Você está na página 1de 67

Programação Avançada CLP Siemens S7-300

Controlador Programável SIEMENS Simatic S7-300


CONTROLADORES PROGRAMÁVEIS SIEMENS

A linha SIMATIC S7 consiste de três tipos de controladores programáveis classificados de acordo


com o desempenho de cada um deles.
SIMATIC S7-200
É um micro PLC desenhado para aplicações de baixo desempenho. É controlado por seu pacote
de software específico, os quais não estão inclusos na série S5 e S7.
SIMATIC S7-300
É um mini controlador modular desenhado para aplicações de baixo desempenho.
SIMATIC S7-400
O S7-400 é projetado para aplicações de desempenho intermediário a alto. Para referências mais
fáceis, os nomes dos módulos S7-300 sempre iniciam com um “3” e os módulos S7-400 iniciam com um
“4”.

ESTRUTURA DE HARDWARE DO S7-300

Com exceção de sistemas de pequeno porte, onde podemos utilizar apenas uma fonte e uma
CPU Compacta, um sistema de controle baseado no CLP SIMATIC S7-300 geralmente é composto por:

4
Programação Avançada CLP Siemens S7-300

Fonte (PS)
CPU
Módulos de Expansão
Módulos de I/O (SM)
Módulos de Comunicação (CP)
Módulos de Função (FM)

RACKS DE EXPANSÃO

Chamamos de Rack Central (CR) o trilho que acomoda a CPU, no qual podemos acoplar até 8
módulos de expansão. Caso haja a necessidade de mais módulos de expansão, dependendo do modelo
de CPU, a configuração pode ser ampliada através de Módulos de Interface (IM) num total de até 3
Racks de Expansão (ER) cada qual com mais 8 Módulos de Expansão, totalizando 32 módulos para uma
configuração centralizada.

Caso a aplicação exija um número maior de módulos ou mesmo uma distância maior entre o Rack
Central (CR) e os Racks de Expansão (ER) a configuração pode ser expandida através de uma rede
Profibus-DP e estações de I/O remoto ET 200. Tal expansão pode ser implementada através da
interface Profibus-DP já integrada a algumas CPUs ou através de um Módulo de Comunicação.

MÓDULOS DO CLP S7-300


RACK 1 - UNIDADE CENTRAL DE PROCESSAMENTO
A CPU utilizada no S7-300 é de modelo 312IFM, a qual já inclui os módulos de entradas e saídas
digitais incorporados (10 entradas e 6 saídas digitais).
O part number deste módulo é 312-5AC02-0AB0

5
Programação Avançada CLP Siemens S7-300

RACK 2 - FONTE DE ALIMENTAÇÃO


A fonte utilizada neste CLP é a de modelo PS 307 2A, com alimentação direta de 120 / 230V de
entrada e 24VDC 2A de saída.
O part number deste módulo é 1BA00-0AA0

RACK 4 - MÓDULO DE SINAL ANALÓGICO


Os módulos de sinal do SIMATIC S7-300 são comparáveis nas funções aos módulos de entrada e
saída do S5. Contudo, em adição aos módulos simples de sinal, o S7 também provê módulos que
podem receber parâmetros e que têm capacidade de diagnóstico.
O módulo analógico do CLP é composto pelo modelo SM334, com 4 entradas e 2 saídas
analógicas de 8 bits de resolução cada uma.

O part number deste módulo é 334-0CE01-0AA0

Instalação e Configuração

Com uma arquitetura modular o SIMATIC S7-300 provê economia de espaço, flexibilidade de
configuração e rápida expansã. O CLP S7-300 não necessita de racks com números predefinidos de
slots para ser montado, o conjunto de módulos é encaixado e aparafusado sobre um trilho DIN padrão,
os módulos são interligados uns aos outros através de um bus modular que fica embutido no trilho.

6
Programação Avançada CLP Siemens S7-300

CARACTERÍSTICAS FUNCIONAIS

Um amplo espectro de CPU’s está disponível para aplicações simples ou aplicações de grande
performance. As CPU’s possibilitam curtos tempos de ciclo, até 1µs. por instrução binária, através de
seus eficientes processadores. Para algumas tarefas especiais, existem CPU’s Compactas com I/O’s,
funções tecnológicas e interfaces de comunicação já integradas.

A grande diversidade de módulos de expansão permite a adaptação da configuração para


qualquer tipo de aplicação, estão disponíveis:

Módulos de I/O (SM)

Digitais (24Vdc, 48-130Vuc, 120/230VAC, Relé etc)


Analógicos (±5V, 0-10V, 0/4 até 20mA, Hert etc)

Módulos de Comunicação (CP)

Profibus DP / FMS
Ethernet
AS-interface
Serial Ponto-a-Ponto
Modbus

Módulos de Função (FM)

Contadores rápidos
Saídas de pulso rápida
Controle de posição
Controle de motor de passo
Controle em malha fechada (PID)

Um total de até 32 módulos de expansão pode ser utilizado em uma configuração centralizada.

Os módulos de expansão para S7-300 também são utilizados na estação de I/O distribuído ET
200M, possibilitando economia com peças de reposição em uma configuração distribuída com CLP S7-
300 e ET 200M.

Comunicação

Alem dos diversos módulos de comunicação que podem ser agregados a configuração, toda CPU
da série S7-300 traz integrada a si uma porta de comunicação MPI (interface multi-ponto). Através desta
porta a CPU é programada e parametrizada. Com a porta MPI é possível ainda implementar uma rede
de pequeno porte com equipamentos SIEMENS, tais como:

CLPs SIMATIC S7-200/300/400


Controladores SIMATIC C7
Interfaces Homem Máquina SIMATIC HMI
Computadores Industriais SIMATIC PC

Além da interface MPI, alguns modelos de CPU possuem uma segunda interface de comunicação
integrada Profibus ou Serial Ponto-a-Ponto.

7
Programação Avançada CLP Siemens S7-300

Programação e Parametrização

A programação do CLP SIMATIC S7-300 é suplementada através do software STEP7 disponível


em três versões STEP7 Lite, STEP7 e STEP7 Professional, desenvolvidas para melhor atender as suas
necessidades.

Aplicações

O SIMATIC S7-300 oferece soluções para as mais diversas tarefas de automação, nas seguintes
áreas:

Engenharia de produção
Indústria automobilística
Construção de máquinas especializadas
Construção de máquinas em série (todos os tipos de máquinas de produção), OEM
Processamento de plástico
Indústria de embalagens
Indústria alimentícia e de cigarros
Engenharia de processos (p. e. saneamento, automação predial)

Para aplicações especiais, estão disponíveis produtos adicionais dedicados que complementam a
linha SIMATIC S7-300:

Aplicações à prova de falhas, com a nova CPU 315F desenvolvida de acordo com as
diretrizes TUV, assim como com os respectivos I/Os, agora é possível programar o conceito de
falha segura em aplicações centralizadas ou distribuídas.
Componentes especiais para instalação em locais agressivos suportam condições
ambientais rigorosas, p.e. níveis de temperatura maiores.
SIMATIC C7, CPU’s da série SIMATIC S7-300 com interface homem-máquina (IHM)
integrada, ideal para aplicações em que o espaço para instalação é extremamente restrito.

