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Comportamento Mecânico dos Materiais

Maria Teresa Paulino Aguilar

COMPORTAMENTO MECÂNICO DOS


Metalurgia Física dos Aços
MATERIAIS
Maria Teresa Paulino Aguilar
Paulo Cetlin
Maria Teresa Paulino Aguilar
teresa@ufmg.br

Escola de Engenharia
Departamento de Engenharia de Materiais e Construção
Comportamento Mecânico dos Materiais
Maria Teresa Paulino Aguilar

Programa
7/4 Introdução
14/4 28/4 5/5 Aulas teóricas
ü 12/5 e 19/5 Avaliação de Propriedades (20 pontos)
ü 26/5 e 2/6 Estudo de textos
ü 9 e 16/6 Avaliação (40 pontos)
ü 23/6 Estudo Dirigido (25 pontos)
ü 30/6 Livro (15 pontos)

Aulas Extras: estudo de texto e preparação do Seminário


Introdução . Estrutura . Propriedade . Processamento . Materiais
Comportamento Mecânico dos Materiais

. Introdução
Maria Teresa Paulino Aguilar

. Estrutura

. Propriedade

. Processamento

. Materiais
Introdução . Estrutura . Propriedade . Processamento . Materiais
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ü Material: relativo à matéria, formado de


matéria
ü Matéria; substância constitutiva dos corpos

ü Construçao mecânica: envolve carros, aeronaves,


caldeiras, máquinas em geral, estruturas metálicas...
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CIÊNCIA E ENGENHARIA DE MATERIAIS


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Estrutura Propriedades Desempenho Necessidade ou


Ciência Experiênica
Básica Social
Processamento

estrutura

desempenho

propriedade
processamento
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Incorporação de conceitos básicos em ciência permite controle de


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desempenho, aumento de qualidade e competividade

10 -16 10-12 10 -8 10 -4 1 102


filosofia
ciência dos materiais eng.estrutural
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MATÉRIA PRIMA MATÉRIA PRIMA MATÉRIA PRIMA


BRUTA PROCESSAMENTO BÁSICA TRANSFORMAÇÃO INDUSTRIAL
(carvão, minérios, OU REFINO OU (chapa, premoldado,
(cimento, metais,
argilas, petróleo, PROCESSAMENTO tecido)
produtos químicos,
madeiras, rochas) papel)
COLHEITA OU EXTRAÇÃO

Ciência

FABRICAÇÃO OU
MINERAÇÃO OU

RECICLAGEM

MONTAGEM
e
Engenharia
de
Materiais

BENS DE
SUCATA CONSUMO
TERRA DESCARTE OU USO (edifício, ponte,
RESÍDUO carro,
máquinas)
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Eng. Mecânica
MEDICINA

Eng. Química
Biociêncas
Cerâmica
Eng. Civil

Ciências Eng.
Física Ciências
Materiais
Química Materiais
Eng. Elétrica
Matemática
Metalurgia
Geociêncas
Eng. Nuclear
Eng. Polimeros
Extrativa,
Mineral e
Geológica Eng.
Aeroespacial

Ciências Básicas

Ciências Aplicadas

Engenharia / Medicina
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Avanços

üembalagens que mudam de cor quando o conteúdo


estraga
ütinta a prova de risco
üplásticos mais resistentes que o aço
ünanorobô= modifica genes ou a célula doente
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Maria Teresa Paulino Aguilar Desempenho

Propriedades

Estrutura

Processamento
Introdução . Estrutura . Propriedade . Processamento . Materiais
Comportamento Mecânico dos Materiais PANCHAL et al. (2013) distinguem 3 abordagens de integração
dos aspectos ligados ao material dentro de projetos de
engenharia:
(a) A informática dos materiais, enfatizando extensas bases
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de dados de materiais e suas propriedades e eficientes


