
os nossos amigos. Eles estão todos ansiosos para te conhecer.

Minhas mãos tremiam nas dele. O tom com que Stewart falava era
como se ele estivesse me pedindo para organizar um jantar, não me colocar
em exposição para estranhos - ou pior, para os homens que eu
conhecia. Desde que ele me trouxe para o armazém, eu sabia que esse dia
estava chegando. Ele colocou isso sobre a linha, sem margem para
discussão. Este era o seu desejo, sua fantasia e a razão pela qual ele tinha me
escolhido para fazer sua esposa. Isso era o que eu tinha concordado em fazer
quando eu assinei o contrato.

Eu poderia escolher ir embora. Ele me disse isso também. Eu poderia


aceitar a cláusula do contrato que anulava o nosso acordo: anulava nosso
casamento e me libertava desse inferno. Mas a que custo?

Stewart tinha feito tudo o que ele tinha dito. Ele tinha cumprido as
suas promessas: a dívida do Randall foi paga. A vida do meu padrasto ingrato
foi poupada. Minha mãe foi capaz de manter sua fachada de perfeição,
enquanto era capaz de se vangloriar sobre sua filha e novo genro. Ele
forneceu todo o luxo que uma mulher poderia imaginar. Nunca questionou
minhas despesas ou em qualquer lugar que eu escolhi gastar o dinheiro.
Eu me preparei contra minhas emoções enquanto tirava lentamente
as minhas roupas, colocando a venda nos meus olhos e os auscultadores sobre
meus ouvidos. Com cada iminente segundo, eu sabia que eu estaria disposta a
desistir de tudo. Eu não dava a mínima para o dinheiro. Randall poderia fazer
seu próprio caminho no mundo assim como o status social de minha mãe, eu
não dava a mínima. O que manteve minhas mãos na cabeceira da cama,
segurando firmemente os eixos de ferro forjado, foi a constatação de que Val
não seria capaz de cursar a Universidade Johns Hopkins.

Ela trabalhou duro para fazer suas notas na escola. Johns Hopkins era
um dos melhores programas de medicina no país. Foi prestigiada apenas uma
taxa de aceitação de dezessete por cento. Só as mensalidades eram quase
cinquenta mil dólares por ano. Apesar da postura que Randall e Marilyn
mantiveram, eles nunca pagaram sua taxa de matrícula, para não mencionar
o seu quarto e despesas pessoais.

Não era que Val não fosse uma trabalhadora dura: ela era. No
entanto, não é justo oferecer oportunidade e pegar de volta? Isso era o que
aconteceria se eu decidisse exercer o meu direito de sair. Enquanto eu jogasse
o jogo de Stewart, eu poderia sustentar a minha irmã e qualquer outra coisa
que meu coração desejasse.

Sua voz veio através dos auscultadores. — Como já discutimos antes,


eu poderia amarrar suas mãos, mas se eu fizer isso, eu iria tirar a sua
liberdade de escolha. Acene se você entende.

Me recusei a deixá-lo saber o quanto isso me dava nojo. Então


convoquei toda a minha força, meu pescoço esticado e acenei com a cabeça.

— Boa garota. Mantenha-se focada em mim. Eu estarei bem aqui com


você. Você pode me ouvir bem?

Eu balancei a cabeça.

Claro que eu poderia ouvi-lo, porra. Nós tínhamos jogado este jogo
sozinhos, apenas nós dois, por meses.

— Lembre-se, não fale. Você pode fazer sons - eu adoraria ouvir seus
sons - mas sem palavras. Acene se você entende.
Eu balancei a cabeça.

— Hoje você vai se encontrar com nosso primeiro amigo.

Minhas pernas tremeram, doendo para fechar e me cobrir. A maneira


que Stewart tinha colocado elas eram ligeiramente dobradas com os joelhos
para os lados. Eu estava completamente exposta.
— Não se mexa, Tori. Quero que o nosso amigo possa te ver, apreciar o
quão sexy essa buceta é. Eu quero que ele veja esses seios gostosos. Tenho
certeza que ele vai gostar de voltar, assim como os outros, tanto quanto eu.

Fechei os olhos e tentei sem sucesso abafar sua voz.

Ele continuou: — Eu prometi a você preservativos durante a


penetração e isso vai ser sempre utilizado. Eu estou aqui para você,
querida. No entanto, não se surpreenda se alguns dos nossos amigos tirá-los
para gozar em seus peitos lindos ou sua bunda perfeita; outros podem querer
que você chupe. Lembre-se de ser uma boa menina e engula. — suas palavras
eram um insulto e me deixaram me sentindo humilhada, enquanto seu tom de
voz era abafado e encorajador. Era um jogo cruel.
Meus braços doíam antes que nosso amigo tivesse feito sua presença
conhecida. E, apesar da temperatura arrefecida do armazém, as palmas das
mãos suadas fazia difícil continuar segurando as barras.

— Não solte as barras da cabeceira da cama. Você não tem permissão


para tocar os nossos amigos a menos que eu lhe diga o que fazer. Não há
nenhum sentido em sua tentativa de descobrir quem eles são. Isto faz este
jogo muito mais divertido dessa forma, você não concorda?

Eu não acenei com a cabeça. Eu não concordo. Não havia nada


divertido sobre nada disso.

Eu não sei se o amigo falou. Eu não podia ouvi-lo. Ele fez sua presença
conhecida pelo toque. Eu engasguei quando o senti, imediatamente sabendo
que não era Stewart. Não havia nada remotamente compassivo na forma
como esta mão áspera apertou meu peito, beliscou meu mamilo e puxou com
força. Apesar de tudo que Stewart disso, eu vacilei para longe.
— Está tudo bem, baby, — a voz de Stewart tentou me acalmar.
Minhas pernas se fecharam enquanto a minha pele formigava em
desgosto. Por um tempo eu não ouvi nada, só a música. Tudo que eu podia
imaginar era que os dois estavam discutindo o que este amigo iria fazer.

Finalmente, a voz de Stewart veio através dos fones de ouvido. —


Vamos, Tori, eu sei que você pode fazer isso por mim. Não deixe nosso amigo
louco. Você não quer ser punida.
Os cabelos na parte de trás do meu pescoço se eriçaram. Não havia
nenhuma maneira do caralho... e então eu sabia. Eu não sei como eu soube,
mas eu sabia. Seu hálito quente estava perto do meu pescoço, e o mesmo
sentimento doentio que eu tinha desde a primeira vez que encontrei Travis
tomou conta de mim.

Embora eu estivesse às cegas, eu reagi por instinto. Meu joelho


subiu. No mesmo momento eu soltei a barra cabeceira da cama, inclinei e
afundei os dentes em que estava na minha frente. Eu senti a cama se
mexer. Rasgando a venda e fones de ouvido da minha cabeça, o quarto com a
luz acesa e som momentaneamente me cegou enquanto o mundo girava.

Não foi apenas o assalto aos meus sentidos que fez tudo girar. Era a
parte de trás da mão de Travis, quando ele atingiu a minha bochecha direita.

— Cadela estúpida! — ele gritou, examinando seu ombro sangrando e


suas bolas feridas. — Você chutou e me mordeu, porra!

Eu era uma maldita gata com as garras estendidas. Sem pensar, eu


pulei da cama. Eu não dava a mínima para o brilho cheio de raiva que eu vi
nos olhos de Travis. Ignorando minha bochecha latejante, eu cocei a pele
exposta.

— Saia de perto de mim. De jeito nenhu-

Stewart pegou meus ombros, me afastou de Travis, e gritou: — Pare!

Sua voz era mais dura e mais exigente do que eu já ouvi. Antes desse
momento, eu talvez tivesse pensado que eu tinha visto meu marido
irritado. Eu estava errada. Nada era comparado com o que eu vi e ouvi
agora. Suas mãos tremiam enquanto seu rosto ficava vermelho de
raiva. Sabendo que eu estava em desvantagem, eu me preparei para sua
promessa de punição, fechei os olhos e esperei. Meu castigo nunca veio.

Meu marido se virou para Travis. Sua voz era forte, sem vacilar sobre
este monstro. Ele cuspiu com cada palavra. — Que porra você acha que está
fazendo?

— A cadela mordeu! Ela me chutou nas minhas malditas bolas. — o


sangue escorria de suas feridas enquanto seu corpo também sacudia com
raiva. — Que porra você acha que eu estou fazendo?
Stewart deu um passo em direção a ele. Enquanto sua proximidade
diminuía, o corpo do Travis encolheu. — Não se atreva a colocar a mão na
minha esposa novamente. Como você se atreve a achar que poderia bater
nela? Você é um idiota. Você sabe como isso é. Se você está pensando em estar
comigo mais um dia, você vai reconhecer que você acabou de ter sua única
chance e você estragou tudo. — seu dedo empurrou o peito nu de Travis. —
Você estragou tudo, porra!

Quando Travis não conseguiu responder, eu olhei de volta para o


segurança de Stewart e disse: — Sr. Harrington disse que você estragou
tudo. Acene se você entendeu.

O braço do Stewart saiu para parar Travis de avançar. — Dê o fora


daqui. Temos o nosso próprio carro. Vá. Você e eu vamos discutir isso mais
tarde.

— Você não vai conseguir deixar ela pronta em uma semana-

— Cale a boca, ou eu vou ser a próxima pessoa a bater em alguém e


você vai ser esse alguém. — a voz de Stewart baixou uma oitava. — Saia
agora. Não me faça dizer isso outra vez.

Com um último olhar em minha direção, Travis se virou e foi


embora. Stewart se endireitou e esperou até que Travis estava no banheiro
antes que ele exalasse e se virasse para mim. Sua expressão se suavizou
quando ele passou o dedo sobre a minha bochecha já sobressaltada. — Nós
precisamos pegar um pouco de gelo. Baby, eu sinto muito. Isso nunca vai
acontecer de novo.

Tensão escoou dos meus músculos quando eu caí contra seu peito.
— Tori, eu nunca deveria ter permitido Travis... eu pensei que esse era
um teste seguro, mas eu não sou um idiota. Eu vi como ele olhou para você
desde o primeiro dia em que ele te trouxe para a cobertura. Eu prometo que
eu nunca vou permitir que ninguém te trate assim novamente, nunca mais.
Eu olhei para seu rosto e tentei ler seus pensamentos. — Mas você vai
deixar que os outros me fodem, ainda, depois disto?

Ele acariciou o meu cabelo. — Você não vê? É tanto para mim quanto
para eles. Eu vou estar aqui e observá-los com você. Eu quero que você goze.
— ele mais uma vez tocou minha bochecha. — Eu não quero isso, nunca. —
ele olhou de volta em meus olhos. — Trata-se de prazer: dos nossos amigos, o
seu, e o meu.

— Eu não quero prazer com ninguém, exceto você.


— Eu estarei aqui. Eu sempre estarei aqui. Você pode saber que
quando alguém estiver transando com você e você está prestes a gozar, assim
como eu vou estar uma vez que foderem você, você pode ter a mim, porque é
isso que boas esposas fazem. Isso, minha querida, é o que você concordou em
fazer. Eu nunca quis que ninguém te machucasse.

Eu estava tão alta quanto pude, com os pés descalços e nus. — Você
não acha que essa coisa toda me machuca?
— Não, — respondeu ele. — Quero ver o seu prazer. A única dor que
você vai aguentar é o estímulo para algo mais agradável. — ele se inclinou e
me beijou. — Sra. Harrington, você tem a minha palavra.

— Demita ele, — eu disse, quando os nossos lábios se separam.

A expressão de Stewart estava em branco.


— Eu disse: demita-o. Mande Travis embora esta noite para que eu
nunca precise vê-lo novamente.

Stewart me puxou contra seu peito. — Querida, Travis esteve comigo


há anos. Eu preciso dele tanto quanto ele precisa de mim. Ele sabe muito
sobre mim. — ele fez um gesto em direção à cama. — Você não quer que ele
diga ao mundo sobre isso.

— Eu não quero que ninguém faça isso-


O dedo de Stewart cobriu meus lábios. — Pare. Eu não estou
demitindo Travis, mas você tem a minha palavra que ele nunca vai ser uma
ameaça, e, assim como os outros, sei que haverá outros. Isto... — ele fez um
gesto em direção à cama. — Acontecerá. Portanto, a menos que você planeja
invocar a sua capacidade de andar para longe deste casamento, essa
conversa está terminada.

Quando eu não respondi, Stewart perguntou: — O que aconteceu? Eu


pensei que você estava pronta.

Eu queria dizer que eu nunca estaria pronta; em vez disso, eu dei de


ombros. — Eu sabia que era ele. A maneira como ele olhou para mim durante
o último ano me deu arrepios. Eu só sabia que era ele, e eu não podia
suportar a ideia dele me tocando. E ele estava sendo bruto. Você nunca é...
Stewart capturou meus lábios com os seus - beijando, acariciando, e
me acalmando. — Eu não quero ser. Eu não gosto disso. É por isso eu preciso
saber que você está fazendo isso por vontade própria, para me fazer feliz.

Era uma maldita mentira. Minhas emoções não poderiam se


conter. Eu detestava sua existência, mas ele era meu salvador. O que teria
acontecido se ele não tivesse intervindo? O que Travis teria feito? Olhando o
sangue sob as unhas, eu sabia que o que quer que fosse, eu não teria tomado
de ânimo leve.

O toque do meu telefone me trouxe de volta ao presente. Eu ainda


estava no meu carro, sentada na garagem, zoneada em lembranças pútridas
e disposta a descerrar as minhas garras. Respirando fundo, eu vi o
número: HARRINGTON CLINIC.

Eu liguei o carro e respirei o ar fresco das aberturas. Após o terceiro


toque, eu atendi, — Olá.

— Sra. Harrington?

— Sim, — respondi, mais cortante do que o necessário.

— Senhora, me desculpe incomodá-la, mas o Dr. Conway apresentou


um manifesto e sem a sua assinatura ou a da Sra. Keene, não podemos
liberar as drogas.
— Eu sou o segundo nome nessa lista por um motivo. Eu tenho
alguns outros-

— Minha senhora, eu sinto muito. Eu sei que você está ocupada com
o Sr. Harrington. É que a senhora Keene está fora da cidade com o
senador. Eu tenho medo de que se nós esperamos seu retorno...

— Eu estarei aí em 25 minutos.

— Obrigado, senhora.
Desliguei a chamada, sem reconhecer a sua gratidão e guiei meu
carro no tráfego. Focalizando os carros sobre mim, eu suspirei no dever
inesperado. Sinceramente, eu congratulei a distração da minha vida e
memórias. Eu não sabia o que trouxe de volta a memória especial com tal
vigor, mas pelo olhar no meu reflexo, você pensaria que eu tinha acabado
de experimentar tudo de novo. Refazendo meu batom e cobrindo meus
olhos com óculos de sol, me endireitei meu pescoço e ombros. Eu era a Sra.
Harrington, Sra. Stewart Harrington. Eu poderia fazer isso, porra.

Como o meu monólogo interno trabalhando para me convencer, meu


telefone tocou de novo.

O nome na tela pequena lia: BRODY PHILLIPS. Respirando fundo, eu


bati o botão de aceitar. — Olá.

Escutei quando sua voz veio através dos alto-falantes do carro. —


Qual o problema? Você está bem?

Olhei para as mãos segurando o volante com muita força. — Estou


bem. Eu estive com Valerie. Você descobriu alguma coisa?

— Sim, mas não sobre o contrato.

Esperei. Finalmente falando, — Brody, eu tenho muita coisa


acontecendo. Não me dê pistas. Que diabos você achou?

— Vik, eu quero sentar com você e falar sobre isso.

Meu telefone tocou com outra mensagem de texto. Desta vez


STEWART piscou na tela no painel de instrumentos. — Eu não posso. Não
hoje. Eu preciso ir até a recepção da Clínica Harrington e assinar algumas
coisas para que Val tenha as coisas que ela precisa p levar para Uganda e
então eu tenho que ir para casa.
O tom de Brody abaixou. — Isto é sério. Eu estou preocupado que
isso vai te incomodar. Eu quero estar com você quando você ouvir os
detalhes.

Eu direcionei meu carro para a instalação de distribuição. — Brody,


se é algo que eu preciso saber, me diga.

— Podemos marcar para amanhã?


Eu balancei minha cabeça. Tudo bem, eu tinha que fazer isso
funcionar, de alguma forma. — Certo. Eu posso te encontrar na hora do
almoço? Você trabalha para o meu marido: ele está doente. Pode ser o
almoço?

— Não, Vik. Não em público. Não com o que eu preciso te dizer. Vou
pegar um quarto no Viceroy. Diga para Stewart que você está em reunião
com para o almoço. Eu mando mensagem para você com o número do
quarto. Você não precisará de uma chave. Eu estarei esperando.

— Jesus, Brody. Você está me forçando. Se não é sobre o contrato, o


que se trata?
— A vontade do Stewart, Vik. Ele elaborou uma alteração à sua
vontade. Ele acrescentou uma cláusula de herança.

— Que porra é essa? Isso tudo é sobre a vontade da herança?

— Isto não é sobre dinheiro ou até mesmo imóvel. Você começa tudo
isso. Isso é algo de novo sobre herança e legados específicos.

Eu lutava para me concentrar no tráfego de fim de tarde enquanto


eu processava as palavras de Brody. — Eu não entendo, — eu admiti. — Se
não é sobre dinheiro ou a propriedade, sobre o que é?

— Direito de propriedade do seu contrato.

O ar deixou o carro enquanto eu tentava recuperar o fôlego.


CAPÍTULO DEZ
Dez anos antes
Caminhando de volta para o quarto, minha mente passou para a
cena na varanda com Stewart. Oh meu Deus! Será que eu realmente permiti
que ele me fodesse com os dedos? Eu realmente tinha pedido a ele para
fazer isso? Que diabos havia de errado comigo? Eu ainda não tinha
conhecido esse homem durante vinte e quatro horas e eu o convidei para
colocar os dedos dentro de mim! Eu estava honestamente considerando me
casar com ele?

Eu pensei de volta para a tarde. Stewart tinha dito que seu pau não
iria entrar em mim até que eu pedisse - até eu implorar. Quando ele disse
isso, eu pensei que ele era um imbecil narcisista. Mas depois do que
aconteceu, eu não tinha certeza.

Esses pensamentos e mais dançaram pela minha cabeça enquanto


eu lutava para encontrar o sono. Olhando para o meu telefone, eu queria
chamar Val e pedir conselhos. Talvez eu precisasse do comportamento
calmo e positivo dela. Será que ela realmente seria capaz de olhar para esta
situação e ver o positivo ou ela iria me dizer que eu era louca e me
mandaria fugir tão rápido quanto eu poderia?

A batida na porta me trouxe de volta à consciência. Abrindo os olhos,


percebi que, apesar de toda a minha inquietação, eu finalmente adormeci e
já era de manhã. Pânico me surpreendeu quando eu pulei para o meu
telefone. Oh meu Deus, que horas? Depois de ficar até tarde com Stewart, eu
dormi demais? Antes que eu pudesse ver o horário, a batida veio
novamente.

— Srta. Conway, — Lisa chamou de trás da porta.

Os números ficaram à vista: 05h30. Com um suspiro de alívio, eu


respondi, — Entre.

— Sinto muito incomodá-la tão cedo. Eu sei que o Sr. Harrington


disse que você tem até 07h30, mas ele estava esperando que você tomasse
café da manhã com ele em seu escritório e discutisse quaisquer questões ou
preocupações que possa ter. A resposta final deve ser feita as sete e meia
para que você possa ser levada para a escola se a sua resposta for não.
Exalei, garantindo as mãos em torno de meu colo. — Obrigada. Eu
estarei lá assim que eu me vestir.

Apontando para o closet, Lisa disse: — Há alguns jeans e camisetas,


bem como roupa íntima e sutiãs no armário. Eu acredito que eles devem se
do seu tamanho. Há também sapatos mais confortáveis. Eu não acho que
você iria querer usar o vestido preto e saltos para ir para a escola.

— Lisa?
Ela arregalou os olhos.

— Eu não posso acreditar que eu estou considerando isso.

Seus lábios franziram e o brilho voltou para seus olhos quando ela
deu um passo em direção à cama. — Você está? Depois que eu falei com
você ontem à noite tive a sensação...

Eu levantei minha cabeça. — Você contou ao Sr. Harrington sobre a


nossa conversa? Disse que eu tinha perguntas?

— Não na noite passada. Era tarde. Eu fui para a cama. No entanto,


eu posso dizer esta manhã que nós conversamos. — quando eu não
respondi, ela prosseguiu. — Ele me perguntou que horas nós
conversamos. Então, ele me pediu para ter certeza que você estava
acordada e pediu para você se juntar a ele em seu escritório. — ela se
sentou na beira da cama e deu um tapinha na minha perna coberta de
cobertor. — Minha lealdade é para com esta casa. Agora isso significa o Sr.
Harrington, mas se o futuro contém uma Sra. Harrington, tenha a certeza de
que eu vou ser fiel a ela também. — com uma piscadela, ela acrescentou: —
Talvez eu já seja. Agora eu vou deixar você ficar pronta, a menos que você
precise da minha ajuda.

Sorrindo, eu respondi: — Não, obrigada. Eu estarei ao escritório dele


logo que eu puder.

Derrubando minha cabeça para trás, eu ouvi quando a porta se


fechou e tentei me concentrar em minhas perguntas sobre o seu
contrato. Enquanto cláusulas e adendos deveriam ser prioridades,
lembranças de suas mãos, palavras e hálito quente encheu meus
pensamentos. Antes que eu percebesse o que eu estava fazendo, minha mão
serpenteou abaixo dos cobertores e massageou meu clitóris muito sensível.
Eu nunca tinha passado muito tempo me masturbando. Era difícil
quando você compartilhava um quarto; no entanto, quando eu tinha, era
mais de uma maneira de aliviar o stress do que uma maneira de encontrar
prazer. Eu tinha sido honesta quando eu disse a Stewart que eu não sabia
se eu tinha tido um orgasmo. O alívio que senti quando os meus dedos
esfregaram meu clitóris era nada como a onda avassaladora que me atingiu
na noite passada. Eu não poderia evitar me perguntar: se os dedos foram
tão bons, seu pau seria ainda melhor? Quão grande ele era? Minha mão se
moveu mais rápido enquanto eu imaginava as possibilidades. Com a tensão,
lembrei por que eu estava na cobertura de luxo e este enorme quarto
opulento. Lembrei por que minha vida estava prestes a ser vendida e quem
foi o responsável. Minha mão parou. Auto prazer não era o suficiente no
mundo para me fazer gozar ao pensar sobre meus pais. Em última análise,
isso foi tudo culpa de Randall. Ele era o único com problemas
financeiros. Ele era o único que me mencionou a Stewart. Se ele não tivesse
feito isso, Stewart Harrington nem sequer saberia o meu nome e eu estaria
dormindo no meu dormitório ou estudando para o exame de biologia
avançada. Não importa quão bem eu me senti na varanda ontem à noite,
nada que Randall faria era pensando em mim. Nada.

Eu continuamente me lembrei disso enquanto eu tomava banho,


sequei o cabelo marrom longo e dobrei em um coque bagunçado na parte
de trás da minha cabeça. Embora os armários do banheiro continha todos
os tipos de cosméticos, optei por um pouco de rímel e brilho
labial. Raramente eu usava mais do que isso. Bem, eu tinha usado mais
ontem, mas isso era diferente. Hoje eu parecia mais eu: uma jovem de
dezoito anos de idade, prestes a terminar o ensino médio.

As roupas que Lisa mencionou se ajustaram perfeitamente. Os jeans


abraçavam meus quadris firmemente, assim como a camiseta vermelha
perfeita que mostrava apenas a quantidade certa de decote: não muito para
ser sacana, mas não muito pouco para ser puritana.

Pela expressão no rosto de Stewart quando entrei em seu escritório


e ele olhou a partir do Wall Street Journal, eu sabia que eu tinha feito
bem. Ele parecia diferente do que ele estava ontem também. Hoje, ele não
era tão casual, vestido em um terno cinza sob medida com uma gravata
azul-petróleo. A cor acentuou seus olhos azuis que encontraram os meus e,
em seguida, lentamente, sem vergonha digitalizou meu corpo, para cima e
para baixo. De pé, ele cumprimentou: — Bom dia, senhorita Conway, —
enquanto ele arrastava uma cadeira.

Senhorita Conway? O que aconteceu com Tori?

Chamando o meu mais sincero sorriso, eu coloquei o tablet com as


minhas perguntas ao lado do meu lugar, na cadeira que ele ofereceu, e
respondi: — Bom dia, Sr. Harrington.
Só então, Lisa entrou no escritório com um prato coberto e pôs
diante de mim. Levantando a tampa, ela sorriu e disse: — Eu espero que
você coma ovos e bacon. — antes que eu pudesse responder, ela perguntou:
— O que você gostaria de beber?

— Hum, eu estou bem com água.

— Qual é, querida, nós temos muitas outras opções. Café, chá, suco?

Seu carinho me fez sorrir. — Obrigada, suco de laranja seria


maravilhoso.
Depois que ela saiu, Stewart perguntou: — Então, você não é uma
bebedora de café ou chá?

— Na verdade, não. Eu bebo café às vezes quando eu estou


estudando até tarde. — eu olhei para o copo perto de seu prato. — Mas
você é um bebedor de café, eu vejo.

— Eu sou. — ele sorriu.

— O quê?

— Parece que estamos aprendendo mais e mais sobre um ao outro.

Baixei os olhos para o meu prato. — Eu também não como carne. Eu


não me importo se outras pessoas fazem. Eu simplesmente não como.

Ele estendeu a mão sobre a mesa e pegou o bacon e o depositou no


seu prato. — Nós não sabíamos. E sobre os ovos?
Levantando meu garfo, eu sorri. — Eu como ovos e ovos mexidos é o
meu favorito.
Stewart se inclinou para trás, me observando enquanto eu comia. Na
verdade, as poucas uvas que eu tinha comido na noite passada suprimiu um
pouco a fome. Com rubor enchendo meu rosto, me lembrei do que tinha
tomado a minha mente longe de alimentos.

Olhando para o meu tablet, Stewart disse: — Eu vou interpretar seu


esclarecimento como um bom sinal. Pelo menos isso significa que você não
está disposta a vir aqui e me dizer não.
Engolindo em seco, eu balancei minha cabeça. — Eu acredito que é
melhor explorar minhas opções.
Levantando a sobrancelha, ele respondeu: — Hmmm, eu gosto de
explorar bem.

Me mexendo um pouco no meu lugar, eu perguntei: — E se eu


dissesse que sim agora? O que aconteceria?

— Nós nos casaríamos na quinta-feira.

— Não, não é isso. O que aconteceria com Randall e Marilyn, Marcus,


Lyle e Val?

Stewart pigarreou. — Se você dissesse sim, você e eu iríamos sair


imediatamente daqui e ir para o escritório do meu advogado para assinar o
contrato. Precisamos de testemunhas e Parker quer passar por cima de
alguns pontos mais delicados com nós dois presentes.

— Parker? — perguntei, me sentindo muito intimidada. O advogado


em seu perfeito juízo iria redigir um acordo tão elaborado e ainda se sentar
e discutir isso?

— Parker Craven, de Craven e Knowles. Ele tem sido o meu principal


advogado por anos.

— Eu não sei. Algumas das coisas no contrato são bastante


pessoais. Quero dizer, explicita detalhes sobre coisas como...
— Sexo. — Stewart se ofereceu. — Sim, senhorita Conway. —
Novamente com senhorita Conway? — Se formos nos casar e você partilhar
o meu nome e dinheiro, eu espero sexo. Espero o uso do controle da
natalidade. Tenho muitas expectativas centradas na maneira que eu quero
as coisas. A partir da nossa experiência limitada, não prevejo que qualquer
coisa seja um problema; no entanto, se você tivesse que decidir reter os
meus desejos de mim, seria motivo para a rescisão de nosso contrato. A
única maneira de fazer isso legal é soletrar.

— Mas eu não o conheço. Eu não quero discutir a minha vida sexual


com ele.

Stewart sorriu. — Você vai conhecê-lo. Embora seus pais acreditem


que eles vivem entre a elite de Miami, eles não estão nem perto. Este é um
mundo totalmente novo. Às vezes, haverá casos que fazem você se sentir
desconfortável. Quando isso acontece, me diga. Eu vou fazer o que puder
para ajudá-la. Neste caso, eu estarei lá com você. No entanto, para fazer isso
tudo legal, a conversa com Parker é inevitável.

— Falando de meus pais, depois de assinar o contrato, se o fizermos,


o que acontece com Randall?

— Eu vou dar o sinal verde para a retirada de fundos. Travis levará


os fundos para onde eles precisam estar e a vida de Randall será poupada.

— Você vai ligar para ele, deixar saber sobre a minha decisão?

Stewart estudou o meu rosto antes de responder. — Talvez você


prefira fazer essa ligação?

Minhas bochechas ficaram rosa novamente. — Eu ainda não tomei


uma decisão. No entanto, se eu disser que sim, eu acho que eu gostaria de
esperar até que ele me ligasse. Afinal, ele e minha mãe me colocaram nesta
situação e diferente de um pacote com roupas e uma nota, eu ainda tenho
que ouvir deles.

Ele balançou a cabeça em aprovação. — Porra, sexy e mal-


intencionada. Você, senhorita Conway, fica melhor a cada minuto. Essa é a
combinação perfeita para o sucesso no meu mundo.

— E se eu decidir não, eu também acredito que ele pode me ligar.


— Sim, você, minha querida, poderia fazer este trabalho. Então, se...
— ele enfatizou a palavra, — Você disser que sim, eu estou supondo que eu
não serei sobrecarregado com a presença de sua mãe e padrasto?
Eu balancei minha cabeça. — Provavelmente seria a primeira vez na
minha vida que eles iriam querer ficar perto de mim. Portanto, de jeito
nenhum. Eles querem me vender para salvar suas bundas - esse é o seu
negócio. Mas se eles acham que eu vou recebê-los de braços abertos para
esta nova vida louca de luxo, eles são mais burros do que eu imaginava.

Alcançando outro lado da mesa, Stewart segurou minha mão quando


sua expressão se transformou. Já não via o magnata dos negócios em um
terno de grife. Seu rosto suavizou, seus olhos se arregalaram e ele se
inclinou para mim. — Tori, eu decidi fazer uma mudança em um arquivo.

Meu coração disparou e corpo ficou tenso enquanto eu aguardava a


sua explicação.

— Eu mudei de ideia. Se você optar por ir embora hoje, eu vou


dobrar o valor do cheque. Você tem razão: os seus pais te colocaram em
uma posição extremamente injusta. Cem mil dólares devem ajudar você e
sua irmã. Por uma questão de fato, se você mantiver sua palavra, mantiver
o seu silêncio sobre o que ocorreu aqui ontem e hoje e você precisar de
mais dinheiro, não hesite em procurar. Vou te dar meu número de celular
particular.

A excitação imediata sobre o aumento do dinheiro se desvaneceu


rapidamente. — É-é isso que você quer que eu faça? Você quer que eu
saia? É por isso que você continua me chamando de senhorita Conway?

Ele exalou, se inclinou para trás e retomou seu tom profissional. —


Eu estou te chamando por seu nome. Até a hora que você escolher se casar,
senhorita Conway é o seu nome. Este é um negócio. Formalidades
funcionam melhor no negócio. Emoção nublam os problemas reais.

Eu puxei minha mão. — Então o que foi sobre a noite passada? Isso
foi nublando o problema? Porque, para ser honesta, eu estava
muito nublada, quando eu fiz meu caminho de volta para o meu quarto.

— Não, senhorita Conway, você não estava nublada. Pela primeira


vez em sua vida você estava saciada. E se você tomar a decisão certa, não
será a última.
— Você acabou de dizer para eu ir embora.
— Eu disse que é uma opção, apenas dobrei o recurso.

Eu inclinei meus ombros e ajeitou meu pescoço. — Então os dois


ainda estão sobre a mesa ou você removeu a segunda oferta?

Sua mandíbula se apertou quando ele me olhou com


desconfiança. — É a sua intenção me fazer implorar? Você pretende me
ouvir especificar que eu quero que você aceite a oferta de casamento de
modo que você não possa recusar? — seus braços cruzaram no peito. —
Senhorita Conway, me deixe me fazer claro: eu não peço.
Minha fachada de um sorriso permaneceu inabalável, amas por
dentro eu queria gritar. Que diabos era o problema desse cara? Se houvesse
um prêmio para o envio de sinais mistos, ele definitivamente estaria na
corrida. Inferno, eu iria apostar nele eu mesma. Finalmente, erguendo os
lábios franzidos, eu disse: — Bem, Sr. Harrington, nem eu.

Stewart olhou para o relógio. — Seu tempo está correndo. Você tem
quase vinte minutos antes da hora para a sua decisão. Você quer fazer
qualquer dessas perguntas? — ele inclinou a cabeça em direção ao meu
papel.
Eu queria? Ou eu estava pronta para dizer a ele para ir se foder. Eu
olhei para a minha escrita e examinei as questões - aquelas que ontem à
noite parecia de importância monumental - e respondi: — Não.

— Não?

— Não, — eu repeti com confiança.


Stewart descruzou os braços e se inclinou para frente. —
Interessante. Isso é tudo que levou?

— O que você quer dizer?

— Levou apenas um extra de cinquenta mil dólares para você se


levantar contra seu padrasto?

Minha mente girava. — Eu não disse que eu estou indo embora, mas
você parece estar me empurrando nessa direção.
— Você acabou de dizer não.
— Eu disse que não, eu não quero fazer qualquer uma dessas
perguntas. Em vez disso, eu quero esclarecimento.

Stewart exalou.

Pode não ter sido imploração, mas foi o sinal mais próximo de seu
desejo que eu tinha visto durante a nossa discussão da manhã.
— Esclarecimento sobre o quê? — ele perguntou.

Lutei contra a vontade de andar, mas ao invés me ocupei em


suavizar as rugas inexistentes dos meus jeans. Reunindo coragem de uma
fonte desconhecida, comecei. — Eu tenho 18 anos de idade. Eu não quero
ser mantida prisioneira em sua casa. Você tem um monte de merda nesse
contrato sobre a minha obrigação de sexo. Quais são as minhas outras
obrigações? Se eu me casar com você, eu vou ter uma vida? E o meu contato
com a minha irmã e irmãos? E a escola? E o trabalho? Eu quero saber aonde
eu estou me inscrevendo hoje. Me diga que haverá mais na minha vida do
que o sexo.

Ele sorriu. — Oh... se eu pudesse eu diria que não, mas, infelizmente,


eu também tenho trabalho e obrigações. Portanto, você terá bastante
tempo para outras atividades. Contanto que você se apresente em todas as
situações de compostura que eu sei que você foi ensinada a ter, não haverá
restrições sobre suas atividades. Eu não tenho nenhuma intenção de
monitorar você ou suas comunicações. Escola está acabando; sua
graduação é neste sábado. O trabalho é desnecessário e Lisa vai ajudá-la a
se integrar no mundo da elite. Ela vai ajudá-la a encontrar atividades
adequadas. Quem sabe, você pode se tornar amiga de algumas das cadelas
que enfeitam os braços e as camas de meus companheiros.
3
— Estamos organizando playdates agora?

Suas mãos bateram na mesa. — Senhorita Conway. Esse sarcasmo


não é bem-vindo quando é dirigido para mim.

Ignorando seu comportamento que se desintegrara rapidamente, me


concentrei em suas respostas anteriores. — Se eu me casar com você, eu
não vou estar na minha formatura?
— Não. Nós vamos estar na nossa lua-de-mel. Isso não faz a
graduação menos válida.
— Lua-de-Mel? Você tem planejado tudo isso?

— Sim e não, — disse ele. — Nós vamos ter um destino e não um


casamento clandestino.

— Eu sinto que há mais do que isso.


— Claro, ele vai ser vazado para a imprensa. Vai aparecer como se
nós tivemos planejado secretamente por um tempo. Você terá tudo o que
uma noiva sonha para seu casamento.

— A não ser, é claro, que eu sonhava com um longo noivado e talvez


amor.

Os olhos de Stewart estreitaram: sua agitação era notável. Não


preciso ser uma gênia para reconhecer que ele não apreciava meus
retornos. Que pena. Eu não fui a única que ele fez a proposta de casamento.

— Senhorita Conway... — ele alongou meu nome, sua voz grossa.

Ao ouvir o tom de admoestação, me sentei reta e disse: — Escute, Sr.


Harrington, eu cheguei muito, muito bem sem o apoio dos pais por dezoito
anos. Eu não preciso disso agora.

— Obviamente, a sua convivência parental tem sido estelar. — ele se


inclinou para frente, seus olhos azuis chiaram com uma combinação de
aborrecimento e luxúria. — Deixe-me assegurar, não há nada remotamente
perto de parentalidade nos meus planos para você, ou no nosso contrato.

A maneira como ele olhou para mim fez a minha cabeça parar de
discutir enquanto meu interior torcia. Ele estava certo: tudo no contrato
era uma discussão muito mais direta de relação sexual, coisas legais e
obrigatórias através do ato de casamento. No entanto, o brilho sensual em
seus olhos azuis gelados devolveram meu senso de poder.

Olhei para o meu telefone, 07h26. — Se você me der um minuto para


escovar os dentes, eu acredito que nós temos um compromisso com o seu
amigo Parker.
— E nesta reunião... cujo contrato estaremos assinando?
— Meu padrasto vai viver para ver outro dia.

As bochechas do Stewart revelaram um sorriso branco. — Vou


telefonar para Parker e alertá-lo para a nossa chegada.

— Mas não Randall.


— Não, não Randall.

Embora eu estivesse desconfortável sobre a visita de seu advogado,


Stewart se manteve fiel à sua palavra. Ele ficou comigo a cada passo do
caminho. Quando chegamos, eu fiz o meu melhor para parecer ser uma
mulher prestes a se casar com um dos homens mais ricos de Miami -
inferno, talvez do país. No entanto, toda a vez que eu meu coração
acelerava e as palmas das minhas mãos suavam, eu temia entregar meu
segredo. Eu não era digna desta oferta.

Eu tinha sido lembrada disso toda a minha vida. Minha presença


contaminava e infectava aqueles mais próximos a mim. Levaria algum
tempo, mas um dia Stewart iria perceber que este era um negócio que ele
não deveria ter feito.

Assim que entramos nas prestigiadas portas de vidro escuro que


dava para o foyer cavernoso de Craven e Knowles, uma mulher alta, magra,
com uma saia lápis preta cumprimentou calorosamente até Stewart. —
Senhor. Harrington, é o nosso prazer ter você visitando hoje. Sr. Craven já
vem. — toda a vez que ela falava, ela propositadamente evitava olhar em
minha direção enquanto a blusa estilo camponesa brincava com a
promessa de seios mal escondidos.

— Trish, — Stewart começou, concentrando sua atenção em mim. —


Me deixe apresentar a minha companheira, senhorita Conway. No futuro,
espero que você vá ser tão feliz em vê-la como você é comigo.

Um matiz carmesim apareceu em seu rosto enquanto ela


vergonhosamente reduzia o queixo, e pela primeira vez, olhou na minha
direção. — Olá, senhorita Conway, peço desculpas se eu fui rude. Prazer em
conhecê-la. Deixe-me mostrar a sala de conferências. Sr. Craven estará com
vocês em um momento.
Stewart colocou a mão na parte inferior das minhas costas enquanto
seguimos Trish para uma sala de vidro. Localizado perto de uma infinidade
de mesas e portas, o lugar tinha vidro em todos os quatro lados. Quando
Trish virou um interruptor, as paredes e janelas instantaneamente ficaram
opacas e blindadas antes invisíveis, se tornando uma sala isolada e privada
para o nosso encontro. — Por favor, sente-se. — ela fez um gesto em
direção à mesa e cadeiras de couro. — Enquanto vocês esperam pelo Sr.
Craven, posso trazer a qualquer um de vocês alguma coisa para
beber? Tudo para que vocês se sintam mais confortáveis.

Stewart olhou na minha direção com uma sobrancelha


levantada. Sinceramente, eu achei divertido a bajulação. Eu fiz o meu
melhor para não rir. — Você gostaria de uma xícara de café, minha
querida?

Trish não conseguiu esconder a sua vacilo no prazo de Stewart de


carinho. Balançando a cabeça, eu sufoquei meu divertimento. — Sim, —eu
virei para Trish. — Obrigado, Trish, café seria maravilhoso.
— E café para mim, também, — Stewart se ofereceu. — Eu gosto
deles pretos. Senhorita Conway prefere o dela com creme de leite e dois
açúcares.

Trish repetiu imediatamente as instruções e se retirou da sala.

Quando Stewart pegou minha mão, eu sorri e perguntei: — Que


diabos?

— Como a Sra. Harrington, você vai ver um monte de situações


assim. Achei que você talvez desfrutasse de um pouco de diversão. Além
disso, encomendar algo que você não tem nenhuma intenção de beber só
vai ajudar a sua reputação. Eu garanto que ela está na sala de café agora
fofocando para quem quiser ouvir. Quando ela encontra o seu copo
intocado, ela vai ficar muito brava.

— Ha, ha, eu pensei que talvez tenha esquecido que eu não bebo
café.
— Não, eu não me esqueço. O mundo que você está entrando está
cheio de vagabundas. Um dia você vai ser capaz de nadar sem mim, mas,
por enquanto, eu ficarei feliz em ajudá-la a crescer os dentes.

Eu nunca pensei em mim como alguém que precisava de ajuda. Todo


o conceito parecia estranho; no entanto, antes que eu pudesse dar muita
atenção, a porta se abriu e Parker Craven entrou. Ao contrário de Trish, que
evitou olhar em minha direção, Parker parecia incapaz afastar o olhar;
seus grandes olhos castanhos, quase caindo de sua cabeça enquanto ele me
olhava. Vi algo sinistro em seu olhar, predatório e assustador. Por mais que
eu quisesse me virar para Stewart para a ajuda que ele tinha oferecido, algo
me dizia que este era um bom e velho amigo do círculo de Stewart. Quanto
mais cedo eu aprendesse a lidar com isso, melhor. Eu mantive minha
compostura e aumentei meu sorriso.
Era um olhar que eu tinha visto minha mãe fazer durante toda a
minha vida. Era o seu eu-sou-um-cadela-e-finjo-jogar-junto. O silêncio
pareceu apropriado. Da minha visão periférica, eu assisti Stewart se
levantar lentamente. Parker Craven era um homem alto e bonito, com
cabelos escuros e pele cor de oliva. No entanto, a posição de Stewart, em
algum lugar tácito de alfa-macho de superioridade, ofuscava a presença de
Parker. Finalmente, Parker se virou para Stewart, e exclamou: — Puta
merda, você está brincando comigo?

Stewart desabotoou o paletó e retomou seu assento. Com o braço


casualmente em torno da volta da minha cadeira, ele disse, — Parker, este é
Victoria Conway, que eu já mencionei.

Parker estendeu a mão em minha direção. — Victoria, muito prazer.

Quando seu toque frio e úmido envolveu a minha mão, eu


imediatamente me arrependi de não oferecer um aceno de cabeça em vez
de contato. Tão rapidamente quanto possível, eu recuperei minha mão e
reprimi o desejo de limpá-la no meu jeans. Eu não podia acreditar que eu
precisava para me sentar com este homem e discutir o conteúdo do
contrato. Já não me pergunto sobre o advogado que teve a coragem de
compor um acordo tão ridículo. Eu sabia no fundo do meu estômago que
ele seria tão pegajoso como algumas das cláusulas.
— Eu não tenho certeza de como Stewart convenceu você achegar
até aqui, — Parker começou, com um sorriso licencioso, — Mas devo dizer,
estou feliz que ele fez.
Limpando a garganta, Stewart trouxe a atenção de todos para ele. —
Park, hoje é sobre o contrato. Para evitar as repercussões óbvias com o
padrasto de Victoria, precisamos finalizar mais cedo.

— Sim, sim, claro. — ele abriu a pasta na frente dele. — Com essa
declaração, eu estou procurando a confirmação de que vocês dois estão
dispostos a aceitar sobre o contrato de casamento? — ele olhou de um de
nós para o outro. — Eu preciso de confirmação verbal de ambos.

— Sim, isso é correto, — Stewart respondeu.


Ambos os conjuntos de olhos se voltaram para mim. Porra! Esse foi
realmente o precipício da minha vida. De um lado, eu tinha a vida como eu
conhecia, exceto sem meu padrasto e com as consequências de sua morte
prematura, enquanto por outro lado eu tinha...

Uma promessa?

Um contrato?
A sentença de prisão perpétua?

— Victoria? — perguntou Stewart, me trazendo de volta para a mesa


de decisão.

Eu inclinei meus ombros e lutei contra o tremor. — Sim, Sr. Craven,


isso está correto. — com isso, eu assinei a minha vida.


CAPÍTULO ONZE
Dez anos antes
Minha cabeça doía quando me levantei para sair do escritório de
Parker. As discussões contratuais não tinham aliviado a sensação
desconfortável que eu tinha do advogado de Stewart. Quando me levantei
para sair, Stewart apertou sua mão, mas lembrando da viscosidade de seu
contato, eu só assenti com a cabeça. — Adeus, Sr. Craven.
— Senhorita Conway, estou ansioso para conhecê-la melhor.

Eu usei a minha máscara de boa moça; sinceramente, eu estava


usando muito isso desde que entrei no escritório de Parker. Ignorando o
resto da conversa, o meu pensamento foi para o meu telefone. Quando
Stewart mais uma vez colocou a mão na parte inferior das minhas costas e
falou com Parker, minha bolsa vibrou novamente. Isso vinha acontecendo
periodicamente durante toda a reunião enquanto nós dissecávamos e
discutíamos as cláusulas e apêndices. De bom grado, eu permiti que
Stewart me levasse para o carro. Quando nos aproximamos, eu vi Travis
abrir a porta e ele me deu uma sensação semelhante ao Parker.

Assim que a porta foi fechada, Stewart apertou minha mão. —


Alguma dessas mensagens é de Randall?
— Eu não verifiquei, — eu respondi. Puxando meu telefone da
minha bolsa, eu rolei as mensagens de texto, todas as nove. Eu tinha seis de
Valerie. Eu não tinha falado com ela desde a noite passada e eu tinha
perdido minha última aula de estudo de biologia avançada. Certamente ela
estava preocupada. Meu último exame final era amanhã e não era como se
eu não desse a mínima às minhas obrigações. Eu tinha duas mensagens de
texto de amigos em minha aula de biologia avançada, provavelmente,
também preocupados com a minha ausência atípica e um texto de minha
mãe. — Não, mas eu tenho um da minha mãe.

Acessei a mensagem:

Victoria, como você pode imaginar estamos ansiosamente à


espera de sua mensagem. Esta é sua chance de restituir a totalidade da
afeição de Randall. Eu espero certamente você não planeje nos
decepcionar.
Eu me irritei no meu lugar quando a magnitude da minha decisão
pesou muito no meu peito.

— Você se importa de compartilhar? — perguntou Stewart.

Eu não podia olhar na sua direção. Tudo estava no limite. Eu não era
muito de chorar, ainda com os meus olhos ardendo com as lágrimas
iminentes, eu entreguei o meu telefone. Não havia necessidade de fingir
que eu tinha uma grande família. Em três dias, Stewart seria meu
marido. Isso nem sequer seria possível se não fosse por Randall. Stewart
estava, obviamente, ciente de quão fodidos Marilyn Sond e Randall eram.
Seu corpo ficou tenso ao meu lado enquanto ele lia. Finalmente, ele
me devolveu o meu telefone com uma simples observação. — Ela é
realmente uma cadela.

Eu não pude deixar de rir. Era melhor do que chorar. — Eu sei que
assinei o contrato, mas você realmente quer ser parte desta família
confusa?

Ele estendeu a mão para minha coxa e deu um tapinha


tranquilizador. — Não, eu não tenho nenhum desejo de ser parte da família
fodida do Dr. e da Sra. Sound.

Meus olhos se arregalaram. Que diabos?

Stewart continuou: — Mas eu acredito que você sente o mesmo...


estou certo?
Eu balancei a cabeça.

— Três dias, minha querida. Em três dias você vai ser a senhora
Stewart Harrington. Você pode nunca contatá-los novamente. — ele se
inclinou mais perto e beijou meu rosto. — Na realidade, você pode fazer
isso agora. Podemos não ser legalmente casados, mas a tinta do contrato
está seca. Não há como voltar agora.

— Em três dias eu serei a Sra. Victoria Harrington, — eu corrigi.


— Nesta cidade, querida, você vai ser a senhora Stewart
Harrington. Acostume-se com isso.
Eu inalei, sentindo os músculos do meu pescoço enrijecer enquanto
eu olhava para o tráfego do lado de fora das janelas coloridas e tentei
mudar de assunto. — Travis entregou o dinheiro?

— Ainda não. Ele está me levando para o meu escritório e você de


volta para a cobertura. Depois disso, ele vai.
— Eu quero fazer o teste de biologia avançada. Amanhã é final. Eu
sei que soa idiota com tudo o que está acontecendo, mas eu trabalhei duro
para isso. Se eu chegar a topo da minha classe, eu tenho uma bolsa de
estudos automática para a Universidade de Miami.
Stewart pegou seu telefone e leu. Sem se virar, ele murmurou, —
Sra. Stewart Harrington não precisa nem de uma biologia de grau avançado
para formar nem de uma bolsa de estudos para cursar a faculdade. Seus
próximos dois dias são totalmente reservados. Atualmente, há alfaiates e
costureiras esperando no apartamento para tirar suas medidas. — ele
brevemente virou na minha direção. — Em três dias, você não ser vista
vestindo esses tipos de roupas e o trabalho em seu vestido de casamento
irá começar imediatamente. Há também uma personal shopper vindo esta
tarde para determinar suas preferências. Ela vai ter o seu armário
totalmente abastecido. Além do vestido de noiva, você vai precisar de uma
versão mais agradável do que só os itens feitos sob medida podem ser
produzidos.

As minhas preferências? — E se a minha preferência é o que eu estou


vestindo?

Stewart não respondeu; em vez disso, ainda olhou para o telefone e


ele continuou, — Você também tem vários compromissos agendados na
terça-feira e quarta-feira com cabeleireiros, manicures, esteticistas
etc. Com tratamentos faciais, depilação, etc, sua agenda está cheia. Na
quinta-feira partimos para Belize.

— Belize? Eu não tenho um passaporte.

Ele olhou para mim e balançou a cabeça. — Você terá. Vou ligar para
Parker providenciar. Você pode precisar espremer a visita ao
Departamento de Passaporte em sua programação, mas pode ser feito.
Eu queria dizer que eu achava que levava mais de três dias para
conseguir um passaporte; no entanto, eu sabia que se eu fizesse, eu iria
ouvir o que eu tinha ouvido durante todo o dia. Isso vai acontecer. Antes
que eu pudesse responder, meu telefone tocou. Olhando para a tela, eu vi
MARILYN. — Minha mãe, — eu sussurrei.

— Eu te daria privacidade, mas não tem qualquer lugar para eu ir, —


Stewart ofereceu, tentando aliviar meu humor.

Ele tocou de novo.


— Você vai atender? — ele perguntou.

Eu ia? Eu estava pronta para ter essa conversa?

— Olá, Mãe, — eu disse enquanto eu clicava no botão alto-falante. Eu


não queria repetir a conversa e, além disso, eu queria que Stewart ouvisse a
conversa em primeira mão.

— Victoria, — sua voz estava estranhamente aliviada. — Por que


você não retornou a minha mensagem? O que há de errado com você? Você
deve saber que nós estivemos preocupados.

Meus olhos se encontraram com os de Stewart. Eu estava


começando a ler sua agitação por sua mandíbula apertada e olhar
estreito. — É tão bom ouvir de você também.

— Não seja sarcástica, garotinha.

O absurdo de seu tom de voz me fez rir. Eu tive que cobrir a boca
para manter a minha diversão em silêncio. — Eu não acho que você nunca
me acusou de algo assim. Com o que exatamente você tem estado tão
preocupada, mãe? Minha vida? Meu futuro? Verdadeiramente algo sobre
mim?

— Victoria, não seja egoísta. Randall está aqui. Queremos saber se


você não irá desapontar com a nossa família.

— Vendo como eu tenho sido um desapontamento toda a minha


vida, eu não sei como você acha que isso seria diferente.
A voz mudou; agora era Randall. — Victoria, eu tentei várias vezes
falar com o Sr. Harrington. Eu não consegui passar da secretária.
Eu sorri para Stewart, que assenti.

Obrigada, eu falei mexendo a boca. — Por que, Randall, por que você
está me contando isso?

Minha mãe engasgou no fundo. Sua voz estridente cortou o alto-


falante do meu telefone. — Não nos diga que você não vou à reunião que
nós organizadas para você ontem. — Realmente foi ontem? — Não nos diga
que você não discutiu um acordo com o Sr. Harrington.
— Oh, eu fui.

— Vikki, eu sei que este parece ser um grande favor que estamos
pedindo de você-

Cortei palavras não sentidas de Randall. — Um grande favor? Não,


desculpe. Por favor, pegue alguma coisa na loja é um favor. Se vender para
salvar a minha bunda não é um favor.
— Não fale com seu pai-

Desta vez foi Stewart que falou, interrompendo minha mãe. —


Sra. Sound, a partir de agora, você nunca vai falar com sua filha nesse
tom. Entendido?

No nosso breve tempo juntos, eu nunca tinha ouvido tal comando e


autoridade na voz de Stewart.

Foi Randall que falou ao lado. — Er, Sr. Harrington, podemos


assumir que isso significa que nosso acordo está completo?

— Dr. Sound, eu estou esperando ouvir a resposta de sua esposa à


minha pergunta.

Meu Deus. Ouvindo a voz de Randall vacilar e minha mãe sendo


chamado de cadela realmente fez meu corpo tencionar de excitação.

— Sr. Harrington, — minha mãe começou, — Eu entendo. Obrigada.

Um pedido de desculpas para mim. Quão difícil seria isso?


Stewart observou minha expressão enquanto ouvia. Como se ele ler
minha mente, ele disse: — Sra. Sound, Victoria está esperando para ouvir
um pedido de desculpas, não só para o seu desabafo, mas para a situação
em que você e Dr. Sound ter colocado ela.
— Umm, sim, é claro. Vikki querida, nós ambos sentimos muito.

Eu balancei minha cabeça e meus ombros como o carro veio para


descansar.
— Estamos em meu escritório, — Stewart sussurrou.

— Mamãe e Randall, eu preciso ir. Eu, obviamente, fui ao encontro


de Stewart. Ele e eu temos um acordo. Onde isso deixa vocês dois
tranquilos. Não me incomodem: eu não vou incomodar vocês. Nesse meio
tempo, Randall, olhe para os dois lados antes de atravessar a rua. Adeus.

O suspiro da minha mãe foi o último som que ouvimos quando eu


apertei o botão vermelho, encerrando a ligação.

Embora Travis tivesse a porta aberta, o ar quente e a umidade de


Miami encheu o interior do carro, Stewart permaneceu imóvel. — Eu não
tenho certeza se eu deveria deixá-la agora.
— Estou bem. Como você disse, eu tenho muitos compromissos.

— E sobre Randall e o dinheiro? Eu prometi que ia pagá-lo. Você


ainda quer isso?

Toquei em seu rosto. — Por favor, eu quero. Envie Travis para pagá-
lo, mas por Randall e Marilyn, eu acho que eles podem suar sobre isso por
um tempo.

Seus olhos azuis enrugaram com pequenas linhas enquanto suas


bochechas ficavam rosas. — Hoje à noite, Tori. Hoje à noite, eu vou fazer
você esquecer tudo isso, eu prometo.

Tori. Eu sorri. — Vamos ver, Sr. Harrington.

— Sim nós vamos.



Quando Susan, minha nova personal shopper, finalmente saiu do


apartamento, eu desmoronei contra o sofá e olhei para o mar. Embora o sol
ainda estivesse alto, sombras dos prédios altos escondiam a praia
abaixo. Estava ali, tão perto, mas fora da vista. Em direção ao horizonte, o
sol do fim da tarde brilhou sobre as ondas, criando prismas de cor ao
longe. A deslumbrante vista era hipnotizante. Sem perceber, eu me
encontrei perdida na maravilha dos matizes brilhantes. Como tinha a minha
vida mudado tão drasticamente em apenas 24 horas?

Lembrei-me de minha conversa no início desta tarde com Val. Não


surpreendentemente, ela ficou chocada.

— Que diabos, Vik? — sua voz veio através do meu telefone, alto e
claro.

— Eu vou me casar quinta-feira. Eu sei que soa súbito. — devido à


confidencialidade, eu estava limitada sobre o que eu poderia compartilhar.

— Súbito? Oh meu Deus! Você passou de eu tenho uma oferta de


trabalho e eu vou ficar em um hotel excelente para eu estou noiva e vou casar
com um velho rico.
— Ele não é tão velho, — eu respondi defensivamente.

— Eu não entendi.

— Escute, eu não posso dizer nada para fazer sentido. Mas é verdade
e eu quero que você seja parte disso. Você poderia?

A voz de Val perdeu um pouco de rispidez. — O que você quer dizer?

Nos falamos por quase uma hora. Eu tive pessoas à espera. Eu sabia,
mas Val é a minha irmã, a minha ligação ao longo da minha vida. Eu
precisava que ela entendesse. Eu avisei que seria uma cerimonia muito
pequena, um casamento privado; portanto, nem a mãe, nem Randall foram
convidados a participar. Engraçado, com toda a loucura, a coisa que parecia
incomodá-la mais era que eu não estaria participando da minha prova final
de biologia avançada. Ela mais do que ninguém sabia o quão duro eu tinha
estudado, quanto tempo e energia eu tinha me dedicado a isso.
Foi uma das minhas principais preocupações também. Convencê-la
de que não importava mais era uma das mentiras mais difíceis que eu já
disse. Principalmente porque isso importava para mim. Fechando os olhos,
suspirei. Eu realmente iria ser a Sra. Stewart Harrington, não Sra. Victoria
Harrington. Victoria iria prestar o exame. A realização aumentou a tensão
no meu pescoço, torcendo os músculos até que eu revirei os ombros para
alívio.

Isso estava em cima da minha cabeça e embora eu não fosse a única


que me coloquei lá, em última análise, eu era a única que assinou o
contrato. No entanto, enquanto eu me sentava no sofá de couro branco, eu
sabia que a culpa era minha. Por essa razão, eu não tinha nenhum
arrependimento por não informar a Randall ou a minha mãe a minha
decisão. Eu sabia que a vida de Randall não estava mais em perigo. Eu
poderia dizer o mesmo sobre a minha? O que eu realmente sei sobre Stewart
Harrington?

Enquanto eu lutava com meus pensamentos, Lisa quebrou meu


transe. — Sinto muito incomodá-la, senhorita Conway. Eu queria perguntar
sobre o que você gostaria para o jantar.

—Stewart estará em casa? — droga, eu soei como uma dona de casa


solitária.

— Sim, senhorita, ele vai. Eu apenas pensei que se você tivesse uma
preferência...

Preferência? Susan usou essa palavra; assim como


Stewart. Qualquer coisa verdadeiramente era minha preferência?
— Lisa, eu honestamente não posso sequer pensar em comida. Estou
exausta, o que é engraçado, porque eu não acho que eu tenho feito nada o
dia todo.

— Isso não é verdade.

Inclinei a cabeça com um sorriso. — Você já fez mais por mim hoje
do que alguém já fez em toda a minha vida e então houve Susan, Fritz e
todas as outras pessoas. Eu não posso sequer imaginar o que o amanhã irá
acarretar.
— Senhorita, eu acho que você está sobrecarregada. Tem havido
uma série de mudanças em um curto espaço de tempo.

— Eu estava pensando, — eu disse melancolicamente: — Eu vim


aqui a cerca de 24 horas atrás. Eu nem sabia o nome de Stewart. Agora,
vamos nos casar. Eu continuo pensando se isso não é real.

— É verdade, mas você precisa relaxar. Sugiro que você vá para o


seu quarto e tome um bom banho. Sr. Harrington não estará aqui por mais
uma hora. Vou discutir o jantar com ele depois que ele estiver em casa.
Lembrei da grande banheira no banheiro do meu quarto. — Eu acho
que eu gostaria disso.

Ela bateu no meu joelho. — Então está resolvido. Não se preocupe


com nada. Vou deixar o Sr. Harrington saber onde você está.

Cansada eu estava. — Você sabe o que? — eu perguntei


retoricamente. — Esta manhã, quando Stewart disse que eu estaria
ocupada durante todo o dia, eu não acreditei nele.

— Oh, senhorita, se há algum conselho que eu posso compartilhar


com você... — Lisa olhou para baixo.

— O quê? Por favor, compartilhe.

— Eu não deveria oferecer. Se você perguntar, eu vou responder,


mas não é o meu lugar oferecer.