COMBINANDO HARDWARE E SOFTWARE


Usando o software SET7, você pode criar seu programa S7 dentro de um projeto. O controlador
programável S7 monitora e controla o processo com este programa.

8
Programação Avançada CLP Siemens S7-300

Esquema básico de controle via CLP

O GERENCIADOR SIMATIC
Iniciando o SIMATIC Manager e criando um projeto
O ponto inicial de acesso do gerenciador Simatic é o ícone dele, chamado de STEP7. Este ícone
abre a janela deste gerenciador na qual podemos configurar todo o hardware do CLP, bem como abrir
um novo projeto de programação.
Todo programa criado deve ser feito sobre um projeto que possui diversos objetos, sendo este
objeto chamado de OB1.
Deste gerenciador podem-se acessar todas as funções instaladas no sistema (sistema padrão e
todos os softwares).
Desta janela podemos fazer o seguinte:
Montar os projetos
Configurar e fornecer parâmetros de hardware
Configurar as configurações de comunicação
Criar os programas
Testar os programas e iniciar sua execução

9
Programação Avançada CLP Siemens S7-300

ESTRUTURA DE UM PROJETO S7
Definição de um projeto
Os projetos contêm todos os dados e programas para uma solução de automação. O propósito
deles é prover um armazenamento organizado de dados e programas criados para cada aplicação.
Projetos no SETP7
No S7 um projeto contém todos os arquivos criados para um programa usuário no arquivo de
projeto. Este arquivo de projeto contém informação necessária para edição e manutenção do programa
do usuário, tais como ajustes de parâmetros, bem como os catálogos e nomes de arquivos.

10
Programação Avançada CLP Siemens S7-300

PROCEDIMENTO BÁSICO DE USO DO STEP7


Antes de você criar um projeto, você deve saber que os projetos no STEP7 podem ser criados em
diferentes ordens.

Se você criar programas com muitas entradas e saídas, recomendamos que você configure o
hardware do CLP em primeiro lugar. A vantagem disto é que o S7 mostra os endereços possíveis no
editor de configuração de hardware (Hardware Configuration Editor).
Se você escolher a segunda opção, você terá que determinar cada endereço e, dependendo dos
componentes selecionados você não poderá chamar esses endereços via STEP7.
Na configuração de hardware, você pode não somente definir endereços, mas também alterar os
parâmetros e propriedades dos módulos.

Estrutura de projeto no Simatic Manager

Projeto

A estrutura de um projeto de automação se inicia pelo ícone de projeto, localizado no primeiro nível,
o qual é identificado pelo nome do projeto.
Simatic 300 Station (Estação de Hardware)
Para definir e parametrizar o hardware deve-se criar a estação de HW (S7-300). A estação criada
(S7-312IFM) pode ter seu nome alterado pelo usuário e seus módulos são definidos pela ferramenta
Station Configuration. Ao se definir os módulos, o sistema automaticamente cria os subdiretórios
respectivos (CPU, Programa, Blocks, etc.).

11
Programação Avançada CLP Siemens S7-300

S7 PROGRAM (PROGRAMAS S7)


O programa do usuário referente a um CLP propriamente dito é localizado sob o diretório S7
Programs. Este diretório pode estar associado ou não a uma estação específica criada. Associada a um
HW, o diretório se encontra subordinado à CPU. Caso contrário, fica subordinado diretamente ao projeto.
Nos subdiretórios Source e Blocks estão localizados os programas do usuário, em arquivos fonte
ou em blocos S7, respectivamente.

CONFIGURANDO E PARAMETRIZANDO O S7

Pré-requisito: Para configurar o hardware um projeto já deverá ter sido criado.


Inserindo uma estação
Para criar uma nova estação no projeto, siga estes passos:
1. Selecione um projeto
2. Crie o objeto para o hardware solicitado selecionando o comando do menu (Insert –
Station)
No sub-menu você pode selecionar as seguintes opções:
Estação Simatic S300
Estação Simatic S400
Dispositivos de programação
Outras estações

12
Programação Avançada CLP Siemens S7-300

CONFIGURAÇÃO DE HARDWARE

Configuração de hardware
O termo configuração se refere ao arranjo de racks, módulos, racks de I/O distribuídos e
submódulos de interface na janela da estação. Os racks são representados por uma tabela de
configuração que permite um número específico de módulos serem inseridos, assim como em um rack
real.
Na tabela de configuração, o Step7 automaticamente aloca um endereço para cada módulo. Você
pode alterar esses endereços na estação se a CPU puder ser acessada livremente (um endereço pode
ser alocado livremente para cada canal do módulo, independente do seu slot).
Você pode copiar sua configuração tão frequentemente quanto você desejar para outros projetos
Step7, modifica-los se necessário e fazer o download para uma ou mais plantas existentes. Quando o
CLP iniciar, a CPU compara a configuração criada com a atual configuração da planta. Quaisquer erros
serão então reconhecidos imediatamente e reportados.
Com esta ferramenta é possível:
Definir os módulos utilizados (CPU, I/O, FM) e a sua parametrização. Por exemplo: tipo
de medição do módulo analógico de entrada.
Ler a configuração da CPU. Por exemplo: designação dos módulos no rack.
Ler diagnóstico de dados referentes aos módulos (system diagnostics)
Na janela online (diagnóstico de HW) é exibida a configuração da estação que está acessível
online. Informações de status ou estado de operação de cada módulo é mostrado no relatório simbólico
do módulo (system diagnostics).
A tecla F5 atualiza a exibição. Para obter mais informações, basta dar um duplo clique no símbolo.
A ferramenta é iniciada, por exemplo, pela seleção de uma estação de hardware no Simatic
Manager ou via comando do menu Edit Open Object.
A pasta Simatic 300 Station, sub-pasta Hardware, contém toda a configuração de hardware do
CLP usado no projeto iniciado.

13
Programação Avançada CLP Siemens S7-300

Configurando
O usuário especifica a posição dos módulos no rack e os endereços são definidos
automaticamente (nas CPUs 315-2 e do S7-400 o usuário pode alterar os endereços). A esta
configuração denominaremos configuração parametrizada.
Durante o início a CPU checa a distribuição dos módulos existentes, que é denominada de
configuração real.

