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CRISTIANO CONTE RODRIGUES DA CUNHA

ADVOGADO

EXCELENTÍSSIMO SENHOR JUIZ DE DIREITO DA __ª VARA CÍVEL DA COMARCA DE

AUTOR IDOSO COM 71 ANOS DE IDADE


(RG ANEXO)

brasileiro, casado, servidor estadual

vem, com fundamento nos artigos 554 e seguintes do NCPC, ajuizar

AÇÃO DE REINTEGRAÇÃO DE POSSE E INTERDITO PROIBITÓRIO

COM PEDIDO LIMINAR

em face de
mestre de obra de
qualificação ignorada, ambos responsáveis pela pratica de atos de esbulho
possessório em prejuízo do autor, mediante execução de obras de edificação e
movimentação de terra em fração de área acessível pelo Km
coordenadas UTM Lat / Lo:

1. DOS TÍTULOS DE PROPRIEDADE DO AUTOR

1.1. O autor e sua esposa são os únicos proprietários do imóvel rural com
área total de 244.609,91m2 objeto da matrícula a teor
da certidão atualizada que instrui a presente (docs. 3).

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1.2. A matrículaa foi destacada da área maior objeto da matrícula


a qual é propriedade da empresaa cujos únicos sócios
são o próprio autor e sua esposa (doc. 4 e 5).

1.3. A matrícula originada da retificação antiga matrículaa


abertaa pelo
o e Registro de Imóveis, cujo único titular era a
pessoa físicaa doc. 6).
d

1.4. A teor do R.1 dee da matrícula a totalidade do


imóvel foi transferida para integralização de capital da pessoa jurídica

1.5. A teor da mesma alteração contratual arquivada na JUCESP em


30.06.1996 (doc. 5), todas as cotas da sociedade foram transferidas às pessoas físicas
do autor

1.6. Os únicos negócios realizados para transferência de direitos sobre o


imóvel objeto da são os que constam dos Registros 1 e 3 lavrados
no próprio título imobiliário (doc.3), a saber, alienação para fins de garantia em favor
de (R.1 de ) retorno do bem ao patrimônio
),
familiar do autor e esposa (R.3 de únicos sócios da proprietária
originária

1.7. A inclusa certidão da matrículaa foi expedida pelo RGI de


em
e 01/12/2017, a fazer prova inequívoca da inexistência de qualquer
negócio firmado para transferência de direitos sobre o imóvel, que assim segue na
titularidade exclusiva do autor e esposa.

2. LOCALIZAÇÃO DA ÁREA INVADIDA

2.1. A imagem tirada do sistema Google Earth anexa demonstra a


localização do imóvel em relação ao centro (
(doc. 7).

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2.2. Na imagem abaixo, o traçado amarelo representa o perímetro do


imóvel de acordo com os pontos de referência enumerados na matricula ao
passo que o destaque em vermelho representa a fração de área ocupada pelos réus
que, como se vê, está totalmente inserida na área da matrícula

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2.3. Na imagem abaixo, sobreposição da área ocupada pelos réus em


relação à área total da matricula a deixar claro que toda a área por eles
ocupada configura esbulho da propriedade do autor:

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2.4. Não bastasse a ocupação ilegal do espaço, o co-réu


área do autor na qualidade de contratado pelo a função de
mestre de obras de diversos operários que estão por lá executando diversas obras
envolvendo edificação de prédio com dois pavimentos, movimentação de terra,
terraplanagem e instalação de um campo de futebol...

2.5. Na imagem abaixo, destacamos a localização do prédio edificado e o


local destinado ao campo de futebol que atualmente já está concluído:

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2.6. A seguir, fotos da edificação no nível do solo em 05/10/2017:

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2.7. Na foto abaixo, o autor tentando sem sucesso convencer o co-réu


MOISES a interromper as obras, ao passo que este tenta localizar o réu ATILA via
celular:

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2.8. Registre-se que os réus têm ciência inequívoca da oposição do autor


quanto a permanência deles no local, uma vez que desde o início das obras em
maio/2017 o autor já procurava reiteradamente o réu
u tratar do assunto,
mas este nunca se fez presente no local. Abaixo, fotos da obra na fase inicial em
15/05/2017:

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3. DO EMBARGO MUNICIPAL

3.1. A execução das obras estão segue em curso até a presente data, não
obstante ao auto de embargo lavrado contra o réu
pela fiscalização de obras da Prefeituraa cuja cópia segue anexa (doc.8),
bem como violação do auto de embargo nº lavrado contra
razão da execução de obras no mesmo local.