Estendi a mão para a mão de Lisa. — Você tem sido maravilhosa


para mim. Eu estou perguntando. Por favor, me ofereça conselhos sempre
que você sentir a necessidade.

Com um sorriso, ela disse: — Não duvide do Sr. Harrington. Ele é um


homem muito ocupado para ser simples. Se ele disse que você estaria
ocupado, você vai estar ocupada.

— Obrigada, Lisa. Eu acredito que eu vou tomar aquele banho agora.

— Você precisa de mim para ajudar você?


— Não, obrigada, — eu disse com um sorriso. Eu sempre imaginei
alguém esboçando uma imagem quando eu tinha ouvido essa frase. — Eu
acho que consigo.
Cansada, eu fiz o meu caminho para o meu quarto. O meu quarto?
Quando eu tinha começado a pensar dessa maneira? Não era realmente meu
quarto. Depois de nos casarmos eu iria para o quarto de Stewart. Ele disse
isso hoje e se eu fosse acreditar em Lisa, eu não deveria duvidar de que ele
quis dizer isso. Inferno, eu ainda não tinha visto o quarto dele.

Quando o cheiro de sais de banho jasmim encheu o ar abafado do


banheiro, eu fiquei nua diante do espelho grande. Com o meu cabelo
comprido empilhados na minha cabeça, eu me perguntava como eu iria
continuar a mudar. Amanhã eu tinha compromissos com cosmetologistas,
esteticistas e manicures. Eu já sabia que meu guarda-roupa estava
mudando. Verdadeiramente, Susan tinha tomado as minhas preferências e
as moldado nas formas mais incríveis. Será que essas esteticistas fazem o
mesmo? Será que meus desejos seriam levados em consideração? Minha
mão escorregou em direção ao meu sexo. Eu nunca pensei sobre
depilação. Eu tinha ouvido falar sobre isso, mas a ideia parecia intrusiva
demais: eu nunca quis me expôs a ninguém. No entanto, quando Stewart
mencionou isso - no grande esquema da minha situação - pareceu
insignificante. Agora, a ideia adicionou tensão aos meus nervos já tensos.

Relaxando na hidromassagem com banho de espuma, eu fechei os


olhos com um suspiro agradecido. A água quente acalmou os meus
músculos doloridos e os restos de sais de banho revestiram a minha
pele. Inconscientemente, eu acariciava meus braços, apreciando a textura
suave. Minhas coxas e panturrilhas doíam de horas passadas em pé nos
saltos mais elevados do que eu estava acostumada. Entre as medidas para o
meu vestido de casamento e futuro guarda-roupa, eu tinha sido puxada e
arrastada em todas as direções. Massageando minhas panturrilhas, minhas
mãos inconscientemente se moveram para cima.
Meus pensamentos se voltaram para Stewart: ontem à noite na
varanda, com a brisa do mar na minha pele e seus dedos dentro de
mim. Lembrei-me de sua voz enquanto falava com Marilyn e Randall. Por
que não me incomodou que ele tinha interrompido minha conversa? Talvez,
porque, usando o viva-voz, eu essencialmente o convidei para participar. No
entanto, não foi até que ele se intrometeu que eu pensei nisso. Sua voz
tinha poder e autoridade suficiente para parar o ataque proverbial de
Marilyn. Com apenas algumas palavras, ele tinha me dado mais apoio do
que eu já tinha conhecido.
Os sais de jasmim seda revestido minhas pernas enquanto meus
dedos continuam a mover-se para a parte interna das coxas e encontra os
lábios inchados de meu sexo. A sensação não era nem perto do que eu senti
com os dedos de Stewart, mas era algo: algo para aliviar a tensão do dia,
das últimas 30 horas.

Deixei escapar um suspiro enquanto meus dedos mergulhados


dentro do meu núcleo.

Com os olhos delicadamente fechados, eu imaginava o belo rosto de


Stewart. Para um homem muito mais velho do que eu, ele era incrivelmente
bonito. Seus olhos azuis são tão intensos e cheios de compreensão. Na
varanda havia sido preenchido com luxúria, ainda no carro, empatia e
proteção. Eu poderia estar vendo tanto? Ou foi minha imaginação juvenil?

Meus lábios apertaram quando a tensão do dia encontrou em meu


núcleo. Minha mão se moveu mais rápido, meus dedos se concentrando no
pacote inchado de nervos. Meu único desejo era encontrar a liberação, que
eu sabia que estava próximo.

— Droga…

Eu pulei quando a voz profunda e rouca de Stewart quebrou minha


bolha de reclusão. Meus olhos se abriram e água espirrou sobre a banheira
enorme.

— Você é fodidamente linda.

Instintivamente, eu parei - parei tudo - de me mover, de respirar e


pensar. De pé na porta, com os olhos azuis profundos olhando para mim
estava o homem que eu tinha concordado em me casar, o único em minha
fantasia atual. Timidamente, eu olhei para longe de seu olhar, só para ver o
volume na sua calça feita sob medida crescer diante dos meus
olhos. Embora o paletó e gravata fosse embora, ele gritava importância. A
protuberância que continuou a crescer gritou algo totalmente diferente.

— Não me deixe pará-la, Tori. Assistindo você gozar está


rapidamente se tornando a minha nova obsessão.
— S-Stewart, você me assustou, — eu disse enquanto pegava uma
toalha.

Um aceno de cabeça acalmou os meus movimentos.

Mordendo meu lábio, eu vi quando ele tirou a camisa e fiquei


maravilhada com seu peito duro, maciço que eu me agarrei na noite
anterior. Sua voz era suave e ainda áspera. — Quando Sra. Madison me
disse que eu iria encontrá-la aqui, eu não tinha ideia do que eu encontraria.
— seus lábios se curvaram em um sorriso de aprovação enquanto
examinava meu corpo, totalmente exposto através da água. — Me desculpe
não encontrá-la mais cedo.
Stewart se ajoelhou ao lado da banheira. Sua pele quente irradiava
um calor superior a água quente em torno de mim. Timidamente, eu
alcancei novamente para a toalha, mas desta vez, ele tocou minha mão. —
Não, Tori, eu quero ver mais desse sexy show. — ele gentilmente beijou
meus dedos e os levou de volta para o meu clitóris. — Dê a si mesmo
prazer. Eu quero assistir.

O sangue inundou meu rosto. — Eu-eu não estou certa de que posso.
— levou todo o meu esforço para gerir as palavras através do meu
embaraço.

— Você pode.

Sua mão forte, poderosa envolveu a minha, a dominando. Logo


estávamos nos movendo juntos, o nosso ritmo não diferente do de
antes. Desde que remover minha mão parecia fora de questão, eu fechei os
olhos, inclinei a cabeça para trás e mexi como ele instruiu. Minha mente
estava concentrada sobre o homem ao meu lado, o aroma rico de sua
colônia e seu toque controlador. Quando a mão dele deixou as minhas,
meus olhos se abriram.

— Continue, Tori. Não pare. Eu quero ver você gozar.

Não havia raiva em seu tom. Não era como o que eu tinha ouvido no
carro, no entanto, também não deixou espaço para debate. Me senti
compelida a cumprir, movendo os dedos em um círculo apertado. Minha
respiração veio mais rápido quando eu apliquei um pouco mais de pressão
para a minha carícia cada vez mais rápido. A água e os olhos de Stewart não
importavam quando eu me trouxe mais alto na montanha. Quando a tensão
se estabeleceu em minha virilha, eu sabia que isso ia ser mais do que um
orgasmo que eu já tinha dado antes a mim mesma. Não era o pico que
Stewart tinha chegado ontem à noite, mas, sem dúvida, em questão de
segundos, eu estaria caindo para profundezas desconhecidas.

Quando as grandes mãos de Stewart encontraram meus seios e


beliscaram meus mamilos, sons ao contrário dos quais eu estava
acostumado a fazer, escapou dos meus lábios. Minha boca formou um O
apertado, e a rigidez nas minhas pernas deram lugar a liberação.

Lentamente, minha realidade voltou e eu abri meus olhos. Antes que


eu pudesse olhar para longe, Stewart pegou meu rosto e acariciou minha
bochecha. — Minha linda Tori, foi incrível. — alcançando para o meu lado,
ele me encorajou a me sentar. — Olhe para a água. Você vê?

Para meu horror, eu fiz. Havia uma nuvem tênue, flutuando em


suspensão na água sedosa.

— Você vê? — ele perguntou novamente.

— Sim.

— Sabe o que é?

Senti o sangue novamente correr para meu rosto. — Sim.

— Me diga, — perguntou ele. — Me diga o que você vê.

— Sou eu. É o meu gozo. — eu odiava dizer as palavras grosseiras,


mas eu sabia instintivamente que ele se contentava com nada menos.

— Sim, é, e da próxima vez que você gozar, não vai ser em uma
banheira. Embora, me deixe dizer que foi incrível. Eu sei que tem sido um
longo dia, mas se nós vamos fazer o mundo falar, precisamos ser vistos
juntos. Eu quero que você se vista. Em sua cama tem um vestido que
acabou de chegar. Você vai me deixar levá-la para um jantar?

Embora eu me perguntasse sobre os planos de Lisa, eu não tive a


força para questionar. Em vez disso, eu assenti. Há ainda uma
opção? Minhas entranhas torceram. Havia algo a ser vista em público que
fez esta situação ainda mais real do que o contrato estúpido. Com a mão
novamente acariciando o lado do meu rosto, ele se inclinou mais perto.
— Me deixe dizer sobre esta noite. — ele não esperou que eu
assentisse. — Eu quero que você vista a roupa em sua cama, somente a
roupa em sua cama. Há um vestido e um par de sapatos combinando. — ele
enfiou a mão na água e possessivamente acariciou minha fenda de trás para
frente, deixando o meu clitóris inchado de repente necessitado. — Eu quero
saber o que esse buceta quente está esperando por mim, descoberta por
quaisquer obstáculos. Eu quero que você saiba que quando você olhar nos
meus olhos, eu estou pensando sobre o que eu vi você fazer e eu estou
pensando sobre o seu gozo flutuando nesta água. Você sabe por que eu
estou pensando sobre isso?

Falar parecia fora de alcance. Felizmente, ele me permitiu balançar a


cabeça.

— Porque depois que eu compartilhar minha linda noiva com o


mundo, eu vou te trazer de volta aqui e enterrar meu rosto em sua buceta
perfeita. A próxima vez que você gozar, ele não vai flutuar em uma
banheira. Não, minha querida, isso cobrirá a minha língua, os meus lábios e
meu queixo. Eu vou estar pingando com seus sucos doces.
Oh meu Deus!

— E você não vai suspirar contentamente, como você fez. Não, você
estará chamando - gritando - o meu nome. Porque a partir de hoje, esse é o
seu trabalho - gozar, me mostrar quão incrivelmente sexy você é. Porque
este pequeno orgasmo não era nada parecido com o que irá te ultrapassar
quando chegarmos em casa.

Fiquei chocada e horrorizada com sua franqueza, e, ao mesmo


tempo, eu estava pirando de tão excitada e quente como o inferno.

— Tori, — sua voz tomou conta de mim com mais de seu tom de voz
aveludada. — Você vai fazer isso por mim? Você vai usar apenas o vestido e
sapatos? Você vai me deixar ir para baixo em você e fazer você gritar meu
nome? Você vai lavar o meu rosto com seus sucos?

O que faz alguém dizer algo assim? Eu nunca tinha sido perguntada
algo tão íntimo e tão casualmente.
Seu hálito quente banhou meu pescoço. — Tori, você vai se entregar
a mim esta noite, cumprir os meus desejos, sabendo que você também irá
receber o seu?

— Sim. — foi a única palavra que eu poderia articular.


CAPÍTULO DOZE
Dez anos antes
Eu dei uma última olhada no espelho e sorri com aprovação. Meu
longo cabelo estava enrolado nas extremidades, permitindo que ele
flutuasse livremente pelas minhas costas e eu tinha feito o meu melhor
para replicar maquiagem antes de adicionar um pouco de azul para
destacar os olhos cinzentos e complementar o vestido. Era o vestido que
Stewart tinha mencionado e era da cor de cobalto, com uma saia
esvoaçante e um corpete que acentuava os meus seios. Com a parte das
costas aberta, eu não poderia ter usado um sutiã se eu quisesse e
felizmente a saia era forrada e mostrava nenhum indício da minha falta de
calcinha.
Quando eu entrei no hall de entrada, o olhar apreciativo de Stewart
me deu forças para continuar.

— Minha querida, você está deslumbrante. — ele se inclinou para


perto da minha orelha e sussurrou: — E eu espero que você tenha seguido
minhas instruções.

Mantendo uma aparência de controle, eu olhei para a profundidade


de seus olhos e respondi: — Sim, Sr. Harrington.
Ele acariciou minha nuca. — Então, por ser uma boa menina, eu
tenho uma surpresa.

Inconscientemente, os meus olhos foram para as suas calças. Sua


risada profunda encheu a porta da entrada. — Sim, eu tenho essa surpresa,
mas eu acredito que eu estou esperando alguém pedir.

Eu lutei contra a vermelhidão no meu rosto. Eu não tinha a intenção


de olhar, mas uma vez eu fiz, eu reconheci o quão verdadeiramente perto
eu estava a pedir.

— Hoje à noite, — ele continuou, — Eu tenho outra surpresa, antes


de tomarmos nossas reservas para o jantar.
Stewart me ajudou a subir no carro, onde Travis estava
esperando. Quando nos aproximamos, seu motorista me digitalizou de cima
e abaixo, quase como se ele soubesse que eu estava nua por baixo do meu
vestido. Minha mente me disse que era absurdo, nada mais do que uma
combinação de paranoia e minha imaginação hiperativa.
Um pouco mais tarde, o carro parou em frente de uma bem
conhecida loja de joias exclusiva no centro de Miami. O sinal perto da
entrada indicava que a loja estava fechada. Destemido, Travis abriu a porta
do carro e Stewart me ajudou. Antes que eu pudesse questionar seus
motivos, a porta para a loja abriu e um ligeiro cavalheiro em um agradável
terno apareceu no nosso caminho.

— Sr. Harrington, bem-vindo! E Senhorita Conway. — ele se curvou,


respectivamente. — Eu estava excepcionalmente satisfeito por receber a
sua chamada. Por favor, me sigam.

Olhei ao redor do interior. Apesar de ter sido fechado para o público,


as luzes acesas e os membros da equipe estavam aguardando suas
instruções.

— Gostaria de ver nossas vitrines ou você prefere ver a coleção


privada?

Stewart não hesitou. — Alfred, a coleção privada. Eu não quero


minha mulher usando um anel que qualquer um poderia comprar.

Um anel? Eu tentei manter o olhar de choque do meu rosto. Claro, eu


tenho um anel. Eu estava me casando.

Seguimos Alfred em um escritório privado completo com uma


grande mesa. Stewart e eu sentamos em um lado, como o joalheiro no outro
lado. Antes que ele pudesse começar, uma mulher entrou, carregando uma
bandeja de copos de cristal e uma garrafa de champanhe gelada. — Com
licença. Posso oferecer uma bebida, algo para celebrar esta ocasião
monumental?

Olhei para Stewart. Eu não tinha idade suficiente para beber, não
legalmente.

— Obrigado, — disse Stewart com um aceno de cabeça.


Eu esperei, imaginando o que iria acontecer quando eles me
pedissem a identificação. No entanto, eles nunca perguntaram. Em vez
disso, Alfred começou, — Sr. Harrington, da nossa breve conversa, eu
acredito que eu selecionei as melhores joias nossa empresa tem para
oferecer. Devo dizer que um desses anéis já estava prometido a outro
cliente, mas para você, eu tenho adiado nossa reunião.

Os lábios de Stewart formaram uma linha reta. — Eu lhe asseguro,


Alfred, você não precisa aplicar táticas de vendas de alta pressão ou de bom
grado vou ter o meu negócio em outro lugar. Se minha noiva gosta do que
vê, vamos comprá-lo. É simples assim.

— É claro, — ele murmurou, enquanto puxava uma caixa de veludo


preto de uma gaveta. Fixando seus olhos em mim, ele disse: — Nós
podemos ter qualquer um destes anéis dimensionados para você
amanhã. Por favor, se concentre apenas nas configurações exclusivas,
qualidade e pedras sem falhas.
Meu coração acelerou quando ele abriu a caixa. Havia apenas quatro
anéis, cada um com um impressionante diamante central. O que chamou
minha atenção tinha um belo diamante de esmeralda.

Stewart olhou para mim. — O que você acha?

— Eu acho que eles são surpreendentes. — eu olhei para meu


noivo. — Você realmente não quer mais informações antes de escolher? —
como talvez o preço?
— Alfred, estes anéis são exclusivos? Enfatizo a necessidade de um
original.

Os olhos do joalheiro se arregalaram. — Sim senhor. Cada criação


desta coleção foi feita por um dos nossos designers de renome
mundial. Cada um é único, como o amor que vocês dois compartilham.

Então eles são todos falsos Eu não pude deixar de pensar? No entanto,
antes que eu pudesse me virar para Stewart, ele apertou minha mão. Um
lembrete não tão sutil que este era mais um passo em convencer o mundo
que éramos reais.

— Alfred, — eu disse, — Eu acho que o diamante amarelo é lindo.


O sorriso do joalheiro cresceu. — Senhorita Conway, você tem uma
preferência maravilhosa. A pedra central é uma impecável 4,7 quilates de
diamante amarelo, cercado por mais 15 quilates de diamantes
brancos. Este é o anel que eu mencionei. Eu digo isso, — esclarece ele, —
porque ele já tem sido feito sob medida, mas ele também pode ser
reajustado.

Ele tirou o anel e o entregou a Stewart. Depois de uma breve


inspeção, Stewart perguntou: — Você gostaria de ver se ele se encaixa?

Foi a coisa mais próxima de uma proposta que ouviria.

— Sim, obrigada, — eu disse, estendendo a mão


esquerda. Deslizando o anel sobre a minha junta, era como se tivesse sido
feito para mim. — Cabe. Eu amo isso.
Stewart voltou para o proprietário. — Você tem um
correspondente?

— Oh, sim, Sr. Harrington.

Quando ele entregou o outro anel com diamantes embutidos para


Stewart, ele também entregou uma nota que eu assumi que continha as
informações de preço. Stewart mal olhou para o papel, colocou sobre o
balcão e estendeu o anel em minha direção. — Você gosta desse, também?

— Senhorita Conway, — Alfred me informou-me, — esse tem outros


16 quilates de diamantes brancos.

Eu não respondi a Alfred quando eu posicionei os dois anéis juntos


no meu quarto dedo. O meu se encaixava perfeitamente, acentuando o
grande diamante amarelo. Olhando para Stewart, eu sorri. — Sim.
Stewart estendeu a mão para o joalheiro. — Obrigado, Alfred. Nós
fizemos a nossa decisão.

Eu entreguei os dois anéis de volta para Alfred que os colocou em


uma caixa forrada de veludo e entregou a caixa para Stewart. — Obrigado,
Sr. Harrington... — ele acenou com a cabeça e pegou minha mão, baixou os
lábios para cima e disse:... — Senhorita Conway, nós estamos honrados que
você veio em nosso humilde estabelecimento.

Uma vez no carro, Stewart removeu a caixa de veludo de sua jaqueta


e extraiu o grande anel de noivado de diamante amarelo. — Senhorita
Conway. — seus olhos azuis se suavizaram. — Tori, em mais dois dias este
acordo será selado irrevogavelmente. Até agora, eu não estou
decepcionado. Permita-me e colocar este anel em seu dedo como um sinal
externo de nosso acordo mútuo.

Eu estava esperando uma declaração de amor e devoção? O que


estávamos fazendo era um acordo - um contrato - e quanto mais cedo eu
aceitasse, era melhor. Eu inclinei meus ombros, preparei meus olhos
cinzentos e estendi a mão esquerda. — Eu assinei o contrato e eu aceito o
seu anel.

Suas sobrancelhas levantadas. — Você pode querer trabalhar em seu


entusiasmo, minha querida. Em poucos minutos estaremos na cobertura do
Beach Club, que eu tenho certeza que você reconhece como um dos clubes
privados mais exclusivos de Miami. Prevejo muitos associados, talvez até
mesmo alguns dos colegas de seu estimado padrasto. Um pouco disso é
para mostrar... — ele se inclinou mais perto. — Que eu estou tão ansioso
para te mostrar - como eu tenho certeza que você está bem consciente - não
há mais do que um elemento a atração. Enquanto eu estiver te
apresentando, eu quero que você lembre o que eu pretendo fazer com você
esta noite. — seus lábios se separaram um pouco e meu rosto corou de
repente. — Quando eu tomar um gole do meu vinho, eu quero que você
saiba, eu estou imaginando beber você. — ele acariciou minha nuca. —
Quando eu estiver inalando o aroma da nossa refeição perfeitamente
preparada, eu vou antecipar o seu cheiro doce. Quando a comida chegar a
minha língua, eu estarei pensando sobre a minha língua dentro de você,
com suas pernas sexy enroladas no meu rosto.

Oh meu Deus! Eu sabia que eu estava ficando molhada só de ouvi-lo.

— Hoje à noite, — ele continuou, — quando eu tiver você de volta ao


meu apartamento, eu vou fazer o que todo homem a quem você conhece vai
querer fazer, o que eles vão imaginar fazer, o que vão fazer com suas
esposas, mas imaginando a minha noiva. Você, minha Tori, é
impressionante. — sua mão encontrou a barra do meu vestido e mexeu sob
o material macio para minhas coxas. — Hoje à noite e todas as noites eu
vou ser a inveja de todos os outros homens. Você estará estrelando em seus
sonhos molhados enquanto você estrela cada fantasia minha. — seus dedos
avançam para cima. Em uma mera polegada ou duas ele aprenderia com
certeza que eu seguiria suas instruções. — Abra suas pernas para mim,
Tori.
O carro que estávamos andando não era uma limusine. Não havia
vidro entre nós dois e Travis, nenhuma barreira de som. Meus olhos
dispararam para o espelho retrovisor. Com o pôr do sol, o motorista de
Stewart usava óculos de sol. As lentes escuras cobriam seus olhos e sua
expressão, mantendo o foco de sua atenção escondido.

— Tori, — o tom de Stewart foi mais exigente. — Não me faça pedir


duas vezes. Abra essas lindas coxas. Me dê um aperitivo, uma promessa do
que está esperando por mim.

Suas palavras não deveriam ter me excitado, mas elas fizeram. Eu


sabia que com uma mudança das minhas pernas, ele iria encontrar a
umidade que ele procurava. Mais uma vez, ele tinha conseguido me deixar
totalmente despertada apenas com suas palavras. — Oh, Stewart...

— Shush, Tori, gema em mim.

Mudei minhas pernas mais distantes, quando os lábios dele


cobriram os meus. Foi o nosso primeiro beijo, a primeira vez que sua língua
dançava com a minha. No entanto, isso não era o que tinha a minha
atenção; meu corpo inteiro acendeu quando seus dedos mergulharam entre
minhas dobras inchadas. Eu elevei minhas coxas para lhe dar melhor
acesso. Em poucos segundos, o mundo desapareceu e tudo o que importava
era o seu toque e seu beijo. Quando ele encontrou o meu clitóris, eu fiz o
que ele tinha dito: eu gemi.

Nossos sons se misturaram quando ele tirou a mão com um silvo de


aprovação e balbuciou perto do meu ouvido: — Sim, tão molhada, sempre
tão molhada.

Oh meu Deus! Eu queria mais. Eu queria a minha montanha. Quando


ele trouxe seus dedos à boca, meu rosto corou.

Ele abriu minha excitação em seus lábios e lambeu. — Apenas um


gosto de doçura. — seus olhos brilhavam. — Mais tarde, eu vou jantar.

O que estava acontecendo comigo? Ele estava me fazendo querer


coisas que eu nunca tinha sequer considerado.
Meus joelhos vacilaram quando Stewart me levou do carro para o
Beach Club. Então, como se nada tivesse acontecido, ele cumprimentou o
maître d’ e me levou para o elevador privado. Uma vez sozinhos dentro do
elevador, ele escovou o nariz contra o meu pescoço e sussurrou. — Nada
aqui vai ter um gosto tão bom quanto você. Minha querida, eu espero que
você não se importe se nós pularmos a sobremesa.

Eu nunca tinha estado tão ocupada e ainda tão farta. O que Lisa não
fazia por mim, ela tinha alguém que fizesse. Os próximos dois dias voaram
em uma enxurrada de corrida e espera. Os dias eram monopolizados pelos
acessórios, ornamentos e embelezamento. Meus longos cabelos escuros
foram destacados, não em tons de loiro como eu imaginava, mas matizes de
castanho e destaque de mogno. Quando a luz solar bateu no meu cabelo, as
várias tonalidades vieram em uma matriz verdadeiramente surpreendente
de cor. Minha pele estava hidratada e massageada. Cosmetologistas
passaram horas aplicando e me ensinando a aplicar a quantidade certa de
maquiagem. Com a orientação de Zhen, um cosmetologista, eu me tornei
um especialista em criar os olhos mais dramáticos.

O vestido de casamento que Lisa tinha escolhido - sim, ela disse que
discutiu com Stewart e ganhou, não permitindo que ele o visse até o
casamento - era impressionante. Antes da minha primeira prova, estava
perto do meu tamanho. Na quarta-feira à tarde, se encaixava como uma
luva. O chiffon fluindo e corpete trabalharam juntos para criar o look
perfeito para um casamento em uma praia.

Eu também aprendi um pouco mais sobre o meu noivo. Embora suas


casas estivessem em Miami, os hotéis estavam por todo o mundo, e, assim
ele passava um tempo viajando. Ele disse que haveria momentos em que
ele iria viajar sozinho, mas provavelmente mais vezes ele iria me querer o
acompanhando. Apesar de nunca ter verdadeiramente exigido, do jeito que
ele pediu, do jeito que ele perguntou, me deixou pouco espaço para debate.

Iniciando a segunda-feira à noite no Beach Club, fui apresentada a


seus amigos e associados. Nunca, nenhuma vez, ele insinuou que a nossa
união era nada além do que parecia. Fomos o tema de conversa, não só em
Miami, mas também em todo o país. Mesmo os programas de fofocas de
televisão debateram longamente sobre o casamento improvável. Claro, as
fotografias com o meu anel de noivado se tornaram viral. A notícia do
casamento ainda não tinha atingido a imprensa, mas Stewart não tinha
dúvida de que seria a notícia de primeira página na sexta-feira de
manhã. Foi por isso que ele decidiu um casamento à noite de quinta-
feira. Nossas núpcias teriam atingido o fio antes do fim de semana, fazendo
um impacto antes de ser perdido no próximo final da semana.
Embora eu mantivesse a minha palavra e não tinha implorado para
seu pau, isso estava se tornando cada vez mais difícil. Desde domingo à
noite, eu tinha alcançado alturas mais elevadas com Stewart do que eu
sabia que existia. Ele tinha ido para baixo em mim várias vezes. Era tudo o
que ele ofereceu com os dedos e mais. Eu não lutei contra a viagem até o
topo da montanha, porque cair foi a minha recompensa para a expedição
radical que eu sentia. Quando sua língua e os dedos trabalharam juntos,
não importa o quão duro meus quadris empurraram ou minhas coxas
espremiam, eu era impotente contra o precipício que explodiu e me
mandou caindo, não em uma peça, mas em um milhão de pedaços em um
conjunto de sedação. Embora ele gostasse de me ver me tocando sozinha,
eu não tinha visto o que havia sob suas calças. Cada vez que eu estendia a
mão para sua ereção escondida, minha curiosidade aumentou e eu sabia
que era apenas uma questão de tempo antes que eu fizesse como ele tinha
previsto e implorasse. Meu objetivo era deixar isso para o nosso
casamento.

À noite antes de nossa partida para Belize, Stewart voltou para casa
de seu escritório mais cedo do que o habitual. Lisa estava fora e eu estava
sentada à beira da piscina com Susan, completando os arranjos finais sobre
outra ordem de vestuário. Era uma seleção especial de grife vestidos
casuais, aqueles que Lisa proclamou sendo uma necessidade para as
minhas atividades diárias.

O vozeirão de Stewart ecoou na piscina da cobertura quando nós


duas olhamos para cima para vê-lo chegar. Embora ele usasse seu terno
personalizado e seu cabelo loiro caia perfeitamente sobre a testa, a
expressão que ele usava era diferente de uma que eu já tinha visto. — Onde
diabos está o seu telefone?
Os olhos de Susan se arregalaram quando eu olhei em volta da mesa,
movendo revistas e esboços e eu respondi, — Eu não sei. No meu quarto?
De olho Susan, o comportamento de Stewart mudou. —
Senhorita. Jennings, eu acredito que os seus serviços não são mais
necessários hoje. Entre em contato com minha esposa depois de chegamos
em casa da nossa lua de mel.

— Sim, Sr. Harrington, — respondeu ela, de pé e recolhendo seu


material da mesa.

— Victoria, venha ao meu maldito escritório, agora. — com isso, ele


tinha ido embora do deck da piscina em uma nuvem de perfeição régia e
fúria.
— Senhorita? — Susan perguntou uma vez, enquanto estávamos
sozinhas, seus olhos questionando para os meus.

Eu queria garantir que estava tudo bem, mas eu não sabia. No


entanto, eu sorri e acenei com a cabeça encorajadoramente: talvez em uma
tentativa de me tranquilizar. — Obrigada, Susan. Vejo você em uma
semana. Você precisa de mim para você sair?

Ela forçou um sorriso. — Não. Se você tiver alguma dúvida de última


hora, você tem meu número.

— Eu tenho certeza que está tudo certo, — eu respondi.

Eu tinha enfrentado a ira dos meus pais em mais ocasiões do que eu


poderia contar; eu poderia enfrentar Stewart. De certa forma ele tinha sido
mais gentil comigo do que jamais tiveram. O que estava perturbando ele, eu
acreditava que eu poderia segurar. Isso, no entanto, não diminuiu a
ansiedade que crescia a cada passo que eu dava no meu caminho em
direção a seu escritório. Quando entrei, eu perguntei, — Stewart, o que-

Ele cambaleou ao som da minha voz. — Você encontrou o seu


maldito telefone?

— Não. — meu pescoço esticou. Apesar de sua mandíbula apertada,


sua expressão escureceu me encheu de medo, eu estava prestes a ser sua
esposa e eu não apreciava seu tom. — Eu vim para o seu maldito
escritório. Isso é o que você disse.
Ele andou por trás de sua mesa. — Eu tenho tentado falar com
você. Qual é a porra do propósito de ter um maldito telefone se você não
vai tê-lo por perto?
— Stewart, — eu diminuí minha refutação. — O que aconteceu? Por
que você está tentando me atingir?

— Eu tentei o telefone do apartamento. Eu não poderia nem mesmo


conseguir falar com alguém aqui. Eu finalmente conseguir falar com a Sra.
Madison, mas como você sabe, ela está fora e não podia te alcançar
também.
— Você está aqui agora. O que é?

Sua expressão de raiva se transformou em incerteza. — Eu paguei a


porra do dinheiro. Eu fiz isso. Travis entregou na segunda-feira.

Que dinheiro? Minha mente girava: tanto tinha acontecido em tão


pouco tempo.

— Victoria, seu padrasto está no hospital.


Meus joelhos deram lugar a uma onda de náusea. Esse dinheiro. Eu
não tinha ligado para Randall ou minha mãe. Eu tinha muitas coisas e
estava ocupada e para ser honesta, eu gostei da ideia de fazê-los suar. —
Hospital? O que aconteceu?

— Eu não sei. Pegue sua bolsa. Estamos indo para o Memorial.

Fixamente, eu balancei a cabeça, tentando com todas as minhas


forças esconder o medo ondulando através de mim. Oh, meu Deus. Se ele
morresse, seria outra morte em mim.

No caminho para o Memorial, eu verifiquei minhas


mensagens. Havia várias mensagens de texto e mensagens de voz de
Stewart, alguns de Val e uma mensagem de voz de minha mãe. Eu escutei,
não colocando no viva-voz.

— Por quê? Por Victoria? Você nos odeia tanto assim? Randall está no
Memorial Hospital.
Olhei para Stewart. — Mensagem de minha mãe não nos diz mais do
que você já sabe. Ela só disse que ele está no hospital.
Ele pegou minha mão e segurou enquanto caminhávamos pelos
corredores em nosso caminho para a UTI. Avistei Val primeiro. Nós não
tínhamos visto uma a outra desde domingo à tarde. Até que nossos olhos se
encontraram, eu não tinha percebido o quanto eu tinha sentido falta dela:
três dias foram de repente uma vida. Seus olhos inchados encontraram os
meus.

Assim que eles fizeram, o olhar de nossa mãe seguiu o de Val e


Marilyn se levantou. Anos sendo uma cadela julgadora entrou em
prática. Levou apenas um segundo para me digitalizar: a minha roupa nova,
cabelo e anel de noivado. Quase instantaneamente, seu pescoço esticou. Eu
segurei firmemente a mão de Stewart, sabendo, sem sombra de dúvida que
ele era a única coisa a impedindo de me dizer exatamente o que ela
pensava.
Com mais compostura do que eu sabia que ela possuía, ela deu um
passo para nós. — Sr. Harrington, por favor, permita falar com a minha
filha em particular.

Ele olhou possessivamente em minha direção. Eu não queria soltar


sua mão, mas eu sabia que deveria. Antes que eu pudesse falar, Stewart
fez. — Sra. Sound, como está o seu marido?

— Ele está em estado crítico. Não há nada que eles podem fazer,
além de esperar.

— Mãe? — perguntei, — O que aconteceu?

— Foi um ataque cardíaco. Os médicos acreditam que foi causado


por estresse. — sua última frase destilava acusação. No entanto, meus
pulmões respiraram tão necessariamente quando a tensão deixou o aperto
de Stewart. Não tinha sido um acidente. Acenando para Stewart, eu soltei
sua mão e caminhei em direção a minha mãe. De repente, ela se virou e me
levou a uma sala pequena. Uma vez que estávamos sozinhas, ela se virou,
batendo como uma víbora.

— Você está feliz? É isso que você queria? Olhe para você, vestida
como maldita riquinha, com esse pedra gigante em seu dedo. Você acha que
Randall disse ao Sr. Harrington sobre você para que você pudesse colher os
benefícios e não nos deixar secar? Onde está o seu senso de lealdade depois
de tudo que Randall fez por você? Você e seus caminhos egoístas fizeram
isso! Você não pode me ver feliz, não é? Você tem que arruinar todo
relacionamento que eu já tive.
Embora seu tom gelado destilasse ódio e acusação, eu tentei
conseguir mais informações sobre Randall. — Qual é o prognóstico?

— Você ao menos se importa?


O fogo em minhas veias derreteu o gelo que ela enviou em meu
caminho. — Eu ainda me importo?
— Talvez eu deva avisar ao Sr. Harrington, — minha mãe disse, seu
baixo volume e ameaçador. — Eu deveria avisá-lo que é uma cadela mortal
que ele tem em seus braços. Todos que você toca morrem: todos que é
ingênuos o suficiente para chegar perto. Até mesmo o dinheiro dele não vai
protegê-lo de você.

— Você está ouvindo a si mesma? Você me vendeu sem um aviso ou


arrependimento, porra.

— Eu deveria ter sabido que seria necessário algo de mais valor para
nos ajudar.

Eu apertei minha mandíbula e desejei que minhas lágrimas ficassem


na baía. Além do painel de vidro da porta fechada, avistei Stewart. Ele
estava de pé no lugar, encostado a uma parede e olhando diretamente para
mim. Sua presença me deu força. Baixei meu tom. — A dívida de Randall foi
paga. Desde segunda-feira à tarde. A crise atual dele é o resultado do fodido
vício dele e o seu. Você fez a sua decisão. Não entre em contato comigo
novamente. Nunca. — meus olhos deixaram os dela e encontraram
Stewart. Ele ficou em linha reta e caminhou em minha direção.

Estupefata com a minha explosão, Marilyn Sound olhou para


mim. Quando ela recolheu seus pensamentos, Stewart abriu a porta,
fazendo-a girar, de repente silenciada por sua presença. Reunindo a minha
força, eu disse: — Marilyn, este é Stewart Harrington. Eu acredito que você
tem algo a dizer a ele.

Ela arregalou os olhos.


Voltando-se para Stewart, eu continuei, — Stewart, minha mãe
gostaria de te agradecer por salvar suas bundas.
Eu tinha a opção de me concentrar em seu olhar gelado ou o seu
sorriso. Eu escolhi o seu sorriso.

Marilyn estendeu a mão. — Obrigada, Sr. Harrington. A partir da


pedra no dedo da minha filha, eu presumo que os parabéns estão em
ordem.
— Sra. Sound, eu espero que você lembre do meu aviso anterior, e
sobre as felicitações, sim. Estamos tristes que você e Dr. Sound não serão
capazes de participar das festividades; no entanto, parece que será
necessário a sua atenção e congratulação em outro lugar. — ele estendeu a
mão para mim. — Victoria, eu acredito que nós precisamos sair.

Alcançando a mão de Stewart, eu olhei para a minha mãe. — Dê a


Randall meus cumprimentos. Oh, e deixe que ele saiba que eu disse de
nada.

Minhas emoções ficarem em cheque até nós chegarmos ao


carro. Nesse ponto, tudo borbulhava: anos de humilhação, de ser uma
decepção e de não ser desejada. Quando eu desmoronei no abraço de
Stewart, eu sussurrei: — Por favor, estou implorando.

Empurrando-me um pouco longe, Stewart olhou em meus olhos


cheios de lágrimas. — Victoria?

— Por favor, me leve pra casa. Eu preciso que você me faça


esquecer. Eu preciso de você dentro de mim.

Erguendo a voz, ele ordenou: — Travis, vamos voltar para o


apartamento.

Eu segurei firmemente a sua mão enquanto ele me acompanhava até


o quarto principal, no primeiro andar da cobertura. Ele tinha as mesmas
janelas do chão ao teto, como a sala de estar, preenchendo o espaço enorme
com luz natural. Me puxando para perto, Stewart perguntou: — Diga. Eu
preciso ouvir isso.

— Por favor, por favor... — ousada, eu caí de joelhos. — Eu estou te


implorando para me fazer esquecer. Eu estou implorando pelo o seu
pau. Eu preciso de você dentro de mim.

— Victoria?

Eu olhei para o maciço homem poderoso diante de mim. Me


oferecendo sua mão, ele disse: — Levante-se.

Eu fiz, embora com os joelhos trêmulos.


— Isso, minha querida, será a primeira e a última vez que você vai
implorar. Você entende?

Eu não sabia, embora eu assenti.

— Quinta-feira, você vai ser a senhora Stewart Harrington. Ninguém


- nem sua mãe, seu pai, nem seu padrasto - ninguém além de mim jamais
voltará a ter o poder sobre você. — ele levantou meu queixo. — Você
realmente entende?

— Sim.

— Você está confiante de que você quer?

Alcançando o cinto de Stewart, eu disse: — Sim.

Ele segurou minha mão. — Enquanto eu aprecio o seu entusiasmo,


querida, esta é a minha área de especialização. Deixe-me.

Balançando a cabeça, eu soltei o cinto, mas esfreguei sua ereção


escondida.

Me girando, Stewart baixou o zíper do meu vestido e removeu as


alças dos meus ombros. O tecido macio escorregou para o chão, quando seu
baixo chiado encheu com uma aparência muito necessária do poder. Com
as minhas costas para ele, ele segurou o cós da minha calcinha e os puxou
com reverência em direção ao chão.

— Você é tão bonita, porra. — ele virou meu corpo nu para enfrentá-
lo e cuidadosamente beijou meus lábios, me segurando perto. A batida de
seu coração reverberou em seu peito maciço quando seus braços e me
aqueceram ao abrigo do ar climatizado. Tomando minha mão, ele disse: —
Suba na nossa cama e me mostre a sua buceta molhada. Espalhe as pernas.
Eu quero mais do que suas palavras – me deixe ver seu corpo implorar.

Enquanto eu fiz como ele disse, Stewart tirou o paletó, camisa e


cinto. Com cada ação, seus olhos ficaram fixos em mim. Tirando seus
sapatos, ele desfez o botão em suas calças e deixou cair no chão. As cuecas
eram incapazes de esconder o que eu ainda não vi. Deitada de costas em
cima de meus cotovelos, eu trouxe meus joelhos juntos e engasguei. Nunca
em toda a minha vida eu tinha visto nada tão grande. Seu pau estava ereto,
quase tocando seu umbigo.

— Oh... eu não sei... se...


Removendo sua cueca boxer, Stewart subiu na cama. Seus olhos
azuis brilhavam com luxúria enquanto suas palavras me tranquilizaram. —
Eu queria isso desde antes que você entrou no meu escritório. Tori, eu vou
fazer você esquecer tudo. Tudo o que você vai estar pensando é o incrível
alongamento em sua buceta apertada. — sua expectativa era evidente
quando ele perguntou: — Você confia em mim?

Ingenuamente, eu fiz. — Sim.

Espalhando minhas pernas, ele beijou o interior das minhas coxas,


cada beijo movendo cada vez mais perto de meu sexo.
— Eu nunca vou cansar de seu perfume, tão doce. — sua língua
rodou minha fenda. — É tão bom. — outra lambida.

Eu queria mais. — Por favor, — eu disse enquanto segurava o lençol


em antecipação.

Lambidas e beijos cuidadosamente posicionadas, ainda perto e não


tocando meu clitóris. — O que você quer? — ele provocou.

— Eu quero o seu pau, — eu proclamei com confiança.

Quando abri os olhos, vi Stewart ajoelhado entre minhas pernas, seu


pau bem na minha frente. — Toque-o, Tori. Sinta o que vai estar dentro de
você.

Incerta, eu estendi a mão e acariciei a pele lisa, esticada. Ele gemeu


quando ele contraiu com as veias salientes e as bolas penduradas
abaixo. Uma gota de pré-sêmen brilhou na cabeça.
— É isso aí. Acaricie.
Minha mão o cercou: o meu polegar e os dedos incapazes de
tocar. Olhei para cima para seu olhar de aprovação. — Tem certeza de que
vai se encaixar? — perguntei.

— Tenho certeza.

Em busca de um preservativo que eu não sabia que ele tinha, ele


deslizou o revestimento longo em seu comprimento e aliviou seu corpo
sobre o meu. — Relaxe, Tori. Abra para mim.

Eu levantei meus joelhos. Lentamente, ele mudou sobre


mim. Quando a cabeça de seu pau empurrou contra a minha entrada, eu
engasguei.

— Está tudo bem. Deixe entrar.

Fechei os olhos e me concentrei em suas palavras enquanto seu pau


tão lentamente se movia para dentro e fora, dentro e fora, cada vez
penetrando mais fundo do que antes. A única coisa que eu conseguia
pensar era o alongamento do meu núcleo quando a dor deu lugar ao
prazer. Sons vinham de meus lábios como eu, mais uma vez agarrei os
lençóis macios e lutei contra o desejo de afastar, com cada impulso que
enterrava seu pau duro profundo dentro de mim, eu sabia que não havia
nenhum lugar para eu ir. Dor e prazer se misturaram quando ele encheu o
meu núcleo.

— Porra! Você é tão boa, tão fodidamente apertada.

Nada mais no mundo importasse. Com suas bolas contra a minha


bunda, ele se acalmou. Quando abri os olhos, vi só a ele. Sua voz encheu o
quarto.

— Deus, você é incrível. Você está bem?

Eu estava. Eu estava esticada, dolorida e cheia. Balançando a cabeça,


sorri enquanto uma lágrima escorria do canto do meu olho.

Stewart rodou a lágrima com a língua e choveu beijos no meu


pescoço e seios. Meus mamilos endureceram e ele chupou cada um, os
deixando tensos. Todo o tempo, seu pau se movia dentro e fora de mim. Em
algum momento, a dor em minhas coxas deu lugar a uma crescente tensão
que se formava dentro de mim. Inconscientemente, comecei a mover em
sincronia com ele. Meus quadris dançaram com cada um de seus golpes
quando o ritmo aumentou. A pressão interna foi como nada que eu já
conheci. Não era nada parecido com o que os seus dedos ou boca tinham
sido capazes de produzir. Agarrando minha bunda, ele me puxou para mais
perto, e espalhou minhas coxas mais distantes e bateu seu pau contra o
meu núcleo.

Nós estávamos quase lá, quase até o pico da montanha e depois com
um impulso final, ele me levou até o topo. O orgasmo bateu nós dois de uma
vez. Não havia mais nada no mundo: sem músculos, sem família
horrível. Era apenas nós. Com sua pele quente queimando contra a minha,
eu caí. Não, ele me joguei para as profundezas. Gritando seu nome, eu
despenquei até não sobrar nada. Meu único soltava espasmos fluindo da
minha cabeça aos pés.

— Porra! Eu amo o jeito que sua buceta ordenha meu pau, — disse
ele enquanto ele continuava a bombear. — Você não acabou. Ainda não.

Como ele sabia que eu não tinha acabado? Eu estava deitada em


pedaços, incapaz de me mover. Ele alcançou entre nós e rolou meu clitóris
já inchado entre os dedos. Chamei a dor deliciosa. Eu não sei o quanto mais
eu poderia tomar. O atrito do seu pau, dentro e fora, o movimento dos
dedos. Eu não conseguia respirar enquanto a montanha se formava a
distância. Mais uma vez seus lábios e dentes encontraram os meus
seios. Beijos deram lugar a beliscões. A montanha teve o pico mais alto que
eu já vi e a viagem foi longa. Destemido, Stewart me empurrou para cima,
pressão, por impulso, até que todo o meu corpo estava pendurado
precariamente no limite.

— Agora! — ele exigiu, apertando meu clitóris e perfurando em


minha profundidade. O meu segundo orgasmo bateu mais forte do que o
primeiro. Minhas unhas recém-pintadas cavaram em seus ombros
largos. Era a única maneira para evitar desmoronar quando cada nova onda
rugiu através de mim. Stewart gritou: — Oh, porra! — quando ele bateu em
mim pela última vez. Seu pau inchado pulsou dentro do meu núcleo agora
satisfeito, tal como ele caiu em cima de mim.

Paralisada e muda, eu fiquei embaixo do meu noivo, rodeada por seu


calor. Quando ele finalmente se mexeu, fiquei me sentindo vazia, até que
ele me puxou para perto para o lado dele e beijou meu cabelo. — Vá
dormir, minha Tori. Amanhã partimos para nosso casamento.
CAPÍTULO TREZE
Nove anos antes
Em Cinderela, o belo príncipe salva a pobre moça de sua madrasta
malvada. Em Branca de Neve, o belo príncipe salva a jovem princesa
indesejada. Com os contos de fadas infantis de felizes para sempre, começa
o processo de plantio de sementes nas mentes das jovens sobre príncipes
realmente existirem. Muitas das histórias não começam dessa forma: em
vez disso, elas se originaram de contos de brutalidade e violência
concebidas pelos irmãos Grimm. Com isso em mente, talvez, os contos de
fadas não devessem centrar na prevalecente do bem, mas a presença do
mal. Pois sem o mal há realmente o bem?

O conto de fadas que eu tinha sido vendida, o que fez a realidade da


minha venda suportável, deu lugar à verdadeira natureza da minha
situação um pouco mais de um ano depois de me tornar a Sra. Stewart
Harrington. A fachada de meu príncipe quebrou com a minha introdução
ao outro apartamento de Stewart. Com tudo o que tinha acontecido, eu
tinha esquecido sobre sua existência, até que já não era possível.

— Lembre-se do contrato, minha querida, — disse Stewart enquanto


ele me levou ao elevador no que aparecia do lado de fora um armazém em
uma parte mais isolada da cidade.

Embora esta fosse a primeira vez que ele mencionou o contrato


desde antes do nosso casamento, eu não tinha certeza de como ele pensou
que eu poderia esquecer.
Até a noite, quando eu vi pela primeira vez o armazém, os meus dias
foram gastos integrando meu caminho no mundo da elite social. Eu tinha
sido recebida de braços abertos e facas a postos. Como esposa de Stewart,
ninguém se atrevia a me proibir publicamente de entrar nos clubes e
organizações frequentadas pela nata da sociedade. No entanto, eu não era
ingênua o suficiente para assumir que as boas-vindas que recebi foram a
única partilhada por trás de portas fechadas. Afinal, eu era mais jovem do
que alguns dos filhos dos meus novos amigos, talvez até netos. Havia mais
do que eu via na superfície. Eu logo aprendi a profundidade disso.
Eu vi os olhares quando fui apresentada. As mulheres que me
convidaram para jogar tênis e planejar eventos não mais eram minhas
amigas do que as garotas na academia tinham sido. Felizmente, como a
maioria das mulheres, eu tinha sido iniciada cedo e eu poderia me sair
bem. Sendo uma feminina habilitada a forte capacidade de sorrir
educadamente e detestar internamente. A influência de minha mãe
continuou a se infiltrar em meu núcleo escuro. Pisar em seus sapatos nunca
tinha sido meu plano, mas os planos mudam. Para cumprir minhas novas
obrigações, eu usava os saltos de cadela orgulhosamente.
Não demorou muito para eu esquecer como Stewart e eu
começamos. Eu não esperava que houvesse amor, mas o que eu encontrei
foi o mais próximo disso que eu sabia. Meu coração pulava quando Stewart
elogiava as coisas que eu fazia. Eu adorava o brilho em seus olhos azuis
quando eu andava ao lado dele ou mantinha o seu braço em mim nos
eventos sociais de elite. Já não parecia como se fôssemos só para
aparecer. Eu realmente gostava de sua companhia e parecia que ele gostava
da minha. No apartamento ou na nossa enorme mansão da cidade, ele era
atencioso e comprometido.

Muitas vezes, eu o acompanhei em viagens de negócios, orgulhosa


de ser a senhora Stewart Harrington. Ele estava certo quando ele me disse
para não me preocupar sobre sua idade. Fiquei maravilhada com suas
proezas na cama e cada nova introdução - cada posição nova ou brinquedo
novo - era uma aventura. Nunca imaginei a vida que eu vivi e nunca
lamentei a minha assinatura.

Não até aquela noite.

Destravando a porta de seu apartamento armazém, Stewart me


levou para dentro. Logo percebi que tinha entrado no segundo
nível. Quando Stewart ligou os interruptores, o quarto cavernoso entrou
em exibição. Em pé no corrimão, eu vi o contraste gritante com o nosso
apartamento perto da praia. Ao contrário de janelas do chão ao teto, este
lugar não tinha; em vez disso, o perímetro não tinha nada além de paredes
altas de tijolo vazio de decoração. Dois andares acima era a única fonte
possível de luz natural: uma grande claraboia. Dada a hora tardia, a coisa
parecia escura e densa como os tijolos.

Em um canto da sala abaixo, havia uma cozinha com um bar coberto


de granito e três bancos. Em outro canto estavam sofás, cadeiras e uma
televisão. A aridez dos móveis me fez lembrar de um bacharel ou estudante
universitário lutando. Embora Stewart só tivesse sido casado comigo por
um ano, lutar não tinha sido uma palavra que poderia ser usado para
descrevê-lo, talvez nunca.

Quando olhei em volta, eu não pude evitar me perguntar por que,


com o nosso apartamento no centro da cidade e grande propriedade nos
arredores de Miami, esta residência adicional era
necessária? Silenciosamente, ele me levou para as escadas. Quando a
escada virou, meu olhar caiu sobre a área da sala que não era visível a
partir da entrada. Minha curiosidade se transformou em horror quando o
meu batimento cardíaco intensificou e meus passos pararam. Olhando a
plataforma elevada contendo uma grande cama de dossel, bílis subiu na
minha garganta. Perto da plataforma havia uma grande cadeira estofada.

Embora o contrato tivesse delineado detalhes sobre o


consentimento para atividades sexuais, até aquele momento, Stewart
nunca tinha proposto qualquer coisa que eu considerada fora do
comum. Com tudo o que ele iniciou, eu de bom grado o segui. Não havia
dúvida de que ele tinha me levado a lugares que eu nunca tinha estado. No
entanto, eu sabia que havia algo vil sobre a cena diante de mim.

Puxando minha mão, ele encorajou os meus passos. — Não pare


agora, Sra. Harrington.

— Stewart? O que é isto?

— Este é o lugar onde minhas fantasias se tornam realidade.

Meu pescoço esticou enquanto eu tentava compreender. — Eu não


entendo? Temos sexo. Temos um monte de sexo. Por que você precisa de
um apartamento para isso? O que há de errado com a nossa casa?

Embora minha mente girasse, meus pés continuavam a se


mover. Aproximando-se da cama, ele disse: — Eu não estou reclamando
sobre a nossa vida sexual, Victoria. Eu gosto do que fazemos em casa. Isto é
diferente. É por isso que me casei com você. Isto é o que o nosso contrato
estava prestes acontecer.

O contrato voltou para mim: cláusulas e apêndices. Uma frase em


particular veio de volta: Fora da experiência. Que diabos?
— Stewart, o que acontece aqui? O que você espera de mim?

— Nada aconteceu aqui desde o nosso acordo. Eu não vou dormir


com outras mulheres, se é isso que você está perguntando. Eu fiz antes de
nos conhecermos. Tenho necessidades. — ele me dirigiu a me sentar em
cima da cama e tocou minha bochecha. Com uma diferença em seu tom, ele
continuou, — Como de tarde, Sra. Harrington, a maioria dessas
necessidades foram muito bem atendidas.

— A maioria? — meu estômago continuou a embrulhar. — Basta


dizer isso. O que você acha que eu vou fazer aqui?

Seu sorriso torceu. — Eu sei o que você vai fazer aqui. Você vai fazer
o que eu digo. Temos um contrato, um acordo juridicamente vinculativo.

— Eu ainda não-

Ele tocou meus lábios. — Eu tenho mantido meu lado do nosso


negócio. Você tem o meu nome, o acesso ao meu dinheiro. Sua irmã foi
aceita na Universidade Johns Hopkins. — ele inclinou a cabeça. — Eu já te
neguei alguma coisa?
— N-não, — eu respondi com trepidação óbvia.

— E você não vai me negar. Eu disse isso antes, se algo faz você se
sentir desconfortável, eu estarei lá para você. Você nunca vai estar aqui
sozinha. Eu sempre estarei aqui.

Eu balancei minha cabeça. — Eu não entendo! Por que você não


estaria aqui? Se eu tenho que fazer alguma coisa, alguma coisa a ver com
sexo... — minhas palavras sumiram quando a agitação no meu estômago se
tornou impossível de ignorar. Uma rápida olhada para o lado me mostrou
uma porta. Rezei para que contivesse o que eu precisava, quando eu saí
correndo da cama, abri a porta e vomitei o meu jantar no banheiro.

Com minha cabeça latejando e meu corpo tremendo, me mudei para


a pia e, colocando água, lavei minha boca. Com a minha cabeça na pia, eu
virei para meu marido e perguntei: — Só diga o que é! — meu volume
aumentou. — Não faça a minha imaginação me levar a lugares que eu não
quero ir.
Alcançando a minha mão, ele me ajudou a ficar de pé. — Onde
exatamente essa bela imaginação está indo?
Eu já sabia que Stewart gostava e tinha prazer de me assistir. Muitas
vezes, ele me encoraja a me masturbar, até mesmo apresentando os
brinquedos para que ele pudesse ver quando eu gozasse. — É algo sobre
observação, não é? É por isso que há uma cadeira. Por favor, me diga que
não vai haver mais ninguém aqui além de nós.

— Eu não posso.

Minhas sobrancelhas subiram enquanto eu repetia: — Você não


pode?

— Você é uma mulher bonita. Eu já te disse quantos homens querem


você. Eu não estava mentindo. Eles querem. E eu adoro assistir esses belos
lábios gritar. Eu quero ser o único a orquestrar; eu quero ver enquanto os
outros homens te usam. Eu quero ser o único a te dar esse prazer.

— Não!

— Não? — ele ergueu. — Sra. Harrington, essa palavra foi removida


de seu vocabulário no dia você assinou o meu contrato.
— Eu não posso. Eu não quero estar com outros homens. Eu quero
estar com você. — naquele momento, mesmo que não fosse verdade.

— E você vai. Você vai estar comigo. Eu ainda quero estar com
você. A ideia de observação está me deixando duro agora. Aposto que se eu
levantar a saia do seu vestido um pouco, eu acho que você está molhada
sobre isso.
— Eu não estou! — eu respondi honestamente. — Quem? Com quem
você está disposto a me compartilhar?

— Você vê, essa é a parte legal. Quando era prostitutas, não


importava. Mas, como minha esposa, você é esperada estar no meu braço.
— ele colocou a mão na dobra do seu braço e me levou de volta para a
cama. — E eu gosto de ter você lá. Eu decidi que seria melhor você não
saber.

Que diabos?
— Isso não faz qualquer sentido. Como eu poderia estar fazendo...
seja lá o quer você quer orquestrar... — eu enfatizei a sua palavra, — ... e
não sei com quem estou?
Stewart parou de novo. — Eu acredito que eu tenho trabalhado
nisto. — ele estendeu a mão debaixo da cama e tirou uma caixa.

Fiquei sem palavras quando ele abriu a tampa.

Dentro eu vi uma variedade de brinquedos sexuais, mas isso não era


o que ele procurava. Stewart removeu fones de ouvido e uma venda para os
olhos. — Estes fones irão cancelar o som da voz da outra pessoa e os olhos
vendados irão fazer o que os olhos vendados fazem. Você não será capaz de
ouvir nem ver a pessoa com você. — ele tirou um Bluetooth e colocou os
fones nos ouvidos. Sua voz veio através dos fones de ouvido. — Falando
através do Bluetooth, você só vai ser capaz de me ouvir. Quando eu não
estiver falando, eu vou ter música tocando, tudo em um esforço para
esconder a identidade dos seus parceiros.

Isso me assustou tê-lo conversando casualmente sobre os meus


parceiros. Tirei os fones de ouvido. O som de sua voz estava ao meu lado. Eu
não preciso ouvir isso através da eletrônica. — Mas, mas a outra pessoa vai
saber quem sou eu. Mesmo que eu não saiba quem é, ele vai.

— Eles minha cara; não ele. Não é singular, é plural. — Stewart


colocou a venda nos meus olhos e os fones de ouvido mais uma vez em
meus ouvidos. Com o meu escuro mundo, ele continuou, — Você é tão
quente e você está tão certa: eles vão saber. No entanto, você não vai. Cada
vez que for a uma festa ou aceitar um convite para jantar, você não estará
sobrecarregada com o conhecimento do homem sobre a mesa ter tido seu
pau dentro de você. Como você estiver jogando tênis no clube, você não
estará comparando os maridos das mulheres que você vê. Tudo o que você
sabe é o que eu escolho compartilhar com você
Quando cheguei para a venda, as palavras de Stewart trouxeram as
minhas mãos a um impasse. — Não remova isso, Sra. Harrington. Hoje à
noite, eu quero ver como você segue minhas direções.

Uma lágrima rebelde escapou, apenas para ser engolida pelo


material de cetim. Eu falei para a escuridão. — Stewart, eu não quero fazer
isso. Eu não quero fazer parte disto.
Ele roçou meus braços enquanto eu senti o zíper do meu vestido
descer. — Eu vou ficar com você a cada passo do caminho. Eu vou fazer isto
tão fácil ou tão difícil quanto eu escolher. — sua respiração quente banhou
meu pescoço. — Eu sugiro que você trabalhe para o fácil: é o que eu
realmente quero. — me guiando em direção à cabeceira da cama, ele tirou
minha calcinha e espalhou minhas pernas. — Hoje à noite é apenas
nós. Acene se você puder ouvir minha voz.

Eu balancei a cabeça, pela primeira vez com medo do homem que eu


chamava de meu marido. O que ele quis dizer quando disse que ele pode ser
tão fácil ou difícil como ele escolher? O que ele faria se eu negasse isso?

O colchão se mexeu: instintivamente eu sabia que ele tinha


desaparecido, embora sua voz soasse como se ele ainda estivesse ao meu
lado. — Você é tão quente. Toda a perda de visão e audição pode ser
incrivelmente erótica. Se dê a isso. Entregue-se ao som da minha voz.
Eu balancei minha cabeça. — Por favor, Stewart.

— Pare de falar, — ele repreendeu. — Quando estamos em casa,


você pode fazer e dizer o que quiser. Mas aqui, neste lugar, é o meu
domínio - a minha fantasia. Você vai fazer o que eu disser, quando eu
disser. Se você não pode seguir as instruções quando for dada, você vai ser
punida. Eu tenho amordaças por falar fora de hora. É isso que você quer?

Eu balancei minha cabeça.


— Agora sim, essa é uma boa menina. E, como você pode recordar, o
nosso contrato contém uma cláusula de não-divulgação. O que acontece
neste lugar permanece a este lugar. Ninguém, nem mesmo Sra. Madison
pode ser confiável. Acene com a cabeça se você entende.
Eu balancei a cabeça.

— Agora, eu não quero que você me envergonhe.

Que diabos? Eu o envergonhar?