CPU carregada no slot 2 do barramento

14
Programação Avançada CLP Siemens S7-300

Fonte de alimentação carregada no slot 1 do barramento

Módulo de E/S carregado no slot 4 do barramento

15
Programação Avançada CLP Siemens S7-300

Layout da janela da estação


A parte inferior da janela da estação mostra uma visão detalhada do rack inserido / selecionado.
Os números de pedido (order numbers) e endereços (addresses) dos módulos são mostrados no
formulário da tabela.
A tabela tem sua estrutura exibida abaixo para um rack central equipado com alguns módulos.

Tabela de configuração como uma imagem de um rack


Para uma estrutura central você arranja os módulos ao lado da CPU em um rack e continua
através das expansões adicionais dos racks. O número de racks que podem ser configurados depende
da CPU que você usa.
Como você faz em uma planta real, você arranja seus módulos em racks com o Step7. A diferença
é que os racks do Step7 são representados por “tabelas de configuração” que tem tantas linhas quantos
slots para módulos.
A figura a seguir mostra um exemplo de como uma estrutura real é convertida em uma tabela de
configuração. Essa tabela corresponde ao rack utilizado. O Step7 automaticamente coloca o número dos
racks em janelas em frente aos nomes.
Exemplo: UR (universal rack) corresponde ao rack central número 0.

16
Programação Avançada CLP Siemens S7-300

Ajustando parâmetros
Ao invés de setar chaves nos módulos, todos os parâmetros são definidos via software. Podem-se
definir parâmetros para a CPU e para determinados módulos de I/O, tais como módulos analógicos.
Nos parâmetros da CPU estão incluídos, entre outros, o tempo de supervisão de duração de um
ciclo ou o intervalo de tempo para execução de partes do programa.

Trocando módulos
Durante um restart completo, a CPU distribui os parâmetros para todos os módulos existentes.
Assim, quando se substitui um módulo defeituoso, a parametrização para o novo módulo ainda está
disponível, armazenada na CPU.

Configurando o Hardware
Dá-se o nome de configuração parametrizada à configuração de hardware criada pelo usuário,
determinando os módulos existentes e sua localização, bem como a parametrização destes módulos.
A configuração é executada pela ferramenta Configurador de Hardware. A partir do catálogo,
selecionam-se os módulos utilizados, posicionando-os no slot respectivo do trilho ou bastidor.
Naturalmente inicia-se a configuração pelo trilho / bastidor para então se posicionar os outros módulos.
Ao se posicionar um módulo, o sistema automaticamente designa um endereço para ele.
A parametrização dos módulos é realizada dando-se um duplo clique sobre o módulo desejado.
Uma tela de configuração referente ao módulo aparecerá, permitindo a alteração dos parâmetros.

Catálogo eletrônico
O catálogo eletrônico contém toda a lista de módulos existentes no S7. Quando se clica na tecla +,
teremos disponíveis todos os módulos do grupo selecionado.

PARÂMETROS E PROPRIEDADES DA CPU

Setando parâmetros da CPU


As propriedades das CPUs tem uma significância especial para o comportamento do sistema. Nas
caixas de diálogo de uma CPU, você pode ajustar o seguinte, por exemplo: características de
inicialização, áreas de dados locais e prioridades para interrupção, áreas de memória, comportamento
retentivo, memória de clock, nível de proteção e senha.
Na guia “GENERAL” da CPU ou via propriedades da interface da CPU você pode ajustar
parâmetros para as interfaces (por exemplo, interfaces MPI (multipoint interfaces) ou interfaces
integradas PROFIBUS-DP). Via estas caixas de diálogo você também pode acessar as caixas de diálogo
de propriedades para a subrede a qual a CPU está conectada.
Para os controladores programáveis S7-300 você também pode ajustar os parâmetros para alguns
módulos no programa do usuário (por exemplo, para módulos analógicos). Você necessita chamar as
funções de sistema (SFCs) WR_PARM, WR_DPARM e PARM_MOD no programa do usuário para
realizar esta operação. Estes ajustes são perdidos em um reinício a frio.
Entre outros, os seguintes parâmetros podem ser setados na CPU:
Endereço da interface MPI;
Características de start-up / ciclo: tempo máximo de ciclo, ciclo de carga para
comunicação, auto teste cíclico e auto teste depois da energização;
Interrupção cíclica (watchdog – OB35);
Memória retentiva (flags de memória – marcadores de posição do programa),
temporizadores, contadores e blocos de dados;
Clock de memória: reduzir a freqüência de byte da memória;

17
Programação Avançada CLP Siemens S7-300

Diagnóstico de sistema: enviar mensagens de diagnóstico, detalhar registros no buffer de


diagnóstico.

Se o usuário não definir nenhum parâmetro, os parâmetros default serão utilizados pela CPU.
Depois de setar os parâmetros, deve-se transferi-los ao CLP, através do comando PLC
Download. A CPU deverá estar no modo STOP.

Endereço MPI
Se for necessário conectar vários CLPs entre si via interface MPI, deverão ser adotados endereços
diferentes para cada equipamento (CPU)

18
Programação Avançada CLP Siemens S7-300

19
Programação Avançada CLP Siemens S7-300

SETANDO PARÂMETROS EM MÓDULOS DE SINAIS


Parâmetros nos módulos de sinais são variáveis que contem os ajustes da resposta dos níveis de
sinais dos módulos (um ou mais por módulo). Todos os módulos têm ajustes default. Os ajustes para a
maioria dos módulos S7 podem ser modificados usando o HW Configuration ou pro meio de SFCs no
programa do usuário.
Existem dois tipos de parâmetros para estes módulos:
Parâmetros estáticos ajustes dos módulos podem ser modificados com o S7 HW
Configuration, mas não com SFCs no seu programa.
Parâmetros dinâmicos ajuste dos módulos podem ser modificados no programa do
usuário, mesmo se elas forem feitas com o Step7.
Abaixo é apresentada a tela de entrada para configuração do módulo analógico.

20
Programação Avançada CLP Siemens S7-300

Conjunto de instruções avançadas do STEP7

INSTRUÇÕES DE LÓGICA DE BIT


As instruções de lógica de bit trabalham com dois dígitos (1 e 0). Estes dois dígitos formam a base
do sistema numérico chamado binário. Os dois dígitos são chamados de dígitos binários ou bits. No
universo dos contatos e bobinas, um dígito 1 indica energizado ou ativado e o 0 indica não ativado /
energizado.
As instruções de lógica de bit interpretam os estados de sinal 1 e 0 e os combina de acordo com
as regras de uma lógica Booleana. As combinações produzem um resultado 1 ou 0, conhecidos como
resultado da operação lógica (RLO).

