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1. BIOGRAFIA

Jonh Maynard Keynes nasceu em 5 de junho de 1883, em Cambridge. Dr. John Neville

Keynes, seu pai, foi professor de economia política e lógica da Universidade de Cambridge, na

qual chegou a ocupar um alto cargo administrativo. Já sua mãe, era filha de um ministro e foi

uma das primeiras mulheres a ingressar nessa universidade.

Keynes estudou no Eton College, devido a sua inteligência e aos conhecimentos de seus

pais. Depois de demonstrar seu talento para a matemática, passou para o King’s College da

Universidade de Cambridge. Formou-se em 1905 e estudou Alfred Marshall e A.C. Pigou, os

dois mais notáveis economistas de Cambridge. Logo, seu interesse pelas matemáticas diminuiu e

pela política e economia aumentou.

Mesmo não tendo uma boa nota em ciências econômicas, conseguiu ser aprovado em

1906, no concurso de recrutamento dos Civil Servants (corpo de altos funcionários do império),

sendo colocado no Indian Office (Ministério dos Negócios das Índias), em Whitehall. Em 1908,

deixa o cargo e regressa à Cambridge para ser professor até 1915. Fez parte do King’s College

até ao fim de sua vida.

Também foi jornalista, com artigos publicados em diversos veículos, diretor do Economic

Jornal(uma conceituada revista teórica de ciências econômicas) em 1911 e secretário da Royal

Economic Society.

Em 1913 critica o sistema monetário internacional com o padrão ouro como base, na sua

publicação Indian Currency and Finance (A moeda e as Finanças nas Índias), tendo como base

sua experiência no Indian Office.


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Em 1915, ocupa um cargo no British Treasury. Fez parte dos delegados britânicos à

Conferência de Paz de Paris, em 1919. Como discordou do acordo feito(considerava-o

vindicativo, imoral e impraticável) pediu demissão. Keynes acertou quando defendeu que a

Alemanha não pagaria as indenizações de guerra exigidas pelos países vencedores, por estas

criarem gravíssimos problemas à economia alemã. Como conseqüência, haveria o rearmamento

de toda a Europa. Essas opiniões deixaram Keynes mundialmente conhecido quando foram

publicadas no livro The Economic Consequences of the Peace (As Conseqüências econômicas da

Paz), no mesmo ano. A polêmica causada obrigou o economista a afastar-se dos círculos oficiais

britânicos.

Assim, voltou a Cambridge onde lecionou, administrou as finanças da universidade,

enriqueceu a custa de especulação com divisas, militou no partido liberal, escreveu diversos

artigos e livros entre os quais A Treatise on Probability (Tratado de Probabilidades), em 1921,

Tract on Monetary Reforme (Ensaio sobre a Reforma Monetária),em 1923 e A Treatise on

Money (Tratado sobre a Moeda), em 1930.

Casou-se, em 1925, com Lydia Lopokova, uma bailarina do ballet Diaghilev.

Em 1936 foi publicada a sua mais importante obra teórica The General Theory of

Employment, Interest and Money (A Teoria Geral do Emprego, dos Juros e da Moeda), que veio

a iniciar a chamada "Revolução Keynesiana".

Sofreu um severo ataque cardíaco, em 1937. Mesmo ainda não recuperado, regressou ao

trabalho como um dos administradores do Banco de Inglaterra, sendo considerado por muitos

como o "economista oficial da Grã-Bretanha". Em 1942 recebe o titulo de Barão de Tilton.

Foi o principal economista da política econômica da Grã-Bretanha durante a II Guerra

Mundial. Em 1944, teve um importante papel como representante do Reino Unido na

Conferência de Bretton Woods, aonde viria a ser criado um novo sistema monetário
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internacional. Suas idéias tiveram grande importância para o novo sistema criado. Negociou um

empréstimo dos Estados Unidos à Inglaterra de vários bilhões de dólares.

Morreu em 20 de Abril de 1946, vítima de um novo ataque cardíaco em Firle, Sussex, um

condado inglês junto ao canal da Mancha.

2. IDÉIAS

Como já visto na biografia, em 1919 Keynes publica As Conseqüências Econômicas da

Paz, que trata das conseqüências que as indenizações de guerra podem trazer para um país.

Contudo, seu mais célebre trabalho foi publicado em 1936: A Teoria Geral do Emprego,

do Juro e do Dinheiro. Antes da teoria keynesiana, os economistas tinham uma visão neoclássica

da economia - pressupunham que as forças de oferta e de procura provocariam automaticamente

ajustes para o equilíbrio em todos os preços e valores, plena utilização dos fatores de produção, e

um preço de equilíbrio para o uso de cada um. Os desvios desses níveis eram considerados

temporários. Ou seja: o conceito de mão invisível de Smith, iria “equilibrar” o mercado no longo

prazo. Sobre este pensamento, Keynes disse: “no longo prazo todos nós estaremos mortos”.