Stewart continuou: — Então, em primeiro lugar, vamos praticar


sozinhos. Depois que você aprender a obedecer, vamos convidar os amigos.

A porra da minha escolha era não obedecer e receber a punição ou


obedecer e ser fodida por outros. Isso não parece muito de uma escolha.
— Hoje à noite vai ser muito simples. Você conhece a rotina, Sra.
Harrington, trabalhe nessa pequena buceta sua e me mostre quão molhada
você pode ficar.

Meus dedos obedientes encontraram o meu sexo. Não havia nada


remotamente erótico sobre o que eu estava fazendo. Em casa, no nosso
quarto, enquanto eu observava seus olhos azuis devorarem os meus
movimentos, eu poderia fazer o que quisesse. Embora meus dedos
obedecessem, minha mente estava pensando na minha nova
realidade. Como eu poderia olhar para os seus amigos e colegas de trabalho
nos olhos sabendo que qualquer um deles poderia ter estado dentro de
mim? Nomes e rostos vieram à mente. A maneira que Parker Craven tinha
olhado para mim a primeira vez que nos encontramos. Será que ele
sabia? Será que ele é um deles? Por que outra razão ele estava tão
intimamente envolvido na escrita do contrato? Os executivos de negócios,
políticos, seriam parte disso?

Engoli em seco quando o colchão se moveu e os dedos de Stewart


mergulharam profundamente em meu núcleo.

— Que diabos? Você está fodidamente seca como um osso. Vamos lá,
querida, você está sempre fica tão molhada. — seu polegar assumiu o que
eu estava fazendo. — Ouça o som da minha voz. Não ouça os pensamentos
em sua linda cabecinha. Me escute. Nós vamos trabalhar para torná-la
confortável aqui. É isso aí. Pense sobre meu pau. Se eu vou deixar você ficar
toda molhada e deixar você gozar, você vai fazer o mesmo por
mim. Estenda sua pequena mão. Meu pau está bem na frente de você.

Fiz o que ele disse, tocando seu pau. Eu poderia dizer que ele agora
estava ajoelhado em cima de mim. Seus dedos pararam de se mover dentro
de mim quando eu o senti passar pela minha cabeça. Ele estava segurando a
cabeceira?

— Abra a boca, baby. Eu vou dar uma surpresa por ser uma boa
menina.

Eu tinha dado a ele vários boquetes muitas vezes, mas ele nunca
tinha gozado em minha boca, sempre puxando para fora e espirrando em
meu peito ou no estômago. Eu provei a acidez de seu pré-sêmen quando ele
deslizou seu pau mais profundo em minha boca.

— Quando nós estamos aqui, você é minha prostituta. Lembre-se


disto sempre. — ele bombeou dentro e fora da minha boca. — E boas
prostitutas sempre engolem tudo. — meu couro cabeludo gritou quando
ele agarrou meu cabelo, limitando a minha capacidade de me mover ou me
afastar. — Você não quer me decepcionar.

Meu peito doeu. Não a partir do peso de seu corpo sobre o meu, mas
a partir de suas palavras. Como isso pode ser real?
CAPÍTULO CATORZE
Presente
Minhas mãos agarraram a barra de ferro forjado da cabeceira da
cama, enquanto Fatal Lullaby tocava em meus ouvidos. A melodia familiar
deu consistência ao meu mundo escurecido, proporcionando tranquilidade
enquanto minha mente procurava respostas. Talvez eu devesse ter
questionando a minha situação atual, mas não o fiz. Eu tinha estado aqui
muitas vezes. Meus pensamentos estavam concentrados em Brody
bombeando. Eu não tinha sido capaz de me encontrar com ele ontem
depois que surgiram as notícias da vontade de Stewart. Eu tinha visitado o
centro de distribuição da Harrington Society como eu planejei, mas, então,
Stewart acordou e fui convocada para casa.

Eu não tinha certeza se era as altas doses de medicação ou,


eventualmente, a dor, mas como Val tinha dito, enquanto a doença de
Stewart progredia, ele parecia estar se esforçando para qualquer aparência
de controle. Para esse fim, eu até tentei dormir em sua cama na noite
passada, mas depois do segundo turno das enfermeiras vindo antes da
meia-noite, eu desisti. Alguma coisa estava acontecendo sobre seus sinais
vitais e os monitores continuavam apitando. Todos estavam em estado de
alerta. Sinceramente, depois de terem aumentado a sua medicação para a
dor, eu não tenho certeza de ele até mesmo sabia se eu não estava em sua
cama.

Esta manhã quando eu fui para o quarto dele, ele parecia mais fraco
do que no dia anterior. Por uma questão de fato, quando saí do
apartamento, ele ainda não tinha se movido de sua cama para a cadeira de
rodas. No entanto, ele ainda era exigente. Quando eu lhe disse que tinha
recados, ele me informou que ele já tinha feito planos. Era para estar no
armazém e preparada para uma visita as 11h00. Embora meu estômago
revirasse, o sorriso nunca saiu dos meus lábios quando eu consenti. Seu
amigo tinha solicitado uma reunião no início do almoço e nós não
queríamos decepcioná-lo. Certo!

Enquanto eu esperava pela voz do meu marido e a chegada do seu


amigo, eu tinha esperança de que eu ainda podia passar por isso e me
encontrar com Brody. Tudo dependia do amigo e isso estaria envolvido
com a reunião de hoje. Em vez de permitir que os meus pensamentos
permanecessem nessa direção, eu me concentrei em Brody. O que ele iria
me contar?

Era, sem dúvida, depois das onze e ainda nenhuma palavra de


Stewart, apenas a música fantasmagórica vinda através de meus fones de
ouvido. Eu lutei com o desejo de remover minha venda. Stewart tinha sido
o único a prendê-la. Agora eu tinha que fazer, eu momentaneamente me
entretia com a ideia de deixa-lo um pouco solto. Se eu fizesse, talvez eu
pudesse ver o amigo. Mas então me lembrei de Parker. Será que eu quero
isso? Eu não podia ficar molhada para estes homens. Será que eu realmente
quero saber suas identidades?

A cama se moveu, me trazendo para o presente.


Ainda assim, tudo o que eu ouvia era música.

A mão fria traçou uma trilha da minha mão a minha clavícula. Em


seguida, outro toque explorou meu outro braço. Mais uma vez a cama se
mexeu. Eu sabia que essa pessoa estava agora abrangendo minha
cintura. Meus sentidos hiper-alertas sentiam cada um de seus joelhos em
ambos os lados de mim, assim como o calor de sua presença acima.

Minha mente me disse para abrir minha boca, mas desde que este
jogo cruel começou, cada um dos meus movimentos tinham sido
coreografado. Eu nunca era esperada depender de minha própria intuição -
nunca aqui, nunca no armazém. Onde estava Stewart?

A respiração de hortelã quente contornou meu pescoço e uma


sensação de alívio inesperado afrouxou meus nervos exasperados. Eu
conhecia este homem. Eu não sabia a sua identidade, mas eu conhecia esse
seu aroma era hortelã. Ele era amável, tão amável como alguém fazendo
sexo com a mulher de outro homem.

Alguns homens tinham preferências e fetiches quando


gozavam. Aparentemente, Stewart ditou o ritmo deles também. Nada
4
exagerado vinha do Peppermint man : ele gostava da forma baunilha.

Reverentes mãos acariciaram meus seios, puxando e provocando


meus mamilos. Eu me perguntei quem ele era. Eu conhecia ele fora desta
sala? Será que eu conheço sua esposa? Por mais que eu estava no escuro,
figurativa e literalmente, com esses homens, eu imaginava suas
esposas. Será que elas têm alguma ideia que seus maridos gostam de fazer
sexo com uma parceira amarrada?

Não que as minhas mãos ou pés sempre estavam amarrados ou que


Stewart usava a mordaça que ele mencionou na minha primeira visita. Não,
minhas restrições eram invisíveis e mais vinculativas. Minhas restrições
eram o futuro da minha irmã e talvez até mesmo o das clínicas Harrington
Society. No entanto, quando o Peppermint Man começou a esfregar seu pau
entre meus seios, eu sabia que essas restrições foram se deteriorando a
cada momento. Se não fossem, eu estaria ouvindo a voz de Stewart.

Fatal Lullaby e Death Dance tinha terminado há muito tempo


enquanto a trilha sonora continuava a tocar assustadoramente. Peppermint
Man mudou seu pau para a minha boca, provocando meus lábios e queixo
enquanto ele revestia meu rosto com seu pré-sêmen. Quando eu não
respondi, dedos vieram à minha boca me incentivando a abrir.

— Estou aqui, baby. — a voz de Stewart veio através dos fones de


ouvido. Eu mal reconheci sua voz, a nossa conexão preenchida com estática,
como se utilizando uma linha de telefone à moda antiga e não um sistema
de som avançado tecnologicamente. — Acene se você me ouve.

Eu balancei a cabeça, surpresa com meu próprio alívio ao ouvir o


comando familiar. Tanto quanto eu odiava isso, eu precisava dele
presente. No entanto, com cada frase soando distante, eu me lembrei de seu
estado debilitado.

— Abra para ele. Deixe-o foder sua boca.

A música recomeçou, desde o início e eu fiz o que ele


disse. Lentamente, o pau dentro de minha boca veio à vida: crescendo
enquanto ele empurrava dentro e para fora. O cabelo de sua virilha riscava
meu queixo e bochechas enquanto Peppermint Man se enterrava ao
máximo. Quando seu ritmo aumentou, eu me preparei para o seu gozo; no
entanto, em vez de encher a minha boca, ele se afastou.

— Vire-se, — veio o comando da conexão crepitante. — Vamos ver


essa bunda sexy.
Fiz o que exigiu Stewart e rolei para meus joelhos.
— Fique de quatro. — a estática fez suas palavras difíceis de
decifrar. — Queremos ver esses peitinhos balançar enquanto ele fode
você. Acene se você entende.

Balançando a cabeça, eu me virei. Eu odiava essa posição. Era difícil


não cair para frente. Enquanto eu lutava contra a cegueira para garantir o
equilíbrio constante, Peppermint Man empurrou gentilmente meus joelhos
afastados, dedilhando minhas dobras e espalhando a minha excitação falsa
ao redor da minha entrada. Então, sem aviso, o pau que tinha estado na
minha boca - agora envolvido no preservativo - empurrou dentro do meu
sexo. Os dedos de Peppermint Man cavaram em meus quadris, me
direcionando: puxar e empurrar, mergulhando cada vez mais fundo até que
suas bolas bateram na minha bunda. Com cada impulso, meus seios
pesados balançaram para frente e para trás. Era como Stewart havia
orquestrado. Mesmo à distância do nosso apartamento de cobertura ou eu
espero, das portas do inferno, ele foi capaz de planejar tudo.

Não demorou muito para que o ritmo do amigo voltasse a aumentar


e calor irradiar de suas mãos e corpo. Eu estava concentrada em
permanecer equilibrada quando a voz de Stewart interrompeu a música. —
Vamos lá, querida, goze para nós.
Eu não poderia gozar nem se eu quisesse e eu não queria. No
entanto, eu aprendi a fazer um show. Se o amigo achasse que eu iria gozar,
muitas vezes acelerava seu orgasmo. Gemidos vieram de meus lábios
quando eu empurrei de volta contra os impulsos. Fingindo dar lugar a
minha libertação iminente, caí de cara no travesseiro e soltei um grito
abafado. Segundos depois, o pau de Peppermint Man pulsava e seu peso
veio esmagamento em cima de mim.

Com o rosto ao meu, eu senti o ligeiro toque de sua bochecha contra


a minha. Em seguida, o movimento da cama deslocou. Eu estava imóvel,
esperando seus comandos. Ao longo dos últimos nove anos eu aprendi a
fazer mais do que fingir um orgasmo. Eu aprendi a ser a prostituta
obediente de Stewart. Enquanto eu estava deitada à espera de sua voz, eu
imaginava seu corpo em decomposição. Logo... logo ele estaria morto. Logo
eu estaria livre disto. E então me lembrei.
Sua voz interrompeu a música. Por que não a música não fica com o
som estático? Por que só apenas quando ele falava? — Role o seu corpo,
minha Tori. Abra os lábios da sua buceta, segure e espalhe as pernas. Me
mostre sua buceta satisfeita. — Sim, certo, pensei, enquanto eu ouvia seu
comando familiar.

Meu corpo sem pensar obedeceu quando abri minhas pernas e me


expus a sua câmera. Com este amigo satisfeito, meus pensamentos
voltaram à ligação de Brody. Stewart tinha um novo projeto. O que isso
significava, um projeto? Mais perguntas giravam enquanto só a música
enchia meus fones de ouvido. A trilha sonora foi todo o caminho até a
quarta canção quando eu permiti que minhas preocupações fossem
afogadas pela música. Pela primeira vez em anos, eu ouvi, realmente ouviu
as notas. As músicas mais do final não eram tão familiares como as duas
primeiras músicas.

Finalmente, ouvi a voz do meu marido. — Nosso amigo se foi,


Tori. Venha para casa. Não se lave, coloque somente a roupa. Acene se você
entende.

Era a mesma coisa que ele disse no outro dia. Eu claro, vou
desobedecer; eu queria fazer isso de novo. Antes dele ficar doente, me
observar com seus amigos o deixava duro. Depois que seus amigos me
fodiam e gozam e iam embora, ele geralmente queria me foder ou queria
um boquete. Ele disse que era sua maneira de me tranquilizar que mesmo
que ele gostasse de compartilhar, eu era sua esposa, sua prostituta. Os
amigos podem transar comigo agora, mas ele poderia me ter quando
quisesse. Bile e desgosto criou um coquetel tóxico que ameaçava subir de
minha garganta. Eu empurrei para longe, apertei meus olhos fechados por
trás da venda nos olhos, e tentei parar essas memórias.

— Você me ouviu?

Lutando para permanecer no presente, eu assenti.


Quando me acomodei em meu carro quente, o aroma de hortelã e


transpiração lasciva que emanava do meu cabelo comprido continuou a
instigar a revolta nas minhas entranhas. Eu odiava os aromas ofensivos; no
entanto, eu não podia lavar o meu cabelo. Se eu lavasse, Stewart teria
sabido que eu tinha tomado banho. Uma coisa era quando Stewart iria
transar comigo diretamente depois que um amigo saísse quando Stewart
estava bem ali no armazém, mas conduzir todo o caminho para casa com o
perfume de Peppermint Man na minha pele era mais do que eu poderia
aguentar no meu estômago. Após o banho rápido, eu reapliquei o
lubrificante, confiante de que meu marido não saberia a diferença.
Através das profundezas da minha bolsa, peguei meu telefone. Meus
dedos escovaram os frascos. Cenários apocalípticos de Val tinha me
intrigado. As drogas tinham potencial real. Eu estava ficando cansada da
leucemia de Stewart levando uma eternidade para matá-lo. Imaginei que
isso é o que acontece quando um homem tão saudável e jovem como
Stewart desenvolve uma doença. Seu corpo lutou. O benefício extra tinha
sido o seu sofrimento continuado. Será que eu quero que isso acabe? Sim:
não para salvá-lo da dor, mas para me livrar de sua presença - para sempre.

Eu também sabia que minha bolsa não era o último lugar


escondendo as drogas que eu peguei ontem no centro de
distribuição. Havia um risco muito grande de que os frascos de vidro
quebrassem. Eu também não estava preocupada com alguém descobrindo
que estavam faltando. Eles haviam sido contabilizados no momento da
chegada ao centro de distribuição e eles tinham sido contabilizados em sua
saída. A menos que houvesse uma auditoria na alfândega, um pequeno tubo
de cada fármaco nunca iria ser descoberto. Bem, não até que se abriram os
casos e até lá, os casos teriam passado por muitas mãos para identificar o
culpado.

Eu olhei a tela do meu telefone. Não surpreendentemente havia uma


mensagem de Brody:

Onde você está? Estou a sua espera.

Em vez de mandar uma mensagem, eu liguei.

Ele respondeu ao primeiro toque. — Onde está você? Você está bem?

Piscando os olhos para o sol duro no início da tarde quando puxei


para fora da garagem privada para o calor de Miami, tentei manter minha
voz calma. — Estou bem. Eu não posso fazer isso. Eu pensei que eu poderia,
mas Stewart está sendo muito exigente. Eu preciso ir para casa.
— Casa? Você não está em casa? — perguntou Brody. — Onde está
você?

— Fora.

Silêncio.
— Eu tive que correr alguns recados, — acrescentei.

— Vik, eu preciso ver você. Se você já está fora, venha para cá. Eu
preciso explicar isso.
— Brody? O que quis dizer com um novo projeto?

— Não está finalizado, ainda não. Maggie disse que Parker tinha
mais algumas pesquisas que ele precisava concluir e, em seguida, ele iria
pegar a assinatura de Stewart. — sua explicação veio rápida. — Tem
mais. Eu só não quero fazer isso no telefone.

Eu lutei uma batalha em meu coração. Virando o volante na direção


do apartamento, eu suspirei. — Amanhã, eu vou tentar para amanhã.

— Porra, Vik. Hoje! Se você não pode fazer isso agora, que tal mais
tarde hoje à noite? Não há remédios para o sono?

Um sorriso fraco veio aos meus lábios. — Eu vou ver o que posso
fazer em relação a aumentar seus remédios para dor.

— Eu tenho este quarto até amanhã. Eu vou voltar a trabalhar e ver


o que posso descobrir. Eu não me importo que horas for quando você
conseguir sair. Chame e eu vou te encontrar aqui.

— Eu vou fazer o meu melhor. — antes que eu estivesse prestes a


desligar, eu perguntei, — Quem?

A linda de Brody permaneceu em silêncio.

Eu repeti a pergunta: — Para quem Stewart está planejando deixar a


titularidade do meu contrato?
— Vik...
— Brody, me diga, porra. Eu nem sequer entendo como ele acha que
pode fazer isso. Quero dizer, se eu conseguir tudo, todo o seu dinheiro e
propriedade e educação de Val está completa, eu não sei por que ele acha
que eu iria concordar em fazer o que diz para qualquer outra pessoa.

— Em pessoa, Vik, eu vou te dizer pessoalmente. Dê um jeito.


CAPÍTULO QUINZE
Presente
Assim que eu pisei para fora do elevador em nosso apartamento, eu
sabia que algo estava errado. Lisa estava torcendo as mãos, enquanto seus
maiores do que o normal olhos vermelhos viraram na minha direção. Parei
no meu caminho, ajeitei meus ombros e perguntei: — O que? O que
aconteceu?
— Minha senhora, eu queria te ligar, mas Travis disse que você
estava vindo.
— Eu estava, — eu confirmei. — Me diga, é Stewart? — meu coração
começou a correr em antecipação. Estendi a mão para os ombros de
Lisa. — Me conte!

— Os médicos estão aqui. Sra. Harrington, eu sugiro que você vá


para a sua suíte falar com eles. — claro, ela queria dizer a suíte que eu
dividia com Stewart e não a que eu tinha estado desfrutando
sozinha. Balançando a cabeça, eu firmemente agarrei minha bolsa e
caminhei rapidamente para a suíte principal. Quando eu abri a porta, um
mar de olhos se voltaram para mim. Imediatamente, eu olhei para Dr.
Duggar, oncologista de Stewart. Virando, eu também reconheci o
cardiologista de Stewart. Em circunstâncias normais, eu iria supor que a
maioria dos especialistas não faziam atendimentos em casa. Stewart
Harrington não era circunstâncias normais.

Quando eu continuei a varredura do quarto e segui os novos sons, vi


meu marido, com um grande tubo vindo de sua boca e uma máquina que
ecoava com os sons de sua respiração.

Minha mão foi para minha boca. — Oh meu Deus. O que


aconteceu? Ele estava bem esta manhã. Eu tinha até falado com ele.

Uma das enfermeiras veio para frente e pegou meu braço. —


Sra. Harrington-

— Não! — eu puxei meu braço. — Alguém me diga o que aconteceu.


Dr. Duggar se virou para mim. — Sra. Harrington, em casos como
este, nem sempre têm respostas. Só com o câncer, seu marido poderia ter
continuado a lutar por semanas, talvez mais. Alguma coisa aconteceu esta
manhã. Quando você falou com ele pela última vez?
Eu tentei pensar. Era para eu estar no armazém às onze. — Eu não
tenho certeza, talvez cerca de 11h30, 11h40?

Embora eu não tivesse notado antes, Travis estava parado do outro


lado do quarto, com os braços cruzados sobre o peito enorme e seus olhos
escuros estreitados em minha direção.
— Minha senhora, isso é impossível. — disse o médico.

Meu pescoço esticou. — Como? O que você quer dizer?

— Que horas você saiu daqui esta manhã?

— Depois do café da manhã. Stewart estava acordado. — eu apontei


em direção a enfermeira loira. — Missy estava aqui com ele. — eu dei de
ombros. — Talvez cerca de nove horas, mais ou menos. — minha voz se
aprofundou. — Me diga por que eu não poderia ter falado com meu marido
quando você disse.
— Senhora, o Sr. Harrington teve uma parada esta manhã a cerca de
5
9h47. Missy realizou um CPR enquanto Angela administrava o
desfibrilador.

Meus joelhos estavam bambos quando eu me mudei para a cama de


Stewart. Dr. Duggar pegou meu braço. — Seu marido não tem uma ordem
de não reanimar. Missy e Angela o trouxeram de volta. No entanto, agora
ele é incapaz de respirar por conta própria. É por isso que ele está
entubado.

— Mas? O que aconteceu?

— Sem a cirurgia, não saberemos com certeza. Os medicamentos


quimioterápicos que o Sr. Harrington está tomando são conhecidos por
serem prejudiciais para o músculo cardíaco. Eu só posso adivinhar que foi o
seu coração.

— E... — eu olhei para a cama. Os olhos de Stewart estavam agora


abertos e olhando para mim. — Ele está consciente? — dei um passo em
direção a ele.
— Sim, — respondeu o Dr. Duggar. — Temos certeza de que ele
pode entender. Estou confiante de que ele não pode falar. É por isso que eu
sei que você não falou com ele há uma hora.

Um brilho de suor criou um brilho para a minha pele úmida de


repente. Eu tinha - eu ouvi a voz de Stewart. Parecia estranho, mas quem
mais teria falado? Meus olhos cinzentos se lançaram em direção a
Travis. Seus lábios serpenteavam em um sorriso maligno quando eu
reconheci advertência em seu olhar estreito.

Voltei minha atenção de volta para Dr. Duggar. — Qual é o


prognóstico? Você será capaz de remover esse tubo?

Dr. Duggar balançou a cabeça. — Ele está entrando e saindo da


consciência. Eu não sei nada mais que possamos fazer. Anteriormente, o Sr.
Harrington balançou a cabeça, indicando que não queria mais medicação
para a dor, mas eu acho que isso iria deixá-lo confortável até...

— Eu tenho uma procuração médica, — eu interrompi. —


Certamente, doutor, podemos argumentar que a combinação de
medicamentos e os acontecimentos recentes tornam difícil, se não
impossível, para Stewart ser capaz de estar confiante em sua capacidade de
tomar decisões racionais -— enquanto eu falava, os braços de Travis
desceram e ele se inclinou para frente.

— Doutor, — Travis interrompeu — Sr. Harrington deixou


instruções rigorosas-

Eu me levantei, reforcei a minha voz, e andei pelo quarto. —


Doutores, a documentação necessária está no escritório do meu
marido. Vocês podem ligar para Parker Craven da Craven e Knowles se
vocês tiverem dúvidas. Por agora, eu não estou desperdiçando as horas
finais do meu marido discutindo um ponto que muito em breve será
irrelevante. Agora, eu gostaria de ter algum tempo a sós com meu marido.

— Claro, Sra. Harrington. Podemos monitorar os sinais vitais do Sr.


Harrington do quarto ao lado. Só sei que, se ele precisar de nós,
medicamente, nós vamos entrar.
— Sim, doutor... — eu disse enquanto olhava em direção a sua
IV. Vários sacos pendurados em engenhocas com tubos estavam indo para
o interior de seu braço. — Medicação para a dor?
— Vamos verificar essa documentação enquanto você fala com seu
marido.

Eu balancei a cabeça quando o quarto esvaziou. Quando apenas ficou


Travis e eu com Stewart, me virei para abrir os olhos azuis de Stewart e
falei com Travis. — Uma vez que o Sr. Harrington e eu terminarmos, eu
espero que você me encontre no meu escritório. Temos algo para discutir.
— Eu vou ficar aqui...

Eu me virei para ele. — Não, você não vai. Vou falar a sós com
Stewart. Quando eu terminar, você vai me encontrar no meu escritório. —
fiz uma pausa. Quando Travis não respondeu, eu continuei, — A resposta
adequada é sim, Sra. Harrington.

Cerrando o maxilar, Travis respondeu: — Sim, Sra. Harrington.

Uma vez que a porta se fechou, eu me virei para Stewart, e caminhei


em direção a ele e sentei à beira da cama. Inclinando mais perto, eu falei em
um sussurro baixo. — Você percebe o que é isso, não é? Você, seu filho-da-
puta vai morrer. — seus olhos azuis se arregalaram. — Stewart, isso não é o
suficiente de uma resposta. Eu sei que você pode me ouvir. Acene se você
entende.

Mais uma vez seus olhos se arregalaram.

— Tsk, tsk. — toquei seu rosto. — Antes que você vá, há algo que eu
estava esperando para te dizer. Você sabe o quanto você gosta de
assistir? Acene, filho da puta.

A cabeça de Stewart balançava tanto quanto possível com as


restrições do tubo.

— Bem, eu tenho um segredo. Eu gostava de assistir também.

Pergunta nublou seu olhar azul.


— Você vê, os médicos estavam obviamente perplexos com o seu
rápido início de leucemia. Quero dizer, olhe para você. Oh, não olhe
agora. Agora você parece uma merda. Você cheira a merda também, mas
houve um tempo, uma vez que você era alinhado e bonito, um pouco
arrogante demais. Ha! — eu ri. — Arrogante com certeza não poderia
descrever o que você era. Agora, — eu dei um tapinha no seu braço. — Não
me deixe divagar. Eu não quero que você entre no inferno sem
compreender verdadeiramente quem colocou você nesse fodido expresso.
— me debrucei ainda mais perto. — Eu fiz! Agora, quando você entrar pelas
portas em chamas e enxofre, vai saber que o inferno que você me fez passar
durante os últimos fodidos nove anos não era nada comparado com a
eternidade que você vai sofrer pelo que você fez. Assistir você apodrecer
aqui na terra foi gratificante para mim. — eu me sentei. — Sim, você tem
razão: observar ou apreciar tem sido extremamente gratificante. Eu estou
ficando molhada só de pensar nisso. Ao longo do último ano e meio, eu fui
capaz de sentar e assistir você negar, ficar louco, passar a porra de uma
fortuna para fazer isso ir embora, mau humor e agora... com apenas
algumas horas do final... Talvez você aceite o seu destino.

Eu parei e alisei o tecido do meu vestido sobre as minhas


pernas. Olhando de volta para seu olhar, eu continuei, — Sei que isso é
muito para o seu cérebro cheio de quimio compreender, então acene se
você me entende.

A cabeça de Stewart se mexeu de lado a lado.


Eu levantei minha cabeça. — O quê? Eu sou muito jovem? Eu sou
muito burra? Quero dizer, você não queria que eu fosse para a
faculdade. No entanto, eu não sou estúpida. Eu achei a fonte perfeita. Você
sabia que a radiação causa câncer?

Stewart piscou.

— Sim, há todos os tipos de casos documentados de câncer de


radiação. Bem, não precisa de um fodido desastre nuclear para causar
exposição à radiação. Não. — eu não poderia parar o sorriso enquanto
minhas bochechas coravam. — Grãos de césio pode emitir radiação
suficiente para matar tumores cancerígenos. Mas... — eu abaixei minha voz
quando a emoção em minha confissão tão esperada divagava por diante. —
Mas isso é quando os grãos de césio são colocados dentro dos tumores
cancerígenos. Sabe o que acontece quando as células saudáveis são
expostas a quantidades excessivas de radiação localizada? Você?
Stewart piscou novamente.

— Essas células saudáveis sofrem mutação. Isso significa que elas


mudam. Foi uma aposta. Eu não tive nenhuma maneira de saber como elas
iriam mudar. Mas a partir de seus primeiros sintomas, as dores de cabeça e
perda de cabelo, eu sabia que estava no caminho certo.

Os olhos de Stewart se fecharam.


— Oh, não, filho da puta. Não morra ainda. Eu quero que você saiba
que mesmo que eu tenha plantado os fodidos grãos, foi sua merda bizarra
que te pôs nisso. Adivinha onde foram expostas essas altas doses de
radiação?

Sua cabeça balançou de lado a lado, com os olhos ainda fechados.

— Abra seus malditos olhos. Eu quero ver o que você está


pensando. Você vai entender o que estou prestes a dizer e, em seguida, você
irá confirmar a sua compreensão com um aceno de cabeça. Essa é a
maneira como fazemos as coisas, não é mesmo, Sr. Harrington?

Lentamente, seus olhos se abriram e ele concordou.

— Você é um bom menino. A resposta para a minha pergunta era em


sua maldita cadeira no armazém. Toda vez que você sentava sua bunda na
cadeira e observava como você arruinava a minha vida para o seu
entretenimento, você era exposto à radiação. — eu dei de ombros. — Não
demorou muito para os sintomas começar, mas eu não poderia ter uma
chance de seu corpo ter a capacidade de combater isso. Então eu continuei
a exposição.

Meu sorriso voltou. — Toda vez que você me dizia para espalhar
minhas pernas, você sabe o que eu imaginava que por trás dos meus olhos
vendados? Oh, você não pode responder com esse tubo em sua
garganta. Me deixe te dizer. Eu imaginava isso! Eu imaginava o olhar no seu
rosto quando você finalmente descobrisse o que eu tinha feito. E você quer
saber a minha recompensa? Eu sou uma grande mulher. Passei através de
tudo isso com você. Eu sou a porra de uma santa! Agora, Sr. Harrington,
acene se você entender que o dia que você me comprou para ser sua puta
foi o primeiro dia do fim da sua vida.
Stewart concordou.

— Eu tenho a documentação, e, a propósito, o seu remédio para dor


está subindo. Você nunca vai falar de novo, nada disto, nada. Considere isso
a nossa cláusula de não-divulgação; no entanto, em vez de pagar a você, eu
sou a única a colher os benefícios. Só mais uma coisa, Sr. Harrington, esse
novo projeto da sua vontade – enfatizado imediatamente, vai estar
declarando você como incapaz. Você não será capaz de assinar qualquer
coisa nova. A porra do meu contrato está completo, mas o seu com o diabo
está apenas começando.

Os sinais sonoros de seu monitor aceleraram enquanto eu me sentei


e assisti a confusão em seus olhos se transformar em realização. Quando eu
ouvi a porta abrir atrás de mim, me inclinei e escovei meus lábios contra
sua bochecha. — A única coisa melhor teria sido ouvir você implorar, — eu
sussurrei em seu ouvido. — Porque eu estou confiante de que o grande Sr.
Harrington iria implorar por sua vida de merda.

Meus ombros estremeceram quando eu coloquei minha cabeça em


seu ombro e desejei que as lágrimas fluíssem. O calor de uma mão tocou
meu ombro.

— Sra. Harrington, nós temos a procuração médica. Você quer que a


gente aumente a sua medicação?
— S-sim, qualquer coisa para ajudá-lo, — eu consegui dizer através
dos meus soluços.

— Com a possível pressão sobre seu coração, isso poderia causar...

Olhei para cardiologista de Stewart que estava perto do Dr.


Duggar. — Se nós não fizermos isso, podemos salvá-lo?

O cardiologista balançou a cabeça. — Não, senhora.

— Então faça. Vamos deixa-lo o mais confortável possível.

Missy, uma das enfermeiras regulares, falou, — Sra. Harrington,


você gostaria que eu entrasse em contato com um advogado?
— Não, eu não vou sair do lado do meu marido.
Como uma grande mulher em pânico. Mas ambos, Stewart e eu,
sabíamos a verdade: eu não era boa. Eu era a morte. E, eu não estava tendo
a chance de permitir que Travis, Parker ou qualquer outra pessoa chegasse
perto Stewart sem a minha presença.

Após a medicação ser adicionada a sua IV, me sentei com paciência,


secando as lágrimas. O olhar gelado de Stewart estavam fixos nos meus,
tentando entender um milhão de coisas que ele nunca tinha dito ou
pensado. Eu vi, mas eu não tentei ouvir; em vez disso, me alegrei
internamente pelo seu olhar de silêncio. Eu tinha escutado muitas de suas
palavras. A cada minuto, a escuridão dentro de mim cresceu e iluminou
meu frio coração morto. Embora eu tivesse sido chamada de morte toda a
minha vida, não foi até que os olhos de Stewart se fecharam pela última vez
que eu tinha realmente feito isso, e eu nunca me senti mais viva. O órgão
dentro do meu peito bateu com um novo vigor.

As lágrimas que revestiam minhas bochechas eram reais. Eram


lágrimas de alegria e lágrimas de limpeza. Conforme o tempo passava, cada
gota que descia lentamente em meu rosto, lavava uma memória. Levaria a
porra de um oceano para apagar todas elas, mas este era um começo.

Meus dias como uma prostituta tinham acabado.

Quando a notícia se espalhou, as pessoas entraram no quaro de


Stewart. Stewart nunca teria querido todas essas pessoas o vendo neste
estado, então eu congratulei cada um deles com os braços abertos. Travis
foi o primeiro a invadir, e, em seguida, Parker. Havia enfermeiros e
médicos, bem como Lisa e outros membros da equipe da casa. Val veio para
me confortar. Até mesmo Brody veio. Como membro da equipe legal de
Stewart, sua presença não foi questionada.

Na realidade, todos eles entraram para ver o meu bom


trabalho. Claro, nenhum deles sabia disso. Nenhum deles sabia que, quando
o relógio bateu a meia-noite, eu era uma viúva negra.


CAPÍTULO DEZESSEIS
Presente
Eu não tinha dormido, não realmente. No momento em que tudo foi
dito e feito e o legista veio e levou o corpo de Stewart, era depois das duas
da manhã. Não houve necessidade de uma autópsia: a sua doença foi bem
documentada. Foram apenas as formalidades que precisavam ser
finalizadas antes que ele fosse enviado para a casa funerária onde seria
cremado. O grande Stewart Harrington não queria ser visto na condição em
que estava antes da morte. Ele com certeza não queria ser visto como
estava após a morte.
Val e Lisa ficaram perto, me ajudando enquanto as perguntas iam e
vinham. Eu pareci perturbada e confusa. Minha maquiagem tinha ido
embora e minhas roupas finas estavam enrugadas. As bolsas sob os meus
olhos ajudaram a projetar a persona viúva exagerada.

Embora Parker quisesse discutir questões legais de Stewart, Lisa


disse a ele que teria de esperar até a manhã. Com eficiência, ela limpou o
apartamento de todos os que não viviam lá, logo após o corpo de Stewart
ser removido. Ela informou a equipe médica que podiam voltar no dia
seguinte para recuperar seu equipamento; no entanto, a Sra.
Harrington necessitava de paz. Com uma dor nas têmporas do meu auto
induzido choro, eu era eternamente grata por seu comando da situação.

A única que restava era Val. Sua compaixão e apoio me


envolveram. Seu coração bom e carinhoso não tinha nenhuma maneira de
saber a escuridão no meu. Me perguntei, por vezes, como eu poderia
manter isso escondido, especialmente a partir dela. Eu sabia que não tinha
escolha. Ela nunca poderia saber o sofrimento que passei com Stewart. Eu
não queria que ela soubesse. Ela só sabia o que o mundo sabia: eu me casei
com Stewart Harrington, dono da rede de hotéis mundialmente
conhecida. Ela viu o que todos viram: o refinado homem polido, casado com
uma mulher mais jovem que desfilou em seu braço, como minha mãe me
descreveu de forma tão eloquente - que se tornou a âncora firme de um
homem golpeado por uma doença implacável numa idade jovem e que
passou horas trabalhando com a Sociedade Harrington, para levar cuidado
médico onde não podia ser encontrado.
Quando ficamos sozinhas, Val viu sua irmã: a mulher quem desejava
todos os dias voltar para a faculdade e a simplicidade de vida. No entanto,
ela não veria a mulher que tinha assinado o confisco de sua vida, aquela
que foi vendida para pagar uma dívida que ela não devia. Pouco antes de
Val deixar o apartamento de cobertura, nós nos abraçamos e eu jurei para
mim mesma que ninguém - nunca - veria aquela mulher
novamente. Quando o corpo de Stewart foi colocado no incinerador e sua
carne descascou de seus ossos, a liberdade seria encontrada na fumaça
podre e eu estaria livre.

Não foi até que eu estava sozinha na suíte no andar de cima que eu
comecei a relaxar.
Foi feito.

Ele se foi.

Nove anos de inferno se foram!

No meu ato final de limpeza, eu pisei sob o jato quente do chuveiro e


lavei o fedor de seu corpo em decomposição. Enquanto eu fazia, as
memórias de Peppermint man voltaram, me lembrando que eu tinha
estado com ele menos de quinze horas atrás.

Em vez de chorar, eu ri. Pela primeira vez em anos, eu ri. Não apenas
uma risadinha, meu estômago doía pelo balanço emocional que se
seguiu. Eu nunca teria que suportar o armazém novamente. Enquanto a
água quente caía, eu saboreava o fluido descendo. Eu era a senhora Victoria
fodida Harrington. Eu ainda tinha mais alguns dias para bancar a esposa de
luto. É um novo papel, mas eu poderia fazer: apertar as mãos, sorrir
tristemente, até mesmo derramar uma lágrima ou duas, quando
necessário. Afinal, a atuação não era nova. Eu vinha fazendo isso toda a
minha vida. Só agora, a verdade que eu mantinha enterrada, a que me
comia dia e noite desde que eu era velha o suficiente para lembrar, era uma
realidade. No entanto, era muito doloroso revelar, muito perturbador para
os que me rodeiam. Eu precisava mostrar o que eles queriam, o que eles
precisavam. Eles não querem ver quem eu realmente era... o que eu
realmente era. Eles não querem saber que eu sou uma assassina. Mas agora
que eu tinha feito isso, eu sabia, sem dúvida, que eu poderia fazer
novamente.

Na manhã seguinte, acordei com uma sensação de calma. Quando


entrei na cozinha, Lisa e Kristina, minhas assistentes estavam à espera. —
Senhora. Harrington, — Lisa começou. — Como você sabe, o Sr. Harrington
deixou preparados seus planos de funeral e cremação. Se você permitir,
vamos fiscalizar tudo e garantir que tudo seja tomado cuidado da maneira
como ele pediu.

Estendi a mão e apertei a mão da Lisa. Com olhos que se encheram


de lágrimas, eu respondi: — Obrigada.
Kristina disse: — O assistente de Craven ligou. Sr. Craven gostaria de
se encontrar com você esta manhã. Ele sugeriu seu escritório. Eu disse a ele
que não era um bom momento. No entanto, ele foi bastante insistente. O
que você gostaria que eu dissesse a ele?

Eu sabia o que eu queria. Porra eu queria ele no meu território, mas


eu sabia que como uma nova viúva, eu deveria ser menos
decisiva. Portanto, eu olhei intensamente para Lisa, a mulher que tinha sido
tão gentil comigo, e disse: — Eu não acho que eu deveria sair de casa.

— É claro que você não deve. Eu estava esperando que você dissesse
isso. — seu pescoço endureceu. — Eu não entendo por que ele acha que
isso precisa ser tratado agora. Ele não entende quão perturbada você está?

Eu balancei a cabeça em direção a Kristina. — Eu acho que se ele


quer falar comigo, ele pode vir aqui. Mas eu prefiro esperar até mais tarde.
— Virando para Lisa, eu perguntei, — Onde está Travis? Preciso falar com
ele primeiro.

— Ele está aqui. Vou avisar para ir ao seu escritório depois que você
comer.

Eu levantei minha cabeça para o lado, os meus lábios trabalhando


para não sorrir. — No escritório do Sr. Harrington. Eu acredito que o
negócio importante deste agregado familiar sempre foi realizado no
escritório principal. Diga a Travis para me encontrar lá em trinta minutos.

— Sim, senhora, — disse Lisa, enquanto ela e Kristina trocaram


olhares.
— E me deixe saber esta tarde o estado de todos os arranjos. — meu
comando foi recebido com uma rodada de sim, senhora e um lembrete de
Lisa de meu café da manhã à espera.

Eu sempre admirei a vista do escritório de Stewart. O oceano e o céu


enchendo as janelas amplas traziam a luz solar para o seu domínio. Me
lembrei da primeira vez que eu tinha visto isso, a primeira vez que eu o
vi. Eu era tão jovem e ingênua, embora eu pensei que eu era forte e
mundana. Felizmente, as injustiças que eu tinha experimentado desde cedo
me preparou para o que a vida tinha oferecido e me deram a força que eu
precisava para sobreviver. Oh, quão errado Stewart tinha estado quando
ele me viu como nada mais do que sua prostituta. Com um sorriso, me
lembrei do olhar de horror em seus olhos quando ele percebeu que não só
eu era uma adversária digna, mas eu era a vencedora!

Tudo o que ele pendia diante de mim era meu - era tudo meu,
especialmente e, mais importante, a minha liberdade!

A batida na porta me fez girar para longe da vista para a porta se


abrindo. Sem esperar por meu convite, Travis entrou. Nossos olhos se
encontraram em uma competição silenciosa de vontades. Nós
permanecemos mudos quando ele fechou a porta e caminhou em direção à
mesa. Eu tomei o assento que costumava ser do meu marido e apontei para
a outra cadeira. — Sente-se.

Lentamente, ele fez, suas longas pernas e corpo poderoso se


dobrando na cadeira. Ainda assim, sua expressão era de superioridade. Eu
me inclinei para frente, meu cabelo caindo desenfreado sobre meus
ombros. — Me diga como você fez isso.

Ele casualmente relaxou os braços na borda da cadeira. — O que,


Sra. Harrington, o que especificamente você está me perguntando?

— Você sabe o que estou perguntando. Como é que você me faz


acreditar que era Stewart? Eu sei que era sua maldita voz. Que porra é essa
que você fez?
— Eu vou te dizer o que eu fiz, se você me ouvir.
— Você não pode me dar ultimatos. Tanto quanto eu estou
preocupada, você não está mais empregado por mim ou por Stewart. Eu
queria que você viesse aqui nesta manhã para que eu pudesse dizer para
você dar o fora da minha casa.

Travis apertou os lábios e balançou a cabeça de um lado para o


outro. — Isso é o que o Sr. Harrington tinha medo que você faria. É por isso
que ele tentou fazer um mandato para que isso não fosse possível. Ele
estava tão perto. — Travis se levantou. — Eu não vou sair. Você não está
me demitindo, e se você usar a porra da metade de seu cérebro, assim
como você já usou a sua buceta, você iria querer saber mais. — seu olhar se
voltou para mim. — Oh, foda-se! — ele se levantou e voltou para a porta. —
Não há nenhum maldito peso em minhas costas. Pessoalmente, eu gosto de
assistir você cair de seu cavalo alto do caralho.
— Você não vai sair desse fodido escritório, — proclamei,
aumentando o volume. — Eu fiz uma pergunta. Como é que você me fez
acreditar que era Stewart? — recusei a insistir no fato de que ele me viu
fazer sexo com Peppermint Man. Eu duvidava que fosse a primeira vez.
Provavelmente tinha câmeras há mais tempo do que eu mesmo sabia. Meu
estômago embrulhou. — Você usou uma voz gravada. Não é?
— Você acabou de me demitir, Sra. Harrington. Eu não preciso te
dizer uma maldita coisa.

— Onde eles estão? Quantas gravações estão lá? Eles são apenas de
áudio ou os vídeos estão lá?

Seus lábios se curvaram em um viscoso sorriso torto. — Basta


imaginar, você pode ver todos os rostos dos amigos.

Eu odiava essa fodida intimidação. Não havia tal coisa como


um amigo! — O que você quer? Isto é uma chantagem? Você quer dinheiro?

Aumentando a sua voz, ele zombou. — Não, eu não


quero dinheiro. Eu tenho dinheiro. Sr. Harrington teve a certeza disso.

Um fodido déjà vu me atingiu como uma marreta. As palavras de


Stewart de dez anos atrás quebraram de volta para mim: eu tenho dinheiro
que eu posso emprestar. A coisa é que eu não preciso disso. Portanto, eu
decidi que em troca do dinheiro, eu queria algo mais, algo menos
convencional em troca.
Eu pulei para os meus pés. — De jeito nenhum eu vou passar por
isso de novo.

— Como Stewart. Eu não vou fazer isso de novo.

As sobrancelhas de Travis franziram. — Eu não quero me casar com


você. De jeito nenhum! Não se iluda. No entanto, é melhor você saber que
não há muito sobre o seu falecido marido que você não sabe ou
entende. Ele fez acordos, muitos envolvendo você. Se você acha que vai ser
capaz de sair desses acordos sem repercussões, você realmente é mais
idiota do que eu achava.

— Eu fiz um acordo com o meu marido, e não com qualquer outra


pessoa. Eu cumpri minha obrigação.

Travis deu de ombros. — Eu acho que você vai encontrar mais


quando você falar com o Sr. Craven. Eu pensei que você pudesse querer ir
para essa conversa informal. — ele inclinou a cabeça. — Foi mal.

Fechei os olhos e reuni a minha força. Sentando calmamente, eu


repeti: — Eu lhe fiz uma pergunta. Tenho certeza de que era você
ontem. Como sua fodida patroa, eu estou perguntando como você fez isso.

— Você só -

— Diga e vamos discutir o futuro.

Travis voltou para sua cadeira e se sentou. Tomando o seu telefone


celular, ele fez o que eu mais temia: ele abriu um aplicativo e levantou seu
telefone.

— Eu estou aqui, querida. — a voz de Stewart voltou da sepultura,


me provocando. Travis apertou o botão novamente. — Acene se você
entende.

Engolindo meu desprezo, eu perguntei, — Apenas áudio ou vídeo


também?
— Este é apenas o áudio. Gravei frases-chave. Levei um tempo para
encontrar um jeito para que você pudesse levá-lo em sua boca. É por isso
que parecia que querido esposo velho não estava prestando atenção.
Mais uma vez, meu estômago revirou e músculos do meu pescoço
apertaram de uma forma familiar. — Este? — perguntei.

Travis inclinou a cabeça para o lado e levantou uma sobrancelha.

— Você disse que este era apenas o áudio. Eu estou supondo que
você tem mais.

Ele assentiu.

— Você não quer dinheiro? Todo mundo quer dinheiro. Quanto vai
me custar para fazer isso tudo ir embora? — eu olhei para o meu
relógio. Parker Craven deveria chegar em menos de quinze minutos. —
Quanto vai custar para que você me diga o que você sabe?

— Eu disse a você, eu não quero dinheiro.

Eu me inclinei para trás. — Como eu sei se você tem mais


informações ou vídeos ou qualquer coisa? Você pode apenas ter me
mostrado tudo que você tem.

— Talvez eu tenha. Isso é uma chance que você está disposta a


tomar? Você sabia sobre a mudança que o Sr. Harrington tentou fazer em
seu testamento? Aposto que não. Mas se você sabe, você sabe qual a razão e
isso não aconteceu não foi porque ele morreu. Foi porque Parker Craven foi
obstruído. Ele, pessoalmente, queria o que o Sr. Harrington queria que eu
tivesse.
— Eu? — minha voz soava muito mansa para os meus próprios
ouvidos. Sentei-me reta, o meu tom mais confiante. — Eu sabia sobre
isso. Também sei que isso não pode ser transferido para outra pessoa. Eu
não sou um maldito carro ou um animal de estimação. Eu sou uma pessoa.

Os olhos de Travis se arregalaram. — Oh, a cadela está mais


informada do que qualquer um de nós sabia. — ele mudou de posição na
cadeira. — Ele não estava dispondo você, só o seu contrato. Se você abrisse
a porra dos seus olhos, você iria perceber que ele estava fazendo isso para
seu próprio bem, maldição!
Pisquei, tentando seguir suas palavras. — Meu próprio
bem? Mentira! Não havia nada sobre o meu contrato que era para o meu
bem. Era tudo sobre ele.
— Você é um pedaço gostoso de carne. Eu assisti a todos, desde os
banqueiros de investimento até os políticos foder seus miolos. — ele
baixou a voz. — É verdade que eu queria a porra da minha vez. Eu esperei
um maldito longo tempo, mas, primeiro, ouça e ouça bem. Sr. Harrington
acreditava que seu contrato estava em melhores mãos comigo do que com
Parker Craven. Assim, quando ele entrar aqui e tentar convencê-la de outra
forma, mantenha isso em mente: eu sei tudo dos negócios de Stewart
Harrington, não apenas aqueles que foram legalizados pela Craven e
Knowles. Há muito mais para Harrington Spas e Suites do que está a vista -
muito mais. Há um mundo inteiro que seu velho padrasto querido conhecia
muito bem. Aqueles homens que o Sr. Harrington falou são mais do que
uma força obscura: eles são a respiração subterrânea da Harrington Spas e
Suites.

Eu tentei compreender o que dizia Travis. — Os agiotas? Os que


mataram Randall?

Ele assentiu. — Sim e não.

O telefone tocou na minha mesa, quebrando a intensidade da nossa


conversa. Depois de olhar, eu respirei e atendi. Era Kristina. —
Sra. Harrington, Sr. Parker Craven está aqui.

— Diga a ele que estou em uma reunião. Eu vou estar com ele o mais
rapidamente possível. — eu desliguei o telefone.

— O que você quer dizer...? — eu perguntei a Travis. — Sim e não.


— Agiotas e cafetões de alta-qualidade, entre outras coisas. Randall
estava pronto para trabalhar por fora para comercializar com
eles. Você. Você era a mercadoria, até que o Sr. Harrington entrou. Ele
comprou o negócio de Randall. Ele te salvou deles. Eles não estavam
felizes. Para acalmá-los por substituir o acordo, ele concordou em dividir
você.

— Isso é mentira. Ele gostava de partilhar. Isso era para ele.


— Ele gostava, — Travis concordou, — mas não era só para ele. Era
para você.
— Para mim? Por quê? E por que Randall faria isso?

— Eles solicitaram você. Seu padrasto não se voluntariou.

Eu balancei minha cabeça. — Como é que essas pessoas teriam


sabido como eu era há dez anos?
Travis endireitou o pescoço e os ombros. — Isso é algo que eu não
posso te dizer.

Meu olhar cinza se estreitou. — Você não pode ou você não vai?
— Eu acho que eu não vou.

— Quem são eles?

— Eles são pessoas poderosas e mafiosos. Eles são as pessoas que


dirigem esta cidade, este estado, alguns que até mesmo governam o
país. Eles são pessoas que você vê nos clubes do país e nas esquinas das
ruas. Eles são as pessoas que você conhece e aqueles que você nunca
viu. Eles são pessoas que querem pagar uma crueldade e pessoas que não
dão a mínima se você viver ou morrer. Eles são pessoas que foderam você e
as pessoas que nunca tocaram você, mas regiamente foderam com sua vida.
— ele se inclinou. — Eles são seu pior pesadelo. E, acredite ou não, agora
que o Sr. Harrington se foi, você está olhando para o único que pode te
salvar deles.

— Parker? — perguntei com trepidação.

— É um deles. Assim como o amigo ontem. Sr. Harrington não queria


decepcioná-los. É por isso que eu fiz o que fiz. Se você não tivesse ouvido a
voz de seu marido, você provavelmente teria se apavorado. Você não está
pronta para saber quem você está lidando. Parker Craven é uma das
pessoas que está endividado. Você é a saída dele. É por isso que ele não iria
completar a vontade. Sr. Harrington queria que seu contrato fosse para
mim. Sr. Craven queria para si mesmo.

— O que eu sou para você?


Travis me fez a varredura dos seios aos olhos. — Você é uma
vadia. Você tem sido uma dor na minha bunda por dez anos. Você também
está mais forte do que eu jamais pensei. Eu quero fazer o que o Sr.
Harrington nunca poderia ou iria. Eu quero ver esses filhos da puta
pagarem e eu acho que juntos, poderíamos ter a quantidade certa de
resistência para passar por isso. Você vê, eu tenho a minha própria história
e um conjunto de problemas com essas pessoas. Sr. Harrington me ajudou
muito. A diferença entre ele e eu é que eu não tenho nada a perder. Eu acho
que é hora desses babacas pagarem pelo que eles fizeram comigo e com
você. Você não concorda?

Meu telefone tocou novamente. — O quê? — eu perguntei, minha


mente se recuperando da declaração de Travis.

— Senhora, o Sr. Craven...

— Kristina, diga que estou muito perturbada para me encontrar com


ele hoje. Diga a ele que nós vamos precisar reagendar após o funeral de
Stewart.

Olhei para a expressão presunçosa de Travis. Desligando o telefone,


eu disse, — Eu não acredito em você. Você nunca me deu nenhuma razão
para confiar em você. — embora eu soubesse que Stewart confiava nele
implicitamente. — Mas eu quero pensar sobre o que você disse antes de eu
fazer qualquer-

O som da voz de Kristina e a abertura da porta acalmaram minhas


palavras. Meus olhos se arregalaram enquanto eu observava Parker Craven
empurrar seu caminho pela minha assistente, apenas para ser parado em
seu caminho quando ele foi recebido peito a peito por Travis.

Peito a peito não era muito preciso. Travis era bem mais alto.

— Victoria, isto não pode esperar... — Parker começou, fazendo o


seu melhor para ignorar a montanha em seu caminho.

— Sra. Harrington, você gostaria que eu mostrasse ao Sr. Craven a


porta de fora? — o comportamento presunçoso de Travis imediatamente o
transformou na persona guarda-costas, o que sempre tinha me intimidado
um pouco, bem como me assustou.
Reunindo meu juízo, eu me levantei. — Parker, agradeço por você
ter tirado de seu tempo para vir ontem à noite e esta manhã. Como você
pode imaginar, as coisas estão um pouco fora de controle agora.
— Sim, — seu tom de voz pingava com compaixão. — É por isso que
estou aqui. Stewart tinha questões legais que não podiam ser deixadas sem
vigilância. Tudo que eu preciso é de algumas assinaturas. Nós nem sequer
precisamos discuti-las até mais tarde. Basta assinar e eu vou cuidar de
tudo.

Será que ele pensa que eu era uma idiota? O olhar de aviso de Travis
teve um novo significado. Eu podia confiar de que agora ele estava me
protegendo? Eu sempre achava que eu era a presa.

— Posso ver os papeis? — perguntei, ignorando mandíbula de


repente apertada de Travis.

Parker deu a volta em Travis, abriu sua maleta e tirou uma pasta. —
Victoria, você não está cometendo um erro. Esta é a melhor coisa para o seu
futuro e memória de Stewart. — ele abriu a pasta para uma página
marcada. — Você só precisa assinar... — ele apontou. — Aqui.

— Não, Parker.
Ele olhou com curiosidade em minha direção. — Não?

— Eu pedi para vê-los. Deixe-os comigo. Me deixe olhar para eles. —


eu levantei minha cabeça para o lado e forcei um sorriso. — Quero dizer,
até mesmo Stewart deixou rever o meu contrato antes que eu
assinei. Certamente, você vai me conceder o mesmo privilégio?

— Eu faria isso, — começou ele, — no entanto, estamos lidando com


um prazo apertado.

— Oh, eu acredito que eu tinha um prazo apertado há dez anos


também. Quando você precisa da minha resposta?

Ele franziu o cenho enquanto sua mão percorria seu cabelo fino,
escuro. Segundo a luz das janelas, notei os fios cinza. — Agora, Victoria, eu
preciso dele agora. Isso não pode esperar.

Peguei a pasta e entreguei a Travis. — Eu sinto muito,


Parker. Acredito que, como uma viúva de luto eu deveria ser concedida
alguma indulgência com prazos. Eu vou voltar para você depois do funeral.
Ele engasgou com o meu atrevimento e avaliou Travis, sem dúvida,
decidindo se ele poderia recuperar a pasta. — Escute, você não entende-

— Obrigada, Sr. Craven. — a voz de Travis encheu o escritório. —


Sra. Harrington acaba de dar sua resposta. Ela vai encontrar com você
depois do funeral do Sr. Harrington.
Eu apertei os lábios. Tomei cada força minha para não dizer, acene se
você entende, filho da puta!
Parker deu um passo para trás. — Victoria, eu era advogado
principal de Stewart por uma razão. — ele inclinou a cabeça em silêncio em
direção Travis. — Meu conselho a você é que tenha cuidado em quem você
acredita. Você deve isso ao Stewart e ao mundo que ele criou para você
conhecer todos os fatos. Não deixe que a emoção substitua o bom senso.

Isso foi o mesmo que dizer que eu era mais idiota do que ele
imaginava? Eu não confiava em qualquer um desses homens. — Adeus,
Parker. Neste momento, não tenho a intenção de deixar a minha emoção ou
bom senso tomar qualquer decisão. Agora, eu vou me concentrar em
enterrar meu marido morto. — eu sentei na cadeira de Stewart. — Você
gostaria que Travis te mostrasse a porta de fora?

Os dois homens observaram um ao outro. Eu era grata pelo piso de


mármore e os tapetes sem adornamentos. Eles poderiam mais facilmente
ser lavados a seco após a conclusão do pequeno concurso de mijo dele.

Com um leve aceno de cabeça, Parker finalmente se virou e disse: —


Não, obrigado, eu acredito que eu sei o caminho.


CAPÍTULO DEZESSETE
Presente
— Eu não posso arriscar ser vista em algum hotel, — eu disse no
meu telefone, por trás da proteção da porta fechada do meu quarto.

— Vik, eu preciso de você. — compaixão e desejo escorriam da


declaração de Brody. — Você precisa de mim também. Não apenas para
resolver toda essa merda legal, mas eu quero te abraçar. Merda, Vik, você já
passou por tanta coisa. Você apenas não quer se apoiar em alguém?

Será que eu queria? Eu alguma vez realmente tive isso?

— Brody, eu não sei o que eu quero. Eu sei que eu quero ouvir que a
cremação está completa e eu quero que esse maldito funeral acabe. Eu sei
que eu preciso saber o que está nesses papéis que Parker queria que eu
assinasse.

— Ele realmente espera que você assine e fale sobre isso mais tarde?

Eu balancei a cabeça na privacidade da minha suíte. — Ele deve


achar que eu sou muito estúpida. — Todos eles, provavelmente, achava, isso.

— Vik, eu vou lá. Podemos analisar os papéis juntos.

Sua confiança reconfortante era exatamente o que eu precisava; no


entanto, com as minhas emoções em uma montanha russa, eu não tinha
certeza se era sábio. — Eu não acho que é uma boa ideia.

— Por quê? Eu estava lá na noite passada. Por que alguém iria


questionar a minha presença?

— Oh, eu não sei, — eu sorri, deixando minha mente fazer uma


pausa bem-necessária do stress da minha realidade. — Talvez quando os
gemidos e gritos começarem a vir do escritório de Stewart, vamos levantar
suspeitas?

— Gemidos e gritos? Porra! Eu gosto do som disso. Onde estamos


fazendo isso? Na cadeira do filho da puta ou em sua mesa?
Minhas entranhas apertam quando eu considerei as
possibilidades. — Acho que a mesa com as malditas cortinas abertas para
toda a maldita Miami. Poderíamos até mesmo espalhar os arquivos e papéis
de Parker por cima. Eu gosto da ideia de bagunçar as páginas até que a
impressão não seja mais legível. Quer dizer, isso iria anular e acabar com
qualquer coisa lá, não é?

— Jesus Cristo! Você está me matando aqui! Eu quero te ajudar e te


segurar e você está me fazendo explodir como um adolescente. Vou
precisar trocar as calças, se você não parar.

Minhas bochechas subiram em um sorriso de boas-vindas. — Você


sabe o que está fazendo comigo? — perguntei.

— O quê? Me conte.

— Você está me fazendo sorrir. Apesar de toda essa merda e uma


porra de bomba após a outra, você está me fazendo sorrir.

— Isso é tudo que estou fazendo?

— Não, — eu relutantemente admiti. — Não, isso não é tudo. Eu


quero fazer o que acabei de dizer. Quero ter você e assumir este
apartamento, mas agora eu preciso entender o que Travis e Parker estão
tentando fazer, o que Stewart estava tentando fazer.

— O que Stewart estava tentando fazer? — Brody repetiu


cinicamente.

Fechei os olhos e escutei.

— Bem, me deixe te ajudar. Vamos começar com o fato de que ele


era um controlador filho-da-puta, que tinha um maldito contrato de quinze
páginas que não enunciava o sexo específico que eu deveria assinar se
aceitasse. Ele me deixou assinar esse contrato sem informar do que ele
realmente implicava. Então, enquanto ele estava à beira da morte, ele
tentou passar esse contrato para Travis Daniels, um canalha, gangster de
merda que trabalhou com ele durante os últimos quinze anos.