Funções
As instruções de lógica de bit estão disponíveis para as seguintes funções:
AND, OR e XOR estas instruções checam o estado do sinal e produzem um resultado
que pode tanto ser copiado para o bit RLO (resultado da operação lógica) ou combinado
com ele. Com operações de lógica AND, o resultado do sinal de estado é combinado de
acordo com a tabela verdade desta função lógica. Com operações lógicas OR, o resultado
é combinado de acordo com a TV da função OR.
As seguintes instruções reagem em função de um RLO = 1 Set Output e Reset Output;
Set_Reset flip-flop e Reset_Set flip-flop.
Algumas instruções reagem durante a subida ou descida do pulso. Assim, você pode
executar as seguintes instruções incrementar ou decrementar o valor de um contador;
inicializar um temporizador; produzir uma saída 1.

1) Instrução Set Reset Flip-flop


Descrição
Esta instrução executa operações de Set (S - liga) e de Reset (R – desliga) somente quando
RLO=1. Um RLO=0 não tem efeito sobre esta operação. O endereço especificado na operação
permanece inalterado.
Um flip=flop Set_Reset é ligado se o estado do sinal é 1 na entrada S e 0 na entrada R. Caso
contrário, se o estado do sinal é 0 na entrada S e 1 na entrada R, o flip=flop é resetado. Se RLO é igual a
1 em ambas as entradas, o flip-flop também é resetado.
Esta instrução é afetada pela instrução Relé Mestre de Controle (MCR), que veremos adiante.

Parâmetros da instrução Set Reset de flip-flop

21
Programação Avançada CLP Siemens S7-300

Exemplo de programa com a instrução

Exemplo de utilização da instrução em bloco de funções (FBD)

Exemplo de utilização da instrução em lista de instruções (STL)

22
Programação Avançada CLP Siemens S7-300

2) Instrução Reset Set Flip-flop


Descrição
Esta instrução executa operações de Set e Reset somente quando RLO é igual a 1. O flip flop é
resetado se o estado do sinal é 0 na entrada R e 1 na entrada S. Nas condições opostas (R=1 e S=0), o
flip flop é setado. Se RLO é igual a 1 em ambas as entradas, ele será setado. Esta instrução também é
influenciada pela instrução Relé Mestre.

Parâmetros da instrução Reset Set de flip-flop

Exemplo de programa com a instrução

Exemplo de utilização da instrução em bloco de funções (FBD)

23
Programação Avançada CLP Siemens S7-300

Exemplo de utilização da instrução em lista de instruções (STL)

EXERCÍCIO
Utilizando-se deste conjunto de instruções, montar um programa em linguagem FBD para
realizar o controle de inversão de rotação de um motor trifásico.
Convenções
Botão desliga S0 I124.0
Relé térmico F7 I124.1
Botão liga S1(sentido horário) I124.2
Botão liga S2 (sentido anti-horário) I124.3
Contator K1 Q124.0
Contator K2 Q124.1
Contato de intertravamento K1(31-32) I124.4
Contato de intertravamento K2 (31-32) I124.5

24
Programação Avançada CLP Siemens S7-300

RESOLUÇÃO DO EXERCÍCIO
EM LINGUAGEM LADDER

EM LINGUAGEM DE BLOCOS DE FUNÇÃO (FBD)

25
Programação Avançada CLP Siemens S7-300

26
Programação Avançada CLP Siemens S7-300

Descrição das linhas de instrução do programa

27
Programação Avançada CLP Siemens S7-300

28
Programação Avançada CLP Siemens S7-300

INTERFACE ELÉTRICA DAS ENTRADAS E SAÍDAS

29
Programação Avançada CLP Siemens S7-300

INSTRUÇÕES DE TEMPORIZAÇÃO
Os temporizadores têm uma área reservada para eles na memória da CPU. Esta área de memória
reserva uma palavra de 16 bits para cada endereço de temporizador utilizado no programa. O set de
instruções em Ladder suporta até 256 instruções no mesmo programa.
As seguintes instruções têm acesso direto à área de memória de temporização:
Instruções de temporização;
Atualização das palavras de temporização durante o clock. Esta função da CPU, em modo
RUN, decrementa um dado valor de tempo de uma unidade no intervalo designado por uma
base de tempo até que o valor de tempo seja igual a zero.

Valor de tempo
Os bits de 0 a 9 de uma palavra de temporização contêm o valor de tempo em modo binário. Este
valor especifica o número de unidades a serem decrementadas. A atualização de tempo decrementa o
valor de uma unidade no intervalo designado pela base de tempo e este continua até chegar a zero.
Você pode carregar o valor de tempo em uma palavra baixa do acumulador 1 em binário, hexadecimal
ou BCD (binary coded decimal). A escala de tempo vai de 0 a 9.990 segundos.
Você pode pré-carregar o valor de tempo usando ambos os formatos a seguir:
W#16#wxyz, onde: W é a base de tempo e wxyz é o valor de temporização
S5T#aH_bbM_ccS_ddMS, onde: a = horas, bb = minutos, cc = segundos e dd =
milisegundos. A base de tempo é selecionada automaticamente.
O máximo valor que você pode carregar é 9.990 segundos, ou 2H_46M_30S.

Base de tempo
Os bits 12 e 13 de uma palavra de temporização contêm a base de tempo em código binário. Ela
define o intervalo no qual o valor de tempo é decrementado de uma unidade. A menor base de tempo é
10ms e a maior de 10s.

Pelo fato dos valores de tempo estar armazenados somente com um intervalo de tempo, valores
que não são exatamente múltiplos deste intervalo serão truncados. Valores com resolução muito alta
para a faixa requerida são arredondados para encontrar a faixa desejada, mas não a resolução
requerida. A tabela abaixo mostra as possíveis resoluções e suas faixas correspondentes.

30
Programação Avançada CLP Siemens S7-300

Configuração de bits na célula de temporização


Quando um temporizador é inicializado, os conteúdos da célula de temporização são usados como
valor de tempo. Os bits 0 até 11 da célula armazenam o valor de tempo em BCD. Os bits 12 e 13
armazenam a base de tempo também em BCD. A figura a seguir exibe estas informações com uma
carga de valor de tempo em 127 e base de tempo em 1 segundo.

1) Extended Pulse S5 Timer (temporizador de pulso estendido)


Descrição
Esta instrução inicializa o temporizador se houver uma borda de pulso positiva (borda de subida –
de 0 para 1) na entrada Start (S). Uma mudança de sinal é sempre necessária para este procedimento.
O temporizador continua a rodar com o tempo especificado na entrada Time Value (TV – valor de
tempo), mesmo se o estado do sinal na entrada S mudar para 0 antes do tempo ter terminado.
Um sinal de checagem de estado em 1 na saída Q produz um resultado de 1 enquanto o
temporizador estiver rodando. O temporizador é reinicializado com o tempo especificado se o estado do
sinal na entrada S for de 0 para 1 enquanto ele estiver rodando.
Uma alteração de 0 para 1 na entrada Reset (R) enquanto o temporizador está rodando faz o
mesmo resetar. Essa alteração também reseta o tempo e a base de tempo dele.
O valor atual de tempo pode ser monitorado nas saídas BI e BCD. O valor de tempo em BI está em
formato BCD.