algoritmos de busca de materiais que melhor se adaptariam a
um conjunto de desempenhos especificados, exemplificada
pela abordagem adotada por ASHBY (2009);
(b) Cyber-modelos de Materiais na Engenharia, onde se adota
a perspectiva da física e química computacionais (modelagem
quântica e molecular), focada no desenvolvimento de novos
materiais, bastante popularizada nas comunidades da física,
química e ciência dos materiais;
(c) ICME, lidando com os diferentes níveis de hierarquia da
estrutura típica de materiais com microestrutura. Um dos
objetivos desta abordagem é a “...reduzir o tempo necessário
para que um produto inovativo atinja o mercado, explorando a
engenharia simultânea e o desenvolvimento do material,
produto e processo de fabricação, como descrito pelo comitê
NMAB (National Materials Advisory Board)” (POLLOCK et al,
2008).
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Engenharia de Materiais Integrada Computacionalmente


(Integrated Computational Materials Engineering –ICME)
(PANCHAL et al., 2013).
“a integração de informações sobre materiais, capturada em ferramentas
computacionais, com a análise do desempenho em engenharia e a simulação de
processos de fabricação”.
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ICME (Integrated Computational Materials
Engineering) é definida pelo NATIONAL RESEARCH
COUNCIL (2008) como “a integração de
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informações sobre materiais, capturada em


ferramentas computacionais, com a análise do
desempenho em engenharia e a simulação de
processos de fabricação”.

“ICME” = “Integrated materials and product


design

1- os aspectos geométricos e os processos de


união de componentes e subsistemas são cruciais
para a atividade de projeto

2- sem a clareza da interconexão dos aspectos de


projeto aí contidos e a importância da geometria.
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1. Enfoque Metalurgia Física (ênfase em Ciência dos


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Materiais): Van Vlac, Flinn, Shackelford

2. Enfoque Metalurgia Física e Projeto de peças (enfoque


Engenharia): Ashby

3. Enfoque Químico (enfoque em Materiais Funcionais):


Atkins, MIT Series in MSE
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MATERIAIS DE ENGENHARIA
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1- níveis de conhecimento científico envolvidos no seu


desenvolvimento:

Nível Tipo Exemplo


1 natural pedra, couro, madeira, diamante
2 conhecimento empírico aço, latão, bronze, concreto
3 conhecimento científico alumínio, aço inox, elastômero
4 material projetado vidros metálicos, ligas efeito memória
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2- tipo de ligação:
Materiais Metálicos: Ferrosos(aços e ferros fundidos)
Não Ferrosos
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Materiais Não Metálicos: Cerâmicos


Polímeros(elastômeros, plásticos)

3- fator que mais afeta seu desempenho:


Metais e ligas
Materiais Poliméricos
Materiais Naturais
Materiais Cerâmicos
Compósitos
Esponjas
Biomateriais
Nanomaterias
Semicondutores
.......
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O COMPORTAMENTO(PROPRIEDADES) DO

MATERIAL DEPENDE DA

ESTRUTURA/PROCESSAMENTO
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. Introdução
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. Estrutura

. Propriedades

. Processamento

. Materiais
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Estados da matéria
1. condensado(gás) fermiônico(1995):500.000
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átomos de potássio resfriados quase à 0K


upercondutividade à Tambiente.
(que pode ser reduzido a menor volume, v s (ou l))

2. condensado de Bose-Einsten
dispersão

3. sólidos: Solução(total)0,001
cristalinos a 0,00001µ): água
mais denso

+açúcar
nanomateriais (quase cristais) Solução coloidal(0,1
amorfos ou não cristalinos (vítreos) a 0,001 µ):
gelatina+água

4. líquidos(soluções ou emulsões100 a 0,1µ) Suspensão (100 a


0,1 µ)argila+água

5. gases(soluções)
6. plasma
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Maria Teresa Paulino Aguilar Sólido : organização dos átomos

Níveis de organização dos materiais


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TIJOLO : UNIDADE

ESTRUTURA

1 Modo de empilhar

2 Modo de empilhar ESTRUTURA


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TIJOLO : UNIDADE
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ESTRUTURA

o conjunto das partes de


um todo e as sus relações
1 Modo de empilhar dessas partes entre si

a estrutura deve ser


entendida como a
disposição, a ordem das
2 Modo de empilhar partes constitutivas de um
todo
Laranja