— Mas por quê? E por que Parker quer isso?

— Por que ele quer que ele vá para Travis? — Brody repetiu. — Eu
não tenho ideia do caralho. Por que Parker quer? Bem, eu odeio dizer isso
sobre um dos meus sócios, mas porra, Vik, isso deveria ser óbvio. Ele sabe
que não há nenhuma maneira que você vai fazer com ele o que ele soletrou
no contrato sem titularidade do referido contrato.
— Como eu disse antes, eu concordei com a merda doente de
Stewart porque eu era capaz de cuidar de Val. Eu sei que Marcus e Lyle
estão na faculdade pelo mérito deles, mas o dinheiro é meu. Eu posso pagar
pela educação deles e continuar a financiar a Harrington Society. O que
Parker acha que ele tem que me fará concordar com o contrato?

— Eu estou supondo que a única maneira de descobrir é ouvi-lo.

Meu estômago já atado se revirou. — Eu não quero ouvi-lo hoje. Eu


não quero fazer nada disso hoje.

— Vik? —perguntou Brody, com uma pitada de ansiedade.

— Sim.

— O que disse Travis? Por que ele quer que você concorde com sua
decisão?

Eu coloquei minha cabeça no travesseiro e cobri os olhos com o


braço. Eu realmente deveria fechar as cortinas e me permitir esconder no
escuro, longe de Parker, Travis, o funeral de Stewart, os amigos de luto,
tudo...

— Vik? Você está bem?

— Estou ótima, — eu respondi sarcasticamente. — Travis disse algo


sobre negócios vencidos. Ele deu a entender que, se eu pensei que eu
poderia ir para longe dos acordos que Stewart tinha feito sem nenhuma
repercussão, eu seria mais burra do que ele achava.

— Bem, baby, eu acho que você é linda. Eu acho que você é


inteligente e astuta. Merda, eu sei que você é. Eu sei que você é mais do que
Stewart nunca lhe deu crédito.

Porra, eu era. Eu era muito mais do que Stewart me deu crédito. Isso
foi dolorosamente óbvio quando ele me olhava, um pouco antes de eu
fechar a tampa em sua urna.
Brody tivesse continuado a falar. — ... mais acabou. Nunca pense de
si mesmo dessa forma. Você é incrível na cama, mas como eu continuo a
tentar dizer, não é apenas a ideia te foder que me excita. É o pensamento de
segurar você. Como na outra noite que ... adormecemos. Merda! Eu sei que
há muito mais nesse corpo bonito do que uma buceta apertada. Você é tudo
de bom. Stewart foi muito idiota para não perceber isto.

Eu balancei minha cabeça. O que Travis disse? Que o que Stewart fez
foi para me salvar. Salvar de quem? O que Travis não está me dizendo?

— Vik? Você continua me deixando. Você está aí?


— Sim, estou aqui. Eu estou pensando nas coisas. Se eu digitalizar
esses documentos que Parker deixou, você vai dar uma olhada?
— Claro, eu vou aí e buscá-los.

Com o meu braço sobre meus olhos, eu suspirei enquanto minha


cabeça balançou de um lado para o outro. — Não, eu preciso me encontrar
com algumas pessoas da casa funerária. Kristina e Lisa estão fazendo todos
os arranjos, mas eu preciso finalizar e concordar com tudo. Me deixe enviá-
los para você.

— Vik, isso é muito arriscado. Eu dou um pulo aí.

— Me encontre na casa funerária.

— Eu posso fazer isso. Que horas?

Olhei para o relógio. — Três e meia. — eu sabia que teria Travis lá


observando cada movimento meu. Eu tinha que descobrir uma maneira de
levar os papéis para Brody, sem Travis me ver. Primeiro, eu iria digitalizá-
los. Então isso me bateu.

Graças a Deus pela tecnologia!


* * * * * *

Dois dias desgastantes até o limite depois, eu estava na frente da


casa funerária mantendo meu papel de esposa-perfeita. Eu não tinha
certeza se iria ganhar um Oscar, mas eu esperava pelo menos uma
indicação. De alguma forma, era mais fácil encontrar os olhos dos enlutados
do sexo masculino sem o sussurro de Stewart no meu ouvido, que iria
perguntar: — Você já se perguntou se o seu pau dele esteve em sua
buceta? Você quer que ele esteja? Talvez ele nunca esteve lá, ou talvez ele é
um amigo com uma afinidade para outros usos do seu pau? — então com um
toque de lábios contra minha bochecha, ele adiciona, — Sorria, Sra.
Harrington. Eu só queria te dar um pouco mais para você pensar.
Eu empurrei esses pensamentos e me concentrei sobre o
presente. Eu não conseguia pensar em suas palavras cruéis e fingir estar
triste ao mesmo tempo. Além disso, mesmo aquelas memórias estavam
nubladas com as revelações de Travis. Stewart tinha me salvado? Isso
pareceu absurdo. Quero dizer, eu tinha estado lá o tempo todo. Quando ele
tinha me salvado? Bem, além de Travis. E agora Travis queria que eu
acreditasse que os homens do armazém e os outros que eu nunca conheci,
ou talvez conhecesse, mas nunca intimamente, estavam chamando para o
lance final nos negócios de Stewart.

Cada pessoa que apertou minha mão ou deu um abraço simpático


era suspeito. Com cada contato que eu fiz, o que eu tinha aprendido a
fazer. Fechei os olhos e inalei.

Não era que eu queria saber. Eu não queria. Mas eu queria saber
mais sobre isso e até que eu viesse cara a cara com a verdade, eu sabia que
não pararia. Ele nunca poderia. Eu endireitei meus ombros, ajeitei minha
fachada e enfrentei a próxima pessoa.

Quando cada pessoa suspirou e me deu as suas mais sentidas


condolências, olhei em seus olhos, julgando sua sinceridade. Eu sabia que a
vida seria melhor sem o grande Stewart Harrington, mas e eles? Eles não
estavam cientes do mundo dele, assim como eu não estive um breve
tempo? Ou eram suas palavras eram tão atuadas como as minhas? Será que
eles realmente conhecem o manipulador cruel bastardo quem tive o
desprazer infeliz de conhecer e ser casada por quase dez anos?

Se fosse esse o caso, as suas expressões sombrias não foram mais do


que máscaras que escondem seus verdadeiros sentimentos de euforia? A
minha era. No entanto, abaixo da exaltação, eu também tinha confusão. Que
tipo de bagunça ele me deixou?
— Victoria, — disse Sheila Keene, me puxando para o presente, me
obrigando a reconhecer sua presença. Seus olhos encheram de lágrimas
amáveis quando ela balançou a cabeça lentamente. — Sentimos muito por
sua perda. O seu pobre e querido Stewart sofreu por tanto tempo. O câncer
é uma coisa tão feia. E você... Você nunca saiu do lado dele.

Sheila foi uma das primeiras a me aceitar verdadeiramente no


mundo de Stewart. Ela entendeu a pressão que nosso casamento repentino
infligiria. Enquanto sua situação era diferente, sendo casada com um
senador, ela lidou com um controle similar. Talvez fosse por isso que
encontramos um terreno comum com a Harrington Society. Ela era a
presidente do meu conselho, e, felizmente, nós falávamos sobre muitas das
questões cruciais.

Dito isto, o marido me deixou desconfortável. Normalmente, ele


estava muito ocupado para atender a caridade, exceto aqueles que
poderiam assegurar angariadores de fundos de sua campanha. Isso era o
que eu apreciei sobre Sheila. Ela não tinha o pensamento único de apoiar o
marido. Ela realmente tinha um cérebro e acreditava que seu tempo e
energia poderiam ir a suas verdadeiras causas que justifiquem a sua
atenção.
Ajeitando meus ombros, eu repeti as palavras que eu disse várias
vezes, — Obrigada, Sheila. — olhando para cima nos frios olhos e
calculistas do marido dela, eu continuei, — E senador Keene. Eu
simplesmente não podia deixá-lo, não tão doente como ele estava. Eu não
queria estar em qualquer lugar, além do lado dele.

— Eu sinto muito por ter te ligado do centro de distribuição, —


Sheila ofereceu. — Eu disse a secretária imbecil que eu estaria em casa em
apenas alguns dias. Claro, nós cortamos as nossas férias e voltamos para
casa assim que recebemos a notícia sobre Stewart.

— Isso foi muito gentil da sua parte. Na verdade, você não precisava
fazer isso.

Sheila deu um tapinha no braço do marido. — Robert insistiu. Ele


disse que sabia que Stewart teria feito o mesmo por ele.
Eu olhei de volta para as bochechas rosadas do senador Keene e sua
expressão menos do que triste. Travis tinha dito políticos - ele me viu ser
fodida por políticos. Eu endureci meu pescoço e me inclinei para Sheila,
abraçando e agradecendo o seu apoio. Seu perfume pesado permeava os
meus sentidos.

— Minha querida, — ela continuou, — Você realmente precisa sair,


agora que... — as palavras dela sumiram. Há tantas maneiras de acabar com
essa frase: agora que o desgraçado está morto... Agora que você vai ter
alguma liberdade... Agora que você está podre de rica e pode dizer o mundo
inteiro para ir se... Sua boca continuou se movendo, mesmo que eu estivesse
perdida no meu próprio mundo. Eu tinha perdido algumas frases, mas não
foi difícil descobrir o significado. — Muito ocupada com todos os arranjos e
legalidades, mas logo, logo... —ela apertou minhas mãos. — Temos de
marcar um almoço. Você precisa de algum tempo com outras mulheres.

— Obrigada Sheila. Eu agradeço a oferta. Teremos de fazer isso.

Eu mudei os meus olhos para o próximo casal, esperando que o


senador Robert Keene não tentasse conversar. Essa esperança foi
imediatamente frustrada quando suas mãos abraçaram meus ombros e seu
hálito quente sussurrou condolências em meu ouvido. — Sra. Harrington, a
perda de seu marido vai criar muitos espaços vazios em nosso mundo. Eu
certamente espero que você vá tomar a decisão certa e seguir em frente.

Eu não precisava de suas palavras ou suas implicações: a respiração


acetona trouxe de volta uma onda de memórias. Eu já estive tão perto
dele? Eu queria saber? A resposta não importa. Fatal Lullaby tocou a
distância enquanto eu me lembrava das cenas.

Fechando os olhos por apenas um segundo, eu recuei um pouco


longe do seu toque e endureci. Com os meus lábios vermelhos pressionado
em um sorriso, eu permiti que meus olhos cinza-aço lhe dessem o
reconhecimento que, aparentemente, eu achava que eu era muito simples
de se obter. — Obrigada, senador. Eu aprecio sua preocupação com
arranjos do meu marido e meu futuro. Posso garantir que o meu futuro
será consideravelmente diferente do meu passado.

O senador Robert Keene se afastou pela determinação da minha


declaração. Tenho certeza de que não era o que ele esperava. Afinal, eu
nunca tinha sido autorizada a falar. Os olhos de Sheila piscaram de volta
para seu marido e, em seguida, aos meus. Quando ela estava prestes a falar,
eu vi Travis e sua familiar presença.
— Robert, — Sheila começou, — aqui não é um lugar para estar
discutindo negócios. Victoria já passou por muito. Tenho certeza de que
tudo o que você está discutindo pode esperar.

Antes de Robert pudesse responder, eu estendi a mão para as de


Sheila. — Obrigada mais uma vez, Sheila. Tenho certeza de que Robert
tinha boas intenções. Eu prometo, eu vou ficar bem. — piscando, eu foquei
minha repulsa para a quantidade certa de emoção e promovi uma
lágrima. — Vejo você na próxima semana na reunião da Harrington
Society. Talvez depois nós pudéssemos tomar um café?
— Oh, eu não acho que você iria... Tão cedo.

— Stewart iria querer que eu fizesse isso. Ele estava tão orgulhoso
do meu trabalho com a fundação.

Sorrindo tristemente, Sheila concordou, — Você está certa. Nós


vamos deixar você receber seus próximos visitantes. Mais uma vez,
estamos muito tristes pela sua perda.
Se ela soubesse. Eu não estava, mas eu não pude deixar de pensar
que, se ela soubesse a atual linha de pensamento de seu marido, ele é quem
estaria.

— Sra. Harrington... — as condolências continuaram.

Eu balancei a cabeça e respondi mecanicamente, até que os olhos


água-marinha familiar apareceram diante de mim. Eu tive dificuldade para
não me aproximar e acariciar o rosto de Brody quando ele respeitosamente
estendeu a mão e começou um discurso sobre quanta falta meu marido
faria. Houve um alívio cômico em suas palavras. Embora nenhum deles
registrassem, eu escutei, a tristeza deles como uma melodia para a minha
alma escura. Era a infusão de energia que eu precisava para continuar o
meu papel.

— Obrigada, Sr. Phillips. — minha mão demorou um pouco mais do


que o normal em seu caloroso abraço. Finalmente, eu o retirei, com medo
de algum olhar atento. Uma saudação semelhante, dois dias antes tinha
sido o nosso encontro secreto perfeito para escorregar informações de
Parker. Eu tinha digitalizados os documentos, mas não a forma de papel;
em vez disso, eu os coloquei em uma unidade pen-drive. Um alcance rápido
no bolso e um aperto de mão persistente, e mágicas: os papéis estavam em
poder de Brody. — Obrigada por todo o seu apoio. Nós tivemos uma
participação maravilhosa da Craven e Knowles esta noite.

Seus olhos se arregalaram em questão. — Bem, sim, Sra. Harrington,


seu marido significava muito para todos e cada um de nós na empresa.

Eu balancei a cabeça ligeiramente, respondendo a sua pergunta não


feita. Parker e Maura Craven fizeram o seu caminho para mim. No entanto,
com Maura presente, Parker se absteve de mencionar os documentos legais
iminentes.

Brody inclinou a cabeça. — Se pudermos ser de alguma ajuda, não


hesite em chamar.

— Obrigada, eu vou.

Minhas entranhas torceram pela promessa e o brilho de seu sorriso.

Quando o último convidado saiu, eu me sentei em um sofá estofado e


peguei meu telefone. Antes que eu pudesse olhar, tanto Travis e Val foram
para o meu lado: Val se sentou ao meu lado, se inclinando para perto e me
oferecendo seu apoio, enquanto Travis pairava acima.

— Sra. Harrington, você gostaria que trouxesse o carro?

Olhei para a tela.


Eu não suporto ver você e não poder tocar em você. ME LIGA.

Apagando a mensagem, eu olhei para Travis, seu olhar estreito. Ele


viu isso? Foda-se! Olhei para Val. Seus olhos estavam fechados com a cabeça
no meu ombro.

— Não, Travis. Eu vou ficar esta noite com Val. Eu já tive o suficiente
de tudo isso por um dia. Por que você não vai e você pode me pegar na
parte da manhã.
Eu vi os lábios de Val curvar.
— Sra. Harrington, o funeral-

Eu abaixei a minha voz. — Estou bem ciente de que o funeral do meu


marido é amanhã, obrigada. Hoje à noite eu quero passar algum tempo com
a minha irmã. Preciso te lembrar...? — eu não terminei a frase.

— Obrigado, Sra. Harrington. Eu vou estar aguardando a sua


chamada amanhã de manhã.
Val e eu rimos pelas mandíbulas cerradas de Travis.

— Você sabe, — Val começou. — Se ele continuar assim, ele poderia


ter um ataque de verdade. O homem precisa aprender a se soltar.

— Você não tem ideia.

— Eu ainda estou surpresa que ele ainda está aqui. Eu sempre tenho
a sensação de que você não gosta muito dele.

Eu dei de ombros. — Eu acho que eu tenho que passar por tudo


isso... — fiz um gesto em direção às cadeiras e casa funerária vazia. —
Primeiro.

— Então, você está voltando para casa comigo? Eu gosto disso.


— Então vamos.

Eu esperei até que estávamos em seu carro antes de eu saltar a


minha notícia. — Obrigada por me deixar passar a noite. Pode me
emprestar seu carro?

Val me deu uma segunda olhada. — Meu carro? Onde você quer
ir? Eu posso te levar.

Inclinei a cabeça para o lado, abri os olhos arregalados e alonguei o


meu apelo. — Por favoooor.

— Ah Merda! Este é o amigo-horizontal, não é? Irmã, dê um tempo


um dia ou dois para Stewart ficar frio.

— Ele não precisa de um dia ou dois. Ele era frio como gelo muito
antes de morrer.


CAPÍTULO DEZOITO
Presente
ENQUANTO VAL nos levou para o seu apartamento, eu não podia
evitar os meus olhos de derivarem em direção ao lado e aos espelhos
retrovisores. Na boca do meu estômago, eu sabia que Travis estaria
vigiando. Não demorou muito para que as minhas suspeitas fossem
confirmadas. Chegando ao centro médico, vi o SUV preto. Porra! Esse não é
o meu SUV? Eu deveria tê-lo demitido há dois dias. Por que não fiz? O que ele
sabia? Me lembrei há muito tempo de pedir a Stewart para demiti-lo e ele
me disse que não. Ele disse que Travis sabia demais. O que diabos era
demais?

Eu empurrei meus pensamentos e concentrei nas palavras de


Val. Como de costume, ela estava no meio de algum monólogo. — Entre, a
menos que você esteja muito preocupada com o seu amigo para passar
mais algum tempo com sua irmã.

Eu suspirei. — Eu adoraria entrar, mas só se você tomar um copo de


vinho. Passar a noite toda ouvindo todo mundo me dizer que homem
maravilhoso Stewart era quase me fez pular para fora da minha pele.

O tom de Val reduziu. — Você realmente não pode culpá-lo.


Minha cabeça girava em direção a ela. — Como?

— Eu não estou apoiando Stewart ou contra você. Por favor, não


leve isso dessa forma. Eu não tenho nenhuma ideia sobre os detalhes de
sua vida. Essa tem sido a sua decisão de não compartilhar.

Era uma cláusula de não divulgação.

Ela continuou: — Mas eu tenho tentado dizer: as drogas que ele


estava tomando - eles deixam as pessoas diferentes. Eu sei que te estava
deixando louca que ele queria saber o tempo onde você estava, mas Vik, o
homem estava morrendo. Ele sabia que estava morrendo. Isso não é algo
que é fácil de engolir, especialmente para um homem tão jovem como
Stewart.
Eu sufoquei uma risada. — Eu me lembro da sua crítica sobre a
diferença da nossa idade quando eu disse que ia me casar.
— Bem, inferno, eu tinha dezessete anos de idade. Você tinha
dezoito anos. Ele era velho! Mas, para uma vítima da leucemia no nível que
ele teve e que progrediu rapidamente, ele era jovem. Isso não costuma
acontecer com as pessoas até que elas estejam em seus setenta ou oitenta.

Eu respirei fundo, olhando Travis novamente no espelho lateral. —


Eu sei disso. Eu sei que você acha que eu preciso de
aconselhamento. Talvez eu precise mesmo; talvez eu vá. Agora eu só
preciso passar pelas próximas semanas de merda. Meu prato está cheio.

Eu assisti como Val inserido um cartão em um leitor para o portão


garagem de seu apartamento abrir. Eu suspirei, observando o SUV com
Travis desaparecer quando nós dirigimos mais profundo nas entranhas da
garagem em direção a vaga dela.

— Eu entendo, — respondeu ela. — Eu só não quero que você


esqueça os bons momentos que vocês tiveram, porque ele era difícil de
conviver no fim.

Eu balancei minha cabeça. — Obrigada, eu prometo. As lembranças


dele no final não vão manchar os outros anos. — muito pelo contrário.

* * * * * *

Uma hora, um copo de Merlot e uma série de mensagens de texto


mais tarde, eu estava do lado de fora do apartamento de Val e no meu
caminho em direção a Brody. Usando meu cabelo em um dos bonés de
beisebol de Val, eu comecei a dirigir pela rota do centro médico. Foi a
minha tática de diversão. Se Travis viu o carro sair da garagem, eu esperava
que ele pensasse que era Val. Depois de verificar repetidamente meus
espelhos e olhando para as ruas laterais, eu dei um suspiro de alívio que ele
estava longe de ser encontrado.

Quando eu fiz o meu caminho para o pequeno motel isolado,


tomando a menor rota à direta, compreendi: isso era ridículo. Stewart
estava morto. Por que diabos eu sinto a necessidade de esconder as minhas
atividades de meu próprio maldito empregado?
Mais cedo, quando eu tinha pegado o endereço do motel no meu
telefone, eu sabia que não era nosso tipo normal de lugar. A partir de suas
imagens, parecia o tipo de motel visto em filmes de crime, lugares onde as
prostitutas frequentavam e muitas vezes acabavam mortas.

Quando cheguei mais perto, eu ri. Talvez tenha sido o lugar


perfeito. Porque esta noite eu queria ser uma prostituta: não a prostituta de
Stewart, mas a minha própria. Pela primeira vez desde que eu conseguia
lembrar, eu queria sexo - puro, não adulterado, porra - e eu queria
muito. Tanto assim que, enquanto eu dirigia para a escuridão da noite antes
do funeral do meu marido, tudo que eu conseguia pensar era Brody
Phillips. Eu pensei sobre sua altura e físico saudável. Lembrei-me dele em
pé na casa funerária, sua aparência adequada e profissional. Imaginei o
aroma limpo de sua loção pós-barba.

Enquanto as milhas se passavam, eu embelezei a memória:


Já não estávamos conversando na frente dos outros enlutados. Não. Eu


imaginei a mesma cena com significativamente diferentes detalhes. Na minha
fantasia, enquanto ele estava na minha frente e me dava suas condolências,
em vez de balançar a cabeça, eu desabotoei a sua camisa branca
engomada. À medida que cada botão se desfez, mais de seu peito largo se
tornou visível. Incapaz de me controlar, eu corri minhas mãos para cima e
para baixo em seu abs. Seus olhos de água-marinha eram duros e cada
ondulação de músculos apertava sob as pontas dos meus dedos. Quando seu
olhar ficou sensual, minhas unhas delicadamente passaram pela superfície de
sua pele bronzeada. Com uma rápida lambida dos meus dedos, eu rolei seu
mamilo e lambi meus lábios. Seu olhar estreitou quando eu permiti que a
minha mão descesse mais, provocando a fivela de seu cinto de couro preto.

Ele se inclinou quando as pessoas se calaram em nossa exibição


flagrante de desrespeito. Se aproximando, Brody rosnou no meu ouvido, —
Que porra você está fazendo?

Em vez de responder, eu esfreguei seu pescoço, ouvindo a agitação em


sua garganta e sentindo o crescimento de sua ereção. Eu empurrei meus
quadris para frente.

— Oh, você quer, causar um show? — ele perguntou, sua voz profunda
agora rouca.

— Sim, — eu murmurei, um pouco antes de beliscar sua orelha.

Agarrando meu queixo, ele duramente capturou meus lábios, os


mantendo como reféns até que meu corpo derreteu e eu gemia de prazer e
dor. Se afastando, ele estendeu a mão para o meu ombro e em um movimento
fluido, me virei, me curvando à mesa – a mesa de Stewart. Meus quadris
machucavam contra a madeira polida quando seu pau duro como pedra
bateu contra a minha bunda. Sua bochecha raspando contra o meu pescoço
parecia uma lixa quando ele rosnou perto da minha orelha: — Se você quer
um show, eu vou te dar um maldito show. Vou mostrar a todos esses babacas
que você é minha. Ninguém mais será, nunca. Só minha.

Antes que eu pudesse responder, ele estendeu a mão para a bainha do


meu vestido preto e o puxou para a minha cintura, expondo minha calcinha
de renda preta, agora molhada em antecipação. — É isso que você quer? —
ele continuou a me insulta com seu pau.

Falar estava me deixando mais úmida, o murmúrio em toda a casa


funeral desapareceu nos sons do seu coração frenético e hálito quente em
meu ouvido. Tudo o que eu podia fazer era acenar com a cabeça.

Brody agarrou meu cabelo, torceu ao redor de seu punho e segurou a


minha cabeça. — Não, Vik. Sem balançar a cabeça. Sem discussão do
caralho. Me diga o que você quer.

Meu corpo tremia quando eu respondi honestamente. — Eu te


quero. Eu quero que você me foda aqui.

Engoli em seco quando ele tocou minha coxa e joelho empurrou


minhas pernas. Alcançando a minha calcinha, ele puxou somente um pouco e
deslizou seus dedos dentro.

Mesmo que eu soubesse que olhos estavam olhando, eu não me


importava. Alguns deles tinham me visto assim antes; outros ficaram
horrorizados, enquanto alguns se excitavam como inferno. Gemidos ecoaram
por toda a sala quando Brody voltou a minha concentração para ele. Com
uma mão, ele estendeu a mão, esfregando meu clitóris.
— Diga a eles, — ele rosnou.

Minha mente era um borrão. Dizer a eles o quê?

— Diga a eles que você é minha.


— Eu sou sua, — eu ofegava, não alto o suficiente para alguém ouvir.

Puxando meu cabelo de novo, ele repetiu: — Diga a eles mais alto.

— Eu sou sua. Ninguém mais pode me foder, nunca mais. — as


palavras estavam libertando quando meus quadris mais uma vez bateu
contra a mesa brilhante e seu grosso pau, duro, mergulhou dentro e fora de
mim. Mordi o lábio para parar meus gritos quando cada impulso batia mais
forte do que a anterior: dominante e reivindicando. Parte superior do corpo
do Brody empurrado para frente, me empurrando em toda a superfície da
mesa e mandando tudo para o chão: os vasos, as flores e as cinzas de Stewart.

A estrada na minha frente veio em foco enquanto eu me contorcia na


cadeira, pisquei várias vezes, e balancei a cabeça. Droga! Eu me pergunto o
que o psicólogo de Val pensaria daquela pequena fantasia. Ele ou ela
provavelmente teriam um dia de estudo com isso. Eu não quero pensar em
qualquer parte disso, além do óbvio. Eu queria sexo, e eu queria isso agora.

Quando eu cheguei até o motel, minhas suspeitas foram


confirmadas. Esta não era o nosso tipo local de encontro. Era pequeno,
isolado e os quartos tinham portas diretamente para o exterior. Eu olhei
ambas as direções e não vi nada, nem mesmo o carro de Brody. Apenas
alguns outros carros estavam no estacionamento mal iluminado.
Honestamente, eu não dava a mínima que não era palaciano.

Abrindo a porta para o carro, eu inalei o ar mais frio à noite, ouvi o


barulho de tráfego a partir da interestadual acima e concentrei minha
fantasia. Um sorriso enfeitou os meus lábios quando eu percebi que eu
queria gritar como as prostitutas que frequentavam este
estabelecimento. Já não era prostituta de Stewart. Agora eu podia escolher
e eu escolhi ser bem fodida.
Eu desliguei meu celular. Ninguém estava interrompendo meus
planos.
Antes da luz dos faróis de Val esmaecer, a porta para quarto número
8 se abriu e eu escorreguei do carro e caminhei a passos largos para o
motel. Lampejos de luz chamaram a atenção de centenas de velas
queimadas em todo o quarto escuro. Antes que eu pudesse realmente olhar
em volta, a porta se fechou e o peito que eu tinha fantasiado me prendeu
contra a parede, momentaneamente empurrando o ar dos meus pulmões. A
camisa de Brody tinha ido embora e eu ainda usava o meu vestido preto,
meus seios achatados formigavam do calor de sua pele exposta.

Eu não pude resistir tocá-lo enquanto eu corria minhas pequenas


mãos para cima em seus braços firmes. As pontas dos meus dedos
queimaram de seu calor radiante. Quando cheguei a seus ombros largos e
meus olhos encontraram os dele, o brilho da luz de vela em seus olhos
água-marinha enviou meu núcleo em espasmos. Eu engasguei com a
apreensão de meus pulsos quando minhas mãos estavam de repente presas
à parede por cima de mim. Brody silenciosamente olhou meu corpo.

Doendo por seu toque, eu tentei mover em direção a ele.

— Ainda não, Vik. Eu quero olhar para você, realmente olhar para
você. Você é tão bonita, e eu quero vê-la como a mulher que é agora.

O que ele quis dizer? Será que ele sabia que eu era agora uma
assassina?

Soltando minhas mãos, ele disse: — Me dê sua mão esquerda.

Relutantemente, eu fiz e eu vi quando ele tirou os anéis de


casamento e de noivado e deixou cair no tapete desgastado e sujo do
motel. — Isso aí! Desde que aquele filho da puta morreu, eu queria fazer
isso. Inferno, antes. Agora, eu vou te foder, te foder como a mulher livre que
você é.

Meus lábios se abriram quando ele soltou o cinto, desabotoou as


calças e permitiu que ela caísse para o tapete, em algum lugar perto dos
meus anéis. A cabeça de sua ereção apareceu. Quando eu comecei a tirar
meus elegantes sapatos pretos, Brody, mais uma vez apreendeu meus
pulsos e parou o meu movimento. — Não, você está fodidamente perfeita
do jeito que você está, do jeito que você estava mais cedo esta noite. — ele
se inclinou mais perto e respirou profundamente. — Eu podia sentir seu
cheiro na casa funerária. Você quer isso: aqui, agora, contra essa fodida
parede. Estou errado?
Oh, Deus! — Não, — eu consegui dizer. — Quero isso. Eu quero tanto
isso.

— Bem, Vik, você não precisa implorar. Você vai ter isso. Deixe esses
quentes saltos. — seu brilho sensual alimentou o fogo que acendeu ainda
da minha fantasia. — E você tem cerca de dois segundos para tirar essas
malditas calcinhas ou ela é minha.

Em vez de obedecer, eu estendi a uma mão para a parede, e outra


perto dos meus quadris.

Sua sobrancelha subiu. — Talvez eu tenha que reconsiderar. Eu acho


6
que você não o quer tanto .

Eu chupei meu lábio inferior entre os dentes e inalei.

— Vire-se, baby e segure.

Quando eu fiz o que ele disse, ele atingiu a barra do meu vestido e
puxou até meus quadris. Com as duas mãos, ele rasgou minha calcinha. Os
pedaços caíram de uma das minhas pernas para o meu tornozelo. De
repente, eu gritei quando uma mão firme golpeou minha bunda
exposta. Imediatamente, ele começou a esfregar a bunda atingida, apenas
para repetir o ataque do outro lado.

— Lá vamos nós, — Brody murmurou. — Isso é tudo de ruim para


hoje.

Seu toque na minha coxa me encorajou a espalhar minhas pernas e


levantar minha bunda, me abrindo para ele. Fechei os olhos extasiados e
dois grandes dedos deslizaram dentro de mim, bombeando dentro e fora.

— Tão fodidamente molhada.

Seu nariz cheirou meu pescoço enquanto a outra mão beliscou um


mamilo e depois o outro, criando um ritmo enquanto continuava a mexer
os dedos. Com seu hálito quente banhando meu pescoço e sua ereção
insultando meus lábios inchados, ele perguntou: — Você está pronta para o
bom?
Fodidamente além de pronta! — Sim, por favor.

Seus dedos desaparecem quando eu o ouvi chegar para um


preservativo.

— Eu estou tomando remédio, — eu ofereci, querendo sentir sua


pele dentro de mim. — Eu prometo, eu estou limpa. Eu vou ao médico a
cada seis meses.

— Oh, eu pensei que... porra! — ele rosnou quando seu pau


desembrulhado afundou dentro de mim.

O contato pele-a-pele criou um delicioso atrito quando o calor de seu


pau me encheu, consumindo cada nervo dentro do meu corpo. Sem saber,
eu gritei enquanto eu segurava na parede, meus cotovelos endurecendo
com cada impulso. Brody me fodeu como ele nunca me fodeu antes,
selvagem e implacável, batendo em mim, preenchendo não só o meu
núcleo, mas também meus ouvidos com o som de suas bolas batendo minha
bunda, e sua respiração pesada.

A borda da montanha estava ali. Eu o vi se aproximando na


velocidade da luz enquanto ele batia mais e mais rápido. Quando mais uma
vez ele estendeu a mão para o meu clitóris e o rolou entre dois dedos, eu já
não o ouvi: o pequeno quarto de motel foi preenchido com o som dos meus
próprios gritos. — Puta que pariu! Brody, eu estou gozando!

— Goze, Vik. Goze até mim; molhe todo o meu pau com o seu gozo.

Fechei os olhos e me deixei cair, gritando quando onda após onda


passou através de mim. Esperei a dura realidade da terra; no entanto, isso
não veio. Em vez disso, as ondas continuaram até que meus joelhos e
cotovelos amoleceram e ambos caíram no chão, um emaranhado. O único
movimento era seu pau pulsante, ainda enterrado dentro de mim.

Escovando a minha bochecha contra a minha barba por fazer, ele


sussurrou, — Jesus, Vik. Isso foi foda.

Eu gemia com a perda quando ele puxou lentamente para fora de


mim, desencadeando uma enxurrada de esperma em minhas coxas.
Apesar da beleza de suas velas, eu finalmente vi o lugar que
estávamos e contemplei no chão. — Brody, eu acho que o próximo lugar
que devemos ir é o chuveiro.
Ele riu. — Sim, este tapete provavelmente não está limpo...

Cobrindo os lábios com o meu beijo, eu disse: — Isso é nojento. Eu


não quero nem pensar nisso.

Dando de ombros, ele se levantou e me ajudou a me levantar. —


Supondo que o chuveiro é melhor, eu possa ajudar a remover esse vestido?

— Bem, já que eu não trouxe nenhuma roupa para vestir hoje à


noite, eu acho que não deveria molhar o meu vestido no chuveiro.

— Você não vai para casa hoje à noite.

— Eu não vou? — questionei enquanto caminhávamos em direção


ao banheiro.

— Não, você não vai. Esse sorriso em seu rosto é o mais bonito que
eu já vi. Eu tenho coisas para mantê-la aqui.

— Val precisa... — eu comecei.

— Você disse que Val não vai trabalhar por causa do funeral. Eu vou
levar você de volta para Val no início da manhã.

Meus lábios se contraíram em pensamento.

Depois de ligar a água, Brody se virou para mim e perguntou: — O


que? Onde foi aquele sorriso?

— Eu só estava pensando que eu disse a Travis para me pegar


amanhã cedo na Val. Eu tenho que ir para casa antes do funeral. Não posso
ser vista no mesmo vestido...

— Ou sem calcinha, — Brody acrescentou com um sorriso.

Sangue corou minhas bochechas. — Isso seria um pouco


desconfortável.

— Por que você não o demitiu? Travis? Eu sei que você o odeia.
Quando Brody pegou minha mão e me levou por trás da cortina
barata no chuveiro para a água quente, eu dei de ombros em resposta e
perguntei: — Antes de eu te dizer, você sabia que Stewart queria que Travis
tivesse meu contrato?
Brody assentiu.

Eu continuei, — Travis disse que era o que Stewart queria. Ele disse
que Parker esta combatendo isso.
Brody pegou o xampu de hotel. — Veja isso. Por mesmo que
sessenta dólares por uma noite, você tem shampoo. Oh... — ele leu a
garrafa. — E o condicionador é misturado.

Virei quando ele derramou a mistura sobre a minha cabeça e


começou a massagear o meu cabelo. — Brody?

— Sim, baby?

— Eu não quero nada deles.

— Eles não podem. Acabou. Ao morrer, Stewart te salvou disso.

Me salvou? Por que as pessoas continuam dizendo isso?

— Mas a forma como Travis soou, se o contrato não pertence a


alguém, poderia haver outros, outros que afirmam isso.

Brody me virou para encará-lo. — Vik, ninguém pode afirmar


nada. Você é uma mulher rica. Ninguém pode fazer você fazer algo que você
não quer fazer. Contrate o melhor: os melhores guarda-costas, os melhores
contabilistas, os melhores advogados – eu me candidato... — ele sorriu um
sorriso maroto. — E eu trabalho pelos benefícios.

Minhas bochechas subiram em uma expressão de sorriso quando eu


me inclinei mais perto, nossos corpos escorregadios deslizando um contra
o outro.

— E se... — eu comecei.

O dedo de Brody chegou suavemente aos meus lábios.

— Shush. Hoje à noite vamos comemorar sua liberdade. Amanhã


vamos preocupar com e se. — deixando o dedo no lugar, ele acrescentou, —
Acene se você entende.
Acene se você entende. As palavras reverberaram pela minha mente.

Me afastando, eu assenti. Sob o pretexto do chuveiro, eu permiti que


as lágrimas que eu tinha mantido por muito tempo fluíssem. Não foi até que
os meus ombros estremeceram que Brody percebeu que estava
chorando. Sem uma palavra, seus braços fortes me cercaram e ele
gentilmente beijou meu cabelo lavado.


CAPÍTULO DEZENOVE
Presente
Acordei com o som do alarme de Brody, sentindo ansiosa e nervosa
sobre o funeral, mas também descansei pela primeira vez em muito
tempo. — Que horas são? — perguntei, sonolenta.
Pegando o seu telefone, Brody respondeu: — Quatro e meia. Eu
queria ter você de volta para Val antes que as pessoas comecem a se
movimentar.

Meu corpo doía da maneira mais maravilhosa quando me estiquei e


comecei a me sentar. Antes que eu pudesse, meu olhar caiu sobre o homem
bonito, quente aninhando mais perto.

— Onde você está indo, Vik?

— Tomar um banho rápido, — eu ri, quando ele se inclinou sobre


mim, seu cabelo loiro apontando para cima da mais sexy forma.

— Que tal se primeiro eu ajudar a se preparar para seu grande dia?

Minha sobrancelha se ergueu. — Ajudar a ficar pronta? O que você


tem em mente?

Com beijos no meu pescoço, peito e estômago, Brody se moveu


lentamente pelo meu corpo, os dedos que tomam a liderança quando ele
espalhou minhas pernas. — Basta um pouco de algo para começar bem o
dia.

Antes que eu pudesse comentar sobre o pouco de algo, eu caí de


volta para os travesseiros e choraminguei quando sua língua lambeu minha
fenda.

— Você tem um gosto tão bom pra caralho, — ele gemeu entre
insultos, empurrando minhas pernas mais afastadas, torturando meus
lábios já inchados e coxas.
Porra! Eu não vou ser capaz de andar no maldito funeral. Assim como
minha mente começou a sair do quarto, o polegar de Brody circulou meu
clitóris, me trazendo de volta. Minhas pernas involuntariamente fecharam
quando meu interior apertou com uma posse doloroso.
— É isso aí, Vik, — suas palavras incentivaram e me empurraram
para cima, enquanto meus dedos teciam através de seu cabelo, desejando
seu toque.

Sua língua assaltou meu clitóris, que lambia rapidamente e


provocava, até que palavras foram vomitadas involuntariamente dos meus
lábios. O calor do meu núcleo se intensificou, e meu corpo assumiu uma
mente própria. Meus quadris empurraram e minhas pernas ficaram
rígidas. O mundo inteiro desapareceu quando Brody chupou meu clitóris,
me eletrizando da cabeça aos pés. Gritando seu nome, minhas mãos voaram
para o lençol e agarraram para algo, qualquer coisa, para manter essa
ascensão incrível de chegar ao fim.
Assim quando eu estava prestes a cair, Brody parou e cobriu o meu
corpo com o seu. — Eu não posso aguentar, Vik, eu amo estar dentro de
você sem proteção. Eu quero sentir essa buceta apertada espremer meu
pau quando você gozar.

A próxima coisa que eu soube, ele estava deslizando para dentro de


mim, bombeamento e bombeamento, me batendo nesse perfeito doce local
cada vez. Com cada impulso meu corpo parecia levá-lo mais profundo. Era
como se soubesse exatamente o que fazer para fazer meu corpo reagir. A
liberdade de me deixar ir e passear minhas mãos sobre sua pele quente me
levou ao limite. Não havia nada - não tinha olhos vendados e preservativos
entre nós. Foi pele crua sobre a pele e eu não conseguia o suficiente.

Quando a montanha reapareceu, eu ansiava o pico. No entanto, cada


vez que ele baia em mim, eu não poderia negar o prazer da
escalada. Quando o nosso objetivo entrou em vista, Brody atingiu entre nós
e beliscou meu clitóris quando ele se inclinou para baixo e
simultaneamente chupou meus mamilos duros. A combinação me fez
voar. Não mais respirando, sons escaparam dos meus lábios. Meu núcleo
explodiu e ondas de calor irradiava de nossos corpos, dispersando a
ansiedade de mais cedo e me deixando saciada.

— Fantástico, porra! — Brody rosnou quando ele também caiu de


nossa montanha. Seus ombros relaxaram e sua bochecha, macia com a
barba por fazer, esfregou a minha, antes dele rolar para o meu
lado. Quando me virei para ele, eu me encontrei momentaneamente
perdida em seus olhos água-marinha.
— Vik, — disse ele, sua voz suave e terna, — Hoje no funeral, eu
gostaria de poder estar com você, segurando a sua mão, apoiando você.

Nós dois sabíamos que não era possível. — Brody, você não deve...
— Não tem nada a ver com a obrigação. Eu quero estar lá. — seu
olhar brilhava. — E eu vou.
Meus olhos se abriram em questão.

— Eu vou estar lá no meio da multidão. Você pode contar com


isso. Mas o mais importante é você saber que estou em você. Quando você
estiver ouvindo sobre os atributos incríveis do grande Stewart Harrington,
se lembre que é o meu gozo para dentro de você. E se eu tiver alguma coisa
a dizer sobre isso, isso não é só hoje. — ele pegou minha mão e beijou meus
dedos. — Eu não estou pressionando você. É só que eu quero que você
saiba que eu queria ser o único homem em sua vida por um longo
tempo. Eu quero ainda mais agora.
Eu não sabia o que dizer. Eu beijei seu rosto macio. — Vou me
lembrar.

* * * * * *

Um banho rápido e vinte minutos mais tarde eu fui para o escuro,


ainda de manhã e escorreguei para o carro de Val. Me perguntei mais uma
vez sobre o carro de Brody. Talvez eu devesse ter oferecido uma
carona. Antes que eu pudesse processar o pensamento, a SUV com Travis
parou atrás de mim, me bloqueando em meu espaço. Sugando minha
respiração, meu pescoço esticou de raiva. Que porra é essa!

Eu não era a única chateada. Observando ele sair do veículo e


perseguir em minha direção, eu podia ver a raiva que emanava dele. Eu
flertei com a ideia de ligar o carro e bater na SUV, mas tudo o que iria fazer
era acabar com o carro de Val e, além disso, eu era dona do SUV. Em vez
disso, eu tentei por o meu rosto de cadela mais óbvio, permitindo que a
minha indignação fluísse quando abri a janela. — Que porra você está
fazendo? — perguntei.

Com os dentes cerrados e a veia pulsando em sua testa, Travis


assentiu. — Senhora. Harrington, eu poderia fazer a mesma pergunta, mas
desde que você cheira a sexo, eu não preciso.

Eu não estou cheirando a sexo. Eu tomei banho!


Sem temer a minha expressão, ele continuou, — Eu suponho que
você está indo levar o carro de sua irmã? Você pode querer limpar seu
assento antes.

Mantendo meu olhar, eu respondi: — Preciso te lembrar de que você


trabalha para mim?

— Não, — ele se inclinou e inalou. Balançando a cabeça, ele baixou a


voz. — Você não precisa me lembrar. Eu deveria ter aceitado a sua
demissão do caralho, mas não o fiz. Meu maldito trabalho é te manter
segura, assim como era manter Sr. Harrington seguro. Por que você não
leva a sua bunda sacana de volta para a Dra. Conway e então nós podemos
ir para casa? Eu vou explicar como você acabou de foder com meu
trabalho. Oh... — ele acrescentou, inclinando sua cabeça em direção ao
motel. — Você tem sorte que eu encontrei você.

— Estou cansada de você falando em enigmas. Se você tem algo a


dizer, então diga agora, porra.

Travis era alto. À luz da madrugada, o corpo musculoso em sua


camiseta preta e calças escuras apertadas pareciam ameaçador. Seu brilho
característico que veio para mim com os olhos semicerrados de
desaprovação só o faziam parecer mais assustador. — Não se preocupe,
Sra. Harrington, eu tenho toda a intenção de dizer isso. A propósito, se você
não estivesse tão ocupada fodendo por aí, você deveria ter olhado seu
telefone. Chame sua irmã antes de deixar o carro dela. — ele enfiou a mão
no bolso, tirou um lenço de papel e o atirou para a janela aberta. — Tome
isso. A boa médica não quer sentar em seu gozo. — com isso, ele se virou e
voltou para o SUV.
Olhei quando ele recuou e esperou que eu dirigisse. Ele estava certo
sobre uma coisa: eu não tinha olhado meu telefone. Por uma questão de
fato, eu tinha desligado quando entrei no motel. Eu estava cansada de tudo
e todos. E eu tinha um objetivo - mas eu não estou cheirando mal!
No sinal de vermelho, eu verifiquei a tela recém-iluminada: quatro
mensagens de texto e duas mensagens de voz. Eu bati no correio de voz
quando eu acelerei.

Primeiro correio de voz, de Lisa:

— Senhora. Harrington, eu estou preocupada. Você já deveria estar


em casa. Está tudo bem? Quando podemos esperar você?

Bem, merda. Eu deveria ter ligado para ela.

Segundo correio de voz, de Val:

— Vik, me ligue. Eu sei onde você está, mas me ligue. Eu recebi um


visitante estranho perguntando sobre você. Aqui! No meu apartamento! O
que está acontecendo?
Apertei o botão de ligar e olhei para o relógio. Não era nem 5h30,
mas ela era uma médica. Eles não precisavam dormir. Não é?

— Vik, — sua voz sonolenta estava misturada com alarme. — Você


está bem?

— Merda, Val. Eu? Estou bem. Você está bem? Eu desliguei meu
telefone ontem à noite. Eu só liguei agora porque ouvi a sua mensagem.

Através do telefone, eu a ouvi se movendo antes que ela dissesse: —


Foi muito estranho. Aconteceu cerca de uma hora ou duas depois que você
saiu. Este homem veio até a porta. — ela fez uma pausa. — Eu vou ser
honesta: Eu meio que me apavorei que ele sabia onde eu morava.

— Deus, Val, eu sinto muito. — meu olhar escorregou para o meu


espelho retrovisor, vendo principalmente a grade do grande SUV preto de
Travis.

Val continuou, — Ele foi persistente. Ele não era desagradável. Ele
disse que precisava falar com você. Eu disse a ele que você estava
dormindo.
— Ele não acreditou em você?

— Eu acho que ele acreditou no início, mas ele não se importava. Ele
estava determinado que eu fosse buscar você. Ele disse que o negócio dele
não podia esperar.

— Eu disse que era sua irmã e sua médica e você precisava de


descanso. Finalmente, eu disse que eu tinha dado algo para ajudá-la a
dormir. Eu estava ficando chateada - ele não ia embora.

— Como ele era? — eu perguntei.

— Cabelo escuro, alto, um pouco de cinza, barba feita.

Bem, merda, isso descreveu cerca de cinquenta por cento dos homens
que eu conhecia.

— Ele continuou se referindo a você como Senhora. Harrington, não


Vik, Vikki, ou Victoria.

— Ele não deu o nome dele?


— Não, — respondeu ela. — Ele disse que você o conhecia. Eu estava
prestes a chamar a segurança quando Travis apareceu.
— O quê? — perguntei, alarme evidente em minha voz.

— Estranho, eu sei. Quero dizer, normalmente ele me assusta, mas


eu sei por que você o mantém por perto. Fiquei contente em vê-lo.

Olhei novamente para o SUV. Estava um pouco mais para trás, e eu


podia ver Travis pelo para-brisa. — O que Travis fez?

— O que ele sempre faz. Ele falou, todo-negócio. Você sabe


‘Dra. Conway, eu posso ser de alguma ajuda? Tenho certeza que a Sra.
Harrington teve um dia difícil... ’ Você sabe, bla bla bla.

— E esse cara foi embora?

— Sim. Convidei Travis. Não parecia legal dizer: ‘ei, obrigada por me
salvar daquele homem assustador. Agora vá embora’.
A minha cabeça começou a palpitar. — O que você disse a Travis?
— Eu comecei a dizer a mesma coisa, sobre ter te dado um remédio
para dormir... mas havia algo sobre a maneira como ele olhou para mim e
todo o apartamento. Sinto muito, Vik. Eu disse a ele a verdade. Eu disse a
ele que eu emprestei o meu carro, e você queria algum tempo sozinha.

— Tempo sozinha? — eu repeti.

— Bem, já que você é tecnicamente uma viúva, o que aconteceu com


o seu amigo-horizontal é legal. Quer dizer, na maioria dos estados?

— Vá em frente, — eu incentivei.

— Mas eu não acho que ele achava que isso fosse uma coisa nova. Eu
só não disse de uma forma ou de outra.

Olhei para meu entorno. — Val, eu acho que vou precisar de algo
para me ajudar a dormir uma vez que hoje terminar. Estou chegando em
seu apartamento. Está tudo bem se eu deixar o seu carro na rua?

— Claro, mana. E sobre ir pra casa? Você precisa de uma carona?

Quando eu estacionei, vi Travis fazer o mesmo. — Não, eu estou


bem. Travis está aqui.

— Ok, deixe as chaves na minha caixa de correio. Ei, talvez ele não
seja tão assustador?

Eu balancei minha cabeça. — Ele ainda é assustador. — eu pensei


sobre sua ajuda com Parker. — Só vem a calhar, às vezes. Você vai chegar
antes do funeral? Eu gostei muito de ter você comigo ontem. Eu sei que não
é muito divertido, mas se você não se importar-

— É claro, nem sequer pense nisso. Eu estou lá para você.

Eu desliguei quando eu parei em um espaço do estacionamento em


frente do edifício de Val. Antes que eu trancasse as portas, eu
inconscientemente verifiquei o assento. Travis pode se foder! Eu não
precisava de seu maldito lenço. O som de portas desbloqueando trouxe a
minha atenção para o grande SUV preto. Endireitando meus ombros, eu
empurrei o tecido na minha bolsa com meu telefone e caminhei em direção
ao edifício de Val.
Depois de deixar suas chaves em sua caixa na entrada, me virei na
direção do SUV esperando. Respirando fundo, eu andei para a porta do lado
do passageiro; com cada passo que eu dava, eu estava bem ciente da falta
da minha calcinha. Subindo para o banco do passageiro, fiz um esforço para
manter a saia do meu vestido dobrado em torno de minhas pernas.

— Você sabe, o seu marido só esteve morto por alguns dias. Você
pode, pelo menos, considerar levar uma muda de roupa, se você for se
prostituir, especialmente se você pretende continuar a fazer isso nas
favelas.

Eu odiava seu tom condescendente, para não mencionar suas


palavras. Endireitando meu pescoço, eu declarei: — Eu decidi no último
minuto passar a noite com a minha irmã.

Travis fingiu uma gargalhada. — Se eu vou gastar meu tempo


lidando com sua merda, eu acho que eu acho que você deveria ser mais
direta. Passar a noite com a minha irmã significa se prostituir? Eu entendi
isso direito, Sra. Harrington?

Meu corpo voou de volta contra o assento quando ele bateu o


acelerador. Quase tão rápido, o SUV entrou em um estacionamento e eu
voei para frente quando ele bateu no freio. Instintivamente, eu estendi a
mão e me segurei no painel. — Jesus Cristo, que porra-
Antes que eu pudesse terminar a minha pergunta, Travis parou o
SUV, desabotoou o cinto de segurança e se lançou em direção a mim. Mais
rápido do que eu poderia me afastar, ele alcançou o cinto de segurança, o
puxou sobre o meu corpo e travou no lugar. Balançando a cabeça, ele se
inclinou para trás, colocou o seu e pôs o SUV de volta na rua. Em voz baixa,
ele murmurou, — Eu preciso de um maldito aumento para esta merda. —
levantando a voz, ele se virou para mim. — Segurança. Esse é meu
trabalho. Você acha que você poderia me ajudar um pouco?

Senti como um ser de dois anos de idade repreendido. — Se você


tivesse me dado uma maldita chance antes de você sair para o tráfego como
um morcego saindo do inferno, eu teria feito isso eu mesma.

— Da próxima vez, eu vou dizer um do, lá si e já. Vai funcionar para


você?
Olhei para o perfil deste homem. Eu o conheço há mais de uma
década, mas eu nunca realmente olhei para ele. Se eu fosse para ser
honesta, era porque ele me assustava, ainda mais do que Stewart. Talvez
fosse porque com Stewart, desde o início, eu senti uma pequena aparência
de poder. Não era muito, mas mesmo com o que ele me fez fazer, eu senti
que parte dele se importava. Eu nunca tive esse sentimento de
Travis. Desde a primeira vez que o vi, quando ele me pegou na escola e me
levou para o apartamento, eu tinha a sensação de que eu era um incômodo,
alguém que ele não queria nem olhar. E depois havia a sensação de
predador assustador: o que me deu arrepios e fez meu estômago dar uma
guinada. Inferno, apenas no outro dia ele tinha admitido me assistir ter
meu cérebro fodido por todos esses homens diferentes. Ele também tinha
admitido querer a sua vez.

Perdida em minha própria linha de pensamento, eu perguntei, —


Travis? Você estava lá, no armazém, ou sempre houve câmeras?

Ele não olhou para mim; os olhos fixos na estrada. — Eu estava lá.

— Toda vez?

— Quase. Eu não estava lá da última vez. Sr. Harrington tinha... Eu


não podia deixá-lo.

— E antes? A primeira vez que Stewart não estava... Você estava?

— Sim.

Eu respirei fundo, pensando nisso. — Por quê? — eu perguntei com


curiosidade genuína.

— É o meu trabalho. Sr. Harrington fez o contrato com aqueles


homens: eu não. Eu estava lá para garantir que as coisas não saíssem de
controle. Eu ficava no andar de cima e via através de uma rede de circuito
fechados. Os outros homens nem sabiam que eu estava lá.

— Circuito fechado - como câmeras? Que gravavam?

— Não. Sr. Harrington não permitiria isso. Era parte do não


divulgar. Os amigos não teriam permitido. Como você pode imaginar,
muitos deles têm esposas e carreiras. Eles não querem ter seu passatempo
no noticiário das seis.
— Mas, — eu perguntei, — Você disse que tinha vídeo? Ouvi o áudio.

— Eu gravei com o meu telefone. Eu guardei tudo no pen-drive.

Descansando o cotovelo contra a janela, olhei para fora em direção à


estrada, os olhos bem abertos, mas não vendo nada. — Por que você
gravou? Stewart sabia?
— Não. Eu não comecei a fazer isso até que o Sr. Harrington
começou a ficar doente, e eu fiz isso para segurança.

— Chantagem?

— Segurança, — seu volume aumentou. — A sua e a minha.

— Se não havia nenhuma evidência, por que eu iria precisar de


segurança?

Seus olhos escuros olharam na minha direção pela primeira vez


desde o início da conversa. — Diga que você está ouvindo. Me faça entender
o que está acontecendo.

— Estou ouvindo. Eu não entendo uma maldita coisa! Eu não sei por
que, de repente, você sente esta obrigação de me proteger. Eu não sei quem
os outros homens eram ou são. Como você sabe, Stewart fez certeza
disso. E eu não sei por que você acha que eu estou subitamente em perigo.
Novamente, ele diminuiu a velocidade. Desta vez, nós paramos no
acostamento como cascalho e rochas esmurraram na parte inferior da
carroçaria do SUV quando chegamos a uma parada abrupta. Meu corpo
arremessou para frente só para ser puxado para trás pela contenção do
cinto de segurança.

— Nada é inesperado, — sua voz estava estranhamente animada. —


Talvez você seja apenas uma idiota. Talvez eu superestimei-

Interrompendo, meus olhos cinzentos encararam enquanto eu falava


sobre ele. — Eu sou uma idiota?! Você não fala em fodidas sentenças
completas. Que tal começar? Que tal você me dizer a verdade, me dizer
mais sobre este mistério oculto de Harrington Spas e Suítes? E me diga que
outras pessoas sabiam ou tinha conhecimento de mim antes de me casar
com Stewart? — eu respirei fundo, cruzei os braços sobre o peito, olhei na
direção do para-brisa e bufei. — Eu tenho mais perguntas, mas eu gostaria
de começar com estas.

Travis pegou meu queixo. Seu toque quente queimou minha


pele. Meu pescoço imediatamente endureceu e eu me afastei. — Não me
toque! — rosnei quando meu pulso diminuiu a velocidade e o tom
aprofundou. — Sempre. Não importa o que você testemunhou, ou o que
você sabe, eu ainda sou sua empregadora. Seria bom você se lembrar disso.

Sua mão voltou e abriu. Eu me preparei para uma repetição do tapa


que eu tinha recebido anos antes; em vez disso, o que eu vi foi o sinal
universal de rendição. — Agora essa é a puta que eu conheço. — sua
sinceridade veio quando seu tom de voz se transformou em um que eu não
conseguia me lembrar de alguma vez ouvir. — O que você disse antes...
Sobre inesperado - nada é inesperado. Meu trabalho tem sido te proteger
desde antes do dia em que eu te peguei naquela escola Highfalutin. Eu lhe
disse que eu estava no armazém para protegê-la. Não é súbito. Isso não
acontece por acaso. Mais de uma vez você esteve em perigo, mesmo antes
de se casarem. — ele bateu no volante. — Mais de uma vez, você foi uma
puta de merda sobre isso. Manter o controle de você sem a ajuda de seu
maldito telefone tem sido uma dor real na minha bunda. Felizmente, o
carro da Dra. Conway tem um rastreador GPS; caso contrário, quem sabe o
que poderia ter acontecido esta manhã? — seus olhos escuros olharam
para mim. — Entenda através dessa linda cabecinha sua. Nada disto é
inesperado, porra!

Eu balancei minha cabeça. — Então por que eu não sei?

— Sr. Harrington cuidou de tudo. Ele fez negócios para que você
pudesse permanecer segura, desde que ele-

— Me compartilhou? — interrompi.

Travis assentiu. — Isso foi parte disso. Há mais, mas é muita coisa
para engolir de uma vez. — sua sobrancelha se contraiu, e seus lábios
serpentearam em um sorriso. — Mas você pode provavelmente lidar com
isso.
Porra, eu odiava esse homem!
— Me diga quem: que sabia de mim antes de me casar com
Stewart. Quem primeiramente me mencionou à Randall?

Travis olhou para mim, olhando para o meu cinto de segurança e


colocou o SUV de volta na estrada. À medida que ele entrava para a
interestadual, ele disse: — Me diga quem você tem fodido.

— Eu te fiz uma pergunta primeiro.


— Sim, mas eu preciso saber se você vai confiar em mim.

Me mexi um pouco no banco e lembrei das palavras de Brody: Eu


estou com você. É meu gozo dentro de você. — Você sabe com quem eu
estava?

Seus olhos escuros mais uma vez focaram na estrada, quando ele
confirmou: — Sim, Sra. Harrington, eu vou saber se você está mentindo
para mim.

Eu considerei a minha resposta enquanto Travis fazia o seu caminho


através do crescente tráfego da manhã. Quando nos aproximamos do
apartamento e eu assisti a paisagem, eu percebi que eu nunca tinha sentado
no banco do passageiro deste SUV. Eu tinha sempre montado no banco de
trás.

Quando eu não respondi, Travis assentiu. — Muito bem. Você


conversou com a Dra. Conway?

— Sim. — minha cabeça virou para a esquerda. — Quem foi? Quem


veio para o apartamento dela? — eu considerei a descrição. — Foi Parker?

— Não.

Cabelo escuro com cinza, alto... quem? — Você vai me dizer? —


perguntei.

Travis encolheu os ombros enormes. — Eu estou esperando pela


minha resposta, Sra. Harrington.


CAPÍTULO VINTE
Presente
O FUNERAL PASSOU em um borrão. Embora eu parecesse à viúva de
luto, na verdade eu estava ouvindo, dissecando e inalando todos ao meu
redor. Enquanto eu examinava a grande multidão que sobrecarregava a
igreja, eu me perguntava se as pessoas que Travis conhecia, as que ele
acreditava estarem me ameaçando, estavam entre os
aflitos. Eram amigos de Stewart? Eles poderiam estar vestindo uma máscara
de compaixão, quando na realidade eles tinham outros planos? Planos que
envolviam uma extensão no meu inferno pessoal?
Minha mãe, Marcus e Lyle estavam sentados logo atrás de mim e Val
durante a cerimônia. Eu não tinha falado com ela desde antes da morte de
Stewart, embora seus olhos vermelhos e rosto manchado fizessem
suficientemente uma perfeita sogra perturbada. Por que eu estava surpresa
mesmo? Eu tinha certeza que ela se congratulou com a oportunidade de ser
vista em tal ocasião de alto perfil, mesmo que fosse sendo vista em uma
ocasião tão. Marilyn acenou com simpatia quando Val e eu levamos dos
nossos assentos. Minha face perfeita de cadela funcionou tão bem como
meu um sorriso.

