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REVISTA Portus Cale Nº 1 – ANO I Nov.

2013

EDITORIAL

Academia do Conhecimento Portus Calle, Não tememos o futuro, porque ele se


quanto à sua missão, será no seio da determina na persistência, que a presente
sociedade, a partir da Cidade Invicta , criar Academia, se imbuiu na Defesa de uma
um movimento cívico de investigação, nova perspectiva social para um projecto
conhecimento e intervenção social, que global, que contemple uma pátria universal
aponte para a criação de um novo tipo de para a Língua Portuguesa que na sua mais
sociedade – uma sociedade que dê valor ao viva expressão será, a Lusofonia!
social, às pessoas, ao humanismo integral,
tendo por base um escopo de
conhecimentos que passa pela visão A Direção
espiritualista e por uma filosofia
cooperativista, nelas concentrando-se
princípios científicos, espiritualistas, sociais,
políticos e económicos, frutos originais do
pensamento cultural luso que se tem vindo
a projectar ao longo dos últimos nove
séculos!
REVISTA Portus Cale Nº 1 – ANO I Nov. 2013

Direção Editorial

Jacinto Alves
Helena Peixoto
Joaquim Paulo
José Almeida
Pedro Jorge Pereira

Neste Número:

- Figuras Portuenses
J.B

- Sociedade: Por Um Modelo Eco Social


Joaquim Paulo Silva

Ecotopia
Pedro Jorge Pereira

- Letras e Poemas
Domingos da Mota
Helena Peixoto
Kim Berlusa

É PRECISO CONTRARIAR OS DESÍGNIOS


CONTIDOS NOS PROTOCOLOS DOS SÁBIOS DE
SIÃO
Jacinto Alves

LIVROS: Ensaio Sobre a Doutrina do Quinto


Império
REVISTA Portus Cale Nº 1 – ANO I Nov. 2013

com a Revolução Francesa, em que o sentido da


ação está ligado à instrumentalidade da mesma.
A instrumentalidade, nas palavras de Touraine

Por Um Modelo Eco Social

I. (1994), é gerida pelas empresas, económicas ou


políticas, em concorrência entre si nos mercados;
A desconstrução do pensamento Moderno, ao o sentido tornou-se puramente privado e
nível social, Daniel Bell (sociedade pós subjetivo. Tudo é possível nas escolhas privadas,
industrial) ou François Lyotard (sociedade pós porque o público desaparece enquanto
moderna), significou a conceptualização de um instrumento de regulação ética, de comunhão de
mundo, da Modernidade, que ao reinventar-se um coletivo (seja a classe, o grupo, a religião, a
com tanta regularidade nos planos científicos e nação). Neste sentido, a política que é sobretudo
tecnológicos, criando um novo mundo um sentido de ação coletiva, perde referência, e
planetário de comunicação, sistemas, limita-se á pragmática da gestão do quotidano,
informática, robótica, comunicações abdicando de mudar o mundo, projeto da
instântaneas, cultura sem identidade Modernidade. O único fator, desencadeador, de
(globalizada), varre o ideal que a Modernidade uma solidariedade global, é o pensamento
tentou sempre legitimar, da Revolução Social, da ecológico, no sentido (que principalmente a ação
Libertação pela afirmação dos Direitos e das do Green Peace foi decisiva), em que a ação
Liberdades (sejam na via Reformista ou destruidora da tecnologia e do consumo, pôs em
Revolucionária). causa o equilíbrio ambiental, mas também em
A Tecnologia uniu o Mundo, mas separou no consequência, o equilibrío dos recursos e
universo da Noosfera humana, cultura-política, portanto a equidade social, intergeracional e
coletivo-sujeito, Estado-Identidade. Com isso entre nações e continentes, assim como da
recriou um outro processo de socialização, organização económica orientada para
liberto das amarras esquerda/direita, exploração global.
progresso/conservadorismo. Porque a ideologia Das três tendências do nosso tempo (touraine,
desaparece como centro da 1994), a instrumentalidade tornada ação
informação/pensamento e cultura, e entra o estratégica, o refúgio na vida privada e a
objecto posse, a tecnologia do momento, de uma globlaziação ecologista levantados pelos
cultura “non engagé”, mas de entretenimento, problemas da exploração tecnológica, só o
subliminar, elaborada no plano visual e dos último poderá ser tendência para a recondução
média, mas pobre no sentido e na estrutura de do sentido e da ética humana.
vida, história e pensamento. Da saúde à lei, da Porque enquanto avança esta decomposição
educação à justiça, desmantela-se a noção de social, em simultâneo, o caos, a exploração dos
poder e direito, de democracia representativa e mercados sobre países, regiões e pessoas,
de subida social, por uma socialização cavando fossos enormes de posse e acesso,
instrumental, de aquisição, ou nas palavras de cresce a consciência que só um novo
Braudillard e Lipovetsky uma dissolução do pensamento, Eco-Social, que integra os direitos
social, na medida em que instaura uma rutura sociais e ação ecológica (no seu relevo global),
com uma tradição intelectual e cultural, que pode recuperar o sentido, reorganizar o coletivo,
provém do Renascimento, mas tem o seu auge refazer ação política, alterar a conceção de
democracia, facilitar políticas Eco-sócio-
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económicas novas de equidade, redistribuição e seus naturais aliados os "especuladores financeiros