31
Programação Avançada CLP Siemens S7-300

Exemplo de aplicação
A figura abaixo mostra a instrução S_PEXT e as características do temporizador de pulso.

32
Programação Avançada CLP Siemens S7-300

Configuração da instrução para FBD

Configuração da instrução para STL

2) Retentive On-Delay S5 Timer (temporizador retentivo em atraso)


Descrição
Esta instrução inicia o temporizador se houver um pulso positivo (de 0 para 1) na entrada Start (S).
A mudança de sinal é necessária para essa inicialização. O temporizador continua a rodar dentro do
valor de tempo especificado na entrada Time Value (TV), mesmo se o estado do sinal na entrada S
mudar para 0 antes do tempo ter expirado.
Um sinal de checagem de estado em 1 na saída Q produz um resultado de 1 quando o tempo tiver
terminado. O temporizador é reinicializado com o tempo especificado se o sinal na entrada S mudar de 0
para 1 enquanto o mesmo estiver rodando.
Uma mudança de 0 para 1 na entrada R provoca o reset do temporizador sem levar em
consideração o valor de RLO na entrada S.

33
Programação Avançada CLP Siemens S7-300

Exemplo de aplicação

34
Programação Avançada CLP Siemens S7-300

Configuração da instrução para FBD

Configuração da instrução para STL

35
Programação Avançada CLP Siemens S7-300

EXERCÍCIO
PARTIDA CONSECUTIVA DE MOTORES TRIFÁSICOS

Montar um programa em para controle de uma esteira transportadora de cereais que possui 4
motores trifásicos. A partida desses motores é seqüencial e temporizada (10s de intervalo entre a partida
de um motor e do outro). O sistema também possui dois sensores de nível no tanque de armazenamento
(silo) e que controlam a condição dessas partidas. Se o silo estiver cheio (sensor 2 atuado), os motores
não podem ligar. Se o nível estiver intermediário ou baixo, a partida é liberada.

Seqüência operacional
Observe a seguir o circuito composto por quatro motores que devem partir em seqüência.

O circuito de comando para o circuito acima é mostrado a seguir (esteiras transportadoras).

36
Programação Avançada CLP Siemens S7-300

Quando o botão Ch1 é acionado, o contador C1 e o relé d1 são energizados (se o sensor de nível
mínimo S1 der condições – silo vazio). O motor M1 parte.
Decorrido o tempo ajustado para d1, este energiza C2 e d2. O motor M2 parte.
Decorrido o tempo ajustado para d2, este energiza C3 e d3. O motor M3 parte.
Após o tempo ajustado para d3, este energiza C4, dando partida a M4, o último motor da seqüência.
Quando o silo estiver cheio (sensor de nível S2 atuado), os motores devem ser desligados
instantaneamente.

Aplicação
O sistema de partida consecutiva é aplicado no acionamento de correias transportadoras.

Os quatro motores devem acionar as esteiras e seu sentido de condução é M4, M3, M2, M1. Assim,
as ligações dos motores devem obedecer a seguinte ordem: M1, M2, M3 e M4, ou seja, no sentido inverso.
Se um dos motores é desligado em razão de sobrecarga, por exemplo, todos os motores à frente
dele no sentido da condução serão desligados.
O fornecimento de carga às esteiras é interrompido e os motores montados anteriormente
continuam a funcionar até o descarregamento das respectivas esteiras.

Veja o resumo seqüencial na tabela a seguir.

Defeito no circuito Conseqüência


comandado por: Desliga Continua ligado
Desliga
C4 M4 M1, M2 e M3
C3 M3 M4 M1 e M2
C2 M2 M3 e M4 M1
C1 M1 M2, M3 e M4

37
Programação Avançada CLP Siemens S7-300

INSTRUÇÕES MATEMÁTICAS COM NÚMEROS INTEIROS

Antes de iniciarmos a abordagem deste grupo de instruções, veremos uma explanação sobre o
que denominamos de palavra de estado (ou STATUS WORD).
Status Word
Esta palavra binária contém bits que você pode usar como referência no endereçamento de
instruções de lógica de bit ou então em operações matemáticas, como é o nosso caso neste momento.
Veremos a seguir o significado do conjunto de 8 bits menos significativos desta palavra.

Estrutura do Status Word

Convenções utilizadas no Status Word

Descrições dos bits do Status Word

FC – First Check Bit 0 do status word. No início de uma rede lógica Ladder, o sinal de estado
do bit FC é sempre 0, ao menos que uma rede prévia tenha terminado com a instrução ---(SAVE). A
barra sobre a função indica que ela é negada, ou seja, sempre em 0 no início de uma lógica Ladder.
Cada instrução lógica checa o estado de sinal do bit FC assim como o estado de sinal do endereço
da instrução de contato. O estado do sinal de FC determina a seqüência da lógica. Se FC é 0 (no início
da lógica Ladder), a instrução armazena o resultado e ajusta o bit FC para 1. O processo de checagem é
chamado first check (primeira checagem). O 1 ou 0 que é armazenado em RLO depois da primeira
checagem é então referenciado como o resultado de FC.
Se o estado do bit de FC é 1, uma operação então liga o resultado deste sinal com RLO formado
pelo contato endereçado desde a primeira checagem e armazena o resultado em RLO.

Result of Logic Operation (RLO) Este é o bit 1 da palavra de setado. Este bit armazena o
resultado de uma instrução lógica ou comparações matemáticas.
Por exemplo, a primeira instrução lógica em Ladder checa o estado do sinal de um contato e
produz 1 ou 0 como resultado. Ela armazena este resultado no bit RLO. Uma segunda instrução também
checa o estado de um contato e produz um resultado. Então, a instrução combina este resultado com o
valor armazenado em RLO usando álgebra booleana. O resultado desta operação lógica é armazenado
em RLO, alterando o valor anterior armazenado lá.
Cada instrução subseqüente na execução realiza uma operação lógica em dois valores: o
resultado produzido quando a instrução checa o contato e o valor corrente de RLO.