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Suponha que a laranja seja redondinha
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Maria Teresa Paulino Aguilar laranja; unidade

1 modo de empilhar ESTRUTURA

2 modo de empilhar
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Os materiais também têm uma ESTRUTURA


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DEPENDENDO DA ESTRUTURA , OS MATERIAiS PODEM TER


DIFERENTES PROPRIEDADES

A ESTRUTURA dos metais recebe diferentes nomes, em função do


AUMENTO utilizado para visualizá-lo:
üuma lupa (aumentos de até 100 vezes);
üum microscópio ( aumentos de até 1000 vezes);
üum microscópio eletrônico ( aumentos de até 100 000 vezes);
üvisão de raios-X.
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O que é estrutura?

http://micro.magnet.fsu.edu/primer/java/scienceopticsu
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/powersof10/index.html

1023m = 10.000.000 anos luz


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Maria Teresa Paulino Aguilar O que é estrutura?
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10-16m
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Maria Teresa Paulino Aguilar Macroestrutura (olho nu a 100X)

Microestrutura ótica e de varredura (50 a 5000X)


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Estrutura do arranjo
(difração de RX) Estrutura atômica
(microscopia de resolução atômica)
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Maria Teresa Paulino Aguilar Comparando o tamanho de uma laranja com o átomo de ferro:

8 cm

átomo de ferro = 0, 000 000 248 mm de diâmetro

1 metro vale um bilhão de nanometro ( 1 000 000 000 )


1 mm vale um milhão de nanometro ( 1000 000 )

átomo de ferro
. . diâmetro
0,24nm

0,1 0,2 0,3 0,4


S nano nano nano nano
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Se nós tomarmos o tamanho da laranja e dividirmos pelo tamanho do


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átomo, teremos:

tamanho da laranja 80 mm
= = 322 000 000
tamanho do átomo de ferro 0,000 000 248 mm

A LARANJA É TREZENTOS E VINTE E DOIS MILHÕES DE


VEZES MAIOR QUE O ÁTOMO DE FERRO.
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ESTRUTURA ATÔMICA

1- microscópios de resolução atômica (campo iònico);


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2- átomo é a unidade básica da estrutura dos materiais;


3- átomos são formados por partículas subatômicas:
prótons, nêutrons e elétrons;
4- quarks;
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5- existem regiões em torno do núcleo com maior


probabilidade de se encontrar os elétrons;
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6- são os elétrons mais afastados do núcleo que afetam as


propriedades químicas, a natureza das ligações, e
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consequentemente as características mecânicas, a


condutividade elétrica e as características óticas;
7 - eletronegatividade é a medida da tendência relativa que
possuem os átomos de atrair elétrons,

10- átomos com 2 ou 8 elétrons na camada mais externa


tendem a ser mais estáveis

atrações interatômicas
( os átomos tendem a se ligar cedendo, recebendo ou
compartilhando elétrons)
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TIPOS DE LIGAÇÕES

metálicas covalentes iônicas mistas

(van der Waals)


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LIGAÇÕES METÁLICAS
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- metal + metal;
- íons positivos estão envoltos em uma nuvem de
elétrons;
- não é direcional, sendo que o átomo tende a ser
rodeado pelo maior número possível de outros átomos.

sólido metálico
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LIGAÇÕES COVALENTES
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- átomos com pequenas diferenças de


eletronegatividade ( não metálicos);
- compartilham elétrons;
- é direcional.

sólido covalente
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LIGAÇÕES COVALENTES
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- podem ocorrer oscilações de cargas(permanentes ou


flutuantes) em átomos com ligações covalentes, que originam
os dipolos elétricos(centros distintos de carga positiva e de
carga negativa):

- ocorre a formação de polos negativos e positivos que se


encarregam de atrair outro conjunto de átomos.
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Ligações de van der Waals ( intermoleculares):


1- gases nobres (apolares) Van der Waals
2- moléculas polares (dipolo permanente) HCL
-ponte hidrogênio(Fl, O, N) caso extremo

sólido molecular
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LIGAÇÕES IÔNICAS
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- metal(eletropositivo) + não metal(eletronegativo);