4. DESCUMPRIMENTO DE LIMINAR EM AÇÃO CIVIL PÚBLICA

4.1. Somado a estes fatos, ao prosseguir com as obras os réus estão a


descumprir proibição expressa de promover novas intervenções na área imposta pela
decisão que concedeu liminar nos autos da ação civil públicaa
q tramita na
que cujo inteiro teor instrui
a presente (doc. 10), in verbis:

“Pelo exposto, reconhecendo a presença dos requisitos


necessários, com fundamento no artigo 804, do Código
de Processo Civil, e com base no Poder Geral de Cautela,
DEFIRO PARCIALMENTE o pedido liminar para impor aos
réus, solidariamente, a obrigação de não fazer,
envolvendo a abstenção da prática qualquer ato
degradador ao meio ambiente, que importe em alteração
da situação fática existente, incluindo-se o impedimento
de realizar limpeza das áreas já degradadas ou reformas
da edificação existente, que possam de qualquer modo
prejudicar a regeneração natural da vegetação, conforme
narrado na petição inicial, sob pena de multa diária, que
fixo em R$ 500,00 (quinhentos reais), até o limite de R$
50.000,00 (cinqüenta mil reais), conforme artigo 461, § §
3º e 4º, do Código de Processo Civil, bem como aos
loteadores para a imposição de obrigação de fazer, a fim

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de que se abstenham de receber, autorizar ou permitir o


recebimento por terceiros de prestações e de promover
cobranças, com a imediata paralisação de qualquer ato
inerente à implantação física do loteamento, e de
qualquer ato de alienação, publicidade ou anúncio de
alienação dos lotes, além da obrigação de apresentação
em trinta dias de relação de todos os lotes alienados e
dos respectivos adquirentes, com a determinação de
notificação aos adquirentes para não edificação dos lotes
nas porções ainda não ocupadas, tudo visando assegurar
a efetividade do processo.”

4.2. Estes fatos, data maxima venia, permitem concluir com elevada
certeza que as intervenções estão sendo feitos com grave violação a direitos d o
autor proprietário da área maior turbada na posse clandestina e degradante, bem
como para toda coletividade, ao infringir os executores da obra diversos preceitos
da legislação ambiental vigente, tudo a relevar a presença de fumus boni iuris e prova
documental suficiente à concessão da medida liminar prevista no artigo 562 NCPC.

4.3. A prova verossímil decore do farto material fotográfico que


acompanha esta peça, bem como imagens áreas certificadas pelo sistema Google
Earth que corroboram os dados de planta gráfica representativa dos limites da
propriedade do autor cujas coordenadas de georeferenciamento correspondem à
descrição da área no texto da matricula

5. DO CABIMENTO DA MEDIDA LIMINAR

5.1. Para efeitos do artigo 558 do NCPC, o fato de o esbulho ter iniciado
a menos de ano e dia é facilmente comprovado pela simples consulta às imagens
históricas da área no sistema Google Earth, revelando nenhum sinal de obra ou
edificação na imagem gerada em 28/09/2016:

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5.2. O perigo da demora dispensa maiores delongas, uma vez que na


hipótese da obra seguir adiante a degradação ambiental será muito agravada pela
conclusão de edificações erguidas sem qualquer controle do Poder de Polícia
administrativa, tudo a tornar difícil ou impossível reparação os danos já consumados
a teor da prova documental fotográfica que acompanha esta peça.

6. DO PEDIDO LIMINAR

6.1. Ante ao exposto, requer o autor:

6.1.1. Concessão da medida liminar prevista no artigo 562 NCPC, uma vez que
o réu
u nem mesmo está na posse direta da área invadida que ainda
está em obras para finalidades recreativas, estando o co-réu
u
seus operários ocupando a área na qualidade de meros detentores
definidos no artigo 1.198 do Código Civil, assim desprovidos de qualquer
direto possessório.

6.1.2. Requer que a medida liminar também seja deferida com efeito
proibitório na forma do artigo 567 NCPC, a fim de proibir que os réus
tornem a invadir o imóvel do autor, que em razão de muro edificado no
acesso à área, fica privado de livremente circular pela sua propriedade,
fixando-se multa diária para o caso de descumprimento com base no
artigo 555, § único, inciso I, NCPC.

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7. DOS PEDIDOS FINAIS

7.1. Ao final, seja confirmada a medida liminar e os réus condenados a:

7.2. Proibição definitiva de retornar ao local.

7.3. Obrigação de demolir todas as edificações e instalações levantas no


local.

7.4. Obrigação de restabelecer as características ambientais da área ao


status quo ante à degradação por eles causada.

7.5. Condenação dos réus às verbas de sucumbência.

Atribui-se a presente o valor de R$ 10.000,00 (dez mil reais).

São Paulo, 20 de dezembro de 2017.

CRISTIANO CONTE RODRIGUES DA CUNHA


OAB/SP 245.312

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