Durante a cerimônia, eu me perguntava sobre Brody. Ele estava lá


como tinha prometido? Quando eu tinha deixado o motel esta manhã, ele
estava entrando no chuveiro. E se ele tivesse visto Travis comigo do lado de
fora do motel? Eu não tinha ouvido falar dele desde que eu o deixei. Talvez
ele não soubesse que o meu guarda-costas tinha praticamente me
sequestrado. Mas, novamente, isso foi se afastando quando Travis afirmou
estar preocupado com meus melhores interesses? Era até possível que ele
havia estado me protegendo todos esses anos? Ou Stewart?

Me recusei a pensar na ideia. Dada a minha situação e a mesma


oportunidade, eu faria o que eu fiz. Eu colocaria o veneno em sua cadeira
novamente. Enquanto eu me preocupava com a ideia de que meu contrato
poderia ir para qualquer outra pessoa, eu desejei que eu ainda tivesse os
grãos; no entanto, pelo que eu sabia, com o passar do tempo eles não eram
mais tão eficazes. Isso significava que eles não eram mais potentes o
suficiente para o tratamento terapêutico. Claro, meu uso não era
terapêutico. Tudo o que eu podia esperar era que a cadeira ainda fosse
radioativa. Talvez se alguém gastasse tempo suficiente lá, eles também
iriam sofrer o destino de Stewart.
Após o funeral, Val pegou pelo cotovelo enquanto fazíamos o nosso
caminho para fora da igreja e para o ar finalmente mais frio de
outono. Felizmente, eu estava tão perdida em meus próprios pensamentos
para ouvir os discursos fúnebres. Em vez de me concentrar nas qualidades
estelares de Stewart Harrington, minha mente estava cheia de perguntas.

Brody e eu tínhamos apenas arranhado a superfície dos papéis que


Parker queria que eu assinasse. Eles não eram um pedido para legalizar o
meu contrato para Parker. Era uma reformulação do contrato original, que
dava a Parker Craven poder ditatorial sobre minhas atividades descritas
como forma de pagamento em troca das retenções de Stewart. Essas
dívidas foram mal definidas, o reembolso parecia inatingível.

Em essência, seu novo contrato me puxava de volta para o papel que


eu tinha jogado por muito tempo sem esperança de sair. O que nem Brody
nem eu poderíamos supor a partir dos novos documentos era o que eu
deveria colher? Quando olhei nos olhos cinzentos de Val, eu sabia o que eu
tinha ganhado do contrato original. Eu tinha perdido meu corpo e alma,
mas eu tinha garantido o futuro da minha irmã, e juntas nós podemos ter
ajudado milhares de pessoas. Poderia Val, seu trabalho, as clínicas estar em
jogo?

— Victoria, querida, — Marilyn Sound suspirou quando ela apressou


o passo para caminhar ao meu lado. Olhei primeiro para Val, que
permaneceu impassível. Foi então que o meu olhar caiu sobre Travis. Eu vi
sua primeira dica de humor, suas sobrancelhas arqueadas e a testa
franzida. Ele tinha acabado de me fazer uma pergunta não dita, mas ainda
ouvi tão claro como se ele tivesse dito isso em voz alta: Sra. Harrington,
você gostaria que eu escoltasse a Sra. Sound?

O ligeiro sorriso que veio aos meus lábios instantaneamente foi mal
interpretado por minha mãe quando ela alcançou o braço em volta do meu
ombro. — Minha querida, eu sei o que é perder um marido. Estou aqui para
você. Eu quero que você saiba disso.
Quando nos aproximamos da limusine para ir ao cemitério, eu lutei
contra a vontade de dizer exatamente o que eu pensava dela. Embora
Stewart não estivesse sendo enterrado, o cemitério tinha abóbadas feita de
mármore grosso especialmente para as urnas. Quando o meu olhar
encontrou o de Travis, eu assenti. Em vez de falar na minha mente, eu
sussurrei perto da orelha dela, com cuidado para evitar a multidão de
ouvintes que se misturavam nas proximidades. — Eu acredito que há outro
carro para você. Permita que Travis te ajude a encontrá-lo.

— Mas, querida, eu preciso falar-

Eu não ouvi mais nada quando Val e eu fomos para o carro e Travis
levou minha mãe embora. Assim que a porta foi fechada e nós estávamos
sozinhas no interior fresco e escuro, eu me permiti tirar os óculos de sol.
— Ela provavelmente queria— Val começou.

— Ela não foi capaz de falar comigo em duas semanas, — eu


interrompi. — Ela quer dinheiro, dinheiro para o segundo semestre de
matrícula de Marcus. A única coisa que ela não percebe é que eu já
paguei. Tenho certeza de que ela está preocupada que eles vão entrar em
contato com ela.

Val deu de ombros. — Ela pode querer oferecer o seu apoio.

— Ela pode, — eu concedi sem entusiasmo. — Eles dizem que há


uma primeira vez para tudo.

Só então, através do painel de vidro, vi a porta do passageiro se abrir


e Travis entrar na limusine. Bufando, eu me inclinei para trás contra o
assento de couro macio, fechei os olhos e suspirei.

— Eu ficaria feliz em prescrever algo para você. Provavelmente não


muito forte, mas você pode precisar de uma boa noite de sono.

Lembrando de Brody, eu disse: — Eu tive uma boa noite de sono na


noite passada. Eu só quero que isso acabe.

Ela acariciou minha mão. — Está quase no fim.

Eu não respondi por que eu não tinha certeza. Estava quase no


fim? O carro começou a se mover. Não demorou muito tempo para que
estivéssemos indo em direção ao cemitério com o pé pesado de Travis no
acelerador. Imaginei que, se ele e o motorista iriam trocar de lugar,
poderíamos por Stewart atrás do mármore antes do horário previsto.
Eu deveria me sentir culpada sobre a morte de Stewart ou do jeito que
ele sofreu?

O imaginei como eu o tinha visto centenas de vezes ao longo dos


últimos nove anos. O imaginei sentado naquela cadeira: sua expressão
presunçosa de prazer e controle quando ele finalmente me permita
remover a venda e fones de ouvido. Desde o início, eu sabia que quando ele
me dizia para tirá-los, meu foco era suposto estar sobre ele.

Levantando-se da cadeira, ele caminhou em minha direção, seus olhos


azuis brilhando quando ele se sentou na beirada da cama. — Tori, minha
Tori... — ele balbuciou quando a ponta do seu polegar limpou meu rímel
manchado. — Sem lágrimas. Você é fantástica. Nosso amigo ficou
extremamente satisfeito.

Eu nunca soube o que dizer a esse tipo de elogio. Legal? Eba? Ou ser
honesta. Eu não me importo. Eu odiava cada segundo disso. Simplesmente
não havia uma resposta adequada.

Sua mão mergulhou para o meu sexo: os dedos acariciando meus


lábios inchados e circulando meu clitóris. — Você é tão gostosa quando você
goza. Você deveria ter visto quando você despertou o nosso amigo. Era como
se você fizesse um pequeno show. Ele ficou duro antes dele tocar em você.

Fechei os olhos. A venda era uma bênção. Eu não queria ver isso. Eu
não queria estar em qualquer parte disso.

— Olhe para mim.

Com vergonha e ódio fervendo no meu peito, eu abri meus olhos.

— Eu já te disse antes para nunca ter vergonha da reação do seu


corpo.

As mãos de Stewart percorriam meu corpo nu, parando para acariciar


meus mamilos tenros. Quando ele fez, eu involuntariamente encolhi. Sua boca
imediatamente cobriu um e depois o outro. Suavemente seus lábios e língua
acariciaram e chuparam. Contra a minha vontade, meus mamilos ficaram
duros.

Sua respiração acelerou. — Oh, porra! Você é tão sensível. — seus


olhos azuis questionaram. — Seus peitos estão doloridos?

— Sim. — minha voz falhou. Foi à primeira palavra que eu tinha


pronunciado em mais de duas horas.

— Sinto muito, querida. Nosso amigo deixou os grampos por mais


tempo do que qualquer um de nós percebeu. Ele estava tão preocupado com
outras partes de você, como essa buceta gostosa. — suas mãos grandes
espalmaram cada seio. — Me deixe fazer você se sentir melhor. Deite-se na
cama. Eu vou fazer você se sentir melhor.

Eu não queria me deitar. Eu queria tomar banho e sair. Mas isso não
era o plano de Stewart. Ele gostava da segunda rodada, tanto quanto a
primeira. Apesar de sua voz terna e forma preocupada, eu sabia qual era o
meu lugar. Enquanto ainda estávamos no armazém, eu tinha um papel a
desempenhar. Eu era sua prostituta.

A palavra que eu disse - sim - só era permitida quando ele me fizesse


uma pergunta direta. Se ele não tivesse, não importava o quão doloroso meus
mamilos estavam ou como eu estava chateada ou machucada, eu não estava
autorizada a falar. Em casa, eu poderia fazer avanços ou chegar a tocar o
meu marido. Eu poderia correr meus dedos sobre seu peito largo ou sobre
seus ombros. Eu poderia colocar minhas pernas em volta dele enquanto ele
batia seu pau profundamente em meu núcleo. Em casa, ou quando viajamos,
eu podia sair da cama e ir ao banheiro para fazer xixi ou me limpar. Não
aqui.

Aqui eu esperava pela próxima instrução.


Deitada de costas, como já tinha sido dito, eu deixei meus braços ao
meu lado e orei para que ele os deixasse ficar lá.

— Essa é minha garota. Agora segure as barras da cabeceira.

Obediente, eu estendi a mão, a dor em meus ombros substituindo a dor


dos meus mamilos.

— Segure-se firme, minha querida. Não feche seus olhos. Eu quero que
você me veja, seu marido. Isso é o que nos torna muito mais especiais do que
você e nossos amigos. Minha Tori, nós temos a nossa conexão. Os seus olhos
cinzentos dizem muito mais do que suas palavras. Eu quero ver todas as
emoções nestes olhos.
Ele estendeu a mão para os grampos de mamilo e os prendeu em cima
da minha cabeça. Meus olhos se arregalaram. Que porra é essa? Isso não iria
me fazer me sentir melhor.

— Não faça isso, — Stewart repreendeu. — Você não precisa olhar


para mim com medo. Eu não vou colocar eles de volta, não hoje. — ele
chupou cada mamilo. — Eu vou admitir, quando eu percebi que os grampos
não tinham sido removidos, eu queria ver a expressão em seus olhos quando
ele puxou para fora. Eu queria saber exatamente o que você estava
sentindo. Sinto falta disso com seus olhos cobertos. Eu sinto falta de ver os
seus pensamentos.

Se ele conhecia a porra dos meus pensamentos.

Embora ele acariciasse meus seios, a dor dos meus mamilos percorreu
em mim. Eu cerrei os dentes para não gritar.

— Isso deve ser revigorante, quando o sangue corre de volta e seus


mamilos coram novamente.
Revigorante? Doía demais. Foi por isso que o meu rímel estava
manchado. Eu conseguia parar as lágrimas de humilhação - eu aprendi a
fazer isso. No entanto, às vezes parar as lágrimas de dor física não era
possível.

A cama se moveu quando Stewart se levantou. — Estou tão orgulhoso


de você, baby. Este era um amigo importante e ele quer visitar
novamente. Você não sabe como isso me deixa feliz. Queremos manter os
nossos amigos felizes, não é?

Ele queria uma resposta? Porque se ele queria, a minha resposta


foi não, porra! Seus amigos podem encontrar o seu lugar feliz para caramba
em outro lugar.

Quando Stewart tirou as roupas, ele disse: — Eu estou muito vestido


para minha esposa linda. Quero dizer, olhe para você. Sua buceta ainda está
com fome. Adoro ver você gozar. Você vai fazer isso novamente, e desta vez
quando você gozar, você vai gritar meu maldito nome. Você vai fazer isso por
mim, minha Tori? Você vai gritar o nome do seu marido?
Eu odeio você! — Sim, Stewart, eu vou gritar seu nome.

Ele segurou seu pau duro em ambas as mãos. Voltando para a cama,
ele se ajoelhou perto de meu rosto e correu uma mão para cima e para baixo
em seu comprimento. — Oh, querida, eu vou foder sua buceta molhada até
que você faça exatamente isso, até que você grite meu nome, mas eu não vou
gozar dentro de você, não desta vez. Vou jorrar nestes peitos sexy. Então eu
vou ver como você esfrega a minha porra ao redor desses mamilos. — ele se
inclinou mais perto, esfregando o nariz contra o meu pescoço. — Veja, baby,
eu prometi que iria te fazer se sentir melhor. Não há nada como o carinho do
seu marido para curar toda a sua dor. Não é mesmo? — ele passou o fluido de
pré-sêmen brilhando da cabeça de seu pau sobre meus lábios. — Lamba seus
lábios, Tori, me deixe ver a sua língua.
Fiz o que ele disse. Seu sabor único, salgado me ajudou a esquecer do
sabor de seu amigo especial. Eu odiava isso, mas eu queria mais - mais para
tirar o amigo. Stewart tinha feito isso comigo, me fez dessa maneira. Eu o
odiava, mas de alguma forma precisava dele.

— Oh, merda, — continuou ele, — agora eu não posso decidir se eu


quero foder sua boca ou sua buceta. Tantas opções. — mais uma vez, ele
brincou com meus lábios. — Abra mais, eu vou começar com os seus belos
pequenos lábios. Você fez um bom trabalho com o nosso amigo. Toda vez que
você engoliu, eu fiquei duro.

Ele se ajoelhou sobre meu rosto e me acomodei na a cabeceira da


cama. Abri a boca e mexi meu queixo para cima, para acomodar o seu
comprimento.

— Tão boa pra caralho, — ele entrava e saía; seu cheiro familiar
afrouxou meus músculos e involuntariamente fez o meu corpo
reagir. Querendo isso, eu chupava mais duro.

— Baby, não tão gananciosa. Você não quer me fazer gozar na sua
boca ainda. Eu quero a sua buceta mais uma vez.

— Vik?
Abri os olhos e se virou para minha irmã. — O quê?
— Eu estava falando e você estava totalmente fora do ar.

— Sinto muito. Eu tenho um monte de coisa passando na cabeça.

Não, eu não me sinto mal que Stewart estava morto ou que ele
sofreu. Eu não dou a mínima para o que Travis disse. Stewart merecia cada
minuto de dor e agonia. Quando a maldita porta fechasse no jazigo, eu
secretamente iria me alegrar. E se havia pessoas que pensavam que
poderiam me levar de volta nessa posição, bem, eles não conhecem a
verdadeira Victoria Harrington.
A verdadeira Victoria Harrington não era uma prostituta. Quando eu
olhei para o meu vestido preto, meia-calça preta, sapatos pretos, e bolsa
preta, eu endireitei meus ombros e senti o peso do grande chapéu preto de
abas largas. Não, eu era uma fodida viúva - uma viúva negra - eu não iria
voltar sem lutar.

Inconscientemente, o canto do meu lábio puxou. Quando eu fiz, eu


peguei os olhos de Travis no espelho retrovisor. Ele sabia? Ele parecia
saber muito. Ele sabia que eu era uma assassina?

— Vik? Olá?

Olhei para minha irmã e suspirei. — Val, eu estou bem, realmente.

— Você não está bem. Você está alterada. Estou voltando para casa
com você. Eu não tenho de estar de volta ao hospital até amanhã à
noite. Vou ficar. Eu também estou receitando Ambien, do tipo que não só
ajuda a adormecer, mas ficar dormindo.
Eu balancei minha cabeça. Eu não queria isso. Eu queria falar com
Parker. Eu precisava saber por que ele possivelmente achava que eu iria
assinar aqueles papéis. — Eu não preciso de uma babá, — eu bufei e
balancei a cabeça em direção à frente do carro. — Eu já tenho uma e não se
esqueça de Lisa e Kristina. Eu acho que essa posição está bem coberta. —
eu peguei a mão dela e apertei. — Eu adoraria passar mais tempo com você,
mas eu só quero ir para casa e ficar longe de todas essas pessoas. — o carro
entrou no cemitério.
— Você vai ficar no apartamento de cobertura ou vai para a
propriedade? — ela perguntou.

— Honestamente, eu ainda não pensei sobre isto. Por agora, eu vou


estar no apartamento.

Ela colocou a mão no meu joelho. — Eu sei que é difícil pensar sobre
o quarto onde ele morreu. Normalmente, eles recomendam que você não
faça nada nele por um tempo.

Eu balancei minha cabeça. — Eu já mandei limparem. Fedia. O


mobiliário de hospital já foi embora. Suas roupas também. — os olhos de
Val se arregalaram enquanto eu falava. — Eu tive algumas coisas
encaixotadas, mas honestamente, eu acho que existem instituições de
caridade que podem se beneficiar. — o carro parou.
— Isso é bom, mas você não deveria-

Desta vez eu acariciei seu joelho. — Irmã, eu te amo. Eu sei que você
sabe o que deve ser feito. Eu estou fazendo o que eu preciso fazer. Se eu me
arrepender mais tarde, você pode me dizer que eu te avisei.

A porta se abriu e a luz do sol entrou. Chegando até meus óculos


escuros e segurando a minha bolsa, eu fugi em direção à porta. — Fique
comigo, Val. Por favor, fale com a mãe. Eu não posso lidar com ela agora.

Val assentiu com a cabeça quando nos levantamos. Sob o meu


chapéu preto e óculos escuros, meus olhos cinzentos brilhavam de
alegria. Eu queria estar próxima ao jazigo e ver tudo terminar de uma vez
por todas.

Estoicamente, nos levantamos, Val, eu e Travis, mãe, Marcus, e Lyle


atrás de nós, bem como alguns enlutados especiais que tinham sido
convidados para esta cerimónia privada. O ministro ofereceu mais palavras
de elogio pela a vida perdia muito jovem. Eu mesma lhe chamei à menção
da recompensa nos céus pela devotada esposa de Stewart. Ele estava
errado. Eu nunca iria ver o céu, e minha recompensa era o som da pequena
porta se fechando.

Eu tinha feito isso. A prova tinha ido embora e isso era Stewart.

Caminhando de volta para o carro, Marilyn pegou meu braço e


sussurrou. — Por favor, Victoria. Eu preciso falar com você. Diga para a
tonta da Valerie ir para outro carro com os meninos. Eu preciso falar com
você a sós.
— Mãe... — disse Val.

Eu olhei para a mão de Marilyn no meu braço e lentamente trouxe os


meus olhos para os dela. Com os dentes cerrados, eu sussurrei: — Este não
é o momento nem o lugar para-

Com mais espírito do que ela tinha desde a morte de Randall, desde
que ela tinha realmente se tornado dependente de Stewart e eu, ela
revidou. — Isto não é sobre o dinheiro. Eu sei que as despesas de Marcus
estão pagas.

Meus olhos se arregalaram. O dinheiro era nosso único tema de


conversa. Que diabos ela acha que eu quero dizer a ela? Ela interpretou mal
a minha mudança de expressão.

— Obrigada por isso, pelo dinheiro.

Essas palavras de apreço foram pronunciadas por Stewart, não por


mim. Após os primeiros momentos de sua gratidão, ela também aprendeu
seu lugar, pelo menos com ele. O fato de que ela tinha acabado de oferecer
isso para mim era bastante cômico.

Sua pele empalideceu quando ela se inclinou para mais perto. Eu vi


Travis se aproximando quando suas próximas palavras foram registradas.

— Você precisa saber alguma coisa. Há coisas que eu nunca disse a


você.

Travis começou a falar, mas ela continuou apressadamente: — Seu


pai - seu pai biológico - estava no funeral. Eu o vi.

O mundo ficou preto.


CAPÍTULO VINTE E UM
Presente
SOZINHA COM TRAVIS, no interior fresco da limusine, ele falou: —
Eu suponho que pegar sua bunda antes de atingir o chão é uma exceção
aceitável da sua ordem de antes? — seus olhos escuros brilhavam
enquanto ele observava cada movimento meu.

Em vez de responder, eu franzi os lábios, alisei o meu vestido preto


sobre minhas pernas trêmulas e olhei para ele.

Com Val e Marilyn ainda do lado de fora do carro, Travis se inclinou


quando seus lábios se curvaram em um sorriso torto. — Eu acredito que a
resposta apropriada seria ‘bem, sim, Travis, obrigada por salvar minha
bunda. Você está tão certo. Esta foi uma exceção aceitável’.

Eu estreitei o meu olhar. — Você parece ter um problema com quem


está no comando aqui. Ainda sou eu.

— Estou muito bem ciente disso. Se fosse comigo, eu jogaria a bunda


ossuda de sua mãe no chão e passaria a porra do carro sobre ela. Ela é uma
dor na bunda maior do que você.

Não pude conter minha risada. — Por que, Travis, eu acredito que é
a melhor coisa que você já me disse. Quem diria que sob esse exterior idiota
você tinha uma personalidade?

Puxando uma garrafa de água a partir do pequeno frigobar do carro,


ele entregou para mim e perguntou: — O que aconteceu lá fora? — eu
estava realmente ouvindo um verdadeiro toque de preocupação em seu tom?

Tomando a água gelada, eu dei de ombros e bebi.

— Me diga, Sra. Harrington, a Dra. Conway ou Sra. Sound vão vir


com você? Ou ambas? Ou nenhuma das duas?

Me endireitei, sentindo menos instável depois de tomar um par de


goles de água. — Eu quero ouvir o que minha mãe tem a dizer. Ela quer
falar comigo em particular. Peça a Val para ir com os meninos. — eu alisei o
meu vestido novo, apesar de não precisar. Eu olhei de volta para seus
escuros olhos questionadores. — Diga para os motoristas irem diretamente
para a casa de minha mãe. Eu não quero que ela ou os meninos voltem para
o apartamento comigo. Depois que eles a deixarem lá, Val pode voltar
comigo. Ela disse algo sobre passar a noite. — eu suspirei. —
Honestamente, eu acho que eu poderia querer a medicação, ela prometeu.

A sobrancelha Travis subiu em questão. — Por favor, não me diga


que nós vamos adicionar o uso de drogas prescritas para a minha lista de
atividades para supervisionar.

Eu ainda tinha dificuldade em acreditar que as minhas atividades


eram tão importantes para ele. Eu balancei minha cabeça. — Não se
preocupe com isso. Você acha que a bondosa Dra. Conway faria qualquer
coisa ilegal?

Ele deu de ombros. — Eu sou menos propenso a suspeitar dela do


que de outros. — que diabos? — Quer que eu chame a Sra. Sound? —ele
perguntou novamente, me dando outra chance de mudar de ideia.

Respirando, eu assenti. — Sim, obrigada.

— É um prazer, Sra. Harrington, embora eu duvide que ele vá ser


para você. — a última parte ele acrescentou com um sorriso.

Em seguida, ele abriu a porta do carro e saiu, momentaneamente me


deixando sozinha no grande espaço. Quando a brisa quente de outubro
soprou através da porta aberta, eu ouvi as vozes. Os primeiros que
entraram eram Marcus e Lyle. A amizade deles trouxe um sorriso aos meus
lábios. Os meninos eram tão próximos quanto Val e eu. Embora tivessem
sido criados completamente diferente de nós, a proximidade deles brilhava
luz em meu coração escuro. Aparentemente, ter uma cadela como Marilyn
como mãe faz você procurar um confidente e amigo. Talvez ela tivesse feito
uma coisa certa em sua maternidade. Ela deu a cada um de nós um irmão
especial. Coloquei minha cabeça para fora do carro. — Tchau, Marcus e
Lyle. Obrigada por estarem aqui.

Ambos sorriram, me lembrando do pai deles. Ambos tinham o


cabelo castanho e olhos verdes. O mais velho parecia mais com Randall e
menos com Marilyn.
— De nada, Vikki, — Marcus ofereceu quando ele se aproximou e
estendeu a mão para me oferecer um abraço. — Espero que se sinta
melhor.
Eu o abracei de volta. — Eu irei. Eu preciso de algum descanso.

Enquanto continuava o nosso abraço, ele sussurrou perto do meu


ouvido: — Eu sei que foi você. Obrigado.

Me afastei, abri os olhos arregalados e olhei para a nossa mãe.


Ele deu de ombros. — Ela quer que todos pensem que ela é a única
pagando por tudo, mas eu não sou tão jovem e estúpido como eu
costumava ser.

Sorrindo, eu baguncei seu cabelo. — Ei, ninguém nunca disse que


você era estúpido. As pessoas estúpidas não são aceitas na Universidade de
Miami.

Quando ele se levantou e sorriu, eu vi um homem aonde costumava


ser um menino. — Val me disse que você foi aceita lá também. Lamento que
você não chegou a começar. É realmente uma ótima universidade. Eu não
estive lá por muito tempo, mas eu acho que vou gostar.
Em outra época entrar na Universidade de Miami tinha sido o meu
maior desejo. Era eu ou era outra pessoa? Quando Marcus falou, Marilyn se
aproximou e colocou o braço em volta dele. — Seu pai ficaria tão orgulhoso
de você.

— Marcus, — eu disse, com um sorriso triste. — Me mantenha


informada. Sua irmã mais velha está orgulhosa também.
— Você não é velha, — ele brincou com um aceno de cabeça
enquanto caminhava de volta para o segundo carro.

— O que você disse a ele? — Marilyn perguntou quando ela se


juntou a mim na primeira limusine.

Antes que eu pudesse responder, Travis olhou para dentro, balançou


a cabeça e fechou a porta.
— Nada, mãe. Eu não disse a ele que eu estava pagando sua
mensalidade, se essa é a sua preocupação. No entanto, eu sugiro que você
tente honestidade com pelo menos um ou dois dos seus filhos. Isso pode
funcionar melhor para você do que isso.
Ela olhou para baixo. — Melhor do que isso? — sua voz soava
estranhamente fraca.

— Sim, melhor do que isso. Não tente jogar comigo. Eu não estou no
clima. Você acabou de soltar uma maldita bomba em mim no funeral do
meu marido. Vamos te levar para casa. Comece a falar.

— Casa? Não, Victoria, eu vou ficar com você, cuidar de você, te


ajudar.

O carro começou a se mover quando uma risada soou de algum lugar


profundo dentro de mim. — De maneira nenhuma. Eu preciso de um pouco
de paz e tranquilidade. É melhor você começar a falar. Seu tempo está
correndo.

Ela engoliu em seco e olhou para a janela. — Eu entendo como você


pode se sentir já que nós não som-

— Para, cacete! Não somos. Você nunca me criou ou se importou


comigo. Quando eu era jovem, você me despachou para outra família
enquanto você bebia em uma maldita garrafa. Então, quando você ficou
limpa e se casou com Randall, você enviou eu e a Val para internatos.

— Foi apenas porque — ela começou.

— Porque olhar para mim chateava você. Você não gostava de


lembrar muito do meu pai e meu irmão gêmeo. Inferno, provavelmente
ainda é assim. Eu ouvi isso toda a minha maldita vida. Eu não estou
remoendo tudo, mas você e Randall me venderam, porra.

— Isso não é inteiramente verdade.

Minha cabeça virou em direção a ela. — Me diga que parte dessa


afirmação não é inteiramente verdade?

Ela se tornou de repente obcecada com fiapos de linha que precisava


desesperadamente serem cortados de seu vestido. — Foi uma situação
desesperadora. Você não sabe como é. Você não teve que lidar com coisas
como-
Minha paciência estava se esgotando. — Marilyn, você tem cerca de
quinze minutos até chegar a sua porta. Eu nunca vou te perdoar pelo que
você fez comigo. Não espere isso. Vá em frente.

— Victoria, olhe para você. Você é uma mulher bonita de vinte e


nove anos de idade, com mais dinheiro do que eu posso imaginar. Você se
casou quando era jovem; as coisas poderiam ser muito piores. Se Stewart
não se oferecido para casar com você, as coisas teriam sido muito piores.

Oferecido? É isso o que ele fez ou ele me comprou? — Sério, mãe? Pior
para quem? Para mim ou para você? E, a propósito, eu tenho vinte e
oito. Continue esperando por esse prêmio de mãe-do-ano. Tenho certeza de
que ele vai chegar qualquer desses.

— Victoria, me ouça. Você disse para tentar com a honestidade. Isso


é o que eu quero fazer. Você vai me ouvir?

Havia algo em sua voz, algo que eu não reconheci. Eu balancei a


cabeça.

Ela endireitou o pescoço dela e começou. — Eu amava seu pai - seu


pai biológico - como eu nunca amei alguém. — ela moveu o seu olhar para a
janela quando seu tom se tornou lunático. — Nosso romance era algo como
você lê nos livros. Foi, por falta de uma palavra melhor, intenso. Ele era
diferente de qualquer pessoa que eu já conheci. Nós não éramos do mesmo
tipo de família. Nenhum de nossos pais aprovavam estarmos juntos.

— Mãe, você mencionou Johnathon um punhado de vezes em toda a


minha vida. Por que ele estava no funeral de Stewart?

Ela olhou para mim, seus olhos cinzentos nublados com um véu de
confusão. — Não, Victoria. Não Johnathon. Carlisle.

Que porra é essa? Carlisle? Quem diabos era Carlisle? Meus olhos se
arregalaram em choque. Será que suas malditas bombas nunca param? Eu
fiquei sem palavras.

O olhar de Marilyn foi novamente para a janela, momentaneamente


hipnotizada com as ruas de Miami enquanto edifício após edifício
passava. Finalmente, ela continuou, — É verdade que eu nunca lhe disse
nada disso. Parte da razão foi que eu te culpei por arruinar o nosso
casamento, mas... — sua mão fria se estendeu para a minha, o seu toque
provocando arrepios na minha espinha. — Eu também não te disse, porque
eu queria te proteger.
— De quê? Eu não entendo.

— Carlisle e eu éramos jovens e apaixonados. Era apaixonado e


volátil. Eu não sei se eu gostaria desse tipo de amor para alguém. Em
retrospectiva, eu posso dizer que não era saudável. Na época, consumia
tudo. Carlisle veio de um mundo diferente. Ele tomou conta de mim. Contra
ambos os desejos de nossas famílias, nós fugimos e nós casamos
escondidos. Sua família era diferente. Ele não queria evitá-los. Ele queria
provar que ele poderia ser parte da família, do negócio e seguir o seu
coração.

Ela respirou fundo. — Deus, Victoria, isto é tão difícil.

Será que ela quer que eu sinta pena dela, porra? — Você está me
dizendo que esse homem, Carlisle, que eu nunca ouvi falar antes estava no
funeral do meu marido?

— Por favor, me deixe dizer o que eu preciso dizer.


Fiz um gesto com a mão, indicando para ela ir em frente.

— A família de Carlisle era dominada pelos homens. A única maneira


para uma mulher subir na hierarquia era dar à luz a filhos. Por essa razão,
as mulheres mais velhas, como a avó de Carlisle, eram respeitadas. Ela não
gostava de mim. Quando fomos até ela para dizer que tínhamos casado, ela
alegou que, uma vez que não éramos casados na igreja, nós não estávamos
realmente casados. Ela amaldiçoou nossa união e nossos filhos. Carlisle era
o filho mais velho. Era sua responsabilidade ter um filho, alguém para
assumir os negócios da família. Apesar de sua avó não estar envolvida no
negócio, ela ainda era reverenciada pela família. Sua maldição foi que
nunca teríamos filhos. Você pode imaginar o quão animados estávamos
quando fiquei grávida. Foi um milagre. Quando os médicos nos disseram
que estávamos tendo gêmeos, ficamos eufóricos. Carlisle disse a seus
pais. Na época, seu irmão mais novo era noivo. Se Niccolo tivesse o
primeiro filho, o negócio iria para ele. — ela olhou para fora da janela. —
Era uma vida louca e assustadora. Como você pode imaginar, a empresa
familiar não era legal.

Eu balancei a cabeça, querendo que ela continuasse falando.

A expressão de minha mãe escureceu. — Você sabe o que aconteceu


com a gravidez. — ela me deu um olhar familiar. — Carlisle me culpou. —
seus olhos cinzentos se estreitaram. — Ele também culpou você, e sim, eu
culpei você.

— Quando soubemos que o nosso filho tinha morrido, Carlisle se


encontrou na posição, ou talvez eu devesse dizer, com a oportunidade,
onde ele poderia desistir de seu compromisso comigo, de nós. Era sua
chance de um novo começo. Como eu disse, filhos homens eram de extrema
importância. — ela acrescentou, com tristeza perceptível, — As mulheres
que não poderiam dá-los a seus maridos eram descartáveis. Ele ainda era
jovem. Se ele nos abandonasse, ele iria ter a chance de cumprir o seu
destino.

— Isso é ridículo, — eu interrompi. — A mulher não determina o


sexo. Só porque meu irmão gêmeo morreu... Não quer dizer que você não
podia ter filhos. Você tem, dois.

— Por favor, me deixe continuar.


Eu balancei a cabeça.

— Embora eu tenha implorado a ele e eu não poderia imaginar


minha vida sem ele, ele nos deixou. Afinal, com a maldição de sua avó, não
havia garantia de que eu poderia dar o filho que ele queria. Meses antes de
você nascer, ele nos deixou e anulou o nosso casamento. Eu me desfiz. Não
tenho orgulho de dizer que eu estava pronta para te culpar por duas
mortes, de seu irmão e a minha. Eu estava tão perto. Eu não tinha
percebido até mais tarde que minha morte antes de seu nascimento era o
que sua família queria.

— Antes de você nascer, eu conheci Johnathon Conway. Johnathon


sabia o suficiente sobre a família de Carlisle para saber que eu precisava
fugir. Johnathon e eu nos mudamos para o norte e nos casamos. Nós
ficamos lá até depois de Val nascer. Johnathon era um homem bom, mas se
eu fosse honesta com ele ou comigo mesmo... Eu nunca realmente o amei.
Minha vida era nula sem o seu pai. Havia um buraco que ninguém poderia
preencher. Johnathon tentou; no entanto, em vez de permitir que ele
fizesse, eu me virei para o álcool. Um pouco mais de um ano depois de Val
nascer ele se foi. Ele era um bom homem, mas depois de um tempo ele não
poderia lidar com uma mulher bêbada e duas meninas. Eu voltei para a
Flórida e tentei re-aclimatar com a minha família. Eles tentaram me
convencer a parar de beber. — ela olhou para mim e de volta para a
janela. — Eu não queria ajuda. Toda vez que eu olhava para você, eu via
Carlisle e pensava sobre o que poderia ter sido.

— Depois de Johnathon se divorciar de mim, eu caí ainda mais em


um espiral decadente. É verdade: a minha mãe e irmãs cuidaram de você
quando eu não podia.

Muita informação. Meu coração se afundou quando eu tentei fazer


sentido de sua confissão. — Johnathon Conway era o pai de Val, mas não
era o meu?
Ela olhou para baixo. — Valerie não sabe. Ela acha que você é filha
de Johnathon.

Porque isso é o que tinha sido dito.

— Por favor, não diga a ela, — ela implorou. — Johnathon encorajou


a dizer à minha família que ele era o seu pai. — ela olhou para baixo. — Ele
realmente tentou. Eu culpava você pelo fim do casamento também. Quer
dizer, eu bebia porque, enquanto você crescia, você parecia mais e mais
como seu pai. Fiquei pensando se você tivesse sido a única a não
sobreviver. Se apenas o seu irmão tivesse vivido.

Isso é muito foda. Desculpe desapontar.

Aparentemente inconsciente de como era doloroso, Marilyn


continuou, — Nós já tínhamos estabelecido uma mentira sobre você. Não
tinha sentido negar isso. De acordo com tudo o que dissemos às pessoas,
você morreu. Você nasceu dois meses antes prematuramente e não
sobreviveu. Nossa história foi que Johnathon e eu concebemos na nossa
noite de núpcias.

— Eu não entendo o que você está dizendo.

— Victoria, você tem vinte e nove. Seu nascimento não foi em maio,
foi em outubro do ano anterior. Você recentemente completou vinte e nove.
— Por quê? Por que você faria isso?

— Foi ideia de Johnathon. Na mente de Carlisle ele quase perdeu seu


lugar no negócio da família devido a você. Fazendo parecer que você era
filha de Johnathon e não de Carlisle era para te proteger. Tivemos a data em
sua certidão de nascimento alterada. De acordo com a nossa história, o
bebê que era devido nascer em outubro nunca viveu. Ela morreu assim
como seu irmão gêmeo.

Eu não sabia o que dizer.


— Havia mais sobre seu pai, mas com você e eu fora do caminho, ele
se casou com outra mulher, uma mulher que a família gostou. Tudo isso era
muito para eu segurar, — Marilyn prosseguiu. — Eu não aguenta
mais. Como você sabe, Randall me salvou. Você sabe que nós nos
conhecemos em terapia de grupo. Meu vício era o álcool e o dele era jogo.
Eu nunca bebi de novo, mas Randall continuou a lutar contra seus
demônios; no entanto, até mesmo aqueles que não eram o que você achava.

— Sua verdadeira identidade causaria problemas em sua nobreza


finamente construída. Havia algumas pessoas dizendo que porque você
viveu, o lugar de Carlisle no seio da família não era seguro. Em seus
negócios, a confiança é essencial. Se fosse determinado que ele tinha
mentido sobre a identidade de seu primogênito, isso poderia ser a primeira
sequência de coisas a desvendar, mais do que eles queriam revelar.

Minha cabeça doía enquanto eu tentava construir essa árvore


genealógica, que a partir de uma hora atrás não existia.

— Victoria, a família de Carlisle me alertou para matá-la antes de


você nascer. Depois que Carlisle me deixou, Niccolo, o irmão dele, veio me
ver. Ele me disse para fazer um aborto. Ele até marcou uma
consulta. Johnathon e eu deixamos a cidade no dia dessa consulta.

— Era verdade que Randall devia dinheiro à organização. Não era a


família de Carlisle. Era outra família, alguém que queria provar para o
mundo que a família de Carlisle mentiu: provar que ele tinha uma filha
antes de ter um filho. Antes de você se casar com Stewart, essa outra
família assegurou que a dívida de Randall era intransponível. Eles
capitalizaram seu vício e continuaram a oferecer a ele oportunidades que
não valiam a pena. Não foi até eles pediram você que soubemos.
— O quê? Eles pediram especificamente por mim?

Ela assentiu com a cabeça. — Eu sei que eu nunca fui uma boa mãe,
mas eu não podia fazer isso. Eu não podia permitir que eles te
levassem. Quando eu era muito jovem, eu vi o que aconteceu com as
mulheres, as mulheres que não faziam parte da família. Se eles tivessem
você, filha de Carlisle, eles poderiam provar que a família dele mentiu sobre
você e eles poderiam te usar. — seus olhos se encheram de lágrimas. — Eu
não quero nem pensar no que poderiam ter feito com você.

Minha mente era um borrão. Alguma coisa disso era verdade?


— Como é que Stewart se envolveu?

Marilyn enxugou os olhos e fungou, antes dela continuar, — Randall


conheceu Stewart através de sua prática médica. Havia rumores de que as
famílias que mencionei realizavam alguns dos seus negócios através da
Harrington Spas e Suites. — ela pegou minha mão de novo. Desta vez, o frio
nem sequer foi registrado. — Eu não estou insinuando que o seu marido
estava envolvido em atividades ilegais. O que estou dizendo é que ele tinha
poder, poder sobre alguns dos negócios que se passavam por trás das
cenas. Stewart Harrington era a única pessoa que sabia quem poderia ter o
tipo de dinheiro que precisávamos para te salvar dessas pessoas.
— Quanto mãe? Quanto Stewart pagou por mim?

— Victoria, você não foi vendida. Você foi salva.

Me sentei mais reta. — Quanto?

— Mais de seis milhões.

Minhas mandíbulas doíam, têmporas latejavam e a boca


secou. Estendi a mão para a garrafa de água e tentei beber, mas, de repente,
a água tinha um gosto azedo e meu estômago ameaçou se revoltar. — Eu
não posso... Eu nem sei o que dizer.

— Minha querida, isso é demais. A coisa é, isso não é tudo. Tem


mais. Por favor, me deixe ir para o seu apartamento. Quase estamos na
minha casa. Eu preciso de você para saber tudo.
Eu balancei minha cabeça. — Não hoje. Eu não acho que eu posso
lidar com mais nada.

Ela olhou para a rua. Ignorando o meu apelo para o silêncio, ela falou
rápido. — Quando seu marido pagou a dívida de Randall, a organização
ficou chateada. Eles pensaram que tinham um plano perfeito e Stewart
frustrou isso. Randall disse que havia alguns rumores de
descontentamento, mas, depois que você estava casada por um ano ou
assim, as coisas pareceram se acalmar. Durante tudo isso, eu fiz o meu
melhor para me distanciar de você. Eu esperava que eles ainda
acreditassem que você era verdadeiramente uma Conway.

— Eu não posso provar isso, mas eu suspeito que o acidente de


Randall não fosse devido às dívidas de jogo não pagas. Era um aviso para
mim: um lembrete de que eu sei muito. Ele devia dinheiro, mas
comparativamente, não era tanto assim.

— Eu sei que Randall pediu para Stewart cobrisse isso.

Marilyn olhou para baixo. — Eu não culpo você por dizer não. Eu
culpei uma vez, mas agora eu não. Eu não tenho certeza quanto tempo teria
sido antes que eles viessem de volta para mais. — ela olhou para baixo. —
Randall não era um homem mau. Ele não era.

Eu não conseguia pensar em Randall sendo um bom homem. Se ele


nunca tinha se envolvido com o jogo, isto nunca teria surgido. E se essas
pessoas têm encontrado outra maneira para mim? Eu quem? Eu não
existo. Eu tinha morrido. Minha mente girava. — Então você está me
dizendo que meu pai, Carlisle, não Johnathon Conway, estava no funeral do
meu marido e ele é parte de alguma família do crime? Isso soa como um
filme de TV, não a vida real.

— Sim, Victoria, isso é o que eu estou dizendo. Esses filmes de TV


vieram de algum lugar. É real. Enquanto Stewart estava vivo, ele tinha
poder. Agora eu estou com medo.

Arrepios passaram pelos meus braços. — Por quê?

O carro parou. Nós estávamos na entrada da casa de minha mãe. —


Não foi até seu aniversário real de dezenove anos, o que você não sabia que
você tinha, que eu ouvi sobre a família de Carlisle. Foi à primeira vez em
mais de dezoito anos. Eu não ouvi de seu pai. Eu ouvi de seu irmão, Niccolo,
o mesmo que queria que eu fizesse um aborto. Ele queria uma prova de que
você era verdadeiramente Victoria Conway, filha de Johnathon Conway. Eu
dei a ele. Eu dei a ele uma cópia da sua segunda certidão de nascimento. Eu
nunca ouvi dele de novo, mas então, quando Randall foi perguntado
especificamente por você, nós sabíamos que, no mínimo, havia suspeitas. —
ela falou rápido. — Stewart era um bom homem. Ele sabia o que estava se
metendo quando se casou com você. Se ele não tivesse... — Travis abriu a
porta.
— Victoria, por favor, não compartilhe isso. — ela inclinou a cabeça
na direção de Travis. — Ele te protege?

Eu olhei em direção ao homem enorme do lado de fora do carro,


aquele que apenas alguns dias atrás me intimidou. Embora eu só podia ver
seu corpo enquanto ele segurava a porta, eu imaginava os olhos escuros e o
olhar desconfiado. Olhando para minha mãe, eu assenti.

Ela cobriu a minha mão e falou suave e rápido. — Bom. Você não
entende o que você está enfrentando. Querida, há mais. Eu sei que você me
odeia, mas há muito mais. Eu não estou negando que eu injustamente
culpei você por coisas que realmente estavam fora de seu controle. No
entanto, eu também fiz o que eu fiz para te proteger. Manter a distancia de
mim era para seu próprio bem. Você supostamente não deveria ter nascido.

— Sra. Sound, — a voz de Travis veio da porta aberta.

Eu não falei, sem saber o que dizer quando Marilyn saiu do


carro. Poucos minutos depois, Val estava ao meu lado e nós mais uma vez
estávamos na estrada.

— Vik? — sua voz transbordava de amor e apoio. — Você está


bem? Você está pálida. O que mamãe disse?

O que ela disse? Eu não poderia processar. Carlisle e Johnathon... Ela


se casou com os dois. Eu não deveria nascer? Não deveria - mas nasci. Qual
era o sobrenome de Carlisle? Não era Conway, não o mesmo de Val. Lágrimas
caíam sobre minhas pálpebras pintadas. Antes que eu pudesse falar, os
braços de Val vieram ao meu redor e eu desmoronei em seu ombro.
De todas as coisas que Marilyn disse, o que veio à tona foi que meu pai
não era o mesmo de Val. Eu tinha acabado de perder minha irmã? Ela não
era realmente minha irmã como eu sempre pensei. Nós éramos meio-
irmãs. Meus ombros estremeceram.
— Vai dar tudo certo, — Val acalmou. — Você vai ficar bem. Eu sei
que é difícil. Talvez você deva pensar no aconselhamento. Você é muito
jovem para ser uma viúva. Você não tem que fazer isso sozinha. — sua mão
correu círculos sobre minhas costas, enquanto ela continuava: — Eu vou
adiar a minha viagem à Uganda. Eu não vou te deixar.

Minha cabeça se mexeu para trás e para frente. — Não, Val, não. —
eu falei entre soluços. — Eu não quero que você faça isso. — quando seus
olhos cinzentos preocupados encontraram os meus, eu perguntei, — Você
pode me dar um pouco de medicamento? Quero dormir. Eu não quero mais
pensar.


CAPÍTULO VINTE E DOIS
Presente
AS NOTAS DE Fatal Lullaby a Dança da Morte. Tentei abrir meus
olhos, mas tudo o que eu via era negro. Meus olhos não estava abertos ou eu
estava com os olhos vendados?
Não! Eu queria gritar. Isso não poderia estar acontecendo. Eu nunca
ia voltar novamente. Nunca! Por que eu estava aqui?
A última coisa que eu lembrava era de tomar o remédio de Val e ir
dormir. Eu estava na minha cama, na minha suíte. Como isso aconteceu?

O frio, as barras lisas da cabeceira pareciam familiares debaixo do


meu alcance. Como meus dedos flexionaram, a indignação cresceu dentro de
mim. Eu não iria fazer isso. Não. Assim como eu estava prestes a soltar a
barra, a voz de Stewart falou para mim: — Eu estou aqui, querida. Mostre
para nós a sua buceta molhada.

Não! Minhas pernas se fecharam.


— Vamos, Tori, não deixe o nosso amigo louco.

Isto não era real. Stewart estava morto! Eu o vi morrer! Minha mente
procurou desesperadamente por respostas quando a cama se mexeu. Eu
tentei soltar a barra da cabeceira da cama, mas eu não podia. Minhas mãos
não estavam obedecendo minha mente.

Mãos ásperas e frias passaram pelos meus tornozelos. Estranhamente,


eu chutei, sentindo meu pé cravar em algo duro. A cama se mexeu de novo, as
mãos duras brutalmente apreenderam meus tornozelos e puxaram meu
corpo mais para baixo da cama. Embora eu tentasse lutar, um por um os
meus tornozelos estavam presos e fortemente vinculados quando minhas
pernas foram separadas para uma largura dolorosa.

— Não! — eu encontrei a minha voz. — Não! Pare! — eu gritei mais


alto, na esperança de que meus apelos ecoassem em todo o armazém e
além. Eu sabia que o local era remoto e isolado por uma razão. No entanto,
mesmo que eu não podia me ouvir com os fones de ouvido, eu continuava a
gritar. Devo ter falado, porque, como minhas exigências ficaram mais altas,
uma grande mão desceu e cobriu minha boca. Eu tentei com todas as minhas
forças morder, mas a pessoa moveu a mão para fora do caminho.
— Pare, baby, — a voz calma de Stewart veio através dos fones de
ouvido. — Você conhece as regras. Proibido falar.

Eu não vou fazer isso! Você está morto! Você não pode me obrigar!

Eu gritei um grito abafado pela mão, quando dor emanou do meu


cabelo e os olhos vendados e fones de ouvido foram arrancados da minha
cabeça. O ataque de luz me cegou momentaneamente, era difícil me
concentrar no homem na minha frente. Ele estava em cima de mim, sua mão
sobre a minha boca e seu hálito rançoso preenchendo meus sentidos.
A voz do senador Robert Keene era baixa e ameaçadora. — Você quer
lutar? Bom. Eu gosto disso. — ele agarrou um punhado do meu cabelo e
bateu minha cabeça para trás. — Continue. Eu sempre pensei que você era
muito complacente.

Eu o encarei. Filho da puta, isso não está acontecendo.

— Stewart fez promessas. Se você acha que eu vou continuar a apoiar


seus esforços sem este pequeno incentivo, você é tão estúpida como você é
gostosa.

Meu batimento cardíaco acelerou quando o pânico tomou conta de


mim. Não. Eu não poderia fazer isso. Eu não faria. Eu nunca tinha estado tão
assustada antes. Stewart não poderia me ajudar. Minha mente procurava
possibilidades.

O rosto do Robert chegou mais perto. Com a mão ainda sobre a minha
boca, ele se inclinou e lambeu minha bochecha. Meu estômago ameaçou a se
revirar quando sua língua úmida rodou a outra face e ele falou: — Lá vamos
nós. Vai ser uma boa menina ou precisamos te punir? — agarrando meu
cabelo mais apertado, ele banhou meu rosto com sua respiração terrível e
perguntou: — O que é que vai ser, você vai ser uma boa menina?

Foda-se! Eu balancei a cabeça - o máximo que pude com sua mão


entrelaçada no meu cabelo. Sim, eu vou ser uma boa menina do caralho.
Ele acariciou minha cabeça, afrouxou o aperto, e, lentamente, tirou a
mão da minha boca. Quando ele começou a se mover, eu lutei contra as
restrições e gritei com tudo em mim. Era a minha única esperança, a minha
única chance. — Travis! Travis! Me ajuda!
Mãos vieram aos meus ombros e eu me preparei para a punição de
Robert.

— Vik, Vik. Acorde.

— De jeito nenhum, filho da puta! Travis! Me ajuda. Travis! — minha


voz estava mais alta do que antes. Minha pele pingava de suor enquanto
meu corpo trêmulo lutava contra as restrições. Instantaneamente, minhas
mãos e pés se sacudiram livremente. As restrições foram embora. Eu
empurrei as mãos e saí correndo da cama. Quando eu fiz, o quarto veio em
foco. O armazém tinha ido embora. Eu estava em minha suíte e eu não
estava sozinha. Val estava no meio da minha cama, as cobertas bagunçadas
e seus olhos tão grandes quanto pires. Seu olhar cinza e questionador
olhava através de mim como se eu estivesse possuída.

Minha mente não podia registrar o que tinha acontecido. Meu corpo
tremendo já não estava nu; em vez disso, estava coberto com uma camisola
umedecida em suor. Robert Keene não estava comigo. Eu estava na minha
cobertura, minha suíte. Val se moveu cautelosamente em direção a mim,
como se ela estivesse com medo do que eu poderia fazer. Toda a energia e
força deixaram meus membros quando eu fechei os olhos e caí de joelhos.

Eu estava perdendo a razão.

Assim quando Val chegou até mim, a porta da minha suíte


abriu. Olhei para cima para ver a grande forma de Travis encher a porta. Na
penumbra, eu senti seus olhos escuros avaliarem a cena.
Val se virou para ele. — Ela está bem. Sinto muito ter
incomodado. Eu acho que ela estava tendo um pesadelo. O único nome que
eu reconheci foi o seu. Ela estava chamando por você.

Eu balancei minha cabeça. — Não, eu não estava. Eu estou bem.

— Vik, você não está bem, — disse Val. — Você estava no meio de
um pesadelo ou terror noturno. Eu não conseguia te acordar. Você quase
me agrediu. O que diabos você estava sonhando?
Olhei para Travis. Ele ainda não tinha falado. Tentando conseguir
um pequeno pedaço de compostura, eu estava de pé e estendi a mão para o
meu robe. Prendendo-o em torno de mim, eu disse: — Obrigada por ter
vindo, Travis. Estou bem. Eu agradeceria se você deixasse o meu quarto.
Suas costas se enrijeceram. Por que eu estava preocupada com ele me
vendo em minha camisola? Ele obviamente me viu com muito menos. Em
vez de ouvir, ele deu um passo mais perto. Suas habituais calças escuras
foram substituídas por shorts de ginástica que expuseram suas pernas
grossas, musculares e seus pés estavam descalços. — Sra. Harrington, se
você descobrir o motivo do seu pesadelo, ou se eu puder ser de alguma
ajuda, eu não me importo de ser chamado. — ele se virou para Val. — Ou
você, doutora. Eu estou aqui.

Eu exalei. — Eu não acho que será necessário. Eu provavelmente não


deveria ter tomado a medicação para dormir. — eu fingi um sorriso em
direção a minha irmã. — Era como uma história de horror, um monstro ou
algo assim. — meus olhos foram em direção a Travis. — Não tenho
certeza. Eu não podia ver muito.

Seus olhos se fecharam com conhecimento de causa. —


Sra. Harrington, você tem certeza que você está bem?

Eu balancei a cabeça de pé tão alta quanto possível em meus pés


descalços. — Eu estou.

— Qualquer coisa, minha senhora, eu estou lá embaixo. Não há


monstros irão restringir sua visão enquanto eu estiver aqui. — com isso,
ele se virou e disse: — Boa noite.

Val e eu observamos quando ele saiu para o corredor e fechou a


porta. Uma vez que ele se foi, Val franziu o nariz e disse: — Bem, isso foi
meio estranho. — virando-se para mim, ela continuou, — Eu sinto muito
ter o chamado, Vik. Eu usei o telefone. Você estava gritando e você
continuou chamando por ele. Eu não tinha certeza do que fazer.

— Continuei chamando?

Ela pegou minha mão e me levou para a cama. — Sim, isso aconteceu
por mais de dez minutos. Psiquiatria não é a minha coisa, mas alguma coisa
está acontecendo. Por favor, me deixe levá-la a alguém que possa te ajudar.
Alguém poderia me ajudar? Eu pensei que seria o fim quando
Stewart morresse. Olhei para o relógio. — Val, me desculpe por ter acordar
tão cedo. — eu olhei para minha cama. — Você quer dormir aqui? Nós
temos outros quartos.
Ela sorriu. — Eu sei que tem. Eu não queria te deixar. Você não teria
me deixado. Isso é o que as irmãs fazem.

Eu pressionei meus lábios juntos. Irmãs. O termo fez meu peito


doer. Nós éramos irmãs. Nós éramos. Assim como Marcus e Lyle eram
meus irmãos. Importa que nossos pais não fossem os mesmos?
— Ok, então. Suba de volta. — eu dei um tapinha no colchão de
minha grande cama king-size. — Não é nem três horas. Por que não vamos
tentar dormir mais um pouco?

— Se você prometer não ‘tentar me chutar novamente, — disse ela


com um brilho nos seus olhos cinzentos.

— Oh não. Eu bati em você?

— Não se preocupe com isso. Deve ter sido o monstro. Você sabe
que algumas pessoas têm problemas com os terrores noturnos depois de
tomar medicamento para dormir. Sinto muito, irmã. Eu estava tentando
ajudar.

Estendi a mão e toquei seu braço. Meu tremor tinha quase


sumido. — Foi apenas um sonho. — eu estava tranquilizando ela ou eu
mesma?

Ela apagou a luz perto da cama e o quarto ficou em silêncio. Depois


de alguns minutos, Val perguntou: — Vik?

— Sim?

— Quem é o amigo-horizontal?

Eu me virei para sua voz. A cena escureceu me fez lembrar de um


tempo mais simples, os anos que passamos partilhando o quarto. —
Porquê?
— Eu entendo se você não quer me dizer. Eu só estava me
perguntando por que você iria chamar por Travis em seu sonho e não ele,
ou mesmo Stewart.
Eu dei de ombros. — Me lembro no meu sonho me dizendo que
Stewart estava morto. Mesmo no meu sonho, eu sabia que ele não podia me
ajudar.

— Mas você chamou por Travis, o cara que você costumava dizer
que dava arrepios? — sua voz ficou mais alta. — Ele é seu amigo-
horizontal?

— Não! Deus, não.


A risada de Val encheu o quarto. — Ok, eu só estava me
perguntando. Ele é casado?

Eu tentei me levantar. — Travis, não, ele não é casado.

— Não, — Val corrigiu, — Amigo-horizontal?

Eu balancei a cabeça no escuro, pensando em Brody. — Não, ele não


é.

— Bom.

— Por que é bom? — perguntei.


— Porque eu não quero que você tenha mais um desses pesadelos
sozinha.

— Talvez isso seja algo que eu precise explorar com o seu


conselheiro. Boa noite, Val.

— Noite, irmã.

Brody iria entender? Como eu poderia explicar a ele o que eu estava


imaginando? Ele tinha lido o contrato, mas eu nunca tinha dado
indicações. Ele sabia que havia outros homens. Ele sabia o que Stewart
achava divertido, mas ele não sabia mais nada. O que ele pensaria de mim
se soubesse? Mas então eu me perguntei se realmente importava. Ele foi o
único jorrando coisas sobre ser o único homem na minha vida. Agora, eu
não me importava em ter um homem na minha vida. Quero dizer, o sexo
era quente - isso era. No entanto, depois de todas as notícias bombásticas
que eu tinha tido nos últimos dias, eu não queria um homem. Eu queria
uma vida: uma vida normal. Um sorriso sereno veio para o meu rosto.
Como eu poderia ter uma vida normal? Apenas basta Brody e eu,
longe de Miami, longe do armazém e das coisas de Stewart? Longe de
Marilyn e Carlisle? Eu nunca me permiti entreter essa ideia, mas agora
sim. Esse poderia ser o meu novo objetivo?

A pergunta que surgiu foi: o que eu estaria disposta a fazer para


conseguir isso?
Quando o sono ameaçou, eu sabia que a minha resposta: tudo.

* * *

Meu pesadelo da noite anterior me deu nova determinação. Eu não


ia voltar para o armazém. Não havia nenhuma maneira no inferno que eu
poderia fazer isso. De alguma forma, sabendo que se eu voltasse seria sem
Stewart fez toda a situação parecer de alguma forma mais vil.

No início daquela manhã seguinte, eu mandei uma mensagem para


Brody:
— VOCÊ CONHECE ALGUÉM CHAMADO CARLISLE?

A próxima coisa que eu fiz foi chamar Craven e Knowles. Com cada
toque, eu contemplava as minhas opções. Até eu saber exatamente o que eu
estava enfrentando, eu não poderia realmente formar meu plano. A
resposta de minha chamada reorientou a atenção.

— Craven e Knowles, é Trish. Posso te ajudar?

— Trish, aqui é a Sra. Harrington. Eu preciso falar com Parker o mais


rapidamente possível. Diga a ele para me ligar.

— Sim, senhora, eu vou informar a Maggie-

— Não, Trish, eu não estou interessada em sua assistente. Se eu


fosse, eu pediria por ela. Pensando bem, diga a Parker que se Craven e
Knowles pretendem ser parte do futuro Harrington, ele vai estar no meu
apartamento às dez da manhã. Eu estarei esperando.
— Sra. Harrington, eu tenho certeza que ele tem compromissos.

— Então ele pode cancelá-los. Bom dia. — eu desliguei.

Me sentando na cadeira de Stewart, abri a pasta de Parker, as


páginas queimando meus dedos. Eu odiava cada palavra quando eu fiz a
varredura do contrato de Parker. Eu já não era eu uma garota ingênua de
dezoito anos de idade. Agora, eu entendi o significado das palavras. As
insinuações não eram mais misteriosas, mas assustadoras. Uma batida na
porta me afastou das palavras torturantes nas páginas e voltei para o
escritório de vidro com vista para o mar agitado. Olhei para o relógio:
somente um pouco antes das nove.

Eu não acho que seria Parker sem um anúncio de Lisa ou Kristina. —


Entre, — eu respondi com cautela.

A porta se abriu e o familiar olhar escuro olhou na minha direção. —


Sra. Harrington, você está se sentindo melhor?

Me sentei mais alta. — Sim, Travis. Foi um erro da Val incomodá-lo


no meio da noite.

Ele veio para frente e olhou para uma das cadeiras. Eu concordei e
ele se sentou. — Não, ela não estava errada. É o meu trabalho me certificar
de que está tudo bem.

— Tudo bem, é o seu trabalho. Você pode me proteger de coisas


reais, e não pesadelos.

Sua sobrancelha subiu e seus olhos castanhos escuros se


arregalaram. — Mas você gritou para mim?

— De acordo com Valerie, — eu esclareci.

— Então agora estamos acusando a boa médica de mentir?