- ao átomos tendem a ceder ou ganhar elétrons;
- não é direcional

sólido
iônico
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11- sólidos com ligações iônicas têm alto ponto de


fusão ( são sólidos à temperatura ambiente),
conduzem bem eletricidade no estado líquido;
12 - sólidos moleculares têm ponto de fusão mais
baixo, estado físico variável à temperatura ambiente,
não conduzem eletricidade;
13 - os metais são bons condutores de calor e
eletricidade, são maleáveis, em geral têm alto ponto
de fusão,são todos sólidos à temperatura ambiente
com exceção do mercúrio que é líquido.
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ESTRUTURA DO ARRANJO ATÔMICO
átomo de raio r
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Núcleo

K
L
M
d = ??
ra

1- difração de raios-X:
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ü Monocristal de quartzo

ü Ligas metálicas de cristal orientado: ligas


quase sempre à base de níquel, com até
nove menores componentes metálicos,
incluindo cinco ou mais por cento de
cromo, cobalto, tungstênio, tântalo,
alumínio e / ou rênio. O método de
fundição é conhecido como "solidificação
direccional," e envolve arrefecimento
cuidadosamente uma parte do metal
fundido a partir de uma extremidade para
garantir uma orientação particular da sua
estrutura cristalina. Essa orientação é
escolhido, naturalmente, com base em
tensões esperadas na peça acabada.
ü Fabricação de pás de turbinas de motores
a jato, que devem suportar forças
tremendas em temperaturas
extremamente altas por períodos
prolongados de tempo.
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Ø ligas à base de Fe, Ni e Co, Cu e Zr VIDROS METÁLICOS

Øfitas com espessuras inferiores a 50µm


e largura variando de 2 mm a 300 mm.
Øpropriedades magnéticas superiores aos materiais convencionais : em núcleos
de transformadores, cabeças magnéticas transdutores de força magneto-
elásticas; chaves indutivas, linhas de atraso acústicas blindagem de cabos
flexíveis motores elétricos separadores magnéticos
Ømedicina: 35% Zn, 5% Ca e Mg
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Espectro de DRX de metacaulim (pure MK) e diferentes amostras de geopolímero a base de metacaulim
(LIZCANO et al., 2012).
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Espectroscopia no infravermelho por Transformada de Fourier


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(FTIR) ??????
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2- fenômeno:
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3- estruturalmente: sólidos tem arranjos locais de
átomos regulares e previsíveis, mas a longo alcance
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esses arranjos podem ser:

líquido

regulares ou irregular

estrutura cristalina estrutura não cristalina


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arranjo cristalino arranjo não cristalino


aaa (amorfo, vítreo)
estrutura mais densa estrutura menos densa
maior resistência mecãnica menor resistência mecãnica

mais estável mais reativa


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4- Sólidos não cristalinos
ünão apresentam temperatura de fusão definitiva;
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ü-exemplos: muitos polímeros, alguns cerâmicos(vidro, sílica);


üsão sólidos cujas estruturas não são arranjos repetitivos
tridimensionais a longa distância;
ü apresentam arranjos locais na forma de:

poliedros( subunidade ) cadeias moleculares


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Maria Teresa Paulino Aguilar 5- Estrutura não cristalina dos cerâmicos:
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Maria Teresa Paulino Aguilar 6- Estrutura não cristalina dos sólidos moleculares:
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7-Sólidos cristalinos
Exemplos: metais, alguns cerâmicos, poucos polímeros
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Os átomos se arranjam segundo um padrão que se repete


tridimensionalmente:
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Constatação
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Difração de raio x

Microscópio de força
atômica

- unidade repetiva é a célula unitária;


- células unitárias possíveis (redes de Bravais):
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O material se cristalizará de modo a:


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- preservar a neutralidade elétrica;


- minimizar a repulsão íon-íon;
- satisfazer a direcionalidade e o carater discreto
das ligações covalentes;
- agrupar os átomos o mais compactamente
possível.
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8- Estrutura cristalina dos metais:

os átomos com ligações metálicas se posicionam


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uns em relação aos outros de forma a terem um


arranjo o mais compacto possível
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Estrutura Cúbica de Corpo Centrado - CCC