Outro princípio de Keynes tratava da renda nacional total, a qual é afetada pelos gastos e

poupanças totais.

Keynes discordava do laissez-faire, considerando-o, uma filosofia na qual não se podia

confiar e que era responsável pelas violentas perturbações no nível das atividades comerciais e

pelo desemprego resultante delas.


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Como tais teorias foram desenvolvidas na época da Grande Depressão, Keynes

concentrou esforços para resolver o problema do desemprego, partindo do princípio de que o

nível de renda alterava o nível de emprego. Infelizmente, não encontrou solução para tal

problema.

Claramente, suas idéias discordavam da maioria das escolas econômicas anteriores, e até

mesmo da de seu professor, Alfred Marshall. Muitas de suas idéias combinaram com as dos

economistas anteriores, como Lauderdale, Malthus, Rae, Sismondi, Say, Quesnay e outros.

Podemos dizer que Keynes foi autor de um novo liberalismo econômico que se pode

chamar de Liberalismo Keynesiano. Seu estudo faz imensa crítica à análise neoclássica e

influenciou todo o pensamento econômico posterior e a orientação da moderna investigação ao

nível macroeconômico.

O economista também discutiu o déficit público nesta citação: "Um país se enriquece não

pelo simples ato negativo de indivíduos não gastarem todos os seus rendimentos em consumo

corrente. Enriquece-se pelo ato positivo de usar essas poupanças para aumentar o estoque de

capital do país. Não é o avaro que se torna rico, mas o que aplica seu dinheiro em investimento

frutífero. O objetivo de concitar o povo a poupar destina-se a criar a capacidade de criar casas,

estradas e assim por diante. Portanto, uma política destinada a tentar reduzir a taxa de juros pela

suspensão de novos acréscimos ao estoque de capital e, pois, pela contenção das oportunidades e

dos propósitos de aplicação de nossas poupanças é simplesmente suicida"1.

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Retirado do site http://www.alanhenriques1.hpg.ig.com.br/alan03.html
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3. CONCLUSÃO

O Barão John Maynard Keynes foi inquestionavelmente a maior figura da economia do

século XX; para além do seu papel ativo na economia mundial, as suas idéias influenciaram as

políticas econômicas de muitos governos desde a Segunda Guerra Mundial até aos dias de hoje.

Ele combinou suas próprias teorias e os desenvolvimentos anteriores em uma análise que

ocasionou transformações na Economia.


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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

KEYNES, John Maynard. A Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda. 1. ed. 6.

tiragem. São Paulo: Atlas, 1992.

SAMUELSON, Paul A. Introdução à Análise Econômica. 8. ed., traduzida da 9ª edição em

inglês. Rio de Janeiro: Livraria Agir Editora, 1975.

BRITO. Dispõe informações sobre Keynes. Disponível em

<http://www.mackenzie.com.br/brito/>. Acesso em 17 de novembro de 2003.

DICIONÁRIO DE ECONOMIA. Dispõe informações sobre Keynes. Disponível em

<http://www.esfgabinete.com/dicionario/?imprimir=1&conceito=John_Maynard_Keynes>.

Acesso em 17 de novembro de 2003.

ESTATÍSTICA UFRN. Dispõe informações sobre Keynes. Disponível em

<http://www.estatistica.ccet.ufrn.br/biografias/keynes.html>. Acesso em 17 de novembro de

2003.

ESTUDANTE ONLINE. Dispõe informações sobre Keynes. Disponível em

<http://eolfv.vilabol.uol.com.br/hmcapitalismo.htm#1>. Acesso em 17 de novembro de 2003.

JANELA DA WEB. Dispõe informações sobre Keynes. Disponível em

<http://www.janelanaweb.com/crise/entrevkrug.html>. Acesso em 17 de novembro de 2003.


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JOHN MAYNARD KEYNES. Dispõe informações sobre Keynes. Disponível em

<http://members.tripod.com/grupohead/economistas/keynes.htm>. Acesso em 17 de novembro de

2003.

KEYNES E O DÉFICIT PÚBLICO. Dispõe informações sobre Keynes. Disponível em

<http://www.alanhenriques1.hpg.ig.com.br/alan03.html>. Acesso em 08 de novembro de 2003.

LEMON BANK. Dispõe informações sobre Keynes. Disponível em

<http://www.fatorcorretora.com.br/education/glossario_K.asp >. Acesso em 17 de novembro de

2003.

PHEUK ONLINE. Dispõe informações sobre Keynes. Disponível em

<http://www4.fe.uc.pt/pheuk/keynes.html>. Acesso em 17 de novembro de 2003.