38
Programação Avançada CLP Siemens S7-300

Status Bit (STA) Bit 2 da palavra de estado, chamada de status bit. O bit de estado armazena o
valor de um bit que é referenciado. O estado de uma instrução de bit que tenha lido uma memória
(contato normalmente aberto ou fechado) é sempre o mesmo que o valor do bit que esta instrução
verifica.
O estado de uma instrução de bit que tenha escrito em uma memória (set coil, reset coil, output
coil) é o mesmo que o valor do bit que a instrução escreve ou, se não houver escrita, o mesmo valor do
bit ao qual a instrução está referenciada.
OR Bit (OR) Bit 3 da palavra de estado chamado de bit OR. Este bit necessite que você use
instruções de Contato para realizar operações lógicas OR com uma função AND. Este bit mostra
instruções que foram previamente executadas e que forneceram valor 1.
Overflow Bit (OV) Bit 5 da palavra de estado e indica a ocorrência de um erro. Ele é setado por
uma instrução matemática ou uma instrução de compação em ponto flutuante depois da ocorrência de
um destes erros: sobrecarga, operação ilegal, número ilegal.
Stored Overflow Bit (OS) Bit 4 que é setado juntamente com o bit OV se um erro ocorrer. Pelo
fato do bit OS permanecer ligado depois do erro ter sido eliminado (diferentemente do bit OV), ele indica
se um erro ocorreu em uma das instruções executadas previamente.
Condition Code 1 and Condition Code 0 São os bits 6 e 7 da palavra de estado (CC1 e CC0)
e fornecem informação nos seguintes resultados ou bits:
Resultado de uma operação matemática;
Resultado de uma comparação;
Resultado de uma operação digital;
Bits que tenham sido deslocados ou rotacionados por um comando.

A tabela abaixo lista o significado de CC1 e CC0 após o programa do usuário executar certas
instruções.

CC1 e CC0 depois da execução de Instruções Matemáticas com números inteiros, sem
Overflow

CC1 CC0 Explanação

0 0 Overflow de faixa negativa em uma adição com números inteiros ou adição de


duplo número inteiro

0 1 Overflow de faixa negativa na multiplicação inteira e multiplicação de duplo


inteiro.
Overflow de faixa positiva em adição inteira, subtração inteira, adição de duplo
inteiro, subtração de duplo inteiro, complemento de dois inteiro e complemento
de dois de duplo inteiro.

1 0 Overflow positivo em multiplicação inteira e de duplo inteiro, divisão inteira e


de duplo inteiro.

39
Programação Avançada CLP Siemens S7-300

Overflow negativo em soma inteira, subtração inteira, soma de duplo inteiro e


subtração de duplo inteiro.

1 1 Divisão por zero em divisão inteira, divisão de duplo inteiro e retorno de fração
de duplo inteiro.

CC1 e CC0 depois da execução de Instruções Matemáticas em ponto flutuante, com


Overflow

CC1 CC0 Explanação

0 0 Overflow gradual

0 1 Overflow de faixa negativa

1 0 Overflow de faixa positiva

1 1 Operação ilegal

CC1 e CC0 depois da execução de Instruções de comparação

CC1 CC0 Explanação

0 0 IN2=IN1

0 1 IN2<IN1

1 0 IN2>IN1

1 1 IN1 ou IN2 são números ilegais de ponto flutuante

CC1 e CC0 depois da execução de Instruções de deslocamento e rotação

CC1 CC0 Explanação

0 0 Último bit deslocado igual a 0

1 0 Último bit deslocado igual a 1

CC1 e CC0 depois da execução de Instruções de palavras lógicas

CC1 CC0 Explanação

0 0 Resultado = 0

1 0 Resultado <>0

40
Programação Avançada CLP Siemens S7-300

Binary Result Bit (BR) Este bit forma uma conexão entre o processamento de bits e palavras.
Ele habilita o programa do usuário a interpretar o resultado de uma operação com palavra como um
resultado binário e a interpretar este resultado em uma lógica binária.
Visto deste ângulo, o bit BR representa um marcador de memória interno no qual o bit RLO é salvo
em função de uma operação de alteração de palavra RLO.
Por exemplo: o bit BR torna possível ao usuário escrever um bloco de função (FB) ou uma função
(FC) em uma lista de instrução (STL) e então chamar o FB ou FC de uma lógica Ladder.

FORMATO DE DADOS DO TIPO INTEIRO


Um número inteiro tem um sinal que indica se ele é positivo ou negativo. O espaço que este tipo
de dado ocupa (de 16 bits) em uma memória é chamado de UMA PALAVRA. A tabela a seguir mostra a
faixa de um inteiro de 16 bits.

41
Programação Avançada CLP Siemens S7-300

1) Add Integer (soma de números inteiros)

Descrição
Aplicando-se nível 1 na entrada Enable (EN) a instrução é ativada. Ela realiza a soma entre os
valores presentes nas entradas IN1 (input 1) e IN2 (input 2) e o resultado pode ser visualizado na saída
OUT. Se o resultado estiver fora da faixa permitida para um número inteiro, os bits OV e OS da palavra
de estado estarão em 1 e a saída ENO é 0.
Exemplo de aplicação

42
Programação Avançada CLP Siemens S7-300

Conversão do programa para STL

43
Programação Avançada CLP Siemens S7-300

2) Subtract Integer (subtração de números inteiros)

Descrição
Aplicando-se nível 1 na entrada Enable (EN), a instrução de subtração é ativada, realizando esta
operação entre os valores das entradas IN1 e IN2 (IN1 – IN2). O resultado pode ser visualizado na saída
OUT. Se o resultado de saída estiver fora da faixa permitida para um número inteiro, os bits OV e OS da
palavra de estado estão em 1 e a saída ENO (Enable Output) é 0.
Exemplo de aplicação

Conversão do programa para STL


A lógica 1 convertida para STL é idêntica ao programa anterior (ADD_I)

44
Programação Avançada CLP Siemens S7-300

3) Multiply Integer (multiplicação de números inteiros)

Descrição
Aplicando-se nível 1 na entrada Enable (EN), a instrução de multiplicação é ativada, realizando
esta operação entre os valores das entradas IN1 e IN2 (IN1 X IN2). O resultado pode ser visualizado na
saída OUT. Se o resultado de saída estiver fora da faixa permitida para um número inteiro de 16 bits, os
bits OV e OS da palavra de estado estão em 1 e a saída ENO (Enable Output) é 0.
Exemplo de aplicação

Conversão do programa para STL


A lógica 1 convertida para STL é idêntica ao programa anterior (ADD_I)

45
Programação Avançada CLP Siemens S7-300

4) Divide Integer (divisão de números inteiros)


Descrição
Aplicando-se nível 1 na entrada Enable (EN), a instrução de divisão é ativada, realizando esta
operação entre os valores das entradas IN1 e IN2 (IN1 / IN2). O quociente inteiro (resultado truncado)
pode ser monitorado na saída OUT. A sobra não pode ser escaneada. Se o quociente estiver fora da
faixa permitida para um número inteiro, os bits OV e OS da palavra de estado estão em nível 1 e a saída
ENO é desligada.
Exemplo de aplicação