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célula unitária

ferro-a
48 sistemas de
exemplos cromo
tungstênio deslizamento
vanádio
molibdênio
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Estrutura Cúbica de Face Centrada - CFC


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célula unitária

ferro-g
12 sistemas de
exemplos chumbo
deslizamento
alumínio níquel
cobre
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Estrutura Hexagonal Compacta - HC


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célula unitária

zinco
3 sistemas de
exemplos titânio
deslizamento
magnésio
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Índices de Miller
Sistemas de Eixos
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9- Estrutura cristalina dos sólidos iônicos:
os átomos com ligações iônicas se posicionam uns em
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relação aos outros de forma a manterem a neutralidade


elétrica, minimizar a repulsão íon-íon, em um arranjo o
mais compacto possível
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10- Estrutura cristalina dos sólidos com ligações covalentes


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os átomos com ligações covalentes se posicionam uns em


relação aos outros de forma a manter a direcionalidade das
ligações em um arranjo o mais compacto possível :

sólido covalente sólido molecular


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11- Estrutura cristalina dos sólidos com ligações mistas:


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Cerâmicos com ligações iônicas e covalentes:


silicatos são cristais complexos
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12- Alotropia ou Polimorfismo


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o elemento ou composto existe em mais de uma


forma cristalina
- Carbono
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Cn -
DIAMANTE

Richard
Buckminster Fuller

Cn -
GRAFITE

C60 -
FULERENO
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- P branco (mantido em água) e P vermelho (usado


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nas lixas das caixas de fósforo)


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elemento estrutura cristalina estrutura cristalina


(25oC) (T)
Ca CFC CCC (T>447o)
Fe CCC CFC (T>912o)
Co HC CFC (T>427o)
Ti HC CCC (T>234o)

Zr HC CCC (T>872o)
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IMPERFEIÇÕES
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Influência no comportamento mecânico e/ou químico dos


materiais/componentes mecânicos

1. Pontuais
2. Linha cristalinas
3. Superfície
4. Volume
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1- Defeitos pontuais:

a. Lacunas
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b. Interstícios
c. Átomos diferentes
substitucionais
intersticiais

Número de lacunas em equilíbrio:


Este número aumenta exponencialmente com a
temperatura, de acordo com lei de Arrhenius:

Nv = N. exp(-Qv / RT)
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Defeitos em sólidos iônicos

1- Defeito de Frenkel : ion sai de sua posição e vai


para um interstício
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2- Defeito de Schottky: par de íons de craga oposta


se deslocam para a superfície
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CFC
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CCC
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2- Defeitos de linha
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Discordância (deslocação) em aresta

Vetor de Burgers é perpendicular à direção da linha da discordância


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Discordância em espiral
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Discordância mista
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Campo de tensões decorrente da


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presença de uma discordância em


aresta
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Comportamento Mecânico dos Materiais
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Introdução
Introdução. .Estrutura . Propriedade
Propriedades . Processamento
. Estrutura . Materiais
. Processamento . Materiais
Comportamento Mecânico dos Materiais
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MET - aço 1012


aumento 51000X
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high-resolution TEM image


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3- DEFEITOS DE SUPERFÍCIE
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a. contorno de grão
b. Contorno de fase
c. contorno de macla
d. falha de empilhamento
e. Superfície (cristalinos e amorfos)
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Contorno de Grão
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monocristal
produzido em laboratório (wisker)
utilização pesquisa

Monocristal de CaF2
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líquido

sólido
=
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líquido

sólido

=
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Solidificação de um policristal grão


contorno de grão
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Contorno de grão separa duas regiões de orientações


cristalográficas diferentes no material.
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policristal
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MO - aço IF MO - aço inox 304


aumento 100X aumento 100X
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<5º (subgrão)

ü Os contornos de grão são criados durante a solidificação do material ou durante processos de


deformação e recristalização.
ü O contorno de grão é uma região de alta energia, devido à sua alta densidade de defeitos
cristalinos.
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o crescimento de grão é um processo expontâneo cuja