Eu levantei e caminhei até a janela. Os céus eram um cinza não


comum, com espessas nuvens que subiam em direção ao horizonte, gorros
brancos enfeitavam as pontas das ondas no oceano em fúria. Era final do
outono, perto do final da temporada de furacões. Somente grandes navios
comerciais poderiam ser vistos nas águas agitadas. Os menores, sem
dúvida, tinha atendido a advertência sobre o tempo iminente.
Era isso o que eu precisava fazer? Prestar atenção às advertências...
Mas quais? Em quem eu poderia acreditar? Sem me virar, eu comecei, —
Foi tão real. Eu estava lá, no armazém. Eu estava raciocinando comigo
mesma. Eu sabia que não poderia ser real. Eu sabia que Stewart estava
morto. Me lembrei de você dizendo que você sempre esteve lá. — eu fechei
os olhos e lutei contra a revolta na boca do estômago pela respiração
rançosa de Robert. — Eu tentei lutar.

Um riso abafado veio atrás de mim. — Pelo que me lembro, você é


uma maldita boa lutadora.

Abraçando minha barriga, eu girei e olhei a expressão de Travis. Eu


não vi pena ou condenação como eu esperava; em vez disso, eu vi
respeito. Eu continuei: — Mas desta vez foi diferente. Eu não podia lutar. As
minhas mãos e pés estavam presos.

— Isso não era real, — disse Travis com naturalidade.

— Com certeza pareceu real. Cheirava real. Eu mesmo o vi. Ele tirou
minha venda. Era como se ele quisesse que eu soubesse que era ele.

O pescoço de Travis se endireitou. — Quem? Quem você viu?

Mordendo meu lábio, eu admiti: — Eu não sei se eu deveria dizer.

— Por quê? Você sabe que eu sei quem está lá.


— Mas o que ele vai dizer se eu souber? Eu não deveria saber.

Travis levantou e se aproximou. — Quem disse que você não é


suposto saber?

— S-Stewart.

Seus olhos escuros questionaram os meus. — Sr. Harrington está


morto. Agora ninguém é dono desse contrato. Agora a escolha é sua saber
ou não saber.
Eu me mudei de volta para a cadeira, de repente assustada com o
meu desejo de encontrar consolo em sua proximidade e compreensão
comum. — Por que eu iria querer dar a alguém, você ou Parker, o direito de
fazer esses tipos de decisões por mim de novo?
— Porque se você não fizer isso, há aqueles que querem puxar você
em um mundo que vai fazer o seu pesadelo parecer um passeio na praia.

— Aqueles?
— Quem você vê no seu pesadelo?

Fechei os olhos e inalei. Suspirando, eu admiti, — O senador Keene.

Os olhos escuros de Travis se arregalaram quando um apito


estridente veio de seus lábios. — Porra, há quanto tempo você sabe?

Eu dei de ombros. — Não muito. Você disse políticos. Ele estava na


igreja e senti o cheiro dele.

— Você cheirou?

— Você sabe - sentidos. Eu nunca fui capaz de ver os homens ou


ouvi-los. Na maioria das vezes eu não tinha permissão para tocá-los - não
com as mãos. Isso deixou o sentido do olfato e do paladar. Ao longo dos
anos eu identifiquei alguns amigos pelo seu odor único: colônias de
particulares, a barba, respiração. Respiração do senador Keene cheira a
fumaça.

Travis assentiu. — Ele é um dos amigos que não estão felizes sobre o
fim de suas visitas. Ele está apoiado, ou melhor, efetivamente fecharam os
olhos para algumas das atividades que aconteceram dentro do submundo
de Harrington Spas e Suites. Ele até mesmo quer expandir o negócio fora
dos EUA. Ele acredita que ele tem direito.

— Então, como é essa mudança se você ou Parker estiver no


controle?

— Não vai. No entanto, isso irá te manter mais segura. O Sr.


Harrington tinha regras. Você está certa de que ele gostava de assistir, mas
ele também observava para ter certeza de que suas regras fossem
mantidas. Várias vezes ao longo dos anos o Sr. Harrington parou coisas que
você nunca soube.
Eu não queria pensar sobre isso. — Me deixe ver se entendi. — eu
olhei nos olhos de Travis. — Não importa se é você ou Parker, ambos
planejam continuar essa... essa... vida?

— Eu não sei o que o Sr. Craven planeja. Pelo que eu sei dele, eu
também diria que as regras seriam significativamente diferentes sob o
olhar atento dele.
— Pelo que você sabe? Ele é um deles, não é?

Travis assentiu com a cabeça novamente. — Eu não acho que isso é


uma revelação, não é?

— Não, — eu admiti. — Eu descobri isso depois de um tempo,


também. — olhei para Travis sinceramente, — E quanto a você? Quais são
seus planos?

— Acabar com os filhos da puta. Nem todos eles. Há alguns


bastardos doentes que já aderiram a esta festa porque eles podiam. Eles
não têm nenhuma agenda escondida. Eles vão embora tão silenciosamente
como eles vieram. Eles não querem seus bons nomes associados a um
possível escândalo. Alguns segundos de áudio cuidadosamente
selecionados e eu posso fazê-los ir embora; no entanto, há um punhado que
sabem exatamente o que estão fazendo. Eles pensam que por foder com
você, eles estão ajudando a si mesmos com outras causas. Eu quero vê-los
todos queimar no inferno. Porra, eu provavelmente vou estar lá com eles,
mas pelo menos é um show que vou gostar.

— Por que, Travis? Por que você se importa?

— É uma longa história. — ele suspirou. — Uma que começou


quando eu era muito jovem para entender. Vamos apenas dizer que eu
conheci uma mulher, alguém que foi pega em algo semelhante ao que você
passou, mas pior.

Eu balancei minha cabeça. — Eu acho isso difícil de acreditar.

— Realmente? Porra, olhe para si mesma. Olhe para sua maldita


vida. Você é Victoria Harrington. Você não é uma menina pobre como uma
criança de doze anos de idade, que está tentando ficar viva jogando os jogos
excêntricos que estes porcos imundos querem jogar. Você tem escolhas. Sr.
Harrington fez escolhas para você, aquelas que iriam pacificar os poderes
constituídos. Eles não vão ficar pacificados por muito tempo.
— Você quer saber o que eu faria com esse contrato. Eu vou explicar
um pouco mais de suas escolhas para você. Uma coisa que eu diria é que
você tem uma fodida fortuna. Use. Pegue. Deixe o maldito mundo das
Harrington Spas e Suites apodrecer.

— Você realmente quer possuir uma empresa que não é nada mais
do que um disfarce para a exploração de mulheres que não vivem a vida de
luxo que você vive? Eu não estou dizendo que foi fácil para você. Não
mesmo. Mas, ao final de cada dia, você estava ilesa e dormindo em um
apartamento luxuoso ou uma mansão com uma fodida pedra no dedo que
poderia alimentar uma das famílias dessas outras mulheres durante cinco
anos.
Meu estômago deu um nó. Eu nunca tinha pensado nisso assim.

— Você estava destinada para esta vida. Sr. Harrington fez o melhor
que podia. Agora é sua chance de fazer melhor.

A voz de Travis abaixou. — Posso garantir que, se você optar por


não assinar um contrato com qualquer um de nós, a porra do meu trabalho
vai ficar muito mais difícil. Eles querem você.

— Quem? Quem me quer, porra?

Seus olhos escuros se estreitaram. — Quem te fodeu no outro dia?

Eu já não sentia que eu tinha algum segredo de Travis. De certa


forma, foi libertador. Sem pestanejar, eu respondi honestamente, — Brody
Phillips.

Ele balançou a cabeça. — Jesus, você é uma porra louca? Ele é parte
da Craven e Knowles. Eles estão tão profundos nesta merda. Seu sentido do
olfato deveria ter dito para ficar longe.

— Não, você está errado. Ele trabalha lá, mas ele não é um deles. Ele
não sabia sobre o contrato, o armazém, ou qualquer coisa até que eu o pedi
para investigar. Tudo o que ele sabe é o que eu disse a ele.
Travis se recostou na cadeira e cruzou os braços sobre o peito. —
Então ele é a razão de você saber sobre a vontade?
— Sim. Entende? Ele me ajudou. É em Parker que eu não confio.

— Siga seu instinto... com o Sr. Craven.

— Ele está a caminho.


Travis respirou fundo, seu peito se expandindo em sua camisa
apertada. — Eu imploro, Sra. Harrington, não assine seu contrato. Diga que
você já pensou sobre isso e quer realizar o desejo de seu marido. Se você
confia tanto no Sr. Phillips, mande ele escrever um novo contrato com o
meu nome. Mas acima de tudo, sob nenhuma circunstância você deve se
esgueirar sem mim. Você realmente não percebe o que você está
enfrentando.

— Travis, antes de ir, eu quero que você me diga uma coisa.

Sua sobrancelha subiu.

— Quem é Carlisle?

O sangue drenou a expressão geralmente confiante de Travis. —


Sra. Harrington, nem o senador Keene nem Parker Craven é o seu pior
pesadelo. Eu não sei como ou por que você está ciente de Carlisle Albini; no
entanto, eu sugiro que você se esqueça que você sabe. Ele não é da sua
preocupação; nem Niccolo, Wesley, nem ninguém da sua família.

Não é da minha preocupação. Stewart tinha dito isso antes de nos


casarmos. Albini? Wesley Albini, de Kinsley Preparatory.

— Niccolo é irmão de Carlisle. Quem é Wesley? — perguntei.

— Sra. Harrington, você não tem ideia do que você está


perguntando.

Eu levantei minha voz. — Me conte. Quem é ele?


— Wesley é filho dele.

— O filho de Niccolo?
— Não, de Carlisle.
Minha cabeça parecia de repente muito pesada para segurar. Wesley
Albini era meu irmão.


CAPÍTULO VINTE E TRÊS
Presente
— SRA. HARRINGTON, — A VOZ DE Kristina veio pelo alto-falante
do meu telefone. — Sr. Craven está aqui para sua reunião das dez horas.

— Obrigada, Kristina. Mande-o entrar.


Eu fiquei de pé.

— Vic-tor-ia. — ele alongou meu nome quando ele entrou no


escritório de Stewart, meu escritório.

— Parker, tão agradável de sua parte acomodar os meus desejos. Eu


não estou pronta para enfrentar o mundo.

— O prazer é meu. Eu entendo que este ainda é um momento difícil


para você. — ele se sentou em frente a minha mesa e se inclinou para
frente. — Eu suponho que será por um tempo. Eu realmente gostaria de
não ter necessidade de discutir os assuntos em questão; no entanto,
acredito quanto mais cedo endereçarmos isso, mais cedo nós podemos
resolver.

— Resolver? — eu questionei. — Eu não tenho certeza o que temos


de resolver.

— Victoria, você está em uma situação precária. Se não fosse tão


terrível, eu ficaria feliz em esperar. No entanto, existem promessas que
Stewart fez, aquelas que ele ainda tem de reembolsar integralmente.

— Certamente você já esteve em contato com os nossos contadores


e banqueiros. Estou confiante de que eles podem cuidar de tudo o que você
precisa.

Eu adorava vê-lo se mexer em seu assento. De jeito nenhum eu iria


abordar o assunto do contrato. Eu queria ouvi-lo dizer isso.

Ele arqueou as sobrancelhas. — Isto não é sobre o dinheiro. Não se


faça de idiota.
— Oh, ah é? Você entrou aqui outro dia e esperou que eu assinasse
cegamente documentos sem os ler. — quando os lábios deles franziram, eu
perguntei: — Foi você, não foi?
— Eu tinha toda a intenção de explicar a você em uma reunião
posterior. Você não parece compreender a relação de confiança que existe
entre um advogado e cliente. Houve muitas ocasiões em que Stewart me
deu pleno reinado sobre seus assuntos.

Me sentei e abri os olhos arregalados. — Sério, Parker? Por favor,


elabore. Em que assuntos Stewart lhe deu carta branca?
— Muito mais do que você imagina, Sra. Harrington.

O meu olhar não vacilou quando os meus lábios se contraíram em


um sorriso. — Isso não é o que me foi dito. Por uma questão de fato, me foi
dito que suas atividades desejadas foram monitoradas constantemente. —
eu dei de ombros. — Então, novamente, não se sabe se pode confiar em
uma mulher nos dias de hoje.

— Em mim. Você pode confiar em mim. Stewart confiava em mim. —


ele enfiou a mão na sua pasta e puxou outra. — Eu não tive a chance de
mostrar isso para você e Stewart não assinou, mas ele estava prestes a
fazer isso. — ele abriu o documento intitulado: Testamento para uma
última página e apontou. — Aqui, Sra. Harrington, por favor. Leia esta
cláusula, a uma sob Heranças Específicas e Legados.
Eu olhei para onde seu dedo ossudo apontou:

Eu, Stewart Allen Harrington, dou poder de controle sobre o contrato


previamente verificado entre eu e Victoria Ann Conway, agora Victoria
Harrington, para o executor da minha propriedade, Parker Craven, até que as
retenções sobre o referido contrato estejam completos ou o acordo seja
cumprido.

Eu balancei a cabeça. — Sim, isso é interessante. No entanto, como


você disse, Stewart nunca assinou esta nova vontade e
testamento; portanto, não é válido.

— É por isso que eu dei o contrato. Nós podemos cumprir os desejos


do seu marido através do preenchimento de um novo contrato, que é
juridicamente vinculativo com o seu primeiro.
— Você pode se lembrar de quando Stewart e eu assinamos esse
contrato? Foi a primeira vez que você e eu nos conhecemos. Você também
pode ter percebido que eu estava lamentavelmente mal informada da
verdadeira natureza e extensão do referido contrato. No entanto, eu
acredito que você está plenamente consciente de que tenho seguido esse
contrato ao pé da letra. Eu cumpri a minha obrigação. Devido à morte
prematura de Stewart, agora sou a única herdeira de sua propriedade. Me
diga, Parker, que incentivo você tem para me seduzir a assinar seu
contrato?

Eu me inclinei para frente, os cotovelos sobre a mesa, e olhei


diretamente nos seus olhos. — Em outras palavras, me diga porque diabos
você acha que eu sou tão burra. Eu posso comprar e vender. Eu posso
disparar sua bunda e encontrar um novo escritório de advocacia para
representar a minha herança. Me diga por que você acha que eu iria
concordar em viver aquele inferno outro dia.

Embora ele parecesse um pouco chocado pelo meu atrevimento,


Parker não perdeu a vez. — Sim, Victoria, eu me lembro da primeira vez
que te vi. Me lembro de muitas outras coisas.

Mantive minha fachada embora meu estômago embrulhasse.

Ele continuou. — Eu também sei sobre os negócios que Stewart


fez. Afinal, eu sou seu advogado. Vamos falar especificamente sobre este. —
ele estendeu a mão e pegou outra pasta. Quando ele a abriu, e eu vi o
documento, eu sabia que não tinha necessidade de lê-lo. Eu sabia
exatamente o que era. Parker observou minha expressão antes dele
continuar, — Eu vou assumir que você reconhece esse contrato, o seu
contrato original?

— Sim.

— Sim, de fato. Se bem me lembro, foi o único que Stewart pediu


para avaliar apenas alguns dias antes de sua morte?

— É o que eu queria avaliar dias antes da morte de meu marido, —


eu confirmei, mudando apenas uma pequena parte de seu significado. Mais
uma vez, ele não perdeu o que eu disse.
Seus olhos brilharam com conhecimento de causa. — Eu ouvi
algumas mudanças semânticas para esse acordo. — ele se inclinou para
frente. — Se vamos fazer este trabalho, a honestidade será melhor. Sra.
Harrington, o seu marido não lhe disse para rever o contrato, não foi?
— Não.

— Você não estava com seu marido na tarde em questão, como você
declarou anteriormente. Estava?
— Não, eu não estava.

Sua confiança ficou mais presunçosa. — E você sabe como eu sei


disso, não é?

— Sim, Parker. Se nós vamos ser honestos, eu sei que você é o pau
fino com quem eu passei minha tarde. Sinceramente estou surpresa que
Maura tenha ficado com você por tanto tempo.

Carmesim floresceu a partir de seu pescoço para suas bochechas. —


Talvez ela não se queixasse porque ela não é tão experiente como você.
Eu levantei minhas sobrancelhas. — Não levaria muito tempo para
comparar. Devo dizer, você pode estar certo de que sua esposa é fiel. Quero
dizer, tudo o que seria necessário é um outro homem para mostrar a ela
que ela passou sua vida com um negócio-pequeno e fino, quando realmente
ela seria mais feliz com uma imitação de silicone.

A mandíbula de Parker cerrou quando a veia em sua testa saltou.

— Mais uma vez eu vou perguntar, Parker, por que eu iria querer
assinar o seu contrato?

— Não aja tão confiante. Você não tem ideia da confusão que
Stewart deixou. A morte dele é o seu pior pesadelo.

— Eu duvido disso. Já tive alguns pesadelos muito ruins.

— Stewart queria estar perfeitamente certo de quem ele estava se


casando. Ele teve você exaustivamente estudada.

Eu balancei minha cabeça. — Eu tinha dezoito anos de merda. Tenho


certeza de que foi moleza para o investigador.

Parker se sentou mais alto. — Não, Victoria, você tinha dezenove


anos.

Bile borbulhou do fundo do meu estômago. — Eu não tenho ideia do


que você está falando. Eu acho que sei quantos anos eu tinha.

Ele bateu na mesa. — Você vai assinar meu contrato porque se você
não fizer isso, eu vou compartilhar sua pequena história pessoal com as
partes interessadas. Uma parte interessada será o governo dos Estados
Unidos.
— Como?

— Quando você se casou com Stewart Harrington, você alegou ser


Victoria Conway, nascida em maio. Se você sabe ou não, a certidão de
nascimento que você trouxe para se casar era falsa. Ela foi alterada,
forjada. Portanto, se essas informações fossem tornadas públicas, você não
poderia comprar nem vender. Seu casamento se tornaria nulo e sem
efeito. A herança do Stewart iria entrar em um inventário. Nesse meio
tempo, eu seria o único, como executor, que estaria no controle de
tudo. Isso inclui as fundações, tais como a Sociedade Harrington.
Um brilho de suor frio apareceu sobre a minha pele. Ele estava me
sacaneando e eu sabia disso. Eu também precisava de mais informações. —
Isso é ridículo, — eu proclamei. — Eu não acredito em você. Meu
aniversário é meu aniversário: sempre foi.

Parker se recostou na cadeira. — Você pode pensar que soa ridículo,


mas eu posso ver isso em seus olhos. Você tem pelo menos um
pressentimento de que estou certo.

— Eu não vou assinar a minha vida novamente em um


pressentimento. Eu preciso de provas.

Parker me digitalizou do seio para a cabeça. — Muito bem, eu vou te


dar uma prova.

— Quem mais sabe sobre isso?

— Stewart sabia.
— Alguém mais?
— Além de seus pais, não, ainda não, — ele declarou, confiante. — O
advogado que criou a certidão de nascimento falsificada não está mais
vivo. A original e uma cópia da que foi forjada foram encontradas nas
entranhas de uma unidade de armazenamento. No entanto, não me julgue
mal. Vou compartilhar o que eu sei, e quando eu fizer, o governo dos EUA
será a menor de suas preocupações.

Eu engoli o meu desgosto. — Parker, eu não acredito em você. No


entanto, vou dar a oportunidade de você me mostrar a sua prova. Se o que
você diz for verdade, poderia, sem dúvida, tem implicações de longo
alcance. O que posso fazer para te ajudara ver o meu lado nisso?

Seus olhos brilhavam enquanto ele olhava para os meus seios. —


Consigo pensar em um monte de coisas. Uma vez que você assinar esse
contrato, você vai ver que eu sou muito mais imaginativo do que o seu
falecido marido.

— Quando você pode me trazer a prova?

— Eu vou trazer para você amanhã.

Eu balancei a cabeça. — Tudo bem, aqui amanhã-

— Não, Victoria. O que você está experimentando agora é chamado


de troca de papeis. Você não é mais a única a dar os comandos. Eu
pessoalmente prefiro você com os olhos vendados e muda, mas para o que
eu tenho em mente, será mais divertido se você puder ver. Eu acho que vai
ajudar a construir a antecipação.

Eu não respondi.

— Veja quão bem comportada você pode ser. — ele se levantou,


caminhou em minha direção e acariciou minha bochecha. Levou todo o meu
autocontrole para não recuar. — Eu nunca esperava receber esta
oportunidade. Desde que eu vi você no meu escritório naquela fatídica
manhã anos atrás, eu queria ser o único a te dar as instruções, estar no
controle de sua maldita vida, onde você vai e vem. Eu sei por experiência
própria que você adquiriu muita experiência ao longo dos últimos nove
anos. Estou confiante de que em algum momento esse pau aqui pode te
ensinar a ser mais respeitosa com os seus amigos. — ele puxou meu cabelo
e minha cabeça para trás. — Você não gosta desse termo: amigos? Olhe
para mim.
Eu fiz.

— Stewart gostava dos amigos de longa data. Eu acredito que você


vai aprender esse respeito que eu mencionei mais cedo ou mais tarde. Se
você não fizer isso, nem todos os nossos visitantes serão tão amigáveis.
Esperei o gosto de sangue quando eu mordi a língua e ouvi seu
controle. No entanto, antes que ele pudesse continuar, o telefone tocou na
minha mesa. Ele não liberou o meu cabelo enquanto nos olhávamos,
ouvindo o segundo e depois o terceiro toque. Por fim, perguntei: — Posso
atender o meu telefone?

Seu sorriso viscoso aumentou, mostrando os dentes muito


brancos. — Olha só, — disse ele quando ele soltou meu cabelo. — Você é
uma aprendiz voraz. Amanhã, duas horas, no armazém.

Eu concordei e peguei o telefone, de repente grata por quem estava


do outro lado. — Sim, Kristina?

— Sra. Harrington, há um oficial, Shepard, na linha. Ele disse que era


urgente.

Meu Deus. Será que eles descobriram algo sobre a causa da morte de
Stewart?

— Transfira a ligação, — eu disse cautelosamente quando me virei


em direção a Parker, cobri o receptor e disse: — É a polícia. Eles disseram
que era urgente.

— Coloque no viva-vos.

Eu dei a ele um olhar perplexo.

— Olá, Sra. Harrington... — a voz veio através do telefone.

Parker sussurrou perto da minha orelha. — Fale ao telefone, puta,


eu sou seu advogado. Eu preciso ouvir.
Apertei o botão e disse em voz alta: — Sim, aqui é a Sra. Harrington.
— Minha senhora, eu sinto muito incomodá-la neste momento.

— Sim, é um momento difícil-

— Sra. Harrington, sua mãe está a caminho do Memorial


Hospital. Lamento informá-la que ela estava em um grave acidente
automobilístico.
Eu não podia processar. Eu estava pensando sobre ela desde a nossa
conversa de ontem. Eu pensado em ligar para ela, querendo, pela primeira
vez. Isso não poderia estar acontecendo, eu perguntei, — Como, o que você
disse?

Parker falou: — Oficial, é Parker Craven, o advogado da Sra.


Harrington. Você pode nos dizer sobre a Sra. Sound?

— Senhor, a Sra. Sound está no seu caminho para o centro de trauma


no Memorial Hospital. Eu recomendo que a Sra. Harrington vá para lá
imediatamente.
— Obrigado, oficial. Vamos imediatamente, — Parker respondeu.

— Sra. Harrington, você deve saber que nós fizemos um teste de


sobriedade. Teor de álcool no sangue de sua mãe era de 0,38 por
cento. Felizmente, ninguém mais estava envolvido no acidente.

Cobrindo minha boca, eu engasguei. — Não, oficial, isso não é


possível. Minha mãe é uma alcoólatra em recuperação. Ela não teve uma
gota de álcool em quase 20 anos.

— Minha senhora, eu sinto muito. Hoje ele bebeu. Por favor, vá ao


Memorial.

Não era nem mesmo onze da manhã. Isso não estava certo. Por que
Marilyn decidiu ir a uma farra no início da manhã? Ela não faria isso. Eu
sabia.

Quando eu não respondi, Parker fez. — Ela vai, senhor. Obrigado. —


ele se inclinou sobre mim e desconectou a linha. — Eu vou levar
você. Vamos lá.
— Não, — eu balancei minha cabeça. — Eu vou estar no armazém
amanhã, se eu puder.
— Você vai. A menos que você esteja internada no hospital, você vai
estar lá.

Fechei os olhos. — Sim, Parker, eu estarei lá. Traga a sua prova. —


quando ele estreitou os olhos, eu reformulei, — Por favor, traga a sua
prova. Agora eu preciso para ver a minha mãe.
— Você não está em condições de dirigir.

Agora ele está preocupado com a minha condição? Idiota! — Eu não


vou dirigir. Travis vai me levar.

A mandíbula de Parker cerrou. — Vamos discutir um futuro


emprego do Sr. Daniels depois de amanhã.

Eu balancei a cabeça. Ele estava fodidamente louco se ele achava que


este era o caminho que ia ser. No entanto, eu poderia desempenhar o
papel. Eu tinha sido ensinada muito bem.
Apesar de que tudo dentro de mim queria correr para a porta, sentei
imóvel, respeitosa e complacente, enquanto Parker lentamente juntou suas
coisas, incluindo a cópia do seu novo contrato e os colocou em sua pasta. O
filho da puta provavelmente nunca pensou que eu tinha feito uma
cópia. Quando ele se virou para sair, ele brincou: — Até amanhã, Victoria.
Melhoras para a sua mãe.

Idiota!

Meu celular tocou e a tela brilhou: VAL.


CAPÍTULO VINTE E QUATRO
Presente
VAL ESTAVA ESPERANDO enquanto eu corria da SUV de Travis para
a sala de emergência. A multidão de pessoas não registraram a minha
entrada. Olhei para o rosto da minha irmã. Ela era médica; ela deveria ser
melhor em esconder sua emoção.

— Oh meu Deus, — eu disse, enquanto soluços irromperam do meu


peito. — Ela está morta?

Val colocou os braços em volta de mim. — Não, ela está viva, mas
mal. — ela me levou através das portas, corredores e para um elevador. Em
seguida, nós caminhamos por mais portas e corredores. Finalmente,
chegamos a uma pequena sala privada com cadeiras, um aquário de peixes,
e muitas plantas falsas. — Eles sabem que estamos aqui. Os enfermeiros
vão nos manter atualizados enquanto ela está em cirurgia.

No caminho para a sala de espera, Val explicou que nossa mãe tinha
uma série de lesões. Eles iriam saber mais sobre seus ferimentos internos
uma vez que todos os exames fossem feitos; no entanto, os testes iniciais
indicaram danos à sua medula espinhal e possível lesão cerebral
traumática. Aparentemente, ela não estava usando o cinto de segurança e
voou para frente após o impacto. A única coisa que a salvou de passar pelo
para-brisa foi o airbag; no entanto, isso causou outros problemas. Uma vez
que nos reunimos, eu fiz a pergunta que tinha estado em minha mente
desde que eu recebi a chamada. — Você realmente acha que ela estava
bebendo?

Val fechou os olhos. — Eu não sei. Quer dizer, ela não voltou a beber
mesmo quando Randall morreu. Por que ela iria beber agora?

Me levantei e andei. — Ela queria vir ao meu apartamento ontem. Se


eu tivesse dito sim...

— Pare com isso. Se Marilyn Sound decidiu pegar uma garrafa de


vodka, ela e só ela é a pessoa responsável: não você. Você não é culpada por
muitas coisas em sua vida. Esta não é um delas. Não pense dessa forma.
— Tudo o que posso dizer, — continuou ela, — é graças a Deus que
ela não prejudicou ninguém. Como médica eu vejo muitas pessoas
inocentes feridas e mortas por motoristas bêbados.
— É isso, — eu proclamei. — Eu não acho que ela faria isso.

Val olhou para mim em dúvida.

— Eu sei. Eu não sou a única que geralmente cola em Marilyn. Eu


apenas não me sinto bem sobre isso.
— Vik, o teste de sobriedade não mentiu. Eu não queria acreditar
nisso também, mas eu podia sentir o cheiro dela. Além disso, eles vão fazer
mais exame de sangue para verificá-la. Saberemos mais quando eles
relatarem para nós.

Minha bolsa vibrou. Olhei para o meu telefone. Travis. Seu texto era
simples e direto ao ponto:

— ONDE DIABOS VOCÊ ESTÁ?

Apertei o botão ATENDER. — Val, você vai explicar para Travis onde
estamos? Eu nem sei. Eu não estava prestando atenção.

Ela assentiu com a cabeça e quando eu estava prestes a entregar o


telefone, a voz profunda veio através do receptor e ecoou pela sala
pequena. — Não me diga que você saiu do hospital, porra?

Os olhos de Val se arregalaram.


Eu sorri. — Ele tem um jeito com as palavras. — eu falei ao
telefone. — Estamos em alguma sala de espera. Talvez você possa manter
suas opiniões para si mesmo e falar com Val. Ela vai explicar onde estamos.

Seu tom de voz se transformou de volta para o que eu tinha ouvido


por uma década. — Obrigado, Sra. Harrington, eu ficaria feliz em falar com
a boa doutora.

Balançando a cabeça com um sorriso, eu entreguei o telefone para


Val. Enquanto ela explicava a nossa localização para Travis, eu me
perguntava sobre os meninos. Marcus estava na Universidade de Miami,
mas e sobre Lyle? Para que o nível de álcool no sangue de Marilyn estivesse
tão alto como estava, ela teria tido necessidade de consumir uma
quantidade substancial. Ela estava bebendo antes de ir para a escola?
Val me devolveu o meu telefone. Na tela eu vi BRODY PHILLIPS. Eu
desliguei e o coloquei de volta na minha bolsa. Quando me virei em direção
a Val, eu poderia dizer pelo olhar em seu rosto que ela tinha lido o nome. Eu
dei de ombros. — Ele é um dos advogados da Craven e Knowles. Ele
provavelmente tem a ver com a vontade de Stewart. Eu vou ligar de volta
mais tarde. — mudando de assunto, eu girei o meu grande diamante
amarelo e perguntei: — Val? A quantidade de álcool que seria necessário
para chegar a um 0,38 por cento? Quantas bebidas?

Ela fechou os olhos momentaneamente. — Depende de quão


rapidamente ela bebeu e se comeu. Mas, em média, uma bebida é
considerada pelo teor alcoólico, a bebida destilada é a mais alta, pelo
menos. Eles disseram que não havia uma garrafa de vodca no carro. Para
chegar a 0,38 provavelmente levaria pelo menos dez doses de bebidas e
isso seria se ela bebeu rapidamente. Se ela tinha bebido por um longo
período de tempo, seria preciso mais. O corpo processa cerca de metade de
uma dose em uma hora.

— Dez! Dez doses de álcool? Isso é muito. — eu balancei minha


cabeça. — Para alguém que não tenha bebido uma gota em mais de vinte
anos... Você não acha isso estranho? Alguém já falou com Lyle? Ela estava
bebendo quando ele foi para a escola?

— Não.

Nós dois nos viramos ao som da voz de nosso irmão quando ele,
Marcus e Travis entraram na pequena sala. Val e eu corremos em direção
aos meninos, enquanto Travis explicava, — Eu encontrei estes dois
vagando lá embaixo. Eu pensei que eles deviam estar com vocês.

— Obrigado, Travis.

Quando Val finalmente lançado Lyle do seu abraço, poderíamos ver


seu rosto manchado de vermelho e ouvir a dor em sua voz. — Val, você é
uma médica. Por que não está lá com ela? Tem que estar tudo certo.

Meu coração se partiu pelo nosso irmão mais novo. Ele havia
perdido o seu pai. Eu não queria que ele perdesse a sua mãe. Mais uma vez,
Val abraçou Lyle quando Marcus estendeu a mão e apertou a minha.
— Eu não posso estar lá, — explicou Val. — Eles não permitem
isso. É muito difícil. Os médicos precisam pensar com a cabeça e não o
coração. — ela olhou nos olhos de Lyle. — Mas não se preocupe. Os
médicos aqui são os melhores. Ela está em boas mãos.

— Lyle? — perguntei. — O que você quis dizer quando disse que


não?
— Eu quis dizer, — disse ele depois de limpar os olhos com as costas
da mão, — que ela não estava bebendo. Ela estava bem, tipo normal,
quando eu saí.

— Que horas você saiu? — perguntou Travis.

— A escola começa às nove. Eles mudaram o horário este


ano. Costumava começar antes.

Meus olhos dispararam para Travis.

— Sra. Harrington, posso falar com você?

— Sim. — eu me virei para o mar de olhos cinzentos e verdes e


disse: — Eu vou ficar do lado de fora.

Uma vez que estávamos no corredor, Travis e eu caminhamos ao


virar da esquina e encontramos um canto isolado. — O que você está
pensando? — perguntou Travis.
— Alguém fez isso com ela. Por quê?

Ele começou a chegar para a minha mão e parou. — Esta é uma


advertência. Isso era o que eu estava falando. Essas pessoas querem a sua
atenção.

— Eles conseguiram. Mas quem e por quê?

— Precisamos restabelecer a comunicação que o Sr. Harrington


tinha.

Olhei para baixo e sussurrei: — No armazém?


A mão grande de Travis capturou a minha. — Você está tremendo.
Eu não lutei com seu toque. Era quente e reconfortante.

— Estou com frio.

— Não, você não está. Você está com medo e eu não culpo
você. Estas são pessoas perigosas. Mas eu estive pensando sobre isso. Eu
acho que há duas coisas diferentes acontecendo. Eu posso estar errado,
mas eu não acho que as pessoas no armazém, os amigos... Eu não acho que
eles se rebaixariam a essas táticas.

Eu balancei a cabeça. — Certo. Quem são os outros?

— Por que você me perguntou sobre Albinis?

— Eu ouvi o nome e estava curiosa?

De primeira, Travis não falou, mas seus olhos escuros se


estreitaram. — Então eu acho que é apenas uma coincidência.

— O quê?

— Era Niccolo Albini que estava no apartamento da Dra. Conway no


outro dia.

Meus olhos cinzentos estalaram nos seus. — Me diga porque você


acha que Albinis iria querer falar comigo, ou chamar minha atenção.

Travis se virou para um som na sala, em seguida, estendeu a mão


para meus ombros e se mexeu, de modo que ficou entre mim e o ruído. Eu
assisti ao redor de seu ombro enquanto duas mulheres esfregam o chão e
passavam. Uma vez que elas tinham ido embora, ele respondeu: — Eu
venho tentando descobrir isso desde a noite no apto da Dra. Conway. Eu
acho que tem algo a ver com o negócio. A família do Sr. Albini tinha um
acordo com o Sr. Harrington. Agora que você tem a capacidade de tomar
decisões, eles querem o seu apoio.

— Eles tentaram matar a minha mãe para obter o meu apoio?

Travis balançou a cabeça. — Eu sei... isso não faz sentido. Estamos


perdendo um pedaço do quebra-cabeça.
— E quanto a Parker? — perguntei.
— Depois que você me disse o que ele disse, se ele apresentasse
documentos para anular o seu casamento, ele estaria em posição de tomar
essas decisões nos negócios.

Eu pensei sobre isso por um momento. — Como isso tudo


funciona? Quero dizer, Stewart pagava para eles?

— Não, eles o pagavam pelo encobrimento. Eles pagavam um monte


a ele.

— Então, se Parker provar que meu casamento é inválido, ele vai


lucrar?

— Sim, — concordou Travis. — Mas se ele conseguir fazer você


assinar o contrato, ele pode manter as pessoas como Keene feliz e também
convencer Albinis que ele está no controle de suas decisões. Minha
suposição seria a de que a recompensa jamais veria sua conta bancária. É
realmente o melhor cenário para ele. Dessa forma, se a merda já bater no
ventilador, suas mãos estão limpas. Você é a única com os negócios que
precisam ser explicados.

Olhei novamente em torno de Travis e vi um homem alto, de olhos


escuros, seus cabelos grisalhos e escuros olhando silenciosamente em
nossa direção. Com o seu terno preto e sapatos brilhantes, eu sabia que ele
era o homem que tinha estado no apartamento de Val. — Travis?

Deve ter havido algo na minha voz, porque imediatamente Travis


seguiu minha linha de visão e se virou. Instantaneamente, ele se tornou
uma parede, em pé entre mim e o estranho ainda bastante bonito. —
Sr. Albini, — Travis disse com um aceno de cabeça.

Quem era esse? Meu tio? Aquele que disse à minha mãe fazer um
aborto?

— Sr. Daniels, — o cavalheiro alto respondeu. — Eu ouvi sobre o


acidente infeliz da Sra. Sound. Eu vim dar o meu apoio à Sra. Harrington.

Apoio?

— Como você pode imaginar, com a morte de seu marido e agora o


acidente de sua mãe, a Sra. Harrington não está na condição-
Eu saí de trás Travis, estendi minha mão e ofereço ao Sr. Albini meu
aperto de mão firme. — Olá, eu sou a Sra. Harrington. Peço desculpas, no
entanto, eu não acredito que fomos apresentados.

— Sra. Harrington, — a voz do Sr. Albini assumiu uma estirpe de


seda. — Você é linda, como sua mãe.

Meu pescoço endureceu. Eu não pareço como minha mãe, Val sim.
Ele continuou. — Minha família... Nós ficamos tristes de ouvir sobre
a recaída e acidente de sua mãe. Espero que ela tenha uma recuperação
completa.

— Eu também Sr. Albini, assim como o resto dos filhos dela.

— Sra. Harrington, eu gostaria de falar com você, no futuro. Há


coisas... Coisas que eu não tenho certeza que seu marido explicou.

Eu estava tão alta quanto pude, durante todo o tempo aceitando a


presença da força de Travis atrás de mim. — Meu marido foi muito
informativo e estou ciente de algumas coisas. Talvez você possa me
esclarecer um pouco mais?

Seus olhos escuros brilhavam. — Seria um prazer.

— Obrigada, Sr. Albini. Por favor, não hesite em me contatar ou o Sr.


Daniels, e nós vamos continuar a honrar as obrigações de Stewart.
Seus lábios se contraíram em um sorriso. — Isso é música para os
meus ouvidos. Por favor, me chame de Niccolo. Você é uma mulher
adorável. Tenho certeza que seus pais estão muito orgulhosos da mulher
que você se tornou.

— Eu só posso falar pela minha mãe.

— Seu pai? — perguntou.


— Johnathon Conway tem sido um membro em falta da minha
família durante o tempo que me lembro. Randall Sound foi o único
verdadeiro pai que eu conheci.
Niccolo assentiu. — Meus pêsames, Sra. Harrington, parece que sua
família teve uma série de eventos infelizes.
— Eu realmente preciso voltar aos meus irmãos.

Ele estendeu a mão. — Sim, faça isso. Nós falaremos. Me deixe dizer,
estou satisfeito com a sua promessa de continuar o nosso acordo.

Depois de novamente apertar a mão dele, eu respondi, — Meu


marido era conhecido por seu bom senso empresarial. Eu não vejo
nenhuma razão para fazer quaisquer mudanças abruptas. Eu espero que eu
não seja afastada por quaisquer futuros eventos infelizes.
— Sra. Harrington, os Albinis ajudam aqueles que ajudam os
Albinis. Nós falaremos.

— Sim, Niccolo, nós o faremos. Agora, se vocês me dão licença. — eu


balancei a cabeça e dei um passo em volta do meu tio.

* * *

Nem Travis nem eu discutimos a reunião no corredor até depois da


minha mãe sair da cirurgia e ir para recuperação, e depois em um
quarto. Estava escuro no momento em que finalmente deixamos o
hospital. Uma vez que estávamos na SUV, eu verifiquei minhas
mensagens. Havia várias mensagens de texto de Brody. Eu disse a ele sobre
Marilyn e ele se ofereceu a vir para o hospital. Era mais do que eu poderia
lidar; em vez disso, eu pedi para ele vir para a cobertura quando eu
chegasse em casa.
— Eu preciso mandar uma mensagem para Brody vir à cobertura.

— Realmente, Sra. Harrington, já é tarde. Você concordou em ir para


o armazém amanhã. Você não pode esperar até lá para ser fodida?

Minha cabeça se virou para Travis. Sua mandíbula estava cerrada e


os nós dos dedos brancos. Que diabos era o seu negócio?

— Não é o que você pensa, — eu respondi, mantendo minha voz


calma. — Eu vou pedir para escrever outro contrato, um com o seu nome.

— Por quê? Você me surpreendeu pra caralho no corredor. Se você


continuar a ter essa boa lábia de empresária de merda, você não vai
precisar de mim ou de Craven.

— Não para Albinis, mas sim para Keene e Craven e quem mais
quiser um pedaço de mim.

— Você está disposta a colocar meu nome nele?


— Eu estou, mas como a sua empregadora, nada diferente está
acontecendo.

— Como o titular do contrato... — ele começou.

— Eu não dou à mínima. Nós vamos trabalhar nesta merda de


alguma forma e acabar com isso. A maneira que eu vejo é que, se ele me
obrigar a assinar seu contrato, não será válido se eu já estiver sob
obrigação de outro contrato. Eu só não vou deixá-lo saber disso até eu ver a
prova dele.
— Isso é genial. — Travis ergueu o queixo e olhou
momentaneamente em minha direção. — Você sabe, o que você fez esta
tarde... Você pode ter jogado isso perfeitamente.

— Como assim?

— Tenho certeza de que Craven nunca suspeitou que você tem as


bolas para trabalhar diretamente com Niccolo.

Balançando a cabeça, eu tentei resolver tudo. — Eu ainda acho que


alguém além de Marilyn é responsável por seu acidente. Eu não acho que
ela de bom grado bebeu dez doses de álcool em o quê? Menos de duas
horas? De acordo com Lyle não havia nem mesmo qualquer tipo de álcool
na casa dela. Isso significaria que ela teria que ir comprá-lo e, basicamente,
engolir tudo. Eu não entendi. Por que Albinis tentou matar a minha mãe? Se
Niccolo está vindo falar comigo pessoalmente, por que machucá-la?

Travis deu de ombros. — Isso não faz sentido, a não ser que ele iria
sequestrar você na outra noite. Você se lembra... quando você estava
transando com Phillips ou ele estava transando com você.
— Mantenha o maldito foco. Você acha que foram eles? Se não foi os
Albinis, então quem? Por quê?
Travis respondeu: — Eu suponho que poderia ser Craven. Eu não
acho que foi seu modus operandi, mas vai saber. Talvez ele não esperava
que você fosse ao antro do prazer tão rápido. Talvez este era o seu plano de
backup.

— Stewart sempre trabalhou com o Albinis?


— Enquanto eu estive por aí. — Travis inclinou a cabeça para o
lado. — As pessoas falam. Os Albinis têm sido responsáveis por esta área
por um longo tempo, mas eles não são a única família. Não era nem mesmo
eles a quem seu velho padrasto devia o dinheiro. E cada geração existe
novos nomes que tentam pelo poder. O acidente de sua mãe poderia ter
sido uma armação para fazer você pensar que foi o Albinis e romper o
acordo.

— Esta merda soa como ficção. Esta merda realmente não acontece,
não é?

— Sua mãe está no hospital e seu padrasto se foi. Você que me diz se
essa merda realmente acontece?
— Para quem você pagou o dinheiro? Para quem Randall devia
dinheiro?

A expressão Travis me encheu de um sentimento de orgulho. — Suas


habilidades de escuta melhoraram. Você está acompanhando.

— E você estaria fazendo um trabalho melhor se falasse em


sentenças completas do caralho. Que tal fazer isso? Se você sabe quem é,
me diga.

— O nome da família é Durante.

Eu pisquei enquanto eu tentava lembrar das pessoas e rostos. — Por


que esse nome soa familiar?

— Sua amiga Sheila - é seu nome de solteira.


Eu caí para trás contra o assento, uma onda de náusea me batendo
como uma marreta. — Ela está envolvida?
— Não. Posso dizer isso com confiança. Ela sabe sobre sua família e
seus negócios, mas ela não está envolvida. Eu suspeito que seja por isso que
ela é tão envolvida com instituições de caridade como a Sociedade
Harrington. É sua maneira de equilibrar o que os outros fazem. No entanto,
seu marido é uma história diferente... — os olhos escuros de Travis saíram
da estrada e olhou em minha direção, sondando e me incentivando a usar o
meu cérebro e ligar os pontos.

— Fodido Senador Keene, ele é o genro de uma família criminosa


que quer ultrapassar o Albinis?

— Sim, senhora Harrington, parabéns.


Olhei para ele com total perplexidade. — Você está brincando,
porra?

— Não, eu estou falando sério. Com sua pequena demonstração de


negociação com o Albinis, você pela primeira vez é oficialmente a única a
foder o Senador Keene. Meu palpite é que ele não ficará feliz quando ele
perceber que ele é o único com um pau na bunda.

Tentei me lembrar da confissão da minha mãe. — Niccolo é o


primogênito na linhagem? Eu nem sei como expressar isso. O chefe da
família? — isso me lembrou de um fodido episódio de Os Sopranos.

— Não, ele não é. Carlisle é. Ele é irmão mais velho de Niccolo.

— Eu não li em nenhum lugar sobre filhos primogênitos e essa


merda, ou isso é tudo porcaria de TV?
Travis balançou a cabeça de um lado para o outro. — Eu não sei
todos os prós e contras. Honestamente, eu acho que as filhas são
reverenciadas também. Mas de qualquer forma, Carlisle tem o filho mais
velho. — ele me deu um olhar de soslaio. — Seu único filho, chamado
Wesley.

— Sério? — eu sabia que Wesley e eu estávamos na mesma série,


mas eu era mais velha, não era? Se eu tivesse o meu aniversário real, eu
teria sido duas séries à frente de Val. — Niccolo tem filhos?
— Dois, mas eles são mais jovens. Eu ouvi um boato de que a esposa
de Carlisle era ao mesmo tempo comprometida com Niccolo. Eu não sei se
isso é verdade, mas não importa. Se Niccolo ofereceu a você o apoio da
família Albini, tá no papo. Porra! Você me impressionou pra caralho. Talvez
você possa usar seu cérebro, bem como a sua buceta.

Idiota! Contra o meu melhor julgamento, eu sorri. — Obrigada, eu


tenho outros planos também. Primeiro, eu preciso cuidar de Parker.

— Com a sua buceta?

— Eu não planejo isso.


A testa de Travis franziu. — Interessante, Sra. Harrington. A
proposito, seria um nós, não eu.

— Nós o quê?

— Você não vai para o armazém sozinha.

Eu suspirei, sinceramente grata por sua presença. — Parker


insinuou que ele exigiria que eu te demitisse depois que eu assinar o
contrato. Eu não acho que ele gosta muito de você.

Travis deu de ombros. — Bem, você me demitiu há poucos


dias. Então, eu não dou a mínima para o que ele gosta e o que ele não
gosta. Você não gosta de mim. Eu ainda estou aqui.

Olhei pela janela do passageiro. As nuvens sumiram e o azul familiar


do dia tinha voltado para o negro da noite. Enquanto carros e edifícios
passavam, eu pensei sobre a vista. — Como é que eu nunca andei na frente
antes?

— Eu acho que a melhor pergunta é por que você está fazendo isso
agora?

— Eu não sei. Eu gosto disso. — eu inclinei minha cabeça para o


banco traseiro. — É solitário lá atrás.

— Você gosta?

— Sim. Eu posso ver melhor aqui, melhor do que na parte de trás.


Travis assentiu.
— E talvez, — eu confessei, — você não é tão idiota como eu
pensava.

— O sentimento é mútuo, Sra. Harrington.

Eu descansei minha cabeça contra o assento e vi quando vislumbres


do oceano brilhavam entre os prédios. A lua estava cheia sobre a água,
criando reflexões como milhões de pequenos espelhos saltando de volta
para o céu. À medida que nos aproximávamos do apartamento, eu tentei
fazer sentido de tudo, mas nada fazia sentido.
De acordo com a minha mãe, se os Durante pudessem provar que eu
– filha de Carlisle - estava viva, eles poderiam usar isso como prova de que
Albinis mentiu, que Wesley não era o primogênito de Carlisle. Stewart sabia
de tudo isso. E se ele tivesse ajudado a propagar a ideia de que eu era uma
Conway para ambas as famílias? Afinal, é de se supor que, mesmo em um
mundo dominado pelos homens, uma filha do Albinis, a família mais forte
por aí, não seria compartilhada, e certamente não publicamente, pelo
homem que dava a maior das coberturas.

Eu não conseguia pensar direito. Porra, esqueçam de me perguntar o


meu nome. Eu realmente não sabia.


CAPÍTULO VINTE E CINCO
Presente
— VOCÊ ESTÀ LOUCA? — perguntou Brody, passando a mão pelo
cabelo loiro e andando pelo escritório de Stewart.

Quando ele parou perto da janela, vi seu reflexo contra o céu


noturno. Em seu rosto eu assisti o espanto que ouvi em suas palavras. Em
vez de responder a sua pergunta, eu me inclinei para trás contra a cadeira e
o deixei digerir tudo o que eu tinha dito. Não era nem mesmo a ponta do
meu iceberg, mas desde que eu tinha passado a maior parte do dia no
hospital, eu não tinha a força ou tempo para explicar tudo o que aconteceu
desde que tínhamos estado juntos.

— Me deixe ver se entendi: você quer que eu refaça um contrato,


como o que Parker escreveu, mas, em vez do nome de Parker, você quer
Travis Daniels? Vik, isto não faz qualquer sentido. — ele se virou para mim,
seus olhos azuis furando um buraco em minha alma. — Se você vai confiar
em alguém, se você realmente acha que isso é necessário, confie em mim.

— Eu não posso, Brody. Você não sabe como é isso.

— Porra! E Travis sabe?

Eu levantei e caminhei em direção a ele, parando perto dele. — Eu


não quero que você veja isso.

— Eu li o maldito contrato. Eu sei que envolve outros homens. Você


me disse o básico. Eu não me importo. — quando olhei para baixo, Brody se
aproximou e levantou meu queixo. — Vik, o que quero dizer é que nada
disso importa para mim. Você não entende? Você é mais do que a pessoa
que assinou esse contrato. Eu sei isso. Você não precisa voltar a fazer
isso. Eu não me importo o que Parker tem que você considere uma
ameaça. Eu não me importo quantos outros homens querem ter você de
volta lá. — ele me puxou para perto e passou os braços fortes em torno de
meus ombros. Com a batida constante do seu coração e o cheiro fresco da
sua loção pós-barba, eu me permiti um alívio momentâneo e me derreti
contra seu peito. — Você não confia em mim?
Eu balancei a cabeça. Eu confiava nele, mas eu não poderia expô-lo
ao meu lado. Era uma coisa ele pensar que sabia. Outra coisa era ele ver
isso.
Brody me empurrou para trás pelos meus ombros e olhou
profundamente em meus olhos. — Vik, isso significa... — mais uma vez, ele
se virou. — Porra. Me diga que isso não significa que Parker é um desses
homens. — seu volume aumentou. — Porra, me diga que Parker Craven
quer este contrato para te ajudar, não porque ele tem sido um dos homens
que Stewart assistia te foder.

Meu peito doía. Brody pensou que ele poderia lidar com o
contrato. Ele não pode sequer lidar com uma pequena parte da verdade. Eu
balancei a cabeça e sentei no sofá.
Com as mãos mais uma vez passando por seu cabelo, Brody pisou de
um lado da sala para o outro. Quando ele estava quase de volta para as
janelas, ele se virou e disse: — Eu quero matá-lo. Apenas me deixe matá-
lo. Porra, eu vou matar todos eles. Você conhece os outros?

— Brody, você não vai matar ninguém. Eu tenho um plano. Parte do


meu plano é ter o contrato com Travis. Se eu fizer isso, o que eu assino com
Parker não será válido.

— Mas Vik... — ele veio até o sofá e se sentou de frente para mim. —
Você não entende? Se você assinar um com Travis, ele tem o mesmo
controle sobre você que Stewart tinha.

— Não, ele não vai. Travis trabalha para mim. Ele não pode me
obrigar a fazer qualquer coisa.

— Então por quê? Por que o contrato?

— Por favor, Brody. Está ficando mais tarde a cada minuto. Estou
cansada. Tem sido um longo dia de merda. Eu faria isso eu mesma e usaria
o contrato que Parker escreveu e apenas mudar os nomes, mas Parker vai
ser capaz de dizer se não é exatamente do jeito que precisa ser. Eu preciso
que ele seja perfeito e legal.

— Nada disso é legal. E não.


— Não?
— Vik, você não está me respondendo. Eu não vou fazer isso. Eu não
posso fazer isso - não para você, não depois de tudo que Stewart fez com
você. Você merece o melhor. Do que você tem medo? De quem você tem
medo? Me diga. — ele se levantou novamente e andou. — Eu sou a porra de
um advogado. Se você acredita no maldito Travis, mantenha ele ao redor.
Eu não me importo. O homem é tão grande como a porra de uma
montanha. Ninguém vai chegar perto de você com ele ao seu lado. Pelo
amor de Deus, não vá sozinha para o armazém com Parker. — ele se virou,
incapaz de encontrar algo para expulsar a energia fluindo através de seu
sistema. — Porra, eu juro, se ele colocar outro maldito dedo sobre você.

— Brody, pare. Eu prometo que meus dias de ser vítima de alguém


está acabado. Eu já fiz a minha presença conhecida em um mundo que eu
nem sabia que existia. Eu sou mais do que qualquer um deles
pensava. Tenho sido subestimada pela última vez.

Ele caiu de joelhos na minha frente. — Então me deixe escrever o


contrato com o meu nome nele?

Eu balancei minha cabeça. — Não. Se você fizer isso, Parker vai


saber que você está me ajudando. Ele pode até mesmo suspeitar que temos
trabalhado juntos por um tempo. Eu não posso fazer isso com você. Você
pode perder sua parceria. — eu estendi a mão e escovei meus dedos contra
sua bochecha, saboreando a sensação da sua barba por fazer suave. — Eu
não valho a pena.

Brody segurou meu rosto entre suas grandes mãos. — Você nunca
disse isso! Você vai a pena sim, porra! Você é inteligente, fodidamente linda
e... — seu sorriso aumentou. — Nunca será subestimada. Você vale a pena,
muito. Porra, Vik, eu me afastaria da Craven e Knowles em dois segundos
para ir embora com você e te tirar daqui, longe de todos esses filhos da
puta.

Eu suspirei, aproveitando o calor de suas mãos. — Onde?

Seus olhos azuis nublaram. — Onde o quê?

— Onde você me levaria? — com toda a merda que eu tinha atirado


em mim, um devaneio momentâneo parecia ser o remédio perfeito para
acalmar meus nervos.
Ele soltou meu rosto e acariciou sua bochecha contra a minha. Mais
uma vez o aroma limpo encheu meus sentidos e trouxe um sorriso de boas-
vindas aos meus lábios. Tomando minha mão, Brody levantou e me
reposicionou. Em seguida, ele se estabeleceu no sofá atrás de
mim. Suspirando, eu coloquei minha cabeça contra seu peito e ouvi suas
palavras vibravam através de mim. — Querida, eu te levaria em qualquer
lugar que você quisesse ir. Que tal a nossa própria ilha tropical?

Eu tinha lido uma história uma vez que o casal partiu para uma ilha
tropical. Foi quente - ambos os jeitos de quente. Eu estava cansada do calor,
no entanto. Depois de viver toda a minha vida no clima quente da
Florida. Eu balancei a cabeça de lado a lado.

Brody continuou, — Tudo bem, nada de ilha. E as montanhas?


Isso soou legal. Eu balancei a cabeça.

— Onde quer que eu te leve, eu quero que seja remota, para que seja
só nós dois.

— Eu gosto dessa ideia. — eu escutei minha própria voz. Soou


estranha. Nela, ouvi esperança, esperança que eu nunca tinha ouvido antes
ou nunca me permiti projetar.
— Então é aí que eu vou te levar. Nós vamos em algum lugar nas
montanhas, um lugar isolado. Nós vamos ter uma casa em um lago. Eu
sempre gostei de lagos. Você já ficou perto de lagos?

— Não, apenas oceano.

— Lagos, especialmente lagos como o nosso lago, são claros e


limpos. Podemos fazer vários mergulhos lá sempre que quisermos.

Eu ri com o pensamento. — Vai estar frio?

Seus lábios encontraram meu pescoço. Estiquei minha cabeça para o


lado, lhe permitindo acesso total. — Não se preocupe, minha linda, eu vou
manter esse corpo sexy seu aquecido. — sua respiração quente banhava
minha clavícula. — Eu posso te ver agora: toda molhada enquanto saímos
do lago, uma brisa fresca encontrando a sua pele macia do caralho. Faz os
seus mamilos cor de rosa endurecerem. Deus, eu gosto disso. — a partir do
crescimento de sua ereção contra as minhas costas, eu sabia que ele
gostava. — Nós teremos um cobertor, um grande cobertor. Ele é colocado
na grama e as montanhas... elas cercam o lago de todos os lados. Mesmo
que seja verão... — ele acariciou meu pescoço novamente e sussurrou: —
...há neve nos picos.
— Neve? — eu só tinha visto neve quando Stewart e eu viajamos. Eu
nunca tinha experimentado.

— Sim, baby, neve. Mesmo no verão há neve nos picos das


montanhas. No inverno há tanta neve que não podemos ir a qualquer
lugar. Tudo o que podemos fazer é passar os nossos dias e noites fazendo
amor em frente à lareira, uma grande lareira. No verão, nós podemos ir até
esses picos e esquiar, mas eu gosto de ter você nesse cobertor.

— Não temos vizinhos? Alguém está observando?

— Não, ninguém está observando. Nada de observando. É só você e


eu. Você está de costas. Esses mamilos duros estão olhando para
mim. Quando eu olho para você, eu vejo o seu cabelo sedoso se espalhando
por trás de seu rosto lindo e percebo que sua buceta está molhada, mas não
por causa do lago. Não, você está molhada e pronta para mim.

Fechei os olhos e imaginei a cena que ele pintou. — Brody, o que


vamos fazer sobre esse cobertor?

Sua ereção se contraiu, e eu me mexi contra ela.

— Oh, porra, Vik. Nós vamos foder como coelhos no cio.

Eu ri. — Coelhos entram no cio?

— Sim, e quando entram, eles fodem todo o dia e toda a noite. Quero
dizer, é uma exposição bastante incrível. Você vê... — sua mão roçou meu
estômago e para baixo pelas minhas coxas. — Eles só param para
comer. Eles precisam de sua energia... — o seu batimento cardíaco rápido
bateu nas minhas costas. — Porque cada vez que fodem e o pau do coelho
se encaixa perfeitamente dentro da buceta da coelha, ambos encontram a
melhor fodida liberação.

Minha respiração acelerou quando meu interior se apertou. — Eles


gozam ainda mais duro do que em uma parede em algum hotel
barato? Porque, me deixe te dizer, se sim, eles fodidamente sortudos. Esse
foi o melhor orgasmo que já tive.

— Melhor? — ele perguntou.

— Melhor, — eu repeti. — Isso não significa que eu duvido desses


pequenos coelhos. Eles podem saber algo que eu não sei.

— Você sabia que a coelha grita quando ela goza?


— Ah é? Como o coelho se sente sobre isso?

— Ele adora. Ele gosta de ouvi-la gritar. Ele ama ouvir todos os sons
que ela faz.

— Os coelhos machos fazem sons?

Puxando meus lábios nos dele, Brody respondeu à minha pergunta


com um gemido e um beijo: um quente, longo beijo. Um beijo que torceu
minhas entranhas quando meu rosto inclinou para trás em direção ao seu e
a minha bunda aterrou contra seu pau. Quando sua língua sondou de bom
grado, eu me abri, sentindo seu calor e provando sua doçura.

Eu tinha esquecido o quanto eu gostava de beijar. Não era o mesmo


que foder. Beijar era apaixonado e profundo. Para que possa ser
verdadeiramente um beijo, do tipo que atinge seus lábios para seu núcleo,
tinha que haver um dar e receber. Era algo que nunca aconteceu no
armazém, com ninguém, exceto Stewart. E mesmo assim parecia mais como
tomar do que dar. O beijo de Brody não só tomava: ele me dava força e
poder. Eu disse a mim mesma para eu me lembrar disso no armazém
amanhã. Eu iria segurar isso e esconder. Esse era o meu pensamento
quando me afastei do seu abraço quente.
— Deus, Brody, eu não posso fazer mais do que isso esta noite. E se
continuar assim, vamos.

O brilho em seus olhos desapareceu. — Você ainda quer que eu


escreva esse contrato?

— Sim.

— E você ainda quer o nome de Travis Daniels sobre ele?


Eu balancei a cabeça.
Brody pegou minha mão. — Eu vou encontrar esse lago, Vik. Quando
eu encontrar, vai ser só você e eu. Nenhum fodido Travis, nenhum Parker,
ninguém além de você e eu e esse cobertor grande.

Sorrindo, inclinei a cabeça para o lado. — Obrigada. Obrigada por


escrever o contrato. O lago parece verdadeiramente mágico, mas há outra
coisa que eu quero ter lá.
— O quê?

— Os coelhos, porque eu acho que eles soam fodidamente gostosos.

— Oh, eles são, linda, eles são.


* * *

Deixando o hospital, eu suspirei. Mesmo que ele estava no meio de


outubro, o calor do verão estava de volta. Eu sonhei com o lago maldito e a
porra da neve. Quando eu coloquei os óculos escuros sobre meus olhos, eu
imaginava as montanhas cobertas de neve e um sorriso flutuou no meu
rosto.