internacionais posicionados estrategicamente em
ecologicamente sustentáveis. diferentes países, nomeadamente nos Estados Unidos!

Joaquim Paulo Silva O actual governo português de forma inconsciente está a


proporcionar as necessárias condições para que o povo
português venha a reagir e que tal como a "Fénix, irá

É PRECISO CONTRARIAR OS DESÍGNIOS


CONTIDOS NOS PROTOCOLOS DOS
SÁBIOS DE SIÃO

Consequências resultantes de algumas reuniões


realizadas sob a égide da Academia do Conhecimento
Portus Calle, ACPC com sede na cidade do Porto algumas
revelações brotaram do nosso espírito sobre o estranho ressurgir das cinzas". Será através da pobreza que uma
comportamento do actual governo português que magnífica Doutrina do Cooperativismo irá surgir plena de
no presente é um servil e dedicado seguidor das força e materializada numa nova/velha mística própria do
directrizes que uma Alemanha (neo-nazi) de uma maneira povo português que na sua misteriosa "singularidade
subtil tem vindo a desenvolver uma completa estratégia lusitana" irá reerguer como o povo mais mestiço da
sobre como dominar a Europa e até o mundo no plano Europa e consequentemente melhor preparado para as
estritamente económico, uma vez que pela forças das novas sociedades do Século XXI.
armas foi derrotada em duas guerras mundiais! Entretanto,
o seu tradicional e histórico espírito bélico nunca foi Contrariando a Alemanha que pela sua estratégia procura
desfeito e permanece intacto na alma do povo alemão. criar condições económicas, políticas e sociais (com a
Estamos com Fernando Pessoa, quando afirma de "que é destruição do estado social), sendo através
preciso cumprir Portugal". Continuamos a ser um pequeno da ECONOMIA que procura o domínio e vassalagem da
povo no contexto geral da Humanidade, contudo, temos Europa, Portugal não dispondo de recursos materiais,
que reconhecer que no plano histórico, Portugal foi uma financeiros, bélicos e económicos dispõe efectivamente de
pequena nação formada por um povo simples e humilde uma importante arma que é a Língua Portuguesa e será
que teve a suprema coragem de alterar a própria história através da Língua Portuguesa que será a nossa "auto-
da evolução do mundo! estrada" para conseguirmos implementar a nível planetário
um novo império que será precisamente oQUINTO
É preciso contrariar os desígnios secretos e IMPÉRIO, onde a espiritualidade; a solidariedade; a
maquiavélicos contidos nos Protocolos dos Sábios de cooperação e a sobriedade, os quatro pilares da Doutrina
Sião, nos quais a Alemanha se faz representar da Cidadania Social serão o baluarte de de uma nova
amplamente e que o governo português é seu fiel e servil maneira de ser e de estar no mundo fundamentada num
seguidor, utilizando o povo português como cobaia em espírito universalista e humanista daLUSOFONIA que de
nome de experiências neo-liberais com raízes de uma forma viva representa !
inspiração neo-nazi!
Jacinto Alves, membro Fundador da ACPC. a).
A economia neo-liberal e nazi, precisa de ser contrariada
tendo como opositora uma nova ideologia que actue
simultaneamente nos campos económicos, social, político
e espiritualista e essa mesma ideologia está materializada
pela Doutrina do Cooperativismo que pela sua
simplicidade encerra um importante espírito humanista e
universalista, onde a riqueza das nações poderá ser
distribuída de uma forma mais directa, geral e equitativa.