Conversão do programa para STL


A lógica 1 convertida para STL é idêntica ao programa anterior (ADD_I)

46
Programação Avançada CLP Siemens S7-300

Avaliando os bits da Palavra de Estado após a execução de instruções matemáticas


As instruções matemáticas vistas até agora afetam os seguintes bits da palavra de estado após
sua execução:
CC1 e CC0
OV
OS

O sinal (-) nas tabelas a seguir significa que o bit não é afetado pelo resultado da operação
matemática.
Tabela para valores dentro da escala válida

Escala válida para o resultado com números inteiros (16 e 32 bits) Bits da palavra de estado

CC1 CC0 OV OS

0 (zero) 0 0 0 -

16 bits resultado entre 0 e o valor -32.768 (número negativo)


0 1 0 -
32 bits resultado entre 0 e -2.147.483.648 (número negativo)

16 bits resultado entre 0 e o valor 32.767 (número positivo)


1 0 0 -
32 bits resultado entre 0 e 2.147.483.647 (número positivo)

Tabela para valores fora da escala válida

Escala válida para o resultado com números inteiros (16 e 32 bits) Bits da palavra de estado

CC1 CC0 OV OS

0 (zero) 0 0 0 -

16 bits resultado maior do que o valor 32.767 (número positivo)


32 bits resultado maior do que o valor 2.147.483.647 (número 0 1 0 -
positivo)

16 bits resultado menor do que o valor -32.767 (número negativo)


32 bits resultado menor do que o valor -2.147.483.648 (número 1 0 0 -
negativo)

47
Programação Avançada CLP Siemens S7-300

INSTRUÇÕES MATEMÁTICAS COM NÚMEROS EM PONTO FLUTUANTE


Introdução
As funções em ponto flutuante do Simatic podem ser usadas para a realização das seguintes
instruções usando dois números de 32 bits cada:
Adição
Subtração
Multiplicação
Divisão
Estes números de ponto flutuante em 32 bits são chamados de números reais. Utilizando a
matemática em ponto flutuante com um número de 32 bits é possível realizarmos operações dos tipos:
Extração de raiz (SQR) e raiz quadrada (SQRT) de um número;
Estabelecer o logaritmo natural (LN);
Estabelecer o valor exponencial (EXP) na base e (2,71828);
Estabelecer as seguintes funções trigonométricas de um ângulo:
Seno (SIN) e Arcoseno (ASIN) de um número;
Cosseno (COS) e Arcocosseno (ACOS);
Tangente (TAN) e Arcotangente (ATAN).

Formato de dados do tipo REAL (números de ponto flutuante)


Em computação, o ponto flutuante descreve um sistema de representação numérica na qual uma
string de dígitos (ou bits) representa um número real.
O termo ponto flutuante refere-se ao fato de que o ponto decimal (ou ponto binário em
computação) pode flutuar, isto é, pode ser colocado relativo ao número de dígitos significativos. Esta
posição é indicada separadamente na representação interna e a representação do ponto flutuante pode
então ser pensada como a representação de um número em notação científica.
Através dos anos várias formas de representação foram adotadas, mas nos últimos anos a que foi
aceita pelos fabricantes de CLPs foi a normalização definida pela IEEE754-1985 (ou pela IEC
60559:1989). IEEE Institute of Eletrical and Electronics Engineers

O formato de um número em ponto flutuante no STEP7


O formato segue a norma ANSI/IEEE 754-1985 e que consiste dos seguintes elementos:
O sinal S
O expoente e = E + bias, acrescido de uma constante (bias = 127)
A parte fracionária da mantissa “m”. Toda a parte da mantissa de um número não é
armazenado com o resto, porque ele é sempre igual a 1 se o número está dentro a faixa
válida.
Os três componentes juntos ocupam uma palavra dupla de 32 bits.

48
Programação Avançada CLP Siemens S7-300

Usando os três componentes “S”, “e” e “m”, o valor de um número representado neste formato é
definido por uma fórmula:

NÚMERO = (s) 1,m X 2e-127

Onde:
e: expoente (=-127). Em outras palavras, o expoente é armazenado com o -127
adicionado a ele
m (mantissa (23 bits)), ou seja, a parte inteira (que pode ser 1 ou 0) seguida pela parte
fracionária
s: para um número positivo, S = 0 e para um número negativo, S = 1

Exemplo:

Converter o número binário acima para um número real em ponto flutuante

1) s = 0 o valor inteiro é +1
2) 0 expoente é = 124. Então e = 124 – 127 = -3
01111100 (2) = 0X27 + 1X26 + 1X25 + 1X24 + 1X23 + 1X22 + 0X21 + 0X20 = 0 + 64 + 32 + 16 + 8 + 4
= 124
3) m = 1.01 (em binário). Em decimal, um número binário fracionário é convertido assim para
decimal:

49
Programação Avançada CLP Siemens S7-300

Valor da faixa para números em ponto flutuante


Usando o formato em ponto flutuante mostrado abaixo, os resultados são os seguintes:
O menor número é 1,175495E-38 e
O maior número é 3,402823E+38
O número zero é representado com e=m=0; e=255 e m=0 são usados para infinito.

A tabela a seguir mostra os bits de sinal de estado da palavra de estado para os resultados das
instruções com números em ponto flutuante que não estão dentro da faixa permitida.

Exemplos de formatos de números em ponto flutuante


As informações abaixo mostram o formato em ponto flutuante para os valores decimais a seguir:
10.0
Pi = 3.141593
Raiz quadrada de 2 = 1.414214

Outro exemplo mais complexo:

50
Programação Avançada CLP Siemens S7-300

Exemplos de números reais de 32 bits

51
Programação Avançada CLP Siemens S7-300

1) Add Floating-point Numbers (soma de números em ponto flutuante – números REAIS)


Descrição
Um sinal de nível 1 na entrada Enable (EN) ativa a instrução e realiza a soma dos valores
presentes nas entradas IN1 e IN2 (IN1 + IN2). O resultado pode ser monitorado na saída OUT. Se o
resultado está fora da faixa permitida (acima ou abaixo dos valores limites), os bits OV e OS da palavra
de estado estão em 1 e a saída ENO é desativada.

52
Programação Avançada CLP Siemens S7-300

Monitoração da instrução ADD_R

53
Programação Avançada CLP Siemens S7-300

2) Subtract Floating-point Numbers (subtração de números em ponto flutuante – números


REAIS)
Descrição
Um sinal de nível lógico 1 na entrada Enable (EN) ativa esta instrução e realiza a subtração entre
dois números reais em ponto flutuante (subtrai o valor da entrada IN1 da entrada IN2). O resultado pode
ser monitorado na saída OUT. Resultados fora da faixa permissível (acima ou abaixo dos limites)
resultam em nível lógico 1 nos bits OV e OS, além de desabilitar a saída ENO.