Pensei na minha mãe. Felizmente, ela estava melhorando. Ela ainda


não tinha despertado, mas Val explicou que era a maneira como eles
queriam. Ela precisava de descanso e o inchaço em seu cérebro precisava
de tempo para diminuir.

Quando eu entrei no meu carro, eu olhei no banco de trás, no


presente que eu estava levando para Parker. Pelo que Travis disse, Parker e
Stewart tinham discutido sobre os desejos de Parker no armazém. Porra, eu
odiava ouvir Travis falar sobre isso, como se estivesse descrevendo um
maldito programa de TV, mas a informação foi útil. Eu estava confiante que
Parker iria gostar do meu presente.

Enquanto eu dirigia em direção ao armazém, minha mente girava


em tantas direções diferentes. Minha mãe tinha uma governanta que
prometeu estar lá para Lyle. Eu pensei em trazê-lo para a minha casa, mas
sua escola estava mais perto de sua casa. Além disso, eu tinha algumas
outras coisas para tratar. Embora Marcus estivesse na universidade, ele
disse que ia levar Lyle todo dia e trazê-lo para o hospital. Lyle tinha sua
licença, mas ele não poderia dirigir sozinho. Olhei para o relógio e esperava
que meu tempo no armazém fosse rápido. Eu queria estar de volta para o
hospital quando os meninos chegassem.

Com tantos pensamentos rolando, não foi até que eu cheguei ao


armazém, estacionei meu carro no meu lugar de sempre e desliguei o
motor que a realidade me golpeou. Quando o fez, me bateu como a porra de
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uma bigorna , como um desse nesses desenhos animados antigos, me
imobilizando. Enquanto minha mente girava, meu corpo ficou imóvel. A
cada minuto que passava minha pele ficou mais úmida do calor
crescente. Meu cérebro me disse para abrir a porta e sair, mas meu corpo
estava paralisado. Não foi até que meu telefone tocou que eu estava ciente
da passagem do tempo. Eu olhei para a tela: TRAVIS.

Respirando fundo, eu mexi na tela e disse: — Olá. — eu sabia que


minha voz soava fraca e quando olhei no espelho retrovisor, vi minha tez
pálida.

— Sra. Harrington, onde você está?

Era muito mais amável do que a sua normal, onde diabos você
está? saudação que eu estava acostumada a receber. — Estou em meu
carro.

— O GPS disse que seu carro está aqui há quase dez minutos. É
depois de uma e meia. Você não quer entrar antes dele chegar?

Lágrimas ameaçaram meus olhos. — Você está aqui? Eu não vejo o


seu carro.

Travis riu. — Você já viu o meu carro aqui?

Eu balancei a cabeça de lado a lado. — Não, eu acho que eu nunca vi.

— Mas eu estive aqui, e eu estou aqui agora. Você quer mudar de


ideia?

— Não, eu não posso mudar de ideia. Eu tenho que fazer isso.


— Você sabe que a ameaça dele é besteira. Você não sabia sobre sua
data de nascimento. Ele não pode anular seu casamento. Sr. Harrington fez
tudo certo, foi legal.
— Eu sei, — eu exalei. — Mas Parker pensa que eu acredito em sua
merda. Eu tenho que fazê-lo continuar acreditando.

— Sra. Harrington, você não está sozinha. Eu não dou a mínima para
os planos dele ou até mesmo o seu. Eu prometo que se eu achar que as
coisas estão ficando fora de mão, eu vou fazer a minha presença conhecida.

— Victoria, — eu sussurrei.
— Como?

— Você está prestes a me ver ser fodida - talvez - se eu não


conseguir convencer Parker do contrário, então me chame de Victoria,
porra. Você esteve observando durante anos e a coisa Sra. Harrington está
me dando nos nervos.

Travis riu, realmente riu e disse: — Certamente, Victoria, se o modo


como eu trato você é a única coisa que está em seus nervos com toda esta
situação, por todos os meios, eu vou te chamar de Victoria. E a propósito,
você pode me chamar de Travis.

Meus lábios se curvaram em um sorriso indiferente. — Obrigada,


Travis, eu acho que vou. Sr. Daniels parece formal, considerando as
circunstâncias.

— Não se esqueça, eu estou aqui. Eu posso estar lá embaixo em


dezessete segundos, mais rápido se eu apenas saltar o corrimão.
— Vou me lembrar. — eu respirei fundo. — Eu estou entrando.

— Você quer desligar ou você quer falar comigo enquanto você


entra?

Saindo do carro, peguei o pacote do banco de trás enquanto eu


segurava o telefone entre o ombro e a orelha. — Você sabe, eu não achei
que eu voltaria aqui. Eu realmente pensei que uma vez que ele estivesse
morto...
— O que você pretende fazer com esse lugar?
Entrando, olhei em volta para as altas paredes de tijolos e comecei a
descer as escadas. — Você acha que ele iria queimar?

— Não muito bem, — respondeu Travis. — Pouca madeira.


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— Falando em pouca madeira ... pode ver suas câmeras lá fora? Você
vai saber quando Parker estará aqui?

Travis riu novamente. — É bom ouvir o seu humor. Não, eu não


consigo ver lá fora, mas eu vou saber quando ele empurrar o código na
porta.

Eu fiz o meu caminho para a parte inferior da escada e acendi as


luzes sobre a cama. — Como ele sabe o código?

— Todos têm seu próprio código. Foi ideia do Sr. Harrington. Ele
também não queria deixá-la sozinha lá embaixo para abrir a porta.
Eu não quero pensar sobre Stewart permanecendo em sua cadeira
para me proteger - eu não podia. — O que você pode ver com suas
câmeras?

— Tudo. Não apenas a área da cama - eu posso ver todo o


interior. Parte do meu trabalho era ter certeza de que os amigos ou o Sr.
Harrington não fossem interrompidos.

— Mas ninguém além de Stewart, nem mesmo Parker, sabia que


você estava aqui?

— Eu nunca tive que fazer minha presença conhecida.

Olhei em volta e suspirei. — Eu acho que foi uma coisa boa.

— Sim, senhora... Eu quero dizer, Victoria, foi uma coisa boa. Alguém
está digitando o código. Lembre-se, você não está sozinha.

Eu terminei a chamada e acenei com a cabeça em direção ao teto,


sem saber exatamente onde as câmeras estavam localizadas. Eu coloquei o
meu presente para Parker na cadeira de Stewart. Era uma caixa de prata
comprida com um grande laço branco. Poderia ter sido um exagero, mas se
ele caísse nessa, eu estaria mostrando o novo dono do meu contrato como
complemento que só eu sabia.
— Victoria, — a voz de Parker ao longo do quarto cavernoso soou
quando ele chegou ao degrau.

Eu me virei para ele, meus olhos abertos.

— Uau, eu não estou acostumado a ver você aqui totalmente vestida.


— Eu não estou acostumada a te ver aqui também, — eu respondi.

Ele se aproximou e passou os dedos contra a minha bochecha. Eu


lutei contra a crescente repulsa quando eu permaneci parada. Sua voz
estava grossa com antecipação. — Eu acredito que antes de sairmos daqui
hoje, vamos precisar de revisar algumas dessas boas lembranças. Você sabe
onde está o tapa olhos, não é?

— A minha prova, Parker. Eu preciso ver esta certidão de


nascimento que você falou.

Ele caminhou lentamente em volta de mim, me explorando dos meus


saltos Christian Louboutin para o decote da minha blusa Versace estilo
camponesa. Sua voz continua a ecoar contra a parede de tijolos. — Vai ser
um despertar rude para você, Victoria, perder todo o dinheiro e todos os
bens que meu querido amigo estava tão disposto a dar a você. — os dedos
frios de Parker traçaram um caminho ao longo do meu colarinho, puxando
minha a manga do meu ombro. — Sem sutiã. — seus olhos se arregalaram.
— Essa é uma boa menina. Talvez que você vai ganhar alguma indulgência
durante nossas horas de educação.

— Parker, por favor, me mostre a prova.

Puxando o outro ombro da minha blusa, ele recuou e avaliou. — Eu


tenho amigos, muitos amigos. Se você decidir lutar comigo sobre este
contrato e me forçar a fazer o seu conhecimento sobre a data de seu
nascimento real público, eu só quero que você saiba que eles estão
interessados em suas habilidades. — ele olhou para os meus sapatos
novamente. — Não como você vai ser capaz de comprar sapatos como
estes, mas você vai ser capaz de sobreviver. Eu já apresentei muitas
bucetas parecidas com a sua para eles. Eu já sei que eles estão
particularmente interessados em você. — sua testa franziu. — Você tem
uma buceta famosa. Os amigos já estão me chamando.
Silenciosamente, eu ainda fiquei parada quando ele puxou minha
blusa para baixo, expondo meus seios. — Você está sendo muito
complacente. Eu estava esperando por um pouco mais de luta. — ele
beliscou um dos meus mamilos. — Devo admitir que gostaria de desfrutar
um pouco de uma luta.

Oh, idiota, eu posso lutar. — Por favor, Parker, me deixe ver o que
você tem. Eu sei o que está em jogo.
Parker colocou a maleta em cima da cama e abriu. Eu engasguei com
o conteúdo. Havia papéis, mas também havia brinquedos sexuais, o mais
notável era um chicote enrolado em um círculo.

— Você gosta do que vê? — ele perguntou com um viscoso sorriso


cheio de dentes.

Eu fechei os olhos momentaneamente e reuni a minha força. Quando


os abri, eu fiquei mais ereta, tranquilizada por saber que eu não estava
sozinha e peguei minha blusa. Antes que Parker pudesse dizer uma palavra,
eu a puxei sobre a minha cabeça, estendi a mão para o zíper da minha saia e
soltar cair no chão. De pé em apenas uma calcinha preta e saltos, eu sorri o
meu melhor sorriso, e disse: — Eu gosto. Eu gosto de tudo o que eu vejo. —
eu dei um passo em direção a ele e corri as pontas dos meus dedos sobres
seus ombros. — Eu não tinha certeza quais seus planos seriam para hoje,
mas eu tenho que dizer que ver esse jeito bad-boy está me deixando
excitada e quente. — estendi a mão para meus seios e torcei meus
mamilos. — Mas eu acho que isso é óbvio.

Parker chegou para o meu cabelo, mas antes que ele pudesse me
pegar, eu dei um passo para trás e balancei a cabeça. — Parker, Parker, me
mostre a sua prova e eu sou toda sua. Você não precisa ser duro... a menos
que isso seja o que você gosta.

Ele murmurou algo sob sua respiração sobre cadelas e seus jogos
enquanto ele vasculhava sua pasta. Finalmente, ele tirou uma pasta de
aparência familiar.

Quando ele começou a entregar para mim, eu balancei a cabeça


novamente e deixei meu cabelo longo e escuro balançar sobre as minhas
costas. — A única coisa que falta neste armazém é... — Madeira. — Uma
mesa sólida para rever contratos. Você sabe, o seu bom amigo Stewart
gostava de fazer isso em sua mesa. Você gosta disso?
— Você não vai jogar comigo, porra. Eu tenho a maldita prova, —
disse ele, quando ele me seguiu em direção à cozinha, no canto mais
distante do armazém. Eu não sabia o quanto os amigos viram do edifício. Eu
só sabia que esta área não era visível a partir da cama.

Estendi a mão para um robe que estava sobre um dos bancos do bar
e envolvi em torno de mim. — Aqui. — eu dei um tapinha no banquinho ao
meu lado quando me sentei. — Primeiro me deixe ver seus documentos.

Sem tirar os olhos de cima de mim, Parker se sentou e abriu a


pasta. Voltando sua expressão satisfeita em mim, ele apontou para uma
certidão de nascimento do Estado de Connecticut. — Victoria, você nasceu
em nove de outubro. Esta pequena mudança ilegal tem implicações de
longo alcance, como você mesma disse. — em seguida, ele levantou uma
cópia da certidão de nascimento forjada. — Você mentiu.

Pegando a certidão de nascimento, meu queixo caiu no meu peito e


meus dedos ficaram dormentes. Mesmo sabendo que era verdade, ver a
cópia rasgou algo de mim. Corri meus dedos sobre o selo. Era eu, e essa não
era eu. As implicações significavam que tudo o que eu sempre soube sobre
mim era uma mentira. Eu não era realmente uma Conway. Minha
identidade se foi.

Mordi o lábio inferior para parar o tremor quando Parker se


aproximou, segurou o meu queixo e puxou os meus olhos para os dele. — O
que você tem a dizer?

Uma lágrima caiu enquanto eu tentava sacudir a cabeça. — É


verdade. Como pode ser isso? Por que Stewart nunca me contou? Por que a
minha mãe não me disse?

— Não importa qual é a fodida verdade. Isto é. E eu não tenho ideia


do caralho por que não contaram a você. — folheando os papeis, ele
localizou o contrato e o colocou no topo das certidões de nascimento e, ao
chegar no bolso de seu casaco, ele me entregou uma caneta. — Assine.
Com soluços ressoando do meu peito, eu fiz. Eu assinei em cada um
dos lugares que eu tinha feito na noite passada. A única diferença com o
contrato de Travis era a cláusula que agora tornou impossível eu assinar
algo sem ele como um cossignatário. Cada vez que Parker apontava e eu
assinava Victoria Harrington, era uma mentira. Esse era o meu plano B. Eu
rezei para nunca precisar dele.

Quando a página final foi assinada, Parker pegou as páginas e as


colocou de volta para a pasta. Inclinando-se para trás na cadeira, Parker
suspirou. — Victoria, eu vou gostar de ter você como meu animal de
estimação.

Minha pele se arrepiou com o pensamento.

Me levantei e engoli dramaticamente. — Eu não sabia o que iria


acontecer. Eu esperava... — eu respirei fundo. — Mas isso não importa
mais. Eu trouxe uma coisa, algo para lhe mostrar que eu posso ser
comportada. Eu posso ser respeitosa. — eu olhei para baixo. — É algo...
bem, do que eu vi na sua mala, eu acho que você vai gostar.

A testa de Parker se levantou. — Você me tem intrigado. O que você


me trouxe?

Estendi a mão para a sua mão úmida e o levei de volta para a cadeira
ao lado da cama. Levantando a caixa, eu disse: — Por favor, sente-se. Eu
acho que esta é a sua cadeira agora.
Quando Parker sentou, tirei meu robe e ajoelhei a seus
pés. Recatadamente, entreguei o presente de prata. Sem dizer uma palavra,
Parker removeu o laço e abriu a caixa. Movendo o papel de seda, ele olhou
para as luvas pretas de couro sem dedos, como aqueles usados por
levantadores de peso, e o longo chicote elegante. Seus olhos se arregalaram.

— Stewart sempre gostou. Eu pensei que você poderia também. —


eu me virei para sua pasta e chicote. — Eu sei o que você trouxe e a escolha
é sua, mas eu gostaria de trabalhar com isso. Eu nunca... — eu deixei
minhas palavras se afastarem quando meu rosto caiu para frente e mais
lágrimas caíram.

— Porra! — Parker disse enquanto olhava o meu presente. —


Stewart estava nessa merda?
Eu balancei a cabeça. — Sim, você está surpreso?
— Porra, não - sim. Eu não sabia que ele era um bastardo egoísta.

Eu mexi minha bunda contra meus calcanhares. — Ele chamou isso


de nosso tempo especial.

Parker olhou de volta da caixa para as luvas. — Porque-


Antes que ele pudesse terminar eu ofereci, — Às vezes Stewart
realmente entrava nisso. Ele disse que as luvas ajudavam as mãos com o
punho de couro. Você não tem que usá-los. Você decide.

O viscoso sorriso do retardado se abriu. — Não, eu gosto deles. —


ele fez um gesto em direção à cama. — Porra, eu quero tentar essa porra.

Eu balancei a cabeça. — Posso ir ao banheiro me preparar para


você?

— Sim. Não tome muito tempo.

Eu podia ver o pau fino saliente sob suas calças. — Você quer que eu
te ajude com suas roupas?
— Não, vá e seja rápida.

Lentamente, eu levantei e caminhei em direção ao banheiro. Pouco


antes de fechar a porta, eu me virei para ver Parker desabotoar sua camisa
e remover suas calças. Uma vez lá dentro, eu me sentei na beira da
banheira e tentei regular a minha respiração. Eu não tinha ideia de quanto
tempo levaria para o Cytoxan no interior das luvas penetrar em sua
pele. Ao deixar a embalagem no carro, o calor que veio através das janelas
fez o pó ser absorvido pelo couro poroso. Eu sabia que para torná-lo mais
eficaz eu precisava de suas mãos suadas. Embora eu odiava o que eu estava
prestes a fazer, eu sabia que era a minha melhor opção. Depois de alguns
minutos, eu me preparei, respirei fundo e fiz o meu caminho de volta para a
cama.

Ao vê-lo de pé em sua cueca, meias e sapatos, eu desejava o tapa


olho: esta era uma imagem que eu nunca seria capaz de apagar. Mesmo
com as luvas de couro e chicote, ele parecia menos com um Dominante e
mais como um pau fino. Eu olhei para a cama e notei as restrições de cetim,
ao mesmo tempo que Parker se virou para mim.
Eu pesava cada palavra, me lembrando que eu precisava que suas
mãos suassem. Eu também sabia a parte mais importante do meu plano: ele
não podia me tocar. Mesmo que a droga estivesse no interior das luvas, não
havia nenhuma garantia de que não seria passar através do couro. Fazendo
minha presença, eu disse, — Parker, eu sei que este é o seu show. Acredite
em mim, eu sei como isso funciona. Mas se você quiser, eu vou te dizer o
que Stewart costumava fazer.

Quando ele não respondeu, eu peguei a fita de cetim grossa e ela


correu por entre meus dedos. — Stewart sempre disse que as restrições
mais fortes estavam em minha mente. Ele disse que poderia me amarrar,
mas isso não me ensinava a obedecer. Por não amarrar as mãos ou os pés,
eu tinha que manter a posição, mesmo quando era difícil. Ele disse que as
restrições físicas eram muito fáceis para mim. — eu levantei minha
sobrancelha. — Você já notou que eu nunca fui amarrada?

Parker assentiu. — Talvez Stewart fosse melhor nisso do que eu


pensava.

Eu continuei. — Ele me dizia o que fazer. — eu me inclinei sobre a


cama, apertei meus seios no cobertor suave, estiquei meus braços acima da
minha cabeça e mantive minha bunda no ar, espalhando minhas pernas. —
Esta era uma das suas posições favoritas.

Parker se aproximou e passou a ponta do chicote entre as minhas


omoplatas e pelas minhas costas.

Eu gemia. — Oh, Deus, Parker. Eu não quero dizer outras coisas que
Stewart gostava de fazer. Por favor, não me faça dizer isso.
O chicote veio duro na minha bunda. Eu gritei, — Porra!

— Me conte. Me diga o que você não quer dizer.

Eu balancei a cabeça de lado a lado.

O chicote desceu novamente. — Você vai fazer o que eu digo na


primeira vez. — outro tapa. — Não me faça repetir, porra. — o chicote me
bateu novamente. — Acene se você entender.
Filho da puta! Eu balancei a cabeça e rapidamente disse: — Stewart
gostava de me provocar. Ele começava me deixando quente e me fazia
esperar. Ele não me tocava, mesmo quando eu implorava. — eu me virei
para Parker, com lágrimas de verdade em meus olhos, rezando para que ele
realmente acreditasse, e implorei: — Por favor, não me provoque. Eu nunca
pensei que eu estaria de volta aqui, mas agora que eu estou, eu estou tão
excitada. Eu quero você dentro de mim.

Outro crack. Senti os vergões se multiplicarem na minha pele


enquanto eu lutava para manter a minha posição. — O meu pau fino? —
Parker provocou. — Você quer o meu pau fino dentro de você?

Crack. Minha bunda estava pegando fogo.

— Sim, por favor, Parker. Por favor, me desculpe ter dito isso.

Outro tipo de crack e depois outro. Quando o chicote provocou


minha coxa, meu celular tocou, penetrando nossa bolha.

Eu levantei as minhas mãos, minha bunda ardendo. — Parker, me


desculpe. Eu sei as regras, mas isso poderia ser sobre a minha mãe. Por
favor, me deixe ver se é o hospital.

Eu olhei para a tela: TRAVIS.

Varrendo meu dedo, eu observei os olhos de Parker enquanto eu


falava ao telefone: — Olá, aqui é a Sra. Harrington.

A voz no meu ouvido falou baixo. — Se esse filho da puta bater em


você de novo, eu vou pular na porra do corrimão e matá-lo com minhas
próprias mãos.
Eu deixei minha cabeça cair para o meu peito e me afastei de
Parker. — Oh não! Quando isso aconteceu?

— Eu cuidei da papelada. Bom trabalho na distração, Victoria.

Nosso plano era ter Parker levando as certidões de nascimento e


contrato para a cozinha e, enquanto eu tinha a atenção de Parker, Travis
iria roubar as certidões de nascimento e substituir o contrato com um novo
contrato Dom/sub. Se o nosso plano funcionasse, nós não iríamos querer
qualquer um mexendo nos seus papéis e encontrar alguma coisa com o
meu nome.
Eu balancei a cabeça. — Claro, eu vou estar lá o mais rápido possível.

— Certifique-se de que ele não toque em você, — advertiu Travis


quando eu terminei a chamada.

Me virei para o pau fino. — Oh, Parker, me desculpe, mas isso era o
hospital e é a minha mãe. Alguma coisa aconteceu e eles querem todos nós
lá. Eu não posso deixar Val e os meninos fazerem isso sozinhos.
Eu assisti a indecisão em seus olhos. Finalmente, ele resmungou: —
Ótimo. Teremos muito tempo para jogar meus jogos.

Eu com certeza espero que não!

Enquanto uma mão enluvada esfregou o pequeno bosque atrás de


suas cuecas, ele acrescentou: — E alguns dos jogos de Stewart, também. Da
próxima vez, você vai me dizer mais.

— Eu vou, — eu o tranquilizei quando peguei minhas coisas e corri


para o banheiro. Uma vez lá dentro, eu lavei minhas mãos pelo que pareceu
uma eternidade. Se eu tivesse um pouco que seja do Cytoxan sobre elas,
não ajudaria. No entanto, isso me fez sentir melhor.

Completamente vestida, eu reentrei no grande quarto e vi Parker


esfregando as mãos.

Pegando meu telefone e minha bolsa, eu perguntei, — Está tudo


bem?

— Sim, eu gostei das luvas. Acho que vou usá-las novamente.

Não se o Cytoxan funcionar como deve. — Deixe elas aqui, se


quiser. Vamos usá-las na próxima vez. — eu levantei minhas sobrancelhas
para cima e para baixo. — A menos que você ache que Maura iria gostar
delas.

Parker fez uma careta na minha direção e rosnou, — Nós vamos usá-
las novamente. Nunca mencione minha esposa-

Caminhando rapidamente para longe dele e para as escadas, eu me


virei sobre o ombro, — Sinto muito, Parker, mas eu realmente preciso
correr. Até a próxima vez. — eu abri meus olhos arregalados. — Tranque
tudo? — sem esperar pela resposta, eu inclinei meus ombros, subi as
escadas e passei pela porta.
Eu estava farta com este lugar. Deixar queimar ou se desintegrar. Eu
não dava a mínima!


CAPÍTULO VINTE E SEI
Presente
— TRAVIS? — eu falei através do Bluetooth do meu carro.

— Excelente trabalho, Victoria. Você está bem?


Um sorriso de boca fechada enfeitou os meus lábios. Era pelo som de
sua preocupação ou era por ouvi-lo usar o meu primeiro nome? —
Obrigada. Bem, minha bunda dói como o inferno, mas se é uma das últimas
coisas que o filho da puta fez, valeu a pena.

— Me diga que ele não te tocou com essas luvas.

— Não. Por favor, me diga que ele não tocou a cama com as luvas.

— Ele não tocou, — confirmou Travis. — Eu o observei como um


falcão. Ele colocou as luvas depois de ter se despido. Depois que você saiu,
ele se masturbou. As luvas estavam fora, mas só podemos esperar...

— Jesus, — eu disse, franzindo o nariz e lutando contra a imagem


mental. — Eu pensei que vê-lo em suas cuecas, sapatos e meias era
ruim. Você está fazendo com que eu queira chutar suas bolas depois de
assistir o pau fino dele subir.

Travis riu. — Eu já vi pior. Eu só ficava pensando, é isso, amigo,


esfregue essa merda.

— Agora tudo o que podemos fazer é esperar. Se isso funcionar


como Val disse, deve acontecer rapidamente.

— Onde você está indo? — perguntou Travis. — Eu não gosto de


você sozinha aí fora. Isto ainda não acabou.

Piscando os olhos, tentei manter o foco sobre o tráfego na minha


frente. — Estou voltando para o hospital. Os meninos devem estar lá em
breve. Eu quero ver como minha mãe está.

— Eu deveria limpar este lugar, mas agora que Craven está aqui, eu
acho que vou te encontrar no hospital.

Eu concordei, — Saia e acenda um fósforo em seu caminho para


fora. Eu estou farta desse inferno.

— Oh, não tão rápido, eu me lembro de um contrato...

Se eu não tivesse ouvido a ponta de sarcasmo na voz dele, eu teria


batido o maldito carro. — De jeito nenhum! — eu interrompi. — Isso só vai
ver a luz do dia se o pau fino viver para discutir o contrato que ele não pode
encontrar.

— Victoria, — o tom de Travis estava de volta aos negócios. — Eu


vou te ver no Memorial Hospital.

— Sim, — eu disse quando eu balancei a cabeça e apertei o botão de


finalizar a chamada no meu volante. Segundos depois, meu celular tocou. A
tela no painel brilhou: BRODY PHILLIPS. Apertei o botão ATENDER.

— Olá, Brody.

— Jesus, Vik, eu não posso pensar em outra coisa. Você está bem? O
que aconteceu?

Mordi o lábio inferior. Eu não podia deixá-lo saber... Saber o que eu


era, o que eu tinha feito novamente...

Eu trabalhei para clarear meu tom. — Ele não apareceu.

— O quê? — perguntou Brody, obviamente confuso.

— Parker não apareceu. Ele me disse para estar lá às duas. Eu


estava. Esperei até agora pouco. Eu não sei o que isso tudo significa com
toda essa coisa de contrato. Eu não sei o que aconteceu.

— Então ele não te tocou?

— Brody, — eu disse, diminuindo as minhas palavras. — Parker não


apareceu no armazém. Eu não o vi. Ele não me tocou.

— Oh, graças a Deus! — ele exclamou. — Mas agora, agora você tem
a porra do contrato com Travis.
— Não se preocupe com isso. Nada vai acontecer com isso.
— Não se preocupar com isso? Eu estou fora de mim. Eu não
durmo. Eu preciso de você. Eu preciso ver que você está bem.

Pensei na minha bunda. Não havia nenhuma maneira que eu poderia


ver Brody, não do jeito que ele queria me ver, nem por um dia ou dois. —
Estou bem. Eu estou no meu caminho para o hospital para ver a minha
mãe. Ei? — eu tive uma ideia. — Você poderia vir para o hospital. Quero
dizer, ela foi acusada de dirigir embriagada. Ela precisa de um
advogado. Venha para representá-la.
— Vik, o nível de álcool no sangue era quase quatro vezes-

— Eu não disse que você ia ganhar, mas talvez você possa ajudá-
la. Brody, eu sei que isso não faz sentido, mas eu não acho que ela fez isso.

— Você acha que alguém derramou a bebida em sua garganta e a


colocou em um carro? — ele não tentou esconder seu sarcasmo.

Me sentei mais alta. — Sim.


— Vik, eu não faço milagres.

— Tudo bem, — as minhas palavras foram cortadas. — Se você não


quer representá-la, eu vou chamar Parker.

— De maneira nenhuma. Eu vou fazer isso. Eu te vejo lá.

Eu sorri. Ele era tão fácil de manejar. — E quando você vier, você vai
ver que eu estou bem.

— Oh, você está bem. Mas alguns vislumbres de você no hospital não
vai fazer isso por mim. Passei metade da noite preocupada e a outra
metade pensando nos malditos coelhos. Eu preciso de você sozinha.

Um riso escapou da minha garganta. Como eu poderia estar rindo


depois do que eu tinha acabado de fazer? Talvez fosse porque enquanto eu
eliminava esses babacas, um por um, o meu sonho de uma vida normal nas
montanhas de repente parecia alcançável.

— Vejo você no hospital, — eu disse quando eu terminei a chamada.


* * *

Chegando antes dos meus irmãos, Val me encontrou no corredor do


lado de fora do quarto de nossa mãe. — Ela está acordando, — disse minha
irmã.

Eu balancei a cabeça, sabendo que pelo olhar no rosto da minha


irmã havia mais.

— Ela não está falando de forma coerente, o que não é incomum. No


entanto, é o que ela está dizendo que me deixou preocupada.

— Por quê? Se não é coerente?

Val se inclinou mais perto. — Ela continua implorando alguém para


parar. Então ela começa a chorar. Vik, pedi que eles dessem um calmante a
ela. Eles fizeram. Em um minuto ou dois, ela não vai falar. Eu não queria
que Marcus e Lyle a vissem assim.

— Não é bom que ela esteja falando?

— É, — Val concordou. — Eu só ficava pensando sobre o que você


disse. Talvez ela não fizesse isso a si mesma. Quem faria? Quem faria isso
com a nossa mãe?

Ajeitei meu pescoço e inalei. Olhando para o corredor, eu não vi


ninguém, exceto os enfermeiros circulando muito longe para ouvir. — Eu
não sei, Val. Eu realmente não sei. E eu sei que eu nunca fui uma líder de
torcida da Marilyn. Inferno, eu fui exatamente o oposto - Stewart poderia
ter atestado isso - mas eu não acho que ela de repente jogaria fora quase
vinte anos de sobriedade. Ela estava muito orgulhosa do que ela tinha
conseguido.

Val assentiu com a cabeça quando nos viramos para o corredor em


direção ao som das vozes de nossos irmãos. Ela apertou minha mão e
sussurrou. — Me deixe voltar e me certificar de que ela está calma. Eu volto
para chamar você.

Eu balancei a cabeça enquanto ela desaparecia atrás da porta e


Marcus e Lyle ladeavam meus lados. Rebocando o meu sorriso fajuto, eu me
virei e passei meus braços em torno de cada um de seus ombros. Ambos
estavam tão altos que eu tinha que me esticar. Meus irmãos mais novos
eram homens. — Oi, eu estou feliz que você chegou para a visita. Val disse...
Não foi muito tempo depois que os meninos e eu estávamos no
quarto que Travis bateu na porta e entrou. — Sra. Harrington, eu queria
que você soubesse que eu estou lá fora.

— Obrigada, Travis. — me surpreendeu a forma como a tensão


diminuiu de meus ombros ao ouvir o som de sua voz. Nada tinha
acontecido desde que eu tinha deixado o armazém para aumentar minhas
suspeitas; no entanto, com a promessa de Parker sobre os amigos e o
mundo Albini-Durante acontecendo do lado fora de minha bolha, ter Travis
por perto aliviou um pouco a minha ansiedade. Foi só mais tarde, depois
que os meninos tinham ido embora, que meu telefone tocou.
— Olá?

— Sra. Harrington, é Trish da Craven e Knowles.

Eu olhei para o relógio: quase seis. Perguntas vieram mais rápidas


do que respostas. Onde tinha ido o dia todo? Por que eu não tinha ouvido
falar de Brody? O que eles tinham feito para fazer essa mulher estúpida
trabalhar até depois das cinco? A única resposta que me veio foi: talvez ela
estivesse muito ocupada sob a mesa de alguém para perceber o
tempo. Suprimindo o sorriso da minha voz, eu respondi: — Sim, Trish.

— Senhora, me desculpe te incomodar. Sr. Craven gostaria que você


viesse para o escritório imediatamente.

Olhei para minha mãe dormindo. — Trish, eu estou atualmente no


hospital com minha mãe. Este não é um bom momento. Sr. Craven terá que
esperar.

— Minha senhora, ele disse que é urgente. Ele disse que é sobre a
vontade de seu marido.

Cuzão do caralho! Meus ombros mais uma vez ficaram rígidos


quando minha espinha ficou mais alta. O que diabos era o seu
negócio? Depois de exalar, eu concedi, — Tudo bem, diga ao Sr. Craven que
eu estou indo.
— Sim, Sra. Harrington. E...

Esperei; finalmente não fazendo nenhuma tentativa de esconder a


irritação na minha voz, eu perguntei: — E o que, Trish?

— Eu não acho que o Sr. Craven está se sentindo bem. Se você puder
se apressar. Por favor.
Eu não poderia ter suprimido o sorriso se eu quisesse. — Talvez ele
queira remarcar.

— Não, eu perguntei a ele e ele disse que era urgente.


— Estou a caminho.

Reunindo minhas coisas, Travis e eu começamos a descer o longo


corredor em direção ao elevador. Nós estávamos quase lá quando notei
dois homens ao lado do corredor conversando. Assim que o mais jovem se
virou, eu senti um déjà vu. Ele era alguém que eu conhecia, ou tinha
conhecido. Minha mente procurou, sem sucesso, quando eu tentei desviar o
olhar. Quando ele se virou, nossos olhos se encontraram. Imediatamente eu
sabia que eu estava vendo meu irmão. Isso fez meu estômago torcer. Eu não
vi o homem jovem e bonito que eu tinha saído. Havia muito mais.

— Victoria? — a voz de Wesley ecoou pelo corredor, mais profundo


do que eu me lembrava. Quando eu fiz a varredura de cima a baixo, eu
avaliei que ele também tinha realmente amadurecido de um menino a um
homem. Seu cabelo escuro agora estado domado e aparado, e seus ombros
eram mais largos. Ele havia crescido bem, e ainda mais bonito do que eu me
lembrava. Eu tinha a sensação de olhar para Marcus ou Lyle e como eu os
veria ao longo dos anos. Não havia nada remotamente sexual sobre os
meus sentimentos em relação a este homem. O fato de que eu já tinha esses
tipos de sentimentos me enojou um pouco.

Travis e eu paramos de andar ao som de meu nome. Enquanto eu


mantive minha expressão em cheque, eu inocentemente respondi: — Sim?

— Você é Victoria Harrington?

— Eu sou. — eu permiti que meus olhos se alargassem. —


Wesley? Wesley Albini? — através da minha visão periférica, Travis se
ajeitou e de repente ficou mais amplo. Sem dizer uma palavra ele tinha feito
sua presença conhecida.
— Quando meu tio me pediu para... — Wesley balançou a cabeça. —
Eu estive fora do país e eu não percebi.

Minha cabeça inclinou para o lado. — Niccolo é seu tio?

— Sim, ele me pediu para ver você. — Wesley apontou para Travis e
estendeu a mão. Os dois homens silenciosamente se cumprimentaram, até
que Wesley se virou para mim. — Eu posso ver que você está em boas
mãos. Nós não quisemos insinuar o contrário. É só que, quando meu tio
pede, normalmente há uma boa razão.
— Eu aprendi que nunca é demais ter uma camada extra de
proteção. Informe ao seu tio que eu disse obrigada e espero que isso não
seja necessário por muito tempo.

O homem mais alto ao lado de Wesley se virou. Ele era mais velho e
muito parecia muito distinto. Seu cabelo preto fino tinha um toque de
cinza. A semelhança familiar com Niccolo era inegável. Meu batimento
cardíaco acelerou quando eu olhei nos olhos do meu pai pela primeira
vez. Você nunca deveria ter nascido. As palavras da minha mãe tocaram na
minha cabeça. Estendendo a mão, meu pai disse: — Sra. Harrington, é um
prazer.
Dei a ele a minha mão e respondi: — Me desculpe? A gente se
conhece?

Ele se inclinou ligeiramente com a minha mão ainda na sua, e beijou


o topo. — Sra. Harrington, eu é que deveria pedir desculpas. Seu marido foi
muito importante para a nossa família. É uma pena eu não ter sido
apresentado a sua adorável esposa antes de sua triste passagem. —
soltando minha mão, ele continuou a falar, sinceridade emanando de cada
palavra bem planejada. — Sinto muito pela sua perda. Eu estava no funeral
de seu marido quando eu te vi pela primeira vez. Você estava com sua
família. — seus olhos escuros se suavizaram. — Não foi até que eu vi sua
mãe... — ele balançou a cabeça. — Eu não quero me intrometer. —
ajeitando seus ombros, ele disse, — Sra. Harrington, eu sou Carlisle Albini.
— ele olhou para Wesley e iluminou seu tom. — Soa como se você
conhecesse o meu filho.

Eu olhei de volta para Wesley. — Sim, senhor. Anos atrás.

Brincando, Carlisle empurrou contra o ombro de Wesley. — Antes


dela se casar? E você a deixou ir? O que há de errado com você?

Carmesim agraciou as bochechas de Wesley.


Carlisle olhou de volta para mim. — Talvez um dia você vá perdoar o
meu filho. Todos nós fazemos escolhas quando somos jovens que
lamentamos com o tempo.

— Eu temo senhor, que não fosse tão grave. Wesley e eu éramos


amigos.

— Que pena, — disse Carlisle. — Uma mulher bonita como você


seria um trunfo para a nossa família.

Meu queixo subiu indignado. Ele sabia. Eu sabia que ele sabia. No
entanto, suas palavras não pareciam como uma ameaça, mais como uma
demonstração de apoio.

Antes que eu pudesse responder, Wesley disse: — Victoria, por


favor, perdoe o meu pai. Ele parece pensar que o nome da família está
morto. Eu disse a ele que vinte e oito não é tão velho, mas ele se casou com
minha mãe muito jovem.

Encontrando a minha voz, eu sorri. — Por favor, Sr. Albini, desde


que eu só tenho vinte e oito, eu espero que você não me considere
velha. Como você sabe, eu sou agora uma viúva.

Ele balançou a cabeça e olhou para baixo. Quando nossos olhos se


encontraram, uma faísca que eu tinha visto apenas momentos atrás tinha
se extinto. — Niccolo me disse que a morte de seu marido não vai afetar o
nosso negócio? Eu queria discutir isso com você.

— Seu irmão está certo. Eu não tenho planos de fazer quaisquer


alterações precipitadas. Eu ficaria feliz em discutir mais o assunto; no
entanto, eu estou indo para uma reunião.
Ambos, Wesley e Carlisle assentiram. — Outra hora. Bom dia, Sra.
Harrington. — Carlisle estendeu a mão e gentilmente segurou meu
braço. Silenciosamente, ele sussurrou, — A morte de seu marido abriu
algumas portas que eram melhores terem sido deixadas fechadas. Por
favor, saiba que a sua lealdade à nossa família é apreciada. Sinto muito por
sua mãe. Eu acredito que era para mim. Os dois de nós... — ele balançou a
cabeça em direção a Wesley. — Também éramos amigos há muito
tempo. Tenha certeza que essas portas que eu mencionei em breve serão
fechadas e você não tem nada a temer.

— Obrigada, Sr. Albini.

— Carlisle, — ele corrigiu.

Eu concordei e engoli o caroço se formando na minha garganta. —


Carlisle.

Chegando no bolso de seu casaco de seda, ele me entregou um


cartão. — Sra. Harrington, este é o meu número pessoal que eu raramente
compartilho. Se você precisar de alguma coisa, chame.

Eu passei meus dedos ao redor do cartão de visita e fiz o meu


melhor para permanecer estoica quando eu perguntei. — Essa falta de
medo que você mencionou? Eu sou nova em tudo isso, mas inclui a minha
família?

Carlisle e Wesley concordaram com a cabeça em uníssono.

— Obrigada, Carlisle... Wesley. — eu balancei a cabeça para cada um


deles. — Espero que a chamada não seja necessária.

— De agora em diante, Sra. Harrington, os Albinis vão estar lá para


você como se você fosse parte desta família. Erros foram cometidos, mas
com certeza não abandonamos a família.

Eu sorri. Eu já disse obrigada mil vezes. Quando eu assisti Carlisle e


Wesley saírem, eu pensei ter ouvido Speak Softly Love tocando ao
fundo. Balançando a cabeça, eu decidi que era uma melhoria definitiva
sobre Fatal Lullaby. Quando eu não me mexi, Travis tocou a minhas costas
me levando em direção aos elevadores. Um momento depois, senti a mão
tensa. Quando olhei para cima, meus olhos se encontraram com seus olhos
azuis que eu estava esperando ver.
Eu me virei para Travis. — Me dê um minuto. Eu sei que Parker está
esperando, mas eu pedi para Brody estar aqui para minha mãe.
Embora eu estivesse falando, Travis estreitou o olhar e saiu de perto
do Brody.

— Sim, Sra. Harrington, — veio de suas mandíbulas cerradas.

Idiota! Que diabos era o seu problema? Esse contrato maldito não era
real. Travis não tinha o direito de julgar quem eu via ou não. Eu poderia estar
com quem eu queria. Eu não disse isso de pé no corredor do hospital, mas
eu fiz uma nota mental de mencionar isso uma vez que estivéssemos no
carro. Nesse meio tempo, eu mordi a língua, balancei a cabeça pela
desaprovação evidente em Travis e caminhei em direção a Brody. Quando
me aproximei, eu sorri para seus belos olhos; no entanto, o mais perto que
eu cheguei, mais óbvio era que o meu prazer ao vê-lo não era
correspondido.

— Brody? Qual o problema? Onde você esteve?

Pegando minha mão, ele me puxou para baixo o hall. O primeiro


quarto pequeno que veio estava ocupado por um casal de
idosos. Silenciosamente, nós andamos pelo corredor até chegarmos a um
banheiro.

— Que porra é essa? — eu murmurei enquanto ele me empurrava


para dentro com ele e bloqueou a porta. Olhando o banheiro, eu enruguei o
meu nariz e disse: — Isto foi bruto. O que você está fazendo?

— Vik, uma melhor maldita pergunta é: o que você está fazendo?

Eu abri minha mão e li Carlisle Albini em letras luxuosas. Dando de


ombros, eu dobrei o cartão dentro da minha bolsa. — Eu estou no meu
caminho para o seu escritório.

Brody passeou pelo incrivelmente pequeno espaço. — Meu


escritório? Craven e Knowles, por quê?

— Parker ligou... bem, Trish ligou. Ela disse que quer me ver. É
urgente.

Brody se moveu em direção a mim. Suas mãos espalmaram a parede


em ambos os lados do meu rosto, criando uma gaiola com seus braços
fortes. Empurrando seu corpo mais perto, ele me pressionou para
trás. Quando minha bunda dolorida bateu na parede, um gemido escapou
dos meus lábios.
— Qual é o problema, baby?

Estendi a mão e acariciei sua bochecha. Sua barba suave parecia


familiar sob meus dedos. Sua pele quente e aroma fresco encheu meus
sentidos, aliviando minhas dores. Ele era o meu normal, a minha promessa
para uma vida real. — Nada, Brody, — eu suspirei. — Eu só não sei porque
você está tão tenso?

— Vik, você estava falando com o Albinis. Você nem sabe quem eles
são?

Eu balancei a cabeça, permitindo que meus dedos pastassem pelo


seu pescoço quente. — Não. Eu não sabia nada sobre eles até o outro
dia. Eles foram muito agradáveis.

Brody bateu na parede de concreto perto da minha cabeça. —


Agradáveis! Vik, essas pessoas não são agradáveis. Eles são perigosos. Você
não deveria estar falando com eles. Você não entende. Por que Travis não
estava lidando com eles?

Fiquei indignada. — Eu não preciso de Travis ou você ou Parker ou


qualquer outra pessoa para fazer o meu negócio. Stewart deixou tudo para
mim. Eu posso fazer isso.

— Stewart? O rato-podre que te tratou como uma fodida


mercadoria? Bem, Deus sabe que nós não queremos decepcioná-lo.

— Brody. — mais uma vez eu estendi a mão para sua bochecha. —


Brody, você está chateado. Eu nunca vi você assim.

— Você me disse que não viu Parker.

— Não vi, — eu menti. — Eu estou supondo que é por isso que ele
quer que eu vá ao seu escritório.

Os olhos de Brody se fecharam quando ele exalou. Se afastando da


parede, ele passou as mãos pelo seu cabelo loiro e passeou em um pequeno
círculo. Suas ações me fizeram lembrar de assistir a um animal
enjaulado. Quando ele olhou de volta em minha direção, sua raiva foi
embora. Eu vi o amor e adoração que eu não merecia, mas desejava ter. Era
o olhar que eu imaginava naquele cobertor grande perto do nosso lago
cercado por montanhas.

— Baby. — ele capturou meu rosto e cobriu minha boca com a sua. A
temperatura do pequeno banheiro aumentou enquanto sua língua dançava
com a minha. Quando o nosso beijo terminou, ele olhou profundamente em
meus olhos cinzentos e disse: — Você não sabe o quão preocupado eu
estive. Eu não dormi a noite passada. Eu sou como um homem louco. Tudo
que eu fiquei pensando era você com Parker ou Travis ou qualquer outra
pessoa.

— Eu nunca estive com Travis. Eu sei disso com certeza.

— Como você sabe?

— Eu só sei.

— Mas agora... Agora você está falando com Albinis. Vik, porra! Você
está mexendo com fogo.

Eu balancei minha cabeça. — Não, eu não estou. Eu não posso te


dizer tudo isso, mas eu confio neles. Eu confio.

— Jesus, você não os conhece. Você confia neles e você não os


conhece. E você quis o nome de Travis Daniels em um contrato em vez do
meu. Você não confia em mim.

— Eu confio. Eu confio em você. O contrato com Travis não é


exequível. Eu te falei isso. Funciona para mim. Nada vai vir dele. Eu vou ir
ver Parker. — eu passei meus braços em torno do abs apertado de Brody e
me pressionei contra seu peito. Lençóis recém-limpos vieram à mente
enquanto eu inalei. — Brody, isto está quase feito. Quando podemos
encontrar esse lago? — enfiei minha cabeça sob seu queixo e ouviu seu
coração errático. Mesmo através de sua camisa eu senti seu calor, um
contraste gritante como tinha sido com Stewart, sobretudo no
final. Stewart tinha sido frio, sempre tão frio.

Brody beijou o topo da minha cabeça. — Sim, Vik, só você e eu e


alguns malditos coelhos.
Eu sorri. — Eu acho que isso significa que haverá um monte de
coelhos.

Ele me abraçou apertado.

Olhei em volta. — Brody, embora isto pareça estar limpo, eu tenho


que dizer, é mais nojento do que o maldito motel. Que tal a gente se
encontrar amanhã? — eu esperava que minha bunda estivesse melhor até
então. Contanto que não tivesse contusão, os vergões teriam ido.

— Claro, Vikki, amanhã. — mais uma vez ele segurou minhas


bochechas. — Sem mais negócios com o diabo. Você fez isso uma
vez. Vamos lidar com Parker. Você só vai se sentar e desfrutar da sua
liberdade.

Fechei os olhos e assenti. A minha única preocupação foi que meu


tempo no armazém iria terminar. — Eu não me importo sobre o negócio, —
eu disse, — mas eu prometi a Albinis-

Seu dedo veio aos meus lábios. — Baby, eu sou a porra de um


advogado. Não me diga nada do que você prometeu a esses
delinquentes. Só me prometa que você vai se concentrar desse cobertor
grande.

Minhas entranhas torceram na mais agradável das maneiras. — Eu


irei. Agora eu preciso descobrir o que Parker quer.

Brody se inclinou, me dando mais um beijo de despedida que saiu


dos meus lábios queimando com pensamentos de um futuro. Eu endireitei
a minha saia e blusa e abri a porta. Assim quando eu estava prestes a abrir,
Brody ofereceu com um sorriso, — A propósito, Sra. Harrington, eu vou
representar a sua mãe.

— Este foi uma consulta interessante, conselheiro.

— Espere até receber a minha conta.

Quando entramos no corredor, Brody caminhou na direção oposta,


em direção ao quarto de minha mãe, e o olhar escuro de Travis me checou
da cabeça aos pés. Caminhando de volta ao elevador, ele se inclinou mais
perto e inalou. Enquanto ele se endireitou, ele sussurrou: — Bem, pelo
menos você não fede a uma foda.
Imbecil! — Você trabalha para mim.

— Estou dolorosamente consciente. — ele balançou a cabeça. —


Dolorosamente consciente.
CAPÍTULO VINTE E SETE
Presente
TRAVIS ME DISSE QUE ele tinha arranjado para o meu carro ser
levado de volta para a cobertura. Eu não me importava. Com tudo o que
havia acontecido, eu teria dificuldade em me concentrar em dirigir. Em seu
SUV, eu me estabeleci contra o banco do passageiro e tentei fazer o sentido
de minha tarde. Eu não poderia processar a totalidade: Parker no armazém,
os Albinis... e, em seguida, Brody. Parker era um idiota - um pau fino - mas
isso não foi uma revelação. Os Albinis - alguns dias atrás, eu nunca tinha
ouvido o nome. Eu nunca tinha ouvido falar de Carlisle Albini. Agora, nós
tínhamos conversado. Embora o meu nível de conhecimento era apenas
ligeiramente elevado, senti uma sensação de calma surpreendente. Mas
Brody não. Ele estava chateado que eu falei com eles. Por quê?

— Victoria, — a voz profunda de Travis me puxou das profundezas


de meus pensamentos e perguntas. — A forma como você lidou com o
Albinis, eu acho que o Sr. Harrington ficaria orgulhoso. Honestamente, eu
acho que ele ficaria chocado. Sinto muito em dizer, ele provavelmente
subestimou você.

Você não tem ideia do caralho. — Eu não acho que ele é o único.
Os lábios de Travis se juntaram em uma linha reta, antes dele dizer:
— Ele se importava com você. Eu vejo como você duvida disso, mas ele se
importava.

Eu não quero pensar sobre Stewart se importando comigo; no


entanto, eu perguntei: — Como você sabe?

— Eu sei. Ele trabalhou para manter sua identidade oculta de ambos


os lados. Ele acreditava que, se Carlisle soubesse quem você era, você
estaria em perigo.

Eu me virei para Travis. — Minha mãe tinha dito a mesma coisa, mas
eu não senti isso. Você sim? Agora mesmo?
Ele balançou a cabeça. — Não, eu não. Acho que o Sr. Albini te
respeita.

— Oh, Deus! — meu estômago embrulhou quando náuseas me


golpearam com vingança.

— O quê? — os olhos escuros de Travis voaram em minha


direção. — Qual o problema? Você vai vomitar?

— Não, não é isso. É que... eu tive um pensamento. Oh, Deus, por


favor, por favor, Travis... por favor me diga que os Albinis não são amigos.
Ele estendeu a mão e a colocou no meu joelho de repente
tremendo. Sentindo o calor, eu olhava para o seu tamanho enquanto
esperava sua resposta. Depois de um momento, ele a puxou. — Desculpe,
eu me lembro: nenhum toque, nunca. — seus lábios se transformaram em
um sorriso torto. — Não, os Albinis não estavam entre os amigos de
Stewart. Eu tenho certeza que eles têm um monte de mulheres em seus
negócios. No entanto, quanto mais eu vejo deles, mais eu estou inclinado a
acreditar que eles podem ser alguns dos homens mais honrados em um
mundo de sujeira. É, sem dúvida, por que eles são os mais bem sucedidos.
— ele olhou de volta para mim. — Nada contra você, mas eu não tenho
certeza se ele iriam querer ser um dos amigos de Stewart.

— Você quis. — eu não tinha certeza do que me fez dizer isso, mas
uma vez que isso saiu, eu não podia trazê-lo de volta.

Travis deu de ombros. — Eu não sou honrado.

— Eu estou começando a questionar isso. Um tempo atrás, eu teria


concordado com você, mas agora eu não estou muito certa. — eu me virei
para ele e estudei seu perfil. Seu queixo duro flexionado, sua mandíbula
apertada. — Você fez isso de propósito não é?

— O quê? — ele perguntou.

— Você foi um bruto comigo. Naquele dia, no armazém; você queria


que eu soubesse que era você.

Ele forçou um riso. — Sim, porque eu gosto de ser mordido até eu


sangrar e de uma joelhada nas bolas. É um dos meus passatempos
favoritos.
— Não. — eu balancei a cabeça, fechei os olhos e me afastei. Me
lembrei daquele dia. Me lembrei de seu cheiro e seu hálito quente. Eu
estava tão assustada. Após esse incidente levou um tempo para Stewart
convidar seus primeiros amigos; em vez disso, Stewart passou mais tempo
e trabalhou comigo, me incentivou. Naquele dia, também me deu a
sensação de que, mesmo com o que ele estava me obrigando a fazer,
Stewart estava cuidando de mim. Talvez ele tenha mesmo, mas agora eu
sabia que Travis também. Travis estava sempre lá, mesmo hoje. — Você
sabia que eu não estava pronta. Você fez o que fez: você propositalmente
fez com que eu soubesse que era você. Você disse que assim eu teria mais
tempo. Você também queria que eu soubesse que através de toda essa
merda, eu estava protegida.

As juntas de Travis empalideceram quando seu aperto agrediu o


volante. — Você está errada. Eu queria transar com você. Eu sou o único
fodido homem que esteve no armazém que não teve o pau dentro de
você. Eu estava muito enérgico. Estraguei tudo.

— Eu não acredito em você.

Travis virou seu escuro olhar de volta em minha direção. — Você


está me chamando de mentiroso?

Presunçosamente, eu assenti. — Sim, eu estou.

— Você está errada. Eu queria transar com você antes e eu ainda


quero. Talvez quando chegarmos ao Craven e Knowles nós devemos
verificar a legalidade do meu contrato.

— Você é um mentiroso e isto não vai acontecer. Se você realmente


queria isso, Stewart teria cedido. Ele teria deixar para você.
— Sra. Harrington, você está absolutamente errada.

Eu sorri para a janela. — Victoria, idiota, meu nome é Victoria e eu


não estou errada. Você tem sido um cara legal o tempo todo. Ha! Quem
diria?

Olhei para o relógio no SUV quando Travis estacionou na Craven e


Knowles. Eram quase sete e meia: quase cinco horas desde que eu tinha
deixado Parker no armazém. Quando nos aproximamos das portas de vidro
de chumbo para a ostensiva grande entrada do escritório de advocacia
renomado, Trish surgiu de atrás de sua mesa, os olhos arregalados quando
ela correu em direção a nós. Abrindo as portas, ela disse, —
Sra. Harrington, estou tão feliz por você estar aqui.
Sem dúvida, a surpresa no cumprimento gregário de Trish foi
evidente no meu rosto. Nunca, nenhuma ela tinha sido tão acolhedora. —
Trish. — eu assenti.

— Sra. Harrington, me deixe te mostrar o caminho para o escritório


do Sr. Craven. Você vai ver quando chegar lá... — ela acrescentou em um
sussurro, — Ele precisa ir para casa. Eu tenho medo que todos nós vamos
ficar doentes se ele não fizer.

Eu parei no meu caminho. — Trish, se o Sr. Craven está doente,


talvez-

Seu longo pescoço visível com seu cabelo escuro torcido atrás de sua
cabeça, acenou de lado a lado. — Não, ele disse que não vai sair até que ele
fale com você... — ela olhou para Travis de cima para baixo. — Sozinha.

Olhei para Travis e voltei para a Trish. — Tudo bem. Sr. Daniels vai
esperar lá fora. Podemos ir para a sala de conferência?
— Não, senhora. Sr. Craven quer que eu te leve para seu escritório.
— eu segui a segui quando ela nos levou, passando pelo aquário e por um
longo corredor. Quando ela fez, eu percebi que eu nunca tinha entrado nos
escritórios dos parceiros. Apenas uma vez eu tinha ido ao escritório de
Brody; era sempre melhor para nós reuniões fora da empresa. Depois de
apenas um toque sobre a porta de madeira brilhante, Trish abriu,
revelando a grandeza do espaço de trabalho privado do sócio sênior.
A estante forrada com volumes de livros jurídicos preenchia uma
parede. Fugazmente, eu me perguntava se com a tecnologia de hoje isso era
realmente necessário. Não seria mais fácil fazer uma pesquisa de
computador para localizar um precedente específico do que procurar
através de uma parede de livros empoeirados? Duas das paredes eram de
vidro do chão ao teto, com vista impressionante para o mar. Foi na frente
de uma daquelas janelas espetaculares onde os meus olhos foram atraídos
de repente. Eu não podia olhar para longe do homem atrás da mesa. Sua
pele normalmente azeitona estava pálida e seu rosto estava coberto com
uma camada de suor. Mais suor escorria de sua testa, correndo pelo seu
rosto e mergulhando do queixo tremendo para as profundezas de sua
camisa umedecida. Mesmo seus olhos estavam nublados com um véu da
enfermidade.
— Meu Deus, Parker, o que aconteceu com você?

As nuvens diante de seus olhos entreabriram, quando um escuro


olhar ameaçador olhou na minha direção. — Sente-se, Sra.
Harrington. Trish, nos deixe a sós.

Eu me virei para Trish que me olhou com as sobrancelhas


levantadas. Eu balancei a cabeça, confirmando suas preocupações
anteriores. Parker Craven obviamente estava doente.
Quando me virei, Parker disse: — Eu acredito que eu disse mais
cedo hoje para não me fazer repetir. Sente-se.

Eu considerei discutir. Eu passei a maior parte do dia em pé, graças a


ele, mas vendo sua palidez, eu balancei a cabeça e sentei à beira de uma
cadeira. Quando eu fiz, ele sorriu sadicamente e perguntou: — Você está
confortável, Sra. Harrington?

— Não, eu não estou. Você me chamou aqui para tripudiar?

— Dificilmente. Eu chamei você aqui... — suas palavras foram


interrompidas por uma tosse seca. — Recebi algumas notícias
preocupantes. Há rumores de que você fez a decisão infeliz de entreter... —
mais tosse. — Um risco de negócio que eu sinto que seria melhor... — tosse.
— Ser interrompido.

— Se você está falando sobre Travis-

Seu punho bateu na mesa enquanto a outra mão foi para o colarinho
de sua camisa, soltando o botão de cima e sua gravata. Parker continuou, —
Não interrompa e não banque a burra. Você falou com Niccolo Albini.

Ele mais uma vez começou a tossir.

Esperei. Com meus olhos bem abertos, eu implorei, — Parker, isso


pode esperar. Você está obviamente doente. Espero que isso não seja
contagioso. Vamos discutir isso quando você estiver se sentindo melhor:
talvez quando discutimos a vontade. Agora, eu sou a esposa de Stewart e eu
vou falar com quem eu quiser.
Ele tomou um gole de água e enxugou a testa com um lenço. — Você
não vai fazer mais promessas ou acordos com os Albinis. Com o nosso novo
contrato, eu estou no comando de todas essas decisões. Para esse fim, a
menos que queira sua data de nascimento e tudo o que implica sendo
público, e, acredite, você não quer, você vai assinar esta procuração.

Mais tosse. Seu peito convulsionou quando ele pegou o lenço. Eu fiz
uma careta pelo vermelho escorrendo.
Balançando a cabeça, Apertei os lábios. — Meu Deus, você está
ficando pior a cada minuto. Alguém chamou Maura? Ela deve te levar para
casa.

— Victoria, os Albinis não sabem quem você é. Se eles souberem-

Eu fiquei de pé. — Você vê, Parker, aí que está o engano onde você e
Stewart estavam equivocados. Carlisle, meu pai, e eu tivemos um agradável
bate-papo nesta tarde no hospital. Aparentemente, você estava mal
informado. Eu não sei o que você ou os Durantes acham que sabem, mas eu
asseguro, Carlisle Albini é um homem honrado. Seu irmão Niccolo
prometeu sua proteção sobre mim e minha família. Carlisle confirmou
isto. Por enquanto, creio que esta discussão acabou.

Cansado, ele balançou a cabeça. — Não, você não pode fazer


isso. Você não pode fazer nada disso. Você não tem o poder. — ele limpou o
suor de novo, uma vez que escorria perto de seus olhos. — Eu tenho o seu
contrato.

— Parker, você está delirante. Eu tenho medo que a febre faça você
esquecer. Eu nunca assinei um contrato com você. — enquanto eu falava,
ele se abaixou perto de seus pés para onde eu pensei que ele tinha sua
pasta. — Eu não vi você hoje até agora. Harrington Spas e Suites não será
comandado por você. E muito em breve, vou estar à procura de uma
representação legal em outros lugares. Oh... — eu adicionei enquanto ele
procurava através da pasta agora aberta sobre sua mesa. — E o armazém
está fechado.

— Você não pode... — ele engasgou.


— Eu posso e eu fiz. — eu puxei meu celular da minha bolsa e
encontrei Maura Craven em meus contatos.
Falando ao telefone, eu disse, — Maura, minha querida, Olá. Sinto
muito te incomodar. Mas eu vim para o escritório de seu marido para falar
sobre o testamento de Stewart, e minha cara, o seu marido está doente. Ele
está sendo muito machão para admitir isso, mas eu estou preocupada.

