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O Direito Penal Máximo constitui justamente o oposto do Direito Penal Mínimo, e traz

em si a ideia de que o Direito Penal é a solução para todos os problemas existentes na


sociedade. Por tal movimento, o Direito Penal é o meio de controle social mais eficaz a
restringir o direito à liberdade do ser humano, devendo, portanto, ser a solução
adotada em primeiro lugar.

Movimento Lei e Ordem6 (Law and Order): movimento idealizado por Ralf
Dahrendorf, que surgiu como uma reação ao crescimento dos índices de criminalidade.
Tal movimento baseia-se na ideia da repressão, para o qual a pena se justifica por meio
das ideias de retribuição e castigo. Os adeptos desse movimento pregam que somente
as leis severas, que imponham longas penas privativas de implantou um movimento de
política criminal bastante severo como forma de tentar diminuir a
criminalidade. Para isso, criou tipos penais, aumentou penas para alguns crimes etc

SURGIMENTO
Majoritariamente: a doutrina atribui o surgimento da Criminologia Científica à Cesare
Lombroso. Neste discurso, afirma-se que a disciplina nasce a partir da publicação de
sua Obra O homem delinquente em 1876

A doutrina minoritária prega, em seu discurso, que o surgimento da fase científica ao


francês Paul Topinard. Foi ele o primeiro antropólogo que utilizou expressamente,
pela primeira vez, em 1879, o termo criminologia.

Para esta terceira corrente, minoritária, Rafaelle Garofalo foi o responsável foi trazer
o marco divisor entre o período pré-científico e científico ao utilizar em seu livro, em
1885, a nomenclatura Criminologia como título de seu livro científico, que é
compreendido como a ciência da criminalidade do delito e da pena.

Para a Escola Clássica: o período científico da criminologia surgiu a partir da obra


Programa de Direito Criminal, publicada em 1859, e escrita por Francisco Carrara.
Devendo a ele ser atribuído o surgimento da fase científica.

No Brasil, a Criminologia surgiu com a obra do pernambucano João Vieira de


Araújo, chamada Os ensaios do Direito Penal publicada pelo autor em 1884.

EVOLUÇÃO DO DIREITO DE PUNIR


São elas: o período de vingança, o período humanista e o período científico.

1. Periodo de vingança
1.1. Vingança privada : Período regido pela Lei do Talião. Neste caso, a vítima era a
detentora do oder punitivo, admitindo-se o exercício das próprias razões sob a
filosofia do "olho por olho, dente por dente".

1.2. Vingança Divina: exercício do poder punitivo era atribuído à igreja. Neste caso, a
figura do sacerdote era
indispensável, pois ele era tido como um mandatário de Deus. Neste período, a
culpabilidade era determinada por meio das ordálias, ou seja Juízo de Deus, e o fogo
era o elemento purificador da alma, sendo este período
conhecido por fase mitológica

1.3. Vingança Pública: O monarca assume o poder punitivo, como representando do


Estado, seguindo as execuções de um ritual sádico em que o público assistia aos
suplícios dos condenados até a morte, o que fez
com o que referido período ficasse conhecido como ciclo do terror.

PERIODO HUMANISTA: Em relação ao período humanista, frise-se que este foi iniciado
com o surgimento do Estado Liberal nos séculos XVII e XVIII, inclui-se também o
movimento iluminista que, diga-se de passagem, foi capitaneado por John Locke,
ostentado, portanto, por caráter retribucionista. Neste período, o suplício se torna
mais inaceitável e forma-se um consenso entre teóricos do direito, filósofos e
parlamentares sobre a necessidade de punir de outro modo, com penas moderadas
e proporcionais. Na fase pré cientifica, estão localizadas as teorias relacionadas à
etiologia do crime, tais
teorias são fundamentadas e subsidiadas por conhecimentos advindos de
pseudociências. ➔ Demonologia; ➔ Fisionomia ➔ Frenologia e
➔ Psiquiatria.

PERIODO CIENTIFICO: Este período foi iniciado com o Naturalismo do Séc. XIX
e XX, momento em que surgia, especialmente, o positivismo criminológico que
atribuía à pena o sentido ou finalidade de defesa social. Aqui há um marco histórico,
vale lembrar que um século antes, ou seja, do século XVIII para o século XIX, o período
foi marcado pelo abandono total dos suplícios. Sendo assim, a pena, neste momento,
deixou de recair sobre o corpo do criminoso e passou a recair sobre a liberdade do
criminoso. respeito da pena e a necessidade de humanização da mesma, a
necessidade de estruturação do Direito Penal como limitador do poderio punitivo do
Estado, bem como, a substituição da noção de
vingar pela noção de punir. Na FASE CIENTÍFICA, com métodos de pesquisas,
situam-se os precursores científicos da
Moderna Criminologia.

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