54
Programação Avançada CLP Siemens S7-300

Na monitoração:

55
Programação Avançada CLP Siemens S7-300

3) Multiply Floating-point Numbers (multiplicação de números em ponto flutuante –


números REAIS)
Descrição
Um sinal de nível lógico 1 na entrada Enable (EN) ativa esta instrução e realiza a multiplicação
entre dois números reais em ponto flutuante (multiplica o valor da entrada IN1 com o da entrada IN2). O
resultado pode ser monitorado na saída OUT. Resultados fora da faixa permissível (acima ou abaixo dos
limites) resultam em nível lógico 1 nos bits OV e OS, além de desabilitar a saída ENO.

56
Programação Avançada CLP Siemens S7-300

Monitoração da instrução

57
Programação Avançada CLP Siemens S7-300

4) Divide Floating-point Numbers (divisão de números em ponto flutuante – números


REAIS)
Descrição
Um sinal de nível lógico 1 na entrada Enable (EN) ativa esta instrução e realiza a divisão entre dois
números reais em ponto flutuante (divide o valor da entrada IN1 pelo da entrada IN2). O resultado pode
ser monitorado na saída OUT. Resultados fora da faixa permissível (acima ou abaixo dos limites)
resultam em nível lógico 1 nos bits OV e OS, além de desabilitar a saída ENO.

58
Programação Avançada CLP Siemens S7-300

Monitoração da instrução

59
Programação Avançada CLP Siemens S7-300

60
Programação Avançada CLP Siemens S7-300

5) Estabelecendo o valor absoluto (ABS) de um número em ponto flutuante


Descrição
Na matemática, o valor absoluto (ou módulo) de um número Real é o seu valor numérico sem o
seu sinal. Por exemplo, 3 é o valor absoluto de -3. Em programação de computadores, a função
matemática usada para realizar este cálculo é chamada de ABS.
Com esta instrução podemos estabelecer o valor absoluto deste tipo de número (em ponto
flutuante.

61
Programação Avançada CLP Siemens S7-300

Monitoração da instrução

62
Programação Avançada CLP Siemens S7-300

6) Estabelecendo a raiz quadrada de um número em ponto flutuante


Descrição
Esta instrução extrai a raiz quadrada de um número e produz um resultado positivo quando o
endereço é maior do que zero (única exceção: raiz quadrada de -0 é -0).
A instrução é ativada quando a entrada Enable (EN) é igual a 1. O resultado SQRT (saída OUT) é
armazenado em uma memória de palavra dupla (MD30). Se MD30 for menor do que 0 ou se o resultado
está fora da faixa permissível para números em ponto flutuante, a saída ENO é ligada e o valor de MD é
igual a zero.

63
Programação Avançada CLP Siemens S7-300

Monitoração da instrução

7) Estabelecendo o logaritmo natural (LN) de um número em ponto flutuante


Descrição
Esta instrução extrai o logaritmo natural de um número através da ativação da instrução, pela
aplicação de um sinal em nível 1 na entrada Enable (EN). O número a ser calculado é inserido na
entrada IN e o resultado armazenado na memória de palavra dupla indicada na saída OUT.
Se o valor da entrada IN for menor que zero ou estiver fora da faixa permissível, a saída ENO é
desabilitada.
O logaritmo natural é o logaritmo de base e, onde e é um número irracional aproximadamente
igual a 2,71828... (chamado Número de Euler). É, portanto, a função inversa da função exponencial.
Em termos simples, o logaritmo natural é uma função que é o expoente de uma potência de e, e
aparece freqüentemente nos processos naturais (o que explica o nome "logaritmo natural"). Esta função
torna possível o estudo de fenômenos que evoluem de maneira exponencial.
Ele também é chamado de logaritmo neperiano, do nome de seu « inventor », o matemático
escocês John Napier (ou John Naper).

64
Programação Avançada CLP Siemens S7-300

Monitoração da instrução

65
Programação Avançada CLP Siemens S7-300

INSTRUÇÕES DE COMPARAÇÃO
Introdução
As instruções de comparação do Simatic são realizadas entre dois números que podem ser dos
tipos Inteiro, Duplo Inteiro e Real (ponto flutuante).
Instruções com números inteiros:
1. EQ_I igual a (equal to);
2. NE_I diferente de (not equal to);
3. GT_I maior que (greater than);
4. LT_I menor que (less than);
5. LE_I maior ou igual a (less equal to);
Instruções com números duplos inteiros:
6. EQ_D igual a (equal to);
7. NE_D diferente de (not equal to);
8. GT_D maior que (greater than);
9. LT_D menor que (less than);
10. LE_D maior ou igual a (less equal to);

66
Programação Avançada CLP Siemens S7-300

Instruções de comparação com números inteiros

67
Programação Avançada CLP Siemens S7-300

Monitoração das instruções de comparação com números inteiros

68
Programação Avançada CLP Siemens S7-300

EXERCÍCIO DE APLICAÇÃO

CENTRIFUGADORA DE AÇUCAR

Desejamos desenvolver um programa para automatizar uma centrifugadora de açúcar. Este


equipamento é utilizado nas usinas de açúcar para converter o melaço (caldo de cana concentrado) em
açúcar cristal.
Processo

Dispositivos de controle
LSH (level sensor high): sensor de nível alto
SV (solenoid valve): válvula solenóide
VS (vibration sensor): sensor de vibração
TT (temperature transmitter): transmissor de temperatura
SS (speed sensor): sensor de movimento (rotação)

Condições iniciais para o carregamento


SV-1 e SV-2 fechadas
Esteira transportadora em movimento
Temperatura em 60ªC (TT)
Motor parado

69
Programação Avançada CLP Siemens S7-300

Operação
1. Abrir SV-1 para a entrada do melaço
2. Quando o melaço atingir o nível desejado, o sensor de nível LSH enviará um sinal
para o fechamento de SV-1
3. O motor da centrífuga deverá ser acionado por um tempo pré-ajustado (três
minutos)
4. Decorrido o tempo de centrifugação, o motor deverá ser desligado
5. Após 15 segundos (tempo necessário para a parada do conjunto após o
desligamento do motor), a Sv-2 será acionada para o início da descarga, que
deve durar 30 segundos
6. Reinício de um novo carregamento

Condições de segurança
O processo deverá ser interrompido (parada do motor que aciona a centrífuga) caso ocorra pelo
menos uma das situações abaixo:
Alta temperatura (TT atuado)
Excesso de vibração (VS atuado)
Motor da esteira parado (SS sem sinal)
O equipamento somente entrará em funcionamento novamente se um botão de rearme for
acionado.

Convenções
Válvulas solenóides acionadas = nível 1
Motor em funcionamento = nível 1
Temperatura normal = nível 1

70