Eu sorri para Parker quando Maura respondeu.


Quando ela terminou, eu disse: — Sim, vamos precisar almoçar um
dia desses. Eu acho que você deveria vir buscá-lo. Não queremos que ele
trabalhe até a morte, não é?

— Adeus, querida.

Desliguei a chamada e me inclinei mais perto, abaixando minha


voz. — Só mais uma coisa: Eu ouvi uma coisa muito interessante na
televisão no outro dia. Eles estavam dizendo que não é inteligente tentar
transformar animais selvagens em animais de estimação. Eles disseram que
pode ser perigoso. — inclinei a cabeça para o lado e examinei seu patético
corpo, tremendo. — Oh, isso foi apenas uma curiosidade aleatória eu queria
compartilhar. Infelizmente, eu acho que pode ser tarde demais para você.
— Eu quero agradecer a você por me chamar aqui esta noite. Eu
teria odiado ter perdido isso. — eu puxei o contrato genérico Dom/sub da
pasta e coloquei no topo. — Você pode querer destruir isso antes de Maura
chegar. Não quero que ela saiba com que pau fino ela se casou. — eu acenei
meus dedos quando me virei para sair. — Desta vez, eu vou ser a única a
administrar tudo. Adeus, Parker.
CAPÍTULO VINTE E OITO
Presente
EU ACORDEI NA MANHÃ seguinte com o toque do meu
celular. MAURA CRAVEN piscou na tela.
— Maura, — eu disse, sonolenta. — O que está acontecendo?

— Victoria, eu sinto muito ligar tão cedo, mas você precisa ir para o
Memorial Hospital rápido.
Minha mente cansada de repente estava bem acordada. — Deus,
Maura, é a minha mãe? — como Maura Craven sabe sobre minha mãe?

— O quê? Não, Victoria, é Parker. Ele está muito doente. Os médicos


não sabem o que está errado, mas eles querem monitorar todos os que
estiveram em contato com ele.

— Jesus, Maura, eu sinto muito. — me sentei, avaliando meu


corpo. Depois de apenas um momento, eu decidi que eu não estava doente;
de fato, até a minha bunda parecia melhor. — Eu me sinto bem.

— Parker se sentia bem na manhã de ontem também. Agora... oh...


Victoria, agora ele não pode sequer respirar. Seu cabelo está caindo e eles
têm esse tubo na garganta dele. É horrível. — eu a ouvi segurando as
lágrimas.

Oh, assim como Stewart. — Maura, como você está?

— Eu estou fora de mim, mas fisicamente, estou bem. Bem, pelo


menos por agora, mas os médicos estão me monitorando. Por favor,
venha. Trish disse que não esteve com Parker por muito tempo, mas se
você começar a ter sintomas, talvez eles possam fazer alguma coisa.

— Eu estava a três metros de distância.

— Ele estava tossindo? — perguntou Maura.

— Sim, — eu admiti.
— Victoria, venha, por favor, eu não quero que nada aconteça com
você.
Fechei os olhos. — Obrigada, Maura. Eu estarei aí assim que eu
puder.

Travis nos levou para o hospital em silêncio, ambos profundamente


conscientes de nosso papel nesta cadeia trágica dos
acontecimentos. Quando o SUV se aproximou do hospital, Travis estendeu a
mão e tocou minha perna. — O filho da puta merecia isso.

Eu balancei a cabeça. — Eu sei. Eu não me sinto mal por ele; talvez


eu devesse, mas não. Eu não estou saboreando a ideia de enfrentar Maura,
mas um dia ela vai perceber que ela está melhor sem ele.
— E seu pau fino, — Travis acrescentou com um sorriso torto.

— Sim, e seu pau fino.

— Eu não tinha ideia de que iria funcionar tão rápido, — disse


Travis enquanto procurava um lugar para estacionar.
— Eu também. Eu acho que o outro leva mais tempo. Eu não me
lembro exatamente.

— O outro?

— É um líquido vermelho. Eu acho que se ele é ingerido, ele funciona


mais lento. Os sintomas são perceptíveis, como a perda de cabelo, mas uma
vez que está no sistema não pode ser interrompido. Eu usei o pó. Val disse
que era tóxico, que ainda era um pouco desastroso para o sistema
imunológico. Talvez eu tenha exagerado o tanto que eu coloquei nas luvas.

Travis olhou para mim, seu olhar estreito. — Estou feliz que os
médicos vão olhar você. Tem certeza que você está se sentindo bem?

Eu cobri a sua mão que ainda estava na minha perna e suspirei. —


Eu estou; até a minha bunda parece melhor. Se Parker ficou tão doente tão
rápido, eu acho que estou limpa. — então eu pensei sobre Travis. — Você
não tocou em nada... Você não está se sentindo mal, não é?
Ele balançou a cabeça. — Não, como eu disse ontem, eu iria limpar,
mas eu decidi deixar pra lá e te levar ao hospital.
— E você está sentindo...

— Sra... Victoria, estou me sentindo bem. — ele estacionou o SUV. —


Posso acompanhá-la até a unidade de doenças infecciosas?

— Oh, Sr. Daniels, essa linha que você colocou, porque é


excepcionalmente intrigante?
— Não, acredite ou não, é a primeira vez que eu uso. No entanto, —
ele disse com um brilho nos seus olhos escuros, — Eu posso segurá-lo. Você
nunca sabe quando ele pode vir a calhar.

— De fato, — eu pressionei meus lábios e procurei a minha máscara


de preocupação: o que eu tinha usado durante meses enquanto cuidava do
meu marido morrendo. Com as recentes revelações, eu me senti menos
autoconfiante sobre o que eu tinha feito. Enquanto nós caminhamos
através das portas do hospital, eu me perguntava se era hora do karma
morder na bunda.

Com a minha fachada firmemente no lugar, chegamos ao posto de


enfermagem. — Com licença. Sou Victoria Harrington, Sra. Craven
chamado-

Os olhos da enfermeira se arregalaram. — Sim, os médicos


gostariam de ver você. Temos uma área com os outros. É um isolamento
improvisado. — ela olhou para Travis. — Sinto muito, senhor. É apenas
para aquelas pessoas-

— Eu estava com a Sra. Harrington no escritório do Sr. Craven na


noite passada, — declarou ele.

— Oh, e seu nome? — ela perguntou enquanto verificava sua lista.

— Meu nome é Travis Daniels.

— Senhor, eu não vejo-

Eu virei meus olhos cinzentos para a mulher na minha frente. —


Minha senhora, por que ele mentiria? Esse isolamento improvisado é tão
agradável que você tem que parar a multidão de entrar? — eu, obviamente
não estava fazendo uma amiga, mas eu também não estava pronta para
estar a sós com Parker ou qualquer outra pessoa, sem Travis.
— Não, senhora. É só que, ao permitir a entrada do Sr. Daniels
podemos estar o expondo desnecessariamente-

— Você não precisa se preocupar. Se a Sra. Harrington foi exposta,


então eu também fui, — interrompeu Travis.

Talvez fosse pelo seu tamanho ou o seu tom, independentemente do


motivo, depois de um breve olhar de Travis para mim, e volta para Travis, a
enfermeira suspirou e relutantemente levou nós dois por algumas portas e
por um longo corredor. Depois de algumas voltas e mais algumas portas,
chegamos a uma porta com uma imagem bonita de três círculos
incompletos e um sinal de alerta para não entrar sem equipamento de
segurança adequado.

— Vocês dois podem entrar aqui.

Olhei para Travis e levantei minhas sobrancelhas. Silenciosamente,


ele balançou a cabeça e entramos. Uma vez lá dentro, fomos recebidos por
Trish e outros membros da equipe Craven e Knowles. — Trish, — eu
perguntei, — onde está a senhora Craven?
— Ela está com o Sr. Craven. — os olhos de Trish estavam
vermelhos.

— Como você está se sentindo? — perguntei, fingindo preocupação.

Ela assentiu com a cabeça enquanto engolia. — Estou bem. Nós


todos parecemos estar bem. — ela me avaliou. — E você?
Eu balancei a cabeça.

— Eu sabia que... ontem... Eu só sabia... — as palavras de Trish se


apagaram quando outra mulher a abraçou e a levou para longe. Travis e eu
achamos duas cadeiras. Nós nos sentamos enquanto o tempo se
arrastava. Através de uma série de mensagens de texto com a minha irmã,
eu descobri que Parker tinha deixado o hospital em um tumulto. Tudo o
que ele tinha estava progredindo muito rápido. A boa notícia era que
ninguém tinha ficado doente.
Quando eu estava quase dormindo de tédio, a porta se abriu e o
senador Robert Keene entrou. Imediatamente seus olhos redondos
encontram os meus. Inconscientemente, eu me aproximei de Travis, que
também havia sido induzido a uma falsa sensação de serenidade. Ele se
sentou mais alto quando eu ofereci sarcasticamente: — Senador, bem-
vindo à nossa festa.

— Sra. Harrington, — ele acenou com a cabeça.

— Senador, sua adorável esposa vai se juntar a nós?

— Não, felizmente para ela foi só eu que teve uma breve reunião
com Parker ontem à tarde. Ela não estava presente.

Inclinei a cabeça para o lado. — Eu diria que um homem de sua


importância tem um monte de reuniões sem a sua esposa, ou até mesmo,
talvez, sem o conhecimento dela.

Ele se mudou para a cadeira ao meu lado e baixou a voz. —


Sra. Harrington, seria mais inteligente manter o seu conhecimento para si
mesma. Parker me disse sobre um novo acordo - um novo contrato. É do
meu entendimento que, uma vez que ele estiver bem, certas situações de
negócios serão anuladas. — ele me olhou por um momento, movendo
apenas os olhos do meu rosto para os meus seios e pernas. — Devo dizer,
eu também estou satisfeito por saber que outras obrigações do seu marido
vão continuar a serem cumpridas. Agora a palavra é, as regras mudaram. —
ele franziu a testa com conhecimento de causa. — Você está
confortável? Ou você prefere se levantar?

Não foram apenas as palavras que fizeram a minha pele se arrepiar:


era a respiração dele. Lutei contra a vontade de vomitar, não porque eu não
gostava da imagem dele coberto de meu vômito, mas porque eu não queria
que os médicos interpretassem mal os meus sintomas. Em vez disso, eu
sorri apelativa e me inclinei mais perto. Com um sussurro, eu disse: —
Parece que Parker manteve você mal informado. Eu não tenho ideia do que
você está falando. E, sobre os negócios, as transações do meu marido vão
continuar como ele planejava.

— Sra. Harrington... — com cada palavra suas bochechas rosadas


ficaram mais e mais vermelhas. — Eu estou certo que você não entendeu as
conexões-
Eu coloquei minha mão sobre a dele. — Aparentemente, você não
sabe das minhas. — inclinei a cabeça para o lado e usei a minha voz mais
doce. — No entanto, se você me empurrar de novo, vou usá-las. Senador,
como eu tenho certeza que você está ciente, o sangue é mais grosso do que
a água.

— E eu sou-

— Água, senador. Sheila é sangue. Eu sei mais do que você


pensa. Não me empurre.

Quando ele estava prestes a responder, uma mulher entrou em


nossa sala vestindo algo que mais parecia um traje espacial. — Eu preciso
monitorar todos os seus órgãos vitais. Alguém está se sentindo mal?
— Não, — uma mulher que eu não conhecia, disse. — Isso é
bobagem. Estamos todos bem. Quando podemos ir?

— Eu diria que em breve, mas houve outro caso. Eu tenho medo que
as pessoas que trabalhem na Craven e Knowles sejam consideradas
infectadas.

— Como? — eu disse. — Eu não sou da Craven e Knowles.


— Nem eu, — o senador Keene interrompeu. — Quem mais está
infectado?

— Sinto muito. Eu não tenho autorização-

Trish começou a chorar. — É o Sr. Phillips. Não é?

Meu coração parou.

Antes que eu pudesse falar, Trish continuou. — Eu não consegui


falar com ele esta manhã. Todos os outros atenderam seus telefones. Ele
não. Ele estava com o Sr. Craven ontem à tarde. Aposto que era ele.

— O que você quer dizer que ele estava com ele? — perguntei.
— Eu não sei. Sr. Craven teve uma reunião, e o Sr. Phillips o
acompanhou. Eles fazem isso o tempo todo.

Eu mordi o interior da minha bochecha para não mudar a minha


expressão. Minha imaginação estava correndo solta. Eu disse a mim mesma
que não poderia ser... não tinha nada a ver com o armazém. Eu sabia que
isso não aconteceu. Brody não sabia sobre isso.

* * *

Algumas horas mais tarde, ainda sem sintomas, Travis e eu fomos


liberados. Quando chegamos ao balcão principal de informações, perguntei:
— Com licença, eu estou aqui para ver Brody Phillips.

A mulher procurou na tela de seu computador. — Minha senhora, eu


sinto muito, Sr. Phillips não pode receber visitas.
Ele estava lá. Oh meu Deus!

— Minha senhora, você é amiga ou família?

— Eu sou sua amiga. — a palavra prendeu na minha garganta.

— Não temos nenhum registro da família dele. Se você tiver


qualquer informação, seria útil.
Eu balancei minha cabeça. — Eu não sei. Sinto muito.

Quando me virei para ir embora, meus olhos estavam nublados. Era


Val. — Eu queria encontrá-la antes que você fosse embora, — disse ela, seu
tom de voz suave.

Era tudo demais. Fechei os olhos. — É a mamãe?

— Sim. — ela pegou meu braço. — Não é ruim. É bom. Ela está
acordada e conversando. Ela ainda falou com a polícia. Ela se lembra de
tudo. Sua história é bastante rebuscada, mas eles estão ouvindo ela.

Eu olhei para os olhos escuros de Travis. Nós dois estávamos


exaustos. Eu estava preocupada com Brody, mas eu precisava ver a minha
mãe. Pela primeira vez desde que eu conseguia me lembrar, eu queria vê-
la. — Eu vou vê-la por alguns minutos.
Val assentiu. Enquanto caminhávamos em direção aos elevadores
com Travis um passo atrás, Val sussurrou: — Ela teve alguns visitantes
interessantes.
Eu levantei minha sobrancelha, silenciosamente implorando a ela
para continuar.

— Aquele homem, aquele que estava no meu apartamento


procurando por você? Bem, acho que ele conhece a mamãe. As enfermeiras
disseram que no início ela parecia apreensiva, mas eu vi os dois
conversando. Era ele e outro homem que parecia muito com ele. Eu acho
que eles estavam bem. Mamãe estava sorrindo.
Quando nos aproximamos do quarto de mamãe, o pager de Val
apitou. — Sinto muito. Preciso ir a outro lugar.
Eu tentei ignorar o olhar cheio de compaixão que ela atirou em
minha direção enquanto ela caminhava rapidamente pelo corredor. Me
aproximei do quarto, perguntando se eu ia ver minha mãe e pai juntos. Era
um pensamento que há apenas dois dias teria parecido absurdo. Eu abri a
porta e encontrei Marilyn sozinha, sentada e olhando para fora da janela.
Quando ela se virou para mim, eu vi seu rosto revestido de lágrimas.

— Mãe, você está bem? Qual o problema?


Balançando a cabeça, ela desviou o olhar.

Fui até a cama e sentei na borda. — Entrei em contato com um


advogado. Seu nome é Phillips, Brody Phillips. Ele pode te ajudar. — eu
peguei a mão dela, rezando para que ele pudesse ajudá-la, que ele não
estava tão doente como Parker. Ele não podia estar. Eu me tranquilizei que
não havia nenhuma maneira dele ser exposto. Quando minha mãe não
respondeu, eu peguei a mão dela. — Val me disse que você falou com a
polícia. Eu sei que essa coisa toda parece absurdo, mas eu acredito na sua
história.

Seus olhos cinzentos húmidos se viraram para mim quando ela


balançou a cabeça lentamente. — Eu cometi tantos erros. Eu era jovem e
acreditava nas histórias que ouvi. Eu pensei... — as palavras dela sumiram
quando seu corpo delicado estremeceu.

Endireitando meu pescoço, eu perguntei, — O que? O que mãe? O


que você pensou?
Ela olhou para baixo, onde minha mão cobria a dela. Virando a
palma dela para cima, ela entrelaçou os dedos com os meus. — Eu pensei
que ele iria te rejeitar ou que a família dele iria te machucar. Eu perdi tanto
tempo. Eu sinto muito. Eu sei que você me odeia e você deve.

Eu inalei, esperando para exalar. — O ódio é uma palavra


forte. Houve momentos em que esse foi provavelmente o caso, mas não
agora.

Ela apertou minha mão. — Ele sabe. Seu pai sabe.


Eu balancei a cabeça. — Nós conversamos. Ele não disse isso, não
nessas palavras... mas eu tenho a sensação de que ele sabia.

O queixo dela caiu para o peito. — Ele disse que ele não tinha
ideia. Ele nem sequer assumiu que eu tinha mentido sobre você até o
funeral de Stewart. Eu pensei que ele estava lá por causa de você. — ela
balançou a cabeça quando seu olhar encontrou o meu. — Não era. Foi uma
coincidência. Ele estava lá por causa de Stewart, mas então ele me viu com
você. Você parece tanto com ele que ele soube.

— Mas você não disse que Niccolo-

Ela assentiu com a cabeça. — Ele pediu desculpas por Carlisle e


eu. Ele disse que ele suspeitava, mas quando eu mostrei a certidão de
nascimento, ele não correu atrás. Ele nunca mencionou isso para Carlisle.

Eu me virei, olhando ao redor seu quarto de hospital. O sol ainda


brilhava do lado de fora da janela. Quando eu fiz a varredura do espaço
pequeno, eu notei um paletó dobrado sobre a cadeira em um canto. Era
cinza e eu o reconheci imediatamente.

— Mãe, Brody Phillips veio ver você na noite passada?

Como se puxada de uma névoa de memórias, ela olhou para mim e


seus olhos clarearam. — O quê? Phillips? Sim, o advogado que você
mencionou. Ele parou por aqui ontem à noite. Eu ainda estava muito
fora. Eu tinha acabado de acordar. Ele disse que ia voltar. Por quê?

Inclinei a cabeça na direção da cadeira. — Eu acho que é o dele. —


me levantei e caminhei em direção ao paletó. Pegando, eu inalei o aroma
fresco de roupa limpa e meu peito doeu.
— Eu não sei, — disse ela. — Eu nem sequer vi isso. Sinto muito,
Victoria. Sinto muito por tantas coisas.

Abracei o paletó quando os meus pensamentos voltaram para


Brody. — Mãe, vamos conversar depois. Você precisa descansar. — eu olhei
para a porta e vi o ombro largo de Travis através da pequena vidraça. — Eu
acho que preciso ir para casa.

— Victoria?
A tristeza em sua voz me puxou silenciosamente para ela.

Ela pegou minha mão. — Você deveria ter nascido.

Ajeitei meu pescoço quando eu engoli as emoções borbulhando na


boca do meu estômago. Era uma contradição direta com o que eu tinha
ouvido toda a minha vida. Em uma frase ela estava me dizendo que eu era
amada, que eu não era uma assassina, mas ela estava errada. Eu era uma
assassina. Eu tinha matado meu irmão gêmeo, Stewart e Parker. Eu não
podia responder. Uma lágrima caiu de meus olhos cinzentos quando me
virei em direção à porta.

Quando entrei no hall, eu encontrei Val de pé perto de Travis. Ambas


as suas expressões eram sombrias. Eu me preparei, sem saber o que estava
acontecendo. Tudo o que eu sabia era que eu não achava que minhas
emoções poderiam tomar qualquer outra coisa. — O quê? — perguntei, o
paletó de Brody pendurado sobre meu braço.

Val balançou a cabeça. — Eu queria que você soubesse que eu sinto


muito.

Ela sabe sobre nossos pais? Ela sabia que eles eram diferentes? —
Você sente muito sobre o quê?

Travis deu um passo para trás quando Val colocou o braço em volta
de mim e baixou a voz. — Outro dia, li o nome no seu telefone. A noite que
você estava pirando... Talvez eu tenha vasculhado suas mensagens de
texto. Eu sei que Brody Phillips é o seu amigo-horizontal.
— O que quer dizer com eu sinto muito? — engoli em seco. — O que
você quer dizer?
— Nós não sabemos o que aconteceu. O CDC suspeita de algum tipo
de terrorismo caseiro, talvez um cliente insatisfeito. Eles estão verificando
todas as transações comerciais da Craven e Knowles. Vik, a razão pela qual
eu fui chamada quando você veio para cá foi porque eles estavam
notificando a todos os médicos que tanto Parker Craven e Brody Phillips
estão mortos.

— Não, — eu choraminguei. Lágrimas caíram e meu queixo caiu


para o meu peito enquanto eu me rendia a corajosa luta que eu estava
lutando com minhas emoções. Era tudo demais. Tentei formar
pensamentos em sentenças. — Não. Deve ser algum engano.
Minha irmã me abraçou mais apertado. — Eu sinto muito, irmã. Eles
vão tentar descobrir o que aconteceu. O hospital vai manter isso quieto,
mas eu queria que você soubesse.

Segurando o paletó apertado em meus braços, eu balancei a cabeça,


incapaz de falar.

Quando Travis calmamente me levou de volta para o SUV, eu perdi a


noção de tempo e espaço. Em vez de abrir a porta de trás como ele
costumava fazer, ele abriu a porta do passageiro. A viagem do hospital para
a cobertura foi um borrão.
Quando entrei no meu apartamento, eu cegamente caminhei para a
minha suíte. — Eu quero estar sozinha, — era tudo que eu poderia
dizer. Eu não podia formar outras palavras. Não havia nada que fizesse
sentido. Nada fazia sentido. Como Brody poderia ficar doente? Eu não fiquei
doente. Eu o vi ontem no hospital. Ele estava bem... Ou era ele? Me lembrei
de seu intenso calor.

O paletó em meus braços era tudo o que eu tinha restado de meu


sonho de uma vida normal: tudo o que restava do único homem que em
amou por me amar. Eu desdobrei o paletó, colocando-o em cima da minha
cama e inalei. O perfume de Brody emanava do tecido. Meu peito arfava
pelo sentimento de perda. Eu deveria ter me sentido desse jeito pelo meu
marido, mas eu não tinha.
A realidade me golpeou: Eu era a morte, lenta e insidiosa. Eu matava
tudo ao meu redor. Isso era o que tinham me dito desde antes que eu
pudesse lembrar. Minha mãe tinha razão. Eu não deveria ter
nascido. Agora, karma estava me pagando de volta. Só quando eu tinha a
promessa de amor e uma vida normal, foi levado de mim. Tudo que Brody
tinha feito era me amar, me amar como ninguém.

Abracei o paletó. Eu não tive a chance de dizer adeus. Pelo menos


com Stewart eu tinha dito adeus. Era isso o que eu disse? Oh, por que
diabos isso tinha acontecido com Brody? Eu era a única que merecia
morrer, não Brody. Meus joelhos cederam quando eu caí no
chão. Abaixando minha cabeça, eu abracei o paletó e o usei para o meu
travesseiro quando minhas lágrimas permearam no tecido.

Em vez de ser suave, a peça estava irregular. Enxugando os olhos,


abri o paletó. Quando eu fiz, o cheiro de limpo de perfume fresco misturou
com um novo perfume. Doces e balas pequenas encheram meus
pensamentos. Enfiei a mão no bolso e tirei uma meia dúzia de balas de
menta embaladas individualmente.

Não! De jeito nenhum! Não podia ser! Não podia ser ele.

Meu corpo tremia quando pulei para os meus pés e corri para minha
porta. — Travis! Travis! — eu gritei enquanto eu corria pelas escadas para
o nível principal. — Travis! — minhas pernas mal seguravam meu peso
enquanto meus olhos transbordavam de lágrimas. As gotas salgadas fluíam
livremente pelo meu rosto. — Porra, Travis, onde diabos você está?

Ele e Lisa me encontram quando eu dobrava a esquina para a


cozinha. Pegando meus ombros, ele me segurou. Ambos os seus olhos se
arregalaram.

— Sra. Harrington, o que é? — perguntou Lisa.

Encarando apenas Travis, eu estendi minha mão e abri meus dedos


para revelar as balas de hortelã-pimenta. Minha voz falhou com
descrença. — Me conte. Por favor, me diga que ele não era um dos... — eu
não podia dizer o resto: que Brody era um dos amigos.

Travis não falou; em vez disso, ele fechou os olhos e balançou a


cabeça.
— Nããão! — eu não poderia - não queria - processar; meus joelhos
cederam.

* * *

Quando acordei, eu estava na minha cama. Embora o quarto


estivesse escuro, eu sabia que não estava sozinha. — Travis? — eu
questionei.

— Victoria? — a voz profunda veio a escuridão.

— O que aconteceu?
A cama se moveu, e eu sabia que ele estava perto. Quando os meus
olhos se adaptaram, eu vi seu perfil: seu corpo alto e musculoso contra o
céu iluminado pela lua.

— Eu tive que pegar o seu traseiro de novo.

Eu esfreguei minha bochecha contra meu travesseiro quando as


lembranças voltaram. Meu peito doía com a perda.
— Lisa e eu trouxemos você até aqui, — ele continuou. —
Dra. Conway veio e te deu uma coisa: um calmante. Você esteve dormindo
por cerca de seis horas.

O vazio era insuportável. — Travis, como? — soluços vieram de


dentro de mim. — Como é que Brody...? — eu não poderia nem mesmo
terminar a minha frase. Eu não podia dizer a palavra morreu.
— Sinto muito, — ele ofereceu.

— Não, você não sente! — eu gritei. — Você não gostava dele. Eu vi o


jeito que você olhava para ele.

— Eu não gostava dele porque ele mentiu para você.

Minhas lágrimas retomaram, ardendo meus olhos inchados. — Eu


não quero ouvir isso. Por que você está no meu quarto? Saia do meu
quarto!
Grandes mãos quentes seguram meus ombros.
— Não me toque. Porra, eu te disse para não me tocar nunca!

Ele não me soltou; em vez disso, Travis se aproximou, seu hálito


quente contornando meu rosto. — Ele mentiu para você. Eu nunca menti
para você.

Eu sabia que o que ele estava dizendo era verdade. Eu não queria
acreditar, mas, no fundo, eu sabia disso. Meu corpo estremeceu com a
verdade que estava na ponta da minha língua. Com Travis ainda segurando
meus ombros, eu sussurrei: — Ele era o Peppermint Man.
— O Peppermint Man? O que você quer dizer? — perguntou Travis,
intrigado quando ele me soltou.

Me sentei. Percebendo que eu ainda estava usando minha blusa e


calcinha, eu puxei o lençol em volta da minha cintura e tentei explicar: —
Havia alguns dos amigos - eu odeio esse termo fodido - alguns eu
identificava por aromas. Um deles era uma espécie... — meus ombros
estremeceram quando eu limpei meus olhos com o lençol. — parecia
relativamente gentil. Eu o nomeei de Peppermint Man. Era com ele que eu
estava no dia em que Stewart morreu.
— Sim.

— Era ele... Brody.

Travis assentiu.

Eu balancei a cabeça em descrença. — Mas ele nunca me disse que


ele estava lá. Ele me levou a acreditar... — eu não conseguia parar a dor no
meu peito ou as lágrimas. Eu odiava as lágrimas. As lágrimas eram para os
fracos. Eu não era fraca. Eu não queria ser fraca, mas a dor era insuportável.

— Victoria? — disse Travis, limpando suavemente minhas lágrimas


com o polegar. — Ele era um deles. Ele trabalhou com os Durantes, assim
como outros em Craven e Knowles. Ele era fodidamente enraizado nas
merdas deles. Não estou dizendo que ele não queria te ajudar. Inferno, ele
pode até mesmo ter tido sentimentos por você, mas você é uma mulher
rica, porra. Existem idiotas por aí que vão dizer e fazer qualquer coisa. Você
não foi a única a dizer sobre o que aconteceu no armazém: ele sabia o que
você estava fazendo. Ele estava fazendo isso para você.

— Como, Travis, como? Como ele ficou doente?

A cama se moveu quando ele se mexeu. — Eu não sei. A única coisa


que posso imaginar é que ele foi para o armazém depois que saímos. Eu
posso ir verificar na parte da manhã e ver se alguém foi lá. Eu vou ser capaz
de dizer se alguém usou o código. Se ele fez... se ele foi para o armazém,
talvez ele encontrou as luvas e merda.
— E merda? Parker gozou quando ele se masturbou e sujou tudo? —
se ele fez, ele sabia que eu menti.
— Victoria, — disse Travis. — Eu não limpei nada. Se ele foi lá e
começou a lidar com as coisas, inferno, até mesmo o esperma, eu não
sei. Ele poderia ter se exposto a isso.

— Você disse que eu não posso confiar em idiotas, eles vão fazer ou
dizer qualquer coisa. Você é um idiota. Posso confiar em você?

Uma grande mão encontrou meu rosto e alisou meu cabelo. — Eu já


afirmei não ser um idiota?

— Não, — eu respondi, saboreando o calor de sua mão, bem como a


sua honestidade.

— Eu não sei se você pode confiar em mim, mas eu posso te dizer, eu


sempre fui direto com você.

— Não, você não foi.

— O quê? — perguntou Travis: — Quando eu não fui?

— No carro, quando eu te acusei de ser bom.

Ele se inclinou mais perto. — Oh. — seu tom de voz caiu uma
oitava. — Eu não estava mentindo. Eu não sou bom e eu quero te foder.

Oh merda!


CAPÍTULO VINTE E NOVE
Presente
— MAS VOCÊ NÃO ESTÁ autorizado a me tocar, — eu sussurrei. —
Nunca, — eu acrescentei, sem reconhecer a minha própria voz.

— Eu disse a você... — as grandes mãos de Travis acariciaram meus


braços, enviando trilhas de fogo e desejo direto para o meu núcleo. — Eu
não sou honrado — ele baixou a voz: era o tom que eu usei para encontrar
intimidante. — Eu quero tocar em você, e eu quero que você me toque. No
entanto, se eu vou ser direto com você, eu menti sobre uma coisa.
— O quê? — eu perguntei sem fôlego.

— Eu não gosto de ser mordido e ser chutado nas bolas.

Um pequeno sorriso veio aos meus lábios.

— Então... — suas mãos continuaram o comprimento dos meus


braços. Encontrando minhas mãos, seus dedos entrelaçaram com os meus.
— Eu quero que você me veja... — ele trouxe a minha mão aos lábios e
chupou a ponta de cada dedo. — E eu quero que você me queira, tanto
quanto eu quero você, porra.

Mordi o lábio inferior. — Travis, eu não sei.

— Eu entendo. — ele se moveu em minha direção lentamente, me


empurrando contra meus travesseiros. Inalando profundamente, ele
acariciou minha nuca. — Você fala sobre perfume, — ele sussurrou, sua
respiração quente na minha clavícula. — Você disse que era a maneira que
você poderia identificar as pessoas.

Eu balancei a cabeça.

— Você sabe como você cheira?

Eu balancei minha cabeça.

— Você cheira a liberdade, como a luz do sol e o maldito vento na


praia.

Eu olhei para seus olhos escuros. — Eu não entendo.

— Por anos você cheirava como uma prisioneira em um maldito


calabouço. — ele inalou novamente. — Não que você não teve todos os seus
perfumes e loções luxuosas, mas aquele lugar pendurava em torno de você
como uma nuvem. Ele se foi, tudo isso. Você está livre e eu posso sentir o
cheiro.
Eu senti minhas bochechas subirem.

— Quando estiver pronta, se você estiver pronta - porque, Victoria, a


escolha é sua - eu quero provar isso.

— Isto?

— Sua liberdade. Eu sei tudo. Sei as coisas que você pensou que
tinha mantido escondido de Phillips. Esta é a liberdade. Quando alguém
sabe de tudo e quer você por ser você, pela sua fodida força, pelo jeito que
você enfrentou Albini, pela maneira como você ferrou Craven, por tudo que
você é e apesar de tudo o que você passou. Eu quero provar a liberdade,
beber de seus lábios sexy como o inferno, de seus peitos perfeitamente
redondos e sua buceta fodidamente convidativa.

Minhas entranhas torceram enquanto ouvia a sua voz profunda.

— Isso é o que eu quero. O que você quer? — ele perguntou.

Eu não podia falar. Eu não sabia o que dizer; em vez disso, eu


levantei meus lábios para os seus.

— Não, Victoria, quero palavras. Eu quero mãos. Eu quero que você


esteja comigo cem por cento. Nada de acenar com cabeça, ou fazer o que lhe
mandam. Me mostre a puta com um cérebro que entrou sob a porra da
minha pele como ninguém.

Eu segurei minha cabeça, olhei em seus olhos escuros, e disse: — Eu


quero que você me beije. Depois disso, eu não sei.

Com a luz do sol nascente, eu vi o seu sorriso torto. — Vou aceitar


isso. Eu vou tomar essa merda. Eu quero mais, mas eu vou ter isso.
Com uma grande mão no meu rosto, nossos lábios se encontraram e
o fogo que eu questionei rugiu para a vida. A torção que eu senti mais cedo
virou dolorosa quando gemidos vieram de algum lugar profundo dentro de
mim. Polegada por polegada ele me empurrou mais perto, seu peito maciço
quebrando meus seios de repente sensíveis. Lentamente minhas mãos se
moveram para seus ombros, tocando o que eu nunca tinha imaginado
sentir. Ele era tão grande, muito maior do que qualquer um que eu já
conheci: alto, musculoso e forte. Meu corpo se ofuscava de baixo dele. A
cada segundo que passava, eu ansiava por tocar a pele abaixo de sua
camisa.

— Travis?

— Sim?
— Você vai tirar sua camisa?

— Porra, sim, — disse ele e sua camisa voou sobre a cabeça.

O peito que eu tinha admirado de longe estava bem na minha frente,


sólido e perfeito. Eu segui os músculos definidos com as pontas dos meus
dedos quando uma colônia masculina perfumada, que não era nem pesado
nem fantasmagoricamente familiarizado, encheu a suíte. Quando eu
percebi que estava o encarando, mordi o lábio e timidamente levantei meus
olhos cinzentos aos seus. — Eu nunca vi você. Você me viu, mas eu nunca vi
você.
Seu sorriso torto se transformou em um sorriso cheio. — Você gosta
do que vê, tanto quanto eu?

— Sim.

— Eu também. — ele recuou e examinou meu corpo da minha


cintura para meus olhos. — Eu nunca vi você assim.

Eu levantei uma sobrancelha.

Seu tom era de veludo. — Oh, você sempre foi gostosa, mas isso é
diferente. Essa é você, tudo você. — ele brincou com o decote da minha
blusa. — Eu quero ver mais, mais de você. Você vai me deixar ver mais? Só
eu, ninguém mais?
Eu balancei a cabeça, sabendo que uma vez que eu tirasse a minha
blusa, ele veria os meus mamilos duros. Ele saberia o que suas palavras
estavam fazendo comigo.
— Não, Victoria. Se lembre, sem mais aceno com a cabeça.

— Eu me lembro, — eu disse quando eu levantei a minha blusa


sobre minha cabeça.

— Eu provei esses lábios deliciosos. Agora eu quero provar seus


seios perfeitos.

Estendi a mão e segurei seu rosto. — Você está me matando. Estou


usando minhas palavras. Eu quero que você me prove, e eu quero provar
você. Agora cale a boca e faça isso.

Seu sorriso aumentou diante dos meus olhos, irradiando de toda a


sua expressão: a partir de seus lábios firmes para seus escuros olhos
brilhantes. — Essa é a minha cadela mandona, — ele brincou antes que
seus lábios apreendessem um mamilo e depois o outro.

Joguei minha cabeça para trás quando minha espinha arqueou e


arrepios apareceram. Gemidos vieram de meus lábios quando meu interior
se apertou. Depois de mordiscar cada mamilo, as grandes mãos de Travis
acariciaram cada peito, enquanto seu polegar massageava. A combinação
criou uma excruciante necessidade dentro de mim. Cada vez que ele
chupava ou mexia meus mamilos endurecidos, uma eletricidade passou por
mim, direto para o meu núcleo. Sem se aproximar do meu sexo, suas
palavras e ações deixaram minha calcinha molhada quando eu
inconscientemente rolei meus quadris, silenciosamente implorando por
mais.
Quando eu pensei que eu não aguentava mais, ele encontrou o cós
do único obstáculo. Reverentemente, ele puxou minha calcinha para baixo
sobre meus quadris e pelas minhas pernas, se movendo pelo meu corpo
enquanto ele fazia. — Você cheira tão bem pra caralho. — ele olhou para
cima, seu olhar sobre o meu. — Esta é a sua última chance, Sra.
Harrington. Se você não me disser para parar agora, eu não vou parar até
que eu esteja satisfeito. — sua respiração quente brincou com minha
coxa. — E eu quero fazer isso por dez anos. Eu não vou correr.
Ele não estava correndo, nem o homem de há muito tempo no
armazém. Este monstro de homem entre as minhas coxas estava adorando
cada polegada e tomando uma quantidade agonizante de tempo para me
prodigalizar com sua atenção reverente. Eu teci meus dedos através de seu
cabelo fino, escuro. — Meu nome é Victoria, porra! E eu não quero que você
me chame de senhora. O que eu quero é que você me tome lento e duro. Me
faça goza de novo e de novo.

Seus lábios se curvaram. — Mandona!

— Oh Deus! — eu gemi quando um só e, em seguida, dois dedos


mergulharam dentro de mim.

— Você está tão molhada, tão pronta. — seus dedos mergulhavam


dentro e fora. Ele levantou meus quadris, criando um ritmo que fez meu
corpo tremer. — Oh merda! — a minha montanha estava bem ali,
literalmente e figurativamente. Eu nunca tinha percebido que Travis era a
minha montanha, a mais alta.

Beijando o interior das minhas coxas, seus dedos desapareceram. Eu


vi quando ele se sentou, seus olhos nunca deixando os meus quando ele
tirou os shorts de ginástica e revelou seu pau gigante. — Duro? —
perguntou ele, enquanto ele acariciava a si mesmo. — Você quer isso
duro? Eu quero ir duro.

Puta merda! Estendi a mão para tocá-lo.


— Ainda não, Victoria, ainda não. Eu ainda tenho uma buceta para
comer. Lembre-se, eu vou fazer isso lento.

Meu Deus!

Eu coloquei minha cabeça para trás e abri as pernas mais amplas. —


Eu me lembro, — eu havia dito através de respirações quando sua língua
encontrou meus lábios agora inchados e rodou minha umidade. Quando
cheguei para os lençóis macios, ele chupou meu clitóris. O quarto que nos
rodeava esmaeceu como se nada importava além das suas ações. Cada
puxão no meu pacote de nervos hipersensível me levou mais e mais alta. Eu
estava em um túnel escuro, um vácuo e só Travis poderia me puxar para
fora, para a luz e para o pico de minha montanha figurativa.
Quando ele acrescentou os dedos na minha tortura deliciosa, ele me
trouxe de repente até o topo. A borda estava bem ali. — Porra, Travis... Oh
meu Deus! — eu era incapaz de falar frases completas quando meus
quadris empurraram contra seu aperto forte. Ele continuou a chupar
quando minhas pernas se tornaram rígidas, apertando em torno de sua
cabeça. Eu já não controlava meu corpo ou minhas palavras. Elas estavam
vindo dos meus lábios, mas eu não poderia processá-las quando eu me ouvi
implorar. Eu implorei para ele parar e implorei para que ele nunca
parasse. Não foi até que toda a minha força foi dissolvida e eu flutuei de
volta à terra que o quarto finalmente reapareceu.

Quando o fez, Travis estava acima de mim, olhando em meus


olhos. — Você é tão fodidamente linda. Linda pra caralho. Eu quero ver isso
de novo.

De novo? Eu não acho que poderia fazer isso de novo.


Antes que eu pudesse articular palavras, ele estava em cima de mim,
espalhando as minhas pernas e persuadindo minha entrada com seu
pau. Um gemido saiu dos meus lábios enquanto ele brincava com meu
clitóris e moveu apenas a cabeça de seu enorme pau dentro de mim. — Por
favor... — eu implorei novamente.

— Por favor, o quê? Eu adoro ouvir a sua voz, suas palavras.

— Por favor, me foda. Eu quero o seu pau dentro de mim.


Engoli em seco quando ele fez exatamente o que eu pedi. Minhas
mãos se estenderam para seus ombros enquanto ele empurrava
profundamente dentro. Com toda minha força eu me agarrei a ele, o
homem que tinha estado comigo por tudo isso. Cada vez mais duro ele
mergulhou, atingindo esse ponto, o que me empurrou de volta à minha
montanha. Porra! Ele bateu em cada ponto. Eu não conseguia me lembrar
de se sentir tão cheia. Era maravilhoso o aroma almíscar masculino que
encheu a minha suíte enquanto ele me batia contra o colchão, mais e mais
até que eu não achava que eu poderia ter mais nada.

— Tão bom pra caralho! — ele rosnou quando nossos corpos caíram
em um ritmo: dentro e fora, dentro e fora, cada impulso escovando meu
clitóris e enchendo meu núcleo. A montanha cresceu e cresceu. Eu envolvi
minhas pernas em volta dele. Ele agarrou minha bunda e me puxou para
mais perto. A borda apareceu do nada. Quando seus dedos cavaram em
minha pele, eu deixei ir e gritei. Luzes piscaram e meu corpo
estremeceu. Eu estava lá, mas não estava. Eu estava perdida quando onda
após onda de contrações aquecidas percorreram em mim.
— Oh meu fodido Deus! — Travis gritou com um impulso final que
me rasgou o núcleo. Nós pousamos nos lençóis, seu pau latejando dentro de
mim.

Quando nossa respiração se acalmou, eu perguntei com um sorriso,


— Travis?
— Sim? — seu nariz esfregou o meu.

— Eu mudei de ideia.

— Você mudou? Sobre o que.

Eu subi e corri minha mão sobre sua bochecha. — Você pode me


tocar.

— Ah. Porra, — ele passou a mão pelo meu lado, encontrando minha
mão, e nossos dedos se entrelaçaram. Trazendo-os aos lábios, ele banhou
cada dedo com beijos. — Estou feliz por ter a sua permissão, porque depois
disso, eu não acho que eu poderia parar.

— Não. Não nem fodendo pare.


CAPÍTULO TRINTA
Oito meses depois
DE VEZ EM QUANDO, quando chegava em minha caixa de joias,
meus dedos escovavam o guardanapo de papel antigo que ainda cercava os
pequenos frascos. Eu sabia que não havia nenhuma razão para mantê-los; a
maior parte do Cytoxan tinha ido embora. No entanto, os frascos bem
embrulhados que eu tinha pego a partir da Harrington Clinic Distribution
Center uma vida atrás permaneceu. Travis e eu sabíamos que eles estavam
lá e nós sabíamos que não havia nenhuma ameaça imediata ou razão para
mantê-los. No entanto, por alguma razão, eles permaneceram.
Nós conversamos sobre maneiras de eliminá-los. Não era como se
pudéssemos simplesmente jogá-los fora. Um sorriso vibrou no meu rosto
quando eu pensei sobre como Travis destruiu o armazém. Se tivéssemos
pensado no momento, poderíamos ter colocado os frascos no edifício antes
da explosão. A cadeira de Stewart ainda estava lá.

Não demorou muito para que a polícia decidisse que a explosão foi
causada por um problema na tubulação de gás. Felizmente, a área era
desabitada e ninguém ficou ferido. Quando o armazém foi declarado uma
perda total, não tive problemas em dizer a eles para derrubar a porra do
lugar até o chão.

Enquanto eu me sentava na minha mesa no meio da manhã, eu


empurrei as memórias para longe e me concentrei em nosso agora. Ainda
estávamos em Miami: Travis queria gerir os Spas e Suites. Na verdade, ele
fez bem o papel.

— Sra. Daniels, seu correio chegou, — disse Kristina quando ela me


entregou a pilha de cartas.

— Obrigada, Kristina. Você viu Lisa?

— Sim, senhora, eu posso levá-la para você.

Eu me atrapalhei através das cartas quando Kristina saiu e Travis


entrou na sala. Olhando para cima, eu fiquei momentaneamente
preocupada com a maneira que a camisa apertada do meu marido
acentuava seu peito e braços, bem como a forma como ela dobrava em suas
habituais calças escuras. Por apenas um segundo eu pensei sobre o que
estava sob essas calças, o que estava dentro de mim apenas esta manhã. No
momento em que meus olhos se mudaram para os dele, seu sorriso torto
me disse que eu tinha sido pega. — Sra. Daniels, posso te ajudar?

Estendi a mão para segurar sua cintura e olhei para seus olhos
escuros. — Eu acho que você fez hoje de manhã, duas vezes pelo que me
lembro.

Ele balançou a cabeça. — Você já falou com a sua mãe?

Revirando os olhos, eu disse: — Sim, ela ligou novamente. Estou feliz


que ela está indo bem, mas eu poderia viver sem as atualizações diárias. Eu
acho que foi inteligente deles a fazerem passar por reabilitação novamente
como parte de sua liberdade condicional. Quero dizer, nós sabemos que ela
foi forçada a beber o álcool, mas de certa forma é como se estivesse
começando tudo de novo.

— Ela ainda é uma dor na bunda.

Eu sorri e inclinei minha cabeça, meus olhos cinza se


arregalaram. — Uma maior do que eu?

— Na maioria dos dias, — Travis respondeu, beijando o topo da


minha cabeça, se afastando.

Eu olhei para as correspondências e me lembrei de algo que eu tinha


lido. — O que está acontecendo com os Spas Harrington e Suites em
Londres?

— Nada, não se preocupe com isso.

Apertei os lábios juntos. — Estou muito bem com sua direção em


tudo isso. Quero dizer, você trabalhou ao lado de Stewart e sabe muito mais
sobre isso do que eu, mas quero ficar a par.

Travis se sentou diante da mesa, suas longas pernas dobrando


quando seu grande corpo encheu a cadeira. — Eu não estou deixando você
fora dos fatos. Nada está acontecendo. Houve uma grande reunião e eles
precisavam de segurança extra. Acabou. Nada aconteceu.
Nós dois nos viramos quando Lisa entrou. — Sr. e Sra. Daniels,
Kristina disse que estavam procurando por mim?
— Pare com isso, — disse Travis, olhando diretamente para Lisa.

Seu sorriso suprimido fez seus olhos azuis brilharem. — Você sabe,
eu faço isso porque eu sei que te deixa louco.

— Sim. Isso me irrita pra caralho. Meu maldito nome é Travis. Foi
por quinze anos, e não subitamente muda só porque eu estou foden-
Lisa colocou as mãos para cima. — Pare. Informação demais.

— Então, me chame de Travis ou eu vou dar os detalhes do que


aconteceu esta manhã... — ele piscou para mim. — Ou de ontem à noite ou...

— Travis, Travis, pelo amor de Cristo, — Lisa confessou em sinal de


rendição.

Eu balancei a cabeça, feliz que nós todos mudamos o melhor que


pudemos. — Vocês dois acabaram?

Lisa se virou para mim. — Sim, senhora, seu marido pode ser uma
verdadeira dor...

— ...Na bunda, Lisa. Sim, eu estou bem ciente. — antes que Travis
pudesse falar, eu virei meus olhos cinzentos em direção a ele. A amizade
dele e de Lisa era genuína. Eu não confiava nele em não trazer algumas das
maneiras que eu gostava dele sendo um pé na bunda. Gritando, eu avisei, —
Cale a boca.

Ele dramaticamente apertou os lábios e ergueu a sobrancelha.

Me virei para Lisa. — Eu queria ter certeza de que você se lembrou


que Sheila Keene e Maura Craven estão vindo hoje para o almoço.

— Sim, senhora. Tudo estará pronto.

— Obrigada, Lisa.

Depois que ela saiu da sala, Travis inclinou para trás e disse: — Oh,
eu esqueci. Hoje é o almoço mensal do clube das viúvas.
Eu balancei a cabeça. — É meio estranho agora que estou casada de
novo e que Maura está saindo com alguém.
— Ela está? — ele levantou uma sobrancelha. — Eu me pergunto se
ele tem um pau fino?

Eu dei de ombros. — Eu estou feliz por não saber.

— Desculpe, Vik, eu não queria...


Eu assenti. — Não, é que eu estou apenas contente por não saber. E
Sheila está melhorando. Eu acho que ela passou pelo momento mais
difícil. Quero dizer, o suicídio é uma pílula difícil para uma esposa engolir.

Travis assentiu com conhecimento de causa. — Com toda a merda


acontecendo na Craven e Knowles depois que o CDC começou a investigar e
os federais se envolveram. Merda, a limpa e brilhante reputação do senador
Keene de repente ficou bastante fodida. Os Durantes não se saíram muito
melhor.

— Eu suponho que eu deveria me sentir tão culpada por Robert


como me senti com Parker. Quero dizer, por mais que Robert ficou me
ameaçando, bem... — eu suspirei. — Pelo menos eu sei que Carlisle falava
sério quando disse que estaria lá para mim.

— A overdose de insulina foi genial, — disse Travis.

Eu balancei a cabeça. — Sim, eles chamaram oficialmente de


acidente, então, pelo menos, Sheila conseguiu o dinheiro do seguro. Mas ela
confidenciou que ele fez isso de propósito. Aparentemente, ele tinha sido
diabético por um longo tempo e ela achava difícil acreditar que ele de
repente errou a sua dosagem da medicação. — eu balancei minha cabeça.
— Sheila acha que o escândalo foi demais para ele segurar. É por isso que
ela está tão imersa na Sociedade Harrington. Ela e Val garantiram subsídios
para clínicas de câncer Harrington em cinco locais diferentes dos Estados
Unidos. Elas estão trabalhando nas licenças. Esperemos que a construção
comece em breve.

— Você me falou sobre isso. Eu sei que você vai ficar feliz em não ter
a Dra. Conway viajando tanto para o exterior.
— Eu vou, — eu concordei. — Ei, ela é sua cunhada agora, talvez
você pudesse chamá-la de Val ou Valerie ou algo diferente de Doutora
Conway?
Travis fez uma careta. — Eu gosto de sua irmã, eu realmente
gosto. Eu gosto dela muito mais do que eu gosto de sua mãe.

Eu ri.

— E, — ele continuou, — Eu respeito ela. Eu sinto que Val não é


suficiente por tudo o que ela está comprometida.
Eu dei de ombros. — Tanto faz. Sempre vai ser Doutora?

— Eu gosto disso de chamá-la de Doutora. — ele se levantou. — Eu


vim aqui para que você saiba que eu vou viajar. Eu tenho algumas reuniões
com alguns investidores. Prometi a Carlisle e Niccolo que nós
continuaríamos a trabalhar juntos, mas estou trabalhando para fazer mais
algumas conexões para eles. — ele se inclinou e me beijou. — Conexões
legítimas. Eles têm mais um monte de merda legais acontecendo do que eu
jamais pensei. A merda de prostituição era principalmente o negócio dos
Durantes.

— Eu vou te dizer o quê. Os Albinis são inteligentes como o


inferno. Eu acho que estou aprendendo tanto com eles como eu aprendi
com o Sr. Harrington.

Eu queria dizer a ele para chamá-lo de Stewart, mas caramba, essa


coisa de nome era uma batalha interminável.

— Te vejo hoje à noite.

Ele me beijou um adeus. — Divirta-se no seu almoço.

Com a minha mente ainda persistente em nosso exercício matinal,


olhei para as cartas do nosso novo escritório jurídico. Mudar tudo dos
Craven e Knowles parecia durar uma eternidade com a investigação em
curso e cada documento lido sob a porra de um microscópio. Abri a carta
endereçada a mim:

Cara Sra. Victoria Daniels,


Em anexo se encontra a cópia autorizada e fiscalizada do testamento
do seu falecido marido, Stewart Harrington. Tenho o prazer de informar que
tudo foi como você assumiu. A maior parte dos ativos do Sr. Harrington
foram legados para você.
O único outro indivíduo nomeado especificamente pelo Sr. Harrington
foi Travis Daniels, o único parente remanescente de sangue do Sr.
Harrington. Você vai ver que ele foi legado individualmente de dez por cento
de todos os ativos em dinheiro. Que não incluiu participações de negócios ou
investimentos.

Como eu tenho certeza que você está ciente, desde que você e o Sr.
Daniels escolheram não ter um acordo pré-nupcial, a divisão de bens não é
mais significativo.
Se a nossa empresa pode ser de qualquer assistência adicional para
você ou o Sr. Daniels, por favor, não hesite em nos contatar.

Atenciosamente,

cc: Travis Daniels


Estendi a mão para o envelope endereçado a ele. Parecia o


mesmo. Eu tinha certeza que era a cópia. Eu não estava chocada que
Stewart tinha deixado dinheiro para Travis: os dois eram muito
próximos. O que me chocou, me surpreendeu, me surpreendeu pra caralho
era que eles eram parentes. Parentes como? Um primo?

Travis tinha trinta e nove. Stewart tinha cinquenta quando ele


morreu. Travis não podia ser filho de Stewart. Além disso, a cor deles era
diferente. Stewart era loiro com olhos azuis. Travis tinha olhos castanhos
escuros e cabelos castanhos.

Então eu pensei sobre Val: seu cabelo castanho claro e meu longo
cabelo escuro. Agora que eu sabia a verdade, eu sabia que meu cabelo e tom
de pele vieram do lado da família do meu pai. Nós parecíamos diferentes
porque tínhamos pais diferentes. O sobrenome de Travis era Daniels e de
Stewart era Harrington.

A única coisa que Travis me contou sobre sua mãe era que ela era a
mulher com um filho de doze anos de idade: aquele que foi sugado para o
inferno dos Durantes e aquele a quem Travis se sentia bem em ajudar a
expor suas negociações. A única outra coisa que eu sabia sobre ela era que
ela estava morta. Eu estava confiante de que Stewart não compartilhava a
mesma mãe. Ele foi criado em luxo, com ambos os pais.

Enquanto minha mente procurava respostas, mais perguntas


surgiram. Por que nenhum deles me disse? Como Travis tinha sido uma
parte da minha vida desde que eu conheci Stewart e eu nunca soube que
eles eram parentes? Por que Travis não me contou?

Eu tive um sentimento doentio na boca do estômago. Travis nunca


tinha mencionado o seu pai. Quando eu perguntei, ele me disse que ele não
sabia quem ele era. Desde que eu poderia me lembrar, eu nunca questionei
mais. Mas agora eu me perguntava se Travis e Stewart poderiam ter
partilhado um pai. Poderia o pai de Stewart ter sido um dos amigos dos
Durantes? A coisa toda fez o meu estômago dar uma guinada. Eu não queria
imaginar a mãe Travis com os amigos. Um brilho de suor se formou em
minha testa.

Travis tinha me dito que ele não era honrado, mas ele também disse
que sempre tinha sido sincero comigo. Perguntei se eu poderia acreditar
nele e ele me disse que ele não sabia. O que diabos isso significa? Se seu pai
era o mesmo que o do Stewart, eu poderia ser nada mais do que uma
maneira para ele ter dinheiro e o poder de Stewart? Foi isso o que ele tinha
planejado o tempo todo?

Eu não queria pensar assim. Eu não podia. Eu finalmente tinha


conseguido o meu normal, o mais normal quanto eu pude. Quer dizer, eu
era uma assassina, e tão dolorosa como a verdade era, Travis e eu sabíamos
disso. Ele não sabia que eu tinha assassinado Stewart, mas ele sabia sobre
os outros. Eu tentei não pensar sobre isso... Eu me recusei a pensar sobre
isso...

Abrindo o envelope Travis, coloquei a carta, lembrando que Stewart


jamais iria voltar para dentro da minha vida, e coloquei o envelope na
mesa. Enquanto eu observava as duas castas aberta, eu disse a mim mesma
que eu teria o meu feliz para sempre. Porra, eu merecia. Eu tinha ganhado
dele e eu não tinha intenções de perder. Karma poderia beijar minha
bunda.
EPÍLOGO
Futuro
COM AS COSTAS CONTRA A parede de azulejo e o spray quente
agredindo nossa pele, eu olhava por trás dos meus cílios molhados
enquanto Travis ensaboava o seu peito. Quando sua mão grande coberta de
sabão desceu, a espuma fez uma trilha até o cabelo escuro que levava ao
seu pau deslumbrante e inchado e eu não conseguia pensar em nada além
de tê-lo dentro de mim. Quando nossos olhos se encontraram, eu vi o
familiar olhar escuro se estreitando, o que fez meu interior aperta.

— Sra. Daniels, há algo que você quer?

— Porra, sim, — eu gemi quando eu estendi a mão e agarrei o seu


pau. Apesar do meu polegar e o dedo não se tocarem, eu mexi minha mão
para cima e para baixo criando um ritmo quando minha outra mão agarrou
suas bolas pesadas e rolei entre os meus dedos.

— Porra! Vikki, você está me matando.

— Depois do que você fez comigo esta manhã, eu acho que é a minha
vez, — eu respondi com um sorriso, caindo de joelhos. Com o spray do
chuveiro, inclinei a cabeça para o lado e enxaguei a espuma do seu pau
duro. Com as duas mãos sobre o seu eixo, abri a boca e o enviei para
dentro. Minha língua correu círculos em torno da cabeça quando eu provei
seu orvalho salgado. Movendo minha cabeça para cima e para baixo, eu
escutei o som de sua respiração.

Quando ele acelerou, eu deslizei para fora da minha boca e lambi seu
comprimento. Minha língua rodou a veia pulsante, quando suas bolas
apertaram e ele segurou o meu cabelo. Com um grunhido, ele mergulhou
profundamente em minha garganta.

Assim quando seu pau começou a latejar, Travis pegou meu


queixo. — Porra, Vik, eu quero jorrar dentro da sua buceta. Levante-se.

Quando eu fiz, ele me virou. — Eu estou fodendo você por trás,


querida. Segure-se firme.
Eu já estava molhada de nossa rodada anterior e chupar a minha
buceta me tinha deixado pronta. Segurando a parede eu abri minhas pernas
e levantei a minha bunda. Em um impulso duro, ele me encheu, esticando
meu núcleo. — Oh merda, isso é tão bom! — eu gemi quando os meus
dedos tentavam desesperadamente agarrar-se à superfície lisa. Mais e mais
ele me batia, mais e mais até que tudo o que eu poderia fazer era chamar
seu nome, — Travis, oh meu Deus!

— É isso aí. Vamos gozar juntos.

Eu concordei e ele estendeu a mão para o meu clitóris inchado. —


Oh, porra! — a tensão dentro de mim continuou a se construir. Cada
impulso foi mais duro do que o último e eu sabia que ele estava quase lá. —
Vire, — eu implorei, precisando tocá-lo.
Travis fez, puxando para fora de mim e me levantando. Minhas
pernas estavam em volta dele enquanto seu pau empalava meu sexo. Me
agarrei a seus ombros enquanto ele segurava minha bunda. Apenas mais
algumas estocadas e eu gritei: — Jesus, Travis, eu vou gozar.

— Ainda não, querida. — mais uma vez, ele chegou entre nós e
brincou com meu clitóris, seus quadris se movendo com os meus. Nossa
pele molhada bateu uma com a outra e nossa respiração ficou mais dura.

— Agora! Porra, agora! — ele rosnou no meu ouvido quando meu


corpo rasgou em milhões de pedaços.
Eu derreti contra ele, meu corpo flácido. Me segurando sob o jato,
Travis beijou meu pescoço, seu pau ainda dentro de mim.

Quando retornei minhas palavras, eu olhei para cima, o jato ainda


nos cobrindo. — Eu deveria estar te agradecendo por mais cedo.

Ele mostrou seu sorriso torto. — Você fez, querida, você fez.

Quando ele me abaixou para o chão do chuveiro, eu olhei para os


meus pés e a poça de água. Minhas pernas estavam moles e meu corpo se
sentia agradavelmente dolorido.

— Quais são seus planos para hoje? — perguntei.

— Eu estou ao seu serviço, Sra. Daniels.


Beijando seu rosto, olhei de volta em direção ao ralo. Não admirava
que a água não estivesse descendo: não podia, não quando estava obstruído
com todo esse cabelo.

CONTINUA
Notas
[←1]
Também pode ser traduzido como Traiçoeira.

[←2]
É porque cobertura em inglês é penthouse.

[←3]
Uma cultura da família americana que não é aplicado aqui no Brasil é um evento
rigorosamente agendado entre duas famílias americanas que celebram um dia especifico
para que suas crianças brinquem, tradicionalmente só entre duas famílias, depois em uma
outra semana é a vez de uma outra família e assim vai.

[←4]
Apelido que ela deu a este homem em especial.

[←5]

[←6]
Ele fala assim porque originalmente é: I want it so goddamn bad. So bad se traduz como
tanto, no sentido de muito, mas a tradução literal dele é mal, ruim:“eu quero você tão ruim”.
Então vai ter frases fazendo a referência que vai ficar um pouco estranho.

[←7]

[←8]
Ela fala little wood, falando do pau dele que é pequeno.