Pensamos que a Doutrina do Cooperativismo é a única


força ideológica que poderá fazer "frente" ao neo-
liberalismo e neo-colonialismo comandandos por uma
Alemanha agora no Século XXI neo-nazi e apoiada pelos
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Como podemos, cada vez mais, fluir como as


próprias estações e cadência dos ciclos
naturais? Como vivermos, sermos, agirmos …
naturalmente? Em consonância com a própria
essência dos elementos que nos constituem e à
Natureza em redor.

De que dimensões de nós próprios nos


andamos a esconder? O que falta para que
possamos viver, sentir e fluir de forma plena?
Quais são as mensagens que este novo ciclo
estival tem para nos oferecer? Quais são as
energias, as cadências, a essência em nossa
própria vida do Verão?

Pedro Jorge Pereira


ECOTOPIA

“Que tristeza pensar que a Natureza fala e o ser humano


não a escuta” Ler mais: http://academia-portus-
Victor Hugo cale.webnode.pt/news/solsticio-de-ver%c3%a3o/
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O Ser Humano tem vindo a perder muitas das
suas ligações ancestrais com a Terra Mãe,
juntamente com tradições, conhecimentos e até
identidade. Tem vindo a perder ligação aos
ciclos ancestrais, à sabedoria dos rios e das
montanhas, à energia das plantas e da Terra.
O Ser Humano, em grande parte, desumanizou-
se vivendo cativo de um ego que busca uma
constante e efémera gratificação aparente e
superficial, quer no mundo dos bens materiais
quer na sociedade das aparências e da
ganância de poder.
Por vivemos cada vez mais em cidades
desumanizadas, em habitats cada vez mais
estéreis, com um estilo de vida cada vez mais
artificial, significa que a Mãe Natureza morreu
dentro e fora de nós?
A falência de um modelo de sociedade
materialista e individualista tornam evidente a
cada vez maior importância de regressarmos às
nossas raízes primordiais, de voltarmos a
escutar na plenitude os ensinamentos da
estações, a poesia dos rios, o sussurrar das
árvores.
É cada vez mais evidente a importância dessa
busca primordial, em nós próprios, da nossa
própria essência e espiritualidade.
REVISTA Portus Cale Nº 1 – ANO I Nov. 2013

LETRAS E POEMAS

Bipolar Sabes Pai,

Sobe aos céus, desce aos infernos, A solidão é uma noite longa e escura...
numa brusca roda-viva: E a tua ausência,
O calor e o brilho dos teus olhos,
pastoreia mais invernos
São quebranto gelado...
que verões, em carne viva;
Pergunto onde estarás...
E antes que respondas
excrucia a própria sombra
Já a tua voz,
que sustém, inexpressiva,
Quente carinhosa e forte,
quando escorrega e tomba
Na minha mente se acendeu...
numa espiral depressiva;
E escuto-te...
Sob a forma de poema,
faz das tripas coração, Vejo-te nas tábuas do palco da Vida,
põe o coração na boca; Ou no calor do raio de Sol...
no meio da convulsão, Descubro-te entre as gotas de chuva...
perde o ar, quase sufoca Ou no cheiro intenso da terra molhada...
E eis que a resposta surge...
sob a pulsão bipolar Doce pergunta feita saudade...
que não ousa cutucar. Onde estarás, Pai?
Estás em mim!
Domingos da Mota 03.10.2012

[inédito] HELENA PEIXOTO

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