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velocidade varia exponencialmente com a temperatura:

sólido a ToC após ts


sólido a ToC após t+Dts
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Número Grãos/in2 Grãos/mm2 d ( tamanho
ASTM ( 100X ) de grão), mm
(N)
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-3 0,06 1 1
-2 0,125 2 0,75
-1 0,25 4 0,50
N é o Número
0 0,5 8 0,35
ASTM de
Grão, U 1 1 16 0,25
relacionado S 2 2 32 0,18
com o número U 3 4 64 0,125
de grãos por A 4 8 128 0,091
polegada L 5 16 256 0,062
quadrada com 6 32 512 0,044
aumento de
7 64 1024 0,032
100X.
8 128 2048 0,022
9 256 4096 0,016
10 512 8200 0,011
11 1024 16400 0,008
12 2048 32800 0,006
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d (mm) N limite de limite de


Número de Grão escoamento escoamento
ASTM (MPa) (MPa)
AÇO 8640 AÇO 4340

0,01 9 1650 1550

0,0025 14 1790 1900

0,0011 16 1950 2080


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Contorno de fase
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matéria

homogênea heterogênea
(água, aço, (granito, concreto)
quartzo)

substância pura solução ou mistura


(água) homogênea
(água do mar, aço)

simples composto
(mercúrio, O2) (água, NaCl, SiO2)
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matéria
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heterogênea fases a nível de


homogênea macroestrutura
(granito,
(água, aço, quartzo) concreto) (materiais
compostos)

substância pura solução ou mistura


(água) homogênea
(água do mar, aço) podem originar
fases a nível de
microestrutura
composto
simples
(água, NaCl,
(mercúrio, O2)
SiO2)
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monofásico

MO - aço inox 304


aumento 100X
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polifásico
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Sólidos

Líquido
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aço resfriado rapidamente aço resfriado lentamente e aquecido


aumento 75X aumento 750X
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Contorno de Macla
1. A macla é uma região onde os átomos encontram-se com
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uma simetria de espelho em relação ao contorno.

2. As maclas resultam de deslocamentos atômicos produzidos


por força mecânica(maclas de deformação) ou pelo
recozimento(maclas de recozimento).
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aço inox 304


aumento 325X
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Comportamento Mecânico dos Materiais
Maria Teresa Paulino Aguilar Falha de Empilhamento

1. Comuns em materiais CFC.


2. Ocorrem quando, em uma pequena região do material, há uma falha de empilhamento dos planos
compactos

3. A sequência ABCABABCABC….em uma região do cristal CFC caracteriza uma falha de


empilhamento, sendo uma pequena região HC dentro do cristal CFC
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Comportamento Mecânico dos Materiais As falhas de empilhamento são geradas durante a deformação plástica: o deslizamento ocorre
nos planos {111}segundo as direções <110> destes planos. Entretanto,ocorre um “ganho
energético” se a discordância se dissociar em duas para fazer este deslizamento, ou seja,
primeiro a discordância passa para um plano[110] superior e depois retorna ao plano(111)
original, gerando uma falha de empilhamento entre as duas discordâncias parciais.
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As falhas de empilhamento tem associadas a elas uma energia de falha de empilhamento


(EFE): é uma tensão superficial que age no sentido de recombinar as discordâncias parciais.

Metais com baixa EFE tem grandes e muitas falhas de empilhamento e tem características de
encruameto diferentes dos metais com alta EFE: apresentam arranjos planares de discordâncias
no encruamento, possuem alta coeficiente de encruamento e possuema resistência à fluência
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Superfície
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energia superficial
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Introdução . Estrutura . Propriedade . Processamento . Materiais
Comportamento Mecânico dos Materiais
Energia superficial = E
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Ear-madeira

Ear+madeira > Ear-água + Emadeira-água

Ear-água

Ear+madeira < Ear-água + Emadeira-água


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o poro, a trinca e a bolha


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Al2O3 sinterizada a 1700oC por 2,5 Al2O3 sinterizada a 1700oC por 6


min min
aumento 5000X aumento 5000X
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. Introdução

. Estrutura

. Propriedade

. Processamento

. Materiais